G1 – Dicas de Português – Sérgio Nogueira Dúvidas dos leitores

by snogueira.sn FUI ou FOMOS ao jogo eu e o meu filho? Rigorosamente, “FOMOS ao jogo eu e o meu filho”. O sujeito (=eu e o meu filho) é composto e corresponde a “nós” (=1ª pessoa do plural). Entretanto, quando o sujeito composto aparece posposto (=depois do verbo), é aceitável que se faça o que se chama concordância atrativa (=o verbo concorda com o núcleo do sujeito mais próximo). Isso significa que “FUI ao jogo eu e o meu filho” também é aceitável. Portanto, estão corretas as duas concordâncias: “PASSARÃO o céu e a terra” ou “PASSARÁ o céu e a terra”. Leitor pergunta: “Jornal de grande circulação de São Paulo publicou entrevista de exministro na qual teria dito: Quem conduziu…foi o PSDB e eu. Não seria … fomos o PSDB e eu?” Eu também prefiro a segunda opção: “…fomos nós (=o PSDB e eu)”. Mas isso não significa que o verbo no singular concordando somente com o PSDB esteja errado. É a tal concordância atrativa. Uso de estrangeirismos O uso de palavras estrangeiras na língua portuguesa não é assunto que possa ser tratado com tanta simplicidade como alguns imaginam. Meus leitores bem sabem que não sou um purista, do tipo que rejeita qualquer “estrangeirismo”. Entretanto, sou contra a invasão dos “modismos” e dos “exageros desnecessários”. Quanto a este assunto, eu me considero um moderado. Já expus o meu pensamento aqui, mas não custa repetir: 1o) Toda vez que surgir a necessidade de usarmos uma palavra ou expressão estrangeira, devemos buscar uma forma equivalente em português. Em vez de “beach soccer”, podemos usar futebol de areia. Por que “dar ostart” ou “startar”, se podemos iniciar ou começar? 2o) Se a tradução não “funciona”, devemos tentar o “aportuguesamento”: contêiner, estressado, futebol, blecaute, bufê… É lógico que sempre haverá casos discutíveis: correio eletrônico ou e-mail, xampu ou shampoo? 3o) Caso a tradução e o aportuguesamento “fracassem”, só nos resta aceitar o termo estrangeiro na sua forma original: software, marketing, impeachment, réveillon… Leitores desta coluna pedem espaço para expor suas ideias: “As companhias telefônicas mencionam na propaganda ligações de longa distância. Isso é tradução literal do inglês. No Brasil essas ligações são conhecidas como “interurbano”. Na televisão dizem que „nossas operadoras esperam sua ligação‟ quando o termo usual no Brasil é “telefonista”. Estamos perdendo nosso idioma.” Outro leitor nos escreve: “Algumas pessoas têm a mania idiota e colonizada de encher suas frases e discursos de termos e expressões em inglês (…) Costumam se justificar

dizendo que „em inglês fica mais conciso, preciso. Quando me dizem isso, peço logo para verterem para o inglês a frase Era uma vez um velhinho… Em português são 5 palavras e 23 caracteres (inclusive os espaços). Em inglês, Once upon a time there was a little old man… 10 palavras e 44 caracteres.” Concordo em parte com os leitores. Não há necessidade alguma de substituirmos as “velhas” telefonistas pelas “modernosas” operadoras. Também prefiro o tradicional interurbano, mas vamos botar um pouquinho de pimenta no assunto, para tornar a discussão mais gostosa: a expressão „ligação de longa distância‟ não estaria sendo usada num sentido mais genérico, para englobar o DDD e o DDI? Mais leitores se manifestam: “Pude constatar, em algumas páginas portuguesas na Internet, o uso de “páginas domésticas” em vez de“homepage”, confirmando assim a xenofobia que ocorre em Portugal…” “Foi uma surpresa ao me deparar com as traduções de nomes estrangeiros em Portugal. Já pude perceber há bastante tempo, desde meus primeiros dias de Internet. (…) “Grid de largada” lá é “Grelha de partida”. O piloto Mika Hakkinen nesceu em Helsínquia, na Finlândia. E que tal a tradução de “mouse” para “rato”, referindo-se a um dos principais acessórios de qualquer PC hoje em dia?” Para nós brasileiros, o problema torna-se maior quando o termo estrangeiro já está consagrado. A substituição fica muito difícil. Não acredito que “páginas domésticas”, “grelha de partida” e “rato” venham a ser usados no Brasil. “Os portugueses criticam duramente o fato de usarmos o termo “bonde” (de origem inglesa) para designarmos o que aqui se chama de um “eléctrico”. No entanto, usam calmamente termos tais como “tablier” (do francês) para designar o painel de automóvel, “mable” (do inglês) para designar um tipo de sofá, além das citadas “impeachment”, “shopping center”, “talk show”… Tudo isso prova que não devemos ser radicais. Podemos valorizar a língua portuguesa, mas sem xenofobia. Duro mesmo é caminhar no calçadão da praia de Ipanema no Rio de Janeiro, com toda aquela beleza que Deus lhe deu, e repentinamente encontrar um tal “Muscle Beach”. Será que uma “musculação na praia” não faria o mesmo sucesso? ShareEmailKeep unreadAdd tags Nov 16, 2011 7:35 AM

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by snogueira.sn OBRAS-PRIMAS ou OBRAS-PRIMA? O certo é OBRAS-PRIMAS. Se a palavra composta, com hífen, é constituída de um substantivo e um adjetivo (ou adjetivo + substantivo), os dois elementos vão para o plural: altas-rodas, altos-fornos, altos-relevos, amores-perfeitos, batatas-doces, boas-novas, boias-frias, cabeçaschatas, cachorros-quentes, dedos-duros, guardas-civis, matérias-primas, meias-luas, meios-fios, ovelhas-negras, peles-vermelhas, puros-sangues… OBRAS-PRIMAS e PROTAGONISTAS? Leitor quer saber se está correto o uso das palavras obras-primas e protagonistas? “Não são palavras que definem uma condição de exclusividade, ou o uso se modificou a ponto de designar as obras ou os personagens mais importantes?”

Vejamos o que está registrado em nossos dicionários: 1ª) Obra-prima: “obra primorosa, das primeiras no seu gênero, obra capital, a melhor obra de um autor, obra mestra” (Caldas Aulete); “obra que é das primeiras em seu gênero, a melhor obra de um autor” (Michaelis). O uso está realmente modificando o sentido original da palavra, ou seja, obra-prima deixa de ser a obra maior de um autor para tornar-se sinônimo de qualquer grande obra, de obras importantes. Isso não me agrada. Prefiro respeitar a origem da palavra. Rigorosamente, cada autor só tem uma obra-prima. 2ª) Protagonista: “pessoa que em uma peça teatral representa o principal papel” (Caldas Aulete); “principal personagem de uma peça dramática” (Michaelis). Originariamente, protagonista só havia um. A culpa da “pluralização dos protagonistas” só pode ser das modernas telenovelas. Que uma telenovela tenha mais de um protagonista, “dá pra engolir”. Entretanto, não esqueça que protagonista principal é redundante e protagonista secundário não existe. CURIOSIDADES Carta de leitor: “Recentemente escutando uma rádio, pude observar o locutor dizendo: „Nossos preços sãoterríveis para concorrência‟. Fiquei imaginando: 1. Os preços são tão ruins (altos) que são terríveis para a concorrência; 2. Os preços são terríveis para a concorrência, de tão baixos, assusta. Creio que o item 2 deva estar certo. Pelo menos, deve ser isso que o anunciante deve estar querendo passar. Mas não ficaria melhor dizer simplesmente que nossos preços são menores que o da concorrência.” É óbvio que a segunda interpretação é a que traduz a intenção do anunciante. Quanto à ambiguidade da frase, isso é frequente em linguagem publicitária. E é intencional. A linguagem de duplo sentido é uma das maneiras mais eficazes de atrair a atenção dos clientes. A ambiguidade é ruim em situações sérias. No famoso e triste episódio do Banco Marka, ouvimos alguém do Banco Central afirmar: “Conseguimos a melhor cotação do dólar”. Resta saber, melhor para quem? Voltando às curiosidades. Outro leitor acha estranha a história do exame médico. O paciente faz exame para saber se o tumor é maligno. Responde o médico: “Deu positivo”. Infelizmente o resultado do exame não é “positivo” para o paciente. Para ele, não é uma boa resposta. No caso, positivo significa que o tumor realmente é maligno. Outro leitor pergunta: “É comum ouvir-se a expressão aniversário de 6 meses de uma empresa, ou aniversário de 3 meses de namoro. O uso de aniversário para designar outros intervalos de tempo que não o anual é aceitável?” Nosso leitor internauta tem razão. Aniversário vem do latim anniversarius e significa o “que volta todos os anos, anual”. Portanto, “aniversário de 6 ou 3 meses” só se for no sentido metafórico. Rigorosamente é uma incoerência, a etimologia (=origem da palavra) está sendo desrespeitada. Isso me fez lembrar a sugestão de um amigo, encantado com o sucesso da última bienal do livro. Segundo ele, a bienal do livro deveria ocorrer todos os anos. A ideia é boa, mas a primeira providência será a troca do nome. Bienal é só de dois em dois anos. Outra curiosidade é a dúvida de uma leitora: “Ouvi de um personagem de novela: „Me inclua fora dessa‟. É correto? Pode haver inclusão na exclusão?”

É lógico que não. Mas, provavelmente, deve ter sido usado ironicamente. Deve ter sido uma brincadeira. A frase„Me inclua fora disso‟ já virou piada. É bom não levá-la a sério. E, para terminar, a “pérola” de um aluno: “Aquele cara tem o corpo todo malhado porque toma muito asteróide.” Sem comentários. DESMISTIFICAR ou DESMITIFICAR? DESMISTIFICAR = “desfazer uma mistificação ou impostura. Desmoralizar-se, desmascarar-se.” (Dicionário Ilustrado da Língua Portuguesa, elaborado por Antenor Nascentes) DESMITIFICAR = “desfazer a mitificação existente acerca de pessoa ou coisa.” (Dicionário Larousse) Os dois verbos estão registrados no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, entretanto o verbo DESMITIFICAR não aparece em muitos dicionários. A diferença prática, no meu modo de ver, é a seguinte: DESMISTIFICAR é “acabar com uma farsa”; DESMITIFICAR é “deixar de ser mito”. ShareEmailKeep unreadAdd tags Nov 9, 2011 7:45 AM

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by snogueira.sn Um ou uma telefonema? Telefonema é um substantivo masculino. Devemos, portanto, dar um telefonema. As palavras terminadas em “-ema”, geralmente de origem grega, são masculinas: o problema, o estratagema, o trema, o telefonema… Nem todas as palavras terminadas em “a” são femininas. Não esqueça que “a grama” é a relva e que “o grama” refere-se à massa (peso): mil gramas = um quilograma. Dê um telefonema para a mercearia e peça duzentos gramas de mortadela. A NÍVEL DE ou EM NÍVEL DE? Muitos leitores querem saber qual é a forma correta: “A nível de ou em nível de usuário de informática…”? É a “famosa” dúvida de nada com coisa alguma. Não há “níveis”. Ninguém está se referindo ao “nível” dos usuários de informática. Dependendo do restante da frase, poderíamos usar: “Como usuário de informática…” “Quanto ao usuário de informática…” “Em referência ao usuário de informática…” “Sendo usuário de informática…” Quando houver “níveis”, podemos usar a forma “EM NÍVEL”: “São problemas a serem resolvidos em nível federal.”

A expressão “a nível de” não passa de um modismo linguístico, totalmente desnecessário, principalmente por ser usado em situações em que não há “níveis”: “O problema só será resolvido a nível de reunião” (basta: “só será resolvido em reunião”); “O projeto ainda está a nível de discussão” (basta: “ainda está sendo discutido ou em fase de discussão”). NÃO-CONFORMIDADE ou NÃO CONFORMIDADE? Embora alguns autores contestem a tendência de usarmos o advérbio “não” no papel de prefixo, não podemos fechar os olhos à realidade. Antes do novo acordo ortográfico, a tendência era seguir as seguintes regras: 1) “Quando o „não„ funciona como autêntico prefixo, equivalente a „in-‟, liga-se ao substantivo mediante hífen. Portanto: o não-conformismo, o não-comparecimento, a não-intervenção, o não-pagamento, a não-quitação, a não-flexão. 2) Quando, porém, o „não„ antecede adjetivo não há hífen. Portanto: não descartável, não durável, não flexionado, não resolvido…” Assim sendo, o correto era NÃO-CONFORMIDADE com hífen, pois conformidade é substantivo. Essa polêmica toda acabou. O novo acordo ortográfico decretou o fim do hífen com o elemento “não”, seja advérbio de negação ou fazendo papel de prefixo. Devemos escrever sem hífen: organização não governamental, tratado de não agressão, diante do não pagamento, o relatório apresentou muitas não conformidades… DISPONIBILIZAR? “Afinal, disponibilizar virou verbo, ou não? Ou trata-se de mais um modismo que com o tempo acaba incorporando-se à língua, sem lembrarmos mais da origem?” A dúvida se devia ao fato de, embora muito usado, principalmente no meio empresarial, não haver registro do tal verbo em nossos dicionários. Não aparecia nem Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, publicado pela Academia Brasileira de Letras em 1998. O problema acabou. As novas edições de nossos dicionários e a última edição do VOLP registram finalmente o verbo DISPONIBILIZAR (= tornar disponível). MELHOR ou MAIS BEM? Leitora pergunta: “O certo não é usar, antes de particípio, mais bem e mais mal em vez de melhor e pior ?” Este caso é polêmico. Para alguns autores, o certo é “melhor distribuídos”; outros afirmam que o certo é “mais bem distribuídos”; e há ainda os que dizem que é um caso facultativo. Costumo não reduzir o caso a uma discussão de certo ou errado. Para agilizar o nosso trabalho, simplificamos o fato: diante de qualquer particípio, devemos usar “mais bem” ou “mais mal”. Como ninguém diria que “Ronaldinho é o jogador brasileiro melhor pago” ou que “o trabalho foi pior feito”, preferimos usar “mais bem” e “mais mal” diante de qualquer

particípio: “Ronaldinho é o jogador brasileiro mais bem pago”, “O trabalho foi mais mal feito”, “Ele está mais bem preparado”, “O corredor mais bem colocado”… Assim sendo, a nossa leitora tem razão em sua crítica. Devíamos ter escrito: “Negócios serão mais bemdistribuídos”. ShareEmailAdd tags Nov 2, 2011 7:49 AM

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by snogueira.sn O inferno É ou SÃO os outros? Rigorosamente, seria um caso facultativo: “Tudo é flores” ou “Tudo são flores”. A realidade, porém, tem nos ensinado que a preferência pelo plural é incontestável. Entre o singular e o plural, o verbo ser concorda no plural: “O inferno são os outros.” “O resultado da pesquisa são números assustadores.” “A prioridade do governo são os pobres.” “O maior problema do Rio de Janeiro são as chuvas.” “Estes dados são parte de um relatório confidencial.” Solicitamos um talão ou caderno de cheques? No Brasil, usamos talão de cheques. Talão de cheque pode ser também o cheque solitário, e não necessariamente o talonário. Um milhão de reais foi gasto ou foram gastos? As duas formas são aceitáveis. Prefiro a concordância com o especificador: “Um milhão de reais foram gastos neste investimento.” “Um milhão de vacinas foram retiradas do mercado.” “Um milhão de mulheres estão grávidas.” Autocuidado ou auto-cuidado? Segundo o novo acordo ortográfico, com o prefixo auto, só devemos usar hífen se a palavra seguinte começar por “h” ou por vogal igual: auto-hipnose, auto-observação… Com as demais letras, devemos escrever sem hífen ou, como se diz popularmente, “tudo junto”. Com as consoantes “r” e “s”, deveremos dobrar o “r” e o “s”: autorretrato, autosserviço… Com as outras vogais, não haverá mais hífen: autoajuda, autoestima, autoanálise, autoatendimento… Se a palavra seguinte começar com qualquer outra letra, devemos escrever sem hífen, como sempre foi: autobiografia, autocontrole, autocrítica, autodeterminação, autogestão, automedicação, automutilação, autopromoção…

como complemento verbal. disse me disse. pé de moleque. é briga na certa. O uso do pronome LHE Leitor nos escreve: “Como nordestino uso muitas vezes o pronome “lhe”. mas dá uma enorme dor de cabeça. deveríamos escrever “autocuidado”. sobe e desce… Assim sendo. ShareEmailAdd tags Oct 26.” b) Devíamos escrever com hífen quando a expressão “dia-a-dia” aparece substantivada (=cotidiano): “Os atletas falam do dia-a-dia na semana decisiva. por isso “eu não lhe obedeço”. Em caso de dúvida. copode-leite… Os demais compostos não terão hífen: dona de casa. Concordo. A pergunta campeã é … à domicílio ou a domicílio? .sn À DOMICÍLIO ou A DOMICÍLIO? Segundo o poeta Ferreira Gullar. Lá você vai encontrar a regência do verbo (=se pede preposição ou não). As questões polêmicas são muitas. por isso não poderíamos usar o pronome “lhe”. Pede objeto direto. Humilhar não humilha.” “Eu devo dizer-lhe a verdade. Quem obedece obedece “a” alguém.” Segundo o novo acordo. a regra era a seguinte: a) Devíamos escrever sem hífen quando “dia a dia” significa “diariamente” (=expressão adverbial): “Sua fama cresce dia a dia.Segundo a regra. porque o verbo amar é transitivo direto. 2011 8:44 AM Dúvidas dos leitores by snogueira. Dia a dia ou dia-a-dia? Antes do novo acordo ortográfico. com o sentido de “cotidiano”: “Isso tudo faz parte do dia a dia do carioca”. palavras compostas que apresentem elementos de conexão só terão hífen se forem nomes ligados à zoologia ou à botânica: joão-de-barro. vá ao dicionário. a crase não foi feita para humilhar ninguém. lua de mel. fim de semana. Obedecer é um verbo transitivo indireto. A forma “eu lhe amo” deve ser evitada na língua padrão.” “Eu lhe entreguei os documentos. pé de cabra. O problema é que não há registro da palavra no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa.” Quem decide se o objeto é direto ou indireto é o verbo. passo a passo. DIA A DIA não terá mais hífen quando usado como substantivo. Pergunto: quando usá-lo?” O pronome “lhe”. cara de pau. substitui os objetos indiretos: “Eu não lhe obedeço. Quando o assunto é crase.

É um caso de crase impossível. onde se lê em letras garrafais: “ENTREGAS EM DOMICÍLIO”. a jato. Embora a forma “entrega a domicílio” seja aceitável. Para provar isso. mas GRA-JA-Ú. Basta observar o que está escrito nas novas caminhonetes de uma grande rede de supermercados no Rio de Janeiro ou então na propaganda de outro enorme supermercado na Barra da Tijuca. Pacaembu. precisamos da preposição “a” + artigo definido feminino “a”. eu a-tra-í. Bangu. porque. por que devemos fazer a entrega “a domicílio”? Se fazemos qualquer entrega “em casa. É importante lembrar que. a pé. no escritório. Não esqueça que para ocorrer a crase. aliás… “e(s)” = jacaré. a álcool. mas I-TA-Ú… É importante lembrar que o novo acordo ortográfico aboliu o acento agudo somente nas palavras em que as vogais “i” e “u” tônicas formam hiato com um ditongo decrescente: feiúra > feiura (fei-u-ra). ba-ú. português… “o(s)” = paletó. eu in-flu-í. Posso até concordar com o fato de ela ser muito usada. urubu. não perca tempo: a serviço. prefiro que usemos “entrega em domicílio” e sugiro que esse tipo de dúvida não seja questão de provas e concursos. mas discordo daqueles que afirmam que “ninguém usa entrega em domicílio”. Alguns autores alegam que a expressão “entrega a domicílio” já está consagrada pelo uso. a prazo… A controvérsia que existe quanto à famosa expressão “entrega a domicílio” não é a crase. por uma razão muito simples: domicílio é um substantivo masculino. bauru e Pacaembu não tem acento agudo. CAJU x GRAJAÚ? Embora alguns insistam. O que se discute é a preposição. tenho dois bons exemplos. após. caju. seguidas ou não de “s”: “a(s)” = cajá. não há discussão. a tiros. eu dividi. se houvesse artigo definido. avô. I-ta-ú. Parati. antes de substantivos masculinos. seria o artigo “o”. Nova Iguaçu… Regra 2 – Acentuam-se as vogais “i” e “u” tônicas. no quarto do hotel”. I-CA-TU. através. bauru. baiúca > baiuca (bai-u-ca). pa-ís… A diferença. é o hiato: CA-JU. anis… “u(s)” = caju. “e” e “o”. Bocaiúva > Bocaiuva (bo-cai-u-va). I-ca-ra-í. Paraná. portanto. é impossível haver crase. você. Se toda entrega se faz “em” algum lugar.Quanto ao uso do acento grave indicativo da crase. urubu. formando hiato com a vogal anterior e formando sílaba sozinhas ou com “s”: Gra-ja-ú. devemos também fazer a entrega “em domicílio”. Bangu. eu sa-í. QUE NEM? . atrás. Regra 1 – Só acentuamos as palavras oxítonas (=sílaba tônica na última sílaba) terminadas em “a”. a 100 metros. Assim sendo. compôs… Não se acentuam as oxítonas terminadas em “i” ou “u”: “i(s)” = aqui.

Poderia ser classificada como uma conjunção subordinativa comparativa. portanto. seria correto também: reduzir o máximo. 2011 8:00 AM Dúvidas dos leitores by snogueira. Não se classifica. Não houve propriamente uma discordância quanto à minha preferência. ShareEmailAdd tags Oct 19. é um meio de aprendizado e consequente crescimento. ser evitada em textos mais formais. pulando e comemorando que nem um louco‟. mas sim uma sugestão. No caso de “a distância”. E nesse aspecto não poderia faltar a crase.sn A volta da polêmica crase O leitor assíduo desta coluna já deve ter percebido a paixão deste professor por temas polêmicos. Deveria. Em “a vista”. quando o brasileiro acha que sabe tudo de crase. a prova da ausência do artigo está no correspondente masculino “a prazo”. 1o) A expressão que nem é característica da linguagem coloquial brasileira. Para mim. reduzir ao mínimo. A explicação é a seguinte: se o governo quer reduzir suas despesas ao mínimo. Que nem está correto? É um advérbio de modo? Que nem = como?” Vamos por partes. como advérbio de modo. Se fosse uma distância definida. Muitos leitores me escreveram com valiosas observações. o brasileiro consegue finalmente entender o uso do acento indicativo da crase: fusão de duas vogais iguais (preposição “a” + outro “a”). portanto. O certo é … a vista ou à vista.Leitora nos escreve: “Li num anúncio: „Se você estiver…tome cuidado para não sair gritando. MINIMIZAR = reduzir ao máximo ou ao mínimo? Eu prefiro a lógica: em vez de „reduzir ao máximo‟. Aí. Depois de muito sofrer. a distância ou à distância? O grande mestre Napoleão Mendes de Almeida em suas “Questões Vernáculas” dizia não haver crase.” “Ela reduziu o volume do rádio o máximo possível.” Os leitores mais uma vez têm razão. . não há artigo definido. deve reduzir o máximo possível. Segundo ele. Eu realmente adoro enfrentar assuntos que provocam discussão. 2o) O caso não deve ser reduzido à discussão de certo ou errado. 3o) A expressão que nem é equivalente a conjunção comparativa como. haveria crase: “Estamos à distância de cinco metros”. O caso mais frequente de crase é a contração da preposição “a” com o artigo definido feminino “a(s)”. Em vez de “reduzir ao máximo”. Observe outro exemplo: “Ela reduziu o volume do rádio ao mínimo. ele se depara com alguns “probleminhas”. a ausência do artigo definido se deve à ideia de distância indeterminada.

no seu livro Ortografia. à toa. deve-se recomendar o uso do acento no a em locuções como as seguintes (adverbiais. afirma: “Desde tempos antigos da nossa língua se vêm usando com acento no a (ou com dois aa. mesmo que isso não agrade a todos. Quem está em mau estado é o nosso texto. à toda. No meio jornalístico. à revelia. à moda de. à fome. 2o) a pronúncia aberta do a. às vezes e tantas mais. à distância (de lugar). ou seja. (…) De quanto se expôs acima. à mão. à distância. à vela. se a Saúde não está em bom estado. nessas locuções. o que me resta é assumir uma posição que pode perfeitamente mudar. Somos criticados quando escrevemos“ensino à distância” no título e “a distância” no corpo da matéria. conjuntivas): à beça. tal como qualquer a resultante de crase – diferente do timbre fechado do a pronome. adotamos a crase. à vista…” Se os grandes mestres divergem. está o mestre Adriano da Gama Kury que. amanhã… MAU ou MAL? Leitor critica manchete jornalística: “Saúde em mal estado”. prepositivas. às avessas. com o intuito de simplificar e de facilitar o nosso trabalho. existem opiniões divergentes e não podemos reduzir a questão a uma simples discussão de certo ou errado. pois estou aberto a novas informações e a fortes argumentos. à deriva. às cegas.Por outro lado. é porque escreve mal. às vezes (de tempo). O leitor tem razão. às pressas. Em razão disso. Pontuação. Necessitamos de uma uniformidade de pensamento. às claras. à medida que. cumpre levar em conta estes dois fatores que aconselham a utilização do acento no a nas locuções com nomes femininos: 1o) o uso tradicional do acento pelos melhores escritores da nossa língua. à espada. Hoje eu penso assim. (…) Além disso. à pressa. à farta. à procura de. existem autores que defendem a crase. Não esqueça: MAU é o contrário de BOM. É inaceitável usarmos “à vista” na primeira página e “a vista” na página 3. à força. em Portugal. sugerimos o uso do acento grave para todos os adjuntos adverbiais femininos: à vista (de modo). O tema é polêmico. à mão (de instrumento)… Isso não significa que somos os donos da verdade e que estão errados todos aqueles que defendem o uso de “a vista” e “a distância”. De nada adianta afirmar que fulano diz “sim” e que cicrano diz “não”. MAL é o contrário de BEM. tais como à custa de. não posso responder “tanto faz”. DA ONDE ou DE ONDE? Leitora escreve: “Outra coisa que me irrita é ouvir alguém perguntar: Você é da onde?” . à proporção que. quando ainda não era generalizado o uso dos acentos) numerosas locuções adverbiais e prepositivas formadas de substantivos femininos. de um padrão. é porque está em mauestado. artigo ou preposição. Entre eles. Estamos escrevendo muito mal. Se você não escreve bem. Crase.

Então. tudo bem. para ficar bem claro. aos governadores e aos presidentes para os representar”. É melhor falar eu virei. Daí. devemos usar a forma DE ONDE.” ShareEmailAdd tags Oct 12. Eu irei fica melhor. Até aqui.vinha vindo. nós vamos estudar…tudo bem. aos senadores. Muitos confundem os parônimos (=palavras formalmente parecidas e com significados diferentes). aos prefeitos. e nunca mais diga “eu vou vim”. Estas expressões estão certas?” Na linguagem dos brasileiros. 2011 8:34 AM Dúvidas dos leitores by snogueira. em vez de eu vou vir. o uso excessivo do verbo ir empobrece o estilo e com alguns verbos fica no mínimo estranho. diga eu irei. Sempre que houver a ideia de procedência “de” algum lugar. Leitor reclama: “…sinto calafrios quando ouço ou leio coisas terríveis como o comercial de um curso de inglês em que a jovem pergunta: …e você não vai vir estudar…?” Outro leitor pergunta: “É costume no sul. preferem ele vai jogar. A forma “eu vou vim” simplesmente não existe.A irritação da leitora é justificável. O problema maior ocorre quando o verbo ir acompanha o próprio verbo ir ou o verbo vir. A forma eu vou ir parece redundante. a maioria diz eu vou falar. ele vai viajar. aos deputados. poderes que os eleitores conferem aos vereadores. a forma ele vai querer é muito melhor que o horroroso ele quererá. em vez de eu vou ir. É importante lembrar que a forma “eu vou vim” é inaceitável. Em determinadas situações. Na linguagem falada. eu também prefiro o uso do verbo ir como auxiliar. eu vou repetir: dizer eu vou sair. delegação. devemos falar: “Esta é a cidade de onde ele veio. está cada vez mais frequente o uso do verbo ir como auxiliar do futuro: em vez deeu falarei. “O mandato do Presidente da República é de quatro anos”. . fica melhor nós vamos propor. Portanto. ou então. em vez de ele jogará. por exemplo. A forma “da onde” simplesmente não existe. em vez de nós proporemos. “Querem cassar o mandato de três deputados federais”. inexplicável é o tal do “eu vou vim”.” “Quero saber de onde você vem. Entretanto. a) MANDATO significa “representação. MANDADO ou MANDATO? O leitor tem razão.sn “Eu acho que eu não vou vim não…” Alguns leitores desta coluna querem a minha opinião a respeito do uso do verbo ir como auxiliar na formação do futuro. E a forma eu vou vir parece absurda. principalmente entre os gaúchos. É a história do “eu vou ir”e do ridículo “eu vou vir”. diga eu virei. Agora. usar a expressão vou ir. Está totalmente errada.

sn Hoje é dia de “briga”. Fato semelhante ocorre com o verbo chegar.b) MANDADO é “o ato de mandar. portanto. 1a) A regência do verbo DESCULPAR . o verbo proceder. As formas “ele tinha chego” e “ele havia chego” são inaceitáveis. é: “Estamos impossibilitados de proceder ao pagamento da indenização relativa.” Isso significa que “tinha trago” e “havia trago” são formas inaceitáveis na língua padrão. Regência do verbo PROCEDER Segundo o dicionário Aurélio. executar. Portanto. 2011 8:56 AM Dúvidas dos leitores by snogueira. A forma chego só existe na primeira pessoa do singular do presente do indicativo: “Eu sempre chego antes da hora”. fazer. no sentido de “levar a efeito.” Veja a diferença: Eminente significa “ilustre. O certo. elevado. A forma “chego”. uma ordem judicial é um mandado: “mandado de prisão. é transitivo indireto. portanto. O certo é: ele tinha chegado ou ele havia chegado. mandado de segurança. São perguntas endereçadas a esta coluna cujas respostas certamente causarão alguma polêmica. mandado de busca e apreensão…” TRAGO ou TRAZIDO? Leitora quer saber: “Como se usa tinha trago/trazido ou havia trago/trazido?” A forma do particípio do verbo trazer é TRAZIDO. é dizer ele tinha trazido ou ele havia trazido. como particípio. realizar”. mas não trago. O certo.” O certo é: “Nessas ocasiões a clima fica tenso e as brigas são IMINENTES. ordem ou despacho escrito por autoridade judicial ou administrativa”. Iminente é “o que está prestes a acontecer”: “A chuva é iminente”. ShareEmailAdd tags Oct 5. A forma trago só existe como primeira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo trazer e do verbotragar: “Eu trago os meus documentos sempre comigo” e “Às vezes eu fumo um cigarrinho. haja vista…” Eminente ou Iminente? Leitor quer saber se está correta a frase: “Nessas ocasiões o clima fica tenso e as brigas são eminentes. não existe. “Há um perigo iminente de explosão”. sublime”: “Ele é um político eminente”.

O problema é o uso do verbo desculpar-se. como transitivo direto (=sem preposição). malhação e outros truques das celebridades para FICAR mais bonitas. relevar) quanto desculpar-se (pedir desculpas) regem “de”. Para alguns autores. tanto no sentido de “perdoar” quanto no de “pedir desculpas”. É. portanto. Entretanto. há muita divergência entre os estudiosos. é esta:Desculpem-nos da nossa falha. sobretudo da Rede Globo. Quando o correto é:Desculpem da nossa falha técnica. Nesse caso. “a frase que os homens da televisão devem dizer. após um problema técnico.” (=para que os alunos vissem o jogo. Os nossos dicionários comprovam isso: “Não sabia como desculpasse …os pecados do povo” (Caldas Aulete). dizem: Desculpem a nossa falha. em seu livro 1000 erros de Português. você pode “desculpar alguma coisa”. no livro Não erre mais. o certo não seria: Desculpem da falta de modéstia? Alguns locutores de noticiário. a regência clássica exigiria: “Desculpem-me da falta de modéstia” e “Desculpem-nos da nossa falha”.Leitor afirma: “Não concordo com a frase : Que tal? Desculpem a falta de modéstia. portanto. em textos formais. Não devemos. e há aqueles que exigem a concordância no plural.” Fim do 2o round.” A dúvida do nosso leitor é a mesma de muita gente boa. o infinitivo nunca se flexiona. outros afirmam que é um caso facultativo. . Assim sendo. pode ser usado como transitivo direto (=sem preposição).” Mais adiante afirma: “Desculpar-se (perdoar) „‟é transitivo direto e indireto e rege a preposição “a” (…) Nesse mesmo sentido pode ser construído como transitivo direto: O chefe não desculpava os erros de seus funcionários. uma atrasada assumida. e não por. 2a) Uso do INFINITIVO PESSOAL Carta de leitor: “A minha dúvida é sobre as seguintes construções: 1ª) Fama e Beleza Plástica.” “Os pacientes aguardam em média uma hora para serem atendidos. aguardam em média uma hora para SER atendidos.” (Michaelis). em textos informais. Segundo o mestre. Aprendi: quem desculpa. reduzir o caso a uma simples questão de certo ou errado. desculpa alguém de alguma coisa. na linguagem coloquial brasileira. mais um problema de adequação da linguagem: em textos formais.” Não há dúvida de que o verbo desculpar. A minha preferência é flexionar o infinitivo em três situações: 1a) Quando o sujeito plural vier expresso imediatamente antes do infinitivo: “Houve uma ordem para os alunos saírem. Portanto. há uma certa uniformidade entre nossos autores: desculpar-se “de” alguma coisa.” “O professor mandou os alunos saírem. também critica a tal frase.” O mesmo professor. defende mais uma vez a regência do verbo: “Tanto desculpar (absolver. você deve “desculpar-se de alguma coisa”. Quanto ao uso do infinitivo. 5ª edição. Já discutimos o assunto mais de uma vez. no sentido de “perdoar”.” 2a) Quando houver perigo de ambiguidade: “O professor liberou os alunos para verem o jogo. no sentido de “pedir desculpas”.” O professor Luiz Antônio Sacconi. e não somente o professor) 3a) Na voz passiva ou com verbos de ligação: “…e outros truques das celebridades para ficarem mais bonitas. não há dúvida de que a regência popular vem consagrando o verbodesculpar. Fim do 1º “round”. 2ª) Os pacientes da doutora Valéria. “Desculpou a inadvertência do funcionário.

Não é um “escape alternativo”. Prefiro: “Vem informar-lhe (OI) que…(OD)” ou “Vem informá-lo (OD) de que… (OI)”. Construir a frase com dois objetos indiretos é considerado erro: “Venho informar aos senhores associados (OI)das novas alterações estatutárias (OI). a frase “Ele vem informá-lo (de) que a reunião será às 10h” é aceitável.” Leitor quer saber se a construção “Vem informá-lo que…” estaria certa ou errada. realizar-se-ia. Assim. não posso considerar uma construção errada. e não aoescape. tornar-me-ei. Isso significa que as formas “manteria-se. Você pode informar alguma coisa (OD) a alguém (OI) ou informaralguém (OD) de alguma coisa (OI). poderemos usar o pronome em próclise (=antes do verbo): “A pressão se manteria…”. Fim do 3o round e da briga.” “Eu acredito (em) que ele volte.3a) Regência do verbo INFORMAR O verbo informar é transitivo direto e indireto. Portanto. Sem dúvida. a melhor construção é “Via PRINCIPAL de escape”. tornarei-me. 2011 8:38 AM Dúvidas dos leitores by snogueira. “Eu me tornarei…”.” “Tenho a certeza (de) que ele voltará.” Assim sendo. É uma questão de clareza. O adjetivo principal se refere à via. que fazer? Basta pôr o sujeito antes do verbo. sentará-se. Via de ESCAPE PRINCIPAL ou Via PRINCIPAL DE ESCAPE? Leitor quer saber qual é a forma correta.” Há duas opções corretas: 1a) “Venho informar aos senhores associados (OI) as novas alterações estatutárias (OD). Entretanto. pois muitos autores afirmam que o uso de preposições antes da conjunção integrante “que”não é obrigatório: “Eu preciso (de) que você me ajude. ShareEmailAdd tags Sep 28. “A reunião se realizaria…”. teríamos dois objetos diretos. . O mesmo ocorre em “Via ALTERNATIVA de escape”. sentar-se-á. e sim uma “via alternativa”. Se a ênclise (=manteria-se) está errada e a mesóclise (=manter-se-ia) está correta.” ou 2a) “Venho informar os senhores associados (OD) das novas alterações estatutárias (OI). mas ficaria inadequada num texto mais coloquial. realizaria-se” são inaceitáveis. podemos usar o pronome em mesóclise: manter-se-ia. “Ele se sentará…”. não é a melhor construção. Na frase “Vem informá-lo que…”. Não é uma questão de certo ou errado.sn MANTERIA-SE ou MANTER-SE-IA? Não existe ênclise (=pronome átono depois do verbo) quando o verbo está no futuro do presente do indicativo ou no futuro do pretérito. Quando o verbo está no futuro do indicativo.

” (antes de vírgula = caso não assine/ caso contrário). É frequente ouvirmos: “Acredito que ele vai ao jogo.” “Se fosse permitido. estamos voltando ao assunto.” “Eu acho que ele está de férias. O que eu posso dizer é que o uso do pretérito imperfeito do indicativo (=ia. 2o) Usaremos SENÃO em três situações: . Aqui no Brasil. Deveríamos.” “Eu acho que ele esteja de férias. cancelaremos o projeto. portanto. teje. se não apresentar uma boa justificativa. “Assine o contrato hoje. deveria). eu iria ao jogo.Isso tudo me fez lembrar a loja que vendia “roupas para homens de segunda mão”.” Pior que não usar o modo subjuntivo é usá-lo erradamente: “…que esteje de férias”. eu faria o trabalho. VERBOS O uso dos verbos sempre merece atenção especial. Hoje. é uma característica da nossa linguagem coloquial (=linguagem informal). dizer: “Se não chovesse. “…que ele seje convidado”. fosse) com o futuro do pretérito do indicativo (=iria.” (=Caso não haja dinheiro). devia). eu fazia o trabalho. 2a) A troca do futuro do pretérito pelo pretérito imperfeito do indicativo. faria. se não. “Ele será demitido. SENÃO ou SE NÃO? Atendendo a pedidos.” É importante lembrar que há uma correspondência entre o pretérito imperfeito do subjuntivo (=chovesse. perderemos o prazo. deveríamos usar o modo subjuntivo: “Acredito que ele vá ao jogo. era frequente no português arcaico e ainda é muito usado no português de Portugal. em substituição ao futuro do pretérito do indicativo (=iria. 1o) SE NÃO = se (conjunção condicional = caso) + não (advérbio de negação): “Se não houver dinheiro.” (=caso não apresente uma boa justificativa). temos duas observações a fazer: 1a) O abandono do modo subjuntivo. O nosso problema é sempre reduzir o caso à história do certo ou errado.” “Se fosse permitido. Sugiro que evitemos em textos formais. Observe: “Se não chovesse.” Como são duas suposições.” Leitora quer saber se uso do pretérito imperfeito do indicativo em vez do futuro do pretérito é correto na linguagem informal. eu ia ao jogo. Não esqueça que “coisas” do tipo esteje. faria). fazia. seje simplesmente não existem.

sn O uso do ponto e vírgula O ponto e vírgula indica uma pausa maior que a vírgula. no próximo ano. entretanto) e conclusivas (=portanto. havia um painel luminoso da CET-Rio.” 4a) para separar os itens de uma enumeração: “Deveremos tratar. porque as responsabilidades são gerais. promovido. “Não houve um senão em sua apresentação. verba necessária. não havia necessidade. pois separa duas orações) “Os empregados iriam todos. dos seguintes assuntos: a) b) c) d) cursos a serem oferecidos. logo. não dirija. falha: “Não era caso de expulsão.” (=Não houve falha alguma.a) b) c) SENÃO = mas sim. é a demissão de funcionários. não beba se beber.” (=mas sim de advertência). Vejamos as situações em que o seu emprego é mais frequente: 1a) para separar os membros de um período longo. somente: SENÃO = defeito. não dirija” . de ficar alguém no pátio. a outra. especialmente se um deles já estiver subdividido por vírgula: “Na linguagem escrita é o leitor.” (indica que a primeira pausa é maior.” 3a) para separar os itens de uma explicação: “A introdução dos computadores pode acarretar duas consequências: uma. porém. 2011 10:38 AM Dúvidas dos leitores by snogueira. se beber.” (=Somente os tambores eram ouvidos). objetivos a serem atingidos. de implicações sociais. nesta reunião. Se dirigir. metodologia de ensino e recursos audiovisuais. no Rio de Janeiro.” 2a) para separar orações coordenadas adversativas (=porém. senão de advertência. por conseguinte): “Ele trabalha muito. não foi. Lá estava a seguinte mensagem: “Se dirigir. porque a incidência de impostos é maior. naquelas. na fala. nenhum defeito). a nossos empregados. não beba. contudo.” “Nas sociedades anônimas ou limitadas existem problemas: nestas. “Não se ouviam senão os tambores. é a redução de custos. de natureza econômica. o ouvinte. por conseguinte. Em frente ao Hospital Pinel. ShareEmailAdd tags Sep 21. porém: SENÃO = apenas.

Entretanto. Na frase “Se dirigir. obedecidas as seguintes condições: 35 anos de contribuição. não beba”. o autor da frase acaba de perder três pontos na sua carteira de habilitação. anos de contribuição ou anos de idade. o ponto e vírgula após a palavra mulher teria a função de um “e”. se mulher ou 65 anos de idade.Certamente o hospital não tem culpa alguma. uma pausa maior que a vírgula: “Se dirigir. não beba. se mulher…” Se. não dirija. Primeiro. deveria ter substituído o ponto e vírgula pela conjunção alternativa “ou”: “…obedecida uma das seguintes condições: 35 anos de contribuição. o ponto e vírgula tem valor de “ou”. vamos lembrar a tal frase que está no artigo 201 da reforma da Previdência: “…é assegurada a aposentadoria no regime geral de Previdência Social. não dirija”. poderia usar o “amado” ponto e vírgula desde que fizesse uma nova redação: “…obedecidas as seguintes condições: 35 anos de contribuição e 65 anos de idade. mas pela pontuação da frase. Na verdade. se homem. A interpretação de que as exigências são cumulativas (=ideia aditiva) é a mais provável. se homem e 60 anos. por garantia. se mulher…” Segundo alguns juristas. por uma infração média contra a gramática. ou seja. Provavelmente alguém disse para o autor: “Olha. Se a intenção do autor do texto fosse realmente deixar clara a ideia de exigências não cumulativas. não serei eu o louco que vai considerar o mau uso do ponto e vírgula uma infração gravíssima. geralmente o ponto e vírgula tem valor aditivo (=e). Portanto. As exigências não seriam cumulativas. não beba. o autor. Louco ou bêbado estava quem escreveu a tal frase. a menos que isso prejudique os aposentados… Mais ponto e vírgula Alguns leitores insistem em perguntar a respeito do “ponto e vírgula da Previdência”. tornando as exigências cumulativas. se mulher…” ShareEmailAdd tags Sep 14. o que é inconcebível na redação de uma lei. em nome da clareza. tascou logo dois. O ponto e vírgula seria perfeito entre as duas ideias. se beber. se beber. apontando.” E o “letrado”. se homem e 30 anos. a ideia fosse de exigências cumulativas. pois se trata de uma oração subordinada adverbial condicional deslocada: “Se dirigir. 30 anos de contribuição e 60 anos de idade. Numa enumeração. Para outros. ao contrário. 2011 8:34 AM Dúvidas dos leitores . 65 anos de idade. Ora. tem um ponto e vírgula aí. se homem e 60 anos. O problema é a interpretação.” É essa uma das utilidades do ponto e vírgula: indicar uma pausa maior que a vírgula e não tão forte quanto o ponto-final. Depois que grandes escritores já confessaram que não têm segurança para usar o ponto e vírgula. se mulher. Não pela mensagem em si. o ponto e vírgula teria uma ideia de exclusão. o ponto e vírgula permite outras interpretações. faltou clareza ao texto. Dizer que o ponto e vírgula tem sempre o valor aditivo(=que é sempre igual a “e”) é no mínimo uma afirmativa perigosa. a frase está correta. onde encontramos o ponto e vírgula bastaria a vírgula. se homem e 30 anos. assim. está certo ou errado? Quanto ao uso do ponto e vírgula. nos termos da lei. Afinal.

