PROFESSOR

caderno do

1a SÉRIE
volume 1 - 2009

ensino médio

LÍNGUA PORTUGUESA

Coordenação do Desenvolvimento dos Conteúdos Programáticos e dos Cadernos dos Professores Ghisleine Trigo Silveira AUTORES Ciências Humanas e suas Tecnologias Filosofia: Paulo Miceli, Luiza Christov, Adilton Luís Martins e Renê José Trentin Silveira Geografia: Angela Corrêa da Silva, Jaime Tadeu Oliva, Raul Borges Guimarães, Regina Araujo, Regina Célia Bega dos Santos e Sérgio Adas

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Arte: Geraldo de Oliveira Suzigan, Gisa Picosque, Jéssica Mami Makino, Mirian Celeste Martins e Sayonara Pereira Educação Física: Adalberto dos Santos Souza, Jocimar Daolio, Luciana Venâncio, Luiz Sanches Neto, Mauro Betti e Sérgio Roberto Silveira LEM – Inglês: Adriana Ranelli Weigel Borges, Alzira da Silva Shimoura, Lívia de Araújo Donnini Rodrigues, Priscila Mayumi Hayama e Sueli Salles Fidalgo Língua Portuguesa: Alice Vieira, Débora Mallet Pezarim de Angelo, Eliane Aparecida de Aguiar, José Luís Marques López Landeira e João Henrique Nogueira Mateos Matemática Matemática: Nílson José Machado, Carlos Eduardo de Souza Campos Granja, José Luiz Pastore Mello, Roberto Perides Moisés, Rogério Ferreira da Fonseca, Ruy César Pietropaolo e Walter Spinelli Caderno do Gestor Lino de Macedo, Maria Eliza Fini e Zuleika de Felice Murrie Equipe de Produção Coordenação Executiva: Beatriz Scavazza Assessores: Alex Barros, Antonio Carlos Carvalho, Beatriz Blay, Carla de Meira Leite, Eliane Yambanis, Heloisa Amaral Dias de Oliveira, José Carlos Augusto, Luiza Christov, Maria Eloisa Pires Tavares, Paulo Eduardo Mendes, Paulo Roberto da Cunha, Pepita Prata, Renata Elsa Stark, Solange Wagner Locatelli e Vanessa Dias Moretti Equipe Editorial Coordenação Executiva: Angela Sprenger Assessores: Denise Blanes e Luis Márcio Barbosa Projeto Editorial: Zuleika de Felice Murrie Edição e Produção Editorial: Conexão Editorial, Buscato Informação Corporativa, Verba Editorial e Occy Design (projeto gráfico) APOIO FDE – Fundação para o Desenvolvimento da Educação CTP, Impressão e Acabamento Imprensa Oficial do Estado de São Paulo

Governador José Serra Vice-Governador Alberto Goldman Secretária da Educação Maria Helena Guimarães de Castro Secretária-Adjunta Iara Gloria Areias Prado Chefe de Gabinete Fernando Padula Coordenadora de Estudos e Normas Pedagógicas Valéria de Souza Coordenador de Ensino da Região Metropolitana da Grande São Paulo José Benedito de Oliveira Coordenadora de Ensino do Interior Aparecida Edna de Matos Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação – FDE Fábio Bonini Simões de Lima

História: Paulo Miceli, Diego López Silva, Glaydson José da Silva, Mônica Lungov Bugelli e Raquel dos Santos Funari Sociologia: Heloisa Helena Teixeira de Souza Martins, Marcelo Santos Masset Lacombe, Melissa de Mattos Pimenta e Stella Christina Schrijnemaekers Ciências da Natureza e suas Tecnologias Biologia: Ghisleine Trigo Silveira, Fabíola Bovo Mendonça, Felipe Bandoni de Oliveira, Lucilene Aparecida Esperante Limp, Maria Augusta Querubim Rodrigues Pereira, Olga Aguilar Santana, Paulo Roberto da Cunha, Rodrigo Venturoso Mendes da Silveira e Solange Soares de Camargo Ciências: Ghisleine Trigo Silveira, Cristina Leite, João Carlos Miguel Tomaz Micheletti Neto, Julio Cézar Foschini Lisbôa, Lucilene Aparecida Esperante Limp, Maíra Batistoni e Silva, Maria Augusta Querubim Rodrigues Pereira, Paulo Rogério Miranda Correia, Renata Alves Ribeiro, Ricardo Rechi Aguiar, Rosana dos Santos Jordão, Simone Jaconetti Ydi e Yassuko Hosoume Física: Luis Carlos de Menezes, Sonia Salem, Estevam Rouxinol, Guilherme Brockington, Ivã Gurgel, Luís Paulo de Carvalho Piassi, Marcelo de Carvalho Bonetti, Maurício Pietrocola Pinto de Oliveira, Maxwell Roger da Purificação Siqueira e Yassuko Hosoume Química: Denilse Morais Zambom, Fabio Luiz de Souza, Hebe Ribeiro da Cruz Peixoto, Isis Valença de Sousa Santos, Luciane Hiromi Akahoshi, Maria Eunice Ribeiro Marcondes, Maria Fernanda Penteado Lamas e Yvone Mussa Esperidião

EXECUÇÃO Coordenação Geral Maria Inês Fini Concepção Guiomar Namo de Mello Lino de Macedo Luis Carlos de Menezes Maria Inês Fini Ruy Berger GESTÃO Fundação Carlos Alberto Vanzolini Presidente do Conselho Curador: Antonio Rafael Namur Muscat Presidente da Diretoria Executiva: Mauro Zilbovicius Diretor de Gestão de Tecnologias aplicadas à Educação: Guilherme Ary Plonski Coordenadoras Executivas de Projetos: Beatriz Scavazza e Angela Sprenger COORDENAÇÃO TÉCNICA CENP – Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo autoriza a reprodução do conteúdo do material de sua titularidade pelas demais secretarias de educação do país, desde que mantida a integridade da obra e dos créditos, ressaltando que direitos autorais protegidos* deverão ser diretamente negociados com seus próprios titulares, sob pena de infração aos artigos da Lei no 9.610/98. * Constituem “direitos autorais protegidos” todas e quaisquer obras de terceiros reproduzidas no material da SEE-SP que não estejam em domínio público nos termos do artigo 41 da Lei de Direitos Autorais. Catalogação na Fonte: Centro de Referência em Educação Mario Covas

S239c

São Paulo (Estado) Secretaria da Educação. Caderno do professor: língua portuguesa, ensino médio - 1a série, volume 1 / Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Débora Mallet Pezarim de Angelo, Eliane Aparecida de Aguiar, João Henrique Nogueira Mateos, José Luís Marques López Landeira.– São Paulo : SEE, 2009. ISBN 978-85-7849-232-8 1. Língua Portuguesa 2. Ensino Médio 3. Estudo e ensino I. Fini, Maria Inês. II. Ângelo, Débora Mallet Pezarim de. III. Aguiar, Eliane Aparecida de. IV. Mateos, João Henrique Nogueira. V. Landeira, José Luís Marques López. VI. Título. CDU: 373.5:806.90

Prezado(a) professor(a), Dando continuidade ao trabalho iniciado em 2008 para atender a uma das prioridades da área de Educação neste governo – o ensino de qualidade –, encaminhamos a você o material preparado para o ano letivo de 2009. As orientações aqui contidas incorporaram as sugestões e ajustes sugeridos pelos professores, advindos da experiência e da implementação da nova proposta em sala de aula no ano passado. Reafirmamos a importância de seu trabalho. O alcance desta meta é concretizado essencialmente na sala de aula, pelo professor e pelos alunos. O Caderno do Professor foi elaborado por competentes especialistas na área de Educação. Com o conteúdo organizado por disciplina, oferece orientação para o desenvolvimento das Situações de Aprendizagem propostas. Esperamos que você aproveite e implemente as orientações didático-pedagógicas aqui contidas. Estaremos atentos e prontos para esclarecer dúvidas ou dificuldades, assim como para promover ajustes ou adaptações que aumentem a eficácia deste trabalho. Aqui está nosso novo desafio. Com determinação e competência, certamente iremos vencê-lo! Contamos com você.

Maria Helena Guimarães de Castro
Secretária da Educação do Estado de São Paulo

SUMáriO
São Paulo faz escola – Uma Proposta Curricular para o Estado Ficha do Caderno 7 8 5 Orientação sobre os conteúdos do bimestre Situações de Aprendizagem 11 11 19

Situação de Aprendizagem 1 – Comunicação – palavras no mural

Situação de Aprendizagem 2 – Lusofonia – Sim, nós falamos português! Situação de Aprendizagem 3 – Você está na Mídia? 24 30

Situação de Aprendizagem 4 – A história da Língua Portuguesa Situação de Aprendizagem 5 – A palavra me faz eu... 37

Situação de Aprendizagem 6 – Quem souber que conte outra! Proposta de questões para aplicação em avaliação Proposta de Situações de Recuperação 54 52

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Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão do tema 55

CUrriCUlAr PArA O EStAdO

SãO PAUlO FAz ESCOlA – UMA PrOPOStA
Prezado(a) professor(a), É com muita satisfação que apresento a todos a versão revista dos Cadernos do Professor, parte integrante da Proposta Curricular de 5a a 8a séries do Ensino Fundamental – Ciclo II e do Ensino Médio do Estado de São Paulo. Esta nova versão também tem a sua autoria, uma vez que inclui suas sugestões e críticas, apresentadas durante a primeira fase de implantação da proposta. Os Cadernos foram lidos, analisados e aplicados, e a nova versão tem agora a medida das práticas de nossas salas de aula. Sabemos que o material causou excelente impacto na Rede Estadual de Ensino como um todo. Não houve discriminação. Críticas e sugestões surgiram, mas em nenhum momento se considerou que os Cadernos não deveriam ser produzidos. Ao contrário, as indicações vieram no sentido de aperfeiçoá-los. A Proposta Curricular não foi comunicada como dogma ou aceite sem restrição. Foi vivida nos Cadernos do Professor e compreendida como um texto repleto de significados, mas em construção. Isso provocou ajustes que incorporaram as práticas e consideraram os problemas da implantação, por meio de um intenso diálogo sobre o que estava sendo proposto. Os Cadernos dialogaram com seu público-alvo e geraram indicações preciosas para o processo de ensino-aprendizagem nas escolas e para a Secretaria, que gerencia esse processo. Esta nova versão considera o “tempo de discussão”, fundamental à implantação da Proposta Curricular. Esse “tempo” foi compreendido como um momento único, gerador de novos significados e de mudanças de ideias e atitudes.

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Para nós. de forma objetiva.Os ajustes nos Cadernos levaram em conta o apoio a movimentos inovadores. avaliação e recursos didáticos. transformando-a em um espaço. Bom ano letivo de trabalho a todos! Maria inês Fini Coordenadora Geral Projeto São Paulo Faz Escola 6 . para que possamos marcar a História da Educação do Estado de São Paulo como sendo este um período em que buscamos e conseguimos. que também é de vocês. da Secretaria. O objetivo dos Cadernos sempre será apoiar os professores em suas práticas de sala de aula. no contexto das escolas. com sucesso. para cumprir as 10 metas do Plano Estadual de Educação. apostando na possibilidade de desenvolvimento da autonomia escolar. Conto mais uma vez com o entusiasmo e a dedicação de todos os professores. de aprendizagem. na Proposta Curricular. porque os docentes da Rede Pública do Estado de São Paulo fizeram dos Cadernos um instrumento pedagógico com vida e resultados. e faz parte das ações propostas para a construção de uma escola melhor. referência comum a todas as escolas da Rede Estadual. metodologias. O uso dos Cadernos em sala de aula foi um sucesso! Estão de parabéns todos os que acreditaram na possibilidade de mudar os rumos da escola pública. revelando uma maneira inédita de relacionar teoria e prática e integrando as disciplinas e as séries em um projeto interdisciplinar por meio de um enfoque filosófico de Educação que definiu conteúdos. Esta nova versão dá continuidade ao projeto político-educacional do Governo de São Paulo. reverter o estigma que pesou sobre a escola pública nos últimos anos e oferecer educação básica de qualidade a todas as crianças e jovens de nossa Rede. já é possível antever esse sucesso. por excelência. com indicações permanentes sobre a avaliação dos critérios de qualidade da aprendizagem e de seus resultados. Sempre é oportuno relembrar que os Cadernos espelharam-se. competências e habilidades. Posso dizer que esse objetivo foi alcançado.

FiCHA dO CAdErnO A constituição do ser por meio da linguagem nome da disciplina: área: Etapa da educação básica: Série: Período letivo: Aulas semanais: Semanas previstas: Aulas no bimestre: temas e conteúdos: Língua Portuguesa Linguagens. Códigos e suas Tecnologias Ensino Médio 1a 1o bimestre de 2009 4 8 40 Linguagem – a constituição subjetiva e social do sujeito 7 .

e conhecimentos disponíveis em situações concretas para construir argumentação consistente. estabeleça os papéis do educador e dos alunos. desejamos continuar desenvolvendo as cinco competências básicas propostas pelo Enem. Procure compreender como os conteúdos selecionados podem contribuir para desenvolver. supervisionar. organizar. Mas como trabalhar com este Caderno de modo que se desenvolvam as competências e habilidades que pretendemos? Sua aula começa muito antes de entrar na sala de aula. f Construir e aplicar conceitos das várias áreas do conhecimento para a compreensão de fenômenos linguísticos. desse modo. avaliar e colaborar na interpretação dos textos e outros conhecimentos desenvolvidos em aula. orientar. interpretar dados e informações representados de diferentes formas.gov. Disponível em: <http://www. E ele só fará isso se houver um plano de aula que possibilite prever as atividades que ocorrerão em sala de aula e as suas responsabilidades es­ pecíficas em cada uma delas. Ler e escrever não são tarefas simples. que alicerçam este Projeto Curricular: Competências f Dominar a norma culta da língua portuguesa e fazer uso adequado da linguagem verbal de acordo com os diferentes campos de atividade. na compreensão da alteridade linguística e literária. recorra ao quadro que inicia cada Situação de Aprendizagem. relacionar. O trabalho do professor visará a desenvolver no aluno um olhar sobre a realidade e o cotidiano social a partir da perspectiva da linguagem.br/arquivos/Doc basico. para tomar decisões e enfrentar situações-problema. Inicialmente.inep. Nesse processo. É importante ter lido e compreendido a Situação de Aprendizagem que se desenvolverá. Essa questão não pode ser respondida em termos vagos como “que escrevam melhor” ou “que conheçam melhor a Língua Portuguesa”. No entanto. da produção da tecnologia e das manifestações artísticas e literárias. delimite o que efetivamente deseja que seus alunos aprendam após as atividades propostas. respeitando os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural1. 8 . o aluno é que deve construir o seu conhecimento. Depois. f Selecionar.pdf>. Para isso. Agora. delimite o que será considerado em cada aula. f Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos na escola para a elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade. ao professor cabe 1 planejar.enem. de fato. nas suas diferentes manifestações geográficas e históricas. mas tampouco dependem de um talento especial. preparar. A seguir. se desenvolve como indivíduo e como cidadão. Ele deve sentir-se também responsável pelo seu aprendizado. representadas em diferentes formas.OriEntAçãO SObrE OS COntEúdOS dO biMEStrE O objetivo deste Caderno é familiarizar o aluno com o universo de estudo da linguagem nesta nova etapa de seu aprendizado. as habilidades propostas. Consideramos que a língua materna é elemento fundamental na formação psicossocial do indivíduo como um ser que se comunica e. f Relacionar informações. identifique quais as habilidades que devem ser desenvolvidas. Pergunte-se: O que cabe a cada um de nós? De modo geral.

