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Descomplicando A Lei 8.112 De 1990 De A A Z

Descomplicando A Lei 8.112 De 1990 De A A Z

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Descomplicando A Lei 8.112 De 1990 De A A Z

Length:
1,302 pages
6 hours
Released:
Jun 30, 2020
ISBN:
9786500036138
Format:
Book

Description

Trata da Lei 8.11/1990 de dispõe do regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das Autarquias e Fundações Federais. Traz a lei comentada artigo por artigo, com exercícios exemplos e exercícios de fixação. Na plataforma do YouTube (canal do Professor Roosevelt Ferraz), esta os comentários de todos os artigos em vídeo (gratuitos).
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Jun 30, 2020
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9786500036138
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Descomplicando A Lei 8.112 De 1990 De A A Z - Roosevelt Ferraz

Descomplicando a Lei 8.112/90 de A a Z

Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, das Autarquias e das Fundações Públicas Federais

-Legislação Comentada

-Exercícios Exemplos

-Resumos

-Tabelas

-Dicas

-Exercícios (Gabarito Indicação legislação)

Vídeo Aulas no Youtube (Professor Roosevelt Ferraz)

Capa: Rose Ferraz

Organização: Rose Ferraz

Índices para catálogo sistemático:

1. Brasil : Leis comentadas : Servidores públicos :

Direito administrativo 35.08(81)(094.56)

Cibele Maria Dias - Bibliotecária - CRB-8/9427

APRESENTAÇÃO

O presente trabalho não tem a pretensão de esgotar o tema, mas sim de

trazer de maneira completa a lei 8.112/90 para aqueles que em sua trajetória de vida resolvem encarar o tão disputado mundo dos concursos públicos, principalmente em âmbito federal.

Sabido esta que muitas questões são meramente a decoreba dos artigos

secos da lei, contudo cada vez mais exige-se do candidato algo mais aprofundado em relação, aquilo que chamo de questões seletivas, onde a decoreba não se apresenta e sim o conhecimento, o estudo da lei.

Tal trabalho procurou trazer os comentários de forma objetiva,

apresentando exemplos de questões já cobradas, com resumos e dicas que serão extremamente úteis, como revisão dos pontos estudados para solidificar esses conhecimentos, por final, os gabaritos comentados com as devidas indicações da lei. Ainda como apoio aos alunos, encontra-se na plataforma YouTube, vídeos aulas de todos os artigos comentados (Canal Professor Roosevelt Ferraz).

Espero que além das críticas que sempre serão bem vindas para cada vez

mais melhorar o presente trabalho, venha anexo as informações referentes a sua posse, pois é por ela e pelo seu sucesso que estou torcendo e na certeza dos objetivos realizados.

Roosevelt Ferraz

AGRADECIMENTOS

Antes de tudo a DEUS pela minha vida sempre maravilhosa, a minha família que em todos os momentos se fez presente e a minha segunda família pertencente a minha esposa amada Elaine pelo sempre e pronto apoio. Ao meu neto Rafael referência na continuidade de nossa simples existência.

Não poderia deixar de fora o agradecimento aos meus inúmeros alunos,

pois através deles o conhecimento e aprendizado só aumenta.

Obrigado.

Prefácio

A busca por uma prática pedagógica que atenda às novas exigências educacionais do século XXI e dos novos cidadãos da era da produção do conhecimento, em contraponto à era da reprodução, vem orientando os trabalhos dialógicos e de investigação por parte dos educadores.

Esta busca, entretanto, leva necessariamente à investigação de seus pilares, adequados e suficientes à nova realidade social, encontrando modelos na prática do ensino que ajustem o processo e o tornem suficientemente competente para atender às novas exigências e necessidades do aluno-cidadão, construtor do seu conhecimento.

Nesse mesmo diapasão, o mundo do trabalho sofreu grandes transformações, premido pelo avanço tecnológico – nunca antes experimentado nessa velocidade –, pela globalização e pela mundialização do capital, exigindo que seus atores busquem um protagonismo no processo de prospecção de seu futuro profissional, aliado a um necessário e permanente estudo e atualização.

Não à toa, a utilização da tecnologia desempenha papel fundamental na disseminação do conhecimento, de forma a abranger o maior número possível de alunos, formando uma rede poderosa no processo de ensino e aprendizagem.

José Roosevelt Gomes Peppe (ou Professor Roosevelt Ferraz, como o conhecem) está atento a todas essas transformações.

Conheci-o na Faculdade de Direito de Curitiba, onde Roosevelt Peppe (como eu o chamo) sempre demonstrou dedicação ímpar, comprometi- mento e elevado gosto pelos estudos, mesmo quando precisou enfrentar um drama pessoal que, para muitos, teria sido motivo de desistência. Não para Roosevelt Peppe.

A opção dele pela docência também me pareceu natural. Desde acadêmico, preocupou-se em compreender, em apreender mais do que aprender, em encontrar método de estudo eficiente e eficaz para si e para muitos dos seus colegas.

