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Política Municipal de Habitação - DEFINITIVA

Política Municipal de Habitação - DEFINITIVA

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Política Municipal de Habitação

Conjunto de Leis, Decretos e Resoluções do Conselho Municipal de Habitação que dispõem sobre as ações do Município referentes à Habitação de Interesse Social, nas áreas de “Novos Assentamentos” e “Assentamentos já Existentes”

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PROPOSTA DE DOIS MOMENTOS DE RESGATE DA POLÍTICA MUNICIPAL DE HABITAÇÃO

1 - Contexto / Política Municipal de Habitação: • Contexto: Surgimento da Política Municipal de Habitação • A criação institucional da Política Municipal de Habitação • Conselho Municipal de Habitação (surgimento / resoluções)

2 - Novas legislações / programas: • Atuais programas da URBEL • Lei de ZEIS / AEIS / Alterações da 8137 (Lei 9959/10) • Regularização fundiária • Minha Casa Minha Vida

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Contexto histórico do surgimento da Política Municipal de Habitação
Na construção da cidade: Cidade planejada. falta de espaço para os trabalhadores, ocupações irregulares / invasões são anteriores à sua inauguração.

Primeiros 30 anos: Permissão de ocupação, até que a área se transformasse em interesse para a cidade (projetos de remoção / deslocamento para áreas periféricas, preocupação com o “modelo de Cidade”).
Anos 30: preocupação com a desordem urbana. Remoção para obras de urbanização (higienização: favelas como locais perigosos e insalubres), conforme interesses do mercado. Anos 40: crescimento acelerado da população. Movimentos de resistência, associativos: início da ação do poder público entendendo como “questão social” a ocupação das favelas. 1955: Departamento de Bairros Populares: Remoções só aconteceriam mediante construção de conjuntos populares para reassentamento. (apenas um conjunto construído). 1945 – 1964: Ações contraditórias do poder público: incentivo ao associativismo X continuidade da política de remoção, cenário de aumento das invasões (apoio da igreja e partidos de esquerda, sem ação de coibição pelo poder público)
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A partir de 1964: favelas viram objeto de ação policial, movimentos considerados subversivos. Primeiro órgão de remoção de favelas (CHISBEL, entre 1971 e 1983 removeu cerca de 44 mil pessoas, em 423 áreas). Indenização em espécie, provocando novas invasões e adensamento. A partir do final dos anos 70 / anos 80: Rearticulação dos movimentos sociais, UTP, favelas viram objeto de atenção, criação de programas de urbanização. 1979: PRODECOM (SEPLAN-MG): programas de urbanização e legalização, proposta participativa . Ação da CHISBEL passa a ser de apoio aos programas de urbanização ,com a manutenção de famílias na área. 1985: PRO-FAVELA (Lei 3995/85): Reconhecimento do direito do favelado à propriedade da moradia. Regulamentação dois anos depois, pressão dos movimentos populares. Lei SE-4 (Lei 4034/85): delimitação de áreas especiais, políticas diferenciadas.

POSSIBILIDADE DE REGULARIZAÇÃO JURÍDICA – URBANÍSTICA DAS FAVELAS
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Todo o poder emana do povo.1988) 5 .A partir de 1993: A Política Municipal de Habitação Contexto: • Retomada democrática • Constituição federal: democracia representativa ou direta • Novos movimentos sociais: direito à participação • Gestão municipal com princípios democráticos Art. 1º. (BRASIL. nos termos desta Constituição. Parágrafo único. Constituição da República Federativa do Brasil. que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente.

Sistema Municipal de Habitação Conferência Municipal de Habitação SMOBI – Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura Conselho Municipal de Habitação Fundo Municipal de Habitação Popular URBEL 6 .

7 .  Com Renda familiar até 5 S.  Melhoria das condições de moradia de habitações coletivas. • Apoio técnico e material aos programas acima. favelas e habitações coletivas.M.  Urbanização de lotes.  Aquisição de imóveis para programas habitacionais de interesse social.  Construção ou recuperação de unidades habitacionais.Lei 6326 de 18/01/1993: Dá nova regulamentação ao Fundo Municipal de Habitação Popular Programas e Projetos Habitacionais de Interesse Social são aqueles que atendam:  População em precárias condições de habitação.  Regularização fundiária. Recursos serão aplicados em:  Urbanização de vilas e favelas.  Serviço de assistência técnica e jurídica aos programas acima. residentes em áreas de risco.

