P. 1
Part 3

Part 3

|Views: 3|Likes:
Published by Osvaldino Monteiro

More info:

Published by: Osvaldino Monteiro on Sep 26, 2012
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

03/04/2015

pdf

text

original

13 Cabral, inleÍvenção perante o Conselho de Segurança,Addis Ab€ba, Fev€le Senghor, comunicação ao Simpósio Internacional Amílcar Cãbral, in Cottinuar

Cabrul, p.63. 20 Declaraçâo do Comité Executivo da Lutâ do PAIGC, Boé, 16 de Mâio de 1974. ,r ldem. 22 Dados Íecolhidos do relatório do Banco Mundial sobre Cabo Verd€ (Desenvolvimento económico de um pequeno ârquipélago), 20 de Outubro de l9?9. 2r Cabral, (As opções da CONCP), Dar Es-Salam, 1965 za Jennifer Whitaker, Les Etots Unis et I'Arique, p. 14. x Discuíso perante o comité de Lib€rtação. 26 Joaquim Chissano, discurso perante â 40.' Sessàodo Conselho de Ministros da OUA, Março de 1984. 27 John de H. Jo$e, AÍrica: Crises of ConÍìdence ìn Foreìgn ÁIairs. 28 Thompson e A. Prior, South Ahìcan Polítics, p.23'Ì. 1e ld., ìbid., p.225. 30 AJrìco Conrtdentiat, 12 de Dezembro de 1984.

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBREO DIÁLOGO ENTREAEUROPAEAÁFRICA

DESENVOLVIMENTO E COOPERACAO
A PERSPECTIVAAFRICANÁ

Comunicação opresentadapelo Sr. Dr. Renato Cardoso, conselheiro de S. Ex. a o Primeiro-Ministro de Cabo Verde

Lisboa, 18 r 20 de Outubro de 19E5 78

hoje.A überdade foi sempre entendida como a via necessáriapara o progresso. em África. A cooperação é um meio. Essâs são as preocupaçõesglobais da África de hoje. Desenvolvimentofala-nos de um esforço que abrange a sociedade inteira. Em certos qrsos. o know-how. centra-se nos homens. Cooperaçâo. A dimensão do problema do continente impressiona. alguns começírm a perguntar sobre o valoÍ real da independência. É um elemento importante no processo €conómico africano. económicas € morais. O desenvolyimentoé integral. os processos. perante a demora de realização dessesonho. é uma pequena paÍe da questão. como o daquele camponês do interioÍ do Senegal de que fala SembeneOusmane. Envolve as variáveis sociais € políticas.I . ainda que não se resuma ao APD. Só o comércio CEEACP. É fundamentalmente interno. diz a Comissão das Comunidades Europeias. É mais global.A PerspectivaAfricana>. desespeÌadamente.INTRODUCÃO O título que prefeÍi dar a esta minha contribuição é <<Desenvolvimento e Cooperação. é o objectivo que se demanda. é mais de cem vezesa ajuda total. é o anseio fundamental dos povos do continente: em boa verdade. abarca os objectivos. Voluntariamente. é a razão e legitimação dos pÍóprios processosde independência. em que pode contribuir tanto para o 8t . faço precedero conceito de desenvolyimentoao de cooperação. os recursos.

mas não pode dizer que é a pobreza que obriga que essedebate se faça se 82 . Para a África. É uma preocupaçãogeneralizada. sociais. Hoje. Em África. Todos se envolvem. Assim se exprime a hierarquia existenteentre as partes. como Cabral.de 1983' a desempenharo papel d€ marco do recuo. e Addis Abeba. valores. Subitamente.entendendo-o na globalidade dos seus aspectos económicos. importa sublinhar o Yalor relativo das coisas. é o momento indicado para discutir o progresso. o tom que se tem pretendido dar.sobre a ideia que tem de si própria. como N'Krumah. sobre a imagem que os outros dela têm' Hoje. Enraizaram-seconceitos essenciais. corolário da interdependência.como cooperação para o desenvolvimento.Hoje. Além disso. caminham sempre um passo à frente do urgente. Retoma-seo conceito de desenvolvimento. Tentarei trazer a este fórum algo do modo como a Africa encara €ste assunto delicado e urgente' Não deve surpreendero facto de ser agora que a África se concentra na análise dos problemas do desenvolvimento.progresso real como transformar-se em elemento estrutural bloqueadoÍ. Tudo tem o seutempo próprio na evofuçao dqs coisas. como a interdependência das económica internacional. II - A ÁFRICA INTERROGA. siva. opresgrosso da coluna. culturais e políticos.Melhor. desenvolvimento económico e social encontra-seno cerne das preocupações africanas. Conscienteou inconscientemente. pela largueza da sua visão. 1980. alegra-nossobretudo o ensejoque se nos oferecede dizer algo sobre as próprias interrogaçõesda África. E abordado como missão primordial da África de hoje e responsabilidade directa dos seuspovos. entendida como contribuidesse ção externa aos esforços dos Africanos. Já não é mais um problema de visionários. é elemento essencial ela é importante e útil se entendida como todo. A década de 70 foi a década de ouro dos debates sobre o desencomo o direito ao volvimento.SE Apraz-nos esta oportunidade de participar nestecolóquio sobre questões tão importântès como desenvolvimento e cooperação' Numa altura em que o Mundo se questiona sobre o seu conteúdo. cima do debate mundial sobre o desenvolvimento As crisesde secae fome. como nações. nos debates nacionais. para a África. no início da década de 80. A cooperação. que impõe presença nos fóruns cimeiros regionais e sub-regionais. com a Conferênciada CNUCED em Belgrado. A Carta dos Direitos e Deveres Económicos dos Estados e o Programa de Acção para a Instaurâção de Uma Nova Ordem Económica Internacionalpareciamsimbolizar uma tomada de consciência nova a nível mundial. de ajuda. através dela se sublinha sub-repticiamentea desigualdadeentre os parceiros. sobre os seus programas' sobre os resultados dos vinte e cinco anos de independência.Não se discute d€senvolvimento. com África fala-sede cooperação. ou de combatentes com sólida base teórica. A crise é uma das razõescatalisadorasdesseprocesso. 1985' é outro. que. a África questionasobre o seu ideário. a desertificação. reivindicações. nas obras dos intelectuais' Não é por acaso. pôs-seuma pedra em r. de a necessidade nova ordem desenvolvimento.as guerras e os refugiados foram chamados para o palco e decidiu-se falar sobretudo de cooperação. especialmente em Lagos.