Suas aulas transformadas em vídeos em canais do Youtube prendem a atenção do espectador, pois ele constrói um papel de amigo, parceiro e colaborador. Sua comunicação se torna interativa entre o mundo do trabalho e a do- ciência, a aplicação e a hermenêutica do direito, num resultado positivo de ensino e aprendizagem.

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O exercício da docência, antes considerado catalisador do conhecimento, não pode se furtar a acompanhar a evolução social que premia a cooperação e a construção conjunta do saber, sob pena de tornar-se inadequado às novas realidades.

Agora, para atender também as necessidades daqueles que, como eu –

a despeito de nos utilizarmos da high tech ainda preferem o sistema antigo de estudar – Roosevelt Ferraz nos presenteia com este livro, que desbrava o Estatuto do Servidor Público Federal em toda a sua inteireza, recheando os comentários com exemplos de questões e macetes.

É uma preocupação própria de quem entende sua missão e as

necessidades de seus espectadores. A preocupação de um vocacionado, de um exemplar Mestre.

Roosevelt Ferraz representa a personificação da lição de Freire (1996):

Há uma relação entre a alegria necessária à atividade educativa e a esperança.

A esperança de que professor e aluno juntos podemos aprender, ensinar, inquietar-nos, produzir e juntos igualmente resistir aos obstáculos a nossa alegria.

Honrada com o convite para prefaciar esta obra, homenagem

imerecida que atribuo ao coração nobre do Roosevelt Ferraz, espero que os seus alunos e leitores sintam a alegria do compartilhamento e encontrem a força necessária para superação dos obstáculos.

Nadia Regina de Carvalho Mikos

Doutora em Direito. Advogada. Professora.

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Sumário

TÍTULO I ............................................................................. 13

INTRODUÇÃO ................................................................... 13

CAPÍTULO ÚNICO ................................................................13

DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES ....................................13

TÍTULO II ........................................................................... 27

DO PROVIMENTO, VACÂNCIA, REMOÇÃO,

REDISTRIBUIÇÃO E SUBSTITUIÇÃO .......................... 27

CAPÍTULO I ..........................................................................27

DO PROVIMENTO ................................................................27

SEÇÃO I .........................................................................27

DISPOSIÇÕES GERAIS .................................................27

SEÇÃO II ........................................................................40

DA NOMEAÇÃO .............................................................40

SEÇÃO III .......................................................................45

DO CONCURSO PÚBLICO ............................................45

SEÇÃO IV ......................................................................50

DA POSSE E DO EXERCÍCIO ........................................50

13- (FCC/TRT-2ª/Técnico Judiciário – Segurança) Em

conformidade com a Lei n° 8.112/90, sobre a posse em cargo

público é correto afirmar: ................................................53

SEÇÃO V .......................................................................72

DA ESTABILIDADE ........................................................72

SEÇÃO VII .....................................................................79

DA READAPTAÇÃO .......................................................79

SEÇÃO VIII.....................................................................81

DA REVERSÃO ..............................................................81

SEÇÃO IX ......................................................................85

DA REINTEGRAÇÃO .....................................................85

SEÇÃO X .......................................................................89

DA RECONDUÇÃO ........................................................89

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SEÇÃO XI ......................................................................91

DA DISPONIBILIDADE E DO APROVEITAMENTO ........91

CAPÍTULO II .........................................................................93

DA VACÂNCIA ......................................................................93

CAPÍTULO III .....................................................................100

DA REMOÇÃO E DA REDISTRIBUIÇÃO ............................100

SEÇÃO I .......................................................................100

DA REMOÇÃO .............................................................100

SEÇÃO II ......................................................................103

DA REDISTRIBUIÇÃO..................................................103

CAPÍTULO IV ......................................................................108

DA SUBSTITUIÇÃO .............................................................108

TÍTULO III ........................................................................ 111

DOS DIREITOS E VANTAGENS .................................... 111

CAPÍTULO I ........................................................................111

DO VENCIMENTO E DA REMUNERAÇÃO ........................111

CAPÍTULO II .......................................................................128

DAS VANTAGENS ...............................................................128

SEÇÃO I .......................................................................131

DAS INDENIZAÇÕES ...................................................131

SEÇÃO II ......................................................................151

DAS GRATIFICAÇÕES E ADICIONAIS ........................151

CAPÍTULO III .....................................................................171

DAS FÉRIAS ........................................................................171

CAPÍTULO IV ......................................................................180

DAS LICENÇAS ...................................................................180

SEÇÃO I .......................................................................180

DISPOSIÇÕES GERAIS ...............................................180

SEÇÃO II ......................................................................183

DA LICENÇA POR MOTIVO DE DOENÇA EM PESSOA

DA FAMÍLIA..................................................................183

SEÇÃO III .....................................................................186

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DA LICENÇA POR MOTIVO DE AFASTAMENTO DO