Quem nasce nos Estados Unidos da América (USA=United State of America) pode ser estadunidense ou americano ou norte-americano. Afirmei aqui: “A seleção americana de basquete é a dos Estados Unidos. pois no meio jornalístico é comum haver uma espécie de padronização. Ninguém ficaria imaginando um senado da América. É importante. Paulista é quem nasce no estado de São Paulo. prefiro americano. Uma seleção norteamericana deveria incluir jogadores do Canadá e do México”. Entre essas duas. Eu entendo perfeitamente os argumentos dos meus leitores e agradeço a contribuição. Nunca fomos “estadunidenses”. seria aceitável. o verbo deve concordar . “norte-americano corresponde ao nosso sul-americano”. É uma questão de preferência. que fique bem claro: não estou afirmando que estadunidense ou norte-americano estejam errados.by snogueira. -ino…) para designar o lugar de nascimento. As duas formas mais usadas são americano e norte-americano. c) Campeonato americano (=só Estados Unidos). Isso é o que dizem vários dicionários. e não “pernambuquense”. -ense. Entretanto.sn AMERICANO ou NORTE-AMERICANO? Pelo visto. Você sabe por que quem nasce em Pernambuco é pernambucano. Não quero impor coisa alguma. b) Campeonato norte-americano (=só América do Norte). No entanto. Quando a partícula “se” é apassivadora. quando nos referimos a um campeonato. num contexto popular. e paulistano é quem nasce na cidade de São Paulo. Para mim. e não “cearano”? O que eu sei é que existem várias sufixos (-ano. ele critica a inadequação: o fato de uma professora ter cometido tal erro. só pode ser o dos Estados Unidos. Por que quem nasce no Ceará é cearense. Todos contestam a minha preferência por americano. porém. e não os Estados Unidos. Quem aqui nasce sempre foi brasileiro. Sei muito bem que americano também se refere à América inteira. há muitos leitores indignados. O adjetivo estadunidense na prática não funciona. -ista. Na verdade. b) Se falarmos em “continente americano”. ESCREVE-SE ou ESCREVEM-SE cartas? Leitor tem razão ao afirmar que esse tipo de erro de concordância é frequente e que. Estamos chamando de erro porque está em desacordo com o que diz a maioria dos nossos gramáticos. creio que não haveria confusão: a) Se falarmos em “senado americano”. devemos tomar certos cuidados: a) Campeonato sul-americano (=só América do Sul). Seria convenção? Foi o uso que consagrou? A República Federativa do Brasil já foi “Estados Unidos do Brasil”. tenho a certeza de que todos entenderiam a América. d) Campeonato pan-americano (=as três Américas). -eiro. apenas opinar.

entretanto. em algumas situações. “Alugam-se apartamentos” (=Apartamentos são alugados). A verdade é que recebi dezenas de mensagens querendo “notícias” do pronome relativo CUJO. Caro leitor. é que poucos falam desse modo. Se você quer evitar a polêmica. Todos entendem o sentido de uma frase em que apareça o pronome CUJO. O uso do verbo no singular está consagrado e muitos autores já registram tal concordância. Tenho um colega que costuma dizer que o pronome CUJO é um ser “semimorto”. A maioria diz que “Hoje é 26 de junho”. é essa a concordância que devemos seguir. pode concordar com o predicativo do sujeito. o verbo ser concorda no plural: “Estes dados são parte de um relatório confidencial. 2011 8:22 AM Dúvidas dos leitores by snogueira. há polêmica.com o sujeito passivo: “Escrevem-se cartas” (=Cartas são escritas). Entre o singular e o plural. Na minha opinião. A explicação para a concordância no singular seria a elipse da palavra DIA: “Hoje é (dia) 26 de junho”. deveríamos usar “Hoje são 26 de junho”. ShareEmailAdd tags Sep 7. basta dizer que “Hoje é dia 26 de junho”.” Portanto. “Consertam-se sapatos e bolsas” (=Sapatos e bolsas são consertados)… Em textos formais e em concursos. . Hoje É ou SÃO 26 de junho? Leitores querem saber qual é o certo. a concordância da frase: “O saldo do acidente foram duas vítimas” está correta. O que mais me incomoda nessa frase é a mania de tratar vítimas de acidente como “saldo”. A verdade. O saldo do acidente FOI ou FORAM duas vítimas? Leitor quer saber se o verbo não deveria estar no singular para concordar com o sujeito: “O saldo do acidente foi…” O verbo SER sempre merece cuidados especiais.sn O uso do pronome CUJO Muita gente quer saber onde está o dito “cujo”. só existe na língua escrita. e o predicativo (=duas vítimas) está no plural. não se assuste nem fique imaginando “coisas”. Da mesma forma que “são 16h”. mas ninguém se lembra dele na hora de falar. Alguns autores defendem a tese de que o verbo ser deva concordar com a expressão numérica. Segundo ele. No exemplo acima. Sempre devemos usar o verbo ser no singular: “Que dia é hoje?” Quanto à resposta.” “O resultado da pesquisa são números assustadores. não há discussão. Aí…não há discussão. o sujeito (=o saldo do acidente) está no singular. é um modismo de imenso mau gosto. pois. Um deles pergunta: “No caso a palavra hoje não é o sujeito da oração? O verbo não deveria concordar com o sujeito no singular: Hoje é 26 de junho? E na pergunta? O correto é que dia é hoje? Ou que dia são hoje?” Na pergunta.

” (CONFIAR EM = “Todos confiam NOS filhos do vizinho”) “Este é o vizinho A cujos filhos fizemos mil elogios.” “Ele foi proibido DE INTERVIR no caso. use o FUTURO DO SUBJUNTIVO: “SE o presidente INTERVIER no caso. ou seja. mas que dificilmente seria usada na fala coloquial. CUJOS FILHOS. CUJAS FILHAS“.” (O verbo GOSTAR é transitivo indireto = GOSTAR DE alguma coisa – “Ninguém gosta DO filho do vizinho”) “Este é o vizinho EM cujos filhos todos confiam. O pronome CUJO sempre concorda em gênero e número com o subsequente: “vizinho CUJAFILHA. eu respeito a sua opinião. no seu dia a dia. poderá haver protestos.” “Ele tomou esta decisão PARA INTERVIR no caso. responder concretamente às perguntas do leitores: 1o) Só podemos usar o pronome CUJO quando existe uma relação de “posse” entre o antecedente e o substantivo subsequente. é que todos ou quase todos entenderiam a frase. Observe a si mesmo e depois me diga se não é verdade. 3o) O pronome relativo CUJO deve vir antecedido de preposição. O “vizinho cujo filho” significa “o filho do vizinho (=o filho dele. use o INFINITIVO: “Ele foi obrigado A INTERVIR no caso. que “eu estava falando com o vizinho e que o Flamengo contratou o filho desse vizinho”. por exemplo. a presença do pronome CUJO caracteriza o uso formal da língua portuguesa.Isso se comprova na fala do brasileiro.” . o seu filho)”. 2o) Jamais usamos artigo definido entre o pronome CUJO e o substantivo subsequente. INTERVIR ou INTERVIER? Não devemos confundir o INFINITIVO dos verbos (=INTERVIR) com o FUTURO DO SUBJUNTIVO(=INTERVIER). uma frase do tipo “Estava falando com o vizinho CUJO filho foi contratado pelo Flamengo”? Acredito que todos entenderiam a frase. sempre que a regência dos termos da 2ªoração exigir: “Este é o vizinho DE cujo filho ninguém gosta.” (=”Não concordamos COM as ideias do prefeito”) “Este é o prefeito CONTRA cujas ideias sempre lutamos.” (=”Sempre lutamos CONTRA as ideias do prefeito”) Você está achando tudo muito estranho? Que o CUJO é muito feio? Tudo bem. Você falaria. DE. Falar “vizinho cujo ofilho” está errado. Na verdade. então. Vamos. Mas não esqueça: nem tudo que é feio ou estranho está errado. PARA…).” Quando o verbo vier antecedido das conjunções (=SE ou QUANDO) ou do pronome QUEM. Praticamente só é usado na linguagem escrita. O curioso. Use o seguinte “macete”: Quando o verbo vier antecedido de preposições (=A. entretanto.” (=”Fizemos mil elogios AOS filhos do vizinho”) “Este é o prefeito COM cujas ideias não concordamos.

vós VIRDES e eles VIREM. o problema será solucionado. falarei com ela. Dedicação à você e respeito ao Brasil…” Antes de “você”.” .” Basta: “…um casaco.” “QUEM não INTERVIER no caso será duramente criticado. uma gravata. ficarão surpresos. duas camisas etc. E aqui está o problema: VER é INFINITIVO.” Dedicação A ou À você? Leitor quer saber a minha opinião a respeito da crase na frase de uma antiga propaganda: “Casas XYZ. Portanto. ele VIR. jamais haverá crase. o certo é: “Quando eu VIR uma amiga. O leitor tem razão.” Leitor aponta um erro jornalístico: “O partido tem uma histórica dissidência de 20 votos. 2011 10:28 AM Dúvidas e questões etimológicas by snogueira. tu VIRES. Vamos.” Observe outros exemplos: “SE vocês VIREM a verdade. duas camisas e etc. uma gravata.“QUANDO o presidente INTERVIER no caso.sn O uso do ETC. que poderá se ampliar. duas camisas etc. O certo é “…SE o governador não INTERVIER nas discussões”. expressão latina que significa “e outras coisas”. QUANDO nos VIRMOS novamente. tirar algumas dúvidas: 1) Exatamente porque a expressão contém o “e”. nós VIRMOS. se o governador não intervir nas discussões”. Eu tenho respeito “a você”.” 2) Ainda por causa da presença do “e”. então. ShareEmailAdd tags Aug 31. uma gravata. sobretudo na bancada de Minas Gerais. alguns autores condenam o uso da vírgula antes do “etc”: “Comprei um casaco. O FUTURO do SUBJUNTIVO do verbo VER é: Quando eu VIR. Quando eu VIR ou VER? Leitor quer saber qual é a forma correta: “Quando eu VIR ou VER uma amiga. e as Casas XYZ prometem “dedicação a você”. pois não há artigo definido. O famoso “etc” é abreviatura de et caetera. falarei com ela. NÃO há necessidade de usarmos a conjunção “e” antes do “etc”: “Comprei um casaco.” A presença da conjunção subordinativa temporal QUANDO indica que devemos usar o verbo VER no FUTURO DO SUBJUNTIVO.” “Devolverei o documento.

um colega nosso defendia o uso da palavra MEDÍOCRE no sentido de “estar na média”. uma gravata. Agora. Não ocorre a crase por um motivo muito simples: não há artigo definido antes de sexta-feira. Um “desempenho medíocre” é um “desempenho abaixo da média. duas camisas etc…” Ou você usa “etc” ou RETICÊNCIAS. a vírgula: “Comprei um casaco. etc.” Isso significaria: “o presidente. . alguns supervisores e outras COISAS“. alguns supervisores etc. na minha opinião. usamos somente a preposição “de”. entendem que o “etc” é um elemento da numeração. Certa vez. “um desempenho medíocre” seria um “desempenho médio. porém. Então. “de terça a sexta”. Antes de tudo. os diretores. 3) Não há a necessidade de usarmos RETICÊNCIAS após o “etc”: “Comprei um casaco. duas camisas. “de segunda a domingo”… Curiosidades etimológicas Vamos analisar aqui mais algumas curiosidades semânticas. pois significa “e as demais coisas”: “Compareceram à reunião o presidente.” 5) Não devemos usar o “etc” para “pessoas”. que. dentro da média“. no Formulário Ortográfico. Se houvesse um artigo para definir o dia da semana. sempre aparece a vírgula antes do “etc”. devido à sua origem. estamos definindo qual é a segunda-feira e qual é a sexta-feira. uma gravata. você decide. no entanto. Só haverá crase quando definirmos os dias da semana. deveríamos usar “da” (preposição “de” + artigo “a”). não esqueça: “de segunda a quinta”. ou seja. Mereceria. “de quarta a sábado”. É importante observar. ridículo”. e sim se o uso da palavra está adequado ou não.” Nesse caso. Entretanto. a transformação das palavras. pois a palavra MEDÍOCRE apresenta uma carga negativa. Prova disso é que antes de segunda-feira.Outros. os diretores. Por exemplo: “O torneio vai da próxima segunda àsexta-feira. é sempre interessante observar. Discordo. De segunda À ou A sexta-feira? O certo é “de segunda a sexta-feira”. assim. por exemplo. geralmente a ideia é indefinida. Pior são os “enfáticos”: ” e etc……” 4) É “ridículo” usarmos o “etc” após um único elemento: “A violência urbana tem várias causas: a fome e etc. quero deixar claro que.” Estamos diante de um caso polêmico. não se trata de uma questão do tipo “está falando certo ou errado”. Embora seja um assunto polêmico. fraco. pejorativa.

Para ficar bem claro: . A sua raiz latina significa “medo. incentivar o desrespeito à etimologia. Além da significação etimológica. por isso DECAPITAR. Entretanto. Entretanto. “um dia formidável” seria um dia “terrível. deixar aqui um abraço CORDIAL. Também seria possível “reduzir o máximo possível”. é definido pelo uso cotidiano. Vem do latim. ou seja. Basta pensar sobre o assunto. Aproveitando o assunto. era caput. devemos estar atentos às transformações. por fim. Por falar nisso. Temos aqui um exemplo de palavra que perdeu o seu sentido original e hoje apresenta um significado quase oposto. Quem nasce em Niterói é niteroiense. mas vem do grego. curiosamente. Há um engano na sua pergunta. a ordem dos secretários é enxugar o quadro de pessoal e REDUZIR despesas de custeio ao MÁXIMO. pavor”. ShareEmailAdd tags Aug 24. Assim sendo. CAPUZ. e não “de cabeça”. Isso pode provocar ambiguidades (=duplo sentido) ou até o uso de palavras com significado oposto ao original. todos entendem. que faz um TRATANTE? 4) O seu RIVAL vive nas margens de que rio? 5) Você já viu algum FAMIGERADO de boa fama? Quero. CAPITAL. você sabia que um abraço CORDIAL é “um abraço DE CORAÇÃO”. em latim. “saber de coração”. Você não precisa responder. Daí o famoso “saber de cor“. pavoroso”. ao sentido original das palavras. CAPITÃO… E é bom lembrar que cardio de CARDIOLOGIA também significa coração. 1) Você está recebendo o seu SALÁRIO em sal? 2) A sua SECRETÁRIA é do tipo que guarda segredos? 3) Se o estudante é quem estuda. É mais uma daquelas expressões que se consagram no uso e que. Cabeça. eu prefiro a lógica: “REDUZIR AO MÍNIMO”. 2011 9:49 AM Dúvidas dos leitores by snogueira.” Leitor achou estranho e eu também. eu tenho cinco perguntinhas. Duvido que alguém desse essa interpretação. Fluminenses são todos aqueles que nascem no ESTADO do Rio de Janeiro. CARIOCA ou FLUMINENSE? Leitora de Niterói quer saber por que quem nasce na cidade do Rio de Janeiro é carioca e quem nasce em Niterói é fluminense. inclusive os cariocas. Hoje. O sentido das palavras e expressões. há aquela do dia a dia. É interessante lembrar o caso da palavra FORMIDÁVEL. “um dia FORMIDÁVEL” é um dia “maravilhoso”. com isso. terror.sn Reduzir ao MÁXIMO ou ao MÍNIMO? Leitor questiona frase de governador: “Em todo o Estado.Não quero. Tchau. muitas vezes. Só não sei se estou indo EM BOA HORA. sem dúvida. Estou indo EMBORA.

não há discussão: é SUBSÍDIO (=com um “s”). deixe o verbo no “singular”. Nosso leitor tem razão ao afirmar que “atualmente é comum atribuir-se o som de Z”. /subSSistência/ e /subZistência/. portanto. é uma forma invariável. Lei de inativo vai A ou À votação? . o infinitivo deveria ser usado no plural se o sujeito estivesse expresso antes do verbo: “Houve uma ordem para OS ANALISTAS RESOLVEREM o problema”. O certo é “…HAJA VISTA o problema ocorrido. ou seja. prefiro o uso do infinitivo no “singular”: “Os analistas estão aqui / para RESOLVER o problema. b) se a ênfase estiver no sujeito da ação.” (=sujeito oculto). ou seja.” HAJA VISTO só existe como forma verbal. Isso não significa que eu considere “errado” o uso do infinitivo no plural. Na minha opinião. não esteja expresso antes do verbo (=sujeito oculto ou posposto).CARIOCA é quem nasce na CIDADE do Rio de Janeiro (antigo Estado da Guanabara). SUBSÍDIO – A pronúncia é /SUBSSÍDIO/ ou /SUBZÍDIO/? Quanto à grafia. ponha o infinitivo no PLURAL: “Os analistas estão aqui para (eles) RESOLVEREM o problema”. “Deixai / VIR a mim as criancinhas. Pode ser comum. como alguns pensam: “…haja visto o problema ocorrido”. A diferença se deve muito à ênfase que autor queira dar à frase: a) se a ênfase estiver na ação. No caso de palavras como SUBSISTIR. concordar com a palavra seguinte. mas eu prefiro a pronúncia clássica: /subSSídio/. SUBSISTENTE e SUBSISTÊNCIA. O adjetivo FLUMINENSE vem do latim flumens (=rio). publicado pela Academia Brasileira de Letras) ensinam: /subSSídio/. equivalente a TENHA VISTO: “O caseiro poderá testemunhar a favor do deputado. /subSSistente/ e /subZistente/. HAJA VISTA ou HAJA VISTO? Leitor quer saber se está correta a frase “Estamos impossibilitados de proceder ao pagamento da indenização relativa. O mesmo se aplica a palavras como o verbo SUBSIDIAR e o substantivo SUBSIDIÁRIA. mesmo no plural. FLUMINENSE é quem nasce no ESTADO do Rio de Janeiro. por isso “água de rio” é “água FLUVIAL”. devemos pronunciar /subSSidiar/ e /subSSidiária/. HAJA VISTA a ocorrência de queda de raio…” HAJA VISTA é sempre HAJA VISTA. Não se flexiona. caso ele realmente haja visto (tenha visto) o encontro dos dois”. Os analistas estão aqui para RESOLVER ou RESOLVEREM o problema? O uso do infinitivo dos verbos é um tema muito polêmico. Caso o sujeito.” (=sujeito posposto). o VOLP já aceita as duas pronúncias: /subSSistir/ e /subZistir/. Quanto à pronúncia. Não precisa. os nossos dicionários e a última edição do VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa.

a verdadeira é a segunda. principalmente o verde e o vermelho. portanto. . JULHO = vem do latim Julius. É uma homenagem ao imperador romano Caius Julius Caesar. a alguns casos curiosos.R. é uma redução de FORROBODÓ (= festança). adoro o assunto. nobre inglês que amava jogar e comer. A palavra ABREUGRAFIA. não há artigo definido. portanto. que vendia sentenças favoráveis a quem pagava mais. Sua descoberta é fruto da observação de si mesmo. para registrar fotograficamente a imagem obtida na radioscopia. PINEL se tornou o nome de um hospital psiquiátrico no Rio de Janeiro e. químico e físico inglês. ShareEmailAdd tags Aug 17. A presença da preposição “a” é indiscutível: “se a lei VAI. Entretanto. A dúvida é se existe o artigo definido feminino “a” antes de VOTAÇÃO. é sinônimo de “louco. Para não abandonar a mesa de jogo. desequilibrado mental”. carne… PINEL = vem do sobrenome do médico Philippe Pinel. o conde levava seus “lanchinhos”. Além de ser a tese que encontramos no conceituado “Dicionário do folclore brasileiro” de Câmara Cascudo. é formada por ABREU (=sobrenome do médico) e GRAFIA (=raiz de origem grega que significa “escrita. SANDUÍCHE = vem do inglês Sandwich. Para alguns. LARÁPIO = vem da assinatura de um corrupto pretor romano L. Você sabia que alguns substantivos comuns vêm de antropônimos (=nomes de pessoa): ABREUGRAFIA = método inventado pelo cientista brasileiro Manuel de Abreu. queijo.A. maluco. adoidado. Michaelis. Isso significa que não ocorre crase: “Lei de inativo vai a votação” (=”Lei de inativo vai PARA votação). 2011 8:56 AM Curiosidades etimológicas by snogueira. É um assunto sempre interessante e ao mesmo tempo polêmico. vai a algum lugar”. Se a lei fosse a uma determinada VOTAÇÃO. provavelmente fatias de pão intercaladas com presunto. Vamos. que descobriu o problema visual: a incapacidade de distinguir cores. É usado no diagnóstico da tuberculose e de outras doenças pulmonares. vem de larapius e hoje é sinônimo de “ladrão”. Caldas Aulete… Apesar das discussões. é corruptela da expressão inglesa for all (= para todos). LARÁPIO. descrição”). O caso mais famoso é o da palavra FORRÓ.sn Curiosidades etimológicas Etimologia é o estudo da origem das palavras. então. no sentido genérico. O curioso é que o próprio cientista era daltônico. mais precisamente do conde de Sandwich. haveria o artigo definido: “A lei do inativo vai à votação da Comissão XYZ”. É frequente a versão sobre a origem de uma palavra ou de uma expressão ser desmentida ou contestada. DALTONISMO = vem do sobrenome de John Dalton. é o que está registrado nos dicionários Aurélio. Appius (Lucius Antonius Rufus Appius).Leitor quer saber se ocorre ou não o fenômeno da crase. entretanto. Embora a primeira versão faça mais sucesso em sala de aula. para a maioria. hoje.

é constituída de um substantivo e um adjetivo (ou adjetivo + substantivo). os dois elementos vão para o plural: altas-rodas. não precisam concordar. É importante lembrar que os advérbios são formas invariáveis. Não é a bola que é macia. É verbo impessoal (=sujeito inexistente). se CERVEJA é uma palavra feminina. e sim o modo como a bola rola. O pronome LHE substitui objetos indiretos. Para os objetos diretos devemos usar os pronomes: o. batatas-doces. o plural de AR-CONDICIONADO é ARES-CONDICIONADOS.O assunto é muito vasto e merece mais linhas. mas diante das numerosas cartas. O problema é que REDONDA não é a CERVEJA. matériasprimas. de uma forma adverbial. ou seja. 3a) VAI FAZER ou VÃO FAZER? A frase errada era: “Vão fazer dez anos que não lhe vejo”. deveria ser REDONDA. ShareEmailAdd tags . Segundo eles. Pede objeto direto. ou 2a) Compre dois CONDICIONADORES DE AR. Permanecem numa forma neutra. mas a propaganda está correta: a cerveja desce REDONDO. boias-frias. ninguém erraria. cabeças-chatas. puros-sangues… Assim sendo. Duvido que alguém falasse “Ela fala alta“. a. os. Em breve. guardas-noturnos. 2o) O verbo VER é transitivo direto. as. Assim sendo. DÚVIDAS DOS LEITORES 1a) Qual é o plural de AR-CONDICIONADO? Se a palavra composta. porque é o modo como ela fala. altosfornos. É advérbio. É o mesmo caso de “A bola rola MACIO nos gramados franceses”. Em “Ela fala ALTO”. ALTO é advérbio. geralmente correspondente à do masculino singular. quando se refere a tempo decorrido. ovelhas-negras. e sim o modo como a cerveja desce. deve ser usado sempre no singular. tenho duas sugestões: 1a) Compre dois APARELHOS de ar-condicionado. vamos voltar ao caso. portanto. Trata-se. Muitos leitores querem saber se a tal propaganda não está errada. Devemos dizer “FAZ dez anos” e “VAI FAZER dez anos”. A frase certa é: “VAI FAZER dez anos que não O vejo (ou que não A vejo)”. com hífen. por isso não concorda com a bola. Eram dois erros: 1o) O verbo FAZER. Se você não gostou. voltarei com outras curiosidades. sinto decepcionar os meus leitores. 2a) A cerveja desce REDONDO ou REDONDA? O assunto já foi abordado.

desarranjo. segundo eles. 7. Lá encontramos LISTAR como sinônimo “alistar. Conter-se. Abster-se. reunir. Eu próprio sempre fiz essa distinção. enumerar. Não comparecer às eleições. Privar. discórdia. porém. certamente preferiria: “…ABSTIVEMO-NOS de comentar a referida…” É um caso de abstenção (ABSTER-SE = privar-se. a diferença básica é a ideia de “privação do exercício de um direito ou de uma função” (=ABSTER) e a ideia de “separação. 2ª) VEMOS ou VIMOS ou VIEMOS? Leitor quer saber qual é a forma correta a ser usada numa carta comercial: “Em relação ao seu fax. que. não intervir). não resolver. 2. desordem. Praticar a abstinência. submeter. prefiro o verbo LISTAR. Entretanto. 4ª) Onde está o erro na frase “Isso se deve ao desconserto do mundo”? Não sei. DESCONSERTO = Falta de conserto. 6. Basta observar a 5a acepção do verbo ABSTRAIR. Afastar. desalinho… . A forma verbal VIEMOS é do verbo VIR (=pretérito perfeito do indicativo): “Ontem nós VIEMOS até aqui. VEMOS esclarecer ou VIMOS esclarecer…”? O certo é: “…VIMOS esclarecer…” (= 1ª pessoa plural do presente do indicativo do verbo VIR) A forma verbal VEMOS é do verbo VER (=presente do indicativo): “Só agora nós VEMOS o quanto estávamos enganados. b) presente do indicativo do verbo VIR: “Neste momento nós VIMOS esclarecer todas as suas dúvidas.sn 1ª) ABSTER ou ABSTRAIR? Vejamos o que diz o dicionário Michaelis: ABSTER – 1. Caldas Aulete. Não intervir. afastar-se). Esqueceram-se de consultar o velho e respeitável Caldas Aulete.”. 5. deter. Excluir. Conter. Privar-se do exercício de um direito ou de uma função. desarranjo. separar. Afastar-se. 5. 3. seria um caso no mínimo discutível. ABSTRAIR – 1. separar-se. desordem). Eu. 4. A forma verbal VIMOS pode ser: a) pretérito perfeito do indicativo do verbo VER: “Ontem nós VIMOS o jogo pela TV. Eu prefiro “Isso se deve ao DESCONCERTO do mundo” (=desarmonia. mas o problema é discutível: DESCONCERTO = Falta de concerto. 2. renunciar. os verbos ABSTER e ABSTRAIR poderiam ser sinônimos. Larousse) não apresentam essa 5a acepção. defeito.Aug 10. fazer lista”. Para fazer uma lista. Segundo o dicionário Michaelis. 2011 11:24 AM Dúvidas dos leitores by snogueira. Eles têm razão em parte. 3. desarmonia. 4. O verbo ALISTAR lembra alistamento militar.”. Segundo o dicionário Michaelis. mas não o encontramos. selecionar…” Leitores questionam o verbo LISTAR. Em geral. se podemos LISTAR. e não de abstração (ABSTRAIR-SE = separar-se. outros dicionários (de Antenor Nascentes. não está registrado na maioria dos nossos dicionários. Leitor quer saber se a frase “…abstraímo-nos de comentar a referida…” está correta. desordem. afastamento” (=ABSTRAIR).” 3ª) ELENCAR ou LISTAR? Eu mesmo já escrevi sobre o assunto: “Não vejo necessidade de elencar. desarranjo. Considerar um dos caracteres de um objeto separadamente.”. fazer abstração de.

Em sambas-enredo. a forma sambas-enredos não estaria errada. 2011 9:53 AM Dúvidas dos leitores by snogueira. aplicamos a regra que mandar pluralizar somente o primeiro substantivo quando o segundo substantivo exerce o papel de adjetivo: decretos-lei.” (=por agora. micosleões. Assim sendo. O ator até pode ser um verdadeiro CAVALHEIRO. quem anda a cavalo. só quer comemorar”? O leitor tem razão. aplicamos a regrinha que manda pluralizar o primeiro elemento quando houver uma preposição entre os dois elementos (com ou sem hífen): donas de casa. por segundo… Erro grosseiro. ShareEmailAdd tags Aug 3. pés de cabra. mortal. E de gosto no mínimo duvidoso é a história de considerar as duas vítimas o “saldo” de um acidente fatal. copos-de-leite… 3ª) ORA ou HORA? Está correta a frase “A Raquel…por HORA. por minuto. ou seja. só quer comemorar. Isso significa que fatal é o acidente. neste momento) Hora com “h” são 60 minutos: “Ele só andava a 100 quilômetros por hora”. caras de pau.sn 1ª) É aceitável o uso do adjetivo fatal na frase “O saldo do acidente foram duas vítimas fatais?” Segundo os nossos dicionários. O acidente é que causa a morte. fins de semana. e não as vítimas. peixes-boi. Parece que o autor achou pouco. Ela poderia comemorar por hora. Existe ou não? Claro que sim. Ninguém cria velhas palavras! 6ª) CAVALHEIRO ou CAVALEIRO? A frase em questão era: “Ator será um dos cavalheiros da corte do Rei Arthur”. Não devem ser parentes de quem escreveu! Mais triste ainda é quando escrevem “só duas vítimas” ou “pelo menos duas vítimas”. O certo é: “…por ORA. elementos-chave. também não há problema: somente o primeiro elemento vai para o plural: sambas-enredo e sambas de enredo. 5ª) Qual é o problema da frase “A criação de novas palavras é comum em qualquer língua”? Leitor pergunta: “Não temos aqui um caso de redundância?” Ele tem razão. Em sambas de enredo. “foi um acidente fatal com duas vítimas”. Pode significar também “o que causa a morte. a “mulher fatal”. letal”. As duas formas são aceitáveis. joões-de-barro. É aquela que leva o homem à ruína. homens-bomba. fatal é “o prescrito pelo fado. portanto. Portanto. É. Quanto ao adjetivo fatal. por fim. laranjas-lima. pores do sol. pelo destino”. o “inevitável”. sambasenredo… Nesse caso.Isso significa que DESCONSERTO e DESCONCERTO podem ser considerados sinônimos. E. é importante ainda lembrar o uso no sentido de “improrrogável” (=prazo fatal). mas certamente na referida peça ele será um CAVALEIRO. Quanto ao plural. . 2ª) SAMBA-ENREDO ou SAMBA DE ENREDO? Tanto faz. há quem aceite a pluralização dos dois elementos: decretos-leis. cães de guarda. bombas-relógio.

já faz um bom tempo que alguns jornais brasileiros não respeitam mais a distinção acima. porém. assim como a maioria dos brasileiros. É. como transitivo indireto ou direto. 2011 8:51 AM Dúvidas dos leitores by snogueira. à América. ShareEmailAdd tags Jul 27. que na prática não funciona. Uma seleção norteamericana deveria incluir jogadores do Canadá e do México. é que as formas AMERICANO ou NORTE-AMERICANO estão consagradas quando nos referimos aos Estados Unidos da América do Norte. preferem “Senado AMERICANO” a “Senado norte-americano”. um caso facultativo. “Visando AO impeachment”. A realidade. Entretanto. portanto. é a minha ignorância: não sabia que a comida baiana tem . e sim à América do Norte. pois AMERICANO também se refere a todo o continente. Quase ninguém usa. aspirar. Esse argumento é frágil. 6ª) AMERICANO ou NORTE-AMERICANO? Jornais portugueses.sn 1a) De 0 a 8 anos? A frase “Todas as crianças de zero a oito anos devem ser vacinadas no próximo domingo contra…” está correta? Embora seja uma frase perfeitamente compreensível. Só não esqueça que é uma palavra usada só no plural: “Minhas férias”. A seleção americana de basquete é a dos Estados Unidos.4ª) Ele está DE férias ou EM férias? Tanto faz. Ninguém diz que uma criança de oito meses tem 8/12 (oito doze avos) ano de idade. As duas formas são aceitáveis. Usufrua suas férias sem se preocupar com a preposição. Corresponderia ao nosso SUL-AMERICANO. No meu modo de ver. entretanto. não se refere aos Estados Unidos. Existem gramáticos e professores que defendem que o verbo VISAR é sempre transitivo direto. ter como objetivo) é transitivo indireto: “Visa AO cargo de presidente”. apontar) é transitivo direto: “Visa o cheque” e “Visa o alvo”. com o sentido de “almejar. eu também acho estranha essa história de uma criança ter zero ano. O Diário de Notícias comprova que o fenômeno já chegou a Portugal: “…no Senado americano visando O impeachment do Presidente Bill Clinton…” É importante lembrar que o mestre Celso Cunha. aspirar”. “Férias felizes”… 5ª) A regência do verbo VISAR: transitivo direto ou indireto? Sempre defendi a velha distinção: a) VISAR (= assinar. b) VISAR (= almejar. na sua tradicional gramática. Em razão disso. há quem prefira a forma ESTADUNIDENSE. Incrível! Eu sabia que já tivemos a festa dos 500 anos do Brasil. na verdade. O surpreendente. Lutar contra isso parece luta inglória. já aceitava o verbo VISAR. rubricar ou mirar. bastaria dizer: “Todas as crianças até oito anos de idade…” 2a) Tradição milenar? Leitor estranhou a frase “É a tradição milenar da comida baiana…” Eu também. O argumento seria que NORTE-AMERICANO.

mas que você prefere: “Isso é o FIM da picada ou o final da picada”? É bom não confundir com a picada final. Não há quem diga “fim feliz”. portanto. As duas ideias são possíveis: esclarecimentos necessários desde já (= presente) ou que venham a surgir (= futuro). “final do dia”… FINAL é adjetivo (opõe-se a INICIAL): partida final. uma queima de fogos que não seja ao ar livre vai causar alguns “probleminhas”! 4a) FIM ou FINAL? Leitor faz um alerta: “Um novo modismo invadiu a TV e os jornais.” Só discordo quanto ao “novo modismo”. Use NEM se houver ideia de EXCLUSÃO: “NEM o presidente estava lá”. “final de ano”. É questão de preferência. A “dica”é a seguinte: Use ATÉ se houver ideia de INCLUSÃO: “ATÉ o presidente estava lá”. 5a) ATÉ ou NEM? Leitor questiona o uso da palavra ATÉ na frase: “ATÉ mesmo os jornalistas credenciados não puderam entrar”. fim de jogo. qual é a forma verbal correta? Tanto faz. 6a) QUE SE FAÇAM ou FIZEREM? Na frase “Permanecemos à sua disposição para quaisquer esclarecimentos QUE SE FAÇAM ou QUE SE FIZEREM necessários”. que o assunto não deve ser tratado como a velha discussão do “certo ou errado”. As duas formas são corretas.” Graças a Deus que foi “ao ar livre”! Realmente. Isso significa. fim do dia… Substantivar um adjetivo não é erro. fim de ano. 2o) Não entendi esta história de “ouvir relâmpagos”. julgamento final. temos uma ideia de EXCLUSÃO. não podemos esquecer o famoso FINAL FELIZ. prazo final. Não há mais fim de semana e sim final de semana. Tenho um “leve palpite” que o . Eu prefiro usar o verbo no futuro do subjuntivo. A diferença é PRESENTE (= que se façam) ou FUTURO (= que se fizerem). Há muito que observamos essa mania não só de “final de semana” mas também de “final de jogo”. Concordo com o leitor. Ficaria melhor: “NEM mesmo os jornalistas credenciados puderam entrar”. 7a) Onde está o erro na frase “O céu escurece e se ouve os primeiros relâmpagos “? 1o) O verbo OUVIR deveria estar no plural para concordar com o sujeito plural (=os relâmpagos).uma “tradição de mais de mil anos”! Devemos tomar cuidado com os exageros. Por outro lado. 3a) Leitor quer saber minha opinião sobre a frase “Copacabana assistiu à maior queima de fogos ao ar livre do mundo. ATÉ é uma partícula de INCLUSÃO. juízo final… FIM é substantivo (opõe-se a INÍCIO): fim de semana. A partícula SE é apassivadora. Na frase acima.

pertencente a um único gênero (masculino ou feminino). o musicista/a musicista… 2a) As vendas aumentaram entre 18% e 20% ou de 18% a 20%? Prefiro a segunda opção. 4a) O uso do hífen com o prefixo SUB mudou com o novo acordo ortográfico? Com o prefixo SUB. fica claro que o aumento pode ter sido de 18% ou de 20%. subeditor. subgerente. suboficial. 2011 9:01 AM Dúvidas dos leitores by snogueira. a pessoa. subemprego. está faltando o acento indicative da crase? Nossos leitores têm razão. o apóstolo. devemos escrever “tudo junto”: subententido. sub-hepático ou subepático… 5a) Não se PODE ou PODEM fechar bibliotecas? .autor da frase queria dizer “ouvir trovões” ou “ver relâmpagos”. o indivíduo…” Faltou dizer: Temos também a opção de usarmos A MUSICISTA. pertence ao gênero masculino. subdelegado. parece que o aumento foi de 19% ou qualquer fração entre 18% e 20% (=sempre mais que 18% e menos que 20%). Guardadas as devidas proporções. subsecretário… Segundo o novo acordo ortográfico. Nesse caso. significa que ele foi o 4º colocado. Se a palavra seguinte começar por qualquer outra letra. só devemos usar o hífen quando a palavra seguinte começar por “b” ou “r”: sub-base. eu repondi: “O MÚSICO é um substantivo sobrecomum. subsequente.” A preposição “a” é exigência dos adjetivos IGUAL e SUPERIOR. vejamos um outro exemplo.sn 1a) Qual é o feminino de O MÚSICO? Na última Aula Extra. Tudo que é igual ou superior é igual ou superior “a” alguma coisa. podendo designar os dois sexos: a criança. mas pode designar tanto um homem quanto uma mulher.” ShareEmailAdd tags Jul 20. subitem. significa que o aumento foi de 18% ou 19% ou 20% ou qualquer fração entre 18% e 20%. o presidente/a presidente. Se outro corredor deseja chegar do 3º ao 5º lugar. “A previsão é de arrecadação igual ou superior a deste ano”. o artista/a artista. o jovem/a jovem. subchefe. O outro “a” é um pronome demonstrativo que substitui o substantivo ARRECADAÇÃO: “A previsão é de arrecadação igual ou superior a + a (=arrecadação) deste ano”. com o 4º ou com o 5º lugar. Se as vendas aumentaram entre 18% e 20%. Assim sendo: “O céu escurece e se OUVEM os primeiros TROVÕES” ou “…se VEEM os primeiros relâmpagos. o carrasco. Se um corredor chegar entre o 3º e o 5º colocado. a única novidade é o uso facultativo do hífen quando a palavra seguinte começa por H: sub-humano ou subumano. é porque ele fica satisfeito com o 3º. isto é. 3a) Há crase ou não? Na frase. sub-reino. a testemunha. Sobrecomum é um substantivo uniforme. Se as vendas aumentaram de 18% a 20%. Faltou o acento indicativo da crase: “…arrecadação igual ou superior à deste ano. que é um substantivo comum aos dois generos: o estudante/a estudante.

ShareEmailAdd tags Jul 13. para respeitar a correspondência dos tempos verbais: pretérito imperfeito do subjuntivo (= FOSSE) com o futuro do pretérito (= TERIA). Outro aspecto importante é o fato de ser um pronome de 3ª pessoa. em textos clássicos. O leitor tem alguma razão. ele levantou a cabeça e desculpou-se: “Eu estou um pouco fora de si”. eu IRIA ao jogo”. o pronome SI é usado como reflexivo (=a si mesmo). eu IA ao jogo”. (= Os estudos necessários não foram feitos). o verbo concorda no plural. inclusive. Observe outros exemplos: ALUGAM-SE apartamentos (= Apartamentos são alugados). DEVEM-SE evitar formas rebuscadas (= Formas rebuscadas devem ser evitadas). Ele acha que o correto seria o uso de TERIA (= futuro do pretérito) em vez de TINHA (= pretérito imperfeito do indicativo). eu lhe respondi: “Graças a Deus. Como o sujeito está no plural. CONSERTAM-SE bicicletas (= Bicicletas são consertadas). o juiz tinha indeferido”. Nosso leitor está certo. Ao me aproximar.sn 1ª) Eu voltei A SI ou A MIM? Leitor quer saber: “Pode-se dizer EU VOLTEI A SI? Para mim soa bastante errado (…) Evitei consultar gramáticas em Portugal. 2ª) Qual é a forma correta? a) b) c) Despedimo-nos ou Despedimos-nos? Elocubrações ou Elucubrações? Encapuzado ou Encapuçado? As formas corretas são: a) Despedimo-nos. de Luís de Camões. ele DEVERIA aceitar o caso. É muito comum ouvirmos: “Se não chovesse. A partícula “se” é apassivadora. 6a) TINHA ou TERIA? Leitor não gostou da frase: “Se não fosse favoravelmente. “Se ainda HOUVESSE tempo. isso é muito frequente e aparece. É o mesmo que dizer: BIBLIOTECAS NÃO PODEM SER FECHADAS. eu IRIA ao jogo”. . A concordância está correta. Não se FIZERAM os estudos necessários. Vou repetir uma historinha que eu já contei aqui. porque eles têm uma maneira muito diferente de lidar com este pronome”. hoje em dia. No português de Portugal. isso está virando realidade. Há vários exemplos em Os Lusíadas. Um aluno estava de cabeça baixa durante uma aula. Prontamente. BIBLIOTECAS exerce a função de sujeito. É um caso de voz passiva sintética.” O uso do pretérito imperfeito do indicativo em lugar do futuro do pretérito do indicativo não é um erro gramatical. É o mesmo caso de: “Se não CHOVESSE. 2011 9:37 AM Dúvidas dos leitores by snogueira. prefiro o uso do futuro do pretérito: “Se não chovesse. continue assim”. Embora não seja erro. No Brasil. No Brasil.Leitor estranhou o título de um artigo jornalístico: “NÃO SE PODEM FECHAR BIBLIOTECAS”. Aqui no Brasil: “Eu voltei a mim” (=1ª pessoa) e “Ele voltou a si” (=3ª pessoa).

Com hífen (=vai-se recuperar). o indivíduo… . É uma pronúncia tipicamente lusitana. defeito. Se você deseja respeitar a sintaxe clássica. mas pode designar tanto um homem quanto uma mulher. diante de uma situação que não deve ser reduzida a um simples caso de certo ou errado. Estamos. Em Portugal. a pessoa. pertence ao gênero masculino. Devemos tomar cuidado com a concordância: a) A forma EM ANEXO é invariável: “EM ANEXO. podendo designar os dois sexos: a criança. isto é. foi assaltado” (= ASSIM QUE saiu de casa) • substantivo (= doença. 6ª) Qual é o feminino de O MÚSICO? O MÚSICO é um substantivo sobrecomum. mais uma vez. o pronome “se” é pronunciado separadamente e com maior força. 5ª) VAI-SE RECUPERAR ou VAI SE RECUPERAR? A dúvida é se devemos ou não usar o hífen. b) Sem hífen. a testemunha. por isso a preferência pela ênclise. 3ª) MAU x MAL? a) MAU é o contrário de BOM: “Ele é um MAU profissional” (x BOM profissional) “O seu MAU humor é insuportável” (x BOM humor) “Este é o seu lado MAU” (x lado BOM) b) MAL é o contrário de BEM: “Ele fala muito MAL” (x fala muito BEM) “O texto foi MAL analisado” (x BEM analisado) “Ele está MAL-humorado” (x BEM-humorado) Pode ser também: • conjunção temporal (= logo que. Sobrecomum é um substantivo uniforme. os pronomes átonos têm verdadeiramente uma pronúncia fraca. quando): “MAL saiu de casa. É uma pronúncia tipicamente brasileira. Encapuzado. se você prefere uma sintaxe mais brasileira. sem hifen (=vai se recuperar). os pronomes átonos têm uma pronúncia mais “forte”. use o hífen: “VAI-SE recuperar”. o apóstolo. o carrasco. com o abono de muitos autores e gramáticos. o pronome “se” deve ser pronunciado “junto” com o primeiro verbo (=vai-se). temos a ênclise do verbo auxiliar. No Brasil. problema): “Possui um MAL incurável” “O seu MAL é falar demais” 4ª) ANEXO ou EM ANEXO? Tanto faz. segue o documento”. lusitana. temos uma próclise do verbo principal. portanto. As duas formas são possíveis: “O documento segue ANEXO” ou “EM ANEXO. daí a nossa preferência pela próclise. Isso significa que há uma diferença quanto à pronúncia: a) Com hífen. como se fosse uma única palavra. como se fosse “tônico” (= vai si recuperar). segue a nota fiscal” b) ANEXO deve concordar com o substantivo ao qual se refere: “A nota fiscal segue ANEXA” “Os formulários estão ANEXOS”.b) c) Elucubrações. pertencente a um único gênero (masculino ou feminino). assim que. use a próclise: “Vai SE recuperar”.

