You are on page 1of 20

1 - Introdução Transferência de calor ou calor é a energia térmica em trânsito devido a uma diferença de temperaturas no meio.

O processo de troca de calor entre dois fluidos que estão a diferentes temperaturas e se encontram separados por um meio sólido ocorre em um trocador de calor, que pode ser classificado de acordo com a natureza da transferência e ao tipo de construção [1, 2]. Quando se classifica os trocadores de calor de acordo com a natureza da transferência, têm-se trocadores de contato direto e de contato indireto. Nos trocadores de calor de contato direto, os dois fluidos se misturam, já nos trocadores de calor de contato indireto, os fluidos permanecem separados e o calor é transferido continuamente através de uma parede, pela qual se realiza a transferência de calor [2]. Um tipo de trocador de contato indireto é o trocador de calor de placas, que é uma unidade de transferência de calor constituída de placas. Elas servem como superfícies de transferência de calor montadas em uma estrutura rígida que criam canais de fluxo paralelos para a passagem de líquidos e gases. Outro tipo de trocador de contato indireto é o de casco e tubo, que é composto por um casco cilíndrico, contendo um conjunto de tubos onde um dos fluidos passa por dentro dos tubos e o outro passa pelo espaço entre o casco e os tubos [1, 2, 3]. Para prever o desempenho de um trocador de calor é essencial relacionar a taxa total de transferência de calor a grandezas como as temperaturas de entrada e saída dos fluidos, o coeficiente global de transferência de calor e a área superficial total disponível para a transferência de calor [2]. 2 - Objetivos Determinar a partir de dados experimentais o coeficiente global de transferência de calor para um trocador de calor do tipo placas e, para um trocador de calor do tipo casco e tubos, determinar a área total de troca térmica e estimar o número de tubos. E também analisar a efetividade para os dois trocadores. 3 - Revisão da Literatura 3.1 - Transferência de calor
4

Transferência de calor é a energia térmica em trânsito devido a uma diferença de temperaturas no meio. Os modos de transferência de calor são a condução, a convecção e a radiação térmica [1, 2]. A condução ocorre quando há uma diferença de temperatura em um meio estacionário, que pode ser sólido ou fluido, ocorrendo, então, a transferência de energia das partículas com mais energia para as demais. Já a convecção, se refere à transferência de calor que ocorre entre uma superfície e um fluido em movimento, quando eles possuem diferentes temperaturas. E, a radiação térmica é a emissão de energia pela matéria que se encontra a uma temperatura diferente de zero, estando essa matéria no estado sólido, líquido ou gasoso [2]. 3.2 - Trocadores de calor O processo de troca de calor entre dois fluidos que estão a diferentes temperaturas e se encontram separados por um meio sólido ocorre em muitas aplicações de engenharia. O equipamento utilizado para executar essa operação é denominado trocador de calor, e possui vastas aplicações que vão desde o aquecimento de ambientes e no condicionamento de ar, até o processamento químico [2]. 3.3 - Classificação dos trocadores de calor Os trocadores de calor podem ser classificados em função da configuração do escoamento, podendo esse ser em paralelo, em

contracorrente ou cruzado. No escoamento paralelo, os fluidos entram pela mesma extremidade, fluem no mesmo sentido e deixam o equipamento na mesma extremidade. Já na configuração contracorrente, os fluidos entram por extremidades opostas, escoam em sentidos opostos e deixam o equipamento em extremidades opostas. E, finalmente, no escoamento cruzado, os fluidos se movem perpendicularmente um ao outro [2]. Outra classificação envolve a natureza de transferência de energia e as características de construção dos trocadores. Em relação à natureza de transferência, podem ser classificados como contato direto e indireto. Em um trocador de contato direto, os dois fluidos se misturam e o fluido de maior temperatura cede calor para o fluido de menor temperatura. Quando esse tipo de trocador é utilizado, há, além da transferência de calor, transferência de
5

