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Cultura Do Coqueiro

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CULTURA DO COQUEIRO

(Cocos nucifera L.)

ORIGEM: sudeste asiático BRASIL:  1553 portugueses vindo de Cabo Verde, para Bahia e posterior dispersão por todo litoral nordestino e daí para todo o Brasil.

CONSIDERADO A ÁRVORE DA VIDA:  mais de 100 produtos e subprodutos  coco ralado, o leite de coco e a água de coco.  A casca do coco: fabricação de cordas, tapetes, chapéus e encosto de veículos.  O óleo: óleo de mesa, margarina, glicerol, cosméticos, detergentes sintéticos, sabão, velas e fluidos para freio de avião.

PRODUÇÃO / MERCADO MUNDIAL Principais países produtores: Filipinas e a Indonésia: 13 milhões de toneladas cada Índia: 9 milhões de toneladas. Brasil (4º maior produtor mundial): 2,7 milhões de toneladas;

Apesar de ser o quarto maior produtor desta fruta, o Brasil não figura na lista dos grandes exportadores da mesma. Os preços médio do coco exportado apresentam grande variação por se tratarem, no caso das exportações para os Estados Unidos, de coco sem casca.

CONSIDERAÇÕES
A maior parte da produção é destinada à obtenção de óleo a partir da copra (albúmen desidratado a 6% de umidade):

produto com altos teores em ácido láurico (39% a 54 %); rico em ácidos graxos de cadeias curtas fortemente saturadas; largamente empregado na indústria alimentícia em mistura com outros óleos vegetais; utilizado também na produção de margarinas.
Observa-se nos últimos anos, uma estabilização da produção de óleo de coco no mercado internacional, ao tempo em que cresce a produção de óleo de dendê, que além de alcançar maior produtividade (5 mil kg/ha), apresenta também altos índices de ácido láurico, compensando desta forma o aumento da demanda mundial deste produto.

Exportação Brasileira de Coco por País de Destino 2006 Países HOLANDA CANADA ITALIA ALEMANHA PORTUGAL URUGUAI FRANCA ARGENTINA Total
cod_pais false P1 12 2006 01 0 88011900 200.198.1 -1

Valor (US$ FOB) 60.712 22.013 19.061 17.694 14.791 1.014 212 120 135.617

Volume (Kg) 152.600 13.230 27.101 4.000 36.640 4.090 146 200 238.007

Fonte: Secex/Datafruta-Ibraf

A área colhida de coco no Brasil apresentou um crescimento quase contínuo de 1994 a 2001, com exceção de 1994 e 95 e a produção acompanhou o mesmo comportamento. Em 2001 a área colhida ultrapassou 266 mil ha e a produção 1,3 bilhão de frutos (Figura 1).

Atualmente o Brasil possui em torno de 50 mil hectares de coqueiro anão, praticamente em quase todos os Estados da Federação.

Os maiores produtores: Espírito Santo: 14 mil há Bahia: 12 mil há Ceará: 5 mil ha produzindo.

Área Plantada - Hectare Brasil

Lavour as Perman entes

2006

2005

2004

2003

2002

Cocoda-baía

- 292.200 288.142 281.630 280.835

Área Colhida - Hectare
Brasil

Lavouras Permane ntes

2006

2005

2004

2003

2002

Coco-dabaía

- 290.515 285.243 280.382 276.598

Quantidade Produzida Brasil

Lavouras Permane ntes

2006

2005

2004

2003

2002

Coco-dabaía (Mil frutos)

- 2.079.291 2.078.226

1.985.661

1.928.236

O nordeste produziu 71,2 % do total seguido pelo norte com 15,0 % e sudeste com 14,9 %.

A área colhida foi distribuída em 87,7 % para o nordeste, 7,7 % para o norte e 4,7 % para o sudeste

Produtividade: sudeste: 14.900 frutos/ha, seguida pelo norte com 9.700 frutos/há

A produtividade média brasileira: 5.000 frutos/ha (bastante influenciada pela produção nordestina que possui baixíssima produtividade média, de 4.100 frutos/há).

