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Araujo

I rojessora de Direito Internacional Privado - PUC-Rio. Doutora em Direito Internacional, USP. Mestre em Direito Comparado, GWU. Procuradora de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO
Teoria e prática brasileira

53 edição
Atualizada e ampliada

RENOVAR
Rio de Janeiro. São Paulo. Recife

2011

CDD 343. 1°.: (21) 2531-1316 / 2531-1338 .editorarenovar. Nadia de Araujo Ricardo Lobo Torres Ricardo Pereira Lira Revisão Tipográfica: Ana Maria Grillo Capa: Simone Villas-Boas Editoração Eletrônica: TopTextos Edições Gráficas Ltda.841 Leia-se: Celso de Mello.entr .Fax: (21) 2531-l873 www. Agora o parágrafo único foi revogado pela Lei 12. 2011. se um ou ambos os cônjuges forem brasileiros. 492 . na forma de seu regimento interno.Fax: (21) 2589-1962 FILIAL SP: Te!. Parágrafo único. . Catalogação-na-fonte Sindicato Nacional dos Editores de Livros. 15°.As causas para os embargos de execução estão no art. 23cm. Conselho Editorial: Arnaldo Lopes Süssekind . (e) ter sido homologada pelo Supeeior Tribunal Justiça. 930.810922 Proibida a reproduçí o (Lei 9. arts. .: Pág. 7°. Pág. 650 .art. Leia-se: do STF.036/09.Fax: (11) 3105-0359 FiLIAL PE: Te!. 745 do CPC. Veja in www.1° parágrafo.036/09 000944 CIP-Brasil. só será reconhecido no Brasil depois de 1 (ano) ano da data da sentença. 736 e seguintes. Pág. caso em que a homologação produzirá efeito imediato. Tüulo.: (81) 3223-4988 . por ser um título executivo judicial. 519 .Presidente Caio Tácito (in memoriam) Carlos Alberto Menezes Direito Celso de Albuquerque Mello (in memoriami Luiz Emygdio F. Onde se lê: Celso de Mello. 660p. LIVRARIA E EDITORA REN VAR LTI A. I. MATRIZ: Rua da Assembléia. único foi revogado pela Lei 12.Rio de Janeiro: Renovar.(11 O/()X) Impresso no Bmsil Printed .stf.5.Fax: (81) 3223-1176 LIVRARIA CENTRO (RI): Tels.84J O par. poderá reexaminar.036/09. decisões já proferidas em pedidos de homologação de sentenças estrangeiras de divórcio de brasileiros afim de passem a produzir todos os efeitos legais.com. 649 . a requerimento do interessado.O divórcio realizado no estrangeiro. 652 . § 6°. Araujo.421 .RJ CEP:200lJ-901-Tel.:(21)2531-2205-Fax:(21)25 1-215 FILIAL RI: Tels. Os embargos à execução são regulados no Código de Processo Civil. .br SAC: 0800-221863 Errata Pág. RJ.11 A663 Pág.com.br renovar@editorarenovar.: (21) 2589-1863 / 2580-8596 .art. Veja in www.ed. © 2011 by Livraria Editora Renovar LIda. Revogado pela Lei 12. Novo texto. no curso da execução o devedor pode opor à mesma os embargos de execução regulados no CPC .n. O Superior Tribunal de Justiça.: (11) 3104-9951 . da Rosa Jr.Todos os direitos reservados. Como o laudo arbitral equipara-se a sentença e pode ser executado diretamente. 987. § 6° .n. § 2°.br. Novo texto. Revogado pela Lei 12. atualizada e ampliada / Nadia de Araujo. 449 . Nadia de Direito internacional privado: teoria e prát ica hrasi lcira .036/09 . 7°. Direito internacional privado. que mudou o prazo do art. Pág. 10/2. ISBN 978-85-7147-798-8 l. salvo se houver sido antecedida de separação judicial por igual prazo.gov.art.stf. de IJf'!I~il . Onde se lê: do STF. § 6° para um uno.gov.br. obedecidas as condições estabelecidas para a eficácia das sentenças estrangeiras no País.

José Olympio Ed. il serait paradoxal que les discussions actuelles." Henri Battífol'" o Direito Internacional Privado é um "direito sobre o direito". Métodos de escolha da lei aplicável "Quelle que soit Ia déjiance de beaucoup d'esprits à l'égard du mot certitude en droit. II. "Le pluralisme des méthodes en Oroit lnternational l'rivé ". Rio de Janeiro.3.ntando a vida social das pessoas implicadas na ordem interna( iona1. 84.. nées pour partie d'un reproche de complication adresse au droit international privé qu'on commence aujourd'hui à appeler classique. aboutissent à une incertitude beaucoup plus radicale parce que touchant à Ia méthode même de Ia discipline. donc son existence comme telle. il serait difficile de récuser Ia recherche d'un minimum de préuisibilité. C'est d'ailleurs et au surplus l'objet même de cette discipline qui se trouverait mise(n) question. p. p. Tome 139. Na expressão alemã: Recht überRecht. 1>7 39 . que são chamadas de regras de conexão ou normas c BATTlFFOL. 10. Pontes. in Récueil des Cours. 1935. I. Henri.68 Em todos os sistemas jurídicos há regras criadas expressamente para essas categorias de situações conectadas a mais de um sistema jurídico. regulam . hH MlRANOA. orn regras sobre a aplicação de um determinado direito. 1973. Tratado de Direito Internacional Privado. voI.

