Implantodontia.

A conquista da auto-estima através da reabilitação oral, estética e funcional.

Nesta edição: Caderno Científico Perfil Empresarial IN 2007 Mercado IN

ImplantNews - Vol. 5, n.1 (janeiro/fevereiro/2008) - São Paulo: VM Comunicações - Divisão Cultural, 2004 Periodicidade Bimestral ISSN - 1678-6661 1. Implantes dentários. 2. Cirurgia de implantes. 3. Prótese sobreimplantes. I. VM Comunicações - Divisão Cultural II. Título

CDD 617.6005 Black D74

Novas tecnologias redimensionam os paradigmas da Implantodontia

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Mario Groisman

Terminamos o ano de 2007 em alto estilo. O IN 2007, Encontro Internacional de Leitores ImplantNews, se fez brilhante, abordando a importância do planejamento para o alcance de resultados de excelência. E pensar que até bem pouco tempo, o gold standard em métodos auxiliares de diagnóstico em Implantodontia era o emprego de radiografias panorâmicas com marcadores radiográficos associados a exames periapicais. O emprego de tomografias computadorizadas no auxílio da visualização tridimensional da estrutura óssea, dos acidentes anatômicos nobres e de alterações patológicas representam um exemplo do grande benefício para a humanidade. Atualmente, essas imagens tomográficas são usadas na geração de guias para instalação dos implantes que antevêem a posição final dos mesmos, permitindo assim o uso de próteses provisórias pré-fabricadas que podem ser instaladas ao final do procedimento cirúrgico. Cirurgia guiada formando a base de um futuro com navegação cirúrgica. Presente–futuro em diagnóstico, em precisão de posicionamento de implantes, em cirurgia sem retalho e em função imediata. Exemplos clássicos da parceria ciência-indústria que beneficia clínico e paciente. A ciência continua a expandir o conhecimento existente, refinando os métodos de tratamento. A classe tem experimentado os benefícios oferecidos pela tecnologia CAD-CAM. Quando esta tecnologia foi introduzida, parecia muito futurística para ser real. Porém, rapidamente saiu-se do conceito à realidade, de forma que moldagens ópticas de implantes ou dentes preparados foram usadas para criar restaurações cerâmicas. Melhoras são descritas na velocidade de escaneamento, nos detalhes da duplicação e adaptação marginal, assim como no atendimento ao público-alvo. Não existem dúvidas de que as novas gerações destas tecnologias necessitam de refinamentos, da mesma forma que não restam dúvidas que este venha a ser o caminho do futuro. Tecnologia está aqui e agora, e promete fazer o futuro da Implantodontia mais recompensador do que já é. Vamos a ele!!

Mario Groisman é especialista em Periodontia pela Uerj e em Implantologia pelo CFO; Mestre em Ciências Dentais pela Universidade de Lund, Suécia.

REVISTA IMPLANTNEWS 2008;5(1):5

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PONTO DE VISTA

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Capa: Ilustração que expressa o conceito “sucesso” decorrente da busca constante pela excelência profissional. Publicação bimestral dirigida aos cirurgiões-dentistas, especialistas ou com interesse em Implantodontia.

PONTO DE VISTA Novas tecnologias redimensionam os paradigmas da Implantodontia • Mario Groisman EDITORIAL Cinco anos no universo da nova Implantodontia CADERNO CIENTÍFICO Um registro da produção dos autores nacionais IN 2007 O encontro dos profissionais em Implantodontia
ARTIGOS ORIGINAIS / ORIGINAL ARTICLES

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CONSELHO CIENTÍFICO:
Pesquisa Básica: Profs. Drs. Arthur Belém Novaes Jr. (Ribeirão Preto/SP), Carlos Eduardo Francischone (Bauru/SP), Elcio Marcantonio Jr. (Araraquara/SP), Israel Chilvarquer (São Paulo/SP), Marco Antonio Bottino (São Paulo/SP), Mário Groisman (Rio de Janeiro/RJ), Paulo Sérgio Perri de Carvalho (Araçatuba/SP), Thomaz Wassall (Campinas/ SP), Wilson Roberto Sendyk (São Paulo/SP). Pesquisa Clínica: Profs. Drs. Antonio Vicente de Souza Pinto (São Paulo/SP), Carlos Alberto Dotto (São Paulo/SP), Carlos dos Reis Pereira Araújo (Bauru/SP), César Arita (Ribeirão Preto/SP), Cláudio Cezar de Miranda (Curitiba/PR), Cláudio Luiz Sendyk (São Paulo/SP), Fábio José Barboza Bezerra (Salvador/BA), Fernando Santos Cauduro (Porto Alegre/RS), Francisco Fernando Todescan (São Paulo/SP), Hamilton Navarro (São Paulo/SP), Hiron Andreaza da Cunha (Goiânia/GO), Hugo Nary Filho (Bauru/SP), José Cícero Dinato (Porto Alegre/RS), Laércio W. Vasconcelos (São Paulo/SP), Luciano Lauria Dib (São Paulo/SP), Luís Ronaldo Picosse (São Paulo/SP), Maurício G. Araújo (Maringá/PR), Pedro Tortamano Neto (São Paulo/SP), Rander Pereira Avelar (São José dos Campos/SP), Ricardo Curcio (São Paulo/SP), Waldemar Daudt Polido (Porto Alegre/ RS). Tecnologia Aplicada: Profs. Drs. Adolfo Embacher Filho (Itu/SP), Aldo Brugnera Junior (São Paulo/SP), Ariel Lenharo (São Paulo/SP), Aziz Constantino (São Paulo/SP), Geninho Thomé (Curitiba/PR), Jorge Mulatinho (São Paulo/SP), Luciana Almeida Lopes (São Carlos/SP), Nilton de Bortoli Jr. (São Paulo/SP), Pedro Velasco Dias (São Paulo/SP), Rodolfo Candia Alba Jr. (São Paulo/SP). Relatores: Profs. Drs. Carlos Eduardo Francischone (Bauru/SP), Paulo Sérgio Perri de Carvalho (Araçatuba/SP), Wilson Roberto Sendyk (São Paulo/SP).

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Provisionalização imediata na região anterior: protocolo clínico para implantes Cone-Morse Immediate placement and provisionalization of maxillary anterior single implant: clinical protocol to Morse Taper implants Cleide Gisele Ribeiro, Maria Angélica Rehder de Araújo, Carlos dos Reis Pereira de Araújo, Paulo Conti Reabilitação de pacientes oncológicos maxilectomizados: uma abordagem multidisciplinar Orofacial rehabilitation of total maxillectomy defects after tumor surgery: a multidisciplinary approach Ana Laura Soares, Luciano Lauria Dib, Joaquim Augusto Piras De Oliveira Técnica modificada de munhão personalizado: relato de caso clínico Modified technique of personalized abutment: a case report Mariana Diniz Bisi dos Santos, Adriana Dal’aqua, Sérgio Maia, João Henrique Nogueira Pinto, José Fernando Scarelli Lopes, José Gilmar Batista All-On-4 na mandíbula e fixações zigomáticas na maxila em função imediata: relato de dois casos Immediate function with All-On-4 in the mandible and zygomatic fixture in the maxilla: report of two cases Cristian Corrêa, Julio César Joly, Anna Stella Violatto, Michel Gonzales Borges, Indaiá Duque

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www.implantnews.com.br Editor: Haroldo J. Vieira (haroldo@vmcom.com.br) Diretor Responsável: Luiz Antonio Gomes (lagomes@ajato.com.br). Editora e Jornalista Responsável: Laelya Longo MTb: 30.179 (laelya_longo@vmcom.com.br); Editoras Assistentes: Cecilia Felippe Nery (cecilia_nery@vmcom.com.br), Ana Lúcia Zanini Luz (analucia@ vmcom.com.br); Diretora de Arte: Miriam Ribalta (criacao@vmcom. com.br); Diretor de Criação: Luciano Bitencourt; Design Gráfico: Cristina Sigaud; Assistente de Arte: Eduardo Kabello; Webdesigner: Deborah Magnani (webmaster@vmcom.com.br); Produtor Gráfico: Sandro Tomé de Souza (producao@vmcom.com.br); Marketing: Aluizio Leal do Canto Jr. Circulação e Assinaturas: Alexandre Becsei (implantnews@ vmcom.com.br); Publicidade: Executiva de Contas: Cintia Helena Avila (comercial@vmcom.com.br); Assistente Comercial: Silvia Bruna; Administração: José Fernando Marino. Redação, Marketing e Publicidade: VM Comunicações Rua Capitão Rosendo, 33 - CEP 04120-060 - São Paulo - SP Tel.: (11) 2168-3400 - Fax.: (11) 2168-3422 - www.vmcom.com.br Impressão e Acabamento: Ipsis Gráfica e Editora. Responsabilidade Editorial: Todos os artigos assinados, inseridos na Revista ImplantNews, são de inteira responsabilidade dos respectivos autores; Só será permitida a reprodução total ou parcial com a autorização dos editores. Tiragem: 10.000 exemplares - auditada pela Circulação nacional.

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Qualis B Nacional Odontologia, Medicina II e Multidisciplinar INDEXAÇÃO: BBO - Bibliografia Brasileira de Odontologia LILACS - Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde ISSN 1678-6661

R$ 420. parcial e unitária na reabilitação estético-funcional com implantes osseointegrados .PERFIL EMPRESARIAL P-I Brånemark Philosophy chega ao Brasil MERCADO IN PANORAMA Pesquisa mostra cenário da Implantodontia NORMAS DE PUBLICAÇÃO 106 110 113 43 O efeito do torque repetido nos parafusos de abutments de próteses implanto-suportadas The effect of repeated torque in the abutment’s screw of the supported-implant prostheses Michele Marques Zequetto.com. Cynthia M.: (11) 3566-6227 | assinatura.com. Seió Okabayashi Quando cimentar ou parafusar prótese sobreimplante? Cement or screw-fixed implant supported prostheses? Gustavo Frainer Barbosa Correlação entre a densidade óptica da mandíbula e a densidade óssea do fêmur e da coluna vertebral Correlation between the mandible optical density and the bone density of the femur and the lumbar vertebrae José Tortorelli Júnior. Renato Valiati.com. Álvares Brandão. Humberto Gennari Filho.vmstore. Joni Shuiti Yamazaki.Relato de caso clínico Immediate loading without bar in protesys protocol provisory . Wilson Roberto Sendyk. Ricardo Luiz dos Santos Sousa. Pupo Baptista Silva Emprego da carga imediata total. Márcia Regina Rodrigues. partial and single immediate loading in aesthetic-functional rehabilitation with osseointegrated implants . Israel Chilvarquer.: (11) 3566-6205 Central de Relacionamento com o Assinante | e-mail: implantnews@vmcom.Relato de casos clínicos Treatment with total. CADERNO CIENTÍFICO Índice index 102 .br Central de Vendas | Hunter Contact Center | Tel.br Atenção: não possuímos representantes comerciais (vendedores porta-a-porta). Emilia Irma Scremin. Marcelo Coelho Goiato Utilização do osso alógeno em bloco para aumento de rebordo alveolar: revisão da literatura The use of allogeneic bone block for alveolar ridge augmentation: a literature review Nelson Levandowski Jr.00 | 6 edições anuais | Tel. Artur Braga Pfeifer.Case report Wilson Trevisan Júnior.br Loja virtual: www. Samy Tunchel. Marcos R. Fátima Neves Faraco.hunter@vmcom.Cases reports Rui Medeiros Júnior. Ricardo Luiz Araújo de Sá. Rodrigo Luiz dos Santos Sousa. Lederman Nova técnica de aumento vertical de mandíbula posterior com osso alógeno fresco congelado particulado Vertical gain in posterior lower jaw using fresh crushed allograft bone Ricardo Tanaka. Sanderson Lopes Carlos 67 Prótese protocolo provisória imediata sem barra . Angélica Castro Pimentel. Carlos Eduardo Xavier dos Santos Ribeiro da Silva 51 75 83 59 91 Assinatura anual . Aleysson Olimpio Paza. Henrique M.

trazendo mais conhecimento aos especialistas e profissionais interessados em reabilitação oral. paladar. a publicação firma-se como importante veículo de informação do universo da nova Implantodontia. a ImplantNews mantém seu padrão na busca constante da excelência em forma e conteúdo.olfato. apresentação gráfica de qualidade. que levam o homem ao conhecimento do mundo. vem desse número o nome quintessência. os pitagóricos consideram o 5 como o número do casamento por ser a soma dos primeiros números femininos e masculinos (2 + 3). NESTE NOVO PERÍODO. símbolo de concepção alquímica segundo a qual os quatro elementos da antigüidade (água. matérias comportamentais e dicas para o sucesso profissional na especialidade. CINCO É. o 5 é considerado como um dos números perfeitos e tem relação com os cinco dedos da mão. Na matemática. pesquisas. permitindo a ele integrar-se com o outro e constituir a sociedade. o leitor poderá comprovar isso. sentida e experimentada. preparada com muito carinho para ser vista. uma das principais publicações destinadas a melhor informação do implantodontista. Afinal. estética e funcional. Na alquimia. fogo. tato. AINDA. A revista está pronta. visão e audição –. divulgação de trabalhos clínicos. terra e ar) devem ser complementados por uma quinta essência originária do elemento dominante imaterial do espírito do mundo. Boa leitura! Os Editores REVISTA IMPLANTNEWS 2008. a revista é. O NÚMERO DOS SENTIDOS HUMANOS .Cinco anos no universo da nova Implantodontia MAIS DO QUE SOMAS OU SUBTRAÇÕES. Ao iniciar o seu 5o ano. Na Bíblia. hoje. E é exatamente nesse ponto que a revista ImplantNews encontra um paralelo semelhante. com estilo próprio.5(1):11 11 | [ EDITORIAL ] . os números apresentam um significado especial. Nesta primeira edição da ImplantNews 2008.

5(1):13-8 13 | [ CADERNO CIENTÍFICO ] .PUC/Campinas. immediate implant placement and restoration may be beneficial in maintaining the integrity of extraction sockets and contribute to the maintenance of interdental papillae around implant restorations. Provisionalização.USP. Extraction.Immediate implant placement. Mestre em Implantodontia pela Universidade Federal de Santa Catarina. Recebido em: mai/2007 Aprovado em: set/2007 * Mestre e doutoranda em Implantodontia pela Universidade Federal de Santa Catarina. Extração. Unitermos . ** Especialista em Implantes . *** Professores doutores do Departamento de Prótese da Faculdade de Odontologia de Bauru .Relato de Caso Clínico Provisionalização imediata na região anterior: protocolo clínico para implantes Cone-Morse Immediate placement and provisionalization of maxillary anterior single implant: clinical protocol to Morse Taper implants Cleide Gisele Ribeiro* Maria Angélica Rehder de Araújo** Carlos dos Reis Pereira de Araújo*** Paulo Conti*** RESUMO A popularidade dos implantes dentais tem aumentado nas substituições unitárias estéticas. Estética. Provisionalized Morse Taper. Este artigo descreve um protocolo clínico onde obtém-se uma resposta tecidual periimplantar e estética favoráveis através da colocação de implante imediato tipo Cone-Morse e provisionalização de dentes anteriores superiores. Esthetic. Key Words . This paper describes the advantages of the utilization of morse taper connection implants where favorable peri-implant tissue response and esthetic outcome were achieved with immediately placed and provisionalized maxillary incisor. Professora do curso de Especialização em Implantodontia da UFJF. colocação imediata do implante e restauração podem ser benéficos na manutenção da integridade dos alvéolos e contribuir para manutenção da papila interdental ao redor das próteses sobreimplantes. ABSTRACT Dental implants have become increasingly popular for replacing individual missing teeth. REVISTA IMPLANTNEWS 2008.Implante imediato.

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Introdução
O alto nível de previsibilidade no tratamento com implantes osseointegrados encorajou muitos pesquisadores a fazerem uma reavaliação de muitos aspectos do protocolo tradicional estabelecido por Brånemark1. Diversas pesquisas tiveram início com o objetivo de reduzir ou mesmo eliminar o período de espera através da colocação de implantes na região da sínfise mandibular e submetendo-os à carga imediata utilizando próteses fixas ou, até mesmo, overdentures com alta previsibilidade2,3,4,5,6,7. Os resultados promissores obtidos em arcos edêntulos conduziram aos estudos em implantes unitários8. A involução progressiva do osso alveolar tem início logo após a perda dentária sendo acompanhada por uma redução tanto na qualidade quanto na quantidade dos tecidos duro e mole9. A preservação do rebordo e a realização de uma cirurgia sem retalho, evitando a exposição do tecido ósseo são procedimentos que limitam o processo de reabsorção do rebordo alveolar, permitindo uma colocação otimizada do implante. Logo, a colocação imediata de implantes tem sido sugerida com o objetivo de preservar a arquitetura do rebordo alveolar residual10. É evidente que uma seleção cuidadosa de pacientes objetivando a obtenção de estabilidade primária e evitando qualquer carga funcional e não funcional excessiva é necessária1. A colocação de uma coroa provisória no momento da colocação do implante pode representar vantagens estéticas, psicológicas e funcionais quando comparada com a utilização de uma prótese parcial removível provisória. Uma provisionalização imediata também elimina a necessidade de um segundo estágio cirúrgico, reduzindo conseqüentemente o desconforto do paciente. Além disso, o tempo total do tratamento é reduzido, uma vez que a cicatrização dos tecidos moles acontece concomitante a osseointegração11. Os implantes de interface protética interna, com característica de Cone-Morse, como os implantes dos sistemas Ankylos, Astra Tech, ITI Dental Implant, Morse-Lock, Titanium Fix, Bicon e Neodent fornecem uma conexão reforçada entre implante e abutment, gerando uma soldadura fria entre esses elementos, ausência de microgap e aumento da resistência aos micromovimentos proporcionando uma união rígida12-13. Estudo comparativo entre os sistemas de implantes demonstrou o melhor desempenho do tecido ósseo quando a interface Cone-Morse estava presente14. As vantagens da utilização desse tipo de interface com relação às características do tecido gengival também foram relatadas. A presença de um microgap entre o implante e o abutment representa uma área para contaminação bacteriana13. O objetivo deste artigo é descrever um protocolo técnico para colocação de implante imediato tipo Cone-Morse

após extração em dentes anteriores, além da provisionalização imediata de forma a obter previsibilidade estética e longevidade de resultado.

Descrição da conduta clínica
Uma das indicações mais freqüentes de implante imediato é a presença de fratura longitudinal, constatada através de exames clínico e radiográfico, de raízes que apresentam tratamento endodôntico e núcleo metálico (Figuras 1 e 2).

Figura 1 Caso clínico inicial.

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Figura 2 Coroa removida.

Deve-se observar a integridade do tecido ósseo e gengival assim como a manutenção das papilas que serão fundamentais para a previsibilidade estética do caso (Figuras 3 e 4).

Figura 3 Radiografia periapical inicial.

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vés do uso de instrumentos especialmente desenhados para este fim como o periótomo. Este instrumento com lâminas afiladas deve ser introduzido para desinserir as fibras de união entre o tecido ósseo do alvéolo e a raiz e nunca deve ser utilizado como alavanca, pois esta manobra pode danificar a delgada parede vestibular e destruir toda a expectativa estética do caso.
Figura 4 Vista vestibular após a remoção da coroa.

Em uma vista oclusal é possível observar, no exemplo, a fratura localizada na mesial da raiz do 21 e pequena reação inflamatória na área, assim como a manutenção do contorno ósseo vestibular (Figura 5). Um dos aspectos limitantes da técnica é a presença de um defeito ósseo principalmente na região vestibular. Um cuidadoso exame deve ser realizado antes que a técnica possa ser indicada. Sob anestesia com auxílio de uma sonda periodontal pode-se avaliar a altura do osso alveolar a fim de se confirmar a existência de osso em toda extensão, o que é fundamental para a previsibilidade estética (Figura 6).

Figura 7 Guia posicionado para otimizar o posicionamento do implante.

O preparo do leito ósseo não deve coincidir com a inclinação da raiz, ou seja, do alvéolo, pois isto incidiria em um implante extremamente vestibularizado (Figura 8). É importante que exista tecido ósseo primário, além do ápice do alvéolo para garantir uma alta estabilidade inicial ao implante após a colocação. Nesse exemplo, foi preparada a seqüência de brocas para confecção de um leito para colocação de um implante de 3,5 mm de espessura por 16 mm de profundidade da Neodent, tipo Alvim. Durante a preparação do leito ósseo é importante a verificação exata da direção do implante antes do mesmo ser instalado (Figura 9).

Figura 5 Vista oclusal após a remoção da coroa.

Figura 8 Alvéolo cirúrgico sem retalho.

Figura 6 Sondagem para avaliação do nível ósseo.

Com o intuito de assegurar o correto posicionamento tridimensional do implante no ato cirúrgico, um guia deve ser confeccionado em resina acrílica transparente (Figura 7). A extração deverá envolver mínimo trauma aos tecidos gengivais e ósseos remanescentes e deve ser realizada atra-

Figura 9 Pino de paralelismo posicionado para avaliar o posicionamento tridimensional.

Com a finalidade de assegurar o contorno ósseo vestibular, que deve ter espessura ideal de 2 mm, uma leve inclinação para palatino pode ser indicada (Figura 9).

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O implante deve ocupar o espaço do alvéolo e se distanciar dos dentes adjacentes em 2 mm para que o suporte ósseo para a sustentação da papila seja preservado (Figuras 10 e 11). Com relação à profundidade o implante deve estar de 1,5 mm a 2 mm intra-ósseo tomando como referência a região vestibular, assegurando assim o contorno cervical vestibular após o período de cicatrização. Esta característica, adequada para qualquer tipo de implante, torna-se extremamente favorável no caso de utilização do Cone-Morse, por suas características de compatibilidade com os tecidos e ausência de reabsorção e microgap. Com a finalidade de facilitar a visualização da profundidade do implante no momento da colocação, a Neodent traz no montador do implante duas linhas desenhadas, a primeira indicando a profundidade de 1 mm e a segunda linha indicando 2 mm de profundidade. O uso de um implante de interface protética tipo Cone-Morse permite a colocação do implante mais profundamente. Uma variação da posição desses tecidos poderá trazer um resultado final catastrófico.

ele mecânico ou manual, para que se viabilize a instalação do intermediário. Na instalação do componente protético também se deve observar o torque final que é de 20 N/cm para os pilares retos e 15 N/cm para os pilares angulados, que por possuírem o parafuso passante são menos resistentes (Figura 13). Um descuido de torque adequado pode levar ao afrouxamento do componente protético e, possivelmente, ao comprometimento da estabilidade dos tecidos periimplantares. O reembasamento da coroa sob o intermediário pode ser auxiliado pela colocação do guia confeccionado previamente (Figura 14). A coroa é então adaptada ao implante e são eliminados todos os contatos oclusais (Figura 15). Imediatamente após a colocação da coroa foi realizado um exame radiográfico (Figura 16). Temos ainda controles após sete meses (Figuras 17 e 18), dez meses (Figura 19) e 12 meses (Figura 20).

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Figura 12 Vista oclusal do implante.

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Figura 10 Colocação do implante Alvim CM da Neodent, com 3,5 mm x 16 mm.

Figura 11 Relação do implante com o arco antagonista.

Figura 13 Munhão Cone-Morse 3,3 mm x 1,5 mm x 4 mm, Neodent em posição.

A escolha de um implante de diâmetro menor que o tamanho do alvéolo pode gerar espaço e, este, segundo a literatura atual15, só deverá ser preenchido quando a distância entre as paredes do alvéolo e o implante for maior que 2 mm (Figura 12). Se isto ocorrer é melhor que se faça o preenchimento deste espaço com osso autógeno. A estabilidade do implante de no mínimo 40 N/cm deve ser assegurada pelo uso de um medidor de torque, torquímetro de inserção seja

Figura 14 Reposicionamento da guia para reembasamento do provisório.

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Figura 15 Coroa provisória finalizada.

Figura 19 Dez meses após a colocação do implante.

Figura 16 Raios-x no momento da colocação do implante.

Figura 20 Doze meses após a colocação do implante.

Figura 17 Vista clínica após sete meses.

Figura 18 Raios-x após sete meses da realização da cirurgia.

A seqüência clínica descrita neste artigo envolveu um método de colocação de implante e provisionalização imediata na região anterior da maxila através de uma coroa provisória. Os resultados obtidos foram condizentes com a literatura avaliada1,8,16,17,18,19. Uma proporção cumulativa de sucesso de 100% para implante imediato e provisionalização imediata após um ano de função foi observada20. As vantagens obtidas por este método são óbvias e incluem função imediata e estética, através da eliminação do segundo estágio e preservação da papila adjacente8. Um longo período de tratamento envolvendo o uso de próteses provisórias foi considerado um grande inconveniente e, algumas vezes, a razão pela não escolha desta modalidade terapêutica. É preciso, contudo, observar certos princípios: a provisionalização somente deve ser realizada em caso de excelente estabilidade primária (maior que 32 N/cm), minimização dos micromovimentos, evitando contatos de intercuspidação e excêntricos e não remoção da prótese provisória durante a cicatrização1,21. Uma vez que a estabilidade primária foi considerada um pré-requisito para a realização do procedimento de carga

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Discussão

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Immediate custom implant provisionalization: a prosthetic technique. Nilson H. Quintessence 2001.Apto. Berman CL. Lozada. Development of gingival esthetics in the edentulous patient with immediately loaded.Uma perspectiva global. 12. Histological analysis of a screw implant retrieved from man: Influence of early loading and primary stability. Immediate loading of implants in part and fully edentulous jaws: a series of 27 case reports.SC cleidegr@yahoo. A preliminary report. Neugebauer J. Clinical Oral Implants Research 2003.21(3):405-12. Journal of Oral Implantology 1993. 2. De Kok IJ. 5.12:319-24. Immediate loading of single-tooth ITI implants in the anterior maxilla: a prospective 5-year pilot study. Single-tooth replacement in the esthetic zone with immediate provisionalization: fourteen consecutive case reports.19:303-6. Int J Oral Maxillofac Implants 2003. Andersen E. ocorrendo indicação de exodontia. 8.Carvoeira 88040-480 . Critical review of immediate implant loading. Radiographic bone density around immediately loaded oral implants. 14. A systematic review of marginal soft tissue at implants subjected to immediate loading or immediate restoration. implant-supported fixed prostheses: a clinical report.12(3):259-65. 21. Engstrand P. Através de um trabalho foi realizada uma análise comparativa da densidade óssea dos implantes após carga imediata com implantes não submetidos à carga imediata. Schaaf JF.to 5-year data. Implantes com superfície rugosa são mais adequados para a realização do procedimento de provisionaliReferências 1. Mascarenhas P. immediately oclusally loaded implants in humans. Histologic and histomophometric fidings from retrieved. Tarnow DP.1(1):2-16. Romasco N. Implant Dentistry 1997. 17. ainda. Gröndahl K. Glauser R. Belser UC. Trisi P. Classi A. O desenvolvimento de fístula ao redor de implantes unitários principalmente nas junções pilar-provisório e pilar-implante é freqüentemente relacionado ao afrouxamento de parafuso ou a uma adaptação precária20. Lindh T. 10. Degidi M. Randow K. Cuisinier FJG. Lorenzoni M. No entanto. Wimmer G. Int J Oral Maxillofac Implants 2004. Ribas RC. Single.71(5):833-8. 25. a densidade óssea da área receptora tem um papel importante na previsibilidade desta técnica e deve ser avaliada antes do procedimento cirúrgico22. Piattelli A. outros autores16 afirmaram que. é um método eficaz na obtenção da estética dos tecidos periimplantares através da manutenção da arquitetura dos tecidos gengival e ósseo presentes ao redor do dente. Cornelini R. Clinical Oral Implants Research 2006. Sanfilippo F. Histological analysis of the Ankylos periimplant soft tissues in a dog model. Immediate Provisional restoration of osseotite implants: a clinical report of 18-month results.13-29. Balshi TJ. Nkenke E. A colocação do implante em uma área cicatrizada oferece uma maior previsibilidade em comparação com o procedimento que envolve a exodontia seguida da colocação do implante e carga imediata25. Clinical Oral Implants Research 2003.13:281-7. Gherloni E. Brånemark P-I. Wang HL. Lamb RE. Branemark Novum: a new treatment concept for rehabilitation of the edentulous mandible. Lemongello GJ Jr. Chang SS. zação imediata por necessitarem de maior torque para remoção e por apresentarem maior contato osso-implante7.Bloco Verona . single-stage. Preliminary results from a prospective clinical follow-up study. Hammerle CHF. 6. Immediate loading of single-tooth implants: immediate versus non-immediate implantation. Drago CJ. Hagberg K. Wolfinger GJ. Immediate loading of threaded implants at 1 stage in edentulous archs: Ten consecutive case reports with 1. Tenenbaum H. Optimizing esthetics for implant restorations in the anterior maxilla: anatomic and surgical considerations. Piatelli A. Int J Oral Maxillofac Implants 2006. 11. Emanuelli M.12. Thams U. Moriarty JD. Chaushu S. Pertl C. Steveling H. Clin Oral Implants Res 2000. do tecido ósseo com resultados estéticos satisfatórios e redução do tempo de tratamento9. Covani UG. Romanos GE. Immediate functional loading of Branemark single tooth implants: An 18 month clinical pilot follow-up study. Bianchi AE. p. Clinical Oral Implants Research 2003. 14(3):312-21.16(2):267-71. 17(Suppl2):82–92. a preservação da mucosa queratinizada. Journal Periodontal 2005.15(5):711-21. J Periodontol 2000.15(3):269-77.14:515-27. Endereço para correspondência: Cleide Gisele Ribeiro Rua Jornalista Tito Carvalho 155 . Int J Oral Maxillofac Implants 2004. Contrariando este estudo. Whörle PS. Pract Proced Aesthet Dent. Clinical Oral Implants Research 2002. 10(9):1107-14.20. Clinical Oral Implants Research 2003. Kinsel RP. Martin W. 9. Rungcharassaeng K. além da provisionalização imediata. 16.14:610-5. 19(suppl):43-61. 18(1):31-9.5(1):13-8 . 22. após extração de dente anterior.11(1):26-33. Int J Oral Maxillofac Implants 1997.76(11):1823-32. 20. Lehner B. Immediate loading of single-tooth implants in the anterior maxilla. Jaffin RA. A retrospective analysis of peri-implant tissue responses at immediate load /provisionalized microthreaded implants. Buser D. Emtiaz S.19(4):534-41.tooth replacement by immediate implant and connective tissue graft: a 1-9 year clinical evaluation. Lang NP. Zembic A. 3. J. Testori T. alguns autores24 afirmaram que carga imediata não afeta a proporção de aposição óssea mineral quando comparada com implantes sem carga. Bone contact. Implant Dentistry 2003. Gapski R. Nilsson P. Vaz MAK. Int J Oral Maxillofac Implants 2001. Nilmer K.Ribeiro CG | Araújo MAR | Araújo CRP | Conti P CADERNO CIENTÍFICO imediata. Kumar A. Implante imediato com carga imediata em unitários anteriores – relato de caso clínico. Immediate loading of Brånemark implants in edentulous mandibles. Neukan FW. Ericsson I. [ | 18 REVISTA IMPLANTNEWS 2008. Immediate placement and provisionalization of maxillary anterior single implants: 1-year prospective study. 23. esta deve ser o menos traumática possível com instalação do implante e prótese em uma única sessão. Int J Oral Maxillofac Implants 2000. Lazzara RJ.Florianópolis . 7. Além disso. Clinical Oral Implants research 2004. Cooper LF. a colocação imediata de uma restauração provisória fixa minimiza o trauma emocional da perda de um dente anterior e elimina a necessidade de próteses provisórias removíveis. Barone A. A utilização de uma interface tipo Cone-Morse minimiza estes tipos de intercorrências. Protocolo para reabilitação bucal com carga imediata (Same-day teeth). Tzohar A. 15. 24. A clinical report. Dayan D. Haanes HR.com.7(28):69-72. Brånemark P-I. Knutsen BM. 4. Conclusão A colocação de implante imediato tipo Cone-Morse. 102 . Observou-se que o osso é significativamente mais denso ao redor dos implantes submetidos à carga imediata23.14 (2):180-7. Este procedimento possibilita. Kan JYK. Zhang K. Revista Brasileira de Cirurgia e Implantodontia 2000. Ohrnell LO. Weinzierl K.br ] 13. Chaushu G. Radespiel-Troger M. Pract Periodont Aesthetic Dent 1998. Clinical Implant Dentistry and Relates Research 1999. 18. 19. A texturização da superfície foi outro fator considerado na seleção do sistema de implante que seria utilizado neste protocolo clínico. 2007.19(5):273-9. growth and density around immediately loaded implants in the mandible of mini pigs. Wegscheider WA.6:83-8.

