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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ

CTTMar – CENTRO TECNOLÓGICO DA TERRA E DO MAR
ENGENHARIA CIVIL

ALAN BORGES DA SILVA
GABRIELA RALDI
JOSÉ ADRIANO CARDOSO MALKO
LEONARDO AFONSO COELHO PFITZER
RICARDO PIZZAMIGLIO
ROSUEL KRUM MATHIAS DE ASSIS
VINICIUS MOCELIN



LEVANTAMENTO PLANIALTIMETRICO











Itajaí
2008
2

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ
CTTMar – CENTRO TECNOLÓGICO DA TERRA E DO MAR
ENGENHARIA CIVIL

ALAN BORGES DA SILVA
GABRIELA RALDI
JOSÉ ADRIANO CARDOSO MALKO
LEONARDO AFONSO COELHO PFITZER
RICARDO PIZZAMIGLIO
ROSUEL KRUM MATHIAS DE ASSIS
VINICIUS MOCELIN



LEVANTAMENTO PLANIALTIMETRICO

O presente relatório tem como
objetivo parcial de notas da média
dois (M2) do Curso de Engenharia
Civil, ressaltando que o mesmo é
requerido pelo Professor Msc.
Delamar Heleno Schumacher.




Itajaí
2008
3
SUMARIO

1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................... 4
2 OBJETIVO .............................................................................................................................. 5
3 DEFINIÇÕES .......................................................................................................................... 6
3.1 Método de Rampas .......................................................................................................... 6
3.2 Taqueometria.................................................................................................................... 7
4 MATERIAIS UTILIZADOS ................................................................................................. 9
4.1 Caderneta de Campo ........................................................................................................ 9
4.2 Baliza ................................................................................................................................ 9
4.3 Mira................................................................................................................................... 9
4.4 Cantoneira ...................................................................................................................... 10
4.5 Trena ............................................................................................................................... 10
4.6 Tripé ................................................................................................................................ 11
5 LOCALIZAÇÃO .................................................................................................................. 12
6 CARACTERÍSTICAS DA ÁREA LEVANTADA ............................................................ 13
7 PROCEDIMENTO EM CAMPO ........................................................................................ 13
8 CONCLUSÃO ...................................................................................................................... 17
9 REFERENCIA BIBLIOGRAFICA ..................................................................................... 18














4
1 INTRODUÇÃO

Nas obras de engenharia é fundamental ter conhecimento da altitude e as
dimensões do terreno para que se implante, projete, execute e conclua uma obra.
A escolha do método leva em consideração o objetivo da operação, a
característica do levantamento, a precisão requerida, o tempo empregado e os
equipamentos disponíveis.
O levantamento planialtimétrico foi realizado nos limites do terreno onde
está instalado o LATEC , localizado no bairro Fazenda, na cidade de Itajaí. Neste
trabalho foram utilizados os seguintes métodos de medição: Método
Taqueométrico e o Método de Rampa (trigonométrico).


.



















5
2 OBJETIVO

Neste trabalho o objetivo principal foi à execução do levantamento
planialtimétrico através de dois métodos o de rampa e o taqueométrico, realizados
no LATEC, esses levantamentos necessitam de alguns conceitos apresentados
em topografia, tais como leitura direta e inversa, azimutes, poligonais, precisão,
trigonometria, etc.


























6
3 DEFINIÇÕES

3.1 Método de Rampas

Método é conhecido como método de rampas porque a tangente do
ângulo de inclinação de uma linha expressa e sua rampa, ou seja, 100 tg o é a
rampa expressa em porcentagem. Se uma linha tiver um ângulo de inclinação de
30% dizemos que tem rampa de 57,7¨, porque tg 30º = 0,577. Se a inclinação for
para cima do horizonte, a rampa é de +57,7% (caso contrário será -57,7%)
(BORGES, 1977).