CÔNJUGE ....................................................................186

SEÇÃO IV ....................................................................189

DA LICENÇA PARA O SERVIÇO MILITAR ...................189

SEÇÃO V .....................................................................191

DA LICENÇA PARA ATIVIDADE POLÍTICA ..................191

SEÇÃO VI ....................................................................194

DA LICENÇA PARA CAPACITAÇÃO ............................194

SEÇÃO VII ...................................................................198

DA LICENÇA PARA TRATAR DE INTERESSES

PARTICULARES ..........................................................198

SEÇÃO VIII...................................................................200

DA LICENÇA PARA O DESEMPENHO DE MANDATO

CLASSISTA ..................................................................200

CAPÍTULO V .......................................................................202

DOS AFASTAMENTOS ........................................................202

SEÇÃO I .......................................................................202

DO AFASTAMENTO PARA SERVIR A OUTRO ÓRGÃO

OU ENTIDADE .............................................................202

SEÇÃO II ......................................................................206

DO AFASTAMENTO PARA EXERCÍCIO DE MANDATO

ELETIVO ......................................................................206

SEÇÃO III .....................................................................208

DO AFASTAMENTO PARA ESTUDO OU MISSÃO NO

EXTERIOR ...................................................................208

SEÇÃO IV ....................................................................211

DO AFASTAMENTO PARA PARTICIPAÇÃO EM

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU

NO PAÍS .......................................................................211

CAPÍTULO VI ......................................................................222

DAS CONCESSÕES..............................................................222

CAPÍTULO VII ....................................................................227

DO TEMPO DE SERVIÇO....................................................227

CAPÍTULO VIII ...................................................................231

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DO DIREITO DE PETIÇÃO .................................................231

TÍTULO IV ........................................................................ 244

DO REGIME DISCIPLINAR ........................................... 244

CAPÍTULO I ........................................................................244

DOS DEVERES ....................................................................244

CAPÍTULO II .......................................................................247

DAS PROIBIÇÕES ...............................................................247

CAPÍTULO III .....................................................................251

DA ACUMULAÇÃO .............................................................251

CAPÍTULO IV ......................................................................257

DAS RESPONSABILIDADES ...............................................257

CAPÍTULO V .......................................................................267

DAS PENALIDADES ............................................................267

TÍTULO V ......................................................................... 300

DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR .. 300

CAPÍTULO I ........................................................................300

DISPOSIÇÕES GERAIS .......................................................300

CAPÍTULO II .......................................................................307

DO AFASTAMENTO PREVENTIVO ....................................307

CAPÍTULO III .....................................................................309

DO PROCESSO DISCIPLINAR ............................................309

SEÇÃO I .......................................................................317

DO INQUÉRITO ...........................................................317

SEÇÃO II ......................................................................325

DO JULGAMENTO .......................................................325

SEÇÃO III .....................................................................330

DA REVISÃO DO PROCESSO .....................................330

TÍTULO VI ........................................................................ 335

DA SEGURIDADE SOCIAL DO SERVIDOR ................ 335

CAPÍTULO I ........................................................................335

DISPOSIÇÕES GERAIS .......................................................335

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CAPÍTULO II .......................................................................341

DOS BENEFÍCIOS ...............................................................341

SEÇÃO I .......................................................................341

DA APOSENTADORIA .................................................341

SEÇÃO II ......................................................................358

DO AUXÍLIO-NATALIDADE ..........................................358

SEÇÃO III .....................................................................359

DO SALÁRIO-FAMÍLIA .................................................359

SEÇÃO IV ....................................................................361

DA LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE ..........361

SEÇÃO V .....................................................................366

DA LICENÇA À GESTANTE, À ADOTANTE E DA

LICENÇA-PATERNIDADE ............................................366

SEÇÃO VI ....................................................................373

DA LICENÇA POR ACIDENTE EM SERVIÇO ..............373

SEÇÃO VII ...................................................................375

DA PENSÃO.................................................................375

SEÇÃO VIII...................................................................390

DO AUXÍLIO-FUNERAL ................................................390

SEÇÃO IX ....................................................................391

DO AUXÍLIO-RECLUSÃO .............................................391

CAPÍTULO III .....................................................................392

DA ASSISTÊNCIA À SAÚDE ................................................392

TÍTULO VIII ..................................................................... 395

CAPÍTULO ÚNICO ..............................................................395

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS ...............................................395

TÍTULO IX ........................................................................ 399

CAPÍTULO ÚNICO ..............................................................399

DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS E FINAIS ..................399

GABARITO DOS EXERCÍCIOS EXEMPLOS .............. 404

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13

LEI Nº 8.112, DE 11 DE DEZEMBRO DE 1990

DISPÕE SOBRE O REGIME JURÍDICO DOS

SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS DA UNIÃO, DAS

AUTARQUIAS E DAS FUNDAÇÕES PÚBLICAS

FEDERAIS

TÍTULO I

INTRODUÇÃO

CAPÍTULO ÚNICO

DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º Esta Lei institui o Regime Jurídico dos Servidores

Públicos Civis da União, das autarquias, inclusive as em

regime especial, e das fundações públicas federais.

