Dinâmica I

“Cinemática de Partículas” culas

Prof. MSc. Valtency F. Guimarães
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Dinâmica I
Prof. MSc. Valtency F. Guimarães

Bibliografia Recomendada
Bibliografia Básica: Bá MERIAM, J. L. Dinâmica. 2ª Edição. Traduzido por Frederico Felgueiras Gonçalves e José Rodrigues de Carvalho. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1989. HIBBELER, R.C. Dinâmica – Mecânica para Engenharia, 12º ed. Editora Pearson. 2010. BEER, F. P.; JOHNSTON JR., E. R. Mecânica Vetorial para Engenheiros: Dinâmica, 7 ed., Mc Graw Hill, 2006. SHAMES, I. H. Dinâmica. Mecânica para Engenharia. 4 ed. Prentice Hall, 2003. Bibliografia Complementar: GIACAGLIA, G. E. O. Mecânica Geral. Campus, 1982. KRAIGE, G.; MERIAM, J. L. Mecânica - Dinâmica. 5ª Edição. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 2003. 496p. NORTON, Robert L. Projeto de Máquinas – Uma abordagem integrada. Traduzido por João Batista de Aguiar et al. 2ª Edição. Porto Alegre: Bookman, 2004. 887p. ARFKEN, George B. Física Matemática: Métodos Matemáticos para Engenharia e Física. 2 Traduzido por Arlete Simille Marques. 1ª Edição. Rio de Janeiro: Campus, 2007. 900p.

Introdução - Dinâmica

Dinâmica I
Princípios da Dinâmica
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. Introdução Conceitos Básicos Leis de Newton Unidades Gravitação Dimensões Descrição de Problemas de Dinâmica Atividades
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Introdução - Dinâmica

1 - Introdução O fenômeno mais óbvio e fundamental que observamos à nossa volta é o movimento. Praticamente todos os processos imagináveis têm como origem o movimento dos corpos. A Terra e os outros planetas movemse em torno do Sol que, por sua vez, faz girar o sistema solar em torno do centro da galáxia; os elétrons, em movimento no interior dos átomos, dão lugar à absorção e à emissão da luz e, no interior de um metal, produzem corrente elétrica. Nossa experiência diária nos mostra que o movimento de um corpo é influenciado pelos corpos que o rodeiam, isto é, pelas interações com eles. A Dinâmica é a parte da Física que estuda os movimentos e as causas que os produzem ou os modificam. Então, na dinâmica vamos estudar os movimentos dos corpos e suas causas, utilizando também os 4 conceitos de cinemática já estudados.

Introdução - Dinâmica

Introdução A Dinâmica tem duas partes distintas – Cinemática, que é o estudo do movimento, sem fazer referência às forças que o causam, e a Cinética, que relaciona a ação de forças sobre os corpos aos movimentos resultantes. A perfeita compreensão da Dinâmica fornece a estudantes de Engenharia uma de suas mais úteis e poderosas ferramentas para análise. Em termos de aplicação em Engenharia, a Dinâmica é uma das ciências mais recentes. Somente depois de conseguir que as máquinas e estruturas operassem em altas velocidades e acelerações apreciáveis foi que o homem achou necessário fazer cálculos baseados nos princípios da Dinâmica. O rápido desenvolvimento tecnológico sem dúvida exige a ampliação dos princípios da Mecânica. 5

Introdução - Dinâmica

Introdução Aristóteles elaborou uma teoria para explicar os movimentos dos corpos, dando início ao estudo da Dinâmica. As explicações de Aristóteles foram utilizadas até Galileu Galilei, considerado o primeiro cientista moderno, realizar vários experimentos, chegando às leis matemáticas que descrevem o movimento dos corpos terrestres, impulsionando o estudo da Dinâmica. As idéias de Galileu sobre a dinâmica, seus estudos sobre os movimentos dos corpos foram precursoras das Leis de Newton, que Newton conseguiu dar um enorme salto na ciência. Conseguiu o que todos buscavam na época, uma teoria física unificada. Analisando o movimento da lua ele chegou a uma descrição perfeita para os movimentos, uma descrição que poderia ser utilizada tanto para os astros (lei da gravitação universal), como para objetos menores na 6 terra.

Corpo Rígido. Sistema de referência. ou seja. é um corpo cujas dimensões são desprezíveis na situação em que vamos considerar. A posição no espaço é determinada relativamente a sistemas de referência por meio de medidas lineares ou angulares. É também a propriedade de rcia todo corpo que sofre sempre atração mútua em relação a outros corpos. no que diz respeito às suas dimensões. Massa. 7 Força. Não apresenta nenhuma deformação relativa constantes 8 entre suas partes. é a propriedade da matéria que causa resistência à variação do movimento. É comum relacionar linha reta ou plano como espaço uni ou bidimensional. ˆ z r r ϕ1 ˆ x ˆ y ϕ2 Δϕ Tempo.Dinâmica 2 . Introdução .Conceitos Básicos Espaço. É pois um corpo que em uma situação específica pode ser considerado como um ponto geométrico. . é a ação de um corpo sobre outro.Dinâmica Conceitos Básicos Inércia. as distâncias entre as várias partes que compõem o corpo são rigorosamente constantes.Introdução . é um sistema constituído de partículas agregadas de um modo tal que a distância entre as várias partes que constituem o corpo (ou o sistema) não varia com o tempo (não mudam). é a medida da sucessão de eventos e é considerado uma quantidade absoluta. é a medida quantitativa da inércia. Partícula. é a região geométrica na qual o evento ocorre.

um objeto em repouso permanece em repouso.Dinâmica Conceitos Básicos Escalar..Introdução . Primeira lei de Newton ou Princípio da Inércia na ausência de forças externas. Exemplos: deslocamento. a quantidade na qual a direção. Assim V = V1 + V2 representa o vetor soma de dois vetores. para escalares. densidade.Leis de Newton Newton conseguiu elaborar uma teoria unificada para a Física e esta teoria é descrita em três leis. um ponto sobre a quantidade será usado para x indicar uma derivada em relação ao tempo: x significa dx/dt e && para & d2x/dt2. está associada. Exemplos: tempo. Frequentemente. aceleração.. velocidade. volume. Como notação. o uso de derivada de vetores e escalares em relação ao tempo é utilizado. força. a quantidade com a qual somente a grandeza está associada. e um objeto em movimento permanece em movimento. enquanto S = S1 + S2 representa a soma de dois escalares. este outro exerce uma força de mesma intensidade. Terceira lei de Newton ou Princípio da ação e reação Se um objeto exerce uma força sobre outro objeto. Em dinâmica. conhecidas como as leis de Newton. . Vetor. 9 Introdução .. de mesma direção e em sentido 10 oposto. Segunda lei de Newton ou Princípio Fundamental da Dinâmica a força aplicada a um objeto é igual à massa do objeto multiplicado por sua aceleração. o tipo em negrito é usado para simbolizar os vetores e o tipo comum. bem como a magnitude. massa.Dinâmica 3 ..

e permanece válida para todo instante do 11 tempo durante o qual as forças atuam. A primeira lei de Newton é uma consequência da segunda.Dinâmica 4 . e a partícula esteja em repouso ou move-se a velocidade constante. sem observar-se a sua origem.Unidades Nos últimos anos. Quando aplicada a uma partícula de massa m pode ser fixada r r como: F = ma (ou de outra forma F = ma ) Onde F é a força resultante que atua sobre a partícula e a é a aceleração resultante.Introdução . todos os países do mundo vêm adotando o Sistema Internacional de Unidade . Introdução .SI .para todos os trabalhos de Engenharia e científicos. Ela estabelece que as forças sempre ocorrem em pares de igualdade e são opostas. A terceira lei é básica para a compreensão de força.Dinâmica Leis de Newton A segunda lei de Newton é básica para a maioria das análises em Mecânica. desde que não haja nenhuma aceleração quando a força é zero. As tabelas resumem as unidades que formam a bases para os cálculos mecânicos e seus prefixos mais usados: Grandeza Comprimento Massa Tempo Força Nome giga mega quilo mili micro nano Nome metro quilograma segundo newton Símbolo G M k m m n Símbolo m kg s N Multiplicador 109 106 103 10-3 10-6 10-9 12 .

A aceleração devida à gravidade. a uma distância d entre si. Gm g = 2T r onde mT é a massa da Terra e r o seu raio. terá a mesma aceleração g. é a aceleração de um grupo de eixos de referência com origem no centro da Terra.Dinâmica 5 .Gravitação A lei da Gravitação Universal diz que dois objetos quaisquer se atraem gravitacionalmente por meio de uma força que depende das massas desses objetos e da distância que há entre eles. Matematicamente: F =G onde F é a força mútua de atração entre os dois corpos. Esta força existe estando o corpo em repouso ou em movimento. G é constante gravitacional universal.Dinâmica Gravitação O peso de um corpo é a força gravitacional de atração exercida sobre esse corpo pela Terra e depende da posição do corpo em relação à Terra. m1 e m2 são as massas dos corpos que se atraem entre si. na superfície terrestre.Introdução . esses dois corpos se atraem mutuamente com uma força que é proporcional à massa de cada um deles e inversamente proporcional ao quadrado da distância que separa esses corpos. e r é a distância entre os dois corpos.824 m/s2 . porém não girando com a mesma. 14 g = 9. quando determinada pela lei gravitacional. Dados dois corpos de massa m1 e m2. Todo objeto que é deixado cair no vácuo numa dada posição. m1m2 r2 13 Introdução .

Dimensões Uma dada dimensão. Se a força gravitacional de atração ou peso verdadeiro de um corpo for W. Na equação da 2ª Lei de Newton a força tem a dimensão de massa multiplicada pela ML aceleração ou F = 2 .Introdução . tempo e massa. o valor absoluto numa altitude h é: r2 g = g0 ( r + h) 2 onde r é o raio da Terra. T 16 . respectivamente. Assim a palavra dimensão tem um sentido distinto da palavra unidade. As relações físicas devem ser sempre dimensionalmente homogêneas. força. isto é.Dinâmica Gravitação A variação de g com a altitude pode ser determinada pela lei gravitacional.Dinâmica 6 . Se g0 apresenta a aceleração absoluta devido à gravidade ao nível do mar. como por exemplo o comprimento. as dimensões de todos os termos numa equação devem ser iguais. tem-se: W = mg 15 Introdução . F. pode ser expresso em diferentes unidades. centímetro ou metro. A massa m de um corpo pode ser calculada pelo resultado de uma experiência gravitacional. É costume usar-se os símbolos L. T e M. para uma aceleração absoluta g. para representar comprimento. tais como o pé.

para formular esta descrição de um duplo processo mental. Esta descrição. T e M dá: [MLT-2][L] = [M][LT-1]2 A homogeneidade dimensional é uma condição necessária para haver exatidão. que é amplamente matemática. porém. mas não é suficiente. pois a exatidão dos coeficientes adimensionais não pode ser checada desta forma. certas aproximações estarão sempre presentes. habilita fazer prognósticos em relação ao comportamento da Dinâmica. .Descrição de Problemas de Dinâmica O estudo da Dinâmica é dirigido no sentido da compreensão e da descrição das diversas quantidades envolvidas nos movimentos dos corpos. F. resultante da integração. É mental preciso pensar tanto em termos da situação física como nos da descrição matemática correspondente.Dinâmica 7 .Introdução . 17 Introdução . O 18 grau da hipótese depende da informação ou da precisão que se deseja. A análise de cada problema requer esta contínua transição reflexiva entre aquilo que diz respeito à Física e à Matemática. enquanto outras serão físicas. Esta 2 equação é dimensionalmente correta.Dinâmica Dimensões Um importante uso da teoria de dimensões é encontrado na checagem da correção dimensional derivada de alguma relação física. pois que a substituição de L. Durante a construção do modelo matemático idealizado para qualquer problema de Engenharia. A seguinte expressão para a velocidade v de um corpo de massa m que é movido de repouso a uma distância horizontal x pela força F pode ser determinada: Fx = 1 1 2 mv 2 onde é um coeficiente adimensional. Algumas delas podem ser matemáticas. Necessita-se.

Cada solução deve ser buscada através de uma sequência lógica que vai do levantamento de hipóteses até a conclusão. é essencial que o sistema para o qual um princípio é aplicado seja claramente definido. 2.Dinâmica Descrição de Problemas de Dinâmica Para descrever as relações entre as forças e os movimentos que elas produzem. respostas e conclusões. é essencial que o sistema para o qual um princípio é aplicado seja 19 claramente definido. Para descrever as relações entre as forças e os movimentos que elas produzem. 3. Introdução . A definição do sistema a ser analisado torna-se clara através da construção do seu diagrama de corpo livre. diagramas necessários. cada uma delas claramente identificadas: 1. 5. Algumas vezes uma única partícula ou um corpo rígido é o sistema a ser isolado. cálculos. A sistematização da tarefa deve incluir o estabelecimento das seguintes partes.Introdução .Dinâmica Descrição de Problemas de Dinâmica A utilização de métodos eficazes para solucionar problemas de Dinâmica – bem como todos os problemas de Engenharia – é essencial. 4. 20 . dados fornecidos. enquanto que em outras vezes dois ou mais corpos considerados juntos constituem o sistema. resultados desejados.

V2. Introdução Movimento Retilíneo Exercícios Resolvidos Interpretações Gráficas Exercícios Resolvidos Movimento Retilíneo Uniforme Movimento Retilíneo Uniformemente Acelerado Atividades 22 3.I.976. determine V1 + V2.Dinâmica 8 . 21 Considere: G = 6.10-11. mT = 5. 2. V1 .Atividades 1.Dinâmica I das Partículas .Introdução . 5. V1 X V2 e V1 . 6. 4.V2.Dinâmica Dinâmica Cinemática das Partículas 1. RT = 6371 Km (S. Calcule o valor absoluto de g a essa altitude e determine o peso correspondente de um passageiro do ônibus. que pesa 880 N quando em repouso sobre a superfície da Terra (g = 9. . Para os vetores fornecidos V1 e V2. Um ônibus espacial está em órbita circular a uma altitude de 250 Km. Considere os vetores adimensionais e seus módulos V1 = 12 e V2 = 15. V 2 4 3 V1 30º 2. V1 + V2.67.81 m/s2).) CinemáticaIntrodução .1024.

duas ou três coordenadas espaciais.Dinâmica 2 . Vamos escolher o eixo OX de nosso referencial ao longo dessa reta. Seja x1 a posição da partícula no instante t1 e x2 a sua posição no instante t2. Tal movimento é dito retilíneo ou unidimensional. podem ocorrer deslocamentos no sentido 24 positivo ou negativo do eixo OX.Dinâmica I das Partículas .Cinemática Introdução . 23 Cinemática Introdução . O cálculo de trajetórias de vôos de aviões e naves e o projeto de engrenagens e correntes para controlar ou produzir certos movimentos são exemplos de problemas cinemáticos. do instante t1 ao instante Δs = x2 . O movimento das partículas pode ser descrito através da especificação de coordenadas lineares ou angulares e suas derivadas em relação ao tempo.Dinâmica 1 . A variação de posição da partícula. A cinemática das partículas será desenvolvida progressivamente pela discussão do movimento com uma. Isto é: Obs. Durante um movimento qualquer.Dinâmica I das Partículas . é a diferença x2 .Movimento Retilíneo de uma Partícula Consideremos uma partícula P movendo-se apenas ao longo de uma reta. .Introdução A cinemática trata da posição no espaço como função do tempo e geralmente refere-se à “geometria do movimento”.x1 t2. A posição de P em qualquer instante de tempo t pode ser especificada por seu deslocamento Δs de algum ponto de referência O fixado sobre a linha.x1.

Se usamos o metro para os deslocamentos e o segundo para o tempo.Dinâmica Movimento Retilíneo de uma Partícula . Cinemática Introdução . t2] com t2 ≠ t1. jamais ser igual a zero. A velocidade instantânea v é o valor do qual a fração Δs/Δt aproxima-se quando Δt se aproxima de zero.vm Considere um intervalo de tempo [t1. a sua unidade será a razão entre as unidades de comprimento e de tempo que forem usadas. nesse caso.Dinâmica Movimento Retilíneo de uma Partícula Considere agora uma partícula em movimento e dois instantes t e t+Δt durante o movimento. A razão entre o deslocamento da partícula no intervalo de tempo gasto nesse deslocamento é chamada de velocidade média da partícula no intervalo x − x Δs considerado.Dinâmica I das Partículas . e a velocidade da partícula se aproxima de um valor que chamamos de velocidade instantânea (v) no instante t. usamos a seguinte simbologia: ds Δs & v= =s v = lim ou Δt →0 Δt 26 dt . usualmente escrita como m/s.Dinâmica I das Partículas .Cinemática Introdução . Para expressar esse fato. o intervalo com extremos em t e t+Δt torna-se cada vez mais próximo de um único instante t. A razão Δs/Δt pode ser escrita: Δs = x( t + Δt ) − xt Δt Δt Quando Δt se aproxima indefinidamente de zero. a duração t2 . contudo. a 25 unidade de velocidade média é o metro por segundo. vm = 2 1 = t 2 − t1 Δt Sendo a velocidade média a razão entre um deslocamento e um intervalo de tempo.t1 do intervalo é diferente de zero. onde Δt é uma quantidade de tempo que vamos considerar cada vez mais próxima de zero sem. Seja Δs o deslocamento da partícula no intervalo de tempo Δt = t2 .t1.

dv & a= =v dt ou d 2s s a = 2 = && dt 27 Cinemática Introdução .am Se ao longo da trajetória a velocidade instantânea da partícula varia de v em x1 para v +Δv em x2.Dinâmica Exercício resolvido 1 Uma partícula executa um movimento em linha reta dado por: s = 8 + Bt − 2t2 onde B é uma constante. a aceleração média durante o intervalo de tempo correspondente Δt é am = Δv/Δt. A aceleração instantânea (a) da partícula é a variação instantânea com o tempo da variação da velocidade.Dinâmica I das Partículas .Dinâmica I das Partículas .5 = 0 B = 20m / s v= 28 .Cinemática Introdução . quando o valor Δt se aproxima indefinidamente de zero. determine o valor da constante B.Dinâmica Movimento Retilíneo de uma Partícula . ds = B − 4t . Sabendo que a partícula inverte o sentido de seu movimento no instante t = 5 segundos. dt v=0 B − 4t = 0 → B − 4. dependendo se a velocidade está aumentando ou diminuindo. e será positiva ou negativa. a = lim Δv Δt →0 Δt isto é.

onde v é expresso em milímetros por segundo. dt a= dv → a = −2 dt (b) Em que instantes e com que velocidades a partícula passa pela origem? origem : s = 0. Determine a aceleração quando u vale 2. 2 1 15 2 u = 2 ⇒ a = ( 2) 2 a = 10.Dinâmica Exercício resolvido 3 A velocidade de uma partícula ao longo do eixo x é dada por v = 5 u3/2. onde está subentendida a utilização do Sistema Internacional de Unidades. dv d (5u 3 / 2 ) →a= a= dt dt 1 3 2 a = 5u .Cinemática Introdução .6mm / s 2 30 . v2 = −2. (a) Determine a expressão da velocidade e da aceleração da partícula.Dinâmica Exercício resolvido 2 Uma partícula se move ao longo do eixo OX e seu movimento é dado por s = .t2 + 6t + 16.Dinâmica I das Partículas .−t 2 + 6t + 16 = 0 → t1 = −2 s. v= ds → v = −2t + 6.(−2) + 6 = 10m / s.Dinâmica I das Partículas . t 2 = 8s v1 = −2.(8) + 6 = −10m / s 29 Cinemática Introdução .

onde t é expresso em segundos e x em metros. Determine (a) sua função velocidade. o ponto move-se. o ponto adquire uma velocidade positiva no sentido positivo. Daqui por diante. mas a é negativo. Para valores de t maiores que 6 s.Dinâmica I das Partículas . (b) sua função aceleração e (c) um esboço dos gráficos de x. .Dinâmica . ainda. (a) v= ds → v = 12t − 3t 2 dt (b)aa = dv → a = 12 − 6t dt (c) Uma análise dos três diagramas do movimento pode nos mostrar que o movimento do ponto material desde t = 0 até t = ∞ pode ser dividido em quatro fases: . enquanto a distância total percorrida desde o início do movimento é 64 m. mas com aceleração positiva. v e a 31 são todos positivos. cada vez mais lentamente. a coordenada de posição x alcança o valor máximo. v e a são negativos. está desacelerado. v e a serão todos negativos. Em t = 4 s a velocidade é zero. cada vez mais rapidamente.Dinâmica I das Partículas . de modo que sua posição seja definida por x = 6t2 – t3. Em t = 2 s. sua coordenada x é então. zero. Em t = 6 s. com um aumento de velocidade.Cinemática Introdução . De t= 2 s a t = 4 s. v é positivo. x = 0. . x. a velocidade atinge o valor máximo. Animado com esta aceleração. De t = 0 a t = 2 s. o ponto está acelerado e move-se no sentido negativo. o ponto passa pela origem. com velocidade zero. no sentido positivo. O ponto material parte da origem. v e a em função do tempo. afastando-se de O. .Dinâmica Exercício resolvido 4 Consideremos um ponto material que desloca em linha reta. Cinemática Introdução . x. a velocidade é zero. O ponto irá se movimentar no 32 sentido negativo.

o ponto move-se sobre uma reta. é igual ao valor de v nesse instante. e a inclinação da curva v – t é igual ao valor de a.Dinâmica Não se deve esquecer que o ponto material não se move ao longo de qualquer uma dessas curvas. Vamos supor. Também.Dinâmica I das Partículas . a inclinação da curva v – t deve ser zero para t = 2 s. a tangente a curva x – t deve ser 33 horizontal para este valor de t. sendo v = 0 para t = 4 s. Como a derivada de uma função mede a inclinação da curva correspondente. Cinemática Introdução . a velocidade alcança um máximo nesse instante.Cinemática Introdução . Já que a = 0 para t = 2 s. para qualquer instante dado. a inclinação da curva x – t.Dinâmica I das Partículas . ainda. que o movimento dessa partícula esteja definido para t ≥ 0.Dinâmica Movimento Retilíneo de uma Partícula Comentário: É possível determinar o movimento de uma partícula conhecendo-se sua velocidade em qualquer instante do movimento e a sua posição em um certo instante? Vamos pensar o exemplo em que a velocidade de uma partícula seja dada por vx = 5m/s e que a sua posição no instante t = 4s seja 20m. É possível conhecer seu movimento no decorrer do tempo? 34 .

