I Curso de Capacitação de

Condutores de Visitantes Do Parque Nacional Da Serra dos Órgãos

Execução:

24 a 30 de Setembro de 2006

Projeto “Centro de Referência em Biodiversidade da Serra dos Órgãos: uma Aliança entre Educação, Turismo e Conservação”

Projeto “Centro de Referência em Biodiversidade da Serra dos Órgãos: uma aliança entre Educação, Turismo e Conservação”. O projeto “Centro de Referência em Biodiversidade da Serra dos Órgãos: uma aliança entre Educação, Turismo e Conservação”, realizado pela Conhecer para Conservar(*) em parceria com o Parque nacional da Serra dos Órgãos, visa disponibilizar e disseminar informações ambientais, democratizando o acesso à informação sobre o meio ambiente e a gestão dos recursos naturais para as comunidades do entorno, bem como para os gestores, professores, pesquisadores e visitantes do Parque. Para tanto, o projeto se divide em quatro linhas de atuação: 1-) Adequação da estrutura disponível no PARNASO, com a implantação de biblioteca; de um pólo de capacitação em temas ligados ao meio ambiente, como o ecoturismo e a Educação Ambiental; e de uma base de apoio à pesquisa científica. 2-) Educação Ambiental Formal, com a capacitação de diretores, orientadores pedagógicos e professores das escolas do entorno, visando potencializar o Parque Nacional como um pólo difusor de ações educativas, novos hábitos, valores e atitudes voltadas para a preservação ambiental, estabelecendo uma parceria que possibilite o intercâmbio técnico e pedagógico entre o PARNASO e as escolas vizinhas. 3-) Educação Ambiental Não Formal, com a promoção de campanhas e eventos educativos nas comunidades do entorno com o Centro de Referência Móvel, utilizando veículo multimídia do IBAMA, equipado com tecnologia de comunicação de ponta, visando ampliar a capacidade de conservação do PARNASO, através do estreitamento do vínculo com as comunidades de seu entorno. 4-) Fomento ao Ecoturismo Regional, com a capacitação da mão-de-obra local para o desenvolvimento de atividades econômicas sustentáveis associadas à conservação da Mata Atlântica, como o ecoturismo, possibilitando alternativas de renda associadas à conservação do Parque e seu entorno; com a produção de material informativo sobre as atrações turísticas existentes na região; e com estudos para criação de novas trilhas e capacidade de suporte, e de capacitação para a manutenção de trilhas e condução de visitantes, visando agregar maior valor aos produtos ecoturísticos oferecidos na região. A proposta de cursos de Capacitação de condutores de visitantes do PARNASO tem por objetivo profissionalizar e organizar a atividade de condução de visitantes no PARNASO e entorno, bem como ampliar, qualificar e uniformizar os serviços oferecidos pelos condutores. Os cursos visam também fomentar a criação de uma rede de informações sobre o ecoturismo nos quatro municípios abrangidos pelo Parque, e contribuir para a elaboração de programa de desenvolvimento comunitário sustentável e geração de renda alternativa relacionada ao turismo. Coordenação Técnica: Evelyn Sue Kato Equipe do projeto: Cecilia Cronemberger de Faria; Fátima Santos, Imara Moreira Freire e Renata de Faria Brasileiro Contatos: www.conhecerparaconservar.org.br; conhecerparaconservar@gmail.com; (21) 2152-1101. (*) A Conhecer para Conservar é uma entidade civil que tem como missão defender o meio ambiente e os recursos naturais conservando a biodiversidade, e estimular e desenvolver o pleno exercício da cidadania, através da Educação Ambiental.

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Índice
1 – Apresentação e Objetivos 1.1 – Objetivo Geral 1.2 – Objetivo Específico 04 04 04

2 – Critérios na seleção, certificação e credenciamento de Condutores de Visitantes 2.1 – Requisitos para inscrição 2.2 – Condições necessárias para fazer o curso 2.3 – Requisitos para receber o Certificado de conclusão do curso 2.4 – Requisitos para ser certificado pela Aguiperj e credenciado pelo PARNASO

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3 – Meio Ambiente e História 3.1 – Mata Atlântica 3.2 – Unidade de Conservação 3.3 – O PARNASO 3.4 – História do Montanhismo no PARNASO

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4 – Condução em Ambientes Naturais 4.1 – O condutor de Visitantes e os Guias de Turismo 4.2 – Condução com Mínimo Impacto 4.3 – Técnicas de Condução 4.4 – Liderança

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5 - Equipamentos e Navegação 5.1 – Noções Básicas de Navegação 5.2 – Roupas e Equipamentos 5.3 – Alimentação

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6 – Responsabilidade Civil e Código de Defesa do consumidor 7 – Comportamento seguro e Prevenção de acidentes 7.1 – Segurança na condução 7.2 – Emergências 7.3 – Noções de Primeiros Socorros 7.4 – Telefones de emergência

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8 – Bibliografia 9 – Avaliação

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Apresentação e Objetivos
As matas são consideradas de grande importância para garantir a qualidade ambiental e, conseqüentemente, a qualidade de vida das populações. A manutenção do ambiente natural permite o controle da temperatura, da poluição, da erosão e dos recursos hídricos, preservando a biodiversidade. O Curso de Capacitação de Condutores de Visitantes da AGUIPERJ vem contribuir para a capacitação de profissionais que estarão aptos a atender ao crescente interesse e à grande demanda do público que atualmente deseja freqüentar as Unidades de Conservação (UCs). Trata-se de um público que anseia por informações e que tem imenso interesse em compreender o complexo ambiente natural. O Curso de Capacitação de Condutores de Visitantes da AGUIPERJ está preferencialmente direcionado aos integrantes das comunidades locais, principalmente aquelas que estão inseridas nas Unidades de Conservação brasileiras ou estabelecidas em áreas contíguas às UCs no território nacional. O acesso aos processos de formação e qualificação profissional para a condução de grupos de visitantes em área naturais, potencializam a melhor inserção no mercado de trabalho aos integrantes das comunidades, bem como maximizam a qualidade das experiências obtidas na visitação, e podem ampliar a compreensão sobre a importância da conservação ambiental pelos visitantes. Além, de otimizar os mecanismos disponíveis para ordenamento e minimização dos impactos em atividades de visitação ecoturística no interior das Unidades de Conservação e áreas do entorno. O Curso cobrirá os seguintes Módulos: 1. Meio Ambiente e História. 3. Equipamentos e Navegação 5. Comportamento seguro e Prevenção de acidentes. 2. Condução em Ambientes Naturais. 4. Responsabilidade Civil. 5. Conhecendo o PARNASO

1.1) Objetivo Geral
Contribuir para a formação de Condutores de Visitantes locais para atuarem na condução de visitantes no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, ou em sítios turísticos inseridos em seu entorno.

1.2) Objetivos Específicos
Formar Condutores de Visitantes, capazes de: • • • • • • Interpretar os ambientes; Orientar e sensibilizar para a importância da conservação do meio ambiente; Conduzir grupos de visitantes com segurança; Estar apto para contribuir em ações de monitoramento dos impactos gerados pela visitação pública; Contribuir com mecanismos de gestão ambiental, que são adotados pelos gestores da unidade de conservação; Aprenderem a buscar conhecimento com autonomia.

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2.2. cujo reconhecimento. Duas fotos 3x4.4. 2.1 – 75% (setenta e cinco por cento) de presença nas aulas teóricas e práticas.3 – Completar estágio pelo período de um ano. se for o caso.1.5 – Participar de cursos ofertados que estão relacionados à sua atuação sempre que for possível. ao longo dos dois anos subseqüentes ao curso de monitores.1. que deverá.4. Aprovado nas avaliações das atividades práticas nos sítios de visitação da UC e região de entorno.4.3.1 .3 – Obter média final por disciplina igual ou superior a 7.4. 5 . parcial ou total. 2.3) Requisitos para receber o Certificado de Conclusão do Curso. com grade curricular equivalente. Apresentar cópia do documento de Identidade e CPF. 2. 2. de acordo com os ensinamentos adquiridos no decorrer do curso de monitores. 2.4 – Estar devidamente equipado para o exercício da função.3.2 – Documentos a serem apresentados: a.7 – Respeitar os regulamentos estabelecidos pela Aguiperj e pelos órgãos responsáveis pela PARNASO ou sítios de visitação turísticos para os quais estiver credenciado. Realizando neste período pelo menos 12 excursões registradas no PARNASO.2) Condições necessárias para fazer o curso. c.4.1) Requisitos para inscrição.6 – Possuir uma conduta ética.2. 2.1 – Possuir o Certificado do Curso Capacitação Condutores de Visitantes.4. 2.4. recomendar as complementações necessárias. deverá ser avaliado pelo Aguiperj e PARNASO.2 Critérios na seleção. que tenha ministrado curso similar.2 – Avaliação por módulo e ao final do curso: Análise individual e de grupo. Atestado médico de saúde. 2. escrita e oral.3.Ter 18 anos completos: Comprovação: identidade ou outro documento oficial. 2. oferecido pela Aguiperj. 2. b. d. 2.2 – Ser alfabetizado: Comprovação: Preenchimento da ficha de Inscrição.0 (sete). totalizando 56 horas. 2. certificação e credenciamento de Condutores de Visitantes.1 – Ser aprovado no processo de seleção: 2.2 – Possuir certificado de outra instituição idônea. 2. Assinatura do Termo de Compromisso. 2. com 40 horas teóricas e 16 horas práticas.4) Requisitos para ser Certificado pela AGUIPERJ e credenciado pelo PARNASO. 2. 2.

Unidades de Uso Sustentável. com características específicas: I.1) Mata Atlântica A Mata Atlântica é um dos biomas mais diversificados e ameaçados do planeta. incluindo as águas jurisdicionais. bambus. do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul e ao longo de toda a costa brasileira a sua largura varia entre pequenas faixas e grandes extensões. formando uma massa de folhas e galhos que barra a passagem do sol. Possui camadas de vegetação claramente definidas. cuja a proteção é essencial para o desenvolvimento do ecoturismo e consequentemente da economia no país. legalmente instituído pelo Poder Público. só se ramifica bem no alto para formar a copa. O explorador alemão Alexander von Humbolt a descrevia como uma "floresta sobre uma floresta". 35 e até 60 metros de altura. com características naturais relevantes. a floresta se alimenta dela mesma. que são os principais responsáveis pelo processo de decomposição da floresta.As unidades de conservação integrantes do SNUC dividem-se em dois grupos. como cipós. formando os chamados sub-bosques. Unidades de Proteção Integral. O tronco das árvores. As copas das altas árvores formam o dossel e chegam a atingir 30. com objetivos de conservação e limites definidos. Está presente tanto na região litorânea como nos planaltos e serras do interior. Numa parte mais baixa. Além da importância biológica e de garantir o abastecimento de água para mais de 100 milhões de pessoas. atingindo em média 200 km de largura. II.3 Meio Ambiente e História 3.2) Unidade de Conservação É um espaço territorial e seus recursos ambientais. sob regime especial de administração. normalmente liso. ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção (Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza . nas regiões que ocupa. ao longo do ano. 7° . nascem e crescem arbustos e pequenas árvores. samambaias gigantes e liquens. que toleram menos luz. outros animais e principalmente aos fungos. 3. Art.SNUC. 6 . Várias outras espécies se fixam sobre as árvores. Lei nº 9985 de 18 de julho de 2000). O piso da floresta é coberto por uma camada de folhas e outras partes que caem das árvores. a Mata Atlântica possui belíssimas paisagens. que serve de alimento para muitos insetos. Assim. bromélias e orquídeas. As copas das árvores mais altas tocamse umas nas outras.

faz do PARNASO uma das Unidades de Conservação de maior visitação no país. que subsidiou a publicação do MMA. V. Aves. vinculado ao Ministério do Meio Ambiente. O PARNASO protege uma área muito pequena. O PARNASO ocupa. possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental. estaduais e municipais. Monumento Natural. por exemplo. de recreação em contato com a natureza e do turismo ecológico. que já têm suas áreas urbanas ocupando o entorno imediato do Parque. decretada pela UNESCO. Répteis e Anfíbios. sendo a Unidade de Conservação com maior estrutura e com maior capacidade operacional e de manejo do mosaico que inclui outras nove UC federais. seus 10. O objetivo básico das Unidades de Proteção Integral é preservar a natureza. 7 . Bocaina e litoral sul da Bahia). além de diversas Reservas Particulares do Patrimônio Natural.O grupo das Unidades de Proteção Integral é composto pelas seguintes categorias de Unidades de Conservação: I. como a onça pintada. III. próxima do Rio de Janeiro e entre duas cidades com forte caráter turístico.§ 1°. Refúgio da Vida Silvestre. IV.3) O PARNASO O Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO) é uma Unidade de Conservação. O PARNASO sofre grande pressão pelo crescimento urbano dos quatro municípios em que está inserido. 3. A paisagem excepcional e a localização do parque.600 hectares são insuficientes para proteger populações viáveis de algumas espécies que ocorrem em baixas densidades. identificou a região da Serra dos Órgãos como de extrema importância biológica para todos os grupos temáticos analisados (Vegetação e Flora. com exceção dos casos previstos nesta lei. Sua gestão é realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). sendo admitido apenas o uso indireto dos seus recursos naturais. As características excepcionais da Serra dos Órgãos e sua importância ecológica levaram o Ministério do Meio Ambiente a reconhecê-la como área prioritária para conservação (MMA. Invertebrados. 8° . Apenas outras quatro áreas na Mata Atlântica receberam tamanho destaque (Vale do Ribeira. ainda. O workshop “Avaliação e ações prioritárias para a conservação do Bioma Floresta Atlântica e Campos Sulinos”. que tem como objetivo básico a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica. Parque Nacional. Art. Estação Ecológica. principalmente de grandes mamíferos. A população total é de 700 mil habitantes. Apesar da sua importância para a conservação da biodiversidade. Itatiaia. Peixes. com destaque para Petrópolis (300 mil habitantes) e Teresópolis (180 mil). Reserva Biológica. Este mosaico ocupa posição central no Corredor da Serra do Mar e toda a região faz parte da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. O objetivo básico das Unidades de Uso Sustentável é compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável de parcela dos seus recursos naturais. posição central no Mosaico da Mata Atlântica Central Fluminense. § 2°. 2002). II. Mamíferos e Fatores Abióticos).

de fato. em abril de 1841. Dentro desse espírito. pelo Decreto-Lei nº 1822. Foram criadas áreas protegidas para a flora e a fauna. Queixo do Frade etc. abrangendo parte dos municípios de Magé. com uma área aproximada de 9. resguardando não só a vida dos ecossistemas e dos mananciais de água. Com seus picos à maneira de tubos ordenados. Von Martius e Spix. incluindo extravagâncias como garçons servindo de smoking nos abrigos de montanha. Mais tarde. Criado no governo Getúlio Vargas. foi o conquistador do pico mais alto da Serra dos Órgãos. de 30 de novembro de 1939.000 hectares. Instalações como a piscina natural. já era grande a preocupação.O parque abriga o pico Dedo de Deus. um clássico do montanhismo brasileiro. A região da Serra dos Órgãos foi visitada por grandes naturalistas europeus. No início do Século XX. o PARNASO é o terceiro parque mais antigo do país (Itatiaia em 1937 e Iguaçú. Nome. Nariz do Frade. Petrópolis e Teresópolis. Serra dos Órgãos é o nome com que batizaram seus observadores quando a visualizavam da baixada. e a Travessia Petrópolis-Teresópolis. a Pedra do Sino. de 2 de agosto de 1984. os prédios da administração. nascem no país os três primeiros Parques Nacionais: o de Itatiaia.1) Uma breve história Embora. aliás. O PARNASO recebeu grande infra-estrutura na década de 1940 e era freqüentemente visitado por embaixadores e autoridades da república. em defender seus ambientes naturais. que cruza o PARNASO.527 hectares (105 km²). não é isto que se verifica. .3.Dedo de Deus e de Nossa Senhora. emancipado de Magé. principalmente dos países industrializados. garagem. conquistado em 1912 e referência nacional da escalada. residências funcionais e os quatro abrigos da Trilha do Sino foram construídos nesta época. a principio. mas também as belezas cênicas dos monumentos naturais. O PARNASO chegou a ter cerca de 250 funcionários. O município de Guapimirim foi criado na década de 1990. através do Decreto nº 90. muito apropriado. o Parque Nacional da Serra dos Órgãos teve sua área delimitada com 10. como Langsdorff. o nome de algumas elevações . 8 . Criado em 30 de novembro de 1939. e os de Iguaçu e da Serra dos Órgãos. depósitos. também em 1939.leve inadvertidamente a pensar que a denominação Serra dos Órgãos daí se origine. Um destes naturalistas. a Serra dos Órgãos se assemelha. 3. que chamaram a atenção de brasileiros e estrangeiros para a beleza e importância biológica desta área. a um enorme órgão de catedral no grande templo fluminense. o botânico escocês George Gardner.023. Esta primeira geração de parques brasileiros reflete a chegada ao Brasil de uma preocupação mundial com a degradação dos ambientes naturais. o antecederam).

em 1991. sendo um dos fatores decisivos para a perene exuberância de sua vegetação e para a riqueza das espécies que abriga. com restauração dos prédios antigos. Casa do Montanhista. O estrato arbóreo é dominado por grandes árvores. muitas das quais exclusivas desse ecossistema. O início do século XXI é de desafios na área de conservação e manejo do parque. ponto culminante do Parque.matas nebulares.nesta faixa altitudinal a vegetação é classificada como floresta montana. A estrutura dessa mata possui variações dependentes das condições específicas de cada área. begoniaceas. próximo à Pedra do Sino. O PARNASO vem consolidando sua posição de referência nacional em gestão da pesquisa científica e inicia estudos para ampliação do parque e atualização do Plano de Manejo. Neste período foram perdidos os abrigos e várias residências funcionais. como bromélias e orquídeas. muito comuns e de variadas espécies. exibindo um certo grau de xeromorfismo. também conhecido como Campo de Altitude.3. O número de espécies endêmicas nesta faixa altitudinal é bastante elevado. por ter sido reconhecida como um dos biomas mais críticos para a conservação da biodiversidade global. araceas e pteridophytas (samambaias). implantação do auditório “O Guarani” e do Centro de Visitantes. além de jovens das espécies arbóreas de tamanho semelhante ao das espécies herbáceas e arbustivas. após a transferência da capital federal para Brasília. orchideas.as encostas de baixa altitude são cobertas pela floresta pluvial submontana. o baguaçu. É grande a concentração de epífitas. O estrato herbáceo é povoado por begônias. cerca de 5 a 10 metros. a pindobinha. o decreto de definição de limites e compra de terras para regularização da situação fundiária. em torno de 1. o ouriceiro. foi declarada pela UNESCO Reserva da Biosfera. 3.500 metros . freqüentemente encobertas por nuvens. mas em muitas formações as Foto: Ernesto Viveiros de Castro maiores árvores atingem até 40 metros. a 2.500 metros . Acima de 1.o Campo das Antas. A partir de 1980. Entre 500 e 1. e o dossel superior (conjunto contínuo de copas de árvores) encontra-se entre 25 e 30 metros. A Serra dos Órgãos foi classificada pelo Ministério do Meio Ambiente como de extrema relevância para a conservação da flora. Esta é a formação que possui maior estratificação vegetal entre as diferentes fisionomias da mata atlântica. A década de 1990 foi um período de recuperação da estrutura física. a samambaiaçu. devido às baixas temperaturas. a faveira e a embaúba. As coberturas florestais variam de acordo com as cotas altimétricas: Até 500 metros . bromélias e gramíneas. a canela e a canela-santa. ocorrendo espécies como a palmeira juçara. com escassez de recursos para manutenção e depreciação da estrutura. incluindo a publicação do Plano de Manejo. e outras. com a presença de árvores de até 30 metros de altura. O sub-bosque desta mata é dominado por significativa diversidade de espécies arbustivas.000 metros . como o jequitibá-rosa. Acima de 2. é um dos únicos exemplos fitogeográficos do Estado do Rio de Janeiro do subtipo Refúgio Ecológico Alto-Montana. o parque enfrentou um período de decadência. que tinge de amarelo a supremacia do verde. As árvores possuem troncos tortuosos e cobertos por camada de musgos e epífitas. foi iniciado um esforço para reerguer o parque. A formação florestal é dominante.2) Flora O Parque Nacional da Serra dos Órgãos situa-se no domínio da Mata Atlântica que. O Parque é contemplado por um generoso regime de chuvas.A partir da década de 1960. o jacatirão. construção do Centro de Operações. Os troncos e os galhos das árvores são cobertos de epífitas. As bordas de afloramentos são tomas por pteridófitas e briófitas de diversas espécies. transformação do Abrigo Paquequer na Pousada Refúgio do Parque. como o murici. Além das bromélias e orquídeas.500mm anuais. Classificadas como floresta pluvial alto-montana.134 metros de altitude. com um Foto: Ernesto Viveiros de Castro 9 . de porte arbóreo baixo. da qual é extraído o palmito. são encontradas diferentes lianas (cipós).

suçuarana. tatu e muitos outros. 10 .são 264 espécies registradas. jaguarundi. como o caeté. região de charcos. arbustos e árvores de porte médio. gaviões e andorinhas. anu. estão a palmeira jussara (palmito) e arbustos. tiê-sangue. periquitos. das quais 66 endêmicas desse ecossistema. O estrato herbáceo corresponde ao conjunto de plantas pequenas. O dossel filtra a luz do sol e retém o calor. 58 de mamíferos e 104 de anfíbios. japurá. Entre os principais representantes da flora. Foto: Cecília Cronemberger jacuaçu. mas que nada recebem. não tendo sido ainda completamente catalogada. 3. A grande variação altitudinal em uma área relativamente pequena cria alta diversidade de ambientes e de fauna também. paca. os grandes mamíferos sofreram historicamente forte pressão de caça e as áreas protegidas são insuficientes para animais que necessitam de grandes áreas para se alimentar e reproduzir. Estas formações são dominadas por espécies das famílias das orquídeas e bromélias. Foto: Ernesto Viveiros de Castro Foto: Cecília Cronemberger Aves . além de várias espécies de sabiás. além de diversas espécies de tucanos. região de capões e região de rochas descobertas. pichochó. macuco. como a onça-pintada (Panthera onca). furão-grande. formado pelas árvores adultas. cutia. palmeiras. Entre os mamíferos. araçari-banana. de onde água e solo descem para outros locais. em vários estágios de decomposição. e também vastas áreas recobertas por campos. região de vegetação graminosa. bem-te-vi. A proteção que os animais recebem no PARNASO. Além da estrutura fechada da floresta favorecer animais pequenos. outros: gambá. e cujo conjunto de copas de diferentes espécies e de diferentes alturas forma uma cobertura quase contínua denominada dossel florestal. jaguatirica. Estudos encontraram 347 espécies vegetais nesse ambiente. capoeira. além de gramíneas e ciperáceas. coleiro. Entre as muitas espécies que ocorrem no PARNASO podemos destacar: Mamíferos . guaxo. Já foram registradas 264 espécies de aves. São comuns as também formações ligeiramente mais fechadas. O estrato arbóreo. tamanduá-mirim. Entre os invertebrados a diversidade é altíssima e certamente existem muitas espécies ainda não descritas pela ciência protegidas no PARNASO. Por estar na parte mais alta (áreas de contribuição. além de regular a umidade do solo. cuíca. Um estudo com opiliões (animais queliceriformes semelhantes a aranhas). o solo é raso e a radiação solar é intensa. outros: gavião-carijó (foto no alto). predominam os de pequeno porte. O estrato arbustivo é formado por samambaias. Além do gradiente de variação com a altitude. região de depressão. entre as quais destacam-se: primatas: macaco-da-meia-noite. onde a pressão de caça é menor e a presença humana controlada. a vegetação da floresta pode ser classificada pela variação no porte da vegetação. caxinguelê. pica-paus. a vegetação possui aspecto seco. mão-pelada. barbado e muriqui. melro. macaco-prego. dominadas por espécies herbáceas rupícolas e adensamentos de pequenos arbustos lenhosos. como em toda a Mata Atlântica. gato-maracajá. o Campo de Altitude pode ser subdividido em região dos picos. trinca-ferro. preguiça. flores e frutos. A riqueza de espécies de aves.são 58 espécies. além de muitas espécies endêmicas e ameaçadas.3. queixada. formada por galhos. tico-tico. Ainda quanto à vegetação.3) Fauna A fauna do Parque Nacional da Serra dos Órgãos é bastante diversa e rica. pintassilgo. faz com que a área abrigue diversas espécies endêmicas e/ou ameaçadas. folhas. além das plântulas e mudas de várias espécies. nesta camada da floresta. recebe o nome serrapilheira ou líter e sustenta uma importante cadeia que se alimenta deste material. tizil. A camada de detritos do chão da floresta. quati. furão e irara. maitaca. carnívoros: cachorro-do-mato. sagüi. ao não ser da atmosfera). como o papagaio-do-peito-roxo e o macaco muriqui (saiba mais sobre o Programa Muriqui). As árvores que são mais altas do que as demais são chamadas emergentes. roedores: rato bolinha. canário da terra. indicou a Serra dos Órgãos como área de maior diversidade para o grupo no Brasil. que se desenvolve sobre os afloramentos rochosos. juriti. répteis e anfíbios também é elevada.grupamento vegetal herbáceo-arbustivo aberto. ouriço. entre as quais destacamse: passeriformes: azulão. sanhaços e outros.

apanhar.4) Geologia. teiú.Répteis e Anfíbios . ocorreu uma quebra do que restava da cadeia de montanhas. perseguição. nos termos da Lei 9. Entre os primatas. denominada Gnaisse do Batólito da Serra dos Órgãos (560 Ma). com corpos de menores dimensões. está na lista de espécies mais ameaçadas do Planeta. Em uma área relativamente pequena (10. que proíbe a utilização. coral-verdadeira. o que coloca o PARNASO como uma das áreas de maior diversidade no mundo. culminando com a separação entre Brasil e África e a formação do Oceano Atlântico.605/98. mais jovem que a anterior. caçar. cobra-verde. 11 . pererequinha.600 hectares) a altitude varia de 200m a 2. em um evento de separação continental. sem a devida licença ou autorização. 3. Terminada a colisão. e outra. sapo-martelo. Essa colisão gerou uma grande cadeia de montanhas. também granítica. destruição. jararaca. perseguir. a jacutinga e o chanchão. Muitas espécies presentes no Parque estão ameaçadas de extinção. O gnaisse foi gerado a partir de um granito mais antigo. Entre elas destacam-se o sapo-pulga (menor anfíbio do mundo). constitui crime matar.263m na Pedra do Sino.3. Envolvidas por esses granitos temos uma rocha mais escura. dando inicio a formação da atual linha de costa brasileira. No Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PNSO) são encontrados principalmente dois tipos de rochas: Uma rocha de origem metamórfica.197/67. chamadas de xenólitos.são 104 espécies de anfíbios registradas. assim como estende a proteção aos seus ninhos. perereca-verde. jararacussu. abrigos e criadouros naturais. nativas ou em rota migratória. durante a colisão entre dois continentes há milhões de anos atrás. Ademais. cobra-cipó. hidrografia e clima Introdução a Geologia do Parque Nacional da Serra dos Órgãos O PARNASO apresenta relevo bastante acidentado com grande variação de altitude. em um processo igual ao que ocorre atualmente no Himalaia (Figura 1). de origem ígnea. sapo-intanha. Entre as aves. Figura 1: Bloco esquemático da etapa de colisão continental Após esse longo período. caça ou apanha desses animais. cobra-do-lodo. adquirindo uma foliação metamórfica. o maior macaco das Américas. o muriqui . o granito homogêneo intrudiu e se alojou dentro do Gnaisse. cágados e jabutis. devido ao aumento da temperatura e pressão a que estava submetido. coral-falsa. utilizar espécimes da fauna silvestre. ponto culminante da Serra do Mar. perereca-masurpial. chamada de Granito Homogêneo (480 Ma). Os animais silvestres estão sob o amparo específico da Lei 5.

Modificado da placa do DRM – Caminhos Geológicos Essas falhas geológicas. foram sendo erodidos até exporem os granitos que se formaram dentro dele. nascente de muitas das drenagens do PNSO. Observando uma foto de satélite. as vertentes por onde passam as trilhas para o Açu e a Pedra do Sino. são as principais responsáveis pelos grandes escarpamentos que vemos por todo o PNSO. Entre as Serras. onde alguns blocos rochosos foram soerguidos e outros rebaixados.Figura 2: Bloco diagrama representando o Rift da Guanabara (Fonte: encarta) Durante essa separação se desenvolveu o que chamamos de Rift Continental do Sudeste Brasileiro. Com a Serra do Mar toda estruturada os processos erosivos continuaram por mais alguns milhões de anos até chegar a Serra que conhecemos hoje em dia. assim como os planaltos formados pela continuidade e junção destas. o planalto. mais resistentes ao intemperismo devido a sua homogeneidade. Os granitos. onde atualmente correm seus principais rios. As principais atrações do PNSO são produtos atuais de toda essa história geológica. como por exemplo. formaram-se os vales onde se encontram atualmente a Baía de Guanabara e o Rio Paraíba do Sul. como a Cachoeira Véu da Noiva. devido a falhamentos (Figura 2). menos resistentes ao intemperismo devido a sua estruturação que permite maior infiltração de água. Uma rede de drenagem se desenvolveu nessas novas estruturas. gerando as Serras da Mantiqueira. Como exemplo temos o Rio do Bonfim e o Rio do Soberbo. a crista onde se localiza o Portal do Hércules. erodem mais devagar. se encontrando atualmente nos cumes das principais montanhas do PNSO (Figura 3). por onde passa a famosa Travessia Petrópolis x 12 . Com o final desse período marcado pelos intensos falhamentos e fraturamentos. a Serra do Mar e os Maciços Litorâneos. nos blocos rebaixados. Também é possível observar um alinhamento. que se tornaram pontos de fraqueza das rochas formadoras do PNSO. podemos identificar duas direções principais na orientação dessas drenagens. F gu a 3: i r Perfil geológico mostrando a relação entre as principais litologias do PNSO. associadas às fraturas que agora estruturavam toda a Serra do Mar. os processos erosivos passaram a dominar a formação do relevo. nessas mesmas direções de algumas cristas dentro do PNSO. onde os gnaisses. uma NW-SE e outra NE-SW.

história e desafio que oferecem.600mm. Durante o verão chuvoso. Estrada e praça da Barragem. que cruza áreas de todos os municípios. Trilha Mozart Catão e Mirante Alexandre Oliveira. que se chocam com os cumes da serra e se precipitam. 13 . Isto ocorre em função das nuvens baixas. com média anual varia de 13º a 23º C (atingindo valores de 38ºC a 5ºC negativos nas partes mais altas) e variação pluviométrica de 1. Trilha Suspensa. Entre os inúmeros atrativos naturais da Serra dos Órgãos destacam-se as montanhas e cachoeiras dos rios que nascem no parque e descem pelas encostas da serra nos quatro municípios. Clima: O clima do Parque é tropical superúmido (com 80 a 90% de umidade relativa do ar).5) Atrativos naturais e culturais do PARNASO. principalmente no Rio Soberbo. o volume dos rios aumenta rapidamente. provocando acidente e mortes. algumas vezes. 3. Hidrografia: O PARNASO protege mananciais que drenam para as duas principais bacias hidrográficas fluminenses. com concentração de chuvas no verão (dezembro a março) e período de seca no inverno (junho a agosto). Teresópolis: • • • • • Centro de Visitantes. que cumprem importante papel no abastecimento de água e na vida econômica. produzindo o fenômeno chamado de "cabeça-d'água" ou "tromba-d'água". carregadas de chuva. • • • • Trilha da Primavera. Trilha da Pedra do Sino. Piscina natural. atingindo o pé da serra. com exceção dos atrativos ao longo da Travessia. Do alto da Serra dos Órgãos atravessam todo o território do Parque córregos. Os principais atrativos estão listados a seguir organizados por município. além de compor o cenário natural e preservar os ecossistemas da região. Bosque da Colina.3. riachos e rios. a do Paraíba do Sul e a da Baía de Guanabara. Bosque Santa Helena. a água desce em grande velocidade.Teresópolis e as belas e imponentes paredes onde estão localizadas algumas vias de escalada que são famosas pela sua beleza. Em razão do acentuado desnível das encostas.700 a 3.