Vale destacar que o texto constitucional, tirando os atos

dispositivos constitucionais transitórios em nenhum momento

traz a palavra funcionário público e sim servidor público.

Para tanto a partir desse nosso estudo podemos aqui

entender que agente público será tratado como gênero. Servidor

público é uma espécie de agente público e deixaremos para o

direito penal em seu artigo 327 do código penal o tratamento para

funcionário público. Em todo nosso estudo da lei 8.112/90 não

poderemos em nenhum momento tratar a palavra funcionário

público.

Alguns autores para na situação de tratar ou não a lei

8.112/90 como estatuto do servidor público, parece uma questão

um pouco fora de propósito para os concursos públicos de maneira

geral, ou seja, não há necessidade de querer complicar os estudos.

14

A lei 8.112/90 é uma lei. É um conjunto de normas

jurídicas que regula a relação do agente público, no caso servidor

público civil da administração pública federal, das autarquias e

das fundações públicas federais. Traz direitos, vantagem, deveres,

proibições, penalidades, responsabilidades e acumulações.

É de direito público, unilateral e legal, ou seja: trata de

prerrogativas perante a administração pública,

normas

apresentadas pela lei de maneira unilateral. Trata daquele que por

ela é regida de uma relação de trabalho institucional ou jurídica.

Podemos afirmar que não é uma relação perante administração

pública de uma relação contratual de trabalho, e sim uma relação

político-administrativa.

Quando no caput do artigo 1º nos deparamos com a

expressão regime jurídico, esse não é único adotado na

administração pública, e regime jurídico é justamente esse

conjunto de direitos, vantagens, garantias, deveres, proibições e

penalidades que serão aplicáveis numa determinada relação social

tratada pelo Direito.

Assim aplica-se a lei 8.112/90 a todos os servidores:

1- os do Poder Executivo Federal que não são abrangidos pela

Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e nem pelos

temporários.

2- os que pertencem aos serviços auxiliares (corpo funcional) do

Poder Legislativo Federal (Congresso Nacional) e suas casas:

Câmara dos Deputados e Senado Federal.

15

3- membros e integrantes do corpo funcional (ou serviços

auxiliares) do Poder Judiciário Federal, com toda sua peculiar e

complexíssima estrutura integrada pelo Supremo Tribunal

Federal, pelo Superior Tribunal de Justiça e as duas instâncias

inferiores da Justiça Federal, pela Justiça do Trabalho com suas

três instâncias, pela Justiça Militar Federal com suas instâncias, e

pela Justiça Eleitoral com suas três instâncias, sendo todos esses

órgãos ordenados circunscricionalmente e distribuídos por todo o

território nacional;

4- membros e integrantes do corpo funcional do Ministério

Público da União.

5- membros e integrantes dos serviços auxiliares do Tribunal de

Contas da União.

6- das autarquias federais, à exceção daquelas especiais

corporativas, criadas e destinadas para exercer a fiscalização do

exercício profissional de integrantes de profissões disciplinadas

por legislação federal – e quanto a isso leiam-se os comentários

pertinentes a seguir.

7- das fundações públicas federais, criadas por lei com imediata e

plena personalidade jurídica de direito público, as quais

independem de registro em cartório para sua completa

personificação como tal.

8- membros e integrantes do corpo funcional da Advocacia-Geral

da União (CRFB, art. 131).

9- membros e integrantes do corpo funcional da Defensoria

Pública da União (CRFB, art. 134).

10- os servidores dos ex-territórios, atuais Estados, que eram

regidos, antes da promulgação da L. 8.112/90, pelo antigo estatuto

dos funcionários federais, a Lei n. 1.711, de 28-1-1952 (CRFB,

art. 243, caput).

11- os serventuários da Justiça remunerados com recursos da

União o (CRFB art. 243, § 5)

16

Outra observação que não deve passar em aberto é a

possibilidade de aplicação subsidiária da lei 8.112/90 em nível

estadual ou municipal quando da omissão das leis que tratam do

servidor público estadual ou municipal forem omissas.

Como cai na Prova

1-(ESAF/AFC/SFC)

O

regime

jurídico

típico

da

Administração Pública, denominado estatutário, caracteriza-

se por ser:

a) de direito público, de natureza legal e unilateral

b) de direito público, de natureza contratual e bilateral

c) de direito privado, de natureza contratual e bilateral

d) de direito público, de natureza legal e bilateral

e) de direito privado, de natureza legal e unilateral

Comentários

A lei 8.112/90 é de direito público, pois apresenta prerrogativas

na relação entre a Administração Pública e os servidores regidos

por essa lei. Diante disso as alternativas C e E já estão descartadas. Sua natureza é legal, pois a unilateralidade não

decorre de ato administrativo e sim da lei. Assim as alternativas

B e também a C estão descartadas. Como decorre de uma

relação unilateral a alternativa D já se descarta.