. Lisboa.escola estatutária italiana. Para a situação do Uruguai.as autoridades supremas dos impérios procedem "corniter" [por cortesia]. /s Cf. Ed.. permanente ou temporariamente . Direito Internacional Privado. Antonio Marques. Antonio Marques dos.indiretas. litigarem perante um mesmo juiz. cit. Direito luternacional Privado. como o princípio da proximidade. tenha eficácia em toda a parte. "O DIPr no Brasil no século XXI". Direito Internacional.. op.?? por obra dos professores de Bolonha. 2a. Direito Internacional.I. que de rígidas passam a ser flexíveis.gurand à I i 1111\ vI' . da li adução portuguesa: "I as leis de cada império têm força dentro dos limites da respectiva república. também ao hnal do século XIX.. p. Mancini. a doutrina de Huber pode ser resumida nos três axiomas a seguir transcritos.breve histórico O método conflitual surgiu na Idade Média." Posteriormente. Haroldo. Pasquale Stanislao.." In SANTOS. 2000. Segundo AIdricus. O si t ma. 97. Esta edição. 2003.73 A doutrina holandesa 'I'V~' grand su ss na Inglaterra e nos Estados Unidos. Ijuí. ao resolverem os conflitos surgidos da colisão de regras oriundas dos estatutos das cidades-estado italianas na sua maioria relacionados aos contatos dos mercadores locais com os provenientes de outras cidades . /\ Segundo SANTOS. III . 2004. mas ass . 81: "A inovação relativa às regras de conexão.xtrut irri riul. ' 71 A primeira regra de DIPr foi elaborada por Aldricus. ao r~sponder à indagação: "Pergunta-se: se os homens de diversas províncias.ntc b ranos. e D'Argentré. Isso porque o ius gentium constituía. Unijuí. 296-325.e não além . 1977. tradução Ciro Mioranza. ed. 72 Para maiores informações sobre a parte his. no século XII.F' . por oposição ao ius ciuilis só para os cidadãos romanos tendo sido uma criação do pretor peregrino. Carmen. Friedrich Carl von. A questão da aplicação espacial da lei. pp. I )1 ' ntu 10 omita gentium (cortesia) 1"\' I 'v 'ria r 'g 'r as r laçõ is -ntrc . Direito Internacional. tomo Ill. "Ley applicable aios actos jurídiIOS dei punto de vista deI Derecho Internacional Privado". .. desenvolveu-se a escola francesa . ver RAMIREZ.. teve a introdução escrita por Erik Jayme. p. em cujo âmbito é possíVi'1 resolver os conflitos de leis de caráter internacional através da pnridade de tratamento entre a lei do foro e a lei estrangeira. Sistema do Direito Romano Atual. teve a introdução escrita por Tito Bailarino. qual deles deve seguir o JUIZ encarregado de julgar? Respondo que é aquele que parecer melhor e mais útil.1 O método de DIPr . nas palavras de Antonio Marques dos Santos um subsistem a de direito material especial. veja-se CORREA. Ed.com Dumoulin. constitui uma verdadeira revolução no DIPr contemporâneo. 'S grandes mudanças. . de forma que o direito de \ ada povo. regras alternativas. p. VALLADÃO.73. especialmente na area de proteção ao consumidor e à infância. Esta edição.. Freitas Bustos. Unijuí. Deve portanto julgar segundo aquilo qu ' se Ih ' afigurara melhor. século XIX inaugura o DIPr positivo. destinado a regular as relações entre cidadãos e estrangeiros. MANCINI. 1892. desde que em nada prejudique ao direito ou ao poder de outro imperante. SAVIGNY. Ijuí. IItll. 103 e seguintes. 41 40 . Sua dfia principal é a de que toda relação jurídica possui uma sede. ano Il. Mun 'ini O primeiro desenvolveu a noção de que vivemos em lima omunidade de direito internacional. Ed." /4 Cf. 69 DOLINGER.'rrer. na coleção Clássicos do Direito 1 nternacional. na coleção Clássicos do Direito Internacional. F. e o surgimento das teorias de Savígny" e 7S. in Revista Mexicana de Derecho Internacional Privado. precursor do territorialismo depois seguido pela escola holandesa. na célebre glosa de Acúrsio. e regras que exigem do aplicado r uma busca do direito mais adequado. número especial. em face da flexibilização da tradi conflíto." 70 Da Antigüidade ao feudalismo. Faculdade de Dir ito de Lisboa. formulador do princípio da autonomia da vontade. diversos costumes. e Incob Dolínger. tradução Ciro Mioranza. que é imposta pela natureza das coisas.. Jacob e TIBÚRCIO. in Anales de Ia Universidad. desde que sem I" -jufz para b ran u t r iros. houve manifestações que não são consideradas como parte do nascimento da disciplina como hoje é entendida. 3. com regras inseri das 1\ IS grandes codificaçôes. que tem. aplicado dentro de suas fronteiras. Rio de Janeiro. I volume. pela obra Ik Joscph Story. 2000. cujas teorias em prol da nacionalidade como lei reguladora do estatuto pessoal pro- IHH'nl('S. no Brasil...\ I uxsundo p r i nul r igra d Hoje as regras indiretas perderam sua exclusividade no DIPr. p. ou dos u-spectivos súditos.. II por súdito do império devem ser considerados todos os que se encontram dentro de seus limites. n lidado no s ulo XIX. Gonzalo. e obrigam a todos os seus súditos . )rit a do O IPr. lida como pontapé inicial da disciplina é citada por Ferrer Correa. Direito Internacional.F Esta última teve Huber como um de seus maiores ex- lcs -nvolv '11 I ) li t 'li 1(011 ilismu. vol. Introdução. ~á regras de caráter material. vol.ito .

