Montador e Reparador de Circuitos Eletropneumáticose Eletrohidraúlicos

Controlador Lógico Programável

Controlador Lógico Programável
© SENAI-SP, 2.008

Material compilado e organizado pelo CFP 5.63 através dos recursos didáticos online e de pesquisas, para unidade didática CLP do curso de Formação Continuada Montador e Reparador de Circuitos Eletropneumáticos e Eletrohidraúlicos . Equipe responsável pela aplicação do material

Direção Coordenação

Prof. Claudemir Alves Pereira Prof. Alexandre Sanches de Barros Prof. José Serafim Guarnieri Profa. Viviane Aparecida de Lima Prof. José Gonzaga Fonseca Profª. Luciana Utembergue Prof. Laércio Tavares de Oliveira

Agentes de Treinamento

Organização

Centro de Treinamento SENAI – Mogi Guaçu Rua Cambé, 140 – Ipê II CEP 13846-080 – Mogi Guaçu - SP Telefone (019) 3861-1786 FAX (019) 3861-1786 e-mail senaimogiguacu@sp.senai.br

Sumário

Sistema de Numeração Estados Lógicos Operações Lógicas Funções Lógicas Portas lógicas Natureza Lógica dos semicondutores Tabela - Verdade Níveis lógicos Introdução à álgebra de Boole Operação “produto lógico” Porta “E” Operação “soma lógica” Porta “OU” Operação “identidade” Porta “SIM” Operação “inversão” orta “NÃO” Porta “ou exclusivo” Porta “equivalência” ou “identidade” Porta “Não E” Porta “Não OU” Álgebra Booleana Teorema de Morgan Leis de Morgan Teorema de absorção Referência bibliográfica

05 19 21 23 25 27 29 33 37 39 41 43 45 47 51 53 55 57 59 61 63 67

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Sistemas de numeração

Neste capítulo, apresentaremos os sistemas de numeração que auxiliam o estudo das técnicas digitais e sistemas de computação. A partir do sistema decimal, estudaremos os sistemas binário e hexadecimal e o método de conversão entre esses sistemas. Para assimilar os conteúdos desta lição, é necessário que você conheça perfeitamente o sistema decimal.

Sistemas de numeração Dos sistemas de numeração existentes, os mais utilizados são o decimal, o binário e o hexadecimal. Sistema de numeração decimal O sistema de numeração decimal utiliza dez algarismos para a sua codificação: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9. Assim, a base desse sistema é dez. Com esses dez algarismos, é possível representar qualquer grandeza numérica graças à característica do valor de posição. Desse modo, temos: • • • Números que representam as unidades: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9. Números que representam as dezenas: 10, 11, 12, 13, 14, 15 ...; nos quais o número da posição 1 indica uma dezena e o outro dígito, a unidade. Números que representam as centenas: 110, 111, 112, 113, 114, 115, 116 ... , nos quais o valor de posição 1 indica a centena, seguida pela dezena e pela unidade.

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Assim, por exemplo, o número 385 indica: centenas ↓ 3 3 ⋅ 100 ↓ 300 ↓ 300 + dezenas ↓ 8 8 ⋅ 10 ↓ 80 ↓ 80 + unidades ↓ 5 5⋅1 ↓ 5 ↓ 5 = 385 Ou seja:

O número 385 também pode ser expresso por meio de uma potência de base dez: centenas ↓ 3 3 ⋅ 100 ↓ 300 ↓ 3 ⋅ 10 Observação A potência da base 10 indica o valor da posição do número.
2

Dezenas ↓ 8 8 ⋅ 10 ↓ 80 ↓ + 8 ⋅ 10
1

unidades ↓ 5 5⋅1 ↓ 5 ↓ + 5 ⋅ 100

Sistema de numeração binário O sistema de numeração binário é empregado em circuitos lógicos digitais. Esse sistema possui apenas dois algarismos: 0 e 1. Por isso, sua base é dois (dois dígitos). Cada dígito ou algarismo binário é chamado de bit (do inglês "binary digit", ou seja: dígito binário). Um bit é, pois, a menor unidade de informação nos circuitos digitais.

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A tabela a seguir mostra a correspondência entre números decimais e binários.
Decimal 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Binário 0 1 10 11 100 101 110 111 1000 1001 Decimal 10 11 12 13 14 15 16 Binário 1010 1011 1100 1101 1110 1111 10000 -

Empregando a propriedade do valor de posição do dígito, podemos representar qualquer valor numérico com os dígitos 0 e 1. Como a base da numeração binária é 2, o valor de posição é dado pelas potências de base 2, como mostra o quadro a seguir.
Potências de base 2 Valor de posição Binário 2 16 1
4

2 8 0

3

2 4 0

2

2 2 1

1

2 1 1

0

O valor da posição é indicado pelo expoente da base do sistema numérico. Esse valor aumenta da direita para a esquerda. O valor da posição do bit mais significativo (de maior valor) será a base elevada a n-1 (n = número de dígitos). Por exemplo, 101011 é um número binário de 6 bits. Ao aplicar a fórmula, temos 6 - 1 = 5. Assim, o bit mais significativo terá como valor de posição 25.
Binário Valor de posição 1 5 2 (*) MSB 0 4 2 1 3 2 0 2 2 1 1 2 1 0 2 (**) LSB

*

MSB - do inglês most significant bit, ou seja, bit mais significativo.