o importante é “dar uma boa aula” ou “passar bem o conteúdo”. Análise estilística. Estratégias de pós-leitura. Nessa metodologia partimos sempre do que está mais próximo do educando. Identificação das palavras e ideias-chave em um texto. aproximamo-nos de nossos alunos com estratégias de aula que efetivamente alcancem esse propósito. particularmente. f A Língua e a constituição psicossocial do indivíduo. f Interpretar textos expositivos e informativos respeitando as características próprias do gênero. Avaliação As habilidades e competências desenvolvidas ao longo do ano devem ser pautadas em quatro olhares: 9 . neste bimestre. f Texto informativo.Língua Portuguesa – 1a série. mas torna o espaço educativo um espaço partilhado. f Valorizar a identidade histórico-social possibilitada pela Língua Portuguesa. Quando o centro do processo é “aprender”. Nossa aula não visa mais a “passar” conteúdos de modo agradável. Deixe o seu aluno falar. Ouça-o. Além disso. permitindo que o aluno assuma o seu papel como alguém que também é responsável pelo processo de aprendizado. Quando a aula valoriza o “ensinar”. f Texto expositivo. Elaboração de projeto de texto. f Intencionalidade comunicativa. f Mídia. Tais competências e habilidades desenvolvidas contemplam tanto os conteúdos gerais a serem trabalhados em longo prazo. Traga esse conhecimento para a sala de aula por meio de conversas e discussões. f Lusofonia. Construção linguística da superfície textual. privilegiamos algumas habilidades que devem ganhar relevo em todas as Situações de Aprendizagem propostas: Habilidades gerais f Concatenar ideias-chave na elaboração de uma síntese. como os específicos deste 1o bimestre. Estruturação da atividade escrita. f Relacionar o uso da norma-padrão às diferentes esferas de atividade social. Construção da textualidade. f Reconhecer características básicas dos textos literários. desejamos aproveitar o conhecimento intuitivo de nossos alunos para iniciar as atividades. mas articulados em rede. 1o bimestre Para esse fim. Isso não garante que todos os alunos vão aprender o que desejamos ou que eles vão gostar sempre de nossas aulas. mas à construção de conceitos e ao desenvolvimento de habilidades. Conteúdos gerais a médio prazo (1o bimestre) f Comunicação – linguagem e interação. Conteúdos gerais a longo prazo f f f f f f f f Estratégias de pré-leitura. não o ensinar. O professor é o dono do conhecimento e ele o “passa” de um modo agradável a seus alunos. Esforce-se para que o centro da aula seja o aprender. Metodologia e estratégias É importante ressaltar que os conteúdos não devem ser desenvolvidos sob uma perspectiva linear. Por esse motivo. f A Literatura na sociedade atual. alguns conteúdos próprios das Situações de Aprendizagem ampliam e aprofundam os conteúdos trabalhados no Ensino Fundamental.

pontual: olhamos atentamente a prova individual. 2. produção continuada: olhamos a produção escrita e outras atividades de produção de textos e exercícios solicitados durante o bimestre. processo: olhamos de modo comprometido e profissional o desenvolvimento das atividades de nossos alunos em sala de aula. 4. determinamos os conhecimentos que deveriam ficar claros e desenvolvemos estratégias que permitiram dividir a responsabilidade pelo processo de ensino-aprendizagem entre professor e alunos. Essas diferentes avaliações permitem que retomemos nossas reflexões iniciais. 3. autoavaliação: surge da elaboração de propostas que procuram desenvolver a habilidade do aluno de compreender seu processo de aprendizagem.1. completamos um ciclo iniciado no planejamento de nossas aulas quando compreendemos as habilidades que nos propusemos desenvolver. que desenvolvam habilidades e enredem os alunos na construção dos conhecimentos. Podemos analisar os pontos que não foram satisfatoriamente atingidos e que devem ser considerados para o próximo planejamento de aulas. Desse modo. Promovemos atividades dinâmicas – o que não significa que sejam sempre “engraçadas” ou “porque os alunos gostem” –. aquelas que tomamos antes de iniciar nossa entrada em sala de aula. 10 . atentos às suas dificuldades e melhoras.

análise do caderno. uso de recursos audiovisuais. 1o bimestre SitUAçÕES dE APrEndizAGEM SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 1 COMuNICAçãO – PALAVRAS NO MuRAL Esta Situação de Aprendizagem tem por objetivo fazer com que o aluno reconheça a Língua Portuguesa como um espaço onde o indivíduo se constitui pela comunicação. integrando-se na escola e construindo sua identidade. tomada de notas. com a participação dialógica do aluno. valorização do cotidiano escolar e de um aprendizado ativo centrado na reflexão e no fazer. Estratégias: aula interativa.Língua Portuguesa – 1a série. música. Consideramos aqui a palavra como a base da comunicação. Este é um momento de escuta: o instante em que o professor escuta os seus alunos e estes escutam uns aos outros. notícia informativa e texto expositivo produzido pelos alunos. com a preparação e conhecimento de conteúdos e estratégias por parte do professor. notícia informativa. texto poético. Sugerimos Palavras ao vento. comunicados escolares. É também um momento diagnóstico das habilidades que se pretendem desenvolver: O que eles já desenvolveram em anos anteriores? Que necessidades são mais urgentes? Para isso propomos que parta de uma música que tenha na “palavra” o seu foco central. reconhecer diferentes elementos internos e externos que estruturam a notícia informativa (texto informativo). mas que permita uma discussão que encaminhe para as informações que deseja obter. Conteúdos e temas: o mural escolar. dicionário de Língua Portuguesa. recursos: livro didático. Pensamos em uma música que se aproxime do universo de seus alunos. filmes. as principais diferenças e semelhanças entre os textos informativos e os expositivos. analisar e interpretar o sistema simbólico da linguagem verbal. Esse conhecimento é fundamental para desenvolver a habilidade de compreender. identificar. apropriando-se deles no processo de construção do sentido. mural da escola. o objetivo deste exercício é conhecer o que seus alunos já sabem sobre o tema “comunicação”. reconhecer diferentes elementos internos e externos que estruturam os textos expositivos. tempo previsto: 6 a 8 aulas. Competências e habilidades: relacionar linguagem verbal literária com linguagem não-verbal. Avaliação: discussão em classe. pela comparação. apropriando-se deles no processo de construção do sentido. de Marisa Monte e Moraes Moreira: 11 . Sondagem Professor. textos de livros extraclasse. verbetes de dicionário ou de enciclopédia.

palavras Palavras./Monte Songs Edições Musicais Ltda. f Verbetes de dicionário ou de enciclopédia Compreender as características que constituem o gênero e aprender a usar esses textos no seu cotidiano escolar. momento Palavras. estrutura que aproxima os textos entre si em função dos objetivos culturais a ele associados. f tomada de notas Tomar notas e usá-las na exposição oral de conhecimentos. sempre. em rede e progressivamente durante as aulas. ou seja. Não deixe de perguntar: f Qual a importância das palavras em sua vida? f Qual o perigo que as palavras trazem no dia-a-dia das pessoas? f Que relação há entre “palavras” e “comunicação”? f Como nos comunicamos? Apenas por palavras? f O que é linguagem? f Qual a importância da palavra na comunicação humana? Peça para procurarem no dicionário o significado do termo “palavra”: Atividade 1 Após a primeira discussão sobre o significado de “comunicação”. Moraes Moreira/Marisa Monte. Qual das acepções se encaixa melhor na letra de música? Por quê? roteiro para aplicação da Situação de Aprendizagem 1 Os conteúdos a seguir desenvolvem-se. f notícia informativa Examinar a notícia informativa: aspectos e formas das relações dialógicas do gênero. mergulhe neste poema de Carlos Drummond de Andrade: 12 . Reconhecer seu valor e sua função social na escola. palavras Palavras ao vento. Leia todo este roteiro antes de iniciar suas aulas: f O mural escolar Analisar o mural escolar como mídia e como macroestrutura genológica. Warner Chappell Edições Musicais Ltda. Todos os direitos reservados.Palavras ao vento Ando por aí querendo te encontrar Em cada esquina paro em cada olhar Deixo a tristeza e trago a esperança em seu [lugar Que o nosso amor pra sempre viva Minha dádiva Quero poder jurar que essa paixão jamais será Palavras apenas Palavras pequenas Palavras.

neste primeiro momento. Carlos Drummond de Andrade © Graña Drummond <http://www.carlosdrummond. Estabelece um objetivo da leitura.. e minha procura ficará sendo minha palavra. ANDRADE. uma vez que é um gênero textual que costuma trazer dificuldades para a maioria dos alunos. não desanimo. Constrói um horizonte de expectativas. Se tarda o encontro. “Palavra” pode ser. de Carlos Drummond de Andrade. A palavra mágica. Ao final. o maior grau possível de responsabilidade pela interpretação do poema. A O que sugere o título “ palavra mágica” para A vocês? Quando uma palavra é mágica? (ouvir os comentários) Eu procurei no dicionário o sentido do termo “palavra” e notei que esse termo pode significar muitas coisas. Carlos Drummond de. voltamos a conversar sobre em que sentido o poema afirma que a palavra é mágica. compromisso. Editora Record. Eu vou ler o poema e vocês acompanham com atenção a leitura. Vou procurá-la a vida inteira no mundo todo.) Durante a leitura. Vou procurá-la. poderá seguir o esquema a seguir: Professor diz A seguir.com.. “compromisso”. Como sugestão.br>. Procuro sempre. Orienta o olhar do leitor para os sentidos possíveis da palavra-chave do poema. “declaração”. Assuma. 13 . procuro sempre. Rio de Janeiro. Como desencantá-la? É a senha da vida a senha do mundo. pensem nesta pergunta: “Quando a palavra é mágica?”. 1o bimestre A palavra mágica Certa palavra dorme na sombra de um livro [raro. por exemplo. até. Intitula-se “ palavra mágica”. (anote no quadro: palavra = declaração.Língua Portuguesa – 1a série. In: Discurso de primavera. se não a encontro. “doutrina” e. doutrina. Ações realizadas Apresenta o texto aos alunos. vamos ler um poema do escritor brasileiro Carlos Drummond de Andrade.

Avise-os que você escolherá alguns trabalhos para expor no mural da classe. interação: “atividade ou trabalho compartilhado. em que existem trocas e influências recíprocas/comunicação entre pessoas que convivem. Para você. Mensagem: “sequência de signos organizados de acordo com um código e veiculados de um emissor para um receptor.. 2007. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (edição eletrônica). Atividade 5 Apresente algumas considerações sobre palavra e que ampliam seu significado: Atividade 3 Peça a seus alunos que traduzam o poema em forma de imagem. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (edição eletrônica). significando proibido [sinal de trânsito]. em papel A4.. simbolizando o cristianismo. diálogo. professor! Esta atividade construirá uma intertex­ tualidade temática entre o poema e a imagem elaborada. a função dos murais dentro da escola: f Onde ficam os murais direcionados aos alunos? f E aqueles direcionados aos professores e funcionários da escola? f Para que servem. com seus alunos. contato / (. Resuma antes os dois textos. distribuição da figura na folha de papel. que pode ser construída com lápis. 2007. trato. Essa relação deve ser o foco no processo de desenvolvimento da atividade.)”.Atividade 2 Debata em classe as semelhanças e diferenças encontradas entre o poema de Drummond e a letra da música Palavras ao vento. Rio de Janeiro: Editora Objetiva. quais são suas especificidades? f Qual é a importância de seu uso dentro da escola? Signo: “designação comum a qualquer objeto. 2007. oralmente. a suástica. organização e limpeza na elaboração do trabalho.) conjunto das ações e relações entre os membros de um grupo ou entre grupos de uma comunidade”. um conjunto de sons [palavras] designando coisas do mundo físico ou psíquico etc. uma faixa oblíqua. Rio de Janeiro: Editora Objetiva. significando a justiça. em duas ou três sentenças. através de um canal que serve de suporte físico à transmissão”. fidelidade ao poema. Os critérios utilizados para a escolha serão: f f f f criatividade. 14 . tintas ou recortes. Atividade 4 Agora. simbolizando o nazismo. a cruz. forma ou fenômeno que remete para algo diferente de si mesmo e que é usado no lugar deste numa série de situações (a balança. Rio de Janeiro: Editora Objetiva. é um bom momento para debater. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (edição eletrônica).

Atividade 8 Os alunos deverão produzir uma notícia in­ formativa a respeito da eleição do grêmio estudantil.Língua Portuguesa – 1a série. G. Para que a comunicação exista. depois. um emitindo informações. portanto. MARCONDES. outro recebendo e reagindo. O verbal e o não-verbal. A ação verbal constitui uma atividade social. Faça isso em forma de tópicos. 1o bimestre linguagem: “sistema de signos convencionais que pretende representar a realidade e que é usado na comunicação humana”. interação entre dois ou mais elementos. fatos. professor! “usar uma língua significa realizar ações. com os mesmos formatos. Peça na diretoria as datas de inscrição. troca de mensagens entre eles.. 2006. efetuada por indivíduos sociais. AGuIAR. No próximo bimestre aprofundaremos o conceito de “gênero textual”. etc. f Que espécie de textos vão para o mural? O mural não é composto de textos iguais. propagandas entre outros gêneros textuais diferentes. ligadas com a troca de representações. Faça com os alunos cartazes – em papel A4 – das definições acima e afixe-as no mural da classe. I. JAPIASSÚ.” KOCH. O mural possibilita uma interação entre a escola e a comunidade: mas ela de fato ocorre? Que problemas dificultam a efetiva interação entre escola e comunidade possibilitada pelo mural? Discutam isso em classe. V. sem o outro não há partilha de sentimentos e ideias ou de comandos e respostas”. São Paulo: unesp. Peça que seus alunos copiem essas 15 . D. notícias informativas. f O que é uma notícia informativa? Trata-se de um texto que tem o objetivo de informar sobre temas gerais. Rio de Janeiro: Jorge zahar. textualidade: faz de um texto mais do que um monte de frases soltas. explique a importância desse procedimento de tomada de notas para a construção do conhecimento. Para você. os cadernos dos alunos. Nesse processo. ou seja. H. Introdução à linguística textual. Nele encontramos comunicados. São Paulo: Martins Fontes. 2004. deve haver mais de um polo. propaganda eleitoral e eleição. Dicionário básico de Filosofia. Atividade 7 Verifique. Comunicação: “implica participação. T. um todo com significado para o leitor. V. Veja um exemplo retirado do jornal: Atividade 6 Voltemos aos murais da escola. metas e interesses. com o fim de realizar tarefas comunicativas. 2004. ideias no caderno. anote na lousa as principais ideias que surgirem.

para que uma possa sugerir melhoras na estrutura do texto da outra. um momento e um lugar particulares. Dominique. das classes. A esse respeito. Esse conjunto de elementos define a situação de enunciação. Caso contrário. São Carlos do Pinhal e Antônio Carlos. antes de ser esse fragmento de língua natural que o linguista procura analisar é o produto de um acontecimento único.Paulo. o leitor criará uma imagem ruim da escola. a opção é seguir pela rua Vergueiro e desviar para a av. etc. Neste momento. Incentive. a quem eles são dirigidos. f O uso da norma-padrão da língua portuguesa. No sentido Consolação. Os textos no mural fazem uso tanto da linguagem verbal como da não-verbal. A linguagem verbal: a palavra falada e escrita. para estudar. propagandas. 16 . Os textos escritos que são afixados nos murais representam a escola e são direcionados ao público em geral. Cincinato Braga. Observe: f A presença de um título no texto. É importante desenvolver um gradativo ajuste entre leitura e seus objetivos.CEt recomenda que motorista evite a Avenida Paulista hoje A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) recomenda que motoristas evitem parte da avenida Paulista a partir de hoje. Está presente em todos os tipos de textos escritos. Folha de S. Imaginando que um amigo lhes diga: “O que é que está escrito aí?”. em que mural estavam afixados (no mural do corredor. que supõe um enunciador. da secretaria. do pátio. Caderno Cotidiano. sua enunciação. Após a leitura da notícia informativa usada para exemplificar o conceito do gênero. etc. o desvio deve ser pelas ruas Treze de Maio. incentive o uso do dicionário para não correr riscos com a ortografia. discursos.” MAINGuENEAu. por isso devem ter a preocupação de serem claros. primeiro dia útil após a ampliação da interdição da via. A interdição cobre a faixa da direita nos dois sentidos da praça Oswaldo Cruz até a Brigadeiro Luís Antônio. reportagens. Peça-lhes que digam a ideia principal contida nessa notícia. sugerimos que o professor peça emprestado à direção da escola alguns comunicados e mostre-os aos alunos para análise. objetivos e respeitarem a norma-padrão da língua materna. Pergunte também em que circunstâncias alguém desejaria ler esse texto. também. Liberdade. científicos. professor! “Todo enunciado. pergunte aos alunos a respeito do conteúdo da notícia. É chegada a hora de analisar suas especificidades.). que as duplas troquem de textos entre si. que incluem a habilidade de estabelecer uma finalidade de leitura do texto (ler para informar-se. para se distrair. Para você. explicando-a do modo como a fariam em uma situação informal.São Paulo: Martins Fontes. 2007. f A objetividade e a clareza nas informações. 1996. da sala dos professores.). 22 out. No sentido Vila Mariana-centro. textos literários.. etc. Atividade 9 Outro texto que surge no mural é o comu­ nicado escolar. Elementos de linguística para o texto literário. um destinatário.

tais como uma prova. a fotografia. comunicação. Isso garantirá que eles se esforcem em fazer uso dos conceitos aprendidos. a escultura. que pode ser 30 (trinta). textualidade e texto informativo (notícia). Assim. a mímica. Veja o exemplo a seguir. basicamente. Discutam 17 . podemos definir texto expositivo como o que tem por objetivo aprofundar informações para o leitor. Proponha que eles poderão. faça alguns dos exercícios ali propostos com seus alunos. Se julgar conveniente. um texto no qual exponham o que aprenderam sobre a função social do mural escolar (texto expositivo). Gesto de silêncio Pode-se agora falar aos alunos dos diversos tipos de linguagem usados pelas pessoas: a música. Atividade 12 Agora peça que seus alunos elaborem. Atividade 11 Consultem o livro didático adotado e examinem como esses conteúdos são apresentados: linguagem (que inclui linguagem verbal. é importante o convívio com as linguagens em suas diversas manifestações reais. f O que é um texto expositivo? Expor significa. Por isso. explicar algo para o conhecimento dos demais. usamos a linguagem mista. signo. não-verbal e mista. etc. em duplas.Língua Portuguesa – 1a série. os alunos devem fazer uso dos conceitos estudados em sala de aula. em que alguém pede silêncio apenas com um gesto: © Alamy oralmente as características de cada um dos textos. No caso das histórias em quadrinhos. 1o bimestre A linguagem não­verbal: a palavra que se utiliza de outros signos. posteriormente. mensagem. Nessa exposição. transmitir conhecimentos. não-verbal e mista). mas que se familiarizem com seu uso social e as esferas de atividades onde elas circulam. consultar o texto para atividades de avaliação futuras. como a imagem ou a cor. Atividade 10 Peça que seus alunos encontrem textos que exemplifiquem cada um dos três casos: linguagem verbal. O código usado não é a palavra escrita. Estipule também um número máximo de linhas. do cinema e da televisão. É importante que os alunos não apenas conheçam as características de cada uma das linguagens.