“O inimigo estava a distância”. peixes-boi. O numeral MIL não é masculino nem feminino. antes de responder a certas perguntas. 2011 8:55 AM Dúvidas dos leitores by snogueira. 2ª) SAMBAS-CANÇÃO ou SAMBAS-CANÇÕES? É tema polêmico.” “QUAL de vocês VAI fazer o trabalho?” “ALGUÉM dentre nós SERÁ o responsável pelo projeto. O certo é: “Nenhum dos candidatos FOI ELEITO”. cidades-satélites… Embora não possa negar que a tal regra não seja muito rígida. por acaso. caminhões-pipa. laranjas-lima. teremos um problema a enfrentar: alguns . blusas ROSA. Há mais exemplos: micos-leões. publicações do MEC a expressão “ensino à distância”. casacos VINHO… Em palavras compostas por dois substantivos. (…) Como leio nos jornais. por exemplo. Há muito que estava para escrever a respeito desse assunto. Observe outros exemplos: “UM dos presentes RESOLVERÁ o caso. Isso significa que os artigos. eu consulto a mais de dez gramáticas. Segundo a tradição gramatical. somente o primeiro elemento vai para o plural: carros-bomba. Hoje em dia. Basta dizer: “MIL pessoas compareceram ao evento”.” 4ª) À DISTÂNCIA ou A DISTÂNCIA? Carta de leitor: “Aprendi e durante muitos anos ensinei que não se usa crase diante da palavra DISTÂNCIA quando ela é indeterminada: „A tropa ficou a distância”. “DUAS mil ALUNAS…”. Observação importante: não se usa UM ou UMA antes de MIL.ShareEmailAdd tags Jul 6. registro de duas formas para o plural de DECRETO-LEI: decretos-lei e decretos-leis. O verbo deve concordar com o núcleo do sujeito (=nenhum): NENHUM foi eleito. revistas. prefiro respeitá-la: SAMBAS-CANÇÃO. todo substantivo no papel de adjetivo torna-se invariável: camisas LARANJA. fico a me perguntar se.sn 1ª) DOIS ou DUAS milhões de pessoas? Leitor apresenta uma dúvida de concordância: “Se o certo é DOIS MILHÕES DE PESSOAS. a de muitos. 3ª) Nenhum dos candidatos FOI ELEITO ou FORAM ELEITOS? Aqui não há polêmica. na verdade. elementos-chave… Entretanto. A concordância deve ser feita com o substantivo: “DOIS mil ALUNOS…”.” “NENHUM de nós dois PÔDE comparecer à reunião. Se a distância não estiver determinada. se o segundo exercer a função de adjetivo. só há uniformidade de pensamento se a distância estiver determinada: “Ficamos à distância de dois metros do palco”. eu estaria errado. os pronomes e os numerais que o antecedem devem concordar no MASCULINO: “ESTES DOIS milhões de pessoas…”.” Meu caro leitor. estaria errado UMA MIL PESSOAS?” A diferença é a seguinte: MILHÃO é palavra masculina. Quanto ao uso do acento indicativo da crase antes da palavra DISTÂNCIA. Encontramos. essa regra não é lá muito respeitada. a sua dúvida é. É outro caso polêmico.

à toa. Eu fico imaginando que curso superior ele deve ter feito para ter conseguido chegar a tão maravilhosa e surpreendente conclusão. é preciso que haja emprego”.Exa. E a nossa língua portuguesa acabou sendo atropelada.Sa que…” “Solicitamos a V. Eu defendo o uso do acento da crase por se tratar de uma locução feminina. Ele queria dizer que os documentos eram “supostamente ou possivelmente” falsos.Exa. . e a maioria consultada é favor da crase. 1o) Não há crase antes de pronomes de tratamento que podem designar tanto homem quanto mulher (VOSSA SENHORIA. EVENTUALMENTE não significa “possivelmente” ou “provavelmente”. às claras. que…” Não ocorre a crase porque não há artigo definido feminino “a” antes dos pronomes de tratamento. alguns políticos exageram um pouco. VOSSA EXCELÊNCIA. ShareEmailAdd tags Jun 29. à beça. Entra no mesmo caso de: à vista. Os pacotes econômicos e as contas caribenhas deixaram muita gente nervosa. Só temos a preposição “a”. Primeiro foi um ex-deputado que falou a respeito de uns “documentos eventualmente falsos”. “Um eventual problema” acontece de vez em quando. à mão. Sensacional também foi o desempenho linguístico de um dos nossos ex-ministros. à força. e não antes do pronome de tratamento. 2o) Na frase “Venho à presença de V. 2011 9:12 AM Dúvidas dos leitores by snogueira. VOSSA MAJESTADE. …”. o acento da crase é obrigatório. São situações diferentes que não podem ser confundidas e que devem ser analisadas separadamente. às vezes… Portanto. à vontade. POSSÍVEL = o que pode ser ou acontecer. Primeiro ele garantiu: “Tivemos que repriorizar as prioridades estabelecidas. “Um possível problema” é algo que pode tornar-se um problema. VOSSA SANTIDADE…): “Comunicamos a V. outros simplesmente “fogem” do assunto.sn 1ª) EVENTUAL ou POSSÍVEL? Ano após ano.autores afirmam que não ocorre a crase. 5ª) A CRASE e os PRONOMES DE TRATAMENTO Leitor quer exemplos de como usar o acento indicativo da crase com os pronomes de tratamento. Muita gente boa faz esta confusão: EVENTUAL = esporádico. o que acontece de vez em quando.” O jogo de palavras me fez lembrar um candidato a deputado federal por São Paulo que afirmava com toda a convicção do mundo: “Para resolver o problema do desemprego. ocasional. pois além da preposição (=vir “a”) temos também o artigo definido feminino (= “a” presença): “Venho à (=a+a) presença…” = “Venho ao encontro…” É importante observar que a crase ocorreu antes da palavra PRESENÇA. Será que tais documentos “de vez em quando são verdadeiros”? É lógico que não. prefiro “ensino à distância”.

ele nos dá uma conclusão tão tranquilizadora quanto original: “Nenhum projeto sofrerá solução de continuidade no próximo ano”. E o que é pior: não sofrerá cortes. 3ª) O verbo CONVERGIR . na frase “DEVEM SER coisas da globalização”. “DEVE HAVER algumas dúvidas”. DEVE SER coisas da globalização!‟. Na verdade diz. Portanto. mas quem entende não acredita. para que todos possam perceber a confusão que o nosso leitor está fazendo. ultrapassado e empolado. por exemplo). e o goleiro não defendesse. Ele DEVE falar. o plural está corretíssimo (=concorda com COISAS). com o verbo auxiliar (deve) seguindo o principal (ser). Que tal cortar a língua? 2ª) DEVEM SER e DEVE HAVER? Leitor quer saber: “Você escreveu o seguinte: „Ora. Este período está correto?” Eu reproduzi boa parte da carta. Veja a que ponto chegamos.“DEVEM SER treze horas”.“DEVEM SER coisas de…”. por exemplo. não diz nada. Numa locução verbal em que o verbo principal for impessoal (HAVER no sentido de “existir”.Parece aquele repórter que só fala o óbvio. Eles DEVEM falar. a mais brilhante das declarações: “Não tenho conhecimento. Para ficar bem claro: “DEVE SER coisa de…” . de que haja cortes no programa de mortalidade infantil”. quando o narrador lhe pede o detalhe do lance: “Se a bola fosse em direção do gol. E por fim. o verbo auxiliar fica obrigatoriamente no SINGULAR (=porque não há sujeito): “DEVE HAVER alunos espalhados pelo pátio da escola”. “DEVE SER uma hora da tarde” . Tu DEVES falar. “Ele DEVE SER o campeão” . No fim da sua fala. Eta chavãozinho desgraçado! Além de ser velho. era gol…” Cá entre nós. não deve ser fácil chegar a uma conclusão dessas! Mas voltemos ao nosso ex-ministro. o parágrafo não deveria ficar assim: „Ora. DEVEM SER coisas da globalização!‟ A minha dúvida é a seguinte: o verbo auxiliar DEVEM não deveria acompanhar o principal SER? Ou seja. O Brasil já tem até programa de mortalidade infantil. concordando em número? Será que o verbo auxiliar só acompanha o principal quando este for o verbo HAVER? „DEVE HAVER alunos espalhados pelo pátio da escola‟.“Eles DEVEM SER os campeões”. Como diria o Arnaldo César Coelho. Nós DEVEMOS falar. a regra é clara: “Numa locução verbal. o verbo auxiliar é o responsável pela concordância: Eu DEVO falar. Vós DEVEIS falar. Está tudo programado.

Se você quer saber alguma coisa. despir – eu dispo. por exemplo. ingerir – eu ingiro. É interessante lembrar que o uso do acento indicativo da crase é facultativo antes dos pronomes possessivos femininos: “Estou à sua disposição ou a sua disposição” (= ao seu dispor ou a seu dispor). Paralizo. medo do clarão que cega pra frente. o certo é “eu CONVIRJO”. Deve ser por isso que muita gente “paraliza” com “z”. inserir – eu insiro. Isso significa que. É que ainda não inventamos o “perguntário”. servir – eu sirvo. Quando nós QUESTIONAMOS alguma coisa. seguir – eu sigo. toda PARALISAÇÃO se escreve com “s”. mentir – eu minto. divertir – eu divirto. refletir – eu reflito. uma prestação de contas. pelo amor de Deus.Leitora quer saber como se conjuga o verbo CONVERGIR. estamos “pondo em dúvida”. ShareEmailAdd tags Jun 22. PERGUNTE. repetir – eu repito. divergir – eu divirjo. tudo bem. competir – eu compito. o deputado…” ou “O delegado foi . impelir – eu impilo.sn 1ª) Estou a disposição ou à disposição? O certo é: “Estou à disposição”. 2011 8:53 AM Dúvidas dos leitores by snogueira. sentir – eu sinto. Com muita frequência. 2ª) PARALIZAR ou PARALISAR? Leitor quer saber se está correta a frase “…com medo do escuro que cega pra trás. Se você quiser PARALISAR. a contratação de um jogador de futebol…” É interessante observar que a diferença só existe entre os verbos. encontramos nos nossos bons jornais frases do tipo: “PERGUNTADO a respeito do projeto. só a coisa poderia ser perguntada. 2o) Só a coisa pode ser PERGUNTADA. Para provar que há crase (preposição “a” + artigo definido feminino “a”). basta substituir a palavra feminina (=disposição) por uma masculina (=dispor): “Estou ao dispor” (ao = à). Mas. Quem PERGUNTA PERGUNTA alguma coisa (=objeto direto) a alguém (=objeto indireto). na voz passiva. discernir – eu discirno. para o verbo CONVERGIR. “QUESTIONAR o valor de um projeto. 3ª) PERGUNTADO ou QUESTIONADO? 1o) QUESTIONAR não é PERGUNTAR. ferir – eu firo.” O medo era tanto que a cegueira foi inevitável. vestir – eu visto… Portanto. Nós podemos. PARALISE sempre com “s”. Qual é a 1ª pessoa do singular do presente do indicativo? Existem muitos verbos da 3ª conjugação (=terminados em –IR) cuja irregularidade é trocar a vogal “e” pela vogal “i” na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo: aderir – eu adiro. Por maior que seja o medo. Um conjunto de PERGUNTAS forma um QUESTIONÁRIO.

Outra solução é substituir o verbo COMUNICAR pelo INFORMAR.PERGUNTADO a respeito do crime”. e eu as consider caitáveis na lingual padrão. Aqui temos duas frases em que o uso do verbo PERGUNTAR. O certo é: “O PREÇO dos pacotes FOI BASEADO…” 7ª) E a frase “E vamos também cancelar várias das permissões já concedidas para publicidade nas ruas DE MODO A QUE o trabalho de despoluir a cidade seja realmente eficaz” está correta? Nem pensar. Quem COMUNICA COMUNICA alguma coisa (=objeto direto) a alguém (=objeto indireto). Quem INFORMA INFORMA alguma coisa (=objeto direto) a alguém (=objeto indireto) ou INFORMA alguém (=objeto direto) de alguma coisa (=objeto indireto). Para o leitor que desconhece o significado. ShareEmailAdd tags Jun 15. São formas consagradas. “O presidente não FOI INFORMADO do incidente”. são consideradas “erradas”. 4ª) COMUNICADO ou INFORMADO? Alguns leitores querem saber se é correto dizer: “A polícia já foi COMUNICADA…” ou “O presidente não foi COMUNICADO…” O verbo COMUNICAR apresenta um problema igual ao do verbo PERGUNTAR: só a coisa deveria ser COMUNICADA. INVEROSSÍMIL é o que NÃO tem VEROSSIMILHANÇA (=semelhança com a verdade): IN (=não) + VERO (=verdade) + SÍMIL (=similar. portanto. O certo é: DE MODO QUE. A concordância está errada. Isso significa que temos duas opções: “A polícia FOI INFORMADA do crime”. Em resumo: 1o) “A validade do contrato foi QUESTIONADA” (=posta em dúvida). mas que. O mais adequado. é: “O crime FOI COMUNICADO à polícia” e “O incidente não FOI COMUNICADO ao presidente”. 5ª) INVEROSSÍMEL ou INVEROSSÍMIL? O certo é INVEROSSÍMIL. Isso significa que “ninguém deveria ser comunicado”. semelhante). É outro caso em que o uso consagrado vai contra a tradição. A realidade linguistica. 2011 10:05 AM . é inapropriado: nem o deputado nem o delegado poderiam ser “perguntados”. são formas perfeitamente aceitáveis. Na minha opinião. 6ª) Leitor quer saber se a concordância está correta na frase:”O preço dos pacotes acima FORAM BASEADOS por pessoa com uma estada mínima de 7 noites. 2o) “Foi PERGUNTADO ao deputado se ele seria o candidato a prefeito” (=a coisa foi PERGUNTADA ao deputado).” A crítica do nosso leitor é perfeita. Segundo a tradição. nos prova o contrário. em concursos. porém.

Tome cuidado para não confundir a preposição “até” com a partícula de inclusão (até = inclusive): “Até os diretores compareceram à reunião” (=inclusive os diretores). Não devemos usar “camisas laranjas”. 3a) HÁ ou A? Dois leitores têm a mesma dúvida: 1o) “A empresa X mantém HÁ ou A quatro anos contrato com o cliente Z” ? 2o) “Estamos trabalhando HÁ ou A 150 dias sem acidentes com afastamento” ? Nos dois casos. Na minha opinião. ficam invariáveis. prefiro a forma sem o acento da crase: “Até as 10h”. Também não devemos confundir LARANJA (substantivo exercendo a função de adjetivo = nome de fruta como cor) com AMARELO. “engarrafamentos MONSTRUOSOS”. Nosso leitor não tem razão. a palavra torna-se invariável (=não tem feminino nem plural): “venda MONSTRO” e “engarrafamentos MONSTRO”. mas casaco AMARELO”.Dúvidas dos leitores by snogueira. “Camisas LARANJA”. Não devemos confundir MONSTRO (=substantivo) com MONSTRUOSO (=adjetivo). O mesmo ocorre com o substantivo LARANJA (=fruta). A frase não está errada. neste caso o uso do acento da crase é facultativo. “Está aqui desde as 10h”. O mesmo ocorre com outras preposições: “Viajou para a Itália”.sn 1ª) Venda MONSTRA ou Venda MONSTRO? Leitor questiona propaganda que fala em “VENDA MONSTRO”. “Lutou contra a ditadura”. torna-se invariável: “Casaco LARANJA”. exercendo a função de adjetivo. mas camisas AMARELAS”. Quando exerce a função de adjetivo (LARANJA = cor). Que fique bem claro: Os adjetivos apresentam flexão de gênero e número. “Chegará só após as 10h”. MONSTRO é um substantivo no papel de adjetivo. porém. Os substantivos. Quando isso acontece. Eu. é normal o uso do acento da crase após a preposição “até”. Isso significa que o adjetivo deve concordar em gênero e número com o substantivo a que se refere: “venda MONSTRUOSA”. Após a partícula de inclusão pode ocorrer a crase: “O aluno se referia às colegas e até à amiga mais íntima”. e ninguém diria “casaco laranjo”. devemos usar HÁ: “…mantém HÁ quatro anos…” e “Estamos trabalhando HÁ 150 dias…” . a presença da preposição “até” torna desnecessário o uso da preposição “a”. 2a) Até as 10h ou Até às 10h? Para muitos autores. “Camisas LARANJA. Isso significa que temos apenas o artigo definido “as”. que é cor mesmo (=adjetivo): “Casaco LARANJA. Em Portugal.

ShareEmailAdd tags Jun 8. onde e quando. 2a) Caso a ideia seja de “tempo futuro”.” b) PORQUÊ = forma substantivada (com artigo “o” ou “um”): “Ela quer saber o PORQUÊ da sua demissão.” (=pelos quais) “Não sei POR QUE motivo o advogado não veio.” (=por qual) “Não sei POR QUE ele não veio.” c) POR QUÊ = no fim de frase (antes de pausa forte): “Parou POR QUÊ?” “Se ele mentiu. 2011 10:54 AM Dúvida dos leitores by snogueira.sn 1a) ENFEIANDO ou ENFEANDO? . depois ou subentendida: “Desconheço os motivos POR QUE a viagem foi adiada. “Voltaremos ao trabalho daqui A 150 dias”.” “O diretor quer um PORQUÊ para tudo isso. PELO QUAL. PELA QUAL… “Só eu sei as esquinas POR QUE passei. eu queria saber POR QUÊ.” (=por qual motivo).” (=pelas quais) “É um drama POR QUE muitos passam.” (=pelo qual) ● com a palavra MOTIVO antes. 4a) PORQUE ou POR QUE ou PORQUÊ ou POR QUÊ? a) PORQUE = conjunção causal ou explicativa: “O advogado não compareceu à reunião PORQUE está doente.” “Feche a porta PORQUE está ventando muito.” “Quero saber POR QUÊ. usamos o verbo HAVER ou o verbo FAZER (=”…FAZ quatro anos…” e “…FAZ 150 dias…”).” d) POR QUE ● em perguntas (diretas ou indiretas): “POR QUE parou?” “Gostaria de saber POR QUE você viajou. Observações: 1a) Os verbos HAVER e FAZER se referem a tempo PASSADO e devem ser usados somente no SINGULAR (=não têm sujeito). devemos usar a preposição “a”: “Assinaremos o contrato daqui A quatro dias”.” ● substituível por POR QUAL.Quando houver a ideia de tempo decorrido.

Leitor nosso está em dúvida quanto ao uso do verbo “enfeiar”. iDEIa. jamais ocorre o ditongo: eu passeei. eles enfeiem. eles freiam. eu freio. eles passeiem. tu freias. cear. não há o ditongo “ei” quando a sílaba tônica muda de posição: enfeAR. que nós enfeemos. que nós passeemos. eles passearam. eles passeiam. frear. eu enfeio. receOso. vós freais. reCEIo. Nosso leitor tem razão. O caso é o seguinte: o ditongo “ei” só ocorre quando a sílaba tônica cai sobre a vogal “e”: FEIo. pasSEIo. ele passeou. nós freamos. ele passeará. 1a) Ele ARREIA é do verbo ARREAR (=pôr os arreios): “Ele ARREIA o cavalo”. cá entre nós. b) presente do subjuntivo: que eu passeie. Observações: 1a) As 1a e 2a pessoas do plural não fazem ditongo: nós passeamos. ele freia. ele passeia. que nós freemos. As formas rizotônicas são: 1ª. eu passeava. O correto é ENFEAR e ENFEANDO. vós passeais. ele freie. ele enfeie. ele passeie. nós enfeamos. passeANdo. vós enfeais. FREIo. Mas. tu passeias. tu enfeias. eles freiem. reCREIo. ideoloGIa. que eu enfeie. que eu freie. 2a) Nos tempos do pretérito e do futuro. 2a) Ele ARRIA é do verbo ARRIAR (=abaixar): “Ele ARRIA a cortina”. freAda. E aqui está o problema: se você fica FEIO. eles passeariam. é porque estáenfeiando. eles enfeiam. coreAno… 2a) Verbos terminados em -EAR Todos os verbos terminados em “-ear” (passear. tu enfeies. passeando… 3a) ARREIA ou ARRIA? As duas formas são corretas. enfear…) fazem um ditongo “ei” nas formas rizotônicas (=sílaba tônica na raiz do verbo). . Quer saber se a frase a seguir está correta: “Mas também está enfeiando a cidade e derrubando a imagem de administrador-arquiteto que nosso prefeito queria manter”. Errou duas vezes: nem ENFEIAR nem ENFEIANDO. ideAL. CoREIa… Entretanto. enfeANdo. é um típico erro que muita gente boa não deve ter percebdo. tu freies. saborear. tu passeies. ele enfeia. o verbo é ENFEAR (=ficar feio). recrear. 2ª e 3ª pessoas do singular e a 3ª pessoa do plural dos tempos do presente: a) presente do indicativo: eu passeio. Para quem não sabe.

ata por mim assinada. observar que. leitor quer saber se o certo não seria: “…visa a atender…” Segundo a regência tradicional. 6ª) Qual é a forma correta? a) os óculos escuros ou o óculos escuro ? b) nada a ver ou nada haver ? c) a maestro ou a maestrina ? d) escrevi em baixo ou escrevi embaixo ? e) ata por mim assinada ou ata pôr mim assinada ? O certo é: a) b) c) d) e) os óculos escuros. O mesmo ocorre em : “Preciso de comprar…” ou “Preciso comprar…” 5a) VER ou VIR? Leitor quer saber se a frase “Se você o ver. a maestrina. se seguirmos rigorosamente a regência clássica. nada a ver. era transitivo indireto: “Sua campanha visava AO governo do estado”. Portanto.sn 1ª) INTERVIU ou INTERVEIO? . peça a ele que me ligue” está correta. é perfeitamente aceitável a omissão da preposição quando se trata de locução verbal. Hoje em dia. nós VIRMOS.o verbo VISAR. desejar. “visa atender” não é considerado um erro. eles VIREM.4a) VISA ATENDER ou VISA A ATENDER? Quanto à frase “…visa atender aos desejos dos alunos”. O certo é: “Se você o VIR…” O futuro do subjuntivo do verbo VER é: Quando ou se eu VIR. escrevi embaixo. ShareEmailAdd tags Jun 1. Nessa frase. atualmente. o verbo VER deveria estar no futuro do subjuntivo. tu VIRES. vós VIRDES. porém. devemos usar a preposição “a”: “…visa A atender aos desejos dos alunos”. no sentido de “almejar. É importante. aspirar”. a maioria dos estudiosos considera caso de regência facultativa: transitive direto ou indireto. porém. ele VIR. Portanto. 2011 9:12 AM Dúvidas dos leitores by snogueira.

Pior ainda é caso do “eu vou vim”. 3ª) IRIAM IR ou IRIAM? Estava escrito num bom jornal: “Inicialmente. Não é a bola que é rápida. Na verdade ele queria dizer “eu vou vir”. Eu também. provir…) seguem o verbo VIR: Eu venho > eu intervenho. Quando eu vir > quando eu revir. previsse. É muito mais simples dizer: eu IREI e eu VIREI. Devemos dizer que “a bola deve chegar RÁPIDO ao ataque”. antevisse. provenho. Não devemos esquecer que os advérbios são invariáveis (=não se flexionam). previ. Ele veio > ele INTERVEIO. 4a) COMEÇEI ou COMECEI? Leitora apaixonada pela Língua Portuguesa demonstra toda a sua indignação por causa de um começei (com cedilha) que ela encontrou num texto jornalístico. Quando eu vier > quando eu intervier. Leitor achou a frase muito estranha. Trata-se. O verbo INTERVIR é derivado de VIR. proviesse. Ele viu > ele reviu. Se eu visse > se eu revisse. Está errado. previu. Eu vi > eu revi. Se ele VEIO. portanto. O Governo INTERVIU. antevi. antever…) seguem o verbo VER: Eu vejo > eu revejo. Não sei por que complicar. Bastaria dizer que “os dois programas IRIAM ao ar depois da novela das oito”. antevejo. anteviu. antevir. 2ª) RÁPIDO ou RÁPIDA? Leitor quer saber se a frase “A bola tem que chegar rápida ao ataque” está certa. Eu vim > eu intervim. é dose! Ou você vai ou você vem. os dois programas iriam ir ao ar depois da novela das oito”. Isso tudo significa que a concordância está errada. expulsaram os jesuítas e tentaram organizar um governo local. Os verbos derivados de VIR (=intervir. . Se eu viesse > se eu interviesse. Aí. A Companhia acabou…” O leitor tem razão. Melhor ainda: “a bola deve chegar RAPIDAMENTE ao ataque”. proveio. prever. prevejo. ele INTERVEIO. Esse caso me fez lembrar a mania que alguns têm em usar “eu vou ir”. provier. A forma verbal interviu não existe. Vamos recordar a regrinha: Os verbos derivados de VER (=rever.Estava escrito numa campanha publicitária: “…os proprietários invadiram a Companhia. de um advérbio de modo. provim. previr. RAPIDAMENTE é o modo como a bola deve chegar ao ataque.

” O problema da frase é que havia dois objetos indiretos: “O professor avisou AOS alunos (=objeto indireto) DE QUE já era tarde (=outro objeto indireto). Observe outro exemplo: “Não esqueçam que a festa será no próximo dia 25″ ou “Não se esqueçam de que a festa será no próximo dia 25″. COMEÇO. mas quem SE ESQUECE se esquece “DE alguma coisa”. IGUAÇU. duas opções: “Eu esqueci a caneta” ou “Eu me esqueci da caneta”. “o” e “u”: COMEÇAR. AÇAÍ. Ou você tira a preposição “a”: “…avisou OS alunos (=objeto direto) DE QUE já era tarde (=objeto indireto)”. Há duas opções: 1a) AVISAR alguma coisa a alguém: “O professor avisou AOS alunos QUE já era tarde. ESQUECER é transitivo direto.sn 1ª) JUNTO ou JUNTOS? A palavra JUNTO só apresenta flexão (feminino ou plural) quando é adjetivo. Devemos ter cuidado com a regência: Quem ESQUECE esquece “alguma coisa”. eu COMECEI… 5a) ESQUECER ou ESQUECER-SE? As duas formas são corretas. Observe alguns exemplos: “As duas velhinhas moram JUNTAS. portanto. 6a) AVISOU QUE ou AVISOU DE QUE? A frase que gerou a dúvida é: “O professor avisou aos alunos de que já era tarde”. ou você tira a preposição “de”: “…avisou AOS alunos (=objeto indireto) QUE já era tarde (=objeto direto)”. Nós temos. mas que eu COMECE. não existe palavra alguma em que o “ç” apareça antes das vogais “i” e “e”.” . mas que você ESBOCE… COMEÇAR. mas o ALCANCE. ALMOÇO. AÇÚCAR… Observe algumas curiosidades: ALCANÇAR. O verbo AVISAR é transitivo direto e indireto.” Ou 2a) AVISAR alguém DE alguma coisa: “O professor avisou OS alunos DE QUE já era tarde. ESQUECER-SE é transitivo indireto. ShareEmailAdd tags May 25.Concordo inteiramente com a nossa leitora: é um absurdo! Na lingual portugesa. A função da cedilha é manter o som da letra “c” diante das vogais “a”. PALHAÇO. que nós ALCANCEMOS… ESBOÇAR. 2011 11:35 AM Dúvidas dos leitores by snogueira. ESBOÇO.

“Com os nervos à flor da pele desde o início DESSA semana. NESSE momento. 2ª) ESTE ou ESSE? 1o) Quando nos referimos ao “tempo presente”.” Observe alguns exemplos inadequados: “Pelé chega de Nova Iorque NESSA semana. no papel de adjetivo. “Depois DESTA pobre e pequena diversão. Bastaria dizer que o Palmeiras contratou o zagueiro do (ou “ao”) Flamengo. está chovendo no Rio de Janeiro. torna-se invariável (=não se flexiona em gênero e número).” As locuções prepositivas JUNTO A e JUNTO DE (=perto de. 3ª) Camisas ROSAS ou ROSA? O certo é: CAMISAS ROSA Um substantivo. “Mas. Só se foi no vizinho! Na verdade. por ISSO foi dispensado. “A sala de reuniões fica JUNTO AO ambulatório. NESSE momento houve um grande acidente. Deveria ter dito: “Depois DESSA pobre e pequena diversão”). ele contraiu o empréstimo NO Banco do Brasil. unido.” (=mês em que estamos) 2o) Quando nos referimos a algo citado anteriormente. ao lado): “Contraiu um empréstimo junto ao Banco do Brasil”.” (=agora) “Ele deve entregar o proposta NESTA semana. é porque o autor referia-se ao início DESTA semana).” (= Se os operadores estavam exaustos “no dia anterior”.” (=na semana em que estamos) “Não haverá futebol NESTE domingo.” “Ele pouco se dedicava ao projeto.” “Os livros estão JUNTO DA estante da esquerda. os operadores mostravam-se exaustos ontem.” (= Não se falou anteriormente de outra semana. ao lado de) são invariáveis.“Os livros estão JUNTOS na estante da esquerda. “Só resolverá o problema junto à diretoria da empresa”. lavar a roupa suja em público só ajuda mesmo a uma pessoa. o que se diz no Palácio do Planalto é que. devemos usar ESTE: “NESTE momento.” Observação: Sou contra o uso da palavra JUNTO fora do seu real significado (=colado.” (= O autor referia-se ao momento atual.” (O autor referia-se ao que acabara de dizer. “Palmeiras contratou o zagueiro junto ao Flamengo”. devemos usar ESSE: “Tudo ia bem até a 25a volta. no Ciep que fica próximo ou no Hospital Miguel Couto? É brincadeirinha. Só pode ser NESTA semana). . Deveria ter usado: “NESTE momento”). Deve ser no banheiro que fica ao lado!! Devemos resolver o problema COM a diretoria da empresa.” (=hoje) “O pagamento deverá ser feito NESTE mês. Terá sido no posto de gasolina Mengão. Agora fiquei em dúvida.

propô-lo. é sempre ROSA (=sem masculino nem plural). Observe que a palavra ROSA. blusas CREME. contruí-la. 2011 9:42 AM Dúvidas dos leitores by Sérgio Nogueira 1a) ABAIXO-ASSINADO ou ABAIXO ASSINADO ? a) ABAIXO-ASSINADO. Camisas (=plural) ROSA (singular). tu aboles. sem hífen. TIJOLO. “e”. ABOLIR é verbo defectivo. recebê-lo. ABACATE. distribuí-los. dizer: um REAL. eles abolem. o plural da nossa moeda atual é REAIS. abaixo assinado. com hífen. o plural do REAL era RÉIS. possuílo… 5a) RÉIS ou REAIS? É possível que muitos brasileiros não saibam que não é a primeira vez que a nossa moeda se chama REAL. . procurá-la… As oxítonas terminadas em “i” e “u” não recebem acento gráfico: dividi-lo. “Os alunos entregaram o abaixo-assinado ao diretor da escola. sapatos AREIA. Vejamos outros exemplos: Camisas LARANJA. adquiri-la. nós abolimos. calças CINZA. vós abolis. LIMÃO… 4a) Por que AJUDÁ-LO. mas dez REAIS.” b) ABAIXO ASSINADO. GELO. indica a pessoa que assina o documento. “Sérgio Nogueira. RECEBÊ-LO e DIVIDI-LO? Leitora quer saber o porquê dos acentos. torna-se invariável: Blusão (=masculino) ROSA (feminino). “a”: compô-la. Observações: a) No presente do indicativo: eu (não existe). Só pode ser conjugado nas formas em que. as palavras oxítonas só recebem acento gráfico se terminarem em “o”. atraí-las. Devemos. vendê-la. aparecem as letras “e” ou “i”.ROSA é o nome (=substantivo) de uma flor. Em português. servi-los… É importante lembrar que deveremos usar o acento agudo. caso as vogais “i” e “u” formem hiato com a vogal anterior: destruí-lo. casacos VINHO. portanto. vem solicitar a Vossa Senhoria que autorize…” 2a) Eu ABULO ou eu ABOLO ? É a famosa dúvida do nada com coisa alguma. Na vez anterior. Entretanto. após o radical. Seu plural é abaixo-assinados. Se nós usarmos como cor (=adjetivo). ajudá-lo. ele abole. quando usada como cor (=no papel de adjetivo). é o documento assinado por muitas pessoas que reivindicam alguma coisa. ShareEmailAdd tags May 18.

emiti-la. É uma questão de padronização. tupi. episódio. singular: “26% da população TROCA…” Não é um caso de certo ou errado. estou extorquindo. distribuí-los… . açaí. a solução é buscar um verbo sinônimo: “É necessário que se DESTRUA (ou DERRUBE) a parede”.” Para a maioria dos autores. casual. “Acidente entre dois trens provoca morte de cem pessoas. Piauí. prefiro EM CORES. desastre. eu explodo. construí-lo. É bom lembrar que os filmes sempre foram “em cores”. Nós preferimos a concordância com o especificador. eulato. estou latindo… 3a) ACIDENTE ou INCIDENTE ? a) ACIDENTE: acontecimento imprevisto. destruí-la. 26% da população TROCA ou TROCAM a escova de dentes por métodos pouco convencionais. explodir. eu coloro. latir… Portanto. se você quisesse dizer que “é necessário que se demula ou demola a parede”. “Ele já está acostumado AO calor (ou COM o calor). principalmente quando o verbo é de ligação ou está na voz passiva: “26% da população ESTÁ DESABRIGADA”. “Incidente entre parlamentares paralisa votação. dividi-lo. caqui. Existem outros verbos que apresentam um problema semelhante ao do ABOLIR: colorir. é um caso facultativo: a) b) O verbo pode concordar com a percentagem plural: “26% … O verbo pode concordar com o especificador (população) no TROCAM…”. aqui. saí.” “Acidente na hidrelétrica provoca blecaute em São Paulo. demolir.b) No presente do subjuntivo: não existe forma alguma. As palavras oxítonas terminadas em “i” não recebem acento agudo: abacaxi. É interessante observar também que não existem as formas: eu demulo. caí. estou explodindo. estou colorindo. Chuí.” 4a) A CORES ou EM CORES ? Como os antigos aparelhos de TV eram “em preto e branco”. extorquir. eu extorco. A solução é um verbo sinônimo ou uma locução verbal : estou demolindo. servi-lo… As palavras oxítonas terminadas em “i” só recebem acento agudo se houver hiato com a vogal anterior: Icaraí.” b) INCIDENTE: circunstância. Parati. atrito. 5a) Acostumado A ou COM ? Tanto faz. guarani.” 6ª) Concordância com PERCENTAGENS “Em Recife. 7ª) Emití-la ou emiti-la? Serví-lo ou servi-lo? O certo é EMITI-LA e SERVI-LO (sem acento agudo). adquiri-la.

” (adjetivo).sn 1ª) AUTO ou ALTO? 1) ALTO é o contrário de BAIXO. “Comprei quatro alto-falantes. é impossível “você fazer a autobiografia do seu melhor amigo”. Prefira: “…MUITOS problemas…”. “Desligou os altos-fornos. Sugiro que não seja usada.” (=muito) b) BASTANTES (no plural) só é possível se estiver junto a um substantivo plural. a si mesmo”. 1o) Horas deve ser abreviado com letra minúscula ( = “h”): “A reunião será às 3h. Autocontrole é ter o controle de si mesmo.” (=muito ou suficientemente) “Eles são BASTANTE esforçados. Autodidata é o que aprende sozinho. 2011 9:11 AM Dúvidas dos leitores by snogueira. Oautomóvel foi assim chamado porque “movia a si próprio” ( = dispensava a tração animal). ensina para si mesmo.” (x falava baixo – advérbio).adjetivo). “Gostei do alto-relevo. Pode ser adjetivo (=suficientes): “Ele já tem provas BASTANTES para incriminar o réu. 2ª) Horas ou H ou HS ou h ou hs? São tantos leitores perguntando. 2o) AUTO é um prefixo de origem grega que significa “a si próprio. E é redundante “você fazer aautobiografia de si mesmo”.” Considero essa forma horrorosa. Tem uma ideia reflexiva. 3o) Devemos escrever horas por extenso quando nos referimos à duração: “Eles estiveram reunidos durante três horas”. Pode ser pronome adjetivo indefinido (=muitos): “Os alunos estão com BASTANTES problemas para resolver. Pode ser adjetivo ou advérbio.” (=suficientes) “Fulano de Tal constitui como seus BASTANTES procuradores…” ShareEmailAdd tags May 11.8ª) BASTANTE ou BASTANTES? a) BASTANTE (=muito ou suficientemente) é advérbio de intensidade. “O som estava muito alto.” (x som baixo – adjetivo).” (= relevo alto . Portanto. que resolvi voltar ao assunto. Ou você faz a sua autobiografia ou você faz a biografia do seu melhor amigo.” O “H” (maiúsculo) é o símbolo do hidrogênio. 2o) Não faz plural: “A reunião será às 3h”.” (advérbio).” (x homem baixo – adjetivo). “O diretor sempre falava alto. e não “…às 3 hs“.” (=muito) “Os espectadores saíram BASTANTE satisfeitos. . Observe os exemplos: “Ele é um homem alto. É uma forma invariável (=não vai para o plural): “Os empregados se esforçaram BASTANTE.

foi para ser bem claro: o atacante não foi empurrado. Se houver minutos.) “Eu gripei. Isso.” (Eu me gripei. “A reunião vai de oito a dez horas. ele caiu sozinho.” (Eu me formei em engenharia. à Meritíssima… (=ao Meritíssimo…).) “O Brasil classificou. Para mim. É preciso buscar a “lógica” do raciocínio. Observe a lista de exemplos.” Parece haver dois horários possíveis para o evento: às 19h e às 20h. 4ª) Referia-se à ou a Vossa Excelência? Todos nós aprendemos na escola que não ocorre crase antes de pronomes de tratamento.” (A reunião começará às 8h e terminará às 10h). à senhorita. pode ocorrer a crase: “Referia-se à senhora (=ao senhor). é claro. Portanto. tivemos o dissabor de ouvir um dos nossos locutores afirmar: “O atacante escorregou-se“. provavelmente. podemos abreviar com “min”: “A reunião será às 3h30min”. à Ilustríssima… (=ao Ilustríssimo…). Observe a diferença: “A reunião vai das 8h às 10h. à doutora (=ao doutor).) “O jogador está aquecendo. à madame … . Basta: “O atacante escorregou”.) “Eu machuquei.4o) Não há a necessidade dos “00″ para indicar os minutos. você… Caso o pronome de tratamento seja feminino e sirva só para substituir mulheres. Por quê? Porque não há artigo definido “a” antes dos pronomes de tratamento femininos que podem ser usados para substituir tanto mulheres quanto homens: Vossa Excelência.” (Eu me machuquei. Estou brincando. bastaria 3h30.) Por outro lado. “ele se escorregou-se“. A verdadeira informação era: “Este evento ocorrerá às 19h20min.) “Eu formei em engenharia.” (O jogador está se aquecendo.” (O autor se chama José de Alencar. Durante as transmissões dos jogos da Copa. também ocorre o uso desnecessário do pronome. que talvez nem sinta falta do pronome: “Como você chama?” (Como você se chama?) “O autor chama José de Alencar.” 3ª) VERBOS PRONOMINAIS Leitora faz um alerta: “É iminente a extinção dos verbos pronominais”.” (O Brasil se classificou.” (A duração da reunião será aproximadamente entre oito e dez horas). Você já deve estar tão acostumado a ouvir. O certo é: “Referia-se a Vossa Excelência”. Vejamos agora um exemplo curioso enviado por um leitor: “Este evento ocorrerá às 19 e 20 horas. Não precisamos usar “3:00h“. se o atacante escorregar de novo. Vossa Senhoria. Vossa Majestade. Vossa Alteza.

um mergulhador. Uma vírgula esquecida ou mal usada afeta o sentido da frase. os técnicos foram à reunião com três pessoas: a secretária (que não deve ser a do diretor). escreva: “A realizar-se no dia 8 de dezembro…” Parabéns pelo seu casamento. Até aqui. uma coceira irresistível na mão. mudaremos o sentido da frase: “Os técnicos foram à reunião acompanhados da secretária. para tomar fôlego). inseguro ou até irritado. Espertinho é o adulto que deu outra interpretação: “eu só ponho vírgula quando respiro”. aprendemos que a vírgula é uma pausa e que sua presença significa que devemos “dar uma paradinha” (para respirar. do diretor e de um coordenador. Sem dúvida. Bem. A maldita pode mudar o sentido ou deixar a frase sem sentido. Imagine o cara que sofre de dispneia: seria uma vírgula atrás de outra. seria uma desgraça. com vocês. eu sei. Estou exagerando. Não é um simples caso de certo ou errado: aqui a vírgula é proibida. Em muitos casos. Todo aposto explicativo deve ficar entre vírgulas: . se isso fosse verdade. ShareEmailAdd tags May 4. porque jamais haverá artigo definido “a” antes de verbo. afinal.” Sem vírgula. Vejamos alguns casos. tudo bem. ao início da terceira e. Bem. Observe a importância da vírgula no exemplo abaixo: “Os técnicos foram à reunião acompanhados da secretária do diretor e de um coordenador. a vírgula merece muito respeito. o diretor e um coordenador. apesar das brincadeiras. o mais difícil está no fato de a maioria das regras não ser rígida. que você não resiste. Se usarmos uma vírgula. entendemos que os técnicos foram à reunião com mais duas pessoas: a secretária do diretor e um coordenador. Se chegar ao fim da segunda linha. Um erro de pontuação é muito pior que um acento indicativo da crase mal usado. Vejam como a vírgula é poderosa: é capaz de fazer o diretor ir à reunião. cria-se uma angústia interior. Pontuação é coisa séria. Joga umas duas vírgulas para cima e que Deus ajude. 2011 10:26 AM Dúvidas dos leitores by snogueira. que uma preposição esquecida ou um hífen usado indevidamente. Ora. mas não é obrigatório” ou “depende do estilo” ou outras respostas que geralmente deixam o aluno insatisfeito. até ali. A presença do diretor na reunião é uma novidade. Mas vamos aos fatos. Ao estudarmos o uso da vírgula. Você começa a escrever. o professor é obrigado a responder: “depende do sentido” ou “é facultativo” ou “pode usar. é ou não uma pausa? Todos nós. não aparecer nenhuma vírgula.5ª) “À ou A realizar-se no dia 8 de dezembro…”? Para que o seu convite de casamento não apresente erros gramaticais que possam provocar risinhos de algum convidado mais exigente. Muitos me perguntam: a vírgula. com um fôlego extraordinário. seriam dez linhas sem uma vírgula sequer. É muito difícil ensinar o “depende”. hoje. Veja se não é verdade. quando fomos alfabetizados. Ou. e não esqueça: antes de verbo é impossível ocorrer crase. Já deve ter acontecido com você. a maldita: a vírgula.sn A VÍRGULA Saída das profundezas do inferno.” Agora. ali é obrigatória. o uso da vírgula é uma das nossas maiores desgraças. nesse caso. então.