Como por exemplo. Membro Associado do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Unifesp. Nesse artigo descrevemos duas diferentes formas de se reabilitar o paciente maxilectomizado bilateralmente apresentando os casos. Pós-Graduação no MD Anderson Cancer Center . Prosthetic reconstrucion.This paper describe different types of rehabilitation in two patients with total maxillectomy. Normalmente as próteses ficam suportadas apenas por tecidos moles e não são capazes de restabelecer a função e estética para o paciente. Key Words . Professor Titular de Diagnóstico Bucal da Faculdade Odontologia Unip. *** Cirurgião-Dentista. o uso de implantes zigomáticos e também o uso de enxertos ósseos microvascularizados capazes de receber implantes osseointegrados. however recent literature and our experience suggest that zygoma implants and vascularized bone-containing free-flaps with posterior dental implants can offer a significant advantage for oraldental rehabilitation because its represent a increase on function and aesthetic . Osseointegration. ** Cirurgião-Dentista.Implantes. Especialista em Prótese Bucomaxilofacial. Na literatura recente e com nossa experiência proporcionamos novas formas de reabilitação cada vez mais seguras e eficientes. Prótese. Integrante da Equipe de Reabilitação do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Unifesp. Doutor em Clínica Integrada. ] . Especialista em Estomatologia. Mestre em Patologia Bucal.Relato de Caso Clínico Reabilitação de pacientes oncológicos maxilectomizados: uma abordagem multidisciplinar Orofacial rehabilitation of total maxillectomy defects after tumor surgery: a multidisciplinary approach Ana Laura Soares* Luciano Lauria Dib** Joaquim Augusto Piras De Oliveira*** ABSTRACT Reconstruction of the tumor surgery defects is an intricate subject that reflects the complexity of the oral cavity itself. Especialista em Ortodontia e Ortopedia Funcional. Membro Associado do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Unifesp. Unitermos . REVISTA IMPLANTNEWS 2008. Recebido em: mar/2007 Aprovado em: set/2007 * Cirurgiã-Dentista.5(1):21-6 21 | [ CADERNO CIENTÍFICO RESUMO A reabilitação orofacial do paciente após a remoção do tumor em maxila é um desafio para o cirurgião-dentista.TX . Orodental rehabilitation of total maxillectomy defects has traditionally been accomplished with a prosthetic obturator mucosa supported.USA.Oral Malignancy. Câncer.

em 1989. As glândulas salivares quando incluídas no campo de tratamento radioterápico sofrem alterações que reduzem o fluxo salivar. 1c). que foi encaminhada ao Departamento de Estomatologia do Hospital do Câncer. Quando os maxilares são acometidos as ressecções são mutilantes. sem área óssea passível de receber prótese convencional ósseo-mucossuportada. maxilectomia bilateral. interferindo no processo de cicatrização. uma vez que afetam a função mastigatória e a estética dental e facial. Figura 2 Radiografia panorâmica confirmando a maxilectomia bilateral e também mostrando o osso zigomático com estrutura favorável à colocação de implantes. Passados dez anos de sua cirurgia oncológica a paciente mostrava-se extremamente insatisfeita com sua condição bucal. Durante muitos anos.Soares AL | Dib LL | De Oliveira JAP Introdução Os tumores da região de cabeça e pescoço são freqüentemente tratados com cirurgia associadas a radio e/ou quimioterapia. Foram colocados dois implantes em cada zigoma e um quinto implante (extrabucal) na região do pterigóide. Após o tratamento foi confeccionada uma prótese obturadora suportada sobre os tecidos remanescentes. dificultando a reabilitação da paciente. e odor desagradável na boca1-8. considerando-se mutilada e alheia ao convívio social (Figuras 1a. ] Relato de Caso Clínico Caso 1 Mulher. Em virtude do aprimoramento das técnicas de reabilitação e do desejo da paciente de ter sua condição oral e facial melhoradas.5(1):21-6 . dificultando a reabilitação bucomaxilofacial. seguida de tratamento radioterápico com dose total de 45 Gy. Observar a deformidade facial causada pela falta das maxilas. | 22 REVISTA IMPLANTNEWS 2008. Com isso. Uma forma de corrigir os defeitos e reabilitar esses pacientes constitui um desafio para as equipes envolvidas no tratamento. SP para avaliar a possibilidade de reabilitação oral. conforme a técnica proposta pelo professor Brånemark. Juntamente com os implantes foram inseridos fragmentos ósseos da crista ilíaca (Figuras 3a e 3 b). 63 anos de idade. mas passam a ter que conviver com defeitos que os restringe na retomada de uma vida com qualidade após o tratamento. A radiação reduz a vascularização e oxigenação local. Efeitos decorrentes da radioterapia podem comprometer a reabilitação. dificuldades de fonação e com auto-estima muito baixa. Todos esses efeitos decorrentes do tratamento radioterápico associados às alterações anatômicas pós-cirúrgicas comprometem a retenção e estabilidade das próteses. No entanto. A B [ CADERNO CIENTÍFICO Figuras 1a e 1b Vista frontal e de perfil da paciente (Caso 1) antes da reabilitação. foi proposta a sua reabilitação com uso de implantes no osso zigomático. A paciente foi submetida. sob anestesia geral à cirurgia C Figura 1c Inspeção clínica intrabucal da paciente (Caso 1). Tendo restrições alimentares. 1b. uma vez que a avaliação radiográfica era favorável (Figura 2). Seu histórico médico era de ressecção de adenocarcinoma de glândulas menores do palato. próteses acomodadas diretamente sobre os tecidos remanescentes foram utilizadas como tentativa de minimizar as mutilações decorrentes do tratamento. não ficavam suficientemente estáveis para garantir o sucesso estético e funcional e as queixas principais eram a insegurança ao falar em público. os pacientes ficam livres da doença. para colocação de implantes. ausência de palato.

5(1):21-6 23 | [ B ] . conforme avaliação radiográfica. A A CADERNO CIENTÍFICO Figuras 4a e 4b Radiografia póscirurgia da colocação dos implantes e visão clinica dos implantes osseointegrados .Soares AL | Dib LL | De Oliveira JAP A A B Figuras 3a e 3b No momento cirúrgico (Caso 1) a colocação dos implantes zigomáticos. 6b e 6c Confecção da prótese: moldagem e vista interna da prótese (Caso 1). B Figuras 5a e 5b Confecção de barra palatina e fixação da mesma aos implantes (Caso 1). A paciente manifestou excelente aceitação e adaptação com a mesma. considerando-se reabilitada (Figuras 6a. Aproximadamente com um ano de uso da prótese a paciente foi a óbito decorrente da metastização da doença. que permitiu o inicio da segunda etapa da reabilitação (Figuras 4a e 4b). Foi feita uma barra rígida em metal que conectava os implantes (Figuras 5a e 5b). REVISTA IMPLANTNEWS 2008. Figuras 6a. B C Passados seis meses os implantes estavam osseointegrados com presença de osso neoformado. A partir daí a prótese então foi realizada. 6c e 6d).etapa da conexão (Caso 1). 6b.

diagnosticada com um condrossarcoma em região de maxila (Figura 7). Caso 2 Mulher. antes da cirurgia (Caso 2). Figura 8b Paciente no controle pós-cirúrgico com deformidade na maxila (Caso 2). Figura 9b Momento cirúrgico da colocação dos implantes no osso enxertado da fíbula (Caso 2). remoção cirúrgica do tumor e colocação imediata de enxerto com tecido mole apenas ou com acréscimo de tecido ósseo. conexão e confecção de barra e fixação da mesma sobre os implantes (Caso 2). A [ Figura 7 Radiografia panorâmica evidenciando o tumor em maxila. 54 anos. A paciente recuperou sua capacidade funcional e estética (Caso 1).5(1):21-6 . Em conjunto com as equipes responsáveis foram avaliadas as possíveis formas de tratamento: apenas a remoção cirúrgica do tumor. A fíbula foi a área doadora do enxerto escolhida (Figuras 8a e 8b). CADERNO CIENTÍFICO ] Figura 9c Radiografia póscolocação dos implantes (Caso 2). Figuras 10a e 10b Segunda etapa da reabilitação. 9b e 9c).Soares AL | Dib LL | De Oliveira JAP Figura 6d Paciente com a prótese apoiada sobre a barra palatina. Figura 10c Radiografia panorâmica: implantes osseointegrados e barra palatina (Caso 2). B Figura 8a Radiografia panorâmica após cirurgia. Após oito meses foi realizada nova intervenção cirúrgica para a colocação de cinco implantes (Figuras 9a. Foi exposto para a paciente as situações e ela juntamente com a equipe optaram pela reconstrução cirúrgica imediata com enxerto autólogo de tecido mole e ósseo. Figura 9a Vista clínica intrabucal da paciente no momento prévio à colocação dos implantes (Caso 2). com reconstrução de fíbula. e placa de fixação (Caso 2). | 24 REVISTA IMPLANTNEWS 2008.

15. indicando também. aumentando as chances de sucesso. Ainda não existe um consenso do benefício do uso da OHB em pacientes irradiados3.4. a identificação de um leito ósseo favorável para instalação dos implantes é considerada um problema.Cirurgia de reconstrução com enxerto autólogo realizada pelo doutor José Carlos Farias. além de não permitir a inspeção clínica da região. seguida da crista ilíaca. Discussão Os avanços de técnicas cirúrgicas e a interação entre as equipes têm auxiliado a minimizar as mutilações causadas pelo tratamento oncológico2.15. o risco de infecções reduzido. Com a evolução da Odontologia. A região doadora do enxerto com componente ósseo mais indicado é a da fíbula. para pacientes não oncológicos com espessura óssea maxilar insuficiente para colocação de implantes. com espessura favorável para inserção dos implantes3-6. Essa forma de reconstrução faz com que o processo de cicatrização seja acelerado. com total vedamento do palato.12-13. Esses podem ser colocados imediatamente ou posteriormente à cirurgia oncológica9.4-5. A avaliação da região operada através * Caso 2 .13. no controle de possíveis recidivas. desde 1960.9.resultados favoráveis obtidos indicam essa técnica como uma alternativa.5(1):21-6 25 | [ CADERNO CIENTÍFICO ] . 11a e 11b). principalmente. além de auxiliar a restituir o contorno facial e viabilizar a criação de um leito ósseo favorável para colocação de implantes1. Visando melhorar a qualidade do osso irradiado. e em oclusão (Caso 2).11-12. Diferente do protocolo que propõe a associação de um implante zigomático de cada lado da estrutura maxilar e quatro implantes osseointegrados convencionais na região anterior da maxila. alguns autores indicam a terapia de oxigenação hiperbárica (OHB)4. A utilização do osso zigomático como leito dos implantes pode ser uma opção com sucesso comprovado. para os casos específicos de pacientes oncológicos maxilectomizados. estudos apontam uma maior taxa de insucesso no processo de osseointegração quando os implantes são colocados em regiões que sofreram radiação. Apesar da aplicação desta ancoragem no zigomático em pacientes oncológicos ser ainda bastante recente2.13. integridade óssea. Como grande parte dos pacientes oncológicos apresenta algum trismo pós-tratamento. Figura 12 Paciente reabilitada. 10b e 10c. REVISTA IMPLANTNEWS 2008.11. e contra-indicação para implantes ainda não ser estabelecida. uma vez que os defeitos são individuais. para preencher as cavidades criadas com a ressecção cirúrgica.8. Após seis meses da colocação dos implantes foram confeccionadas barra e prótese (Figuras 10a. conforme proposto pelo professor P-I Brånemark. No entanto. pois são capazes de reconstruir tridimensionalmente a maxila. Essas variações consistem principalmente na localização dos implantes. deve-se avaliar durante o planejamento se a abertura de boca será suficiente para a execução da técnica. uma vez que além da redução das estruturas ósseas pós-cirurgias a região freqüentemente é irradiada.6. em 1989.14. o leito ósseo enxertado apresenta qualidade e capacidade de osseointegração semelhante a de um osso normal.15. são utilizados enxertos autólogos de tecido mole.Soares AL | Dib LL | De Oliveira JAP A B Figuras 11a e 11b Prótese fixada sobre os implantes. a utilização de implantes osseointegrados tornou-se uma alternativa para solucionar os problemas de retenção e estabilidade das próteses. No entanto.8-11. são colocados dois implantes em cada zigoma. O resultado final foi a reabilitação bucomaxilofacial da paciente (Figura 12)*. Uma contra-indicação dessa técnica é a limitação acentuada da abertura de boca em virtude do comprimento dos instrumentais utilizados nos procedimentos cirúrgicos. com restauração da estética e função (Caso 2). A reconstrução microcirúrgica com o fechamento primário do defeito representa um procedimento mais complexo. um maior risco de osteorradionecrose (ORN) com conseqüente perda dos implantes4-5. Através da cirurgia reparadora. com ou sem componente ósseo. para as reabilitações tardias. Vista superior .7. Apesar da relação dose de radiação. Algumas modificações da técnica serão necessárias em cada caso.

J Oral Maxillofac Surg 2004 Sep.60(5):567-74. Restoration of oral function after maxillectomy with osseous integrated implantretained maxillary obturators. no entanto. Pigno MA.J Prosthet Dent 2001 Dec.129(7):775-80. Sykes LM. Granstrom G. Os pacientes reabilitados com as próteses obturadoras ósseo-mucossuportadas apresentam um score de insatisfação funcional e estética maior quando comparados com os reconstruídos cirurgicamente e em uso das próteses sobreimplantes. No entanto. Use of the fibula free flap in maxillary reconstruction: a report of 3 cases.J Oral Maxillofac Surg 2002 May.Int J Oral Maxillofac Implants 1998 Sep-Oct. como a ancoragem dos implantes no osso zigomático. é fundamental que a equipe responsável pelo caso seja integrada e capacitada para definir e executar os procedimentos com objetivo de satisfazer as necessidades requisitadas pelo paciente respeitando os limites de cada técnica8-9. • Os implantes osseointegrados auxiliam na reabilitação do paciente oncológico e possibilitam maior retenção e estabilidade das próteses.Vila Nova Conceição 04511-902. Nenhum desses processos citados é isento de riscos ou contra-indicações.br [ Referências 1.11. Genden EM. McGowan DA. Titanium implants in irradiated tissue: benefits from hyperbaric oxygen. Maxillary reconstruction with a fibula osteoseptocutaneous free flapandsimultaneous insertion of osseointegrated dental implants. Conclusão • Não existe apenas uma forma de se reabilitar o paciente maxilectomizado. Granstrom G. Roumanas E. o momento ideal para se realizar a reabilitação dos pacientes oncológicos ainda não foi estabelecido. 15.Int J Oral Maxillofac Surg 2003 Dec. Extra-oral craniofacial endosseous implants and radiotherapy. Conventional prosthetic rehabilitation after free flap reconstruction of a maxillectomy defect: a clinical report.Soares AL | Dib LL | De Oliveira JAP de exames de imagens mais sofisticados como a tomografia computadorizada e o PET-CT Scan podem contornar a incapacidade da inspeção clínica direta no controle de recorrências tumorais3. 5. Turesson I. sem dúvida.J Prosthet Dent 2002 CADERNO CIENTÍFICO ] Oct. 9. Reconstruction of a nasomaxillary defect with traditional and infraorbital zygomaticus implants: report of a case. 3. Bagg J. As próteses sobreimplantes são. Buchbinder D. Andersson G. Comparison of functional and quality-of-life outcomes in patients with and without palatomaxillary reconstruction: a preliminary report. Prosthodontic rehabilitation of a patient with total avulsion of the maxilla: aclinical report. tais como conectores e elementos de retenção.60(11):1362-6. 8. Nishimura R. 13. Beumer J 3rd. Os primeiros pacientes reabilitados com implantes osseointegrados foram aqueles que haviam sido operados há muitos anos. Moos KF. que quanto mais cedo puder promover a reabilitação do paciente. Arch Otolaryngol Head Neck Surg 2003 Jul. A presença dos implantes não impossibilita a execução de novos procedimentos cirúrgicos. 525 . Andreasson L. J Oral Maxillofac Surg 2005 May. 4. reduzindo as mutilações causadas pelo tratamento melhor. passamos a reabilitar os pacientes mais precocemente. Stepp MT. Mojica JS. Urken ML.8(4):415-9. Lin HN. 6. Sukha A. superiores estética e funcionalmente às obturadoras ósseo-mucossuportadas1.Int J Oral Maxillofac Implants 1993. Ferri J. 1994 Nov.5-8. Por isso. Rezaee RP.Am J Surg. Após a confiança no método da osseointegração ter aumentado. Salinas T. Review. Wolfaardt JF. Pogrel MA. Abu-Serriah MM. mas deixando os implantes integrados ao osso. Sharma A. Oral implant rehabilitation in irradiated patients without adjunctivehyperbaric oxygen. 14. Dental implants following radical oral cancer surgery and adjuvantradiotherapy. Peuvrel G. Endereço para correspondência: Ana Laura Soares Rua Afonso Braz.12(4):552-7.63(5):579-85. Langlois JM. J Oral Maxillofac Surg 2002 Nov. Schmidt BL. Reconstruction of extensive maxillary defects using zygomaticus implants.88(4):362-6. The effects of hyperbaric oxygenation on bone-titanium implant interfacestrength with and without preceding irradiation. Chang YM. Com o avanço da cirurgia reconstrutora os pacientes podem ser beneficiados com o encurtamento do tempo para serem reabilitados. Granstrom G. 101. Wei FC. Caso os implantes não sejam removidos no procedimento cirúrgico é possível recolocar as estruturas removidas e readaptar a prótese. Beumer J 3rd.3.5(1):21-6 . Quiz 77. apenas indica-se a remoção das supra-estruturas.7(1):15-25. 12. Maxillofacial restoration after head and neck tumor therapy. Young CW.São Paulo .Conj. Caprioli F.com. o paciente pode contar com outras técnicas reabilitadoras. Wagman LD. 11. 2.28(2):706.168(5):412-4.113(4):1140-5. Tjellstrom A.Int J Oral Maxillofac Implants 1997 Jul-Aug. mas considerando estes casos conclui-se em concordância com alguns autores4. 10. Okay D.SP anasoaresbr@yahoo. | 26 REVISTA IMPLANTNEWS 2008. Tsai CY. Roumanas E.Compend Contin Educ Dent 2007 Feb. Apesar das técnicas cirúrgicas diferentes o sucesso do resultado final do processo reabilitador não foi comprometido6-9. Oh WS. Esser E. • O fator radioterapia não é determinante para contra-indicação do uso de implantes. Block MS.Int J Oral Maxillofac Implants 1992 Spring. estando livres de tumor por longo tempo e tendo utilizado diversos tipos de próteses e métodos de retenção. Wagner W.Plast Reconstr Surg 2004 Apr 1. Osseointegration in irradiated cancer patients: an analysis with respect toimplant failures. Johnsson K. Bjelkengren G.32(6):585-92. Hansson A. 81 . Jacobsson M.11.13(5):647-54. Coskunfirat OK.62(9 Suppl 2):82-9. 7. Jacobsson M. na falta desse recurso. Lorant JA.86(6):578-81.

Implante osseointegrado.USP/ Bauru. Key Words .Relato de Caso Clínico Técnica modificada de munhão personalizado: relato de caso clínico Modified technique of personalized abutment: a case report Mariana Diniz Bisi dos Santos* Adriana Dal’aqua** Sérgio Maia*** João Henrique Nogueira Pinto**** José Fernando Scarelli Lopes***** José Gilmar Batista****** RESUMO Os implantes ossoeintegrados vêm sendo muito utilizados no tratamento reabilitador de pacientes com fissura labiopalatina.USP/Bauru. Especialista em Implantodontia pelo Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais . Cleft lip and palate. Recebido em: mai/2007 Aprovado em: nov/2007 * Especialista em Prótese Dentária pelo Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais . Professor do curso de Especialização em Prótese Dentária do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais . já que anomalias dentais são as seqüelas mais comuns desta má-formação congênita. ****** Técnico em Prótese Dentária. Mestranda em Implantodontia .USP/Bauru.USP.Osseointegrated implants.Unisa/SP. Unitermos . **** Mestre em Reabilitação Oral .USP/Bauru. Mestrando em Implantodontia . Ceramic.FOB-USP/Bauru. since dental anomalies are the more common sequels of this congenital malformation. Professor do curso de Especialização em Prótese Dentária do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais . ABSTRACT Ossoeintegrated implants have been widely employed in oral rehabilitation of patients with cleft lip and palate. ** Especialista em Prótese Dentária e Implantodontia pelo Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais . Doutor em Reabilitação Oral . The present article aims to show a modified technique of personalized abutment with ceramic application directly in the titanium abutment in order to provide esthetic rehabilitation of the incisor lateral space.5(1):29-33 29 | [ CADERNO CIENTÍFICO ] .USP/Bauru. Fissura labiopalatina. O presente artigo objetiva mostrar uma técnica modificada de munhão personalizado com aplicação de cerâmica diretamente no abutment. *** Especialista em Periodontia pela APCD .Unesp/Araraquara.Bauru. ***** Doutor em Reabilitação Oral . a fim de reabilitar o espaço do incisivo laterial o mais esteticamente possível. REVISTA IMPLANTNEWS 2008.Unisa/SP. Professor da Disciplina de Prótese Dentária da Universidade Sagrado Coração – USC/Bauru. Cerâmica.

proporcionando a obtenção da estética semelhante ao dente natural12. No momento da reabertura do implante na região de incisivo lateral superior direito (12). O objetivo do presente artigo é mostrar a modificação de um pilar Ucla através do acréscimo de porcelana ao pilar e preparo do mesmo de acordo com o sulco periimplantar. foi instalado provisório e feito enxerto gengival. de posição. o tratamento reabilitador do paciente fissurado requer um trabalho interdisciplinar2. pois atinge várias estruturas faciais. Figura 1 Paciente portadora de fissura labiopalatina pré-forâmen unilateral direito. A indicação crescente de pilares preparáveis em áreas estéticas se dá principalmente pela possibilidade de confecção de sulco gengival uniforme e perfil emergente compatível com estética e saúde periimplantar7-10. tanto funcional quanto estética. USA). lábio. Os resultados clínicos foram satisfatórios. instaladas consecutivamente em 14 pacientes. Figura 2 Após cirurgia plástica de fechamento da fissura. O autor avaliou por dois anos 17 coroas unitárias.Santos MDB | Dal’aqua A | Maia S | Pinto JHN | Lopes JFS | Batista JG Introdução e Revisão da Literatura Dentre as deformidades congênitas mais freqüentes está a fissura labiopalatina. sugeriram um abutment CeraOne (Nobel Biocare USA) modificado. O autor aplicou cerâmica na cinta metálica do Ceraone. notou-se que a qualidade gengival continuava insatisfatória. Os pilares pré-fabricados são eficazes e seguros desde que bem indicados. sendo a ausência do incisivo lateral o achado mais comum4. com uma incidência de aproximadamente 1:5001. Após 60 dias. como nariz. de forma até anodontias3. acreditando ser a técnica superior ao CerAdapt (Nobel Biocare. A fissura labiopalatina é uma má. também publicou a modificação do abutment pelo acréscimo de porcelana ao intermediário de titânio. Uma das principais causas de insatisfação com o aspecto final da prótese. desde que os tecidos duros e moles remanescentes ofereçam quantidade e qualidade suficientes para maior previsibilidade. para mascarar a transparência gengival.5(1):29-33 . não tendo relatos de inflamação marginal e perda óssea exagerada. Os intermediários para reabilitação de espaços unitários podem ser pré-fabricados ou preparáveis. pela qualidade insatisfatória de tecido gengival. foi encaminhada para o setor de prótese dentária para finalização do seu tratamento reabilitador. sexo feminino. Pela sua grande complexidade. inscrita no Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais. está relacionada à exposição da cinta metálica do intermediário protético ou por recessão marginal ou por transparência gengival11. a sua base metálica plana limita seu uso em reabilitações unitárias em área estética7. está relacionada à exposição da cinta metálica do intermediário protético ou por recessão marginal ou por transparência gengival11. no entanto. da Universidade de São Paulo/Bauru. As anomalias dentárias são comumente encontradas em pacientes fissurados. Os implantes osseointegrados representam uma alternativa segura para o tratamento de espaços isolados em área anterior5. por essa razão foi plane- [ CADERNO CIENTÍFICO ] Uma das principais causas de insatisfação com o aspecto final da prótese. Por isso se introduziu no mercado os pilares totalmente cerâmicos proporcionando a obtenção da estética semelhante ao dente natural12. Ortodontia e Implantodontia. Relato de Caso Clínico Paciente AMS. Por isso se introduziu no mercado os pilares totalmente cerâmicos. portadora de fissura labiopalatina préforâmen unilateral já de alta dos setores de Cirurgia Plástica. da prótese unitária implanto-suportada6. | 30 REVISTA IMPLANTNEWS 2008. pois tem a resistência do titânio e permite torque de 32 Ncm.formação de grande complexidade. Outro autor13. Alguns autores5. as quais vão desde variações numéricas. a fim de proporcionar mais estética ao caso clínico. a fim de aumentar a espessura gengival na região. dentes e palato.

Figura 8 Munhão personalizado. Figura 4 Radiografia panorâmica após instalação do implante na região 12. face vestibular.5(1):29-33 31 | [ CADERNO CIENTÍFICO ] . Figura 11 Prova de infra-estrutura em In-Ceram. REVISTA IMPLANTNEWS 2008. face palatina. Figura 7 Munhão personalizado com aplicação de cerâmica direto ao abutment. Preparo prévio.Santos MDB | Dal’aqua A | Maia S | Pinto JHN | Lopes JFS | Batista JG Figura 3 Após tratamento ortodôntico. Figura 10 Moldagem do munhão em boca com casquete de moldagem e mercaptana. Figura 5 Moldagem de transferência do implante. Figura 9 Prova do munhão e refinamento do preparo e definição do término. Preparo prévio. Figura 6 Munhão personalizado com aplicação de cerâmica direto ao abutment.

como os pilares de óxido de alumina e óxido de zircônia. Após isso. Foi então moldada a plataforma do implante (Figura 5) e o pilar Ucla em titânio (com anti-rotacional). Porém. [ jada a confecção de um pilar Ucla modificado com aplicação de porcelana no titânio e o mesmo preparado de acordo com o sulco periimplantar. em sulcos periimplantares rasos. e moldagens do pilar em posição. Entretanto. mesmo após um ano. a utilização de 65 intermediários CeraOne e não encontrou nenhuma correlação entre a localização intra-sulcular da cinta do intermediário e a recessão periimplantar. Entendemos que o pilar CeraOne permite melhores condições de moldagens e provas de infra-estruturas. vários outros autores8-10. Quanto à resistência. | 32 REVISTA IMPLANTNEWS 2008. além de mascarar a transparência gengival. Junto ao modelo foi encaminhado para o laboratório para aplicação da porcelana e preparo prévio (Figuras 6. compararam os pilares CerAdapt e CeraOne e não encontraram diferença quanto a qualidade gengival entre os grupos. Figura 12 Coroa pura de porcelana caracterizada. nenhum dos trabalhos desenvolvidos pelos autores tem caracter comparativo. seguindo após isto para o registro interoclusal e escolha da cor. CADERNO CIENTÍFICO ] Figuras 13 e 14 Caso concluído. compararam o aumento de volume na gengiva vestibular utilizando o pilar CeraOne e o pilar preparável Procera e verificou que no grupo do pilar Procera. depois de cinco anos. Entretanto. O modelo de trabalho foi encaminhado ao laboratório para confecção da infra-estrutura em In-Ceram. Porém.Santos MDB | Dal’aqua A | Maia S | Pinto JHN | Lopes JFS | Batista JG Discussão Vários estudos13-15 vêm sendo feitos para avaliar a real diferença na margem gengival quando se utilizam pilares preparáveis e pilares pré-fabricados. tem-se pesquisado cerâmicas cada vez mais resistentes. Portanto. qualidade da mucosa adjacente e espaço interoclusal e mesiodistal.16 concordam que os pilares preparáveis permitem um contorno gengival mais uniforme e perfi l de emergência adequado para a manutenção da saúde gengival marginal. O pilar foi então provado na boca da paciente e feito o refinamento no preparo em boca (Figura 9). por estas cerâmicas apresentarem alto índice de resistência flexural16. 7 e 8). já que permitem modificações e confecção de términos precisos e uniformes. sendo o refinamento do preparo e término confeccionados no próprio sítio. já que as fases laboratoriais serão feitas no modelo de trabalho. Alguns autores14 avaliaram. Acreditamos que o contorno parabólico marginal e a manutenção de papilas interproximais estão mais a cargo do suporte ósseo subjacente. esses mesmos autores15. evitam traumatismos na mucosa periimplantar. A coroa de porcelana pura foi então cimentada definitivamente com cimento fosfato zinco (Figuras 12. o volume gengival foi maior. foram estudados pilares preparáveis isoladamente. Em relação ao suporte que o pilar proporciona à mucosa periimplantar.5(1):29-33 . os pilares preparáveis. A infra-estrutura foi provada no pilar (Figura 11). Em 2001. já que o pilar é instalado uma única vez no sítio. pela exigência estética. sendo já utilizados na atualidade pilares de cerâmica pura. são os mais indicados. acreditamos que se o pilar preparável for instalado de forma única e definitiva. o maior determinante para a escolha de pilar intermediário é a profundidade de sulco periimplantar. Na verdade. sabe-se que pilares metálicos são mais resistentes à fratura do pilares cerâmicos. especialmente. 13 e 14). foi dado o devido torque recomendado pelo fabricante e moldado o pilar com casquete de moldagem e mercaptana (Figura 10). Alguns estudos13. os cerâmicos. mucosa vestibular fina e/ou espaço interoclusal reduzido. vemos de dois ângulos.

9. Marchak CB.5(1):29-33 33 | [ CADERNO CIENTÍFICO ] .to 3-year multicenter study.11(3):272-76.59:313-30.10(1):35-42.25(2):149-55.Santos MDB | Dal’aqua A | Maia S | Pinto JHN | Lopes JFS | Batista JG No entanto. Int J Prosthodont 1998. Marx R. Ho L. 7. Jemt T. Edelhoff D. Carvalho IMM. Cochran DL. Alterações de desenvolvimento dentário em fissurados.jul/ago 2007). Chee WW. J Prosthet Dent 1994.com Conclusão A técnica de modificação do munhão Ucla de titânio com a aplicação de cerâmica se mostrou muito satisfatória Referências 1. Lindvall AM. Errata No artigo científico Avaliação comparativa fotoelástica de diferentes desenhos de implantes submetidos à carga de compressão (edição nº 4 . 13. 10. Int J Dent Symp 1995. Taylor Å. Goo E. Neale D. Salinas TJ. 18. Petzold D.14(5):432-8. 19. 3. Henriksson K. Single implant restorations: prosthetically induced soft tissue topography. Barbosa IR. In vivo fracture resistence of implant supported all-ceramic restorations. 5.63:179-89.11(3):212-8. Brånemark P-I.50:83-6. J Prosthet Dent 1996. Fischer H. Kaiser D. 17. Int J Prosthodont 2001. 15. Opitz C.75:640-8. Establishing soft tissue integration with natural toothshaped abutments. Cemented single crows on osseointegrated implants after 5 years: results from a prospective study on CeraOne. 8. 12. Yamashita T. Clin Implant Dent Relat Res 2001. Dixon DA. os pilares de cerâmica pura ainda não representam uma realidade ao alcance de todos. 800-1. a imagem certa da Figura 8 (conexão. Jones J. Alveolus. Caputo AA. Andersson B. Long-Term Changes in Soft Tissue Height on the Facial Surface of Dental Implants. Ideal gingival form with computergenerated permanent healing abutments.Umarizal 66055-170 . cônico) é esta: REVISTA IMPLANTNEWS 2008. and Palate Compared with Healthy Adults.PA Tel. Kerstein RB. Norton MR. esteticamente. J Prosthet Dent 1997. 4. Touati B. West J. concordamos com a literatura em almejar mais pesquisas longitudinais quanto a real eficácia da modificação da técnica.6(4):181-9. Stoll C. Rev Assoc Paul Cir Dent 1996. J Prosthet Dent 2003. A procedure for a modified cylindric titanium abutment.Belém . Endereço para correspondência: Mariana Diniz Bisi dos Santos Rua Diogo Móia. Bauer S. Na verdade. Andersson B. Strength of porcelain fused to titanium beams.90(4):325-31. Oliveira DFB. Custom-guided tissue healing for improved aesthetics in implant-supported restorations. Customized titanium single-implant abutment: 2-year follow-up pilot study. Clin Implant Dent Relat Res 2004.: (91)3223-0237 marianabisi@hotmail. 14. Sorensen JA. por isso. Carrion JB. Capelozza ALA. Current Knowledge in Cleft Lip and Palate Treatment from an Orthodontist´s Point of View.25:435-46. 6. Katsaros C. White SN.Apto.71(4):364-8. Landsberg CJ.to 7-year follow-up. 370 . 11.Volume 4 . Single implant-supported restorations in the anterior maxilla. Lang BR.77:546-9. Osorio J. Odman P. Tarnow D. J Orofac Orthop Ferschr Kieferorthon 1998. Defects of structure and formation of the teeth in persons with cleft palate and the effect of reparative surgery on the dental tissues.11(4):312-6. Journal Of Orofacial Orthopedics 2002. 16 . aceitamos bem a proposta da aplicação cerâmica no pilar de titânio. Castellucci F.3(1):36-9.9(7):745-52. Porém. Schärer P. Compend Contin Educ Dent 2000. a Figura 7 (conexão. foi duplicada como sendo também a Figura 8. Friede H.3(4):214-20. 2. Jemt T. Oral Surg 1968.21(10):793-7. Alumina ceramic implant abutments used for single-tooth replacement: a prospective 1. Int J Periodontics Restorative Dent 2005. Implant Dent 2002. The Soft-Tissue Facial Profile of Patients with Unilateral Clefts of the Lip. já que acreditamos contar com a resistência do titânio e com os recentes estudos17 que demonstram não ser na união porcelana-titânio o ponto inicial de fratura. Biologic and mechanical stability of single-tooth implants: 4. Bichacho N. cilíndrico). Development of implant soft tissue emergence profile: a technique. Pract Periodontics Aesthet Dent 1997. Oates TW. Pract Periodontics Aesthet Dent 1998. Sadan A. 16. publicada na página 380. Yildirim M. Scheller H. Int J Prosthodont 1998. Measurements of soft tissue volume in association with single-implant restorations: a 1-year comparative study after abutment connection surgery.