A fórmula da distancia horizontal pode ser escrita como sendo:

gentes de diferença
mira na leitura de diferença
DH
tan _ _
_ _ _ _
=

Aplicando os dados nas fórmulas abaixo, são obtidas as distâncias horizontais,
verticais, diferença de nível e cotas dos pontos:

Para o ângulo de inclinação:
) (
) (
I tg S tg
LI LS
DH
o o ÷
÷
=
o Tg DH DV . =

Para o ângulo lido a partir do Zênite:
) (
) (
I Cotg S Cotg
LI LS
DH
o o ÷
÷
=
Z = Cotg DH DV .
Diferença de nível:
LM DV Ai DN ÷ ± =

Cota:
ab DN a Cota b Cota ± = " " " "
7
Onde:
DH: Distância horizontal entre os pontos
DV: Distância vertical entre os pontos
LS: Leitura superior na mira
LI: Leitura inferior na mira
LM: Leitura média na mira
o : É o ângulo vertical de inclinação da linha de vista, lido no círculo vertical.
Z: É o ângulo zenital de inclinação formado a partir do zênite.
DN: Diferença de nível entre os pontos
Ai: Altura do instrumento no ponto

3.2 Taqueometria

Segundo Espartel (1980), a Taqueometria ou Taquimetria é a parte da
topografia que se ocupa da medida indireta das distâncias e das diferenças de
nível, quer por meios óticos, quer mecânicos, com a maior rapidez possível, de
acordo com as condições atmosféricas, clareza e precisão do instrumento
empregado, ao qual se da o nome de Taqueômetro.
Qualquer teodolito que possua além dos fios (retículos) médio horizontal
e vertical mais dois fios, um superior e um inferior é também um taqueômetro.
A T0aqueometria auxilia os arquitetos e engenheiros na identificação
planialtimétrica de áreas. Com esta identificação fica fácil efetuar a quantificação
do movimento de terra necessário para atender as condições de projeto.
As maiores vantagens da taqueometria em relação aos outros métodos
de medição indireta são a rapidez e exatidão, uma vez que todas as medidas são
tomadas pelo operador com maior independência na escolha e distribuição dos
pontos essências do terreno a fixar na planta.
O taqueômetro é o instrumento adequado para o levantamento de
precisão média, pois com ele obtêm-se as seguintes coordenadas polares:

- As orientações pelos azimutes, ângulos horizontais, pelo limbo horizontal;
- As distâncias horizontais com os fios suplementares, chamados
estadimétricos;
8
- As cotas de cada ponto como auxílio das distâncias horizontais e ângulos
verticais, ou das tangentes respectivas.

O processo de obtenção de resultados através da taqueometria se dá a
partir da leitura de ângulos verticais e das leituras na mira.

Aplicando estes dados nas fórmulas a seguir, são obtidas as distâncias
horizontais, verticais, diferença de nível e cotas dos pontos:


Para o ângulo de inclinação: o cos . ). (
i
f
LI LS DH ÷ =
o Tg DH DV . =

Para o ângulo lido a partir do Zênite:
Z ÷ =
2
. ). ( sen
i
f
LI LS DH
Z = Cotg DH DV .
Diferença de nível:
LM DV Ai DN ÷ ± =
Cota:
ab DN a Cota b Cota ± = " " " "

Onde:
DH: Distância horizontal entre os pontos
DV: Distância vertical entre os pontos
LS: Leitura superior na mira
LI: Leitura inferior na mira
LM: Leitura média na mira
i
f
: Constante multiplicativa, sempre igual a 100 (f é a distância focal do sistema
óptico e i é o intervalo real entre os retículos superior e inferior).
o : É o ângulo vertical de inclinação da linha de vista, lido no círculo vertical.
9
Z: É o ângulo zenital de inclinação formado a partir do zênite.
DN: Diferença de nível entre os pontos
Ai: Altura do instrumento no ponto

4 MATERIAIS UTILIZADOS

4.1 Caderneta de Campo: Local onde são anotados os dados recolhidos em
campo.

4.2 Baliza: Moldada em aço com 2m de comprimento e diâmetro de 2cm, sendo
estas secionadas e demarcadas de 50 em 50 cm alternadas pelas cores branca e
bordô. Conforme a figura 01.


