Você está sendo quem você realmente é?

– Por Carllus Silva Pare e pense: Você está sendo quem você realmente é? Parece uma pergunta simples? Todos dirão que sim, mas será que eles realmente sabem quem realmente são? Você sabe quem você realmente é? Como distinguir quem realmente somos? Todos esses questionamentos nos levam a tentar entender porque muitos de nós nos consideramos na maior parte de nossas vidas, como pessoas infelizes.

Mas como medir essa dita infelicidade das pessoas, principalmente no profissional? Observe o que as pessoas pensam da segunda feria: “Bom dia!!! Segunda-feira, ninguém merece!” Publicado por um advogado as 7:17 min de seg 05/11/2012. “Te aceito, Sexta-feira, como minha legítima esposa, para te amar, respeitar até que a Segunda nos separe.” Por MarcinhoLHP 03/08/2012 “Sexta à noite, esquecer todos os problemas. Segunda-feira lembrar de todos os problemas.” Por Jonata Lopes 05/07/2012

Esses pensamentos estão relacionados ao ato de trabalhar? A estudar?... Talvez sim. Mas se o seu trabalho fosse algo que você gostasse? Se sua faculdade fosse algo que você quisesse fazer? Esses pensamentos sobre a segunda-feira estão em muitas vezes relacionado às pessoas fazerem o que elas não gostam de fazer. Obviamente, nem sempre temos a opção de fazer o que queremos fazer. Mas será que sempre que podemos escolher, estamos escolhendo pelo que realmente queremos, ou estamos priorizando somente respeito, reconhecimento ou dinheiro?

Osho, fala da necessidade que temos de reconhecimento das pessoas, o que nos faz priorizar pouco o que gostamos e mais o que os outros esperam de nós. Pessoas que gostam e tem o dom de cozinhar e poderiam ser felizes fazendo o que gostam, como chefe de cozinha, por exemplo, podem acabar optando por fazer medicina ou engenharia para obter maior aprovação da família e sociedade. Em outros casos, já formado, inúmeras vezes somos tendenciadas a escolher as vagas de emprego que nos pagam mais ou nos dão maior reconhecimento, ao invés priorizar a vaga de emprego que realmente nos faz feliz.

Um exemplo seria um excelente programador que ama o que faz e onde trabalha e, deixa seu emprego pra assumir uma vaga em uma reconhecida instituição pública, porque ganhará mais

e porque as pessoas admiram e desejam serem funcionários dessa empresa (por inúmeros motivos). Ela será feliz? Talvez. A resposta pode dividir opiniões.

Mas qual a probabilidade dessa felicidade, sendo que ela levou mais em conta ser reconhecida e ganhar mais dinheiro? Concordamos que é possível a pessoa aprender a gostar do que faz, mas, provavelmente, concordaríamos também que não seria o mesmo gosto que se tem quando se faz o que se gosta de fazer. “Por que sinto necessidade de obter aprovação e de ser reconhecido, especialmente em meu trabalho? Isso me coloca numa armadilha – eu não consigo fazer as coisas sem isso. Eu sei que estou nessa armadilha, mas eu fui pego nela e não vejo como sair.” [Descontentamento real de uma pessoa]

O descontentamento citado acima pode ser visto como um exemplo real de alguém que faz o que não gosta e precisa ser reconhecida no seu trabalho para manter-se motivada. “Dizem os populares: Só se tenta convencer quem não está convencido.” Sob essa ótica, ao fazer o que gostamos e queremos independente de aprovação ou não, nos mantemos motivados, pois fazemos o que gostamos, e, consequentemente, já conquistamos a nossa própria aprovação. Em outras palavras:  Quando Não se faz o que gosta, o motivador é o reconhecimento e aprovação. Essa necessidade pode vir a consumir psicologicamente as pessoas, assim como o relato real citado anteriormente.  Quando se faz o que se gosta, o motivador é estar fazendo o que se gosta. Reconhecimento e aprovação podem ser vistos como consequência dessa

combinação, embora seja uma consequência sem expectativa de recebê-la.

Por Francisco Carllus Silva

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