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PSYCODELIA TEM OBJETIVOS
CHAVES DO UNIVERSO

BRASIL 2009

2 Contato contato_psycodelia@yahoo.com.br Blog http://ps ycodeliatemobjetivos.blogspot.com/ Link para downloads
http://www.4s hared.com/ u/ps gzmpr m/850fa1f5/CLR

Autor R.J. Clóvis - CLR Colaborador Thomas Blum Capa / Desenho Original Vinicios Costa Aperfeiçoamentos CLR / Lee Belula Coordenação / Direção CLR Revisão Sezaru Buraga

Participação Vitor Fotógrafo Glândula Pienal Nunzio Swelen S.W. Rafael

Confiabilidade O arquivo original é o disponível no presente link e que possui marca d’água abaixo, não nos responsabilizamos por informações que venham a ser alteradas, disponibilizadas em outros locais da internet.

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Dedico estas ideias a todas as pessoas que desejam melhorar sua forma de ver ouvir e sentir a vida. A você que necessita de algo para fundamentar questionamentos que surgirão em algum ponto de sua existência; e, ou sobre a mesma. Ao amigo que por alguma razão julga necessário ajuda para se achar diante do Universo. Começássemos pela sociedade; acharmos algo que perdemos ou nunca encontramos, ou apenas religar-nos ao que o homem se afastou. A você que preferiu as plantas e fungos ao invés de sintéticos. A você curioso.

4 AGRADECIMENTOS Agradeço ao meu pai, mãe e irmão por constituírem a família que tenho, os amo acima de tudo, e a todos que a constituem. A minha namorada Elisandra, por ser quem eu procurava. Aos amigos Felipe e Thiago com H Porra! Aos amigos virtuais Nunzinho, Marcelo, Lavinia, Swelen, Diogo, Rafael, Glândula, Carlos, Jader, Thomas, Sezaru e outros amigos que tenho um pouco menos afetividade e estou conhecendo. Em especial agradeço ao Israeli pelas longas discussões sobre assuntos aqui abordos; ao Vinicius por elaborar tamanha capa encarnada ☺. Ao Pedrão pela oportunidade de proporcionar meus primeiros cultivos. A todos vocês que proporcionaram à minha pessoa grandes conclusões, que não seriam possíveis sozinho: dicas de cultivos, dosagens adequadas e participaram ativamente ou passivamente desta obra. Agradeço a E.S.D por ser o espaço aconchegante e responsável que é; e ao lugar mais completo sobre plantas enteógenas, o fórum P.E. A minha avó que trascendeu. Aos grandes amigos caninos que se foram, o Jow, a Loira e a Nina, que brinquem todos juntos agora. E, por último e não menos importante, a planta que me apresentou tamanha magnitude que é o Universo que não conseguimos “sentir” no dia a dia, mas que influência em tudo e em todos. Agradeço a ti trombetinha por ter-me lançado neste mundo de idéias e sentimentos pela primeira vez, por ter entendido o quanto ignorante era e não ter me punido com algo sério, por isto, agradeço às portas que chutaste para eu poder trafegar livremente na minha mente, entender que desde o início estas práticas psicodélicas realmente possuem um objetivo, tornar o ser humano mais humano. Ao cogu de zebu por desenvolver em mim as características pela trombetinha apresentadas, por me fazer enxergar mais claramente de forma mais calma e atenta a experiência psicodélica, e junto a ele ser o responsável por tantas indagações que levaram a debates e certas conclusões. Agradeço a todas as plantas de poder que constituem a natureza, po r transformarem o que transformam.

5 PREFÁCIO A motivação para escrever este livro veio da necessidade de apresentar aos irmãos o sentido mais completo da Enteogenia, não deixar ninguém carente de explicações ou cheio de dúvidas na mente, principalmente os mitos que circundam tal assunto; para então poder suprir a necessidade de ver o mundo por outros olhos, com outras cores e sabores, adentrar a psicodelia transpessoal, trazer a essência de viver a sua vida, novamente, pois essa sociedade do jeito que a conhecemos parece que trata de esconder tamanha “arma” que ela é. Alem de comentar um pouco sobre a história da psicodelia de forma não cronológica, esse livro também irá lhe ajudar a entender o mundo do desconhecido, filosofar sobre a mente humana e as outras realidades e ainda cultivar alguns enteógenos, caso esse seja seu interesse. Tentamos reunir aqui todas informações possíveis sobre a Enteogenia, a psicodelia e a evolução do ser através de plantas de poder, e esperamos que isso lhe ajude em suas dúvidas e anseios. Um livro sem dogmas e leis que busca ser completo em seu objetivo não é o objetivo dos autores, mas sim tentar ser apenas um porta voz de algo além, que julgamos ser a verdadeira forma de como transcender, divertir, e caminhar por este enorme mundo desconhecido. Enfim, de se ter uma nice trip, sem receios. Não somos uma religião, mas pregamos o sentido da palavra religar-se! Não somos um estilo de vida, mas os preceitos aqui citados vão com toda certeza lhe trazer uma vida melhor. Nosso objetivo único é lhe mostrar o homem e mulher que podemos ser, e não o que somos. Namaste.

6 PREFACE The motivation to write this book, came of the necessity to present to the brothers the direction most complete study of the enteogeny, not to leave nobody devoid of explanations or full of doubts in the mind, mainly the myths that surround such subject; for then being able to supply the necessity to see the world for other eyes, with other colors and flavors, to go transpessonal psychedelic, to bring the essence of living its life, again, therefore this society of the skill we know that it seems that it treats to hide so great “gun” that it is. Beyond commenting a little on the history of the psychedelic whif not chronological form, this book also will go to help to understand the world it of the stranger, to filosofy on the mind human being and the other realities and still to cultivate some enteogen, case this is its interest. We try to congregate here all possible information on the enteogeny, the psicodelia and the evolution of the being through plants of being able, and wait that this helps in its doubts it and yearnings. A book without dogmas and laws that it searchs to be complete in its objective, that is not the objective of the authors, but yes it tries to be only one door voice, of something beyond, that we judge to be the true form of as if to exceed, to amuse, and to walk for, this enormous unknown world, in end, of if having one good trip, without distrusts. We are not a religion, but we nail to sense of the word religion-ce, we are not a life style, but the rules cited here go with all certainty to bring it a better life. Our only objective and is to show the man to it that we can be, and not what we are. Namaste.

7 Preâmbulo da Terceira Edição Adiantamos aos leitores que a terceira edição desta obra já esta sendo pensada e realizada, nela abordaremos as demais plantas que aqui deixarão de ser, como a noz-moscada, shanim, Alpinia zerumbet e outras. Buscamos nesta terceira edição falar mais em culturas que fazem o uso destas substâncias e, principalmente, lhe apresentaremos uma série de relatos com o uso dos enteógenos que encontrarmos. Discursaremos mais sobre as obras, principalmente música e arte, que tentam trazer um pouco do que se pode degustar neste mundo psicodélico. Abordaremos uma questão polêmica, desvendaremos os segredos do LSD, MDMA, e outras substâncias que são sintéticas, porem seu uso, no contexto que deveria ser usado, nos parece algo que pode ser considerado uma substância enteógena, pelo que elas proporcionam, entende?! Isso dá muito assunto, encerro por aqui. Desejo-lhe uma boa leitura e que ache o que veio buscar. No mais, o que for necessário adicionaremos na próxima obra. Participe da melhoria deste projeto, o único que tenho conhecimento em português, não mais o que se encontra é em fóruns ou sites de vendas. Participe em nosso blog dando sugestões críticas para melhorarmos .

8 SUMÁRIO INTRODUÇÃO POR DENTRO DO ASSUNTO A TRIP
Você veio em busca de quê? Existe um Objetivo único e principal? O Objetivo correto? Descendo na toca do coelho

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O PREPARO PARA TRIP
São fatores fundamentais para uma Good TriP Respiração consciente Setting agradável Sitter Exercício de Respiração Bad Trips e Peias

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DEIXANDO FLUIR PAZ PLENA O ENTEÓGENO ENTEÓGENO E XAMÂNISMO RELIGIÃO Religiões, Plantas, Deuses! Em que Acreditar TEM VOLTA? PLANTAS FUNGOS E CACTOS PSICODÉLICOS
Animais Psicodélicos Cactos e S uculentas Psi codéli cas Cogumelos Psicodélicos Plantas Pisicodélicas

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CULTIVO DE CACTOS
Cultivando Cactos via Sementes Use o comp osto ap ropriado Coloque sob um p onto de luz Não replante muita s vezes Não fer tilize demais. Criando Cactos a partir de Cortes

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Cultivo de Cogumelos In-Dorr
Substrato- Milho de Pipoca Preparo do milho Esterilização otimizada Preparando a seringa com esporos Inoculação Colonização Preparo do Casing Substrato de arroz integral Esterilização Inoculação Incubação Cuidados

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Duas formas de frutificação 1- Terrário simples para bolos Procedimentos para montar o terrário Vantagens Desvantagens 2- Mycrotek Vantagens Desvantagens Dicas Finais Diário de Cultivo Material Processo de inoculação 53 53 54 54 54 54 54 54 55 56 56 57

ANIMAIS PSYCODÉLICOS

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Phyllomedusa bicolor (kanbu)
Uso Ciência Reações Aplicações

Bufo sp.
Uso

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CACTOS PSYCODÉLICOS Mescalina e os Cactos
Peiote e San Pedro na concentração de Mescalina A experiência

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Lophophora williamsii, -difusa
Identificando

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COGUMELOS PSYCODÉLICOS

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Amanita

muscaria

Dosagem Algumas Considerações Identificando

Psilocibina e os seus Cogumelos
Efeitos Riscos

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Stropharia cubensis Psilocybe cubensis
Armazenamento Dosagem / Uso Identificando

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Psilocybe mexicana
Maria Sabina Panaeolus ssp.

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PLANTAS PSYCODÉLICAS

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Solanáceas uma família Muito Séria !
Química Agonistas e antagonistas colinérgicos

Brugmansia arborea.
Utilização Química O uso durante Tempos Dosagem / Uso Fumo de trombeta Identificando Cultivo

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Datura species
Efeitos Identificando Castãneda e os Ensinamentos de Don Juan

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Atropa belladonna L.
Química Propriedades medicinais Contra-indicações/cuidados Dosagem / Uso Identificando

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Mandragora officinarum
Uso Química Identificação

111
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Nicotiana tabacum
Efeitos Química Rapé Identificando

116
118 118 119 120

As Plantas e o LSA Ipomoea species
Química Uso

124 126
126 126

11
Cultivo Identificando 127 128

Argyreia nervosa
Uso Dosagem Cultivo Identificação

133
133 134 134 135

Rivea corymbosa
Efeitos Uso Química Cultivo Identificação

138
138 138 139 139 139

As plantas e o
DMT MAO / IMAO

DMT/IMAO

140
140 141

O Chá Ayahuasca Banisteriopsis caapi
O caapi Medicina Química Cultivo Definições locais Identificando o caapi Uso Receitas Dosagem

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146 147 147 147 148 149 152 152 153

Psychotria viridis
Química Cultivo Identificando a Psychotria

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Mimosa hostilis
Usos Cultivo Vinhos de Jurema Identificação

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Peganum harmala
Uso Química

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169 170

Anadenanthera colubrina -peregrina
Química Dosagem / Uso Ponto de torra Identificando

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Cannabis sativa L.
História Química Medicina Dosagem / Usos O Haxixe Efeitos Maconhas e as Diferenças Cultivo Escolhendo a espécie do seu gosto. Luz Fotoperiodo Erros corriqueiros com a luz Quanto usar de Luz ? Germinação Crescimento Vegetativo a Floração Rega Fertilizando Vegetando / Florescendo Colhendo / Secando Características do Grow. Ar fresco Iluminação Solo Fertilizante Rego Possíveis contratempos Problemas nas Folhas Problemas com Raízes Problemas nos Galhos Como evitar plantas hermafroditas? Uma técnica de Cultivo Dobragem

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Calea zacatechichi
Dosagem / Uso Cultivo Identificando

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201 201 203

Coleus blumei Erythroxylum coca
Química Uso Identificando

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208 209 209

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Lagochilus inebrians
Química Cultivo

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211 212

Nymphaea caerulea
Química Cultivo Uso Identificando Nymphaea caerulea Uma verdadeira Farmácia

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Papaver somniferum
Cultivo Uso Identificação

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Ephedra sínica
Uso Cultivo Identificação

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Salvia divinorum
Química Uso Colhendo secando e armazenando sua SD Efeitos Cultivo Propagação O procedimento Avisos

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ANEXOS
01) O Iagé - Breve Descrição Etnomédica 02) Maconha fora do Brasil 03) Mescalina! 04) Venezuela: Chávez mastiga folha de coca na tv 05) Uma breve história do ópio e dos opióides 06) Santo Daime / Alto Santo e CEFLURIS A Barquinha União do Vegetal Outros usos, expansão e legalidade.

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REFERÊNC IAS

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14 INTRODUÇÃO Segundo Projeto Horizonte Vertical, nos momentos de êxtase, inundados pela energia, somos um foco puro de luz e conhecimento direto, qualquer traço de racionalização é anulado, percebemos diretamente a natureza última de cada manifestação ao redor. Tornamos-nos tudo, e tudo se torna nós mesmos, não existe verbalização, não ex iste pensamento, a energia, o amor e o infinito são as únicas sensações restantes. O início está relacionado com toda a alteração física claramente percebida: aumento da temperatura, ansiedade extrema como se alguém, no fundo do peito fosse eclodir, descontrole nos movimentos e na articulação das palavras (como se a fala se desmanchasse antes de terminarmos uma frase), uma embriagadora sonolência permeando toda a face seguida de viagens internas rápidas, como flashs de desdobramentos astrais, imagens vindo à tona, sentimentos e pensamentos desconexos, sendo sempre partes profundas da psiquê individual. (nesta primeira fase é preciso serenidade e confiança, introspecção e silêncio, evitando a luta do ego que nesse momento pressente sua aniquilação). Em geral, tais sensações são obtidas através do uso de alguma planta de poder, que são usadas em nosso mundo desde que o homem é homem. Cada cultura que passou por sua terra fez uso de alguma planta em especial, mesmo quando não sendo psicodélica, mas medicinal, e tratada de forma sagrada. Existem tantas plantas sagradas que é difícil numerar e falar sobre cada uma, mas em geral existem as mais famosas, e existem as mais complexas. Aquelas que quando ingeridas te colocam em contato com algo tão imenso e intenso que poucas palavras restam mesmo para relatar o que se presenciou. Tais plantas são chamadas de Enteógenos, esse termo quer dizer “Planta ou vegetal que te coloca em contato com o Divino”, como um contato com os deuses, pode-se dizer. As plantas Enteógenas afetam o ser humano de forma incrível, passando por uma torrente de sensações e emoções. Da infinita alegria até a morte. Para alguns é uma fase sobrecarregada de solidão e medo, para outros é o amor de forma inexplicável, dominando cada parte de seu corpo e explodindo para fora como energia pura de amor descomunal. Estes últimos não possuem nenhuma conotação angustiante, permanecem serenos vivenciando o distanciamento completo do qu e até então eram suas vidas. Nesse ponto sentimos passo a passo o desaparecimento do ego e da personalidade, morremos realmente, somos tomados por um silêncio extra terráqueo, um silêncio tão evidente como o surgimento de um novo som ecoando em todo o universo, abrindo as portas para a sagrada individualidade, outra gama de existência, ações e reações longe de tudo que possa existir na terra. (Estados de graça, êxtase e transfiguração relatados em toda sabedoria oculta). Samadhi, Satory, transfiguração, nirvana, iluminação, entramos totalmente despersonalizados no “reino dos céus”, vivenciando a liberdade e poder absolutos da consciência pura. Ao cair no terceiro nível, fica aniquilado todo medo, paranóias, descontrole, pensamentos ou qualquer movimentação intelectiva. É a transcendência completa de todas as características humanas. Restando apenas o que realmente somos: energia pura e conhecimento silencioso. Somos tirados da condição humana e colocados na condição divina, mergulhamos magicamente em nossos “Paraísos Budhicos”. Um despertar completo e súbito, ficamos acesos e surreais como uma energia extraterrena, completamente iluminada, desperta e adornada de pureza original, inexplicavelmente distantes da terra e de tudo que até então a caracterizava. Enfim, a sensação do infinito, o tudo.

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“Dentro de você exist e um silêncio e um santuário aos quais pode se retirar a qualquer momento e ser você mesmo.”

Hermann Hesse, Sidarta
“Aquietai-vos, e s abei s que sou Deus.”

Salmo 46:10

16 POR DENTRO DO ASSUNTO Bem, como poder expressar todas aquelas cores vivas, aquelas mandalas se formando em torno das nuvens, as plantas tendo sentimentos, as cores reluzindo, o paladar sendo como se fosse a primeira vez que provasse tal sentido. Vendo coisas derretendo, se transformando. Isso tudo não passa de meros atrativos para algo muito maior que lhe espera neste caminho... é a sensação de que tudo é perfeito, e não só a sensação e sim a certeza, é o resultado de fazer parte energeticamente do todo. Os enteógenos* são plantas ou fungos que lhe proporcionam uma segund a opinião sobre qualquer coisa que você deseja ter; quem está de fora vê as coisas de um ângulo melhor, os enteógenos lhe proporcionam este ângulo. Quero falar a você que nunca ouviu tais termos, o porquê de estar lendo isto? Como chegou até aqui? Amigo, se está aqui é porque propunha a si mesmo alguma coisa. Creio que sejam algumas delas: • • • -Alternativa saudável pra fica doidão; -Busca de informação e de culturas antigas; - Receitas de ervas que deixam loucão, etc.

Os motivos dificilmente são os que os enteógenos lhe mostram. Após um tempo, o interessante dessa psicodelia colorida e risonha é que toda a disposição que você tem, não importa o que veio buscar, é mais que suficiente para realmente chegar ao ponto que eles querem que cheguemos. Os enteógenos lhe darão o que busca e algo mais, muito necessário, é algo que a sociedade esta altamente carente. Como posso lhe falar de um sentimento que explica tantos outros?
Segundo um colega meu, nossas capacidades linguísticas são limitadas, então podemos dizer também que ao aplicar linguagem, limitamos a realidade. E fazemos isso para que ela possa s er melhor compreendida por nós mes mos e pelos outros. Esse é o paradoxo da linguagem; ao mesmo tempo uma função limitadora e uma platafor ma para o conhecimento sem li mites. Depende de como nós interagimos com essa ferramenta, que é a verdadeira singularidade humana. Por "linguagem" eu quero dizer todo tipo de atividade de interpretação e comunicação. Podemos ficar pres os nesses limites linguísticos; tipo "eu quero ser feliz", "eu te amo", "isso é bom", "aquil o é ruim", etc... mas podemos também nos esforçar em direcionar esses mesmos limites para a transcendênci a de si próprios. Uma das formas de fazer iss o é a reavaliação séri a dos nossos conceitos fundamentais; levantar questões como as que o #### sugeriu, trazendo à tona o objeto por trás da linguagem: " O que é a felicidade?", "O que é o Amor?", e por aí vai... será que realmente temos um consenso sobre estas coi sas?
( Co mu n id a d e

E.S.D, 1 0 / 3 /2 0 0 8 )

Este modo de interpretação deveria fazer parte de seu dia a dia, analisar sempre, todos os dias, o que significa “amor”, entender o porquê você dirige uma palavra ruim ou boa a uma pessoa, o que as palavras que você cospe ou recita significam naquele momento! Será que você não está no piloto automático, apenas aceitando a vida, seguindo como algo sem freios, onde você não comanda; será que seus sentimentos são reais? Será que você está feliz mesmo? É necessário muita atenção quanto a

17 esses pequenos detalhes, pois fazem parte de um campo muito complexo do ser humano, o campo do Ego. Ego, em resumo, é o instinto primitivo negativo e positivo de seu “Eu”. São ações que o tornam ser quem você é. Mais à frente discutiremos sobre isto. Talvez alguns de vocês estejam se perguntando por que a constante ligação dos enteógenos com amor, paz, liberdade, equilíbrio, meditação, ego. Vá com calma: se não quer saber de paz e amor, se você busca apenas a loucura desenfreada, saiba que ela pode ser permanente! Porém a loucura é muito mais complexa do que parece e depois de entender o outro lado vai começar a s e perguntar qual dos dois lados realmente é dos loucos? Viver no mato, alimentar-se com frutas e vegetais, nadar na cachoeira, usar plantas ditas alucinógenas e só não chamadas como drogas mas classificadas como tais, sendo que em muitas culturas são dadas como sagradas e até o corpo de Deuses encarnados na terra. Ou o outro lado, o do caos em meio a mecanismos, ferro retorcido, fumaça, calor e falta de amor, sempre ocupado e sem tempo, sempre estressado, morando em caixas de concreto nas alturas e bebendo álcool para esquecer a angústia. Adentrar o mundo dos psicodélicos não é se jogar de cabeça na loucura sem fazer uso da consciência, você precisa de preparo mental, alem de entender a química e funcionamento de tais plantas que serão utilizadas, e é isso que falaremos nos próximos capítulos.
“ O h om em br anc o n ão e nt en d e na t ur e za em es s ênc i a, o h om em br anc o m is t if ic a t ud o qu a nd o a p l a nt a é a pr ópr i a m ís t ic a, d e ix e q ue os e lem en t os te g u i em .” ( Is r a el J os é )

18 A TRIP As viagens psicodélicas atendem por muitos nomes, trips, ondas, insights, etc. Cada um vê a viagem de uma forma em especial, mas o encontro com o desconhecido, com o místico e com o divino está presente desde sempre na história da humanidade, queira o ser humano ou não entrar em contato com o misterioso, faz parte da existência. Algumas pessoas se aprofundam nos estudos das viagens psicodélicas, às vezes superficialmente, às vezes profundamente, e quanto mais profundo você tenta ir nas viagens psicodélicas, mais percebe que não existe um fim para elas, é um dos grandes modos de entender o infinito, aliás... De aceitar o infinito. Calma, é necessário, mas não é tudo, pois existem pessoas que querem vivenciar, creem ser fundamental passar pelas “Bad Trips” para então subirem a mais plena consciência (céu). As bads muitas vezes são causadas simplesmente por despreparo ou por falta de intento do aprendiz. Existe uma diferença entre a chamada “Peia” e a famosa “Bad trip”. Chamam de Peia aqueles momentos brutalmente intensos e duros que passamos em uma viagem, quando você se confronta com seus medos, angústias e vê uma verdad e pura. Sua consciência se abre para tudo e dessa forma acaba também recebendo todo um mar de informações que seu Ego normalmente filtra, dentro de uma trip. Com o Ego calado e minúsculo, toda essa informação vinda a tona resulta na Peia, ela costuma ensinar mais que centenas de anos de estudo, principalmente pelo fato de que o ensinamento é sobre você e não sobre o mundo. Para entendermos o mundo precisamos primeiro nos entender.

Você veio em busca de que? O que acha de ver sua casa, seu quarto, o pasto, a cachoeira, ficando da forma que a figura acima exemplifica? Se a sua resposta for uma explanação de alegria, pule para a parte das plantas e após algumas trips, se achar necessário, lei a o restante desta obra. Caso tenha dúvidas quanto a sua reação e atitude a tomar em tal situação, continue lendo. Você sabia que as viagens têm objetivos? Sim, dois objetivos comuns, de certo ponto de vista, até mesmo inconscientes. O primeiro, você busca com plantas de poder: Diversão, meditação, tranquilidade, entender os mistérios; e o segundo é algo que as plantas e fungos lhe dão, depois de se aprofundar no mundo do poder, este sem ter sido procurado e sendo o mais importante.

19 Existe um Objetivo único e principal? O Objetivo correto? Não! Porém, se você não veio de fato em busca da doidera, mas sim querendo encontrar seu “Self”, evoluir espiritualmente, transcender o tudo, seja bem vindo ao caminho mais belo que um ser humano pode percorrer (pelo menos dentro dos caminhos conhecidos), os outros não são menos sábios ou descartáveis, porém quem os busca e da forma que os buscam pervertem os outros caminhos, os tornando menos nobres que o primeiro, para isso alguns detalhes devem ser seguidos, para que a diversão também seja um objetivo nobre. Uma quantia cada vez maior de pessoas busca a Salvia Divinorum, porque vê vídeos de pessoas ficando inconscientes e totalmente fora do mundo real quando fumam Salvia e postam na internet. Essas pessoas certamente estão fazendo algo no mínimo interessante, que é buscar o desconhecido, o modo como estão fazendo isso é sim, muito errado. Porém, a planta direcionará a pessoa sem dúvida nenhuma, mas concerteza Bads ou Peias serão aplicadas já que esse tipo de pessoa não está preparada. Aqui tratamos sobre este preparo, pois as bads e peias são frutos unicamente da ausência do mesmo, idependente do objetivo. Sinceramente, acho muito pouco provável que em sua primeira trip, você esteja buscando iluminação espiritual ou evolução trascedental. São raríssimos os casos de pessoas que desde cedo, mesmo sem enteógenos, buscam a evolução espiritual. Então certamente você está buscando o desconhecido para a pura diversão e psicodelia sem limites. Você deseja ver o verde mais verde, deseja conversar com as árvores, deseja uma noite intensa com os amigos... É sempre bom lembrar que não importa de que modo você veio parar no mundo enteogênico, você sairá com algum aprendizado. A única diferença é a distância do percurso, mas isso não depende só das plantas que você usa, ou do Mantra que você entoa, isso vai além, muito além. A diversão virá de qualquer forma, então não pense que seguir um caminho sério da evolução, lhe transformará em um monge velho e sábio, longe disso. A diversão e a descontração sempre caminharão lado a lado do amor e da evolução espiritual. Logo, independente do objetivo, eles trazem consigo algo que não se foi buscar. Lógico, se você tem afinidade com exercícios práticos, meditativos, irá atingir a Paz Plena, algo muito simples de se chegar. Porém, se é iniciante, temos alguns detalhes que devemos nos atentar, abordados nos próximos tópicos, e talvez seu objetivo não seja se unir ao cosmo, atingir os céus ou se encontrar com Deus. Então, os caminhos são os mesmos. A Paz Plena, poderia dizer que é o fim, você que escolhe até onde quer caminhar. Nas suas primeiras vezes com os enteógenos lhe aconselho a curtir as cores, os sons, as formas. Curta a viagem! Curta o que está sendo proposto a você sem nenhum compromisso. Entenda a planta, sinta o verde ou o som do mar, não questione nada que lhe é proposto, apenas viva a trip. Caso queira correr, corra! Faça o que tiver vontade de fazer, nunca fuja do que lhe é apresentado e encare de forma que aquilo fique para ser pensado depois, não fixe sua atenção em nada do que lhe é apresentado, pois muitos outras abordagens estarão por vir, todas podem perfeitamente ser analisadas após a viagem. Atentando a uma, todas as outras ficarão para trás, e já pensou se você se atentar a uma ideia ou pensamento ruim? Após uma ou duas trips você pode realmente pensar em ir mais longe, chegar a um lugar onde a sensação que já provou é unicamente maior e mais pura, estou lhe falando da Paz Plena, que não passa de um aprofundamento em sua mente, esquecendo das cores, sons, sabores, da sua pessoa e sentimentos, é algo mais “zen”, mais sério e profundo, mas que perfeitamente pode ser adquirido por você novato.

20 O interessante disso tudo é algo muito intrigante, os caminhos para transcender e se divertir são os mesmos, os fundamentos são os mesmos, o lugar é que muda. Para transcender e ficar na mais Plena Paz realmente entrando em contato com seu eu e talvez com o cosmo, que você pode chamar de Deus etc., ocorre uma alteração do nosso mundo, uma mistura do que temos como verdade com a psicodelia, seria o mundo em dez dimensões com a paleta de cores RGB destes programas gráficos dispostos à percepção de seus singelos olhos e, talvez tudo isto visto dentro do olho de uma formiga, Não! Eu não tive esta trip. ;-) Descendo na toca do coelho. Todos devem conhecer a popular história da Alice no país das Maravilhas, porém não creio que a maioria entenda o quão verdadeira são as metáforas desse livro, e acho que isso não é só pelo fato de que o escritor tenha um carinho especial pelos mágicos cogumelos Amanitas Muscaria. Creio que esse livro funciona como um portal para a humanidade entender que os caminhos são vários, ele é mais que uma simples história, e não saiu ocasionalmente da mente do escritor. Deve ter algo por trás da ideia desse livro. O fato é que Alice, na história, só pode descobrir a “realidade secreta” na hora que resolve descer na toca do coelho, olhando de fora é simplesmente um buraco... E quantos mil perigos podem habitar um buraco? Que tipo de coisa pode acontecer ao se jogar em um? Olhando de fora você nunca irá saber, Alice intens a como só uma criança pode ser, se joga sem calcular muito, e acaba caindo em um mundo fantástico totalmente desconhecido e com infinitas possibilidades. E é exatamente isso que acontece no mundo real com as pessoas que resolvem se descolar da realidade comum, que estão fartas de seguirem regras ilógicas, robóticas e escravistas. Pessoas que não entendem as rotinas e as falsas verdades que manipulam o mundo. Não importa como, se você medita, faz yoga, toma alguma planta enteógena, você entende o que eu quero dizer! Olhando de fora, é arriscado ingerir uma planta totalmente desconhecida, comer um cogumelo, que tipo de coisa pode acontecer com você se ingerir um cogumelo??? Você só vai saber se ingerir, não importa se alguém já lhe descreveu uma trip, cada um é um. Você quer sair do circulo cego? Existe uma metáfora presente no livro “O mundo de Sofia” que eu particularmente acho fantástica, o filósofo Alberto Knox fala para Sofia: “-Imagine que o mundo é um coelho, um coelho dentro de uma cartola de um mágico. Todos os seres humanos vivem nesse coelho, vivem aconchegados nos pêlos do coelho, mas existe a cartola e depois ainda existe um mágico lá fora, 99% dos seres humanos preferem ficar lá dentro do pêlo do coelho, quentinho, confortável, tudo escuro, ninguém questiona nada, ninguém quer entender nada, está bom ficar ali parado. Porém existe alguns poucos e raros humanos que não se contentam em não entender o mundo e todos seus mistérios. Pessoas que buscam além do que a sociedade busca. Essas pessoas sobem até o topo dos pêlos do coelho, e lá de cima podem ver então todo o universo que existe, e olham bem nos olhos do mágico que está tirando o coelho da cartola. E lá de cima gritam: - Senhoras e Senhores... Estamos flutuando no universo!” Existe explicação melhor para os buscadores do que esse trecho do livro? É exatamente isso que fazem as pessoas que meditam, que entoam mantras, que

21 rezam a Deus enquanto estão em transe, as pessoas que ingerem raízes e plantas vindas diretamente do coração da selva, e por aí vai. O ser humano tem estado em contato com a natureza pura e intensa desde sempre, porém cada vez mais tem se afastado, graças ao desconhecido, hoje em dia o efeito tem sido reverso, e a “espiral da existência” vem diminuindo, deixando tudo como no início, o homem tem voltado às origens e cada vez mais as pessoas tem se interessado pelo Divino, pela natureza e pelo poder do amor. O fato é que a milhares de anos os homens já buscam na natureza respostas para seus medos e anseios, e a natureza sempre é a melhor professora. Alguns pesquisadores, antropólogos e psiconautas, como Terence McKeena por exemplo, afirma que a sociedade desenvolveu seu intelecto e seu lado filosófico e buscador do misterioso graças aos cogumelos, que na antiguidade eram utilizados primeiramente como alimentos, mas desde que se soube de seu poder, virou base para rituais e cultos, deixando mesmo os grupos de humanos ainda não evoluídos em estados de êxtase contemplativo. Inconscientemente, a herança genética de poder deixado pelos cogumelos na mente humana foi evoluindo e transformando-se na mente atual. Sendo verdade ou não essa teoria, sem dúvidas o ser humano tem uma familiaridade genética com a natureza, mas hoje em dia é tão perdido dentro de nós que fica até difícil analisar o quanto ainda pertencemos a esse mundo verde e verdadeiro. Vá para um lugar onde raramente os humanos passam, um mato fechado, uma floresta linda e exuberante. Adentre um lugar lindo e fantástico natural e tente compreender o que se passa dentro de você, a sensação do contato com o natural quase virgem é incrivelmente inexplicável, um silencio mental, uma paz de espírito com uma sensação desconhecida. Essa ligação do homem com o Vegetal é talvez a base para voltarmos a ser verdadeiros e intensos, como éramos antes da destruição da evolução humana.

22 O PREPARO PARA TRIP Estar de bem com a vida é um dos primeiros passos a se verificar antes de tomar algum enteógeno, nunca vá a uma trip de mal com sigo mesmo ou com problemas em demasia na sua vida. A pessoa deve estar ciente de que acaba de entrar em um mundo onde não passa da sua natureza, tendendo a temer o que não se presenciou. Caso o pavor tome conta, as bads e ego jogos se sobressairão, isso ocorre devido ao despreparo. Fomos desprogramados a interpretar tais sentimentos e tal situação, logo saiba que isto é reflexo de sua mente. Por que temer sua mente? Confie nos elementos, se doe a eles por completo. Esta é uma etapa da trip a ser vencida e a mais difícil delas. Interaja com tudo que presenciar de forma passiva, e note que sua mão derretendo, por exemplo, não dói. Não tenha medo, não deseje que tudo aquilo suma, vire uma rosa, etc... feche os olhos respire fundo; deixe o ´ruim ∗ ´ presenciado por você lhe consumir, é necessário deix ar que as coisas da mente fluam para se chegar ao estado de Paz Plena, onde a mente é pura e os jogos são extinguidos, não há bads e nada que você possa ter medo, pois nenhum destes sentimentos existem aqui. Passe desta fase ruim para prosseguir com as tantas coisas boas que lhe serão mostradas. “Meu teatrinho tem tantas portas de palco quantas queiram, dez, cem ou mil, e atrás de cada uma espera-lhes precisamente aquilo que andam a buscar. É uma formosa lanterna mágica, meu caro amigo, mas de nada valerá recorrer a ela nas condições em que se encontra. Você se veria impedido e deslumbrado por aquilo a que se acostumou chamar de sua personalidade. Sem dúvida já terá adivinhado a algum tempo que o domínio do tempo, a libertação da realidade e tudo aquilo que deseja chamar de seu anseio, não significa outra coisa senão o desejo de libertar-se de sua chamada personalidade. Tais são as prisões em que você se encontra. E se entrasse neste teatro assim como está, assim como é, acabaria por ver tudo com os olhos de Harry, com os velhos óculos do Lobo da Estepe. Por isso, convido-o a despojar-se desses anteparos e deixar no vestíbulo a sua honrada personalidade, onde estará à sua disposição a qualquer momento que assim o desejar. (...) Você vai entrar agora, sem receio e com verdadeiro prazer em nosso mundo visionário; conseguirá isso por meio de um suicídio aparente, de acordo com o hábito. (“...) Mas, naturalmente, seu suicídio não é definitivo, de maneira alguma; estamos num teatro mágico, onde tudo não passa de símbolos, onde não existe nenhuma realidade.” (Trecho de Lobo da Estepe de Hermann Hesse)

Ruim: Algo que julguemos assim na trip.

23 São fatores fundamentais para uma Good TriP
Respiração consciente

O ser humano tem um piloto automático para muitas de nossas funções, como piscar, contrair a barriga, respirar, dormir. Isso nem sempre é bom, principalmente porque graças a esse piloto automático acabamos nos esquecendo que tais comandos são importantes e devem ser observados e concretizados conscientemente. Por exemplo, a respiração. Uma das funções principais do noss o corpo, quando respiramos automaticamente, é não enchermos nossos pulmões, o ar vai e volta de forma mecânica e muitas vezes desregulada. Já quando conscientemente inspiramos e expiramos, nossa mente fica concentrada no ato, fazendo o pulmão se encher e esvaziar e assim nossa concentração não se perde em pensamentos inúteis e o “blá blá blá” da mente. A respiração consciente é utilizada em muitas religiões, em condicionamento físico, no yoga, na meditação geral e por psicólogos e psiconautas. Tente você, simplesmente feche seus olhos um pouco e encha seu pulmão de ar respirando pelo nariz, sinta-se inflado, repleto de ar, sinta a energia desse ar dentro de você. Agora vagarosamente solte o ar, sinta-se cada vez mais vazio até nenhum ar sobrar dentro de você. Sentiu? Energia pura fluindo em todo seu corpo, é incrível que não façamos isso o dia todo, é o melhor modo de manter a energia corporal e mental. Lembrando que é sempre pelo nariz. Nas trips enteogênicas é muito importante manter a respiração consciente o maior tempo possível, quanto mais consciente você estiver de si mesmo, mais fundo poderá ir sem sentir-se fraco ou prestes a desmaiar (casos raros estes). Depois já tendo aprendido a controlar sua respiração o tempo todo, poderá testar novos métodos de respiração, modificando a velocidade que puxa e solta o ar, como quanto tempo segura o ar nos pulmões. Cada técnica faz um efeito específico na mente e no corpo.
Setting agradável

É mais que fundamental para uma viagem proveitosa e completo um setting agradável e tranqüilo. Setting é a palavra usada para designar “local para a viagem”, sem duvidas o cenário onde a trip ocorrerá irá influenciar de forma séria na sua viagem. Quanto mais agradável o local melhor será o foco e aproveitamento. Sem dúvidas os melhores settings são a natureza de forma pura, uma cachoeira tranquila, não muito populosa; um bosque que você conheça bem; uma noite de acampamento com os amigos mais amados; uma praia deserta; uma fogueira, etc. Porém para muitos é difícil sobrar tempo ou ainda faltam possibilidades de irem para lugares verdes. Então nesse caso para trips aconselha-se a própria casa da pessoa ou a casa de alguém muito próximo. Logicamente que se deve estar sozinho ou acompanhado de pessoas que saibam do acontecimento e cooperem. Nunca faça uma trip muito intensa sem avisar alguém ou sem planejar com antecedência. Entrar em uma séria Bad trip no seu quarto às duas da manhã não é algo que sua mãe irá gostar de ver. Algumas pessoas realmente acham bom fazer certas coisas socializáveis durante uma trip de enteógenos, como tomar cogumelos e ir a uma festa, ou fumar Salvia na casa de algum garoto qualquer que você nem conhece direito, no meio de pessoas junkies. Esse tipo de coisa acarreta muito desgaste de energia e mau uso da própria transcendência, resultando em uma pane em seu ego a respeito dos enteógenos e seus objetivos, as bads e peias. Mas como já foi explicado acima, os enteógenos normalmente acabam redirecionando a pessoa para o caminho certo depois de algum tempo de uso. Então é

24 até interessante que junkies e chapadinhos utilizem tais plantas, por que mesmo com uma séria Peia, estarão muito melhores logo, o problema a mais é que terão que vencer o medo de ganhar a Peia novamente, algo que poderia ser evitado caso aplicassem os simples ensinamentos que trago aqui! Um setting agradável pode conter musicas transcendentais e tranquilas para meditação, músicas instrumentais e suaves de preferência, mas caso uma música eletrônica ou tribal desperte algo em você, a coloque! Incensos com aromas suaves, conforto de um colchão e cobertas, alguma comida caso a fome bata, e uma boa energia. Não é recomendado fazer uma trip após uma séria briga ou em um lugar onde você sente-se reprimido ou com angústia. Em geral use o bom senso e escolha o local mais apropriado com o que você preferir, o importante é se sentir muito à vontade para, aí sim, prosseguir.
Sitter

Algumas pessoas dizem ser fundamental a presença de uma pessoa sóbria e muito companheira na hora de uma trip, em geral vejo muitas pessoas que já conhecem bem o mundo enteógeno dizer o contrário disso, que um sitter pode até atrapalhar a trip de alguma forma e preferem fazer a viagem sozinhos ou acompanhados de alguém que também esteja participando. Estar junto com um amigo que também esteja utilizando o enteógeno é realmente agradável, normalmente ficam na mesma sintonia e acabam se ajudando a passar pelas Peias, além de contemplarem juntos os grandes insights. O mais importante, caso escolha um companheiro para trip, ou mesmo para escolher um sitter, é que seja alguém muito próximo de você e, importante, que tenha a mente aberta e entenda seu modo de ser. Caso tenha um amigo e ele nunca usou enteógenos e está disposto a ser seu sitter, basta dizer a ele para que mantenha você longe de perigos como objetos cortantes, cachoeiras fundas, que fique atento aos seus movimentos, caso entre em bads. O procedimento para tirar alguém da bad trip é distrair essa pessoa. Pegue uma pedra estranha, um grilo, uma borboleta um graveto seja o que for, leve para a pessoa, mostre, tente tirá-lo daquele pensamento, não pergunte, pois nada terá como resposta, a pessoa está em um transe, apenas dê algo melhor para ela interagir.
Exercício de Re spiraç ão

Segue um simples exercício caso queira passar uma fase de bad, ou desde o começo aplicar, seria uma forma de conduzir a trip para chegar a Paz Plena, não passa de um exercício de concentração onde as forças do enteógeno fluem livremente. Feche os olhos, note a respiração! O ar não tem textura agora? Não é leve ou pesado, poluído ou puro demais, tem cheiro de mato ou de mar? Apenas respire, sinta-no enchendo seus pulmões, levando vida ao seu cérebro, respire devagar e profundamente, fique até achar que deva abrir os olhos ou continue assim, ao abrir os olhos após um tempo, provavelmente as aparições e ideias ruins já se foram... isto se não ficar horas perseguindo as moléculas de oxigênio pela sua corrente sanguínea, vá junto com ela, você acaba de descobrir partes e processos de seu corpo melhor que em uma aula de ciências. Caso seja possível, atente somente ao ar, não o persiga, ele enche e sai, seja o ar, vire o ar, queira sair junto ao ar quando este esvazia seus pulmões, se não notar mais a respiração não tenha medo continue e vá com ele, volte de novo, pois você é o ar. Simples não? A paz encontrada aqui é indescritível. Quando se volta, é muito estranho, e se encara o mundo das formas já descritas, aqui está o objetivo de tudo

25 que venho tentando explicar, logo na trip se busca a Paz, a Paz trás vida e reflexões muito ativas e necessárias, este é o verdadeiro objetivo. De alguma forma quem vive o estágio de jogos tem um consentimento diferente do dia a dia, mesmo não atingindo o estado de paz plena se consegue absorver um pouco de tal energia, pois ao ingerir o enteógeno já está fazendo isso. Alguns derretem, viram pó etc. Aqui a forma de uma bad te levar ao mesmo lugar que se chega com este exercício de respiração, ou outros que te traga calma e concentração. Logo o lado bom da bad que se encarado de forma “encarnada”, tipo, “pô, to derretendo rss”, não lhe trará nenhuma bad. Se lembre de deixar a ação da bad consumi-lo todo, não queira pará-la, pois corre-se o risco de se afundar cada vez mais na bad. Note que isto lhe está trazendo uma paz. Contraditório, mas é. Queira livrar-se do seu corpo, mas não deseje isto, deix e que a essência do enteógeno se encarregue. Em uma trip o corpo não interessa. Deixe a bad levar ele... Logo, não tema, não fuja, não batalhe e não questione. Perdendo-se faça o exercício da respiração ou se entretenha com qualquer coisa, tenha em mente o objetivo e não o busque. E o principal de tudo, deixe fluir a sua natureza e a do enteógeno! Se quiser correr, corra! Se quiser chorar, chore! Seja Feliz! Isso que eles nos ensinam. Amigo; numa trip não seja alienado à busca! A melhor forma de lhe falar o que quer e buscar em uma trip, de curta forma é, VIVA A TRIP!
Bad Trip e Pei as

Após você ter lido a nossa marcha para as Nice Trips, venho me desmentir, é vivendo e aprendendo. Venho dizer algo a você que deve ser lido com atenção; sempre ouvia colegas falando que aprendiam com Peias e bad trips, mas sem saber, nunca as desejei, e não as tive até hoje; porem com últimas conclusões, vi que são necessárias! Quando se tem uma, tente extrair deste momento “ruim” o máximo que você puder, pois são raros momentos de contato com seu lado (-), este sinal aqui e agora não é algo a se assustar, veja por que; Todo o cosmo é formado de forças, não somente forças como o equilíbrio delas, na Terra, ao menos predominam duas forças, as negativas (-) e positivas (+), o equilíbrio dessas forças regem as mais variadas coisas em nosso planeta, e em seus organismos. Descobrir qual o calibre da arma que carregas dentro do peito não é assumir que se quer matar alguém, mas sim estar preparado pro estrago caso ela dispare, ou ao menos ter conhecimento do que carregas consigo. Entender seu lado “ruim”, chamado de negativo, é necessário, caso contrário, quando algo aperta o gatilho não se sabe onde, como e quem a bala irá atingir, e na sociedade de hoje em dia ele é constantemente acionado. Você não tem vontade de saber quem é o você (-) ? Saber manejá-lo, dosá-lo, seu tamanho e suas características, se a resposta for não, saiba que você está ignorando uma parte de você. Você tem um lado de força negativa SIM, pode chamá-lo de demônio, lado escuro, Yang etc... Aprenda com os enteógenos, não importa o estado que eles lhe desencadeiem. Todas as considerações para Nice Trips continuam valendo, as bad´s ou peias podem ser frutos do uso dos poderes em horas inaptas como podem ocorrer quando tudo estiver nos mínimos detalhes, por isso os trouxe este trecho em específico.

26 DEIXANDO FLUIR Aqui o maior segredo de uma trip, deixar fluir a força que chamo de essência. A essência do enteógeno lhe ajuda a chegar à Paz Plena, o Ego ∗ fará o possível para prender-lhe a esta “realidade”, por isso é comentado muito em quebrar o ego, quebrar concepções sociais, pessoais, culturais etc, concepções que te cercam no dia a dia, além dos obstáculos na trip (jogos do ego). Isto é necessário para que o novo se instale. O novo é desmistificar as cotidianas concepções, como o que é bom/ruim, para que se possa interagir e desfrutar da energia que se encontra no seu dia a dia, restaurar sua real natureza; quebrar o ego seria deixar de existir como João e existir como energia, não é algo que está no enteógeno, é algo que se utiliza dele para chegar lá, ou seja o enteógeno é uma ferramenta, assim como a meditação, que também se consegue tamanho feito, por isto é classificado como enteógeno, por despertar tal estado no homem, creio eu que um ser mais evoluído nem precise destas substâncias para tal feito, porém nós, meros humanos, necessitamos e muito delas. Deixar fluir não passa de outro exercício, quando se concentrou na respiração você deixou a respiração fluir livremente, fluindo livremente a sua e a energia do enteógeno se fundem deixando de existir o mundo a sua volta, você próprio, e tudo que o ego apresenta no dia a dia. Quanto a este poder, é algo que deve ser muito respeitado, pois para atingir este nobre estágio mental onde o nada é muito significante, você deve renunciar a tudo e a todos; diria eu que 99,9% de bads e Peias são devido a este detalhe, além da concentração, claro. A energia da planta é tão potente devido a sua ligação direta com as forças primordiais (caos*), logo sua pureza resulta em um estado de mentalização avançado, pois ao fundirmos a nossa energia com tamanha fica fácil fundirmo-nos com a do Universo e transcendermos. Logo Buscar a Paz Plena é algo desejado por usuários mais avançados ou que realmente desejam desfrutar dos enteógenos com fins “mais nobres”, pois em certas trips destas é bem comum de ouvirmos que a pessoa presenciou a morte, o desapego total; as energias se fundem, planta e fungo, homem e cosmo são um só. Eu pessoalmente desfrutei poucos minutos desse estágio, e posso confirmar com total certeza que toda a psicodelia que a precede não é equiparável a este momento, eu era apenas ar, mas estas conclusões são tiradas após a trip, pois na hora eu era apenas algo que enchia algo e saia e voltava a encher... Um problema muito enfrentado é: como deixar fluir!? O Ego possui as mais variadas ferramentas para prender-lhe aqui, você está prestes a quebrar concepções, isto não é interessante a ele pois representa uma

Ego: é um conjunto de idéias sociais, ex. como sou eu , bom mal, feio bonito, que prende a este mundo o homem socializado que possui milhares destas concepções . É a mente treinada!

27 forma de extinção do estado de ser que está prestes a dissolver-se, ele lançará várias maneiras de evitar isso. Segue uma descrição sobre ego que define melhor:
“No desenvolvimento dos seres há uma etapa que é a da individuação seguida de personalização quando então o ser assume o auto-conceito. É exatamente na personalização que se faz sentir o ego. Um ani mal não tem ego? Muitos dizem que sim porque ele já tem um sentido de autopreservação. Acreditamos que sim, mes mo num ser dos mais el ementares na escala biológica já se notam reflexos de autodefesa, e isso é, em tese, uma forma de autopreservação, port anto um esboço do ego; algo que represent a uma for ma de defesa contra a extinção do es tado de ser . Um ser s ó pode ser se se conservar como tal – e não como Ser – se preserva a individualidade. O sentido de preservação só se define plenamente ao nível da personalização, aquele em que o ser toma ciência de si, e posso dizer “eu sou”. Estabelecida a individualidade do ser, tem que defender a todo custo esse sentimento, o sentimento do “eu s ou”, consequentemente do “é meu”. Para is so ele lança mão de incontáveis mecanis mos de defesa que são chamados de “ego”. Assim nascem os mecanismos de defesa da individualidade, o ego. Como fruto da ignorância da natureza uma, ocorre o sentimento de separação, do que resulta a i deia de “isso é meu” e “isso é teu”. Todos os chamados males humanos têm como origem essa ideia de que existe uma separ ação – seres – e consequentemente a necessidade da pres ervação. Deus não pode ter ciúme (uma express ão do ego por exemplo), porque não existe de quem tê-lo; pela condição de Único, Ele não tem rival. Não pode haver ciúme sem que haja rival. Deus não tem ciúme porque Ele não tem medo de perder por não ter como perder para alguém se este não existe. Ciúme tem como objeto a algo que é considerado do outr o, mas como isso é possível em nível de Deus se não existe outro além Dele? Indaga-se então: Perder para quem se verdadeiramente só existe o Ele? Logo tomando essa atitude de libertar-se de tudo que compõe sua vida em uma trip é ess encial.” (José Laércio do Egito - F.R.C., editado pelo autor)

Por isso muitas religiões abordam que para se evoluir é preciso quebrar o ego, quebrar estas concepções e logo “morrendo” se renasce com outra visão sobre elas; se vê a vida de outra forma. Deixando fluir se consegue a ego perda, pois pensamentos e tudo que lh e cerca no dia a dia deixará de existir, será somente você, a terra e o universo, e sem concepção disto também. Deixo um exercício, o de respiração (citado acima), que facilita o ato d e deixar fluir e chegar a Paz Plena. Porém, existem muitos outros que podem ser utilizados por você, tendo que o objetivo deles devem ser o de promover o não pensamento de nada e não interpretação da viagem enquanto esta ocorre. É a meditação aplicada, sob os efeitos dos enteógenos, isso fica muito fácil, ou muito difícil, depende da pessoa e como ela está se sentindo.

28 PAZ P LENA Um objetivo. O ato de deixar fluir além de proporcionar uma trip muito agradável pode te levar a um lugar onde finalmente se verá a mente pura, o homem ao nascer, sem concepções, valores sociais, culturais, sem a matemática, física, química e tudo que se pod e pensar, é aqui que muitos abordam que se evolui, se transcede, se fica a sós com Deus, este estado é estranho de se explicar, pois você não irá voltar com poderes e ensinamentos, evoluirá devido ao sentimento de Paz Plena que vivencia, ele é o próprio ensinamento, posso estar errado ao que vou informar mas creio que é daqui que xamãs trazem curas espirituais ou buscam alguma resposta. Dentro daquela paz, de alguma forma as respostas surgem, um lugar tão gostoso de se permanecer, que até muitas vezes não se deseja voltar (não se preocupe que voltará), é um lugar difícil de descrever. Um momento único onde agora se é parte do todo, energia pura, é um estado da mente humana que é de difícil acesso, porém muito facilitado pelos enteógenos, ou poderia dizer proporcionado somente pelos mesmos, mas creio que devem existir outros métodos de se chegar aqui. Do ato deixar fluir chega a Paz Plena e daqui levará conclusões que lhe farão uma pessoa diferente, voltarás mais sensível às situações, pois agora além de ver e raciocinar, também sente o que está acontecendo; Isto fará que tenhas atitudes completamente inversas as que teria antes da experiência, ou mais conscientes, realmente você começará a entender as palavras e não apenas as jogará ao vento; Só ouça sua trip depois a questione, caso contrário ficará rodeado em pensamentos e nos jogos do ego, não conseguirá chegar onde realmente deseja. O que realmente interessa é a transmutação que ocorre nos sentimentos, devido a ação dos enteógenos que através de você aflorarão a energia a d o r n a d a lhe religando ao todo voltando a ser parte do todo, e fazendo com que tenha contato com o seu eu interior. É a simplicidade do verdadeiro objetivo de tomar enteógenos que torna a verdadeira busca as vezes confusa e difícil de ser até ignorada por alguns. Pode tomalos para desfrutar de maneira recreativa sem nenhum receio. Como já comentamos, todos sempre tendem ao bom caminho com as plantas e fungos, então não a o porquê se preocupar. Se quer diversão, tenha diversão. Se quer algo a mais, pode ter algo a mais... Aceite apenas que o fenômeno (trip) é um estado de consciência que está muitas dimensões acima da mente e, por isso, é impossível compreendê-lo com o auxílio dos mecanismos mentais, lógica ou cultura. Essas ferramentas só serão úteis depois que o fenômeno tiver sido experienciado, para conceituá-lo. (De Rose)

29 O ENTEÓGENO Quando o chamei de ferramenta para atingir um estado maior de consciência, não quis chamá-lo de um simples martelo, digo ferramenta falando como um ocidental tarado por tecnologia louco por psicodelia e culturas arcaicas e que adora músicas eletrônica, talvez por ser abstrata e chegar o mais perto do que já presenciei com eles, pois em muitos povos o que você está a usar constituem complexos rituais muito sérios, sendo às vezes restritos aos membros comuns da comunidade ficando apenas aos “chefes”. Você já deve ter sua opinião sobre religiões, logo lhe digo primeiramente que enteógenos não são ferramentas das religiões, mas sim deveriam ser ao menos em sua essência básica; ensinar as pessoas como seus mestres desfrutarão do poder das plantas que nos cultos são usados, deveria ser o principal objetivo, mas não é o que ocorre. Pelo pouco que conheço posso afirmar que os enteógenos vêm sendo utilizados como cimento! Para fixar os tijolos que seriam as religiões e assim formar um muro mais espesso, que seria o ego! Uma opinião pessoal. Eu gosto de pregar que uma planta/fungo/animal não tem Dogmas! É algo puro, a própria religião, por isto acredito que os métodos indígenas são os mais concretos e corretos pois em sua maioria cultuam a planta, e não a utilizam como uma ferramenta para algo, salvo os rituais de cura e outros, dando um balanço geral, poderia falar que são apenas questões de ritualística, mas digo; métodos indígenas são os mais apropriados, pois condizem com esta “psicodelia” que venho descrevendo, um caminho mais: - Difícil (não! você acha difícil aplicar o que lhe descrevi até então?, Lembrando que não é um método indígena), este difícil quero lhe dizer que terás que traçar sua própria busca. -Saudável, por se basear somente na planta e em você, não tendo como gerar conflitos de Dogmas Religiosos. - E altamente responsável! Quem escolhe este caminho, uma forma mais nômade, prepara, dosa, ritua e até cultiva a sua própria planta ou fungo e até animal, logo é necessário estudo e conhecimento de todas as técnicas possíveis para não haver erro em nenhum dos procedimentos. Até então lhe trouxe como se comportar na trip, mais adiante discuto como preparar, plantar (se for seu caso) e interagir com os diferentes enteógenos. É um processo que vai desde a escolha, afinidade com o elemento, planta/fungo/animal, até o preparo e respeito. Ainda existem as baboseiras de certas pessoas, que nem ao menos conhecem o assunto ou tentam desmistificar, ditar regras, a algo de tamanha grandeza, o que é um erro, ou ainda buscam discussões baseados em meras palavras descritas no dicionário. O mundo dos enteógenos é algo sentido, refletido na sua mais profunda psiquê, original, único e perfeito, como cada planta e animal é. Outra coisa, escrevi 10 linhas e as apaguei, vou apenas lhe dizer que enteógenos não são drogas e não fazem mal, não te mata e muito menos te manda para o hospício, claro! Siga corretamente dosagens, identificações e preparos, sem isso nada é seguro no mundo. Aqui faço um alerta: amigo, ao ler algo, seja quanto às drogas, métodos relacionados a uma nova maneira de algo etc. tudo que sempre ouvir e ler, pesquise e crie uma opinião, não seja formatado e sim tente formatar as pessoas. Muito do que escutamos e lemos está fundado na ignorância de uma população, pelo amor dos enteógenos não faça parte dela, por isto estais aqui...

30 Voltando ao assunto, em si a definição da palavra enteógeno quer dizer Deus dentro, o que tem Deus dentro per si, definiem o que nos levam a pensar o porquê eles serem tão reverenciados por povos antigos, e estrem voltando. A palavra enteógeno geralmente está associada a religião/Deuses.
Uma forma clara de um colega :

Como vcs acreditam enteógeno?

que

possa

ser

classificada

a

palavra

Em primeiro instante, limitante, visto que a palavra define o uso estritamente religi oso. Além do mais, isso é uma for ma de lidar melhor com uma sociedade extremamente moralista, fundamentada nos princípi os crististas (cristianismo vulgar, o da Igreja Católica, Evangélicas e afins), em que a (suposta) salvação e libertação vem através da penitência e do sacrifício e cujo prazer é condenado. O problema mes mo é quando se desenvolve uma moral (com isso, o preconceito) entre os próprios us uários das plantas de poder, que acabam s e separando entre aqueles que usam pel o prazer e aqueles que usam por espiritualidade, sendo estes autoproclamados superior es (maior mesmo, só o ego) e discriminadores (em sua gr ande parte) dos que usam por pr azer. Também pode ser uma tentativa de burlar a política proibicionista, já que liberdade de religião é direito garantido. Mas, em primeira instância (tratando dessa possível interpretação), eu acr edito que seja para enganar a mor al, já que a própria política proibi cionista se baseia na pura MORALIDADE. Acredito nas plantas de poder, nas plantas de possibilidades, do que pode ser. Tudo é possível. (Retirada E.S.D Pedrão 0/03/2008)

Sobre as substâncias existem muitas ervas que são potentes, ao ponto de causarem a morte. Porém, hoje em dia temos fontes de pesquisa baseadas em dados mais antigos que você possa imaginar, fazendo o uso de enteógenos seguro nos dias atuais, quando se segue corretamente os passos que perpetuam pelos tempos. Como exemplo básico de um aliado ∗ perigoso é a trombeta (Brugmansia arbórea), efeitos e substâncias serão discutidos adiante, que se não tomadas as devidas formas de trata-la(parte mística, vai da sua consciência) e prepara-la (parte do preparo, dosagem) você corre sérios riscos, como uma taquicardia, dentre outros. Como o Amanita muscaria que necessita de devido preparo para que não ocorra a necessidade de uma lavagem estomacal (processo muito, mas muito desagradável). Dentre outros, todos os enteógenos necessitam de atenção em particular quanto as suas formas de uso, de preparo e especialmente dosagens. Em fim, tenha que o termo enteógeno é uma planta que possui poder de alterar sua percepção, são plantas que muitos povos as cultuavam pois acreditavam serem deuses ou possuírem deuses, ou podiam fazer a ligação de você e Deus ou ainda seu Deus interior com o Deus exterior, sua energia com a energia do cosmo, o termo sem contextos religiosos seria o mais adequado, poderíamos utilizar Plantas de Poder.

Aliado: Enteógeno cujo se obtém certos poderes, Planta Mestre, a que ensina.