p.mpl d s a iluaç5 '1"<1 a livcrsidad de normas a respeito II'g\lI<1m nta ão d tatuto p ssoal. 151 e seguintes.rna ional do DIPr. "Unification of Conflicts Rules in Relation to International U nification of Private Law". Antonio Marques. ('1\\1 li. 31. 78 BATIFFOL.76 Posteriormente.I/IV a compara tive study . uação política na Alemanha. Mario. com o agravamento da 76 lil' 'r -n n. 79 O trabalho de Rabel foi publicado nos Estados Unidos. quando ministro das Relações Exteriores. Foi um dos pioneiros no reconhecimento da importância do direito \ omparado nos projetos de unificação do direito. Sobre a 43 42 . The Conflicts of !.81 1\1'0 g r . O autor elenca ainda no século XIX as escolas nacionalistas. e na Europa. 67. SI! MATTEUCCI. ano XXXII.I? r 111111 "I Mancini. o critério do domicílio. conclamou os demais países a promoverem uma conferência para uniformizar o DIPr. Foi no continente americano que pela prinu-ira vez se promoveu a codificaçâo internacional da matéria. com a realização das Conferências Especializadas. Na Europa seguia-se o criII 110 da nacionalidade (e no Brasil também. e participou do UNIDROIT . p. Callaghan & Co. veja-se SANTOS. lecionou em Ann Harbour e u l larvard.k-sde 1927. até a LICC) e nos IIII~\'S da América Latina e Estados Unidos. continuando este labor sob os auspícios da OEA. Erik. em 1873. O Professor Ernst Rabel trabalhava na Univ rsidade de Leipzig. Pradier Foderé. trazendo mais vantagens para as pessoas. agora 111111 a idéia de que o DIPr deveria inspirar-se no interesse dos Indivíduos.moviam a unifi a ã d na nt E tad italiano. com a Conferência de Lima. r p. de 1877. Direito Internacional. com uma maior utilização da investigação comparativa I' cnfase em soluções codíficadoras de caráter internacional na juII~prlldência. na Itália. () ntr -guerras viu o declínio da tendência universalista.. das quais os maiores expoentes foram Kahn. em quatro voluII)('S. viam nele apenas uma parte integrante da ordem jurídica nacional de cada país.que. Le Pluralisme des Méthodes . e teve em Rabel um de seus maiores defensores. . in Conflicts of Law and International ('ontracts.1949. 1991. indissociáveis daquelas destinadas ao conflito de leis. e Anzilotti e Ago. a diversidade de sistemas nacionais era uma realidade legítima em razão da diversidade estrutural dos Estados.. p.. li 111\\ IS ti I ltl Ias r . SANTOS.11 da Haia. a terceira corrente que cultuava a utilização do direito comparado para resolver os conflitos de leis. 11111 ('X .e início do século XX( 'ódigo Bustamante (1928) -. Veja-se na área de conflitos de lei: RABEL. ainda. na França. Sobre a obra de Mancini e sua influência no DIPr. 111 1937. Ernst.II) I 'S •. As doutrinas do século XIX são todas de caráter universalista . O papel da América Latina no desenvolvimento do DIPr não pode ser negligenciado. Pillet . como se verá a seguir. cit. veja-se JA YME.. Bartin e Niboyet. Foi a tendência dominante até a Primeira Guerra Mundial. 1947. op." Já para os particularistas. Direito Internacional. in Studi e pubblicazioni della Revista di Diritto Internazionale Priva to e Processuale.o DIPr deveria ser o mesmo em todos os Estados. ou seja. ( IDIPs. e mesmo em um certo nacionalismo.acrescentou noções a respeito da ordem pública.dor particularismo. Seu aluno no Peru. Padova. SI VIEIRA Manuel "La Codificacion del Derecho Internacional Privado en el Continente Americano . . Antonio Marques dos. Esses autores tinham um visão particularista do DIPr.I~grandes codificaçôes do século XIX -Tratado de Lima (1877) I' Tratados de Montevidéu (1889/90) . destinatárias dessas regras. n. Mas 1IIlIIVC também grande reação ao particularismo positivista. unir rmi Ia lc. e da proteção aos direitos adquiridos. no 1111 'I 10 I) lU DIPr n ssitava." Há. como o que ocorreu na América Latina. como Man ini. Chigago. pois li'. 63 e seguintes.sultararn m I'alta I. com . na Alemanha. "Pasquaie Stanislao Mancini . especialmente no que dizia respeito às suas normas de direito privado. Edizioni Cedam. como os chamava Batiffol. Nos Estados Unidos.TI diritto internazionale privato tra risorgimento e attività forense". 1988. entendia que a lei pessoal deveria ser a lei nacional do indivíduo .evolución histórico-jurídica". 79. in Revista da Faculdade' de Direito e Ciências Sociais. II'SS ntimentos deixados pela Primeira Guerra Mundial e o au1111'1\ to das relações comerciais internacionais resultaram em um \ll. Guerra Mundial. O volume II se dedica aos temas de responsabilidade civil e contratos mtcrnacionais. p. 79. conseguiu tornar realidade o chamado de Mancini na América Latina. (011) o trabalho da Conferência Permanente de Direito Internacio8o 11. Montevidéu. o que foi consubstanciado nas grandes codificações. Com mais detalhes sobre a história do DIPr. 11111 tI)S grandes impulsionadores do movimento de odifi a 5 in . depois da Z'. Mancini foi ainda um dos fundadores do Instituto de Direito Internacional. quando foi forçado a emigrar para os Estados Unidos. 77 BATIFFOL..

