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Pós-graduação afirmativo

CURSO: PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM GESTÃO ESCOLAR COM ÊNFASE EM COORDENAÇÃO, SUPERVISÃO E ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL

Disciplina: SUPERVISÃO E ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor: José Olimpio dos Santos

SUPERVISÃO ESCOLAR

SUPERVISÃO ESCOLAR: DO QUE SE TRATA ?

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Prof. José Olimpio dos Santos – cel.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose.olimpio@hotmail.com

INTRODUÇÃO
O início de um novo milênio nos conduz a inevitáveis indagações acerca das transformações que a escola precisará sofrer para garantir a qualidade dos serviços educacionais. Num panorama nacional e internacional marcado pela vertiginosa expansão dos meios de comunicação das organizações globalizadas, a escola não se poderia furtar a uma conexão com as novas estruturas organizacionais. Novas estratégias prometem aumentar a qualidade e a produtividade, e constitue-se em desafio permanente para o futuro dos profissionais que têm a missão de formar os alunos para os novos tempos. Segundo Gandin (1997),
“As experiências não vem de se ter vivido muito, mas de se ter refletido intensamente sobre o que se fez e sobre as coisas que aconteceram”. (Gandin, 1997)

É com essa visão que acreditamos estar contribuindo com o processo de evolução da educação ao oferecer a disciplina SUPERVISÃO ESCOLAR. Seguindo as instruções contidas nos módulos, certamente você terá a oportunidade de discutir, rever, desvelar e somar ao seu repertório de conhecimentos tantos outros que venham enriquecer o seu fazer pedagógico.

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OBJETIVO
Leia atentamente a frase abaixo e educação poderia ter sido o seu autor procure avaliar que profissional da

Querendo aumentar

os nossos conhecimentos profissionais, sobre as pois somos educadores

questões da educação brasileira, abrimos este diálogo, com a comunidade escolar, buscando informações que venham enriquecer-nos, estar conscientes e críticos no exercício da cidadania. conscientes do nosso papel na sociedade e formadores de cidadãos que necessitam

Um diretor de escola? Um orientador educacional? Um supervisor escolar? Um secretário de educação?

Um secretário escolar?

Um professor ?

Certamente , qualquer um dos profissionais acima poderia tê-la dito. A proposta de ouvir a comunidade escolar nem sempre acontece. Entretanto, deveria ser um procedimento de rotina no trabalho de supervisão. Os supervisores precisam criar o diálogo para, a partir dele, conhecer o grupo de trabalho: seus anseios, suas dificuldades, suas propostas, e organizar – coletivamente - os procedimentos pedagógicos de uma escola. Supervisão, com o significado de contidos no geral. “ver sobre”, permite ver os detalhes

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É necessário uma linha integrada de ação entre o diretor da escola. COM QUEM TRABALHA O SUPERVISOR? Parte-se do pressuposto de que a escola é um sistema social composto por um conjunto de funções todas elas inter-relacionadas e inter-influentes. Segundo Lück . 1991) O SUPERVISOR PROPÕE MUDANÇAS? O papel do Supervisor Educacional.O QUE É SUPERVISÃO ESCOLAR? O significado etimológico do termo supervisão escolar é visão sobre todo o processo educacional para que a escola possa alcançar seus objetivos. (Lück. sobremaneira.com . inicialmente visto como uma espécie de inspetor ou fiscal. O principal objetivo da supervisão escolar é oferecer orientação profissional quando e onde forem necessárias. as ações de outra área. o supervisor escolar e o orientador educacional. escola-comunidade. da atuação dos elementos que ocupam aquelas posições”. o tipo de relacionamento professores-professores. O clima emocional de trabalho. de alguma forma. o estabelecimento de prioridades de ação. 5 Prof.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. “a administração da escola. visando o aperfeiçoamento da situação de ensino-aprendizagem. dentre outros aspectos importantes da vida escolar. Portanto. as ações conduzidas em uma determinada área afetam. professores-alunos. a supervisão escolar e a orientação educacional se constituem em três áreas de atuação decisivas no processo educativo. tendo em vista sua posição de influência e liderança sobre todas as atividades desenvolvidas na escola. dependem.olimpio@hotmail. começou a ser definido a partir dos autores que agora citaremos. José Olimpio dos Santos – cel.

desse modo.olimpio@hotmail. Estimulam os membros do quadro de pessoal a verificar a extensão em que as idéias e os recursos estão sendo compartilhados e o grau em que os indivíduos são encorajados e apoiados quando tentam novas coisas. 6 Prof. seu impacto sobre o educando. crescem através da interação e oferecem um clima emocional melhor para o crescimento do aluno. p. a sensatez e o espírito de cooperação. através docentes e das metodologias de ensino empregadas. os sentimentos que os professores têm sobre o sistema e sobre sua política. A autoridade da pos iç ã o do s u p er v is or n ão d im in ui . Trazem aos professores.” (Ben Harris. supervisão é “o conjunto de comportamentos e ações. Estão. Eles sentem. Ajudam a estabelecer a comunicação. 1967. quando os indivíduos valorizam uns aos outros. interessados em ajudar os indivíduos a se aceitarem mutuamente porque sabem que. par a promover o crescimento através da responsabilidade e criatividade. que neles confiam. Ajudam os indivíduos a ouvirem uns aos outros. identifica como princípios que governam a operação da supervisão: a criatividade. p. Ouvem os indivíduos discutirem seus problemas e recomendam outros recursos que podem ajudá-los na busca de soluções. Tornam as coisas mais fáceis para executar os acordos que surgem das reuniões de avaliação. com o objetivo de manter ou mudar o pensamento da escola a fim de influenciar diretamente a obtenção de seus principais objetivos de ensino.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose.” (Kimball Wiles. Oferecem assessoria para o bom funcionamento do grupo e para o tipo de realidade e de estrutura de reunião que facilitam a comunicação. de assistência e de participação. os supervisores “são os mediadores. 44) Sob o ponto de vista de Kimball Wiles. O papel do supervisor transformou-se em papel de apoio. 1963. José Olimpio dos Santos – cel. acima de tudo. conforme sua competência. 22) William Burton e Leo Bruechner foram dois pioneiros na área de supervisão. em vez do de direção. cujo livro clássico de 1955 . m as é us ad a de um ou tr o m odo . Servem como ligação para pôr as pessoas em contato com aqueles que têm problemas semelhantes ou com pessoas-recurso que podem ajudá-los. A supervisão tem. recomendando que a administração analise os atritos existentes entre os membros do quadro de pessoal. sugestões e materiais adequados.Segundo Ben Harris.com . ao invés da dependência e conformidade.Supervision: A Social Process – New York.

e não os fins dos indivíduos. para ajudar o trabalho dos professores. Cabe frisar que na maioria das escolas podemos observar a composição heterogênea dos docentes: cada mestre tem formação diferente. tais como: a supervisão evita que a rotina se torne arraigada no ensino. garante a unificação e o desenvolvimento dos programas educacionais. 41). Segundo Sergiovanni (1978. a supervisão é essencial para harmonizar o projeto político pedagógico da escola. p. pode contribuir de maneira científica para o planejamento integral da escola. José Olimpio dos Santos – cel. tem uma maneira de ser. 41) Enfim. Diante deste quadro. facilita a inserção da escola em seu meio ambiente.” (Sergiovanni. juntos. “se deixada à sua própria sorte. em perspectiva integradora e renovadora. p. é instância facilitadora da utilização dos dados culturais do meio ambiente como fonte alimentadora da prática pedagógica. pais e alunos devem. de uma ou de outra forma. promove o aperfeiçoamento profissional do magistério. 7 Prof. de pensar e de atuar.olimpio@hotmail. Para a Supervisão Escolar funcionar bem.com . sentir-se responsáveis pelo desenvolvimento da ação educativa da escola. A supervisão escolar é necessária. Existem outras razões que também demonstram a necessidade da supervisão. 1978. a supervisão escolar deve partir do pressuposto de que vai trabalhar com professores de diferentes disciplinas e com eles discutir planos que levem à melhoria do processo ensino-aprendizagem. coopera para a interação entre a escola e a comunidade. o pessoal administrativo. é necessário que tenha as seguintes características: cooperação . retificando possíveis equívocos e melhorando a atuação do professor.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. estimula a renovação do ensino. a partir de dados concretos recolhidos principalmente da observação do desempenho dos alunos.todos os professores. a escola evolui para uma estrutura monolítica que capta e usa seus participantes para realizar seus fins.O supervisor precisa interagir com as instâncias burocráticas e pedagógicas das escolas.

para que os resultados ofereçam sugestões de reajustamento constante do mesmo. José Olimpio dos Santos – cel. a fim de torná-lo mais ajustado e eficiente.A ação da supervisão deve ser permanente e não intermitente.todos os planos de aula devem ser integrados por uma mesma filosofia do currículo. deve estar aberta às mudanças e se adaptar às exigências dos educandos e da sociedade. permanência .a supervisão deve ser estruturada reflexivamente e com base na mediação do funcionamento dos processos ensino-aprendizagem. postura científica . 8 Prof.olimpio@hotmail.integração . flexibilidade .com .: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose.A supervisão não deve ser rígida.

ter postura científica. sempre que necessário. ser objetiva . para que possa haver um processo contínuo de realimentação crítica que conduza a modificações nesses trabalhos. orientar a todos . sem imposição de modelos pré-estabelecidos.olimpio@hotmail.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. 9 Prof. ser cooperativa.todo o plano de trabalho deve derivar da realidade políticoeducacional. abranger a todos.professores. pais e alunos.PRINCÍPIOS DA SUPERVISÃO ESCOLAR Os princípios fundamentais da supervisão escolar são: estruturar-se com base em uma filosofia de educação coerente com a linha da escola. pessoal administrativo.com . atuar democraticamente. para que se desenvolva com base em planejamentos e avaliações constantes dos resultados de seus trabalhos. mobilizando todos os envolvidos. José Olimpio dos Santos – cel.

10 Prof. Avaliação: atua sobre os resultados dos trabalhos realizados. a fim de prevenir desvios.ETAPAS DA SUPERVISÃO ESCOLAR Planejamento: representa o roteiro de todo o trabalho a realizar. ATIVIDADES DE ESTUDO Como você avalia o trabalho de Supervisão Escolar no local onde trabalha? Convidamos para esta reflexão inicial e sugerimos que você relacione um autor da bibliografia com algum outro que você conheça. propor retificações e mesmo alterações que melhor ajustem a ação da escola às necessidades do educando e da comunidade. o desenrolar das atividades determinadas pelo planejamento.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. nesta etapa. Acompanhamento: o supervisor vai acompanhar.olimpio@hotmail. José Olimpio dos Santos – cel.com . durante um período letivo semestral ou anual.

Petrópolis: Vozes. 2000. supervisão e orientação educacional. GUAPYASSU. ETTINGER. Fundamentos da supervisão escolar. Nove olhares sobre a supervisão escolar. As funções dos técnicos de supervisão no ensino de primeiro grau em Goiânia. BRANDÃO. Celestino Alves da. Marcia Angela. 1973. 1980. São Paulo: IBRASA. JOHNSON. 1982. escritos sobre uma espécie em perigo. Carlos (org. A importância da supervisão educacional junto as escolas da rede oficial no estado do Rio de Janeiro. da Univ. Supervisão escolar e política educacional. São Paulo: Pioneira. Heloísa. Rio de Janeiro: FENAME.1980. supervisão e orientação educacional. KALO. (dissertação de mestrado). Goiás. Heloísa. Ação Integrada: administração. 1991. ANDRADE. Rio de Janeiro: 1976. São Paulo: Pioneira. O educador: vida e morte. Rio de Janeiro: FGV. São Paulo: Cortez. Goiânia: ed. do coordenador de área de Janeiro: FGV. Karl E. Maria Marlene. 1976. 1991.olimpio@hotmail. Rudolf. 1991.). Junia Flavia D’Affonseca. Campinas: Papirus. Zilda de Macedo Carvalho. Graziela Brandão (org.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. LENHARD. MAIA. Supervisão Escolar: Expectativas e percepções Supervisor escolar. LUCK. e do professor quanto desempenho das funções do supervisor escolar .estudo de do ao a caso. Administração e Supervisão Escolar . O papel do supervisor de acordo com as diferentes abordagens da administração pública. Rio de Janeiro: Graal. José Olimpio dos Santos – cel. Narcisa Veloso de. Rio 11 Prof. Leila Juliette. Supervisão em educação: um esforço para melhoria dos serviços educacionais. MARINHO.BIBLIOGRAFIA LUCK. RANGEL. Petrópolis: Vozes.com . 1997.questões para o novo milênio. Ação Integrada: administração. Controle e supervisão. Mary e SILVA JUNIOR. Fed.). 1979 (TESE). BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR AGUIAR.

com . The theory of social and economic organization. ____________. 1978. Bernard (org. Learner . RIOS. São Paulo: Loyola. WEBER. Técnicas de supervision para mejores escuela. principal as 12 Prof. São Paulo: Cortez. 1994. Supervisão pedagógica: um modelo.). O fazer e o pensar dos supervisores e orientadores educacionais.MEDEIROS. um estudo sobre atribuições e pré-requisitos. Max. Supervisão educacional. 1993. New York: Praeger. Petrópolis: Vozes. Luciene.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. Free Press. Lilian Rodrigues. 1975. José Olimpio dos Santos – cel. 1979. Brasília: CETEB. PEREIRA. 1947. Rio de Janeiro: Secretaria do Estado. WEBSTER. SERGIOVANNI. São Paulo: USP. Rio de Janeiro: UERJ. WILES. William Gerald. Paris: série Mutations . 1985. 1977. Supervisão educacional: possibilidades e limites. ____________. Ainsi change l’ école: l’ éternel chantier des novateurs.número: 136. México.olimpio@hotmail. 1981. MONTELH. Novos padrões de supervisão escolar. Kimball. Princípios científicos de supervisão. 1991. Mary. Ruth da Cunha.centered principaship: the teacher of teachers. Manual do supervisor educacional. 1982. RANGEL.

2003. FERREIRA. Ed.. Naura S. 2000. ed. Vozes: Petrópolis. Supervisão Educacional para uma Escola de Qualidade: da Formação à Ação. ed.. Desafios Modernos da Educação – 12ª ed. Neura Syria F.com . Vozes: Petrópolis. Supervisão Educacional – Uma Reflexão Crítica – 10ª ed. 13 Prof. DEMO. Acompanhamento e Avaliação – 11ª ed. Cortez: São Paulo. Ângelo. Carapeto. Pedro. 2002. SILVA. Planejamento Participativo na Escola – Elaboração.BIBLIOGRAFIA – COMPLEMENTAR DALMAS. Ed. . Vozes: Petrópolis. José Olimpio dos Santos – cel. Correa da .olimpio@hotmail.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose.

