SENADOFEDERAL

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SUBSECRETARIADEEDIÇÕESTÉCNICAS

Estatuto
do Idoso

BRASÍLIA- 2003

Estatuto
do Idoso

Senado Federal
Secretaria Especial de Editoração e Publicações
Subsecretaria de Edições Técnicas

Estatuto
do Idoso
Dispositivos Constitucionais Pertinentes
Lei no 10.741, de 1o de outubro de 2003
Normas Correlatas
Índice Temático

Brasília – 2003

I.gov. 3. Idoso.Editor: Senado Federal Impresso na Secretaria Especial de Editoração e Publicações Produzido na Subsecretaria de Edições Técnicas Diretor: Raimundo Pontes Cunha Neto Praça dos Três Poderes. Via N-2 Unidade de apoio III CEP 70. 2003.165-900 Brasília.6 . 3576 e 3579 Fax: (61) 311-4258 E-Mail: ssetec@senado. Brasil. Brasil. – Brasília : Senado Federal. DF Telefones: (61) 311-3575. 68 p. estatuto. CDDir 362. Brasil (2003).br Organização e índice: Paulo Roberto Moraes de Aguiar Editoração Eletrônica: Angelina Almeida Silva Capa: Renzo Viggiano Ficha Catalográfica: Yuri Guimarães Barchette Brasil. Assistência a Velhice. Idoso. Título. 1. Subsecretaria de Edições Técnicas. 2. [Estatuto do idoso (2003)] Estatuto do idoso / organizado por Paulo Paim. legislação.

... Capítulo III – Da Fiscalização das Entidades de Atendimento ... 7 11 17 18 18 19 19 21 22 22 23 23 24 25 25 26 26 28 29 30 30 31 32 33 36 36 38 45 .......................... Título VII – Das Disposições Finais e Transitórias ............................................................................. Capítulo VIII – Da Assistência Social .........................842/94 ......... Capítulo VII – Da Previdência Social ................................................................... Capítulo VI – Da Apuração Judicial de Irregularidades em Entidade de Atendimento ................ Capítulo VI – Da Profissionalização e do Trabalho ......... Capítulo IX – Da Habitação ................................................. Capítulo II – Do Direito à Liberdade.......................................................... Lei no 10................................ Título II – Dos Direitos Fundamentais Capítulo I – Do Direito à Vida ......... Dispositivos Constitucionais pertinentes ....................................................................................... Cultura.................................................... Capítulo IV – Do Direito à Saúde ............................................................. Título IV – Da Política de Atendimento ao Idoso Capitulo I – Disposições Gerais ................................................. Capítulo II – Das Medidas Específicas de Proteção ..... Capítulo II – Dos Crimes em Espécie ............... Capítulo III – Da Proteção Judicial dos Interesses Difusos........................................ Título III – Das Medidas de Proteção Capítulo I – Das Disposições Gerais ...................... Título V – Do Acesso à Justiça Capítulo I – Das Disposições Gerais ..741 de 1o/10/2003 – Estatuto do Idoso Título I – Das Disposições Preliminares ............. Capítulo III – Dos Alimentos ........................ Título VI – Dos Crimes Capítulo I – Disposições Gerais ......... Capítulo V – Da Educação.............................................. Capítulo II – Do Ministério Público .................................................. Capítulo X – Do Transporte ............................................... Normas correlatas Lei no 8................................................. Capítulo V – Da Apuração Administrativa de Infração às Normas de Proteção ao Idoso ................................................................................................................... Capítulo IV – Das Infrações Administrativas ....................... ao Respeito e à Dignidade ...............Sumário Apresentação ............................................ Capítulo II – Das Entidades de Atendimento ao Idoso ..... Coletivos e Individuais Indisponíveis ou Homogêneos ............................ Esporte e Lazer ...............................................................................

.............................................................. Dec..................................Lei no 8................ Lei no 10......................... Índice temático ..........926/94 .......................................................173/2001 ................................... Lei no 10..................................................... 51 52 54 55 63 ..............948/96 ........ no 1...........048/2000 ..................................................

A conquista da cidadania plena do idoso passa por todos os direitos assegurados neste projeto. muito além disso. tornam-se urgentes ações que garantam condições de vida digna e. estão presentes políticas referentes à proteção dos direitos básicos do idoso. presidida pelo Deputado Eduardo Barbosa e cujo relator é o Deputado Silas Brasileiro. O Estatuto do Idoso está para a sociedade como o Estatuto da Criança e do Adolescente.APRESENTAÇÃO É com enorme satisfação que presenciamos a aprovação do Estatuto do Idoso por unanimidade na Comissão Especial da Câmara dos Deputados. justiça. Senador Paulo Paim . de 1994. que assegurem a cidadania plena para um grupo que continua discriminado em vários setores da nossa sociedade. Em um país onde a população idosa é cada vez maior. Ele é fruto de dezenas de anos de trabalho de grupos de terceira idade e de entidades de aposentados e pensionistas como a COBAP (Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas) e o MOSAP (Movimento dos Servidores Públicos Aposentados e Pensionistas). como saúde. à dignidade. Esse Estatuto não só mantém a lei atual. para então figurar como lei segura a todos os idosos deste País. à liberdade. Neste trabalho. trabalho. como também amplia os direitos dos idosos. pois sabemos que a luta do presente é a alavanca básica para garantirmos um futuro bem melhor. educação. ao respeito e à convivência familiar e comunitária. A sociedade como um todo está convidada a participar deste processo. políticas de proteção à cidadania. Queremos deixar registrados nossos cumprimentos a todos os que trabalharam na elaboração da Lei n o 8. Política Nacional do Idoso.842. Ficamos entusiasmados por nossas propostas serem ampliadas e aprimoradas e agradecemos a colaboração de todos os parlamentares que participaram da Comissão. Nosso próximo passo é lutar para que este Estatuto seja aprovado integralmente no Plenário do Congresso Nacional e siga o seu curso até a sanção do Presidente.

Dispositivos Constitucionais Pertinentes .

idade e quaisquer outras formas de discriminação. a moradia. . sem distinção de qualquer natureza. CAPÍTULO II Dos Direitos Sociais Art.. 1 o A República Federativa do Brasil.. à igualdade. justa e solidária. TÍTULO II – DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS CAPÍTULO I Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos Art. III – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa.. à segurança e à propriedade. formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal. Estatuto do Idoso 11 . 5 o Todos são iguais perante a lei. 3 o Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I – construir uma sociedade livre. IV – promover o bem de todos. constitui-se em Estado democrático de direito e tem como fundamentos: .. a proteção à maternidade e à infância. a saúde. sem preconceitos de origem.. a assistência aos desamparados.. II – a cidadania. cor. na forma desta Constituição. . . sexo. Art. à liberdade. o trabalho.. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. o lazer.. raça. III – a dignidade da pessoa humana.DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS PERTINENTES TÍTULO I – DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS Art.. a previdência social. a segurança.. 6 o São direitos sociais a educação. nos termos seguintes: .

do Distrito Federal e dos Municípios. II – referendo... § 1o O alistamento eleitoral e o voto são: . de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União. dos Estados. 40. b) os maiores de setenta anos.Art. 14. Seção II Dos Servidores Públicos Art. 12 Estatuto do Idoso .. . § 1o Os servidores abrangidos pelo regime de previdência de que trata este artigo serão aposentados. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto.. .. idade.. CAPÍTULO VII Da Administração Pública . XXX – proibição de diferença de salários.. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: . nos termos da lei. III – iniciativa popular. e. 7 o São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais.. com valor igual para todos... calculados os seus proventos a partir dos valores fixados na forma do § 3o : .. cor ou estado civil... Art.. II – facultativos para: . incluídas suas autarquias e fundações.. é assegurado regime de previdência de caráter contributivo. observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo.. TÍTULO III – DA ORGANIZAÇÃO DO ESTADO . mediante: I – plebiscito.

se homem. e atenderá. se mulher. se mulher. e cinqüenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição. TÍTULO VIII – DA ORDEM SOCIAL . invalidez. nestes incluídos o produtor rural. . o garimpeiro e o pescador artesanal. nos termos da lei. A previdência social será organizada sob a forma de regime geral. e sessenta anos de idade. reduzido em cinco anos o limite para os trabalhadores rurais de ambos os sexos e para os que exerçam suas atividades em regime de economia familiar. II – sessenta e cinco anos de idade. se homem. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. desde que cumprido tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria. III. b) sessenta e cinco anos de idade. observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial... se mulher.... morte e idade avançada. o . se homem.. de caráter contributivo e de filiação obrigatória. se homem. observadas as seguintes condições: a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição. se mulher. CAPÍTULO II Da Seguridade Social . . para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio. e sessenta anos de idade. § 7 É assegurada aposentadoria no regime geral de previdência social. a. em relação ao disposto no § 1 o . nos termos da lei. § 5 Os requisitos de idade e de tempo de contribuição serão reduzidos em cinco anos. obedecidas as seguintes condições: o I – trinta e cinco anos de contribuição. a: I – cobertura dos eventos de doença.. e trinta anos de contribuição.. 201.III – voluntariamente.. Seção III Da Previdência Social Art.. Estatuto do Idoso 13 .

Os pais têm o dever de assistir.. 229. e os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice. assegurando sua participação na comunidade. A assistência social será prestada a quem dela necessitar. e tem por objetivos: I – a proteção à família. à adolescência e à velhice. .. § 2o Aos maiores de sessenta e cinco anos é garantida a gratuidade dos transportes coletivos urbanos. independentemente de contribuição à seguridade social. Seção IV Da Assistência Social Art. para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio.§ 8o Os requisitos a que se refere o inciso I do parágrafo anterior serão reduzidos em cinco anos.. Art... criar e educar os filhos menores.. 203. à maternidade. da Criança. § 1o os programas de amparo aos idosos serão executados preferencialmente em seus lares. a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas. . CAPÍTULO VII Da Família. Art. . 230. carência ou enfermidade. V – a garantia de um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção ou de tê-la provida por sua família. defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida.. à infância. do Adolescente e do Idoso . conforme dispuser a lei.. 14 Estatuto do Idoso . A família.

741 de 1o de outubro de 2003 Estatuto do Idoso 15 .Lei no 10.

à dignidade. à cidadania. à educação. ao esporte.LEI NO 10.741. DE 1O DE OUTUBRO DE 2003 Dispõe sobre o Estatuto do Idoso e dá outras providências. III – destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção ao idoso. com absoluta prioridade. em detrimento do atendimento asilar. V – priorização do atendimento do idoso por sua própria família. II – preferência na formulação e na execução de políticas sociais públicas específicas. à alimentação. Art. 2 o O idoso goza de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana. ao trabalho. à liberdade. por lei ou por outros meios. exceto dos que não a possuam ou careçam de condições de manutenção da própria sobrevivência. 1 o É instituído o Estatuto do Idoso. 3 o É obrigação da família. da comunidade. ocupação e convívio do idoso com as demais gerações. espiritual e social. da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso. Parágrafo único. à cultura. VI – capacitação e reciclagem dos recursos humanos nas áreas de geriatria e gerontologia e na prestação de serviços aos idosos. todas as oportunidades e facilidades. ao respeito e à convivência familiar e comunitária. IV – viabilização de formas alternativas de participação. intelectual. para preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: TÍTULO I Disposições Preliminares Art. assegurando-se-lhe. Art. a efetivação do direito à vida. sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei. à saúde. Estatuto do Idoso 17 . A garantia de prioridade compreende: I – atendimento preferencial imediato e individualizado junto aos órgãos públicos e privados prestadores de serviços à população. em condições de liberdade e dignidade. ao lazer. destinado a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.