Key Words . utilizando a técnica All-On-4 na mandíbula e fixações zigomáticas na maxila. O objetivo deste artigo é apresentar dois casos clínicos de reabilitações totais com próteses fixas com função imediata.FOB/USP. Immediate loading. REVISTA IMPLANTNEWS 2008. zygomatic fixation and angulated implants. sofreram enormes modificações com a evolução das técnicas de carga imediata e utilização de fixações zigomáticas que suprimem a utilização de técnicas de enxertia prévia.Dental implants. **** Especialista em Prótese .Implantes dentários. Os resultados mostraram que maxilares desdentados atróficos podem ser reabilitados com técnicas menos invasivas e de maneira mais rápida em casos bem selecionados. and upper zygomatic fixation associated with immediate loading at both jaws. *** Especialista em Prótese . and reduces the total length of treatment as well its costs. ** Doutor em Periodontia .EAP-APCD/Piracicaba. ***** Cirurgiã-Dentista pela Unip. possibilitando a diminuição do trauma cirúrgico e a redução do tempo de tratamento.ABO-MG.Unimes. Mestre em Ciências . Coordenador da Especialização em Implantodontia .FOP/Unicamp.CPO SL Mandic/Campinas. Jaw atrophy. Unitermos . Implantes zigomáticos.Relato de Caso Clínico All-On-4 na mandíbula e fixações zigomáticas na maxila em função imediata: relato de dois casos Immediate function with All-On-4 in the mandible and zygomatic fixture in the maxilla: report of two cases Cristian Corrêa* Julio César Joly** Anna Stella Violatto*** Michel Gonzales Borges**** Indaiá Duque***** ABSTRACT Therapy alternatives to treat totally edentulous patients with severe bone atrophy have markedly changed with the evolution of surgical techniques including immediate loading. at very well selected patients. Those approaches reduce the necessity of previous large bone reconstructions associated with post-operative morbity. Doutorando em Implantodontia . Zygomatic implants.5(1):35-41 35 | [ CADERNO CIENTÍFICO RESUMO As alternativas de reabilitação implanto-suportada para os pacientes desdentados totais com reabsorções ósseas severas dos maxilares. The objective of this article is to present two clinical cases which totally edentulous patients were treated using the all-on-four concept at lower jaw. The results showed that severely atrophic ridges can successfully re-habilitated using less invasive approaches and with reduced time of treatment.CPG Hosphel.CPO SLMandic/Campinas. Recebido em: mar/2007 Aprovado em: set/2007 * Especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial . Carga imediata. ] . Coordenador do Mestrado em Periodontia . Atrofia maxilar.

leucoderma.5(1):35-41 . e posterior instalação de implantes após um período de cicatrização de cinco a seis meses1-3. 60 anos. uréia. cálcio. A possibilidade de redução do tempo entre a colocação dos implantes e a reabilitação protética final. Após a extração dos dentes superiores e inferiores remanescentes. Baseado nestes conhecimentos apresentamos a seqüência de dois casos clínicos de pacientes que se submeteram a reabilitação total maxilomandibular com a ténica All-On-4 na região mandibular7. Outra alternativa é a utilização de fixações ancoradas em regiões distantes da maxila como os implantes zigomáticos4-5. culminando com o desenvolvimento da técnica da função imediata. funcionais e psicológicas. sexo feminino. e fixações zigomáticas protocolo Brånemark4. em função imediata11. sob anestesia geral. sobreimplantes com barras de cromo-cobalto. foi confeccionada próteses totais superior e inferior imediatas provisórias e confecção de guia multifuncional que foi utilizado no momento da cirurgia para uma perfeita instalação dos implantes e para as moldagens funcionais pós-operatórias.Frontal. Figura 1a Pré-Operatório . A técnica foi explicada ao paciente que assinou o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para a realização do tratamento reabilitador Após montagem do caso em articulador semi-ajustável e cirurgia nos modelos para remoção dos dentes.Intrabucal. A avaliação clínica completa e as radiografias panorâmica e periapicais comprovaram a inviabilidade de aproveitamento protético dos dentes. o que gerava um grande desconforto para os pacientes. Foram solicitados radiografia de tórax.Radiografia panorâmica. Há alguns anos a reabilitação protética destes pacientes levava meses6-7. seguindo a tendência atual de minimizar o trauma cirúrgico e o custo biológico dos tratamentos. creatinina. O tratamento foi realizado em duas etapas visando a reabilitação superior e inferior com próteses fixas híbridas Figura 1c Pré-Operatório . hemograma. apresentando perdas dentárias múltiplas e presença de doença periodontal ativa e destruição coronária nos dentes remanescentes superiores e inferiores. 1c e 1d).0 mm x 15 mm e um de 5. glicemia.0 mm x 15 mm TiUnite (Nobel Biocare) na região intermentual seguindo a técnica All-On-4.000-DFL) e sedação endovenosa (midazolan + fentanil).10. Esta técnica preconiza a instalação de apenas quatro implantes entre os foramens mentuais que poderiam ser | 36 REVISTA IMPLANTNEWS 2008. A reabilitação destes pacientes com implantes dentários é complexa em decorrência da presença de grandes reabsorções ósseas. fez com que os pesquisadores ativassem os implantes precocemente8-9.Corrêa C | Joly JC | Violatto AS | Borges MG | Duque I Introdução Pacientes desdentados totais apresentam sérias limitações estéticas. Figura 1b Pré-Operatório . BEG. coagulograma. com índices de sucesso semelhantes à técnica original proposta por Brånemark6-7. eletrocardiograma. Figura 1d Pré-Operatório . instalou-se quatro implantes MKIII sendo três de 4. fósforo. fosfatase alcalina e urina I como exames pré-operatórios. [ CADERNO CIENTÍFICO ] Caso 1 Paciente SC. A reconstrução destas atrofias ósseas na maxila pode ser realizada com enxertos ósseos extrabucais. Sugerimos ao paciente a reabilitação de ambas as arcadas com implantes dentários e se possível realização de função imediata bimaxilar. sugerindo a extração seriada (Figuras 1a. A primeira cirurgia foi realizada sob anestesia local (xylocaína a 2% c/ adrenalina 1:100. 1b. perda da relação oclusal maxilomandibular e atrofia da região perilabial. no momento da confecção das próteses fixas definitivas.Perfil.

o que indicou a realização da função imediata. Somente após esta fase enviamos a prótese inferior para acrilização. sob anestesia geral. REVISTA IMPLANTNEWS 2008.Corrêa C | Joly JC | Violatto AS | Borges MG | Duque I inclinados em 45 graus quando necessário para diminuição do cantiléver da prótese. O material foi encaminhado ao laboratório que confeccionou a barra de cromo-cobalto e a montagem dos dentes em cera para prova estético-funcional da prótese após 12 horas. Após dois meses de espera para adaptação da posição mandibular e estabelecimento de um padrão oclusal iniciouse a segunda fase do tratamento. Foram instaladas duas fixações zigomáticas de 50 mm (Nobel Biocare). trocou-se os transferentes redondos por transferentes quadrados. As suturas foram removidas após 14 dias. no mínimo.Perfil. Figura 2b Implantes zigomáticos transoperatórios.5(1):35-41 37 | [ CADERNO CIENTÍFICO ] . Todos os implantes instalados apresentaram estabilidade primária superior a 35 N. 30 e 60 dias após a confecção da prótese fixa superior e foram solicitadas radiografias panorâmicas no pós-operatório imediato. O mesmo protocolo protético. 2d. 2b.0 mm x 13 mm na região entre os pilares caninos. além de moldagem para a obtenção do registro intrabucal da oclusão e dimensão vertical do paciente conseguida através do guia multifuncional. paracetamol 750 mg de seis em seis horas. o que não foi necessário em nenhum dos dois casos. através da técnica de Stella11 na região entre os segundos pré-molares e os primeiros molares superiores e quatro fixações MKIV TiUnite (Nobel Biocare) de 4. O primeiro ajuste oclusal foi realizado imediatamente após a instalação da prótese fixa inferior e total superior.12%. Esta prótese também foi confeccionada com resina acrílica e barra de cromo-cobalto (Figuras 2a. Figura 2a All-On-4 inferior. De posse da prótese fixa inferior com os dentes montados em cera. 2e. Figura 2d Pós-Operatório . confeccionou-se o index e o dec. Solicitamos tomografia computadorizada dos ossos zigomáticos para avaliação da espessura dos mesmos. que foi repetido aos 30 e 45 dias após a cirurgia. Após a finalização da sutura. por dez dias. evitando enxertia óssea nesta região. Após esta fase colocamos transferentes redondos para facilitar a gengivoplastia e sutura da região. 35 N para a realização da função imediata. O ajuste oclusal foi realizado 15. medicamen- toso e de ajuste oclusal realizado para a prótese fixa inferior foi seguido para a confecção da prótese fixa superior. sendo que após 48 horas da cirurgia a paciente encontrava-se com a prótese fixa superior definitiva instalada. e aos seis meses para acompanhamento da condição dos implantes. Foi constatada através da radiografia panorâmica reabsorção severa da região posterior da maxila e o tratamento proposto foi a instalação de fixações zigomáticas. de 12 em 12 horas. A instalação da prótese fixa inferior e da prótese total superior ocorreu após 48 horas do início do tratamento. Como medicação pós-operatório foi indicado amoxicilina 500 mg. por sete dias. por quatro dias. A alta hospitalar foi dada 12 horas após a cirurgia e a moldagem dos implantes foi realizada 24 horas após o procedimento.Frontal. 2f e 2g). Foram instalados torquedos abutments retos nos dois implantes anteriores e abutments de 17 graus nos implantes distais. duas vezes ao dia. Figura 2c Pós-Operatório . checamos a passividade da barra de titânio inferior através de avaliação clínica e de radiografias periapicais e verificamos a oclusão e estética facial de ambas as próteses em posição (fixa inferior e prótese total superior imediata).2c. de oito em oito horas. O protocolo das etapas de confecção da prótese fixa superior foi o mesmo descrito anteriormente para a inferior. A estabilidade primária dos implantes inferiores deveria ser de. cetoprofeno 100 mg. além de controle químico com solução de clorexidina 0. quando foi realizado o segundo ajuste oclusal. por quatro dias.

68 anos. Observou-se apenas dificuldade fonética em pronunciar algumas palavras que desapareceu após 30 dias de utilização das próteses sem a necessidade de qualquer terapia especifica. como no caso A seqüência do tratamento. Caso 2 Paciente JCC. Figura 3b Pré-Operatório . O planejamento realizado após avaliações clínica e radiográfica identificou a necessidade de extração de todos os dentes remanescentes (Figuras 3a.Frontal. CADERNO CIENTÍFICO ] Figura 2g Pós-Operatório . Sugerimos a reabilitação de ambas as arcadas com implantes dentários e.Intrabucal. Não foram observados inflamações periimplantares. Após seis meses de uso das próteses. 3b. perdas ósseas em volta dos implantes nas radiografias periapicais. foram instalados quatro implantes MKIII de 4.Perfil. com exceção de uma minuciosa avaliação endocrinológica do nível de compensação do diabetes do paciente. [ Figura 3d Pré-Operatório .Radiografia panorâmica.Radiografia panorâmica. as medicações pósoperatórias e os exames pré-operatórios solicitados foram semelhantes aos descritos no caso anterior. Figura 2e Próteses fixas finalizadas. apresentando doença periodontal avançada generalizada. O primeiro procedimento cirúrgico foi realizado sob anestesia local e sedação endovenosa. sangramento à sondagem e dificuldade mastigatória. O tratamento reabilitador foi explicado ao paciente que assinou Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para a realização do mesmo.Corrêa C | Joly JC | Violatto AS | Borges MG | Duque I anterior. mobilidade das fixações. se possível. com mobilidade dental. Figura 3c Pré-Operatório .5(1):35-41 . Após a exodontia de todos os elementos dentais restantes.0 mm x 15 mm TiUnite (Nobel Biocare) | 38 REVISTA IMPLANTNEWS 2008. 3c e 3d). Figura 2f Reconstrução do sorriso finalizada. Figura 3a Pré-Operatório . dor a percussão ou qualquer alteração com as próteses durante este período. realização de função imediata. as mesmas foram removidas e atestou-se a osseointegração de todos os implantes seguindo os parâmetros estabelecidos por Albrektson7. leucoderma. sangramento a sondagem. diabético compensado com controle alimentar.

A segunda etapa do tratamento foi realizada sob anestesia geral para a instalação de dois implantes zigomáticos de 47 mm e 50 mm (Nobel Biocare) e dois implantes MKIV TiUnite de 4. 4d. mas sem a necessidade de inclinação dos implantes posteriores para diminuição do cantiléver. ] . Após este período as próteses foram removidas e atestou-se a osseointegração de todos os implantes de acordo com os parâmetros de Albrektson7. Figura 4f Pós-Operatório . 30 e 60 dias de pós-operatório (Figuras 4a. onde observamos pouca disponibilidade óssea na região posterior da maxila optando-se pela utilização de fixações zigomáticas. o que possibilitou a realização da função imediata superior que seguiu o mesmo protocolo do Caso 1. Figura 4a All-On-4 inferior.Perfil. que se apresentaram com estabilidade primária superior a 35 N. Após dois meses da primeira cirurgia. Não foram observadas alterações periimplantares.Frontal. 4c.Radiografia panorâmica. A prótese fixa superior foi entregue em 48 horas e seguiu-se com os ajustes oclusais em 15. Figura 4d Reconstrução do sorriso finalizada. A única diferença que observamos neste caso é que houve a necessidade de apenas dois ajustes oclusais com 15 e 30 dias. A evolução da superfície dos implantes REVISTA IMPLANTNEWS 2008. 4f e 4g). problemas fonéticos ou qualquer alteração com as próteses durante este período.0 mm x 15 mm (Nobel Biocare).Corrêa C | Joly JC | Violatto AS | Borges MG | Duque I Figura 4e Pós-Operatório . O procedimento para confecção da carga imediata inferior e da prótese total imediata superior seguiu o mesmo protocolo do caso anterior e foi entregue em 48 horas. pois o paciente não queria se submeter a reconstrução maxilar com enxerto ósseo. reavaliamos a arcada superior. Figura 4g Pós-Operatório . Figura 4b Implantes zigomáticos transoperatórios. A reabilitação do edentulismo total com implantes dentários. período no qual a oclusão do paciente se estabilizou.5(1):35-41 39 | [ CADERNO CIENTÍFICO na região intermentual com boa estabilidade primária (acima de 35 N) seguindo a técnica All-On-4. Foi solicitada radiografia panorâmica e periapicais no pós-operatório imediato e aos seis meses para acompanhamento da condição dos implantes. Discussão Figura 4c Próteses fixas finalizadas. 4b. prótese fixa e função imediata foi aprimorada nas últimas décadas11-12. 4e.

04001-002 . apresentando menor morbidade. Estas reabsorções são mais bem selecionados. seguindo a [ CADERNO CIENTÍFICO ] | 40 REVISTA IMPLANTNEWS 2008. concluímos que o edentulismo total associado maxilomandibular. e a reabilitação de sucesso semelhantes aos maxilar com a utilização de colocação das próteses fixas fixações zigomáticas associapara algumas horas ou dias apresentados pela literatura com das a duas ou quatro fixações com os mesmos índices de as técnicas convencionais. com a associação da função imediata nassem uma realidade10. com índice instalação dos implantes e a All-On-412. mento para que se estabeleça um protocolo definitivo para A reconstrução da atrofia óssea da maxila pode ser realizada o tratamento destes casos.Jd Paulista social e profissional dos pacientes1. vem sendo utilizada com sucesso para a resolução de casos de atrofias ósseas severas da maxila como alternativa aos enxertos ósseos17. tivemos nenhum problema significativo Na mandíbula esta técnica literatura com as técnicas durante o tratamento dos pacientes.18. Apesar standard anteriores 19.: (11) 3884-5752 A técnica dos implantes zigomáticos desenvolvida 4-5. possibilita a reabilitação dos pacientes sem enxerto ósseo e com prótese fixa em apenas alguns dias de tratamento em casos selecionados.15-16 drcristiancorrea@terra.Corrêa C | Joly JC | Violatto AS | Borges MG | Duque I otimizando sua cicatrizatendência da Odontologia ção e o conhecimento mais moderna.5(1):35-41 . técnica denomitivemos nenhum problema nada All-On-4. com enxertos ósseos removidos da crista ilíaca ou calota craniana.3. queda do ápice nasal. Somado a isto.SP Tel. primeiramente com a pelo professor Brånemark intenção de reabilitação de pacientes maxilectomizados e com perdas de enxertos ósseos5. Esta técnica possibilitou da função imediata manassociadas a duas ou quatro fixações diminuir o tempo entre a dibular através da técnica 19 standard anteriores .com. exigindo que o paciente perEndereço para correspondência: maneça sem a prótese total por um período mínimo de três Cristian Corrêa a quatro semanas o que gera desconforto e altera a rotina Rua Manoel da Nóbrega 756 . a associação desta técnica à carga imediata8. sob anestesia geral. provou ser eficiente com a convencionais. que visa reabilitar Nos casos apresentados realizamos apurado da biomecânica das os pacientes de maneira mea reabilitação maxilomandibular próteses fixas totais possibinos invasiva. menor tempo e custo do tratamento.br . e índices de sucesso semelhantes aos implantes convencionais. Nos casos apresenmandibular através da técnica Primeiramente esse procetados realizamos a reabili12 dimento foi realizado em tação maxilomandibular do All-On-4 . com sucesso apresentados pelos da complexidade dos casos não índice de sucesso semelhanprotocolos tradicionais de tes aos apresentados pela dois tempos cirúrgicos 4. mais rápida e litou que os procedimentos com menor custo financeiro do edentulismo total de dois pacientes de função imediata se tore biológico possível. São necessários estudos prospectivos com exacerbadas na maxila devido à característica estrutural deste maior número de pacientes e maior tempo de acompanhaosso. eversão dos lábios. com os mesmos índices de sucesso quando significativo durante o tratamento dos pacientes.12.7 . e a reabilitação maxilar mandíbulas desdentadas12 e edentulismo total de dois com a utilização de fixações zigomáticas mais atualmente em maxipacientes com a associação 11 las . A reabsorção óssea que ocorre após a extração de Apesar da pequena amostra e curto período de todos os dentes é rápida e gera alterações na relação oclusal proservação.São Paulo . as atrofias ósseas dos maxilares pode ser reabilitado com aumento nas rugas perilabiais e dificuldade crescente na técnicas menos invasivas e de maneira mais rápida em casos estabilidade das próteses totais. realizamos a instalação de mais fixações para reabilitação Conclusão do edentulismo mandibular12. 13-14. Apesar da utilização somente de quatro complexidade dos casos não implantes. além da presença da fossa nasal e dos seios maxilares.

Clin Implant Dent Relat Res 2003. Svensson B. TiUnite and Osseotite implant surface. Chow J. Balshi SF. 12. Branemark PI. para a dir. Mongaut JL. Zygomatic implants-protocol for immediate occlusal loading: a preliminary report. Filho HN. Haefliger W. Remote implant anchorage for the rehabilitation of maxillary defects. 11. 16. Reabilitação da maxila atrófica utilizando quatro fixações zigomáticas em sistema de carga imediata. Ricardo S. Nilsson P. Wilson A. Zygomatic Bone: Anatomic bases for osseointegrated implant anchorage. Franciscone CE. J Prosthet Dent 2001.19(4):319-28. Nobre M.12(3):319-24. J Periodontol 2005 Nov.62:1418-22. Juaneda AM. Wich surface properties enhance bone response to implants? Comparison of oxidized magnesium.) The Sinus Bone Graft. Branemark PI. Albrektson T. Int J Oral Maxillofac Implants 1999. J Oral Maxillofac Surg 2004. Clin Implant Dent Relat Res 2006. Toledo . Lee PK. Van SteenbergheD. Restoration of the edentulous maxilla: the case for the zygomatic implants. Int J Prosthodont 2006 Jul-Aug. G. Johanson C. Francischone CE.20:441-7. Wiltfang J.8(1):804-11. Toledo e Ney Soares de Araújo No dia 31 de novembro. Wilson A. Analysis of 164 titanium oxidizedsurface implants in completely edentulous arches for fixed prosthesis anchorage using the pterigomaxillary region. Radespiel-Troger M. Rigolizzo MB. Peredo LG.5(1):35-41 41 | [ CADERNO CIENTÍFICO Referências 1. Neukam. Int J Oral Maxillofac Implants 2205 Nov-Dec. J oral Maxillofac Surg 2006 May. 5. Zamar NJ. Tarnow DP. Han M. Sallum.3(2):81-100. Hansson BO. Rangert B. 2. A retrospective clinical study.1(1):45-50. report of a case receiving full-arch rehabilitation in both jaws using immediate implant loading protocols: a 1 year resonance frequency analysis follow-up. Svensson B.Unesp/Araraquara e Ney Soares de Araújo . Rossi E.Corrêa C | Joly JC | Violatto AS | Borges MG | Duque I Concurso para Professor Titular em Implantodontia e Periodontia Da esq. Implant-retained mandibular overdentures with immediate loading. Adell R et al: Osseointegration implants in the treatment of the edentulous jaw: Experience from 10-year period> Scand J Plast reconstr Surg 1977. ] . Ricardo S. Hui E. Malo P. Padovani CR. Pustiglioni. J Craniomaxillofac Surg 1992. Benedicto Egbert C. Wilhem F. 3. Balshi TJ.(Suppl 16):11-2. G. Chicago: Quintessence. 14. 10. A banca examinadora foi composta pelos professores doutores Francisco E. Int J Oral Maxillofac Implants 1997. Stella JP. 8. Zamar JA. Nkenke E. Ahlsson A. A retrospective multicenter study on 226 consecutive cases. 68-84. Ferrara ED. Immediate oclusal loading of double acid-etched surface titanium implants in 41 consecutive full-arch cases in the mandible and maxilla 6-to-74 months results. Camilli JA. Brånemark PI. 4. Abi Rached. Mosgau-Schultze S. Int J Oral Maxillofac Impl 2005. Elcio Marcantonio Jr.Unesp. 17. Chiapasco M. Brånemak PI. 9. Intra-osseous anchorage of dental prosthesesI.8(1):48-57. Pustiglioni . Duarte LR. Ibanez JC. Le Fort I osteotomy with interposicional bone grafts and implants for rehabilitation of the severely resorbed maxilla: a 2-stage procedure. Li W. Lell M. Hansson BO. Tahhan MJ. Immediate loading of threaded implants at stage 1 surgery in edentulous arches: ten consecutive caso reports with 1to-5 year data. Menendez AB. Abi Rached . Portman M. Markwalder TH. Ohrnell L-O. 19. Kahnberg KE. Anatomic site evaluation of the zygomatic bone for dental implant placement. Scand J Plast Reconstr Surg 1969. Emtiaz S. Isaksson S. Adell R.Unesp/Araraquara. Stech B.5(Suppl)1:2-9.6:227. Benedicto Egbert C. May-Jun. Lindstrom J. Experimental studies. Classi A. Rasmussen L. Breine U. REVISTA IMPLANTNEWS 2008. Alberius P. o doutor Elcio Marcantonio foi aprovado para o cargo de Professor Titular em Periodontia e Implantodontia da Faculdade de Odontologia de Araraquara . “All-on-four” immediate function concept with Branemark system implants for completely edentulous mandibles. Clin Oral Impl Res 2003. Parel SM. 15. Wolfinger GJ. Sul YT.: Francisco E. Jensen OT (ed. 13.USP/SP.64(5):804-11.20:2-7.20(6):946-52. Ten-year survival rates of fixed prosthesis on four or six implants as modum Brånemark in full edentulismo. 1999. Clin Oral Implants Res 1995.76(11):1972-81. Brånemark PI. Implant News 2004 Jan-Fev.14:571-8. Clin Oral Implants Res 1997 Feb. Maxillary alveolar ridge augmentation with onlay boné grafts and immediate endosseous implants. 18. 7.14:72-9. Sallum/Unicamp. Brånemark PI. 6.USP/SP.86:377-81. Gatti C. Glauser R.

Recebido em: jan/2007 Aprovado em: nov/2007 * Aluna do curso de Pós-Graduação Doutorado em Prótese Dentária .Dental implantation. Torque. ** Professor titular da Disciplina de Prótese Total do Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese .Unesp. *** Professor assistente doutor da Disciplina de Prótese Total do Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese . Dental prosthesis. Houve influência na pré-carga e ao utilizar parafuso novo e reaperto após dez minutos da fixação inicial como prevenção ao afrouxamento.Unesp.5(1):43-8 43 | [ CADERNO CIENTÍFICO ] .Faculdade de Odontologia de Araçatuba . There was influence in the preload and to use new screw and torquing after ten minutes of the initial fixation as prevention to the loosening. REVISTA IMPLANTNEWS 2008.Faculdade de Odontologia de Araçatuba .Faculdade de Odontologia de Araçatuba . Torque. ABSTRACT The effect of repeated torque in the screw of prosthesis abutments implantsupported was analyzed through the literature. Prótese dentária.Implante dentário. Key Words .Unesp. Unitermos .Revisão da Literatura O efeito do torque repetido nos parafusos de abutments de próteses implanto-suportadas The effect of repeated torque in the abutment’s screw of the supported-implant prostheses Michele Marques Zequetto* Humberto Gennari Filho** Marcelo Coelho Goiato*** RESUMO Analisou-se o efeito do torque repetido no parafuso de abutments de prótese implanto-suportada através da literatura.

o afrouxamento dos parafusos de abutment ocorreu 57% no primeiro ano e apenas 37% mantinham-se estáveis pelos outros três anos5.8% nas próteses mandibulares. Para garantir uma boa união entre os componentes da prótese fixada com parafuso é necessário que o parafuso fique corretamente fixado13. quando forças de torque são aplicadas na cabeça deste parafuso. Porém. pela fricção entre as rocas do parafuso protético e as roscas do parafuso do abutment. As forças de fixação/tensão responsáveis por manter os componentes protéticos juntos ao implante sob todas as condições estáticas e funcionais são denominadas de pré-carga7. geometria da conexão entre implante e abutment. Imperfeições superficiais levam a um aumento da fricção e diminuem a pré-carga. O objetivo do apertamento do parafuso de fixação é produzir uma pré-carga ótima que maximize o tempo de fadiga de vida enquanto oferece um grau razoável de proteção contra o afrouxamento. podem ser removidos para permitir um exame e limpeza da prótese e então sofrerem o reapertamento. os parafusos de retenção. propriedades físicas e mecânicas e aplicação do torque6. A relação entre o torque aplicado e a pré-carga do parafuso é derivada do uso de princípios de engenharia mecânica. A remoção e o reapertamento do parafuso reduzem imperfeições superficiais. fabricantes tentam cada vez mais calibrar seus torquímetros14. [ CADERNO CIENTÍFICO ] Revisão da Literatura Um dos problemas que resulta do torque repetido é o afrouxamento do parafuso de fixação. Problemas mecânicos associados ao tratamento com próteses sobreimplante são passíveis de ocorrer na articulação entre o implante individual. a aplicação do torque com o intuito de produzir uma pré-carga ótima torna-se inversamente proporcional quando há influência de forças de fricção sob a cabeça do parafuso e no sistema de roscas9. o torque repetido é aplicado ao sistema. porque durante as visitas de retorno ao cirurgião-dentista. A intensidade da tensão no parafuso deve ser avaliada com cuidado.Zequetto MM | Gennari Filho H | Goiato MC Introdução Nas reabilitações bucais com próteses implantosuportadas os parafusos de retenção são usados para fixar os pilares protéticos aos implantes. forças axiais compressivas são aplicadas e estas levam a uma tensão e elongação do parafuso contribuindo para a pré-carga. Um aumento das forças axiais compressivas gera maior tensão no parafuso e diminuem a fricção entre as roscas. em um período de estudo de três anos5. A aplicação do torque pode aumentar a pré-carga apenas se a fricção entre os componentes puder ser diminuída. a pré-carga é criada por um parafuso de fixação. o objetivo deste trabalho é analisar. material do parafuso. alunos de pós-graduação (dois anos de experiência) e pro- | 44 REVISTA IMPLANTNEWS 2008. Na tentativa de controlar as forças axiais compressivas e o torque empregado. uma vez que a confecção destas envolve uma interação entre cirurgião-dentista. A quantidade de carga presente nas roscas do parafuso depende do torque aplicado8. o abutment e a prótese. ambos resultam em aumento da pré-carga12. sendo este afrouxamento presente em 49% nas próteses maxilares e 20. conseqüentemente. Assim. técnico em prótese e paciente e. Um dos problemas mais prevalentes citados na literatura é a fratura ou afrouxamento do parafuso protético para retenção3-4. e um reapertamento geralmente se faz necessário depois de três a 12 meses3.5(1):43-8 . sendo que operadores inexperientes tendem a aplicar um subtorque e operadores experientes tendem a um sobretorque aos parafusos. aplicação de torque. Em restaurações unitárias. e o uso de lubrificante diminui a fricção. O torque aplicado em uma situação clínica é distribuído por três caminhos: pela fricção entre a cabeça do parafuso e o cilindro protético. Em todos os implantes o sistema de união para fixação eficiente depende de vários fatores. A quantidade de torque aplicado ao parafuso de fixação é influenciada pelo operador8. O afrouxamento do parafuso tem sido relatado como uma complicação comum. e pela pré-carga11. as propriedades físicas dos materiais em contato e o assentamento do parafuso são dependentes da quantidade de torque aplicado9. rugosidade e teste de fadiga10. especialmente em próteses unitárias em pré-molares e molares5. Assim. estudar e comentar sobre o torque repetido que é imposto ao parafuso do abutment para a fixação da prótese. A pré-carga de baixa intensidade não garante uma boa união e pré-cargas elevadas causam a deformação plástica do parafuso e igualmente não mantêm a estabilidade do sistema. Torques repetidos podem alterar as propriedades mecânicas e a resistência à fratura de próteses retidas por parafusos2. A principal vantagem do uso de parafusos rosqueados para retenção de uma prótese sobreimplante é a reavaliação1. como: desenho dos componentes. frente à importância do sistema de fixação para o sucesso e longevidade dos tratamentos de reabilitação oral com próteses sobreimplante. devendo permanecer presos sob cargas variadas. ajustes mecânicos entre o parafuso e a superfície de assentamento no abutment. A pré-carga é influenciada por: componentes. desenho da cabeça do parafuso. permitindo um aumento no deslocamento rotacional do parafuso. autores14 avaliaram e comparam as forças axiais compressivas e aplicação do torque nos parafusos de ouro para fixação do abutment ao implante por pessoas com variados graus de experiência como universitários (sem experiência). Com isso. Durante a fixação dos parafusos. A presença e o tipo de lubrificante.

os universitários. Para da estrutura protética pode ajudar a obter valores de pré2 tal. os autores analisaram nove grupos contendo cinco pacarga excelentes para o momento da consulta de inserção e rafusos protéticos de ouro com cabeça em formato de fenda.0 Kg. o torque repetido e a contaminação salivar pré-carga aumentaram do Grupo 1-torque (184. condições de cargas foi avaliada15. Da mesma maneira estes e 40Ncm. agora recebendo lubrificação com abutments colocados em posição e mantidos por três horas saliva humana. em seguida. cirurgiões-dentistas contaminação salivar.5(1):43-8 45 | [ CADERNO CIENTÍFICO ] . reapertados depois de dez minutos. constatando que os maiores valores de pré-carga com formato de fenda na cabeça2.2 N).5 N) e para o Grupo 10-torques última resistência a tensão de parafusos protéticos de ouro (220. 35 Ncm dez e 20 vezes respectivamente. Concluíram que ao parafuso de fixação é influenciada força axial compressiva e o os parafusos protéticos de pelo operador8. cinco vezes. 30 Ncm . afrouxado e novamente aperpara o afrouxamento. acreditando2 que tal fato pode ajudar a determinar clinicamente um número de ciclos foram obtidos após o repetido uso do parafuso protético de de torque que não deve ser excedido. Parafusos nos modelos de amostras foram apertados com 25 Ncm.Zequetto MM | Gennari Filho H | Goiato MC fissionais. apertamento final. alunos de protéticos de ouro com cagrupo dos cirurgiões-denpós-graduação (dois anos de experiênbeça de fenda para implante tistas formados demonstrou frente a torques repetidos e menor variação nas forças cia) e profissionais. bastante comuns e têm sido vas e aplicação do torque nos parafusos Verificaram que as foratribuídos a muitos fatores. parafuso e cilindro de ouro.6 Kg a 102. a qual ocorreu na área de haste ou na junção haste torque inicial. com o mesmo valor do parafusos. implante.6 Kg a 101. ças axiais compressivas de incluindo o torque impróde ouro para fixação do abutment ao afrouxamento foram maiores prio e a pré-carga. (cinco anos de experiência). A última resistência à ouro para retenção. tado. O parafuso foi apertado com torque de 10 Ncm. Destes. mantido por três horas e depois solto. foi de 99. mesmo depois de 20 ciclos A quantidade de torque aplicado A magnitude e a duração da de torque. cinco. Grupo Os valores médios de carga para fratura de todos os 2. seguido dos conjunto consistindo de alunos de pós-graduação e. A média dos valores de Contudo. grupos foram duplicados. sendo os valores médios po 3 repetiu-se o procedimento do Grupo 2. abutment cilíndrico. para depois receberem o torque e então afrouxados. cirurgiões-dentistas parafusos de ouro sulcados. autores avaliaram e adaptada a um torquímetro e a fratura do parafuso são comparam as forças axiais compressieletrônico. pressiva durante a fixação e um menor torque é requerido mantido por cinco minutos. o grau de O conjunto dos componentes foi lubrificado com saliva experiência do operador pode influenciar na força axial comhumana. efeitos deletérios à última subtorque e operadores experientes no afrouxamento/soltura do resistência tensional. Avaliaaxiais compressivas entre os (cinco anos de experiência). sugerindo que o tensão de um parafuso é a resistência à fratura causada por uso destes parafusos durante as consultas clínicas de prova uma carga que tende a esticar ou alongar o parafuso. autores1 implante por pessoas com variados realizaram um estudo com o que as de fixação e o pico de objetivo de avaliar os valores torque foi menor no afrougraus de experiência como universitáde pré-carga em parafusos xamento que na fixação. ram 15 parafusos protéticos procedimentos de fixação e de ouro sulcados em um afrouxamento. Três grupos foram examinados. Os autores17 verificaram e condição lubrificada de 98. parafuso. não constatando que o reapertamento dos parafusos do abutment dez minutos diferenças entre tais condições e.3N) para (lubrificação) não exerceram ação negativa sobre o valor da o Grupo 5-torques (202. com maior variação. lubrificado com saliva. Assim. e o Grue cabeça do parafuso. o grupo denominado 0 vezes foi utilizado como A variação da pré-carga no sistema implante-abutment controle e os grupos uma vez. dez vezes e 20 afetando o afrouxamento do parafuso sob simulações de vezes receberam ciclos de torque (10 Ncm) de uma. por meio de uma Partindo da proble14 célula de carga especialmente mática que o afrouxamento Com isso. O rios (sem experiência).8 Kg. sendo o Grupo 1. sendo que operadores torque aplicado foram avaouro podem ser parafusados liados simultaneamente due removidos 20 vezes sem inexperientes tendem a aplicar um rante a fixação e. mas durante as para o grupo na condição não lubrificada de 97. não encontrando redução após a aplicação do torque inicial deveria ser rotina na clínica significante na resistência a tensão de próteses retidas por REVISTA IMPLANTNEWS 2008. tendem a um sobretorque aos parafusos. num total de dez repetições.2 Kg três horas foram mantidos sob carga.

quando foram utilizados abutments do tipo Ucla calcináveis com diferentes níveis de torque foi avaliado por autores16 após a fundição dos Ucla calcináveis com liga de Ni-Cr e submetidos à Microscopia Eletrônica de Varredura inicialmente com fixação e torque de 10 Ncm e novamente com 20 Ncm. autores17 sugeriram que a perda do torque aplicado é menor em abutments metálicos pré-fabricados que em abutments calcináveis. Encontraram que o Grupo 1 manteve 92. sendo que a aplicação de 10 Ncm exibiu maior desadaptação (23. A mastigação induz a uma combinação de forças verticais e horizontais. Os parafusos foram apertados com torques de 20 Ncm. Os resultados obtidos mostraram que o torque necessário para soltar o parafuso é menor que o torque usado para apertá-lo. sendo estes submetidos a torques de diferentes níveis e repetidos. A partir do pressuposto que parafusos de fixação estão sujeitos a uma perda do torque aplicado inicialmente devido à fricção e desadaptação entre os componentes. exibiram maiores valores de pré-carga no primeiro aperto a 10 Ncm. uma pré-carga ideal seria difícil de obter. adequadas propriedades físicas e mecânicas para suportar estas forças por períodos extensos. valor significantemente menor.5(1):43-8 . 20 Ncm e 35 Ncm. concluíram que os abutments de titânico pré-fabricados conservaram uma porcentagem do torque significantemente maior do que os abutments fundidos e. A área de contato entre o parafuso e o intermediário é pequena e ocorre em apenas uma face dos filetes de rosca. liga de ouro e ouro revestido) com similar geometria foram comparados18. Assim.01 mm). Cada abutment foi fixado.Zequetto MM | Gennari Filho H | Goiato MC e que aumentando o nível de torque acima de 30 Ncm pode ser benéfico para a estabilidade e fixação do abutment-implante e diminuir o afrouxamento do parafuso.53 mm) que 20 Ncm (9. O torque necessário para soltar o parafuso mensurado e realizados reapertos seis vezes consecutivas. 20 Ncm e 35 Ncm de fixação.6% e os Grupos 3 e 4. Reapertos sucessivos do parafuso em até seis vezes induzem uma diminuição na força de união entre as partes de aproximadamente 10%.3% entre o grupo que [ | 46 REVISTA IMPLANTNEWS 2008.4% e 84. compararam a perda do torque aplicado inicialmente em abutments de titânio pré-fabricados (Grupo 1). e abutments do tipo Ucla calcináveis fundidos com Ni-Cr (Grupo 3) e Co-Cr (Grupo 4). O mesmo parafuso foi afrouxado e reapertado em três ocasiões de inserção. Três parafusos de fixação de diferentes materiais (liga de titânio.6% e o torque para soltar o parafuso é reduzido em 31. Dez parafusos de cada tipo foram sequencialmente apertados com cada nível de torque acima especificado. nenhuma diferença foi observada dentro dos grupos de abutments fundidos. Todos os parafusos apresentaram decréscimo no valor de pré-carga com o número de vezes de ocasiões de reapertos. e isto poderia diminuir as complicações mecânicas como afrouxamento ou fratura do parafuso. Esta estimativa é baseada na hipótese de que o parafuso seria removido e reapertado poucas vezes durante as provas da prótese sobre o implante e então uma vez ao ano para os acompanhamentos e manutenções. Embora forças de tensão não predominem intrabucalmente. Este procedimento foi repetido três vezes. a aplicação do torque apropriado pode diminuir a desadaptação entre abutment/implante. De acordo com alguns autores2. e 16. enquanto o Grupo 2 conservou 81. devido a presença da fricção. devendo ter. Os autores1 verificaram em trabalho científico um aumento de 8. com um novo parafuso ao implante. fixados nos abutments préfabricados. 30 Ncm. Frente a estes dados. os momentos de curvatura encurtariam o ciclo de vida. ] Discussão Para obter resultados positivos com a reabilitação utilizando implantes em uma crescente variedade de situações clínicas torna-se essencial considerar os aspectos mecânicos das restaurações protéticas. analisando a pré-carga induzida com torques de 10 Ncm. em dez de cada tipo de abutment: calcináveis e pré-fabricados. com torque de 30 Ncm e.6%. os componentes da prótese. Microrrugosidades existentes na superfície dos componentes dos implantes podem ser o maior fator na redução da pré-carga. ao invés dos 35 Ncm há redução no aperto de 8. A resistência à tensão é uma destas propriedades2.3% dos 30 Ncm aplicados inicialmente. O mesmo parafuso fixo no abutment calcinável mostrou maiores valores de pré-carga na segunda e terceira ocasiões de fixação. se o torque repetido afetar negativamente a resistência à tensão. Os parafusos de ouro revestido. um reapertamento de 20 vezes poderia representar 15 a 20 anos de serviço se apenas forças de tensão fossem consideradas.0% respectivamente. O grau de desadaptação vertical na interface abutment-implante. Com isso.3% no valor médio da pré-carga entre o grupo que recebeu um torque em relação ao grupo que recebeu cinco torques. depois de três minutos afrouxado e o torque requerido para tal anotado como uma porcentagem do torque aplicado. independente do tipo de abutment e nível de torque. O afrouxamento dos parafusos requer seu reaperto periódico. Porém. Os valores de pré-carga nos tipos de parafuso e tipos de abutment para cada uma das três inserções de torque foram analisados. CADERNO CIENTÍFICO 86. uma pesquisa com o objetivo de determinar e analisar o torque necessário para soltar/desapertar parafusos de titânio usados na fixação do pilar intermediário ao implante foi realizada13. Se o fabricante indica um torque de 35 Ncm e for usado 30 Ncm. 32 Ncm e 35 Ncm. Uma diferença significante entre as médias de desadaptação foi observada. Para tal. mas não há definições do número possível para os mesmos. abutments calcináveis com cinta de paládio e fundido em paládio (Grupo 2).