Pedra do Cone. turismo histórico. adesivos) e sala destinada às ações de educação ambiental. onde 14 . a área do parque em Magé ainda não está aberta a visitação. Além dos atrativos do PARNASO. O espaço recebe também exposições temporárias e conta com loja de lembranças (camisetas. Gruta do presidente. Pedra e Castelos do Açu. Centro de Visitantes: O Centro de Visitantes Cenário Verde da Sede Teresópolis do Parque Nacional da Serra dos Órgãos está localizado a 400 metros da Portaria. Escalavrado. entre outros. cortada pelo Rio Paquequer. 2. A área de lazer para os visitantes na parte baixa da Sede Teresópolis é toda sinalizada e possui estacionamento. Dedo de Deus. bonés. Pico do Alcobaça. Nariz e Verruga do Frade. A visitação no PARNASO. Pedra do Papudo. A 100 metros da portaria o rio Paquequer proporciona um gostoso banho de cachoeira. um pouco acima está a piscina de pedra. ela compõe um belo cenário para piqueniques e atividades recreativas no frio inverno da serra. no bairro do Soberbo em Teresópolis. Poço da Ponte Velha. Cachoeira Véu da Noiva.Sra. que permitem a realização de atividades ligadas a ecoturismo. maquete para melhor visualização dos principais picos e rios da Serra dos Órgãos. deve seguir os conceitos de mínimo impacto e. A trilha do Caxinguelê.• • • Big wall Pedra do Sino. Trilha Meia Lua. • • • • • Pedra Comprida. turismo rural. Conceição do • • • • • • • Magé Apesar de contar com diversas cachoeiras e outros atrativos. é um passeio leve e agradável. a região em que está inserido oferece uma série de atrativos naturais e histórico-culturais. Dedo de Nossa Senhora 1. Mais detalhes dos atrativos do PARNASO: Sede Teresópolis A sede Teresópolis localiza-se na Avenida Rotariana. Trilha Mãe D’água. Entre as atrações da Sede Teresópolis destacam-se: Poço da Capela. turismo de aventura. • • Poço do castelo. Morro da Reunião. Cachoeira das Andorinhas. Poço do Sossego. Petrópolis e travessia: • • • • • Poço do Paraíso. Muito procurada no verão. Pico da Mãe d’água. Poço Verde. Piscina e área de lazer: A Piscina de águas naturais é uma das mais tradicionais atrações do PARNASO. s/n. Poço Dois Irmãos. com equipamento para projeção de vídeos institucionais e educativos. como em qualquer área protegida. Guapimirim • • • • • Centro de Visitantes e Museu Von Martius. no caso do Parque. Poço da Preguiça. próximo à área administrativa da Unidade de Conservação. N. Capela de Soberbo. O Centro dispõe de exposição permanente de fotos e documentação. as Regras de Uso Público.

• • • Sede Guapimirim A sede Guapimirim tem entrada no km 98. esta trilha corta um pequeno trecho de Mata Atlântica em nível elevado em relação ao terreno. com 1. com vista da Baia de Guanabara e nascer ou por do sol indescritíveis no ponto culminante da serra. São cerca de 11 km (quatro a seis horas) de caminhada desde a sede do Parque. duchas.100 metros de altitude em meio à exuberante Mata Atlântica. e faz limite com a comunidade da Barreira. Entre elas destaca-se o palmito-juçara (Euterpe edulis). espécie ameaçada de extinção pelo corte indiscriminado. a cidade do Rio de Janeiro e parte do Vale do Paraíba. ainda. 3. A trilha é também o trecho final da tradicional travessia Petrópolis-Teresópolis. As duas cachoeiras no caminho são boas opções de parada. recantos para descanso. para grupos escolares e grupos da melhor idade. com suas inúmeras cachoeiras e poços aprazíveis. A trilha é acidentada e seu acesso é limitado a 200 pessoas por dia. Partindo da praça da Barragem. muita sombra. O montanhista pode optar. Ideal para caminhadas de lazer. alternativa de acomodação confortável no alto da montanha. com calçamento da época do Império. sendo 100 para pernoite e 100 para visita diurna. O grande atrativo da Sede Guapimirim do PARNASO é o rio Soberbo. no lado continental. são uma atração à parte. a trilha suspensa possui piso de madeira e corrimão.100 metros de extensão e duração de aproximadamente 30 minutos. Trilhas: A Sede Teresópolis dispõe de trilhas em diversos níveis de dificuldade. Estrada da Barragem: Estrada calçada em paralelepípedo com trânsito liberado para automóveis.263m e lá do alto a vista alcança toda a Baía de Guanabara. além de infra-estrutura de estacionamento. a 1. chegando ao Mirante Alexandre Oliveira. permitindo ao visitante uma observação mais próxima da copa das árvores. camping.00 por pessoa por diária/pernoite. sanitários e quiosque. Trilha de caminhada leve. Trilha Mozart Catão: Nível de dificuldade: leve a moderado.o visitante entra em contato com a natureza. Os nomes da trilha e do mirante homenageiam dois alpinistas da cidade. Termina na Praça da Barragem. por utilizar o Abrigo 4. permitindo acesso até a cadeirantes. ponto de captação de água para a cidade de Teresópolis. • Trilha da Pedra do Sino: Nível de dificuldade: moderado a pesado Extensão: cerca de 11 km. com refúgios. sendo possível observar inúmeras espécies. em Guapimirim. Extensão: cerca de 1 km. A Pedra do Sino é o ponto culminante da Serra dos Órgãos com 2. com vista para a cidade de Teresópolis e o Parque Estadual dos Três Picos ao fundo. Extensão: cerca de 500m. por dentro da mata. mortos ao tentar escalar a face sul do Aconcágua. 5. O visitante experimenta a sensação de estar em uma mata preservada. Área de Camping. Os bosques Santa Helena e da Colina. Extensão: cerca de 600m. A trilha tem 15 minutos de caminhada leve. em 1998. Trilha da Primavera: Nível de dificuldade: leve. Trilha Suspensa: Nível de dificuldade: leve. áreas para 15 . a Sede Guapimirim oferece ao visitante muitas opções de passeios em trilhas. A estrada conta com vários mirantes. Para utilizar a trilha da Pedra do Sino ou acampar na montanha é cobrada taxa de R$ 12. Além das belezas cênicas e da natureza exuberante da Mata Atlântica. Construída sobre um aqueduto do início do século XX. É a via que dá acesso a todas as trilhas da Sede Teresópolis. O primeiro trecho é mais leve. 4. onde podem ser apreciadas grandes formações ao redor da Pedra do Sino. projetados pelo arquiteto e paisagista Ângelo Murgel. cascatas e várias espécies de plantas. mesas e bancos de pedra para piquenique. permitindo aos visitantes de todas as idades maior contato com a natureza.5 da BR-116 Rio-Teresópolis. O acesso feito por trilha é um clássico do montanhismo. Tem extensão de 3 km e placas indicativas de distância em intervalos de 500m. para todas as idades. com modificação impressionante da vegetação densa para campo de altitude. com visão privilegiada do Morro do Escalavrado. em Teresópolis. visual impressionante do Vale da Morte. Antes de começar a trilha o montanhista deve assinar Termo de responsabilidade e entregar na portaria do parque.

Outro destaque da Sede Guapimirim são os prédios e ruínas históricas. colheita e processamento) da Quina calysaia. registravam-se 12. Ótimo local para banho. Trilhas: As trilhas da Sede Guapimirim se caracterizam por serem trilhas de curta extensão. pertenceu a Henrique Dias.000 pés de quina e 10. que abastecia o Exército Brasileiro. corredeiras. em 1844. Meia lua. palestras e seminários. O poço é sombreado por árvores repletas de bromélias e orquídeas. onde hoje funciona o Centro de Visitantes da Sede. que se dedicou ao plantio das quineiras (Cinchona calissaia). Ruínas Arqueológicas: Ruínas de local onde se acredita tenha existido um sistema de produção econômica (plantio. videoteca e um auditório para realização de cursos. Campings. 6. Poços: • • • Poço da Capela: Junto à histórica capela é possível desfrutar de um bom banho neste poço com cachoeira forte. É possível parar veículos a cerca de 20m do rio. e recebeu apoio financeiro do Império. Os estudos indicam que a tecnologia de construção deve ser da mesma época das construções da Floresta da Tijuca. durante a Guerra do Paraguai. árvore de onde se extrai o quinino. o Imperador D. localizado a 20 minutos de caminhada do Centro de Visitantes.000 mudas em viveiros. usada para combater a malária.piquenique. com exceção das trilhas abaixo: • • Mãe D’água. equipado com TV e vídeo e com capacidade para 40 pessoas. o Poço Verde é um conjunto de cachoeiras. além de interessante coleção de exemplares das obras do botânico Von Martius. 2. Uma das canaletas de pedra pesquisadas teria como funções coletar e canalizar águas da parte mais alta da propriedade até a área onde a quina era moída para extração do seu princípio ativo. esta histórica construção está situada em uma pequena ilha fluvial entre dois braços do rio Soberbo. Próximo ao poço existem sanitários e um quiosque que serve lanches e bebidas. A capela é aberta quinzenalmente para a realização de missas e visitas (segundo e quarto sábados do mês). Poço da Preguiça: Outra boa opção para banho. na maior parte. Poço Verde: Principal atrativo natural da Sede Guapimirim. de onde é extraído o quinino. Construída em estilo barroco. Os atrativos da Sede Guapimirim são: 1. O acesso mais resguardado justifica o nome deste poço que recebe sol poucas horas por dia. Pedro II veio pessoalmente avaliar a produção. Já foi descoberto um muro que parece ter pertencido à estrutura de contenção ou de secagem da quina ou ainda ao reservatório de água. para o cultivo da quina. o prédio é tombado pelo INEPAC e é um importante remanescente histórico do período de ocupação colonial do recôncavo da Guanabara. sanitários e telefone público. A Fazenda Barreira do Soberbo. poços artificiais e naturais do Rio Soberbo. 5. O histórico casarão abriga exposição permanente com fotos e informações sobre o parque. Poço do Sossego: Mais um recanto aprazível com um belo poço e cachoeira. a algum poço. Centro de Visitantes Museu Von Martius: O Centro de Visitantes von Martius da Sede Guapimirim está instalado em casarão do século XIX. • • 4. Poço da Ponte Velha: Junto às ruínas dos pilares de uma antiga ponte da estrada real encontra-se um agradável poço de águas quase sempre calmas e fácil acesso. utilizado para combater a malária. Em 1880. uma maquete de toda a área do PARNASO. O casarão pertenceu à antiga Fazenda Barreira do Soberbo. sendo seu proprietário durante o Império o médico Henrique José Dias. a 15 minutos de caminhada do Centro de Visitantes. Capela de Nossa Senhora da Conceição do Soberbo: Datada de 1713. que levam. 16 . usado no combate à malária. restaurado para a preservação de suas características originais. 3. Em 1876. material especializado sobre meio ambiente.

é atingido após caminhada considerada pesada (aproximadamente 5 horas). O Dedo de Deus foi • 17 . a queda. Para chegar lá. de extrema dificuldade. o controle da visitação na área do Bonfim sempre foi de importância estratégica para o PARNASO. Uma das preferidas de Dom Pedro. nenhum terreno na região do Bonfim foi desapropriado. o que dificultou e dificulta até hoje a atuação do IBAMA na região. Em 1999. Apesar disto. ideal para prática de esportes radicais. Após a definição dos limites do PARNASO. com 600 metros verticais de rocha. 5. ambas conquistadas em 1985. Localizada depois da Gruta Presidente. Para escalar o bigwall é necessária comprovação de experiência e conhecimento técnico e autorização especial da direção do parque. em uma parcela de terreno ocupado por posseiro. há uma trilha leve. a região do Bonfim não era considerada parque nacional. Cachoeira Véu da Noiva: Nível de dificuldade: moderado. Exige experiência e autorização prévia do Parque e acompanhamento de guia experiente. Devido ao fato de o IBAMA não ser proprietário de terras no Bonfim. não havendo sequer espaço físico para instalação de camping. Ao lado da gruta existe um pequeno e agradável poço para banho.245m). 1. Outros atrativos Existem ainda atrativos no PARNASO que não são acessados a partir de nenhuma das três sedes. Dedo de Deus: A 1. espremida entre áreas agrícolas e o rio Bonfim. a queda d'água tem 35 metros de altura. quando foram definidos os limites oficiais do PARNASO. que corta a área de parque. Local de prática de escalada e rapel. Estes atrativos geralmente são vias de escalada e suas trilhas de acesso. Caminhada pesada e escalada de 3º grau (Caminho Teixeira) ou 4º grau (face leste). 6. A área hoje ocupada pelo PARNASO no Bonfim é pequena. e outros por diversos outros pontos do perímetro do parque. o que gera dificuldade no controle da visitação. Pedra do Açu: Nível de dificuldade: pesado. historicamente não houve investimentos em infra-estrutura para visitação e mesmo na criação de atrativos. localiza-se na face sudoeste da Pedra do Sino. Cachoeira das Andorinhas: Nível de dificuldade: moderado a pesado. é um dos picos mais cobiçados para escalada. com pedras 4. É considerada um "muro de escalada" natural do Vale do Bonfim. e a Terra de Gigantes. considerada semipesada. que leva até o morro do Açu e é o trecho inicial da travessia Petrópolis-Teresópolis. 3. Opção de caminhada. Gruta do Presidente: Nível de dificuldade: moderado. Extensão: cerca de 600m. foi construída a portaria do Bonfim. que inclui o início da trilha da travessia Petrópolis-Teresópolis. Poço do Paraíso: Nível de dificuldade: leve. Desta forma. principalmente em trilhas que levam a poços e picos. Os recursos necessários à construção foram doados por empresários locais. Escalada da Pedra Comprida: São 22 vias de escalada em vários níveis.692 metros de altitude. convidam para um banho relaxante. As atrações da Sede Bonfim são acessadas a partir de pequenos desvios na trilha principal. bem como na tradicional trilha da travessia Petrópolis-Teresópolis. 2. A dez minutos da Véu da Noiva. de 15 metros de altura. e o poço abaixo. Alguns dos atrativos são: • Big Wall Pedra do Sino: Maior paredão para escalada do Brasil. sempre existiu visitação na área do Bonfim. Ponto mais alto do Setor Petrópolis (2. Extensão: cerca de 7 Km. com duas vias: a Franco-Brasileira. Alguns deste são acessados pela BR-116. A área que foi incluída nos limites do PARNASO era a antiga fazenda Bonfim. Belo local para banho a apenas 15 minutos de caminhada da portaria do Bonfim. estacionamento ou outras estruturas. Nos Castelos do Açú existe local para camping e coleta de água. tem 32 metros de altura.Sede Bonfim (Petrópolis) Até 1984.

afogamento. devendo observar e respeitar os avisos.406m) é uma "escalaminhada" pela vertente e o acesso à trilha se dá pela BR-116. O passeio inicia-se às margens da BR 116 subindo o vale entre o Escalavrado e o Dedo de Deus até a base da escalada. são possíveis acidentes para os quais os visitantes devem estar sempre atentos. tendo como vista o Dedo de Deus. A progressão é feita em via ferrata. o Centro de Visitantes. Todas as áreas do Parque oferecem riscos aos visitantes. mediante autorização prévia do Parque e acompanhamento de guia experiente. demarcada pela raia de segurança. orientações e normas apresentados neste documento. 3. (Escalada de 2º grau). Regras de uso público na zona de uso intensivo do parnaso • O Parque está aberto para visitação todos os dias da semana. também pode ser escalado. a paisagem excepcional e os ecossistemas presentes neste trecho da Mata Atlântica na Serra do Mar. Escalavrado. possibilitando atividades de recreação em contato com a natureza e o turismo ecológico. sendo permitida a entrada de 6h às 8h e de 17hs às 22hs para acesso às trilhas de montanha e áreas de camping.6) Regras de uso público no PARNASO O Parque Nacional da Serra dos Órgãos é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral. os bosques Santa Helena e da Colina. que não permitem acesso aos visitantes. por trilha na mata. Os fiscais e vigilantes têm autorização para solicitar a abertura de bolsas e mochilas e proibir a entrada de tais objetos. Os visitantes são responsáveis pela própria segurança. a Estrada da Barragem. e as trilhas de acesso ao Dedo de Deus. • Escalavrado: Uma das mais bonitas formações da Serra dos Órgãos. As Zonas de Uso Extensivo (e zonas primitivas) incluem: Todo o percurso da travessia. que corta o parque. Dedo de Nossa Senhora. que tem como principal objetivo preservar a biodiversidade. O caminho para o cume (1. mediante a compra antecipada de ingresso. É proibido entrar no Parque portando armas.conquistado em 1912 por Raul de Sá Carneiro. Agulha do Diabo e o Vale do Soberbo como um todo.3. Pedras escorregadias. após desistência de uma equipe de alemães. o Centro de Visitantes. na ausência de guarda-vidas. o Escalavrado é bastante visível da Rodovia Rio-Teresópolis (BR-116). incluindo as trilhas que dão acesso à Pedra do Sino e à Pedra do Açu. choque térmico. José Teixeira Guimarães e os três irmãos Oliveira. a 1. O pico. as áreas de camping. Mozart Catão e Suspensa. de 4 km. A piscina natural é profunda e fria apresentando risco de vida aos nadadores. • • • 18 . Sede Petrópolis – todo o trecho entre a portaria e o Poço do Paraíso. As Zonas de Uso Intensivo do PARNASO incluem: Sede Teresópolis – toda a área entre a portaria e a Barragem do Beija-flor. animais peçonhentos. Sede Guapimirim – toda a área entre a portaria e a Capela. salvo em situações excepcionais previamente autorizadas pela administração. Dedo de Nossa Senhora: Caminhada moderada. por isso. Os visitantes hospedados nas áreas de camping ou na pousada podem entrar no Parque até meia noite.320m metros de altitude. incluindo a estrada. “cabeças d´água”. o camping. trilhas e cachoeiras sinalizadas. Escalavrado e o rio Soberbo. quiosque. só é permitido nadar na parte rasa. incluindo a piscina. aparelho de som ou outros objetos incompatíveis com a conduta consciente em unidades de conservação. O Parque Nacional da Serra dos Órgãos é dividido em zonas com diferentes restrições de uso: as zonas de uso intensivo são as que têm menos restrições a atividades de visitação. são voltadas exclusivamente para preservação da biodiversidade. e as trilhas da Primavera. facões. até a base da rocha. tinta spray. e as zonas intangíveis. as zonas de uso extensivo (e zonas primitivas) têm regras específicas de uso e capacidade máxima de visitantes estabelecida. O horário de entrada é de 8h às 17hs. entre outros. apresentando o recibo de hospedagem à portaria.