44. ou. Irineu. HI CORREA. Isto porque não soluciona a questão jurídica em si. envolvendo relações jurídicas de natureza privada 011pública. vol. cit.22.í" Esse sistema não cuida da 111 IliI ao de suas normas. ao invés da procura da lei aplicável pela regra indireta. 1985. mas sim a escolha da lei aplicável lIt1h HIII I . que determinam a lei apli ávc]. XV. p. estabelece qual o direito aplicável para resolver 10111lilosde leis ou sistemas. RT. essas regras de conflito são parte de um direito material especial feito 1"1111 regular situações uniformemente identificadas por um elemento de estra1II'Id. quando criada pelo 111 IlIlIdenação com ~utros Estados ou no âmbito de organizações internacioI 1111 ()u<lnto à sua natureza. Rio de Janeiro. desdenhando-se o surgimento de situações com possibilidade de escolha da lei estrangeira.la norma de conflito. ivado.. 'onflit um maior número de países envolvidos. op.rna ional.1 io l'1I1'\ ')I 'I ' o. ainda utilizado pelo Direito Internacional Privado dos países da Europa e da América Latina. 1968. veja-se também LORENZEN. 1990. São Paulo. I. p. In HEUZÉ. São Paulo. veja-se. 83 Essas regras. A questão relativa ao conflito de jurisdições e à busca do juiz competente para o feito de certa forma enfraquece a noção de conflito de leis. 82 BATIFFOL. Contratos Internacionais.85 11111prol I ma d D IPr (para a concepção clássica) não é um I II d tI"lll 1 ti ' justiça material. que fazia face então a problemas novos e d difícil solução. 83. natureza e e trutura. p.Vincent. O seu objetivo consiste em pro11111\'1'1 garantir a continuidade i' e a estabilidade das situações jurí111 I multina ionais. que dá a solução de uma questão de direito contendo um conflito de leis através da designação da lei aplicável pela utilização da norma indireta.. Direito Internacional Privado.Itle que as afeta. tem como particularidade a existência de uma regra de DIPr . São as chamadas normas imperativas ou leis de aplicação imediata. CORREA. Imprensa Nacional. [ais de police. capítulo 11. O autor. A. pp. RT. que contém as regras de direito p I IIII'~em uma determinada área jurídica.V I I qtl. ou internacional. HII STRENGER. HI OTÁVIO. pp. A fonte pode ser de origem legislativa. começam a surgir leis cujo campo de aplicação é determinado de forma imperativa. a característica da norma de Direito Internacional l'rlv Ido é ser indireta. quando .. 165." Além disso.1'. Ferrer. são normas que podem ser classificadas segundo sua fonte. Rodrigo. 24. Veja-se.421-422. "Identité culturelle .1 Legislativo de um determinado país. explicava: "A função do Direito Internacional Privado não é determinar de modo direto como. I \. parte II. Erik. 1991. de que 3. ed. 2a. com referências internacionais ou interlocais. evitaI h ustra ão das partes e terceiros.. para os franceses. através da uniformidade da respectiva valora111"11 parte dos diversos sistemas interessados. Ver também a definição de STRENGER. Sobre a proeminência do papel da América Latina. no início do século. Também pode ser interna. ma mul. Uma norma de origem doutrinária 44 45 . Direito luu't nacional Privado. 2a.rra Mun lial.p. Surgem cada vez mais regras materiais de DIPr. vol. I signar rd na111I c IV . Ferrer. '1'1 considerada como sendo o Restatement americano. predominando a primeira sobre a segunda. ( uunbra. La Réglementation Française des I (/111 uus lnternationaux. in Tulane Law Review.. Pandectas brasileiras.a regra de conflito. 1927. e uma maior intervenção do Estado ocasionaram mudanças paulatinas no DIPr. que atuam diretamente na situação jurídica. ainda. 111111. t oimbra. Renovar.84 d normas de conflitos jll II I l l'r -umpr a ua missã prov r à regulamentação da 1111 1111 dllll int . 1985. GNL. 21.01. ". Rio de Janeiro." H'. vol.2 O método conflitual tradicional O método conflitual tradicional. p. a sínteI iprcsentada por JAYME. atuando nos diversos ordenanuntos legais ou convencionais. com as modificações que a seguir serão comentadas. mediadora entre os sistemas jurídicos envolvidos.Ap s a gunda u . Para Vincent o 11.'11/. doutrinária ou jurispruden ial. Com isso. 1111 (1I1ll 'l1t· I 1'. mas sim das conectadas à questão. em função da proeminência e ingerência da ação estatal na vida privada.Alguns Problemas. Paris. 111:1. (lI I lu ti" sitUélções internacionais qu xigiam a utiliza ã das r 'guls I. Direito Internacional Privado . mas 111'/11" direito interno a ser aplicável na solução da questão. "Uniformity Between Latin América and the United States in the Rules ofPrivate International Law Relating to Commercial Contracts". ainda. uma compilação 111111l'lo Instituto de Direito Americano. p. também. p. II. Alguns Problemas.P Não compete ao DIPr fornecer a norma mate- codificação do DIPr na América Latina. ARAUJO. A Autonomia da Vontade em Direito Internacional I'. 44: "Dl Pr é um 1IIIIlplexo de normas e princípios de regulação que. 1941. ed. em d orr n ia da descolonização. 102-1 03.I lcv 'rá s r r qu rida. Irineu. Nadia. 2000. Ernest..

