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FÍSICA CINEMÁTICA ESCALAR Movimento Uniforme. Movimento com velocidade escalar variável e Movimento Uniformemente Variado. Movimento Vertical no vácuo. Gráficos do Movimento Uniforme e do Movimento Uniformemente Variado. VETORES E GRANDEZAS VETORIAIS: CINEMÁTICA VETORIAL Vetores. Velocidade e aceleração vetoriais. Movimentos circulares. Lançamento horizontal e lançamento oblíquo no vácuo. DINÂMICA Princípios fundamentais. Leis de Newton. Forças de atrito. Forças em trajetória curvilíneas. Trabalho e energia. Impulso e Quantidade de Movimento. Gravitação Universal. ESTÁTICA Equilíbrio do ponto material. Equilíbrio dos corpos extensos. Hidrostática. TERMOLOGIA Introdução à termologia. Termometria. Dilatação térmica de sólidos e líquidos. CALOR Calorimetria. Mudanças de fase. Diagramas de fase. Propagação do calor. TERMODINÂMICA Estudo dos gases. As leis da Termodinâmica. ÓPTICA Óptica geométrica. Reflexão da luz e Espelhos planos. Espelhos esféricos. Refração luminosa. Lentes esféricas delgadas. Instrumentos ópticos ONDAS Movimento harmônico simples (MHS). Ondas. Interferência de ondas. Ondas sonoras. ELETROSTÁTICA Eletrização e Força elétrica. Campo elétrico. Trabalho e potencial elétrico. Condutores em equilíbrio eletrostático e Capacitância eletrostática. ELETRODINÂMICA Corrente elétrica. Resistores. Medidas elétricas. Geradores e Receptores elétricos. Capacitores ELETROMAGNETISMO Campo magnético. Força magnética. Indução eletromagnética.

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ou seja. combinações extremamente complexas de translações e rotações. o movimento de um corpo é descrito por meio de três funções do tempo: a posição em relação a um referencial. como conhecer posições em que o móvel já passou. Observe no nosso exemplo que o rapaz percorre espaços iguais em tempos iguais. quando está em 20 m se passaram 4 s e assim sucessivamente. assim chamada porque o movimento da bola assemelhava-se ao de uma folha caindo ao sabor do vento. por exemplo. Cinemática parte da mecânica que se ocupa da descrição do movimento e não de suas causas. dada a aceleração do corpo como função do tempo. ou seja. Movimento com velocidade escalar variável e Movimento Uniformemente Variado. que são estudadas pela dinâmica. em outras palavras a velocidade é constante. Ele leva 2 s para percorrer cada 10 m. ou do movimento circular uniforme (MCU). Na mecânica clássica. Este tipo de movimento de define por variações de espaços iguais em intervalos de tempo iguais. do movimento retilíneo uniformemente variado (MRUV). do movimento retilíneo uniforme (MRU). na maioria das vezes. Cinemática. Esse é o caso de uma bola de futebol chutada com efeito.CINEMÁTICA ESCALAR Movimento Uniforme. quando está a 10 m se passaram 2 s. Gráficos do Movimento Uniforme e do Movimento Uniformemente Variado. Em princípio. Movimento Vertical no vácuo. são relativamente simples e podem ser estudados com métodos simples. a velocidade e a aceleração. representa o endereço de um móvel no tempo. teremos: vm = ∆s 10 20 30 40 = = = = = 5m/s ∆t 2 4 6 8 Portanto quando falamos de MRU não tem mais sentido em utilizarmos o conceito de velocidade média. É o caso. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 5 . Os movimentos encontrados na natureza são inúmeros e. porém. logo passaremos a utilizar: v = vm FUNÇÃO HORÁRIA DO MRU A função horária de um movimento. Alguns movimentos. cujo exemplo mais célebre é a "folha seca" do mestre Didi. podemos determinar sua velocidade em qualquer instante e depois sua posição. de tal forma que se calcularmos sua velocidade em cada uma das posições descritas (comparadas com a posição inicial). ela fornece a posição desse móvel num instante qualquer. Com ela seremos capazes de prever tanto posições futuras do movimento. já que a velocidade não se altera no decorrer do movimento. Movimentos desse tipo exigem uma descrição matemática sofisticada que muitas vezes só é possível com auxílio de computadores de grande capacidade de processamento.

o posicionamento dos candidatos na disputa de um cargo político e também na matemática mostrando desde funções simples a funções complexas.A seguir deduziremos a função s = f (t) para o MRU e como ponto de partida utilizaremos a definição de velocidade. temos: Simplificando a expressão. em geografia para mostrar a evolução da densidade populacional de uma região. Os gráficos são utilizados. t GRÁFICOS A utilização de gráficos é uma poderosa arma para interpretação de dados. utilizaremos os gráficos para mostrar a evolução no tempo de grandezas como espaço. fica: s o + v. Em física. ou seja. Observe o esquema abaixo: • O móvel parte de uma posição inicial so no instante t = 0. por exemplo. temos que: v = s −s ∆s = 2 1 ∆t t 2 − t1 v= s − so t−0 v. na política afim de mostrar a corrida eleitoral. GRÁFICOS DO ESPAÇO EM FUNÇÃO DO TEMPO (s x t) Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 6 . velocidade e aceleração. t = s Portanto a Função Horária do MRU é dada por: s = s o + v. • Num instante t qualquer ele estará na posição s. t = s − s o Isolando o espaço s. Partindo da definição da velocidade: Aplicando as observações descritas acima.

MOVIMENTO PROGRESSIVO MOVIMENTO RETRÓGRADO GRÁFICOS DA ACELERAÇÃO EM FUNÇÃO DO TEMPO (a x t) No MRU a aceleração é igual a zero e portanto teremos: Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 7 . a velocidade é constante e diferente de zero. t Como esta função é do 1o grau. Nesse caso a função será uma reta paralela ao eixo dos tempos. temos a seguinte função horária (s = f (t)): s = s o + v.No MRU. podemos ter os seguintes gráficos s x t para o MRU: Movimento Progressivo MOVIMENTO RETRÓGRADO GRÁFICOS DA VELOCIDADE EM FUNÇÃO DO TEMPO (v x t) Para o MRU.

no MRU temos: tg θ = A definição de tangente: Aplicando a definição de tangente no nosso caso.PROPRIEDADES NOS GRÁFICOS No gráfico s x t. no MRU temos: Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 8 . temos: Sabendo que v = ∆s . temos então: ∆t cateto oposto cateto adjacente tg θ = ∆s ∆t v ≡ tg θ No gráfico v x t.

h Aplicando em nosso caso. representa numericamente o comprimento de sua seta. temos: A = ∆t . teremos então: ∆s ≡ A VETORES E GRANDEZAS VETORIAIS: CINEMÁTICA VETORIAL Vetores. Para indicar vetores usamos as seguintes notações: O módulo de um vetor é indicado utilizando-se duas barras verticais. • Uma Direção. aceleração. Como exemplo de grandeza escalar temos a massa. Movimentos circulares. O módulo do vetor. Um vetor por sua vez tem três características: módulo. Velocidade e aceleração vetoriais. direção e sentido. força.A área de um retângulo: A = B. • Um sentido. Grandezas físicas que não ficam totalmente determinadas com um valor e uma unidade são chamadas de grandezas vetoriais. etc. que por sua vez vale 3 u. No caso anterior. Lançamento horizontal e lançamento oblíquo no vácuo. para que fiquem totalmente definidas necessitam de: • Um Valor (módulo). • Uma Unidade. v Sabendo que v. A) |A| (Lê-se: módulo de A Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 9 . ∆t = ∆s . As grandezas que ficam totalmente expressas por um valor e uma unidade são chamadas de grandezas escalares. Como exemplos de grandeza vetorial temos: velocidade. Já as grandezas vetoriais. o módulo do vetor é igual a distância entre os pontos A e B. Para representar graficamente um vetor usamos um segmento de reta orientado.

sempre será igual ao módulo da velocidade escalar instantânea. a velocidade vetorial média propende a um limte que é denominado velocidade vetorial instantânea. O desenho acima nos mostra que a velocidade vetorial média Vm tem sua direção representada por P1 e P2 Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 10 .Velocidade e aceleração vetoriais velocidade vetorial instantânea Quando o intervalo de tempo propende a zero. Podendo ser representada pela função: → Módulo de V: É importante lembrarmos que o módulo da velocidade vetorial instantânea.

→ Notação do vetor V Considerando que t. e em orientação. que é a trajetória retilínea. sua direção é a representada pela reta da tangente à trajetória. Velocidade vetorial constante Podemos afirmar que a velocidade vetorial. É importante lembrarmos que a velocidade vetorial instantânea. ou até mesmo em movimento retilíneo e uniforme. ou seja. a velocidade vetorial instantânea passa a ser representada por: Essa função quer dizer que o módulo da velocidade vetorial instantânea é o mesmo que o da velocidade escalar. que é o movimento uniforme. conforme P2 propende para P1. seja o versor da tangente à trajetória V a velocidade escalar. ela deve ser constante em módulo. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 11 .sendo secante à trajetória. e com direção variável. isto é. que é determinado pelo sinal da velocidade escalar V. * Partícula em repouso: que é quando a velocidade vetorial é sempre nula. pode ser chamada apenas de velocidade vetorial. com uma velocidade em módulo constante. e o seu sentido é o do movimento do corpo. * Partícula em movimento retilíneo e uniforme: para que a velocidade vetorial seja constante e diferente de zero. Considerando uma partícula em movimento circular e uniforme. a direção da velocidade vetorial instantânea é sempre tangente à trajetória. quando o móvel do objeto. será constante. a reta secante também propende para a reta tangente à trajetória em P1. estiver em repouso. podemos dizer que ela será um vetor variável.

20s depois. Aplicação 01. um carro de Fórmula 1 encontra-se a 600m ao norte em relação ao box de sua equipe e. Aplicação Solução: Pelo Teorema de Pitágoras. Determinar o módulo do deslocamento vetorial ( r) e o módulo da velocidade vetorial média do carro (vm) entre esses dois instantes. a velocidade vetorial média é definida pela razão entre o vetor deslocamento e o correspondente intervalo de tempo: (o vetor velocidade média tem a mesma direção e o mesmo sentido do vetor deslocamento). a 800m a oeste do mesmo referencial.VELOCIDADE VETORIAL MÉDIA Numa trajetória qualquer (retilínea ou curvilínea). calculamos o módulo do deslocamento escalar: Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 12 . Num instante t1.

em dado instante. no ponto considerado. seu sentido e sua intensidade. em cada ponto da trajetória. Assim. tem o sentido do movimento e a direção da reta em que ele ocorre: Em um movimento curvilíneo: A velocidade vetorial instantânea tem direção tangente à curva. Em um movimento retilíneo: A velocidade vetorial. o sentido e a “rapidez” (módulo) do movimento. são os elementos que o vetor velocidade instantânea representa.VELOCIDADE VETORIAL INSTANTÂNEA A direção. e sentido indicado pela orientação do vetor: Importante: uma grandeza vetorial só é constante se forem constantes sua direção. o único movimento que tem velocidade vetorial constante é o movimento retilíneo e Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 13 .

Relação entre os módulos do e da variação de espaço (deslocamento escalar) Pensando em uma trajetória arbitrária L. Vejamos: Com isso. não retilínea e entre as posições P1 e P2. o vetor de origem P1 e extremidade P2. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 14 . o deslocamento vetorial é definido como a diferença entre os vetores posição. sendo o vetor P1 e P2. esse deslocamento é definido entre dois instantes t1 e t2. teremos: Notas: * Todo deslocamento escalar é dependente da forma da trajetória. Vetor deslocamento ou deslocamento vetorial entre dois instantes O deslocamento vetorial pode ser representado por d.uniforme.

3) Em movimentos uniformes. Possui módulo igual ao da aceleração escalar: Importante: 1) Em movimentos acelerados. Como todo vetor pode ser obtido pela soma de suas componentes perpendiculares. e têm sentidos contrários. * Toda variação de espaço ou deslocamento escalar. como na figura anterior. t t b) Aceleração centrípeta ou normal ( c) – É a componente da aceleração vetorial na direção do raio de curvatura (R) e indica a variação da direção do vetor velocidade ( ). t e têm o mesmo sentido. já que o módulo de não varia nesses movimentos.* Todo deslocamento vetorial é independente da forma da trajetória. 2) Em movimentos retardados. Tem sentido apontando para o centro da trajetória (por isso. ele irá depender da forma da trajetória. tomando como base a direção do vetor velocidade: a) Aceleração tangencial ( t ) – É a componente da aceleração vetorial na direção do vetor velocidade ( ) e indica a variação do módulo deste. * Como o deslocamento vetorial não depende da forma da trajetória. é medido no percurso da trajetória. e com isso. ACELERAÇÃO VETORIAL INSTANTÂNEA É a aceleração vetorial de um móvel em cada ponto de sua trajetória. centrípeta) e módulo dado por: Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 15 . ele irá servir somente para a posição inicial de P1 e para a posição final de P2. vamos decompor o vetor aceleração instantânea. é nula.