Como superfícies fundidas em contato resultam em uma maior fricresultado deste processo o parafuso perde partes da sua ção e perda de pré-carga16-17. durante o carregamento compressivo induzido pela masdiminuindo as complicações mecânicas (afrouxamento ou tigação e inferior ao limite de escoamento do material do 13 fratura do parafuso)16. Não há um consenso a respeito do número ideal de carga. to depende do coeficiente de ments submetidos ao procesComo resultado deste processo o atrito entre as partes unidas so de fundição perderam os e o torque aplicado. porém indicam a REVISTA IMPLANTNEWS 2008.5(1):43-8 47 | [ CADERNO CIENTÍFICO ] . Abutdo parafuso e do implante diminuem. O torque exacerbado além do recomendado pode deve ser superior à força que o parafuso será submetido produzir estresse no parafuso16. Através de microscopia eletrônica que o apertamento inicial17. pois dos parafusos. A variação do coeficiensofreram tais processos de te de atrito é um parâmetro fundição. criada com a pré-carga. as microrrugosão fabricados os componendo parafuso pode espanar as sidades existentes em toda a superfície tes de prótese sobreimplante roscas e não induzir o aperto 13 interfere nas propriedades desejado . irregularidades e rugosidades resultantes do De acordo com determinados autores19. sendo todos os valores de torque requerido para soltar o Com os procedimentos de aperto e união executados parafuso menor que o torque inicial e oscilaram entre 81. O tipo de material imediatamente após a fixação são que pode ser controlado para do parafuso também apremenores que o apertamento inicial17.3% do torque de apertamento inicial. assim. Parafusos com parafusos revestidos de ouro maior resistência mecânica exibiram maiores valores de que auxiliem no aumento da pré-carga e diminuição do passo pré-carga que aqueles de titânio e ouro. aumentar o torque de soltura sentou interferências. cada vez mais torquímetros poderia ser submetido. o que pode conduzir ao afrouxamento do parafuso ou repetições de aperto/fixação que um parafuso de abutment falhas nos componentes. Com o torque repetido. as microrrugosidaa 92. Isto indica que o torque escala gradual deveria ser atribuída à diminuição gradual das necessário para remover um parafuso de ouro é menor que o forças de fricção na articulação do parafuso devido ao fenôtorque inicial. Torque aplicado e pré-carga são diretamente proporcionais devido à influência da fricção. A tensão maiores valores de torque parafuso perde partes da sua pré-carga. A aplicação do torque apropriado pode diminuir a desadaptação implante-abutment. a eliminação axiais compressivas durante a fixação do parafuso e uma gradual de microrrugosidades das superfícies permite uma média de 4. A inconsistência do torque aplicado para o parafuso externas que tentam separar as partes unidas são maiores do implante dentário pode resultar em diminuição da prédo que as forças que as mantêm unidas15. o parafuso não apresentou nenhum parafuso remove a pré-carga. do número de reapertamentos18. A força de tração no parafuso. axial do parafuso diminui com inicial aplicado que aqueas forças de fixação são reduzidas o aumento do coeficiente de les pré-fabricados que não e os valores de desapertamento atrito. A colocação inclinada e consecutivas fricções. as forças de fixação são reduzidas e os valores de diminuem os valores necessários para soltura dos parafusos desapertamento imediatamente após a fixação são menores em qualquer situação.Zequetto MM | Gennari Filho H | Goiato MC recebeu um torque para o grupo que recebeu dez torques. O material com o qual tração.48 N para o afrouxamento. e por mais autores17. Para alguns autores1 após 20 ciclos bem calibrados são necessários14. sendo que que aplicado é dissipado na as diferenças superficiais forma de atrito entre a cabeça quanto a lisura e acabamento do parafuso e a plataforma entre os abutment de titânio Com os procedimentos de aperto de assentamento e 10% é industrializado e àqueles e união executados repetidamente transformado em força de fundidos são notórias17. de varredura. des existentes em toda a superfície do metal e as distâncias Irregularidades e rugosidades que ocorrem com as entre as roscas do parafuso e do implante diminuem. Fato comprovado por autores14 que verificaram que os operadores aplicaram uma média de 2. Esta necessária de torque para afrouxar. O parafuso afrouxa apenas se forças parafuso . melhor lisura de contato entre elas. do metal e as distâncias entre as roscas A estabilidade do apermecânicas do sistema. diminuindo a quantidade comprometimento mecânico relevante. que apresentaram de rosca (maior número de filetes) também contribuem para um decréscimo na quantidade de pré-carga com o aumento este aumento do torque de soltura dos parafusos13. 90% do torprocesso de fundição são facilmente observadas. A ação das forças axiais compressivas aplicadas no de torques repetidos. Os procedimentos de fundição pré-carga.4% repetidamente e consecutivas fricções.29 N de forças meno do assentamento.

J Prosthodont 2006. J Prosthodont 1995. Al Rafee MA. Sakaguchi RL. 7.7(1):40-4.050 . Revista Brasileira de Odontologia 2003. Jemt T. Brosky ME. José Ferreira Baptista. Quirynen M.Int J Oral Maxillofac Implants 1992.com Referências 1. 16. Pesun IJ. Stnadar threaded fasteners.6(5):435-9.10(5):529-36. Tightening characteristics for screwed joints in osseointegrated dental implants. Razzoof ME.28(2):67-73. A study of 589 consecutive implants supporting complete fixed prostheses. Parmley. 8. mas inversamente proporcionais se existir fricção entre as partes (coeficiente de fricção).88(2):176-82.Hill book Company 1977. J. Braz J Oral Sci 2005. J Prosthet Dent 2002. A aplicação de torque repetido sobre os parafusos de abutment exerce interferência sobre os valores de pré-carga. Fournelle RA.Bairro Ipanema 16052-280 . Sun T.4(15):919-22. Elongation and preload stress in dental implants abutment screws. 11. 15. Contudo. Bruski JB. Dhuru VB. Biomaterials and biomechanics in dental implant design. 17. 10. Nicholls JL. Implant-abutment screw joint preload of 7 hex-top abutment systems. J Oral Implantology 2002. 9. J Prosthet Dent 2002. Já outros autores13 constataram que após um ciclo de seis vezes de torque repetido o parafuso de fixação perde 10% do valor de sua pré-carga inicial. possibilidade de afrouxamento). Siamos G. Johns RB. Jaarda MJ. Effect of different torque levels on the implant/abutment interface using castable“UCLA”abutments. Burguete RL.Araçatuba . 14. 13. Gratton DC. J Prosthet Dent 2001. Oral Maxillofac Implants 1988.16(3):367-77. The effect of repeated torque on the ultimate tensile strength of slotted gold prosthetic screw. na aplicação do torque de fixação definitivo ao abutment. Neves FD. Elias CN. 4. Hodges J. O’Connell B. Korioth TWP. Jemt T.Casa 7 . isto é. Operator-induced compressive axial forces during implant gold screw fastening.Zequetto MM | Gennari Filho H | Goiato MC utilização de um parafuso novo na sessão de conclusão do trabalho protético. 2. Curtis DA. Fournelle RA. Bonfante G.71(6):592-9. Haack JE. Int J Prosthodont 1993. Nagy WW. Tzenakis GK.15(3):164-71. Patterson EA. Characterization of the interface between prefabricated gold copings and cast dental alloy in implant restorations. Porém. Mattos MGC. Claffey N.4(1):23-27. J Prosthet Dent 1992.3:85-97. Dixon DL. dentro dos limites da última resistência a tensão. O material com o qual os componentes do sistema da prótese sobreimplante são confeccionados interfere nos valores de pré-carga.7(2):143-148. Preloads generated with repeated tightening in three types of screws used in dental implant assemblies. Boberick KG. Tzenakis GK. Zarone F. O valor do torque para soltar o parafuso é menor que o valor para sua fixação. 5.SP Tel. Houston F. [ CADERNO CIENTÍFICO Endereço para correspondência: Michele Marques Zequetto Av. Int J Prosthodont 1994. edited by R. com o intuito de se alcançar valores de pré-carga máxima. fato de interesse é o apresentado por autores15 a respeito do reaperto no parafuso de fixação após dez minutos de sua fixação inicial. 6. J Prosthet Dent 1994. Tietge JD. procurando utilizar um novo parafuso no momento de conclusão do trabalho protético.5(1):43-8 . Clin Oral Implants Res 1999. 18. Byrne D. Brener HS. Comparasion of look-alike implant prosthetic retaining screws. Torque para soltar parafusos de prótese sobre implante. Palumbo M. 2. Int. Dhuru VB. Torque required to loosen single-tooth implant abutment screws before and after simulated function. autores1-2 concordam que são necessários mais estudos e recomendações clínicas quanto à fixação do parafuso. Failures and complications in 127 consecutively placed fixed partial prostheses supported by Branemark implants: from prosthetic treatment to first annual check up. Barbosa GAS. J Prosthodont 2006. Binon P. É interessante realizar um reaperto no parafuso de fixação após dez minutos de sua fixação inicial. O.: (18) 3625-6333 mizequetto@hotmail. Tan KB. Falhas na pré-carga conduzem ao afrouxamento do parafuso e possível fratura. Gunne J. Jacobs S. tanto positivas (diminuição da fricção e melhor elongação) quanto negativas (perda da resistência do material. Linden B. Int J Oral Maxillofac Implants 1995. New York: McGraw.1-30. Pechous CE. como prevenção ao afrouxamento. Darius P. pois neste tempo há uma perda da pré-carga e serve como prevenção contra os índices de afrouxamento do parafuso. The relationship between implant preload and screw loosening on implant-supported prostheses. Breeding LC. 19. Kano SC. Part II: prostetcs aspects. Linden B.10(2):131-8.68(6):949-56. p. 3. 12. Coffey JP. | 48 REVISTA IMPLANTNEWS 2008. Carotenuto G. Devoe BJ. • • • • • Conclusão ] Baseado no levantamento e estudo literário realizado pode-se concluir que: • Para se evitar o risco de afrouxamento e fratura do parafuso os níveis de torque indicados pelo fabricante devem ser respeitados e serem os mais altos possíveis dentro dos limites de resistência. Figueira DC.Int J Oral Maxillofac Implants 2001. Implant treatment in partially edentulous patients: a report on prostheses after 3 years. e ciclos de torques repetidos sobre o parafuso do abutment possíveis para garantir uma vida longa à prótese sem prejuízos de fadiga do metal. Simamoto Junior PC.60(5):343-5. Nicolais L. Lekholm U. Nagy WW. Winkler S. The effect of repeated torque and salivary contamination on the preloade of slotted gold prosthetic screws.88(2):183-91.15(2):77-81. Fernández Neto AJ. Nelson EW. • Os valores de torque para fixação do parafuso e pré- carga são diretamente proporcionais.86(1):15-9. Naert I. Effect of Casting Procedures on Screw Loosening in UCLA-Type Abutments. van Steenberghe D. In: Standar Handbook of fastening and joining.

Pupo Baptista Silva** ABSTRACT Despite the safety using the autograft on alveolar ridge defects reconstruction. Mestre em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pela UFPel/RS.5(1):51-7 51 | [ CADERNO CIENTÍFICO RESUMO Apesar da segurança proporcionada pelo osso autógeno para a correção de defeitos alveolares é constante a busca de alternativas que eliminem ou diminuam a morbidade de uma segunda região operada. REVISTA IMPLANTNEWS 2008. Allograft. Este trabalho tem por objetivo fazer uma revisão da literatura sobre o uso do osso alógeno em bloco para a reconstrução de rebordos alveolares deficientes.Enxerto ósseo. Key Words . The aim of this paper is to review the literature about the use of allogeneic bone block for alveolar ridge augmentation. Recebido em: jan/2007 Aprovado em: set/2007 * Especialista em Implantodontia pela ACPG-Odon Joinville/SC. Osseointegração. *** Doutor e mestre em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pela Unicamp/SP. associado ao tratamento com implantes dentários. Aloenxerto. associated with dental implants. **** Doutorando em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pela PUC/RS. ] . the search for alternatives that permit minimize the donor site morbidity is ceaseless. Osseointegration. Implantes dentários. Unitermos .Bone grafting.Revisão da Literatura Utilização do osso alógeno em bloco para aumento de rebordo alveolar: revisão da literatura The use of allogeneic bone block for alveolar ridge augmentation:a literature review Nelson Levandowski Jr* Artur Braga Pfeifer** Aleysson Olimpio Paza*** Renato Valiati**** Marcos R. Com o advento das técnicas de regeneração óssea guiada é também crescente o interesse pelo uso do osso alógeno. Aumento do rebordo alveolar. The interest for allografts increased with the approach of guided bone regeneration. Alveolar ridge augmentation. Dental implants. ** Mestre e especialista em Implantodontia pela Unisa/SP.

até a sua incorporação final. O osso alógeno. A necrose também ocorre em conseqüência de trauma cirúrgico e procedimentos como desgastes (descorticalização) da área receptora. em vista da necessidade de uma segunda área cirúrgica para a remoção deste osso. as células que não foram mantidas pela difusão de nutrientes.10. é crescente o interesse por alternativas. Logo após a instalação do enxerto. Para compensar a perda óssea. A existência de espaço entre os fragmentos inibe a passagem dos sinais moleculares e a criação de uma estrutura osteocondutiva3. Entretanto. várias técnicas para aumento de rebordo alveolar foram propostas. surge como uma boa opção. através de adequada revascularização. Com a morte celular. As desvantagens dos aloenxertos envolvem o risco da transmissão de doenças e o potencial de antigenicidade.7. servem como quimiotáticos para células osteoprogenitoras indiferenciadas da área receptora3. há liberação dos produtos intracelulares. Herkowitz3 (1999). obtido de um doador. Após o advento dos bancos de tecidos e a ampliação e melhora das técnicas de preservação. não transmitir doenças e oferecer completa histocompatibilidade3-4. O processo de incorporação dos enxertos ósseos O conhecimento das fases de consolidação de uma fratura é bem sedimentado. revascularização. osseoindução. a incorporação de um enxerto ósseo apresenta uma cascata similar de eventos3. Brånemark2 foram um dos primeiros a descrever a técnica para aumento ósseo de rebordo alveolar a fim de possibilitar a colocação de implantes osseointegrados. osseocondução e remodelação8. geralmente com enxertos autógenos provenientes da crista ilíaca ou da sínfise mandibular. Aparentemente.7.7.Levandowski Jr N | Pfeifer AB | Paza AO | Valiati R | Silva MRPB Introdução O tratamento com implantes osseointegrados é reconhecidamente um método seguro e previsível para reabilitar pacientes edêntulos1. passa por diferentes fases que são didaticamente dividas em inflamação. O osso autógeno é a primeira opção (gold standard) quando há necessidade de reconstruir um defeito ósseo alveolar severo. TABELA 1 . Um enxerto ósseo de qualquer natureza. As células mortas são removidas pelos macrófagos. a estabilidade do enxerto é essencial. Porém. Dentre as vantagens em se utilizar osso alógeno. O papel das plaquetas como a maior fonte de PGDF ressalta a importância do coágulo sangüíneo na reparação óssea3. complicações estas que podem ser controladas por meio dos | 52 REVISTA IMPLANTNEWS 2008. não congelado Irradiação Gama Óxido de Etilieno Aquisição asséptica Adaptado de Trumees. A revascularização parece ser um fator chave na incorporação óssea. algumas vezes o rebordo alveolar se encontra tão reabsorvido que impossibilita a colocação de implantes. Ainda. No interior do enxerto autógeno. Esses produtos. A incorporação depende de íntimo contato do enxerto com o tecido vascularizado do hospedeiro10. manipulação do enxerto sob condições assépticas e esterilização5. associado ao tratamento com implantes dentários. por oferecer maior previsibilidade de resultado. principalmente o fator de crescimento derivado de plaquetas (PDGF) e o fator de crescimento de transformação β (TGF-β)12. ocorre um processo inflamatório inicial e um aumento da atividade vascular na região receptora9-11. aliados a uma baixa tensão do oxigênio e da redução do pH. apresentam necrose10. o que vem ao encontro das necessidades da Implantodontia (Tabela 1). pois os osteoblastos são ativos apenas quando adjacentes a vasos sangüíneos13. inclui-se a maior disponibilidade óssea e a eliminação de uma segunda região cirúrgica para remoção de osso autógeno. Por volta do quinto dia ocorre atração dos macrófagos para a área enxertada e os processos reparativos passam a ser estimulados pelos fatores de crescimento derivados dos macrófagos (MDGF)12. Breine. é maior a disponibilidade dos aloenxertos5. com conseqüente prevenção da morbidade na região doadora e menor custo total do tratamento6. Este trabalho tem por objetivo fazer uma revisão de literatura sobre o uso do osso alógeno em bloco para reconstrução de rebordos alveolares deficientes. pois a revascularização não ocorrerá em uma superfície instável. descarte de material que produza cultura bacteriológica positiva. O risco infeccioso também pode ser diminuído por meio de testes sorológicos dos doadores. criando espaços e canais para a invasão dos vasos sangüíneos CADERNO CIENTÍFICO ] Tipo Processamento e armazenagem Esterilização Aquisição asséptica Irradiação Gama Congelado e estocado a –80OC Congelado Apropriado para grandes aloenxertos (criopreservado) Tempo de armazenagem de pelo menos dois anos Desidratado ou liofilizado (FDBA) Geralmente congelado a –30OC Exposto a baixa pressão atmosférica Apropriado para pequenas quantidades de material Tempo de armazenagem indeterminado [ Irradiação Gama Óxido de Etileno Desmineralizado Exposto a ácidos fortes (DFDBA Apropriado para partículas ou DBM) ou pequenas quantidades Fresco Refrigerado.5(1):51-7 . mediados por fatores de crescimento e indutores.TIPOS DE ENXERTOS ÓSSEOS ALÓGENOS métodos de processamento.

As biópsias realizadas na colocação dos implantes mostraram tecido ósseo vital bem vascularizado intercalado com tecido fibroso. A velocidade com que o enxerto será revascularizado dependerá do fato de ser cortical ou medular. Refere-se à invasão de novo osso através dos canais abertos pelos vasos sangüíneos ou através dos canais de Haver ou de Volkmann pré-existentes no osso transplantado. O maior número de artigos acerca do uso do osso alógeno na Odontologia está relacionado ao osso liofilizado particulado. numa cascata mediada por outros fatores químicos3. Por volta da quarta semana.Levandowski Jr N | Pfeifer AB | Paza AO | Valiati R | Silva MRPB do tecido circundante. Autógeno é o adjetivo substituto do termo autólogo. então. Alógeno é o adjetivo substituto ao termo homógeno.9. devido à maior reação inflamatória inicial e menor revascularização7. após a revascularização do enxerto e reparo quase completo da área.12. Os primeiros casos relatados23 mostraram que os enxertos ósseos apresentavam consistência firme. Processo de união do material enxertado (independente da origem) com o tecido receptor. que irão secretar a matriz óssea3.14. A partir da década de 90. O primeiro. Embora exista um grande número de artigos relacionados ao osso alógeno em bloco nas áreas da Ortopedia e Traumatologia médica. e está relacionado com a Osteocondução habilidade do enxerto de suportar a ligação e a migração das células osteogênicas. Acredita-se que estes mesmos processos ocorram com o osso alógeno. Estudos em maxilas edêntulas de macacos 15 demonstraram que. Vem de uma frase Germânica – “ersatz schleichender”. e induzem a proliferação e diferenciação destas células em osteoblastos funcionais. pois a ação dos osteoblastos não necessita da fase prévia de reabsorção pelos osteoclastos9. bem incorporados e bem vascularizados no momento da colocação dos implantes. Porém. encontrou-se dois estudos multicentro com volume satisfatório de informações. que será gradualmente substituído por novo osso a partir da segunda semana até os seis meses seguintes. o que permitiu a reabilitação protética sobre os implantes em todos os pacientes tratados. O osso alógeno para enxertos em bloco é utilizado pelo menos desde os anos 60 para correção de deformidades maxilofaciais16-17. Não houve sinais de reação aguda de rejeição. Utilização do osso alógeno em bloco para aumento de rebordo alveolar A reconstrução de defeitos alveolares com blocos ósseos é comum e fundamental para a colocação de implantes em uma posição ideal. avaliou pacientes Enxerto Autógeno Enxerto Alógeno Enxerto Xenógeno Tecido removido de uma área do esqueleto e transferido para outra área no mesmo indivíduo. É a formação de novo osso a partir de células remanescentes no enxerto ósseo. A questão inicial recaía sobre eventuais reações imunológicas indesejáveis frente ao enxerto alógeno.11. O interior do osso cortical não é penetrado por vasos sangüíneos antes de uma semana. entretanto com reabsorção e incorporação mais lentas. Xenógeno é o adjetivo que substitui heterógeno. um estudo retrospectivo22. com resultados bastante semelhantes à enxertia autógena.7. através de um ciclo normal de reabsorção e aposição óssea (creeping substitution)3. Tabela 2. TABELA 2 .5(1):51-7 53 | [ CADERNO CIENTÍFICO ] . São estes vasos que darão suporte aos elementos celulares adicionais (osteoblastos e osteoclastos)10. É o tecido transplantado entre indivíduos não idênticos da mesma espécie. Uma formação óssea significativa normalmente ocorre após 12 semanas. Áreas de novo osso e osso não vital podem coexistir durante anos após a enxertia. A arquitetura porosa do osso medular permite revascularização mais rápida e completa do tecido em relação ao que normalmente é visto no osso cortical. e coincide com a fase de consolidação da união enxerto-hospedeiro9.12. Existirá. porém mais lentamente. Osteogênese REVISTA IMPLANTNEWS 2008. a remodelação do aloenxerto ocorre aproximadamente três meses mais tarde em relação ao autoenxerto.18-25 (Tabela 3). É o tecido transplantado entre indivíduos de espécies diferentes. Na literatura pesquisada. Com tal preocupação. com conseqüente restauração protética adequada. Neste caso o reparo é iniciado por osteoclastos9. os enxertos alógenos corticais liofilizados tendem a ser totalmente reabsorvidos e substituídos por novo tecido ósseo. que agem nas células adjacentes do canal medular e nos pré-osteoblastos. Osteoindução Diz respeito à propriedade do enxerto de induzir células tronco indiferenciadas (células osteoprogenitoras) a se diferenciarem em osteoblastos. “Creeping Substitution” Incorporação É um fenômeno de superfície. os macrófagos deixam a área12 e dão lugar aos osteoblastos. poucos casos foram relatados em reconstruções de rebordos alveolares na Odontologia. A reparação óssea nesse caso é iniciada logo após a instalação do enxerto. assim como o osso autógeno. Ocorre a liberação das proteínas ósseas morfogenéticas (BMPs). O exame das biópsias realizadas no momento da reabertura (12 meses em média) mostrou osso bem mineralizado.TERMINOLOGIA PARA O ESTUDO DOS ENXERTOS ÓSSEOS A partir deste momento o enxerto progride para um osso maduro e funcional. levando aproximadamente duas semanas9. os implantes de titânio e próteses sobreimplantes começaram a ser relacionados com os enxertos alógenos em bloco6. uma mistura de osso viável e osso sem vitalidade. monitorou-se os anticorpos no sangue periférico e realizou-se biópsias nos tecidos moles e duros no momento da colocação dos implantes na região enxertada e também no momento da reabertura dos implantes19.

intrusão e pressão da prótese provisória e/ou infecção secundária resultante da inflamação dos tecidos moles e excesso de placa. houve apenas uma perda.5%. Os autores afirmam que os casos de falhas dos enxertos estavam ligados a contorno inadequado do bloco. Dos 35 pacientes submetidos a procedimentos de enxertos aposicionais.5% do total).25. em um período de 25 a 36 meses após a colocação de carga.3 6 5 6. sem comprometimento do enxerto ou dos implantes. de seis centros de pós-graduação na cidade de Curitiba. Dos 97 implantes colocados em 52 áreas enxertadas.REVISÃO NA LITERATURA DO EMPREGO DO OSSO ALÓGENO EM BLOCO PARA RECONSTRUÇÃO DE REBORDOS ALVEOLARES Autor Perrot23 Kondell19 Rocci et al25 Navarro Jr22 Leonetti e Koup20 Lyford et al21 Keith Jr6 Petrungaro e Amar24 Keith Jr et al18 Ano 1992 1996 2000 2002 2003 2003 2004 2005 2006 Material utilizado Osso criopreservado Osso criopreservado Blocos FDBA Osso criopreservado Blocos FDBA Blocos FDBA Blocos FDBA Blocos FDBA Blocos FDBA Casos 10 4 2 35 4 3 1 3 73 135 Espera • 8. com índice de sucesso de 96. exposição óssea (três casos). sem comprometer o enxerto. e 99% dos implantes. Constatou o sucesso de 93% dos blocos em 12 meses. Relatou também que os casos onde o tempo de espera de consolidação óssea foi menor que seis meses. * período (meses) de acompanhamento após a colocação de carga. como erro de técnica ou infecção bacteriana6.17-18.5 12 10.23. O índice de sucesso dos enxertos foi de 88. o que pareceu demonstrar que o osso alógeno e implantes de titânio podiam ser usados na reconstrução de maxilas extremamente reabsorvidas19. Paraná. o que possibilitou a colocação de outro implante e posterior restauração protética. Não houve relatos de reação imunológica indesejável em nenhum caso. (-) biópsia não realizada. sugerindo a simultânea reabsorção do enxerto e uma gradual substituição por novo osso15. houve maior índice de falhas tanto nos enxertos quanto nos implantes. As biópsias realizadas no momento da colocação dos implantes evidenciaram a deposição de novo osso e até mesmo ausência de resíduos do material enxertado18-20. Os anticorpos pesquisados não foram detectados no sangue periférico. necrose óssea (um caso) e reabsorção óssea exagerada (quatro casos).18-25.3 6 14 a 26 25 a 36 Falhas 1 1 0 3 0 0 0 0 1 6 Biópsia† + + + + ] TOTAL CADERNO CIENTÍFICO • referente aos meses entre o aumento ósseo e a colocação dos implantes. 18 receberam implantes e próteses sobreimplantes e foram acompanhados por um período de até 24 meses. O índice de sucesso foi maior quando o tempo de reparo era acima de nove meses e sugeriu o tempo ideal de 12 meses para a incorporação e remodelação de blocos corticais.5% (quatro falhas totais) e dos 114 implantes colocados apenas três falharam. † todos os casos em que a biópsia foi realizada apresentaram vitalidade celular (+). O acompanhamento radiográfico da evolução da incorporação de enxertos alógenos aposicionais em maxila e mandíbula mostra que a borda que separa o enxerto do tecido ósseo receptor se torna menos nítida a partir de seis a oito semanas. O autor citou como complicações pós-operatórias: reação inflamatória (um caso).5(1):51-7 . Outros sete casos apresentaram deiscência dos tecidos moles ou infecção.Levandowski Jr N | Pfeifer AB | Paza AO | Valiati R | Silva MRPB TABELA 3 . Os casos que apresentaram falhas pareciam estar relacionados com causas não imunológicas. colocação incorreta dos parafusos de fixação.1 6 6 4 4 4a6 Implantes 29 23 5 114 5 4 1 8 97 286 Carga* 26.3 19. Entre seis a 12 meses os enxertos geralmente não podem mais ser identificados como entidades separadas. cinco localizavam-se na região posterior de mandíbula. [ | 54 REVISTA IMPLANTNEWS 2008. todos os autores pesquisados relataram que o pós-operatório dos pacientes tratados com este material foi menos traumático em relação à enxertia autógena. Dos sete blocos que apresentaram falhas (8. O outro estudo multicentro prospectivo encontrado na literatura18 envolveu 73 pacientes e 82 reconstruções alveolares. Apesar do maior potencial imunogênico do osso alógeno.

Ainda assim. ] .22-23.15.14. Grandes aloenxertos têm remodelação limitada à camada superficial. as amostras analisadas possuem tamanho e volume muito maiores dos utilizados na Implantodontia. mas de uma maneira geral. a literatura disponível sobre enxertos ósseos A B C D alógenos em rebordos alveolares é limitada e deficiente. com capacidade de induzir e promover a osteogênese a partir da estimulação de células primordiais dos tecidos adjacentes. Conforme a literatura avaliada. C. Para alguns autores14.3%) em um período de acompanhamento que variou de dez a 36 meses. porém ocorrem mais lentamente. oferece pouca vantagem em relação ao osso cortical alógeno. poderia funcionar como um “gatilho”para neoformação óssea9. No rebordo alveolar. mas sim com fatores quimiotáticos liberados após a morte celular10. particularmente quando a morbidade é considerada14.AAO)29. Portanto. B.5(1):51-7 55 | [ CADERNO CIENTÍFICO Figura 1 Aspecto clínico da consolidação e remodelação do osso alógeno criopreservado. Os casos que apresentaram falhas pareciam estar REVISTA IMPLANTNEWS 2008. Este atraso de cerca de três meses no período de incorporação deve ser levado em conta no momento da colocação de implantes osseointegrados. Instalação dos blocos. em pequenas reconstruções. a carência de função osteogênica acaba sendo a grande desvantagem do osso alógeno (Tabela 4). estes segmentos não são realmente osteogênicos.Levandowski Jr N | Pfeifer AB | Paza AO | Valiati R | Silva MRPB Discussão Como a maioria dos trabalhos sobre a incorporação óssea vem da área da Ortopedia. percebe-se que os aloenxertos sofrem alterações biológicas que são qualitativamente similares aos autoenxertos. teoricamente. A associação de aspirado medular e osso alógeno já foi utilizada com sucesso para aumento de rebordo alveolar e reabilitação com implantes osseointegrados27. Foi demonstrado recentemente26 que as proteínas ósseas do enxerto alógeno liofilizado permanecem ativas e estimulam as células tronco mesenquimais (provenientes de aspirado medular autógeno) a se diferenciar em osteoblastos funcionais. em toda a literatura pesquisada apenas quatro trabalhos relatam um mínimo de dez implantes colocados. Se forem adotados os critérios da Academia América de Osseointegração (American Academy of Osseointegration . demonstrou que a adição de osso autógeno medular ou de aspirado de medula óssea melhorava as propriedades biológicas dos aloenxertos. Esta propriedade parece não estar relacionada diretamente com a multiplicação das células viáveis do enxerto. Preenchimento dos espaços com osso particulado. permanecendo o seu núcleo desvitalizado14. devido à maior reação inflamatória inicial possuir reabsorção e revascularização mais lentas e não fornecer um conteúdo celular que. Reabertura para colocação de implantes (seis meses). o aumento médio esperado é de 4 mm a 5 mm em espessura e 1 mm a 2 mm em altura (Figura 1).28.14. acompanhamento longitudinal em função e descrevem os índices de sucesso18-19. A. o enxerto cortical autógeno não permite difusão suficiente para sustentar a sobrevivência de nenhuma fração de osteócitos viáveis após o procedimento. mas provêm um substrato osteocondutivo para a formação de osso pelo hospedeiro. comumente alcançando vários centímetros9. Entretanto. O uso do osso autógeno cortical (intrabucal) também elimina o risco de reações imunológicas. o osso alógeno parece não ser apenas uma estrutura inerte. Os quatro trabalhos em questão relataram um total de 122 casos com 263 implantes colocados e seis perdas (2. Inicial. Apesar de ser utilizado principalmente por suas propriedades osteocondutoras. Pequenas quantidades de osso alógeno tendem a ser completamente remodeladas em humanos. na década de 60. A série de trabalhos de um autor28. D.