Esse novo apIl/lJlu'h se baseia na idéia da intensidade maior de ligação. que esta será aquela com a qual o 1 ont rato possui vínculos mais estreitos. em busca da solução que lhes pareça mais favorável. e é conhecido como !. Na I 1111111 1. acrescenta: "Afinal. vol I. Na terceira. O princípio aparece no Restatement 2nd on the Con/1111\ 01Law. op. m s bas ar m normas bilaterais.93 JII IIIt illH I' 11111\ 1i nn lllcrcn ':) 1'. Os valores predominantes são os da segurança e certeza jurídica. 'fi outras áreas do direito.em razã ln loraiização dos fatos. qual a lei que deva ser aplicada. \ssn m .. as relações jurídicas universais. se as partes não IIVl'lTm escolhido a lei aplicável ao contrato.89 Os problemas da aplicação desse método são de três ordens. todos ameaçando o objetivo da disciplina de promover a segurança jurídica. a Convenção 111111' li ompra e Venda Internacional.primand I Ia scolha das normas a 1I I do rcsultad final. p.tll\( ípio da proximidade. Jacob. 23. 37. 1\ 111 \l dologia também sofreu modificações através da I I I lu d pluralismo de métodos e da flexibilização das normas I1 I IIId lltos. como. e a partir daí é encontrado também na Convenção de Roma sobre a 11'1 .')0 sistema ameri111 t 11:1 '( li fr ntalm nt . não visando modificar ou alterar de qualquer forma. I o se deu através da elaboração de regras materiais I. a previsibilidade das soluções encontradas. I 11'1. há a possibilidade da mesma situação ser resolvida de forma diferente em cada Estado na qual for julgada. mas meio de que se serve para atingir um fim. possuindo cada Estado regras próprias para o DIPr. Ed. Na primeira. 11. 89 JAYME. Segundo DOLINGER. Direito InternacionaL. E assim ela. e de princípios mais flexíveis. Para Do11111'1'1 -ss seria um DIPr uniformizado. 42-43. que faculta aos I r lhunais maior poder discricionário na escolha da lei aplicável. ao resolver questões de direito internacional privado. ". riti ada t . a harmonia das decisões sobre uma mesma relação jurídica. "ldentité Cultur llc . e os Princípios para os 1111 ratos Comerciais Internacionais. qualquer lei nacional. 146. Direito Internacional. da utilização da autonomia da 11111111.1l1l s trata d 'M ulhi'l I II/elhor não lei.. O direito indígena não é bem que se proteja. pp. pois seu objetivo é garantir a continuidade e estabilidade das situações jurídicas..Ainda segundo F rr r rr a. 1956.. in Direito Internacional Privado. que são aplicadas internamente." 88 CORREA. 'fi nvenções internacionais.. em que proporção se defere a herança.g. Não afeta. do UNIDROIT. em tal conformidade. uma decisão válida em um.f ( utru maneira de enfrentar essas diferenças entre as regras conII 111 I I 'Ia sua diversidade de país a país. nas diversas hipóteses em que se reconhecer que possa ser dispensada a aplicação da própria lei nacional. é de se ressaltar especialmente o papel desempenha111 11 46 47 . Rio de Janeiro. p. e na Convenção do México sobre o direito 11'11\ ável aos contratos internacionais. assim. que somente importa: a boa administração da justiça. não deve o jurista estar preocupado orn a superioridade do direito nacional. determinando a aplicação da lei mais próxima. ". não o será no outro. 1111111 ) da proximidade. quando estas determinam. da UNCITRAL-ao contráI 11 cln a ima descrita. cuidando de atingir uma justiça formal.( I" I sulto I( on 'I" "I ~'I I JAYME. ou do direito estrangeiro. Sua expressão técnica era através da regra bilateral de conflito de leis. da possibilidade de regras 111 u rva " da cláusula de exceção. com relação às normas conflituais uniformes. mas justamente. que continuarão dominando soberanamente os casos para que foram editadas.iplicável às obrigações contratuais. o princípio 111I questão é do tipo flexível. Forense. I esultante do esforço comum de dois ou mais Estados por causa " I 1"1 ureza internacional de um instituto. as partes podem procurar beneficiar-se das diferenças entre os sistemas e promover um verdadeiro forum shopping. como nos casos em que se possa cogitar da aplicabilidade de mais de uma lei. foi a harrnonização através I I I I I 'ao de normas conflituais internacionais uniformes. em oposição àquele já exisI I 1111 [uando se trata de uma determinada área de direito substantili. I 1111\ na o conflito de lei ao promover a modificação e unificação de 11111 \ parcela do Direito Privado Material-. não era de esperar. 111111' intimamente vinculada com as partes ou a questão jurídica.. ou da relação dela com as pessoas a que est r spcitam. p. forma. '11 Em nível internacional. cit. Erik Jayme define os objetivos do DIPr tradicional como sendo: a igualdade do tratamento das pessoas." Amílcar de CASTRO.. 'I' DOLINGER. dependendo do sistema adotado.V Há também iniciativas '1111 visam uniformizar regras substantivas. v. "Identité Culturelle . 44. Na segunda. no caso visado. aquela disciplina de qualquer modo as distintas legislações nacionais. que surgissem dificuldades maiores para um acordo quanto à recíproca aplicabilídade das leis estrangeiras. Jacob... mas a melhor colocada para intervir .