Aceleração vetorial resultante – A obtenção da intensidade da aceleração resultante pode ser feita aplicando-se o Teorema de Pitágoras no triângulo retângulo em destaque na figura: a2 = a2t + a2c Aplicações 01. as componentes tangencial e centrípeta da aceleração.Importante: nos movimentos retilíneos. Solução: Aceleração vetorial média A aceleração média é o quociente que está entre a variação da velocidade vetorial e o intervalo de tempo que foi consumido em tal variação. com isso ∆t é escalar e positivo. em movimento acelerado uniformemente. após 10s. c é nula porque o móvel não muda de direção nesses movimentos. (PUC–SP) Um móvel parte do repouso e percorre uma trajetória circular de raio 100m. Vejamos: A função acima nos mostra que a aceleração vetorial média am sempre irá ter a mesma direção e o mesmo sentido da variação de velocidade vetorial. de aceleração escalar igual 1m/s2. Calcule. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 16 .

vejamos: * Se o movimento for acelerado. consequentemente o módulo da sua velocidade irá aumentar e sua Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 17 . Direção de at: A direção da aceleração tangencial é paralela à velocidade vetorial. isto é. Sentido de at: o sentido irá depender do movimento. tangente à trajetória.Componentes da aceleração vetorial Estudo da aceleração tangencial Aceleração tangencial (a t) – é o componente da aceleração vetorial na direção do vetor velocidade e indica a variação do módulo deste. Possui módulo igual ao da aceleração escalar: Módulo de at: O módulo da aceleração tangencial é totalmente igual ao valor absoluto da aceleração.

Quando falamos de movimento uniforme. Vejamos: * Se o movimento for retardado. Vejamos: Notação de at: é quando a grandeza vetorial é representada matematicamente. Propriedades: 1. Vejamos: → Efeito at Podemos dizer que a aceleração escalar y. consequentemente o módulo da velocidade irá diminuir e sua aceleração tangencial irá ter o sentido oposto ao da velocidade vetorial. podemos dizer que a velocidade vetorial apresenta um módulo Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 18 . tem uma relação direta com a variação da velocidade escalar V.aceleração tangencial irá ter o mesmo sentido da velocidade vetorial. do módulo da velocidade vetorial V.

2. Tem sentido apontando para o centro da trajetória (por isso.constante. Estudo da aceleração centrípeta Aceleração centrípeta ou normal ( c) – é o componente da aceleração vetorial na direção do raio de curvatura (R) e indica a variação da direção do vetor velocidade ( ). Quando falamos de movimento não uniforme. V é a velocidade escalar e R é o raio de curvatura da trajetória. independente da sua trajetória. Sempre que um corpo ou um objeto estiver em repouso. e por isso sua aceleração tangencial é sempre nula. c é nula porque o móvel não muda de direção nesses movimentos. centrípeta) e módulo dado por: Sendo que. Notação de acp: A função que podemos usar para representarmos a notação da aceleração centrípeta é: Efeito de acp: Quando falamos de trajetória retilínea. No instante em que y = 0. ela é igual a velocidade vetorial. Direção de acp: A direção da aceleração centrípeta é considerada normal em relação à tangente à trajetória. podemos dizer que a velocidade vetorial apresenta um módulo variável. 4. podemos considerar Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 19 . independente de o móvel estar em repouso ou em movimento. 3. e por isso sua aceleração tangencial não será sempre nula. a aceleração tangencial será nula. ou seja. direcionado para uma região convexa limitada pela curva. osculadora à trajetória. ou seja. Vejamos: Sentido de acp: O sentido da aceleração centrípeta sempre será voltado para o centro da circunferência. Importante: nos movimentos retilíneos. sua aceleração tangencial será nula.

portanto eles constituem uma única circunferência. e com isso. P e P2 não são colineares. um de cada lado. podemos dizer que a velocidade vetorial varia em direção e sua aceleração centrípeta nem sempre difere de zero. será nula. P1 e P2. exemplos: Vejamos alguns exemplos Raio de curvatura da trajetória em um dado ponto P Vamos imaginar uma trajetória L e não retilínea.R ⇒ ∞ e acp= 0. sua aceleração centrípeta se torna constantemente nula. Vamos pensar em dois pontos. podemos dizer que a velocidade vetorial apresenta uma direção constante. Vejamos: Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 20 . * Sempre que o móvel estiver em repouso. Já quando falamos que a trajetória é curva. bem próximos de P. sua aceleração centrípeta. Notas: * Quando falamos de movimentos retilíneos. com um ponto P da trajetória. Lembrando que os três pontos P1.

é dada pela soma vetorial da velocidade horizontal. Trabalho e energia. é o mesmo que gastaria para cair em queda livre.A circunferência acima pode ser chamada de circunferência osculadora à trajetória L. ambas as pedras atingirão o solo no mesmo instante. Lançamento horizontal e lançamento oblíquo no vácuo Quando um corpo é lançado horizontalmente no vácuo. uniformemente variado. uma trajetória parabólica. O fato de as duas velocidades serem independentes tem uma conseqüência importante: o tempo que um projétil gasta para cair. variável. mas ao mesmo tempo sofre a ação da força da gravidade. sob a ação exclusiva da gravidade. e da velocidade vertical. a velocidade resultante do móvel. por causa da inércia.C. Leis de Newton. Esse movimento pode ser considerado como o resultado da composição de dois movimentos simultâneos e independentes: Um movimento vertical. mais precisamente na época do Renascentismo. ele descreve. Gravitação Universal. Em cada ponto da trajetória. Aristóteles elaborou uma teoria na tentativa de explicar os movimentos dos corpos. O raio R da circunferência é denominado raio de curvatura da trajetória L em P. O estudo da dinâmica teve início com Aristóteles por volta de 384 a. se jogarmos uma pedra horizontalmente. constante. estudos sobre o movimento uniformemente acelerado e o movimento do pêndulo. se uma arma dispara uma bala horizontalmente. E um movimento horizontal uniforme. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 21 . Galileu Galilei realizou novos estudos sobre os movimentos dos corpos. com uma velocidade de 10 m/s e deixarmos cair outra pedra ao mesmo tempo. Por exemplo. Anos mais tarde. no ponto P. Forças em trajetória curvilíneas. Ou seja. O resultado é que a bala descreve uma trajetória curva. esta continua a mover-se para diante. do segundo andar de uma casa. pois não existe aceleração na direção horizontal. que a puxa para a Terra. Essa teoria permaneceu válida até a Idade Média. Foi no Renascentismo que a teoria foi reavaliada. quando lançado horizontalmente. Impulso e Quantidade de Movimento. Um dos vários aspectos desta lei dizia que um corpo só permaneceria em movimento se uma força continuasse a imprimir sobre ele uma determinada força. DINÂMICA Princípios fundamentais. Forças de atrito. em relação à Terra.

Em sua lei. Isso porque a velocidade vetorial é tangente a trajetória." Então. Isaac Newton e as leis do movimento Newton. cujo enunciado é: "Um corpo em repouso tende a permanecer em repouso. desenvolveu as ideias de Galileu e publicou seus estudos na obra Princípios Matemáticos de Filosofia Natural. Por exemplo. estes e vários outros efeitos semelhantes são explicados pelo princípio da inércia. cientista inglês mais reconhecido como físico e matemático. na qual ele descreveu seus estudos e descobertas na área da Gravitação Universal e enunciou as três leis fundamentais do movimento. nosso corpo tende a permanecer com a mesma velocidade vetorial a que estava submetido antes da curva. nascido no ano 1643. e este contorna uma curva.Princípio Fundamental da Dinâmica Quando aplicamos uma mesma força em dois corpos de massas diferentes observamos que elas não Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 22 . nomeadas de Leis de Newton. na ausência de forças externas. se alguém. nos sentimos como se fôssemos atirados para frente. e um corpo em movimento tende a permanecer em movimento. Isto significa que pode existir movimento sem que exista a atuação de forças externas sobre o corpo. que justamente por isso também é conhecida por Mecânica Newtoniana. As três leis são: Princípio da Inércia ou Primeira Lei de Newton. Inglaterra. As ideias de Galileu foram precursoras das Leis de Newton. Princípio da Ação e Reação ou Terceira Lei de Newton. isto dá a impressão que se está sendo "jogado" para o lado contrário à curva. conclui-se que um corpo só altera seu estado de inércia. Leis de Newton As leis de Newton constituem os três pilares fundamentais do que chamamos Mecânica Clássica.Princípio da Inércia • Quando estamos dentro de um carro. 1ª Lei de Newton .descobriu a lei do movimento e enunciou a lei da inércia. 2ª Lei de Newton . pode manter seu estado de movimento indefinidamente. Princípio Fundamental da Dinâmica ou Segunda Lei de Newton. um disco de hóquei lançado sobre uma superfície totalmente lisa e na ausência da resistência do ar. ou alguma coisa aplicar nele uma força resultante diferente se zero. • Quando estamos em um carro em movimento e este freia repentinamente. em Woolsthorpe. Galileu dizia que a tendência natural dos corpos. pois nosso corpo tende a continuar em movimento. é de se manterem em repouso ou em movimento retilíneo uniforme.

3ª Lei de Newton . m é a massa do corpo a qual as forças atuam (em kg). Podemos considerar que a força é aplicada no fio. sempre que isso ocorre. no sistema internacional.Princípio da Ação e Reação Quando uma pessoa empurra um caixa com um força F. ou seja: ou em módulo: F=ma Onde: F é a resultante de todas as forças que agem sobre o corpo (em N). e Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 23 . mas conforme a 3ª lei de Newton. Exemplo: Quando um força de 12N é aplicada em um corpo de 2kg. é o N (Newton). qual é a aceleração adquirida por ele? F=ma 12=2a a=6m/s² Força de Tração Dado um sistema onde um corpo é puxado por um fio ideal. ou seja. que por sua vez. a qual chamamos Força de Tração . flexível e tem massa desprezível. aplica uma força no corpo. A 2ª lei de Newton diz que a Força é sempre diretamente proporcional ao produto da aceleração de um corpo pela sua massa. há uma outra força com módulo e direção iguais. a é a aceleração adquirida (em m/s²). que equivale a kg m/s² (quilograma metro por segundo ao quadrado). que seja inextensível. A unidade de força.produzem aceleração igual. podemos dizer que esta é uma força de ação.

que é o kilograma-força. Esta é o princípio da ação e reação. A sua relação com o newton é: Saiba mais.. e podemos expressá-la como: ou em módulo: O Peso de um corpo é a força com que a Terra o atrai. A massa de um corpo. se um corpo de massa m. existe uma força de reação. normalmente. massa Além da Força Peso.sentido oposto a força de ação. que sempre atua no sentido a aproximar os corpos em relação à superficie. quando a gravidade variar. introduzimos um conceito de aceleração da gravidade. Quando falamos no peso de algum corpo." Força Peso Quando falamos em movimento vertical. Mas este é um termo fisicamente errado. pois o que estamos medindo na realidade. por sua vez. Relacionando com a 2ª Lei de Newton. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 24 . sofre a aceleração da gravidade. Esta é exercida pela superfície sobre o corpo. é a nossa massa. existe outra que normalmente atua na direção vertical. que por definição é: 1kgf é o peso de um corpo de massa 1kg submetido a aceleração da gravidade de 9. diferentemente da Força Peso que atua sempre no sentido vertical. principalmente quando tratamos de força peso. quando não estamos nas proximidades da Terra. Existe uma unidade muito utilizada pela indústria. chamamos Força Peso. podendo ser interpretada como a sua resistência em sofrer deformação devido ao peso do corpo. ou seja. para toda força de ação. chamada Força Normal. quando aplicada a ele o principio fundamental da dinâmica poderemos dizer que: A esta força. cujo enunciado é: "As forças atuam sempre em pares. esta é chamada força de reação. Esta força sempre atua no sentido perpendicular à superfície. não varia. ou seja. podendo ser váriável. é constante.8m/s². lembramos do "peso" medido na balança..

sobre uma superfície. (b) Na supefície de Marte (g=3. este acabará parando. Mas sabemos que este é um caso idealizado.8m/s²). • Depende da natureza e da rugosidade da superfície (coeficiente de atrito). Sempre que aplicarmos uma força a um corpo. Por mais lisa que uma superfície seja.724m/s²). (a) (b) Força de Atrito Até agora. atuando em sentidos opostos elas se anularão. consideramos que as superfícies por onde este se deslocava. não se movimente ou não altere sua velocidade. é necessário que os módulos das forças Normal e Peso sejam iguais. Por exemplo: Qual o peso de um corpo de massa igual a 10kg: (a) Na superfície da Terra (g=9. ou seja.Analisando um corpo que encontra-se sob uma superfície plana verificamos a atuação das duas forças. este se deslocaria sem parar. Para que este corpo esteja em equilíbrio na direção vertical. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 25 . para calcularmos a força. não exercia nenhuma força contra o movimento. ela nunca será totalmente livre de atrito. assim. É isto que caracteriza a força de atrito: • Se opõe ao movimento. quando aplicada uma força. ou seja. ou aceleração de um corpo.

no seu cálculo é utilizado o coeficiente de atrito cinético: Então: Força Centrípeta Quando um corpo efetua um Movimento Circular. Sabendo que existe uma aceleração e sendo dada a massa do corpo. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 26 . Isto acontece pois existem dois tipo de atrito: o estático e o dinâmico. A força de atrito dinâmico é sempre menor que a força aplicada. • Transforma a energia cinética do corpo em outro tipo de energia que é liberada ao meio. pela 2ª Lei de Newton. . Atrito Estático É aquele que atua quando não há deslizamento dos corpos. assim como visto no MCU. podemos. este entrará em movimento. A força de atrito estático máxima é igual a força mínima necessária para iniciar o movimento de um corpo. este sofre uma aceleração que é responsável pela mudança da direção do movimento.• É proporcional à força normal de cada corpo. neste caso. é usado no cálculo um coeficiente de atrito estático: Então: Atrito Dinâmico É aquele que atua quando há deslizamento dos corpos. Quando um corpo não está em movimento a força da atrito deve ser maior que a força aplicada. Quando a força de atrito estático for ultrapassada pela força aplicada ao corpo. a qual chamamos aceleração centrípeta. e passaremos a considerar sua força de atrito dinâmico. é fácil observar que até o carro entrar em movimento é necessário que se aplique uma força maior do que a força necessária quando o carro já está se movimentando. A força de atrito é calculada pela seguinte relação: Onde: : coeficiente de atrito (adimensional) N: Força normal (N) Atrito Estático e Dinâmico Quando empurramos um carro.