COOPERATIVA.AUTO-AVALIAÇÃO Responda às questões abaixo. FISCALIZAÇÃO DO PROCESSO EDUCACIONAL. INTEGRADA. INTEGRADA. (A) (B) (C) (D) (E) 5. CIENTÍFICA E FLEXÍVEL. PLANEJAMENTO. MEDIAÇÃO. NA ÓTICA DE KINBALL WILES O SUPERVISOR OCUPA PRINCIPALMENTE UM PAPEL DE: ADMINISTRADOR. METODOLOGIA E AVALIAÇÃO. COOPERATIVA. EXPEDITOR. (A) (B) (C) (D) (E) 6. marcando apenas uma das alternativas 1. PLANEJAMENTO. ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO. CIENTÍFICA E FLEXÍVEL. ANALISAR E VERIFICAR TODO MATERIAL PEDAGÓGICO PARA FACILITAR A APRENDIZAGEM DOS ALUNOS NAS DIVERSAS DISCIPLINAS. CONTRIBUI NO DIAGNÓSTICO E ENCAMINHAMENTO DE ALUNOS COM BAIXO RENDIMENTO NAS PROVAS. ANALISTA. A SUPERVISÃO É FUNDAMENTAL PARA UMA ESCOLA POIS ELA: EVITA CONFLITOS DIMINUINDO O CONTATO DA ESCOLA COM A COMUNIDADE. ACOMPANHAMENTO E METODOLOGIA. INTEGRADA. REUNIÕES E ACOMPANHAMENTO.olimpio@hotmail. QUAIS AS ETAPAS DA SUPERVISÃO ESCOLAR: AVALIAÇÃO. ACOMPANHAMENTO E CONTROLE.com . CONTRIBUI NO PLANEJAMENTO POLÍTICO-PEDAGÓGICO. ISOLADA. FISCALIZA A EXECUÇÃO DO PLANEJAMENTO E OS HORÁRIOS DOS PROFESSORES. COOPERATIVA. AS CARACTERÍSTICAS DA SUPERVISÃO ESCOLAR SÃO: COOPERATIVA. MESMO QUE ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL. PROGRAMAR AS REUNIÕES. PALESTRAS COM OS PROFESSORES PROCURANDO LHE DESPERTAR NOVAS FORMAS DE TRABALHO. MEDIADOR. (A) (B) (C) (D) (E) 3. ASSINALE A ÚNICA QUE NÃO FAZ PARTE DO COTIDIANO DO SUPERVISOR: SELECIONAR. (A) (B) (C) (D) (E) QUAL É O SIGNIFICADO DO TERMOS SUPERVISÃO ESCOLAR? VISÃO PARCIAL DO PROCESSO EDUCACIONAL. FISCALIZAR OS HORÁRIOS E O COMPORTAMENTO DOS PROFESSORES. VISITAS. FISCALIZAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS DA ESCOLA. FISCALIZADOR. PARA ESCOLAS ESPECIAIS. DENTRE AS FUNÇÕES RELACIONADAS ABAIXO. CIENTÍFICA E INFLEXÍVEL. CIENTÍFICA E FLEXÍVEL.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. VISÃO GERAL SOBRE TODO PROCESSO EDUCACIONAL. REPASSA A RESPONSABILIDADE DA REALIZAÇÃO DOS FINS ALMEJADOS PELA ESCOLA PARA OS DOCENTES. DESINTEGRADA. PROMOVER DEBATES. CIENTÍFICA E ISOLADA. José Olimpio dos Santos – cel. MANTER A UNIDADE DO TRABALHO PEDAGÓGICO PARA O ANO LETIVO. (A) (B) (C) (D) (E) 4. (A) (B) (C) (D) (E) 14 Prof. COC. DESINTEGRADA. JUNTAMENTE COM A DIREÇÃO. PLANEJAMENTO. 2.

POIS: PODE PROMOVER MUDANÇAS DE COMPORTAMENTO NO PROFESSOR. QUAL NÃO APRESENTA COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS DO SUPERVISOR? ORIENTAÇÃO DE MÉTODOS. PLANEJAR TRABALHOS DE ACORDO COM A REALIDADE DA ESCOLA. ORIENTAR PROFESSORES. MOBILIZAR TODOS OS PROFISSIONAIS E A COMUNIDADE ESCOLAR. INOVAÇÃO DOS MATERIAIS DE INSTRUÇÃO. (A) (B) (C) (D) (E) 15 Prof. PESSOAL DO ADMINISTRATIVO. ORGANIZAÇÃO DOS PROGRAMAS CURRICULARES DA ESCOLA. NAS ALTERNATIVAS ABAIXO. VISANDO O APERFEIÇOAMENTO DA SITUAÇÃO DE ENSINO-APRENDIZAGEM. EVITAR QUE A ORGANIZAÇÃO INTERNA DA ESCOLA SE DESESTRUTURE INTEIRAMENTE. CONTRIBUIR PARA A REALIZAÇÃO DA FINALIDADE ESCOLAR. (A) (B) (C) (D) (E) 10.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. ATUAR DE FORMA AUTORITÁRIA E INFLEXÍVEL.com . A SUPERVISÃO ESCOLAR É IMPORTANTE PARA A EDUCAÇÃO. APENAS AS ALTERNATIVAS C E D ESTÃO CORRETAS. (A) (B) (C) (D) (E) 9. QUAL DOS PRINCÍPIOS ABAIXO NÃO FAZ PARTE DA SUPERVISÃO ESCOLAR? ESTRUTURAR-SE COM BASE NA LINHA DA ESCOLA. AVALIAÇÃO DOS ALUNOS. 8. DIVULGA NOVAS METODOLOGIAS AOS PROFESSORES. CONFORME SEU PERFIL E MISSÃO. ESTRUTURAR PEDAGOGICAMENTE A ESCOLAR BUSCANDO UM FUNCIONAMENTO ADEQUADO A SUAS FUNÇÕES. José Olimpio dos Santos – cel.olimpio@hotmail. (A) (B) (C) (D) (E) O PRINCIPAL OBJETIVO DA SUPERVISÃO ESCOLAR É: OFERECER ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL QUANDO E ONDE FOREM NECESSÁRIAS. MOBILIZAÇÃO DE PAIS E FUNCIONÁRIOS NAS REUNIÕES E PROJETOS DA ESCOLA. TÉCNICAS E PROCEDIMENTOS DO ENSINO. SONDA AS APTIDÕES DOS ALUNOS. PAIS E ALUNOS. PROPORCIONADNO UMA OFRMAÇÃO CONTÍNUA AOS EDUCADORES E DEMAIS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO.7. ATENDE AOS EDUCANDOS. PUNE OS PROFESSORES ANTIGOS.

olimpio@hotmail. José Olimpio dos Santos – cel.PLANEJAMENTO NOÇÕES BÁSICAS 16 Prof.com .: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose.

é chamado a participar de decisões no âmbito internacional. É com essa visão que acreditamos estar contribuindo com o processo de qualificação da educação ao oferecer a disciplina Planejamento. Novas estratégias prometem aumentar a produtividade. tornar o ensino mais econômico e serão desafiadoras para o futuro dos que dela dependerem. a todo momento. Vivemos num país que. 17 Prof.com . Assim esperamos levar o aluno a ter uma visão geral dos conceitos de administração e planejamento voltados para a área de educação. Menos passivo. adere rapidamente às mudanças tecnológicas e ambientais. dinâmico e flexível.olimpio@hotmail. José Olimpio dos Santos – cel. sacudido por turbulências de todo tipo. Segundo Gandin (1997). submete-se a novos desafios e. “as experiências não vêm de se ter vivido muito. Auxiliar ao administrador na busca da maximização dos recursos existentes na Instituição Educacional e fazer o profissional da educação entender e aplicar os princípios de um planejamento participativo.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose.INTRODUÇÃO O início de um novo milênio nos interroga sobre as transformações que a escola precisará sofrer para garantir a qualidade dos serviços educacionais. mas de se ter refletido intensamente sobre o que se fez e sobre as coisas que aconteceram”. A escola não se poderia furtar a uma conexão com as novas estruturas organizacionais.

(Menegolla e San Anna.”.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. 1999) “Processo permanente e metódico de abordagem racional e científica de problemas” (Baptista.O QUE É PLANEJAR? Consideramos. realizado mediante: • análise de informações relevantes do presente e do passado. sobretudo.” “ Planejar é agir racionalmente. mas é algo altamente democrático e desencadeador de invocações.com .. além disso. algumas definições apresentadas por Gandin (1997). (Menegolla e Sant Anna.olimpio@hotmail. o estabelecimento de necessidades a serem atingidas. se isso for essencial (importante).” “Planejar é realizar o que é importante (essencial) e. execução e teste de decisões”.. de forma a maximizar os meios e recursos disponíveis para alcançá-los. principalmente.1979) “Planejamento não é um ditador. sobreviver. (Goldberg. Processo de estruturação e organização da ação intencional. • previsão de condições necessárias ao estabelecimento desses estados e situações. desejados. que avança e não permanece estático. José Olimpio dos Santos – cel. 1993) “Planejamento não é uma fórmula mágica para todos os problemas”.” E convidamos você a compará-las com as que são apresentadas a seguir: “Planejamento não é um oráculo inspirador de todas as soluções. (Luck. objetivando. 1973). “ Planejar é organizar a própria ação de grupo. • escolha e determinação de uma linha de ação capaz de produzir os resultados desejados. • estabelecimento de estados e situações futuros..” “Planejar é pôr em ação um conjunto de técnicas para racionalizar a ação.” 18 Prof.. 1993) “Processo de tomada de decisão. é um processo que evolui. para início de conversa. por isso.

Como ponto de partida dessa discussão já podemos observar que os autores citados.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose.Selecionamos estas definições para que pudéssemos tecer algumas considerações sobre o que é planejamento.com . José Olimpio dos Santos – cel. ao conceituarem planejamento. 19 Prof.olimpio@hotmail. Entretanto. chamam a atenção para as questões: organizacional (técnica) e interativa (social) do ato de planejar. sabemos que a criação do planejamento vai muito além de métodos e técnicas.

olimpio@hotmail. Planejar é uma prática tão antiga quanto o nascimento das ciências e das religiões.QUE OUTROS ELEMENTOS FAZEM PARTE DO PLANEJAMENTO? Se você já planejou. Sabe-se que para planejar não basta papel e caneta.5 bilhão de anos surgiram os seres pluricelulares.com . na Bíblia sagrada . Conhecemos alguns fatos indicadores da idéia de planejamento e da necessidade de planejar como. 1998) Parece ser da natureza do homem a vontade de ordenar...“ No princípio criou Deus os céus e a terra”. Mas se observarmos com atenção os relatos apresentados percebemos que são totalmente desprovidos de uma prática avaliativa. havendo Deus completado no dia sétimo a obra que tinha feito.”. (Amabis. 20 Prof.. é importante salientar que enquanto estamos planejando...5 e 4 bilhões de anos passados. descansou nesse dia de toda a obra que fizera. com certeza. prever..: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. levou algum tempo pensando na idéia antes de tentar organizá-la para uma realização eficiente. Com esta narrativa se percebe a tendência de se ordenar os acontecimentos em um limite de tempo. Há cerca de 1. se imagina que outros feitos ocorreriam após o” início” o que em seguida é confirmado no texto sagrado: “Ora.” Ao estudarmos a origem dos seres vivos também nos defrontamos com relatos que se detêm na cronologia dos acontecimentos tentando compreender a sua complexidade. por exemplo. classificar e registrar os acontecimentos que vivencia ao longo de sua vida. sua descrição e análise que será possível traçar objetivos e criar ações específicas para alcançá-los. Nesse ponto de nossa conversa. Durante os primeiros dois bilhões de anos. E o que você pensou antes é que direcionou toda a execução deste planejamento. é preciso que se tenha idéias e uma vontade inquietante de experimentá-las. É através do levantamento das características da realidade contextual. agrupar. José Olimpio dos Santos – cel. estamos analisando a realidade e interagindo com ela. “Os primeiros seres vivos teriam surgido entre 3. O referencial para a revisão do planejamento será a avaliação permanente segundo Luck (1999). desenvolveram sua arquitetura celular. Construímos mentalmente o que futuramente pensamos realizar estabelecendo a predisposição para a prática.

com .A própria existência do “planejador”.O fato do planejamento apontar para transformação. Mas se planejar é uma prática tão antiga. aponta algumas dificuldades na prática do planejamento e considera que sejam responsáveis por uma certa resistência. os custos. hoje. O texto de um projeto deve clarificar o conteúdo do plano de trabalho. Dentre as dificuldades apontadas por ele ressaltamos três : 1. 21 Prof. interagir e transformá-lo. por que não gostamos de planejar? Gandin (1997).Por que Deus descansou? Por que ele terminou tudo no sétimo dia e não no décimo? O que teria feito os primeiros seres vivos surgirem há 3 bilhões de anos? Provavelmente estas perguntas ao serem respondidas trariam novos elementos para o aprimoramento de um plano inicial. A sua avaliação é fundamental para o sucesso final.olimpio@hotmail. as possibilidades de mudanças e os meios de avaliação de um processo. parece ter sido o pano de fundo para que conhecessem a lógica dos acontecimentos e a correspondência entre causa e efeito. as características do grupo envolvido. ao ato de planejar. para intervir. o espaço físico. espontânea e natural. 3.Pensar planejamento como se fosse fabricação de planos. 2. estamos nos apropriando de dados fundamentais para bom resultado de um plano. José Olimpio dos Santos – cel. que observamos nos textos religiosos e científicos. Assim pode-se perceber que quando consideramos o tempo. tornando-o adequado às suas necessidades. A organização temporal e espacial dos acontecimentos. muito comum nos docentes.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. já que o narrador não fez parte deste contexto e quer compreendê-lo.

ninguém vai ler mesmo. discutem o fato de se planejar abstratamente um trabalho destinado a uma população que muitas vezes ainda não é conhecida do educador. “Já está tudo arrumado na minha cabeça”. enquanto outras estão sempre atrasadas e sem saber o que combinaram. Ser mais ou menos organizado pode ser uma conduta resultante do processo de educação a que nos submetemos. certamente. Não podemos esquecer. rendimentos obtidos em etapas anteriores. Como se aquele feito não precisasse de revisão ou ajustes. Este procedimento já denota a visão equivocada do ato de planejar. reclamações do tipo: “Todo ano tenho que fazer isso. Cada um de nós apresenta características bio-psíquicas que nos diferenciam dos outros. José Olimpio dos Santos – cel. O compromisso com a qualidade do que se realiza é um outro ponto que poderá favorecer ou prejudicar a prática do planejamento.” No início do ano letivo. são comuns nas conversas escolares. 22 Prof.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. entretanto. da predisposição genética que poderá fazer a diferença no final do processo educacional. É comum. ainda. que trabalha em diferentes níveis organizacionais de estrutura escolar. os professores retornam à escola com a incumbência de preparar o planejamento de curso.” Ou atitudes como a de copiar o sumário do livro didático adotado e apresentar como se fosse o planejamento de curso. muitas vezes com uma carga horária intensa em regência de turmas. Durante o restante do ano não se falará mais em planejamento. Alguns professores.QUEM É O PLANEJADOR NA EDUCAÇÃO? Quando o planejador é um professor. Mas há quem diga: “Isto pode ficar melhor. das suas atividades docentes. no período determinado para o planejamento.olimpio@hotmail. As frases do tipo: “Assim já está bom”. em sua rotina profissional não haverá o adequado espaço de tempo necessário à realização de um planejamento. grau de interesse em suas áreas específicas de atuação. têm um melhor domínio do tempo. geralmente uma semana antes do retorno dos alunos. mais qualificado. Algumas pessoas são mais organizadas . Vou escrever qualquer coisa. ainda.com . Na minha sala eu acabo fazendo o que quero. Não sabem com certeza a faixa etária do grupo. mais críticos e atentos ao processo de trabalho escolar.