319. 76-93. em função das consideraI 111 I 1 . é aquele no qual a 11111til:! [u soluciona o problema de uma relação multiconectada 111111 ioe-se a penas a delimitar o domínio de aplicação das leis mateI I'. 101. e o Instituto. "The Historic Bases 111 Private International Law". trabalha pela unificação de normas materiais de Direito Privado. "A Convenção de Viena de 1980 sobre a Venda Internacional de Mercadorias". a UNCITRAL elaborou a Convenção sobre Compra e Venda Internacional de Mercadorias. Carwell. pp. que. Alejandro M. preconizando o primado tlll k-i do foro.. assinada em Viena. chamado de unilateral. em 1980. por um lado. ) outro sistema. CRÉPEAU. Coimbra . Cavers'" contestou o método uullltual tradicional que era utilizado. em seus comentários.(/1/1 I 48 49 . São Paulo. Eugênia Cristina de Jesus. prepara convenções internacionais sobre regras conflituais.OIl 111 11111'1 lir -tamen " m IS t unl \'11I h li j~ ntal. Sugeria como modus operandi que se fizesse uma análise porlll norizada da situação sub judice: a comparação dos result~dos uhtidos pela aplicação em concreto das leis em contato com a situa'110 e afinal a avaliação dos resultados. e. p. Maria Angela e MOURA RAMOS. in American Journal of Comparative Law. 'I~ GARRO. além de regras. 1992. Há consciência em diversos países de que é preciso ad quar essa metodologia aos conceitos de proteção garantidos pelos direitos fundamentais.1933. Ontario.como parte da disciplina Direito Internacional dos Direitos Humanos -. 1985. regras bilaterais fixas. somaram-se aos das Constituições e ao chamado "bloco constitucional" dos Estadospartícipes. por outro. "EI Derecho Internacional Privado en los Estados l lnidos: Balance y Perspectivas". Restatement é uma compilação de normas jurídicas com umentários e casos hipotéticos ilustrativos das regras e sua aplicação. A Conferência. ver YNTEMA. Para uma análise da Convenção de Compra e Venda Internacional. for ratificada. É um exemplo de uma nova lex mercatoria para os contratos internacionais. CAVERS. O Restatement ]'1 adotou para o DIPr. os Princípios para os Contratos Comerciais Internacionais. 310-317. Esses direitos passaram a constar de novos diplomas internacionais . 1998. vol. Contratos Internacionais .·Ia qual determinava-se. pp. o alcance espacial das re1'1 IS. -ollsuo ' ma solu ão obtida através mn I. Livraria Almedina. ] 02. David. a partir dos princípios inIllIdllzidos por Joseph Story. muitas delas já em vigor. 1986. v. e pode ser utilizado nos países em que a Convenção do México sobre o direito aplicável aos contratos internacionais. pp. pois o artigo 10 da mesma previu expressamente a utilização dos princípios do direito do comércio internacional.. organização de caráter privado. 297-317. Esse conjunto de direitos. Nos Estados Unidos. vol. UNIDROIT. cit. feitas pela /lll/erican Law Jnstitute. e em Portugal. Ed. 2.onflitual. "O Contrato de Venda Internacional de Mercadorias". Eduardo. criado em 1928. !. os tribunais não faziam escolhas I I t'S de valoração quando determinavam a lei aplicável a urna reIi 10 jurídica com matizes internacionais. in Contratos Internacionais. sendo que o conjunto integra os princípios. que reflete a existência de um patrimônio comum de valores jurídicos. baseadas nos critérios de conexão já conhecidos na Europa. inlluind na apliI) I IPr. Nas Nações Unidas. número especial. várias instituições trabalham ativamente para a uniformização e unificação de regras substantivas do Direito Contratual. GARRO. in Harvard Review. in Revista Mexicana de Derecho Internacional l'riuado. '111 '(\S) I. passa a ter aplicação não só IIII I d. especialmente. urna análise orientada pelo resultado final subsI IIIUVO. há a Comissão das Nações Unidas para o Direito do Comércio Internacional UNCITRAL. Veja-se. The Unidroit Principles and the Civil Code of Québec: Shared Values?. Revista Forense. pois sempre tinham em I unta o resultado final. do ordenamento jurídico onde vigora. Roma. 1994. 47. 2000. I is. p. e posteriorIIlI'lIt " por Joseph Beale. RT. estabelecida na Haia desde o século XIX. e em vigor a partir de 1988 em 27 países. "A Critique of the Choice of law Problern".95 Em sua opinião. pr 'vai" 'r6 S I r' . Hessel. contém comentários e exemplos. muito respeitada nos meios jurídicos americanos. IUI. e ZERBINI. Advogava urna metodologia unilateralista. Sua metodologia é interessante porque. ver GREBLER. Para maiores informações sobre a luxtória do DIPr nos Estados Unidos. Rio de Janeiro. Rui Manuel. 11)53. 173. ) sistema unilateral- A Revolução Americana do por dois organismos internacionais: a Conferência de Direito Internacional da Haia e o Instituto para a Unificação do Direito Privado UNIDROIT. p. 1934. "II 1. tendo elaborado também diversas convenções. Para citar alguns exemplos. cujo trabalho é de suma importância para o movimento uniformizador em andamento. om a utilização matemáti a d me I . redator do Restatement on the Conflicts 11/1. op. ao serem incorporados. Paul-A. BENTO SOARES.sta. de 1994.Atualm nt liv d IPr nã mais ai s gurança jurídi a. Para o Direito do Comércio Internacional. ' nflit . Cf.