CAPÍTULO II Do Direito à Liberdade. do Distrito Federal e Municipais do Idoso. Art. definidos nesta Lei. § 2o As obrigações previstas nesta Lei não excluem da prevenção outras decorrentes dos princípios por ela adotados. e todo atentado aos seus direitos. garantidos na Constituição e nas leis. 4 o Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência. o respeito e a dignidade.842. ao Respeito e à Dignidade Art. Art. § 1o É dever de todos prevenir a ameaça ou violação aos direitos do idoso. Art. por ação ou omissão. zelarão pelo cumprimento dos direitos do idoso. crueldade ou opressão. Estaduais. 9 o É obrigação do Estado. como pessoa humana e sujeito de direitos civis. 10. será punido na forma da lei. violência. de 4 de janeiro de 1994. os seguintes aspectos: 18 Estatuto do Idoso . 5 o A inobservância das normas de prevenção importará em responsabilidade à pessoa física ou jurídica nos termos da lei. 7o Os Conselhos Nacional. Art. 8 o O envelhecimento é um direito personalíssimo e a sua proteção um direito social. § 1o O direito à liberdade compreende. assegurar à pessoa idosa a liberdade. 6 o Todo cidadão tem o dever de comunicar à autoridade competente qualquer forma de violação a esta Lei que tenha testemunhado ou de que tenha conhecimento. TÍTULO II Dos Direitos Fundamentais CAPÍTULO I Do Direito à Vida Art. políticos. Art.VII – estabelecimento de mecanismos que favoreçam a divulgação de informações de caráter educativo sobre os aspectos biopsicossociais de envelhecimento. entre outros. mediante efetivação de políticas sociais públicas que permitam um envelhecimento saudável e em condições de dignidade. nos termos desta Lei e da legislação vigente. discriminação. VIII – garantia de acesso à rede de serviços de saúde e de assistência social locais. garantir à pessoa idosa a proteção à vida e à saúde. previstos na Lei nº 8. individuais e sociais. É obrigação do Estado e da sociedade.

§ 2 O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física. podendo o idoso optar entre os prestadores. 12. vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários. III – crença e culto religioso. Se o idoso ou seus familiares não possuírem condições econômicas de prover o seu sustento. promoção. VI – participação na vida política.I – faculdade de ir. para a prevenção. no âmbito da assistência social. 13. dos espaços e dos objetos pessoais. na forma da lei. II – opinião e expressão. proteção e recuperação da saúde. auxílio e orientação. garantindo-lhe o acesso universal e igualitário. 11. colocando-o a salvo de qualquer tratamento desumano. por intermédio do Sistema Único de Saúde – SUS. violento. da identidade. A obrigação alimentar é solidária. incluindo a atenção especial às doenças que afetam preferencialmente os idosos. CAPÍTULO IV Do Direito à Saúde Art. V – participação na vida familiar e comunitária. As transações relativas a alimentos poderão ser celebradas perante o Promotor de Justiça. 15. aterrorizante. Art. impõe-se ao Poder Público esse provimento. em conjunto articulado e contínuo das ações e serviços. abrangendo a preservação da imagem. idéias e crenças. É assegurada a atenção integral à saúde do idoso. da autonomia. § 1 o A prevenção e a manutenção da saúde do idoso serão efetivadas por meio de: I – cadastramento da população idosa em base territorial. de valores. ressalvadas as restrições legais. e passarão a ter efeito de título executivo extrajudicial nos termos da lei processual civil. Art. CAPÍTULO III Dos Alimentos Art. Os alimentos serão prestados ao idoso na forma da lei civil. que as referendará. psíquica e moral. VII – faculdade de buscar refúgio. Estatuto do Idoso 19 . o § 3o É dever de todos zelar pela dignidade do idoso. 14. II – atendimento geriátrico e gerontológico em ambulatórios. vexatório ou constrangedor. Art. IV – prática de esportes e de diversões.

18. Ao idoso que esteja no domínio de suas faculdades mentais é assegurado o direito de optar pelo tratamento de saúde que lhe for reputado mais favorável. 17. no caso de impossibilidade. Ao idoso internado ou em observação é assegurado o direito a acompanhante. Não estando o idoso em condições de proceder à opção. especialmente os de uso continuado. com pessoal especializado nas áreas de geriatria e gerontologia social.III – unidades geriátricas de referência. caso em que deverá comunicar o fato ao Ministério Público. quando o idoso não tiver curador ou este não puder ser contactado em tempo hábil. quando ocorrer iminente risco de vida e não houver tempo hábil para consulta a curador ou familiar. § 4o Os idosos portadores de deficiência ou com limitação incapacitante terão atendimento especializado. medicamentos. gratuitamente. habilitação ou reabilitação. órteses e outros recursos relativos ao tratamento. III – pelo médico. 20 Estatuto do Idoso . quando não houver curador ou familiar conhecido. Parágrafo único. Art. quando o idoso for interditado. IV – atendimento domiciliar. nos termos da lei. para a população que dele necessitar e esteja impossibilitada de se locomover. inclusive para idosos abrigados e acolhidos por instituições públicas. Art. justificá-la por escrito. assim como orientação a cuidadores familiares e grupos de autoajuda. devendo o órgão de saúde proporcionar as condições adequadas para a sua permanência em tempo integral. As instituições de saúde devem atender aos critérios mínimos para o atendimento às necessidades do idoso. Parágrafo único. IV . V – reabilitação orientada pela geriatria e gerontologia. § 2o Incumbe ao Poder Público fornecer aos idosos. filantrópicas ou sem fins lucrativos e eventualmente conveniadas com o Poder Público. II – pelos familiares. esta será feita: I – pelo curador. § 3o É vedada a discriminação do idoso nos planos de saúde pela cobrança de valores diferenciados em razão da idade. incluindo a internação. assim como próteses. nos meios urbano e rural. para redução das seqüelas decorrentes do agravo da saúde.pelo próprio médico. Caberá ao profissional de saúde responsável pelo tratamento conceder autorização para o acompanhamento do idoso ou. Art. promovendo o treinamento e a capacitação dos profissionais. segundo o critério médico. 16.

para sua integração à vida moderna. CAPÍTULO V Da Educação. 20. 22. A participação dos idosos em atividades culturais e de lazer será proporcionada mediante descontos de pelo menos 50% (cinqüenta por cento) nos ingressos para eventos artísticos. com finalidade informativa. Nos currículos mínimos dos diversos níveis de ensino formal serão inseridos conteúdos voltados ao processo de envelhecimento. § 1o Os cursos especiais para idosos incluirão conteúdo relativo às técnicas de comunicação. III – Conselho Municipal do Idoso. no sentido da preservação da memória e da identidade culturais. Art. Art. 23. § 2o Os idosos participarão das comemorações de caráter cívico ou cultural. O Poder Público criará oportunidades de acesso do idoso à educação. II – Ministério Público. educativa. Estatuto do Idoso 21 . Esporte e Lazer Art. 25. esportivos e de lazer. Os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra idoso serão obrigatoriamente comunicados pelos profissionais de saúde a quaisquer dos seguintes órgãos: I – autoridade policial. O Poder Público apoiará a criação de universidade aberta para as pessoas idosas e incentivará a publicação de livros e periódicos. Art. 24. 21. culturais. de forma a eliminar o preconceito e a produzir conhecimentos sobre a matéria. Os meios de comunicação manterão espaços ou horários especiais voltados aos idosos. considerada a natural redução da capacidade visual. produtos e serviços que respeitem sua peculiar condição de idade. cultura. lazer. ao respeito e à valorização do idoso.Art. que facilitem a leitura. metodologias e material didático aos programas educacionais a ele destinados. Art. V – Conselho Nacional do Idoso. IV – Conselho Estadual do Idoso. Cultura. adequando currículos. bem como o acesso preferencial aos respectivos locais. de conteúdo e padrão editorial adequados ao idoso. esporte. para transmissão de conhecimentos e vivências às demais gerações. 19. computação e demais avanços tecnológicos. e ao público sobre o processo de envelhecimento. artística e cultural. O idoso tem direito a educação. Art. espetáculos. diversões.

será atualizado pelo mesmo índice utilizado 22 Estatuto do Idoso . pro rata. 26. não havendo salários-de-contribuição recolhidos a partir da competência de julho de 1994. Na admissão do idoso em qualquer trabalho ou emprego. e de esclarecimento sobre os direitos sociais e de cidadania. 28. por meio de estímulo a novos projetos sociais. 35 da Lei n o 8. ou. no mínimo. CAPÍTULO VII Da Previdência Social Art. com base em percentual definido em regulamento. conforme seus interesses. O pagamento de parcelas relativas a benefícios. Parágrafo único. de 26 de novembro de 1999. critérios de cálculo que preservem o valor real dos salários sobre os quais incidiram contribuição. de 1991. 31. Art. de 24 de julho de 1991. respeitadas suas condições físicas. com antecedência mínima de 1 (um) ano. Art.213. ressalvados os casos em que a natureza do cargo o exigir. 27. dando-se preferência ao de idade mais elevada. Os benefícios de aposentadoria e pensão do Regime Geral da Previdência Social observarão. na sua concessão. observados os critérios estabelecidos pela Lei n o 8. é vedada a discriminação e a fixação de limite máximo de idade. Art. efetuado com atraso por responsabilidade da Previdência Social. intelectuais e psíquicas. inclusive para concursos. desde que a pessoa conte com. III – estímulo às empresas privadas para admissão de idosos ao trabalho. o disposto no art. Parágrafo único. Os valores dos benefícios em manutenção serão reajustados na mesma data de reajuste do salário-mínimo. aproveitando seus potenciais e habilidades para atividades regulares e remuneradas.CAPÍTULO VI Da Profissionalização e do Trabalho Art. O cálculo do valor do benefício previsto no caput observará o disposto no caput e § 2 o do art. de acordo com suas respectivas datas de início ou do seu último reajustamento. A perda da condição de segurado não será considerada para a concessão da aposentadoria por idade. 3 o da Lei n o 9. 29.876. II – preparação dos trabalhadores para a aposentadoria.213. 30. nos termos da legislação vigente. O primeiro critério de desempate em concurso público será a idade. o tempo de contribuição correspondente ao exigido para efeito de carência na data de requerimento do benefício. O Poder Público criará e estimulará programas de: I – profissionalização especializada para os idosos. Art. Parágrafo único. O idoso tem direito ao exercício de atividade profissional.

O benefício já concedido a qualquer membro da família nos termos do caput não será computado para os fins do cálculo da renda familiar per capita a que se refere a Loas. na Política Nacional do Idoso. é facultada a cobrança de participação do idoso no custeio da entidade. nem de tê-la provida por sua família. é a data-base dos aposentados e pensionistas. A assistência social aos idosos será prestada. 1o de Maio. ou casa-lar. que não poderá exceder a 70% (setenta por cento) de qualquer benefício previdenciário ou de assistência social percebido pelo idoso. 33. ainda. por adulto ou núcleo familiar. Art. de forma articulada. § 3o Se a pessoa idosa for incapaz. Art. CAPÍTULO IX Da Habitação Art. conforme os princípios e diretrizes previstos na Lei Orgânica da Assistência Social. O acolhimento de idosos em situação de risco social. é assegurado o benefício mensal de 1 (um) salário-mínimo. § 1o No caso de entidades filantrópicas. Aos idosos. caberá a seu representante legal firmar o contrato a que se refere o caput deste artigo. 35. que não possuam meios para prover sua subsistência. Todas as entidades de longa permanência. 34. Parágrafo único. CAPÍTULO VIII Da Assistência Social Art. § 2o O Conselho Municipal do Idoso ou o Conselho Municipal da Assistência Social estabelecerá a forma de participação prevista no § 1o .para os reajustamentos dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social. caracteriza a dependência econômica. verificado no período compreendido entre o mês que deveria ter sido pago e o mês do efetivo pagamento. 37. O Dia Mundial do Trabalho. 32. Estatuto do Idoso 23 . a partir de 65 (sessenta e cinco) anos. 36. para os efeitos legais. no seio da família natural ou substituta. O idoso tem direito a moradia digna. Art. em instituição pública ou privada. são obrigadas a firmar contrato de prestação de serviços com a pessoa idosa abrigada. quando assim o desejar. ou casa-lar. no Sistema Único de Saúde e demais normas pertinentes. nos termos da Lei Orgânica da Assistência Social – Loas. Art. ou desacompanhado de seus familiares. ou.