Cinemática Introdução .Dinâmica I das Partículas . a secante se aproxima da tangente à curva. cuja declividade representará o valor da velocidade curva no instante t. o que equivale à declividade da 35 secante “r”. Se reduzirmos o intervalo de tempo.Dinâmica 3. Assim. A velocidade média nesse intervalo é v = Δx/Δt = (x2 . quando então a velocidade média será v = (x4 .Dinâmica Interpretações Gráficas Para um valor mais aproximado podemos tomar o intervalo [t3.Dinâmica I das Partículas .x3)/(t4 . a velocidade no instante t é a declividade da tangente à curva no instante considerado. obtém-se a sua taxa de variação.t1). Como vimos. Cinemática Introdução . t4]. para se determinar a velocidade de uma partícula num instante t. podemos usar o intervalo [t1. Interpretações Gráficas A interpretação das equações diferenciais que governam o movimento retilíneo é consideravelmente esclarecida através da representação gráfica das relações entre s.t3) que é igual à declividade da secante “s”. t2]. v. 36 . a e t.x1)/(t2 . considerado A tangente à curva para algum instante de tempo t.

Podemos dividir o intervalo em intervalos menores e considerar que em cada intervalo a média das velocidades inicial e final seja a velocidade média (vm) no intervalo. construindo a tangente à curva para algum instante de tempo t. 38 . que é a velocidade: v = s = ds & dt Assim. representado no gráfico v x t.Δt.Dinâmica Interpretações Gráficas Supondo que desejamos determinar o espaço percorrido no intervalo de tempo Δt = t2 – t1.Cinemática Introdução .Dinâmica I das Partículas .Dinâmica I das Partículas . a velocidade pode ser determinada para todos os pontos sobre a curva e representada graficamente contra o tempo correspondente. 37 Cinemática Introdução .Dinâmica Interpretações Gráficas Então. a distância percorrida será aproximadamente igual à vm. o que equivale à área de um retângulo de base Δt e altura vm. Em cada intervalo. obtém-se a sua taxa de variação.

t2 Como a soma corresponde a infinitos intervalos escrevemos : t v (t ) dt 1 Ou seja. o resultado da integral será correspondente ao deslocamento. a integral não é o espaço percorrido.Dinâmica I das Partículas . Assim. que é o deslocamento ds. Ao calcular a integral. o espaço percorrido é a integral da equação da velocidade definida no intervalo de tempo considerado. dada por: t2 s2 t2 vdt 39 ou s2 − s1 = ds = vdt ∫ s1 ∫ t1 ∫ t1 Cinemática Introdução . a área será v(ti) onde ti são os valores de t em cada um dos instantes que constituem o intervalo de tempo.Dinâmica Interpretações Gráficas A distância total percorrida será a soma das áreas de todos os retângulos. Se o gráfico intercepta o eixo horizontal. a área sob a curva v x t durante o intervalo de tempo dt é “v dt”. Se tomarmos os retângulos com Δt → 0. Para obter a distância efetivamente percorrida deve-se integrar a equação da velocidade dividindo o intervalo em intervalos acima e abaixo do eixo horizontal e somar os valores absolutos encontrados. ∫ Dizendo de uma outra forma. a área abaixo do eixo será subtraída da área acima do eixo.Dinâmica Interpretações Gráficas Observação: Na realidade. Podemos agora voltar à questão inicial: “É possível determinar o movimento de uma partícula conhecendo-se sua velocidade em qualquer instante do movimento e a sua posição em um certo instante?” 40 . ao calcular a integral da região abaixo do eixo horizontal esta resultará em um valor negativo. Consequentemente.Cinemática Introdução . Isto indica que o móvel descreveu um movimento retrógrado. o deslocamento da partícula durante o intervalo de t1 até t2 é a corresponde área sob a curva. mas sim o deslocamento.Dinâmica I das Partículas .

Cinemática Introdução . no caso. 42 . É possível conhecer seu movimento no decorrer do tempo utilizando o conceito de integral! A partir do que foi exposto.Dinâmica I das Partículas .Dinâmica I das Partículas . que é a aceleração: a = dv = v & dt Logo. a taxa de variação dv/dt da curva v x t em qualquer instante de tempo fornece a aceleração naquele instante. Cinemática Introdução . construindo a tangente à curva para algum instante de tempo t. obtém-se a sua taxa de variação.Dinâmica Interpretações Gráficas No exemplo proposto em que a velocidade de uma partícula foi dada por vx = 5m/s e que a sua posição no instante t = 4s seja 20m. É necessário também fornecer a posição 41 da partícula em um dado instante de tempo. Assim.Dinâmica Interpretações Gráficas Do mesmo modo. em t = 4s. a aceleração pode ser determinada para todos os pontos e a curva a x t pode ser então representada. podemos escrever: s2 − s1 = ∫ vdt t1 t2 x − 20 = ∫ 5dt 4 t2 x = 20 + 5(t − 4) → x = 5t Note que o conhecimento da equação da velocidade de uma partícula não é suficiente para obtermos seu movimento.

Considere. a área sob a curva a x t durante o intervalo de tempo dt é “a dt”.dt a dt ∫ v v0 dv = ∫ t 0 gdt → ∫ v v0 dv = g ∫ dt ⇒ v = v0 + gt 0 t b) Supondo conhecida a posição inicial s = s0. por simplicidade. a) Escreva a velocidade em função do intervalo de tempo t. executando um movimento retilíneo.Cinemática Introdução . a= dv ⇒ dv = a. obtenha a função do movimento em função do tempo t.Dinâmica Exercício resolvido 1 Considere uma partícula em queda livre.Dinâmica Interpretações Gráficas De maneira similar.Dinâmica I das Partículas . que no instante inicial t = 0 a velocidade seja v = v0.Dinâmica I das Partículas . com aceleração constante a = g. v= ds ⇒ ds = vdt a dt ∫ s s0 ds = ∫ t 0 ( v0 + at ) dt → s = s 0 + v0 t + 1 2 at 2 c) Que tipo de movimento representam essas expressões? Um movimento retilíneo uniformemente variado (acelerado)! 44 . que é a velocidade dv. a variação da velocidade da partícula durante o intervalo de t1 até t2 é a corresponde área sob a curva. Assim. dada por: ∫ v2 v1 dv = ∫ t2 t1 adt ou v2 − v1 = ∫ adt t1 t2 43 Cinemática Introdução .

( 2 ) + ( 2 ) 3 → s 0 = − 20 m ∴ s = − 20 − 2t + t 3 (b) Determine as posições da partícula nos instantes t = 0s e t = 3s.(12 ) = − 30 m / s 46 .Dinâmica Exercício resolvido 3 Uma partícula se move ao longo do eixo x com uma velocidade inicial vx = 50 m/s na origem quando t = 0.(8) = 10 m / s t = 12 s ⇒ v x = 90 − 10 . A velocidade da partícula após t = 4 s é determinada a partir de: vx t t ∫ 50 dv = ∫ adt → v x − 50 = − 10 ∫ dt →v x − 50 = − 10 t + 40 → v x = − 10 t + 90 4 4 Nos instantes de tempo especificados. as velocidades são: t = 8 s ⇒ v x = 90 − 10 . Calcule a velocidade e a coordenada x da partícula para as condições de t = 8 s e t = 12 s. Para os primeiros 4 segundos a partícula não possui aceleração. s = −20 − 2t + t 3 t = 0 s → s = −20m t = 3s → s = −17 m 45 Cinemática Introdução .Cinemática Introdução . s = s 0 + ∫ vdt → s = s 0 + ∫ ( − 2 + 3t 2 ) dt → s = s 0 − 2t + t 3 0 0 t t − 16 = s 0 − 2 .Dinâmica Exercício resolvido 2 A velocidade de uma partícula é dada por vx = −2 + 3t2.Dinâmica I das Partículas . e encontre a máxima coordenada x positiva atingida pela partícula. (a) Encontre a sua “função-movimento”. Sabe-se ainda que em t = 2 s a sua posição é −16 m. e após esse intervalo de tempo ela sofre a ação de uma força retardadora que fornece uma aceleração constante ax = -10 m/s2.Dinâmica I das Partículas .

81 m / s 2 em a = dv/dt = 0. para baixo.(8) − 80 = 320 m t = 12 s ⇒ x = − 5. localizada a 20 m acima do solo. arremessa-se.( 4 ) + ∫ ( − 10 t + 90 ) dt = − 5t 2 + 90 t − 80 4 t Para os dois instantes especificados: t = 8 s ⇒ x = − 5. Sabendo-se que a aceleração da bola é constante e igual a 9. Substituindo-se a dv = a = − 9 .(12 ) − 80 = 280 m 2 47 Cinemática Introdução . O valor da aceleração e os valores iniciais de v e y estão indicados na figura ao lado. com velocidade de 10 m/s. determinar (a) a velocidade v e elevação y da bola.81 t ⇒ v = 10 − 9 .Dinâmica Exercício resolvido 4 De uma janela de um prédio. verticalmente para cima. uma bola.81 ] t0 v − 10 = − 9 . para qualquer instante t. com origem O no solo e sentido positivo para cima.81 m/s2. v0 = +10 m/s. (a) Escolhemos o eixo y para medir a coordenada de posição (ou elevação).Cinemática Introdução .81 dt 0 t v [ v ]10 = − [ 9 .81 t 48 . tem-se: dt v ∫ v 0 =10 dv = − ∫ 9 .(12 ) + 90 .Dinâmica I das Partículas . Assim. relativamente ao solo. x = 50 .Dinâmica A dependência da velocidade com o tempo pode ser representada graficamente: A coordenada x da partícula em qualquer instante após 4 s é a distância percorrida durante os primeiros 4 s mais a distância percorrida após a descontinuidade na aceleração ter ocorrido. Esboçar os gráficos v – t e y – t.(8 2 ) + 90 .Dinâmica I das Partículas . (b) a máxima elevação atingida pela bola e o correspondente instante t e (c) o instante em que a bola atinge o solo e a sua correspondente velocidade.

02 s Substituindo-se t = 1.90. segue-se que: 10 – 9.Cinemática Introdução .Dinâmica Substituindo-se v em v = dy/dt e notando-se que para t = 0.Dinâmica I das Partículas .90 t 2 ]t0 y = 20 + 10 t − 4 .02)2 → y = 25.81t ) dt 0 t y [ y ] 20 = [10 − 4 .90t2 = 0 → t = -1. y0 = 20 m.02 s na expressão de y. tem-se: 20 + 10t – 4.(1.81t dt ∫ y y 0 = 20 dy = ∫ (10 − 9.90 t 2 49 Cinemática Introdução .02) – 4. resulta: y = 20 + 10.1 m (c) Quando a bola atinge o solo. Da expressão da velocidade.81t = 0 → t = 1.24 s e + 3.(1.Dinâmica I das Partículas . tem-se y = 0.28 s 50 .Dinâmica (b) A velocidade da bola anula-se quando esta atinge a elevação máxima. Fazendo-se y = 0 na expressão da posição. obtémse: dy = v = 10 − 9 .

Denotando-se por s0. o valor inicial de s.Dinâmica I das Partículas . A velocidade v é.Cinemática Introdução . Levando-se este valor de t para a expressão da velocidade.28) = – 22.2 m/s 51 Cinemática Introdução . temse.81. Movimento Retilíneo Uniforme Este é um tipo de movimento retilíneo frequentemente encontrado em aplicações práticas.Dinâmica I das Partículas . constante: ds = v = cons tan te dt A coordenada de posição s é obtida pela integração desta equação.Dinâmica 4. a aceleração a do ponto material é nula para qualquer valor de t.Dinâmica Somente a raiz positiva corresponde a um tempo posterior ao início do movimento. Nesse movimento. dessa forma. finalmente: v = 10 – 9. escrevemos: Esta equação pode ser usada somente quando a velocidade do ponto s t material for constante! ds = v ∫ dt ∫ s0 0 s − s 0 = vt s = s 0 + vt 52 .(3.

Movimento Retilíneo Uniformemente Acelerado Neste outro tipo de movimento. obtemos: ∫ v v0 vdv = a ∫ dx x0 x 1 2 2 (v − v0 ) = a ( s − s0 ) 2 2 v 2 = v0 + 2a (s − s0 ) 54 .Dinâmica Movimento Retilíneo Uniformemente Acelerado Podemos também escrever: a = dv dv dv dx = . v = v0 + at ds = v 0 + at dt s ∫0 ( v 0 + at ) dt Chamando-se de s0 o valor inicial de s e integrando-se ∫s a substituição da equação da velocidade. a aceleração a do ponto material é dv constante: dt = a = cons tan te A velocidade v do ponto material é obtida pela integração desta equação: ∫ v v0 dv = a ∫ dt 0 t v − v0 = at Onde v0 é a velocidade inicial.Dinâmica I das Partículas .Dinâmica 5. escrevemos: s − s = v t + 1 at 2 0 0 2 1 s = s 0 + v 0 t + 53at 2 2 ds = 0 t Cinemática Introdução . =v dt dt dx dx Então: a = v dv dv = cons tan te .Cinemática Introdução . v = cons tan te dx dx Integrando-se ambos os membros.Dinâmica I das Partículas .

Dinâmica I das Partículas . onde s é medida em metros a partir de uma origem conveniente e t é expresso em segundos. R: (a) 4 s. (c) 54 m 56 .Dinâmica I das Partículas . Uma aplicação importante de um movimento uniformemente acelerado é na queda livre de um corpo. sobre a superfície da Terra. Atividades 1. Efetivamente. escolhendo-se sentidos positivos ao longo dos eixos.Cinemática Introdução . estes sentidos possibilitarão determinar os sinais de a. e de sua distância ao centro desta. deve ser definida a origem O do movimento.Dinâmica Comentário: As três equações deduzidas acima fornecem relações úteis entre coordenada de posição. velocidade e tempo para o caso de um movimento uniformemente acelerado. Determine (a) o tempo requerido para a partícula atingir a velocidade de 72 m/s a partir da sua condição inicial em t = 0. A coordenada de posição de uma partícula que está confinada a se mover ao longo de uma linha reta é dada por s = 2t3 – 24t + 6. valor tomado como padrão (aceleração normal). (b) 36 m/s2. este valor depende da posição considerada. Se a aceleração do ponto for variável. v e x0.81 m/s2. A aceleração de um corpo em queda livre (geralmente indicada por g) é igual a 9. v0 e x0 forem substituídos por valores apropriados. seu movimento será determinado pelas 55 equações de derivação. É importante não esquecer que as três equações anteriores podem ser usadas somente quando a aceleração do ponto material é constante. (b) a aceleração da partícula quando v = 30 m/s e (c) o deslocamento da partícula no intervalo de tempo desde t = 1 s até t = 4 s. assim que a. Primeiramente. Cinemática Introdução .Dinâmica 6.

onde a é expressa em metros por segundo ao quadrado e t em segundos. Determine a velocidade e o deslocamento como funções do tempo.Dinâmica 2. 58 . A aceleração de uma partícula é dada por a = 4t – 30. O deslocamento inicial em t = 0 é s0 = -5 m.248 m 57 Cinemática Introdução . Calcule o deslocamento Δs durante os primeiros 6 segundos de movimento. Uma partícula se move ao longo de uma linha reta com uma velocidade em milímetros por segundo dada por v = 400 – 16t2.Dinâmica I das Partículas .Cinemática Introdução . e a velocidade inicial é v0 = 3 m/s. onde t é expresso em segundos. R: 1.Dinâmica 3.Dinâmica I das Partículas .

(b) 56.Dinâmica 4. Despreze a resistência do ar e tome a aceleração da gravidade como sendo constante em 9. (b) Um carro consegue parar completamente a partir de uma velocidade inicial de 80 Km/h em uma distância de 30 m. (b) Uma bola é lançada verticalmente para cima com uma velocidade inicial de 25 m/s de um plano próximo a um planalto de 15 m de altura. Se ele foi projetado para manter uma aceleração constante para cima de 1. calcule o tempo t necessário para o foguete atingir uma altitude de 30 Km e a sua velocidade nessa posição. (a) Um foguete é lançado do repouso verticalmente para cima.81 m/s2. Determine a distância h acima do planalto atingida pela bola e o tempo t após o lançamento em que ela aterrissa nele. R: (a) 2040 m e 40. (b) 16. Com a mesma aceleração constante.5g.Dinâmica 5.Cinemática Introdução . (a) Um projétil é lançado verticalmente para cima com uma velocidade inicial de 200 m/s.86 m e 4.4 s 60 .8 s.Dinâmica I das Partículas . Calcule a máxima altitude h atingida pelo projétil e o tempo t após o lançamento para ele retornar ao chão.9 s e 940 m/s. qual seria a distância de parada s a partir de uma velocidade inicial de 110 Km/h? R: (a) 63.Dinâmica I das Partículas .7 m 59 Cinemática Introdução .

15 m/s2 62 . A velocidade de uma partícula que se move ao longo do eixo x é dada por v = 2 + 5t3/2. A partícula está na origem s = 0 quando t = 0.Dinâmica 7. R: 72 m.Dinâmica I das Partículas .Dinâmica I das Partículas .Dinâmica 6.25 m/s 61 Cinemática Introdução .Cinemática Introdução . Determine a velocidade média vméd durante o intervalo e. O gráfico mostra a história do deslocamento no tempo para um movimento retilíneo de uma partícula durante um intervalo de 8 segundos. 42 m/s. dentro de limites aceitáveis de precisão.75 m/s e –1. a velocidade v e a aceleração a quando t = 4 s. onde t é expresso em segundo e v em metros por segundo. encontre a velocidade instantânea v quando t = 4 s. R: –0. Avalie o deslocamento s.

Para um breve intervalo de tempo. a velocidade do carro que se move em linha reta é dada por v = (3t2 + 2t) m/s.Dinâmica I das Partículas . 100 m. 18 m/s2. Determine a posição e a aceleração do carro para t = 3 s. Determine (a) o instante em que a velocidade será nula.15t + 40. R: 36 m. (c) a aceleração do ponto nesse instante. (d) a distância percorrida pelo ponto de t = 4 s a t = 6 s. 20 m/s2 64 .Dinâmica I das Partículas . onde x é expresso em metros e t em segundos e t ≥ 0.Dinâmica 8. R: 5 s. 2 m 63 Cinemática Introdução . Sabe-se que quando t = 0. onde t é expresso em segundos. A posição de um ponto material que se desloca em linha reta é definida pela relação x = t3 .Dinâmica 9.Cinemática Introdução . (b) a posição e a distância percorrida pelo ponto até esse instante. s = 0.6t2 .

Coordenadas Polares (r-θ) 66 . Velocidade 3. Visualização do Movimento 5. Coordenadas Normal e Tangencial (n-t) 8. Coordenadas Retangulares 6. Desprezando as dimensões da caixa e a resistência do ar e tomando como instante inicial de tempo aquele em que a caixa é liberada pelo avião. Movimento de Projéteis 7. como função do tempo. escreva o vetor posição da caixa em relação à pessoa que se encontra no solo.Dinâmica I das Partículas .Dinâmica I das Partículas .Dinâmica 10.Dinâmica Dinâmica Cinemática Vetorial de Partículas 1. Movimento Circular 9.Cinemática Introdução . Aceleração 4. Introdução 2. 65 CinemáticaIntrodução . No exato instante em que passa em cima de uma pessoa que se encontra no chão deixa cair uma caixa de massa m (sem nenhuma velocidade inicial em relação ao avião). Um avião de carga voa com uma velocidade horizontal constante v0 a uma altura H acima no nível do solo.

Considere o movimento como representado na figura abaixo. O deslocamento da partícula durante o intervalo de tempo Δt é o vetor Δr.Dinâmica 1 .Dinâmica Nota-se que essa é uma combinação vetorial. e não uma adição escalar.Dinâmica I das Partículas . a partícula está em A’.Introdução O caso do movimento tridimensional mais geral é aquele que trata do movimento de uma partícula ao longo de uma trajetória curva que pertence a um único plano. 67 Cinemática Introdução . que é localizada pelo vetor posição r medido a partir de alguma origem fixa conveniente O. .Cinemática Introdução . A distância percorrida pela partícula conforme ela se move de A para A’ é 68 o comprimento escalar Δs medido ao longo da trajetória.Dinâmica I das Partículas . que representa a variação vetorial da posição. No instante t + Δt. localizada pelo vetor posição r + Δr. No instante t a partícula está na posição A.

70 . temos: v = & =r dt A derivada de um vetor é também um vetor que tem módulo e direção.Velocidade Δt A direção de Δr se aproxima da tangente à trajetória conforme Δt se aproxima de zero. r A velocidade instantânea (v) v partícula é definida como valor-limite da da velocidade média conforme o intervalo de tempo se aproxima de zero.Dinâmica I das Partículas . Ampliando a definição básica da derivada de uma grandeza escalar para r r dr r incluir uma grandeza vetorial.Dinâmica I das Partículas . A velocidade escalar média da partícula entre A e A’ é o quociente escalar Δs/Δt.Dinâmica Recorrendo novamente à figura. 69 r Cinemática Introdução .Cinemática Introdução .Dinâmica que é um vetor cuja direção é a de Δr. Δt 2 . r r Δr Assim: v = lim Δt → 0 r r Δr A velocidade média da partícula entre A e A’ é definida como vméd = . fica então definido a velocidade da partícula em A pelo vetor tangente v e a velocidade em A’ pela tangente v’. Existe uma variação vetorial na velocidade durante o tempo Δt. assim a velocidade é sempre um vetor tangente à trajetória. sendo que a velocidade v em A mais (vetorialmente) a variação Δv igual à velocidade em A’: v’ – v = Δv.