31 ENTEÓGENO E XAMÂNISMO Segundo Terra Mística: Os rituais e símbolos xamânicos representam uma das sagas mais fascinantes sobre como os seres humanos tentam relacionar-se com o sobrenatural para criar uma condição de saúde no sentido mais amplo. Podemos destacar sobre rituais e práticas xamânica quatro questões: A primeira, é que os rituais e símbolos de cura têm um significado muito diferente e, ainda assim, muito real, na realidade não ordinária ou estado xamânico de consciência. A segunda questão é que muitos rituais e símbolos são culturalmente determinados e só falam às necessidades de uma população específica. A terceira é que há símbolos e rituais análogos em todas as parte do mundo, indicando uma espécie de inconsciente coletivo. Finalmente, e da maior importância, que embora esses instrumentos de trabalho não possam de modo algum ser separados ou subtraídos do conceito de xamanismo, não são os instrumentos(enteógenos) e rituais que curam, mas o acesso que eles promovem, o acesso ao divino. Como os xamãs realizam seu trabalho de cura em um estado diverso do estado mental desperto, caracterizado pela onda cerebral beta e pelo pensamento linear, eles naturalmente devem adotar, em primeiro lugar, modos satisfatórios de sair dessa condição. Isso constitui propriamente o início do ritual de cura, embora a cena do ritual possa ter exigido vários dias de preparação. Virtualmente, tudo que foi usado para realizar um estado alterado de consciência provavelmente foi incluído em um ou outro ritual xamânico, sendo a maioria das técnicas meios para a hiperestimulação dos vários sistemas sensoriais, aqui abordaremos somente o uso de plantas enteógenas, plantas sagradas. Há uma relação entre tradição xamânica e uso das plantas mestras, devemos levar em consideração seu uso e certamente qual papel podem elas ter no renascimento do xamanismo. Em primeiro lugar, elas são um meio rápido para alterar a consciência, em segundo lugar, nas sociedades sem escrita, morte e sonhos prenunciam outros estados, e a resposta a eles, o maior dos mistérios, eram mais provavelmente, procurada na experiência e não no discurso intelectual. Os notórios efeitos psicotrópicos das plantas mestras tais como perda dos limites do eu, intensificação da percepção do entrelaçamento de todas as coisas e um senso de reverência e temor, deram aos xamãs o insight e o reconhecimento pelo qual ansiavam, do mundo além dos sentidos. Por causa dessas propriedades, as plantas são universalmente denominadas “remédios” e referidas como “sagradas”. É impensável usá-la com propósitos recreativos, faço uma ressalva quanto a cultura. Ao contrário daqueles com algumas convicções místicas, os x amãs não procuram a iluminação apenas para si, mas com o objetivo explícito de ajudar a comunidade. Seu caminho é circular, isto é, eles transitam para dentro e para fora d e outros reinos, mas depois retornam, com conhecimento e poder. Sempre que as plantas mestras são usadas nas artes da cura, seus efeitos devem ser sutis o suficiente para permitir que o xamã proceda assim. O trabalho ritual não pode ser realizado em um estado letárgico de alheamento ou quando o controle é abandonado por causa dos efeitos narcóticos. Os xamãs ingerem quantidades apropriadas de plantas que possam lembrar da experiência, após seu término, e para que elas lhes proporcionem suficiente percepção para poderem reconhecer as múltiplas realidades que estão encontrando. Por assim dizer, um dos pés fica plantado na realidade ordinária.

32 Gostaria de fazer uma observação sobre esse tema. Quando o caminho sobrenatural é circular, como no caso dos xamãs que vão a esses planos e retornam ao trabalho de cura no mundo, ou nós psiconautas que não temos tamanha habilidade para curar mas estamos no mesmo caminho só nos falta algum detalhe, aqueles que o percorrem trazem de volta algo da história de suas visões. É nisso que consiste, precisamente, a bela arte sagrada das culturas xamânicas. Os quadros pintados ao lado, os trabalhos com miçangas e as pinturas em arei a são tentativas de compartilhar o reino do espírito utilizando meios deste mundo. As experiências visionárias também foram preservadas na sacola de remédios (medicine bag), ou sacolas de poder do x amã: penas, miçangas, esqueletos de animais, pedras, conchas, plantas secas e até mesmo bugigangas européias encontraram espaço nas trouxas sagradas dos índios norte-americanos. Algumas vezes, os objetos representam dádivas especiais ao xamã no estado xamânico de consciência. Grossinger afirma que o gosto por quinquilharias, que o homem branco nunca apreciou verdadeiramente, vem dos paramentos simbólicos da experiência visionária. “Várias gerações após a visão, a sacola de remédios é uma técnica objetiva de vários tipos. Nela estão guardadas cantigas, ervas, amuletos, histórias, tudo sintonizado com a revelação original e acrescentados por aqueles que usaram a planta e ou receberam suas dádivas(cura).” Ref 18
1º Alex Grey; 2º Nivsan ; 3º Pablo Amaringo

33 RELIGIÃO Um dia eu e um amigo debatemos o assunto após um breve comentário antropológico em uma aula de sociologia de meu professor: - O homem era um ser que estava em um ambiente hostil,o urso queria comê-lo, o leão corria atrás dele, se chovesse ele tinha que ir para caverna. - Dai cai um raio... o que achas que ele pensaria disso? - Utilizar o raio como forma de caça? - Não...ele tinha que dar um sentido para ele, o que era aquilo? Porque aquilo caia, fazia barulho, pegava fogo etc.? Daí ele faz uma representação. Ele tinha que representar o mundo em sua volta! Teria que entender ele. Então pensa que acima das nuvens tem um homem como ele que por motivos que ele não sabe fica bravo e joga aquelas faíscas. - Sim e cria um deus. - Pois é. - Isso foge da razão. - Nasce a magia nisso... - Tudo que ele não consegue explicar. - Exato, hehe! - E logo é visto como um deus. - O ambíguo e o incerto são mágicos, nasce a magia. Mas a religião mesmo nasce só no neolítico com a agricultura bem à frente, com base na morte. - O certo ao ser que observa um raio que a morte não existe, isso irracional. É provado pela ciência ela mesma prova o contrário, tudo orgânico. - Mas a base de religiões é a morte. é é e é - É algo a mais, o homem necessita de algo acima dele nem sei o porquê. - São níveis, “mermão”, níveis de evolução. Se não, não se revenciaria tu ao Bhuda, ao falar sobre níveis de evolução para alcançar a iluminação. - Deus tá aí, dentro de você à medida que você vá despertando coisas incríveis. Através de específicos exercícios se estabelece uma conexão com Deus. - Que é algo que transcede até os elementos dentro de você, religar-se, isso quer dizer religião. - Essa iluminação é da sua pessoa não de um ser, uma fonte de energia externa. - Religar-se! - Hum... é a energia interna mesmo então? - Não... Depende de quem estamos falando. Se for da primeira religião a surgir na terra, panteísmo, os panteístas adoravam os cinco elementos água, fogo, ar, terra e éter e suas manifestações. - Por exemplo, o Opinismo como o toteísmo adquirem as características de um grupo de “águias elementos” e formam em cima disso uma cultura. - Isso! Logo o motivo da religião não é a morte, e sim a religação do seu ser com “deus” (cada um compreende de uma forma). - Deuses não existem... - Existem, existem...

- Interna e externa relação, macro e microcosmo, você/deus e deus fora tudo é um. - Donde provém a energia externa. Tudo é energia amigo. - E tudo não o é, vai contra a lógica aristotélica, mas é a fé que nasce contra ele. - A externa é interna e a interna é externa._Eis a energia infinitamente infundada e finitamente fundada. Fé no homem, porque ele é deus e não o é ao mesmo tempo. Porque é infinito e não infinito ao mesmo tempo. - Sei... entendi... - Entendeu o absurdo? - Uhauha - É isso

34 - Pois é. É a planta que tem o poder. Mas, daí se ele for um ser evoluído? Entra na questão que você falou? (discutida anteriormente). - Exato! - Cê conseguiu isto, transcender; ele não é um Deus!? - Ou seja ele pode ser. - Só!!! - Somos todos canais de Deus. E Deus é por onde ele tiver evoluído. Mas quem garante que foi a energia do cosmo que o guiou? Ou foi o próprio ego cegado pela crença no seu próprio poder? - Mas porque tu diz que criando laços com seres evoluídos se evolui? Não seria melhor partir de como eles evoluíram? - Exato!

( Israel , Clr ) - Eu acredito em entidades antigas, elas evoluíram com o seres e elementos da mata: caboclos ciganos e ciganas. - Exatamente é isso que busco. ( Israel , Clr )

Sobre os mestres de muitas religiões: - Mentira, seu ####, eu te Pare de contar mentiras pras Deixe que os índios façam certo, deixe que os elementos desafio! pessoas. o que é guiem.

35 Religiões, Plantas, Deuses! Em que Acreditar Segundo o colega Rafael: “Discordo que um homem sem crenças seja um homem vazio. Ninguém precisa de uma crença para saber amar, por exemplo. Não são as crenças ou dogmas que preenchem os corações do homens, mas sim os verdadeiros significados que nos chegam através de experiências diretas; dos nossos sentimentos e relacionamentos com tudo que existe. Sendo um cético do tipo “ver pra crer” como eu sou, esse é um dos grandes motivos de eu me identificar tanto com a experiência psicodélica: A experiência psicodélica não é questão de crença, é algo que podemos testemunhar por nós mesmos, é uma autêntica experiência religiosa. Eu acredito que qualquer crença já é, de certa forma, supérflua, pois o universo certamente é mais estranho do que qualquer um de nós pode supor. Acreditar fielmente em algo significa dar as costas pra todas as outras possibilidades, portanto a crença é também uma função auto-limitante. Minha “religião” (no sentido original, religare) é baseada principalmente nas experiências psicodélicas. E acho que essas experiências parecem afirmar a noção de um tipo de consciência Universal; uma matriz; uma mente inteligente da qual nós fazemos parte, e que toma consciência de nós à medida que nós tomamos consciência dela. E como salientou o amigo Glândula Pineal, essa consciência cósmica está presente em cada átomo do nosso mundo. A natureza é a própria materialização da espiritualidade, e isso deveria ser o suficiente pra dispensar qualquer tipo de dogma. Fazemos parte de uma enorme teia de conexões; estamos inseridos dentro de um contexto bem maior do qual não temos nem noção. O tempo não é linear e existem muito mais coisas do que nossa percepção sensorial ordinária pode nos dizer. Esse é o meu atual paradigma heheh.” (Rafa- E.S.D 30/03/2008) Outro colega, o Nunzio, afirma que: “Então vou contar o meu ponto de vista que tenho sobre Deus baseado nas minhas pesquisas e nas experiências com enteógenos. Natureza = Deus Natureza pra mim vai muito além do plano material, e eu acredito que tudo que fazemos nessa vida meche com ondas de energia. O que a natureza faz? Além da parte material, plantas, animais, homem... Ela faz tipo uma equação, como um sistema matemático, que vai calculando o quanto de energia boa ou ruim nós geramos e absorvemos. Essa energia circula entre nós e acaba influenciando até as pessoas que temos afinidades espiritual (quem nunca sentou do lado de alguém e começou a bocejar? ou pelo contrário, se sentiu melhor só de conversar 5 minutos com essa pessoa?). Nossos atos, pensamentos, coisas que falamos... tudo isso tem um valor “X” de energia. Pensamentos ruins, raiva, ódio, inveja, geram uma carga de energia ruim. Caridade, amor, bondade, palavras de carinho e conforto geram a energia boa. É aí que “Deus” (aquele cara que tentam transformar em algo Sobre Humano, com super poderes e ainda por cima nos dá e tira coisas) vai equacionando. Quem nunca reparou que certos momentos da vida nós atraímos temas e pessoas envolvidas em algo que nos interessamos?

36 E toda essa energia move nossa vida, que é essa equação “Deus”, é tipo nosso professor para podermos evoluir. Quanto mais carga negativa acumulada, mais gente com essa carga irá ter afinidade com você, e mais problemas surgirão na vida, e com todo esse negativismo a equação vai calculando o quanto você tem que encarar de problemas para evoluir. Por isso descarto a batalha que muitas igrejas criam entre o bom e o ruim, pois um complementa o outro. Sem a energia negativa, teríamos pouco a aprender e evoluir aqui... Bem, espero que vocês tenham entendido meu ponto de vista, pode me chamar de louco... Pois é isso que eu acredito, e foi o que andei sentindo muito nas minhas trips de ayahuasca, não conheci ninguém que me deu essa explicação, portanto pode ser loucura. E agora em que acreditar? Eu passei a acreditar na natureza. Sempre tento dirigir meus pensamentos às coisas boas, tento ser menos crítico, tento praticar caridade (que não é dar esmola e nem ligar no Criança Esperança doando 15 reais), e tento ao máximo não discutir, não magoar e sempre esperar o melhor de alguém mesmo que esse alguém só traga coisas ruins. O perdão e a compaixão são essenciais no desenvolvimento do homem, já que uma pessoa com mágoas e rancores se afunda num posso de negativismo e fica presa em um circulo vicioso, e tá sempre em afinidade com a pessoa que ela menos deseja. Acreditando na natureza, entramos em harmonia com o mundo e com nós mesmo... Concluindo, eu acredito nessa matemática doida que alguns mais loucos que eu chamam de Deus e escrevem esta palavra com letra maiúscula, acham que ele tem uma barbona branca, e que muitas vezes ele fode alguém porque não faz suas vontades... (coitado)” (Nunzinho- Rafa E.S.D 30/03/2008) Bons debates trazem boas conclusões, construa a sua. Eu concordo com os dois☺.

37 TEM VOLTA? Trago um assunto que concerteza impede que muitos venham a comer aquele cogumelo que dá no pasto, ou talvez comer aquela bela flor branca conhecida comumente como Lírio. A verdade é que, uma planta ou fungo devidamente identificados, preparados de maneira correta e na dosagem correta possuem apenas uma chance de lhe trazer algum mal! Essa chance constitui na predisposição; problemas genéticos, que podem ser agravados pelos enteógenos, alguns deles aumentam a aceleração do coração, todos agem sobre a mente, dentre tantos outras reações que causam no corpo, cada um é particular em seus efeitos no organismo. Digo ao amigo saudável que um chá de Lírio (chamemos pelo nome correto) trombeta (Brugmansia), não lhe fará mal algum se feito nos itens citados acima, em itálico. Se na sua família não tem nenhum problema cardíaco verificado, será que você é o único que terá? Não! A esquizofrenia segue na mesma linha que ditei antes, uma família sem precedentes a chance de “ficar louco” é quase que nula, os enteógenos só possuem a capacidade de agravar algo que já existe e nunca de criar problemas! Ou seja, uma pessoa saudável tenderá a ficar mais saudável, pois itens que agridem seu corpo são combustíveis para trips muito questionáveis ao seu estilo de vida, por exemplo, um fumante... Já fez algum tipo de cirurgia? O anestesista faz algum ex ame de alergia aos compostos? Bem eu já fiz duas e em nenhuma delas fizeram exames para ver se sou reativo a algum composto, apenas um questionário como o que fiz acima, caso já tiver alguém na família que fez uma cirurgia e passou mal, você deve fazer outros exames, mas caso nada foi identificado antes apenas o questionário serve. Exames, se possível, sempre são ótimos, mas uma pessoa jovem sem uma vida sedentária, creio eu que apenas estas análises que trago sejam suficientes. Logo, Cogumelo Tem Volta SIM!. A psicodelia é livre mas existe um mínimo de regra, os únicos dogmas que devem ser aplicados aos enteógenos consiste unicamente no preparo, dosagem, identificação correta, aí em diante é só você e a energia deles, a escolha dentre tantos que é um probleminha, sendo que cada um é único em seus efeitos. Eu acredito em um laço com a planta e o fungo, é onde sou contra a compra (já até comprei), porem na maioria das trips o contato com a planta, vê-la crescer e dar frutos, foi o que me fez ter as melhores e mais aconchegantes trips.

38 PLANTAS, FUNGOS E CACTOS PSICODÉLICOS

Cultivo, características Gerais e Usos.
A compra de enteógenos reside em um problema básico, o lucro, porém lucro excessivo como regra do capitalismo, ou seja são pessoas que não querem difundir o real objetivo para qual tais plantas devem ser designadas, mas apenas ganhar dinheiro com elas, logo opte pelo mais barato. Eu e meus amigos trouxemos a você algumas técnicas de cultivo, histórico e preparo de alguns enteógenos.

Sobre as substâncias ditas ilícitas, muitas aqui abordadas, digo o seguinte:
1º Não fui eu que as defini como ilícitas, em muitas culturas não são, não escrevo isto ao Brasil, mas sim a quem lê em língua portuguesa. 2º Muitas substâncias são proibidas por questões religiosas corrompidas, ou sociais, que são apenas do interesse de alguns, não havendo respaldo cientifico!; e, caro leitor, caso seja um pouco culto, saberá que sem respaldo científico a sociedade acadêmica não aceita nada que esteja sendo afirmado, logo pesquise e questione! 3º Grande parte das informações que segue não são de minha autoria, logo minha única responsabilidade é quanto a sua confiabilidade. 4º Antes de comprar, distribuir, vender, cultivar, importar, exportar, utilizar e sintetizar produtos das Plantas, Fungos e Cactos que seguem, consulte a lei vigente em seu País ou Estado. Animais Psicodélicos Abudefduf septemfasciatus (Sergeant magor fish) Phyllomedusa bicolor Bufo species Bufo alvarius (Sonorian Desert Toad) Epinephelus corallicola (Grouperfish) Kyphosus cinerascens (Bluefish) Kyphosus vaigiensis (Brass Breamfish) Mugil cephalus(Flathead mullet fish) Mulloidichtys samoensis (Golden Goatfish) Neomyxus chaptali (Mullet fish) Saganus oramin (Rabbitfish) Upeneus arge (Goatfish) Cactos e Suculentas Psicodélicas. Ariocarpus Ariocarpus Ariocarpus Ariocarpus agavoids fissuratus kotschoubeyanus retusus Aztekium ritterii Coryphantha elephantideus Coryphantha macromeris Coryphantha palmeri Coryphantha pectinada Coryphantha runyonii Echinocereus salm-dyckianus Echinocereus triglochidiatus Gymnocalycium gibbosum Islaya minor

39 Lophophora diffusa Lophophora williamsi Mammillaria heyderii Mammillaria species Opuntia imbricata Opuntia spinosior Opuntia species Pachycereus pecten-aboriginum Pelecyphora aselliformis Pereskia corrugata Pleiospilos bolusii Stetsonia coryne Cogumelos Psicodélicos Gymnopilus liquiritiae Gymnopilus luteus Gymnopilus purpuratus Gymnopilus spectabilis Gymnopilus validipes Hygrocybe psittacina Hygrophoropsis aurantiaca Inocybe aeruginascens nocybe calamistrata Inocybe coelestium Inocybe corydalna Inocybe haemacta Inocybe tricolor Lycoperdon maginatum Panaeolina foenisecii (Also known as Psathyrella) Panaeolus africanus Panaeolus antillarum Panaeolus ater Panaeolus campanulatus Panaeolus cyanescens Panaeolus firmicola Panaeolus microsporus Panaeolus ovilacens Panaeolus retirugis Panaeolus separatus Panaeolus sphinctrinus Panaeolus subbalteatus Panaeolus species Pholiota squarrosa Pholiotina cyanapoda Pluteus atricapillus Pluteus cyanopus Pluteus nigroviridis Pluteus salicinus Psathyrella candollenana Psathyrella gracilis Trichocereus bridgesii Trichocereus cuzcoensis Trichocereus fulvianus Trichocereus macrogonus Trichocereus pachanoi Trichocereus peruvianus Trichocereus scopulicola Trichocereus taquimbalensis Trichocereus terscheckii Trichocereus werdermannianus Trichocereus validus

Agrocybe farinacea Amanita citrina Amanita formosa Amanita mappa Amanita muscaria Amanita pantherina Amanita porphyria Amanita regalis Amanita tomentella Boletus erythropus Boletus Kumaeus Boletus migroviolaceus Boletus manicus Boletus niggerimus Boletus reayi Conocybe cyanopus Conocybe kuehneriana Conocybe siligineoides Conocybe smithii Copelandia anomala Copelandia bispora Copelandia cambodginiensis Copelandia chlorocystis Copelandia cyanescens Copelandia tropicalis Coprinus narcoticus Coprinus niveus Coprinus patouillardii Galerina steglichii Gerronema fibula Gerronema swartzii Gymnopilus aeruginosus

40 Psathyrella sepulchralis Psilocybe azurescens Psilocybe beocystis Psilocybe cubensis Cogu do ZEBU! Psilocybe cyanescens PSYCHEDELIC FUNGUS Psilocybe semilanceata Psilocybe strictipes Psilocybe stuntzii Psilocybe species (Over 70 hallucinogenic species in this genus)

Claviceps africana 'Ergot Fungus' Claviceps paspali 'Ergot Fungus' Claviceps purpurea 'Ergot Fungus, St. Anthony's Fire' (Ergot são altamente tóxicos) Plantas Pisicodélicas Acacia complanta Acacia confusa Acacia jurema Acacia longifolia Acacia maideni Acacia niopo Acacia nubica Acacia obtusifolia Acacia phlebophylla Acacia polyacantha Acacia senegal Acacia simplicifolia Acacia simplex Acacia sophorae Acacia tortilis Aconitum species Acorus calamus Acorus gramineus Agyreia nervosa Amaranthus spinosus Amsonia tabernaemontana Anadenanthera colubrina Anadenanthera contorta Anadenanthera excelsa Anadenanthera macrocarpa Anadenanthera peregrina (Also known as Piptadenia peregrina) Anethum graveolens Anisodus tanguticus Apium graveolens Arundo donax Asarum species Atropa belladonna Banisteriopsis caapi Banisteriopsis inebrians Banisteriopsis lutea Banisteriopsis muricata Banisteriopsis rusbyana (Also known as Diplopterys cabrerana) Brugmansia aurea Brugmansia sanguinea Brugmansia species Brunfelsia chiricaspi Brunfelsia grandiflora Brunfelsia species Caesalpinia sepiaria Calea zacatechichi Callaeum antifebrile Calycanthus occidentalis Cannabis indica Cannabis ruderalis Cannabis sativa Cardamine concatenata Carex brevicollis Carnegiea gigantea Catha edulis Catharanthus roseus Cecropia mexicana Cestrum species Cineraria aspera Coleus barbatus Coleus blumei Coleus pumila Convallaria majalis Coriandrum sativum Coriaria thymifolia Coryanthe yohimbe Cypripedium pubescens

41 Cytisus species Datura discolor Datura fastuosa Datura inoxia Datura metel Datura stramonium Datura species Daucus carota Delosperma species Desmanthus illinoensis Desmodium caudatum Desmodium gangeticum Desmodium gyrans Desmodium pulchellum Desmodium racemosum Desmodium tiliaefolium Desmodium triflorum Dictyophora phalloidea Dirca palustris Duboisia hopwoodi Duboisia myoproides Dutaillyea drupacea Dutaillyea oreophila Ecklonia maxima Ephedra sinica Erigonum species Erythrina flabelliformis Erythroxylum coca Ervatamia orientalis Euonymus alatus Euonymus species Evodia rutaecarpa Ferraria glutinosa Foeniculum vulgare galbulimima belgraveana Genista canariens Heimia myrtifolia Heimia salicifolia Hieracium pilocella Horsfieldia superba Hyoscyamus niger Hyoscyamus species Ilex vomitoria Iochroma borrachero Iochroma fuchsiodes Iochroma species Ipomoea arborescens Ipomoea hederacea Ipomoea nil Ipomoea pes-capre Ipomoea purpurea Ipomoea tricolor Ipomoea violaceae Ipomoea species Iryanthera macrophylla Iryanthera ulei Juniperus macropoda Justicia pectoralis Kaempferia galanga Kallstoemmia parviflora Kalmia species Kochia scoparia Lagochilus inebrians Latua pubiflora Ledum species Leonotis nepetaefolia Lespedeza bicolor Limonia acidissima Lobelia tupa Lycopodium gnidiodes Magnolia dealbata Magnolia virginiana Mandragora officinarum Melicope leptococca Mimosa hostilis Mimosa scabrella Mimosa tenuiflora Mimosa verrucosa Mirabilis multiflora Monodendium lugarde Morus rubra Mucuna pruriens Musa paradisiaca Myristica fragrans Nananthus albinotus Nephelium species Nicotiana tabacum Nymphaea caerulea Nymphaea ampla Oncidium cebolleta Oncidium longifolium Osteophloem platyspermum Pandanus pedunculatus Pancraetium trianthum Papaver orientale 'Oriental Poppy' Papaver paeoniflorum 'Paeony Poppy' Papaver somniferum 'Linnaeus' Paramuricea chamaeleon Passiflora incarnata Passiflora species Pedicularis scrophulariacea

42 Peganum harmala Peschiera echinata Pereskiopsis scandens Petalostylis cassiodies Petalostylis labicheoides Petunia violacea Phalaris arundinacea Phalaris aquatica Phragmites australis Phyllodium pulchellum Phytolacca acinosa Phytolacca americana Piper methysticum Prestonia amazonica Psychotria catharginensis Psychotria psychotiaefolia Psychotria viridis Ranunculus acris Ranunculus species Rivea corymbosa Salvia coccinea Salvia divinorum Salvia splendens Salvia superba Salvia species Mimosa hostilies Scirpus atrovirens Sceletium species Scopolia carniolica Scopolia japonica Solandra maxima Ref 16. PS: Vale lembrar que já citamos quanto a legalidade de algumas plantas, como Cannabis SP, que são proibidas no EUA, Brasil, alguns países da Europa e tantos outros. Logo se informe sobre a lei vigente. Espécies destacadas são as mais usadas, discutiremos a seguir; A nomenclatura dos itens abordados acima pode ter mudado dada a data da obtenção dos dados, estas listas podem conter plantas altamente Tóxicas e Mortais, bem como Medicinais! A utilização e o cultivo de espécies proibidas e ou exóticas/nativas sem o consentimento da lei é de sua total responsabilidade. Solandra species Sophora secundiflora Tabernanthe iboga Tabernanthe species Tagetes lucida Testulea gabonensis Trachelospermum jasminoids Tribulus terrestris Ungnadia speciosa Vepris ampody Veratrum viride Vinca species Virola calophylla Virola callophylloidea Virola carinata Virola divergens Virola elongata Virola melinonii Virola multineria Virola pavonis Virola peruviana Virola rufula Virola sebifera Virola theiodora Virola venosa Virola species Voacanga africana Zanthoxylum arborescens Zanthoxylum procerum Zaygophyllum fabago

43 CULTIVO DE CACTOS Cultivando Cactos via Sementes Por: Pedro - P.E Cultivar cactos via sementes é uma boa maneira de se obter grandes quantidades de uma única planta. Sementes são muito mais baratas do que plantas adultas e tem poucas coisas mais recompensantes do que ver o desenvolvimento desde a germinação até a floração dos cactos maduros. Muitas pessoas acreditam ser difícil este processo, mas se observadas algumas regras se torna simples e fácil.
Use o composto apropriado

Preferencialmente um composto que deve ser usado é de baixa composição orgânica não decomposta, isso para evitar problema de ataque de fungos. Geralmente solo especial para germinação e cortes (cutting) costuma funcionar bem. Fibra de coco (1/3) e areia (2/3) também servem muito bem a estes propósitos. Preferencialmente tratar esse solo em microondas antes de usá-lo.

Mudas jovens jamais podem ficar secas
Ao contrário dos cactos adultos, as pequenas mudas precisam ser mantidas em ambiente úmido como pequenas estufas. A temperatura deverá ser algo entre 20-30°C para um crescimento rápido. Somente com uns 3-4 meses de idade, a umidade pode ser gradualmente diminuída às condições normais. Coloque as sementes em CIMA o solo e não EMBAIXO

As sementes de cactos precisam de luz para germinarem. Apenas semeie com as mãos a superfície do solo e borrife com água para manter a umidade. Não faça como se faz com a maioria das sementes, apenas jogue-as por cima do solo. As sementes são pequenas e frágeis, jamais conseguiriam germinar e subir a superfície, morrendo então sufocadas. Um potinho transparente pode ser usado como mini-estufa

As sementes são jogas em cima do solo.... ..... e depois borrifadas com água

Prevenção e combate contra fungos

44 Pelo fato das sementes serem mantidas constantemente úmidas e quentes, esse ambiente é favorável ao ataque de fungos. Plantas infectadas tornam-se pretas na base e rapidamente morrem. Remova essas plantas o assim que identificá-las para evitar o alastramento da doença. O composto tem de ser esterilizado sempre antes de usar (microondas ou panela de pressão). O uso de um fungicida é altamente recomendável neste momento, se o mesmo for usado, poucos problemas relacionados a fungos poderão ocorrer.
Coloque s ob um pont o de luz

Considere que essas mudas geralmente germinam somente nas fendas e rachaduras e que ficam então protegidas a maior parte do tempo do Sol. Se você colocar mudas jovens expostas diretamente ao Sol, elas se tornarão roxas e morrerão. Luz indireta é o que elas necessitam, luz Solar direta não! Se as mudas estão se tornando roxas, coloque-as em um local mais sombreado e elas retornarão a cor normal. No inverno algum tipo de iluminação artificial fará com que as mantenha crescendo. Lâmpadas fluorescentes funcionam bem com as mudas (Ex: Lâmpadas Sylvania GROLUX), coloque-as cerca de 15cm de distância do tubo e ao final de 2-3 meses vá aprox imando até que estejam cerca de 5cm dos tubos. As luzes podem ser mantidas 24 horas por dia. O crescimento é rápido e constante.
Não replante muitas vezes.

O cacto jovem irá crescer até que o vaso esteja cheio, daí então você deve transplantá-lo, somente quando perceber que algumas mudas não estão se desenvolvendo porque existe um cacto maior fazendo sombra nelas. Se a muda crescer tanto no vaso e você ver que não tem mais espaço para ela se desenvolver ali, então transfira para outro vaso um pouco maior. Espere o solo secar um pouco, isso facilitará a transferência. Tome cuidado para não machucar as raízes e plantála em um substrato seco! O sistema de raiz é muito delicado. Espere a planta se recompor por um ou dois dias em um local mais sombreado e então vá aos poucos voltando às regas de novo. Se for mantido o solo molhado logo após o transplante, corre-se o risco de ataque de fungos.
Não fertilize dem ais .

Quando as plantas jovens estiverem estabilizadas e desenvolvido os “spines” reais, então elas poderão ser fertilizadas. Use fertilizante com baixos níveis de nitrogênio a cada 2 meses. Normalmente use apenas água nas regas, se a água da sua torneira não for confiável, pode-se usar água com baixo teor mineral ou mesmo água da chuva. Não fertilizar durante o período de dormência (inverno). Muito fertilizante pode ser prejudicial, tornando até impossível do cacto se desenvolver.

45 Depois de alguns meses... Se as mudas forem crescendo bem por cerca de 6 meses, poderão ser tratadas como cactos normais referentes às regas e as o período de dormência, mas ainda precisam de proteção contra a iluminação direta do sol! Se as plantas estiverem ainda muito pequenas (<1cm) e com crescimento devagar, você irá precisar aguardar um pouco mais para dispensar os cuidados de mudas. Mudas de Lophophora com duas a quatro semanas

Lophphora com 4 meses.

* Tr. peruvianus com 4 meses. Tr. pachanoi com 6 meses.

Criando Cactos a partir

de Cortes

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Cactos podem ser propagados de forma assexuada a partir de cortes. Este método promove plantas muito maiores do que as obtidas via sementes, mas um número menor do que se comparado com o mesmo método. Cactos em forma de Colunas e os de botões podem facilmente gerar mudas a partir de cortes. Os cortes podem ser de qualquer tamanho, mas cortes muito pequenos (<1-2 cm) podem secar e morrer antes de criarem raízes. Um pedaço ou broto é cortado fora com uma faca limpa e afiada. Quando for retirar diversos cortes de uma haste longa, irá precisar se lembrar qual parte é a superior e a inferior de cada corte, isso porque cortes plantados com a parte superior na terra não irão crescer. Cortes sem ser a ponta podem ser usados, eles enraizarão do mesmo jeito, apenas lembre-se de não plantá-lo de ponta cabeça. Pereskiopsis, um cacto frondoso, recebe tratamento diferente. Os cortes são passados em pó enraizador e colocados diretamente no solo umido. São mantidos então em local quente, mas fora de sol pleno por cerca de duas semanas, então deve se conferir se criou raízes. Cactos não podem ser plantados imediatamente após o corte, eles precisam primeiro “calejar”. Isso significa que as pontas do corte desenvolverão uma camada de proteção. O tempo de formação desta camada dependerá do tamanho do corte. Quanto maior a superfície do corte, maior o tempo que levará. Cerca de duas

47 a quatro semanas é o esperado para que cada corte possa ser plantado. Neste período é melhor manter o corte na vertical. Após esperar a planta se recuperar por cerca de duas semanas em solo úmido, mas sem molhá-lo, somente após este período poderá regar o corte e esperar o solo secar. Geralmente pode-se observar a parte cortada crescer, isso é a certeza de que houve o enraizamento. Tenha cuidado de não molhar demais o corte recém plantado. Já que a planta tem poucas raízes, a absorção da água é muito menor se comparado com uma planta enraizada completamente. O enraizamento ocorre melhor sob luz indireta e temperaturas em torno de 20°C. Não discutiremos a enchertia.

48 Cultivo de Cogumelos In-Dorr Existem muitas maneiras de se cultivar cogumelos dentro de casa, citarei algumas delas. Cedido pelo colega Glândula Pienal. Substrato- Milho de Pipoca O milho de pipoca é barato, simples e grande produtor de frutos. O milho coloniza muito rápido. Gera um micélio forte, excelente para montar casing. Para fazer um bolo PF é necessário moer arroz, por opção juntar sementes ou outros ingredientes e ter vermiculita. Para fazer um casing de milho basta ter o milho inteiro mesmo.
Preparo do milho

Para evitar o Trichoderma Harzianum (duende verde) é necessário uma esterilização personalizada para o milho. Acredito que uma esterilização agressiva seja a melhor maneira de combater o problema. 1ª fase - Ferva o milho durante 30 minutos, apague o fogo e deixe de molho na panela durante 24 horas para acelerar o processo de absorção de água pelo grão. 2ª fase - Após 24 horas de molho, o milho estará bem macio, escorra toda água e lave o milho em água corrente. 3ª fase - Ponha o milho em uma bacia encha com água e acrescente 2 colheres de água sanitária, deixe de molho por 24 horas. O milho já amolecido absorve o hipoclorito e esteriliza o miolo do grão. 4ª fase - Retire o milho do molho coloque num escorredor de macarrão e enxágüe com água da torneira. Coloque numa bacia e deixe de molho em água com 2 colheres de calcário, cal, carbonato ou outro produto do tipo por 24 horas 5ª fase - Retire o milho do molho, lave em água corrente e seque em fralda de pano de criança, até ficar sem umidade nenhuma aparente. 6ª fase - Distribua o milho em potes. Não encha muito para poder sacudir durante a colonização. Cubra com tampão de papel alumínio. Coloque 3 folhas, para não rasgar quando sacudir. Esterilize em panela de pressão por 1 hora. Não encha muito a panela para não entrar água nos potes. Deixe esfriar totalmente. Depois de fria, abra a panela. Retire os potes. Aperte o tampão de papel alumínio na boca do pote. Passe fita durex para prender o tampão na boca do copo, deve ficar muito bem lacrado.

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Esterilização otimizada

1 - Cozinhar o milho ao invés de deixar de molho em água fria. Já elimina grande parte dos microorganismos. 2 - Deixar de molho na própria panela por 24 horas amolece bastante o milho, indo até o miolo. 3 - Deixar de molho em solução de água sanitária por 24 horas. Parece que apenas calor não tem eliminado o fungo verde no interior do milho. A água sanitária completa a esterilização e é totalmente eliminada durante o próximo aquecimento. 4 - A circulação livre de vapor entre os grãos esteriliza com maior eficiência os grãos. Por isso deixar o tampão solto é muito melhor do que prender com fita e fazer apenas furos no tampão. 5 - O uso de calcário elimina qualquer traço de acidez no milho devido a utilização de água sanitária.
Preparando a seringa com esporos

Para está fase será necessário o seguinte material: 1234567Um carimbo de esporos; Uma seringa; Um copinho tipo shot-glass; Álcool; Papel toalha; Uma chama (isqueiro ou vela); Uma lamina ou faca.

Procedimento Antes e tudo é preciso esterilizar a seringa, para isso deve se ferver água em um panela e então sugar para dentro da seringa a água fervente, deixe na seringa por 2 minutos, despeje a água fora e sugue novamente mais água fervente, repita o procedimento 3 vezes. Na ultima vez, deixe a água quente na seringa, e guarde-a para que a água esfrie por completo. Durante este tempo limpe seus objetos tais como o shot-glass e a lâmina com álcool e um papel toalha. Quando a seringa estiver fria limpe sua área de trabalho com álcool. Coloque todos os utensílios sobre sua mesa, abra seu carimbo e raspe com a lâmina limpa 1/5 do carimbo de esporos dentro do shot-glass (para fazer uma seringa de 10mls). Então, rapidamente pegue sua seringa e flambe (coloque-a no fogo até a agulha ficar vermelha) na vela ou isqueiro, espere esfriar e então despeje metade da água contida na seringa dentro do shot-glass em cima dos esporos, misture bem com a ponta da agulha e sugue todo o líquido. Flambe novamente a agulha, tampe-a, sacuda para espalhar os esporos no seu interior e guarde a seringa em local limpo com álcool. Pronto você tem uma seringa pronta para inocular os copos!

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Inoculação

Agora chega a hora de inocular os esporos no milho/arroz... Tome um banho(pra relaxar rsrsrsr) com sabonete protex (para se livrar das bactérias). Limpe novamente a mesa e o local com álcool ou l ysol. Coloque encima dela: Uma vela ou isqueiro, sua seringa com a solução de esporos, durex e o copo com o substrato estéril. Recorte 4 quadrados de durex e deixe-os em um local fácil de pegar, agora retire a proteção da agulha da seringa e flambe-a na chama até a agulha ficar vermelha, deixe esfriar durante alguns segundos então fure a borda do copo, a agulha deve ficar visível no lado do copo, agora injete 0,25ml da solução de esporos, você verá a água se espalhando no milho/arroz, agora faça outro furo no lado oposto da boca do copo, e injete a mesma quantidade, e faça isto mais duas vezes. OU SEJA, NO COPO TERÁ QUATRO FUROS DE INOCULAÇÃO, SENDO QUE ELES SE ENCONTRAM DISTANCIADOS UM DOS OUTROS. Tape os buraquinhos da agulha com os pedaços de durex e recoloque a TAMPA MÓVEL.
Colonização

A colonização inicia nos pontos da inoculação. Segue forte, ampliando a área colonizada. Para acelerar a colonização, após 5 dias, agite o pote para espalhar o micélio, mas sem violência para não danificar o micélio. Cuidado para não rasgar o tampão. Colonização otimizada 1 - Secar os grãos em fralda de pano. Quanto mais seco o milho estiver externamente, mais rápido coloniza. Qualquer quantidade de água dentro do pote atrasa a colonização. 2 - Injetar a menor quantidade de água com esporos possível. Justamente para não deixar água sobrando no fundo do pote. 3 - Agitar o pote. Isso promove uma colonização muitíssimo mais rápida.
Preparo do Casing

Ver Terrário descrito na segunda opção de substrato. Substrato de arroz integral (2º Opção): Este é um substrato simples à base de arroz integral utilizado, na culinária, e água mineral. O preparo do arroz é bem simples, porém requer alguns cuidados. Primeiramente tenha em mãos um copo limpo, transparente e sem ondulações. Meça a quantidade de arroz medindo a metade ou pouco menos da capacidade do copo utilizado, feito isso, lave seu arroz em um escorredor na água corrente (torneira) para tirar possíveis sujeiras superficiais e pó. Despeje o arroz em uma panela e acrescente água (preferência mineral) até cobrir o arroz, e então leve a fervura em fogo baixo por 10 a 15 minutos para que o arroz absorva água e cresça.

51 Feito isto, retire o arroz da fervura e passe-o para um escorredor, deixe o lá até ele ficar aparentemente seco ao tato e macio quando apertado. Atenção: O arroz não pode ficar molenga, a maioria dos grãos ficam inteiros e maiores! Para retirar grande parte da umidade do arroz pode secá-lo em um pano limpo até ficar aparentemente seco por fora ou quase seco; neste ponto coloca-se a quantidade de arroz no copo, nota-se como o arroz cresceu e dobrou seu tamanho, o copo fica praticamente cheio. Pegue agora, folha de alumínio e faça 2 tampas para o copo, sendo que uma ficará em cima da outra, a primeira a ser colocada no copo será uma TAMPA FIXA, ou seja, a partir deste momento ela não sairá mais do copo (apenas no fim do cultivo). A Segunda tampa é a TAMPA MÓVEL, está deve ser maior que a fix a cobrindo os lados do copo, está poderá ser retirada em qualquer momento do cultivo para observar os progressos, a intenção dela é proteger a tampa fixa.
Esterilizaç ão

Com o copo pronto e tampado com alumínio, o substrato em seu interior (no caso, arroz) deve ser esterilizado, para isso é necessário uma panela de pressão. Coloque o copo tampado na panela e acrescente água até a metade da altura do copo na panela, feche e acenda o fogo alto. Quando a panela de pressão começar a ferver e pegar pressão, o fogo deve ser abaixado e deixado esterilizar em um período de uma hora e trinta minutos. Quando este tempo acabar o substrato no interior do copo estará esterilizado, NÃO ABRA A PANELA ATÉ QUE ELA ESFR IE POR COMPLETO!! O que leva algumas longas horas para acontecer. Quando fria, você deve preparar uma mesa para receber o copo estéril, por isso limpe muito bem o ambiente com álcool ou l ysol. Coloque em sua mesa então um durex e uma tesoura (limpa). Coloque a panela na mesa. Neste momento eu aconselho utilizar uma máscara (sem ser a de lobisomem) antipó! Limpe bem sua mão com álcool e então abra a panela, retire o copo tomando cuidado para não mover as tampas e deixe-o na mesa, agora com cuidado retire APENAS A TAMPA MÓVEL, e com o durex lacre a TAMPA FIXA NO COPO contornando toda sua borda. Feito isto diga UFA!! Hehehe, pronto o copo está mais seguro agora, guarde-o em um local limpo (com álcool) até o arroz ficar absolutamente frio (temperatura ambiente) dentro do copo. OBS: Após lacrar o copo repare na aparência do arroz, ele deve estar umido, porém não molhado no fundo do copo, isso não pode ocorrer. Aproveite e dê uma sacudida de leve no copo só para o arroz se soltar um do outro.
Inoculação

Mesma do milho.
Incubaç ão

Guarde o copo inoculado em um local Limpo e escuro, de preferência dentro de uma caix a previamente limpa ou gaveta. Em 3 a 6 dias os esporos germinarão perto dos pontos de inoculação, você reparará isso depois de 3 a 7 dias após a inoculação, uma nuvenzinha branca (hifa) aparecerá e se tornará um forte micélio branco e brilhante, este irá crescer até completar a colonização em todo o substrato do copo que pode levar de 20 a 35 dias.

52 OBS: Se você desejar uma colonização mais rápida, você deverá aumentar a temperatura de sua incubadora (caixa) para 27C a 29C, pode-se utilizar uma garrafa pet com um aquecedor de aquário fraco, a água de dentro da garrafa esquenta e deixa a incubadora mais quente. Cuidado para não passar muito além da temperatura ideal, com 40°C o micélio morre.
Cuidados

Durante a colonização, deve-se ficar de olho no substrato, pois nem tudo pode ocorrer como o esperado, pode acontecer de aparecer outro fungo ou bactéria no arroz, o que chamamos de contaminante, este pode aparecer por muitos motivos. Os fungos aparecem geralmente do próprio arroz quando a esterilização não ocorreu muito bem, as bactérias aparecem pelo mesmo motivo ou por EXCESSO DE ÚMIDADE. Para reconhecer as bactérias é fácil, ao visualizar uma “gosma” envolta dos grãos dando a aparência de que o grão está derretido ou extremamente úmido, as bactérias produzem um odor muito forte (nojento pra caraio) e é percebido quando o copo está aberto (para ser descartado). Pode ocorrer também por erros com a seringa de esporo, se a seringa não for bem feita ou com medidas boas de assepsia, pode aparecer outros fungos nos exatos pontos de inoculação, ai vai ficar fácil de saber onde foi o erro. QUALQUER COPO CONTAMINADO DEVE SER DESCARTADO! Quando o arroz ou milho do copo estiver 100% colonizado, podemos então prosseguir para a fase final do cultivo, a frutificação. Duas formas de frutificação
1- Terrário simples para bolos

Uma forma bem simples de se obter os cogumelos é construindo um terrário, ele deverá ser capaz e produzir o ambiente ideal para o fungo gerar seus frutos, o fungo vai precisar de umidade, temperatura entre 20C a 26C e troca gasosa, podese improvisar de muitas maneiras, aqui utilizarei: -Uma garrafa de refrigerante (vazia) de 2 litros para um bolo(ou utilizar algo maior para mais bolos); -Uma tesoura; -Durex; -Argila expandida (pode ser substituída por perlita ou pedrinhas de aquário em ultimo caso) -Água; -Água sanitária; -Pires ou algo do tipo.

Cultivo do Rafa: Utilizou Baldes como terrário.

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Procedimentos para montar o terrário

Recorte com a tesoura o meio de sua garrafa separando a em duas. Deixe de molho a argila expandida em uma solução de água sanitária e água (de torneira mesmo) isso eliminará grande parte dos seres que podem causar contaminação vindos da argila. Depois de 24 horas de molho coloque a argila dentro do terrário e acrescente água mineral até a altura da argila expandida. Depois, deve-se colocar um suporte como um pires limpo para colocar o bolo 100% colonizado em cima, feche o terrário com a outra metade dele e lacre os cortes com o durex, abra o terrário 2 vezes ao dia para ventilar e se quiser, borrife água mineral em suas paredes internas, para aumentar a umidade. Para retirar o bolo 100% colonizado de dentro do copo, dê apenas um leve tapa no fundo do copo e vire-o em cima do pires do terrário. Em 7 a 15 dias o bolo começará a frutificar (verificar as dicas finais).
Vantagens

Os frutos crescem mais belos e chegam mais facilmente à maturidade dando mais facilidade de fazer novos carimbos de esporo.
Desvantage ns

É preciso trocar a água do terrário e limpá-lo a cada semana, para manter o ambiente de frutificação sempre limpo!!(isso é desvantagem?) 2- Mycrotek Com está técnica podemos frutificar dentro dos próprios copos, para isto é preciso após o substrato estar 100% colonizado, colocar o copo em um ambiente de luz indireta e abrir o copo 1 vez por dia para trocar os gases de dentro do copo e também para umedecer seu interior borrifando pouca água, mas isso só quando necessário. Os copos devem ficar em posição invertida, ou seja, com a boca para baixo fazendo com que o substrato fique apoiado na tampa de alumínio, dando algum espaço entre o substrato e o fundo do copo. Em alguns dias de luz indireta durante algumas horas os cogumelos começam a aparecer, e crescerão para a parte onde há espaço para eles se desenvolverem, no caso, entre a parede e o substrato colonizado. Para colher os cogumelos, abra a tampa do copo e retire o copo de vidro, o bolo (colonizado e com os frutos) vai ficar acima da tampa, o que facilita na hora de colher.
Vantagens

Não é preciso de terrários, o substrato colonizado praticamente não sai do copo o que pode ajudar a combater possíveis contaminantes já que o manuseio direto ao substrato é quase nulo.
Desvantage ns

Os cogumelos crescem com pouco espaço, fazendo com que eles cresçam muito tortos podendo dificultar no momento de adquirir novos carimbos de esporos, o número de abortos e cogumelos que param de madurar cresce devido à falta de espaço e outros.

54 Dicas Finais 1- Durante o processo de colonização pode-se dar sacudidas no substrato depois que o micélio se apresentar saudável. Após alguns dias pode-se sacudir espalhando o micélio pelo substrato, isso pode ajudar a acelerar a colonização porém não deve-se fazer regularmente. 2- Facilitando a frutificação, em ambas as técnicas de frutificação pode-se fazer o uso do DUNK, que nada mais é que dar um “banho” no micélio para que ele absorva mais água após a etapa da colonização. Para isso você deve, no caso da técnica 1, retirar o bolo de seu copo e coloca-lo em um “pote” limpo com água estéril e mergulha-lo, feche o pote e deixe em um local frio de sua casa ou na geladeira, por um período de 24horas. Na técnica 2 pode-se fazer o DUNK no próprio copo, injetando 100mls em seu interior com uma seringa, e então leva-lo para o local frio onde ficará 24horas. Após as 24 horas acabarem, retire o bolo da água e passe para o terrário, ou no outro caso apenas esvazie a água do copo retirando o máximo possível, evitando depósito da mesma no fundo. Esta tek de DUNK pode gerar uma frutificação mais rápida e recompensadora!

55 DIÁRIO DE CULTIVO
Por Swelen:

Strain: Orissa Índia. Fornecedor: Um grande amigo e professor (Shanti ), CARIMBO DE 5 ANOS. Substrato: Centeio+Vermiculita. Tipo e tempo de esterilização: Panela esterilizadora, 90 min. Tipo de inoculação: Seringas com esporos, 3 copos com 1 ponto cada 1. Data de inoculação: 13/06/07. Data de germinação: 18/06/07. Temperatura de incubação: 26° C. Data de inoculação total: 04/07/07. Data de aparecimentos de pins: 16/07/07. Material A primeira coisa que preparei foram as seringas. Pendurei o gloovebox que meu amigo fez pra mim, borrifei álcool dentro pra esterilizar, 15 minutos depois sequei um pouco pra que não ficasse molhado e me limpei com álcool, depois coloquei as luvas. Em seguida abri o saco onde 1 copinho pequeno foi esterilizado no forno com ventilação em 170 graus por 30 minutos e raspei metade do print dentro e adicionei um pouco de água destilada ( não sei exatamente a quantidade). Suguei a solução de dentro do copinho para a seringa, joguei a solução da seringa para o copinho. Fiz esse processo 3 vezes. Embalei e guardei as seringas dentro da geladeira porque as usei depois de 4 dias.

56 Processo de inoculação 150 ml de Cereal. 155 ml de água ( da torneira ). Misturei tudo nos 3 potes de vidro, depois peguei um punhado de filter watter (POLIFIL), tapei o buraco da tampa dos potinhos de vidro e depois tapei o outro buraquinho com esparadrapo. Não enrosquei muito forte as tampas por causa do ar ( em minha primeira tentativa eu enrosquei muito forte as tampas e deixei cozinhar em fogo alto. Moral da história, escutei um barulhão e fui ver o que era na cozinha, o pino da panela esterilizadora se soltou fazendo um barulhão ensurdecedor fazendo com que toda a pressão saísse de dentro quebrando os potes de vidro. Rapidamente retirei a panela do fogão e acabei jogando tudo no lixo porque se estragaram). Fiquei muito decepcionada, mas valeu a experiência. É errando que se aprende!! Tampei os potes de vidro com alumínio e coloquei na panela esterilizadora por 90 min (1 litro de água dentro da panela) em fogo baixo. Deixei esfriar por 20 minutos, abri a panela e sacudi os potes com um pano limpo, 5 horas depois esterilizei a agulha da seringa no fogo (com um isqueiro) e injetei a solução da seringa nos potes, rapidamente tampando os buracos com esparadrapo. E, colocando novamente o alumínio em cima dos potes, sacudi bastante.

Limpei uma parte do meu armário de cozinha e coloquei os bolos lá, 5 ou 6 dias depois (não me lembro exatamente) fui olhar e os micélios começaram a aparecer.

Colonização. Coisa de profissional, note o nível! ;-)

57 ANIMAIS PSYCODÉLICOS

Phyllomedusa bicolor (kanbu)
A rã verde - Phyllomedusa bicolor, apelidada de sapo Kambô, é a maior espécie do gênero da família Hylidae, encontrada no sul da Amazônia e em todo o território do Acre, podendo ser encontrado também em quase todos os países amazônicos, como as Guianas, Venezuela, Colômbia, Peru e Bolívia, principalmente no período das chuvas, sob árvores próximas aos igarapés, onde coaxam por toda noite, anunciando chuva no di a seguinte. Mas, é na madrugada que são “colhidos” pelos pajés e xamãs tribais a fim de retirarem sua secreção cutânea, para fazer a “vacina do sapo”. O kambô é uma rã Amazônica cuja secreção é um Kanbu antibiótico natural poderoso capaz de combater e eliminar distúrbios no ser humano, elevando o sistema imunológico.

Médicos que já tomaram e pesquisaram o Kambô dizem e acreditam que ele possa ser eficaz no tratamento que vai do Câncer à AIDS, e qualquer outro tipo de distúrbio crônico ou não, pois ele atua como um reforçador do sistema imunológico, destruindo as membranas celulares das bactérias. O Kambô é um remédio indígena e para os pajés a doença é um espírito negativo que combate a pessoa. O índio toma o Kambô para afastar o inimigo, também para tirar o desânimo, falta de vontade para caçar, namorar, má sorte, tristeza, fraqueza mental, espiritual, física, baixa estima e desarmonia com a natureza. Na floresta Amazônica esse remédio é indicado porque traz felicidade para quem a toma, como também, para trazer sorte ao caçador que anda com má sorte. Quando se toma o Kambô a caça se aproxima curiosamente do caçador; pois quem a toma emite um tipo de luz verde, e é isso que faz a caça se aproximar. Também serve para desentupir as veias do coração fazendo circular a emoção, o sentimento e o amor. Uso Tomar a vacina do sapo é uma prática antiga com fins medicinais muito difundido entre os povos indígenas do Brasil e do Peru. A “medicação” consiste em uma secreção cutânea retirada da rã Kambô (Phyllomedusa bicolor). A finalidade mais procurada é “tirar a panema”, ou seja, afastar a má sorte na caça e com as mulheres. Existem variações nos rituais e nomes dados ao sapo verde. Na história antiga dos Kaxinawás, o sapo kampu (nome utilizado pelo povo Kaxinawá), era o chefe do “nixi pëi”, bebida preparada com o cipó Banisteriopsis caapi (mesmo cipó que produz a Ayahuasca). Já os Katukinas, nunca os matam, pois dizem que poderão ser picados por cobras, onde a vacina é o veneno retirado do sapo kambô. Para os Ashaninkas, quando o sapo wapapatsi canta perto da casa, o dono tem que apanhá-lo, queimar os pulsos e dormir. Bem cedo, tem de preparar um mingau bem forte e bater nas costas do sapo, para ele soltar o veneno que será passado sobre a pele. Entretanto, o remédio somente terá resultado, se o caçador seguir as regras.

58 A vacina do sapo é considerada um remédio para muitos males pelas populações indígenas da floresta Amazônica, curando desde amarelão até dores em geral. Hoje, a vacina do sapo é utilizada também por seringueiros e vem sendo aplicada por alguns curandeiros nas cidades de Cruzeiro do Sul/AC e Rio Branco/AC. O efeito da vacina do sapo é curto, porém muito forte: “uma forte onda de calor, que sobe pelo corpo até a cabeça. A dilatação dos vasos sanguíneos parece provocar uma circulação mais veloz do sangue, deixando o rosto vermelho e, em seguida a pessoa fica pálida, a pressão baixa, podendo provocar náuseas, vômito e/ou diarréia, durando cerca de 15 minutos. Sensação desagradável que aos poucos retorna a normalidade, e a pessoa se sente mais leve, como se tivesse feito uma boa limpeza, causando uma maior disposição”. Ciência Pesquisas científicas vem sendo realizadas sobre as propriedades da secreção da Phyllomedusa bicolor desde a década de 80. Os primeiros a “descobrirem” as propriedades da secreção para a ciência moderna, foi um grupo de pesquisadores italianos. Amostras das rãs foram levadas do Peru por um pesquisador para os EUA. (Pesquisador que já tinha pesquisado e patenteado anteriormente substâncias da rã Epipedobates tricolor, utilizada tradicionalmente pelos povos indígenas do Equador). Também foram publicadas pesquisas sobre as propriedades da secreção por pesquisadores franceses e israelitas. Mais recente, a Universidade de Kentucky (EUA) está pesquisando (e patenteando) uma das substâncias encontradas na secreção do sapo em colaboração com a empresa farmacêutica Zymogenetics. Diversos laboratórios internacionais já estão interessados no veneno do kambô para desenvolver um medicamento que pode levar à cura do câncer. As pesquisas revelaram que a secreção do Phyllomedusa bicolor contém uma série de substâncias altamente eficazes, sendo as principais a dermorfina e a deltorfina, pertencentes ao grupo dos peptídeos. Estes dois peptídeos eram desconhecidos antes das pesquisas com o Phyllomedusa bicolor. Dermorfina é um potente analgésico e deltorfina pode ser aplicada no tratamento da Ischemia (um tipo de falta de circulação sanguínea e falta de oxigênio, que pode causar derrames). As substâncias da secreção do sapo também possuem propriedades antibióticas e de fortalecimento do sistema imunológico e ainda revelaram grande poder no tratamento do mal de Parkinson, AIDS, câncer, depressão e outras doenças. A Deltorfina e Dermorfina hoje estão sendo produzidos de forma sintética pelos laboratórios farmacêuticos. Reações A reação da vacina dura cinco minutos. Nesse tempo ocorre limpeza no campo físico, energético, emocional e espiritual. Após cinco minutos a sensação é de limpeza, leveza, tranquilidade, bem estar, paz interior e conscientização do desequilíbrio ou distúrbio a ser tratado. Depois de 30 minutos da aplicação, a pessoa já está apta para suas atividades normais. O kambô é indicado para qualquer tipo de pessoa que tenha algum tipo de distúrbio ou desequilíbrio. Purifica o sangue e trata todos os processos agudos e crônicos do organismo. É também indicado para pessoas que aparentemente não apresentam nenhum sintoma, mas busca se conhecer e imunizar o corpo. Atua na percepção, intuição nos sonhos, 3ª visão, no inconsciente e nos bloqueios que

59 impedem o fluxo da energia vital. Há contra-indicação no caso de mulheres grávidas e no ciclo menstrual, já que pode causar hemorragias, devido à dilatação dos vasos sanguíneos, assim como em crianças menores de dez anos. Aplicações A coleta da substância da rã é feita sem machucá-la, no tempo certo e na lua certa. Conhece-se o animal pelo canto. Logo que a secreção é retirada, ele é devolvido à mata. Após seis meses a rã pode ser reutilizada. Na aplicação não utilizam-se agulhas. São feitos os pontos para introduzir a vacina no organismo com um cipó em brasa (lembra um incenso), fazendo uma leve escamação na pele. Em contato com a pele, retira-se um pedaço pequeno, deixando a circulação exposta, onde é aplicada a substância. O cipó usado é anti-inflamatório e após a aplicação não são necessários cuidados especiais, pois a cicatrização dos pontos é rápida. O tratamento é composto de três aplicações com intervalo de 30 dias para cada aplicação. A aplicação diferencia o sexo. Nas mulheres, os pontos são feitos na batata (paturrilha) da perna. Nos homens são feitos no braço. Os xamãs tribais usam a mucosidade como remédio ancestral para tratar doenças, dores e até preguiça. Os ingredientes ativos têm propriedades anestésicas, tranquilizantes e outras. ( ht tp : // www. x a ma n i s mo an ce str al. co m.b r ) Sem fontes de como criar este animal, e sempre lembrar das leis vigente em seu país quanto a animais, especialmente silvestres. Este animal deve ser manejado por pessoas especializadas, principalmente na sua identificação, já se tem relatos de morte devido a este erro.

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Bufo sp.
A fama da família Bufonidae, em especial do gênero Bufo, é devida às substancias neurotóxicas que secretam em suas glândulas paratóides. Essa secreção inclui, na verdade, algumas substâncias cuja concentração varia segundo a espécie e gênero dos sapos em questão. As substâncias mais conhecidas são as Bufoteninas, uma substância classificada como modificador das funções cerebrais (Psicodisléptico). Algumas substâncias extraídas desse gênero de sapos, especialmente da pele seca do Bufo gargarizans, também já foram utilizadas na medicin a chinesa, com o nome de Chan'su (Senso, em japonês) para dor de cabeça, sinusite e hemorragias causadas por abscesso nas gengivas. Hoje em dia já se reconhece as propriedades anestésicas e vasoconstritoras (que pode estancar sangramentos) de algumas das substancias extraídas de sapos do gênero bufo (Bufaginas). Talvez pela presença de tais substâncias, esse gênero de sapo é o preferido dos xamãs, pajés e feiticeiros, em culturas tão distintas como a dos indígenas da América do Sul ou as populações da Europa medieval. No mito dos Cauaiua Parintin, o Sapo Cururu ajuda Baíra a roubar o fogo que pertencia ao Urubu. Por ter sido o único animal que conseguiu atravessar o rio com o fogo preso nas suas costas, durante a fuga de Baíra, o Cururu teve seu poder reconhecido e tornou-se um pajé (Pereira). No mito dos Cariris, relatado por Nantes (1706), os sapos reunidos tentam impedir que as formigas cortassem a árvore que permitia uma comunicação com o céu, sendo rudemente castigados por elas com picadas nas costas. Bandeira referese à festa do “Cururu” entre Kiriris de Mirandela, ritual religioso no qual se utiliza uma bebida com propriedades psicoativas preparada com Jurema (Mimosa hostilis, M. nigra) ( Re f 1 ) . Peça ajuda de um Biólogo para saber identificar corretamente este animal. Uso Sem histórico de usos. A vaga referencia no wikipédia sobre usar a substancia N-dimetil-5-hidroxitriptamina é de que ela deve ser fumada, ou ingerida via oral. “A bufotenina (N-dimetil-5-hidroxitriptamina) é um alcalóide com efeitos alucinógenos, derivado da serotonina, por dimetilação do seu grupo amina. Pode ser encontrado na pele de determinados sapos do género Bufo, como o Bufo marinus. Pode também ser encontrada em pelo menos duas espécies do género Anadenanthera, árvore que cresce no noroeste da Argentina, sul da Bolívia, Peru e provavelmente em outras regiões da América. É um potente enteógeno, que atua por via inalatória ou digestiva, sobre os receptores específicos do córtex cerebral”
( Re f 2 ) .