ao aplicar a lei de um outro Estado. 98. Willis Reese. C. 1992. Canadá. 1994. Friedrich.la prim ira v "I.. Morris. ••1\ . 11 motorista morava em Nova York. ) 1\ di 111(1) I" 1111111\ ina previa a indenização desejada. ')I itls 1 I'l'nmizac. 321-352. propugnando o abandono da regra da lex 111/ I . como também para os multiconectados. p. p. p./ co 1. cit. originando a . J. in Revista dos Tribunais 629/72-90.\pli 'ada a lei de Ontário.ma arn ri an .. Currie acreditava que os Estados tinham um interesse na implementação dos propósitos das leis que os governavam. 100 Veja-se: JUENGER. tradução de Ricardo Almeída. "The proper law of the tort". e a aplicação da lei estrangeira apenas em casos excepcionais. íd. A Importante influência do professor de Oxford. Cláudia Lima. "Novos Rumos . the better Law approach. que 1. é que consagrou a noção dos vínculos mais estreitos. ":"nada Revolução Americana. com ênfase no resultado e não no método utilizado . "Interna11\\11<11 Litigation and Forum non Conveniens".. IIH A evolução das regras de conflito no direito norte-americano. Friedrich K.\ 11 autora. assim como sua influência nas modificações do "lleito europeu. o sistema conflitual não levava esses fatores em consideração e subvertia a importância dos interesses do foro. Choice of Law and Multistate Justice Dordrecht Martinus Nijhoff Publishers. onde ocorreu o acidente. I -sclc -ntã .(' . JUENGER.163. 106..leiicti em favor da flexível proper law of the tort. Russel. para ntã s' de idir qual das I 'i. Nadia et 96 97 na evolu. Antonio Marques. .1111 1'01 O 1'1/\ I tf }II'II I) nov sist .1. a aplicação da regra de DIPr dependia de uma análise teleológica do problema.ê? Juenger classifica essa fórmula de mos americanus.la· por urrie e seus IlIltltI\ 's. Ano I. 107. o artigo escrito pelo inglês em 1951. Tribunal I. Para Leflar. Brainerd Currie criou uma teoria intitulada interest analysis. ('Iill ontat aplicar à situação oncreta. os limites de aplicação espacial das leis materiais eram determinados a partir da análise das políticas legislativas das quais resultavam. a passageira que se machu1 1111 morava em Nova York e o seguro do carro era de Nova York.d ju ti as .ial. outro expoente da doutrina americana. Cláudia Lima.I'? Para ele. Segun. não só para os casos locais. Continuando na linha de pensamento de Cavers.'?" 11. no qual o autor explica por que os Estados l Inidos são um ímã para diversas ações sobre fatos que muitas vezes ocorreram 1'11\ outro país. ( '1"lemos _ Direito Internacional Privado. .1995. p. n? 1. 77). 51 li\!. Departamento 1111 de Direito PUC SANTOS. " 98 GARRO. "Novos Rumos do Direito 11111'1 nac'ional Privado quanto às Obrigações Resultantes de Atos Ilícitos (Em 1 IH'\ J<lI de acidentes de trânsito)".. 99 SANTOS. comentando so b re a c h ama d a revo L uçao americana . Ver também WEINTRAUB. na doutrina e na jurisprudência americana.1'( vn que. 1129/72-90. principal responsável pelo Restatement 2nd on Conflicts of Law. Direito Internacional . levando-se em conta uma série de considerações em busca da proteção mais adequada à vítima de um fato ilícito. Para o tribunal aplicar a lei de \ I1 I 1\(\ som .nte porque o acidente lá ocorreu. "d\! Direito norte-americano. seria injusto e anô1111111 1111 )s pontos de contato eram: o carro era registrado em Nova I ..ix u d aplicar a regra clássi1111/' toei deli tii. Direito Internacional.1\ "mente estipula indenizações milionárias. explicando que a maior parte dos tribunais proclama seguir a "análise de interesses". Artur Von Mehren propugnava pela elaboração de regras materiais especiais para regular as situações de DIPr.P" Muito empregad .ê" Ehrenzweig defendia a aplicação da lei do foro como regra básica. Il. ao fugirem do sistema tradicional e aplicarem o novo 11 . 1111 JUENGER. Ferrenho defensor da supremacia da aplicação da lei local. publicado na Harvard Law I 1'/'//'/(/. Antonio Marques dos. ib. 193 e seguintes.I\! Direito Internacional Privado quanto às Obrigações Resultantes de Atos l lu itos (Em especial de acidentes de trânsito)". 103 luenger . pp. ao contrário dos europeus. 29. para apli ar a I i d Nova York a um acidente de I " I) ocorrido m ntário. As razões são custos menores e julgamento cível pelo júri. vol." onflitos de Leis na América e na Europa". H. onde foram inclusive utilizadas expressões análogas às til' Morris como center of gravity ou grouping of contracts (p. considerando principalmente o alcance territorial das normas jurídicas. para os quais o método multilateral é mais valorizado do que o seu resultado concreto. Se I•• . enquanto a lei novaI 1 . enquanto todos os 111111\" pontos de contato levavam a Nova York.. principalmente na sentença de 1963 do Caso 1\ ti 11 m k é salientada por MARQUES. op. p. coord nação c revisão de ARAUJO.. foi determmante na "III\'nça do caso Babcock. são comentadas por MARQUES. a passageira I 1111":1 não teria direito a qualquer indenização. . N va Y ri I . in Revista dos Tribunais... in Texas lnternational Law lourI/It!. 50 .