a África fala de desenvolyimentocom tanta insistência em parte porque resolveu já. a angústia da interrogação também advém do facto de os paísesafricanos.Então. A mobilização para as independências foi por causa dela. na sua maioria. os Chefes de Estado discutiram e aprovaram um programa prioritário de -. em principio. bairros de lata. a questão económica foi sempre uma constante nas ordens do dia das mais importantes reuniões. Sendo ser. mas a pobreza já existia nas décadas de 50 e 60 e mesmo antes. súmula condensadado resultado de anos de elaboraçãode uma certa ideia de ÁfÍica. que a independência é a antecâmaÌa de uma nova era de prosperidade para os povos libertados. Nas Cimeiras de Addis Abeba. desde finais da década de 70. 84 Esse debate tem-se desenrolado em vários fóruns. suscita. conforme as latitudes. Cornet na sua obra Za batoille du. que contém um conjunto de medidas de relançamentoda economia africana de curto.os novos líderesque sucederam primeira geraçâoda indeà pendênciasentem-se obrigados a forjar a sua legitimidade pela realização da promessa do desenvolvimento.1986-199(ì em que. Integração das economias africanas. Vinte e cinco anos após. são prévios. Analfabetismo generalizado. ern oposição. o progressivoaumento do fosso que as sepapouco promissorasde futuro.a África assume-se é resDonsável por si própria e interroga-se. É assim que a CEA. partindo de uma grave pÍeocupação perante a amplitude e a persistênciada crise económicae social em África. o BADEA analisam periodicamente â situação e propõem medidas a toma! para prósseguimento dos objectivos do desenvolv! mento económico e social. fundado nas seguintesprioridades: Desenvolvimento dos recursos humanos.Desafio que advém da aceitaçãoda <lógica do outro). Em Lagos. a s s u m e r n a p l e n a pelo desenvolvimentodos respectivospaíses. em 1980. em Julho deste ano.que. Os cemitérios sob a Lua. que não se passará nada disso. por um lado. relançamento económicoda África .Ser entidade. o BAD e. certo. adoptava um relatório contendo recomendaçõesglobais sobre o desenvolvimentoem África. com o proquaseencerrado. da recepção dos preconceitos do (<outro)).ser a pais.a intelectualidadeque assumea desilusãopor ter sido questiona-se.musseqves. Hoje. Para além da organizaçâo corÌtinental.agora.Resolveu questãodo <ser>. problemas que. cessode independência Em Fevereiro de 1979. assumiremo desenvolvimento como factor de legitimação da independência.individuaise colectivas. Os principais problemas do continente no domínio económico e social encontram-se diagnosticados no . o povo que se alimenta dessaesperança interroga-se. políticas e institucionais. prornovido por iniciativaspúblicase privadas. de facto. A partir daí. onde estamos nós? Qual o nível de bem-estarque conseguimos?Que futuro? Este o cerne das interrogações da África a si própria. tomem-na e morram de fome>. Existe um desafio imanente no processode independência. Promoção da independência econónìica(auto-suficiênciaalimentar. os bairros periféricosdos grandes centros populacionaisda colonização. essainterrogaçãoresponsável tinha de ser precedida pela independência. sendo já parte dessa história dos homens de que desenvolvimento buscaconstante. Se. que de destacamos: A nível continental. o Colóquio de Monróvia. de que fala S. a vootade de provar que não é verdade. É uma das razões. A probreza é o cenário habitual das populações africanas.a4 são pobreza. são pobreza. na sua generalidade. rava dos paísesricos e as perspectivas acordaram no chamado (Plano de Lagos)). deficiente estrutura sanitária. Há uma outra razão que importa não olvidar. organizado pela OUA. por outro lado.aceiresponsabilidade tam a neÇessidade revisão das políticas adoptadas até então e de aprovam um conjunto detalhado de medidas económicas. após constatarem a evoÌução precária das economiasafricanas. em certa medida. reafirmam a pertin ê n c i a d a s r e c o m e n d a ç õ e sd e L a g o s . A frase <Quereisa independência? Pois bem.a OUA reavivou o debate. diversas ouúas instituiafricanas têm-se debruçado sobre os probleções essencialmente mas do desenvolvimentoeconómico do continente. não acredita nas nossas possibilidades de êxito. Aceleração do progresso científico e tecnológico. nos finais da década de 70. líderes políticos que fomentaram a espeesperança os rança e ocupalam as cadeirasdo Poder em nome dela aceitam esse debate. townships. médio e longo prazos. crescimento industÍial e desenvoÌvimento da exploração mineira). ser parte na História. também o eram. os Chefes de Estado reunidos.

elaboÍado pela CEA em 1983. uma Comissão de Avaliação e de Reflexão. rediscutiu-se profundamente a política institucional.Quarenta p€ritos reuniram-se em Monróvia d. O perfil da perspectivaafricana de desenvolvimento. mas o ploblema fundamental continua a ser fraqueza da gestâo pública>.Relatório Económico sobre a Africa. portanto. Elabora-se um melhor diagnóstico da situação e preparam-seprojectos de reorganizaçãoeconómica e programas de relançamento económico nos mais diversos países. cornercial e agrícola. O problema não é tanto criticar as opçõese acções do passado. O debate tem sido frutuoso. A África é cada vez mais pensadapelos seuspróprios intelectuais. que visa. no Quénia.resulta assim de um amplo debate interno. redigido conjuntâmente pelo BAD e pela CEA.Na Cuiné-Bissau. da A nível nacional. a fim de propor as medidas a tomar para o reforço da eficiência e da eficácia da CEDEAO. assim como no Estudo sobre as Perspectivas 1983-2000. africanos preocupados com a sorte do continente e do seu povo têm vindo a contribuir. essasinterrogaçõesintra-africanos têm recebido a contribuiçâo inestimáyel de diversos organismos e entidades individuais e colectivasestrangeiras. De Trevoegere a E. de Mário de Andrade a Pathé Diagne. condirio sine qua non do desenvolvimento África Ocidental. do da dezenas de pensadoresreuniram-se em Dakar nos finais de 1982 para abordar a queslãodo Poder na África Negra.no decurso de 1983-1984.e 12 a 16 de Fevereiro de 1979 para discutir as perspectivas desenvolvimento África no horizonte 2000. no Cana adoptou-se um amplo programa de reorganização económica concebido no espírito do pragmatismo. vários são os que juntam os seus trabalhos teóricos à obra dos anífices da libertaçào. os debates da CEE-ACP. os Covernos interrogam a sua política e os resultados económicose sociais dela. Moçambique e Sâo Tomé tomaram medidas drásticasde reorientaçãoeconómica. Nesta última. Alargou-seo debatea nível individual. Ao longo desses anos. mas também numa tendência para a estagnação económica. enriquecer e dar conteúdo prático à independência política.De entre estashá que Íessaltar os relatóriosdo Banco Mundial sobre a África ao sul do Sara. de KiZerbo a Cheikh Anta Diop. salvo na parte norte do continente. em Novembro de 1984. através da prossecuçãodo desenvolvimentoeconómico e social.que tentaremos resumir seguidamente. Kodjo. a Conferência dos Chefes de Estado criou. pelo enriquecimento do quadro conceptual e normativo em que se têm traduzido para benefício da compreensão guia e da acção dos parceiros. corroborado por diversas e construtivas contribuições exteÌnas. a Comissão realizou um trabalho pormenorizado sobre a Comunidade e recomendou um vasto conjunto de medidas destinado a efectivar o sonho da cooperaçãoe integraçãoeconómica. sobre como promoveÌ a realizaçâodos seus sonhos mais caros de independênciapolítica e económica na paz. Nos últimos anos. A nível regional. 87 . as discussões havidas contribuíram para melhorar a percepção dos problemas que afectam o desenvolvimentodo continente e para identificar os trunfos disponíveis. onde perque impedemo trabalho conjunto. a Tanzânia enveredou em 1982 por um programa de reajustamento estrutural. as quatro ressistemsituações tantes regiões têm promovido um debate intenso sobre o desenvolvimento e cooperação. Tendo como pano de fundo a deteriorização progressiva da situação dos paises Comunidade. com especial destaquepara o processo em curso na SADCC e na CEDEAO. A África vive. um momento de intensa reflexão. o relatório Ndegwa indica que (os problemas actuais explicam-se por factores externos. Estes últimos têm sido particularmente importantes. que em 1984 era inferior em 4q0 ao de 1970. Trata-se de compreender a situação presentee desbravar o futuro.paÍa o vasto esforço de 86 reflexão sobre África. os debatese documentos do sistema das Nações Unidas. encarregadade efectuar o balanço das acções da Comunidade.traduzidanão só pela da diminuição do PIB por habitante. por exemplo. progresso e felicidad€ para os seus filhos. em número cada vez maior e com um aprofundamento qualitativo cÍescente.Muitas delasjustificam-se pelas circunstâncias em que foram realizadas. antes de mais. A nível individual.

