Find your next favorite book

Become a member today and read free for 30 days
Poder Versus Força

Poder Versus Força

Read preview

Poder Versus Força

ratings:
4/5 (7 ratings)
Length:
392 pages
6 hours
Publisher:
Released:
Oct 28, 2019
ISBN:
9789898907752
Format:
Book

Description

O principal obstáculo ao desenvolvimento do homem é a falta de conhecimento sobre a própria natureza da consciência. Se analisarmos dentro de nós os processos da mente momento a momento, logo constatamos que esta atua mais depressa do que nos apercebemos.

O homem pensa que vive em virtude das forças que controla; mas, na realidade, ele é governado pelo poder de fontes não reveladas, que não domina. A força é experienciada através dos sentidos; o poder só pode ser reconhecido pela consciência interior. O ser humano encontra-se imobilizado pelo seu alinhamento com padrões energéticos demasiado poderosos, que coloca inconscientemente em movimento.

O indivíduo é, por conseguinte, como uma cortiça no mar da consciência - não sabe onde está, de onde veio nem para onde vai, e nem porquê. Vagueia neste enigma sem fim, repetindo as perguntas século após século, e assim continuará, se não passar por um salto quântico na consciência.

Uma marca de uma expansão tão súbita de contexto e compreensão é uma experiência interior de alívio, alegria e espanto. Os que passaram por essa experiência sentiram depois que o universo lhes concedeu uma dádiva preciosa. Os factos são acumulados com esforço, mas a verdade revela-se sem dificuldade. O objetivo deste livro é que o leitor possa compreender e preparar as condições para tal revelação pessoal.
Críticas de imprensa
«David R. Hawkins é uma das cem personalidades espirituais mais influentes do mundo.»
Watkins Magazine
Publisher:
Released:
Oct 28, 2019
ISBN:
9789898907752
Format:
Book

About the author

Exerceu psiquiatria e foi membro vitalício da American Psychiatric Association assim como de inúmeras organizações profissionais. Entre as suas aparições televisivas destacam-se os programas The Barbara Walters Show e The Today Show. Foi também entrevistado por Oprah Winfrey. Publicou inúmeros livros e séries de conferências sobre temas científicos e espirituais. Coeditou com o prémio Nobel Linus Pauling o livro de referência Orthomolecular Psychiatry. Foi também consultor de governos de vários países em questões de diplomacia internacional e foi fundamental na resolução de conflitos de longa data que constituíam grandes ameaças à paz mundial. Em reconhecimento pelas suas contribuições para a Humanidade, em 1995, foi armado cavaleiro da Ordem Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusalém. O desígnio do trabalho de toda a sua vida foi recontextualizar a experiência humana do ponto de vista da evolução da consciência e integrar a compreensão da mente e do espírito como expressões da Divindade inata, substrato e fonte constante de Vida e Existência.


Related to Poder Versus Força

Related Books

Related Articles

Related categories

Book Preview

Poder Versus Força - David R. Hawkins

FICHA TÉCNICA

info@almadoslivros.pt

www.almadoslivros.pt

facebook.com/almadoslivrospt

instagram.com/almadoslivros.pt

© 2019

Direitos desta edição reservados

para Alma dos Livros

Copyright © 1995, 1998, 2004, 2012 por David R. Hawkins

Publicado originalmente em língua inglesa

no ano de 1995, por Veritas Publishing, Arizona, USA.

Título: Poder versus Força

Título original: Power vs. Force

Autoria: David R. Hawkins

Tradução: Francisco Silva Pereira

Revisão: Silvina de Sousa

Paginação: Maria João Gomes

Capa: Vera Braga/ Alma dos Livros

Imagem de capa: Shutterstock

Impressão e acabamento: Multitipo — Artes Gráficas, Lda.

ISBN: 978-989-8907-75-2

1.ª edição em papel: abril de 2019

Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste livro pode ser utilizada ou reproduzida em qualquer forma sem permissão por escrito do proprietário legal, salvo as exceções devidamente previstas na Lei.

