Cultura do Maracujazeiro

FRUTICULTURA TROPICAL

TENDÊNCIAS DE CRESCIMENTO DO AGRONEGÓCIO DO MARACUJÁ

Razões:
* Tem Aproveitado “Lacunas” Do Mercado Mundial desde 1998.

Ex. Exportação de suco para Inglaterra que normalmente ocorre quando Malásia e Colômbia diminuem suas exportações.

* Preços Atraentes Para O Suco No Mercado Internacional

* Preferência ao produto na forma de suco concentrado, já que a fruta “in natura” tem curta vida de prateleira.

* Principais países exportadores de suco de maracujá:

Equador = 50%; Colômbia = 30% Outros = 20%

Brasil = participação pouco expressiva

SITUAÇÃO MUNDIAL

Brasil é atualmente o maior produtor mundial de maracujá, seguido do Peru,Venezuela, África do Sul, Sri Lanka, Austrália e Equador

SITUAÇÃO NACIONAL

O maracujazeiro é originário das regiões tropicais, encontrando no Brasil condições excelentes para o seu cultivo, tornando-se o maior produtor mundial, com uma produção de 485.342 toneladas, sendo destas 124.443 toneladas produzidas na região Sudeste, apresentando o Estado de São Paulo uma produção de 79.527 toneladas de frutos (Agrianual, 2006).

SITUAÇÃO NACIONAL
CULTURA DE ASPECTO RELEVANTE NA FRUTICULTURA NACIONAL
potencial de exportação de suco (preços atraentes X lacunas no mercado); Potencial de consumo interno do suco e da fruta fresca; Alto valor nutritivo (sais minerais, vitaminas A e C); Planta Tropical com boa adaptabilidade às condições brasileiras; Fruteira de retorno econômico rápido.

Resultados:
Surgimento de novas regiões de cultivo: Ex. Goiás e Santa Catarina, Áreas tem sido ampliadas nos Estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Indústrias processadoras de frutas tropicais: 480,6 mil t/ano.
Deste volume, o maracujá representa 25,5%, vindo a seguir o coco verde e a manga conforme Figura.

MERCADO NACIONAL
DESTINO DA PRODUÇÃO NACIONAL 60% - MERCADO DA FRUTA FRESCA
40% - INDÚSTRIA

MERCADO DA FRUTA FRESCA – Aspectos Gerais VOLUME
1º LUGAR NO BRASIL = CEAGESP - SP
Segundo IBGE 2002: Consumo in natura = 287.191 toneladas Indústria = 191.460 toneladas (63.820 toneladas de suco integral) Os dados apresentados reforçam a posição do Brasil como maior produtor e consumidor mundial de maracujá.

Maracujá - Volume Comercializado e Ofertado Em toneladas
58.280,0

60.000
40.625,1

52.673,2

40.000
27.559,8

20.000

0 1991 1995 2000 2003

Fonte:CEAGESP, CEASAS do RJ, BH

O aumento no volume comercializado ou ofertado nestas três centrais de abastecimento entre 1991 e 2003 foi de 111%, o que significa um crescimento médio anual de 5,92%.

Volume mensal comercializado nas Ceasas de SP, RJ e BH Em toneladas 2003
Ceagesp 4.000 3.000 2.000 1.000 0 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ceasa Grande Rio Ceasa Grande BH

Fonte: CEAGESP, Ceasa Grande Rio e Ceasa Grande Belo Horizonte

PREÇOS

Sazonalidade dos preços do maracujazeiro:
Comportamento relacionado ao consumo Setembro a Novembro (meses de seca e temperatura elevada )

70% maiores em relação a Abril a Junho:
Segundo a CEAGESP: Preços Médios dos últimos sete anos = R$ 1,00 / Kg, variando de R$ 0,25 para mais ou para menos

Melhores Preços
Setembro a Novembro = Média de R$ 0,64 / Kg Abril a Junho = Média de R$ 0,33 / Kg

Maracujá Preços praticados pelo mercado atacadista nas Ceasas de SP, RJ e BH 2003
Ceagesp 2,00 1,50 Ceasa Grande Rio Ceasa Grande BH