“O prefeito de Campos, Asdrúbal da Silva, rejeitou o projeto.” Não esqueça que as vírgulas são obrigatórias sempre que o cargo for exclusivo. As vírgulas não devem ser usadas se o cargo pode ser ocupado por mais de uma pessoa: “O professor Asdrúbal da Silva rejeitou a minha idéia.” Guarde a “dica”: a) Entre vírgulas: cargo exclusivo de uma pessoa; b) Sem vírgulas: cargo que pode ser ocupado por várias pessoas. Observe os exemplos: “O governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, declarou…” “O atual técnico da seleção brasileira, Mano Menezes, disse… “O síndico do edifício assaltado, o aposentado Jarbas de Sousa, afirmou…” “O governador Sérgio Cabral declarou… “O ex-técnico da seleção brasileira Telê Santana disse…” “O general da reserva Astolfo Antunes afirmou…” DÚVIDA DO LEITOR Em “Os empregados desta empresa QUE SE DEDICARAM MUITO AO TRABALHO deverão receber um abono salarial”, a oração em destaque deve ou não ficar entre vírgulas? Se a ideia for restritiva ( = só aqueles que se dedicaram muito ao trabalho deverão receber um abono salarial), não devemos usar as vírgulas. Se a ideia for explicativa ( = todos os empregados se dedicaram ao trabalho, por isso deverão receber um abono salarial), as vírgulas são obrigatórias. Portanto: a) ”Os empregados desta empresa que se dedicaram muito ao trabalho deverão receber um abono salarial.” (oração subordinada adjetiva restritiva = somente os empregados que se dedicaram muito ao trabalho receberão um abono salarial); b) ”Os empregados desta empresa, que se dedicaram muito ao trabalho, deverão receber um abono salarial.” (oração subordinada adjetiva explicativa = todos os empregados se dedicaram ao trabalho e receberão um abono salarial). ShareEmailAdd tags Apr 27, 2011 11:12 AM

Vícios do futebolês
by snogueira.sn 1) CLICHÊS São expressões batidas e repetitivas que empobrecem o estilo. Evite: 1. Ao apagar das luzes, o Palmeiras conseguiu dar a volta por cima e, finalmente, fez as pazes com a vitória. 2. O dirigente respondeu em alto e bom som. 3. Via de regra, esse tipo de notícia estoura como uma bomba na federação. 4. É preciso aparar as arestas e chegar a um denominador comum. 5. Foram dar o último adeus ao companheiro, mas foram obrigados a dizer cobras e lagartos para o administrador do cemitério. 6. A explicação do técnico deixou a desejar. 7. Nada vai empanar o brilho da sua conquista. 8. Sua contratação veio preencher uma lacuna. 9. Pretendem encerrar o torneio com chave de ouro. 10. O atacante estava completamente impedido. 11. O todo-poderoso Manchester United perdeu para um desconhecido clube da terceira divisão.

12. A festa não tem hora para acabar, mas amanhã o carioca volta à dura realidade. 13. São imagens impressionantes que nos deixam uma lição de vida. 14. Mas nem só de gols vive o atacante. 15. O brasileiro finalmente poderá realizar o sonho do hexacampeonato. 16. Resta saber se a direção do Flamengo vai pôr a ideia em prática. 17. Bandidos fortemente armados invadiram o banco e transformaram o saguão numa verdadeira praça de guerra. 18. As torcidas transformaram a arquibancada num verdadeiro caos. 19. A Arena da Baixada virou um verdadeiro caldeirão. 20. As ruas viraram verdadeiros rios, e o barco era o único meio de transporte. 21. E o Atlético continua sua via crucis. 22. A fúria da natureza deixou um rastro de destruição. 23. O craque foi recepcionado por um batalhão de repórteres e cinegrafistas. 24. A ousadia dos traficantes não tem limites. 25. Para você ter uma idéia, foram sete pênaltis a favor em dez jogos.. 26. Cinco times ainda lutam para fugir do fantasma do rebaixamento. 27. Neste ano, o título bateu literalmente na trave. 28. Estava literalmente impedido. 29. Muricy, durante a entrevista, estava literalmente sem saco. 30. O Vasco adentra o campo de jogo. 31. Com esta vitória, ele está carimbando o passaporte para o Mundial. Clichê é o mesmo que chavão ou lugar-comum. Deve ser evitado para não caracterizar pobreza de estilo. Observe mais exemplos: acertar os ponteiros, rota de colisão, monstro sagrado, lenda viva, apertar os cintos, bola da vez, chover no molhado, cair como uma luva, de mão beijada, divisor de águas, página virada, tecer comentários, requintes de crueldade, vias de fato, tiro de misericórdia, agradável surpresa, calor senegalesco, ente querido, inteiro dispor, obra faraônica, sonho dourado, precioso líquido, profissional do volante, soldado do fogo, tapete verde, sonho vira pesadelo, pessoa humana, fazer o dever de casa, faz parte… REDUNDÂNCIAS Devem ser evitadas. Use apenas quando houver a intenção de ênfase: 1. “O empate acabou acontecendo no intervalo entre as expulsões.” (= Basta: “O empate acabou acontecendo entre as expulsões”); 2. “Deve usar dados estatísticos para consultas e pesquisas, como, por exemplo, o total de gols marcados na última Copa do Mundo.” (= Basta: “…como o total de gols marcados na última Copa do Mundo”); 3. “Ele acha que a atleta está sendo muito exigente consigo mesma.” (= Basta: “Ele acha que a atleta está sendo muito exigente consigo”); 4. “O técnico vai manter o mesmo time no jogo contra o Vasco.” (= Basta manter o time); 5. “O contrato foi assinado com o consenso de todos os envolvidos.” (= Basta consenso dos envolvidos); 6. “Foi contratado para ser a ponte de ligação da defesa com o ataque.” (= Basta: “Foi contratado para ser a ponte ou fazer a ligação …”); 7. “Não foge ao fato concreto de que sem Ronaldo não poderia nem sonhar.” ( fato real, fato verídico, fato acontecido também são redundâncias – basta dizer fato); 8. “Há muito tempo atrás, li num jornal.” (= Basta: “Há muito tempo, li num jornal”); 9. “Ele, nas duplas, não perdeu nem um set sequer.” (= Basta: “Ele, nas duplas, não perdeu um set sequer”); 10. “Fernando Henrique fez uma previsão otimista para o futuro.” (=Basta: “…fez uma previsão otimista”); 11. “O resultado do laudo, realizado pela Unicamp, será fornecido em uma semana.” (= Basta: “O laudo, realizado pela Unicamp, será…”);

12. “Esta cerca divide a Coreia em duas metades.” (= Basta: “…divide a Coreia em duas” ou “divide a Coreia ao meio”); 13. “O atacante tem de encarar de frente os zagueiros” (= Basta: “…encarar os zagueiros”). E alguns ridículos: subir para cima, descer para baixo, entrar para dentro, sair para fora, ambos os dois, hemorragia de sangue, dar marcha a ré para trás, trens ferroviários, localizado a 50m do local, empréstimo temporário, ganhe grátis, protagonista principal, metades iguais, evidência concreta … Dúvidas: 1. O árbitro mandou repetir de novo a cobrança do pênalti; 2. O contrato foi prorrogado por mais dois anos. 3. A grande maioria é favor da sua contratação. ShareEmailAdd tags Apr 20, 2011 9:57 AM

Dúvidas dos leitores
by snogueira.sn 1ª) Ele tinha PAGO ou PAGADO a conta? Aqui, você decide. Este assunto sempre provoca muita discussão. É a guerra dos particípios. O particípio, que já foi chamado de particípio passado, geralmente termina em – ADO ou –IDO: falado, comunicado, empregado, vendido, perdido, partido, saído. Alguns verbos irregulares apresentam formas diferentes: escrito, feito, posto, visto, aberto, descoberto. O problema são alguns verbos que apresentam as duas formas: a regular (pagado, pegado, gastado e ganhado) e a irregular (pago, pego, gasto, ganho). Há quem defenda o uso exclusivo da forma regular. Negam a existência da irregular. Para esses, deveríamos usar sempre: “ele tinha pagado a conta”, “ela havia pegado os documentos”, “o dinheiro já havia sido gastado”, “os pontos foram ganhados”… Outros pensam o oposto. Dizem que as formas regulares entraram em desuso e que só deveríamos usar as formas irregulares: “ele tinha pago a conta”, “ela havia pego os documentos”, “o dinheiro já havia sido gasto”, “os pontos foram ganhos”. Há uma terceira opinião. É a dos moderados, que aceitam as duas formas. Se você quer saber a minha opinião, lá vai. Estou com os moderados. Não vejo por que rejeitar as formas clássicas (pagado, pegado, gastado e ganhado) ou negar o novo, que principalmente no Brasil é uma realidade (pago, pego, gasto e ganho). Quanto ao uso das duas formas, defendo a regra tradicional para os particípios abundantes: 1a) A forma regular só podemos nos tempos compostos (=com os verbos auxiliares TER e HAVER): “Ele tinha pagado a conta.” “Ela havia pegado os documentos.” “Ele havia gastado o dinheiro.” “Ele tinha ganhado os pontos.” 2a) A forma irregular pode ser usada com qualquer verbo auxiliar (SER, ESTAR, TER e HAVER): “A conta foi paga”; “Ele tinha pago a conta”; “Os documentos foram pegos”; “Ele havia pego os documentos”; “O dinheiro já havia sido gasto”; “Ele havia gasto o dinheiro”; “Os pontos estavam ganhos”; “Ele tinha ganho os pontos”.

os verbos derivados devem segui-lo: INTERVINDO. Deve ser usado quando qualifica um substantivo (=ao lado do substantivo ou após um verbo de ligação): “Ele já deu duas voltas COMPLETAS. ADVINDO… A forma intervido simplesmente não existe. Essa história de “ele tinha trago” ou de “ela havia chego” só se for piada. em que se utilizavam. Deve. Sérgio Nogueira.” (particípio).Para terminar. outra observação. como particípios. Portanto.” “Quarenta voltas já foram COMPLETADAS. Hoje é a vez de Alberto José Rodrigues Coré. Devemos usar apenas as formas clássicas: “Ele tinha TRAZIDO os documentos” e “ela já havia CHEGADO”. Devemos usar nos tempos compostos e na voz passiva: “Ele tinha COMPLETADO quarenta voltas. Foram enviadas dezenas de recursos. Rio de Janeiro. O certo é INTERVINDO. As duas formas existem. há uma curiosidade: é o único verbo cujo particípio é igual ao gerúndio: “Eu estou VINDO de casa. PROVINDO. as dicas aqui postadas pelo prof. se o particípio do verbo VIR é VINDO.sn Mais uma vez. 2011 9:08 AM Paisinhos ou paisezinhos? by snogueira. 3ª) COMPLETA ou COMPLETADA? Muita gente acha estranho quando o Galvão Bueno diz: “quarenta voltas COMPLETADAS”. leitores do G1 criticam a posição intransigente de algumas bancas organizadoras de concursos. 2ª) INTERVIDO ou INTERVINDO? “O juiz já havia INTERVIDO ou INTERVINDO no caso”? Neste caso não há polêmica. O verbo INTERVIR é derivado do verbo VIR.” “A lista dos convocados já está COMPLETA. seguir o verbo primitivo: Eu venho – eu intervenho Ele vem – ele intervém Eles vêm – eles intervêm Nós vimos – nós intervimos (=presente do indicativo) Nós viemos – nós interviemos (=pretérito perfeito do indicativo) Ele veio – ele interveio Eles vieram – eles intervieram Eu vim – eu intervim Se eu viesse – se eu interviesse Quando eu vier – quando eu intervier. portanto. em sua maioria.” ShareEmailAdd tags Apr 13.” 2a) COMPLETADO é o particípio do verbo completar. . mas merecem uma observação quanto ao seu uso: 1o) COMPLETO é adjetivo.” (gerúndio). Vejamos o que ele nos escreveu: “Eu e vários candidatos estamos sendo prejudicados por essa prática no concurso Petrobrás 02-2010. de Nova Iguaçu. Quanto ao verbo VIR. no qual não foi anulada uma questão. “Eu tinha VINDO de casa. são inaceitáveis. As formas “trago” e “chego”. Ele está certíssimo.

Sejamos mais flexíveis. “tenisezinhos” e outras aberrações. O candidato não precisa saber que o autor A aceita um plural e que o autor B aceita duas formas de plural. mestres e até doutores têm o direito de divergir. Temos também o apoio de um site especializado em gramática e em correção de provas de concursos. O plural “paisezinhos” é um equívoco. balão+Zinho > balõe(s)+Zinho+s = balõezinhos. Detesto radicalismos. na vida. foram apresentadas outras fontes.sn 1ª) Deficit ou rombo? . Não que eu seja contrário às questões que envolvam aspectos gramaticais. Nos recursos. O que mais me impressiona no caso é o radicalismo dos componentes da banca da Cesgranrio. afirma que o plural correto é PAISINHOS. lápis+inho = lapisinhos. Assim sendo.A questão é simples. A Cesgranrio afirma que existe a palavra “paisezinhos”. estudiosos. Em todas as pesquisas feitas. e o prof. pois o sufixo é –INHO (país+inho = paisinho). devemos pluralizar a palavra primitiva. 2ª) Com o sufixo –ZINHO. pois conheci aquela casa na década de 80.” Vamos aos fatos. o plural correto é PAISINHOS. mas também não sou professor do tipo que aceita tudo ou qualquer coisa. de ver a língua portuguesa sob ângulos diferentes. que também afirma que a tal questão deveria ser anulada. basta pôr a desinência “s”: livro+inho = livrinho > livrinhos. publicadas aqui no G1. mas isso já foi corrigido há muito tempo. mas nunca fui contra a presença de questões que envolvessem aspectos gramaticais práticos. Isso me espanta. Sérgio Nogueira. Não apenas na visão da nossa língua. como ortografia. principalmente. pois professores. teremos de aceitar também “lapisezinhos”. mas. quando lá prestei alguns serviços. uso dos verbos e dos pronomes… Nas minhas Dicas de Português. Se aceitarmos “paisezinhos”. temos duas regrinhas: 1ª) Com o sufixo –INHO. Não defendo a velha gramática normativa. Para a formação do plural de palavras no diminutivo. devemos aplicar a primeira regra. Sempre defendi a produção de texto. ShareEmailAdd tags Apr 6. só fui radical num aspecto: a presença de questões polêmicas em nossos concursos. concordância. Isso é covardia. cortar o “s” e colocálo no final: papel+Zinho > papei(s)+Zinho+s = papeizinhos. A moderação sempre me fez bem. as questões de interpretação e de compreensão de texto. mas a Cesgranrio não anulou a questão. não achei nada que justifique o plural “paisezinhos”. seja de direita ou de esquerda. que eu próprio o cometi nos meus primeiros livros. numa das suas Dicas aqui no G1. É uma questão subjetiva. caixa+inha = caixinha > caixinhas. uso do acento indicativo da crase. Também me causa espanto a “gramatiquice” cobrada na prova. 2011 9:21 AM Dúvidas dos leitores by snogueira. Sempre fui contra os concursos que só cobravam gramática como se isso medisse a capacidade do candidato de escrever e de compreender o que lê. Assim como acontece com casa+inha = casinhas. No caso de PAISINHO.

porque virou modismo. registra a forma aportuguesada DÉFICE. O mesmo ocorre quanto ao uso do artigo definido antes do nome da cidade “de” ou “do” Recife. Num texto mais cuidado. escrito com uma linguagem mais formal. isso é inconcebível” ou “Eu enquanto pessoa. a nível de ser humano”. todos nós falamos /Rorãima/. Tudo virou “a nível de”: “A nível de política. “Levou um chute a nível de joelho”. Em bom português. É um modismo. Embora os dicionários não registrem a medida de dimensão. no entanto. Oficialmente DEFICIT não tem acento agudo. Alguns locutores e comentaristas esportivos estão com a mania de usar o termo ASSISTÊNCIA até para PASSES que não resultam em gol. É uma questão de preferência. não devemos usar nem uma nem outra: o melhor é dizer NÓS VAMOS. “duas metades”. como diria o pessoal do Casseta e Planeta. A TV Globo optou por respeitar a pronúncia local. publicado recentemente pela Academia Brasileira de Letras. Basta ENCARAR. prefira PASSE. embora praticamente todos os jornais prefiram DÉFICIT (com acento por ser proparoxítona. É usado no basquete para definir o passe que resulta em cesta. Os recifenses fazem questão do artigo. principalmente em jogo de futebol. a expressão está errada”. Leitor quer saber se A GENTE VAMOS não é uma figura de sintaxe ( = silepse) em que está subentendida a ideia de “nós” no coletivo “gente”. Não há dúvida de que a ideia de “nós” está subentendida. “Numa análise a nivel de ética. “evidência concreta”… 6ª) A expressão A NÍVEL DE está errada? A expressão “a nível de” não deve ser usada por vários motivos. o mais importante: só podemos usar a expressão EM NÍVEL quando houver “níveis”. que qualquer concurso. O dicionário Aurélio registra a forma DÉFICIT. é perfeitamente aceitável em textos coloquiais. 3ª) A GENTE VAMOS ou A GENTE VAI? É uma questão de adequação da linguagem. como se fosse uma forma aportuguesada). A expressão A GENTE VAI apresenta uma concordância correta e é usada no nível coloquial da fala. Portanto. inclusive os exames vestibulares. isso é inaceitável”. “planejamento antecipado”. Só podemos usar ASSISTÊNCIA para passes que resultem em gol. Ninguém ENCARA alguém “de costas”.ROMBO sugere sempre algo ilegal. “ganhar grátis”. Devemos usar EM NÍVEL. Um DEFICIT não é necessariamente ilegal e pode ser usado para quantias pequenas. Por fim. No sul. O problema é o registro da fala em que a expressão A GENTE VAMOS é usada. O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP). mas no norte é frequente a pronúncia /Roráima/. 2ª) Passe ou assistência? O uso do termo ASSISTÊNCIA é influência do inglês. É um caso semelhante a: “surpresas inesperadas”. Observe alguns exemplos corretos: “Este problema só poderá ser resolvido EM NÍVEL de direção” . Não custa nada respeitá-los. É importante lembrar. Não é uma questão simplista de certo e errado. 5ª) A expressão ENCARAR DE FRENTE está correta? É uma redundância. Primeiro. Outro aspecto é a preposição. toma por base o uso culto da língua portuguesa. 4ª) Qual é a pronúncia correta: /Rorãima/ ou /Roráima/? É outra dúvida que não deve ser tratada na base do certo e do errado. afinal eles sabem melhor que ninguém onde nasceram: foi NO RECIFE. o uso consagrou ROMBO só para o que seria considerado “muito dinheiro”. “A nível de gramática. É uma concordância característica da linguagem popular-vulgar.

A mesma regra se aplica a VOSSA EXCELÊNCIA e SUA EXCELÊNCIA. as reticências… 2ª) SÃO ou SANTO? Por que SÃO PAULO. LAS). SUA SANTIDADE – devem ser usados quando nos referimos à pessoa. Exemplos: Se escrevermos uma carta para o governador. deveria escrever: “SUA SANTIDADE esteve no Brasil em 1997”. Santo Toríbio. No primeiro caso. A frase “falamos sobre SUA EXCELÊNCIA ontem na reunião” significa que não estamos falando com o governador. São Vicente. Os meus óculos escuros caíram no chão. b) SUA MAJESTADE. deveria usar VOSSA SANTIDADE. AS. VOSSA EXCELÊNCIA. LO. São Bento. Mas “eu posso ensinar os alunos ( = objeto direto) a ler ( = objeto indireto)”. LA. devemos chamá-lo de VOSSA EXCELÊNCIA. as férias (= descanso). OS. a VOSSA SENHORIA e SUA SENHORIA… Observe o esquema: a) VOSSA MAJESTADE. Existem muitas palavras que devemos usar na forma plural: os óculos. “eu vou ENSINAR-LHES ( = objeto indireto) o correto uso dos pronomes ( = objeto direto)”. Se for consoante. Santo Tomás de Aquino… 3ª) VOSSA MAJESTADE ou SUA MAJESTADE? Devemos usar VOSSA MAJESTADE quando falamos diretamente com o rei. os pêsames. usamos SÃO: São Paulo.” Não esqueça a regrinha: Para substituir objetos indiretos. LOS. São José. Se o repórter fosse entrevistar o papa. as núpcias. SUA SENHORIA. use O (A. Se for vogal. ShareEmailAdd tags Mar 30. VOSSA SENHORIA. os parabéns. Eu posso ensinar alguma coisa (objeto direto) a alguém (objeto indireto) ou ensinar alguém (objeto direto) a fazer alguma coisa (objeto indireto). devemos usar SUA MAJESTADE. SUA EXCELÊNCIA. Santo Inácio. Há exceções: Santo Domingo. São Caetano. Para os objetos diretos. “eu posso ENSINÁ-LOS a ler.sn 1ª) O ÓCULOS ou OS ÓCULOS? O certo é: OS ÓCULOS. 4ª) MAJESTADE ou ALTEZA? . Nesse caso. 2011 2:47 PM Dúvidas dos leitores by snogueira. Santo André. use LHE (LHES). e sim a respeito dele. Na matéria a respeito da visita do papa. mas SANTO AGOSTINHO? Depende da letra que começa o nome do santo.“As decisões tomadas EM NÍVEL federal poderão gerar o consenso necessário às mudanças econômicas”. VOSSA SANTIDADE – devem ser usados quando nos dirigimos diretamente à pessoa. 7ª) ENSINÁ-LOS ou ENSINAR-LHES? Depende. Se falarmos a respeito do rei. usamos SANTO: Santo Agostinho.

depois vendeu um rim e agora vendeu a vista. lenda). às claras. Chuva ININTERRUPTA é a que não para. que não apresenta interrupções. então a resposta é outra: “vendeu à vista”. INTERMITENTE significa “não contínuo. vida dos santos. mas “Os imóveis estão CAROS”. à ultima hora.MAJESTADE pode ser tanto o rei quanto a rainha. 2011 10:04 AM Dúvidas dos leitores by snogueira. “TOTALMENTE erradicada” é redundante. c) Depende da chuva. deve ter vendido “o olho” (a vista = objeto direto). jornalistas. Sou a favor do uso do acento da crase em todas as locuções adverbiais femininas: à beça. ERRADICAR significa “tirar totalmente”. à vista. Observe que nesse caso não se aplica o macete da substituição do feminino pelo masculino (à vista > a prazo). há muita polêmica e algumas divergências entre escritores. à toa. Seu desespero era tanto que primeiro vendeu o carro.” 6ª) Lendário ou legendário? Segundo nossos dicionários. ALTEZA é o tratamento para príncipes ou princesas. O preço é ALTO ou BAIXO. Se não era nada disso que você queria dizer. 5ª) Qual é a forma correta? a) “A doença foi totalmente ou parcialmente erradicada”? b) “O preço do produto é alto ou caro”? c) “A chuva é intermitente ou ininterrupta”? Respostas: a) Nenhuma das duas.sn 1ª) Vendeu A VISTA ou À VISTA? Se alguém “vendeu a vista”. e não a prazo (à vista = adjunto adverbial de modo). o produto é CARO ou BARATO. à força. Prefiro: “O LENDÁRIO fulano de tal…”. Não devemos chamar a rainha de ALTEZA. b) O certo é: “O preço do produto é ALTO”. Basta dizer que “A doença foi ERRADICADA”. gramáticos e professores. à vontade. Portanto. à tarde. 2ª) Sentou-se NA MESA ou À MESA? . Chuva INTERMITENTE é aquela que vai e volta. letreiro. Observe as diferenças e semelhanças: a) LENDÁRIO é derivado de LENDA (narrativa em que fatos históricos são deformados pela imaginação popular ou pela invenção poética). Observe outros exemplos: “O valor das ações está ALTO”. b) LEGENDÁRIO é relativo à LEGENDA (inscrição. ShareEmailAdd tags Mar 23. às vezes. e “PARCIALMENTE erradicada” é impossível. dístico. Por causa disso. à mão. que apresenta interrupções”. ININTERRUPTO significa “contínuo. às avessas. LENDÁRIO e LEGENDÁRIO podem ser usados como sinônimos.

3ª) ÀS VEZES ou AS VEZES? Na frase “Às vezes. bastaria usar o primeiro ou o segundo: “Às vezes. é uma questão de preferência. podemos usar ou não o artigo definido: “Obedeça a sua sede” ou “Obedeça à sua sede”. totalmente aportuguesado. às vezes ( = algumas vezes). A crase no segundo caso caracterizaria uma repetição. Provavelmente. Nós nos sentamos à mesa.” Agora. É uma nova York. Consequentemente não haveria crase ( = objeto direto não tem preposição). Todos podem sentar-se “na mesa”. a professora queria a seguinte frase: “Às vezes ( = algumas vezes). afirma: ninguém faz o aportuguesamento da cidade inglesa de York. “as vezes EM que fui engrupida” seria o objeto direto do verbo CONTAR. “Está SOB proteção policial”. b) SOBRE = “em cima de”: “Pôs o livro SOBRE a mesa”. o objeto direto do verbo CONTAR seria “que fui engrupida”. vós. que fui engrupida”. conto para todos as vezes que fui engrupida”. Os defensores da forma Nova Iorque alegam falta de coerência: traduz a primeira palavra para o português e mantém a segunda no inglês. porque a frase está mal construída. 4ª) SOB ou SOBRE? A frase “marcar sob pressão” realmente está errada. nossa. não há dúvida de que ocorre crase no primeiro caso. tu. conto para todos que fui engrupida” ou “conto para todos. 6ª) Nova YORK ou Nova IORQUE? É questão de padronização. Temos um erro de regência. que fica na Inglaterra. e o adjunto adverbial às vezes estaria desnecessariamente repetido. 7ª) “Prosseguem as negociações entre EU e a firma” ou “entre MIM e a firma”? O certo é: “entre MIM e a firma”. Deveria ser: OBEDEÇA A SUA SEDE. a) SOB = “embaixo de”: “Ficou SOB cuidados médicos”. Quem exerce pressão exerce pressão SOBRE alguém ou SOBRE alguma coisa.O certo é sentar-se à mesa.” Nesse caso. conto para todos. nós. ele. Observe um erro lastimável: “A lágrima lhe corria sob a face. tua. sua. Entre outras justificativas. Trata-se de um adjunto adverbial de tempo. mesmo entre vírgulas: “Às vezes (=algumas vezes). às vezes. Nesse exemplo. Os pronomes pessoais retos (eu. OBEDECER é verbo transitivo indireto. conto para todos as vezes EM que fui engrupida. Portanto. O nome da cidade (= New York) é uma homenagem à cidade de York. O segundo caso é discutível. prefiro: “marcar POR pressão”. que fui engrupida. eles) só podem ser usados na função de sujeito da oração. e não de certo ou errado. Devemos usar o acento da crase porque “à mesa” é um adjunto adverbial de lugar. mas é falta de educação e a mesa pode não aguentar. O uso do acento da crase é que é facultativo: antes de pronomes possessivos (= minha.” Deve ser um choro interno! 5ª) “Obedeça SUA sede” ou “Obedeça A SUA sede”? A campanha publicitária do refrigerante Sprite apresenta um erro de regência. Quem prefere a forma Nova York (= traduz o new e mantém York em inglês). “Ele tem muita ascendência SOBRE seus empregados”. O uso da preposição “a” é obrigatório. vossa). Se fosse essa a interpretação. ninguém escreve duque de Iorque. Outro argumento é o adjetivo gentílico (= nova-iorquino). 8ª) BAIXAR ou ABAIXAR os preços? .

propor… IM: ruim. . amá-la-ia. Bangu. folhetim… É importante lembrar que essa regra não foi alterada pelo novo acordo ortográfico. assim. não pede preposição. recebê-la. feroz… OR: condor. “e” e “o “. 3ª) CAJU ou CAJÚ? O certo é CAJU. você. compor. seguidas ou não de “s”: A(s): sofá. A regência muda segundo o seu significado. 2011 2:59 PM Dúvidas dos leitores by Sérgio Nogueira 1ª) “Aspiramos um ar poluído ou A um ar poluído”? Alguns verbos podem ser transitivos diretos ou indiretos. encontramos frequentemente o verbo implicar como se fosse transitivo indireto (= com a preposição em). desejar”. vendê-lo-ia… b) Acentuamos a palavra PORQUÊ quando está substantivada ou no fim da frase: “Não sei o porquê de tudo isso.” c) Não se acentuam as oxítonas terminadas em: I(s): aqui. impor. ShareEmailAdd tags Mar 16. reduzir”. dividi-lo. propôs… Observações: a) As formas verbais terminadas em “a”. Nova Iguaçu… AZ. o certo é: “Aspiramos (TD) um ar poluído (OD). seguidas dos pronomes LA(S) ou LO(S) devem ser acentuadas: encontrá-lo. No sentido de “diminuir. é transitivo direto: “Ele aspira (TD) o perfume (objeto direto = sem preposição)”. cheirar. é transitivo indireto (=aspirar a alguma coisa): “Ele aspira (TI) a este cargo (objeto indireto = com a preposição a)”. Portanto. evitar o uso da preposição em. barris.Tanto faz. aliás… E(s): café. eu prefiro. no sentido de “almejar. avós. invés. O “coitado” ainda não foi contratado e já está “cheirando o emprego”! Portanto. no sentido de “envolver. adquiri-la… U(s): caju. “O aparelho aspira (TD) o pó (OD)”. produzir como consequência”. sabiá. compus. o verbo é transitivo direto. As palavras oxítonas terminadas em “u” não têm acento agudo. EZ. bauru. a) Aspirar. É muito triste encontrarmos “cartas de apresentação” nas quais o candidato afirma “aspirar muito o emprego”. talvez. atrás. devemos usar “implica sacrifícios”. anis. dispô-los. ou seja. fazer descer. A regra das palavras oxítonas ( =sílaba tônica na última sílaba) manda acentuar graficamente só as terminadas em “a”.” 2ª) IMPLICA sacrifícios ou IMPLICA EM sacrifícios? Na sintaxe popular brasileira. Alguns gramáticos já aceitam essa regência. em textos formais. BAIXAR e ABAIXAR são palavras sinônimas. avô. A regência clássica do verbo implicar. “Eles aspiravam (TI) ao governo de São Paulo (OI)”. quanto à dúvida de hoje. no sentido de “respirar. absorver”. b) Aspirar. “e” e “o”. urubus. Entretanto. Parati. chinês… O(s): cipó. OZ: capaz.

eu tra-í.4ª) GRAJAU ou GRAJAÚ? O certo é GRAJAÚ. se quem assiste é um assistente. o pa-ís. sai-a. con-te-ú-do. secretária ( = móvel em que se guardavam segredos)… 2ª) -ISAR ou -IZAR? Paralisar ou paralizar? -SINHO ou -ZINHO? Paisinho ou paizinho? 1) Escrevem-se com “s” (= -ISAR e –SINHO) os verbos derivados e os diminutivos de palavras que já têm “s”: Análise > analisar Aviso > avisar Pesquisa > pesquisar Paralisia > PARALISAR Casa > casinha Lápis > lapisinho Mesa > mesinha País > PAISINHO (=diminutivo de país) . eu ca-í-a. eles ca-í-ram. ele re-ú-ne. for-tui-to. ra-iz. o documento que se assina chama-se distrato. nós ca-í-mos. São as catacreses da língua portuguesa (= palavras que perderam o seu sentido original): salário (= pagamento que era feito em sal). ba-í-a. eu ca-í. pre-ju-í-zo. tainha. ga-ú-cho. in-tui-to. A regra manda pôr acento agudo nas vogais “i” e “u” tônicas. cir-cui-to. sa-ú-de. o certo é: “Ela foi destratada pelo marido na frente dos vizinhos. antes de “NH”. se quem dirige é um dirigente. bai-u-ca. quem trata é um… tratante? Há muito tempo. eu re-ú-no. ru-im. Hoje eu faço trato com muita gente. O acento agudo não se deve à regra das oxítonas. ju-í-za. b) DISTRATAR é “romper um trato”. ca-ir-mos.sn 1ª) DESTRATAR ou DISTRATAR? “Ela foi destratada ou distratada pelo marido na frente dos vizinhos. fa-ís-ca. ele sai. ba-ú. ele trai. É uma regra especial para as vogais “i” e “u”. dis-tribu-í-do. menos com um tratante. ju-í-zes. uma curiosidade: se quem estuda é um estudante. Portanto. ladainha.” Quando um contrato é rompido. con-tri-bu-í-do. 2011 10:57 AM Dúvidas dos leitores by snogueira. não recebe acento agudo: rainha. ele cai. eu saú-do. vi-ú-va.”? a) DESTRATAR é “tratar mal”. ra-í-zes. Agora. a-tra-í-do… Observações: a) A vogal “i” tônica. Bo-cai-u-va… ShareEmailAdd tags Mar 9. moinho… b) Não há acento agudo quando as vogais formam ditongo e não hiato: gra-tui-to. bainha. tu ca-ís-te. esse acento agudo só cai nas palavras em que a vogal “u” faz hiato com um ditongo decrescente: fei-u-ra. os pais… c) Não há acento agudo quando as vogais “i” e “u” não estão isoladas na sílaba: caiu. eles sa-ú-dam. pa-ul… Segundo o novo acordo ortográfico. eu sa-í. que eles cai-am. sa-in-do. je-su-í-ta. bai-a. ju-iz. quando formam hiato com a vogal anterior e ficam sozinhas na sílaba ou com “s”: Gra-já-ú. pro-í-bo. talvez tenha sido. I-ca-ra-í. mui-to.

” b) HÁ CERCA DE = HÁ (verbo) + CERCA DE (perto de. tu arrias. aproximadamente. semana. dia. devemos usar ESTE(S) ou ESTA(S): “NESTE momento” é agora. Quando a ideia é de tempo presente (=momento. 2011 8:55 AM Dúvidas dos leitores . eles arreiam. incendeio. eles arriam. fazer descer) : “Ele arria as calças.2) Escrevem-se com “z” (= -IZAR e –ZINHO) os verbos derivados e os diminutivos de palavras que não têm “s”: ameno > amenizar legal > legalizar real > realizar suave > suavizar animal > animalzinho balão > balãozinho flor > florzinha pai > PAIZINHO (=diminutivo de pai) 3ª) A CERCA DE ou HÁ CERCA DE ou ACERCA DE? a) A CERCA DE = A (preposição) + CERCA DE (perto de.” Os verbos terminados em “– ear” são irregulares (= fazem o ditongo “ei” quando a sílaba tônica cai sobre a vogal “e”): eu arreio. ansiar. pois nos referimos ao ano em que estamos. São os verbos terminados em “– iar” que são irregulares (= fazem o ditongo “ei”): eu medeio. hora. remedeio. ele arreia. “Até o fim DESTA semana” é até o fim da semana em que estamos. tu arreias. mês. sobre: “Falávamos acerca do jogo de ontem. aproximadamente.” (= Estamos aproximadamente a dez quilômetros do estádio – ideia de distância).” (= Existem perto de 40 pessoas na sala). odiar e o verbo intermediar. Os verbos do grupo do MARIO (mediar. por volta de. anseio.” (= Faz aproximadamente dez anos que não nos vemos – ideia de tempo já decorrido) ou “Há cerca de 40 pessoas na sala.” 4ª) A frase “É a nova paradinha criada por Mestre Jorjão para o carnaval desse ano” está correta? O certo é “…carnaval deste ano”. “ESTE dia” é hoje. ARRIA é do verbo ARRIAR (= abaixar. c) ACERCA DE = a respeito de. em torno de): “Estamos a cerca de dez quilômetros do estádio. que é derivado) são as exceções. em torno de): “Não nos vemos há cerca de dez anos. “Ele deverá voltar ao Brasil daqui a cerca de dois anos” (tempo futuro). ano). que eu arrie. ShareEmailAdd tags Mar 2. remediar. ou A CERCA DE = A (artigo) + CERCA (substantivo) + DE (preposição): “A cerca de arame farpado foi cortada. incendiar. odeio e intermedeio. 5ª) ARREIA ou ARRIA? Depende do verbo. ARREIA é do verbo ARREAR (= pôr os arreios): “Ele arreia o cavalo”. que eu arreie… Os verbos terminados em “– iar” são regulares (= não fazem o ditongo “ei”): eu arrio. ele arria. por volta de.

moçada.” “Ele deixou a decisão com nós mesmos. PENTEAR.” “Ele deixou a decisão com nós dois. São os únicos verbos terminados em “-iar” que são irregulares (=ditongo “ei” nas formas rizotônicas): Presente do Indicativo EU odEIo TU odEIas ELE odEIa NÓS odiamos Presente do Subjuntivo odEIe odEIes odEIe odiemos . RECEAR. ANSIAR. 2ª. que exijam uma linguagem mais cuidada. RECREAR. a maioria. em igualdade”. PASSEAR. FREAR. Só pode ser usado em textos informais: “A outra turma vai se reunir com a gente. 3ª pessoa do singular e 3ª pessoa do plural. Em “para se examinar a próstata. Talvez seja uma questão de preferência. b) AO PAR = “em paridade. Vamos lá. por exemplo: “Ele deixou a decisão com nós todos. devemos usar a forma CONOSCO: “Nossos fornecedores querem uma reunião conosco.” c) Devemos usar COM NÓS antes de algumas palavras. nos tempos do presente): Presente do Indicativo EU passEIo TU passEIas ELE passEIa NÓS passeamos VÓS passeais ELES passEIam Presente do Subjuntivo passEIe passEIes passEIe passeemos passeeis passEIem Grupo 2 – Grupo do M A R I O A palavra M A R I O é formada pelas letras iniciais dos verbos MEDIAR (e o derivado INTERMEDIAR).” a) A PAR DE = “estar ciente de”. Você decide. 2ª) COM A GENTE ou CONOSCO ou COM NÓS? a) Falar COM A GENTE é típico da linguagem coloquial brasileira.by snogueira. CEAR. SABOREAR…) são irregulares: fazem um ditongo “ei” nas formas rizotônicas (= 1ª. diz que o termo correto é toque retal. pois o “tal toque” é feito no reto. b) RETAL é relativo ao reto (intestino). que toque anal não está errado. entretanto.” 3ª) ANAL ou RETAL? a) ANAL é relativo ao ânus.sn 1ª) “Ele está AO PAR ou A PAR do assunto”? O certo é: “Ele está A PAR do assunto. coragem! 4ª) PREMIA ou PREMEIA? VARIA ou VAREIA? Grupo 1 – Verbos terminados em –EAR Todos os verbos terminados em “-ear” (= ARREAR. REMEDIAR.” b) Em textos formais. é necessário fazer o toque anal ou o toque retal?” Alguns médicos consultados disseram que tanto faz.“título ou moeda de valor idêntico: câmbio ao par”: “O real e o dólar já estiveram ao par”. O que não pode é deixar de fazer o exame. INCENDIAR e ODIAR.

o verbo pode concordar com o especificador singular: “2% da população VOTOU(ou VOTARAM). são regulares (=não fazem o ditongo “ei”): Presente do Indicativo EU copio TU copias ELE copia NÓS copiamos VÓS copiais ELES copiam Presente do Subjuntivo copie copies copie copiemos copieis copiem Conclusão: O certo é PREMIA e VARIA.” Situação 2 – Com especificador singular. 2011 2:00 PM Dúvidas dos leitores by snogueira. o verbo pode concordar com o número ou com o especificador: “Em torno de 1% dos viciados MORRE (ou MORREM) a cada ano. intermedeia. remedeia.VÓS odiais ELES odEIam odieis odEIem Grupo 3 – Verbos terminados em –IAR Os verbos terminados em “iar”. copia.” “Quase 90% dos empresários ACHAM que o risco de fraude é maior. VARIA…(=verbos regulares).” (=ela própria) .” O verbo MAQUIAR (=maquilar) é regular (=termina em “iar” e não pertence ao grupo do MARIO). Portanto. devemos usar: ele medeia. no sentido de “próprio”. a concordância é feita com esse determinante: “Esses 30% da fazenda SERÃO OCUPADOS.” 2ª) MESMO ou MESMA? a) MESMO. incendeia e odeia (grupo do MARIO = verbos irregulares). mia. porque são verbos regulares (= terminam em “iar” e não pertencem ao grupo do MARIO). PREMIA. o verbo deve concordar com a percentagem”: “1% FOI DESCONTADO. com exceção do grupo do MARIO.” “Os restantes 15% da produção VÃO SER ARMAZENADOS.” “2% FORAM DESCONTADOS.” Situação 3 – Com especificador plural. anuncia.” “Trinta por cento da fazenda SERÁ OCUPADA (ou SERÃO OCUPADOS). anseia. 5ª) MAQUIA ou MAQUEIA? O certo é: “Ela se MAQUIA todos os dias. ShareEmailAdd tags Feb 23.” Situação 4 – Quando o percentual é antecedido por um determinante. porém ele arria.” “Vinte por cento da água ESTÁ CONTAMINADA (ou ESTÃO CONTAMINADOS).sn 1ª) Concordância com PERCENTAGENS Situação 1 – Sem especificador. é pronome e deve concordar: “Adriana prefere os sucos que ela MESMA faz.

também escrevo a caneta (= feminino)”. tal como qualquer a resultante de crase – diferente do timbre fechado do a pronome. nestas últimas. cumpre levar em conta estes dois fatores que aconselham a utilização do acento no a nas locuções com nomes femininos: 1º) o uso tradicional do acento pelos melhores escritores da nossa língua.” (=até a diretoria) “MESMO os professores erraram aquela questão. 2011 8:31 AM Dúvidas dos leitores by snogueira.“Nós MESMOS resolvemos o caso. às pressas.” (=inclusive os professores) 3ª) MENOS ou MENAS? Menas não existe. Depois de tantas críticas e de muita pesquisa. em vista disso. no sentido de “até. aos bocados (tal como às carradas)… Além disso. à unha. à vista. do Manual do Estadão. Afinal era muita gente boa contra mim: o grande mestre Adriano da Gama Kury. à toa. será também a gasolina (= feminino)”. à luz (=dar à luz). a remo. a ausência do artigo em muitos casos: a custo. ao redor (tal como à roda. à frente. à medida que. a prazo. inclusive”. uma vez que “não existe artigo”. as locuções com substantivos femininos não devem acentuar-se. Certos autores. à força. Confesso que sempre pensei assim: “Se escrevo a lápis (= masculino). prepositivas. “Se matou a tiros (=masculino). em Portugal. às avessas. é invariável: “MESMO a diretoria não resolveu o problema. quando ainda não era generalizado o uso dos acentos) numerosas locuções adverbiais e prepositivas formadas por substantivos femininos. à deriva. à força. Os argumentos são fortes. resolvi mudar de opinião. verificam. De quanto se expôs acima. à cata de. leitores e amigos. o professor Luiz Antônio Sacconi. e muitos outros mestres. à volta). à vontade. Vejamos o que diz o professor Adriano da Gama Kury: “Desde tempos antigos da nossa língua se vêm usando com acento no a (ou com dois aa. às claras. à distância.” b) MESMO. conjuncionais): À beça. artigo ou preposição.” (=nós próprios) “As meninas feriram a si MESMAS. a troco de etc. à vela. tais como à custa de. o meu amigo Pasquale Cipro Neto. à parte. Use sempre MENOS: “Vieram MENOS pessoas que o esperado.” “Isso é de MENOS importância.sn 1ª) PORQUE. PORQUÊ ou POR QUÊ? . à beira de. nessas locuções. à tarde. (…) Esquecem tais autores que em outras locuções de substantivos masculinos ocorre o artigo: ao lusco-fusco (tal como à tarde). às vezes e tantas mais. à última hora. Eduardo Martins. e concluem apressadamente que. 2º) a pronúncia aberta do a. às ordens. deve-se recomendar o uso do acento no a em locuções como as seguintes (adverbiais. às vezes…” ShareEmailAdd tags Feb 16. a dedo. também matou a bala (=feminino)”. a esmo. comparando algumas destas locuções com outras formadas de substantivos masculinos.” 4ª) “Fez tudo À MÃO ou A MÃO”? Houve época em que eu afirmava que à mão não teria o acento da crase se apresentasse a ideia de “instrumento”. à proporção que. à toa. à procura de.. POR QUE. À MÃO. “Se o carro é a álcool (= masculino). à revelia.

