Noções Gerais sobre a Propriedade (03/09

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C. CONCEITO E ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DA PROPRIEDADE A) Conceito: Direito de propriedade é o direito que a pessoa física ou jurídica tem, dentro dos limites normativos, de usar, gozar e dispor de um bem, corpóreo ou incorpóreo, bem como de reivindicá-lo de quem injustamente o detenha. Propriedade: Latim proprietas, próprio. Domus = domínio. B)Elementos constitutivos: 1. Jus utendi é o direito de tirar do bem todos os serviços que ele pode prestar, sem que haja alteração em sua substância. 2. Jus fruendi é o direito de perceber os frutos e de utilizar os produtos da coisa 3. Jus abutendi ou disponendi é o direito de dispor da coisa ou de poder aliená-la a título oneroso ou gratuito, abrangendo o poder de consumi-la e o poder de gravá-la de ônus ou submetê-la ao serviço de outrem. 4.Reivindicatio é o poder que tem o proprietário de mover ação para obter o bem de quem injustamente o detenha. D. CARACTERES DA PROPRIEDADE A) Caráter absoluto: Devido a sua oponibilidade erga omnes, por ser o mais completo de todos os direitos reais e pelo fato de que o seu titular pode desfrutar do bem como quiser, sujeitando-se apenas às limitações legais impostas em razão do interesse público ou da coexistência do direito de propriedade de outros titulares(CC,art. 1.231). B) Caráter exclusivo: Em razão do princípio de que a mesma coisa não pode pertencer com exclusividade e simultaneamente a duas ou mais pessoas (condomínio=quota ideal) C) Caráter perpétuo: Porque o domínio subsiste independentemente de exercício, enquanto não sobrevier causa extintiva legal ou oriunda da própria vontade do titular. D) Caráter elástico: Porque a propriedade pode ser distendida ou contraída no seu exercício, conforme se lhe adicionem ou subtraiam poderes destacáveis.(Propriedade se contrai e se dilata: posse direta/posse indireta. E. OBJETO DA PROPRIEDADE

Cessará. se houver nexo de causalidade entre o dano causado pela coisa e sua conduta. porém. arts. trem e avião podem causar dano tanto a seus condutores e passageiros (responsabilidade contratual). 1951(fideicomisso). XXIX E XXVII).Propriedade perpétua: É a que tem duração ilimitada. ESPÉCIES DE PROPRIEDADE. 1. Propriedade resolúvel: É a que encontra no seu próprio título constitutivo uma razão de sua extinção. 84. A) Quanto à extensão do direito do titular 1. se o fato danoso for conseqüência direta da infração.610/98.A jazida é bem imóvel. depósito de materiais ou guarda de gado à beira das estradas de ferro c) Responde pelos prejuízos causados por coisa que ante sua periculosidade deve ser controlada por ele. 2. distinto do solo onde se encontra. porque há presunção juris tantum de que tem obrigação de guardá-los e fiscalizálos. 1. e CF. usufrutuário. Extensão vertical? F. as próprias partes estabelecem uma condição resolutiva. art. RESPONSABILIDADE CIVIL DO PROPRIETÁRIO • • Responde objetiva ou subjetivamente pelos prejuízos. Art.Propriedade restrita: Quando se desmembram um ou alguns de seus poderes que passam a ser de outrem. 26. CF.Art. não abrangendo a propriedade deste o minério ou a substância mineral útil que a constitui.229 e 1. por parte do proprietário. Nu proprietário. De Mineração. art. As estradas de ferro responderão por todos os danos que a exploração de suas linhas causar aos proprietários marginais. Propriedade plena: Quando todos os elementos constitutivos se acham reunidos na pessoa do proprietário.176). escavações. Cód. ou seja. art. O automóvel. plantações. 2. 505ª508(retrovenda) G. B) Bens incorpóreos (Lei n. Art.232. 9. a responsabilidade. Responde subjetivamente por danos causados por animais de sua propriedade.(Decreto-Lei 227/67) A) Bens corpóreos móveis e imóveis (CC. 84 . A responsabilidade das estradas de ferro pertence ao domínio extracontratual no que concerne aos • • • . de alguma disposição legal ou regulamentar relativa a edificações. 5º.