Então a resposta deveria ser de direito público, de natureza legal

e unilateral.

Gabarito: A

DICA

Cuidado com questões que dizem que a lei 8.112/90 é aplicável a

todos os servidores da União ou Administração Pública Federal.

17

Art. 2º Para os efeitos desta Lei, servidor é a pessoa

legalmente investida em cargo público.

A lei não usa o termo funcionário público. Na verdade, o

gênero é agente público. Servidor Público (em sentido estrito) é o

servidor ocupante de cargo público.

O conceito de agente público traz as pessoas que atuam em

nome do Estado, exercendo uma função pública. Ou seja, cargo

público se ocupa e função exerce. Tal conceito de agente público

é muito geral, por isso afirmar que o agente público trata-se do

gênero.

É possível conceituar agente público todo aquele que

exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por

eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra

forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou

função nas entidades da administração direta, indireta ou

fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do

Distrito Federal, dos Municípios, de Território, por exemplo.

Apesar de existir inúmeras divergências doutrinárias na

classificação de agente público, entende-se que o servidor público

regido por essa lei é o servidor público em sentido estrito, ou seja,

aquele ocupante de cargo público.

Essa ocupação nos estritos requisitos colocados pela lei,

sendo a investidura a hipótese de nomeação unilateral pela

Administração Pública.

18

19

Como cai na prova

2-(Cespe/Técnico Judiciário/TRE-MS) A Lei nº 8.112/1990

aplica-se aos servidores temporários.

Comentários

No esquema apresentado o servidor público em sentido

estrito ocupa cargo público regido pela lei 8.112/90. O

empregado público ocupa emprego público regido pela lei.

9.692/2000 e a CLT. O servidor temporário exerce função pública

regido pela lei 8.745/1993.

Gabarito: ERRADO

DICA:

O servidor público que ocupa cargo público, nesse caso tratado na

lei 8.112/90, possui uma relação de trabalho institucional ou

estatutária (comumente dita). Não apresenta uma relação

contratual de trabalho e sim uma relação política-administrativo.

20

Art. 3º Cargo público é o conjunto de atribuições e

responsabilidades previstas na estrutura organizacional que

devem ser cometidas a um servidor.

Parágrafo único. Os cargos públicos, acessíveis a todos os brasileiros, são criados por lei, com denominação própria e

vencimento pago pelos cofres públicos, para provimento em

caráter efetivo ou em comissão.

Quando a lei diz que cargo público é o conjunto de

atribuições e responsabilidades que são atribuídas a um servidor

não trata de matéria taxativa, pois além dessas atribuições e

responsabilidades se faz presentes também deveres e proibições,

tudo em nome do interesse público.

Lembrando que cargo público é sempre criado por lei e

assim deveria permanecer, o texto constitucional autoriza as casas

legislativas (Câmara dos Deputados e Senado Federal) a criação

de cargos públicos por resolução. Para concursos específicos

como por exemplo da Câmara ou do Senado deve-se ficar atento

nessa exceção.

O artigo 37 inciso I da CRFB ao tratar do acesso aos cargos

públicos, permitiu que o mesmo fosse preenchido por

estrangeiros. No entanto deixa a matéria a ser disciplinada por lei,

sendo a lei 9.515/97 tratando da matéria.

A forma de preenchimento do cargo público pode ser tanto

para cargo público efetivo, onde um dos seus requisitos é que seja

preenchido por concurso público e cargo público em comissão

esse podendo ser preenchido por pessoa de fora da Administração

Pública, sendo de livre nomeação e exoneração.

21

Como cai na prova

3-(Analista Judiciário – Área Judiciária – TRF 1ª Região) -

Diz-se que os agentes públicos de colaboração são as pessoas

que

A) prestam serviços, sob regime de dependência à Administração

Pública direta, autárquica ou fundacional pública, sob relação de

trabalho profissional transitório ou definitivo.

B) detêm os cargos de elevada hierarquia da organização da

Administração Pública, ou seja, que ocupam cargos que compõem

a cúpula da estrutura constitucional.

C) se ligam, por tempo determinado à Administração Pública para

o atendimento de necessidades de excepcional interesse público,

sob vínculo celetista.

D) se ligam, contratualmente às empresas paraestatais da

Administração indireta, sob um regime de dependência e

mediante uma relação de trabalho, não eventual ou avulso.

E) prestam serviços à Administração por conta própria, por

requisição ou com sua concordância, exercendo função pública,

mas não ocupando cargo ou emprego público.

Comentários

Os agentes públicos em colaboração são os particulares em

colaboração. Apresentam-se como Agentes Delegados, Agentes

Credenciados, Agentes Honoríficos e Gestor de Negócios. São

equiparados aos agentes públicos para efeitos penais.