: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose.com . José Olimpio dos Santos – cel.olimpio@hotmail.23 Prof.

planejar a ação educativa para o homem. uma idéia de que o planejamento é desnecessário e inútil por ser ineficaz e inviável na prática. 24 Prof.com . Isto provavelmente estaria relacionado ao fato de que os planos consideram períodos longos de exercício escolar e envolvem um maior número de indivíduos. todo esse mal entendido sobre o planejamento advém do fato de que planejar a educação é planejar o indefinido. na visão de Luck (1999). 1993) Na verdade. “Parece haver. duas das mais importantes etapas do planejamento que são: a de diagnóstico e de avaliação. formulários. quando comenta que a tendência na organização de um planejamento atual e democrático é a de ser participativo já que esta parece ser uma das condições para que o planejamento esteja voltado aos interesses de todos. Na apreciação de Menegolla e Sant Anna.PLANEJAR É FABRICAR PLANOS? O entendimento de que planejamento é o mesmo que montar uma lista do que se tem a fazer é bastante limitado. não lhe impondo diretrizes que o alheiem. para estes autores. onde as variáveis nem sempre são totalmente conhecidas. Os planos de trabalho costumam Ter uma abrangência de tempo maior do que os projetos de trabalho. como lembra Gandin (1997). considerando que o processo educativo caminha ao encontro do futuro. entre os professores. Representam uma pequena parte do planejamento de sua rotina diária. afirmando que “Devemos. que a educação ajude ao homem a ser criador de sua própria história. por se tratar de um processo tão abrangente. Geralmente a palavra planejar embute.” (Menegolla e Sant Anna. Permitindo. José Olimpio dos Santos – cel. entre outras.olimpio@hotmail.” Esta proposta está clara em Gandin (1999). no imaginário social. com isso. pois. a idéia de preenchimento de fichas.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. pois exclui. Na maioria das vezes esses dados são apenas anotações que auxiliam o indivíduo a prevenir-se dos problemas gerados pelo esquecimento de compromissos assumidos por ele. cronogramas ou agendas.

ressalta que “pensar na dimensão política (do planejamento) implica pensar. São vários os níveis de planejamento que envolvem o processo de educação. O caráter político do planejamento dá conta do compromisso com a mudança.O PLANEJAMENTO APONTA PARA MUDANÇA? Lamentavelmente. Luck.olimpio@hotmail. como no próprio envolvimento destes na determinação dessas ações. E afirma que ele será plenamente político quando for participativo. (grifo nosso ) Em seu texto Luck comenta que o planejamento é político já que pressupõe o envolvimento de pessoas. o que se manifesta pela determinação de ações objetivas e factíveis para tornar concretas situações vislumbradas no plano das idéias”. no seu processo. é seu papel prevê-la e criar condições para que se realize. conforme comenta Gandin (1997). ainda. Por tal motivo. A experiência tem demonstrado que quando planejamos ganhamos tempo e tornamos viáveis a realização de idéias e eliminamos os erros que decorrem da improvisação e da falta de sistematização. 25 Prof. nas repercussões de ações educativas sobre os outros e as coletividades.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. Com essa visão. José Olimpio dos Santos – cel. quando alguém descobre que através do planejamento flexível é possível propor caminhos de transformação na educação. de vários níveis hierárquicos. com a busca de melhores condições de trabalho. Fala-se muito no planejamento que é realizado dentro das escolas mas não podemos esquecer que antes dele há os realizados nas Secretarias de Educação Municipal e Estadual. novamente surge a resistência à sua realização pelo medo da criação do novo e da mudança. mas. gerando resistência. principalmente com o desejo de construir um mundo melhor. os realizados pelo Ministério de Educação e. O planejamento pode apontar para a transformação. ao mesmo tempo. 1999. os planos das Coordenadorias Regionais.com . o planejamento necessita buscar a eficiência e a eficácia de uma ação para que ela seja reconhecidamente necessária e aceita. ainda que temida. O sentido político do planejamento educacional é evidenciado pelo compromisso efetivo que o planejamento expressa com a transformação da realidade.

possa contribuir para aperfeiçoar o trabalho dos educadores na escola e em todo o sistema escolar. os vários níveis de planejamento podem ser exemplificados na relação: LDB. É desejável que o planejamento. Que se constitua em um fórum permanente indo ao encontro dos desejos e necessidades da sociedade. nas indicações bibliográficas oferecidas. José Olimpio dos Santos – cel.com . Procure. enriquecer este estudo e para avaliá-lo responda às questões a seguir. Nota-se neste contexto a apresentação de algumas considerações sobre a importância do planejamento educacional. limitador de ações criativas e. 26 Prof. as iniciativas são castradas. Muitas vezes são entregues a tecnoburocratas. Certamente. Este é o caminho para uma escola verdadeiramente democrática. nem sempre é assim que os planejamentos são realizados. distantes da realidade escolar. sem vivência nas salas de aula. ”uma força dominadora .olimpio@hotmail.onde a criatividade é tolhida. tentando atendê-las. acabando por ser apenas mais um instrumento de obediência. 1990) Precisa-se pensar no planejamento educacional de forma participativa. currículo escolar e plano de aula.QUAL A IMPORTÂNCIA DA ARTICULAÇÃO ENTRE OS DIFERENTES NÍVEIS ADMINISTRATIVOS DE PLANEJAMENTO? Para Menegolla (1993)...” (Kuenzer.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. sem “pacotes” ou modelos pré-fabricados. diagnosticando as reais necessidades do ambiente e da comunidade escolar.. de acordo com Kuenzer e colaboradores.. realizado nos níveis superiores da administração educacional.

Esther. Planejamento sim e não. São Paulo: Cortez. Ítalo.394/96. Rio de Janeiro: DP & A. 1999. CALAZANS. SANT ANNA. Lei de Diretrizes e bases da educação 9. 1994. Cândido T. 1999. (Trad. Constituições estaduais brasileiras e educação. São Paulo: Companhia das Letras. Carlos Rodrigues. _____________ . 1995. Prática do planejamento participativo. São Paulo: Cortez. 1993. FERREIRA. LUCK.olimpio@hotmail. 1985. ALVES. Temas para um projeto político – pedagógico. 1993. 1995. 1994. Rubem. GROSSI. Maximiliano. Heloísa. 1990. Ilza Martins. Fanny. 1993. Petrópolis: Vozes. 1986. São Paulo: Paz.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. José Olimpio dos Santos – cel. 1987. Zaia. Julieta e Col. Adalberto. de Souza.com . Desafios modernos da educação. Planejamento e educação. OLIVEIRA. Planejamento em Orientação Educacional. 1990. Planejamento como prática educativa. BRANDÃO. 27 Prof. BRANDÃO. 1985. Danilo. Ilma P. Petrópolis: Vozes. Francisco. Campinas: Papirus. São Paulo: Loyola. São Paulo: Loyola. Romualdo. Teoria geral da administração. Afrânio. Seis propostas para o próximo milênio. M. 1993. Petrópolis: Vozes.Área – Aula.). Petrópolis: Vozes. Por que planejar? Como planejar? Currículo. Ivo Barroso). Campinas: Papirus. ( org. GANDIN. Danilo. Quem educa quem? São Paulo: Summus. São Paulo: Mac Graw-Hill. A gestação do futuro. GANDIN. ANDRADE. MENEGOLLA. Rio de Janeiro: Vozes. Pedro. CATANI. VEIGA. Como administrar reuniões. Projeto político pedagógico da escola: uma construção possível. (org.BIBLIOGRAFIA ABRAMOVICH. 1999. CALVINO. CHIAVENATO. São Paulo: Brasiliense. DEMO.) A crise dos paradigmas e a educação.A. Petrópolis: Vozes. A Educação como cultura. 1995.

Planejamento: como prática educativa.BIBLIOGRAFIA – COMPLEMENTAR FERREIRA. Transgressão e Mudança na Educação: Os Projetos de Trabalho. 2003. Luiz Armando. GANDIN. VASCONCELLOS. MENEGOLLA M. São Paulo: Cortez. Danilo. Danilo. Planejamento: Projeto de Ensino.olimpio@hotmail. A Prática do Planejamento Participativo. aprendizagem e Projeto Político – Pedagógico. Danilo e GANDIN. São Paulo: Libertad. PADILHA. Celso dos Santos. Planejamento Dialógico. 2000. Ilza M. GANDIN. São Paulo: Loyola.1999. HERNÁNDEZ. Por que planejar? Como planejar? Petrópolis: Vozes. 28 Prof. 1999. e SANT’ANNA. São Paulo: Paz e Terra. 2002. P.. Francisco W. Porto Alegre: ARTMED. Fernando.com .1998. Petrópolis: Vozes. José Olimpio dos Santos – cel. Temas para um Projeto de PolíticoPedagógico. GANDIN.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose.Petrópolis: Vozes. 1999.R. Planejamento sim e não. 2000.

(A) (B) (C) (D) (E) 6. ESPECIFICAÇÃO DA AÇÃO E AVALIAÇÃO. OPERACIONALIDADE E TERMINALIDADE. SUA DESCRIÇÃO E ANÁLISE DA REALIDADE CONTEXTUAL. CURRÍCULO ESCOLAR. OS PROJETOS NÃO PRESSUPÕEM CUSTOS. PLANO DE AULA. 2. A EFICIÊNCIA E A EFICÁCIA DE UMA AÇÃO. A DE AVALIAÇÃO E DE CONCLUSÃO. GERAL . MARCO REFERENCIAL. (A) (B) (C) (D) (E) 5. MANTER A REALIDADE. marcando apenas uma das alternativas. ANÁLISE. COMPREENSÃO DO PROCESSO EDUCATIVO. OS PLANOS SÃO EVENTUAIS E OS PROJETOS PERMANENTES. ESPECÍFICO. DIAGNÓSTICO E PROGRAMAÇÃO. GERAL E INTEGRADO. PLANO DE CURSO.AUTO-AVALIAÇÃO Responda às questões abaixo. CONTINUIDADE.com . EDUCACIONAL. OBJETIVIDADE E FLEXIBILIDADE. QUAL É A TENDÊNCIA ATUAL NA ORGANIZAÇÃO DE UM PLANEJAMENTO DEMOCRÁTICO? SER EFICIENTE. PLANO DE DISCIPLINA. (A) (B) (C) (D) (E) 4. ESPECÍFICO E ESCOLAR. PLANOS TENDEM A ABRANGER UM PERÍODO DE TEMPO MAIOR QUE OS PROJETOS. (A) (B) (C) (D) (E) QUAIS SÃO OS COMPONENTES DE UM PLANO DE TRABALHO? LEVANTAMENTO DAS CARACTERÍSTICAS.olimpio@hotmail. A DE DIAGNÓSTICO E DE AVALIAÇÃO A DE DIAGNÓSTICO E DE INICIALIZAÇÃO. QUAIS SÃO AS DUAS MAIS IMPORTANTES ETAPAS DO PLANEJAMENTO ? A DE DIAGNÓSTICO E DE CONCLUSÃO. DESCRIÇÃO DOS OBJETIVOS. A DE AVALIAÇÃO E DE INICIALIZAÇÃO.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. PREVISÃO E SOLUÇÃO DO PROBLEMA. EM QUAL SEQÜÊNCIA ESTÁ REPRESENTADO OS VÁRIOS NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO DE UM PLANEJAMENTO? LDB . (A) (B) (C) (D) (E) 3. TODAS AS RESPOSTAS ESTÃO CORRETAS. SER REALIZADO ANUALMENTE. LDB. José Olimpio dos Santos – cel. O EXERCÍCIO DA NEUTRALIDADE POLÍTICA. ECONÔMICO. SER PARTICIPATIVO. 1. SOCIAL. (A) (B) (C) (D) (E) 29 Prof. A FINALIDADE DE UM PLANEJAMENTO É: A EFICIÊNCIA E O CONTROLE DE UM FATO. QUAL É A DIFERENÇA ENTRE PLANO DE TRABALHO E PROJETO? O PLANO É O DOCUMENTO QUE REGISTRA ESSAS IDÉIAS. A EFICÁCIA DE UMA ADMINISTRAÇÃO. OS PROJETOS SÃO MAIS GENÉRICOS.

A RESISTÊNCIA OFERECIDA AO PLANEJAMENTO É ORIGINADA NO FATO DE: O PLANEJAMENTO SER UMA TAREFA TRABALHOSA. A REALIZAÇÃO DO PLANEJAMENTO PARA PROPOR CAMINHOS DE TRANSFORMAÇÃO NA EDUCAÇÃO.olimpio@hotmail. O PLANEJAMENTO GERALMENTE NÃO SER PARTICIPATIVO E APONTAR PARA TRANSFORMAÇÕES. MEDO DA CRIAÇÃO DO NOVO E O CUSTO. O PLANEJAMENTO. O CUSTO E AS PESSOAS ENVOLVIDAS.com . ENCONTRA RESISTÊNCIA PELO: TEMPO. GERALMENTE. O CUSTO E AS IMPROVISAÇÕES. CARACTERIZA-SE POR SER: ATUALIZADO. PLANEJAR É SIMPLESMENTE DESCREVER TODA A SEQÜÊNCIA DE UMA AÇÃO. MEDO DA CRIAÇÃO DO NOVO E DA MUDANÇA. 8. José Olimpio dos Santos – cel. O ESPAÇO FÍSICO E OS CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DA AÇÃO. O PROFESSOR NÃO SABER PLANEJAR. PARTICIPATIVO. PLANEJAR É ORGANIZAR A PRÓPRIA AÇÃO. O PLANEJAMENTO SER EXIGIDO PELO ADMINISTRADOR DA ESCOLA. (A) (B) (C) (D) (E) 10. O PLANEJAMENTO. PLANEJAR É REALIZAR O ESSENCIAL. PERMANENTE. (A) (B) (C) (D) (E) 30 Prof. (A) (B) (C) (D) (E) DAS FRASES ABAIXO. QUAL A QUE "NÃO" CORRESPONDE À DEFINIÇÃO DE PLANEJAMENTO? PLANEJAR É AGIR RACIONALMENTE. SER DESNECESSÁRIO. TEMPO.7. CRIATIVO. PLANEJAR É TRANSFORMAR A REALIDADE NUMA DIREÇÃO ESCOLHIDA. POLÍTICO.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. (A) (B) (C) (D) (E) 9. EM UMA ESCOLA DEMOCRÁTICA.

olimpio@hotmail.com .ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR FUNDAMENTOS 31 Prof. José Olimpio dos Santos – cel.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose.