em nome dos Covernos e dos povos.Este protesto.O primeiro elemento da perspectivaafricana de desenvolvimento económico é a afirmação de que (o desenvolyimentodo continente incumbe em primeiro lugar aos Governos e povos africa. individual e colectivamente.III _ A PERSPECTIVAAFRICANA DO DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO DO CONTINENTE I . a promover o desenvolvimento económico e social e a integração das economias com vista a aumentar a autonomia e favorecer um desenvolvimentoendóseno e autocentrado)) da África. por outras palavras.roJ)). os paísesafricanos não detêm ainda os elementos políticos para definirem livremente a sua própria e económicosnecessários 89 . Essa afirmação de auto-responsabilização mais do que um é mero corolário do conceito de soberania. cabe a eles para a África. preambular da declaraçãode Addis Abeba de Julho de 1985. que afridefinir qual o desenvolvimento adequado pretende formar. cano se É neste ponto que se colocam as primeiras grandes dificuldades do processode desenyolvimentoeconómico do continente. Funda-se na convicção de que ninguém melhor do que os próprios Africanos está em condições de definir os seus próprios interessese eleger as vias mais adequadasde os defender. reafirma o compromisso de Lagos pelo qual os Chefes de Estado (se obrigaram. que. No geral.

a difusão de valores institucionais dinâmicos virados para o progresso. Faltamessenciais uma eshatégiade desenvolümento de ìhe os pressupostos própria.em muitos casos. nesseponto em particulaÍ. uma correcção da dinâmica social. Antes de mais. além disso. Uma política de desenvolvimento fundada sobÍe os interesses do e necessidades homem africano pressuporia uma adequação estrutural do sistema herdado. uma revisão das relaçõescom o exteÍior. mesmo. que se traduz.as estruturas de produção dirigidas pelo exterior e para o exterior. não se responsabilizavam perante a sociedadeque seryiam. ainda persiste.. que perpetua a dependência da África. A assunção de responsabilidade do seu próprio desenvolvimentopressupõea capacidadede se assumir como entidade organizada e dotada de interessespróprios. como no exemplo de Castro. É um sistemapreparado para regredir. Libertar-se dessa dependênciaexcessivaé uma das palavras de ordem do Plano de Acção de Lagos. muito frequentemente. Essa€strutura. Real. social e administrativa geradora de subdesenyolvimento.a fraqueza de meios humanos e materiais. A Cimeira de Addis Abeba reconheceque <<os planos nacionais de desenvolvimento e os orçamentos anuais da maior parte dos paísesafricanos tendem a perpetuar a dependênciadas nossas economias perante os recursos estrangeiros (financeiros e huma- 9I . sua concentração num número reduzido (às vezesnum só) de países. Cinco anos após Lagos.estratégiae. e preciso adoptar políticas que conduzam ao reforço da capacidadede optar. porque os laços económicos estabelecidos. uma corno recção das relaçõessociais estabelecidas tempo da colonização e que ainda persistem em muitos países. no plano económico. Não é um sistema que progride devagar. como o imobilismo c a indiferença política das populações. Não sendo real. Ruptura com sistemaspolíticos e económicosde relacionamento com as ex-metrópolespreparadospara perpetuar a subordinação colonial 'z.não se entendiam de como factores de progresso. pela grande percentagemdas importações em relaçâo ao PIB. Implicava a adopçâo de valores novos. O Banco Mundial diz que é precisoque a Árica assumapolíticas de desenvolvimentocorÌectas. que tem sofrido os altos e baixos e os atrasos e recuos decorrentesda dinâmica da luta contra os factores internos e exter[os que entrayam o progresso. pelo pela peso excessivo investimento externo nos sectores essenciais. não entendiam a necessidade progresso. sem a qual recomendações dessanatureza são yaziasde conteúdo. lsso. a irresponsabilidadee o mimetismo das classesfavorecidas: Ruptura com as tendênciasdominantesdas estruturas administrativas. muito menos será endógenoe autocentrado. a África não conhecesomente uma situação de pobreza. A impossibilidade de alterar essasestruturas significa.Efectivamente.O segundo elemento dessaperspectiva africana é q necessidade de se proceder a uma revisdo profunda dos planos e estralégios de desenvolvimento implementqdos oté oo prcsente. 2 . A eliminação da subordinação é um requisito do desenvolvimento autocentrado. a saber: a confiança em si mesmo.uma subordinaçãocompleta do pais em relaçâo ao exterior. no Reflecte-se plano político e social em inúmerasdistorçõese perversõese consubstancia. É forçada a gerir uma estrutura económica. absoluta incapacidade de promover o desenvolvimento económico e social real e autocentrado. é um processo ainda em construção. etc. técnicos e materiais indispensáveisà sua eventual implementação. pelos poderes Ruptura com a dinâmicade divisãoinstalada coloniais entre os Estados e dentro dos Estados africanos. consciente dos seus próprios objectivose movida por um sentido de nação.Na verdade.ã autonomia de decisão. tendem a perpetuar o subdesenvolvimento. faltam-lhes os meios humanos. que. em África. não detinham uma verdadeira noção de interessepúblico. do presença exagerada de pessoal estÍangeiÍo. na prática. os valores retrógrados dominantes nas administrações. as servidões políticas de diversa natureza. a Africa herdou estruturas de dependênciae. muito resta por fazer. 90 A promoção de uma dinâmica capaz de inverter o sentido do movimento encontrado nas estruturas sociais dos novos Estados exige diYersasrupturas: RuptuÍa com os conceitos e hábitos que não priviÌegiam o progresso.pela dependência em relação a uma gama muito limitada de produtos e seu encaminhamentopara um número reduzido de compradores. de subordinação que não lhe têm permitido fazer escolhas próprias. O balanço de Addis Abeba verifica que. a OUA constatou que poucos pÍogresos haviam sido realizados nesse domínio.