Não apresentam na relação com Administração Pública uma

relação contratual de trabalho, e sim essa prestação se dá por requisição (exemplo mesário) ou por delegação (exemplo

concessionário de pedágio, prestação essa por conta própria

exercendo função pública e não ocupando cargo público ou

emprego público.

22

Na alternativa A (errada) não prestam serviços sob

dependência, pois aqui estaria se falando em contrato de

trabalho. Na alternativa B (errada) não se apresentam numa

relação de hierarquia e sim de vinculação e exercem função

pública não ocupando cargo público ou emprego público. Na

alternativa C (errada) apesar de se ligarem a Administração

Pública não se vinculam pelo regime celetista, pois não há uma

relação contratual de trabalho. Na alternativa D (errada), já afirmado anteriormente, não estão num regime de dependência e

muito menos numa relação de trabalho contratual já que a

palavra dependência assim se faz pensar. Na alternativa E

(correta) estão a prestar serviços a Administração Pública por conta própria, exercendo sim função pública, nunca a ocupar

cargo público ou emprego público.

Gabarito: E

DICA:

-nem todo cargo público é criado por lei

-nem todo cargo público é preenchido por concurso público

-nem todo cargo público é preenchido por brasileiros

23

Não se esqueça das características do cargo público.

24

25

Art. 4º É proibida a prestação de serviços gratuitos, salvo os

casos previstos em lei.

Nem serviço pode ser prestado de forma gratuita pelo

servidor a Administração Pública, salvo aqueles expressos em lei

como por exemplo a de mesário nas eleições. A prestação de

serviço voluntário acaba por ir de encontro ao princípio da

eficiência, pois é necessário na prestação de um serviço uma

contraprestação.

É importante que a lei 8.112/90 vai permitir que essa

prestação gratuita quando a lei assim determinar em situações de

relevância utilidade pública ou de relevante interesse público.

Também em casos de participação de comissões criadas pelo

poder público, quando criadas para os mais diversos fins.

Quando ocorre a prestação de um serviço público de forma

gratuita pelo cidadão ele está prestando como cidadão e não como

servidor público, ou seja, será ele o particular que está em

colaboração com Administração Pública sendo equiparado como

servidor público (agente público no sentido genérico) somente

para efeitos penais.

Como cai na prova

4- (FCC–TRT 20ª Região AJAA) É elemento compatível com

o regime jurídico dos servidores públicos civis da União,

traçado pela Lei no 8.112/90,

A) a criação de cargos públicos sem denominação própria.

B) a impossibilidade de provimento em comissão em se tratando

de cargos públicos.

C) a prestação de serviços gratuitos, desde que prevista em lei.

D) a criação de cargos públicos por ato administrativo.

E) o pagamento dos vencimentos decorrentes de cargo público

com verbas da iniciativa privada.

26

Comentários

Na alternativa A (errada) a criação de cargos públicos se dá

sempre por lei, não esqueça que é possível a criação por

resolução (Câmara dos Deputados e Senado Federal) de cargos

públicos para serviços auxiliares. Na alternativa B (errada) o

provimento de cargo em comissão é de livre nomeação e livre

exoneração, sendo discricionária essa nomeação. Na alternativa

C (correta) a prestação de serviços gratuitos a Administração

Pública é vedada (proibida), salvo os casos que a lei permitir. Na

alternativa D a criação de cargos públicos se dá sempre por

lei ou nos casos das casas legislativas (Câmara dos Deputados e

Senado Federal) por resolução, portanto nunca por ato

administrativo. Na alternativa E o pagamento de vencimentos

decorrente do cargo público é pago pelos cofres públicos nunca

pela iniciativa privada.

Gabarito: C

DICA

Lembre-se que é possível a prestação gratuita de serviço público

quando a lei assim determinar.

27

TÍTULO II

DO PROVIMENTO, VACÂNCIA, REMOÇÃO,

REDISTRIBUIÇÃO E SUBSTITUIÇÃO

CAPÍTULO I

DO PROVIMENTO

SEÇÃO I

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 5º São requisitos básicos para investidura em cargo

público:

I - a nacionalidade brasileira;

II - o gozo dos direitos políticos;

III - a quitação com as obrigações militares e eleitorais;

IV - o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo;

V - a idade mínima de dezoito anos;

VI - aptidão física e mental.

§ 1º As atribuições do cargo podem justificar a exigência de

outros requisitos estabelecidos em lei.

§ 2º Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito

de se inscrever em concurso público para provimento de cargo

cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são

portadoras; para tais pessoas serão reservadas até 20% (vinte por

cento) das vagas oferecidas no concurso.