A lei 6. • Art. Aquisição da propriedade imóvel (14/09) Registro: • • • • modo mais comum de aquisição de imóveis.(art.231 Visa tutelar a plenitude do direito de propriedade. art. com no caso de alguém se julgar no direito de uma servidão sobre o imóvel. e terminará ao ser efetivamente entregue ao destinatário. 1. inicialmente: que a coisa lhe pertence. Decreto nº 2. Quando você compra/doa/troca um imóvel você precisa celebrar o contrato através de escritura pública (arts.(conflito vizinhança) c) Ação declaratória para dissipar dúvidas concernentes ao domínio.(caminhão desgovernado/casa) e) Ação de indenização quando sua propriedade é diminuída em razão de um acontecimento natural como no caso de avulsão. A função é pública. a responsabilidade das companhias de navegação aérea é regida pela teoria do risco ou responsabilidade objetiva. Quanto às aeronaves.danos que a exploração de suas linhas acarreta aos proprietários marginais. antes mesmo do despacho. Conceito: se trata da inscrição do contrato no cartório de registro do lugar do imóvel. • H. a) Ação de reivindicação para retomar o bem de quem injustamente o detenha. sendo fiscalizada pelo Poder Judiciário. que o réu está reiteradamente praticando atos que inibem o proprietário do gozo de seus direitos. 108 e 215) e depois inscrever essa escritura no cartório do lugar do imóvel. • . b) Ação negatória se sofrer turbação no exercício de seu direito. TUTELA ESPECÍFICA DO DOMÍNIO Negatória: Fundamento – CC. é preciso também fazer o registro que confirma o contrato e dá publicidade ao negócio e segurança na circulação dos imóveis. 3º A responsabilidade começará ao ser recebida a mercadoria na estação pelos empregados da estrada de ferro. 1251.015/73 dispõe sobre os registros públicos. Pressupostos – o autor deve provar. d) Ação de indenização por prejuízo causado por ato ilícito.681. de 7 de dezembro de 1912 d) Responde pelos danos ocasionados por coisas não perigosas. CC). Só o contrato/entrega das chaves/pagamento do preço não basta. mas a atividade é privada.

Art. • • • • Características do registro: • • Constitutivo: efeito básico – sem ele o direito de propriedade não nasce. Art. a regra é o contrato se resolver em perdas e danos (art. § 2º. se não preferir exigir-lhe o cumprimento. não há propriedade. o adquirente continua a ser havido como dono do imóvel. o alienante continua a ser havido como dono do imóvel. 1245: Transfere-se entre vivos a propriedade mediante o registro do título translativo no Registro de Imóveis. § 1o Enquanto não se registrar o título translativo. superfície. de um sinal exterior que ateste e afirme aquele ato diante da sociedade. 1247). mediante averbação assinada pelo oficial. em qualquer dos casos. e o 475 é a exceção. o cartório deve ser bem organizado e os livros bem cuidados. mas o registro só pode ser feito no cartório do lugar do imóvel. que só produzirá efeito. etc) e o nome de seus proprietários.015/73 – Anulação: Provocada pelo interessado. 389. Antes do registro do contrato não há direito real. e honorários de advogado. indenização por perdas e danos. responde o devedor por perdas e danos. o Juiz pode determinar sua correção. para que o judiciário se manifeste. Art. Audiência: arts. "A deslocação do domínio de uma pessoa para outra carece de uma manifestação visível. cabendo. servidão. seus eventuais ônus reais (ex: hipoteca. 1245. sua história. por meio de ação própria. 213-216. O ideal é que cada imóvel tenha sua matrícula com suas dimensões. mais juros e atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos. se cancelado tal assento. 389 é a regra. obrigatoriedade (o registro é obrigatório no cartório de imóveis do lugar do imóvel: § 1º do 1245) possibilidade de retificação (se o registro está errado. 475. mas apenas direito pessoal. a decretação de invalidade do registro. Art. não há seqüela ainda em favor do comprador (§ 1º do 1245). Fé pública(Publicidade/ força probante): presume-se que o registro exprima a verdade. os livros são acessíveis a qualquer pessoa. cabendo ao Juiz fiscalizar o serviço. § 2o Enquanto não se promover. Lei 6.• • • • A escritura pode ser feita em qualquer cartório de notas do país. Não cumprida a obrigação. seu substituto legal . declrando a invalidade do registro. que é um só. e o respectivo cancelamento. (Lafayette) – • • Presunção: pertence o direito real à pessoa em cujo nome se fez o assento. de modo que se o vendedor desiste. usufruto. A parte lesada pelo inadimplemento pode pedir a resolução do contrato.