3. Quanto à classificação em função da característica de construção. principalmente quando pressões e/ou temperaturas operacionais são muito altas. onde nenhum outro tipo de trocador pode operar. Nos trocadores de transferência direta. que variam de acordo com a transferência de calor desejada. de superfície estendida e regenerativos. Esses trocadores podem ser classificados como carcaça e tubo. sendo um exemplo de aplicação torres de resfriamento [2. o desempenho.massa.4]. Os trocadores tubulares são geralmente construídos com tubos circulares e são aplicados em transferências de calor do tipo líquido/ líquido e de gás/gás. facilidade de limpeza.Trocador Casco e Tubo Este tipo de trocador tubular é constituído de alguns tubos e uma carcaça. Em trocadores de contato indireto. os fluidos permanecem separados e o calor é transferido continuamente através de uma parede. ambos os fluidos percorrem alternativamente as mesmas passagens de troca de calor e a superfície de troca de calor é denominada matriz. Há uma padronização na distribuição dos tubos. Além disso. 3.3]. Um dos fluidos passa por dentro dos tubos e o outro passa pelo espaço entre a carcaça e os tubos.1 .4]. E. Eles são subdivididos em trocadores de transferência direta e trocadores de armazenamento. os tubulares e os de superfície estendida como exemplos. tubo duplo e de espiral [3. Existem vários modelos desses trocadores. Esse trocador também é conhecido como regenerador [3]. sendo os mais empregados os dois primeiros. e a sua quantidade é determinada pela capacidade de ser alocado em um diâmetro pré-determinado. Elas aumentam o coeficiente convectivo no fluido do lado do casco. causando assim turbulência e um componente de velocidade na direção do escoamento cruzado. há um fluxo contínuo de calor do fluido quente ao frio através da parede que os separa. Logo. nos trocadores de armazenamento. os trocadores de calor podem ser divididos em trocadores tubulares. tipo placas. provocando a redução da vibração dos tubos induzida pelo escoamento [2. são limitadas aos casos onde um contato direto de dois fluxos é permissível. Esse trocador permite também a instalação de chicanas. as chicanas apóiam fisicamente os tubos. Podem ser citados os trocadores de placa. 6 . entre outros.

4 .4]. o coeficiente global de troca de calor. podem ser feitos de uma variedade de materiais e são extensivamente usados em processos industriais [3. fornecimento de grandes áreas de troca ocupando pouco espaço. As é a área de troca térmica. altas pressão e temperatura.4]. U.Coeficiente global de troca de calor Na transferência de calor. no ramo alimentício. redução da incrustação.Trocador tipo placa Consiste em um suporte onde placas independentes de metal. Além disso. são presas por compressão. onde: q é a taxa de transferência de calor. . fluidos corrosivos. como facilidade de acesso a superfície de troca e substituição de placas. U é o coeficiente global de transferência de calor. sustentadas por barras. é apresentado como uma maneira de sistematizar as diferentes resistências térmicas equivalentes existentes num processo de troca de calor entre duas ou mais correntes de fluido. Ele é definido por uma expressão análoga à Lei de resfriamento de Newton. entre outros [2. Foi implementado nas indústrias nos anos 30. Sua redução resulta ao aumento do coeficiente de troca de calor do lado do casco [2. Este tipo de trocador é muito usado pois ele comporta uma grande variedade de capacidades e condições operacionais. flexibilidade de alteração da área de troca térmica.2 . ele traz outras vantagens. viscosos etc. Esse trocador não suporta pressões muito altas. 3.3. 7 . Entre placas adjacentes formam-se canais por onde os fluidos escoam. entre uma extremidade móvel e outra fixa.Além disso. utilizando a Equação (1) [2]. elevados coeficientes de transferência de calor. operação com mais de dois fluidos.Há também padronização no que se refere ao espaçamento entre as chicanas. por exemplo. devido a sua facilidade de limpeza.4]. 3. se comparado ao trocador tubular equivalente [3].