Aprovar normas e valores de remuneração de agentes envolvidos na aplicação dos recursos. Fiscalizar e acompanhara aplicação dos recursos do FMHP. URBEL encaminhará ao Conselho balanço anual do Fundo para aprovação. com as atribuições: Aprovar diretrizes e normas para a gestão do FMHP. 8 .Decreto 7613 de 08/06/1993: Regulamentação da Lei 6. Política será formulada em conjunto com o Conselho Municipal de Habitação. Aprovar a liberação de recursos do FMHP. que dá nova regulamentação ao Fundo Municipal de Habitação Popular Define a Gestão do Fundo: órgão da PBH responsável pela formulação e elaboração da política habitacional do Município: SMOBI / URBEL Define sobre gestão financeira do Fundo (procedimentos contábeis / financeiros).326/93.

• • 9 . • Reuniões ordinárias mensais. Mandato de 2 anos. convocadas por escrito. quórum. • Presidência: Presidente da URBEL (alteração posterior nas leis das reformas: SMOBI). etc). planos e programas para produção de moradia e curadoria dos recursos.508 de 01/01/1994: Cria o Conselho Municipal de Habitação Caráter deliberativo a cerca das políticas. cabendo uma recondução. com três dias de antecedência.Lei 6. Regimento interno definirá regras complementares (forma de convocação.

em plenárias específicas Listas tríplices apresentadas pelo setor 10 2 Entidades ligadas à produção de moradias 1 de entidade empresarial 1 de entidade de ensino superior 1 de Profissionais Liberais relacionadas c/o setor . Percebe-se em maior escala a preocupação com a representatividade.) a grande variedade de segmentos com representação nos conselhos. levanta uma questão além da preocupação com paridade.. o que ocorre na grande maioria dos casos. garantindo sua representação. no sentido de congregar nestes conselhos e comissões diversos segmentos que representam focos de interesse distintos na temática do conselho.. em plenárias específicas (mediante cadastramento prévio) Eleitos entre os pares. mesmo que em proporção diferenciada” 9 do Executivo Municipal O Presidente da URBEL O Secretário de Planejamento 7 membros indicados 2 do Legislativo 6 de Entidades Populares 5 entidades gerais do Movimento Popular por Moradia 1 de Central Sindical ou de Sindicato de Trabalhadores Indicados pela CMBH Eleitos entre os pares.Composição do CMH: (.

anuais e plurianuais. Os Planos. A liberação de recursos para os programas decorrentes do Plano de Ação e Metas     II – Acompanhar e avaliar a gestão econômica e financeira dos recursos e execução dos programas. bem como dos agentes de assessoria técnicas 11 . projetos e ações. Os Planos. anuais e plurianuais.Atribuições do Conselho: I – Analisar. de Captação e Aplicação de Recursos.  IV – analisar e aprovar. discutir e aprovar:  Os objetivos. cabendo-lhe a suspensão de desembolsos caso constatadas irregularidades.  agentes de execução das atividades relativas a produção de moradia. A Política de Captação e Aplicação de Recursos para produção de moradias.Propor reformulação ou revisão de planos e programas a luz de avaliações periódicas. inclusive aqueles referentes ao Fundo Municipal de Habitação Popular. III . as diretrizes e o estabelecimento de prioridades da Política Municipal de Habitação. relatórios contábeis referentes à aplicação dos recursos para a V – analisar e aprovar os critérios de credenciamento propostos pela URBEL para a remuneração dos Habitação no Município. de Ação e Metas. anualmente.

Atribuições da URBEL referentes ao Conselho: I – Elaborar e submeter ao Conselho Municipal de Habitação: a) A Política Municipal de Habitação e a Política de Captação e Aplicação de Recursos. d) Ações emergenciais.326 de 8/01/93. operações de crédito e condições de retorno. inclusive com receitas do Fundo Municipal de Habitação Popular. VI – Realizar a movimentação financeira dos recursos destinados à habitação. b) o Plano de Ações e Metas. em consonância com o Plano de Captação e Aplicação de Recursos. contendo objetivos. c) Construção e recuperação de conjuntos habitacionais ou de moradias isoladas. II – Gerir os recursos destinados à habitação. anual e plurianual. e) Contratação de assessoria técnica jurídica e urbanística IV – Propor critérios de credenciamento e de remuneração dos Agentes de Execução / Agentes de Assessoria Técnica. política de subsídios. aplicações financeiras. inclusive aqueles constantes do Fundo Municipal de Habitação Popular. inclusive. contendo previsão orçamentária e de outras receitas. b) urbanização e reurbanização de áreas. contendo. c) O Plano de captação e aplicação de recursos. as linhas de financiamento à população. 12 . d) Relatórios mensais de atividades e financeiros. diretrizes e prioridades das ações municipais. além de operações interligadas. instituído pela Lei 6. III – Submeter à aprovação do Conselho Municipal de Habitação os seguintes programas de produção de moradia: a) aquisição e regularização de imóveis.

Resoluções do Conselho Municipal de Habitação 13 .

Regimento Interno • Presidência do CMH: Presidente da URBEL Reuniões na URBEL. antecedência mínima de 7 dias Reuniões mensais ordinárias. quórum de 11 membros (podem ocorrer extraordinárias). Dinâmica da reunião: • • • convocação dos titulares • Leitura e aprovação da ata anterior • Pauta será votada e aprovada Poderá se organizar em câmaras temáticas para assuntos específicos • 14 . convocadas por escrito.

15 . V – Assegurar a vinculação da política habitacional com a política urbana.assegurar a articulação da política habitacional com outras políticas setoriais. entende-se como habitação a moradia inserida no contexto urbano. II – Promover processos democráticos na formulação e implementação da política habitacional.Resolução II – 08/02/1996 Aprova a Política Habitacional para o Município de Belo Horizonte Para os fins desta Resolução. VI. os serviços urbanos e os equipamentos comunitários básicos.Promover o acesso à terra e à moradia digna para os habitantes da cidade. IV – Priorizar formas de atuação que propiciem a geração de emprego e renda. III – Utilizar processos tecnológicos que garantam maior qualidade e menor custo da habitação. provida de infra-estrutura básica. Diretrizes gerais da política de habitação para o município: I .

das redes de abastecimento de água. de esgotamento sanitário.Duas linhas de atuação: Assentamentos já existentes: Promove transformações profundas num determinado núcleo habitacional. preferencialmente. ser precedido de um plano global para a área Intervenção Parcial: as mesmas intervenções constantes da estrutural com exceção do reparcelamento do solo e da regularização fundiária. consistindo na implantação do sistema viário. tais como o tratamento de ravina. através de pequenas obras ou serviços. além da regularização fundiária até o nível da titulação. PONTUAL OU EM ÁREAS REMANSCENTES Devem significar etapas da intervenção estrutural e seu respectivos projetos devem. reparcelamento do solo e consolidações geotécnicas. Intervenção em Áreas remanescentes: planejamento e promoção no tratamento de áreas de risco das quais foram removidas famílias. complementação de rede de esgoto e consolidação geotécnica. melhorias habitacionais. dando-lhes outra destinação que assegure sua recuperação ambiental e impedimento de nova ocupação por moradias. pavimentação de becos. PROGRAMA DE INTERVENÇÃO ESTRUTURAL PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PARCIAL. Intervenção Pontual: solução de problemas críticos pontuais existentes nos núcleos. 16 . de drenagem. por absoluta incompatibilidade com o uso habitacional. de eletrificação.

Que seja obrigatória a regularização fundiária. Que sejam utilizadas. preferencialmente. 17 . ou aquisição de lotes já urbanizados. áreas próximas à origem da demanda. PROGRAMA DE PRODUÇÃO DE LOTES URBANIZADOS Consiste na compra de gleba e urbanização.Duas linhas de atuação: Novos Assentamentos: Diretrizes: Que sejam utilizadas preferencialmente pequenas áreas inseridas na malha urbana / vazios urbanos já dotadas de infra-estrutura básica e equipamentos comunitários. PROGRAMAS DE PRODUÇÃO DE CONJUNTOS HABITACIONAIS Conjunto Habitacional: compra da gleba. podendo ser contemplado tanto lotes individuais como condomínios horizontais ou verticais. Que preferencialmente seu porte não ultrapasse 300 unidades. de equipamentos sociais básicos. Unidade Habitacional: construção das unidades habitacionais. parcelamento e urbanização. Que a definição do parcelamento seja acoplada a definição da tipologia da unidade habitacional. construção de unidades habitacionais e. quando for o caso.

favelas e conjuntos habitacionais. e demandas encaminhadas pelo órgão da PBH responsável por programas de reinserção social. organizados em movimento pela moradia. 18 . definidas pelo órgão competente. salvo no caso das famílias residentes em áreas sujeitas a condições de risco.População beneficiária: Os programas habitacionais atenderão sempre a demandas coletivas organizadas.M. especialmente em situação de risco e de insalubridade. ASSENTAMENTOS EXISTENTES NOVOS ASSENTAMENTOS Famílias residentes nas vilas. tal que impeçam sua permanência nas mesmas. em especial aqueles destinados ao atendimento da população de rua e dos adolescentes e crianças com trajetória de ruas.. efetivamente residentes no Município há mais de dois anos. e que não tenham sido contempladas anteriormente em programa similar do Sistema Municipal de Habitação. em caso de reassentamentos necessários à execução de obras públicas. Famílias com renda até 5 S.

sendo repassado os recursos necessários ao investimento Deverá ser estimulada a auto-gestão no processo de produção dos programas habitacionais 19 . repassando ao beneficiário o produto final. GESTÃO PÚBLICA: Poder público gerencia todo o processo de produção da UH. Insumos repassados aos beneficiários. AUTO-GESTÃO: Movimento popular organizado gerencia todo o processo.Formas de gestão: CO-GESTÃO: Divisão de atribuições entre poder público e movimento popular.

Plano de Financiamento e Política de Subsídio: Para todos os programas serão criadas linhas de financiamento regidas por critérios sociais. Subsídio previsto em duas situações: No valor do financiamento.   Serão detalhados em resolução específica. Fontes de recursos: Recursos alocados deverão ser repassados ao municipal de Habitação Fundo 20 . No valor da prestação.

Regularização fundiária: Níveis: Regularização urbanística: regularizar o parcelamento das áreas de assentamentos já existentes e novos assentamentos do ponto de vista urbanístico. Propriedade privada: assessoramento técnico-jurídico aos ocupantes no requerimento de usucapião especial ou negociação com os proprietários originais para compra da gleba. conforme legislação vigente. Regularização do domínio do imóvel: regularizar os assentamentos já existentes e novos assentamentos do ponto de vista da posse. Propriedade do Estado / União: intermediar caso a caso as negociações para cessão das áreas para implantação de novos assentamentos ou regularização dos existentes 21 . Propriedade municipal: outorga de título de propriedade.

Taxas de 3 a 6% ao ano. definidas em função da renda per capta da família beneficiária. de 0. através da revisão do comprometimento da renda da família. ou por solicitação do beneficiário a qualquer tempo. comprometimento de 15 a 30%).5 a 3 S. sempre que apresentar condições de renda compatíveis para tal. Prazo variável conforme características do programa. respeitado o limite máximo.M.Resolução III – 08/02/1996 Estabelece normas para financiamento e concessão de subsídios aos beneficiários dos programas habitacionais desenvolvidos com recursos do FMHP  Máximo de 216 meses.M..   Poderá ser reduzido pelo beneficiário. Não pode comprometer mais de 30% da renda familiar (progressivamente. Desemprego temporário: possibilidade de suspensão por até 180 dias. Previsão de revisão anual. variando proporcionalmente / progressivamente nas faixas de 0.5 a 3 S. por no máximo 24 meses durante todo o financiamento 22     .

Monitorar a remoção das famílias beneficiárias do PROAS.Vistoriar o imóvel a ser adquirido. III. por via judicial ou administrativa.Contatar as famílias a serem removidas e o acompanhamento de todo o processo. II.Resolução IV-a– 08/02/1996 Dispõe sobre o PROAS Compete à URBEL: I. 23 . com a competente análise dos documentos necessários à comprovação da titularidade do domínio do alienante. em especial a celebração do Termo de Compromisso para a formalização da renúncia expressa a direito de pleitear.Operacionalizar o PROAS nos termos da lei. V. VI. eventual indenização pertinente a realização de benfeitorias na área pública a ser desocupada IV. assim como processar e acompanhar a emissão de recibos de pagamentos e demais documentos necessários à execução do Programa. assim como o monitoramento da aquisição de um novo imóvel.Acompanhar todas as fases do processo e.Estabelecer fluxos e procedimentos técnicos para fins da correta elaboração dos processos jurídicos administrativos.