Carlos e suas alunas concluíram que as histórias infantis. Afinal. tem respostas na ponta língua sobre vários assuntos. Sabia que ler contos de fadas estimula a imaginação e ainda pode nos afastar da violência? Bela Adormecida. em que a criança é encorajada a construir seu próprio saber. Mas você sabia que ler histórias como essas. A Bela e a Fera. ela é capaz de analisar e desenvolver certos assuntos com mais facilidade”. uma pesquisa divulgada recentemente sugere que quem costuma ler contos infantis dá menos atenção aos jogos eletrônicos – alguns muito violentos –. Já os que dizem que não gostam podem se animar e abrir um bom livro. O estudo foi feito pelo psicólogo Carlos Brito. ler e se expressar de maneira harmoniosa.. quem não gosta de viajar de graça em tapetes mágicos. quem gosta de um bom conto de fadas vai. Disponível em: <http://cienciahoje.Para você. Com as entrevistas. Já as matriculadas em escolas tradicionais preferem os videogames – em especial.. 2007. os pesquisadores ainda perceberam que os que gostam de contos de fadas se expressam com mais facilidade em relação aos que não têm muito interesse por essas histórias. Depois dessa pesquisa. como ouvir histórias infantis. Os livros didáticos são excelentes exemplos de coletânea de textos expositivos.br/controlPanel/ materia/view/3830>. O trio entrevistou 80 meninos e meninas de oito a nove anos. a desenvolver sua imaginação e a aprender por meio de experiências que vive no dia-a-dia. aqueles que têm luta –. na vida de crianças como você. Acesso em: 23 out. sendo que metade era de colégios que educam de maneira tradicional. 18 . a fantasia e ajudam a lidar melhor com a agressividade. carruagens ou até num bom cavalo alazão? Tudo isso é permitido se você soltar a imaginação e experimentar a magia dos contos de fadas. eles analisaram a importância da fantasia. permite às crianças falar. Esses e outros contos de fadas são nossos velhos conhecidos.. que usam formas diferentes de ensinar. especialmente de contos de fadas. fizeram uma verdadeira maratona: percorreram lan houses – casas de jogos eletrônicos – e diversas escolas particulares de Pernambuco. Além disso. presente nos contos de fadas. Juntos.uol. em parceria com suas alunas Karlise Maranhão Lucena e Bruna Roberta Pires Meira. diz Carlos Brito. fornecemos a seguir um exemplo para sua análise: Era uma vez. mesmo. In: Ciência Hoje das Crianças (26 set. Assim. Para isso.com. Cathia. Na conversa com os estudantes. além disso. onde a criança não tem que dar opiniões e os livros infantis estão sempre ligados às provas. da universidade Católica de Pernambuco. estimulam a imaginação. como ouve e lê mais histórias. querer ler muito mais. no que diz respeito ao aprofundamento do tema: o texto informativo é sempre mais su­ cinto e superficial que o texto expositivo. além de fazer a gente sonhar. professor! Destaque para seus alunos as diferenças entre os textos informativo e expositivo. com certeza. Branca de Neve. solta a imaginação com mais facilidade e. “O contato com os livros de literatura infantil. ABREu. pode nos afastar da violência? Pois é. 2005). A outra metade entrevistada foram alunos de escolas que optam pela educação construtivista. principalmente no caso das crianças das escolas construtivistas. não se interessam muito pelos contos de fadas e até dizem que os livros como esses são feitos para crianças pequenas. as crianças que gostam de contos infantis se ligam menos nos jogos eletrônicos e até criticam os games que têm muita violência..

Novamente. seja ao usá-la no cotidiano. f o uso da norma-padrão da Língua Portuguesa. uma forma própria de organizar a informação. f objetividade e clareza nas informações. Estratégias: aula interativa. elaboração de títulos de notícia e de resumo de novela ou filme. f a presença de um título no texto. identificar ideias-chave. dicionário de Língua Portuguesa. título de notícia jornalística. Embora não seja um conteúdo muito comum na escola. Incentive. SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 2 LuSOFONIA – SIM. Competências e habilidades: analisar e produzir textos informativos. notícia jornalística informativa. mapas. com a preparação e conhecimento de conteúdos e estratégias por parte do professor. NóS FALAMOS PORTuGuêS! Esta Situação de Aprendizagem tem por objetivo fazer com que o aluno reconheça a Língua Portuguesa como realidade social que identifica e aproxima povos e culturas variados. tanto dentro do Brasil como fora. incentive o uso do dicionário para não correr riscos com a ortografia. tempo previsto: 6 a 8 aulas. filmes. filme.Língua Portuguesa – 1a série. elaborar e produzir textos expositivos. que as duplas troquem de textos entre si. 1o bimestre Destaque para seus alunos as características básicas do texto expositivo: f a presença de um tema específico. textos de livros extraclasse. é fundamental para compreender a dimensão da Língua Portuguesa no tempo e no espaço. seja ao ler Luís de Camões. também. valorização da realidade local e do aprendizado como uma elaboração processual e contínua. recursos: livro didático. Machado de Assis ou Mia Couto. f um objetivo estabelecido previamente pelo enunciador que será depois interpretado pelo leitor. com a participação dialógica do aluno. para que uma possa sugerir melhoras na estrutura do texto da outra. f uma estrutura. Avaliação: adaptação de texto na variante lusitana para a brasileira. uso de recursos audiovisuais. Conteúdos e temas: Lusofonia – conceito. ou seja. 19 . claramente identificado e delimitado. valorizar a riqueza expressiva e o patrimônio social da Língua Portuguesa. expressar-se oralmente respeitando a tomada de turno. O objetivo desta Situação de Aprendizagem é construir no aluno o senso de propriedade de sua língua materna.

você acaba de identificar o tema do texto. Conceituar e definir lusofonia a partir da própria experiência e identidade como falante da Língua Portuguesa. Diga-lhes que é um texto sobre um acidente com uma lotação. bem como dos conceitos de certo e errado relativos ao uso da língua. Desse modo. na África. também faz parte da Lusofonia. São Tomé e Príncipe. Moçambique. Analisar as características constitutivas do título de notícia jornalística. estará fornecendo a seus alunos a informação sobre a estrutura do texto. Novamente é importante que se considere esta atividade como um momento de diagnóstico das habilidades que se pretende desenvolver: O que eles já sabem? Que habilidades já apresentam? Que necessidades são mais urgentes? roteiro para aplicação da Situação de Aprendizagem 2 É importante que você leia todo este roteiro antes de iniciar suas aulas: f lusofonia – conceito. Brasil. Desse modo. Encaminhe a discussão de modo que também se fale das diferentes variedades do português. com esse simples comentário. Para você. Atividade 1 Inicialmente. conforme forem surgindo na conversa. certifique-se de que eles tenham bem claro onde se localiza o país (faça uso do mapa do mundo). professor! Chamamos de Lusofonia ao conjunto de identidades culturais e linguísticas existentes em países falantes de português: Angola. fornecendo um exemplo de como ler um texto informativo. território que pertence à Espanha e onde se localiza a famosa cidade de Santiago de Compostela. É importante que se dê oportunidade ao maior número possível de alunos e que se incentive uma atitude de escuta do outro. Portugal. você assume a maior parte da responsabilidade pela interpretação do texto. apresente a seus alunos a seguinte notícia de um jornal de Moçambique. Cabo Verde. Alguns afirmam que a Galiza. propomos uma discussão. Examinar a notícia jornalística informativa: aspectos e formas das relações dialógicas do gênero. Guiné-Bissau. o que significa que. Esclareça seus alunos a respeito do texto. o objetivo desta atividade é conhecer o que seus alunos já sabem sobre o tema “Lusofonia”. Para isso. explique-lhes que se trata de uma notícia de um jornal moçambicano. A seguir. f título de notícia jornalística. f notícia jornalística informativa. Pergunte: Qual a importância da língua portuguesa? Leve o mapa do mundo para a sala de aula e mostre os diferentes países falantes de língua portuguesa. 20 .Sondagem Professor. Timor-Leste e por diversas pessoas e comunidades em todo o mundo. Macau.

etc.Língua Portuguesa – 1a série. “Chapa” capota e fere 12 pessoas Pelo menos doze pessoas ficaram feridas. tais como manga. 2007. 20 out. A língua portuguesa é falada por cerca de 230 milhões de pessoas em todo o mundo. muitas palavras dos outros povos entraram no sistema linguístico do português. 2007. o motorista procurava evitar um embate contra um camião que ali estava estacionado. mudanças. Atividade 2 Discuta. de marca Toyota Hiace. na cidade de Maputo. esperando a sua vez de falar. conhecimentos culturais. incentive que o maior número possível de alunos participe. Testemunhas que se encontravam no local. Do contato com os povos encontrados resultou forte intercâmbio de produtos. oralmente. de seguida.mz/pls/notimz2/getxml/ pt/contentx/76764>. na hora da ocorrência disseram que o acidente resultou da excessiva velocidade com que a viatura circulava. costumes. 1o bimestre Finalmente. 20 de Outubro de 2007: Notícias O facto ocorreu minutos antes das nove horas quando a mini-“bus”. na Avenida de Moçambique. Ao mesmo tempo. Na altura. Sábado. porque o motorista começou a perder o controlo do carro um pouco depois de passar a ponte para travessia de peões montada naquela rodovia. Maputo. que circulava em direcção ao Museu. Maputo. por motivos econômicos e políticos. leve em conta a tomada de turno. capivara. chá. Recorram ao dicionário para esclarecer dúvidas.co. As vítimas que. despistou-se. capotou em seguida. sofrendo. foram transferidas para o Hospital Geral José Macamo onde foram receber os primeiros cuidados médicos. religiosos e linguísticos. 21 . quando uma viatura de transporte de passageiros vulgo “chapa”. Ao fazer isso. Essas mudanças que ocorrem no português falado no mundo chamam-se de variações geográficas ou dia­ tópicas. técnicas. qual a finalidade da notícia de jornal. galgou os separadores montados naquela estrada e perdeu a direcção capotando de seguida. Disponível em: <http://www. Embora tenha prevalecido a língua dominante. recapitule. Jornal Notícias. da rota Patrice Lumumba/Museu.jornalnoticias. na manhã de ontem. por meio de uma ou duas perguntas. matrícula MMB 85-45. em frente do Cemitério de Lhanguene. professor! Na discussão oral. Para você. Peça e valorize que os alunos levantem a mão. A formação do império colonial português levou. Acesso em: 20 out. moleque. Esta é uma ocasião importante para trabalharmos os títulos nos textos jornalísticos. a espalhar a língua portuguesa pelo mundo. duas das quais com alguma gravidade. naturalmente. com seus alunos as principais diferenças entre o uso do português escrito em Moçambique e no Brasil. A Língua Portuguesa sai de Portugal e ganha raízes em outros locais. retome o conceito de que todo texto tem um objetivo de leitura.

professor! Esta atividade desenvolve também a coerência textual e a capacidade do aluno de localizar a ideia-chave da notícia. da rota Patrice Lumumba/Museu. use uma boa gramática ou seu livro didático. Isso permitirá que a atividade se repita diversas vezes. em duplas ou trios. sem o título e peçalhes para o criarem. b) uso do presente. saiu da pista e capotou em seguida. subiu nos separadores colocados naquela estrada e perdeu a direção. Atividade 4 Ao final. c) uso de siglas com comedimento. na cidade de Maputo. adaptem a notícia moçambicana para o português do Brasil. na hora da ocorrência. que deve aparecer no título. chapa MMB 85-45. porque o motorista começou a perder o controle do veículo um pouco depois de passar a ponte para travessia de pedestres naquela rodovia. Para você. Resposta (sugestão): Lotação capota e fere 12 pessoas Pelo menos doze pessoas ficaram feridas. duas das quais com alguma gravidade. Professor. 22 . especialmente. 20 de outubro de 2007: Notícias O fato ocorreu minutos antes das nove horas quando a van. de marca Toyota Hiace. de preferência na voz ativa. na manhã de ontem. o motorista procurava evitar bater em um caminhão que ali estava estacionado. examine com seus alunos o ver­ bo. É importante focar esses aspectos no processo de desenvolvimento da atividade. disseram que o acidente resultou do excesso de velocidade com que a viatura circulava. capotando em seguida. O que deve ter um título de notícia de jornal? a) Presença de verbos. com um tema atual. favorecendo a retenção dos conteúdos. Maputo. Testemunhas que se encontravam no local. Reúna-os em duplas e forneça diferentes notícias que poderão circular entre os alunos. Naquele momento. em frente ao Cemitério de Lhanguene.Atividade 3 Forneça a seus alunos uma notícia de jornal. no que se refere à voz ativa e aos tempos verbais. conhecida como “lotação”. d) Presença de uma ideia-chave que sintetize a notícia. que circulava em direção do Museu. quando uma viatura de transporte de passageiros. a não ser que se refira a fatos distantes no passado ou no futuro. na Avenida de Moçambique. Sábado. peça que seus alunos.

23 . de qualquer outro programa espetacular).Língua Portuguesa – 1a série. 1o bimestre Em seguida. o gaúcho. um conhecimento que. b) Pesquisa na biblioteca. identifique as ideias­ ­chave. você poderá selecionar um trecho que considere mais interessante. o carioca. as vítimas foram levadas para o Hospital Geral José Macamo. o nordestino. aquelas que se repetem no desenvolvimento da apresentação e sem as quais não se poderia compreender o enredo. uma opção para desenvolver esta atividade é solicitar um resumo de um capítulo de telenovela. verifica-se a necessidade de identificar ideias-chave. um objetivo em mente: para que estou fazendo isso? Essa é a pergunta essencial que deve dar início ao texto. Para isso. O primeiro passo é ter. Peça aos alunos que identifiquem diferenças linguísticas próprias do falar caipira. na internet ou no livro didático: encontrar um poema de um autor português. Atividade 7 Assista com seus alunos ao filme A marvada carne (direção de André Klotzel. o objetivo do trabalho é identificar as variações espaciais presentes nessas narrativas da mídia. Naturalmente. o conteúdo narrativo de uma novela ou filme (na verdade. encontramos diversas variações geográficas. em que as personagens fazem uso das variações geográficas. f O que é um resumo de novela ou filme? É um gênero de texto no qual se sintetiza Atividade 8 Para finalizarmos esta Situação de Aprendizagem propomos dois exercícios: a) Produção de uma notícia informativa. Não há necessidade de assistir ao filme todo. tais como o caipira. onde receberam os primeiros socorros. Peça-lhes também que elaborem um resumo do filme ou do trecho. sobre o que trata o poema e qual o valor desse texto para um leitor brasileiro (mínimo de três parágrafos). Durante o programa. No Brasil. seguindo as características estudadas até agora. também já se fez necessário na elaboração de títulos de notícias jornalísticas. um texto que faça uso de uma variedade geográfica brasileira. De preferência de uma novela regional. de algo que tenha ocorrido no bairro ou na escola. 1985). essa pergunta deve ser respondida muito antes de começar a escrever o texto. no livro didático. ou seja. Ela deve estar claramente respondida na mente do enunciador ao começar a assistir ao filme ou à novela. de certa forma. preparar um pequeno texto expositivo explicando quem é esse autor (biografia). No nosso caso. bem claro. Nesta atividade. redige-se o texto. é essencial tomar nota das diferentes informações veiculadas. Atividade 5 Discuta com seus alunos como o português é visto na cultura brasileira: Existe preconceito? Por quê? Comente também as reações locais aos diferentes dialetos e falares do Brasil: Por que alguns são considerados superiores a outros? É isso apropriado? O que pode ser feito? Atividade 6 Solicite que os alunos encontrem. Finalmente.