O trabalho resultante é obtido através da soma dos trabalhos de cada força aplicada ao corpo. quando o movimento for circular uniforme. ou pelo Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 27 . A unidade de Trabalho no SI é o Joule (J) Quando uma força tem a mesma direção do movimento o trabalho realizado é positivo: Quando uma força tem direção oposta ao movimento o trabalho realizado é negativo: >0. Utilizamos a letra grega tau minúscula ( ) para expressar trabalho. com velocidade 20m/s. Sem ela. Exemplo: Um carro percorre uma curva de raio 100m. com direção perpendicular à trajetória. a aceleração centrípeta é constante. Como visto anteriormente. aponta para o centro da trajetória circular. qual é a intensidade da força centrípeta? Trabalho Na Física. A esta força damos o nome: Força Centrípeta. ou seja.calcular uma força que assim como a aceleração centrípeta. logo. Sabendo que: ou Então: A força centrípeta é a resultante das forças que agem sobre o corpo. Sendo a massa do carro 800kg. o termo trabalho é utilizado quando falamos no Trabalho realizado por uma força. <0. a força centrípeta também é constante. o Trabalho Mecânico. Uma força aplicada em um corpo realiza um trabalho quando produz um deslocamento no corpo. um corpo não poderia executar um movimento circular.

apenas as forças paralelas ao deslocamento produzem trabalho.5m/s² e se desloca por uma distância de 100m? Força não-paralela ao deslocamento Sempre que a força não é paralela ao deslocamento. Força paralela ao deslocamento Quando a força é paralela ao deslocamento. Quando o móvel se desloca na horizontal. Logo: Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 28 .cálculo da força resultante no corpo. calculamos o trabalho: Exemplo: Qual o trabalho realizado por um força aplicada a um corpo de massa 5kg e que causa um aceleração de 1. ou seja. o vetor deslocamento e a força não formam ângulo entre si. devemos decompor o vetor em suas componentes paralelas e perpendiculares: Considerando Ou seja: a componente perpendicular da Força e a componente paralela da força.

isto pode ajudar a entender porque quando a força é contrária ao deslocamento o trabalho é negativo. Qual o trabalho realizado por esta força? Podemos considerar sempre este caso.Exemplo: Uma força de intensidade 30N é aplicada a um bloco formando um ângulo de 60° com o vetor deslocamento. seu ângulo é 0° e cos0°=1. onde aparece o cosseno do ângulo. que é uma técnica matemática estudada no nível superior. que tem valor absoluto igual a 3m. mas para simplificar este cálculo. podemos calcular este trabalho por meio do cálculo da área sob a curva no diagrama Calcular a área sob a curva é uma técnica válida para forças que não variam também. já que quando a força é paralela ao deslocamento. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 29 . já que: O cosseno de um ângulo entre 90° e 180° é negativo. sendo cos180°=-1 Trabalho de uma força variável Para calcular o trabalho de uma força que varia devemos empregar técnicas de integração.

Além do watt. Um dos carros realiza a viagem em 1hora. O Trabalho foi exatamente o mesmo. e a força a ser empregada. usa-se com frequência as unidades: 1kW (1 quilowatt) = 1000W 1MW (1 megawatt) = 1000000W = 1000kW 1cv (1 cavalo-vapor) = 735W 1HP (1 horse-power) = 746W Potência Média Definimos a partir daí potência média relacionando o Trabalho com o tempo gasto para realizá-lo: Como sabemos que: Então: Potência Instantânea Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 30 . a força Peso. o carro que andou mais rápido desenvolveu uma Potência maior. Então: Potência Dois carros saem da praia em direção a serra (h=600m).Trabalho da força Peso Para realizar o cálculo do trabalho da força peso. A unidade de potência no SI é o watt (W). Entretanto. Qual dos carros realizou maior trabalho? Nenhum dos dois. o outro demora 2horas para chegar. devemos considerar a trajetória como a altura entre o corpo e o ponto de origem.

s No gráfico de uma força constante. Se considerarmos o tempo que esta interação acontece. teremos o corpo sob ação de uma força constante. é: N. por um percurso de 30m. • Sentido: o mesmo do vetor F. ou seja: Exemplo: Qual a potência média que um corpo desenvolve quando aplicada a ele uma força horizontal com intensidade igual a 12N. este será o impulso de um corpo sobre o outro: As características do impulso são: • Módulo: • Direção: a mesma do vetor F. A unidade utilizada para Impulso.Quando o tempo gasto for infinitamente pequeno teremos a potência instantânea.∆t = I Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 31 . o valor do impulso é numericamente igual à área entre o intervalo de tempo de interação: A = F. no SI. para que um corpo entre em movimento. sendo que o tempo gasto para percorrê-lo foi 10s? E a potência instantânea no momento em que o corpo atingir 2m/s? Impulso Como já vimos. durante um intervalo de tempo muito pequeno. é necessário que haja um interação entre dois corpos.

A quantidade de movimento relaciona a massa de um corpo com sua velocidade: Como características da quantidade de movimento temos: • • • • Módulo: Direção: a mesma da velocidade. Sentido: a mesma da velocidade. A grandeza física que torna possível estudar estas transferências de movimento é a quantidade de movimento linear . Unidade no SI: kg. veremos que uma bolinha transfere seu movimento totalmente ou parcialmente para outra. Exemplo: Qual a quantidade de movimento de um corpo de massa 2kg a uma velocidade de 1m/s? Teorema do Impulso Considerando a 2ª Lei de Newton: E utilizando-a no intervalo do tempo de interação: mas sabemos que: . logo: Como vimos: então: Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 32 .Quantidade de Movimento Se observarmos uma partida de bilhar. também conhecido como quantidade de movimento ou momentum linear.m/s.

é igual a variação da quantidade de movimento do corpo ocorrida neste mesmo intervalo de tempo. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 33 . devido à sua aplicação em certo intervalo de tempo."O impulso de uma força. Lei da Gravitação Universal de Newton: "Dois corpos atraem-se com força proporcional às suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da distância que separa seus centros de gravidade." Onde: F=Força de atração gravitacional entre os dois corpos G=Constante de gravitação universal M e m = massa dos corpos d=distância entre os centros de gravidade dos corpos." Exemplo: Quanto tempo deve agir uma força de intensidade 100N sobre um corpo de massa igual a 20kg. para que sua velocidade passe de 5m/s para 15m/s? Força gravitacional Ao estudar o movimento da Lua. A partir daí criou a Lei da Gravitação Universal. Newton concluiu que a força que faz com que ela esteja constantemente em órbita é do mesmo tipo que a força que a Terra exerce sobre um corpo em suas proximidades.

foi concluído que o Sol e os demais planetas observados giravam em torno da Terra. que incentivaram o estudo deste sistema por milhares de anos. em que o Sol estava no centro do universo. o que propiciou a eles obter uma noção de tempo e de épocas do ano. No século XVII. os nossos ancestrais perceberam que alguns astros descrevem um movimento regular. Mas este modelo. Primeiramente. chamado de Modelo Geocêntrico. e os planetas descreviam órbitas circulares ao seu redor.Lei das Órbitas Os planetas descrevem órbitas elipticas em torno do Sol. que ocupa um dos focos da elipse. ele necessitou de uma referência para identificar as épocas de plantio e colheita.8 36. 1ª Lei de Kepler . Ao observar o céu. Nicolau Copérnico (1473-1543) apresentou um modelo Heliocêntrico.83 9.71 8.Nas proximidades da Terra a aceleração da gravidade varia.6 400 35700 Leis de Kepler Aceleração da Gravidade (m/s²) 9. mas em toda a Litosfera (camada em que há vida) esta pode ser considerada constante. Johanes Kepler (1571-1630) enunciou as leis que regem o movimento planetário.80 9. apresentava diversas falhas. seus valores para algumas altitudes determinadas são: Altitude (km) 0 8. Kepler formulou três leis que ficaram conhecidas como Leis de Kepler. utilizando anotações do astrônomo Tycho Brahe (1546-1601).225 Exemplo de altitude nível do mar cume do Monte Everest maior altura atingida por balão tripulado órbita de um ônibus espacial satélite de comunicação Quando o ser humano iniciou a agricultura.70 0. Por volta do século XVI. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 34 .

Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 35 .2ª Lei de Kepler .Lei das Áreas O segmento que une o sol a um planeta descreve áreas iguais em intervalos de tempo iguais.

ou seja.Lei dos Períodos O quociente dos quadrados dos períodos e o cubo de suas distâncias médias do sol é igual a uma constante k. igual a todos os planetas. Por exemplo: A distância da Terra até Marte é de cerca de 75 milhões de quilômetros. Unidade Astronômica (UA) É a distância média entre a Terra e o Sol. que no SI é expresso por 75 000 000 000 metros. conclui-se que quanto mais longe o planeta estiver do Sol.3ª Lei de Kepler . O tamanho médio da órbita dos planetas do Sistema Solar. e em consequência "seu ano". mais longo será seu período de rotação. sua distância ao Sol é: Planeta Mercúri o Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados Distância ao Sol (UA) 0. Devido à necessidade de unidades mais eficientes são utilizadas: Unidade Astronômica (UA). É empregada principalmente para descrever órbitas e distâncias dentro do Sistema Solar. Unidades Astronômicas No estudo de astronomia muitas vezes as unidades do Sistema Internacional (SI) são ineficientes pois as distâncias que devem ser expressas são muito grandes.39 36 . Anos-luz (AL) e Parsec (Pc). Como o período de rotação de um planeta é equivalente a um ano.

Vênus Terra Marte Júpter Saturno Urano Netuno Ano-Luz (al)

0,72 1,00 1,52 5,20 9,53 19,10 30,00

É a distância percorrida pela luz, no vácuo, no tempo de 1 ano terrestre. Sendo a velocidade da luz c = 299 792,458 km/s, temos que: 1 al = 9 460 536 207 068 016 m = 63241,07710 UA A estrela mais próxima do Sol é chamada Próxima Centauri, localizada na constelação de Centauro. A sua distância ao Sol é de 4,22 al

Parsec (Pc) É a distância na qual 1 UA é representada por 1'' (1 segundo de arco), em uma medição por paralaxe.

Esta unidade é usada para distância muito grandes, como a distância entre estrelas, entre galáxias ou de objetos muito distantes, como quasares.

ESTÁTICA Equilíbrio do ponto material. Equilíbrio dos corpos extensos. Hidrostática.

Estática de um ponto

Para que um ponto esteja em equilíbrio precisa satisfazer a seguinte condição: A resultante de todas as forças aplicadas a este ponto deve ser nula.
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Exemplos: (1) Para que o ponto A, de massa 20kg, esteja em equilíbrio qual deve ser a intensidade da força ?

Sendo:

Mas como a força Peso e a força Normal têm sentidos opostos, estas se anulam. E, seguindo a condição de equilíbrio:

Equilíbrio dos corpos extensos

Em um dado referencial, para que um corpo extenso esteja em equilíbrio duas condições são necessárias:

I

A força resultante sobre o corpo deve ser nula (equilíbrio de translação): Isto significa que o corpo está em repouso ou em movimento retilíneo uniforme. (equilíbrio de rotação) Isto significa ausência de rotação ou rotação uniforme

II A soma algébrica dos momentos das forças do sistema, em relação a qualquer ponto, seja nulo

Hidrostática
A hidrostática é a parte da física que estuda as forças exercidas por e sobre líquidos parados.

Ao estudar hidrostática é de suma importância falar de densidade, pressão, Princípio de Pascal, empuxo e o Princípio Fundamental da Hidrostática.