ao aumentarem a área superficial. o coeficiente global de transferência de calor e a área superficial total disponível para a transferência de calor.Média logarítmica das diferenças de temperatura – MLDT Para projetar ou prever o desempenho de um trocador de calor é essencial relacionar a taxa total de transferência de calor com as temperaturas de entrada e saída dos fluidos. e essa relação é expressa pela Equação (2): onde: Rtot é a resistência térmica total. A é a área onde ocorre a transferência. as superfícies estão sujeitas à deposição de impurezas dos fluidos. o coeficiente global de troca de calor pode ser calculado pela Equação (3) [2]. ou biofilme. podem ser adicionadas aletas que. onde Rp é a resistência condutiva na parede. Rd.5 . Assim com a adição do fator de deposição e das aletas. da velocidade de fluido e do tempo de serviço do trocador de calor [2]. reduzem a resistência térmica à transferência de calor por convecção. Além disso. o fator de deposição. ou de incrustações sobre a superfície pode aumentar a resistência à transferência de calor entre os fluidos. Ao longo da operação de trocadores de calor. Esse efeito é considerado nos cálculos através da introdução de uma resistência térmica adicional. Seu valor depende da temperatura de operação. 3. U também pode ser relacionado à resistência térmica total. Ao fazer os 8 . é a eficiência global da superfície ou efetividade da temperatura de uma superfície aletada. à formação de fuligem ou a outras reações entre o fluido e a parede.é a temperatura da superfície exposta a um fluido é a temperatura do fluido [2]. A formação de um filme.

respectivamente [2]. considerando. e. U. que varia de acordo com a posição no trocador de calor [2]. a taxa de transferência de calor. 9 . Essa média ( ) pode ser determinada pela aplicação de um balanço de energia em elementos diferenciais dos fluidos quente e frio. onde: é uma média apropriada de diferenças de temperatura. são obtidas as Equações (7). que os fluidos não passam por uma mudança de fase e os calores específicos são constantes. esses balanços e a análise posterior estão sujeitos as seguintes considerações o trocador de calor encontra-se isolado termicamente da vizinhança. (8). Essas equações são independentes da configuração do escoamento e do tipo de trocador de calor [2]. sendo que. (9) e (10). é dada pelas Equações (4) e (5). Através das simplificações conseguidas utilizando as considerações citadas. entre os fluidos quente e frio. As temperaturas que aparecem nas expressões se referem às temperaturas das médias dos fluidos. a condução axial ao longo dos tubos e as mudanças nas energias cinética e potencial são desprezíveis. ao coeficiente global de troca de calor. . e à diferença de temperaturas.balanços globais de energia nos fluidos quente e frio. os calores específicos dos fluidos e o coeficiente global de transferência de calor são constantes [2]. A Equação (6) pode ser obtida pela relação entre a taxa de transferência de calor total q. para os fluidos quente e frio.

primeiro determina-se a taxa de transferência de calor máxima possível de um trocador.sai) e = (Tq. Como as equações (12) e (13) se aplicam a qualquer trocador de calor.6 . considerando que as diferenças de temperaturas nas extremidades são definidas como Tf.O método da efetividade . a transferência de calor entre as parcelas mais quentes dos dois fluidos ocorre em uma extremidade e as das parcelas mais frias em outra.ent – Tf. = (Tq. Para um trocador de calor com escoamento paralelo. relacionando as Equações (7) a (10) e integrando. representada pela Equação (13) [2]. Num trocador de calor com escoamento contracorrente. podendo a temperatura de saída do fluido frio ser maior do que a temperatura de saída do fluido quente. também podem ser usadas para o arranjo contracorrente. MLDT.NUT Quando não são conhecidas as temperaturas dos fluidos de saída num trocador de calor.ent) [2]. o uso do método MLDT é complicado.sai – Tf. é obtida a Equação (11) [2]. q max. 10 .ent) = (Tq.ent – 3. é necessário utilizar um procedimento alternativo.sai). e = (Tq. Comparando A Equação (12) com a Equação (6). Rearranjando a equação (11). Para definir a efetividade de um trocador de calor.E. Então. conhecido como método da efetividade (NUT) [2].sai – Tf. representada pela Equação (14) [2]. é possível escrever a Equação (12) [2]. verifica-se que a diferença de temperatura média apropriada é uma média logarítmica das diferenças de temperatura.

onde: é a menor capacidade calorífica entre os fluidos frio e quente. 11 .4]. o fluido que tiver maior C vai sofrer a menor variação de temperaturas entre sua entrada e saída. definida como a razão entre a taxa de transferência de calor real em um trocador de calor pela máxima troca de calor possível em igualdade de condições. Essa relação é representada na Equação (15)[2.3].  Balde. NUT. 4 – Materiais e métodos 4. Naturalmente. é um parâmetro adimensional amplamente utilizado na análise de trocadores de calor e sua definição é simplificada por algumas considerações: regime permanente.3. Ela é útil. . logo é necessária a utilização de nos cálculos [2. que é adimensional. Por definição. a taxa de transferência de calor real pode ser determinada de imediato pela Equação (16) [2].3]. pois se . Através dessas considerações é possível escrever a Equação (17) que relaciona o NTU com a área de troca térmica.Materiais Os materiais utilizados na prática foram:  Balança. então. está no intervalo . forem conhecidas. capacidade calorífica e o coeficiente global de troca de calor [2]. O número de unidades de transferência. calores específicos independentes da temperatura. escoamento totalmente desenvolvido para que o coeficiente global de troca térmica não seja função da posição [2. A efetividade é. a efetividade.1. .

Então. sendo cronometrado o tempo desse processo. Figura 1. 4.  Termopares. mediu-se as temperaturas necessárias para os cálculos com termômetros localizados em vários pontos do trocador. mantendo todas as válvulas referentes ao casco e tubo fechadas.  Equipamento representado na Figura 1.Procedimento Experimental Primeiramente. o balde foi pesado com o vapor condensado. foram abertas as válvulas de água do trocador e de vapor da caldeira. a caldeira foi acionada contendo água destilada e. Aparato experimental dos trocadores de calor de placas e casco e tubos do Laboratório de Engenharia Química da UFSJ/CAP. a formação de vapor foi estabilizada. Além disso. Cronômetro. foi realizada a troca de calor em um trocador de placas. então. a vazão de água no rotâmetro e a vazão de vapor através da liberação de vapor d’água pela mangueira do trocador de calor em um balde contendo uma quantidade conhecida de água. Mediu-se. Em seguida.  Régua. 12 .2 . Então. após 15 minutos.

coeficiente global de transferência de calor. Tabela 1. As vazões de água e de vapor para os dois trocadores são apresentadas na Tabela 1. as válvulas referentes ao trocador de calor de placas foram fechadas e as válvulas do trocador de casco e tubos foram abertas. ws Trocador de placas Trocador casco e tubos 68. A passagem do vapor pelo trocador acarreta perda de carga do mesmo.69 kg/h A diferença observada entre as vazões de água e de vapor. A Tabela 2 apresenta o calor recebido pela água e o calor fornecido pelo vapor para os dois trocadores.31 kg/h 89.82 kg/h 11. pois como o calor específico não sofre variação com a temperatura. ww Vazão de vapor. O calor específico da água foi utilizado tanto para os cálculos da água quanto para o vapor. Para o trocador de placas a vazão de água representa a vazão média entre a vazão medida no rotâmetro e a vazão coletada em um balde em um tempo cronometrado. tabeladas.Resultados e discussão O experimento dos trocadores de calor de placas e de casco e tubos permite o cálculo das diferentes variáveis envolvidas no processo. efetividade. Vazões mássicas de água e de vapor para os trocadores de placas e de casco e tubos. Os cálculos efetuados são apresentados em anexo. Vazão de água. as entalpias específicas com acréscimo na vaporização. Esses calores foram calculados de posse das vazões mássicas. as temperaturas medidas e o calor específico da água. o mesmo valor pode ser aplicado para os dois casos. vista na Tabela 1. para que fosse realizada a troca de calor no trocador casco e tubos. como as vazões de água e vapor. e o número de tubos para o trocador de casco e tubos. 5 . e a vazão de vapor ser medida após a passagem pelo trocador.Em seguida.17 kg/h 13. 13 . calor recebido e fornecido pela água. pode ser explicada pelo fato da vazão de água ser medida antes de entrar no trocador. levando a uma menor vazão.

sendo seu valor igual a 155. Calor recebido pela água (kcal/h) Trocador de placas Trocador de casco e tubos 2732. O cálculo do número de tubos é mostrado em anexo e para tal considerou-se dois diâmetros diferentes para os tubos. Observa-se também na Tabela 2 que a troca térmica existente no trocador de casco e tubos foi maior que no trocador de placas.Tabela 2. possibilitando maior troca térmica. e a perda de carga existente na passagem de vapor pela tubulação. Tabela 3. A área de troca térmica do trocador de casco e tubos bem como o número de tubos desse trocador foram determinados a partir do coeficiente global de transferência de calor e apresentados na Tabela 3. pois ambos envolvem troca de calor entre água e vapor de água. Isso porque pode ter ocorrido vazamento entre as placas e o fato de que o trocador de casco e tubo possuir maior área de contato entre as correntes. Número de tubos calculados para o trocador de casco e tubos para dois diâmetros de tubos.40 5299. O coeficiente global de transferência de calor foi calculado para o trocador de placas. o cálculo é apresentado em anexo. Isso porque o trocador do experimento não comportaria tal número de tubos.58 kcal/hm2°C. foram maiores que o calor recebido pela água nos trocadores. O mesmo valor de U é válido para os dois trocadores.38 Calor fornecido pelo vapor (kcal/h) 6579.24 7474. Isso pode ser explicado pela ocorrência de troca térmica entre vapor e tubulação.88 Pela Tabela 2 nota-se que o calor fornecido pelo vapor em ambos trocadores de calor. Assim sendo. Calor recebido pela água e calor fornecido pelo vapor para os trocadores de placas e casco e tubos. não se deve considerar o mesmo coeficiente global de transferência de calor para os dois 14 . ¼ in e 3/8 in. Diâmetro de 1/4 in Número de tubos 183 Diâmetro de 3/8 in 122 Observa-se na Tabela 3 que o número de tubos encontrados para ambos os diâmetros não é um valor aceitável.

15 .0% Trocador casco e tubos 8. enquanto que no trocador de placas a troca foi satisfatória. Além do mais. Para tal aceitação. pois o número de tubos calculados foi incoerente. o trocador casco e tubos deveria ter um maior comprimento. Trocador de placas Efetividade 66. houveram durante a realização do experimento. O trocador de placas se mostrou mais eficiente que o casco e tubos. A efetividade dos trocadores também foi calculada. ou seja. de acordo com os resultados expressos na Tabela 4. houve um melhor aproveitamento do calor de condensação fornecido pelo vapor. que fornece o vapor para o processo. placas e casco e tubos. O coeficiente global de transferência de calor encontrado para o trocador de placas não pode ser usado satisfatoriamente para o trocador de casco e tubos. o que também pode ter influenciado na baixa efetividade do trocador. tal trocador deveria apresentar maior tamanho. visto que para isso. Efetividade para os trocadores de placas e casco e tubos. Para o trocador de placas. 6 – Conclusões A partir do experimento foi possível concluir que o trocador de calor de placas apresentou maior troca térmica. para determinar a eficiência dos trocadores. Além do mais. A baixa eficiência do trocador de casco e tubos se deve ao fato de a temperatura do vapor não ter sofrido grande variação ao longo da passagem pelo trocador.0% O trocador de placas se mostrou mais eficiente que o casco e tubos. Em anexo estão os cálculos e os resultados seguem na Tabela 4.trocadores. por queda da energia elétrica. devido ao fato de a temperatura do vapor ter sofrido pequena variação no trocador de casco e tubos. o valor da efetividade encontrado é satisfatório. como o desligamento intermitente da caldeira. Tabela4. interrupções do funcionamento da caldeira. houve problemas na execução do experimento.