Este animal Não é o conhecido Sapo Cururu ou Sapo Boi, que causa efeitos como taquicardia e inquietação em animais intoxicados, sem relatos de psicoatividade.

61 CACTOS PSYCODÉLICOS

Mescalina e os Cactos
A Mescalina é a C11H17NO3 ou 3,4,5-trimethox y—pheneth ylamine

Molécula de Mescalina A dosagem de mescalina segundo o erowid é classificada: Fraca – 100mg; Intermediária – 100-200mg; Comum – 200-300mg; Forte – 300-500mg; Muito forte – 500-700mg.

Para decolar ( o chamado onset) - pode-se esperar de 45 - 60 minutos. Pico (ápice) - a partir do começo da “viagem”, pode-se esperar umas 4 horas até atingir o maior ponto no gráfico. Duração : 4 - 8 horas. Efeitos tardios - a partir do fim do vôo, pode-se sentir os efeitos retardados (atrasados, after effects) por 2 até 4 horas. Cactos que contém Mescalina da família Trichocereus Família - Cactacaea Gênero - Trichocereus Espécies - bridgesii ------------cuzcoensis ------------fulvinanus ------------pachanoi (São Pedro) ------------peruvianus (Peruvian Torch) ------------macrogonus ------------taquimbalensis ------------terscheckii (Cordon Grande) ------------validus ------------werdermannianus São naturais do Equador, da Colômbia, do Peru, da Bolívia e do Chile.

62 Peiote e San Pedro na concentração de Mescalina Alguns Trichocereus pachanoi podem ser mais fracos que o Peyote e alguns podem ser mais fortes. Portanto, não existe dose segura de São Pedro que possa ser a dose mínimo-máxima. Existe uma “convenção” que diz que a dose leve seria de 150g de São Pedro (FRESCO). Existem alertas que dizem que não mais de 714g devem ser ingeridas. Isso para o pachanoi mais forte conhecido. Se for o mais fraco já catalogado, você pode ter de comer 2,5 quilos para começar e pelo menos 17 (!!!) quilos para voar alto. E lembre-se que a dose máxima de Mescalina é de 1000 mg. A potência depende de condições climáticas e de cultivo. O pachanoi de cor roxa é bem forte. Outros que são também muito potentes são os crescidos nos Andes, com o solo rico em minerais. Na verdade, potência pode vir direto do código genético. O que contece é que o São Pedro que alguns vendem para o uso psicotrópico foi adquirido por clonagem, que veio de exemplares-mãe, que são bem potentes, com alto nível de Mescalina. A experiência Após 45 minutos após a ingestão dos botões, os efeitos são sentidos. Percebe-se um sentimento de intoxicação e mudança de consciência, com mudanças bem leves. Podem também haver fortes efeitos físicos, como pressão respiratória, tensão dos músculos (especialmente os músculos da face e do pescoço), e também sede e alguma náusea (sim, pode-se vomitar, como nos cogumelos). Qualquer sensação ruim deve desaparecer em torno de uma hora após ingestão. A partir daí, a consciência alterada começa a se manifestar. Como sempre, a experiência varia de pessoa para pessoa, mas os sentimentos mais comuns são: - tranquilidade interior; - singularidade, egocentrificação; - pensamento rápido (quase como o mind-rush dos cogumelos); - sentimento de estar muito atento ao seu redor. Nas próximas horas ficarão mais profundos e visuais (êba!). As cores podem ficar mais intensas. Áureas e auras podem aparecer ao redor de objetos ou pessoas. Objetos poderão parecer maiores, menores, mais pertos ou distantes do que normalmente são e estão. Geralmente, as alucinações visuais não são percebidas por pessoas que se concentram no mundo ao seu redor. Mas se fecham os olhos, poderão ver padrões geométricos e cores, bem no estilo psicodélico dos anos 60. Após várias horas, a intensidade da experiência vai gradualmente diminuindo. No ritual com Peyote dos índios Navajos, a mudança de consciência é usada sabiamente. Na primeira parte da cerimônia, os participantes sucumbem ao sentimento e deixa o Peyote ensinar a mente. Durante a parte final do ritual, a mente passa a contemplar os pensamentos e a compreender o universo, com o conhecimento que o Peyote deixou no subconsciente. A experiência pode durar entre 6 a 12 horas, dependendo da pessoa e da quantidade de substância que foi ingerida. Depois que os efeitos forem embora, não existe aquele sentimento de que a experiência esta indo embora. Sentimentos de relaxamento e de paz espiritual são sentidos. Larica só depois, hehe!!! O que se consome são os próprios cactos, chamados de Botões.
Mais sobre a mescalina nos exames e pontos de mescalina anexo 3

Retirado do Fórum da CEB

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Lophophora --

williamsii, difusa
Peyote (Lophophora williamsii) é um pequeno cactus em forma de botão com diâmetro por volta de 10cm. Ele cresce no México (no deserto que vai do norte ao centro-sul) e no Sudoeste dos EUA (já vi muitos, quando fiz intercâmbio no Arizona e no Novo México. No Texas eles existem, mas são mais raros, podendo ser achados na fronteira, perto de El Paso). Peyote é um alucionógeno,

produzindo significantes mudanças Botão de Lophophora nos campos visual, físico e perceptual. williamsi É tradicionalmente seco e comido em um ritual preparado a induzir visões (ou para nós brancos, alucinações visuais) e já vem sido usado por índios mexicanos por milhares de anos. Mesmo o Peyote sendo usado de forma recreativa Botão de Lophophora diffusa por alguns, é difícil (eu diria que no Brasil MUITO difícil) de se achar o cactus, fresco ou seco, no “mercado das ruas”. Existe uma preocupação com a colheita em massa de Peyotes na natureza, já que um botão pode demorar de 5 a 15 anos para ficar maturo, pronto para consumo. O que se consome são os próprios cactos, chamados de botões, os efeitos primários do Peyote vêm de seu principal alcalóide - a Mescalina. O uso do Peyote como um psicotrópico foi visto pela primeira vez pelos conquistadores espanhóis quando eles chegaram ao Novo Mundo no final do século XV. Estima-se que o Peyote vem sido usado por índios mexicanos por milhares de anos. Seu uso ficou mais “popular” entre o fim do século XIX e o começo do século XX. Eles são, desde o começo de seu uso, comidos secos.

Botão de Lophophora williamsii seco
Este cacto é proibido em muitos países e nos EUA, mesmo sendo nativos. Apenas os membr os da Native American Church possuem licença para utilizar em seus ritos.

64 Identificando As características do gênero Lophophora não variam muito das fotos que seguem da espécie williamsii (secos possuem 7% a mais de mescalina), e ao final outras espécies. Num geral, o que muda entre eles é a quantidade destes pontos brancos bem nítidos, cor de flores, jeito do cacto, sempre mantendo as características aqui apresentadas. Não abordarei o gênero Trichocereus dada a dificuldade de identificação, busque em fóruns que discutem o assunto.

Lophophora williamsii

Disposição na natureza / Variações dentro do gênero

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67 COGUMELOS PSICODÉLICOS Os cogumelos enteógenos têm sido de grande importância em várias cerimônias religiosas, são fungos e não plantas como muitos acreditavam, não produzem clorofila! “Há talvez dezenas de milhares de anos os seres humanos vêm utilizando cogumelos para fins de adivinhação e indução do êxtase xamanista. Pretendo demonstrar que a interação entre homens e os cogumelos não é uma relação simbiótica estática, e sim dinâmica, através da qual pelo menos uma das partes consegue atingir níveis culturais mais elevados. O impacto das plantas psicoativas sobre o aparecimento e a evolução dos seres humanos é um fenômeno que até agora não foi examinado, mas que promete esclarecer não só a evolução dos primatas, mas também o surgimento das formas culturais peculiares ao Homo sapiens. Há um fator oculto na evolução dos seres humanos que não é nem o elo perdido nem a finalidade imposta pelos céus. Minha teoria é que esse fator oculto na evolução dos seres humanos e que teve à tona a consciência humana em um primata bípede dotado de visão binocular tem haver com um laço de realimentação com alucinógenos vegetais. Trata-se de uma noção que ainda não foi amplamente explorada, embora um a forma muito conservadora dela apareça em Soma: de R. Gordon Wasson. Ainda que não comente o surgimento da natureza humana nos primatas, Wasson sugere que os cogumelos alucinógenos foram o agente causal do aparecimento de seres humanos espiritualmente conscientes e da gênese da religião.”
(Extraído do livro Retorno à Cultura Arcaica (Nova Era)de Terence Mckenna)

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Amanita

muscaria

Com referência às propriedades tóxicas e alucinogênicas de A. muscaria, a literatura é, por vezes, um tanto conflitante. Segundo GUZMAN ( Ho n go s, Mé x ico , Li mu r as B ald er a s, 1 9 8 1 ), apesar de A. muscaria ter fama de muito venenoso, sua toxicidade não é grave. Quando ingerido in natura, provoca vômitos e diarréias e a pessoa intoxicada recupera-se em poucas horas. CALANGE [Setas (Hongos) Guia Ilustrada, Madri, Mundi Prensa, 1979], refere-se ao fato de que o cogumelo é tóxico, porém não mortal, contrariamente ao que se acreditava no passado. Seu conteúdo em muscarina é escasso sendo a micetoatropina seu veneno mais perigoso. Esta seria a razão fundamental porque não é aconselhável a aplicação de sulfato de atropina em pessoas com envenenamento por A. mascaria. Ao invés de inativa a muscarina, o produto agrava os sintomas. Segundo esse autor, o envenenamento deve ser combatido com purgantes salínicos e lavagem estomacal, sendo as substâncias alucinogênicas presentes neste cogumelo o ácido ibotêmico, o mucimol, que é um produto derivado do ácido ibotêmico por desidratação, e a muscazona, todas psicoativas. Segundo KENDRICK (The Fifth Kingdom, Waterloo, M ycologue Publications, 1985), A. muscaria, o famoso cogumelo encarnado e com pintas brancas dos contos infantis, quando ingerido induz espasmos musculares, tontura e vômitos e diarréia se muitos cogumelos forem comidos, advindo depois um profundo sono cheio de sonhos fantásticos, que pode persistir até 2 horas ou mais. Ao despertar, o indivíduo experimenta uma “boa viagem” e uma sensação de elevação que persiste por várias horas. Cogumelos frescos contêm o ácido ibotêmico, que tem efeito sobre o sistema nervoso, sendo os cogumelos secos muito mais potentes e não tóxicos. Isso ocorre porque o ácido ibotêmico, com a secagem, é degradado em mucimol, após descarboxilação, sendo 5 a 10 vezes mais psicoativo. Cogumelos secos são capazes de manter sua potência por 5 a 11 anos. Poucas mortes foram, até hoje, relacionadas com esse tipo de envenenamento e 10 ou mais cogumelos podem constituir-se em uma dose fatal. Na maioria dos casos o melhor tratamento é o não-tratamento, pois a recuperação é espontânea e completada em 24 horas. Dizem os relatos que pessoas sob os efeitos dos princípios ativos do cogumelo escarlate mosqueado tornam-se hiperativos, fazendo movimentos compulsivos e descoordenados, falando sem parar e com a percepção de realidade totalmente alterada. Ocasionalmente, a experiência pode tornar-se altamente depressiva. A.mascaria parece conter uma ou mais substâncias que afetam especialmente o sistema nervoso central. E, desnecessário dizer que estas propriedades foram descobertas há longo tempo e têm sido exploradas por vários povos desde então. Hinos dos rituais sagrados hindus de 3.000 anos têm sido interpretados como a glorificação de A. muscaria.

69 Segundo WASSON (1968), banqueiro americano autodidata que teve como lazer o estudo de fungos alucinógenos, o Soma, um dos mais reverenciados deuses da antiga Índia, a quem os hinos foram dedicados, não era outro senão o cogumelo A. mascaria. Este cogumelo foi profundamente estudado por aquele estudioso, cujos relatos foram publicados em seu fascinante livro denominado “Soma - Divine Mushroom of Imortalit y” (Soma - divino cogumelo da imortalidade). O nome específico - muscaria - é relativo à menção feita por Albertus Magnus no século XIII de que o fungo esmagado em leite teria a capacidade de matar moscas domésticas. Em diferentes países do continente europeu o método é ainda hoje utilizado, como acontece na Polônia e nas repúblicas Tcheco e Slovaquia. Nas áreas rurais da Romênia, o fungo é freqüentemente colocado no batente das janelas das casas para evitar a entrada de moscas. No capítulo “Fungos alucinógenos”, do livro “O Grande Mundo dos Fungos” de LACAZ et al.(1970), Mingoia refere-se à obra “As Drogas e a Mente”, de Robert S. de Rapp, publicada em 1967. Segundo este autor, os povos primitivos do Nordeste da Ásia, os Tungus, os Yakuts, os Chukechens, os Koryaks e os Kanchadales dão um uso peculiar a este cogumelo. Era comido nos termináveis invernos, quando o sol mal se levantava no horizonte e onde a solidão torna-se total e depressiva em uma ameaça persistente e duradoura que parece não ter mais fim. Nessas condições, qualquer forma de inebriamento ou fuga pode ser considerada melhor do que nenhuma. Falam as crônicas sobre os Koryaks que os ricos dariam uma rena inteira ou até mesmo quatro por um único cogumelo seco, pois A. muscaria apresenta a vantagem de que seu princípio ativo é excretado intacto pela urina, podendo ser reciclado e utilizado outra vez por homens e mulheres em banquetes orgíacos. À medida que a festa se desenrolava, depois da ingestão dos cogumelos, os participantes tornavam-se mais animados, gritavam, cantavam, agitavam-se, conversavam com seres, entes ou pessoas inexistentes, pulavam desenfreadamente, imaginando a existência de barreiras e estorvos tão altos que os obrigavam a transpô-los. Assim, a festa continuava com as pessoas transformadas por um estado de ex acerbada emoção até que vinha o sono profundo do estupor e exaustão total. De acordo com a tradição escandinava, os Vikings comiam o cogumelo mosqueado para guerrear frenética e incansavelmente. Embora popularmente seja visto como o mais venenoso cogumelo de “chapéu”, A.muscaria jamais causou a morte de pessoas saudáveis. Usualmente, de uma a três horas depois de sua ingestão, há um período de delírio e alucinações, por vezes acompanhado de certas perturbações gastrointestinais. Após algumas horas desse estado de excitação psíquica, advém um intenso estupor e o indivíduo acorda sem se lembrar de coisa alguma do que se passou. Essa variação da opinião de tantos autores deve-se, provavelmente, a que as substâncias intoxicantes, que situam-se principalmente na camada superficial do píleo, variam consideravelmente em suas quantidades de acordo com a região e as condições nas quais os cogumelos se desenvolvem.
( h ttp :/ / www. g e o ci ti es .c o m/~e sab io / co g u me lo / a ma n it a mu s car ia_ a. ht m)

70 “Provalvelmente é o enteógeno mais antigo, existem referências de seu uso na Europa, Ásia e América desde tempos antigos. Os primeiros vestígios de seu uso remetem a Sibéria Oriental perto do Mar Ártico onde se encontrou em 1965 uns petroglifos que representam homens e mulheres com o cogumelo na cabeça. Destacamos que nesta época a Amanita não era de uso comum entre os amantes de enteógenos. Recordamos que, desde 1658 aproximadamente, existe relatos de viajantes Europeus que narram o uso do cogumelo matamoscas entre os povos nativos da Sibéria, os Nenets, os Koryaks, os Kanchadals e outros. Stepan Krasheinnikov, explorador que percorreu a Sibéria durante 1755, nos deixou o seguinte relato: - O principal sinal e mais característico a um homem sob influência de mukhomor é o tremor dos menbros, que segue por aproximadamente uma hora, após o qual, a pessoa intoxicada tem alucinações, como se estivesse com febre, e ficam sujeitos a diversas visões ondem podem ser maravilhosas ou terríveis, alguns saltam e dançam, outros choram por sofrer grandes temores, presenciando grandes terrores, enquanto outros presenciam portas ou pequenas passagens, ou um balde de água tão profundo quanto o oceano. Mas isto se aplica apenas à aqueles que excedem, os outros que tomam quantidades pequenas experimentam uma sensação extraordinária de leveza, alegria e uma grande sensação de bem estar. Na Sibéria, a Amanita era usada por xamãs dentro de um contexto religioso, pois lhes permitia entrar em contato com as entidades através do transe, em cerimônias no início do século XIX. Na China, a Amanita é conhecida com o nome de Tu ying Hing, que se traduz também como matamoscas, e seus efeitos eram conhecidos pelos Taoistas.”
(Fonte não encontrada, traduzido pelo autor)

Dosagem As doses orais descritas pelo erowid variam: Dose tranqüila – 1-5 g; dose comum – 5-10 g e dose forte – 10-30 g. Algumas Considerações Vale lembrar que devem estar secos, pois in natura os cogumelos causam uma intoxicação. Ou seja, in natura causam efeitos venenosos, os que não desejamos, entendeu? Secos, não causam dor de estomago e nem te forçará a ter uma bela tarde fazendo lavagem estomacal no hospital (sabem como ela é feita? Pela bunda).

Caso aconteça intoxicação por Amanita in natura, leve parte do cogumelo ou adiante aos médicos para não ministrar atropina, e explique corretamente o ocorrido!
Amanitas ao secarem podem perder suas propriedades, logo a temperatura é algo a tomar muita atenção. A literatura é escassa nesta informação, mas algo em torno de 30ºC, ou o mais correto seria secar ao sol, ou túnel de vento (usa-se o ventilador), ou algo do gênero. Atrás da geladeira, por exemplo, é o mais utilizado, coloque eles dentro de meias finas (estas que a mulherada usa) e deixe eles grudadinhos no dissipador de calor da geladeira, até que fiquem bem murchos, uns 3 a 4 dias, e após colocalos em recipiente sem contato com o ar, juntamente com os cogumelos colocar estes antimofos que se encontra nos mercados, os cogumelos realmente devem estar crocantes!

71 Ressalto um detalhe, dependendo do modo de secagem, qualidade do cogumelo, aquelas dosagens descritas acima variam, variam também de pessoa para pessoa, eu consumi 12gr e já obtive resultados intrigantes, porém foram fracos. Ao meu ver, o correto é tomar no começo 5 a 7 gramas e aí aumentar com base nos efeitos que obtiver. Acho que é valido relatar minha experiência, este cogumelo não teve a tamanha potencialidade como relatada nos texto aqui descritos, salvo que foi colhido nativo do Brasil e secado por mim, onde pode ter constituído alguns erros sérios, até mesmo do próprio cogumelo (clima) pois esta trip que relato foi uma colheita no início do inverno, dose = 30gr, efeitos iguais das 12gr do inverno passado. Após uma análise de vários usuários e através de uma breve pesquisa, constatamos que se deve fazer uma dieta livre de café! Isso, café! O café age nos receptores gaba, local onde o mucimol atua, pesquise o tempo para os receptores ficarem livres e ai tome os cogumelos (lembrando, devidamente preparados!!!)

72 Identificando É inaceitável que se confunda este cogumelo com outro. Eles possuem características muito singulares, tamanho, cor vermelha, base dilatada, anel e haste branca. São mais vermelhos quando novos e tendem ao alaranjado com o passar do tempo. Podem existir outras espécies de cogumelos vermelhos por isto todas as características são relevantes.

São Paulo, Brasil

Santa Catarina, Brasil

73 É sempre bom colher seus cogumelos bem vermelhos! Existem variações observe as fotos.

Entrando em senescência

Ter cogumelos no próximo inverno é desejável, correto? Então nunca colha cogumelos fechados, ou com a aparência de um guarda chuva semiaberto, ainda não soltaram esporos e você vai dizimá-los. Colha os que estão abertos como nesta foto em forma de concha para cima. <<<< Nunca os bebês, ou mais fechados ;)

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Cogu no Exato Ponto de colheita!

Poderia esperar um pouco mais para colher este, cogus assim enormes tem vermes dentro! Bom, seque-os de forma mais rápida, pois no processo ele é comido. Existe indícios que estes vermes podem fazer mal à saúde.

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Espécie de Amanita não identificado. Lindo Não? Nunca consuma cogumelos que você não os identificou com exatidão, existe um ditado, todos os cogumelos são comestíveis, alguns s ó uma vez na vida!

Cogus no exato ponto de colheita!

Cogu passado, melhor não cons umir.

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Psilocibina e os seus Cogumelos
Os fungos superiores dos gêneros “Psilocybes”, “Panaeolus” e “Conocybe” perfazem uma série de mais de 180 espécies, são utilizados pelo menos 3000 anos na cultura dos povos do México Asteca-Náhuatl possuindo características comuns à utilização x amânica, ainda mais antiga que a do cogumelo Amanita muscaria nas populações siberianas. Entre os Basídiomicetos (classe de fungos com estrutura características para dispersão de esporos) Molécula de Psilocibina encontram-se várias espécies com Psilocibina, os mais conhecidos e utilizados pelas populações americanas fazem parte dos gêneros: Psilocybe, Panaeolus e Conocybe, atualmente reunidos na ordem Stropharia e família Agaricaceae, sua maioria, principalmente o conhecido golden top (Stropharia cubensis) quando classificado como um gênero em vez da ordem Strophariaceae tem como habitat: solo argiloso, pastos abertos com crescimento associado à incorporação ao solo de esterco bovino. Entre os cogumelos de pasto um dos mais comuns na América do Sul e Central é o golden top mais recentemente classificado como Psilocybe cubensis por integrar ao gênero Ps ylocibe. Distinções se fazem por altitude, regiões geográficas e afinidade por água. O Psilocybe zapotecorum, cresce nos charcos e lugares alagados por isso são chamados de apipiltzin (filhos das águas) por sua relação com o Deus das Chuvas (Tlaloc). Considerando-se a presença de Psilocibina e Psilocina além dos citados anteriormente, existem centenas de espécies do gêneros entre estes: Inocyb e, Copelandia, Gymnopoulos, Pluteus e outros. O gênero Psilocybe está presente em todos os continentes, mas nem todos possuem substancias psicotrópicas. Entre as espécies mais utilizadas das quase 130 espécies do gênero Psilocybe incluem-se: P. mexicana, P. caerulescans, P. semperviva, P. mazatecorum, P. zapotecorum, P. Aztecorum. Efeitos Os efeitos da Psilocibina têm caráter alucinógeno na maioria dos casos. Após a ingestão da substância (através do chá de cogumelo ou do cogumelo desidratado e moído, por exemplo) o indivíduo leva tipicamente cerca de 15 a 45 minutos para começar a sentir os efeitos. Os efeitos variam de pessoa para pessoa e também dependem do tipo de cogumelo ingerido. A princípio pode-se ter uma impressão de leve tontura e até mesmo um certo desconforto gástrico (que pode ocasionar vômito). Muitas vezes têm-se sensações agradáveis que incluem empatia com as outras pessoas e com o universo. Em um segundo momento é possível perceber alterações nas percepções visuais e noção de espaço. Por volta da 2º hora costuma-se alcançar o topo da “viagem”. Neste ponto, dependendo da quantidade ingerida, pode-se estar em um estado totalmente desconexo da realidade. Alucinações intermitentes em todos os sentidos provocando sinestesia e desprendimento do ego são comuns. O ponto alto da “viagem” pode ser extremamente agradável e, segundo alguns usuários, de um aprendizado considerável. No entanto, algumas pessoas ou em algumas situações pode realmente sentir-se desconfortável com as alucinações. Há pessoas que relatam experiências místicas com a Psilocibina que lhes pareceram extremamente

77 positivas, mas há também quem tenha viagens péssimas e cheias de medo ou paranóia. Tratando-se de psicodélicos ou alucinógenos não se pode ignorar o contexto ou set em que se consome a substancia, contudo há diferenças farmacológicas no efeito agonístico do LSD e Psilocibina de acordo com os sítios receptores de atuação. Segundo Miranda;Taketa; Vilaroto-Vera, o LSD atua sobre vários receptores da serotonina (5-HT) enquanto que a psilocibina é mais seletiva (especificamente em relação ao 5-HT2). Recentes pesquisas têm encontrados efeitos potenciais promissores para utilização da psilocibina e LSD sobre cefaléia em salvas (fortes dores de cabeça). A enxaqueca vem sendo tradicionalmente tratada com triptaminas não psicodélicas e ergotaminas, ou seja, moléculas estruturalmente afins. Efeito de cura ritual ou psicoterapia ainda necessita maior aprofundamento face aos séculos de perseguição católica ou impedimentos legais decorrentes do uso recreativo descontrolado que inadequadamente foi combatido por proibição policial e hoje se sabe que não se pode destruir valores culturais sem efeitos deletérios sobre a organização social, incluindo-se nesse contexto o consumo desorientado. Ou seja, o ritual é uma forma de controlar o consumo. Entre as indicações de uso por médicos feiticeiros (ticitl) da cultura astecanahuatl, encontra-se: febre, dores de dente, gota, constipação, gripe além dos males identificados no conhecimento médico religioso tradicional como o “espanto”, “ares” de doença (elhigattl cocolitzle) “castigos” de divindades específicas do vento, água da chuva, dos montes (frio) ou mesmo o tlazolmiquiztli (a morte causada pelo amor) e as manifestações psicossomáticas de enfeitiçamento maléfico entre outros agravos para os quais o diagnóstico através do uso ritual do teonanacat yl é fundamental. Riscos Não existem provas das consequências físicas do consumo de Psilocibina; apenas se conhecem as relacionadas com problemas psicológicos, como a depressão, ansiedade, psicose, etc. Há inúmeros casos de psicoses que duram meses e psicoses permanentes que só ocorrem em pessoas que tem alguma doença mental ainda não manifestada. Pessoas que não possuem doenças mentais não correm esse risco. As pessoas afetadas ficam distantes, como se ainda estivessem sobre o efeito da droga. Existe também casos de “bad trip” que significa viagem ruim, bad (ruim) trip (viagem ou brisa). É quando a pessoa toma a droga e o efeito é de medo, paranóia, pavor (sensações ruins). Isso é causado por diversos fatores, desde ambientação até dificuldades da pessoa em lidar com a realidade. As propriedades de causar psicoses, como dito, ainda precisam ser comparadas à incidência esperada em cada região. Estima-se para a esquizofrenia uma incidência média de 1% em populações das Américas. A discussão das propriedades psicotomiméticas incluem a identificação de padrões alucinatórios e vivenciais São comuns vivências do tipo splitting e despersonalizações descritas como o encontro do próprio corpo, dormindo durante o sonho, e a constatação de que se é uma espécie de luz das estrelas (tonal) unida pela vida e intenção (vontade) ao “espaço entre as estrelas” (nagual), num universo cheio de perigos, inimigos e aliados. ( Ref 9 )

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Stropharia cubensis Psilocybe cubensis
O texto abaixo é extraído do livro Retorno à Cultura Arcaica (Nova Era), de Terence McKenna: “Há talvez dezenas de milhares de anos, os seres humanos vêm utilizando cogumelos para fins de adivinhação e indução do êxtase xamanista. Pretendo demonstrar que a interação entre homens e os cogumelos não é uma relação simbiótica estática, e sim dinâmica, através da qual pelo menos uma das partes consegue atingir níveis culturais mais elevados. O impacto das plantas psicoativas sobre o aparecimento e a evolução dos seres humanos é um fenômeno que até agora não foi ex aminado, mas que promete esclarecer não só a evolução dos primatas, mas também o surgimento das formas culturais peculiares ao Homo sapiens. Há um fator oculto na evolução dos seres humanos que não é nem o elo perdido nem a finalidade imposta pelos céus. Minha teoria é que esse fator oculto na evolução dos seres humanos e que teve à tona a consciência humana em um primata bípede dotado de visão binocular tem a ver com um laço de realimentação com alucinógenos vegetais. Trata-se de uma noção que ainda não foi amplamente explorada, embora um a forma muito conservadora dela apareça em Soma: de R. Gordon Wasson. Ainda que ainda não comente o surgimento da natureza humana nos primatas, Wasson sugere que os cogumelos alucinógenos foram o agente causal do aparecimento de seres humanos espiritualmente conscientes e da gênese da religião.” A ausência de clorofila impede os cogumelos de se alimentarem utilizando a energia solar, o que impele a espécie a desenvolver outros métodos de vida, atuando como parasitas em outros animais e plantas ou habitando matéria em decomposição. Os fungos também agem quimicamente no ar, de forma diferente das plantas com clorofila, eles absorvem o oxigênio e exalam ácido carbônico, agindo nesse ponto da mesma forma que os animais, aos quais se assemelham em composição química. No continente americano há o Cubensis; que nasce no estrume do zebu, cogu do zebu assim chamado. Zebu é uma raça de boi. Segundo Sangirardi Jr, essa espécie de fungo tem sido empregada na América Central desde muito antes da chegada dos Este, encontrado na r egião central do Brasil . espanhóis que trouxeram o gado bovino. Para ele, poderiam proliferar no estrume do búfalo americano e do gamo, animais considerados sagrados pelos maias.

79 Este Cogumelo é muito conhecido aqui no Brasil, notavelmente em regiões de pasto de gado. Seu princípio ativo é a psilocibina, a parte inferior do chapéu é escura e sua cor é um tom dourado escuro. Terence Mackenna, um xamã e botânico que morava no Hawaii, em seu livro “Alucinações Reais”, conta como consegue reproduzir o cogumelo no seu laboratório de plantas de poder, afirmou: “- A psilocibina está intimamente ligada com a serotonina. A serotonina torna possível ao cogumelo as funções cerebrais do universo mental. O mais interessante é como nasce o cogumelo. Imagine agora um zebu pastando. As plantas ingeridas vão para aquela biomáquina, que é o seu processo digestivo, e vira depois estrume. Depositado o estrume na terra, fica por conta do Universo. Vem a chuva irrigando o estrume, e em seguida o Sol com seus raios dourados, energizando. Desta alquimia natural, nasce o cogumelo. Numa das vezes que ingeri o cogumelo, dentro de um ritual xamânico, estabeleci contato com um ser, que intuí ser o elemental. Tive a visão de um elemental bastante gordo, cheio de barrigas, bonachão, bastante sorridente, passando-me que possuía os registros da Mãe Terra e das manifestações da natureza. Senti uma profunda conexão com a natureza, podia observar as mais sutis formas de vegetação, e tive a compreensão que esta planta não pode ser ingerida em centros urbanos. Dizem os erveiros que os cogumelos não devem ser tomados de forma sistemática. Eles dizem que o cogumelo aparece em seu caminho, quando é necessário. Quando você quer procurá-lo, mas não é para ser, você não o encontra. Um mateiro explicou-me a utilização da seguinte maneira: ‘-Ta vendo aquele cogumelo lá? ( referindo a um cogumelo de outra espécie). Aquele a gente não come, porque faz mal. Aquele outro às vezes a gente usa prá botar numa salada. E este ( referindo-se ao stropharya), este é o seguinte: às vezes a gente ta com a cabeça cheia de problemas, e não consegue arrumar as idéias. Então a gente come este que é prá entender como resolve.’ Alguns que estudam botânica mágica acreditam que este cogumelo veio de Órion. Se o cogumelo veio de outro planeta, não posso afirmar, porém parece que ao ingerí-lo estabeleci uma conexão com algo que não era deste planeta. Suas visões são bastante fortes, não senti o tempo passar, não senti fome. Quando tocava maracás, eu via labaredas de fogo saindo dos mesmos. A acuidade auditiva e visual foi bem amplificada e nessa vivência recebi um insight que proporcionou uma grande transformação em minha vida.” Armazenamento Os cogumelos podem ser armazenados em mel, onde parece que se perde um pouco de força para o mesmo, e seco, lembrando que deve ser seco sem a presença do sol diretamente para não degradar a subtância ativa do cogumelo, seco à sombra, ou em túnel de vento (pode ser feito com um ventilador e cartolina), e colocados em recipiente onde não haja troca de ar, um método muito utilizado é usando sílica, em pedra ou em gel, que retira a umidade.

80 Dosagem / Uso Dosagem varia muito da idade do cogumelo e da sensibilidade da pessoa aos constituintes do cogu. Cogumelos novos, 1-3 cogus para uma trip branda; 3-6 cogus para uma trip forte e 6-8 cogus para uma trip muito forte, levando em consideração que isto são cogumelos pequenos. Tem-se como pequeno, menor que Segundo o erowid, dosagens de o fundo duma garrafinha Max Willian cogumelos secos. caçulinha, hehe. Para preparar seus cogumelos pique eles ao máximo e os coloque em uma xícara e despeje água não fervente em cima deles, abafe até que o liquido esfrie e tome. Pode-se ainda espremer os cogus com um garfo, para extrair ao máximo (e também maceralos como em uma caipirinha quando colocar a água). Outra maneira é comendo, in natura, com doce de leite, ou ainda incorporar em suas vitaminas favoritas. Os cogumelos secos devem ser consumidos neste estado, pois o chá se perde muito (eu ainda prefiro o chá), uma dica para driblar o seu gosto é congelar eles antes da ingestão.

Identificando Este, achado em Cuibá, Brasil O Stropharia atende a 3 requisitos básicos, e indiscutíveis, que devidamente comprovados a chance de se estar consumindo o cogumelo errado é quase que nula. Ele frutifica geralmente nas redondezas da bosta dos bois. Ao notar se vê a cor meio que alaranjada saindo do meio para as extremidades, como na foto ao lado! Possuem anel abaixo do chapéu (parte superior), este anel pode cair se o cogumelo for mais velho. E o essencial ao quebrar as haste dentro de alguns minutos depois, ele deverá ficar Roxo!, Alguns dizem que a velocidade a qual ele fica roxo é um indicativo de potencialidade, já peguei cogus que somente ao entrar em contato com o ar ficarão negros de tão roxo, mas já estavam bem velhos difíceis de identificar até. Vale lembrar que as cores do chapéu, tamanho e semelhança com a foto acima, pode mudar de região para região, temos muitas espécies de Stropharia no Brasil, porém as 2 últimas características são base das espécies.

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Uma correta identificação é necessária par a que não ocorram acidentes graves.

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Psilocybe mexicana
Os Maias usavam o Teonanácatl ou “Carne de Deus” (Psilocybe Mexicana). O primeiro registro do consumo do cogumelo Psilocybe, data de 1502, durante a coroação do imperador Montezuma. Pesquisadores da psilocibina acreditam que ela abre uma porta para o subconsciente, permitindo que o mundo consciente seja encarado de uma perspectiva diferente. Conhecido como a " Carne De Deus " é o cogumelo milenar dos índios mexicanos. Os Cogumelos Sagrados do México têm como princípio ativo a psilocibina e a psilocina.

Maria Sabina “Há um mundo além do nosso, um mundo que, próximo, e invisível. E há onde o deus vive, onde o inoperante vive, os espíritos e os santos, um mundo onde tudo tem acontecido e tudo é sabido. Esse mundo fala. Tem uma linguagem própria. Eu relato o que diz. O cogumelo sagrado faz exame, me pega pela mão e traz-me ao mundo onde tudo é sabido. São eles, os cogumelos sagrados, que falam em uma maneira que eu posso compreender. Eu pergunto-lhes e eles me respondem. Quando eu retorno da viagem que eu fiz, tiro a prova com ele, eu digo o que ele me disse e o que me mostrou”. Maria Sabina, curandera legendária Mazateca "A Sábia dos Cogumelos Sagrados" Oax aca, México, realizava o ritual chamado "Velada", que consiste em consumir ritualmente os cogumelos juntamente com os participantes, apresentando ao xamã os problemas para serem resolvidos, as dúvidas que afligem, perguntas para serem respondidas.

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Panaeolus sp.

Panaeolus castaneifolius

Panaelous sp.

Dentre muitos outros, pesquise mais sobre este gênero de cogumelo, contém psilocibina, espécies exemplificadas, talvez não sejam com alto teor da substância, sendo em sua maioria pouco ou nada alucinógenos.

84 PLANTAS PSICODÉLICAS Segundo Beatriz , as plantas psicoativas têm sido utilizadas há cinquenta mil anos pela humanidade, em diferentes culturas e épocas, sendo objeto de culto e reverência ou de demonização. A paixão que despertam revela-se, em primeiro lugar, pela própria maneira de nomeá-las. Alguns pesquisadores têm criticado o termo científico alucinógeno, por sugerir uma percepção falsa e ilusória da realidade. Uma opção adotada tem sido enteógeno, originário do grego antigo, com o significado de “Deus dentro” ou “o que leva o divino para dentro de si”. Outra, mais ligada à contracultura, é psicodélico, “aquilo que revela o espírito ou alma”. Alguns preferem utilizar termos nativos, como é o caso de plantas professoras, expressão característica do vegetalismo peruano, ou adotar denominações que sublinhem as dimensões neurofarmacológicas comuns às várias substâncias, como a proposta por Michael Winkelman, plantas psicointegradoras, aquelas que “integram os hemisférios direito e esquerdo do cérebro”. As diversas populações que fazem uso dessas substâncias consideram, em geral, que elas são habitadas por um espírito, uma “mãe”, um “dono” — com o qual podemos nos comunicar e aprender. Elas seriam, portanto, um espírito-planta. Um traço comum aos variados contextos é a crença de que, por meio dessas substâncias, é possível estabelecer contato com o mundo espiritual, com os seres divinos, e transcender as fronteiras da morte. Historicamente, o uso de tais psicoativos tem sido associado ao reforço da identidade étnica, à promoção da coesão social, à transmissão de valores culturais, à produção artística, à morte simbólica do ego, ao autoconhecimento, à resolução de conflitos sociais, à guerra, à feitiçaria, à caça, ao poder político e cósmico, à metamorfose em animais e à divinação, entre outros. Uma das dimensões centrais das plantas de poder é a sua conexão estreita com os sistemas de cura, seja através da figura do xamã, seja através das religiões institucionalizadas. A cura propiciaria uma conex ão holística entre processos mentais, emocionais e espirituais — mesmo porque, em alguns dos contextos onde estas substâncias são consumidas, tais esferas são consideradas inseparáveis. A ciência norte-americana dos anos 50 e 60 desenvolveu diversas pesquisas e experimentações sobre as virtudes médicas e terapêuticas dos psicoativos, sobretudo antes da proibição legal do LSD nos EUA, em 1966. Entretanto, o tema permanece ainda pouco estudado, além de fortemente estigmatizado. Os assim chamados estados alterados de consciência não são provocados apenas por substâncias químicas. Eles também podem ser produzidos por estímulos auditivos, jejuns nutricionais, isolamento social e deprivação sensorial, meditação, estados de sono, abstinência sexual, comportamento motor intensivo, opiáceos endógenos e estados mentais resultantes de alterações na neurofisiologia ou química corporal.
Texto originalmente publicado em: Labate, Beatriz C. “Piante che curano” in: Forest Medicine: la medicina tradizionale uma risorsa da conoscere. Milão, Centro Orientamento Educativo e Commissione Europea, 2003.

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Solanáceas uma família Muito Séria!
Esta família de plantas( a mesma do tomate, fumo, batata e outras) constitui numa grande responsabilidade, tanto usá-las como criá-las, são plantas as quais poucos foram feitos. As Solanáceas possuem em abundância seus princípios ativos, dentre eles destaquemos a escopolamina, atropina e a nicotina, dois primeiros, são alcalóides responsáveis por processos fisiológicos complexos que levam seus usuários desinformados ao hospital ou morte caso sejam sensíveis aos compostos ou abusem na dosagem, quando se tratando de plantas como a Brugmansia, Datura, Mandrágora e Atropa, mais intoxicações com o Tabaco, também podem ocorrer sendo comuns em quem os colhe ou trabalha no dia a dia com a planta. Química Para melhor entender o que é síndrome anticolinérgica, relacionada aos compostos atropina e esopolamina, onde é um quadro clínico desencadeado pelo uso das plantas que os possuem, vamos estudar um pouco sobre a química do cérebro! A acetilcolina (ACh) é uma molécula simples sintetizada a partir de colina e acetil-CoA através da ação da colina acetiltransferase. Os neurônios que sintetizam e liberam ACh são chamados neurônios colinérgicos (ai o nome síndrome anticolinérgica, os alcalóides agem aqui). Quando um potencial de ação alcança o botão terminal de um neurônio présináptico, um canal de cálcio controlado pela voltagem é aberto. A entrada de íons cálcio, Ca2+, estimula a exocitose de vesículas pré-sinápticas que contém ACh, a qual é conseqüentemente liberada na fenda sináptica. Uma vez liberada, a ACh deve ser removida rapidamente para permitir que ocorra a repolarização; essa etapa, a hidrólise, é realizada pela enzima acetilcolinesterase, encontrada nas terminações nervosas está ancorada à membrana plasmática através de um glicolipídeo. Os receptores ACh são canais de cátions controlado por ligantes, composto por quatro unidades subpeptídicas dispostas na forma [(a2)(b)(g)(d)]. Duas classes principais de receptores de ACh foram identificadas com base em sua reatividade ao alcalóide, muscarina, encontrada no cogumelo e à nicotina, respectivamente, os receptores muscarínicos e os receptores nicotínicos. Ambas as classes de receptores são abundantes no cérebro humano. Os receptores nicotínicos ainda são divididos conforme encontrados nas junções neuromusculares e aqueles encontrados nas sinapses neuronais. A ativação dos receptores de ACh pela ligação com o ACh provoca uma entrada de Na+ na célula e uma saída de K+, provocando a desporalização do neurônio pós-sináptico e no inicio de um novo potencial de ação. Agonistas e antagonistas colinérgicos Foram identificados numerosos compostos que agem ou como agonistas ou antagonistas dos neurônios colinérgicos. A principal ação dos agonistas colinérgicos é a ex citação ou inibição de células efetoras autônomas que são inervadas pelos neurônios parasimpáticos pós-ganglionares e como tal são chamados de agentes parasimpatomiméticos. Os agonistas colinérgicos incluem os ésteres de colina (tais como a própria ACh ) assim como seus compostos protéicos ou alcalóides. Demonstrou-se que

86 vários compostos que ocorrem naturalmente agem sobre os neurônios colinérgicos, seja positiva ou negativamente. As respostas dos neurônios colinérgicos podem ser ampliadas pela administração de inibidores de colinesterase (ChE). Os inibidores ChE tem sido utilizado como componentes dos gases paralisantes mas também tem significativas aplicações medicinais no tratamento de doenças como a glaucoma e a miastenia grave bem como para terminar o efeito de agentes bloqueadores neuromusculares tais como a atropina. O antitodo para este quadro é cloridato de dipilocarpina, composto encontrado na planta de jaborandi.

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Brugmansia arborea.
Dentre as Plantas Mestras, existe uma de grande importância pertencente ao gênero das Brugmansia sp., que são originárias da América do Sul, onde são conhecidas como Mishas. Espalhada pelas Américas, no México é conhecida como Floripondio, classificadas pelos cientistas como Brugmansia arborea ; B. aurea; B. candida, B. insignis, B. sanguinea, B. suaveolens, B. versicolor e B. vulcaniola, conhecidas popurlamente como Saia Brnca , Corneta, Cartucheira, Zabumba e até de Lírio. Os xamãs as utilizam para obter visões para fins terapêuticos e divinatórios, algumas delas se misturavam utilizando diversas receitas, para obter unguentos que se aplicavam sobre a pele para ter visões. Sendo utilizadas Brugmansia sp. também em magias com fins negativos. Uma das mais conhecida é a a Brugmansia Candida, um arbusto de 2 m de altura para mais. Suas flores são brancas e durante o dia não possuem cheiro, mas a noite passam a ter uma fragrância penetrante e de agradável odor, lembra algo meio cítrico. Fora dos Andes, essas plantas também são utilizadas na Selva Amazônica, principalmente pelos Jívaros. Harner, em suas pesquisas junto a essa tribo, disse que os jovens depois de passarem dias isolados na selva e após serem banhados ritualmente nas cascatas sagradas, eles passam dias dentro de uma cabana só e em total jejum alimentar. Após este retiro, os jovens se preparam para o “Sonho da Juventude”, tomando um preparado de folhas de tabaco maceradas em água. Quando o efeito do tabaco não é suficiente, eles tomam um suco de Maikua (Brugmansia) macerada em água. Muitos xamãs amazônicos usam-nas ainda como aditivo na Ayahuasca, também para propósitos divinatórios. Poucas folhas. Segundo as lendas Inkas, as Brugmansia também eram chamadas de "huaca" (sagrado), exatamente pelo seu poder e por ser a morada de um espírito. O nome Misha compreende todas as espécies de Brugmansia, sendo derivada do Quechuá. Seu nome anterior era Wantuq ou Wanduk. Vem do verbo "wantu" que quer dizer "levantar" em Quechuá, então "wanduk" quer dizer "aquele que se levanta".

88 Utilização 1. Terapêuticos/Adivinhatórios, usados conjuntamente com o San Pedro por especialistas chamados "Rastreadores"; 2. Fitoterápicos, aplicação de suas folhas em deslocamentos e quebra de membros; 3. Iniciativos, ministrados o suco puro de Mishas de alto poder e selvagens, em cerimônias especiais reservadas unicamente a xamãs e a pessoas rigorosamente escolhidas; 4. Raramente as Mishas são ministradas a pacientes pela boca ou de uma outra forma que pode ser tóxica, deve haver um alto controle de sua dosagem para que não mate aquele que a ingerir; 5. Nas magias negativas, são usadas para causar “daño por boca”, no qual a dosagem é calculada para causar a loucura permanente; 6. Na magia amorosa, seu suco é misturado na bebida para a vítima ficar apaixonada; 7. Para proteção da residência, elas são consideradas “guardiães” ou protetoras dos lugares. Geralmente em certas regiões, oferece-se sangue de animal para a Misha como agradecimento. Química As Brugmansias contêm uma alta porcentagem de alcalóides: 0.3 - 0,55% do peso seco. O alcalóide principal é a Escopolamina (Hioscina) 30 - 60% entre outros alcalóides como: Nor-escopolamina, Atropina, Meteloidina e Hiosciamina. Essas substâncias são altamente perigosas, seu uso deve ser muito cauteloso, não sendo aconselhável à aventureiros desinformados e despreparados, como já falei anteriormente, pois elas podem causar a loucura permanente, o coma e Brugmansia Cândida até a morte. A escopolamina (e outros) que pode tanto estar nas raízes, troncos, folhas, flores e frutos, age como um antagonista competitivo no receptor muscarínico (M1). É desta forma classificada como uma droga Anticolinérgica ou como uma droga anti-muscarínica.é antiespasmódica, antiasmática, midriática (dilatadora da pupila) e analgésica (utilizada externamente) ainda causa secura na boca e nas narinas, constipação intestinal, taquicardia e diminuição da pressão arterial. Em sua maioria sedam o Sistema Nervoso Central, por isso seu uso é recomendado somente a xamãs que são conhecedores do seu uso. Existe uma série de preparos para cada tipo de emprego terapêutico e ritualístico da Misha, no qual aquele que a manuseia tem que saber como: dosá-la, como ingerir, aplicá-la no corpo, respeitar o jejum ritualístico, fazer um antídoto onde a substância antitodo é a di-pilocarpina, encontrada em abundância no Jaborandi, e principalmente como colhê-la e qual parte da planta colher, para o propósito em questão. No meu modo de ver, temos que ter muito cuidado ao utilizá-la e devemos sempre ter por perto (ao alcance das mãos) um antídoto, para possíveis transtornos.

89 Nos Andes cada espécie de Mishas recebem um nome específico: Misha Galga (Brugmansia x arborea), Misha Colombo (B. suaveolens), Misha Curandera (B. candida), Misha León (B. arborea), Misha Rastrera (B. x arborea), Misha Toro (B. sanguinea) e Misha del Inga (B. versicolor). O espírito da Misha se manifesta geralmente como um cão de caça (Brugmansia x arborea), uma serpente que transforma-se a meia-noite num a pomba (B. suaveolens), num puma (B. arborea) ou numa serpente venenosa (B. candida), porem isto varia de cultura a cultura. O uso durante Tempos As Daturas são empregadas há séculos nas Américas. Entre os Astecas, a Datura era usada pelo sacerdote, conforme podemos verificar no Códice Baldiano pelo nome de Tolohuaxihuitl, chamado também de Toloatzin. Entre os Huicholes do México, o personagem do Mito, Kieri, cuja relação com o Sol é muito estreita, é um bruxo que encanta os caminhantes com a música de sua rabeca. Aqueles que ficam fascinados com sua música recebem de Kiere flores, folhas e raízes. Aqueles que aceitam o presente, por sua vez dormem e morrem. Os Huicholes oferecem ao espírito vegetal de Kiere flechas ritualísticas e queimam velas em sua honra para exorcizar seus terríveis poderes. O mito da origem Huichol, conta que o bruxo Kieri foi vencido numa luta por Kau yumarie e transpassado por suas flechas mágicas. Kau yumarie, contando com a ajuda de "el Ikuri", o Peyote, se apoderou dos poderes de Kieri.

Jovem da etnia Kamsá com flor de Brugmansia, fotografado por R.E.Schultes em 1953 no Vale de Sibundoy

90 A planta associada ao mito de Kieri é a Datura inóxia (será vista adiante). As Daturas, por suas características químicas são muito mais perigosas que o Peyote, pois a concentração de alcalóides das Datura e Brugmansias variam de acordo com fatores climáticos e ecológicos no solo na mesma espécie e em distintas partes da mesma planta. Dentro do xamanismo, elas são consideradas portais entre os mundos, e as experiências com os espíritos ancestrais está ligada a estas plantas. Estão intimamente ligadas ao vôo xamânico, representado pela águia, com o sonhar e com a experiência de aproximar-se da morte para poder compreende-la. Seus espíritos são neste caso representados pelos guardiões dos mortos, em algumas culturas representado pela Coruja, o Corvo, o Jaguar e o Morcego. Como outras Plantas Mestras, elas são plantadas como protetoras de casas, fazendas e espaços comunitários . Re f: Retirado de Yahoo Groups / portal_paganus

Dosagem/Uso Aconselho a usar esta planta somente se realmente estiver ciente do que faz. O uso popular é de 3 flores pra 1000 ml deixe reduzir a 500 e beber de 1 dedo a 1 copo, beba na primeira vez apenas a medida de uns 3 cm de um copo americano (250 ml), e analise os efeitos, pessoas alérgicas podem morrer, por isto se toma tão pouco, caso prefira, tome menos. Vá aumentando as dosagens sucessivamente, vários meses, procure não tomar mais que uma vez por mês. A forma correta de usar está na raiz, como já foi comentado, se pega um punhado de um palmo de fundura, o seu palmo, e se corta um tanto de raízes que encham o circulo formado entre seu polegar e indicador, o comprimento é da palma da mão, do polegar até o mindinho, com a mão fechada. Não ferva, de uma amassada nas raízes e faça infusão, um chá. Esquente a água e coloque sobre as raízes rachadas ou machucadas. Deixe esfriar e beba. Receita por Clr, Baseada em relatos de usuários, desfrutar dela é assumir qualquer responsabilidade, isentando o autor por qualquer dano a saúde física ou psique; desde já assume estas palavras. Este termo serve para qualquer receita aqui descrita por mim. Fumo de Trombeta Está é a maneira mais correta de consumir a brugmansia, seu fumo é feita das flores, saudável ao corpo e bom pra mente, não possui nenhuma contraindicação. Pegar algumas flores “maduras”, do pé ou que estejam boas ao chão, pendurar e deixar secar bem secas à sombra, picar as flores bem picadinha e umedecer com conhaques ou wisk! Eu fiz com conhaque, Dreyer. Após umedecido colocar o preparado dentro de borrachas, bem apertados e sem contato com o exterior (utilize tiras),onde o futuro fumo ta espremido dentro das tripas.

91 - Deixar as tripas penduradas à sombra por 1 semana. Abra as tripas de borracha e tire o fumo, o cheiro deve estar um azedo doce e ele mais seco de quando foi umedecido. O gosto, eu apreciei ele, Gostei mesmo. Os efeitos são um certo relaxamento e possui efeitos nos alvéolos pulmonares, pelo que se sabe este fumo cria um tipo de capa protetora, se sente um “gás” após fumar. Conservar em potes de conserva(vidro de pepino), que a Flores secando a sombra. validade é indeterminada, o meu está com mais de 1 ano de preparo e está com as características intactas.

Atenção este Fumo é Medicinal e Não Alucinógeno!

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Identificando O importante é não confundir a trombeta com o comumente chamado Lírio, que é muito comum. Lírio são estes:

Já me perguntaram se isto era trombeta!!!!

São Todas Plantas Ornamentais!

A mais confundida:
Hedychium coronarium (lírio do brejo, borboleta, Napoleão (SP), Olímpia (RJ), lírio branco, lágrima de moça, lírio do brejo dentre outros termos comuns). A trombeta, Brugmansia arbórea, é uma arvore bem ramificada sem caule definido, com flores que chegam a quase 30 cm de comprimento, de cores variadas. Segue as fotos da verdadeira trombeta sendo conhecida como, coreana corneta, babado, sete saias, saia branca, copo de leite, trombeta dos anjos, zabumba, cartucheira, zabumba branca, erva dos bruxos dentre outros.

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Folhas largas, flores laranja, brancas (tem um cheiro característico), rosadas, vermelhas e outras cores com troncos e galhos lenhosos, e geralmente perto de córregos, ou áreas alagadas, esta sim é a trombeta.

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Cultivo Para o cultivo desta espécie é muito simples, faça as sementes germinarem em um vasinho com boa terra e depois de estarem fortes uns 2 meses as transplante para o local definido, sempre lembrando que tenha muita água perto para ela crescer vigorosa. Cultivo por estacas: Corte estacas que estejam verdes (ramos novos), com algumas folhas novas, ou corte a metade das folhas grandes que estão no ramo a transplantar com uma tesoura limpa, coloque em terra boa e úmida (não muito), notas folhinhas novas em algumas semanas.

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Datura species
A origem do nome vem do hindu “dhát”, um veneno preparado com plantas, e “tatorah”, entorpecente. Plantas desse gênero e de alguns outros gêneros de Solanáceas apresentam compostos com propriedades alucinógenas, o que é conhecido desde tempos imemoriais. Povos primitivos, tanto da Eurásia como do Novo Mundo, fizeram intenso uso dessas propriedades em rituais místicos e religiosos, bem como para fins medicinais; outros usos tinham intuito criminoso, visando entorpecer as vítimas para as roubar ou matar.

Foto de Datura mentel

Efeitos Os efeitos alucinógenos incluem visões e sensações que eram tidas como formas de comunicação com os deuses. Curandeiros e adivinhos buscavam inspiração nessas visões; ritos de iniciação, bem como de passagem de condições de crianças para adultos, envolviam o uso de preparados dessas plantas. Na região de Bogotá as viúvas e os escravos dos guerreiros mortos recebiam uma bebida com extratos dessas plantas, que as colocava em estado de torpor, de modo a serem enterrados vivos com os seus senhores (carece de fontes?). Plantas dos grupos mencionados não são substitutivas de plantas que fornecem drogas, como maconha, papoula ou coca, pois ao lado do efeito alucinógeno, existe um forte efeito tóxico, e uma “viagem” com Solanáceas se não obedecidas regras constituem bads na certa ou acabam em morte.

97 Identificando Datura Stramonium é uma planta herbácea anual de porte robusto, com caule ramificado suportando folhas alternas, ovais, dentadas e malcheirosas. Na axila das ramificações ou na extremidade dos caules, formam-se grandes flores tubulosas, brancas ou violáceas. O fruto é uma cápsula que encerra sementes pretas. Toda a planta é extremamente venenosa. Apresenta ampla ocorrência no Continente Americano, sendo que no Brasil pode ser encontrada em grande parte do território, mas raramente forma grandes concentrações. Cultiva-se em grande escala para fins medicinais.

Fruto de Daturas

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Fruto de Daturas

Datura stramonium

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Flor de stramonium

Datura stramonium

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Datura metel, o caule é roxo, e a flor também...

101 Castãneda e os Ensinamentos de Don Juan Trecho retirado do livro Erva do Diabo: Quarta-feira, 23 de agosto de 1961 - A erva-do-diabo (o estramônio) era aliada de meu benfeitor. Também poderia ter sido minha, mas eu não gostava dela. - Por que não gostava da erva-do-diabo, Dom Juan? - Tinha um grave inconveniente. - É inferior aos outros poderes aliados? - Não. Não me interprete mal. Ela é tão poderosa quanto os melhores aliados, mas há nela alguma coisa de que eu, pessoalmente, não gosto. - Pode dizer-me o que é? - Ela modifica os homens. Dá-lhes um gosto do poder cedo demais, sem lhes fortificar os corações, tornando-os dominadores e imprevisíveis. Ela os torna fracos, no meio de grande poder. - E não há um meio de evitar-se isso? - Há um meio de se vencer isso, mas não de evitá-lo. Quem quer que se torne aliado da erva tem de pagar esse preço. - Como se pode vencer esse efeito, Dom Juan? - A erva-do-diabo tem quatro cabeças; a raiz, a haste e as folhas, as flores e as sementes. Cada qual é diferente, e quem a tornar sua aliada tem de aprender a respeito delas nessa ordem. A cabeça mais importante está nas raízes. O poder d a erva-do-diabo é conquistado por meio de suas raízes. A haste e as folhas são a cabeça que cura as moléstias; usada direito, essa cabeça é uma dádiva para a humanidade. A terceira cabeça fica nas flores e é usada para tornar as pessoas malucas ou para fazê-las obedientes, ou para matá-las. O homem que tem a erva por aliada nunca absorve as flores, nem meio a haste e as folhas, a não ser no caso de ele mesmo estar doente; mas as raízes e as sementes são sempre absorvidas; especialmente as sementes, que são a quarta cabeça da erva-do-diabo e a mais poderosa das quatro. - Meu benfeitor dizia que as sementes são a "cabeça sóbria". . , a única parte que poderia fortalecer o coração do homem. A erva-do-diabo é dura com seus protegidos, dizia ele, porque pretende matá-los depressa, coisa que geralmente consegue antes de eles descobrirem os segredos da "cabeça sóbria". Existem, porém, histórias sobre homens que desvendaram os segredos da cabeça sóbria. Que desafio para um homem de sabedoria! - Seu benfeitor desvendou esses segredos? - Não. - Conhece alguém que o tenha feito? - Não. Mas houve época em que esse conhecimento era importante. - Conhece alguém que tenha conhecido esses homens? - Não conheço, não. - O seu benfeitor conhecia? - Sim. - Por que ele não desvendou os segredos da cabeça sóbria? - Domesticar a erva-do-diabo para torná-la uma aliada é uma das tarefas mais difíceis que conheço. Por exemplo, ela nunca se tornou minha aliada, talvez porque eu nunca tivesse gostado dela. - E pode usá-la como aliada a despeito de não gostar dela? - Posso; não obstante, prefiro não o fazer. Talvez seja diferente com você. - Por que tem o nome de erva-do-diabo?