5% 4445 97. Existe. com índice de sobrevivência de 88%.EAO)30 afirmou que as técnicas de aumento de rebordo com osso autógeno eram bastante documentadas. relatou apenas 753 implantes colocados em regiões enxertadas com osso autógeno proveniente de crista ilíaca. O consenso da Associação Européia para Osseointegração (European Association for Osseointegration . ++++ = o mais forte desempenho positivo.22-23 TABELA 4 .5(1):51-7 . REVISTA IMPLANTNEWS 2008.Levandowski Jr N | Pfeifer AB | Paza AO | Valiati R | Silva MRPB CADERNO CIENTÍFICO relacionados com causas não imunológicas. 58 implantes foram colocados com índice de 100% de sucesso (Tabela 5).PROPRIEDADES DOS MATERIAIS UTILIZADOS PARA REGENERAÇÃO ÓSSEA Material Auto-enxerto medular Auto-enxerto cortical vascularizado Auto-enxerto cortical Aloenxerto fresco Aloenxerto congelado Aloenxerto congelado e desidratado (FDBA) DBM (DFDBA) BMPs Medula óssea Cerâmicas Cerâmicas com medula óssea Xenoenxerto Osteocondução ++++ + + + + + + ++ ++ ++ Osteoindução ++ +/+/+/+/+/++ ++++ +/+/- Células Osteogênicas +++ + ++ ++ - Imunogenicidade ++ + +++ Morbidade da região doadora + ++ + - Resistência Mecânica inicial ++ ++ ++ ++ +/+/- [ | 56 + = fraco desempenho positivo.COMPARAÇÃO DOS ÍNDICES DE SUCESSO DE IMPLANTES COLOCADOS EM OSSO AUTÓGENO E ALÓGENO Fonte Ilíaco autógeno EAO30 Intra-oral autógeno Ilíaco autógeno AAO29 Intra-oral autógeno Casos 700 875 147 9 artigos 2 artigos 122 (4 artigos) Implantes Sucesso 82. TABELA 5 . +++ = forte desempenho positivo. ++ = desempenho positivo.1% 753 58 263 88% 100% 97. . Com exceção à regeneração óssea guiada. como deficiência técnica (contorno inadequado do bloco ou impossibilidade de recobrimento por tecido mole) ou infecção bacteriana. o relatório da AAO29 realizado através de revisão da literatura entre 1980 e 2005. Segundo este relatório não existe literatura suficiente para estabelecer um consenso nem mesmo quanto à utilização de enxertos autógenos. Em regiões que receberam osso autógeno intrabucal. porém a qualidade metodológica da maioria dos artigos publicados era muito pobre e se fazia necessário um maior número de ensaios clínicos bem delineados com acompanhamento em longo prazo. a necessidade de mais estudos que demonstrem a viabilidade óssea e a osseointegração dos implantes colocados em osso alógeno e também maior número de estudos longitudinais prospectivos para que se possa desenvolver uma metodologia que ofereça segurança para o paciente e para o profissional. +/. há um limitado número de trabalhos sobre reconstrução de rebordo alveolar com osso alógeno e a literatura disponível não apresenta uma qualidade metodológica que justifique o uso do osso alógeno quando o osso autógeno estiver disponível. nem acompanhamento longitudinal suficiente. ainda.= pode ter algum desempenho.7% ] Osso alógeno18-19. Com base na literatura pesquisada percebe-se que apesar de resultados clínicos satisfatórios até o momento.= sem desempenho. as técnicas de aumento de rebordo alveolar não possuem documentação detalhada. Para efeito de comparação. Adaptado de Zipfel et al 7. embora os resultados clínicos demonstrem a viabilidade da técnica.

Enxertos ósseos para implantes na maxila. 22S: 49-73 Chiapasco M. 9. Impl Dent 2005. Tormes TAM et al. Cannon SR. Rust PA. Comparison of the healing and revascularization of onlayed autologous and lyophilized allogeneic rib grafts to the edentulous maxilla. Fonseca RJ. 26. 1980. Briggs TW. Kerkis A. Smith RA. Int J Periodontics Restorative Dent 2004. Localized ridge augmentation with a block allograft followed by secondary implant placement: a case report. Breine U. Estudo histológico dos enxertos ósseos homólogos humanos (a histological study of human allografts). Muschler GF.Uma Abordagem Multidisciplinar. 31(4):268–273. Blunn GW. Porto Alegre: Artmed. Will Mesenchymal Stem Cells Differentiate into Osteoblasts on Allograft? Clin Orthop Relat Res 2007. 47 . Arrotéia KF. 1990. • Apesar de resultados clínicos satisfatórios. 5: 347-359. Alternatives to autologous bone harvest in spine surgery. et al. 1966.24(1):11-7. Burwell RG. Pontual MAB.34-49 14. • Há um limitado número de trabalhos sobre reconstrução de rebordo alveolar com osso alógeno.23(5):417-25. Bone Grafting. Keith Jr JD. Zaniboni M. Il Dentista Moderno 2000 Dez. Knapp CI. Oral Surg Oral Med Oral Pathol 1987. Moy PK. A long term follow-up study of osseointegrated implants in the treatment of the totally edentulous jaw. Impl Dent 2003. Koup R. Int J Periodontics Restorative Dent 2006 Aug. 19. Natural history of autografts and allografts. Kearney JN. The use of fresh frozen allogeneic bone for maxillary and mandibular reconstruction. Florianópolis: Universidade federal de Santa Catarina. 1996. grafting in osteotomies. Cerruti HF.(14)2:139-48. 2. Clinical and histologic evaluation of a mineralized block allograft: results from the developmental period (2001-2004). 2002. Guiot BH. 5.Centro 89201-010 . Oral Impl. 2005. • Há necessidade de maior número de estudos longitudinais para que se possa almejar uma alternativa ao consagrado uso do osso autógeno. 12:77-88. Acta Ortop Bras 2003. Clinical evaluation of freeze-dried block allografts for alveolar ridge augmentation: a case series. 2006. Vaccaro AR. 24. 4. Cooksey DE. Gasser JA. Keith Jr JD. 2006.26(4):321-7. Clin. Localized maxillary ridge augmentation with a block allografts for dental implant placement: case reports. Neurosug Focus 2003. Baptista AD.5(1):51-7 57 | [ CADERNO CIENTÍFICO ] . Use of cartilage and bone implants in restoration of edentulous ridges.71(6):1426-35 17. Rocci A. 1983 Aug.com Referências 1.(371):10-27. Lekholm U. Which Hard Tissue Augmentation Techniques are the Most Successful in Furnishing Bony Support for Implant Placement? Int J Oral Maxillofac Implants. Augmentation procedures for the rehabilitation of deficient edentulous ridges with oral implants.21(5):260-5. 2004. Bauer TW.7(4):373-7. University of Pennsylvania Orthop J 1999. et al. a literatura não apresenta qualidade metodológica que justifique o uso do osso alógeno quando o osso autógeno estiver disponível. 27. 2007. Hercowitz HN. Bone graft materials. Autologous versus homologous bone 18. REVISTA IMPLANTNEWS 2008. Trumees E. Lyford RH. An overview of the basic science. Amar S.Stevenson S. Lekkas C. Leonetti JA et al. New York: Springer Wien. Mattsson T. Aghaloo TL. Localized ridge augmentation with allogenic block grafts prior to implant placement: case reports and histologic evaluations. 28. J Oral Maxillofac Surg. 8.3-10. Kalsi P. Int J Oral Maxillofac Implants. Zipfel GJ. Kahnberg K-E. Plasma Rico em Plaquetas (PRP) e Fatores de Crescimento – das pesquisas científicas à clínica odontológica. Scand J Plast Reconstr Surg. Studies in the transplantation of bone: VIII. Collares-Buzato CB Células . Jemt. p. 11. 2007. Journal of Bone and Joint Surgery. Treated Composite Homograft-autografts of Cancellous Bone: an Analysis of Inductive Mechanisms in Bone Transplantation. São Paulo: Manole. • O atraso no processo de incorporação e remodelação do osso alógeno pode ser de 40 a 90 dias para pequenos enxertos e indeterminado para enxertos extensos. Endereço para correspondência: Nelson Levandowski Junior Rua Abdon Batista. Adell R. 21.64(3):269-74. 48B(3): 532-566. Sorrilha A.14(2):1-8. Petrungaro P.15:165-74. Magini RS. The role of the osteoconductive scaffold in synthetic bone graft. p. Current concepts in bone grafting in Czitrom AA e Winkler H. 7.25(5 Suppl)S571-8. 30. 136–159.12(3):217-26. 2). Navarro Jr W. 25. Goldberg VM.jr@gmail.(225)1:7-16. Transf Med 2005. Kaban LB. Burchardt H. Leonetti JA. secondary cleft repairs and ridge augmentations: a clinical study. Astrand P. 13. São Paulo: Editora Santos. 17 (Suppl. An experimental and clinical study of immediate and preformed autologous bone grafts in combination with osseointegrated implants. 12. Maletta JA. Allogenous Bone Grafts Improved by Bone Marrow Stem Cells and Platelet Growth Factors: Clinical Case Reports Artificial Organs. Boisco M. T.Joinville . Petrungaro PS. 29. Brånemark PI. Clnical effectiveness of processed and unprocessed bone. 1965 Dec. Brånemark PI. Eriksson B. Res. 308p. 16. Cin Oral Implants Res 1996. porém ocorrem mais lentamente. 14: 23-48. Mills MP. Riconstruzioni crestal pre-implantari. Estudo retrospectivo multicentro com enxerto ósseo alógeno fresco congelado na reconstrução dos maxilares com a finalidade de implantes dentais [Dissertação de Mestrado]. 15. J Am Dent Assoc. Fessler RG. Immunological responses to maxillary on-lay allogeneic bone grafts.Sala 402 . Clin Orthop Philadelphi 1987. Reconstruction of alveolar jaw bone. O osteoblasto In: Carvalho HF. et al. Boyne PJ.41(8):487-99. 6. Kondell PA. Galea G. 20. Clin Orthop Relat Res 2000. Perrot DH. Int J Periodontics Restorative Dent 2003. Swart JG. Martignoni M. Pereira LAVD.26-42. Int J Oral Maxillofac Surg 1992 Oct. Orthopaedic Allograft Surgery. 23. Caramazza A. Allard RH.SC levandowski. 3.Levandowski Jr N | Pfeifer AB | Paza AO | Valiati R | Silva MRPB Conclusão Com base na literatura pesquisada é possível concluir que: • Os enxertos ósseos alógenos sofrem alterações biológicas que são qualitativamente similares aos enxertos autógenos. Kerkis I. 457: 220-226. 10. Orthopedics 2002 May. 22.11(4)220-4.

Immediatefunction. Key Words . This technique is feasible as long as biological.Immediate loading. Osseointegrated implants.Cases reports Rui Medeiros Júnior* Rodrigo Luiz dos Santos Sousa** Ricardo Luiz dos Santos Sousa*** Ricardo Luiz Araújo de Sá**** Sanderson Lopes Carlos***** ABSTRACT The use of the immediate loading on osseointegrated implants was improved aiming to reduce the work time. **** Especialista em Implantodontia. setor de Implante da Polícia Militar/RN. Unitermos . REVISTA IMPLANTNEWS 2008. quanto para o profissional. ] . Recebido em: nov/2006 Aprovado em: dez/2007 ** Cirurgião-Dentista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte .Relato de casos clínicos Treatment with total. setor de Implante da Polícia Militar/RN. bem como para suprir tais implantes instalados com próteses provisórias e estéticas dentro de um período de aproximadamente dois dias. it can be affirmed that in case it is properly indicated. a carga imediata atinge altas taxas de sucesso. ***** Especialista e mestre em Cirurgia Bucomaxilofacial.UFRN. *** Especialista em Periodontia. Implantes osseointegrados.Relato de Caso Clínico Emprego da carga imediata total. Therefore. setor de Implante da Polícia Militar/RN. pode-se afirmar que. Tenente da PM. Capitão da PM. Função imediata. mecânicos e laboratoriais. imparting a good final result and an excellent satisfaction for both the patient and the professional. atuação em clínica particular na cidade de Natal/RN.Carga imediata. mechanical and laboratorial factors are concerned. Esta técnica torna-se viável desde que sejam respeitados os fatores biológicos. quando bem indicada. parcial e unitária na reabilitação estético-funcional com implantes osseointegrados . Major da PM.5(1):59-64 59 | [ CADERNO CIENTÍFICO RESUMO O emprego da carga imediata sobre implantes osseointegrados foi aprimorado com o intuito de diminuir o tempo de trabalho. as well as to provide such inserted implants with provisional and aesthetic prosthesis for about two days. ** Mestre e doutor em Prótese Dentária. the immediate loading achieves high levels of success. proporcionando um bom resultado final e uma ótima satisfação tanto para o paciente. Desta maneira. partial and single immediate loading in aesthetic-functional rehabilitation with osseointegrated implants .

Para o estudo e documentação legal foram utilizados questionário de saúde. evidenciando particularidades e embasamento científico. Esse procedimento consiste na fixação do implante que será carregado proteticamente até 72 horas depois do ato cirúrgico. A prótese foi colocada 48 horas após a cirurgia e a oclusão cuidadosamente ajustada (Figura 4). 35 e 36. foi decidido pela colocação de implantes osseointegrados e confecção de prótese total fixa implanto-suportada. bem como. a infra-estrutura da prótese foi encerada sobre os cilindros calcináveis. preservando estrutura dental. exame clínico e radiografia panorâmica (Figura 2). Em seguida. com extração dos dentes remanescentes e aplicação de função oclusal imediata. fundida em cromo-cobalto e revestida em resina acrílica. em que o incômodo e a ansiedade associada ao período de espera até a colocação da prótese continuam sendo um empecilho tanto para o paciente quanto para os profissionais4. Assim. Figura 1 Aspecto clínico inicial da boca. contribuir para uma notável simplificação terapêutica. do sexo masculino. onde tiveram estabilidade inicial mínima de 45 Ncm19. Em inúmeras situações os implantes dentais podem. Após a avaliação das vantagens e desvantagens do tratamento com prótese convencional. Figura 3 Pilares intermediários posicionados.Medeiros Jr R | Sousa RLS | Sousa RLS | Sá RLA | Carlos SL Introdução A reposição clínica de dentes perdidos por implantes osseointegrados representa um dos maiores avanços na Odontologia restauradora. A fase cirúrgica foi compreendida das exodontias. vários estudos experimentais têm sido realizados com a finalidade de aprimorar e consolidar a técnica18. Dessa forma.6 e altas taxas de sucesso8-9. Após a moldagem de transferência dos implantes e obtenção do modelo de trabalho. através de publicações recentes. alcançando níveis de osseointegração clinicamente equivalentes aos obtidos com o protocolo de dois estágios10. o aprimoramento das manobras cirúrgicas associados às mudanças ocorridas nos desenhos5. distribuídos na região entre os foramens mentonianos. tornando o tratamento mais versátil e elegante. alegava dificuldade na função mastigatória.5(1):59-64 .0 mm x 15 mm (Master Porus. A viabilidade da técnica está associada ao nível de estabilidade primária do implante instalado14-15 e a intensidade e direcionamento das cargas compressivas que são favoráveis à estimulação osteoblástica16-17. levando ao insucesso no tratamento. Apresentava doença periodontal avançada com perda de suporte ósseo nos dentes inferiores. 60 anos de idade. Entretanto. regularização do rebordo alveolar e fixação de cinco implantes de 4. que compromete a osseointegração. podendo ser aplicado no tratamento do edentulismo total11. ao melhor conhecimento e manejo das forças7. a colocação de implantes seguindo o protocolo tradicional resulta em tratamento prolongado implicando na necessidade do segundo estágio cirúrgico. Conexão) com cinta de 3. CADERNO CIENTÍFICO ] Figura 2 Radiografia panorâmica inicial. aos tratamentos superficiais dos implantes6 e. Conexão). [ Caso 1 Carga imediata total inferior Paciente.0 mm de altura (Figura 3). através da aplicação do protocolo de carga imediata com segurança4. parcial ou total. | 60 REVISTA IMPLANTNEWS 2008. desconforto e estética desfavorável. evitando a formação de tecido fibroso periimplantar. permitindo considerá-los uma modalidade terapêutica bastante confiável devido às elevadas taxas de sucesso e sobrevida a longo prazo1. têm possibilitado a diminuição do tempo total do tratamento. foram adaptados os pilares intermediários (Micro-Unit. nossa proposta é demonstrar a aplicação da carga imediata na reabilitação de espaço protético unitário. parcial12 e unitário13. claramente. assim como também mais previsível2-3. quadro este de prognóstico limitado para resolução com terapia protética convencional (Figura 1). Diante da relevância do assunto. lesões endodônticas nos dentes 32.

procurou auxílio odontológico queixando-se de mobilidade dentária nos elementos 32. com boas condições de saúde geral. Figura 8 Prótese provisória sobreimplantes. o paciente teria sua estética e função mantidas em um reduzido período de tempo. foram instalados dois implantes de 3. Figura 7 Implantes colocados. ] .Medeiros Jr R | Sousa RLS | Sousa RLS | Sá RLA | Carlos SL tias múltiplas.3 mm x 15 mm (Master Porus. 41 e 42. Caso 2 Carga imediata parcial Paciente. detectou-se a presença de doença periodontal avançada e. 31. O acesso cirúrgico foi promovido através das exodon- Caso 3 Carga imediata unitária Paciente. com posterior curetagem alveolar e regularização da crista óssea seguido das progressivas perfurações realizadas sob irrigação constante e abundante. Figura 9 Radiografia panorâmica mostrando os implantes. observou-se que as condições ósseas e do tecido mole eram favoráveis ao tratamento. 32. sugeriu-se a remoção dos elementos com posterior instalação de implantes osseointegrados submetidos ao protocolo de função oclusal imediata com confecção de prótese parcial fixa sobre os implantes. Concluído o preparo da área receptora. como seria inviável do ponto de vista biológico manter os dentes afetados. do sexo feminino. 50 anos de idade. 40 anos de idade. Realizados os exames clínico e radiográfico (Figura 6). Figura 6 Radiografia periapical dos dentes afetados. Conexão) na região dos dentes 32 e 42 (Figura 7). Sempre levando-se em consideração os cuidados com a estabilidade oclusal produzida na área que recebeu os implantes (Figuras 8 e 9). Figura 4 Prótese total inferior fixada aos implantes. apresentando o dente 21 comprometido pela presença de reabsorção interna diagnosticada com auxílio de radiografia periapical (Figuras 10 e 11). Com base nos exames executados. confecção e instalação da prótese provisória.5(1):59-64 61 | [ CADERNO CIENTÍFICO O término da fase cirúrgica foi sucedido à moldagem de transferência. e que com a concretização do protocolo da carga imediata. que se realizou seis horas após a cirurgia. Confirmada a impossibilidade de manutenção do dente REVISTA IMPLANTNEWS 2008. obtenção do modelo de trabalho. do sexo masculino. Figura 5 Aspecto clínico dos dentes 31. 41 e 42 (Figura 5).

baseando-se numa criteriosa avaliação da área comprometida. [ Discussão A carga imediata é definida como uma reabilitação colocada em oclusão com a arcada antagonista. Ainda que a carga prematura tenha sido interpretada por alguns como indutora de interposição de tecido fibroso. foi indicada a instalação de um implante osseointegrado imediatamente após a exodontia. determinou-se quantitativamente a altura do rebordo ósseo alveolar e as condições do tecido gengival adjacente. a um diagnóstico preciso. submetido à carga imediata através da colocação da coroa provisória. CADERNO CIENTÍFICO ] Figura 10 Aspecto clínico do dente 21. indicou-se a colocação do implante de 3. Figura 13 Coroa provisória sobreimplante na região do dente 21. Figura 12 Implante colocado imediatamente após exodontia. Após a cimentação da coroa foi realizado ajuste oclusal para se evitar contato prematuro ou interferências ou oclusais (Figura 13). bem como pela necessidade e interesse na agilização da resolução do caso. Figura 14 Radiografia periapical do implante 21 após seis meses. foi realizada a personalização do munhão e a confecção da coroa provisória. o protocolo para tal intervenção inclui a instalação dos mesmos em osso de boa qualidade. Após quatro meses realizou-se nova radiografia periapical para constatação do nível ósseo ao redor do implante (Figura 14). ela por si só não é responsável pela encapsulação fibrosa.Medeiros Jr R | Sousa RLS | Sousa RLS | Sá RLA | Carlos SL em questão e em razão das favoráveis condições locais. Conexão). preservando-se a função e a estética da região referida. O acesso cirúrgico foi promovido pela própria extração. associado a uma correta técnica cirúrgica. aos cuidados inerentes às forças oclusais24. Em seguida. bem como. mas sim o excesso de micromovimentos que ultrapassem o limite tolerado durante a fase cicatricial (150 µm)25. Diversos estudos asseguram que os implantes podem ser submetidos à função no período em que ocorre a cicatrização óssea22-23 e que. Assim. De acordo com os exames clínico e radiográfico. Assim. foi possível obter a moldagem de transferência. dentro de um período máximo de 48 horas após a instalação dos implantes21.5(1):59-64 . se a carga imediata for aplicada com pouca estabilidade implantar inicial. | 62 REVISTA IMPLANTNEWS 2008. Concluída esta etapa e estando o pilar de moldagem corretamente posicionado e adaptado ao implante. produzir-se-á a formação de tecido fibroso na interface osso-implante com posterior perda do mesmo14. Figura 11 Radiografia periapical do dente 21.75 mm x 13 mm (Conect Cônico. o implante foi instalado com estabilidade primária mínima de 45 Ncm20 (Figura 12). Após o preparo do leito receptor. Então. com posterior curetagem do alvéolo.

parcial ou total.: (84) 3211-8668. Requerendo assim. Houve a colocação do implante seguido de prótese imediata. uma avaliação precisa e planejamento do caso em questão. Esses resultados corroboram com o sucesso do terceiro caso clínico apresentado em nosso estudo. bem como o emprego de correta técnica protético-cirúrgica associada às condições qualitativas e quantitativas da arquitetura óssea local. Em um estudo feito com 25 pacientes submetidos à carga imediata em maxila totalmente edêntula foi verificado uma taxa de sucesso em 98% dos casos11. Em 2003. O segundo caso contemplado em nosso estudo. No ano de 2001.5(1):59-64 63 | [ CADERNO CIENTÍFICO ] . Para vários autores6. no ano de 1998. Dentro deste período todos os implantes permaneceram estáveis.11. Também em função da necessidade de se desenvolver um protocolo para solucionar a falta de dentes unitários em área estética. Nesses casos.Natal . Como condição para tal. Neste mesmo ano. Conclusão A utilização da carga imediata pode proporcionar excelentes resultados estéticos e funcionais. também foi publicado um estudo prospectivo com 24 pacientes acompanhados por 15 meses. em que o êxito entre nove e 36 meses foi de 100%. está em concordância com os resultados obtidos em trabalhos realizados a partir do protocolo convencional26.Medeiros Jr R | Sousa RLS | Sousa RLS | Sá RLA | Carlos SL Dentre os benefícios da função imediata estão a satisfação do paciente. 1. bem como o emprego de correta técnica protético-cirúrgica associada às condições qualitativas e quantitativas da arquitetura óssea local. três autores27 compararam dois grupos compreendidos por 22 pacientes que haviam recebido implantes dentários submetidos à carga imediata. Dentre os benefícios da função imediata estão a satisfação do paciente devido. além da não necessidade da utilização de próteses removíveis22. principalmente. foi relatado pela primeira vez um estudo com 15 pacientes que apresentavam perda de incisivo medial superior20. devido.Tirol 59022-170 . Requerendo assim. correspondeu à fixação de implantes submetidos à função imediata com confecção de prótese parcial precedida por múltiplas exodontias em região anterior da mandíbula. à redução significativa do tempo de tratamento. apesar das boas perspectivas dos resultados finais obtidos. a literatura apresenta inúmeros trabalhos bem-sucedidos18. fez-se necessário uma força de inserção rotacional igual ou superior a 45 Ncm.1% dos pacientes tratados com a técnica28.273 . além da não necessidade da utilização de próteses removíveis22.br REVISTA IMPLANTNEWS 2008. Entretanto.RN Tel. apesar das boas perspectivas dos resultados finais obtidos. rodrigo@clinicavicentedepaula. a carga imediata relacionada à reabilitação total dos maxilares é uma excelente alternativa.com. Entretanto. além de satisfação e comodidade tanto para o paciente quanto para o cirurgiãodentista na reabilitação de espaço protético unitário. Endereço para correspondência: Rodrigo Luiz dos Santos Sousa Rua Desembargador Antônio Soares. O êxito obtido no nosso primeiro caso clínico apresentado. e não foi detectada reabsorção da crista óssea além da primeira rosca do implante29. com acompanhamento de um ano após a instalação da prótese. à redução significativa do tempo de tratamento. apresentando resultados significativamente favoráveis. outro grupo de pesquisadores relatou êxito em 97. há que se considerar a não aplicabilidade da técnica para todos os casos30. Em ambos os grupos a osseointegração se processou de forma adequada e sem complicações. há que se considerar a não aplicabilidade da técnica para todos os casos30. principalmente. uma avaliação precisa e planejamento do caso em questão.

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em sistema de próteses fixas imediatas sobreimplantes. Professor associado do curso de Odontologia da UEL . As alterações são demonstradas em determinados passos de um relato de caso clínico.Londrina/PR. The modifications are described in the clinical case. o custo final do procedimento. REVISTA IMPLANTNEWS 2008.Case report Wilson Trevisan Júnior* Márcia Regina Rodrigues** Emilia Irma Scremin*** Seió Okabayashi**** RESUMO Os autores sugerem alterações que facilitam o protocolo cirúrgico e protético. Overdenture. Professora dos cursos de Especialização de Periodontia e Implante da EAP .Londrina/PR. costs of surgical and restorative procedures. Overdenture. ABSTRACT The authors suggest alterations in the surgical and restorative protocols of immediate fixed prosthesis on implants. consequently.Trabalho Original Relato de Caso Clínico Prótese protocolo provisória imediata sem barra .Relato de caso clínico Immediate loading without bar in protesys protocol provisory .Londrina/PR. Recebido em: mar/2007 Aprovado em: dez/2007 * Doutor. Coordenador dos cursos de Especialização em Periodontia e Implante da EAP . ** Especialista em Prótese e Periodontia. Implantes dentais. Mestranda em Odontologia. The objective is to reduce time and. **** Mestre em Implantodontia. O objetivo é a redução do tempo cirúrgico e da confecção/adaptação da prótese sobre os pilares dos implantes.5(1):67-72 67 | [ CADERNO CIENTÍFICO ] . Especialista em Periodontia. Professora dos cursos de Especialização em Periodontia e Implante da EAP . Unitermos . Professor do curso de Especialização de Implante da EAP .Londrina/PR. Key Words .Londrina/PR.Carga imediata. Dental implants.Immediate loading. *** Especialista em Prótese e Periodontia. reduzindo assim.

Figura 4 Próteses totais superior e inferior. na esplintagem dos mesmos. estética e conforto (Figuras 2 a 4). inferior e superior. propõe-se alterações em alguns passos da técnica. na sua porção anterior para facilitar o posicionamento dos implantes no momento de sua inserção. utilizadas.“Instalação de um ou mais elementos protéticos sobreimplantes não osseointegrados”1. É composto de componentes protéticos pré-fabricados e segue um protocolo cirúrgico-protético e suas principais indicações são para pacientes com mandíbulas totalmente desdentadas. exames clínico. [ CADERNO CIENTÍFICO ] Figura 2 Caso inicial. No presente relato de caso clínico. custo reduzido (quando se utiliza a prótese total que o paciente já possui). Tem como contra-indicações saúde sistêmica comprometida. as quais foram avaliadas quanto a satisfação da dimensão vertical de oclusão. já era portador de próteses totais.IOL – 3i Implant Inovation) baseado em diretrizes Diem (Figura 1)3. a melhora da cicatrização óssea. O sistema propõe tornar mais rápida. largura igual ou superior a 6 mm e altura mínima de 12 mm. II ou III. radiográfico e fotográfico e moldagem inicial. vêm se mostrando uma solução viável para pacientes desdentados totais ou parcialmente dentados que tenham indicação de prótese total imediata. Foi submetido à anamnese. com osso tipo I. hábitos parafuncionais severos e amplitude ântero-posterior curta. bem como na sua distribuição em forma de ferradura4. econômica e simples a instalação de próteses fixas. Figura 1 Componentes protéticos.Trevisan Jr W | Rodrigues MR | Scremin EI | Okabayashi S Introdução As reabilitações com implantes de carga imediata . desdentado total. Relato de Caso Clínico O paciente foi selecionado no curso de Especialização em Implantes da Escola de Aperfeiçoamento Profissional de Londrina . O sistema para reabilitação mandibular com carga imediata IOL (3i – Implant Inovation) mostra algumas vantagens sobre o sistema Brånemark Novum como: tempo de finalização do trabalho drasticamente menor. abrindo-se uma canaleta na lingual. não fumante. O paciente HCB. Devemos para tanto. leucoderma.Associação Odontológica do Norte do Paraná. que se baseia essencialmente no travamento e imobilidade dos implantes. Como vantagem tem-se a eliminação de prótese removível. A técnica mostrou excelentes resultados do sistema. Em 2004 foi apresentado um sistema para confeccionar próteses fixas com carga imadiata (Immediate Occlusal Loading . evita a exposição precoce do implante e diminui o estresse emocional do paciente pela perda dos dentes3. | 68 REVISTA IMPLANTNEWS 2008. As próteses foram. que facilitarão ainda mais a utilização do sistema IOL de próteses totais provisórias ou similares. obter uma contenção rígida entre os implantes2. técnica de execução mais fácil e prática5. Figura 3 Radiografia panorâmica.5(1):67-72 . gênero feminino. eliminando a necessidade de outro dispositivo para funcionar como guia cirúrgico (Figura 5). 50 anos. então.

Ibuprofeno 600 mg de oito em oito horas. o sulco tornar-se-á raso (< 2 mm). de um lado e do outro. diâmetro 3. Suíça).1 mm. Procedimento cirúrgico O paciente foi medicado com 1 g de Amoxicilina. Antes de colocar os intermediários protéticos sobre os implantes. as duas intermediárias. Esse procedimento favorece o nivelamento e o acabamento da base da prótese e a sua higienização posterior. Os implantes foram realizados conforme o protocolo de Brånemark e todas as fixações tiveram tamanho de 13 mm. só então. assim. de forma a permitir a exposição dos feixes vásculo-nervosos direito e esquerdo. altura (Figura 8). a área a ser inserida as fixações nas suas porções mais distais (Figura 7). uma hora antes da cirurgia e. conforme planejado anteriormente. Os implantes foram inseridos inicialmente com motor e finalizados com catraca manual e foram travados com 40 Newtons ou mais.5(1):67-72 69 | [ CADERNO CIENTÍFICO ] . ainda. Figura 7 Incisão crestal. REVISTA IMPLANTNEWS 2008. 500 mg a cada oito horas. durante sete dias. A anestesia foi por bloqueio regional. a mucosa resiliente e ceratinizada foi submetida a uma plastia em sua porção interna (conjuntivo) com a finalidade de obter uma espessura uniforme. permitindo padronizar a altura dos intermediários. durante seis dias. então. utilizado-se a canaleta lingual recortada previamente na prótese. Esse passo cirúrgico é importante porque após o reparo. o que possibilitou a correta inclinação e posicionamento dos implantes (Figura 9). que os intermediários devam ficar cerca de 2 mm supragengival (Figuras 10 e 11). delimitando. em seguida a mediana e. em alta rotação. Figura 5 Confeccção de guia cirúrgico utilizando a prótese total do paciente. também foi removida antes do início dos procedimentos cirúrgicos com a finalidade de facilitar a futura captura do cilindro provisório protético (Figura 6). iniciada distalmente ao forâmen mentoniano esquerdo e se prolongou para distal do forâmen direito. Figura 6 Remoção de resina para posterior captura. com o auxílio de uma broca Zecrya (Mallefer. permitindo a utilização de intermediários de 3 mm previamente escolhidos. na vestibular da prótese total. Os intermediários foram colocados sobre os implantes. É importante salientar.Trevisan Jr W | Rodrigues MR | Scremin EI | Okabayashi S Outra porção de resina rosa. em seguida. permitindo que os implantes fossem colocados. Foi executada uma planificação da crista óssea. No rebordo desdentado inferior foi realizada uma incisão crestal. Cinco fixações foram. instaladas. de canino a canino.75 mm e plataforma de 4. uniforme e passível de boa higienização. Primeiro as posteriores direita e esquerda. sendo-lhes aplicado um torque de 20 N e as suturas foram imediatamente realizadas. hexágono externo. utilizando Scandicaíne 2% especial. Observou-se em todos os implantes uma excelente estabilidade primária indicando-os para carga imediata. todos na mesma Figura 9 Perfuração inicial e paralelismo. Figura 8 Osteotomia. Na Figura 7 podemos avaliar o rebordo antes do nivelamento e na Figura 8 o rebordo com o nivelamento já realizado.