N. 2008. 614 p.S..10 kgf/cm2 0. 6ª edição. F. E. LAVINE.360 kg 0. E. 14/05/2012.zzl.0 l/min 4 0. BERGMAN. Variáveis medidas Temperatura de entrada da água.. W. [2] INCROPERA. Pman Massa do balde vazio Massa de vapor de água.7. Tabela 1A. 838 p. DEWITT. A.P.32 s 1.P. 698 p. D.00 kgf/cm2 0. Ap Trocador de calor de placas 24 °C 64 °C 98 °C 49 °C 1. [3] FILHO. 1ª edição.A. http://ruyalexandre. STEWART. Fenômenos de Transporte. Ms Tempo de coleta do vapor. Rio de Janeiro: LTC. R. Rio de Janeiro: LTC. T1 Temperatura de saída do vapor condensado.. Fundamentos de Transferência de Calor e de Massa. 2003.220 kg 10. Dados experimentais para o trocador de calor de placas. B. T.032 kg 10. [4] GENEROSO. Número de placas do trocador.org/arquivos/eng6trocadores. Patm Pressão manométrica na entrada. T2 Pressão atmosférica. t1 Temperatura de saída da água. Transmissão de Calor. W. tw Vazão volumétrica da água no rotâmetro. ts Massa de água fria. Trocadores de Calor. Np Área de uma placa do trocador. São Paulo: Pioneira. 2004. 2ª edição. LIGHTFOOT. R. t2 Temperatura de entrada do vapor..pdf. Referências Bibliográficas [1] BIRD.L. Mw Tempo de coleta da água fria.31 s 0.B. Anexo – Memória de Cálculo Trocador de calor de placas Os dados coletados durante o experimento para o trocador de calor de placas estão expressos na Tabela 1A.3 m2 Disponível Acesso em: em 16 .

De acordo com os dados da Tabela 1A. igual a 998 kg/m3. procedeu-se aos cálculos:  Vazão mássica de água e de vapor A vazão da água foi calculada de acordo com a equação 1: (1) onde é a densidade da água. de acordo com a equação 2: (2) Substituindo encontramos: os valores conhecidos presentes na Tabela 1A A vazão de água é dada pela média da vazão medida e da vazão calculada de acordo com a equação 3: (3) Substituindo os valores. O mesmo balde coletor foi pesado antes e depois da coleta de vapor. Sendo assim. Encontrou-se para a vazão de vapor: 17 . de acordo com a Tabela 1A. tem-se: O desvio é dado pela equação 4: (4) Onde é o número de amostras e é a média dos valores. Calculou-se também a vazão de água fria a partir da massa coletada em um balde em um tempo cronometrado. Substituindo os valores conhecido em 4: Para a vazão de vapor. coletou-se a massa de vapor em um balde coletor em um tempo cronometrado.

T1 97.1 °C Entalpia específica com acréscimo na vaporização. Temperatura de vaporização e entalpias específicas com acréscimo na vaporização para cálculo da entalpia em 98 °C. Temperatura de vaporização. A entalpia específica foi calculada para a temperatura de 98 °C.7 °C 99. h1v 540. 98 °C. Para tanto foi necessária uma interpolação da Tabela 2A apresentada: Tabela 2A. procedeuse à interpolação dos dois pontos apresentados na Tabela 2A de acordo com a equação 9: (9) Substituindo em 8.2 kcal/kg 539.(5)  Pressão absoluta de entrada no trocador de placas A pressão absoluta é dada pela equação 6: (6) Para o trocador de placas:  Calor fornecido pelo vapor O calor fornecido pelo vapor é dado pela equação 7: (7) onde é o calor latente do vapor. fornecido pela equação 8: (8) é a entalpia específica com o acréscimo na vaporização. obtida como valor da temperatura de entrada do vapor na tabela de vapor de água saturado. encontra-se 18 .3kcal/kg Para encontrar a entalpia na temperatura de interesse.