102 Dom Juan esboçou um gesto de indiferença, deu de ombros e ficou calado por algum tempo. Por fim, disse que "ervado-diabo" era seu nome provisório (su nombre de feche). Disse ainda que haviam outros nomes para erva-do-diabo, mas que não deviam ser usados, pois o uso de um nome era coisa séria, especialmente quando se está aprendendo a domesticar um poder aliado. Perguntei-lhe por que usar um nome era coisa tão grave. Ele disse que os nomes eram reservados para serem utilizados só quando se pede socorro, em momentos de grande necessidade e tensão, e assegurou-me que esses momentos ocorrem sempre, mais cedo ou mais tarde, nas vidas dos que procuram o conhecimento. Domingo, 3 de setembro de 1961 Hoje à tarde Dom Juan apanhou duas plantas de Datura do campo. Inesperadamente, ele abordou o assunto da erva-do-diabo em nossa conversa e depois convidou-me a ir com ele procurar uma nos morros. Tomamos o carro e fomos para as montanhas próximas. Peguei uma pá da mala e fomos para uma das gargantas. Caminhamos por algum tempo, abrindo caminho pelo chaparral, que era espesso na terra macia e arenosa. Ele parou junto de uma plantinha de folhas verde-escuro e flores grandes, brancas, em forma de sino. - Esta aqui - disse ele. E começou logo a cavar. Quis ajudá-lo, mas ele recusou, sacudindo a cabeça energicamente, e continuou a cavar um buraco circular em volta da planta: um buraco em forma de cone, fundo nas beiradas e formando um montinho no centro do círculo. Quando ele parou de cavar, ajoelhou-se junto da haste e com os dedos limpou a terra macia em volta dela, descobrindo uns dez centímetros de uma raiz grande, tuberosa e em forquilha, cuja espessura formava um contraste marcante com a espessura da haste, que era frágil, em comparação. Dom Juan olhou para mim e disse que a planta era masculina, porque a raiz se bifurcava no ponto exato onde encontrava a haste. Depois, levantou-se e se afastou, procurando algema coisa. - O que está procurando, Dom Juan? - Quero encontrar um pau. Comecei a procurar, mas ele me impediu. - Você não! Sente-se ali. - Ele apontou para umas pedras, a uns seis metros de distância. - Eu o encontrei. Dali a pouco ele voltou com um galho comprido e seco. Usando-o como enxada, ele soltou com cuidado a terra ao longo dos dois ramos da raiz. Limpou-os até uma profundidade de mais ou menos 60 centímetros. Então, a terra ficou tão compacta que era impossível penetrar mais fundo com o pau. Parou e sentou-se para respirar. Sentei-me ao lado dele. Ficamos calados por algum tempo. - Por que não cava com a pá? - perguntei. - Podia cortar e machucar a planta. Eu tinha de arranjar um pau que pertencesse a essa região para que, se batesse na raiz, o dano não fosse tão sério quanto o que fosse causado por uma pá ou outro objeto estranho. - Que tipo de pau pegou? - Qualquer galho seco da árvore paloverde serviria. Se não houver galhos secos, você tem de cortar um. - Pode-se usar os galhos de outras árvores? - Já lhe disse, só o paloverde, nenhuma outra. - Por que isso, Dom Juan? - Porque a erva-do-diabo tem muito poucos amigos, e o paloverde nessa região é a única árvore que se dá com ela... a única coisa que se agarra a ela (lo

103 único que prende). Se você danificar a raiz com uma pá, ela não vai crescer para você quando a replantar, mas se você a danificar com um pau desses, o provável é que a planta nem o sentirá. - O que você vai fazer com a raiz agora? - Vou cortá-la. Você tem de ir embora daqui. Vá procurar outra planta e espere até que o chame. - Não quer que eu o ajude? - Só pode ajudar-me se eu lhe pedir! Afastei-me e comecei a procurar outra planta, para combater o forte desejo de me virar e espiá-lo. Depois de algum tempo ele se juntou a mim. - Agora, deixe eu procurar a fêmea - disse ele. - Como é que se distingue os dois? - A fêmea é mais alta e cresce acima do solo, de modo que parece uma arvorezinha. O macho é grande e se espalha perto do solo, parecendo mais um arbusto cerrado. Depois de cavarmos a fêmea, você verá que ela tem uma única raiz que se estende por um pedação, até se ramificar. O macho, por outro lado, tem uma raiz ramificada junto da haste. Olhamos juntos pelo campo de Daturas. Depois, apontando para uma planta, ele disse: - Aquela é uma fêmea. - E passou a cavá-la, como tinha feito com a outra planta. Assim que ele limpou a raiz eu pude ver que esta correspondia a sua previsão. Tornei a deixá-lo quando ele ia cortar a raiz. Quando chegamos em casa ele abriu o embrulho em que tinha colocado as plantas de Datura. Primeiro, pegou a maior, a masculina, e lavou-a numa grande bandeja de metal. Com muito cuidado, esfregou toda a terra da raiz, haste e folhas. Depois dessa limpeza meticulosa, separou a haste da raiz, fazendo uma incisão superficial em volta de sua junção com uma faquinha serrilhada e partindo as duas. Pegou a haste e separou dela todas as partes, fazendo montinhos individuais das folhas, flores e sementes espinhosas. Jogou fora tudo o que estava seco ou que tinha sido estragado pelos bichos, guardando somente as partes intatas. Amarrou os dois ramos da raiz com pedaços de barbante, partiu-os em dois depois de fazer um corte superficial na junção, e conseguiu dois pedaços de raiz de tamanhos iguais. Depois, pegou um pano grosseiro e colocou nele primeiro os dois pedaços de raiz atados juntos; por cima disso colocou as folhas, num apanhado arrumado, e em seguida as flores, as sementes e a haste. Dobrou o pano e deu um nó nos cantos. Repetiu exatamente o mesmo processo com a outra planta, a feminina, só que quando chegou à raiz, em vez de cortá-la, deixou a forquilha intata, como a letra Y invertida. Depois, colocou todas as partes em outro embrulho de pano. Quando acabou, já estava quase escuro. Quarta-feira, 6 de setembro de 1961 Hoje, no fim da tarde, voltamos a falar sobre a erva-dodiabo. - Acho que devemos recomeçar a tratar daquela erva - disse Dom Juan de repente. Depois de um silêncio cortês, perguntei: - O que vai fazer com as plantas? - As plantas que eu cavei e cortei são minhas - disse ele. - É como se fosse eu mesmo; com elas, vou ensinar-lhe o meio de domesticar a erva-do-diabo. - Como vai fazer isso? - A erva-do-diabo é dividida em porções (partes). Cada uma dessas porções é diferente; cada qual tem sua finalidade e serviços especiais.

104 Ele abriu a mão esquerda e mediu no chão uma distância desde a ponta do polegar até a ponta de seu quarto dedo. - Esta é a minha porção. Você vai medir a sua com sua própria mão. Agora, para ter domínio sobre a erva-do-diabo, tem de começar tomando a primeira porção da raiz. Mas como eu o levei até ela, você tem de tomar a primeira porção da raiz de minha planta. Medi-a para você, de modo que, na verdade, é a minha porção que você deve tomar a princípio. Ele entrou na casa e pegou um dos embrulhos de pano. Sentou-se e abriu-o. Notei que era a planta masculina. Reparei ainda que só havia um pedaço de raiz. Ele pegou o pedaço que restava dos dois e segurou-o diante de meu rosto. - Esta é a sua primeira porção - disse ele. - Eu a dou a você. Eu mesmo a cortei para você. Medi-a como minha, agora eu a dou a você. Por um momento, passou-me pela cabeça a idéia de que eu teria de mastigála como uma cenoura, mas ele a colocou num saquinho de algodão branco. Em seguida, foi até os fundos da casa. Ficou ali sentado no chão, de pernas cruzadas, e com um mano redondo começou a amassar a raiz dentro do saco. Trabalhava sobre uma pedra chata que servia de almofariz. De vez em quando ele lavava as duas pedras com água de uma baciazinha chata, de madeira. Enquanto amassava, entoava um cântico ininteligível, muito baixinho e monótono. Depois de ter reduzido a raiz dentro do saco a uma polpa macia, colocou-a na bacia de madeira. Tornou a pôr o pilão e o almofariz de pedra na bacia, encheu-a de água e depois levou-na a uma espécie de cocho de porcos triangular, encostado à cerca dos fundos. Disse que a raiz tinha de ficar de molho a noite toda e permanecer do lado de fora da casa para apanhar sereno. - Se amanhã for um dia quente, de sol, será um excelente augúrio - disse ele. Domingo, 10 de setembro de 1961 A quinta-feira, dia 7 de setembro, foi um dia muito límpido e quente. Dom Juan pareceu estar muito satisfeito com o bom presságio e repetiu várias vezes que a erva-do-diabo provavelmente tinha gostado de mim. A raiz tinha ficado de molho a noite toda e, por volta das dez da manhã, fomos até os fundos da casa. Ele pegou a bacia do cocho, colocou-a no chão e sentou-se ao lado dela. Pegou o saco e esfregou-o no fundo da bacia. Segurou-o a alguns centímetros acima da água e espremeu o conteúdo, depois deixou o saco cair na água de novo. Repetiu isso mais três vezes, depois largou o saco, jogando-o no cocho, e deixou a bacia ao sol quente. Duas horas depois nós voltamos lá. Ele trouxe consigo uma chaleira média com água fervendo, amarelada. Inclinou a bacia com muito cuidado e despejou a água de cima, conservando o depósito grosso que se acumulara no fundo. Despejou a água fervendo no depósito e tornou a deixar a bacia ao sol. Essa seqüência foi repetida mais três vezes, a intervalos de mais de uma hora. Por fim, ele despejou a maior parte da água da bacia, inclinou-a para apanhar o sol do fim da tarde e largou-a. Quando voltamos, horas depois, já estava escuro. No fundo da bacia havia uma camada de uma substância pegajosa. Parecia amido mal cozido, esbranquiçado ou cinza-claro. Havia talvez uma colher de chá daquilo. Levou a bacia para dentro da casa e, enquanto punha água para ferver, eu tirei pedaços de sujeira que o vento tinha soprado para o depósito. Ele riu de mim. - Esse pingo de sujeira não vai fazer mal a ninguém. Depois que a água ferveu, ele despejou mais ou menos uma xícara na bacia. Era a mesma água amarelada que ele já usara antes. Aquilo dissolveu o depósito formando uma espécie de substância leitosa.

105 - Que tipo de água é essa, Dom Juan? - Água de frutas e flores da garganta. Ele despejou o conteúdo da bacia numa velha caneca de barro que parecia um jarro de flores. Ainda estava muito quente, de modo que ele soprou para esfriála. Tomou um gole e entregou-me a caneca. - Beba agora! - disse ele. Peguei-a automaticamente e, sem refletir, bebi a água toda. Tinha um gosto meio amargo, embora esse amargo quase não se percebesse. O que era marcante era o odor pungente da água. Tinha cheiro de barata. Quase imediatamente comecei a transpirar. Fiquei com muito calor e o sangue me afluiu aos ouvidos. Vi um ponto vermelho em frente dos olhos e os músculos de meu estômago começaram a contrair-se em cãibras dolorosas. Depois, embora eu não sentisse mais dores, comecei a ficar frio e ensopado de suor. Dom Juan perguntou-me se eu estava vendo tudo escuro, ou se tinha pontos pretos em frente dos olhos. Disse-lhe que estava vendo tudo vermelho. Meus dentes batiam por causa de um nervoso incontrolável que me inundava, em ondas, como que se irradiando do meio de meu peito. Depois, perguntou-me se eu estava com medo. Suas perguntas me pareceram sem sentido. Respondi que obviamente eu estava com medo, mas ele tornou a me perguntar se eu estava com medo dela. Não entendi o que ele dizia e respondi que sim. Ele riu e disse que eu não estava realmente com medo. Perguntou se eu continuava a ver vermelho. Tudo o que eu via era um imenso ponto vermelho diante dos olhos. Depois de algum tempo, senti-me melhor. Aos poucos os espasmos nervosos desapareceram, deixando apenas um cansaço dolorido e agradável e um forte desejo de dormir. Não conseguia manter os olhos abertos, embora continuasse a ouvir a voz de Dom Juan. Adormeci. Mas a sensação de estar imerso num vermelho profundo continuou a noite toda. Até sonhei em vermelho. Acordei no domingo, por volta das três da tarde. Tinha dormido quase dois dias. Estava com uma ligeira dor de cabeça e meu estômago estava embrulhado e sentia dores muito agudas e intermitentes nos intestinos. A não ser isso, tudo foi como num despertar comum. Vi que Dom Juan estava sentado defronte de sua casa, cochilando. Ele me sorriu. - Tudo foi bem, na outra noite - disse ele. - Você viu vermelho e isso é o importante. - O que aconteceria se eu não visse vermelho? - Teria visto preto, e isso seria mau sinal. - Por quê? - Quando uma pessoa vê preto, isso significa que ela não foi feita para a erva-do-diabo e ela vomita a alma, tudo verde e preto. - E morreria? - Não creio que alguém morresse, mas ficaria doente por muito tempo. - O que acontece com aqueles que veem vermelho? - Não vomitam, e a raiz lhes proporciona um efeito de prazer, o que significa que eles são fortes e de natureza violenta... coisa de que a erva gosta. É assim que ela atrai. A única desvantagem é que os homens acabam escravos da ervado-diabo, em retribuição ao poder que ela lhes dá. Mas isso são coisas sobre as quais não temos controle. O homem só vive para aprender. E se aprende é porque é essa a natureza de seu destino, para melhor ou para pior. - O que faço agora, Dom Juan? - Agora você tem de plantar um broto que eu cortei da outra metade da primeira porção de raiz. Tomou a metade na outra noite, e agora a outra metade tem de ser posta na terra. Tem de crescer e germinar antes que você possa empreender o verdadeiro trabalho de domesticar a planta.

106 - Como vou domesticá-la? - A erva-do-diabo é domesticada por meio da raiz. Passo a passo, você deve aprender os segredos de cada porção da raiz. Deve absorvê-los a fim de aprender os segredos e conquistar o poder. - As porções diferentes são preparadas da mesma maneira que você preparou a primeira? - Não, cada porção é diferente. - Quais os efeitos específicos de cada porção? - Já disse, cada qual ensina um tipo diferente de poder. O que você tomou a outra noite ainda não é nada. Qualquer pessoa pode fazer isso. Mas só o brujo pode tomar as porções profundas. Não lhe posso dizer o que provocam porque ainda não sei se ela o receberá. Temos de esperar. - Então quando me dirá? - Quando a sua planta tiver crescido e germinado. - Se a primeira porção pode ser tomada por qualquer para que é usada? - De forma diluída, é boa para tudo o que se refere à virilidade, gente velha que perdeu o vigor, ou rapazes em busca de aventuras, ou mesmo mulheres que desejam a paixão. - Você disse que a raiz só é usada para o poder, mas vejo que é também usada para outros fins, além do poder. Estou certo? Ficou-me olhando muito tempo, com um olhar firme que me encabulou. Senti que minha pergunta o irritara, mas não podia entender por quê. - Essa erva só é usada para o poder - disse ele por fim, num tom seco e severo. - O homem que quer de volta o vigor, os jovens que procuram suportar a fadiga e a fome, o homem que quer matar outro homem, uma mulher que quer ser fogosa... todos desejam o poder. E a erva lhes dará o poder! Acha que gosta dela? perguntou, depois de uma pausa. - Sinto um estranho vigor - disse eu, e era verdade. Eu o tinha observado ao acordar e sentia-o naquele momento. Era uma sensação muito especial de desconforto ou de frustração; todo meu corpo se movia e estendia com uma leveza e força desusadas. Meus braços e pernas comichavam. Meus ombros pareciam estar inchados; os músculos de minhas costas e de meu pescoço me davam vontade de me encostar ou me esfregar contra as árvores. Parecia-me que eu poderia demolir um muro, se me atirasse de encontro a ele. Não falamos mais nada. Ficamos sentados na varanda, Por algum tempo. Reparei que Dom Juan estava adormecendo; debateu a cabeça algumas vezes e depois simplesmente esticou as pernas, deitou-se no chão com as mãos por trás da cabeça e dormiu. Levantei-me e fui para o quintal, onde consumi minha energia física exagerada limpando o terreno; lembrei-me de que ele tinha dito que gostaria que eu ajudasse a uma limpeza nos fundos da casa. Mais tarde, quando ele acordou e foi lá para os fundos, eu já estava mais descansado. Sentamo-nos para comer e durante a refeição perguntou-me três vezes como me sentia. Como isso era raro, mal eu falei: - Por que está preocupado com o que estou sentindo, Dom Juan? Espera que eu tenha uma má reação por ter bebido o suco? Ele riu. Pareceu-me que estava agindo como um menino levado que fez uma travessura e está verificando os resultados de vez em quando. Ainda rindo, ele disse: - Você não me parece doente. Ainda há pouco você até falou grosso comigo. - Não falei, não, Dom Juan - protestei. - Não me lembro de ter jamais falado assim com você. - Eu fazia muita questão disso, pois não me lembrava de ter alguma vez ficado zangado com ele. - Você a defendeu - disse ele.

107 - Defendi quem? - Você estava defendendo a erva-do-diabo. Já parecia um amante. Eu ia protestar ainda com maior vigor, mas me contive. - Não percebi que a estava defendendo. - Claro que não. Nem se lembra do que disse, não é? - Não me lembro, não. Tenho de confessá-lo. - Está vendo? A erva-do-diabo é assim. Ela se insinua em você como uma mulher. Você nem toma conhecimento. Só o que lhe interessa é que ela o faz sentir-se bem e poderoso: os músculos intumescidos de força, os punhos comichando, as solas dos pés ardendo para derrubar alguém. Quando o homem a conhece, ele fica mesmo cheio de desejos. Meu benfeitor costumava dizer que a erva-do-diabo conserva os homens que querem o poder e livra-se dos que não o sabem usar. Mas naquele tempo o poder era mais comum; era procurado mais avidamente. Meu benfeitor era um homem poderoso e, segundo o que ele me disse o benfeitor dele, por sua vez, era ainda mais dado à busca do poder. Mas naqueles tempos havia bons motivos para se ser poderoso. - Você acha que hoje não há mais motivo para o poder? - O poder é bom para você agora. É jovem. Não é índio. Talvez a erva-dodiabo fosse boa em suas mãos. Parece que você gostou dela. Ela o fez sentir-se forte. Eu também já senti tudo isso. E, no entanto, não gostei. - Pode dizer-me por quê, Dom Juan? - Não gosto do poder dela! Não há mais utilidade para ele. Antigamente, como nos dias de que falava meu benfeitor, teia motivos para se buscar o poder. Os homens realizavam coisas fenomenais e eram admirados por sua força e temidos e respeitados por sua sabedoria. Meu benfeitor me contou histórias de feitos verdadeiramente fenomenais que eram realizados há muito, muito tempo. Mas agora, nós, os índios, não usamos mais esse poder. Hoje, os índios usam a erva para se esfregarem. Usam as folhas e flores para outros fins; dizem até que curam seus furúnculos. Mas não buscam seu poder, um poder que age como um ímã, mais poderoso e mais perigoso de se usar à medida que a raiz se aprofunda na terra. Quando se chega a uma profundidade de quatro metros - e dizem que já chegaram - encontra-se o centro do poder permanente, poder sem fim. Poucos seres humanos já conseguiram isso no passado, e ninguém nos dias de hoje. Estou-lhe dizendo, o poder da erva-do-diabo não nos é mais necessário, a nós índios. Pouco a pouco, acho que perdemos o interesse e agora o poder não importa mais. Eu próprio não o procuro e, no entanto, quando era da sua idade, também o senti inchando dentro de mim. Senti-me como você hoje, só que 500 vezes mais fortemente. Matei um homem com um só golpe de meu braço. Eu lançava pedras, pedras imensas que nem vinte homens conseguiam mover. Uma vez, saltei tão alto que citei as folhas das árvores mais altas. Mas tudo em vão! A única coisa que fiz foi assustar os índios... só os índios. Os outros, que não sabiam nada daquilo, não acreditavam. Ou viam um índio doido, ou alguma coisa se mexendo em cima das árvores. Ficamos calados por muito tempo. Eu tinha de dizer alguma coisa. - Era diferente quando havia no mundo pessoas, continuou ele - pessoas que sabiam que um homem podia formar-se numa onça ou num passarinho ou que o homem podia voar. Por isso não uso mais a erva-do-diabo. Para quê? Para assustar os índios? (Para que? Para assustar a lo indios?). E eu vi que ele estava triste e senti uma profunda empatia. Queria dizer-lhe alguma coisa, mesmo que fosse uma banalidade. - Talvez, Dom Juan, seja essa a sorte de todos os homens que desejam saber. - Talvez - disse ele, muito quieto.
(Retirado do Li vro a Erva do Diabo, Os Ensi namnetos de dom J uan- Ed. Nova Era)

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Atropa belladonna L.
Química Atropina, ácido atrópico, escopolamina, hiosciamina. Propriedades medicinais Antiespasmódica, calmante, diurética. beladonina,

diaforética,

Indicações Asma, bronquite, coqueluche, cólica intestinal e renal. Extratos e tinturas obtidas pela indústria farmacêutica, bem como remédios feitos à base de alcalóides isolados, servem para relaxar os músculos lisos, reduzir dores de cólicas urinárias e d a vesícula biliar, aliviar crises de asma e reduzir os suores noturnos dos tuberculosos, epilepsia, palpitações nervosas do coração, tosses, asma, hidrofobia; - em uso externo, emprega-se para dilatar a pupila, durante os exames oftalmológicos, e para curar as inflamações da gota e do reumatismo, as dores gástricas, as cólicas hepáticas, nefríticas, uterinas e intestinais, as nevralgias profundas e superficiais, as dores de erupções cutâneas de origem cancerosas. Parte utilizada: flores, folhas. Contra-indicações/cuidados A atropina (alcalóide) é de uso perigoso, pois toda a planta é extremamente venenosa. Essa planta nunca deve ser usada em preparados caseiros. Utilize somente medicamentos industrializados, seguindo rigorosamente as indicações dos profissionais de saúde. São conhecidos casos de envenenamentos mortais em crianças e em adultos, que confundem as bagas da beladona com as do murtilho; não se deve lançar mão dela, nem em quantidades pequenas, sem a supervisão de um médico. O simples fato de manipulá-la pode ser perigoso. Tem efeitos psicoativos, provocando alucinações, náuseas, cegueira. A ingestão de dez bagas é mortal. Dosagem / Uso - cigarros de beladona: abrandar os acessos de asma, bronquite e coqueluche; - pomadas: diminuir a dor dos pacientes com caxumba, reumatismos e outras nevralgias; - internamente: cólicas intestinais e renais; - externamente: pomadas e cataplasmas; - internamente: tintura (dose máxima diária: 50 gotas); extrato fluido (dose máxima diária: 5 gotas)
( Re f 6 ) .

Uso enteogênico não encontrado, segue a risca cuidados que se deve ter com a trombeta e daturas!

109 Identificando

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Mandragora officinarum
Mandrágora O veneno dos amantes Planta “venenosa” da família das Solanáceas, a mesma da beladona e do meimendro, a mandrágora, conhecida também por mandrake (inglês), mandrágora (espanhol), mandragore (francês), mandrake (italiano) e alraune (alemão), contém alcalóides como a atropina e a escopolamina, escopoletina, e hiosciamina, mandragorina, beladonina, gorduras e proteínas. É nativa do Mediterrâneo até o Himalaia; suas propriedades medicinais são: alucinógena, analgésico, narcótica, sedativo Mandragora officinarum (potente), analgésica, emética, purgativa. Antigamente, era usada internamente para aliviar a dor, como afrodisíaca, e para o tratamento de desordens nervosas. Externamente, era utilizada para úlceras, hoje a planta é usada somente em homeopatia. Erva de caule muito curto, emite uma roseta de folhas, de cujo centro se alteiam as hastes das flores, de cor entre o violeta e o azul. A raiz principal freqüentemente se bifurca e, sendo grossa e carnuda, assemelha-se a duas coxas. Para aumentar essa semelhança, os feiticeiros a esculpiam e acrescentavam detalhes, como se vê em gravuras medievais que ilustram seu suposto poder afrodisíaco. Ora, uma vez aceito que uma planta pudesse tem um corpo humano "perfeito", o próximo passo era supor que pudesse receber um espírito, ou a força vital de um Homo sapiens vivente... Segundo H.P. Blavastk y, "no Catecismo dos drusos da Síria" os homens foram criados pelos "Filhos de Deus", que desceram a Terra e, depois de colherem sete mandrágoras, animaram as raízes até que se convertessem em homens (Doutrina Secreta, II, 30, ed. Inglesa). Dados dispersos no Glossário Teosófico informam que a planta se revela "especialmente eficaz na magia negra" (Doutrina Secreta, 11, 30) e, apesar do preparo de "bebidas ou filtros" ser o uso mais cotado entre os "vários fins ilícitos", alguns ocultistas "da mão esquerda" chegariam a fazer homúnculos com ela. O nome hebraico para as mandrágoras (dudhaim) é formado pela mesma raiz de "amor". Este é outro motivo para que, em algumas partes do Oriente Médio, esta planta ainda seja considerada como afrodisíaco capaz de excitar o amor e aumentar a fertilidade humana. O Glossário Teosófico fornece uma interpretação metafísica politicamente correta onde, "em linguagem cabalística", dudhaim corresponde à união do "manas superior e inferior" ou da Alma e do Espírito, duas coisas "unidas em amor e amizade (dodim)". Mas a intenção que personagens bíblicas tiveram ao consumir a planta foi bem diferente. Em Gênese 30:14-15, Raquel, esposa de Jacó, negocia a oportunidade de usufruir os direitos conjugais de seu marido por uma noite com sua irmã Lia, em troca de alguns frutos de mandrágoras. Desta relação conturbada nasceu Issacar. Também, numa cena de romântico erotismo do Cântico dos Cânticos, a amada afirma a reciprocidade de seu amor levando seu amante para pernoitar no campo onde "as mandrágoras exalam seu perfume" (Cântico 7:14).

111 A tradição colocou este fruto em relação com o nascimento de José. Vem, meu amado, vamos ao campo, pernoitemos sob os cedros; madruguemos pelas vinhas, vejamos se a vinha floresce, se os botões estão se abrindo, se as romeiras vão florindo: lá te darei meu amor... As mandrágoras exalam seu perfume; À nossa porta há de todos os frutos: Frutos novos, frutos secos, que eu tinha guardado,meu amado, para ti. Cântico dos Cânticos, 7:12-14. Os antigos, como os medievais, conheciam o poder da raiz desta planta. A tradição greco-romana daria outros usos à planta. Nos tempos de Cristo, a comprida raiz castanha da mandrágora era usada como anestésico nas operações. Platão cita o preparo da mandrágora como fármaco entorpecente ao descrever um motim. “Algumas vezes”, quando marinheiros disputam pela influência, tendo em vista o favor do dono do navio, “se não são eles que o convencem, mas sim outros, matam-nos, a esses, ou atiram-nos pela borda fora; reduzem a impotência o verdadeiro dono com a mandrágora, a embriaguez ou qualquer outro meio” (A República, 488c). Com o tempo, as receitas foram se tornando cada vez mais insólitas. Dizia-se, por exemplo, que a colheita da mandrágora exigia providências profiláticas, pois a planta não devia ser tocada. A raiz era arrancada em noite de luar, com uma corda atada a um cachorro preto, após um ritual e orações. Segundo a crença, se colhida sem essas precauções, a mandrágora soltava um grito terrível, capaz de matar ou enlouquecer quem o ouvisse. Se obtida à maneira ritual, contudo, a raiz possuía poderes mágicos e servia para tomar fecundas as mulheres estéreis. A Mandrágora já foi considerada como uma cura para a loucura e uma droga exorcisante por se pensar que os demônios não toleravam o seu cheiro. Outrora, as verrugas eram esfregadas com uma batata, que a seguir tinha de ser deitada fora. Então, à medida que o tubérculo apodrecia, acontecia o mesmo com a verruga! O Glossário Teosófico diz-nos que os antigos germanos veneravam ídolos fabricados com a raiz de mandrágora. "Daí seu nome de alrunes, derivado da palavra alemã Alraune (mandrágora). Aqueles que possuíam em sua casa uma dessas figurinhas, acreditavam-se felizes, pois elas velavam pela casa e por seus moradores, preservando-os de todo mal, e prediziam o futuro, emitindo certos sons ou vozes. O possuidor de uma mandrágora, além disso, obtinha bens e riquezas, através de sua influência". Na literatura clássica, Shakespeare fala de seus arrepiantes chiados enquanto Maquiavel aponta para os engodos de charlatões que propagam suas virtudes maravilhosas na peça A Mandrágora. Observação mais que providencial, visto que quando a humilde batata chegou à Inglaterra era tida como afrodisíaca e vendida a mais de 500 libras o quilo. Atualmente, ela ainda é usada em doses seguras na fabricação de remédios homeopáticos. (Ref 17)

112 Uso Se utiliza a raíz da planta. A forma mais conhecida é um famoso ungüento, onde devido a gravidade dos ingredientes usados, não irei citar! Por se tratar de quase os mesmos compostos químicos das solanáceas já citadas aqui, trombeta e stramonium, siga o bom senso e defina um uso apropriado. A forma mais segura na minha opinião é fazendo um outro unguento simples. Não muita raiz, em banha de porco, destas do mercado, e aplicar nas axilas, partes internas da coxa, pescoço. Mas isso é uma opinião, utilizar-la é assumir como todas as outras os termos descritos a muitas páginas acima! Os efeitos colaterais são vermelhidão na pele, secura na boca, arritmia, midríase, obstipação. No início dá uma sensação de sonolência, seguida de ex citação do sistema nervoso central (alucinações e delírios)e posterior exaustão e sono. Química Esta planta, assim como todas as Solanáceas, causa o que se chama de síndrome anticolinérgica aguda, significa um quadro clínico onde ocorre a inibição da acetilcolina pelos receptores muscarínicos, já descritos anteriormente!

Raiz de Mandrágora.

113 Identificação Este gênero é composto por seis espécies de ervas perenes, sem caules, em formato de pequenas rosetas de folhas ovaladas, com grandes raízes bifurcadas que lembram formas humanas, distribuídas desde regiões mediterrâneas até o Himalaia. Mandragora é o antigo nome grego para a planta e pode ser uma corrupção de nam tar ira "droga masculina de Namtar" (Assíria), uma vez que a planta era reputada por curar esterilidade. Ocasionalmente é cultivada em jardins como curiosidade. Suas flores pequenas, de coloração variando de branco a azulesbranquiçado, aparecem ao nível do solo na primavera e são seguidas por frutos aromáticos, amarelos. O cheiro que emana é muito desagradável. Em geral, não se trata de uma planta fácil de identificar, principalmente pelo fato de a parte externa ser apenas constituída por um pequeno tufo de erva.

114 O cultivo segue de forma normal, nenhuma peculiaridade!

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Nicotiana tabacum
Por Antoine Yan Monory, publicado na revi sta “Flor das Águas”

O Tabaco é uma planta forte, considerada como uma "planta de poder" (ou relacionada com o uso de outras destas), de caráter mágica, originária das Ameríndias. No nosso mundo nativo americano, o Tabaco era e é usado de várias formas, seja fumado em cachimbo ou charuto, em forma de rapé, mastigado ou ingerido (seja para vomitórios de limpeza ou para outros fins), e até em forma de enemas (uma forma de absorção anal das plantas de poder que evita transtornos estomacais e digestivos, sendo que esta forma de uso já era praticada medicinalmente pelos próprios astecas). O livro de Planta de Nicotiana tabacum Pierre Chaumeil nos diz: "Presente em toda cura, a fumaça do tabaco é a panacéia da medicina tradicional ‘Yagua’". Se utiliza a nicotina para destruir a "filaria" (Filariose ou Elefantíase, doença causada pelos parasitas nematóides Wuchereria bancrofti, Brugia malayi e Brugia timori, que se alojam nos vasos linfáticos causando linfedema) . O suco do tabaco é bebido puro ou misturado a outras substâncias enteógenas para produzir ou modificar o transe. Assim, dentro do mundo xamânico, ele tem um lugar importante, sendo um elemento de troca e ligação com o mundo sobrenatural, e presente em toda a sessão de cura deste gênero em alguns povos, seja fumado em charuto ou cachimbo. A fumaça é considerada, de modo geral, e particularmente a de tabaco, a "via" ou caminho pelos qual os espíritos, no sentido largo, se movem (a fumaça é associada a água, que é o caminho do povo d'agua, sendo esta o “Caminho das almas”, da mesma forma a fumaça é associada à Via Láctea e às nuvens). A fumaça do cachimbo é considerada, por muitas tribos (senão todas) e culturas primitivas como o "sustento divino" dos deuses e dos seres sobrenaturais, sendo seu alimento espiritual e essencial. É assim atribuído a mesma necessidade desta aos xamãs como a eles, tendo sido criado uma relação de interdependência entre os humanos e os seres espirituais. Nos Waraos, da Venezuela, a única planta enteógena usada pelos xamãs é o Tabaco. Eles fumam incessante quantidades para cumprir a promessa primordial feita aos deuses e como meio de comunicar-se e de viajar para outro mundo. São construídas com fumaça de Tabaco as casas espirituais que eles irão morar após a morte. O Tabaco pertence a família das solanáceas, da qual pertence, por exemplo, a Beladona, sendo que existe até quarenta e cinco espécies. Os dois tipos, Tabacum e Rústica, são plantas híbridas criadas originalmente nas regiões dos Andes e espalhadas pelos dois continentes. O último tipo é o mais forte, é o tabaco próprio dos xamãs. Seria o sagrado "Peciél" da medicina asteca, e o antigo "Petum" do Brasil. No mundo primitivo antigo era totalmente desconhecido o uso do Tabaco pelo bel prazer. Se trata de um "enervante" ritual e muito sagrado. Ao contrário das outras planntas psicodélicas pela maioria, o Tabaco tem um caráter aditivo psicológico, e até físico. O que é reconhecido pelas testemunhas indígenas, mas sendo um aliado primordial dos xamãs, e não se trata de uma adição em termos atualmente conhecidos em nossa sociedade. Ele é usado, às vezes, de forma parecida com a Coca, mastigado para aliviar a fome e o cansaço. É usado medicinalmente para também clarear as ideias e tirar a dor de cabeça. Ele é muito presente no mundo dos ayahuasqueiros, e até na própria preparação da

116 ayahuasca (lembremos o sentido do nome, o Vinho da Alma), são consagradas ou imantadas tanto a panela como cada camada de cipó e folhas com umas baforadas de fumaça. Nos índios Huichols, no México, ele é associado ao uso do Peiote, sendo que, ao que parece, uma forma de purificação prévia. É igualmente queimado em forma de incenso como oferenda ou para defumação. E é também soprado aos quatro pontos cardeais em sessão xamânica. Lembremos do ritual do "Cachimbo da Paz", em que ele (ou outras plantas) é fumado ritualmente, passando o cachimbo de um a um, estabelecendo uma corrente harmonia e união entre os participantes. A própria preparação dos cachimbos pelos xamãs segue todo um ritual, e esta pode demorar muitos e muitos dias. É fabricado tanto pelas mulheres como pelos homens. Sabemos que o famoso xamã "Mestre Irineu", às vezes, usava um charuto nas suas sessões, e devia ser especial. No mundo afrobrasileiro e na Umbanda ele é muito presente também, sendo a planta dos Pretos Velhos, que fumam em cachimbo, enquanto os caboclos de pena preferem os charutos, isto não sendo uma regra fixa. A fumaça é usada justamente nos passes, ajudando a efetuar as limpezas fluídicas de cargas negativas. O ato de fumar, além de atuar como uma defumação, tem alguma função no próprio trabalho de incorporação da entidade, promovendo uma ligação com o plano astral (como pudemos ver anteriormente) e facilitando o assentimento da energia espiritual no médium, além de ser um objeto de referência da entidade neste trabalho. Isto não é uma regra, e o uso do tabaco não é necessariamente condizente com a mediunidade em sí, além de ser no caso o uso restrito a alguns tipos de entidades. Na verdade podemos reparar que o Tabaco traz com ele neste trabalho uma energia mais densa de alguma forma, mas pesada e de uma forte ligação com a terra, de "pés no chão" (e a cabeça no espaço, e assim lida adequadamente com energias mais pesadas... Lembremos da história da Helena Blavastsk y, uma das fundadoras da Teosofia, que fumava cigarro para ficar em terra). Bem a planta em sí é bonita, forte, de finas flores cor de rosa contrastando com uma certa aspereza das folhas; é justamente uma planta dos Pretos Velhos, e podemos tomar um banho destas se quisermos entrar em contato com esta energia, ou para outra finalidade. Porém não podemos usar o banho das folhas na cabeça, sendo as folhas mais de descarrego. É uma planta de proteção que afasta a cobra dos quintais aonde é plantada; da mesma forma que ela protege quando se anda na mata, além de repelir insetos (fumando). Agora temos que diferenciar bem o uso dessa planta em rituais, ou de um uso moderado e/ ou para algum fim mais condizente com a espiritualidade em nossa vida do uso comum que se dá no mundo com os cigarros industrializados. O cigarro é feito, podemos dizer "de cara" para viciar e alimentar vício. “O Espírito do Tabaco é um Grande Ancestral e muito respeitado por todas as pessoas que fazem uso dele no xamanismo”. (Anand)
Quarta feira, 9 de Abr il de 2008.

117 Efeitos A nicotina age sobre os receptores nicotínicos de acetilcolina, em pequenas quantidades estimula estes, o que causa uma libertação de adrenalina, emoção e em grandes quantidades bloqueia-os sendo esta a causa da sua toxicidade e eficácia como inseticida. O seu efeito quando consumida como tabaco manifesta-se de duas maneiras distintas: tem um efeito estimulante e, após algumas tragadas profundas, tem efeito tranquilizante, bloqueando o stress. Seu uso causa dependência psíquica e física, provocando sensações desconfortáveis na abstinência. Em doses excessivas, é extremamente tóxica: provoca náuseas, dor de cabeça, vômitos, convulsão, paralisia e até a morte. A dose letal (LD50) é de apenas 0.5-1.0 mg/kg em adultos o que faz dela um veneno muito forte. Na indústria, é obtida através de toda a planta Nicotiana tabacum, e é utilizada como um inseticida respiratório (na agricultura) sob a forma de sulfato de nicotina e vermífugo (na pecuária). Pode ainda ser convertido para o ácido nicotínico e, então, ser usado como suplemento alimentar. Dados estatísticos indicam que há uma clara correlação entre o número de cigarros fumados diariamente e o risco de morte por câncer no pulmão e doenças cardiovasculares. De acordo com a American Cancer Societ y, "(...) mais pessoas morrem todos os dias por doenças relacionadas ao fumo do que por AIDS, álcool, acidentes de carro, incêndios, drogas, assassinatos e suicídios juntos." Numerosos estudos comprovam que o consumo de tabaco causa diversos males à saúde, mas, mesmo assim, todos os dias milhares de jovens e adolescentes começam seu caminho à dependência química da nicotina. Embora existam muitos centros de apoio à recuperação dos drogados (muitos mesmo na internet), e uma enorme campanha educativa para a prevenção ao vício, o número de fumantes não diminui com o passar dos anos. As pessoas assumem, conscientemente, o risco real de contrair inúmeros males, tanto pelo efeito de dependência criado pelo tabaco como por vontade própria. Química Nicotina é o nome de uma substância alcalóide básica, líquido de cor amarela com cheiro desagradável e venenoso, que constitui o princípio ativo do tabaco e foi utilizado em agrotóxicos, hoje temos os neocotineóides, moléculas que se assemelham a ele; provoca cancro nos pulmões devido à metilização que ocorre no DNA (liga um radical metila, CH3). A pirrolidina (nicotina) sofre reações metabólicas (com NO+), oxidação e abertura do anel transformando-se em 4-(nmetil-n-nitrosamino)-1-(3-piridil)-1-butanona (Cetona) e 4-(n-metil-nnitrosamino)-4-(3-piridil)-butanal (Aldeído). O nitrosamino possui uma forma de ressonância onde um carbocátion é facilmente doado a uma base nitrogenada do DNA (guanina, citosina, adenina ou timina), causando uma falha de transcrição, levando à possibilidade de desenvolvimento do câncer. A Nicotina no cérebro No exemplar de 22 de setembro de 1995 da revista Science, pesquisadores do Columbia-Presb yterian Medical Center publicaram um artigo revelando o mecanismo de ação da nicotina no SNC. Eles identificaram um novo receptor, chamado de receptor nicotínico, que leva esse nome por ser ativado pela nicotina. Este receptor, normalmente, ativa-se com acetilcolina, mas na presença de nicotina é ativado também por esta.

118 A nicotina induz a liberação do neurotransmissor glutamato, que é um neurotransmissor ex citatório envolvido na plasticidade sináptica sendo esta uma das possíveis causas para o efeito da nicotina em melhorar a memória (normalmente não pela forma de tabaco, o que reduz a oxigenação cerebral). [1] O vicio do tabaco é causado pelo aumento de dopamina nos circuitos de recompensa do cérebro tal como nas outras drogas viciantes, atualmente põe-se a hipótese que outros compostos no fumo do tabaco que não a nicotina sejam inibidores da Monoamina Oxidase(MAO), que é a enzima responsável pela degradação da dopamina no cérebro, incluindo no circuito de recompensa. [2] Dois anos mais tarde, dois cientistas do National Institute of Environmental Health Sciences, em Washington D.C., descobriram que estes receptores, no hipocampo, estão associados aos processos de aprendizado e memória. Os cientistas também elaboraram um mecanismo molecular que pode ajudar a explicar algumas patologias, como algumas formas de epilepsia, doenças de Alzheimer e Parkinson, dependência de nicotina e depressão. Seu trabalho foi publicado, em 1997, no Journal of Ph ysiology. As ações da nicotina se fazem fundamentalmente através do sistema nervoso autônomo. Ocorre uma resposta bifásica, em geral com estímulo colinérgico inicial, seguido de antagonismo dependendo das doses empregadas. Pequenas doses de nicotina agem nos gânglios do sistema nervoso autônomo, inicialmente como estímulo à neurotransmissão e, subsequentemente, como depressor. O uso de altas doses de nicotina tem rápido efeito estimulante seguido de efeito depressor duradouro possivelmente tóxico. Rapé O rapé tem seu uso igualmente interessante. Dentro da tradição indígena, o seu uso enquanto psicodélico ativo é feito em alguns casos, ingerindo quantidade relativamente importante graças a tubos de ossos ou madeira, sendo que uma pessoa sopra nas narinas da outra, dando um efeito poderoso. É também misturado com outras plantas, e diferentes plantas psicoativas são usadas desta maneira nas culturas primitivas. Índios utilizando Rapé Os caboclos usam rapés para entrar na mata e para se harmonizarem com os seres da floresta. Seu uso mais comum atualmente é o rapé simples, e o associado a outras plantas. Assim a receita amazônica popular contém muitos outros ingredientes como a Buchinha do Norte (sinusite), cravo, canela, cumaru-de-cheiro, copaíba, noz moscada e muitas outras. Cada um na verdade faz sua própria receita. Os ingredientes são torrados e faz-se um pó mais fino possível. Como podemos perceber o Tabaco é e sempre será um valioso instrumento de Poder e Cura para os males que assombram os seres humanos. “O meu primeiro contato com o tabaco veio quando depois de ter feito um curso de Reiki Xamânico Ma´he´a, adquiri um cachimbo simples da Tribo dos Kariri Xocó. Comecei a usá-lo e quando menos percebi estava tendo um contato e um chamado muito forte para trabalhar e conhecer mais a fundo os poderes do mestre Tabaco. Hoje faço uso dele somente em rituais xamânicos porque percebi que seu uso contínuo acaba afastando as nossas intenções e causando um afastamento dos espíritos aliados. Um amigo que é xamã há anos uma vez me disse que quando recebemos visitas em nossa casa devemos oferecer o cachimbo para fortificar e honrar a nossa relação, e assim eu faço, às vezes, mais ainda, insisto em afirmar que o uso Ritual do Cachimbo o torna um objeto mágico religioso que

119 nos transfere poder e força quando necessitamos. Aprendi depois de muito contato e ensinamentos desse poderoso auxiliar que o seu uso deve ser com responsabilidade e dedicação constante”. (Anand Milan) Logo fica a dica, um tanto difícil de ser seguida, mas como costumo respeitar as plantas, vou fazer ao máximo para aplicar isto ao Tabaco também. Gosto de fumar mas me preocupo com a saúde, logo são duas coisas que posso juntar, como gosto tanto, usarei como um enteógeno e não como a Souza cruz quer que eu use, até vou lhe falar uma coisa que nunca notei e após ler este texto. Caso você fume fumo de corda ou de saquinho, pegue um punhado e note o cheiro de terra que ele tem , hehe, já sentiu o cheiro de terra né? PS: Nem fumo mais cigarro industrializado, só paeiro, mas ainda não foge disto. Identificando São ervas anuais ou perenes, arbustos ou plantas arborescentes, até 10 metros de altura (temos algo em torno de 65 espécies do gênero). Ramos e folhas com tricomas simples pluricelulares e tricomas glandulares, com cabeça uni ou pluricelular e, às vezes, ramificados. Folhas simples, inteiras, helicoidais, glabras (parece que tem pelos) ou glanduloso pubescentes, sésseis ou pecioladas, decurrentes ou não, 2-100 cm de comprimento, formando uma roseta basal em algumas espécies. Pecíolo menor do que o limbo, geralmente alado. Inflorescência racemosa ou paniculada terminal,brácteas solitárias associadas às flores. Flores diclamídeas, gamopétalas, monoclinas, actinomorfas ou ligeiramente zigomorfas. Cálice tubuloso, campanulado, poculiforme ou elíptico ovalado, pentafendido, geralmente persistente no fruto. Corola infundibuliforme, tubular ou hipocrateriforme, 5-90 mm de comprimento, cinco lobos mais curtos ou do mesmo tamanho do que o tubo da corola. Androceu com cinco estames iguais ou desiguais, epipétalos inseridos em diferentes alturas no tubo da corola; filetes retos ou curvados, geniculados na base ou não; anteras ditecas, dorsifix as, deiscência longitudinal. Gineceu com ovário súpero, bicarpelar, gamocarpelar e bilocular, polispérmico, placentação axial; estilete inteiro e filiforme; estigma capitado. Nectário navicular, coloração variando entre amarelo, laranja e vermelho. Fruto cápsula septicida loculicida, 4-28 mm de comprimento, deiscência apical por duas valvas, cada uma destas bipartida no ápice. Sementes pequenas, 0,4-1,3 mm de comprimento, numerosas, rotundo-elípticas, oblongo elípticas ou reniformes, superfície reticulado ondulada ou reticulado lisa; embrião reto ou levemente curvo.

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As Plantas e o LSA
Ácido lisérgico, também conhecido como ácido D-lisérgico ou ácido lisérgico, é um precursor para um grande grupo de alcalóides da ergolina que são produzidos pelo fungo esporão do centeio e algumas plantas. As amidas do ácido lisérgico, lisergamidas, são largamente usadas como fármacos e como drogas psicodélicas (LSD/LSA que é uma amida do LSD).

O ácido lisérgico é usualmente produzido por hidrólise de lisergamidas, mas pode ser sintetizado em laboratório por uma síntese total complexa, quando monohidrato cristaliza em lâminas sextavadas muito finas, cristalizado em água; ácido lisérgico monohidrato, quando seco (140 °C at 2 mmHg) forma o ácido lisérgico anidro. Este ácido é um composto quiral com dois estereocentros. O isômero com configuração invertida no átomo de carbono 8 que fecha o grupo carboxi é chamado ácido isolisérgico. A inversão no carbono 5 fecha o átomo de nitrogênio conduzindo ao ácido L-lisérgico e ácido Lisolisérgico, respectivamente. O ácido lisérgico é listado como um

124 precursor na Convenção das Nações Unidas Contra Tráfico Ilícito em Drogas Narcóticas e Substâncias Psicotrópicas. A ergolina é um composto químico cuja estrutura está presente em uma ampla diversidade de alcalóides e algumas drogas psicodélicas, como ololiuhqui (Rivea corymbosa), plantas da família Ipomea e LSD. Derivados de ergoline são usados clinicamente com o propósito de vaso constrição (receptor antagonista 5-HT1 - ergotamina) e no tratamento de enxaqueca (usado com cafeína) e doença de Parkinson, alguns estão relacionados na doença de ergotismo. Ergometrina e ergotamina são listadas como precursores na Tabela I na United Nations ConventionAgainst Illicit Traffic. A LSA, também conhecida como amida de ácido D-lisérgico, ergina, e LA111, é um alcalóide da família das ergolinas. As amidas do LSD são coletivamente conhecidas como lisergamidas, que é o composto presente na planta em questão.

Ref 15

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Ipomoea species
Dá ordem das solanáceas a Ipomoea L. é o maior gênero botânico da família Convolvulaceae, com mais de 500 espécies. As espécies de Ipomoea são pequenas árvores, lianas (cipós), plantas arbustivas ou herbáceas, anuais ou perenes, que ocorrem nas regiões da América Central. O grupo inclui espécies importantes para o Homem como a batata-doce ou a I. tricolor, que é a fonte do tlitliltzin( assim chamada pelos Astecas), uma droga alucinógena encontrada no México, mas comum em florestas tropicais.

Ipomea Heavenly Blue

Na medicina Asteca era chamada Tlitliltzin, a palavra Nahuatl para "Negro", com um sufixo "reverencial", e era empregada em altos rituais de cura xamânica. Na America do Sul as sementes são conhecidas como Badoh Negro. Atualmente esta planta bastante difundida como ornamental, mais recentemente vem sido alvo de várias pesquisas científicas a respeito de seus componentes farmacológicos, dentre os descobertos estão vários alcalóides ergolínicos e Tricolorina A, um agente de alto potencial de aproveitamento na agricultura no campo da Alelopatia, já empregadas com sucesso em culturas de plantas C4. Química LSA, já descrita anteriormente. Uso Efeitos leves com LSA podem ser conseguidos com poucas sementes, algo em torno de 25-50 sementes. Mesmo a maioria dos usuários que a usam recreativamente acham necessário se ingerir algo entre 100-400 sementes para se obter os efeitos necessários. Existe um quadro no Erowid.com que mostra a relação entre o número de sementes, peso e nível da viagem. Para Para Para Para uma viagem leve, de 50-100 sementes ou 1.5-3 gramas. uma viagem normal, de 100-250 sementes ou 3-6 gramas. uma viagem mediana, de 250-400 sementes ou 6-10 gramas. viagem muito forte, a partir de 400 sementes ou mais de 10 gramas.

Por serem ingeridas oralmente, o começo da "viagem" é afetado pela última refeição feita. Em um estômago relativamente vazio, os efeitos iniciais começam em torno de uma hora após a ingestão. O ápice pode demorar várias horas. Os efeitos, após a ingestão, podem durar de 6-10 horas.

126 Cultivo
Segundo Shepherd - PE

Pesquisa feita após vários cultivos. Clima sudeste, região de Ribeirão Preto – SP. Na época eu tinha dúvida, mas após muitas coisas na vida agente aprende de verdade. Semeando: O melhor solo para germinação de Ipomoeas foi o substrato marca (All garden), com luz indireta. Na primeira semana, obtive lindos brotos e apos 14 dias já haviam soltado sua primeira folha e estava com o tamanho de 15 cm. Fiz o teste com terra vermelha, aonde a germinação também foi muito boa, fiz mistura de vermiculita com terra e pó de coco os resultados não foram muitos satisfatórios. O vasos com terra vermelha e pó de coco não se desenvolveram muito e os de pó de coco todas as raízes apodreceram e logo as folhas caíram e as plantas não passaram de 2 cm. Não foi por umidade. Alguns dizem que a fibra deve ser lavada, porém o teste foi feito com materiais encontrados sem nenhuma modificação. Conclusão: Melhor solo para brotamento, SUBSTRATO. Solo não recomendado para brotar sementes de Ipomoea: Pó de coco. Umidade: O solo tem que estar úmido ao toque não muito a mais, pois muita água causa o apodrecimento da raiz e também dificulta o crescimento da mesma. Após soltar sua primeira folha chegou a hora de replantar. Com a ajuda de uma colher tire toda a raiz juntamente com um substrato fazendo um raio de 2 cm do caule e afunde uns 4-5 cm para pegar além da raiz bastante substrato para evitar que a planta sinta a transferência de ambiente, usei terra vermelha e obtive ótimos resultados, porém o substrato também pode ser usado normalmente. Geralmente as grande distribuidoras de plantas ao venderem Ipomoeas as plantam em substrato, mas a terra vermelha mostrou um ótimo crescimento com uma ótima força da planta. No caso da minha região essa terra é abundante, mas para os outros amigos o substrato pode ser a melhor opção. Após replantar fiz vários testes, pouca luz, luz indireta, luz direta, luz na manhã e tarde. Pouca Luz: Seria uma luz indireta, mas de forma mais sombria, a planta mostrou desenvolvimento bem demorado, não morreu e nem teve nenhuma de suas folhas perdidas. Luz indireta: a planta cresce devagar, seu caule fica mais fino, ainda continua sem nenhum problema. Luz direta: A planta sofre um pouco, mas após pegar sua resistência seu caule engrossa e de verde passa para um marrom (meio que vinho), seus brotos são grossos e seu crescimento é muito rápido e gemas laterais aparecem mais rápido. As flores ficam um pouco menor, mas com o mesmo brilho e cor. Luz na manhã e indireta ao resto do dia: A planta cresce mais rápido, porém com seu caule mais fino. A planta necessita de luz por isso seu crescimento fica muito mais rápido. As folhas são um pouco menores, mas de mesma cor. Luz na manhã e tarde com luminosidade indireta ao longo do dia: Os brotos crescem menos, ficando mais grossos e adquirem uma base forte para crescer. As folhas ficam maiores e a planta mais saudável precisa de menos sustentação de que as que pegam menos luz.

127 Guiando Ipomoeas: fiz um teste com um pedaço de graveto irregular e um pedaço reto de arame. Com arame a planta cresce mais regular e já que é liso evita da planta se enroscar e se quebrar como aconteceu no graveto. Flores: Após 2 a 3 meses a Ipomoea já começa a florescer , sua flor abre pela manhã e pelo final da tarde já esta murcha e em um tom púrpura. Dentro do botão ela é púrpura e ao abrir fica azul (heanvenl y blue). Ao murchar volta a sua cor inicial de dentro do botão. A flor, com ajuda da mãe natureza, se poliniza, caso não polinizar você mesmo pode fazer com a ajuda de um pincel fino, transferindo o pólen de uma para outra. 1 mês após a flor gera suas sementes que já estarão maduras. Elas nascem em um pequeno casulo branco, fica marrom e seca quando esta pronto (1 mês em média). Aí esta algumas coisas que aprendi ao longo do meu cultivo. Espero ter ajudado. Um grande abraço fiquem em paz! PS.: Para complementar digo que é bom fazer um parreiral, tipo de uva, e não deixar com que os baraços se amontoem, com muito cuidado vá desenrolando eles e guiando, esta técnica proporciona uns 95% de polinização das flores dando muitas sementes e espaço para as folhas se desenvolverem. Obs.: tenho uma caix a de abelha perto hehe...

Identificando Todas as "Morning Glory" que contém LSA pertencem às espécies Ipomea violacea (também chamada de Ipomea tricolor ou Ipomea rubro caerulea); dentre essas espécies, as 4 variedades que contém LSA são "Heavenl y Blue", "Pearl y Gates", "Fl ying Saucers" e "Blue Star", outras variedades podem conter LSA, mas em quantidades muito pequenas para serem usados como um psicoativo. "Morning Glory" são cipós de ciclo anual, com folhas ovais e profundamente cordadas (forma de coração). As flores em forma de Trompete podem ser brancas, vermelhas, roxas, azuis ou azul "roxeado". As sementes são negras, angulares e dão em cápsulas.

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Heavenly Blue

Sua cor azul pode variar dentre tons de azuis

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Uma das características fundamentais p/ a correta identificação , as folhas em formato de coração, presente em todas as espécies do gênero Ipomoea.

Quando ainda são botões, o azul não é característico e sim o tom de roxo como se vê.

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Pearly Gates

Purpurea sem LSA

Esta é a Ipomoea que encontramos em terrenos baldios pelo Brasil à fora, note a folha. Existe um tipo de Datura muito parecida com esta planta, ela também é um cipó.

Fl ying Saucers

Blue Star

131 Estas são cápsulas de sementes da espécie Ipomoea Purpúrea. Não contém LSA:

Estas cápsulas abaixo são da Ipomoea Violacea (Morning Glory). As minhas, que são estas da foto abaixo, são a Heavenly Blue, mas creio que a Pearly Gates também tenha casulos assim:

Os casulos de I. Violaceas são maiores e mais "ovais" do que os de Purpurea, que são praticamente idênticos aos de Ipomoeas Cairicas (aquelas roxinhas muito comuns, não contém LSA).

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Argyreia nervosa
Da mesma família das Ipomoeas é conhecida como: Hawaiian bab y woodrose, Cordão de seda, Trepadeira elefante, Morning Glory prateada, Wooll y Morning Glory, é nativa da Índia oriental e Bangladesh, também se encontra presente nas ilhas pacificas da Polinésia Francesa, Hawaii e Tonga. Cresce apoiada em outras árvores ou suportes e pode chegar a medir 9 metros ou mais. Os efeitos presenciados são, alterações na percepção visual de formas e Argyreia nervosa cores, clareza ou confusão mental, sensação de leveza ou peso no corpo, e outros, podem durar de 6 a 10 horas. As sementes possuem 0,3 – 1 % de alcalóides Ergolínicos por peso. Estão presentes: Ergina (d-LSA), Isoergina (l-LSA, já discutidos), Ergometrina, Lisergol, Isolisergol, Elimoclavina e Chanoclavina. Lisergol e Elimoclavina são produtos da redução do d-LSD. Uso Sabe-se que, a partir de 6 a 8 meses, as sementes podem começar a perder a potência de seus alcalóides, devido à reações químicas com os mesmos. Ainda não se tem prova, mas há relatos de que apenas as plantas oriundas do Hawaii geram sementes com LSA. O motivo ainda é desconhecido, mas deve ser algo relacionado ao solo, clima, pressão, enfim, a todas as condições naturais oferecidas pelo local onde cresce a planta, o que pode possibilitar ou não a presença de LSA nas sementes. Os efeitos são claramente redobrados quando o LSA é combinado com Cannabis, ou algum derivado da mesma. Prolonga-se o tempo do efeito por até o dobro, e a potência pode ou não ficar mais aguçada. Há relatos de que as toxinas presentes nas sementes de Argyreia nervosa atacam o fígado, agredindo o mesmo sob usos prolongados. Mas ainda não há nada afirmado sobre o assunto. Náuseas e cólicas Esse assunto levanta muita polêmica, pois existem pessoas que relatam náuseas com sementes sem casca, e outras que não relatam náusea alguma com sementes com a casca. Ainda não se sabe o motivo dessas indigestões, mas crê-se ser alguma toxina presente não apenas na casca, mas sim em toda a semente. Pessoalmente lhes indico que alem de raspar os singelos pelos que a semente possui, caso o distúrbio estomacal seja muito, que vc tente agüentar o máximo possível e só depois vomite.

133 Dosagem Como regra de experiência, a dosagem conhecida é dividida em 4 níveis: Fraca: 2 a 4 sementes Moderada: 4 a 8 sementes Forte: 8 a 10 sementes Muito-forte: 15 sementes para cima Extra-forte: acima de 15 sementes Como experiência inicial, é recomendado um máximo de 5 sementes. Essa história de "1 semente para cada 10kg da pessoa" não passa de história. É muito mais recomendado seguir a tabela acima.

Cultivo
Por Pescabr - PE

Germinando a semente Para cultivá-la deve-se deixar a semente mergulhada em água por cerca de 12 horas para quebrar a dormência, após isso se deve enterrar a semente cerca de 0,5 cm no solo. O Solo deve ter boa drenagem. È uma planta que gosta de sol e água em abundância. Tem um sistema radicular (raízes) muito grande e forte, por isso não se desenvolve bem em vasos, necessitando estar plantada direto no chão para que tenha um bom crescimento. Pode-se retirar mudas por “cortes” de plantas adultas. Além do processo descrito acima, muitas vezes é necessário um pequeno furo na lateral da semente, longe do "olho", para que se possa quebrar a dormência. Após isso é que se deve colocar a semente na terra e regar, não deixando a terra secar. Um pouco mais sobre o cultivo da Argyreia nervosa, segundo experiências próprias É uma planta que gosta muito do nosso clima tropical, crescendo preferencialmente em locais onde não haja nem muito sol, nem muita sombra, portanto gosta de uma mescla entre sombra e sol. As folhas podem chegar a medir 40 cm de comprimento por 40 cm de largura, são realmente grandes. As ramas laterais começam a crescer à partir do oitavo mês de vida da planta. A partir daí, começam a surgir várias ramas laterais, que dão origens a outras, e assim vai, como uma trepadeira. Cresce rapidamente e pode ocupar toda a face de uma árvore ou muro em meses. A primeira florada se dá entre 1,5 e 2 anos. Possue uma flor fracamente rosada por fora, e arroxeada por dentro. Flores completas, ou seja, apresentam órgãos sexuais masculinos (anteras) e femininos (estigmas), portanto elas se autopolinizam, o que torna possível a produção de sementes. A flor dura no máximo 48 horas, depois disso ela cai e começa então o processo de fecundação e formação das sementes. O cálice primeiro se fecha, depois começa a "engordar" dando origem ao fruto. Esse fruto cresce durante 2 a 3 meses, enquanto as sementes se formam lá dentro. Então começam a secar, e o que antes eram as sépalas da flor formam as "sépalas" do fruto, dessa vez secas e duras como o próprio fruto. Cada fruto gera 4 sementes.

