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www.plexus.pt

Automation

tlm ALLEN-BRADLEY
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Endress+ Hauser lii1

Mess und Fõrdertechnik
Gwinner GmbH & Co

AUTOMAÇÃO E ROBÓTICA AO SERVIÇO DA INDÚSTRIA

JOÃO E DAVID PIRES, SÓCIOS GERENTES DA PLEXUS

Há poucas empresas a oferecer uma solução tão completa e integrada"
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A Plexus é a empresa líder em Portugal na medição legal de combustíveis liquidas, tendo em carteira clientes como a Galp e a Prio. Apesar de ser uma empresa relativamente recente, os bons resultados são o espelho do bom desempenho e de uma atitude baseada na ética e nos princípios, que põe o Homem à frente do lucro. Uma atitude de louvar nos tempos que correm e que conjugada com o know how de anos de experiência na área da automação, que vinha já de outra empresa, explicam o sucesso.

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Não queremos pagar 1O cêntimos por uma folha, em vez de 11 cêntimos, se esse cêntimo estiver a ser poupado à custa dos trabalhadores. Tentamos ter sempre essa perspetiva muito humana porque não podemos separar nunca o Homem do produto final

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oi em 2004 que dois irmãos, João e David Pires, com formação e experiência na área da automação iniciaram uma equipa que viria, mais tarde, a originar a criação da Plexus. O primeiro é o mais velho e trabalha no ramo desde 1989, há mais de 20 anos, o segundo fez a formação nesta área mas esteve vários anos a trabalhar noutra. Para David, foram diferentes saberes e experiências que se juntaram, não deixando de salientar também o importante contributo do encarregado geral da empresa, Francisco Delfino, que se juntou à equipa em 2008. A empresa tem como principal atividade a integração de sistemas industriais e, para conseguir integrar os diversos subsistemas independentes uns dos outros num único sistema homogéneo e harmonioso, domina áreas tecnológicas como a eletricidade, a instrumentação, a automação, o controlo processual, as redes de dados e a fibra ótica, a par de um amplo conhecimento sobre vários tipos de protocolos de comunicação.
UMA EMPRESA TRANSVERSA L
Poucas empresas em Portugal são capazes de dar o tipo de reposta que a Plexus dá, com a transversalidade que lhe é característica. David Pires explica: "somos uma empresa muito vertical e, como tal, encontramos concorrência nos vários tipos de oferta que temos, mas há poucas empresas a oferecer uma solução tão com pleta e integrada". Para além disso, das empresas a operar em Portugal ao nível da integração de sistemas industriais, grande parte estão direcionadas para outros segmentos de mercado, como o das águas ou o alimentar, que obedecem a diferentes normas. "Há empresas a faze r aquilo que nós fazemo s alimentar, mas este obedece a rmas, não são as normas ATEX -;;o o perigo não é de explosão ntaminação bacteriológica. perrolífero é um setor muito esp : não havendo em Portugal muita 5 • -a trabalhar nele, nós acabamos - rrer quase sempre co m emp!"e2S - ·w gra ndes. Isso fa z com que tenhamos de sustentar muito bem as soluções que propomos, fazer muitos testes e mostrar por A mais B que não há riscos·, afirma. É isso que a Plexus tem feito e com sucesso sendo atualmente líder nacional em medição legal de combustíveis líquidos. a sua ca rteira de clientes conta com nomes co mo a Prio Energy e a Galp Energia, através do controlo de enchimento de cisternas de combustíveis nos diversos parques e refinarias existentes de 'orte a Sul: Porto, Aveiro, Barreiro, Setúbal e Sines.

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EM-SE AO LUCRO
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um setor muito específico e não havendo em Portugal muita gente a trabalhar nele, nós acabamos por concorrer quase sempre com empresas muito grandes. Isso faz com que tenhamos de sustentar muito bem as soluções que propomos, fazer muitos testes e mostrar por A mais 8 que não há riscos"