Competências e habilidades: localizar ideias-chave. p. com a participação dialógica do aluno. Além disso. em particular no que diz respeito ao fenômeno da mídia. Phillipe. Conteúdos e temas: identificação das palavras-chave em um texto. Estratégias: valorização da realidade local e social do aluno. 24 . 2006. estuda-se o processo que nos leva a encontrar as palavras-chave de um texto e como estas conduzem à ideia-chave. SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 3 VOCê ESTÁ NA MíDIA? Esta Situação de Aprendizagem tem por objetivo fazer com que o aluno relacione o estudo da Língua Portuguesa ao seu uso no cotidiano social. elaboração de legendas de fotojornalismo. pura virtualidade. encontro de palavras-chave em processo de leitura. Campanario. Ela não pode ser separada tão facilmente daquele que a pronuncia. Elogio da palavra.Para você. textos de livros extraclasse. tempo previsto: 6 a 8 aulas. 64. recursos: livro didático. aula interativa. A palavra está soldada ao homem.” BRETON. filmes. Essas são dimensões fundamentais do uso da linguagem para a futura vida profissional e pessoal do seu aluno. legendas. São Paulo: Loyola. como ponto de partida e chegada para todo o questionamento didático. com a preparação e conhecimento de conteúdos e estratégias por parte do professor. dicionário de Língua Portuguesa. Abordamos também como elaborar um projeto de trabalho. música. concatenar ideias-chave na elaboração de uma síntese. Tradução Nicolas N. Avaliação: elaboração de legendas. sinônimos e antônimos. uso de recursos audiovisuais. professor! “A palavra não é puro espírito. Ela não tem um funcionamento autônomo longe do indivíduo que a pronuncia.

f legendas Conceituar e definir legendas e analisar seu uso social. mas [eu não faço nada A luz do sol me incomoda. 1o bimestre Sondagem É muito provável que seus alunos não se lembrem da letra da música a seguir. Desse modo. 25 . qual seu objetivo na sociedade. muito burro [demais Agora todas as coisas que eu penso me [parecem iguais O sorvete me deixou gripado pelo resto da vida E agora toda noite quando deito é boa [noite. fala pra mãe Arnaldo Antunes/Marcelo Fromer/Tony Bellotto. Não deixe de perguntar: f Qual a importância da televisão em sua família? E em sua vida pessoal? f Televisão emburrece? f Que relação há entre “televisão” e “comunicação”? f O que é mídia? f Qual a relação que existe entre “mídia” e “televisão”? televisão A televisão me deixou burro. Assuma um controle médio no processo de interpretação dessa letra de música. você identifica o tema do texto. fala pra mãe Que tudo que a antena captar meu coração [captura Vê se me entende pelo menos uma vez. sempre. Inicialmente. Desse modo. fala pra mãe Que eu nunca li num livro que o espirro [fosse um vírus sem cura Vê se me entende pelo menos uma vez criatura! Ô cridê. em rede e progressivamente durante as aulas. Todos os direitos reservados. fala pra mãe! A mãe diz pra eu fazer alguma coisa. Ô cridê. criatura! Ô cridê. Peça aos alunos que procurem no dicionário o significado do termo “mídia”./1989. Pergunte. Rosa Celeste Empreendimentos. Leia todo este roteiro antes de iniciar suas aulas: f identificação das palavras­chave em um texto Encontrar as palavras-chave visando identificar a ideia central de um texto. você estabelece a estrutura e o objetivo do texto. transferindo essa responsabilidade para os alunos. Warner Chappell Edições Musicais Ltda.Língua Portuguesa – 1a série. muito [burro demais E agora eu vivo dentro desta jaula junto dos [animais roteiro para aplicação da Situação de Aprendizagem 3 Os conteúdos a seguir desenvolvem-se. querida Ô cridê. então deixo a [cortina fechada É que a televisão me deixou burro. a seguir. mas ela é ótima para iniciarmos a sondagem sobre o que é mídia e quais seus efeitos em nossa sociedade atual. sobre qual é a estrutura comum às letras de música. diga-lhes que acompanharão uma letra de música que faz uma crítica à televisão.

f Elaboração de projeto Conceituar projeto a partir de uma estrutura que possibilite a aplicação em diferentes Situações de Aprendizagem e pesquisa. hoje. isso porque não havia tecnologia suficiente. mas com pessoas como você. Mídia é o conjunto de tecnologias específicas usadas por uma instituição. é fácil uma pessoa falar com você. ou seja. rádio e os artigos de jornal não estão falando com você. de media. mídia: telefones. especificamente. no entanto. a unidirecionalidade. Elaborado especialmente para o São Paulo faz escola. Quando falamos em mídia. Assim. Isso quer dizer que os programas de televisão. usando esses meios de comunicação. duas características se destacam: primeira. Claro. produtoras de cinema e quaisquer outras instituições que fazem uso de tecnologias como meio de comunicar-se com as massas. o caminho para uma voz falar com um outro. mídia é o mesmo que “meios”. que significa “meio”. dizemos. é necessário que exista um intermediário tecnológico. permitindo que a comunicação se realize. os homossexuais. normalmente. ou seja. É importante notar também que a mídia faz uso da tecnologia. media é o plural de medium. o que não faltam são instrumentos para nos facilitar o processo comunicativo. a mídia é. Em outras palavras. Mídia e comunicação de massa A palavra mídia vem do latim. para funcionar como meios de comunicação ou. quando mencionamos mídia. se preferir. mas não dá a oportunidade de resposta. cinema. para haver mídia. Hoje. segunda. normalmente nos referimos ao conjunto formado pelas emissoras de rádio. então. do rádio e do jornal. 26 . como uma emissora de televisão. editoras de revistas e jornais. e sim para a comunicação humana. televisão. Isso reforçará o fato de que o título deve levantar horizontes de expectativas no leitor e que as diferentes partes do texto devem funcionar como um todo. Nessa antiga língua que deu origem ao português. É o caso da televisão. fotografia. a produção centralizada e padronizada de conteúdos. Meio é aquilo que utilizamos para chegar a algum lugar. os idosos etc. isso significa que. O risco disso é reduzir o receptor da comunicação da mídia a uma massa em que se perdem as características individuais e os seres humanos passam a ser vistos apenas como coletivos: os adolescentes. Antes. mas responder-lhe já é muito mais difícil. para possibilitar a comunicação entre as pessoas. por exemplo. televisão. Como um ônibus ou um carro que nos leva aonde desejamos ir. as mulheres. rádio etc.f Sinônimos e antônimos e a identificação de palavras­chave Conceituar sinônimos e antônimos e analisar seu valor no processo de identificar as palavras-chave. que se trata de comunicação midiatizada. Mas a palavra mídia é reservada não para o transporte. discuta com a classe as expectativas que o texto gera em seus leitores a partir do título. no início da humanidade a comunicação não era midiatizada. jornal. Quando a comunicação acontece por meio de um intermediário tecnológico. Atividade 1 Apresente a seus alunos o seguinte texto expositivo. Ou seja.

Elas orientam nossa leitura. é importante que eles identifiquem as palavraschave no texto. A palavra-chave é a mesma. Assim. 1o bimestre Para desenvolver as competências de leitura de textos expositivos. mas uma só. as palavras-chave aparecem no texto repetidas. mantendo nosso olhar naquilo que é importante dentro do texto. f O que são as palavras-chave? As palavras que estabelecem entre si relações de sentido no texto são palavras-chave. A partir daí podemos elaborar um esquema usando as palavras-chave: mídia tecnologia comunicação Como se encontram as palavras­chave? A repetição é o que nos ajuda a encontrar as palavras-chave em um texto. por exemplo. a leitura –. No texto “Mídia e comunicação de massa”. “incomunicável”. no texto “Mídia e comunicação de massa”. “comunicar”. professor! O início do processo de construção de sentido em um texto – ou seja. pois. Mas o que se repete? Não apenas a mesma palavra. a palavra tecnologia aparece retomada seis vezes. O mesmo ocorrendo Podemos. mas seu sentido em uma rede de sinônimos e antônimos ou de paráfrases. “comunicamos”. Essa é a ideia central do texto. serve de ajuda: mídia e comunicação são as palavras que mais aparecem no texto. Essa rede nos permite recuperar o conteúdo nuclear do texto. já será conhecido pela classe. Assim. Não há necessidade de prolongar-se sobre o tema que. Elas são o núcleo central a partir do qual se expande o próprio texto. é encontrar as palavras­ chave e relacioná-las entre si. 27 . propor que se encontre uma frase que traduza esse esquema: A mídia usa a tecnologia para promover a comunicação. “comunicação”. que podemos designar apenas por “tecnologia”. sem dúvida. É também uma palavra-chave. para propor atividades semelhantes às que acabamos de fazer. especialmente ao falarmos de textos que se destinam ao estudo. Para você. no seu livro didático ou na biblioteca. Atividade 2 Recorra a textos expositivos.Língua Portuguesa – 1a série. Mídia aparece retomada também como “meios”. modificadas ou por meio de si­ nônimos ou antônimos. essenciais para o futuro de seus alunos como indivíduos letrados. quais são as palavras-chave? O título. com “comunicação”. na maioria dos casos. f O que são sinônimos? E antônimos? Recorra ao livro didático ou a uma boa gramática para explicar esse conteúdo a seus alunos. Além disso. “tecnologia” (substantivo) e “tecnológico” (adjetivo) não são duas palavras-chave diferentes.

Atividade 3 Solicite a seus alunos que encontrem as palavras-chave do texto a seguir. logo a seguir. Há mais de cem anos a fotografia em preto e branco traduziu a História em fatos e acontecimentos. sendo isso o que o diferencia de um fotógrafo. A imagem captada pela fotografia ocupa um lugar muito importante no jornalismo por transmitir informações à sociedade. Atividade 5 Propomos agora a elaboração de um projeto de Língua Portuguesa. Divida sua classe em grupos de quatro ou cinco alunos. Na qualidade de informação visual. CORTEz E. de interesse social. Campinas: Papirus. C. Cada um deles representará uma pequena empresa de fotojornalismo. beleza e chamando atenção do leitor para a notícia a ser lida. estar atualizado com os fatos a serem registrados. Jornal: uma abertura para a educação. a fotografia ganhou espaço em revistas e. JuNQuER.. é importante. é preciso estar atento a todos os movimentos a seu redor. uma ou duas frases que sintetizem o texto. Seu objetivo é a elaboração de uma reportagem fotográfica. Eles terão de tirar de uma a três fotografias relacionadas ao título: f O sabor da língua Portuguesa. documental e informativo. A imagem registrada na fotografia é importante elemento de atualidade. antes. Para isso. com função bem determinada e características próprias. elaborar um projeto do que se pretende fazer. O repórter fotográfico precisa ser beminformado. A partir dos anos 70. A. como bom profissional. Palavras-chave: imagem – fotografia – sociedade – informação – jornalismo. Atividade 4 Com as palavras-chave. Ela pode transmitir informações detalhadas. a fotografia ocupa um lugar único no jornalismo.” PAVANI. Este texto antecipa a próxima atividade. Fotojornalismo “Nos dias de hoje. Atividade 6 Para que não fiquem andando à toa. ser rápido em seu olhar para transmitir a emoção do momento e. sem saber que fotos tirar. 2007.. dos anos 80 até nossos dias. ela está presente também nos jornais. suscitando emoção. peça que cada grupo responda ao questionário a seguir: 28 . seus alunos farão um esquema e. 48-49. nossa sociedade de consumo apoia-se na imagem quase como uma religião e o fotojornalismo apresenta uma estreita relação com a representação visual. p.

Peça-lhes que as criem. É importante. banners. O professor pode reunir os alunos em trios e fornecer diferentes fotos que poderão circular entre os grupos. Lembre a seus alunos que é necessário ter a autorização da pessoa fotografada para que a foto possa aparecer na mídia. Sugerimos: nome dos fotógrafos (alunos). é fotografar pessoas conversando: como a linguagem oral se funde a gestos e a atitudes. Isso permitirá que a atividade se repita diversas vezes. O que são legendas? A legenda é um pequeno texto escrito que explica e amplia a compreensão da foto. deverá ser explicado com clareza o que são legendas. professor! Observe que essa atividade. faixas. transformando-as em um texto verbal. o que vocês querem atingir com o trabalho fotográfico? f Justificativa: por que o trabalho de vocês é importante para a defesa do tema proposto? f Metodologia: como vocês vão obter as fotos? Quem vai fazer o quê? f Além disso. fomentar um olhar crítico. neste momento. 1o bimestre f Objetivo: qual a contribuição que o trabalho de vocês vai dar ao tema? Ou seja. não apenas repetindo o que vê. Além disso. Para você. etc. sugestões de onde obter fotos jornalísticas na internet. favorecendo a retenção dos conteúdos. especialmente aquelas que desvalorizam a riqueza plural de nossa língua! registros escritos e falados existem das diferentes variantes da língua materna? Mas como fotografar o português falado? Esse é um dos desafios para o qual o professor deverá instigar a imaginação dos alunos. Local onde foi tirada. Ela deve ajudar o leitor a tirar pleno proveito da foto. depois. mais uma vez destaca a capacidade de síntese do aluno. Há várias possibilidades: uma delas é surpreender traços de oralidade nos registros escritos: cartazes. É aconselhável que ela siga um padrão. que não aceite as injustiças sociais. quando os alunos farão a exposição das fotografias. O projeto fotojornalístico será retomado no próximo bimestre.Língua Portuguesa – 1a série. Veja ao final. na seção Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão do tema. as fotografias necessitam de legendas. Para você. quando este torna-se capaz de localizar as ideias-chave em um texto visual (a fotografia). Outro. em um blog da classe. mas chamando a atenção a detalhes importantes. O objetivo do projeto é mostrar as diferenças na linguagem falada e escrita em sua comunidade: que gosto tem falar português onde seus alunos vivem? Que 29 . professor! “O sabor da Língua Portuguesa” é o título proposto para desenvolver o tema da Língua Portuguesa no cotidiano da comunidade onde vivemos. As fotos poderão ser exibidas. Breve comentário. Título da fotografia. Atividade 7 Forneça a seus alunos fotos de jornal com um tema atual e sem legendas. Tenha isso em foco no processo de elaboração da atividade.

trabalho de leitura intersemiótica de poema. “II Xornada de Cinema Galego: Viaxeiros de novas paisaxes”. cultural da comunidade lusófona. “La scuola ha in mano il futuro di una comunità”. texto coletivo. Estratégias: atitude dialógica voltada para o desenvolvimento criativo de competências e habilidades na língua materna. internet. 2. nesta Situação de Aprendizagem. para que elas de fato reflitam o espírito democrático que desejamos desenvolver em nossos alunos. filmes. Além disso. diálogo intersemiótico com poesia. conceito de ideias-chave em textos. localizando ideias-chave. “L’école prends a la main le future d’une communité”. pesquisa biográfica. 3. aproximados pelo mesmo tema. valorizar o turno no processo dialógico de expressão oral. Sondagem f O que sua classe sabe sobre a Roma antiga? f O que eles sabem sobre o latim? f Quais são as línguas neolatinas? A seguir. Competências e habilidades: localizar ideias-chave em textos em verso e prosa. que permitam transformar a aula de Língua Portuguesa em um centro gerador de cultura e não apenas de transmissão de conteúdos. “El Alcalde de A Coruña pide prohibir vender alcohol a partir de las 22 horas”. 1. como patrimônio tempo previsto: 6 a 8 aulas. 4. dicionário de Língua Portuguesa. 30 . abordaremos o importante tema das discussões orais em classe.SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 4 A HISTóRIA DA LíNGuA PORTuGuESA A Língua Portuguesa e suas diferentes manifestações históricas legitimam as identidades sociais e possibilitam a recuperação do imaginário coletivo. elaboração de texto expositivo coletivo. pesquisa. textos de livros extraclasse. Conteúdos e temas: breve histórico da Língua Portuguesa. A língua é tratada. temos alguns títulos de notícias jornalísticas em diversos idiomas. Avaliação: processo de leitura – relacionar textos poético e expositivo. relacionar textos de gêneros diferentes. recursos: livro didático.