O calor sensível do condensado. é dado pela equação 12: (12) onde é a área total de troca de calor: (13) sendo a área de uma placa e é o número de placas.0 kcal/kg°C. Substituindo os valores do calor latente do vapor. é calculado de acordo com a é o calor específico da água. para o escoamento em contracorrente: (15) (16) 19 . específico do condensado. igual a 1. Portanto A Média Logarítmica da Diferença de Temperatura. MLDT. equação 10: (10) onde . obtemos o calor fornecido pelo  Calor recebido pela água O calor recebido pela água é calculado de acordo com a equação 11: (11)  Coeficiente global de transferência de calor O coeficiente global de transferência de calor. U. vapor: e do calor na equação 7. que apresenta pouca variação com a temperatura podendo ser usado para o vapor também. é dada por: (14) onde.

Portanto a efetividade é: Trocador de casco e tubos Os dados obtidos durante o experimento para o trocador de casco e tubos são apresentados na Tabela 3A. água. ou seja. vapor d’água: (17) . e do (18) A efetividade é calculada de acordo com a equação 19: (19) onde é o menor valor entre e . 20 . é igual a .Substituindo os valores encontrados em 15 e 16 na equação 14: Substituindo os valores conhecidos na equação 12:  Efetividade do trocador de calor Primeiro calculou-se a capacidade calorífica do fluido frio fluido quente .

Pman Massa do balde vazio Massa de vapor de água.10 kgf/cm2 0. Patm Pressão manométrica na entrada. Para se encontrar interpolou-se os mesmos valores da Tabela 2A. calculou-se:  Vazão mássica de água e de vapor A vazão de água foi calculada de acordo com a equação 1 encontrando: Para a vazão de vapor. T1 Temperatura de saída do vapor condensado.042 kg 11.Tabela 3A. tv Vazão volumétrica da água. obtendo  Calor fornecido pelo vapor O calor fornecido é dado pela equação 7.360 kg 0. de acordo com a Tabela 3A.00 kgf/cm2 0. Mv Tempo de coleta do vapor. coletou-se a massa de vapor em um balde coletor em um tempo cronometrado. t1 Temperatura de saída da água. T2 Pressão atmosférica. t2 Temperatura de entrada do vapor. Dados experimentais para o trocador de casco e tubos. para a temperatura de 98 °C. de acordo com a equação 5:  Pressão absoluta de entrada no trocador de casco e tubos A pressão absoluta foi calculada de acordo com a equação 6. O calor latente de vapor e o calor sensível 21 .5 l/min 0. Encontrou-se para a vazão de vapor. O mesmo balde coletor foi pesado antes e depois da coleta de vapor. Variáveis medidas Temperatura de entrada da água.255 m De acordo com os dados da Tabela 3A. encontrando . Comprimento dos tubos Trocador de calor de casco e tubos 23 °C 82 °C 98 °C 92 °C 1.04 s 1.

tem-se: Assim o número de tubos para o diâmetro de é de: Para o diâmetro de ¼”. o número de tubos do trocador pode ser calculado da seguinte forma: (21) sendo o comprimento dos tubos e o diâmetro dos tubos que pode ser de 1/4” e 3/8”.  Número de tubos do trocador de calor casco e tubos A área total do trocador de casco e tubos é dada pela equação 20: (20) sendo MLDT.do condensado foram e obtidos das equações Logo 8 e 10. sendo igual a . Portanto.  Coeficiente global de transferência de calor O coeficiente global de transferência de calor para o trocador de casco e tubos é o mesmo que o do trocador de placas. Considerando o diâmetro de 3/8”. calculado pela equação 14. Sendo o trocador de calor casco e tubos cilíndrico. igual a . tem-se: Assim. o número de tubos para o diâmetro de é de:  Efetividade do trocador de calor 22 . obtendo . Então  Calor recebido pela água O calor recebido pela água foi calculado de acordo com a equação 11. .

Portanto é igual . e do fluido quente . vapor d’água foram calculadas de acordo com as equações 14 e 15 encontrando a e . A efetividade é calculada de acordo com a expressão 16. 23 . sendo igual a . água.A capacidade calorífica do fluido frio .