José Olimpio dos Santos – cel. de forma sistemática e organizada. artístico e tecnológico. são sempre cumulativos e se fazem com base nas conquistas alcançadas anteriormente e transmitidas às novas gerações através de algum processo educativo.INTRODUÇÃO A Educação. a complexidade e o montante do saber produzido historicamente e a velocidade da renovação e atualização deste saber. necessita de administração para se alcançar. proporcionando aos alunos uma dinâmica escolar estrumaras. em função da necessidade de se chegar aos cidadãos dos lugares mais distantes de um país. no qual os mais velhos transmitiam o seu saber acumulado aos mais jovens. entendida como apropriação do saber historicamente acumulado. anciões e jovens. Os desenvolvimentos filosófico. o conhecimento. os conhecimentos e os valores legados pelas gerações precedentes. é fenômeno inerente ao próprio homem e o acompanha durante toda a sua vivência. novas maneiras de ensinoaprendizagem começam a ganhar corpos. novamente a Administração Escolar é chamada para contribuir com a organização administrativa exigida por novas demandas sócio-educacionais. A existência da Escola hoje é irreversível e não podemos mais conceber este conhecimento transmitido única e exclusivamente de maneira informal.olimpio@hotmail.com . como a escolar. o processo educativo podia ser extremamente simples. determinam a necessidade de instituições formalmente destinadas para essa tarefa. acontecia através do contato informal. no próprio cotidiano através da convivência entre pais e filhos. ou seja. conectando-os aos grandes centros acadêmicos e culturais. Atualmente. 32 Prof. de forma racional. Seja lá como for.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. bem como as mudanças que são introduzidas nos valores e nas maneiras de conduzir-se socialmente. como processo pelo quais as novas gerações assimilam as experiências. os objetivos a que se propõe. A Escola é uma das principais responsáveis pela transmissão e construção deste saber. científico. Para tanto. Nos primeiros agrupamentos humanos. toda organização. Contudo.

Neste primeiro módulo.com . da Administração Escolar e do Sistema Educacional no contexto político–social da Educação Brasileira. através do estudo dos princípios de Administração em geral. Veremos a Administração Educacional. funcionários e alunos. Atualmente é considerada como uma organização social. professores. 33 Prof. Todos os envolvidos na sua dinâmica possuem papel relevante nas tomadas de decisões.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. cultural e politicamente a comunidade à que serve. A escola sofreu uma mudança no seu perfil. mais do que nunca. que diretamente irá influenciar social. questões a serem resolvidas com a participação de todos os envolvidos no processo educacional. uma vez que irão influenciar direta ou indiretamente em suas vidas. é indiscutivelmente.A Educação. Neste sentido.olimpio@hotmail. iremos fazer considerações gerais a respeito deste tema. supervisores. ao invés de serem discutidas somente pelos órgãos superiores. diretores. em sua forma conceitual. José Olimpio dos Santos – cel. um fator de desenvolvimento que favorece a conquista de melhores condições para qualidade de vida dos cidadãos. as questões educacionais são. O cotidiano escolar é constituído pelos pais.

vai definido metas que deseja alcançar com a sua existência e com o seu trabalho. pensar em que tipo de mudança estamos empenhados em promover. Para que se alcance os fins almejados. “ A metodologia da mudança.. com isto.“ter uma ação condizente com uma concepção. requer que o grupo defina os fins. José Olimpio dos Santos – cel. Para que a mudança aconteça e para que valha a pena que ela aconteça. é necessário. Para tal a metodologia para mudança tem que . também.” (Gandim. Estamos sempre falando e criando metodologias de mudanças e precisamos. p. conforme Gandim lembra no texto a seguir. em termo de alguém que mande e outro(s) que obedeça(m). Quando os grupos são maiores e mais complexos.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose.com . que a mudança pela mudança é algo inteiramente desprovido de sentido. contudo precisamos ter alguém que possa coordenar o grupo de modo 34 Prof. É importante que se tenha claramente definidas as relações que a educação tem com a sociedade. Não queremos dizer. Certamente também concordamos que a Educação é um dos caminhos para esta mudança. respectivamente. que se realize uma ação capaz de vivenciar uma concepção e que haja uma concepção teoricamente viável e eticamente justificada.1997.. 1997. ao tempo em que exige do grupo a definição clara do tipo de mudança que intenta. Isso quer dizer. que exista a obrigatoriedade de hierarquia. surge a necessidade de uma equipe de coordenação. 14) O grupo.olimpio@hotmail.” (Gandim. é necessário que o grupo tenha claro para si que concepção de educação irá adotar como proposta de desenvolvimento pessoal.O PAPEL DA EDUCAÇÃO NA SOCIEDADE Todos os seres humanos conscientes da necessidade de promovermos mudanças no modelo social no qual vivemos hoje. é preciso que exista um conhecimento a respeito da sociedade e do homem inseridos nesse processo de mudança. à medida que vai estabelecendo-se. p. 16) No processo educacional. as características que a definem e as principais linhas de ação. Isso quer dizer que ou se muda para algo que importa ou a mudança não tem importância alguma.

com espírito de equipe propositiva. é uma das referências básicas para a reconstrução deste sistema. de forma sinergética. José Olimpio dos Santos – cel. ou seja.que ele organize suas finalidades e consiga implementar ações coerentes com as mesmas.com .: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. como critério. 35 Prof. A introdução da qualidade. para que possa cumprir o papel desafiador de ser um elemento importante no processo de transformação da sociedade. A educação precisa estar atenta às estratégias da nova ordem mundial.olimpio@hotmail.

As exigências históricas.com . no campo da administração. Após este passo podemos dizer Nota-se que a administração está inserida num contexto em que existem condicionamentos de ordem política. Numa tentativa que “a administração é uma atividade específica do ser humano. pois somente o homem é capaz de estabelecer objetivos livremente e utilizar-se dos recursos de modo racional”. visando à realização de objetivos” (Martins.ASPECTOS GERAIS A medida que a complexidade da sociedade humana foi aumentando. cada uma em seu tempo. é preciso descontextualizá-la dos seus determinantes sociais.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. financeiros e informacionais. através dos tempos. 24) de conceituar administração em geral. foram sendo necessárias certas mudanças na forma de administração. A administração. o que a caracteriza como uma atividade exclusivamente humana como já dissemos anteriormente. o tempo. as relações humanas e econômicas devem compor o pano de fundo na discussão sobre educação para resolver problemas de interesse comum da comunidade escolar. José Olimpio dos Santos – cel. é produto de longa evolução histórica e reflete as contradições sociais e os interesses políticos da sociedade em pauta. 1999. como é entendida e realizada atualmente. Considerando-a em seu sentido geral. materiais. organizar. econômica e social. 24).olimpio@hotmail. 36 Prof. p. 1999.ADMINISTRAÇÃO . O espaço. determinaram caminhos. pode ser conceituada como a utilização racional de recursos para a realização de fins determinados. p. podemos dizer que “a administração é um processo de planejar. dirigir e controlar recursos humanos. (Martins. com o propósito de melhor organizar a construção de conhecimentos.

A atividade administrativa é, então, não apenas exclusiva mas também necessária à vida do homem. O animal, como ser indiferenciado da natureza, busca objetivos livremente, colocando-os então no plano da necessidade. O homem, embora faça parte da natureza, como o animal, consegue diferenciar-se dela pela sua livre ação. Ele só é humano porque transcende sua situação natural. A administração, entretanto, não se ocupa do esforço despendido por pessoas isoladamente, mas com o esforço coletivo.
"A administração é uma atividade generalizada e essencial a todo esforço humano coletivo, seja na empresa industrial, na empresa de serviços, no exército, nos hospitais, na igreja etc. O homem cada vez mais necessita cooperar com outros homens, para atingir seus objetivos: neste sentido, a administração é basicamente a coordenação de atividades grupais.”

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EDUCAÇÃO E SEU DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO
Analisando a educação em diferentes momentos históricos, Martins (1999) concluiu que,
"nos povos primitivos a educação tinha o objetivo de ajustar a criança ao meio pela aquisição de experiência das gerações passadas, realizada por imitação. A educação oriental tinha por objetivo o domínio da linguagem e da literatura. A educação grega visou primordialmente ao desenvolvimento individual, característica que é o marco inicial da educação liberal. A educação em Roma fundamenta-se nos conceitos de direitos e deveres que no período primitivo, desenvolveu-se no lar, porém, a partir do período imperial, surgiram as escolas de diversos graus, inclusive as universidades. A educação clássica, que se desenvolveu na Grécia e em Roma, tinha caráter humano e cívico.” (Martins, J., 1999, p. 25)

Posteriormente, rompendo com as concepções liberal e individualista dos gregos e prática dos romanos, surgiu o modelo de Educação utilizado na Idade Média de caráter mais cristão. Somente mais tarde com a Reforma, inicia-se a chamada Educação moderna caracterizada por ser promovida pelo Estado e destinada a todo povo independente de seu gênero ou classe social. Através desse breve relato é possível perceber que o desenvolvimento filosófico, científico, artístico e tecnológico, bem como as mudanças dos valores sociais e nas maneiras de conduzir-se socialmente, são sempre transmitidos de uma geração a outra e, de forma cumulativa, mesmo sofrendo mudanças permanecem no tecido social, caracterizando-o. Inicialmente bastante simples e até informal, podemos afirmar que hoje o processo educativo abriga preocupações profundas com o sistema de ensino, sendo de essencial importância considerar não apenas suas condições (infra-estrutura), mas também a dimensão político-social do processo de ensino-aprendizagem. Nesse contexto, surge a demanda de uma administração escolar.

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ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR
CONCEITOS
"Numa rápida passagem pela história da humanidade iremos perceber que, à medida que as transformações econômicas, sociais, e políticas foram ocorrendo, os grupos humanos responsáveis pelas mesmas foram exigindo aprimoramento do processo administrativos.” (Martins, 1999, p. 15)

A administração escolar pressupõe uma filosofia e uma política diretoras estabelecidas pelo grupo escolar. Está estruturada para gerar processos criadores de condições adequadas às atividades deste grupo, objetiva a unidade e à economia de ação, bem como ao sucesso do processo educacional. Engloba atividades do tipo: – planejamento, organização, assistência à execução (gerência), avaliação dos resultados (medidas), prestação de contas (relatório). A partir da concepção de educação daqueles que estabelecem a política educacional, podemos inferir seu tipo de administração escolar. Como por exemplo: se a política educacional priorizar o intelectualismo e o professor como centro do processo educativo, teremos uma educação tradicional e, consequentemente, uma administração humanista tradicional; se priorizarmos o aluno ativo como centro do processo educativo, teremos uma educação escolanovista e, consequentemente, uma administração humanista moderna; mas se priorizarmos o aluno tem-se uma educação progressista e uma forma humanista-progressista de administração. A prática administrativa, ao longo da história da educação, foi desenvolvida com forma centralizada de poder. Esta conduta promoveu a competição, a intimidação e a segregação nos trabalhos escolares. Atualmente a prática administração tende à descentralização e prioriza as parcerias, como ilustra o texto abaixo.
“A administração escolar é um conjunto complexo de atividades que criam condições para a integração e o bom funcionamento de grupos que operam em divisão do trabalho. Aí está explícito que a unidade total de tarefas é subdividida em unidades menores e confiadas a pessoas ou grupos que possuem certa autonomia para executá-las. Portanto, quanto mais poderes os indivíduos ou grupos têm para realizar tarefas, mais descentralizada e

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democrática é a administração escolar. Não é, pois, recomendável a centralização que caracteriza a administração autoritária, ainda mais quando o conceito atual é que a administração tem a função de zelar pelo funcionamento harmonioso e orgânico dos grupos.” (Martins, 1999: 34)

A maior preocupação da administração escolar deve ser a manutenção da unidade grupal. Não podendo, no entanto, deixar de preocupar-se com a economia da ação e o progresso do empreendimento. Não obstante, deve cuidar também da otimização de recursos, sem diminuir o rendimento. Isto quer dizer que a administração escolar não pode economizar recursos que possam implicar na queda da qualidade do ensino, pois esta é a meta enquanto a otimização de recursos é meio. A tarefa de administrador é, ainda, um grande desfio nas instituições educacionais. Muitas destas instituições não dispõe de um profissional qualificado para o desempenho desta função. O cargo de diretor geralmente considerado "de confiança" acaba sendo ocupado por profissionais que, usam o poder do cargo, coagindo os outros profissionais com promessas de prêmios, incentivando as competições internas e os conflitos interpessoais, no intuito de manter o domínio sobre o grupo. A formação qualificada do administrador escolar começa a ser vista como uma necessidade, urgente, para a conquista de um espaço educacional que respeite os princípios de cidadania e a convivência democrática.

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Teoria geral da administração. Rudolf. Administração Escolar. KWASNICKA. Vitor H. PARO. 1976. São Paulo: Pioneira. 1997. 1988. São Paulo: Pioneira. São Paulo: Atlas. 41 Prof.olimpio@hotmail. Administração escolar. LACERDA.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. São Paulo: Mc Graw Hill. José Olimpio dos Santos – cel. 1999. MARTINS.BIBLIOGRAFIA CHIAVENATO. J. São Paulo: Atlas. Beatriz P. Introdução à administração escolar. Teoria Geral da Administração.com . LANHARD. 1979. 1977. Idalberto. Administração escolar: uma introdução crítica. São Paulo: Cortez. Eunice L.

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CULTURAL E POLITICAMENTE A COMUNIDADE À QUE SERVE.com .AUTO-AVALIAÇÃO Responda às questões abaixo. PREOCUPADA COM O LUCRO E A QUALIDADE DE VIDA DA COMUNIDADE UMA ORGANIZAÇÃO SOCIAL. (A) (B) (C) (D) (E) A ESCOLA SOFREU UMA MUDANÇA NO SEU PERFIL. (A) (B) (C) (D) (E) O ADMINISTRADOR PRECISA TER A SUA PRÁTICA PAUTADA EM: UMA VISÃO AMPLA E CUIDADOSA DO FUTURO UMA CONCEPÇÃO DE GRUPO COOPERATIVO UM CONHECIMENTO SEGURO DO CONTEXTO ADMINISTRATIVO UMA ANÁLISE PRÉVIA DAS RELAÇÕES DE CAUSA E CONSEQÜÊNCIA TODAS AS RESPOSTAS ESTÃO CORRETAS 4. (A) (B) (C) (D) (E) EM QUE IMPLICA ATUALMENTE A TENDÊNCIA DE ADMINISTRAR? TER O CONTROLE TOTAL DO GRUPO TER O CONTROLE TOTAL DA PRODUÇÃO TER A VISÃO HOLÍSTICA DAS RELAÇÕES DE PRODUÇÃO DE UM GRUPO COORDENAR AS TAREFAS PEDAGÓGICAS COORDENAR AS TAREFAS ADMINISTRATIVAS 3. ATUALMENTE É CONSIDERADA COMO: UMA ORGANIZAÇÃO SOCIAL.olimpio@hotmail. QUE DIRETAMENTE IRÁ INFLUENCIAR SOCIAL. José Olimpio dos Santos – cel. (A) (B) (C) (D) (E) UM ADMINISTRADOR NÃO DEVE PROPOR MUDANÇAS EM QUE SITUAÇÕES: QUANDO ESTAS FOREM ESSENCIAIS À MELHORIA DO PROCESSO DE TRABALHO SEMPRE QUE ACHAR QUE ESTÁ NA HORA DE MODERNIZAR O PROCESSO QUANDO OS RESULTADOS APRESENTADOS FOREM INSUFICIENTES QUANDO NÃO CONCORDAR COM A FORMA DE TRABALHO DO GRUPO QUANDO O GRUPO NÃO ESTIVER PREPARADO PARA FAZÊ-LA 5. 43 Prof. UMA ORGANIZAÇÃO SOCIAL. marcando apenas uma das alternativas. 1. PREOCUPADA COM A SEGURANÇA DE CADA UM DE NÓS UM MARCO SOCIAL INFLUENCIANDO TODA UMA COMUNIDADE FORMADORA DE OPINIÃO.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. (A) (B) (C) (D) (E) UMA CARACTERÍSTICA COMUM A QUALQUER ADMINISTRAÇÃO MODERNA É: SER CENTRALIZADA CONSIDERAR O RECURSO HUMANO MAIS DO QUE O RECURSO TÉCNICO NÃO CONSIDERAR OS RECURSOS HUMANOS SER DESCENTRALIZADA E PRIORIZAR PARCERIAS A FORMA DE TRABALHO JÁ EXISTENTE 2. CAPAZ DE ESTABELECER UMA RESISTENCIA A ONDA GLOBALIZADORA QUE ATINGE O MUNDO.

