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73487791 o Ebo No Culto Aos Orixas Cn

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O EBO NO CULTO DOS ORIXAS

A IMPORTANCIA DE OLÓDÙMARÈ

Ele pode ser visto como a base estrutural do U ni­ verso. 0 centro nervoso, ondas eletromagnéticas do bu­ raco negro. Partículas que deram origem á Terra e a to ­ das as formas de vida. Entretanto, encontramos dificuldades para explicar a esséncia de Olódumaré, que está intrínsecamente aco­ plado á fragm entado e expansao do p rin cip io cosmoló­ gico*. E isso só nos permite ter ¡dé¡as aproximadas, nao exatas, do que seja Deus. Desta forma, passamos por um processo experimental de laboratorio existencial. Quicá um dia nos encontremos dentro dos paráme­ tros previstos por Olódumaré, cuja onipresenca está guardada em segredo numa simples partícula de átomo — barreira da existencia onde nos tornamos inertes á estrutura global do Universo em que nao se enquadram as idéias comuns.

* Nota do E d ito r: I interessante observar que tal princ ìp io de expansao — do qual Èsù é o agente — coincide com a teoria do Big Bang, a mais provàvel para a origem do universo, e que acaba de ser atestada pelo astrofi'sico ame­ ricano George Smoot.

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Assim, a causa-origem de todas as causas continua sendo um grande m istério para o homem que, de todas as formas (com mu ¡tas filosofías, crenpas e crendices), tenta explicar o inexplicável. E de Olódúmaré só é possível explicar o efeíto, porque a causa, mesmo quando enquadrada numa visao espiritualista, acaba por esbarrar em um grande porqué, a p artir do momento de conceber-se as idéias de tempo e espapo. Se a vida surgiu a p artir de urna transmutapao frag­ mentada de Olódúmaré, podemos tra duzi-loda seguinte forma: Dizer — Fazer — Organizar — lanpar energía ca­ paz de movimentar-se no espapo vazio e fazer-se onipotente, onipresente e onisciente em relapao ao Universo que Ele próprio criou. E a alma da existencia passa a ser sombra e o espirito da vida, vento. Desta forma, o homem continua, como sempre, á mercé do p róprio destino, sem m uita consciencia de si. Ele, entao, tem que retroceder ao seu passado, em busca de sua origem — sopro eterno de vida. E entre as vidas eternas estao os órisá, porpao de Olódúmaré fe ito ho­ mem. Estes foram os primeiros seres criados, com a juncao de: A G U A + T E R R A = BARRO BARRO + SOPRO D IV IN O = M O VIM ENTO M O VIM EN TO + ESTRUTURA = HOMEM HOMEM + CONSCIÉNCIA = ORÍSÁ. Assim sendo, o homem comum é resultado dessa junpao, e dentro dele existem ¡números pontos a serem tocados para que se transforme continuamente. O processo é lento, porém exato. Para compreender esta colocapao é bastante simples: basta olhar o tronco de umaárvore e ver que a natureza se perde em seus ramos, trans­ formando-a em fonte de vida. Entretanto, isto só é possível porque as substancias de seu porte sao sugadas da térra através da raiz. E nós precisamos fazer isso: entrar em nosso campo magnético em busca da verdade e de nossa origem, bus­
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car o tronco com direcionamento para a raiz, para que a ramagem nao se perca no nada. . . E a raiz é o nosso ôrîsà (antepassado divino), que faz parte da estrutura terrestre e da consciencia de Olôdùmarè. Assim, a importáncia de Olódúmaré é igual à importáncia que o homem dá para o seu ôr/'sà — o rí (cabeça) / sà (protetor) — ou seja, protetor da cabeça.

guíando-o e ajudando-o desde antes do nascimento. O homem tem a tendencia natural de olhar para fo­ ra. ou incerto. sempre buscando solupoes ñas periferias do seu EU e. A cabega {Ori'} é a prímeira a receber a luz e a receber de Deus ( Olódúmaré ) o destino. entao. Esta é. porém. do nosso destino. que constituí a esséncia do ser e controla total­ mente a personalidade do individuo. assim. Um dos nomes de Deus é Oríse — fonte da qual origínam-se os seres — e. esta é. que é um guia certo. a centelha divina no humano. esquecendo-se quase que completamente de se voltar pa­ ra dentro de si mesmo onde. sem dúvida. todo O rí è bom. . pois a sua pròpria condutá pode transformá-lo negativamente e iniciar-se. na ocasiao do nas­ cimento. portanto.O CULTO DE ÒRÌSÀ o O culto de òrfsà está intimamente relacionado com os cuidados que cada um deve ter com a pròpria cabega. Por ser O rí a cabera física. A cabera pode ser entendida como o micro do macrocosmo no homem. durante a vida e após a morte. sujeito a mudanzas. símbolo da cabera interior chamada O rí ¡nú. originalmente. encontrará respostas adeqüadas às suas perguntas mais intrigantes.

podemos dizer que esta familia é de guerreiros. o O rí precisa. Mais tarde. até mesmo. gerando problemas para todos? Se é isto o que ocorre. Esta é urna das finalida­ des do culto aos Orísá. melhorar ou. eu te chamo! O rí re mo k í o! Cabera. será sua morada eterna. eu te saúdo! O Destino do Homem é preciso compreender que a base do sustento hu­ mano é o seu futuro. amanha será ancestral. os adeptos do culto de órísá dizem: O rí mo pé o o! Cabera. arrumam confusóes. digamos que o Odú que rege urna determinada familia seja: Çtaôgùndà. é cultuado como urna divindade "parcialmen­ te" independente e recebe oferendas e orapoes no ato li­ túrgico conhecido por Eborí. por ser lembrado pelos seus des­ cendentes que. Onde agora apóia os seus pés.urna série de acontecimentos intermináveis de infelici­ dades na vida de um homem. que tipo de guerreiros? Aqueles que sempre vencem as batalhas? Ou. ele entao modifica o seu destino familiar. entao. a providencia a ser 8 . Baseado neste código. a despeito de seus esforpos para tentar melhorar. Desta forma. simplesmente. Mas. Em casos assim. juntar-se-lhe-á a força estrutural da composiçâo terrestre. de cuidados especiáis. sabe o Odú (destino) que rege a sua ancestralidade e se este tem sido bom para o desenvolvimento material e espiritual da familia. através do culto. erradicar problemas de origem genética. de homens fortes e valentes. Se nao tem sido bom. o individuo que é consciente de si. Para exemplificar. procuram. nao se esquecendo de seus antepassados. Desta forma. Quem hoje-é descen­ dente. e certamente sentir-se-á feliz no espaço-além.

que «wtá prejudicando. capaz de ilu ­ minar a sua mente ofuscada pelos preconceitos dos homens. Otun áiyé (o lado direito. que é o divino no homem. Pode olhar para o íyo Orún (origem espiritual).(ornuda é despachar o lado negativo de Etaógúndá. a escuridao é claridade absoluta. o homem conhece a si mes­ mo. E o "adversário" é sim­ p le m en te aquele que ofusca a consciencia para que. por exemplo. COMPONENTE ES TR U T U R A L DA T E R R A . Assim sendo. Desperte! Olhe para dentro de si e chame por Orí. Sabendo de sua origem. o despertar de um Deus forte. bem como para o Íwo-Orún (futuro) com dignidade. O mesmo pode estar ocorrendo com Osi áiyé (o la­ do esquerdo. Verá. é o simples despertar da consciencia plena do homem. o homem se encontre com a luz. manifèstagao de Deus).ESQUE LETO). assim. E Deus nao é nen h u m bicho-de-sete-cabegas. Veja-se dentro de sua originalidade: O LAD O D IR E IT O PARA OS SEUS AN TEPASSADOS M ASCULINOS 0 I IGADO COMO O CENTRO DAS SUASEM O Q Ó ES SEM REACOES 81 NTI M ENTAIS OS PÉS VO LTA D O S PARA O SEU F U TU R O (OSSO . nos troperos da visao mental. ancestral idade femmina). Desper­ tar Osúu (consciencia do inconsciente. ancestralidade masculina).

O homem nao estando envolvido com a Natureza perde a sua "identificagao emocional inconsciente” com os próprios fenómenos naturais. a justiga e o amor em seus aspectos posi­ tivos. se respeite.Nao podemos esquecer que a Terra é quem conta o tempo — e se conta o tempo. 10 . representado pela mente em atividade. se goste. Deus é isso: é a Natureza em toda a sua plenitude. a ordem. sem cortes. honestidade e serenídade. A manifestagao de Deus é visfvel no homem de bom caráter. sem fobias. é o equilibrio estrutural. sem torturas mentáis que levam sempre o individuo a urna desestruturagao emocional. gera o espago que se divide em quatro. e o homem tem os quatro pontos cardeais expressos em si mesmo. e ganhe favores do lugar onde vive e do espago gerado em torno de si. criando. ela sabe de tudo —. Além de contar o tempo. Isso é bom! E o resul­ tado do que é bom é sempre satisfatório para mu ¡tos. sem pontas. sem fim e sem comego. emocional e social. merece respeito. sinceridade. simbolizando a inteligen­ cia. N O R TE — SU L - Pise no chao com respeito.. e quem sabe de tudo. A vida é isso. Está relacionado ao corpo ("eu" físico). Se ame. e bom caráter incluí verdade.

ou entao pensa que a sua cabeça é "lixo". 11 . lembre-se que o conhecimento dos mais graduados nem •. e pelo avesso todos somos iguais. Se voce é bàbà/ôàrïçà (zelador). O •¡imples conhecer pode ser urna arma contra aqueles que nao tém pleno dominio do conhecimento.ompre constituí sabedoría. . E isso só pode ser realidade <|uando o iniciado nao somente sabe como se faz um ri­ tual. Nao se conforme jamais com respostas. Reconheça o seu lugar e posicione-se da rnelhor maneira possível. portanto. Deixe seu o rí brilhar de tal forma que a luz refletida seja como um espelho. Seja normal. íyáwó.O homem nao precisa julgar-se superior a todos os ou tros e levantar a cabeça acima do normal. conscientize-se de sua real condiçâo dentro do culto. Se você é íyáwó. pensa ele que a força dos ôr/sà vai eternizá-lo sobre a Terra? E que por isso nao tem necessidade de transmitir o conhecimento para aqueles que o acompanham? De qualquer forma. dando-nos . Por acaso. Seja digno do ôrisà aoqual pertence.i percepçâo clara de sua atrofia mental. tais como: "ó segredo reservado aos mais velhos". deixando claro a sua timidez e complexo de inferioridade. se cuide! Se goste! Se respeite! "Quem sabe. onde mu ¡tos possam se mirar na fidelidade da sua personal¡dade. Se um bábálóôrisà age desta forma. Seja divino!. . este é um tipo de pessoa que nao serve para ser o seu A/ááse. ou iniciado de qualquer outro •irau dentro da hierarquia existente no Candomblé. nao utilizando seus conhecimentos para explorar a falta de experiéncia dos iniciados. ou ele nao sabe o que está fazendo. morre igual áquele que nao sabe". Também nao precisa curvar-se demais. estes nao podem utilizar o que sabem para dímínuf-lo como pessoa. Respeito náo inclui necessar¡ámente humilhaçâo. Sempre que possível faça lembrar aos mais velhos tío culto que íyáwó também é responsável pela continui<kide da tradiçâo religiosa. mas também quai a sua finalidade e a que se referem seus atos.

e m o ti­ vado peio orguiho de ter sob seu áse um filh o de outro bàbélóòn'$à. e isso se deve à existencia de "sacerdotes" inescrupulosos. tenta corrigir "e rros". ligar o homem aos òrìsà e estes à fonte de vida. Cuide do seu presente e preser­ ve o seu fu tu ro . adoxa e assenta sem saber o qué.. Puro engano. Ogan. E isso pode ser observado.O Candomblé. na pròpria estrutura sòcio-econòmica e cultural de boa parte dos adeptos do culto que se julgam com um grande "p o d e r". Por isto. através da qual é possível a tin ­ gir a esséncia. indulgentes. pinta. haverá comunicacao entre os òrìsà. facilitando m uito os seus passos sobre a Terra. Òr. com certeza. e mu ito bem. é sem dúvida urna religiao com muita freqüéncia e pouca permanencia. e conseqüentemente com Olódùmarè.. o consciente e inconsciente do ser. catula. Tanto unscom o ou­ tros. nada menos. E o fu tu ro do homem depende dele decidir o que ele quer hoje. em bom estado de e qu ilibrio. Mu ¡tos dizem que o Orìsà é quem escolhe o bàbé/óòrisà. nao está ao alcance de m uita gente. o que. porque o livre a rb i­ trio é. tornando-o um veículo de comunicagáo social. e isso é arte ritualística de manipulagao da pròpria vida. que o poder absoluto de decisao. Eu nao me cansarei de dizer que a cabega dos outros nao é laboratòrio de pesquisas. quebram em peo que nao pode ser reajuntado — a mente huu. nada mais. . apressados e súbitos. antes de "fa z e r" Santo escolha. é preferíve! nao ter Santo " fe ito " . ou até pessoas com títu lo s de égbónrni. analisado sem muita d ificu ldade. saem de suas casas de origem em busca de um outro Pai-de-Santo que o adote. do tip o que raspa. porém. por sua vez. sedento por um "a xe zin h o " (dinheiro). desprovidos da base estrutural do conhecimento ritual. Havendo c o m u n ic a lo entre os homens.Isto é apenas um exempío do que acontece em dsccr. do que ter santo "m al fe ito ". agora. "F a ze r" Santo é despertar o adormecido no mais profundo do inconsciente humano. o seu A/áa$e. hoje. do sacerdócio apressado. Este. a espiritualidade. etc. Assim é que o íyáwo. que é a fonte de todas as fontes de vida.

13 . Do saber fazer. evocagSes e ritos. o que também é resultante da firmeza do O r í /nú — que já despertou a consciencia do EU. Este é o ambiente adequado a um aprendizado se­ guro. em termos de resultados fináis. convide sua cabega a participar do seu dia-a-dia. a depender da clareza de concepgáo do individuo em relagao a urna determinada d ivin ­ dade (órisá).'nvolvimento do Orí. da potencialidade do culto. em sua Casa-de-Santo de origem. sabendo o porqué. é sabido por todos que a m elhor maneira de se aprender a executar os atos litúrgicos é. E as pessoas que estao envolvi­ das no culto.Isto é possível quando se acorda e se diz: O rí m i o! O rí mo pe o o! Sim. Assim. devem aproveitálo no aprimoramento das coisas relativas ao estudo e compreensao da ritualidade. Aqueles que Ihe conhecem a origem. Assim é que se cultuam os órísá acreditando na cabega e na diregao dada á ritualidade. día após día. em decorréncia do bom senso e de sua forga no desenvolvimento dos rituais em que atua. (josto e costume. conseguem com facilidade atingir a esséncla do óri$á. sem dúvida. cnquanto que os órísá nao atuam em todos os campos de agáo. enquanto esclarecem-se as dúvidas. Isto é resultado da concepgao limpa. alcangando o respeito. 0 conceito que os yorúbá tém a respeito dos órísá 6 que todos nós viemos ao mundo para aproveitar devidamente o nosso tempo. o poder do óri$á é igual ao de•. Além do mais. O rí é urna divindade com poderes ilim itados. no decurso deste tempo.(. de modo a aprender " tu d o " sobre os órísá . 0 iniciado pode ce rtificar-se. vai-se aprendendo. chame. onde cada iniciado pode participar. onde a prática da magia pode provar sua eficácia. hierarquia. questionar seu Alááse e obter respostas am­ pias em relagáo ao que ocorre em dado momento.