Cinemática Introdução .Dinâmica I das Partículas . r A aceleração instantânea a (a) da partícula é definida como o valorlimite da aceleração média. assim.Dinâmica 3 .Aceleração A aceleração média da partícula entre A e A’ é definida como Δv/Δt.Dinâmica 4 . em geral. A aceleração a inclui os efeitos tanto da variação do módulo de v quanto da variação da direção de v. Então. 72 . conforme o intervalo de tempo se aproxima r r Δv de zero. de a. onde os vetores posição de posições arbitrárias sobre a trajetória da partícula são mostrados. que é um vetor cuja direção é a de Δv.Visualização do Movimento Abaixo temos uma interpretação gráfica da aceleração. a componente da aceleração que é normal à trajetória aponta sempre para o seu centro de curvatura. 71 Cinemática Introdução .: À medida que o intervalo Δt se torna menor e se aproxima de zero. a direção da variação Δv se aproxima daquela da variação diferencial dv e. então pode-se escrever: a = =v dt Obs. escolhidos arbitrariamente. porém. Existe um vetor velocidade tangente à trajetória correspondentes a cada vetor posição. a direção da aceleração de uma partícula em um movimento curvilíneo não é nem tangente à trajetória nem normal a ela. Assim: a = Δt →0 lim r Δt r dv r & Pela definição da derivada.Dinâmica I das Partículas . Os vetores aceleração são mostrados para instantes quaisquer.

Cinemática Introdução . a direção da velocidade é sempre tangente à trajetória. O vetor posição r. Assim. O movimento curvilíneo resultante é então obtido pela combinação vetorial das componentes x e y dos vetores posição. r = xi + yj v = dr/dt = vxi + vyj a = dv/dt = axi + ayj ou r ˆ j r = xi + yˆ r r & & ˆ &j v = r = xi + yˆ r & r x ˆ yj a = v = && = &&i + &&ˆ Como observado anteriormente.Dinâmica Com o auxílio dos vetores unitários i e j.Dinâmica 5 .Dinâmica I das Partículas . pode-se escrever os vetores r. e a partir da figura. velocidade e aceleração. fica claro que: 2 2 v = v x + v y ⇔ tgθ = 2 2 a = ax + a y vy vx 74 . mostrada ao longo dos eixos x e y.Coordenadas Retangulares (x-y) Este sistema de coordenadas é particularmente útil para a descrição do movimento quando as componente x e y da aceleração são independentemente geradas ou determinadas. v e a em termos das suas coordenadas x e y. 73 Cinemática Introdução .Dinâmica I das Partículas . Na figura podemos visualizar a trajetória de uma partícula. a velocidade v e a aceleração a da partícula são representados juntamente com suas componentes.

g. Obs. x y Por outro lado.Dinâmica Se as coordenadas x e y são conhecidas. Desse modo.Movimento de Projéteis A figura apresenta o movimento de uma partícula no plano x-y.Dinâmica 6 . tudo que foi tratado sobre o M. vy = vy0 – gt x = x0 + vx0 t . pode ser 75 aplicado separadamente para o movimento em x e para o movimento em y. Cinemática Introdução . A integração dessas acelerações segue os resultados obtidos para aceleração constante. e suas segundas derivadas && && para obter a.Cinemática Introdução .Dinâmica I das Partículas . pode-se em qualquer instante de tempo combiná-las para obter r.Dinâmica I das Partículas . se as componentes da aceleração ax e ay são dadas como funções do tempo. percebe-se que a representação em coordenadas retangulares do movimento curvilíneo é meramente a superposição das componentes de dois movimentos retilíneos simultâneos nas direções x e y. y = y0 + vy0 t – ½gt2 76 vy2 = vy02 – 2g(y – y0) . pode-se integrar cada uma separadamente com relação ao tempo. Do mesmo modo. as componentes de aceleração são ax = 0 e ay = . combinam-se & & suas primeiras derivadas x e y para obter v.: A partir dessa discussão. e fornece: vx = vx0 . Para os eixos mostrados. A eliminação do tempo t entre essas duas últimas equações paramétricas fornece a equação da trajetória da curva y = f(x). uma vez para obter vx e vy e novamente para obter x e y.R.

Desprezam-se o arrasto aerodinâmico. Na figura ao lado. frequentemente tomadas onde o lançamento ocorre. para o caso ilustrado x0 = y0 = 0. 77 Cinemática Introdução . duas bolas são jogadas sob a ação da gravidade. A vermelha é solta (v0y=0) e a amarela tem velocidade inicial horizontal v0x.Dinâmica I das Partículas .Dinâmica I das Partículas .Dinâmica Observações: Se tomamos x0 = y0 = 0 (saindo da origem): de x = v0xt temos: t = x/v0x Substituindo na equação para y encontramos a equação da trajetória: y= v0 y v0 x x− 1 g 2 x (Equação de uma parábola !) 2 2 v0 x Fotografia estroboscópica do movimento parabólico O movimento na direção y não depende da velocidade vx. de tal modo que a aceleração devida à gravidade pode ser considerada constante.Dinâmica Em todas essas expressões. o subscrito zero denota as condições iniciais. Em cada instante elas têm a mesma altura! 78 .Cinemática Introdução . a curvatura e a rotação da Terra e considera-se que a variação de altitude é pequena o suficiente.

tem-se: ⎫ ⎧ v y = ( v y ) 0 + at ⎪ ⎪ 1 2⎪ ⎪ ⎨ y = ( v y ) 0 t + at ⎬ 2 ⎪ ⎪ 2 2 ⎪ v y = ( v y ) 0 + 2 ay ⎪ ⎭ ⎩ v y = 90 − 9 . . da extremidade de uma colina de 150 m de altura. (b) a altura máxima que o projétil alcança em relação ao solo. determinar (a) a distância horizontal da arma ao ponto onde o projétil atinge o solo.Cinemática Introdução .Dinâmica I das Partículas .1 .Escolhendo o sentido do eixo y para cima e colocando a origem O na arma.90 t 2 2 v y = 8 . com uma velocidade inicial de 180 m/s.Dinâmica Exercício resolvido 1 Dispara-se um projétil.sen 30 º = 90 m / s a = − 9 .81 t y = 90 t = − 4 . Desprezando-se a resistência do ar.Dinâmica I das Partículas .81 m / s 2 Substituindo-se nas equações do movimento uniformemente acelerado. temos: ( v y ) 0 = 180 . 62 y 80 . num ângulo de 30º com a horizontal.Dinâmica Movimento vertical → Movimento Uniformemente Acelerado. 79 Cinemática Introdução . 10 3 − 19 .

19 .10 . 4 t − 30 .90 t 2 → t 2 − 18 . 6 = 0 ⇒ t = 19 .9 s Levando-se t = 19. tem-se: x = 155 .9 s à equação do movimento horizontal. temos: y = -150 m Levando-se este valor à equação do movimento vertical. .Cinemática Introdução . escrevemos: − 150 = 90 t = − 4 .Dinâmica Movimento horizontal → Movimento Uniforme. 62 y ⇒ y = 413 m Elevação máxima acima do solo = 150 m + 413 m → 563 m 82 . obtém-se: {x = (v x ) 0 t} x = 155 . escrevemos: 0 = 8 . cos 30 º = 155 .Escolhendo-se o sentido positivo do eixo x para a direita.Dinâmica I das Partículas .Dinâmica (a) Quando o projétil atinge o solo. levando-se este valor à equação da velocidade para o movimento vertical. 10 3 − 19 . tem-se: ( v x ) 0 = 180 .9 m / s a = 0 Substituindo-se na equação do movimento uniforme.9 ⇒ x = 3 .10 Km (b) Quando o projétil atinge a máxima elevação. temos vy = 0.Dinâmica I das Partículas .9 t 81 Cinemática Introdução .9 .

60 s é 2.Dinâmica Exercício resolvido 2 O vetor posição de uma partícula se movendo no plano x-y no tempo t = 3.33j m.81)t C ⇒ tC = 1. Determine o módulo v de sua velocidade média durante esse intervalo e o ângulo θ que a velocidade média faz com o eixo x.277) ⇒ s = 2.Cinemática Introdução .02 r v = v = 1.52 = 2.Dinâmica Exercício resolvido 3 Um operário que trabalha no telhado de uma casa lança uma pequena ferramenta para seu companheiro no chão. sem tocar.00 1. Qual deve ser a mínima velocidade horizontal v0 necessária para que a ferramenta passe.49m . r ˆ r Δr 0.903) ⇒ v0 = 6. Em t = 3.5 5 = − .5 ˆ(m / s ) Δt 0. especificando a distância s mostrada na figura.52 + 2.θ = −59.Dinâmica I das Partículas .76i – 3.5i − 2.64m / s 1 2 C → −8 = − (9.5 3 83 Cinemática Introdução . o ponto B? Localize o ponto de impacto.05 ˆ j ˆ v = j = = 1.62 s seu vetor posição se torna 2. y = y0 + v y 0 t − 1 2 gt 2 1 − 4 = 0 + 0 − 9.79i – 3.92m / s tgθ = vy vx = − 2.81t 2 ⇒ t B = 0.Dinâmica I das Partículas .903s B 2 x = x0 + v x 0t 6 = 0 + v0 (0.28j m.03i − 0.277 s 2 84 ∴ s + 6 = 6.64(1.

Dinâmica I das Partículas .Dinâmica I das Partículas .8 m/s 85 Cinemática Introdução .Dinâmica 2.69 m/s 86 . A coordenada y de uma partícula em movimento curvilíneo é dada por y = 4t3 – 3t. Determine a componente vertical vy da velocidade de seu centro de gravidade no ponto A para que ele realize o salto mostrado.Dinâmica Atividades 1. onde y é expresso em metros e t em segundos. Qual será a elevação h do seu centro de gravidade? R: vy = 3. h = 0. Desenhe v e a na solução.Cinemática Introdução . R: v = 13. A partícula possui uma aceleração na direção x dada por ax = 12t m/s2. Se a velocidade da partícula na direção x é 4 m/s quando t = 0. calcule os módulos dos vetores velocidade v e aceleração a da partícula quando t = 1 s. Um atleta de salto à distância se aproxima da plataforma de salto A com uma velocidade horizontal de 10 m/s. a = 26.68 m/s.45 m/s.

Um time de estudantes de engenharia está projetando uma catapulta para lançar uma pequena bola em A.Dinâmica I das Partículas .15 – 6. de tal modo que ela atinja a caixa.0.68 (m/s) 88 . Sabe-se que o vetor velocidade inicial faz um ângulo 30º com a horizontal.Dinâmica 4. h = 3.39 m/s2. R: 6.Dinâmica I das Partículas . R: t = 25. Um foguete encontra-se sem combustível na posição mostrada e continua em seu vôo sem propulsão acima da atmosfera. Determine a faixa de velocidades de lançamento v0 para as quais a bola irá parar dentro da caixa.Cinemática Introdução .6 s .8 Km 87 Cinemática Introdução .Dinâmica 3. calcule a altitude máxima adicional h alcançada e o tempo t correspondente para atingi-la. Se sua velocidade nessa posição era de 1000 Km/h. A aceleração gravitacional durante essa fase do seu vôo é 9.

√(2H/g) 90 . Um piloto em treinamento lança uma caixa com corante vermelho. aviões jogam água para ajudar equipes que trabalham no solo. sem tocar.Cinemática Vetorial 5. Qual deve ser a mínima velocidade horizontal para que o rapaz lance uma pedra em A e ultrapasse. R: V. Se o avião está voando horizontalmente a uma altura H acima do solo com velocidade V a que distância horizontal do alvo o piloto deve lançar a caixa? Despreze a resistência do ar. No combate a incêndios em florestas. na esperança de atingir um alvo no solo.37 m/s 89 Cinemática Vetorial 6. o obstáculo em B? R: 28.

9 m 91 Cinemática Vetorial 8. (b) a velocidade da pedra logo antes do impacto em A e (c) a altura máxima H alcançada pela pedra. Uma pedra é arremessada até um muro de altura h com velocidade inicial de 42 m/s fazendo um ângulo θ0 = 60 º com a horizontal. Se o bocal é mantido no nível do solo e inclinado de 30º em relação à horizontal. R: 48. A pedra atinge o ponto A 5. O bocal de uma mangueira de jardim despeja água a uma taxa de 15 m/s.87 m. conforme a figura.5 s após o lançamento. Determine (a) a altura h do muro.9 m 92 .05 m/s. 19.8 m. R: 2.7. 70. determine a altura máxima alcançada pela água e a distância horizontal entre o bocal e o ponto no solo onde a água o atinge. 28.

O sentido positivo de n em qualquer posição é sempre tomado para o centro de curvatura. Em relação a um sistema de eixos convenientemente escolhido. 93 Cinemática Introdução .Coordenadas Normal e Tangencial (n-t) Uma das descrições mais comuns do movimento curvilíneo usa as variáveis de trajetória. ela possui uma componente horizontal de módulo a. as equações do movimento de uma partícula lançada nessa região são onde v0x e v0y são constantes positivas. como mostrado na figura abaixo. que são medidas feitas ao longo da tangente t e da normal n à trajetória da partícula.Dinâmica 7 . Além de uma componente vertical para baixo de módulo g. onde a partícula avança de A para B até C. As coordenadas n e t são consideradas como se movendo ao longo da trajetória com a partícula.Dinâmica I das Partículas . Devido a certas inomogeneidades na Terra. numa certa região a aceleração da gravidade não é bem vertical. o tempo desde o lançamento até que ela chegue ao ponto mais alto da trajetória e (b) o espaço horizontal percorrido pela partícula no movimento de subida. 94 .Cinemática Vetorial 9. isto é. Determine (a) o tempo de subida da partícula.

Dinâmica I das Partículas . 95 Cinemática Introdução . Introduzem-se os unitários en na direção n e et na direção t.Dinâmica Com o raio de curvatura da trajetória nesse ponto designado por ρ. A partir da equação da velocidade e trabalhando com os unitários.Dinâmica I das Partículas .Dinâmica As coordenadas são usadas para descrever a velocidade v e a aceleração a para um movimento curvilíneo de uma partícula. & podemos escrever a velocidade como o vetor: v = vet = ρβ et A aceleração a da partícula é um vetor que reflete tanto a variação no módulo quanto a variação na direção de v. como mostrado na figura para a posição da partícula no ponto A. a equação para a aceleração 2 se torna: a = v en + v et & ρ onde: an = v2 ρ & & = ρβ 2 = vβ & s at = v = && 2 a = an + at2 96 .Cinemática Introdução .

Dinâmica I das Partículas . A componente tangencial. estará no sentido positivo da direção t do movimento se o módulo da velocidade v estiver aumentando.Cinemática Introdução . e a componente vetorial at está dirigida no sentido do movimento ou contrária ao mesmo.Dinâmica É importante observar que a componente normal da aceleração an está sempre direcionada para o centro de curvatura da trajetória. A componente vetorial an. por outro lado. 97 Cinemática Introdução . enquanto a componente normal é igual ao quadrado da velocidade escalar dividida pelo raio de curvatura da trajetória. está sempre orientada para o centro de curvatura C da trajetória.Dinâmica I das Partículas . Conforme a velocidade do ponto material aumenta ou diminui.Dinâmica As relações obtidas nos dizem que a componente tangencial da aceleração é igual à derivada temporal da velocidade escalar do ponto material. 98 . at é positiva ou negativa. por outro lado. e no sentido negativo da direção t se o módulo da velocidade estiver diminuindo.

projetam-se perfis de asas sem qualquer mudança brusca de 99 curvatura.Dinâmica I das Partículas .Cinemática Introdução . O fato de a componente normal da aceleração depender do raio de curvatura da trajetória do ponto material é lavado em conta no projeto de estruturas ou mecanismo como asas de avião e linhas férreas. a aceleração de um ponto material que se desloca com uma velocidade constante ao longo de uma curva nunca será zero. a não ser que o ponto material passe por um ponto de inflexão da curva (onde o raio de curvatura é infinito) ou a curva seja uma linha reta. portanto. que a componente tangencial da aceleração é responsável pela mudança da velocidade escalar do ponto material. As componentes de velocidade e aceleração para o movimento circular da partícula se tornam: v = ρθ& v2 & & an = = rθ 2 = vθ r & & at = v = rθ& 100 .Movimento Circular O movimento circular é um importante caso especial do movimento curvilíneo plano. Para evitar variações repentinas na aceleração de partículas do ar que se escoam ao redor da asa de um avião. Assim. A aceleração de um ponto material será zero somente se ambas as componentes forem zero.Dinâmica 8 . onde o raio de curvatrura ρ se torna o raio r constante de um círculo e o ângulo β é substituído pelo ângulo θ medido a partir de alguma referência radial conveniente.Dinâmica I das Partículas . Cinemática Introdução .Dinâmica Conclui-se. enquanto sua componente normal reflete a mudança na direção de seu movimento.

4 & (a ) a at = v = 0 ⇒ a = an = 0.4 m de raio.Dinâmica Observações: Aqui também podemos usar um vetor unitário: (note que este vetor varia com o movimento) r r ˆ r = r A aceleração fica: r v2 ˆ a=− r r Ou: r r a =−ω 2 r (a aceleração tem a direção do vetor posição e aponta para o centro da circunferência. mas está aumentando a uma taxa de 1.9 2 = 1.Dinâmica I das Partículas .6 m/s. Esta é a aceleração centrípeta).6 m/s e (b) se sua velocidade é 0.6 2 an = = = 0.5m / s 2 102 v2 2 2 . Calcule o módulo a da aceleração da partícula (a) se sua velocidade é constante em 0.Dinâmica Exercício resolvido 1 Uma partícula se move em uma trajetória circular de 0. 0.2 m/s a cada segundo. 101 Cinemática Introdução .2m / s 2 ⇒ a = at + an a = 1.2 2 + 0.Cinemática das Partículas .9m / s 2 & (b) a at = v = 1.9m / s 2 ρ 0.

o motorista de um carro aplica os freios para produzir uma desaceleração uniforme.6 m.81) = 22. Se os passageiros do carro experimentam uma desaceleração total de 3 m/s2 em A e se o raio de curvatura da elevação em C é 150 m. (b) a aceleração no ponto de inflexão B e (c) a aceleração total em C.5 Km / h Cinemática Introdução . a = an = v2 ρ 103 v = ρan = (100 − 0.Dinâmica Exercício resolvido 3 Para atravessar uma depressão seguida de uma elevação na estrada.5g. Se o raio de curvatura da estrada em A é 100 m.5(9.Dinâmica I das Partículas .08m / s = 79. que se encontra a 120 m de A ao longo da pista.6)0.Cinemática Introdução .Dinâmica I das Partículas . que fornece ao seu centro de massa G uma aceleração igual a 0. calcule (a) o raio de curvatura ρ em A. e se a distância da estrada ao centro de massa G do carro é 0.Dinâmica Exercício resolvido 2 Um carro passa por uma depressão na estrada em A com uma velocidade constante. determine o módulo v da velocidade do carro. Sua velocidade é de 100 Km/h no ponto A da depressão e de 50 Km/h no ponto C no topo da elevação. 104 .

Para cada vetor aceleração descreva.286 m / s 2 150 ρ r a = 1.8 2 →ρ= = = 432 m an = ρ a n 1.Dinâmica I das Partículas .89 2 (c ) a n = = = 1.Dinâmica Atividades 1. 106 . Seis vetores aceleração são mostrados para um carro cujo vetor velocidade está direcionado para a frente.286 e n − 2.785 m / s 2 v 2 27 .73 m / s 2 v2 v2 105 Cinemática das Partículas .412 = 1.41e t ( m / s 2 ) r a = (1.89 ) 2 − ( 27 .Dinâmica Encontra-se a desaceleração constante ao longo da trajetória a partir de: ∫ vC vA 2 2 vdv = at ∫ ds → vC = v A − 2 at s 0 s 1 2 (13.41m / s 2 at = 2s 2(120 ) 2 2 ( a ) a a 2 = a n + at2 ⇒ a n = 3 2 − 2. em palavras.41) 2 = 2. o movimento instantâneo do carro.8) 2 2 ( vC − v A ) = = −2.41m / s 2 13.286 ) 2 + ( −2.785 (b ) a n = 0 → a = at = −2.Cinemática Introdução .

com vetores. 107 Cinemática das Partículas . tb]. as velocidade e acelerações da partícula nos instantes em que ela se encontra no ponto A e no ponto B. O sentido do movimento está indicado na figura e.Dinâmica 3. o instante em que ela se encontra no ponto B. o módulo da aceleração total de um avião é 3g. calcule o raio de curvatura ρ da trajetória em A.Dinâmica 2. Marque. Indique.Cinemática das Partículas . com velocidade de módulo constante. uma semi-reta e outro semicírculo de raio R = 2r. isto é. o vetor deslocamento Δr[ta. Desenhe as setas de modo que seus tamanhos sejam proporcionais aos seus módulos. formada por um semicírculo de raio r. ainda em seu desenho. Na parte inferior A de um loop interno. Se a velocidade medida no avião é de 800 Km/h e está aumentando a uma taxa de 20 Km/h por segundo. A figura mostra um trecho de sua trajetória. Uma partícula se move num plano com movimento uniforme. R: 1709 m 108 . onde ta é o instante e que ela se encontra no ponto A e tb. nela. estão marcados os pontos A e B.