Determinantes da produtividade: 1º) elevada produtividade no sudeste e norte: áreas novas e com uso intenso de tecnologia, variedade anã (mais produtiva) e irrigação 2º) baixa produtividade no nordeste: possui três tipos de plantios: a) Faixa litorânea – grande área com variedade gigante, menos produtiva e sem uso de tecnologia(extrativismo); b) Plantios novos na faixa litorânea – com variedade anã, adoção de tecnologia e sem irrigação: produtividade na faixa de 12.000 frutos/ha e c) No semi-árido e demais regiões com uso de irrigação: elevada produtividade, acima de 20.000 frutos/ha.

A Bahia liderou a produção brasileira com 31,7 % da produção total em 2001, seguido pelo Pará, Ceará, e Espírito Santo com 14,8; 14,7 e 11,1%, da produção respectivamente

PRODUÇÃO MATOGROSSENSE

Em MT, a produção de coco vem crescendo ano a ano:
 


  

1995: 461 toneladas (71 ha) 1996: 1.486 toneladas (265 ha) 1997: 3.306 toneladas (447 ha) 1998: 7.248 toneladas (688 ha) 1999: 9.091 toneladas (992 ha) 2000: 17.133 toneladas (1.631 ha).

A produção do Estado deve quadruplicar em menos de três anos.

900 800 700 600 Bahia Pará Ceará Mato Grosso

Mil Frutos

500 400 300 200 100 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002

FONTE: AGRIANUAL/2003.

Figura 1: Evolução na produção de coco nos Estados da Bahia, Pará, Ceará e Mato Grosso (período de 1995-2002).

90 80 70 60 Bahia Pará Ceará Mato Grosso 50 40 30 20 10 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002

Figura 2: Evolução da área de plantio de coco nos Estados da Bahia, Pará, Ceará e Mato Grosso (período de 1995-2005).

Mil hectares

FONTE: AGRIANUAL/2003.

MERCADO NACIONAL Fruta destinada à bebida da água (consumo “in natura”); Fruta destinada à industrialização, para extração da polpa. Grupo de Coco do Vale-GCV (Vale do São Francisco): Expressivo crescimento dos plantios entre os anos de 1996 e 2001: Área de cultivo do coco Anão elevou para cerca de 57 mil hectares, ( 33 mil no Nordeste, 10 mil hectares no Vale do São Francisco: em formação 33 mil há em início de produção 21 mil há em produção, apenas 3 mil ha. Atualmente em produção: 280 milhões de unidades de cocos-verdes/ano, equivalentes a 420 mil toneladas. Com a entrada em produção de toda a área atualmente cultivada, prevê-se o ingresso no mercado, nos próximos anos, de cerca de 1,19 bilhões de cocos/safra, equivalendo a 1,8 milhões de toneladas/ano, ou seja, cerca de 4,3 vezes o volume atualmente produzido.

ALTERNATIVAS DE MERCADO PARA A PRODUÇÃO CRESCENTE DOS PRÓXIMOS ANOS: *INTRODUÇÃO DE MÁQUINAS DE EXTRAÇÃO DE ÁGUA-DE-COCO com o produto servido diretamente ao consumidor; *EXPORTAÇÃO DE COCO-VERDE É OUTRA ALTERNATIVA A estratégia a ser adotada pelos produtores é de exportar coco-verde, inicialmente, para alavancar o consumo de água-de-coco envasada. Segundo SINDCOCO-Sindicato Nacional dos Produtores de Coco: *Crescimento da ordem de 300% consumo de sucos de frutas na Europa, após acidente em fábrica de refrigerantes, no ano de 1999, na Bélgica. Abre perspectivas para água-de-coco,especialmente a envasada,

*ENVASAMENTO: informações do setor indicam expansão: 1) a ampliação das fábricas tradicionais; 2) a construção de novas unidades; 3) crescimento de pequenas e médias agroindústrias.

Este processo permite equilibrar a oferta de água-de-coco ao longo do ano, na medida em que retira do mercado coco-verde em época de concentração de oferta, contribuindo para a equalizar os preços do produto. O potencial anima os produtores.

O país consome cerca de 72 bilhões de litros de bebidas industrializadas, dos quais somente 660 milhões de litros são de água de coco. Deste total, cerca de 80% são de cocos in natura. Após o envase industrial, a água de coco industrializada, dura doze meses sem perder as características.