39. 40. § 3o No caso das pessoas compreendidas na faixa etária entre 60 (sessenta) e 65 (sessenta e cinco) anos. casa-lar. 24 Estatuto do Idoso . sob as penas da lei. observado o seguinte: I – reserva de 3% (três por cento) das unidades residenciais para atendimento aos idosos. CAPÍTULO X Do Transporte Art. IV – critérios de financiamento compatíveis com os rendimentos de aposentadoria e pensão. Art.§ 1o A assistência integral na modalidade de entidade de longa permanência será prestada quando verificada inexistência de grupo familiar. serão reservados 10% (dez por cento) dos assentos para os idosos. sob pena de interdição. 38. Nos programas habitacionais. § 3o As instituições que abrigarem idosos são obrigadas a manter padrões de habitação compatíveis com as necessidades deles. o idoso goza de prioridade na aquisição de imóvel para moradia própria. bem como provê-los com alimentação regular e higiene indispensáveis às normas sanitárias e com estas condizentes. devidamente identificados com a placa de reservado preferencialmente para idosos. III – eliminação de barreiras arquitetônicas e urbanísticas. para garantia de acessibilidade ao idoso. públicos ou subsidiados com recursos públicos. nos termos da legislação específica: I – a reserva de 2 (duas) vagas gratuitas por veículo para idosos com renda igual ou inferior a 2 (dois) salários-mínimos. § 1o Para ter acesso à gratuidade. No sistema de transporte coletivo interestadual observar-se-á. § 2o Toda instituição dedicada ao atendimento ao idoso fica obrigada a manter identificação externa visível. além de atender toda a legislação pertinente. quando prestados paralelamente aos serviços regulares. ficará a critério da legislação local dispor sobre as condições para exercício da gratuidade nos meios de transporte previstos no caput deste artigo. exceto nos serviços seletivos e especiais. abandono ou carência de recursos financeiros próprios ou da família. Aos maiores de 65 (sessenta e cinco) anos fica assegurada a gratuidade dos transportes coletivos públicos urbanos e semi-urbanos. Art. § 2o Nos veículos de transporte coletivo de que trata este artigo. basta que o idoso apresente qualquer documento pessoal que faça prova de sua idade. II – implantação de equipamentos urbanos comunitários voltados ao idoso.

II – desconto de 50% (cinqüenta por cento), no mínimo, no valor das passagens, para os idosos que excederem as vagas gratuitas, com renda igual ou inferior a
2 (dois) salários-mínimos.
Parágrafo único. Caberá aos órgãos competentes definir os mecanismos e os
critérios para o exercício dos direitos previstos nos incisos I e II.
Art. 41. É assegurada a reserva, para os idosos, nos termos da lei local, de 5%
(cinco por cento) das vagas nos estacionamentos públicos e privados, as quais
deverão ser posicionadas de forma a garantir a melhor comodidade ao idoso.
Art. 42. É assegurada a prioridade do idoso no embarque no sistema de transporte
coletivo.
TÍTULO III
Das Medidas de Proteção
CAPÍTULO I
Das Disposiçõs Gerais
Art. 43. As medidas de proteção ao idoso são aplicáveis sempre que os direitos
reconhecidos nesta Lei forem ameaçados ou violados:
I – por ação ou omissão da sociedade ou do Estado;
II – por falta, omissão ou abuso da família, curador ou entidade de atendimento;
III – em razão de sua condição pessoal.
CAPÍTULO II
Das Medidas Específicas de Proteção
Art. 44. As medidas de proteção ao idoso previstas nesta Lei poderão ser aplicadas, isolada ou cumulativamente, e levarão em conta os fins sociais a que se destinam e o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários.
Art. 45. Verificada qualquer das hipóteses previstas no art. 43, o Ministério Público ou o Poder Judiciário, a requerimento daquele, poderá determinar, dentre outras,
as seguintes medidas:
I – encaminhamento à família ou curador, mediante termo de responsabilidade;
II – orientação, apoio e acompanhamento temporários;
III – requisição para tratamento de sua saúde, em regime ambulatorial, hospitalar ou domiciliar;
IV – inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio, orientação e
tratamento a usuários dependentes de drogas lícitas ou ilícitas, ao próprio idoso ou
à pessoa de sua convivência que lhe cause perturbação;
Estatuto do Idoso

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V – abrigo em entidade;
VI – abrigo temporário.
TÍTULO IV
Da Política de Atendimento ao Idoso
CAPÍTULO I
Disposições Gerais
Art. 46. A política de atendimento ao idoso far-se-á por meio do conjunto articulado de ações governamentais e não-governamentais da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
Art. 47. São linhas de ação da política de atendimento:
I – políticas sociais básicas, previstas na Lei n o 8.842, de 4 de janeiro de 1994;
II – políticas e programas de assistência social, em caráter supletivo, para
aqueles que necessitarem;
III – serviços especiais de prevenção e atendimento às vítimas de negligência,
maus-tratos, exploração, abuso, crueldade e opressão;
IV – serviço de identificação e localização de parentes ou responsáveis por
idosos abandonados em hospitais e instituições de longa permanência;
V – proteção jurídico-social por entidades de defesa dos direitos dos idosos;
VI – mobilização da opinião pública no sentido da participação dos diversos
segmentos da sociedade no atendimento do idoso.
CAPÍTULO II
Das Entidades de Atendimento ao Idoso
Art. 48. As entidades de atendimento são responsáveis pela manutenção das próprias unidades, observadas as normas de planejamento e execução emanadas do
órgão competente da Política Nacional do Idoso, conforme a Lei n o 8.842, de 1994.
Parágrafo único. As entidades governamentais e não-governamentais de assistência ao idoso ficam sujeitas à inscrição de seus programas, junto ao órgão
competente da Vigilância Sanitária e Conselho Municipal da Pessoa Idosa, e em sua
falta, junto ao Conselho Estadual ou Nacional da Pessoa Idosa, especificando os
regimes de atendimento, observados os seguintes requisitos:
I – oferecer instalações físicas em condições adequadas de habitabilidade,
higiene, salubridade e segurança;
II – apresentar objetivos estatutários e plano de trabalho compatíveis com os
princípios desta Lei;

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Estatuto do Idoso

III – estar regularmente constituída;
IV – demonstrar a idoneidade de seus dirigentes.
Art. 49. As entidades que desenvolvam programas de institucionalização de longa permanência adotarão os seguintes princípios:
I – preservação dos vínculos familiares;
II – atendimento personalizado e em pequenos grupos;
III – manutenção do idoso na mesma instituição, salvo em caso de força
maior;
IV – participação do idoso nas atividades comunitárias, de caráter interno e
externo;
V – observância dos direitos e garantias dos idosos;
VI – preservação da identidade do idoso e oferecimento de ambiente de respeito e dignidade.
Parágrafo único. O dirigente de instituição prestadora de atendimento ao idoso
responderá civil e criminalmente pelos atos que praticar em detrimento do idoso, sem
prejuízo das sanções administrativas.
Art. 50. Constituem obrigações das entidades de atendimento:
I – celebrar contrato escrito de prestação de serviço com o idoso, especificando o tipo de atendimento, as obrigações da entidade e prestações decorrentes do
contrato, com os respectivos preços, se for o caso;
II – observar os direitos e as garantias de que são titulares os idosos;
III – fornecer vestuário adequado, se for pública, e alimentação suficiente;
IV – oferecer instalações físicas em condições adequadas de habitabilidade;
V – oferecer atendimento personalizado;
VI – diligenciar no sentido da preservação dos vínculos familiares;
VII – oferecer acomodações apropriadas para recebimento de visitas;
VIII – proporcionar cuidados à saúde, conforme a necessidade do idoso;
IX – promover atividades educacionais, esportivas, culturais e de lazer;
X – propiciar assistência religiosa àqueles que desejarem, de acordo com suas
crenças;
XI – proceder a estudo social e pessoal de cada caso;
XII – comunicar à autoridade competente de saúde toda ocorrência de idoso
portador de doenças infecto-contagiosas;

Estatuto do Idoso

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XIV – fornecer comprovante de depósito dos bens móveis que receberem dos idosos. As entidades governamentais e não-governamentais de atendimento ao idoso serão fiscalizadas pelos Conselhos do Idoso. 51. o acompanhamento. 55. a fiscalização e a avaliação da política nacional do idoso. e demais dados que possibilitem sua identificação e a individualização do atendimento. Vigilância Sanitária e outros previstos em lei. CAPÍTULO III Da Fiscalização das Entidades de Atendimento Art. de 1994. 6 o desta Lei a supervisão. Art. às seguintes penalidades. parentes. 7o da Lei n o 8. cidade. nome do idoso. c) afastamento definitivo de seus dirigentes. sem prejuízo da responsabilidade civil e criminal de seus dirigentes ou prepostos. 7o Compete aos Conselhos de que trata o art. 52. Ministério Público. no âmbito das respectivas instâncias políticoadministrativas. II – as entidades não-governamentais: 28 Estatuto do Idoso . observado o devido processo legal: I – as entidades governamentais: a) advertência. d) fechamento de unidade ou interdição de programa. passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. relação de seus pertences. XVI – comunicar ao Ministério Público. bem como o valor de contribuições. endereços. para as providências cabíveis.XIII – providenciar ou solicitar que o Ministério Público requisite os documentos necessários ao exercício da cidadania àqueles que não os tiverem. As entidades de atendimento que descumprirem as determinações desta Lei ficarão sujeitas. b) afastamento provisório de seus dirigentes. 53. XVII – manter no quadro de pessoal profissionais com formação específica. As instituições filantrópicas ou sem fins lucrativos prestadoras de serviço ao idoso terão direito à assistência judiciária gratuita. 54. O art. responsável. Art. na forma da lei.”(NR) Art.842. Será dada publicidade das prestações de contas dos recursos públicos e privados recebidos pelas entidades de atendimento. se houver. Art. e suas alterações. a situação de abandono moral ou material por parte dos familiares. XV – manter arquivo de anotações onde constem data e circunstâncias do atendimento.

Deixar o profissional de saúde ou o responsável por estabelecimento de saúde ou instituição de longa permanência de comunicar à autoridade competente os casos de crimes contra idoso de que tiver conhecimento: Pena – multa de R$ 500. Deixar de cumprir as determinações desta Lei sobre a prioridade no atendimento ao idoso: Estatuto do Idoso 29 .a) advertência. No caso de interdição do estabelecimento de longa permanência. Parágrafo único. Art. se o fato não for caracterizado como crime. c) suspensão parcial ou total do repasse de verbas públicas. 56. Deixar a entidade de atendimento de cumprir as determinações do art. caberá o afastamento provisório dos dirigentes ou a interdição da unidade e a suspensão do programa. 50 desta Lei: Pena – multa de R$ 500. os danos que dela provierem para o idoso. sem prejuízo das providências a serem tomadas pela Vigilância Sanitária. será o fato comunicado ao Ministério Público. § 1 Havendo danos aos idosos abrigados ou qualquer tipo de fraude em relação ao programa.00 (quinhentos reais) a R$ 3. o § 2o A suspensão parcial ou total do repasse de verbas públicas ocorrerá quando verificada a má aplicação ou desvio de finalidade dos recursos. aplicada em dobro no caso de reincidência. que coloque em risco os direitos assegurados nesta Lei. 58. e) proibição de atendimento a idosos a bem do interesse público. podendo haver a interdição do estabelecimento até que sejam cumpridas as exigências legais. inclusive para promover a suspensão das atividades ou dissolução da entidade. § 3o Na ocorrência de infração por entidade de atendimento. as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes da entidade. § 4o Na aplicação das penalidades. enquanto durar a interdição. CAPITULO IV Das Infrações Administrativas Art. Art.00 (três mil reais).000.00 (quinhentos reais) a R$ 3. para as providências cabíveis.00 (três mil reais). d) interdição de unidade ou suspensão de programa. os idosos abrigados serão transferidos para outra instituição. b) multa. 57.000. com a proibição de atendimento a idosos a bem do interesse público. serão consideradas a natureza e a gravidade da infração cometida. a expensas do estabelecimento interditado.