por formação de ilhas. pois a avulsão é brusca: 1251 d) álveo abandonado: trata-se do leito do rio que secou.por avulsão.015/73 – art. II . • continuidade (o registro obedece a uma seqüência lógica. construções e plantações: esta é a acessão humana. do movimento de areia feito pelos rios). mais precisamente da atividade fluvial/dos rios. sem a intervenção humana. então tais benfeitorias serão de propriedade do dono do terreno. Como resolver isso para evitar enriquecimento ilícito do dono do terreno? Vai depender da boa fé ou da .por plantações ou construções.por abandono de álveo. de modo que não se pode registrar em nome do comprador se o vendedor que consta no contrato não é o dono que consta no registro. 1248. Art. sem omissão. se o dono do material e das sementes não for o dono do terreno surgirão problemas sobre o domínio das acessões e indenização ao prejudicado. pois é o homem que constrói e planta num terreno. 1. Legalidade do direito do proprietário. Adquire-se por acessão tudo aquilo que adere ao solo e não pode ser retirado sem danificação. 1250 c) avulsão: difere da aluvião. As quatro primeiras são acessões naturais e horizontais (dependem da natureza. Através da acessão a coisa imóvel vai aumentar por alguma das cinco hipóteses do art.248. a) formação de ilhas: 1249 • • • • • • b) aluvião: é o acréscimo lento de um terreno ribeirinho. porém.por aluvião. que declarará o motivo determinante e o título em razão do qual foi feito (Lei 6. uma vez que o oficial só efetua o registro quando não encontra quaisquer irregularidades nos documentos apresentados. 248. A acessão pode dar-se: I . este rio seco torna-se propriedade do dono do terreno onde ele passava: 1252 a quinta é acessão humana e vertical (decorre da atividade artificial do homem ao plantar e construir(acessão artificial ou industrial). V . III . a parte do terreno que aumenta e passa a pertencer ao dono do terreno. a regra é o acessório seguir o principal. 1253. IV .ou escrevente autorizado. Ocorre de modo espontâneo. • AQUISIÇÃO POR ACESSÃO • • • • • • • • • • É aquisição originária.

1248. Dois problemas: – – • • atribuição da coisa acedente à principal Consequências patrimoniais decorrentes da acessão. proprietários ribeirinhos. Álveo: (9º Código Águas: superfície que as águas cobrem sem transbordar para o solo natural e ordinariamente enxuto. Art. B)O caráter acessório de uma dessas coisas. bem como vai depender da espécie de benfeitoria. I-III. até então separadas. e a coisa acedente. sempre que for possível.má fé dos envolvidos. do Código das Águas: domínio particular. conferindo. Regras: meio do rio – distribuídas aos terrenos ribeirinhos. – – – Pertence: 1249. ACESSÕES NATURAIS: • • Formações de ilhas: Arts. Preferível atribuir a propriedade do todo ao dono da coisa principal. A coisa acedida é a principal. §§1º e 2º. que procura remediar a injustiça da primeira solução. ao proprietário desfalcado. a acessória. o proprietário do principal será do acessório. a indenização que lhe cabe. Solução: 1º caso: o acessório segue o principal. até a linha que dividir o álveo em duas partes iguais. 2º caso: Vedação ao enriquecimento indevido. com as mesmas regras que nós já vimos quando tratamos dos efeitos da posse. Requisitos: • • • A)Conjunção entre duas coisas. ou seja.) . na proporção de suas testadas. dada a grande desproporção entre os valores dos quinhões de cada um dos condôminos. em confronto com a outra. a estabelecer um condomínio indesejado e de difícil administração. 23. I.

parágrafo único). Ex.• Se as ilhas surgirem entre a linha meridiana do rio e uma das margens. serão tidas como acréscimo dos terrenos ribeirinhos fronteiros desse mesmo lado. a ilha que resultar desse desdobramento continua a pertencer aos proprietários à custa de cujos terrenos se constituiu. Se o rio for público. art. nada lucrando os proprietários situados em lado oposto. 24. .: • 3)Se um braço do rio abrir a terra. mediante prévia indenização ao proprietário prejudicado (Código das Águas. a ilha formada pelo desdobramento do novo braço pertencerá ao domínio público.