Neste livro não se presta aconselhamento clínico nem se sugere qualquer técnica como forma de tratamento para problemas físicos, emocionais ou de saúde sem o conselho de um especialista, direta ou indiretamente. A intenção é apenas oferecer informações de natureza geral para o ajudar na busca do bem-estar emocional e espiritual. Se o leitor usar qualquer uma das informações aqui contidas, o que é um direito seu, o autor e a editora não assumem qualquer responsabilidade pelas ações tomadas. Ilustração da página 51 reimpressa com permissão da William Morris Agency, Inc. em nome do autor. © 1987 por James Gleick.

Os hábeis não são óbvios;

aparentam ser simples.

Aqueles que sabem isto, conhecem os padrões do Absoluto.

Conhecer os padrões é o Poder Subtil.

O Poder Subtil move todas as coisas e não tem nome.

Gloria in Excelsis Deo!

PRÓLOGO ORIGINAL

Imagine que podia obter um simples sim ou não (S/N) para qualquer pergunta que quisesse fazer. Uma resposta para qualquer questão cuja veracidade fosse demonstrável. Pense nisso... Temos o óbvio:

«A Jane namora outro homem» (S/N). «O Johnny está a dizer a verdade a respeito da escola» (S/N). Mas não tardaríamos a chegar a: «Este investimento é seguro» (S/N), ou «Vale a pena dedicar-me a esta carreira» (S/N). O que aconteceria se todos tivessem acesso a esta informação? Esta possibilidade sugere de imediato consequências surpreendentes. Pensemos de novo: o que sucederia com o nosso sistema judiciário lento e muitas vezes deficiente se «John é culpado desta acusação» (S/N) tivesse uma resposta clara e confirmável? O que se passaria com a política, tal como a conhecemos, se, perante a afirmação: «O candidato X tem a intenção sincera de cumprir o que promete nesta campanha» (S/N), todos obtivéssemos a mesma resposta? E com a publicidade?

Dá para perceber a ideia. Mas esta não para de crescer, e depressa. O que aconteceria com o nacionalismo («O país X está realmente empenhado em derrubar a democracia»)? E com o Governo («Este projeto protege de facto os direitos dos cidadãos»)?

O que ocorreria com «O cheque já seguiu pelo correio»?

Se, como alguém já disse, o homem aprendeu a mentir uma hora depois de aprender a falar, então, um fenómeno como este que estamos a discutir seria a génese da mudança mais fundamental no conhecimento humano desde o início da sociedade; as transformações — em campos que vão da comunicação à ética, nos nossos conceitos mais básicos, em todos os pormenores da existência diária — seriam tão profundas que se torna difícil sequer conceber a vida numa subsequente nova era da verdade. O mundo tal como o conhecemos ficaria irrevogavelmente alterado, até às raízes.

cinesiologia: — n. O estudo dos músculos e dos seus movimentos, em particular tal como aplicado ao condicionamento físico. [do grego kínesis, movimento + logos, estudo + ia.]¹

O estudo da cinesiologia foi objeto de atenção científica pela primeira vez na segunda metade do século passado graças ao trabalho do Dr. George Goodheart, pioneiro na especialidade, à qual chamou cinesiologia aplicada, depois de descobrir que os estímulos físicos benignos — por exemplo, suplementos nutricionais benéficos — aumentavam a força de certos músculos indicadores, enquanto os estímulos adversos faziam com que esses músculos enfraquecessem de súbito.² Isto implica que, a um nível bem inferior ao da consciência conceitual, o corpo «sabe» e, por meio dos testes musculares, é capaz de mostrar o que lhe é benéfico ou prejudicial. O exemplo clássico, citado mais à frente, é o enfraquecimento universalmente observado dos músculos indicadores perante um edulcorante químico, os mesmos músculos que ganham força ante um suplemento saudável e natural.

No final da década de 1970, o Dr. John Diamond refinou esta especialidade e criou uma nova disciplina à qual chamou cinesiologia comportamental. Surpreendentemente, o Dr. Diamond descobriu que os músculos indicadores ganhavam ou perdiam força na presença de estímulos emocionais e intelectuais positivos ou negativos, bem como de estímulos físicos.³ Um sorriso faz com que o resultado do teste seja um músculo forte, enquanto a afirmação «odeio-te» o debilita.