Figura 01: Baliza

4.3 Mira: Feita em aço inox, graduada de metro em metro nas cores vermelha e
preta, dentro dessas marcas sub-graduadas com marcações de decímetros e
centímetros cheios, sem marcas de milímetros. Conforme a figura 02.

10

Figura 02: Mira

4.4 Cantoneira: Constituídos de metal e nível circular tipo bolha, com o qual
alinhavamos perpendicularmente as balizas e miras. Conforme a figura 03.


Figura 03: Cantoneira

4.5 Trena: É feita de material bastante resistente (produto inorgânico obtido do
próprio vidro por processos especiais). Ela pode ser encontrada com ou sem
envólucro e, este, se presente, tem o formato de uma cruzeta; sempre
apresentam distensores (manoplas) nas suas extremidades. Caso haja envólucro,
seu comprimento varia de 20m à 50m. Já sem envólucro, o comprimento varia de
20m a 100m. Comparada à trenas de lona, sua deformação é menor com a
temperatura e tensão. Este tipo de trena também resiste bem à umidade e
produtos químicos. (BRANDALIZE, 2003). Conforme a figura 04.
11

Figura 04: Trena

4.6 Tripé (apoio para teodolito): De alumínio com regulagem de altura em cada pé
e ponteira de fixação ao solo. Um método para maior conforto do operador é
soltar os três pés alinha-los ao peito, travar a regulagem e fixa-lo ao solo.
Conforme a figura 05.

Figura 05: Tripé

4.7 Teodolito Digital: Equipamento da marca Nikkon, com prumo óptico. A
precisão do aparelho é de 20 segundos, de fácil manuseio e leituras claras.
Possui dois níveis, sendo um para nivelamento horizontal e outro vertical, contém
um pequeno visor de cristal líquido onde são registradas as leituras dos ângulos.
Conforme a figura 06.

Figura 06: Teodolito digital
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5 LOCALIZAÇÃO

O levantamento foi realizado na Rua José Copertino Chaves, bairro Fazenda
– Itajaí, percorrendo em propriedade pertencente à UNIVALI – Universidade do
Vale do Itajaí.


Figura 1: Estações do levantamento
Fonte: Google Maps, 2008.







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6 CARACTERÍSTICAS DA ÁREA LEVANTADA

- Tipos de levantamento: Taqueométrico e método de rampa

- Sentido do caminhamento: Horário.

- Número de estações: 7.

- Tipo de poligonal: Fechada.

- Tipo de terreno: Irregular.

- Localização: LATEC, Bairro Fazenda, Itajaí.

- Descrição geral: Terreno murado com superfície constituída basicamente
de brita, com pouca vegetação e construções fixas em seu interior.

7 PROCEDIMENTO EM CAMPO

1º PASSO

Estacionar o teodolito na estação E1, medir a altura do instrumento, visar a ré
(E0) e zerar o teodolito. Em seguida fazer duas leituras inferiores e duas
superiores na mira, juntamente com seus ângulos verticais.

2°PASSO

Visar a vante (E2), anotar o ângulo horizontal, e novamente fazer as leituras na
mira e ângulos verticais.

3º PASSO

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Com o teodolito ainda estacionado em E1, visar outros pontos, tidos como detalhe
do terreno.

4°PASSO

Após completados e coletados todos os detalhes da estação E1, bascular a luneta
e fazer a posição inversa da vante, da ré e das divisas do terreno.

5°PASSO

Em seguida, fazer a mudança de base, cujo procedimento é estacionando em E2,
medir a altura do instrumento, visar a E1 zerando o teodolito procedendo de
maneira igual do trabalho anterior.