134 A planta produz entre 5 a 15 flores por nó exposto (os que ficam na face exterior da planta, os que ficam escondidos no emaranhado de folhas e galhos não desenvolvem sementes. Daí tira-se a conclusão que é importante, para produção de sementes, esticar a planta em algum suporte que a faça ficar com uma maior parte exposta possível), o que gera de 5 a 15 frutos por nó, portanto, 20 a 60 sementes. Realmente é uma alta produção de sementes. Identificação As folhas tem forma de coração e geralmente medem de 15 – 25 cm de comprimento e 13 – 2,0 cm de largura, verdes na parte de cima e tendem a branco na parte de baixo, nas bordas (bem de leve). Sépalas medindo 1,3 – 1,5 cm. Os frutos são lenhosos e medem 1 – 2 cm de diâmetro, secos são muito usados como artigos decorativos, são chamados de rosa de madeira (wood rose) porque as sépalas que ficam em volta dos frutos também são lenhosas, gerando um aspecto de uma flor de madeira. As flores tem forma de trompete, medindo 5 – 7,5 cm de comprimento e saem das axiais das folhas, sendo de coloração levemente roxa.

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136 Cápsulas de Argyreia.

Cuidado Não se Engane!
Ipomoea cárnea, uma planta tóxica, possui substâncias que decrescem a atividade dos Lisossomos que são responsáveis pela digestão nas células, sendo assim muito tóxica.

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Rivea corymbosa
Ololiuqui Segundo Lupa: Dá mesma família das ipomeas e da argryreia (Convolvulaceae) , Rivea ou Turbina corymbosa é mais uma espécie que possui efeitos enteôgenicos. Conhecida como, Videira de natal, Grinalda de natal, Aguinaldo Blanco, Coroa de noiva e Ololiuqui. É uma videira lenhosa que pode se estender 5 m ou mais, se apoiando sobre outras arvores ou suportes. Ololiuqui é nativa da América central e da parte tropical da América do sul. Foi naturalizada na Flórida, Hawaii, algumas outras ilhas do Pacífico e Austrália. Efeitos Pode-se ter alterações na percepção visual de formas e cores, clareza ou confusão mental, sensação de leveza ou peso no corpo, e outros. Podem durar de 6 a 10 horas Uso No uso desta espécie é comumente relatado que os efeitos são brandos, tendo em média o uso de ínicio de 20 a 30 sementes, atente aos nomes quando for comprar, para plantar ou usar, ao ganhar de um amigo saiba exatamente qual espécie é, pois se for argryreia este número cai para 10 - 8 sementes para uma trip forte, pelos relatos encontrados em sites, o uso dela é feito de forma talvez errada, ou para uma forte trip o uso deva ser de 100 sementes, numca utilize 100 sementes sem antes utilizar 20-30. “Nestes últimos anos, um certo número de experimentadores tomou sementes sem efeitos e isto conduziu a que um deles sugerisse que a reputação do ololiuhqui se deve completamente a autosugestão. Estes reultados negativos podem ser explicados por preparação inadequada. Os índios moem a semente na pedra de moer até reduzirem a farinha. Depois a farinha é mergulhada em água fria e, passado algum tempo, a solução é coada por um filtro de tecido, sendo então bebida. As sementes não dão resultado se forem tomadas inteiras ou mesmo partidas. Devem ser moídas em farinha e a farinha mergulhada durante algum tempo em água. Talvez os que tomaram as sementes sem quaisquer resultados não as tivessem moído, ou não as tivessem moído suficientemente bem e não tivessem mergulhado a farinha resultante em água. A composição química das sementes parece não variar de região para região e as sementes originárias das Antilhas e da Europa são tão fortes como as de Oaxaca”.
Citação tirada de Alucinogenos e Cultura, de Peter Furst, 1976, pg 103

138 Química As sementes de Rivea corymbosa possuem os alcalóides, ácido lisérgico amida (LSA) e ácido lisérgico hidroxietilamida que são análogos do LSD. Cultivo É uma planta que gosta de muito sol, de forma que não se desenvolve bem em locais de muita sombra. Prefere solos bem drenados, e tem florações mais abundantes em solos “vermelhos” e adubados. Os brotos crescem lentamente em sua fase inicial e desenvolvem um sistema radicular (raízes) bastante forte. Plantas fortes e bem adaptadas podem crescer cerca de 2 m por ano. Pode se retirar mudas na forma de bastões após a floração de plantas adultas. Retirado do fórum PE. Identificação Os ramos mais antigos podem ter até 2,5 cm de diâmetro, os jovens são cilíndricos e resistentes. A folhagem é concentrada próxima aos locais com desenvolvimento mais recente. A inflorescência sai das axiais das folhas. Flor de 2,5 a 3 cm tem forma de trompete, branca com o interior vermelho ou roxo, e sépalas verdes ou cinza esverdeadas. A cápsula elipsoidal tem três sépalas grandes e três pequenas que faz com que caia girando quando está madura. Cada cápsula contém uma semente pubescente (com pêlos) e de cor marrom.

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As plantas e o

DMT/IMAO

DM T
N,N-dimeth yltryptamine Conhecido quimicamente como N,NMolécula de DMT dimeth yltryptamine (C12H16N2), é uma das substâncias mais psicodélica e enteógena conhecida. Usada em diversos rituais xamânicos; pode ser extraído de diversas plantas como: Acacia maidenii, phlebophylla, excelsa, macrocarpa. Desmanthus illinoensis, Phalaris Grass, Psychotria viridis, Mimosa hostillis (Jurema), Virola theiodora, calophylla, calophylloidea, surinamensis cuspidata, elongata, lorentensis, peruviana, rufula, sebifera (Epeña), Arundo donax, Diplopterys cabrerana. Geralmente encontra-se concentrado o DMT nas raízes dessas plantas. Para o uso oral de DMT é necessário uma quantidade equivalente de IMAO, ou seja, inibidores de monoamina oxidase, sendo eles maracujina, entre outros. Fumar DMT é um dos melhores modos e menos doloridos. A viagem é rápida se fumado, durando de 5 - 30 min. Mas se usado oralmente pode durar mais, dependendo da dose, lembrando que o uso de DMT puro é proibidopor lei no Brasil e classificado como droga! O DMT tem estrutura química relacionada ao neurotransmissor serotonina (5-HT); é uma substância perturbadora do SNC, com efeitos alucinógenos; apresenta características psicodélicas semelhantes ao LSD e mescalina. As primeiras visões aparecerão após 45 - 60 minutos, e pode se experimentar um êxtase religioso. As visões podem consistir de cores intensas e formas de flores, fogos de artifício e mandalas. Dependendo da dosagem pode-se ser transportado para mundos selvagens habitados por animais exóticos (normalmente jaguares, répteis e insetos), antepassados, deuses, extraterrestres e montros. Você pode ser confrontado pelos próprios medos e frustrações, é importante não entrar em pânico nem tentar evitá-los. Aprenda a controlá-los confrontando-os. Pode-se sentir arrepios de frio. Outro efeito secundário normal é a ocorrência de diarréia, o que pode ser visto como parte do processo de purificação. A trip dura normalmente 4 horas. Plantas com DMT que se podem ser usadas para elaborar vinhos alucinógenos: Planta Gramineae (Poaceae): Arundo donax L.________________________Rizoma________________ DMT Phalaris arundinacea L.___________________Erva, raiz_______--______DMT Phalaris tuberosa L. (família italiana) _______Folhas ________________DMT Phragmites australis L.(Cav.) Tr. et S.______Rizoma_____DMT, 5-MeO-DMT Parte utilizada Tiptaminas

140 Leguminosae (Fabaceae): Acacia maidenii F. v. Muel._________________Casca___________0.36% DMT Acacia phleboph ylla F. v. Muel.______________Folhas___________0.3% DMT Acacia simplicifolia Druce_________________Casca, folhas______0.81% DMT Anadenanthera peregrina (L.) Spag.________Casca_________DMT, 5MeO-DMT Desmanthus ilinoensis (Minchx.) MacM.____Casca da raiz____Até 0.34% DMT Desmodium pulchellum Benth. ex Bak.______Casca da raiz_____________DMT Desmodium spp.______________________________________________ __DMT Lespedeza capitata Michx.________________________________________DMT Mimosa scabrella Benth.__________________Casca___________________DMT Mimosa tenuiflora (Wild.) Poir.___________Casca da raiz______0.57-1% DMT Mucuna pruriens DC.___________________Sementes______DMT, 5-MeO-DMT Malpighiaceae Diplopterys cabrerana (Cuatr.) Gates_______Folhas________DMT, 5-MeO-DMT M yristicaceae Virola sebifera Aub._____________________Casca___________________D MT Virola theiodara (Spruce ex Benth.) Warb.___Flores_____________0.44% DMT Virola spp._________________________Casca/resina______DMT, 5-MeO-DMT Rubiaceae Ps ychotria poeppigiana Muell.-Arg.________Folhas___________________DMT Ps ychotria viridis R. et P.________________Folhas___________________DMT Rutaceae Dict yoloma MAO Monoaminoxidase A Monoaminoxidase é uma enzima e um receptor solúvel cuja função é controlar normalmente a ação de neurotransmissores, reduzindo por quebra (hidrólise) a concentração dos mesmos. O que interessa a nível dos neurotransmissores é que a ação destes não seja ininterrupta. O sistema nervoso só responde a pulsos e não a ações continuas. A MAO controla os níveis de concentração de Serotonina e de outras substâncias, como, por exemplo, a DMT. incanescens DC______________Casca______0.04% 5-MeO-DMT"

IMAO
Inibidores de Monoaminoxidase As Monoaminoxidases metabolizam a serotonina, norepipherina e a dopamina. Inibindo então o metabolismo dessas, os IMAOs aumentam o nível desses neurotransmissores. No nosso caso, isso é muito bom, tendo em vista que as triptaminas se combinam com a serotonina (por isso deve-se usar um IM AO quando se ingere DMT - para evitar que ele seja metabolizado e para aumentar o nível de serotonina).

141 Outra explicação: Os chamados antidepressivos Inibidores da Monoaminaoxidase (IMAO) promovem o aumento da disponibilidade da serotonina através da inibição dessa enzima responsável pela degradação desse neurotransmissor intracelular. A monoaminoxidase (MAO) é uma enzima envolvida no metabolismo da serotonina e dos neurotransmissores catecolaminérgicos, tais como adrenalina, noradrenalina e dopamina. Os antidepressivos IMAOs são inibidores da MAO e, havendo uma redução na atividade MAO, produz-se um aumento da concentração destes neurotransmissores nos locais de armazenamento, em todo o SNC ou no sistema nervoso simpático. Acredita-se que a ação antidepressiva dos IMAOs se correlacione também, e principalmente, com alterações nas características dos neuroreceptores, alterações essas no número e na sensibilidade desses receptores, mais até do que com o bloqueio da recaptação sináptica dos neurotransmissores, propriamente dita. Isso explicaria o atraso de 2 a 4 semanas na resposta terapêutica Neurotransmissores O ponto de contato entre dois neurônios é chamado Sinapse e, quase sempre, é formado pela união entre os terminais axônicos de um neurônio e os dendritos de outro. O impulso nervoso segue, geralmente, este sentido: caminha do AXÔNIO para o DENDRITO. Enquanto a transmissão de um impulso nervoso ocorre graças a um fenômeno elétrico, a transmissão entre dois neurônios efetua-se através d e substâncias químicas chamadas neurotransmissores, espécies de "mensageiros químicos". Não há, na verdade, continuidade entre dois neurônios e sim um pequeno espaço entre as terminações do axônio e os dendritos, chamada Fenda Sináptica. Várias substâncias já foram identificadas como neurotransmissores, por exemplo, a acetilcolina, a noradrenalina, a Serotonina, etc.

142 Efeitos colaterais dos IMAOs Boca seca Cabeça leve, tonteira Pressão baixa Leve dor de cabeça Sonolência, cansaço, fraqueza Comidas que devem ser evitadas com IMAOs Por conterem a Tiramina, deve-se evitar o consumo de vinhos, queijos envelhecidos, produtos decorrentes de fermentação, cerveja, uísque, soja, peixe fresco, caviar, ginseng, carne seca, fígado, salsicha, pepperoni, salame, pasta de camarão, sopas com fermentados. Lista maior: (existem várias, consulte seu médico ou todas as listas antes de ingerir algo). Abacate Amendoim Azeite de soja Bebidas “colas” Bebidas alcoólicas (à exceção de vinho branco e vodka) Bebidas fermentadas Berinjela Cafeína Carnes Casca de banana Castanha-de-caju Caviar Cerveja, chopp Chocolate · Ervilha · Espinafre · Extrato de carne · Favos · Frutos-do-mar · Ginseng · Grão-de-bico · Iogurte · Lingüiça · Molho de soja · Mortadela · Noz-de-côco · Passas · Patês · Peix es · Pizza Queijos (à exceção de requeijão e ricota) Repolho-azedo Salame Salsichas Sopas (todas que contenham qualquer ingrediente aqui mencionado) Suplementos protéicos Tâmaras Tomate Vagem Problemas para dormir Tremedeira Visão embaçada Redução da tolerância para com o Álcool Diminuição da urina

A dieta deve ser seguida à risca no dia do uso, ao optar por não segui-la isto não irá lhe causar a morte, mas desconfortos como dores de cabeça e mal estares poderão ocorrer deixando a trip incomoda e até podendo causar Bads, a mistura com drogas e outras subtância e altamente não recomendada podendo até causar a morte. Plantas que contém Beta-carbolinas inibidoras da MAO: Banisteriopsis ssp.________________Harmina Kochia scoparia (L.) Schrad.________Harmina, harmano Passiflora involucrata______________Beta-carbolinas Passiflora ssp.___________________Harmina, harmano, etc Peganum harmala L.______________Harmina, tetrahidroharmano, dihidroharmano, harmano, isoharmina, tetrahidroharmola, harmalola, harmola, norharmina, harmalicina, tetrahidroharmina, harmalina Strychnos usambarensis Gilg._________Harmano Tribulus terrestris L.________________Harmina e outras"

Ref 23

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O Chá Ayahuasca
Ayahuasca que, na língua quéchua, significa segundo Luna (1986) “cipó das almas” (aya: pessoa morta, alma, espírito e waska: corda, liana, cipó), é o termo mais empregado para denominar uma bebida largamente utilizada por tribos indígenas da Bacia Amazônica, que também é conhecida como hoasca, yagé, caapi, mihi, natema, pindé, daime, vegetal, entre outros. Luna (1986) também cita pelo menos 72 tribos que fazem utilização da bebida e 42 denominações diferentes (LUNA, 1986 apud LABATE, 2004). O termo ayahuasca também pode ser designado para o potencial enteógeno da bebida ou para o cipó propriamente dito. Não se sabe ao certo onde se iniciou a prática da sua utilização; o que existe são apenas algumas evidências arqueológicas, como vasos e estatuetas que datam entre 1500 e 2000 a.C. (NARANJO, 1986 apud MCKENNA, 1998b). Porém, esses artefatos também têm relação com o uso de outras plantas psicoativas, o qu e dificulta o conhecimento da sua verdadeira origem. A ayahuasca consiste, geralmente, na cocção de duas espécies vegetais: uma liana da família Malpighiaceae Banisteriopsis caapi (Griseb. in Mart.) C. V. Morton, como ingrediente principal e um arbusto da família Rubiaceae Ps ychotria viridis Ruíz & Pavón. Entretanto, outras plantas de diversas famílias podem ser adicionadas no preparo do chá. (OTT, 1994) No Brasil Algumas tribos brasileiras como os Ashaninka e diversas pertencentes ao tronco linguístico Pano (Kaxinawá, Yawanawá, Jaminawá, Marubo, Katukina, entre outras) utilizam, tradicionalmente, a ayahuasca em rituais de pajelança que está diretamente ligada aos seres encantados na compreensão dos fenômenos naturais e em trabalhos de cura. (LUZ, 2004) Os índios da etnia Kaxinawá, auto denominados Huni kuin, utilizam o Nixi pae, ayahuasca feita a partir das espécies de Ps ychotria denominadas kawa (nai kawa, pishikawa, batsikawa) e da espécie de Banisteriopsis denominada Huni ou Nixi pae. O conhecimento sobre a farmacognosia da ayahuasca foi obtido através de um ser encantado: Yube (a jibóia branca) que é invocada nos rituais e profundamente respeitada e considerada como uma divindade pelos Kaxinawá. Outra atividade cultural derivada da utilização da ayahuasca são os kenes: desenhos geométricos ensinados pela jibóia através da ingestão da ayahuasca que são reproduzidos em forma de tecelagem utilizando fibras e tinturas naturais manufaturados exclusivamente pelas mulheres da tribo, que detém este conhecimento. Segundo Keifenheim, as tribos Kaxinawá localizadas no Peru distinguem três subtipos do cipó Banisteriopsis caapi de acordo com as cores observadas durante as visões provocadas pelo chá, o xawan huni para a cor vermelha, o baka huni para as visões vaporozas e esbranquiçadas e o xani huni com cores predominantemente azul e verde, porém estes três subtipos não se diferem morfologicamente. (KEIFENHEIM apud LABATE & ARAÚJO, 2004) Na declaração de Siã Kaxinawá, liderança da T. I. do Rio Jordão, sobre a ayahuasca, nota-se uma sinonímia entre a denominação do cipó (Banisteriopsis spp.) e a bebida propriamente dita, e também a necessidade de uma dieta alimentar e abstinência sexual: "O cipó é a ciência da religião, da natureza, do mundo. Porque, no mundo, existem todas as coisas para a gente ver. Quando nós queremos tomar cipó, não é de brincadeira. Nós tomamos cipó para ver coisas sérias. Quando, nós indíos queremos preparar cipó, vamos no mato procurar cipó e folha. A folha a gente

144 chama kawa e o cipó a gente chama nixi pae. Quando achamos o cipó, a gente corta cada pedacinho com quatro palmos. Depois que acabamos de cortar, trazemos o cipó junto com a folha. Ao chegar em casa, a gente deixa pra preparar no outro dia, porque já é tarde e não dá tempo de preparar. No outro dia, bem de manhãzinha, a gente já vai preparar: bate o cipó com pedaço de pau. Quando termina de bater, bota na panela com as folhas. Então, bota a panela no fogo para ferver o dia inteiro. Quem prepara, fica cuidando bem pertinho do fogo e, assim, não derrama, porque se derramar, a pressão vai embora todinha. É por isso que a gente fica cuidando. Às quatro horas, a gente tira do fogo para esfriar. Às sete horas da noite, nós tomamos com nossos companheiros. Quem gosta de tomar. Tomamos e ficamos deitados na rede, até a pressão chegar no corpo da gente, então, nós cantamos. Cada um toma o tanto que quer. Vai a noite inteira mirando, na pressão do cipó. O cipó ensina muitas coisas para a gente. Depois nós fazemos dieta: não comemos jabuti, nem macaco, nem comemos conservas, nem carne de boi, porque a gente fica doido. Nós não podemos nem namorar. É assim que a gente faz dieta para tomar cipó. " (S IÃ KAXINAWÁ apud MONTE, 1984) O contato dos povos não-indígenas com a ayahuasca no Brasil resultou na criação de religiões que utilizam a bebida em seus rituais influenciados, principalmente, pelas crenças do catolicismo, espiritismo, tradições afrobrasileiras e o esoterismo (LABATE, 2004). Sendo o Santo Daime, a Barquinha e a União do Vegetal (UDV) as principais e mais tradicionais formas de uso da ayahuasca no país. Ref 22 Para saber mais sobre estas religiões ver anexo 06.

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Banisteriopsis caapi
Termos Indígenas.
Yajé, yojé e variantes, nas partes média e alta dos afluentes do Amazonas, do Caquetá ao Marañón. Cabí, capí ou caapi, no Amazonas brasileiro (Ducke, 1946). A última forma seria puramente literária, e não usada pela gente da região que nunca duplica o "a" (Ducke, 1958). |Kapij pertenceria ao dialeto tariana (Barbosa Rodrigues, 1893). Natema, em jívaro . Ayahuasca; ayawáskha; hayahuasca; hayaguasca; hayacwaska, do quíchua. Nos quatro primeiros casos equivaleria a cipó de morto; no último, a cipó amargo, que parece ser o mais acertado (Tessmann, 1930; Espinosa Pérez, 1935, 1955; Lira, 1945). Nepi, nepe, em campaz ou colorado (costa equatoriana) (Jijón y Caamaño, 1941). Talvez daí que tenha se derivadou |dapa, nome que dão a tal cipó os camponeses do Saija, na costa colombiana. Pildé, pindé, na costa do Pacífico na Colômbia e em parte da do Equador (ver adiante) por Victor Manuel Patiño.

O caapi Planta do elemento fogo, muito seca e de natureza grave (masculina). Ela é a cobra de fogo que anda no meio do fogo, mas que necessita da umidade para multiplicar-se. Essa umidade e frieza de que carece é a finalidade da sua natureza, pois com ela se completa e se nutre: “é como o ventre e a matriz contendo o verdadeiro calor natural para animar o nosso jovem Rei” (Nicholas Flamel O Livro das Figuras Hieroglíficas). Não é por outra razão que constatamos nos rituais mágicos do santo daime diversas alusões próprias da alquimia: Sol e Lua — o masculino e o feminino — naturezas opostas que se completam no propósito de gerar a vida. E como diz Flamel em suas Figuras Hieroglíficas: “São o sol e a lua de fonte mercurial e origem sulfurosa que pelo fogo continuado ornam-se de hábitos reais para vencer toda coisa metálica, sólida, dura e forte assim que estiverem unidos num só (Sol-Lua) e mudados em quintessência.” O Banisteriopsis é um vegetal ígneo e se une à Ps ychotria viridis (do elemento água) num ritual mágico. O fogo é um elemento misterioso e ninguém conhece a sua composição química. O fogo anima toda a vida, mas não pode, segundo os alquimistas, viver sem a água, pois é nela que ele habita e é dela que obtém a sua potência. “E o espírito de Deus se movia sobre a superfície das águas. E disse Deus, seja feita a luz e a luz se fez”. O fogo do espírito fecunda as águas da vida. No entanto o fogo não pode unir-se à água bruta e necessita então transmutá-la em vapores. Exemplos dessa alquimia encontramos na natureza as águas evaporando e transformando-se em núvens que a seguir se transmutam em fogo (raios), precipitando-se então para baixo como chuva e novamente as águas libertam o fogo que há em toda semente. Dessa maneira, afirma o sábio alquimista: “Tens, portanto, duas naturezas casadas onde uma concebeu a outra, e por essa concepção está convertida em corpo de macho e o macho no de fêmea, isto é, foram feitos um SÓ corpo que é o andrógino dos antigos... Desta maneira represento-te que tens duas naturezas reconciliadas que (se forem conduzidas e regidas sabiamente) podem formar um embrião na matriz do vaso e depois dar-te a

146 luz um Rei poderosíssimo, invencível e incorruptível, porque será uma quintessência admirável.” A magia vegetal, ao utilizar o Banisteriopsis c. e a Ps ychotria v., reproduz todos os processos da alquimia interior — a gênese mediante a sábia transmutação dos elementos. Casando ambas as naturezas vegetais fogo e água; masculina e feminina o fogo fecundando a água, convertendo-se em um só corpo e dando origem a uma terceira força — obtemos isto que, com tanta propriedade, os seguidores da doutrina do santo daime dizem em seus hinos: “Eu não me chamo daime, eu sou um Ser Divino.” Um ser originado das naturezas divinas de duas espécies vegetais, com as qualidades do fogo e da água, que é fogo e água ao mesmo tempo. Este é um segredo que somente os alquimistas profundos conhecedores das transmutações dos elementos poderiam conceber.A planta caapi, membro da família Malpighiaceae, é considerada uma das mais importantes “planta professora”. Segundo a maior parte dos índios ayahuasqueros (consumidores frequentes da ayahuasca) os efeitos da planta B. caapi são a sua principal fonte de conhecimento botânico. ( Retirado de http://www.aguiadourada.com) Medicina A maior parte dos que escreveram sobre o iagé se referem somente às propriedades narcóticas e alucinantes da bebida. Como sempre, os costumes indígenas são muito mais complexos do que se supõe. O iagé se usa também como remédio, principalmente como vomitivo (Karsten, 1935), mas também contra as febres, neste caso misturado com tabaco (Ibid.). Já se disse que os macaguajes em mediados do século XIX o usavam para curar "dores de ossos" (Albis, 1936). Era o principal remédio ao pé dos Andes (Spruce, 1908). A um viajante lhe informaram em Umbría, Putumayo, que o iagé sózinho se utilizava contra a malária, com resultados seguros (Morton, 1931). Outros informes sobre este aspecto se deram atrás (Maroni: J. de la Espada, 1889). Química São encontrados compostos derivados beta-carbolínicos: harmina, harmalina e tetrahidroharmina, melhor discutidos em Peganum armala, agem como inibidores de MAO. Cultivo. A planta é cultivada, normalmente através de cortes. Coloca-se um ramo novo ou a ponta de um ramo em água, e depois deste criar raízes planta-se na terra e rega-se bem. Para o Jagube ir legal mesmo é necessário fazer uma cova de no mínimo 60cmX60cmX60cm. O ideal mesmo é uma cova de 1mX1mX1m. Vale ressaltar que ele precisa de algo pra subir, se não ele pode ficar anos do mesmo tamanho. Por isso, é recomendável amarrar uma cordinha nele, e levar essa cordinha até uma árvore, au algo q ele possa subir. Depois que ele subir, tire a corda, não amarre ele com um nó muito justo, poque se não quando ele engordar a parte do nó vai ficar fininha, dai quando for tirar vai estar com, tipo um anél fino. O jagube vai melhor no sol, porém na sombra ele vai legal tabém.

147 O enraizador também vale pro jagube, assim se consegue um número maior de mudas. Da pra fazer ayahuasca com o cipó quando ainda não tá bem grosso mesmo, porém o ideal é esperar que ele atinja uns 7 anos de idade, pra dar uma boa quantidade e uma boa força. Por cabelo fórum PE Definições locais A princípio se acreditou que o iagé se obtinha de uma única espécie de planta, ainda que vaga e indeterminada. À medida que se avançou no conhecimento do cenário geográfico e dos costumes indígenas, se foi fazendo evidente que várias plantas se utilizam na área amazônica para preparar uma bebida narcótica com a característica de suscitar clarividência ou antecipação de acontecimentos. Nem a identidade botânica de algumas é conhecida ainda; mas já se tem falado de efeitos diferentes ou complementares, segundo a espécie utilizada ou as plantas com que se faça mistura. Destas, é um pouco melhor conhecida - ainda que não de todo, a classificada como Banisteriopsis rusb yana (4), que já se suspeitou fosse a que produz a cor azul nas visões, e se denomina em certa área do Putumayo como OCO-YAGÉ ou CHAGRO-PANGA (Morton, 1931; USNH: C. Klug, 1971, 1931, Umbría, Putumayo). Com o nome de YAGEÚCO foi coletada por Cuatrecasas (N° 10597) em 1940, cultivada pelos cofanes em Puerto Porvenir, acima de Puerto Ospina, até La Loma, também no Putumayo (USNH). As folhas se adicionam ao iagé para preparar a bebida. Note-se a semelhança dos nomes OCO-YAGÉ e YAGEÚCO, pois só há uma transposição de prefixos. Talvez não seja outra coisa o IAHI que misturavam os jívaros ao natema, quando se tratava de fazer uma curação (Karsten, 1935). Mas do próprio iagé os canelos distinguem três classes: puma-ayahuasca, ahuiringri ayahuasca e tunchi ayahuasca; esta última é a especialmente utilizada pelos bruxos (Ibid.). Infelizmente, estas informações não foram acompanhadas com as coleções botânicas pertinentes, e assim, não se conhece sua identidade. Também usam uma mescla os sibundo yes, que obtém o material necessário para fazê-la nas partes mais cálidas adjacentes, e chamam BIAJÚ ou BIAJA a bebida (Bristol: BML, 1966). Poucas notícias fidedignas existem sobre o P ILDÉ que haveriam usado os chocoes da costa colombiana do Pacífico (Wassén, 1935). Quando o autor levou troncos do iagé cultivado no Vale do Cauca à Estação Agroflorestal do Calima, Buenaventura em 1945-46 (Patiño, 1947), lhe informou que essa planta era conhecida pelos nativos com os nomes de P ILDÉ ou PINDÉ. Enquanto se revisavam os originais deste volume, o autor teve oportunidade de entrar em contato com indígenas chocoes do rio Saija, entre os quais a planta é cultivada e parcialmente usada, sob o nome de DADA. Esses informes conduziram ao achado, com caráter espontâneo, de um Banisteriopsis sp. na bacia do rio Daqua, Vale do Cauca, que às vezes se usa como narcótico. ( Re f 7 + No t as)
Ver mais em anexo 01.

148 Identificando o caapi Recomendamos o uso de um glossário de dendrologia: Possuímos duas variedades, a caupurí, onde apresenta os nós bem mais evidenciados que a varieda tucunacá.

Caupurí

Tucunácá

149 Apresentam folhas com disposição oposta cruzada que chegam em média até 15-20 cm de comprimento e 7-11 de largura, limbo simples e inteiro de formato oval, afinandonas pontas, liso na parte superior, piloso ( possui estruturas semelhantes a pelos) na parte inferior, nervação em forma de pena, presença de pecíolo e sem bainha, na face debaixo apresentam nectários.

Face superior

Face inferior

´´Pontos amarelinhos´´ são nectários de B. caapi

150 A inflorescência é paniculada nas axilas superiores ou terminais com pedicelos pilosos e flores vistosas de coloração rosada, diclamídeas, monoclinas de simetria actinomorfa, cálice pentâmero e diassépalo, dialipétala com 5 pétalas longas e afinadas, diplostêmone com 10 estames heterodínamos, anteras arredondadas com 3 estiletes, estigmas captados e com ovário súpero. Os frutículos samaroídeos com a semente localizada na base da sâmara.

Inflorescência de B. caapi Testes cromatológicos quantificarão que variedade Caupuri é a que possui mais efeito como IMAO, por possuir mais alcalóides.

Ident. Ref 7

151 Uso O uso de somente um IMAO ou DMT não possui efeitos alucinógenos, logo ocorre a junção de duas plantas que os possuem individualmente (sendo que existe relatos de possuírem ambos mas algum deles em pequena quantidade). O vinho de Caapi com Psychotri viridis é chamada de Ayahuasca. Já a de Mimosa hostiles o mais correto é vinho de Jurema. Receitas Ayahuasca Para Toda A Vila Equipamento de cozinha: Tambor de Inox (com tampa) com capacidade de 55 galões (aproximadamente 208 litros); Panela (com tampa) com capacidade de 30 galões (aproximadamente 113 litros); Fogareiro grande (nota: precisa ser mais que simplesmente “grande”). Itens para mexer com as plantas: Marreta de cozinha de madeira (batedor de carne); Tábuas com os lados lisos; Baldes para lavar as folhas. Plantas utilizadas: Banisteriopsis Caapi: 18 kilos de vinhas frescas; Ps ychotria viridis: 6 kilos de folhas frescas. Preparação da planta A vinha foi cortada de uma planta que tem aproximadamente 6 anos de idade. O diâmetro das “peças” variam de 1/4 a 1 palmo (+- 6 a 25cm). As “peças” foram cortadas no comprimento de aproximadamente dois pés (+- 60 cm). Essas “peças” então foram trituradas numa tábua com o batedor de carne. As folhas foram pegas e lavadas em água. Cozimento As vinhas trituradas foram jogadas alternadamente com as folhas na panela grande, preenchendo ela acerca de 3/4 da capacidade. Foi adicionada água suficiente para cobrir as plantas, aproximadamente 40 galões (+- 148 litros). A tampa foi colocada na panela e o fogareiro ligado na potência alta. Ele veio a ferver completamente em cerca de duas horas. O fogareiro foi ajustado para manter a mistura a uma boa fervura média com a panela tampada. Depois de cozinhar a noite toda, cerca de 10 horas, a tampa foi removida. Levou mais 6 horas de cozimento para reduzir a água para cerca de metade do volume original. Esses 20 galões (+- 124 litros) de líquido foram colocados na panela menor para uma redução adicional, e ferveram em potência alta por três horas até serem reduzidos para cerca de 1 galão e meio (cerca de 5,5 litros). Foi então deixado para esfriar. Para uma lavagem final, 30 galões (cerca de 111 litros) de água foram adicionados na panela grande com as plantas que foram cozidas. Isso foi novamente fervido durante toda a noite com a panela tampada e cozido até o dia seguinte.

152 O resultado final foi cerca de 3/4 de um galão (cerca de 2,7 litros) de líquido. Este foi adicionado à primeira leva dando cerca de 2 e 1/4 galões (cerca de 8,3 litros) de líquido. A mistura foi fervida novamente, colocada em vidros de conserva esterilizados e tampados. Dosagem Os resultados podem variar: 50 ml: Euforia, vivacidade de cores, sem náuseas. 100 ml: Euforia, efeitos visuais de formas geométricas com os olhos fechados, náusea leve. 150 ml: Viajem total, efeitos visuais de formas geométricas com os olhos abertos, com os olhos fechados efeitos visuais levando a visões coerentes, alguma náusea. É melhor se consumir dividido em doses de 50 ml tomados em algumas horas. Isso ajuda a reduzir a náusea e reações “brutas”. Nota: Ayahuasca é medicina poderosa e não deve ser consumida em combinação com outras drogas. Ayahuasca contém inibidor de MAO, e nunca deve ser tomada com um SSR I ou qualquer outra medicação prescrita. A potência relativa das plantas da ayahuasca pode variar, então queira começar com doses pequenas com fim de teste para obter os resultados desejados. Use ayahuasca por risco próprio. Essas receitas são apenas guias, seus resultados podem variar. (©Cop yright Resonant Media, 1998. Todos os direitos reservados. Fonte: http://www.erowid.org/chemicals/ayah...ca_info1.shtml)

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Psychotria viridis
Conhecida popularmente por: Rainha, Chacrona, Chacruna, Kawa, ocorre em toda a floresta amazônica (Brasil, Peru, Colômbia, Equador,Bolívia). Planta do elemento água, sua natureza é fria e de grande umidade. Assim como grande parte das plantas desse elemento, a Ps ychotria v. (responsável pelos efeitos psicodélicos da ayahuasca) possui um forte efeito luminoso e sedante. Para os iniciados na ayahuasca, fica evidente que são as folhas da Ps ychotria viridis que abrandam os efeitos do cipó. Isto quer dizer que as folhas são suaves e dão o conforto da Mãe e o cipó, com sua natureza severa, dá a força e corrige como um Pai. O preparo da ayahuasca obedece a uma ritualística. Essa ritualística simboliza e realiza a perfeita transmutação dos elementos: água e fogo (as Frutos de Psychotria viridis naturezas internas desses vegetais) manipulados durante o processo de magia vegetal. A alquimia que aqui se realiza compara-se ao processo da criação da vida a gênese dos mundos: “E disse Deus, seja feita a luz e a luz se fez...” isto porque o fogo movia-se sobre as águas e pôde fecundá-la para que nascesse a luz. Esses dois elementos vegetais (Banisteriopsis c. e Ps ychotria v.) de naturezas opostas podem fecundar-se mediante procedimentos da magia vegetal para dar a luz ao Menino de Ouro — um ser de incontáveis poderes, de natureza flamígera, encerrado no líquido da ayahuasca. Para trabalhar com os gênios elementais das plantas, o alquimista necessita de meios próprios, digo, ferramentas. Assim como quando mexemos com a eletricidade necessitamos de ferramentas adequadas: os rituais são chaves com as quais podemos abrir algumas portas, intransponíveis para o mundano. A ritualística tem um fim que é exatamente o de “chamar a força” para manipulá-la, mas somente iniciados podem fazê-lo, pois têm autoridade e, antes de tudo, conhecimento. Aquele que não conhece os procedimentos adequados nada pode fazer, ainda que o deseje. Nas ritualísticas o verbo representa importante papel: “No início era o Verbo e o Verbo estava com Deus e Deus era o Verbo.” Assim é que os cânticos e mantras são entoados durante a colheita dos vegetais a quem solicitamos ajuda. No caso da ayahuasca, canta-se, durante todo o preparo do chá, a música inefável dos anjos. E como cada uma das espécies vegetais é complementar à outra em sua natureza interna — masculino e feminino — o trabalho de feitio da bebida mágica é dividido entre homens e mulheres: os homens colhem e contundem o cipó, e as mulheres trabalham com as folhas. Somente os homens devem entrar na mata para reconhecer e colher o cipó que é de natureza masculina, depois esmagá-lo com marretas de madeira. Este é um trabalho árduo, que requer a força masculina. As mulheres são encarregadas da colheita e limpeza das folhas da Ps ychotria v., o que é feito uma a uma. Este é um trabalho delicado e próprio da natureza feminina. Durante o feitio, todos consomem a ayahuasca e o silêncio só é cortado pelos cânticos de louvor e graça.

154 Depois, nas panelas, depositam-se cipó e folha para ferver somente os homens podem manusear o fogo. As mulheres menstruadas são proibidas de participar do ritual de fabricação da bebida sob pena de “gorar” todo o processo. Há notadamente nesse ritual mágico um casamento entre duas naturezas. Assim como da união entre um homem e uma mulher resulta um terceiro ser, obtemos o filho Divino da união entre dois seres elementais, chispas divinas potentes dos elementos. Essa alquimia que realizamos no reino vegetal é o que pede a natureza dessas duas espécies botânicas a natureza de um quer se completar na do outro e com a do outro: um rei não pode viver longe de sua rainha. Essa ritualística é portentosa! Ela segue os princípios fundamentais da alquimia e encerra o segredo dos sábios filósofos, aquele segredo que não se pode revelar abertamente sob o risco de sermos considerados loucos. Essas “plantas de poder” que constituem o sumo da ayahuasca, por tudo o que foi dito. Devem ser utilizadas em rituais com a finalidade de clarear o nosso universo interior, para que possamos empreender um estudo cada vez mais profundo de nossas partes desconhecidas — estudo de si, observação de si, trabalho sobre si. No ritual do santo daime, observamos que homens e mulheres formam uma corrente contrária e contínua de bailados que se harmonizam com a música, posto que estes pólos contrários, energias criadoras de toda a natureza Deus Pai-Mãe —, fundem-se em um ponto para gerar a vida, magnífica obra de criação. Essas energias são muito bem definidas e representadas em todos os processos rituais que envolvem o chá luminoso do espírito e em tudo este preceito é evidenciado, pois nem mesmo o Ser Divino — elemental da ayahuasca — poderia receber a vida se também para Ele não houvesse um Pai e uma Mãe. Assim é que o cipó, potência elemental vigorosa masculina, fecunda com o seu fogo as águas elementais da Ps ychotria viridis — princípio feminino por sua natureza — convertendo-se ambos em um só corpo, juntando o que se encontrava separado na natureza. Somente os homens que mergulharam no profundo oceano de si próprios possuem este entendimento, pois nesta vastidão insondável encontram finalmente a pérola oculta dos sábios. ( Retirado de http://www.aguiadourada.com) Química O princípio dimetiltriptamina apud METZNER, tanto na estrutura ativo encontrado nas folhas é um derivado triptamínico a N,N(DMT) (MCKENNA et al., 1984; RIVIER & LINDGREN, 1972, 2002), um alcalóide indol muito semelhante a serotonina (5HT) molecular como na atividade (STRASSMAN, 2001).

155 Callaway observou que os níveis de concentração de DMT nas folhas variavam de acordo com o horário da colheita. Os níveis mais altos foram encontrados em folhas colhidas ao anoitecer (9,52mg/g de DMT) e na madrugada (8,97mg/g de DMT), ocorrendo uma depressão por volta das 10h (8,01mg/g de DMT) e apresentando menor quantidade ao meio dia (5,57mg/g de DMT)
(CALLAWAY apud METZNER, 2002).

Cultivo Use como subtrato 60% de terra vegetal 40% de substrato de coco, palha outros, as minhas outras chacronas estao se desenvolvendo bem nesse tipo de solo Para plantar a chacrona você irá precisar de folhas novas, verdes, onde irá enterrá-las pela metade. As folhas recém colhidas ficam 1 dia e meio à sombra em uma bacia de água (esta água você as rega após plantá-las), é importante plantar as folhas num ângulo de 70º e não 90º. Pode-se colocar um enraizador líquido na água que a tax a de nascimento aumenta consideravelmente. Cada folha solta de 2, 3 até 5 novas plantas, porém pode levar até 6 meses para que possa separá-las. Da pra fazer muda de chacrona pegando um ramo dela tabém. A chacrona precisa de sombra, sol só da manhã ou do fim da tarde, se não ela fica parada, não cresce. Pode ficar anos do mesmo tamanho.
(Síntese de Diário de Cultivo por Shepherd e dicas de Cabelo) Foto de Folhas recém plantadas, foto de Shepherd

Identificando a Psychotria Planta arbustiva da família Rubiaceae, onde apresentam folhas completas de formato lanceolado medindo em média 12-15 cm de comprimento por 4-5 cm de largura; de disposição oposta cruzada; nervação peninérvea, presença de bainha semi – amplexicaule e pecíolo curto; limbo simples e inteiro, liso na parte superior e presença de domácias na parte inferior (JOLY, 1991; SOUZA & LORENZI, 2005).

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Face superior P. viridis Face Inferior Acredita-se que as domácias mantenham uma relação de mutualismo entre a planta e pequenos animais como ácaros que auxiliam na proteção do vegetal contra predadores. (MATOS et al, 2006).

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Detalhe da domácia em uma folha de P. viridis. Aumento 80x O fruto é do tipo drupa com o epicarpo de coloração vermelha quando maduro e possui duas sementes convexas em sua parte dorsal e aplanadas em sua parte ventral (Figura 13). (JOLY, 1991; SOUZA & ORENZI,2005).

As inflorescências das espécies de Rubiaceae são cimosas com flores diclamídeas; monóclinas; de simetria actinomorfa; cálice pentâmero dialissépalo; gamopétala e com ovário ínfero.

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159 No Brasil a família Rubiaceae inclui aproximadamente 130 gêneros e 1500 espécies, distribuídas em todos os biomas do país, sendo que o gênero Ps ychotria é mais comumente encontrado no subosque das florestas úmidas (SOUZA & LORENZI, 2005).

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Mimosa hostilis
Muitos grupos indígenas do semi-árido pernambucano consideram a jurema preta Mimosa tenuiflora Willd (que tem como sinônimos botânicos, Mimosa hostilis (Mart.) Benth.; Mimosa limana Rizzini; Acacia tenuiflora Willd) uma planta sagrada, cercada de profundo respeito e de todo um cerimonial, com as populações dessa planta tendendo a ser protegidas. Das raizes, os índios preparavam uma bebida chamada ajucá ou vinho de jurema, usada por ocasião das cerimônias dos pajés. Uma bebida usada pelos caboclos, na foz do Rio São Francisco, chamada de jurubari, também usava a jurema, junto com a imburana-de-cheiro, pau-ferro e mel, Árvore de Jurema no Cerrado Brasileiro tudo dissolvido na cachaça. As flores e ramas da jurema também são usadas em banhos lustrais ou de defesa, usados nos candomblés. O pó da casca era usado pelos Maias desde o século 10, em lesões cutâneas, como antiséptico natural. Foi "redescoberta" pelas instituições de saúde do México, que pesquisaram suas propriedades e a utilizavam com sucesso para tratar queimaduras em pessoas, depois de catástrofes nos anos de 1984 e 1985. A jurema-preta, árvore enraizada na cultura dos índios e dos habitantes atuais da região do Nordeste, poderá passar a ser uma espécie essencial para a restauração florestal de áreas muito devastadas, para recuperar o mais rápido possível o solo e ajudar o crescimento de outras plantas, inclusive madeiras nobres. Em áreas menos degradadas, ela pode ser utilizada, em manejo sustentável, como fonte de madeira, lenha e carvão, forragem, alimento apícola e remédio. Com a expansão do mercado de produtos naturais, também na área de produtos de limpeza e cosméticos, a jurema-preta pode servir como fornecedora de matériaprima para tais produtos, criando uma renda adicional, na época de entressafra, para os habitantes do sertão. É conhecida popularmente por, calumbi, jurema braba; tepezcohuite (México), sendo da família: Leguminosae e subfamília Mimosoideae, recebe este nome, De jú-r-ema, que significa espinheiro suculento; è uma planta nativa do Brasil ocorrendo no Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia, na caatinga e no carrasco. Ocorre também no México.

161 Usos Madeira: muito resistente, empregada para obras externas, como mourões, estacas e pontes, para pequenas construções, rodas, peças de resistência, móveis rústicos. Fornece excelente lenha e carvão de alto valor energético. Medicina caseira: o pó da casca é muito eficiente em tratamentos de queimaduras, acne, defeitos da pele e esfoladelas causadas por pressão. Tem efeito antimicrobiano, analgésico, regenerador de células, febrífugo e adstringente peitoral. As folhas são usadas com as mesmas finalidades. Psicoatividade: A casca da raiz tem efeitos psicoativos. O principal ingrediente ativo nesta parte da planta é N,N-DMT(já discutido), e há também uma pequena quantidade de beta-carbolinas (De acordo com Raetsch, 2005). Algumas fontes indicam a presença de 5-MeO-DMT. Veterinária popular: o efeito cicatrizante serve também nos animais domésticos e a planta é usada em lavagens contra parasitas. Restauração florestal: planta pioneira e rústica é especialmente indicada para a recuperação do solo, combater a erosão e para a primeira fase de restauração florestal de áreas degradadas. Pode ser usada para restauração florestal de matas ciliares. Sistemas agroflorestais: sendo a jurema-preta uma forrageira palatável para todos os animais domésticos, ela é indicada para a composição de pastos arbóreos, onde oferece forragem verde durante muito tempo na estação seca, podendo esse período ser estendido rebaixando a planta. Os galhos espinhentos servem para construção de cercas de ramo. Por manter boa parte da folhagem durante a estação seca, a jurema-preta tem um importante papel de sombreamento para animais e para o solo. Abelhas: espécie muito importante para fornecimento de néctar e pólen para as abelhas, especialmente durante o período seco. Forragem: as folhas e vagens são procuradas pelo gado bovino, caprino e ovino. É uma das plantas da caatinga que primeiro se revestem de verde logo depois das primeiras chuvas. Aplicações industriais: usada em produtos cosméticos nos EUA, Itália e Alemanha, em loções para o couro cabeludo, sabonete, xampu e condicionador. A casca é empregada para curtir couros. Árvore de Jurema

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Cultivo Ela se propaga por sementes e brotações do tronco; para obtenção das sementes, colher os frutos diretamente das plantas quando iniciarem a abertura espontânea. Em seguida, deix á-los ao sol para completar a abertura e liberação das sementes. Elaborando mudas, colocar as sementes para germinação logo após a colheita em canteiros a pleno sol contendo substrato arenoso. Escarificar (raspagem da camada externa) as sementes para melhorar sua germinabilidade. A emergência ocorre em 2-4 semanas e a taxa de germinação geralmente é alta com sementes escarificadas. O plantio é fácil, a planta é muito rústica, podendo também ser semeada diretamente nas covas ou a lanço em áreas preparadas. O desenvolvimento das plantas no campo é rápido, podendo alcançar 4 a 5 m de altura dentro de cinco anos. Não há notícias de pragas ou doenças, mas deve ser protegida contra o excesso de pastagem por gado bovino e, principalmente, caprino e ovino, especialmente em plantios visando a recuperação do solo.

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Vinhos de Jurema
1ª Receita Meu nome é Mimosquero. Aqui está a metodologia que funciona para mim no preparo da "Boa Medicina". Plantas e quantidades (Esta receita é para o preparo de uma dose. Ajuste de acordo): - Mimosa hostilis da região da Amazônia via "North American Entheogen suppl y". Se a casca de raiz é a utilizada, então 8 gramas bem moídas para se tornar um pó ou fibras finas é o suficiente. Se um pouco da raiz estiver misturada com a casca, então ajuste a dosagem para 12 gramas. A mágica está mais concentrada na casca da raiz do que em todo o resto dela (a raiz). - S yrian rue (Arruda Síria). 3 gramas de sementes bem raladas com um ralador ou morteiro e pilão. As sementes são difíceis de ralar e muito mais esforço é necessário. Quanto mais fino ficar o pó, melhor. - Água destilada tratada com o suco de um limão e 250mg de ácido ascórbico (Vitamina C) é o suficiente para produzir uma solução aquosa ácida. - Coloque a casca e o pó das sementes em uma travessa pequena de aço inoxidável e a coloque em uma leve fervura (perto dos 100ºC) num fogareiro (com atenção e preces) ou num fogão a lenha (também com atenção e preces). Mexa a bebida frequentemente e cozinhe em torno de 20 minutos. Mais da água ácida preparada deve ser adicionada para manter o líquido fora do ponto de fervura. Então coe a bebida com um coador fino. Filtros de café são finos demais, mas meias, calcinhas ou 'filtros permanentes' de café funcionam bem. Aperte o bagaço e tente retirar o máximo possível de líquido. Isso pode ser ajudado com meias e/ou roupas velhas, como fraldas de pano. Ferva o bagaço novamente na água preparada e repita o processo num total de três vezes. Combine os líquidos obtidos e lentamente cozinhe para uma racional quantidade "tomável". Observe as precauções de sua dieta antes de beber a poção. Algumes preferem beber aos poucos, outros tomar tudo o mais rápido possível. Bebendo devagar provavelmende reduz a náusea, porém diminui a intensidade.

Resultados
Com a casca de raiz pura. Os efeitos apareceram rápido. Em cerca de 15 minutos de olhos fechados, visões apareceram, um sentimento de perda das barreiras físicas também estava presente. Não houveram sensações físicas a não ser quando a pele que deveria estar lá era ar. Os objetos na sala dançavam com vida e pareciam correr para a frente ao ar. Um definido efeito 3-D. Em 5 minutos, a sala já não era reconhecível. Ler era impossível. As geometrias eram intensas e pareciam me lavar com um prazer orgasmático. Viajar. Isso é viajar. Novos lugares indescritíveis brotavam sob meus olhos. Tudo era vibrante e vivo. Havia paz. Uma dança de cores nunca parou para deixar a experiência chata. Vozes podiam ser ouvidas. Música podia ser ouvida. Mesmo que não houvesse ninguém ali para falar ou tocar música. Uma voz pergunta: "Você quer ir mais fundo?" era uma voz feminina. Reafirmando, enquanto eu pensava sobre "ir mais fundo" as cores podiam flutuar sobre mim e me levar a novos lugares - cada um mais bizarro que antes. Impossíveis objetos do passado estavam flutuando no espaço. Coisas como grandes calculadoras HP, helicópteros de brinquedo. Cenas da infância eram evidentes. Sem entidades. Foi uma experiência de 5 horas.

164 Com 12 gramas de raiz de M.H. e casca da raiz Preparado como na outra experiência. A mesma viajem colorida, mas mais fraca. Demorou uma hora inteira para começar. Um sentimento de relaxamento provavelmente da harmala foi notado primeiro. Fraca náusea (não realmente uma náusea, mas algo estranho no estômago, eu quase pensei sobre vomitar, mas isso passou rapido). Proveitosa, psicodélica, mas sem a “jornada” da casca pura. Também muito mais curta.

2º Receita Aqui está a melhor receita que já ouvimos de um alien. Rápida. Simples. Muito, MUITO efetiva. [Comentário do Erowid: Note que o nível de alcalóide ativo no material pode variar significativamente de uma espécia para outra. Temos o concenso de que para material com altas taxas de alcalóides, a receita 2 pode ser uma dose potencialmente muito grande e perigosa!!!]

Ingredientes
20g. M. hostilis 3g. P. harmala Suco de limão Real Lemon (tm), aqui podemos substituir por um tang hahaha. 1. Tome via oral 2g de P. Harmala (não é necessária qualquer preparação). 2. Rale 20g de M. hostilis num ralador de café para obter um fino pó. 3. Faça a mistura de 30-40% do suco de limão com água. Junte à M. hostilis e leve ao fogo por 15 minutos. Mexa frequentemente. 4. Filtre o líquido roxo em um coador. 5. Adicione o material que sobrou em uma nova mistura de 'suco & água' e cozinhe por outros 15 minutos. 6. Tome a 1g. que sobrou de P. harmala. 7. Coloque o líquido em um copo (deve estar cheio até cerca da metade) e beba rapidamente. 8. Espere de 15-20 minutos. Vomite. 9. Vomite mais um pouco. 10. Tente reganhar sua compostura e balanço depois de secar tudo. 11. Volte e ouça alguma música 12. Comece a imaginar que você está morrendo, sendo devorado até os ossos por uma escola de 'piranhas arco-íris', submergido nas profundezas do inferno sofrendo torturas brutais e desmembramentos praticados pela tropa de sugadores de sangue de Lord Yama e vários ferozes mezoamericanos como Tezcatlipoca, simultaneâmente! 13. Experencie um completo derretimento na face da morte iminente. Reconheça que se “huasca mata você, agora vai ser pego em um dos bardos do inferno por uma eternidade menor devido ao seu 'karma ruim' acumulado”. Continue repetindo seu nome para lembrar-se que você tem um corpo. Banho repetivamente para lavar as poderosas forças obscuras combatendo sua alma entre rodadas de diarréia. Note o quão cheio de merda você está.

165 14. Pânico, mas tente se lembrar que o tempo é seu aliado, mesmo quando cada momento parece uma eternidade de sofrimento. Lembre-se que "isso irá passar". Acredite nisso com a maior fé. 15. Continue dessa maneira por algumas horas, se perguntando durante todo o tempo se você realmente poderá voltar do inferno intacto. 16. Acorde na manhã seguinte, jurando que não usará psicodélicos por um longo tempo, continue com medo de inadvertidamente reinvocar esse bizarro estado de conciência. 17. Vá para a cama na noite seguinte e reexperiencie esse mundo de conciência durante o hipnótico estado e que quase morrera de medo, que você irá voar em algum local ontológico, driblando seus algozes até seu tempo estar esgotado. 18. Coma MUITA carne vermelha, beba álcool, muita comida tamásica. Tente ficar no chão. A banalidade do contidiano tridimensional pode ser o "melhor amigo" são do homem. 19. Finalmente, algumas semanas depois, olhe para sua experiências sem um mínimo sentimento de terror. 20. Começe a ganhar novamente alguma perspectiva. Considere tentar “la purga” de novo, sob a supervisão de um x amã bem experienciado para ajudar aqueles menos experientes a finalmente conquistar esses mundos. Deve-se ir à fenda novamente para estar totalmente curado. 21. Mantenha um respeito MUITO SAUDÁVEL pelo Vinho d'Alma, reconhecendo que isso pode matar, desconsiderando o que dizem sobre a neurotoxicidade da triptamina. As triptaminas não o matarão; a parada cardíaca do terror indefectível é que irá. Traduzido por waffle. Fonte: http://www.erowid.org/chemicals/ayah...ca_info1.shtml

3º Receita Ingredientes: Perganum 4 gramas. Jurema: 15 gr por pessoa. 25 ml de vinagre. 250 ml de água. Ferva em uma panela separada a jurema com a água e o vinagre, ferva até diminuir a meio copo, separe o que ficou na panela e coloque mais meio copo e continue fervendo. O primeiro liquido deve ser guardado, e agora sem vinagre! Com a perganum coloque 500 ml e deixe ferver bastante, depois coloque em um liquidificador, e volte a panela fervendo até ficar bem reduzido! Misture os preparados afim que completem o mínimo de líquido possível. 1 dedo de copo seria o ideal! CUIDADO EM ESPECIAL COM ESTE, È FORTE, como as outras também são, sendo indicados para usuários experientes.

166 Identificacão Árvore com cerca de 5-7 m de altura, com acúleos esparsos. Caule ereto ou levemente inclinado, casca de cor castanha muito escura, às vezes acinzentada, grosseira, rugosa, fendida longitudinalmente, entrecasca vermelho-escura. Ramificação abundante e em indivíduos normais, de crescimento sem perturbação, acima da meia-altura. Ramos castanhoavermelhados, esparsamente aculeados. Folhas compostas, alternas, bipinadas, com 4-7 pares de pinas de 2-4 cm de comprimento. Cada pina contém 15-33 pares de folíolos brilhantes, de 5-6 mm de comprimento. Flores alvas muito pequenas, dispostas em espigas isoladas, de 4-8 cm de comprimento. O fruto é uma vagem pequena, tardiamente deiscente, de 2,5 a 5 cm de comprimento, de casca muito fina e quebradiça quando maduro. Contém 4-6 sementes pequenas (3-4 mm), ovais, achatadas, de cor castanho claro. A madeira tem alburno castanhoavermelhado-escuro e cerne amarelado, é muito pesada (densidade 1,12 g/cm3), de textura média, grã direita, de alta resistência mecânica e grande durabilidade natural. A planta tem raiz pivotante e também raízes superficiais, embora menos do que outras plantas da caatinga.

167 Possui folíolos minúsculos, casca escura, cheiro das flores característico. Mantém a folhagem, embora em densidade reduzida, durante muitos meses da estação seca.

Jurema Preta - Frutos e Folhas

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Peganum harmala
Da família Zygophyllaceae, Peganum harmala também é conhecido como "arruda síria". Contém alcalóides de harmala, tais como harmina, harmalina e tetrahidroharmina. Impedindo certos químicos de serem destruídos pelo cérebro humano, tais como a psilocibina dos cogumelos mágicos, e o DMT em plantas como a mimosa hostilis e a ps ychotria viridis, o THC etc. Assim, o peganum harmala intensifica os efeitos das mais variadas subtâncias. A mistura de um inibidor da MAO e de uma planta que contenha DMT é resultado em um composto altamente alucinógeno.

Uso A princípio a Peganum de nada tem em diferença com o conhecido caapi, quanto a sua toxicidade. O problema reside é na dosagem e na frequência do uso. Para prepará-la é necessário 2 doses de 500 ml. Os primeiros 500 ponha a ferver com a quantidade escolhida (não ultrapasse 4 gr para uma dose individual, a não ser que saiba o que está fazendo. 4 gr é extremamente forte), deixe ela cozinhar por 30 minutos, depois moê-la e coá-la. Guarde este último, pegue o que ficou no coador e acresente os outros 500 ml, deixe ferver por mais 30 – 40 segundos e coe novamente. Junte os dois líquidos e leve ao fogo até reduzir por volta dos 10 – 30 ml para facilitar a ingestão.

169 Química O alcalóide ativo das sementes de "Harmala" é composto de MAOI-A (mono amin e oxidase inhibitor A) que são Beta-carbolaminas. - Harmane, 0.16% - Harmine, 1.84% Se sabe que nas sementes se encontra grande quantidade de harmine. - Harmaline, 0.25% - Harmalol, 3.90% - Tetrah ydroharmine, O total de alcalóides harmalas são pelo menos 5.9% Os galhos da planta contém aproximadamente 0.36% dos alcalóides, as folhas por volta de 0.52%, e as raízes até 2.5%. As Beta-carbolaminas possuem alta atividade como inibidores da MAO, podem aumentar os níveis de 5-HT pelo bloqueio da desaminação da serotonina. A tetrahidroharmina (THH), pode bloquear a recaptação da 5-HT no neurônio. Resultando em altos níveis de 5-HT na fenda sináptica, assim a 5-HT pode atenuar os efeitos subjetivos da ingestão oral de DMT por competição com os receptores pós-sinápticos; também aumentam os níveis de dopamina, noradrenalina e adrenalina no cérebro. Os efeitos sedativos primários de altas doses de B-carbolinas são devidos ao bloqueio da desaminação da 5-HT. A ação da bebida se deve a interação das B-carbolinas com o DMT presentes nas plantas, que juntas potencializam as propriedades alucinógenas de ambas isoladas, levando-se em consideração que as B-carbolinas aumentam as concentrações de DMT. O cultivo se dá de forma normal, sem exceções, sendo que o solo tem que ser bem drenado e mais arenoso.