§ 3º As universidades e instituições de pesquisa científica e

tecnológica federais poderão prover seus cargos com professores,

técnicos e cientistas estrangeiros, de acordo com as normas e os

procedimentos desta Lei. (Incluído pela Lei nº 9.515, de 20.11.97)

28

Provimento é a maneira de preencher um cargo público. Pode-se

apresentar em provimento originário (primário) ou provimento

derivado (secundário). Podemos traçar que o provimento

originário o indivíduo não possui nenhum vínculo anterior com

administração pública, enquanto no provimento derivado o

indivíduo já possui um vínculo anterior com ministração pública.

Assim observe o esquema:

29

Como se observa o provimento originário (primário) é a

nomeação. No provimento derivado (secundário) temos a

promoção, aproveitamento, reversão, reintegração, recondução e

readaptação.

O provimento vai exigir certos requisitos que no caput do

artigo 5º se apresenta como básico, ou seja, a lei pode exigir outros

requisitos, esses nunca por edital (mero ato administrativo). Se

assim o edital traçar outros requisitos esses devem estar expressos

em lei.

Nacionalidade brasileira. Cabe lembrar que certos cargos

só podem ser preenchidos por brasileiro nato como a CRFB traz

no artigo 12 § 3º (Presidente da República, Vice-Presidente da

República, etc.). Não se esqueça da figura do português

equiparado, que é o português que solicitou a equiparação com

base no estatuto da igualdade (Decreto 70.391/1972). É possível

também o estrangeiro ocupar cargos públicos com reza a CRFB

artigo 37 inciso I (lei 9.515/97).

No exercício do cargo público o brasileiro deve estar no

exercício (gozo) dos seus direitos políticos. Alguns autores dizem

que trazer a expressão pleno gozo estaria a exigir a plenitude dos direitos políticos, essa conquistada com 35 anos que é quando o

indivíduo pode se candidatar ao cargo máximo do país (Presidente

da República).

A quitação das obrigações eleitorais é exigida para todos

enquanto a quitação das obrigações militares exigida apenas para

os do sexo masculino.

A idade mínima na posse é 18 anos, salvo quando a lei não

exigir outra data para o preenchimento do cargo como ocorre para

certos cargos para os Tribunais de Contas que a idade mínima,

além de experiência comprovada é de 35 anos.

30

A aptidão física e mental é realizada para confirmar que o

indivíduo está apto física e mentalmente para assumir o cargo,

pois a natureza e atribuições do cargo difere de concurso para

concurso. Basta imaginar um cargo de técnico da Receita Federal

onde a deficiência de poder correr não iria interferir para um cargo

de agente da polícia federal onde aquela deficiência já seria

impeditiva, num primeiro momento, de tomar posse no referido

cargo público.

Importante destacar que qualquer requisito para prover o

cargo público sempre será dado por lei e nunca por ato

administrativo, pois esse não pode inovar a ordem jurídica (criar

direitos e obrigações) unilateralmente.

A CRFB no seu artigo 37 inciso VIII que a lei reservará

percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas

portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão, que a lei regulamente a matéria.

A lei 8.112/90 traz um percentual de até 20% dos cargos

públicos serem reservados a pessoas com deficiência (termo hoje

deve ser assim usado), não colocando uma obrigatoriedade e

também podendo ser, por exemplo, 0%. Ressalta-se que quando

administração pública vai em âmbito federal realizar concurso

público, a lei tem que trazer se há ou não reserva para pessoas com

deficiência, como será auferida essa deficiência e o percentual de

vagas reservadas.

O parágrafo 3º só ressaltou o que a CRFB traz no seu

artigo 37 inciso I quanto a possibilidade do estrangeiro ocupar

cargo público.

31

Como cai na prova

5- (FCC–TRF 1ªReg/Tec-Adm) As instituições de pesquisa

científica e tecnológica federais poderão prover seus cargos

com

A) professores, técnicos e cientistas, brasileiros ou estrangeiros,

dispensado o gozo dos direitos políticos.

B) técnicos e cientistas estrangeiros, de acordo com as normas e

procedimentos legais.

C) técnicos e cientistas, desde que brasileiros e quites com as

obrigações militares.

D) professores brasileiros e estrangeiros, estando, ou não, no gozo

dos direitos políticos.

E) professores, desde que brasileiros natos ou naturalizados,

excluída a quitação das obrigações militares.

Comentários

Na alternativa A (errada) o gozo dos direitos políticos são exigidos aos nacionais (brasileiros nato e naturalizado). Na

alternativa B (correta) os cargos públicos podem ser

preenchidos pelos estrangeiros na forma da lei. Na alternativa

C (errada) podem ser providos os cargos com estrangeiros na

forma da lei. Na alternativa D (errada) exige-se para os

brasileiros o gozo dos seus direitos políticos. Na alternativa E

(errada) os professores estrangeiros poderão ocupar cargos

públicos conforme disciplinados em lei.

Gabarito: B

32

DICA

Os requisitos de provimento de cargo público são básicos

podendo a lei , e somente ela, trazer mais requisitos. O percentual

que a lei reserva de cargos públicos para pessoas com deficiência

será de até 20%, não sendo obrigatória essa reserva quando

houver justificativas legais. O estrangeiro pode ocupar cargo

público de acordo com que a lei traçar (observe a lei 9.515/97).

