DAS INCAPACIDAES 1.

Conceito e espécies Conforme já comentado quando estudamos pessoa natural, são chamados incapazes aqueles que possuem somente a capacidade de direito, lhes faltando a capacidade de exercício. Com o intuito de proteger as pessoas, tendo em vista suas naturais deficiências, decorrentes da idade, da saúde, do desenvolvimento mental e intelectual, a lei não permite a estas pessoas, o exercício pessoal de seus direitos, exigindo que sejam assistidos ou representados nos atos jurídicos em geral. Incapacidade, portanto, é a restrição legal aos exercícios dos atos da vida civil, imposta pela lei somente aos que, excepcionalmente, necessitam de proteção, pois a capacidade é regra, enquanto a incapacidade é exceção. Existem duas espécies de incapacidade, a incapacidade absoluta e a incapacidade relativa. A incapacidade absoluta é aquela a proibição total do exercício, por si só, do direito. A incapacidade relativa está em uma situação intermediária entre a capacidade plena e a incapacidade total. Os relativamente incapazes possuem razoável discernimento, podendo praticar determinados atos por si sós. Estes, porém, constituem-se exceções, pois devem sempre estar assistidos de seus representantes legais, para a prática dos atos em geral, sob pena de anulabilidade. Supre-se a incapacidade, seja ela absoluta ou relativa conforme o grau de imaturidade, deficiência física ou mental da pessoa, pelos institutos da representação e da assistência. 2. Incapacidade Absoluta Conforme já mencionado alhures, a incapacidade acarreta a proibição total do exercício dos direitos pelo indivíduo. Os atos de exercício de direitos pelos absolutamente incapazes somente poderão ser praticados por seus representantes legais. O artigo 3º. Do Código Civil menciona quem são os absolutamente incapazes.

Contudo. de procriação. como no argentino. Ao estabelecer essa idade de 16 anos. III – os que. por enfermidade ou deficiência mental. por exemplo. 4. Esses menores.Art. . deixando ao critério do juiz verificar se o menor chegou à idade do discernimento ou não. por si mesmos. a lei civil devia fixar uma regra geral e preferiu o limite de idade como critério para a incapacidade. física e intelectualmente falando. por causa transitória. II – os que. São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil: I – os menores de dezesseis anos. torna o indivíduo apto para reger sua vida. O Código italiano atual de 1942. 3. que acompanhava o francês. conforme o caso. em que a idade para a incapacidade absoluta é de 14 anos. de 1865. É claro que a capacidade. que só se extinguem totalmente aos 21 anos com a plenitude da capacidade. exercer os atos da vida civil. não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos O Código anterior trazia a criticada e já mencionada expressão "loucos de todo o gênero" para descrever a ausência de saúde mental para o ato jurídico. por enfermidade ou deficiência mental. senão quando representados legalmente por pai. não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos. Os menores de dezesseis anos Os menores de dezesseis anos são considerados pelo ordenamento como incapazes. ao contrário do anterior. apresentando restrições para determinados atos. mãe ou tutor. 3º. portanto. não puderem exprimir sua vontade. o Código considerou não a simples aptidão genética. Os que. Já o estatuto francês não distingue entre capacidade relativa e absoluta. não podem. A regra geral é: qualquer ato praticado por menor dessa idade é nulo. isto é. varia de pessoa para pessoa. em tese. O Código alemão considera plenamente incapaz o menor com menos de 7 anos e acima dessa idade outorga certa parcela de direito ao infante que até os 21 anos precisa do consentimento de seus representantes. Cabe ressaltar que há variação de incapacidade por idade em outros sistemas legislativos. porém desenvolvimento intelectual que. fixa a idade de 18 anos como regra geral de capacidade civil.