Esse progresso na apreensão do fenómeno do subdesenvolvimento de África deve-senão só à amplitude da crise. um papel essencialna consciencialização africana. Cinco anos mais tarde. grau de consciencializaçãopolítica dos povos. negligênciando sectoresprioÍitários como a agricultura. As deficiências identificadas nas opções estratégicasde desenvolvimento. seguiramvias distintas. Kodjo. para a grande maioria dos povos africanos.à profunda alteraçâo havida nos responsáveis quer por ticos do continente nos últimos anos. desencorajou economias tradicionais. a Cimeira de Lagos denunciara a <persistênciade forças estrangeirasneocolonialistas que procuram influenciar as políticas e os prìncípios diÍectores dos Estadosafricanos))como razão fundamental da penistênciado subdesenvolvirnentoem África. à dependênciaalimentar.E. por ex€mplo. a Cimeira de Addis Abeba foi menos para consigo mesma. Peranteisso.Ao fazer isso. É preciso rever as polÍticas adoptadas até agora. conduziram ao paradoxo. Essasopções conduziram. A importância atribuída à instalação do Estado e ao reforço do seu poder resultou numa política que esvaziouo sentido da participação nacional. como responsáveis. de que <as melhores terras dos paísesda fome sâo utilizadas para ploduzir culturas de exportação p:ua os paísesdcos. sufocou iniciativas particulares. a valorização dos recursoshumanos . Defraudados pela não realização das esperanças suscitadaspela emancipapolítica. No geral.agora vistos como elementoessencial -. exemplificandoos erros. interrogam os responsáveissobre o <<paradoxo da ção independência>.quer peÌos peritos. evolução. reforçou o domínio 93 . foram considerados. o primeiro liberalizandotudo e o segundonacionalizando maneira selectiva. No dominio da indústria conduziram a uma inseÍção da África no processo de reorientação do mapa industÍial mundial e a uma sua maior dependência. a deficiente ponderação da inteÍdependência entre a economia e os demais sectoressociais.e à melhor aceitaçãoda cdtica objectiva. designadamente nâo atribuição de prioridade às polía ticas de fomento da agricultura. Na análise a que se impuseram. Hoje constatamos modestamente que os valores estavam invertidos. Elas foram o resultado das pressões externase do ambiente interno bem determinado. Efectivamente.a Cimeira recomendou da ses adoptassempolíticas correctivas das estratégias seguidasaté ao presente. queÌ por ruptura com o regime antecedente. a indús- tria.Consideraa insuficiênciadas políbenevolente pelo fracassoeconómico de ticas adoptadas uma das responsáveis Africa e declara que <nós estamosplenamenteconscientes facto do de que as insuficiências das politicas de desenvoÌvimentocontribuíram para a crise actuab>. A dimeosâo da crise desempenhou. entre outras. quer pelos políticos. São as terras mais pobres que são consagradaspara alimentar os pobres>. pelos insuque os pai cessos África. como a agricultura.nos) e Íedundam numa má gestão dos meios nacionais.ajuda e investimentos estrangeiros.nâo se definiram as prioridades dos sectores. Ëfectivamente. como a Costa do Marfim e o Zaire. denunciado por Jean Baptiste Bagaza. Os recém-chegados.em grande parte. que não se compadececom subterfúgios. despida dos aspectosvalorativos comprometedores e maniqueístas que muitas vezescontinha. de qualquer forma. a falta de meios de avaliação e controle. No domínio da agricultura. Na verdade. É assim que paísessemelhantes. não exclui a responsabilidade própria dos dirigentesafricanos. A política de desenvolvimento mudou para dar todo o seu sentido à primeira das prioridades: a agricultura>. nâo se podem culpar somente os factores externos pelas políticas assumidaspelos Estados africanos. constituído por diferentes convicções políticas. E considerou o elemento exógeno o principal culpado dos erros do processo de decisão em África. os dirigentes foram forçados a reconhecer.qüe a política seguida nem sempre fora a melhoÌ.ou a criticar.não se reformou a administração. de qualquer programa de desenvolvimento a não integraçâodos sectoreseconómicos.facto a não polínegligenciar. vinte anos após as independências. elas mais não tinham sido que uma desilusão. quando já não eram os mesmos.assumem maior distância em relação ao passadopróxirno e analisam-nocriticamente com maior facilidade. âtribuiu-se particulaÍ importância ao reforço das relações já existentesem matéria de importâções e exportações. refere que <<há quinze anos tinha-sea convicçâode que o sector moderno. mas também . à instabilidade dos preços de exportação. nível da centralização do Poder. de que Reconhece-se as opçõesde desenvolvimento nem iempre foram acertadas. a mão-de-obra e a indústria e ocasionando enormes despesasatravés da importação de bens de consumo e da realização de projectos de investimentos não produtivos)). A atitude da Cimeira de Addis Abeba representaum importante progressoneste domínio. constituía o motor do desenvolvirnento. etc. a situação alimentar.

É antigo o sonho de criação de uma unidade africana.Hoje. com o esquemanormal de escolha e de legitimação do Poder que todas as sociedadesintegradas concebem e consolidam. Essas distorções perpetuam-se após as independênciasem muitos casos.Outro elemento essencial da perspectiyo aÍricano de desenvolvimento é o unidade ofricano. inviabilizando a economia de muitos dos paísese prejudicando a integração indispensávelao progresso do continente. impossibilidade de realizar eficazmente as opções e.da cidade sobre o campo e gerou uma máquina burocrática cuja alimentação ultrapassa as capacidadesdos países.153 e segs. incapacidadede pensar ó processo de desenvolvimento. pp. Essa verificação não é de agora. pelo recriar dessarelação de confiança. a concentração dos esforços num chauvinismo exagerado prejudicou a unidade de acção e a coordenaçãoentre os Africanos. Não confia. destruindo as suas formas económicas.em grande medida. impoÍta referir que uma das heranças mais desgraçadas África pós-colonial é a ilegitimidade dos poderes. Não se pode culpar pura e simplesmente a fraqueza de políticas como causa da falta de progresso e esquecerque subdesenvolvimentoé. Teve os seusdefensoresvisionários desde N'Krumah. internas e externas. Et demoin I'Afrique. na prática. antes de mais. em defesa. a sociedade. Por sua própria natureza. agredindo os seus valores próprios. Eles apoiam-s€num reduzido número de seguidores em inteou resses distorcidos engendradospela distorção da situação colonial. a Mamadou Dia. sem outra lógica genética que a da Conferência de Berlim. numa tese magistralmente sustentada. Em contrapartida. 3 . da Ilegitimidade que advém não só do facto de muitos governantes terem sido instalados e sustentadosà revelia da vontade dos seus poyos. Quatro dezenas de Estados. têm na sua desunião uma das razõesessenciais incada pacidade de desenvolvimento. coloca o despotismo obscuro no centro das razões de subdesenvolvimento do continente e encontra as raízes dessedespotismo obscuro na colonização e na escravatura. em grande medida. passa a encarálos como algo externo e imposto. ilegitimidade do próprio poder instalado. Edem Kodjo. 95 . com eles não se compromete. Já se falou do primeiro aspecto. mas também do facto de que o conceito e conteúdo do Poder em África foi o que mais distorçõessofreu durante o período da escravatura e do domínio colonial. nos dois séculosque precederama independência.nos finais dos anos 50.Ín opções. encontram-sepráticas inspiradas na linha directa da tradição colonial: por outro. fundamento da homeóstase qualquer de sistema político. Em muitos casos. em muitos casos. que vai desde a adopção criteriosa dos imperadores romanos ao poder eclesiástico do Egipto antigo. ao reconìecimento dos diversos contrapesos dos impélios africanos tradicionais. assente imperativo de revisãodas estrao por tégiase assumidoque a responsabilidade grande parte dos effos incumbe às chefias africanas. Enfim. O desenvolvimento passa.Essesfactos não podem ser apreciadosdesinseridos contexto material e das Íelado ções de forças políticas e sociais. A chefia africana. não têm conduzido adequadamenteos interessesdo continente. que lhes dão origem. Essa legitimação.desprezandoos seus usos.). Ant€cede o próprio processodas independências. são forçados a desestÌuturar a sociedade que dominam. muitos povos não poderiam sentir 94 isso. Impôem-se pela força.o segundoé demasiadoóbvio. piìra essas Diversasrazõesconcorrera. Íompeu-se. no que são seguidospelos poderes ((autóctonesD instalados durante a era colonial. Caracterizam-sepela absoluta irresponsabilidadeperante o seu povo.o poder actual em África enfermaainda das decorrênciasdessailegitimidade. por natureza ilegítimos e de excepção.inauguram o poder autocrático e sem limites no continente africano (v. não se criou ainda a necessáriaconfiança entre o povo e o Poder que reponha o equilíbrio necessárioao renascimentode uma dinâmica política interna geradora de progresso. Por um lado. A África reconhecea evidênciade que uma das causasdas dificuldades do continente é a desintegraçãoterritorial. pela defesasimultâneade interesses fundamentaisdos estrangeiros e de mesquinhos próprios. Demonstra que os governos negreiros criados no tempo da escravatura. Quanto ao terceiro. Destrói-se a cumplicidade entÌe as forças dinâmicas próprias da sociedadecivil e o Poder. seria interessanteanalisar o porquê e o como da permanênciano Poder de Governos que. Grande número dos poderessão despóticose não mergulham as suas Ìaizes no povo que governam. qu€ projectou um Governo único para o conjunto do continente. baseia-senuma Íelaçâo equilibrada entre o Poder e a sociedadeadministrada que se funda na conviçâo dessasociedadede que a autoridade prosseguee pÍotege os seus interesses. Constatadoessefacto. O resultado cumulativo de todas essaspolíticas é em grande parte responsávelpela degradação progressiva da economia africana e pela incerteza que paira sobre o seu futuro.

o.os protocolos. cooperação não é mais que um aspecto do problema. porque o Mundo. l3). aqui em Lisboa. as forças do Mundo e os mercadosdo Mundo impedem os povos de sair da sua pobreza>r. Esse é um factor essencial. pela irracionalidade desuniãoherdada Impõe-se da do colonizador. se em alguns casos. o princípio do apoio à organização regional e à intensificação da cooperação a nível regional e inter-regional. tucional. com o fim de assegurara integração económica. a dívida externa a 20. Os pÍogramas não eram cumpridos.endógenoe irìtegrador.290. como a CEAO.6010 o investimento e a 23V0. Como escreve Pisani em Lo main et I'outí|. <o valor das tÍocas comerciais com o Terceiro Mundo representa o cêntuplo do montante global da ajuda>.reafirmam o compromissode criar até ao ano 2000 uma Comunicade Económica Africana. etc. como diz E. considera-se esssencial que prossigao esforço de integraçàoe unidade em África. fala-semais de cooperaçãoque de justiça nas relasufocar a segunda. 4 . segundo o documento que a CEE apresentou na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa. a Comunidade da África Oriental (Uganda. cujas fronteiras traçara de foÍma tão absurda. As fronteiras são aÍificiais. Na verdade. colculada pelo Banco Mundiol em 'd iÌ 97 . até o colonizador os compreendeu e. calctlada pelo Banco Mundial.AIiás. <<oesforço solitário o mais decidido. a justezados esforçosde integÍação regional africana vem reconhecida na Convenção de Lomé III. Já na Acta Final de Lagos. sempreuma e foi aspiraçâoconstantee um objectivo da OUA desdea sua criação)). não ratificados. Kodjo. p. o mais rigoroso. nâo vale a pena fazer a defesa dessa unidade. os Estadosminúsculos. Quénia e Tanganhica) e a Federaçãoda África Central. CILSS e SADCC. Para a África. que a pôs em prática no processode libertação das colónias portuguesasatravés da CONCP e do PAIGC.O Plano de Acção de Lagos defineJhe o quadro conceptual e fixa as orientainclusiveno plano instiçõesprincipaispara a sua concretização. as grandesnaçõesdivididas. A. ao desenvolvimento. Todavia. cooperaçãono domínio da pesquisacientífica.noutros as decisõessão arquivadas ou esquecidas sem implementação. os Chefes de Estado. o mais desmultiplicado que um país possa desenvolverhoje em dia não o conduzirá à prosperidade. o balanço realizado aquando da Cimeira de Addis Abeba revela que poucos foram os progressos reais alcançados nessedomínio. é fáciÌ verificar que. na mesmo sltura. em US $ 13.5 a/0. por isso. da ZEP (Zo\a de Trocas Preferenciais dos Estados da África do Leste e da África Austral) e da CEEAC (ComunidadeEconómicados Estadosda África Central)e ao reforço de gruposexistentes.que a teorizoudo ponto de vista económico. diversos como a CEDEAO.falando ções internacionais. para melhor racionalizar a gestão das colónicas. se os actuaisEstadosnão têm uma base nacional. Às vezescondiciona-sea cooperaçãoao facto de não da se falar de justiça. felizmente.no seu artigo 6.o determinantesão as relaçõeseconómicas pretende verdadeiramentedesenvolvero Mundo. confirmando o desejode promover um desenvolvirnento colectivo.Outro elemento que a África considera fundamental para o relançam€nto do seu processode desenvolvimentoé uma mqior jusliçq nas relações económicqs internacionqís. O contas se se junto da APD representava l98l 3. Como questiona Bechir Ben Yahmed. (a necessidadede reforçar a unidade dos Estadose dos povos africanos. Os fundamentosdessaunidade são tão racionais que. sendo imporjustante a cooperação. o dobro dos pagamentos devidos a título do serviço de dívida externo. nomeadamente através do reforço das lelações comerciais. enquanto as exportaçôes ascenderama 24. as importações a 31. Do Programa de Addis Abeba faz parte um conjunto de recomendaçõesque visa promover a integração económica.cultural e social do continente.390 do PIB da África ao em sul do Sara. 40) demonstra que entre 1980 e 1982o abaixamento do preço das matérias-primasÌepÌesentou uma perda de mais de US $ 20 biliões para os PSD.por que nâo agrupá-los? Os primeiros anos da década de 80 assistiram ao surgimento da SADCC (Conferência da Cooperação para o Desenvolvimento da África Austral). em Abril do ano passado. Mais que a totalidode da APD. nos tempos modernos. e não só.1 biliões /PÍogramme. as decisõesnão 9á eram implementadas. que consagra. essaé a verdade. Infelizmente. Como se diz no Programa de Acção de Àddis Abeba.se não podern viver nem cÍescer. Efectivamente. Pisani (p. bem como a sua solidariedade através de acçõese programas de coopeÍação de integraçãodas suas economias. Apesar das dificuldades sentidas até aqui. melhoria das infra-estruturas.disso estão conscientesos Africanos.À vezespretende-se primeira. a CËAO e a CILSS.a Cabral. por si própria. Pouco melhorou no que respeita ao comércio entre os Estadose. criou a AOF e a AEF (África OcidentaÌ Francesae África Oriental Francesa). No fundo. os resultadosencorajam o prosseguimento.