Coco gigante: fase de grande procura. A produção atende a menos de 60% da demanda, o que força as empresas a importarem a fruta “in natura” ou a polpa de países asiáticos. A saída para este momento que vive a cultura do coco é o planejamento estratégico dos próximos pomares que serão formados. *Uma das saídas que pode dar certo é o plantio de coco híbrido. Vantagens: 1ª) Produção de frutos de dupla finalidade, água e polpa, o que permite ao produtor se adequar às variáveis do mercado consumidor. 2ª) O coco híbrido começa a produzir no quarto ano após o plantio, o anão após o terceiro ano. 3ª) Além disso, o coco híbrido, como o gigante permite o aproveitamento da casca e fibras para múltiplos fins. Como por exemplo, a utilização da fibra para confecção de assento para automóveis.

Potencial Físico e Financeiro de compra e consumo per capita de Coco no mercado interno de Mato Grosso
 

.

Produto – Coco in natura Água de coco Doce de coco Bala de coco

Consumo per capita Kg/mês 0,138 0,041 0,009 0,019

Potencial Físico t/ano 4.151,12 1.237,82 284,00 578,83 6.251,77

Potencial Financeiro R$ 1,00 4.649.256,00 7.303.140,00 1.155.468,00 2.558.436,00 15.666.300,00

   


TOTAL
FONTE: SEBRAE-MT

CONCLUSÕES SOBRE O MERCADO DO COQUEIRO

A cultura do coco no Brasil evoluiu significativamente nos últimos anos. As exportações não evoluiram da maneira que a produção cresceu, mas o consumo interno da fruta aumentou significativamente As importações da fruta para o processamento da polpa declina ano a ano. Oferta da fruta será enorme para os próximos anos (a maior parte dos plantios está em formação e o consumo interno certamente não irá acompanhar este aumento da oferta). Necessidade de abrir espaço para outros cultivares: híbrido. Agregar valor à produção de água de coco, como por exemplo: industrialização da água e um plano de marketing visando a substituição do refrigerante convencional por um produto de melhor qualidade para a saúde.

 

 

BOTÂNICA Família: Palmae
SISTEMA RADICULAR FASCICULADO Não possui raiz principal; Produz a vida toda de 2 a 10mil raízes grossas (8 a 10mm); Função: fixação no solo; RADICELAS Do sistema fasciculado saem Raízes secundárias, e Terciárias e destas as radicelas (1 a 3mm diâmetro). Função: absorção

DISTRIBUIÇÃO:
70 a 90% das raízes totais encontramse a 1m a partir da estipe (caule) e a uma profundidade entre 0,2 a 0,6m

 CAULE  Tipo estipe, muito desenvolvido e bastante resistente  Na parte terminal do tronco é tenra e comestível (palmito), e no seu ápice o ponto de crescimento

Com dilatação na base: gigante e híbridos Sem dilatação na base: anões


FOLHA
Tipo penada, constituída pelo pecíolo, que continua pela ráquis, onde se prende numerosos folíolos. Folha madura: 6 m Coqueiro gigante emite 12 a 14 folhas por ano. Coqueiro Anão: 18 folhas Permanecem vivas por 3 a 3,5 anos, apresentando uma copa com 25 a 30 folhas (Child, 1974)

INFLORESCÊNCIA


Paniculadas, axilares, protegidas por espatas (brácteas grandes), que se abre liberando a inflorescência; Formada pelo pedúnculo, espigas e flores Cada espiga contém flores femininas na sua base e numerosas flores masculinas nos dois terços terminais Coqueiro gigante: polinização cruzada (flores masculinas abrem e disseminam pólen antes das femininas estejam receptivas Coqueiro anão: autofecundação (flores femininas e masculinas amadurecem quase ao mesmo tempo


     

FRUTO
É uma drupa Formado por: Epicarpo Mesocarpo (espesso e fibroso) Endocarpo (camada dura) Semente (camada fina marrom (tegumento) entre o endocarpo e o albúmen sólido); Albúmen sólido (camada carnosa, branca e oleosa Albúmen líquido Embrião (próximo a um dos orifícios do endocarpo e envolvido pelo albúmen sólido.