não é motivo de incapacidade. era muito criticada a expressão loucos de todo gênero. pois varia de pequenos distúrbios até a completa alienação. Tanto na expressão do texto revogado como no texto atual. essa solução não destoa da lei e vem sendo aplicada majoritariamente pela jurisprudência. antes da decretação judicial de interdição. mas sim. os atos . No entanto. a jurisprudência vem admitindo a aplicação da solução francesa. 4 o conceitua como relativamente capazes "os que. quando a situação mental anormal do agente não era notória e quando há boa-fé do outro contratante (RT 625/166. como vimos. a lei refere-se a qualquer distúrbio mental que possa afetar a vida civil do indivíduo. Por essa razão. Problema de crucial importância é saber se são válidos ou não os atos praticados pelos alienados. o que é feito com auxílio da Psiquiatria. RJTJSP 82/51. Desse modo. nas situações em que a falta de discernimento não seja visível. aliás. O presente Código. descrevendo grau de incapacidade dos interditos. uma vez que. 25/78). Essa gradação é mais justa. mormente em se tratando de atos praticados com terceiros de boa-fé. "embora realizados os negócios jurídicos antes da sentença de interdição do vendedor. A velhice. seu estado psíquico.A compreensão da alienação mental é complexa para a Medicina e para o Direito. por qualquer causa. a intenção do legislador sempre foi a de estabelecer uma incapacidade em razão do estado mental. pois há casos de deficiência mental que podem autorizar capacidade limitada. Nesse sentido. o que é tão comum. tenham o discernimento reduzido". no artigo transcrito. entende-se que. A expressão abrange desde os vícios mentais congênitos até aqueles adquiridos no decorrer da vida. usa de expressão mais genérica ao referir-se à ausência do necessário discernimento para os atos da vida civil. De qualquer modo. Uma vez fixada a anomalia mental. o que dificulta até mesmo o enquadramento vocabular dessa situação mental. pois no art. 468/112. o indivíduo pode ser considerado incapaz para os atos da vida civil. mas estabelece gradação para a debilidade mental. que dispõe que os atos nessas condições podem ser anulados se a causa da interdição existia notoriamente no momento em que o ato foi praticado. entretanto. Colidem aqui os interesses do amental. Não há regramento legal sobre o assunto no ordenamento brasileiro. a menos que venha acompanhada de estado mental patológico. não seja aparente. por deficiência mental. posicionavam-se os julgados mais recentes. com isto é possível evitar flagrantes injustiças. por si só. então não é a velhice que traz a incapacidade. com os interesses de terceiros de boa-fé que não tomaram conhecimento do estado de debilidade mental. que poderia ser prejudicado com a anulação do ato.

5. Essa situação não se confunde com o disposto no inciso III do art. Os que. mormente quando do ato já decorreu muito tempo e quando não possa o agente ser examinado diretamente. na forma do art. se. Essa matéria é campo fértil para a Psicologia e Psiquiatria forense: atos praticados em estado hipnótico. 4o. levando sempre em conta que a regra é a capacidade. da outra" (JSTF 75/185). Nessa dicção. O exame da incapacidade transitória depende da averiguação da situação concreta.jurídicos são nulos. incluem-se as inúmeras possibilidades de privação transitória da capacidade de discernimento. a incapacidade é exceção. muito mais falível se apresentará a prova testemunhal. em estado etílico tal que não possa compreender o ato. o estado de incompreensão dessas pessoas é permanente. naquele momento. que o antigo Direito denominava "privação de sentidos". mas. situações que serão trazidas à baila. e assim podem ser declarados. se alguém for declarado incapaz. mas que se encontrava em virtude de uma situação provisória impossibilitada de exprimir sua vontade. pela pessoa embriagada. Na maioria das vezes haverá . Se. 3o: ali o legislador conceitua os que não puderem exprimir sua vontade ainda que "por causa transitória". mesmo por causa transitória. os atos por ele praticados serão considerados nulos. conhecida. encontrava-se lúcido. somente por causas duradouras. era inequívoca e notória a incapacidade de uma das partes. sua situação será de incapacidade relativa. não puderem exprimir sua vontade Como apontado. Assim. por quem tenha ingerido drogas alucinógenas que interferem na compreensão etc. inclusive. serão considerados nulos os atos praticados por pessoa de condição psíquica normal. Nem sempre será fácil sua avaliação e nem sempre a perícia médica será conclusiva. O Direito contemporâneo não aceita os chamados lúcidos intervalos. à época de sua celebração. em situação de baixo controle emocional em razão de acidentes ou traumas graves serão. o Direito moderno não aceita os chamados lúcidos intervalos dos deficientes mentais. por exemplo. não se aceitando a tentativa de demonstrar que. A incapacidade é considerada pelo ordenamento um estado permanente e contínuo. entre outros. Nesse campo. O juiz deverá ser perspicaz ao analisar o conteúdo probatório. porém. Não se interdita alguém por causa transitória. sob transe mediúnico.