000. 64. Art. sem prejuízo da iniciativa e das providências que vierem a ser adotadas pelo Ministério Público ou pelas demais instituições legitimadas para a fiscalização. a autoridade competente aplicará à entidade de atendimento as sanções regulamentares. § 1o No procedimento iniciado com o auto de infração poderão ser usadas fórmulas impressas. contado da data da intimação. Art.00 (quinhentos reais) a R$ 1. Nos casos em que não houver risco para a vida ou a saúde da pessoa idosa abrigada. II – por via postal. na forma da lei. por duas testemunhas. CAPÍTULO V Da Apuração Administrativa de Infração às Normas de Proteção ao Idoso Art. § 2o Sempre que possível. quando for lavrado na presença do infrator. que será feita: I – pelo autuante. O procedimento para a imposição de penalidade administrativa por infração às normas de proteção ao idoso terá início com requisição do Ministério Público ou auto de infração elaborado por servidor efetivo e assinado.00 (um mil reais) e multa civil a ser estipulada pelo juiz. Art. ou este será lavrado dentro de 24 (vinte e quatro) horas. ao procedimento administrativo de que trata este Capítulo as disposições das Leis n os 6. 61. se possível. 63. CAPÍTULO VI Da Apuração Judicial de Irregularidades em Entidade de Atendimento Art. Havendo risco para a vida ou à saúde do idoso. Art. 60.Pena – multa de R$ 500.437. à verificação da infração seguir-se-á a lavratura do auto. Os valores monetários expressos no Capítulo IV serão atualizados anualmente.784. especificando-se a natureza e as circunstâncias da infração. de 20 de agosto de 1977. 62. O autuado terá prazo de 10 (dez) dias para a apresentação da defesa. com aviso de recebimento. sem prejuízo da iniciativa e das providências que vierem a ser adotadas pelo Ministério Público ou pelas demais instituições legitimadas para a fiscalização. conforme o dano sofrido pelo idoso. 59. de 29 de janeiro de 1999. a autoridade competente aplicará à entidade de atendimento as sanções regulamentares. subsidiariamente. por motivo justificado. Aplicam-se. no instrumento de autuação. e 9. 30 Estatuto do Idoso .

podendo juntar documentos e indicar as provas a produzir. 71. se necessário. 70. designará audiência de instrução e julgamento. O dirigente da entidade será citado para. deliberando sobre a necessidade de produção de outras provas. 66. § 4o A multa e a advertência serão impostas ao dirigente da entidade ou ao responsável pelo programa de atendimento. Havendo motivo grave. subsidiariamente. a autoridade judiciária oficiará a autoridade administrativa imediatamente superior ao afastado. sem julgamento do mérito. O Poder Público poderá criar varas especializadas e exclusivas do idoso. poderá a autoridade judiciária. Satisfeitas as exigências. as partes e o Ministério Público terão 5 (cinco) dias para oferecer alegações finais. Art. o processo será extinto. § 3o Antes de aplicar qualquer das medidas. § 1o Salvo manifestação em audiência. fixando-lhe prazo de 24 (vinte e quatro) horas para proceder à substituição.Art. 67. § 2o Em se tratando de afastamento provisório ou definitivo de dirigente de entidade governamental. em qualquer instância. às disposições deste Capítulo. o procedimento sumário previsto no Código de Processo Civil. no prazo de 10 (dez) dias. decretar liminarmente o afastamento provisório do dirigente da entidade ou outras medidas que julgar adequadas. a autoridade judiciária poderá fixar prazo para a remoção das irregularidades verificadas. oferecer resposta escrita. TÍTULO V Do Acesso à Justiça CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. 68. Apresentada a defesa. Art. Aplica-se. ouvido o Ministério Público. mediante decisão fundamentada. 65. Estatuto do Idoso 31 . o juiz procederá na conformidade do art. Art. 69 ou. O procedimento de apuração de irregularidade em entidade governamental e não-governamental de atendimento ao idoso terá início mediante petição fundamentada de pessoa interessada ou iniciativa do Ministério Público. É assegurada prioridade na tramitação dos processos e procedimentos e na execução dos atos e diligências judiciais em que figure como parte ou interveniente pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. Art. Art. naquilo que não contrarie os prazos previstos nesta Lei. decidindo a autoridade judiciária em igual prazo. para evitar lesão aos direitos do idoso. 69.

Art. requererá o benefício à autoridade judiciária competente para decidir o feito. de interdição total ou parcial. serão exercidas nos termos da respectiva Lei Orgânica. § 4o Para o atendimento prioritário será garantido ao idoso o fácil acesso aos assentos e caixas. de designação de curador especial. 73. em caso de não comparecimento injustificado da pessoa notificada. III – atuar como substituto processual do idoso em situação de risco. identificados com a destinação a idosos em local visível e caracteres legíveis. 32 Estatuto do Idoso . Compete ao Ministério Público: I – instaurar o inquérito civil e a ação civil pública para a proteção dos direitos e interesses difusos ou coletivos. empresas prestadoras de serviços públicos e instituições financeiras. fazendo prova de sua idade. § 2o A prioridade não cessará com a morte do beneficiado. 43 desta Lei. inclusive pela Polícia Civil ou Militar. individuais indisponíveis e individuais homogêneos do idoso. § 3o A prioridade se estende aos processos e procedimentos na Administração Pública. previstas nesta Lei. colher depoimentos ou esclarecimentos e. conforme o disposto no art. requisitar condução coercitiva. para instruí-lo: a) expedir notificações.§ 1o O interessado na obtenção da prioridade a que alude este artigo. 43 desta Lei. 74. companheiro ou companheira. quando necessário ou o interesse público justificar. CAPÍTULO II Do Ministério Público Art. em circunstâncias que justifiquem a medida e oficiar em todos os feitos em que se discutam os direitos de idosos em condições de risco. IV – promover a revogação de instrumento procuratório do idoso. anotando-se essa circunstância em local visível nos autos do processo. nas hipóteses previstas no art. maior de 60 (sessenta) anos. que determinará as providências a serem cumpridas. com união estável. estendendo-se em favor do cônjuge supérstite. (VETADO) Art. As funções do Ministério Público. V – instaurar procedimento administrativo e. dos Estados e do Distrito Federal em relação aos Serviços de Assistência Judiciária. II – promover e acompanhar as ações de alimentos. 72. ao atendimento preferencial junto à Defensoria Publica da União.

requisitar diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial. será feita pessoalmente. VII – zelar pelo efetivo respeito aos direitos e garantias legais assegurados ao idoso. que será declarada de ofício pelo juiz ou a requerimento de qualquer interessado. usando os recursos cabíveis. VI – instaurar sindicâncias. perícias e documentos de autoridades municipais. requerer diligências e produção de outras provas. A intimação do Ministério Público. A falta de intervenção do Ministério Público acarreta a nulidade do feito. 77. para o desempenho de suas atribuições. Coletivos e Individuais Indisponíveis ou Homogêneos Art. exames. podendo juntar documentos. § 2o As atribuições constantes deste artigo não excluem outras. bem como a colaboração dos serviços de saúde. Art. segundo dispuser a lei. IX – requisitar força policial. Estatuto do Idoso 33 . Nos processos e procedimentos em que não for parte. educacionais e de assistência social. § 3o O representante do Ministério Público. hipóteses em que terá vista dos autos depois das partes. § 1o A legitimação do Ministério Público para as ações cíveis previstas neste artigo não impede a de terceiros. As manifestações processuais do representante do Ministério Público deverão ser fundamentadas.b) requisitar informações. Art. para a apuração de ilícitos ou infrações às normas de proteção ao idoso. terá livre acesso a toda entidade de atendimento ao idoso. c) requisitar informações e documentos particulares de instituições privadas. desde que compatíveis com a finalidade e atribuições do Ministério Público. VIII – inspecionar as entidades públicas e particulares de atendimento e os programas de que trata esta Lei. promovendo as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis. bem como promover inspeções e diligências investigatórias. adotando de pronto as medidas administrativas ou judiciais necessárias à remoção de irregularidades porventura verificadas. X – referendar transações envolvendo interesses e direitos dos idosos previstos nesta Lei. CAPÍTULO III Da Proteção Judicial dos Interesses Difusos. atuará obrigatoriamente o Ministério Público na defesa dos direitos e interesses de que cuida esta Lei. públicos. em qualquer caso. 78. Art. estaduais e federais. no exercício de suas funções. 76. nas mesmas hipóteses. 75. da administração direta e indireta.

são admissíveis todas as espécies de ação pertinentes. concorrentemente: I – o Ministério Público. III – atendimento especializado ao idoso portador de doença infecto-contagiosa. ressalvadas as competências da Justiça Federal e a competência originária dos Tribunais Superiores. próprios do idoso. Para defesa dos interesses e direitos protegidos por esta Lei. Parágrafo único. 83. referentes à omissão ou ao oferecimento insatisfatório de: I – acesso às ações e serviços de saúde. III – a Ordem dos Advogados do Brasil. Parágrafo único. II – atendimento especializado ao idoso portador de deficiência ou com limitação incapacitante. 82. § 2o Em caso de desistência ou abandono da ação por associação legitimada. o Distrito Federal e os Municípios. IV – serviço de assistência social visando ao amparo do idoso. § 1o Admitir-se-á litisconsórcio facultativo entre os Ministérios Públicos da União e dos Estados na defesa dos interesses e direitos de que cuida esta Lei. Regem-se pelas disposições desta Lei as ações de responsabilidade por ofensa aos direitos assegurados ao idoso. que lesem direito líquido e certo previsto nesta Lei. dispensada a autorização da assembléia. Art. consideram-se legitimados. individuais indisponíveis ou homogêneos. se houver prévia autorização estatutária. 80. o Ministério Público ou outro legitimado deverá assumir a titularidade ativa. caberá ação mandamental. o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao adimplemento. Contra atos ilegais ou abusivos de autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições de Poder Público. protegidos em lei. coletivos. 34 Estatuto do Idoso . os Estados. As hipóteses previstas neste artigo não excluem da proteção judicial outros interesses difusos. IV – as associações legalmente constituídas há pelo menos 1 (um) ano e que incluam entre os fins institucionais a defesa dos interesses e direitos da pessoa idosa. Para as ações cíveis fundadas em interesses difusos. coletivos. As ações previstas neste Capítulo serão propostas no foro do domicílio do idoso. individuais indisponíveis ou homogêneos. cujo juízo terá competência absoluta para processar a causa. Na ação que tenha por objeto o cumprimento de obrigação de fazer ou não-fazer. Art. 79. Art. que se regerá pelas normas da lei do mandado de segurança. Art. II – a União.Art. 81.

mas será devida desde o dia em que se houver configurado. para apuração da responsabilidade civil e administrativa do agente a que se atribua a ação ou omissão. 89. emolumentos. Art. As multas não recolhidas até 30 (trinta) dias após o trânsito em julgado da decisão serão exigidas por meio de execução promovida pelo Ministério Público. os juízes e tribunais. na hipótese do § 1º ou na sentença. Não se imporá sucumbência ao Ministério Público. 273 do Código de Processo Civil. Art. honorários periciais e quaisquer outras despesas. 90. para evitar dano irreparável à parte. ao Fundo Municipal de Assistência Social. facultada. Art. e o servidor deverá. Os valores das multas previstas nesta Lei reverterão ao Fundo do Idoso. 88. independentemente do pedido do autor. Parágrafo único. O juiz poderá conferir efeito suspensivo aos recursos. Art. 86. 87. ou na falta deste. devem encaminhar as peças pertinentes ao Ministério Público. § 2o O juiz poderá. facultada igual iniciativa aos demais legitimados em caso de inércia daquele. provocar a iniciativa do Ministério Público. fixando prazo razoável para o cumprimento do preceito. 85. Art. Os agentes públicos em geral. Parágrafo único. prestando-lhe informações sobre os fatos que constituam objeto de ação civil e indicando-lhe os elementos de convicção. como assistentes ou assumindo o pólo ativo. Art. quando tiverem conhecimento de fatos que possam configurar crime de ação pública contra idoso ou ensejar a propositura de ação para sua defesa. § 3o A multa só será exigível do réu após o trânsito em julgado da sentença favorável ao autor. Transitada em julgado a sentença que impuser condenação ao Poder Público. igual iniciativa aos demais legitimados. se for suficiente ou compatível com a obrigação. Art. onde houver. nos mesmos autos. não haverá adiantamento de custas. o juiz determinará a remessa de peças à autoridade competente. na forma do art. Decorridos 60 (sessenta) dias do trânsito em julgado da sentença condenatória favorável ao idoso sem que o autor lhe promova a execução. em caso de inércia desse órgão. Qualquer pessoa poderá. deverá fazê-lo o Ministério Público. é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou após justificação prévia. Nas ações de que trata este Capítulo. para as providências cabíveis. 84. impor multa diária ao réu. no exercício de suas funções.§ 1o Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de ineficácia do provimento final. ficando vinculados ao atendimento ao idoso. Estatuto do Idoso 35 .