Esses cilindros provisórios possuem retenções para facilitar a aderência da resina acrílica (Figuras 13 e 14). CADERNO CIENTÍFICO A prótese inferior foi colocada na boca do paciente e unida aos dentes da prótese superior com pasta zinco-enólica.Trevisan Jr W | Rodrigues MR | Scremin EI | Okabayashi S Figura 10 Fixação dos componentes protéticos padronizados. Áreas retentivas foram removidas e um contorno convexo favorável foi dado à resina próximo ao encaixe do cilindro-intermediário. os cilindros foram então cortados justos a superfície lingual. da abertura vestibular executada previamente (Figura 15). no intuito de facilitar | 70 REVISTA IMPLANTNEWS 2008. [ Em seguida procedeu-se a colocação dos cilindros intermediários protéticos e das barras de extensão distal direita e esquerda. A prótese com os cilindros capturados. agora. As próteses (superior e inferior) previamente unidas com pasta zinco-enólica foram recolocadas na boca. pois tanto a oclusão quanto a DVO estavam registradas. Depois de completado o preenchimento com resina acrílica autopolimerizável. Tal procedimento permite manter a Dimensão Vertical de Oclusão (DVO) previamente estabelecida. Após a captura dos cilindros provisórios o paciente pôde abrir a boca. Figura 11 Sutura com fio reabsorvível.5(1):67-72 . Figura 15 Captura dos cilindros com resina fotopolimerizável. A captura dos cilindros provisórios foi realizada com resina fotopolimerizável (para maior rapidez) por meio. As próteses unidas. Os cilindros permaneceram acomodados na canaleta antes utilizada como guia na colocação das fixações e não necessitaram ser cortados naquele momento. incluindo as barra de extensão distal que foram colocados nos cilindros das extremidades. foi desparafusada e removida da boca para concluir os procedimentos laboratoriais (Figura 16). Figura 16 Cilindros capturados. ] Figura 12 Registro de DVO e união com pasta zincoenótica. foram então removidas simultaneamente (Figura 12). Figura 13 Cilindros e barras de extensão. Figura 14 Cilindros e barras de extensão fixadas.

dentre outras coisas. Os orifícios dos cilindros foram preenchidos com Guta-Percha condensada e resina fotopolimerizável. e nas Figuras 22 e 23 controles radiográficos de 28 meses (840 dias). como as escovas interproximais (Figuras 17 e 18). Recomendações pós-cirúrgicas. Discussão O uso de implantes osseointegrados para reabilitação já está consagrado e os postulados6 que. Figura 19 Prótese instalada. REVISTA IMPLANTNEWS 2008. determinavam um tempo de osseointegração sem carga e reentrada cirúrgica. Figura 23 Radiografias periapicais . Na Figura 21.espaço de higienização . orientação da higiene e alimentação do paciente foram realizadas nesse momento.prótese inferior. ] . Controles pós-operatórios e aferições da oclusão foram realizados em intervalos de sete. foi instalada na boca por meio de parafusos de fixação com torque de 10 N.União implante componentes Controle 28 meses. 30 dias e. Figura 22 Radiografias periapicais . 15. foram contestados no momento em que Figura 20 Vista frontal. A prótese foi polida e. A oclusão foi conferida deixando os contatos cêntricos bem distribuídos com guia anterior em incisivos centrais e lateralidade em caninos direito e esquerdo (Figuras 19 e 20). 21. documentação fotográfica do controle de 150 dias. em seguida.União implante componentes Controle 28 meses. em seguida. Figura 21 Prótese inferior . medicação.Controle 150 dias.Trevisan Jr W | Rodrigues MR | Scremin EI | Okabayashi S o acesso aos agentes auxiliares de higiene. controles mensais.5(1):67-72 71 | [ CADERNO CIENTÍFICO Figura 18 Aspecto da base . Figura 17 Aspecto oclusal da prótese.

12(3):319-24. Franciscone CE. Int J Oral Maxillofac Implants 1997 Jul-Aug. 3. Juscelino Kubstichek. Wolfinger GJ.2(52):155-70. Sartori IAM.PR Tel.11(1):12-25. A preferência pelo uso de resina fotopolimerizável é o que elimina a necessidade de lençol de borracha.6(2):83-8. Os passos relevantes para melhorar os resultados e agilizar os procedimentos são citados na descrição do caso clínico e serão aqui enumerados: 1. 9. 5. 8. Immediate loading of threaded implants at stage 1 surgery in edentulous arches: Ten consecutive case reports with 1 . baixo custo.Centro 86020-000 . demandam muito mais tempo para instalá-los). não utiliza barras pré-fabricadas. J Oral Implants 1990. Mish C. | 72 REVISTA IMPLANTNEWS 2008. 2. Nary PE. O sistema IOL apresenta várias vantagens sobre o sistema Brånemark-Novum (Nobel Biocare) tais como um maior número de implantes. Confecção de canaleta na lingual da prótese (ou réplica. Henry P. Lazzara RJ. Goene RJ. e as alterações citadas. Implant Dent 1997 Summer. Pract Proced Aesthet Dent 2004 May. Nary Filho H. o tempo de trabalho é menor e o custo reduzido tanto dos componentes protéticos. pois não são necessárias plataformas ósseas muito largas. Immediate fixed interim prostheses supported by two-stage threaded implants: methodology and results. Franciscone Junior CE. assim como a oclusão em intercuspidação são mantidas no momento em que se juntam as duas próteses. Outras vantagens são a simplicidade do sistema e sua facilidade de execução3. intermediários pré-selecionados de altura padronizada e futuro acesso e facilidade na higiene dos intermediários e da base da prótese. Immediate Occlusal Loading (IOL) of dental implants: predictable results through DIEM guidelines. A dimensão vertical de oclusão previamente estabelecida. Conclusão Recursos que visem facilitar e agilizar os procedimentos cirúrgicos e protéticos são. Balshi TJ.6(9):5-22. quando da sua confecção). Lindstrom J. Immediate loading of Brånemark implants in edentulous mandibles: a preliminary report. bem-vindos. direct bone-to-implant anchorage in man. A confecção do aplainamento ósseo e o “afinamento” do retalho permitem sulcos rasos. Essa etapa permite a captura dos cilindros sem a necessidade de removê-los para o corte em altura previamente (desde que o espaço interoclusal assim o permita). Cunha HA. menor desconforto para o paciente. eliminando a necessidade de guia cirúrgico e facilitando a futura captura do cilindro. com a utilização de pasta zinco-enólica (de maneira mais eficiente do que a utilização de material de moldagem3) o que permitirá a remoção e colocação das próteses simultaneamente.16:96-105.to 5 year data.: (43) 3324-6442 [ CADERNO CIENTÍFICO ] Referências 1.456 . sem dúvida. Schnitman PA. Clin Oral Impl Res 2000. Testori T. Wang NH. Pract Periodontics Aesthet Dent 1994. facilitando os procedimentos cirúrgicos e protéticos. quanto no processamento laboratorial5. permitem a confecção e a instalação de próteses provisórias imediatas inferiores. Acta Orthop Scand 1981. Rosenberg I. Requirements for ensuring a long-lasting. Sistema IOL de prótese provisória em protocolo. menos estresse profissional e excelente resultado clínico nos tempos de observação. 4.Trevisan Jr W | Rodrigues MR | Scremin EI | Okabayashi S implantes com carga imediata se osseointegram7-9. pois com esse material não ocorre escoamento (embora o lençol de borracha isole a presença de sangue e facilite a manipulação dos materiais resinosos. Da Silva JD. Albrektsson T Brånemark PI. Wöhrle PS.5(1):67-72 . Szmuckler-Moncler S. propõem-se algumas modificações no intuito de diminuir o custo e o tempo clínico. Meltzer A. no relato desse caso clínico. dispensa o uso de guia de perfuração pré-fabricado. Rubenstein J E. 6. Osseointegrated titanium implants.12(4):495-503. O que facilita o ato cirúrgico e permite que maior número de pacientes possa usar o sistema. 1(3):209-16. É a abertura vestibular associada à utilização de resina fotopolimerizável (e não resina autopolimerizável) o que reduz o tempo de captura dos cilindros. Os intermediários cônicos compensam divergência na inclinação dos implantes3. Piantelli A. evitando erros de posicionamentos e desajustes da oclusão das próteses. ImplantNews 2004 May-Jun. Classi A. Endereço para correspondência: Wilson Trevisan Av. sejam eles foto ou autopolimerizáveis. 7. Porter S.Londrina . O sistema IOL-3i e similares propicia a confecção de próteses totais inferiores imediatamente após a instalação dos implantes com excelente desempenho. Int J Oral Maxillo fac Implants 1997. Favero GA. 5. Coonsiderations preliminary to the application of early and immediate loading protocols in dental implantology. Emtiaz S. 4. 2. del Castillo R. Schnitman P Wöhrle PS. 3. Dubruille JH. Tarnow DP. e com o caso clínico aqui relatado.16(4):3-15. Hansson HA. com tempo reduzido. Ten-yar results for Brånemark implants immediately loaded with fixed prostheses at implant placement. desobrigando o uso de guias metálicos pré-fabricados. 1. Single-stage surgery for rehabilitation of the edentulous mandible: preliminary results. Rubenstein JE.

Recebido em: jan/2007 Aprovado em: dez/2007 * Cirurgião-Dentista. cada vez mais. Cementation.Revisão da Literatura Quando cimentar ou parafusar prótese sobreimplante? Cement or screw-fixed implant supported prostheses? Gustavo Frainer Barbosa* RESUMO O presente trabalho tem por objetivo esclarecer quais as vantagens e desvantagens apresentadas na utilização de cimentos e parafusos para fixação de próteses sobreimplantes. bem como por parte do paciente.5(1):75-80 75 | [ CADERNO CIENTÍFICO ] . “o sistema de retenção da prótese deve ser projetado antes da cirurgia”3. a primeira opção para a reposição de dentes por parte dos profissionais. possíveis de serem empregadas. Na sua grande maioria. para eliminar o risco de presença de cimento no nível da margem do pilar e do implante.Retenção em prótese dentária. também. muitos profissionais encontram algumas dúvidas em relação à melhor forma de como proceder com o tratamento protético sobre o implante. Ao contrário do que muitos acreditam.Dental prosthesis retention. Isto porque o pilar deve ser parafusado ao corpo do implante. bem como esclarecer o critério de escolha de cada uma delas. ao abutment”3. Mestre em Engenharia e Tecnologia de Materiais . A questão é quando devemos usar supraconstruções fixadas por cimento ou parafuso4. Unitermos . Ressalta-se que “a discussão parafuso versus cimento aplica-se à coroa ou supra-estrutura e não. o presente trabalho buscará na literatura soluções para esses questionamentos. o reabilitador deve ter em mente as vantagens e desvantagens de cada uma dessas opções protéticas na hora de eleger os componentes adequados para solucionar seus casos clínicos”¹. devido à área de superfície reduzida apresentada pelo diâmetro e comprimento reduzido dos pinos do pilar e.“Mais do que uma preferência individual. Revisão da Literatura Muitos são os modelos de fixações dentárias implantares (implantes) e muitos são os pilares existentes para essas fixações. ABSTRACT This paper aims at clarifying the advantages and disadvantages seen when cements and screws are used to fix implant supported prosthesis as well as discussing the criteria for choosing each one of them. Implante dentário. REVISTA IMPLANTNEWS 2008. Introdução Os implantes dentários estão se tornando. pois devemos levar em consideração os princípios biomecânicos e cuidar para não interferir na estética. Todavia. a conexão do pilar protético ao implante se dá através de um encaixe em forma de hexágono e fixação através de parafuso. Cimentação. tentando mostrar o porquê das vantagens e/ou desvantagens apresentadas por cada uma das técnicas de retenção da prótese dentária ao pilar do implante. Muitas dessas indagações estão focadas no ato de cimentar ou parafusar a coroa protética sobre o pilar do implante. Neste sentido. Key Words .PUCRS. Dental implantation. sendo a coroa protética cimentada ao pilar ou parafusada a ele2.

Nos últimos anos a popularidade das coroas cimentadas sobreimplantes aumentou e isto tem sido atribuído a diversos fatores6. de um modo geral. As próteses fixas apoiadas sobreimplantes são essencialmente parafusadas ou cimentadas. O procedimento de fixação ideal da coroa ao pilar do implante seria aquele que possibilitasse a obtenção de um assentamento mais passivo com uma otimização da direção das cargas. como também a fratura de parafusos e fixações e/ou seu afrouxamento3. tais como: soltura ou quebra dos parafusos da prótese. Afirma-se que “as próteses retidas por cimento favorecem o assentamento passivo. a perda do implante. que contraem3. utiliza-se a técnica da cimentação progressiva. análogos. exigindo maior tempo de tratamento. pois necessitam de componentes de laboratório adicionais. a possibilidade de remoção9. teoricamente. esta estrutura deveria. tem sua adaptação cervical feita em laboratório. tomam também mais tempo do profissional. tecnicamente. assim como os mesmos procedimentos de moldagem e confecção de modelo e assentamento protético. os padrões de cera que. A prótese retida por cimento reduziria. ainda. copings e parafusos. por outro lado. Quando de sua remoção.Barbosa GF A necessidade do paciente e o plano de tratamento devem determinar quando a retenção da restauração por parafuso ou cimento é a melhor escolha. criando uma tolerância zero para erros. esta se torna mais simples e rápida de ser confeccionada. possibilitando uma restauração mais passiva3. O objetivo final é obter uma adaptação perfeita e sem tensão”8. A prótese cimentada. Porém. um aperfeiçoamento da estética. tornando-se. devido à necessidade de se remover a restauração em resina. e também as fundições metálicas. análogos e cilindros de ouro. O cimento de zinco é o mais fácil de ser removido do titânio e de sua liga. custo e tempo reduzidos3. que expande. por apresentarem espaçadores para troqueis. pois existem variáveis. inflamação dos tecidos moles e reabsorção do osso periimplantar. quando incluídos. Quando as estruturas não se adaptam corretamente no início. Como resultado. assim. sofrem a ação do material de revestimento. tais como: a contração do material de moldagem final. “A utilização de componentes protéticos pré-fabricados. Ficando a obtenção deste modelo passivo distante do controle do cirurgião-dentista. sendo que para a manutenção do assentamento passivo ou da estrutura metálica da prótese livre de tensões. devemos optar por aquela que mais se aproxime do ideal. como transferentes de moldagem. na qual vão-se utilizando cimentos cada vez mais fortes até que se alcance a retenção desejada10. requerendo uma profunda avaliação de várias premissas e parâmetros para o uso de qualquer uma delas5. são mais fáceis de serem limpas. seria praticamente impossível. As próteses parafusadas. como o pilar de titânio é polido e não apresenta retenções. durante a confecção da estrutura metálica. seriam tecnicamente mais complicadas. Em relação ao tempo de trabalho. “A sólida ancoragem óssea dos implantes requer uma confecção extremamente precisa da estrutura protética. [ CADERNO CIENTÍFICO ] | 76 REVISTA IMPLANTNEWS 2008. Na prótese cimentada. o que compensa uma parte da alteração dimensional dos materiais de laboratório. exigindo menos consultas protéticas e/ou menos demoradas. um cimento mais duro do que o usado nos dentes pode ser empregado e. Assim as próteses cimentadas seriam. removido prontamente. E que a causa principal de fracasso das restaurações são os modelos não passivos. complicações posteriores geralmente são associadas. Foi proposta a utilização de cimentos temporários associados à vaselina. o que dificulta a criação de um assentamento cervical ideal. enquanto que os cimentos de ionômero de vidro e os cimentos de resina são mais difíceis. por ser a prótese cimentada realizada sobre pilares personalizáveis. a camada de guta e o parafuso de fixação. quanto mais duro o cimento. nas próteses cimentadas. mesmo com o uso de espaçadores de plástico para compensar as alterações dimensionais. pois segue o mesmo protocolo dominado pelos reabilitadores há anos1. Na não-existência de uma técnica perfeita para a fixação da coroa protética ao pilar do implante. distorcem ou. uma perda reduzida da crista óssea e complicações. A técnica de cimentação tem a vantagem de compensar parcialmente alguma eventual desadaptação da estrutura4. um assentamento passivo não foi conseguido5. que necessitam de um parafuso do pilar sobre o implante e outro de retenção da coroa sobre o pilar”7. que podem causar a perda óssea da crista.5(1):75-80 . a expansão do gesso. induzir uma tensão igual a zero sobre os componentes protéticos e o osso que circunda os implantes. pois não há nenhum espaço entre o pilar e a coroa e. seguindo os mesmos princípios de preparos de dentes naturais. um acesso melhorado com facilidade de provas. Portanto. mais simples de serem construídas. Um pré-requisito “tido” como dos mais importantes para a manutenção osso-implante é o assentamento passivo. os cimentos não se aderem com tanta tenacidade3. portanto. mais complicadas3. durante o endurecimento. E quando de sua remoção. ao contrário das próteses parafusadas. como copings de transferência. observando as vantagens e desvantagens apresentadas por cada uma e avaliando as indicações de cada sistema. Ao passo que. cria-se um espaço de 40 micrômetros para o cimento. contribuem para um melhor assentamento cervical”. pois utilizam apenas um parafuso de fixação. Entretanto. na prótese parafusada¹. sim. não tomando muito tempo do cirurgião-dentista. uma restauração retida por parafuso. havendo. Em casos onde não há uma retenção esperada. Um problema potencial com a cimentação definitiva das próteses nos implantes é a perda da recuperação da restauração4. maior é a probabilidade de que possa arranhar o pilar durante a remoção do excesso. realmente passiva. um sistema de metal com metal. o tempo clínico do profissional9. ainda.

em casos em que a prótese é suportada por mais de um implante. Isto significa que. pois não há nenhum espaço entre o pilar e a coroa. E que testes de laboratório demonstraram que isso corresponde a uma força de tensão do parafuso (pré-carga) de aproximadamente 250 N a 300 N. com uma alavanca de mais ou menos 2 mm. pelo menos. Mas. há espaço para algum desvio lateral na estrutura protética do encaixe12 (Figura 1). sobrecarga nas extensões distais e oclusão inadequada”8. Além disso. sabe-se que ao se utilizar a técnica de cimentação progressiva para descobrirmos a consistência ideal do cimento a ser utilizada. tendo-se um conhecimento mais aprofundado das premissas de cada método poderemos avaliar qual se enquadrará melhor nos casos em que surgirem e que serão. como é o caso das próteses cimentadas3. devemos nos lembrar que um parafuso frouxo sobrecarrega todos os outros abutments e corpos dos implantes que a suportam. Em relação a outros fatores tidos como grandes desvantagens da prótese parafusada em comparação com a prótese cimentada. porém. o momento necessário para abrir a junta do parafuso fica entre 50 Ncm e 60 Ncm. como também para recimentar trabalhos que se soltaram.Barbosa GF Discussão Analisando-se. De acordo com o fabricante (Nobelpharma. pois não necessita de um componente vertical de. Porém. Assim sendo. a camada de guta e o pino de uma prótese parafusada. a prótese parafusada possibilita uma retenção mais discreta. tais como quebra ou afrouxamento do parafuso de fixação. as próteses parafusadas possuem a vantagem de serem recuperáveis11. Além disto. em relação ao tempo de trabalho desta técnica sobre a técnica de fixação através de parafuso. 5 mm para fornecer retenção e resistência. por nós. Qualquer instante de flexão abaixo deste ponto será neutralizado pela mudança na distribuição da pressão no interior da junta e influenciará a tensão do parafuso somente a um grau menos importante. o parafuso de ouro deve ser apertado/ajustado a aproximadamente 10 Ncm. Embora um parafuso protético frouxo possa proteger o implante sob a coroa frouxa em casos unitários. não só para descobrir a consistência ideal do cimento. uma influência insignificante sobre o parafuso e nem problemas de fadiga nem de afrouxamento do parafuso precisam ser antecipados a este nível de carga13. principalmente. está descrito que a interface pilar/cilindro de ouro foi projetada com um grau de jogo no encaixe. deixaremos transparecer a nossa ] . relata-se. podendo sofrer reparos e modificação da estrutura. mesmo que façamos isto durante a fase da prótese provisória. que “a principal causa para o afrouxamento e quebra dos mesmos inclui adaptação imprecisa da estrutura metálica. não parece que a limpeza de uma prótese que foi cimentada. seja um trabalho que tome pouco tempo do profissional. o tempo clínico dispensado para se confeccionar e/ou remover uma prótese que será cimentada sobre o pilar do implante será idêntico ou maior do que o dispensado a uma prótese que será fixada por parafuso. não se solte durante a função. Além do mais. como já foi visto. notamos facilmente que existem posições distintas na literatura sobre o método de fixação da prótese sobre o implante considerado ideal e que deva ser utilizado.5(1):75-80 79 | [ CADERNO CIENTÍFICO Em adição a isso. Isto. reabilitados. com um olhar mais crítico.“as principais causas para o afrouxamento e quebra dos mesmos incluem adaptação imprecisa da estrutura metálica. geralmente. O que pode nos levar a crer que isso ocorre. Cargas abaixo de 50 Ncm terão. criando tolerância zero para erros3. atual Figura 1 Espaço para algum desvio lateral na estrutura protética. devido ao diâmetro estreito do parafuso da prótese que reduz a sua resistência em longo prazo3. por falha no plano de tratamento. Com essa pré-carga. pois“não existe nenhum estudo clínico longitudinal que relacione falha de implantes especificamente atribuída a desajuste da estrutura da prótese”5. Nobel Biocare). Necessitaremos de mais visitas do paciente ao consultório. Entretanto. Quanto ao uso de cimento para a fixação da prótese sobre o implante como um expressivo facilitador. questiona-se “se o assentamento passivo absoluto é realmente essencial e se é um fator determinante para o sucesso absoluto dos implantes”. a junta do parafuso começará a abrir. destaca-se que a restauração provisória pode ser usada como guia para encontrar um cimento destacável que. portanto. causa perda óssea e/ou fratura do implante. sobrecarga nas extensões distais e oclusão inadequada”8. Afirma-se que uma restauração retida por parafuso realmente passiva é impossível. Nas próteses parafusadas podem ocorrer falhas (afrouxamento ou quebra) dos componentes do parafuso por fadiga (sobrecarga biomecânica). Quando esse nível (250 N a 300 N) é alcançado devido à carga externa sobre o cilindro de ouro. Se considerarmos mais fácil remover o cimento retido em uma prótese cimentada em comparação com o ato de remover a restauração de resina. REVISTA IMPLANTNEWS 2008. estaremos aumentando nosso tempo clínico. a pressão do parafuso combinada a partir da tensão fica logo abaixo da resistência do material. Ainda. se os dois componentes forem assentados niveladamente.

Implant Dent 2001. 2(10):17-23. Miller BH. Cemented versus screw-retained implant prostheses: which is better? Int J Oral Maxillofac Implants 1999. Bezerra FJB. Análise da qualidade do torque aplicado sobreparafusos protéticos de reabilitações dentárias sobreimplantes. Referências 1. Sahin S. Silva INL. 10. Palacci. É muito importante. 5. Rocha PVB. Differentiating Between Myth & Reality.1(1):54-6. 3i Innov J 1999 Jan-Jun. Sullivan DY. 2. Conclusão Parece-nos claro que ambas as técnicas possuem seus prós e contras. Gunne J. Assentamento que esta decisão seja tomada com base em um plano de tratamento criterioso. J Clín Odont Brasil 1998/1999. Bellini DH. ] | 80 REVISTA IMPLANTNEWS 2008. Motta MC.3(6):613-7. Schlickmann S. Spiekermann H. Mechanical aspects of a Brånemark implant connected to a natural tooth. Illinois: Quintessence.3(1):6-10. Int J Oral Maxilofac Implants 1991.3(1):39-42. Keith SE.Porto Alegre . 13.1(2):14-23. Misch CE. Marginal discrepancy of screw-retained and cemented metal-ceramic crowns on implants abutments. 3i Innov J 1999 Jan-Jun. Int J Oral Maxillofac Implants 1999. Restaurações implanto-suportadas retidas por parafusos vs cimentadas: obtenção de oclusão ótima e estética em implantodontia. Johnson PF.RS Tel. Próteses parafusadas x próteses cimentadas: uso de incrustação em cerâmica para obturação do canal de acesso do parafuso de retenção oclusal.1:137-41. Jardim Botânico 90670-030 . 2000. Mazini NP. 9. São Paulo: Santos. Barbosa GF.5(1):75-80 . 6.6(2):177-86.9(1):3. que englobe experiência e capacidade do profissional. Cehreli M. 7. Woody RD. Esthetic implant dentistry: soft and hard tissue management. 3. Velasco AF.B. Implantes dentários contemporâneos.Barbosa GF preferência pelo uso de próteses cimentadas ao invés das próteses parafusadas. Higginbottom FL. Endereço para correspondência: Gustavo Frainer Barbosa Rua Itaboraí 400/310 . Porto Alegre: Artes Médicas. [ CADERNO CIENTÍFICO passivo em próteses retidas por cimento: relato de caso clínico. 2000. Felton DA.: (51) 3022 4981 gfraibar@yahoo.br 8. bem como as necessidades físicas e psicológicas do paciente. Gajjar RC.14:369-78. 11. Chee W. Prótese parafusada versus prótese cimentada. 2001. Implant News 2006 Nov-Dez. Rev Catarin Implant 2000 Out. P. 12. ficando a decisão final sobre que tipo de fixação se utilizar em próteses implanto-suportadas diretamente relacionada ao conhecimento que o profissional possui sobre cada uma delas. Sullivan DY. Rangert B. Implantologia.com. portanto. 4. Hebel KS. Lacroix CGS. Pastor FP. O significado da adaptação passiva da prótese sobre implante: estado atual. Nobelpharma News 1995.

passando pelo forame mentual. Conclusion: There is a significant correlation between the DXA T-score assessed in both the right femur and L2-L4 vertebrae. also showed low mandible density. where explain that 49.3% of the patients that showed low femur T-score. ] . Optical density. Unitermos .Densidade óptica.Departamento de Diagnóstico por Imagem.9% of the patients that showed low lumbar vertebrae T-score.Escola Paulista de Medicina . Densitometria óssea.Universidade Federal de São Paulo . obtido pela densitometria óssea e comparou-se com a média dos valores de densidade óptica da mandíbula. also showed low mandible density and 39. ****Professor titular do Departamento de Diagnóstico por Imagem . Álvares Brandão*** Henrique M.Escola Paulista de Medicina. na região de interesse (ROI).3% das pacientes que apresentam baixo T-score no colo do fêmur também apresentam baixa densidade na mandíbula. and the mean level of optical density (OD) obtained from CT scans of the region of interest in the patient’s mandible. o T-score do colo do fêmur e da coluna vertebral (L2-L4).Universidade Federal de São Paulo .Mandible density. abaixo do canal mandibular. Densidade óssea. Densidade mineral óssea. Bone mineral density. REVISTA IMPLANTNEWS 2008. The T-score of the patients’ right femur and lumbar vertebrae L2-L4 were compared with OD obtained by the analysis of the coronal CT scans of the patient’s mandible passing through the mental foramen below the mandible canal. Coordenador do curso de Implantodontia com Marketing & Estética . This direct relationship yielded a Pearson’s linear correlation. Computerized tomography. Tomografia computadorizada. entre o T-score do colo do fêmur e da coluna vertebral L2-L4.Fousp . pelo índice de correlação linear de Pearson. Key Words . Resultado: observou-se que existe correlação entre as duas medidas.Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo. T-score. Bone densitometry.5(1):83-7 83 | [ CADERNO CIENTÍFICO RESUMO Estudo realizado em 25 pacientes do gênero feminino com idade média de 60 anos. estatisticamente significante.Universidade Federal de São Paulo. Conclusão: Existe correlação.9% das pacientes que apresentam baixo T-score da coluna também apresentam baixa densidade na mandíbula e 39. onde explica que 49. e a média da densidade óptica da mandíbula na região de interesse da tomografia computadorizada.Senac/SP.Trabalho de Pesquisa Correlação entre a densidade óptica da mandíbula e a densidade óssea do fêmur e da coluna vertebral Correlation between the mandible optical density and the bone density of the femur and the lumbar vertebrae José Tortorelli Júnior* Israel Chilvarquer** Cynthia M.Unifesp . com mais de cinco anos de pós-menopausa. Lederman**** ABSTRACT This investigation studied 25 female patients background aged 60 years old in average who had entered the post-menopausal period over five years. Results: There is a correlation between both the measures. **Professor livre docente do Departamento de Estomatologia . Utilizou-se para análise. ***Doutora pela Unifesp . Recebido em: fev/2007 Aprovado em: jan/2008 *Mestre em Radiologia Clínica pela Unifesp-EPM . nos cortes coronais da tomografia computadorizada.

uma arcada inteira ou ainda servir de suporte para as próteses removíveis denominadas overdentures1. mas. Apesar dos sucessos da osseointegração estarem consagrados mundialmente. apresentada pela imagem tomográfica computadorizada num corte coronal da mandíbula. ao planejarmos uma reabilitação com o uso dos implantes orais vários aspectos devem ser levados em consideração. O osso osteoporótico se comporta da mesma maneira que o osso sadio na osseointegração. em um grupo de 23 mulheres. substituindo as raízes dos dentes perdidos. B. Os autores concluíram que esta técnica é segura para o diagnóstico da osteopenia ou osteoporose na mandíbula e maxila2. para identificar indivíduos com baixa densidade óssea do fêmur e da coluna lombar.5(1):83-7 . C. no entanto. levaram os autores a concluir que as alterações corticais da mandíbula são mais evidentes no período inicial da pós-menopausa. Considerando que o tecido ósseo suporta as pressões exercidas pelo conjunto implante e prótese sobreimplantes. combinando a análise clínica com a morfologia das imagens obtidas nas radiografias periapicais das regiões posteriores da maxila e da mandíbula. medidas por raios-x de dupla emissão. além dos fatores locais. sem dúvida. Analisando-se os fatores que causaram o insucesso dos implantes dentários. Alguns autores avaliaram 37 pacientes do gênero feminino e 29 do gênero masculino. CADERNO CIENTÍFICO ] Materiais e Métodos Estudo transversal prospectivo realizado em 25 pacientes do gênero feminino com idade média de 60 anos. Proposição Verificar se existe correlação entre os valores médios da densidade óptica (DO). Exames de tomografia computadorizada periférica. sendo que. realizando ou não tratamento da osteoporose. Alguns autores. fica claro que o prognóstico da Implantodontia será melhor. Os implantes bucais são estruturas de titânio instaladas cirurgicamente na maxila ou na mandíbula.Tortorelli Jr J | Chilvarquer I | Brandão CMA | Lederman HM Introdução A Implantodontia é definida como a especialidade da Odontologia que reabilita pacientes edêntulos por meio da instalação de implantes bucais. sendo dez mulheres e 17 homens. tendo mais de cinco anos pós-menopausa. de etnia variada. Após o período de osseointegração. Corte coronal da TC lado direito abaixo do forâmen mentual. Panorâmica da mandíbula. identificando as duas regiões avaliadas. e que concordaram em assinar o “Termo de Consentimento Livre e Esclarecido”. combinada com as variáveis clínicas. numa região de interesse (ROI). as quais alteram sua densidade e que. se torna mais frágil. a qualidade do tecido ósseo é fundamental. em alguns casos. expressos pelo T-score. com a densidade mineral óssea (DMO) da coluna lombar e do fêmur. | 84 REVISTA IMPLANTNEWS 2008. O prognóstico será melhor com o tratamento adequado da osteoporose3. Corte coronal da TC lado esquerdo abaixo do forâmen mentual com o enquadramento da área de interesse com mensuração pela ROI. Utilizaram a densidade mineral óssea (DMO) da coluna lombar e do fêmur proximal. provocados pela doença. se o paciente possuir densidade óssea consistente1. portadoras ou não de osteoporose. A correlação do exame de densitometria óssea da coluna lombar DXA (Dual Energy Xray Absortiometry) e tomografia computadorizada da mandíbula. ajudam na identificação de pacientes com baixa DMO do fêmur e da coluna lombar7. através de suas pesquisas. com cinco anos após menopausa e. examinaram 27 pessoas. tanto o osso cortical quanto o trabecular são igualmente afetados4. candidatas à instalação de implantes orais. por exemplo. outro grupo com 21 mulheres. é uma doença sistêmica que pode atingir todos os ossos do esqueleto. edêntulas totais ou parciais. na fase mais tardia. sendo caracterizada pela diminuição da massa óssea6. os autores demonstraram que. Aplicaram a análise de regressão para avaliar a relação entre a densidade óptica nas periapicais e a DMO do fêmur e da coluna e concluíram que a análise morfológica das radiografias periapicais. a existência da osteoporose também contribuiu como fator negativo5. Utilizou-se para análise o T-score do colo do fêmur e [ Figura 1 A. A osteoporose. servem de suporte para as próteses dentais. em pacientes candidatas à instalação de implantes dentários. que varia entre quatro meses na mandíbula e seis meses na maxila. utilizando equipamento projetado para exames da mandíbula. No decorrer da vida o tecido ósseo passa por várias mudanças osteometabólicas. o paciente deve ser informado dos riscos da fragilidade. com mais de cinco anos de pós-menopausa. obtidos por dupla emissão de raios-x (DXA). podendo substituir um único dente. advertem aos cirurgiões-dentistas que a osseointegração de um implante sofre a influência de doenças sistêmicas.

em filme (Sistema “Dry weiw” Kodak). ou seja. ou seja. Para analisar a correlação entre as duas variáveis. abaixo do canal mandibular.DISPERSÃO ENTRE T-SCORE DA COLUNA E A ROI MÉDIA DA TC 1600 1400 1200 ROI TC Médio 1000 800 600 400 -4 -3 -2 -1 T-score coluna 0 1 2 REVISTA IMPLANTNEWS 2008. efetuou-se a Análise de Regressão Linear.3% da variação da ROI média da TC. nos cortes coronais da tomografia computadorizada (TC) da mandíbula. quando T-score estiver entre -1. conforme aumenta T-score do colo do fêmur também aumenta o valor da ROI média da TC. e obteve-se o valor de 39. Nestes cortes.7. e a média dos valores de densidade óptica obtida na região de interesse (ROI).05 (5%) que mede o grau de associação linear entre duas variáveis. permitindo a quantificação do mineral ósseo. baixa DMO.5 mm. passando pelo forâmen mentual. quando T-score apresentar até -1. e da coluna lombar L2 a L4. que representa o número de desvio padrão distante da média de um grupo adulto jovem. selecionou-se a região de interesse (ROI). que classifica o ar em -1000 HU (Unidades de Hounsfield). que forneceu a densidade óssea do colo do fêmur direito.000). com técnica de aquisição helicoidal de 1 mm de espessura. demonstrando que existe relação significativa entre as duas medidas. e osteoporótica. pelo qual nota-se certa correlação positiva entre elas. Utilizou-se o T-score do colo do fêmur direito e da coluna vertebral L2-L4.627.5 DP. um do lado direito e outro do lado esquerdo. considerado mediano.0 DP (desvio padrão). apesar de termos uma relação significativa. No Gráfico 1 observam-se as relações entre as duas medidas. Para a análise estatística utilizou-se o índice de correlação linear de Pearson P< 0.001). ou seja.1). Utilizou-se a média entre o lado direito e o lado esquerdo de cada paciente. Para obtenção das tomografias computadorizadas. classificando a densidade mineral óssea (DMO).5 DP. delimitando a área óssea abaixo do canal mandibular. Analisando T-score do colo do fêmur e a ROI média da TC da mandíbula. o T-score da coluna explica somente 49. Para obtenção da densidade mineral óssea utilizouse o aparelho Hologic 4500 A. conforme aumenta o T-score da coluna aumenta o valor médio da ROI da TC. O detector movendo-se de forma linear.3%. em normal.7 mm. incluindo a cortical vestibular. possíveis de serem observadas no Gráfico 2.Tortorelli Jr J | Chilvarquer I | Brandão CMA | Lederman HM da coluna lombar (L2-L4).OMS. utilizou-se o equipamento da marca Select SP Elscint 120 kVp e 90 mAs. Resultados Analisou-se a relação entre as medidas T-score da coluna lombar L2-L4 e com a ROI média da TC da mandíbula. Calculou-se o Coeficiente de Explicação de Regressão (R²). onde melhor se observava o forâmen mentual nas reconstruções em 2D da Tomografia Computadorizada (TC). O resultado geral da regressão demonstrou que existe relação significativa entre as duas medidas (p=0. Para obtenção da densidade óptica na região de interesse (ROI) foram selecionados dois cortes coronais.9% da variação da ROI média da TC da mandíbula. quando T-score estiver abaixo de -2.9%. resultando na densidade mineral óssea (DMO). GRÁFICO 1 . A densidade óptica (DO) da ROI foi obtida pelo coeficiente de atenuação de fótons da escala de Hounsfield. lingual e basal da mandíbula. conforme observamos na Figura 1. Calculou-se o Coeficiente de Explicação de Regressão (R²) e obteve-se o valor de 49. de área analisada. T-score do colo do fêmur explica somente 39. registra os fótons que passam através do corpo do paciente. segundo os critérios da Organização Mundial da Saúde . O programa calcula a densidade de cada amostra a partir da radiação que alcança o detector em cada pico de energia de acordo com a equação de transmissão de fótons. Realizou-se a Análise de Regressão Linear e obtevese o nível descritivo (p = 0.0 DP e -2. ou seja. reconstrução de 0. obtidos na densitometria óssea por meio da dupla emissão de raios-x (DXA). O sistema é calibrado para expressar os resultados em gramas de mineral ósseo por centímetros quadrados (g/cm2). Formatou-se e reconstruiu-se as imagens com Software DentaCT Elscint numa “Work station Silicon Graphics” (versão 2. apesar de termos uma relação significativa. com janela Wi-1800 a 2500 e Ci-400 a 500. e o osso a partir de 200 HU. constatou-se correlação positiva entre elas. em osteopênica. e velocidade da mesa de 0.706. Calculou-se o índice de correlação linear de Pearson e obteve-se o valor de 0. a água em zero.5(1):83-7 85 | [ CADERNO CIENTÍFICO ] . ou seja. que é um valor mediano. Calculou-se o índice de correlação linear de Pearson e obteve-se o valor de 0.