O prefeito de A Coruña pede a proibição da venda de álcool a partir das 22 horas (trata-se de uma notícia espanhola). f diálogo intersemiótico com poesia Desenvolvimento de estratégias de leitura de poesia. desta vez em francês. Diz o mesmo que a notícia 3. parte da lusofonia). Os títulos de notícia acima dizem: 1. As principais são: espanhol. Talvez eles encontrem certa dificuldade na compreensão do texto. 3. galego. Por isso. no idioma galego. antes de realizar a leitura do texto expositivo.Língua Portuguesa – 1a série. Alguns o consideram uma variante da língua portuguesa. francês. professor! Chamamos de neolatinas as línguas que se originam do latim. poderá dizer-lhes algo como: 31 . naturalmente. Jornada de Cinema Galego: viajantes de novas paisagens (está. professor! Talvez considere proveitoso apresentar primeiro aos alunos o quadro da Atividade 1. o mais próximo do português. Para você. tomada como espaço próprio para o diálogo intersemiótico. Breve história da língua portuguesa. f Pesquisa de biografia Desenvolvimento de estratégias de pesquisa biográfica. Isso orientará o olhar do leitor. 4. antes de qualquer leitura. português e romeno. 1o bimestre f Por que se parecem tanto com o português? f Por que manifestam diferenças? Para você. A escola tem na mão o futuro de uma comunidade (este título de notícia está em italiano). italiano. roteiro para aplicação da Situação de Aprendizagem 4 É sempre bom lembrar: leia todo este roteiro antes de iniciar suas aulas! f breve histórico da língua Portuguesa Atividade 1 Apresente a seus alunos o seguinte texto expositivo. 2. f localizar ideias­chave em textos em ver­ so e em prosa Encontrar a ideia-chave em textos de gêneros variados. do latim aos nossos dias.

Nós só sabemos que não entendemos e pronto! Temos de refletir com atenção para compreendermos as nossas dificuldades de interpretação. o texto. Aproxima a dificuldade docente do universo dos alunos. a Gallaecia. que. a parte norte da província da Lusitânia. Apresenta o problema das dificuldades de interpretação do ponto de vista docente. Mais tarde. dos antigos moradores. Um professor pede para vocês fazerem algo e. o latim. Por isso. é claro. A língua portuguesa originou-se do latim falado por pessoas simples que deixavam Roma para ir morar na nova província romana da Lusitânia. visando a um futuro mais próspero.C. impondo sua cultura e sua língua. Veja o mapa abaixo: 32 . não sendo romanos. o que significa “compreender um texto”. Muitos alunos dizem que não entenderam o texto. junta-se à província Tarraconensis. Claro que o mesmo pode acontecer com vocês. não falavam latim. Durante a leitura tente não apenas compreender Apresenta uma expectativa de leitura.Professor diz Quando lemos um texto. Conceitua a interpretação como processo. mas achavam vantajoso aprenderem essa língua. Além. ao certo. mas saber por que tem certeza de que o compreendeu. o nosso primeiro objetivo é saber. Ações realizadas Justifica as estratégias de leitura que serão desenvolvidas ao longo do ano. vocês nem compreenderam. ou não. mas torna-se um desafio saber qual é. o que foi solicitado. a dificuldade. exatamente. É muito difícil falar dos exatos motivos pelos quais não compreendemos um texto porque tudo é muito automático. Então. A origem da língua portuguesa Os romanos desembarcam na Península Ibérica em 218 a. realmente. qualquer um de nós pode encontrar dificuldades para interpretá-lo. vai ver. Aos poucos foram promovendo a colonização. é importante que nas aulas de Língua Portuguesa consideremos quais as dificuldades mais comuns e como resolvê-las.

4. 33 . tais como italianos. Com a construção do império português de ultramar. p. Celso Cunha. Elaborado especialmente para o São Paulo faz escola. 1o bimestre Lucus Augustus Bracara TARRACONENSIS LUSITÂNIA Scalabis Pax Augusta BÉTICA N O S L 0 280 km Província Mapa baseado em TEYSSIER. A língua árabe torna-se a língua oficial das regiões conquistadas. a língua portuguesa faz-se presente em vários lugares da Ásia. mas também com os escravos vindos da África e. ele interagirá com os povos indígenas. Com a Reconquista. mas grande parte da população continua a falar o romance. São Paulo: Martins Fontes. A partir de 218 a. Trad.C. ocorre a invasão árabe na Península. povos de origem germânica dominam a Península Ibérica. sofrendo influências locais. África e América. árabes. Aos poucos ocorre a retomada dos territórios ocupados. que deu origem ao nosso idioma. Em 711. com os muitos imigrantes que aqui chegaram.Língua Portuguesa – 1a série. É assim que o português chega ao Brasil. etc. Surgem novos reinos. palavra que vem de Roma. as populações do Norte (que falavam galego-português) ocuparam também o Sul. mais tarde. dando assim origem ao atual território português. Aqui. Dentre os reinos está Portugal. Entre os anos 409 e 711. Paul. 2001. a língua falada em toda a Península Ibérica é o romance ou romanço. que dividem entre si o território peninsular. onde se falava o galego-português. História da língua portuguesa. espanhóis. O romanço é uma língua intermediária entre o latim falado pelo povo e as línguas neolatinas atuais. Puxa! Quantas reviravoltas! Mas não para por aí! Os séculos XV e XVI assistem à expansão marítima portuguesa. até o século XI.

Atividade 3 Preencha um quadro esquemático que relacione datas. Anote no quadro: Compreendemos um texto quando podemos explicar com nossas próprias palavras aquilo que entendemos. Àqueles que disserem que não entenderam nada. e o século XI. O romance é uma língua intermediária entre o latim falado pelo povo e as línguas neolatinas. explique a seus alunos que compreendemos um texto quando podemos explicar com nossas próprias palavras aquilo que entendemos.C. Reconquista do território ocupado. procure fazer com que eles contem o texto com suas palavras. A seguir. Chegada dos portugueses ao território brasileiro. 34 . lugares e acontecimentos: Observação importante O quê? Quando? Onde? 218 a. Entre o 218 a. A partir do século XI. sua ideia-chave.C.Atividade 2 Pergunte a seus alunos o que compreenderam do texto. especialmente. pergunte-lhes como sabem que não compreenderam o texto. especialmente. Pergunte também como sabem que o compreenderam. Durante a conversa com os alunos. Expansão ultramarina portuguesa. sua ideiachave. Invasão árabe da Península Ibérica.

o poema a seguir. c) É importante que o professor conduza o debate.br/pesquisa/DetalheObra Form. agora. Assuma um controle médio no processo de interpretação do poema. Para você. apresentada de duas maneiras muito diferentes. brevemente. Disponível em: <http:// www. tanto devido ao gênero textual utilizado.do?select_action=&co_obra=15726>. Explique-lhes que lerão um poema sobre a expansão marítima portuguesa. você identifica o tema do texto. Deus ao mar o perigo e o abismo deu. Mas nele é que espelhou o céu. quantas mães choraram. a) Falar um por vez! Não é possível falarem todos ao mesmo tempo: um espera o outro concluir para poder falar. professor! O Cabo Bojador situa-se na costa do Saara Ocidental. recapitule. no entanto. em 1434.”? Não deixe de comentar: f A que se refere a pergunta “Valeu a pena? Tudo vale a pena / Se a alma não é pequena?”.gov.Língua Portuguesa – 1a série. Fernando. O desaparecimento de embarcações que anteriormente tinham tentado contornálo levou a que se desenvolvesse o mito de que para além do Bojador havia monstros marinhos e o fim do mundo. na África. PESSOA. A seguir. Mensagem X. Quem quer passar além do Bojador Tem que passar além da dor. Lembre-se. b) Não é apropriado que apenas um fale o tempo todo. quanto às finalidades dos textos e aos pontos de vista dos autores. 2008. f O que é uma alma pequena? f Quando uma alma grande pode se tornar pequena? Como pode ser conduzida uma discussão em sala de aula? É importante destacar algumas características da discussão em sala de aula: Para você. A forma mais comum de fazer 35 . a estrutu­ ra comum do texto poético. ó mar! Valeu a pena? Tudo vale a pena Se a alma não é pequena. A primeira passagem pelo Bojador deve-se ao português Gil Eanes. quanto do teu sal São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos. Mar Português ó mar salgado. Relacione o poema com o texto expositivo: a que acontecimento histórico se refere o texto poético? Às navegações portuguesas de expansão do império. de Fernando Pessoa. 1o bimestre Atividade 4 Analise. Mensagem.dominiopublico. Discuta com seus alunos os versos: “Valeu a pena? Tudo vale a pena / Se a alma não é pequena. Quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar Para que fosses nosso. Acesso em: 21 out. desse modo. professor! É muito importante destacar para os alunos a intertextualidade temática existente entre os dois textos: a expansão ultramarina é.

Ele é um herdeiro de um longo processo acumulativo. Ah. em duplas ou trios. que pode ser construída com lápis. mas o resultado do esforço de toda uma comunidade. Atividade 7 Como tarefa de casa. Estas não são. R. Avise-os que você escolherá alguns trabalhos para expor no mural da classe. que traduzam o poema encontrado em uma imagem. Comente com seus alunos as diferenças e semelhanças encontradas. anexem o poema no verso da página com a imagem. tenha um olhar atento e incentive que todos os alunos participem das discussões. professor! O que seus alunos pensam da seguinte declaração? “O homem é o resultado do meio cultural em que foi socializado. compare-as com as informações presentes no livro didático e elaborem um texto expositivo. Professor. Atividade 5 Leve seus alunos à biblioteca ou à sala de informática e oriente-os em uma pesquisa sobre quem foi Fernando Pessoa. peça a seus alunos. Tragam as informações colhidas para a sala de aula. Atividade 6 Termine a Situação de Aprendizagem solicitando que os alunos encontrem no livro didático outros poemas de Fernando Pessoa. Cultura: um conceito antropológico. o produto da ação isolada de um gênio. Os critérios utilizados para a avaliação devem permanecer os mesmos: f f f f criatividade.isso na escola é levantando a mão para pedir a vez. esta atividade repete estratégias já usadas no começo do bimestre. tintas ou recortes em papel A4. claro. A manipulação adequada e criativa desse patrimônio cultural permite as inovações e as invenções.” LARAIA. explicando quem é essa personalidade literária e qual sua importância para a literatura portuguesa. Rio de Janeiro: Jorge zahar. Para você. fidelidade ao poema. peça-lhes que 36 . coletivo. pois. distribuição da figura na folha de papel. organização e limpeza na elaboração do trabalho. B. que reflete o conhecimento e a experiência adquirida pelas numerosas gerações que o antecederam. Verifique o crescimento de seus alunos na expressão de suas ideias por meio de múltiplas linguagens. Como vê. 2006.

Estratégias: atitude didática voltada para o desenvolvimento dialógico do aluno visando à construção cultural no processo de ensino-aprendizagem e ao desenvolvimento criativo de competências e habilidades na língua materna. A palavra permite a construção de pontes que nos aproximam do outro. valorização das atitudes de fala e escuta. Avaliação: elaboração de poema. Sondagem Sua classe sabe a diferença entre poesia e prosa? Discutam em classe o significado das palavras a seguir. 1o bimestre SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 5 A PALAVRA ME FAz Eu.” FREIRE. analisar textos literários. relacionar o uso da norma-padrão às diferentes esferas de atividade social. uso estilístico. relacionar textos visuais com textos literários. Paulo. dessa perspectiva para sondar as diferenças entre poesia e prosa. recursos: livro didático. São Paulo: Paz e Terra.Língua Portuguesa – 1a série. versão crítica do estudo da gramática. mas também possibilita que nos aproximemos de nós mesmos. adjetivos e substantivos. mural da escola. bem como o valor expressivo do adjetivo. Conteúdos e temas: diferença entre poema e poesia. questionário. semântico e literário dos verbos. jogo teatral. 1996. Competências e habilidades: distinguir poema de poesia. dicionário de Língua Portuguesa. 37 .. filmes. do substantivo e do verbo na construção da urdidura poemática.. Esta Situação de Aprendizagem parte tempo previsto: 6 a 8 aulas. não posso escapar à responsabilidade ética no meu mover-me no mundo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. proferidas pelo educador brasileiro Paulo Freire: “Como presença consciente no mundo. daqueles lugares profundos em nosso íntimo que nem sequer nós próprios conhecemos bem. textos de livros extraclasse. Trata-se de conteúdos essenciais para a formação de um leitor de literatura autônomo e criativo. elaboração de texto expositivo (argumentativo).

Reparou como o que importa para o poeta não é o que acontece no lago. Fernando. f diferença entre poema e poesia Conceituar e diferenciar poema e poesia.br/pesquisa/Detalhe ObraForm. Não sinto a brisa mexê-lo Não sei se sou feliz Nem se desejo sê-lo. adjetivos e substantivos Análise expressiva de elementos morfológicos (verbo. Disponível em: <http://www.do?select_action=&co_obra=15728>. chamando atenção para a esquisitice do nome. Trêmulos vincos risonhos Na água adormecida.dominiopublico. f Visão crítica do estudo gramática A importância do conhecimento gramatical na sociedade contemporânea e o jogo de valores associado a esse conhecimento. dessacralizar o texto literário. professor! Mais uma vez estamos procurando o diálogo entre a produção textual do aluno e o texto do outro. Atividade 1 Peça que seus alunos desenhem o contorno de um ser humano no caderno. nós nos referimos ao poema pelo primeiro verso. com o objetivo de desenvolver competências e habilidades. Contemplo o lago mudo Que uma brisa estremece. aproximando-o do aluno-leitor. que viveu no século XX. um poema chamado “Contemplo o lago mudo”. então. Explique-lhes que o poeta não deu título ao poema. com seus alunos. saudavelmente. Dentro desse contorno o aluno escreverá uma palavra que traduza melhor sua identidade. semântico e literário dos verbos. roteiro para aplicação da Situação de Aprendizagem 5 Convém lembrar que os conteúdos desenvolvem-se sempre em rede e progressivamente durante as aulas. f Uso estilístico.f O que essas palavras significam? f Há poesia nas palavras de Paulo Freire? Por quê? quando isso acontece. vai ajudar-nos a entender ainda melhor o que é a poesia e a diferença entre poesia e prosa. Atividade 2 Fernando Pessoa. Não sei se penso em tudo Ou se tudo me esquece. 2008. Neste caso.gov. com a palavra escrita no meio: há semelhanças? Quais? Para você. adjetivo. Por que fiz eu dos sonhos A minha única vida? PESSOA. Acesso em: 21 out. um dos maiores nomes da literatura portuguesa. O lago nada me diz. substantivo) na análise poemática. mas aquilo que o eu poético sentiu quando viu o lago? A poesia lírica se preocupa principalmente com 38 . Essa aproximação afetiva visa a. A seguir. compare o poema com o desenho feito por seus alunos da figura humana. Cancioneiro. Leia.