  

Quadro 3 – Composição Química em 100g de coco
Quantidade Composição Química Calorias Água Carboidratos Proteínas Lipídios Cinzas Vitamina B1 (Tiamina)

Polpa 589,80 kcal 14,00 g 27,80 g 5,70 g 50,50 g 2,00 g 173,00 mcg

Leite 38,60 kcal 90,80 g 7,00 g 0,40 g 1,00 g 0,80 g 2,00 mcg

Vitamina B2 (Riboflavina)
Niacina Vitamina C (Ácido ascórbico)

102,00 mcg
0,10 mg 8,20 mg

4,00 mcg
0,07 mg 10,40 mg

Quadro 4 - Sais minerais contidos em 100g de coco
Quantidade Composição Química Fósforo

Polpa

Leite

191,00 mg

10,00 mg

Cálcio
Ferro Magnésio Enxofre Silício

43,00 m g
3,60 m g 9,00 m g 13,00 m g 0,50 m g

20,00 mg
-

EXIGÊNCIAS CLIMÁTICAS:
Clima tropical,

Temperatura: 27ºC (ótima), abaixo de 17° podem afetar o desenvolvimento da planta. Luminosidade: 2.000 horas de luz/ano (mínimo 120 horas por mês)l;
Pluviosidade: precipitações acima de 1500mm (bem distribuídas) Pluviosidades mensais não inferiores a 130mm IDEAL: Lençol freático pouco profundo (1 a 4m) ou suprimento irrigação.

 

SOLOS: Os solos mais adequados são de textura arenosa e arenoargilosa, com lençol freático entre 1 e 4m de profundidade. Evitar solos argilosos e sujeitos a encharcamento.

GRUPOS DE VARIEDADES

O coqueiro é constituído de uma única espécie (Cocos nucifera), e pode ser dividido em três grupos: • Gigantes • Intermediários (híbridos) • Anões
Cada grupo contém um número de variedades. As variedades são geralmente nomeadas de acordo com a sua suposta localidade de origem. As variedades gigantes apresentam de modo geral, fecundação cruzada; seu crescimento é rápido e fase vegetativa longa (cerca de sete anos).

PRINCIPAIS VARIEDADES EXISTENTES NO BRASIL
As principais variedades existentes no Brasil são: Coqueiro-Gigante • Gigante da Praia do Forte -GBrPF -Bahia • Gigante do Oeste Africano -GOA -Costa do Marfim • Gigante de Renell, -GRL -Taiti • Gigante da Malásia -GML -Malásia Coqueiro-Anão • Amarelo-da-Malásia -AAM -Malásia • Vermelho-da-Malásia -AVM -Mal&aacutte;sia • Vermelho-dos Camarões -AVC -República dos Camarões • Verde do Brasil -AVeB -Rio Grande do Norte • Amarelo do Brasil -AAB -Parraíba • Vermelho do Brasil -AVB -Paraíba

GIGANTE

planta de porte alto (35 m de altura; pouco produtiva (6080 frutos/planta/ano); início de produção: 7º ano pós-plantio; frutos utilizados na indústria de processamento na forma de coco ralado, leite de coco, flocos, etc.

Variedades:
 


 

ANÃ planta de porte baixo (12 m de altura); planta muito produtiva (200 a 250 frutos/planta/ano); início de produção: 3º ano pósplantio; frutos são utilizados na forma de "coco-verde", em função da excelente qualidade de sua água.

HÍBRIDOS

   

cruzamento entre o coqueiro anão (planta mãe) e o coqueiro gigante (planta polinizadora); plantas de porte intermediário (20 m de altura); produzem de 150 a 160 frutos/planta/ano; início de produção: 4º ano pósplantio; os frutos podem ser utilizados tanto pela indústria de processamento do coco-seco, quanto na forma de coco-verde (água de coco).

PROPAGAÇÃO CARACTERÍSTICAS DA PLANTA MATRIZ: Tronco reto; Precoces e em plena produção; cicatrizes foliares pouco espaçadas; grande número de folhas(30 a 35); cachos com muitos frutos; pedúnculo curto e numerosas folhas femininas.