R$/Kg

1,00 0,50 0,00 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Fonte: CEAGESP, Ceasa Grande Rio e Ceasa Grande Belo Horizonte

Comportamento de preços do maracujá em Cuiabá em 1999 (Gráfico 1), 2000 (Gráfico 2), 2001 (Gráfico 3) e 2002 (Gráfico 4)
1999 2000

Fonte: SIMA-MT / SEDER-MT

2001

Fonte: SIMA-MT / SEDER-MT

2002

Fonte: SIMA-MT / SEDER-MT

Fonte: SIMA-MT / SEDER-MT

SEGUNDO A ASTN
Associação das Indústrias Processadoras de Frutos Tropicais EM 2000 foram processadas 127,7 mil toneladas de maracujá, resultando em 50,8 mil toneladas de produto: 47 mil toneladas de suco e 3,8 mil toneladas de polpas Suco de Maracujá em 2000 = 22,5% da produção de sucos no Brasil

Grande Oscilação no mercado da fruta fresca:
Safra = R$ 0,20 / Kg Entressafra = R$ 0,05 / Kg Estabilidade para Indústria: Safra e Entressafra = R$ 0,40 / Kg

PRODUÇÃO NACIONAL
Os dados do IBGE indicam para o ano de 2002 uma produção de 478.652 toneladas, sendo a Bahia o maior estado produtor com 26,3% da produção total, vindo logo a seguir o Espírito Santo com 13,2% e São Paulo com 11,9%. Esses três estados são responsáveis por mais de 50% da produção nacional. O restante está distribuída entre os estados do Rio de Janeiro, Sergipe, Minas Gerais, Pará e demais estados do Brasil.
Brasil Produção de Maracujá em 2002 Principais Estados Produtores Em Toneladas
4 7 8 .6 5 2

12 5 .7 4 1 8 8 .6 2 5 6 3 .0 2 1 5 6 .9 5 7 4 1.5 0 0 3 7 .8 3 0 3 4 .5 5 9 3 0 .4 19

10.000
B ra s il E s pí rit o S a nt o R io de J a ne iro M ina s G e ra is O ut ro s E s t a do s

SITUAÇÃO NACIONAL
Característica das áreas de cultivo no Brasil:
Pequenas propriedades - lavouras, na sua grande maioria entre 1ha a 5 há.

BAHIA: Livramento de Nossa Senhora e Juazeiro na Bahia;
GOIÁS: Itapuranga SÃO PAULO: Vera Cruz, Marília e Garças RIO DE JANEIRO: Região norte do Estado MINAS GERAIS: Triângulo Mineiro (Araguari, Uberlândia, Nova Ponte, Tupaciguara) SANTA CATARINA: Jacinto Machado; MATO GROSSO: Poxoréo, Tesouro, Jaciara, São José dos Quatro Marcos. Entretanto está crescendo o cultivo de médios e grandes produtores com áreas entre 10 e 100 há BAHIA: Eunápolis e Porto Seguro (no sul do Estado) ESPÍRITO SANTO: Linhares MINAS GERAIS: Taiobeiras e Águas Vermelhas SERGIPE: Platô de Neópolis.

PRODUÇÃO ESTADUAL
Área, produção e produtividade de maracujá em Mato Grosso no período de 1993 a 2003 • • • • • • • • • • • • • • Ano 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 Área (há) 15,0 18,0 39,0 211,0 190,0 214,0 306,0 199,0 108,0 129,0 523,0 Produção (t) 27,0 302,0 494,0 2395,0 2219,0 2070,0 3115,0 466,0 405,0 852,0 11211,0 Produtividade (t/há) 1,8 16,7 12,6 11,4 11,7 9,7 10,2 2,6 3,8 6,6 21,4

Fonte: LSPA / IBGE

PRODUÇÃO DE MARACUJÁ EM MATO GROSSO 2006

Maracujá - quantidade produzida
Maracujá - valor da produção Maracujá - área plantada Maracujá - área colhida