Antes de avançar, expliquemos em pormenor como «testar», sobretudo porque o leitor decerto irá tentar fazê-lo. No seu livro de 1979, Your Body Doesn’t Lie, o Dr. Diamond resume do seguinte modo o procedimento adaptado por ele a partir da descrição clássica de H. O. Kendall em Muscle Testing and Function (Baltimore: Williams & Wilkins, 2.ª ed., 1971).

Para um teste cinesiológico são precisas duas pessoas. Escolha um amigo ou um familiar: chamar-lhe-emos o testado.

1. Peça ao testado que fique de pé, com o braço direito relaxado junto ao corpo e o esquerdo estendido e paralelo ao chão, com o cotovelo reto. (Pode usar o outro braço, se preferir.)

2. De frente para o testado, coloque a sua mão esquerda no ombro direito dele para o estabilizar. Em seguida, pouse a mão direita logo acima do pulso do braço esquerdo do testado.

3. Diga ao testado que vai tentar empurrar-lhe o braço para baixo enquanto ele resiste com toda a força.

4. Agora, empurre o braço rapidamente, de modo firme e uniforme. A ideia é empurrar apenas o suficiente para testar a capacidade de resposta do braço, mas não tanto que o músculo se canse. Não se trata de ver quem é mais forte, mas de saber se o músculo consegue «bloquear» a articulação do ombro e resistir ao «empurrão».

Partindo do princípio de que não existe nenhum problema físico com o músculo e que o testado se encontra num estado mental normal e relaxado, sem receber estímulos estranhos (é importante que o testador não sorria nem interaja com o testado), o músculo «parece forte» e o braço permanece fixo na sua posição. Se o teste for repetido na presença de um estímulo negativo (por exemplo, um adoçante artificial), «embora o testador não esteja a empurrar mais, o músculo não resiste à pressão e o braço do testado desce.»⁴

Um aspeto impressionante da pesquisa de Diamond consistiu na uniformidade das respostas. Os resultados eram previsíveis, repetíveis e universais. Acontecia o mesmo quando não existia nenhum vínculo racional entre estímulo e resposta. Por razões indeterminadas, certos símbolos abstratos faziam com que os testados tivessem um resultado fraco; outros, o oposto. Alguns resultados foram desconcertantes: certas imagens, sem conteúdo declaradamente positivo ou negativo, faziam com que os testados perdessem a força, enquanto outras imagens «neutras» resultavam num músculo forte em todos. E alguns resultados davam azo a uma conjetura notável: enquanto quase toda a música clássica e a maioria da música pop (incluindo o «clássico» rock and roll) causavam uma resposta universalmente forte, o hard rock ou heavy metal, popular no final dos anos 1970 produzia uma resposta fraca.

Diamond observou outro fenómeno, embora não tenha feito uma análise aprofundada às suas extraordinárias implicações. Os testados que ouviam gravações nas quais eram descritos famosos embustes — por mais que a voz parecesse convincente e dizer a verdade — obtinham um resultado «fraco» no teste. Ao escutar gravações de frases verdadeiras e comprováveis, o resultado era sempre «forte».⁵ Este foi o ponto de partida do trabalho do autor deste livro, o conhecido psiquiatra e médico David R. Hawkins, que, em 1975, começou a investigar a reação cinesiológica à verdade e à falsidade.

Já fora estabelecido que os testados não precisavam de um conhecimento consciente da substância (ou questão) testada. Em estudos duplamente cegos — e em demonstrações maciças que envolviam todo o público de uma conferência —, os testados apresentavam resultados universalmente «fracos» em resposta a envelopes não assinalados que continham adoçantes artificiais, e «fortes» com envelopes idênticos nos quais se encontravam placebos. Esta resposta inocente surgia quando eram testados valores intelectuais.

O que parece aqui em ação é uma forma de consciência comunal, spiritus mundi, ou como Hawkins lhe chama, seguindo Jung, uma «base de dados da consciência». O fenómeno presenciado com tanta frequência noutros animais sociais — por meio do qual um peixe no extremo de um cardume se vira de imediato quando os companheiros, a 500 metros, fogem de um predador — também afeta a nossa espécie de uma maneira subconsciente. Existem demasiados casos documentados de indivíduos que tiveram conhecimento claro e preciso das informações experienciadas, em primeira mão, por estranhos situados bem longe, para que possamos negar a existência de formas de conhecimento partilhado além das obtidas pela consciência racional. Ou talvez apenas se dê o caso de a mesma centelha da sabedoria sub-racional interna, capaz de discriminar entre saudável e não saudável, poder distinguir o verdadeiro do falso.