Os sentidos plurais das palavras no poema se complementam e enriquecem as diferentes leituras realizadas. O que é verso? Simples: é cada linha do poema. substantivo e adjetivo. A seguir. Atividade 3 Observe: “Contemplo o lago mudo” 39 . f A que classe gramatical pertencem as palavras “lago” e “mudo”? São. Questione seus alunos: No caso de ser o lago que está mudo. O mundo que está em volta do poeta: as coisas. posto que o mais importante em um poema lírico é aquilo que está disposto no mundo interior do poeta e que mexe com o mundo exterior. e) Por que fiz eu dos sonhos. No verso “Contemplo o lago mudo”. sugerimos uma atividade para realizar com seus alunos que desenvolve as relações existentes entre conhecimentos morfológicos e construção do sentido poético. 1o bimestre o mundo interior do eu que escreve o poema: o poeta. Os adjetivos caracterizam os seres e participam do ato de conferir expressividade ao texto. f Contemplo o lago calmo. o adjetivo “mudo” pode referir-se tanto ao lago como ao eu-poético. como pode ser o lago que emudece enquanto o “eu” poético o contempla. As coisas que acontecem no mundo exterior funcionam como um empurrão para que o poeta escreva. em um belo pôr-do-sol. d) Trêmulos vincos risonhos. as palavras carregam-se de significações. Poema é um gênero específico de texto. No poema. Poema é um texto repleto de poesia. A essa pequena confusão de sentidos chamamos de ambiguidade. Agora começam as atividades com o conhecimento gramatical. nada disso representa o elemento principal do poema. Os poemas são feitos de versos. f Contemplo o lago estranho. Cada verso é feito de pura poesia. As linhas são escritas seguindo a contagem de sílabas poéticas – assunto de que nos ocuparemos no bimestre seguinte – e não o espaço da esquerda para a direita do papel. respectivamente. a sociedade e os acontecimentos históricos. o eu-lírico tivesse escolhido outro adjetivo? Por exemplo: f Contemplo o lago agitado. Muitos confundem poesia e poema. identifique outro verso em que o poeta usou do mesmo recurso expressivo: a) O lago nada me diz. as pessoas.Língua Portuguesa – 1a série. c) Não sei se sou feliz. b) Não sei se penso em tudo. o leitor encontra em uma palavra do poema uma pluralidade de sentidos que valorizam o plano artístico do texto. Muitas vezes. Tanto pode ser o “eu” que está mudo enquanto contempla o lago. em vez de “mudo”. Atividade 4 Que diferença faria para todo o poema se. até. cuja definição não é fácil. Poesia é a beleza feita realidade e presente na obra de arte: seja em um poema ou em um quadro ou.

. trocássemos o substantivo? Se o eu-lírico dissesse: f Contemplo o mar mudo. dessa forma. A ambiguidade permite. como se fosse um lago de águas paradas.. f Ouro.. E se. por que estaria mudo? Esses dois sentidos se opõem ou se complementam? O poeta questiona sua identidade e o fato de haver construído sua vida de sonhos. presente no primeiro verso. em vez do adjetivo. De certa forma. f f f f nado no lago mudo. Certifique-se se seus alunos comentam e compreendem as diferenças estilísticas das classes gramaticais: adjetivo. f Na água cristalina. f O rato roeu a roupa do rei de Roma.. mas ficou parada. Elas desenvolvem no aluno o valor expressivo do adjetivo. O jogo entre “eu” mudo e lago mudo. f Contemplo o acidente mudo. f Água mole em pedra dura. que as palavras têm peso. trabalhando no domínio da Estilística. f O gato. f Mais vale um pássaro na mão do que dois voando. parado. que exige não apenas o conhecimento morfossintático. Ou seja. Atividade 5 Repita a atividade com o adjetivo “adormecida” no verso: Na água adormecida. Não é a mesma coisa dizer algo de uma forma ou de outra. Em outras palavras: por que se usou essa palavra ou construção sintática e não outra? A personificação do lago transforma-o em confidente do poeta. tanto bate até que fura. Como se fosse um companheiro compartilhando de um momento difícil que o poeta está passando. f Mais vale um cachorro. Atividade 6 Desenvolva com sua turma a atividade a seguir: Trocando o substantivo. o lago mudo se identificaria com a vida parada do “eu” poético. corpo. 40 . Há momentos em que pode ser doloroso dar-se conta de que a vida não foi ação. f Contemplo o infinito mudo.. professor! Estamos.. f Na água agitada. reforça esse sentido de leitura que construímos. Permita que seus alunos pensem nas opções: f Na água suja.Comente essas diferenças. no poema. E se trocássemos o verbo? Para você. substantivo e verbo.. perdida nos sonhos. Em que sentido poderia o lago estar mudo? E o “eu” poético. expressão. mas contextualizar esse conhecimento na dimensão expressiva do texto. temos de trocar todo o texto. Olho o lago mudo.. uma riqueza de interpretações. bebo o lago mudo. banho­me no lago mudo. O lago também está imóvel.

É também uma ocasião para você. o poeta diz o que é felicidade. Porém. três substantivos e dois adjetivos. no mundo exterior. Muitas vezes o poeta se isola dos acontecimentos do mundo. Então. Pela enumeração de acontecimentos. 41 . atividades. B. pessoas. Em outras ocasiões são justamente as mudanças que ocorrem à sua volta. No texto lírico existem certas palavras que nos fazem pensar em um antes e um depois. certifique-se de que haja pelo menos quatro verbos. sensações. 1o bimestre Para você. Ao trocar gato por rato não posso mais imaginar que a roupa do rei de Roma tenha sido “roída”. Atividade 8 Considere com seus alunos o texto expositivo a seguir. 1975. plantar Viajar. a história para contar não é o mais importante. o poeta-aluno tem toda a liberdade para escrever. o mais importante é o sentimento do poeta trabalhado por meio da palavra. professor! O objetivo dessa atividade é relacionar morfologia e semântica no processo de construção de sentido. Ele se tranca em um universo que é só seu. Poemas e canções. como na narrativa. BRECHT. que o empurram a escrever. poeta que produziu o texto a seguir. mas deve levar em conta o efeito que as suas escolhas vão causar nos leitores. o que aconteceu com ela? A imaginação da classe será motivada a procurar soluções criativas e verossímeis. O próximo exercício é uma excelente oportunidade para que seus alunos possam não só construir conhecimentos. nadar Velha música Sapatos cômodos Compreender Música nova Escrever. Certamente há material extra sobre o uso expressivo dos verbos. adjetivos. professor. pensar em como anda o programa desenvolvido com sua turma. cantar Ser amável. Almedina. substantivos na biblioteca de sua escola e no livro didático. Prazeres O primeiro olhar da janela de manhã O velho livro de novo encontrado Rostos animados Neve. sentimentos. apresenta uma lista de coisas que o deixam feliz. Bertolt Brecht. Atividade 7 Apresente a seus alunos a seguinte pergunta: f Você gostaria de ser poeta? Ao fazer um poema. Identifique-os claramente. no poema lírico.Língua Portuguesa – 1a série. Vamos ler? No seu texto. objetos. Coimbra: Livraria É claro que nem todo poema é tão reflexivo como esse que acabamos de ler. o mudar das estações O jornal O cão A dialética Tomar ducha. como investigar a si mesmos por meio da linguagem.

3o parágrafo: sugestão de intervenção solidária com o objetivo de resolver a questão: “A norma-padrão e a comunidade onde vivo: um problema ou uma solução?”. Quando as palavras resolvem fazer arte. enfrentadas na comunidade onde vivem. Isso ocorre porque muitos consideram as variedades do português diferentes das que estão acostumados como “erradas” e “engraçadas”. f Elaborem uma frase que transmita a ideiachave do texto e que faça uso das palavras-chave encontradas. Linguagens. por um lado. Permita que os alunos se expressem livremente. escrevam um pequeno texto de três parágrafos em que exponham as principais dificuldades 2 Atividade 102 Jogo teatral: três que sabem. mas a sociedade valoriza a norma-padrão para situações consideradas importantes. Se. um grupo espera do lado de fora enquanto Parte desta Atividade 10 é adaptada de: LANDEIRA. em certos círculos sociais. Assim. Compare a visão da gramática que circula na sua comunidade com aquela aqui apresentada. 2o parágrafo: análise das principais dificuldades tidas. como diferentes plantas de uma mesma espécie. A língua portuguesa é rica em variedades. O texto deve seguir a seguinte estrutura: 1o parágrafo: breve exposição do que é a norma-padrão. A questão é que nem todas as variedades têm o mesmo prestígio e aceitação na sociedade.). não é a única existente. A norma-padrão. Norma-padrão – variedade de português – sociedade. que têm e que estão relacionadas à normapadrão. Além disso. z. Peça para seus alunos que: f Identifiquem as palavras-chave do texto. Elaborado especialmente para o São Paulo faz escola. especialmente àqueles ligados ao mundo do trabalho. Há muitas variedades de português. mas não falam Escolha seis alunos. Ensino Médio. 95-97. Atividade 9 Peça que seus alunos. como nossa experiência sabe. (Coord. divida-os em dois grupos. um livro de Biologia ou uma prova de Geografia não deveriam vir escritas com textos como: “A gente vai punhendo as coisa no tubo di ensaiu e fica zoianu pra vê nu que qui dá”. In: MuRRIE. J. em duplas ou trios. relacionadas à norma-padrão. podem surgir preconceitos e dificuldades para aqueles que não dominam essa mesma norma. códigos e suas tecnologias: livro do estudante. 2002. Todas as variedades do português são apropriadas para a comunicação e interação dos seres humanos. dominar a norma-padrão é essencial. por outro. Brasília: MEC/INEP. p.Por que estudar gramática? Chamamos de norma-padrão aquela considerada pela sociedade como a que deve ser utilizada para transmitir informações importantes. F. As sugestões dadas devem respeitar os valores humanos e considerar a diversidade sociocultural. é bom que haja uma norma-padrão que nos permita desenvolver uma cultura brasileira na mídia. enfrentadas na comunidade em que vivem. para se obter um bom emprego e relacionar-se com as pessoas. L. 42 .

Verifique se sua escola dispõe desse material na biblioteca e consulte-o antes. no que diz respeito ao conto. O grupo que estava lá fora entra e é dado um minuto (ou o tempo que julgar conveniente) para que seja apresentada a palavra sugerida. à classe gramatical solicitada. tira pleno proveito das leituras que faz do texto literário. Competências e habilidades: analisar textos literários. 1o bimestre o professor fornece para a classe uma palavra que será interpretada por mímica pelo grupo que ficou na sala. recursos: livro didático. 43 . vamos mergulhar nas estruturas narrativas tradicionais. dicionário de Língua Portuguesa. no entanto. textos de livros extraclasse.Língua Portuguesa – 1a série. de fato. ela deve pertencer. Isso é essencial para a construção de um leitor de literatura que. Estratégias: atitude de escuta e de processo. Antes. Toda esta Situação de Aprendizagem foi uma adaptação feita do capítulo V da obra Linguagens. tempo previsto: 6 a 8 aulas. Não vale fornecer uma palavra da mesma família. Ao mesmo tempo. em diálogo com a realidade vivida pelo aluno. Avaliação: questionário. filmes. especialmente. expressar opiniões pessoais. Ensino Médio (material para o Encceja). teoria da narrativa. códigos e suas tecnologias: livro do estudante. vamos iniciar um processo de aproximação literária do grande mestre da narrativa Machado de Assis. elaboração de conto. valorização do aprendizado processual do aluno relativo às questões que associam gosto a conhecimentos específicos. Lista de palavras sugeridas: f f f f f f f f f Confortável (adjetivo) Responder (verbo) Carta (substantivo) Lago (substantivo) Poço (substantivo) Contemplar (verbo) Espelhar (verbo) Incompreensível (adjetivo) Carinhoso (adjetivo) SITuAçãO DE APRENDIzAGEM 6 QuEM SOuBER QuE CONTE OuTRA! Nesta Situação de Aprendizagem. Depois trocam-se as posições. dominar estratégias da narrativa literária. um adjetivo ou um verbo. Conteúdos e temas: conto tradicional. valorização do patrimônio literário. o professor avisa se é um substantivo. de fato.

o narrador pode desde fazer-nos acompanhar demoradamente a vida de uma personagem até dizer. etc. sendo também uma personagem. Há duas formas de narrar: ou o narrador introduz-se no enredo. pois não está tão envolvido com as ações das personagens. O espaço é muito importante na narrativa literária. Pouco depois. narrar é a mesma coisa que contar. f Conto tradicional Características e estrutura do conto tradicional. as seguintes questões: f “A Fábula do Macaco e do Peixe” é uma narrativa? f Por quê? f Quais as características de um texto narrativo? Professor. Como não conhecia aquele animal. f teoria da narrativa Elementos e categorias da narrativa que 44 . enquanto passeia à beira do rio. “um macaco passeava-se”. quando viu um peixe dentro de água. lembre que o importante neste momento é resgatar as ideias da turma a respeito do conceito de “narrar”. onde as personagens realizam as suas ações. morre. facilitam o processo de leitura literária. A narrativa que você leu foi narrada em terceira pessoa. A isso damos o nome de enredo. preso nos seus dedos. Esse alguém é o narrador. In: Estórias Abensonhadas. apresentar uma série de ações em episódios que se sucedem uns aos outros. ou seja. criando um discurso em terceira pessoa. mas possível. Já o narrador em terceira pes­ soa consegue ser mais objetivo. Lisboa: Editorial Caminho. leia com seus alunos um texto do escritor moçambicano Mia Couto: A Fábula do Macaco e do Peixe “um macaco passeava-se à beira de um rio. As ações levam certo tempo para acontecer. Na narrativa que lemos. um mundo criado por alguém que imaginou a história. Conseguiu apanhá-lo e ficou muito contente quando o viu aos pulos. que está vivo. comentou – que pena eu não ter chegado mais cedo!” COuTO. Essas mudanças levam certo tempo para acontecer: o macaco vê o peixe. Tais personagens vivem em um mundo que não é real. o peixe. em poucas palavras. longos anos de acontecimentos. em classe. Mia. achando que aqueles saltos eram sinais de uma grande alegria por ter sido salvo. nem o peixe e.Sondagem Para começar. O narrador não é nem o macaco. É o narrador quem fornecerá informações que vão permitir ao leitor a compreensão do texto. roteiro para aplicação da Situação de Aprendizagem 6 Leia atentamente este roteiro antes de começar suas aulas. em primeira pessoa. quando o peixe parou de se mexer e o macaco percebeu que estava morto. O narrador em primeira pessoa pode ser mais pessoal. Os episódios da narrativa se organizam de determinado modo. 2001. “A Fábula do Macaco e do Peixe” é uma narrativa. ou afasta-se. ainda que não seja personagem da narrativa. pensou que estava a afogar-se. que é a maneira pela qual a história é contada. é muito importante dentro do texto. De acordo com suas intenções. Ele pode ser um simples “pano de fundo”. Epígrafe do conto “Nas águas do tempo”. como pode ver logo no começo. envolvendo-se afetivamente com os acontecimentos. mas pode também ser um espelho da personalidade das personagens ou até das ações que elas vão praticar. percebemos que o Lance.