Pontos de Vista Agosto 2012

tas na gestão de armazenamento e distribuição de combustíveis, com os seus sistemas de medição e de transferência de líquidos para camiões, navios, aeroportos, prod utos embalados e oleodutos. É também através desta parceria que presta suporte técnico nos sistemas de enchimento e de controlo de acessos de camiões-cisterna nas refinarias da Petrogal. Mais do que uma simples fornecedora, a Endress+Hauser é atualmente também cliente da Plexus. Entre as várias empresas para as quais fornece, escolher a Plexus quando chega o momento de desenvolver um projeto para eles próprios é, para João Pires, uma prova da confiança que depositam neles e o reflexo da boa relação que mantêm com clientes e fornecedores. "Isto é significado de alguma coisa e nós sentimo-nos honrados". David Pires não tem dúvidas em afirmar, "por um lado, se nós somo uma empresa pequena que se tem dado relativamente bem é porque fazemos coisas diferentes das demais, por outro lado, é porque baseamos o nosso trabalho na confiança mútua e temos atitudes que mantêm as pessoas connosco, sejam elas os nossos funcionários, sejam os nossos parceiros. Trabalhamos com princípios, com ética, tendo as relações pessoais como o principal e não o dinheiro. Não vamos ao cêntimo e pensamos que esse tipo de clientes nem sequer é fidelizável porque é fiel apenas ao preço".

Para nós ambição é positiva porque estabelece objetivos. Porém, ambição é diferente de ganância. A ganância é negativa porque não tem limites ecoloca os ganhos acima de tudo o resto".

POLITICAS EMENTALIDADE NACIONAL
Apesar dos resultados serem positivos, o que é louvável na conjuntura atual, David Pires não poupa críticas às políticas e à própria mentalidade nacional que, para o mesmo, constituem verdadeiros entraves ao investimento, empreendedorismo e sustentabilidade das empresas. "Por exemplo, as empresas portuguesas são obrigadas a manter um quadro mínimo de pessoal para poderem manter também o seu alvará de construção, enquanto as empresas estrangeiras que vêm para Portugal não precisam de alvarás, basta-lhes uma declaração do INCI que, por sinal, até é grátis. As empresas portuguesas não conseguem ter uma poupança, uma bolsa de ar; porque está tudo demasiado direcionado para a Banca e para que as pessoas não poupem. Se as empresas chegam ao final do ano com resultados, o Estado quer levar parte desses resultados e acabam por ser prejudicadas em termos fiscais. Como é que as empresas portuguesas podem competir neste contexto? Isto não tem a ver com crise, tem a ver com cultura e mentalidade. Nós somos governados por pessoas que não fazem ideia daquilo que é gerir uma empresa, nem sequer uma loja. Têm carreiras académicas, partidárias e parlamentares mas nunca fizeram nada na vida. O estado não tem boa-fé com as empresas e com as pessoas e o principal problema do país é o peso gigante do mesmo na economia". Para a Plexus, no entanto, as coisas estão asseguradas. Quando o país submergiu nesta situação de rutura económica estavam a desenvolver um projeto que, em conjunto com outros mais pequenos, foi suficiente para manter os bons resultados da empresa. Para finais de 2012 e 2013, há já previsão de novos projetas. Como tal, a crise é sentida essencialmente por esta "sensação de impotência face áquilo que poderíamos fazer e aquilo que conseguimos fazer. Temos consciência que Portugal tem capacidade para ir lá fora fazer projetas e levá-los a bom porto, assim pudéssemos também ter algum apoio institucional e menos entraves para que as empresas consigam amadurecer e crescer", refere David Pires.

POLITICA DE INTERNACIONALIZAÇÃO
Os princípios estão na base de todo o trabalho da Plexus e, por isso, os próprios planos de internacionalização têm partido desta premissa. João Pires explica: "temos feito alguns contactos, nomeadamente com Espanha, mas não queremos dar passos maiores do que as pernas. Também temos alguns pedidos para África, aos quais vamos respondendo com muita cautela e ponderação. Para além disso, temos ido a várias feiras no exterior e visitado as fábricas dos nossos fornecedores porque preocupa-nos como os produtos são produzidos, com que condições de trabalho e se humanamente faz sentido para nós. Não queremos pagar 10 cêntimos por uma folha, em vez de 11 cêntimos, se esse cêntimo estiver a ser poupado à custa dos trabalhadores. Tentamos ter sempre essa perspetiva muito humana porque não podemos separar nunca o Homem do produto final.

"Por exemplo, as empresas portuguesas são obrigadas a manter um quadro mínimo de pessoal para poderem manter também o seu alvará de construção, enquanto as empresas estrangeiras que vêm para Portugal não precisam de alvarás, basta-lhes uma declaração do INCI que, por sinal, até é grátis"