Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz da 2ª Vara Federal do Trabalho de Teresina-PI.

Processo n° 00635-2008-002-22-00-5 Audiência 09/05/2008 (às 09:00 horas) CONTESTAÇÃO COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS, já qualificada nos autos da Reclamação Trabalhista que lhe move JOSÉ LIMA DE SOUSA, por intermédio de suas advogadas, com endereço para intimações de estilo na Rua Elizeu Martins, nº 1.294, Ed. Oeiras, sala 104/107, Centro, Teresina/PI, vem, perante Vossa Excelência, apresentar CONTESTAÇÃO, o que faz da forma e teor seguinte:

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I. DOS FATOS

I. A) VERSÃO DO RECLAMANTE 01. Articula o reclamante que foi admitido pela empresa reclamada em

01/12/1986 para exercer a função de plataformista e, posteriormente, foi reclassificado para a função de técnico de perfuração. 02. Aduz que, em 28/07/2006, uma equipe, composta pelo reclamante e

outros funcionários da reclamada, foi designada para realizar a perfuração de um poço no Povoado de Mosqueada, no Município de Elesbão Veloso-PI e, durante o serviço, uma das máquinas apresentou um vazamento. Diante disso, alega o reclamante que quando estava tentando conter o vazamento uma peça se desprendeu e atingiu o seu braço direito. 03. Afirma que a máquina “sonda 3000” não tinha condições de operar, vez

que apresentou problema de vazamento da peça “suive”, e o cabo de aço se rompeu quando o reclamante tentava consertar o vazamento da máquina referida. 04. Aduz o reclamante que, ao ser atingido pelo cabo de aço, desmaiou e

quando retornou a si já estava a caminho do hospital de Elesbão Veloso, porém, ao chegar lá, foi transferido para Teresina, considerando-se a gravidade do caso e a falta de condições de realizar procedimentos necessários. Afirma que ao chegar a Teresina o médico ortopedista plantonista engessou o braço direito por trinta dias. Alega que, após a retirada do gesso, verificou-se a necessidade de um procedimento cirúrgico, que foi realizado em 08/09/2006. 05. Informa o reclamante que, confirmada a lesão, percebeu o auxílio doença

por acidente de trabalho até 16/04/2007. Afirma que, durante o período do auxílio doença, realizou vários tratamentos médicos visando a sua reabilitação, entretanto, esta não foi possível, o que culminou com a sua aposentadoria por invalidez.

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I. pois a empresa reclamada tem a posse da apólice de seguro. ainda. na forma da fundamentação. Alega que a sua aposentadoria foi forçada e ocasionada pelo acidente de trabalho. requer: a) A condenação da reclamada no pagamento de indenização ao autor por danos físicos e morais causados em virtude do acidente de trabalho sofrido pelo autor no âmbito da empresa reclamada. O reclamante foi admitido pela empresa reclamada em 01/12/1986. após. Aduz que o acidente de trabalho ocasionou no reclamante neuropatia múltipla crônica por seqüela de compressão neuromuscular. em valor a ser arbitrado pelo Juízo. para exercer a função de plataformista e. além do sofrimento físico. foi reclassificado para função de técnico em perfuração. considerando-se que o autor ficou desprovido de plano de saúde após a aposentadoria. Diante de todo o exposto.06. Alega o reclamante que. que a sua rotina foi compulsoriamente modificada. b) O pagamento de indenização pelas despesas com tratamento e remédios por mês. 07. perdeu seu plano de saúde e o de sua família e tem de se submeter ao SUS para continuar com as sessões de fisioterapia e consultas ortopédicas. enquanto perdurar a necessidade de tratamento médico ou até o trânsito em julgado desta. Aduz que não teve como requerer o prêmio do seguro contra acidentes pessoais. em valor a ser arbitrado pelo MM. Ou seja. B) VERDADE DOS FATOS 09. ou ainda. em verbas vencidas e vincendas. Afirma. 3 . trata-se de profissional experiente. 08. Juízo. com quase 20 (vinte) anos desempenhando a função de plataformista e técnico em perfuração.

os demais funcionários da reclamada realizaram imediato socorro. o reclamante foi encaminhado para o Hospital São Lucas. conforme documento juntado pelo próprio reclamante a fl. foi engessado e imobilizado. o reclamante sofreu um acidente de trabalho ocasionado pela quebra do cabo de aço que segura a “chave flutuante” da sonda. 20. também não existe nexo causal entre o acidente de trabalho ocorrido e a doença que acomete o reclamante atualmente e que ocasionou a sua aposentadoria por invalidez. localizado em Elesbão Veloso-PI e. 12. frise-se que o prêmio de seguro contra acidentes pessoais só beneficia os funcionários da reclamada em casos de morte e de incapacidade permanente. 20. 11. o acidente de trabalho ocasionou uma fratura no antebraço do reclamante (CID-10 – S52). não restou comprovada a culpa da empresa no acidente de trabalho ocorrido. inverossímil que esta tenha evoluído ao quadro ora alegado pelo reclamante. bem como o cabo de aço. Do mesmo modo. vale destacar que o horário de trabalho do reclamante era de 44 horas semanais e que este sempre gozou os descansos semanais e legais. Conforme a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) e documento de fl. estavam em bom estado de conservação. em Teresina-PI. Diante disso. Mesmo não havendo pedido de pagamento de horas extras. 13. vez que a aposentadoria por invalidez foi concedida temporariamente. mesmo não havendo pedido. após. que não havia vazamento na sonda operada pelo reclamante. diante da lesão constatada no dia do acidente – fratura no antebraço (CID 10 – S52) –. neuropatia múltipla crônica por seqüela de compressão neuromuscular. Importante destacar ainda. que no dia do acidente.10. 4 . levando o reclamante primeiramente ao hospital mais próximo (Hospital Norberto Moura). Assim. A máquina (sonda). o que não é o caso do reclamante. entre o cotovelo e a mão e. 20 dos autos. Assim. vale ressaltar. Em 28/07/2006. No caso. por determinação médica. conforme se observa pela Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) e pelo documento juntado pelo próprio reclamante a fl. que todos os funcionários estavam utilizando os equipamentos de proteção e que o reclamante tinha longa experiência (quase de 20 anos) no desempenho da função. qual seja.

desde logo. ainda assim. em verbas vencidas e vincendas. IV. em valor a ser arbitrado pelo Juízo. como já exposto no item anterior. III – omissis. considerando o princípio da eventualidade. considerando-se que o autor ficou desprovido de plano de saúde após a aposentadoria”. O art. 16. O pedido deve ser certo ou determinado. ensina: 5 . É lícito. O respeitado doutrinador Costa Machado. 18. dispõe in verbis: Art. da culpa ou dolo da reclamada e do nexo causal. requer. 460.14.I. 267. 15. ou ainda. 286. II – quando não for possível determinar. 286 do CPC. mesmo que tais elementos estivessem comprovados. vez que não é certo e determinado. não existe comprovação da existência dos três elementos exigidos por lei para a caracterização do dano material e moral. de modo definitivo. O reclamante em sua exordial requer indenização por danos materiais da seguinte forma: “O pagamento de indenização pelas despesas com tratamento e remédios por mês. formular pedido genérico: I – omissis. que a presente ação seja julgada totalmente improcedente. 17. na forma da fundamentação. Porém. ao tecer comentários sobre o art. A) PRELIMINARMENTE – PETIÇÃO INEPTA – ART. No presente caso. Diante do exposto e considerando que não restou comprovada a culpa da empresa reclamada e nem o nexo causal entre o acidente e a doença que acomete o reclamante atualmente. 282. II. DO DANO MATERIAL REQUERIDO – PEDIDO CONSISTE NO PAGAMENTO DE DESPESAS COM TRATAMENTO MÉDICO. o que se admite apenas para melhor argumentar. in Código de Processo Civil Interpretado. o pedido formulado pelo reclamante no tocante aos danos materiais é inepto. porém. TODOS DO CPC. DO DIREITO II. 286 do CPC. 286. quais sejam: comprovação do dano. enquanto perdurar a necessidade de tratamento médico ou até o trânsito em julgado desta. as conseqüências do ato ou do fato ilícito.