Um aspeto extremamente sugestivo deste fenómeno é a natureza binária da resposta. Hawkins descobriu que as questões devem ser formuladas de modo a que a resposta seja um claro sim ou não, como uma sinapse que é ligada ou desligada; como as formas celulares mais básicas de «conhecimento»; como boa parte daquilo que os nossos físicos de vanguarda dizem ser a natureza essencial da energia universal. Será que o cérebro humano, em determinado nível primordial, é um maravilhoso computador ligado a um campo de energia universal que sabe muito mais do que sabe que sabe?

Seja como for, a investigação do Dr. Hawkins prosseguiu, e a sua descoberta mais fértil foi uma forma de calibrar uma escala de verdade relativa segundo a qual as posições, declarações ou ideologias intelectuais podem ser classificadas num intervalo de 1 a 1000. Podemos dizer: «Este item (livro, filosofia, professor) calibra-se em 200 (S/N), em 250 (S/N)», e assim por diante, até que o ponto de resposta fraca comum determine a medição. A enorme implicação destas calibragens foi que, pela primeira vez na história humana, a validade ideológica podia ser avaliada como uma qualidade inata de qualquer tema.

Depois de vinte anos de calibragens desta natureza, Hawkins conseguiu analisar o espetro completo dos níveis de consciência, desenvolvendo um mapa fascinante da geografia da experiência humana. Esta «anatomia da consciência» produz um perfil de toda a condição humana e permite uma análise abrangente do desenvolvimento emocional e espiritual dos indivíduos, das sociedades e da espécie em geral. Esta visão tão profunda e vasta fornece-nos não só uma nova compreensão da jornada do homem no universo, mas também um guia quanto ao ponto em que nós e os nossos semelhantes estamos na escada da iluminação espiritual, bem como na própria jornada pessoal para nos tornarmos quem poderemos vir a ser.

O Dr. Hawkins coloca os frutos de décadas de investigação sob a luz penetrante das descobertas revolucionárias da física de partículas avançada e da dinâmica não linear. Pela primeira vez no nosso legado intelectual ocidental, a luz fria da ciência confirma o que os místicos e os santos sempre disseram sobre o eu, sobre Deus e a natureza da realidade. Esta visão do ser, da essência e da divindade apresenta uma imagem da relação do homem com o universo única na sua capacidade de satisfazer tanto a alma como a razão. Existe aqui uma rica colheita intelectual e espiritual, muito que podemos aproveitar, e mais que podemos dar a nós mesmos.

Vire a página. O futuro começa agora.

E. Whalen, editor

Bard Press

Arizona, 1995

PREFÁCIO ORIGINAL

Explicar o que é «simples» pode ser difícil. Grande parte deste livro é dedicada ao processo de simplificar o óbvio. Se conseguirmos entender uma coisa simples em profundidade, teremos alargado bastante a nossa capacidade de compreender a natureza do universo e da própria vida.

Atualmente, a cinesiologia é uma ciência bem estabelecida, baseada no teste de uma resposta muscular a estímulos. Um estímulo positivo provoca uma resposta robusta; um estímulo negativo resulta num enfraquecimento demonstrável do músculo testado. Nos últimos vinte e cinco anos, o teste muscular cinesiológico clínico foi objeto de uma verificação generalizada. A investigação original de Goodheart sobre este assunto conheceu uma aplicação mais ampla por parte do Dr. John Diamond, cujos livros trouxeram o tema ao conhecimento público. Diamond determinou que esta resposta positiva ou negativa ocorre com estímulos físicos e também mentais.

A investigação refletida neste volume levou a técnica do Dr. Diamond vários passos mais além, através da descoberta de que esta resposta cinesiológica reflete a capacidade de o organismo humano diferenciar não apenas os estímulos positivos dos negativos, mas também os anabólicos (que elevam a vida) dos catabólicos (que esgotam a vida), e, de forma mais dramática, o verdadeiro do falso.