** LSB - do inglês least significant bit, ou seja, bit menos significativo. A base é o elemento diferenciador entre um número do sistema binário e um do sistema decimal. Portanto, 101 por ser um número base 2, é lido um, zero, um. Já 101, por ser um número de base 10, é ligado como cento e um.

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Conversão de números do sistema binário para o decimal Para converter um número binário em decimal, deve-se multiplicar cada bit pelo seu valor de posição (que é indicado pela potência de base) e somar os resultados. Exemplo Na conversão de 10102 para o sistema decimal, procede-se da seguinte forma:
potência de 2 binário valor de posição o n decimal 2 1 1⋅8 8 +
3

2 0 0⋅4 0 +

2

2 1 1⋅2 2 +

1

2 0 0⋅1 0

0

= 1010

Portanto, 10102 = 1010 Observe a seguir uma tabela das potências de base 2.
Potência 2 1 2 2 2 3 2 4 2 5 2 6 2 7 2 8 2
0

Decimal 1 2 4 8 16 32 64 128 256

Potência 2 10 2 11 2 12 2 13 2 14 2 15 2 16 2 17 2
9

Decimal 512 1024 2048 4096 8192 16384 32768 65536 131072

Conversão de números do sistema decimal para o sistema binário - Método prático A conversão de números do sistema decimal para o sistema binário é realizada efetuando-se divisões sucessivas do número decimal por 2 (base do sistema binário). Exemplo 29 1 2 14 0 2 7 1 2 3 1 2 1

O número binário é formado pelo quociente da última divisão e os restos das divisões sucessivas da direita para a esquerda: 2910 = 111012.
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Observação Todo número decimal par, ao ser convertido para binário, termina em zero. Por outro lado, todo o número decimal ímpar ao ser convertido para binário, terminará em um.

Sistema de numeração hexadecimal O sistema de numeração hexadecimal tem a base 16. Os dezesseis símbolos que constituem a numeração hexadecimal são os seguintes algarismos e letras: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, A, B, C, D, E, F. Este sistema é empregado em computação e em mapeamento de memórias de máquinas digitais que utilizam palavras de 4, 8 ou 16 bits. A tabela a seguir mostra a relação entre numeração decimal e a hexadecimal.
Decimal 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Hexa 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Decimal Hexa 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 B C D E F 10 11 12 13 14 15 Decimal 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 Hexa 16 17 18 19 1A 1B 1C 1D 1E 1F 20

Pela tabela, é possível observar que a contagem recomeça a cada 16 dígitos. Os valores de posição da numeração hexadecimal serão as potências de base 16. Observe o quadro a seguir.
Potências de base 16 Valores de posição 16 4096
3

16 256

2

16 16

1

16 1

0

Conversão de números do sistema hexadecimal para o sistema decimal A conversão de um número hexadecimal é realizada de mesmo modo como nos sistemas já estudados. Ou seja, multiplicando-se cada dígito hexadecimal por seu valor de posição e somando-se os resultados.

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Exemplo Converter 1A816 em decimal.
potências de 16 número hexadecimal valor de posição número decimal 16 16 16 1 A 8 1 ⋅ 256 10 ⋅ 16 8⋅1 256 + 160 + 8
2 1 0

= 42410

Portanto, 1A816 = 42410 Conversão de números de sistema decimal para o sistema hexadecimal Para converter um número decimal em hexadecimal, executam-se divisões sucessivas do número decimal por 16, que é a base do sistema hexadecimal. O número hexadecimal será dado pelo último quociente e pelos restos das divisões. Exemplo 12412 16 16 48 0 16 3 7

12 775

O último quociente e os restos das divisões resultarão no número hexadecimal. Contudo, em número hexadecimal não existe o número 12. Na tabela já mostrada, vemos que a letra C em hexadecimal equivale ao número 12 decimal. Portanto, pela conversão, obtivemos o número 307C. Portanto, 12412 = 307C. Conversão de números do sistema hexadecimal para o sistema binário A tabela a seguir mostra a correspondência entre o sistema hexadecimal e o binário.
Hexadecimal 0 1 2 3 4 5 6 7 Binário 0000 0001 0010 0011 0100 0101 0110 0111 Hexadecimal 8 9 A B C D E F Binário 1000 1001 1010 1011 1100 1101 1110 1111