e nao pode ser tocada pelo homem. por que nao dizer mesmo. do seu ás$. desmoralizadores do culto. a preocupagao de todos tem sido a de escriturar as diversas formas de culto aos órisá. Isso no Brasil seria um absurdo. 400 anos depois. nasce a necessidade de buscar na lite­ ratura candomblecista um pouco mais de Saber. De qualquer forma. nao se pode dizer que este ou aquele adepto tenha se tornado um conhecedor profun­ do de "todas" as práticas. por mais tempo de convivéncia e participag§o nos ritos afro. E pensar que alguns "Zeladores" proíbem os seus filhos-de-santo de lerem. . quanto Iiterária e. Os povos que nos transmitiram o culto fizeram-no de forma idéntica á de suas origens. feitas de ór/sá.Mas. por exemplo. pois esta só se alcanga com a vivencia. tanto gráfica. por mais que nos esforcemos. A visao que se tem disso é como se fosse urna banana descascada até a metade. Apesar da liturgia seguir urna linha x. ou de menos? Outro fator importante é que o Candomblé brasi­ lero tem suas origens em vários pontos da África. considerando que. Porém. cada bábálóórisá tem os seus "segredos" guardados debaixo de suas próprias unhas. Alguns dignos de elogios e outros de péssima qualidade. nao conseguiremos realizar o culto como era feito em sua origem. Em decorréncia disso. sao vestidas somente da cintura para baixo. Os povos que transmitiram melhor a visao que ti14 . foi adaptada a novos costumes. As mulheres africanas. e ao escrever sobre o tema revela um pouco de seus conhecimentos. mu ¡tos tém se dedicado a escrever livros e mais livros sobre as nossas tradigoes. frisando que conhecimento nao é sabedoria. Assim. onde existe mais um mistério a ser desvendado. a verdade é que a transmissao oral deixou e tem deixado lacunas a serem preenchidas. Nossa religiao é outra? Nao! Tomou forma diferente. em termos de execugao. revelando o seu interior. que passa a se interessar pela parte coberta. O significado é que a parte em descoberto é sagrada (é Santo). . Será porque sabem demais.

tornando-as incontestáveis no seio comunitàrio candomblé fsta. passado de geragao a geragao. os componentes do Univer­ so sao reagrupados. abrindo caminhos de paz. ainda que mal. na história da civilizagao do homem. em seu caráter uniyersal. Os quatro pontos cardeais simbolizam o Universo como um todo. Inclui sabedoria. tanto raciais. Por sua vez. O Candomblé. quanto culturáis. temos: o masculino à direita. Or¡$á — Sao Irúnm olés de comunicagáo. Assim. foram os yorúbá (nagó). tem mu ito mais que manifestagao ritualística. Plantaram para sempre o culto de ò rìsà. leis e costumes. de modo a integrar o individuo ao Cosmo.e. os ¡ejes (Ewe-Fón) e oscongo-angolanos (bantus). harmo­ nía. Vodun. Isto está presente no pensamento de toda comunidade. arte. em térras brasileiras. 0 culto de òrisà é conhecido como urna das mais antigas religioes do mundo. Embora náo existam leis escritas que determinem como proceder ritualisticamente. devido à perseguigáo policial e ás pressoes da religiao predominante. O rúnm ilá — Divindade da sabedoria e patrono do oráculo de lfá-Qp$lé e de Ifá-O/okum .nham sobre o mundo. moral e fé para a humanidade. Estes conseguiram sobreviver ás pressoes. Irúnm o/é — Seres divinos de comunicagáo à Olódùmarè. o feminino à esquerda. objetivando compreender a humanidade e a vi­ da. moral. Egúngún — SÍío espfritos dos ancestrais. pertencendo a um desses quatro pontos. de forma implícita e explícita. a vida. elas fazem parte do sa­ ber oral. Inkic. e Deus. a cabega para o nascente (origem) e os pés para o poente (futuro). 15 . exatamente por estas leis serem a mola mestra que desenvolve a uniao de todos os elementos. O culto é estruturado em: O/ódùmarè — Senhor supremo do destino — DEUS. crenga. e seu objetivo principal é alcanzar o entendimento com o Todo. etc.

Tendo cada um a responsabilidade de guiar os esp in to s para a companhia daqueles da mesma linhagem. animaís para sacrificios e folhas adequadas á sua forma específi­ ca de comunicagao. alimentos. a grandeza de um determinado órisá nao é tao essencial. Cada um deles tem o seu dia sagrado. Espalhou seus poderes sobre as coisas de tal forma que seu próprio nome revela as ca­ racterísticas do poder que possui — Deus — em relacao ao Universo que ele próprio criou.NASCENTE .FUTURO A crenca geral é que Olódumaré é o criador do U n i­ verso e de tudo que existe. caracterizando assim o seu poder espiritual e o seu meio de atuacao. As sociedades africanas tém urna conceptpao dual sobre a existencia e os fenómenos da Natureza. o dom inio que tem sobre um determinado elemento da Natureza.POÉNTE . A sua importancia está intrínseca­ mente relacionada com a sua especíalidade.O RIG EM ÍW Ó ORÚN O C C IPITAL . Desta forma. 0 pri16 . mas a inter-relacao entre um e outro é que é realmente importante.ÍY O ORÜN FRO NTE . Os órisá sao divindades intermediárias de comunicagao.

ilcta a um membro de um Ègbé Òrun afeta da mesma forma a um membro do Ègbé Aiyé. As vezes de caráter imperceptíve!. todos na Teri. plan­ ta. acredita-se que todas as coisas da Natureza. por sua vez. ter contato com a negatividade. encontra-se agrupado com outros de mesma linhagem ou caràter (Ègbé Òrun — grupo ou inombro de origem espiritual). água. Desde encantacao. ñas maos e no pensamento. Rituais sao promovidos e correspondem à eficácia do nossas rezas que abrem facilmente um canal de comunicacao dos nossos desejos a Deus. consulta do jogo dos búzios. Assim. possuem esséncias que podem ser “ ex tra idas" e 11 1¡I izadas para se fazer algo em beneficio dos homens. e a atuacao do homem é a ■ ituacao de Olódùmarè (Deus). madeira.. cuja responsabilidade de cada membro varia de ¡icordo com o seu nivel de conhecimento. o que . Desta forma. A preocupacao principal é o bem-estar da coletividade. Cada individuo possui seu espirito especifico (O r0 . I sto. como 17 . no hálito. os resultados serao sempre satisfatórios. e no Òrun (espaco além). necessariamente. É preciso saber o tip o certo e ossa determinacao advém de Ifá-Olokun. Todos os ritos da pràtica religiosa sao sistematiza­ dos. No que diz respeito aos fenómenos naturais. no olhar. O segundo refere-se aos fenómenos naturais. no plano naturai e sobrenatu ral. Ritualisticamente. o Candomblé é urna variante religiosa forte. ote. O principal objetivo é saber fazer sem. Mas estes rituais variam em forma e ordem. Mas a verdade é que os adeptos nao tém somente este poder. E quando é feito dentro das especificacoes corretas. dancas.i tém seu doublé no além. músicas e mesmo o aparen­ temente simples ato de colher ervas sao revestidos de bastante objetividade. sa­ crificios. oferendas. no an­ dar. areia. Cada membro detém.meiro relaciona-se com a existència no À iy é {terra habi­ tada). tais como pedra. um poder genérico espi­ ritual.

Onde tudo pode ser feito . O objetivo deste nosso trabalho é tentar revelar a simplicidade contida na complexidade dos ritos sacrificiais denominados ebo.também podem atuar ñas conseqüencias deste mesmo poder. 18 . ou desfeito.

ou seja. urna colegao de partículas (i’lrttrons.i nogagao da bondade e.ESU £sú. Assím.KÜagoes eoscilagoes de caracteres diversos. Desta forma. n verdade. c o porteiro de Olódúmaré (Deus). Está ¡nerentemente re la cio na d o as partículas ató­ micas ou subatómicas. Ele. íons. perm ite estabelecer urna cornfl. Representante dos liomons e dos Or/'sá. £su aparece com agente do plasm a sangüíneo e bioi lt'Mrico. é visto como . Preconceituosamente. Todavía.ulugoes energéticas que form am complexos agrupamrntos que logo se auto-organízam como urna rede de torgas uniformes. as cargas e lé tric a s o u eletrónicas í|iic o sangue seencarrega de d is trib u ir. partículas neutras). 19 .igao entre o processos in terno s do organismo e as s condigóes externas do ambiente. ligadas á produgao <lc r. divindade criada desde os tempos primordiais. nao raram ente. está associado a vários tipos de a i. é ele — £su — quem estabelece a extensa i (‘de de comunicagao entre os seres e a natureza divina <|ii(* os circunda. o plasma pode s e r definido coino a míimlestagáo bioelétrica natural de t o d o organismo vivo. associado ao de­ monio da visao religiosa crista. o "plasma biológico" [£ su).

Como Èsù saiu de dentro. Criado especialmente para inspecíonar os feitos dos homens e dos Or isa. é como se todos nós fòssemos "m e io " Èsù e "m e io " Olódùmarè. 0 in d ivid uo jà nasce com eie. £ o elemento animador da matèria.que interage com os distintos campos existentes em to r­ no de si ou meio externo. esta certamente nao se perpetuaría. Porque Èsù è a metamorfose — o grande transformador —. por outro lado. Se a vida nos fo i doada por Olódùmarè. Ele atua em todos os níveis. £ o que chama­ mos de Èsù pessoal. e o segundo òrisà (a djun tó ) no terceiro estado. cada organis­ mo pode pulsar em harmonía com o Universo. Este é o interm ediàrio de comunicacao. Com a ajuda dele. organizador físico e espiritual. Neste caso. A verdade é que somos filhos dessa juncao: barro + èém i (sopro divino). Enquanto a matèria fica no fu iu ro . está fixado no segundo estado da matèria. Assim. Este mesmo Èsù Bara cria. Desta forma. o Èsù bioelétrico — ou Èsù social. nao fosse o sangue doado por Èsù. ele aparece como Èsù oótá òrisà. a essència do ser volta à origem e. qualquer informacao que vier de fora ou de dentro necessariamente tem que passar por Èsù. cujas características sao as mesmas do homem. cuja constituicao Ihe pertence — Agua + Terra — que deu origem à Esù Oni-Yangí. 0 Èsù do plasma sangüíneo é o Èsù Bara (rei do corpo) e todos o tèm como individual. O prím eiro òrisà (ejéédá). que também é divino e se manifesta em tudo e em todos. a sua tendència é escapar do . e se manifesta através da bondade e da maldade humana. íons e p a rtí­ culas neutras vao se agrupando até adquirir vida pròpria e se instalar no quarto estado da materia (4?circunferen­ cia do corpo). com a pròpria forca in­ terna do homem (fluido energético humano). Èsù anima os seres. já que as partículas de átomo. e de­ les se nutre até o desvanecer da materia. dos Orìsà e de O lódù­ marè. nem tudo é pó. espalhando ou distribu indo o áse dos homens.

as extre­ midades (pés e maos) do homem ficam trios. 39 ESTADO DA M A T È R IA : •<4 o ESTADO DA M A T È R IA : ÙRiSÀ ÈSÙ È K EJÌO U ÙRI'SÀ ADJUNTÓ 2 ° ESTADO DA M A T È R IA : O r ì s A ELÉÈD A / . Quando Èsù se afasta do corpo do homem.f(fra (muitos a chamam de aura) fica completamente a/ul. Oliando Èsù comega a se distanciar da matèria. chamà-lo de volta.. no meio candomblecista. é quente. ou entao. "Èsù està quentinho".homem.. cortar qualquer elo de ligacao existente. O sujeito passa a agir com absoluta emocao.. exatamente pelo fato de ele ani­ mar a matèria. da mes­ illa forma que as de dentro nao atingem a consciencia do Todo.. a esfera do iiulivTduo é vermelha e sua pele.. Mais um m otivo de se fazer culto e estar de bom acordo com Èsù. Hà necessidado... de fazer culto. acaba so perdendo e desorganizando sua vida. Quando Èsù está quente (próxim o). CONSCIÉNCIA D IV IN A E comum ouvirmos. Seu elemento é o fogo.. O que precisa ser entendido é que o nosso plasma hioclétrico {Èsù) nao tem o m ínim o interesse em nos passar estas informagoes.. já que as in fo r­ m a le s de fora nao chegam corretas ao cérebro. 21 . frases assim: " Èsù està frio ". a sua iv. sair dela e se n u trir dela pròpria./ 1° ESTADO DA M A T È R IA : / O HOMEM / IN IC IO DA V ID A .. fugir.. por mais que a temperatuia ambiente esteja baixa. entao. para eneri|i/a r novamente o corpo. e este nada mais é do que um elemento bioplasmático (a ciencia há de confirm ar isso).

logo ele é individual. filtrando todas as impurezas psíquicas e comportamentais dos se­ res. Cada açâo do homem gera urna reaçâo. ou seu lado irùnmon/è (ser divino. è s ù age com expressa permissao de Otódùmarè. como se fosse urna peneira. na Terra e no Espaço. Cabe ao homem optar por seu lado Ebora (força caòtica. Exu. Exu. nao me faça mal. Se ele é o mensageiro dos Orisà. Todos do culto de Orisà querem estar de bom acordo com Èsù. Por isso. o corretivo. tendo consciencia de que Èsù é o movimento da pròpria existência. Assim. somente ele pode transportar a mensagem do som que sai. o gerador da consciencia e do refletir. Se todos tém o seu Èsù Bara. é porque só ele pode dar movimento às coi­ sas. entao. os que nao estao seguros do pròprio caráter. e Èsù passa a ser o ajuste. sem necessariamente estar de amores com ele. pois tudo está apoiado em dois pólos. Èsù é a expansâo de vida que transpira por todos os poros do Universo. por conseguinte. e o presente é sem dúvida o filho do 22 . Esta é urna das razôes de Èsù ocupar um lugar de destaque em toda liturgia candomblecista e receber oferendas antes de todos os Òrìsà. aquele cuja grandeza se manifesta em todo lugar. com res­ ponsabilidades a cümprir. dizem: Èsù másé m i orno ejòmiròn n i o sé. Èsù a ñlá K'atú.O dualismo é a característica do Universo. Fundamentado apenas em um profundo conhecimento de si mesmo. faça mal ao filho de outra pessoa. 0 comportamento. gerados em torno do pròprio homem). passa a ser único. porque a composiçâo oigânica de cada um é diversifica­ da. acoplada à pròpria natureza de forma incontrolável).

Ele é urna das principáis divindades do céu. Testa e faz relatónos sobre a exatidao dos cultose 23 . Ê o comunicador. É primordialmente um "relaçôes públicas es­ pecial" entre o céu e a terra. é o ministro do espaço e serve à vontade da criaçâo. Ésú é a divindade por ordem da unidade psíquica do Ser que deu origem ao m ovim en­ to de Luz. £sù é força completa. o equilibrador de tudo. Nasceu juntamente com o Universo.pussado. Ê a divindade mao direita de Orúnmilá (Ór/'$a da sabedoria). quando dele se diz: Logémón brun Senhor poderoso no órun. Ele é descrito com um caráter tao versátil que devemos ser cautelosos a respeito do que dissermos sobre ele. A/áagbára Senhor do poder ou entâo: E/égbára Senhor da força. Ele é mu ito mais que as informaçôes que o classificam como isto ou aquilo. onde estava com Olódùmarè desde o principio da criaçâo. Na teologia Yorùbâ. È a capacidade dinámica da vida. da mesma forma que o fu tu ro é o fiiho do pre­ sente. objeto central de estabilidade coletiva do homem. ésú é certamente um òr/sà inclassificávei (em qualquer concepçâo que nâo seja de dentro da teologia Yorúbá). Ele nâo foi um ser hu­ mano deificado. o ¡ntermediador. é a paiavra de Olódùmarè. como algumas divindades que conhecemos. o inspetor geral que comu­ nica regularmente à Olódùmarè os feitos dos homens e das divindades. do todo.

nada disse. até aparecer urna das duas esposas para comprá-lo. transformou-se num comerciante e colocu-o á ven­ da no mercado.dos sacrificios em particular. Esta. este possa novamente se encontrar com Deus. em nao vendé-lo a ninguém. E la esta Esu. a segunda esposa comprou este novo füá e o levou para casa dando-o ao 24 . Ésú soube disso e nao gostou. comparado com o prim eíro. esperando-a com outro filá que. para seu marido. Tao pacífica era a casa onde eles viviam que se tornaram para seus vizinhos modelos de har­ monía conjugal e fam iliar. dentro das armadilhas de Ésu. porém. Aguardou aprensivamente e com ¡nquietacao crescente o próxim o dia de feíra. ela fo i bem cedo ao mercado em busca de um pre­ sente bem melhor. Triunfante. As pessoas achavam que nada poderia perturbar as felizes relacoes que existiam entre eles. ao receber o belo pre­ sente. Urna délas. e a qualquer custo. ¡me­ diatamente o adquíriu e alegremente o levou para presenteá-lo ao marido. mesmo que essa vontade gere alguns atrapalhos para o homem para que. fícou tao agradavelmente surpreso que. o Mercador de Filá Certo homem tinha duas lindas esposas. in­ conscientemente. porém. ele esquematizou urna armadilha para eles de modo astuto e usual. A lenda que apresento a seguir ilustra m uito bem a conduta moral do homem e a acao de Ésu para despertar a sua consciéncia: Ésu. Quando o dia chegou. Este. Fez um füá m uito bonito. demonstrou sua apreciacao e gratidao de um modo que tornou a outra esposa des­ confiada e ciumenta. as quais ele amava igualmente e que estavam no m elhor dos termos. ao visualizar o fi¡á. tendo cuidado. Assím. engrandecia-o em graca e beleza. 0 seu dever consiste em ouvir O rúnm ilá e declarar a sua vontade para os homens.

nesta lenda. é urna divindade bastante sensível. e o hum or do marido balangando da direita para a esquerda com a chegada de presen­ tes cada vez mais bonitos. as pepas tinham sido bem colocadas como um quebra-cabecas. a preferida do marido. no que estiverà trabalhando com grande m alicia. Èsù. Entao. Èsù. o objetivo de Èsù em desarmonizar aquela fam ilia. Do jeito que Èsù queria: o palco estava armado para a rivalidade agugada entre as duas esposas. V olto u para casa em grande fùria. ele abruptamente deixou de ir ao mercado. Entao. o que nao é bom é o com portam ento do homem. Èsù senta-se no pé do ind ivid uo . Urna palavra dita 25 . Parece possuir um poder que somente Olódùmarè pode conter. o frió demasiado. fica in­ dignado por qualquer m otivo. Ele é aquele que dorme em casa e tranca a porta com um porrete. A verdade é que ele cumpre sua missao de agente universal do bem e do mal. O in d ivid uo chora e Èsù chora com ele. o ar fica m u ito pesado. O efeito fo¡ mágico. nao encontrando mais o "ta l com erciante". A agao de Èsù pode ser vista como simplesmente mal­ dosa. e a desastrosa explosáo inevitavelmente ocorreria. e sim como guardiáo dos bons costumes. A próxima esposa em visita a feira ficou frustrada. pergunto: Èsù é o Demònio? Nao! Èsù é a agao de Olódùmarè no destino dos homens e na organizagáo da vida. cada urna empenhando-se para so­ brepujar a outra no perigoso jogo de ganhar o amor do marido. Quando Èsù ficou satisfe ito. nao aparece como guardiáo dos sa­ crificios. por firn aconteceu. ocorrendo en­ telo urna grande tragèdia. e este passa a respi­ rar com muita dificuldade. mas é o tip o de maldade que gera justiga e exemplo social. Sendo assim. o sol mu ito quente. vindo em a u xilio de cada urna na sua vez do jogo. assim. Ele é bom.marido. tornando-a. Èsù arranja problema onde nao há problema.