o Centro Excursionista Brasileiro. mesmo mortos são importantes para o equilíbrio deste ambiente natural. Plantas. • • • • • • • • • 3. fato esse que só ocorreria nos anos 1930. e não podem perder suas habilidades de se alimentarem na natureza. Não é permitido usar aparelhos de som no interior do Parque ou produzir sons e estampidos que incomodem os outros visitantes e alterem os hábitos dos animais silvestres. Andar fora das trilhas oferece maiores riscos de acidentes. Todo o lixo produzido deve ser colocado nas latas de lixo disponíveis na área de uso público ou recolhido em sacos plásticos e trazido de volta das trilhas. pois estes são animais exóticos.4) História do Montanhismo no PNSO por: Waldecy Mathias Lucena Primórdios Todos nós sabemos que a data oficial do início do montanhismo no Brasil foi a conquista do Dedo de Deus em abril de 1912. pode causar atropelamento de animais silvestres. rios ou poços de banho. Nas áreas de camping e alojamento. Manifestações religiosas praticadas dentro dos limites do Parque não podem fazer uso de fogo ou deixar qualquer resíduo e devem observar as normas de poluição sonora. A introdução de espécies é uma das causas de extinção de espécies nativas. e podem trazer doenças ou caçar animais silvestres. Marechal Hermes da Fonseca. Cinco corajosos teresopolitanos. A velocidade máxima nas vias internas é 20km/h. além de causar acidentes nas estreitas e sinuosas vias do Parque. escaladores acostumados com as fissuras e entalamentos dos Alpes europeus. insetos e outros animais. os excursionistas dirigiam-se a Serra nos trens que partiam sábado do Rio de Janeiro. flores. Não é permitido o uso de sabão ou o consumo de comidas e bebidas dentro da piscina natural. Este clube entraria nos anos 1920 mantendo seu pioneirismo e a vontade de excursionar por montanhas mais ousadas. entre 22hs e 8hs deve ser observado o horário de silêncio. Tal fato impressionou tanto a sociedade que eles foram até recebidos pelo Presidente. Surgiram então os primeiros problemas de montanha: como subir os enormes paredões de granito liso das agulhas da Serra dos Órgãos? Lembrando que os primeiros escaladores do Centro eram de origem estrangeira. O Desbravamento Os anos 1930 começam com a vontade do então único clube de montanhismo do país de desbravar a então quase desconhecida Serra dos Órgãos. Não é permitido fazer churrasco ou qualquer tipo de fogo. Não é permitida a entrada de animais de estimação (cães. Transitar em alta velocidade. além de causar erosão.• • • É proibido andar fora das trilhas e utilizar atalhos. Havia apenas as trilhas para a Pedra do Sino e Castelos do Açu. nasce o primeiro clube excursionista da América Latina. CEB. Eles têm uma dieta diferente da nossa. gatos etc. É proibido soltar ou plantar qualquer espécie de animal ou planta no Parque. Em novembro de 1919. pedras. captaneados por José Teixeira Guimarães. O estacionamento é permitido somente nas áreas identificadas ou seguindo orientação do pessoal do Parque. É proibido alimentar os animais silvestres. não havendo portanto nenhuma estrutura de trilhas e apoio aos montanhistas. Em alegres caravanas. É proibido coletar qualquer material dentro do Parque. Lembrando que o Parque seria criado somente em 1939. lograram êxito em conquistar a “montanha impossível de ser subida”. O casal 19 .).

com uma efetiva participação de Almy Ulissea. São Pedro e Garrafão. Os clubes passaram longos anos sem que tivessem uma representatividade. Esse alinhamento entre parque e clubes iria perdurar por muitos anos. Em 1993 foi criado o PROPAR. ocorrem grandes modernizações dentro do Parque. Raul Fioratti e Roberto de Oliveira Menezes. O CEB. Em 1932. Novos equipamentos e técnicas chegam aos guias brasileiros. foi trocada por outra. uma ONG de montanhistas. o então Diretor Jovelino Muniz chamou os clubes para o diálogo e traçar metas em comum. que em conluio com o Parque. já com Carlos Lamenza na direção do Parque. Esta escalada determinou o início da Consolidação do montanhismo no Brasil. mas somente nos anos 1940 é que eles iriam de fato crescer e amadurecer. a histórica escada de acesso ao cume. Mas a luta pelo PNSO continuou. Lembrando que eram os difíceis anos de ditadura no Brasil. usando como elemento principal. São João. A FEMERJ volta a existir e volta a conversar com o Parque. Este ano. Dedinhos (1934). pois tinham a responsabilidade de levar centenas de pessoas não só para escalar e caminhar. O PNSO também amadurece. O húngaro Emerico Ungar. Pico da Glória (1931). Consolidação Em junho de 1941. A Federação até tentou reerguer o Abrigo 3. a gestão Sobral Pinto é decisiva para os associados dos clubes excursionistas. Através de seu inesquecível primeiro Diretor Gil Sobral Pinto. inaugurando a era das montanhas impossíveis de serem subidas e também surgimento de dezenas de clubes excursionistas pelo Brasil afora. a Agulha do Diabo. através de seus lendários guias. lendário guia de montanha do CEB. Os dias de hoje Em 1986 a FEMERJ foi extinta. quer pelo seu lado histórico. O aumento de visitantes ao Parque é crescente. conquistaria tambem nesta incrível fase o Escalavrado (1931). marco inicial da Fase da Consolidação do montanhismo nacional. considerada na época o feito maior do alpinismo nacional. nos anos 1950 ganham em técnica de escalada. nasceram várias clubes excursionistas. quando devido ao seu natural desgaste. A Fase Moderna Se nos anos 1940 os clubes ganham força. Ghunter Buccheister. conquista a maioria delas e dá elas seus atuais nomes. começou ainda em 1939 com um primeiro grande problema a ser resolvido: como chegar a sua base? Problema este resolvido por Buccheister. Giuseppe Toselli. Sobral é desligado de seu cargo. Sua empreitada. As montanhas da Serra dos Órgãos vão caindo uma a uma. o CEB coloca no lance final da escalada do Dedo de Deus. Conquistou o Santo Antonio. ainda que tímido com a FEMERJ. Novos desafios na Serra dos Órgãos são conquistados. Hoje os clubes de montanha e a FEMERJ tem o importante papel de serem os maiores conhecedores dos recursos de montanha do PNSO. Esta conversa perdurou por alguns anos e muita coisa foi avançada e outras infelizmente não saíram do papel. Ela apresentou um importante plano de uso de escaladas e trilhas ao Parque. Estes clubes tinham um papel importante perante a sociedade. No PNSO. a FEMERJ foi chamada para compor a Câmara Técnica de Montanhismo. Há uma profunda ligação entre Sobral Pinto e os clubes excursionistas. Travessia Petrópolis x Teresópolis (1932). Cabeça de Peixe (1934). Em 1997. Ainda nos anos 1930. Almy Ulissea. Em 1941. uma das várias câmaras que irão definir o novo plano de manejo do Parque. Na segunda metade dos anos 1960. Toda a conquista foi comandada por Toselli. 20 .Willy e Sylvia Bendy conquistam o Dedo de Nossa Senhora (1934) quebrando este paradigma: batem na rocha lisa 17 grampos de cobre desbravando o paredão liso da então inatingível montanha. Pipoca (1936). traçou metas de desenvolvimento das atividades montanhistas. seria anotada a mais celebre das conquistas do CEB. mas para realizar excursões recreativas. plano este que finalmente dará uma maior ênfase ao montanhismo. profundo conhecedor da Serra dos Órgãos. Esta escada levaria milhares de pessoas ao ápice desta montanha até 1997. localizada no coração da Serra dos Órgãos. lendário guia do CEB. assumindo a direção do Parque o Engenheiro Agrônomo Elyowaldo Chagas de Oliveira. Os abrigos de montanha são criados para melhor atender aos excursionistas. objetivo maior do PNSO. a trilha da Travessia Petrópolis x Teresópolis. Essa gestão foi marcada pela falta de diálogo por parte da direção do parque com a FEMERJ e pelo abandono e degradação dos abrigos de montanha por parte da diretoria. conseguem atingir o cimo da impressionante Agulha do Diabo. Somente nos anos 1970. mas sem sucesso. foi aberto um dialogo. Quer pelo seu lado técnico.

comprovadas perante a EMBRATUR. sobre determinado tipo de atrativo natural ou cultural de interesse turístico. o acompanhamento. municipais.1) O Condutor de Visitantes e os Guias de Turismo Condutor de Visitantes . na unidade da Federação para o qual ele se submeteu à formação profissional especifica. deixando em casa as embalagens desnecessárias. internacionais ou especializadas. II.2) Condução com mínimo impacto.623. o seu nível de experiência e o condicionamento físico do seu grupo. estaduais. durante todo o percurso da excursão de âmbito nacional ou realizada na América do Sul. em visitas.4 Condução em Ambientes Naturais 4. em nome da agência de turismo responsável pelo roteiro.É considerado Guia de Turismo o profissional que. Viaje em grupos pequenos de até 10 pessoas. IV. todas as atribuições de natureza técnica e administrativa necessárias à fiel execução do programa. Evite viajar para as áreas mais populares durante feriados prolongados e férias. Tanto o Condutor como o Guia devem realizar seu trabalho. Certifique-se que você possui uma forma de acondicionar seu lixo (sacos plásticos). Guia Especializado em Atrativo Turístico: quando suas atividades compreenderem a prestação de informações técnico-especializadas. geralmente residente no local ou próximo do local visitado. em itinerários ou roteiros locais ou intermunicipais de determinada unidade da Federação.Pessoa capacitada para acompanhar visitantes dentro de Unidades de Conservação. quando num ambiente natural. Guia de Excursão Internacional: quando realizarem as atividades referidas no item acima nos demais países do mundo. chamado também de monitor local ou erroneamente por guia local. O cadastramento e a classificação do Guia de Turismo em uma ou mais das classes previstas acima estará condicionada à comprovação de vários requisitos. 4. Guia de Excursão Nacional: quando suas atividades compreenderem o acompanhamento e a assistência a grupos de turistas. entre eles ter concluído Curso de Formação Profissional de Guia de Turismo reconhecido pela EMBRATUR. na classe para a qual estiver solicitando o cadastramento (MIC/EMBRATUR. exerça as atividades de acompanhamento. adotando. Informe-se sobre as condições climáticas do local e consulte a previsão do tempo antes de qualquer atividade em ambientes naturais. Grupos menores se harmonizam melhor com a natureza e causam menos impacto. não credenciada pela EMBRATUR. entre elas: Planejamento é fundamental: Entre em contato prévio com a administração da área que você vai visitar para tomar conhecimento dos regulamentos e restrições existentes. o translado. 1993). para visita a seus atrativos turísticos. orientação e transmissão de informações a pessoas ou grupos. 21 . nos termos da Lei n° 8. Guia de Turismo . interestaduais. Conforme a especialidade de sua formação profissional e das atividades desempenhadas. os guias de turismo serão cadastrados em uma ou mais das seguintes classes: I. Escolha as atividades que você vai realizar na sua visita conforme o seu condicionamento físico. a prestação de informações e assistência a turistas. respeitando as Regras de Mínimo Impacto. devidamente cadastrado na EMBRATUR (Instituto Brasileiro de Turismo). excursões urbanas. III. de 28 de janeiro de 1993. Aprenda a diminuir a quantidade de lixo. para trazê-lo de volta. Guia Regional: quando suas atividades compreenderem a recepção.

escolha melhor o local e use um plástico sob a barraca. Acampando. mesmo em atividades com apenas um dia ou poucas horas de duração. alimento e água. Bons locais de acampamento são encontrados. enterre as fezes em um buraco com 15 centímetros de profundidade e a pelo menos 60 metros de qualquer fonte de água. em primeiro lugar. Acidentes e agressões à natureza em grande parte são causados por improvisações e uso inadequado de equipamentos. Os atalhos favorecem a erosão e a destruição das raízes e plantas inteiras. e animais podem cavar até o lixo e espalhá-lo. Não cave valetas ao redor das barracas. Aprenda as técnicas básicas de segurança. capa de chuva. não construídos. Tenha certeza de que você dispõe do equipamento apropriado para cada situação. quando existirem. Traga todo o seu lixo de volta com você. Não corte nem arranque a vegetação. Acampe a pelo menos 60 metros de qualquer fonte de água. Calcule o tempo total que passará viajando e deixe um roteiro da viagem com alguém de confiança. pois podem estar servindo de abrigo para aves ou outros animais. Tire apenas fotografias. A dificuldade das trilhas faz parte do desafio de vivenciar a natureza. nem remova pedras ao acampar. Utilize as instalações sanitárias que existirem. Embalagens vazias pesam pouco e não ocupam espaço na mochila. o roteiro e a data esperada de retorno. Remova todas as evidências de sua passagem. Para tanto. como bancos. Caso não haja instalações sanitárias (banheiros ou latrinas) na área. Leve sempre: lanterna. mesmo que estejam mortas ou tombadas. frutos. e leve para casa apenas suas memórias. e /ou sair de uma área de acampamento. procure os clubes excursionistas. Portanto. agasalho. o tamanho do grupo. Mantenha-se na trilha. escolas de escalada etc. sementes e conchas encontrados nos local fazem parte do ambiente e aí devem permanecer. Ao percorrer uma trilha. caso necessário.Você é responsável por sua segurança: O salvamento em ambientes naturais é caro e complexo. e em local onde não seja necessário remover a vegetação. Não queime nem enterre o lixo. mesas. evite áreas frágeis que levarão um longo tempo para se recuperar após o impacto.não use atalhos. o estrago se tornará maior no futuro. pontes etc. 22 . Acampe somente em locais pré-estabelecidos. certifique-se de que ela permanece como se ninguém houvesse passado por ali. Não deixe rastros! Traga seu lixo de volta: Se você pode levar uma embalagem cheia para um ambiente natural. o equipamento que vocês estão levando. Nada se leva de um parque ou de uma unidade de conservação. trilhas ou locais de acampamento. Avise à administração da área a qual você está visitando sobre: sua experiência. Traga o papel higiênico utilizado de volta. Estas informações facilitarão seu resgate em caso de acidente. como navegação (como usar um mapa e uma bússola) e primeiros socorros. Se você contorna a parte danificada de uma trilha. com instruções para acionar o resgate. Animais. plantas. Deixe cada coisa em seu lugar: Não construa qualquer tipo de estrutura. um estojo de primeiros socorros. rochas. pode trazê-la vazia na volta. deixe apenas leves pegadas. não se arrisque sem necessidade. Não quebre ou corte galhos de árvores. podendo levar dias e causar grandes danos ao ambiente. lamacenta ou escorregadia. Cuide das trilhas e dos locais de acampamento: Mantenha-se nas trilhas pré-determinadas . As embalagens podem não queimar completamente. mesmo se ela estiver molhada.

e utilize locais estabelecidos. Nestes grupos você encontrará Companhia. Cozinhar com um fogareiro é muito mais rápido e prático que acender uma fogueira. exploração de cavernas etc. mesmo de pequenos animais. Tenha absoluta certeza de que sua fogueira está completamente apagada antes de abandonar a área. Use roupas e equipamentos de cores neutras. No mundo todo. utilize um lampião ou uma lanterna. treinamento e orientação para a prática dessas atividades com segurança e sem agredir o meio ambiente. evitando a fuga de animais para as propriedades vizinhas e/ou ambientes naturais. Para iluminar o acampamento. Os animais podem acabar se acostumando com comida humana e passar a invadir os acampamentos em busca de alimento. Para colaborar de uma forma mais ativa na conservação dos parques e outras áreas naturais protegidas. Se você realmente precisa acender uma fogueira. com pelo menos 2 metros quadrados. em caso de emergência. devem ser evitadas. Os grupos excursionistas são entidades sem fins lucrativos que promovem atividades como caminhadas. sem agredir a natureza e dando a mesma oportunidade a outros visitantes. canoagem. você pode: Associar-se a um grupo excursionista. consulte previamente a administração da área que estiver visitando. Não retire flores e plantas silvestres. Adote esta idéia! Seja voluntário! Verifique na administração das áreas que você visita se existe algum programa de trabalho voluntário. Além disso. enfeiam os locais de acampamento e representam uma das grandes causas de incêndios florestais. utilize um fogareiro próprio para acampamento.Tome extremo cuidado com o fogo: Fogueiras matam o solo. A madeira do local não pode ser utilizada. preservando a tranqüilidade e a sensação de harmonia que a natureza favorece. Os fogareiros modernos são leves e fáceis de usar. trate-os com cortesia e respeito. Aprecie sua beleza no local. a madeira deve ser levada por ele. Cores fortes. Colabore com a educação de outros visitantes. Seja cortês com os outros visitantes: Ande e acampe em silêncio. Não alimente os animais. guardado na mochila. Para chamar a atenção de uma equipe de socorro. em vez de uma fogueira. Deixe os animais domésticos em casa. montanhismo. 23 . pois podem ser vistas a quilômetros de distância e quebram a harmonia dos ambientes naturais. Apresentar-se como voluntário. danificando barracas. o trabalho voluntário é uma tradição em parques e outras áreas naturais protegidas. como o vermelho. mochilas e outros equipamentos. Para cozinhar. Denunciar agressões ao meio ambiente aos órgãos responsáveis pela fiscalização dos parques e outras áreas naturais protegidas. Deixe rádios e instrumentos sonoros em casa. leve um plástico ou tecido vermelho/laranja. Ao se aproximar de moradores da área. pois podem causar problemas. animais silvestres podem transmitir doenças graves. Comporte-se como um visitante em casa alheia. laranja ou amarelo. Mantenha fechadas porteiras e cancelas. A proximidade pode ser interpretada como uma ameaça e provocar um ataque. Caso o visitante necessite fazer uma fogueira. transmitindo os princípios de mínimo impacto sempre que houver oportunidade. Respeite os animais e as plantas: Observe os animais à distância. como a introdução de doenças e ameaças ao ambiente natural.