Pela tabela é possível observar que a cada código hexadecimal correspondem quatro dígitos binários. Desse modo, para converter cada algarismo ou letra do número
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hexadecimal no número binário correspondente. Esse número binário terá quatro dígitos. Exemplo Converter o número hexadecimal FACA16 em seu correspondente no sistema binário.
dígitos hexadecimais dígitos binários F 1111 A 1010 C 1100 A 1010

Portanto, FACA16 = 11111010110010102 Conversão de números do sistema binário para o hexadecimal Para converter um número binário em hexadecimal, basta separar o número binário, da direita para a esquerda, em grupos de quatro bits. Em seguida, converte-se cada grupo no algarismo hexadecimal correspondente. Observação Se não for possível formar um grupo de 4 bits, completa-se o grupo com zeros, ou seja: 10011, por exemplo, daria 00010011. Exemplo Converter 1010011012 para o sistema hexadecimal
dígitos binários número hexadecimal 0001 1 0100 4 1101 D

Na numeração hexadecimal não existe o número 13; em seu lugar usa-se a letra D. Portanto, o resultado da conversão será: 1010011012 = 14D16.

Sistema de numeração octal O código octal, como o nome já diz, utiliza a base 8. O código octal apresenta 3 bits por caractere, podendo apresentar no máximo 8 símbolos (23), combinados em grupos. Estes símbolos são os mesmos da numeração decimal, excluindo o 8 e 9.

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Exemplo
Decimal 0 1 2 3 4 5 6 7 BCD 0000 0001 0010 0011 0100 0101 0110 0111 Binário 000 001 010 011 100 101 110 111 Octal 0 1 2 3 4 5 6 7

Comentário A grande vantagem do código octal sobre o código binário (BCD) é o total aproveitamento dos bits. Daí sua grande utilização em computadores.

Operações aritméticas Qualquer operação executada por equipamentos munidos de circuitos lógicos digitais é realizada necessariamente por meio de operações aritméticas ou lógicas entre palavras binárias. Neste capítulo, estudaremos as operações de adição, subtração e multiplicação, bem como as operações lógicas E, OU, NÃO efetuadas entre palavras binárias. Para compreender bem esse assunto, você precisa conhecer circuito integrado, operações lógicas e sistema binário.

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Operações aritméticas do sistema binário Para facilitar a compreensão de circuitos lógicos e aritméticos, tais como somadores e subtratores é necessário estudar as operações aritméticas de adição, subtração e multiplicação de números binários. Adição A operação de adição de números binários é idêntica à do sistema decimal. O sistema binário, como já sabemos, possui apenas dois algarismos: 0 e 1. Para a realização da soma, existem as seguintes condições: 0+0=0 1+0=1 0+1=1 1 + 1 = 0 e vai 1 = 10 (um, zero) Observação Na condição 1 + 1 = 10 (um, zero) está exemplificada a regra de transporte na qual 1 é transportado para a coluna seguinte, ou seja, "vai um". Por exemplo, a soma de 1102 + 1012, de acordo com essas regras é realizada do seguinte modo: 1* 1 1 1 0 1 0 1 0 1 1

* transporte ou vai-um Assim, 1102 + 1012 = 10112 Subtração O processo de subtração binária é igual ao de subtração decimal. As regras da subtração binária são: 0-0=0 1-1=0 1-0=1 0 - 1 = 1 e "empresta um"
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Observação Na condição 0 - 1 = 1 está exemplificada a regra de transporte na qual 1 é emprestado da coluna seguinte. Veja, por exemplo, a subtração de 1102 - 102: 1 1 1 1 0 02 02 02

Assim, 1102 - 102 = 1002 Veja, agora, um exemplo com "empresta um": → transporte ou empréstimo de 1 1 0 1 0 1 1 1 0 0 0 1 1 12 02 12

Assim, 1001012 - 10102 = 110112 Subtração pelo "complemento" A subtração de números binários pode ser efetuada pela soma do complemento. Esse método possui três variações: • • • Soma simples do complemento; Soma do complemento de 1; Soma do complemento de 2.

Subtração por soma simples do complemento Para realizar a subtração por soma simples do complemento, procede-se da seguinte forma: • • • Determina-se o complemento do minuendo (transformando o 1 em 0 e o 0 em 1); Soma-se o subtraendo; Determina-se o complemento do resultado.

Exemplo Subtrair 00102 de 01112

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1000 → (complemento de 0111) 0010 + 1 0 1 0 0 1 0 1 (complemento de 1010) Portanto, o resultado é 01012. Pode-se provar a exatidão desse resultado comparando-se com o da subtração decimal: 0 1 1 12 - 0 0 1 02 0 1 0 12 → → →
-

710 210 510

Subtração por soma do complemento de 1 Esse método de subtração segue a seguinte seqüência: • • • Determina-se o complemento de 1 do subtraendo, transformando-se o 0 em 1 e o 1 em 0; Efetua-se a soma do minuendo com o complemento de 1 do subtraendo; Soma-se o vai-um ao bit menos significativo.