é incidental­ mente malicioso. eie quebra em pedacinhos o que nao pode ser reajuntado. gabando-se. balancando-se para a direita e para a esquerda. sutilmente. mas. nao podemos associá-lo ao Diabo. Certa vez. é armar emboscadas e criar situacoes dúbias. E os Yorùbà sao bastante cuidadosos neste sentido. Na verdade. Por isso. Sòngó dizia. Èsù. é o Dono do Corpo. da mente e da alma. que nao havia nenhum òr isa que ele nao pudesse dominar. neste mundo. mesrno assim. é apenas a interacao b io ­ energética entre um homem e os demais. Minha cabeca nao vai p erm itir que eu experimente a sua fùria. Alérn do mais. em nossa concepcao. Depositam toda a sua fé em su as capacidades benevolentes e protetoras. Provocando situacoes co m p li­ cadas ou promovendo malicia entre as pessoas. é melhor estar de bom acordo com Èsù. o homem cedo ou tarde fica en­ fermo: do corpo. Èsù logo o desafiou: — ¡sto incluí a mim? Sòngó inmediatamente replicou. capaz de causar grandes confusóes. Èsù tem o poder de vida e m orte sobre todos. Os Yorúbá entendem que para tudo correr bem é ne­ cessàrio que o homem esteja harmoniosamente em con­ tato com as vibracoes positivas de È$ù. E quando nao há equ ilibrio plasmático. É a combinacao dos plasmas biológicos entre si. e isso ocorre em virtude de seu o ficio .em momento nao apropriado pode despertar a sua ira. dizendo: O ri m i màà (jé k ij rrio r i ìjà rè. 26 . Anda senhoriaimente. Referem-se a Èsù. desculpando-se: — Mas por que? Certamente voce nao poderia ter sido incluido! Há quem diga que a forca prim ordial de Èsù. Èsù joga nos dois times sem constrangimento. um fazedor de travessuras. ele é tem ido até pelas outras divindades.

A água (Osun) deve servir para manter a nossa harmonía orgánica. nao existe o conceito do bem e mal. de modo a abragarmos somente o lado favorável. acalmando-o. na mente dos candomblecistas. de modo a bus­ car com ele um bom relacionamento. para que tudo corra bem com o trabalho durante o ano. sem con tu do deixar de ser UM em relagao ao Universo. é representado por um sím bolo que é levantado no centro da cidade ou povoado. Os Yorúbá organizam esse festival para pedir as béngaos de Esú. se a justiga aplicada resulta em descontentamente pa­ ra o sujeito. Em Hé O lují. é simplesmente justiga! Assim. indubitavelmente. e está presente desde a gestagao do ser. mata os seres. saciar a nossa sede e outras tantas finalidades inumeráveis. Nao há lugar onde nao seja cultuado e propiciado. para marcar o cultivo anual da térra. Quando fazemos culto a um determinado elemento da 27 . mata a vida. E a falta desta. manifestagao de Olódumaré (o Deus Supremo). Ele é. Acreditamos que cada elemento ou fenómeno da natureza seja urna manifestagao única de Seu poder.Ele ocupa urna posigáo de destaque. As pessoas se dirigem á £§u religiosamente. porém. isto acontece em decorréncia de seu comportamento. cada Orísá corresponde a um ele­ mento da natureza. o que é freqüentemente repetido dentro de casa e em portas de templos. os candomblecistas atribuem á ira de 0§un. O que acon­ tece. Ago­ ra. onde se cultuam os órísá. Isso. ela pode provocar doengas terríveis. esse acontecimento se dá em fevereiro. Há lugares onde festivais sao promovidos anualmente em seu nome. Desta forma. O nosso objetivo é estar de bom acordo com todos os elementos. Ao mesmo tempo. urna das p rin ci­ pas divindades dos Yorúbá. A nossa visao é que Olódumaré e Bsü sao justos. Nao temos um Deus da luz e outro das trevas. £ claro que a águaé um a trib u to maravilhoso de Olódumaré. Temos o Universo como um Todo. A justiga em si nao é boa e nem má. é que somos um povo que "d iv id e " Deus em diversas partes.

de seu poder destruidor que racha pilao. fazendo referencia ás suas qualidades de energizador da térra sem esquecer. contudo. paredes. acreditando no poder criador e transforma­ dor da palavra. com bastante objetividade. a nossa consciéncia é completa e a nossa fé nao é cega. Desta forma. Fazemos referencia ás suas qualidades. Saudamos a sua origem. árvores. etc.natureza (Or/sá). Acreditamos que cada agao gera urna reapáo pro­ porcional ao som emitido. o nosso objetivo é atingir a esséncia. vocé amanheceu bem? 28 . como por exemplo: ao raio (Sóngó) re­ presentante da ira de Olódumaré. EM TUDO NA V ID A SÓ A JUNÇÂO DE DOIS PÓLOS PODE GERAR EN E R G IA PARA G A R A N T IR O M O V IM E N TO Èsù o jíré Ó? Exu. a consciéncia de Olódumaré como um todo.

na horizontal. * * As penas do pássaro odfde sáo chamadas de ikóòdide. 29 . Fazem-se seis furos em torno da cuia superior e en­ feita-se com os ikóòdide. Folha8 de Ésù — Mamona — Pega-pinto * O número 200 (/gba) significa "grande quantidade".AS SENT AMENTO DE ÈSÙ (pessoal) — 200 (duzentas) pedras de caminho (redondinhas)* — 6 (seis) penas de odide* * — tecido vermelho — muitos búzíos — urna cabapa grande. Re* veste-se com o tecido e enfeita-se com búzios. Procedimento: Pega-se a cabaga e corta-se ao meio. ñas bor­ das. As pedras p5em-se dentro da cuia inferior.

— Gin seco. antes de lavar a boca. 30 . 0 que ocorre é o seguinte: quando se oferece gin (que é urna bebida extremamente quente). destampar o assentamento. é corno se fosse fogo em cima de Èsù. se exagerarmos na quantidade. 0 maior problema dos candomblecistas é nao encontrar tempo para fazer um culto c o n ti­ nuo e conceptivo. o fogo se apaga. todos os dias. rezar os o r í k i e fazer os pedi­ dos para o dia. E também nunca se deve exagerar na quantidade de azeite-de-dendè.— Folha-da-costa — Folha-da-fortuna — Bredo sem espinho — Alfavaquinha — Malmequer bravo — Folha-de-fogo — Cansa ncao-de-porco — Carrapicho-de-agulha. Sacrificio — Um frango vermelho — Urna galinha-d'angola. Oferendas — Um o6/'dividido em duzentas partes (em cima de Èsù) — Um orógbó — Seis bifes assados no forno e temperados com: ataare.: — Nunca se deve despejar mel sobre o assentamento de Èsù. deve. mastigar um ataare. a tendencia dele é au­ mentar mas. Obs. Se colocarmos óleo em cima de qualquer fogo. azeite-de-dende e cebóla. — Quem tem este tip o de Èsù assentado.

é o guardiao dos terreiros de Candomblé. E é neste caso que mora o perigo. Sua cofnposigao é de acordo com os fundamentos de cada Zelador. quando se tem conceppao limpa a respeito do caráter de Esú. ele é preparado com: argila. que en­ tra apenas para formar sua estrutura. A diferenga é que qualquer um dos membros da comunidade pode ir no pé deste £§ü e fazer seus pedidos e reclamapSes. e ferro. 31 . matéria inicial á existencia humana. Os animais de sacrificio sao os mesmos do £sü pessoal. porque nota-se que os maís novos nao tem se preocupado muito com os efeitos que um simples pensamento pode pro­ vocar.ÉSÚ O M IY A N G Í Este é o Esu da comúnidade. Todavía.

OS ORÍSÁ O destino das pessoas é regido pelos Odu. Deste modo. mutagoes dos primeiros. em todos os sentidos. . surgindo. Cada Odü. outros Orísá. favoráveis ou desfavoráveis á vida. predesti­ n ado de tudo o que existe no Universo. dando origem a urna linhagem de descendentes que chegam até nós por este fio que nos liga á ancestralidade. e que deu origem aos Orí$á básicos. e representa a mais alta manifestapao da energía cósmica — de onde nasceu a vida —. todos nós somos Orísá de comunica* Cao e a manifestapao do homem é a manifestapao da natureza e de Deus. assim. portanto. está dividido em duas catego­ rías: positivo e negativo.

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desde os tempos primordiais. portante». Êsù res­ pira por todos os poros. ádó (cabaça). à energia. de onde sáo gerados vários caminhos. cuja grandeza se manifesta em toda a parte. Enquanto o homem respira pelas narînas. Èsù másé m i orno elôm irôn n i ó sé Exu. e ► pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo. é. pelo fato dele estar localizado no meio das encruzilhadas de très pontas. tornando-o. m uito veloz.ÈSÙ Em sua origem cosmogenética é o responsável pela existencia da vida na Terra. Os Orisà dependem de Èsù para fazerem transm itir as comunicaçôes dos homens a Deus. 35 . é. é urna divindade do fogo. o tra du to r divino das mensagens de Qrúnmílá (divindade do Oráculo de Ifá). Todos precisam abraçar seu lado favorável. de mo­ do a transitar pelas encruzilhadas da vida sem serem per­ turbados por ele. portanto. um O ri­ sà da fértilidade e procriaçâo. o inspetor de Olôdùmarè (Deus). faça mal ao filh o de outra pessoa Cores: vermelho e preto Dia: segunda-feira Natureza: encruzilhadas de très pontas (oríta m éta) Metal: bronze Saudaçâo: Laróyé! Contas: miçangas azul-arroxeado Emblema: ogo (porrete). nao me faça mal. £ o viajante da rota céu «— terra. associada ao movimento e ao processo de criaçâo dos seres. assim. Está associado aos elétrons.

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colérico. Está associado ao ferro. Ogún re­ presenta os caminhos gerados pelo triángulo. £ um Orisà nervoso. faz ou desfaz. banha-se com sangue. Está associado ás lavas vulcánicas e sua fùria. e o outro para abrir caminhos. da casa e do espago fora dela. da prosperidade e da sabedoria. Enquanto èsù é o ponto central do triángulo. quando experimentada pelo homem. usa fogo para se cobrir. Por esta razao se diz: Ogún ó sin im onlè! Ogun. Removs os obstá­ culos e abre os caminhos da modelagao da disposigao orgànica. 37 . Tem o poder do fogo e anda lado a lado com Èsù. é um Orisà de vitó ria . caminhos. E o dono da forja. Mesmo tendo água em casa. é um vencedor de bataihas. desconhece totalm ente a razao e age somente pe­ la emogao. Com sua natureza tenaz. é valente e sanguinàrio. é desinte­ g ra d o na certa. Está agregado ao sulfato ferroso do ffgado. Em vez de roupa. matas Metal: ferro Saudagao: Ogún yé! Contas: migangas azul-marinho ou verdes Emblema: Á d á m é ji (dois facóes). o grande conselheiro na hora de se escolher novos caminhos a seguir. é senhor de dois facoes. centro das emogoes e sensagoes humanas.ÓGÚN é o Orisà dos caminhos. o im onlè a quem servirei Cor: azul-marinho ou verde Dia: terga-feira Natureza: jazidas de ferro. que fere e mata. Portanto. elemento essencial à construgao de qualquer objeto. um ele usa para cortar a horta.

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39 . através da apao da radiapao solar. Qsóósi se torna o irmao de Qsóny/'n. gera progressos e riquezas ao homem. selvas. orvalho e a tudo que nasce e cresce. árvores Metal: latcío Saudapao: O kéáró! Contas: mipangas azul-claro Emblema: Ofá (arco e flecha) e írukpré (rabo de boi). que é o On'sá da esséncia vegetal. Por consegu inte. é um capador que usa ofá (arco e flecha).ósóósl é um On'sá que está associado ao frío . está relacionado com a fotossfntese — fixapáo do gás carbó­ nico do ar. arma po­ derosa. Qsóósi' quando bloqueia o caminho. com o seu arco Cores: azul-turquesa e azul com dourado Dia: quinta-feira Natureza: florestas. Como a clo ro fila tem p a rtic ip a d o fundamental neste processo. capador! Nao atire sofrimentos em minha vida. nao o desimpede. proporcionando a manutenpao do sustento. Por isso se diz: Ode ó! Máá s if í ofá re Láyé m i! Oh. Sendo capador e dom inador da fauna e da flora. neblina.

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Foi OsQnyín quem ensinou a !fá a arte curativa. Portador essencialmente de energías cósmicas que conferem ao ser humano o maravilhoso poder de racio­ cin io . permita que a magia e a medicina produzam seus efeitos. como Èsù. é o companheiro indispensável de Orúnmí/á. 41 . é sempre evocado quando as coisas nao vao bem. é o senhor da magia e da medicina. ¡ndispensável para as divindades. 0 Ossain. folhas e raízes Metáis: ferro. latao Saudaçâo: Ewé. ewé Q sónyin! Contas: miçangas verdes e brancas Emblema: galhos de café com frutos. ele é o detentor da força. Orfsà das foIhas e de suas apiicaçôes litúrgicas e toda composiçâo mágica do Candomblé. Nada se faz sem Ú s^nyín. prata. estanho. do Áse. Cor: verde Día: terça-feira Natureza: floresta. Por isso se diz: Osónyin o! Jé ewé ó jé o Qsónyin o! Jé oàgùn ó jé o 0 Ossain.ÔS0NYÏN é o senhor absoluto das vegetaçôes. permita que a folha produza seu efeito.