Considerando que o pedido do reclamante no tocante aos danos materiais é a condenação da reclamada ao pagamento de tratamento e remédios por mês. e 460. por ação ou omissão voluntária. mas cumulativamente: entenda-se a partícula “ou” como “e”. art. Aquele que. em conformidade com os arts. E 884. que: Art. ambos do Código Civil Brasileiro. Pedido certo é sinônimo de pedido expresso. bem como o valor total de tais despesas vencidas (quantidade). TODOS DO CÓDIGO CIVIL. por seu turno. deveria. comete ato ilícito”. que o pedido referente ao ressarcimento das despesas vencidas com tratamento médico e remédios é inepto. 286 do CPC. como parece demonstrar o texto. B) DO PEDIDO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS – INDEXISTÊNCIA DA CULPA OU DOLO DA RECLAMADA. ainda que exclusivamente moral. 20. 282. 186. A parte final da regra autoriza a formulação de pedido genérico ou ilíquido – isto é. em verbas vencidas e vincendas.“Os requisitos instituídos pela parte inicial do dispositivo não são alternativamente exigidos. 286. o não definido em relação ao quantum debeatur – nas hipóteses abaixo elencadas de forma exaustiva e cuja interpretação deve ser restrita (v. ou imprudência. Determinado.” 19. 6 . 186. DA CF E ARTS. 927. DO DANO E DO NEXO CAUSAL. a extinção do feito sem julgamento do mérito quanto ao pedido de indenização por danos materiais das despesas vencidas.. 267. 459. IMPOSSIBILIDADE DE ARBITRAMENTO DOS DANOS MATERIAIS. Dispõe os arts. todos do CPC. I. 186 e 927. requer desde logo. VI. indicar quais os tratamentos médicos e remédios (qualidade) pelos quais requer o ressarcimento. negligência. em obediência ao art. em outras palavras. é a exata caracterização de tudo o que se quer. II. 944. 21. violar direito e causar dano a outrem. de pedido formalmente explícito. XXVIII. ainda. Diante do exposto. é o pedido perfeitamente definido quanto à quantidade e qualidade não só do bem da vida (mediato) como da prestação jurisdicional (imediato). 7º. Assim. conclui-se. ART. parágrafo único).

20. Ocorre que. XXVIII)”. bem como o cabo de aço. Conforme a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) e documento de fl. o dano e o nexo de causalidade. 25. o reclamante sofreu um acidente de trabalho ocasionado pela quebra do cabo de aço que segura a “chave flutuante” da sonda. conforme se observa pela Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) e pelo documento juntado pelo próprio reclamante a fl. o acidente de trabalho ocasionou uma fratura no antebraço do reclamante (CID-10 – S52). B.Art. 7 . após. 186 e187). os demais funcionários da reclamada realizaram imediato socorro. A máquina (sonda). por determinação médica. Em 28/07/2006. não restou comprovada a culpa da empresa no acidente de trabalho ocorrido. tanto para o dano material como para o dano moral. localizado em Elesbão Veloso-PI e. 22. no caso. que todos os funcionários estavam utilizando os equipamentos de proteção e que o reclamante tinha longa experiência (quase de 20 anos) no desempenho da função. por ato ilícito (arts. conforme documento juntado pelo próprio reclamante a fl. em Teresina-PI. Assim. No caso. A empresa tomou e toma todas as precauções e cuidados necessários para evitar acidentes. Importante destacar ainda. 20 dos autos. como já mencionado no item I. 24. vale ressaltar. não restou caracterizada a culpa ou dolo da empresa reclamada e nem o nexo causal entre o acidente e a doença atual que acomete o reclamante. 7º. que no dia do acidente. foi engessado e imobilizado. a comprovação de três requisitos: a culpa do agente. que “o direito positivo brasileiro alberga tão-somente a teoria da responsabilidade subjetiva. 20. levando o reclamante primeiramente ao hospital mais próximo (Hospital Norberto Moura). o reclamante foi encaminhado para o Hospital São Lucas. 927. para a condenação na responsabilidade de indenizar. Dos Fatos. derivada de culpa ou dolo do agente da lesão (CF. causar dano a outrem. estavam em bom estado de conservação. 23. fica obrigado a repará-lo. é necessário. Aquele que. que não havia vazamento na sonda operada pelo reclamante. art. Segundo a melhor doutrina e jurisprudência. entre o cotovelo e a mão e. Vale ressaltar.

é imprescindível a comprovação do efetivo prejuízo material e do nexo causal. especificamente quanto ao pedido de dano material. que não é o caso .CIVIL. Ademais. indenização.Quarta Turma) “EMENTA . Não basta . (. veja-se: “CIVIL.salvo as exceções expressamente previstas em lei. DANO MATERIAL.. 28. volume xiv. inclusive a respeito de seu quantum (in Código Civil Brasileiro Interpretado. não comparecimento em evento profissional realizado em outra cidade. César Asfor Rocha. pág. inclusive. qual seja. Tratando-se somente de perdas e danos no faturamento da empresa ante a publicação de anúncio com número de telefone de contato equivocado. Ademais.. que não se presumem. o reclamante restringe-se apenas em requerer o pagamento das despesas com tratamentos médicos e remédios. Ausência do preposto à sessão de conciliação no Juizado Especial Cível. Recurso conhecido. mediante simples e aleatória estimativa a possibilitar-lhe o ressarcimento das perdas e danos pretendidos. de J. 27. Portanto. (STJ. inverossímil que esta tenha evoluído ao quadro ora alegado pelo reclamante. pág 325. M.1. ficando afastada a A jurisprudência dos Tribunais. Diante disso. Além da indispensável demonstração do fato que lhe deu azo. 255. Sentença Mantida. há que provar quantum satis a ocorrência efetiva das perdas e danos que reclama. Ônus da prova compete a quem alega. também não existe nexo causal entre o acidente de trabalho ocorrido e a doença que acomete o reclamante atualmente e que ocasionou a sua aposentadoria por invalidez. Recurso não conhecido”.26. Perda do vôo devido à overbooking. 8ª edição. do Superior Tribunal de Justiça. 3. mas não comprova o valor do dano efetivamente ocasionado.) 2. RESPONSABILIDADE CIVIL. Revelia.à parte alegar a ocorrência de prejuízo. o demandante não comprovou o quantum do dano material. DJ 24/11/2003. PROCESSO CIVIL. Carvalho Santos). é unânime em exigir a comprovação dos danos materiais para o deferimento da 8 . Data vênia. neuropatia múltipla crônica por seqüela de compressão neuromuscular. DANO MATERIAL NÃO COMPROVADO. ed. o suposto dano material não pode ser arbitrado. Freitas Bastos. RESP 545483/RS. Min. diante da lesão constatada no dia do acidente – fratura no antebraço (CID 10 – S52) –.

