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Fisioterapia e saúde

Fisioterapia e saúde

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Fisioterapia e saúde

Length:
212 pages
2 hours
Publisher:
Released:
Jan 21, 2021
ISBN:
9786586270532
Format:
Book

Description

Este livro foi idealizado e organizado pela equipe de professores do curso de Fisioterapia da Universidade Vila Velha (UVV) com envolvimento de seus alunos e parceria de professores de outras instituições de ensino superior do Espírito Santo. O livro Fisioterapia e Saúde é uma obra compartilhada que nasceu no curso de Fisioterapia da Universidade Vila Velha (UVV-ES). Ele é composto por treze capítulos que foram selecionados por um processo de revisão científica por pares realizado por especialistas da área da Fisioterapia. Ao todo, participaram desta obra, 58 autores que apresentaram os resultados de seus trabalhos científicos conduzidos nas diversas áreas da Fisioterapia. O livro contempla estudos epidemiológicos, clínicos, relato de experiência e revisões bibliográficas.
Publisher:
Released:
Jan 21, 2021
ISBN:
9786586270532
Format:
Book

About the author


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Book Preview

Fisioterapia e saúde - Fabiano Moura Dias

CATALOGAÇÃO

Copyright by © 2020 

Vários autores

Projeto editorial:

Wilbett Oliveira

Organização/revisão:

Fabiano Moura Dias

Conselho Editorial:

Ana Paula Bortolaia Vieira

Cíntia Ribeiro Munoz

Fabiano Moura Dias

Marcella Malavazi de Christo Scherer

Patrícia Caldeira Penna Giesbrecht

Tatiane Moura da Silva

Thaís Telles Risso

Trícia Guerra e Oliveira

Valéria Rosseto Lemos

1a edição

2020

Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial.

[CIP]

Catalogação da Publicação na Fonte

D541f Dias, Fabiano Moura.-

Fisioterapia e saúde. Fabiano Moura Dias [Organizador]. 1. ed. São Paulo: Opção editora, 2021

ISBN: 978-65-86270-53-2

1. Medicina e saúde. 2. Fisioterapia

I. Título. II. Fabiano Vargas MOusa

CDU 504.064.2

Todos os direitos reservados

Estrada Velha de Sorocaba, 763/c-428

Granja Viana - 06709-320 - Cotia, SP

(11) 4777-0123 | (11) 97360-1609

Sumário

CATALOGAÇÃO

APRESENTAÇÃO

1 A DISCIPLINA DE PRÁTICAS INTEGRATIVAS NA GRADUAÇÃO DE FISIOTERAPIA: RELATOS DE EXPERIÊNCIA

2 ESTABILIZAÇÃO SEGMENTAR NA DOR LOMBAR CRÔNICA: REVISÃO DE LITERATURA

3 PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO DAS PUÉRPERAS ADMITIDAS EM HOSPITAL ESTADUAL

4 EFEITOS DO MÉTODO PILATES NO TRATAMENTO DE INDIVÍDUOS COM LOMBALGIA INESPECÍFICA

5 CORRELAÇÃO DOS DESVIOS POSTURAIS E O DESLOCAMENTO DO CENTRO DE PRESSÃO EM PACIENTES COM ARTRITE REUMATÓIDE PARTICIPANTES DE UM PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA

6 INTERVENÇÕES FISIOTERAPÊUTICAS NA COLUNA CERVICAL PARA TRATAMENTO DOS SINTOMAS DA DTM: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

7 CARACTERIZAÇÃO DO MATERIAL PARTICULADO PRESENTE NO AR DA REGIÃO METROPOLITANA DA GRANDE VITÓRIA

8 AVALIAÇÃO DA IMPORTÂNCIA DA PATELA ALTA EM PACIENTES PORTADORES DA SÍNDROME DA DOR PATELO-FEMORAL

9 HIDROCINESIOTERAPIA E MASSOTERAPIA NA CAPACIDADE FUNCIONAL E QUALIDADE DE VIDA DE MULHERES COM FIBROMIALGIA

10 FISIOTERAPIA NA FUNCIONALIDADE, DOR E QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES COM LOMBALGIA CRÔNICA INESPECÍFICA