utilizando o bom senso em qualquer situação. As informações a seguir devem constar também no material de divulgação dos roteiros: descrever o roteiro do passeio. evite dar ordens. colaborativo e também não-competitivo do passeio deve ser estimulado. lanche.3) Técnicas de Condução 4. Essas informações poderão ser enriquecidas durante o passeio. controle suas reações. 5. jamais leve um grupo a locais e trilhas onde nunca tenha estado antes e que não conheça muito bem. 9. Antes de iniciar o passeio. habitue-se a manter bom condicionamento físico. os locais de parada. 24 . Ao reunirem o grupo para iniciar a atividade. mas seja firme em ações que envolvam a segurança do grupo. um agasalho e um abrigo impermeável. pinturas rupestres etc. Também deverão recomendar aos visitantes não portarem armas. não se esqueça de estabelecer alguma forma eficaz de contagem do número de pessoas no grupo de visitantes. evitando a dispersão do grupo e atendendo às instruções dos monitores. o ecossistema que está sendo visitado e também sobre os costumes e peculiaridades da cultura local. ressaltando a importância da conservação daquele ecossistema.3. 7.1) Dez regras essenciais 1. 4. às outras áreas de visitação e à sua atividade. Há igual importância informá-los sobre as regras a serem observadas durante a atividade. os condutores devem aproveitar essa primeira oportunidade para se apresentarem. discorrendo sobre os atrativos. Nas trilhas. procure o consenso em situações onde haja conflito. evite críticas a qualquer pessoa. pedindo colaboração no trajeto. o caminho por pedras. acolha opiniões e sugestões. como a travessia de rios. 6. os monitores devem verificar se cada visitante está devidamente trajado e calçado e se porta ao menos um cantil com água potável. 4. conheça e respeite a legislação e as regras concernentes às unidades de conservação. que façam outro tipo de atividade ou então que retornem em outra data. respeitando e tratando a todos com cortesia. mantendo a calma e controlando o grupo em situações de risco ou emergência. Nas Unidades de Conservação. Os Condutores de Visitantes deverão sugerir às pessoas que não apresentarem condições físicas ou vestimentas ou calçados adequados. o Condutor de Visitantes deve ainda explicar brevemente a categoria e os objetivos de preservação da área. subidas ou descidas íngremes ou expostas. pense bem antes de emitir uma opinião de responsabilidade. os Condutores de Visitantes deverão lembrar aos visitantes para seguirem os princípios de mínimo impacto. dar as boas-vindas a todos e estabelecer relação mútua de confiança e amizade. O caráter coletivo. 10. 3. Também deve ser proporcionada pequena explanação sobre o ambiente. evite demonstrar simpatia excessiva ou sentimento de animosidade por qualquer membro do grupo. O monitor deverá também recomendar que o uso de instrumentos musicais ou de aparelhos sonoros de pequeno porte não extrapole a esfera pessoal.3.2) Recebendo o visitante O visitante chega cheio de expectativas e animado com o passeio. seja profissional. oriente e busque a cooperação de todos. Antes de sair. evite responsabilidades que sejam atribuições de outras pessoas ou de instituições. procure transmitir segurança e equilíbrio emocional ao grupo de visitantes. além de praticar bastante as habilidades que aprendeu no curso de Condutor de Visitantes. construções de interesse histórico. 2. 8. A atividade do Condutor de Visitantes deve enfatizar a experiência de se conviver com o ambiente natural e a cultura local. facões etc.4. durante a caminhada e ao seu final. a atração principal (quando houver) e as dificuldades e principais obstáculos do trajeto.

As paradas servem não só para descansar. chamando a atenção dos visitantes para aspectos característicos. Solicite aos visitantes que não se dispersem demasiadamente e que não abandonem o local sem aviso. discorrer sobre aspectos interessantes do local.3.. 4. costumes. ao menos. mas esticadas.4. como banhos em cachoeiras ou atividades que requeiram a utilização de cordas ou equipamentos específicos.5) Na despedida A despedida é o momento adequado para reforçar a importância de se preservar o ambiente natural e a conservação de seus recursos. Cabe também aos condutores tornarem o trajeto interessante para que não seja apenas um percurso aborrecido até o(s) atrativo(s). festividades tradicionais etc. para tomar lanche e para desfrutar dos atrativos. folclore. 25 . mas também para beber água. Deixe o apito para emergências e evite gritar. principalmente para as necessidades fisiológicas. Esse desafio iniciou-se na recepção e desenvolve-se ao longo da trilha. Grupos pequenos. tornando o trajeto confortável. Para isso.3) Na trilha Caberá aos Condutores de Visitantes imprimirem ritmo de caminhada que respeite a capacidade do grupo de visitantes. deve ser de 2 (duas) pessoas. 4. uma praia. pitorescos ou surpreendentes do trajeto. Fique atento e dê apoio às pessoas que apresentarem dificuldades no trajeto. mesmo a mais límpida.4) Nas paradas Quase toda trilha tem paradas para descanso. Cada tipo de parada tem duração e finalidades diferentes. cuidado para não se tornarem aborrecidos. integrar-se com os visitantes. informar-se adequadamente sobre os aspectos do ambiente natural e da cultura local: história. que não devem ser encaradas rigidamente. resumidas ou suprimidas de acordo com as características de cada local e o interesse e as características de cada grupo. de até 12 (doze) pessoas (incluindo os condutores) são mais adequados que grupos grandes. mas lembre-se de que isso não significa que você deverá leválas pela mão ou às suas costas. Programe um número maior ou menor de paradas de acordo com o tamanho e as características de cada grupo. Acompanhe o visitante de perto nos locais que envolvam algum risco. mas não esqueça de recomendar que a água. Fique atento à relação adequada entre o número de visitantes e o número de condutores. Nunca deixe um visitante desacompanhado em uma parada. As paradas mais longas devem coincidir com os atrativos: uma cachoeira. um mirante. refrescar-se e comer algum petisco. Aproveite as paradas para fazer a contagem das pessoas. Fique atento para o risco de afogamentos em banhos de mar ou rio e quedas em locais altos e pouco protegidos. Empreste sua pazinha e explique sua necessidade. Nunca é demais lembrar a todos que tragam de volta toda e qualquer embalagem ou lixo que for produzido no passeio e recomendar as práticas de mínimo impacto. Use adequadamente seu aparelho de comunicação. relaxante e seguro. lembre a todos para reabastecerem seus cantis. o topo de uma montanha etc. Não se esqueça também de lembrá-los de que devem trazer todo o lixo de volta. esperando o grupo voltar. Lembre-se que o número desejável de condutores. Oriente os visitantes em relação ao melhor procedimento para causar o mínimo impacto na hora das necessidades fisiológicas. seja adequadamente tratada. um condutor experiente. Caso um visitante ou grupo deseje ou necessite permanecer no meio do trajeto ou retornar antes de atingir o ponto mais distante do passeio deve ser acompanhado de.3. os Condutores de Visitantes devem. além de conhecer muito bem o trajeto e suas variantes. Cuide para não deixar ninguém para trás e mantenha o grupo coeso. Quando houver água potável na trilha. lendas.3.

mas às vezes o líder surge espontaneamente.4. tendo em vista aperfeiçoar a qualidade do atendimento. Peça aos visitantes que preencham pequeno questionário. Excursões guiadas: contratação de condutor com o objetivo de maximizar a segurança durante a atividade. Tomada de decisões Planejador: Não deve fazer tudo. mas coordenar para que tudo seja feito. Conclame a todos para colaborarem na busca de soluções para os problemas ambientais. Divisão de tarefas: • Informal: cada um assume uma função. mas não precisa ser o mais forte do grupo. Poderão ser divulgados locais próximos para visitação pública. O guia COMANDA o grupo e toma as decisões assumindo os riscos. senso comum (pensar pelos outro e pelo grupo) e sincero interesse pelo bem estar do grupo. O posto de líder deve ser confiado a quem está sendo o organizador da atividade. se estão em forma. começando por agir de modo ambientalmente responsável. convidando a todos para breve retorno. O líder precisa: Estar em forma. Dependendo da natureza do grupo. relembrando. o líder deve estar sempre em busca de sinais no grupo. Essa aula visa mostrar algumas das relações de liderança que podem ocorrer dentro de eventos em grupo como. Grupos grandes não se gerem sem um líder. por exemplo. Os Condutores de Visitantes poderiam distribuir impressos com nomes e endereços de instituições voltadas à conservação ambiental do local visitado. Guardião: Deve saber se estão todos equipados devidamente. o nível de organização formal pode variar de altamente estruturado para virtualmente inexistente. De qualquer maneira existem funções que devem ser realizadas de uma maneira ou de outra para que o sucesso da excursão aconteça. Líder: Alguém com a responsabilidade especial para organizar a excursão e tomar decisões no decorrer da atividade. uma excursão guiada na montanha. 4.1 . Dependendo do grupo a liderança varia: • Pode ser espontânea ou organizada. se têm experiência.Discorra sobre a importância da Mata Atlântica ou sobre qualquer outro ecossistema em que esteja acontecendo sua atividade. Clubes: Supervisão de novatos por sócios mais experientes e organizados. dando sua opinião sobre as atividades realizadas. 26 .Papel do Líder: Objetivo: Ajudar o grupo a ter uma excursão segura. Ter bom poder de julgamento. 4.4) Liderança O líder de uma excursão é aquele que tem a especial responsabilidade para organizar a excursão e para tomar decisões durante o evento na montanha. e chamando a atenção se necessário. divertida e satisfatória. sobre a necessidade da preservação dos recursos naturais e da biodiversidade e estabeleça a relação desses fatores com o nosso cotidiano. Mais experiente: mais responsável?. • • Pequenos grupos não elegem um líder. o fato real é que em toda excursão existe algum tipo de liderança que pode se expressar de muitas formas. explicando. onde os visitantes possam contribuir com doações ou trabalho voluntário. • • • • • Chefia: o líder é quem teve a idéia original. Ao longo da viagem as pessoas ficam cansadas o que leva à desatenção.

as pessoas a superar obstáculos individuais. trazendo satisfação e Indagador: Onde acampar? Que trilha escolher? Que hora iniciar a caminhada? Arbitro: Incentivando e acalmando ânimos.Organizando a caminhada Informe-se sobre o lugar: Mapas. 27 . Tomando esses cuidados não deixará que as pessoas generalizem o aspecto ou caráter dos Condutores de Visitantes. Telefone.Compreensão sobre noções de higiene e apresentação pessoal. Lembre-se que está exercendo sua profissão e representando toda uma classe de profissionais Condutores de Visitantes. O grupo deve estar sempre unido nos pontos de descanso. Força do grupo: Homogeneidade. Fale corretamente e de maneira gentil. resgate. respeitar sempre o elo mais fraco. Boletins. Não use roupas rasgadas ou sujas. se não sabe. ser positivo: “Deixe-me mostrar a você como isso funciona” Treinador: Ajudando desenvolvimento.2 . equipamento. 4. mau tempo. bifurcações. clima.3 . Controle sua irritação mesmo nos momentos difíceis. as decisões podem ser tomadas pelo grupo. Determine horário de retorno: Mantenha a comunicação entre o grupo No retorno: Mantenha a unidade do grupo Cálculo do Risco: Risco = Severidade X probabilidade X tempo Painel de alerta: Força individual.4. Dicas de outros montanhistas. Não seja centralizador. Guardião do meio ambiente: Praticando o mínimo impacto sempre e passar a idéia adiante. coordenando. Seja honesto em relação às suas limitações. pontos perigosos. Distância.Expert: Deve saber de tudo um pouco: equipo. Seja sempre educado. Quantos: Minimo impacto (FEMERJ -12 pessoas) Controle do tempo: Ausência de luz. admita e peça ajuda. Croquis. O grupo se fortalece quando cada indivíduo toma conta de si e do próximo. Força do Grupo. Tempo. Não importa a rapidez da caminhada. Equipamento: O que levar (sem exagero ou omissão). Comida. apaziguando.4. Revistas. Tome banho e escove seus dentes mesmo antes de uma excursão. tomar cuidado com perigos iminentes. Seja sempre bem humorado! 4. Clima. então tome sempre alguns cuidados antes de receber um visitante: • • • • • • Ande sempre bem apresentável. primeiros socorros. mas sim como o tempo é utilizado Durante a caminhada: Manter todos por perto. mantimentos.e Professor: evitar dizer “Está errado”.

O mapa O mapa é uma figura simbólica de um local. esquemas de percursos.000 unidades 0. Navegação: é a ciência de determinar a localização de um objetivo e manter-se direcionado para ele por todo o percurso desde o início da viajem até o final desta. Ele condensa uma variedade de informações de uma forma que pode ser facilmente interpretada e transportada Tipos de mapas: Os mapas podem ser utilizados para diversos propósitos Mapa dimensionado: tenta mostrar a diferença de relevo utilizando para isso a diferença de cores entre altitudes. bom senso e julgamento. pontos de interesse. tipo de terreno. Algumas definições iniciais: Orientação: é a ciência que determina a sua exata posição na Terra. distâncias. Escala: é a razão entre as medidas no mapa e as medidas no mundo real: Ex: 1cm : 1km 1cm : 10 km Para calcular a distância real de uma escala usa-se a regra de três simples: 1unidade -----. Esse processo inicia-se em casa.1 . necessita tempo.5. O caminho a percorrer Encontrar a melhor rota é a arte da conjugação dessas duas modalidades anteriores. Para isso requer um bom conhecimento em leitura de mapas e bússula.5 unidade ----. Esquema de mapas: geralmente desenhados a mão livre. Outras ferramentas são mapas topográficos. Guias informativos.000 unidades 28 . muito utilizado por montanhistas e são muito importantes para a complementação dos mapas de maior escala. senso crítico. Mapas recreacionais: São mapas esclarecedores têm como objetivo colocarem os atrativos de maneira clara e simplificada para que se tenha uma visão geral sobre o que existe na área. Mapas topográficos: Estes detalham a topografia pelas curvas de nível que indicam a altitude a partir do nível do mar. Outras pessoas que já realizaram o percurso desejado também são uma fonte interessante de informação.5 Equipamentos e Navegação 5. onde você necessita reunir todas as informações sobre como chegar ao local e o que vai encontrar no caminho. geralmente fornecem a descrição do percurso como o tempo estimado. Com um pouco de empenho qualquer pessoa pode adquirir esses conhecimentos sem necessidade de embasamento matemático ou científico. além da habilidade de se utilizar o altímetro e talvez até mesmo o GPS (Sistema de Posicionamento Global).10.1. no entanto. achar o caminho de casa. altitude. fotografias descritivas de postos do percurso. experiência. fotografias aéreas. Esse módulo é uma introdução para você poder responder tais perguntas utilizando a navegação e a orientação. 5.1) Noções Básicas de Navegação Onde estou? Como eu posso encontrar o caminho para lá? Qual é a distância para o cume dessa montanha? Essas são as três perguntas mais realizadas no montanhismo. não deixe de entrar em contato com elas. vegetação. destacam os principais pontos de podem ocorrer a perda de direcionamento. localizar-se durante um percurso e o principal. Com esse conhecimento básico você ficará apto a planejar rotas.

29 . Subidas íngremes: Curva de nível próximas. gargantas ou corredores: Curvas de nível em um padrão em “U”para vales suaves e de fundo arredondado e padrão em “V” para vales e gargantas. ravinas.Lendo um mapa a partir das curvas de nível: Áreas planas: praticamente sem curvas de nível. Arestas: Curvas de nível com um padrão em “U” ou “V” com a base apontando para o lado de menor elevação. Subidas leves: curvas de nível largas. Abismos: Curvas de nível extremamente próximas ou sobrepostas. Vales. bem espaçadas. pouco espaçada.