VISANDO ALCANÇAR OBJETIVOS PROCESSO DE PLANEJAR.olimpio@hotmail. MATERIAIS. (A) (B) (C) (D) (E) A EDUCAÇÃO ROMANA FUNDAMENTAVA-SE EM: NOÇÕES DE DIREITOS E DEVERES PRÁTICAS RELIGIOSAS PRINCÍPIOS DE CIVISMO VALORES HUMANÍSTICOS TODOS AS RESPOSTAS ESTÃO CORRETAS 44 Prof.6. DISTRIBUIR E CONTROLAR O PRÓPRIO SER HUMANO PROCESSO GENERALIZADO VOLTADO PARA A REALIZAÇÃO DE UMA TAREFA DO PLANO DE CURSO PROCESSO DE COORDENAÇÃO PARA TRABALHOS DE GARANTIA DA QUALIDADE 10. É NECESSÁRIO QUE O GRUPO TENHA CLARO PARA SI QUE: A ESCOLA É UM ESPAÇO DE CONSTRUÇÃO INDIVIDUAL E SOCIAL QUE É A ESCOLA QUE VAI MUDAR A SOCIEDADE QUE NINGUÉM SOBREVIVE OU SE DESENVOLVE SEM A ESCOLA QUE A ESCOLA É UMA CÉLULA SOCIAL DESARTICULADA COM A NOVA ORDEM MUNDIAL QUE O PROCESSO EDUCACIONAL É ESSENCIALMENTE PRÁTICO 9. MAS SEM NENHUMA CONCEPÇÃO DE MUNDO ESTABELECIDA UMA AÇÃO CONDIZENTE COM UMA CONCEPÇÃO DE MUNDO INDIVIDUALISTA UMA VISÃO ÉTICA E UMA AÇÃO CONTUNDENTE UM MOVIMENTO DE ELITES UMA CONCEPÇÃO ABSTRATA INDIVIDUALISTA 8. (A) (B) (C) (D) (E) QUAL É A MAIOR PREOCUPAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR? A OTIMIZAÇÃO DE RECURSOS EVITAR DISPERDÍCIOS CONTROLAR GASTOS AUMENTAR OS RENDIMENTOS MANTER A UNIDADE GRUPAL 7. ORGANIZAR. (A) (B) (C) (D) (E) ADMINISTRAÇÃO PODE SER ENTENDIDA COMO: PROCESSO DE PLANEJAR VOLTADO PARA O USO DOS RECURSOS HUMANOS E MATERIAIS PROCESSO DE PLANEJAR.com . DIRIGIR E CONTROLAR OS RECURSOS HUMANOS. FINANCEIROS E INFORMACIONAIS. (A) (B) (C) (D) (E) UMA METODOLOGIA PARA A MUDANÇA EDUCACIONAL DEVE TER ? UMA AÇÃO CONDIZENTE. (A) (B) (C) (D) (E) NO PROCESSO EDUCACIONAL.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. José Olimpio dos Santos – cel.

com .olimpio@hotmail.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. José Olimpio dos Santos – cel.ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL UMA REFLEXÃO POSSÍVEL 45 Prof.

Por tanto. deixando num outro lugar. se formam.” pensar pelos (PauloFreire) Estamos trazendo. os “responsáveis” pelo “descalabro” educacional. nem sem os outros. como se não nos coubesse nenhuma parcela de responsabilidade. que as práticas escolares tanto constituem-se por concepções de Educação..simplesmente não posso outros. de certa forma.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose.. estes conceitos não são compreendidos de forma integral. É importantíssimo perceber. E o mesmo acontece em relação à noção de Trabalho e de Cidadania. para romper os paradigmas que tanto nos incomodam? ALGUMAS CONSIDERAÇÕES As idéias das pessoas. em ações concretas. Por vezes falamos com tal isenção que nos colocamos à parte do que existe. para os outros. através de suas.olimpio@hotmail. por exemplo. então. que nem chega a parecer que tudo o que temos hoje presente na história da educação nacional foi construído. por todos e por cada um de nós. usar sistematicamente o pronome “ELES” em nossas falas. José Olimpio dos Santos – cel. as nossas idéias. Falamos em educação de maneira tão discursiva. bem longe de nós. essencialmente. criam um ideário sobre educação que é concreto e cuja autoria pertence a todos nós que nela atuamos. para esse “início de conversa” extremamente fortes e presentes no cotidiano de nossas existências: EDUCAÇÃO TRABALHO CIDADANIA três idéias Embora usualmente utilizados. as práticas sociais escolares. Ousamos.com . Trabalho e Cidadania que temos como 46 Prof.INTRODUÇÃO “. até. E a nossa responsabilidade? O que temos feito para mudar? O que temos conseguido encaminhar. de nossas práticas sociais.

continuam. O discurso do professor. o conteúdo do livro-texto. Embora a prática da educação tenha estado sempre dominada por considerações menos profissionais e técnicas como devemos esperar. a memória ou a capacidade de raciocínio do aluno são manifestações de idéias.. à iniciativa pessoal do professor.com . sua decisão. normalmente. tudo no desenvolvimento cotidiano da relação pedagógica leva a pensar assim. o conteúdo de suas aulas. viu serem substituídos alguns programas por outros etc.olimpio@hotmail. uma vez que todo professor já mudou.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. sua autonomia que o das “práticas escolares” enquanto um campo de políticas de ação organizadas para a concretização de alguns fins determinados e específicos. Segundo Enguita (1989). a existência será menos completa. sua disponibilidade. no sentido de “grandes mudanças”. Chegamos mesmo a afirmar que não existe uma sem as outras. constituindo idéias sobre essa mesma Educação. se tal acontecer. 47 Prof. ou. E isso encontra eco no eixo de mudança das realidades escolares. sua teoria tem estado quase sempre dominada pela convicção de seu objetivo e seus meios são somente as idéias. relacionadas. mas somente algumas gerações viveram diretamente transformações. As demais ocorrências se apresentam diante dos olhos dos agentes do processo educacional como subsidiárias e contingentes ao núcleo do processo de ensino e aprendizagem ou derivadas únicas e exclusivamente das determinações devidas à organização coletiva do ensino. depois de nós. conexas.. José Olimpio dos Santos – cel. por exemplo. É também importante sinalizar que o campo do discurso escolar presta-se mais. Escolhemos essas três idéias por considerarmos que são totalmente imbricadas. ou da escola dominical à de cinco dias por semana. como a passagem da escola unidocente à seriada. Trabalho e Cidadania.

no entanto. isto é. num movimento de adesão coletiva. ninguém nega que a competição e o individualismo são valores pregnantes na nossa sociedade neo-liberal capitalista. Isso demanda o estabelecimento de três tipos de marco: a) marco contextual – implica levantamento da situação global (sócio-econômicopolítico-cultural-educacional. de enredamento. é muito fácil falar em “educação para valores”.. isso implicaria envolver não apenas aquele professor que já considera ser essa opção uma opção viável interessante. Assim. que nem sempre são os que queremos ou devemos referendar. incluindo visões de homem e valores fundamentais. que cada um se comprometa por fazê-lo dentro e fora de seu “espaço imediato de trabalho”. dentro de um Projeto Político-Pedagógico fruto de ampla discussão e reflexão acerca do responsabilizar a todos e a cada um. mas envolver toda a comunidade escolar. mas também não podemos negar que no seio desta mesma sociedade há inúmeras manifestações de valores outros. Por exemplo.olimpio@hotmail. já que muitas vezes somos levados a pensar sob os parâmetros hegemônicos. 48 Prof. É preciso. mesmo sendo contrahegemônicos. como de solidariedade e cooperação.) da instituição e de todos os envolvidos. se “educar para valores” é importante para todos. traçando-se um perfil bem definido do campo de possibilidades de ação que se tem. b) marco doutrinário – implica levantamento das concepções de sociedade / educação que se tem.. estar atento às necessárias problematizações. os modelos dominantes. José Olimpio dos Santos – cel. c) marco operacional – implica determinar que tipode ações deverão estar presentes para referenciar os dois marcos anteriores. O processo de elaboração conjunta do Projeto Político-Pedagógico Escolar é fundamental para situar a dimensão do “trabalho coletivo” como política no âmbito das práticas escolares.Por exemplo. mas é muito menos fácil conceber essa ação como ação concreta de uma política de gestão escolar.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose.com .

“inferno já é o que existe mesmo entre nós. e continuar apostando e desenvolvendo ações nesse sentido. não é infernal.olimpio@hotmail. Nos últimos vinte anos. José Olimpio dos Santos – cel. assim. os valores que realmente seriam referência para um trabalho constituinte de cidadania. É preciso. No texto literário de Ítalo Calvino. ser o verdadeiro motivo da continuidade do seu caminhar pois que. no inferno. ao contrário. 49 Prof. em relação a todos os profissionais que nele atuam. historicamente. No entanto Kublai Khan se coloca enfaticamente contra tal posição de Marco Polo. situar o profissional professor e só assim poderse-á chegar à discussão dos outros profissionais da Escola. é possível identificar um significativo diálogo entre Marco Polo (o navegador) e Kublai Khan (o mestre) em que Marco Polo. A situação é idêntica em relação ao sistema educativo e. As Cidades Invisíveis. segundo ele. na origem e no desenvolvimento.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. enquanto elaborador de práticas escolares.com . navegando. decepcionado por saber que o último porto é sempre o “porto do inferno” resolve negar-se a continuar caminhando.Nosso exercício assim. as transformações sociais. mas temos que identificar o que. seria identificar. políticas e econômicas foram tão acentuadas que ao falar sobre a sociedade no princípio dos anos 70. defendendo que esse deveria. no nosso cotidiano das relações humanas. verificamos que os pontos de contatos com a realidade atual são muito tênues.

saberia me dizer em direção a qual desses futuros nos levam os ventos propícios? . New-Lamark. Babilônia. Às vezes. que explora em oportunidade e é capaz de interpretar os símbolos. ora mais rala.olimpio@hotmail.O inferno dos vivos não é algo que será. que está lá no fundo e que nos suga num vórtice cada vez mais estreito. Brave New World. Tamoé.É tudo inútil. o diálogo de dois passantes que se encontram no vaivém. Disse: .CIDADE PERFEITA Ítalo Calvino O atlas do grande Khan também contém os mapas de terras prometidas visitadas na imaginação mas ainda não descobertas ou fundadas: a Nova Atlântida.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose.Yahoo. se o último porto só pode ser a cidade infernal. Butua. de sinais que alguém envia e não sabe quem capta. Pode ser que enquanto falamos ela esteja aflorando dispersa dentro dos confins do seu império.Por esses portos eu não saberia traçar a rota nos mapas nem fixar a data da atracação. a Cidade do Sol. José Olimpio dos Santos – cel. E Polo: . Se digo que a cidade para qual tende a minha viagem é descontínua no espaço e no tempo.Você . que formamos estando juntos. Utopia. Icária. O Grande Khan já estava folheando em seu atlas os mapas das ameaçadoras cidades que surgem nos pesadelos e nas maldições: Enoch. um aflorar de luzes na neblina. de instantes separados por intervalos. Kublai perguntou para Marco: . é aquele que já está aqui. se existe. ora mais densa. Harmonia. Existem duas maneiras de 50 Prof. você não deve crer que pode parar de procurá-la. basta-me uma partícula que se abre no meio de uma paisagem incongruente. o inferno no qual vivemos todos os dias. feita de fragmentos misturados com o resto. para pensar que partindo dali construirei pedaço por pedaço a cidade perfeita. Oceana.com . é possível encontrá-la. mas da maneira que eu disse.

preservá-lo e abrir espaço. A primeira é fácil para a maioria das pessoas: aceitar o inferno e tornar-se parte deste até o ponto de deixar de percebê-lo.não sofrer.com .: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. José Olimpio dos Santos – cel. A segunda é arriscada e exige atenção e aprendizagem contínuas: tentar saber reconhecer quem e o que. 51 Prof. no meio do inferno. não é infernal.olimpio@hotmail.

um corpo de saberes e técnicas Saberes congregacionais e jesuítico . José Olimpio dos Santos – cel. professor = padre ..com . O passado é lição para se meditar. o saber religioso X saber laico ( Estado) .olimpio@hotmail. podemos destacar alguns fatos marcantes que nos ajudarão a construir uma visão sobre a SÉCULOS XVII E XVIII . Influenciados por crenças e atitudes morais e religiosas Ética e normas de caráter religioso 52 Prof.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose.UM RECORTE HISTÓRICO “. caracterização do profissional da educação. não para reproduzir. conjunto de normas e valores Saberes e técnicas = organizado em torno de princípios e estratégias de ensino saber geral X saber específico Pedagogia saber pedagógico Corpo de saberes e técnicas produzido por pedagogos de fora. Conjunto de normas e valores. do exterior do “mundo dos professores” por teóricos e especialistas..” (Mário de Andrade) Antônio Nóvoa (1995) um dos nomes mais representativos da literatura pedagógica atual destacou em seu livro intitulado “Profissão Professor”.

com .: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose.olimpio@hotmail.53 Prof. José Olimpio dos Santos – cel.

com . submetido à disciplina do Estado. a unificação e a hierarquização à escala nacional. Regime Estatal garante ao docente o estatuto de autonomia e independência em relação aos párocos.olimpio@hotmail. organizando-os como um corpo do Estado. aos notáveis locais e às populações Função compartilhada entre Estado e docente 54 Prof. instituindo professor como corporação profissional.Missão de educar X prática de ofício Motivações não desaparecem Vocação X profissão Igreja // Estado internas Instituições mediadoras das relações externas da profissão docente NO SÉCULO XVIII A intervenção do Estado provoca a homogeneização. OBJETIVO Promover a constituição de um corpo profissional isolado. José Olimpio dos Santos – cel.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. Era necessário tirar os professores da alçada das comunidades locais.

serve de base ao recrutamento dos professores. após uma série de exames que requer um número de condições. José Olimpio dos Santos – cel. têm o aval do Estado os grupos docentes. PAPEL DA ESCOLA • se impõe como instrumento privilegiado de estratificação social. afirmação profissional e reconhecimento social.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose.olimpio@hotmail. legitimação oficial de sua atividade.contribui para delimitar o campo profissional do ensino .MODELO IDEAL DO PROFESSOR Situar-se entre o funcionalismo e a profissão liberal Logo: Ensinar só com a licença e a autorização do Estado. delineia a carreira docente. professor como funcionário (de caráter particular).com . 55 Prof. Dar suporte ao exercício docente: .atribui ao docente o direito exclusivo de intervenção na área LICENÇA DOCENTE facilita a definição de um perfil de competências técnicas. sua ação está impregnada de forte intencionalidade política pelos projetos e finalidades do Estado.

criando as condições para a valorização de suas funções para a melhoria do seu estatuto sócio-profissional.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. José Olimpio dos Santos – cel. que ficou visto como atividade secundária ou acessória. SÉCULOS XIX E XX Época dos congressos de professores: • • • laboratórios. alargamento dos acúmulos escolares. PAPEL DO PROFESSOR Promove o valor educação.• professor se destaca nessa estratificação social como agentes culturais e políticos no percurso de ascenção social.com . introdução de novos métodos de ensino. Resultando: Dificuldades no exercício do ensino. SÉCULO XIX 56 Prof. de ideário coletivo de origens religiosas. de valores comuns. TRABALHO DE PRODUÇÃO DOCENTE Corpo de saberes AÇÃO DOCENTE Sistema Normativo aperfeiçoamento dos instrumentos e técnicas pedagógicas.olimpio@hotmail.