• DO PROCEDIMENTO METODOLÓGICO: • A URBEL é responsável pelo cadastro sócio-econômico das famílias a serem beneficiadas pelo PROAS. cabendo à URBEL definir a metodologia de cadastramento e avaliação de imóveis a ser adotada.68 UFIR serão destinadas ao reassentamento.• O preenchimento do requisito “não ter sido beneficiado anteriormente por este ou outro programa de assentamento municipal” poderá ser efetuado mediante declaração do beneficiário do Programa.653. Responsáveis por obras a serem executadas deverão solicitar à URBEL a remoção das famílias ocupantes de áreas públicas. O valor das benfeitorias a serem indenizadas e removidas será definido mediante laudo de avaliação. • • • • É também responsável pela avaliação de todas as benfeitorias a serem removidas de área públicas destinadas à execução de obras. o reassentamento das famílias ocupantes de imóveis residenciais até o limite fixado neste artigo. elaborado por profissional habilitado. As famílias que ocupam imóveis residenciais avaliados até o limite correspondente ao valor de 9. no que se refere à avaliação de imóveis urbanos. Compete à URBEL. onde serão realizados os empreendimentos. observados os requisitos das Normas Brasileiras – NBR. 24 . que objetivará o levantamento de dados para a avaliação do preenchimento dos requisitos necessários à obtenção da condição de beneficiário do Programa.

faixa de domínio público ou privado ocupada irregularmente. A URBEL. relatórios de vistorias e cópias dos documentos de propriedade. III. observará ainda: • I. II. bem como se o mesmo não se localiza em área de risco. documentando-o com fotografias. quando da vistoria e avaliação do imóvel a ser adquirido pelos beneficiários do PROAS. IV. salvo nos casos em que a execução do mesmo se demonstre inviável. 25 .O contexto urbano no qual se insere o imóvel. avaliando o estado de conservação.A indispensável abertura do processo de memória do imóvel destino.• O procedimento a ser adotado pela URBEL será o de reassentamento monitorado. as condições mínimas de moradia e a infra-estrutura urbana.As condições de habitabilidade do imóvel. no qual o valor do imóvel a ser adquirido pela família beneficiária será de no mínimo o valor determinado no laudo de avaliação e de no máximo o valor estipulado.A institucionalização de mecanismos destinados à garantia da aquisição do imóvel pelos beneficiários do PROAS.

bem como nos casos de remoção parcial.653.• Serão objeto de indenização em espécies as benfeitorias. Compete à SUDECAP o processamento e pagamento das indenizações de que trata este artigo. sempre que ultrapassem o valor correspondente a 9. bem como os laudos de avaliação dos imóveis descritos neste artigo.68 UFIR . • • • • 26 . Paga-se o preço apurado no laudo de avaliação. bem como acompanharão a demolição destas. sempre que as benfeitorias tiverem uso diverso do residencial. Os técnicos da URBEL em conjunto com os técnicos da SUDECAP farão o acompanhamento e abordagem das famílias ocupantes dos imóveis com benfeitorias a serem indenizadas. realizadas em áreas públicas destinadas à execução de obras. de natureza residencial. A URBEL encaminhará à SUDECAP os cadastros sócio-econômicos das famílias.

19/08/96: AUTO-GESTÃO Famílias organizadas em grupo. responsáveis pelo planejamento e execução dos projetos e obras.(Programas de produção de moradia) Resolução IV . com insumos e assessoria técnica do Poder Público. inclusive administração financeira do empreendimento GRUPO ASSOCIADO: AGENTE EXECUTOR ASSOCIADO URBEL: AGENTE OPERADOR ASSESSORIA TÉCNICA: AGENTE DE ASSESSORIA TÉCNICA Resolução V. responsáveis pelo planejamento e execução dos projetos e obras.19/08/96: GESTÃO PÚBLICA Execução de projetos e obras diretamente pela URBEL 27 . URBEL GRUPO ASSOCIADO ASSOCIADO Resolução VI.19/08/96: CO-GESTÃO Famílias organizadas em grupo.

19/08/1996: Aprova planilha de composição de custos para padronização da metodologia de apuração de custos dos empreendimentos a serem financiados com recursos do Fundo Municipal de Habitação Popular 28 .Resolução VII .

: 19/08/96 Regras para enquadramento dos projetos habitacionais na política de financiamento Define valores máximos de financiamento e prazos de financiamento para os conjuntos habitacionais concluídos e em andamento à época da resolução. Valor do financiamento por família / Prazo de financiamento / Prazo de carência 29 .Resolução VIII .