L Ó G Ü N EDÉ é também um guerreiro entre os Úrisa. Surge como divindade dentro do runkg (camarinha), onde é feita a junpao de Q$$d.S ' com Q§un, passando a ser o mensagei1 ro de Osun YépQnda. É um c a p to r habilidoso; em térra firm e se alimen­ ta de capa e, su^merso, alimenta-se de peixes. £, portanto, urna d iv in ó le que domina o poder de mutapao e transforma-se n ° q ue quiser. Por isso se diz: Ológún, fíhQn awo fun fu n Lóni, n ¡ ola ó y íó ó f¡hQn dúdú Logun, m ^stra a P^le que desejar. Se mostraf Pele clara hoje, amanha mostrará pele escura. Cores: azul-cla^o com amarelo-ouro Dias: quinta e sábado Natureza: rios e matas Metáis: cobre, ouro e latáo Saudapao: LóÓs/\ 16osi Lógún! Contas: mipan9as azul-claro alternadas com amareloou ro Emblema: Ofa e abébé,
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garantindo a fértilidade e o crescim ento dos elementos da natureza. é o Orisá que controla e regula os movimentos ce­ lestes. 45 . Está associado ao ciclo vita l. Simboliza a atividade. desenhou vales e rios. trazendo o raio e o trovao á Terra. Sua comunicagao com os homens é expressa pe­ lo arco-iris. Por isso se diz: A ró b o bo y i! Aquele que va¡. sím bolo de continuidade da v i­ da. Leva água dos mares. dá a volta e continua! Cores: verde e amarelo Día: terga-feira Natureza: arco-iris Metal: ouro Saudagáo: A róbó bo y i! Contas: m ¡gangas verdes e amarelas e brajá de búzios Emblema: Ejó m é jí ¡de (duas cobras de bronze ou lat§o). É representado por urna serpente. o que revela as suas m últiplas fungoes. transformando-a em chuva. a continuidade e a perma­ nencia. que.ÓSÜMÁRÉ É o Úri'sá da riqueza (material e espiritual). rastejando so­ bre a Terra.

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isso se diz: A tó tó o ! Silencio! Cores: preto. A febre. o que Ihe confere o títu lo de Bábá ighónQ0 — Pai do fogo. é um Orísá ambivalente e a ele sSo atribuidas doengas contagiosas. doengas de pele.O B Á L Ú W Á IY É é a divindade da m orte e somente ele pode evitá")^’ é considerado o Reí do Mundo e está associado á raó {&' gao solar. vermelhas e brancas Emblema: jasara (cetro). ce gu e i^' surdez. catapora e sarampo sao considerados m a n ife s^' goes de Obátúwáiyé.cabaga. estanho Saudagáo: A tó tó o ! Contas: migangas pretas. . que utiliza estes meios para levar ° s seres humanos á regeneragao de algum mau costume. vermelho e branco Dia: segunda-feira Natureza: sol. térra Metal: zinco.

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a divindade que assusta até o gato. Por isso. meteoros Metal: bronze Saudacao: Ká woóo. Isso ocorre porque Songó é um Órísá que rola no chao quem o ofende. Cores: vermelho e branco Dia: quarta-feira Natureza: raios. 49 . divindade que luta com pedras. oósá tió beru ológbó. ká biyé sí! Contas: micangas vermelhas e brancas Emblema: Seré (cabaca de pescoco alongado). trovoes. pedreiras. e que de suas bocas nao saiam palavras que venham a ofender alguém. representado pelas torcas violentas da natureza. para esfregar suas caras no chao. mentirosos e malfeitores. Xangó. Por isso se diz: Songo.SONGO Ser humano deificado. através do raio e do trovao. sem piedade. Foi associado a Jákúta. seus adeptos sempre pedem a ele pa­ ra que nao os deixe in frin g ir as leis dos homens. que expressa a ira de Olódümaré. da mesma maneira que um no­ velo de la. é um Órísá que persegue os ladroes.

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senhora das águas frescas.ÔSUN Ê a graciosa mâe das águas profundas. Orïsà que enfeita seus filh o s com ouro e fica m uito tempo no fundo das águas gerando riquezas. proteja-me! Cores: amarelo-ouro ou cinza Dias: quinta e sábado Natureza: água doce. Mâe procriadora. é por esta razâo que m uitos a confundem com Oya (ôrisà do vento). Divindade dos rios. gestaçâo e nascimento. rodopia como o vento. rios. guer­ reara que. fontes e regatos. lagos e cachoerras Metal: cobre (considerado um metal nobre. Enfrenta pessoas poderosas e com sabedoria as acalma com sua doce água que fluí sem cessar. que conhece o segredo da vida. símbolo de fé r tilidade. ao se fazer presente. está associada a fisiología fem inina. mas nâo o revela. Em uma de suas qualidades. Por isso se diz: fíora yéyé. apenas ou^i-la. Preside a menstruaçâo. a maior célula viva. tern-se Osun Àpéré. com sua voz a fi­ nada que se assemelha ao canto do çgà (pássaro amarelo). e que evoca a idéia de fartura e r i­ queza. é considerada a dona do ovo. 51 . representante do ouro) Saudaçâo: fíora yéyé o! (Apárá)\fíora yéyé ó f i dé río m o n Contas: miçangas amarelo-ouro Emblemas: abèbè (leque de metal amarelo) e ¡dé. dotada de força masculina. gbémi! Mae grandiosa. sem que possamos ve-la.

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or ISS0 se diz: Oya aláagbára ¡nú afééfé Oyá. montanhas de do|S cumes Metal: cobre Saudapao: Eé páá héé oya! . estampado con1 vermelho Dias: segunda e quarta-feira Natureza: vento. raio. . Está presente no tempo e no esp3^0. Ortsá veloz. que nos golpeia cort1a rapidez de um piscar de olhos. a V m . a poderosa que vive no vento Cores: branco com rosa. Contas: migangas marrons (de preferéncia' cora Emblema: írúkeré (rabo de boi preto). sem que tenhamos po$t0 a mao ne eÉ um Orísá que faz as coisas s im ^ n e a m e n te . . ar em m ovim ento caracteriza a sua essénci^ co™° 0 °9 ° que nos queima. gra­ pas á sua agilidade de espalhar o seu á ? n° m u^ o os ? vivos e dos mortos. por seu poder e 0 nísciencia.' sóñ órun — mae das nove partes do cé^~f 0 9ra|] e ven" daval que faz a limpeza do ar que resp1 ^317105. . Guerre¡ra' forte e deste­ mida.OYA é a divindade dos ventos.. 53 .

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sem derramamento de sangue. enseadas. Distribuí encargos e fungoes a todos e em tudo poe ordem. suavemente.YEM O N JA Está associada à foz dos rios e quebra-mares. no ato do Ebori. É um dos Ùrisà mais velhos entre os irúnmon/q (se­ res espirituais) e por este m otivo come ju n to com Egúngún (ancestrais). dentro das águas Cores: prata e azul-claro Dia: sábado Natureza: mar. é evocada para trazer prosperidade e fertiIidade. foz dos rios. bai'as Metal: prata Saudagao: Odó íyá! Contas: mipangas pingo d'água Emblema: Abèbè (leque de metal prateado). Mae dos peixes e de todas as caberas. Com sua pròpria ri­ queza (os peixes) eia pode curar um mau orí. para saber seus segredos. 55 . é um Ùrisà que tem o poder de curar as doenpas com água. Por isso se diz: ly á m í ñsé owó pèlé-pèlé nínu om i Minha mae está erguendo as maos.

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a memória e os pés. portanto. da morte. Temida por todos que conhecem os seus hábitos e costumes. da criagao do mundo e dos seres. lago. é este Or¡§á o representante da continuidade da existencia humana e. charcos. Representa a memória transcendental do ser humano e o acervo das reagoes pré-históricas de nossos antepassados. participando. lama Metal: estanho Saudapao: Sálubá Contas: migangas brancas rajadas de azul Emblema: Ib irin (cetro de nervura de dendezeiro) 57 . Náná rege físicamente o estómago.NÁNÁ é um On'sá bastante complexo. os intestinos. Por isso se diz: Sálu bá Náná B urúku! Divindade que separa os espfritos trevosos da morte! Cores: azul e branco ou roxo Dia: terga-feira Natureza: pantanos. é urna divindade das águas paradas e dos pantanos. Responsável pela matéria-prima (barro) que deu forma ao prim eiro homem. assim.

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portante^ é o responsável pelos defeitos relacionados com a cri^. Por isso se diz: Oba ñlá. tranqüilidade e silencio. e brilha em itindo luz para proteger seus se­ guidores. imobilidade. ta tudo que é excitante. está associado á matriz cós­ mica. Evj. bém á morte. como p rin cip io masculino e femimno do poder cosmogenético. bábá o! Oh. pao. Orísáálá se envolve na purera do branco. grande reí. Detesta violéncia. Or¡§áálá fo i quem deu form a ao homem. Por isso é tido como urna divindade da paz. montanha Metal: prata. Está associado á idéia de repouso. preside a passagern do sobrenatural á existencia física (nascimento) e tanr^.Ó R ÍS Á Á L Á é o governante da vida. meu pai! Cor: branco Dia: sexta-feira Natureza: céu. Onde há desavengas. Criador do mundo inorgánico. platina Saudagao: Eépáá bábá! Contas: m¡gangas brancas Emblema: Opásóró (cajado) 59 . imóvel como urna pedra no fundo d'água. quando o ser perde a individualidade e vo|ta ao pó. brigas e tem horror a sangue.

61 . deve-se cobri-lo com m ò n ri­ wò. bastante enferrujado) — 1 aigu ¡dar grande — m u ito v in h o branco — m u ito m ò n riw ò (folha de dendezeiro) Quando se faz Ogún.ASSENT AMENTO DE OGÚN — 1 facâo — 1 enxada — 1 foice — 1 pedaço de ferro (velho. é con­ siderado Ebora (força caótica incontrolável). para que sua manifestaçâo seja tranqüila e a menos selvagem possfvel. no culto. Animais de Sacrificio — 1 cabrito vermelho — 4 frangos vermelhos — 2 pombos brancos — Temperos: ataare e azeite-de-dendé — Inhame é indispensável em qualquer oferenda para Ógún. H aja vista que Ogún.

bata ipatéwó —paó — (palmas com ritm o próprio) e faga a saudagao: 0rí$á Ori$á Qrisá Qri§á Ori§á Orisá igbó iba Oko iba Oya iba Qd{? iba Ogún iba Osónyin iba — Entre no mato mastigando ataare ou o b i (para purificar o hálito). contudo. — Faga urna oferenda para QsQnyin com: — 1/2 copo de mel — 1 pedago de fum o — 1 vela — 4 moedas de igual valor — Antes de adentrar na mata. Vista roupas brancas e cubra o o r í com panoda-costa. Enguanto isso diz-se: 62 . faga a oferenda do mel e do pedago de fum o para Osónyin. esta nao comporta substituigao.Folhas de Ógún — Erva-tostao — Pérégún — Parietária — Canela de macaco — Folha de i'rokó (gameleira) — Espada de Ogún (jungá) — Palmeira de dendé (m o n riw ó ). Escolha urna árvore frondosa e limpe bem o chao. {Obs. a folha principal de cada Ori§á. Esta é a principal folha de Ogún. Acenda a vela.: a folha de iro k ó é indispensável a todos os Orisá e pode ser substituida por todas as outras.) Como Colher as Folhas — Ao raiar do día tome um bom banho com sabaoda-costa.

folha. Rio de Janeiro. pelé pé á n í tó pé. é para todos os orixás. 44-50. vocé é e tem a tradigao dos costumes do culto sagrado Folha. eué é ni axá qui o jé eué jé si bóbó orixá eué qui ma axá qui o jé babá eué jé si bóbó orixá. p. A lta ir B. saudagoes. auá dagó lójú eué auá dagólójú é ma óogum auá dagó lójú eué auá dagólójú é ma óogum Nós te pedimos licenga para os nossos olhos. eu te chamo! — E cante:* Áwa dágó l'o jú ewé. 63 . folha. 1 993.Mo júbá Qsónyín. Folha. Cantando para os Orixäs. Pedimos licenga para os nossos olhos verem vosso Conhecimento da medicina. A dágó f'o jú ewé. folha. awa dágó f'o jú e m o oógún. ★★★ Ewé e n i ásá k i ó jé. ewé jé si gbogbo Orísá Ewé k i mo ásá k i ó jé bábá. vocé é para todos os orixás. pedimos licenga para Os nossos olhos verem vosso conhecimento da magia. folha que Entende (conhece) os costumes tra d ic io n a l e é o Nosso Pa¡. a dágó f'o jú e m o oógún. orísá ewé Ossaiyn. Ed. •k -i r Ewé p$fé pé á n í tó pé ewé. ewé jé si gbogbo Orísá. orixá das folhas. nós te pedimos licenga Para os nossos ólhos. Pallas. Lákáká a fún ó n i fééréfé pelé pé á n í tó pé. * Cantigas extrafdas de O LIV E IR A . Qsónyín mo pé o o! Ossaiyn.

ewé m i l'ò k è ewé a sù sà l'gngn. — Ao term inar de apanhar as folhas. Todos os pereguns sao donos das folhas novas e frescas. E se esforce tenazmente (com tenacidade). pèrègùn aiàwé titu n . enquanto canta para Ò sónyin: Ewé oògùn m òn. noz-mosca­ da (ralados) e um pouco de mel. Ewé oògùn m òn.euè puélé pué ani tò pué eué puélé pué ánf tò pué lacaca a fum o ni fééréfé puélé pué àni tò pué. bastante demorado A folha. Comece entao a socar. juntam ente com um obi. ★★ ★ Pèrègùn a/àwé titu n ó. — Ao chegar £m casa. retire-se do mato com m u ito respeito. pérégun alàué titum ò pérégum alàué titum bòbò pérégum alàué léssé perégum alaué titum ò. ewè àsà ewè oògùn m $n l'Qnòn. 64 . bastante demorado. Vá depositando no p-iláo de Òrìsàátá. selecione as folhas e lave-as com m uito cuidado. Peregum é o dono das folhas novas e frescas. e a Folha nos será dada alegremente. Folha que conhece a medicina (cura da) Folha das tradigoes e costumes (litúrgicos) Folha que conhece os caminhos da magia Folha que conhece a medicina Folha. leve-me para o alto (ascender na vida) Folha que nós trocamos nos caminhos das tradigòes. Gbogbo pèrègùn a/àwé lése. eué òogum ma eué axà euè òogum ma lóna eué òogum ma eué mi loqué eué assúxá lóna. orógbó. aridán. gentilmente demorado. pèrègùn a/éwé titu n ó. demoradamenté. Pegue a folha gentilmente.

Rio de Janeiro. — Para fazer sacrificios. urna parte se­ rá para o fo rro da esteira. A lta ir B. — Caso estiver com iyáw ó recolhido. sàwùre p ip é Orìsà ewé ósanhim aláuo uà xauùré puipué òrfsà eué ósanhim alàuò uà xauùré puipué òrisà eué Osónyìn é nosso sacerdote. faga-nos o encanto Que nos traga boa sorte erh sua totalidade. seu costume é sair bem cedo e voltar à tarde. deve-se levar em considerado o horário que o Orìsà sai e o horário que ele volta. §àwùre pipé Orì$à ewé Osonyìn a/áwo wa. Comidas Secas — m ilho torrado — amendoim torrado — feijao fradinho torrado — inhame assado — feijao preto semicozido — égbo (canjica branca cozida) * Cantigas extraTdas de O L iV E IR A . Ogúnt p or ser capa­ dor. p. 65 . ou mesmo urna oferenda para Ogún.* — Urna parte das folhas será utilizada para forrar o chao onde será posto o assentamento do Orìfà. Tudo no cu lto é urna quest§o de análise do co nte xto so­ cial humano e do com portam ento do Orìsà. ★★★ Osonyìn a/áwo wa. 44-50. — U tilize o bagago das folhas para lim par as ferramentas do Orìsà. Cantando para os Orixäs. Ed. Assim.E tem seu pròprio suporte. os sacrificios devem ser feitos pela manha ou à tarde. 1993. 0 O rixádas folhas. pois peregurn é o dono Das folhas novas e frescas. Pallas.

66 . mo f 'o r ió . grita-se o no­ me do Orisà: Ogún yè e e! Oni/é. Senhor de iré e da minha fazenda. Aso m ò n riw o n i aso Osónyin\ Meus respeitos. Ogún. Enquanto se diz: E m o f ò r i kan. Ogún O n i/ré okùnrin gbón-gbón gidi. O kùnrin wà àwa wòwó. 0 wá n iié . — Quando o animai corner as folhas. . . Ogún! Aso inón n i aso Egúngún. Mo /uba bàbà m i 0 k i n i HQpo Qwàà. o n i tèm i K i ó n i ògo. meu pai! Aquele que se m ultiplica por dez. gbón gbón.— 7 acagás — 7 o b i vermelhos (o b i branco nao serve para oferenda) — 7 orógbó Sacrificio — Com 7 ataare na boca. Aquele que vem para casa. O kùnrin wò. oferega as folhas de aroeira para o bode comer. Ogún O n ifré okùnrin són-són gidi. Ogún O nifré oko mi. O kùnrin gbón-gbón. O kùnrin gbón-gbón gbèlé. O kùnrin wá.