F. No caso. RO 00801. requer. DANO FÍSICO. pág. relegando-se a preliminar de ilegitimidade ativa para o momento da apreciação meritória e.2004. em face de dano físico causado por acidente de trabalho e/ou doença ocupacional em virtude da atividade. Impugna-se. 32. DJ/MT nº 6978. vez que não especifica os exames e as consultas que foram realizadas e nem os remédios que foram adquiridos. Diante do exposto. Data de julgamento: 14/04/2004.23. inexiste a comprovação do quantum do dano. publicação 21. no mérito. os documentos juntados pelo reclamante de fls. no tocante a indenização por danos materiais. ainda. 40). Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do D. 30. ainda assim.2003. (Apelação Cível no Juizado Especial. para o fim de reformar a r. ambos do CC). no presente caso. o nexo causal e o dano. Relator Benito Augusto Tiezzi.09. a empresa reclamada não deve arcar com indenização por danos materiais. do nexo causal e da culpa ou dolo da reclamada. (TRT 23ª Região – Cuiabá/MT. Considerando o princípio da eventualidade. Assim. vencidas e vincendas. 3ªf. a reclamada deve arcar com os supostos prejuízos ocasionados na medida de sua culpabilidade (art. dando por improcedente o pedido indenizatório da inicial. 150) ACIDENTE DE TRABALHO X DOENÇA OCUPACIONAL. Para o reconhecimento do direito do empregado em receber indenização para tratamento médico.preliminar de nulidade. 29. Publicação no DJU 23/04/2004. 884 e 944. desde logo. sentença recorrida. ou seja. o que não é o caso dos autos e se admite apenas para melhor argumentar. nexo causal e a culpa por ato comissivo ou omissivo do empregador. provido.031.00-9. CUSTO DO TRATAMENTO MÉDICO. deve suportar os danos relacionados à lesão ocasionada pelo 9 . 39/44. vez que não restou comprovada a culpa ou dolo. 31. p. necessário que esteja provado solidamente nos autos a coexistência dos elementos do dano. seja julgado totalmente improcedente. Relator Osmair Couto. mesmo que estivessem comprovados os três elementos exigidos por lei para a indenização por danos materiais.. que o pedido de indenização pelas despesas com tratamento médico e remédios. repita-se.

b) da eventual fraude por parte do empregador. XXVIII)”. com a subseqüente suspensão do contrato de trabalho. 44 – ultrassonografia prostática e eletrocardiograma. é necessário. em 28/07/2006. 7º.acidente de trabalho e não lesões estranhas ao fato ora questionado. B) DOS SUPOSTOS DANOS MORAIS OCASIONADOS – ART. bem como o cabo de aço. E 884. A máquina (sonda). quando esse procede a dispensa. quanto a culpa ou dolo. quando não se tem a comprovação: a) do reconhecimento administrativo do acidente de trabalho ou da doença profissional ou do trabalho pela entidade autárquica. vale ressaltar. 944.118. 33. evidente que estes elementos não estão comprovados. art. TODOS DO CÓDIGO CIVIL. 35. repita-se que. II. senão veja-se: 10 . XXVIII. DA CF E ARTS.213/91. estavam em bom estado de conservação. para a condenação na responsabilidade de indenizar. com o pagamento do auxílio-doença.1) Não se pode reconhecer a estabilidade do art. o reclamante sofreu um acidente de trabalho ocasionado pela quebra do cabo de aço que segura a “chave flutuante” da sonda. com o evidente intuito de obstar o danos morais e materiais a existência e comprovação da culpa do empregador. 20. segundo a melhor doutrina e jurisprudência. “O direito positivo brasileiro alberga tão-somente a teoria da responsabilidade subjetiva. 42 – eletrocardiograma. No caso. que não havia vazamento na sonda operada pelo reclamante. No caso. Assim. conforme se observa pela Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) e pelo documento juntado pelo próprio reclamante a fl. Ademais. da Lei n. derivada de culpa ou dolo do agente da lesão (CF. A jurisprudência pátria exige para o deferimento de indenização por EMENTA . não restou comprovada a culpa da empresa no acidente de trabalho ocorrido. fl. o dano e o nexo de causalidade. tanto para o dano material como para o dano moral. tais como: fl. 7º. 186. 927. 8. 34. A reclamada sempre tomou todas as precauções no tocante as medidas de segurança e proteção no ambiente de trabalho. a comprovação de três requisitos: a culpa do agente. Como já mencionado no item anterior. A empresa tomou todas as precauções e cuidados necessários para evitar acidentes. que todos os funcionários estavam utilizando os equipamentos de proteção e que o reclamante tinha longa experiência (quase de 20 anos) no desempenho da função.

Para esses eventos da vida. XXVIII. onde se inclui o dolo e as modalidades da culpa. pela prova dos autos temos: a) o reclamante é portador de tendinite. DECISÃO: 24/06/2003. RECORRIDO(S): RHODIA DO BRASIL LTDA. Em matéria de infortunística laboral. PARTES: RECORRENTE(S): CRISTÓVÃO CARNEIRO DE SÁ. Importante também transcrever v. exige a presença de todos os elementos da responsabilidade civil subjetiva (ou aquiliana. as quais. qual seja. 159. TIPO: RO01. NUM: 13477. não podem ser imputadas ao empregador. Logo. TURMA: 4ª. imprudência ou imperícia).como o laudo. c) a tendinite acarreta uma lesão parcial e permanente. não indicam as normas. 7º. senão veja-se: 11 . O simples exercício de tarefas pode ocasionar uma série de lesões. (IDENTIFICAÇÃO DO ACÓRDÃO: TRIBUNAL: 2ª Região. atual 186.implemento dos requisitos do art. Contudo. 2) Qualquer reparação por ato ilícito (dano moral. Em momento algum. doença/lesão. Código Civil 2002). sentido restrito. lesão/incapacidade. NÚMERO ÚNICO PROC: RO01 13477-2003-902-02-00. da Constituição Federal. Temos o tríplice nexo causal: trabalho/doença. negligência. 118. Código Civil de 1916. ANO: 2003. doença profissional ou do trabalho. b) nexo causal. De forma objetiva. RELATOR: FRANCISCO FERREIRA JORGE NETO. 36. art. acórdão da lavra do Colendo Tribunal Superior do Trabalho que também possui o mesmo entendimento. PJ. RECURSO ORDINÁRIO. porém. TRT 2ª. FONTE: DOE SP. c) dano moral ou material.como não há índicios da culpa do empregador.QUARTA TURMA. a culpa está presente quando o empregador deixa de cumprir com as normas de segurança e medicina do trabalho. não só a exordial. descabe qualquer responsabilidade civil. é que surgiu a teoria do seguro social. material ou ambos). as quais não foram observadas pelo empregador e que foram as responsáveis por essas lesões. ACÓRDÃO NUM: 20030315543. REVISOR(A): VILMA CAPATO). devendo essas reparações serem objeto de atuação da Seguridade Social e não do empregador. b) a tendinite é decorrente das tarefas executadas. d) culpa (sentido amplo. seja pela leitura do laudo e do restante do conjunto probatório. Tais elementos devem coexistir de forma simultânea. a saber: a) ato omissivo ou comissivo. de que é necessária a comprovação da culpa patronal e o nexo causal para o deferimento da indenização por danos morais. ÓRGÃO JULGADOR . Data: 04/07/2003. não se têm provas da presença da culpa do empregador. decorrente de acidente de trabalho. pela análise do art.