ela terá 49. com a média da ROI obtida na TC. idiopática ou cirúrgica).DISPERSÃO ENTRE T-SCORE DO COLO DO FÊMUR E A ROI MÉDIA DA TC 1600 1400 1200 ROI TC Médio 1000 800 600 400 200 -3 -2. Altas taxas de fracasso dos implantes dentais. porém. que apresentarem histórico familiar da doença. A densidade óssea é a maior responsável pela sobrevida dos implantes dentários.5 0 0. apresentarem baixa massa muscular (magras). realizaram in vitro. Se uma paciente apresentar baixa DMO no fêmur. as mulheres brancas ou asiáticas. A técnica é considerada padrão-ouro para a medida da massa óssea.5 -2 -1. pela necessidade de oferecer um tratamento e uma reabilitação com prognóstico mais favorável. tanto o osso cortical quanto o trabecular são igualmente afetados4. é difícil de ser realizada no paciente. comparando com periapicais digitalizadas. conforme o gráfico da Figura 1. relatarem sedentarismo. a história de fraturas anteriores por fragilidade óssea ou casos de fraturas osteoporóticas na família e o hábito de fumar. pode-se afirmar que se [ CADERNO CIENTÍFICO ] | 86 REVISTA IMPLANTNEWS 2008. principalmente quando suspeitamos de osteoporose. utilizando o sistema DXA. A osteoporose deve ser considerada como um fator de risco na indicação e realização dos implantes osseointegrados15. terá uma chance de 39. Com o objetivo de detectar níveis de referência para a densidade óssea da mandíbula. além de permitir a mensuração quantitativa das estruturas ósseas disponíveis sem sobreposição de imagens2. são considerados altos fatores de risco para a ocorrência de fraturas8.9% de chance de apresentar baixa densidade na mandíbula. visto que esta mantém uma correlação positiva com a coluna.5 1 T-score fêmur Discussão A densidade mineral óssea (DMO) de um paciente passou a ser alvo de estudo na Odontologia. A TC é hoje o exame que melhor avalia as estruturas do complexo maxilomandibular. devido à sobreposição de estruturas14. Correlacionando o exame de densitometria óssea de coluna lombar utilizando DXA com a TC da mandíbula.5 DP e nos casos em que as pacientes não integrarem o grupo de risco o tratamento deverá ser iniciado quando T-score for igual ou menor que -2. sendo um importante meio não-invasivo na avaliação de pacientes com osteoporose9. apresentando resultados que contrariam os de Wakley quando afirma que a existência de osteoporose no esqueleto axial ou apendicular. A NOF considera como grupo de risco para desenvolver a osteoporose. na fase mais tardia. têm sido constantes achados associados à qualidade óssea ruim16-17. Tomando como base as diretrizes da NOF e comparando com os resultados obtidos. menopausa precoce. o uso constante de corticóides. se encontrarem com baixa taxa de estrógeno (amenorréia primária ou secundária. O baixo peso corpóreo.3% de apresentar baixa densidade na mandíbula. alguns autores concluíram que as alterações corticais da mandíbula são mais evidentes no período inicial da pós-menopausa. pois permite a diferenciação do osso trabecular do osso cortical. associados a perdas ósseas. a densitometria da mandíbula utilizando o sistema DXA. Vários autores afirmam que a perda óssea bucal pode estar relacionada com a perda óssea sistêmica. Quando correlacionamos separadamente T-score da coluna lombar L2-L4 e o T-score do colo do fêmur. a perda recente de peso. Conseqüentemente deverão servir de alerta nos planejamentos e tratamentos odontológicos.5 -1 -0. diagnosticar e monitorar a massa óssea dos pacientes. as pacientes deverão iniciar o tratamento para prevenção da osteoporose quando T-score for igual ou menor que -1. sugerindo que novos estudos deverão ser realizados tentando correlacioná-las10-12. A densitometria óssea é apresentada como uma proposta para avaliar. demonstrando que tanto a coluna vertebral L2-L4 quanto o colo do fêmur podem ser comparados isoladamente com a mandíbula. sendo considerado o exame mais preciso para avaliação da densidade óptica. a densidade óssea de 24 mandíbulas edêntulas. não implica que esta patologia esteja presente na região de maxila ou mandíbula13. observou-se correlação entre duas técnicas de aquisição de imagem. permitindo afirmar que o tratamento deve ser indicado para todos os pacientes que apresentam baixa DMO. Nestes casos. sendo que. Observando estes resultados acredita-se que o ganho de massa óssea também ocorrerá na mandíbula. fumantes e que fizerem pouca ingestão de cálcio. observamos nitidamente a semelhança entre os Gráficos 1 e 2. Em nossos resultados observamos que se tivermos uma paciente com DMO baixa na coluna lombar.0 DP. O sistema de dupla emissão de raios-x permite a obtenção da densidade óssea que melhor define a resistência óssea. Apesar de ser realizado in vitro.5(1):83-7 .Tortorelli Jr J | Chilvarquer I | Brandão CMA | Lederman HM GRÁFICO 2 . Conhecer a fisiologia óssea e diagnosticar suas alterações é o grande desafio.

SP Telefax:(11) 5535-5243 jtortorelli@uol. 2000. Ohno K. Two years changes in mandibular bone mass in osteoporotic population. se a paciente fizer parte do grupo de risco. Pressman AR et al. Tolazzi AL. Osteintegration and the submerged blade-vent implant. 7. Radiographic osteoarthritis of the hip and bone mineral density. São Paulo: Sarvier. Hansson BG. pelo índice de correlação linear de Pearson.3% das pacientes que apresentaram baixo T-score do colo do fêmur. São Paulo: Universidade de São Paulo. Shirota T. K. Usefulness of panoramic radiography in the diagnosis of postmenopausal osteoporosis in women. White SC. Mansini R. Pela análise de regressão. 6. 3.2(2):120-5. Ohtaki. J Prosthodont 1993. com os exames laboratoriais e com a densitometria óssea. 1999. In: Szejnfeld VP.5(1):83-7 87 | [ CADERNO CIENTÍFICO uma paciente apresentar T-score igual ou menor que -1. Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo.Brooklin 04704-040 .5 DP. Anijar JR. As Osteometricand endocrinologic matched analysis. Oral Surg Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 1999. Analisando os valores tomográficos e densitométricos obtidos no estudo e a correlação existente entre eles. Osteoporose: guia para diagnóstico. Tokugawa Y. Cummings SR. 18. a média da densidade óptica na ROI da TC da mandíbula será igual ou menor que 1000 HU. estatisticamente significante. 5. e o valor médio da densidade óptica da mandíbula na região de interesse da tomografia computadorizada da mandíbula. Review. J Houston Dist Dent Soc 1988. Criteria for sucess of osseointegrated. principalmente para as que se encontram na fase de menopausa e pós-menopausa. Portanto.. Misch CE. Arthritis Rheum 1995. Implantes dentários contemporâneos. J Oral Implantol 1988. In: Misch CE. Baxter JC.7(3):205-13. Int J Oral Maxillofac Surg 1996. Francischone PC. 8. Osteoporose relacionada à Odontologia [Tese de Mestrado].25(1):63-8. 17. Factors in implants integration failure after bone grafting. Sueli Y. Pérez LA. 15. Sistemic Influences on the bone response to dental and orthopedic implants. Densitometria óssea. principalmente quando é analisado em conjunto com a anamnese. 10. 12.14:285. 4. 9. The Study of Osteoporotic Fractures Research Group.100(1):92-8. com a possibilidade de erro em 16% dos casos. entre T-score da coluna vertebral L2-L4 e do fêmur. Taguchi A. Turbino ML. podendo apresentar divergências entre observadores. Chilvarquer I. Avaliação in vitro da densidade de mandíbulas edêntulas por meio do sistema de dupla emissão de raios-x e pela digitalização de radiografias intrabucais com o filme Ultra-speed “D”. 14. Isaksson S.38(7):907-16. para evitar a perda dos elementos dentários ou das reabilitações orais. Oliveira LG. [Tese de Mestrado]. 2002:317-20. Osteoporosis and osseointegration of implants. Fattore LD. observou-se que 49. Dentomaxillofac Radiol 1996. Width and morfology of inferior córtex of the mandible. 2. auxiliando no planejamento e na indicação para tratamentos. Claves odontol 1998. Otani K. Wakley GK.225-35. ela deverá receber tratamento para manutenção e ganho de massa óssea. quando se compara o colo do fêmur com a mandíbula. Osteoporose diagnóstico e tratamento. Alberrius P. por se constituírem num excelente meio de diagnóstico. Smith DE. Hochberg MC. Lee BD. comparando com a densidometria óssea lombar e femural. Yamazak M.nof. Ohtsuka M.br ] . prevenção e tratamento. analisados separadamente. Roldán EJA. Aumento do osso para a inserção do implante: soluções para o enxerto ósseo. Revinter.São Paulo .9% das pacientes que apresentaram baixo T-score da coluna apresentaram baixa densidade óptica (DO) na tomografia computadorizada (TC) da mandíbula.. Tanimoto.25(5):263-7. Faculdade de Odontologia de Bauru. National Osteoporosis Foundation (NOF) www. Misch CE. Nevitt MC. quando se compara a coluna vertebral com a mandíbula e a possibilidade de erro é de 23%. Endereço para correspondência: José Tortorelli Júnior Rua das Margaridas. São Paulo: Universidade de São Paulo. J Dent Res 1990. Kribbs PJ.Tortorelli Jr J | Chilvarquer I | Brandão CMA | Lederman HM Referências 1. segundo as diretrizes da NOF. 16.87(4):411-8. São Paulo: Santos. Motohashi M. pode-se afirmar que estes exames devam ser solicitados a todas as pacientes candidatas à instalação de implantes dentários. quando realizado por profissionais treinados resulta em um excelente meio de diagnóstico. durante o tratamento ou como prevenção. p.org REVISTA IMPLANTNEWS 2008. 109 . apresentaram baixa DO na TC da mandíbula. Linde A. J Prosthet Dent 1992. Gurfinkel E. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 2005. A bone reactions to titanium screw implants in ovariectomized.67(5):653-6 13. Baylink DJ. Links Age and trabecular features of alveolar bone associated with osteoporosis. Scott JC. M. 2004:455-63. Conclusão Existe correlação. RPG 2000. Avaliação da perda óssea maxilar pela análise da radiografia panorâmica digitalizada. Apesar do exame de densidade óptica.12-6.62:137-41. Método de exploración del maxilar superior y lá mandíbula del adulto com pQCT.com. Abramovtch K. Blomqvist JE. e 39. ser operador dependente. Lane NE. 2000. Zarb GA. Related Articles. 11.

****** Professor do curso de Mestrado em Implantodontia . Mestranda em Implantodontia . Recebido em: mar/2007 Aprovado em: jan/2008 * Especialista em Implantodontia.Bone graft. **** Especialista em Implantodontia. Incorporação.Enxerto ósseo.Unisa. *** Professor livre docente coordenador do curso de Mestrado em Implantodontia .Unisa. Bone regeneration.Estudo Clínico Nova técnica de aumento vertical de mandíbula posterior com osso alógeno fresco congelado particulado Vertical gain in posterior lower jaw using fresh crushed allograft bone Ricardo Tanaka* Fátima Neves Faraco** Wilson Roberto Sendyk*** Joni Shuiti Yamazaki**** Angélica Castro Pimentel***** Samy Tunchel****** Carlos Eduardo Xavier dos Santos Ribeiro da Silva******* RESUMO Com o advento da Implantodontia moderna.Unisa. Incorporated. ***** Professora da Especialização em Implantodontia da ABO. ** Professora doutora do curso de Mestrado em Implantodontia nas Disciplinas de Terapêutica Medicamentosa e Bioética . Professor doutor do curso de Mestrado em Implantodontia . ******* Orientador.Unisa. Mestrando em Implantodontia . através de uma cúpula rígida metálica que confere proteção e estabilidade ao material de enxerto. tem sido cada vez maior a utilização de enxertos buscando a reconstrução da reabsorção óssea advinda da perda do elemento dental.Unisa. REVISTA IMPLANTNEWS 2008. Mestrando em Implantodontia . O objetivo deste estudo clínico é apresentar uma nova técnica de incorporação de enxerto de osso alógeno fresco congelado particulado em procedimentos de aumento vertical de rebordo posterior de mandíbula atrófica.Unisa. Unitermos .Unisa. Key Words .5(1):91-5 91 | [ CADERNO CIENTÍFICO ] . ABSTRACT In the modern implantology the use of bone grafting is becoming more common when you need to reconstruct an edentulous posterior area in the lower jaw. Regeneração óssea. The aim of this study is to show a new bone graft increase technique using fresh crushed allograft bone and a titanium “frame” to protect and stabilize the bone graft material.

curso de Pós-Graduação (Mestrado Profissionalizante em Odontologia .Área de Concentração em Implantodontia . necessários procedimentos cirúrgicos prévios. A obtenção de ganho ósseo vertical tem sido objeto de muitas pesquisas. uma condição favorável para o crescimento osteoblástico. Desta forma. Suas fases clínicas (cirurgias. muitas vezes. utilizando enxerto de osso alógeno fresco congelado particulado com a proteção de uma barreira rígida metálica. além da falta de estabilidade do enxerto6.Tanaka R | Faraco FN | Sendyk WR | Yamazaki JS | Pimentel AC | Tunchel S | Silva CEXSR Introdução Atualmente. na tentativa de conseguir uma reconstrução óssea que permita a instalação dos implantes de uma forma satisfatória1. sendo que a partir da década de 90. A regeneração óssea guiada (ROG) é uma técnica reparativa que tem sido amplamente utilizada em defeitos ósseos previamente ou simultaneamente à instalação dos implantes osseointegrados3-4. o objetivo deste trabalho foi apresentar uma técnica de aumento vertical do osso de rebordo mandibular posterior atrófico em humano. sendo. As maiores dificuldades em relação à utilização desta técnica têm sido a exposição e conseqüente contaminação da membrana. Os primeiros estudos tiveram início na década de 70.5(1):91-5 . um grande número de publicações científicas consolidou os princípios de aplicabilidade e previsibilidade clínica da ROG4-5.da Universidade Santo Amaro). Com o recurso das barreiras biocompatíveis e objetivando a exclusão de células epiteliais e conjuntivas. Figura 1 Mandíbula posterior atrófica. controlada e aleatória de uma dissertação de Mestrado. conseguimos. comparativa. | 92 REVISTA IMPLANTNEWS 2008. Figura 2a Imagem panorâmica da tomografia computadorizada inicial. os implantes osseointegrados são a principal alternativa na reposição de dentes perdidos. porém ainda não há um consenso em relação a uma técnica eficaz para a resolução desta questão2. Figura 5 Leito receptor com pequenas perfurações. [ CADERNO CIENTÍFICO Figura 2b Imagem do rebordo atrófico na tomografia computadorizada inicial. Relato de Caso Clínico A apresentação deste estudo clínico faz parte de uma pesquisa prospectiva. ] Figura 3 Retalho de espessura total. durante o período cicatricial. Condições desfavoráveis de qualidade e quantidade óssea remanescente influenciam negativamente no sucesso do tratamento com implantes. acompanhamento Figura 4 Enxerto alógeno fresco congelado particulado.

Na execução da incisão em fundo de sulco foi utilizada a lâmina 15c. seguido do descolamento de retalho de espessura total (Figura 3). a cada seis horas. Após a instalação da tampa protetora sobre a cúpula (Figura 7).00% respectivamente. Figura 8 Sutura com fio de nylon 4-0. utilizando gluconato de clorhexidina 0.5(1):91-5 93 | [ CADERNO CIENTÍFICO ] Figura 9 Remoção da cúpula após seis meses. Nimesulida 100 mg por cinco dias. Os parafusos de fixação de 6 mm de comprimento também eram provenientes do jogo de fixação de enxertos desta empresa. A paciente apresentou saúde geral considerada normal. com rebordo ósseo desdentado de mandíbula posterior atrófica (Figura 1) com 6 mm entre a crista e o teto do canal mandibular. As suturas foram removidas após sete dias e anotadas todas as informações pertinentes sobre o pós-operatório.Tanaka R | Faraco FN | Sendyk WR | Yamazaki JS | Pimentel AC | Tunchel S | Silva CEXSR Figura 6 Acomodação do material de enxertia. Coagulograma. para posterior instalação dos implantes. pós-operatório e avaliações clínicas) foram executadas em paciente atendido na clínica desta instituição de ensino. mostrando a nova formação óssea vertical (Figuras 11a e 11b). A anestesia utilizada foi a pterigomandibular. A cúpula foi confeccionada pela empresa Conexão (Arujá/SP). O preparo do material de enxerto consistiu em triturar o bloco de osso proveniente do Banco de tecidos musculoesquelético do Hospital de Marília – Unioss. . Calcemia. onde foi removida a cúpula (Figura 9). buscando o pleno restabelecimento da sua saúde bucal. Para a fixação do enxerto projetamos e mandamos confeccionar uma cúpula metálica rígida que deveria conter o enxerto alógeno fresco congelado particulado (Figura 4) em posição. a cada 12 horas. realizado no centro radiológico Indor (Figuras 2a e 2b). Figura 7 Tampa da cúpula instalada. Após a remoção da cúpula foi realizada a segunda tomografia computadorizada no mesmo centro radiológico (Figuras 10a e 10b). com o anestésico Mepivacaína 2% com Epinefrina 1:100. sob Número 105/2006. Paciente de 65 anos de idade. O projeto teve aprovação do Comitê de Ética. gênero feminino. Fosfatase alcalina e Urina tipo I. o que possibilitou a comparação com a imagem inicial. a cada oito horas. A paciente recebeu as informações contidas na Carta de Esclarecimento ao Paciente e assinou o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Dipirona. 30 gotas. a paciente aguardou o período de osseointegração e recebeu o planejamento protético indicado.12% e 2. com objetivo de promover um sangramento e conseqüente nutrição do material enxertado (Figura 6). Antes da devida acomodação do enxerto foram realizadas pequenas perfurações no leito receptor (Figura 5). através de um triturador de ossos convencional. o retalho foi reposicionado e suturado através de fios de sutura de nylon 4-0 (Figura 8). enquanto houvesse dor. Creatinina sérica. Após o período de seis meses foi realizado o segundo procedimento cirúrgico. verificados através de exame tomográfico inicial. O protocolo cirúrgico realizado iniciou-se com a anti-sepsia intra e extrabucal. A paciente foi orientada em relação aos cuidados pós-operatórios e recebeu as instruções sobre a medicação a ser utilizada: Amoxilicina 500 mg por sete dias. Glicemia. REVISTA IMPLANTNEWS 2008. Após a etapa de instalação dos implantes osseointegrados. de acordo com os dados obtidos na anamnese e nos seguintes exames complementares: Hemograma completo.000.

funcionando realmente [ | 94 REVISTA IMPLANTNEWS 2008. ser processados (desmineralização. ser processados (desmineralização. diferentes combinações de estrutura óssea (cortical. não suporta exposição. Figura 11b Corte da tomografia computadorizada final. Figura 10b Imagem da área enxertada na tomografia computadorizada final.Tanaka R | Faraco FN | Sendyk WR | Yamazaki JS | Pimentel AC | Tunchel S | Silva CEXSR Figura 10a Imagem panorâmica da tomografia computadorizada final. pré-moldados (melhor adaptação no sítio receptor e menor tempo cirúrgico). No caso clínico apresentado. o enxerto utilizado foi proveniente do Unioss . No caso clínico apresentado. prémoldados (melhor adaptação no sítio receptor e menor tempo cirúrgico). Alguns destes permitem a nutrição proveniente do periósteo que recobre o enxerto e outros funcionam realmente como uma barreira física. CADERNO CIENTÍFICO ] Figura 11a Corte da tomografia computadorizada inicial. medular ou córtico-esponjoso). Existem alguns aspectos que influenciam a incorporação dos enxertos alógenos: a histocompatibilidade. pois a contaminação inviabiliza o enxerto4-5. podem oferecer grandes quantidades de material. atualmente todos os enxertos ósseos alógenos são processados7-8. os métodos para tratamento dos tecidos antes da implantação e a garantia de nutrição do enxerto ósseo6. liofilização). no entanto. pois não requerem área doadora. e temos atualmente vários materiais que podem ser utilizados como barreira. Os enxertos alógenos são uma alternativa quando da impossibilidade de utilização de enxertos autógenos. liofilização). A regeneração óssea guiada através de malha de titânio ou de membrana de teflon com reforço de titânio permite a nutrição através do periósteo. pois não requerem área doadora. podem oferecer grandes quantidades de material. e são considerados por alguns autores osteocondutores6.Banco de tecidos musculoesquelético do Hospital de Marília. a nutrição do enxerto ficou a cargo somente do osso remanescente. cujo processamento foi realizado através do ultracongelamento9-10.5(1):91-5 . promovendo a sua proteção. medular ou córtico-esponjoso). A fim de diminuir a indução de resposta aguda de histocompatibilidade e também de transmissão de doenças. Discussão Os enxertos alógenos são uma alternativa quando da impossibilidade de utilização de enxertos autógenos. e são considerados por alguns autores osteocondutores6. pois a cúpula rígida isolou o enxerto do periósteo. A literatura mostra que boa parte da nutrição é originária do osso remanescente11-14. diferentes combinações de estrutura óssea (cortical.

Pi J. Int J Oral Maxillofac Implants 2003. Thomaz Wassall. Int J Oral Maxillofac Implants 2000. 7. Patient selection and preparation. Influence of bed preparation on the incorporation of autogenous bone grafts: a study in dogs. Tissue Integrated Prostheses: Osseointegration in Clinical Dentistry. 155 . Clin Orthop 2000. Effect of cortical perforations of both graft and host bed on onlay incorporation to the rat tibia. a qual tenho a honra de pertencer como docente.69A:786-90. 11. Mindell ER. Duffort JF. 8. Galea G. Spada MC.174:28-42. Mark DE. 13 de novembro de 2007 Professor Henrique Smanio Neto REVISTA IMPLANTNEWS 2008.São Bernardo do Campo . Nemcovsk CE. Porém mais estudos são necessários para a confirmação dos resultados e conseqüentemente para a consolidação e utilização da técnica. Burchardt H. Endereço para correspondência: Ricardo Tanaka Av. 13.104:554-61. que por um erro de minha parte. na formação de osso vertical em mandíbula posterior atrófica. ilustre Pró-Reitor de Ensino e Pesquisa dessa Instituição. Comunicado Prezado Editor da ImplantNews Informo para efeito de esclarecimento público.no 3.267:255–63. Enneking WF. Gordh M.5(1):91-5 95 | [ CADERNO CIENTÍFICO ] . Clin Orthop 1983. Vasconcelos LW.18(3):440-6 4. 9.15(4):565-70. Brocard D. Bianchi SD. Polizzi G.Vertical ridge augmentation: What is the limit? Int J Periodontics Restorative Dent 1996.. Albrektsson T (eds).Vertical alveolar ridge augmentation by means of a titanium mesh and autogenous bone grafts. Chicago: Quintessence 1985. Current concepts review: Bone grafts. 12.16(3):220-9.72(2):257-64. In: Brånemark P-I. Vertical ridge augmentation using xenogenic material supported by a configured titanium mesh: clínicohistopathologic and histochemical study. Presidente Arthur Bernardes. Quigley N. Markham TC. 14. Bone graft materials. Kearney JN. Hollinger JO.371:10-27.15:165-74. Brunel G. Friedlander GE. J Bone Joint Surg 1991. Alpem Y. Desverreaux RW. 3.73A:1123-42. J Bone Joint Surg 1987.Tanaka R | Faraco FN | Sendyk WR | Yamazaki JS | Pimentel AC | Tunchel S | Silva CEXSR como uma barreira que promoveu a contenção do enxerto e sua proteção3-4. Zarb GA.174:54-7. Friedlaender GE. Bioabsorbable materials for guide bone regeneration prior to implant placement and 7 year follow-up: report of 14 cases. Goco P. Bach DE. Ramieri G. sendo o correto o nome do Prof. The biology of bone graft repair. 4 . Justumus P. Muschler GF. A comparison of four particulate bone derivatives. Lekholm U. Campinas. Dayan D. The basic science rationale for clinical applications. Artzi Z. 6. J Periodontlol 2001. Jacquet E. Carvalho PSP. Roccuzzo M. Simonetet T et al. Clinical effectiveness of processed and unprocessed bone.com. Zarb GA. Tinti C. Clin Orthop 1983. Clin Oral Implants Res 2004. Transfus Med 2005. Pelker RR. Neste momento a utilização da cúpula mostrou-se fundamental para obtenção do resultado atingido não ocorrendo a contaminação e não interferindo no aumento vertical ósseo. 10.199-209. 2. Linberg L. An overview of the basic science.br Conclusão De acordo com o caso clínico apresentado. Observations on massive retrieved human allograft. Biomechanical properties of bone allografts. Parma-Benfenati S.15(1):73-81 5.SP Telefax: (11) 4362-3490 ricartanaka@terra. meu nome figurou em artigos publicados na edição Vol. Bauer TW. Berrone S.Rudge Ramos 09618-000 . Alberius P. A dificuldade para recobrimento do material enxertado em área posterior de mandíbula ocasionou a exposição parcial da estrutura. Johnell O. Clin Orthop 1991. podemos concluir que a técnica descrita obteve resultados favoráveis Referências 1. Dr. como coordenador do curso de mestrado da Faculdade São Leopoldo Mandic. Eur J Oral Sci 1996.

de P-I Brånemark. Luiz Antonio Gomes.tema central do IN 2007 . | 96 REVISTA IMPLANTNEWS 2008. por videoconferência. IN 2007 Reginaldo Migliorança foi um dos ministradores do Plantão de Dúvidas sobre Planejamento: novidade no IN 2007. Palestra no Auditório Amarelo.5(1):96-101 . Professores convidados (ao lado) do ciclo de mesa-redonda que contou com a participação.Encontro Internacional de Leitores ImplantNews.IN 2007: o encontro dos profissionais em Implantodontia Cerca de 900 profissionais especialistas ou com interesse na moderna Implantodontia se reuniram em novembro último em torno de um dos temas mais importantes do processo de reabilitação oral com implantes: o planejamento. conferências e cursos. grandes mestres nacionais e internacionais transmitiram conhecimentos necessários para se alcançar a excelência em resultados por meio de um excelente planejamento . ] Grande auditório: temas de relevância atraíram a atenção dos participantes. [ Apresentação no Auditório Vermelho (acima). diretor responsável da ImplantNews fala na abertura do evento. Em atividades como mesas-redondas.

. Dental Aragão. Komet. Fábio Bezerra e Aziz Constantino . César Arita e Eduardo Ayub. Conexão.. Em nada devendo ao desenvolvimento produzido no exterior. INP. Odonto Atual. Carl Drago. REVISTA IMPLANTNEWS 2008.. Carl Drago e Paulo Coelho (EUA) e Luca Cordaro (Itália) apresentaram as últimas novidades em nanotecnologia. Implac. destaque para os cursos internacionais. New Image. SIN..palestrantes brasileiros. . Globtek. Dental Press. respostas biológicas e reabilitação de casos complexos. Clínica Malo. Neodent. Paulo Coelho. Intra-Lock. Editora Santos. Dentsply Brasil. Dentoflex. Nacional. Injecta. Tri Hawk. Bioparts. Nos três dias do IN 2007. Mandic. Dental Moriá. I C E. Welfare e Wilcos. DMC. Expositores participam com novas tecnologias e promoções Na Exposição Paralela Promocional participaram empresas com destacada atuação na área da Implantodontia e que também patrocinaram o evento: Biomet 3i.Especialistas discutem o planejamento em Implantodontia Na programação científica. Luca Cordaro. Dentscler. ] . Straumann Brasil. Fabinject.5(1):96-101 99 | [ IN 2007 Maurício Rigolizzo. Exdental. estandes da feira promocional foram bastante concorridos. aproximadamente 80 especialistas brasileiros trouxeram para discussão os principais pontos a serem observados e tratados para alcançar-se um alto índice de sucesso em processos de reabilitação oral com implantes. VK Driller. Nobel Biocare.

Acompanhamento de dois a 14 anos Autores: Raquel Dias Mançano Melhado. Frederico Goulart de Oliveira. Eles adotaram como critérios relevância clínica. Carlos Eduardo Francischone e Carolina Quinto 2o lugar Título: Avaliação do desajuste de intermediários nacionais sobre implante padrão Brånemark Autores: Edson Miranda. Laércio Wonhrath Vasconcelos. que também fazem parte do Conselho Científico da ImplantNews. Gustavo Petrilli. foram premiados os melhores artigos originais publicados na revista desde a edição no 6 de 2006 até a de no 5 de 2007. Para o Prêmio Brasil de Implantodontia foram analisados cerca de 70 trabalhos. conteúdo e a forma como o trabalho foi escrito. com a seleção de 12 trabalhos. foi criado o Prêmio Brasil para Monografias de Especialização. Wilson Sendyk e César Arita.Prêmio Brasil de Implantodontia e para Monografias Criado em 2006 pela revista ImplantNews. A entrega dos prêmios foi realizada durante o Jantar de Confraternização no Fecomercio. Wilson Roberto Sendyk e André Antônio Pelegrine IN 2007 ] Os prêmios foram entregues durante o jantar de confraternização. | 100 REVISTA IMPLANTNEWS 2008. Marcelo Luchesi Teixeira e André Lins Corrêa da Costa 3o lugar Título: Avaliação comparativa fotoelástica de diferentes desenhos de implantes submetidos à carga de compressão Autores: Carlos Eduardo Sorgi da Costa. Em sua segunda versão. [ Comissão avaliadora: Wilson Sendyk. Em paralelo. Daniel Marques das Neves.5(1):96-101 . A comissão de avaliação e de outorga foi composta pelos professores doutores Paulo Sérgio Perri de Carvalho. o Prêmio Brasil de Implantodontia promove o reconhecimento da produção científica de pesquisadores e especialistas clínicos dessa especialidade odontológica. Paulo Sérgio Perri e César Arita. Flávia Maria Lopes. Foram premiados os três primeiros colocados que são: 1o lugar Título: Avaliação clínica de implantes curtos (7mm) em mandíbulas. Carolina Pepe Duarte Guimarães. Cláudio Luís Sendyk.