Não falo apenas da orquestra. professor! Inicie o texto valorizando o título do conto. O conto é um tipo específico de narrativa. O conto que vamos ler chama-se Cantiga de esponsais. porém limito-me a mostrar-lhes uma cabeça branca.Língua Portuguesa – 1a série. Esponsais são as cerimônias de casamento. espaço e tempo na narrativa. A seguir. na seção Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão do tema. Bem. Antes mesmo de explicar a palavra “esponsais” pergunte aos alunos o que ela lhes sugere e o que esperam de um conto que tem esse título. escrita em uma época que não é a sua. que eram todo o recreio público e toda a arte musical. entre o macaco ver o peixe e esse coitado vir a morrer por ficar fora da água. Sugerimos a seguinte reflexão com seus alunos: Vamos fazer uma pequena pausa para entendermos melhor esse parágrafo de introdução. vamos ler um conto de Machado de Assis. A palavra “esponsais” tem a mesma origem que “esposo”. o noivado e a festa de casamento em que os noivos se tornam esposos. você já sentiu. o endereço do site). que é excelente. Para você. durante a leitura. nem para os olhos das moças cariocas – que eram bonitos naquele tempo – nem para as mantilhas das senhoras graves. em certas ocasiões. assistindo a uma daquelas boas festas antigas. que um minuto (tempo cronológico) parece durar horas (a sensação do tempo psicológico). Faça uma pausa na leitura. Sabem o que é uma missa cantada? Podem imaginar o que seria uma missa cantada daqueles anos remotos? Não lhe chamo a atenção para os padres e para os sacristãos. o narrador considera mais importante a sensação de tempo que as personagens sentem e estrutura sua narrativa em torno desse tempo psicológico. não sabemos há quanto tempo o macaco estava passeando. Atividade 1 Leia o conto em voz alta e proponha a seus alunos que pensem no que acabamos de analisar sobre narrador. talvez alguns minutos. com alma e devoção. ou seja. Localize-o na biblioteca da escola ou na internet (veja. que deve ser feita em voz alta inicialmente pelo professor. a isso damos o nome de tempo cronoló­ gico. outras vezes. É importante lembrar que todo título de um texto gera horizontes de expectativas de leitura que realizar-se-ão. E Machado é principalmente conhecido pelo seu estilo de escrever narrativas. Certamente você encontrará facilmente o conto Cantiga de esponsais. os calções. para que a classe sinta o ritmo próprio da Língua Portuguesa. nada. É 45 . 1o bimestre narrador relata fatos que se desenrolaram em pouco tempo. Com certeza. as cabeleiras. a cabeça desse velho que rege a orquestra. ou não. o narrador valoriza mais as ações e o tempo em que elas levam para acontecer. as sanefas. as luzes. na igreja do Carmo. os incensos. nem para o sermão. Às vezes. Cantiga de esponsais Imagine a leitora que está em 1813.

disse a vizinha. – Mestre Romão lá vem. riso triste. pai José. Significa também construir frases que permitam ao leitor elaborar um sentido para a narrativa. Não tinha o menor vestígio de mulher. alguns alunos da sala são do sexo masculino e todos os leitores vivem no século XXI. ao descrever a casa de mestre Romão. para pensarmos em alguns pontos importantes. apoiado na bengala. iii. Depois desta reflexão. O conto será lido apenas por esse tipo de leitor a que o narrador se dirige? Obviamente não. e dizer familiar e público era a mesma coisa em tal matéria e naquele tempo. responda às questões a seguir: i.. caminhou para a rua da Mãe dos Homens. se a missa fosse sua. nem cores vivas ou jocundas. o riso iluminava-se: era outro. entrou em casa. Ei-lo que desce do coro. o olhar acendia-se. nasceu no Valongo. velha ou moça. É bom músico e bom homem. ii. o chamariz delicado e popular. todos os músicos gostam dele. opta pelo uso de frases negativas. anos depois: “Entra em cena o ator João Caetano”. Mestre Romão rege a festa! Quem não conhecia mestre Romão. esta. “Quem rege a missa é mestre Romão” – equivalia a esta outra forma de anúncio. – ou então: “O ator Martinho cantará uma de suas melhores árias”. ou por esses lados. podemos voltar ao conto. com o seu ar circunspecto. nenhuma dele. já viu muitas pessoas de cabeça branca. Casa sombria e nua. – Eh! eh! adeus. saiu. Acabou a festa. que ele rege agora no Carmo é de José Maurício. O mais alegre era um cravo. podemos afirmar que se reforça: 46 . Você. Pai José deu um salto. pai José. vai à sacristia beijar a mão aos padres e aceita um lugar à mesa do jantar. com um preto velho. onde o mestre Romão tocava algumas vezes. estudando. Para isso. que daí a pouco entrava com o mesmo ar do costume. e esperou o senhor.. nem alegre. O que lhe vem à mente quando pensa em “uma cabeça branca”: expressão que aparece no texto? Resposta pessoal. nem flores. e deixasse o rosto apenas alumiado da luz ordinária. e passo demorado? Tudo isso desaparecia à frente da orquestra. que é a sua verdadeira mãe. o levantamento de hipóteses que serão verificadas ou não no desenvolvimento da leitura. não menos. Para contar uma história precisamos saber unir com muito cuidado as palavras. Sobre uma cadeira. com certeza. não no XIX. Era o tempero certo. Permita outro momento de reflexão sobre o texto com seus alunos. por exemplo. onde reside. Não que a missa fosse dele. Tudo isso indiferente e calado. e que neste momento conversa com uma vizinha. Provavelmente. alguns papéis de música. Isso significa escolher com atenção os substantivos que serão utilizados e pensar em como os verbos devem ser conjugados. Jantou. sinhá. Mestre Romão é o nome familiar.. ao pé. a experiência e a sabedoria. olhos no chão. Faz-se necessário trabalhar a antecipação. mas ele rege-a com o mesmo amor que empregaria. Repare que Machado. A casa não era rica naturalmente. até logo.. é como se acabasse um clarão intenso. terá sessenta anos. nem passarinhos que cantassem. Chama-se Romão Pires.como se fosse um intervalo. então a vida derramava-se por todo o corpo e todos os gestos do mestre. Nesse momento da leitura. O narrador se dirige a que tipo de leitor? À leitora brasileira (carioca) que vive algum tempo depois de 1813. Ao assim fazer. podem-se vislumbrar a velhice.

acima. que mal pôde dormir duas horas. d) a ilusão de fartura com que vive o mestre Romão. não mais. Naturalmente o vulgo não atinava com ela.Língua Portuguesa – 1a série. aterrado. não quis outro motivo de palestra. durante horas. mas a inspiração não pôde sair. uns diziam isto. É preciso dizer que ele padecia do coração: – moléstia grave e crônica. sem achar uma porta. trazia dentro de si muitas óperas e missas. – outro que eram amores. dez dias depois. em 1779. e quis chamar o médico. que eram macacoas do tempo. apenas soube do incômodo. sinto-me hoje adoentado. outros aquilo: doença. – Pai José. obra de uma folha de papel. seria um grande compositor. os que entretinham relações com o mestre foram visitá-lo. mas a verdade é esta: – a causa da melancolia de mestre Romão era não poder compor. não possuir o meio de traduzir o que sentia. e morreu com vinte e três. A vizinhança. por não ter podido fixar no papel a sensação de felicidade extinta. mestre Romão sentiu em si alguma coisa parecida com inspiração. e amava-o tanto como ele a ela. e a noite suportou-a ele bem. O boticário mandou alguma coisa. nem pouco. quando viu que o incômodo não cedera ao remédio. sem ideia nem harmonia. b) a sensação de ausência presente na casa “sombria e nua”. As primeiras realizam-se. abaixo. c) a falta de vocabulário do narrador. ele releu essas primeiras notas conjugais. impaciente. E diziam-lhe que não era nada. Pai José ficou aterrado. E. A mulher. Nos últimos tempos tinha até vergonha da vizinhança. e não tentava mais nada. as últimas representam uma luta constante e estéril entre o impulso interior e a ausência de um modo de comunicação com os homens. pensava ele. um canto esponsalício. e ficou ainda mais triste. Teimou no dia seguinte. 47 . Ah! se mestre Romão pudesse.. Esta era a causa única da tristeza de mestre Romão. Como um pássaro que acaba de ser preso. encerrada nele sem poder sair. e forceja por transpor as paredes da gaiola. assim batia a inspiração do nosso músico. Não é que não rabiscasse muito papel e não interrogasse o cravo. Parece que há duas sortes de vocação. Vai à botica. as que têm língua e as que a não têm. 1o bimestre a) a dificuldade de expressão de Machado de Assis. um mundo de harmonias novas e originais. não era muito bonita. se pudesse. Romão era destas. já de manhã não estava bom. para fugir aos capotes que o boticário lhe dava no gamão. e) o culto à pobreza que alimenta a fé do mestre Romão. começado três dias depois de casado. – Não. “Está acabado”. que ele tomou à noite. Três dias depois de casado. Mestre Romão sorria. – Sinhô comeu alguma coisa que fez mal. – Para quê? disse o mestre. mas tudo lhe saía informe. Ideou então o canto esponsalício. vinte vezes durante o tempo de casado. que não alcançava exprimir e pôr no papel. mas extremamente simpática. um acrescentava graciosamente que era manha. Tinha a vocação íntima da música. algum desgosto antigo. O dia não acabou pior. ele escreveu-as. que tinha então vinte e um anos. nem ao repouso. e quis compô-lo. entretanto. no dia seguinte mestre Romão não se sentia melhor. nada. Quando a mulher morreu. falta de dinheiro. Algumas notas chegaram a ligar-se. não assim o preto. acabaria ao menos uma certa peça. Isto passa. disse ele ao entrar.... mas consigo mesmo dizia que era o final.

” Destacar o uso do pronome de tratamento “sinhô” e o uso do imperativo em “vai”. “– Pai José. Por que mestre Romão queria tanto acabar a sua música. lembrava-se da mulher.. Pela janela viu na janela dos fundos de outra casa dois casadinhos de oito dias. lá. Mestre Romão ordenou que lhe levassem o cravo para a sala do fundo.. fosse como fosse. indicando uma relação desigual entre os interlocutores. ré.. – Lá. sinto-me hoje adoentado... lá. com os braços por cima dos ombros. o médico achou-o realmente mal... O princípio do canto rematava em um certo lá. reproduziu as notas e chegou ao lá. Sinhô comeu alguma coisa que fez mal. dó. debruçados. O que você acha que vai acontecer a seguir no conto? Resposta pessoal. dos primeiros tempos. Impossível! nenhuma inspiração. que não fosse de outro e se ligasse ao pensamento começado.. Estes continuavam ali. qualquer coisa servia. não passava adiante. Na época em que se passa a narrativa. talvez se toque isto. E contudo. ao que se pede: i. Não exigia uma peça profundamente original. si.. abriu a gaveta onde guardava desde 1779 o canto esponsalício começado. ii. em vez de olhar para baixo. mas a vista do casal não lhe suprira a inspiração. e se conte que um mestre Romão. Logo que ficou só. disse ele ao entrar.. – Quem sabe? Em 1880. lá. um dia de manhã.. é preciso não pensar em músicas. que lhe caía bem no lugar. dó... – Lá. por escrito.. ré. E então teve uma ideia singular: – rematar a obra agora. mesmo de qualquer jeito? 48 . com as mãos presas e os braços passados nos ombros um do outro. Releu essas notas arrancadas a custo e não concluídas. ré. cinco depois da festa. – Lá. Nada... Mestre Romão sorriu com tristeza... repetia as notas. Mestre Romão.. Sentou-se ao cravo. Não. já de manhã não estava bom.Atividade 2 Peça que seus alunos respondam.. Comporei ao menos este canto que eles poderão tocar. mi... buscava reaver um retalho da sensação extinta. e duas mãos presas. – Aqueles chegam.. a diferença é que se miravam agora.. lá.. e foi isso o que ele lhe viu na fisionomia por trás das palavras enganadoras: – Isto não é nada.. uma vez que deixasse um pouco de alma na terra. que dava para o quintal: era-lhe preciso ar. com o escravo. ofegante da moléstia e de impaciência. eu saio. lá.. lá. oralmente: i. Para completar a ilusão. ele sabia música como gente. Voltava ao princípio.. ainda existia escravidão no Brasil? Prove isso com uma passagem do texto. Solicite que seus alunos respondam às questões a seguir. e as notas seguintes não soavam. Vai à botica.. mas enfim alguma coisa.. deitava os olhos pela janela para o lado dos casadinhos. disse ele. tornava ao cravo. este lá. era a nota derradeiramente escrita. Em músicas! justamente esta palavra do médico deu ao mestre um pensamento.

Gostou ou se sentiu decepcionado? Peça que seus alunos escrevam uma opinião a respeito do final. O mestre ouviu-a com tristeza. Machado de. 49 . O narrador pode projetar uma imagem do leitor dentro da narrativa e conversar com esse leitor. Desesperado. em Cantiga de esponsais. inconscientemente. ii. 1884. como é? Descreva-o.. silencioso. Esta era a causa única da tristeza de mestre Romão”. o espaço tem grande importância para entendermos melhor a personagem principal. “Tinha a vocação íntima da música. 1o bimestre Seria uma forma de se despedir da vida e vir a ser lembrado na posteridade. de que forma o mundo é visto no conto. Nesse momento. f Peça que os alunos transcrevam trechos do conto que comprovem as afirmativas abaixo: i. trazia dentro de si muitas óperas e missas. Um espaço simples. Como é o espaço onde vive o mestre Romão? Descreva-o.dominio publico. O conto Cantiga de esponsais é narrado em terceira pessoa. Um bom homem de riso triste. “Imagine a leitora que está em 1813. 2008. Fonte: ASSIS. deixou o cravo. a moça embebida no olhar do marido.Língua Portuguesa – 1a série. pegou do papel escrito e rasgou-o. um mundo de harmonias novas e originais. que não alcançava exprimir e pôr no papel. Cantiga de esponsais. No conto que lemos. ii. desenvolva com seus alunos as questões a seguir: f O conto acabou.” ii.gov. simples. o mestre Romão.do?select_ action=&co_obra=1906>. Peça a seus alunos que respondam às questões a seguir: i. E o temperamento de mestre Romão. na igreja do Carmo. despojado. Disponível em: <http://www. ASSIS. O que você acha que acontecerá a seguir no conto? Resposta pessoal. e à noite expirou. na qual coisa um certo lá trazia após si uma linda frase musical. justamente a que mestre Romão procurara durante anos sem achar nunca. pensem. começou a cantarolar à toa. Volume de contos. Rio de Janeiro: Garnier. Relacione o temperamento de mestre Romão quando não está regendo missa Agora. sóbrio. em classe. Acesso em: 21 out. Machado de. é um retrato do mundo real. sombrio e nu. uma coisa nunca antes cantada nem sabida. descrito mais pelo que ele não tem do que pelo que tem. Para ajudá-los na reflexão. (Há outras passagens no texto) Repare que o mundo possível construído pelo narrador do conto está fora dele mesmo e. iii.br/pesquisa/DetalheObraForm. abanou a cabeça.. O narrador conhece todos os pensamentos do mestre Romão e os apresenta ao leitor.

50 . Pense agora um pouco sobre o tempo no conto Cantiga de esponsais e reflita com sua classe: i. O ritmo é lento. Poderíamos pensar nas moças e senhoras do Rio de Janeiro do final do século XIX que liam pequenas narrativas nas revistas que circulavam à época.com o espaço onde vive. o narrador demora. Nesse momento. Em que ano ocorre a narrativa? Se os acontecimentos são a invenção de um mundo possível. Outras. A data reforça a sensação de veracidade que o autor quer conferir ao conto. pois o passar do tempo apenas denuncia a incapacidade criativa do personagem. mas vazia. com o aluno. A maior parte dessas mulheres lia apenas para se distrair. Pense agora em você: há alguma relação entre o espaço onde vive e a sua personalidade? Resposta pessoal. Ele tenta compor a can- tiga. o narrador está valorizando o tempo cronológico ou o psicológico? Explique. (O que há de comum entre os dois?) De certa forma. porém. o conceito de verossimilhança. ii. embora não se haja definido o termo. como a sua casa. nos textos de Machado. Muitas leitoras ficariam satisfeitas só com essa leitura. em que se revela a ausência da alegria de viver. Sua vida correta. iii. É comum encontrarmos. Machado de Assis se dirige às leitoras. impedia-o de ser um artista completo. como se fosse um mito. Observe que em Cantiga de esponsais. Muitas narrativas iniciam-se localizando os acontecimentos no tempo. como a sensação de angústia de mestre Romão. Qual a duração dos acontecimentos desde a missa cantada até a morte de mestre Romão? Seis dias. essa recusa do ídolo. não onde queremos que ela aconteça. como se o narrador quisesse nos convencer a acreditar que a narrativa tinha de fato acontecido com alguém. Machado cria uma narrativa aparentemente romântica: um homem paralisado em sua capacidade criativa por haver perdido a mulher amada. mas não se sentia realizado como pessoa. a felicidade está onde a vida acontece. do homem perfeito. bem de acordo com a sensação de desespero sentida pelo mestre Romão. apontando a data em que os fatos supostamente aconteceram. A realização pessoal está muito além da opinião da sociedade. Muitos estudiosos de Literatura têm apreciado essa característica de Machado de Assis. por que se pôs a data no texto? 1813. O tempo psicológico: o narrador utilizase de um ritmo lento. para dar uma sensação de verdade ao texto. contando com detalhes tudo o que está acontecendo. Note que está sendo trabalhado. Era uma estratégia muito usada. Ao assim fazer. iV. mas a inspiração não vem. por trás das ações das personagens. sem desejar aprofundar-se muito em filosofia ou psicologia humana. o espaço onde vive o mestre Romão espelha uma personalidade sem grandes emoções. mestre Romão está muito aflito. se esconde um olhar irônico sobre a existência humana. Mestre Romão era socialmente muito valorizado. todos temos algo de bom e algo de mau. Para Machado. imaginado pelo narrador. enxergariam que. principalmente no século XIX. Na parte final do conto.

especialmente da ortografia. está para além de conteúdos. 1o bimestre Atividade 3 usando os conhecimentos desenvolvidos nesta Situação de Aprendizagem. Ensino Médio. f Interpretar textos expositivos e informativos respeitando as características próprias do gênero. tanto subjetiva como socialmente? Essa é a grande questão centralizadora da atividade de avaliação que findará o bimestre. O que será avaliado no texto do aluno? É importante que se priorizem a adequação ao gênero solicitado. F. na narrativa. incentive o uso do dicionário para que o aluno tire dúvidas sobre a escrita normativa de certas palavras. Linguagens. os critérios que deverão ser utilizados para a elaboração do trabalho: f valorização.). os alunos devem mostrar que conseguiram desenvolver as competências e habilidades descritas no quadro das Situações de Aprendizagem. em todo o processo de ensino-aprendizagem. indícios de tensões. (Coord. peça que seus alunos escrevam um conto tradicional. Quando as palavras resolvem fazer arte. duas estratégias devem ser levadas em conta no processo avaliativo: 1) a repetição de conteúdos com grau de dificuldade crescente. f organização e limpeza na elaboração do trabalho3. bem como para orientar suas metas. L. do tempo e do espaço. Excetuando as habilidades específicas da escrita que desejamos ter desenvolvido nas diversas atividades de produção textual feitas durante o bimestre (tanto em grupo como individualmente). muitas vezes. construir cultura e conhecimento. assim como o aprendizado. f presença de um narrador. Observe que o ato de escrita é processual. p. Expectativas de aprendizagem e Grade de Avaliação Ao final deste tema. há uma pergunta a ser respondida pelo professor: meu aluno compreende como a linguagem o constitui como indivíduo. In: MuRRIE. 89-95. Por isso. Brasília: MEC/INEP. Desperte seu olhar no sentido de coletar. 3 51 . competências e Situação de Aprendizagem adaptada de: LANDEIRA. mas processá-las. 2002. z. A seguir. interprete esses indícios para compreender as dificuldades apresentadas pelos alunos. a adequação ao tema proposto e a coerência na transmissão dos conhecimentos. J. Aprender não é colher informações transmitidas pelo professor. códigos e suas tecnologias: livro do estudante. promova a atitude de responsabilidade pelo aprendizado no indivíduo. desejamos que o aluno tenha desenvolvido as seguintes habilidades básicas: f Concatenar ideias-chave na elaboração de uma síntese. avanços e conquistas. f Valorizar a identidade histórico-social possibilitada pela língua portuguesa. o que permite retomar e aprofundar conhecimentos. propor atividades alternativas. em primeira ou terceira pessoa. e 2) critérios claros e conhecidos pelo aluno no processo de avaliação.Língua Portuguesa – 1a série. o que. habilidades. Ao final do bimestre. Situe o aluno no processo de ensino-aprendizagem. a partir das características ensinadas em sala de aula. estabelecer novas diretrizes. f uso da norma-padrão da Língua Portuguesa. mais do que isso. transformá-las em algo. Professor.