8.206
3.155 422 422

tonelada
mil reais hectare hectare

Maracujá - rendimento médio
Fonte IBGE

19.445

kg/hectare

POTENCIAL DE CRESCIMENTO DO MARACUJÁ NA FRUTICULTURA ESTADUAL

Abastecer o mercado local, reduzindo importações (60%) Industrialização própria de excedentes, organizados em cooperativas ou parcerias PRODUTOR & INDÚSTRIAS potencial de exportação para outros Estados: Pequena participação na produção nacional = 1,5% entressafra brasileira de Junho a Setembro (Possibilidade

de alcançar melhores preços )
VANTAGENS COMPETITIVAS Excelente adaptabilidade às condições de Mato Grosso; Qualidade da polpa: (MT = 16ºBrix X BR = 13ºBrix) Produção o ano todo: (11 horas de luz diárias); Boa Oferta de madeira (40% do custo de produção); Retorno rápido da atividade em relação a fruteiras(safrinha aos 6meses).

outras

ASPECTOS BOTÂNICOS

gênero Passiflora (BRUCKNER, 1994).

L.,

família

Passifloracea

O gênero Passiflora domina amplamente esta família, apresentando cerca de 400 espécies, das quais mais de 150 são nativas do Brasil. Este gênero é originário das florestas tropicais da América do Sul, com seu maior centro de dispersão localizado no Brasil Centro-Norte (PIZA JÚNIOR, 1998).

CULTIVO
VARIEDADES DE MARACUJAZEIRO
Produtor: Instituto Agronômico de Campinas Variedades: IAC – 273, 275 e 277 Características: Fruto bem formado, produtivo, sensível a doenças e pragas, não tolera seca

Produtor: Flora Brasil
Variedade: FB – 200 – Mesa Características: Fruto de cor uniforme, grande (30 frutos por caixa K), sensível às doenças e ao ataque de pragas.

Variedade: FB – 100 – Industrial Características: Alto teor de suco, alto teor de SST – “Brix”, frutos de tamanho variado, porém pesados, e de coloração variada.

VARIEDADES

MARACUJÁ AMARELO

(Passiflora edulis f. flavicarpa DEG.)
IAC-275

IAC-273
IAC-277 FB-100 FB200

VARIEDADES

Maracujá roxo (Passiflora edulis Sims) Maracujá Roxinho miúdo (IAC)

VARIEDADES

Maracujá doce (Passiflora alata D)

Maracujá melão
Passiflora quadrangularis D

Maracujá Tomé Açu

COMPOSIÇÃO DE 100 G DE POLPA DE MARACUJÁ ROXO E AMARELO.

TIPOS DE FLORES

•Flor T.C. –estigmas totalmente curvados, acima das anteras, em maior porcentagem. Tipo ideal, mais adequadas para facilitar a polinização cruzada.

Flor P.C. –estigmas parcialmente curvados, acima das anteras (ângulo de 45º) .

Flor S.C. - estigmas sem curvatura, acima das anteras (ângulo de 90º) .

.

As flores T. C. ocorrem em média em maiores porcentagens, estas devem ser preferidas pelo produtor ao retirar semente para futuros plantios.
Média de ocorrência dessas flores em um pomar (Valores em %)

Tipo de flor T. C. P. C. S. C.

Maracujá - amarelo 62 29 8

Maracujá – roxo 70 20 10

Fonte: Duggibro, 1973 Vasconcelos 1991

ÉPOCA DE PLANTIO

Início das chuvas até meados de novembro.

ESCOLHA DA ÁREA Preferência para solos areno-argilosos e bem drenados pois não tolera solos encharcados. Importante selecionar áreas planas, protegidas do vento
CORREÇÃO DE ACIDEZ E PREPARO DO SOLO
De acordo com análise de solo Método de Correção: Saturação de bases (80%) com calcário 100% PRNT ; pH = 5,5 a 6,0

SEMENTES Utilizar sementes de origem conhecida, de boa qualidade ou mudas produzidas por viveiros idôneos e credenciados no Ministério da Agricultura. Empresas com mudas de alto padrão: Viveiros Flora Brasil Ltda - no Triângulo Mineiro que comercializa mudas em tubetes de alto padrão para diversas regiões do país A AFRUVEC em Vera Cruz – SP - disponibiliza sementes de alta qualidade aos seus associados; o IAC lançou recentemente no mercado sementes de alta qualidade.