Exemplo Subtrair 01102 de 11012 1 1 0 12 + 1 0 0 12 10110 ↓ vai-um Soma do vai-um ao resultado: 0 1 1 0 + 1 0111 Portanto, 0111 é o resultado final. Pode-se comprovar esse resultado, comparando-o com o obtido na subtração decimal. complemento de 1 de 0110

1 - 0 0

1 1 1

0 1 1

12 02 12

→ → →

-

1310 610 710
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Observação Se o subtraendo tiver menos dígitos do que o minuendo, deve-se completar com zeros as posições que faltarem antes de completar o subtraendo. Por exemplo: 1 1 0 0 0 1 1 12 12 1 - 0 0 0 0 0 1 1 12 12 + 1 1 1 1 1 1 0 1 0 0 1 0 1 1 0 1 0 1 0 12 02 1 1 02 +

O resultado pode ser provado se comparado com o resultado da operação executada com números decimais: 1 0 0 1 12 → 0 1 12 → 1 0 0 0 02 → 1910 310 1610

Subtração por soma do complemento de 2 O método de subtração pela soma do complemento de 2 segue a seguinte seqüência: • • • • Determina-se o complemento de 1 do subtraendo; Soma-se 1 ao subtraendo (complemento de 1) a fim de obter o complemento de 2; Soma-se o minuendo com o complemento de 2 do subtraendo; Ignora-se o vai-um do resultado da soma.

Exemplo Efetuar a seguinte subtração: 11012 - 01102 1 0 0 1 ← complemento 1 do subtraendo + 1 1 0 1 0 ← complemento de 2 do subtraendo 1 1 0 1 ← minuendo 1 0 1 0 ← complemento de 2 do subtraendo (1)0 1 1 1 Como o vai-um é ignorado, o resultado de 11012 - 01102 = 01112.

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Multiplicação A multiplicação de números binários é feita do mesmo modo como no sistema decimal, ou seja: 0.0=0 0.1=0 1.0=0 1.1=1 Exemplo Multiplicar 110102 . 102 1 1 0 1 02 . 1 02 00000 11010 1 1 1 0 1 0 02 ⋅ 26 2 5210

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Portas lógicas básicas

Operações lógicas

Conceituação A relação entre duas ou mais variáveis que representam estados binários é estabelecida através de operações lógicas que são realizadas conforme os princípios da álgebra booleana. Exemplo Uma lâmpada estará acesa, ou seja, Y será verdadeiro, sempre duas condições sejam satisfeitas: • • A = a lâmpada esteja boa B = o interruptor esteja ligado

Portanto, Y será verdadeiro quando A e B forem verdadeiros ao mesmo tempo. Se A ou B forem falsos, Y será necessariamente uma proposição falsa. As relações entre as variáveis deste exemplo (A e B, A ou B) representam operações lógicas definidas pela álgebra booleana. Classificação As operações lógicas classificam-se em: • • • • Produto lógico Soma lógica Inversão Identidade

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Funções lógicas

Conceituação A função lógica (F) é uma variável binária cujo valor depende do valor de uma operação na qual se relacionam entre si duas ou mais variáveis binárias. Fórmula Representamos uma função lógica pela expressão: F = f (a, b, c... n) Exemplo Sendo: Y = a lâmpada está acesa A = a lâmpada está boa B = o interruptor está ligado Aqui, Y é uma função das variáveis A e B. O valor binário (verdadeiro ou falso, 1 ou 0) depende dos valores de A e de B. Y = f (A, B)

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Portas lógicas

Conceituação Denominamos porta lógica todo e qualquer arranjo físico capaz de efetuar uma operação lógica. Classificação As portas lógicas classificam-se em: • • Básicas Derivadas

Simbologia Portas lógicas básicas
NOME ASA (variante 2) Símbolo DIN (40700) ANBT

Porta “E”

Porta “OU”

Porta “NÃO”

Porta “SIM”

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Portas lógicas derivadas
Símbolo Nome ASA (Variante 2) DIN (40700) ABNT

Porta “NÃO E”

Porta “NÃO OU”

Porta “OU EXCLUSIVO”

Porta “EQUIVALÊNCIA”

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Natureza lógica dos semicondutores

Apresentação O grande progresso na tecnologia digital deu-se a partir do momento em que se constatou a versatilidade dos diodos e transistores, devido às suas características de trabalho. Descrição Tanto o diodo como o transistor possuem, nas suas curvas características, regiões distintas como corte, saturação e funcionamento linear. Quando polarizados adequadamente, nos extremos dessas curvas, os semicondutores operam como elementos lógicos. Daí a natureza lógica dos semicondutores. Exemplo Porta lógica “SIM” a diodo

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Se ligarmos o ponto A em Vcc o diodo não conduzirá e, portanto, não haverá queda de tensão em R. Dessa maneira, a tensão entre S e a massa será Vcc. Então em termos de níveis lógicos, temos para A = 1, S = 1.