Senhor de iré. Roupas de folhas de palmeiras é a roupa óe O sónyin! — Neste momento. olhe. Awa áygn. Ogún O nífré oko m i! Ogún n íig b á tí ó t i oké bo. venha. Dákun dääbö k'a a f i ye dé non. Homem ¡mpossível que dá sustentagao á c^sa> É Ogún! Roupa de fogo é a roupa de Egúngún. Ogún. o homem que derrub3 árvores e abre clareiras na floresta. O nílé kQngun kóngun óde orun. Homem ¡mpossível de se ter problemas co'1 e*e' 1 quando se é cauteloso. de re importancia. Senhor de !ré e da minha fazenda. O homem que está nos vigiando no culto. homem ¡mpossível e importancia. 67 . Homem. Olóoko m i. Ogún. coloca-se m o n riw o nos öm bros do iyáw ó e também em cima das ferramentas de ÜQÚn. Senhor de íré. dákun dääbö f i ye dé non. áwa ¿yon. Homem. Äwa áyon. áwa áygn Orisá t í i korá re lé g^eOgún Onílé ááro! Olóonon im gn! Ogú n Onílé a ti ekún! Ogún ofóode dé ola! O nífré . Ogún. Ogún O nííre Oko m i! Méje l'Ogún wgn! Méje l'O gún! Méje n'íré.Aquele que está na casa. Asg inón lo mu bora eje! Á is í lów ó re sorg.

Tem sete Ogún! íré regozija-se por tornar-se a casa de Ogún. Qya k í won ágbede nibé. Orisá que traz a riqueza. fértilidade e felicidade para morar em casa. Ogún O niíré ó sin Im onte! Nosso esforgo. Senhor da minha fazenda. Nosso esforgo. senhor de Iré da minha fazenda! Ogún. o im onle a quem eu servírei 68 . nossa perseverarla. que quando desceu da montanha cobria-se com roupas de fogo e sangue! Sem sua ajuda é d ifíc il. proteja-nos para que voltemos vivos dos caminhos. Ele está bebendo cerveja (em un). Ogún. venha receber seu ebó. Ogún.Méje l'O gún! Iré k í i sé ¡té Ogún. Senhor de íré. Oya cum prim enta os ferreiros de lá. Por favor. Ogún é dono da casa e da forja! Senhor dos caminhos das folhas novas de palmeira! Ogún. dono da casa e do leopardo! Ogún. Ogún. dono da casa cujas fronteiras ficam acima do teto do Orun. por favor. Ogún O níiré oko ó m i! Dákun wá gbá qbo re. O wá mqmun ni. Senhor de Iré e da minha fazenda! Por favor. Senhor de Iré E da minha fazenda! Sao sete os Ogún! Tem sete Ogún! Sete em íré. Ogún. dono dos caminhos que chegam á riqueza! Senhor de íré. nossa perseveranga. proteja-nos para que usemos e cheguemos vivos dos caminhos.

Ogún. 0 lo m i nt'lé à ti f i èj$ w$! Alàa$o n ilé fiim Q n bòra Ogún! Ogún t'ó dé n i je ajá. Lqnón sawo jé. Ogún gbénòn-gbénòn ó je igi n i t i e. ó pa ñgbá. O kúnrin són-són gidi. Ogún ló k i ebg Ig gbé ¡su. Ogún ìkg la igbín n i je. O nílré t'àgbède pé-ñ-pé irin n i tòro. Ogún k'a lówó owo. Qlóolà n i mu jé ènign. Aláaso n ílé f i omg k í í bòra. pela dem do preceito. O lóom i n ílé à ti f iè jè we. dákun wá gbébo re. O kúnrin wá! O kúnrin wó! . Ogún tò kgn òde dé im gn! 0 ló jé oba n i gé ààrò. N i gbogbo irúnm onlé bá péjó. Ogún y è e e! Ire owó. Ogún y è e e! Ogún O nííré oko m i ó sin imgnle. OIó r oko. ire omo. Ogún. comegam os sacrificios. Ogún dákun màà jé k i gngn O d i mo wá. Wònrgn-wònron! O kúnrin gbón-gbon gidi.Neste momento. áse! A n i á$$ gngn k í í (orúko Ogún). Ogún O nílré. Ogún olóoko lé ààrò! Ló ó jé oba n ílé ààrò. Ogún k i a kólé già! Áse. Ogún. Ogún ònòn n i ò d i m ò àdé. áse. O lóroko mgsu t i i isu fíjin n o n .

Senhor de fré. Senhor de íré que deixa o ferro pequenino como efeito. Ogún que usa marcas tribais come caracol. á$q. ¡re gbogbo. Kó si m i! Iré gbogbo wá léé m i wá. Senhor da riqueza e que pode tornar ricas as pessoas. Kó iyá lé wa. Ogún. Ogún. Ogún O nífré ó kó o m i! Ógún dákun iré gbogbo wa. áse! Ele tem água em casa e usa tom ar banho de sangue! Ogún é o Senhor que tem roupas em casa. Ogún carpinteiro é aquele que consomé urna árvore apenas ao encostar-se nela. Ógún O nífré oko mi.O kúnrin wówo! O kunrin (gbón-gbón — gbón-gbón) O kúnrin gbón-gbón gbéié. dono da fazenda e da casa da forja! Ele é o reí na casa da forja. Ogún é quem segue o caminho para chegar ás folhas novas de palmeira! Ele é o reí para quem cortamos antee¡padamente. Iré gbogbo IQonon ¡re gbogbo! ¡re gbogbo won wá wQlé wa. Com quem todos os irúnm onié juntam-se para suprir suas deficiencias. A quem cultuamos no caminho (ou: Quem é cultuado no caminho). Ase. salve Ogún! Traga felicidade de dinheiro e felicidade de filhos. mas veste-se com folhas novas de palmeiras! Ogún é aquele que ao chegar come cachorro. .

venha receber seu ebó. por favor. Ogún. Ogún do cam inho é quem conhece o lado errado da espada. Ogún. Ogún. a quem os filhos cumprimentam ao vest¡rem-se. ele recebe. Dono que olha a fazenda e conhece o bom inhame apenas olhando á distancia. Senhor de Iré e da minha fazenda. 71 . nao permita que os caminhos Estejam errados para mim. Homem irascfvel que protege a casa. o dono que olha a fazenda. Ógún. O homem que vem! 0 homem que olha! O homem que vigia o culto! 0 homem com quem é impossível de se ter problemas com ele quando se é cauteloso. assim seja! Nós temos a graga de no caminho cum prim entar (nome do Ogún). ele mata. Nao castigue nossa casa. assim seja. Dono das roupas da casa. com quem construiremos a riqueza da nossa casa! Assim. o Imonle a quem eu serví reí. Ogún é aquele que irá receber oferendas de inhames. Senhor que tem água em casa e que usa tomar banho de sangue. faga-nos todos felizes. Senhor de Iré e da minha fazenda. seja. Homem que derruba árvores na floresta e abre clareiras. por favor. Ele é irrequieto! Homem irascfvel. mas de m uita importancia. Ogún é quem nos ajuda a termos tradigao. Ogún. o prim eiro para mim! Ógún. ele é m uito im portante.Salve Ógún! Ógún. Senhor de Iré. Ógún. por favor. Ogún.

tranqüilamente. . Assim seja. no jogo de o b i ou qualquer outro jogo ritual ístico. j gando-os e extraindo as respostas do Órisá: Vejamos as combinagoes possíveis. Um fem inino aberto e os outros fechados — A jé — quer dizer: riqueza. Tomemos os búzios como exemplo: SIM c o n firm a joga da a n te rio r SIM NAO NAO — Quem está intimamente fam iliarizado com o s tema. 0 prim eiro para . extrair outras informagSes. Se olhássemos apenas pelo significado de Okonron.Que sejam felizes todos os carninhos. assim seja! — Ao term inar os sacrificios. o resultado seria nao. Todos felizes. pode. 1. felizes todos! Sejam felizes todos os que estao dentro de nossa casa. partem-se os o bi. da seguinte forma: o b i de quatro partes — 2 partes sao femininas e 2 sao masculinas. assim seja.n¡rn! Sejam felizes todos os que estáo vindo á minha casa. cuja composigao se­ ja quatro.

as se. o seu elemento. Um masculino e u^1 feminino abertos — Ejire — quer dizer: amizade. Este resultado propoe paciencia pa­ ra solucionar os problemas6. Enfim. é um Onsá extremamente perigoso. observando os cuidados necesarios a sua execupao. é um resultado excelente quando a finalidade do que se faz seja perseguir alguem. é um resultado que indica nao haver progressos.quer d i­ zer: fraqueza. Ógún. Es­ te resultado é a ¡ndicagao de que o sucesso será absoluto. através do ritual feito.7 relacionamento social e Q a oferenda foi bem ue 0 C 0 113 3. dificuldades. Dois fem ininos abertos . Outra o faz tao violento que comea ferrugem do p ró prio ferro. este éum OkQnrQn cheio de prosperidade. 2. por exemplo. com sete qualidades. 4. ¡st ° significa que este Ogún é um Ebora e o seu culto tem q ue ser feito no mato. Dois masculinos abertos . que está relacionado com o sulfato ferroso^do figado (centro das emopoes humanas — onde a razao fica sem 6Sp3£C>) Ogún é um Or¡$á único. ameagas e disputas. Urna délas o destaca como um grande cortador de caberas.no entanto. depois de rnuitas dificuldades. por exemplo. esta queda tenha safdo após um assentam ento de Ógún. .E quan o aparece na 73 .O kóóron ~ quer d i­ ~ zer: crimes. Um masculino e dois femininos abertos — O bita — quer dizer: neutro. 7. porém. 5. Dois masculinos e dois fem ininos abertos _ O fun ta b i A la fia . . Outra. o meu objetivo é transm' t ' r práticas rituahsticas. é 11 1 resultado de bom .quer dizer: tud o de bom.Y e y e -O ro n . é considerada como o Ogún dos barbeiros e come cábelos. Dois masculinos e um fern|nin0 abertos —A k ita — quer dizer: sucesso.

fica aquí o meu aler­ ta: de que nao é aconselhável liciar com este Orisá caso nao se tenha urna conceppao limpa do seu caráter comportamental. 74 .qual¡dade de Úgún-Mákin-dé destaca-se como um espe­ cialista em comer gente. na Terra e no espaco. Portanto.

AS SENTAMENTO DE ÒRÌSÀÀLÀ

— 1 bacia de louga ou àgata grande — 1 pedra branca — terra fértil — areia branca — 96 bùzios — 10 pratos brancos — 10 idés de metal branco — 1 quartinha — 1 pilao — 1 ¡rùkqrQ branco — 1 òpà$òrò — 10 e fu n — muitas moedas de níquel ou prata — pano branco de algodao puro — algodao — o ri Procedimento — Coloque a terra na bacia e cubra-a com urna ca­ mada de areia. No centro colocam-se a pedra, os búzios, as moedas e os ¡de.
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— Com os pratos.faga urna circunferencia em volta dos objetos, que estao no centro da bacía. — Os efun sao embrulhados no algodao e servirao como oferenda permanente. — 0 pílao é o seu assento; o opásóró o seu apoio; e o irükéré é o símbolo de sua realeza e autoridade. — 0 paño servirá para cobrír o assentamento. Este simboliza a natureza da luz branca do Orisá.

Sacrificios
— 2 i'gbin (caracol da térra) — 2 pombos (estes nao sao sacrificados)

Comidas
—10 Ékuru funfun (¡nhame cozído, socado no pilao e embrulhado em folhas de bananeíra) — 10 acagás (éko) — Égbo (canjica branca) com orí — arroz com clara de ovos e mel — sementes de abóbora (tira-se a casca). Fazer um puré com molho de tomate, espinafre e cebóla ralada. — puré de feijao branco (sem pele). Com Orí e cebola ralada. — frutas: uvas verdes — flores brancas

Folhas de Órísáálá
— Cana-do-brejo — Folha-da-costa (branca) — Cajá — Folha da fortuna — Rama-de-leite — Folha-de-le¡te
— Capeba — G olfo branco — Jarrinha — Folha-de-vintém — Beldroega — Folha de iro k ó

76

EBORI
e
9

Muitos sacerdotes e outros estudiosos respeitáveis da cultura afro-brasileira escreveram sobre o ato litú rg i­ co, denominado de E borí: Ebo — sacrificio; O rí — cabega. £ urna forma ritual istica de alimentar a cabeca e fo r­ talecer a psique. Os textos desses autores comecam sempre nos impressionando pela sua composicao, no tocante ao jogo de palavras, mas nao tardam em nos decepcionar com as famosas frases: "É segredo da seita", ou "é segredo resen/ado aos iniciados — awo", e a decepcao do le ito r é completa, porque nao encontrou no corpo da obra o que leu no índice ou na apresentacao. Em resumo, o que esses autores nos dizem é que guardam os principios do ato para nao fe rir os preceitos da religiao. Pretexto! Em diversas destas obras encontraremos — e sem nenhuma desculpa — receitas abomináveis de feiticarias. E eu pergunto: isso nao fere a dignidade humana? Nao fere a concepcao do Candomblé, que visa simplesmente o encontro, o e q u ilib rio com Olódúmaré? 0 que realmente precisamos fazer é, através da informacao (nao-"misteriosa” ), expressar a nossa visáo de mundo, de vida e de Deus, sem reticencias. Sem conota77

urna das mais belas práticas da liturgia candombleísta. todavía nao é rigorosamente necessàrio seguir-se esta regra porque — já que o E b o rí é urna festa para a cabega — ele pode co­ mer e beber tudo que o in d ivid u o goste. porque se a pessoa rejeita é si nal de que O rí nao aceita. E b o rí é urna obrigagáo simples. deixando claro que. e faz com que a pes­ soa volte à sua estabilidade emocional. nada é "pecam inoso". porém mu ito eficiente. quando urna determinada pessoa se sente psico­ logicamente desestruturada. para que esta venha a fica r contente. como normalmente se faz. 0 E b o rí é. Desta form a. nós eremos em Oiódùmarè como o e q u ilib rio do Universo. é pa­ ra a cabega do in d ivid uo e nao para o Or isa. entao. enquanto outras religíSes creem que Deus perdoa os seus pecados. na­ da é m istério. Neste caso. Isso é fe ito para que nao se cometam erros. Sua necessidade surge. para saber quais sao os Orisà da pessoa. nada é segredo. exata­ mente. como já expliquei acima. Julgo. os participan78 . Por exemplo: nao oferecer com i­ da apimentada ao O rí de quem nao goste deste condi­ mento.goes que gerem dúvidas e preconceitos. O ato do E borí. sob pretexto de nao possuírem á$e. Podem ser oferecidas para o O rí as comidas sagra­ das dos Orí$á. o que a leva a perturbagoes físicas e mentáis e sua vida comega a sofrer urna sèrie de mudangas indesejáveis. Alguns detalhes devem ser observados. visto que o áse aumenta exatamente com o pròprio conhecimento do individuo. ou dendé aos filhos de Óri§áálá. Se E b o rí é urna grande festa para a cabega da pes­ soa. tais como: oferecer o b í a cabega de um filh o de Sqngó. sem dúvida. desnecessária a omissao do conhecimento a leigos ou a inicia­ dos mais novos do culto. mel aos filh o s de Osóos/. Ritual Primeiramente consulta-se ¡fá.

sao-gongalinho 79 . aroeira.tes devem ser seus bons amigos. para que venham comungar juntamente com a felicidade da pessoa que rece­ be o Ebg. Para receber E b o r ía pessoa devé passar por urna série de rituais de limpeza: Ebp Ikú — Pàdè de azeite-de-dendé — Pàdè de água — Pàdè de mel — 9 àkàrà — 9 èkuru — 9 acapás (e ko) brancos — 9 acapás (eko) vermelhos — 9 ovos brancos — graos: feijáo preto feijáo fradinho feijao carioca arroz (cru) pipocas canjica branca — Legumes: beterraba cenou ra batata inhame cebóla — Verduras: couve repolho alface — Ave: um frango branco — Outros: 1 pano branco do tamanho da pessoa 9 velas 1 alguidar grande — Folhas: pèrègùn.

e acendem-se as 9 velas. ¡yo. poe-se mel e diz-se: ó dún bá t i olà 80 . ao lado.— Tempero: sal. azeite-de-dendè e mel. Procedimento — Poem-se as oferendas arrumadas em ordem. Esta deve estar com a coluna bem reta e relaxada. De olhos fechados. — Poe-se um pouco de sal dentro do alguidar e diz-se: I yo. com 9 ataare na boca e pedindo para s¡ tudo de bom. água. /ó gè ly ò /ó gè — Em seguida poe-se um pouco de água e diz-se: Sé k'ara tú om¡ K¡ odó bo k i ara tú om¡ K io d ó bo — Poe-se um pouco de cachapa e diz-se: E bara o t í E n i là o r í o ó E bara o t í E nilà o r í — Poe-se um pouco de azeite-de-dendè e diz: /rójú o tobé Epo ¡rójú q/obé epo — Por ú ltim o . — Pega-se o alguidar e coloca-se-o em frente à pessoa. cachaga.

reza-se: 81 . duas vezes: Ù Y È KO . o frango é sacri­ ficado (cortando pelas costas) dentro do alguidar. entao. A confirmapao é idèntica ao jogo de quatro búzios e a consulta tem qúe ser feita. enquanto se canta: Sáárá rè ebo kú ònòn Sáárá rè b í àkùko. de modo a corrigi-lo.n a o ÒKQNRON . a Ikú se aceita o Ebo. isto quer dizer que Ikú nao aceita o Ebo. — Passe na pessoa o restante do Ebo e vá colocan­ do um pouco de tudo dentro do frango. etc. Quebram-se-lhe as asas e os pés. seguido de Etawa. Após passado no corpo da pessoa. — Passe entao o ebo na pessoa. Enquanto isso. orógbó. como se faz com o bi.nao ÈTAWA — confirm a a jogada anterior ÈJÌ-FE .Y /'ib a t i owó Oyin oyin ékuru — Em seguida parte-se urna cebóla em quatro par­ tes e diz-se: Ikú mo pé ó o! Ikú rè ó o! — Pergunta-se. Isso ás vezes pode ser solucionado espargindo um pouco de água sobre o O rí da pessoa. 0 que precisa o oficiante do ato fazer é verificar qual o erro que está sendo cometido. Joga-se a cebóla no chao. comegando pelo frango.sim A L Á FÍA — sim Digamos que a primeira jogada saiu Oyekú. no m ínim o.