IAC – Instituto Agronômico de Campinas-SP

PREPARO DAS SEMENTES Coleta dos frutos maduros; Corte em duas metades Fermentação da polpa: em recipiente de vidro ou louça por 2 a 4 dias, sem água, á sombra; Após a fermentação, lava em água corrente sobre uma peneira, o que separa facilmente a mucilagem das sementes; Coloca-se em um tambor com água, o que permite a eliminação das sementes que boiarem; Colocando-as para secar a sombra, sobre um tecido ou papel.

Armazenamento: Até 12 meses, acondicionadas em sacos de papel, colocados em sacos de plástico e mantidos em geladeira doméstica.

PRODUÇÃO DAS MUDAS
SACOLA PLÁSTICA: 14 x 28 x 0,02 cm (capacidade para 8-12 litros). SEMEADURA: 3 sementes/ saquinho a 1cm de prof. cobre com substrato. Um kg de sementes é suficiente para formar 15.000 mudas. GERMINAÇÃO: 15-30 dias (rega-se duas vezes no dia). DESBASTE: com 2 folhas, deixa apenas uma planta/recipiente. O corte das plantas pode ser feito com tesoura. Obs: deve-se regar a planta com uma solução de nitrocálcio à 0,5%.

TUBETES: tubetes de polietileno rígido, com 14,5 cm de comprimento por 3,5 cm de diâmetro em sua boca (120 ml de substrato.

PADRÃO DE MUDA

MUDAS COM 15 A 20cm , com pelo menos uma gavinha
As mudas produzidas em tubetes, não devem sofrer corte de raiz.

ENXERTIA TIPO GARFAGEM / TOPO EM FENDA CHEIA: PORTA ENXERTOS: Passiflora alata (maracujá doce), P. caerulea (maracujá de rato) e P. cincinnata (maracujá-do-mato) ENXERTOS: Os garfos de maracujá amarelo com duas a três gemas e mesmo diâmetro do porta - enxerto.

MÉTODO: Poda-se o Porta-Enxerto com 0,25 cm a 0,35 cm de diâmetro à altura de 20 cm da base. Faz um corte vertical de 1cm a 2 cm no centro.
Retirar vários garfos de diferentes plantas selecionadas; Nestes garfos faz-se duas incisões em forma de cunha de aproximadamente 1 cm a 2 cm . Introduz-se a cunha do garfo na fenda efetuada no portaenxerto, de modo a assegurar que os tecidos da casca. Na região da enxertia amarra-se com fita plástica. Proteção dos enxertos: sacos plásticos (câmara úmida). *O plantio das mudas para o local definitivo: 5 a 6 meses após a semeadura.

TRANSPLANTIO:

MUDAS COM 15 A 20cm Mudas de saquinho corta-se 1,0 cm do fundo .
O transplantio deve ser efetuado à tarde, em horas mais frescas, ou em dias nublados.

PLANTIO

Cova: Abrir covas com dimensões de 40 x 40 x 40 cm.

ESPAÇAMENTO
• Cultura Mecanizada: 3,5m entre linhas x 5,0 m entre plantas. • Cultura sem mecanização: 2,5 m entre linhas x 5,0 m entre plantas. • Obs.: O espaçamento entre plantas pode variar em função da época de plantio, finalidade e condições fitossanitárias.

Absorção de Macronutrientes

Absorção de Micronutrientes

ADUBAÇÃO DE PLANTIO: Conforme Análise de Solo
Esterco de curral curtido - 20 litros Superfosfato simples – 150 a 300 g Cloreto de Potássio – 20 a 50 g Micronutrientes: FTE BR 12 ou FMA BR 12 - 50 g.

Adubação Fosfatada: considerar os níveis de P e a textura do solo, bem como os níveis de produtividade esperados.