95. 36 Estatuto do Idoso . § 1o Se o órgão do Ministério Público. determinará o seu arquivamento. as disposições do Código Penal e do Código de Processo Penal. § 3o Até que seja homologado ou rejeitado o arquivamento. O Ministério Público poderá instaurar sob sua presidência. 181 e 182 do Código Penal. organismo público ou particular.347. no prazo de 3 (três) dias. ou requisitar. no que couber. 93. esgotadas todas as diligências. Art. não se lhes aplicando os arts. se convencer da inexistência de fundamento para a propositura da ação civil ou de peças informativas. pelo Conselho Superior do Ministério Público ou por Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público. informações. que serão juntados ou anexados às peças de informação. Aplicam-se subsidiariamente. exames ou perícias. 94. será designado outro membro do Ministério Público para o ajuizamento da ação. § 2o Os autos do inquérito civil ou as peças de informação arquivados serão remetidos. o interessado poderá requerer às autoridades competentes as certidões e informações que julgar necessárias. o qual não poderá ser inferior a 10 (dez) dias. aplica-se o procedimento previsto na Lei n o 9. no prazo que assinalar. certidões. as disposições da Lei no 7. TÍTULO VI Dos Crimes CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. que serão fornecidas no prazo de 10 (dez) dias. de 24 de julho de 1985. subsidiariamente.099. de qualquer pessoa. 92. 91. sob pena de se incorrer em falta grave. CAPÍTULO II Dos Crimes em Espécie Art. Aos crimes previstos nesta Lei. inquérito civil. cuja pena máxima privativa de liberdade não ultrapasse 4 (quatro) anos. de 26 de setembro de 1995. no que couber. Para instruir a petição inicial. Art. ao Conselho Superior do Ministério Público ou à Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público. as associações legitimadas poderão apresentar razões escritas ou documentos. fazendo-o fundamentadamente.Art. Os crimes definidos nesta Lei são de ação penal pública incondicionada. § 4o Deixando o Conselho Superior ou a Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público de homologar a promoção de arquivamento. e.

Deixar de prestar assistência ao idoso. emprego ou trabalho. Art. retardar ou dificultar atendimento ou deixar de prestar assistência à saúde. A pena é aumentada de metade. por motivo de idade: Pena – Reclusão de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. IV – deixar de cumprir. em situação de iminente perigo. ou sujeitando-o a trabalho excessivo ou inadequado: Pena – detenção de 2 (dois) meses a 1 (um) ano e multa. ao direito de contratar ou por qualquer outro meio ou instrumento necessário ao exercício da cidadania. humilhar. retardar ou dificultar sua assistência à saúde. aos meios de transporte. Abandonar o idoso em hospitais. se da omissão resulta lesão corporal de natureza grave. 99. Art. impedindo ou dificultando seu acesso a operações bancárias. por motivo de idade. § 2 Se resulta a morte: o Pena – reclusão de 4 (quatro) a 12 (doze) anos. a execução de ordem judicial expedida na ação civil a que alude esta Lei. 100. nesses casos. ou não pedir.Art. submetendo-o a condições desumanas ou degradantes ou privando-o de alimentos e cuidados indispensáveis. ou recusar. Estatuto do Idoso 37 . retardar ou frustrar. 98. Parágrafo único. § 1o Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: Pena – reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos. e triplicada. Art. Art. física ou psíquica. o socorro de autoridade pública: Pena – detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. 97. Discriminar pessoa idosa. II – negar a alguém. III – recusar. o § 2o A pena será aumentada de 1/3 (um terço) se a vítima se encontrar sob os cuidados ou responsabilidade do agente. 96. sem justo motivo. ou não prover suas necessidades básicas. entidades de longa permanência. do idoso. menosprezar ou discriminar pessoa idosa. ou congêneres. § 1 Na mesma pena incorre quem desdenhar. Expor a perigo a integridade e a saúde. sem justa causa. casas de saúde. sem justa causa. por qualquer motivo. quando possível fazê-lo sem risco pessoal. quando obrigado a fazê-lo. a pessoa idosa. quando obrigado por lei ou mandado: Pena – detenção de 6 (seis) meses a 3 (três) anos e multa. Constitui crime punível com reclusão de (seis) meses a 1 (um) ano e multa: I – obstar o acesso de alguém a qualquer cargo público por motivo de idade. se resulta a morte.

sem justo motivo. dando-lhes aplicação diversa da de sua finalidade: Pena – reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos e multa. de qualquer modo. 104. Coagir. Art. TÍTULO VII Disposições Finais e Transitórias Art.V – recusar. bem como qualquer outro documento com objetivo de assegurar recebimento ou ressarcimento de dívida: Pena – detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos e multa. por recusa deste em outorgar procuração à entidade de atendimento: Pena – detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. 105. proventos ou pensão do idoso. Induzir pessoa idosa sem discernimento de seus atos a outorgar procuração para fins de administração de bens ou deles dispor livremente: Pena – reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. Art. 101. o idoso a doar. proventos. Art. contratar. Negar o acolhimento ou a permanência do idoso. 108. retardar ou frustrar. 38 Estatuto do Idoso . Apropriar-se de ou desviar bens. testar ou outorgar procuração: Pena – reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. 103. 107. Art. Art. Lavrar ato notarial que envolva pessoa idosa sem discernimento de seus atos. Reter o cartão magnético de conta bancária relativa a benefícios. Impedir ou embaraçar ato do representante do Ministério Público ou de qualquer outro agente fiscalizador: Pena – reclusão de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. Deixar de cumprir. Exibir ou veicular. como abrigado. Art. 109. 102. Art. a execução de ordem judicial expedida nas ações em que for parte ou interveniente o idoso: Pena – detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. 106. sem a devida representação legal: Pena – reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. pensão ou qualquer outro rendimento do idoso. Art. informações ou imagens depreciativas ou injuriosas à pessoa do idoso: Pena – detenção de 1 (um) a 3 (três) anos e multa. por qualquer meio de comunicação. quando requisitados pelo Ministério Público. retardar ou omitir dados técnicos indispensáveis à propositura da ação civil objeto desta Lei.

.................. § 4o No homicídio culposo........... Código Penal...................................................... 148...........................Art.......................... enfermo ou mulher grávida.............. 110.......................... ..................................... etnia................... § 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça............. ............................................................................. a pena é aumentada de 1/3 (um terço)............. ................. .......... maior de 60 (sessenta) anos................................................................................................ 140............. ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima............................................................................................. não procura diminuir as conseqüências do seu ato........................................... ................... Estatuto do Idoso 39 .... I – se a vítima é ascendente...................................................................................... ............................ 61............................................................................ ..................................” (NR) “Art......... .................................................................” (NR) “Art......................................... cor.......................................................... h) contra criança........................ ..... 159......................................... 133............................................. ............................................................... se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão........................ ou foge para evitar prisão em flagrante................................................. ............................................................................................... passa a vigorar com as seguintes alterações: “Art..............” (NR) “Art................................................................................................................................................................................................................ descendente................ IV – contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos ou portadora de deficiência............. a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos....................................... ...................” (NR) “Art.................... cônjuge do agente ou maior de 60 (sessenta) anos............................................................ § 3 o ......... ............................... Sendo doloso o homicídio.............. ................................................................... origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: ...................... III – se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos................” (NR) “Art........................................................... exceto no caso de injúria............................... O Decreto-Lei n o 2.................................................. de 7 de dezembro de 1940....................................................... ............................................................................. ......... 121................... ...............................................................................................................................”(NR) “Art.................... .................................................................................................... § 1 o .............................................................................. religião........ .............................................................. ......... II ................... arte ou ofício........................ 141....................848.............................................................

................ ou de ascendente inválido ou maior de 60 (sessenta) anos............ gestante.............. Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) até a metade se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos.... 183................................. portador de deficiência....................... 1o da Lei n o 10.......................... 1o da Lei n o 9....................... Lei das Contravenções Penais. O art.............. de 3 de outubro de 1941.......................................................... ou se o crime é cometido por bando ou quadrilha................... de 8 de novembro de 2000... 244. O inciso III do art............. ............................................................................”(NR) “Art..” (NR) Art... Deixar. passa a vigorar com a seguinte redação: “Art............ não lhes proporcionando os recursos necessários ou faltando ao pagamento de pensão alimentícia judicialmente acordada.... § 4 o ...... ou de filho menor de 18 (dezoito) anos ou inapto para o trabalho.............................. ...................... sem justa causa.................................. II – se o crime é cometido contra criança.......................................................................................... 18 da Lei n o 6. ....................................................................... sem justa causa........................................................... III – se o crime é praticado contra pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos...........................................................048..................... ......... passa a vigorar acrescido do seguinte parágrafo único: “Art................. adolescente ou maior de 60 (sessenta) anos........................... .................... 18.............. diminuída ou suprimida a capacidade de discernimento ou de autodeterminação: ...... 112....... se o seqüestrado é menor de 18 (dezoito) ou maior de 60 (sessenta) anos. Parágrafo único..................................................... passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. ................................................... 21....................... deixar.......455.................................................. O inciso II do § 4o do art.............” (NR) Art..................... O art. .......................... . passa a vigorar com a seguinte redação: 40 Estatuto do Idoso ............”(NR) Art.. 111. de socorrer descendente ou ascendente............... 1o ............................ por qualquer causa.........” (NR) Art... III – se qualquer deles decorrer de associação ou visar a menores de 21 (vinte e um) anos ou a pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos ou a quem tenha.......... de 7 de abril de 1997................................................................ de prover a subsistência do cônjuge................................................................................................... 114.................... de 21 de outubro de 1976..... 21 do Decreto-Lei n o 3.............................................. gravemente enfermo: .........368.........” (NR) “Art................688.................. 113..................§ 1o Se o seqüestro dura mais de 24 (vinte e quatro) horas.......... ............... fixada ou majorada.......