0259 m/s2 109 Cinemática das Partículas .5 m/s2 e sua velocidade é de 6 m/s na direção negativa de y. sua aceleração ao longo da trajetória é de 1.Dinâmica 5. R: 0. Quando a partícula cruza o eixo x.Cinemática das Partículas .Dinâmica 4.729. Considere o eixo polar da Terra como sendo fixo no espaço e calcule o módulo da aceleração a de um ponto P sobre a superfície da Terra na latitude 40º norte.742 Km e sua velocidade angular é de 0.5 j 110 .10-4 rad/s. Escreva o vetor a aceleração da partícula no instante considerado. R: – 60 i – 1. O diâmetro médio da Terra é 12. Uma partícula se move ao longo de uma trajetória circular no plano x-y.

67 m. No mesmo instante a partícula tem uma aceleração a cujo módulo é 8 m/s2.Dinâmica 6.k m/s2. R: 7. A velocidade e a aceleração de uma partícula são dadas para um certo instante por v = i – j + k m/s e a = . Determine o ângulo entre v e a.52 m/s2 112 . 7.k (m/s) para o instante mostrado.i + j . e também a aceleração tangencial at.Dinâmica 7.Cinemática das Partículas . Calcule o raio de curvatura ρ da trajetória para essa posição e a taxa com a qual o módulo da velocidade está aumentando. Uma partícula P se move ao longo de uma curva espacial e possui velocidade v = 4i -2j . -√3 m/s2 111 Cinemática das Partículas . R: 180º.

onde a0 e β são constantes positivas. como mostrado na figura. Uma partícula executa um movimento curvilíneo de raio R com uma aceleração de componente tangencial dada por at = a0βt. v. 114 . 37. represente num instante de tempo qualquer a velocidade escalar da 2 partícula.87 s. Um carro de corrida parte do repouso e percorre uma pista circular horizontal de raio de 300 pés.Dinâmica 8. determine o tempo necessário para ele alcançar uma aceleração de 8pés/s2.1 pés/s 113 Cinemática das Partículas . Sabendo que no instante t0 = 0 a velocidade escalar é a v0 = 0 . e a componente centrípeta (ou normal) de sua aceleração.Dinâmica 9.Cinemática das Partículas . Qual a sua velocidade escalar nesse instante? R: 4. Se a sua velocidade escalar aumenta a uma taxa constante de 7 pés/s2.

115 Cinemática das Partículas . a localização da partícula em A é expressa pelo vetor: r = rer Podemos utilizar a diferenciação dessa relação e o tempo para obter v = dr/dt 116 e a = dv/dt. é usada como referência para as medidas de θ.Dinâmica 9 .Coordenadas Polares (r-θ) Considera-se agora a terceira descrição do movimento curvilíneo plano em que a partícula é localizada pela distância radial r a partir de um ponto fixo e por uma medida angular θ até a linha radial. Assim.Dinâmica Vetores unitários er e eθ são estabelecidos nos sentidos positivos das direções r e θ. respectivamente. O vetor posição r da partícula em A tem módulo igual à distância radial r e uma direção especificada pelo vetor unitário er.Cinemática das Partículas . Uma linha fixa arbitrária. radial A figura abaixo mostra as coordenadas polares r e θ que localizam uma partícula se movendo sobre uma trajetória curva. tal como o eixo x. .

Dinâmica É importante notar que ar não é igual à derivada em relação ao tempo de vr e que aθ não é igual à derivada em relação ao tempo de vθ.Dinâmica Fazendo também uso das derivadas temporais dos vetores unitários. No caso de um ponto material que se desloca ao longo de uma & r . encontramos para a velocidade: onde: & vr = r & vθ = rθ v = vr2 + vθ2 & & v = re r + rθeθ Diferenciando a expressão da velocidade temos para a aceleração: onde: & ar = && − rθ 2 r & && a = rθ& + 2rθ θ & & && a = (&& − rθ 2 )e r + (rθ& + 2rθ )eθ r a = ar2 + aθ2 117 Cinemática das Partículas . e as circunferência de centro O. r = && = 0 fórmulas de velocidade e de aceleração reduzem-se. temos r = constante. respectivamente a: & a = − r θ& 2 e r + r θ&e θ 118 .Cinemática das Partículas .

9 m de comprimento gira ao redor de O e seu movimento está definido pela relação θ = 0.15 t2. Determinar a velocidade e aceleração total do cursor B após o braço AO ter girado 30º.Dinâmica Exercício resolvido 1 O braço AO de 0. onde θ está expresso em radianos e t em segundos.Dinâmica I das Partículas .Cinemática das Partículas .Dinâmica Observações: . onde r é expresso em metros e t em segundos.9 – 0. O arco descrito em dt é dado por ds = R dθ .12t2. θ (t ) . O cursor desliza ao longo do braço. Para descrever o MCU podemos também usar as coordenadas polares! O arco sobre a trajetória que subentende um ângulo θ é: s = Rθ A posição angular θ é uma função do tempo. 120 . sendo o seu deslocamento em relação a O dado por r = 0. Então: ds dθ =v=R dt dt (v: velocidade tangencial) dθ Define-se assim a velocidade angular ω : dθ ω= Então: v = ω R dt : dθ = cte θ = θ 0 + ω t Se ω = dt R x θ s 119 Cinemática Introdução .

Cinemática Introdução - Dinâmica I das Partículas - Dinâmica

Exercício resolvido 1
Primeiramente achamos t quando θ = 30º: θ = 0,15t2 → 0,524 = 0,15t2 → t = 1,87 s

Substituindo-se t = 1,87 s nas expressões para r, θ e suas primeiras e segundas derivadas, temos:
r = 0 ,9 − 0 ,12 t 2 = 0 , 481 m & r = 0 , 24 t = − 0 , 449 m / s && = − 0 , 24 = − 0 , 240 m / s 2 r

θ = 0 ,15 t 2 = 0 ,524 rad θ& = 0 ,30 t = 0 ,561 rad / s
& θ& = 0 ,30 = 0 ,300 rad / s 2

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Cinemática Introdução - Dinâmica I das Partículas - Dinâmica

Para o cálculo da velocidade, obtemos os valores de suas componentes quando t = 1,87 s:
& v r = r = − 0 , 449 m / s vθ = r θ& = 0 , 481 . 0 ,561 = 0 , 270 m / s

Do triângulo retângulo ilustrado na figura, obtemos o módulo, direção e sentido da velocidade: V = 0,524 m/s ; β = 31º

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Cinemática Introdução - Dinâmica I das Partículas - Dinâmica

Para o cálculo da aceleração, fazemos:
& a r = && − rθ 2 → a r = −0,24 − 0,481(0,561) 2 = −0,391m / s 2 r & & a = rθ& + 2 rθ& → a = 0,481(0,300 ) + 2( −0,449 .0,561) = −0,359 m / s 2
θ θ

Encontramos: a = 0,531 m/s2 ; γ = 42,6º

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Cinemática Introdução - Dinâmica I das Partículas - Dinâmica

Exercício resolvido 2
A posição do cursor P no braço articulado giratório AO é controlada por um parafuso, como mostrado. No instante representado, dθ/dt = 8 rad/s e dθ2/dt2 = - 20 rad/s2. Também nesse instante, r = 200 mm,

dr/dt = - 300 mm/s, e dr2/dt2 = 0. Para esse instante, determine as componentes r e θ da aceleração de P.

& ar = && − rθ 2 = 0 − 200(8) 2 = 12800mm / s 2 = −12,80m / s 2 r & && a = rθ& + 2rθ = 200(−20) + 2(−300)(8) = −8800mm / s 2 = −8,80m / 124 s2
θ

Cinemática das Partículas - Dinâmica

Atividades
1. Um brinquedo de um parque de diversões consiste numa cadeira que gira numa trajetória circular horizontal de raio r presa a um braço OB que possui velocidade angular ω e aceleração angular α. Determine os componentes radiais e transversais da velocidade e da aceleração do passageiro. Despreze o tamanho do passageiro.

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Cinemática das Partículas - Dinâmica

2. O movimento curvilíneo de uma partícula é governado pelas coordenadas polares r = t3/3 e θ = 2cos(πt/6), onde r é expresso em metros, θ em radianos e t em segundos. Especifique a velocidade v e a aceleração a da partícula quando t = 2 s. R: v = 4er – 2,42eθ (m/s); a = 1,807er – 7,99eθ (m/s2)

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As grandezas v e a são a primeira e a segunda derivada no tempo. R: v = 0. Calcule o módulo da velocidade e da aceleração do cursor para o instante t = 3s. do comprimento l da seção AB.5er + 0. v = 0. a = 0.1. α = 2 graus/s2. a= . o parafuso no braço movimenta o cursor B e controla a sua distância a partir de O de acordo com r = 0. O braço OAB é pivotado em torno do ponto O.401eθ (m / s 2 ) 128 . enquanto simultaneamente a seção AB se estende em relação à seção OA. ω = 5 graus/s.04t2 (SI).Dinâmica 4.479 m/s.2 + 0. A rotação do braço pivotado radialmente é governada por θ = 0.5 m/s.Cinemática das Partículas . Determine a velocidade e a aceleração do centro B da polia para as seguintes condições: θ = 30º.2 m/s2.601 m/s2 127 Cinemática das Partículas . respectivamente. l = 2 m.785eθ (m / s). − 1. Simultaneamente.2t + 0. ˆ ˆ ˆ ˆ R: 0.Dinâmica 3.02t3 (SI).269er + 0.

Considerando em ambos os casos t expresso em segundo. tendo sua coordenada r variando no tempo de acordo com r = (100t2) mm.Cinemática das Partículas . 1930 mm/s2 129 Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica Dinâmica I Cinemática das Partículas Movimento Curvilíneo Espacial 1.Dinâmica 5. o curso B desliza de O para A. Coordenadas Esféricas (R-θ-Φ) 5. R: 361 mm/s. Ao mesmo tempo. Coordenadas Cilíndricas (r-θ-z) 4. determine a velocidade e a aceleração do cursor para t = 1 s. Movimento Relativo (Eixos Transladados) Representação Vetorial 130 . Introdução 2. Coordenadas Retangulares (x-y-z) 3. A haste AO mostrada na figura gira num plano horizontal de modo que θ = (t3) rad.

Introdução No caso geral do movimento tridimensional de uma partícula ao longo de uma curva espacial três sistemas de coordenadas são comumente usados para descrever esse movimento. coordenadas retangulares (x-y-z). Note que em três dimensões está-se empregando R no lugar de r para o vetor posição. de tal modo que o vetor posição R. a velocidade v e a aceleração a se tornam: r ˆ ˆ j R = xi + yˆ + zk r r & &ˆ & & ˆ v = R = xi + yˆ + zk j r r r & & x ˆ yj z ˆ a = v = R = &&i + &&ˆ + &&k Obs. 131 Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica 2 .Coordenadas Retangulares (x-y-z) A extensão de duas para três dimensões não oferece grandes dificuldades. cilíndricas (r-θ-z) e esféricas (R-θ-Φ). Adiciona-se apenas a coordenada z e suas derivadas no tempo às expressões bidimensionais já vistas.Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica 1 . 132 .

onde (r-θ) representa um ponto em coordenadas polares e z é a terceira coordenada usual do sistema cartesiano. r & ˆ & que fornece: & & ˆ zˆ a = (&& − rθ 2 )e r + (rθ& + 2rθ )eθ + &&k r & onde ar = && − rθ 2 r & && a = rθ& + 2rθ θ a z = && z a = ar2 + aθ2 + a z2 134 .Coordenadas Cilíndricas (r-θ-z) No sistema de coordenadas cilíndricas um ponto P é representado por uma tripla (r-θ-z). acrescentar a coordenada z e suas duas derivadas no tempo.Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica 3 . O vetor posição R da partícula para coordenadas cilíndrica é simplesmente: R = rer + zk 133 Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica r &ˆ & ˆ A velocidade pode ser escrita como: v = rer + rθeθ + zk &ˆ & vr = r onde & vθ = rθ & vz = z v = vr2 + vθ2 + v z2 Do mesmo modo. Basta. a aceleração é escrita pela adição da componente z. então.

como no caso de medidas através de radares.Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica Para converter do sistema de coordenadas cilíndricas para o sistema cartesiano usamos as relações: x = r cos θ y = r sen θ z=z Para passar do sistema de coordenadas cartesianas cilíndricas para o sistema de coordenadas cilíndricas usamos as relações: r 2 = x2 + y 2 tan θ = y/x z=z 135 Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica 4 – Coordenadas Esféricas (R-θ-Φ) As coordenadas esféricas são utilizadas quando uma distância radial e dois ângulos são empregados para especificar a posição de uma partícula. São denotadas pela tripla (R-θ-Φ) e localizam um ponto P no espaço dando a distância R da origem. o ângulo θ projetado sobre o plano xy (o ângulo polar) e o ângulo Φ que o raio R faz com o eixo positivo z (o ângulo vertical). 136 . por exemplo.

O vetor unitário eθ está na direção na qual P pode-se mover se θ aumenta.Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica A derivação da expressão para a velocidade v é obtida definindo-se os vetores unitários eR. As expressões resultantes para v e a são: r ˆ ˆ ˆ v = vR eR + vθ eθ + vφ eφ & vR = R & vθ = Rθ cos φ & v = Rφ φ r ˆ ˆ ˆ a = aR e r + aθ eθ + aφ eφ & & && aR = R − Rθ 2 − Rθ 2 cos 2 φ & cos φ d ( R 2θ ) && aθ = − 2 Rθφsenφ R dt & 1 d ( R 2θ ) & aφ = + Rθ 2 senφ cos φ 137 R dt Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica Para converter um ponto em coordenadas esféricas P (R-θ-Φ) para coordenadas cartesianas usamos as relações: x = r sen Φ cos θ y = r sen Φ sen θ z = r cos Φ Para converter um ponto P (x. Finalmente. mas θ e Φ são mantidos constantes. O unitário eR está na direção em que a partícula P pode-se mover se R aumenta. o unitário eΦ está na direção na qual P pode-se mover se Φ aumenta.z) em coordenadas cartesianas para coordenadas polares usamos as relações: 1/2 r2 = x2 + y2 + z2 tan θ = y/x cos Φ = z/(x2 + y2 + z2)138 . eθ. enquanto R e Φ são mantidos constantes. enquanto R e θ são mantidos constantes.y. eΦ.

e as coordenadas cilíndricas r. O centro da esfera A se move em uma helicóide sobre a superfície cilíndrica de raio b.Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica Geometricamente: 139 Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica Exercício resolvido 1 O parafuso inicia seu movimento do repouso. θ e z são indicadas. 1 Integrando a relação fornecida para ω temos: θ = Δθ = ∫ θ&dt = kt 2 2 Para uma volta a partir do repouso: 2π = 1 kt 2 2 t=2 π k 140 ⎛ π ⎞ & ⎟ ⇒ θ = kt = k ⎜ 2 ⎜ k ⎟ = 2 πk ⎠ ⎝ . e é dada uma velocidade de rotação ω = dθ/dt que aumenta uniformemente com o tempo t de acordo com dθ/dt = kt. Determine a velocidade angular ω do centro da esfera A quando o parafuso tiver girado uma volta completa a partir da posição de repouso. onde k é uma constante.

74m / s 2 v 2 4. ρ = 8.5k m/s2. Calcule o raio de curvatura ρ da trajetória para essa posição e a taxa v com a qual o & módulo da velocidade está aumentando.58m / s an = asen20º = 8sen20º = 2.Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica Exercício resolvido 2 Uma partícula P se move ao longo de uma curva espacial e possui velocidade v = 4i -2j – k (m/s) para o instante mostrado.582 an = . & R: θ = 74.59 m 142 .52m / s 2 141 v2 Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica Atividades 1.571 m/s2. A velocidade e a aceleração de uma partícula são dadas para um certo instante por v = 6i – 3j + 2k m/s e a = 3i – j . & v = 1. No mesmo instante a partícula tem uma aceleração a cujo módulo é 8 m/s2. ρ = = = 7.67m ρ an 2.6º.74 & v = at = a cos 20º = 8 cos 20º = 7. v e o raio de curvatura ρ no plano do movimento. r ˆ v = 4i − 2 ˆ − k j ˆ v = 4 2 + 2 2 + 12 = 4. Determine o ângulo θ entre v e a.

onde t é dado em segundos.1 m/s. z = (4t2) m e θ = 0. a = 8. Sua garra A se move ao longo da curva z = (3. Determine os módulos da velocidade e da aceleração da garra A para t = 3s.5t) rad. R: v = 5.Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica 2. onde θ é dado em radianos. a = 3.sen 4θ) m.44 m/s2 144 . O braço do robô tem um comprimento fixo de modo que r = 3 m.5 m/s quando r = 3 m. onde t é dado em segundos. R: v = 24.95 m/s. determine os módulos da velocidade e da aceleração da garra quando t = 3s.17 m/s2 143 Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica 3. o braço do robô se estende a uma taxa constante tal que dr/dt = 1. Se θ = (0. Durante um pequeno intervalo de tempo.5t.

o came é uma parte de uma roda ou eixo giratório ressaltada e projetada para transmitir um movimento alternado ou variável a um outro mecanismo.e0. a = 659 mm/s2 146 Nota: Em engenharia mecânica. R: v = 164 mm/s. determine os módulos da velocidade e da aceleração do seguidor no instante em que θ = 30º. Uma parte da superfície da came pode ser representada pela espiral logarítmica r = (40. onde θ é dado em radianos. Se a came gira com velocidade angular constante ω = 4 rad/s. O elemento giratório em uma câmara de mistura possui um movimento periódico axial z = z0 sen 2πnt enquanto está girando com uma velocidade θ angular constante & = ω .05θ) mm.Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica 4. . 145 Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica 5. Determine a expressão para a máxima aceleração do ponto A sobre a borda do êmbolo de raio r. A frequência n da oscilação R: amáx = (r2ω4 + 16n4π4z0)1/2 vertical é constante.

OA = 9 m. A base da escada do caminhão de bombeiros gira em torno de um eixo vertical que passa por O com uma velocidade angular constante Ω = 10 graus/s. Resolva o problema anterior considerando que a came tem aceleração angular α = 2 rad/s2. a escada OB se eleva a uma taxa constante φ& = 7 graus/s. e AB = 6 m. e a seção AB da escada se estende em relação a seção OA com uma taxa constante de 0.5 m/s. a = 0. No instante em consideração.672 m/s2 148 . quando sua velocidade angular é ω = 4 rad/s e a sua coordenada angular é θ = 30º.Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica 6. Φ = 30º. No mesmo instante.96 m/s . R: v = 2. Determine os módulos da velocidade e da aceleração da extremidade B da escada. 147 Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica 7.

149 Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica O movimento de um sistema de coordenadas móvel é especificado em relação a um sistema de coordenadas fixo. Para os propósitos da engenharia. Serão então estudados os sistemas de referência móveis que se transladam mas não giram. Entretanto. Estritamente falando. 150 . não é sempre possível ou conveniente usar um conjunto de eixos para descrever ou medir um movimento. Essa abordagem é chamada de análise de movimento relativo. existem vários problemas em engenharia para os quais a análise do movimento é simplificada quando se empregam medidas feitas com relação a um sistema de referência móvel. o sistema fixo pode ser tomado como qualquer sistema cujo movimento absoluto é desprezível para o problema em questão. quando combinadas com o movimento absoluto do sistema de referência móvel possibilitam determinar o movimento absoluto em questão. Deslocamentos.Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica 5 . na mecânica newtoniana esse sistema fixo é o sistema inercial primário. velocidades e acelerações assim determinados são denominados absolutos. Essas medidas. o qual é considerado como não tendo movimento no espaço.Movimento Relativo (Eixos Transladados) Vimos o movimento de uma partícula usando coordenadas referidas a eixos de referência fixos. Além disso.

Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica Representação Vetorial Considere duas partículas A e B que podem ter movimentos curvilíneos separados em um dado plano ou em planos paralelos. mas que não giram. como determinada pelo vetor r r r rA = rB + rA/B ou rA = rB + rA / B 152 . A posição absoluta de A é vista. observando-se o movimento de A a partir da posição móvel em B. Os vetores unitários ao longo dos eixos x e y são i e j. e x e y são as coordenadas de A medidas no referencial x-y. desse modo. Será definida arbitrariamente na partícula B a origem de um conjunto de eixos x-y que se transladam. onde a notação em subscrito “A/B” significa “A relativo a B” ou “A com relação a B”. A posição absoluta de B é definida pelo vetor rB medido a partir da origem dos eixos X-Y. 151 Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica O vetor posição de A medido relativamente ao referencial x-y é rA/B = xi + yj.

à velocidade (ou aceleração) de A relativamente a B. qualquer que seja o movimento da partícula considerada. num dado instante. 154 . Um sistema de referência que se translada. é exatamente igual `a sua aceleração em relação a R’ nesse instante. Então. r r r r & r r & & rA = rB + rA / B ↔ v A = vB + v A / B r r r r r r && = && + && ↔ a = a + a rA rB rA / B A B A/ B Essas equações estabelecem que a velocidade (ou aceleração) absoluta de A é igual à velocidade (ou aceleração) absoluta de B somada. para obter as velocidades. Consequentemente. (ii) que a origem O’ se mova em MRU relativamente a R. desde que se cumpram as seguintes condições: (i) que os eixos de R’ permaneçam paralelos aos eixos de R.Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica Diferencia-se esta equação vetorial uma vez com relação ao tempo. ou polar – e as formulações vistas podem ser utilizadas para esse propósito. vetorialmente. Essa conclusão amplia a aplicação da segunda lei do movimento. Pode-se expressar os termos do movimento relativo em qualquer sistema de coordenadas conveniente – retangular. é chamado de sistema inercial. O termo relativo é a medida da velocidade (ou da aceleração) realizada por um observador conectado ao sistema de coordenadas x-y móvel. um conjunto de eixos que possui velocidade absoluta constante pode ser usado em lugar de um sistema fixo para a determinação das acelerações. normal e tangencial. a sua aceleração em relação a R. Assim. 153 Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica Na análise de movimento relativo é importante saber que a aceleração de uma partícula observada em um sistema x-y que se translada é a mesma observada em um sistema fixo X-Y se o sistema móvel possui velocidade constante. e duas vezes para obter as acelerações. mas não tem aceleração.

em relação a O’X’Y’). r vnad r vnad r vnad r vnad r r = vrio + vnad / rio r r = V + vnad / rio ˆ = Vx i + v 'y ˆ ' . a velocidade do nadador em relação às margens (isto é. Relacione a velocidade do nadador em relação às margens com a sua velocidade em relação a um referencial que se desloca com a mesma velocidade do rio. ou seja. . Por simplicidade. faz um ângulo menor do que 90º com o eixo OX. em relação a OXY) é diferente de sua velocidade em relação ao rio (isto é. ˆ = ˆ ' j j j ˆ = Vx i + v 'y ˆ j 155 Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica Portanto. No caso em questão. mas também seus respectivos módulos são diferentes. 156 É também imediato perceber que vx = Vx e vy = v’y. não apenas as respectivas direções de v e v’. Aplicando o teorema de Pitágoras. enquanto a sua velocidade relativa a OXY é oblíqua em relação `as margens. é imediato perceber que a velocidade do nadador em relação a O’X’Y’ é perpendicular às margens do rio (lembre-se de que estas são paralelas aos eixos OX e O’X’). vamos supor que todas as partículas do rio se movam em MRU com a mesma velocidade V em relação a um referencial solidário às margens. vemos que |v|2 = |v’|2 + |V|2.Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica Exercício resolvido 1 Considere o movimento de um nadador que cruza um rio de margens retilíneas e paralelas entre si. Como v’ = v’yj’.