sobretudo da análise dos grandes dossrers.como a seca. quadros das pp.1 biliões no mesmoperíodo. Nessaóptica. a desertificação e a dívida externa. antes requer. Na yerdade. . os efeitos factores conduziram a uma baixa sensiconjugados de todos esses vel do fluxo financeiro para os países africanosn. Essa Assembleia seria a ocasião para a análisedos problemaseconómicos África no seu conda junto. na análise do dossíer da dívida extelna. a deteÍioração das condições dos empréstimos. 22 e 29 do Relatório do Banco Mundial sobre África . acelerado. mais que a diminuição geral do PIB. a e"trema extroversào das suas econornias. Efectivamente. o Fundo Monetário lnternacional e a Organização das Nações Unidas. ou seja. que escapamao controle africano. c. os Chefes de Estado. reconhecendoembora que a (insuficiência das políticas de desenvolvimento tenha contribuído para a crise actuab>. os Chefes de Estado constataram uma vez mais que <a África continua duramente afectada pela profunda recessãoeconómica mundial e penalizada por um sistema de relaçõeseconómicasinternacionais injusto e iníquo)). os Africanos desempenharam fóruns nos internacionaiso papel que o terceiro estado outrora desempenhara nas assembleiaseuropeias. para a reapreciaçãodo direito internacional. a parcimónia dos meios humanos e mateÌiais disponíveis. com a redução dos empréstirnosem condições liberais.US $ 9. Na décadade 80. um pÍocessode estabilização dos pÍeços em termos reais permitiria ao Terceiro Mundo pagar o serviço da divida e reter fundos próprios equivalentesao montante bruto do APD. é um elemento essencialdesse tríptico. as flutuações enormes das taxas de câmbio. mas também o comércio e as relaçôesfinanceiras e culturais. 1.790 em 1982 e 2% em 1983>. Na Cimeira de Addis Abeba.'Jut odependente e endógeno dos Estados membros não exclui. feito para servir os grandes. a deterioraçãodos reduçâo das receitasde exportação.990 em 1981. Para os Africanos. dos países importadores de petróleo. persiste a evidência de que uma das razões essenciais dos fracos resultados económicos da África é a persistênciade reÌaçõeseconómicasinjustas à escala mundial (v. (cujo crescimento espectacular e consequ€nte aumento do serviço da dívida são uma fonte de profunda preocupação [. Só o Méico perdeu. tornou-se um diálogo de surdos. nomeadamente o Banco Mundial. Contribuíram. . US $5000 milhões devido à supressão de ceÍtas preferências alfandegfuias. A principal recomendaçãosaida da Conferência nessesentido foi a de promover a convocação de uma sessãoespecial da Assembleia Geral da ONU sobre a situação económica crítica da África. vistas as condiçõesreais do desenvolvimentoeconómicoe social €m África. Essesfactores compreendem. prejudicado pela recessãoa nível mundial. em Abril de 1955. A coopêrâção internacional. sublinharam ser incontestávelque <o problema da dívida se deve a essencialmente factoÍes externos. pouco a pouco.entre outros. Nessaluta. O mesmo Relatório revela que no decurso do período de 1980-1982os preços das matérias-primas dirninuíram de 2'l9o em dólares corÍentes. essestrês elementos condicionantes do progresso da África .O quinto elemenlo da eslratégia africona de desenvolvimento é o cooperqçãointernocional. lutaram por relaçõeseconómicasmais justas e equitativas a nível mundial.a política interna.1984). 99 . em 1984. no seu sentido lato. termos de troca e consequente o aumento sem precedentesdos juros. todavia.o objectivo de promover o desenvolvimentocolectivo. Na realização dessesobjectivos é evidente que os países da África deverão proceder a alteraçõesimportantes tanto no plano interno e nas suas relaçõesmútuas como no relacionamento com o resto do Mundo. o reforço da coooperoção internacionol. o princípio do estabelecimento nova ordem económica da internacional. a necessidadede desenvolvimento dos países pobres. a partir da Conferência de Bandung. O Relatório do Banco Mundial sobre a África . Os Africanos emparceiraram com os demais paísesdo Terceiro Mundo que. englóbando não somente a APD. a integração económica e a cooperação internacional têm de ser coordenados numa programação global e efcctiva. c. A luta poÌ uma ordem económica mundial mais justa não é de agora. dos paísesimportadoÌesde petróleo diminuiu 0. S . perante os dados desastrososda evolução económica do continente. A diminuição redundou na perda de 390 do PIB p. a perpetuação dos laços de dependência. 98 Por exemplo. Ou seja. o diálogo sobre a nova ordem económica internacional. Nos finais dos anos 70 consideravam-se adquiridas as noções de interdependência.passandopela adopção pela ONU das diversasresoluções sobre a (prossecuçãode políticas adequadaspara o estabelecimento de uma ordem económica e social mais justa).1984 diz que o (PIB p. diz Dupuy. a Cimeira recomendou a realizaçãode uma série de diligências junto dos diyersos fóruns internacionais.l>.

Abebayo Adedeji (CEA) estima que seria necessárioo investimento de US 327. a acção que recolhe aparentemente maioÍ número de sufráo gios é uma solução do tipo keynesiano aplicada ao nivel internacional. Tratou pormenorizadamentea questão do financiamento multilateral. Num interessante documento apresentadoà Conferência Norte-Sul . Trata-se. dessaimbricação de processosde desenvolvimento (e de subdesenvolvimento). I0l t00 .. para a realização da auto-suficiência alimentar.5 biliões (preço de 1975) no período entre 1975-1980. a implementação dos programas institucionais. de facto. 5) A ajuda deve ser estável e imediatamente mobilizável. justifica de forma clara a cooperação pela interdependência: Em vez de se aguardar uma problemática saída da crise ou de deixar o Norte e o Sul buscar soluções paralelas. diremos que. Presidentedo PaÍlamento Europeu. ao reforço das condições liberais dos empréstimos(nomeadamente prazos e juros).bem como do cumprimento dos compromissos assumidos em favor dos PMA.são mais que claras. Dotados de poder de compra. cujas receitas de exportação são precárias e incerto o rendimento dos investimentos realizados.. Nessascondições. a Conferência de Addis Abeba lança um apelo ao aumento da cooperação financeira. de se equiparem. no seu Programa de Acção ConceÍtada para o Des€nvolyimentoda África ao sul do Sara. nomeadamentea reconstituição dos fundos AID ao nível desejadode US t12 biliões. os paísesdo Sul estarâo em condições não só de satisfazeÍ as suas necessidades e." Década da ONU para o Desenvolvimento. de transformar as enormes necessidades paisesdo Terceiro Mundo em procura dos efectiva.Antes de mais. sobÍetudo. educação e cultura. $ l4). Jacquesde Bandt. considerandoembora que a cooperaçãointernacional deve ser entendida como apoio aos esforços internos e não como a parte pdncipal do desenvolvimento africano (PAL. mas não o bastante da contribuição dos PVD ao nosso desenvolvimen1o. enquadrando-se nos planos e políticas adoptadospelos países receb€dores. através dos efeitos cumulativos.numerososempregosdos nostrocas faz-secom esses paísesdependemdesses laços comerciais sos [. a OUA melhorou o seu quadro conceptual sobre a ajuda externa. o aumento dos fundos do FAD e da liquidez do Banco Mundial e do FMI ($ I 10 do Programa). pelo efeito rnultiplicador das suas importações nos países do Norte. Para além dísso. Part€ importante das nossas pâíses. em especialo seu programa de US 3300 milhõespara a reabilitaçãoda agriculturaem África. o pagamento da dívida externa. os requisitos de sua gestão devem ser simplificados e racionalizados. não estão em condiçõesde executar a política adoptada. Subliúa-se a necessidade cresde cimento da APD para atingir o objectivo referido na 3. a África é secundadaem grande parte pelo Banco Mundial. 3) Os compromissos devem ser concretos e de confiança. mas visar os aspectosestruturais do problema. não deve preocupar-sesomente nem essencialmente com as crises pontuais. A título de exemplo. fica claro que paísescujo PIB tem estagnadoou mesmo diminuído nestesúltimos anos. a gica.'ela deve favorecer a melhoria da gestão em África. porque q ÁÍrica não dkpõe dos meios da sua política. Como referia Pierre Pfimlim. o comércio. consideraque a cooperaçâo deve: l) Integrar-senos programas e prioridades governamentais. se considerara necessidade prement€de quapromoção da evolução tecnolólificação dos recursoshumanos.deve ser racionalizada. 2) OrientaÍ-se por consideraçõesde prioridade económica e de eficácia Íelativa e não por consideraçõ€s ordem de comercial ou estratégica. com vista a promoveÍ o aproveitamento mais correcto possível das potencialidadesnacionais.] A OUA. etc. 4) O volume deve ser adequado.Se. realizadaem Lisboa em Abril de 1984. As razôes dessa interdependênciade destinos. o crescimento ligado do Norte e do Sul. a interdependênciaestá na base da cooperação: Fala-sedemasiadoda ajuda ao Terceiro Mundo. considerou-a elemento extremamente importante no processo de recuperaçãoda economia do continente. por interdependência. mas também de provocar. que. o Prof. do FIDA. director de pesquisasdo CNRS. através da injecção massiva de meios de financiamento. ao reforço e melhoria da cooperaçãono domínio da ciência e técnica. Para já. à facilitação das condições de elegibilidade dos projectos pelas instituições financeiras internacionais. o relançamentode actividadese. para além do problema da auto-suficiênciaalimentar.. Assirn. Em segundo lugqr.o Papel da Europa.