PREPARO DAS SEMENTES: COLHEITA: Colher as sementes completamente secas, com 12 meses após a abertura da inflorescência; MATURAÇÃO: Após colhidas são estocadas para completar a maturação, sendo: 10 dias para anões e 21 dias para gigante. GERMINAÇÃO: As sementes germinam bem, tanto a pleno sol quanto na sombra. Recomenda-se germinadores constituídos da mistura de pó-de-serra curtido mais areia (50% de cada). Entalhe: fazer próximo a inserção do fruto no cacho: auxilia a hidratação da semente e facilita a germinação

SISTEMA TRADICIONAL DE PRODUÇÃO DE MUDAS

GERMINADOURO
 Canteiros

de 1,0 a 1,5m de largura com comprimento variável

 Densidade:

*Gigante = 20 a 25 sementes/m2 *Anã e Híbrida e 25 a 30 sementes/m2
 Posição

no Canteiro: horizontal ou vertical, cobertas com 2/3 da altura da semente 6 a 7 mm/dia (6 a7 litros de água/m2) em 2 turnos (início da manhã e final da tarde)

 Irrigação:

SISTEMA TRADICIONAL DE PRODUÇÃO DE MUDAS
 ADUBAÇÃO

NO GERMINADOR/10m²  - 20 kg esterco de curral curtido  - 100 g cloreto de potássio  - 200 g superfosfato simples  - 50 g micronutrientes (FTE BR 12)

 Germinação:

Anão: 40 dias; Híbrido:70 dias; Gigante: 100 dias)  Após germinação permanecem até atingir 15 a 20cm de altura

REPICAGEM: Plântulas com 15 a 20cm de altura e 1 broto vão para viveiro; Obs.:Fazer poda das raízes antes da repicagem;

 

VIVEIRO
RAIZ NUA OU SACOLAS PLÁSTICAS (40X40CM P/ ANÃO E 60X60CM P/ GIGANTE’

Plantio das mudas no viveiro: Espaçamento 60 x 60 x 60cm em triângulo equilátero (31.944 mudas/há); Manter coleto da planta ao nível do solo Irrigação (mesma do germinadouro)

Adubação: 200 g/planta de NPK, sendo 1º mês = 30g; 3º mês = 100g e 5º mês = 70g PROPORÇÃO: uréia: 1,3 parte; superfosfato triplo: 1,0 parte; cloreto de potássio: 1,1 parte.

SISTEMA ALTERNATIVO DE PRODUÇÃO DE MUDAS

 

    

PRODUÇÃO DE MUDAS DIRETAMENTE NO GERMINADOURO ou seja, as sementes germinadas são transferidas diretamente para o local definitivo de plantio Redução de densidade: Coqueiro anão e híbrido: de 30 para 15 e 20 sementes/m2 Para Gigante: de 25 para 10 a 15 sementes/m2 VANTAGENS DO SISTEMA: Menor índice de perdas no campo; Maior teor de reservas no endosperma das sementes Menor área foliar da muda

ADUBAÇÃO NO GERMINADOURO
OPÇÃO SEM FERTILIZANTES QUÍMICOS:

Adubação orgânica de lastro no germinadouro: cama de galinha ou esterco de ovinos, associada a uma cobertura morta das sementes com bagaço de cana Reduz custos com capinas, evita queima do broto terminal. Adubação foliar à base de uréia (2%)


TRANSPLANTE: mudas com 40 cm. (Média à partir do 5º mês com 3 folhas vivas) Mudas em sacos de polietileno, sugere-se que as mudas sejam transplantadas para o saco quando estiverem com a altura aproximada de 15 cm ou apresentarem 3 folhas.
As mudas provenientes de sacos de polietileno deverão ir para o campo quando atingirem a altura aproximada de 1 m. Mudas plantadas em sacos de polietileno têm se mostrado mais vigorosas do que as mudas de raiz nua.

PLANTIO: Covas de 60 x 60 cm 1 mês antes do plantio preparadas com:  esterco de gado curtido (aproximadamente 5 litros)  800 gramas de superfosfato simples. A quantidade de calcário a\q1deverá ser determinada em função dos resultados de análise do solo.  As mudas antes de serem plantadas deverão ter suas raízes cortadas e plantadas no centro da cova.  Adubação e cobertura Normalmente, realizam-se duas adubações de cobertura, sendo uma no início e outra após o período chuvoso. Além da adubação mineral, recomenda-se também uma cobertura orgânica, extremamente importante ao desenvolvimento do coqueiro.

ESPAÇAMENTOS RECOMENDADOS ANÃO: 7,5 x 7,5 m(205 pls./há) HÍBRIDO: 8,5 x 8,5 m (160 pls./há) GIGANTE: 9,0 x 9,0 m (142 pls./há)

MARCAÇÃO DA ÁREA:
Linha principal de plantio no sentido Norte-Sul.