CC: pertencem aos donos dos terrenos marginais.: uma correnteza). Não se consideram aluvião: aterros artificiais e acréscimos de terras para alterar a conformação periférica do imóvel. que se formarem. em proporção à testada que cada um dos prédios apresentava sobre a antiga margem. ex. Brugi: “a aluvião é obra da natureza e não do trabalho humano. 24. pelo desdobramento de um novo braço de corrente. Dano: ressarcimento.251. Parágrafo único. 18. ser produzida artificialmente”. porém. tornando impossível a apreciação da quantidade acrescida em imóvel alheio. CC): Quando o aluvião se formar em frente a prédios pertencentes a proprietários diversos. Código das Águas). 1251. não podendo. (Art. CC. Poder Público: evitar a aluvião e formação de ilhas – drenagem e limpeza das margens.(Decreto 24643/34) Dá se a acessão com a aluvião: quando há acréscimo paulatino de terras às margens de um rio ou de uma corrente. far-se-á a divisão entre eles.• Art. 1250. Art. Acréscimo: importam em aquisição da propriedade do dono do imóvel a que se aderem essas terras. Quando. 1248. sem indenização. sem indenização. a custa dos quais se formaram. 1. (Art. é navegável ou flutuável. 19. CC). 1250. (sucessivamente e imperceptivelmente) • Art. o dono deste adquirirá a propriedade do acréscimo. mediante lentos e imperceptíveis depósitos ou aterros naturais ou desvio de águas. • • • • • • Aluvião imprópria: quando tal acréscimo se forma em razão do afastamento das águas que descobrem parte do álveo. Art. Aluvião própria: quando o acréscimo se forma pelos depósitos ou aterros naturais nos terrenos marginais dos rios. uma porção de terra se destacar de um prédio e se juntar a outro. AVULSÃO: se dá pelo repentino deslocamento de uma porção de terra por força natural violenta (p. eles poderão entrar para o domínio público. por força natural violenta. Se a corrente. mediante prévia indenização. em um ano. se indenizar o dono do primeiro ou. As ilhas ou ilhotas. • • • • • • . II. Proprietário de onde saíram as porções de terra: não tem direito à indenização – Fato da natureza: evento que se dá de modo paulatino e vagaroso. se. desprendendo de um prédio para se juntar a outro. Art. Código das Águas (Art. pois. pertencem aos proprietários dos terrenos. ninguém houver reclamado.

Art. 1248. O álveo abandonado de corrente pertence aos proprietários ribeirinhos das duas margens. e à indenização pelas despesas que houver feito com a conservação e transporte da coisa. entendendo-se que os prédios marginais se estendem até o meio do álveo. Restituição ao dono: indenização por despesas feitas. 1916) Não constituíam avulsão: coisas que. • • • • • • • • • • • • • • • • • • . III): superfície coberta pelas águas. CC/2002: omissão – art. 543. fossem levadas a um imóvel vizinho. Conduta irregular: desfazimento da obra. Indenização: prazo decadencial= um ano. Não havendo reclamação: perde o direito de recebê-la. Avulsão: desmoronamento de morros= mesma disciplina jurídica Acessão natural – abandono de álveo (art. Coisa insuscetível de aderência natural: Art. aplicar-se-á o disposto quanto às coisas perdidas.• Parágrafo único. Donos dos terrenos: novo curso(natural e acidentalmente) – sem direito à indenização = força maior que não pode ser evitada. Aquele que restituir a coisa achada.(CC. 21 do Código das Águas: coisas achadas. 1234. se o dono não preferir abandoná-la. 543. Proprietário desfalcado: perde a parte deslocada. sem que tenham indenização os donos dos terrenos por onde as águas abrirem novo curso. Novo curso: ato humano – prejudicado terá direito à indenização correspondente ao valor das águas submergidas. nos termos do artigo antecedente. 1251. O rio seca ou se desvia em virtude de fenômeno natural. 1. parágrafo único).252. Recusando-se ao pagamento de indenização. terá direito a uma recompensa não inferior a cinco por cento do seu valor. retorno das águas ao curso original. Art. por força natural violenta. CC/1916 e art. combinado com artigo 21 do Código das Águas. o dono do prédio a que se juntou a porção de terra deverá aquiescer a que se remova a parte acrescida. Proprietário favorecido: pagar a indenização. Quando a avulsão for de coisa não suscetível de aderência natural. Tais coisas = coisas achadas. Se ninguém reclamar:adquire a propriedade sem pagar por ela. Quantum indenizatório: tem por base a extensão do acréscimo ocorrido. Recusar a efetuar pagamento: permitir que seja removida a parte acrescida (art.