Se ligarmos A ao ponto M (massa), teremos a tensão Vcc aplicada entre Q e a massa, através de R e do diodo. Dessa maneira, a tensão em S será praticamente nula. Então, em termos de níveis lógicos, temos para A = 0, S = 0.

Porta lógica “NÃO” a transistor

Se ligarmos A na terra, o transistor ficará em corte e portanto não haverá queda de tensão em Rc. Dessa maneira, a tensão em S será igual a +Vcc. Então, em termos de níveis lógicos, temos para A = 0, S = 1.

Se ligarmos A em Vcc, o transistor entrará em saturação, e como a tensão Vcc na saturação é bem próxima de zero, a tensão em S será praticamente nula. Então, em termos de níveis lógicos, temos para A = 1, S =0.

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Tabela-verdade

Apresentação O estabelecimento de uma tabela-verdade é, em geral, o primeiro passo para a análise e compreensão de uma função lógica. Descrição Montar a tabela-verdade é escrever todas as combinações possíveis dos estados lógicos de todas as variáveis da função, incluindo o estado lógico resultante de cada combinação. Regras 1. O número de colunas de uma tabela-verdade é igual ao número de variáveis, adicionado a uma coluna de saída relativa aos valores resultantes. 2. O número de combinações possíveis de n variáveis é 2n. O número de combinações determina o número de linhas da tabela-verdade.

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Processo
Se... ...com relação ao número de colunas, a função lógica contém três variáveis de entrada e uma saída... ...então 3 + 1 = 4 colunas Exemplo

...com relação ao número de linhas, a função lógica contém três variáveis...

2³ = 8 linhas

...com relação ao número de combinações, a função lógica contém três variáveis...

2³ = 8 combinações

Comentário Os valores da coluna saída (Y) são funções da situação problema a ser solucionada.

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Procedimento

Montar a tabela-verdade Dado Y = verdadeiro se a lâmpada está acesa A = verdadeiro se a lâmpada está boa B = verdadeiro se o interruptor está ligado Tabela de Passos / Procedimentos Passo 1 Definir as combinações para os estados lógicos das variáveis A e B. 1. lâmpada queimada, interruptor desligado 2. lâmpada queimada, interruptor ligado 3. lâmpada boa, interruptor desligado 4. lâmpada boa, interruptor ligado

Passo 2 Montar a tabela-verdade para a situação proposta, considerando que a função Y somente assume valor verdadeiro quando as variáveis das quais depende são verdadeiras ao mesmo tempo.

Passo 3 Substituir os valores verdadeiros (V) e falsos (F) respectivamente por 1 e 0, para aplicação da álgebra booleana, quando necessário.

Comentário Quando a lâmpada está queimada, não importa que o interruptor esteja ligado ou desligado, pois a saída será sempre 0. A esta condição chamamos de estado irrelevante, representado na tabela-verdade por um X.

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Exemplo
A 0 0 1 1 B 0 X 0 1 Y 0 0 0 1

Um estado irrelevante pode aparecer em variáveis de entrada e/ou em de saídas numa tabela-verdade.

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Portas lógicas básicas

Introdução à álgebra de boole

Monte as tabelas-verdade das seguinte situações: 1. Um circuito em série está fechado quando as chaves a e b estiverem acionadas.

2. Um circuito em paralelo está fechado quando a chave a, ou a chave b, ou ambas estão acionadas.

3. O mecanismo de funcionamento de uma máquina é acionado por quatro botões num painel de comando. A máquina só funciona quando pelo menos 2 botões são pressionados simultaneamente. 4. Uma máquina de voltar, usada numa diretoria de 5 elementos, é composta de uma lâmpada ligada a 5 botões - relativos a cada diretor. A lâmpada só acende quando a maior parte dos botões é pressionada simultaneamente.

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Portas lógicas básicas

Operação “produto lógico” Porta “E”

Princípio Uma operação “produto lógico” resulta verdadeira quando todas as variáveis das quais depende são verdadeiras a um só tempo. Exemplo F = a lâmpada está acesa A = a lâmpada está boa B = o interrupto está ligado F somente será verdadeira quando A e B forem verdadeiras ao mesmo tempo. Fórmula A função “E” é representada algebricamente por: F=A.B Processo A tabela-verdade abaixo é representação da função “E”.
A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 F = AB 0 0 0 1

ou

F = AB

Conceituação Porta “E” é qualquer circuito operador que execute a operação “produto lógico” – função “E”.

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Portas lógicas básicas

Regra 1. A porta “E” pode ter duas ou mais entradas e terá sempre uma única saída. Esta saída terá o estado 1 somente quando todas as entradas tiverem o estado 1. Exemplo Um circuito elétrico com interruptores em série atua como porta “E”.