A direção conhecida vB é então desenhada através de P. a velocidade verdadeira de B está na direção de 45º para a qual está se dirigindo. Inicia-se com a soma vetorial em algum ponto P. vB/A = 586 Km/h vB = 717 Km/h e 158 . Pode-se resolver a equação vetorial de três formas: (I) Gráfica. Então as duas incógnitas remanescentes são os módulos de vB e vB/A. desenhando vA em uma escala conveniente e depois construindo uma linha através da ponta de vA com a direção conhecida de vB/A. Determine a real velocidade de B. Apesar de o nariz do avião B estar apontando para a direção nordeste a 45º. a direção 60º de vB/A (direção da velocidade que B parece ter para os observadores móveis em A). como mostrado.Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica Exercício resolvido 2 Os passageiros de um jato de transporte A voando para leste com uma velocidade de 800 Km/h observam um segundo avião a jato B. 157 Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica Pode-se escrever a equação vetorial: vB = vA + vB/A Identificam-se as incógnitas e as variáveis conhecidas: A velocidade vA é dada em módulo e direção. e a interseção C fornece a única solução que permite completar o triângulo vetorial e determinar os módulos desconhecidos de acordo com a escala. que passa sob o primeiro em um vôo horizontal. para os passageiros de A ele parece estar se movendo para longe do avião A com um ângulo de 60º.

tem-se (termos i) (termos j) vB cos 45º = 800 – vB/A cos 60º vB sen 45º = vB/A sen 60º Resolvendo simultaneamente conseguem-se os módulos desconhecidos das velocidades 160 vB/A = 586 Km/h e vB = 717 Km/h . pode-se expressar as velocidades na forma vetorial como vA = 800i Km/h vB = (vB cos 45º)i + (vB sen 45º)j Km/h vB/A = (.vB/A cos 60º)i + (vB/A sen 60º)j Km/h substituindo essas relações na equação de velocidade relativa e resolvendo separadamente os termos i e j. 159 Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica (III) Algébrica (álgebra vetorial). que fornece vB vA = sen60º sen75º sen60º vB = 800 = 717 Km / h sen75º Deve-se estar preparado para empregar relações trigonométricas apropriadas necessárias à lei dos senos.Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica (II) Trigonométrica. Um esboço do triângulo vetorial é feito para determinar a trigonometria. Usando os vetores i e j.

que está sentado em uma cadeira não-girante na roda gigante.Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica Exercício resolvido 3 O passageiro do avião B está voando para leste com uma velocidade vB = 800 Km/h. Um carro A possui uma velocidade para frente de 18 Km/h.628j (m/s2) 162 . aA/B = 3. A velocidade angular Ω = 3 rpm da roda-gigante é constante.7 º 1200 161 Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica Atividades 1. Um jato militar se deslocando para o sul com uma velocidade vA = 1200 Km/h passa sob B a uma altitude ligeiramente menor. Que velocidade A parece ter para um passageiro em B e qual é a direção da sua velocidade aparente? r r r v A = vB + v A / B r v A / B = (1200) 2 + (800) 2 = 1442 Km / h β = tag −1 800 = 33. e está sendo acelerado a 3 m/s2. R: vA/B = 3i + 2j (m/s).63i + 0. Determine a velocidade e a aceleração do carro relativa a um observador B.

O vento sopra de noroeste.76º 164 . R: vv/m = 8. cruza uma rodovia.83j (Km/h).83i – 2. vv/m = 9. viajando a uma velocidade de 60 m/h. Um trem. determine o vetor velocidade (módulo.27 (Km/h). com velocidade de 4 Km/h. Uma mulher anda em uma rua de leste para oeste com uma velocidade de 6 Km/h. Determine a velocidade do vento relativa à mulher se ela anda para oeste. Se o automóvel A trafega a 45 m/h. direção e sentido) do trem em relação ao automóvel.5 m/h 163 Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica 3. θ = 17. como mostrado na figura. como mostra a figura.Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica 2. Expresse os resultados tanto em termos dos vetores unitários i e j quanto dos módulos e direções da bússola. R: vT/A = 42.

mas está diminuindo sua velocidade a uma razão de 3m/s2. O avião A mostrado na figura está voando numa trajetória retilínea.5j (m/s2) 165 Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica 5.22j (m/s). R: vA/B = 15i . aB/A = 912 Km/h2 166 .Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica 4. O carro A percorre uma curva de raio 150 m com uma velocidade constante de 54 Km/h. o carro B está se movendo a 81 Km/h. enquanto o avião B está voando numa trajetória circular de raio de curvatura ρ = 400 Km. aA/B = 4. Determine a velocidade e a aceleração do carro A nas coordenadas a partir do carro B. R: vB/A = – 100 Km/h. Determine a velocidade e a aceleração de B medidas pelo piloto do avião A. No instante representado.

determine a aceleração do carro B em relação a A. Considerando o problema anterior. R: aB/A = 5. sabendo que A está desacelerando a uma taxa de 2 m/s2 e B está acelerando a uma taxa de 3 m/s2.Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica 6. os carros A e B deslocam-se com velocidades de 18 m/s e 12 m/s.69 m/s 167 Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica 7. Determine a velocidade de B em relação a A. Num dado instante.32 m/s2 168 . respectivamente. R: vB/A = 9.

Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica 8. qual deve ser a direção do ângulo α da tacada em relação à linha de visada. Um grau de liberdade 3. Introdução 2. parado. Um jogador de hóquei A leva o disco com seu taco e se move na direção mostrada com a velocidade vA = 4 m/s. Dois graus de liberdade Atividades 170 . se ele lança o disco com uma velocidade de 7 m/s em relação a si próprio? R: 23. Na passagem do disco para o seu companheiro de equipe B.8º 169 Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica Dinâmica I Cinemática das Partículas Movimento Restrito de Partículas Conectadas 1.

por inspeção.Um grau de liberdade Considere inicialmente o sistema bastante simples de duas partículas A e B interconectadas. Nesses casos é necessário levar em conta essas restrições. 172 .Introdução Algumas vezes os movimentos de partículas são interrelacionados devido às restrições impostas por membros de interconexão. esse exemplo será usado para ilustrar o método de análise que deve ser aplicado às situações mais complexas. em que os resultados não podem ser facilmente obtidos por inspeção. 171 Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica 2 . Deve ser evidente. Entretanto. de modo a determinar o respectivo movimento das partículas.Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica 1 . que o movimento horizontal de A é o dobro do movimento vertical de B.

r2.Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica O movimento de B é claramente o mesmo do centro da sua polia. então são estabelecidas as coordenadas x e y medidas a partir de uma referência fixa conveniente. a velocidade de A deve ter um sinal contrário daquele da velocidade de B. deve-se ser capaz de analisar o movimento sem considerar esses parâmetros. É importante salientar que os resultados não dependeram dos comprimentos ou dos raios das polias. e o mesmo ocorre para as acelerações. 174 . O comprimento total do cabo é L = x+ πr2 2 + 2 y + πr1 + b Com L. r1 e b constantes. a primeira e a segunda derivadas do tempo da equação fornecem & & 0 = x + 2 y ↔ 0 = v A + 2vB 0 = && + 2 && ↔ 0 = a A + 2aB x y 173 Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica As equações de restrição da velocidade e da aceleração indicam que. Assim. A equações de restrição são válidas para o movimento do sistema em & qualquer sentido. para as coordenadas selecionadas. Enfatiza-se que v A = x é positiva para a esquerda e que & v A = x é positiva para baixo.

A polia. yA e yB. momentaneamente não tem movimento. como L = y + 2 y + const. Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica 3 . Assim. Aqui as posições do cilindro de baixo e da polia C dependem da especificação separada de duas coordenadas. como um ponto sobre a parcela fixa do cabo. assim como B e B’. é uma roda que rola sobre o cabo vertical fixo. é fácil ver do triângulo que B’ percorre a metade do deslocamento de A’. é necessária para especificar as posições de todas as 175 partes dos sistema.Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica Abaixo temos aumentada a vista do diâmetro horizontal A’B’C para a polia de baixo em um instante de tempo. 176 . A A D LB = y B + yC + ( yC − y D ) + const. pode-se obter as reações para os módulos da velocidade e da aceleração por inspeção. com a diferenciação no tempo em mente. Logicamente A’ e A possuem movimentos de mesmo módulo. respectivamente. na verdade. Durante um movimento infinitesimal de A’. ou x ou y. porque o ponto C. Diz-se que o sistema apresentado tem um grau de liberdade.Dois graus de liberdade Um sistema com dois graus de liberdade é mostrado na figura abaixo. Os comprimentos dos cabos conectados aos cilindros A e B podem ser escritos. uma vez que apenas uma variável.

177 Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica Exercício resolvido 1 O bloco B desliza para a direita com a velocidade de 300 mm. por exemplo. Considerando os deslocamentos constantes representado. Nota-se. que é claramente impossível ter os sinais de todos os três termos simultaneamente positivos.s-1.Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica e suas derivadas no tempo são & & & & & 0 = y A + 2 y D ⇔ 0 = y B + 2 yC − y D 0 = &&A + 2 &&D ⇔ 0 = &&B + 2 &&C − &&D y y y y y & y Eliminando os termos em y D e &&D tem-se & & & y A + 2 y B + 4 yC = 0 → v A + 2vB + 4vC = 0 &&A + 2 &&B + 4 &&C = 0 → a A + 2aB + 4aC = 0 y y y Uma visualização da real geometria do movimento é aspecto muito importante. podemos escrever: 3 x A − 2 x B = cte ⇒ 3 dx A dx 2v = 2 B ⇒ vA = B dt dt 3 Como vB = 300 mm/s → vA = 200 mm/s Para encontrar a velocidade do ponto C: 3 x A − xC = cte ⇒ 3 dx A dxC = ⇒ vC 178 v A =3 dt dt . Deve-se adotar um único sentido positivo do movimento para todos os corpos. Calcule as velocidades do corpo deslizante A e do ponto C dos cabos.

Escreva a velocidade e aceleração do bloco B em função do bloco A. ambas medidas a partir de uma referência fixa. O comprimento total constante do cabo é: L = 2(h − y ) + l = 2(h − y ) + h 2 + x 2 & 1 2 xx & 0 = −2 y + 2 h2 + x2 & & v A = x. determinar uma expressão para a velocidade para cima vB do pacote em termos de x.Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica Exercício resolvido 2 O trator A é usado para suspender o pacote B com o arranjo de polias mostrado. Se A possui uma velocidade para a frente vA. 180 . A figura mostra um exemplo de movimento dependente de dois blocos. vB = y vB = 1 xv A 2 h2 + x2 179 Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica Atividades 1. Define-se a posição do trator pela x e a posição do pacote pela coordenada y.

Determine a velocidade do bloco A mostrado na figura.2 m/s. R: v = 18 pés/s 181 Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica 3. R: vA = 0. Se o bloco B tem uma velocidade para a esquerda de 1. supondo que o bloco B sobe com velocidade de 6 pés/s.Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica 2. determine a velocidade do cilindro A.4 m/s para baixo 182 .

Se o cabo está sendo enrolado no tambor com uma taxa constante de 40 mm/s. R: v = 24 pés/s 183 Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica 5. Um caminhão equipado com um guincho motorizado na sua parte dianteira puxa a si mesmo em uma ladeira. supondo que o bloco B tem uma velocidade de 6 pés/s para cima.Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica 4. por meio do arranjo de um cabo e uma polia mostrados na figura. quanto tempo levará para o caminhão subir 4 m na ladeira? R: t = 3 min 20 s 184 . Determine a velocidade do bloco A.

todas medidas positivas para baixo.Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica 6. R: vB = − 3y y +b 2 2 vA 185 Cinemática das Partículas--Dinâmica I Introdução Dinâmica 7. R: 2aA + 2aB + aC = 0 186 . B e C. Determine a relação que governa a aceleração de A. Identifique o número de graus de liberdade. Despreze os diâmetros das polias pequenas e estabeleça uma relação entre a velocidade de A e a velocidade de B para um dado valor de y.

MSc.Equação de Movimento e Solução de Problemas 5 .Diagrama de Corpo Livre 6 . Valtency F. Introdução 2. Segunda Lei de Newton 3.Movimento Retilíneo Exercícios resolvidos Atividades 188 .Dinâmica Dinâmica Cinética de Partículas 1. Guimarães 187 Cinética das Partículas . Sistema de Unidades 4 .Dinâmica I “Cinética de Partículas” culas Movimentos Retilíneo e Curvilíneo Prof.

pode-se combinar esses dois tópicos e resolver problemas de engenharia envolvendo forças. Com o auxílio da segunda lei de Newton. Se uma partícula de massa for submetida à ação de uma força F1. a razão dos módulos da força e da aceleração adquirida por essa partícula F1/a1 será algum número C1 cujo valor depende das unidades usadas para as medidas de força e aceleração. = = C a1 a2 a 190 . massa e movimento. A Cinética é o estudo das relações entre as forças desequilibradas e as variações resultantes no movimento.. cuja verificação é inteiramente experimental. uma partícula irá acelerar quando estiver sujeita a forças não equilibradas. desde que as unidades empregadas para as medidas não sejam alteradas. a razão F2/a2 dos módulos irá novamente produzir um número C2.Dinâmica 2 . Assim: F1 F2 F = = . 189 Cinética das Partículas . Destaca-se que as razões da força aplicada pela correspondente aceleração são todas iguais a um mesmo número. A Cinética das Partículas requer que sejam combinados os conhecimentos das propriedades das forças e da cinemática.Cinética das Partículas .Dinâmica 1 . Essa experiência pode ser repetida inúmeras vezes.Introdução De acordo com a segunda lei de Newton.. Submetendo-se a mesma partícula a uma força diferente F2 e medindo a correspondente aceleração a2.Segunda Lei de Newton A relação básica entre força e aceleração se encontra na segunda lei de Newton F = ma.

Kg) vezes aceleração (metros por quilograma segundo ao quadrado. e a é o módulo da aceleração resultante da partícula.Cinética das Partículas . 192 . a equação anterior se torna uma relação vetorial. Assim. se a inércia é pequena.Dinâmica 3 . para um sistema cinético as unidades de força. A massa m é usada como uma medida quantitativa da inércia e. Para uma partícula de alta inércia (C grande). pode-se expressar a relação obtida: F = kma onde F é o módulo da resultante de forças atuando sobre a partícula de massa m. Esse sistema é conhecido como absoluto. as unidades de força (Newtons. m/s2). pode-se escrever a expressão C = km. a aceleração será grande.Dinâmica Conclui-se que a constante C é uma medida de alguma propriedade invariante da partícula. que é a resistência a taxas de variação de velocidade. Assim. a aceleração será pequena para uma dada força F. Assim. Por outro lado. Nas unidades SI. massa e aceleração não são independentes. colocando assim a relação na forma usual da segunda lei de Newton F = ma Um sistema de unidades para o qual k é unitário é conhecido como um sistema cinético. desse modo. e deve ser escrita: r r 191 F = kma ou F = kma Cinética das Partículas .Sistema de Unidades É normal adotar k igual à unidade na equação anterior. N) são obtidas da segunda lei de Newton a partir das Newtons unidades básicas de massa (quilograma. onde k é uma constante introduzida para levar em conta as unidades empregadas. uma quadrado vez que a unidade para a força é dependente do valor absoluto da massa. A aceleração está sempre na direção da força aplicada. Essa propriedade é a inércia da partícula.

Estes tipos de problemas são normalmente mais interessantes.. é comumente chamada de equação de 193 movimento. Determinam-se então as forças correspondentes que atuam sobre a partícula diretamente. F2. posição ou velocidade.Equação de Movimento e Solução de Problemas Quando uma partícula de massa m está sujeita à ação de forças concorrentes F1... a aceleração da partícula é especificada ou pode ser determinada diretamente das condições cinemáticas conhecidas. Cujo vetor soma é ∑F. e é uma etapa vital na formulação de qualquer problema. Quando as forças são funções do tempo.Cinética das Partículas . . em geral ela é expressa em sua forma escalar em componentes empregando um dos sistemas de coordenadas já desenvolvidos. Se as forças são constantes. No segundo tipo de problema. as forças agindo sobre a partícula são especificadas e deve-se determinar o movimento resultante. a aceleração também é constante e é facilmente encontrada a partir da equação. uma vez que a 194 força pode ser uma função mista de duas ou mais variáveis do movimento. a equação de movimento se torna uma equação diferencial que deve ser integrada para determinar a velocidade e o deslocamento. ou qualquer uma das formas em componentes da equação força-massa-aceleração. Esse problema geralmente é muito simples. No primeiro tipo. F3. A escolha de um sistema de coordenadas apropriado depende do tipo de movimento envolvido. a equação se torna ∑F = ma Quando se aplica essa relação para resolver problemas.Dinâmica São encontrados dois tipos de problemas quando se aplica a equação de movimento.Dinâmica 4 . A equação acima. através da substituição na equação da segunda lei. Cinética das Partículas .

A maneira confiável de levar em conta. 196 .Diagrama de Corpo Livre Quando se aplica qualquer uma das equações de movimento força-massaaceleração.Cinética das Partículas . como a Terra e o Sol. O primeiro tipo é o movimento sem restrição. Um trem se movendo sobre seus trilhos e um cursor deslizando ao longo de um eixo fixo são exemplos de movimentos mais restritos. Um avião ou um foguete em voo e um elétron se movendo em um campo carregado são exemplos de movimento sem restrição. e outras podem ser as reações das guias restritivas sobre a partícula. em que a partícula está ão livre de guias mecânicos e segue uma trajetória determinada por seu movimento inercial e pelas forças que são aplicadas por fontes externas sobre ela.Dinâmica 5 . todas as forças é isolar a partícula em consideração de todos os corpos em contato que a influenciam e substituir os corpos removidos pelas forças que eles exercem sobre a partícula isolada. de forma consistente.Dinâmica Comentário Existem dois tipos fisicamente de movimento. tanto as aplicadas quanto as reativas. A soma ∑F da equação significa a soma vetorial de todas as forças atuando sobre a partícula em questão. O segundo tipo é o movimento restrito. Algumas forças agindo sobre uma partícula durante o movimento restrito podem ser aplicadas por fontes externas. Forças que podem ser desprezadas são aquelas cujos módulos são muito pequenos quando comparados com outras forças agindo sobre a partícula. como os módulos das forças de atração entre duas partículas comparadas às atrações devidas a corpos celestiais. Todas as forças. Cinética das Partículas . Um disco de hóquei é parcialmente restrito a se mover em um plano horizontal pela superfície do gelo. ambos descritos pela equação de movimento. que atuam sobre a partícula dever ser levadas em conta na aplicação da equação 195 de movimento ∑F = ma. em que a trajetória da partícula é parcial restrito ou totalmente determinada por guias restritivos. deve-se levar em conta todas as forças atuando sobre a partícula.

Cinética das Partículas - Dinâmica

O objetivo principal do diagrama de corpo livre é mostrar as forças que atuam em um corpo de forma clara, lógica e organizada. Consiste em separar o “corpo de interesse” de todos os corpos do sistema com o qual ele interage. Neste corpo isolado (partícula) são representadas todas as forças que nele atuam assim como as forças de interação. O emprego cuidadoso e consistente do método do diagrama de corpo livre é a mais importante das lições a ser aprendida no estudo da engenharia mecânica.
A palavra “livre” enfatiza a idéia de que todos os corpos adjacentes ao estudado são removidos e substituídos pelas forças que exercem no corpo em questão. Destaca-se que sempre que há o contato entre dois corpos deve-se levar 197 em conta o princípio da ação e reação.

Cinética das Partículas - Dinâmica

Exemplos de corpos e representações dos diagramas de corpo livre para análises dos movimentos:

198

Cinética das Partículas - Dinâmica

Observação:

Deve-se enfatizar acentuadamente a partícula a ser isolada e sua representação através de correto diagrama de corpo livre. Somente após esse passo ter sido completado, pode-se avaliar adequadamente a equivalência entre as forças externas e suas resultantes. De igual importância na análise de movimentos retilíneos ou curvilíneos, é a compreensão da cinemática envolvida. Muito frequentemente as dificuldades experimentadas nesses estudos estão relacionadas diretamente com cinemática. Deve ser reconhecido, na formulação da solução de um problema que as direções de certas forças ou acelerações não sejam conhecidas no começo, de tal modo que, seja necessário fazer hipóteses iniciais cujas validades serão aprovadas ou desaprovadas, quando a solução é efetuada. É essencial, entretanto, que todas as hipóteses feitas sejam coerentes com o princípio da ação e reação e com quaisquer requisitos cinemáticos, que também são chamados de condições de 199 construção.