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Densidade Densidade (ou massa específica) de um corpo é a relação entre a massa do m e o volume do mesmo, ou seja:

A densidade informa se a substância do qual é feito um determinado corpo é mais ou menos compacta. Os corpos que possuem muita massa em pequeno volume, como é o caso do ouro e da platina, apresentam grande densidade. Já os corpos que possuem pequena massa em grande volume, como é o caso do isopor, apresentam pequena densidade. A unidade de densidade mais usada é 1g/cm3. Para a água temos que a sua densidade é igual a 1g/cm3, ou seja, 1cm3 de água tem massa de 1g. Apesar de esta unidade ser a mais usada, no SI (sistema Internacional de Unidades) a unidade de densidade é 1kg/m3. Pressão É a relação entre a força aplicada perpendicularmente sobre um corpo e a sua área sobre a qual ela atua. Matematicamente, temos: P= F/A A unidade de pressão no SI é o newton por metro quadrado (N/m2), também chamado de pascal (Pa), em homenagem a Blaise Pascal, físico francês que estudou o funcionamento da prensa hidráulica. Princípio Fundamental da Hidrostática Também chamado de Princípio de Stevin, diz que: “A diferença de pressão entre dois pontos do mesmo líquido é igual ao produto da massa específica (também chamada de densidade) pelo módulo da aceleração da gravidade local e pela diferença de profundidade entre os pontos considerados”.

Simbolicamente podemos escrever:

Onde d é a densidade do líquido, g é o módulo da aceleração da gravidade local e h é a diferença entre as
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profundidades dos pontos no mesmo líquido. A partir do princípio de Stevin pode-se concluir que: • Pontos situados em um mesmo líquido e na mesma horizontal ficam sujeitos a mesma pressão; • A pressão aumenta com o aumento da profundidade; • A superfície livre dos líquidos em equilíbrio é horizontal.

TERMOLOGIA Introdução à termologia. Termometria. Dilatação térmica de sólidos e líquidos.

Chamamos de Termologia a parte da física que estuda os fenômenos relativos ao calor, aquecimento, resfriamento, mudanças de estado físico, mudanças de temperatura, etc. Temperatura é a grandeza que caracteriza o estado térmico de um corpo ou sistema. Fisicamente o conceito dado a quente e frio é um pouco diferente do que costumamos usar no nosso cotidiano. Podemos definir como quente um corpo que tem suas moléculas agitando-se muito, ou seja, com alta energia cinética. Analogamente, um corpo frio, é aquele que tem baixa agitação das suas moléculas. Ao aumentar a temperatura de um corpo ou sistema pode-se dizer que está se aumentando o estado de agitação de suas moléculas. Ao tirarmos uma garrafa de água mineral da geladeira ou ao retirar um bolo de um forno, percebemos que após algum tempo, ambas tendem a chegar à temperatura do ambiente. Ou seja, a água "esquenta" e o bolo "esfria". Quando dois corpos ou sistemas atingem o mesma temperatura, dizemos que estes corpos ou sistemas estão em equilíbrio térmico térmico.

Escalas Termométricas Para que seja possível medir a temperatura de um corpo, foi desenvolvido um aparelho chamado termômetro. O termômetro mais comum é o de mercúrio, que consiste em um vidro graduado com um bulbo de paredes finas que é ligado a um tubo muito fino, chamado tubo capilar. Quando a temperatura do termômetro aumenta, as moléculas de mercúrio aumentam sua agitação fazendo com que este se dilate, preenchendo o tubo capilar. Para cada altura atingida pelo mercúrio está associada uma temperatura. A escala de cada termômetro corresponde a este valor de altura atingida.

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Em comparação com a escala Celsius: -273°C=0K 0°C=273K 100°C=373K Conversões entre escalas Para que seja possível expressar temperaturas dadas em uma certa escala para outra qualquer deve-se estabelecer uma convenção geométrica de semelhança. Esta escala tem como referência a temperatura do menor estado de agitação de qualquer molécula (0K) e é calculada apartir da escala Celsius. tendo como referência a temperatura de uma mistura de gelo e cloreto de amônia (0°F) e a temperatura do corpo humano (100°F). foi verificada pelo físico inglês William Thompson (1824-1907). Esta escala tem como pontos de referência a temperatura de congelamento da água sob pressão normal (0°C) e a temperatura de ebulição da água sob pressão normal (100°C). convertendo uma temperatura qualquer dada em escala Fahrenheit para escala Celsius: Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 41 . Por exemplo.Escala Celsius É a escala usada no Brasil e na maior parte dos países. Por convenção. oficializada em 1742 pelo astrônomo e físico sueco Anders Celsius (1701-1744). principalmente nos países de língua inglesa. lê-se zero kelvin e não zero grau kelvin. não se usa "grau" para esta escala. também conhecido como Lorde Kelvin. ou seja 0K. Escala Fahrenheit Outra escala bastante utilizada. criada em 1708 pelo físico alemão Daniel Gabriel Fahrenheit (1686-1736). Em comparação com a escala Celsius: 0°C=32°F 100°C=212°F Escala Kelvin Também conhecida como escala absoluta.

pode-se estabelecer uma conversão Celsius-Fahrenheit: Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 42 .Pelo princípio de semelhança geométrica: Exemplo: Qual a temperatura correspondente em escala Celsius para a temperatura 100°F? Da mesma forma.

2 136 -128 482 363 620 2795 243 331 184 523 257 600 1808 43 -39 58 -89 250 184 327 1535 .E para escala Kelvin: Algumas temperaturas: Escala Celsius (°C) Ar liquefeito Maior Temperatura na superfície da Terra Menor Tempertura na superfície da Terra Ponto de combustão da madeira Ponto de combustão do papel Ponto de fusão do chumbo Ponto de fusão do ferro Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados Escala Fahrenheit Escala Kelvin (K) (°F) -38.

de 14. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 44 .2 212 1220 10000 -459. A unidade mais utilizada para o calor é caloria (cal).15 32 -38.15 933 5800 0 CALOR Calorimetria. que diz que a quantidade de calor sensível (Q) é igual ao produto de sua massa.15 234 373.67 273. Este fenômeno é regido pela lei física conhecida como Equação Fundamental da Calorimetria. a quilocaloria. 1 kcal = 10³cal Calor sensível É denominado calor sensível. podem-se fazer conversões entre as unidades usando regra de três simples. embora sua unidade no SI seja o joule (J). podemos observar que a temperatura do corpo "mais quente" diminui.5°C.5°C para 15. Assim: Onde: Q = quantidade de calor sensível (cal ou J). Como 1 caloria é uma unidade pequena. até o momento em que ambos os corpos apresentem temperatura igual. a transferência de energia é o que chamamos calor. a quantidade de calor que tem como efeito apenas a alteração da temperatura de um corpo. sob pressão normal. utilizamos muito o seu múltiplo. Mudanças de fase.186J Partindo daí. e a do corpo "mais frio" aumenta. Propagação do calor. Calor é a transferência de energia térmica entre corpos com temperaturas diferentes. A relação entre a caloria e o joule é dada por: 1 cal = 4. Quando colocamos dois corpos com temperaturas diferentes em contato.Ponto do gelo Ponto de solidificação do mercúrio Ponto do vapor Temperatura na chama do gás natural Temperatura na superfície do Sol Zero absoluto 0 -39 100 660 5530 -273. Esta reação é causada pela passagem de energia térmica do corpo "mais quente" para o corpo "mais frio". c = calor específico da substância que constitui o corpo (cal/g°C ou J/kg°C). da variação da temperatura e de uma constante de proporcionalidade dependente da natureza de cada corpo denominada calor específico. Uma caloria equivale a quantidade de calor necessária para aumentar a temperatura de um grama de água pura. Diagramas de fase.

093 Exemplo: Qual a quantidade de calor sensível necessária para aquecer uma barra de ferro de 2kg de 20°C para 200°C? Dado: calor específico do ferro = 0.219 1.000 0. chamamos a quantidade de calor calculada de Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 45 .m = massa do corpo (g ou kg). Neste caso.031 0.119cal/g°C.031 0.093 0. Q<0: Q<0 o corpo perde calor.055 0. c (cal/g°C) 0.480 0.590 0. ∆θ = variação de temperatura (°C).550 0. Em alguns casos há mudança de estado físico destes corpos.056 0. 2kg = 2000g Calor latente Nem toda a troca de calor existente na natureza se detém a modificar a temperatura dos corpos.033 0.119 0. É interessante conhecer alguns valores de calores específicos: Substância Alumínio Água Álcool Cobre Chumbo Estanho Ferro Gelo Mercúrio Ouro Prata Vapor d'água Zinco Quando: Q>0: Q>0 o corpo ganha calor.

este valor numérico depende de cada mudança de estado físico. Assim: Curva de aquecimento Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 46 .calor latente. Assim: A constante de proporcionalidade é chamada calor latente de mudança de fase e se refere a quantidade de calor que 1g da substância calculada necessita para mudar de uma fase para outra. Por exemplo. Além de depender da natureza da substância. Q<0: Q<0 o corpo solidifica ou condensa. A quantidade de calor latente (Q) é igual ao produto da massa do corpo (m) e de uma constante de proporcionalidade (L). 80cal/g 540cal/g -80cal/g -540cal/g Exemplo: Qual a quantidade de calor necessária para que um litro de água vaporize? Dado: densidade da água=1g/cm³ e calor latente de vaporização da água=540cal/g. para a água: Calor latente de fusão Calor latente de vaporização Calor latente de solidificação Calor latente de condensação Quando: Q>0: Q>0 o corpo funde ou vaporiza.

Como os corpos não trocam calor com o calorímetro e nem com o meio em que se encontram. a soma de todas as energias térmicas é nula. Chamamos este gráfico de Curva de Aquecimento: Trocas de calor Para que o estudo de trocas de calor seja realizado com maior precisão. os corpos colocados trocam calor até atingir o equilíbrio térmico. toda a energia térmica passa de um corpo ao outro. este é realizado dentro de um aparelho chamado calorímetro. observamos que estes não dependem da variação de temperatura. Exemplo: Qual a temperatura de equilíbrio entre uma bloco de alumínio de 200g à 20°C mergulhado em um litro de água à 80°C? Dados calor específico: água=1cal/g°C e alumínio = 0. Como. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 47 .219cal/g°C. ou seja: ΣQ=0 (lê-se que somatório de todas as quantidades de calor é igual a zero) Sendo que as quantidades de calor podem ser tanto sensível como latente. Assim podemos elaborar um gráfico de temperatura em função da quantidade de calor absorvida. ao absorver calor Q>0 e ao transmitir calor Q<0. que consiste em um recipiente fechado incapaz de trocar calor com o ambiente e com seu interior.Ao estudarmos os valores de calor latente. Dentro de um calorímetro.

Então. ou seja. Como já vimos anteriormente. Transmissão de Calor Em certas situações. Como quando chega-se perto do fogo de uma lareira. o fluxo de calor acontece no sentido da maior para a menor temperatura. A capacidade térmica de 1g de água é de 1cal/°C já que seu calor específico é 1cal/g. normalmente. Definimos fluxo de calor (Φ) que a fonte fornece de maneira constante como o quociente entre a Φ quantidade de calor (Q) e o intervalo de tempo de exposição (∆t ∆t): Q ∆t Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 48 . Fluxo de Calor Para que um corpo seja aquecido. é possível sentir que algo está mais quente.Capacidade térmica É a quantidade de calor que um corpo necessita receber ou ceder para que sua temperatura varie uma unidade. Este trânsito de energia térmica pode acontecer pelas seguintes maneiras: • condução. concluímos que de alguma forma o calor emana desses corpos "mais quentes" podendo se propagar de diversas maneiras. • convecção. uma fonte capaz de fornecer uma quantidade de calor por unidade de tempo. usa-se uma fonte térmica de potência constante.°C. pode-se expressar esta relação por: Sua unidade usual é cal/°C cal/°C. • irradiação. mesmo não havendo o contato físico entre os corpos. Assim.

embora também sejam muito usada a unidade caloria/segundo (cal/s) e seus múltiplos: (kcal/s). apesar de apenas a parte inferior da panela estar diretamente em contato com o fogo. enquanto cozinha-se algo. suas moléculas começam a agitar-se mais. apesar de não estar em contato direto com a fonte de calor um corpo pode ser modificar sua energia térmica se houver condução de calor por outro corpo. no sistema internacional. pois.186J. Este fenômeno acontece. Também é por este motivo que. que está sobre o fogo. o Watt (W) que corresponde a Joule (W).033cal/g. Por exemplo. as moléculas em agitação maior provocam uma agitação nas moléculas da colher. ao aquecermos a panela. por segundo. logo. caloria/minuto (cal/min) e quilocaloria/segundo (kcal/s) Exemplo: Uma fonte de potência constante igual a 100W é utilizada para aumentar a temperatura 100g de mercúrio 30°C. o aquecimento dela. se deixarmos uma colher encostada na panela. causando aumento de sua energia térmica. Sendo o calor específico do mercúrio 0. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 49 .°C e 1cal=4. ou por outra parte do mesmo corpo. depois de um tempo ela esquentará também. sua parte superior também esquenta. quanto tempo a fonte demora para realizar este aquecimento? Aplicando a equação do fluxo de calor: Condução Térmica É a situação em que o calor se propaga através de um "condutor". como a panela está em contato com a colher.Sendo a unidade adotada para fluxo de calor. Ou seja.