A lâmpada somente estará acesa (Y) quando os dois interruptores A e B estiverem ligados. 2. A função “E” possui as seguintes propriedades: Propriedade associativa: A (BC) = (AB) C Propriedade comutativa: AB = BA Propriedade distributiva: A + (BC) = (A + B) (A + C) 3. A função “E” possui as seguintes identidades básicas: A.0=0 A.1=A A.A=A A.A=0 Simbologia A porta “E” pode ser representada pelos símbolos normalizados abaixo:

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Portas lógicas básicas

Operação “soma lógica” Porta “OU”

Princípio A operação “soma lógica” resulta verdadeira quando pelo menos uma das variáveis das quais depende é verdadeira. Exemplo F = a sala está iluminada A = a luz do sol entra pela janela B = a lâmpada no teto está acesa F só será verdadeira quando pelo menos uma das variáveis, ou ambas, for verdadeira. Fórmula A função “OU” é representada algebricamente por: F=A+B Processo A tabela-verdade abaixo é representação da função “OU”
A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 F=A+B 0 1 1 1

Conceituação Porta “OU” é circuito operador que executa a operação “soma lógica” – função “OU”.

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Portas lógicas básicas

Regra 1. A porta “OU” pode ter duas ou mais entradas e terá sempre uma só saída. A saída terá o estado 1 sempre que pelo menos uma das entradas tiver o estado 1. Exemplo Um circuito elétrico com interruptores em paralelo atua como porta “OU”.

A lâmpada estará acesa (Y) quando qualquer um dos interruptores estiver ligado, ou quando os dois estiverem ligados ao mesmo tempo. 2. A função “OU” possui as seguintes propriedades: Propriedade associativa: A + (B + C) = (A + B) + C Propriedade comutativa: A + B = B + A Propriedade distributiva: A(B + C) = AB + AC 3. A função “OU” possui as seguintes identidades básicas: A+0=A A+1=1 A+A=A A+A=1 Simbologia A porta “OU” pode ser representada pelos símbolos normalizados, abaixo:

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DV002

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DV002

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DV002

Portas lógicas derivadas

Porta “ou exclusivo”

Princípio Uma operação “OU EXCLUSIVO” de duas variáveis resulta verdadeira (1) quando uma das variáveis for verdadeira ao mesmo tempo em que a outra variável for falsa (0). Exemplo: Uma lâmpada F ligada a dois interruptores A e B, só acende (1) quando um e somente um dos interruptores estiver ligado. • • • F = 1 = lâmpada acesa A = 1 = interruptor A ligado ao nível 1 B = 1 = interruptor B ligado ao nível 1

Fórmula A função “OU EXCLUSIVO” é representada algebricamente por: F = A ⊕ B Processo A tabela-verdade abaixo é a representação da função “OU EXCLUSIVO”. A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 F=A ⊕ B 0 1 1 0

Conceituação A Porta “OU EXCLUSIVO é um circuito operador que executa a operação lógica “OU EXCLUSIVO”.

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Portas lógicas derivadas

Regra 1. A porta “OU EXCLUSIVO” deve ter sempre duas entradas e uma saída. 2. A saída somente será verdadeira quando as entradas assumirem valores diferentes entre si. Exemplo: O circuito elétrico abaixo atua como porta lógica “OU EXCLUSIVO”.

A lâmpada somente estará acesa (Y) quando os dois interruptores não estiverem ligados (1) ou desligados (0) ao mesmo tempo. Comentário A porta “OU EXCLUSIVO” é na realidade a combinação ou associação das portas lógicas “OU”, “E”, “INVERSOR”. Obtemos a função “OU EXCLUSIVO” através de configurações do tipo:

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Portas lógicas derivadas

Simbologia A porta “OU EXCLUSIVO” pode ser representada pelos seguintes símbolos normalizados:

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Portas lógicas derivadas

Porta “equivalência” ou “identidade”

Princípio A operação “EQUIVALÊNCIA” de duas ou mais variáveis resulta verdadeira quando todas as variáveis de entrada encontram-se num mesmo estado lógico. E resulta falsa se pelo menos uma das variáveis tiver estado lógico diferente. Comentário A função “EQUIVALÊNCIA” é o inverso da função “OU EXCLUSIVO”. Fórmula A função “EQUIVALÊNCIA” é representada algebricamente por: F = A ⊕ B Processo A tabela-verdade abaixo e a representação da função “EQUIVALÊNCIA”. A 0 0 1 1 B 0 1 0 1

A ⊕B
1 0 0 1

Conceituação Porta “EQUIVALÊNCIA” é qualquer circuito operador que execute a operação “EQUIVALÊNCIA”. Regra 1. A porta “EQUIVALÊNCIA” é constituída de uma porta “OU EXCLUSIVO”, seguida de um “INVERSOR”.
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Portas lógicas derivadas

2. A porta “EQUIVALÊNCIA” deve ter pelo menos duas entradas e uma só saída. 3. Nas portas “EQUIVALÊNCIA” de duas entradas, a saída será verdadeira quando as entradas assumirem valores iguais entre si. Exemplo: O circuito elétrico abaixo atua como porta lógica “EQUIVALÊNCIA”.