Esta Lei entra em vigor decorridos 90 (noventa) dias da sua publicação.“Art. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Márcio Thomaz Bastos Antonio Palocci Filho Rubem Fonseca Filho Humberto Sérgio Costa Lima Guido Mantega Ricardo José Ribeiro Berzoini Benedita Souza da Silva Sampaio Álvaro Augusto Ribeiro Costa Estatuto do Idoso 41 . em cada exercício financeiro. de forma a garantir que o acesso ao direito seja condizente com o estágio de desenvolvimento sócio-econômico alcançado pelo País. Art. que vigorará a partir de 1o de janeiro de 2004. Art. 1o de outubro de 2003. 182o da Independência e 115o da República. 36. 116. 118. para aplicação em programas e ações relativos ao idoso. os recursos necessários. até que o Fundo Nacional do Idoso seja criado. O Orçamento da Seguridade Social destinará ao Fundo Nacional de Assistência Social. os idosos com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. 117. O Poder Executivo encaminhará ao Congresso Nacional projeto de lei revendo os critérios de concessão do Benefício de Prestação Continuada previsto na Lei Orgânica da Assistência Social. nos termos desta Lei. Art. ressalvado o disposto no caput do art. 1o As pessoas portadoras de deficiência. as lactantes e as pessoas acompanhadas por crianças de colo terão atendimento prioritário. 115.”(NR) Art. as gestantes. Brasília. Serão incluídos nos censos demográficos dados relativos à população idosa do País.

Normas Correlatas .

cria o Conselho Nacional do Idoso e dá outras providências. para os efeitos desta lei. V . Estatuto do Idoso 45 . 1 o A política nacional do idoso tem por objetivo assegurar os direitos sociais do idoso. CAPÍTULO II Dos Princípios e das Diretrizes SEÇÃO I Dos Princípios Art.o idoso não deve sofrer discriminação de qualquer natureza. III .as diferenças econômicas. II . devendo ser objeto de conhecimento e informação para todos. IV . O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei: CAPÍTULO I Da Finalidade Art.o idoso deve ser o principal agente e o destinatário das transformações a serem efetivadas através desta política. 2 o Considera-se idoso.LEI NO 8.a família. bem-estar e o direito à vida. defendendo sua dignidade. as contradições entre o meio rural e o urbano do Brasil deverão ser observadas pelos poderes públicos e pela sociedade em geral. regionais e. Art. na aplicação desta lei. a pessoa maior de sessenta anos de idade. criando condições para promover sua autonomia.o processo de envelhecimento diz respeito à sociedade em geral. particularmente. garantindo sua participação na comunidade. a sociedade e o estado têm o dever de assegurar ao idoso todos os direitos da cidadania. integração e participação efetiva na sociedade. sociais. DE 4 DE JANEIRO DE 1994 Dispõe sobre a política nacional do idoso. 3 o A política nacional do idoso reger-se-á pelos seguintes princípios: I .842.

compostos por igual número de representantes dos órgãos e entidades públicas e de organizações representativas da sociedade civil ligadas à área. à exceção dos idosos que não possuam condições que garantam sua própria sobrevivência.implementação de sistema de informações que permita a divulgação da política. do Distrito Federal e municipais do idoso serão órgãos permanentes.priorização do atendimento ao idoso em órgãos públicos e privados prestadores de serviços. na formulação. estaduais. CAPÍTULO III Da Organização e Gestão Art. IV . ocupação e convívio do idoso. VIII .viabilização de formas alternativas de participação. É vedada a permanência de portadores de doenças que necessitem de assistência médica ou de enfermagem permanente em instituições asilares de caráter social. com a participação dos conselhos nacionais. Parágrafo único.SEÇÃO II Das Diretrizes Art. 4 o Constituem diretrizes da política nacional do idoso: I . IX . II . através de suas organizações representativas. III . planos. VII . estaduais.participação do idoso. implementação e avaliação das políticas. V . dos planos. 5o Competirá ao órgão ministerial responsável pela assistência e promoção social a coordenação geral da política nacional do idoso. em detrimento do atendimento asilar. que proporcionem sua integração às demais gerações. Art. paritários e deliberativos. VI . do Distrito Federal e municipais do idoso.priorização do atendimento ao idoso através de suas próprias famílias.capacitação e reciclagem dos recursos humanos nas áreas de geriatria e gerontologia e na prestação de serviços. quando desabrigados e sem família. 6 o Os conselhos nacional. dos serviços oferecidos.descentralização político-administrativa.apoio a estudos e pesquisas sobre as questões relativas ao envelhecimento.estabelecimento de mecanismos que favoreçam a divulgação de informações de caráter educativo sobre os aspectos biopsicossociais do envelhecimento. programas e projetos a serem desenvolvidos. programas e projetos em cada nível de governo. 46 Estatuto do Idoso .

e) promover a capacitação de recursos para atendimento ao idoso. pesquisas e publicações sobre a situação social do idoso. supervisionar e financiar estudos. d) planejar. coordenação.na área de promoção e assistência social: a) prestar serviços e desenvolver ações voltadas para o atendimento das necessidades básicas do idoso. Os ministérios das áreas de saúde. centros de cuidados diurnos. levantamentos. trabalho.na área de saúde: Estatuto do Idoso 47 . por intermédio do ministério responsável pela assistência e promoção social. Parágrafo único. 10. da sociedade e de entidades governamentais e não-governamentais. mediante a participação das famílias. supervisão e avaliação da política nacional do idoso. oficinas abrigadas de trabalho. educação. esporte e lazer devem elaborar proposta orçamentária.Art. cultura. Na implementação da política nacional do idoso. visando ao financiamento de programas nacionais compatíveis com a política nacional do idoso.(VETADO) V . no âmbito das respectivas instâncias político-administrativas.promover as articulações intraministeriais e interministeriais necessárias à implementação da política nacional do idoso. seminários e encontros específicos. II . IV . acompanhamento e avaliação da política nacional do idoso. no âmbito de suas competências. III . II . (VETADO) CAPÍTULO IV Das Ações Governamentais Art. atendimentos domiciliares e outros. c) promover simpósios. Art. 9 o (VETADO) Parágrafo único.elaborar a proposta orçamentária no âmbito da promoção e assistência social e submetê-la ao Conselho Nacional do Idoso. casas-lares. 7 o Compete aos conselhos de que trata o artigo anterior a formulação. como centros de convivência. compete: I . b) estimular a criação de incentivos e de alternativas de atendimento ao idoso.coordenar as ações relativas à política nacional do idoso. são competências dos órgãos e entidades públicos: I .participar na formulação. previdência social. Art. 8 o À União. coordenar.

como meio de universalizar o acesso às diferentes formas do saber.na área de educação: a) adequar currículos. e dos Municípios e entre os Centros de Referência em Geriatria e Gerontologia para treinamento de equipes interprofissionais. com vistas a prevenção. c) criar e estimular a manutenção de programas de preparação para aposentadoria nos setores público e privado com antecedência mínima de dois anos antes do afastamento. nos diversos níveis do ensino formal. tratamento e reabilitação. c) incluir a Gerontologia e a Geriatria como disciplinas curriculares nos cursos superiores. e h) criar serviços alternativos de saúde para o idoso. e) desenvolver formas de cooperação entre as Secretarias de Saúde dos Estados. adequados às condições do idoso. nos diversos níveis de atendimento do Sistema Único de Saúde. a fim de informar a população sobre o processo de envelhecimento. do Distrito Federal. promover. g) realizar estudos para detectar o caráter epidemiológico de determinadas doenças do idoso. f) apoiar a criação de universidade aberta para a terceira idade. mediante programas e medidas profiláticas. estaduais. b) prevenir.na área de habitação e urbanismo: 48 Estatuto do Idoso . conteúdos voltados para o processo de envelhecimento. d) elaborar normas de serviços geriátricos hospitalares. especialmente nos meios de comunicação. b) inserir nos currículos mínimos.a) garantir ao idoso a assistência à saúde. V . metodologias e material didático aos programas educacionais destinados ao idoso. c) adotar e aplicar normas de funcionamento às instituições geriátricas e similares. para efeito de concursos públicos federais.na área de trabalho e previdência social: a) garantir mecanismos que impeçam a discriminação do idoso quanto a sua participação no mercado de trabalho. do Distrito Federal e municipais. f) incluir a Geriatria como especialidade clínica. de forma a eliminar preconceitos e a produzir conhecimentos sobre o assunto. b) priorizar o atendimento do idoso nos benefícios previdenciários. proteger e recuperar a saúde do idoso. d) desenvolver programas educativos. e) desenvolver programas que adotem modalidades de ensino à distância. no setor público e privado. IV . com fiscalização pelos gestores do Sistema Único de Saúde. III .

unidades em regime de comodato ao idoso. c) incentivar os movimentos de idosos a desenvolver atividades culturais. serlhe-á nomeado Curador especial em juízo. § 2o Nos casos de comprovada incapacidade do idoso para gerir seus bens. (VETADO) Estatuto do Idoso 49 . como meio de garantir a continuidade e a identidade cultural. reelaboração e fruição dos bens culturais. 13. b) incluir nos programas de assistência ao idoso formas de melhoria de condições de habitabilidade e adaptação de moradia. pensões e benefícios. d) valorizar o registro da memória e a transmissão de informações e habilidades do idoso aos mais jovens. proventos. 11.a) destinar.na área de justiça: a) promover e defender os direitos da pessoa idosa. na modalidade de casas-lares. salvo nos casos de incapacidade judicialmente comprovada. b) zelar pela aplicação das normas sobre o idoso determinando ações para evitar abusos e lesões a seus direitos. VII . (VETADO) Art. VI . 12. b) propiciar ao idoso o acesso aos locais e eventos culturais. em âmbito nacional. esporte e atividades físicas que proporcionem a melhoria da qualidade de vida do idoso e estimulem sua participação na comunidade. d) diminuir barreiras arquitetônicas e urbanas. § 3o Todo cidadão tem o dever de denunciar à autoridade competente qualquer forma de negligência ou desrespeito ao idoso. (VETADO) Art. e) incentivar e criar programas de lazer. esporte e lazer: a) garantir ao idoso a participação no processo de produção.na área de cultura. considerando seu estado físico e sua independência de locomoção. mediante preços reduzidos. CAPÍTULO V Do Conselho Nacional Art. c) elaborar critérios que garantam o acesso da pessoa idosa à habitação popular. nos programas habitacionais. § 1o É assegurado ao idoso o direito de dispor de seus bens.

22. Brasília. 20. 18. (VETADO) Art.Art. (VETADO) CAPÍTULO VI Das Disposições Gerais Art. (VETADO) Art. 17. 14. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. (VETADO) Art. 173o da Independência e 106o da República. O Poder Executivo regulamentará esta lei no prazo de sessenta dias. 21. Art. Art. estaduais. 15. do Distrito Federal e municipais serão consignados em seus respectivos orçamentos. Art. Os recursos financeiros necessários à implantação das ações afetas às áreas de competência dos governos federal. (VETADO) Art. 19. a partir da data de sua publicação. 4 de janeiro de 1994. 16. ITAMAR FRANCO Leonor Barreto Franco 50 Estatuto do Idoso . Revogam-se as disposições em contrário.

nas bulas de medicamentos.926.LEI NO 8. Brasília. de advertências e recomendações sobre seu uso por pessoas de mais de 65 anos. 2 o O Poder Executivo regulamentará esta lei no prazo de 30 dias a contar da data de sua publicação. Art. 1 o É obrigatória a inclusão. DE 9 DE AGOSTO DE 1994 Torna obrigatória a inclusão. 4 o Revogam-se as disposições em contrário. Art. 3 o Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. de advertências e recomendações sobre o seu uso adequado por pessoas de mais de 65 anos de idade. Art. 9 de agosto de 1994. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei: Art. 173o da Independência e 106o da República. nas bulas dos medicamentos comercializados ou dispensados. ITAMAR FRANCO Henrique Santillo Estatuto do Idoso 51 .

nos termos desta Lei. 1o . Art. lactantes. 1o . a prioridade de atendimento às pessoas mencionadas no art. as gestantes. baixadas pela autoridade competente. § 1o (VETADO) § 2o Os proprietários de veículos de transporte coletivo em utilização terão o prazo de cento e oitenta dias. destinada a facilitar o acesso e uso desses locais pelas pessoas portadoras de deficiência. bem como os edifícios de uso público. e dá outras providências. a contar da regulamentação desta Lei. 52 Estatuto do Idoso . 4 o Os logradouros e sanitários públicos. devidamente identificados.048. Parágrafo único. Art. 6 o A infração ao disposto nesta Lei sujeitará os responsáveis: I . DE 8 DE NOVEMBRO DE 2000 Dá prioridade de atendimento as pessoas que especifica. por meio de serviços individualizados que assegurem tratamento diferenciado e atendimento imediato às pessoas a que se refere o art. em todas as instituições financeiras.LEI NO 10. 1 o As pessoas portadoras de deficiência física. para efeito de licenciamento da respectiva edificação. Art. às penalidades previstas na legislação específica. Art.no caso de servidor ou de chefia responsável pela repartição pública. 5 o Os veículos de transporte coletivo a serem produzidos após doze meses da publicação desta Lei serão planejados de forma a facilitar o acesso a seu interior das pessoas portadoras de deficiência. 3o As empresas públicas de transporte e as concessionárias de transporte coletivo reservarão assentos. terão normas de construção. pessoas portadoras de deficiência e pessoas acompanhadas por crianças de colo. 2 o As repartições públicas e empresas concessionárias de serviços públicos estão obrigadas a dispensar atendimento prioritário. aos idosos. para proceder às adaptações necessárias ao acesso facilitado das pessoas portadoras de deficiência. Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. gestantes. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA . Art. É assegurada. os idosos com idade igual ou superior a sessenta e cinco anos. as lactantes e as pessoas acompanhadas por crianças de colo terão atendimento prioritário.