Resolução IX .: 19/08/96 normas excepcionais para o financiamento e concessão de subsídios aos beneficiários do Programa Autoconstrutor Exceções da aplicação da política de financiamento aos conjuntos concluídos pelo Programa Autoconstrutor até 02/03/96: CONFISCO FLORAMAR MARIQUINHAS 30 .

O Coordenador (ou por ele indicado) fará a relatoria da matéria ao Plenário. Parágrafo Único . horário. avaliar e acompanhar as discussões acerca da Política Municipal de Habitação. 8º . com anuência do Conselho para assessoramento das Câmaras Temáticas. indicando conclusões. URBEL poderá disponibilizar técnicos especializados. de representações diversas. que terá apoio da Secretaria Executiva do Conselho. podendo desaconselhar a aprovação de matérias. data. como periodicidade de reuniões. importante papel assessor e consultivo ao Conselho Municipal de Habitação. eleito.As Câmaras Técnicas não possuem poder de veto. consensos ou divergências ocorridas na análise      31 . cabendo ao Coordenador o voto de desempate. formular.19/08/2006: Dispõe sobre as câmaras técnicas do CMH Art.Resolução X . Composta de 3 a 5 membros. assim. Coordenada por um conselheiro titular.  Decisões devem ser tomadas por consenso ou votação. Caráter temporário. comunicados ao Conselho. propor. Coordenador: papel de promover a integração entre os conselheiros e demais Câmaras.São atribuições das Câmaras Técnicas. refletir. escolhidos no plenário. assumindo.  Regras de funcionamento à critério de seus membros.

segmento popular) Câmara Temática de Controle e Avaliação: acompanhamento físico-financeiro de recursos do Fundo Municipal de Habitação Popular e demais aspectos da Política Municipal de Habitação. adequações e atualizações das normas e dos instrumentos legais inerentes de interesse do conselho. Representante entidade de ensino superior (Coordenação) Três titulares. elaborações. executivo.25/10/2006: Cria Câmaras Temáticas. eleitos entre os pares (segmento popular. define composição Câmara Temática de Legislação: efetuar estudos. empresarial) 32 . Representante movimento popular (Coordenação) Três titulares. o atendimento aos critérios da Política Municipal de Habitação. a demanda reprimida. profissionais liberais.Resolução XI . eleitos entre os pares (executivo. contemplando o controle social.

prevalecem as normas federais. Havendo divergência entre normas do financiamento municipal e federal. 33 .Resolução XII – 18/06/2007: Define normas para o financiamento de programas habitacionais subsidiados com recursos do Governo Municipal e/ou Federal Todos os programas habitacionais terão o financiamento conforme resolução III do Conselho Municipal de Habitação.

Resolução XIII – 27/06/2007: Altera faixa salarial para atendimento com programas habitacionais financiados Define a faixa de atendimento de até 6 salários mínimos para Programas de Financiamento. aberto para até 08 (oito) salários se for policial civil ou militar 34 .

São coordenadas pelo Executivo. 35 . em função de mudança dos membros / alterações na SMAHAB. compostas entre 3 e cinco membros do conselho.Resolução XIV (14/02/2008). alterada pela Resolução XVI de 15/07/2011. eleitos entre os pares. Resolução XVII de 15/07/11 : Estabelece composição das Câmaras Técnicas do Conselho Municipal de Habitação Alteram composição das Câmaras Temáticas. Resolução XV de 14/05/10.

Áreas ocupadas por comércios ou serviços de médio e grande porte inseridas em ZEIS e localizadas ao longo dos grandes corredores viários. Associações de Moradores e Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP. como forma de garantir à população de baixa renda acesso à terra urbanizada. Cooperativas Habitacionais. devidamente constituídas para esse fim. bem como. infra-estrutura e serviços públicos.Resolução XVIII de 09/09/11: Estabelece normas e critérios para operações urbanas EM ZEIS Áreas que podem ser objeto de operação urbana: Vilas e favelas com necessidade de melhoria das condições urbanísticas e de moradias onde haja interesse de investimento da iniciativa privada. São consideradas entidades de inciativa privada: Considera-se como iniciativa privada as entidades regidas pelo Direito Privado. 36 .