4. Nas portas “EQUIVALÊNCIA” de mais de duas portas, a saída será verdadeira quando o número de entradas com valor verdadeiro for número par ou zero. Simbologia A porta “EQUIVALÊNCIA” pode ser representada pelos símbolos normalizados abaixo:

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Portas lógicas derivadas

Porta “não e”

Princípio A operação “NÃO E” resulta verdadeira quando pelo menos uma das variáveis das quais depende é falsa. Exemplo: Supondo um sistema de comportas para controle de nível de óleo de dois tanques industriais, teremos: • • • F = comporta aberta; A = tanque A está completo; B = tanque B está completo.

F só será verdadeiro quando as duas variáveis A e B não forem verdadeiras ao mesmo tempo. Fórmula A função “NÃO E” é representada algebricamente por: F = ΑΒ . Processo

A tabela-verdade abaixo é a representação da função “NÃO E”.
A 0 0 1 1 B 0 1 0 1

ΑΒ
1 1 1 0

Conceituação

Porta “NÃO E” é qualquer circuito operador lógico que execute a operação “NÃO E”.

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Regra

1. A porta “NÃO E” é constituída de uma porta “E” seguida de um “INVERSOR”. 2. A porta “NÃO E” pode ter duas ou mais entradas e somente uma saída. Exemplo: O circuito elétrico abaixo atua como porta lógica “NÃO E” de duas entradas.

3. A saída somente assume o estado verdadeiro quando pelo menos uma das entradas estiver no estado falso.
Simbologia

A porta “NÃO E” pode ser representadas pelos símbolos normalizados abaixo.

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Portas lógicas derivadas

Porta “não ou”

Princípio A operação “NÃO OU” resulta verdadeira quando todas as variáveis das quais depende são falsas. Exemplo: Supondo um sistema de alarme para o controle do nível de óleo de dois tanques industriais que servem ao sistema de lubrificação de uma máquina, teremos: • • • F = alarme entra em funcionamento A = tanque A contém óleo suficiente B = tanque B contém óleo suficiente

F só será verdadeiro quando as duas variáveis forem falsas ao mesmo tempo. Fórmula A função “NÃO OU” é representada algebricamente por: F = Α + Β . Processo

A tabela-verdade abaixo é representada da função “NÃO OU”.
A 0 0 1 1 B 0 1 0 1

Α +Β
1 0 0 0

Conceituação

A porta “NÃO OU” é qualquer circuito operador lógico que execute a operação “NÃO OU”.

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Portas lógicas derivadas

Regras

1. A porta “NÃO OU” é constituída de uma porta “OU” seguida de um “INVERSOR”. 2. A porta “NÃO OU” pode ter duas ou mais entradas e somente uma saída. Exemplo: O circuito elétrico abaixo atua como porta lógica “NÃO OU” de duas entradas.

3. A saída somente será verdadeira quando todas as variáveis forem falsas.
Simbologia

A porta “NÃO OU” pode ser representada pelos símbolos normalizados abaixo.

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Portas lógicas derivadas

Álgebra booleana

Síntese Descrição Nas operações das funções “E”, “OU” e “INVERSOR”, podemos verificar algumas identidades básicas, que, associadas às propriedades das operações e às leis de De Morgan, compõem a chamada álgebra booleana. Classificação Identidades lógicas das funções: • • • “E”; “OU”; “INVERSOR’’.

Propriedades: • Associativa:
-

da “soma lógica”; do “produto lógico”. da “soma lógica”; do “produto lógico”.

Comutativa
-

Distributiva

Leis de Morgan Teoremas de absorção

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Álgebra Booleana A0 = Ø A1 = A Função “E” AA = A AA =Ø A+0 = A A+1 = 1 Função “OU” A+A = A A+ A+ Função “INVERSOR” A

Identidade

A =1 A =1 A =Ø
A =A

Propriedade associativa da “soma lógica” Propriedade associativa do “produto lógico” Propriedade comutativa da “soma lógica” Propriedade comutativa do “produto lógico” Propriedade distributiva

(A + B) + C = A + (B + C) A (AB) = (AB) C A+B=B+A AB = BA A(B + C) = AB + AC (A + B) (A + C) = A + BC

Leis de Morgan

AB... = A + B... A + B... = AB...