” 3) POR QUÊ = no fim da frase (antes de pausa): “Ele não viajou por quê?” “Se ele mentiu. eu queria saber por quê. se nos referirmos ao tempo de duração: “A reunião .” (=por que motivo.1) PORQUE é conjunção causal ou explicativa: “Ele viajou porque foi chamado para assinar o contrato. mas seu Banco. pelas quais: “Só eu sei as esquinas por que passei. se houvesse “definição” dos dias: “O congresso será da próxima segunda à sexta-feira.” (=por qual) “Não sei por que ele não veio. Embora alguns autores registrem e alguns professores defendam o “chegar em algum lugar”.” 2o) Faltou o artigo para definir a hora de início: “…das 12h às 20h”.” “Quero saber por quê. guardou riquezas confiscadas. Observe o uso correto da palavra confisco: “Raoul Wallenberg salvou judeus. porque a frase se refere a qualquer segunda-feira e a qualquer sexta-feira. No caso de uma desapropriação existe alguma forma de indenização. e não “em” algum lugar. Não haverá a necessidade do artigo definido. Haveria crase. na Suíça.” (=pelos quais) “Não sei por que motivo ele não veio. pelos quais.” 3ª) A frase “O transatlântico chegou no cais…” está correta? Quem chega deve chegar “a” algum lugar. O que acontece às vezes é uma “indenização tão vagabunda”. por qual motivo) 2ª) CONFISCO ou DESAPROPRIAÇÃO? A frase “O governo estadual pretende começar no mês que vem o confisco de imóveis para terminar a linha verde” está errada.” “Ele deve estar em casa porque a luz está acesa. nós preferimos a regência tradicional do verbo chegar: “O transatlântico chegou ao cais…” 4ª) Onde está o erro na frase: “O trabalho é de segunda à sexta-feira. Não há artigo definido.” “Abra a janela porque o calor está insuportável. Sempre que determinamos a hora.” (=pergunta indireta) b) quando for substituível por por qual. depois ou subentendida: “Desconheço os motivos por que a viagem foi adiada. de 12h às 20h”? São dois erros: 1o) Não há crase: “…de segunda a sexta-feira…” Só existe a preposição “a “. devemos usar o artigo definido. pelo qual.” “Ele não foi porque estava doente.” (=pelo qual) c) quando houver a palavra motivo antes.” 2) PORQUÊ é a forma substantivada (=antecedida de artigo “o” ou “um”): “Quero saber o porquê da sua decisão.” 4) POR QUE a) em frases interrogativas diretas ou indiretas: “Por que você não foi?” (=pergunta direta) “Gostaria de saber por que você não foi. haverá “desapropriação de imóveis”. Na verdade. onde e quando.” “A professora quer um porquê para isso tudo. que mais parece um “confisco”.” (=pelas quais) “É um drama por que muitos estão passando. o que não ocorre no confisco. pela qual.

portanto. portanto. O que se quer é uma maior quantidade de informações. A novidade é a sílaba tônica. que se desloca da vogal “u” para a vogal “o” (=pronuncia-se /juniôres/). revólveres. AMARELO-OURO… Observe bem a diferença: Olhos VERDE-CLAROS = cor + adjetivo(=claro ou escuro). açúcares. Não será por isso que o Inter deixará de ser TETRA. Para que o ouvinte não faça confusão de “MAIS NOTÍCIAS” com “MÁS NOTÍCIAS”.será de duas a quatro horas. AZUL-PISCINA. MAIS INFORMAÇÕES. o verbo passar deveria estar no singular para concordar com o núcleo do sujeito (=conjunto): “Não existe idade certa para esse conjunto de sintomas passar a afligir mulheres adultas”.sn 1ª) Olhos VERDES-CLAROS ou VERDE-CLAROS? Calças VERDES-GARRAFAS ou VERDE-GARRAFAS? Nos adjetivos compostos. podemos usar “de futebol JÚNIOR” ou “da categoria JÚNIOR”. ROSA-CHOQUE. DUAS mil pessoas. Os numerais devem concordar com os substantivos a que se referem: UMA hora da tarde. VERMELHOSANGUE.” A frase correta. hambúrgueres. ShareEmailAdd tags Feb 9. apenas o último elemento vai para o plural: Consultórios MÉDICO-CIRÚRGICOS Candidatos SOCIAL-DEMOCRATAS Atividades TÉCNICO-CIENTÍFICAS Problemas SOCIOPOLÍTICO-ECONÔMICOS Cabelos CASTANHO-ESCUROS Olhos VERDE-CLAROS Os adjetivos compostos referentes a cores são INVARIÁVEIS quando o segundo elemento for um substantivo: Calças VERDE-GARRAFA. a minha sugestão é seguir o exemplo das transmissões esportivas da rede Globo: em vez de dizer que “o Internacional é o tetracampeão de JUNIORES”. podemos usar “OUTRAS ou NOVAS notícias”. Se você não gosta do plural de JÚNIOR. 5ª) A concordância na frase: “Não existe idade certa para esse conjunto de sintomas passarem a afligir mulheres adultas” está correta? O sujeito do verbo PASSAR é “esse conjunto de sintomas”. mares… O plural. Calças VERDE-GARRAFA = cor + substantivo. ou seja. contêineres. 2ª) Qual é o plural de JÚNIOR? As palavras terminadas em “R” fazem plural com o acréscimo de ES: repórteres. VERDE-MAR. DUZENTOS . Em razão disso. MEIO (=metade) é um numeral fracionário. VERDE-OLIVA Blusas AZUL-CÉU. é: “O trabalho é de segunda a sexta-feira. nem maior nem menor. VERDE-MUSGO. 3ª) “Maiores OU Mais informações podem ser obtidas pelo telefone”? Informação não tem tamanho. 4ª) “Meio-dia e MEIO ou MEIA?” O certo é “meio-dia e MEIA”. O sujeito é simples e o núcleo é “conjunto”. das 12h às 20h” . 2011 8:49 AM Dúvidas dos leitores by snogueira. é JUNIORES. porque acha feio ou estranho.

O certo é: “CONSERTAM-SE bicicletas” (=”bicicletas SÃO CONSERTADAS”).” (=meia hora) “É meia-noite e MEIA. a necessidade de CONSERTAR a plaquinha. não está muito satisfeita). a partícula SE é indeterminante do sujeito.” (automóveis = sujeito plural).” Para facilitar a nossa vida. ShareEmailAdd tags Feb 2. é sempre MEIO (forma não flexionada = masculino singular). PRIMEIRO candidato. “VENDEM-SE automóveis. O sujeito é indeterminado e o verbo concorda no singular: “PRECISA-SE de operários.” (=metade da diretoria está insatisfeita e a outra metade deve estar satisfeita). Apartamentos é o sujeito e está no plural.” (=meio capítulo) “Leu uma página e MEIA. O verbo deve concordar com o sujeito: “VENDE-SE este carro.” (=meia hora) “É meio-dia e MEIA.” (de operários = objeto indireto).” “Os clientes andam MEIO insatisfeitos. primeiro fico imaginando uma “sinfonia” de bicicletas e. no sentido de “mais ou menos”. depois. Observe os exemplos: “A aluna ficou MUITO nervosa. Portanto. podemos decorar o seguinte: “MEIO. SEGUNDA questão… Observe mais alguns exemplos: “Chupou MEIO limão e MEIA laranja.” “A aluna ficou POUCO nervosa.” É um caso de voz passiva sintética ou pronominal. 2011 8:54 AM Dúvidas dos leitores by snogueira.” Observe a diferença: a) “A diretoria está MEIO insatisfeita. A partícula SE é apassivadora sempre que houver um “objeto direto” para se transformar em sujeito passivo.” (mal e nesta cidade = adjuntos adverbiais). Isso significa que a frase está na voz passiva (=sujeito “sofre” a ação verbal).” (=a diretoria está mais ou menos insatisfeita.” (=meio litro) “Bebeu uma garrafa e MEIA de cerveja.” “Leu um capítulo e MEIO. um pouco) é advérbio de intensidade.” Logo: “A aluna ficou MEIO nervosa.” (este carro = sujeito no singular).sn 1ª) ALUGA-SE ou ALUGAM-SE apartamentos? A partícula SE é apassivadora. Vejamos mais exemplos: . está um pouco insatisfeita. Quando vejo escrito numa placa “CONCERTA-SE bicicletas”. b) “MEIA diretoria está insatisfeita.” “Ela estava MEIO aborrecida. o certo é: “ALUGAM-SE apartamentos.” (=meia página) “Bebeu um litro e MEIO de vodca.” (=meia hora) 5ª) “Ela ficou MEIA ou MEIO nervosa?” O certo é “MEIO nervosa”. Os advérbios não se flexionam. “VIVE-SE mal nesta cidade.” (=meia garrafa) “São duas e MEIA da tarde. Corresponde a “Apartamentos SÃO ALUGADOS”. MEIO (=mais ou menos. Se NÃO houver “objeto direto” para virar “sujeito passivo”.gramas de mortadela.

Partícula Apassivadora: “Apresentaram a ideia de SE CONVOCAREM mulheres e seminaristas para um serviço militar obrigatório. O sujeito da voz passiva (=quem sofre a ação verbal) é CONCESSÕES (=plural).” “Não SE ACREDITA mais em marcas nacionais. Portanto. a partícula SE não é apassivadora.”) “Não estamos contra que SE TAXEM as propriedades improdutivas. buteco (de botequim).” (x trabalhando BEM).”) “DEVEM-SE EVITAR as formas rebuscadas. O verbo deve concordar no singular: “…quando se TRATA de assuntos políticos”.” “É necessário que SE RECORRA a soluções de impacto.” (=assim que você chegou). São dois erros de concordância. No sentido de recipiente metálico. usado para armazenar produtos voláteis. As corruptelas.” (=”Cada vez mais diagnósticos do vírus SÃO FEITOS. a frase correta é: “Cumpre que se FAÇAM concessões quando se TRATA de assuntos políticos.” (=”…a ideia de mulheres e seminaristas SEREM CONVOCADOS…”) “Cada vez mais SE FAZEM diagnósticos do vírus. No segundo caso.”) “Estas são as metas que SE DEVEM ATINGIR. prefiro a forma BOTIJÃO.1. “ (x BOM humor).” (x BOM profissional). O dicionário Aurélio considera bujão sinônimo de BOTIJÃO. quando): “MAL você chegou. “Ele foi MAL treinado.” (=Estas são as metas que DEVEM SER ATINGIDAS. são formas características da linguagem popular: milico (de militar). em geral.” 3ª) BUJÃO ou BOTIJÃO? BUJÃO (do francês bouchon) é uma bucha com que se tapam buracos ou tampa de atarrachar. A partícula SE é apassivadora. maraca (de Maracanã). Nesse caso. “Ele está de MAU humor. todos se levantaram. O verbo deveria concordar no plural: “Cumpre que se FAÇAM concessões…” (Cumpre que concessões SEJAM FEITAS…).” (x BEM treinado).”). “O lobo MAU…” (x O lobo BOM…) 2) MAL pode ser: a) advérbio (=opõe-se a BEM): “Ele está trabalhando MAL. no sentido de BOTIJÃO. o verbo TRATAR é transitivo indireto (= quem trata trata DE alguma coisa). 2.”) “Não SE PERCEBERAM ainda todos os erros. fusca (de Volkswagen)… 4ª) MAL ou MAU? 1) MAU é adjetivo e se opõe a BOM: “Ele é um MAU profissional.” (x se comportou muito BEM) b) conjunção (=logo que.” 2ª) A frase “Cumpre que se faça concessões quando se tratam de assuntos políticos” está correta? A frase está errada. . No primeiro caso. o verbo FAZER é transitivo direto (=quem faz faz alguma coisa). “Ele se comportou muito MAL. é uma corruptela (=palavra que se corrompe foneticamente). entretanto é importante lembrar que bujão. Partícula de Indeterminação do Sujeito: “Não SE NECESSITA mais de todos esses dados.” (=”…que as propriedades improdutivas SEJAM TAXADAS.” (=Todos os erros ainda não FORAM PERCEBIDOS. assim que.” (=As formas rebuscadas DEVEM SER EVITADAS.

Na verdade. Todos diriam que “ele é um dos artistas mais BRILHANTES” (=que mais BRILHAM). Exemplo: “Você volta DA Bahia” > “Você vai À Bahia” “Você volta DE Brasília” > “Você vai A Brasília” Vamos testar o “macete” em outros exemplos: “Vou à Inglaterra” (=”Volto DA Inglaterra”) “Vou a Israel” (=”Volto DE Israel”) “Vou à Paraíba” (=”Volto DA Paraíba”) “Vou a Goiás” (=”Volto DE Goiás”) “Vou a Curitiba” (=”Volto DE Curitiba”) “Vou à progressista Curitiba” (=”Volto DA progressista Curitiba”) “Vou à Barra da Tijuca” (=”Volto DA Barra da Tijuca”) “Vou a Copacabana” (=”Volto DE Copacabana”) No Rio de Janeiro. CHEGAR à ou a … 2ª) Ele é um dos que VIAJOU ou VIAJARAM? Embora alguns gramáticos considerem esse caso facultativo. Se você quer saber com mais rapidez se deve IR À ou A algum lugar (com ou sem o acento da crase). problema): “Ele está com um MAL incurável.” (=logo que saiu de casa) c) substantivo (=doença. às vezes não. Se você volta DE. É importante lembrar que esse macete não se aplica a todos os casos de crase. Enquanto Brasília não apresenta artigo definido. ShareEmailAdd tags Jan 26. depois de UM DOS…QUE.” O raciocínio é o seguinte: “dentre aqueles que VIAJARAM. foi assaltado. 2011 9:40 AM Dúvidas dos leitores by snogueira. significa que não há artigo: você vai A. use o seguinte “macete”: Antes de IR. “Vou em direção a Ipanema” (=”Volto DE Ipanema”). a linha 1 metrô é bem interessante: só ocorre crase numa direção: “Vou em direção à Tijuca” (=”Volto DA Tijuca”).sn 1ª) Vai a ou à Brasília? Vai a ou à Bahia? Quando vamos sempre vamos a algum lugar. significa que há artigo: você vai À.” “Rio de Janeiro é uma das cidades que SERÃO VISITADAS pela comissão julgadora. VIAJAR à ou a. O verbo IR pede a preposição a. Se você volta DA. O problema é que o nome do lugar (= topônimo) aonde vamos às vezes vem antecedido de artigo definido a. a nossa preferência é o PLURAL: “Ele é um dos que VIAJARAM. Outro motivo que nos leva a preferir o verbo no plural é a concordância nominal. Portanto.” (=doença). ele é um”. VOLTE. a Bahia é antecedida do artigo definido a. defeito. a dica de hoje só resolve o problema das “viagens”: IR à ou a.“MAL saiu de casa. DIRIGIR-SE à ou a. faça a concordância com o verbo no PLURAL: “Dona Zica foi uma das moradoras que SOCORRERAM as vítimas da enchente. Ninguém usaria o adjetivo BRILHANTE no singular. “O seu MAL é não ouvir os outros.” “Chiquinho é um dos jogadores que se DESTACARAM no último campeonato. Isso significa que você “VAI À BAHIA” (=proposição a do verbo IR + artigo definido a que antecede a Bahia) e que você “VAI A BRASÍLIA” (=sem crase. porque só há a preposição a do verbo IR).” .” (=defeito).

O verbo deve concordar no plural: “Na região VEEM-SE cadeias de montanhas de todas as formas. A concordância verbal e pronominal deve ser feita em 3ª pessoa: “Vossa Excelência (=você) DEVE comparecer com SEUS convidados à reunião do dia 20.” Se você achou estranho ou feio. Cadeias de montanhas de todas as formas é o “sujeito passivo” e está no plural. 4ª) A concordância em “Na região VÊ-SE cadeias de montanhas de todas as formas” está correta? A partícula SE é apassivadora. Vossa Senhoria.” Nesse caso.” Resumindo: Tempo passado: Aconteceu agora há pouco = HÁ (=FAZ). Os pronomes de tratamento (=Vossa Santidade. caso haja ideia de “exclusividade”. Erro semelhante ocorre num anúncio de uma famosa marca mundial: “Esta é a marca que o mundo confia. HÁ (=do verbo HAVER) só poderia ser usado caso se referisse a um tempo já transcorrido: “Não nos vemos há uma semana.” Quem não gosta sou eu. Tempo futuro: Veja daqui a pouco = A. o verbo ficará no SINGULAR: “Senhora é um dos romances de José de Alencar que CAIU no último vestibular.” ShareEmailAdd tags Jan 19. 3ª) Espero que não haja obstáculos à realização das provas.É interessante lembrar que. se quem gosta gosta de alguma coisa.” Quando a ideia é de “tempo futuro”.” Eu perdi a confiança! A regência do verbo CONFIAR exige a preposição em. Estamos a SEU dispor para mais esclarecimentos.” Outro exemplo errado ocorre em cartas comerciais: “Segue anexo o documento que você se refere em sua última carta. devemos entender que Senhora é o único romance de José de Alencar que CAIU na prova do vestibular. Ora.” “Espero que não haja obstáculos à realização das provas. Estamos a vosso dispor para mais esclarecimentos” está correta? VOSSA EXCELÊNCIA é um pronome de tratamento. daqui HÁ ou A uma semana? O correto é: Espero que não haja obstáculos à realização das provas. é frequente ouvirmos: “Esta é a música que o povo gosta. O certo é: “Segue anexo o documento a .” Você decide qual pronome relativo vai usar. Vossa Majestade. é esquecida. o certo é: “Esta é a música de que o povo gosta. há outra opção: “Esta é música da qual o povo gosta. daqui a uma semana. devemos usar a preposição a: “Só nos veremos daqui a uma semana. mas não esqueça a preposição.” O verbo REFERIR-SE pede a preposição a.” Corresponde a “Cadeias de montanhas de todas as formas SÃO VISTAS na região”. Em nossas rádios.sn Coitada da preposição! Como é maltratada! Quando não é mal usada. 5ª) A frase: “Vossa Excelência deve comparecer com vossos convidados à reunião do dia 20. 2011 10:04 AM Uso das preposições by snogueira. você …) fazem concordância de 3ª pessoa. daqui A uma semana. O certo é: “Esta é marca em que o mundo confia.

” Pelo visto.” (=fomos AO cinema). antecedente = sociedade.” Pronome relativo = QUE. Ou o gol seria ilegal. “a algum lugar”: “Esta é a rua ONDE mora a família Costa. “…vivemos NA SOCIEDADE. antecedente = os dados.” 3ª) Vossa Excelência DEVE ou DEVEIS viajar? . Se quem precisa precisa de alguma coisa. devemos usar o verbo VER no futuro do subjuntivo: quando eu VIR tu VIRES ele VIR nós VIRMOS vós VIRDES eles VIREM.” Mais um: “E o Flamengo acabou perdendo o gol que tanto precisava.” (=a família Costa mora NA rua). não precisava tanto. “Este é o cinema AONDE fomos ontem à noite. “AONDE você vai?” (=quem vai vai A algum lugar). “…fizemos alusão AO FATO. “Aqui está o livro QUE compramos ontem. “…compramos ontem O LIVRO. devemos usar: “Quando nós nos VIRMOS de novo. antecedente = o livro. “Isto só ocorre nesta sociedade EM QUE vivemos. antecedente = o fato. A frase “Quando a gente se ver de novo” é típica da linguagem popular-coloquial.” Pronome relativo = QUE. o certo é: “E o Flamengo acabou perdendo o gol de que tanto precisava. “Os dados COM QUE contamos são insuficientes. “…contamos COM OS DADOS. 2ª) VER ou VIR? Leitor quer saber se a frase a seguir está certa ou errada: “Onde você ver uma parede torta ou um carro com lataria ondulada…” O certo é: “Onde você VIR uma parede…” Nessa frase.” Vamos testar o “macete” em outros exemplos: “Isto só ocorre nesta sociedade ___ que vivemos.” DICA Se você quer saber se deve usar preposição antes dos pronomes relativos.” (preposição = EM).” (sem preposição). Segundo a língua padrão.” “O fato ___ que fizemos alusão não é recente. “ONDE estou?” (= quem está está EM algum lugar).” Pronome relativo = QUE.” (preposição = COM). Ponha o antecedente no fim da oração seguinte (=que dispomos para o investimento) > “…que dispomos DA QUANTIA para o investimento” (=você descobriu a preposição DE ) Ponha a preposição (=DE) antes do pronome relativo: “Esta é a quantia de que dispomos para o investimento.” “Os dados ___ contamos são insuficientes.que você se refere em sua última carta.” Dúvidas dos leitores: 1ª) ONDE ou AONDE? ONDE indica “em algum lugar” e AONDE.” Pronome relativo = QUE. aplique o seguinte “macete”: “Esta é a quantia ___ que dispomos para o investimento.” “Aqui está o livro ___ que compramos ontem.” (preposição = A ) “O fato A QUE fizemos alusão é recente.” Todo pronome relativo (=que) tem um antecedente (=quantia).

devido ao uso consagrado. zinha.VOSSA EXCELÊNCIA. Em “Vossa Excelência deve comparecer com vossos convidados à reunião do dia 20. passando a desinência do plural (=”S”) para depois do sufixo: PAPÉI (S) + ZINHO + S = PAPEIZINHOS BALÕE (S) + ZINHO + S = BALÕEZINHOS FLORE (S) + ZINHA + S = FLOREZINHAS Observe que os acentos gráficos (=agudo e circunflexo) não são necessários no diminutivo porque a sílaba tônica é a antepenúltima (=ZI): papeiZInhos. Vejamos mais alguns exemplos: ANIMALZINHO > ANIMAIZINHOS CORAÇÃOZINHO > CORAÇÕEZINHOS ALEMÃOZINHO > ALEMÃEZINHOS ALEMÃZINHA > ALEMÃZINHAS Assim sendo o plural de BARZINHO seria BAREZINHOS. b) As palavras terminadas em EL fazem plural em ÉIS: PAPEL = PAPÉIS. zito). PASTEL = PASTÉIS. Estamos a seu dispor para mais esclarecimentos”. o certo é: Vossa Excelência DEVE viajar. a) As palavras terminadas em ÉU fazem plural em ÉUS (=com a desinência “S”): TROFÉU = TROFÉUS. FOGARÉU = FOGARÉUS. 2011 7:11 AM Dúvidas dos leitores by Sérgio Nogueira 1ª) Qual é o plural de BARZINHO? Barezinhos ou barzinhos? Se você desejar o plural de uma palavra no diminutivo (=com sufixo ZINHO ou ZITO). faz a concordância na 3ª pessoa. ShareEmailAdd tags Jan 12. melhorezinhos ou melhorzinhos… 2ª) CHAPÉUS ou CHAPÉIS? O certo é CHAPÉUS. VOSSA SANTIDADE…). Portanto. os pronomes também devem ficar na terceira pessoa. VOSSA ALTEZA. Atualmente. Estamos a vosso dispor para mais esclarecimentos”. VOSSA MAJESTADE. mulherezinhas ou mulherzinhas. . Isso vale para as palavras terminadas em “R”: florezinhas ou florzinhas. Se o verbo concorda com Vossa Excelência na terceira pessoa. É igual a VOCÊ. RÉU = RÉUS. ocorre outro desvio de concordância. o correto é: “Vossa Excelência deve comparecer com seus convidados à reunião do dia 20. ANEL = ANÉIS. já é perfeitamente aceitável a forma BARZINHOS. Observe também que o til permanece pois não é acento (= é sinal de nasalização): balõeZInhos. como qualquer pronome de tratamento (=VOSSA SENHORIA. Assim sendo. deverá seguir a seguinte regra: 1º) Ponha a palavra primitiva no plural: PAPEL > PAPÉIS BALÃO > BALÕES FLOR > FLORES 2º) Acrescente o sufixo do diminutivo (=zinho.

” (=não há a preposição a. educação. ShareEmailAdd tags Jan 5. MAS país – país + inho = paisinhos. às vezes. trabalho e combate à impunidade e à corrupção foram os principais temas. temos somente o artigo definido as). trabalho e combate à impunidade e à corrupção foram os principais temas. é correto que o plural seja feito apenas com a desinência S: PAISINHOS (em vez de PAISEZINHOS) e LUZINHAS (em vez de LUZEZINHAS).” Quando a ideia não for de “de vez em quando”. ganha do Fluminense. 3ª) ONDE ou EM QUE? Leitor quer saber se a frase a seguir está correta: “Ela foi eleita por seu discurso indignado onde saúde.” “O Flamengo. luz – luz + inha = luzinhas.” (=as vezes é o sujeito) “Em todas as vezes. nas locuções verbais.” Observe que. “Esta é a cidade onde eles nasceram”. ANIMAL = ANIMAIS (AL > AIS). O verbo auxiliar é o que concorda com o sujeito.Essa diferença deve ser observada no plural do diminutivo: CHAPÉU > CHAPÉU (S) = CHAPEUZINHOS. . 2011 9:27 AM O uso do infinitivo by snogueira.sn 1) Em locuções verbais. Nesse caso. PAGAR antecipadamente o IPTU.” “Os contribuintes PODERÃO. pão – pão + zinho = pãe(s) + zinho = pãezinhos. não há crase: “Foram raras as vezes em que ele veio até aqui. são corretas as formas PAISINHOS e LUZINHAS. devemos usar o infinitivo impessoal (=não se flexiona): “Os deputados DEVEM ANALISAR o caso na próxima semana. por isso não ocorre a crase. em algumas vezes): “Às vezes os alunos acertam esta questão. 5ª) LUZEZINHAS ou LUZINHAS? No caso do plural de PAISINHO e LUZINHA.” O pronome ONDE só deve ser usado para substituir termo que expresse ideia de “lugar”: “Esta é a casa onde ela mora”. a partir da próxima semana. educação.” 4ª) ÀS VEZES ou AS VEZES? Ocorrerá a crase somente quando ÀS VEZES for uma locução adverbial de tempo (= de vez em quando. temos uma oração. devemos usar: “Ela foi eleita por seu discurso indignado em que (ou no qual) saúde. ele criou problemas. Regra semelhante se aplica às palavras terminadas em AU e AL: DEGRAU = DEGRAUS (AU > AUS). Quando o plural é feito com o sufixo INHO. PASTEL > PASTÉI (S) = PASTEIZINHOS. Esclarecendo melhor a diferença: pastel – pastel + zinho = pastéi(s) + zinho = pasteizinhos. cruz – cruz + inha = cruzinhas.

mas o sujeito é o mesmo (eles = os técnicos).” “A lei proíbe os brasileiros DE FUMAR na ponte aérea.” Esquema de fixação: Locução verbal = verbo auxiliar + infinitivo impessoal (=não se flexiona). usamos a forma não flexionada (=singular): “Os paulistanos foram obrigados A PASSAR quatro horas no saguão do aeroporto.” 2) Quando o infinitivo desempenha a função de complemento. A segunda oração é reduzida de infinitivo. FICAR. outros afirmam que é um caso de infinitivo não flexionado. os casos abaixo: 1) Se o sujeito estiver claramente expresso.” . Ninguém diria: “Nós saímos para almoçarmos.” 3) Quando o verbo for de ligação (=SER. mas a preferência é o PLURAL: “Elas tiveram que suar muito PARA SE TORNAREM as campeãs. a concordância é obrigatória: “Trouxeram os sanduíches / para NÓS ALMOÇARMOS no escritório. todos preferem o infinitivo não flexionado: “Nós saímos / para ALMOÇAR”. TORNAR-SE…) ou estiver na voz passiva.” “O TSE liberou duas das quatro parcelas PARA SEREM DIVIDIDAS por 26 partidos. a concordância é facultativa. na 1ª pessoa do plural.” “Elas têm que malhar muito PARA FICAREM magrinhas. “Os técnicos estão aqui” é a oração principal e “para resolver(em) o problema” é reduzida de infinitivo. agora.” “A falta de informação leva outros meninos A FAZER a mesma coisa todos os dias. “O professor trouxe o livro” é a oração principal.” “O porta-voz francês informou que as medidas A SEREM TOMADAS contra o terror são iguais às da Inglaterra.” Observe mais exemplos: “Duas novas ruas foram abertas / para FALITAR o acesso.” É interessante observar que. Como o sujeito do infinitivo está oculto (eles). usamos o infinitivo pessoal (=concorda com o sujeito): O professor trouxe o livro PARA EU LER (=para que eu lesse) PARA TU LERES PARA ELE LER PARA NÓS LERMOS PARA VÓS LERDES PARA ELES LEREM Nesse caso são duas orações. Aqui são duas orações.” “Usineiros e representantes estarão em Brasília / para PRESSIONAR o governo federal.” Observe.” “Os músicos foram impedidos DE PARTICIPAR de qualquer tipo de trabalho em discos. Em geral.2) Em orações reduzidas. ESTAR. a preferência é pelo SINGULAR: “Os técnicos estão aqui PARA RESOLVER o problema. Observe o exemplo a seguir: “Houve uma ordem / PARA OS PRÓPRIOS FUNCIONÁRIOS CADASTRAREM OS CONTRIBUINTES. alguns autores consideram um caso facultativo. Oração principal + oração reduzida de infinitivo (pessoal = concorda com o sujeito) Dúvida do leitor: “Os técnicos estão aqui PARA RESOLVER ou RESOLVEREM o problema?” São duas orações.

tem acento agudo. na 3ª pessoa do plural. Não esqueça que perderam o acento circunflexo. Cuidado! “É preciso que vocês contem tudo. PROVIR. na 3ª pessoa do plural. Ele lê – eles leem. Ele vem – eles vêm. 2) Dupla TER e VIR: Na 3ª pessoa do singular. Ele prevê – eles preveem. LER e VER são os únicos que na 3ª pessoa do plural terminam em –EEM.” (=quem vai subir em palanque são os ministros. terminam em –ÊM. Confusão semelhante ocorre com JUDEU e . MANTER.” (=verbo CONTER – 3ª pessoa do plural).sn 1ª) TEM ou TÊM ou TEEM? VEM ou VÊM ou VEEM ou VÊEM? Se você costuma ter esse tipo de dúvida ou já perdeu seu tempo com esse problema. na 3ª pessoa do plural). CONVIR. observe o esquema abaixo: 1) Grupo do CRÊ-DÊ-LÊ-VÊ: Os verbos CRER. segundo o novo acordo ortográfico: Ele crê – eles creem. Hindu é o seguidor do Hinduísmo. “As garrafas contêm gasolina. Ele dê – eles deem (=presente do subjuntivo). Essa regra também vale para os verbos derivados: Ele relê – eles releem. Isso já era assim antes do acordo ortográfico (os acentos foram mantidos): Ele detém – eles detêm. Para não esquecer: “Eles vêm “ (=verbo VIR). Não devemos confundir nacionalidade com religião. Esse acento circunflexo para distinguir o plural do singular foi mantido.” (=verbo CONTER – 3ª pessoa do singular). no presente do subjuntivo). “Eles veem” (=verbo VER). não há acento gráfico. na 3ª pessoa do singular). 2010 7:09 AM Dúvidas dos leitores by snogueira. e não o presidente). “…eles provêm…” (=verbo PROVIR. tem acento circunflexo. RETER.4) O verbo no plural enfatiza o agente em vez do fato. DAR. 3) Verbos derivados de TER e VIR: DETER.” (=verbo CONTAR). segundo o novo acordo ortográfico: Ele tem – eles têm. Em caso de ambiguidade. Ele vê – eles veem. Outro perigo: “…que eles provem…” (=verbo PROVAR. Ele intervém – eles intervêm. na 3ª pessoa do plural). ShareEmailAdd tags Dec 29. “A garrafa contém gasolina. “…eles proveem…” (=verbo PROVER. preferimos o plural para evitar a dúvida: “Presidente liberou seus ministros PARA SUBIREM em palanque. “…ele provém…” (=verbo PROVIR. INTERVIR… Na 3ª pessoa do singular. 2ª) HINDU ou INDIANO? Quem nasce na Índia é indiano.

que perdeu o acento agudo mas não o hífen (fora as exceções): para-lama. Como perdeu o acento. é o “viciado em bebidas alcoólicas”. somente o segundo elemento (= substantivo) vai para o plural: guarda-chuvas. quebramolas. guardas-noturnos. entregar a alma ao Criador e bater as botas” por morrer. e não à nacionalidade. paraquedismo. o problema é que a palavra costas (dorso. paraquedista) com o prefixo para (= próximo. A Associação dos Alcoólicos Anônimos (AAA) deveria ser chamada de “Associação dos Alcoólatras Anônimos”. é a zona litorânea: “É linda a costa brasileira”. O alcoólatra e o alcoólico A palavra álcool é de origem árabe e “latra” vem do grego. medo de ser grosseiro. paraquedista… b) Não podemos confundir a forma para (do verbo parar). paraquedismo. provavelmente. “enriquecer por meios ilícitos” por roubar. que nunca teve acento gráfico nem hífen: paranormal. passatempo. no singular. ridicularizar o caso… O aspecto psicológico está sempre presente. guardas-florestais… Quando guarda for verbo (de guardar = proteger). . paraquedas. A raiz grega “latria” significa “adoração” (idolatria = adoração de ídolos. para-raios (mas paraquedas. mas não deixou de ser verbo. Devemos escrever sem hífen: mandachuva. Quem nasce em Israel é israelense. paramilitares. atenuar o fato. Em guarda-civil. para-choques. guarda-roupas.ISRAELENSE. os dois vão para o plural: guardas-civis. Assim sendo. salva-vidas. porta-bandeiras. paramédicos. você pode ter um guarda-costas ou vários guarda-costas. somente o substantivo vai para o plural: guarda-chuvas. Assim sendo. tira-gostos. bate-bocas… É importante não confundir guarda-chuva com guarda-civil. egolatria = adoração de si mesmo. do próprio “eu”). à raça. do verbo parar. paraolimpíadas… ShareEmailAdd tags Dec 22. Temos um substantivo e um adjetivo (=civil). alcoólatra é “quem adora álcool”. para-brisas. há exceções quanto ao uso do hífen. beija-flores. Nesse caso. Costa. “tumor maligno” por câncer. arranha-céus. perdeu o acento agudo: ele para. para-brisa. parapsicologia. 2010 8:45 AM Temas polêmicos by Sérgio Nogueira 1. A troca de alcoólatra por alcoólico se deve. Judeu é relativo ao povo. De eufemismos a nossa linguagem está cheia: “faltar com a verdade ou dizer inverdades” por mentir. guarda-louças. ou seja. semelhante). parte posterior) só apresenta a forma plural: “Estou com dor nas costas”. guarda é substantivo. à carga negativa que a palavra alcoólatra apresenta: é como se fosse sinônimo de “doente irrecuperável. para-sóis… Cuidados! a) Segundo o novo acordo ortográfico. 3ª) GUARDA-CHUVAS ou GUARDAS-CHUVAS? Quando o primeiro elemento da palavra composta for verbo. paralamas. segundo o novo acordo ortográfico. uma forma mais suave de dizer a mesma coisa. O uso de alcoólico por alcoólatra é praticamente um eufemismo. a regra do plural continua valendo: para-raios. girassol. guardasóis… No caso de guarda-costas. “descansar. viciado sem salvação”. Outra observação importante é lembrar que a forma para. “portador do vírus da Aids” por aidético… É interessante observar que o uso de eufemismos se dá por vários motivos: ironia.

Ocorre quando um termo fica oculto. Trata-se de mais uma . O acento agudo no primeiro “ó” indica a possibilidade de que o autor da placa estivesse de porre. É como eu costumo afirmar: não devemos reduzir tudo à simplista discussão de certo ou errado. Ele corre risco de vida ou de morte? Temos agora uma seleção de casos incoerentes ou absurdos. Só louco corre atrás do prejuízo. nós corremos “risco de morte”. A elipse também ocorre em várias expressões do dia a dia. na sua origem. 3. Outro caso curioso é o “correr risco de vida”. Daí as bebidas alcoólicas. e sim “o risco de morrer”. a vírgula substitui a forma verbal: “nem nós entendemos a ele”. Em álcool. São situações semelhantes ao do famoso “correr atrás do prejuízo”. Em razão disso. a ele”. pois se origina da frase “estou obrigado a retribuir-lhe o favor”. Nesse caso. a opção por alcoólico não está errada.Alcoólico. Outra elipse interessante é aquela em que usamos uma pausa (=vírgula) para marcar a supressão do verbo. Não é necessário dizermos que “nós solicitamos aos senhores que…” Basta “solicitamos”. Nós não corremos “o risco de viver”. Eu corro “atrás do lucro”. mais suave. mas corre o risco de ser demitido. Pela desinência do verbo (-mos). o uso da palavra “obrigado” já caracteriza uma abreviação. como: “querem cassar o senador”. a expressão “obrigado eu” não está errada. Ninguém “corre o risco de ganhar na loteria”. para evitar a repetição: “Ele não nos entende nem nós. Outra curiosidade é a palavra alcoolista. abreviada e até certo ponto carinhosa. encontrei uma placa: “Aqui tem AlcóolicosAnônimos”. no caso dos “Alcoólicos Anônimos”. já sabemos que o sujeito da oração só pode ser “nós”. de dizer que “quem está obrigado a agradecer sou eu”. Rigorosamente. bebidas que contêm álcool. Por fim. Leitor reclama e quer saber a minha opinião a respeito do que ele julga ser um péssimo hábito: o de agradecer dizendo “obrigado eu”. É uma questão eufêmica. É o famoso sujeito oculto. de ser roubado. No primeiro caso. Ninguém “corre o risco de ser promovido”. Nós sempre corremos o risco de alguma coisa ruim. ou seja. subentende-se “cassar o mandato do senador”. É apenas uma forma popular. “100 metros nado (ou estilo) livre”. A elipse mais conhecida é a do sujeito. a preferência por uma palavra de carga mais leve. Certa vez. Seria uma alternativa para alcoólico. Entretanto é importante observar que os dicionários Aurélio e Houaiss consideram alcoólico como sinônimo de alcoólatra também. 2. também registrada em nossos dicionários como uma forma menos usada. A elipse é uma figura de estilo semelhante. a mulher deve dizer “obrigada”. também chamada de zeugma. é um adjetivo e significa “relativo ao álcool ou o que contém álcool”. ou seja. mas não os vemos. Elipse ou eclipse O eclipse é aquele fenômeno em que há o ocultamento do Sol ou da Lua. Do prejuízo eu fujo. pois me parece que alcoolista não tem a carga negativa de alcoólatra. o acento agudo se deve ao fato de a palavra ser proparoxítona. ao entrar numa pequena cidade do interior de São Paulo. Alcoólico e alcoólatra também são palavras proparoxítonas. O detalhe é o acento agudo no segundo “ó”. a ortografia. Nós sabemos que eles estão lá. e no último. Portanto. de ir à falência… Não é uma questão de certo ou errado. Num agradecimento. Assim sendo. “ele só nadou a prova dos 100 metros livre”. mas corre o risco de perder todo o dinheiro no jogo. É apenas curioso. mas nós sabemos qual é. É importante observar que a boa elipse é aquela que não prejudica a clareza da frase.

morro. sejam tônicas ou átonas. Aqui “falar consigo” é “falar com si mesmo”. Infelizmente. em Portugal. não temos nenhuma dificuldade em pôr os pronomes átonos no início da frase: “Me dá um cigarro”. me inclua fora disso”… ShareEmailAdd tags Dec 15. Temos. portanto. 2010 9:58 AM Temas polêmicos by snogueira. Creio que hoje nós vivemos uma “crise de emprego”. pernambucano…). de todos os níveis sociais e culturais. b) variantes socioeconômicas (vulgar. “uma bicha enorme” não é nada mais do que “uma fila imensa”. culto…). Vejamos rapidamente algumas diferenças entre o português do Brasil e o de Portugal. em Portugal. aprendemos que o certo é falar “menor”. lhe. Parecidíssimo com o caso anterior é a tal da “crise do desemprego”. O que existe são variantes linguísticas: a) variantes geográficas: nacionais (Brasil. o. Portugal. Se eu “tirar a pressão”. o desemprego vai bem. nos…). As vogais átonas são verdadeiramente átonas (=fracas). Aqui no Brasil. Uma consequência disso é a colocação dos pronomes átonos (me. sem nenhuma outra conotação que algum brasileiro queira dar. a tendência é só pronunciar bem as vogais tônicas. te. Uma diferença fonética bem “visível” é a pronúncia das vogais. Ora. por ter a pronúncia fraca. Em Portugal. na verdade. O português culto do Brasil é bem semelhante ao português culto de Portugal. no Brasil. em Portugal “falar consigo” é “falar com você”. quem está em crise é o EMPREGO. E diferenças sintáticas também existem. O assunto é muito interessante e ainda haveria muitos outros casos para analisar. E quando me refiro ao brasileiro. semânticas ou sintáticas. na minha opinião. coloquial. Também merece destaque a tal mania de “tirar a pressão”. baiano. “Eram dois homossexuais e uma lésbica”. nós preferimos o gerúndio (“Estamos trabalhando”). “Por favor. Isso significa. “O anexo segue em separado”. no Brasil. mineiro. Existe Língua Brasileira? Aqui no Brasil nós ainda falamos a língua portuguesa. as duas formas são corretas. estou falando do brasileiro em geral. que as diferenças maiores estão na linguagem do dia a dia. se. Angola…) e regionais (falar gaúcho. Eu sei que está subentendido: “correr o risco de perder a vida”. que “mais pequeno” é . c) variantes expressivas (linguagem da prosa. Em Portugal. Não estou fazendo referência ao “povo” com aquela conotação pejorativa e discriminatória que alguns ainda atribuem à palavra. Em Portugal. “Estou preso do lado de fora”. como as vogais átonas são pronunciadas como se fossem tônicas. usam mais o pronome “vos”: “Se eu lesse para vocês” e “Se eu vos lesse”. Algumas famosas já viraram até piada. que seria um modo brasileiro de usar a língua portuguesa. É assim que o brasileiro fala. Portanto. linguagem poética). um falar brasileiro. sejam fonéticas. O importante mesmo é respeitar as diferenças. é frequente o uso de “mais pequeno”. preferem o infinitivo (“Estamos a trabalhar”). nós pronunciamos bem todas as vogais. não se põe o pronome átono no início da frase: “Dê-me um cigarro”. popular. Vou deixar mais alguns para você “quebrar sua cabeça”: “Dividiu o bolo em três metades”. gostamos da forma “você”. Em Portugal.sn 1. No Brasil.elipse. É melhor medir ou verificar a pressão. Diferenças semânticas existem muitas. No Brasil.