— Por ú ltim o . enquanto retira os resi­ duos dos alimentos. iyereosun. salta por cima do Ebo. perna esquerda. e misture bem. bucha do mato. perna direita. Em seguida o rosto. abre-se um o b i e ver¡f¡ca-se se tudo fo¡ aceito. Ponha urna parte na bucha e dé para a pessoa tom ar o banho: — lave primeiramente a cabega. A pessoa. pescopo.Sáá sáá gbá/é (té) fun a ó. — Consulte Ifá para saber onde este deve ser des­ pachado. Banho — Ingredientes: sabáo-da-costa. friccionando-a bem. por ú ltim o barriga e órgaos sexuais. Obtendo resposta afirmativa. tórax. Sáá sáá gba/e. brapo esquerdo. brapo direito. Procedimento — Pegue um pedapo do sabao e corte-o em fatias bem finas. pedindo paz e limpeza para a sua vida. Junte um pouco de iyereosun. ainda com os olhos fechados. — Passe o paño branco no corpo da pessoa. Só só só ekuru /yásán ¡ó ebo ekuru Só só só ekuru Oya gbále ekuru. até conseguir a consistencia original do sabao. divida-o em no­ ve partes e ponha-o sobre o Ebo. Lave bem o corpo e retire todo o resto 82 . — Embrulhe o EbQ no paño e amarre-o. D ivi­ da em duas partes.

embaixo da mesma. Coloque a outra parte do sabao na bucha e repita o processo. — Pipocas. — Farofa de azeite-de-dendé. agúcar. na cabega e no umbigo. Joga-se a bucha na rúa. Em seguida. enfeitadas com 14 fatias de coco. estarao as folhas de fundam ento do seu Aléase. enfeitada com ro­ delas de banana-da-terra. tórax. e passe nos p u l­ sos. — Faga entao oferenda para Obá/úwáiyé: — feijao-preto cozido e temperado com cebóla ralada. tornozelos. dar-lhe outro banho de ervas. quando tudo deverá ser levantado e enterrado. antebrazos. enfeitado com camaróes frito s e pipocas. bem cedo. passado no azeite-de-dendé.do sabao que ficar na bucha. — Em seguida. o b i e orógbó ralados — Faga urna pasta com o ri e efun. amarre os contra-egun e faga com que a pessoa vista roupas brancas. nuca. — No dia seguinte. — Ekq. égbo e aluá de abacaxi. — Recolhe-se a pessoa e deita-se-a sobre urna esteira forrada também de branco onde. com a cabega também coberta com um paño branco (á/á). 83 . dá-se um banho na pessoa com as seguintes ervas: — espada de Ogún — aroeira — agoita-cavalo — malmequer bravo — pérégún — erva-tostao — alfavaquinha — folha-da-costa — mutamba — com um pouco de mel. — A pessoa permanece juntamente com estas oferendas por 24 horas.

Má jé a rija Èsù. com 9 ataare na boca pede tu do de bom aos seus antepassados. K í o gbó iw úre wá.Ebó de Egúngún — 1 garrafa de pinga — 1 bandeira branca (vai dentro da pinga) — 9 fsón (varas de amora) — 9 àkàrà — 9 èkuru — Azeite-de-dendé — Muitas tiras de tecidos estampados — Mu ¡tos búzios — Muitas moedas correntes — Folhas de amora — Folhas de carambola — Folhas de cana — Um frango — Um o b i — Um orógbó — Areia Procedimento — Leve as comidas ao lié Ikú. corta-se o frango para os ancestrais. Má jè a ríjá orni. 84 . soltando seu hálito sobre a cabega da ave. Má jé a rík ú éwe. K í o sáré wá jé wa o. Reza de Egúngún lié mo pé o Agó k i i ngbó ekún gmo r§ K i o ma ta et i wéré. Feito isso. Baba awa omo re n i a npé o. Má jé a rija Ogún. Passa-se o frango na pessoa e esta.

£sù òdàrà. Kò ¡e. 0 té sónsó s i o r i qs$ (?!ésè. Vem logo nos ouvir. eu vos chamo! Agó. gm gkùnrin id ó ló fin . Livra-nos da m ortalidade in fa n til. pèjù à/àfià à ti ayò. Osétùrà n i orukg babà m g ó. Que ao chegar o p róxim o ano estejamos reunidos. A k i ì lów ó lá i m ù t i èsù kùrò. Ouve nossas rezas. Ebó de Èsù — Urna galinha-d'angola — Um pombo — Um o b i (dividido em duzentas partes) — 6 acagás vermelhos (èko) — Azeite-de-dendé — M uito o t i olóòje (gim seco) — Um m il e duzentos cruzeiros (em moeda corren­ te) Invocapao de Èsù £sù òta òri$à. somos teus filhos e te chamamos. K í a tún pé jo . Proteja-nos da ira das águas Proteja-nos da ira de Xapana. com saúde e felicidade. 0 pai. B í o bá tùn d i àmòdùn. responde rapidamente. Proteja-nos da ira de Exu. A/àgogo ìjà n i orúko ìyà npè é. ao ouvir o choro dos filhotes. Proteja-nos da ira de Ogum. 0 terra. 85 . kò jé k ie n i nje gbé m i.Má jè a rijà Sopori na.

Asòntun se òsi ¡à i n i itiju . Ebgra t i njé làtopa. 0 f i okùta d ip o iyò. N it o r ie n i èsù bà nse k i im o .A k i i làyò lè i m ù t i èsù kurò. Èsù òdàrà. Olópa elédùnmarè laelae. Ohun olóhun n ii maa wà kiri. Kérù ó ba elékun. A bà n i wóràn. Kérù ó ba o n im im i. B i o bà f i ohun. Onibodè o/órun. O sàn sòkòtò pénpé. Pààpa-wàrà. Elékun n sunkun. O n im im i n fim u m i. O r im ik ó n i jé è m ir i ib in ù re. a nla kà/ù. Ogo kò ji. Lóògemo òrun. 86 . B ià ò r i dà. Èsù ma se m i. a tùkà mése sà. 0 bà elékun sunkun. Èsù !ó ji. Èsù àpàta sómo otórno lénu. O k iri òkò E bità okùnrin. omo elòm iràn n i o se. tire si/è. O bà in im im i m i. 0 sùn n ilé fogo t i kun. Làaróyè n sun èjè. Làróyè n f i gbogbo ara m i b ià jé re . Èsù ìààiu. Èsu mése m i’ omo e/òm iràn n i o se.

que senta no pé dos outros. Manipule outra pessoa. Exu Láá/ú. na verdade. E bitá Okunrin. o adversário dos Santos. o A nti-C risto. o ¡nimigo dos orixás. Oduduwa. reserva para Exu a sua par/ Exu. Exu. rT | im portante. O k iri óko. Exu.Exu. nao me manipule. apressado. deve grafar-se: Èsù O ó tá Òrìsà (Éxu. por j ^ ) ’ la pertinente e esclarecedora. Exu Qdara. Quem tem dinheiro. que usa pedra em vez de sal. * Nota do E d ito r: Corno facilm ente se deduz da b ib lio g ra fia constili m uitos dos o r í k i aqui transcritos — no todo. que o liga a Sata. cuja grandeza se manifesta em toda a parte. inesperado. sendo.* Oséturá é o nome pelo qual vocé é chamado por seu pai. ^r-yí ^7 . que faz urna pessoa falar coisas que nao de^>. reserva para Exu a sua part^ Quem tem felicidade. Exu. discordo da colocacáo do o r f k ì : H e Èsù ó tá Ò risà (Exu. Exu. sem o ran<?o da visao ct-¡t que o liga ao Diabo. ^ja Exu. nao somente o conhecim ento do Y o rú b á . nao im plicando dem érito para a obra c it a J ^ ! Observa T'Ó gún: “ Como pessoa também ligada ao cu lto aos m ilita n te . mas também '\ 0 terpretagáo do cu lto (principalm ente de Èsù). 1991). com a mesma conota<?áo". como ta m ^ ^ da visáo musulmana. ou em parte — foram dos do excelente te xto de autoría de Síki'rú Sálámí ( K in g )t Cantico^ O rixás na Á fric a (Sao Paulo. Sentimo-nos. Oliveira t0 responsável pela revisáo do texto em Y o rú b á da presente obra. que joga nos dois times sem constrangim enA Exu. o O ficial da Guarda dos Orixás). Ed. Alágogo Ijá é o nome pelo qual vocé é chamado por sua mae. port^ % ->s no dever de transcrever a observapáo feita por A lta ir B. por isso. inim igo dos Orixás) que. o homem forte de Idólófín. Que nao come e nao permite a quem está comendo que engula o alimento. Há grande diferenpa entre urna coisa e outra. que quebra em fragmentos que nao poderá juntar novamente. o indulgente filh o de Deus.

Exu. Exu Odárá. que chora com a vftim a até o ponto da vftim a se amedrontar. E Exu acordou. Meu o r í nao vai p e rm itir que eu experimente sua furia. Ele que respira ju n to com a vftim a até o ponto da vftim a se amedrontar: a v ftim a está respirando pelas ñam as Láaróyé está respirando pelo corpo inteiro. as aves sao um pom bo branco fémeas um peixe de escamas (branco) 88 . Pois quem estiver sendo conduzido ao mal por Exu. O ¡nspetor de Eledumare. Ele dorme em casa e tranca a porta com seu p orre te. 0 porteiro de Eledumare. Láaróyé está derramando sangue. Procedimento — Para o sacrificio: um galo se fo r m ulher urna galinha-d'angola . conduza ao mal meus inimigos. nao sabe. A vftim a está derramando lágrimas. desde o p rin cip io dos tempos. como urna peneira. Quando ele deixa sua propriedade vai atrás da propriedade dos outros. Seu porrete nao acordou O venerável que é chamado Látopa. que causa problemas ao homem quando o homem nao tem problemas. Ele. Exu amarrou um pedapo de paño na cintura. Exu nao me conduza ao mal.

nao passa em nenhum.íos espalmadas para cima. entao o acacá: na nuca. testa. Isto é <|U<! vai facilitar levar todos os ingredientes (mineral.: se a m3e da pessoa fo r falecida. pulsos e entre os dedos maiores dos pés. até o cerebro. Neste ato. Seni . ve(|i1 «i I e animal) ao centro da cabepa. se fo r o pai. o acagá tem que ser passado somente no pé direito.i s ? na esteira com a coluna reta.l’ara o assentamento de O rí: urna terrina branca urna quartinha branca uin òkùta branco muitos bùzios muitas moedas (correntes) ou ro A pessoa se poe de pé em cima da e rti (esteira). a pessoa nao se ergue mais. canta-se: B ò ri ó o! Mònsà k'èjè B ò ri ó o! Orísá B ò ri ó o! Mònsà k'èjè bàbà I B ò ri ó o! Orísá B ò ri ó o! O rí ó o! 89 . Junta bem os pés. mantém a coluna reta e faz très fle ­ xor*. pelos presentes) — Passa-se. passa somente no pé (ísquerdo. pernas esticadas e e m. Na terceira flexao. Esta é a grande obra 1 de magia. sobre os joelhos. Obs. — 0 oficiante do ato. O rí (cen­ tro). no sentido de baixo para cima. gritam: B ò ri $ o! (somente o oficiante) O rí ó o! (respondido em coro. mais os presentes. caso sejam os dois falecidos. verticais (chamando por Orí). Este ato facilita a liIxüagao de líq uido do cóccix. que fluirá na coluna vertebi.il.

— Significa que há algum engano. consultar O rúnm ila & ȧù. até mesmo. Pode ser com a pessoa que está recebendo a obrigacao. 9C . para saberse tudo está correndo bem. aquí. do mesmo autor). V erificar se nao está faltando algo. 5) Odù Obárísé Joko M é ji (4 búzios abertos/4 fe­ chados) — Responde Sqngó. com algum dos participantes ou. — Significa confirmagao de tudo estar em perfeita ordem. As caídas sao as seguintes: 1) Odù Ogbé ik ú (todos os búzios fechados) — Responde Oya. com algum erro na distribu ¡gao dos ingredientes. bó seré K i ó ló bó seré K i o íó . 3) Odù Ogbè Joko (2 búzios abertos/6 fechados) — Responde Orisáálá. —Significa que falta tratar de Bábá Égún. Enquanto isso. canta-se: E nikon kon b ò r i ó o! K i ó ¡ó. — Significa que algo no ritual está saindo errado. — Significa que falta alguma oferenda para O ri­ sáálá. faz-se necessàrio abrir um parènteses para urna descrigáo sucinta do jogo com 8 búzios utilizado exclusivamente no ato ritual de E b o rí (para maiores detalhes.. . 2) Odù Ogbè Ò kònròn (1 búzio aberto/7 fechados) — Responde Èsù. com o Bàbàlóòrisà. 4) Odù Etáwa (3 búzios abertos/5 fechados) — Respondem Ogún e Ode.— Va¡-se entao oferecendo os pratos. — No final deste ato. E. convidando o O/Y para aceitá-ios. consulta-se//#.