TERMODINÂMICA Estudo dos gases. entre outros fenômenos naturais. quando colocado em um recipiente. as moléculas do gás aumentam sua agitação. provocando mais colisões. não é necessário que ele aqueça o ar. este tem a capacidade de ocupa-lo totalmente. Esta pressão tem relação com o volume do gás e à temperatura absoluta. Utilizando os princípios da mecânica Newtoniana é possível estabelecer a seguinte relação: Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 50 . Irradiação Térmica É a propagação de energia térmica que não necessita de um meio material para acontecer. Gases Gases são fluidos no estado gasoso. e que está mais frio que o das planícies. onde resfriam. as moléculas tem mais espaço para se deslocar. e ao contrário do forno à gás. As moléculas do gás. Ao aumentar o volume do recipiente. Enquanto o alimento é aquecido há uma emissão de microondas que fazem sua energia térmica aumentar. colidem com as outras moléculas e com as paredes do recipiente onde se encontram. Estes movimentos causam. o receptor. Imagine um forno microondas. A maior parte dos elementos químicos não-metálicos conhecidos são encontrados no seu estado gasoso. por exemplo. as colisões diminuem. Então as massas de ar que estão nas montanhas. diminuindo a pressão. Formalmente. e a massa aquecida se desloca até os lugares mais altos. Ao ter a temperatura aumentada. ao se movimentarem. exercendo uma pressão. As leis da Termodinâmica. pois o calor se propaga através de ondas eletromagnéticas. em temperatura ambiente.Convecção Térmica A convecção consiste no movimento dos fluidos. O ar que está nas planícies é aquecido pelo sol e pelo solo. a característica que o difere dos fluidos líquidos é que. o vento. convecção é o fenômeno no qual o calor se propaga por meio do movimento de massas fluidas de densidades diferentes. Este aparelho aquece os alimentos sem haver contato com eles. toma o lugar vago pelo ar aquecido. assim ficando mais leve e subindo. aumentando a temperatura. logo. e é o princípio fundamental da compreensão do vento. O corpo que emite a energia radiante é chamado emissor ou radiador e o corpo que recebe. chamada de pressão do gás gás.

• o volume de cada molécula é desprezível quando comparado com o volume total do gás. Novamente utilizando-se conceitos da mecânica Newtoniana estabelece-se: Onde: n=número molar do gás (nº de mols) R=constante universal dos gases perfeitos (R=8. • os choques entre as moléculas são perfeitamente elásticos. as moléculas mudam a sua velocidade e direção. ocasionando uma variação de energia cinética de cada uma delas. • não há atração e nem repulsão entre as moléculas. logo uma transformação isotérmica de uma gás. ou seja. Gás perfeito ou ideal É considerado um gás perfeito quando são presentes as seguintes características: • o movimento das moléculas é regido pelos princípios da mecânica Newtoniana. Utilizando-se da relação que em 1mol de moléculas de uma substância há substância.31J/mol. moléculas desta Transformação Isotérmica A palavra isotérmica se refere a mesma temperatura. encontrado em tabelas periódicas e através da constante de Avogadro.Onde: p=pressão m=massa do gás v=velocidade média das moléculas V=volume do gás. a quantidade de movimento é conservada. ocorre quando a temperatura inicial é conservada. a energia cinética média do gás permanece a mesma.K) T=temperatura absoluta (em Kelvin) O número de mols do gás é calculado utilizando-se sua massa molar. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 51 . Energia cinética de um gás Devido às colisões entre si e com as paredes do recipiente. No entanto.

a pressão é conservada. quando um mesmo gás muda de temperatura ou volume. é válida a relação: Exemplo: Certo gás contido em um recipiente de 1m³ com êmbolo exerce uma pressão de 250Pa. Assim. T=temperatura absoluta. ao ser transformado. Regida pela Lei de Charles e Gay-Lussac. massa e natureza do gás.A lei física que expressa essa relação é conhecida com Lei de Boyle e é matematicamente expressa por: Onde: p=pressão V=volume =constante que depende da massa. é válida a relação: Exemplo: Um gás de volume 0. Qual será o volume ocupado por ele. temperatura e natureza do gás. =constante que depende da pressão. se esta transformação acontecer sob pressão constante? Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 52 . esta transformação pode ser expressa por: Onde: V=volume.5m³ à temperatura de 20ºC é aquecido até a temperatura de 70ºC. quando há uma transformação isobárica. Ao ser comprimido isotérmicamente a um volume de 0. Como esta constante é a mesma para um mesmo gás.6m³ qual será a pressão exercida pelo gás? Transformação Isobárica Analogamente à transformação isotérmica.

Como para um mesmo gás.. o primeiro passo para a resolução do exercício é a conversão de escalas termométricas: Lembrando que: Então: Transformação Isométrica A transformação isométrica também pode ser chamada isocórica e assim como nas outras transformações vistas. =constante que depende do volume. a constante é sempre a mesma. a isométrica se baseia em uma relação em que. T=temperatura absoluta do gás. garantindo a validade da relação: Exemplo: Um gás que se encontra à temperatura de 200K é aquecido até 300K. a transformação isométrica é matematicamente expressa por: Onde: p=pressão.É importante lembrarmos que a temperatura considerada deve ser a temperatura absoluta do gás (escala Kelvin) assim. qual era a pressão inicial? Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 53 . sem mudar de volume. Regida pela Lei de Charles. massa e da natureza do gás. para este caso. o volume se mantém. Se a pressão exercida no final do processo de aquecimento é 1000Pa.

Charles Gay-Lussac e de Charles é possível estabelecer uma equação que relacione as variáveis de estado: pressão (p).Equação de Clapeyron Relacionando as Leis de Boyle. volume (V) e temperatura absoluta (T) de um gás. a uma temperatura igual a 50°C? Dado: 1atm=10000N/m² e Substituindo os valores na equação de Clapeyron: Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 54 . V=volume. Onde: p=pressão. T=temperatura absoluta. n=nº de mols do gás. em homenagem ao físico francês Paul Emile Clapeyron que foi quem a estabeleceu. Exemplo: (1) Qual é o volume ocupado por um mol de gás perfeito submetido à pressão de 5000N/m². R=constante universal dos gases perfeitos. Esta equação é chamada Equação de Clapeyron.

Considerando um estado (1) e (2) onde: Através da lei de Clapeyron: esta equação é chamada Lei geral dos gases perfeitos perfeitos. o princípio da conservação de energia aplicada à termodinâmica. esta poderá realizar um trabalho e aumentar a energia interna do sistema ∆U ou seja. então. o que torna possível prever o comportamento de um sistema gasoso ao sofrer uma transformação termodinâmica. ao receber uma quantidade Q de calor. 1ª Lei da Termodinâmica Chamamos de 1ª Lei da Termodinâmica. expressando ∆U. J Conhecendo esta lei. desde que não haja variação na massa do gás. mas apenas armazená-la ou transferi-la ao meio onde se encontra. matematicamente: Sendo todas as unidades medidas em Joule (J). ou ambas as situações simultaneamente. como trabalho. podemos observar seu comportamento para cada uma das grandezas apresentadas: Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 55 .Lei geral dos gases perfeitos Através da equação de Clapeyron é possível obter uma lei que relaciona dois estados diferentes de uma transformação gasosa. Analisando o princípio da conservação de energia ao contexto da termodinâmica: Um sistema não pode criar ou consumir energia.

Maquinas térmicas As máquinas térmicas foram os primeiros dispositivos mecânicos a serem utilizados em larga escala na indústria. operando em um ciclo termodinâmico.não troca Exemplo: não realiza e nem recebe não varia =0 (1) Ao receber uma quantidade de calor Q=50J. utilizando duas fontes térmicas. Dois enunciados. movimentava um eixo que tornava a energia mecânica utilizável para as indústrias da época. para um outro corpo de temperatura mais alta. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 56 . aparentemente diferentes ilustram a 2ª Lei da Termodinâmica. capaz de movimentar um pistão. por volta do século XVIII. Na forma mais primitiva. Este enunciado implica que. era usado o aquecimento para transformar água em vapor. por menor que seja. de um corpo de temperatura menor. um gás realiza um trabalho igual a 12J. pois trata diretamente do rendimento das máquinas térmicas. converta toda a quantidade de calor recebido em trabalho. ou seja. sempre há uma quantidade de calor que não se transforma em trabalho efetivo. Tendo como consequência que o sentido natural do fluxo de calor é da temperatura mais alta para a mais baixa. de forma espontânea. que por sua vez. a segunda é a que tem maior aplicação na construção de máquinas e utilização na indústria. faz com que a energia térmica se converta em energia mecânica (trabalho). Chamamos máquina térmica o dispositivo que. não é possível que um dispositivo térmico tenha um rendimento de 100%. sabendo que a Energia interna do sistema antes de receber calor era U=100J. • Enunciado de Kelvin-Planck: É impossível a construção de uma máquina que. qual será esta energia após o recebimento? 2ª Lei da Termodinâmica Dentre as duas leis da termodinâmica. os enunciados de Clausius e Kelvin-Planck: • Enunciado de Clausius: O calor não pode fluir. e que para que o fluxo seja inverso é necessário que um agente externo realize um trabalho sobre este sistema.

A fonte térmica fornece uma quantidade de calor que no dispositivo transforma-se em trabalho uma quantidade de calor que não é capaz de ser utilizado como trabalho . Assim é válido que: mais Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 57 .

ética. que refletia. que o imortalizaram com o titulo de “príncipe da matemática”. Discurso do Método (1637). considerado um dos fundadores da filosofia moderna. Lentes esféricas delgadas. Johann Friedrich Carl Gauss nasceu em Braunschweig em 30 de abril de 1777. sofrendo a influencia da ideologia burguesa do século XVII. quando saiu da França. Espelhos esféricos. Princípios da Filosofia (1644). Em sua física. Aos três anos já era capaz de efetuar algumas operações aritméticas. sustentava que a natureza é um conjunto de partículas materiais. A partir de 1612. Aos 17 anos. Desde logo impressionou seus mestres pela profundidade e independência de caráter e pela insistência em não aceitar sem reflexão s ensinamentos e opiniões recebidos. Suas principais Obras fora: Regras para a Direção do Espírito. o temor das massas populares. Em 1792. física e metafísica. encontrou apoio do tio e da mãe para estudar. é que deve ter tido a intuição da geometria analítica e de um novo método para a organização de sua filosofia. filho de camponeses pobres. o alemão Gauss. definida graficamente por meio da chamada curva de Gauss. Aos oito anos estudou línguas clássicas. É nessa fase que Gauss principiou suas pesquisas sobre a aritmética superior. Gauss. Em 1650 faleceu na cidade de Estocolmo. A essência da matéria seria a extensão e o movimento do mundo material eterno. Foi Descartes o fundador da Geometria Analítica. desenvolvendo-se de acordo com as leis da mecânica. por conciliar a religião e a ciência. Lagrange e Newton.ÓPTICA Óptica geométrica. Sua filosofia esforça-se em suma. o Tratado do Homem (1628). isso até 1618. Entre 1619 e 1620. Gauss iniciou seus estudos regulares de matemática. São dois os criadores da óptica geométrica: René Descartes e Carl Friedrich Gauss. na Suécia. surpreendendo os professores pela facilidade com que realizava complicadas operações e com que aprendia línguas. Escreveu a maioria de suas obras na Holanda. em seu tempo. teve seu nome utilizado para designar uma unidade de medida magnética e uma conhecida lei de probabilidade. já havia aprendido tudo que. Carl Friedrich: como expressões do reconhecimento de suas importantes contribuições para a fisica e a matemática moderna. lógica. Em 1799 doutorou-se com uma tese cujo tema era uma prova do Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 58 . sem se preocupar com o que é a luz. e O Mundo ou Tratado da Luz (1633). matemática. estudou obras mais notáveis de Euler. físico e astronomo. Instrumentos ópticos A Óptica Geométrica descreve os fenômenos através da geometria. pouco se sabe o que fez. René Descartes: Filósofo e matemático Francês. Refração luminosa. Reflexão da luz e Espelhos planos. ao lado das tendências progressistas da classe em ascenção na França. matemático. Meditações sobre a Filosofia Primeira (1641). era ensinado nas escolas. Aos 10 anos.