• • • • Consolidação do estatuto e da imagem do professor e do Estado. • Assume papel crucial na elaboração dos conhecimentos pedagógicos e de uma ideologia comum.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose.Expansão escolar – procura maior. As instituições de formação no lugar central de produção e reprodução de saberes e do sistema de normas da profissão docente. Realização de trabalho da mais alta qualidade. 57 Prof. • • formam professores individualmente • As Escolas Normais produzem a profissão docente coletiva Contribuindo para: • a socialização de seus membros. Necessidade de assegurar a reprodução das normas e valores próprios da docência.olimpio@hotmail. Corolário – instrução como forma de ascenção social. a gênese de uma cultura profissional. como forma de ascenção social. BASE DA FORMAÇÃO ESPECÍFICA DO PROFESSOR Desenvolvimento de técnicas e instrumentos pedagógicos. A valorização das Escolas Normais.com . ARGUMENTOS DE DEFESA DOS PROFESSORES Caráter especializado da ação educativa. José Olimpio dos Santos – cel. A troca do mestre-escola pelo professor de instrução primária.

com .olimpio@hotmail.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose.58 Prof. José Olimpio dos Santos – cel.

pressupõem existência de um trabalho prévio de constituição dos professores em um corpo solidário. • melhoria do estatuto controle da profissão definição da carreira • • crescimento da unidade docente imposta pelo Estado unidade intrínseca – com base no interesse comum.com .olimpio@hotmail. 59 Prof.Indefinição do estatuto .: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. • elaboração de uma mentalidade comum. práticas associativas. José Olimpio dos Santos – cel. • • MODELOS ASSOCIATIVOS – ASSOCIAÇÕES DE PROFESSORES filiações político-ideológicas.Relativo isolamento social associações de professores.Reforço da solidariedade interna do corpo docente – identidade profissional pela ação das . na consolidação do espírito de corpo.IMAGEM AMBÍGUA . MOVIMENTO DE ASSOCIAÇÕES DOCENTES tomada de consciência dos interesses profissionais.

José Olimpio dos Santos – cel.PROFISSÃO DOCENTE adesão implícita ou explícita a um conjunto de normas e valores. embasada pela crença generalizada nas potencialidades da escola e na sua expansão ao conjunto social. investidos de poder simbólico.com . • 60 Prof. • destaque ao professor.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose.olimpio@hotmail.

Os processos são contraditórios e partem de diferentes perspectivas.Eixos reivindicatórios melhoria do estatuto controle da profissão definição de uma carreira Durante os anos vinte – Movimento da Escola Nova Conjugação de projetos culturais. de hesitações e recuos. É fundamental que pensemos sobre essa brecha. É preciso urgentemente recaminhar para superar o surgimento generalizado de desconfiança em relação às competências e à qualidade do trabalho docente.olimpio@hotmail.com . a um tipo de desprofissionalização ou proletarização docente. 61 Prof.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. chegando. afirmação das novas ciências da educação. idéia de escola.ESCOLA E INSTRUÇÃO – PROFESSORES COMO AGENTES Anos 20 – Movimento da Educação Nova conjugação de projetos culturais científicos e profissionais. José Olimpio dos Santos – cel. configuração do modelo de professor profissional. de forma mediata ou imediata. tem que apropriar-se dessa historicidade. no século XXI. conseqüência – lentidão da evolução cultural. É claro que existe uma brecha entre a visão dealizada e a realidade concreta do ensino. científicos e profissionais A afirmação profissional dos professores é um percurso repleto de lutas e de conflitos. pois só se constitui enquanto feição identitária aquele que verdadeiramente conhece seu processo histórico. Qualquer profissional ligado ao ensino. Século XX .

62 Prof. Faça um pequeno resumo/fichamento.olimpio@hotmail.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. globalizada b) leitura aprofundada – relacional. RECOMENDAÇÕES 1. José Olimpio dos Santos – cel.com . com interferências 2. tentando identificar os pontos mais relevantes. contudo de difícil acesso por se tratar de um livro estratégico. optando por um dos livros indicados segundo seu maior interesse. Leia atentamente o texto usando as seguintes estratégias: a) leitura exploratória – geral. texto que julgamos fundamental para leitura.Observação: Os esquemas anteriores foram elaborados com base na leitura de Nóvoa (1985). 3. Amplie sua leitura.

Conversas com quem gosta de ensinar. São Paulo: Brasiliense. Michel. Porto Alegre. 1988. Mariano F.olimpio@hotmail. tese de mestrado (mimeo). 1997. 1990. ANDRÉ. _____________.BIBLIOGRAFIA ABRAMOVICH. 1993. 1994. São Paulo: Cortez. 1980. Jussara. Fernando. 1971. Alternativas do ensino de didática. 1995. CORREA. Howard. Rio de Janeiro: Vozes.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. De rótulos. 1993. FREIRE. Porto Alegre: Artes Médicas. Marli. Petrópolis: Vozes. 1984. José Olimpio dos Santos – cel. HOFFMANN. 1985. A. Rubem. GARDNER. Epistemologia do professor – o cotidiano da escola. 1994. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 63 Prof. 1982. 1991. BECKER. Rio de Janeiro: Vozes. Campinas: Papirus. 1989. Avaliação mediadora: uma prática em construção da pré. Campinas: UNICAMP.com . Vivendo e aprendendo. FOUCAULT. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra. A prática do planejamento participativo. 1989. Avaliação: mito e desafio numa perspectiva construtivista. A face oculta da escola: educação e trabalho no Capitalismo. ENGUITA. ____________. São Paulo: Artes Médicas. Arqueologia do saber. _________________ . FERREIRA. Danilo. São Paulo: Cortez.escola à universidade. _____________. Porto Alegre: Educação e Realidade. Nilda Teves. GANDIN. M. Porto Alegre: Educação e Realidade. Artes Médicas. São Paulo: Cortez. ALVES. ____________. A importância do ato de ler. Histórias de quem gosta de ensinar. Paulo. Cidadania: uma questão para a educação. Estruturas da mente: a teoria das inteligências múltiplas. 1993. Fanny. Quem educa quem? São Paulo: Sumus. A alegria de ensinar. carimbos e crianças que nada têm de especiais.

LÜCK. 64 Prof. Yves de et allii . Heloísa.olimpio@hotmail. Ação Integrada: administração. José Olimpio dos Santos – cel.com . supervisão e orientação educacional. Vygotsky e Wallon: teorias psicogenéticas em discussão.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. São Paulo: Summus. Piaget. 1992.LA TAILLE. Rio de Janeiro: Vozes. 1998.

São Paulo: Martins Fontes. 1995.olimpio@hotmail. Avaliação educacional escolar: para além do autoritarismo. 1996. Profissão professor. Criatividade e processo de criação. Antônio et allii. S. 1989. Peter. Brasília: Senado Federal. 9394 / 96: Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Irene Mendes). Porto Alegre: Artes Médicas Sul. Porto. Parâmetros Curriculares Nacionais. D. Cipriano C. L. São Paulo: ANDE. SENGE.. Rio de Janeiro: Imago. (Trad. Programa de Saúde Escolar da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Porto Alegre: Ed.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. BRASIL. NÓVOA. 1975. PERRENOUD. Pedagogia Diferenciada – Das Intenções à Ação. A criatividade e suas origens. (Trad. José Olimpio dos Santos – cel. Patrícia Chittoni Ramos). WINICOTT. _______. Rio de Janeiro: Vozes. _______. 1996. 1992.LUCKESI. 1995. A quinta disciplina. 1997. VYGOTSKY. Brasília: Senado Federal. W.com . Philippe. 10. ed. São Paulo: Seller. A formação social da mente. OSTROWER. 1996. In: O brincar e a realidade. Lei no. Fayga. 2000. 65 Prof.

José Olimpio dos Santos – cel. 2000. 2001 16ª. 2001. SP: Papirus. 10 Novas competências para Ensinar.) Para Onde vão a Orientação e a Supervisão Educacional? Col. ed. SP: Loyola. Magistério. 1999. Planejamento como Prática Educativa. Petrópolis: Vozes. RESENDE.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. 2000 4ª. I. São Paulo: Cortez. São Paulo: Cortez. Comentada por Carlos Roberto Jamil Cury. GANDIN.6.olimpio@hotmail.ª ed. MORAES. Formação e Trabalho.Lei de Diretrizes e Bases da Educação . (Orgs. Escola: Espaço do Projeto Político-Pedagógico. __________. 1999. (org. Porto Alegre. FERREIRA. 2000. N. M.) Prática dos Orientadores Educacionais. ed. / AGUIAR.BIBLIOGRAFIA – COMPLEMENTAR EGYPTO. Temas para um projeto político-pedagógico. Sala de Aula: Que espaço é este? SP: Papirus. LDB . D. ArtMed. J. 2000 6ª. SP: Papirus. PERRENOUD. C. V. 10. Formação e Prática do Orientador e do Supervisor. ed. 2002. Orientação Educacional: Conflito de paradigmas e alternativas para a escola. M. ed. 66 Prof.com . PLACCO. 2003. P. Rj: DPA. GRISPUN.

NO PROCESSO PEDAGÓGICO. CIÊNCIA DA FORMAÇÃO HUMANA. CIÊNCIA DO ESTUDO. A ORGANIZAÇÃO DE MODOS DE DIVERSÃO E PRODUÇÃO. (A) (B) (C) (D) (E) 4. PROMOVER A CONSTITUIÇÃO DE UM CORPO ISOLADO SUBMETIDO AO ESTADO. FACILITAR A DESINTEGRAÇÃO DO CORPO PROFISSIONAL DOCENTE. POLÍTICO. PODERÍAMOS DEFINIR PEDAGOGIA COMO: TÉCNICA PARA APRENDER. PRÁTICO E TEÓRICO. (A) (B) (C) (D) (E) 3. IMPLEMENTAR UM NOVA POLÍTICA EDUCACIONAL COMPATÍVEL COM A HIERARQUIA MONÁRQUICA DA ÉPOCA. TEMPO RÁPIDO E TEMPO EDUCACIONAL. NO PROCESSO DE AUTO-CONHECIMENTO. (A) (B) (C) (D) (E) 67 Prof. FILOSÓFICO E POLÍTICO. A CONSTITUIÇÃO DE NOVAS RELAÇÕES. TEMPO CRONOLÓGICO E TEMPO HISTÓRICO. NO PROCESSO EMPRESARIAL. SE PRETENDIA: PROMOVER A CONSTITUIÇÃO DE UM CORPO ISOLADO SUBMETIDO À IGREJA. José Olimpio dos Santos – cel. SÃO DIMENSÕES ESSENCIAIS DO TEMPO SOB O PONTO DE VISTA EDUCACIONAL: TEMPO BREVE E TEMPO DA INTELIGÊNCIA. DOUTRINÁRIO E OPERACIONAL. (A) (B) (C) (D) (E) 6. A ESTRUTURAÇÃO DE REGRAS DE CONVIVÊNCIA. SÃO ESTES: SITUACIONAL. DIRETAMENTE: A UTILIZAÇÃO DOS CONHECIMENTOS PRODUZIDOS. CONJUNTO DE ATIVIDADES. marcando apenas uma das alternativas. A ORIENTAÇÃO DE TESTES DE INTELIGÊNCIA MAIS SOFISTICADOS.com . DOUTRINAL. 1.AUTO-AVALIAÇÃO Responda às questões abaixo. SITUACIONAL E PRÁTICO. O PROCESSO DE ELABORAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO ESTABELECE TRÊS TIPOS DE MARCOS. MÉTODO DE ENSINAR. NO SÉCULO XVIII. (A) (B) (C) (D) (E) 5. PROMOVER A CONSTITUIÇÃO DE UM CORPO INTEGRADO SUBMETIDO AO ESTADO. EIS DOIS PONTOS-CHAVE PARA SER OBSERVADOS: NO PROCESSO CIVIL. TEMPO EDUCATIVO E TEMPO DO TRABALHO. NO PROCESSO DE LEGALIZAÇÃO DA ESCOLA. IMPLÍCITO E EXPLÍCITO. CONTEXTUAL.olimpio@hotmail. ESPIRITUAL. COMPROMISSO E ENGAJAMENTO. TEMPO DA MATURIDADE E TEMPO DA PEDAGOGIA.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. (A) (B) (C) (D) (E) O GRANDE NÚMERO DE MUDANÇAS OCORRIDAS NO DECORRER DO TEMPO ACABOU POR DEFINIR NOVAS FORMAS DE RELACIONAMENTO E ORGANIZAÇÃO E ISSO AFETOU. A PARTIR DA INTERVENÇÃO ESTATAL NA EDUCAÇÃO FORÇANDO A INSTITUCIONALIZAÇÃO DO PROFESSOR COMO CORPORAÇÃO PROFISSIONAL. 2.