é correnle a aJirmação de que grqnde parte dessa cooperaçdo regrcssa ou não sai dos doqdores deyido q diversos mecsnismos. que constituem as traves mestras da sua perspectiva de desenvolvimento. etc. sobrefacturações dos equipamentos vendidos de 30qo a 1600q0. Os séculosde contactosentre a Europa e a Africa criaram laços de multifacetada natureza (política. de IV-EUROPAEÁFRICA 1Os fundamentos As reloções de coopersção. Os Africanos concluíram. Dezembrode 1984>. Para além disso. No geral. deÇorrentes de Yaounde. tem vindo a definir progressivamenteos elementosessenciais das relaçõescom a África. no sentido lato. quer no que toca ao juro médio.Nos discursosde Lomé III encontramosconceitosidênticos. parece-nosexisti! um consensorazoavelme[te consolidadosobre os principais factoresconstitutivosdesse relacionamento. (<pelasconquistas das negociações das cinco convençõesde cooperação. absorvendomais de 1400rnilhôesde contos por ano. num texto de crítica ao Relatório Berg. Projecta-seum fluxo negativo de capitais privados de US tl bilião. entÌe outras. apesar desse consenso aporentemente universal sobre s cooperqção. .' técnìcos estrangeiros. porquanto as amortizaçõesserão superiores às entradas. neste momento. quer no que respeita aos prazos de pagamento. cultural) que jus-tificam que os Estados dos dois continentes estabeleçamrelações hoje consideradas privilegiadas. no espaço e no conteúdo. económica. Para a África devem enquadrar-senos parâmetros atrás referidos. O relatório supracitado do Banco Mundial demonstra que os fluxos líquidos de capitais no período de 1985-1987 será de US t9 biliões contra US $10. como.a Lomé III. que diminuíram. Hoje existem diversas razões para que essasrelações não sejam mais postas em causa: l) Pela consolidoçAo dessa relações no tempo. entre Europa e África relevam de um interesse múluo e reciprocameníe partilhado.Apesar dos progressos Lomé III. sobretudo a CEE. do seu balanço de cooperação externâ. que duplicou.8 biliões no de 1980-1982. Os capítulos I e II da Conyenção constituem formulações admiráveis dos princípios sadios da cooperação Norte-Sul. a prdtica demonstru que a realidade é muilo diÍerente. Iníelizmente.cerca de 80 000 em África. Julho de 1963. Diversos países dificultam as condíções de atríbuiçdo de ajuda: a CEA. demonstra que as condiçõesgerais dos empréstimos se deterioraram. que muito Íesta fazer para que ela possa considerar-se exempla!. A Europa. O volume é lqrgqmente insurtciente.

e dos Estados. os países africanos precisam de financiamento. 6). sublinham.interessemútuo e interdependência. em que as economias se interpenetraram. Será ocioso referir argumentos a favor desserelacionamento. Novembro-Dezembro 1984. acredita. Os dirigentes europeus afirmam-no continuamente.'. nào será descabido pensar-seque o desejo da África de se afirmar como um (continente não alinhado) carecerá.como Delors. p. a nível da CEE. de ser um poder grandes>>.sociais. . os seusprodutos dos mercados africanos e as suas empresas de uma nova divisão internacional do trabalho. r ü ( ì n ì p . 55).A grandeza da Europa. 2- Os princípios No geral. Resta agora fazet dessanecessidade reciprocamentesentida um proc€ssode relacionamento exemplar entre parceiros independentes. Não restam dúyidas de que. de etc. de p.2) Pelo reforço da consciência de interdependênciaComo referia P. O princípio da desigualdade vantagens. . no seu todo.respeitopela soberania. de Bastava referir que as relaçõescomerciais globais CEE-Caraíbas e Pacífico é cerca de um sétimo das relaçõesda CEE unicamente com a África Ocidental (Le Courrier.o da Conculturaise económicas ticas.anecessidade estesprincípiosserempostos em práde rica de tbrma corrccta.largament€ conhecidos p€los políticos e. . diversosacordos bílaterais e conyenções do sistemq dq ONU.esponsáv-ejs de uns € outros.ssim. como se declaraem Lomé III: Na igualdadedos parceiros. quer nas declaroções políticas. com a Ãlrica para o seu progresso económico. ì r a ç â oa n o s s ac o o p e r a ç ã o. ì t . São.' 91. Homcns politicos europeus. A Europq conta. O desejo. vencão). também ela. mas também da contribuição dos paísesem vias de desenvolvimentoao desenvolvimentoeuropeu [v. 39). n. Com isso se pretend€ criar um esquema de relacionamento seguro e fidedigno. pois. Le Courrier. O europeu comum. obviamente| Por seu lado. como s Convençãode Lomé. cl [ tns . sabem disso. a África revesle-se uma importância particuld. em geral. interrogado em inquéritos especializados. Pfimlim e outros. Ao longo dos anos tem-se assistido à substituie çâo de conceitospateÍnalistas ou de pura e simplesexploração por conceitosbaseados. . No que respeita à Ëuropa. na sua maioria. Novembro-Dezembro de 1982.Como dizia Jacques Delors. a teseda cdse comum do II Relatório Brard (Ramsés. de know-how e do mercado europeu para o desenvolvimento do continente. de diversas facetas: a) Económico. de global O enquadramento cooperação da numa perspectiva de desenvolvimento. quer nos textos de base jurídica. a sua produçâo dependede matérias-primasafricanas. o rcconhecimento pela Europa de gronde parte dos princípios inscrìtos na perspecliva aÍricana de desenvolvimento: A necessidade desenvoÌvimento de autocentrado e automantido. mundiol mais ou menos autónomo dos <<dois como reÍere o memorandum Pisani (v. encontromos hoje. . 83-84. porque baseado em princípios normalmente aceitese assentes após negociações entre parceirosque se respeitam. é preciso falar não só da ajuda ao Terceiro Mundo. passa pelo reÍorço dos seus laços com a ÁJrica (e também com a América Lstina e a Ásia. de uma Europa amiga e autónoma. b) PolíÍico. Por seu lado. Esta contribuição reyeste-se. Iegítimo.esteve e está ligada às suas Ìelaçô€s com a África. quando se fala dos ACP. Pfimlim. separadamente. p. p. No direito de cada Estado determinaras suas opçõespolí(artigo 2. para sua concretização. pode dizer-se que existem hoje em dia elementos suficienrcs para se estabelecer um quodro de normos claras pora a gestao dss relações. interdependência Le Courrier. Os Africanos. em que a mão-de-obra barata e o ambiente fiscal e financeiro favorável dos paísesafricanos fayorecem uma altíssima taxa de lucro. é precisoevirlÍ (quc a fábula da raposa dentro do galirÌheiroseja um termo \ l . o poder da Europa. na t04 (v.229)1. A necessidade maior integraçãointra-africana.A globalidade do progÍesso económico da Europa estevesempre ligada à África desde os tempos em que os Guinéus fizeram o pÍogresso da Inglaterra à situação actual. O respeitopelos valoressociaise culturais próprios. demais r.