Teoremas de absorção

A ⋅ ( A + B) = A
A + AB = A

A ⋅ ( A + B) = AB A + AB = A + B

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Teorema de Morgan

Descrição A proposição: “uma função é verdadeira se e somente se todas as variáveis de entrada forem verdadeiras”, é logicamente equivalente a uma outra proposição: “se pelo menos uma das variáveis de entrada for false a função é falsa”. Fórmula ABC... = A + B + C... 1

A + B + C... = ABC...
2

Processo
Identidades Expressão 1

Proposição Sendo a expressão: ...tomando-se o complemento dos dois termos da expressão... ...e aplicando-se a propriedade básica da inversão temos:

Expressão 2

ABC... = A + B + C...
ABC... = A + B + C...

A + B + C... = ABC
A + B + C... = ABC

A = A,

ABC... = A + B + C...

A + B + C... = ABC

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Portas lógicas derivadas

Leis de Morgan

Conceituação O inverso de qualquer função booleana é uma nova função obtida pela inversão de todas as variáveis da função original e pela substituição de operações “E” por “OU” e vice-versa. Regra Se... então...

F =a+b+c +d
F = a⋅b⋅c ⋅d
Fórmula

F = a ⋅b ⋅c ⋅d F =a+b+c +d

ABC... = A + B + C
Processo

A + B + C... = A ⋅ B ⋅ C ...

Através da montagem de uma tabela-verdade de todas as operações possíveis, podemos verificar as leis de De Morgan.

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Simbologia

Representando esquematicamente as equações das leis de Morgan, através da simbologia normalizada, temos: ABC = A + B + C

A + B + C = A ⋅B ⋅C

Aplicação

A aplicação das leis de Morgan em simplificações de uma função booleana permite opções diferentes para a implementação de uma mesma função booleana.

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Portas lógicas derivadas

Teoremas de absorção

Descrição Os teoremas de absorção são os que definem identidades utilizadas para a simplificação de funções booleanas. Classificação Os teoremas de absorção são quatro:

A( A + B) = A A + AB = A A( A + B) = AB A + AB = A + B

Simbologia
Teorema Representação gráfica

A( A + B) = A

A + AB = A

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Continuação
Teorema Representação gráfica

A( A + B) = AB

A + AB = A + B

Procedimento
Se você quer conhecer a demonstração do teorema ...

...então consulte o ... ...processo 1. ...processo 2. ...processo 3. ...processo 4.

...A( A + B) = A... ...A + AB = A... ...A( A + B) = AB... ...A + AB = A + B

Processo
Processo 1

A( A + B) = A
...e se... ...aplicarmos a propriedade distributiva... ...aplicarmos a ...a expressão é AA propriedade fundamental AA = A + AB... ... ...substituirmos B por Ø na ...B = Ø... expressão, teremos: A + A . Ø = A + 0 = A ... ...substituirmos B por Ø na ...B = 1... expressão, teremos: A + A . 1 = A + A = A ... Se... ... a expressão é A (A + B)... ...então... ...obteremos AA + AB ...obteremos A + AB

...A (A + B) = A

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Portas lógicas derivadas

Processo 2

A + AB = A
Se... ...B = Ø... ...e se... ...substituirmos B por Ø na expressão A + AB, teremos: A + A . Ø = A + Ø = A ... ...substituirmos B por 1 na expressão A + AB, teremos: A + A1 = A + A = A ... ...então...

...A + AB = A

...B = 1...

Processo 3

A( A + B) = AB
Se... ...a expressão é ...e se... ...aplicarmos a propriedade distributiva... ... Ø + AB = AB... ...então... ...obteremos ... A A

A( A+ B) ...
... A ⋅ A

= AB

= Ø ...

... A( A+B )

= AB

Processo 4

A + AB = A = B
Se... ... a expressão é

A + AB ... ... a expressão é A + AB ... ... a expressão é A ⋅ AB ...
... a expressão é

...e se... ...aplicarmos a propriedade da função inversora... ...aplicarmos De Morgan... ...aplicarmos novamente De Morgan... ...aplicarmos a propriedade distributiva... ...aplicarmos a propriedade da função “E” A ⋅ A = Ø... ...aplicarmos De Morgan... ...aplicarmos a propriedade da função inversora...

...então... ...obtemos

A + AB
...obtemos

A ⋅ AB
...obtemos

A ⋅ ( A + B)
...obtemos

A ⋅ ( A + B) ...
... a expressão é

A ⋅ A + A ⋅B
...obtemos

A ⋅ A + A ⋅ B ... ... a expressão é A ⋅ B ...
... a expressão é

A ⋅B
...obtemos

A +B
...obtemos

A + B ...

A + AB = A + B

A +B = A +B

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Portas lógicas derivadas

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Controlador programável

Referências bibliográficas

SENAI-SP, Eletricista de manutenção IV:- Acionamento. Elaboração José Geraldo Belato; Regina Célia Roland Novaes. São Paulo, 1997. SENAI-SP, Técnico em mecatrônica: Robótica. Elaboração Julio César de Almeida Freitas; Paulo Bueno Santos. São Paulo, 2000.

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Controlador programável

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