9) Odù Á /áfíá (todos os búzios abertos). búzios. — Significa que falta alguma oferenda para Obálúwáiyé e Náná. — Significa que a obrigacao está correndo (ou correu) mu ito bem. — Após retirar os èsè do peixe. — Continuando: tiram-se os èsè do peixe. (Obs.) B ò r i ó o! O rí ó o! 91 . que sao colocados dentro da terrina. juntamente com o ókúta. 7) Odù Adàse Lókun (6 búzios abertos/2 fechados) — Responde Yemonja. — Responde Orúnmilá.: o peixe é embrulhado em folhas de bananeira. 8) Odù Ogbè O bito (7 búzios abertos/1 fechado) — Respondem Obálúwáiyé/Náná.6) Odù Adà§Q Lodò A jik ù n (5 búzios abertos/3 fe­ chados) — Responde Osún. antes do final do ato. moedas e 4 acacá. — Significa que falta alguma oferenda para Yemonja. levá-lo ao forno. assá-lo e devolvé-lo à mesa de O rí. — Significa que falta alguma oferenda para Osun. B ò ri ó o! O rí ó o! O rí k i a fie jeja B ò r i ó o! O rí k i a f i e jeja O rí k i a fi e jeja B ò ri ó o! O rí k i a f i e jeja Áse t i Erinlè Áse t i Erinlè Orò m i jeeja.

retira-se um pedaco e dà-se para a pessoa mastigar. E assim vai completando o siré até Orisàé/à. 0 oficiante recolhe das pessoas os pedagos mastigados. . por ocasiao da festa do 92 . quando as pessoas voltam para saudar O rí e comer tudo o que quiserem. O restante é manipulado em forma de cone com o rificio . junta-os ao seu e. (Obs. Dà-se para a pessoa comer très bocados. — A pessoa descansa até o dia seguinte. 0 mesmo é feito para todos os presentes. todos os iniciados do Candomblé.— Abre-se um o b i e pergunta-se a O rí se está acei­ tando as oferendas. com um pouco de todas as co­ midas. canta-se: 0 irórQ Orò orò k i dààbò orò Orò orò k i dààbò orò Ogún k i dààbò orò. Canta-se no momento: O rí k i ó jeun B g rí ó o! O rí k i a jeun /4se t i E rinlé Áse t i E rinié Orò m ijee ja — Sacrificam-se. os animais de­ terminados. Enquanto isso. É posto assim no O rí da pessoa. . vai amassando até form ar um bolo. tomam Eborí. obrigatoriamente. 0 restante vai dentro da terrina. Obtendo resposta positiva. O que sobrar é despachado onde ffá determinar. com tudo que estiver sobre ele. — Com a pele da conquém cobre-se o Orí. e se o amarra com palha-dacosta.: Entre as oferendas para O rí nao podem fa l­ tar flores e frutas. diretamente no Orí.) Anualmente.

um égbo (canjica branca).Or/sá patrono do égbé-aiyé. constando de um obí. frutas. u m orógbó. enfim . tud o queé oferecido ao O rí é considerado um Ebori. porém. .» Este ato. pode ser bastante simplificado.

Mo jùbà çkù n rin m o jù bà o b in rin Îbà IQwó ògùnsò lé gèè t i o sori Iódò t i kió fbà ìówQ Hú gbéeédú t i ó sidi Hé Ti ó kò wámi lójú burú Mo júbá odundun t í i dòn b í i Egún. lo r i l'rokô mâàyé A hóró Hé sé irÿ eyç a payç Eltfsç irò çyç a b id é Içnun wakç wakç À w ç n n i igún t i gùn çm ç çja n in u orni À w ç n n i oyàyà gùn tig ù n çm ç akçn iódò È m i m o pè o rù kç çyin ç màà pa m i ç màà À wçn omo o mi. faz-se tjùbà lyà m i íb à akÿdà to da tiç lo r i ewéfbà a$$dá t i tiç niíé pé~ñ pé ib à íyá m i ó$óróñgá A p a n i mááhá gun À w ç n n i o/óko k i òru à tò rì jápai A tq d ç jokan A t i i d í j ór orò qyç àké gánon r$n Agbo gégç. 95 .ORÒ DE SACRIFÌCIO PARA O ÌGBÌN DE ÒRÌSÀÀLÀ — 0$óróñgá: Antes de qualquer ritu a l.

Exceto de Orixalá. É m i kQmo $lómírQn. A gbé bábá m i Orisá. á?Q! Orixá Oko Meu Orixá. K i ó wá §é rere Fún m i. Meu pa¡. mo pé. K i orógbó dídun !á. en tlo . ase. K i Hé ayé n i dára ó sún qwó. Eu nao sou filh o De outro. K i o b i d íd u n mi. K i i/é ayé n i dára tú tu. O rífárilá $é yo. M o pé £7 K i £ wá. Wá sé k i i!é ayé Wá ¡é dára oko m i Ori$á.— Reza-se. Won gbogbo n i mo pe! Mo pé eró He k i a Máá b$ ab$ n i b& rí Olú átélqsQ. Fún iwá mi. o ofó: Ori$á Oko Óri$á mi. Bááwa tú ité ayé. Bábá m i bábá Orisá. Á f i Ori$áhlá. eu vos chamo! Eu vos chamo para propiciar a térra! 96 . Bábá m i m o pé ?! Mo pe £ prq Hq! Mo pe E eró He! K i ité ayé ó n i iegbára. Á$q. A gbénqn dídun té.

tútú lalaalq Oun tútú. Para minha existencia. Que o mundo seja bom e agradável. Conosco para semear o mundo. $ r$ n i t í ¡gbín* $rQ gbé §é t í ¡gbín K i araayé (O rúkq éniqn) Qmp (orúkQ ¡ya énÍQn) K i ó tú tu n i ó o! Tú tú m i. eu pego. Que o orobó seja o prazer da riqueza. meu Orixá. Que o Grande O rixá faga brotar e crescer. sacrifica-se o ¡gbín. Abengoe-nos meu pai Orixá. Que o mundo seja bom durante o sono das pessoas. tú tú lalaalQ O lóom i tú tú. A todos eu chamo! Chamo para propiciar a térra. K i y ií k í n k í n araayé fOrúkQ énign) máá ohuñ . assim seja! — Neste momento. $ ró . pai Qrixá. Meu pai. Eu vos chamo! Que venhais vós. Venha fazer com que todo mundo Esteja sabendo como fazer prósperas as fazendas. Que Ele torne tudo bom Para mim . Assim seja.Eu vos chamo para propiciar a térra! Que o mundo tenha térra forte. Que o o b í seja o prazer da riqueza. Guie-nos as benesses da riqueza. qíq . tútú lalaalq. que nós jamais morramos executados sob ela (a térra) Senhor da sola dos pés. assim seja.

. Que este habitante do mundo (nome da pessoa) nao sofra castigos Faga-o calmo. gbétq n i wQn araalé qrQ ¡gbín Igbín k i ité ayé re K i ó dára. também seja boa. (nome da pessoa) Filho de . . Propiciagao é que o caracol Propiciagao e protegao seja o caracol Para . á$(?. como o frescor do anoitecer. Senhor da água fresca. que sua estada no mundo seja boa (enquanto viver). . .Tútú. a & ! Propiciagao. espalhe em todos os familiares a propiciagao do caracol. (nome da mae da pessoa) Que ele tenha o frescor (calma) Frescor (calma) para m im . propiciagao. Espalhe. calma e tranqüilidade em sua caminhada. Afaste a vergonha e a desonra de sobre minha casa e minha fam ilia. . 0 caracol que tem boa casa no mundo (mora bem) Que para . k i i/é ayé rq sunwon $r<? gbété gbét$ t í t í ¡gbín A?(?. como frescor do anoitecer. Dé-lhe a calma. fresca como o anoitecer Dé-lhe a calma. tútú n i t i tqqtg Máá t$ /o r í ité ara m i Gbétg. como fresca e calma é a cabana do agricultor Que as pessoas que habitam esta casa O habitante do mundo (vívente) (nome da pessoa) nao sofra penalidades. . tútú b í i 'aba! K i araaté k ín k ín y i í Araayé (OrúkQ éniqn) máá ohuñ Tútú. .

pois pertence a Obá/úwáiyé. nao se pinta íyaw ó com efu n à noite. Nao comem carne vermelha e nem ingerem bebida alcóolica. urna colher de o ri. Faga um m olho branco e coz'mhe o ígbín. Quebre-o. assim seja! — O ikarahun (casca do ígbín) nSo vai ao fogo. — Horário de sacrificio: entre 4:30 e 6 horas. — Com a carne do ígbín faz-se o seguinte: Tome de urna cebóla (ralada). urna xfcara de leite. Da mesma forma. urna colher de fubá branco. — Os filhos de Orísáálá vestem branco às sextasfeiras. 99 . Deixe estriar e oferega à Órísáálá. assim seja. faga um buraco no chao e enterre-o. — Festa: entre 16:30 e 18 horas. juntam ente com um pouco de gúgúrú (pipoca).Propiciagao espargida. Tomam banho de água ou égbo ou passam efun no corpo. espargida do caracol Assim seja.

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as marcas do Odu íká M é ji. F¡ ó n i funfun fún m i Qpe lopé éjiká.EBÓS DE ODÚ E EFÓ Para Abrir Caminhos — Im p rim ir na térra. ao sair de casa. 101 . t i k 'ó jé k¡ qrun. — Faz-e entao o encanto: E fúúfu ¡ele Ion i k í í won. MARCAS DO ODÜ — As marcas sao feitas com o dedo auricular (de­ do situado entre o indicador e o anular). que representa o dedo de Ifá. Úbo k i íká M é ji óká gbogbo.

— Imprima as marcas do Odu O wónrín M é jiem c i­ ma da cinza. — Este ebo é fe ito nos días de segunda. áse. reza-se: Qjq t i aso funfun bá f í ojú kqn aro n i i§4 tQn Ojó t i aso fun fu n bá f i ojú kon. osun. e espaIha-se em cima de urna folha de papel. bem fininha. áse. quinta e sá­ bado. Para Desmanchar Feit¡9 0 S — Pega-se um pouco de cinza. — Com 9 ataare na boca. M i i$é re báj$ Ojó t i igbín ba r í enun kon ¡yo N i re orun a pé rín nje en¡ keni ti ó bá ñpé. 102 . — Apagar as marcas corrí o pé esquerdo.ib i kúró lóónpn mi. Ase.

àse. odòo ròo 103 . — Soprar a cinza em urna encruzilhada de très pontas. k í /sé ó màà bàjé lójù won À$e. àse. Para se Livrar de Bruxarja — Em cima de Ìyèrèosun faz-se as marcas do Odù Q kònròn-Ò wónrin : — Em seguida. A yin n i ¡yQ n i a npè lóòdòò-doo enun çni A dùn n i iyò n i orùko a pè òro t'ó e finrin rin t i òròorò n i orùko a pè ààbò wá jé. J n i ìgbin. E f i n i t i òro orò orùkç a pè yin. reza-se: K i ¡re dé là pè olùgbfin K i ire dé là p è o/ùgbfin ó d a b i sin a n¡ orùko a npè ajànçn çkùn.'Ò rim í (nome. . Tornar cuidado para que a cinza nao caia em voce.

òro orò.. à§e. A j i id irù d irù d i re. Qbàrà ri/a K i sé oògùn ojù àjq !ó p$n mi.t i orò si m i Lòru k i a pè bù dà a j i id irù d irù ni$é Qbàrà ñ/á. Para se Uvrar de Feitigo Material — E fu n — Sabao-da-costa — Bucha vegetai Procedimento — Im p rim ir no chao as marcas do Odù Èji-Ogbè (use o dedo mèdio): 104 . à$$. — Observe a diregao do vento e sopre o pó de m o­ do a nao de¡xá-!o tocar mais em voce. . À jé fún m i wà d i aj$ fùn m i wá ó A j i id irù d irù t i àjé fun m i wà. k i èm i (n o m e . òro orò f i n i y ii. ) omo (nome da ma e). àse. N i m o ñpé ó Ifá E fi n i òro orò E f i n i òro orò.

Para Chamar Clientes Material — 1 cabaga com tampa — 1 ígbín — mel — vinho — iyéreosun — folha-da-costa e m g n riw ó — paño verde Procedimento — Em cima de um papel ponha as folhas. Im p rim ir a marca do Odü OgúndáM é ji (nao rezar o fó ): 105 .— Rezar o Ofó: t > 4 » Eji-ogbé b ó río g b é Eji-ogbé b ó r í ogbé ■ Eji-ogbé bórí. Fazer urna pasta. quinta e sábado. e sobre estas o iyéreosun.ogbé B í Oye t i n 'b ó rí gkón kgn (nome) b ó ríá w g n oté (nome) wa e pe d'ánun a wéré pé-ñ-pé jé ó (nome) wa e pe dánún a wéré pé-ñ-pé jé ó Eji-ogbé b ó r í ogbé si áwa re n i pé-ñ-pé jq ó! — Misturar o efun com o sabáo-da-costa. Observagao: após cada banho jogar a bucha na rúa ou rio. aplicar na bucha e tom ar banho segunda.

lojas co­ merciáis e bancos. Depois de quatro dias d istrib u ir as foihas e o pó de iyèrèosun em feira. tampe a cabaga e embrulhe-a com o pano. m isturar com sabao-da-costa para tom ar banho. — V olta r para casa e pendurar a cabaga em cima do baiente da porta principal. Observagao: separar um pouco do pó. ló o d i d i Ni olú igbó ñ f i ig b in t i oore fùn qrò òngn b i òru. Para Despachar Espirito Trevoso (Ikú) Material — Folha de bananeira — folha de m g n riw ò — folha de pèrègùn — folha de mangue ira — casca de manga — efun Procedimento — Cozinhar tudo e deixar esfriar.rù l'o n i K i e mà rù òwg nlà nlà wá fún (nome) ló o d i ài. Enquanto faz o o fò : Ewé odundun l'ó n i K i e mà d i òwg nlà nlà wá fùn (nome) E. Sirva o vinho.— Fazer invocagoes de Ogum e sacrificar o ig b in (caracoi). 106 . mercado. — Dentro da cabaga (para Ogún fko/à ) regue com um pouco de mel. Coar e separar o liquido. é excelente. b i òru n i nsé aiásQ dúdú.

eró. eró Ase.— Im prim ir as marcas dos Odú OkónrQn-QwQnrín: — Rezar o seguinte o fó : Q konrón ów ónrín A/ágbára h¡ agir) yon 0 k '6 n i inu odú íségun Egúngún. Im p rim ir no efun as marcas do Ofún-Meji. 107 . — Tom ar um chá fo rte de casca de manga e ervacidreira. áse — Pór o efun (pó) dentro da água (infusao) e tom ar banho. áse. Eró. Defumar-se com qualquer defumador e vestir roupas claras. ( Repete-se o restante) — U tilizar o pó para passar em todo o corpo. — Repetir o Qfó — só que em vez de dizer: Qkonrón ów ónrín diz-se: O fún Méjt .

— Misturar o efun. — Após os nove dias oferecer o b i a £su.Observagáo: abster-se de carne vermelha. osun e a areia. E im prim ir o có­ digo do Odü £j¡'-Ogbé: Rezar o seguinte gfg: Efun gmg o/órún Osun gmg ejéedá lyepé gmg O/ódúmaré Ofóókun n jí ejó ágbá Obátálá n jíja agbá eje5 bá wgn nibe 108 . Carne de cabra com quiabos para Oya. peixe de pele e sexo por nove dias. de forma que dé para fechá-la depois. Para Ganhar Causa na Justina Material — E fun — lyereosun — areia do mar — 1 cabaga pequeña — 1 pombo — 16 búzios (abertos) Procedimento — A b rir urna tampinha na cabaga.

Ogo n j i ejóàgbà Won n i k i a fó si iràwò L à ti mu won d é p ú p q olúv^a ¿ru Àwon w à à d im é ji to m o ìórun E gbà r i ejó. Sacrificar o jg b fn dentro da etú 109 . — Para usá-ia. e apresente-a para o o r i {cabega). Re$gar com um pouco de azeite-de-dendé. derramando !3¡m em cima de seu assentamento. o m L K í a fíO bátá/á jé oba òris^_ K i a f i ònón j'oba òpópó. e gbà jé b i Won kò jé ara s i id i. áse. Sacrificar a etú.0 n i e kú idàrò 0 n i k i a fiO ló ò k u n jé oba. e gbà Orò m i (nome) Omo (nom^ ¿ m gej ¡a À ti ii/ó so Iòni Orò enu ré ni k i won fi-dé-*¿n¡ Áse. — Abrir o peito da etú e por pouco de gim e a|gumas gotas de dende. Para Acalmar Ésú Material — 1 etú (galinha-d'angola) — 1 igbin — azeite-de-dendé — Gim (seco) Procedimento — Evocar È$ù. áse — Colocar o pá dentro da cat*a?a_ enfeitá-la com os búzios e sacrificar o pom bo em ciry^ Fechá-la em sequida. reze o encanto ^ 0m 8 ataare na boca.

áse. Fazer o seguinte encanto: £m i ba £$ú kíí.— Despachar o ebo em encruzilhada de très ponías {ikóríta). circundando-o. áse. À sç. ém¡ bá £§ù sq rç k íí a re çmç £$ù mo b í ó sç rç má§é mi. Banho para Limpeza de Caminho Material — orógbó ralado — 7 p¡mentas-da-costa (socadas) — sabao-da-costa — iyereosun — 1 gotas de azeite-de-dendé — Um pedacinho de cabapa (ralada) Procedimento — Misturar tudo. enquanto diz: 110 . sq rç a re o wó E$ú mo bá ó s q re másé m i. áse. aya. àsç. íyereosun jé k í ñgbé si sere Epo pupa jé k í ñgbé si rere Ase. áse. jé k¡ émi ñire. com sete ikóodíde. j$ k í èmi ñire çmç. Áse. Observagao: guardar o sabao. enquanto faz o encanto: K i a ló dára K i áábó sunwón Om i k it' dé s'oko íwájú T ó n íq yé ayun-bo lów ó n yin enun Orógbó jé k í ñgbé si rere Osé jé k i ñgbé si rere. ó lówó enyin ágbá ágbá. áse.

