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Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho

Sector Hotelaria e Restauração
Dec. lei 168/97 e 167/97 de 4 julho

Filomena Sampaio

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As normas de Segurança, Higiene e Saúde aplicam-se a todos os ramos de actividade, independente do número de trabalhadores, pelo que todas as entidades devem ter organizados serviços de S H S T.

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todos os trabalhadores, sem distinção de idade, sexo, raça, cidadania, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, têm direito à prestação do trabalho em condições de higiene, segurança e saúde”
In Constituição

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Legislação

Dec.-Lei n.º 441/91, de 14.11

(alterado DL n.º 133/99 de 21.04) adapta a Directiva 89/391/CEE de 12.06

Dec.-Lei n.º 26/94, de 01/02

(alterado pelas L n.º 7/95 de 29.03 e 118/99 de11/08, republicado DL n.º 109/00 de 30.06) regime organizativo

Lei n.º 35/2004, de 29.07 Regulamentação do Código do Trabalho Capítulo específico XXII

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A Hotelaria e Restauração
São na globalidade um dos maiores empregadores a nível nacional e É UMA ACTIVIDADE que implica risco.

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Responsabilidade do empresário

 

Este é responsável pela segurança na sua empresa (dec lei 441/91 de 14 novembro alterado pelo 133/99 de 21 abril) Assegurar aos trabalhadores S H S Trabalho Assegurar a vigilância da saúde em função dos riscos Estabelecer medidas em primeiros socorros, de combate a incêndios e evacuação de trabalhadores e nomear responsáveis pela sua aplicação

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      

Mobilizar os meios necessários á prevenção técnica, +á formação e informação Cumprir os princípios gerais da prevenção(nº 2 artigo 6º da dir.89/391/CEE Evitar riscos Avaliar os que não podem ser evitados Combater os riscos na origem Adaptar o trabalho ao homem Organizar o trabalho Estabelecer prioridades Facultar formação
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Responsabilidade dos trabalhadores

 

Cumprir as prescrições de segurança h e saúde no trabalho em vigor(nº1 artigo 15 do DL441/91) Zelar pela implementação das medidas tanto individual como colectivamente Utilizar correctamente as máquinas aparelhos e equipamentos de protecção individual e colectiva Cooperar coma empresa Comunicar as avarias ou deficiências detectadas antes do perigo grave ou eminente Actuar prontamente segundo as normas de condução face ao perigo

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Acidentes de trabalho

Acidente de trabalho aquele que se verifica no local e no tempo de trabalho e que produz directa ou indirectamente lesão corporal, perturbação funcional ou doença de que resulte redução

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Incidente de trabalho

Ocorrência anormal que contém um evento perigosos ou indesejado, mas que não provoca danos físicos.

“A análise dos incidentes ou quase Acidentes é importante porque fornece informações importantes para a Prevenção de Acidentes futuros.”

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Acidentes de Trabalho
Dados DGEEP 2001
Saúde Educação Adm Publ Prest Serv Financeiras Transp. Aloj & Rest Comércio Const E. G. Água I. Transf. I. Ext Pesca Agr.,Caça

5213 1503 6695 10394 713 9767 8125 34067 56401 1214 92071 2948 1221 7195
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Alojamento & Restauração
Acidentes de Trabalho Mortais N/ mortais Total

6 8.119 8.125

DGEEP

2001
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Alojamento & Restauração
Acidentes de Trabalho n/mortais s/incapacidade c/incapacidade Total Perda total dias de trabalho Perda média dias/acidente
2001
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1.876 6.243 8.119 251.741 40,3

DGEEP

Causas principais
3000

2609
2500 2000 1500 1000

2297

2191
Mov c/ corpo Perda cont máquinas Quedas pessoas Ruturas Fugas/emissões Eléctricos

622
500

480 43

0

DGEEP 2001
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Natureza das lesões
4000 3500 3000 2500 2000 1500

3677

992
1000 500 0

788

642 527 68 29

Feridas Entorses C. c/l internas Queimaduras Fracturas Amp/Perda orgão Intoxicação

DGEEP 2001
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Localização das lesões
4000 3500 3000 2500 2000 1500 1000 500 0

3455
M superiores M inferiores Cabeça Tórax/ Org Int Costas/Coluna Múltiplas Pescoço

1790

481 468 457 187 154

DGEEP 2001
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Definição
Segurança Medidas destinadas ao controlo dos riscos no local de trabalho e ao processo produtivo
Conjunto de métodos e boas práticas na laboração destinadas a diminuir a exposição a agentes
Prevenção

de Acidentes de Trabalho

Higiene

Prevenção

Doenças Profissionais

das

Saúde

Controlo do bem estar físico Prevenção e mental dos trabalhadores Doenças/acidentes Qualidade de Vida Profissional
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Actividades segurança e higiene

 

    