para incluir bens de natureza material. não material do indivíduo.DANO MORAL NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DA CULPA DA RECLAMADA E CONFIGURAÇÃO DO REAL DANO SOFRIDO PELO RECLAMANTE CONDENAÇÃO POR PRESUNÇÃO . X. com amparo nos princípios 12 . diz respeito aos bens de natureza espiritual da pessoa. pelo grau de importância de que se revestem. vida privada. X). e por esse fundamento. entre os quais a Constituição enumera taxativamente a intimidade. para albergar. 11-21). a lesão merecerá uma reparação além daquela referente ao dano material sofrido. vida privada. dificultar-lhe o desenvolvimento em sua vida privada. e. Trata-se do estabelecimento do nexo causal entre lesão e conduta omissiva ou comissiva do empregador.IMPOSSIBILIDADE. por outro. derivada de culpa ou dolo do agente da lesão (CF. sabendo-se que o direito positivo brasileiro alberga tão-somente a teoria da responsabilidade subjetiva. 5º. infligindo-lhe um sofrimento psicológico ligado a bens constitucionalmente protegidos. 5. segundo a qual a responsabilização do empregador por acidente de trabalho não exige a comprovação de culpa ou dolo. a lesão deve ser passível de imputação ao empregador. falar-se em dano moral ocasionado por acidente do trabalho ou doença profissional não teria sentido como lesão à vida ou integridade física do indivíduo. intimidade e vida privada do indivíduo. 4. Assim. honra. Por outro lado. Do contrário. imagem. intimidade. os direitos da personalidade albergam basicamente os direitos à vida. por um lado. mas seu patrimônio material. 7º. integrado por direitos da personalidade. XI e XII) quanto em sede infraconstitucional (CC. 5º. art. o patrimônio moral. X). caput e incisos V. Com efeito. e outros de caráter preponderantemente não material. 5º. integridade física. segurança e propriedade. são tidos como invioláveis. as seqüelas de um acidente ocorrido ou de uma doença adquirida no trabalho podem comprometer a imagem da pessoa. honra. o Regional adotou a teoria objetiva do risco. 1. igualdade. todo e qualquer sofrimento psicológico. uma vez que não integram o patrimônio moral e espiritual da pessoa. art. careceria de base jurídico-positiva (CF. ao denominado patrimônio moral do indivíduo. Do rol positivado dos direitos da personalidade. art. Tanto em sede constitucional (CF. IX. liberdade. careceria de base lógica (conceito de patrimônio moral). 3. art. 2. alguns têm caráter preponderantemente material. ainda que não necessariamente mensurável economicamente. pelo fato de ter assumido os riscos da atividade econômica. ou seja. além do enquadramento no conceito de dano moral. Nesse caso. O dano moral constitui lesão de caráter não material. Interpretação mais ampla do que seja dano moral. imagem e honra (CF. que. VI. arts. In casu. como a vida e a integridade física. XXVIII). Nesse contexto. Necessário seria verificar a repercussão da lesão na imagem. as indenizações se confundiriam.

fls. o fato de a Reclamada ter assumido os riscos da atividade econômica a torna responsável pela indenização por danos morais. e Recorrido DINARTE FABRÍCIO DE SOUZA. em que é Recorrente LIQUIGÁS DISTRIBUIDORA S. uma vez que não comprovada a culpa patronal pelo sinistro ocorrido com o Reclamante. Admitido o apelo (fls. 7º. 375-380). caso fortuito. a Reclamada interpõe o presente recurso de revista.A. para efeito de afastar a condenação da Reclamada em dano moral. 370). 358-369). à luz dos dispositivos pertinentes à matéria. integrante da equipe de entrega emergencial e teve lesão no menisco.528/2005-654-09-00. da Carta Magna. nos termos do art. XXVIII. da Carta Magna. não se exigindo a comprovação de culpa ou dolo. Nesse contexto. 98). do RITST. III e IV. a questão não se resolve pela averiguação da existência de culpa do empregador no acidente de trabalho sofrido pelo empregado. sendo dispensada a remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho. mas sim pela verificação da existência de nexo de causalidade entre os serviços realizados e o acidente e a inexistência de causas excludentes do nexo causal. recebeu razões de contrariedade (fls. 1º. Recurso de revista provido. O Reclamante desempenhava a função de ajudante de caminhão de entregas de botijões de GLP. III e IV. não se vislumbrando a violação do art. VOTO I) CONHECIMENTO 1) PRESSUPOSTOS GENÉRICOS O recurso é tempestivo (cfr. É o relatório. o qual teve que ser retirado em cirurgia (fl. 338).2. RELATÓRIO Contra o acórdão do 9º Regional que deu provimento parcial ao recurso ordinário do Reclamante (fls. II. Vistos. com custas recolhidas (fl. 335-346). pedindo reexame da questão relacionada com o dano moral decorrente de acidente de trabalho (fls. merece reforma o acórdão regional. força maior e fato de terceiro (fl. 371) e depósito recursal efetuado (fl. como é o caso da culpa exclusiva da vítima. 2) PRESSUPOSTOS ESPECÍFICOS DANO MORAL DECORRENTE DE ACIDENTE DE TRABALHO Tese Regional: De acordo com teoria do risco. relatados e discutidos estes autos de Recurso de Revista TST-RR99. nos termos dos princípios fundamentais da valorização social do trabalho e da dignidade humana. decorrente de acidente de trabalho . ocorrida depois de fazer entrega de emergência em 13 . 1º. encontrando-se devidamente preparado. da CF. 357 e 358) e tem representação regular (fl. § 2º. 340). ausentes os requisitos da reparação civil. 372-373). 6. previstos no art. previstos no art.fundamentais da valorização social do trabalho e da dignidade humana. Assim. 82.

II) MÉRITO DANO MORAL DECORRENTE DE ACIDENTE DE TRABALHO O dano moral constitui lesão de caráter não material. Antítese Recursal: Segundo a teoria da responsabilidade subjetiva. X. VI. Interpretação mais ampla do que seja dano moral. integridade física. XI e XII) quanto em sede infraconstitucional (CC. IX. 5º. igualdade. 7º. art. 342). diz respeito aos bens de natureza espiritual da pessoa. para incluir bens de natureza material. integrado por direitos da personalidade. são tidos como invioláveis. pelo grau de importância de que se revestem. por um lado. os direitos da personalidade albergam basicamente os direitos à vida. derivada de culpa do agente da lesão (CF. 7º. segurança e propriedade). por outro. ou seja. intimidade. não tendo sido comprovada a culpa da Empregadora pelo acidente de trabalho. a doutrina e a jurisprudência têm vislumbrado campo para reconhecimento do dano moral em relação a doença profissional 14 . 5º. por dissenso específico de teses. imagem. XXVIII). Tanto em sede constitucional (CF. vida privada. X. careceria de base lógica (conceito de patrimônio moral). escorregou em madeiras úmidas e torceu o joelho (fl. ainda que não necessariamente mensurável economicamente. CONHEÇO da revista. não material do indivíduo. Logo. e. 339). vida privada. liberdade. para albergar. art. todo e qualquer sofrimento psicológico. igualdade. Do rol positivado dos direitos da personalidade. 11-21). XXVIII. impõe-se indeferir a pretensão do Autor. não se verifica o nexo de causalidade entre o dano e a ação. caput e incisos V. 5º. art. O recurso vem calcado em violação do art. arts. integridade física. segurança e propriedade. Assim. 358-369). já que externa tese oposta à do Regional. Estes últimos se encontram elencados expressamente no art. o patrimônio moral. e outros de caráter preponderantemente não material (intimidade. da CF e em divergência jurisprudencial (fls. como a vida e a integridade física. 367 conduz ao fim colimado. ao denominado patrimônio moral do indivíduo. constata-se a responsabilidade da Empregadora nas situações de indenização por acidente de trabalho (fl. da CF. X). Configurado o nexo de causalidade e afastada a imprevisibilidade do acidente ocorrido com o Reclamante. alguns têm caráter preponderantemente material (vida. No entanto. independentemente da comprovação de culpa ou dolo do empregador e não evidenciada a atuação culposa do empregador na ocorrência do acidente de trabalho. honra. requisito indispensável à caracterização da responsabilidade civil. imagem e honra). que. Síntese Decisória: O aresto transcrito à fl.uma residência e quando saía com o botijão vazio. liberdade. assentando que não se afigura razoável a reparação dos prejuízos advindos do acidente de trabalho. careceria de base jurídico-positiva (CF.

INTERVALO INTRAJORNADA NÃO-CONCESSÃO. Por outro lado. 3. com base na lesão à integridade física do trabalhador: Existem atividades que. Do contrário. 2. Para o dano moral. 25). as indenizações se confundiriam.509/1999-002-23-00. Embargos não conhecidos (TST-E-RR-1. a lesão deve ser passível de imputação ao empregador. art. João Oreste Dalazen. necessário seria verificar a repercussão da lesão na imagem. inciso X. mas seu patrimônio material. o acolhimento de pleito de indenização desse jaez não afronta os arts. prevenindo os acidentes de trabalho e as chamadas doenças ocupacionais (Marcus Vinícius Lobregat. além do enquadramento no conceito de dano moral. Dano Moral nas Relações Individuais de Trabalho . 1. as seqüelas de um acidente ocorrido ou de uma doença adquirida no trabalho podem comprometer a imagem da pessoa. intimidade e vida privada do indivíduo. Nesse caso. p. derivada de culpa ou dolo do agente da lesão (CF. sem o intervalo intrajornada previsto em lei e de gravidade tal que provocou a aposentadoria da empregada. Com efeito. honra. XXVIII). que falar em dano moral ocasionado por acidente do trabalho ou doença profissional não teria sentido como lesão à vida ou à integridade física do indivíduo. dificultar-lhe o desenvolvimento em sua vida privada.LESÃO POR ESFORÇOS REPETITIVOS DIGITADOR . constitui fato gerador de direito à indenização por dano moral e material.NEXO CAUSAL . infligindo-lhe um sofrimento psicológico ligado a bens constitucionalmente protegidos. EMBARGOS . à própria vida. 15 . Min.e acidente de trabalho. Trata-se do estabelecimento do nexo causal entre lesão e conduta omissiva ou comissiva do empregador. e por esse fundamento. e 5º.INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL E MATERIAL . 159. 7º. que não observou as cautelas mínimas necessárias à prevenção da doença. sabendo-se que o direito positivo brasileiro alberga tão-somente a teoria da responsabilidade subjetiva. à integridade física ou. competindo ao empregador em tais casos e nos locais de labor com características de perigo (ou nocividade) intenso . a lesão merecerá uma reparação além daquela referente ao dano material sofrido. Daí o reconhecimento planar do direito à indenização por dano material. o que é pior. LTr 2001 São Paulo. Rel.adotar todos os procedimentos de proteção àqueles atributos da pessoa humana. uma vez que não integram o patrimônio moral e espiritual da pessoa. da Constituição Federal. DJ de 22/09/06). por sua natureza ou métodos de trabalho. colocam o obreiro em condição de risco acentuado à saúde.0. SBDI-1. Parece-nos. A lesão por esforços repetitivos (LER) contraída em atividade preponderante de digitação. Delineado o nexo causal entre a moléstia ocupacional desenvolvida pela empregada e a conduta culposa do empregador. do Código Civil de 1916. no entanto.

DJ de 30/09/05. Rel. DJ de 31/03/06. cabia ao Reclamante provar a culpa da Reclamada para obter dela a indenização pelos danos sofridos.661/2000. Lelio Bentes Corrêa. da CF. TST-RR-2. albergada pelo art. reformando o acórdão regional. SBDI-1. segundo a qual a responsabilização do empregador por acidente de trabalho não exige a comprovação de culpa ou dolo. tem-se que a culpa aparece como fato constitutivo do direito do empregado a receber a indenização. nos termos dos arts. vez que não restaram comprovados nos autos os elementos caracterizadores da responsabilidade civil.In casu. o Regional assentou que a responsabilização do empregador por acidente de trabalho depende apenas de que as atividades da empresa sejam passíveis de produção de danos. na responsabilidade subjetiva pelo dano causado. 333. Min. Juiz Convocado Luiz Ronan Koury. Ademais.7. da CF. Min. ISTO POSTO ACORDAM os Ministros da Egrégia 7ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho. das quais fica isento de pagar. I. Rel. Juiz Convocado Josenildo Carvalho. Min. Brito Pereira. afastar da condenação a reparação por danos morais. Eis alguns precedentes desta Corte Superior nesse mesmo sentido: TST-AIRR-718/2003-021-12-40. independente de culpa do empregador.1. Ora. não pode a Reclamada ser compelida a arcar com indenização por dano a que não deu causa. que não 16 . DJ de 31/03/06. DJ de 02/09/05. Rel. 818 da CLT determina que a parte deve provar as alegações que fizer. Portanto. a existência de culpa da Reclamada (responsabilidade subjetiva) e a ocorrência efetiva do dano moral. por divergência jurisprudencial. no mérito. X. conhecer do recurso de revista. Barros Levenhagen. DJ de 17/02/06.1. TST-E-RR-719. em reversão. Nesse contexto. que fala em indenização pelo empregador quando incorrer em dolo ou culpa. ao arrepio da lei. dar-lhe provimento para. Se o art. 3ª Turma. TST-RR-713. o Regional condenou a Reclamada adotando a teoria objetiva do risco. 5ª Turma. DOU PROVIMENTO ao recurso para. Assim sendo. do CPC. 1ª Turma. 4ª Turma. TST-RR-744. XXVIII. Rel. Rel.6. DJ de 28/10/05. reformando o acórdão regional. O que se verifica no presente feito é nítida inversão do ônus da prova. o magistrado deve aplicar imparcialmente uma legislação que já é protetiva do empregado. Custas processuais. que não restaram comprovados. bastando haver nexo de causalidade entre o acidente e as atividades laborais desenvolvidas pelo Autor. Brito Pereira. conforme se extrai do art.2. Rel. afastar da condenação a reparação por danos morais. in fine.426/2000. TST-AIRR-720/2002-411-04-40. por unanimidade. à honra e à imagem do Reclamante. e. 7º.4. ou seja. 186 do CC e 5º. à vida privada. 2ª Turma.097/2001. pelo Reclamante.661/2001014-12-00. capaz de ensejar violação à intimidade. Min. à luz dos dispositivos pertinentes à matéria.

20. em reversão. Frise-se que. 20 de fevereiro de 2008. entre o cotovelo e a mão e. levando o reclamante primeiramente ao hospital mais próximo (Hospital Norberto Moura). inverossímil que esta tenha evoluído ao quadro ora alegado pelo reclamante. Diante disso. o acidente de trabalho ocasionou uma fratura no antebraço do reclamante (CID-10 – S52). em Teresina-PI. Custas processuais. no dia do acidente. também não existe nexo causal entre o acidente de trabalho ocorrido e a doença que acomete o reclamante atualmente e que ocasionou a sua aposentadoria por invalidez. por determinação médica. foi engessado e imobilizado. IVES GANDRA MARTINS FILHO. os demais funcionários da reclamada realizaram imediato socorro. Conforme a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) e documento de fl. 20 dos autos. comento: Importante colacionar mais jurisprudências semelhantes ao caso em 17 . Ademais. 39. pelo Reclamante. qual seja. 40. das quais fica isento de pagar. diante da lesão constatada no dia do acidente – fratura no antebraço (CID 10 – S52) –. MINISTRO-RELATOR 37. neuropatia múltipla crônica por seqüela de compressão neuromuscular. não há que se falar em culpa ou dolo da empresa reclamada. conforme documento juntado pelo próprio reclamante a fl. Brasília. 38.restaram comprovados. o reclamante foi encaminhado para o Hospital São Lucas. Assim. localizado em Elesbão Veloso-PI e. após. à luz dos dispositivos pertinentes à matéria.

rel. .8. Juiz Nelson Tomaz Braga .NÃO-CONFIGURAÇÃO .DORJ 12. que deve se esmerar em trazer para o processo todos os dados necessários à sua identificação com os requisitos. (RO 05758/1999 . excludentes ou atenuantes da obrigação de indenizar.DANO MORAL CARACTERIZAÇÃO.01. da CLT. Recorrido : ESTRUTURAS TUBULARES. a improcedência do pedido de indenização por danos morais. na busca da indenização. O art. quer da gravidade e da repercussão da ofensa. deixará estreme de dúvida a inexistência de fato da vítima e/ou fato de terceiros.j. quer de intensidade do ânimo de ofender e causar prejuízo. Recorrente: JOSÉ ROGÉRIO RODRIGUES DA CRUZ. 41. desde logo. o nexo causal e a ocorrência de dano.12. Além dessa caracterização.TRT-1. 12. A prova das alegações incumbe à parte que as fizer”. exige que fique demonstrada a ação ou omissão do agente.EMENTA: DANO MORAL EM FACE DE ACIDENTE DO TRABALHO . 818. (PROC. DANOS MORAIS – NEXO CAUSAL . ao mesmo tempo em que.ª T.2001). diante da inexistência da culpa ou dolo da empresa e do nexo 18 . A caracterização do dano moral necessita de comprovação do efetivo prejuízo sofrido pelo empregado. ainda que exclusivamente moral. Procedência : 9ª Vara do Trabalho do Recife – PE).. Órgão Julgador: 2ª Turma. causal. . Nº TRT -00503-2004-009-06-85-4. requer. Diante do exposto. 42.ª Reg. bem como o dolo ou a culpa deste. Não demonstrado que o empregador concorreu para a consumação do fato que ensejou o prejuízo. o postulante deverá apontar e comprovar o nexo da causalidade entre o dano e o ato ilícito do ofensor. 818. e que enseja a obrigação de reparar os danos causados pela violação de um dever jurídico preexistente. Juiz Relator: Ivanildo da Cunha Andrade. ANDAIMES E FORMAS LTDA. 818 DA CLT.INEXISTÊNCIA DE DOLO OU CULPA DO EMPREGADOR – A responsabilidade subjetiva contemplada pelo artigo 186 do Código Civil.2000 . II. a ele não pode ser imputada qualquer responsabilidade pela indenização reparadora do dano. dispõe: “Art. C) DO ÔNUS DA PROVA – ART.

Por sua vez. inclusive o reclamante. luvas. protetor auricular. modificativos e impeditivos do “direito” da reclamante. cabe a reclamada a prova da existência de fatos extintivos. 28ª edição. o que se admite apenas 19 . capacete). Como já mencionado. Ademais.43. 20 DOS AUTOS. cabe à reclamante a prova dos fatos constitutivos de seu direito. Entretanto. o reclamante tem quase 20 anos de experiência no desempenho de sua função. etc. o dano material. desde logo. a existência de doença profissional. pág. quanto a certo fato que interessa ao processo e que poderá ter influência no julgado. o dano moral. estavam utilizando equipamento de proteção (botas. mesmo entendendo que o ônus da prova é do reclamante. como bem explica o ilustre doutrinador Valentim Carrion.) a falta de provas. todos os funcionários. in Comentários a Consolidação das Leis do Trabalho. Portanto. 44... quem tinha a responsabilidade de provar: não tendo feito. prejudica aquele a quem incumbia o ônus da prova. II. ou seja. ainda que se considerem verdadeiras as alegações do reclamante expostas na inicial. D) DA DECLARAÇÃO JUNTADA PELO PRÓPRIO RECLAMANTE A FL. 606/607: “(. requer a reclamada. o nexo causal entre as doenças que acometem a reclamante e o ambiente de trabalho. 47. 45. não havia vazamento na máquina operada pelo reclamante. considerando o princípio da eventualidade. 48. a máquina e o cabo de aço estavam em bom estado de conservação. a sentença terá o respectivo fato como inexistente”. a produção das seguintes provas: a) perícia médica no reclamante. Porém. nem o dano e nem o nexo causal. Assim. 46. b) inspeção ou perícia no local onde ocorreu o acidente e na máquina. não restou comprovada a culpa da reclamada no acidente de trabalho. tais como.

CULPA EXCLUSIVA DO EMPREGADO. (Ap. J. c/ Rev. a reparação de danos pelo direito comum.ACIDENTE DO TRABALHO – INDENIZAÇÃO – DIREITO COMUM – CULPA EXCLUSIVA DO EMPREGADO (VÍTIMA) – AUSÊNCIA DE VINCULO IMPREGATÍCIO CO A RÉ – INADMISSIBILIDADE. senão veja-se: RESPONSABILIDADE CIVIL . (Ap. Não tendo o empregado atentado para os princípios elementares de segurança e ocorrendo o infortúnio por imprudência do mesmo. Rel. atingindo-o no antebraço direito. como estava esticado e sob pressão. Importante colacionar julgados que excluem a responsabilidade da empresa no caso de culpa exclusiva do empregado. Juiz Mendes Gomes . foi de encontro ao trabalhador. Assim. 20 consta que: “o acidente foi motivado pela quebra do cabo de aço que segura a “chave flutuante” da sonda. 486. fraturando o osso cúbito”.para melhor argumentar. Com a trepidação da máquina. 11-8-97. descabendo. portanto.ACIDENTE DO TRABALHO – DIREITO COMUM . Já na declaração de fl. J. 11ª Câm. o “clipe” se desvencilhou do cabo que. juntado pelo próprio reclamante. É indevida a indenização por danos materiais se a culpa do evento danoso foi exclusiva da vitima. Juiz Renzo Leonardi. 20. vez que este assumiu o risco de consertar o suposto vazamento com a máquina ligada (em funcionamento).266.. 49. c/ Rev 524. pode-se concluir que houve negligência do reclamante (culpa exclusiva da vítima). 50. não se caracteriza a culpa da empregadora ou da firma para qual o obreiro prestava serviço. Na inicial o reclamante alega que o acidente de trabalho ocorreu quando ele estava consertando um vazamento e uma das peças da máquina se desprendeu e o atingiu. Rel. 8ª Câm. importante destacar alguns aspectos importantes que sobressaem do documento de fl. que manuseou material explosivo sem as cautelas comezinhas e não possuía vínculo empregatício com a demandada. 24-09-98.) RESPONSABILIDADE CIVIL .260..) 20 .

permissa vênia. de Elesbão Veloso. socorreram imediatamente o reclamante e o levaram para o hospital mais próximo. 20. Na presente ação. naquela data. o qual resulta no seu estado físico atual”. entre o cotovelo e a mão. o reclamante requer indenização por danos materiais e morais tendo em vista a sua parcial e temporária invalidez. verificando-se que o mesmo estava fraturado no seu segmento antebraço. 53. a médica encaminhou o José Lima para Teresina. considerando que a lesão ocasionada foi fratura no antebraço. caso comprovado. há fortes indícios de que a doença que hoje lhe acomete. Aqui. No caso. agora. Os funcionários da reclamada. o reclamante junta aos autos declarações médicas informando que ele é portador de neuropatia múltipla crônica pós compressão muscular. 52. e que ocasionou a sua aposentadoria por invalidez. Outro ponto importante e que merece destaque é no tocante ao atendimento médico. procedeu-se à obtenção de um filme de Raios-X do braço direito atingido por forte pancada de um cabo de aço. não foi ocasionada por ação ou omissão da empresa reclamada e nem mesmo pelo acidente de trabalho em questão. Não pode a reclamada responder por dano a que não deu causa. não pode a empresa reclamada responder por suposto dano que não ocasionou. por falta de aparelhos de Raios-X para verificar melhor a gravidade do acidente. Data vênia. Há indícios. de tratamento médico inadequado e. o afastamento do empregado por 15 dias para a sua recuperação e posterior retorno. neuropatia múltipla crônica pós compressão muscular. 21 . O médico atendente determinou. como também já mencionado. quando nova averiguação foi feita no sentido de observar o seu progresso. Porém. pelas provas juntadas pelo próprio reclamante. Porém. despachando-o em uma ambulância até o Hospital São Lucas. observa-se que o reclamante teve pronto atendimento e que a lesão ocasionada foi fratura no antebraço. o reclamante não tenha se reabilitado. no que a vítima tomou injeção muscular para amenizar a dor e. consta o seguinte: “O primeiro atendimento foi efetuado no Hospital Norberto Moura.51. fisioterapia e medicamentos. tendo sido engessado e imobilizado através de tipóia. cirurgia. é inverossímil que com tratamentos médicos adequados. quanto ao atendimento médico. Na declaração de fl. 54.

A redação dos arts. Causa diversa. Parágrafo único – Se o ofendido não puder provar prejuízo material caberá ao juiz fixar. primam pelos referidos princípios da proporcionalidade e razoabilidade. no caso. “É indevida a indenização por lucros cessantes. senão veja-se: “Art. mais uma vez considerando o princípio da eventualidade. do Código Civil. ANTONIO JEOVÁ DOS SANTOS. 3ª Edição.944 – A indenização mede-se pela extensão do dano Parágrafo único. E sopesando estes princípios na mensuração do dano moral e material. que sejam observados os princípios basilares da proporcionalidade e da razoabilidade. Editora Método.55. 884. Setembro/2001. 953 E ART.” (RT 778/243) II. caso Vossa Excelência entenda pelo deferimento da indenização pelos supostos danos morais ocasionados. 56. eqüitativamente. Entretanto. a indenização”. o valor da indenização. na conformidade das circunstâncias do caso. o que se admite apenas para melhor argumentar. eqüitativamente. não existem os elementos ensejadores para o deferimento da indenização por danos morais e materiais. 944 e 953. no livro DANO MORAL INDENIZÁVEL. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano. ART. desde logo. 944. Como já exaustivamente mencionado. 948. 2ª Tiragem. requer.” 58. senão veja-se: Incapacidade física. ensina: 22 .953 – A indenização por injúria. poderá o juiz reduzir. “Art. E) DO QUANTUM A SER FIXADO A TÍTULO DE DANO MORAL – ART. difamação ou calúnia consistirá na reparação do dano que delas resulte ao ofendido. TODOS DO CÓDIGO CIVIL E ACÓRDÃOS PARADIGMAS. ART. 57. A jurisprudência pátria entende que não é devida indenização por danos morais e materiais se a incapacidade adveio de causa independente. se a incapacidade física da vítima para o exercício das funções laborativas adveio de causa independente das lesões pelas quais se pleiteia a verba.

213/1991. ART.00 (vinte mil reais). c) Capacidade econômica do causador do dano. Assim.000. b) Intensidade e duração do sofrimento experimentado pela vítima. tendo em vista que a causa do pedido de danos morais é a incapacidade do empregado em acidente de trabalho. principalmente a 23 . PENSIONAMENTO. Para uma melhor análise da questão ora suscitada. cumpre destacar que a presente ação gira em torno de pedido de reparação de danos morais e materiais. ACIDENTE DE TRABALHO. nos termos do § 1º do art. estando o empregado no local de trabalho. passará a verificar o seguinte: a) Grau de reprovabilidade da conduta ilícita. CAUSA CONCORRENTE. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS. d) Condições pessoais do ofendido”. Se não há prova de que a incapacidade para o trabalho teve a contribuição de outra causa que não o acidente de trabalho. na forma fixada no decisum recorrido. tendo em vista a incapacidade parcial e temporária do empregado ocasionada supostamente por acidente de trabalho. INCAPACIDADE LABORAL. senão veja-se: EMENTA . 59.“Tendo o juiz ou o advogado. CONFIGURAÇÃO. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAIS. a indenização deve ser correspondente ao valor da remuneração do empregado. 19 DA LEI Nº 8. Nego provimento. RECURSO DOS RECLAMANTES. 60.RECURSO DA RECLAMADA. temos como paradigma várias decisões dos Tribunais Regionais do Trabalho do país que. em situações assemelhadas. fixaram o valor da indenização por danos morais entre R$ 15. AUSÊNCIA DE PROVA. é considerado no exercício do trabalho. QUANTUM. Observando-se que o valor da condenação não tem potencial para atender ao escopo de elemento pedagógico e considerando os demais elementos que devem ser levados em consideração para a fixação do valor da indenização. Além do mais. estabelecido qual a base a ser utilizada. ainda que o empregado não estivesse desenvolvendo suas atividades habituais.00 (quinze mil reais) e R$ 20.213/1991. 21 da Lei nº 8. para efeitos de configuração de acidente de trabalho. Comprovado que o acidente ocorreu quando o empregado desenvolvia suas atividades normais de trabalho está configurado o acidente de trabalho típico. Recurso a que se nega provimento. conforme preconizado na lei.000.

550. do recurso adesivo dos reclamantes. (IDENTIFICAÇÃO DO ACÓRDÃO: TRIBUNAL: 2ª Região.Danos físicos.00.00 em parcela única. Data: 14/02/2006.000. nos termos do voto do Desembargador Relator. TIPO: RO01.capacidade econômica do ofensor e as conseqüências do acidente. Não é o caso de se deferir pagamento mensalaté a idade de 60 anos. negar provimento ao recurso patronal e dar provimento ao recurso dos reclamantes para ampliar a condenação por dano moral de R$ 7. conhecer do recurso da reclamada. EMENTA .00. quinhentos e cinquenta reais) para R$ 15. Indenização arbitrada em R$ 20.550. RECORRIDO(S): MULTIBRAS SA ELETRODOMESTICOS. TURMA: 2ª. ACÓRDÃO NUM: 20060035980. que arbitrava a indenização por danos físicos em R$ 60.00478-2002-46102-00. F) CONTESTAÇÃO DO PEDIDO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS 24 . vencida a Sra. no importe de R$ 400. Juros a contar da propositura da ação e correção monetária na forma da lei.conceder os benefícios da justiça gratuita.00. como se depreende do inciso XXVIII do artigo 7. DECISÃO: por maioria de votos. RECURSO ORDINÁRIO. Os valores serão apurados em liquidação de sentença por cálculos. DECISÃO: 02/02/2006. que não precisa ser grave. RELATOR: SÉRGIO PINTO MARTINS. Houve culpa da empresa em não fiscalizar o uso do EPI. até porque não há fundamento legal nesse sentido. ANO: 2004. REVISOR(A): ROSA MARIA VILLA). Há nexo causal entre a atividade desenvolvida na empresa e a incapacidade do autor.200. II. TRT 2ª. NÚMERO ÚNICO PROC: RO .00.000.200. Custas pela empresa sobre o valor arbitrado de R$ 20.SEGUNDA TURMA. (IDENTIFICAÇÃO DO ACÓRDÃO: TRIBUNAL: 23ª Região. ÓRGÃO JULGADOR .determinar o pagamento de indenização por danos físicos no valor de R$ 20.00 (quinze mil e duzentos reais) equivalentes a 40 vezes o salário mínimo vigente à época da sentença. TIPO: RO.000. NUM: 00542-2006-07123-00-8.DECISÃO: 17/10/2007.000. FONTE: DJ/MT DATA: 31-10-2007. PARTES: RECORRENTE(S): RAIMUNDO ALEXANDRE BATISTA. Recurso provido. amplio a indenização por danos morais de 7. RELATOR: DESEMBARGADOR OSMAIR COUTO). FONTE: DOE SP. PJ.00. Redução da capacidade auditiva. bem como das respectivas contra-razões e.00 (sete mil. DECISÃO por unanimidade. NÚMERO ÚNICO PROC: RO01 . O autor perdeu 10% da sua audição na empresa. Juíza Rosa Maria Villa. NUM: 00478.00542-2006-071-23-00.º da Constituição. dar provimento parcial ao recurso para:a.00 para R$ 15. b. no mérito. Houve culpa da empresa.

2. na hipótese de insuficiência econômica e desde que esteja devidamente assistido por sindicato da categoria profissional respectiva.61. É imprescindível relatar que a contratação de advogado particular.060/50 será prestada pelo sindicato profissional que pertence o trabalhador. A este respeito citem-se as Súmulas 219 e 329 do COLENDO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO: Súmula 219 – Honorários Advocatícios. é incompatível com a alegação de miserabilidade. além de não ter demonstrado nos autos a miserabilidade jurídica. Cabimento.060/50. RO -MS 153.14 da Lei nº 8. 5. Portanto. CONSIDERAÇÕES FINAIS 25 . III. a condenação em honorários advocatícios. resta caracterizada a inaplicabilidade do pedido de honorários advocatícios.775/96) – grifo nosso 64. a assistência judiciária a que se refere a Lei nº 1. 63. Segundo entendimento já sumulado no Tribunal Superior do Trabalho. Rel. e estando o reclamante assistido por advogado particular. indevidos os honorários advocatícios. nunca superiores a 15%. não decorre pura e simplesmente da sucumbência. o pedido ignora tais Súmulas e Julgados Consolidados. Vantuil Abdala. A contratação de advogado particular é incompatível com a alegação de miserabilidade jurídica” (TST. ou encontrar-se em situação econômica que não lhe permita demandar em prejuízo do próprio sustento ou da respectiva família. de bom senso e de acordo com a Lei.674/94. A esse respeito.115/83. devendo a parte estar assistida por sindicato da categoria profissional e comprovar a percepção de salário inferior ao dobro do mínimo legal. ou seja. Na Justiça do Trabalho. Ac. Assim. veja-se o que diz a Jurisprudência consolidada do TST: “Nos termos do art.584/70. 62. SESBDI. em detrimento da assistência prestada pelo sindicato da categoria profissional do recorrido. os honorários advocatícios somente serão devidos na Justiça do Trabalho caso a situação do autor esteja de acordo com as determinações legais contidas nas Leis nº 1.584/70 e 7.

espera deferimento. 06 de maio de 2008. r a produção das seguintes provas: a) perícia médica no reclamante.829 Carolina Lago Castello Branco Advogada OAB/PI nº 3. ainda. Nestes termos.405 26 . mesmo entendendo que o ônus da prova é do reclamante. b) inspeção ou perícia no local onde ocorreu o acidente e na máquina em questão. considerando a contestação verba por verba. Requer.Ante o exposto. Teresina. requer a improcedência total da presente ação. Audrey Martins Magalhães Advogada OAB/PI nº 1.

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