11 EFEITOS DO MÉTODO PILATES SOBRE A POSTURA CORPORAL, FUNÇÃO PULMONAR, CAPACIDADE FUNCIONAL E QUALIDADE DE VIDA DE ADOLESCENTES ASMÁTICOS: ESTUDO DE CASOS

12 EFEITOS DA HIDROTERAPIA EM INDIVÍDUOS COM DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA: ESTUDO DE SÉRIE DE CASOS

13 FATORES DE RISCO MATERNOS PARA PREMATURIDADE EM UM PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PRECOCE REALIZADO NA UNIVERSIDADE VILA VELHA, ESPÍRITO SANTO

APRESENTAÇÃO

De acordo com o COFFITO a Fisioterapia é a ciência que estuda, previne e trata os distúrbios cinéticos funcionais [...]. Porque é uma ciência, seu fazer deve ser subsidiado pelo conhecimento científico, que é um conjunto de conhecimentos sistematizados adquiridos com rigor metodológico. O objeto de trabalho do Fisioterapeuta é o movimento humano em todas as suas potencialidades e todas as competências e habilidades fisioterapêuticas devem ser respaldadas pela ciência.

Assim, avaliar, diagnosticar, tratar e elaborar prognóstico em Fisioterapia são processos que precisam ser embasados por evidências científicas. Isso é possível, através da realização e análise de pesquisas científicas que consideram a observação de um problema ou lacuna de informação, a formulação e a testagem de hipóteses sobre o problema que possibilitam a explicação de fenômenos e fatos que respaldam a prática fisioterapêutica.

Portanto, cabe a nós mesmos, pesquisadores e fisioterapeutas, fomentar o conhecimento científico e assim formar uma base adequada para prática fisioterapêutica. Neste sentido, os pesquisadores e professores do curso de Fisioterapia da Universidade Vila Velha (UVV-ES) idealizaram, no ano de 2019, a produção desta obra. Ela corrobora o compromisso do curso com o desenvolvimento científico da fisioterapia, já demonstrado no engajamento do corpo docente e discente do curso com os projetos de pesquisa e extensão, a iniciação científica e o TCC. Desta forma, por meio dessa publicação pretende-se gerar publicidade dos resultados das pesquisas desenvolvidas e contribuir com mais uma forma de aumentar a qualidade das informações disponíveis no âmbito da Fisioterapia.

Vale ressaltar que essa obra só foi possível graças a parceria de colegas de outras instituições de ensino do Espírito Santo que acreditaram nesse ideal e confiaram os resultados de seus estudos a esse editorial. A todos os colaboradores, externamos nossa gratidão.

E por fim, desejo que a leitura desse livro desperte o interesse pela pesquisa e possa trazer novas ideias e projetos. Desejo que os conhecimentos publicados aqui possam contribuir de maneira concreta na elucidação das dúvidas, sobre O quê fazer? Como avaliar? e Como escolher o melhor tratamento? Desejo que este livro seja apenas o primeiro de muitos!

Fabiano Moura Dias

[Organizador]


1 A DISCIPLINA DE PRÁTICAS INTEGRATIVAS NA GRADUAÇÃO DE FISIOTERAPIA: RELATOS DE EXPERIÊNCIA

Marina Médici Loureiro Subtil¹

Lorena Macieira Morosini²

Grace Kelly Filgueiras Freitas³

INTRODUÇÃO

As práticas integrativas e complementares em saúde (PICs) vêm expandindo-se além das diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Desde a década de 70, a implantação da chamada Medicina Tradicional ou complementar, fez emergir nos anos 2002 e 2003 políticas estruturadas de implementação dessa nova proposta do cuidado em saúde integrativa. Documentos e resoluções foram, e têm sido criados edificando as práticas em quatro pilares fundamentais: estruturação de uma política em saúde integral; garantia de segurança, qualidade e eficácia de aplicabilidade; ampliação do acesso; e por fim, seu uso racional e responsável das abordagens propostas (JÚNIOR, 2016).