O teste em si é simples, rápido e quase infalível. Uma reação muscular positiva ocorre como contrapartida a uma afirmação objetivamente verdadeira; regista-se uma resposta negativa se o tema for apresentado sob a forma de declaração falsa. Este fenómeno ocorre independente da opinião do testado ou do seu conhecimento sobre o assunto, e a resposta revelou ser, a nível cultural, válida em muitas populações e consistente ao longo do tempo. Os resultados cumprem assim o requisito científico de replicação e, como tal, da verificação fiável por outros investigadores. Esta técnica apresenta, pela primeira vez na história humana, uma base objetiva para distinguir a verdade da falsidade, sempre verificável com testados aleatoriamente selecionados e «inocentes».

Além disso, descobrimos que este fenómeno testável pode calibrar os níveis de consciência humanos, de tal modo que nos surge uma escala logarítmica arbitrária de números inteiros, estratificando o poder relativo dos níveis de consciência em todas as áreas da experiência humana. Uma investigação exaustiva resultou numa escala de consciência calibrada, em que o registo de números inteiros de 1 a 1000 calibra o grau de poder de todos os níveis possíveis de consciência humana.

Os milhões de calibragens que confirmaram esta descoberta revelaram ainda uma estratificação de níveis de poder nos assuntos humanos, evidenciando uma notável distinção entre poder e força e as respetivas qualidades. Isto, por sua vez, levou à reinterpretação abrangente do comportamento humano, a fim de identificar os campos de energia invisíveis que o controlam. Descobriu-se que a escala calibrada coincide com os subníveis da hierarquia da filosofia perene; correlações com fenómenos emocionais e intelectuais da sociologia, psicologia clínica, psicanálise e espiritualidade tradicional surgiram de imediato.

A escala calibrada foi aqui examinada à luz das descobertas atuais na física teórica avançada e da dinâmica não linear da teoria do caos. Os níveis calibrados, sugerimos, representam poderosos campos atratores no domínio da consciência, que dominam a existência humana e, como tal, definem conteúdo, significado e valor, e servem como energias organizadoras de padrões generalizados do comportamento humano.

Esta estratificação de campos atratores, de acordo com os níveis correspondentes de consciência, fornece-nos um novo paradigma para a recontextualização da experiência humana ao longo do tempo. Em termos práticos, ao aceder a dados para os quais até agora não existia via de abordagem, o nosso método promete um grande valor na pesquisa da história e também um enorme benefício possível para o futuro do homem. Ao tentar enfatizar o valor desta técnica como instrumento de investigação, foram dados exemplos dos seus potenciais usos numa vasta gama de atividades humanas: especulativamente, em arte, história, comércio, política, medicina, sociologia e ciências naturais; a nível pragmático, em marketing, publicidade, investigação e desenvolvimento; e empiricamente, em investigação psicológica, filosófica e espiritual-religiosa. Foram sugeridas aplicações específicas em campos tão diversos como a criminologia, os serviços de informação, o estudo da toxicodependência e o campo do autoaperfeiçoamento.

Mas outros usos e extrapolações do método de investigação aqui pormenorizado ainda não foram mais do que sugeridos. Embora os resultados descritos sejam o produto de vinte anos de investigação e de milhões de calibragens em milhares de temas por equipas de investigadores, este livro representa apenas a exploração inicial do potencial do método para melhorar o nosso conhecimento em todas as artes e ciências. Talvez o mais importante seja a sua promessa como auxiliar no crescimento espiritual e no amadurecimento com vista aos níveis mais avançados da consciência, até da própria iluminação.

* * * * *

Com o procedimento de teste cinesiológico aqui descrito, informações ilimitadas sobre qualquer assunto, passado ou presente, tornam-se universalmente disponíveis. Mas a perceção de que tudo é cognoscível a respeito de qualquer coisa ou qualquer um, em qualquer lugar, ou momento, cria no início um choque paradigmático. Esta reação costuma surgir do discernimento da não localidade, da impessoalidade e da universalidade da consciência; e, em específico, da noção da observabilidade dos próprios pensamentos e motivações, e da sua transparência eterna. O facto de cada pensamento e ação deixar para sempre um rasto indelével no universo pode ser inquietante.