Caráter oneroso Regra: tudo o que se incorpora ao bem em razão de uma ação qualquer. O álveo abandonado da corrente pública pertence aos proprietários ribeirinhos das duas margens.• Mudança corrente: utilidade pública. preferindo obter de volta suas propriedades. cai sob o domínio de seu proprietário. o retorno do rio ao álveo antigo recompõe a situação dominial anterior. ou seja. se agiu de má-fé. 27. continuará a pertencer ao expropriante. os antigos proprietários dos terrenos invadidos pelo novo curso voltam a sê-lo com o retorno. mas paga o valor do material utilizado. Volta ao antigo curso: 1ª situação: quando o desvio se der naturalmente. além de perdas e danos. sem que tenham direito a indenização alguma os donos dos terrenos por onde as águas abrigarem novo curso. o prédio ocupado pelo novo álveo deve ser indenizado. a não ser que os antigos donos. salvo a hipótese do artigo seguinte. 1253-1259. resolvam indenizar o Estado. Art. retornando o rio ao leito antigo. sem direito a qualquer indenização. • . o prédio ocupado pelo novo álveo deve ser indenizado e o álveo abandonado passa a pertencer ao expropriante para que se compense da despesa feita. além de responder por perdas e danos. Acessório segue o principal. adquire a propriedade destes. Parágrafo único. • • • • • • ACESSÕES ARTIFICIAIS • • • • • • • • • Derivam de comportamento ativo do homem:. CC: semeaduras. Aquele que semeia. plantas ou materiais alheios. Retornando o rio ao seu antigo leito. mas fica obrigado a pagar-lhes o valor. Três hipóteses não aquisição pelo proprietário: 1ª: Proprietário – imóvel próprio – semente ou materiais alheios= adquire a propriedade. 1253: Toda construção ou plantação existente em um terreno presume-se feita pelo proprietário e à sua custa. Art.Se a mudança da corrente se fez por utilidade pública. planta ou edifica em terreno próprio com sementes. Proprietário: adquire bem móvel que se incorpora ao imóvel. plantações e construções de obras.254. 1. se agiu de má-fé. Art. a não ser que esses donos indenizem ao Estado. Art. Art. (Código das Águas) 2ª situação: quando o abandono resulta da ação humana. o abandonado volta aos seus antigos donos. 26. até que se prove o contrário. e o álveo abandonado passa a pertencer ao expropriante para que se compense da despesa feita.

934-940/CPC). se não houver acordo. nessa espécie de desapropriação privada(Gomes. o proprietário pode ajuizar ação de nunciação de obra nova (arts. e 170. o plantador ou o construtor não terá direito à indenização. Art. deve imperar o bom senso e o princípio da razoabilidade. Se a construção ou a plantação exceder consideravelmente o valor do terreno. Boa-fé: julgava a área como sua = indenização. 5. 187). Diferença entre acessão e benfeitoria. 1983. as sementes. em proveito do proprietário. se terminada a construção. Plantação/construção=principal Solo= acessório Descaracterização da regra: o princípio de que o acessório segue o principal. ao invés de determinar a imediata demolição da obra. mediante pagamento da indenização fixada judicialmente. Perda da construção ou plantação. além de poder ser constrangido a repor as coisas no estado anterior e a pagar os prejuízos causados ao proprietário do terreno. reconstrução ou reparação: embelezamento.º. p. se procedeu de boa-fé. inc. 149 apud Venosa. Porém. plantas e construções. III). Benfeitoria: melhoramentos. conservação. XXIII. • • • • • • • • • • • • • . 2ª:Dono das sementes e materiais de construção – terreno alheio= perderá o material para o proprietário do imóvel. plantou ou edificou.• • • • • Falta de interesse social: antieconômico e inútil destruir ou danificar um bem. O invasor torna-se proprietário do terreno invadido. Boa-fé: acessão=elemento imprescindível:indenização Boa-fé: benfeitorias: irrelevante=necessárias. 1. inc.255. adquirirá a propriedade do solo. Parágrafo único. (Eduardo Cambi) Acessão Invertida = proprietário terra inerte – plantador/construtor valoriza o solo: prevalece sobre o interesse do proprietário. além de não restar caracterizado o modo de aquisição da propriedade. Acessão: cria uma coisa nova que se adere à propriedade. Durante a realização da construção. planta ou edifica em terreno alheio perde. aquele que. Evitar: locupletamento ilícito do proprietário. devendo o magistrado considerar a função social da propriedade (arts. em razão do princípio da reparação integral dos danos. Se estiver de má-fé. p. de boa-fé. Aquele que semeia. terá direito a indenização.