Parágrafo único. tenham o discernimento reduzido. II . O menor de 18 anos e maior de 16 pode praticar livremente diversos atos. Os relativamente incapazes possuem razoável discernimento. porém. ou à maneira de os exercer: I . por deficiência mental. por exemplo.interesses financeiros de monta envolvidos nesses processos. Aos 18 anos. parágrafo único. porém.os excepcionais. 1517). como ser testemunha (art. IV . podendo praticar determinados atos por si sós.os maiores de 16 (dezesseis) e menores de 18 (dezoito) anos. relativamente a certos atos. A capacidade dos índios será regulada por legislação especial. quando . Certos atos." 7.os ébrios habituais. celebrar contrato de trabalho. o convívio social e familiar já proporcionou ao indivíduo certo amadurecimento. exercer empregos públicos em que não for exigida a maioridade (artigo 5º. 4o: São incapazes. como. O artigo 4º. Raramente o mero interesse moral moverá esses processos. 228. sob pena de anulabilidade.os pródigos. O menor não se exime das obrigações que contrai. 6. em tese. sem desenvolvimento mental completo. Do CC traz aqueles que são considerados relativamente incapazes: Art. Incapacidade relativa Os relativamente incapazes estão em uma situação intermediária entre a capacidade plena e a incapacidade total. fazer testamento (artigo 1860 do CC). constituem-se exceções. Estes.. podem praticar sem a assistência de seu representante legal. inciso III). pois devem sempre estar assistidos de seus representantes legais. I. III . podendo compreender o alcance dos atos que pratica. casar (art. ser eleitor. do CC). firmar recibos de pagamento de cunho previdenciário. para a prática dos atos em geral. os viciados em tóxicos e os que. Os maiores de 16 e menores de 18 anos A lei atual admite a maioridade plena aos 18 anos.

inclusive seu contato pessoal com o sujeito. ou de um tutor se estiverem sob o regime de tutela (ambos. os viciados em tóxicos e os que. e para figurarem como réu nessas ações devem ser citados juntamente com os assistentes. não se incluem aqueles que fazem uso eventual destas substâncias. Aqui não se incluem aqueles que não possuem o vício da bebida ou das drogas. Pela mesma razão. por exemplo. Os ébrios habituais. A maioridade trabalhista já era atingida anteriormente aos 18 anos. assim como a responsabilidade criminal. pelo juiz. 180). Caberá ao juiz avaliar o caso concreto e com auxílio da perícia médica definir o grau de limitação mental que autorize definir a incapacidade relativa. com os meios de prova cada vez mais técnicos e sofisticados de que dispõe. bem como pelo conjunto probatório. há que ser entendida a disposição. incluindo os ébrios habituais. Pode ocorrer. em prol do menor e de sua proteção. Desse modo. nem sempre a situação de ebriedade ou toxicomania será tal que implique a capacidade relativa. ou de seus representantes legais (art. 1. por deficiência mental. O homem e a mulher podem casar-se com 16 anos.517). É o caso. isto porque a dependência de álcool e tóxicos pode ser tal que iniba totalmente a compreensão dos fatos de vida. que sucedam situações de conflito entre o menor e seu representante se absolutamente incapaz aquele. sem desenvolvimento mental completo. do menor que tenha necessidade de mover ação judicial contra seu pai. mas até que complete 18 anos é necessária a autorização de ambos os pais. mas há contraposição de interesses. há necessidade de nomeação de curador especial. os relativamente incapazes devem figurar nos atos jurídicos com a assistência do pai ou da mãe. os excepcionais. reservando o código disposição específica para tais situações – artigo 3º. ou seja.dolosamente oculta sua idade (art. tenham o discernimento reduzido. inciso III. e freqüentemente ocorre. 8.. não havendo disposição especial em contrário. Para proporem ações judiciais também necessitam da assistência. no rol dos relativamente incapazes. como em outros em que o conflito não aparece tão visível. ou entre o menor e seu assistente se relativamente incapaz. de molde a implicar incapacidade absoluta. Repita-se que. Decidirá o juiz. assistente e assistido assinam os atos). contato esse importantíssimo para a . O atual Código inovou na redação. para aquele ato ou conjunto de atos. Nesse caso. os viciados em tóxicos e os deficientes mentais com discernimento reduzido.