Consórcio entre plantas Do plantio até o segundo ano: Cupuaçu, pimenta-do-reino, pupunha, mandioca, maracujá, abóbora, banana, abacaxi, etc.
Essas culturas devem ser cultivadas a uma distância dos coqueirais de aproximadamente 1,5 m para evitar concorrência por nutrientes e sombra. Do segundo ano em diante, as culturas deverão ser plantadas no meio das ruas dos coqueiros e/ou entre plantas.

NUTRIÇÃO E ADUBAÇÃO

Remoção de nutrientes pelo híbrido PB-121 („GiganteOeste-Africano‟ x „Anão-Amarelo-da-Malásia‟ (GOA X AAM) (Ouriver, 1984) Remoção do Cl só é menor que N e K, portanto é considerado Macronutriente para o coqueiro. Exigências menores para: P, Ca, Mg e S

Tabela – Quantidades de nutrientes exportados pelo coco (casca, coque e albúmen em Kg há ano (Ouriver, 1984) Produção Copra t/há 3.379 (119)* N P K Ca Mg 5,67 S 4,57 Cl 47,03 -------------------- Kg há ano ------------------------------51,72 7,54 87,46 3,95

*Número de frutos planta ano calculado, tomando como base o peso da copra de 200g fruto

Fonte: Ferreira, J.M.S. et al., 1998

Funções e Sintomas de deficiência dos nutrientes no coqueiro POTÁSSIO: Aparece nas folhas do meio da copa, e o posterior secamento das folhas velhas Manchas cor de ferrugem nos dois lados do folíolo, evoluindo para necrose.

MAGNÉSIO: Aparece nas folhas velhas. Nas partes extremas do folíolo, e expostas ao sol, o amarelecimento é mais intenso, próximo à ráquis permanecem verdes.

Deficiência de Boro, redução dos folíolos

Funções e Sintomas de deficiência dos nutrientes no coqueiro

DETERMINAÇÃO DA NECESSIDADE DE ADUBAÇÃO DO COQUEIRO
Coleta para Análise de solo  projeção da copa, 20 sub-amostras por área homogênea de até 10ha.  60 dias da última adubação, na profundidade 0-20cm e 20-40cm Obs. Análise de micronutriente no solo quando não for possível análise foliar

Análise foliar

Folhas amostradas: 4, 9 e 14 (níveis críticos), no meio da copa
Determinação da folha a ser amostrada: Divide o nº total de folhas por 2 e compara-se o resultado com as posições 4, 9 e 14. O resultado mais próximo determina a folha Localização: aloca-se a posição 1 à folha aberta mais recentemente e numerando sucessivamente as folhas mais velhas encontra-se a folha a ser amostrada.

 

Análise foliar

Amostra: retira-se 3 folíolos de cada lado da parte central e aproveita-se somente os 10cm centrais que são acondicionados em sacos de papel.
Identificação da amostra: local da coleta, a data, a idade da planta e a posição da folha amostrada.

Nº Plantas amostradas: 15 plantas para coqueiro Anão e 20 para híbrido/ área homogênea.
Época de coleta: início da seca (cultivos de sequeiro), das 7 a 11hs e 36 hs após precipitação.

Os níveis críticos dos macronutrientes

Os níveis críticos dos micronutrientes na folha 14 em mg Kg: B = 10; Mn = 100; Zn = 15; Cu = 3; Fe = 40 (Manciot, 1980; Magat, 1991, Ochs et al. 1993).

ADUBAÇÃO: Localização dos fertilizantes na área do coroamento conforme figura.

IRRIGAÇÃO: Quando possível, deve-se usar a irrigação por micro aspersão, aplicando-se de 100 a 150 litros de água/planta/dia.