33

Art. 6º O provimento dos cargos públicos far-se-á mediante

ato da autoridade competente de cada Poder.

Esse artigo traz a competência para dar provimento ao cargo

público e ao se referir cada poder também determina que além do

poder executivo federal ou poder legislativo e judiciário

estabeleçam por atos normativos as competências a quem dará

provimento dos cargos públicos.

Um artigo sem grandes dificuldades de entendimento e

simplório na colocação da matéria.

Como cai na prova

6- (adaptada) O provimento do cargo público poderá ser por

qualquer autoridade.

Comentários

A autoridade competente dará provimento ao cargo público.

Perceba que não é qualquer autoridade e sim autoridade

competente.

Gabarito: ERRADA

34

Art. 7º A investidura em cargo público ocorrerá com a

posse.

Logo após a nomeação, o próximo ato será a posse. Ocorre

a investidura que é um ato administrativo complexo, que só se

completa com a manifestação de vontade da Administração

Pública (provimento) e com a concordância do provido por meio

da posse. É só com a posse que alguém torna-se servidor público.

Também é na posse que toda a documentação ou habilitação do

candidato é exigida.

É o que traz a súmula 266 do STJ (Superior Tribunal de Justiça):

O diploma ou habilitação legal para o exercício

do cargo deve ser exigido na posse e não na

inscrição para o concurso público.

É na investidura que temos a fusão das vontades da

Administração Pública e daquele que vai prover o cargo público.

Como cai na prova

7- (Analista Judiciário – Jud/Exec Mand – TRT 22ª Região) -

Com a nomeação de Agenor para o cargo de Analista

Judiciário do Tribunal Regional do Trabalho da 22a Região,

pode-se asseverar que o correspondente ato constitui forma de

A) provimento originário a esse cargo público, ficando a

investidura na dependência da posse e exercício.

B) investidura originária no citado cargo público, ocorrendo o

provimento com o exercício. C) ascensão ao referido cargo

público, ao passo que a investidura ocorre com a nomeação. D)

investidura derivada ao respectivo cargo público, podendo ocorrer

o provimento com o exercício.

E) provimento desse cargo público, sendo que a investidura

ocorrerá com a posse.

35

Comentários

Na alternativa A (errada) realmente pode-se afirmar que

constitui ato de provimento, porém não podemos afirmar que

trata-se de provimento originário pois esse só é possível com a

posse e o exercício não traz essa informação. Poderia se tratar

de uma forma de provimento derivado. Na alternativa B

(errada) não há como afirmar que se trata de provimento

originário. A investidura ocorre com a posse e o provimento não

ocorre com o exercício que é um ato que pode ser concomitante

com a posse ou alguns dias após a posse. Na alternativa C

(errada) ascensão que era uma forma de provimento ao cargo

público foi declarada inconstitucional e revogada pela lei

9.527/97. Na alternativa D (errada) a investidura se dá com a

posse. A posse ocorre após a nomeação que é uma forma de

provimento originário (primário). Na alternativa E (correta)

deve-se ocorrer o provimento desse cargo (não sabemos se

estamos diante de um provimento originário ou provimento

derivado) sendo que a investidura ocorre com a posse.

Gabarito: E

DICA

Lembre-se que toda a sua documentação deve ser exigida na posse

(STJ 266).

36

Art. 8º São formas de provimento de cargo público:

I - nomeação;

II - promoção;

III - (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)

IV - (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)

V - readaptação;

VI - reversão;

VII - aproveitamento;

VIII - reintegração;

IX - recondução.

A nomeação é a única forma de provimento originário

(primário) ocorrendo tanto para cargo público efetivo como para

público em comissão. É por esse ato que autoridade competente

nomeia alguém para prover cargo público em caráter permanente

(efetivo) ou em caráter precário (comissão)

A promoção é a movimentação do servidor dentro da

carreira, em virtude de transcorrer o tempo ou por qualificação

(merecimento), passando de um cargo inferior para um cargo

superior. Os cargos públicos efetivos de carreiras são divididos

em classe ou classe e nível. É na mudança de classe que se dá a

promoção, pois a mudança de nível estamos diante da progressão.

A lei não traz de forma clara sobre promoção, apenas indicando

que é uma forma de provimento (derivado ou secundário).

A readaptação é a investidura do servidor que tenha

sofrido limitação em sua capacidade física ou mental em cargo

com as mesmas atribuições e responsabilidades, essas

compatíveis com as limitações sofridas, após verificadas por

inspeção médica. Caso se mostrar incapaz na readaptação terá

direito a aposentadoria por invalidez.

37

A reversão é o retorno do aposentado na Administração

Pública. Não será qualquer tipo de aposentaria, e sim a invalidez

ou voluntária. Vale lembrar que

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