30 .A bússula: A bússula é um instrumento que permite indicar a direção de um ponto em relação ao norte magnético. deve se medir uma distância fixa. geralmente o cume é indicado como um triangulo seguido da altitude. Assim cada pessoa deve ter no mínimo 3 medidas de passo duplo: Qual é a sua medida? Número de passos simples em 3 percursos de 50m divididos por 6. como comprimento da perna e tipo de passada. geralmente 50 metros. realizando a marcha de forma natural. A partir desses dois parâmetros é possível seguir rotas pré-estabelecidas.3 . A técnica é simples e deve ser treinada com antecedência. bem como realizar um roteiro.A técnica do passo duplo: Essa técnica é muito útil para aqueles que desejam medir distâncias aproximadas com uma precisão aceitável sem a necessidade da utilização de instrumentos.1. Primeiramente.1. em seguida percorrer essa distância sem alterar o comprimento de sua passada. Esse número será o seu passo duplo. você terá o comprimento de sua passada.2 . como a trena por exemplo. mas com abismos nas laterais. A medida deve ser realizada em planos inclinados pois há variação entre as medidas de passo duplo quando se está subindo. pois esta varia de acordo com as medidas antropométricas. Colo: ponto com curvas de nível bem próximas ao longo de um percurso frontal. No Plano: _______ Subindo: _______ Descendo: _______ Dividindo o número de passos duplos por 50m. 5. Após realizar três aferições tira-se a média aritmética do número de passadas e divide-se o resultado por 2. Para saber o comprimento de seu passo duplo basta dividir os 50 metros pelo número de passos duplos Cada indivíduo deve ter a sua aferição. No Plano: _______ Subindo: _______ Descendo: _______ 5.Cume: curvas de nível em um padrão concêntrico com o cume sendo a parte mais interna e elevada. descendo ou andando no plano.

Realizando um roteiro: Para isso será necessário ter os seguintes instrumentos: • Papel ou o mapa • Lápis • Uma tabela para coletar os dados • Uma bússula • Um ponto de início e um objetivo para a chegada.1.2 51.06 0 -3 15 0 0 330 Bifurcação na trilha da Pedra do Sino rio P2+38m degrau alto de pedra P3 + 14 vala de chuva 222648 4 222650 3 222652 6 43002 35 43002 46 43002 64 Atividade prática: Elaboração de um percurso de aproximadamente 400 metros nas dependências da sede Teresópolis. 31 . A tabela deve conter as seguintes informações para os dados serem plotados no mapa como ilustrado no exemplo abaixo: Trilha agulha beija flor Data 12/07/2006 Responsáveis: Daniel e José Augusto P0 início da trilha S 2226484 W 04300235 passo s Dist duplos em α α segmen me cood tos (1.5.9 38.73 m) metros dio curva alt > curva para a esquerda < curva para a direita Coordenadas de curva em relação ao NORTE S Situação da trilha erosão drenagem localização W 0 1 2 3 40 30 22 69.4 . • A técnica de passo duplo.

muitos escaladores excursionistas vestem somente a roupa de baixo longa e shorts. Esforços constantes ou excessivas temperaturas podem causar ao corpo vestido impropriamente. soft. aumenta o seu isolamento. entre outros. a roupa de baixo longa. assim elas podem ser enfiadas para dentro das calças ou jogadas por cima da cintura. espessuras e marcas. chuva e vento remove este ar quente e pode iniciar uma perigosa redução da temperatura corporal.2) Roupas e Equipamentos Roupas: apesar de. e demora a secar. fleece. Dependendo da excursão leve uma luva fina e gorro para a cabeça. Três níveis formam a base deste sistema: uma camada perto da pele. já que pela cabeça perdemos uma grande quantidade de calor. mais rápido o ar quente vai embora. além de manterem um ambiente compatível próximo à sua pele. A segunda um casaco de pile mais grosso e a terceira uma que corte o vento e proteja na chuva. em dias de sol é possível caminhar apenas com camiseta. mas absorve muita água. É interessante para os dias de frio ter a mão três camadas de roupa. tipo anoraque. coberta por roupas adicionais. Similarmente. As roupas também devem ajudar a refrescar. camadas de isolamento e camada protetora externa. Durante as partes quentes do dia. advém a hipotermia. do vento e da umidade. Quanto mais forte o vento. não deixe de levar alguns abrigos. Aberturas entre as calças e a parte de cima do corpo deixam que uma quantidade considerável de calor escape.As roupas protegem você do frio. dependendo da temperatura e do nível de atividade.Testes mostram que somente a adição de gola alta pode aumentar o nível de conforto das vestimentas em 3º C. Passe essas informações aos visitantes para que eles possam vir para a excursão preparados. com vários bolsos e com zíper para ser transformada em bermuda. uma situação que pode ser tão mortal quanto a hipotermia. perda do discernimento e. pode ser de manga curta ou longa. Dê preferência para roupas sintéticas. quando as condições tornam-se quentes. polartec. permitindo a fácil e rápida adaptação às temperaturas flutuantes nas montanhas. quando molha. seca muito rápido. Para saber mais leia o texto abaixo: Seres humanos mantêm o conforto do corpo pela criação de um microambiente de ar aquecido próximo à pele. Lã também esquenta. Camisas e suéteres devem ser longos além do tronco. Se não se controla esta condição. Esse tipo de vestimenta não absorve água. A camada protetora externa É essencial para minimizar a perda de calor pelo vento e chuva. assim o corpo pode esfriar por si mesmo. O vento movimenta para cima o ar quente próximo ao corpo e sopra-o para fora. mais aquecido você ficará. sofrimento e exaustão por calor. suéteres com gola olímpica (ou gola alta) podem evitar que muito calor do tronco escape. à morte. Existem roupas sintéticas de vários tipos. Quando a temperatura do ar é de -12ºC com um vento de 36 km/h 32 . eventualmente. A camada próxima à pele (roupa de baixo longa ou curta) Permite a ventilação. um processo chamado convecção. Entretanto. Para manter o ritmo em condições variáveis de temperatura. Caso esfrie pode ser colocada por baixo da outra. sendo conhecidas pelos nomes: pile. que torna a sensação de frio muito mais intensa. A primeira uma camisa fina de tecido sintético. dry. roubando calor do corpo. Quanto mais espessa a camada de ar aprisionado ou "morto". Quando está frio.5. suéter. a temperatura e o clima na serra mudam muito rápido. Esta camada também transporta a transpiração para longe da sua pele sem absorver a umidade (Roupa molhada em contato com a sua pele retira vinte e cinco vezes mais calor do que a roupa seca). daquelas de tactel por exemplo. As camadas de isolamento (camiseta. adicione ou subtraia camadas de roupa uma a uma. casaco de pile) Aprisionam o ar aquecido próximo ao corpo. Para as pernas uma boa opção é caminhar com uma calça sintética fina. levando na mochila uma outra de pile fino. Elas são mais versáteis porque as várias peças podem ser usadas em diferentes combinações. produzindo um efeito de resfriamento pelo vento. Roupas que protegem em camadas As roupas mantêm melhor o microambiente corporal se forem vestidas em camadas. levando a incontroláveis tremores. A combinação de baixas temperaturas. várias camadas leves e folgadas normalmente esquentam mais do que uma roupa espessa.

Molhado em um dia quente. o resultado será de -34ºC em um dia tranqüilo. Porque absorve muita água.produz o efeito de sensação térmica equivalente a -32ºC (veja tabela de sensação equivalente de temperatura). Por exemplo: a uma temperatura de -16ºC. ele aprisiona mais ar quente nos seus espaços mortos do que as fibras naturais . Pile sintético: não absorve água. Algodão: é confortável para vestir quando seco. Alguma umidade fica retida suspensa entre os filamentos do tecido quando está molhado. a água que evapora do algodão ajudará você a refrescar-se. A intercessão de ambos marca a temperatura equivalente.como a lã. o algodão ventila bem e ajuda a esfriar o corpo. não absorventes e secam rapidamente. entretanto. A chuva umedece as roupas e reduz o valor do isolamento. encontre na coluna da esquerda a velocidade do vento (em km/h) e na parte superior a temperatura em (ºC). cada qual com suas vantagens e desvantagens. Quando a efetiva temperatura é de -34oC ou menos certifique-se de tomar cuidados para minimizar a exposição de pele nua ao vento As roupas para atividades ao ar livre são feitas de uma variedade de tecidos. Todas estas características contribuem para que o pile seja um versátil e efetivo material de isolamento. Em climas quentes. peso por peso. Os filamentos de alguns tecidos são também muito bons para 33 . Os filamentos sintéticos destes tecidos são também leves. A capa também mantém as camadas de isolamento secas. com uma brisa de 24 km/h. Uma capa impermeável sobre as camadas de isolamento elimina a perda de calor por condução e convecção. então o calor do corpo não é conduzido por nada. acrílico e polipropileno: são tecidos usados em uma grande variedade de roupas de baixo. perdendo sua capacidade de isolamento quando molhado. mas mesmo assim não é tão efetiva quando molhada se compararmos com os tecidos sintéticos. Poliéster. mas a maioria da água pode ser torcida. longas e vestimentas de isolamento. O vento não pode penetrar pela capa. assim o ar quente próximo do seu corpo permanece no espaço apropriado. O pile é também muito leve e macio e por isso. e se devem tomar medidas para proteger o corpo do congelamento. Vestimentas feitas de pile sintético são relativamente quentes quando molhadas e secam rápido. mas absorve muitas vezes o seu peso em água. leva bastante tempo para secar. TEMPERATURA (ºC) Velocidade vento(km/h) do +4 +2 -1 -7 -12 -16 -23 -29 -34 -40 -46 Sensação Equivalente de Temperatura 8 16 24 36 40 48 56 64 2 -1 -4 -7 -9 -12 -12 -12 -1 -7 -9 -12 -12 -15 -15 -16 -4 -9 -12 -15 -16 -16 -20 -20 -9 -15 -20 -26 -32 -37 -43 -48 -62 -73 -79 -84 -85 -90 -90 -15 -23 -28 -37 -43 -51 -57 -20 -29 -34 -43 -51 -57 -65 -23 -32 -37 -46 -54 -62 -71 -26 -34 -43 -51 -59 -68 -76 -29 -34 -46 -54 -62 -71 -79 -29 -37 -46 -54 -62 -73 -82 -29 -37 -48 -57 -65 -73 -82 Acima de 64 efeito adicional pequeno Perigo de congelamento da pele expostaPerigo se seca e adequadamente vestida escasso Grande perigo Perigo intenso Para utilizar esta tabela que mostra a intensidade da sensação do efeito do vento e a temperatura equivalente. As zonas da tabela indicam o perigo de congelamento de uma pessoa média que está devidamente vestida para a situação. A roupa molhada reduz o calor do corpo a níveis alarmantes. Lã: absorve menos água que o algodão.

A cabeça é a primeira parte do corpo que deve ser descoberta quando você está superaquecido e a primeira parte a ser protegida. mas muito pequenos para que a água líquida possa entrar. Também é recomendável uma cobertura sobre o bolso para manter a água fora. Existe aí uma verdade. Infelizmente este tipo de tecido não funciona tão perfeitamente em climas tropicais úmidos. protegem contra o vento mas não são impermeáveis. Como consequência. Os orifícios na cobertura são grandes o suficiente para deixar o vapor escapar. que permitam você abrir para ventilar ou fechar para aprisionar o ar quente próximo ao seu corpo. No frio e climas úmidos. remediará o problema. Mais e mais tecidos estão sendo desenvolvidos para isto. Quando for escolher este tipo de vestimenta. o suor gerado pode umedecer as camadas de isolamento que estão mais próximas à você. Mangas que cubram os punhos. consulte as etiquetas das roupas ou peça auxílio ao vendedor. integrada às calças ou em separado. Coberturas (resinagens) com microporos foram desenvolvidas para solucionar este problema. a circulação sangüínea é reduzida nos braços e pernas em favor do aquecimento das partes vitais. Normalmente usam-se resinas de poliuretano para impermeabilizar o nyIon. punhos. Resinagens de poliuretano são leves e efetivas quando recebem a devida manutenção. lados. Ventilação: aberturas controláveis na frente. A balaclava ou passa-montanha ou ainda Joana d'arc é uma versátil proteção para isolar a cabeça. com um acabamento resistente ao vento e à abrasão. A umidade vaporizada da sua pele têm um tamanho de molécula muito menor do que a água líquida. Os anoraques para chuva devem apresentar as seguintes qualidade: • • Um tamanho grande o suficiente permite adicionar camadas de roupa por baixo sem comprimir sua respiração ou restringir seus movimentos. tornando-os bem adequados para uso próximo à pele. Um capuz com uma viseira e um protetor de pescoço para que a água possa driblar rosto e pescoço. algodão e seda para uso em roupas de baixo. usa a mesma teoria. enrolada para cima ela aquece a cabeça. o primeiro tecido impermeável/transpirante do mercado. Assim. As costuras devem ser seladas de fábrica com uma fita adesiva. Zíperes com dentes grandes e duráveis e boa cobertura para manter o zíper seco. quando você está com frio. procure por calças com zíperes em todo 34 . Para que a circulação sangüínea aumente nos braços e pernas você precisa aquecer as áreas vitais da cabeça e tronco. elásticos ou velcro. Calças Suas calças de isolamento podem ganhar tamanho para proporcionar maior liberdade de movimentos. Observe se a fita seladora está bem colada ao tecido. o pile sintético é outra boa escolha porque retém a maioria das suas características de isolamento quando molhado. sob os braços. mas não são muito resistentes à abrasão ou mofo. Embora a maioria das capas mantenham a chuva fora. as quais vão sobre as camadas de isolamento. Serão feitas de tecido fortemente entrelaçado. com um cordão na cintura que permita você apertar a parte de baixo. Estas coberturas têm bilhões de microscópicos orifícios por milímetros quadrado. ela protege a face e o pescoço do frio. mas uma capa de nylon. para manter as mangas na altura certa. • • • • • • Cabeça Quando o resto do corpo está devidamente vestido. na cintura. que devem ser fechados com pressão. elas também fecham o suor dentro. O pile não é resistente ao vento. mas permite a ventilação da parte superior do corpo através da área do pescoço. as coberturas "respiram" e ainda são à prova d'água. Bolsos que tenham acesso com as mão enluvadas e que possam ser fechados. uma cabeça descoberta é como um radiador. O comprimento do anoraque deve se estender abaixo dos quadris. estes tecidos têm substituído largamente a lã. Nylon: capas de nylon. pois assim que a cabeça e tronco ficam frios. Um velho ditado diz? "Se os seus pés estão frios. Se você trabalhar duro. Goretex. Para ajudar as camadas isolantes abaixo da cintura.transportar a transpiração para longe do corpo. Inteiramente vestida. Um bom capuz deve ser grande o suficiente para acomodar um chapéu (ou um capacete de escalada) e não deve atrapalhar a visão quando você olha para o lado. a menos que o nyIon seja resinado. ponha um chapéu". Misturas de lã ou lã/sintéticos funcionam bem. Todas as costuras devem ser seladas para prevenir que a umidade entre através dela e é preferível tê-las seladas de fábrica que tentar selar você mesmo. responsável pela liberação de mais da metade do que o corpo perde de calor.

água. cordins (30 metros ou mais) 11. roupa extra. será entre uma meia e a outra. Uma boa idéia é usar duas meias. pequeno kit de costura 5. chá. sacos plásticos para embalar e para lixo 10.o comprimento. repelente 7. Se comprar um tênis novo faça com antecedência e use bastante para se certificar que estarão amaciados para a atividade. Calçados: leve um tênis ou bota confortável para a caminhada. ao invés do plástico. apito. panela ou caneca metálica 3. (2) quando o local visitado for coberto por esse serviço. já que se houver atrito. produto para tratamento químico da água (cloro ou similares) 6. fogareiro ou espiriteira e combustível 2. fósforos. cantil. (3) ver no capítulo prevenção de acidentes. café ou achocolatado em pó para aquecer (1) verifique regularmente se não falta algum item em seu estojo de primeiros-socorros ou se algum medicamento está vencido. estojo de primeiros socorros (1). protetor solar e labial. pois podem causar bolhas. boné ou chapéu. dando preferência aos solados de borracha. cobertor plástico de emergência ou lona plástica. Novos nem pensar. uma meia fina primeiro e por cima uma mais grossa. abrigo impermeável (capa ou anorak) 5. em embalagem à prova d. deixar aviso 2. comida extra 7. canivete 3. A vida útil de suas calças pode ser prolongada reforçando o traseiro com remendos de nylon ou outro tecido durável. cartão de identificação 3. freqüências de radiocomunicação. Lembre-se do risco e da responsabilidade de ministrar medicamentos a terceiros. endereços úteis (3) 9. que permitirão a você vesti-las mesmo quando estiver usando botas. radiocomunicador portátil (walkie-talkie) ou telefone celular (2) 8. Verifique bem o solado para que seja aderente. com lâmpada e pilhas sobressalentes 2. papel higiênico e pazinha Para casos de emergência 1. velas 4. 35 . mapa e bússola Não saia de casa sem 1. óculos escuros 4. isqueiro ou acendedor de fogo. lista de telefones. Desta forma as chances de ter uma bolha no pé diminuem. agasalho (abrigo de lã ou sintético) 6. Equipamentos essenciais 1. lanterna.