Colocar dentro o osun.Odíderp kó táé kú ajó r$ Didere nunca morra em seu percurso (viagem). — Tomar banho com o sabao toda segunda. — Enrolar as linhas na ponta do ik ó o d íd e . ou enquanto fo r fazer alguma viagem. quinta e sábado. e fincálo no sabao. — Enfeitar a cabaga com os fios de coráis. — Fincar na cabaga (por fora) a agulha. Para Tirar Vantagem Material — fio de coral preto — fio de coral vermelho — fio de coral branco — efun e osun — sabao-da-costa — iyereósun — linha preta e branca — ikóodíde — 1 cabaga — 1 agulha grande Procedimento — A b rir urna tampa na cabaga. Misturar o iyereósun com efun e o sabao-da-costa e por no centro da cuia. — Fazer o encantamento: E fun i ó n i k í E f í m i rere fún m i Osun ló n i k í E f í ó n i rere fún m i bó Owú dúdú á ti fu n fu n K i ijá ara won énión E másé ja émi (nome) Orno (nome da maej bá iow ó nyin 111 .

e jé k í ó jé. enquanto vai-se fazendo o encanto: ílékún gnón n i rehin gbálé Erú n i gbéehin gnón ajó 0 k í ó jé n i ehin ágíyámon Jé kíg b o g b o e n itío wá sor í n ib i Wgn n i ló jin n g n gbogbo won Bní-Ogbé. áse. Ase. — Misturar esta cinza ao sabao. n i bábá ifá K i wgn má gbé té m i Áse. Pe­ gar as pontas e passá-las no fun d o da agulha. a bucha.ákó jé ewé m í rere. é um excelente agbó de retorno para os maldosos. e devem ser jogados na rúa antes de voltar para casa. até virar cinza. Por os carretéis dentro da cabaga e ir puxando os fios até o fim . é só comprar linhas pretas e brancas. — Depois do encantamento tampe a cabaga. enquanto faz o encanto. o paño branco. áse. 112 . áse. — Toda vez que precisar tira r vantagem em qualquer situapao. áse. Observagao: os fios devem acompanhar o in d ivid uo onde ele fo r tira r vantagem. Banho para se Proteger de Inimigos Material — raspa de batente de porta de boteco — um pedago de paño branco — bucha vegetal e sabao-da-costa Procedimento — Queimar a raspa do batente da porta. — U tilizar o sabáo para banhar-se.

fé n i owó A won t i fééròn m i Tètè k í i té là àwo èfó Áse. nuca e reze o encanto: Tete é e! Ib i t i àbé n i k i tétq o máté /be n í i té Á te gbé n i ese i té na Teté k í i té !á áwo éfó È m i (dizer o nome) Omo (nome da mae) Kò tin i.Para o Amor Material — 5 folhas de teté (bredo-sem-espinho) — 5 borboletas amarelas — 5 ata are Procedimento — Torra-se tudo e faz-se um pó. Para Limpeza de Casa Material — 1/2 kg de carne (de segunda) — cachaga — 1 prato branco — canjica — 1 acagà (èko) — 1 vela — sabao-da-costa — o ri — mel ou agucar 113 . àse. àse. Junte a este um pouco de osun. — Passe nos seios.

coloque ao lado do ebo e acenda a vela. — Despache este ebo no mato. canta-se: Egún. Torpar um banho com sabao-da-costa. — Com o prato na mao vá andando pela casa e fazendo saudaçâo à Egún: Ikú alé.. sem enxugar-se. enquanto vaise pedindo paz. de dentro para fora. Egún m i salé lórun E gún. — Joga-se a canjica em cima da casa. despejar a água de canjica da cabeça aos pés e. vestir roupas brancas. com um pouco de cachaça. Passe o acaçà em seu corpo. ikù àjà (très vezes) — Enquanto vai fazendo a limpeza. Após este. escorra-a de form a a aproveitar sua água. . — Ao voltar para casa tom ar banho da seguinte maneira: Com a canjica já cozida. Passar o ri nos pulsos e no umbigo.Procedimento — Quebre as bordas do prato e coloque dentro des­ te a carne. 114 . Acrescente nesta água um pouco de me!.

OUTROS EBÓS Para Tirar Dinheiro dos Devedores — Và até um pé de pimenteira e diga: Ewé ese m i kàiù (por très vezes) — Tire sete folhas e esfregue-as na sola dos pés. và d ireto à casa do devedor. é im portante que lave os pés. Observagao: depois de receber o dinheiro ou fazer algum acordo. Para Dinheiro Ficar na Mào Material — nove aranhas (ou urna) — nove ataare (ou urna) — o im portante é que seja igual para os dois pulsos 115 . Após isto feito . antes de voltar para casa.

— Em urna tijela coloque a canjica. cebóla ralada. — 0 restante do frango é temperado com azeitede-dende. — A cana-de-agúcar deve ser picada sobre as oferendas e sobre o assentamento de Osun. — Lógún Ede é considerado o mensageiro de 0§un e E$ú é considerado aquele que a persegue. Numa outra travessa coloque o arroz de um lado e do o utro o chu­ chu. acompanhado de gim. os ataare e faz-se um pó. — Os pés sao atirados na rúa. 116 . — Abrem-se curas nos pulsos. P5em-se os ótá (pedras) do assentamento de Osun no centro da travessa. que ficam com a cabega e tres penas de cada asa. — O b i faz parte de todo o ritual. sem sal. ataare e após cozido é oferecido a è $ù . conforme o número de aranhas e de ataare. Para Trazer Clientes Material — canjica (ègbo) — arroz — chuchu — 1 frango — cana-de-agúcar Procedimento — Cozinhar a canjica. em cima dos ótá. — 0 frango é sacrificado para Lógún-Ede.Procedimento — Torram-se as aranhas. dividido em seis partes. o arroz e o chuchu. — Aplica-se o pó sobre as curas.

a paixâo e o e q u ilib rio emo­ cional. pedindo tud o de bom. 117 . Entrega-lhe o coco para que vá fazendo seus pedidos. que osm elhores afrodisiacos sao o amor. todavía. tórax e coluna da pessoa. também. Fazer um chá com as seguintes ervas: — pau-de-resposta — pau-tenente — catuaba — Tomar o chá très vezes ao dia. Enquanto vai fazendo o sacudimento. começa a liberar o seu hálito no espaço.Para Impotência Sexual — Comer um o b i vermelho por día. com 9 ataare na boca. passa-se o coco em to rn o da cabeça. até resolver o problema. com a coluna bem reta. Para Arrumar Emprego Material — um coco — 18 ataare — 1 kg de açùcar — 1 bucha — sabao-da-costa — o rí e ïyèrèosun Procedí mentó — Este ebo é fe ito ao ar livre. O oficiante pega o coco de volta e. O oficiante p<5e a pessoa em pé. olhos fechados e oferece a esta 9 ataare para mastigar. Obs. para que o seu hálito fique purificado. enquanto libera o hálito quente sobre o coco.: Nao nos esqueçamos.

solta o ásq de seu hálito e quebra o coco contra urna pedra. — Faga urna pasta com sabao-da-costa e íy?réosun. . — Crave no inhame 42 palitos (taliscas) de dende­ zeiro e coloque-o no centro do alguidar.— O oficiante ajoelha-se e mentaliza urna coroa de luz na cabega da pessoa. — Regue tudo com mel e oferega à Ogún íkgiá. Após o banho. De para a pessoa tom ar banho. em quatro partes e coloque-o dentro do alguidar. comegando pela cabega. O resulta­ do pode ser observado na hora: quando o coco se parte em dois é si nal de que o eho fo i bem aceito. passe o ri na nuca. Acompanhado com mu ito vinho branco e 7 obí. Para P r e n d e r o seu H o m e m Material — um alguidar mèdio — um coragao de boi — um inhame grande (cozido e com o nome do ca­ sal dentro) — azeite-de-dendé — taliscas de dendezeiro Procedimento — Corte o. Quando esta aparecer n itida­ mente. tórax e nos pulsos. cabega. Observagao: com o coco fazem-se cocadas e dá-se a outras pessoas para comerem. na vertical. coragao. Observagao: os nomes sao escritos com grafite (là­ pis). com o coco bem firm e ñas maos. e ponha na bucha.

Em seguida. Para C h a m a r C l i e n t e — Oferecer 3 acapás (èkg) com mel. — Em seguida. e pepa-lhe dinheiro. Ao meio-dia jogá-fas em umn encruzilhada de tres pontas. passar 6 o b i vermelhos no co r­ po e colocá-los sob o travesseiro. amarre-as no ògg de Èfù. Jogue-os sobre o assentamento de È$ù. colocar 1 ataare na boca e o fe recer os o b i (dividi-los em seis partes) em cim a de folhas de mamona a Èsù. passe um acapà no ggg. — Segurando firm em ente o ògo vá fazendo evocapao e despejando gim sobre o assentamento de Esù. Para Esú T r a z e r Dinfieiro Procedimento — Antes de se deitar. no sentido de baixo para cima. noassontim ini to de Ogún. abra os o b f e divida-os em duzentas partes. — Pegar seis notas de um cruzeiro rea! passar na ca bepa e impregná-las com o áse de seu hálito. . Quando sentir a sua presenta. — No dia seguinte.Para Pedi r DSnheiro a Èsù Materia! — 6 acapà (è kg) vermelhos — azeite-de-dendè — gim — 6 obi Procedimento —Oferepa os acapà {¿kg) com um pouco de azeitede-dendé.

Isto determina a comunicagao do Orisà com o meio social. — Fazer os pedidos e. da estábilidade com ¡nstabilidade que gera o movimento. — O inhame corte em quatro partes e oferega à Ogún. — Com os cocos preparar um doce e oferecer urna porgao a todas as pessoas que vierem à casa de culto. Observagao: esta é urna das mu ¡tas jungoes que se faz da estrutura com o m ovim ento.— Um acagá {$ko) com água e mel. deixe um pouco deste enterra­ do no portao. ou seja. e em v o l­ ta deste oferecer o b i e orógbó. no portao para Egún. — Fazer as evocagòes e oferecer para Ogún. deixando-os com sabor de lágrima. Temperá-los com agucr^r e sal. Derra­ mar parte do vinho em cima do assentamento. em seguida. comer um pouco do milho. do lado esquerdo de quem entra. Para Continuar Tendo Cliente — Ao tira r um qbo. . Para Ógún Abrir Caminho Material — 10 cocos verdes — 10 espigas de m llho verde — 3 litros de vinho — 7 obi — 7 orógbó — 1 ¡nhame (assado) — agúcar e sal Procedimento — Tirar os graos do m ilho e cozinhá-los na água do coco.

antes de dor­ mir. Em volta da bacia coloque bastante doces (menos de chocolate) e um litro de leite. ou seja. complete novamente com mais 1 litro de vinho. — Oferega urna bacia de frutas (menos abacaxi e tangerina) para Ib é ji. Chá para Suspender Menstruaçâo — Fazer um chá de pétalas de rosa vermelha e to ­ mar várías vezes ao dia.— Très dias depois passar dois pombos brancos no corpo e soltà-los para Ogún. em urna praga. — Quando acabar o líq uido . enterre-o e torne a tomá-lo. 121 . Desenterre e tome um cálice. Enterre por urna semana em lugar umido. Para Engravidar Material — 1 o b i vermelho (ralado) — erva-de-sao-caetano — chapéu-de-couro — malva branca — amor-do-campo — espinheira-santa — buchinha do mato Procedimento — Junte todos os ingredientes e coloque dentro de um litro de vinho branco. Faga as evocagoes e pega um filh o para Ib é ji e terá a alegría de ter E djunjobí. a satísfagao de ter dois filhos de urna só vez.

122 . com eles ainda quentes. Regue tudo com cachapa. P5e-se urna bandeirinha dentro da garrafa e acende-se urna vela. Quando a pessoa sair de sua casa varra o seu rastro e jogue os galhos na diregao em que a pessoa seguiu. A rran­ car os corapoes das aves e colocar os nomes do casal den­ tro . Sopre dentro da casa comercial e pepa prosperidade. Faga com eles urna casinha em form a de triángulo. Para A fas tar Pessoa im p e rtin e n te Procedimento — Pegue 7 galbos de amoreira. — Efun — dandá-da-costa — Noz moscada — Folha-da-fortuna (seca) — Rale tudo e fapa um pó. com o nome do feiticeiro dentro. etc. vitória. C olo­ que embaixo excremento de cavalo. oferepa um acagá [eko) para Egún no porteo de sua casa. — Em seguida. Para A m arra r o Seu A m a d o Procedimiento — Sacrificar 2 pombos brancos para Ogúrt.Para se D e f e n d e r de F e if ic e ir o s Procedí mentó — Pegue 2 pratos brancos e quebre-os ñas bordas. Pó Para Casa C o m e r c i a l Procedimiento — Pegue 1 o b i que tenha sido oferecido a £sü.

Para Deixar de Beber Procedimento — Pegue 7 lambaris e coloque-os vivos dentro da cachapa. que pode ser: — 6 pedamos de carne crua — 1 obí — 1 litro de gim — azeite-de-dendé — Retire a garrafa da água. Tampe a garrafa e deixe-a dentro do rio por 3 dias. — Dar um je ito de sobrar um pouco de comida no prato dele. m istu­ rando canela e obí. por o pó dentro deste e usá-lo sempre. Em seguida. Esta sobra deverà ser enterrada sob o batente da porta da cozinha. cebóla e pi menta-da-costa. — Levar ao fogo para torrar e fazer um pó. — Fazer um patuá de couro preto. separe os lambaris e ponha-os juntamente com a oferenda de Èsù.— Colocá-los em urna panelinha de ferro. Por dois acagá (èko) em cima e cobri-los com mel. Par o Homem náo Sair em Busca de Aventuras Procedimento — Pegar bifes e passar no corpo. 123 . — Leve a pinga para casa e deixe o alcoólatra bebéla à vontade. — Deixar arriado até o dia seguinte. — Quando fo r pegar a pinga levar urna oferenda para Èsù. temperá-los com sal. e oferecelos para o marido comer. eoe.

Acres­ sente ao pó: — mirra . — Oferega o vinho.Para Deixar de Fumar Procedimento — Pegar o fum o de um cigarro e colocà-lo dentro de um copo de água minerai. que deverao ser torrados e mofdos. um pouco de azeite-de-dende. Para Seguranza de Um Ambiente ' L Material — — — — — — 1 vaso de barro mèdio 1 pedago de ferro (bastante enferrujado) 1 galoverm elho 1 litro de vinho branco 1 inhame (assado) 1 obi Procedimento — Ponha o pedago de ferro dentro do vaso e sacri­ fique o gaio para ùgùn. à noite. No dia seguinte. o inhame e o ob¡\ — No dia seguirne. tom ar très goles. — benjoim — alfazema — incenso — bagago de cana-de-agùcar — agùcar — pao seco ( fareio) — borra de pó de café 124 . — Cozinhe o frango de form a que a carne solte dos ossos. em jejum . piante por cima de tud o um co­ rri igo-n ingu ém-pod e. Fazer isso por 9 dias.

e de fora para dentro. por ser portadora de m uito áse. — Para dor de cabega passar alho ñas témporas e nuca. Ou tr o s — Para nao faltar dinheiro. banhá-la com água e agúcar. por 7 dias. — Para alimentar o magnetismo pessoal. — Para descarregar tensoes nervosas. usar 4 ¡de acima do cotovelo. A água deve ser despa­ chada no dia seguinte e recolocada todas as noites. — Para diabete. colocar 1 ¡kóodíde na carteira. fazer chá com 7 folhas de carambo­ la e tom ar 1 xícara á noite. onde se apagará o fogo com água. no sentido de dentro para tora. — Para acabar com vermes de adultos e crianzas to ­ mar 1 xlcara de leite.Esta defumagao deverá ser feita pelo menos urna vez por mes. — Para crianza d o rm ir tranqüila. após o jantar. utilizar um búzio que tenha com ido fY¡q (sangue) em obrigagao de Q$un. — A carne do frango pode ser consumida normal­ mente. 125 . como pingente (com a linha de crescimento para cima). com 1 gota de creolina e sumo de hortelcí ou mastruz. Colocar um copo com água ao lado da cama e nao deixá-la com roupas escuras.

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