Cinética das Partículas - Dinâmica

6 - Movimento Retilíneo
Aplicam-se agora os conceitos discutidos aos problemas de movimento de partículas, iniciando com o movimento retilíneo. Serão analisados corpos que podem ser tratados como partículas; para isso serão fonte de estudo apenas o movimento do centro de massa do corpo. Nesse caso, pode-se considerar as forças como concorrentes no centro de massa. Se a direção x, por exemplo, for escolhida como a direção do movimento retilíneo de uma partícula de massa m, as acelerações nas direções y e z serão nulas e as componentes escalares da equação ∑F = ma tornam-se : ∑Fx = max ∑Fy = 0 ∑Fz = 0

200

Cinética das Partículas - Dinâmica

Para os problemas em que não há liberdade de escolha da direção ao longo da qual ocorre o movimento, tem-se o caso geral de todas as três equações das componentes: ∑Fx = max ∑Fy = may ∑Fz = maz Onde a aceleração e a resultante de forças são dadas por:

r ˆ ˆ a = axi + a y ˆ + az k j a = ax + a y + az r ˆ ˆ ΣF = ΣFx i + ΣFy ˆ + ΣFz k j ΣF = (ΣFx ) 2 + (ΣFy ) 2 + (ΣFz ) 2
201

2

2

2

Cinética das Partículas - Dinâmica

Exercício resolvido 1
Um caixote de 50 Kg é lançado ao longo do chão com uma velocidade inicial de 7 m/s em x = 0. O coeficiente de atrito dinâmico é 0,40. Calcule o tempo necessário para o caixote parar e a correspondente distância x percorrida.

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251m / s 2 Aplicando a cinemática ao problema.58 m . com velocidade inicial de 7 m/s. ⎧ΣFy = 0 : N − Py = 0 → N − mg cosθ = 0.92)(x − 0) x = 6.4)(9. N = mg ⎫ ⎨ ⎬ ⎩ΣFx = max → −Fatrito = max → −μdinN = max ⎭ − μdinmg = max ⇒ ax = −μding = −(0.Dinâmica Após desenhar o diagrama de corpo livre para o caixote aplica-se a equação do movimento para as direções x e y. ⎧ΣFy = 0 → N − mg = 0.81) = −3. temos: 0 − 72 = 2(−3. N = mg cosθ ⎫ ⎨ ⎬ ⎩ΣFx = max : Px − Fatrito = max → mgsenθ − μ din mg cosθ ⎭ ax = g ( senθ − μ din cosθ ) ⇒ ax = 9. temos: 2 v 2 − v0 = 2 a ( x − x0 ) v = v 0 + at 0 = 7 − 1.4 cos15º ax = −1.251)( x − 0) 204 t = 5 .Dinâmica Exercício resolvido 2 Suponha agora que o caixote do exercício anterior seja lançado para baixo em um plano inclinado.92t t = 1. 59 s x = 19. como mostrado.92m / s2 v = v0 + at 0 = 7 − 3.784s 2 v2 − v0 = 2a(x − x0 ) Aplicando a cinemática ao problema. Determine o tempo t necessário para o caixote parar e a correspondente distância x percorrida se θ = 15º.81( sen15º −0. 251 t 0 − 7 2 = 2( −1.Cinética das Partículas .24m 203 Cinética das Partículas .

Cinética das Partículas .257 m/s2 . A massa total do elevador. a aceleração é: 206 [ ∑Fy = may ] T – P = may → 8300 – 7360 = 750ay .Dinâmica Exercício resolvido 4 Um homem de 75 Kg se encontra parado sobre uma balança de mola em um elevador.Dinâmica Exercício resolvido 3 Qual fração n do peso do avião a jato deve ser o empuxo (empuxo no bocal T menos a resistência do ar R) exigido para que o avião se eleve com uma aceleração a na direção de voo em um ângulo θ com a horizontal? O diagrama de corpo livre para o avião (considerado uma partícula) indica as forças que agem sobre ele. ay = 1. A partir do diagrama de corpo livre do elevador. da balança e do homem considerados juntos. A força registrada na balança depende da aceleração do elevador. Encontre a leitura R da balança em Newtons durante esse intervalo de tempo. Aplicando a 2ª lei na direção do movimento. que é constante durante o intervalo para o qual as forças são constantes. Durante os primeiros 3 segundos do movimento a partir do repouso a tração T no cabo de sustentação do elevador é de 8300 N. do homem e da balança é de 750 Kg. temos: ΣFx = max : T − R −Wsen = θ n= T −R a = senθ + W g W a g 205 Cinética das Partículas .

Despreze o atrito e as massas das polias. a equação do movimento para ele fornece: [ ∑Fy = may ] R – Phomem = may → R – 736 = 75(1. 208 . e que a reação R é igual a esta ação (mostrado no diagrama de corpo livre do homem sozinho com o seu peso).Cinética das Partículas .Dinâmica Exercício resolvido 4 Sabendo que a balança lê a força para baixo exercida sobre ela pelos pés do homem.257) .Dinâmica Exercício resolvido 5 Calcule a aceleração vertical a do cilindro de 150 Kg para cada um dos dois casos ilustrados. R = 830 N 207 Cinética das Partículas .

Dinâmica Atividades 1.27 m / s 2 150 T = 1682 N a = 1. Se todas as quatro rodas contribuem igualmente para o teste.81) = 3. Durante um teste de frenagem.81) = 150 a ( 200 Kg ) : 200(9. um carro para a partir de uma velocidade inicial de 100 Km/h em uma distância de 50 m.Dinâmica ΣF = ma (150 Kg ) : T − 150(9.401m / s 2 209 Cinética das Partículas . R: F = 2890 N 210 . determine a força de frenagem F em cada uma das rodas.81) − T = 200 a Resolvendo simultaneamente: ΣF = ma 200(9.Cinética das Partículas .81) − 150(9. Suponha uma desaceleração constante para o carro de 1500 Kg.81) = 150 a a= 50(9.

Determine o módulo da aceleração do bloco. R: a = g. A partir de certo instante. uma força constante F que corresponde a quatro vezes a massa do bloco. passa a atuar sobre um bloco de massa m.√3/9 211 Cinética das Partículas . como ilustra a figura. Determine a aceleração a do chassi. R: 3.Dinâmica 3.064 m/s2 212 .Dinâmica 2. Uma bola de aço é suspensa no chassi acelerado por duas cordas A e B.Cinética das Partículas . que forma com a horizontal um ângulo θ = 40º. que está inicialmente em repouso sobre uma superfície lisa horizontal. que faz com que a tração em A seja o dobro daquela em B.

R: μd = 0.Dinâmica 5.Cinética das Partículas . R: 227 N 213 Cinética das Partículas .9 m/s e os objetos são liberados para ela sem deslizamento. calcule o coeficiente de atrito μd entre os objetos e a rampa. Determine a tração P no cabo que irá fornecer ao bloco de 50 Kg uma aceleração permanente de 2 m/s2 para cima no plano inclinado. Se a esteira B possui velocidade v2 = 0.558 214 . Pequenos objetos são liberados para a rampa inclinada de 2 m por uma esteira A que se move a uma velocidade v1 = 0.Dinâmica 4.4 m/s.

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6. O coeficiente de atrito entre a caçamba plana de um caminhão e o caixote que ele transporta é de 0,30. Determine a menor distância de parada s que o caminhão pode ter a partir da velocidade de 70 Km/h, com desaceleração constante, se o caixote não deve deslizar para frente. R: s = 64,3 m

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7. Durante um teste de confiabilidade, uma placa de circuito de massa m é presa a um vibrador eletromagnético e submetida a um deslocamento harmônico x = X sen ωt, onde X é a amplitude do movimento, ω é a frequência do movimento em radianos por segundo e t é o tempo. Determine o módulo Fmáx da força máxima horizontal que o vibrador exerce sobre a placa de circuito. R: Fmáx = mXω2

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8. Durante uma corrida de trenós uma força de 150 N é aplicada formando um ângulo θ = 25º com a horizontal. Sabendo que a massa total do sistema é 80 Kg e o atrito entre o trenó e o chão é desprezível, determine: (a) a aceleração do trenó; (b) a força normal exercida pela superfície sobre o trenó.
R: 1,7 m/s; 721 N

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9. Um avião acelera em uma pista para levantar voo quando um passageiro, estudante de engenharia, decide determinar sua aceleração usando um ioiô. O estudante verifica que a corda do ioiô forma um ângulo de 22º com a vertical, como mostrado na figura. Determine a aceleração do avião.
R: 3,96 m/s2

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10. Um motor para propulsão no espaço profundo é projetado para produzir um empuxo de 2,5 N por longos períodos. Se o motor deve mover uma espaçonave de 70 t para uma missão interplanetária, calcule o tempo t necessário para um aumento de velocidade de 40000 Km/h para 65000 Km/h. Admita que a espaçonave está se movendo em uma região remota do espaço, onde o empuxo do seu motor é a única força atuando sobre a espaçonave na direção do seu movimento. R: t = 2251 dias ~ 6,16 anos

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11. Um bloco de 80 Kg repousa sobre um plano horizontal. Determine a intensidade da força R capaz de comunicar ao bloco uma aceleração de 2,5 m/s2 para a direita. O coeficiente de atrito entre o bloco e o plano é μ = 0,25.
R: 535 N

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54. Nesta situação.997 m/s2 222 . como mostrado na figura. onde o empuxo do seu motor é a única força atuando sobre a espaçonave na direção do seu movimento. 0. Admita que a espaçonave está se movendo em uma região remota do espaço. calcule o tempo t necessário para um aumento de velocidade de 40000 Km/h para 65000 Km/h.714. R: 0. R: 6. sabendo que o coeficiente de atrito cinético entre o bloco a superfície é μc = 0. Os blocos de massas m1 = 7 Kg e m2 = 5 Kg encontram-se em repouso.Dinâmica 13. determine (b) essa aceleração. Se com um ligeiro toque os blocos se movem com certa aceleração a. Um motor para propulsão no espaço profundo é projetado para produzir um empuxo de 2.Dinâmica 12. Se o motor deve mover uma espaçonave de 70 t para uma missão interplanetária. determine (a) o coeficiente de atrito estático entre o bloco m1 e a superfície.Cinética das Partículas .16 anos 221 Cinética das Partículas .5 N por longos períodos.

Dinâmica 14.Cinética das Partículas .Dinâmica 15. Um bloco se encontra em repouso sobre uma superfície inclinada.88º e 41. mostre que é relativamente simples provar que μe = tanθc. haverá um ângulo crítico θc. 223 Cinética das Partículas .3º 224 . como ilustrado na figura. Sabendo que se aumentarmos gradativamente a inclinação com a horizontal. acima do qual o bloco entrará em movimento. Para que valor(es) do ângulo θ a aceleração do bloco de 35 Kg será 9 m/s2 para a direita? R: θ = 11. Aplicando a Segunda Lei de Newton.

Para aplicação da segunda lei de Newton no movimento curvilíneo serão usadas as descrições da aceleração em três coordenadas que foram já desenvolvidas e discutidas (coordenadas retangulares. Atividades 225 Cinética das Partículas . Movimento Curvilíneo 2.Dinâmica Dinâmica Cinética de Partículas 1. normal e tangencial e polares). 226 . e a escolha depende de qual sistema é o mais apropriado.Cinética das Partículas .Dinâmica 1 – Movimento Curvilíneo Daremos agora atenção à cinética das partículas que se movem ao longo de uma trajetória plana curvilínea. Exercícios resolvidos 3. A escolha de um sistema de coordenadas apropriado depende das condições do problema e é uma das decisões básicas a serem tomadas para a solução de problemas de movimento curvilíneo. Reescreve-se agora a equação de movimento (2ª lei de Newton) de três modos.

Dinâmica Coordenadas normal e tangencial ∑Fn = man ∑Ft = mat onde an = v2 ρ & & & & = ρβ 2 = vβ .Cinética das Partículas . at = v e v = ρβ 228 .Dinâmica Coordenadas retangulares ∑Fx = max ∑Fy = may onde y a x = && e a y = && x 227 Cinética das Partículas .

deve-se desenhar o diagrama de corpo livre do corpo. concordar com o sentido positivo da aceleração normal a = n ρ 230 . portanto o sentido positivo do somatório de forças ∑Fn também deve estar dirigido para o centro de curvatura a fim de v2 .Cinética das Partículas . Após identificar o movimento e escolher o sistema de coordenadas.Dinâmica Na aplicação dessas equações de movimento a um corpo tratado como uma partícula deve-se seguir o procedimento geral estabelecido e estudado para o movimento retilíneo.Dinâmica Coordenadas polares ∑Fr = mar ∑Fθ = maθ onde & & && ar = && − rθ 2 e aθ = rθ& + 2rθ r 229 Cinética das Partículas . deve-se usar as expressões para ambas as forças e acelerações que sejam consistentes com a atribuição. para evitar um somatório incorreto de forças. O diagrama de corpo livre deve ser completo.por exemplo. Após atribuir os eixos de referência. Na equação ∑Fn = man . obter então os somatórios de força apropriados a partir desse diagrama da forma usual. o sentido positivo do eixo n está dirigido para o centro de curvatura.

ρ → v = gρ Cinética das Partículas . deve haver algum tipo de restrição. então deve existir uma força normal para cima exercida pela superfície sobre o bloco. O ponto B é o ponto de inflexão onde as curvaturas mudam de direção. Somando as forças na direção normal tem-se: v2 [∑Fn = man] mg = m Se a velocidade em A for menor que gρ . O raio de curvatura ρ da estrada em A é de 400 m. tal como uma outra superfície curva acima do bloco. Para que o bloco apresente uma velocidade em A maior que gρ . Determine a força horizontal total aplicada pela estrada sobre os pneus nas posições A e B.Dinâmica Exercício resolvido 1 Determine a velocidade máxima v que o bloco deslizante pode ter quando passa pelo ponto A sem perder contato com a superfície. 232 . A condição para a perda de contato é que a força normal N que a superfície exerce sobre o bloco tenda a zero. desde uma velocidade de 100 Km/h em A até uma velocidade de 50 Km/h quando passa por B.Dinâmica Exercício resolvido 2 Um carro de 1500 Kg entra em um trecho curvo de uma estrada no plano horizontal e diminui sua velocidade com uma taxa uniforme.Cinética das Partículas . para fornecer uma força adicional 231 para baixo.

as coordenadas normal e tangencial serão usadas para especificar a aceleração do carro. a força será determinada a partir das acelerações.929 m / s 2 ρ 400 B : an = 0 233 v2 Cinética das Partículas .6 ) 2 [an = ] → A : an = = 1. A aceleração tangencial constante está no sentido t negativo. e seu módulo é dado por ( 50 / 3.6 ) 2 − (100 / 3. a força horizontal total atuando sobre os pneus se torna em A: F = Fn2 + Ft 2 = ( 2890 ) 2 + ( 2170 ) 2 = 3620 N em B: F = Ft = 2170 N 234 . 447 m / s 2 2 ( 200 ) As componentes normais da aceleração em A e B são (100 / 3. Uma vez que o movimento é descrito ao longo da estrada curva.Dinâmica O carro será tratado como uma partícula.6 ) 2 2 2 [v B = v A + 2 at Δ s ] → at = = 1.929) = 2890 N em B: Fn = 0 Assim. Desse modo.Cinética das Partículas .Dinâmica A aplicação da segunda lei de Newton em ambas as direções n e t no diagrama de corpo livre do carro fornece [∑Ft = mat] [∑Fn = man] Ft = 1500(1. de tal modo que o efeito de todas as forças exercidas pela estrada sobre os pneus será considerado uma única força.447) = 2170 N em A: Fn = 1500(1.

cuja posição radial é controlada por uma corda que passa livremente através do tubo e enrolada em um carretel de raio b.Cinética das Partículas . 236 . A única força atuando sobre a espaçonave é a força de atração gravitacional da Terra (isto é. Somando as forças na direção normal.Dinâmica Exercício resolvido 4 Um tubo A gira em torno do eixo vertical O com uma velocidade angular constante ω e contém uma pequena rolha cilíndrica B de massa m. seu peso). Determine a tração T na corda e a componente horizontal Fθ da força exercida pelo tubo sobre a rolha se a velocidade angular de rotação constante do carretel ωθ está inicialmente na direção do caso (a) e depois na direção do caso (b). Despreze o atrito. tem-se [Fn = man] mm v2 Gm T T G =m →v = 2 (R + h ) (R + h) (R + h) 235 Cinética das Partículas .Dinâmica Exercício resolvido 3 Calcule o módulo v da velocidade necessária para uma espaçonave S manter uma órbita circular de altitude 320 Km acima da superfície da Terra.

Dinâmica Tendo r como variável.θ& = 0 tem-se: T = mrω 2 . && = 0. O diagrama de corpo livre de B é mostrado no plano horizontal e indica apenas T e Fθ.89 N.Dinâmica Atividades 1. As equações de movimento são r &2 [ ∑Fr = mar ] − T = m(&& − rθ ) & && [ ∑Fθ = maθ ] F = m(rθ& + 2rθ ) θ & & r caso (a). Fθ = 2mbω0ω caso (b). Um pequeno bloco de 0. NB = 8. R: NA = 10.30 N 238 .θ& = 0 tem-se: T = mrω 2 . determine a força normal exercida sobre o bloco pela superfície em cada uma dessas duas localizações.Cinética das Partículas . Fθ = −2mbω0ω & & 0 r 237 Cinética das Partículas . && = 0.6 Kg desliza com uma pequena quantidade de atrito sobre a trajetória circular de raio 3 m no plano vertical. emprega-se a forma de coordenadas polares das equações de movimento. Se a velocidade do bloco é de 5 m/s quando ele passa no ponto A e 4 m/s quando passa pelo ponto B. Com r = +bω0 . Com r = −bω .

calcule o módulo N da força normal exercida pela neve sobre os esquis antes de ele atingir A. R: N = 1791 N 239 Cinética das Partículas .Dinâmica 3. Um pêndulo de comprimento igual a 2 m descreve um arco de circunferência num plano vertical. Se a tensão na corda é 2. Se um esquiador de 80 Kg atinge uma velocidade de 25 m/s quando se aproxima da posição de decolagem.5 vezes o peso do pêndulo para a posição mostrada na figura.66 m/s 240 . determine a velocidade do pêndulo nesta posição.Cinética das Partículas .Dinâmica 2. R: 5.

Dinâmica 5. √rg.Cinética das Partículas . m(vb2/r + g).90 m/s2 242 .54 N (b) -4. onde a velocidade do balde é vb. Um cursor de 0. ao longo da barra curva fixa que se encontra no plano vertical. como mostrado na figura. R: m(va2/r – g). calcule (a) a força exercida pelo balde sobre a água neste ponto.Dinâmica 4. e (c) a força exercida pelo balde sobre a água no ponto mais baixo do círculo. determine (a) o módulo N da força exercida pela haste fixa sobre o cursor e (b) a taxa na qual a velocidade do cursor está diminuindo. Um balde com água é posto a girar seguindo uma circunferência vertical de raio r. (b) o valor mínimo da velocidade tangencial vt para que a água não saia do balde. 241 Cinética das Partículas . Se a velocidade do balde no ponto mais alto é va. Considere o atrito desprezível.8 Kg é lançado para cima em A. R: (a) 14. Se o cursor tem uma velocidade de 4 m/s quando passa pela posição B.

36 m/s2 244 . Se o carro do problema anterior está se deslocando a 40 Km/h quando o motorista aplica os freios. determine sua capacidade de aceleração lateral an em g e calcule o módulo F da força de atrito total exercida pelo pavimento sobre os pneus do carro. R: 0. 10.6 kN? R: -6. e o carro continua a se mover ao longo da trajetória circular. Se essa velocidade máxima é de 55 Km/h para um carro de 1400 Kg.89 kN 243 Cinética das Partículas .Dinâmica 6. O motorista aumenta aos poucos a velocidade do veículo até que não consiga mais manter ambos os pares de rodas acompanhando a linha.Cinética das Partículas .Dinâmica 7.739g. qual será a máxima desaceleração possível se os pneus estão limitados a uma força de atrito horizontal de 10. Um teste-padrão para determinar a máxima aceleração lateral de um carro é feito em torno de um círculo de 60 m de diâmetro pintado sobre uma superfície nivelada de asfalto.

R: 18.81 m/s2.7 m de raio em 15. Suponha que exista atrito entre os pneus e a pista. como indicado na figura.796 245 Cinética das Partículas . (c) qual o valor mínimo do coeficiente de atrito estático entre os pneus e o solo. Uma equipe de engenheiros realiza um projeto de pneus para automóveis. cuja superfície está inclinada de θ em relação ao plano horizontal. R: √gRtgθ 246 . determine qual deve ser o módulo da velocidade do carro para que a força de atrito sobre os pneus seja nula.Dinâmica 8. 7. Determine (a) qual foi a velocidade v e (b) a aceleração centrípeta mantida pelo automóvel nesta situação. Um carro se movimenta ao longo de uma pista circular.Cinética das Partículas . Supondo que a resistência do ar e a força de atrito são desprezíveis. sendo μe o coeficiente de atrito estático correspondente.Dinâmica 9. 0.9 m/s. Um modelo foi capaz de manter velocidade constante em um círculo de 45.2 s sem derrapar. Ele descreve um MCU cujo raio de curvatura vale R. e testam um novo protótipo para analisar o comportamento dos pneus em relação ao deslizamento.