ADUBAÇÃO DE FORMAÇÃO I SAFRINHA ( Por Planta)
Doses e épocas de aplicação de N e K2O na formação dos pomares de maracujá

ADUBAÇÃO DE PRODUÇÃO

1ª - Aplicação: meados de setembro 2ª - Aplicação: início de outubro, após ocorrência de chuva 3ª - Aplicação: meados de novembro 4ª - Aplicação: início de janeiro 5ª - Aplicação: meados de fevereiro 6ª - Aplicação: meados de março 1ª aplicação: (incorporado em sulcos de 1,0 x 0,2 x 0,2 m, afastado
60 cm da planta). Esterco de Curral : 10 litros Superfosfato Simples/ Termofostato: conforme tabela (de uma só vez) FTE: 50 g

Épocas e doses de adubação nitrogenada e potássica, em função dos níveis de produtividade esperada e de K do solo

Adubação com micronutrientes em função dos teores no solo

Amostragem para diagnose foliar para maracujazeiro

OBS.: 1º ANO: Amostragem entre o 8º e o 9º mês: 60 folhas/há ANO seguinte, a amostragem deve ser feita no outono.

Avaliação do estado nutricional das plantas

Os teores de macro e micronutrientes deverão ser determinados na 3ª ou 4ª folha, a partir do ápice de ramos não sombreados, utilizando-se como referência os valores da tabela.

Tabela - Faixas adequadas de teores de macro e micronutrientes em folhas de maracujazeiro amarelo

SISTEMAS DE CONDUÇÃO

Cultivos conduzidos em Latada ou Caramanchão

ESPAÇAMENTO Diversos espaçamentos tem sido adotados, sendo os mais comuns 5 x 5 m, 5 x 4 m, 6 x 3 m e 4 x 4 m. A escolha de um deve considerar fatores como época de plantio, clima e equipamentos / implementos disponíveis.

SISTEMAS DE CONDUÇÃO: Cultivos conduzidos em Espaldeira Vertical

Arame liso nº 12 1,80 A 2,0m do solo

CONDUÇÃO DA PLANTA AO ARAME

PODAS DE FORMAÇÃO (desbrota do ramo principal)

Condução em haste única até ao arame.

PODAS DE FORMAÇÃO

Poda do ramo principal (20,0cm acima do arame)

PODAS DE FORMAÇÃO

PODA DE MANUTENÇÃO: Poda mais utilizada: elimina toda a ramagem a 40 cm abaixo do arame

CUIDADOS: As podas devem ser feitas no início da brotação primaveril. Depois fazer uma pulverização com fungicida a base de cobre, repetir a cada 10 dias (alternar) com uma mistura de oxicloreto de cobre e mancozeb.

Vantagens da Poda de renovação:
(feita em ramos velhos, secos e doentes)

O florescimento do maracujazeiro só ocorre em ramos de crescimento do ano.  Desvantagens da manutenção da massa vegetativa que já floresceu e produziu:  excesso de peso em função do sistema de sustentação;  ambiente propício para pragas e doenças;  reduz a eficiência dos tratamentos fitossanitários.

OBJETIVOS DA PODA DE RENOVAÇÃO:
• Diminuir a distância de translocação de nutrientes pela planta; • Melhorar as condições de iluminação e aeração cuja conseqüência é o aumento da produção.

MANEJO CULTURAL
• Manter as linhas de plantio numa faixa de 1,6 m (80 cm de cada lado) livre de plantas daninhas
• As entrelinhas manter com cobertura natural tendo-se o cuidado de roçar periodicamente. • As capinas podem ser feitas manuais com enxada, roçagem ou controle químico com herbicidas.

• HERBICIDAS: Paraquat, Diuron e/ou Glifosato na dosagem de 1,5 a 3,0 litros /há, aplicados de forma dirigida e somente quando as plantas já tiverem iniciado a frutificação.
• A combinação Paraquat + Diuron tem sido muito utilizada.

MANEJO CULTURAL

FOTO: Lavouras do Triângulo Mineiro (Araguari-MG)

Cultura estabelecida no campo

PRINCIPAIS PRAGAS

Lagarta desfolhadora – Dione juno juno

Agrales vanillae vanillae

PRINCIPAIS PRAGAS PERCEVEJOS Holhymenia clavigera

Os percevejos danificam os frutos, tornando-os enrugados e defeituosos. Os ferimentos provocados constituem-se em uma porta de entrada para vários patógenos.