Outro bom exemplo ocorreu na entrevista de um eminente político americano. significa “mistura”. se você não “suporta” o “caloteiro” que vende “velharias”. é bom observarmos algumas diferenças existentes entre o português do Brasil e o de Portugal. ou até de vegetais mesmo sem sal. ShareEmailAdd tags Dec 8. Em inglês. Assim sendo. Já que falamos no assunto. mas não é uma questão simplista de certo ou errado. Resposta do motorista português: “O Porto está aqui a despachar jogadores brasileiros para o resto da Europa. é tudo semáforo. pois não haveria sal. já que o motorista. o paulista prefere “farol” e o gaúcho usa “sinaleira”? Afinal das contas. Percebi. é que a palavra “salada”. é melhor “despachá-lo” para bem longe. A reclamação não se deve só à má tradução. mas sim a carga que o verbo suportar tem aqui no Brasil. é comum encontrarmos lojas de antiguidades “a vender velharias”. Você se lembra da história da moratória? É moratória ou é calote? Dizem que não são sinônimos. apoiar) foi traduzido por “suportar”. Salada de Estrangeirismos Salada tem sua origem na palavra “sal”. uma certeza nós temos: quem chama moratória de calote está contra. A salada que incomoda não é a de frutas. um episódio que me deixou intrigado. 2. como eles falam. ou seja. que no Brasil tem carga pejorativa. Agora. torcedor do Porto (adepto. o que causou certos constrangimentos no Brasil. E assim voltamos ao ponto de partida: a eterna briga do certo e do errado. Falando com um motorista nascido na cidade do Porto. . Será que por lá eles também já estão fazendo a mesma diferença que nós fazemos por aqui? Por fim. Espero que me perdoem pela repetição.” O uso do verbo DESPACHAR me causou certa estranheza. alguns críticos querem rejeitar a expressão “salada de frutas”. Outro dia. estava lá no cardápio – ou “menu”. sem a carga negativa de “livrar-se” com a qual nós aqui no Brasil muitas vezes usamos o verbo DESPACHAR. 2010 8:57 AM Temas polêmicos by snogueira. Por que eu teria de afirmar que alguém está falando “errado” quando o carioca fala “sinal”. Eu estava enganado. Em razão disso. Curiosamente. Velharias ou antiguidades? Assunto sempre interessante e polêmico é a história das cargas que algumas palavras apresentam.sn 1.“errado”. negativa. comentei sobre a venda de um jogador brasileiro para um clube italiano. Pensei que eles não estavam satisfeitos com o futebol do nosso craque. Significava apenas “passar adiante”. que não havia em DESPACHAR a carga negativa que eu estava atribuindo ao verbo. Portanto. É uma questão de adequação. como eles dizem). certa vez encontrei um cartaz: COMPRO VELHARIAS – VENDO ANTIGUIDADES. nada contra uma gostosa salada de frutas. porém. o verbo to support (=dar suporte. Um caso curioso é o uso da palavra VELHARIA. lamentava a venda do jogador brasileiro para a Itália. Usar “mais pequeno” no Brasil é tão inadequado quanto iniciar uma frase com um pronome átono em Portugal. a palavra calote tem carga negativa. A realidade. como preferem os mais sofisticados – “espaguete à la bolognese”. então. hoje em dia. Em Portugal. independentemente de serem sinônimos ou não. num fino restaurante.

chucrute (do alemão)… Isso não significa que temos de aportuguesar todos os estrangeirismos. No lado oposto. futebol. release. paper. hot dog… Difícil é ser moderado. antes de mais nada. toalete e tantas outras. happy end. Aí é um festival: shopping center. Houve época em que a invasão dos galicismos (=palavras de origem francesa) nos deixava com os cabelos em pé. do verbo discar. hambúrguer. Futebol de areia (=5 contra 5) é ótimo. encontramos aqueles que “topam tudo”. É o caso da “ene-bi-ei”. É muita salada na pizza de muçarela. chope. Sempre condenei o uso desnecessário de estrangeirismos. Lista de verificação é perfeita. marketing. Precisamos preservá-la. mas tudo contra o suspeitíssimo “disk”. buquê. marketing. blecaute. não confunde com futebol de praia (=tradicional 11 contra 11). Existem aqueles que já estão consagrados e permanecem entre nós na sua forma original: show. 3. O que me incomoda é a “mistureba”. ou por que não simplificar: “ene-be-a”. É importante lembrar que várias palavras estrangeiras já foram aportuguesadas e são bem aceitas: lasanha. 4º) Check list é mania de usar termos ingleses desnecessários. em inglês não existe o verbo “to disk”. se souber. chofer (do francês). pelo menos que se escreva numa língua só: tudo em francês ou em inglês ou em italiano. nhoque. Quanto às palavras de origem inglesa. approach. De um lado os puristas que rejeitam tudo. maquiagem. Se o objetivo é sofisticar o “menu”. O check list está atachado no e-mail. balé. defender a língua portuguesa. bufê. braimtorming. detalhe. se todos dizem estressado (serviço completo: estresse – estressado). Ao se referir à liga americana de basquete (=NBA). dumping e outras cuja tradução não é precisa. pizza… O que não dá para entender é a salada. A luta contra os estrangeirismos não é de hoje. espaguete (do italiano). software. Não havendo tradução eficaz. temos um problema muito sério. Ou pronuncia tudo em inglês. réveillon. Vejamos alguns exemplos: 1º) Para que startar ou estartar. Se o espaguete já está devidamente aportuguesado. chique. pôster. Isso não significa ser purista. devemos preferir a forma aportuguesada: blecaute é forma já consagrada. Todo brasileiro deve. abajur. principiar ou começar? 2º) Por que linkar ou lincar? Não é mais fácil conectar. Hoje convivemos pacificamente com abajur. se podemos simplesmente iniciar. Para quem não sabe. como queiram. play off. “eme-be-a” (MBA)… Pior ainda é o “disk-pizza”.É muita frescura. filé. estressado (do inglês) . Além do mais. lá vem o inglês. PÉGO ou PÊGO? . 2. Bobeou. “efebe-i” (FBI). unir ou ligar? 3º) Embora e-mail esteja consagrado. mas a tradução do estrangeirismo deve ser a primeira opção. blêizer… Resta uma pergunta: e se a tradução não for eficaz e se o aportuguesamento não estiver consagrado? Bem. contêiner é outra forma consagrada. isso significa que a polêmica não acaba aqui. Não me oponho à italianíssima pizza. Deve ser uma tentativa de escrever em inglês o nosso “disque”. Não vejo como evitar palavras como software. alguns jornalistas querem sofisticar a fala e acabam misturando as bolas: “ene” é português e “bi-ei” é inglês. Podemos incluir mais alguns exemplos: fôlder. happy hour. Aí a salada é completa: nada contra o italiano. poderíamos insistir no correio eletrônico. chofer. devemos fazer o serviço completo: “espaguete à bolonhesa”. assim como “de-ene-a” (DNA). outdoor. por que stress. dumping. Discar em inglês é “to dial”. 5º) Beach soccer é macaquice.

Fora o famoso A NÍVEL DE. que julgo estar morto mas ainda não devidamente enterrado. há uma visível (ou seria audível?) preferência pelo timbre aberto: “Ele foi pego (/é/) em flagrante”. É interessante observarmos o mau uso do adjetivo PONTUAL. . pago (pagado). é frequente ouvirmos “coisas” do tipo: “nicho de mercado”. “problemas pontuais” e assim por diante. “agregar valor”. restrito”. o particípio “pego” é uma variante (pego/pegado) tão aceitável quanto aceito (aceitado). ganho (ganhado). Em São Paulo e em quase todo o sul do país. é importante lembrar que não são todos os estudiosos da nossa língua que aceitam a forma “pego” para particípio do verbo PEGAR. Não é. Esse invadiu gloriosamente a linguagem jornalística: “A decisão do governo sinaliza manutenção da política cambial”. Entre executivos. essa história de “problemas pontuais” pode causar confusão. Complicado é difícil Hoje em dia. Assim sendo. Antes de tudo. o verdadeiro particípio de PEGAR é PEGADO. que vem do inglês e significa “específico. Eu até aceito que se diga que “ele tinha pegado os documentos que estavam sobre a mesa”. Isso é pobreza de estilo. Cuidado com os modismos! Volta e meia surgem termos e expressões que caem no gosto popular. Outro modismo que merece destaque é o verbo SINALIZAR.sn 1. prefere-se o timbre fechado: “Ele foi pego (/ê/) em flagrante”. salvo (salvado). Regionalismo é riqueza. como se estivesse falando melhor e mais bonito. Se a solução é difícil. entregue (entregado). 2010 10:11 AM Temas polêmicos by snogueira. gasto (gastado)… Quanto à pronúncia (“pégo” ou “pêgo”). É bobagem.Ele foi “pégo” em flagrante ou foi “pêgo” em flagrante? É a dúvida de muita gente boa. será um jogo complicado. Segundo a tradição. “Opção por Jorginho sinaliza que o Flamengo jogará defensivamente”… É muita gente “fazendo sinal” por aí. “alavancar negócios”. ShareEmailAdd tags Dec 1. Não há por que impor uma pronúncia como certa e outra como errada. Portanto. PONTUAL é “quem chega na hora marcada. Se a situação não está nada boa. consultores e outras categorias profissionais. Parece até guarda de trânsito desesperado. uma questão de certo ou errado. Em português. há outros que sobrevivem garbosamente. São variações de pronúncia totalmente válidas. a solução está complicada. 2. Se o jogo é contra qualquer time argentino. tudo que está difícil é complicado. É a mania de achar que falar bem é falar difícil. O mais incrível é que muitos desses modismos nascem entre pessoas consideradas intelectualmente cultas. quem cumpre o horário estabelecido”. ela está complicada. “A alta do dólar sinaliza uma elevação dos preços em geral”. é o uso excessivo. mas dizer que “ele foi pegado em flagrante” é ignorar a realidade linguística do português falado no Brasil. No Rio de Janeiro. e o brasileiro sai usando como se fosse alguma coisa “superior”. é uma questão regional. Nada errado. Por que não INDICAR ou APONTAR? É bom trocar de vez em quando. portanto. é bom lembrar. empresários. o que incomoda é a repetição.

Complicado virou moda. Em geral. Ora. Tudo é complicado. 3. LITERALMENTE significa “de modo literal”. sem fazer nenhuma alteração. Além de educar e motivar. O Português não é difícil. fiel ao texto original. É complicado até explicar por que o brasileiro gosta tanto da palavra. Uma tradução literal é aquela que é feita com todas as letras. E o problema maior está no sistema de ensino brasileiro. o maior estádio de futebol do mundo. não significa que a língua portuguesa seja “a mais difícil do mundo”. Assim sendo. mesmo quando não tem certeza. no próximo domingo estarei em campo”. consegue falar. mesmo de classes sociais menos favorecidas.Se a polícia não consegue resolver o caso. é o que não é simples. facilitar o aprendizado. o russo. “Complicado” é comparar a “dificuldade” da nossa gramática com a “simplicidade” da língua inglesa. confundimos língua com gramática. usarmos LITERALMENTE com o sentido de “completamente. sua função é a de descomplicar. Se ninguém pode ficar “parcialmente impedido”. É a nossa mania de grandeza: queremos ter o maior rio do mundo. É comum ouvirmos jogador de futebol responder à pergunta do repórter: “Com certeza. ou seja. mais especificamente no ensino da própria língua portuguesa. o chinês. é porque o caso é complicado. o advérbio LITERALMENTE. se substituíssemos “literalmente impedido” por “completamente impedido”. o rei do futebol. é ensinar o brasileiro a usar a chamada língua padrão. costuma afirmar que a língua portuguesa é a mais difícil do mundo. O inglês não é mais fácil. 2010 10:36 AM . A língua portuguesa atende às nossas necessidades de comunicação como qualquer outra língua. Outra expressão adverbial que vem sendo mal usada é o famoso COM CERTEZA. É bom lembrar que COM CERTEZA e o advérbio CERTAMENTE existem e podem ser usados. Então. “Complicada” está a educação no nosso país. Com certa frequência. ouvimos pérolas como “o atacante estava LITERALMENTE impedido”. Complicado. Se isso fosse verdade. sem condições de trabalho. sem maiores estímulos. o árabe. o hebraico… Complicado. comunicar-se em língua portuguesa. Se você acha que a gramática da língua inglesa é mais simples. vem do latim e quer dizer “com todas as letras”. É aqui que entra a figura do professor. o nosso craque só tem dúvidas. O primeiro problema é definir qual é a língua portuguesa padrão. seria interessante comparar com o alemão. certamente mal pago. por que não a língua mais difícil do mundo? É tão “difícil” que qualquer criancinha brasileira. De onde saiu o COM CERTEZA? COM CERTEZA virou bengala. desde que haja uma ideia afirmativa: “O diretor comparecerá à reunião COM CERTEZA” e “eu CERTAMENTE estarei de volta no próximo domingo”. além de mal usado. dizer que “o atacante ficou COMPLETAMENTE impedido” é redundante. Difícil e complicado não são necessariamente sinônimos. E difícil é o que não é fácil. pouco orgulhoso do seu idioma. é desnecessário. é desnecessário. como dizem hoje. inteiramente” é bobagem. aquela expressão que virou moda e muita gente usa antes de dizer qualquer coisa. verdadeiramente. Linguisticamente não há línguas difíceis ou fáceis. e se o técnico me der uma chance. se Deus ajudar e eu me recuperar. falar com “falar corretamente”. Tem advérbio sobrando por aí A linguagem esportiva é sempre muito rica em “invencionices” linguísticas. “Complicado” mesmo é exigir tudo isso de um profissional em geral malformado. o que é ou não aceitável. Ora. O brasileiro em geral. seria outra besteira. ShareEmailAdd tags Nov 24. É importante observarmos também que.

IMPACTAR e outros. Teoricamente o processo de formação da palavra é aceitável: raiz do verbo MEXER + prefixo “i” (=negação) + sufixo “vel” (=possibilidade). Eu não sei se a carga do verbo impactar é positiva ou negativa. ALAVANCAR. sem registro em nossos dicionários) é sempre um assunto polêmico. a dificuldade de ser moderado. 2. e sim contra os modismos. se podemos IMPULSIONAR. Na minha opinião. É bastante saudável. minimizar. Para mim. a menos que a ambiguidade seja a nossa real intenção. Quanto ao IMPACTAR. muitos neologismos são verbos. IMPACTAR significa “tornar impacto. Não acredito que eu venha a encontrá-la em algum texto sério cuja linguagem seja mais formal. se podemos LISTAR. Voltemos ao famoso caso do IMEXÍVEL. Há um enriquecimento vocabular e comprova o caráter evolutivo das línguas vivas. a palavra imexível carrega consigo uma carga pejorativa. Não sou contra os neologismos. introduzir em outra coisa de modo que seja impossível retirar. penetrar de modo irreversível”. É importante lembrar que muitos neologismos já foram incorporados à nossa linguagem do dia a dia e hoje estão devidamente registrados em nossos dicionários: agilizar. encontramos um uso no mínimo duvidoso: “Esta medida está impactando a nossa empresa”. novamente. que em geral não aparecem em nossos dicionários. A criação de novas palavras é comum em qualquer língua. portanto. REUNIR. Isso pode ser bom ou ruim. E aqui está. Assim como toda criança ao nascer . o exagero. No dicionário Michaelis. no meio empresarial. Não vejo necessidade de “elencar”. segundo nossos leitores. mais importante que a palavra existir ou não em nossos dicionários é a clareza da frase. Neologismos e hibridismos Não se assuste. como ELENCAR. Seria o mesmo caso de insubstituível. Muita gente reclama quanto ao uso de palavras como PROPINODUTO. Imexível = o que não se pode mexer. aos nossos dicionários fazer o devido registro em suas futuras edições. invencível. não existem porque não foram encontratadas em dicionário algum. BIOTERRORISMO e SEQUESTRO-RELÂMPAGO. Daí a tendência de muita gente afirmar que a palavra não existe. Mais uma vez estamos diante de um assunto que não pode ser tratado na base do certo ou do errado. sediar… Devemos. que. O que aceitar ou não? É uma questão muito subjetiva. ter cautela tanto no uso quanto na crítica a quem usa. o problema é outro. posicionar. ENUMERAR. o termo desnecessário. Curiosamente. A palavra existe a partir do momento em que se faz necessária e os falantes passam a utilizá-la normalmente.Temas polêmicos by snogueira. A riqueza dos neologismos O uso de neologismos (=palavras novas. Eu explico: já vimos que neologismos são “palavras novas”. o que torna o seu uso inadequado em determinadas situações. entretanto. É importante que se explique que a existência de uma palavra não depende do registro de um dicionário. Se a palavra selecionada deixa a frase com duplo sentido. Cabe. temos um problema: devido à “fonte criadora”. Há aqueles que rejeitam qualquer novidade e aqueles que “topam tudo”. Entretanto. no caso. ELEVAR ou LEVANTAR? É importante lembrar que o verbo ALAVANCAR está devidamente registrado em vários dicionários. indestrutível… Na prática. O problema é o modismo. SELECIONAR… Para que “alavancar”. invisível. A palavra nasce de acordo com a necessidade. é uma questão de adequação. devemos evitá-la.sn 1.

camelódromo (português+ grego). decímetro (latim+grego). as verbas necessárias para as obras estarão disponíveis…”? A aceitação de um neologismo pode provocar discussões sem fim. Temos de tomar muito cuidado ao afirmar que tal palavra existe ou não. Muitas palavras que hoje estão nos nossos dicionários já foram. automóvel (grego+português). mas nada contra a palavra BIOTERRORISMO. É muito perigoso afirmar que uma palavra existe ou não. Qual é a sua preferência: “O governo vai disponibilizar as verbas necessárias para as obras…” ou “Segundo o governo. A palavra existe ou não. o gasoduto. É bom lembrar que a edição lançada em 1999 apresentava 28 mil novos verbetes. que “conduz a via”. eis a questão. Para o brasileiro em geral. Agora. só há um dicionário: o Aurélio. Recentemente. Só quem toma o gol. Há quem adore as novidades e não faça restrição alguma ao seu uso. 2010 11:43 AM Temas polêmicos by snogueira. publicado pela Academia Brasileira de Letras. e que não aparecia em dicionário algum. nada contra. É importante lembrar que os neologismos fazem parte da evolução das línguas vivas. que “conduz óleo”. algum dia. a grande . O uso de neologismos costuma gerar muita discussão. e não o que algumas mentes maldosas poderiam imaginar. Usar ou não um neologismo torna-se uma questão um pouco subjetiva. É. Juntamos a propina com o DUTO. E aqui. alcoólatra (árabe+grego)… ShareEmailAdd tags Nov 17. você gosta do verbo DISPONIBILIZAR? É. A palavra BIOTERRORISMO só não aparecia em nossos dicionários porque não havia “terrorismo biológico”. Por exemplo. É importante lembrar também que o dicionário Aurélio apresenta em torno de 180 mil verbetes. Se inventaram um novo tipo de sequestro. sem dúvida. Foram consagradas pelo uso e abonadas pelo tempo. O prefixo NEO vem do grego e significa “novo”. sem dúvida. NEOLOGISMOS são “palavras novas”. é claro. bio = grego + terrorismo = português). que “conduz gás” e o viaduto. Quem tem o velho Aurélio pode ser traído por uma nova edição. e que o dicionário Houaiss apresenta aproximadamente 230 mil verbetes. um verbo muito usado no meio empresarial. E aqui já temos um novo problema. Quanto ao PROPINODUTO. Isso se chama hibridismo (= mistura de elementos de diferentes origens) e a nossa língua está cheia de exemplos consagrados: televisão (grego+português). em razão disso: tudo contra o bioterrorismo.recebe um nome. Daí o oleoduto. um dos melhores e dos maiores dicionários do mundo. burocracia (francês+grego). É fato novo.sn 1. por que não chamá-lo de sequestrorelâmpago? Há muito tempo que. Quanto ao fato de misturar elementos de línguas diferentes (propina = português + duto = latim. os fatos novos também merecem “um nome novo”. que não estão registradas em nossos dicionários nem no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. Tem que pesquisar. que vem do latim e significa “que conduz”. principalmente por aqueles que descobriram que DISPONIBILIZAR não estava registrado no velho Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. achei muito criativo. Um aviso aos navegantes: o verbo DISPONIBILIZAR já está registrado nas novas edições de nossos principais dicionários. sambódromo (português+grego). você decide. se usa “gol-relâmpago” e ninguém reclamou até hoje. no futebol. e existem aqueles que só aceitam os neologismos depois de devidamente registrados em algum dicionário. É adorado por alguns e detestado por outros. foi publicada uma nova edição pós-acordo ortográfico. que o dicionário Michaelis tem um pouco mais de 200 mil. belos neologismos.

Rio Grande do Norte.lição: nada como o tempo para provar se a palavra é boa ou não. falantes da língua portuguesa. Infelizmente o bioterrorismo existe independentemente de a palavra estar ou não registrada em nossos dicionários. “Vota. SEMAFORIZADO (palavra já registrada no novíssimo Aurélio) vem de SEMÁFORO. 2. É como afirmei acima. mas não aparecia no dicionário Aurélio. Se você consultasse o dicionário Houaiss e o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa publicado pela Academia Brasileira de Letras em 1999. Leitor reclama: “Acabo de chegar da cidade de Natal. ato de julgar = julgamento. já havia registrado a palavra bioterrorismo.sn 1. outros não. indignado com as multas indevidas que diz ter recebido. O simples fato de a palavra não estar em nossos dicionários não significa que ela não exista. E não devemos esquecer que os neologismos enriquecem as línguas. mostra-se ainda mais revoltado com a palavra “multagem”. Quem dá vida às palavras somos nós. SEMÁFORO é o que o carioca chama de “sinal”. mas algo deve ser dito em defesa da palavra: ela foi criada em perfeito acordo com os nossos processos de formação de palavras. . ShareEmailAdd tags Nov 10. ato de preferir = preferência. neologismo criado em 1990 pelo então ministro Rogério Magri. A equipe do antigo dicionário Aurélio. Com o adjetivo “imexível”. se é necessária ou não. significado) e FORO (=que faz. por que o ato de multar não pode ser multagem? Se a palavra é boa ou ruim. Rio”. que produz). Existem vários sufixos para designar “ato ou resultado da ação”: ato de agredir = agressão. que aparece em placas espalhadas por vias de algumas cidades brasileiras. sentido. “Cala boca. acontecem campanhas ou manifestações para as quais a vírgula nunca é convidada: “Reage Rio”. há diferentes sufixos para a mesma função. se vai “pegar” ou não. “Acorda. o gaúcho chama de “sinaleira” e assim por diante. por que o resultado da ação de casar é casamento e o de cassar é cassação. ato de ascender = ascensão. Lula”. se ela fica ou não. “Multagem” é um neologismo ainda sem registro em nossos principais dicionários. palavra formada por elementos de origem grega: SEMA (=sinal. É assim que os neologismos nascem. Cadê a vírgula? Volta e meia. ocorre o contrário: está registrado no dicionário Houaiss e no Vocabulário Ortográfico da Academia Brasileira de Letras. e lá é comum ler-se RETORNO SEMAFORIZADO”. E não há regra lógica que explique por que o ato de colocar é colocação e o de deslocar é deslocamento. Isso é riqueza vocabular. “Cala boca Galvão” Deveria ser: “Reage. ato de deter = detenção. Brasil”. “Vota Brasil”. Veja o caso de bioterrorismo. Para quem não conhece a palavra. atenta a esse fato novo. 2010 12:21 PM Temas polêmicos by snogueira. o paulista também chama de “farol”. Isso não significava que ela não existia. ato de lavar = lavagem. Assim sendo. Só o tempo vai nos dizer se a palavra é boa ou ruim. é um critério seu. só o tempo dirá. Se você vai usar ou não. Como podemos observar. A “multagem” eletrônica Leitor. se o ato de pesar é pesagem. É uma questão de estilo e de adequação da linguagem. Alguns sobrevivem. Galvão”. se o ato de contar é contagem. Tudo que é estranho hoje pode ser muito comum daqui a alguns anos. não encontraria registro da palavra bioterrorismo. “Acorda Lula”.

há autores que aceitam a vírgula entre o sujeito e o predicado. Se beber. apontando. tascou logo dois. quando os verbos ficam lado a lado.” E o “letrado”. o ouvinte. Não pela mensagem em si. contudo. se beber.Quer saber por quê. “Vota. “Cala boca. porém. Em “Dr. Carlos Pimenta é um vocativo e a forma verbal “vem” está no modo imperativo. logo. Carlos Pimenta vem à reunião”. por garantia. na fala.” (indica que a primeira pausa é maior. o autor da frase acaba de perder 3 pontos na sua carteira de habilitação. “Quem estuda passa” e “Quem se desloca recebe” também devemos evitar a vírgula. não beba se beber. O Dr. Assim como em “Quem avisa amigo é” e “Quem bebe Grapete repete” não há vírgula. não havia necessidade. não beba”. por conseguinte. A explicação é simples: se pusermos vírgula entre o sujeito e o verbo. porque as responsabilidades são gerais. temos uma afirmativa. lá encontrávamos a seguinte mensagem: “Se dirigir. Lula”. não use o ponto e vírgula Em frente ao Hospital Pinel. no caso das campanhas e das manifestações não há perdão. O verbo está na forma imperativa e a seguir está o vocativo. Ninguém está afirmando que o Rio reage. Para que serve o ponto e vírgula? Fundamentalmente. não deveríamos usar vírgula. especialmente se um deles já estiver subdividido por vírgula: “Na linguagem escrita é o leitor. “Acorda. Quando dizemos “O leitor de O Globo sabe mais”. Carlos Pimenta. Será que as campanhas e manifestações fracassaram porque esqueceram a vírgula? 2. em “Quem lê sabe”.” “Nas sociedades anônimas ou limitadas existem problemas: nestas. onde encontramos o ponto e vírgula bastaria a vírgula. pois se trata de uma oração subordinada adverbial condicional deslocada: “Se dirigir. Ora. de ficar alguém . Portanto. há um painel luminoso da CET-Rio. Com certa frequência. o ponto e vírgula indica uma pausa maior que a vírgula. o sujeito vira vocativo. O Dr. Vejamos as situações em que o seu emprego é mais frequente: 1a) para separar os membros de um período longo. porque a incidência de impostos é maior. não dirija” Certamente o hospital não tem culpa alguma. Não é difícil entender. não há vírgula porque “o leitor de O Globo” é o sujeito do verbo “saber”. por uma infração média contra a gramática. Eu prefiro não criar exceções. não dirija. Em “Dr. que o Lula acorda ou que o Galvão cala a boca. no Rio de Janeiro. não beba. tem um ponto e vírgula aí. Rio”. Nesse caso específico. Brasil”. por conseguinte): “Ele trabalha muito. Galvão”. que o Brasil vota. mas pela pontuação da frase.” É para isso que serve o ponto e vírgula: para indicar uma pausa maior que a vírgula e não tão forte quanto o ponto-final. assim. Você já deve ter ouvido falar da famosa regrinha que diz ser proibido separar por vírgula o sujeito do predicado. não foi. vem à reunião”. pois separa duas orações) “Os empregados iriam todos. um convite ou uma ordem. Provavelmente alguém disse para o autor: “Olha. Carlos Pimenta é o sujeito da forma verbal “vem” (=presente do indicativo). Se o problema anterior é polêmico.” 2a) para separar orações coordenadas adversativas (=porém. na propaganda “Quem lê sabe”. uma pausa maior que a vírgula: “Se dirigir. O uso do ponto e vírgula seria perfeito entre as duas ideias. A vírgula é obrigatória: “Reage. promovido. pois “quem lê” é sujeito. Em razão disso. temos agora um chamamento. Louco ou bêbado estava quem escreveu a tal frase. entretanto) e conclusivas (=portanto. naquelas.

É importante lembrar também que grama (= unidade de massa) é substantivo masculino: um grama. kw (= minúsculas e sem plural). Se o restaurante faz entregas em casa. portanto. no próximo ano. quilômetro. no escritório. O uso do acento da crase na locução “à vista” sempre gerou muita polêmica. porém. prepositivas e . Ao escrevermos por extenso. 2. O “a” de “a vista” seria apenas a preposição que introduz as locuções adverbiais. como o mestre Adriano da Gama Kury. Pior ainda é “duzentas gramas de mortandela”. É lógico que os restaurantes correrão um risco: o brasileiro gosta tanto de “comida à kilo” que poderá desconfiar da qualidade da verdadeira comida a quilo. na língua portuguesa.sn 1. A comida deve. só deve ser usada em palavras derivadas de nomes estrangeiros: darwinismo (de Darwin). é bom que você saiba que oficialmente a letra “k”. Comprou o apartamento e a vista. entre eles o mestre Napoleão Mendes de Almeida. b) objetivos a serem atingidos. aquele vegetal que encontramos em muitos jardins. ShareEmailAdd tags Nov 3. portanto. Quanto à desgraça da “comida à kilo”. km. afirmam não haver crase em “a vista”. por que fazer entregas “a domicílio”? O mais adequado. no quarto do hotel. A crase aa se comprova quando o correspondente masculino fica ao: “Referiu-se à carta” (=Referiu-se ao documento). de implicações sociais. Há também os restaurantes que fazem “entregas à domicílio”. A crase seria um absurdo. devemos substituir a letra “k” por “qu”: quilograma. quilowatt. nem a preposição “a” se justifica. 2010 11:03 AM Temas polêmicos by snogueira. Isso comprovaria a ausência de artigo definido. trezentos gramas. em abreviaturas: kg. já que domicílio é palavra masculina. defendem o uso do acento grave indicativo da crase para todas as locuções (adverbiais. Outros estudiosos. “Duzentas gramas” só se fossem “duzentos pés de grama”. Isso significa que é impossível haver crase. E outra dúvida é: DUZENTOS ou DUZENTAS gramas? O certo é “duzentos gramas”. Alguns autores. ou “serve-serve” como preferem alguns.no pátio. por isso o correto é pedir “duzentos gramas de mortadela para o mendigo”. Na verdade.” 4a) para separar os itens de uma enumeração: “Deveremos tratar. Kr = criptônio). de natureza econômica. Sugiro até que você dê para algum “mendingo”!!! A palavra GRAMA. nesta reunião. A tal história de pedir “duzentas gramas de presunto” está errada. d) verba necessária. é a redução de custos. dos seguintes assuntos: a) cursos a serem oferecidos. duzentos gramas. para peso (=unidade de massa). a nossos empregados. é um substantivo masculino.” 3a) para separar os itens de uma explicação: “A introdução dos computadores pode acarretar duas consequências: uma. ser vendida a quilo (=com “qu” e sem o acento da crase). em símbolos (K = potássio. é fazer “entregas em domicílio”. Tudo à vista. é a demissão de funcionários. a outra. c) metodologia de ensino e recursos audiovisuais. Comida a quilo e entregas em domicílio Hoje viraram moda os tais restaurantes self service. pois seu correspondente masculino é “a prazo”.

mesmo quando a regência do verbo ou do nome exija uma preposição. O “dele” está sobrando. à beira de. com acento grave. árbitro e árbitra. São frases do tipo: “Aqui está o documento que ontem eu falei dele”. à deriva. há o problema da clareza. Há pronomes sobrando. são exemplos extraídos do meio empresarial. ou pior. o atleta e a atleta. eu explico. em Portugal. tal como qualquer a resultante de crase – diferente do timbre fechado do a pronome. à custa de. deveríamos dizer “…o documento de que (ou do qual) eu falei”. Se a direção acredita “em” projetos. à distância. No segundo caso. Vamos acabar com os excessos Ultimamente tenho observado um vício de linguagem muito curioso. à mão. Há palavras que aceitam as duas possibilidades: o chefe e A CHEFE ou o chefe e A CHEFA. o pronome relativo “que” e o pronome pessoal “(d)ele” substituem o mesmo substantivo (=documento). temos também a opção da forma comum aos dois gêneros: o artista e a artista. à direita. à noite. Eu também sou a favor do uso do acento grave em todas as locuções de base feminina. Afinal. às claras. As duas formas. Como se pode verificar. Além da simplificação. Bastaria usar o pronome relativo. ou seja. servir “à francesa” é bem diferente de “servir a francesa”. “a vista” poderia ser o objeto direto. à base de. pintor e pintora. É um vício típico da linguagem oral que também aparece na linguagem de profissionais de quem a sociedade espera a chamada língua padrão. à revelia. Temos o hábito de usar simplesmente “que”. nessas locuções. Mas aí já seria demais. A causa é fácil de explicar: o brasileiro. artigo ou preposição”. o jornalista e a jornalista. português e portuguesa. elefante e elefanta. Em “Aqui está o documento que ontem eu falei dele”. em geral. à vontade. Segundo a língua padrão. “São bons argumentos que concordamos com eles”. tem muita dificuldade em respeitar a regência quando usa os pronomes relativos. à francesa. são corretas e plenamente aceitáveis. Para quem não entendeu a que vício estou me referindo. O uso de “falei dele” comprova que sabemos que a regência do verbo FALAR pede a preposição “de”. ShareEmailAdd tags Nov 1. linguisticamente. o pronome “(n)eles” está sobrando. brasileiro e brasileira. o estudante e a estudante. à vista. à toa. o jovem e a jovem. 2010 11:19 AM A PRESIDENTE ou PRESIDENTA by Sérgio Nogueira Tanto faz. às vezes. o melhor mesmo é escrevermos “à vista”. Ou não? 3. Sem o acento da crase. aquilo que se está comprando. à proporção que… O argumento usado pelo professor Adriano da Gama Kury é “o uso tradicional do acento pelos melhores escritores da nossa língua” e “a pronúncia aberta do a. o tenente e a tenente. “A vista” seria o panorama. o olho. o parente e A PARENTE ou o parente e A PARENTA. A forma PRESIDENTA segue a tendência natural de criarmos a forma feminina com o uso da desinência “a”: menino e menina. à medida que. bastaria dizer “…argumentos com que (ou com os quais) concordamos”. o gerente e a gerente. o presidente e A PRESIDENTE ou o presidente e A PRESIDENTA… . espanhol e espanhola. às cegas. em vez de “Aqui está o documento que ontem eu falei”. “São projetos que a direção acredita neles”. quando quisermos indicar o modo como compramos ou vendemos alguma coisa.conjuncionais) de base feminina: à beça. em vez de “São bons argumentos que concordamos com eles”. E no terceiro exemplo. Para evitar confusões. “Comprar a vista” é bem diferente de “comprar à vista”. “São projetos em que (ou nos quais) a direção acredita”. Na língua portuguesa.

de ser uma dúvida simplista de certo ou errado. cerrar (com “c”. ao voltar à loja. Patrícia Amorim. que vem de cerrar. que gosta de chamada na Argentina de LA PRESIDENTA. cerrar com “c” é fechar.O problema deixa. se muitas árvores estivessem sendo serradas. sempre se apresentou como a primeira PRESIDENTE da Academia Brasileira de Letras. Quero saber se a cerração que ocorre com freqüência na serra é com “s” ou com “c”? Se a neblina ou nevoeiro está muito forte. deu origem em português ao nosso REI. ShareEmailAdd tags Oct 27. que se escreve com “c”. o nevoeiro forte é cerração com “c”. Serração com “s” é o ato de “serrar com “s”. É ela que nos diz qual preposição o nome exige e. ou seja. Serrar ou cerrar? Se você se refere ao ato de cortar com serra ou serrote. (serradas com “s”). e passa a ser uma questão de preferência ou de padronização. quando eleita. Certa vez. Por outro lado. regência é a parte que estuda o uso das preposições. no sentido de fechar. regis.sn 1. 2. portanto. do latim. li num bom jornal: “Atleta serrou (com “s”) os punhos e vibrou intensamente”. sempre foi tratada como a presidente do Flamengo. ninguém pergunta por que devemos “fazer referência a”. Outro perigo é a falta de visibilidade quando a neblina está muito forte. em latim)… Em gramática. Espero. o verbo é serrar com “s”. Como é “coisa de rei”. “ser ávido por”. que a nossa Dilma prefira ser chamada de PRESIDENTA seguindo nossa vizinha Cristina. cortar. E melhor mesmo é encerrar esse assunto. Então não esqueça: Serrar com “s” é cortar. No dia seguinte. Daí palavras derivadas como regente (príncipe regente). É a regência que nos diz se o verbo é transitivo direto ou indireto. no caso dos verbos. desde sua eleição. cortadas… Se ele queria as portas fechadas. “ser semelhante a”… Ninguém quer saber por que . Hoje ou amanhã teremos uma resposta definitiva. devemos cerrar com “c”. cortar”. é porque há muita cerração com “c”. Não há relação alguma entre o fato de serra se escrever com “s” e a cerração. antes de vibrar. Só se foi de dor! É melhor. Veja que perigo! Comerciante deu ordem por escrito a seus empregados: “Hoje quero todas as portas desta loja serradas exatamente às 20h”. No Brasil. ou seja. É interessante observar também que formas como CHEFA e PARENTA ganharam no português do Brasil uma carga pejorativa. Regina (rainha. a chefe e a presidente. serração com “s” é o ato de serrar. 2010 9:37 AM Dúvida do leitor e tema polêmico by snogueira. Serração com “s” haveria. E a neblina. é fácil constatar a preferência pela forma comum aos dois gêneros: a parente. Foi atendido. deveria ser cerradas com “c”. se há preposição ou não. É bom lembrar que a acadêmica Nélida Piñon. encontrou todas as portas serradas com “s”. É possível. fechou) os punhos. ou seja. Palavra de rei se discute Rex. sem visibilidade. regência (tríplice regência). porém. se o objetivo é fechar alguma coisa. “ter necessidade de”.

no sentido de “resultar. Nesse caso. Em linguagem “cartorial”. já aceitam o verbo VISAR como transitivo direto ou indireto: “visar ao bem-estar” ou “visar o bem-estar de todos”. Ninguém discute a regência de verbos e de nomes em que o uso da preposição na linguagem cotidiana está de acordo com o que ensinam as gramáticas normativas. Vejamos dois exemplos: 1º) IMPLICAR. é cobrar assuntos polêmicos em concursos públicos. todos concordam que VISAR é verbo transitivo direto: “visar o cheque”. situar e com os adjetivos residente e domiciliado. Não vejo nada errado nesta discussão. . ShareEmailAdd tags Oct 20. residente e domiciliado “ao” Beco das Garrafas”. em nossos concursos oficiais. Quando nos referimos ao lugar da entrega. A realidade. entretanto.verbos como VER. com escritório sito à Avenida Paulista…” Se. muitos estudiosos. inclusive o dicionário Houaiss. segundo a tradição (Evanildo Bechara. “implicará em pagamento antecipado”. dicionário Aurélio…). apontar”. segundo a gramática tradicional (Evanildo Bechara. com escritório sito “ao” Largo do Machado…” Se o Fulano de Tal é residente e domiciliado “no” Beco das Garrafas e se o Dr. COMPRAR e ENCONTRAR são transitivos diretos. É importante lembrar que. residente e domiciliado à Rua das Palmeiras”. “visar o gol”. IMPLICAR é transitivo direto. “visar o alvo”. ninguém diria: “Fulano de Tal. no meu modo de ver. no quarto do hotel. tem-nos mostrado a presença constante da preposição “em”: “implica em erros grosseiros”. Os verbos IMPLICAR e VISAR são apenas dois exemplos de que podemos questionar a regência clássica. no apartamento 209”. “Dr. ANSIAR POR e CONCORDAR COM são transitivos indiretos. Assim sendo. tivéssemos um substantivo masculino. também podemos usar o verbo IMPLICAR como transitivo indireto. Você decide. Existem vários verbos nesse caso. 2º) VISAR é outro verbo que merece atenção. as entregas devem ser feitas “em domicílio”. devemos considerar IMPLICAR um verbo transitivo direto. A polêmica ocorre quando usamos o verbo VISAR com o sentido de “ter por fim ou objetivo”. Com os verbos morar. Sito À ou NA Avenida Paulista O uso das preposições sempre dá muita dor de cabeça. Com o sentido de “dar visto. “Dr. Este é o nosso problema: de acordo a regência clássica. Quem mora sempre mora “em algum lugar”. ter como consequência”. segundo os linguistas modernos.Beltrano de Tal. também devemos usar a preposição “em”. “Esta decisão implicará pagamento antecipado”. Antônio Houaiss…) é verbo transitivo direto: “Isto implica erros grosseiros”. e GOSTAR DE. da mesma forma que faríamos as entregas “em casa. hoje em dia.sn 1. Crime. 2010 9:57 AM Temas polêmicos by snogueira. em vez de rua ou avenida. Beltrano de Tal. acarretar. de como “se discute a palavra de rei”. VISAR é transitivo indireto: “visar ao bem-estar de todos”. ACREDITAR EM. rubricar” ou de “mirar. “visar todas as páginas da escritura”. no lar. residir. é frequente lermos coisas do tipo: “Fulano de Tal. Já sabemos que se entrega alguma coisa (=objeto direto) a alguém (=objeto indireto): “O rapaz entregou os documentos ao diretor”. no escritório. porém. quem é residente e domiciliado é residente e domiciliado “em” algum lugar. devemos entregar “em algum lugar”. A regência merece discussão quando há divergência entre o que diz a tradição gramatical e o uso do nosso dia a dia.

mais uma imitação dos modelos americanos. Portanto. foram obrigados a decorar uma famosa lista: a.Beltrano de Tal tem escritório sito “no” Largo do Machado. Para mim. A preposição esquecida Todos vocês. Você sabe quando é que o Flamengo vai jogar com o Vasco? Nunca! Eternamente um jogará contra o outro. contra. em vez do “burocrático” sito. o uso do acento indicativo da crase não se justifica. não há defesa. e depois de muito sofrimento. E por fim o caso do “vivo”. com. Essa regra. a forma “dele” não pode ser sujeito da oração. No mínimo. É o mesmo caso de “de hoje a uma semana”. É o mesmo caso de “está na hora da onça beber água”. Frase sem preposição merece cheque sem fundos. Se eles usam simplesmente “live”. em. após. Outro caso em que a preposição “a” está definitivamente esquecida é o famoso “lava jato”. Já tivemos a oportunidade de ver o “ao vivo” em algumas transmissões recentes. pois certamente não há artigo definido. Há quem confunda sob (embaixo) e sobre (por cima). Assim sendo. para ficar melhor ainda. que podemos observar no canto da telinha quando temos uma transmissão “ao vivo”. Diz o mestre Evanildo Bechara: “A lição dos bons autores nos manda aceitar ambas as construções. devidamente alertada. ante. E. timidamente começa a mudar. de duas. Outro exemplo de “burocratês” é o tal de “à folhas 23 e 24”. É correto e muito mais simples e claro. se o Guga jogar contra o Melligeni. Alguns confundem “com” e “contra”. uma: ou “lava a jato” ou criamos um novo substantivo composto “lava-jato” (necessariamente com hífen). é “à folhas 23”. que fizemos nós? Trocamos o correto “ao vivo” pelo questionável “vivo”. Nesse caso. desde. entretanto. Temendo pela extinção. eu gosto dele e o livro é dele. use “situado na Avenida Paulista”. Pelo menos a Rede Globo. deve ter sido mais uma “macaquice” nossa. É bom recordar. Uma lágrima só correrá “sob a face” se for um “choro interno”. de onde saiu a mania de usar somente “vivo”? Alguns alegam problema de espaço na telinha. Há. o primeiro deve ser residente e domiciliado “na” Rua das Palmeiras e o outro deve ter escritório sito “na” Avenida Paulista. Nesse caso. De acordo com a gramática normativa. porque muita gente boa deve ter esquecido as coitadinhas. Temos uma propaganda em que a loja oferece para seus fregueses “cheques só para daqui 45 dias”. se a transmissão é sempre ao vivo (nenhum canal de televisão transmite “vivo”). Eles serão adversários. No Brasil. Não seria mais simples dizer “na folha 23”? 2. não é rígida. entre… Se isso já faz muito tempo. entre outros estudiosos ilustres do nosso idioma. “de janeiro a dezembro”. de a . aqueles que simplesmente ignoram a preposição “a”. é jogo de simples. de. Ora. Primeiro. Devemos dizer “daqui a 45 dias”. Certamente a lágrima correrá sobre a face. é jogo de duplas. O mestre Adriano da Gama Kury. pior ainda. se o Gustavo Kuerten jogar com o Fernando Melligeni. provavelmente. não há dúvida de que a forma mais usada é “cheguei antes dele sair”. devemos separar a preposição do pronome na função do sujeito: “Eu cheguei antes DE ELE sair”. deveria ser “às folhas 23 e 24”. Num jogo de tênis. é bom lançarmos uma nova campanha: “Salvem as preposições”. porque não há “sujeito preposicionado”. A polêmica surge quando “eu chego antes DELE ou DE ELE sair”. ainda. até. É assim que a maioria dos brasileiros fala. DELE ou DE ELE? Não há dúvida alguma: eu cheguei antes dele. eu refresco a sua memória: são as preposições. 3. por uma questão mínima de coerência. considera a forma preposicionada (=cheguei antes dele sair) uma variante linguística válida. Não acredito. o cheque deve ser para “daqui a 45 dias”. E. se houver após o “dele” um verbo no infinitivo. Melhor seria “nas folhas 23 e 24”.