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Anadenanthera colubrina e peregrina
O yopo, dentre outros, representam para os Piaroa, índios da região amazônica no sul da Venezuela, elemento simbólico essencial de suas práticas ritualísticas de comunicação com as forças espirituais. Por meio da experiência com o yopo, o espírito separa-se do corpo e faz o voo ao país dos mortos, onde aprende as canções mágicas dos seus antepassados falecidos. No ritual os cantos mágicos são entoados, durante toda a noite ou várias noites, para afastar os poderes dos animais de transmitirem aos homens sua forma, que se manifestam nas doenças; os cantos são dirigidos e entoados primeiramente por um ancião o menyérua; senhor das canções, que acompanha os cantos com o som de um chocalho que também tem poderes mágicos. Os outros homens, de suas casas, repetem as canções enquanto as mulheres e as crianças dormem. As práticas ritualísticas do consumo do yopo e de recitação dos cantos mágicos fazem, portanto, parte do cotidiano dos Piaroa. Ocorre sempre que é necessário curar algum enfermo, eliminar alguma doença instalada na comunidade ou afastar alguma forma de perigo. Após as caçadas, é fundamental que aconteça o rito de evocação para a purificação das carnes dos animais. Apesar de este ser o alimento mais apreciado pelos índios e até considerado uma herança deixada por Wahari, o deus maior da criação, conforme a mitologia Piaroa as carnes são a principal causa de contágio de todas as doenças. A função do yopo é manter viva a memória de Wahari, o deus que criou o mundo visível. Os índios crêem que no momento alucinógico o espírito vai até a montanha, onde aprende também as palavras poderosas de Wahari. ( R e f: 4 ) Química Segundo Lupa, após uma boa pesquisada sobre essa planta, ela também é conhecida como angico vermelho, acredito que isso seja porque existam algumas variedades dessa espécie que diferem na coloração das flores. Existe essa crença que as sementes de A. columbrina e A. peregrina tem grandes quantidades de 5MeO-DMT, porém o que eu encontrei foi que o alcalóide em maior quantidade é a Bufotenina (5-OH-DMT), o mesmo alcalóide encontrado nos sapos do gênero Bufo. O 5-MeO-DMT e o DMT, são encontrados em pouquíssimas quantidades.Outra coisa que descubri sobre elas, é que as sementes com maior concentração de alcalóides são de árvores do norte da Argentina. O nome Yopo é relacionado à A. peregrina e o nome Cebil à A. columbrina. "Um grande trabalho químico em cima da Anadenanthera mostra de forma consistente que a bufotenina é o único alcalóide em quantidades significativas nas sementes maduras das duas espécies usadas via nasal (A. columbrina e A. eregrina), trabalhos: (Torres & Repke 1996; de
Smet & Ri vier 1987; Sdvio Nunes et al. 1987; Rend6n 1984; Schultes et al. 1977; Yamasato 1972; Chagnon, Le Quesne & Cook 1971; Fellows & Bell 1971; Hol mstedt & Lindgren 1967; Paris, Saint -Fir min & Et chepare 1967; lacobucci & Rdveda 1964; Giesbrecht 1960; Pachter, Zacharias & Ribeiro 1959; Al vares Pereira 1957; Fish, J ohnson & Horning 1955; Stromber g 1954).

171 "Mais de 7.4% de bufotenina foi encontrado nas sementes de A. peregrina variação peregrina, apenas 0,04% de 5-MeO-DMT e 0,16% de DMT; 12,4% de bufotenina foi encontrado nas sementes de A. columbrina variação cebil, 0,06% de 5-MeO-DMT e apenas traços de DMT. Sete estudos com quinze amostras do pó das sementes de Anadenanthera mostraram que a bufotenina é o único alcalóide em quantidades significativas (mais de 2,67% com apenas traços de 5-MeO-DMT e DMT), trabalhos: (Torres et al. 1991; de Smet & Rivier 1985; Schultes et al. 1977; De Budowski et al. 1974; Holmstedt & Lindgren 1967; MariniBettblo, Delle Monache & Biocca 1964; Fish, Johnson & Horning 1955).

* Anadenanthera peregrina – Alcalóides por toda planta: - 1,2,3,4-TETRAHYDRO-6-METHOXY-2,9-DIMETHYL-BETA-CARBOLINE - 1,2,3,4-TETRAHYDRO-6-METHOXY-2-METHYL-BETA-CARBOLINE - BUFOTENINE - LEUCOANTHOCYANIN - LEUCOPELARGONIDOL Casca: - 5-METHOXY-N,NDIMETHYLTRYPTAMINE - 5-METHOXY-NMETHYLTRYPTAMINE - N-METHYLTRYPTAMINE Folha: - HOMOOR IENTINE - ORIENTIN - SAPONARETIN - VITER INE Fruto: - N,N-DIMETHYLTRYPTAMINEOXIDE - N,N-DIMETHYLTRYPTAMINE - BUFOTENINE-OXIDE Sementes: - N,N-DIMETHYLTRIPTAM INE - 5-METHOXY-N,NDIMETHYLTR IPTAMINE - BUFOTENINE Variedades de ambas as espécies: Anadenanthera colubrina var. cebil; var. colubrina. Anadenanthera peregrina var. falcata var. peregrina ( Re f 5 )

172 Dosagem / Uso 2 - 8 sementes trituradas. Retire a casca superficial após tostarem no forno ou microondas, misturar numa proporção 2 de cal para 1 de yopo moído, o cal é cal virgem que pode ser inalada conhecida como shuna (especial para rapés) é fácil encontrar e mais eficiente que cinzas, bicarbonato de cálcio e farelo de conchas. Para inalar convidar amigo para soprar o produto final, como na foto. Se conseguir algo parecido, ótimo!! Hehe... Grande detalhe Se for utilizar o forno, na minha opinião melhor, deixe a panela ficar bem quente, quente mesmo, e então só coloque algumas sementes, espere questão de segundos e ela ficará inchada dentro de 3 4 segundos. Vire as sementes mais um pouco e as tire. Se deixar segundos a mais elas passam do ponto de torra correto, isto acarreta em perda de substâncias. Ponto de torra O ponto de torra é quando as sementes não esfarelam facilmente, ou seja, elas receberam calor mas não torraram. A cor delas devem ser de um marrom suave e não escuro. Fica um tanto demorado para moê-la. Em relação a muito tostada é uma característica de que o ponto de torra esta perfeito.

173 Identificando

O Angico é uma planta decídua e heliófila encontrada naturalmente na Floresta Estacional Semidecidual Montana e Submontana. É encontrada também, com menos frequência, na Floresta Ombrófila Mista (Floresta com Araucária), principalmente na mata ciliar (Carvalho, op. cit). A árvore possui em média de 10 a 20 metros de altura e pode atingir até 35 metros. Tem floração exuberante, de grande beleza, sendo utilizada na urbanização de estradas, parques e ruas de Curitiba-PR. Esta espécie é recomendada para a recuperação de terrenos depauperados, erodidos, bem drenados e para a reposição de mata ciliar em terrenos com inundação. Como produz grande quantidade de sementes, é de fácil germinação, sendo possível produzir elevado número de mudas. (Ref: 3) Para cultivar o angico basta germinar as sementes sem nenhum cuidado excepcional e cuidar das formigas que o adoram.

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Cannabis sativa L.
História Os primeiros registros históricos do uso da Cannabis sativa para fabricação de papel datam de 8000 anos a.C, na China. Depois os chineses descobriram e desenvolveram outras formas de uso da planta, principalmente para produção de artigos têxteis e medicinal. Mais tarde, outras sociedades, como os gregos, romanos, africanos, indianos e árabes também aproveitaram as qualidades da planta, fosse ela consumida como alimento, medicina, combustível, fibras ou fumo. Entre os anos de 1000 a.C. até meados do século XIX, a maconha e o cânhamo produziam a maior parte dos papéis, combustíveis, artigos têxteis Planta de Cannabis e sendo, dependendo da cultura que a utilizava, a primeira, segunda ou terceira medicina mais usada. Sua grande importância histórica se deve ao fato da maconha ter a fibra natural mais resistente e forte do que todas as outras, podendo ser cultivada em praticamente qualquer tipo de solo. Da China, ela se espalhou para a Índia, o Oriente Médio, o Norte da África. De lá desceu rumo à África Subsaariana e subiu até a Europa, via Turquia. O frio europeu parece ser uma das razões pelas quais a erva não era fumada no continente. Os princípios ativos da planta, THC e canabidiol, se desenvolvem em quantidade maior em ambientes quentes e ensolarados durante a maior parte do ano. Fumar maconha não fazia sentido para os europeus de antanho, porque não fazia efeito algum. Em tempos passados a maconha somente poderia ser "colhida" na Europa e em regiões circunvizinhas no período entre setembro e dezembro. Na década de 90 iniciou-se o cultivo artificial da maconha, quando foi introduzida uma nova técnica, utilizando luzes artificiais como as de vapores de sódio e as multivapores (mercúrio e outros gases componentes). Durante este período (década de 90), os estudos e investimentos na cannabis cresceram tanto que hoje existem milhares de empresas no mundo que se dedicam dia a dia no melhoramento genético desta planta. Ação esta que proporcionou a existência de uma infinidade de tipos de cannabis, centenas de Híbridos, Sativas, Índicas. (mais informações anexo 2) Química Fazem parte desta planta o THC e o CBD. Segue suas descrições a seguir: Cannabidiol (CBD): È uma das substâncias químicas encontradas na cannabis, sendo que constitui a maior parte da planta, chegando a representar mais de 40% de extratos. Estudos com pesquisadores de Israel e Espanha já apontaram para a provável eficácia na recuperação de memória provocada pelo Alzheimer, desde que tratada no início da doença.

175 Atualmente estuda-se a possibilidade de seu uso no tratamento antipsicótico, pela Universidade de Colônia, na Alemanha. Essa substância teria a vantagem de provocar menos efeitos colaterais que os medicamentos já existentes no mercado. A grande esperança é de que, mesmo que a cannabis possa produzir sintomas psicóticos, há uma probabilidade de que esse efeito provenha unicamente do delta9-tetraidrocanabinol (THC). Tetraidrocanabinol (THC) Também conhecido como dronabinol, é a principal substância psicoativa encontrada nas plantas do género Cannabis, pode ser obtido por extração a partir dessa planta ou por síntese em laboratório. O THC foi isolado na forma pura pela primeira vez em 1964 por Raphael Mechoulam, Yechiel Gaoni e Habib Edery no Instituto Weizmann em Rehovot, Israel, através da extração a partir do haxixe com éter de petróleo, seguido de repetidas cromatografias(técnica laboratorial). É discutido até que ponto este composto é responsável pelos efeitos verificados com o consumo da planta. Um estudo não encontrou diferenças nos efeitos subjetivos entre a maconha e o THC puro, mas críticas a esse estudo apontam para que tenha sido usada maconha de fraca qualidade e parcialmente deteriorada, que não mantinha os componentes normais de terpenóides e flavonóides tais como canabinol (CBN) e cannabidiol (CBD), defendendo que os efeitos do consumo da planta não se devem só ao THC. Na utilização clínica de Cannabis, os extratos são compostos geralmente pelos topos a florescer e com abundantes tricomas glandulares (sem sementes), com uma potência de até 20% de THC. Dados quanto à composição dos extratos usados para consumo recreacional são escassos devido ao fato do seu consumo ser ilegal em muitos países. Um estudo da quantidade de THC em amostras de maconha e haxixe apreendidas pela polícia italiana entre 1997 e 2004 revela valores que variam entre 0,5 e 20%, com a média a subir nos últimos anos para cerca de 13%. Medicina O papel da cannabis na dor. Evidências de pesquisas em animais e em homens indicam que a maconha pode produzir um efeito analgésico importante. Porém, mais estudos devem ser feitos para estabelecer a magnitude e a duração deste efeito, nas diversas condições clínicas. Os pacientes que poderiam ser beneficiados com o uso dessa droga seriam aqueles em uso de quimioterapia, em pós operatório, com trauma raquimedular (lesão da coluna vertebral com acometimento da medula), com neuropatia periférica, em fase pós infarto cerebral, com AIDS, ou com qualquer outra condição clínica associada a um quadro importante de dor crônica. Quimioterapia induzindo náuseas e vômitos. Muitos oncologistas e pacientes defendem o uso da maconha, ou do THC (seu principal componente já estudado) como agente antiemético. Mas quando comparada com outros agentes, a maconha tem um efeito menor do que as drogas já existentes. Contudo, seus efeitos podem ser aumentados quando associados com

176 outros antieméticos. Dessa maneira, o uso da cannabis na quimioterapia pode ser eficiente em pacientes com náuseas e vômitos não controlados com outros medicamentos. Desnutrição e estimulação do apetite. Os estudos sobre os efeitos da maconha sugerem que esta droga pode ser importante no tratamento da desnutrição e da perda do apetite em pacientes com AIDS ou câncer. Mas outros medicamentos são mais efetivos do que a maconha, portanto, os autores recomendam pesquisas mais aprofundadas para avaliar a ação da maconha nesses pacientes. Espasmo Muscular. Como já foi dito anteriormente, a maconha afeta o movimento, e estudos tem demonstrado que ela pode ajudar no controle do espasmo muscular (encontrado na esclerose múltipla ou no traumatismo raquimedular). Mas as pesquisas que avaliaram essa capacidade da maconha devem ser analisadas com cuidado, uma vez que, outros sintomas associados a estas doenças, como a ansiedade, podem aumentar os espasmos, e nesse caso, a maconha poderia ter sua ação diminuindo a ansiedade e não controlando o espasmo propriamente dito. Por isso, os autores acreditam que mais estudos devem ser realizados para se confirmar esse efeito da maconha. Movimentos desordenados. Estudos em animais demonstram que o uso da maconha pode estimular os movimentos em doses baixas e pode inibí-los em doses altas. Esta característica pode ser importante para o desenvolvimento de tratamentos para as desordens motoras na doença de Parkinson. Os autores acreditam que novos estudos devem ser feitos para avaliar a quantidade exata da droga que pode ser eficiente no tratamento dessa condição. Epilepsia. O principal objetivo do tratamento da epilepsia é impedir completamente as crises. Os estudos a esse respeito ainda estão se iniciando, e muitas vezes as crises não foram inibidas com o uso da maconha, portanto, os autores acreditam que pesquisas com pessoas ainda não devem ser indicadas. Glaucoma Apesar do glaucoma ser uma das indicações mais citadas para o uso da maconha, os dados existentes não suportam esta indicação. A pressão alta intraocular é um dos fatores de risco para o desenvolvimento do glaucoma e a maconha poderia agir diminuindo esta pressão. Mas esse efeito é de curta duração e só é conseguido com altas doses da droga. Como as altas doses provocam muitos efeitos indesejáveis e as medicações já existentes são bastante efetivas e com efeitos colaterais mínimos, os autores acreditam que o uso da cannabis nessa condição ainda não está indicado.

177 Efeitos adversos. Os efeitos adversos da cannabis podem ser divididos em duas categorias: os efeitos do hábito de fumar crônico e os efeitos do THC. O fumo crônico da maconha provoca alterações das células do trato respiratório, e aumentam a incidência de câncer de pulmão entre os usuários. Os efeitos associados ao longo tempo de exposição ao THC são a dependência dos efeitos psicoativos e a síndrome de abstinência com a cessação do uso. Os sintomas da síndrome de abstinência incluem agitação, insônia, irritabilidade, náusea e cãibras. Alguns autores sugerem que a maconha é uma porta de entrada para outras drogas ilícitas. Mas ainda não existem estudos científicos que comprovem essa hipótese. E outras drogas como o tabaco e o álcool, na verdade, são as primeiras drogas a serem usadas antes da maconha. Conclusão Resumindo, os dados indicam um efeito terapêutico modesto, particularmente, no controle da dor, alívio de náuseas e vômitos, e estimulação do apetite. Seus efeitos foram melhores estabelecidos para o THC. Mas a maconha possui vários outros componentes que não tem seus efeitos estudados, e que podem trazer muitos riscos/ benefícios. Os dados atuais não afastam e nem dão suporte para a hipótese de que o uso medicinal da maconha poderia aumentar o uso ilícito dessa droga. Ao final do estudo os autores concluíram que o futuro do uso terapêutico da maconha está associado com o desenvolvimento de substâncias puras, e não com o fumo da mesma. Vale lembrar que se consumida via oral a absorção é de 20 a 30% menor dos constituintes quando fumados, sendo que os males do hábito de fumar são todos anulados, ficando só os efeitos das substâncias, é metabolizado no fígado e creio eu estas substâncias não fazem nenhum mal ao organismo desta maneira (salvo os efeitos já comentados). Fonte: Arch Gen Ps ychiatry 2000;57:547-552 – Vol.57 No. 6, june 2000; itálico modificado pelo autor. Dosagem / Uso Confesso sinceramente que estou me achando idiota falando da maconha! Ainda mais agora neste subtópico hehe, mas trago duas formas cedidas por colegas, as quais se tem muita especulação e ninguém realmente sabe se funciona ou não, lhes apresento o Bolo de Maconha e o Chococonha, de formas comprovadas. Meo! Como usar a maconha? Você pode Fumá-la Já fumou fumo de palha? Pois é faça o mesmo, com a diferença que ele é pilado (algum instrumento que sirva para “socar” o fumo no interior da palha, carga de caneta, por exemplo. Facilita a combustão, não soque muito). Fumar qualquer é altamente prejudicial. Fumar corretamente é traguear, é você puxar a fumaça do cigarro. Tire o cigarro (após puxar a fumaça) e puxe ar. Até se acostumar demora e muitas tossidas virão, hehe...

178 Feito isso 3 vezes não necessita de mais, salvo a qualidade do fumo, você já vai estar muito chapado. (Por Zica) Chococonha Ou nesconha, é uma forma de se evitar os males do ato de fumar. Pegue o back que você iria fumar e coloque ele em 1 copo de leite integral, não exagere hein?! Se tiver alguns camarões ponha junto (com folhas não funciona); coloque tudo picado ou dichavado (moído), e leve junto ao leite em temperatura baixa até a fervura, depois desligue e espere esfriar. As trips são mais intensas e os efeitos mais douradouros. (Cedido por um
colega e redi gido por Clr).

BoLo De MaCoNhA Bem, amigos, lhes trago a famosa receita do bolo, esta vai mandar cinco pessoas para o espaço, caso queira fazer doses únicas, faça uma regra de três. Funcional e aprovada, esta receita é Punk! Fórmula Mágica por Vitor Fotográfoooooo Ingredientes: -30gr de maconha, se for fumo prensado sem amônia (de boa qualidade, pode ser lavado ou fervido antes e coado, maconha não é hidrossolúvel, então o fumo fica sem amônia). Melhor de se usar é fumo natural. -2 colheres bem cheias de Manteiga. - Massa de bolo, pudim, doce, algo comestível que necessite de óleo! Modo de fazer: Deixe a manteiga derreter numa frigideira/ panela pequena. Quando a manteiga estiver bem quente coloque 30 gramas de maconha de alta qualidade dentro. Mexa por uns 5 minutos em fogo baixo, 3 minutos em fogo alto e mais 5 em baixo, sempre mexendo. Final: Coe este óleo. Pode comer o bagaço que sobrar. O óeleo é acrescentado em até no máximo 250 g de comida. Prepare-se para ter uma das melhores vibes de sua vida. NUNCA EXCEDA A DOSAGEM RECOMENDADA, 50 gr!!! Caso contrário, aguente o tranco (possíveis bads/Peias); como dito, faça uma regra de três para doses individuais, receita para cinco cabeças, lembre-se, a maconha não é brincadeira.

179 O Haxixe O haxixe, assim como a maconha e todas as plantas aqui apresentadas, constitui rituais religiosos e culturais em algum ponto do mundo, logo ao descriminarmos estamos tendo uma atitude preconceituosa e se fechando a conceitos que outros julgam corretos. O haxixe provém do árabe Hashish. Podemos dizer que é um estrato de cannabis. Pelo que me consta existem dois tipos de haxixe, o extraído de forma química com álcool, ou éter, das inflorescências e folhas, e me parece que apenas juntando o pólen e compactando, se obtém o haxixe bem natural, este não confere. Já ouvi relatos de pessoas que tivera grandes bads com haxixe! A concentração dos constituintes da maconha no haxixe se encontram em quantidade muito mais elevadas, por se tratar de um extrato, solicitando de quem vai usar muita experiência e dominação dos itens preparatórios citados no começo deste artigo. “Na religião hindu o haxixe é considerado um presente dos deuses. De fato, diz-se que a planta teve origem quando Shiva chegando a um banquete preparado por sua esposa Parvati, baba ao ver tantas delícias e de sua saliva surge a planta abençoada. Os Shaivas, devotos de Shiva, fumam continuamente a ganja (a planta feminina) com o charas para meditarem e se elevarem espiritualmente. Eles consideram que o chilum (o cachimbo onde a planta é fumada) é o corpo de Shiva, o charas é a mente de Shiva, a fumaça resultante da combustão da planta é a divina influência do deus e o efeito desta, sua misericórdia. O haxixe encontra-se difundido principalmente no oriente e norte da África, onde o consumo por parte dos arábes remonta a tempos antigos. Efeitos Os efeitos do haxixe podem durar de 1 a 3 horas (se fumado), e podem incluir: -Aumento da sensibilidade, maior percepção de cores, Loja de haxixe em Katmandu, sons, texturas e paladar. 1973 -Euforia. -Aumento do apetite. -Pensamento criativo, filosófico ou profundo: as ideias surgem mais facilmente. -Percepção afetada do tempo. -Aumento da capacidade de introspecção e extrospecção. -Aumento do prazer sexual. -Sensação de relaxamento. -Vontade de rir. -Olhos avermelhados (seus efeitos de vasodilatação avermelham os olhos dos fumantes.)e dilatação das pupilas. -Boca seca. -Alívio do Stress.”

180 Maconhas e as Diferenças A maconha é usada em forma de haxixe e plantas por aqueles que sabem desfrutar do poder que ela pode proporcionar, por exemplo, uma meditação profunda. Potencializador de qualquer substância, se fala que ela dá o Start em outras substâncias e quando as mesmas não surtem os efeitos esperados. O back faz surtir os efeitos, fora outros usos dela. Talvez com o haxixe se possa ter efeitos mais psicodélicos, ou com um chococonha turbinado! Não Sei! Enfim, os efeitos psicodélicos da maconha são bem particulares, realmente lhe fazem pensar, e muito, no ocorrido. É muito comum ter visões de seres como o curupira na mata ou coisas que não se sabe o que é, sons, sentir a energia etc. Muitas pessoas não levam a sério estes fatos, isto não deixa de ser uma trip. Creio eu que não temos a concepção de que a maconha é coisa séria. Eu sempre me antentei ao que ela me mostrou e só após ter bads (onda de sentimentos ruins) é que estou utilizando ela de forma mais mística. A maconha é uma planta séria, só por isto estou abordando ela. Bads ao usar maconha, entre pessoas que desfrutam de enteógenos, são comuns. Creio que isto ocorra justamente por termos esta concepção errada, se a tivermos como uma planta de poder e respeitá-la tudo irá fluir sossegadamente. Eu tive duas trips com maconha que fizeram entender o uso de hoasca. Em outra realizei uma meditação muito profunda, sem igual. Nada de bad. A diferença que venho abordar é quanto ao que realmente se deve fumar. Sabia que há grande diferença entre fumar as inflorescências (camarão, conjunto de flores da planta) e fumar o fumo do que é o conhecido prensado ( ramos, folhas, sementes, camarões e nós de má qualidade, além de capim e aditivos químicos conservantes). O fumo do prensado, no geral, é mais lezante, ou seja, deixa você muito Camarão ainda no pé sossegado. Já os camarões, além da pureza maior que possuem, lhe dão um efeito altamente energético. Os camarões são mais usados no Norte e Nordeste, sendo raridade no Sul do Brasil, a não ser que se cultive o seu (atitude contra lei e que será abordada adiante). Logo lhe digo que sempre que possível escolha camarões não só pelos efeitos mas sim também pelo fato de serem mais saudáveis, muitos dos fumos prensados trazem amônia como conservantes, saber identificar é uma boa, o cheiro não tenho como lhe explicar. Os camarões, quando pequenos se destacam e formam muitos, um em cada axila da base das folhas, caso sejam híbridos. Camarões estão nas fotos, exemplificados.

Camarão este de 30cm!

181 Cultivo Seleção de Sementes As plantas de cannabis ou são machos, fêmeas ou hermafroditas. As plantas macho produzem pólen, que pode polinizar as flores da planta fêmeas, que uma vez polinizadas produzem sementes (o que é indesejável). Se a planta fêmea não for polinizada (se não houver plantas macho na vizinhança a produzir pólen), as flores continuam a desenvolver-se produzindo THC. As plantas fêmeas que não forem polinizadas são referidas como sensemilla (sem sementes). Normalmente 40-50% das plantas são machos. Uma planta fêmea pode ainda gerar um topo com flores sem sementes, topo com muitas flores e poucas sementes e uma grande flor que está quase totalmente coberta de sementes. O primeiro caso é obtido se remover todas as plantas macho antes delas abrirem as suas flores. O segundo caso acontece quando você não removeu alguns machos. O terceiro caso ocorre quando você não remove nenhum dos machos e deixa estes florescerem. Isto pode ser devastador se você tiver grandes plantas fêmeas, pois pode perder 90% da colheita de erva que se pode fumar, para a produção de sementes. Avistar e remover os machos é uma das tarefas mais difíceis de explicar a uma pessoa que nunca plantou, pois isto requere muita atenção ao topo das plantas e a verificar como estes se comportam. Mesmo cultivadores experientes vão estar inseguros em certos momentos e vão ter que esperar até a próxima visita para terem a certeza. Quando um macho entra no estado de florescimento, vai começar a crescer uma coisa que se parece como pequenas bolas e não terá pelos brancos a saírem de lá. As fêmeas não têm bolas, mas sim, pequenos pelos brancos (pistilos).

Macho

Fêmea

182 Escolhendo a espécie do seu gosto. É muito importante começar com uma boa genética. O que é boa genética? Só você pode dizer. Você prefere uma onda forte, sedativa, que te coloca pra dormir? Ou você quer voar alto numa euforia cerebral que te deix e confuso e nas nuvens?? Ou talvêz um pouco de cada??? Existem três espécies distintas de variações da planta de marijuana. Essas três variações incluem Cannabis Sativa, Cannabis Indica e Cannabis Ruderalis: Cannabis Sativa é uma planta difícil de criar em lugar fechado devido a grande necessidade de luz, alta estatura e florescimento tardio. Sativas são originárias das regiões equatoriais, daí sua maior necessidade de luz e um clima tropical quente. É possível identificar a Sativa por suas folhas longas e finas como dedos. A Sativa tipicamente produz uma onda euforicamente energética e cerebral. Apesar das limitações climáticas das Sativas, elas são realmente uma grande recompensa para quem as obtém, planta e fuma. Uma Sativa pura leva de 2 a 4 meses para florescer. Cannabis Indica é uma planta ideal para plantio tanto em lugares fechados como a céu aberto, devido a sua menor necessidade de luz e baixa estatura, também oferecendo resistência a fungos e pestes, tendência a maturação precoce e densa produção de flores. Indicas são originárias de climas mais frios, exibindo características descritas acima, pela sua aclimatação ao ambiente nas quais foram criadas. Sua baixa estatura e folhas extremamente largas as fazem de fácil identificação. Uma indica geralmente produz uma onda forte e exaustiva, sedativa; podendo levar entre 45 e 60 dias para o término do florescimento. Cannabis Ruderalis não é uma boa escolha tanto pra plantio interno quanto externo. Apesar da baixa estatura (chegando no máximo a 1,5 m) e maturação rápida, as Ruderalis não produzem nem a quantidade nem a qualidade que se procura no florescimento. Uma pequena redução no ciclo luminoso, pode desencadear florescimento em uma planta precoce com 2 a 3 grupamento de folhas. Apesar disso a produção das Ruderalis não pode ser comparada com as subespécies tanto das Sativas, como das Indicas. Existem também plantas feitas de cruzamentos entre as espécies, chamadas híbridas: Híbridas podem carregar o melhor dos dois mundos, tanto no tipo de onda como nos padrões de crescimentos e seus traços genéticos, apesar de algumas não conseguirem mantê-los. As Híbridas tem potencial para exibir ótimas características que se procura para plantio. Uma Híbrida bastante comum tem uma onda forte, eufórica, energética, folhagem densa e de baixa estatura, fazendo dessa espécie de Híbrida uma ótima escolha para todo tipo de plantio e de sensações. Tudo é relativo às suas condições de plantio e de preferência pessoal. Tente conseguir sementes de bancos locais que tenham sido aclimatadas as condições do seu clima, e carreguem as melhores características florais – potência,

183 aroma, sabor, crescimento vigoroso, maturação precoce e resistência a fungos e pestes. Procure por sementes que seja marrom escuro ou cinza claro. Algumas podem ter linhas escuras nas tonalidades citadas, como listras de tigre. Sementes pequenas e brancas são imaturas e não devem ser plantadas. Todos esses fatores devem ser considerados pelo jardineiro experimentado. Luz A luz é necessária à uma planta na transformação de nutrientes em alimento. Tem ainda uma grande influência na produção de clorofila, taxa de crescimento, tamanho de folha e produção de sementes. A luz se torna uma dos aspectos mais importantes em sua operação de plantio. Para o propósito do plantio de marijuana existem dois tipos básicos de luz: Fluorescentes e Descargas de Alta Intensidade (HID) – incluindo Vapor de Mercúrio (MV), Vapor Metálico (MH) e Vapor de Sódio (HPS). Hid x Fluorescentes A diferença principal é que lâmpadas fluorescentes criam luz na passagem de eletricidade através de um vapor de gás de baixa pressão e HID criam luz na passagem de eletricidade através de um vapor de gás de alta pressão. HID são MUITO mais brilhantes e apesar de representarem um maior custo no começo, são mais eficientes na relação custo benefício e permitem uma melhor produção. Portanto, elas são a primeira escolha para a maioria dos criadores em lugares fechados. Fluorescentes Fluorescentes são encontradas nos mais variados formatos e tamanhos. Existem lâmpadas compactas, bulbos retorcidos e bulbos circulares. Todas trabalham da mesma forma. Elas possuem iniciador (starter) e reator embutido permitindo um envio regular e seguro de eletricidade para a luz. Antes das HID estarem disponíveis para plantio em lugares fechados, os plantadores usavam lâmpadas fluorescentes, que apesar de funcionarem durante todas as etapas de cultivo, não são aconselháveis para uso desta forma. Para plantio de forma efetiva com fluorescentes pense de forma pequena. Estas lanpadas emitem uma onde de luz ideal para os vegetais, não é o calor que faz as plantas trabalharem, mas sim o comprimento de onda, que é dial nestas lâmpadas. Pode abusar de whats, pois o calor é mínimo e a economia de energia grande, sem risco de queima. Descarga de alta intensidade(Hid) Existem basicamente três tipos de HID. Vapor de Mercúrio (MV), Vapor Metálico (MH) e Vapor de Sódio (HPS). Essas lâmpadas também precisam de iniciador (starter) e reator. Vapor de Mercúrio (MV) e o tipo de luz que era utilizados na iluminação das ruas no passado. Não é muito boa para plantio por não prover o espectro de luz

184 correto. Enquanto ela produz um pouco do espectro azul, MV também produz muito calor para se deixar próximo a planta, sendo de operação muito ineficiente. Vapor Metálico (MH) é uma fonte muito boa de espectro de luz azul/branco o que é ideal para o crescimento vegetativo. Muitos plantadores usam MH durante a fase vegetativa. MH é brilhante e de operação e custo eficiente, porém não tão eficiente quanto as lâmpadas HPS. As potências mais utilizadas são de 400 e 1000 watts. Trabalham melhor quando combinadas com lâmpadas HPS. Vapor de Sódio (HPS) é a melhor escolha de lâmpada hoje em dia para plantio de marijuana. HPS são muito brilhantes e muito eficientes. Esse tipo de luz tem um espectro vermelho/alaranjado que é ideal para a fase de florescimento. Com o suficiente desse tipo de luz você também poderá cultivar aqueles "camarões" de poster da Hightimes. HPS são encontradas em várias potências de 70 até 1000 watts. Fotoperíodo Suas plantas deverão ser iniciadas no período vegetativo em um regime de luz de 24/7 ou 18/6. A razão para o regime de 18/6 é para deixar um período escuro para as plantas descansarem e também poupar a sua conta de luz. A maioria das plantas se exaure após 16 horas de luz por dia. Ajustes deverão ser feitos de acordo com a necessidade das plantas. Para o florescimento 12/12 é a norma. Novamente, ajustes poderão ser feitos. Um mínimo de 12 horas de escuro é requerido para ativar o florescimento. Erros corriqueiros com a luz Não queime as plantas ao colocá-las perto demais das lâmpadas. Fluorescentes não emitem muito calor e podem ficar cerca de 3 a 5 cm de distância. HID emitem muito calor e precisam ficar a uma distância razoável. Um bom teste é colocar as costas da mão entre planta e a lâmpada por algum tempo, se houver sensação de desconforto é porque a lâmpada está perto demais. Existem algumas lâmpadas comuns que podem induzir a germinação, mas são inúteis para propósito de crescimento. Essas lâmpadas são: Qualquer incandescente (normal), halógena, luz negra e de aquecimento. Não perca tempo tentando plantar com essas lâmpadas, você apenas se desapontará. Quanto usar de Luz ? Para determinar corretamente a melhor iluminação do seu espaço existem várias coisas que você deve saber. A esta altura algumas definições se fazem necessárias: Lumens – Um lumen equivale a quantidade de luz emitida por uma vela que incide sobre 1 pé quadrado (square foot) de uma superfície a um pé (1 foot = 0,30 m ) de distância. Watts – A medida da quantidade de eletricidade fluindo através do fio. Watts por hora medem a quantidade de watts consumidas em uma hora. Um Kilowatt/hora (KWH) é 1000 watts/hora.

185 Para determinar o custo de operação da sua luz Descubra o quanto é cobrado por Kw/h na sua conta de luz. Imagine que você tem uma lâmpada de 1000 watts e paga $ 0,5/hora. Se um kilowatts equivale a 1000 watts, você pagará 5 centavos por hora para manter a luz acesa. Outro exemplo. Digamos que você tem uma lâmpada de 400 watts e paga $ 0,3/hora. Divida 400 por 1000 = 0,4 e multiplique por 0,3 = $0.012 por hora de luz. Para determinar quantos lumens por pé quadrado Você tem que achar a área do seu espaço. (largura X comprimento = pé quadrado). Divida a quantidade de lumens disponíveis pela medida em pés quadrados da sua área. Exemplo: Digamos que você tenha um espaço de 3 pés de profundidade por 4 pés de largura = 12 pés quadrados, e o total de lumens das suas lâmpadas é de 45.000 lumens. 45.000/12 = 3.750 lumens por pé quadrado Agora para a grande pergunta. Quanta luz eu necessito? A tecnologia tem avançado tanto nos últimos 15 anos que nós estamos constantemente refinando o processo e atualizando o que sabemos que funciona melhor para o plantio. A teoria atual diz que o mínimo de luz necessária para sustentar o crescimento é de 2.000 lumens por pé quadrado. A média seria de 5.000 lumens por pé quadrado. O ideal seria 7.000-7.500 ou mais por pé quadrado. Para determinar o quanto de luz você precisa em watts A regra geral para definir a quantidade de luz para uma área, é um mínimo de 30 watts por pé quadrado. 50 watts por pé quadrado é ideal. Você pode determinar a quantidade luz para a sua área usando essa fórmula: 30 watts (ou 50) x sua área em pés quadrados. Exemplo: Você tem uma área de 10 pés quadrados 30w x 10 s.f. = 300 watts/por pé quadrado ou 50 watts x 10 s.f. = 500 watts por pé quadrado (ideal). Isso tudo é muito importante, pois a intensidade da luz irá afetar diretamente a qualidade e a produção de sua colheita. Se você tiver menos do que o ideal, sua colheita e potência serão reduzidas e os "camarões" não serão tão densos. Essa questão nunca é demais repetir. Você deve ter a quantidade de luz certa para o seu espaço, para poder colher "camarões" de alta qualidade. A questão às vezes pode ser, "Posso ter luz demais?" A resposta básica é não. De acordo com a lei de retornos minorados, você poderia teoricamente alcançar um ponto onde as plantas não conseguiriam mais absorver a luz, porém seria impossível ter essa quantidade de luz em seu espaço. O calor se tornaria um problema bem antes de você atingir esse ponto. Então use quantas lâmpadas puder, apenas controle o calor. Experimentação é o único método para determinar a melhor solução para cada planta. Se a planta não estiver recebendo luz suficiente, ela começará a crescer de forma desproporcional como se estivesse se esticando para buscar luz( chamamos de estiolamento) e a folhagem se torna verde pálida. Ou, se elas necessitam ser movidas para perto da luz, ou aumentado o período de exposição à luz, elas podem ter problemas como folhas e flores descolorindo ou queimadas. Folhas poderão se tornar super compactas e enroladas nas pontas.

186 Germinacão Então você está com as sementes em mãos. Agora você se pergunta o que fazer para começar o plantio? Se você comprou sementes de um banco reconhecido então você pode ter certeza que elas estão prontas para germinar, já que todas passam por um processo de seleção. Porém, se você descolou sementes que vieram no seu bagulho prensado, você deverá fazer algumas verificações simples para saber se as sementes são viáveis ou não. Uma forma de testar, é gentilmente apertar a semente entre o seu dedo indicador e o polegar. Se ela desmanchar, então não está boa. As brancas e secas estão imaturas e quebrarão com facilidade. As sementes verde escuro, verde ou marrom são mais aptas a germinar. Você não poderá destinguir o sexo da planta apenas olhando a semente. Existem algumas teorias por aí, porém não existe nenhum sinal físico característico para se distinguir machos de fêmeas. Alguns gostam de germinar usando métodos como o do papel toalha, antes de colocar no vaso. Isso é para assegurar que as sementes estão no ponto, mas se você desejar poderá plantá-las direto no solo. Para germinar em papel toalha, simplesmente coloque a semente entre duas folhas de papel toalha embebidas em água mineral ou destilada, dentro de um Tupperware ou recipiente com tampa. Deixe o recipiente em um lugar que haja propagação de calor, como em cima da geladeira ou do monitor do computador. Verifique varias vezes por dia e veja se as sementes estão rachadas e uma pequena raiz branca começou a surgir(foto acima). Cave um buraco pequeno no solo (use um lápis para fazer um pequeno buraco). Quando estiver plantando a semente tenha certeza de que a profundidade do buraco não ultrapassa meio centímetro e só então coloque a semente dentro. Assegure-se que a raiz ou o lado pontudo da semente está apontando para o fundo ao colocar no solo. Cubra o buraco com terra solta (não achate!) e mantenha a terra húmida (não encharque!). Você deverá permitir pelo menos 10 cm de espaço vertical no fundo para a raiz crescer. Coloque uma semente por copo de 500 ml ou vaso de 4 litros, e coloque-o embaixo das luzes. Comece com um ciclo de luz de 24/7 (24 horas ligada por 7 dias da semana). Você deverá ver os brotos de 2 a 14 dias dependendo das suas condições individuais e método de uso. Para resultados mais rápidos tente manter a temperatura em 26 graus Celsius. Você verá uma taxa de germinação menor com 21 graus Celsius, porém ainda assim é aceitável, a semente só levará mais tempo para brotar. O broto emergirá com duas folhas primordiais (cotilédones). Essas folhas são pequenas, lisas e arredondadas e serão seguidas de um par de folhas serradas individuais. A distância da luz dependerá de qual tipo esta sendo usado por você. Se for fluorescente, coloque de 3 a 5 cm de distância de seu broto. Se for HPS ou MH ajuste de acordo com a temperatura, fazendo o teste da mão. Esses tipos de

187 luzes costumam secar o solo rapidamente, fique de olho. Atenção! Não coloque adubo ou fertilizante durante os primeiros estágios de crescimento (primeiras 3 semanas). Esses estágios são muito frágeis, e não precisa muito para se cometer um erro fatal. Lembre-se, assim como na sua vida, as plantas também precisam lidar com uma série de coisas ao mesmo tempo, quanto menos coisas você tiver que lidar menor a chance de problema. Mantenha a filosofia de menos é mais. Método weed seed shop Para obter os melhores resultados de germinação, aconselhamos a germinar as sementes segundo o nosso processo habitual, no qual obtemos taxas de germinação acima de 95% para todas as variedades: 1. Use uma estufa com a temperatura estável de 20°C (70°F). 2. Use solo com um valor de pH de cerca de ± 7.0 ( ou compre solo adequado à germinação de plantas), turfa. 3. Enterre as sementes num recipiente com cerca de 5 mm de profundidade. 4. 1 Semente em cada recipiente pequeno é mais fácil para mais tarde mover para um recipiente maior ou para passar para cultivo outdoor. Deixe 5 cm de distância entre as sementes em recipientes maiores. 5. Depois de enterrar pressione a terra de uma forma ligeira, isto estimula a semente a brotar. 6. Deite água no solo, mas pouca. Pode recorrer a um spray. O solo não deve estar nem muito molhado nem muito seco. 7. Cubra o vaso com um plástico transparente de forma a obter um efeito de estufa. 8. Depois de 1 a 10 dias as sementes já devem ter brotado e aí retire o plástico. 9. Deite regularmente água no solo recorrendo a um borrifador, e aguarde até a camada superior do solo estar seca para voltar a borrifar com água. 10. Depois de uma a duas semanas as sementes devem estar fortes o suficiente para colocar em um recipiente maior. Após germinarem vc pode escolher entre o cultivo indoor ou no seu quintal, dado o país que estamos melhor o indoor pra evitar contra tempos com a lei e termos facilidade conduzir a planta a uma floração forte e que pague as sementes.Nunca; nunca diga nem ao seu melhor amigo que está plantando hemp. Quando for fumar, fale: “era do meu cultivo hehe...”

188 Crescimento Vegetativo a Floração Rega Assim que sua luz estiver ajustada e as folhas começarem a surgir, você estará entrando no período vegetativo. Só regue a planta quando o solo estiver totalmente seco até o fundo do vaso, você poderá checar colocando o dedo em um dos buracos de drenagem no fundo, sentindo se está úmido, ou usando um medidor de umidade. Um palitinho de comida chinesa serve para teste improvisado, coloque-o até o fundo do vaso próximo a lateral para não acertar nenhuma raiz, e retire-o em seguida, se a ponta que tocou o fundo voltar suja, ainda existe humidade no vaso, deixe secar mais um pouco antes de regar novamente. Talvez o melhor método seja esperar a planta dizer que quer água, as folhas ficam meio murchas com aparência de "sede". A razão deste método ser preferido, tem duas partes: 1- Você estará seguro de não "afogar" a planta 2- Esperando o solo secar até o fim, você estimulará o desenvolvimento das raízes à procura de água. Mais raízes = planta maior e mais forte = mais e melhores "camarões da cabeleira dos cabras que tocam reggae" ;-P Provavelmente o erro mais comum entre iniciantes é "afogar" a planta, regando em excesso causará à planta um crescimento pobre e se continuado pode levar ao apodrecimento da raiz e morte, tome cuidado se você está começando com um pote muito grande. Ao regar em excesso uma planta pequena em um pote grande, ela não conseguirá absorver toda a água, o solo poderá parecer seco na superfície, porém no fundo pode estar se formando lama, levando ao apodrecimento da raiz. Uma planta que não é regada o suficiente é muito mais saudável do que uma regada em excesso. Também é mais difícil recuperar uma planta "afogada" do que uma com "sede". Como regra deve-se usar 2 cm de cascalho ou outra mistura apropriada de alta drenagem no fundo para evitar o afogamento da planta. Clima no Grow A temperatura poderá ficar entre 21 e 30 graus Celsius sem danificar a planta. Para o solo, o Ph deverá variar entre 6.3 e 6.8, geralmente. A umidade relativa deverá ficar por volta de 60% no período vegetativo. Fertilizando Durante este período alimente sua planta com um fertilizante rico em Nitrogênio (N),existem vários produtos ricos em Nitrogênio, comece utilizando ¼ da dosagem recomendada pelo fabricante aumentando gradativamente na medida que a planta responde ao crescimento. Entupir de fertilizante não fará a planta crescer mais rápido e sim poderá queimá-la. Procure fertilizantes com uma taxa de NPK de 2-1-1. NPK é o padrão em embalagens de fertilizantes. Para esse período da planta procure um fertilizante com o dobro de N em relação a P e K (pode ser uréia sozinha) assim que a sua planta chegar por volta dos 30 cm ou 4 a 6 semanas de idade, você poderá começar notar a alternância de

189 folhas dos nós (junção dos galhos e o caule); quando os galhos superiores começarem a alternar é um sinal que a planta atingiu a maturidade e está pronta para o florescimento. Vegetando / Florescendo Em indoor a sua planta de cannabis cresce quando você lhe dá 18 horas de luz por dia. Se você optou por deixar a planta no ciclo 24/7, deixe a planta crescer pelo tempo que você desejar, uma planta costuma duplicar, triplicar e até quadruplicar de tamanho no período de florescimento. Sativas costumam quadruplicar enquanto Indicas geralmente duplicam de tamanho. Algumas espécies de marijuana precisam de 8 semanas de crescimento vegetativo, sua altura, colheita e potência dependerão do tipo e da forma de Início da floração crescimento. Você induzirá o florescimento quando notar que tem uma planta forte e bem nutrida. Mexa no fotoperíodo dela (horas de luz); ao reduzir as 18h para 12 horas de luz por dia a planta entra em floração, isto significa 12 horas de luz e 12 horas de completa escuridão, o ciclo continua, dependendo da espécie por cerca de 8 a 9 semanas. Depois desse período a marijuana deve estar pronta para a colheita. As plantas em floração não devem ser regadas com um spray, pois isto pode trazer mofo. Mantenha os níveis de humidade baixos na floração (40 - 55%), pois este é o tempo mais delicado para as suas plantas, se está plantando outdoor vai ter que esperar até os dias estarem mais pequenos no fim do verão e início do Outono. Setembro é o mês da colheita para a erva no seu jardim. Espere que os pelos brancos se tornem vermelhos, laranja ou castanhos e que a planta fique coberta de resina. Quando cerca de 80% dos pistilos terem mudado de cor, as flores estarão prontas para serem colhidas (in/outdorr). Durante o período de florescimento, sua planta necessita de nutrientes com alto teor de Fósforo (P). Existem vários produtos com alto teor de P, geralmente comece diluindo ½ da dosagem recomendada pelo fabricante no ínicio da floração até 2 semanas antes da colheita. Por volta de 14 dias no ciclo 12/12, você pode começar a procurar por pequenos pistilos ou "pêlos" brancos (indicativo de fêmea) ou pequenas bolas (indicativo de macho) crescendo na base de cada nó. Os pistilos crescem até 0,5 cm, sendo facilmente visíveis, aparecendo aos pares um de cada lado do nó, as bolas crescem também na base de cada galho, aos grupos, parecendo pequenas cornetas, antes da forma final arredondada. Nas bolas está o pólen, assim que você identificar um macho, remova-o de sua área, para permitir as fêmeas mais espaço e mais luz e impedir que as polinize, dando origem somente a sementes. É nesse estágio que se formam os "camarões", e à medida que o tempo passa, eles vão aumentando de tamanho e necessitando de mais fertilizante.

190 É altamente recomendável que se pare de usar fertilizantes 2 semanas antes da colheita, para assegurar que toda a química dos produtos seja absorvida pela planta. Você pode tentar fumar uma planta macho, ou fazer óleo de haxixe, porém o objetivo principal é a flor ou "camarão" rico em THC e agradável de fumar, em pouco tempo você estará colhendo sua planta, quando ela atingir o ponto onde o crescimento para, começando a inchar e amadurecer. É recomendável que se coloque um ventilador em cima da planta assim que ela sair do solo, isso simula o vento e estimula o fortalecimento do caule levando a uma planta mais vigorosa que aguentará o seu próprio peso no período de florescimento. Caules grandes e fortes = planta grande e forte = mais e melhores "camarões blá, blá, blá..." Colhendo/Secando A colheita, a secagem e a cura de uma planta de cannabis madura são o clímax da experiência de plantio, e os últimos passos na proclamação da independência do mercado negro. Apesar destes serem os últimos passos, são os mais críticos para o produto final. A colheita, por exemplo, dependendo da habilidade do cultivador em julgar a maturidade da planta, pode diminuir ou aumentar decisivamente os níveis de THC, assim como os níveis de CBN e CBD. A cannabis é colhida quando as flores estão maduras, a melhor indicação de maturidade é a cor dos pistilos das flores, durante o curso do período de florescimento, esses pistilos começam a morrer e dependendo da espécie da planta, modificam suas cores para tonalidades de marrom, laranja, etc. Muitos cultivadores escolhem colher a planta quando 60 a 75% dos pistilos ou "pêlos" mudaram de cor. O tempo ideal de colheita varia de acordo com a espécie de cannabis, então a melhor forma de saber a hora de colher é através da experimentação. Tente colher amostra das flores durante períodos diferentes durante o florescimento (uma com 6 semanas, outra com 7 semanas, etc) para determinar qual o melhor período de sua escolha. Quando colhidas antes do tempo, as flores de cannabis contém baixa concentração de CBN e CBD, porém mantendo alta concentração de THC, para alguns, as flores imaturas são desejáveis por manterem altas doses de THC, provocando uma onda "pra cima" e cerebral. Quando colhidas em estado mais maduro, os níveis de THC caem e aumentam os níveis de CBN e CBD, essa flutuação causa uma onda mais introspectiva e chapada. O produto final da planta depende diretamente da sua escolha do período de colheita, nutrientes que você forneceu durante a vida de sua planta, o tempo vegetativo permitido, mistura de solo/solução hidropônica usada, e muitas outra variantes. Tenha em mente que um "camarão" pesa mais quando totalmente maduro e recém colhido, após a secagem e cura apropriada a média de perda de peso pode chegar a 75% do peso original. Por impaciência, a maioria dos cultivadores novatos querem colher flores cedo; Tudo bem! Certifique-se, porém, de colher flores do meio pra cima da planta, permita ao resto, continuar a maturação. Frequentemente o topo da planta atinge a maturidade primeiro, colha isso e permita o término da maturação, você notará as flores inferiores se tornando maiores e mais resinosas ao atingir a maturidade completa, a produção de um modo geral pode ser aumentada dessa forma, ao permitir que os galhos inferiores

191 recebam maior quantidade de luz e por isso mais atenção dos processos químicos internos da planta. Use uma lente de aumento e tente ver os tricomas entroncados (pequenos cristais de THC sobre a flor). Se a maioria estiver clara, e não marrom, o ápice do buquê floral está próximo,quando a maioria desses tricomas atingirem uma coloração marrom, os níveis de THC estarão caindo e a flor estará perdendo potencial, declinando rapidamente com a exposição à luz e ao vento. Não colha tarde de mais! Observe as plantas e aprenda o tempo ideal de colheita no ápice da potência floral. A manicure costuma ser a parte mais tediosa do processo de cultivo. É o ponto onde você remove todo o excesso de folhas e galhos indesejados de suas flores, pode ser feito de duas formas, com a planta seca ou ainda verde. A manicure verde costuma ser mais limpa, com as folhas ainda húmidas não se faz muita sujeira, enquanto a manicure seca pode virar um chiqueiro. Utilize um par de tesouras ou alicate afiado e limpo para remover o excesso, comece pelas folhas maiores e movendo gradativamente para as menores, para facilitar o serviço.Algumas pessoas costumam cortar em volta da flor como se estivessem fazendo um corte de cabelo, deixando apenas a "pepita" de THC. Não seque as flores de cannabis ao sol, esse processo reduz a potência dos "camarões". Seque lentamente suas flores pendurando-as ou deitando-as em uma área ventilada, é só o que é preciso para assegurar uma grande sensação. A Flor é muito mais agradável ao paladar quando secada vagarosamente durante algumas semanas, dependendo da densidade das flores, as mais gordas e pesadas levam mais tempo. Se você não resistir e a pressa falar mais rápido, você pode secar uma pequena quantidade entre folhas de papel ou saco de papel (Ex: saco de pão) no microondas, fique de olho para não tostar as bichinhas. Apesar de conveniente, o resultado final será um fumo amargo e áspero de gosto desagradável, já que a clorofila não teve a chance de se transformar em amido e açúcar. Uma boa indicação de um "camarão" bem seco é o caule. Se você puder envergar um pouco o caule antes dele quebrar, é sinal que a flor está pronta para cura. Essa é outra fase crítica da experiência de cultivo, uma flor bem curada é muito mais potente do que uma que não foi curada. Seguindo um processo simples pode se conseguir um ótimo sabor de fumo e uma viagem inesquecível. Jarras de vidro, latas de metal ou Tupperware, além de outros potes podem ser usados para curar suas flores. Coloque as flores propriamente secas no pote de sua escolha e deixe descansando em um lugar fresco e escuro, remova a tampa do pote diariamente e vire as flores, permitindo que o dióxido de carbono escape. Repita esse processo por cerca de 2 semanas, ou até alcançar o gosto e/ou potência desejados. Finalmente, assegure-se de manter as suas flores secas e curadas longe da exposição de calor ou luz. Fazendo isso você terá a garantia de longa vida de sua própria colheita. Boa sorte.

192 Características do Grow. Chamamos Grow a estufa, e deve ser: Ar fresco Para além de uma sala de crescimento limpa, uma ventilação própria é muito importante. Quanto maior o número de plantas que você colocar em uma growroom, mais importante se torna a ventilação usada. As plantas respiram através das suas folhas. Também se livram de toxinas através das folhas. Se não for usada uma boa ventilação os poros das folhas vão-se fechar o que vai levar à sua morte(muito calor causa o mesmo pois os estômatos ce fecham para evitar a transpiração excessiva da planta, causando grande estresse). Se houver um bom movimento de ar, as toxinas são liberadas, e a planta pode respirar e manter-se saudável. O ar usado é quente (se for muito trabalhoso proporcionar ar quente utilize o da atmosfera mesmo) por isso é melhor ter uma saída de ar no topo, um exaustor. A entrada de ar deve estar no lado contrário à de saída e no cimo da sala/armário, isto vai fazer com que se crie uma boa circulação de ar. Faça com que a entrada seja 2 vezes maiores do que a saída, deste modo o quarto será enchido com ar fresco muito depressa. Tenha cuidado para que não entre luz pelos buracos o que deste modo faria com que as plantas fossem incomodadas. Se seu grow é um armário, ou algo do tipo, algumas visitinhas acompanhadas de aberturas periódicas das portas pode ser uma alternativa à compra de exaustores ou ventiladores (cooler de PC) Iluminação Feche todas as aberturas e todos os buracos! É muito importante que o seu growroom não seja importunado com luz do exterior. A duração da noite é muito importante para a cannabis por isso use sempre um temporizador para controlar as lâmpadas e obter um ciclo regular. Durante a primeira fase, as plantas de cannabis, na fase de crescimento, precisam de noites curtas, cerca de 6 horas. Assim que aumentamos a duração das noites para 12 horas a segunda fase começa, a fase da floração. Este processo fisiológico/químico é chamado de fotoperíodismo. As lâmpadas perfeitas para cultivar em indoor são as lâmpadas de alta pressão de sódio, ou seja, as HPS ( não sei se são as fluorescentes, mas utilize elas pois as fluorescentes emitem uma faixa de comprimento de onda perfeito para o grânulos das plantas, grânulos receptores da luz). Dependentemente do tamanho do quarto, você pode usar lâmpadas de 400 w ou lâmpadas de 600 w. Esta escolha é feita de modo a que todas as plantas recebam uma quantidade de luz considerável e de modo a que todas recebam a mesma quantidade de luz. Usando uma lâmpada de 400 w. Outro fator importante é a reflexão. Pinte o seu growroom de branco ou cubra-o com algum metal refletor para obter resultados otimizados, uma parede branca está ótimo. Sempre use 400 w para cima, estagio avançados pode-se chegar a 1000 w para uma única planta, mais luz, mais produção!

193 Solo Use o melhor solo que conseguir obter. Usar um solo mau não compensa a longo prazo. Verifique a saúde do solo do local que irá pegar, se apresentar plantas doentes, pode se verificar a presença de nematóides, por exemplo, nas raízes. Nota-se aberturas, rachaduras nas raízes, que é um indicativo de patógeno neste solo. É possível, também, comprar solos em casas agropecuárias. – Solo correto deve drenar a água corretamente. Isto é, deve ter alguma areia nele e também alguma esponja de rocha ou mesmo perlite. – pH deve estar entre 6.5 e 7.5, pois a marijuana não se dá bem com solos ácidos. Se o solo for ácido, isto encoraja as plantas a serem predominantemente machos, uma característica indesejável. – Solo também deve conter húmus para reter a água e os nutrientes. Fertilizante A coisa mais importante que você não deve esquecer é o fato de que deve introduzir fertilizante na terra gradualmente. Comece com uma solução de fertilizante bem diluída e vá gradualmente aumentando a dose. A maior parte dos fertilizantes provoca mudanças de pH no solo. Adicionar fertilizante ao solo resulta quase sempre num aumento dos níveis de acides do solo. A marijuana parece conseguir absorver bem as quantidades de fertilizantes que você lhe dá, mas tem de ser introduzidos num determinado período de tempo. Durante os primeiros três meses ou antes, fertilize as suas plantas quase todos os dias. Como os níveis foliares da planta diminuem para a floração e para a produção de sementes, deve começar a dar as flores, e se não forem arrancadas a tempo, sementes também. Menos fertilizante para que estas não sintam overfert. Observação: nunca fertilize as suas plantas, mesmo antes da colheita, pois isto vai incentivar a planta a crescer e abrandará a produção de resina. Rego Nunca regue as suas plantas todos os dias, apenas regue quando a planta pedir água ou verifique sinas de que o solo se encontra seco. – Não deixe o solo secar completamente. – Uma coisa muito importante no rego é verificar se o solo tem uma boa drenagem, deve haver alguns buracos nos lados de modo que o excesso de água saia sem problema. Se o vaso não drenar, o excesso de água vai se acumular e as raízes das plantas vão ficar simplesmente podres ou com míldio. – É um bom hábito regar as plantas através de um spray sempre que as luzes se apagam.

194 Possíveis contratempos Por infocyna: Muitas dúvidas e muitas lendas entram em jogo quando falamos em cultivo de cannabis no Brasil. Entao começam a falar porcarias como: "Coloca cascas de fruta na terra!" ou "Rega com leite!" ou " Mata as femeas e fuma os machos!" ARRRGH!!! Idiotices como essas só criam mais dúvidas nas cabeças de nossos pobres cultivadores iniciantes e às vezes podem destruir cultivos fazendo assim com que a pessoa até possa desistir de cultivar! Por isso, para que você fique ligado, nós deixamos aqui umas informações básicas de primeiros socorros para as nossas queridas criancinhas, hehehe!! Os problemas mais comuns são, o excesso de água e de fertilizantes, seguidos de perto por pH incorreto e raízes emaranhadas. Antes que quaisquer tentativas de remediar sejam tomadas, esses fatores deverão ser considerados. Deficiência de Nutrientes – Raramente acontecem nos jardins modernos. O que as pessoa veem como deficiência de nutrientes, 9 em cada 10 vezes é problema de pH. Um pH muito alto ou muito baixo trava a capacidade da planta de absorver os nutrientes, por isso elas aparentam estar deficientes, quando na verdade existem nutrientes em quantidade mais do que suficientes na solução/solo. Adicionar nutrientes só piora a situação, desregulando o pH ainda mais e aumentando a quantidade de partículas no meio. Solução - O melhor a fazer, caso seja detectada qualquer forma de deficiência de nutrientes, é medir e ajustar o pH, uma terra boa não necessita de fertilizantes (compostagem, terra fértil). Excesso de Água – Sinais de excesso de água incluem: folhas murchas, curvadas e amarelando. Também uma boa indicação é o constante cheiro de terra molhada em sua estufa/jardim. Solução – Aumente a temperatura e o fluxo de ar para evaporar o excesso de água. Você pode também adicionar h2O2 (Água Oxigenada) para ajudar as raízes a receberem oxigenação. Apenas não regue em excesso, somente quando o solo/meio estiver seco. Se o seu solo estiver encharcado, transplante sua planta para um novo vaso com solo seco e fresco. Irrigar a hemp somente quando notar que a planta necessita de água, ou o solo está seco. Excesso de Fertilizante – Sinais de excesso de fertilizante incluem: folhas queimadas, mortas nas pontas/laterais e curvadas para baixo. Solução – Verifique e ajuste para o pH desejado. Pare de usar fertilizante/nutrientes, molhando em excesso o solo para lavá-lo, caso já citado, terra boa não necessita de fertilizantes, a não ser que queira ter uma colheita turbinada e adicione ao solo fertilizantes com características a estimular a floração na época correta, seria o iníco do aparecimento de pontos de floração (não tenho certeza). pH Incorreto – Problemas com pH podem se manifestar de diferentes formas, desde deficiência de nutrientes até excesso de fertilizante e folhas queimadas. Solução – A única forma de saber é medindo e ajustando o nível do pH. Estresse por Calor – Sinais de estresse por calor se assemelham muito a queimaduras por nutrientes, exceto que elas ocorrem no topo da planta, próxima das lâmpadas. O amarelar das folhas superiores é causado normalmente por proximidade das lâmpadas HID.