Aconselhamento técnico na fase de projecto e execução de instalações, equipamentos e processo de trabalho Identificação e avaliação dos riscos Planeamento e elaboração do programa de prevenção dos riscos Informação e formação Colocação de sinalização de segurança Análise dos acidentes e doenças profissionais Recolha dos elementos estatísticos Coordenar auditorias/inspecções internas
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Segurança e Higiene
Dec-Lei n.º 26/94 Republicado Dec-Lei 109/200 Lei n.º 35/2004

Empregador ou Trabalhador designado

Serviços Internos

Serviços Interempresas

Serviços Externos

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Segurança e Higiene
1) Empregador ou Trabalhador designado
Máximo 10 trabalhadores Não seja Risco Elevado Formação adequada Permaneça na empresa

 


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Revogação

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Segurança e Higiene
2) Serviços Internos
 

Risco Elevado Exposição 30 trabalhadores Empresa c/ 400 trabalhadores num estabelecimento ou conjunto até 50 Km

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Segurança e Higiene
Dispensa Serviços Internos
 

Autorização do ISHST Respeita valores limite de exposição substâncias e outros factores de risco S/punições à legislação SHST Taxas de incidência e gravidade (2 anos)
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Revogação

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Segurança e Higiene
3) Serviço Interempresas

Conjunto de empresas ou estabelecimentos Acordo de constituição escrito modelo aprovado pelo ISHST

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Segurança e Higiene
4) Serviços Externos

Privados

Empresas prestadoras de SHST Técnicos e/ou Técnicos Superiores de SHT

  

Associativos Cooperativos Convencionados

O prestador de serviços externos, deve estar autorizado para o exercício da actividade, pelo ISHST
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Segurança e Higiene
Independente do tipo de organização, devem dispor

Obriga a ter estrutura interna


Assegurar primeiros socorros Combate a incêndios Evacuação de trabalhadores em perigo grave

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Objectivos Saúde no Trabalho

  

Verificar aptidão física e psíquica do trabalhador para o posto de trabalho Acompanhar repercussões a nível da saúde Analisar posto de trabalho e propor correcções aos factores de risco existentes – visitas periódicas aos locais de trabalho Prevenir e diagnosticar doenças profissionais Prevenir acidentes de trabalho Colaborar na formação/informação Colaborar na execução do relatório anual
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Médico do Trabalho
Exercício de Medicina Preventiva orientada para:
1. Proteger a saúde dos trabalhadores perante os riscos

2.
3. 4.

Adaptar o trabalho e seu ambiente à capacidade do trabalhador
Promover o bem estar físico, mental e social do trabalhador Minimizar as consequências de riscos, acidentes e doenças profissionais

(princípio da protecção e prevenção) (princípio de adaptabilidade) (princípio da promoção)

(princípio da atenuação)
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Médico do Trabalho
No exercício das suas actividades respeitar regras:
   

Especificidade dos riscos Confidencialidade dos resultados Respeitando a ética Com periodicidade estabelecida em função
dos riscos

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Vigilância da Saúde
Exames Saúde

Exames Admissão •Antes de início •Até 15 dias casos urgentes

Exames Periódicos •Anuais <18 anos >50 anos •2 em 2 anos

Exames Ocasionais •Alterações de trabalho •Regresso depois de 30 dias

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Saúde no Trabalho
Dec-Lei n.º 26/94 Republicado Dec-Lei 109/200 Lei n.º 35/2004

Serviço Nacional de Saúde

Serviços Internos

Serviços Interempresas

Serviços Externos

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Saúde
Serviço Nacional de Saúde
 

 

 

Trabalhador independente Trabalhador agrícola sazonal e a termo Aprendiz ao serviço de artesão Trabalhador do serviço doméstico Pesca campanha Empresa até 10 trabalhadores c/ SH asseguradas pelo empregador
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Filomena Sampaio

Elementos solicitados p/ A Saúde

Notificação do sistema adoptado para as actividades de SHST (mod 1360) Relatório anual das actividades SHST (mod 1714) Fichas de aptidão (segundo modelo Portaria 1031/2002)

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Recursos Humanos Seg.& Hig em S. Internos e Interempresas
Até 50 trabalhadores 1 Técnico

Estabelecimento Industrial

1técnico+1 técnico + de 50 trabalhadores superior por 1.500 ou fracção

Até 50 trabalhadores

1 Técnico

Restantes Estabelecimentos

1técnico+1 técnico + de 50 trabalhadores superior por 3.000 ou fracção

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Recursos Humanos em S. Externos

N.º médicos trabalho
1 2

N.º técnicos Superiores
2 4

Trabalhadores na Indústria
Até 1500 Até 3000

Trabalhadores no comércio e serviços
Até 3000 Até 6000

...

...

...

...