cit.Os Africanos compreendemmelhor a sua situação e assumemmais efectivamentea sua posiçãode parceirosda Europa. quem é o beneficiário real? Quando uma barragern hidroeléctrica é estudada num bureou de estudosbaseado em Roma. que quase nunca redunda em formação de nacionaìs.7). o quadro tradicional das relaçõesEuropa-Africa. nem sempre é necessária da forma como é imposta. mais de quinze vezes o salário dos mais altos quadros nacionais). quem é o de assistentes beneficiário? A África pensa que o relaciononamento privilegiado Europa-África é inevitável e que a cooperação é fundamental para o desenvolvimento africano.como nos casos de Kasai. comerciais Acreditamos ser essencial uma revisão dos processos do entre a Europa e a África. seja através da colocação no e assistência Poder de governos ilegítimos' seja através da cooperação na eliminação de verdadeirosautonomistas' seja dividindo os países. As normas são testadas na sua prática quotidiana a esta Íevela que em muitos casos.diz Kodio (123) -. Londres.hoje como ontem. No geral. <nós mudamos a colonização em cooperação)). Colónia. quando o estaleiro é dirigido e organizado por euÍopeus. quando encoraja monoculturas. quando dificulta a integração regional. e à Europa.. Pensamosque o volume consagradoà ajuda nem sempreé adequado. terminado o trabaÌho. sacrificamoso desenvolvimentoà cooperação. quando engrossa os laços de dependência bilateral. quando as empresastransferitam as suas instalaçõespara essespaísespara beneficiar de uma mâo-de-obra dócil e barata. Katanga' Biafra. Batemo-nos para que. quando ela funciona a partir de máquinas fabricadas em França ou na Europa. para bem dos seus povos e benefício do Mundo. quando prejudica a reforma de mentalidades. Crande parte das decepções desenvolvimento africano seria colmatada se os Africanos não tivessem perdido tanto na deterioração dos termos de troca. Bruxelas ou Paris.. (ob. Hoje. mas também gerais de cooperação. I A VI Conferência da CNUCED (6 de Junho a 3 de Julho. quando as rnáquinas. <nós pervertemos nossas as as nossasopiniões públicas. a cooperação contribui para perpetuar os bloqueios estruturais ao desenvolvimento. sentido as belas normas Acreditamos. por exemplo. as turbinas.de que. o Europa reforçou os seus laços com os domínios africanos. Imediatamente à nova lealidade: os ministérios das colónias trais adaptaram-se transformaram-se €m ministérios de cooperação.5 biliões de escudosatribuidos. Haia. Não só pelo passado.requerendo o voto sobre duas resoluçõesrespeitantes . Mais intrânsigentese seguÍos de si que nunca. muitas vezes. é quase sempre injusto.mas também poÍ muitas práticas do presente. quando. Lomé é uma razão de esperança. Praia. Muitas vezes. quando as empresasque concorrem são originárias dessasmesmas cidades.3- 0 balanço As palavras de DeÌors não são simples exercício de estilo. por exemplo.um país como o meu. se conseguirá nas normase nos ultrapassar. onde o jogo dos preços e juros. contratuais embora. os EUA quase provocarâm a ruptura das negociações. prevalece a dependência sobre a interdependência' Nas vésperusds independência .apesar das normas. incumbindo antes de mais à África.quando reforça poderesilegítimos. tudo se organizou por forma que dezenas europeus fiquem para mover a máquina. em benefício de interdependência. os cabos. interessa à Humanidade.. 13 de OutubÍo de 1985. em geral. Como dizia De Gaulle.seja conquistado um conteúdo de equilíbrio e equidade à cooperação que permita juntar esforços para a realização de uma tarefa que. que nem sempreé adequada. Perante a actual estÍutura das relaçõesinternacionais. Sara Argecenas após as independências. com Lomé IlI.por forma que não fiquem sem por que ela hoje se rege. Não só através dos mecanismosdo comércio e das finanças. É o que se passou. p. A fábula tem a sua aplicação em grande parte do relacionamento Europa-África. em particular: o desenyolvimento integral do continente.gÌobalmente eles nem chegam a compensar as transferênciasSul-Norte. em Belgrado) terminou no desencanto€ para numeaosasdelegaçôesdos paísesdo Sul na amar8ura. Pensamosque há real progressonesserelacionamento. pouco a pouco. Quando uma indústria têxtil marroquina ou tunisina é controlada por sociedadescujo capital é dois terços francês ou europeu. vêm da Europa. a solidariedade aos interessesmediatos)t. Seja através de tratados de cooperação civil e militar. mas que importa proceder a constantescor- recçõese melhorias nessas relações. em que os ACP consideraram insuficientes os 8. um técnico estrangeiro ganha. factos. estÍuturas lino . que a cooperação lécnìca é muito coro (r. o relacionamento continua desiguol.apesar das suas insuficiências e seus riscos . como refere Pisani nos esquemas confundimos relações. Os exemplos abundam.

1985. O comunicâdo final foi acompanhado de diversas rescrvasde divcÍsos paÍsesindustrializâdos. reduzindoìhe assim o já limitado alcance.L'AfÌique de I'indépendance politique à l'ìnaléIqndonceéconomiq|.2261. paris.(lntcÌdép€ndance ou dépendance scin de l'économie au mondiâle). 1982. peris./CEA .OUA.9-t I de Abril de 1984. numa aÌilud€ dc provocação.Vârios . A CEE fcz prova de falta de coesãoe de d€terminaçâo. mosttando a sua ambivâlênciaquer no quc toca aos EUÂ.(Encarramcnto do Encontro sobre a Dívida Externa da Améíica ládnâ e das Caralbas). 2 v.JÂceuEs B^NDT.Banco Mundial . t08 . 83-84. Abril.VÁrios.E demaiú I'A"frìque.ndência cín L'Aftique.Püis.n Commissionéconomiquê pouI l'ÂÍriquc. Paris.Colloquesú la prcblematíquede l'État en Aftique Noìr. . Orgadizatiorde I'Unjté Africáine. I I l Bibliografia I .OUA. 3 . â intêressantc análise sobre a dcp. 1 . 1985. Robcrt Laffont. 8 . Etiópia. 1984.Colóqúo de MonÍóvia dâ ÁfÍicã no Ano 2OOO. cn évaluatìon dcs secÍétariatsde I'OUA et dc la DABD. Esseks. Warhingto[.ProgÌammed'action concertëe pour un développement stable de I'Aftique au sud du \ahatu._ EDGARD PrsANr Zo main et I'outil. de I'indépendance politique à l'indépendance économique. quer no que respeita ao Sul (ÂdmsCs. Gramma. 11. 19g4. Oqa_ nization of Africdt Unhy.L'Eutupe et le déyeloppement.FrDEL CÂsaRo.o. t981. 27-30dc Abril de 1982.in Confércncc Nord-Sud Lc rôlc de I'Europe. p. 9 .Lisboa. l9?5 4 .OUA . Éditions Divcrs.lg Frânçois Maspc.Co4féÌenceau sommetdes cheÍs d'Étot et de gouye ement. . 2 . pÌésencc Africaine.Lisboa. l0 .Plaìn d'action de Lagos de développementéconoúique de I'AJti4re. Srock. 5 . 6 . 1984. Ilt!a\a.(Développement accéléré AfÍique âo sud du Saharâ. 12 . 1985.V&ios .CEE . por John D.ao comércio e ao financiamenlo para mclhor as rejeitarem em seguida.EDEMKoDro .

You're Reading a Free Preview

Download
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->