DOS ALUNOS PARA COM O CORPO DOCENTE. FACILITOU A DEFINIÇÃO DE UM PERFIL DE COMPETÊNCIAS TÉCNICAS. DESENVOLVIMENTO ESCASSO DE TÉCNICAS E INSTRUMENTOS PEDAGÓGICOS. REDEFINIÇÃO SALARIAL. DE TODOS E DE CADA UM QUE INTEGRAM A COMUNIDADE ESCOLAR. VALORIZAÇÃO SOCIAL. UMA AUSÊNCIA IDEOLÓGICA NA ELABORAÇÃO DE PROJETOS PEDAGÓGICOS. (A) (B) (C) (D) (E) 68 Prof. ASSINALE A ÚNICA ALTERNATIVA FALSA COM RELAÇÃO AS VANTAGENS TRAZIDAS PELA "LICENÇA DOCENTE": DELINEOU MELHOR A CARREIRA DA PROFISSÃO DOCENTE.com .: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. José Olimpio dos Santos – cel. FACILITOU O RECONHECIMENTO PROFISSIONAL DO DOCENTE.olimpio@hotmail. A TROCA DO PROFESSOR DE ESCOLA PRIMÁRIA PELO MESTRE-ESCOLA. VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL ASCENDENTE. 8. SEGUNDO ANTONIO NÓVOA.7. SERVIU DE BASE PARA O RECRUTAMENTO DE NOVOS PROFISSIONAIS. A VALORIZAÇÃO DAS ESCOLAS NORMAIS. NENHUMA DAS ALTERNATIVAS ACIMA. DOS DOCENTES PARA COM SEUS ALUNOS. TODAS AS ALTERNATIVAS ESTÃO INCORRETAS. O ATUAL ESTÁGIO DO PROFESSORADO É CARACTERIZADA PELA: PROLETARIZAÇÃO OU DESPROFISSIONALIZAÇÃO. (A) (B) (C) (D) (E) NO QUE SE REFERE AO PROJETO-POLÍTICO-PEDAGÓGICO. DURANTE O SÉCULO XIX OBSERVOU-SE COM RESPEITO A PROFISSÃO DOCENTE: A DESVALORIZAÇÃO DAS ESCOLAS NORMAIS. COMO UM TODO. (A) (B) (C) (D) (E) 9. PODEMOS AFIRMAR QUE O MESMO DIZ RESPEITO À RESPONSABILIDADE: DA ESCOLA PARA COM SEUS ALUNOS. (A) (B) (C) (D) (E) 10. CONDUZIU A UM AUMENTO SALARIAL DA CATEGORIA.

José Olimpio dos Santos – cel.A FORMAÇÃO DO ORIENTADOR EDUCACIONAL – VISÕES ÉTICA E ESTÉTICA 69 Prof.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose.com .olimpio@hotmail.

inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana.os limites da minha linguagem denotam os limites do meu mundo. suas origens e possibilidades prospectivas. José Olimpio dos Santos – cel. Todas as atividades desenvolvidas na escola.com . 70 Prof.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. enquanto um sistema social. Inspirado no texto do artigo 2º do Título I da nova LDB. é importante refletirmos sobre a sua formação.” (Ludwig Wittgenstein) O processo educativo se viabiliza através de três áreas de atuação principais. atreladas a estas três áreas. seu preparo para o exercício responsável da cidadania e sua qualificação para o trabalho” . objetiva o pleno desenvolvimento da pessoa. a supervisão escolar e a orientação educacional. podendo-se perceber que o sucesso do processo educativo dar-se-á através da posição de influência e liderança exercidas por estas áreas.. estão. O papel da orientação educacional se faz importante nesse sentido à medida que esta consiga atender às necessidades da comunidade. sobremaneira. se compõe de um conjunto de funções interrelacionadas e interinfluentes.olimpio@hotmail. é que procuraremos refletir e resgatar a importância do papel do orientador educacional em suas dimensões ética e estética. “A educação nacional. A escola.INTRODUÇÃO “.. que são: a administração escolar. 1999). onde a ação numa das áreas se refletirá nas demais (Luck. Para entendermos melhor o papel da orientação educacional.

a Orientação Educacional fundamenta-se no reconhecimento das diferenças individuais e no reconhecimento de que o ser humano.olimpio@hotmail. Este é o advento da Orientação Educacional. enquanto o fracasso corria por conta da falta de aplicação ou de aplicação inadequada. em sua realidade sócio-humana. com a intenção de ser apreendido. como cidadão participante. o crescimento do processo de industrialização e a exigência da especialização de mãode-obra se faz perceber. na prática.ORIGENS DA ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL O advento da Orientação Educacional representa uma tomada de consciência em relação à realidade do educando e à complexidade da vida social. o meio sociocultural em que se desenvolve o educando. O que se pode observar.” (Nérici. Assim sendo. José Olimpio dos Santos – cel.. inclusive.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. o que determina aspirações diferenciadas. integralmente. sendo percebido como um ser falível. O educando começou a ser olhado de maneira mais compreensiva. bem como as suas contradições. 1974) Somente no início do século XX é que a vida social do educando começou a ser olhada como um aspecto importante para o sucesso do processo educativo.. Este olhar diferenciado para o educando nos possibilita construir um olhar também diferenciado para o professor. Conseqüentemente. enquanto um sujeito com virtudes e carências. diferente um do outro. ao educando. que arbitrariamente todo crédito no ensino era aberto ao professor e todo débito. as relações existentes da apropriação dos espaços. como uma dimensão importante e necessária ao processo educativo. bem como valorizado em seus aspectos positivos. Decorre daí a visão do educando. por parte do educando em relação a seus estudos. pela escola.com . em qualquer momento de sua 71 Prof. de modo a prepará-lo para integrar-se no meio social. sendo assistido e fortalecido em suas dificuldades. é que o educando ocupava posição secundária no processo educacional. O sucesso escolar era quase sempre produto da eficiência do professor. “Pode-se dizer. como por exemplo.

lugar social pela “profissão”. ajuda e orientação.073. obedecendo à necessidade de assistir o educando no desenvolvimento de todas as suas estruturas – física. no Brasil. pela primeira legislação federal. nos estabelecimentos de ensino secundário. O contato direto com o educando foi deixando transparecer suas dificuldades. A expressão “Orientação Educacional”.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose.olimpio@hotmail. um dos expoentes da educação brasileira. social. estética.Far-se-á. ampliando-se seu campo de ação para uma assistência mais ampla e completa. tem sua primeira incursão no processo educativo através de Lourenço Filho. “serviço” este interrompido em 1932. com o objetivo de melhor orientá-lo para a vida pessoal e social. necessitando. pode apresentar carências e dificuldades. 1974. concebemos como orientação vez na 72 Prof. isto é. A formulação mais precisa aparece na Lei Orgânica do Ensino Secundário (Decretolei nº 4. sendo reiniciado por Fernando de Azevedo. nos Estados Unidos com o objetivo primeiro de orientar os estudantes para uma adequada escolha profissional para inserção no mercado de trabalho. de compreensão. Ela surgiu no início do século XX. em 1931. no mesmo ano e extinto em 1935. ainda. “Logo no início do século XX. apud Nérici. Orientação Educacional. 80 . p. “Art. uma espécie de correlato do que hoje. de 30/1/42. pois. empregada para designar um serviço auxiliar da escola (visão simplista e pouco acadêmica) surgiu. enquanto diretor do Departamento de Educação do Estado de São Paulo criou o “Serviço de Orientação Profissional e Educacional.424 de 09/04/42). 64) A Orientação Educacional.” (Schmidt e Pereira. científica. deu-se uma ampliação natural no campo da Orientação. como um direcionamento para a orientação profissional. José Olimpio dos Santos – cel. política e religiosa. O objetivo maior deste “serviço” era “guiar o indivíduo na escolha de seu vocacional. moral.com . mental. no Decreto-lei nº 4.vida.

com . descansar ou.A Orientação Educacional se destina a assistir o Educando individualmente ou em grupo.É função da Orientação Educacional. atendimento geral. 1º. passou a ser um espaço onde o aluno ia desabafar.E.” Posteriormente.Art. cooperar. no âmbito das escolas e sistemas escolares de nível médio e primário. ministrando-lhe esclarecimentos e conselhos sempre em entendimento com sua família. organização. Apesar da obrigatoriedade nas escolas.692. atendimento individual e de relacionamento (Nérici. a Orientação Educacional incluindo aconselhamento vocacional em cooperação com professores. fugir da aula que ele achava desagradável.E.O. Art.Cabe ainda à Orientação Educacional cooperar com os professores no sentido da boa execução. 10 . simplesmente. 73 Prof.O. negligenciando outras funções como as de planejamento. dos trabalhos escolares. a recreação e o descanso dos alunos decorram em condições de maior conveniência pedagógica. visando ao desenvolvimento integral e harmonioso de sua personalidade. de 11/08/71 quando se faz presença obrigatória em todas as instituições de ensino através da criação do Serviço de Orientação Educacional (S. ordenando e integrando os elementos que exercem influência em sua formação e preparação para o exercício das opções básicas. Desta maneira. em seu percurso profissional.Será instituída.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. A Orientação Educacional se consagra no texto da Lei 5.). Art. obrigatoriamente.olimpio@hotmail. Art. 1973).564 de 21/12/68 amplia a extensão da orientação educacional aos níveis médio e primário visando a uma ação mais assistencialista e de aconselhamento. o S. o qual deveria estabelecer uma relação de parceria entre escola/ professores/ comunidade e família. 81 . por parte dos alunos. família e comunidade. José Olimpio dos Santos – cel. a função do aconselhamento. no sentido de que cada aluno se encaminhe convenientemente nos estudos e na escolha de sua profissão. mediante a necessária observação. Desgaste este propiciado provavelmente pela formação inadequada dos profissiobnais de Orientação Educacional que priorizaram. o que se viu ao longo desses quase trinta anos foi um desgaste progressivo da Orientação Educacional. 82 . buscar imprimir segurança e atividade aos trabalhos complementares e velar para que o estudo. a Lei 5.

seu preparo para o exercício responsável da cidadania e sua qualificação para o trabalho.. José Olimpio dos Santos – cel. lei 9.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose.Com a implantação da nova LDB/96 pretende-se resgatar a importância da Orientação Educacional no processo educativo atual que visa “(. art..olimpio@hotmail.394 de 20/12/96) 74 Prof.” (Título II.com .) o pleno desenvolvimento da pessoa. 1º.

muitas vezes instintivas. a formação destes recursos. suas necessidades. tais como as características da escola. 1978: 11) e seus relacionamentos. Como “a chave do êxito na educação reside nas pessoas” (Kaufman. ou como protestos diante das perspectivas frustradas e das dificuldades encontradas pelo professor. temos aqui a importância da ação da orientação educacional. qualquer que seja ele. em serviço e. no desenvolvimento das competências e habilidades.O FAZER E O PENSAR DO ORIENTADOR EDUCACIONAL Como vimos no texto. a expectativa do papel social desempenhado. José Olimpio dos Santos – cel. é de extrema importância orientar e assistir a este professor na promoção de um ambiente escolar saudável e eficaz. principalmente. é determinado por um conjunto de fatores interferentes. uma vez que o espaço próprio para a efetivação das mudanças – a sala de aula – continua pleno de ações conservadoras.com . Assim. os recursos humanos disponibilizados. A falta de assistência ao professor quanto ao seu desempenho em sala de aula. tanto no aspecto técnico quanto pessoal. o processo educativo será significativo quanto maior for a qualidade do relacionamento professor-aluno. O conhecimento. tão bem declinadas por Perrenoud (2000). principalmente. Segundo Lück (1999). mas.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. Assim. as habilidades e as atitudes do professor em relação ao aluno. o orientador educacional necessita aprimorar-se não se limitando à formação acadêmica mas investindo em treinamentos. entre outros. No tocante aos recursos humanos importa-nos não só a quantidade de pessoas disponibilizadas para a viabilização do processo educativo. alvo de sua motivação. tornam eficaz o processo educativo. é visto como uma das causas de entraves do educativo.olimpio@hotmail. processo A ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL ENQUANTO ACONSELHAMENTO 75 Prof. o papel social. Uma das grandes dificuldades da educação encontra-se na distância existente entre as idéias inovadoras e a ação pedagógica em si efetivada pelo professor.

Um dos questionamentos levantados relaciona-se à origem dos modelos e técnicas de aconselhamento utilizados em orientação educacional. Além destes questionamentos.olimpio@hotmail.com . Neste sentido. posto que na psicoterapia pressupõe-se a existência de um núcleo de doença que. sua realização em todas as suas estruturas e em todos os planos de vida”. tais como: currículos e programas inadequados às necessidades dos educandos. o aconselhamento tem sido considerado a principal atuação do orientador educacional. A prática comum é a do encaminhamento do educando ao Serviço de Orientação Educacional. principalmente através do estudo.Tradicionalmente. geralmente. neste particular existe uma ótica diferenciada. (Schimidt e Pereira. Esta práxis nega o reconhecimento de que. José Olimpio dos Santos – cel. falta de sensibilidade de professores e outros profissionais da escola com relação às características individuais do educando. os quais são do âmbito da psicoterapia. muitas vezes. p. as mudanças a serem efetuadas devem se dar no indivíduo e não no ambiente. 1973. na escola. no plano da argumentação lógica. rigidez nos regulamentos. concretizando. as quais devem ser corrigidas e alteradas. 76 Prof. apud Nérici. já que. a tomar consciência de seus valores e dificuldades. uma vez que o adulto é percebido. o aconselhamento é utilizado nos casos de indisciplina na escola (Lück. atualmente. Ora. 1979). o orientador educacional é percebido e percebe-se como um profissional que tem como função precípua atuar junto aos educandos. a orientação educacional é definida por Schmidt e Pereira (1969): “um método pelo qual o orientador educacional ajuda o aluno. a inadequação comportamental do educando é conseqüência de disfunções ambientais. Assim. Esta ótica se amplia para a escola através da postura assumida pelo orientador Educacional.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. entre outras. Entretanto. geralmente. é manifestado no indívíduo. 67) Dentro desta perspectiva. pensamos que a desigualdade natural existente entre o orientador educacional (adulto) e o educando (criança/adolescente) não se desfaz no espaço educacacional. para que suas atitudes sejam modificadas. esta práxis vem sendo amplamente questionada em virtude do orientador educacional não conseguir demonstrar a eficácia do tempo destinado ao aconselhamento para o atendimento da problemática do educando.

José Olimpio dos Santos – cel.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. de tempo e de eficácia. encaminhá-lo ao Serviço de Orientação Educacional transferindo ao orientador educacional a responsabilidade de solucionar tais problemas. sujeita a pressões organizacionais em termos de resultados. uma vez que ele não estará mais sozinho à frente das dificuldades. Tal concepção mudou totalmente a abrangência e significância do papel do professor. podendo haver um ajustamento. diante da pressão do tempo limitado e do número imenso de alunos.olimpio@hotmail. tentando resolvêlas juntamente com o educando. Ao contrário. a Orientação Educacional desenvolvida através do aconselhamento. 77 Prof. as quais o professor não se vê com preparo suficiente para efetuar seu trabalho. como figura de autoridade pela criança/adolescente. forçado inadvertidamente por ele. prematuro e superficial. apresentam necessidades distintas. o que torna a escola o espaço não apropriado para o aconselhamento. Outro aspecto a relevar é que o educando. a escola. Ao perceber as dificuldades psicoemocionais no seu aluno.com . portanto. Além disso. Parece-nos que não. o orientador torna-se um “prestador de serviços”. o orientador educacional vê-se obrigado a diminuir o tempo de duração e o número de sessões com cada aluno. como sendo os mais adequados. não importando a posição por ele ocupada. Finalmente. sentir-se-á totalmente à vontade para discutir qualquer assunto com o orientador educacional. geralmente um cliente involuntário do aconselhamento. segundo Lück (1978) à medida que as necessidades vão surgindo. Mais sério do que não contemplar a todos.em nossa cultura. não propicia condições para que o educando desenvolva seu comportamento natural. ficando a maioria deles sem receber os benefícios da orientação educacional. vemos com freqüência a tentativa de moldar o aluno aos padrões comportamentais concebidos pela instituição. é restrita a um número limitado de educandos. A ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL ENQUANTO PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS A Orientação direta ao educando parte do pressuposto de que estes são diferentes e que. individual ou em grupo. Logo.