cessando a causa que a determinou". O Código Civil refere-se expressamente a essa necessidade de exame pessoal do interditando pelo juiz (art. definir o grau de incapacidade do surdo-mudo. serão capazes. Tanto os deficientes mentais como os excepcionais definidos na lei assim se colocam. por si só.conclusão do magistrado. Na verdade.181 do CPC). que a redução de capacidade mental. 1. adquirida por meio de educação adequada. Não podem. Essa deficiência. aos atos em que a audição e a fala oral não sejam necessárias. O interrogatório do interditando é peça fundamental para sua decisão (art. 1. Os pródigos Pródigo é o indivíduo que gasta desmedidamente. o legislador referiu-se a duas categorias de restrição mental: os deficientes mentais e os excepcionais. dissipando seus bens. como vimos. não colocaram o deficiente visual como incapaz.186 do CPC que "levantar-se-á a interdição.783). com auxílio da prova técnica. no entanto. entre aquelas pessoas descritas no inciso III. servir de testemunhas em testamento. pode desaparecer. . porém. porém. sua fortuna. venha a ocorrer durante sua existência. ficando. porque estas devem ouvir as disposições testamentárias. ainda que na linguagem que lhes é própria. em qualquer situação. também. A lei poderia ter-se restringido a fórmula mais genérica. Se a limitação for total. em tese. por exemplo. a ser enfrentada pelo juiz no processo de interdição é a mesma: deverá concluir se o sujeito possui limitação mental que o iniba parcialmente para os atos da vida civil. Caberá ao juiz. mediante tratamento ou educação adequada. o caso será de incapacidade absoluta. A perícia médica definirá a cessação do estado de incapacidade. Perante essa contingência. no caso concreto. desaparecendo a incapacidade relativa. Os surdos-mudos que não puderem exprimir sua vontade. a lei separa os que congenitamente possuem limitação mental daqueles cuja limitação. 9. a interdição deve ser levantada. Por outro lado. restrito para a prática de determinados atos. Se esses sujeitos puderem exprimir sua vontade. A situação. como em qualquer outro caso de redução da capacidade mental. assim como o diploma antigo. não o torna incapaz. Nossa lei civil atual. Ficam restritos em sua atuação. Bastava dizer que são relativamente incapazes os que possuem discernimento mental reduzido para a prática de atos. Aduz o artigo 1. Observe.