“O diretor viajou para Brasília apesar de a reunião ter sido transferida”. Em termos práticos. adequará. Para ficar bem claro: PRESENTE DO INDICATIVO / PRESENTE DO SUBJUNTIVO Eu Tu Ele Nós adequamos Vós adequais Eles Nos tempos do pretérito e do futuro. É essa a visão dos professores que organizam a maioria dos nossos concursos. “A possibilidade de os políticos não aceitarem o projeto é muito grande”… Resumindo: o segredo para a separação da preposição do artigo ou do pronome é a presença do verbo. A dúvida se deve ao fato de o dicionário Houaiss considerar completa a conjugação do verbo ADEQUAR. significa que não tem as três pessoas do singular e a 3a do plural (=eu. só apresenta as formas arrizotônicas (=sílaba tônica fora da raiz). o verbo ADEQUAR é defectivo. consequentemente. em geral. adequando. Há. é importante observar que. Por outro lado. só tem a primeira pessoa do plural (=nós adequamos) e a segunda pessoa do plural (=vós adequais). no presente do subjuntivo. adequado… Numa frase do tipo “É preciso que a nossa empresa SE ADÉQUE ou SE ADEQÚE à realidade do mercado”. É polêmica na certa. os concursos públicos exigem a forma tradicional: “Cheguei antes de ele sair”. a solução é: “…que a nossa empresa FIQUE ADEQUADA à realidade do mercado”. 2010 11:18 AM Temas polêmicos by snogueira. nada no presente do subjuntivo. entre eles a equipe que organizou o dicionário Houaiss. entretanto. que já aceita a conjugação completa do verbo ADEQUAR: PRESENTE DO INDICATIVO / PRESENTE DO SUBJUNTIVO Eu adéquo que eu adéque Tu adéquas que tu adéques Ele adéqua que ele adéque Nós adequamos que nós adequemos Vós adequais que vós adequeis Eles adéquam que eles adéquem Segundo a tradição gramatical.sn 1. para a maioria dos nossos gramáticos. por exemplo.onça beber água e da onça beber água”. não tem conjugação completa. ShareEmailAdd tags Oct 13. ele e eles) do presente do indicativo e. entretanto. adequara. A realidade é que. . não há pessoa alguma. adequava. sempre no infinitivo. adequaria. O verbo ADEQUAR. o verbo ADEQUAR é defectivo: no presente do indicativo. Verbo defectivo é aquele que tem defecção (=falta de algumas formas). é defeituoso. um bom número de estudiosos. tudo normal: ele adequou. ou seja. “Está na hora de a onça beber água”. tu. O verbo ADEQUAR é defectivo ou não? Todos nós aprendemos que o verbo ADEQUAR é defectivo. O mesmo se aplica à contração da preposição com o artigo: “O bando invadiu o Banco do Brasil antes de a agência abrir”.

Além de defectivo (=eu “extorco” não existe). as formas clássicas estão preservadas: “ele tinha chegado” e “ele tinha trazido”. demoliu. “…extorquir dinheiro da família” = “arrancar dinheiro”. Verbos. O prefixo “ex” significa movimento para fora (=arrancar) e torquere é torcer (=implícita aqui a ideia de tortura). GASTADO. Observe a diferença: “…extorquir a confissão do criminoso” = “arrancar a confissão”. porque não é possível “arrancar” a família do sequestrado. Após os verbos SER ou ESTAR. fora ganho. “…extorquir a família do sequestrado” = inadequado também. no padrão culto da língua portuguesa. tinha ganhado. verbos. 3. PAGO e PEGO. Na frase “bandido está extorquindo comerciante”. O verbo EXTORQUIR vem do latim extorquere (=arrancar alguma coisa de alguém sob tortura). Para você não errar. quando ouvimos que “o policial extorquiu a confissão do criminoso” ou “o sequestrador está extorquindo dinheiro da família do empresário”. O mestre Celso Cunha defende o uso de ganho. Não podemos jogar no lixo as formas clássicas nem ignorar as novidades linguísticas. Ele foi PEGO ou PEGADO em flagrante? Existem alguns verbos que nos deixam de cabelo em pé: GANHO ou GANHADO. PAGO ou PAGADO. é usado como “arrancar”. ser ou ter gasto. Inaceitáveis ainda são as tais histórias de “ele tinha chego” e “ele tinha trago”. PEGO ou PEGADO? Alguns gramáticos defendem o uso exclusivo das formas clássicas: GANHADO. “a conta foi paga”. ABOLIR e DEMOLIR. demolindo… Assim sendo. Outros verbos que merecem atenção são EXPLODIR. “…extorquir o comerciante” = inadequado. tinha pagado. explodem. explodindo. Nesse caso. Inadequado é “alguém extorquir alguém”. use o seguinte “macete”: só use o verbo EXTORQUIR se ele for substituível por “arrancar”. rigorosamente não “existem” formas como “expludo ou explodo. temos um problema semântico. GASTO. Há ainda os moderados. São aqueles que aceitam as duas formas de acordo com a regra dos particípios abundantes: Após os verbos TER ou HAVER. porque não é possível “arrancar” o comerciante. estava suspenso. A forma PEGADO estará sempre correta. devemos usar a forma clássica: tinha aceitado. temos o mau uso do verbo extorquir. São todos defectivos: só existem nas formas verbais em que após a raiz aparecem as vogais “e” ou “i”: explode. será pago. GASTO ou GASTADO. 2010 12:20 PM Temas polêmicos . desde a sua origem. havia gastado. abulo ou abolo.2. portanto. gasto e pago após qualquer verbo auxiliar: ser ou ter ganho. verbos… Outro verbinho “problemático” é o EXTORQUIR. PAGADO e PEGADO. Concordo com o professor Celso Cunha. era gasto. Assim sendo. mas a forma PEGO está consagradíssima: “Ele tinha PEGADO os documentos” e “Ele foi PEGO em flagrante”. havia suspendido. usamos a forma irregular: foi aceito. demolimos. Incluo ainda o verbo PEGAR. ShareEmailAdd tags Oct 6. mas “ele tinha pago ou pagado a conta”. É correto. demula ou demola”. Outros preferem o uso exclusivo daquelas formas que o brasileiro consagrou: GANHO. abolimos. abolido. Isso significa que o verbo EXTORQUIR.

“Os alunos VÃO SAIR mais cedo”.by snogueira. o infinitivo. Para facilitar nosso dia a dia. Ele mandou as pessoas SAIR ou SAÍREM? Eis um belo caso polêmico. “Os políticos DEVERIAM. os técnicos). O infinitivo só é obrigado a se flexionar (=ir para o plural) se o seu sujeito for diferente do sujeito da oração anterior: “O diretor deu uma ordem expressa para os técnicos RESOLVEREM o problema ainda hoje”. minha sugestão é a seguinte: Se o sujeito vier claramente expresso antes do infinitivo. 1) Há quem afirme que a flexão do infinitivo é obrigatória: “Mandou as pessoas saírem”. portanto. mas quem vai sair são “as pessoas” (sujeito plural da segunda oração).sn 1. ANALISAR melhor este caso”.” “Ele não as deixou FALAR. ou seja. Devemos tomar um cuidado especial quando as palavras estão fora de lugar ou quando a locução verbal fica separada por uma intercalação qualquer: “As crianças FORAM todas TOMAR banho”. ver. Quando o sujeito do infinitivo aparece posposto (depois do infinitivo) ou expresso por um pronome pessoal oblíquo.” 3. 2ª oração: “para resolver o problema” (sujeito oculto = eles.” Se o sujeito do infinitivo for expresso por um pronome oblíquo (=os. De qualquer modo. é flagrante a preferência pelo uso do infinitivo não flexionado: “Deixai VIR a mim as criancinhas”. usamos o infinitivo impessoal. O argumento é simples: quem mandou foi “ele” (sujeito). 2. “…deixamos as secretárias resolver ou resolverem o caso”. Esta dúvida é bem marcante quando o sujeito do infinitivo aparece anteposto (antes do infinitivo): “…mandou as pessoas sair ou saírem”.” “O plano fez preços DESPENCAREM. o infinitivo não se flexiona: “Ele mandou as pessoas sair” e “Nós deixamos as secretárias resolver o caso”. um caso de concordância facultativa. Quem deu a ordem foi o diretor (= sujeito da primeira oração). A persistirem ou AO persistirem os sintomas… . Seria o mesmo caso de “Nós (sujeito) deixamos as secretárias (sujeito) resolverem o caso”. Os infinitivos devem flexionarem ou não flexionar??? Nas locuções verbais. não se flexiona. as. nos…). A preferência é deixar o infinitivo no SINGULAR: “Deixai VIR a mim as criancinhas. mas quem vai resolver o problema são os técnicos (= sujeito da segunda oração).” “Mandei ENTRAR todos os convidados. devemos usar o verbo no SINGULAR: “Mandei-os ENTRAR. “Os dois zagueiros PODEM SER expulsos”. fazer. devido à urgência. a concordância é facultativa. aquele que não se flexiona nunca: “Os infinitivos não DEVEM FLEXIONAR-SE”. 3) A tendência da maioria dos estudiosos é aceitar as duas formas. ou seja. Existe uma antiga regrinha que defende o uso do infinitivo no singular sempre que o seu sujeito for o mesmo da oração anterior: 1ª oração: “Os técnicos estão aqui” (sujeito = os técnicos). eu sou a favor do uso do infinitivo não flexionado. no singular. “Ele mandou-as SAIR”. Fora das locuções verbais é que o infinitivo provoca problemas: “Os técnicos estão aqui para RESOLVER ou RESOLVEREM o problema”??? Embora alguns autores aceitem a concordância no plural. Seria. 2) Há quem defenda a tradição gramatical: após verbos causativos e sensitivos (=mandar. ouvir). a concordância deve ser feita: “O diretor mandou seus funcionários SAÍREM. em locuções verbais.” Se o sujeito não vier claramente expresso antes do infinitivo. deixar.

pão = pão + zinho – pãe(s) + zinhos = pãezinhos. A dúvida surge porque. apague a luz”.Na televisão. é a falta de clareza. casa-casinha. pônei-poneizinho. porém. Quanto ao plural dos diminutivos. nasal ou ditongo (café-cafezinho. dente-dentinho) e do sufixo “-zinho” para as terminadas por consoante (mar-marzinho. siri-sirizinho. no português falado no Brasil consagrouse o seu uso no diminutivo em lugar do superlativo. e não condicional. não é o fato de a frase estar certa ou errada. bembenzinho. apague a luz”. Sob orientação médica. Devemos usar o sufixo “-zinho” para as palavras terminadas por vogal tônica. Embora a palavra DEVAGAR seja advérbio. basta a desinência “s” no final: livro – livr + inho = livrinhos. mão-mãozinha. É o ultrapassado conceito de que falar bem é falar difícil. a mensagem é: “Ao persistirem os sintomas. Assim sendo. após a propaganda de qualquer medicamento. temos o “devagarinho” e o “devagarzinho”. Uma certeza. álbum-albunzinho. de acordo com as regras. consulte um médico”. ou seja “quando sair. casa – cas + inha = casinhas. “caso persistam os sintomas”. Não é que a forma “ao persistirem os sintomas” esteja errada. Seria muito mais simples e claro se a mensagem fosse: “se os sintomas continuarem. às vezes. os sintomas provavelmente não persistirão. Em vez de “muito devagar”. rapaz – rapaz + inho = rapazinhos. . aparece a seguinte mensagem: “A persistirem os sintomas. Melhor mesmo é toda a população brasileira ter acesso a um médico e abandonar o perigoso hábito da automedicação. teríamos: luz – luz + inha = luzinhas e flor – flor + zinha – flore(s) + zinhas = florezinhas. devemos pôr os dois elementos no plural sem o “s” do substantivo: animal = animal + zinho – animai(s) + zinhos = animaizinhos. é para consultar o médico se os sintomas persistirem ou quando os sintomas persistirem? É a mania de falar difícil. cruz-cruzinha. pastel = pastel + zinho – pastei(s) + zinhos = pasteizinhos. Seria semelhante ao caso de “ao sair. pois temos aqui uma ideia condicional: “se persistirem os sintomas”. Quando usamos a forma “ao” antes de verbo no infinitivo. É flagrante a preferência pelo uso do sufixo “-inho” para as palavras terminadas por vogal átona (sapato-sapatinho. temos uma ideia temporal. papel-papelzinho). 2010 9:37 AM Temas polêmicos by Sérgio Nogueira 1. É como se disséssemos “quando os sintomas persistirem”. todos nós devemos ter: consultar um médico.chapeuzinho). o médico deverá ser consultado”. 2a) Se usamos o sufixo “-zinho”. portanto. o médico deverá ser consultado”. Leitores querem saber qual é a forma correta: “A persistirem os sintomas” ou “AO persistirem os sintomas”? A minha preferência é “a persistirem os sintomas”. O pecado maior. ShareEmailAdd tags Sep 29. As luzinhas ou as luzezinhas de Natal? Os sufixos diminutivos “-inho” e “-zinho” devem ser usados conforme o final da palavra básica: usamos indiferentemente os sufixos “-inho” ou “-zinho” se a palavra básica termina por vogal átona ou consoante (exceto “s” e “z”): corpinho ou corpozinho. há duas regras básicas: 1a) Se usamos o sufixo “-inho”. Afinal. rapaz-rapazinho). chapéu. florinha ou florzinha.O sufixo “-inho” deve ser usado para as palavras terminadas por “s” ou “z” (lápis-lapisinho. irmã-irmãzinha.

“Uma mil pessoas compareceram à feira” ou “Tenho uma mil dúvidas”. Sinto muito desapontar os nossos artistas. pronomes ou numerais que antecedem a MILHAR e MILHÃO devem. BILHÃO. A dona-de-casa ou a dona de casa? Dona de casa sofre até na hora de ser escrita. Um milhão de pessoas já CHEGOU ou CHEGARAM? Tanto faz. que fazer? De acordo com as regras ortográficas anteriores ao novo acordo. Em razão disso. continuar…). O problema é que MILHAR. ficar no masculino: “OS MILHARES de crianças fugiam com muito medo”. não vejo por que impor uma forma como correta e outra como errada. devíamos usar hifens (ou hífenes. É importante lembrar que o numeral que antecede a MIL deve concordar em gênero com o substantivo a que se refere: “DUAS mil pessoas receberam DOIS mil dólares”. Quanto ao numeral MIL. E o outro retrucava: “E isto é para as minhas milhões de fãs”. 2010 2:34 PM Temas polêmicos by snogueira. mesmo se os fãs forem apenas mulheres. O dicionário Houaiss nos ensinava que devíamos escrever sem hífen: dona de casa. Assim sendo. Um milhão de dúvidas ou mil dúvidas? Num anúncio comercial. SETECENTAS e oitenta e DUAS embaixadinhas”. “Um milhão de mulheres ESTÃO GRÁVIDAS”. Os artigos. Não há necessidade de se escrever “Recebeu um mil reais”. luzinhas e luzezinhas. O certo é: “Tenho UM MILHÃO de dúvidas” e “UNS três MILHÕES de mulheres”. ou no plural para concordar atrativamente com o especificador “pessoas”. andar. TRILHÃO … são substantivos masculinos. Em razão disso. estar. “Mais de DOIS MILHÕES de pessoas assistiram ao espetáculo”. que a língua padrão evita. ficar. mas o correto é “os meus milhares de fãs” e “os meus milhões de fãs”. barezinhos e barzinhos. E pazezinhas seria o plural do diminutivo de paz (pazinha = paz + inha – paze(s) + inhas = pazezinhas). É com hífen ou não? Segundo o dicionário Aurélio. 2a) Para o mestre José Oiticica.Para terminar duas observações: 1a) Para o acadêmico Evanildo Bechara. O verbo pode ficar no singular para concordar com MILHÃO. E agora. que é um substantivo masculino no singular. Basta: “Recebeu mil reais”. também deveríamos aceitar as luzezinhas (luz + inha – luze(s) + inhas = luzezinhas). “Tenho DUAS mil dúvidas” e “O garoto fez quarenta e UMA mil. dizia o primeiro. “Meio milhão de crianças já FORAM VACINADAS”. pazinhas é o plural do diminutivo de pá (pazinha = pá + zinha – pazinhas). MILHÃO. “Mil pessoas compareceram à feira” e “Tenho mil dúvidas”. 2. o normal seria “florinhas ou florzinhas”. Quando o verbo é de ligação (ser. as frases “Tenho uma milhão de dúvidas” e “Umas três milhões de mulheres” estão erradas. o problema é outro: não se usa UM ou UMA antes de MIL. Alguém diria que “Um milhão de mulheres ESTÁ GRÁVIDO”??? ShareEmailAdd tags Sep 22. “Seria capaz de fazer UM MILHÃO e MEIO de embaixadinhas”. é visível a preferência pela concordância com o especificador: “Um milhão de reais FORAM GASTOS na obra”. devíamos ligar por .sn 1. foi possível ouvir claramente: “Isto é para atender as minhas milhares de fãs”. portanto. podemos aceitar os dois plurais: florezinhas e florzinhas. como preferem alguns): dona-de-casa. Por isso tudo.

no meio artístico. joão-de-barro. a sua significação. a homens e a mulheres: o cônjuge. o indivíduo. O dicionário Houaiss e o Vocabulário Ortográfico da Academia Brasileira de Letras consideram PERSONAGEM substantivo de dois gêneros. banana-da-terra. A distinção é feita pela anteposição de “o”. não encontrará nenhum sinal do sexo feminino na cadeira nem do sexo masculino no banco. para o feminino: o/a artista. temos uma bela polêmica. Por mais que você examine uma cadeira e um banco. galinhad‟Angola… Isso significa que os compostos com elementos de conexão que não são nomes de animais ou plantas devem ser grafados sem hífen: pé de moleque. e o personagem. Quem determina o gênero é a tradição fixada pelo uso. 2. não conservam. disse me disse. os compostos com elemento de conexão só receberão hifens se for palavra ligada à botânica ou à zoologia: copo-de-leite. pé de cabra. ou seja. Quanto ao feminino de POETA. general de divisão. temos um conjunto com uma nova unidade de sentido: copo-de-leite é uma planta. dia a dia. agora não há mais dúvida: DONA DE CASA deve ser escrita sem hifens. o feminino de poeta é POETISA. comprova a inconsistência do gênero gramatical: a viagem / el viaje (espanhol). sem hífen. isto é. passo a passo… Assim sendo. receber um tapa. considerados isoladamente. pão de ló. devíamos usar o hífen nas palavras compostas em que os elementos. porém. o sósia. A comparação com outras línguas. para o masculino. conservando cada um a sua própria acentuação. “a personagem” poderia ser usada tanto para a mulher quanto para o homem. PERSONAGEM era um substantivo sobrecomum do gênero feminino. . Em copo de leite. mesmo de origem latina. o/a doente. Segundo a tradição e os nossos principais dicionários. o/a mártir. cada elemento mantém a sua significação: copo é copo e leite é leite. Bancos e cadeiras não mantêm relações sexuais para fazer “banquinhos”!!! Cadeira não é um substantivo feminino porque termina em “a”. PERSONAGEM tornou-se um substantivo comum de dois: a personagem. Dentro desse princípio. e “a”. a criança. Para ficar mais claro. os elementos das palavras compostas mantêm a sua independência fonética. Hoje em dia. a vítima… São chamados de COMUNS DE DOIS os substantivos que têm uma só forma para os dois sexos. em copo-de-leite. fim de semana. Esse tipo de dúvida acabou com o novo acordo ortográfico.hífen “os elementos das palavras compostas em que se mantém a noção da composição. para homens. mas o conjunto constitui uma unidade semântica. a pessoa. duzentos gramas de presunto… A distinção do gênero nos substantivos não tem fundamentos racionais. indistintamente. o sangue / la sangre (espanhol). ou seja. porém formando o conjunto perfeita unidade de sentido”. la sang (francês)… Nossos leitores têm algumas dúvidas: 1a) Personagem é masculino ou feminino? 2a) Qual é o feminino de poeta: a poetisa ou a poeta? Chamamos de SOBRECOMUNS os nomes de um só gênero gramatical que se aplicam. com a sua acentuação própria. Recentemente. A dúvida quanto à dona de casa era se o conjunto forma uma unidade de sentido ou se cada elemento conserva isoladamente sua significação. Existem várias palavras terminadas em “a” que são masculinas: o problema. Não confunda gênero com sexo Cadeira é um substantivo feminino e banco é masculino. o/a jovem… Na sua origem. é interessante observarmos um exemplo inquestionável: copode-leite e copo de leite. o/a personagem. dar dois telefonemas. A partir de agora. com hifens. para mulheres. tornou-se moda distinguir A POETISA (=pessoa do sexo feminino que faz poesia) de A POETA (=mulher que faz poesia de reconhecida qualidade literária).

libido. se é assim que muitos brasileiros. soprano. maquinaria.Trata-se de um juízo de valor que ainda não tem o respaldo da maioria dos estudiosos e de nossos principais dicionários. Meus leitores têm alguma dose de razão. oficialmente. bacanal. Uma boa parcela dos falantes da língua portuguesa. análise. crisântemo ou . monólito. registra as duas formas: necrópsia e necropsia. erudito. mas só registravam necropsia. Eu gostaria de saber por que o “certo” é recorde se existe uma clara oscilação entre as duas pronúncias: recorde e récorde. Oficialmente. não entendo por que impor uma pronúncia como “certa” (recorde) e a outra como “errada” (“récorde”). Digamos que. gambá. cal. ordenança.sn 1. portanto. Não é só na Rede Globo que ouvimos “récorde”. suéter. ureter… São paroxítonas: avaro. Pode até ser influência da Globo. refém. publicada em 2009 pela Academia Brasileira de Letras. pudico. ínterim. são proparoxítonos: protótipo. A boa notícia é que a última edição do Vocabulário Ortográfico. por que não podemos falar “necrópsia”? Parece incoerência. principalmente quando os nossos principais dicionários e o Vocabulário Orográfico da ABL registram biopsia e biópsia. normalmente. devemos respeitar a grafia oficial. e os nossos dicionários já registram as duas pronúncias: biótipo e biotipo. pelo menos segundo nossos principais dicionários e o Vocabulário Ortográfico publicado pela Academia Brasileira de Letras. diabete. grama (unidade de massa/peso). Em qualquer concurso. alface. No Brasil. síndrome. sabiá. milhar. Nobel. pois existem outras palavras paroxítonas terminadas em “tipo”: linotipo. dó. champanha. É importante lembrar que isso não é uma exceção nem anomalia gramatical. por que não aceitar récorde como variante legítima de recorde? O caso de biótipo é um belo exemplo. sósia. látex. principalmente no Brasil. Falando “certo” Com muita frequência. fala “récorde”. trama… ShareEmailAdd tags Sep 15. estereótipo. a pronúncia biotipo (paroxítona) está consagrada. Segundo o acadêmico Evanildo Bechara: São palavras oxítonas: cateter. arquétipo. personagem. 2010 10:06 AM Temas polêmicos by snogueira. Entenda-se como oficial a forma registrada no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa publicado pela Academia Brasileira de Letras. Se essa moda “vai pegar”. falam. faringe… c) são indiferentemente masculinos ou femininos: o ou a…avestruz. caracteres. biótipo e biotipo… Então. ibero. Os vocábulos terminados em “tipo”. cólera. oficialmente era biótipo. telefonema… b) são femininos: a…aguardente. Por isso. tapa. genótipo. crisma. logotipo… Outro caso que me intriga é o da palavra necropsia. hélice. Segundo o mestre e acadêmico Evanildo Bechara: a) são masculinos: o…clã. recém. Outra verdade é que existem outras palavras que os nossos dicionários já registram com dupla pronúncia: xérox e xerox. recorde é um vocábulo paroxítono (sem acento gráfico). perguntam a mim por que na Rede Globo só se fala “récorde” quando o “certo” é recorde. ômega… Palavras que admitem dupla pronúncia: acróbata ou acrobata. formicida. dúplex e duplex. porém. recorde… São proparoxítonas: epíteto. pijama. dinamite. só o tempo dirá. Em razão disso tudo. ruim. Se falamos autópsia e biópsia. Por que não “necrópsia”. o “certo” é dizer recorde (=”recórde”). sentinela. talvez a maioria. autopsia e autópsia. lêvedo. filantropo.

Metáfora é aquela figura de estilo que se caracteriza por uma “mudança”: as palavras são usadas num sentido figurado devido a uma comparação subjetiva por semelhança. torto – tortos. Metafonia. posto – postos. que significa “forma”. corvo – corvos. Queremos dizer que a menina é tão linda ou delicada quanto uma flor. /ó/. Comparamos subjetivamente a beleza da menina com a beleza de uma flor. coco – cocos… E há aquelas que nos deixam em dúvida: o plural de forno é “fôrnos” ou “fórnos”? Embora muitos pronunciem com timbre fechado. jorros. acordo – acordos. sofrem metafonia (mudança de timbre na vogal tônica = /ô/ para /ó/): coro – coros. é a “mudança do som”. . comparativo/superlativo). sufixos. prefixos. no Brasil. ortoépia ou ortoepia. do grego. forno – fornos. fosso – fossos. desinências…). Em “agradecer-lhes a audiência”. Segundo o mestre Evanildo Bechara. em Portugal).sn A dúvida é: Queremos agradecer-lhes pela ou a audiência? A resposta é: Queremos agradecer-lhes a audiência. telefone. alvoroços. processo”. projétil ou projetil. socorro – socorros.crisantemo. E a metafonia? O elemento grego FONIA – que conhecemos em sinfonia. Existem aquelas que apresentam diferentes pronúncias: sogro (/ô/) – sogra (/ó/) e sogros (/ô/. almoços. hieróglifo ou hieroglifo. e MORFO. portanto. que significa “mudança”. jogo – jogos… Há palavras que não sofrem metafonia: bolso – bolsos. autópsia ou autopsia. tijolo – tijolos. O problema é que existem palavras em que não ocorre metafonia: cachorro – cachorra e cachorros (/ô/). microfone. Há palavras em que a metafonia acontece somente no plural: caroço – caroços. é a “mudança da forma”. de origem latina: TRANS (=META) + FORMA (=MORFO). destroço – destroços. do latim. Metamorfose. Isso é metáfora. sogros. grau (aumentativo/diminutivo. Não agradecemos a alguém (objeto indireto) “por” alguma coisa (outro objeto indireto). 2010 1:50 PM Dúvidas dos leitores by snogueira. miolo – miolos. transtornos… ShareEmailAdd tags Sep 8. A metamorfose e a metafonia Metamorfose é uma palavra formada por elementos de origem grega: META. o substantivo FLOR está usado fora do seu sentido real (a flor propriamente dita). foro – foros. esposos. portanto. troco – trocos… Não sofrem metafonia (=mantêm o timbre fechado /ô/): adornos. globos. poço – poços. significam “ato ou efeito da ação. e “-ção”. Morfologia é a parte da gramática que estuda o aspecto formal das palavras: gênero (masculino/feminino). soros. contornos. O verbo agradecer é transitivo direto e indireto: agradecer alguma coisa (=objeto direto) a alguém (objeto indireto). É o nome que se dá para um fenômeno curioso: são aqueles vocábulos em que a vogal tônica de timbre fechado /ô/ muda para timbre aberto /ó/. esboços. corpo – corpos. Os sufixos “-ose”. fonética etc. radicais. o pronome “lhes” exerce a função do objeto indireto e “a audiência” é o objeto direto. número (singular/plural). Corresponde à palavra transformação. elementos formadores das palavras (raízes. biópsia ou biopsia. necrópsia ou necropsia… 2. sopros. oficialmente devemos falar fornos com timbre aberto (/ó/). quando vão para o feminino ou para o plural: porco (/ô/) – porca e porcos (/ó/). Oceânia ou Oceania. bolo – bolos. – significa “som”. gozos. Quando afirmamos que “a menina é uma flor”. caolhos.

Em algumas regiões. Com o prefixo “sub-”. Assim sendo. com o prefixo “sub-“. dispêndio. que quase não escrevemos. Hora com “h” é a unidade de medida de tempo que equivale a 60 minutos: “Nesta avenida. submarino. subterrâneo. anteontem. O problema são aquelas palavras que são menos usadas. dúvida ou ironia. Então. eletricismo… . devemos escrever “tudo junto”. despender. A dúvida é: É bom você se previnir ou prevenir? A resposta é: É bom você se prevenir. sub-reitor. dentifrício. subsecretário. por isso a leitura é fundamental. suburbano. como se diz popularmente: subchefe. nunca mais cometerá deslizes. enteado. sub-reino. Também usamos ora sem “h” quando se trata de conjunção alternativa: “Ora trabalha ora estuda”. Isso não significa que se trabalha durante uma hora e em outra hora se estuda. a velocidade máxima permitida é 80 quilômetros por hora”. subbibliotecária. pois só usamos a letra “h” isolada no início de palavra. a letra “h” some. no momento”. “venho di São Paulo” por venho de São Paulo… Quando são palavras conhecidas. penico. surpresa. se não houver hífen. Os verbos “deslisar” e “alisar” se escrevem com “s” porque são derivados de “liso”. “Ora…ora” significa que se trabalha e se estuda em momentos alternados. Assim sendo. na linguagem coloquial. Se falar conosco na beira da praia. os pneus deslisaram”.Usar a expressão com a gente num texto formal é tão inadequado quanto usar conosco no “chopinho” da sexta-feira. empecilho. É o famoso “ora bolas!”. “por causa da pista molhada. subemprego. Assim sendo. sem “h”. quando a palavra seguinte começar por qualquer letra diferente de “b” ou “r”. subitem… Segundo o novo acordo ortográfico. “Ele está aqui conosco”. eletrificação. Ortografia é uma questão de “memória visual”. cadeado. O verbo deslisar com “s” existe. Com muita frequência confundimos a vogais “e” e “i”. meritíssimo. vão pensar que é biscoito: “dá um conosquinho aí”. A dúvida é: Vamos analisar os casos que estão por ora ou por hora pendentes? A resposta é: Vamos analisar os casos que estão por ora pendentes. digladiar. mas significa “tornar liso”. reaver (re+haver)… A dúvida é: Precisamos chamar um eletricista ou eletrecista? A resposta é: Precisamos chamar um eletricista. só usamos o hífen se a palavra seguinte começar por “b” ou “r”: sub-base. há duas grafias corretas: sub-humano e subumano. Se você escrever o verbo deslizar com “z”. dificilmente há dúvidas na hora de escrever. que fique bem claro: em textos formais. desarmonia (des+harmonia). crânio. paletó. Mesmo os mais prevenidos correm o risco de escrever previnir. se a palavra seguinte começar por “h”. no presente momento”. desenfreado. A frase “Vivia em condições subumanas” está correta. que são pouco vistas. carestia. assim como: eletricidade. periquito. sub+humano fica subumano. É o mesmo que alisar. subsolo. por isso devemos escrever com “i”. Quando a palavra seguinte começa por “h”. No sentido de “por enquanto. “Ele está aqui com a gente”. vão pensar que ele está de porre. Também devemos usar ora sem “h” se for interjeição que exprime impaciência. sub-raça. quepe… Anote aí algumas palavras que se escrevem com “i”: artifício. Eletricista é derivado de elétrico. dilapidar. porém. O mesmo ocorre em desumano (des+humano). é comum pronunciarmos a vogal “e” como se fosse “i”: “denti” por dente. “quasi” por quase. que se escreve com “s”. eletrificar. intitular. quem deslizou foi o autor da frase. Se alguém disser no barzinho que “ontem ela esteve aqui conosco”. campeão. Observe alguns exemplos perigosos: aéreo. Ora é um advérbio de tempo que significa “agora. podemos usar hífen ou não. irrequieto. privilégio… Na frase. devemos usar a forma “por ora”.

o Leste e o Oeste: são os pontos cardeais. “qualquer problema”. a entrada de estranhos. cauda do cometa… Você sabe qual é a diferença entre animais capturados e animais apreendidos? Se o leão fugir do circo. Isso significa que também estaria correto: “É proibida. quando nos referimos ao “cárdio” (coração em grego). Cometa só teria calda se tivesse “rabinho doce”. o Ibama deve apreender os animais e a polícia prender os traficantes. antepenúltimo. trilhão. em nossos jornais e revistas. bilhão. Um caso que merece muita atenção é cardeal e cardial. mas merece cuidados. “quaisquer problemas”. Com muita frequência observamos. antídoto. é melhor fazer um almoço. contra”: antivírus. Não há espaço para escrever por extenso e a quantidade de zeros poderia dificultar o entendimento do leitor. Uma empresa carioca comunicou aos seus empregados: “A nossa ceia de Natal será na próxima quinta-feira. se alguém estiver vendendo micos-leões ali na esquina (o que é ilegal). que é o estudo do coração. O jantar será no dia que antecede a véspera do Natal. qualquer que seja o motivo. Não devemos confundir os prefixos “anti” e “ante”. Calda é uma solução açucarada: calda de caramelo. antirrepublicano. o uso dessas formas abreviadas para altos valores. referem-se ao algarismo que antecede a vírgula.2 bilhão” porque significa “um bilhão e . Também escrevemos com “e” o termo que designa as direções da rosa dos ventos que apontam para o Norte. Assim sendo. Cardeal pode ser o religioso ou o pássaro. o correto é “1.2 bilhão de reais. 2010 1:41 PM Dúvidas dos leitores by snogueira. “quaisquer pessoas”… Em geral. o Sul. Só escrevemos cardial. piano de cauda. às 13h. com “i”. antiaéreo.Com muita frequência confundimos as vogais “e” e “i”. qualquer que seja ou quaisquer que sejam os motivos. antiético. apêndice: cauda do macaco. os bombeiros serão chamados para capturá-lo.2 bilhões ou bilhão de reais? A resposta é: Recebeu 1. A dúvida é: Não foi possível ver a calda ou cauda do cometa? A resposta é: Não foi possível ver a cauda do cometa. porque o jantar não tem nada contra a véspera do Natal. anti-herói. quaisquer que sejam os motivos. A dúvida é: É proibida. antítese… O prefixo “ante” significa “anterioridade”: anteontem. portanto na antevéspera. A válvula cardial é a válvula do coração. Daí a cardiologia. Qualquer é um pronome que deve concordar com o substantivo a que se refere: “quaisquer motivos”. Só fiquei preocupado com o horário. ShareEmailAdd tags Sep 5. pois o milhão. O prefixo “anti” tem o sentido de “oposição. o singular já é suficiente: “qualquer motivo”. pêssegos em calda… Cauda é rabo. Às 13h. a expressão “todo e qualquer” é redundante. Na frase “Estou aqui para resolver todo e qualquer problema”. ceias sempre foram noturnas. Como toda redundância. A abreviação é válida. “qualquer pessoa”. antevéspera. Bastaria dizer: “Estou aqui para resolver todo problema” ou “Estou aqui para resolver qualquer problema”. “Todo problema” significa “qualquer problema”. a entrada de estranhos? A resposta é: É proibida. a entrada de estranhos”. somente a ênfase justifica o seu uso. etc. Se não me falha a memória.” Acho muito bonito o fato de empresas oferecerem ceias de Natal aos seus empregados. A dúvida é: Recebeu 1. antediluviano… Não há “antivéspera”.sn A dúvida é: O jantar será na antivéspera ou antevéspera do Natal? A resposta é: O jantar será na antevéspera do Natal.

“1. Quem tem participação tem participação “em” alguma coisa. temos duas possibilidades: “A família (pessoa) só foi informada (voz passiva) do sequestro uma semana depois” e “O sequestro (coisa) só foi informado à família uma semana depois. Para evitar confusões. e não na Vara de Execução Criminal. e a pessoa a quem se comunica alguma coisa é o objeto indireto. Assim sendo. portanto. confundir os casos. Quando informamos alguém de alguma coisa. “em cima do valor da venda”. a pessoa é o objeto direto. Se alguém comunica. O que falta é resolver as cinco questões. Assim sendo. encontramos o uso polêmico da locução “junto a”. A dúvida é: A família só foi comunicada ou informada do sequestro uma semana depois? A resposta é: A família só foi informada do sequestro uma semana depois. Não podemos.” A dúvida é: Ele teve participação sobre o ou no valor da venda do jogador? A resposta é: Ele teve participação no valor da venda do jogador. comunica alguma coisa a alguém. Para ficar mais claro: “Faltam cinco questões” e “Falta resolver cinco questões”. Por causa disso. “A nossa maior alegria são as crianças”. informa alguma coisa a alguém ou informa alguém de alguma coisa.duzentos milhões. entretanto. A dúvida é: Aqui estão as cláusulas que faltavam ou faltava incluir no contrato? A resposta é: Aqui estão as cláusulas que faltava incluir no contrato. por isso. Em “Falta resolver cinco questões”. Rigorosamente. O verbo comunicar é transitivo direto e indireto. a história seria outra. o verbo informar apresenta duas regências possíveis: se alguém informa. O verbo ser é especial. o verbo (= falta) deve ficar no singular porque o seu sujeito é “resolver cinco questões”. isto é. É importante lembrar que. o pedido teria entrado na Vara vizinha. o certo é “faltam cinco minutos”. é mais simples e claro dizer que “entrou com um . só o objeto direto pode transformar-se em sujeito de voz passiva.” Vamos observar outro exemplo: “O empregado (pessoa) já foi comunicado (voz passiva) da sua demissão. “A maior revolta dos motoristas são as multas”. O verbo (= faltava) deve ficar no singular para concordar com o seu sujeito (= incluir no contrato). Isso significa que somente a coisa (=objeto direto) pode ser comunicada. o verbo deve concordar no singular: “A vitória significa…” Com o verbo ser. dizer: “O sequestro só foi comunicado à família uma semana depois. Embora sejam palavras sinônimas. tornar-se sujeito passivo.3 milhão” significa “um milhão e trezentos mil”. ou seja. de acordo com a gramática tradicional. exercer a função do sujeito passivo.” Melhor: “A demissão (coisa) já foi comunicada ao empregado. O verbo (= faltam) deve ir para o plural para concordar com o seu sujeito plural (= cinco minutos). Pode. “1. Estaria correto. O que faltava era “incluir as cláusulas no contrato”. Qual é a sua opinião: “Falta ou Faltam cinco minutos para acabar o jogo”? Embora muitos digam que “falta cinco”. Ele não teve participação “sobre”. o sujeito está no singular (=a vitória). Assim sendo. Não são as “cinco questões” que faltam. A coisa que se comunica é o objeto direto. “junto a” significa “ao lado de”. A dúvida é: A vitória significa ou significam três pontos decisivos para escapar do rebaixamento? A resposta é: A vitória significa três pontos decisivos para escapar do rebaixamento. o verbo ser concordará no plural: “A vitória são as últimas esperanças do Botafogo”. Segundo a regra básica de concordância.” Não devemos confundir o verbo comunicar com o verbo informar. e não “as cláusulas”. por isso é que “ele teve participação no valor da venda”. Na frase “Entrou com um pedido junto à Vara de Execução Criminal”. o verbo deve concordar com o sujeito. Se o sujeito estiver no singular e predicativo do sujeito no plural.7 trilhão” significa “um trilhão e setecentos bilhões”. No caso acima. é recomendável evitar o uso do verbo comunicar na voz passiva com sujeito “pessoa”.

2010 1:41 PM Dúvidas dos leitores by snogueira. O uso do artigo definido após o pronome “todo” especifica o substantivo e o pronome “todo” passa a significar “inteiro”: “todo o país” é “o país inteiro”.pedido na Vara de Execução Criminal”. Fazer um pé de meia. Primeiro foi o atacante que não fez o gol tão necessário para a vitória do seu time. O certo é “sequer”. “Eu torço pelo Internacional”. sem hífen. os nossos bons dicionários e o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. mas não são sinônimos. E os verdadeiros valores são intrínsecos. que tem câncer. o pronome indefinido “todo” deve ser usado sem artigo definido: “todo homem”. Fazer “todo trabalho” é fazer “qualquer trabalho”. É comum ouvirmos: “Eu torço para o Internacional”. O sufixo “-oso” significa “provido” e se escreve sempre com “s”. Depois foi a vez de o jornalista exagerar na dose. uma célula cancerígena é aquela que provoca câncer. Caso semelhante ocorre com o verbo torcer. pode ser uma das peças que compõem o par de meias. ainda temos a desgraça do “siquer”. dizer enfaticamente: “ele não fez um gol sequer” ou “ele não fez sequer um gol”. O primeiro é de ortografia. Portanto. há muitas substâncias que provocam. aquele dinheirinho que . Valores “intrínsicos” nada valem e não existem. Quando nos referimos às nossas economias. o que provoca apetite é apetitoso. fazer “todo o trabalho” é fazer “o trabalho inteiro”. só registram a forma aficionado. não existem “gasozo” nem “gazoso” muito menos “gazozo”. Como a frase se refere a “qualquer homem”. quem tem amor é amoroso. A dúvida é: Todo ou Todo o homem tem valores intrínsecos ou intrínsicos? A resposta é: Todo homem tem valores intrínsecos. Bastava. Aquilo que tem gosto é gostoso. Muito melhor é “O problema só será resolvido com a direção da empresa” e “Contraiu um empréstimo no Banco Mundial”. Em “ele não fez nenhum gol siquer”. “Ele torce para o Palmeiras”. Todo aficionado é aficionado por alguma coisa. O segundo problema é um erro de regência. A dúvida é: Trabalhou muito para fazer o seu pé de meia ou pé-de-meia? A resposta é: Trabalhou muito para fazer o seu pé de meia. “Eles torcem pelo Flamengo”… A dúvida é: É uma substância cancerosa ou cancerígena? A resposta é: É uma substância cancerígena. Além da “tripla negativa” (não – nenhum – “siquer”). e o seu uso já caracteriza um reforço de negativa. da Academia Brasileira de Letras. a “todos os homens”. Devemos evitar construções pedantes do tipo: “O problema só será resolvido junto à direção da empresa” e “Contraiu um empréstimo junto ao Bando Mundial”. há um festival de incompetência. “Eles torcem para o Flamengo”… Pelo visto. São dois problemas. portanto. geram câncer: são as substâncias cancerígenas. Infelizmente. “Todo o homem” só se fosse “o homem inteiro”.sn A dúvida é: Ele é um aficionado ou aficcionado em ou por computador? A resposta é: Ele é um aficionado por computador. o que tem gás é gasoso. Embora muita gente boa fale aficcionado. estamos torcendo muito mal! Na verdade. o que tem sabor é saboroso. Uma célula cancerosa é aquela que sofre de câncer. “Ele torce pelo Palmeiras”. como se houvesse “cc”. Cancerosa e cancerígena são adjetivos. Não conheço substância que seja vítima de câncer. ShareEmailAdd tags Sep 5.

2ª) “Meu filho. Brasil. indago. segundo a última reforma ortográfica. atrás. Observe a diferença que existe devido ao uso ou não da vírgula: 1ª) “Meu filho vem jantar em casa”.” CERTO: “Avança. “e(s)” e “o(s)”: sofá. mas essa distinção acabou. Acupuntura é um ramo da tradicional medicina chinesa. paletó. 2010 1:41 PM Dúvidas dos leitores by snogueira. sem hifens. Assim. junto e com acento circunflexo. A dúvida é: Quero saber porque ou por que o empregado foi demitido? A resposta é: Quero saber por que o empregado foi demitido. por isso. com hífen? Assim era a regra antes do novo acordo ortográfico. que fazemos com ponto de interrogação e as indiretas. Deve. É uma palavra de origem latina formada pelos elementos acus (agulha) e punctura (picada). A palavra porque. vem jantar em casa”. todo papo de anjo deve ser escrito sem hífen. Agora. Quando isso ocorre. que fazemos com certos verbos: pergunto. o Brasil não é o sujeito do verbo avançar. português. havia diferença. Na primeira frase. que manda acentuar todas as terminadas em “a(s)”. copo-de-leite). a palavra porque está substantivada pelo artigo definido “o”. a frase “quero saber por que o empregado foi demitido” é uma pergunta indireta. No caso. qualquer pé de meia deve ser grafado sem hífen. palavras compostas com elemento de conexão só terão hífen se forem ligadas à zoologia e à botânica (joão-debarro. A pergunta poderia ser feita de outro modo: “Quero saber o porquê da sua demissão”. estaríamos nos referindo ao papo (=conversa) com algum anjo. Seria um docinho ou uma boa conversa com um anjo? Na escrita. por exemplo. embora seja uma frase interrogativa. ficar separado pela vírgula. Assim sendo. estamos falando do nosso “pé-de-meia”.sn PONTUAÇÃO ERRADO: “Avança Brasil.” Não devemos separar com vírgula o sujeito do seu predicado. A dúvida é: Buscou na acumpuntura ou acupuntura a solução para suas dores? A resposta é: Buscou na acupuntura a solução para suas dores. temos uma . É importante saber que já há registro no Vocabulário da ABL e em alguns bons dicionários de diversas palavras com dupla grafia. devemos escrever o porquê. o porquê (quando é substantivo). deve ser escrita separadamente: “Por que o empregado foi demitido?” O detalhe a ser observado é que existem dois tipos de perguntas: as diretas. Se fosse o doce. após… ShareEmailAdd tags Sep 5. os hifens eram obrigatórios: “Comi um gostoso papo-de-anjo”. Mas não é o caso de “mortandela” e “mendingo”. gostaria de saber… Assim sendo. quero saber. Nesse caso. Na linguagem falada. a frase “um papo de anjo é muito gostoso” pode criar dúvidas. É o caso. em frases interrogativas. avô. O Brasil é vocativo. Somente as formas mortadela e mendigo são aceitáveis. de chipanzé ou chimpanzé e de cãibra ou câimbra.guardamos durante anos. O Vocabulário Ortográfico da Academia Brasileira de Letras também registra a forma acupunctura. você. Consiste em introduzir agulhas em determinados pontos do corpo para tratar certas doenças ou provocar efeito anestésico. Não se trata de uma frase afirmativa. O acento gráfico se deve à regra das palavras oxítonas. O verbo está no imperativo. café.