PRINCIPAIS PRAGAS:
COLEOBROCAS BROCA-DO-OLHO-DO-COQUEIRO (Rhynchophorum palmarum)  adulto põe ovos em ferimentos;  a larva se alimenta de tecidos jovens e tenros, formando galerias no tronco, levando a planta à morte;  vetor do nematóide (Bursaphelenchus cocophilus)  CONTROLE  Eliminação e queima  das plantas atacadas  Armadilhas (Lannate)  Fungo  Beauveria bassiana

BROCA-DO-PEDÚNCULO FLORAL(Homalinotus coriaceus) Larva branca, recurvada e noturna Postura nas inflorescências Queda dos frutos e flores CONTROLE Limpeza da copa, Malathion BROCA-DO-ESTÍPE OU TRONCO (Rhinostomus barbirostris) CONTROLE Eliminação das plantas e queima

PRINCIPAIS PRAGAS
COLEOBROCAS BROCA-DA-RÁQUIS PECÍOLO (Amerrhynus ynca)  Larva se alimenta da ráquis  CONTROLE: Queima das folhas BROCA-DO-BULBO (Strategus aloes)  Besouro castanho-escuro (noturno)  CONTROLE  Arranquio e queima das plantas atacadas  Armadilhas

OUTRAS PRAGAS:

GORGULHO DAS PLANTAS E FRUTOS ; VAQUINHA DO FRUTO ; TRAÇA ; LAGARTA DAS FOLHAS (Brassolis sophorae); RASPADOR
DO FOLÍOLO; COCHONILHAS, PULGÃO E ÁCARO

BARATA DO COQUEIRO (Cariomella brunea) também conhecida como seca do coqueiro. . praga de alta reprodução . destrói as partes jovens da folha flexa do coqueiro. . as larvas causam a morte da folha e da planta. . quando a folha seca, é retirada facilmente e apresenta cheiro característico. . só ataca planta sjovens de 1 a 2 anos.

CONTROLE: Marshal 200 ( 2,0 a 3,0ml/litro) Dipterex (30ml/litro).

PRINCIPAIS DOENÇAS:
MANCHA FOLIAR OU HELMINTOSPORIOSE (Drechslera incurvata)  Folhas com lesões pequenas, ovais, amarela e depois marrons  CONTROLE  Adubação balanceada  Mancozeb, Maneb ou Captan  Dithane M45, Cercobin, Cicosin.  Folicur: sistêmico (1,0ml/litro) são aplicado com espalhante adesivo.

PRINCIPAIS DOENÇAS:
QUEIMA-DAS-FOLHAS (Botryosphaeria cocogena)  Lesões em forma de “V” que evoluem até base  CONTROLE  Cultural: eliminação e queima das folhas  Químico: Benomyl + Carbendazin  Benlate (0,1%) 2ml/litro com espalhante adesivo ou óleo mineral (ASSISTIL).

LIXA PEQUENA (Phylachora torrendiella)  Pontos negros pequenos isolados, em linhas ou em losangos  CONTROLE  Biológico: Acremonium spp; Septofusidium elegantulum LIXA-GRANDE (Sphaeradothis acrocomiae)  Pontos grandes marrons  Facilmente destacam-se das folhas  CONTROLE  Biológico: Acremonium spp; Septofusidium elegantulum

MURCHA-DEPHYTOMONAS OU HARTROT (Phytomonas sp)  Amarelecimento das folhas velhas  Coloração marrom  Raízes com extremidades azuis  Queda de frutos pequenos e grandes  Inflorescências ficam marrons  VETOR:  Percevejos das espécies Lincus lobullinger  CONTROLE:  Eliminação de coqueiros doentes  Controle do insetor vetor

PRINCIPAIS DOENÇAS:
ANEL VERMELHO (Bursaphelenchus cocophillus)  Amarelo ouro das folhas basais  Folhas quebram e formam uma saia  Planta morre  Estipe com anel vermelho  VETOR:  Broca-de-olho-docoqueiro  CONTROLE:  Eliminação das plantas doentes

PRINCIPAIS DOENÇAS:
ANTRACNOSE (Colletotrichum gloeosporioides)  Manchas escuras nas folhas  Manchas escuras nas inflorescências  Queda de frutos pequenos  Rachadura nos frutos grandes  Queda de frutos grandes  CONTROLE:  Fungicida sistêmico + acaricida

Colheita:
MANUAL  60 a 100 plantas/dia (adulta) PONTO DE COLHEITA:  É determinado à partir da abertura da inflorescência e o destino do mercado consumidor, sendo:  Coco verde (água de coco), (6 a 8 meses)  Coco seco (indústria de processamento) (11 a 12 meses)

– COMERCIALIZAÇÃO - R$ 0,50 / fruto verde - R$ 0,45 a 0,55 / fruto seco

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