Philonis passiflorae

PRINCIPAIS DOENÇAS Antracnose no fruto Colletotrichum gloeosporioides

Antracnose: fruto tratado e não tratado

PRINCIPAIS DOENÇAS

Verrugose nas folhas As lesões causadas pelo fungo atingem as nervuras das folhas, pode ocorrer o encarquilhamento da folha.

Verrugose no fruto
Cladosporium herbarum

BACTERIOSES

Antes da colheita

Xanthomonas campestres
folha com sintoma inicial de infecção sistêmica, no bordo foliar, causado por Xanthomonas campestris pv. passiflorae.

Depois da colheita

Pinta verde ou Definhamento precoce

Morte prematura de plantas associadas a vários patógenos: Fusarium, Phytophthora, Xanthomonas

Murcha ou fusariose

Fusarium oxysporum f. sp. passiflorae

Fusariose

WOODINESS OU VÍRUS DO ENDURECIMENTO DOS FRUTOS

grande deformação de folhas.

frutos endurecidos, deformados, casca muito espessa e polpa muito reduzida.

Medidas de controle: Eliminação de plantas hospedeiras, mantendo-se sempre a lavoura limpa.

O bom enfolhamento das plantas é importante para evitar-se queimaduras pelo sol, que além de prejudicar comercialmente os frutos, podem se constituir na porta de entrada de doenças.

NOME COMERCIAL

DOSAGE M EM 100l DE ÁGUA 300g

PRAGA OU DOENÇA

OBSRVAÇÕES

AGRIMAICIM

PRODUTOS RECOMENDADOS PARA O CONTROLE DE PRAGAS E DOENÇAS DO MARACUJAZEIRO

VERRUGOSE ANTRACNOSE BACTERIOSE E OUTRAS VERRUGOSE E BACTERIOSE

Aplicar nas 3 primeiras semanas após o plantio -Aplicação preventiva -Fazer pré-mistua e deixar repousando por 2 a 24 horas -Usar águas pH 5,0

COBRE SANDOZ (ÓXIDO CUPROSO )+ MANZATE

300g + 200g

FOLICUR SCORE TURBO (BAYER) CALDA SULFOCÁLCICA ENXOFRE TORQUE VERTIMECK DIPEL THURICID SUMILHION 500 CE LEBAYCID 500

120 ml 40 ml 15-20 ml 600 g 300 g 130 ml 20 ml 100 ml 100 ml 150 ml 100 ml

VERRUGOSE VERRUGOSE CIGARINHAS ÁCAROS ÁCAROS Não provoca fito Abril-maio maio incidência 10 dias após aplicar enxofre puro

LAGARTAS PERCEVEJOS

POLINIZAÇÃO NATURAL
•MAMANGAVAS
•AGENTES POLINIZADORES DO MARACUJAZEIRO:

MEDIDAS ECOLÓGICAS PARA MANUTENÇÃO DA POPULAÇÃO DE MAMANGAVAS E EVITAR AS ABELHAS: construção de abrigos usando tocos secos de bambú ou outra madeira com ninho do inseto. INCREMENTAR O PLANTIO DE ESPÉCIES QUE PRODUZAM FLORES ATRATIVAS, para "abelha européia" e Mamangabas (manjericão, girassol, crotalaria, alfavaca). Coletar enxames soltos, próximos da cultura, soltando-os em outras locais.

PROCEDIMENTOS PARA AVALIAÇÃO DA POPULAÇÃO:

•Marcar em um dia de sol três flores abertas por planta; •Repetir a operação em mais 34 plantas, para totalizar 100 flores marcadas •(suficiente para dois a três há, aumentar a quantidade em áreas maiores). •Quatro dias depois contar, nas flores marcadas, os pequenos frutinhos •Valores acima de 40 a 50% = nível de mamangavas está adequado. •Valores menores de 30% - ausência das mamangavas, e neste caso, se faz necessário a “polinização artificial”.

POLINlZAÇÃO
FLORES VIÁVEIS: 12:00 hs ÀS 18:00 hs

POLINIZAÇÃO MANUAL = boa produtividade
MÉTODO: coletando-se pólen de uma flor e aplicando em outra flor de outra planta

Polinização artificial

RENDIMENTO DA POLINIZAÇÃO ARTIFICIAL 1,0 há:
50 a 60 flores por minuto e de duas a três pessoas por tarde.