Recomenda-se tomar 3 litros de água ou mais. Quando caminhamos com sobrecarga. ocasionando uma diminuição do fluxo sangüíneo para o cérebro. 2. isto é. Texto de Patricia Sakai . mas o que acontece é que o álcool rouba energia e calor do corpo para sua degradação. regulação da temperatura corporal e hidratação.3) Alimentação A alimentação é um tema importante a ser levado em consideração no planejamento das caminhadas. boa parte do fluxo sangüíneo será utilizado pelo sistema digestivo. 6. Recomenda-se fracionar os alimentos para não sobrecarregar o sistema digestivo ou após a alimentação. Beber água antes. Os alimentos não energéticos ( sais minerais. A pessoa fica mais sonolenta e mais lenta. levando em conta sua praticidade e volume.htm) 36 . A perda de água resulta em desidratação. queijos curados) que são alimentos eficientes por armazenarem grande quantidade de energia.ib. Café e chá devem ser evitados durante a caminhada por terem ação diurética. Ao se alimentar.Centro de Práticas Esportivas da USP (www. amendoim.br/ecosteiros/cursos/caminhada/textoscaminhada. As bebidas alcóolicas devem ser evitadas porque apresentam uma falsa impressão de que esquentam o corpo. o ato de caminhar por trilhas pode consumir grande quantidade de energia. 5. A água é importante na metabolização dos alimentos. o exercício realizado pode ser considerado de média a alta intensidade e de longa duração (trilhas com pernoite). sendo liberada a longo prazo pelo organismo. A falsa sensação de calor advém do seu efeito vasodilatador momentâneo.usp. salame. mas é recomendável o uso de cloro para purificar a água encontrada durante a caminhada. 3. durante e depois da caminhada. A alimentação para este tipo de atividade deve ter uma composição balanceada. esperar 2h para que a digestão seja completada. completados com as gorduras e proteínas ( ex: carnes secas. devido ao espaço e peso da mochila utilizada. uma vez que. Recomenda-se a ingestão de bebidas isotônicas somente para aqueles que executam atividades muito intensas e com grande perda de água e sais minerais. arroz.5. A necessidade de reposição eletrolítica (bebidas isotônicas) pode ser suprida pela alimentação adequada e ingestão de líquidos. Orientações Básicas 1. Água segura para se beber durante as caminhadas é aquela que parece “brotar” do solo. vitaminas e água) completam a lista de necessidades do organismo. dependendo do tipo de caminhada executada e o clima. 4. que afeta diretamente a performance do indivíduo. com uma mochila pesada nas costas. O consumo de energia vai depender do tipo de trilha e do metabolismo do indivíduo que a pratica. batatas e açúcares) que fornecem a maior parte das calorias consumidas a curto prazo pelo organismo. Na composição dos alimentos devem predominar os carboidratos ( ex: massas.

conforme antiga norma estabelecida no artigo 159 do Código Civil de 1916. salvo nas hipóteses expressamente estabelecidas por ele.078. salvo naquelas hipóteses excepcionais previstas pelo mesmo "Codex. Ao reverso do Código Civil. de terceiro ou por circunstâncias externas capazes de excluir-lhe a responsabilidade. de 11. como a AGUIPERJ. etc. dentre outros. penas restritivas de direitos.90). da habilidade e da prudência que lhe são inerentes. dentre outros "qualificativos" para o exercício de determinadas profissões. que somente se adquire através de cursos ministrados por bons profissionais. sujeitando o agente a punições de caráter pessoal: prisão. a prova de Inocorrência culpa para o evento danoso ou que este tenha sido causado por culpa exclusiva da vítima. engenheiros. 5º.como a homologação do currículum vitae mínimo destes profissionais através das respectivas Federações Estaduais ou Associações de Classe. advogados. A idéia principal da responsabilidade civil reside no princípio multissecular do "neminem laedere". 37 . se ferir valores de terceiros. ela exige que sejam "atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer" (art. Desabafos à parte. a exemplo dos denominados "profissionais liberais". onde incide a velha teoria da responsabilidade subjetiva do causador do dano. certas condutas são definidas em lei como crimes ou contravenções.inciso XIII). tais como: o "caso fortuito" (acontecimento natural derivado de força da natureza: terremoto. devidamente capacitados e com larga experiência no ramo. em prótese dentária etc. Assim nasceu a "teoria da responsabilidade". a exemplo do que ocorre com médicos. vendaval.não pode descurar-se da necessária competência técnica. multa. além de aperfeiçoamento constante ao longo dos anos. cabe sempre ao lesado demonstrar que o dano sofrido adveio de conduta dolosa (intencional) ou culposa (não intencional) do seu ofensor em razão de imperícia (falta de aptidão técnica. a questão da responsabilidade civil fundamentava-se na clássica "teoria subjetiva da responsabilidade". etc. enquanto na área cível. segundo a qual. máxime.) ou "força maior". produtores e fornecedores de bens ou serviços remunerados por consumidor final (artigos 12 e 14). que se espraia por dois campos distintos: o civil e o penal. tais como: diplomação universitária ou conclusão de cursos técnicos ou profissionalizantes. com a entrada em vigor do Código de Defesa do Consumidor (CDC) houve radical alteração no campo da responsabilidade civil quando decorrente de "relação de consumo de bens e/ou serviços". sujeita-se a esta mesma obrigação. A responsabilidade civil antes e após o Código de Defesa do Consumidor Até o advento do Código de Defesa do Consumidor (Lei Federal 8. trazem-lhe em contrapartida a responsabilidade por suas ações ou omissões no âmbito jurídico. assim como os demais profissionais. A liberdade e a racionalidade. Neste último. Entretanto. porque dotado de liberdade e de discernimento. que compõem a sua essência. desapropriação. cabendo então ao ofensor e não ao ofendido. Isso significa que em suas interações sociais.6 Responsabilidade Civil e o Código de Defesa do Consumidor Noções de responsabilidade e suas conseqüências no exercício profissional O ser humano. aprovação em Exame de Ordem. Portanto. é evidente que todo aquele que exerce qualquer atividade profissional regulamentada ou não . diante da responsabilidade que pode lhe acarretar quando exercida sem os predicados acima. deve responder por seus atos. e o "Guia de Escalada". . quando resultante de fato de terceiros: furto. A despeito de a Constituição Federal garantir a todos os cidadãos a liberdade de exercício de qualquer trabalho.09. (a ninguém se deve lesar). o CDC adotou como regra geral a "teoria da responsabilidade objetiva" dos fabricantes. teórica ou prática para o exercício de uma profissão). dentre outros qualificativos. responsabilidade civil nada mais é do que a obrigação pela qual o agente fica adstrito a reparar o dano causado a terceiro. imprudência (prática de um ato perigoso sem os cuidados que o caso requer) ou negligência (falta de observância de deveres exigidos pelas circunstâncias). o agente pode ser compelido pelo ofendido a reparar o dano material e/ou moral causado. técnicos em secretariado. o agente deve arcar com as conseqüências daí decorrentes. ofício ou profissão.

14. os lucros cessantes até o final da convalescença. o CDC também previu causas de exclusão de responsabilidade civil do produtor. o ofensor indenizará o ofendido das despesas do tratamento e ainda dos lucros cessantes até o fim da convalescença. parágrafo 1°)". do fabricante ou do fornecedor quando: a) inexistiu defeito do produto ou do serviço (art. com regra geral. Outrossim. sem dúvida alguma. se obrigam a prestar determinados serviços para os quais devem possuir as condições técnicas para atender ao consumidor contratante. Produto: como "qualquer bem. Se aleijar mulher solteira ou viúva. 14. parágrafo 2º)". em razão da ofensa. construção. as circunstâncias da ofendida e a gravidade do defeito. nada valem as ressalvas ou as "cláusulas de não indenizar" contidas em avisos. configurando assim dano estético. 3º)". 38 . montagem. sujeita-se ao regime jurídico de responsabilidade civil previsto no Código de Defesa do Consumidor. sem subordinação própria das relações empregatícias. negligente ou por imperícia destes profissionais. quando ocorrer dano a terceiros nestas hipóteses. Serviço: como "qualquer atividade fornecida no mercado de consumo. vier a perder ou ter diminuído a sua capacidade laborativa. importação. II e art. Portanto. e. enquadra-se como autêntica "relação de consumo" e. quando advertem a seus clientes que "não se responsabilizam por furto de veículo ou pelos objetos e valores deixados no seu interior". a indenização consistirá no pagamento de um dote. havendo lesão corporal. a exemplo daquelas comumente encontradas em empresas de estacionamentos de veículos. que o CDC define: Consumidor: como "toda a pessoa física ou jurídica que adquire produtos e/ou serviços como destinatário final (art. Fornecedor: como "toda a pessoa física ou jurídica que desenvolve atividade de produção. Essa indenização. a doutrina e a jurisprudência a "força maior" e o "caso fortuito". material ou imaterial (art. a garantia de reparação dos danos materiais e/ou morais do consumidor não pode ser derrogada por "cláusula de não indenizar" ajustada por convenção das partes. o fornecimento de serviços de “Guia” no mercado de consumo. sendo nulas de pleno direito as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que impossibilitem. se ocorrer homicídio por ato doloso ou culposo. Logo. A par disso. Nesta medida. aqueles que sob remuneração.isto é. destacando-se ainda que. a responsabilidade só poderá ser apurada mediante a demonstração de culpa (art. dispõe a legislação de regência que. II. o ofensor deverá ainda arcar com indenização que abranja as despesas do tratamento. se a vítima. admitindo. será reduzida pela metade se para o evento tiver também concorrido culpa da vítima. outrossim. criação. II). pois a lesão fará com que o ofendido cause impressão desagradável. parágrafo 3º. entretanto. parágrafo 3º. b) na prestação de alimentos às pessoas a quem o defunto os devia. 25 do CDC. compensando-se desta forma com dinheiro a deformidade que a enfeiou. exportação. 2°)". Melhor explicitando: em se tratando de normas jurídicas imperativas.14. além de uma pensão correspondente à importância do trabalho para o qual se inabilitou. com seu funeral e com o luto da família. ainda capaz de se casar. mediante remuneração salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista (art. Isso acarreta. termos de responsabilidade ou contratos firmados entre o Guia de Escalada e o consumidor de seus serviços. mediante remuneração de quem o adquire (pessoa física ou jurídica) como destinatário final. diminuindo-lhe a "capacidade" de se casar. a soma da indenização será duplicada. aplicando-se subsidiariamente as disposições do Código Civil naquilo que for compatível. 3º. exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por vícios de qualquer natureza dos produtos e serviços ou impliquem em renúncia ou disposições de direitos. a indenização consistirá: a) no pagamento de despesas com o tratamento médico-hospitalar da vítima. pelo imprudente. maior grau de responsabilidade para o "Guia” frente aos consumidores de seus serviços. segundo as posses do ofensor. móvel ou imóvel. que dizem respeito a direito do consumidor. b) culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro (art. consoante estabelece o art. parágrafo 4º). ou da depreciação sofrida. por via de conseqüência. Se do ferimento causado advier aleijão ou deformidade. A esta altura. distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços (art. parágrafo 3º. 3º. convém esclarecer para melhor entendimento. são irrenunciáveis e inderrogáveis. Ademais. transformação. 12. Com relação às verbas indenizatórias devidas em razão da ocorrência de dano.

em quaisquer de suas modalidades. Dessa forma. Da mesma forma. É a incidência ampla da Teoria do Risco do Negócio. O fornecimento de serviços de "Guia". recompondo ou amenizando o dano moral sofrido. que torna o infortúnio imprevisível. entretanto. se os danos advêm de avalanche ou de desmoronamento de rocha ou ainda de "mal súbito" que acomete o cliente. por qualquer ordem de razão. Apesar da competência técnica e prudência do "Guia" durante a caminhada. de modo defeituoso. embora a lei não tenha estabelecido regras ou critérios para apuração do valor que compense a ofensa moral. 39 . apesar de sua competência técnica. também configurar-se-á "caso fortuito" que exclui a responsabilidade do "Guia". a responsabilidade do "Guia" será afastada ou excluída quando: 1. ou seja. somente há exclusão de responsabilidade do "Guia" quando se verifica culpa exclusiva do consumidor. servir de fonte de enriquecimento de um em prejuízo do outro. sem a devida autorização do "Guia" ou contrariando expressamente a orientação deste. a intensidade da dor. Ressalte-se. a legislação protegeu fortemente o consumidor. 2. sem a suficiente competência ou habilitação técnica e sem oferecer a mínima segurança que dele pode esperar o consumidor. sem. ocorrer danos a seu cliente em razão de acidente provocado exclusivamente pela quebra ou ruptura de equipamento que se encontrava em bom estado de conservação e corretamente utilizado. vitimando seu cliente. 3.No que tange a indenização pelo dano moral. nem desproporcional à sua intensidade e gravidade. não cumpre procedimentos fundamentais de segurança. O fornecimento de serviço de "Guia" por profissional qualificado e experiente que. as condições econômicas do ofensor e do ofendido. pois. Cliente que omite ou emite falsa declaração ao "Guia" sobre seu verdadeiro estado de saúde capaz de comprometer a sua ascensão. agiu com imprudência e negligência. Hipóteses de "culpa exclusiva da vítima" que excluem a responsabilidade civil do "Guia". que nestes casos. ser cumulada com o dano material. deve esta ser fixada levando-se em consideração o valor envolvido na avença entre as partes. ou quando. vindo a "acidentar-se". principalmente se os serviços oficiais de meteorologia indicavam "tempo bom" para o dia da caminhada. também se pode imaginar algumas situações onde apesar da ocorrência de dano. Por outro lado. ainda assim o prestador do serviço será responsabilizado. Incidência do Código de Defesa do Consumidor no exercício profissional Vejam algumas hipóteses que podem acarretar a responsabilidade civil do Guia. à luz das disposições legais em vigor: 1. porém. o sofrimento ou a humilhação experimentada. utiliza equipamento mal conservado ou além da "vida útil" prescrita pelo seu fabricante. Cliente vitimado por raio ou vendaval durante a caminhada decorrente de mudança repentina das condições climáticas. 2. inclusive. pois. contudo. colocando todo o peso da responsabilidade no prestador do serviço. se se apurar culpa concorrente do consumidor ou de terceiro. de modo que sirva de punição ao transgressor. que pode.

manter uma alimentação e hidratação adequada antes e durante a caminhada. providenciando sua remoção para local onde haja atendimento médico. dar meia-volta em certas situações. 7. lanterna. o orgulho excessivo e a teimosia. mesmo que a caminhada não tenha chegado ao final. levar todo o equipamento necessário (incluindo: roupas adequadas para frio/calor. Tenha. raios. Em caso de acidente. 40 . Outro fator de extrema importância é saber quando retroceder. ter atualizados os procedimentos em primeiros socorros. estimando o tempo de caminhada. Em casos extremos. Deve-se pensar em como agir para ir e voltar com segurança sem ficar contando com a ajuda de terceiros. etc. Treinamentos constantes e aprendizado através de guias reconhecidos são também recomendados. Lembre-se de que a primeira providência é não fazer mais vítimas. chuva.3) Noções de Primeiros Socorros O conhecimento dos princípios básicos de primeiros socorros é essencial a todas as pessoas. etc. Assinale estes locais em mapas que devem ficar de posse de pessoas preparadas para acionarem esquema de emergência. calor. estamos sujeitos a todas as intempéries da natureza. Para complicar ainda mais. principalmente as que praticam atividades ao ar livre e geralmente em lugares cujo socorro não pode ser imediato. combinado com a administração e vigilância da unidade de conservação ou Corpo de Bombeiros os locais para encontros em caso de acidentes e outras situações de emergência. paradas e a volta. pois a melhor prevenção de acidentes é a experiência e o conhecimento. Nunca deixe o pânico tomar conta do grupo.2) Emergências Se o seu grupo se perder ou tomar a trilha errada. Nem sempre se vence. Qualquer acidente simples se torna complexo porque estamos isolados. por exemplo: remover o acidentado ou aguardar o socorro. Caminhar muitas vezes nos leva para lugares remotos. adote os procedimentos de emergência e aguarde o resgate. A auto-suficiência de um grupo é essencial quando se vai para uma excursão. de antemão. proteções contra o sol.7 Comportamento Seguro e Prevenção de Acidentes 7. por isso esteja atento à sua segurança e à dos demais membros do grupo. Para tal. É fácil encontrar cursos especializados sobre o tema que descrevem com todos os detalhes os procedimentos. mantenha todos calmos e adote os procedimentos adequados para retornar ao caminho programado.1) Segurança na Condução Existem muitas atitudes e procedimentos de segurança que fazem da caminhada uma atividade de risco controlado. inicie o atendimento ao acidentado e não corra riscos desnecessários. além das normas de comportamento seguro é necessário fazer um planejamento da excursão. frio. é muitas vezes a saída mais inteligente. Use sempre o bom senso e reflita com calma e em conjunto com os demais Condutores de Visitantes sobre as decisões a tomar. além de conhecer suas limitações técnicas. anoraque. é da responsabilidade de cada condutor ter conhecimento e praticar as normas de comportamento seguro. Não esqueça que alguns dos perigos numa excursão são o excesso de confiança. É importante que se saiba o mínimo possível para socorrer um visitante ou um colega acidentado até a chegada do socorro definitivo. com recursos limitados e uma operação de resgate pode ser bastante complicada. 7.). Portanto.