podendo ser incorporados novos instrumentos urbanísticos da legislação. IV– Participação da população da área envolvida.Diretrizes para operações urbanas: I – Atender as diretrizes de intervenção em assentamentos precários previstas na Política Municipal de Habitação. participar do processo de elaboração e aprovar a proposta de operação urbana.O Conselho Municipal de Habitação aprovará a indicação de áreas propostas para as operações urbanas. V – A participação da população ocorrerá através da realização de eventos e oficinas no local da intervenção para apresentação. que deverá concordar com a iniciativa. II – Observar as diretrizes dos planos globais específicos. VII – Nas intervenções decorrentes de Operações Urbanas poderá ser garantida a implantação de serviços públicos de reforma.888/2008. 37 . III – Participação do órgão municipal gestor da Política Municipal de Habitação. nos moldes da Lei Federal 11. bem como o projeto executivo. VI – Nas intervenções decorrentes das operações Urbanas deverá ser garantido o reassentamento em seu local de origem ou em seu entorno imediato das famílias cujos imóveis venham a ser removidos. do Conselho Municipal de Habitação e suas Câmaras Técnicas na elaboração e implementação. melhoria ou produção de moradias. VIII . discussão e deliberação da proposta.

até que sejam demolidas as suas próprias expensas as edificações irregulares. o nome do adquirente será incluído no Banco de Dados de Beneficiários da Política Municipal de Habitação do Município de Belo Horizonte e. Não poderão usufruir da interveniência as famílias proprietárias que edificaram em áreas comuns. Aprovada a interveniência. III . tais como garagens.PEAR Critérios: I .RESOLUÇÃO XIX DE 09/09/2011: Estabelece normas e critérios para a transferência de unidades habitacionais produzidas no âmbito da Política Municipal de Habitação do Município de Belo Horizonte Entende-se como unidades habitacionais e suas frações ideais o imóvel edificado pelo Município para reassentamento de famílias de baixa renda atingidas por obras públicas ou beneficiárias do Programa Estrutural em Áreas de Risco . II . 38 .O vendedor deverá ter cumprido o prazo de carência estabelecido no contrato firmado com o Município.O adquirente deverá comprovar renda familiar adequada aos critérios da Política Municipal de Habitação.O adquirente não poderá possuir outro imóvel. nos casos de imóveis registrados. emitido o Termo de Interveniência em favor do mesmo. traillers e muros.O imóvel adquirido deverá ser utilizado para fins de moradia. IV .

II . Critérios: I .O adquirente não poderá possuir outro imóvel.RESOLUÇÃO XX DE 09/09/2011: Estabelece normas e critérios para a transferência de domínio de lotes e frações ideais titulados. emitido o Termo de Interveniência em favor do mesmo.O imóvel adquirido deverá ser utilizado para fins de moradia. 39 . em áreas de ZEIS Entende-se como titulado o imóvel inserido em ZEIS. o nome do adquirente será incluído no Banco de Dados de Beneficiários da Política Municipal de Habitação do Município de Belo Horizonte e. III .O adquirente deverá comprovar renda familiar adequada aos critérios da Política Municipal de Habitação. cuja transferência da propriedade se deu através do Programa de Regularização Fundiária do Município de Belo Horizonte e que esteja regularmente registrado no Cartório de Registro de Imóveis competente. nos casos de imóveis registrados. Aprovada a interveniência.

possuir renda familiar de até 05 (cinco) salários mínimos. a data de sua divulgação pública.residir no município de Belo Horizonte há mais de 02 (dois) anos sob regime de aluguel ou cessão. . nos moldes definidos pela Política Municipal de Habitação Popular.não ter sido contemplada anteriormente por este ou outro programa habitacional público. As famílias residentes em imóveis alugados ou cedidos a serem removidos na área de intervenção dos empreendimentos poderão ser reassentadas em unidades habitacionais edificadas no âmbito do empreendimento. II . Considera-se início da intervenção. O reassentamento fica condicionado à disponibilidade de unidades habitacionais no empreendimento. A possibilidade de atendimento fica condicionada à sua adesão a financiamento da unidade habitacional.o imóvel a ser removido deverá estar sob regime de aluguel ou cessão pelo período mínimo de 02 (dois) anos antes do início da intervenção. IV .RESOLUÇÃO XXI (14/10/2011): Amplia a possibilidade de atendimento da população beneficiária da política municipal de habitação aos casos de reasssentamento de moradores de imóveis alugados ou cedidos. 40 . Critérios: I . III .