Como no caso da descoberta das ondas de rádio ou dos raios X, uma expansão súbita da nossa consciência do funcionamento do universo não só permite como exige uma recontextualização da visão do mundo. As implicações de um novo conhecimento requerem a reformulação de ideias antigas para obter um contexto maior. Embora possa ocasionar algum stresse intelectual, tal recontextualização científica do comportamento humano pode revelar as estruturas básicas subjacentes aos problemas pessoais e sociais, evidenciando assim as potenciais soluções.

Como este tema é extraordinariamente simples, torna-se difícil apresentá-lo num mundo apaixonado pela complexidade. Apesar da nossa desconfiança perante a simplificação, podemos observar duas classes gerais de pessoas no mundo: as crentes e as não crentes. Para as não crentes, tudo é falso até ser comprovado; para as crentes, o que é dito de boa-fé é provavelmente verdade, a menos que seja demonstrada a sua falsidade. A posição pessimista do ceticismo cínico decorre do medo. A forma mais otimista de aceitar informações advém da autoconfiança. Funcionam ambas e têm prós e contras. Como tal, deparei com o problema de apresentar os dados de modo a satisfazer as duas abordagens.

Este livro segue o estilo de um oximoro, facilita tanto a compreensão do chamado cérebro esquerdo como a do direito. Na realidade, conhecemos as coisas segundo um padrão de reconhecimento holístico. A forma mais fácil de entender um conceito novo é pela familiaridade. Tal género de entendimento é encorajado por um estilo de escrita considerado «conclusivo». Em vez de usar apenas adjetivos ou exemplos escassos para expressar pensamentos, estes são esgotados e completados pelo recurso à repetição. O conceito fica então «concluído» e a mente descansada. Esta abordagem também é desejável porque a mente que lê o capítulo 3 não será a mesma que lê o capítulo 1.

A ideia de ter de começar no capítulo 1 e ler progressivamente até ao fim é apenas um conceito fixo do cérebro esquerdo. Trata-se do caminho prosaico da física newtoniana, baseado numa visão limitada e limitante do mundo em que é suposto todos os acontecimentos obedecerem a uma sequência A→B→C. Esta forma de miopia advém de um paradigma desatualizado da realidade. A nossa visão mais abrangente recorre não apenas à essência da física mais avançada, da matemática e da teoria não linear, mas também a intuições que podem ser validadas experiencialmente por qualquer um.

De um modo geral, o desafio na apresentação deste material reside no paradoxo de compreender conceitos não lineares numa estrutura linear, frase a frase. Os campos da ciência dos quais os dados surgiram são, por si só, complexos e difíceis: física teórica avançada e respetiva matemática; dinâmica não linear; teoria do caos e a sua matemática; cinesiologia comportamental avançada; neurobiologia; teoria da turbulência; bem como as considerações filosóficas da epistemologia e da ontologia. Além disso, era necessário abordar a natureza da consciência humana, uma área inexplorada de cujo perímetro todas as ciências se afastaram. Compreender de modo conclusivo tais assuntos do ponto de vista puramente intelectual seria uma empresa surpreendente, que exigiria uma vida de estudo. Em vez de tentar uma tarefa tão formidável, fiz por extrair a essência de cada tema e trabalhar apenas com essas essências.

Mesmo uma tentativa rudimentar de explicar o funcionamento da técnica de teste fundamental para este livro, que parece no início transcender as leis conhecidas do universo, leva-nos inevitavelmente aos territórios intelectuais da física teórica avançada, da dinâmica não linear e da teoria do caos. Por conseguinte, tentei, na medida do possível, apresentar estes temas em termos não técnicos. Não há que recear que seja necessária alguma capacidade intelectual erudita para digerir este material. Não é: vamos andar à volta dos mesmos conceitos até que se tornem óbvios. De cada vez que regressarmos para comentar um exemplo, ocorrerá uma maior compreensão. é como examinar uma nova rota num avião: na primeira passagem, tudo parece desconhecido; na segunda, detetamos alguns pontos de referência; na terceira, começa a fazer sentido, e finalmente chegamos à familiaridade através da simples visualização. O mecanismo inato de reconhecimento de padrões da nossa mente trata do resto.