Rendimento de frutificação obtido com polinização cruzada De 50 a 80% mostram que funciona
Dificuldades: *Tendência do produtor em concentrar a polinização manual somente nos picos de floradas com perda de floradas menores. *Em áreas grandes, o produtor deve realizar a polinização, mesmo no início da florada, e não somente nos picos de florada.

COLHEITA
Na planta:
*20 e 30 dias antes de os frutos se desprenderem da planta-mãe (peso máximo, maior rendimento de suco e de conteúdo de SST). No chão:

Recolhendo os frutos no chão, duas a três vezes por semana .
CUIDADOS COM OS FRUTOS:

Evitar injúrias mecânicas;
Colhidos com pedúnculo (0,5 cm) evitar perda de peso e ataque de microrganismos.

Sistema de Classificação dos Frutos

5 classes (calibres)
3A (diâmetro maior que 85 mm), 2A (75-85 mm)

1A (65-75 mm)
2a linha (composto por frutos 1, 2 e 3A, com defeitos leves) indústria (menor que 55 mm ou com defeitos graves)

COMERCIALIZAÇÃO

MERCADOS MAIS EXIGENTES. Caixas de papelão 2,5 a 3,0 kg, contendo de 38 a 42 frutos
Os frutos serão selecionados, eliminando os frutos verdes, murchos, sem pedúnculo, lesionados por insetos ou doenças;

Lavados em solução de água clorada a 10 ml de cloro/litro de água, para desinfecção dos mesmos;
Secos e embalados em caixas de papelão paletizáveis

.

MERCADOS MENOS EXIGENTES: Caixas tipo K de 16 kg

Sacos de polietileno (80 cmx50cm) de 18 a 22kg.

PÓSCOLHEITA

.

ARMAZENAMENTO Os frutos podem ser armazenados sob refrigeração (10ºC e 80-85% UR) por 20 dias.

INDUSTRIALIZAÇÃO

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS DO SUCO DO MARACUJÁ-AMARELO: pH entre 2,7 e 3,1;

teor de sólidos solúveis totais (SST) de 14,9% a 18,6%;
acidez total titulável (AAT) de 4,9% em ácido cítrico; ratio (SST/ATT) de 3,4 (Araújo et al., 1974, citado por Silva e Durigan, 2000).

Custo de Produção para 1 ha de maracujá amarelo irrigado por gotejamento. Bauru (SP).

(Mão de Obra + insumos + serviços + Invest.)
Análises de solo , quebra-vento, formigas Preparo do solo e calagem em área total Construção da espaldeira: madeira, bambu, arame, MO Abrir, adubar e misturar adubos nos sulcos de plantio Cerca de proteção do “lebrão” Irrigação por gotejamento por gravidade Plantio de 1.600 mudas – R$ 0,30/unid Adubações de cobertura (5) Aplicação de defensivos Desbrotas, poda, polinização manual, capinas e monitor Colheita 80 caixas plásticas Mensalidade da Associação BauruFrutas Comissão sobre venda (10%) + transporte Custo de Produção no 1o ano

Custo/ativida de R$ 364,18 R$ 430,58 R$ 5.254,45
R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 2.131,50 1.302,97 1.700,99 588,00 824,55 1.181,10 2.096,03

% sobre o custo 1,74% 2,06% 25,03%
10,16% 6,21% 8,10% 2,80% 3,94% 5,63% 9,98% 3,84% 3,89% 1,72% 14,92% 100%

R$ 805,71 R$ 816,00 R$ 360,00 R$ 3.132,48 R$ 20.988,54

Análise Econômica
Custo de produção no 1o ano (C1) Produtividade obtida no 1o ano Faturamento no 1o ano Lucro (L1) – L1/C1 R$ 20.988,53 27,12 t/ha R$ 26.309,00 R$ 5.320,47 25,35%

Investimento: madeira, arame, irrigação
Custo de produção no 2o ano (C2) Produtividade no 2o ano Faturamento no 2o ano Lucro (L2) – L2/C2

R$ 8.254,24
C2 – I = R$ 12.734,29 29,30 t/ha R$ 31.452,39 R$ 18.590,51 145,99%

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