Insolação Ocorre quando o organismo humano perde uma quantidade excessiva de água e sais minerais através do suor. náuseas. basta a vítima repousar na sombra e beber água. Outros sinais são: sangue tossido ou vomitado. Para prevenir estes problemas basta se proteger do sol com roupas leves.. Então controlar-se. pode haver uma hemorragia interna.Em momentos de emergência é comum nos atrapalharmos e ficarmos nervosos com a situação sem saber por onde começar. Uma pessoa neste estado geralmente apresenta sintomas como tonturas. Em caso de resposta afirmativa procure um lugar seguro para onde levar a vítima com muito cuidado. deve-se aplicar mais gaze (ou pano) sobre o mesmo. Desmaios Pode ser fadiga. Depois faz-se urgente verificar se o local ou a situação oferece risco de novo acidente. . acalmar a vítima (pois a ansiedade contribui para a hemorragia). hipoglicemia ou fome. com os membros inferiores levantados.. peça a alguém que esteja no grupo para caminhar até o telefone mais próximo ou comece o planejamento para o transporte da vítima. Trate da ansiedade da vítima. além de evitar as horas mais quentes do dia. 2º Peça ajuda . afrouxar roupas e aplicar compressas frias na cabeça. Uma pessoa inconsciente ou desmaiada nunca deve ser deixada sozinha e NUNCA dê líquidos ou alimentos a uma vítima inconsciente. dor. assim evitará de desfazer os coágulos que já se formaram para impedir a evasão de sangue. manter a vítima em repouso absoluto (para evitar maior sangramento). Ela pode ser percebida pelo inchaço de partes do corpo e ao redor de fraturas. Se a vítima desmaiou. 1º Controle a situação . Uma pessoa que teve insolação deve voltar para casa (nas horas mais frescas do dia. elevar o membro ferido. aquecer a vítima e esperar o socorro para fazer a evacuação o mais rápido possível para um hospital. Não há muito o que fazer a não ser prevenir o estado de choque. O tratamento de uma pessoa nestas condições é bem simples. Deve-se apenas acrescentar mais compressas. pois suas agitações e inquietações só ajudam no aumento da hemorragia. repouso e evacuação para um hospital. Se o sangramento continuar depois de alguns minutos. Ainda que o sangue não escorra para fora e você não veja o sangramento. pois seus mecanismos de regulação ficarão instáveis por tempo indefinido. pele pálida. vítima inquieta. De nada adianta prestar socorro antes se durante o procedimento houver novo deslizamento ou tombo. de preferência). Lembre-se que uma pequena brisa pode passar uma falsa impressão de frescor quando o sol está muito forte e a pedra irradiando calor. nem para verificar se já parou o sangramento. manter a calma e tranqüilizar a vítima é o primeiro passo. fazendo um pouco mais de pressão (cuidado com fraturas) e amarrando uma atadura pouco apertada (cuidado com a circulação do resto do membro). Ingerir um pouco de sal também ajudará na recuperação. tontura e falta de forças. estresse. fique atento à vômitos! A vítima pode sufocar! Caso isso aconteça faça a lateralização da cabeça. Lembre-se que nunca se deve remover compressas já colocadas. mesmo que encharcadas de sangue. Veja como proceder em determinados casos: Sangramentos Para sangramentos externos o procedimento é estancar o sangue utilizando gaze ou pano limpo e seco sobre a ferida e fazer pressão suficiente para estancar o sangramento.Dentre todos os procedimentos é preciso seguir uma ordem para que você não se perca ou dê menos importância a detalhes mais importantes. Normalmente a vítima apresenta palidez. O ideal é sentar ou deitar a vítima. pulso rápido. fria e pegajosa pelo suor. 41 . já imaginando uma lesão de coluna e procurando arrastar a mesma o mais esticada possível. um boné e beber muita água.Chame os bombeiros (193) se tiver à mão um celular. dor de cabeça e dificuldade para respirar. Quando a vítima se recuperar mantê-la deitada ou em repouso por alguns minutos. em goles pequenos.

somente um banho quente. desorientação. de preferência com o mínimo de roupa. Geralmente é causada pela água e pelo vento e ataca os desprevenidos. 42 . Se não for possível nenhuma dessas. distração. Tentar manter-se o mais seco possível e longe de locais úmidos que possam transmitir uma corrente elétrica que caia no solo próximo. pois assim a troca de calor é maior e mais rápida. por isso a primeira precaução é olhar sempre onde pisar ou segurar. Os primeiros sinais são calafrios e tremores. Animais Peçonhentos e outros perigos O encontro de cobras ou outros animais peçonhentos com montanhistas é muito raro. Ao contrário do que muitos pensam a bebida alcoólica (vinho. simplesmente. como barra de cereais e chocolate. A falta de açúcar no sangue pode desencadear uma série de outros problemas. trocando suas roupas molhadas por secas. Raios A melhor maneira de evitar acidentes com raios é recorrer à meteorologia poucos minutos antes de sair de casa e ficar atento a mudanças de tempo. colocando-a em sacos de dormir e dando-lhe líquidos quentes NÃO ALCOÓLICOS. se reconhecer as famosas cumulusnimbus. inexperientes desavisados.Hipoglicemia A hipoglicemia é. todos dentro do mesmo saco de dormir ou enrolados em um grande plástico. dificuldade de executar tarefas (como riscar um fósforo). sem tomar um bom café da manhã. Para evitar que isto ocorra basta não sair de casa para a montanha sem ter se alimentado de maneira adequada e levar sempre algum alimento na sua mochila.. pois deixa o organismo mais fraco. Nunca permanecer em pé em descampados..) só contribuem para que o corpo perca mais calor e conseqüentemente piore a hipotermia. Ela é causada por uma alimentação escassa antes da atividade física. procurar imediatamente um abrigo isolante. depois vem o cansaço. falta de concentração. o ideal é manterse agachado. Hipotermia É a perda de calor do corpo. cachaça. principalmente em relação às técnicas de reanimação. Nunca se refugiar embaixo de árvores. São inúmeras as excursões que são abandonadas no meio porque um de seus integrantes acordou tarde e saiu de casa correndo. em covas muito pequenas e fechar sempre janelas e portas durante tempestades com raios. Se a tempestade o surpreender no cume de uma montanha. sentado em cima da mochila ou isolante e longe das bordas e precipícios para evitar que um choque o jogue montanha abaixo. sem reservas calóricas para se ajustar as diversas situações que podem ocorrer durante uma excursão. confusão mental. Mantenha boa distância das paredes de rocha e de negativos. Mesmo que não esteja chovendo. e No primeiro estágio a hipotermia pode ser combatida apenas abrigando a vítima. Também o ideal é evitá-la levando sempre roupas quentes e procurando abrigo em caso de chuva. Porém pode acontecer. em barracas piramidais. a melhor providência é o aquecimento corpo a corpo de vítima e socorristas. lapsos de memória. A isto segue-se duas fases bem mais graves. uma fogueira ou o sol (somados às primeiras providências acima) podem ajudar. a falta de açúcares no organismo. Estar sempre reciclando seu curso de primeiros socorros. etc. Em estágios mais avançados.

Aplicar toalhas embebidas em água quente pode ajudar.Av. Nenhuma delas é uma ameaça a sua vida. então em caso de acidentes com esses animais procure memorizar suas características para futura identificação por especialistas.Barra . Já as cascavéis tem efeito neurotóxicos. Entre as aranhas há três delas bem perigosas: a armadeira. lavar a pele com muita água e sabão. carregando consigo sempre o anti-histamínico indicado para você. mas as seqüelas podem ser ruins.Tel: (21) 2431-5878 e 3325-1818. pois pode causar necrose e até perda do membro garroteado. 200 . além de exigir analgésicos e anti-histamínicos (remédio específico para a alergia).Rua do Prado. Quase sempre apenas analgésicos são empregados para picadas de aranhas. Mesmo pessoas normais se atacadas por muitas abelhas podem ter uma reação fatal. 43 .4) Telefones de emergência 1) Bombeiros . A movimentação do paciente pode ajudar a espalhar o veneno. assim como as aranhas. Por isso é importante estar atento ao zumbido delas e nunca incomodar sua colméia ou aproximarse delas. A próxima providência é procurar ajuda médica para aplicar o soro específico. É raro alguém morrer por causa de mordidas e picadas venenosas. Pedro II . cuja a concentração local do veneno pode ser devastador. mas tomar vacina antitetânica é recomendável. A identificação de cobras é muito difícil. Algumas pessoas podem ter reações adversas se tomarem um anti-histamínico qualquer. Outro caso muito perigoso são as picadas de abelhas em pessoas alérgicas. portanto repouso é importante. surucucus e corais.Santa Cruz Tel: (21)3395-1202 e 395-0123. No caso dos insetos o ideal é carregar sempre um repelente e no caso de picada a coceira pode ser aliviada com panos molhados quentes. O primeiro passo é limpar com água e sabão e fazer um curativo se estiver sangrando e medicar a dor. mas podem causar dor intensa. No Brasil não temos experiência de dermatite pelo contato com tais plantas.Basicamente existem quatro grupos de cobras venenosas: jararacas. 7. No Rio o tipo mais comum é a jararaca. Seu veneno tem efeito local necrosante e pode causar hemorragia. A caranguejeira é apenas assustadora. Airton Sena. A maioria das cobras só atacam quando sentem-se acuadas. Mun. Os primeiros socorros em qualquer dos casos é cuidar do local do ferimento e neutralizar o veneno. No caso de jararacas. O primeiros socorros são simples. s/n . mas podem lhe estragar o dia. Imobilização e transporte de feridos. a aranha-marrom e a viúva-negra. mas no máximo podem causar dor ou efeitos urticantes. Tenha cuidado também com plantas que podem ser venenosas. As taturanas ao contato podem causar graves queimaduras e o local deve ser lavado bem com água ou álcool. Est. cascavéis. Quanto antes chegarem ao atendimento médico melhor. Poucos casos exigem antídotos. o garrote é extremamente condenado. Evite o quanto possível coçar-se para não prolongar a irritação.193 2) Pólos de Atendimento de acidentes por animais peçonhentos: Rio de Janeiro: Hosp. pois uma única picada pode levar a morte. Uma pomada anestésica só deve ser aplicada se a área atingida for pequena. afetando o sistema nervoso. O veneno dos escorpiões normalmente não tem veneno suficiente para ser letal em adultos saudáveis. Todos devem consultar um médico para descobrir sua propensão alérgica e informar-se sobre possíveis complicações. Hosp. Lourenço Jorge .

Sede Petrópolis Estrada Telefones: (24) 2236-0365 (portaria) e 2236-0366 (fax).Jardim Itatiaia . 395 .gov. 2152-1120 (portaria). de Clínicas .br/parnaso e-mail: parnaso. Soberbo.Centro . Dr. 324 .Tel: (24) 2523-9000.Inst.rj@ibama.Centro .Av. 2152-1121 e 1122 (Prevfogo e emergências). 455 . KM 98.Caju . Estadual de Infectologia São Sebastião . Mun. de Petrópolis . Univ. Teresópolis.Av. Manoel Martins de Barros .Tel: (21) 2742-4152. Telefones: (21) 3633-1898 (escritório) e 2632-7297 (portaria). Nova Friburgo: Hosp.Tel: (24) 2237-4062.ibama. 2212 . Sede Guapimirim BR 116.5. Niterói: Hosp. Telefones: (21) 2151-1100 (geral).Rua General Ozório. Mun.Tel: (21)26202828/2620-5111. Cep 25960-602. Raul Sertã . Antônio Pedro . Homepage: www. 3) Telefones do PARNASO: Sede Teresópolis Avenida Rotariana s/nº.Tel: (21) 2580-7382. Carlos Seidl. 2152-1103 (fax). Itatiaia: Hosp. RJ. 2580-0868.br 44 .Tel: (24) 3352-1599.gov.R. Teresópolis: Hosp. Dois . Delfim Moreira. 303 . Marquês do Paraná. 2152-1116 (denúncias).R.Binguen . 2580-7432 e 2580-0268. Petrópolis: Hosp.Rua Paulino Afonso.

museudavida. Manual do Monitor Ambiental: Ecotrilhas – Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo – Coordenadoria de Educação Ambiental – 2000. London .org – fevereiro de 2002.fiocruz. Ed The Mountaineers 6th edition.mma.br Execução: www. Apostila do Curso Básico de Escalada da AGUIPERJ – www. do Ministério do Meio Ambiente – MMA.htm?sid=3&tpl=printerview&infoid= 803 Folder da Campanha de Conduta Consciente em Ambientes Naturais: www.femerj.exe/sys/start.femerj.ib. Brasília – julho de 2006.gov.ibama. A História do Montanhismo no PNSO – texto de Waldecy Mathias Lucena. Proposta para o desenvolvimento do Curso Básico para Monitores Ambientais locais. Hugh The backpacker handbook.br/ecosteiros/cursos/caminhada/textoscaminhada. 1997. abril e maio de 2006.gov.org 45 . da Consultoria realizada por Maria do Carmo Barêa Coutinho – TOR nº 119076.usp. Parte integrante do II Relatório do Produto “Elaboração de Manual para Capacitação em Gestão Ambiental para o Turismo Sustentável”.Centro de Práticas Esportivas da USP (www. Seminário de Mínimo Impacto em Paredes – FEMERJ – www.aguiperj.e-mail: parnaso.8 Bibliografia Graydon & Hanson Mountaineering – the freedon of the hills. Brasília.br/parnaso .aguiperj. da Secretaria de Políticas de Desenvolvimento Sustentável – SDS.br Texto de Patricia Sakai .org. Introdução a Geologia do Parque Nacional da Serra dos Órgãos – texto Marcelo Ambrosio Ferrassoli. EdDorling Kindersley. Macnamer.1995 www.br/publique/cgi/cgilua.rj@ibama.org. em março. ao Programa Nacional de Ecoturismo – PNE.br e www.gov.htm) Revista Headwall nº 04 de 2002 – Texto de Robson Flores “Responsabilidade Civil do Guia de Montanha”.br/port/sbf/dap/doc/Folder Página na internet do PARNASO: www.

Manhã ( ) Tarde ( ) Dia 6. exposição de opinião. relacionamento em grupo. facilidade de comunicação. avaliação escrita e auto-avaliação. depende do custo 6 .Manhã ( ) Tarde ( ) Dia 2.Agora responda as perguntas referentes ao seu desempenho durante o curso: Seu interesse durante as atividades: ( ) Seu aproveitamento das atividades: ( ) Sua participação nas atividades: ( ) Sua melhora como profissional: ( ) Sua dificuldade com o conteúdo das aulas: ( ) 46 .Manhã ( ) Tarde ( ) Dia 7. 3 Bom.Perguntas em relação ao curso: 1-Duração do Curso : ( ) 2-Exposição dos temas e exposição destes: Dia 1. apresentação oral.Manhã ( ) Tarde ( ) Dia 3.9 Avaliação do Curso A avaliação dos candidatos será feita de forma continuada a partir dos seguintes parâmetros: participação nas atividades. A avaliação do curso pelos candidatos será feita abaixo seguindo as regras para o preenchimento: • Não assine essa folha • Você deve dar um valor a cada item em uma escala de 1 a 5. sendo: 1 insatisfatório. 2 Regular.Em relação ao alojamento: Manhã ( ) Tarde ( ) Sugestão:____________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ Parte II . liderança de grupo.Manhã ( ) Tarde ( ) Dia 5.Manhã ( ) Tarde ( ) Dia 4. presença.Faria outros módulos fornecidos pelo PNSO/ AGUIPERJ? ( ) Sim ( ) Não 5 .Faria outros módulos financiados por você? ( ) Sim ( ) Não ( ) Talvez. Parte I .Em relação à Alimentação: Lanches ( ) Almoço ( ) 7 .Manhã ( ) Tarde ( ) 3-Aulas práticas de um modo geral: ( ) Sugestão de mudanças: ____________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ Sugestão de temas para outros módulos: ____________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ 4 . 4 muito bom e 5 excelente.

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