Benfeitorias: proprietário opta entre valor atual e o seu custo. Parágrafo único.258. Art.257. adquirirá o proprietário as sementes. se o valor da construção exceder o dessa parte. o valor da área perdida e a desvalorização da área remanescente. Se o construtor não quiser pagar aquela indenização? Demolição. 1256: Se de ambas as partes houve má-fé. 1. plantas ou materiais poderá cobrar do proprietário do solo a indenização devida. também. Enriquecimento indevido ou injusto. e responde por indenização que represente. • • • • • • • • • • • • • • . Acessão: proprietário paga o valor justo dos materiais. O proprietário das sementes. nem o de levantar as voluptuárias. mas é indenizado pelo plantador ou construtor. o construtor de má-fé adquire a propriedade da parte do solo que invadiu. caso não possa pagá-la.• Art. Art. feita parcialmente em solo próprio. se não lhe forem pagas. ou pelo proprietário do solo. Causas difíceis: decisão do magistrado busca adequação social: jurisprudência e novos estudos devem apontar soluções (Sílvio Venosa). quando o puder sem detrimento da coisa. Dono matéria-prima: perde a propriedade. Parágrafo único. se fez em sua presença e sem impugnação sua. adquire o construtor de boafé a propriedade da parte do solo invadido. não lhe assiste o direito de retenção pela importância destas. plantas ou materiais a quem de boa-fé os empregou em solo alheio. Parágrafo único. 3ª: Quando terceiro de boa-fé planta ou edifica com semente ou material de outrem. Se a construção. ou lavoura. invade solo alheio em proporção não superior à vigésima parte deste. quanto às voluptuárias. em terreno alheio. e poderá exercer o direito de retenção pelo valor das benfeitorias necessárias e úteis. 1220:Ao possuidor de má-fé serão ressarcidas somente as benfeitorias necessárias. plantas e construções. a levantá-las. quando não puder havê-la do plantador ou construtor. Má-fé ambos: Art. se em proporção à vigésima parte deste e o valor da construção exceder consideravelmente o dessa parte e não se puder demolir a porção invasora sem grave prejuízo para a construção. Art. 1219:O possuidor de boa-fé tem direito à indenização das benfeitorias necessárias e úteis. Pagando em décuplo as perdas e danos previstos neste artigo. 1. bem como. O disposto no artigo antecedente aplica-se ao caso de não pertencerem as sementes. quando o trabalho de construção. Presume-se má-fé no proprietário. devendo ressarcir o valor das acessões.

que serão devidos em dobro. e a invasão do solo alheio exceder a vigésima parte deste. Art. é obrigado a demolir o que nele construiu. mais o da área perdida e o da desvalorização da área remanescente. sua demolição. 1. e responde por perdas e danos que abranjam o valor que a invasão acrescer à construção. em prol do princípio do maior valor social da construção.259. evitando na medida do possível. Sacrifica-se o direito do proprietário que não embargou construção. pagando as perdas e danos apurados. adquire a propriedade da parte do solo invadido.• • Art. Se o construtor estiver de boa-fé. 1258: conciliador interesses privados com o social=resolver controvérsias entre vizinhos e manter a construção. se de má-fé. • .