1296 N 247 Cinética das Partículas . Se o cursor tem uma velocidade de 600 mm/s relativamente à ranhura quando cruza o centro. O tubo vazado é pivotado em torno de um eixo horizontal que passa no ponto O e é posto para girar em um plano vertical com uma velocidade constante no sentido anti-horário ω = 3 rad/s. calcule a força horizontal lateral P exercida pelo braço ranhurado sobre o cursor nesse instante.5 Kg montado com molas que oscila livremente na ranhura. Um braço ranhurado gira em torno do seu centro em um plano horizontal com uma velocidade angular constante ω = 10 rad/s e carrega um cursor de 1.Dinâmica 11.2 m/s relativamente ao tubo quando passa pela posição θ = 30º.1 Kg está deslizando no tubo em direção a O com uma velocidade de 1.Cinética das Partículas . R: 18 N 248 . calcule o módulo N da força normal exercida pela parede do tubo sobre a partícula nesse instante. Se uma partícula de 0.Dinâmica 10. R: N = 0.

Dinâmica 12.2 N 249 Dinâmica I “Cinética de Partículas” culas Trabalho e Energia Prof. No instante em que r = 225 mm o braço tem uma velocidade angular no sentido antihorário ω = 6 rad/s e que está diminuindo a uma taxa de 2 rad/s2. Guimarães 250 .Cinética das Partículas . determine a tração T na corda. Para esse instante. Valtency F. Um braço ranhurado gira no plano horizontal em torno de um eixo fixo vertical que passa através do ponto O. O cursor C de 2 Kg se aproxima de O com uma taxa constante de 50 mm/s ao se puxar a corda S. MSc. está em contato com o cursor. R:16. A ou B. Indique qual lado da ranhura.

Quando se necessitava determinar a variação na velocidade ou o correspondente deslocamento da partícula. Energia Potencial Gravitacional 7. 252 .Introdução Vimos a segunda lei de Newton F = ma estabelecida para vários problemas de movimento de partículas para estabelecer a relação instantânea entre a força líquida atuando sobre a partícula e a resultante aceleração da partícula. A integração de forças desequilibradas com relação ao deslocamento da partícula leva às equações de trabalho e energia. Princípio do Trabalho e da Energia Cinética 5. Energia Potencial Elástica 8.Dinâmica I Dinâmica I Cinética de Partículas 1. Cálculo do Trabalho Trabalho de Molas Lineares Trabalho e Movimento Curvilíneo 4.Dinâmica I . integrava-se a aceleração calculada através do uso das equações cinemáticas apropriadas. Potência Exercícios resolvidos Atividades 6. de tal modo que se torne desnecessário resolvê-las para obter a aceleração. Veremos que pode-se incorporar os resultados dessas integrações diretamente nas equações do movimento.“Trabalho e Energia” Introdução .“Trabalho e Energia” 1 . Definição de Trabalho 3. Equação de Trabalho-Energia Exercícios resolvidos Atividades 251 Dinâmica I . Introdução 2.

cosα.cosα na direção da força. localiza a partícula conforme ela passa pelo ponto A.ds.dr O módulo desse produto escalar é dU = F.ds. como representado pelas linhas tracejadas na figura abaixo. como representado pelas linhas cheias na figura.cosα pode ser interpretada como o deslocamento multiplicado pela componente de força na direção do deslocamento Ft = Fcosα. O trabalho realizado pela força F durante o deslocamento dr é definido como: dU = F. o trabalho dU pode ser interpretado como a força multiplicada pela componente de deslocamento ds. medido a partir de alguma origem O conveniente.“Trabalho e Energia” 2 .“Trabalho e Energia” A expressão dU = F. onde α é o ângulo 253 entre F e dr e onde ds é o módulo de dr. e dr é a diferencial do deslocamento associada a um movimento infinitesimal desde A até A’. Alternativamente. 254 . O vetor posição r.Dinâmica I . Dinâmica I .Definição de Trabalho (U) A figura mostra uma força F atuando sobre uma partícula em A que se move ao longo da trajetória mostrada.

As forças de restrição que não realizam trabalho são ditas forças reativas.“Trabalho e Energia” Com essa definição de trabalho. e negativo se ela está no sentido contrário. deve-se notar que a componente normal ao deslocamento Fn = F.Cálculo do Trabalho Durante um movimento finito do ponto de aplicação de uma força. é necessário conhecer a relação entre as componentes de força e suas respectivas coordenadas ou a relação entre Ft e s.m. As unidades SI de trabalho são aquelas de força (N) vezes deslocamento (m). então: U = ∫ F.dr U = ∫ (Fxdx + Fydy + Fzdz) U = ∫ Ft ds De modo a resolver essa integração. o trabalho dU pode ser escrito como dU = Ft ds Destaca-se que o trabalho é positivo se a componente que realiza trabalho Ft está no sentido do deslocamento. Assim. As forças que realizam trabalho são denominadas forças ativas.dr.Dinâmica I . ou N. 256 . que recebe o nome especial de joule (J).“Trabalho e Energia” 3 .senα não realiza trabalho. 255 Dinâmica I . a força realiza uma quantidade de trabalho igual a dU = F.

e nesse caso a mola linear estática não envolverá um erro apreciável. Deve-se proceder que a massa da mola é pequena quando comparada com as massas das outras partes do sistema. uma relação escalar válida apenas quando os elementos da mola não têm reação. e é dado por: x2 x2 1 2 U 1− 2 = − ∫ Fdx = − ∫ kxdx = − k ( x 2 − x12 ) x1 x1 2 Observação: A expressão F = kx é. então estica ou comprime a mola uma distância x. de tração ou compressão. na verdade. de tal modo que: F = kx. Assim. que não trataremos. Considera-se aqui a mola linear simples de rigidez k. Como a força exercida pela mola sobre o corpo em cada caso está no sentido contrário ao do deslocamento: 257 Dinâmica I . A figura abaixo mostra os dois casos em que o corpo é colocado em movimento por uma força P e.Trabalho de Molas Lineares Um exemplo comum do trabalho realizado sobre uma partícula por força variável é encontrado na ação de uma mola fixada a um corpo móvel. ela realiza trabalho negativo sobre o corpo. O comportamento dinâmico de uma mola quando sua massa é levada em consideração é um problema ligeiramente mais complexo. é proporcional à sua deformação x.“Trabalho e Energia” Como a força exercida pela mola sobre o corpo em cada caso está no sentido contrário ao do deslocamento. onde a força F na mola.“Trabalho e Energia” . tanto para a mola se esticando quanto se comprimindo o trabalho realizado sobre o corpo é negativo. 258 .Dinâmica I .

d r = ∫ Ft ds s1 onde os limites especificam os pontos inicial e final do deslocamento. 259 Dinâmica I .Trabalho e Movimento Curvilíneo Considera-se o trabalho realizado sobre uma partícula de massa m movendo-se ao longo de uma trajetória curva sob a ação de uma força F. A posição de m é especificada pelo vetor posição r.Dinâmica I . e seu deslocamento ao longo da trajetória durante o intervalo de tempo é representado pela variação dr em seu vetor posição.“Trabalho e Energia” . 260 .“Trabalho e Energia” O trabalho realizado por F durante um movimento finito de uma partícula do ponto 1 até o ponto 2 é: U 1− 2 = ∫ 2 1 r r s2 F . que representa a resultante ∑F de todas as forças atuando sobre a partícula.

Assim. a expressão para o trabalho de F se torna U 1− 2 = ∫ 2 1 r r v2 1 2 F . nos quais as velocidades possuem módulos v1 e v2. onde at é a componente tangencial da aceleração de m.“Trabalho e Energia” 4 .dr = at ds. 262 . A energia cinética T é uma grandeza escalar com unidades N. independentemente do sentido da velocidade.d r 1 mas a.d r = ∫ mv . 261 Dinâmica I . Em termos da velocidade v da partícula. Essa equação estabelece que o trabalho total realizado sobre todas as forças atuando sobre a partícula conforme ela se move de um ponto 1 até um ponto 2 é igual à correspondente variação na energia cinética da partícula. A relação entre trabalho e energia pode ser escrita da forma: U1-2 = T2 – T1 = ΔT Que é a equação de trabalho-energia para uma partícula.m ou Joules (J) no SI. respectivamente.d r = ∫ m a .dv = m ( v 2 − v12 ) v1 2 onde a integração é desenvolvida entre os pontos 1 e 2 ao longo da curva.Princípio do Trabalho e da Energia Cinética A energia cinética T de uma partícula é definida como T = ½ mv² e é o trabalho total que deve ser feito sobre uma partícula para levá-la do estado de repouso para uma velocidade v. sabemos que at ds = v dv. a expressão para o trabalho de todas as forças se torna U 1− 2 = ∫ 2 1 r r 2 r r F .Dinâmica I . A energia cinética é sempre positiva.“Trabalho e Energia” Quando se substitui a segunda lei de Newton F = ma.

uma vez que um motor. ou T1 + U1-2 = T2 Observação: A maior vantagem do método trabalho e energia é que ele evita a necessidade de calcular a aceleração e fornece diretamente as variações de velocidade como funções das forças que realizam trabalho. a capacidade de uma máquina é caracterizada pela sua potência. é preciso ter uma máquina grande e potente quando se necessita liberar uma elevada quantidade de energia em um curto período de tempo. 263 Dinâmica I . Alternativamente. não interessando o quão pequeno ele seja. que é definida como a taxa de variação no tempo do trabalho realizado. a equação de trabalho-energia envolve apenas aquelas forças que realizam trabalho e. O trabalho total ou a energia de saída não é uma medida dessa capacidade. pode-se escrever: P = F. Assim. Quando escrita na forma U1-2 = T2 – T1 = ΔT essa relação diz que o trabalho sempre resulta em uma variação na energia cinética. a variação ΔT pode ser positiva.Dinâmica I .“Trabalho e Energia” Apesar de T ser sempre positiva. a potência P desenvolvida por uma força F que realiza uma quantidade de trabalho U é: P = dU/dt = F. Por outro lado. a relação trabalho-energia pode ser expressa como a energia cinética inicial T1 mais o trabalho realizado U1-2 igual à energia cinética final T2.“Trabalho e Energia” 5 . dessa forma.Potência A capacidade de uma máquina é medida pela taxa de variação no tempo na qual ela pode realizar trabalho ou liberar energia. contribuem para as variações no módulo das velocidades. Além disso. pode liberar uma grande quantidade de energia se for dado tempo suficiente.dr/dt 264 como dr/dt é a velocidade v. negativa ou nula. De acordo com a definição.v .

“Trabalho e Energia” Exercício resolvido 1 Calcule a velocidade v de um caixote de 50 Kg quando ele atinge o final do plano inclinado em B se ele tem uma velocidade inicial de 4 m/s no topo do plano.15 m/s 266 . 265 Dinâmica I .81)sen15º – 142.30. O coeficiente de atrito dinâmico é 0.“Trabalho e Energia” Exercício resolvido 1 O diagrama de corpo livre do caixote é desenhado e inclui a força normal N e a força de atrito dinâmico Fat calculadas da maneira usual.93 = 3.9 = 25(v² – 16) v² = 9.Dinâmica I .s] U1-2 = [50(9. O trabalho realizado pela componente do peso para baixo no plano é positiva.9 J A variação na energia cinética é T2 – T1 = ΔT [T = ½mv²] ΔT = ½(50)(v² – 4²) A equação de trabalho-energia fornece [U1-2 = ΔT] -151. O trabalho total realizado sobre o caixote durante o movimento é [U = F.1]10 = – 151. enquanto o trabalho realizado pela força de atrito é negativo.

Se o corpo se move a partir da posição inicial x1 = 100 mm para a posição final x2 = 200 mm.Dinâmica I .“Trabalho e Energia” Exercício resolvido 2 A mola se encontra na sua posição não deformada quando x = 0.1 . O bloco é liberado do repouso em A. 2 2 ) = − 60 J 2 2 (b)[U1-2 = ∫ mg dy] U 1− 2 = mg ( y1 − y 2 ) → U 1− 2 = 7 ( 9 . 268 .“Trabalho e Energia” Exercício resolvido 3 O bloco de 50 Kg em A está montado sobre roletes. (a)[U1-2 = . (a) determine o trabalho realizado pela mola sobre o corpo e (b) determine o trabalho realizado sobre o corpo por seu peso.∫ kx dx]U 1− 2 = 1 1 2 k ( x12 − x 2 ) → U 1− 2 = ( 4000 )( 0 . de tal modo que se move ao longo da guia horizontal com atrito desprezível sob a ação de uma força constante de 300 N no cabo.sen 20 0 ) = 2 . com a mola que está conectada a ele estendida de uma quantidade inicial x1 = 0.233 m. Calcule a velocidade v do bloco quando ele atinge a posição B.81)( 0 .12 − 0 . A mola tem rigidez k = 80 N/m.35 J 267 Dinâmica I .

433 [U = ∫ F dx] U 1− 2 = − ∫ 80 x..dx = − 40 x 2 1.233 m até x = 0.9 → x = 0.Dinâmica I .433 = − 80 J 0 233 0 .s → U = 300(0. 233 O trabalho realizado sobre o sistema pela força constante de 300 N no cabo é a força vezes o movimento horizontal líquido do cabo sobre a polia C. e não estão incluídos no diagrama de forças ativas.6) = 180 J Aplica-se agora a equação de trabalho-energia ao sistema e obtém-se: [U1-2 = ΔT] -80 + 180 = ½(50)(v² .9)² . 269 Dinâmica I .0. o trabalho realizado pela força da mola atuando sobre o bloco é negativo e igual a: 1. que é x² = (1.233 + 1.“Trabalho e Energia” Conforme o bloco se move de x = 0.“Trabalho e Energia” Exercício resolvido 3 O diagrama de forças ativas para o sistema composto pelo bloco e pelo cabo é mostrado para uma posição genérica. A força F = 80x na mola e a tração T = 300N são as únicas forças externas a esse sistema que realizam trabalho sobre o sistema.2)² + (0. o peso e a reação da pequena polia sobre o cabo não realizam trabalho sobre o sistema.0) → v = 2 m/s 270 . o trabalho é igual a: U = F.6 m Assim.433 m. A força exercida pelo bloco pela guia.2 = 1.

“Trabalho e Energia” Exercício resolvido 4 Um satélite de massa m é colocado em uma órbita elíptica em torno da Terra. 271 Dinâmica I . Em um ponto A. a uma distância h2 da Terra. temos: ⎛ 1 1⎞ 1 2 − ⎟ = m ( v 2 − v12 ) mgR 2 ⎜ ⎜h ⎟ ⎝ 2 h1 ⎠ 2 ⎛ 1 1⎞ 2 − ⎟ v 2 = v12 + 2 gR 2 ⎜ ⎜h ⎟ ⎝ 2 h1 ⎠ 272 . U 1− 2 = − ∫ F . sua distância da Terra é h1 e sua velocidade é v1. Determine uma expressão para a velocidade v2 do satélite quando ele atinge o ponto B. de modo que a única força atuando sobre ele é a atração gravitacional da Terra.dr = − mgR 2 ∫ r1 r2 h2 h1 ⎛ 1 dr 1⎞ = mgR 2 ⎜ − ⎟ ⎜h ⎟ r2 ⎝ 2 h1 ⎠ Utilizando a equação de trabalho-energia U1-2 = ΔT. O trabalho realizado por F é devido apenas à componente radial do movimento ao longo da linha de ação de F. a lei gravitacional fornece F = GmmT/r² = gR²m/r² utilizando a substituição GmT = gR².Dinâmica I . Com a massa e o raio da Terra expressos por mT e R. e é negativo com o aumento de r. respectivamente.“Trabalho e Energia” Exercício resolvido 4 O satélite está se movendo fora da atmosfera da Terra.

O conhecimento do formato da trajetória é necessário? R: 3.8 m.Dinâmica I . Se o caixote possui uma velocidade de 1. R: .05 m/s 273 Dinâmica I . determine a sua velocidade vB no ponto B após ele ter sido elevado 0.“Trabalho e Energia” 2. Um caixote de 30 Kg desliza para baixo da trajetória curva no plano vertical.827 J 274 . Um pequeno corpo apresenta uma velocidade vA = 5 m/s no ponto A.2 m/s para baixo no plano inclinado em A e uma velocidade de 8 m/s em B. calcule o trabalho realizado sobre o caixote pelo atrito Uat durante o movimento de A até B.“Trabalho e Energia” Atividades 1. Desprezando o atrito.

Determine (a)o trabalho realizado pelo guindaste. se aplica ao longo de uma distância de 2 m. R: 62 kJ. Calcule o ângulo máximo θ que o cabo da bola de demolição oscila. (b) o trabalho realizado pela gravidade. Um guindaste de demolição está se movendo com uma velocidade constante de 3 Km/h quando subitamente para. e (c) a velocidade ascendente do caminhão depois de subir 2 m. 2. -58.Dinâmica I . que é suficientemente grande para vencer a força da gravidade e começar a levantar o caminhão.23 º 275 Dinâmica I .“Trabalho e Energia” 3. Um caminhão de massa 3 toneladas é carregado em um navio por um guindaste que exerce uma força ascendente de 31 kN sobre o caminhão.9 kJ. R: 6.09 m/s 276 .“Trabalho e Energia” 4. Esta força.

Especifique a rigidez k necessária para cada uma das duas molas atrás do pára-choque. A velocidade do fardo na posição mostrada na figura é de 2. Determine o coeficiente de atrito cinemático entre o fardo e o plano.Dinâmica I . Utiliza-se uma mola para frear um fardo de 60 Kg que desliza sobre uma superfície horizontal.20 277 Dinâmica I .5 m/s. A deformação adicional que a mola sofre pelo impacto atinge o máximo de 40 mm.6 kN/m 278 .“Trabalho e Energia” 5. As molas estão sem deformação no início do impacto. No projeto de um para-choque com mola para um carro de 1500 Kg. deseja-se que o carro pare a partir de uma velocidade de 8 Km/h em uma distância igual a 150 mm de deformação da mola. R: 164.“Trabalho e Energia” 6. R: 0. Por meio de cabos mantém-se a mola de constante k = 20 kN/m comprimida cerca de 120 mm.

“Trabalho e Energia” 8.104 N desce uma rampa inclinada 5º com velocidade de 96. R: 127 m 280 . produzindo uma força de frenagem (aplicada pela estrada sob os pneus) constante de 6.78. na haste curva no plano vertical.5 Km/h. determine a distância percorrida pelo automóvel até parar.103 N. Um pequeno cursor de massa m é liberado do repouso em A e desliza para baixo. R: √2gh 279 Dinâmica I .67. O veículo é freado.“Trabalho e Energia” 7. com atrito desprezível. Utilizando o princípio do trabalho e energia. Expresse a velocidade v do cursor quando ele atinge a base B em termos das condições dadas. Um automóvel pesando 1.Dinâmica I .

O motorista aplica os freios. de modo a levá-lo para uma velocidade de 25 Km/h em uma distância de 0. Um carro de 1200 Kg desce a uma ladeira com inclinação de 8 % a uma velocidade de 100 Km/h. calcule o ângulo θ que a rampa deve fazer com a horizontal de modo que os blocos sejam transferidos sem deslizar para a esteira inferior se movendo a velocidade de 0.45 m/s em uma rampa pela esteira superior. como a resistência do ar. Pequenos blocos de metal são descarregados com uma velocidade de 0. Despreze qualquer perda por atrito a partir de outras causas.5 Km medidos ao longo da estrada. como mostrado.Dinâmica I . Se o coeficiente de atrito dinâmico entre os blocos e a rampa é de 0.“Trabalho e Energia” 9.30. R: 903 kJ 281 Dinâmica I .62 º 282 .15 m/s.“Trabalho e Energia” 10. R: 16. Calcule a perda de energia Q dissipada pelos freios na forma de calor.

onde a atração gravitacional (peso) mg é essencialmente constante. A energia potencial gravitacional Vg da partícula é definida como o trabalho mgh realizado contra o campo gravitacional para elevar a partícula a uma distância h acima de algum plano de referência arbitrário.Dinâmica I .5(t3 – 1) k. R: 0.“Trabalho e Energia” 6 . podemos escrever a energia potencial como: 284 Vg = mgh . O vetor posição de uma partícula é dado por r = 8t i + 1.992 kW 283 Dinâmica I . Para a condição em que t = 4s determine a potência P desenvolvida pela força F = 40i – 20j – 36 k (N) que atua sobre a partícula. Assim. onde t é o tempo em segundos a partir do início do movimento e onde r é expresso em metros.2t2 j – 0.Energia Potencial Gravitacional Considera-se inicialmente o movimento de uma partícula de massa m próxima da superfície da Terra. onde Vg é tomado como zero.“Trabalho e Energia” 11.

e tem-se: Ve = ∫ x 0 kx .“Trabalho e Energia” 7 . a variação na energia potencial se torna: ΔVg = mg(h2 – h1) = mgΔh O correspondente trabalho realizado pela força gravitacional sobre a partícula é –mgΔh. o trabalho realizado pela força gravitacional é o simétrico da variação na energia potencial. Ao se deslocar de um nível em h = h1 para um nível mais elevado em h = h2. Assim. a partir da posição não-deformada é F = kx.dx = 1 2 kx 2 286 . Essa energia é recuperada na forma de trabalho realizado pela mola sobre um corpo conectado a sua extremidade móvel durante sua liberação ou deformação.Dinâmica I . abaixo da posição de partida. a força suportada por ela com qualquer deformação x. 285 Dinâmica I . O trabalho que é realizado sobre uma mola para deformá-la é armazenado na mola e é denominado energia potencial elástica Ve. de tração ou compressão. tal como uma mola.“Trabalho e Energia” Esse trabalho é chamado de energia potencial.Energia Potencial Elástica O segundo exemplo de energia potencial ocorre na deformação de um corpo elástico. Assim. Para uma mola linear unidimensional de rigidez k. porque pode ser convertido em energia se a partícula for liberada a realizar trabalho sobre um corpo que a sustente enquanto retorna ao seu plano de origem. define-se a energia potencial elástica da mola como o trabalho realizado sobre ela para deformá-la de uma quantidade x.