é policromática. as sete do arco-íris: vermelho. alaranjado. anil e violeta. Refração é o fenômeno que consiste no fato de a luz passar de um meio para outro diferente. que lhe permitiu pela primeira vez o tamanho e forma aproximados da Terra. Deve-se. Aos 68 anos. Gauss morreu em Görtingen em 23 de fevereiro de 1855 Tipos de reflexão e refração Reflexão é o fenômeno que consiste no fato de a luz voltar a se propagar no meio de origem. ampliou seu interesse pela resolução de problemas astronômicos. Seus cálculos a respeito da mecânica celeste resultaram no desenvolvimento de um novo método para a determinação da órbita dos asteróides. Os trabalhos de Gauss estenderam-se também à física. Gauss aprendeu russo. Entre suas obras principais. amarelo. por exemplo. principalmente nos setores da óptica e do magnetismo. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 59 . ou seja. após incidir sobre uma superfície de separação entre dois meios. devem-se lembrar as Discussões Aritméticas (1798) e a Teoria do Movimento dos Corpos Celestes (809). Nomeado em 1807 professor de astronomia e diretor do observatório da Universidade de Göttingen. um feixe cilíndrico de luz atinge uma superfície rugosa. enquanto durante a refração.teorema fundamental da álgebra. azul. um feixe cilíndrico de luz atinge uma superfície totalmente lisa. a maioria publicada postumamente. desta forma. fazendo com que os raios de luz refletidos e refratados tenham direção aleatória por todo o espaço. a maior parte de seu tempo era absorvido pela política internacional e pela matematica. ou tranquila. os feixes refletidos e refratados também serão cilíndricos. no caso do sol. Alem disso. apenas a frequência é mantida constante. ou de lâmpadas fluorescentes. Nessa época. ou agitada. Em 1812. logo os raios de luz serão paralelos entre si. por exemplo. Reflexão e refração seletiva A luz branca que recebemos do sol. Gauss formulou e provou esse teorema sem recursos a números complexos. Reflexão e refração regular Acontece quando. Dotado de grande habilidade manual. é formada por mais de uma luz monocromática. verde. Reflexão e refração difusa Acontece quando. a ele ainda a invenção do telegrafo elétrico e do magnetômetro. construiu e aperfeiçoou instrumentos de medição da luz e das distancias astronômicas. Durente uma reflexão são conservadas a frequência e a velocidade de propagação. por exemplo. Gauss publicou seu famoso algoritmo dos mínimos quadrados.

. já que estas apresentam diferentes cores. Representa-se um espelho plano por: Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 60 . vistas por nós. sendo assim. Para saber mais. Os espelhos geralmente são feitos de uma superfície metálica bem polida. principalmente. normalmente acrílica. usar-se uma placa de vidro onde se deposita uma fina camada de prata ou alumínio em uma das faces. refletindo apenas o vermelho. e as refletem de forma difusa. um objeto ao ser iluminado por luz branca "seleciona" no espectro solar as cores que vemos. É muito comum o uso de filtros de luz na astronomia para observar estrelas. faz com que a única cor refratada de forma seletiva seja a vermelha.. É comum.. Chama-se filtro de luz a peça. Se um corpo é visto vermelho. conforme sua temperatura e distância da Terra. ele absorve todas as outras cores do espectro.Sendo assim. Para saber mais. é porque ele reflete todas as cores do espectro solar. um filtro vermelho. Espelho plano Um espelho plano é aquele em que a superfície de reflexão é totalmente plana. Se um corpo é "visto" negro. desde as domésticas até como componentes de sofisticados instrumentos ópticos. Se um corpo é visto branco. Os espelhos planos tem utilidades bastante diversificadas. é por que ele absorve todas as cores do espectro solar. tornando a outra um espelho. que deixa passar apenas um das cores do espectro solar.. ou seja. por exemplo.

Pelo desenho podemos ver que: Que pode ser reescrito como: Mas pela figura. quando um é real o outro deve ser virtual. uma reta e marcar simétricamente o ponto imagem. logo a imagem aparece a Na parte inferior da figura. podemos ver que: Logo: Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 61 . o objeto e a respectiva imagem têm sempre naturezas opostas. do espelho. portanto. Translação de um espelho plano Considerando a figura: A parte superior do desenho mostra uma pessoa a uma distância uma distância em relação ao espelho. através do espelho. Construção das imagens em um espelho plano Para se determinar a imagem em um espelho plano basta imaginarmos que o observador vê um objeto que parece estar atrás do espelho. basta traçar por ele. ou seja. "atrás" do espelho. fazendo com que o observador esteja a uma distância do espelho. o espelho é transladado para a direita. isto ocorre pois o prolongamento do raio refletido passa por um ponto imagem virtual (PIV). Nos espelhos planos.As principais propriedades de um espelho plano são a simetria entre os pontos objeto e imagem e que a maior parte da reflexão que acontece é regular. fazendo com que a imagem seja deslocada x para a direita. para se obter geometricamente a imagem de um objeto pontual.

face refletiva é a externa o espelho é chamado convexo convexo. mas com comprimento equivalente ao dobro do comprimento da translação do espelho. É fácil observar-se que a esfera da qual a calota acima faz parte tem duas faces. podemos escrever a velocidade de translação do espelho e da imagem da seguinte forma: Ou seja. Quando o observador também se desloca. Se utilizarmos esta equação. ou seja: Espelhos esféricos Chamamos espelho esférico qualquer calota esférica que seja polida e possua alto poder de reflexão. e medirmos a sua taxa de variação em um intervalo de tempo. Quando a superfície refletiva considerada for a interna. a velocidade ao ser considerada é a a velocidade relativa entre o observador e o espelho. uma interna e outra externa.Assim pode-se concluir que sempre que um espelho é transladado paralelamente a si mesmo. Reflexão da luz em espelhos esféricos Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 62 . o espelho é chamado côncavo já nos casos onde a côncavo. a velocidade de deslocamento da imagem é igual ao dobro da velocidade de deslocamento do espelho. a imagem de um objeto fixo sofre translação no mesmo sentido do espelho. ao invés da velocidade de translação do espelho.

ou seja. como os espelhos planos. V é o vértice da calota. No entanto. Um sistema óptico que consegue conjugar a um ponto objeto. As demais retas que cruzam o centro da esfera são chamadas eixos secundários secundários. • O raio da esfera R que origina a calota é chamado raios de curvatura do espelho. nem aplanéticos ou ortoscópicos. as duas leis da reflexão também são obedecidas nos espelhos esféricos. um único ponto como imagem é dito estigmático.Assim como para espelhos planos. é a abertura do espelho. espelhos esféricos só são estigmáticos para os raios que incidem próximos do seu vértice V e com uma pequena inclinação em relação ao eixo principal. mais externos da calota. esquematizados na figura abaixo: • • • • • C é o centro da esfera. os ângulos de incidência e reflexão são iguais. O eixo que passa pelo centro e pelo vértice da calota é chamado eixo principal principal. Aspectos geométricos dos espelhos esféricos Para o estudo dos espelhos esféricos é útil o conhecimento dos elementos que os compõe. Um espelho com essas propriedades é conhecido como espelho de Gauss. refletidos e a reta normal ao ponto incidido. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 63 . e os raios incididos. Os espelhos esféricos normalmente não são estigmáticos.

No caso dos espelhos convexos é a continuação do raio refletido é que passa pelo foco.Um espelho que não satisfaz as condições de Gauss (incidência próxima do vértice e pequena inclinação em relação ao eixo principal) é dito astigmático. Focos dos espelhos esféricos Para os espelhos côncavos de Gauss pode ser verificar que todos os raios luminosos que incidirem ao longo de uma direção paralela ao eixo secundário passam por (ou convergem para) um mesmo ponto F . Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 64 .o foco principal do espelho. Um espelho astigmático conjuga a um ponto uma imagem parecendo uma mancha. Tudo se passa como se os raios refletidos se originassem do foco.

.o é a altura do objeto (ordenada do objeto) e i a altura da imagem (ordenada da imagem).. 1 . R>0 Lente divergente. O eixo das abscissas tem a mesma direção do EP (eixo principal) e sentido contrário da luz incidente para objetos e a favor da luz incidente para imagens.p é a distância do objeto ao vértice (abscissa do objeto) e p1 a distância da imagem ao vértice (abscissa da imagem). e sua espessura é desprezível em relação aos raios de curvatura das superfícies.f é a distância focal e R é o raio de curvatura. R<0 3. f<0.Imagem Virtual 2.. então temos que: o e i com sinais iguais:imagem direita em relação ao objeto o e i com sinais opostos: imagem invertida em relação ao objeto Instrumentos ópticos Os instrumentos ópticos são instrumentos bem comuns. então se: p > 0. f>0.. a lupa.. a luneta. então temos que: Lente convergente. A classificação dos instrumentos ópticos é feita com base no tipo de imagem final que produzem.Imagem Real p1 < 0.Lentes Esféricas Delgadas A lente esférica delgada é um corpo homogêneo e transparente em que ou as duas superfícies são esféricas ou uma delas é plana e a outra é esférica.. Geralmente as duas superfícies esféricas delgadas têm raios diferentes... Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 65 . o microscópio são exemplos bem conhecimentos. em nosso cotidiano.Objeto Real p1 > 0.

Interferência de ondas. é considerada uma grandeza chamada freqüência (f). a frequência é medida pelo inverso de unidade de tempo. ou seja 1/s que recebe o nome de hertz (Hz) no SI. como a primeira medição com precisão da aceleração da gravidade. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 66 . T Chamamos período do movimento (T) o intervalo de tempo que estes ciclos levam até se repetirem. No estudo dos movimentos oscilatórios estão fundamentados alguns dos maiores avanços para a ciência. é medido em segundos (s) (s). em um movimento periódico. que corresponde ao numero de repetições do movimento (n) em um determinado intervalo de tempo (∆t). Assim. porém a trajetória é a mesma para ambos os sentidos. É o caso dos pêndulos e das cordas de guitarras e violões. de um ponto qualquer demarcado em um aro de uma bicicleta que anda com velocidade constante ou até o movimento realizado pelos planetas em torno do Sol. podemos definir a relação entre elas como: Movimento Oscilatório Um movimento oscilatório acontece quando o sentido do movimento se alterna periodicamente. como a invenção dos primeiros relógios mecânicos.ONDAS Movimento harmônico simples (MHS). o movimento do ponteiros dos relógios. ao decorrem-se um número (n) de repetições em um determinado intervalo de tempo (∆t seu período será ∆t). A figura abaixo representa uma corda em vibração. Ondas sonoras. por exemplo. velocidade e aceleração de um corpo móvel se repetem em intervalos de tempo iguais. Movimento periódico Um movimento periódico é caracterizado quando a posição. Comparando-se as equações do período e da frequência. ∆t n dado pela expressão: Como n é uma grandeza adimensional. ou seja: Analisando as unidades da relação. o período tem unidade igual à unidade de tempo. a comprovação científica da rotação da Terra. observe que mesmo se deslocando para baixo e para cima do ponto de origem ela sempre mantêm distâncias iguais de afastamento deste ponto. No SI. além de inúmeros benefícios tecnológicos. Ondas. como por exemplo. Além do período.

Da mesma forma que para o movimento periódico. e este meio não acompanha a propagação. Uma construção só poderia ser prejudicada caso tivesse uma vibração natural com período igual à vibração do vento no local. Um exemplo de onda é tido quando joga-se uma pedra em um lago de águas calmas. Também existem ondas que não podemos observar a olho nu. Conforme sua natureza as ondas são classificadas em: Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 67 . deve ter percebido que em dias de muito vento a sua estrutura balança. o intervalo decorrido para que se complete um ciclo é chamado período do movimento (T) e o número de ciclos completos em uma unidade de tempo é a frequência de oscilação. existem alguns tipos de ondas que conhecemos bem. Mas o que elas têm em comum é que todas são energias propagadas através de um meio. ondas ultra-violeta e microondas. onde o impacto causará uma perturbação na água. dizemos que ela completou um ciclo.Se considerarmos que o corpo começa a vibrar partindo da linha mais escura. o que não causa preocupação. porém. uma oscilação ou uma vibração. como a luz e o som. acontecem com período de oscilação superior a 1 segundo. Estas vibrações. e esta se propaga através de um meio. ondas de rádio. como. cada vez que a corda passar por esta linha. ondas de televisão. por exemplo. Uma onda é um movimento causado por uma perturbação. Além destas. após percorrer todas as outras linhas consideradas. Não é só impressão! Algumas construções de grandes estruturas como edifícios e pontes costumam balançar em decorrência do vento. fazendo com que ondas circulares se propagem pela superfície da água. Se você já esteve em um prédio alto. mas que não identificamos normalmente.