REVISTA IMPLANTNEWS 2008. da UFBA – Universidade Federal da Bahia 2o lugar Título: Osteotomia sagital do processo alveolar para inserção de implantes osseointegráveis Autores: César Augusto Pires da Silva.5(1):96-101 101 | [ IN 2007 ] . Os três primeiros colocados foram: 1o lugar Título: Implantes: reabilitando função.Trabalho de Especialização No Prêmio Brasil para Monografias de Especialização foram inscritos 22 trabalhos. Luiz Fernando (avaliador). Diego dos Santos Perez. Clariana. Sorgi. Amorim. Eles avaliaram a relevância clínica do tema. Raquel. Momento da apresentação das monografias. Lilian Takayama e Vanda Jorgetti. que aconteceu durante o IN 2007. sob orientação de Rosa Maria Rodrigues Pereira. Robson Mendonça e Luís Rogério Duarte.: Miranda. 12 foram selecionados para apresentação. Da esq. estética e auto-estima de pacientes com displasia ectodérmica – caso clínico Autores: Clariana Goes da Silva. Sendyk. Oscar Luiz Mosele e Oscar Luiz Mosele Júnior. Renato Mazzonetto (avaliador). Sérgio Wendell. Perri. Jamil Shibli (avaliador). sendo que destes. da Faculdade de Medicina da USP Vencedores e avaliadores. Jamil Shibli e Luiz Fernando Martins André. o conteúdo e a apresentação do trabalho. sob orientação de André Carlos de Freitas. para a dir. sob orientação de Fernando Esgaib Kayatt 3o lugar Título: Avaliação da osseointegração em mulheres com osteoporose – caso clínico Autores: Marcio André Luciano Amorim. Arita e Pires da Silva. Os trabalhos foram analisados por uma banca examinadora composta por Renato Mazzonetto.

a empresa oferece soluções inovadoras de alto desempenho. Finep. Fapes (fundo de pensão do BNDES). Os produtos fabricados pela empresa. Rio Bravo e Eastman. Os fatores determinantes foram a competitividade e o potencial do mercado brasileiro. que migrou de Gotemburgo para Bauru (SP). A presença de experientes profissionais da saúde e de recursos humanos qualificados no País também influenciou a decisão”. a Exopro AB sempre foi o centro de constantes desenvolvimentos e aperfeiçoamentos de produtos do médico ortopedista e descobridor da Osseointegração. a Exopro recebeu investimentos internacionais e nacionais de um fundo que tem como acionistas o BID.“É uma operação com ativos e sistemas de gestão internacionais. introduz uma nova linha de produtos desenvolvidos pelo professor Per-Ingvar Brånemark e seu grupo multidisciplinar.A. de aplicação intra e extra-oral. Tudo foi projetado para atender. Swiss Re. Clean Room. com alta qualidade e segurança. informa Fabio Giannini. e garantir a continuidade de desenvolvimentos e a fabricação de produtos para centros clínicos. Para suportar as atividades do Instituto. Com o objetivo de proporcionar acesso para os profissionais e pacientes de todo o mundo aos produtos.P-I Brånemark Philosophy chega ao Brasil A empresa sueca Exopro L. A fábrica. infra-estrutura e equipamentos personalizados de última geração e opera com sistemas de gestão de qualidade que levaram à aprovação ‘zero não-conformidade’ pelo governo brasileiro em abril de 2007. Entre outras atividades relacionadas à criação e produção de dispositivos médicos.A. presidente da Exopro. Com a missão de restabelecer a qualidade de vida dos pacientes. para cirurgia e prótese. possui instalações.5(1):102-5 . “Avaliamos diversos países e optamos pela instalação de nossa principal fábrica e pelo pré-lançamento dos produtos no Brasil. know-how e equipamentos. ] A empresa Exopro AB nasceu há mais de 25 anos no Departamento de Materiais da Faculdade de Odontologia na Universidade de Gotemburgo (Suécia). a estrutura da Exopro AB. Utilizados por seletos grupos no Brasil e no exterior. | 102 REVISTA IMPLANTNEWS 2008. localizada em Bauru (SP). os produtos e procedimentos clínicos estarão disponíveis aos profissionais e pacientes de todo o mundo. Petros (fundo de pensão da Petrobras). foram utilizados no Instituto Brånemark da Suécia e em centros avançados no tratamento de pacientes ao redor do mundo. os profissionais e pacientes do mundo todo [ PERFIL EMPRESARIAL Controle de Qualidade. foi transferida para a Exopro L. (divisão Latin America). incluindo projetos. o Brasil foi eleito o país sede da nova unidade de produção da Exopro. Em 2005. professor P-I Brånemark e seu grupo internacional.

composto por profissionais de diversas especialidades. Somos uma organização distinta do Instituto. REVISTA IMPLANTNEWS 2008.São Paulo. Com o potencial e a versatilidade dos produtos a aplicação clínica não encontra fronteiras”. qualidade. fácil de usar. Clínica Brånemark Osseointegration Center . Clínica Brånemark Osseointegration Center . com segurança de longo prazo. nossos produtos estão estéreis antes mesmo de serem enviados para esterilização por radiação”. afirma Fabio. O Instituto é uma entidade independente que atua no terceiro setor atendendo pacientes carentes. A perspectiva é a de que os produtos sejam comercializados com preços justos. ainda. fabricante da linha de produtos P-I Brånemark Philosophy com o P-I Brånemark Institute. uma região reconhecida pelo desenvolvimento científico e tecnológico. localizados no Brasil. Em sua estrutura organizacional existe a área de Suporte Clínico que está sendo desenvolvida para prover informações relativas a produtos e procedimentos aos clientes. A empresa conta. A Exopro possui parcerias com universidades. ressalta Fabio. o presidente é enfático: “É importante não confundirmos a empresa Exopro. Europa e América Latina.Goiânia.incluindo os exigentes mercados da Europa e dos Estados Unidos.5(1):102-5 103 | [ PERFIL EMPRESARIAL ] . Administração e Central de Atendimento ao Cliente. apresentando resultados cirúrgicos e estéticos superiores. que ainda mencionou parcerias de aplicação tecnológica com a Unicamp.IR&T (Innovation. simplificação e segurança nas diversas possibilidades de aplicação dos produtos. empresas e fornecedores no Brasil e no exterior. Quando questionado sobre a relação do Instituto Brånemark com a empresa. Apenas como referência. A administração da empresa e a Central de Atendimento ao Cliente no Brasil ficam em Campinas (SP).“No Brasil encontramos profissionais criativos e capacitados”. P-I Brånemark Philosophy A linha de produtos com a marca P-I Brånemark Philosophy baseia-se na filosofia do próprio professor P-I Brånemark. Com inovações tecnológicas apresenta alto desempenho.“A Exopro sempre teve foco e energia dedicada para a criação de uma linha de produtos de alto desempenho. e de pesquisa e utilização clínica com a USC e FOB/USP de Bauru. diz Fabio. que participam ativamente no desenvolvimento de produtos e procedimentos aplicados à reconstrução com integração de próteses. acessíveis e compatíveis à realidade econômica dos profissionais e pacientes de cada país. informa Fabio. Research & Training). simplificada. A nossa relação com o Instituto é dar suporte às suas atividades por meio da doação de produtos”. aplicável em várias situações clínicas. com um grupo internacional de Inovação e Desenvolvimento . Sabemos que o sucesso dos tratamentos relacionados ao princípio de Osseointegração é uma equação em que a qualificação profissional é uma variável importante.

cilíndrico.1 mm. Energia de superfície apresentando altos índices de TiO2 obtido por ativação mecânica. Novo implante ‘inteligente’ Desenvolvido durante os últimos 20 anos e nunca comercializado em grande escala em qualquer país. com grooves circulares e irregulares com profundidade variando de 10 µ a 100 µ. Carcterísticas únicas Implante funcional. parafusadas ou cimentadas. o novo implante desenvolvido pelo professor P-I Brånemark apresenta características únicas e função inovadora. incluindo cirurgia plástica. As clínicas Brånemark Osseointegration Centers .5(1):102-5 . estão os novos sistemas de brocas. Os profissionais têm preferências muito personalizadas e novas idéias surgem o tempo todo”. o novo [ PERFIL EMPRESARIAL ] Pilar estético. protesistas e laboratórios de prótese. seguindo a estratégia de aliar performance com simplificação. simplificar é desafiante. ápice cônico com câmaras distais coletoras de tecido ósseo e abertura apical.“Os produtos instalados em pacientes carentes do P-I Brånemark Institute são os mesmos utilizados nos pacientes de algumas das melhores clínicas do Brasil e do mundo em que a complexidade ou a demanda por soluções estéticas e sucesso do tratamento é muito grande”. Perfil de roscas especial apresentando superfície semi-rugosa. Concebido a partir do conhecimento sobre o comportamento e gerenciamento de tecidos em diversos estudos e metodologias de preparação cirúrgica. nova fixação zigomática e a plataforma de assentamento Ø 5. Na área de prótese. comenta Fabio. aplicáveis às próteses unitárias e múltiplas. Durante a fase de pré-lançamento a empresa comercializa implantes e componentes para aplicação intra-oral. Como exemplo de produtos introduzidos à linha P-I Brånemark Philosophy. | 104 REVISTA IMPLANTNEWS 2008. com plataforma de assentamento Ø 4.ABOC’s também utilizam os produtos P-I Brånemark Philosophy. versatilidade de aplicação e resolução protética superior é o propósito. Pilar cônico Multi Flex. simétrico.1 mm. No processo de desenvolvimento dos componentes de prótese participam engenheiros mecânicos.Já utilizados em diversas clínicas do país e do exterior o acesso aos produtos P-I Brånemark Philosophy foi ampliado para os profissionais que participam da fase de pré-lançamento no Brasil desde junho de 2007. Na visão do presidente da empresa “oferecer componentes com alta qualidade.

Somente com a participação da equipe multidisciplinar e experiência dos cientistas e profissionais que participaram destes desenvolvimentos.0800 777 5577 ou envie e-mail para relacionamento@pibranemarkph.com. ligue para a Central de Atendimento ao Cliente . Ainda em relação à estabilidade inicial do implante e resolução protética proporcionada pelos componentes de prótese:“os implantes e componentes são utilizados em reabilitações unitárias. “O destaque clínico deste implante é a excepcional estabilidade primária que possibilita a utilização da técnica de função imediata com maior previsibilidade”. a empresa analisa constantemente o comportamento do mercado mundial e brasileiro. Os resultados deste trabalho e as taxas de penetração mercadológica são surpreendentes. Enquanto o Brasil tem se demonstrado como a região que mais contribuiu com informações durante a fase de pré-lançamento. Os implantes também estão sendo instalados em procedimentos de cirurgia guiada”. Por meio de sua atuação funcional. Com esta nova função o implante maximiza a cicatrização do tecido ósseo interfacial e. Conhecendo as pessoas podemos garantir que durante todo o relacionamento as expectativas sejam atendidas. Gustavo Franco.12%. baseando-se nas informações recebidas do professor e do grupo IR&T. os implantes apresentam alto índice de sucesso mesmo em situações mais críticas como. aplicando-se a técnica de função imediata com sucesso. Para mais informações sobre o pré-lançamento. conseqüentemente. em pacientes que tiveram câncer e passaram por radioterapias. Isto deverá se manter durante a próxima década.5 bilhão (US dólares) e cresce anualmente com taxas médias de dois dígitos. Uma relação muito próxima e transparente norteia nosso relacionamento com os clientes. e administra o fundo responsável pelos investimentos realizados na Exopro. representante da instituição financeira Rio Bravo que tem como um de seus diretores o ex-presidente do Banco Central. Pré-Lançamento O modelo de pré-lançamento é a fórmula adotada pela empresa em todos os países para introduzir os produtos ao mercado consumidor de maneira coordenada. o produto administra os tecidos ósseos de diferentes características e densidades (macios. a Osseointegração. O implante finaliza o alvéolo cirúrgico durante a inserção em baixa velocidade. estimula a microcirculação. pudemos alcançar esta nova perspectiva na ciência da Osseointegração”. Quando instalados segundo o protocolo clínico desenvolvido e aperfeiçoado pelo professor P-I Brånemark. segundo informações de Marcelo Romeiro. explica Marcelo. diz Fabio.5(1):102-5 105 | [ PERFIL EMPRESARIAL ] . Entendemos que os profissionais são os únicos capazes de fornecer as respostas sobre a realidade clínica. “O mercado mundial de reabilitação por Osseointegração (intra-oral) é de aproximadamente US$ 1. REVISTA IMPLANTNEWS 2008. os profissionais de todas as regiões compreendem e compartilham a necessidade de simplificação com alto desempenho na prática da Osseointegração”. proporcionando um contato de melhor qualidade entre implante e tecido ósseo.“Pela Central de Atendimento ao Cliente cadastramos e organizamos as informações dos profissionais interessados. orientando-se nas infor- mações de profissionais que participam do pré-lançamento e recebidas do grupo IR&T. capital humano e em outras tecnologias aplicáveis à área da saúde. evita microfraturas. informa Fabio. A estimativa é de que em três anos a empresa atinja no Brasil uma participação no mercado formal de reabilitação intra-oral equivalente a 8% . Nova apresentação do implante. por exemplo. normais ou densos). conclui Fabio. expõe tecido ósseo em condições ideais e apresenta estabilidade inicial muito alta. é indicado para instalação em áreas reconstruídas com enxertos ósseos e é aplicável aos tratamentos intra ou extra-orais. “O implante ajusta o leito cirúrgico enquanto captura gentilmente as células submetidas à preparação em alta velocidade.implante é ‘inteligente’. e o Brasil segue esta mesma tendência”. Expectativas Com um plano de investimentos em equipamentos. Os resultados estéticos são excelentes.

onde são ministrados cursos na área. A nova linha apresenta inovações essenciais para o implantodontista. “que representa um grande recurso para o diagnóstico e planejamento dos casos”. serão feitas parcerias com as mais conceituadas empresas de Cirurgia e Implantologia. Manipulação de Tecidos Moles e Técnicas de Regeneração Guiada. da VM Comunicações. Hugo Nary Filho. o Instituto visa obter parcerias não somente com as empresas. Os dois modernos aparelhos de profilaxia chegam com evolução no design e melhorias em funcionalidade e eficiência. Os modelos possuem também um recurso exclusivo da Dabi.HRAC.5(1):106-9 . com teclado tipo membrana que permite o uso de barreiras. além de possuir implantologistas e cirurgiões em todas as fases do trabalho. com um tomógrafo computadorizado de feixe cônico (Icat). A estrutura da clínica permite ainda a realização de cursos com turmas limitadas para cirurgiões-dentistas. a bomba peristáltica com reservatório de líquido irrigante acoplado. que traz melhorias no pós-operatório. de seus profissionais. de modernos recursos e equipamentos para atendimento em Implantodontia e Cirurgia Bucomaxilofacial.USC. ganhou.“O objetivo é ampliar a aplicabilidade do recurso tomográfico dentro das áreas de Ortodontia. A nova clínica dispõe. “Dentro desta proposta. que alia grande precisão de corte com uma tecnologia menos invasiva. [ | 106 REVISTA IMPLANTNEWS 2008. do cirurgião-dentista Hugo Nary Filho.USP. inclusive. O aparelho também contribui para a biossegurança do consultório.Dabi apresenta nova linha Profi A Dabi Atlante. um novo estabelecimento na área. a Universidade do Sagrado Coração . Além de contar com o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais . empresa pioneira na fabricação de aparelhos de profilaxia e que há mais de 60 anos ocupa lugar de destaque no mercado de equipamentos odontológicos. mas também com colegas que quiserem se valer de sua estrutura. Implantes Zigomáticos. Conta. finaliza. como a presença do ultra-som e jato de bicarbonato.com. projetados para remoção de biofilmes mineralizado e não mineralizado. Trata-se do Instituto Hnary de Odontologia. O modelo Profi Class da Dabi ainda tem o diferencial de seguir o novo conceito da Odontologia ultra-sônica.dabi. Implantodontia em Ambiente 3D (procedimentos guiados) e Urgências no Consultório. seu pai Hugo Nary e Haroldo Vieira. a Faculdade de Odontologia de Bauru . Implantologia e Cirurgia Bucomaxilofacial”. em novembro último. Para tanto. nos seus 500 metros quadrados de área. além de ser um equipamento digital com potência e vazão do líquido irrigante programáveis.br MERCADO IN ] Instituto Hnary terá Centro de Estudos 3D Fabiane Gomes Quinalha Nary. A cidade de Bauru tem tudo para se tornar um grande centro odontológico no País. visando oferecer cursos como de Cirurgia Avançada. Especializado em Implantologia e Cirurgia Bucomaxilofacial. informa Hugo Nary. A Dabi criou uma tecla exclusiva para a utilização dos tips dentística (diamantados) para o máximo rendimento dessas pontas e preservação dentária. especialista em Cirurgia Bucomaxilofacial. afirma Nary. Outras informações no site www. durante o jantar de inauguração da nova clínica. o Instituto está localizado em ponto estratégico em Bauru. ou mesmo de participar do Centro de Estudos 3D a ser implantado”. lançou no 26o Ciosp os novos modelos Profi Neo e Profi Class. Cirurgia Ortognática. o P-I Institute Brånemark e inúmeras clínicas odontológicas.

De design moderno. como a Premium Oraltech. Hot Spot (Suíça). por meio dos serviços de apoio ao cirurgião-dentista. empresas que investem fortemente em pesquisa. Pascal (EUA) e Kettenbach (Alemanha). posso dizer: Wilcos.wilcos. empresa que tem posição consolidada dentro do mercado odontológico brasileiro. As melhores marcas e produtos desde 1938”. sendo o comando no cabeçote e no pedal da cadeira. baixa rotação. removíveis e autoclaváveis. Outras informações acesse www.5(1):106-9 109 | [ MERCADO IN ] . foi um dos pioneiros na comercialização de produtos odontológicos no Brasil”. Representa.dentscler. FX – com movimento horizontal e bandeja de três a cinco pontas e Cart – não acoplado a cadeira. A Unidade Auxiliar tem braço extensivo de comando do sugador. Indústria de Aparelhos Odontológicos. principalmente da Alemanha. em três opções: FLX – com braço pantográfico com freio pneumático. Está incorporado ao produto o equipo. A empresa. está sob a direção de Carlos Arthur Coppos. “Meu pai.Dentscler evolui com qualidade A Dentscler. Dentre eles destacam-se consultoria técnica sobre nossos produtos. Creation (Suíça).br Wilcos: mais de meio século trazendo tecnologia Os 70 anos de atividades da Wilcos do Brasil. Por isso. portanto. com quatro movimentos.com. apresentou no 26o Ciosp. sendo assim líderes em tecnologia de ponta. afirma Carlos Arthur. fabricada no Brasil e disponível a preços acessíveis. 70 anos de excelência em Odontologia.oraltech. a posição de trabalho e a volta a zero. formato arredondado. Clowis Coppos. Faz parte do conjunto: encosto de cabeça biarticulado e braço do lado direito de série. a Oraltech atua em diversas áreas da Odontologia. completa. agilidade no atendimento e rapidez nas entregas.br REVISTA IMPLANTNEWS 2008. autoclavável e espelho multifacetado. A filosofia da Oraltech é oferecer ao Brasil a mesma excelência de qualidade. foram comemorados durante o 26o Ciosp.br Oraltech: excelência em produto e atendimento Especializada na importação e distribuição de materiais de última geração. Além disso. Para saber mais consulte o site da empresa: www. com maior facilidade de movimento. O Primax dispõe ainda de refletor com 20 mil lux de intensidade e puxador removível. fotopolimerizador e seringa. com exclusividade.com.com. Hoje temos também marcas próprias de produtos fabricados no Brasil e no exterior. a linha dos Consultórios Primax. A cuspideira é rebatível 90º com porta-copo e cuba em porcelana e os tubos de entrada de água são de inox. com sistema motorredutor. em três versões e variadas composições. treinamento especializado. entre elas Hager& Meisinger e W&H Dentalwerk. a Oraltech possui sua própria linha de produtos. duas canetas. Ribbond (EUA). as linhas de produtos da Bisco (EUA). Para conhecer mais sobre a história da Wilcos. anatômico em várias cores e tons. com capa de proteção de policabornato interiça. segunda geração a presidir a companhia junto de seus filhos. fundador da Wilcos. seu instituto e seus produtos acesse o site www. com sede em Petrópolis (RJ). fotopolimerizador e seringa. “A Wilcos sempre primou pela importação de produtos top de linha de todo o mundo. bandeja de cinco pontas. os doutores Fábio Coppos e Cristian Coppos. o Primax possui cadeira automatizada. mais dois automáticos. Essa linha conta com embalagem reciclável. onde representamos algumas empresas alemãs há mais de 50 anos. a terceira geração.

Desse total. no relatório da Saúde Bucal da População Brasileira (2003) e do Censo do IBGE (2000). De acordo com a amostra. conduzida por Aluizio Canto. Em relação a unitários. a utilização de prótese parafusada cresceu 300%. hábitos e produtos de empresas atuantes na área. desde 2005. [ PANORAMA Honorários movimentados no Brasil em 2007 Em relação ao mercado total da Odontologia no Brasil. Este último item ocupava a quarta posição (15%) em 2005. Os fatores mais citados para a escolha dos principais sistemas de implante foram: qualidade (40%) e preço (38%). foram preenchidos e respondidos 227 questionários por profissionais especialistas em Implantodontia (62%). ou seja. a soma destas três marcas representava 50% do mercado e agora 57%. passando agora para a segunda colocação. Prótese (15%). Para mais informações e aquisição dos dados completos da pesquisa entre em contato com Aluizio Canto. o que equivale a aproximadamente 5 milhões de próteses. De maneira inédita no Brasil determinou-se a quantidade de implantes colocados e de próteses sobreimplantes reabilitadas em 2007 se que as três primeiras são nacionais. que estima-se receberam cerca de 12 bilhões de reais em honorários como pagamento para todos os tipos de tratamento odontológicos no ano de 2007. conhecer suas preferências e entender as tendências futuras. Em 2005. há 170 mil cirurgiões-dentistas ativos. há necessidade de confecção de 58 milhões de próteses. 5 bilhões de reais provêem de reabilitações protéticas. fazendo com que o número de praticantes cresça ainda mais nos próximos anos. diretor de Marketing da ImplantNews. porém apenas 10% dessas são realizadas anualmente. Relativamente às preferências. os dados indicam que para implantes unitários. ] A revista ImplantNews realiza. foi de 25% anuais. No que se refere a marcas mais utilizadas. a utilização do sistema ConeMorse apresentou crescimento de 400% em 2007 comparativamente a 2005 e de 300% para múltiplos. Na pesquisa realizada no IN 2007. Cirurgia (5%) e outras áreas (9%). Segundo estimativas do Ministério da Saúde. no 24o Ciosp (2006). no 25o Ciosp (2007) e no Encontro Internacional de Leitores ImplantNews .IN 2007. o número de especialistas que executam tanto cirurgia quanto prótese sobreimplante aumentou em comparação aos anos anteriores. já foram efetuadas quatro pesquisas: no evento comemorativo aos 40 anos da Osseointegração (2005).Pesquisa mostra cenário atual da Implantodontia Dados possibilitam aos profissionais e as empresas dimensionar o mercado. superior àquele observado nos mercados europeus. 40%. tornando esta a especialidade mais interessante dentro da Odontologia. Mercado específico em ascensão O crescimento de mercado no Brasil. enquanto a cimentada caiu 15%. Periodontia (9%). Assim. pelo telefone (11) 2168-3400 (VM Comunicações). destaque- | 110 REVISTA IMPLANTNEWS 2008. a pesquisa “Panorama da Implantodontia no Brasil”. cujo objetivo é estabelecer o cenário mercadológico da Implantodontia e coletar dados sobre procedimentos. desde 2005. sendo que destas 85% são convencionais e 15% são próteses sobreimplantes.5(1):110 . Estima-se que os especialistas que executaram esses procedimentos movimentaram cerca de 1 bilhão de reais no ano.

Ana Lúcia Zanini Luz Editora-Assistente – Caderno Científico Rua Capitão Rosendo. identificado com etiqueta. unitermos. 2 tabelas ou quadros. A revista ImplantNews submeterá os originais à apreciação do Conselho Científico. revisão da literatura. unitermos em inglês (key words) e referências bibliográficas. A revista ImplantNews adota em suas normas de publicação o estilo de Vancouver (Sistema Numérico de Citação). resumo. sendo vedada qualquer reprodução. 3.1. no máximo. Limites: texto com. [nome(s) do(s) autor(es)]. material(ais) e método(s). de periodicidade bimestral.1. e do Termo de Consentimento do Paciente. Todos os trabalhos enviados devem respeitar os limites máximos de tamanho de texto e quantidade de imagens/figuras. 3. 2. O material enviado. 33 – Vila Mariana 04120-060 – São Paulo – SP NORMAS DE PUBLICAÇÃO 1. por meio deste suficiente instrumento. discussão. introdução e/ou revisão da literatura.1.7. autor(es) do trabalho intitulado [título do trabalho]. 2. gravados em CD. por parte do autor.5. resumo em inglês (abstract).3. assinado pelo(s) autor(es) ou pelo autor responsável. Os trabalhos enviados para publicação devem ser inéditos. OBJETIVO A revista ImplantNews. 4 tabelas ou quadros. Os nomes dos relatores/avaliadores permanecerão em sigilo e estes não terão ciência dos autores do trabalho analisado. Envie seu trabalho apenas pelo correio. nome(s) do(s) autor(es). resumo em inglês (abstract).2. telefone e e-mail do autor responsável).6. 2.000 caracteres. essa cessão de direitos autorais será automaticamente revogada após a devolução definitiva do citado trabalho. em alta resolução (300 dpi). resumo. proposição. e as imagens (se houver) nos formatos JPG ou TIF. 2. discussão. titulação do(s) autor(es).2. Margens esquerda e direita: 3 cm c. introdução e/ou proposição. 2. conclusão. assinado por este. Antes de postar. O CD deve estar com a identificação do autor responsável.1. 2. 3. mediante o recebimento. em qualquer outra parte ou meio de divulgação de qualquer natureza.5 linhas g. se for o caso. Trabalhos científicos (pesquisas. Alinhamento do texto: justificado e. 2. com etiqueta ou caneta retroprojetor (própria para escrever na superfície do CD). assinado.1. Espaçamento entre linhas: 1.1. telefones e e-mails).4. titulação do(s) autor(es).7. As informações contidas nos trabalhos enviados são de responsabilidade única e exclusiva de seus autores. introdução e/ou proposição. no máximo. as imagens devem estar contidas em um arquivo DOC ou PPT (PowerPoint). Limites: texto com. conclusão. 4. Os trabalhos devem conter. Em hipótese nenhuma. do Termo de Cessão de Direitos Autorais. • impressos completos do trabalho enviado.5(1):113-4 113 | [ NORMAS DE PUBLICAÇÃO ] . 3. Dados para envio dos trabalhos: Para ImplantNews Att. 10 páginas de texto. A revista ImplantNews reserva todos os direitos autorais do trabalho publicado.000 caracteres. no máximo. Os trabalhos deverão ser enviados exclusivamente via correio. resumo. bem como artigos de atualização. conclusão. 2. O trabalho deverá ser entregue juntamente com o Termo de Cessão de Direitos Autorais. em sua face não gravável. NORMAS 2. que os direitos autorais referentes ao citado trabalho tornem-se propriedade exclusiva da revista ImplantNews a partir da data de sua submissão.8. 2. Recuo especial da primeira linha dos parágrafos: 1. 2. em envelope com: • CD. das Normas de Publicação. Modelo de Termo de Cessão de Direitos Autorais [Local e data] Eu (nós). nome(s) do(s) autor(es).1. Limites: texto com. resumo em inglês (abstract). Relato de caso(s) clínico(s) – Deverão conter título em português. relatos de casos clínicos e revisão de literatura na área de Implantodontia e de especialidades multidisciplinares que a envolvam. artigos e teses) – Deverão conter título em português. 2 gráficos e 32 figuras. titulação do(s) autor(es).3. 4 gráficos e 16 figuras/imagens. 2. unitermos. Importante: 1.9. o qual submeto(emos) à apreciação da revista ImplantNews para nela ser publicado. contendo o texto gravado nos formatos DOC ou RTF (Word for Windows ou editores de texto compatíveis).25 cm f. em formato DOC ou RTF (Word for Windows). unitermos em inglês (key words) e referências bibliográficas. total ou parcial. nome(s) do(s) autor(es). No caso de não-aceitação para publicação. Formatação de página: a. Atenção: apenas o texto do trabalho deve estar no formato DOC (Word ).5 cm b. APRESENTAÇÃO 3. A revista ImplantNews receberá para publicação trabalhos redigidos em português. 25. título em inglês.2. resultados. unitermos em inglês (key words) e referências bibliográficas. 3. de ofício específico para esse fim. entre em contato com a redação pelo telefone (11) 2168-3400.10. [Data/assinatura(s)] 2. Os trabalhos que se referirem a relato de caso clínico com identificação do paciente deverão conter o Termo de Consentimento do Paciente. 35. título em inglês. discussão. confira se o trabalho está de acordo com esses limites no item 3.000 caracteres. não será devolvido. imprescindivelmente. que decidirá sobre a sua aceitação. Margens superior e inferior: 2. relato do(s) caso(s) clínico(s). Em caso de dúvida. visando à padronização universal de expressões científicas nos trabalhos publicados. 4 tabelas ou quadros. Tamanho do papel: carta d. 18. 4 gráficos e 16 figuras.2. destina-se à publicação de trabalhos inéditos de pesquisa aplicada. Apresentação. declaro(amos) concordar. acompanhados de uma cópia em papel. Estrutura 3. Revisão de literatura – Deverão conter título em português.1. título em inglês.Como Enviar Seus Trabalhos Os trabalhos enviados que não seguirem rigorosamente as Normas de Publicação serão devolvidos automaticamente. todos os dados para contato com o autor principal (endereço. uma vez publicado o trabalho. com informações para contato (endereço. sem que a prévia e necessária autorização seja solicitada e obtida junto à revista ImplantNews. não sendo permitida a sua apresentação simultânea em outro periódico. 2. unitermos. Os trabalhos desenvolvidos em instituições oficiais de ensino e/ou pesquisa deverão conter no texto referências à aprovação pelo Comitê de Ética. Controle de linhas órfãs/viúvas: desabilitado REVISTA IMPLANTNEWS 2008.

5.3. trabalhos em andamento e os não publicados. Bergstrom J. Nas publicações com até seis autores. nos formatos TIF ou JPG e largura mínima de 10 cm. Exemplos: Errado: “Bergstrom J.2. Unitermos e key words: máximo de cinco. Devem possuir boa qualidade técnica e artística. [Tese de Doutorado]. Não citar os nomes dos autores e o ano de publicação.7. In: 3º Congresso Internacional de Osseointegração: 2002.4. Absenteísmo odontológico. Tobaco use as a risk factor.5.11.org) no “Uniform Requirements for Manuscripts Submitted to Biomedical Journals”. 7. editors. GRÁFICOS 7.4. Lorato DC. Os títulos de periódicos devem ser abreviados de acordo com o “List of Journals Indexed in Index Medicus” (www. Na apresentação de imagens e texto.5(1):113-4 . Hallen O.6. Cure opin microbial. 6. Preber H2 (1994).usp. Scan J Plastic Rec Surg 1977.23(8):408-9. 4. 6. Florida: CRC.7. com resolução mínima de 300dpi. J Periodontal 1994.7. mas citadas em notas de rodapé.html>. Campinas: Universidade Estadual de Campinas.2. 6.2. b.7. Sinais ou siglas apresentados devem estar traduzidos em sua legenda. são indicados no texto. Deve-se evitar a citação de comunicações pessoais. Osseointegrated implants in the treatment of the edentulous jaw.1.10. 5.5. J Prosth Dent 1980. No texto. As grandezas demonstradas na forma de barra. 1998:88-95.2.1.” 4. 4. c. na ordem de sua numeração. Adell R.9.3 avaliaram que a saúde geral e local do paciente é necessária para o sucesso do tratamento”. 7. Anais. Devem constar sob as denominações “Tabela” ou “Quadro” no arquivo eletrônico e ser numerados em algarismos arábicos. Prosthet Dent 1992. Artigo de periódico: Diacov NL. Lindstrom J.html) e impressos sem negrito. 4. Breine U.65:545-50. et al. 4.gov/tsd/serials/lji.São Paulo. Artigo em periódico on-line/internet: Tanriverdi et al. Illinois: Quintessence. Devem ser. que devem ser seguidos pelos seus prenomes abreviados. Oliveira MF. Resumo: Steet TC. Artigo citado por outros autores apud: Sognnaes RF. nih.3 concordam. TABELAS OU QUADROS 5. 6. Tamanho da fonte: 12 c.7. Sinais ou siglas devem estar traduzidos em sua legenda.8.5.28:402-4. Oral pathogens: from dental plaque to cardiace disease. FIGURAS/IMAGENS 6. Devem constar sob a denominação “Figura” e ser numeradas com algarismos arábicos.7.43(4):419-22.7.bireme. Capítulo de livro: Baron. com largura mínima de 10 cm.7. Devem ser enviadas gravadas em CD.1.2. ser enviadas incorporadas a arquivos de programas de apresentação (PowerPoint). em hipótese alguma.1997.6.1. 4. Dissertação e tese: Molina SMG.1. A(s) legenda(s) deve(m) ser fornecida(s) em arquivo ou folha impressa à parte. Título em português: máximo de 90 caracteres d.2. Glass ionomer-resin: state of art. Quantidade máxima de 30 referências bibliográficas por trabalho. obrigatoriamente. conforme orientações fornecidas pelo International Committee of Medical Journal Editors (www. SP. 4. Editor(es) ou compilador(es) como autor(es): Brånemark P-I. setor. Titulação do(s) autor(es): citar até 2 títulos principais e. 5. p 269-73. 2002. em arquivo à parte. 7. 7. citam-se todos.7.5. 4. Exemplo: “1. Burstone CJ. [ ] | 114 REVISTA IMPLANTNEWS 2008. números aleatórios devem ser separados por vírgula. 4. citam-se os seis primeiros e. 6. Incluir ano. o qual deve acompanhar o trabalho enviado. preferencialmente. Mechanics and regulation on ostoclastic boné resorption. APCD .16:1-13. editores de texto (Word for Windows) ou planilhas eletrônicas (Excel).3.” 4. As referências devem ser numeradas em ordem de entrada no texto pelos sobrenomes dos autores. As páginas devem ser numeradas 3. 4. br/decs/) 3. A legenda deve acompanhar a tabela ou o quadro e ser posicionada abaixo destes ou indicada de forma clara e objetiva no texto ou em documento anexo. J Dent Educ 1977. itálico ou grifo/sublinhado. ISSN 0103-6440. São Paulo: EVM. seguir o Sistema Numérico de Citação. The biology of tooth movement. Sinais ou siglas apresentados devem estar traduzidos em nota colocada abaixo do corpo da tabela/quadro ou em sua legenda. 2. utilizando o recurso de resolução máxima do equipamento/câmera fotográfica. na forma sobrescrita.NORMAS DE PUBLICAÇÃO h.8. 4.br/bdj/t0182.icmje.8(2):67. 7. Hansson BO. Formatação de texto: a. as informações não devem ser incluídas na lista de referências. Rev Odont Unesp 1988. número (fascículo) e páginas do artigo logo após o título do periódico. [cited 30-6-1998]. Nas publicações com sete ou mais autores. Não devem.4. Braz Dent J 1997. R.79:1002. Experience form a 10-year period.. Estética em implantes de um ponto de vista cirúrgico. Fives-Taylor PM.4 Citações de referências bibliográficas a.17:1-2. p 18. A exatidão das referências bibliográficas é de responsabilidade única e exclusiva dos autores.4. a menos que expresse por escrito o seu consentimento. Devem constar sob a denominação “Gráfico”. 4. nome e número de registro de pacientes. 6.. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 4. citados no corpo do texto na ordem de sua numeração.1997. 5.3.3. Exemplos 4.. curva ou outra forma gráfica devem vir acompanhadas dos respectivos valores numéricos para permitir sua reprodução com precisão.41:735-37 apud Dent Abstr 1978. 4.3. Consultar Descritores em Ciências da Saúde – Bireme (www. Avaliação do desenvolvimento físico de préescolares de Piracicaba.5.2. Preber H. obrigatoriamente. Devem ser auto-explicativos e. no qual somente os números índices das referências. sem ponto ou vírgula.1. 3. A vírgula só deve ser usada entre os nomes dos diferentes autores.nlm. 4..2.17(1/2):183-9. 6. deve-se evitar o uso de iniciais.6. LA.7.7. Artigo sem indicação de autor: Fracture strenght of human teeth with cavity preparations. Marginal adaptation of composite restoration with and without flowable liner [resumo] J Dent Res 2000.7. Meyer DH. 6.forp. 4. 4. 1989. Tipo de fonte: times new roman b. 5.7. Números seqüenciais devem ser separados por hífen.72. Trabalho apresentado em evento: Buser D. Craniofacial prostheses: anaplastology and osseointegration. obrigatoriamente. “Outros autores1. Influence of a composite resin restoration on the gengival. 4. em seguida. citados no corpo do texto. a expressão latina et al.3. caso seja estritamente necessária sua citação. numerados com algarismos arábicos e fornecidos. Devem. Resumos em português e inglês: máximo de 250 palavras cada f. Organização ou sociedade como autor: Clinical Research Associates. In: Norton. Na in vitro test model for investigation of desinfection of dentinal tubules infected whith enterococcus faecalis. O paciente não poderá ser identificado ou estar reconhecível em fotografias. A legenda deve acompanhar o gráfico e ser posicionada abaixo deste. Clin Res Assoc Newsletter 1993.” Correto: “Vários autores1. volume.4. Livro: Brånemark P-I. A apresentação das referências bibliográficas deve seguir a normatização do estilo Vancouver. [Online] Available from Internet <http://www. 4. Sá JR. ser citadas no corpo do texto na ordem de sua numeração.7. A behavioral courses in dental school.

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