Dunga. Zezé Pezinho. ERRADO: “O diretor afirmou: não pensar em demissões. Os outros provavelmente usavam outros meios de locomoção: de moto. a pé. ladrão”. É como se alguém mandasse segurar o peão. agora é o peão que está recebendo a ordem de segurar… provavelmente o touro. Em “O homem. o uso das vírgulas (= oração subordinada adjetiva explicativa) informa que o homem caiu e explica que ele vinha a cavalo e sozinho (=não havia outros homens). meu irmão.” A diferença é que todo homem é um ser mortal (explicativa = com vírgula) e que nem todo homem trabalha (só o que trabalha vence na vida – restritiva = sem vírgula). “Meu filho” é o vocativo e o verbo está no imperativo. Seria constrangedor! Sem a vírgula. Para distinguirmos o aposto explicativo do especificativo.” . afirmou…” (O atual técnico da seleção brasileira é só um. de bicicleta.” CERTO: “O homem.” A oração grifada deve ficar entre vírgulas porque é subordinada adjetiva explicativa. se for cargo exclusivo. surge uma dúvida: Zezé Pezinho é o único vice-presidente (= haveria vírgulas) ou a grande escola Tamos aqui tem dois ou mais vice-presidentes (= não haveria vírgulas). afirmou…” (= presidente do Brasil é cargo exclusivo). ou seja. ERRADO: Segura peão. Se alguém gritar “pega ladrão”. que é o objeto do verbo pegar. Sempre que o nome próprio vier antes. a ausência das vírgulas (=oração subordinada adjetiva restritiva) altera o sentido da frase. Se fosse uma oração subordinada adjetiva restritiva não usaríamos as vírgulas: “O homem que trabalha vence na vida. peão passa a ser o vocativo. peão. é aposto explicativo (com vírgulas).afirmação. Em caso de dúvida. peão”). podemos usar a seguinte “dica”: se for cargo não exclusivo (=ex-técnico da seleção brasileira existem muitos). afirmou…”. Significa que havia outros homens e que aquele que vinha a cavalo caiu. o peão é o objeto do verbo segurar. A ausência da vírgula pode causar um incidente. algum segurança desavisado pode querer ficar agarrado ao peão. Na segunda. Com a vírgula (“segura. Em vez de o peão segurar o touro. não sobra um. Observe a diferença: “O atual técnico da seleção brasileira. aquilo que deve ser segurado. sobre jumentos. Se escrevermos “Zezé Pezinho. afirmou…” CERTO: “O ex-técnico da seleção brasileira Telê Santana afirmou…” Só devemos usar as vírgulas quando se trata de aposto explicativo. temos um chamamento. que vinha a cavalo. porque é um aposto especificativo. ou seja. vice-presidente da Escola de Samba Tamos aqui. o título será um aposto explicativo e deverá ficar entre vírgulas. deve respeitar a natureza. Luís Inácio Lula da Silva. é aposto especificativo (=sem vírgulas). afirmou…”. Telê Santana. é cargo exclusivo). a melhor saída é inverter a posição dos termos da oração. Vejamos outro exemplo: “O presidente Luís Inácio Lula da Silva afirmou…” (= existem outros presidentes).” CERTO: “O diretor afirmou não pensar em demissões. “Meu filho” é o sujeito e o verbo (=vem) está no presente do indicativo. ERRADO: “O homem que é um ser mortal deve respeitar a natureza. No caso “Telê Santana” não deve ser separado por vírgulas. Em “O homem que vinha a cavalo caiu”. Aí o ladrão vira vocativo e passa a ter o direito de pegar tudo que quiser. as vírgulas são obrigatórias. CERTO: Segura. que é um ser mortal. Aqui temos a ordem correta para segurar o animal. É para pegar o ladrão. Perigo maior haveria se você gritasse “pega. Na frase “O vice-presidente da Escola de Samba Tamos aqui. “O presidente do Brasil. É o caso de “segura o touro”. camelos… E não caíram. Essa todos conhecem. ERRADO: “O ex-técnico da seleção brasileira. caiu”.

mas deveria pensar em dispensar os dois-pontos. “As asas cortam os céus” (pássaros ou aviões). ShareEmailAdd tags Sep 5. 10. c) continente pelo conteúdo (e vice-versa): “O macarrão estava tão bom que comemos dois pratos” (de macarrão). “Abrimos muitas cervejas” (garrafas de). É interessante notar a sutil mudança de sentido do verbo observar. “Buscas a terra. h) Sinal pela coisa significada: “Trono e altar. “Comprou cem cabeças de gado”. “Pediu-lhe a mão em casamento”. Ou usamos a conjunção “que” ou usamos os dois-pontos: O governador observou que as escolas merecem mais atenção ou O governador observou: “As escolas merecem mais atenção”. f) Instrumento pelo agente: “Ele é um bom garfo” (comilão). k) Cor pelo objeto: “O vermelho lhe corria nas veias” (sangue). b) autor pela obra: “Apreciamos um belo Di Cavalcanti” (quadro. g) Matéria pelo objeto: “Os bronzes repicam no alto campanário” (sinos). Na frase O governador observou que: “as escolas merecem mais atenção”. “Até mesmo o pensamento da morte ainda é vida”. “A espada se curva diante da cruz”. pintura). eu os céus” (Olavo Bilac). “Creio no Supremo Criador do Universo” (Deus). a transcrição da fala do diretor. d) causa pelo efeito (e vice-versa): “Os cabelos brancos impõem respeito” (velhice). uni-vos” (estado e igreja). Só precisaríamos dos dois-pontos se fosse discurso direto. Perífrase – consiste no emprego de toda uma expressão para substituir o nome de um objeto ou de uma pessoa: “O poeta dos escravos” (Castro Alves). i) Abstrato pelo concreto: “O crime habitava naquela casa” (criminosos). “O novo mundo” (América). “Ganha o pão com o suor do seu rosto” (trabalho). “Voava pelo azul do Rio de Janeiro” (céu). para o verde voltar”. “Temo que qualquer longo tempo curto seja”. as embarcações). “Amou o pai dos deuses (Júpiter) soberano” (Tomás Antônio Gonzaga). “Tratava-se de um grande volante” (piloto). j) Singular pelo plural: “O inimigo cercou-lhe por todos os lados” (inimigos). 9. C) Outras figuras e recursos expressivos: 1. “A cidade maravilhosa” (Rio de Janeiro). Antítese – é a valorização expressiva de uma ideia pela aproximação de palavras ou expressões que apresentam sentidos contrários: “Era o porvir – em frente do passado / A liberdade – em frente à escravidão” (Castro Alves). e) lugar pelo produto: “Bebemos um Porto saborosíssimo” (=vinho). Nesse caso haveria mudança no tempo do verbo: O diretor afirmou: “Não penso em demissões”. “Fumavam um Havana legítimo” (charuto). ou seja.O diretor pode não estar pensando em demissões. 2010 1:41 PM Figuras semânticas by Sérgio Nogueira B) Figuras semânticas (continuação) 8. que pode ser feita de várias maneiras: a) parte pelo todo: “As velas sulcam os mares” (as naus. “Pedi para chover. “Sorrir em meio dos pesares e chorar em meio das alegrias” (Manuel Bandeira). Alusão – é a figura na qual se faz referência a um fato ou personagem: “Começava a viver um verdadeiro pesadelo de Kafka” (Fernando Sabino . “Sempre leu Machado” (obras de Machado de Assis). temos uma grande salada. Metonímia – é o emprego de uma palavra fora de seu significado básico por efeito de associação de ideias.

cresce. Enálage – consiste em dar a um tempo verbal uma aplicação diversa da que lhe é própria: “Que fora o claro se não fora o escuro” (seria – fosse). “Se dás um passo. 5. 6. para acumular efeitos expressivos. “Eu não tinha arma ao alcance. “Instalava-se … o mais autêntico … Regime do Terror” (Fernando Sabino – Regime do Terror = governo francês na época da Revolução Francesa). Ironia – consiste no emprego de palavras. Paradoxo – consiste na reunião de ideias contraditórias num só pensamento: “Amor é fogo que arde sem se ver / É dor que desatina sem doer” (Camões). Apóstrofe – consiste na interpelação. autor de Metamorfose = literatura do absurdo). “…a urze…desabrocha / bebendo o sol. essa beleza. “Oh! Mundo encantador. na evocação às pessoas ou coisas personificadas como se estivessem presentes (=Vocativo): “Andrada! Arranca esse pendão do ares! / Colombo! Fecha a porta dos teus mares!” (Castro Alves). ou. 7. “Ringe e range a rígida moenda / E ringindo e rangendo. 3. ó Deus. sofre e morre”. comendo o pó. da cidade.…depois de tantos anos. ShareEmailAdd tags Sep 5. fumaça / Corre. do bairro. Não morria. Vozes veladas. assume. Aliteração – consiste na repetição de fonemas. vivas. “Replicava aos surdos roncos do trovão bravio” (/re/) (Castro Alves). em terra. a cana a triturar”. vãs. onde estás que não respondes?” (Castro Alves). 2010 1:41 PM Figuras de estilo by Sérgio Nogueira FIGURA é um desvio linguístico. cerca / Ai. Tivesse também não adiantava (adiantaria)…” (Guimarães Rosa). sugere coisas contrárias ao que significam literalmente: “Espiar a vida alheia. em nada” (Padre Vieira). um novo aspecto para um fim expressivo. visando à desvalorização: Clímax = gradação ascendente: “O homem nasce. em sombra. “Que a brisa do Brasil beija e balança” (/be/) (Casimiro de Abreu). “Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis. expressões ou frases que. 2. “É uma catedral horrível / Feita de pedras bonitas” (Mário de Andrade). . até alcançar culminância emocional. “Cuido haver dito que Marcela morria de amores pelo Xavier. “Agora sim / café com pão / Agora sim / Voa. ao contrário. vulcanizadas” (/ve/) (Cruz e Souza). assim. “Deus. tu és medonho!” (Fagundes Varela). seu foguista / Bota fogo / Na fornalha / que eu preciso / Muita força / Muita força / Muita força” (Manuel Bandeira). veludosas vozes. vivia” (Machado de Assis).– Kafka: escritor. vozes veladas vagam pelos velhos vértices velozes dos ventos. 4. “Nada! Esta só palavra em si resume tudo” (Aluísio de Azevedo). graças ao contexto ou à entonação. volúpias dos violões. mordendo a rocha” (Guerra Junqueira). morres” (deres – morrerás). “Te converta essa flor. em pó. ou grupos de fonemas consonantais em frases ou versos: “A procissão cicia uma prece” (/ce/). 8. Onomatopeia – consiste no emprego de palavras ou expressões cuja impressão sonora procura reproduzir sons da natureza: “Sino de Belém bate bem-bem-bem” (Manuel Bandeira). restam grandes vestígios desse belo hábito” (Manuel Antônio de Almeida). das pessoas”. As figuras podem ser sintáticas ou semânticas. Anticlímax = gradação descendente: “Fugíamos do país. É o afastamento do valor linguístico normalmente aceito. Gradação (Clímax e Anticlímax) – consiste no emprego de expressões sucessivas. em cinza. nada menos” (Machado de Assis).

os vivos pó que anda. financiamento” (=todos são substantivos). além do paralelismo. “Vagaroso no fazer. branca de terror”. sapoti” (Manuel Bandeira). portanto. aluga. “No dia seguinte com o brotar da aurora” (Mário de Andrade) (=a aurora parece que brota. Quiasmo – é o paralelismo em que os elementos da segunda construção estão em ordem contrária aos da primeira. com a presença dos elementos comparativos: “Respira a alma inocência como perfumes a flor” (Casimiro de Abreu). “Teus ombros suportam o mundo” (Carlos Drummond de Andrade). talvez ria. no ermo. Hipérbole – consiste no exagero de uma ideia e assim conseguir maior expressividade para enfatizar determinada situação: “Já te disse mil vezes”. “A via Láctea se desenrolava como um jorro de lágrimas ardentes” (Olavo Bilac). “boca do estômago”. b) Paralelismo antitético (apresenta. “Ver minh‟alma adejar pelo infinito. “Que eu me liberte das ânsias / De ansiedades me liberte” (Cruz e Souza). “Rios te correrão dos olhos se chorares”. de uma comparação em que os elementos comparativos não aparecem: “Esta senhora é uma santa” (=é boa como uma santa). “dente de alho”. Comparação ou Símile – consiste no confronto das qualidades ações dos seres. “orelha do livro”. Resulta. os mortos pó que jaz” (Padre Vieira). “Aurélia sentia-se vingada. talvez minta” (Carlos Drummond de Andrade). branca. no reclamar ligeiro”. 12. 13. ações e atitudes humanas a seres não humanos: “A lua olhava com inveja o casal de namorados”. Paralelismo – é a sequência de construções simétricas: “Compra. “No meio do caminho tinha uma pedra / Tinha uma pedra no meio do caminho” (Carlos Drummond de Andrade). financia” (=todos são verbos). sentir os primeiros passos da noite” (Augusto Frederico Schimidt). “Vai explodir de tanto comer”. os mortos são pó caído. terra de beribá. “Já não pode fumar. “Poderíamos. “Iracema (…) que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna” (José de Alencar). Anáfora – é a repetição de um elemento no início de cada frase: “Tudo é silêncio. Catacrese – é um tipo de metáfora ocasionada por: a) falta de uma palavra específica: “pé da mesa”. bacuri. “Roma inteira nadava no sangue de seus filhos”. 3. tudo mudez” (Olavo Bilac). venda. a) Paralelismo sintático (apresenta a mesma estrutura sintática): “Os vivos são pó levantado. vende. “olho da agulha”. cuspir já não pode”. aluguel. “As ondas beijavam as areias da praia”. talvez corte figurinhas. “Chorava a flor e gemia. “barriga ou batata da perna”. Triste e fatigado eu vinha” (Olavo Bilac). b) esquecimento etimológico (=queda do sentido original da . Prosopopeia ou Personificação – consiste na atribuição de qualidades. a aurora nasce como brota uma flor). “Que calmo o céu! Que verde o mar!” (Olavo Bilac). “Fez tudo num piscar de olhos”.A) Figuras sintáticas (continuação): 11. talvez fume piteira. tudo calma. vejo abrirem-se” (Castro Alves). “Compra. em respirar sucinto”. humilhado sentia-se Fernando” (José de Alencar). “Terra da castanha. “Talvez cruze a pena e beba. “céu da boca”. É uma inversão sob a forma de xis: “Vinhas fatigada e triste. “Longas são as estradas da Galileia e curta a piedade dos homens” (Eça de Queirós). qual branca vela n‟amplidão dos mares” (Castro Alves). uma oposição): “…para tão longo amor tão curta vida” (Camões). 2. “De uma cruz ao longe os braços. “…morrer…quando este mundo é um paraíso…” (Castro Alves) (=o mundo é como se fosse um paraíso). Metáfora – é o emprego de uma palavra fora do seu significado básico por efeito de uma semelhança. 5. “Prolixo no falar. 4. B) Figuras semânticas: 1. terra da borracha.

“Percorria as ruas muita gente (singular) com lanternas. A) Figuras sintáticas: 1. ShareEmailAdd tags Sep 5. As figuras podem ser sintáticas ou semânticas. pessoa) do Ocidente” (Camões). macia e vã” (visão e tato). d) Silepse de pessoa: “Todos (3a. um novo aspecto para um fim expressivo. “Adélia fumava um cigarro lânguido” (Eça de Queirós) – (lânguida é Adélia e não o cigarro). pessoa) decidimos (1a. Silepse – é aquela em que o determinante concorda com o determinado segundo a ideia que está subentendida. “E atravessou a rua com seu passo bêbado” (Chico Buarque de Holanda) – (bêbada estava a pessoa e não o passo). Hipálage – figura pela qual se dá realce a um determinante. visão e audição). pessoa) adiar as provas”. “A gente (feminino) às vezes é obrigado (masculino) a confessar que errou”. associando-o a um termo que não é logicamente o seu correspondente determinado. “Ele restituiu tudo que comera no jantar” (vomitou). singular) toda ali. “Os portugueses (3ª. “É uma sombra verde. pessoa) somos (1a. Gritavam exaltados (masculino. e não de acordo com a lógica gramatical: a) Silepse de gênero: “Vossa Majestade (feminino) é justo e bom (masculino). b) Silepse de número: “O povo (singular) corria para todos os lados e gritavam alucinados (plural)”.”Quando a indesejada das gentes (= a morte) chegar” (Manuel Bandeira). 6. assume. Tocavam e dançavam (plural)” (Jorge de Lima). plural)”. “A beleza satânica da mulher aterrorizou Fernando” (José de Alencar) – (satânica é a mulher).palavra): salário (de sal). Sinestesia – consiste na mistura de sensações: “Ouviu palavras amargas da mãe” (audição e gustação). apavorados (masculino. marginal (de margem). assim. rival (de rio). . “Aroma. cemitério). assim se criando um sintagma inesperado (Mattoso Câmara): a) “Vou subir a ladeira lenta” (Carlos Drummond de Andrade) – (lento sou eu e não a ladeira). “À distância as vozes macias das meninas politonavam” (Manuel Bandeira – audição e tato). “Era incapaz de apropriar-se do alheio” (roubar). Eufemismo – consiste no emprego de uma expressão para suavizar ideia desagradável. famigerado (de fama). tratante (de tratar). 7. singular) reclamava. c) Silepse de gênero e de número: “A torcida (feminino. plural)”. “A cor cantava-me nos olhos…” (visão e audição). secretária (de secreto). 2010 1:41 PM Figuras de estilo by Sérgio Nogueira FIGURA é um desvio linguístico. cor e som das ladainhas” (Cruz e Souza – olfato. chocante ou grosseira: “Entregou a alma ao Criador” (morreu). “Olhos de cigana oblíqua e dissimulada” (Machado de Assis) – (oblíquos são os olhos). 2. sabatinar (de sábado). “Só dizia inverdades” (mentia). É o afastamento do valor linguístico normalmente aceito. “Levamos-te ao teu último endereço” (túmulo. “Aquela gente (feminino.

que teria dito dele o finado?“ (Machado de Assis). 4. (e) ameaçou). vi. c) Pleonasmo vicioso: subir para cima. e teima. e sua” (Olavo Bilac). adiar para depois. e sofre. pelo menos nada conheço que…” (Mário de Sá Carneiro). Elipse – é a omissão de um termo que pode ser subentendido pelo contexto: “O sol declinava no horizonte e deitava-se sobre as grandes florestas” (José de Alencar) – (o sol deitava-se). Anacoluto – é a quebra da estrutura sintática de forma que um elemento fique sem função sintática: “Ele. disse que ele será fácil” (sujeito pleonástico). Braquilogia – é o emprego de uma expressão mais curta em substituição a outra mais complexa: “Entrava e saía da sala” (entrava na sala e saía dela = da sala). parece-me que sim. “Imenso trabalho nos custa a flor” (A flor nos custa imenso trabalho). “Contou tudo que ocorreu antes. “O dentista arrancou-lhe um canino” (um dente canino). “A casa de Davi é certo / que foi fundada pelo verdadeiro Deus” (Padre Vieira) (É certo / que a casa de Davi foi fundada pelo verdadeiro Deus). “Vi com meus próprios olhos”. duas metades iguais. 9. por exemplo. surpresas inesperadas… 5. Pleonasmo – é o emprego de palavras ou expressões que repetem o conteúdo significativo de um termo já existente. encarar de frente. Zeugma – é a elipse de um termo nomeado anteriormente com forma diferente: “Ele não nos entende nem nós a ele” (nem nós entendemos a ele). “Eu. planejamento antecipado. os céus” (eu busco os céus). “E os olhos não choram. hemorragia de sangue. Polissíndeto – é a repetição do conectivo coordenativo: “Trabalha. elo de ligação. “Que importa de um nauta o berço?” (Que importa o berço de um nauta?). Inversão – é a colocação dos elementos da frase fora da sua ordem lógica: “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De um povo heróico o brado retumbante” (As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heróico). “Tornou-se a deusa dos bailes. E as mãos não tecem… E o coração está seco” (Carlos Drummond de Andrade). “Tu buscas a Terra e eu. ShareEmailAdd tags Sep 5. “Acordei e não vi nada” (Tomás Antônio Gonzaga) – (Eu acordei e eu não vi nada). bradou. o ídolo dos noivos em disponibilidade” (José de Alencar). “A multidão agitou-se. 6. b) Pleonasmo de função: “O jogo. depois da reunião). “O vigia foi ver as portas / se estavam fechadas” (O vigia foi ver / se as portas estavam fechadas). durante a reunião. para enfatizar uma ideia ou para evitar ambiguidade: a) Pleonasmo de ideia: “Lutavam uma luta inglória”. Assíndeto – é a omissão do conectivo coordenativo: “Vim. (e) venci). (e) murmurou.3. ameaçou” (= …agitou-se. 2010 1:41 PM Figuras de estilo by Sérgio Nogueira Texto 3 O exagero das hipérboles . (e) vi. 7. a musa dos poetas. durante e depois da reunião” (antes da reunião. (e) bradou. 10. e lima. murmurou. 8. “O ato do vizinho é muito mais importante do que lhe parece a ele” (Carlos Drummond de Andrade) – (objeto indireto pleonástico). venci” (=Vim. Antecipação ou Prolepse – é a colocação de um termo de uma oração na anterior: “Os livros dizem / que são bons” (Dizem / que os livros são bons).

não quanto aos valores. A panturrilha é também chamada de “barriga da perna” por sua semelhança com uma barriga. Não são comparações claras.A hipérbole é uma “metáfora exagerada”. É a “queda” da metáfora. Para terminar. Tanto é verdade que outros acham a panturrilha parecida com uma batata. Em todo caso. Vamos. E o que a catacrese tem a ver com tudo isso? Catacrese é o nome que se dá para aquela metáfora que deixou de ser metáfora. Outro dia. que perdeu seu sentido figurado. Daí a “batata da perna”. Era uma arma de combate usada como alavanca para jogar bolas de fogo ou pedras por cima dos muros dos castelos. Catacrese é a “metáfora fossilizada”. cabeça do alfinete. nunca sei se o gramado está incluído como acontece em shows ou eventos especiais. O alho não é dente nem nunca teve um dentinho sequer. Deve ser por isso que você nunca viu uma catarata jogando água “para cima”. pois é feita a partir de uma comparação por semelhança. então. Para ficar mais claro. boca do estômago. uma lista de catacreses: olho da agulha. Você já viu estrelas no “céu da boca”? E umbigo na “barriga da perna”? E mamilos no “peito do pé”? É interessante observar que a criação é metafórica. Juro que não sei exatamente o seu valor. vejamos alguns exemplos. É só consultar a seção de classificados dos nossos jornais para constatar que a variedade dos preços é grande. o crítico queria dizer que a tal música fez tanto sucesso que levou repentinamente a tal banda para os primeiros lugares das paradas de sucesso da nossa música popular. “explodiu de tanto comer”. encontrei esta pérola: “Foi esta música que catapultou a banda para a fila do gargarejo da MPB”. braço do sofá… Resumindo: . Fico imaginando qual tenha sido a interpretação do leitor que não tem a mínima ideia do que seja uma catapulta. Concordo com o nosso leitor. Quem já assistiu a filmes que retratam guerras medievais deve ter visto uma catapulta em ação. Temos apenas uma certeza: é muita gente e muito dinheiro. “com esse dinheiro daria para pagar o 13º dos servidores”… Dessa forma. Existem exemplos famosos como “chorou rios de lágrimas” e outras bem populares: “já te disse mil vezes”. lendo um artigo sobre música popular. Para quem ainda não entendeu. parece que o leitor teria uma maior compreensão do fato. perna da cadeira ou da mesa. Catarata é uma queda d‟água. No caso do Maracanã. mas você sabe qual é o nome do “dente de alho”? É dente de alho mesmo. cabelo do milho. O que fica é uma ideia imprecisa. Pior é o caso dos apartamentos da Vieira Souto. “fez tudo num piscar de olhos”… Leitor atento quer saber se eu considero claras as frases: “o total de manifestantes era equivalente ao de dois Maracanãs lotados” e “com esse dinheiro daria para comprar cinco apartamentos na Vieira Souto”. é sempre bom evitarmos comparações exageradas e de difícil compreensão. mas certamente teria uma ideia melhor da sua perda. Isso não significa que um conjunto de dentes de alho forme uma “dentadura”. Prefiro outros tipos de comparação: “com esse dinheiro daria para construir dois hospitais”. fazer um teste final: um escritório em que caberiam vinte milhões de caixinhas de fósforo é grande ou pequeno? Texto 4 A catacrese e a catapulta O elemento de origem grega “cata” significa “para baixo”.

Bem.” ( = comparação). você sabe o que é linguagem conotativa? Se não sabe. rival (de rio)… ShareEmailAdd tags Sep 5. “orelha do livro”. é tão seca ( = sem vegetação) que parece um ser muito magro. tratante (de tratar). é o uso das palavras fora do seu sentido real. “Rios te correrão dos olhos se chorares”. e sim a própria comparação: “Ela é tão bonita quanto uma flor. Quando alguém diz que “a menina é uma flor”.Hipérbole – consiste no exagero de uma ideia e assim conseguir maior expressividade para enfatizar determinada situação: “Já te disse mil vezes”. Quando José de Alencar diz que Iracema é “a virgem dos lábios de mel”. você nunca viu uma explicação tão clara! Só não entendeu quem não quis.” ( = metáfora). 2) esquecimento etimológico (=queda do sentido original da palavra): salário (de sal). famigerado (de fama). Mas isso é outra história. metonímia é o uso de um nome por outro. marginal (de margem). “céu da boca”. tal qual. chamar alguém de burro é só uma metáfora. sabatinar (de sábado). “Roma inteira nadava no sangue de seus filhos”. Linguagem conotativa é o uso da linguagem figurada. você tem razão. É. tanto quanto) não teremos a metáfora. é preciso perceber a comparação subentendida. Pronto. Isso significa que. “boca do estômago”. Catacrese – é um tipo de metáfora ocasionada por: 1) falta de uma palavra específica: “pé da mesa”. “Teus ombros suportam o mundo” (Carlos Drummond de Andrade). significa que “os lábios de Iracema são tão doces quanto o mel”. temos uma metáfora: para o autor a tal menina é tão linda. Texto 2 A borracheiro e a metonímia Metonímia é uma palavra de origem grega. vejo abrirem-se” (Castro Alves). O autor faz uma comparação da beleza da menina com a da flor. . que dizem ser mais inteligente que o cavalo. É aqui que encontramos as figuras de linguagem. para entender uma metáfora. a serra do sertão é “magra e ossuda”. É do tipo “definição circular”: ficamos dando voltas e não chegamos a lugar algum. “Fez tudo num piscar de olhos”. “olho da agulha”. “Ela é uma flor. A metáfora. eu explico: “linguagem conotativa é o contrário da denotativa”. “dente de alho”. tão delicada quanto uma flor. foi uma explicação ridícula. Significa que estamos comparando a inteligência do ofendido com a de um burro. Assim sendo. Para João Cabral de Melo Neto. “barriga ou batata da perna”. É interessante observarmos o seguinte: se usarmos os elementos de comparação ( = assim como. por exemplo. secretária (de secreto). Ao pé da letra. formada por “meta” (=mudança) + “onímia” (=nome). é aquela figura em que o seu criador parte de uma comparação. “Vai explodir de tanto comer”. “De uma cruz ao longe os braços. tão magro e ossudo como o sertanejo em geral. vamos falar sério. ou seja. 2010 1:41 PM Figuras de estilo by Sérgio Nogueira Texto 1 Era só uma metáfora Caro leitor.

ShareEmailAdd tags Sep 5. trata-se de uma relação comparativa. Não é uma questão de certo ou errado. A frase é: “Parreira vai pôr Juninho em campo para ser o elo de ligação entre a defesa e o ataque. “Adorava ler Jorge Amado” (=livros de Jorge Amado). c) gênero pela espécie (ou vice-versa): “Seu maior sonho era pertencer à sociedade (=alta sociedade) paulistana”. Borracheiro é quem trabalha numa borracharia. No caso da metáfora. b) autor por obra: “Seu maior sonho era comprar um Picasso” (=quadro de Picasso). “Esperava pelo voto das lideranças” (=líderes). b) singular pelo plural: “O inimigo (=inimigos) estava em toda parte”. “Precisamos pensar mais no idoso” (=pessoas idosas). c) proprietário pela propriedade: “Ontem fomos ao Álvaro” (=bar do Álvaro).” .Metonímia é uma figura de retórica que consiste no emprego de uma palavra fora do seu sentido básico (do seu contexto semântico normal). por efeito de contiguidade. esforço) do seu rosto”. de associação de idéias. d) continente por conteúdo: “Adora macarrão. É um caso semelhante ao de “ir ao dentista” (=clínica dentária) e “ir ao médico” (=consultório médico). 2010 1:41 PM Redundâncias by Sérgio Nogueira 1. pois verdadeiramente “vamos à borracharia”. Leitor desta coluna quer saber se “ir ao borracheiro” não está errado. Vejamos alguns exemplos de metonímia: 1) relação metonímica de tipo qualitativo: a) matéria por objeto: “O ouro (=dinheiro) só lhe trouxe infelicidade”. h) abstrato pelo concreto: “O crime (=criminosos) habita aquela casa”. “As andorinhas voavam pelo azul (=céu) do Rio de Janeiro”. g) instrumento pelo agente: “Ayrton Senna foi um grande volante” (=piloto de carros de corrida). é uma relação objetiva. f) cor pelo objeto: “O vermelho (=sangue) lhe corria pelas veias”. no caso da metonímia.” O mais adequado seria: “Parreira vai pôr Juninho em campo para ser o elo (ou fazer a ligação) entre a defesa e o ataque. 2) relação metonímica do tipo quantitativo (também chamada de Sinédoque): a) parte pelo todo: “As asas (=pássaros) cortavam os céus de Copacabana”. que consiste no emprego de uma palavra fora do seu sentido básico por efeito de uma semelhança. mas também pode ser usado como sinônimo de borracharia. “O homem (=humanidade) deve respeitar mais a natureza”. “Os bronzes (=sinos) repicavam no alto do campanário”. e) consequência pela causa (também chamada Metalepse): “Ele não respeitou seus cabelos brancos” (=velhice). de base contextual. “Precisa de mais braços (=trabalhadores) para desenvolver a sua lavoura”. por isso comeu três pratos” (=o macarrão de três pratos). Trata-se de uma relação metonímica perfeitamente aceitável e registrada em nossos principais dicionários. “Venceu graças ao suor (=trabalho. É diferente da metáfora. Borracharia é o estabelecimento onde se vendem ou se consertam pneumáticos e câmaras de ar.

“o filme é baseado numa história real”. encontramos frequentemente: “Nestes termos. portanto. 5. Deferir é “aprovar. o verbo suicidar-se é redundante. Dispensaria. “Fato ocorrido” e “Fato acontecido” são “belos” exemplos de redundâncias ou pleonasmos. “o filme é baseado em fatos” ou. E não confunda deferir com diferir. A frase é: “O filme é baseado em fatos reais. todo fato é “real”. justifica tantas redundâncias que ouvimos por aí: “consenso geral”. Isso é uma redundância. Assim sendo. Se não fosse uma decisão favorável. ou seja. É um pleonasmo irreversível. todo deferimento só pode ser favorável. diferençar e diferenciar estão devidamente registrados como sinônimos em nossos dicionários. Basta. “protagonista principal”. e outras mais. O argumento basicamente é o seguinte: o verbo “suicidar” vem do latim “sui” (”a si” = pronome reflexivo) + “cida” (=que mata).” O adequado é: “Ele vai analisar o laudo. para alguns. É por isso que na parte final de um requerimento. “ela se suicida” e “eles se suicidaram”. Diferir. É uma repetição semelhante a “subir para cima”. o diretor deferiu. despachar”. não restará dúvida: ninguém diz “ele suicida” ou “eles suicidaram”. “Fato concreto”. Estou “louco” para assistir a um filme baseado em fatos irreais. “evidência concreta”. “Fato verídico”.” O melhor é: “Quanto ao seu requerimento. Se você já assinou algum requerimento sem saber o que estava pedido. dessa forma.” Se o diretor deferiu.” O certo é: “Eu gostaria que você escrevesse a minha biografia. aceitar. Isso significa que “suicidar” já é “matar a si mesmo”. distinguir”. Quanto à etimologia (=origem da palavra). o suicida só pode matar a si mesmo. se observarmos o uso contemporâneo do verbo “suicidar-se”. só pode ser favoravelmente. caso contrário não é fato. diferençar. Eu escrever a “minha própria autobiografia” é redundante e você escrever a “minha autobiografia” é impossível. “esforçar-se”. O raciocínio é o seguinte: se o formicida mata formigas. “dignar-se”… Da mesma forma que “ela se esforça” e “eles se arrependeram”. O verbo “suicidar-se” hoje é tão pronominal quanto os verbos “arrepender-se”. Muita gente considera o verbo suicidar-se uma redundância. ou seja. Uma história pode ser real ou não.” Ouvimos isso com muita frequência. É interessante lembrar que a ênfase. Temos aqui uma redundância. “planejamento antecipado”. não há redundância. 2. “surpresas inesperadas” e outros pleonasmos. 4. se você preferir. diferir é sinônimo de diferenciar ou. A frase é: “Eu gostaria que você escrevesse a minha autobiografia. temos um indeferimento. O uso do pronome reflexivo “se” junto ao verbo está consagradíssimo. A “minha autobiografia” só pode ser escrita por mim mesmo. A frase é: “Ele vai analisar o resultado do laudo. Se falarmos em “analisar o resultado do exame”. Se você quer diferir uma coisa da outra. Deve ser evitada. o diretor deferiu favoravelmente. Ora. Qual usar? Você decide. a repetição causada pelo uso do pronome reflexivo “se”. aceitar” e diferir é “diferenciar. Isso significa que podemos “analisar o laudo” ou . Se for uma decisão contrária. usarmos a palavra fato. se você preferir. Deferir significa “aprovar. o diretor teria indeferido o seu pedido. “hemorragia de sangue”.Todo elo é de ligação. que o seu requerimento seja aceito. se o inseticida mata insetos e se o homicida mata homens. significa que você quer “fazer diferença”. Por outro lado. Pede deferimento”. portanto “resultado do laudo” é uma redundância. É um caminho sem volta. “ambos os dois”. A frase é: “Quanto ao seu requerimento. Quem fala “resultado do laudo” não deve saber que o laudo já é um resultado ou confunde laudo com exame. agora já sabe: você está solicitando a aprovação do seu pedido. 3.” Todo laudo já é um resultado.” Uma autobiografia é a “biografia de si mesmo”.

” O certo é: “É preciso que nossa empresa capte mais recursos. não há “consenso individual ou particular”. Isso me faz lembrar aquele marido “previdente” que teria escrito para a amada esposa antes de retornar de uma longa viagem: “Chegarei de surpresa na próxima sexta-feira.“analisar o resultado do exame”. Palavras parecidas sempre merecem cuidado. ocorreu por acaso. É possível “repetir de novo”. É o mesmo que pleonasmo: “hemorragia de sangue”. “Autocontrolar-se” seria uma forma redundante. O certo é “para descargo de consciência”. 7. “autogovernar-se”… ShareEmailAdd tags Sep 5. o herói foi desmitificado. “encarar de frente”. “autodefender-se”.” O certo é: “No fim. de uma redundância. o nosso falante certamente queria dizer “casual”. no voo da Varig das 10h da noite”.” O mais adequado é: “O projeto não foi aprovado.” Se o herói deixou de ser um mito. É bom lembrar que “causal” é relativo à causa. “autodisciplinar-se”. basta controlar-se. Descargo é “tirar a carga”.” O certo é: “Devido à crise de energia elétrica. É o caso da expressão “para desencargo de consciência”. uma mentira.” Lâmpadas “florescentes” só se fossem bem floridas.” O certo é: “Você precisa controlar-se. 6. CAPTURAR ou CAPTAR? A frase é: “É preciso que nossa empresa capture mais recursos. É bom saber que desencargo significa “desobrigação. Ele adora surpresas e ponto final. “duas metades”… Se o juiz mandar “repetir de novo” a cobrança do pênalti. desde que seja pela terceira ou quarta vez. porém há registro de “autocriticar-se”. Não podemos confundir os verbos desmitificar (=desfazer um mito) com desmistificar (=acabar com uma mistificação). portanto. ou seja.” Todo consenso é geral. “autodestruir-se”. FLORESCENTES ou FLUORESCENTES? e CAUSAL ou CASUAL? A frase é: “Devido à crise de energia elétrica. Em “Foi um incidente causal”. Trata-se. porque não houve consenso. Em nossos dicionários não encontramos o verbo “autocontrolar-se”. Acabar com uma mistificação é desmistificar. “autoenganar-se”. “autodenominar-se”.” É possível que o tal empresário estivesse preocupado com a “fuga” de recursos. A frase é: “O projeto não foi aprovado. E . comprou lâmpadas fluorescentes. ele foi desmitificado.” O verbo “autocontrolar-se” não existe. não haveria surpresa. A frase é: “Você precisa autocontrolar-se. sem compromisso”. Letras a mais podem causar problemas à comunicação. mas duvido que isso traga alguma economia. pois o incidente foi ocasional. Os nossos dicionários registram o substantivo autocontrole (=controle de si mesmo) e o verbo controlar. se você precisa controlar a si mesmo. Uma mistificação é uma farsa. porque não houve consenso geral. Se for pela segunda vez. basta repetir.* 14. “previsão para o futuro”. 2010 1:41 PM Precisão e adequação vocabular by Sérgio Nogueira 13. 15. pois se refere a alívio. Fato semelhante ocorreu com aquele aluno que escreveu na sua redação do concurso vestibular que adorava “surpresas inesperadas”. Portanto. o herói foi desmistificado. Ora. se não fosse inesperada. pode ser uma redundância ou não. DESMISTIFICAR ou DESMITIFICAR? e DESENCARGO ou DESCARGO? A frase é: “No fim. comprou lâmpadas florescentes.

mas. 16. Aferir é “cotejar (pesos. sorver. Na política brasileira. há coalizões que são verdadeiras colisões!!! 17. ir de encontro a) é colisão. Apreender é “apropriar-se judicialmente”: “A polícia apreendeu o contrabando”. há cerração. conquistar”. Podemos ainda usar o verbo absorver com o sentido de “assimilar. aquela forte neblina seria uma “serração”. .” Coalizão é com “z”. e não arriado. Os pequenos quartos de um convento ou de um seminário também podem ser chamados de celas. Se as aves fugiram. O ato de colidir (=chocar-se. É cerração porque a neblina é uma forma de cerrar.” O certo é: “Colocou a sela no cavalo e saiu em disparada. é porque não pudemos “cerrar os olhos”.” O certo é: “Não pudemos cerrar os olhos durante toda a madrugada. por ser na serra.” Absolver é “inocentar. 19. examinar a exatidão de instrumentos”: “Os supervisores devem aferir se os valores conferem com as estimativas”. e significa “acordo político. “Serrar as portas” é muito diferente de “cerrar as portas”: portas serradas são portas cortadas e portas cerradas são portas fechadas. Absorver pode significar “embeber. 18. incorporar”: “As alterações introduzidas no sistema ainda não foram totalmente absorvidas pelos usuários”. e capturar é “prender. podemos usar uma serra ou um serrote. se as aves estavam sendo ilegalmente vendidas. CELA ou SELA? e ARREAR ou ARRIAR? A frase é: “Colocou a cela no cavalo e saiu em disparada. com frequência.” Se colocasse o cavalo na cela.bem provável que ele tenha confundido os verbos captar e capturar devido à semelhança. Se não pudemos fechar os olhos. Captar é “atrair. perdoar os pecados”: “O júri absolveu o réu”. de fechar. Muita gente pensa que. “Aos domingos. sempre absorvia alguns litros de chope”. Na serra. dependência. elas devem ser apreendidas. As aves foram capturadas ou apreendidas? Depende. aspirar. ingerir…”: “A esponja absorve toda a água”. “Duas toneladas de maconha foram apreendidas na fronteira”. COALISÃO ou COALIZÃO? A frase é: “Para vencer as eleições. medidas…). SERRAR ou CERRAR? e SERRAÇÃO ou CERRAÇÃO? A frase é: “Não pudemos serrar os olhos durante toda a madrugada.” O certo é: “As alterações introduzidas no sistema ainda não foram totalmente absorvidas pelos usuários. Uma “serração” acontece quando todos começam a serrar e não param mais: é uma serração infernal. Dúvida semelhante também ocorre com os verbos aferir e auferir. aprisionar”.” “Serrar os olhos” deve doer mais que “serrar os pulsos e dar um soco”. o pobre animal ficaria preso e o nosso cavaleiro teria que sair em disparada a pé. “Será preciso aferir os taxímetros”. alguns partidos farão coalisão. ABSOLVER ou ABSORVER? e AFERIR ou AUFERIR? A frase é: “As alterações introduzidas no sistema ainda não foram totalmente absolvidas pelos usuários. O verbo capturar é geralmente usado para foragidos e para animais: “Os prisioneiros que fugiram ontem da penitenciária estadual já foram capturados”. Além da sela. Não há celas apenas nas prisões. com “s”. “Os retirantes ainda eram obrigados a absorver a poeira da estrada”. Cela é “quarto. elas podem ser capturadas. E o nosso corpo é formado por células. que nada mais são do que “pequenas celas”. Serrar é cortar. Para serrar. descer): “Ele arreia o cavalo” e “Ela arria a cortina”. repartição. departamento”. Não podemos confundir coalizão com colisão. aliança interpartidária”. É bom não confundir os verbos arrear (=pôr os arreios no cavalo) e arriar (=abaixar. o cavalo merece ser arreado. entender.” O certo é: “Para vencer as eleições. alguns partidos farão coalizão. “Os bombeiros ainda não capturaram o leão que fugiu do Circo Atlas”. “O padre absolveu os pecadores”.

Segundo o Dicionário Houaiss. disse ele. No mesmo dicionário. . curso. obter. “Queremos auferir alguns benefícios”. a palavra vem do inglês “fluorescent” e significa “o que apresenta a propriedade da fluorescência ou da radiação associada ao processo de fluorescência”. onda”. as lâmpadas são fluorescentes” foi retirada da versão original do texto. a definição do anteposto fluo (r) é “corrimento.Auferir significa “conseguir. corrente. O leitor Fernando Volpi encaminhou e-mail ao G1 e contestou a informação. fluxo. *A frase “Por serem luminosas e conterem flúor. “O fluorescente das lâmpadas não tem relação alguma com a presença de flúor”. colher”: “As empresas auferiram bons lucros neste ano”.

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