195 Solução – Uma forma de saber se as suas plantas estão muito próximas é colocar as costas da mão entre elas e a lâmpada, por alguns minutos. Se você sentir uma sensação de desconforto é porque elas estão muito próximas e a lâmpada deverá ser ligeiramente afastada. Problemas nas Folhas Amarelar – Acontece por falta de clorofila, fenômeno conhecido por clorose. Possíveis causas podem ser, drenagem insuficiente do solo, raízes danificadas, raízes compactadas, alta alcalinidade e deficiência de nutrientes. Solução – Mais uma vez lembre-se de checar o pH.**
**Nota – Nas últimas semanas de florescimento um amarelar nas folhas é completamente normal, pois a planta usa todos os nutrientes estocados.

Amarelar nas Folhas Inferiores e Medianas – Esse amarelar nas folhas mais antigas é possivelmente um sinal de deficiência de Nitrogênio (N). Como esse é um nutriente transferível (quer dizer que a planta pode movê-lo quando necessário), se uma planta não está recebendo Nitrogênio suficiente das raízes então ele será "roubado" das folhas mais antigas. Plantas com deficiência de Nitrogênio geralmente demonstram falta de vigor e crescimento pobre, resultando numa planta fraca e atrofiada. Em Sistemas Hidropônicos normalmente o pH está muito alto travando a absorção do Nitrogênio disponível na solução. Em solo, amarelar também pode ser indicação de raízes emaranhadas. Solução – Primeiro verifique e ajuste o pH. O pH correto para a cannabis é 6.3 – 6.8 quando em solo e 5.5 – 6.1 quando em Sistema Hidropônico. Segundo, certifique-se de estar fornecendo a quantidade/tipo correto de fertilizante/nutriente. Para o estágio vegetativo, a cannabis precisa de um alimento rico em Nitrogênio, na taxa NPK de 2-1-1 ou (20-10-10). Amarelar nas Folhas Superiores – O amarelar nas folhas novas pode ser um sinal de deficiência de Enxofre (S). Essa deficiência é bastante rara, mas começa com o amarelar de uma folha nova por inteiro, incluindo as veias. Outros sinais são raízes alongadas, galhos rígidos e a ponta das folhas enroladas pra baixo. Na maioria dos caso o amarelar nas folhas superiores é causado por proximidade das lâmpadas. Solução – Verifique e ajuste o Ph, além do nível de fertilizante/nutriente para se certificar de estar fornecendo o tipo/quantidade corretos para o seu estágio de crescimento. Faça o teste da mão e veja se está muito quente. Folhas Enrolando pra cima – Pode ser sinal de deficiência de Magnésio (Mg) causada por um nível de pH baixo. A falta de Magnésio pode ainda gerar amarelamento (com posterior escurecimento e folhas secas) e amarelamento entre as veias, começando nas pontas das folhas mais antigas e progredindo para o centro. Pode ser também um sinal de excesso de calor e humidade dentro da estufa. Solução – Verifique e ajuste o pH, já que fora do nível ideal a planta de marijuana perde a capacidade de absorver os elementos essenciais requeridos para um crescimento saudável. Se você estiver cultivando em solo, o Magnésio começará a ser travado com um pH de 6.5 ou inferior, em hidroponia começa com 5.8 ou inferior. Se o pH for o correto, então adicione ¼ de colher de chá de Sulfato de Magnésio Heptahidratado (Epsom Salt) por litro de água. Ou para nutrição foliar, dilua a dose anterior com 2 partes de água e borrife periodicamente nas folhas.

196 Nota – Se a água da torneira tiver acima de 200 PPM o Magnésio será travado por excesso de cálcio (Ca) na água. Magnésio pode ser travado por excesso de Ca, de Cloro (Cl) ou Nitrogênio Amoníaco (NH4+). Se esse for o seu problema use água mineral. Folhas Enrolando para baixo – Quando isso ocorre, associado com pontas e margens queimadas é costumeiramente um sinal de que o nível de nutrientes está alto demais. Solução – Verifique e ajuste o pH. Enxague e diminua o nível de nutrientes. Folhas Murchando – Geralmente ocorre por excesso/falta de água ou pouca luz. Solução – Quando em solo, primeiro coloque o dedo ou um medidor de umidade alguns centímetros abaixo do solo e verifique se está seco ou úmido. Se excesso de água for o seu problema, aumente a temperatura e a circulação de ar em sua estufa para evaporar um pouco do excesso. Adicione h2o2 (Água Oxigenada) diluída em água. Aviso! – Excesso de água crônico pode levar a raízes podres/estagnadas e solo enlameado. Caso você detecte esse problema, transplante para um vaso novo com terra fresca e seca. Em Sistemas Hidropônicos, verifique se o meio está úmido ou seco, antes de adicionar água ou ligar a bomba. Se o meio ainda estiver muito úmido, ou muito seco, você precisará verificar seu jardim com mais frequência para checar a disponibilidade de água em seu sistema. Por último, se falta de luz for seu problema, adicione mais luz. Problemas com Raízes Raízes Emaranhadas – Isso ocorre quando as raízes crescem mais do que o pote em que elas estão contidas. Plantas cujas raízes estão emaranhadas exibem um crescimento atrofiado, fino, lento e com produção de "camarões" pequenos, folhas murchas facilmente queimadas por nutrientes, necessitando de água constantemente. O amarelar das folhas antigas progressivamente subindo até que todas as folhas sequem e morram, é um sinal significativo desse problema. Solução – Transplante imediato para um vaso maior. A receita de bolo é, 4 litros de solo para cada 30 cm de altura, exceto em clones que podem utilizar uma medida menor. Ao delicamente retirar a massa de raízes, inspecione e veja se as raízes formam um círculo fechado em volta da massa, em caso positivo, tente muito gentilmente desprender essas raízes da massa de terra. Se as raízes estiverem muito emaranhadas então você poderá cortar algumas fatias de 1 cm em torno da massa com um instrumento afiado e esterilizado, antes de colocar a planta em seu novo vaso(caso tenha muita raiz). Nota – Não compacte o novo solo no fundo do novo pote, deixe-o aerado, porém com bolsas de ar, para que as raízes penetrem facilmente. Raízes Atrofiadas – O crescimento lento ou nenhum de novas folhas podem ser devidos à deficiência de cálcio (Ca), intoxicação por Alumínio (Al), Cobre (Cu), pH Ácido ou tóxinas no solo. Solução – Como sempre, verifique e ajuste o pH. Se houver qualquer tipo de intoxicação do solo, então você precisará enxaguá-lo completamente.

197 Problemas nos Galhos Quebra de Galho ou Caule – Isso poderá ocorrer mais cedo ou mais tarde com qualquer um. Isso pode ocorrer por tentativa de treinar a planta, animais derrubando vasos ou refletores caindo em cima, etc Não importa como aconteceu, só não há motivo para pânico. Solução – Consertar não é problema, faça talas com palitos de sorvete e prenda com fita crepe ou esparadrapo. Um canudo do Mc Donald’s cortado ao longo pode ser um ótimo método de "engessar" o caule/galho. Dê uma semana para que a planta se recupere e volte a crescer. Sigam esses conselhos e boa sorte a todos!!! Como evitar plantas hermafroditas? Alguns fatores, em conjunto ou isoladamente, levam ao hermafroditismo das plantas. Veja os fatores principais: Ciclo de Luz Irregular. Solução: Use um timer ou faça o controle manualmente, respeitando religiosamente o ciclo da planta. Evite ao máximo interromper o período de 12 horas desligado na fase de florescimento. Ambiente de Cultivo Mal Vedado. Solução: Evite que a suas plantas se estressem com a entrada de luzes externas no ciclo noturno, vedando toda e qualquer fresta que impeça o ciclo contínuo de 12 horas de escuro. Pouca Iluminação. Solução: Utilize as fórmulas de cálculo de Iluminação para saber o mínimo aceitável para seu ambiente de cultivo. Baixas Temperaturas. Solução: Monitore a temperatura interna de seu ambiente de cultivo, deixando-a entre 25º e 31º C.

198 Uma técnica de Cultivo Dobragem Muitos cultivadores sofrem com o pouco espaço que os sobra para levar a cabo os seus cultivos de interior, tendo problemas com possíveis queimaduras em suas plantas. Também aqueles que plantam em exterior e tem problemas com plantas que crescem muito e acabam mostrando-se por muros ou tapumes das casas a vizinhos epedestres. A criação da técnica de dobragem de plantas foi uma solução, digamos, "horizontal", para resolver muitos problemas de espaço, em geral, nos cultivos de todo o mundo. O Informativo Psicodelia traz para você todas as informações de como fazer uma planta literalmente "crescer para o lado"! Primeiramente vamos explicar o porque de dobrar uma planta. Dependendo da espécie e da quantidade de terra que a planta tem para formar raízes o seu tamanho pode ser de 60 cm até 4 metros, variedades como a Cannabis sativa são muito grandes variando de tamanho em 1 a 4 metros de altura, as Cannabis indica e afghana são um pouco menores tendo os seus tamanhos entre 1 e 2 metros de altura, já a Cannabis ruderalis é a menor de todas, medindo entre 60 cm e 80 cm. A quantidade de terra é fundamental para saber se a planta vai crescer muito ou não, plantas sativas plantadas em solo viram monstros enormes e já em vasos de 8 litros de terra não chegam 2 metros de altura. A questão onde queremos chegar é a de que um cultivo em interior fica difícil deixar a planta crescer por que ela pode chegar até a lâmpada e queimar, então é muito importante respeitar a distancia entre a planta e a lâmpada, que são: -para lâmpadas de 250 w, 15cm; - para as de 400 w. 20 cm; - para as de 600 w 30 cm de distância. A planta que sofre uma queimadura tem o seu metabolismo diminuído até que ela se recupere da queimadura, o que pode levar de 2 a 5 dias e a parte afetada não volta mais a ser verde. Em um armário de 2 metros de altura com uma lâmpada de 400 w já se sai perdendo de cara 20 cm de Pré flores espaço em altura entre a planta e a lâmpada, mais o espaço de 20 cm da instalaçao da lâmpada e mais o espaço do vaso que é geralmente de 30 cm (vaso de 8 litros), total de 70 cm de altura perdida. A altura efetiva que sobra para o crescimento da planta é de 1 metro e 30 cm. Plantar uma indica ou afghana nesse armário já é dificil! Imaginem uma sativa? Temos que levar em conta que a planta cresce quase o mesmo tamanho que atingiu no seu crescimento vegetativo em sua floração. Ou seja, se você induziu a floração da planta trocando o foto-período quando ela tem 80 cm, ela vai chegar a quase 1,60 m quando estiver acabando a floração, e não adianta induzir esta floração antes da planta ganhar a maturidade para a floração, que é quando saem as pré-flores, mais ou menos quando a planta chegar ao seu décimo terceiro talo (Ramas Laterais). Existem muitas técnicas para fazer a sua planta crescer menos ou freiar o seu crescimento.

199 Usar uma quantidade menor de terra é uma solução para a planta crescer menos, a poda é outra solução usada para isso, também as técnicas de estanque de crescimento com sombrites(telas de estufas que diminuem a luz). O cultivo de plantas clonadas e híbridos de ruderalis resultam em plantas pequenas e facilitam também, mas a mais fácil de todas as técnicas é essa que trago, porque se pode fazer em qualquer planta e não tem contra indicação, não necessita cálculos de tamanho de planta e quantidade de terra, nem de telas, nem a busca de uma semente específica ou a produção de clones. É só dobrar e amarrar!!! A dobragem consiste em se trabalhar o caule com cuidado, projetando levemente em forma de arco, fazendo com que a planta envergue mas não quebre. Com um laço frouxo envolva o caule e amarre a planta em algum ponto fixo mais baixo que ela (usar um cordao de n ylon macio e não apertar o nó no caule); esta técnica só pode ser aplicada enquanto a planta está na fase do crescimento vegetativo (foto-período 18/6). Se esse processo é realizado em meio à fase de floração os hormônios da planta se modificam muito podendo transformar a planta em hermafrodita. Depois que a dobragem é feita a planta leva de 3 a 7 dias para se recuperar, nesse tempo ela coloca todas as suas ramas e camarões apontados para a luz. Você poderá educar algumas ramas que ficarem desprovidas de luz guiando-as até a luz e amarrando-as até que fiquem sózinhas na posição. Existem plantas mais maleáveis que outras fazendo com que o serviço fique mais fácil, as sativas são muito flexíveis e já as indicas são mais problemáticas para esta técnica, porque são duras, mas com um jeitinho vai. O segredo é ir trabalhando a planta devagar uns três ou quatro dias antes da dobragem final, tomando cuidado para que o caule nao se quebre, se isso acontecer você terá que fazer uma tala de palitos de picolé na planta e depois ficará muito difícil executar a técnica novamente. Bem, agora você já vai poder plantar aquela sativa que você nunca plantava porque nao tinha altura suficiente para isso, ou aquela indica grande com muita terra. Já os que plantam em exterior não vão se incomodar com a ponta da sua planta de amostra para todos! (Cannabis Ref 13) Nota do autor: Eu já ouvi dizer que esta técnica faz com que os camarões se desenvolvam mais. Vai ver os profissionais não abordaram, eu confio em quem me exemplificou este método, era necessário tirar um torrão de terra junto as raízes, e replantar numa diagonal, em seguida colocar telado em cima (sombrite). A bitola não me foi informada, coloque uma não muito escura, que bloqueie mais ou menos 40% da luz, faça isso no período vegetativo, ou começo de floração. Quanta informação de cultivo para uma planta proibida, é isso que o mundo nos apresenta caro leitor, dentre todos acho que este foi o mais longo cultivo que este book vai ter hehe, Santa Internet. Não irei relatar a identificação desta espécie dada enormidade de híbridos existentes e as principais espécies já possuem fotos ao decorrer do texto.

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Calea zacatechichi
Os Oaxacas afirmam que esta planta é capaz de "clarificar as sensações", chamando a erva de "thle-pela-kano" que significa "folha de Deus". Sempre que eles desejam saber a causa de uma enfermidade ou a localização de uma pessoa distante ou perdida, são fumadas folhas secas da planta, bebidas em infusões ou são colocadas debaixo do travesseiro antes de ir dormir. É reportado que a resposta para a pergunta é mostrada em um sonho. Dosagem/Uso As folhas secas são esmagadas e imersas em água quente, o chá resultante é bebido lentamente depois disto o usuário vai para um lugar quieto e fuma um cigarro das folhas secas da mesma planta. A dose humana para propósitos divinatórios informados pelas pessoas de Oaxaca é um punhado da planta seca. O usuário sabe que tomou uma grande dose quando sente uma sensação de tranquilidade e uma experiência de sonolência e quando ouvem as batidas do próprio coração e a pulsação. Calea é uma erva bastante amarga. Muitos usuários preferem fumar em lugar de beber o chá. Não há nenhum relato de ressaca ou outros efeitos colaterais indesejáveis. Crescer a Calea através de sementes é uma tarefa difícil, o modo mais comum para cultivá-la é pela propagação de cortes. A Calea gosta de sol, solo bem drenado e muita irrigação. Uma mistura de solo boa para cultivo de Calea é: 1/3 de um bom substrato, 1/3 vermiculita e 1/3 de húmus. ( Ref10) Cultivo Germinando a calea a partir de sementes: As mesmas não podem ser muito velhas. 1. Abra as inflorescências e separe as sementes pretas com um pedaçinho amarelo. 2. Coloque-nas à geladeira em uma mistura de água oxigenada e água 1/1. 3. Prepare um solo com 1/3 areia e 2/3 húmus, na falta de areia pode-se utilizar vermiculita, à venda nas casas de agropecuária. 4. Pegue um pouco desse solo e coloque em um pote transparente de plástico com tampa. 5. Colocar um pouco de água no pote até que ele fique com o solo úmido. 6. Espalhar as sementes que estavam na geladeira. 7. Tampar o pote e levar até um lugar bem iluminado.

201

Plantinhas com 38 dias, seguindo este método.

Com mais 10 dias:

(Cultivo por Smpot)

202 Identificando

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(As duas florescências acima são de Calea ternifolia Kunth, onde segundo Ref. 10, a zacatechici é sua sinônima)

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Coleus blumei
Coleus (pumas de Coleus e blumei de C.) é cultivado pelos Mazatecas de Oaxaca,México, supostamente empregam as folhas de modo semelhante como usam as folhas de Salvia divinorum. Realmente, os índios reconhecem a relação familiar entre estes dois gêneros de mentas, ambas da família Labiatae. Eles se referem a Salvia divinorum como "la hembra" ("a fêmea") e para Coleus pumilus como "el machista" ("o macho"). há duas formas de Coleus blumei, uma "el niño" ("a criança") e outra "el ahijado" ("o afilhado"). Estas duas espécies são nativas da Ásia onde tem valores medicinais para o povo, mas aparentemente não foram usadas como alucinógenos. Nenhum princípio alucinógeno foi ainda descoberto nas 150 espécies de Coleus conhecidas. Leander Valdez III declarou informalmente que o Coleus sp. é inativo e qualquer efeito percebido é o resultado de um efeito placebo*. Ele testou as folhas para a presença de diterpenos potêncialmente psicoativos e não achou nada. Valdez cita o curandero de Mazateca o Don Alejandro em seu artigo no Journal o f Ethnopharmacology em 1983 intitulado "Ethnopharmacology of Ska María Pastora", Valdez também diz “O curandero tinha também vários espécimes de Coleus sp. crescendo próximo a casa dele”. Wasson notou que o Mazatecas acreditam que Coleus é uma erva medicinal ou alucinógena relacionada à Salvia divinorum. (Wasson, 1962). Porém, o Don Alejandro disse que as plantas não eram medicinais e a filha dele tinha os comprado no mercado porque eles estavam bonitos." Informações na internet declara que infusões de 50 a 70 folhas frescas produziram resultados. Tradução por Pedro. Re f 1 2 . Fica a dica de ao escolher seu Coleus (após a certeza de ter identificado que seja Coleus mesmo), opte pelas cores mais vivas possíveis pois seguindo a lei da natureza, cores vivas significam perigo, logo poderemos ter um coleus com possíveis efeitos. Utilizei macerado em água das folhas... quase vomitei nos últimos goles devido ao excesso que tomei hehe, o gosto é muito semelhante ao boldo, o boldo é da mesma família , usado na medicina popular para distúrbios estomacais, falo do boldão Plectranthus barbatus Andr. (usar com moderação, causa irritações com uso constante)
* P la ceb o – e f ei to s q u e n ão s ab e mo s se e s tã o se nd o p r e se nc iad o s d ev id o a s ub st â nci a in g er id a, o u ap e n a s p e lo fato d e i n ger ir e la. é u ma d u v id a, a l go p s yco ló gico ( a n sied ad e , vo n tad e d e e xp r ee nc iar o e fei to o a u me n tão )

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Erythroxylum coca
A cocaína é uma substância natural, extraída das folhas de uma planta que teve origem exclusivamente na América do Sul: Erythrox ylon coca, conhecida como coca ou epadú, este último nome dado pelos índios brasileiros. A cocaína é consumida pela humanidade há pelo menos cinco mil anos (Escohotado, 1996). Porém, a planta da qual a substância é proveniente, a coca, natural dos altiplanos andinos, já era utilizada por civilizações pré-incaicas florescidas no século X a.C. (Escohotado, 1996; Johanson, 1988). A origem etimológica da palavra 'coca' provém da língua aymara e significa "planta" ou "arbusto" (Escohotado, 1996). Para as civilizações pré-incaicas, a planta deu poderes aos homens para vencerem um deus maligno e os incas entendiam que Erythroxylum coca a 'Mama Coca', tal como a denominavam, fora um presente dos deuses para que os homens, ao mascar suas folhas, pudessem suportar a fome e a fadiga (Escohotado, 1996). O consumo das folhas era um privilégio da nobreza e sua utilização por soldados, mensageiros e camponeses, salvo autorização real expressa, era considerado crime de lesa majestade (Escohotado, 1996). Os nativos andinos não sabiam extrair das folhas o princípio ativo, mas aprenderam a conservá-lo, misturando à planta substâncias alcalinas (cal) (Johanson, 1988). Apesar de levada ao conhecimento europeu já nos primeiros anos da colonização espanhola, por Américo Vespúcio (1505), Fernandez de Oviedo (1535) e Nicholas Monardes (1565) (Karch, 1998), as folhas de coca não conseguiram popularidade nesse continente até o século XIX (provavelmente devido à deterioração da planta durante o transporte), permanecendo um costume indígena exclusivo até então (Grinspoon et al, 1985; Johanson, 1988). A primeira publicação científica sobre o assunto, no entanto, apareceu na revista Institutiones Medicae, escrita por Herman Boerhaave, em 1708 (The Vaults of Erowid, 2001). A cocaína é extraída das folhas da coca, que contém cerca de 0,5 - 2% da substância. Nos países andinos ainda prevalece o hábito de mascar as folhas com o intuito de aliviar o cansaço e a fome. Devido à baixa concentração de cocaína, o comércio e o consumo de folhas de coca (mascadas ou como chás) são considerados legais nesses países. A cocaína pode chegar até o consumidor sob a forma de um sal, o cloridrato de cocaína, "pó", "farinha", "neve" ou "branquinha" que é solúvel em água e, portanto, serve para ser aspirado ("cherado") ou dissolvido em água para uso endovenoso ("injetado"); ou sob a forma de uma base, a merla e o crack, que é pouco solúvel em água, mas que se volatiliza quando aquecida e, portanto, é fumada em "cachimbos". Sob a forma base, a merla, (mela, mel ou melado) preparada de forma diferente do crack, também é fumada. Enquanto o crack ganhou popularidade em São Paulo, Brasília foi a cidade da merla. De fato, pesquisa recente mostra que mais de 50% dos usuários de drogas da nossa Capital Federal fazem uso de merla e apenas 2% de crack.

206 Por apresentar um aspecto de "perda", no caso do crack e "pasta", no caso da merla, não podendo ser transformado num pó fino, tanto o crack como a merla não podem ser aspirados, como é o caso da cocaína pó ("farinha"), e por não serem solúveis em água também não podem ser injetados. Por outro lado, para passar do estado sólido ao de vapor quando aquecido, o crack necessita de uma temperatura relativamente baixa (95º C), o mesmo ocorrendo com a merla, ao passo que o "pó" necessita de 195º C; por esse motivo, o crack e a merla podem ser fumados. Há, ainda, a pasta de coca, que é um produto grosseiro, obtido das primeiras fases de separação de cocaína das folhas da planta, quando estas são tratadas com alcali, solvente orgânico como querosene ou gasolina e ácido sulfúrico. Esta pasta contém muitas impurezas tóxicas e é fumada em cigarros chamados "basukos". (Ref
13).

No Brasil a planta é conhecida por Ipadu ou Patu, nome dado pelos nativos à Coca (Erythrox ylum coca). Existem três tipos diferentes de Ipadu: Ipadu de Peixe, Ipadu de Pau, e Ipadu Abiú, e se distinguem pelo sabor e aroma. A mais forte é Abiú. O consumo do Ipadu, pelos índios é uma tradição cultural seguida até os dias de hoje embora já tenha perdido muito de seu caráter religioso. Originalmente era utilizada pelos Incas devido às suas propriedades estimulantes, mas somente a casta religiosa e os nobres tinham esse privilégio. Com a chegada dos espanhóis o consumo se estendeu por toda a zona dos Andes porque a coca diminuía o apetite e aumentava o rendimento de trabalho dos índios. Desta maneira, a coca foi perdendo seu caráter religioso e mágico; os índios sempre cultivaram pequenas roças de Ipadu para o consumo próprio. Diariamente colhiam as folhas e as secavam em uma espécie de forno, depois as maceravam e o pó resultante era misturado com cinzas de folhas secas de Embaúba (Cecropria sp.) pulverizadas, o produto final era tomado oralmente depois de misturado com algum tipo de bebida liquida. O ritual dos índios Hupda, por exemplo, consistia em tomar a poção antes de se reunirem no que eles chamavam de "roda dos homens", quando a beberagem começava a surtir efeito os índios iniciavam as discussões do dia sobre os problemas da tribo e esperavam poder solucioná-los com a ajuda dos espíritos que invocavam através da ingestão do Ipadu. Podemos observar claramente que o Ipadu tinha também, e ainda tem, um importante papel na socialização. Estima-se que existem mais de 200 espécimes de Erythrox ylum coca e que apenas 17 delas podem ser usadas para produzir cocaína, quinze desses 17 tipos contém muito baixos níveis do alcalóide ativo, a cocaína, e são cultivados na América do Sul, ao norte da Colômbia, na Bolívia e no Peru, e no Brasil. ( Ref 14)

207 Química As propriedades primárias da droga bloqueiam a condução de impulsos nas fibras nervosas, quando aplicada externamente, produzindo uma sensação de amortecimento e enregelamento. A planta também é vaso constritora, isto é, contrai os vasos sanguíneos inibindo hemorragias, além de funcionar como anestésico local, sendo este um dos seus usos na medicina. Ingerida ou aspirada, a cocaína age sobre o sistema nervoso periférico, inibindo a reabsorção, pelos nervos da norepinefrina (uma substância adrenalina), assim, ela potencializa os efeitos da

orgânica semelhante à estimulação dos nervos. A cocaína é também um estimulante do sistema nervoso central, agindo sobre ele com efeito similar ao das anfetaminas, a quantidade necessária para provocar uma overdose varia de uma pessoa para outra, e a dose fatal vai de 0,2 a 1,5 grama de cocaína pura. A possibilidade de overdose só é valida quando se trata da droga, e não das folhas da planta, já que esta possui uma variação de 0,5 a 2% do alcalóide cocaína. Tudo se torna ainda mais problemático quando a droga é injetada diretamente na corrente sanguínea. Caso não tenha notado eu faço uma ressalva, olhem o passado da planta. Nenhum mal trouxe, o homem foi quem a tornou uma mera substância entorpecente para fritar o cérebro. O efeito da cocaína pode levar a um aumento de excitabilidade, ansiedade, elevação da pressão sanguínea, náusea e até mesmo alucinações. Um relatório norte-americano afirma que uma característica peculiar da psicose paranóica, resultante do abuso de cocaína, é um tipo de alucinação na qual formigas, insetos ou cobras imaginárias parecem estar caminhando sobre ou sob a pele do cocainômano( hehe talvez vestígios do poder enteogênico da planta?). Alguns afirmam que os únicos perigos médicos do uso da cocaína são as reações alérgicas fatais e a habilidade da droga em produzir forte dependência psicológica, mas não física. Por ser uma substância de efeito rápido e intenso, a cocaína estimula o usuário a utilizá-la seguidamente para fugir da profunda depressão que se segue após o seu efeito. A Coca-Cola, um dos refrigerantes mais populares, foi originalmente uma beberagem feita com folhas de coca e vendida como um "extraordinário agente terapêutico para todos os males, desde a melancolia até a insônia". Complicações legais, todavia, fizeram com que a partir de 1906 o refrigerante passasse a utilizar em sua fórmula folhas de coca descocaínadas (revista Planeta, julho,1986). Antes de se conhecer e isolar cocaína da planta, esta era muito usada sob forma de chá. Ainda hoje, este chá é bastante comum em certos países como Peru e Bolívia, sendo que, neste primeiro, é permitido por lei, havendo até um órgão do Governo: o "Instituto Peruano da Coca", que controla a qualidade das folhas vendidas no comércio. Este chá é servido aos hóspedes nos hotéis. Acontece que, sob a forma de chá, pouca cocaína é extraída das folhas; além do mais, ingere-se (toma-se pela boca) o tal chá, sendo pouca cocaína absorvida pelos intestinos que, ao ser metabolizada pelo sangue e indo ao fígado, é em boa medida destruída antes de chegar ao cérebro. (Ref 13)

208 Uso Particularmente; creio que esta planta não seja uma das escolhas mais psicodélicas, seus efeitos alucinógenos ocorrem após um dado tempo de uso sendo que este só é vivenciado utilizando extratos fortes (cocaína cheirada, ou injetada, este imediato), logo muito prejudiciais como a maioria dos extratos. Algumas folhas para aquela trilha de bike, ou uma grande noitada pode ser algo muito bom quando se faz uso das folhas, como visto acima, mas não aconselho ninguém a cheirar pó! Primeiro motivo é quanto à procedência, segundo, quanto à qualidade, e terceiro quanto aos malefícios que o extrato desta planta pode trazer. Como usar as folhas? Você pode mascar algumas, ou fazer uma infusão das folhas (chá), lembrando que ela é proibida no Brasil.

Identificando Erythrox ylum coca é um arbusto perene com casca vermelho-marrom, folhas organizadas de forma espiral, marrom-verdes, elípticas, de até 7 cm de comprimento. Agrupamentos de pequenas flores brancas aparecem nas axilas, e são seguidas por bagas vermelho-laranja

Flor de ´´coca´´

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Frutos

O arbusto pode chegar a 2,5 metros.

Ver anexo 04

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Lagochilus inebrians
Menta do Turkistão

Da família Labiatae, a das mentas; Lagochilus inebrians é uma herbácea nativa das regiões desérticas da Ásia central, que alcança em torno de um metro de altura. Tem sido utilizada tradicionalmente por tribos asiáticas, principalmente pelas etnias ligadas aos mongóis como os tadjiques e os tártaros. Estes povos habitam uma região que hoje engloba partes da China, da Mongólia, do Cazaquistão e do Turcomenistão, que é conhecida por Turkistão (daí o nome da planta). Seu uso é feito tradicionalmente na forma do chá das folhas, adoçado com mel, para tornar o sabor mais agradável. A dosagem depende dos efeitos desejados, e pode variar de cinco a trinta gramas; depende também da preparação da planta para o consumo. No caso de uma extração alcoólica, a quantidade deve ser menor, já que o álcool tem um poder maior de extrair as substâncias ativas. Química Os efeitos da planta são atribuídos ao diterpeno de lagochilina (um alcalóide), outros constituintes próximos encontrados na planta são o acetato de lagochilina 3 e o tetraacetato de lagochilina. Os efeitos relatados com a planta incluem o relaxamento, a euforia e mudanças súbitas na percepção. O uso da planta também reduz a pressão sanguínea. As folhas são coletadas em outubro, torradas e por vezes misturadas com caules, frutas e flores, ao secá-las, aumenta sua fragrância aromática. Para consumi-la normalmente você adiciona açúcar e mel para reduzir a sua intensa amargura. Comum na medicina popular e incluída na edição russa da Farmacopeia, é usada também para tratar doenças da pele e parar hemorragias. Os efeitos alucinógenos desta planta não são um fato concreto.

211 Cultivo
Por doutrolado - PE

Por ser de regiões ensolaradas e razoavelmente áridas, esta planta requer uma posição muito ensolarada e um solo seco e/ou bem-drenado, necessita de grande espaço para o desenvolvimento das raízes não podendo ser plantada em vasos pequenos. Deve ser protegida do inverno intenso visto que muitas plantas morrem por não resistirem ao frio desta estação. Também pode ser prejudicial para a planta um clima muito úmido e fresco. Iniciei este cultivo no dia 03/04, coloquei duas sementes para germinar em um pedaço de papel úmido, tipo guardanapo, apos três semanas e meia, apenas uma Flores de Longochilus germinou. Estou usando um solo bastante arenoso e bem drenado, mas minha plantinha ainda não esta em um vaso definitivo , estou mantendo ela na minha mini-estufa, dando aproximadamente 13 horas de luz, até o tempo de eu notar um crescimento razoável na planta. Ela prefere solos de pH neutro do que um solo muito alcalino ou muito ácido.

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Nymphaea caerulea
Lótus Azul

Da família Nymphaeaceae a Nymphaea caerulea; pode ser confundida com Agapanthus africanus (Blue Lil y). Essas plantas não têm nada em comum (exceto por serem azuis), tanto Nymphaea caerulea quanto Agapanthus africanus são eventualmente referidas como “Lírio azul” (Blue lil y). o nome Lírio azul é mais adequado se tratando da Agapanthus africanus, Nymphaea caerulea normalmente é chamada de Lótus azul, Lírio aquático azul (Blue water lil y) ou Lírio aquático (Water lil y). Foi usada no antigo Egito como chave para a boa saúde, sexo e renascimento. Um afrodisíaco tanto para homens quanto pra mulheres assim como um remédio para todas as doenças. Realça o vigor sexual e a boa saúde. Um tônico como o Ginseng, aliviador de dores como a Arnica, estimulante circulatório mais poderoso que o Ginkgo biloba, e estimulante sexual tão eficiente quanto o Viagra. Gera uma sensação de bem estar, euforia e êxtase. Nymphaea caerulea (Lótus azul) é uma planta aquática que cresce em lagos e rios. Química Há rumores de que contém Apomorfina (agonista do sistema dopaminérgico) e talvéz Nuciferina. A múmia egípcia Azru, foi a primeira a ser submetida à espectroscopia de massa. Não encontrarm narcóticos ou outras substâncias usadas para aliviar dores. Foram encontrados fitoesteróis, bioflavonóides e fosfodiastrates, que são constituintes ativos do Viagra, todos existentes no Lótus azul. Cultivo Nymphaea caerulea floresce na primavera, deve ser plantada em locais que recebam uma boa intensidade luminosa e em solos de lodo argiloso. Uso Faz-se um chá com o Lótus azul fresco, que é embebido em vinho. Usualmente, fuma-se um cigarro de flores secas após o chá.

213 Identificando Nymphaea nelumba L

Essa planta tem flores azuis claras. Outras variedades similares possuem flores roxas, rosas ou brancas. - Nymphaea ampla – Psicoatividade similar porém tem flores brancas; - Nymphaea lotus L. - Lótus Branco (White lotus); - Nymphaea nelumba L - Lótus Vermelho (Red lotus). Representada na arte do antigo Egito, foram encontrados vestígios de Nymphaea caerulea sobre o corpo de Tutankhamon quando a tumba do faraó foi aberta em 1922. Muitos historiadores pensam que essa planta não era usada como psicoativo, e que era apenas simbólica. Mas há alguns motivos para se pensar que os egípcios de antigamente usavam-na para indução de estados extáticos, estimulantes e alucinógenos, assim como usada de forma extensiva como um remédio universal contra doenças e tônico para a saúde.

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Nymphaea lotus L.

Nymphaea ampla

Nymphaea ampla

215 Nymphaea caerulea Uma verdadeira Farmácia: FITOESTERÓIS – são esteróis vegetais, naturais de sementes de girassol e grão de soja que interferem na absorção do colesterol a partir do intestino e reduzem os valores de colesterol total e LDL. As principais fontes são: margarinas especiais enriquecidas com fitoesteróis e qualquer óleo vegetal. Pesquisas demonstram que o consumo de 20g de margarina enriquecida com fitoesterol, diminui o LDL em 10 a 15% em três semanas. Os bioflavonóides são denominados vitamina P e são indispensáveis para fixar a vitamina C no organismo. Essas vitaminas não são produzidas no corpo, por isso têm de ser obtidas externamente. Os bioflavonóides ajudam a manter as artérias, ativar a circulação do sangue, diminuir o nível de colesterol, etc. Ref 19

216

Papaver somniferum
A papoula foi muito conhecida nos tempos remotos, tinha muito prestígio entre os médicos da Grécia antiga. Na mitologia grega era relacionada a Hipnos, o deus do sono, pai de Morpheu - que a tinha como planta favorita e, por isso, era representado com os frutos desta planta na mão. Há também uma estreita relação entre a papoula e a deusa grega Nix, a Noite. Deusa das Trevas, filha do Caos, é na verdade a mais antiga das divindades. Frequentemente, ela é representada coroada de papoulas e envolta num grande manto negro e estrelado. Em muitas referências ela se localiza no Tártaro, entre o Sono e a Morte, seus dois filhos A papoula é conhecida há mais de 5 mil anos - os sumérios já a utilizavam para combater problemas. Os antigos comiam a flor inteira ou a maceravam para obter o sumo, na Mesopotâmia, curavam-se doenças como insônia e constipação intestinal com infusões obtidas a partir da papoula, mais tarde, os assírios e depois os babilônios herdaram a arte de extrair o suco leitoso dos frutos para fazer remédios. Hipócrates foi um dos primeiros a descrever seus efeitos medicinais contra diversas enfermidades. Há quem defenda que mais tarde, um médico grego em Roma, padronizou a preparação do ópio com uma fórmula (o mitridato) e a receitava aos gladiadores. O uso do ópio difundiu-se pela Europa no início do século XVI, mas sofreu forte combate quando a Igreja Católica começou a controlar os remédios, foi por essa época que Paracelso, o famoso médico e alquimista suíço, elaborou um concentrado de suco de papoula - o láudano, que teria o poder de curar muitas doenças e até de rejuvenescer. A disseminação desta crença levou à popularização do seu uso em todo o mundo ocidental, com o tempo e com a expansão das rotas comerciais, o ópio acabou por se tornar uma droga universal. Por volta de 1803, o cientista alemão Frederick Sertuener, observando que os diferentes subprodutos da papoula produziam efeitos diversos, procurou isolar os elementos narcóticos do ópio. Assim, ele obteve um cristal alcalóide de efeito muito intenso: era a morfina. Pertence a Família das Papaveráceas, também conhecida como Dormideira. É uma herbácea anual que apresenta propriedades alimentares, oleaginosas e medicinais. A planta apresenta um caule alto e ramificado, com folhas sésseis e ovaladas. As flores são grandes, brancas, rosas, violáceas ou vermelhas, e o fruto é uma cápsula. Por toda a planta circula um látex branco. Todas as partes da papoula são consideradas venenosas, com exceção das sementes maduras. O ópio é retirado a partir do látex encontrado nas cápsulas que não atingiram a maturação. Ao se fazer cortes na cápsula da papoula, quando ainda verde, obtém-se um suco leitoso, o ópio (em grego, refere-se a suco), que contém cerca de 25 alcalóides - o mais importante deles é a morfina, presente em até 20% no ópio. Os nomes relacionados à papoula são bem sugestivos O nome científico da planta "somniferum" (relacionado a sono) e a origem do nome "morfina" (relacionada ao deus da mitologia grega Morfeu, o deus dos sonhos) nos levam a compreender os efeitos que o ópio e a morfina podem produzir: são depressores do sistema nervoso central. Além disso, o ópio ainda

217 contém outras substâncias, como a codeína, e é dele também que se obtém a heroína, uma substância semi-sintética, resultado de uma modificação química na fórmula da morfina. Todos os alcalóides do ópio são narcóticos. O maior problema dos opiáceos é o seu poder de provocar dependência. Tanto a morfina, como o seu derivado, a heroína, criam uma euforia de sonhos, seguida de uma sedação associada a uma sensação de bem estar. Entretanto, o uso constante e prolongado leva a um envenenamento crônico que pode causar deterioração física e até a morte. Os períodos de abstinência da droga são marcados por náuseas, insônia e intensas dores musculares. Em alguns lugares do mundo o cultivo da papoula é permitido. É o caso da Tasmânia e da Tailândia. Lá, os membros do grupo dos Hmong (oriundos da China) cultivam a papoula e usam uma parte da flor para suas cerimônias religiosas. O governo da Tailândia lhes deu permissão especial para cultivar esta planta. Entretanto, se algum membro da tribo é encontrado fora da comunidade com a papoula, é detido imediatamente, o que gera consequências para toda a comunidade. Cultivo Floresce no verão e sua propagação é por sementes, o solo deve ser rico em matéria orgânica, pode-se usar uma mistura de 1 parte de terra comum de jardim, 1 parte de terra vegetal e 2 partes de composto orgânico. Luminosidade: precisa de muita luz, o ideal é que receba luz solar direta apenas nos horários mais amenos do dia (pela manhã ou à tarde). O clima ideal deve ser ameno e devem ser regadas regularmente, mas o solo não deve nunca ficar encharcado. Uso Tradicionalmente preparam-se chás ou mesmo fuma-se o látex através de cachimbos especiais, com ambos os métodos é possível desenvolver dependência ou ter overdose, sendo o chá, porém, muito mais perigoso para a overdose. Uma característica marcante do ópio é a ausência de paranóia e o total relaxamento, também é afrodisíaco podendo prolongar o orgasmo, é também um analgésico ótimo. Leia sobre seu uso histórico e suas aplicações na medicina, verá que é surpreendente. Os efeitos duram entre 2-3 horas, dependendo do peso, resistência, quantidade, qualidade etc. Ópio é o nome do látex extraído das cápsulas de semente da Dormideira (P. somniferum). Ópio é uma combinação de substâncias, não uma em específico, como bem sabemos. Seus principais constituintes são a morfina, thebaine, codeína, papaverina e uma porção de outras. A produção e proporção de ópio variam de planta para planta, colheitas, variedades, áreas etc. As outras partes da planta possuem látex também, mas sua qualidade é baixa. O ópio classifica-se como um narcótico. Historicamente é descrito por analgésico, para inflamação desacompanhada por d ysnoea (dificuldade de respiração) em tifo, febre tifóide e varíola etc. ATENÇÃO: LEMBRE-SE QUE ÓPIO É UMA SUBSTÂNCIA QUE CAUSA FORTE DEPENDÊNCIA.

218 É POSSÍVEL TER OVERDOSE COM ÓPIO – CUIDADO! Fumá-lo regularmente pode aumentar a tolerância mais rápido do que você pensa! A sorte em cultivar o seu próprio ópio é que com o tempo, você começa a achar que está criando hábito, então você cai fora, sem traficantes ou outras pressões. Outra coisa boa sobre o cultivo é que é bem fácil, barato e que ocupa pouco espaço, principalmente com a variedade roxa (purple). Mas só cultive se realmente estiver interessado em obter o seu próprio fumo, pois é proibido o plantio da Papaver somniferum no Brasil, sob risco de ser preso como traficante. Porém nenhuma lei impede o cultivo de outras espécies análogas. O ópio pode ser detectado facilmente nos resultados de testes antidrogas.

Incompatibilidade com outros fármacos:
Adstringentes, carbonatos alcalinos, sais de cobre, ferro, mercúrio, chumbo e zinco. Existem Antídotos para envenenamento por ópio, caso isto aconteça. Ajuda médica será necessária o mais rápido possível! Ref 20 Maiores infos anexo 05.

219 Identificação

Devido a suas carcterísticas marcantes seremos breves quanto a sua identificação, somente colocaremos fotos exemplificativas.

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Ephedra sínica
Ma-Huang

Por Prof. MS. Reinaldo Tubarão Bassit. A efedrina é obtida do extrato vegetal de MaHuang (farmacopéia Chinesa, Indiana e Japonesa, dos ramos jovens de Ephedra sinica, Ephedra equisetina e Ephedra gerardiana (Ephedraceae), que contém não menos de 1,25% de alcalóides na forma de efedrina. É encontrada na forma de grânulos ou cristais brancos, que se decompõem na presença de luz, devendo ser armazenada em frascos opacos, solúvel em água, álcool, clorofórmio e éter. Possui atividade alfa e beta-agonista com capacidade de aumentar a liberação de norepinefrina dos neurônios simpáticos, droga que estimula o aumento da frequência cardíaca e o débito cardíaco, e invariavelmente aumenta a resistência periférica, dessa forma, podendo elevar a pressão arterial. A ativação de receptores b-adrenérgicos, nos pulmões, promove broncodilatação. Além disso, a efedrina é um potente estimulante do sistema nervoso central (SNC), sendo que após sua administração oral, seus efeitos podem persistir por várias horas. É eliminada na urina em sua forma íntegra, tendo uma meia vida de aproximadamente 3 a 6 horas. O extrato vegetal de Ma-Huang vem sendo utilizado a centenas de anos pelos Chineses, primariamente para o tratamento de indisposição provocada pela febre tifóide, dores articulares, tosses, inchaço dos tornozelos, asma, e contra os sintomas da gripe e de resfriados. É fato que, hoje em dia vários medicamentos descongestionantes e outros que atuam contra os sintomas da gripe, contêm efedrina. No entanto, seu uso com a finalidade de controlar o peso ou aumentar a "energia corporal" tem crescido dramaticamente, conforme podemos observar nas prateleiras de lojas de suplementos, onde a maioria dos produtos para controle do peso conte efedrina. De fato, a efedrina, entre outras, parece ser uma droga que apresenta o melhor efeito na produção do aumento do gasto calórico através do processo denominado de termogênese (produção de calor), que de forma grosseira significa "queimar" gordura para produzir calor; em outras palavras, com a ingestão de efedrina, ocorre aumento do metabolismo que por sua vez aumenta a temperatura corporal central, isso acelera o gasto calórico, que facilita a perda de gordura corporal. De forma científica, a efedrina interage com os receptores b-adrenérgicos presentes na superfície dos adipocitos (celulas que armazenam gordura na forma de triacilglicerois). Essa interação entre o agonista b-adrenérgico (efedrina) e os receptores adrenérgicos presentes na superfície da célula de gordura é que irão dar início a uma sequência de eventos, dentro da célula, que resultarão em aumento da lipólise, ou seja, "quebra de gorduras". Em programas de perda de peso para obesos o extrato de Ma-Huang é utilizado como adjuvante, apresentando certo grau de segurança, sem a presença de efeitos colaterais detectáveis. Atua através de dois mecanismos, supressão do

222 centro nervoso ligado ao apetite e aumento da oxidação de ácidos graxos de cadeia longa. Essa substância pode ser associada com a ingestão de cafeína, dentro das recomendações adequadas (200 mg/dia), visto que juntas (cafeína e efedrina) atuam sinergisticamente promovendo a perda de gordura de maneira mais eficaz. A cafeína tem a capacidade de aumentar as concentrações plasmáticas de adrenalina, que por sua vez aumenta a oxidação de gorduras. Em outras palavras, quando ocorre a combinação dessas duas substâncias o efeito produzido é maior do que quando somamos os efeitos que cada uma delas tem individualmente. Além disso, a combinação da cafeína/efedrina ou de suas ervas equivalentes (guaraná/efedra), com aspirina ou sua erva equivalente (willow bark) parecem potencializar ainda mais esses efeitos, principalmente no que se refere à supressão do apetite. Assim, a utilização de doses contendo o equivalente a 20 – 25 mg de efedrina, considerando-se a pureza do extrato utilizado, com a ingestão de 200 mg de cafeína, e 300 mg de aspirina, parece ser a melhor combinação. Essa dose de efedrina pode ser obtida pelo consumo de 2 cápsulas da maioria dos produtos comercializados, e pode ser usada com segurança em intervalos de 6 h, ou seja 3 vezes ao dia.

Aparentemente, a ingestão de efedrina (20-25 mg) não é capaz de produzir efeitos colaterais em indivíduos sadios, mesmo se associada até 200 mg de cafeína, outra substância simpatomimética. Um lado considerado benéfico para praticantes de atividade física com a suplementação combinada de efedrina, cafeína e aspirina, é o "sentimento" do aumento da energia e disposição para a prática de atividades físicas, podendo levar o indivíduo a suportar o aumento da intensidade do esforço. Além disso, essa combinação parece exercer um grande efeito de supressão do apetite, considerado benéfico para aqueles que pretendem diminuir a ingestão calórica com o objetivo de perda do peso. Dessa forma, suprimindo o apetite e ao mesmo tempo dando a sensação de se ter maior energia, não é de se espantar que a combinação desses elementos está se tornando cada vez mais popular. Alguns pesquisadores classificam doses de até 150 mg de efedrina como seguras, quando utilizadas em obesos. No entanto o seu uso deve ser evitado por crianças e adolescentes (12 meses aos 17 anos de idade); lactentes (criança de zero a onze meses de idade); lactantes, uma vez que a efedrina é capaz de ser encontrada no leite; cardiopatas, incluindo-se aqueles que se utilizam de inibidores da enzima monoamina oxidase (MAO - para depressão ou supressão do apetite); e mulheres grávidas, por falta de estudos que comprovem segurança.

223 Entretanto, mesmo se tomando as devidas precauções, o uso dessas substâncias deveria obedecer algumas regras para se evitar o efeito da exposição crônica, que tem como consequência a saturação dos receptores b-adrenérgicos. Isso implica na diminuição da sensibilidade à droga (efedrina e cafeína), fazendo com que o indivíduo aumente a dosagem ingerida. Esse comportamento torna-se perigoso, uma vez que as doses elevadas podem causar aumento da temperatura corporal, perda da eficiência termorregulatória, e aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca. Adicionalmente a isso, a maior capacidade de resistir ao esforço físico e a capacidade de elevar a intensidade do mesmo, acima do que normalmente o indivíduo está acostumado, contribuem para esses aumentos supracitados, colocando a maioria dos indivíduos numa situação de perigo, podendo levar à morte. Para ilustrar essa situação, um exame médico realizado no início do mês de julho de 2003, atribuiu a contribuição de um produto à base de efedrina à morte de um jogador de beisebol de 23 anos, Steve Bechler, da equipe Baltimore Orioles. Bechler morreu um dia após sua temperatura corporal ter subido bruscamente para 42ºC durante um treinamento. O legista responsável pela autópsia, Joshua Perper, chegou à conclusão de que houve falência múltipla de órgãos, e que isso poderia estar relacionado ao uso de um medicamento conhecido pelo nome de "Xenadrine". Foi constatado que o jovem atleta utilizava o medicamento para perder peso. O jogador pesava 107 Kg, porém, sofria de hipertensão. Sabe-se que a indústria de suplementos gera 1 a 3 bilhões de dólares anualmente, pelas vendas de produtos a base de efedrina. Um estudo realizado por pesquisadores, em São Francisco, revelou que as pessoas que consomem essa droga tem um aumento 200 vezes maior na ocorrência de efeitos colaterais do que aquelas que tomam outros tipos de suplementos. Deve ser ressaltado que existem diferenças individuais em resposta a ingestão de efedrina, ou seja, alguns indivíduos ingerindo a dose considerada segura (20-25 mg) não irão apresentar qualquer tipo de efeito colateral indesejável como por exemplo: taquicardia; aumento excessivo da temperatura corporal e do suor, do estado de euforia, da frequência cardíaca e da pressão arterial. Por outro lado, outros irão apresentar um ou mais desses sintomas mesmo ingerindo doses abaixo do considerado seguro. Atualmente, várias organizações médicas proeminentes, incluindo a American Medical Association e a Health Canadá, têm recomendado a proibição da venda de efedrina. As organizações esportivas, incluindo a National College Athletics Association (NCAA), o International Ol ympic Committee (IOC) que considera doping uma concentração acima de 10mg/ml encontrada na urina, e a National Football League (NFL), proíbem o uso de produtos contendo efedrina. Adicionalmente, a FDA (Food and Drug Administration) tem publicado inúmeras advertências sobre os possíveis efeitos colaterais dessa droga. Dessa maneira, por haver um risco substancialmente maior com o uso da efedrina em comparação a outros produtos a base de ervas (Ginkgo Biloba, Echinacea, Ginseng, Kava Kava, Yohimbe, St. John´s Wort), sua utilização deveria ser restrita ou evitada a fim de prevenir as sérias reações adversas que pode acometer grande parte dos usuários. Ref 24

224 Uso Não existe relatos do uso desta planta, sendo de difícil utilização através da planta in natura por não ser possível quantificar seus alcalóides, causando séria intoxicações facilmente, ou levando a Morte! Cultivo A éfedra é forte e não precisa de muita atenção. Plantar as sementes a uma temperatura de cerca de 20ºC (68ºF). Cultivar dentro de casa ou num clima quente e seco, sem geada. Cresce bem em terra normal argilosa e em terra arenosa com muito sol e pouca água. Propaga-se normalmente pela divisão dos cepos na Primavera e semeando as sementes num solo ligeiramente arenoso no princípio da Primavera. É ex celente para cobrir ladeiras rochosas. As pontas dos ramos podem ser colhidas e secadas a qualquer altura desde que a planta não tenha sido desnudada ou os ramos cortados para lá dos botões viáveis. Para produzir sementes, precisa-se de plantas masculinas e femininas. Identificação Dá família das Gnetófitas, constituem uma divisão de plantas espermatófitas (Gnetoph yta) sem verdadeiras flores, mas com um sistema vascular semelhante ao das angiospérmicas. As gnetófitas são usualmente classificadas como gimnospérmicas, apesar de possuirem vasos como as Angiospérmicas ou Magnoliofitas, podem ser divididas em três grupos: Gnetales: género Gnetum; árvores e arbustos das selvas equatoriais. Welwitschiales: apenas uma espécie (Welwitschia mirabilis); é uma estranha espécie do deserto da Namíbia. Ephedrales: com um único género (Ephedra); inúmeras espécies repartidas pelo mundo todo; são arbustos e têm uso medicinal. Não confunda com a planta medicinal CAVALINHA

Plantas de Ephedra: 225

226

Salvia divinorum
Conhecida como Maria Pastora a Salvia divinorum pertence ao gênero Salvia. Pode se encontrar plantas da família da sálvia por toda a parte, desde o teu quintal às lojas de jardinagem, mas geralmente estas plantas não são Salvia divinorum. Existem cerca de 900 espécies de sálvia, que incluem um grande número de plantas ornamentais e também a Salvia officinalis, usada na culinária. O género Salvia pertence à família da hortelã Lamiacae (anteriormente conhecida como Labiatae), que também inclui ervas familiares como o orégão e o basílico. O termo Salvia divinorum traduz-se literalmente como "erva divina". A planta também é conhecida por termos mais populares, tais como: Ska (Maria) Pastora, Planta de Salvia dininorum folha da pastora, menta mágica, sava, etc. É oriunda de uma pequena área em Oaxaca, no México, onde cresce na área montanhosa dos índios Mazatecas. A Salvia divinorum é uma planta perene que cresce entre 1 a 2 metros, e encontra-se normalmente em locais úmidos e à sombra. Os caules são angulares e ocos. As folhas são verde-escuras, com 15 a 20 cm de comprimento e pontas dentadas. A planta floresce esporadicamente entre outubro e junho, e dá flores azuis ou brancas. Raramente dá sementes, mesmo se for cuidadosamente polinada à mão. E quando há sementes, estas raramente são viáveis: apenas uma pequena percentagem desenvolverá, eventualmente, até plantas maduras. Quando cresce selvagem, a planta propaga caindo e criando raízes onde toca na terra. Num ambiente altamente úmido, não é incomum ver raízes formarem-se no caule, mesmo antes da planta cair à terra. Estas formações de raízes fazem dos cortes um método de cultivo fácil. Muitos botânicos acreditam mesmo que a Salvia divinorum é o que se chama uma planta ‘cultigene’, o que significa que é cultivada e desconhece-se o seu duplicado selvagem. A sálvia encontrada no México também foi cultivada. Como as sementes da Salvia divinorum são tão raras, quase todas as plantas em circulação foram propagadas através de dois clones. O primeiro foi colhido em 1962, por R. Gordon Wasson (a linhagem Wasson-Hofmann), e o segundo, chamado “Palatable” foi intruduzido por Brett Blosser, em 1991. Por este motivo, a variedade genética disponível de Salvia divinorum é muito limitada. Um perito em sálvias, Daniel Siebert, conseguiu cultivar uma série de clones a partir de sementes produzidas por ambas às linhagens. A Salvia divinorum emcontra-se normalmente em folhas secas ou em form a de extrato. As folhas secas variam quanto sua potência. Muitas pessoas acham difícil obterem efeitos satisfatórios com folhas secas normais, pois a quantidade a tomar de uma vez é bastante grande. Se quiser mastigar a sálvia, precisará de muitas folhas. Alguns preferem usar extratos, os efeitos são mais fortes, os extratos são muito potentes e devem ser usados com cuidado. Existem duas variedades de extratos: extrato cru, normalmente seguido de um x (5x, 10x, etc.). Este tipo é preparado misturando um extrato de sálvia cru com folhas de sálvia. 5x significa: o extrato obtido de quatro unidades de extrato de sálvia cru, misturado com uma

227 porção de folhas. Este produto pode variar muito em potência, pois a potência das folhas também varia muito. Também é muito desagradável de fumar. Extratos estandardizados: num extrato estandardizado o composto ativo – neste caso a salvinorina A – é extraído da planta e purificado, e depois depositado novamente nas folhas secas. Um extrato estandardizado contém salvinorina A pura e cristalina, um composto muito raro que muito poucas pessoas viram e ainda menos pessoas produziram. É necessário bastante conhecimento de química e habilidade para produzir salvinorina A pura, por isso um extrato estandardizado pode ser um pouco mais caro, mas vale a pena. Os extratos de sálvia são geralmente concentrações de 5x, 10x e 20x (embora existam relatos de outras concentrações). Isto indica quantas vezes são mais potentes que as folhas secas normais. Tenha muito cuidado quando usar extratos: só uma tragada pode ser o suficiente com qualquer uma destas concentrações. Química A principal diferença entre a Salvia divinorum e os outros tipos de sálvias é a presença de uma substância chamada salvinorina. Este composto diterpénico (que apenas contém átomos de carbono, hidrogénio e oxigênio) está presente como salvinorina A (a 96%) e B (a 4%). Enquanto que a salvinorina B não contém quaisquer efeitos psicoativos, a salvinorina A é considerada a mais potente substância psicoativa natural. A salvinorina não pode ser comparada a qualquer outra droga. Molécula de Salvinorina

Enquanto que a maioria das drogas naturalmente ocorrentes contém alcalóides (com átomos de nitrogênio), a salvinorina é diterpénica. Para um químico esta diferença é enorme. Esta diferença química tem uma importante consequência prática: a salvinorina A não acusa positivo em testes à urina para opiáceos ou outras drogas alcalóides. A sua potência é única: quando inalada, os efeitos sentem-se a partir dos 250 microgramas, enquanto que as doses de 1miligrama podem ter efeitos extremos. Por isso é importante medir as doses com extrema precisão, pois há o risco d e overdose. A sálvia contém possivelmente outras substâncias psicoativas, como relatado por Valdés III. Ele descobriu que a substância chamada divinorina C, com uma relação química muito próxima da salvinorina A, pode sentir-se em doses ainda menores, mas esta teoria não foi testada em seres humanos. Existem outros compostos na sálvia com possíveis efeitos psicoativos, mas apenas foi testada a psicoatividade da salvinorina A.

Esta Planta Possui um princípio Ativo que é o Menos nocivo ao Corpo Humano que se tem conhecimento! Todas as Plantas aqui descritas Possuem, genericamente falando, o nitrogênio esta Não!

