SEMINÁRIO PORTUGUÊS COMO SE ESCREVE A HISTÓRIA – PAUL VEYNE

O Paul Veyne começa o capitulo discorrendo sobre a história como narrativa verídica, discutindo sobre eventos humanos ou não, e as armadilhas da hierarquização da história. Esta hierarquização, mas não apenas ela, causa lacunas que são características da história em si. O autor trata a história como uma construção, às informações historicizadas (visão de mundo tipicamente moderno e ocidental) são recortadas pelo responsável pelo relato. Isso faz com que o autor construa uma trama e a trama, dependendo da forma como é apresentada, faz que com que a história siga um ou outro viés. Isso mostra que as diferentes construções mostram resultados diferentes e que é baseado em valores. (exemplo funerário). EVENTOS HUMANOS: Homem como ator – História é compreendida pelo modo de conhecimento escolhido – Se é evento é porque julgamos o fato interessante. EVENTO E DOCUMENTO: História narrativa de eventos, então isso não faz reviver esses eventos. História seleciona, simplifica e organiza e a essência é o conhecimento por meio de documentos, porém, eles devem ser interpretados pois não dão ordem aos fatos e não remontam o passado. ´ EVENTO E DIFERENÇA: Segundo o autor, o historiador nunca faz grandes revelações. Ele diz: “A banalidade do passado é feita de pequenas particularidades insignificante que, ao se multiplicarem, acabam por compor um quadro bem inesperado.” Padre Huc não é chinês e o Petrônio era romano. A INDIVIDUALIZAÇÃO: Existem tipologias na história, não se podem descrever tipos bem caracterizados de revoluções e culturas como fazemos com insetos. Mas a história nunca se repete, e não é a diferença de detalhes que individualiza, e sim o momento em que acontece. O contexto é diferente. “A alma do historiador é semelhante à do leitor de paginas de jornais; elas são sempre iguais e interessantes, pois o cachorro esmagado hoje não é o mesmo de ontem, e, de uma maneira mais geral, porque hoje não é ontem”.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful