P. 1
transpodata 39

transpodata 39

|Views: 29|Likes:
Published by Thiago Lamounier

More info:

Published by: Thiago Lamounier on Sep 06, 2012
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

09/06/2012

pdf

text

original

Compras

Análise da queda nas vendas de caminhões
História

Ano 5 | Junho/Julho 2012 | Edição 39

Volksbus chega aos 100 mil chassis
From the Top

Alfredo Altavilla, da Iveco

Lançamentos

As novas gerações Tector e Sprinter

Índice

Capa

Utilitários

26 | Lançamento

A nova geração Sprinter começa a chegar aos concessionários da rede Mercedes-Benz

Noé M de Jesus. www. S Stéfani. fax 5181 8943 Rinaldo Machado. diagramador e Camila Rodrigues.22 | Compras 30 | Lançamento Empresários analisam a queda na venda de caminhões 34 | Internacional Iveco Tector Ecoline tem versão espartana e barata Visitamos a fábrica da holandesa DAF em Eindhoven 38 | História Seções 6 10 14 41 42 Volksbus passa pelos 100 mil chassis fabricados | Carta do editor | Gente & Notícias | From the top | Vitrina | Artigo Ano 5 | Junho/Julho 2012 Edição 39 Capa: Divulgação Iveco Diretoria Fred Carvalho. diretor adjunto. executivos de contas. Márcio Stéfani. Paulo Fagundes e Vinícius Romero | Departamento de Negócios Tel. estagiária | Eventos/Seminários Tel. Roberto Hunoff. Erick A do Nascimento. RS.autodata. tel. Tide Hellmeister (1942 . editores assistentes. Carolina Zanini.com/autodataeditora. Maria Aparecida de Souza. Sérgio Duarte. fax 11 5189 8942 Vera Lúcia de Paula. Hidelbrando C de Oliveira. diretor adjunto | Comercial e Publicidade André Luiz Martins. Gilberto S Santos (1974 – 2000). 11 2199 1200 | ISN 1415-7756 AutoData é publicação da AutoData Editora Ltda. Camila Waddington e Décio Costa. Maria Elza C Neves. Divulgação/MBB Divulgação/DAF . Rosa Damiano. | Jornalista responsável Fred Carvalho. diretora adjunta. mas permitida a citação desde que identificada a fonte. RS.2009). fax 55 11 5181 8943. da sucursal de Caxias do Sul. r. George Guimarães.twitter. Vicente Alessi. filho | Assistente da Diretoria Expedito M dos Santos | AutoData na Internet Portal AutoData: www. blog: www.youtube. Simone R Costa | Tiragem 10 mil exemplares | Pré-impressão e impressão Neoband Soluções Gráficas. É proibida a reprodução sem prévia autorização. Brasil. 750. Márcio Barreto da Costa. tel.autodatablog.com. Verbo Divino. Vicente Alessi. Adenílson Aparecido da Silva. apoio. Chácara Santo Antônio. Fernando Calmon.br | Arte Romeu Bassi Neto. Viviane Pasquini. PABX 11 5189 8900. Ana Lúcia N Handro. repórter | Projeto gráfico Ponto & Letra. editores. da sucursal de Caxias do Sul.com.: PABX 11 5189 8900 Lorrayne M Borges. Vanessa Vianna. Márcio Stéfani e S Stéfani. MTB 9 233.2008) | Redação Fred Carvalho. Márcio Stéfani.ponto-e-letra. Mauro Forjaz (1922 . Gustavo Pereira e Aline de Souza Andrade. PABX 5189 8900.com. Cíntia Filareto | Departamento Financeiro Vera Lúcia Cunha. You Tube: www. Wanderley Sicchi. Thelma Melkunas | Núcleo Administrativo/Apoio Diva de P Bonomi. São Paulo.wordpress. S Stéfani.com/autodataeditora | Conselho Editorial Fred Carvalho.. editor. Cirléia R Costa. PABX 55 11 5189 8900. SP. estagiária | Fotografia DR e divulgação | Mídias Digitais Marcos Rozen. supervisora de marketing | Assinaturas/Atendimento ao Cliente Tel. ombudsman.br. filho. twitter: www. diretor. Rik Turner. 04719-001. editor chefe. Marco A Souto Maior.

principalmente. já apresentadas durante a Fenatran 2011. desde os primórdios dos movimentos preparatórios da mudança das normas veiculares para caminhões e ônibus. e uma inédita cabina leito com teto alto nos semipesados Tector. também. a que preço. como diziam os antigos. Marco A Souto Maior. no Parque Anhembi. editor soutomaior@autodata. Conselho Nacional do Meio Ambiente. para valer. E. em função desses fatores e outros – como uma queda no movimento de cargas registrada na reportagem Compras. E.Carta do Editor Os lançamentos – ou relançamentos. Sem contar a motorização menos poluente. E a Iveco uma versão com acabamento simples batizada de Attack. além da porta lateral maior e aumento na capacidade de carga. E os abastecimentos do diesel e do Agente Redutor Líquido Automotivo devido a incertezas de encontrar os dois disponíveis do Oiapoque ao Chuí. as famílias agora chegam com inovações não mostradas na feira paulistana.94 metros. esses comerciais fazem sua estreia no mercado. diferentemente da primeira apresentação na qual a principal atração era o motor. ou Euro 5. Para resumir a história. Essa fase de transição de uma regra de emissões para outra tem dado o que falar. Agora. E a recuperação. O valor dos veículos.com. na capital paulista. é claro.5% entre janeiro e maio deste 2012 quando comparadas com àquelas do ano passado . pode tanto começar no segundo semestre como apenas em 2014. continuam na ordem do dia. Como não está sendo.br 6 Junho/Julho 2012 Divulgação/FPT . Aliás. as vendas de caminhões sofreram uma retração de 12. (ou Euro 5) não seria fácil. Desta vez voltam à cena as linhas Sprinter e Tector. como “a maior altura interna da categoria”. com 1. para maior exatidão – de veículos equipados com os motores que obedecem aos ditames da norma Proconve P7. Os receios incluíam os preços dos novos veículos e o abastecimento de óleo diesel S50 e Arla 32. necessários para cumprir as regras ditadas pelo Conama. A Mercedes-Benz anunciando novos predicados nas Sprinter. os bochinches nos quatro quadrantes davam conta de que a mudança para o Proconve P7. desta edição –. segundo alguns empresários ouvidos por TranspoData. mas não necessariamente nessa ordem. como era previsível. justificados por majorações de 7% a 15% relativas aos motores e seus componentes. ocorrida oficialmente em 1º de janeiro de 2012.

.

.

.

ação considerada pioneira para um operador desse segmento. criou um sistema próprio para gerenciar sua circulação ferroviária na Europa. até aqui inédito em terras fluminenses. O objetivo é operacionalizar 250 trens por semana. contra uma média europeia de 17%. que assim fortalece a sua representatividade dentro de um cenário global. que naturalmente está sujeita às normas para esse tipo de transação. a empresa decidiu construir seu próprio sistema de transporte ferroviário. Com isso. Tim Bowes. Com o transporte ferroviário presente em 25% de suas movimentações. BRT Rapidão Cantada em prosas por longos meses nas conversas entre experts em transportes. a aquisição do Rapidão Cometa pelo grupo FedEx Express não chega a surpreender. Agora é esperar pelo próximo anúncio de aquisição. A primeira vantagem do arranjo é operacional: os prazos de entrega foram reduzidos e são mais respeitados. Os compradores esperam que a transação. A promoção marca um novo momento para a unidade brasileira instalada em Osasco. na Barra da Tijuca. No segundo semestre. Bus Rapid Transit. O sistema. SP. digamos. permitindo o transporte de 500 mil veículos que por aqui viajariam em 46 mil e tantas carretas cegonhas.Gente & Notícias A Gefco. 10 Junho/Julho 2012 Divulgação/MBB Divulgação/Gefco Trem bom . Isto representa 150 trens por semana. seja concluída no próximo trimestre. Foi. especializada em logística automotiva. Articulados Mercedes-Benz são os primeiros a entrar em operação no BRT. ao do bairro de Santa Cruz. Meritor Silvio Barros assume as funções de diretor geral da Meritor para assuntos relacionados a eixos e cardans de veículos comerciais na América do Sul. abriu uma concorrência para escolher os operadores ferroviários privados que hoje são três operando no transporte de automóveis para destinos da França e resto da Europa. um namoro nada rapidão que se estendeu por boa parte dos 11 anos de representação da transportadora recifense da marca FedEx no Brasil. o executivo passa a se reportar diretamente ao presidente da divisão de caminhões da companhia. deverão ser inaugurados os 16 quilômetros e outras 23 estações restantes que completarão o percurso de 56 quilômetros até o bairro de Campo Grande. Transoeste da cidade do Rio de Janeiro. Ou seja. Em 2010. a Gefco passou de cliente para integrador e gerente. tem um trecho inicial com extensão de aproximadamente 40 quilômetros e cerca de 30 estações interligando os terminais Alvorada. pois todos os trens são atribuídos à companhia de logística.

que atualmente importa os caminhões. Terá capacidade para produção de 5 mil unidades por ano nos primeiros 12 meses. Vem mesmo Divulgação/Sinotruk Em um evento realizado na sede da Sinotruk na cidade chinesa de Jinan. está de férias”. Como reforço.Custos A URBS. quando questionado sobre o mesmo tema. O que pode signi car um adeus aos focinhudos F-350 e F-4000. em função da tecnologia que gera menor consumo de combustível e custos de componentes. presidente da Volvo Bus Latin America. Urbanização de Curitiba S/A. Santa Catarina. que os técnicos da URBS estão parados no tempo. informa que a construção começará em julho e terá investimentos de R$ 300 milhões. desenvolvido em parceria com a Volvo. Ma Chunji. completly knocked-down. vaticina que daqui uns três anos os custos de manutenção de veículos equipados com motor Euro 5 ficarão mais baratos do que aqueles com Euro 3. Vale lembrar que no lançamento da linha Cargo equipada com motores Euro 5. em função do “aumento do consumo de combustível em 60%” e a necessidade de um aditivo. A fábrica inicialmente utilizará o processo de montagem em regime CKD. Divulgação/Volvo 11 Junho/Julho 2012 . no dia 10 de julho a Sinotruk apresenta o caminhão Howo A7 para o mercado brasileiro. deixou a questão no ar. Ocorre que os testes realizados por lá datam da década de 90. descarta a utilização dos ônibus movidos a etanol devido a “inviabilidade econômica” nos custos operacionais. Oswaldo Jardim. diretor geral da Elecsonic. empresa que responde pelo gerenciamento de transporte e trânsito na capital paranaense. “F” de Férias Perguntado sobre quando a linha F volta ao mercado. China National Heavy Duty Truck Group Corporation. confirmou o início dos trabalhos para construção da unidade fabril da companhia em Lages. Desta vez. como ocorreu com o Cargo 712 e mesmo com o Mercedes-Benz 710 Plus. dentre outros motivos. Em resumo: os custos da motorização talvez tornem o preço nal proibitivo para a categoria. Joel Anderson. Conclui-se. o executivo respondeu com “por enquanto. diante da insistência tergiversou com um “depende se as férias foram boas ou não”. diretor de operações de caminhões da Ford América do Sul. Presente à cerimônia. mas tem projeção de nacionalizar pelo menos 65% das peças no menor tempo possível. chairman da CNHTC. com previsão para chegar a 8 mil unidades em médio prazo. como já havia sido anunciado em abril. Luís Carlos Pimenta. Trata-se do topo de linha da marca chinesa. então. Parados Divulgação/Scania Sobre tarifas e decisões do sistema de transporte público. quando os motores eram outros e bem diferentes dos atuais Euro 3 ou Euro 5.

.

.

Itália .br 14 Junho/Julho 2012 Divulgação/Iveco . fred@autodata.From the TOP Alfredo Altavilla A Iveco não está à venda Entrevista Fred Carvalho. de Turim.com.

No ano passado vendemos na China a mesma quantidade de caminhões que vendemos no mundo todo. Agora se sua pergunta é se nós estamos aptos a acessar 15 Junho/Julho 2012 . Mas isto não é verdade. ainda para este ano. Em curto espaço de tempo. no mesmo embalo lança a nova família Daily e prepara. como cogitaram muitos durante anos passados. o chefão mundial da Iveco fala dessas inovações. E afirma que a Iveco não está à venda. mas também passeia pelos mercados mundiais da marca italiana de comerciais e conta os planos para o Brasil e a América Latina. Em seu primeiro ano de gestão Altavilla consegue margens de lucratividade acima dos níveis históricos e reorganiza a Iveco. se dá conta de que temos enorme potencial de atingirmos economias de escala sozinhos. Como está essa situação agora? Com a criação da Fiat Industrial. até então envolvida em histórias e estórias de venda para a Daimler Trucks e para companhias chinesas. para assumir postos importantes tanto no board do grupo quanto da Chrysler. Foi por conta disso que no final de 2010 foi convidado por Sérgio Marchionne. CEO da Iveco. Alfredo Altavilla. o poderoso capo da Fiat. Nós somos o maior fabricante de caminhões estrangeiros na China. A Iveco é parte importante do grupo Fiat e nós acreditamos – e eu sou o primeiro a acreditar – que pode se tornar uma das principais empresas no mundo. No Brasil e na América Latina como um todo somos um dos principais players. a apresentação de várias novidades na IAA Hannover. E quando você soma todos os volumes. No ano passado comentou-se que a Iveco poderia ser envolvida em uma negociação de fusão ou até mesmo vendida à Daimler. a Iveco não está à venda. que acontece em setembro. porque somos é uma companhia global. com alguns conceitos do futurista Glider. o grande salão de veículos comerciais da Europa. aqui bem resumida. você precisa considerar todas as localidades onde nós atuamos. Nós fabricamos na América Latina a linha inteira de caminhões desde leves até pesados. Portanto quando você pensa na Iveco. Em uma longa conversa com o jornalista Fred Carvalho. é conhecido por sua capacidade de organizar e prospectar novos negócios. Destaca-se entre todas um novo caminhão Stralis. apresentado na edição passada daquela mesma feira. sem necessidade de sermos adquiridos por outra empresa.Executivo de visão global. Todas as razões que fizeram as pessoas acreditarem que nós poderíamos ser vendidos para a Daimler ou outra é porque estavam pensando que a Iveco era um player muito pequeno na Europa.

Integrar cada vez mais as regiões do mundo onde atuamos para criar sinergia e ganhar economia de escala. EuroCargo e Daily. Portanto a negociação com esse grande consumidor não é mais sobre quanto custa um Stralis. o que nos exime de desenvolver uma cabina totalmente nova para nossos caminhões. desenvolveu é que nossa estratégia de Euro 6 se baseia somente no sistema SCR. Portanto. que inclui Stralis.. a capacidade ainda está bem acima do que deveria ser. não precisamos gastar tanto dinheiro como alguns de nossos concorrentes. Fiat Power Train. Hoje em dia na Europa. e dessa que vivemos hoje. nosso principal consumidor não é mais o executivo de pequenas empresas. uma vez que o sistema atual de arrefecimento já é suficiente para o SCR. E Até o ano de 2014 toda a nossa linha de produtos terá sido renovada 16 Junho/Julho 2012 .. E existirão investimentos em novas fábricas? Não. Portanto. A linha Stralis tem quase dez anos e precisa ser renovada. a resposta ainda é não. O lado positivo sobre a tecnologia de motores que a FPT.From the TOP toda a sinergia e economia de escala. Por causa da crise de 2008/2009. e também na América Latina. O senhor fez um trabalho fantástico na FPT em pesquisar novas tecnologias. Os consumidores estão cada vez mais sofisticados. Você verá a primeira parte do resultado desse investimento no novo Stralis na segunda metade desse ano e todos os outros programas seguirão na sequência. investindo muito em novas tecnologias e produtos? Investimento em pesquisa e desenvolvimento é um ponto chave para o sucesso. Até 2014 toda a nossa linha de produtos terá sido renovada. centenas de veículos ao mesmo tempo. mas pelo baixo custo de operação. É uma aventura de 1 bilhão de euros que já começou. hoje não há necessidade de planejar novas fábricas. mas sim quanto um Stralis custa por quilômetro. Agora são grandes empresas que compram dúzias. E eles precisam ter um veículo profissional que entrega exatamente a performance que dele se espera. Eles não compram um veículo por causa do preço. Sua ideia é fazer um processo similar na Iveco. Será na época de começar o Euro 6 na Europa. Qual o volume de investimentos para renovar seus produtos? Nós apresentamos em setembro nossos projetos no encontro do Top Management e tivemos aprovação do enorme programa de investimento para renovar a linha de produtos. Nós conseguimos atingir as exigências do Euro 6 na cabina atual do Stralis sem investir um dólar. E esta é uma das principais atividades que eu preciso manter como foco.

.

From the TOP esse número precisa ser extremamente pormenorizado e. Teremos grandes investimentos no Brasil para termos os mesmos produtos da Europa E na China. Em 2008 formamos outra joint venture com a Shanghai Automotive para construir veículos pesados. E estamos pensando seriamente em começar a vender o Daily nos EUA. Portanto. Os senhores têm dificuldades nas relações comerciais com parceiros chineses? 18 Junho/Julho 2012 . em algum momento. tem de ser verdadeiro. o Vertis. Em três anos conquistamos 3% de participação de mercado e estou confiante de que. Além disso. Um dos veículos que vendemos no Brasil. é completamente diferente do europeu e até mesmo do latino. formamos a primeira joint venture para produzir o Daily localmente. onde os senhores têm duas joint ventures. Nós adaptamos o veículo para atender aos requisitos do mercado brasileiro. Porque se não for verdadeiro. a Iveco garantiu licença para produzir o Daily com uma companhia chinesa chamada Naveco. O Daily é atualmente o mais vendido neste segmento na China. Por outro lado. a história é completamente diferente nos leves. e não acho que um grande investimento deveria ser feito agora para entrarmos de forma agressiva. sempre com o mesmo parceiro. teremos também papel importante no mercado de pesados. em 1996. é resultado de um projeto desenvolvido com este parceiro. mais importante. agora temos uma boa rede de concessionárias. o norte-americano? O mercado norte-americano precisa ser dividido em dois segmentos. como tem sido a experiência? Para responder é preciso voltar a 1986. que está ativa ainda e é uma operação muito boa para nós. Graças à associação entre Fiat e Chrysler. E nós temos ampliado o portfólio de produtos para todos os segmentos de comerciais. os EUA já possuem um grande número de concorrentes nesse segmento. Quando o mercado automobilístico na China era pequeno. Preciso entregar veículos que atendam exatamente ao desempenho que deles se espera. No caso dos pesados. Hoje vendemos mais de 140 mil veículos por lá com uma rede de revendas por todo o país. um dia. vermos o Daily no mercado americano. Qual o motivo da Iveco estar fora de um dos maiores mercados do mundo. e esta pode ser uma oportunidade de. Lá o motor é colocado na frente enquanto nos outros dois fica atrás da cabina. ele não vai comprar um Iveco no futuro. não é fácil achar um termo comum entre a arquitetura americana e a europeia. Depois. E para isso é preciso investir em novas tecnologias. mas economizamos muito porque o projeto foi desenvolvido na China.

Demandam tempo e muito dinheiro. E eles estão totalmente alinhados com nossos objetivos e são muito profissionais. 19 Junho/Julho 2012 . eu acho que esse movimento já acabou. Quais as novidades em termos de produtos e investimentos para os mercados brasileiro e latino? A Iveco precisa trabalhar com plataformas globais. Com essa parceria entre Volkswagen. Teremos grandes investimentos no Brasil porque preciso ter os mesmo produtos disponíveis na Europa. E a tecnologia se tornou exatamente igual com a entrada do Euro 5 (Proconve 7). do grupo Paccar. com inúmeras empresas entrando no páreo. É verdade que no começo eles conseguirão alguma participação. Europa e China. é muito mais inteligente desenvolver plataformas comuns para os dois mercados que atenderão a diferentes produtos.É realmente bastante complicado. A indústria de caminhões se consolidou nas últimas décadas. Agora não é mais assim. O senhor está preocupado com isso? Eu sempre me preocupo com a chegada de novos concorrentes. o SAIC. mas em longo prazo os consumidores precisarão de caminhões resistentes e rede de concessionárias profissional. Brasil. Esses três pontos não são fáceis de construir. em uma só. O senhor acha que ainda há possibilidades de parcerias entre empresas ocidentais. o número de empresas no mercado já está limitado. decidiram atuar na América Latina como a primeira região fora da China porque o mercado é menos sofisticado e exigente que o europeu e americano. Logo. como no caso Volkswagen Caminhões e MAN? Não. Para mim está muito claro que os fabricantes chineses. Como o senhor vê a interferência delas nos mercados da América Latina e Europa? Eu vejo que eles não serão nossos concorrentes na Europa. as restrições antitruste dificultam esse tipo de consolidação. A Daf. tanto em automóveis quanto em comerciais. E este será o erro deles. Mas o ponto positivo nessa história é que temos parceria com o maior grupo automotivo na China. precisamos convergir todas as plataformas. Portanto. MAN e Scania. mas com certeza serão no Brasil. Então. começou a construir uma fábrica no Brasil e outras chinesas informaram intenção de seguir esse mesmo caminho. vamos investir bastante na renovação desses produtos. O consumidor brasileiro está tão sofisticado quanto o europeu. Até pouco tempo o Brasil era considerado um mercado onde poderíamos vender todos os produtos. Além disso.

Antes de mais nada. portanto temos de trabalhar melhor com nosso caixa. As exigências de emissões fizeram com que nos últimos anos as grandes fabricantes mundiais destinassem seus esforços para desenvolver as tecnologias em motores e deixassem de lado a evolução em termos de design. que apresentaremos em setembro nos salões de Hannover. tem muitas inovações. O caminhão-conceito Glider. E não é fácil investir no restante do veículo. O senhor acredita que após o Euro 6 as empresas voltarão a investir nessa área? É uma questão interessante. aerodinâmica e eletrônica. Existe alguma chance da Iveco adquirir ou se fundir com a Ford Caminhões? Para haver uma união. haverá espaço para todos.From the TOP Mas o que mais me preocupa é que o aumento da concorrência em um mercado estável só gera competição estúpida. Certa vez ouvi comentários sobre um forte romance entre Iveco e Ford Caminhões. Até onde eu sei a Ford Caminhões não está à venda. espero que o novo Stralis. Mas acho que com esse novo Stralis já surpreenderemos nesses aspectos. É preciso trabalhar no peso. que nunca é saudável para ninguém. Mas isso precisa ser feito porque o motor não é o único responsável por reduzir o custo operacional. Mas temos grandes expectativas para o desenvolvimento dos mercados brasileiro e latinoamericano. as duas partes precisam querer. Se isso acontecer. Mas você está correto: as exigências de emissões demandam muito investimento. apresentado na última IAA. mas no último minuto o negócio não saiu. Gastar tanto dinheiro para desenvolver um produto novo somente pelo desejo de ter algo totalmente novo não é uma coisa que está nos nossos planos. A Mercedes-Benz lançou um caminhão revolucionário: o novo Actros. não acho que um investimento tão grande estará em nossos planos para um único produto. A Iveco imagina um caminhão similar? Não. Eles investiram dois bilhões de euros para desenvolvê-lo a partir do zero. surpreenda a todos não só com relação ao motor Euro 6. Esses são três pontos muito importantes. O novo Stralis que apresentaremos em setembro no Salão de Hannover terá alguns conceitos do Glider 20 Junho/Julho 2012 . Acredito no desenvolvimento contínuo em todos os produtos para atingir o que os consumidores esperam. É possível aproveitá-las nos novos modelos? O novo Stralis que apresentaremos em Hannover terá alguns conceitos do Glider. Nós não vendemos tantos caminhões como a Mercedes.

.

“O clima de descon ança já havia se instalado. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano. camila@autodata. É preciso tempo e estabilidade. em 2011. segundo dados da Anfavea. sozinho. a indústria de caminhões amarga 12.com. teve. sem distinção. “Neste momento temos maior oferta de transporte do que demanda. e da falta de incentivos do governo em termos de crédito”. Enquanto maio frente ao mesmo mês do ano passado marcou.br A idade média da frota brasileira de caminhões é alta. e mesmo da expectativa.5% de retração nas vendas na comparação com igual período de 2011. é claro. O quadro se repete por todo o País. 28. de um mercado muito acima da média. presidente Setcesc. de seu posto regional dá o pulso dos negócios: “Esta retração se deu por três fatores preponderantes: em função do recrudescimento de toda a economia.Compras Porquê parou? O baque sentido nas vendas de caminhões nos primeiros cinco meses de 2012. e 22 Junho/Julho 2012 . E que a demanda tem sido grande nos últimos anos em virtude do forte crescimento econômico também não é. Mas a brusca redução das vendas de caminhões nos primeiros meses de 2012. ainda que largamente antecipada em todas as previsões.1% de redução. por certo. Osmar Ricardo Labes. a realidade que se seguiu não foi bem essa.” Deste modo. de norte a sul. E isso não é novidade. Labes acredita que a partir do segundo semestre a situação tende a melhorar – mas não sem um suporte econômico. seu impacto subestimado. segundo a opinião de frotistas. Sindicato das Empresas de Logística e Transporte de Cargas do Estado de Santa Catarina. e ca mais difícil desarmá-lo. Ainda que os dois anúncios consecutivos de taxas mais atrativas de nanciamento em abril e maio tenham em seu bojo a suposição de melhores negócios. ainda deve perdurar durante o ano Texto Camila Waddington .

o que gerou muita ansiedade e expectativa. que pelo menos o problema de capilaridade na distribuição de Arla 32 se resolva ao longo do ano. além de pouca oferta. segundo Dalton Salgueiro. “Acredito que alguma melhoria poderá ser sentida no segundo semestre. a de tecnologia e a da matriz energética. redutor líquido automotivo à base de ureia. no entanto. quando devemos ter um desempenho bastante parecido àquele de 2009. uma ópera de tragédia anunciada.” Aqui a parca distribuição do combustível e do agente químico volta à voga em outra colocação de Salgueiro: “Esta é uma das grandes preocupações dos transportadores que transitam com seus caminhões por todo território nacional.Dalton Salgueiro: alto custo do diesel S50 e falta de Arla 32 à beira dos caminhos brasileiros. “Foram duas mudanças muito signi cativas. que para o Expresso Mirassol foi de grande valia. Camila Rodrigues Cunha esse quadro só deve mudar com a retomada da economia. há enorme disparidade de preços do produto. ou pelo menos de setores estratégicos. Por exemplo. e provavelmente repetirá o resultado deste ano. Ademais de todas as diculdades às quais estamos sujeitos pelos caminhos. cuja atuação em todo território brasileiro lhe garante uma visão ainda mais rica a respeito de outro aspecto a reboque da nova tecnologia que igualmente preocupa os transportadores: o fornecimento de Arla 32.” Custos . O executivo avalia que.” Ele espera. 2011 não poderia servir de referência. o diesel S50 somado ao Arla 32 geram acréscimo de 9% nos custos nais de transporte. de modo que um elo da cadeia foi empurrando para o seguinte um percentual de produção maior do que seria. portanto. como comércio e indústria. com uma possível retomada da economia.Diante disso. verdadeiramente. a demanda. E houve certa falta de planejamento da indústria. Mas é menos otimista com relação à reação do mercado face à crise.” De opinião semelhante partilha Urubatan Helou. com base em projeções e experiências em campo. tal como para Labes. exceto no quesito cálculo operacional. Só esperamos uma mudança signi cativa deste quadro em 2014.” O fato é que. Ele ainda des a certezas sobre esses meses de 2012: “Era uma crise esperada. o mercado de 2011 estava “fora da realidade”. para Helou. o melhor de todos os tempos para o Brasil. mais estes dois itens – o diesel S50. “Além do preço de aquisição entre 15% e 18% mais alto do que os modelos com motor Euro 3. diretor operacional. Mas 2013 ainda não será nada de especial. que além de mais Divulgação/Expresso Mirassol 23 Junho/Julho 2012 . na análise de custos a mais. presidente da Braspress.

” Dias melhores 24 Junho/Julho 2012 Divulgação/Braspress .” Todos estes fatores. diretor da Abolição Veículos.” Mais do que palavras. que este ano sofreu muito com as intempéries climáticas. Ademais dos 28.” Apesar dos resultados ruins em maio.” Labes aponta o alto índice de endividamento das empresas. a falta de perspectiva imediata é o que torna o quadro mais temerário. para o vermelho é um pulo. grupo que representa a MAN no estado do Rio de Janeiro. isto sim tem pesado nos bolsos e ditado futuros investimentos – ou economias. “Não temos bons sinais da agricultura. Mas a falta de volume de carga. do Setcesc. os sinais positivos começaram. tem se mantido à beira da estagnação. em consequência daquilo que ocorre na economia e nos transportes. “Em 2011 tivemos queda de cerca de 5% nos volumes de cargas transportadas. “As aprovações cadastrais de clientes. Ele reconhece o movimento de estruturação do mercado para acolher estes novos componentes na equação do transporte. estamos retomando os negócios. Para Neuto Gonçalves dos Reis. lentamente. caro não está em todos os postos de combustíveis. no mês de maio os negócios se dividiram meio a meio entre modelos com tecnologia Euro 3 e Euro 5. nem tampouco da indústria. No entanto. assim como da população. a despontar. diretor técnico da NTC&Logística. até o m do ano muita água há de rolar. e a pouca oferta de Arla 32”. Para Osmar Labes.Compras Urubatan Helou: mudanças significativas no quadro atual apenas em 2014. timidamente. De acordo com Simões. mas pondera a necessidade de tempo para a criação de uma nova cultura. que como o PIB. e para este ano a expectativa é de. na melhor das hipóteses. “Por essa razão os investimentos previstos para este e o próximo ano são bastante conservadores. e Paulo Simões. em torno de 3% a 4% mais caro do que o diesel tradicional S500 em sua região. os números são prova cabal do mau momento vivido pela indústria de caminhões. aposta em um segundo semestre mais promissor. o novo diesel ainda não causou impacto representativo. “Os nanciamentos estão voltando a ser liberados e. empatarmos com esses mesmos resultados. redução de 15 142 unidades emplacadas para 10 883 – no acumulado de janeiro a maio foram vendidos precisamente 8 527 caminhões a menos. Depois que o sinal amarelo acende. devem redundar em um mercado entre 15% e 20% menor este ano em vendas. como também pelo preço. embora não no mesmo ritmo do primeiro trimestre do ano. com uma queda ainda mais acentuada em produção.1% de retração das vendas na comparação de maio de 2012 com o mesmo mês de 2011 – ou seja. tanto pela exígua frota de Euro 5 circulante. analisa o diretor. como um dos protagonistas nesta redução de mercadorias transportadas. estão mais ágeis. mostrando resultados na casa do zero.

.

br A Mercedes-Benz do Brasil iniciou as vendas da nova linha Sprinter. 26 Junho/Julho 2012 . fabricada na planta do Centro Industrial Juan Manuel Fangio. instalado na cidade de Gonzáles Catán. soutomaior@autodata.Lançamento Sprinter em novo sprint Nova geração Sprinter. equipada com os motores Euro 5 e outras inovações. Argentina. chega acelerando para alcançar 20% do mercado brasileiro Texto Marco A Souto Maior . próxima a Buenos Aires.com.

Belo Horizonte (MG) e Curitiba (PR). produto e apetrechos de segurança.6 mkgf @ 1 200 a 2 400 rpm PBT (kg) 3 500 Entre-eixos(mm) 3 665 / 4 325 Chassi e furgão 415 CDI Chassi e furgão 515 CDI Van 415 CDI (9+1) e (15+1) assentos Van 515 CDI (17+1) e (20+1) assentos 3 880 5 000 3 880 5 000 3 665 3 665 / 4 325 3 665 4 325 com 14% de participação no segmento. “A Sprinter agora tem a maior altura interna da categoria. Nesse cenário. Sua companheira. Tal fato ocorreu por conta da grande demanda por utilitários de cargas e passageiros. Leia-se: São Paulo. E quase metade delas foi destinada às fronteiras brasileiras. a Mercedes-Benz e seus concessionários estão cada vez mais preparados para oferecer um atendimento diferenciado para um público-alvo cada vez mais exigente e profissional”.94 metros. registrando 30% de aumento. Para reforçar.5 mkgf @ 1 200 a 2 400 rpm   OM 651 LA 146 cv @ 3 800 rpm 33. Dimitris Psillakis. dentre outros motivos. mas quer crescer até chegar aos 20%.De lá saíram desde 1996 até agora mais de 200 mil unidades para os países da América Latina. além da porta lateral maior. “Com os Van Center. Adriana Tranqueti. Para isso está adotando uma renovada estratégia com estrutura de vendas segmentada ao estilo Business Unit. apenas nas regiões com vendas de mais de 1 mil unidades por ano. Rio de Janeiro (RJ). para facilitar o carregamento de um palete Divulgação/MBB 27 Junho/Julho 2012 . o fabricante introduz a partir de agora estruturas especiais batizadas de Van Center que serão instaladas. Tudo por conta das restrições na circulação de caminhões de grande porte em algumas cidades. Exceções que empurraram uma expansão contínua nos últimos três anos quando as vendas foram pulando de 25 para 35 até chegarem aos 45 mil desses veículos. gerente sênior de vendas e marketing. como o conjunto cinto/air bag e o deslocamento do motor para o solo em caso de colisão. pulando de 12 mil para 45 mil unidades/ano. com 1. a qual praticamente quase quadruplicou nos últimos dez anos. a Mercedes-Benz fechou 2011 pessoas de atendimento nos duzentos pontos da rede no Brasil. resume a tática no tripé preço. no início. diretor de vendas e marketing da linha. reforça o atendimento ao estilo tapete vermelho com algumas inovações em As versões da família Modelo Chassi e furgão 311 CDI Street Motor OM 651 LA 114 cv @ 3 800 rpm 28. em 2013 (veja quadro). desde que aqui chegaram em 1997.

Os próximos deverão ser no Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (MG). contudo. próximo do Aeroporto de Congonhas. 28 Junho/Julho 2012 . Atendimento especializado A nova família Sprinter desembarca no Brasil junto com novidades no atendimento da clientela: os denominados Van Center que consistem de lojas exclusivas Sprinter com equipes especializadas nesses veículos comerciais. a engenharia introduziu uma nova transmissão manual de 6 marchas. O conceito de exclusividade baseia-se em uma estrutura totalmente concebida para os Sprinter. E outra de 146 cv. a linha ganha as opções 17+1 e 20+1. Em casos de manutenções ou reparos maiores. Enquanto a sexta. São motores adequados à legislação Proconve P7. com veículos do portfólio de fábrica e outros implementados por terceiros – como ambulâncias. O ponto central das inovações. tanto no que se refere ao número de passageiros quanto ao volume de carga. nas 44 versões oferecidas. promovendo menos vibração e maior suavidade no funcionamento do motor. e aumentos na capacidade de carga. quer sejam frotistas ou transportadores autônomos. No pós-venda o Van Center oferece serviços básicos de manutenção. de recirculação dos gases de escape e. que é 5% mais potente que o anterior.5% no torque. além das tradicionais versões 9+1 e 15+1 passageiros. Isso se deve ao aumento das distâncias entre-eixos e do peso bruto total. a família Sprinter oferece maior capacidade de transporte. Resultado teórico: menor consumo de combustível. com duas classes de potência: uma de 114 cv. Outro pormenor ainda inédito por aqui em matéria de evolução tecnológica são dois eixos balanceadores tipo Lanchester. E ainda Centros Especializados na linha. em diferentes concessionárias da marca País afora. fica para a geração de motores OM 651 LA. Naquilo que interessa. Nos furgões a capacidade volumétrica vai de 7. que chega com 13% de aumento na potência e 6. Nas vans. agora com opções de 3. E existem ainda os Centros Especializados vem sendo implantados desde o ano passado.6 mkgf nas mesmas rotações. o serviço é direcionado para a o cina do concessionário. Complementando o trem de força. mesmo em velocidades menores. desse modo. 15% mais alta. que pode tanto ser uma loja exclusiva em local próprio ou uma ambientação independente nas instalações das revendas. contribui para manter a rotação do motor mais baixa. 5 910.88 e 5 toneladas. com 182 cm de altura e 130 cm de largura.50.5 m³ a 15.5 mkgf de 1 200 a 2 400 rpm. A primeira aplicada aos 311 CDI Street e a segunda aos modelos 415 CDI e 515 CDI (veja quadro). Com isso facilita o carregamento de paletes pela lateral.Lançamento Nova geração Sprinter: maiores distâncias de entre-eixos oferece maior capacidade de cargas e passageiros. não necessitam da solução Arla 32 para funcionarem. ltros e outros itens do tipo.5 m³. ou Euro 5. modelo ZF Eco Gear 6S-450. com torque de 28. Os dois apetrechos são movidos por engrenagens e giram abaixo do virabrequim.95 metros – quatro comprimentos totais: 5 245. Vale destacar a porta lateral corrediça 24% maior em relação à atual. baseada no sistema EGR. O primeiro Van Center foi inaugurado na Avenida dos Bandeirantes. para permitir ao cliente conhecer essas soluções de perto. 3. furgões frigorí cados e que tais –. Inclui ainda um showroom. E para isso utilizam a tecnologia BlueEfficiency. cujas relações de marcha favorecem manobras em velocidades baixas.65 e 1. Características complementadas por dois tamanhos de alturas internas – 1. ainda que a Mercedes-Benz não divulgue os porcentuais dessa economia. da mesma Mercedes-Benz. por exemplos”. 6 940 e 7 340 milímetros. na Capital paulista e em local com intenso tráfego de veículos. com 33. Neles o cliente encontrará equipes de vendas que podem oferecer atendimento especializado. como veri cação e troca de óleo. para localidades de menor movimento.

.

a partir dessa nova geração. que não tem significado próprio e funciona apenas como selo de fantasia para os modelos simplificados que serão oferecidos a preço menor. 30 Junho/Julho 2012 . Lá como cá.Lançamento Iveco Tector no ataque Iveco apresenta seus novos modelos Tector com uma inédita versão espartana e a missão de morder um naco do bolo dos semipesados Texto Marco A Souto Maior . batizando o sistema de resfriamento do ar do turbocompressor. aliás. equipados com motores da fase Conana P7. Nos idos de 1991. desenvolvida para aumentar as vendas da marca nesse segmento. antes de ser injetado no motor. com grafia diferente. então.com. a denominação “Atac” foi utilizada pela Ford Caminhões para nomear uma versão turbinada do Cargo. Naquela época. bem diferente desta Attack utilizada pela Iveco. soutomaior@autodata. ou Euro 5. chegaram em maio às 105 concessionárias Iveco com 41 configurações possíveis e uma versão simplificada batizada de Tector Attack.br Os semipesados da geração Ecoline. A sopa de seis letras Attack foi inventada nas vizinhas fronteiras da Argentina. significava algo como After Turbo Air Cooler. país no qual também predominam transportadores individuais. Era.

os fregueses terão opção de três cabinas – curta. Um outro referencial dos tracionados em 6x4 mostra que 82% das vendas são realizadas em configurações de betoneiras e básculas. o Tector 6x2. Do mesmo modo que os novos itens de conforto incorporados à renovada família. sem caraminguás no bolso para bancar um caminhão pesado e com ele esticar os rendimentos. novo painel de instrumentos e ar-condicionado de série. O propulsor de 218 cv é ligeiramente mais potente que o 210 anterior. por exemplo. equipados com tecnologia SCR (Selective Catalyst Reduction). enfim.4% registrados em 2011. Tudo como parte da estratégia da marca de conquistar um ponto porcentual por ano nesse segmento. No resumo. leito e a nova leito teto alto –. dentre outros itens de bem-estar. tem certeza Marco Mazzu. dois motores. devem alcançar os 40%. presidente da Iveco Latin America. Desses palpites surgiram. para somar aos 7. três tipos de tração e quatro diferentes entre-eixos que compõem o total das 41 versões. Os dois são modelos NEF 6. chega como modelo de entrada pelo módico preço de R$ 147 mil – contra R$ 255 do top de linha.Geração Tector Ecoline: opção inédita de cabina leito com teto alto para atender às muitas sugestões de pesquisa realizada com os clientes de semipesados. três transmissões. também com um índice de 60% para os autônomos. O tal Attack. no geral. e ainda equipadas com suspensão mais macia. Os motores tem opção para 218 e 280 cv e continuam com a chancela de fabricação da FPT Powertrain – empresa-irmã do grupo Fiat Industrial. Aqueles mesmos. de 6 litros. E deve responder por 60% das vendas de semipesados Iveco. com opção de cabina leito e teto alto. e está disponível apenas Divulgação/Iveco 31 Junho/Julho 2012 . enquanto os Tector. mostram que o Tector com tração 6x2 foi o mais vendido de sua linha em 2008. “A nova geração Tector foi desenhada para encaixar-se ao mercado dos semipesados como uma luva”. E mais: com 61% dos negócios fechados com esses pequenos empresários. mas tem o mesmo torque de 680 Nm entre 1 200 e 2 100 rpm. anunciado como o mais confortável do segmento. A versão espartana em acabamento nasceu de uma grande pesquisa realizada pelo fabricante junto aos clientes de semipesados. E nesse último caso. o transporte de cargas é bem frequentada pelos chamados autônomos. aquela que exige a solução Arla 32 para funcionar. o Stradale. Estatísticas da própria Iveco.

As opções de transmissão são as mesmas utilizadas nos Tector anteriores. O torque é o mesmo. dentre outros. O novo entre-eixos de 3 200 mm estreia para o modelo cavalo mecânico. que tem a opção de 3 500 mm. novos entre-eixos e uma cabina leito. equipado com a mesma tecnologia SCR. em parte. em uma faixa plana de 1 000 a 1 450 rpm. diretor de pós-venda. que tinha intervalo de troca a cada 120 mil. Por fim. Mauricio Gouveia. com qualquer das três trações. respectivamente com aumentos no torque para 2 100 Nm (+16%) e 2 250 Nm (+18%). ajuste automático das lonas de freio. colocando molas helicoidais e amortecedores nos quatro pontos de fixação. “Um exemplo está no óleo do motor. médios e semipesados da Iveco. As inovações. o que aumenta a vida útil dos componentes e o prazo para as trocas. E no eixo traseiro passou de 120 mil para 480 mil quilômetros. mas a Iveco promete outra de 4 800 mm para o fim do ano. A caixa Eaton FS 6306B de 6 marchas. ou 176 toneldas em condições excepcionais de operação e sob consulta ao fabricante. Incluem ainda uma transmissão automatizada.Lançamento Traçado reforçado Quase ao mesmo tempo a Iveco apresentou a geração Ecoline da família de off-roads Trakker. a engenharia optou por uma configuração que traz um salto de 12% em potência. como nos Tector. Os engenheiros mudaram também a suspensão do habitáculo. para-sol externo e climatizador (para cabina leito teto alto). transmissão e eixos. “O resultado é maior elasticidade do motor e a manutenção de velocidades médias mais elevadas. passam antes pelo motor FPT Cursor 13. agora pode chegar aos 800 mil. De lambuja a Iveco fornece ar-condicionado de série. para melhorar a maciez do conjunto. Economia gerada. Na parte mecânica vale destacar ainda uma redução dos custos de manutenção prometidas pela Iveco. antes trocado aos 40 mil quilômetros. 32 Junho/Julho 2012 . com menor consumo. ao invés de duplo. de 250 cv para 280 cv. acrescenta a adoção de óleo sintético para motor. Nos demais Tector de 17. Mas a nova geração ganhou um sistema de engate com H sobreposto. máquinas de vidros elétricas. a inovação da cabina leito opcional. Essa caixa está disponível como opcional para as configurações 4x2 e 6x2 e como original de fábrica na versão Stradale. ressalta Alexandre Serretti. com capacidade máxima de tração de 132 toneladas. para a caixa ZF. agora só é trocado aos 60 mil. a ZF-Ecomind 9S1110 TD de 9 marchas e a Eaton FTS 16108LL de 10 marchas. gerente executivo da plataforma de leves. 23 e 26 toneladas. vidros verdes. obteve uma curva mais plana e ampla que desenvolve 950 Nm em uma faixa entre 1 250 e 1 950 rpm. mas uma calibração especial desenvolvida no Brasil. que deve proporcionar maior conforto e facilidade no uso. com novas potências: de 380 e 420 cv para 440 e 480 cv. o Trakker Ecoline chega a uma capacidade de carga útil de 35 500 kg e peso bruto total técnico de 41 000 kg. Com essas e outras.” Na área de conforto. que pode ser manual ou versão Eurotronic. por cubos banhados a óleo. concebida em tração 6x4 para aplicações pesadas em operações de construções. agrícolas e minerações. A caixa de câmbio é da marca ZF de 16 marchas. com acionamento por teclas no painel. O óleo da transmissão. para as versões Attack 4x2 (16 toneladas) e 6x2 (23 toneladas). o destaque palpável fica para a opção da cabina leito com teto alto antes inexistente nesses semipesados. que diminui cerca de 5% quando comparado aos motores Euro 3”. Enquanto na versão plataforma os entre-eixos continuam com 3 500 e 4 500 mm.

.

br 34 Junho/Julho 2012 .com. maira@autodata. de Eindhoven. Holanda .Internacional O perfil da holandesa Divulgação/DAF Uma visita à fábrica da Daf mostra os contornos da holandesa que se instalará no Brasil Texto Maira Nascimento.

Ele.V. – cinco na Europa. Na média. especialista em motores e na montagem nal. o que representa um inventário de € 45 milhões.Eindhoven. a Phillips.. que abastecem a unidade de Eindhoven. 35 Junho/Julho 2012 . o CD holandês trabalha em dois turnos com 180 funcionários que manejam um estoque de 50 mil peças. um na Austrália. Naquele município. Mas apesar da grandiosidade do lugar. dos quais 25 mil m2 em galpões de armazenagem. é mais conhecida pelos brasileiros por sediar o time de futebol PSV. diretor comercial da operação no Brasil. um no Chile e outro no México. Além do famoso clube a cidade é também berço de duas importantes empresas. em 1928. após 24 horas da entrada do pedido no sistema. Harrie Shippers. Fábrica de Eindhoven: produção verticalizada de 140 caminhões por dia. Para atender à demanda. conta que esta é a forma mais comum na Europa e. Lá produz cabinas e eixos. por exemplo. presidente da empresa. estadunidense proprietário da marca Daf. presenteou a cidade com teatros. sete nos Estados Unidos. Vamos buscar o que melhor se adapte às necessidades locais”. O Brasil também terá um centro de distribuição de peças. que seguirá os padrões de funcionamento dos outros quinze do Grupo Paccar. A outra é a Daf Trucks N. por isso. O centro de distribuição da Daf na Holanda funciona no mesmo complexo da fábrica. que emprega 5. situada a uns 100 quilômetros da matriz. O investimento por aqui ainda não foi de nido até porque depende da escolha do local. Uma delas. no mesmo complexo de Eindhoven. pois a mão de obra disponível na região não era su ciente para sua expansão. Bélgica. com a aquisição de outra marca de caminhões com fábrica na Inglaterra. a peça chega às mãos do cliente. praças e esculturas. mais competitiva. o sistema de produção da Daf é bastante verticalizado quando comparado às suas concorrentes instaladas no Brasil. Segundo Michael Kuester. Instalou então uma linha em Westerlo. a Daf produz cerca de 140 caminhões/dia. A cada hora são movimentados 12 mil itens para cerca de 750 clientes da região do Norte e do Leste da Europa. Fundada na Holanda. localizado ao Sul dos Países Baixos. fabricante de caminhões prestes a desembarcar no mercado brasileiro. por onde milhares de bicicletas circulam diariamente pelas organizadas e numerosas ciclovias. numa área de 40 mil m2. cidade holandesa com pouco mais de 200 mil habitantes. parte da Rússia e Portugal. contudo. Minas Gerais e São Paulo estão na disputa. em Leyland.5 mil pessoas no mundo. Sua terceira unidade veio em 1998. no qual já jogaram Romário e Ronaldo. não de niu como será a produção da Daf no Brasil: “Muitos processos estão sendo considerados para serem aplicados na nova unidade brasileira. Na Holanda. a fabricante acabou por buscar novos territórios para sua produção em 1965. a Daf naliza investimento de € 30 milhões para a construção de um novo centro.

1 mil opções de o cinas de concessionárias ou credenciadas. diz que já analisou mais de cinquenta propostas. Simultaneamente à construção das lojas. em contrapartida. em sua estratégia de entrada no mercado brasileiro: a de nição dos grupos que terão a concessão das vendas de seus caminhões. O serviço é pago e pode ser adquirido diretamente da fabricante ou por meio de seguro. menores”. “Esses veículos carão com o transportador pelo menos um ano e nos ajudarão a conhecer melhor as estradas brasileiras e as necessidades dos frotistas”. Os escolhidos investirão pelo menos R$ 10 milhões para a abertura de cada uma das revendas. Em poucas semanas a Daf dará um dos passos mais importantes Pesados XF: primeiro modelo a ser fabricado aqui. 92%”. em meados de 2013. seu primeiro produto no Brasil. Para este ano a meta é colocar para rodar pelo menos quinze caminhões XF. Michael Kuester. A escolha dos concessionários que atuarão no Paraná e Santa Catarina também já foi feita. a Daf já terá de trinta a 35 revendas no País. começar a operar. capacidade de investimento e locais de interesse de atuação. disponíveis em sete línguas. Ao nal do processo. mas apenas trinta delas terão contratos com a fabricante. em operações de possíveis clientes. Um dos serviços que a Daf mantém na Europa e que pode chegar ao Brasil é sua central de atendimento ao cliente em caso de quebra do veículo. os revendedores já participam das ações da marca com a prospecção dos clientes. Por aqui o esquema será similar. dois deles na região de São Paulo e dois no Centro-Oeste e algumas mudanças já foram solicitadas. as novas concessionárias estarão nas mãos de grupos nanceiros que estão ligados à venda de máquinas agrícolas. Depois disso inaugurará três a cada trimestre até alcançar a meta de 130 casas. diretor comercial da operação brasileira. Por ano são 60 mil atendimentos processados pelos 27 atendentes que trabalham em cinco turnos. rodando em testes por São Paulo e Centro-Oeste. Assim que a fábrica de Ponta Grossa. Qualquer que seja o problema que tenha ocasionado a parada do caminhão é atendido por uma central que aciona uma das 1. O motorista de qualquer localidade da Europa relata a situação ao atendente e este encaminha ao local para fazer o reparo ou rebocar. de acordo com Kuester. as margens de lucro. O primeiro requisito para ser um representante da Daf no Brasil é não possuir concessão de nenhuma outra marca de caminhões no País. 36 Junho/Julho 2012 . conta Kuester: “Em nosso estoque na Holanda temos 98% das peças para pronta entrega e os concessionários. empilhadeiras. “Cada uma das instalações deverá ter de 2 mil m2 até 3 mil m2. o custo de instalação de manutenção de uma loja nessa região é alto e. Na sequencia são avaliados aspectos relacionados à saúde nanceira. PR. principalmente na suspensão. inclusive o português. automóveis e até mesmo novatos no setor automotivo.Internacional A operação brasileira seguirá os padrões europeus da Daf. construção. A estratégia da Daf é de que cada um dos grupos tenha até cinco unidades em sua região. Hoje quatro caminhões já estão nesse processo. com áreas de nidas e respeitando nossos padrões”. O mesmo Kuester revela que a escolha dos candidatos para São Paulo foi a mais difícil: “São muitos concorrentes.

.

a MAN Latin America comemorou. clientes e encarroçadores Texto Camila Waddington . sob a égide da Autolatina – já se vão quase duas décadas de evolução e muitas mudanças no mercado de ônibus. um 16. que ainda era uma divisão de automóveis e produzira apenas chassis para microônibus. Nem parece que. chassi da concorrente à época em período de comunhão. camila@autodata.180 CO com motor dianteiro MWM 6.com.História 100 mil a Seis Mãos MAN Latin America celebra a marca de 100 mil chassis de ônibus desenvolvidos e produzidos pela fabricante.br Depois de renovar toda sua linha Volksbus em setembro do ano passado. 184 cv e 6 cilindros em linha – que também equipava o Ford B 1618. 6. em março último. começava a trilhar o mercado de urbanos com uma linha de frente retirada 38 Junho/Julho 2012 Divulgação/MAN . da primeira unidade produzida em 1993. a marca de 100 mil chassis fabricados.10. Até aquela época a Volkswagen Caminhões.5 litros.

A importância desta consultoria no início da empreitada quebrou paradigmas no segmento de transporte urbano costumeiramente definido. Novos tempos . e por tornar. Na época com cem autorizadas. “pudemos nos concentrar no que realmente era importante. diretor de vendas. em particular para uma marca que não tinha experiência naquele mercado”. simples e. enfrentou grandes desafios por boas décadas até se encontrar no segmento.” A rede de concessionários é outro ponto ao qual Alouche atribui o bom desempenho no segmento. avalia a iniciativa como a “decisão mais acertada.Após cerrar as portas de sua antiga fábrica da Chrysler. um pesadelo.” Hoje com 147 concessionárias em seu plantel. para facilitar seu encarroçamento e torná-lo mais ágil. Ademais. equipada e preparada para atender a estes clientes. Com a inauguração da fábrica de Resende. Depois de um longo período de estagnação. a Ford definia a programação de produção da unidade. justamente em seus primeiros anos de atuação no segmento de ônibus. tornando o processo mais racional. eficiente e. RJ. as vendas começaram a crescer em 2006. a urgência por construir uma unidade fabril própria se avultava a cada dia. o cliente e suas necessidades”. saindo de 15 790 unidades negociadas em 2005 para 39 Junho/Julho 2012 . O inovador sistema de Consórcio Modular idealizado pelos engenheiros responsáveis pelo projeto oferecia uma importante vantagem sobre o tradicional sistema sequencial de produção: a montagem simultânea dos produtos. No entanto. a partir daí. como consequência disso. Ricardo Alouche. O verdadeiro propósito de tudo: o mercado de caminhões e ônibus brasileiro. e em 1995 começou a se concretizar em planos de investimentos na construção de uma das fábricas mais modernas do mundo. agora sem fábrica. das quais 55 com estrutura dedicada aos ônibus. em julho de 1990. a troca de informações tão eficiente e construtiva. e o chassi plano. conforme pontua Ricardo Alouche. portanto. o que nos permitiu moldar produtos às necessidades dos clientes. com o término do casamento se desenhando no fim de 1994. nem sempre a trajetória da área no universo da marca Volkswagen foi das mais fáceis. literalmente”.” A figura do pós-vendas de ônibus surgiu justamente deste conceito. em 1º de novembro de 1996. na capital paulista. o problema de ser uma sem-teto fora resolvido. 63 delas com bandeira ônibus. onde a parceria teria continuidade. Alguns exemplos: a suspensão reforçada. marketing e pós-vendas da hoje MAN Latin America. mais do que por qualquer outra característica. Diante disso – e do claro fracasso da experiência partilhada –. por seu tradicionalismo. menos oneroso. o que tornava a vida da Volkswagen Caminhões. De lá para cá muitas mudanças marcaram o mercado de ônibus. toda a produção da divisão de veículos comerciais da Volkswagen foi transferida para a fábrica da Ford. voltou à normalidade. “por proporcionar modificações em modelos que já se apresentavam no mercado. O foco. montadora e encarroçadoras se uniam em torno de chegar ao que o empresário desejava. E. onde frotistas. como dona da planta. Muito pelo contrário. A começar pelo período Autolatina. como Alouche acrescenta. portanto. “Era um desenvolvimento a seis mãos. de maneira intrínseca à própria linha Volksbus. o capô com melhor isolamento acústico. assim. mais ágil. “Não teríamos êxito sem uma estrutura de pós-vendas robusta.Desenvolvimento de chassis balizado pela sugestão dos maiores frotistas de uma compilação contendo as opiniões dos maiores frotistas do segmento. “Este profissional é o responsável por estabelecer a ponte entre o cliente e a fábrica. a Volkswagen tinha seu diferencial na prestação de serviços. então no bairro do Ipiranga.

nós crescemos de 27.5% de participação nesses totais. o que tradicionalmente arrefece o mercado”. volume puxado principalmente pelas vendas ao programa do Governo Federal Caminho da Escola. mas não se deixa iludir: “Este ano será mais difícil. e o fato de termos eleições. contando com uma recuperação a partir do segundo semestre. segundo Alouche. no entanto. A fórmula do sucesso dos últimos anos é simples e calcada em três fatores fundamentais: maior concentração no cliente e na adequação do produto às necessidades de cada operação. O incremento mais relevante se deu de 2010 para 2011. Em 2007. a MAN promete ser uma concorrente mordaz neste ano de mudanças. em virtude da mudança da tecnologia da P5/Euro 3 para a P7/Euro 5. a expectativa do executivo da MAN é de um mercado mais austero. com a promessa de menor consumo e custos de manutenção mais baixos. quando as vendas gerais cresceram de 30 591 unidades para 34 615 chassis.História 19 247 chassis no ano seguinte. com mais de 7 mil ônibus vendidos para o programa federal Caminho da Escola.” 40 Junho/Julho 2012 . e assim vem se mantendo. de recirculação dos gases de escape. naquele longínquo 1997. que depois daquele ano deu outra esticada em 2010. levado a melhor. e quem tiver disponibilidade de produto e melhor desempenho vai levar a melhor. “Neste mesmo período. inquestionavelmente. Com os rigores da Proconve 7 valendo desde janeiro deste ano. outro salto expressivo do mercado. parecia inalcançável. quando passou das 30 mil unidades. para 24 243 chassis. com vendas cerca de 10% abaixo do volume de 2011. Até 2013 a montadora quer ter 50% de sua rede com concessão também de ônibus. Mas os planos de expansão continuam firmes. nalização do setor – que. Ou seja. Sendo a única a oferecer a tecnologia de emissões EGR. algo em torno de oitenta a noventa casas. enquanto a Volkswagen crescia de 22. O boca a boca vai ditar como se comportará o mercado depois desse período inicial de ajustes à nova tencologia. é ponderado: “Tivemos um retorno excelente de clientes e outros em potencial.2% de participação.” O executivo comemora a marca histórica obtida no ano passado. Alouche.8% para 32. sucessivas licitações ganhas. cuja liderança com quase 65% das vendas. que apenas nós estamos oferecendo na categoria de empresários conhecida por ser a mais resistente a mudanças. a do transporte urbano.2% para 25. “nunca esteve tão ciente dos aspectos operacionais”. e a profissioVolksbus: dos microônibus aos biarticulados em menos de duas décadas. com um interesse muito maior do que poderíamos imaginar para uma tecnologia nova e exclusiva. E nisso os chassis Volksbus têm. A marca tem acompanhado tal evolução no mesmo ritmo garfando pontos porcentuais preciosos de sua rival Mercedes-Benz.

com. inciou fornecimento ao mercado nacional o modelo de quinta-roda 163 CI com exclusivo sistema de antifalso engate.volvo.gienex. região metropolitana do Rio de Janeiro. Concebida com tecnologia japonesa é distribuída para todo Brasil pela Empilog. A casa está instalada em um terreno de 8 500 m². [www.Vitrina VW 8x2 Guarapuava Divulgação/Volvo Seguindo uma tendência de mercado.empilog. A casa é a segunda na região uminense a qual possui outro representante na cidade de Itaboraí.280 – aquele sucessor do modelo 24. com carrocerias para grãos. Ao todo a marca soma agora mais de 33 casas instaladas em dezessete estados. O caminhão passa a contar com tração 8x2 e.br] Sinotruk Divulgação/Sinotruk O Grupo Nórdica inaugurou concessionária de caminhões e ônibus Volvo. cargas secas. facilita as operações de cargas não paletizadas.br] Divulgação /Feeler 41 Junho/Julho 2012 . a MAN Latin America colocou para rodar um VW Constellation 24. o peso bruto total passa de 23 000 kg para 29 000 kg legais.vwcaminhões. com 2 500m² de área construída e conta com dez boxes de atendimento e dois tipo pit stop para serviços rápidos. com isso.com. A próxima será a inaugurada em Santos.com. A adaptação.br] Toalhas Equipada com garfo rotativo Cascade a empilhadeira FD 30. o que é con rmado por um som de “click”. Concebido para todos os tipos de veículos.br] Sinotruk expande sua rede pelo Brasil e chega ao município de Duque de Caxias.com.com. O kit de limpeza é apresentado em embalagem tipo ow pack com vinte unidades descartáveis no tamanho de 20x18 cm.250 –. litoral de São Paulo. Até agora inédito no País. dentre outras. o produto ajuda a remover os resíduos mais difíceis como óleos e graxas e tem formulação especial com aloe vera que auxilia na hidratação da pele. [www.fontaine. [www. A Nórdica Guarapuava está localizada nas margens da BR 277. é feita no BMB Mode Center. marca Feeler.sinotruk.br] Antifalso Garfo Toalhas umedecidas desengraxantes para as mãos são a novidade da Gienex. como sempre. Possui ainda deslocador lateral de garfos com mastro tríplex. na Rodovia Washington Luiz. o equipamento faz com que a alavanca só retorne à posição travada se o pino-rei e a quinta-roda estiverem efetivamente encaixados. em Guarapuava. região central do Paraná. 13 501. com um consequente ganho na carga líquida. [www. importante corredor de acesso da região oeste do País com o Porto de Paranaguá. O dispositivo garante o travamento correto do componente. o que proporciona melhor visibilidade ao operador. A con guração é ideal para aplicações rodoviárias de médias e longas distâncias. responsável pelas mudanças especiais da montadora. tanques. baús. empresa do Grupo Ibero. [www. equipado opcionalmente com um segundo eixo direcional de fábrica.br] A Fontaine do Brasil.webstorelw. além de reduzir o risco do implemento se soltar durante a viagem.com. [www. Sua capacidade de carga é de 1 500 kg podendo chegar a 4 000 kg. O equipamento é movido a diesel e tem duas opções de motor: Yanmar 4TNE98 ou Isuzu 4JG2.

a possibilidade de erro humano diminui drasticamente. são utilizados pequenos pátios espalhados pela malha. consultor sênior da eWave do Brasil O transporte ferroviário no Brasil ainda é muito pouco utilizado se comparado com os países desenvolvidos. para uma empresa brasileira. e cerca de 75% do total é minério de ferro. que recebem dados por rádio dos maquinistas e dos aparelhos de GPS dos trens. A gestão dos cruzamentos é feita por controladores nos CCO’s. como Estados Unidos. o transporte ferroviário é muito importante: representa aproximadamente 23% de toda carga brasileira. Quando o controlador decide o pátio de cruzamento de dois trens. favoreceu o transporte de mais de 435 milhões de toneladas. Com todo este valor envolvido. Como cada controlador chega a gerenciar mais de 100 trens ao mesmo tempo. Na empresa em que foi introduzida esta solução de otimização observou-se uma redução de 10% no tempo total de cruzamento.Artigo Giovane Cesar . em 2010. regras específicas de trens de manutenção. Mesmo com pouco investimento. O objetivo é minimizar o tempo de trânsito total das origens até os destinos. tiveram um faturamento maior do que R$ 10 bilhões em 2011. Algumas regras inclusas são: decisão de via a ser utilizada no cruzamento. fica virtualmente impossível fazer com que os cruzamentos gerem as menores paradas possíveis em todas as situações. atraso controlado da partida dos trens ainda não circulando. ele se comunica com os dois por meio de licenças. é praticamente todo feito em linhas singelas. Muitas vezes. 42 Junho/Julho 2012 Divulgação/eWave É possível otimizar . Vale. crescimento de 14% em relação a 2009. Um modelo matemático possibilita reduzir o tempo de trânsito nas ferrovias Neste segmento. um projeto de otimização matemática. sendo que poderia prosseguir por mais algum tempo e fazer o cruzamento no pátio adiante. prioridade de trens. centros de controle operacional. MRS e ALL. Dentre outros benefícios. consideração das paradas programadas futuras. devido às possibilidades de grandes reduções de custo. um trem fica parado por horas para esperar outros passarem. deverão se cruzar. controle de ultrapassagem etc. gerando 3% de diminuição no tempo total de trânsito nos principais trechos. ao contrário do rodoviário. quase metade da malha ferroviária da França. aumento de eficiência e produtividade. Além disso. esta modalidade de transporte representa um frete 20% mais barato do que o rodoviário. as três maiores empresas. França e Japão. Poucos produtos industrializados são transportados por esta modalidade. deixando para o controlador somente o trabalho de comunicação com os maquinistas e gestão de anomalias. reduzindo o risco de acidentes. Com base nesse problema desenvolveu-se. Além disso. O modelo recebe os dados do posicionamento atual dos trens em circulação e suas rotas e planeja as próximas horas de cruzamento. a implantação do modelo possibilitou que os controladores enviassem licenças mais longas para os maquinistas. conexões dos trechos individuais. Nossa malha ferroviária tem pouco menos de 30 mil quilômetros. gerando a expectativa de redução de 30% do trabalho necessário nesta função. aplicar otimização matemática no processo de logística ferroviária torna-se financeiramente muito interessante.6 bilhões. O aporte de R$ 4. informando qual dos dois deve parar e qual deve prosseguir. O transporte ferroviário. consideração das vias interditadas e seus prazos para finalizar. em sentidos opostos. Quando os trens.

You're Reading a Free Preview

Download
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->