Fórmulas Utilizadas

- Distância Horizontal
) ( ) ( ( ) ( ZI COTG ZS COTG LI LS DH ÷ ÷ ÷ =


- Distância Vertical
) (Z COTG DH DV × =

- Diferença de Nível
LM DV AI DN ÷ + =


- Erro Angular Cometido
( ) 2 180 ± × ÷ · =
¿
n EAC , onde:
*
¿
·é a soma dos ângulos das estações;
* n é o nº de estações;

- Erro Angular Permitido
F p n EAP × = , onde:
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* n é o nº de estações;
* p é a precisão do instrumento;

- Azimute
º 180 ± + = o
anterior
Az Az , onde:
* Az
anterior
é o azimute da estação anterior;
* α é o ângulo lido;
* + 180º se o valor obtido for menor que 180º;
* - 180º se o valor obtido for maior que 180º;

- Calculo das Coordenadas Parciais
X Parcial ( ) Az XP sen = Y Parcial: ( ) Az YP cos =

- Erro das Coordenadas Parciais
¿
= XP Exp
¿
= YP Exp

- Erro Linear Permitido
0,02 0,003El 004 , 0 + + = El ELP

- Erro Linear Cometido
² ² Eyp Exp ELC + =

- Correção das Coordenadas Parciais (Proporcional à DH)
DH P Exp CX × ÷ = ) (
DH P Eyp CX × ÷ = ) ( , onde:
* P é o perímetro

- Coordenada Parcial Corrigida
CX XP XPC + =
CY YP YPC + =
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- Calculo das Cotas
DN COTA COTA
anterior
+ =

- Erro Altimétrico Permitido
P K ELP × =
K: Extensão nivelada em quilômetros;
P: Precisão do instrumento;

- Erro Altimetrico Cometido
¿
= COTAS EAC

- Compensação
COTA n EAC COTACOMP ÷ ÷ = ) ( , onde:
* n é o nº de estações;
* a compensação é acumulativa;

- Calculo das Coordenadas Totais
XPC XT XT
anterior
+ =
YPC YT YT
anterior
+ =
COTA ZT ZT
anterior
+ =

- Precisão do Levantamento
) /( 1 Pr ELC P÷ =

Taqueometria Métodos de rampa
Permitindo Cometido Permitindo Cometido
Erro Angular 00º00´49“ 00º00´49“
Erro Linear
Erro Altimétrico
Precisão
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8 CONCLUSÃO

Com o termino do trabalho foi observado que os métodos utilizados são de
suma importância para a engenharia, pois o uso dos mesmos propõe resultados
mais precisos, para fundamentação de cálculos, visando destacar as formas e os
desníveis da poligonal medida, sendo ainda um dos tipos de levantamento mais
rápidos, pois se exclui o uso da trena para fins de medição de distancia horizontal.
























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9 REFERENCIA BIBLIOGRAFICA

ASSOSIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS NBR 13133: Execução de
levantamento topográfico. Rio de Jeneiro. 1994

BORGES, Alberto de Campos. Topografia aplicada a Engenharia Civil. São
Paulo: Edgard Blüncher, 1977.

BORGES, Alberto de Campos. Topografia. São Paulo: Edgard Blüncher, 1977. 2
ed.

Disponível em:
<http://www.oprojetista.com.br/images/produtos/topografia_512g.jpg> Acesso em:
03 nov 2008.

Disponível em: < http://www.milantopografia.com.br/3/ne20h.jpg> Acesso em: 03
nov 2008.

Disponível em: <http://www.topografia.ufsc.br/cap9-4.html> Acesso em 03 nov.
2008.

Disponível em:
<http://www.geodesia.ufrgs.br/trabalhosdidaticos/Topografia_IProfa_%20Andrea_
Jelinek/Teoria/Taqueometria.pdf> Acesso em 03 nov. 2008.

Disponível em:
<http://www2.uefs.br/geotec/topografia/apostilas/topografia(5).htm> Acesso em:
03 abr. 2008

ESPARTEL,Lélis. CURSO DE TOPOGRAFIA. Porto Alegre:Ed. Globo, 1980