Os dados. coordenador da pesquisa. particularmente. dos diferentes elementos constitutivos da narrativa literária? Supera o senso comum no que respeita à leitura literária. mas questionando o texto e buscando a pluralidade de sentidos? PROPOSTA DE QuESTõES PARA APLICAçãO EM AVALIAçãO Sugerimos a seguinte avaliação final: use o texto a seguir apenas como ponto de partida para responder às questões propostas. revelam que as mudanças almejadas pelo jovem de hoje são diferentes daquelas pelas quais as gerações passadas lutaram. e muito. não procurando apenas a solução mais cômoda de interpretação. o estudo Perfil da Juventude Brasileira radiografa o modo de vida e as expectativas dos 34 milhões de cidadãos do país nessa faixa etária (veja o quadro). descobriríamos provavelmente que os de hoje têm a cabeça mais aberta”. O que se pode afirmar com certeza é que se está diante de uma geração que trocou a utopia pelo pragmatismo. Os jovens não são mais arrebatados por grandes questões de ordem. Ela está mais à vontade com os códigos sociais e as tradições à sua volta: 99% acreditam em Deus e 60% nem pensam em sair da casa paterna. em textos poéticos? Apresenta uma atitude de adequação de sua variedade linguística às diferentes realidades sociais? f Aproxima-se do texto literário narrativo procurando construir sentido? Faz uso. “Os rebeldes de todas as épocas são uma minoria. Os jovens brasileiros têm fé em seu potencial de mudar o mundo.f Relacionar o uso da norma-padrão às diferentes esferas de atividade social. a juventude de agora já não precisa combater a ditadura nem se sente sufocada pela família. Nada menos que 58% deles acreditam. estão mais interessados 52 . para esse fim.500 pessoas de 15 a 24 anos de 198 cidades. Se fosse feita uma comparação com a média dos jovens de épocas passadas. f Reconhecer características básicas dos textos literários. na linha capitalismo versus comunismo ou rebeldia versus caretice. tendo à frente o Instituto Cidadania. De olho no futuro. narrativa e poema. de acordo com a aprendizagem desenvolvida neste bimestre? Ou limita-se a reproduzir o que leu sem reflexão? Procura identificar suas dificuldades? f Como o aluno reconhece a Língua Portuguesa como parte fundamental da comunidade transnacional lusófona? Reconhece a variação como um elemento constitutivo da Língua Portuguesa? Mostra uma atitude de respeito e disponibilidade para a compreensão ao lidar com outras variantes da Língua Portuguesa? f Reconhece que as classes gramaticais participam na construção do sentido expressivo do texto. nesse ideal – é o que mostra uma pesquisa recém-concluída com 3. Considere os diferentes conteúdos trabalhados no bimestre e recorra às anotações feitas no correr das atividades para responder às seguintes perguntas: f O aluno encontra as palavras-chave em um texto? Relaciona essas palavras à ideiachave do texto? Sintetiza um texto expositivo seguindo as estratégias desenvolvidas no correr do bimestre? f O aluno reconhece as especificidades próprias do texto expositivo? Procura construir estratégias de interpretação. Patrocinado por várias instituições. diz o cientista político Gustavo Venturi. Seriam esses sinais de que se trata de uma geração conservadora? Os pesquisadores discordam. contudo. Enquanto seus pais queriam revolucionar a política e os costumes.

São Paulo. e) o estilo de escrever. que a expressão “Paulo. 2004. como você é lindo!” b) “Paulo. no entanto. da qual são as maiores vítimas. como você é lindo!” seja mais apropriada ao contexto dado. ao vê-lo. b) futuro – Brasil – comunismo – rebeldia. O que é lusofonia? a) a capacidade de narrar contos em primeira pessoa em português. 1o bimestre naquilo que pode afetar sua felicidade de forma concreta. d) o conjunto de identidades culturais e linguísticas existentes em países falantes de português.Língua Portuguesa – 1a série. Habilidade principal de leitura/escrita a ser desenvolvida: valorizar a identidade históricosocial possibilitada pela língua portuguesa. E preocupam-se com os fatores que podem ameaçar seus sonhos: a violência. Não à toa. Lúcia o encontra e. a) desemprego – mudanças – futuro – interesses. Observe: Lúcia está namorando Paulo. c) o conjunto de atividades centradas na crítica aos costumes colonialistas portugueses que produziram a escravidão no Brasil. eles estão fazendo dois meses de namoro firme. c) jovens – Brasil – futuro – interesses.) Veja jovens. acham que a educação é muito importante. d) O cientista político Gustavo Venturini é coordenador de pesquisas. Assim que acabam as aulas. c) O futuro é pensado pelos jovens de todo o mundo. Acreditamos. mas também realista. Edição especial. Habilidade principal de leitura/escrita a ser 53 .. e) uma geração sonhadora. jun. e o desemprego. pensa no seu futuro. Identifique a alternativa que contém apenas as palavras-chave do texto. Hoje. como você é formoso!” Qual das duas possibilidades seria mais apropriada? Por quê? Resposta esperada: O importante desta questão é a justificativa do aluno. Ela o acha “um gato”. e) pais – cientista – Brasil – capitalismo. 3. b) a variedade de Língua Portuguesa consi- derada pela sociedade como a que deve transmitir informações importantes. 2.. (. Habilidade principal de leitura/escrita a ser desenvolvida: concatenar ideias-chave na elaboração de uma síntese. capaz de minar a conquista da autonomia. que deve relacionar a escolha linguística do adjetivo (“lindo” ou “formoso”) à situação de uso. 4. próprio de autores importantes como Fernando Pessoa e Machado de Assis. 1. Qual das alternativas abaixo serviria para ser título da notícia? a) A juventude de agora já não precisa combater a ditadura. d) jovens – violência – cidades – pesquisa. b) Os jovens se preocupam com a violência e têm interesses. Habilidade principal de leitura/escrita a ser desenvolvida: interpretar textos informativos respeitando as características próprias do gênero. exclama: a) “Paulo.

demonstrando compreensão do que leu? Interpretar textos expositivos e informativos respeitando as características próprias do gênero.desenvolvida: relacionar o uso da normapadrão às diferentes esferas de atividade social. junto com as cinco competências que orientam todo o trabalho desta obra. o conhecimento das características dos gêneros textuais expositivos e informativos estudados? Valorizar a identidade histórico-social possibilitada pela Língua Portuguesa. É importante que o aluno perceba a oposição que se levanta entre uma comunicação voltada para as massas e a comunicação voltada para o aprofundamento íntimo promovida pelo poema. f Procura adequar o texto produzido às diferentes situações sociais propostas. de acordo com as cinco habilidades básicas desenvolvidas neste bimestre. tais 54 . Deseja-se também que o aluno possa aproximar a linguagem verbal das não-verbais e valorizar a adequação verbal de acordo com as situações de uso. identifique. PROPOSTA DE SITuAçõES DE RECuPERAçãO Professor. f Distingue um texto expositivo de um texto informativo? Identifica e reconhece contextos de circulação social desses dois tipos textuais? Demonstra atitudes diferenciadas de leitura diante dos diferentes gêneros textuais? Demonstra. Resposta esperada: O objetivo desta questão é permitir que o professor compreenda o quanto o aluno vê a mídia como um conjunto de tecnologias específicas usadas por uma instituição para proporcionar comunicação humana. espera-se que o aluno consiga reconhecer a linguagem verbal como instrumento de interação e expressão do pensamento em textos informativos e expositivos. pergunte-se: Concatenar ideias-chave na elaboração de uma síntese. Assim. Ao final destes trabalhos. na produção textual. f O aluno sabe distinguir palavras de ideiaschave? Reconhece o processo de identificação das palavras-chave? Recupera a ideia-chave de um texto? Elabora uma síntese com suas palavras. para cada habilidade principal. Que relação há entre comunicação e mídia? Que diferenças existem entre a comunicação na mídia e a comunicação poética? Habilidade principal de leitura/escrita a ser desenvolvida: reconhecer características básicas dos textos literários. parte de uma mesma realidade de linguagem? Demonstra esse reconhecimento por meio dos comentários que faz? Ou é preconceituoso para com “sotaques” e “dialetos” da Língua Portuguesa? Relacionar o uso da norma-padrão às diferentes esferas de atividade social. 5. f Mostra atitude de aceitação e diálogo diante de textos portugueses e africanos escritos em português ou rejeita-os e desanima diante da perspectiva de ter de interpretá-los? Reconhece nas diferentes variantes da Língua Portuguesa. narrativa e poema. quais as reais necessidades de recuperação de seu aluno.

etc. Finalmente. Peça-lhe que identifique. de ONGs. Manoel de Barros. de acordo com as necessidades específicas de sua turma. os principais elementos que a constituem? Demonstra uma atitude de leitor diante desses textos ou transfere toda a responsabilidade de interpretação para o professor? Elabore. eles terão de completar tais conteúdos. em uma narrativa. b) variação linguística. Se esse for o caso. um pequeno questionário para a classe que facilitará suas estratégias de recuperação: Durante este bimestre. Kate e Alex trocam correspondência. Filmes A casa do lago (The Lake House) 55 . pois moram na mesma casa. quais as reais dificuldades que encontrou e que as estude. d) opinião sobre o formato geral do texto. Fernando Pessoa. foram pouco interessantes? Por quê? 3. peça-lhes que escrevam um parágrafo de até dez linhas. nos seus apontamentos. Seguem algumas sugestões: Caso você verifique que o aluno ainda não conseguiu incorporar os conceitos e conteúdos especificados. peça a esse aluno que traga um poema de um dos seguintes poetas da Língua Portuguesa: Cecília Meireles. Direção: Alejandro Agresti. Ledo Ivo ou Manuel Bandeira. você pode usar os seguintes recursos para aprofundar o assunto da aula: Com Sandra Bullock e Keanu Reaves. 2006. explicitando a) palavras-chave. 99 min. propomos solicitar a esse aluno que traga outros exemplos de comunicados. Carlos Drummond de Andrade. eu gostaria que fossem explicados de novo porque eu não os consegui entender bem? utilize-se das respostas a essas perguntas para elaborar estratégias de recuperação imediata. foram agradáveis de estudar? Por quê? 2. Talvez seja interessante verificar se os alunos dispõem de todos os conteúdos construídos ao longo do bimestre em seus cadernos. que conteúdos: 1. que tenha como tema a construção da identidade do indivíduo por meio da linguagem.Língua Portuguesa – 1a série. com a ajuda de um colega que esteja com as anotações em dia. as personagens se apaixonam apenas pelo contato através de cartas. como panfletos de supermercado. EuA. também. narrativa e poema. provavelmente. Peça-lhe que escreva um texto expositivo explicando o poema. Se as dificuldades girarem em torno da linguagem literária. c) a importância de se ter ou não um título. mas ele em 2004 e ela em 2006. Sem a preocupação de resolver o problema do tempo. eu compreendi tão bem que poderia explicá-los para um colega sem problemas? 4. 1o bimestre como “mural” e “exposição de fotojornalismo”? Associa classificação gramatical a seu uso expressivo nos textos? Reconhecer características básicas dos textos literários. RECuRSOS PARA AMPLIAR A PERSPECTIVA DO PROFESSOR E DO ALuNO PARA A COMPREENSãO DO TEMA Se for conveniente. f Distingue poema de poesia? Distingue texto em prosa de texto em verso? Identifica.

E. 100 min. J. Agradável comédia que mostra as aventuras de Carula. São Paulo: Ática.com>. voltando seus olhares para textos que tenham especial foco na interação. 1995. BARONTO. José Luís. 1989. Direção: Walter Salles. o dono da loja. Introdução ao pensamento de Bakhtin. É importante também valorizar o livro didá­ tico. A marvada carne Com Fernanda Torres.nunca te vi. aceita levar um objeto contrabandeado para Lisboa. autêntica caipira. São Paulo: EPu. Direção: Geoffrey Helman. que compra livros por correspondência em uma livraria de Londres. 2002. um achado no que se refere a curiosidades sobre a nossa língua. com muitas sugestões práticas de como podem ser superadas. que tem um grande sonho na vida: se casar. Porto Alegre: Artmed. L.org. Alexandre Borges e Laura Cardoso. Lá. Direção: André Klotzel. E para isso ela está disposta a tudo para conquistar o coração de Quim. que só quer saber de comer um bom churrasco. Brasil. 80 min. O tempo é tomado como tema para ser desenvolvido em 20 gêneros textuais. Sites Site com grande variedade de textos literários e biografias de autores da literatura em Língua Portuguesa. 1985.. após a morte de sua mãe. portanto. decide deixar o Brasil. Grã-Bretanha. 100 min. peça aos alunos para usarem seus livros no intuito de fazê-los pesquisar sobre o tema. Disponível em: <http:// www.br>. Disponível em: <http://www. A obra introduz o leitor no universo bakhtiniano. se envolve em mais confusões e peripécias. O tempo em gêneros. literários e não-literários. ao iniciar a discussão do tema proposto.sebastiao salgado. 2006. O prazer do texto: perspectivas para o ensino de literatura. efetivamente. livros FIORIN. Alice. Compreensão de textos: dificuldades e ajudas. Para isso. e Frank. 56 . VIEIRA. terra estrangeira Com Fernanda Torres. eles iniciam uma longa amizade.com. L. Importante compêndio de estudo das principais dificuldades de leitura dos alunos. Disponível em:<http:// www. ensinar literatura. Estudo e análise da situação do ensino de literatura na escola brasileira. E. São Paulo: Salesiana. SANCHEz MIGuEL. mas também no que diz respeito a textos acadêmicos que poderão aprofundar a sua formação. Paco.releituras. O filme aborda um delicado amor a distância entre a norte-americana Helene. com importantes reflexões sobre o que é. 2008. Brasil. 1986. Por meio de correspondência. textos com diálogos. Tradução Ernani Rosa. LANDEIRA. por exemplo. Site que traz belas fotografias de cunho jornalístico.br>. sempre te amei (84 Charing Cross Road) Com Anne Bancroft e Anthony Hopkins. clareando muitos conceitos importantes na obra desse autor que tem influenciado tanto as mudanças de ensino de Língua Portuguesa na escola.museudalinguaportuguesa. Portugal.