Prioridade: I – Famílias vinculadas às entidades do Movimento Popular por Moradia. Nos Residenciais onde não foi implantado o financiamento ou Permissão de Uso Onerosa pela Política Municipal de Habitação. com apresentação. II – Famílias incluídas no CADÚNICO com renda entre 0 a 03 salários mínimos. Não será permitida a transferência de unidades habitacionais cujo financiamento esteja em atraso. O adquirente deverá assumir as prestações mensais do Financiamento em curso.OPH. este será assumido. sendo o pagamento de responsabilidade do vendedor. inclusive. 41 . que serão recalculadas a partir do saldo devedor existente e do perfil de renda do adquirente.RESOLUÇÃO XXII DE 10/11/2011: Estabelece normas e critérios para a transferência de unidades habitacionais produzidas no âmbito da Política Municipal de Habitação do Município de Belo Horizonte destinadas ao público do Orçamento Participativo da Habitação Entende-se como unidades habitacionais e suas frações ideais o imóvel edificado pelo Município destinado às famílias de baixa renda beneficiadas pelo Orçamento Participativo da Habitação. pelo adquirente Entre os procedimentos: e) Comprovação da cadeia possessória. o imóvel retornará para a Política Municipal de Habitação. da alienação efetivada pelo primeiro beneficiário da Política Municipal de Habitação: Caso o posseiro não comprove sua boafé com a apresentação da cadeia possessória. quando de sua implantação.

V – O adquirente não pode ter sido contemplado anteriormente em Programas do Sistema Municipal de Habitação. Não poderão usufruir da interveniência as famílias proprietárias que edificaram garagens. Aprovada a interveniência. trailers.O adquirente deverá comprovar renda familiar adequada aos critérios da Política Municipal de Habitação. emitido o Termo de Interveniência em favor do mesmo. até que sejam demolidas às suas próprias expensas as edificações irregulares. II . nos casos de imóveis registrados. III – O imóvel adquirido deverá ser utilizado para fins de moradia. etc. Caso o comprador não atenda aos critérios da Política Municipal de Habitação. IV . muros.Critérios: I – Após o prazo de carência estabelecido no Termo de Cessão de Uso firmado com o Município. .Adquirente não poderá possuir outro imóvel e deverá comprovar que reside efetivamente no município há mais de dois anos. em áreas comuns. 42 . o nome do adquirente será incluído no Banco de Dados de Beneficiários da Política Municipal de Habitação do Município de Belo Horizonte e no CADÚNICO do Governo Federal e. o subsidio pago pelo Poder Publico Municipal deverá ser retornado ao Fundo Municipal de Habitação.

II – 20 % (vinte por cento) deverão ser destinadas às famílias inscritas no programa e moradoras ou removidas de área de risco ou famílias que estejam no Bolsa Moradia aguardando atendimento. que não forem destinadas por falta de candidatos. e retificada pela Resolução XXV (21/03/2012): Dispõe sobre os parâmetros municipais do processo de seleção e define os critérios de distribuição das unidades habitacionais produzidas e a hierarquização de famílias no âmbito do Programa Minha Casa. . serão designadas aos demais candidatos inscritos no programa e pertencente ao Movimento Organizado em Núcleos de Moradia. para a faixa 1 (até 3 S. cadastrados na URBEL. As unidades habitacionais reservadas. Minha Vida .). do público cadastrado pela Prefeitura de Belo Horizonte : I – 50 % (cinquenta por cento) deverão ser destinadas ao público inscrito no programa e pertencente ao Movimento Organizado em Núcleos de Moradia. descritas no subitem II. Distribuição de unidades habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida. III – 30 % (trinta por cento) deverão ser destinados aos demais candidatos inscritos no programa. 43 .PMCMV. Revoga a Resolução XXII.M.Resolução XXIV (09/02/2012).

 Normativas sobre os programas são dispersas nas Legislações e nas Resoluções do Conselho: necessário um compêndio. e ter conhecimento básico do todo para sua aplicabilidade (dinâmica para próximos encontros?)  Necessidade de organizar. os conceitos / critérios manuseados constantemente para organização do trabalho social.CONSIDERAÇÕES FINAIS  Apresentação resgata os conceitos básicos da Política Municipal de Habitação. da ótica do trabalho social. e importância das redes locais no processo de formação e informação popular (estrutura piramidal de participação). Necessário um resgate ainda das regulamentações específicas dos programas (próximo encontro).  Entender a importância da participação / representação popular nas decisões públicas. 44 .

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