595.00 (dois mil e quinhentos reais). Parágrafo único. II e III. da Lei n o 4. Art. a multa de R$ 500. 8 de novembro de 2000. Art. 8 o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 3o e 5o .no caso de empresas concessionárias de serviço público. de 31 de dezembro de 1964. contado de sua publicação.500.00 (quinhentos reais) a R$ 2. Brasília. 179o da Independência e 112o da República. 44. às penalidades previstas no art.II . incisos I. em caso de reincidência.no caso das instituições financeiras. por veículos sem as condições previstas nos arts. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Alcides Lopes Tápias Martus Tavares Estatuto do Idoso 53 . 7 o O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de sessenta dias. III . As penalidades de que trata este artigo serão elevadas ao dobro.

869. Brasília. juntando prova de sua idade. 1.Código de Processo Civil. de 11 de janeiro de 1973 . 180o da Independência e 113o da República. de 11 de janeiro de 1973 Código de Processo Civil. DE 9 DE JANEIRO DE 2001 Altera a Lei n o 5.” (AC) “Art. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO José Gregori 54 Estatuto do Idoso . 1 o A Lei n o 5. O interessado na obtenção desse benefício. 9 de janeiro de 2001.173. que determinará ao cartório do juízo as providências a serem cumpridas. Concedida a prioridade.” (AC) “Art. maior de sessenta e cinco anos.” (AC) Art. 2 o Esta Lei entra em vigor no prazo de sessenta dias a partir da data de sua publicação. com união estável. 1. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. passa a vigorar acrescida dos seguintes artigos: “Art. Os procedimentos judiciais em que figure como parte ou interveniente pessoa com idade igual ou superior a sessenta e cinco anos terão prioridade na tramitação de todos os atos e diligências em qualquer instância.869.211-C. para dar prioridade de tramitação aos procedimentos judiciais em que figure como parte pessoa com idade igual ou superior a sessenta e cinco anos.211-B. companheiro ou companheira.LEI NO 10. esta não cessará com a morte do beneficiado. deverá requerê-lo à autoridade judiciária competente para decidir o feito. 1.211-A. estendendo-se em favor do cônjuge supérstite.

842. III . VI .promover articulações inter e intraministeriais necessárias à implementação da Política Nacional do Idoso. saúde e convivência social. pesquisas e publicações sobre a situação social do idoso. Parágrafo único. Art. 3 o Entende-se por modalidade asilar o atendimento. carência de recursos financeiros próprios ou da própria família. e dá outras providências. V .948. pelos seus órgãos. em regime de internato. Estatuto do Idoso 55 . da formulação.842. de 4 de janeiro de 1994. que dispõe sobre a Política Nacional do Idoso.coordenar as ações relativas à Política Nacional do Idoso. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA . diretamente ou em parceria com outros órgãos.DECRETO NO 1.participar em conjunto com os demais ministérios envolvidos. acompanhamento e avaliação da Política Nacional do Idoso. II . VII . e tendo em vista o disposto na Lei n o 8. inciso IV e VI. DECRETA: Art. da Constituição. comI . 84. financiar e apoiar estudos. DE 3 DE JULHO DE 1996 Regulamenta a Lei n o 8. no uso das atribuições que lhe confere o art. IV .coordenar. VIII . levantamentos. de 4 de janeiro de 1994. Municípios e organizações não-governamentais a prestação da assistência social aos idosos nas modalidades asilar e não-asilar.promover a capacitação de recursos humanos para atendimento ao idoso. Art. abandono. 2 o pete: Ao Ministério da Previdência e Assistência Social.promover eventos específicos para discussão das questões relativas à velhice e ao envelhecimento. as competências dos órgãos e entidades públicas são as estabelecidas neste Decreto.estimular a criação de formas alternativas de atendimento não-asilar.fomentar junto aos Estados. A assistência na modalidade asilar ocorre no caso da inexistência do grupo familiar. 1o Na implementação da Política Nacional do Idoso. alimentação. Distrito Federal. ao idoso sem vínculo familiar ou sem condições de prover à própria subsistência de modo a satisfazer as suas necessidades de moradia.

outras formas de atendimento: iniciativas surgidas na própria comunidade. serviço social e setores de informações. prioritariamente. recreativas. destinada a idosos detentores de renda insuficiente para sua manutenção e sem família. que visem à promoção e à integração da pessoa idosa na família e na sociedade. de atividades produtivas. nas áreas da arrecadação e fiscalização. Art. § 1o O serviço social atenderá. estimulará a criação e a manutenção de programas de preparação para aposentadorias.Oficina Abrigada de Trabalho: local destinado ao desenvolvimento. exceto por invalidez. por profissionais da área de saúde ou por pessoas da própria comunidade. empresas e órgãos públicos.Centro de Convivência: local destinado à permanência diurna do idoso. § 2o O serviço social. onde são desenvolvidas atividades físicas.Centro de Cuidados Diurno: Hospital-Dia e Centro-Dia . Esse serviço é prestado em seu próprio lar. pelo idoso. sendo regida por normas específicas. 5 o Ao Instituto Nacional do Seguro Social-INSS compete: I . III . culturais. não fazendo 56 Estatuto do Idoso . Art.Casa-Lar: residência.estabelecer critérios para viabilizar o atendimento preferencial ao idoso. em sistema participativo. IV . quando acidentado no trabalho. exame médico pericial. Art. III . II .atendimento domiciliar: é o serviço prestado ao idoso que vive só e seja dependente. os beneficiários idosos em via de aposentadoria. V . associativas e de educação para a cidadania. especificamente nas áreas do Seguro Social. nos Postos do Seguro Social. por intermédio das suas respectivas unidades de recursos humanos.dar atendimento preferencial ao idoso. que retornar ao trabalho nas atividades abrangidas pelo Regime Geral de Previdência Social. 7 o Ao idoso aposentado. visando à habilitação e à manutenção dos benefícios.prestar atendimento. por meio de assessoramento às entidades de classes. visando à prestação de informações e ao cálculo de contribuições individuais. VI . laborativas. será encaminhado ao Programa de Reabilitação do INSS. II . instituições de natureza social. em parceria com os órgãos governamentais e não-governamentais. proporcionando-lhe oportunidade de elevar sua renda. inscrição de beneficiários.Art. preferencialmente. 4 o Entende-se por modalidade não-asilar de atendimento: I . cedida por instituições públicas ou privadas.local destinado à permanência diurna do idoso dependente ou que possua deficiência temporária e necessite de assistência médica ou de assistência multiprofissional. 6 o Compete ao INSS esclarecer o idoso sobre os seus direitos previdenciários e os meios de exercê-los. a fim de suprir as suas necessidades da vida diária.

b) aos Governos Estaduais e do Distrito Federal. salvo às decorrentes de sua condição de aposentado. em articulação com os Ministérios da Educação e do Desporto. com equipe multiprofissional e interdisciplinar de acordo com as normas específicas do Ministério da Saúde. do Distrito Federal e dos Municípios. III . d) estabelecimento de diretrizes para que os projetos eliminem barreiras arquitetônicas e urbanas. c) a outras entidades. Art. em equipamentos urbanos de uso público. da Saúde e junto às instituições de ensino e pesquisa. nos programas habitacionais com recursos da União ou por ela geridos. bem como sua divulgação e aplicação aos padrões habitacionais vigentes. públicas ou privadas. relacionadas com os investimentos habitacionais.SUS.estimular a inclusão na legislação de: a) mecanismos que induzam a eliminação de barreiras arquitetônicas para o idoso. compete: I .promover gestões para viabilizar linhas de crédito visando ao acesso a moradias para o idoso. II . em articulação com as Secretarias de Saúde dos estados. II . dentro da população alvo destes programas. junto: a) às entidades de crédito habitacional. 8 o Ao Ministério do Planejamento e Orçamento. a observância dos seguintes critérios: a) identificação. Estatuto do Idoso 57 . por intermédio da Secretaria de Política Urbana. b) alternativas habitacionais adequadas para a população idosa identificada. dos critérios estabelecidos no inciso I deste artigo. que utilizam tipologias habitacionais adequadas para a população idosa identificada. da população idosa e suas necessidades habitacionais. nos diversos níveis de atendimento do Sistema único de Saúde .garantir ao idoso a assistência integral à saúde. estudos para aprimorar as condições de habitabilidade para os idosos.jus a outras prestações de serviço. Art.buscar. IV . compete: I .incentivar e promover. c) previsão de equipamentos urbanos de uso público que também atendam as necessidades da população idosa. entendida como o conjunto articulado e contínuo das ações e serviços preventivos e curativos. b) adaptação. por intermédio da Secretaria de Assistência à Saúde. da Ciência e Tecnologia.hierarquizar o atendimento ao idoso a partir das Unidades Básicas e da implantação da Unidade de Referência. em programas habitacionais no seu âmbito de atuação. 9o Ao Ministério da Saúde.

tratamento e reabilitação. com fiscalização pelos gestores do Sistema Único de Saúde.realizar e apoiar estudos e pesquisas de caráter epidemiológico visando a ampliação do conhecimento sobre o idoso e subsidiar as ações de prevenção. de avaliação e de treinamento.garantir o acesso à assistência hospitalar. X .adotar e aplicar normas de funcionamento às instituições geriátricas e similares. XIV .elaborar normas de serviços geriátricos hospitalares e acompanhar a sua implementação. VII .fornecer medicamentos.III . em articulação com órgãos federais. XI . na rede de serviços do Sistema Único de Saúde. órteses e próteses. XII .estimular a participação do idoso nas diversas instâncias de controle social do Sistema Único de Saúde. de grupos de convivência.desenvolver e apoiar programas de prevenção. 10. VI . e) produzir e difundir material educativo sobre a saúde do idoso. em integração com outras instituições que atuam no campo social.desenvolver formas de cooperação entre as Secretarias de Saúde dos Estados. estaduais e municipais de educação.estimular a criação. de pesquisa. necessários à recuperação e reabilitação da saúde do idoso. junto à família. do Distrito Federal. as organizações não-governamentais e entre os Centros de Referência em Geriatria e Gerontologia. IX . d) estimular a formação de grupos de auto-ajuda. c) envolver a população nas ações de promoção da saúde do idoso. Ao Ministério da Educação e do Desporto. de atendimento domiciliar e outros serviços alternativos para o idoso. com a autonomia e independência que lhe for própria. VIII .estruturar Centros de Referência de acordo com as normas específicas do Ministério da Saúde com características de assistência à saúde. dos Municípios.incluir a Geriatria como especialidade clínica. b) estimular o auto-cuidado e o cuidado informal. para treinamento dos profissionais de saúde.desenvolver política de prevenção para que a população envelheça mantendo um bom estado de saúde. Centro-Dia). IV . compete: 58 Estatuto do Idoso . educação e promoção da saúde do idoso de forma a: a) estimular a permanência do idoso na comunidade. de Unidades de Cuidados Diurnos (Hospital-Dia. desempenhando papel social ativo. para efeito de concursos públicos federais. Art. V . XIII .