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Doenças Profissionais

“perturbação funcional ou doença produzida em consequência do trabalho e que ocasiona incapacidade para o trabalho ou morte”
1919 - OIT reconhece 1ª doença profissional  1936 – Portugal publica 1ª lista de DP  2001 – Portugal publica a última actualização das DP

CNPRP – Centro Nacional de Protecção Contra Riscos Profissionais

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Doenças Profissionais
1. Doenças provocadas por agentes químicos 2. Doenças do aparelho respiratório 3. Doenças cutâneas 4. Doenças provocadas por agentes físicos 5. Doenças infecciosas e parasitárias 6. Tumores 7. Manifestações alérgicas das mucosas
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Causas mais comuns de DP no sector

   

Esforços repetitivos Produtos tóxicos Poeiras Ruído

 Horário laboral

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Notificações de DP no Seixal
2001 2002 2003 2004 Conjuntivite Dermatite Surdez Pneumoconioses Tumores Asma Tendinites Ag Biológicos 22 2 153 Filomena Sampaio

2 3 34 1 1 2 106 -

6 3 32 1 4 75 -

4 6 1 1 166 1
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Classificação dos acidentes

Consequências
Forma Lesão Local da lesão

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Tipo de Acidentes

Cortes e feridas


 

Queimaduras
Contusões, entorses e luxações Distensões musculares, rupturas de ligamentos e lesões da coluna

Choques eléctricos

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Origem dos Riscos
1) Proveniente do meio envolvente ao posto de trabalho

     

Iluminação Ventilação Espaço físico Ruído Riscos térmicos Incêndio e explosão Máquinas e ferramentas Movimentação de cargas Riscos eléctricos

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Origem dos Riscos
2) Proveniente dos produtos manuseados
3) Provenientes da acção do trabalhador

Químicos Biológicos

 


Inexperiência/ignorância Desrespeito de regras Desatenção/distracção Fadiga

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Origem dos Riscos
4) Psicossociais

   

Organização do trabalho Turnos Tipo de Trabalho Stress Etc.

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Medidas de Prevenção
Risco Prevenção zelar pela boa conservação desobstruir as vias de circulação espaços devidamente iluminados pavimentos antiderrapantes e limpos suprimir desníveis ou sinalizá-los patamares e escadas protegidos a 0,90m proteger e prender cabos eléctricos
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Quedas

Medidas de Prevenção
Risco
Preferir

Prevenção
equipamentos homologados Verificar termostatos Utilizar utensílios adequados Evitar derrames e transbordos Colocar pegas em posição adequada Corrigir níveis em frio Utilizar protecções para utensílios quentes Limpar gorduras acumuladas em pegas Destapar de modo correcto tachos e panelas
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Queimaduras

Medidas de Prevenção
Risco
Proteger

Prevenção
partes cortantes de máquinas Eq. homologado, de acordo com indicação do fabricante e p/ pessoal indicado Preferir utensílios manuais c/ cabos antiderrapantes Proteger arestas cortantes Equipamentos individuais de protecção Eliminar utensílios danificados Arrumação correcta de utel. de corte
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Cortes

Medidas de Prevenção
Risco
Manutenção

Prevenção
da ie em bom estado Não utilizar material eléctrico com aparente defeito Não utilizar ligações múltiplas c/ sobrecarga Não tocar em componentes eléctricos com mãos húmidas, nem verter líquidos junto a estes Não efectuar a sua limpeza/manutenção sem os desligar Locais húmidos colocar tomadas estanques Sinalizar/remover eq avariados
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Eléctricos

Medidas de Prevenção
Risco
Manter

Prevenção
rótulos em bom estado Dispor de fichas toxicológicas Evitar contacto directo, utilizando equipamento individual no manuseamento preparação Havendo alternativa preferir produtos menos perigosos Seguir orientação do fornecedor Ventilação adequada no local de manuseamento Armazenamento adequado Não utilizar embalagens para outros fins
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Químicos

Medidas de Prevenção
Risco
Retirar

Prevenção
todo o material inflamável não estritamente necessário ao período de laboração e fora de fontes de calor Verificar periodicamente instalação de gás Verificar periodicamente equipamento de combate a incêndios Sinalizar equipamento de combate, saídas de emergência. Estas devidamente desobstruídas Instalar sistemas de detecção Manter limpos filtros de exaustores
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Incêndio e Explosão

Medidas de Prevenção
Risco
Levantar

Prevenção
correcta Sempre que possível utilizar meios auxiliares para transporte de cargas Solicitar ajuda para cargas mais pesadas Adequar a altura dos planos de trabalho à tarefa a executar Adequar o esforço à carga, executando mais deslocações Prever pausas curtas para maiores esforços ou posições não fisiológicas
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e

mover

cargas

de

forma

Ergonómicos

Medidas de Prevenção
Risco
Utilizar

Prevenção
sempre luvas de protecção na manipulação de resíduos Utilizar material descartável e produto desinfectante para limpeza de sangue e líquidos orgânicos Colocar em sacos separados e identificados roupa que apresente sangue e/ou líquidos corporais Efectuar higienização de pratos, copos, talheres e utensílios de cozinha Manutenção periódica de ar condicionado Desinfestações periódicas Não permitir entrada de animais Filomena Sampaio 51

Biológicos

QUESTÕES?

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