" Reitera-se o que já foi dito. II . do exercício de sua profissão que não seja a de comerciante. para a família. e praticar.pelo cônjuge. A legislação que atualmente regula a situação jurídica do índio é a Lei 6. portando. em geral. etc. incapacidade absoluta. Essa lei coloca o indígena e suas comunidades. ou por qualquer parente. pode ser requerida nos termos e na ordem do art. pode votar. 10.768 (I . o alcoolismo . Dispõe o art. A prodigalidade é decretada no interesse da própria pessoa. que não possuam a representação ou assistência jurídica da Fundação Nacional do Índio (Funai). transigir. 1. sob o regime tutelar aí estabelecido. 1. que é modalidade de incapacidade restrita.782. o caminho será de incapacidade por falta de discernimento. A definição do paciente. ser jurado. não ficando privado do poder familiar. demandar ou ser demandado.A prodigalidade não deixa de ser uma espécie de desvio mental. por exemplo. como. desvio de personalidade. geralmente ligado à prática do jogo ou a outros vícios. entretanto. alienar. em virtude de sua constante possibilidade de reduzir-se à miséria.001/73 (Estatuto do índio). Note-se. situação esta que não é favorável para ele. de qualquer forma. os atos que não sejam de mera administração. e não simples prodigalidade. serão considerados nulos. III . Como a incapacidade do pródigo é relativa aos atos enumerados no art. enquanto ainda não integradas à comunidade nacional. deve ser fornecida pela Psiquiatria.pelo Ministério Público).pelos pais ou tutores. Da mencionada lei. . Os atos praticados por índios não integrados à civilização. ele pode praticar todos os demais atos da vida civil. 1. até que não preencham os requisitos do artigo 9º. considerando-os incapazes. Situação jurídica dos índios Ao contrário do que fazia o Código Civil de 1916. se a dissipação da fortuna advém de estado patológico de tal monta que afeta a saúde mental do indivíduo como um todo. sem curador. que. testemunha. No Código atual.782: "A interdição do pródigo só o privará de. é capaz para todos os atos. hipotecar. e também para o Estado que passará a ter obrigação de mantê-lo. a interdição por prodigalidade. O pródigo. emprestar. que considerava os índios relativamente incapazes. enquanto não declarado tal. o Código Civil de 2002 remeteu as normas a eles referentes para legislação especial. dar quitação.

. não estão obrigados a inscrição do nascimento. 9º. mês. 6º. mas. na ordem de sucessão.). 198. I. que qualquer silvícola pode requerer ao Poder Judiciário sua liberação do regime tutelar de seu estatuto.015/73 (Lei dos Registros Públicos). ano e lugar do nascimento e a hora certa. desde que preencha os requisitos do art. o indivíduo só pode adquirir a maioridade pela emancipação. A Lei no 6. 50. Proteção aos incapazes O código mantém um sistema de proteção aos incapazes.O Estatuto do Índio procura preservar os usos. § 2º.idade mínima de 21 anos. 8º.). no art. No novo Código. Os índios.habilitação para o exercício de atividade útil. III . em geral (art.razoável compreensão dos usos e costumes da comunhão nacional. na comunhão nacional. de 31-12-73. § 1o). no regime de propriedade e nos atos ou negócios realizados entre os índios. A Lei no 6. com dispositivos legais específicas que resguardam seus direitos. Destacam-se os seguintes: a norma que dispõe que contra o os absolutamente incapazes não corre a prescrição (art. submetem-se ao regime tutelar da União. sendo possível determiná-la ou aproximá-la (art.: I . a partilha em que há incapazes não pode ser convencionada amigavelmente (artigo 2015 CC) etc. estabelece que "os índios. Antes do 18o ano.). Desse modo. enquanto não integrados. o mútuo (empréstimo de bens fungíveis) feito a menor não pode ser reavido. Lembremos. 11. nas relações de família.. e IV . 54. manda que se consigne no assento de nascimento o dia. para praticar atos da vida civil necessitam da assistência do órgão tutelar (art. enquanto não absorvidos pelos costumes da civilização. salvo se optarem pelo direito comum (art. ). 588. II . não só quando determina a representação e a assistência. costumes e tradições das comunidades indígenas. ainda.015. também.conhecimento da língua portuguesa. investindo-se na plenitude da capacidade civil. a maioridade plena é alcançada aos 18 anos. Este poderá ser feito em livro próprio do órgão federal de assistência aos índios".