propiciar ao idoso o acesso aos locais e eventos culturais. visando à: I . III . compete: I . Ao Ministério da Justiça. mediante preços reduzidos. como meio de garantir a continuidade e a identidade cultural. de saúde. Art.incentivar os movimentos de idosos a desenvolver atividades culturais. no âmbito de suas respectivas áreas afins. compete garantir mecanismos que impeçam a discriminação do idoso quanto à sua participação no mercado de trabalho. Art. Parágrafo único. em conjunto com seus órgãos e entidades vinculadas. Parágrafo único.842. III . por intermédio da Secretaria dos Direitos da Cidadania. Art.zelar pela aplicação das normas sobre o idoso determinando ações para evitar abusos e lesões a seus direitos. de cultura Estatuto do Idoso 59 .viabilizar a implantação de programa educacional voltado para o idoso. ao idoso e sua família. Todo cidadão tem o dever de denunciar à autoridade competente qualquer forma de negligência ou desrespeito ao idoso.valorizar o registro da memória e a transmissão de informações e habilidades do idoso aos mais jovens. 14. de modo a atender o inciso III do Art. reelaboração e fruição dos bens culturais. Às entidades vinculadas do Ministério da Cultura. IV . II . Ao Ministério da Cultura compete. 11.incentivar a inclusão de disciplinas de Gerontologia e Geriatria nos currículos dos cursos superiores.I . II . propiciando a integração intergeracional.estimular e apoiar a admissão do idoso na universidade.encaminhar as denúncias ao órgão competente do Poder Executivo ou do Ministério Público para defender os direitos da pessoa idosa junto ao Poder Judiciário.incentivar o desenvolvimento de programas educativos voltados para a comunidade. por meio de seus órgãos. 13.garantir ao idoso a participação no processo de produção. criar programa de âmbito nacional. de educação e desporto. Art. 12. de trabalho.incentivar a inclusão nos programas educacionais de conteúdos sobre o processo de envelhecimento. 10 da Lei n o 8. V . de previdência e assistência social. II . de 4 de janeiro de 1994. IV . Ao Ministério do Trabalho. mediante os meios de comunicação de massa. compete a implementação de atividades específicas. conjugadas à Política Nacional do Idoso. Os Ministérios que atuam nas áreas de habitação e urbanismo.

que não tenha família ou cuja família não tenha condições de prover à sua manutenção. 3 de Julho de 1996. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Nelson A. Art.e da justiça deverão elaborar proposta orçamentaria. estrangeiras ou internacionais. coordenação. pelo Distrito Federal e pelos Municípios. no âmbito da seguridade. Art. pelos Estados. pela União. Para implementar as condições estabelecidas no artigo anterior. Art. nacionais. de idosos portadores de doenças que exijam assistência médica permanente ou de assistência de enfermagem intensiva. na forma da lei. as instituições asilares poderão firmar contratos ou convênios com o Sistema de Saúde local. Art. 175o da Independência e 108o da República. Fica proibida a permanência em instituições asilares. 17. 15. respeitadas as respectivas esferas de atribuições administrativas. Art. Jobim Paulo Renato Souza Francisco Weffort Paulo Paiva Reinhold Stephanes Adib Jatene 60 Estatuto do Idoso . A permanência ou não do idoso doente em instituições asilares. visando ao financiamento de programas compatíveis com a Política Nacional do Idoso. a formulação. O idoso que não tenha meios de prover à sua própria subsistência. terá assegurada a assistência asilar. de caráter social. de caráter social. Art. Compete ao Conselho Nacional da Seguridade Social e aos conselhos setoriais. 18. Brasília. 16. Para viabilizar a capacitação de recursos humanos. dependerá de avaliação médica prestada pelo serviço de saúde local. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. 20. no âmbito de suas competências. promover a capacitação de recursos humanos voltados ao atendimento do idoso. Compete aos Ministérios envolvidos na Política Nacional do Idoso. cuja falta possa agravar ou por em risco sua vida ou a vida de terceiros. O idoso terá atendimento preferencial nos órgãos públicos e privados prestadores de serviços à população. dentro das suas competências. 19. Parágrafo único. os Ministérios poderão firmar convênios com instituições governamentais e não-governamentais. Parágrafo único. Parágrafo único. supervisão e avaliação da Política Nacional do Idoso.

Índice temático Estatuto do Idoso 61 .

15 * provimento pelo Poder Público * referendo – art. 39 AUTORIDADE´PÚBLICA * ato ilegal ou abusivo. 98. parágrafo único * zelo pelo cumprimento dos direitos do idoso – art.art. 91 * entidades legitimadas – art. § 3o * ausência de custas ou despesas – art. 40* caracterização de dependência econômica – art. 41 * benefício aos sem meios – art. 85 – propositura – art. arquivamento – art. parágrafo único * ações cíveis fundadas em interesse difuso. efeito suspensivo – art. 98. 92 e 93 * varas especializadas – art. 81 * Ministério Público . 80 a 83 * obrigação de fazer ou não fazer – art. 77. trânsito em julgado – arts. 7o Estatuto do Idoso 63 . 58 * Conselho Superior do Ministério Público – art. 94 * efeito suspensivo a recurso – art. 53. atuação e competências – art. parágrafo único C CONSELHOS (VER TAMBÉM MINISTÉRIO PÚBLICO) * competências . 86 * atendimento preferencial – art. 88 * ações de responsabilidade por ofensa/ regimento – art. 88. 41 * prestação articulada – art. 88. coletivo ou individual / legitimação – art. 91 * sentença. 76 ALIMENTOS * obrigação solidária – art. § 1o * ação mandamental contra ato ilegal ou abusivo do Poder Público – art. ação mandamental – art. 16 ASSISTÊNCIA SOCIAL * acolhimento caracteriza dependência – art. 87 – ações admissíveis – art.A ACESSO À JUSTIÇA * ação. §§ 2o a 4o * fiscalização de programas – art. foro – art. 57 * inscrição de programas – art. 86 * recursos. 89 * ofensas ao direito.

3o DIREITOS * à liberdade. 111 * negar acolhimento ou permanência – art. 18 a 22 * à vida – arts. 101 * apropriação ou desvio de bens ou rendimentos – art. 6o * familia e comunidade. 10 a 13 * direito à moradia digna – arts. 105 * impedimento ou embaraço de ato de representante – art. 81. 8o e 9o * educação. 102 * exposição ao perigo – art. ao respeito e à dignidade – arts. 109 * provenientes de omissão – arts. 51 E EDUCAÇÃO E CULTURA * oportunidades de acesso – art. III * política de atendimento – art. 24 64 Estatuto do Idoso . 108 * discriminação – art. III CRIMES * ação penal pública incondicionada – art. 11. 114 * indução ou coação a outorga de procuração – arts. 112 e 113 * informações ou imagens depreciativas ou injuriosas – art. 77. lazer e outros – art. 23 * todos os direitos fundamentais sem prejuízo desta lei – art. 106 * retenção de cartão magnético – art. cultura. § 3o DEVERES * cidadão. 104 e 107 * puníveis com reclusão e multa – art. 110 D DEFENSORIA PÚBLICA * atendimento preferencial – art. esporte. 42 e 43 * à saúde – arts. garantias de prioridade – art. 2o DISTRITO FEDERAL * legitimação concorrente com outras entidades – art. comunicação de violação a esta Lei – art. 103. 115 * Indevida representação legal – art.CRENÇA E CULTO RELIGIOSO * liberdade – art.

53. prazo para defesa – art. 60 * fiscalização – arts. itens – art. 61 a 65 * apuração – art. V FUNDO NACIONAL * receita para programa e ações – art. 51 F FAMÍLIA * participação na vida familiar – art. COLETIVOS E INDIVIDUAIS * ação de cumprimento de obrigação de fazer ou não fazer – art. IV ESTADOS * legitimação concorrente com outras entidades – art. parágrafo único * manutenção das próprias unidades – art. 61 * obrigações. constituição. 42 e 43 I INFRAÇÕES (VER TAMBÉM CRIMES E IRREGULARIDADES) * administrativas – arts. 54 * sem fins lucrativos. 53 * não cumprimento das obrigações. princípios – art.ENTIDADES DE ATENDIMENTO * ação da política – arts. 89 Estatuto do Idoso 65 . 57 a 60 * inscrição de seus programas – art. 11. 67 INTERESSES DIFUSOS.56 ESPORTE (VER TAMBÉM DIREITOS) * liberdade de prática – art. 55 * programas de abrigo ou pensão protegida. multa ou interdição – art. penalidades – art. 121 H HABITAÇÃO * direito à moradia digna – arts. 71 a 75 * descumprimento da lei. assistência judiciária gratuita – art . III * política de atendimento – art. 66 a 70 * autuado. 11. 81. 51 e 52 * apuração judicial – art.

81. 86 * entidades legitimadas para as ações – art. 51 O OAB – ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL * legitimação concorrente com outras entidades – art.* ações de responsabilidade por ofensa aos direitos – art. 98 * intimação pessoal – art. 81. 71 a 75 M MAUS-TRATOS * suspeita ou conformação. 22 MEDIDAS DE PROTEÇÃO * aplicação isolada ou cumulativa – art. III * política de atendimento – art. 80 * instauração de inquérito civil. 48 e 50 MINISTÉRIO PÚBLICO * atuação obrigatória – art. e 81. comunicação – art. III * medidas de proteção – art. 80. 85 * efeito suspensivo dos recursos – art. 81 * competência – art. 90 * legitimação concorrente com outras entidades – art. 91 * propositura no foro do idoso – art. III 66 Estatuto do Idoso . 49 * espécies e providências – arts. 87 * todas as espécies de ação pertinentes admissíveis – art. 94. conselho superior – art. § 1o . apuração judicial – arts. 91 e 92 L LAZER (VER DIREITOS) * entidades de atendimento. 50 * sem imposição de sucumbência – art. destino das multas – art. 82 * legitimação concorrente com outras entidades – arts. parágrafo único MUNICÍPIOS * fundo de assistência social. 88 * trânsito em julgado de sentença condenatória – arts.

76 * oportunidades de acesso à educação – art. 24 * programas de profissionalização – art. prioridades e reservas – arts. 18 * instituições. programas de geração de emprego – art. critérios mínimos de atendimento – art. 34 * governo. 31 * idosos não aposentados. cota mínima reservada – art. 22 * tratamento. 21 * internado. 35 a 38 S SAÚDE (VER TAMBÉM DIREITOS E ENTIDADES DE ATENDIMENTO) * atenção integral – art. 20 T TRABALHO * direito ao exercício de atividade profissional – art.P PODER PÚBLICO * criação de varas especializadas – art. 30 TRANSPORTE * gratuidade assegurada. III * política de atendimento – art. direito de opção – art. 46 U UNIÃO * legitimação concorrente com outras entidades – art. 33 * programas de profissionalização – art. 44 a 47 * reservas de vagas por veículo – art. 81. 31 PREVIDÊNCIA SOCIAL * conversão do valor dos benefícios – arts. 19 * suspeita ou confirmação de maus-tratos. 45 * vagas em estacionamento – art. comunicação – art. 51 Estatuto do Idoso 67 . 29 * estímulo e priorização do trabalho voluntário – art. 32 * vedada discriminação e fixação de limite de idade – art. direito a acompanhante – art.

57 68 Estatuto do Idoso .V VIGILÂNCIA SANITÁRIA * fiscalização do atendimento – art.

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