às famílias. Possuem uma face. uma “estória” a ser contada. 1983. portador de um nome e também de uma “estória”. psicomotores. o professor se ausenta do papel fundamental de formador intelectual e psicoemocional de seus alunos. Habitam um mundo em que o que vale é a relação que os liga aos alunos. 78 Prof. Espaço artesanal. depreende-se que o “fazer” do orientador educacional deva estar voltado para prestar assistência ao professor. José Olimpio dos Santos – cel.Assim sendo. envolvendo os seus profissionais. “Eu diria que os educadores são como as velhas árvores. aos alunos. E a educação é algo para acontecer neste espaço invisível e denso. deixando um hiato na qualidade do relacionamento interpessoal professor/aluno. 13) Face ao exposto. à escola como um todo.” (Alves.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. o que incidirá numa falta de parâmetros comportamentais na escola. p. objetivando prepará-los para atender e entender as necessidades dos educandos de forma global – em relação aos aspectos cognitivos. que se estabelece a dois. enfim todas as pessoas que interagem e contatam com o educando.olimpio@hotmail. um nome. sociais e afetivos.com . sofrendo tristezas e alimentando esperanças. R. sendo que cada aluno é uma “entidade” sui generis.

Por que será que nos deixamos empobrecer tanto? Onde estaremos concentrando nossos esforços educacionais? Segundo Aquino (1998). Assim. é necessário ter pessoas com desempenho de qualidade. significa estar pronto a interagir com o(s) outro(s). com conhecimento técnico atualizado. devemos arriscar um novo olhar. na escola 79 Prof. Para que este trabalho seja feito é necessário que cada um tenha a clareza ética do seu papel. para entender a importância da Orientação Educacional no processo educativo. respeitando as diferenças. que não são melhores e nem piores. não há nada de novo sob o sol. Para darmos conta do montante de informações a que temos acesso. José Olimpio dos Santos – cel. comprometimento este que acaba se refletindo nas relações estabelecidas na escola. Desta feita. em face de múltiplas leituras do mundo que somos estimulados a fazer. a escola não é mais um espaço de integração social. reconhecendo suas identidades.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. em questões de subjetividade e autoridade. Um homem só se completa através do processo educativo.CONSIDERAÇÕES FINAIS Diante de tantas mudanças ocorridas no mundo e da falta de investimento sério na Educação (o Brasil é um Estado que investe pouco na Educação) . certamente.olimpio@hotmail. e que assumam uma postura ética. foram negligenciadas até quase chegar à extinção. verificamos que a qualidade de vida do povo brasileiro encontra-se comprometida. um espaço reforçador da auto-estima. funções altamente importantes dentro da escola. principalmente pública. o que em outras palavras. necessita de um aconselhamento ético. um lugar onde se desenvolvem valores e sentimentos.com . Atualmente. Como conseqüência da falta de investimentos adequados às nossas necessidades educacionais. como as do orientador educacional. é necessário que se tenha aprendido a ler – e este é o trabalho fundamental da escola. o professor que encaminha quase toda a sua turma para a Orientação Educacional de modo a avaliá-los comportamentalmente. O novo é uma releitura do velho. bem como da importância do seu trabalho. Só que para se poder fazer uma releitura.

pois. sempre ameaçada. É mais do que ter o domínio de métodos e técnicas que redundam em assistir e orientar. Assistir e orientar verdadeiramente. propiciando ao educando. em meio ao estrépito de impérios e nações. o reconhecimento como parte para o desenvolvimento do trabalho educacional. então. com a comunidade escolar. hoje. posto que esta visão assistencialista levou o orientador educacional a se alienar do processo educativo como um todo. o suave acordar da vida e da esperança. “Já se disse que as grandes idéias vêm ao mundo mansamente. ao contrário. como pombas. é mais claro o papel da mesma de resgatar e de elevar a Orientação Educacional ao seu lugar de importância no cotidiano escolar. diariamente. utilizando o viés psicopedagógico que será de extrema valia no desenvolvimento pleno do processo educativo. revivificada.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. de que cada e todo homem.” (Albert Camus) 80 Prof. brilha por um breve momento a verdade. Este. Não se deve. Alguns dirão que tal esperança jaz numa nação. implica deixar sempre muito claro ao educando de sua liberdade. É preciso estar alerta para o perigo do excesso de assistência e de orientação. escutaremos. para que ele mesmo possa refletir sobre as suas ações e buscar resolver suas dificuldades. alimentada por milhões de indivíduos solitários. compreender a Orientação Educacional através de uma atitude paternalista alienante. Eu creio. contribuindo também para a não conscientização do seu papel. cujos atos e trabalho. acabou sofrendo a conseqüência da unidimensionalidade de sua ação.Assim. José Olimpio dos Santos – cel.olimpio@hotmail. negam as fronteiras e as implicações mais cruas da história. Talvez. Como resultado. por afastar-se do processo educativo. a formação do orientador educacional deve visar a inserção dos educandos na escola.com . o crescimento pessoal e social e a formação de um cidadão independente e livre. que ela é despertada. um discreto bater de asas. Atualmente. numa concepção holista. juntamente. constrói para todos. se ouvirmos com atenção. a marcha para a maturidade. sobre a base de seus próprios sofrimentos e alegrias.

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M. PERRENOUD.6. 2000. FERREIRA. Porto Alegre. (org. C. / AGUIAR. P.olimpio@hotmail. I. 2000 6ª. José Olimpio dos Santos – cel. J. 2002. Rj: DPA.BIBLIOGRAFIA – COMPLEMENTAR EGYPTO. PLACCO.Lei de Diretrizes e Bases da Educação . ArtMed. SP: Loyola. RESENDE. 2003. São Paulo: Cortez. (Orgs.) Para Onde vão a Orientação e a Supervisão Educacional? Col. LDB . SP: Papirus. ed. ed. V. 2000.) Prática dos Orientadores Educacionais. Formação e Trabalho. ed. 2000 4ª. MORAES.com . GANDIN.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. 10. __________. São Paulo: Cortez. Orientação Educacional: Conflito de paradigmas e alternativas para a escola. D. Comentada por Carlos Roberto Jamil Cury. Petrópolis: Vozes. Planejamento como Prática Educativa. 1999.ª ed. 2001 16ª. 1999. Sala de Aula: Que espaço é este? SP: Papirus. M. Formação e Prática do Orientador e do Supervisor. Magistério. SP: Papirus. 10 Novas competências para Ensinar. Escola: Espaço do Projeto Político-Pedagógico. N. 2001. ed. GRISPUN. 82 Prof. Temas para um projeto político-pedagógico.

José Olimpio dos Santos – cel. ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR. SUPERVISÃO ESCOLAR. DO DECRETO-LEI Nº 9. PROFESSOR NÃO EXIBIA IMPORTÂNCIA NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM CABENDO TODO CRÉDITO AO ALUNO.olimpio@hotmail. ORIENTÁ-LO PARA A VIDA PESSOAL E SOCIAL.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. NO INÍCIO DO SÉCULO XX. DO DECRETO-LEI Nº 5. EMPREGADA PARA DESIGNAR UM SERVIÇO AUXILIAR DA ESCOLA.com . 2.394 DE 20/12/96.564 DE 21/12/68. ATÉ O INÍCIO DO SÉCULO XX. DO DECRETO-LEI Nº 5. (A) (B) (C) (D) (E) 3.424 DE 09/04/42) . (A) (B) (C) (D) (E) 5. DO DECRETO-LEI Nº 4. SOMENTE. EDUCANDO ERA ASSISTIDO PELA FAMÍLIA NÃO APRESENTANDO PROBLEMAS DE APRENDIZAGEM. SURGE PELA PRIMEIRA VEZ NA LEGISLAÇÃO FEDERAL ATRAVÉS: DA LEI ORGÂNICA DO ENSINO SECUNDÁRIO (DECRETO-LEI Nº 4. (A) (B) (C) (D) (E) PODEMOS DIZER QUE O PROCESSO EDUCATIVO SE VIABILIZA ATRAVÉS DE TRÊS ÁREAS PRINCIPAIS: ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR. ESCOLA E FAMÍLIA. A ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL NÃO EXISTIA PORQUE: EDUCANDO OCUPAVA POSIÇÃO SECUNDÁRIA NO PROCESSO EDUCACIONAL. PROCESSO EDUCATIVO NÃO SE PREOCUPAVA COM O DESEMPENHO DO EDUCANDO.AUTO-AVALIAÇÃO Responda às questões abaixo. SAÚDE ESCOLAR E ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL. TEM-SE O ADVENTO DA ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL COM O OBJETIVO PRECÍPUO DE: ORIENTAR PSICOLOGICAMENTE OS EDUCANDOS. marcando apenas uma das alternativas. 1. A EXPRESSÃO "ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL". QUE ESTABELECE UMA AÇÃO DE PARCERIA COM: ESCOLA E COMUNIDADE. ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL E SAÚDE ESCOLAR. (A) (B) (C) (D) (E) 4. SUPERVISÃO ESCOLAR. DO DECRETO-LEI Nº 5. SUPERVISÃO ESCOLAR E ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL. (A) (B) (C) (D) (E) 6. ASSISTIR AOS FAMILIARES DO EDUCANDO. LOURENÇO FILHO. SUPERVISÃO ESCOLAR E SAÚDE ESCOLAR. (A) (B) 83 Prof.692. DARCY RIBEIRO. SAÚDE ESCOLAR E ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL. FAZER ACONSELHAMENTO INDIVIDUAL NO QUE TANGE A PROBLEMAS DISCIPLINARES. FERNANDO DE AZEVEDO. A VIDA SOCIAL DO EDUCANDO ERA PRIORIDADE NO PROCESSO EDUCATIVO. A ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL É INSTITUÍDA NO ARTIGO 10. ORIENTAR PROFISSIONALMENTE OS EDUCANDOS. A ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL NO BRASIL TEM SUA INSERÇÃO NO PROCESSO EDUCATIVO ATRAVÉS DE: PAULO FREIRE. DE 11/08/71. ANÍSIO TEIXEIRA.073 DE 30/01/42. ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR.692 DE 11/08/71.

: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. GOVERNO E FAMÍLIA.com . COMUNIDADE E FAMÍLIA. José Olimpio dos Santos – cel. 84 Prof.olimpio@hotmail.(C) (D) (E) ESCOLA. ESCOLA. COMUNIDADE E FAMÍLIA.

COMUNIDADE. RELACIONAMENTO. (A) (B) (C) (D) (E) O ORIENTADOR EDUCACIONAL. ASSINALE A ÚNICA ALTERNATIVA FALSA: UM DOS QUESTIONAMENTOS LEVANTADOS QUANTO À FUNÇÃO DE ACONSELHAMENTO NA ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL DIZ RESPEITO AO FATO DE QUE SEUS MÉTODOS E TÉCNICAS SÃO DO ÂMBITO DA PSICOTERAPIA. ATENDIMENTO GERAL. RELACIONAMENTO. ORGANIZAÇÃO. AS QUAIS O PROFESSOR NÃO SE VÊ COM PREPARO SUFICIENTE PARA EFETUAR SEU TRABALHO. (A) (B) (C) A ORIENTAÇÃO DIRETA AO EDUCANDO PARTE DO PRESSUPOSTO DE QUE OS EDUCANDOS SÃO DIFERENTES E QUE. (A) (B) (C) (D) (E) A IMPORTÂNCIA DA AÇÃO DA ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL RESIDE: NO ACONSELHAMENTO INDIVIDUAL AO EDUCANDO. AMPLIANDO A ABRANGÊNCIA E SIGNIFICÂNCIA DO PAPEL DO PROFESSOR. NA IMPORTÂNCIA DADA ÀS PESSOAS ENVOLVIDAS NO PROCESSO EDUCATIVO: PROFESSORES. ATENDIMENTO GERAL. NA ÊNFASE ÀS NECESSIDADES ESPECIAIS DO EDUCANDO. NA ASSISTÊNCIA À FAMÍLIA DO EDUCANDO. ORGANIZAÇÃO. NA ORIENTAÇÃO E ASSISTÊNCIA AO PROFESSOR. NO INVESTIMENTO NAS PESSOAS E SEUS RELACIONAMENTOS. ACONSELHAMENTO. RELACIONAMENTO. DEIXANDO A MAIORIA SEM ACESSO AOS BENEFÍCIOS DESTE SERVIÇO.: (65) 8112 0482 ou 9981 0482 e-mail: jose. PLANEJAMENTO. NA IMPORTÂNCIA DADA ÀS DIFERENÇAS INDIVIDUAIS DOS EDUCANDOS. AOS FAMILIARES. PLANEJAMENTO. (E) "FAZER" DO ORIENTADOR EDUCACIONAL DEVE ESTAR VOLTADO PARA PRESTAR ASSISTÊNCIA AO PROFESSOR. ATENDIMENTO INDIVIDUAL. À ESCOLA COM SEUS PROFISSIONAIS. ATENDIMENTO INDIVIDUAL. José Olimpio dos Santos – cel. A ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL DESENVOLVIDA ATRAVÉS DO ACONSELHAMENTO INDIVIDUAL OU EM GRUPO É RESTRITIVA A UM NÚMERO LIMITADO DE EDUCANDOS. DEVERÁ DESENVOLVER AS FUNÇÕES SEGUINTES: ACONSELHAMENTO. APRESENTAM NECESSIDADES DIFERENTES. ATENDIMENTO GERAL. 9. NA ORIENTAÇÃO E ASSISTÊNCIA AO EDUCANDO. 85 Prof. ATENDIMENTO GERAL. (A) (B) (C) (D) (E) 10. ATENDIMENTO INDIVIDUAL. 8. EDUCANDOS. PORTANTO. NA PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE JUNTO ÀS ATIVIDADES ESCOLARES. PLANEJAMENTO. TODAS AS PESSOAS QUE INTERAGEM E CONTATAM COM O EDUCANDO SIGNIFICATIVAMENTE. PLANEJAMENTO. VEM COMPLEMENTAR O PROCESSO EDUCATIVO. ACONSELHAMENTO. UMA DAS PRINCIPAIS CAUSAS DE EMBARAÇO DO PROCESSO EDUCATIVO CONSISTE: NA FALTA DE ASSISTÊNCIA AO PROFESSOR QUANTO AO SEU DESEMPENHO NA SALA DE AULA. COMO PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. ORGANIZAÇÃO. RELACIONAMENTO. ACONSELHAMENTO. (D) A ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL. TORNANDO-O MAIS DINÂMICO. EM SUA FORMAÇÃO. RELACIONAMENTO. FAMÍLIA. ENFIM. ATENDIMENTO INDIVIDUAL.olimpio@hotmail. ORGANIZAÇÃO. ACONSELHAMENTO.7.com .