• Tridimensionais: são capazes de se propagar em todas as dimensões. provocando a quebra destas ondas e causando uma movimentação de toda a massa de água e a formação de correntezas. Após serem quebradas. como as água em um lago quando se joga uma pedra. como as ondas em cordas e molas esticadas. Por isto não é capaz de propagar-se no vácuo. Por que as ondas do mar quebram? Sabendo que as ondas em geral têm como característica fundamental propagar energia sem que haja movimentação no meio.• Ondas Mecânicas: são ondas que necessitam de um meio material para se propagar. em uma corda: • Longitudinais: são ondas causadas por vibrações com mesma direção da propagação. Quanto a direção de propagação as ondas são classificadas como: • Unidimensionais: que se propagam em apenas uma direção. sons e em superfícies de líquidos. mas ao aproximar-se da costa. ou seja. como as ondas sonoras. próxima a 300000km/s. causando movimentação de água. há uma brusca diminuição da profundidade onde se encontram. Alguns exemplos são as ondas de rádio. sua propagação envolve o transporte de energia cinética e potencial e depende da elasticidade do meio. como explica-se o fenômeno de quebra das ondas do mar. • Ondas Eletromagnéticas: são ondas geradas por cargas elétricas oscilantes e sua propagação não depende do meio em que se encontram. como a luz e o som. Quanto à direção da vibração as ondas podem ser classificadas como: • Transversais: são as que são causadas por vibrações perpendiculares à propagação da onda. por exemplo. próximo à costa? Em águas profundas as ondas do mar não transportam matéria. de radar. como. que é equivalente a 1080000000km/h. Alguns exemplos são os que acontecem em molas e cordas. Todas as ondas eletromagnéticas tem em comum a sua velocidade de propagação no vácuo. • Bidimensionais: são aquelas que se propagam por uma superfície. os raios x e as microondas. podendo propagar-se no vácuo e em determinados meios materiais. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 68 . as ondas do mar deixam de comportar-se como ondas.

o período e a freqüência são relacionados por: A unidade internacionalmente utilizada para a freqüência é Hertz (Hz) sendo que 1Hz equivale à passagem de uma crista ou de um vale em 1 segundo. a distância entre duas cristas ou dois vales consecutivos. e expresso pela letra grega lambida (λ).Componentes de uma onda Uma onda é formada por alguns componentes básicos que são: Sendo A a amplitude da onda. Portanto. Chamamos período da onda (T) o tempo decorrido até que duas cristas ou dois vales consecutivos passem por um ponto e freqüência da onda (f) o número de cristas ou vales consecutivos que passam por um mesmo ponto. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 69 . • raio de onda: é possível definir como o raio de onda a linha que parte da fonte e é perpendicular às frentes de onda. indicando a direção e o sentido de propagação. em uma determinada unidade de tempo. É denominado comprimento da onda. Para o estudo de ondas bidimensionais e tridimensionais são necessários os conceitos de: • frente de onda: é a fronteira da região ainda não atingida pela onda com a região já atingida.

sendo que uma transmissão de grandes quantidades de informação em diminutos intervalos de tempo. pode ocorrer interferência construtiva ou destrutiva. Caso contrário. Caso estes dois pulsos se interceptem num determinado momento. como a interferência de um sistema de comunicação. Esta banda representa a largura do espectro do sinal. necessitam de sistemas emissores de sinais de banda larga para acomodar Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 70 . Certos tipos de modulação possuem a propriedade muito importante de minimizar o ruído. uma vez que este fenômeno é um dos responsáveis pelas limitações no tráfego de informações. Se os dois pulsos estão do mesmo lado da corda. que infere que a forma da função de onda resultante é igual à soma algébrica das funções de ondas individuais. de acordo com a forma inicial dos pulsos.Considere dois pulsos deslocando-se em direções opostas numa corda. O estudo da interferência das ondas é de grande valia à telecomunicações. acontece no momento do encontro a interferência destrutiva e as amplitudes dos dois pulsos serão subtraídas (o cancelamento completo só existe se os pulsos forem idênticos). ocorre interferência construtiva e as amplitudes dos pulsos serão somadas. Estas interferências se resultam de acordo com o princípio da superposição de ondas. Entretanto esta supressão é conseguida às custas de uma banda de transmissão com um range de freqüências consideravelmente maior do que a banda do sinal original("redução de ruído em banda larga").

Deve-se notar que a intensidade é proporcional ao quadrado da amplitude. Se a banda for insuficiente. surge regiões escuras nas referentes às zonas de interferência destrutiva e regiões claras quando ocorre interferência construtiva. onde P é a amplitude de pressão. é preciso diminuir a velocidade de sinalização e consequentemente aumentar o tempo de transmissão). são captadas e processadas por nosso sistema auditivo. Ondas sonoras Ondas sonoras são as que possuem freqüência de vibração entre 20 e 20. já ao observa-la do ponto de vista físico teremos que uma onda é basicamente a propagação de energia.000Hz. A intensidade I de uma onda é definida como a média no tempo da quantidade de energia que é transportada pela onda.os sinais(A largura de faixa representa uma limitação em sistemas de comunicação. Em ambos os casos um feixe luminoso policromático ao incidir nesta película sofre reflexão tanto na superfície superior quanto na inferior da camada de óleo ou sabão. Que se origina a partir de vibrações do ar que são captadas pelo tímpano com freqüência e amplitudes pré-definidas. como uma calçada ou uma sarjeta ou então produzimos uma bolha de sabão com um pouco de água e detergente. que naturalmente. O fenômeno da interferência também ocorre quando uma fina camada de óleo se espalha sobre uma superfície irregular. Como resultado. e o envio de uma quantidade máxima de informação num menor tempo possível. por unidade de área ao logo do tempo. Assim: . Intensidade sonora Se observarmos a propagação de uma onda do ponto de vista geométrico apenas teremos o meio em forma de onda. Um esquema eficiente conta com uma minimização do tempo de transmissão. a velocidade da onda Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 71 . é a densidade média do ar e sonora.

Nível de Intensidade e volume Devido à grande gama de intensidades as quais o ouvido é sensível. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 72 . . onde I0 é a intensidade sonora mínima que é audível sendo I0 = 10-12 W/ m2 A unidade de é o decibel (db) que representa um décimo de bel. unidade adotada em homenagem a Alexander Graham Bell. torna-se mais conveniente utilizarmos a escala logarítmica para representar o nível de intensidade sonora ( ). Observe o gráfico com valores representativos de alguns produtores de ruídos.

Cada átomo por sua vez é constituído de partículas ainda menores que são os prótons. Os prótons e os elétrons apresentam uma importante propriedade física a carga elétrica.ELETROSTÁTICA Eletrização e Força elétrica. Condutores em equilíbrio eletrostático e Capacitância eletrostática. Campo elétrico. Entre corpos eletrizados com cargas diferentes aparece entre eles uma força elétrica de atração.. Condutores e Isolantes Condutores – São substâncias nos quais os elétrons se locomovem com facilidade por estarem fracamente ligados aos átomos. A experiência comprova que durante o processo de eletrização o número de cargas cedidas por um corpo é igual ao número de cargas recebidas pelo outro. Átomo – Núcleo (Prótons e Nêutrons) e Eletrosfera ( Elétrons). Aproximando-se dois corpos eletrizados com mesma carga elétrica aparece entre eles uma força elétrica de repulsão.. Os prótons e os nêutrons localizamse na parte central do átomo e formam o chamado núcleo. Os prótons tem carga positiva (+) A eletrostática é a parte da eletricidade que estuda as cargas elétricas em repouso. os elétrons e os nêutrons. Considerações: Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 73 . A matéria é formada de pequenas partículas chamadas de átomos. O que permite enunciar o “princípio da atração e repulsão das cargas elétricas". Já os elétrons giram em torno do núcleo na região chamada de eletrosfera. o que permite enunciar o “princípio da atração e repulsão das cargas elétricas”. Trabalho e potencial elétrico.

Cargas de mesmo sinal se repelem e cargas de sinais contrários se atraem. A lã perde elétrons e o bastão ganha elétrons. que é invisível mas existe. ele pode ser percebido se colocarmos uma outra carga q (denominada carga de prova) nas proximidades desta. 3. Um pano de lã e um bastão de vidro (antes do atrito). Mas será que podemos calcular também o valor do campo elétrico presente em uma região do espaço? Podemos também. Isolantes ou Dielétricos São substâncias em que os elétrons estão fortemente ligados ao núcleo do átomo e não tem liberdade de movimento. 2. Esta capacidade está relacionada ao campo elétrico que estas cargas geram ao seu redor. dependendo dos seus sinais). .As soluções iônicas. A lã fica eletrizada positivamente e o bastão de vidro fica eletrizado negativamente. dependendo do seu sinal. Analisando microscopicamente a região onde ocorre atrito notamos que o contato íntimo entre os corpos faz com que um deles ceda alguns elétrons para o outro. como se fosse uma "aura" envolvendo-as. Esses são chamados de “elétrons livres” e se localizam na superfície do condutor.Nos condutores os elétrons que se encontram mais distantes do núcleo abandonam o átomo adquirindo liberdade de movimento. Processos de Eletrização a) Eletrização por Atrito Quando dois corpos são atritados entre si ficam eletrizados com cargas elétricas de sinais contrários. calcular o valor do campo elétrico presente em uma região do espaço. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 74 . porém de sinais contrários. Assim. . Após o atrito eles serão atraídos. Esta carga de prova q será atraída ou repelida. b) Eletrização por Contato Campo Elétrico Este trabalho tem como objetivo ampliar o nosso conhecimento sobre campo elétrico. Conclusão: Na eletrização por atrito os dois corpos ficam carregados com mesma quantidade de carga.Os gases ionizados. Na prática o que acontece é o seguinte: Uma carga Q sempre gera um campo elétrico ao seu redor. pegando uma carga de prova q de valor conhecido e coloque-a em uma região do espaço onde exista um campo elétrico. São condutores de eletricidade: . Atritando. e a força elétrica responsável por isso pode ser calculada usando-se a Lei de Coulomb. A principal característica de uma carga elétrica é a sua capacidade de interagir com outras cargas elétrica (atraindo-as ou repelindo-as. o corpo que perde elétrons fica eletrizado positivamente e o que ganha elétrons fica eletrizado negativamente Exemplo : 1.Os metais. 4.

em ambos os casos haverá uma força elétrica F que agirá sobre a pequena carga q. Obs: Aqui não é necessário saber o valor da carga Q geradora do campo elétrico. ao ser colocada um carga de prova q em seu espaço de atuação podemos perceber que. o vetor vetor campo elétrico aponta para o sentido contrário ao do centro da cerca carga geradora). que: Cargas negativas geram campos de aproximação (ou seja. em Coulomb. adquirindo movimento. será atraída ou repelida. usando a carga geradora Q. mas somente da carga q que foi colocada próxima do mesmo. conforme a combinação de sinais entre as duas cargas. Quando esta energia Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 75 . esta carga q. Podemos ver que o vetor campo elétrico E existente no ponto P. é usando a equação a seguir: Aqui K é a constante eletrostática. que vale 9 x 109 Nm2 /C2. o vetor vetor campo elétrico sempre aponta para a carga geradora). A maneira para se calcular a intensidade de um campo elétrico. e conseqüentemente Energia Cinética. medida em Coulomb (C). em um ponto P qualquer. Se soubermos o valor desta força. Q é o o valor da carga geradora. sabemos que para que um corpo adquira energia cinética é necessário que haja uma energia potencial armazenada de alguma forma. Lembrando da energia cinética estudada em mecânica. e sua unidade é N/C (Newton por Coulomb) F é o valor da força elétrica.Ela certamente será atraída ou repelida. poderemos calcular o valor do campo elétrico usando a expressão: E é o valor do campo elétrico. ou seja. Cargas positivas geram campos de afastamento (ou seja. Potencial Elétrico Imagine um campo elétrico gerado por uma carga Q. Cálculo do campo elétrico através da carga geradora (Q) Q Deve-se saber antes. e d é a distância em metros metros entre a carga geradora e o ponto onde queremos calcular o valor valor do campo elétrico E. em Newtons (N) que atua sobre a carga c de prova q. Podemos ver que o vetor campo elétrico E existente no no ponto P.

J Pode-se dizer que a carga geradora produz um campo elétrico que pode ser descrito por uma grandeza chamada Potencial Elétrico (ou eletrostático eletrostático). simbolizada por A unidade usada para a é o joule (J). os equipotenciais seriam representados por esferas ocas. ou seja: Uma maneira muito utilizada para se representar potenciais é através de equipotenciais. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 76 . e a unidade designa Joule por coulomb (J/C J/C). já que o valor do potencial diminui uniformemente em função do aumento da distância (levando-se em conta uma representação em duas dimensões. onde quanto mais interna for a casca. Ou seja: Logo: A unidade adotada. maior seu potencial). estas linhas equipotenciais serão circunferências. o potencial elétrico é igual à soma de todos os potenciais criados por cada carga. o que constitui o chamado efeito casca de cebola. que são linhas ou superfícies perpendiculares às linhas de força. em um ponto P que está sujeito a todas estes campos. no SI para o potencial elétrico é o volt (V). o potencial pode ser descrito como o quociente entre a energia potencial elétrica e a carga de prova q. Para o caso particular onde o campo é gerado por apenas uma carga. . é chamada Energia Potencial Elétrica ou Eletrostática Eletrostática. De forma análoga ao Campo Elétrico. J/C Quando existe mais de uma partícula eletrizada gerando campos elétricos. em homenagem ao físico italiano Alessandro V Volta. pois caso a representação fosse tridimensional. ou seja.está ligada à atuação de um campo elétrico. linhas que representam um mesmo potencial.

Condutores em Equilíbrio Eletrostático Ao ser eletrizado. um condutor elétrico tende a afastar as cargas elétricas o máximo que pode. dizemos que ele está em equilíbrio eletrostático. o que significa que as cargas se movimentam e se distribuem na superfície do condutor. Quando essa distribuição acontece de forma desordenada na superfície do condutor. Isso acontece porque o excesso de cargas tem exatamente o mesmo sinal. seja ele maciço ou oco. Condições Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 77 .