A OMS utiliza o termo Medicina Tradicional para se referir às práticas médicas originárias da cultura de cada país, como por exemplo, a medicina tradicional chinesa, a Ayurveda hindu, a medicina Unani árabe e a medicina indígena.

Para a OMS, nos países onde o sistema de saúde realiza ações com base na biomedicina, a medicina tradicional é classificada como medicinas tradicionais/complementares e alternativas (JÚNIOR, 2016). Esse termo significa um conjunto diversificado de ações terapêuticas que diferem da biomedicina ocidental e incluem práticas manuais, instrumentais e espirituais, que podem fazer uso de ervas, compostos animais e minerais, sem o uso de medicamentos quimicamente purificados (Acupuntura, Reiki, Florais, Quiropraxia), além das atividades corporais (Tai Chi Chuan, Yoga, Lian Gong) (JÚNIOR, 2016). Um conjunto de processos globais em saúde vêm retomando o uso dessas práticas. Dentre eles, cabe citar aqueles que acompanham indicadores de mudanças sociais e culturais desenvolvidas, tais como o aumento da expectativa de vida acompanhada de maiores índices populacionais de doenças degenerativas, elevados custos em cuidados de saúde, assim como novos movimentos sociais ligados à saúde e maior acesso à informação através da internet (MENDES, 2012).

Um dos desafios atuais em saúde é o desenvolvimento de novas maneiras de enfrentamento para o aumento do surgimento de doenças crônico-degenerativas. As PICs, nesse cenário, surgem como uma alternativa viável e de simples implementação a fim de garantir a melhora da qualidade de vida e a busca por modelos de saúde mais humanizados e integrativos (QUEIROZ, 2000).

Um aspecto teórico fundamental que unifica essas várias medicinas e práticas é a concepção de que existe algo além da matéria densa, que é chamado de Energia. Essa energia por sua vez é o que organiza as matérias e as estruturas orgânicas e não o contrário. A ênfase é direcionada no sujeito que adoece e não na doença, além de enxergar o processo de disfunção como resultado não apenas de uma invasão de fatores patogênicos externos, mas sim, em grande medida, como respostas profundas a desequilíbrios de origem interna (SIEGEL, BARROS, 2013).

Embora todas essas práticas estejam sendo disseminadas em diferentes frentes da assistência em saúde, pouco ainda tem sido feito na formação básica universitária a fim de inserir esses conhecimentos na graduação de universitários. As Diretrizes Curriculares do curso de Fisioterapia apontam que a formação deste profissional deverá atender às necessidades do cuidado integral no âmbito de todo sistema de saúde, e nesta perspectiva, disciplinas com abordagens biopsicossociais e integrativas vêm paulatinamente sendo implantadas sob a forma de optativas ou obrigatórias nos cursos de graduação. O movimento é ainda lento, mas as demandas pelas modificações de projetos pedagógicos curriculares têm convidado educadores e estudantes a repensarem as ofertas e opções disciplinares ao longo da formação. Estudar os primeiros resultados dessas iniciativas de inserção das disciplinas em PICs constitui um processo necessário.

Dessa forma, o objetivo desse estudo foi identificar os principais relatos de experiência de alunos que passaram pela disciplina de práticas integrativas do curso de Fisioterapia sobre suas percepções acerca das PICs.


MATERIAIS E MÉTODOS

Estudo qualitativo, transversal e descritivo. Participaram da pesquisa 39 alunos matriculados no curso de Fisioterapia, na disciplina optativa de Tópicos II no semestre letivo de 2018/2 da Universidade Federal do Espírito Santo. Os encontros foram semanais, com duração de duas horas. Os alunos foram divididos em duas turmas para melhor aproveitamento das experiências práticas. A disciplina foi teórico/prática com explanações teóricas, discussões de casos clínicos e práticas assistidas. As aulas contemplaram os seguintes assuntos: políticas públicas em saúde e PICs; neurofisiologia do toque, acupuntura, reiki, meditação, ventosaterapia, shiatsu, auriculoterapia, fitoterapia e florais.