ou Ve = que é positivo.Dinâmica I . então a variação na sua energia potencial se torna negativa.Equação de Trabalho-Energia Sendo U’1-2 o trabalho de todas as forças externas além das forças gravitacionais e de molas. 1 2 k ( x 2 − x12 ) 2 Ao contrário. A equação pode ser reescrita na forma equivalente: T1 + Vg1 + Ve1 + U’1-2 = T2 + Vg2 + Ve2 288 . se a deformação da mola diminui durante o intervalo de movimento.“Trabalho e Energia” 8 . então a variação na energia potencial da mola é o seu valor final menos seu valor inicial. Assim. pode-se escrever a relação entre trabalho e energia como: U’1-2 = ΔT + ΔVg + ΔVe Essa forma alternativa da equação de trabalho-energia normalmente é mais conveniente do que U1-2 = ΔT. seja de tração ou compressão. 287 Dinâmica I .“Trabalho e Energia” Se a deformação. o caminho seguido entre essas posições inicial e final não terá consequência na avaliação de ΔVg e Δve. segue-se que o trabalho realizado sobre a mola é o simétrico do trabalho realizado sobre o corpo. de uma mola aumentála de x1 para x2 durante o movimento. Como a força exercia sobre a mola pelo corpo móvel é igual e oposta à força F exercida pela mola sobre o corpo. uma vez que o trabalho das forças gravitacionais e de molas é levado em conta ao se prestar atenção nas posições inicial e final da partícula e nos comprimentos inicial e final da mola elástica.

elásticas e forças de restrição que não realizam trabalho.Dinâmica I .2 Kg é liberado do repouso na posição A e desliza sem atrito no plano vertical ao longo da guia mostrada. 290 . além das forças gravitacionais e forças elásticas. e a equação da energia se torna simplesmente: ΔE = 0 ou E = constante (lei da conservação da energia dinâmica) Quando E é constante. nota-se que pode haver transferência entre a energia cinética e a energia potencial. o termo U’ é nulo. Determine a velocidade vB do cursor quando ele passa pela posição B.“Trabalho e Energia” Exercício resolvido 1 Um cursor de 1. Dinâmica I . Esta equação estabelece que o trabalho líquido realizado sobre o sistema por todas as forças.“Trabalho e Energia” Pode-se reescrever ainda a relação trabalho-energia alternativa para uma partícula como: U '1− 2 = Δ (T + V g + V e ) = Δ E onde E = T + Vg + Ve é a energia mecânica total da partícula. enquanto a energia mecânica total 289 não varia. Para problemas em que as únicas forças são as gravitacionais. é igual à variação na energia mecânica total do sistema.

em um plano vertical ao longo da haste circular. e tomando o ponto A como posição padrão.“Trabalho e Energia” Exercício resolvido 1 Como não há atrito e força de contato cursor-guia é perpendicular ao movimento (e por isso não realiza trabalho). 4 m / s 291 Dinâmica I .6 m.81)( 4 . com atrito vertical. Determine a velocidade do cursor quando ele passa na posição B. pode-se considerar apenas as variações de energia devido ao trabalho realizado pela força peso. escreve-se: T A + V A = TB + V B 0+0 = vB = 1 2 mv B − mgh B 2 2 gh B = 2 ( 9 . A mola conectada possui rigidez de 350 N/m e um comprimento não-deformado de 0.Dinâmica I . Observando que há conservação de energia. 292 .5 ) = 9 .“Trabalho e Energia” Exercício resolvido 2 O cursor de 3 Kg é liberado do repouso no ponto A e desliza.

e a reação da haste sobre o cursor é + ΔV normal ao movimento e não realiza trabalho. 2 J 2 2 Δ V g = W Δ h = 3( 9 .66 − 52 .6 − ( 0 . U’1-2 = 0. As variações nas energias potencial e cinética para o sistema de cursor e mola são: g 1 1 2 2 k ( x B − x A ) = ( 350 ) ( 0 .5 v B 2 2 2 [ Δ T + Δ V g + Δ V e = 0 ] ⇒ 1. Se a haste é liberada do repouso em θ = 60º e oscila no plano vertical. Assim.6 ) 2 + ( 0 . 294 .81)( − 0 .66 J 1 1 2 2 2 2 Δ T = m ( v B − v A ) = 3( v B − 0 ) = 1.Dinâmica I . calcule a velocidade v da partícula de 2 Kg pouco antes de atingir a mola na posição tracejada.5 v B − 17 . 2 = 0 → v B = 6 .“Trabalho e Energia” Exercício resolvido 3 Uma haste leve é pivotada em O e carrega as partículas de 2 e 4 Kg.82 m / s 293 Δ Ve = [{ } ] Dinâmica I .6 ) 2 − 0 .“Trabalho e Energia” Exercício resolvido 2 O trabalho realizado pelo peso e pela mola sobre o cursor será tratado com a variação nas energias potenciais.6 ) = − 17 .6 ) 2 = − 52 .

10 3 ) x 2 = 0 2 296 .162 m / s 295 Dinâmica I . calcule a compressão máxima x da mola.Dinâmica I .81)( 0 . 45 sen 60 º ) − 4 ( 9 .“Trabalho e Energia” Exercício resolvido 3 Uma vez que não existem forças dissipativas pode-se considerar U’1-2 = 0.3 sen 60 º ) + x = 0 . Sabendo que a relação entre as velocidades angulares é ωA = ωB → vA = (RA/RB)vB A variação nas energias potencial e cinética para o sistema será: ΔT + ΔVg = 0 1 1 300 2 ( 2 ) v 2 + ( 4 )( v ) + 2 ( 9 .“Trabalho e Energia” Exercício resolvido 4 Considerando a haste leve e pivotada em O do exemplo anterior.81)( 0 .01207 m = 12 . ou seja. Nesse caso ΔT = 0.3 sen 60 º ) = 0 2 450 2 v = 1. 45 sen 60 º ) − 4 ( 9 . e pode-se escrever a variação na energia total como: Δ V g + Δ Ve = 0 2 (9 . Admita que x é pequeno. de modo que a posição da haste quando a mola é comprimida é essencialmente horizontal. ocorre conservação de energia mecânica total do sistema.81)( 0 .81)( 0 .07 mm 1 ( 35 .

R: 3.“Trabalho e Energia” Atividades 1. determine a máxima deformação x da mola.5 mm 298 . R: 48. O cursor de 4 Kg é liberado do repouso em A e desliza com atrito desprezível para baixo.43m/s 297 Dinâmica I . Determine a velocidade v do cursor quando ele atinge a parte inferior em B.“Trabalho e Energia” 2.Dinâmica I . Considerando ainda o cursor do problema anterior. na haste circular no plano vertical.

determine as velocidades de ambas as massas após B ter-se deslocado 1 m.6 mm 299 Dinâmica I .616 m/s.“Trabalho e Energia” 4. R: 0. determine a compressão xB da mola superior.Dinâmica I . As molas não estão deformadas na posição mostrada. Se o sistema é liberado do repouso. R: 176.924 m/s 300 . Despreze o atrito e as massas das polias. Se o cursor de 6 Kg é liberado do repouso na posição onde a mola inferior se encontra comprimida de 125 mm.“Trabalho e Energia” 3. 0.

Adote energia potencial gravitacional igual a mgR²/r.“Trabalho e Energia” 7. determine (a) a altura acima do edifício que a bola alcança e (b) sua velocidade no momento imediatamente antes de chocar-se com o solo. admitindo que não exista resistência atmosférica. R: v0 = √2gR 302 .“Trabalho e Energia” 6.2 m/s 301 Dinâmica I .Dinâmica I . Sabendo que a energia mecânica da bola se conserva. 22.79 m. Calcule o valor mínimo v0 que irá permitir que o projétil escape da força gravitacional da Terra. como mostrado na figura. um jovem chuta uma bola com uma velocidade inicial vi = 16 m/s com um ângulo de 60º com a horizontal. Próximo à borda de um telhado de um edifício de 12 m de altura. Um projétil é disparado verticalmente para cima a partir do Polo Norte com uma velocidade v0. R: 9. e que v = 0 quando r = ∞.

sem perda de contato.Dinâmica I .“Trabalho e Energia” 9. parte de A com velocidade inicial nula. O bloco de peso P = 2. Uma massa m é conectada ao extremo de uma mola não deformada de constante elástica k. R: 2mg/k 303 Dinâmica I . comprimindo a mola.22 N.114 m 304 . R: 0. Despreze o atrito para determinar a menor deformação da mola capaz de fazer o bloco percorrer o trilho ABCDE. Determine a máxima distância que cai o bloco antes que comece a mover-se para cima.“Trabalho e Energia” 8.

75 m/s 305 Dinâmica I . Determine a expressão para a velocidade vA na posição de apogeu A. Os raios de A e P são.“Trabalho e Energia” 10.Dinâmica I . respectivamente.“Trabalho e Energia” 11. rA e rP. Um satélite é colocado em uma órbita elíptica em torno da Terra e apresenta uma velocidade vP na posição de perigeu P. e considere que a diferença de altura entre o ponto mais baixo e o ponto mais alto igual a 27 m. Despreze a energia perdida por atrito. ⎛ 1 1 ⎞ 2 R: v0 = v P − 2 gR 2 ⎜ − ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ rP rA ⎠ 306 . Determine a velocidade v2 dos carros na parte mais alta dos trilhos. Note que a energia total permanece constante. Os carros da montanha-russa de um parque de diversões têm velocidade v1 = 90 Km/h na parte mais baixa dos trilhos. R: v2 = 9.

MSc. Introdução 2. Guimarães 307 Dinâmica I . Valtency F.Dinâmica I Dinâmica I Cinética de Partículas 1.Dinâmica I “Cinética de Partículas” culas Impulso e Quantidade de Movimento Prof. Impulso Linear e Quantidade de Movimento Linear 3.“Impulso e Quantidade de Movimento” Introdução . Conservação da Quantidade de Movimento Linear Exercícios resolvidos Atividades 308 . O princípio do Impulso-Quantidade de Movimento 4.

que facilitam muito a solução de alguns problemas nos quais as forças aplicadas agem durante períodos extremamente curtos (como em problemas de impacto) ou ao longo de intervalos de tempo especificados. 309 Dinâmica I .“Impulso e Quantidade de Movimento” 1 . Vimos que as variações de velocidade podem ser expressas diretamente em termos do trabalho realizado ou em termos das variações totais na energia.Introdução Vimos que as equações de trabalho e energia são obtidas pela integração da equação de movimento F = ma com relação ao deslocamento da partícula. Veremos agora a equação do movimento integrada com relação ao tempo em vez de ao deslocamento. onde a partícula é localizada pelo seu vetor posição r medido a partir da origem fixa O. A velocidade da partícula é v = dr/dt e é tangente à sua trajetória.Dinâmica I . Essa abordagem leva às equações de impulso e quantidade de movimento. 310 .“Impulso e Quantidade de Movimento” 2 . como mostrado pela linha tracejada na figura.Impulso Linear e Quantidade de Movimento Linear Considerando novamente o movimento curvilíneo genérico no espaço de uma partícula de massa m.

311 Dinâmica I .Dinâmica I .m/s. que é a direção da taxa de variação da velocidade. .s. que é também igual a N. Como se trata de uma equação vetorial. verifica-se que além da r r & igualdade de módulos de ∑ F e G a direção da força resultante coincide com a direção da taxa de variação da quantidade de movimento linear.“Impulso e Quantidade de Movimento” A resultante ∑F de todas as forças sobre m está na direção da sua aceleração a = dv/dt.v consistem em Kg. Pode-se escrever as três componentes escalares da equação como: r r & ∑F x & = Gx ∑F y & = Gy ∑F z & = Gz 312 Essas equações podem ser aplicadas independentemente uma das outras. Esta equação é uma das mais úteis e importantes relações na dinâmica.“Impulso e Quantidade de Movimento” A equação ∑ F = G estabelece que a resultante de todas as forças atuantes sobre uma partícula é igual à taxa de variação no tempo da quantidade de movimento linear. No SI as unidades da quantidade de movimento linear m. e é válida desde que a massa da partícula não esteja variando com o tempo. Pode-se escrever a equação de movimento básica r r r r d r & & para a partícula como: ∑ F = m v = ( m v ) ou ∑ F = G dt Onde o produto da massa e da velocidade é definido como a quantidade de movimento linear G = mv da partícula.

O princípio do Impulso-Quantidade de Movimento Até aqui. em termos da quantidade de movimento. Sob tais condições. As expressões escalares correspondentes às equações vetoriais314 são simplesmente o rearranjo dessas equações.“Impulso e Quantidade de Movimento” 3 .“Impulso e Quantidade de Movimento” Obs.: A integral do impulso é um vetor que. Dinâmica I .v2. O produto da força e do tempo é definido como o impulso linear da força. Multiplicando-se a equação por dt tem-se ∑F dt = dG. e a equação acima estabelece que o impulso linear total sobre m é igual à correspondente variação da quantidade de movimento linear 313 de m. As r r r r t componentes da equação ∫t ∑ F dt = G 2 − G1 = Δ G se tornam as equações escalares: 2 1 ∫ ∑ F dt = ( mv t2 t1 x x ) 2 − ( mv x )1 ) 2 − ( mv y )1 ) 2 − ( mv z )1 ∫ ∑ F dt = ( mv t1 y t2 y ∫ ∑ F dt = ( mv t2 t1 z z Essas três equações escalares de impulso-quantidade de movimento são completamente independentes. .Dinâmica I . apenas foi reescrita a segunda lei de Newton em uma forma alternativa.v1. em geral. pode envolver variações tanto no módulo quanto na direção durante o intervalo de tempo. Agora é possível descrever o efeito da resultante de forças ∑F sobre a quantidade de movimento linear da partícula ao longo de um período finito de tempo r r & simplesmente pela integração da equação ∑ F = G com relação ao tempo t. e a quantidade de movimento linear no instante t1 é G1 = m. será preciso expressar ∑F e G na forma de componentes e depois combinar as componentes integradas. que é integrado do instante t1 ao instante t2 para obter r r r r t2 ∫ ∑ F dt = G 2 − G1 = Δ G t1 Aqui a quantidade de movimento linear no instante t2 é G2 = m.

316 . o impulso linear sobre a partícula a é simétrico do impulso linear sobre a partícula b. e despreze a resistência do ar. diz-se que a quantidade de movimento linear de uma partícula é conservada. Se as forças de interação F e -F entre elas são as únicas forças desequilibradas atuando sobre as partículas durante o intervalo de tempo. Consideremos então o movimento de duas partículas a e b que interagem durante um intervalo de tempo. Calcule a média no tempo da força F total tangente à pista exercida sobre os pneus durante os 8 s.“Impulso e Quantidade de Movimento” 4 . e pode-se escrever: ΔG = 0 ou G1 = G2 315 Que é o princípio da conservação da quantidade de movimento linear! 2 1 Dinâmica I .“Impulso e Quantidade de Movimento” Exercício resolvido 1 O carro de 1500 Kg apresenta uma velocidade de 30 Km/h para cima em uma ladeira de inclinação 10 % quando o motorista aplica mais potência por 8 s. Nesse caso. Trate o carro como uma partícula. Desse modo. a partir da equação r r r r t F dt = G 2 − G1 = Δ G a variação na quantidade de movimento ΔG ∫t ∑ total para o sistema de duas partículas permanece constante durante o intervalo de tempo. é imediato perceber da expressão ∑ F = G que a quantidade de movimento G será constante. para levar o carro a uma velocidade de 60 Km/h.Dinâmica I .Conservação da Quantidade de Movimento Linear Se a força resultante sobre a partícula é nula durante um intervalo de r r & tempo.

A inclinação do plano pode ser calculada fazendo: tg θ = 1/10 → θ = 5.04 ² = 8. 2 (9 .81)k N. temos: ⎛ 60 30 ⎞ [ ∫ Σ Fx dt = Δ G x ] → F − 1500 ( 9 .2(9.71º Sabendo que somente as forças F e a componente Px do peso são responsáveis pela variação da quantidade de movimento do carro. y horizontal) sob a ação de seu peso e da força F que varia com o tempo.03 kN 317 Dinâmica I . F = 6 ² − 6 . 6 ⎠ F = 3030 N = 3.71 º.51 N 318 .Dinâmica I .segundos é dada pela expressão G = 3/2(t2 +3)j – 2/3(t³ – 4)k. 2 ( 9 .“Impulso e Quantidade de Movimento” Exercício resolvido 2 Uma partícula de 0.81) k + 3( 2 ) ˆ − 2 ( 2 )² k = 6 ˆ − 6 . 8 = 1500 ⎜ − ⎟ ⎝ 3. A quantidade de movimento linear da partícula em Newtons.2 Kg se move no plano y-z vertical (z para cima. 6 3.04 k ( N ) j j [ r r & F =G ˆ ] F − 0 .81) k = r Assim. a equação de força-quantidade de movimento se torna: d ⎡3 2 ˆ⎤ ˆ ( t ² + 3 ) ˆ − ( t ³ − 4 ) k ⎥ = 3 tˆ − 2 t ² k j j ⎢2 ∑ dt ⎣ 3 ⎦ r ˆ ˆ ˆ para t = 2s: F = 0 .“Impulso e Quantidade de Movimento” Exercício resolvido 1 O diagrama de corpo-livre representa as forças que agem no carro considerado uma partícula. Determine a força F e seu módulo para o instante em que t = 2s. Expressando o peso como um vetor é -0. Assim.81) sen 5. onde t é o tempo em segundo.

83 m / s tg θ = vy vx → tg θ = 13 . 299 ⇒ θ = 52 .050 ) v j j r v = 10 .33 ˆ ( m / s ) j a velocidade final e sua direção são dadas por: v= 2 2 vx + v y → v = (10 . 4 º 10 . e desde que não existem outras forças atuando sobre o sistema no plano do movimento. Assim: r ˆ [G1 = G2] 0 .33 )² = 16 . Se o bloco desliza sobre um plano liso com uma velocidade de 12 m/s na direção mostrada antes do impacto.“Impulso e Quantidade de Movimento” Exercício resolvido 3 Uma vez que a força de impacto é interna ao sistema composto pelo bloco e pela bala. 319 Dinâmica I . 26 )² + (13 .050 ( 600 ˆ ) + 4 (12 )(cos 30 º i + sen 30 º ˆ ) = ( 4 + 0 .33 = 1. 26 320 .“Impulso e Quantidade de Movimento” Exercício resolvido 3 Uma bala de 50 g.Dinâmica I . deslocando-se a 600 m/s. determine a velocidade v do bloco e da bala alojada imediatamente após o impacto. segue que a quantidade de movimento linear do sistema é conservada. 26 iˆ + 13 . atinge um bloco de 4 Kg centralmente e fica alojada dentro dele.

Dinâmica I - “Impulso e Quantidade de Movimento”

Atividades
1. A velocidade de uma partícula de 1,2 Kg é dada por v = 1,5 t³i + (2,4 – 3t²)j + 5k, onde v está em metros por segundos e o tempo t está em segundos. Determine a quantidade de movimento linear G da partícula e seu módulo G quando t = 2 s.
R: G = 14,4i – 11,52j + 6k Kg.m/s; G = 19,39 Kg.m/s

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Dinâmica I - “Impulso e Quantidade de Movimento”

2. Um projétil de 75 g se desloca a 600 m/s, atingindo e permanecendo alojado no bloco de 50 Kg que está inicialmente parado. Calcule a energia perdida durante o impacto. R: ΔE = 13,48 kJ

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Dinâmica I - “Impulso e Quantidade de Movimento”

3. Um vagão de carga com uma massa total m está se movendo ao longo de um trilho horizontal com velocidade v. Outro vagão de carga com uma massa total 2m se movendo com velocidade 2v alcança o primeiro vagão e é acoplado a ele. Determine a velocidade final com que os vagões se movimentam em função de v. R: (5/3)v

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Dinâmica I - “Impulso e Quantidade de Movimento”

4. Um carrinho de supermercado de massa m se movimenta com velocidade 5 m/s quando deixa-se cair sobre ele um saco de massa m/2. Qual será a nova velocidade do sistema?

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Dinâmica I - “Impulso e Quantidade de Movimento”

5. Um avião com propulsão a jato e massa de 10 t está voando horizontalmente com uma velocidade constante de 1000 Km/h sob a ação do empuxo do motor T e da força de resistência do ar R igual e oposta. O piloto aciona duas unidades motoras auxiliares, cada uma das quais desenvolvendo um empuxo para frente T0 de 8 kN por 9 s. Se a velocidade do avião em seu voo horizontal é de 1050 Km/h no final dos 9 s, calcule o aumento médio no tempo ΔR na resistência do ar. A massa do combustível usado é desprezível, comparada com aquela do avião. R: ΔR = 568 N

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Dinâmica I - “Impulso e Quantidade de Movimento”

6. O vagão de carga A, com uma massa total de 80 t, está se movendo ao longo de um trilho horizontal no parque de conexão a 3 Km/h. O vagão de carga B, com uma massa total de 60 t e se movendo a 5 Km/h, alcança o vagão A e é acoplado a ele. Determine a velocidade comum v dos dois vagões quando eles se movem juntos, após terem sido acoplados. R: v = 3,86 Km/h

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determine a velocidade de B. antes do choque.“Impulso e Quantidade de Movimento” 7.4 m/s para a esquerda.Dinâmica I . determine a perda de energia |ΔE| devido ao impacto. R: vB = 0.6 m/s 328 . A figura mostra as velocidades dos cursores A e B.“Impulso e Quantidade de Movimento” 8. Considerando a situação dos vagões de carga A e B da atividade anterior.29 kJ 327 Dinâmica I . R: ΔE = 5. Se após a colisão o cursor A tem velocidade de 5.

Um bloco de 9 Kg está se movendo para a direita com uma velocidade de 0.4 s.6 m/s sobre uma superfície horizontal quando uma força P é aplicada a ele no instante t = 0. Calcule a velocidade v do bloco quando t = 0.Dinâmica I .“Impulso e Quantidade de Movimento” 9.823 m/s 329 . O coeficiente de atrito dinâmico é μdin = 0.3. R: v = 1.