Mas. (c) the relevant policies of other interested and the relative interests of those states in the determination of the particular issue. (e) the basic policies underlying the particular field of law.'s. 1 I ~ sabilidade civil por ato ilícito (tort actwns]. II-Ill\'s ao v .. will follow a statutory directive of its own state on choice of law.procura em sua e esa ahap ima lir 'taça-o legal ao ressar.doutrinárias diver110 ccletismo judicial e a coexlstenCla e opmlOes I . 150. the factors relevant to the choice of the applicable rule of law include: (a) the needs of the interstate and international systerns.e~t~Oqr: a maiori~ destas decisões resulI \ I 'ma mente surpreen " 106 .\lh and pertmence o tere evan .S~'la ~~~:Ç!~~:i. c 104 JUENGER.h state to thed~arttleSaatnl·onal systems {ncluding the .muita v z 's s m uma rn t d 1 do v SI . (2) When there is no such directive..~~/~:~~~flitos •• . com o Restatement 2nd on the Conflicts of Lato. General and residual rule: except as otherwise provided in this book (on the conflicts of law) an issue in a case having contacts with other states is governed by the law of the state whose policie would be most seriously impaired if its law de ledi.herel t policies of ali involved states in the light 11 I·I\f. ies if d ectations of the parties and of minimising 1". enumera os fatores que devem ser levados em consideração para a determinação da lei aplicável a uma relação jurídica. 1I11I' estrangeira. :111 I uzo '-s para não se dar guarida à aplicação daquela mo~strtuos~ .lll ics of upholding the justi le. A1ejandro. op. (b) the relevant policies ofthe forum. um M lvergenCla se I 11111:1 -ntre o sistema europeu e o ~m:~c:~o~ ar~sn~ias indicavam. o que ocorreu em 1971.scau... 1I 1111'1\'r -rití a tribunai arn ri anos. que ao ut11zar o~ prm11" d\~ R. 105 No sistema ameri- I\'jln I. com o tempo.. aliou-se a uma série de guias para sua descoberta no caso concreto.rial para oluClon. Por outro lado. (f) certainty. O estabelecimento do princípio da proximidade. pois o reu1\I .'?" A união das opiniões doutrinárias com a jurisprudência.. ( t' I spon d .de uma lei provenienli" rl. Essas 11 I"". .' di ão e que conten a uma rrru 11 II" outra juns Iça tã 'corte uma série \11'1\o O advogado da vítima apresenta en ao a . produzem decisões ir:te~namente.' •• 's ntavam u P d f ipr l' . hat I e That state is determined by evaluating the WI'I~'not apphed to t a~ . 12. d the dispute and (2) the "I (I) the relationship of eac. I".sultad . p. Note-se que a "revolução nos conflitos americana" ocorreu para resolver conflitos. and (g) ease in the determination and application of the law to be applied.II/lor. que adotou um sistema eclético para a resolução do conflito de leis.mconI alerem de enfoques incompatlve1S entre S1." lIlh JUENGER. 53 52 . em que s apurava a responsabilidade civil (torts) dos autores. ib. predictability and uniformity of result. id. na sua maior parte. nsl' O 1'v' S 'I" VISIIl n pOlI . nos anos 80. ".:i:::~~~:~.sta loucurl~' pois a m~~~ ~~t:do foram 1I1 I \I ' os tribunais amencanos ap icaram o n . d . 108. li I 1 ti' s 'U r . menor d q . Também o Código Civil da Louisiana adota critérios flexíveis para a solução do conflito de leis no seu artigo 35] 5: Determination of the applicable law.' a interna mais convemen e. interestaduais.d de: imeigentes. 111 . en -.. tatment 2nd. No artigo 6°.. os tribunai am ri an tinhun -cmo obj tivo proteger as vítimas de situações multicon tadas. . As seguintes razões podem explicar sua perpex~ a e. [ I] quanto na Europa as pressoes lklade civil por ato ilícito tort aw . "Conflitos de Leis. pois existem diversas situações multiconectadas a vários estados da federação. d h d f the mterestate an in ern . cit. agente m adrão estereotipa o. p. do Restatement on the Conflicts of Law: «(1) A Court subject to constitional restrictions. ..~~lo. por exemplo.. a expensas da claridade e da certeza que o método tradicional trazia com seus resultados muitas vezes injustos.h~ an t e nee s o. há método ne. também chamado de dos "vínculos mais estreitos". todas no sentido de dar soluções adequadas aos casos concretos.:'ou. den:onstra com arguCIa I 1\1\ 11 itos entre os dois contmentes: • "Por que então nosso direito conflitual parece tão estranho ados 7 Como nós eles deveriam estar acostuma os ohservadores europeus. (d) the protection of justified expetations. ht f 11 b'ecting a party to the law of more 11".'. pr sabi10 nossa revolução dos conflitos aconteceu no campo a respon _ .II\O . o texto da seção 6. Firmou-se um compromisso entre as antigas regras bilaterais e a necessidade de buscar soluções substanciais para os problemas de DIPr. 105 GARRO. mas Slr. p.I 'S 'I)) garantir a certeza jurídica -. s nd~ a 1 bl m questao ) o pr ~a : ' I I II 1\l1. parágrafo 2°.. a' rd m o )11 111 11\(1 )-S' a m Ih r n rrna ma . desembocou na revisão do Restatement. t dos casos 11" I li .. 1ll\I~troLl. o sistema conflitual tradicional é utilizado para os casos em que haja lei de mais de um país envolvido. A seguir.I \ 1111\ I hl Ill ". ~ e sensibilidade os 1III'I\g'r.idverse consequences that rmg t o ow su ] Ihnn one state.

. Finalmente. Defesa e Ilustraçõo. 4. p.através da lex rei sitae -.I A convergência com os princípios do direito americano B rço da teoria do conflito de leis. Ter eiro: muitos de nossos autores americanos de direito internacional privado publicam deliberadamente em um jargão profissional prolixo e incoerente.. 165. encara-o como um verdadeIro '/'/('.• prirnordialm ntc n família [domesti rclations]. p. d talhes do ensino do OIPr e seu conteudo na Espan a. o direito de família e o sucessório a serem regidos pela lei do domicílio. "Conflitos de Leis . _ SANTOS. Ao mves de consl~e111 10 um mero direito de remissão.para a mudança S1 s . com os estatutários itali~1111. in /<"1 /leil de Cours. . 140 e segumtes.. nas grandes cod~1 \ il<'. em conjunto com um núrn r S . veJ3-se SANTOS. Suíça. Quarto: os europeus ficam perturbados com a falta de cerimônia com que a maior parte dos tribunais e autores americanos parecem descartar todas as regras para engajar-se em uma análise de estilo livre. "Regards sur le Oroit International Privé Cornparé".ÕeS. 39.nti Ia•. p. 54 \10 Defesa e Ilustração .. As Modificações no DIPr Europeu "Ces infLéchissements de la méthode biLatéraListe m~ntrent que L'on est passe d' une conception répartitrice ~utom.. h I '1' ) . . Alemanha e Bélgica."I07 Também Alejandre Garro destaca que o famoso mos americanus teve maior repercussão no campo da responsabilidade civil.. Portugal. 107 JUENGER. incorporada." 108 George Droz .IIO A disciplina é mais do que a designação formal de urna lei. continuando o direito real . tomo 229. ta Ia. .attque. Georges.. Antonio Marques. Outras áreas não sofreram modificação desta ordem. 55 . a rapidez da transição de um rígido conservadorismo para um aparente anarquismo pode ser recebida como um choque para o observador externo. Europa encontra-se mais uma vel~9na h~er:nça do m?Vla II11'nlO precursor de urna nova era no DIPr. 17. Seu objetivo maior é promover_a regu~ame~ta1 I\() adequada e materialmente mais jus:a da _questao plunlocabz~d. no qual a solução da regra bilateral era altamente insatisfatória. S gundo: o grand americanas divulgadas. e na área contratual. et mécanique des Lois dans L'espace à une conceptum reguLatnce des rapports juridiques internationaux. com o desenvolvimento do princípio de proximidade. lil'i e .1991. Antonio ar q\ll'S. I IIIH DROZ.m pre dentes de obras doutrinárias sobre conflitos. 'depois com a tese savigniana. p. é esmagador. ".10 de decisão. ' M _ I ara rnaiores h nnça.I.

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