Ao final de cada aula os alunos eram conduzidos ainda em práticas meditativas. As práticas em meditação tiveram a duração de aproximadamente 30 minutos. Os alunos foram conduzidos em práticas meditativas guiadas e livres, experimentando posturas diferenciadas ao longo das práticas, tais como sentados, deitados e em movimentos. As meditações tinham como foco principal o desenvolvimento e aprimoramento da atenção plena a partir de técnicas respiratórias e de autopercepção corporal. Após cada prática meditativa, os mesmos eram convidados voluntariamente a realizar o momento que foi intitulado de compartilha. Ao final da disciplina os alunos foram convidados a escrever sobre o (s) assunto (s) que mais significativo (s) para cada um ao longo do semestre. Foram extraídas dos textos as ideias centrais com base na percepção dos participantes. A Tabela 1 resume e descreve as aulas ofertadas aos alunos na ordem em que foram ministradas.

Tabela 1 – Descrição das aulas


RESULTADOS E DISCUSSÃO

Dos 39 relatos de experiência analisados, 14 descreveram sobre a meditação, 11 sobre o Reiki, seis sobre a anatomia energética sutil englobando a Acupuntura e a Auriculoterapia, três sobre Ventosaterapia, duas sobre Shiatsu e duas sobre fitoterapia e florais. Os relatos em geral, revelaram satisfação dos alunos sobre a possibilidade de conhecer e compreender, ainda na graduação, sobre abordagens integrativas em saúde que estão ao alcance do aprendizado e prática do fisioterapeuta.

Vinte três alunos destacaram não terem tido contato com nenhuma das abordagens que foram trabalhadas nas aulas, antes dessa disciplina, bem como o desconhecimento de que o fisioterapeuta pudesse trabalhar com essas muitas práticas abordadas em seus atendimentos.

Eu fiquei surpresa com o número de PICs que existem e mais ainda com a chance de trabalhar com áreas de diferentes padrões que conhecemos em fisioterapia, eu achava que a gente nem podia usar muitas dessas terapias na nossa profissão, a disciplina abriu meus olhos. (Aluna 31).

Van Der Riet, Francis e Levett-Jones (2011) apontam sobra a necessidade de acesso pelos acadêmicos a formas alternativas de cuidado. A formação deve assim, proporcionar meios necessários à otimização e reflexão sobre a aprendizagem, a fim de permitir o desenvolvimento do conhecimento geral teórico e prático das terapias complementares.

Martins (2012), ainda considera que a implementação do ensino de práticas complementares na grade curricular dos profissionais de saúde é algo complicado e desafiador. Existem vários fatores a serem considerados, dentre eles, o econômico, o religioso e o corporativista. Mesmo diante de alguns fatores a serem avaliados, para implantação das PICs no currículo, considera-se um grande avanço as novas maneiras de ensinar, em que o aluno passa a ser ativo e protagonista de seu processo de aprendizado. Quando se parte da premissa de um modelo previamente padronizado e engessado de ensino e de uma grade curricular repleta de conhecimento apenas técnico e pouco global, nem sempre a mudança é rápida. Faz-se necessário assim, a capacitação continuada dos docentes ainda não acostumados com pedagogias ativas.

Os dados dos alunos ainda revelaram a necessidade de mais disciplinas integrativas ao longo da formação, com um olhar mais biopsicossocial e menos biomédico.

Já passou da hora dos fisioterapeutas enxergarem seus pacientes além dos componentes estruturais e orgânicos, o adoecimento de ordem emocional na maioria deles tem nos feito esse convite a pensar fora da caixa, além de um corpo apenas físico, espero que isso se dê mais rapidamente para que a população possa acessar profissionais que realmente tenham uma maneira holística de enxergar o processo de adoecer e a busca pela cura. (Aluno 6).

A oferta de disciplinas em práticas complementares na grade curricular pode significar um debate a respeito de

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