Para suprimir o receio de que, talvez, apesar do meu melhor esforço, o leitor não entenda a mensagem essencial deste estudo, explico-a com antecedência: a mente humana individual é como um terminal de computador ligado a uma gigantesca base de dados, que representa a consciência humana, da qual a nossa consciência é uma mera expressão individual, mas com raízes na consciência comum de toda a humanidade. Esta base de dados é o reino do génio; porque sermos humanos implica participarmos nela. Todos, em virtude do nosso nascimento, temos acesso ao génio. Foi demonstrado que a informação ilimitada contida nesta base se encontra prontamente disponível para qualquer pessoa em segundos, a todo momento e em qualquer lugar. Esta é, de facto, uma descoberta surpreendente, com o poder de mudar vidas, tanto a nível individual como coletivo, nunca antes previstos.

A base de dados transcende o tempo, o espaço e todas as limitações da consciência individual. Isto distingue-a como ferramenta única para pesquisas futuras, e abre áreas ainda nem sequer sonhadas a possíveis investigações. Ela apresenta a perspetiva do estabelecimento de uma base objetiva para valores, comportamentos e sistemas de crenças humanos. A informação obtida por este método revela um novo contexto para a compreensão do comportamento humano e um novo paradigma para a validação da verdade objetiva. Dado que pode ser usada por pessoas íntegras, em qualquer lugar e momento, a própria técnica tem capacidade para iniciar uma nova era de experiência humana baseada numa verdade observável e verificável.

Temos ao nosso alcance um meio de distinguir com precisão a verdade da falsidade, o praticável do impraticável, o benévolo do malévolo. Podemos iluminar as forças ocultas, até aqui ignoradas, que determinam o comportamento humano. Temos à disposição uma forma de encontrar respostas para problemas pessoais e sociais antes não resolvidos. A falsidade já não tem de dominar a nossa vida.

(Uma investigação subsequente, após a publicação original deste livro em 1995, indica que apenas as pessoas com uma calibragem de 200 ou superior obtêm resultados precisos nos testes. Para mais pormenores, consulte o capítulo 2 e o apêndice C.)

* * * * *

Embora o tema se tenha revelado fácil de ensinar em conferências ou em vídeo, o problema foi torná-lo legível. As provas podem ser complexas. As demonstrações, no entanto, são ultrassimples. As crianças percebem-nas de imediato e seguem-nas com prazer. Não existe nada aqui surpreendente para elas. Sempre souberam que estavam ligadas à base de dados; nós, adultos, é que nos esquecemos disso. O génio inerente das crianças encontra-se perto da superfície, e foi por isso que elas perceberam que o rei ia nu. O génio é assim.

Este livro será bem-sucedido se, no final, o leitor exclamar: «Sempre soube isto!» O que aqui se apresenta é apenas o reflexo do que já sabe, mas não sabe que sabe. O que pretendi foi unir os pontos para deixar surgir a imagem oculta.

Este guia faz uma grande promessa, talvez a maior alguma vez feita ao leitor. Pode fornecer-lhe os meios com os quais lhe é possível detetar se está a ser induzido em erro. (Como tal, nunca mais terá de voltar a ler um livro ou experimentar algum ensinamento importante sem o testar primeiro — é demasiado perigoso e dispendioso.) O nível de verdade deste próprio trabalho foi calibrado em 850 (ver apêndice A), o que é excecionalmente elevado para o nosso tempo e a nossa cultura. Espero que só isto já cumpra em parte a promessa.

A minha esperança, como autor, é a de que este trabalho possa desfazer as fontes de dor, sofrimento e fracasso, e contribua para que a evolução da consciência humana ascenda ao nível da

You've reached the end of this preview. Sign up to read more!
Page 1 of 1

Reviews

What people think about Poder Versus Força

3.9
7 ratings / 1 Reviews
What did you think?
Rating: 0 out of 5 stars

Reader reviews

  • (5/5)
    Livro excelente! Escrito há tanto tempo e com um conteúdo tão atual. Resultados obtidos com o método utilizado, são bastante coerentes com outras correntes de estudo.