Baseado nessa teoria. devemos saber que o seu potencial também irá dobrar ou triplicar. temos em nosso cotidiano a utilização dos para-raios. V. que concentram uma maior quantidade de cargas elétricas em suas pontas. Vejamos: Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 78 . Condições do condutor em equilíbrio eletrostático As Pontas A concentração de cargas elétricas é mais significativa em regiões pontiagudas. se ele tiver uma ponta em sua superfície. Q e conseqüentemente seu potencial elétrico passará a ser representado por n. a maior quantidade de cargas elétricas estará exatamente nessa ponta. sendo que ela também apresenta um potencial representado por V. mesmo que as cargas elétricas se situem na superfície do condutor. ou seja. portanto sua carga elétrica irá passará a ser representada por n .Para que existam condutores em equilíbrio eletrostático. Vejamos: Já se pensarmos em dobrar ou triplicar a carga elétrica. esse fenômeno deve apresentar as seguintes condições: • O campo elétrico no interior do condutor deve ser nulo (E =0). vamos pensar em um condutor que está carregado com uma carga elétrica representada por Q. Capacitância eletrostática de um condutor Para podermos explicar melhor essa capacitância. • O potencial elétrico na parte externa do condutor deve ser o mesmo em todos os pontos.

Geradores e Receptores elétricos. então há um campo orientado da carga A para B. a carga elétrica é medida em Coulomb (C). E ela é explicada pelo conceito de campo elétrico. Estas correntes elétricas são responsáveis pela eletricidade considerada utilizável por nós. este deslocamento é o que chamamos corrente elétrica elétrica. ao considerar uma carga A positiva e outra B. e o potencial elétrico em Volt (V). Ao ligar-se um fio condutor entre as duas os elétrons livres tendem a se Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 79 . Resistores. mas também é possível haver corrente de íons positivos e negativos (em soluções eletrolíticas ou gases ionizados). já a unidade de medida da capacitância é o Farad.Portanto podemos concluir que tanto o potencial elétrico. Essa capacitância é considerada como uma relação constante que existe entre a sua carga elétrica e o seu potencial elétrico. como a carga elétrica. A corrente elétrica é causada por uma diferença de potencial elétrico (d. Normalmente utiliza-se a corrente causada pela movimentação de elétrons em um condutor. Capacitores Ao se estudarem situações onde as partículas eletricamente carregadas deixam de estar em equilíbrio eletrostático passamos à situação onde há deslocamento destas cargas para um determinada direção e em um sentido. logo a expressão acima é definida por: ELETRODINÂMICA Corrente elétrica. logo vem na cabeça O famoso Sistema Internacional (SI).p./ tensão). Para definirmos essa capacitância. Medidas elétricas. negativa. apresentam condutores proporcionais entre si.d. logo neste caso dentro do SI. ou seja. devemos usar a seguinte expressão: Unidades: Quando falamos de unidades de medida.

ou seja: Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 80 . Desta forma cria-se uma corrente elétrica no fio. esta propriedade é chamada continuidade da corrente elétrica elétrica. como por exemplo. devido ao fato de terem cargas negativas. ou seja: Considerando |Q|=n e A unidade adotada para a intensidade da corrente no SI é o ampère (A). Para calcular a intensidade da corrente elétrica (i) na secção transversal de um condutor se considera o i módulo da carga que passa por ele em um intervalo de tempo. C/s Sendo alguns de seus múltiplos: Continuidade da corrente elétrica Para condutores sem dissipação. a intensidade da corrente elétrica é sempre igual. o que não altera em nada seus efeitos (com exceção para o fenômeno chamado Efeito Hall). lembrando que sinais opostos são atraídos. e designa coulomb por segundo (C/s C/s). e este é chamado o sentido convencional da corrente corrente. Isto implica que se houver "opções de caminho" em um condutor. independente de sua secção transversal. e este é chamado elétrica.deslocar no sentido da carga positiva. sentido real da corrente elétrica Embora seja convencionado que a corrente tenha o mesmo sentido do campo elétrico. com sentido oposto ao campo elétrico. em homenagem ao físico francês A Andre Marie Ampère. a corrente anterior a ela será igual à soma das correntes em cada parte desta bifurcação. uma bifurcação do fio.

e utilizam-se as representações: Medidas elétricas A intensidade de corrente é medida por instrumentos chamados amperômetros. ou seja. Em circuitos elétricos teóricos costuma-se considerar toda a resistência encontrada proveniente de resistores. são consideradas as ligações entre eles como condutores ideais (que não apresentam resistência). ou seja. ou amperímetros. o aquecedor de um chuveiro elétrico. Há vários tipos de amperômetros. entre outros.Resistores São peças utilizadas em circuitos elétricos que tem como principal função converter energia elétrica em energia térmica. cada tipo baseado em um fenômeno físico diferente. Medida de diferença de potencial Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 81 . são usados como aquecedores ou como dissipadores de eletricidade. os filamentos que são aquecidos em uma estufa. Alguns exemplos de resistores utilizados no nosso cotidiano são: o filamento de uma lâmpada incandescente.

Tipos de geradores que convertem energia mecânica em elétrica: Gerador Síncrono Gerador de indução ou Gerador Assíncrono Gerador de Corrente contínua Receptor elétrico é qualquer dispositivo que transforma energia elétrica em energia não-elétrica que não seja somente em energia térmica. B e C. porque os dispositivos que transformam e energia elétrica totalmente em energia térmica são chamados de resistores. multiplicado Geradores e Receptores elétricos Gerador é um dispositivo utilizado para a conversão da energia mecânica. Então o i medido pelo amperômetro. química ou outra forma de energia em energia elétrica. O princípio de seu funcionamento é o seguinte: suponhamos que entre dois pontos. temos : Como é constante.Os instrumentos que medem a diferença de potencial entre dois pontos são chamados voltômetros. Capacitores Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 82 . contanto que esse outro tipo de energia não seja calor. é proporcional a i. Sendo a resistência do amperômetro. Chama-se receptor a qualquer dispositivo que transforme energia elétrica em um outro tipo qualquer de energia. i a intensidade da corrente que passa a diferença de potencial pelo amperômetro e a medir . de um circuito seja ligado um amperômetro A. ou voltímetros. em série com uma resistência r muito grande e constante (figura ao lado).

ao ser colocado um material dielétrico entre suas placas. nanofarads (nF) e picofarads (pF). Indução eletromagnética. para facilidade de estudo. Desse modo. dependendo do circuito ao qual ele está sendo empregado. A utilização dos dielétricos tem várias vantagens. Entre essas armaduras existe um material que é chamado de dielétrico. Força magnética. Mas. matematicamente fica da seguinte forma: No Sistema Internacional de Unidades.Também chamado de condensador. nas máquinas fotográficas armazenando cargas para o flash. pois se o ar for submetido a um campo elétrico muito alto ele acaba por se tornar condutor. a unidade de capacitância é o farad (F). dentro da qual ela consegue exercer ações magnéticas. e ela é medida através do quociente entre a quantidade de carga (Q) e a diferença de potencial (V) existente entre as placas do capacitor. porque um polo norte sempre aparece associado a um polo sul. A capacitância de um capacitor de placas paralelas. Para isso temos de considerar Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 83 . Eles podem ter o formato cilíndrico ou plano. dielétrico Dielétrico é uma substância isolante que possui alta capacidade de resistência ao fluxo de corrente elétrica. Chama-se campo magnético de uma massa magnética à região que envolve essa massa. consideraremos em primeiro lugar o campo magnético de um polo único. Capacitância É denominada capacitância C a propriedade que os capacitores têm de armazenar cargas elétricas na forma de campo eletrostático. Já vimos que não existe na natureza uma massa magnética isolada. A mais simples de todas elas é que com o dielétrico podemos colocar as placas do condutor muito próximas sem o risco de que eles entrem em contato. A é a área das placas. o campo magnético do polo norte de um ímã está sempre influenciado pelo polo sul do mesmo ímã. pode ser determinado da seguinte forma: Onde: εo é a permissividade do espaço. ele é um dispositivo de circuito elétrico que tem como função armazenar cargas elétricas e consequente energia eletrostática. Ele é constituído de duas peças condutoras que são chamadas de armaduras. d é a distância entre as placas do capacitor ELETROMAGNETISMO Campo magnético. Os capacitores são utilizados nos mais variados tipos de circuitos elétricos. Qualquer substância que for submetida a uma intensidade muito alta de campo elétrico pode ser tornar condutor. por esse motivo é que o dielétrico é mais utilizado do que o ar como substância isolante. ou elétrica. por exemplo. no entanto essa é uma medida muito grande e que para fins práticos são utilizados valores expressos em microfarads ( F). e.

Considerando os módulos de e m. temos: A equação do campo gravitacional. temos: do campo elétrico. Suponhamos que num ponto A desse campo seja Essa grandeza vetorial é chamada vetor campo magnético. e Quando Significa que o módulo do campo magnético em um ponto é igual à intensidade da força que atua sobre a unidade de massa magnética colocada nesse ponto. Seja o campo produzido pela massa magnética M.ímãs suficientemente alongados para que possamos desprezar a influência de um polo sobre o outro. Considerando só uma igualdade. A equação mostra que a força que atua na massa magnética m colocada em um campo magnético 84 Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados . o campo magnético no ponto A. ou simplesmente.

é o sentido real da corrente ( tem o mesmo sentido da corrente). expressa pela notação : Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 85 . Mas se considerarmos um pequeno pedaço do fio ao invés de apenas um elétron. serão dadas pela regra da mão Se imaginarmos um fio condutor percorrido por corrente. mas como temos um comprimento percorrido por cada elétron em um determinado intervalo de tempo. neste caso. quando o fio condutor é exposto a um campo magnético uniforme. Se o campo magnético em questão for uniforme. esta sofre uma interação que pode alterar seu movimento. No entanto. A direção e sentido do vetor direita espalmada. haverá elétrons livres se movimentando por sua secção transversal com uma velocidade . então podemos escrever a velocidade como: Ao substituirmos este valor em teremos a força magnética no segmento. 2o Força Magnética Sempre que uma carga é posta sobre influência de um campo magnético. Para facilitar a compreensão podese imaginar que os elétrons livres são cargas positivas.depende de dois fatores: 1o) da própria massa m. cada elétron sofrerá ação de uma força magnética. onde Q é a carga total no segmento do fio. Como todos os elétrons livres têm carga (que pela suposição adotada se comporta como se esta fosse positiva). podemos dizer que a interação continuará sendo regida por . vimos que haverá uma força . o sentido adotado para o vetor velocidade. onde é o ângulo formado no plano entre os agindo sobre a carga com intensidade vetores velocidade e campo magnético.

então podemos reescrever a Lei elementar de Laplace como . e a inversão de corrente é obtida através de um anel metálico condutor dividido em duas partes. A direção e o sentido do vetor são perpendicular ao plano determinado pelos vetores e . tem mesma direção do campo magnético. e pode ser determinada pela regra da mão direita espalmada. que é responsável pelo giro. então: Sendo esta expressão chamada de Lei Elementar de Laplace. Para o caso particular onde o condutor é retilíneo. a força magnética que é perpendicular ao sentido da corrente e ao campo magnético causará rotação. fazendo com que as forças de cada lado do braço de alavanca entrem em equilíbrio. todos os vetores serão iguais.. Se esta espira tiver condições de girar livremente. Com isso o movimento segue até que as forças o anulem e volta a girar no sentido contrário. devido ao surgimento de . uma forma avançada para se realizar este cálculo é utilizando-se integral de linha. Quando a corrente passa pelo condutor nos segmentos onde o movimento das cargas são perpendiculares ao vetor indução magnética há a formação de um "braço de alavanca" entre os dois segmentos da espira. de modo que toda o fio seja descrito. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 86 . Uma forma de se aproveitar este avanço da posição de equilíbrio é inverter o sentido da corrente. apontando-se o polegar no sentido da corrente e os demais dedos no sentido do vetor . e por consequência . Se quisermos determinar a força magnética que atua em fio extenso (com dimensões não sejam cada vez menores e somar os desprezíveis) devemos fazer com que os comprimentos vetores em cada . de modo que quando a espira tiver girado 90° não haverá causando giro.Mas sabemos que indica a intensidade de corrente no fio. devido à inércia. Saiba mais. o movimento da espira continua.. fazendo com que esta avance contra as forças . Da mesma forma como um campo magnético uniforme interage com um condutor retilíneo pode interagir com um condutor em forma de espira retangular percorrido por corrente. No entanto. Este é o princípio de funcionamento dos motores de corrente contínua. diminui. passando a exercer um movimento oscilatório. Nos segmentos onde o sentido da corrente é paralelo ao vetor indução magnética não há surgimento de pois a corrente. fazendo com que o giro continue no mesmo sentido. À medida que a espira gira a intensidade da força que atua no sentido vertical.

Se o fluxo permanecer constante e não variar. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 87 . Variação de fluxo girar o condutor dentro do campo magnético. Para simplicidade. então a corrente elétrica desaparecerá. imaginemos o É importante notar que a causa da indução eletromagnética é a variação do fluxo.Indução Suponhamos um condutor fechado c colocado num campo magnético.

Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 88 .