228 Como funciona no cérebro? Não se sabe por que é que a salvinorina A é psicoativa, mas existe algum conhecimento sobre a sua ação neurológica. A salvinorina A é um forte agonista seletivo de receptores kappa opióides. Isto significa que “se liga” a uma determinada classe de proteínas (os receptores kappa opióides) e desencadeia a sua atividade no corpo. Drogas opiáceas como a morfina são também agonistas receptores opióides, mas a principal diferença em relação à salvinorina é que estas ativam tanto os receptores kappa como MU. Acredita-se que ativação dos recepetores MU causa dependência opiácea. Como os opiáceos têm um forte efeito nos receptores MU e apenas um efeito ligeiro nos receptores kappa, produzem visuais leves, mas são fortemente viciantes. Ao contrário da salvinorina A, que é um forte agonista seletivo de kappa, e ativa fortemente os receptores kappa que induzem aos efeitos visuais, mas não ativa os receptores MU que produzem habituação. Por este motivo, a salvinorina A causa fortes efeitos visuais, mas não vicia. Uso Colhendo secando e armazenando sua SD Aconselho que espere para colher as folhas até as plantas terem pelo menos um ano de idade. Se tiver várias plantas colha um número igual de folhas em cada planta, para que não depene um único pé. A maneira mais básica de colher folhas é simplesmente esperar até que estas morram e caiam. Isto pressiona o menos possível a planta, mas precisa paciência. Para secar as folhas coloque elas num prato num quarto seco. Também é possível cortar as folhas em faixas de 0.5 cm que se pode empilhar. Virar a pilha uma ou duas vezes por dia, até que as folhas estejam totalmente secas mas não crocantes, para isso é bom secar a sombra e em lugar ventilado. As folhas não perdem muita potência mesmo se forem armazenadas prolongadamente: pode-se armazenar a sálvia durante vários meses ou mesmo anos. Para assegurares a qualidade da sálvia, aconselho que mantenha as folhas num pote que não entre ar (conserva, por exemplo), num local seco e escuro. Existem diferentes maneiras de usar a sálvia. A maioria das pessoas fumam a sálvia num bongue ou cachimbo, mas há vários outros métodos Sabe-se que os índios mexicanos Mazatecas usavam dois métodos tradicionais: infusão ou mastigar e engolir. A infusão consiste em espremer o sumo das folhas (esfregando-as) e bebê-lo misturado com água. Este método de consumo é bastante ineficaz, pois os componentes ativos não dissolvem na água, e acredita-se que a planta perde muitos dos seus efeitos quando chega ao estômago. A maioria dos efeitos resulta da absorção pelo tecido bucal. Logo o outro método consite em enrolar as folhas num maço que depois é mastigado e engolido. Embora mastigar seja uma boa maneira de usar a sálvia, engolir não é muito eficaz, pelas mesmas razões do método de infusão. Muitas pessoas acham desagradável mastigar e engolir as folhas, pois são muito amargas e podem causar náuseas. Desconhece-se a dose usada pelos índios Mazatecas. No fórum psicodélico mundial de 2008 em Basel, na Suíça, a etnobotânica Kathleen Harrison descreveu as suas experiências com os índios Mazatecas, salientado que segundo eles as folhas nunca devem ser aquecidas. Hoje em dia fumar a sálvia é a maneira mais comum de consumo. Os efeitos são muito mais fortes quando fumados, mas é bom ter cuidado: podem ser

229 demasiadamente fortes! Aconselho a começar com uma dose baixa, para testar a sensibilidade, e a não fumar extratos mais fortes que 5x na primeira vez. Doses Folhas de sálvia: ¼ grama – 1 grama; Extrato de sálvia 5x: 0.1 – 0.3 gramas; Extrato de sálvia 10x: 0.05 – 0.15 gramas. A sálvia fuma-se melhor num cachimbo, de preferência com água (bongue), mas um pequeno cachimbo de tabaco também serve. Também é possível fumá-la num cigarro ou charro, mas este modo é menos eficaz. Fume sentado, pois pode haver tonturas ou desequilíbrio. Encha o recipiente do cachimbo com folhas. A sálvia vaporiza a altas temperaturas, por isso é importante que mantenha-se a chama diretamente sobre as folhas enquanto inala. É aconselhado isqueiro do tipo maçarico. É importante que se tente consumir a dose inteira com o mínimo de inalações possível. Inale lentamente e profundamente, e mantenha o fumo nos pulmões por 20 segundos ou mais, antes de liberá-lo. Deste modo o fumo é absorvido pelos pulmões com maior eficácia. Tente não fazer pausas entre as inalações, para que a dose inteira seja fumada rapidamente. Se esperar demais entre as inalações, a salvinorina será metabolizada mais rapidamente do que ingerida. Os efeitos dão-se após 1-2 minutos, atingem o seu auge ao fim de 5-10 minutos, e depois diminuem gradualmente. A experiência pode durar 20 minutos a 1 hora. Se tiver dificuldades em obter efeitos com as folhas normais, deve-se tentar os extratos. A principal vantagem de um extrato é ser mais fácil de consumir a dose inteira com um pequeno número de inalações. Outro método de fumar a sálvia é a vaporização. Um vaporizador aquece as folhas sem as queimar, por isso é mais suave para os pulmões. No entanto, a maioria dos vaporizadores para marijuana não servem para a sálvia, pois não atingem a temperatura necessária. A vaporização também pode ser perigosa, pois produz pouco fumo, por isso é difícil perceber o tamanho da dose inalada. Embora engolir a sálvia seja bastante ineficaz, mastigá-la pode proporcionar uma experiência interessante, mais suave e longa do que quando fumada. A salvinorina A é lentamente absorvida pela mucosa sublingual, e entra na circulação sanguínea. Os efeitos dão-se mais lentamente (após 10-20 minutos), alcançado o seu auge rapidamente, e depois continuam por cerca de 30 minutos. Nos 30 a 90 minutos seguintes os efeitos desaparecem aos poucos. Uma boa maneira de usar a sálvia oralmente é preparando um pequeno rolo com as folhas. Enrole-nas frescas ou secas. Use 8 a 20 folhas (2-8 gramas de folhas secas) e coloque-nas numa tigela com água durante 10 minutos. Esprema a água das folhas e enrole-nas. É possível juntar açúcar ou mel para melhorar o sabor, que é bastante amargo. Coloque o rolo na boca e mastigue devagar, uma vez a cada 10 segundos. Se possível mantnha o líquido na boca sem cuspir nem engolir. Para um efeito máximo, mantenha o rolo debaixo da língua quando não estiver a mastigar. Nos primeiros 10-15 minutos você sentirá poucos efeitos. É importante que continue a mastigar. Depois de mais ou menos 30 minutos se cospe o rolo. Por essa altura já se deve sentir os efeitos. Estes permanecerão durante cerca de 30 minutos, e depois diminuirão lentamente.

230 Pode ser boa ideia usar um elixir dental que contenha mentol e álcool antes de mastigar o rolo. Trate a boca com o elixir dental, escovando cuidadosamente o tecido da boca e da língua (também por baixo da língua). Lave a boca e comece a mastigar o rolo. Existem outras maneiras de tomar a sálvia oralmente, mas em geral os efeitos são mais fracos. Pode-se fazer uma extração numa bebida alcoólica tal como vodka ou whisk y. Coloque uma grande quantidade de folhas em pó numa quantidade (relativamente) pequena de vodka. Deixa repousar durante dois dias, e agite a garrafa duas vezes por dia. A salvinorina será lentamente absorvida pelo álcool. Filtre a bebida para retirar as folhas. Dilua a bebida com uma quantidade de água igual, e junte açúcar ou mel a gosto. Mantenha o máximo de bebida que conseguir (confortavelmente) na tua boca, e bocheche interiormente durante 30 minutos. Efeitos Os efeitos produzidos pela Salvia divinorum não são comparáveis a quaisquer efeitos produzidos por outros enteógenos. Dependendo do peso do corpo, sensibilidade, dose tomada, método de ingestão e da potência da sálvia usada, os efeitos variam desde sutis a extremamente fortes. A sálvia não pode ser considerada uma droga para festas em qualquer aspecto. Pelo contrário, as pessoas geralmente não interagem quando se encontram sob o efeito da sálvia, mas têm uma experiência enteógena muito pessoal. Enquanto que a salvinorina ativa os receptores de opióides no cérebro, é importante distinguir entre os receptores de MU-opióides (ativados por narcóticos como a heroína) e os receptores de opióides kappa (ativados pela salvinorina A). As drogas que atuam nos receptores de MU-opióides causam sedação, alívio da dor, e euforia, mas as drogas que atuam nos receptores de opióides kappa causam em geral efeitos alucinógenos frequentemente desgaradáveis (ou mesmo disfóricos). Isto explica porque muitas pessoas descrevem a experiência com sálvia como sendo desagradável em comparação com os efeitos das substâncias psicodélicas triptamínicas (tais como a psilocibina, o DMT e o LSD), que ativam outros receptores no cérebro. Algumas pessoas reportam que os efeitos da sálvia se tornam mais fortes após a primeira ou segunda utilização. Algumas pessoas parecem tornar-se mais sensíveis e alcançarem um nível de efeitos mais alto depois de uma ou duas tentativas. Por outro lado, um grande número de pessoas (cerca de 10%) é bastante insensível à salvinorina. Muitas dessas pessoas sentem os efeitos com uma dose mais alta, mas uma minoria não sentirá nada, mesmo com doses maiores. Se usar a sálvia pela primeira vez, aconselho a experimentar uma dose baixa, como já foi mencionado, para testar a sensibilidade, pois os efeitos podem ser muito fortes. A duração da trip de sálvia também varia grandemente, dependendo do método de utilização e da quantidade usada. A sálvia é frequentemente agrupada com outras substâncias psicoativas alucinogénias, mas na verdade os seus efeitos são únicos. A sálvia é por vezes comercializada como substituto da cannabis, embora os efeitos não sejam nada semelhantes. Durante a trip de sálvia podem ocorrer vários estados: alucinações bidimensionais, experiências de abandono do corpo, transformação num objeto, viajar no tempo, estar em vários sítios ao mesmo tempo, e riso incontrolável. O Erowid menciona os seguintes efeitos na sua página de perguntas frequentes:

231 Perda da coordenação física; Riso incontrolável; Alterações visuais ou visões; Experimentar realidades múltiplas; Sensação de paz contemplativa; Sensação de profundo entendimento; Percepção sonhadora do mundo; Sensação de confusão ou loucura totais; Ver ou tornar-se um túnel; Perda do sentido de individualidade; Experimentar uma geometria “não-euclideana”; Sensação de voar, flutuar, girar ou virar; Sensação de estar imerso num campo de energia; Sensação de estar ligado a um “todo” maior; Sensação de estar por baixo da terra ou da água; Viagens a outros tempos ou locais; Tornar-se objetos inanimados (uma parede, escadas sofá, etc.); Ver padrões ou formas em forma de tubo, de cobra, ou de minhoca. Cultivo Na maioria dos casos a Salvia divinorum é cultivada a partir de cortes da planta, pois esta raramente produz sementes viáveis. Mesmo na natureza, a planta propaga geralmente caindo e produzindo novas raízes. Alguns sites oferecem cortes cujas raízes são colocadas em ágar como substrato. É importante escorrer o ágar (uma substância gelatinosa) antes de colocar o corte em terra para vaso. Nas primeiras duas semanas a pequena planta precisa criar raízes. Durante este período aconselho que se coloque um vaso por cima da planta para lhe dar mais umidade. Depois de a planta ter criado raízes, ela pode ser cultivada como descrito abaixo. A sálvia cresce facilmente dentro de casa em qualquer tipo de clima. Cultivar a sálvia ao ar livre só é possível num clima apropriado: a sálvia prefere um clima úmido semitropical, e um solo rico e bem drenado. A planta não tolera geadas ou aridez. É possível cultivar a sálvia no exterior, em vasos, desde que esses vasos sejam colocados no interior quando as temperaturas chegam abaixo de zero. A sálvia cresce bem na maioria dos subtratos para vasos, com um pouco de fertilizante. Precisa de muita água. Nota-se que a planta precisa ser regada quando as folhas começam a dobrar. A planta precisa de terra úmida, mas bem drenada, por isso certifique-se que há buracos para drenagem no fundo do vaso. A sálvia não precisa de muita luz solar, precisa de duas horas de luz solar indireta por dia. A sálvia, e especificamente as suas raízes, precisa de muito espaço para crescer, por isso coloque a planta num vaso maior quando parecer que já cresceu demasiado para o vaso velho. Os maiores problemas do cultivo da sálvia são pestes e o apodrecimento. Insetos, lesmas, etc., podem normalmente ser exterminados usando uma mangueira de jardim ou um borrifador para plantas. Não borrife com demasiada pressão, pois pode danificar as folhas. O apodrecimento da raiz ou do caule é, sobretudo, causado por drenagem inapropriada.

232 Propagação Preparar os seus cortes não é muito difícil, mas requer algum conhecimento sobre como cultivá-los. A maneira mais fácil é deixar um ramo enraizar na água, e aí transplantá-lo a um subtrato não muito argiloso, estes substratos de floriculturas são ideais. Use álcool ou outro desinfetante para limpar a faca ou a tesoura que se vai usar. Flambar e esperar esfriar, também, é uma boa, mas caso o pé seja velho e forte estes procedimentos podem ser ignorados. Apenas utilize equipamentos limpos. É melhor realizar cortes em plantas mais velhas, pois diminui o risco de infecções e possível perda da planta. – Corte um ramo com folhas, um comprimento entre 7,5 – 20 cm e 1,5 cm entre as ligações. Quanto ao diâmetro dos cortes, quanto mais grossos, melhores. – Corte as folhas pela metade, podendo retirar as mais velhas; evite com que a planta transpire e perca água. – Coloque o ramo num copo com aproximadamente 5 cm de água. Coloque cada ramo num copo separado. – Coloque em um jarro de vidro transparente (ou um saco de plástico transparente) por cima da planta para criar umidade. Deixe o vidro à luz solar moderada. É importante que se mude a água todos os dias. Após cerca de duas semanas as raízes começarão a aparecer. Quando as raízes alcançarem um comprimento de cerca de 1,5 – 2,5 cm, estarão prontas para serem transplantadas à terra. Durante as primeiras semanas mantenha as plantas cobertas com o vidro ou o plástico, até que a planta esteja suficientemente forte para sobreviver sem ele. Criar uma estufa é importante, pois as Salvia divinorum gosta de umidade, principalmente no início, sendo essencial para que ocorra a pega. Alto Salvianaut. Neste guia vou explicar como você pode facilmente fazer a sua própria sálviaestacas com uma pequena quantidade de trabalho. No início, o material necessário é: 1. Uma planta de salvia a partir do qual você pode cortar estacas; 2. Uma gilete; 3. Potes pequenos (ou seja, 7 cm / 3 polegadas de altura, 5 cm / 2 polegada de largura); 4. Uma espécie de câmara crescente ou umidade tenda (saco plástico ou saco congelador se não tiver mais nada); 5. Uma garrafinha de spray; 6. Um isqueiro ou líquido de desinfecção. O procedimento 1. O pequeno copo está quase totalmente preenchido com água em temperatura ambiente, ou fresca. Dica do Klaus: "... adicionar um pedaço de carvão vegetal na água para mantê-la livre de contaminantes". 2. Vamos preparar a câmara de crescimento. Aqueles que apenas querem usar um saco plástico como umidade à tenda, pode pular essa parte. Construí minha câmara

233 com dois potes plásticos de 1 kg, destes de salada, porque eles têm um tamanho perfeito. Qualquer coisa que pode manter a umidade, grande o suficiente para criar uma tenda, pode ser utilizada. Preencha o fundo da câmara (um pote de batata, no meu caso. No Brasil não temos batatas assim mas tem alguns potes de mousses e outros) com cerca de 1-3 cm / 1 polegada de água . A água vai evaporar mais tarde e produzir uma alta umidade, o que é muito importante.

Esquerda: pequenos potes com água Direita: 2 potato salad boxes utilizado como câmara

3. Selecione as estacas sobre a planta mãe. O melhor é cortar estacas das pontas dos ramos que saem da planta mãe, especialmente os novos, como o pequeno visto na foto. O corte deve conter ao menos um nó intacto. É nos nós que temos as gemas que vão originar as raízes, os cortes gordos são melhores que os mais finos, de diâmetro maior e melhor.

234 Acima está uma foto mostrando um pote cheio de plantas de salvia. As plantas cresceram na altura e, em seguida, curvaram-se para o lado esquerdo (as partes cobertas com a sacola plástica). Na base cresceram novos ramos (à direita, sem saco plástico). Meus cortes vieram destes, os dá direita, que nasceram e não fazem parte da planta principal. 4. Pegue a gilete, esterilize se for usada, no líquido desinfetante ou isqueiro. Corte os ramos selecionados. Um corte deve ter pelo menos 3 nós, mas 4/5 são perfeitos. Um nó com ramos laterais saudáveis são a versão mínima que se pode cortar. Corte com a lâmina em torno de 2-4 cm / 1-2 polegadas no âmbito de um nó, mas não é muito importante, pois a salvia enraiza por todo seu tronco. Porém, é nos nós que se tem a gemas (células unipotentes).

Estas são 4 estacas que tenho tido desde o início de 4 ramos. Minhas plantas normalmente têm apenas 3-4 pares por folha na parte superior e inferior a um em branco caule. Isso porque escolhi esses ramos e cortei cerca de 2,5 centímetros no âmbito do primeiro nó sem qualquer folha. (setas na foto ). 5. Imediatamente colocar cada corte no pequeno pote com água. Você não precisa cortar as folhas mais baixas sobre o nó, se escolher ramos deste tipo. Corte quantos ramos puder. Não tem problema nenhum em colocar vários cortes em um pote, mas talvez fique um pouco difícil de separar as raízes mais tarde. 3-5 estacas são boas para um pote. 6. Após a sua colocação no vidro, borrife com a garrafinha de spray.

235

Spraying as estacas.

7. Agora borrife também o interior da parte superior da câmara. Se você usar um saco plástico, borrife seu interior. Nota: Você também pode saltar os passos 6 e 7. Eles são apenas para produzir uma alta umidade a partir do início. Mas, sobretudo, uma bolsinha molhada, como um quadrado de pano molhado, pode ser colocado no interior do pote. 8. Coloque o pote de enraizamento dentro da câmara (foto anterior) e fechar a câmara. Eu simplesmente coloquei um pote sobre o outro, tive sorte de fecharem bem. Aqueles que quiserem usar uma câmara com base em plástico, tenda, podem colocar esta simplesmente sobre as estacas e o pote de enraizamento. Ou seja, com durex ou elástico de dinheiro. Por exemplo, você abriria o plástico e borrifaria ele, colocaria a planta dentro e fecharia, em meio ao pote passaria o durex na sua boca. 9. Coloque a câmara perto de uma janela, mas não em pleno sol por causa do calor. Minhas salvias ficaram ao sol de um inverno escuro, mas sol indiretamente, cuidando do calor, não há problema algum.

Aqui o meu último crescente câmara na janela. Você também pode ver a água na parte inferior potatobox um pouco.

236 10. Cuidado! É importante os devidos cuidados com as estacas enraizadas. O fator mais importante até a enraização é a alta umidade, sem mais cuidados específicos. Quanto ao ar dentro da câmera, a quantidade que tem lá dentro é o suficiente para o enraizamento. Se você não ver a água condensada e tiver água dentro da câmera, aproxime ela mais do sol, caso não tenha água condensada e não tenha água, borrife mais água no interior da câmara. Normalmente isso não acontece. 11. Após cerca de 2-3 semanas as estacas enraizarão. As raízes podem crescer até 1 cm por dia. Então você deve verificar as estacas com frequência, porque fica difícil retirá-las de potes onde as raízes são longas.

Aqui estão os 4 bastões. Como você pode ver as raízes aparecem próximo a nós, é onde você tem que cortar, mas também existem alguns no meio entre dois nós. Devido à alta umidade as plantas também têm raízes diretamente no ar sobre a superfície da água. No corte à esquerda você pode ver um pequeno problema, que ocorre às vezes. Pode acontecer que o “corte curvas” (propriamente dito, um corte que encurve, porque a parte mais baixa tenta alcançar a luz que normalmente vem de cima). Em casos extremos, você tem um caule em forma de U, que é um pouco difícil, mas possível, a pegada na terra mais tarde, se estiverem enraizados. As raízes sobre esta imagem não são tão típicas normalmente. 12. Ponha os corte em sua mistura de terra favorita, ou estas de floricultura, quando os cortes estiverem com raízes ente 2-3 cm / 1 polegada longa. 13. Pulverizar as plantas envasadas novamente e cobrir com um vidro, caixa de plástico ou saco plástico. As plantas têm agora tempo para difundir as suas raízes e por causa da alta umidade, não pendurar suas cabeças. Depois de 1-3 semanas, pode deixar que elas se adaptarão às novas instalações para a sua casa umidade. Levante o vidro/plástico, caixa ou deverá cortar mais e mais buracos na sua sacola plástica se você tiver usado uma. Eu, por vezes, também gostaria de colocar um saco plástico maior acima dos jovens plantas e deixá-los crescer sob ela (grandes obras). Por: (c) esquizoparanóide ( Schizo / Www.psykick.de) de Abril de 2001, atualização: Abril de 2002, maio 2005, agosto de 2007. Thanx a David Bower (shenanigans@home.com) para verificar a maior parte da minha tradução.

237 Avisos Não existem relatos sobre habituação física ou psicológica à Salvia divinorum. No entanto, não aconselhamos o seu uso frequente, pois pode tornar-se um hábito. A experiência única proporcionada pela sálvia pode tornar-se mais difícil de obter, se a usar demasiadas vezes num curto espaço de tempo, ou corriqueiramente. A sálvia não tem efeitos secundários negativos. Apenas um pequeno número de pessoas reporta dores de cabeça, irritação dos pulmões e insônias após fumar. Acredita-se que estes efeitos são causados pelos produtos resultantes da combustão ao fumar qualquer tipo de planta, e não pela salvinorina. É praticamente impossível sofrer uma overdose de sálvia quando esta é usada normalmente. A dose fatal não está estabelecida, mas vários cientistas acreditam que é bastante elevada. Provavelmente desmaia-se antes de chegar perto de uma dose fatal. Mas se for usada uma dose maior de salvinorina os riscos são muito maiores. Isto deve ser evitado. Misturar drogas é geralmente má ideia. Embora se desconheçam as interações entre outras drogas, ou medicamentos e a sálvia, deve-se ter sempre muito cuidado, pois podem ocorrer efeitos inesperados. O maior risco para a saúde ao usar a sálvia é perder a noção dos acontecimentos, e se machucar ou machucar os outros. Por isso é muito importante ter um amigo durante a experiência, e que a mesma ocorra em local seguro sem penhascos, cobras ou coisas do tipo. Vamos deixar a identificação em segundo plano, pois, por enquanto, você não encontra esta planta disposta ao natural, por enquanto, a não ser em seu local nativo, mas você já deve ter uma muda em seu quintal.

238 ANEXOS

01) O Iagé - Breve Descrição Etnomédica por Ricardo Díaz Mayorga
A descrição que se faz a seguir é uma generalização do conhecimento direto do autor com as etnias mencionadas e com diferentes Taitas no sul da Colômbia: dos departamentos de Putumayo, Caquetá, Amazonas e Nariño. Como este artigo circula para outros países, é preciso um esclarecimento: A mescla de Banisteropsis caapi (ayahuasca ou iagé) com chacrona (Psychotria viridis) é a mesma utilizada pelas igrejas aiauasqueiras do Brasil: Santo Daime, UDV e Barquinha, nas quais a beberagem, “vinho da alma”, é utilizada ritualmente por estas organizações sincréticas, num fenômeno específico do Brasil, com uma raiz não-contemporânea no mundo indígena do norte-ocidental amazônico, e com sua projeção já internacional. Nestas igrejas aiauasqueiras essa mescla é denominada Daime ou Hoasca e sua ingestão tem caráter de “comunhão” ou “sacramento” – seguindo uma terminologia religiosa. Considero pertinente demarcar a diferença entre duas mesclas, a com chacrona e a com chagropanga, o que demarca por sua vez a diferença entre duas modalidades de uso do “cipó da alma”: a das igrejas brasileiras e a dos Taitas, Yachas, xamãs ou médicos tradicionais indígenas das etnias do complexo andino-amazônico no noroeste da bacia amazônica, e mais especificamente dentre elas, as do sul colombiano. A respeito dessa diferença, é oportuno citar a antropóloga brasileira Bia Labate, fardada do Santo Daime, que assim descreveu sua percepção: “Por minha experiência pessoal no Peru e na Colômbia, a ayahuasca e o iagé são bem diferentes do daime ou hoasca, tanto em termos de aparência, gosto, odor, textura (no Peru, geralmente muito espessa), como nos efeitos propriamente ditos (são, sobretudo, extremadamente vomitivos; a ayahuasca indígena na Colômbia com Diplopterys em vez de Psychotria é mais forte; eu classificaria seus efeitos como mais “selvagens”, fazendo eco à imagem de purgativo presente em Taussig 1993”. A bebida conhecida como iagé é uma preparação de diversas comunidades étnicas do complexo andino-amazônico, assentadas desde o sul da Colômbia até Equador, Peru e Bolívia, e utilizada com fins medicinais e purgativos. O nome “yagé” é próprio das comunidades indígenas da zona citada na Colômbia, particularmente os cofanes, sionas, ingas, coreguajes e kamsás. Nos restantes países o nome mais conhecido é "ayahuasca", termo de origem quíchua que se decompõe en aya: alma, espírito; e huasca: cipó, liana. Se poderia traduzir, portanto, como “cipó da alma” ou “liana do espírito”. A preparação mais difundida inclui pelo menos duas plantas: o caule do cipó denominado igualmente “yagé” (Banisteropsis caapi) e as folhas do cipó chamado “chagropanga” (Diplopterys cabrerana), na preparação própria da área colombiana, já que mais ao sul a planta associada ao iagé na mescla é a rubiácea conhecida como “chacrona” (Psychotria viridis), de resultado similar. Preparo A beberagem é preparada por cozimento das duas plantas durante um dia inteiro até se obter um “ponto”, o qual sabem identificar os xamãs ou seus cozinheiros designados. Antes do cozimento o cipó foi cortado em pedaços – quando se tenham dado pelo menos cinco anos de seu crescimento –, macerado e desmanchado ao máximo, e se põem a cozinhar em água porções iguais do cipó assim tratado com as folhas da chagropanga. Assim que se obtém o “ponto”, a mescla se deixa em repouso e pode ser utilizada ao cabo de um dia e bem armazenada seus efeitos permanecem inalterados até por mais de um ano.

239 O aspecto da bebida é de variações da cor ocre de mais claro a mais escuro de acordo com a preparação e as características dos componentes. Seu sabor é amargo. Seu aroma é acre, avinagrado. Há outras preparações - não se pode falar de uma mescla “padronizada” da bebida, inclusive as características podem ser bem particulares de acordo com o taita ou xamã que tenha dirigido a preparação. Pode haver outros componentes associados que deem mais “força” à mistura; por exemplo, alguns xamãs do Alto Putumayo lhe agregam "borrachero" (Brugmansia sp.), e inclusive outros componentes que façam parte do segredo pessoal do xamã. Entretanto, hoje em dia, é consenso que a mescla mais convencional é a do cipó com a chagropanga. Uso ritual A mistura é utilizada, de modo tradicional, pelos xamãs ou médicos tradicionais indígenas, em ritual noturno que estes dirigem e que estão acompanhados por cantos arcaicos e invocações, defumações, toques de música com gaitas de boca, rondadores, flautas, bumbos e outros instrumentos de percussão – chocalhos, por exemplo–, além de danças interpretadas pelos taitas. O ritual se inicia com a repartição da dose para cada participante. A referida dose – ainda que variável de acordo com o xamã e o grau de concentração da mistura, assim como da pessoa e sua experiência anterior com a bebida, situação que leva em conta o Taita para decidir a quantidade que irá servir – pode ser de entre 20 e 40 centímetros cúbicos. Logo depois da primeira "toma", a bebida começa a fazer efeito, entre meia hora a 45 minutos. Ao cabo de uma hora e meia de haver sido repartida a primeira dose, o Taita oferece uma segunda para os que não tenham sentido efeito ou queiram repetir. Mais adiante, os participantes poderão pedir doses adicionais segundo seu estado particular e o Taita decidirá se subministra "tomas" adicionais àqueles que solicitam. Cada dose adicional é normalmente inferior a primeira. Os bebedores de iagé mais veteranos podem tomar numa mesma sessão até umas 4 ou 5 vezes. São muito raros os casos onde essa quantia é ultrapassada. O efeito de uma única dose pode durar umas duas horas. Falamos do efeito de transe ou de Estado Modificado de Consciência, no qual em nenhum momento se perde a consciência, apenas se vive um estado de “consciência ampliada”, do qual normalmente as pessoas recordam todo o acontecido e as visões obtidas, mesmo que em muitos casos não saibam expressar em linguagem verbal o conteúdo dessas visões. Obviamente, as pessoas que tomam uma segunda ou terceira dose vivenciam uma prolongação de seu estado de transe, sem perder em nenhum momento a consciência. Ainda que fisicamente possa ocorrer à pessoa se movimentar mal, como em estado de bebedeira, ou sinta que não pode ficar em pé no lugar onde se encontra localizada. O momento culminante do ritual é o procedimento de cura ou “limpeza” que é executado pelo taita sobre cada participante, no qual, ajudado por um ramo de folhas chamado wairasacha, canta e dança em redor do paciente sentado com o torso desnudo, soprando e sugando em lugares determinados do corpo para executar a limpeza. Na manhã seguinte, posterior à "toma", não existem situações que se possam comparar ao “guayabo” ou ressaca de quando se consumiu álcool ou outros psicotrópicos. Não há – ou apenas em casos muito raros – dor de cabeça ou mal-estar. Normalmente as pessoas vivenciam uma situação de grande lucidez sobre seus assuntos e sobre sua vida bem como uma visão otimista sobre seu futuro. Há alegria e normalmente uma sensação de energia extra, que permite que as pessoas atuem em suas atividades habituais sem maiores dificuldades. É também frequente que depois da "toma" as pessoas tenham propensão a falar sobre sua experiência e sobre muitas coisas das quais sentem agora que têm uma grande clareza.

240 Composição e reação química A análise química identificou o componente ativo do iagé como do grupo das harminas, dentre um grupo de alcalóides betacarbonílicos. O componente ativo da chagropanga é a triptamina, ou mais precisamente a DMT – dimetiltriptamina –, componente considerado responsável pela produção do conteúdo visionário da experiência. As triptaminas só são efetivas por via oral se acompanhadas de um inibidor da MAO – monoaminoxidase –, uma enzima presente no sistema digestivo, e que é no caso o papel que fazem as betacarbonilas, tornando possível o efeito visionário. Os componentes assinalados colocam o iagé como um psicotrópico, ou seja, uma substância que influi sobre o sistema nervoso central. Distinguem-se dentro dessa definição de psicotrópicos três grandes categorias: Ativantes (anfetaminas, cocaína, heroína, etc.); Depressores (álcool, maconha, etc.) e Visionários ou enteógenos. O iagé se localizaria dentro deste último grupo, junto com os cogumelos psilocíbicos, o peiote, o sampedro, o yopo, etc. A denominação “enteógeno” foi estabelecida pelos especialistas no tema faz uns 20 anos, em substituição da denominação “alucinógeno” que adquiriu com as drogas sintéticas uma conotação pejorativa e patológica. A denominação enteógeno, de etimologia grega, designa a característica destas substâncias de produzir uma experiência “extática” e que se traduz como “deus em mim” ou “que gera a divindade em mim”. Talvez tenha sido este o tipo de efeito que mais se assinalou e mais se estudou no iagé, inclusive em desmerecimento do efeito purgativo e físico que o coloca como recurso de medicina preventiva, já que limpa, desintoxica e fortalece o corpo físico. Essa desintoxicação que produz o iagé pode ser entendida também como uma reconexão das pessoas com sua profundidade instintiva, com as raízes de sua própria natureza física. De maneira hipotética, como não existe uma casuística experimental documentada, pode-se afirmar que a ingestão de iagé faz reagir e fortalecer o sistema imunológico do corpo humano. Entretanto não é producente entender o efeito do iagé de maneira parcial. Sua melhor compreensão é em relação ao seu efeito integral, sobretudo hoje em dia que se insiste no caráter psicossomático de muitas doenças. Por isso o efeito de “purga” pode estender-se também em nível mental e espiritual. Em nível psíquico, podem aplicar-se conceitos como o de “catarse”, que se entende como purga ou depuração de emoções e sentimentos através da descarga ou revelação de sensações e eventos acumulados ou escondidos no inconsciente. Em nível mental, o da construção de racionalizações e argumentações por nossa mente, a purga pode ser compreendida pelo efeito “dialógico”, ou de “desdobramento” de nossa mente no momento do transe: aparece dentro dela um interlocutor que põe em questão a divagação e o diálogo autojustificativo interno. Desta maneira, podemos dizer que a purga em nível mental significa um ajuste em nossa forma de conceitualizar, estabelecendo um limite para nossas especulações mentais. Mais complexo ainda é compreender o efeito purgativo em nível espiritual. É a confrontação com nossa realidade mais profunda, a qual toca dentro de nosso ser com a dimensão do Mistério, ou do "inominável”, e que adquire as formas de representação das crenças nas quais fomos formados ou que adquirimos ao longo de nossa história pessoal. É aí onde se podem revelar todos os tipos de fábulas ou ilusões, ou também as visões nas quais se manifestam nossa metáfora pessoal da divindade e onde construímos nosso altar íntimo de sentidos, significações e símbolos, úteis para orientar e dar sentido a nossa vida. Nesta dimensão podemos entender o efeito purgativo como a reconexão com uma “ordem” que percebemos da realidade e das coisas. Tal ordem, ou harmonia, é inefável – inexpressável em palavras – e se manifesta após cumpridas todas as etapas purgativas anteriores. Toda essa experiência pode levar a uma expansão da consciência, a um aumento na capacidade de abrir-se a novas experiências, novas formas de perceber e entender a realidade, o qual pode colaborar no estado geral de saúde e em se ter, portanto, uma vida mais satisfatória e produtiva.

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02) Maconha fora do Brasil Por infocyna:
Maconha é "maior produto agrícola" dos EUA e da Europa, deixando o milho e o trigo para trás! Em valor comercial, o principal cultivo dos Estados Unidos é hoje o de maconha, segundo um estudo apresentado por um acadêmico e ativista americano. Segundo levantamento feito por Jon Gettman, PhD em Políticas Públicas da George Mason University, na Virgínia do Norte, e líder da Coalizão para Reclassificação da Cannabis, a produção do cultivo de maconha no país é estimada em US$ 36 bilhões anuais. O país está deixando de ser um consumidor da droga para se converter em um importante produtor para consumo próprio, diz Gettman. Apenas na Califórnia, o principal Estado produtor de maconha, o valor comercial das plantações erradicadas chegou a US$ 6,7 bilhões em 2006, segundo cifras passadas pelo departamento de Justiça da Califórnia. Na Europa, pesquisas realizadas pela universidade de Londres revelam que o haxixe traficado do Marrocos e Afeganistão vem perdendo a força de consumo no continente europeu mediante o grande crescimento de cultivo da cannabis. Sociólogos ingleses chegaram a conclusão de que o jovem europeu prefere aderir ao auto-cultivo pelo motivo de estarem consumindo a planta em sua forma natural, ou seja, sem as misturas que são adicionadas atrávés da manipulação de traficantes, tendo por base a política de drogas da Europa, que permite o cultivo da cannabis para consumo próprio. O total oposto dos EUA, onde a repressão é bem forte. Porém existem cultivos controlados para uso em fins medicinais no país. No ano de 2006 a Europa gerou com a produção de maconha a quantia de 32 bilhões de euros. As plantações destruidas pela polícia também em 2006 chegaram a um valor comercial de 10 bilhões de euros, e na maioria dos casos a justiça é obrigada a devolver toda a maconha apreendida aos seus respectivos donos.

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Fume Menos!
O uso da maconha não pode ser comparado ao uso do cigarro ou álcool em pequenas quantidades. O cigarro nunca é saudável, mas não possui o efeito psicotrópico da maconha, e é justamente sob este aspecto que fica a diferença. Uma pessoa que usa maconha tem como finalidade alcançar um estado diferente do normal; uma pessoa que fuma cigarros comuns procura status ou prazer. O objetivo de alcançar um estado diferente de percepção, sentir-se como num sonho, ou para relaxar, indica que existe uma deficiência psicológica: os problemas externos são muito fortes sendo necessária uma forma de compensação dessa tensão, e o indivíduo que fuma maconha está fraco o suficiente para não enfrentar seus problemas naturais, segundo argumentos de psicólogos da área. O uso da maconha para ambas as situações é equivocado e levará a problemas maiores. Nesse caso o problema não está na maconha, mas no comportamento de fuga. A adolescência é a preparação para a vida adulta que por natureza é mais difícil devido à maturidade que será alcançada com o tempo e paciência. Quando um adolescente foge de seus problemas está plantando o hábito da fuga para a vida adulta. Talvez, através da própria maconha quando for adulto. A maconha dificilmente é usada com a mesma intensidade do cigarro, é comum encontrar uma pessoa que fume vinte ou trinta cigarros por dia, mas mesmo para o mais pesado usuário de maconha dificilmente chegaria a tanto. Como os efeitos maléficos do cigarro são diretamente proporcionais a intensidade do uso, dificilmente um usuário de maconha terá os mesmos problemas do usuário do cigarro como câncer ou enfisema. Contudo, os efeitos maléficos da maconha são outros, atingem com certeza o comportamento e a personalidade dos usuários, além da síndrome amotivacional atribuída ao uso pesado e prolongada da maconha. A maconha talvez não encurte a vida de uma pessoa como faz o cigarro, mas certamente compromete a qualidade dos anos vividos. Por isso pense melhor, pare de fumar cigarros, reduza os baseados e faça das suas fumadas momentos mais especiais, além de curtir muito mais o estado de espírito que a planta dará, a sua saúde vai agradecer muito! Legalizar é a melhor Solução Há muitos anos os nossos jovens vêm sofrendo, estando exatamente no meio da guerra entre polícia e traficantes. O pensamento de que quando se compra cannabis da mão do tráfico estamos financiando toda a merda que aí está é muito coerente e correto, mas ao pensar que podemos colocar nossa cabeça a prêmio nas mãos da justiça também nos deixa com um mal estar muito grande! Fontes de pesquisas em universidades da Europa revelam que nos países onde a cannábis foi discriminalizada houve uma redução muito grande no contato entre jovens e traficantes, assim também sendo reduzido o número de jovens detidos pela polícia e mortos nos tiroteios. Por outro lado tiveram problemas em relação ao aumento no número de casos de jovem detidos por tráfico de cannabis, já que a discriminalização da cannabis funciona como uma "pseudolegalização" em alguns países Europeus; esses países que apenas discriminalizaram a cannabis sofrem com esse processo porque a substância ainda continua tendo valor no mercado negro e com isso surgem os cultivadores que produzem para o seu consumo e venda. Já os países que legalizaram geral, como Holanda e Suíça, empregaram a política de legalização calcados de informação e conscientização para o povo. Isso consiste em todos saberem que a cannabis é uma planta e que para o seu consumo você pode tanto cultivar em casa ou em associações de cultivo coletivo, como ir até o mercado comprar. Desta forma, fez com que a substância perdesse o valor comercial, e com o apoio de entidades do governo, agora lutam apenas contra os produtores não licenciados para produção em larga escala, o que vem a ser um crime totalmente diferente do tráfico de drogas.

243 Na área da saúde a informação também vem como uma avalanche: folhetos, comerciais, soluções e dúvidas sanadas por todo o país alertando as pessoas dos possíveis danos causados pelo uso contínuo da cannabis e dando assim espaço para o surgimento de novas tecnologias como os vaporizadores que proporcionam uma fumada mais prazeroza e até 75% menos prejudicial do que um cigarro de cannabis. Vendo esses modelos de leis pensamos se vale a pena ver os nossos jovens no meio da guerra em que o Brasil se encontra e cada vez mais sentimos vontade de gritar: "LEGALIZAR PARA MELHORAR!!!" Eu particularmente participei de um debate em um fórum onde conclui que a legalização não é uma boa para nossas características sociais, tanta gente já se perde no cigarro e no álcool, imagine na maconha?! Logo o que seria cabível em nosso caso é, queira plantar, plante, proibindo também o plantio para o comércio, o plantio em comunidade também seria legalizado. Assim, quem tem afinidade com a planta tem seu direito de liberdade exercido e quem não conhece a planta não entra em contato com ela (o que poderia ser resolvido com “os folhetos explicativos”), mas tem cada um nesse meio que... nossa, até desanimo ao falar nesta descriminalização. Lembrando que para a lei nova, antidrogas, você ainda se fode um monte, além de ser taxado como drogado! Só não dá cadeia para usuário.

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03) Mescalina!
Os tais pontos de mescalina.
Existem algus rumores, que o Microponto contém uma pequena quantidade de Mescalina. Alguns traficantes vendem microponto como “Mescalina” e algumas pessoas, definitivamente dirão que os efeitos destes Micropontos são "diferentes do LSD". Enquanto algumas pessoas sabem que é quase impossível haver Mescalina em uma pílula, ou microponto, pode ser bem mais difícil convencer alguém que acabou de gastar uma grana preta em um microponto, que é praticamente inteiro feito com LSD. Em casos como este, referências são úteis, e uma imagem fala mais do que mil palavras. 1. A menor dose de Mescalina (a dose de menor quantidade, para que o corpo sinta o efeito), contém aproximadamente 100 mg. Uma dose normal já sobe pra 200 - 300mg. 2. Uma pílula de MDMA de tamanho médio pesa por volta de 250 mg, incluindo todas as suas substâncias. No geral, menos da metade deste peso, é na verdade MDMA. Também existem os tabletes de 2C-B que pesam cerca de 45 mg, e contém 5 mg de 2C-B, aproximadamente 1/9 do seu peso. Um Microponto padrão, pesa em média 7,5 mg. Levando em conta que cerca de 1/3 desse peso é de “massa” para dar a forma e a textura, isso deixa o máximo de 5 mg de material ativo no microponto. 3. Enquanto existem substâncias psicoativas nesses 5 mg de material ativo, a mescalina definitivamente NÃO é uma delas. Seria difícil ter uma dosagem mínima de mescalina, mesmo se o microponto fosse tão largo quanto o Ecstasy (tamanho similar ao de uma aspirina). E mesmo se os 5 mg de material ativo do microponto fosse na verdade mescalina, você precisaria de uma dose entre 50 e 75 tabletes para uma única dose. (Traduzido por Doido, de: http://www.erowid.org/chemicals/mesc...escaline.shtml - P.E.) A Mescalina nos exames É raro (aqui no Brasil então, impossível) de que um exame específico para Mescalina seja feito. A Mescalina não é detectada em exames gerais para detecção de drogas, somente se o exame for feito para saber se você está usando Mescalina. Ou seja, não precisa se preocupar em ser despedido por causa do Peyote. (Traduzido de http://www.erowid.org/plants/peyote/peyote.shtml Avalokiteshvara, P.E) +nformações pessoais,

O peiote contém mais de cinquenta e cinco alcalóides, muitos dos quais provavelmente existem em quantidade suficiente para afetar a fisiologia humana. Entretanto, pouco foi estudado para determinar seus efeitos. Desses alcalóides, além da mescalina, já foram estudados farmacologicamente a lophophorina, anhalodina, anhalonidina, anhalonina, hordenina e pellotina.

245 Um dos maiores problemas de se entender e descrever a experiência com o peiote ou mescalina é a dificuldade de quem usa de comunicar o que se passou. São duas as principais razões para isto: a primeira é que normalmente torna-se difícil descrever uma profunda experiência mística, e a segunda é que o peiote e a mescalina causam uma desorientação dos sentidos que resulta na perda das referências usuais pelas quais nós nos comunicamos, como as relações de espaço e a percepção de tempo, que são grandemente distorcidas. Os efeitos da ingestão do peiote e da mescalina pura são um pouco diferentes. Ambos produzem efeitos iniciais desagradáveis como desconforto físico, depressão e ansiedade, seguidos de visões brilhantemente coloridas e muitos outros efeitos sensoriais. Mas o impacto do peiote tende a ser mais complexo, variável e imprevisível. O sistema nervoso central humano é afetado significativamente pela planta, e o modo como ela altera o processo metabólico do corpo para produzir seus efeitos psíquicos e somáticos é uma das questões que intrigam os pesquisadores há mais de um século. Sabe-se atualmente que as drogas psicodélicas ativam receptores de serotonina no cérebro, acionando um conjunto de processos que levam a alterações do estado de consciência que são particulares para cada indivíduo e cujo mecanismo ainda é desconhecido. No Brasil, tanto o peiote quanto a mescalina tem o seu uso proibido (incluindo cultivo e comercialização da planta) através da portaria n° 28, de 13 de novembro de 1986, da Secretaria Nacional de Vigilância Sanitária. (Gilson Cruz da Silva e Ligia Maria Marino Valente)

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04) Venezuela: Chávez mastiga folha de coca na tv

26-01-2008 19:27:00

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, mastigou hoje uma folha de coca durante uma transmissão ao vivo pelo canal estatal "Venezuelana de Televisão". Chávez falava em Caracas, durante a VI Cimeira Presidencial da Alternativa Bolivariana para os povos das Américas (ALBA), acompanhado pelos homólogos de Nicarágua, Daniel Ortega, da Bolívia, Evo Morales, e o vicepresidente de Cuba, Carlos Lager Dávila. A cimeira contou ainda com a presença de representantes de Haiti, Equador e Uruguai, e as das ilhas Antigua e Barbuda, San Vicent, Granadinas, São Cristóbal e Neves, e Dominica. "Evo (Morales) trouxeste-me a coca? Onde estão as folhas de coca que me trouxeste, porque já me acabaram?", perguntou Hugo Chávez que sublinhou que mastiga folhas de coca todos os dias pela manhã. Depois de recusar uma pequena caixinha verde, aparentemente por conter uma marca internacional de coca, Hugo Chávez recebeu, nas palmas das mãos, que lhe fez chegar o seu homólogo boliviano, várias folhas de coca. "Isto sim é coca, a tradicional. É a folha sagrada dos [indígenas] ‘aymará’", disse. A pedido do presidente venezuelano, o primeiro mandatário boliviano, Evo Morales, explicou que há anos, após um forte debate, uma investigação de universidade norte-americana concluiu que "a coca é o melhor alimento do mundo (...) tem vitaminas e proteínas". Evocando estudos científicos, frisou ainda que tem propriedades nutritivas e curativas e que "as folhas de coca no seu estado natural não fazem dano à saúde" e com elas se fabricam vários produtos, entre eles um creme dental. Acusou o "império" [norte-americano] de adicionar produtos químicos para transformar a coca em cocaína e chamou a combater com o narcotráfico. A coca (Erythroxylum coca) é um arbusto de flores minúsculas, frutos vermelhos e cor branco, que atinge até 2,5 metros de altura. As suas folhas de cor verde intenso têm 1 cm de dimensão. É conhecida pelos indígenas latino-americanos que a mastigam para ter força e mitigar a fome, "adormecer" feridas e dores dentais. Por: http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=19615

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05) Uma breve história do ópio e dos opióides
Danilo Freire Duarte, TSA - Livre Docente de Farmacologia - UFSC; Professor Titular de Anestesiologia - UFSC (inativo) Introdução A nomenclatura dos derivados do ópio tem sido alterada com o decorrer dos anos. Já foram denominados narcóticos, hipnoanalgésicos, e narcoanalgésicos, termos considerados impróprios por incluírem outras substâncias que provocam sono. Também já foram denominados opiáceos, de início uma designação genérica, e depois restrita aos derivados naturais do ópio. O termo opióide foi proposto por Acheson para designar as drogas com ação semelhante à da morfina, porém com estrutura química diferente. Contudo, o conceito de opióide evoluiu e passou a incluir todas as substâncias naturais, semi-sintéticas ou sintéticas que reagem com os receptores opióides, quer como agonista quer como antagonista. O ópio, substância original desse grupo farmacológico, é extraído da papoula, nome popular do Papaver somniferum, uma das muitas espécies da família das Papaveráceas, que se caracteriza por apresentar folhas solitárias e frutos capsulados. O Papaver somniferum provavelmente evoluiu de uma espécie silvestre nativa da Ásia Menor, ou de uma espécie denominada Papaver setegirum, que crescia nas terras em torno do Mediterrâneo. Das várias espécies de papoula conhecidas, somente o Papaver somniferum e o Papaver bracteatum produzem ópio em quantidade significativa. Contudo, esta última é destituída de expressão comercial. O conhecimento do ópio remonta talvez à pré-história ou, pelo menos, aos períodos históricos muito distantes. Sementes e cápsulas de papoula foram encontradas em uma vila da era Neolítica, situada na Suíça. De qualquer forma, a evidência mais antiga do cultivo da papoula data de 5.000 anos e foi deixada pelos Sumérios. A papoula é descrita em um ideograma desse povo como "planta da alegria". Numa tumba egípcia do Séc XV a.C., foram descobertos resquícios de ópio. Aproximadamente na mesma época havia plantações de ópio ao redor de Tebas, justificando que o produto de origem egípcia fosse conhecido como "ópio tebaico", e que um alcalóide descoberto séculos mais tarde recebesse o nome de Tebaína. O Papiro de Ebers (1552 a.C.) descreve uma mistura de substâncias, entre as quais o ópio, que era empregada com eficiência para a sedação de crianças. Era assim que a Deusa Ísis sedava seu filho Hórus. O ópio e, provavelmente, suas propriedades hipnóticas, eram conhecidos na Grécia antiga. Em escavações arqueológicas na ilha de Samos, foram encontrados bottons de barro e de marfim, datados do século VII a.C., que representavam a cápsula da papoula. Também no túmulo real da cidade de Micenas foi encontrado um broche com a mesma representação. Consta que Deméter, divindade grega, conhecia as propriedades sedativas e hipnóticas do ópio, tanto assim que, desesperada com o estupro de sua filha Perséfone, ingeriu essa substância para dormir e, assim, esquecer o seu sofrimento. Diz-se, também, que essa Deusa fez Triptólemo, Rei de Elêusis, e seu discípulo na arte do cultivo da terra, ingerir papoula para poder conciliar o sono. É muito provável que o ópio tenha sido incluído nas celebrações do culto a essa divindade grega. O Nepente, mencionado na Odisséia como a droga do esquecimento, é reconhecida por muitos, como ópio. Embora Teofrasto, filósofo grego que substituiu Aristóteles na direção do Liceu, duvidasse da existência do Nepente, atribuindo a sua descrição a Homero como um arroubo de imaginação poética, Dioscórides admitiu tratar-se de uma mistura de suco de papoula com meimendro. Kriticos e Papadaki discutiram as diversas hipóteses sobre a natureza do Nepente e concluíram que é ou contém ópio na sua composição. Hipócrates não atribuía ao ópio propriedades mágicas como parece ter ocorrido aos sacerdotes das Asclepíades. Considerado o pai da Medicina, ele prescrevia o "mecônio" (provavelmente um suco de papoula) como purgativo, como narcótico e para a cura da leucorréia. Prioreschi e col. utilizaram um método estatístico desenvolvido na Universidade de Omaha, para determinar se os médicos da Antiguidade usavam algumas drogas em função da sua eficácia ou por

248 outras razões e concluíram que no tempo de Hipócrates as propriedades analgésicas do ópio eram desconhecidas. O ópio é uma denominação de origem grega que significa suco. Daí deriva a denominação hebraica ophion que aparece no Talmude. Na Bíblia, segundo alguns estudiosos do assunto, há referências ao ópio com a denominação de rôsh. Contudo, pelo menos em uma das traduções portuguesas da Bíblia, há menção à "água de fel" (Jer VIII-14 e Jer IX-15). No dicionário bíblico de Buckland e col., "água de fel" é descrita como produto de uma planta conhecida como dormideira, nome popular dado à papoula. É curioso assinalar que essa substância foi utilizada sem nenhuma conotação prazerosa. Ao contrário, foi dada pelo Senhor como um castigo pela apostasia do povo de Israel. Lê-se em Jeremias (Jer IX-15) “Isto diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: ‘alimentarei este povo com absinto e dar-lhe-ei a beber água de fel’”. No século III a.C., Teofrasto referiu-se ao látex obtido da cápsula da papoula como ópio e denominou mecônio o suco obtido com o esmagamento dessa planta. O método de incisar a cápsula da papoula para obter o exsudato, que havia sido utilizado pelos Assírios, perdeu-se no tempo até ser redescoberto por Scribonio, médico do Imperador Cláudio, no ano 40 da nossa era, tendo sido descrito na sua "Compositiones Medicamentorum". Cerca de 40 anos mais tarde, Dioscórides descreveu um xarope obtido da papoula, que denominou Dia-kodium, e concluiu que o extrato da planta é menos ativo do que o suco extraído da cápsula. O processo de obtenção do ópio não sofreu grandes variações no decorrer dos séculos. De um modo geral, a descrição feita por Cohen, Wright e Tallmadge ainda é obedecida. Em resumo, o processo é iniciado duas semanas após a queda das folhas, quando as cápsulas que contêm as sementes endurecem. Ao anoitecer, a cápsula é escarificada com incisões rasas permitindo fluir o látex. Deixa-se então que ele se adense, graças à evaporação, na própria superfície da cápsula, do que resulta uma goma marrom que é removida, na manhã seguinte, com um instrumento de ferro com a forma de uma pá de pedreiro pequena. Essa goma é então transformada em pó. O ópio teve grande importância na civilização romana, simbolizando o sono e a morte. Agripina, a última esposa do Imperador Cláudio, adicionou essa droga ao vinho que ofereceu a Britânico, seu enteado, para permitir que Nero, seu próprio filho, herdasse o trono. Plínio, o velho, descreveu a semente da papoula como um hipnótico, e Virgílio, poeta romano, tanto na Eneida quanto nas Geórgicas, confere ao ópio as mesmas propriedades. Celso, médico romano que viveu no primeiro século da era Cristã, recomendava o uso do ópio para o alívio da dor, e foi autor de várias formulações que continham essa substância como o principal ingrediente. Na época, o ópio era também conhecido como lacrima papaveris. Galeno, no século II d.C., foi um entusiasta das virtudes do ópio, cujo uso se tornou muito popular em Roma. Nos últimos anos do império, a exemplo do que já havia acontecido na Grécia, a papoula foi cunhada em uma das faces das moedas em uso. Galeno, que foi a expressão máxima da Medicina romana, percebeu os riscos do uso exagerado do ópio através do caso do Imperador Antonino, de quem era médico e que, ao que tudo indica, foi vítima de dependência da droga. Parece certo que, a partir dos romanos, a propriedade analgésica do ópio passou a ser reconhecida. Após a queda de Roma, no século V d.C., a Europa Ocidental mergulhou em indubitável estagnação intelectual que se estendeu pelo menos até o século XII. Todavia, durante esse período, mais precisamente entre os séculos IX e XVI, floresceu a Civilização Islâmica na qual foi reativado o estudo de várias artes e ciências, entre as quais a Medicina. O conhecimento sobre as drogas utilizadas pelos gregos e romanos foi recuperado através dos trabalhos de Dioscórides. O ópio, que era denominado pelos árabes af-yun, era para Avicena, um expoente da Medicina Islâmica, o mais poderoso dos analgésicos e indicado para o tratamento de diarréias e de doenças oculares. Essa substância foi administrada tanto por via oral quanto por via retal no tratamento de otalgias e de artralgias, principalmente gota. A toxicidade do ópio foi bem conhecida por Avicena que, segundo alguns autores, abusava dessa substância, tendo provavelmente morrido em consequência de sobredose. No século IX, surgiram, entre os médicos árabes, referências à spongia somnifera, uma mistura de ópio, mandrágora, cicuta e hiosciano, destinada a promover anestesia para procedimentos cirúrgicos, por inalação. Posteriormente, a spongia somnifera foi usada em Palermo, com a mesma finalidade. No período de ouro da Civilização Islâmica, os árabes dominaram o comércio no Oceano Índico e introduziram o ópio na Índia e posteriormente na China, onde recebeu

249 o nome de o-fu-yung. Durante cerca de 1.000 anos os chineses empregaram o ópio, basicamente para o controle da diarréia. Coube a Paracelso, médico suíço que viveu entre 1493 e 1541, portanto no alvorecer da Renascença, o mérito de reintroduzir o uso médico do ópio na Europa Ocidental. Paracelso foi tão entusiasta dessa droga que a carregava sempre consigo e a denominou "pedra da imortalidade". O termo láudano é usado na literatura médica do século XVII como designativo de um medicamento de eficácia comprovada, e muitos médicos famosos tinham um láudano com o seu nome. Há dúvidas se o láudano de Paracelso continha ópio. Já o láudano de Sydenham foi a principal preparação líquida contendo ópio, usada na Inglaterra no século XVII e teve grande aceitação na Europa e nas Américas até o início do século XX. Sydenham, não menos entusiasta do ópio do que Paracelso, declarou: "Entre os remédios oferecidos por Deus Todo Poderoso para aliviar o sofrimento do homem nenhum é tão universal e tão eficaz quanto o ópio". O láudano de Sydenham continha ópio, vinho de cereja, açafrão, cravo e canela. Ainda no século XVII surgiram outras preparações das quais pode-se destacar o Pó de Dover que consistia em uma mistura de ópio, sal, tártaro, alcaçuz e ipecacuanha, e o Paregórico da autoria de Le Mort, professor da Universidade de Leyden entre 1702 e 1718. Uma fórmula modificada, com a denominação de Elixir Paregórico contendo ópio, mel, cânfora, anis e vinho, foi publicada na Farmacopéia de Londres de 1721. Na mesma época, uma outra preparação conhecida como Láudano de Rousseau esteve em voga na Europa Continental. Contudo, os efeitos adversos do ópio ficaram cada vez mais conhecidos, preocupando o próprio Sydenham cujo entusiasmo pela droga era notório. Em 1700, John Jones, um médico londrino, publicou um livro denominado Mysteries of Opium Reveal'd, provavelmente a primeira publicação especificamente sobre o ópio. No livro, o autor alertava para os riscos do emprego excessivo dessa droga, admitindo que os efeitos adversos observados pudessem ser consequentes a resíduos não eliminados durante o processo de preparação. Dois outros livros foram escritos nesse século a propósito do ópio. George Young publicou o Treatise on Opium em 1750 e Samuel Crumpe publicou o Inquiry into the Nature and Properties of Opium em 1793. Ambos mencionavam o problema da dependência e, mais superficialmente, os sintomas da abstinência. Nenhum dos dois, contudo, sugeriu qualquer restrição para o uso do ópio, quer como medicamento, quer como fonte de prazer. O século XIX foi rico em acontecimentos no que concerne à história dos opióides. Logo no seu início, ocorreram acirradas discussões sobre o modus operandi do ópio. O assunto foi revisto por Haller Jr. e, segundo ele, William Collen, em 1808, no Treatise on the Materia Medica admite que o ópio suspende o fluxo de mensagens dos nervos para o encéfalo e vice-versa, causando, em consequência, "a abolição de toda a sensibilidade dolorosa e de qualquer outra irritação oriunda de qualquer parte do sistema". Também observou que, embora o ópio fosse um sedativo, em alguns indivíduos ele poderia exibir um efeito excitante inicial. Outros autores, ao contrário, proclamavam que o ópio atuava como uma droga excitante em todos os casos, aumentado o vigor físico e clareando a mente. Apesar do desconhecimento do mecanismo de ação do ópio, essa droga tornouse um grande suporte terapêutico da era Vitoriana. Pode-se dizer que o fato mais importante do início do século XIX foi a descoberta da morfina, obtida por Friedrich Sertürner, um alemão, assistente de farmacêutico, que trabalhou no isolamento de princípios ativos do ópio. Sertürner iniciou os seus trabalhos em 1803 e publicou os primeiros resultados em 1806 no Journal of Pharmacies quando relatou a descoberta de um ácido que denominou de ácido mecônico. Experimentos em cães, no entanto, revelaram que esse ácido era farmacologicamente inativo. Posteriormente, ele identificou uma substância cristalina, insolúvel em água, que denominou principium somniferum por se mostrar farmacologicamente ativa, quando administrada em animais. Tratava-se de uma substância orgânica com propriedades alcalinas, identificada como um alcalóide. O próprio Sertürner substituiu essa denominação por morphium em homenagem ao Deus grego do sono e, em 1816, apresentou detalhes da investigação química e farmacológica dessa droga. Em um editorial, publicado numa revista francesa que traduziu os trabalhos de Sertürner, Gay Lussac propôs a substituição de morphium por morfina, denominação que ficou consagrada. Alguns anos depois de ter iniciado as investigações sobre os princípios ativos do ópio, Sertürner resolveu realizar uma auto-experiência com morfina. Baseado nos sintomas que se sucederam, quando sob o efeito dessa droga, escreveu: "Considero meu dever chamar a atenção

250 para os efeitos terríveis dessa nova substância a fim de que uma calamidade possa ser evitada". Dessa forma, a morfina, primeiro alcalóide extraído do ópio, teve os seus riscos proclamados pelo seu próprio descobridor. Sabe-se hoje que um quarto do peso do pó de ópio é constituído por pelo menos 25 alcalóides, 5 que foram classificados em dois grupos distintos, por razões de ordem química e farmacológica. O grupo mais importante é representado pelos derivados do fenantreno, que exercem suas ações, primariamente, sobre o Sistema Nervoso Central (SNC). A morfina, protótipo desse grupo, representa 10% dos alcalóides do ópio. A codeína (metil-morfina) foi isolada por Robiquet, em 1832, e a tebaína (dimetil-morfina) foi isolada por Pelletier e Thibouméry, em 1835. A codeína e a tebaína representam, respectivamente, 0,5% e 0,2% dos alcalóides do ópio. Os derivados da benzil-isoquinolina, segundo grupo dos alcalóides do ópio, exercem, basicamente, ação espasmolítica, e têm como principal representante a papaverina que representa 1% dos alcalóides do ópio. Por volta de 1820, a morfina se tornou comercialmente disponível na Europa e na América do Norte, e a sua popularidade como analgésico cresceu rapidamente. Depois que foi estabelecida a estrutura química dos derivados naturais do ópio, vários derivados semi-sintéticos foram obtidos por modificações relativamente simples na molécula da morfina e da tebaína. Destacam-se a diidromorfinona (Dilaudid®, a acetil-morfina (dionina), a 6metil-diidromorfinona (Metopon®), a l-14-hidroximorfinona (oximorfam ou numorfam) e a diacetilmorfina (heroína). O preparado designado Pantopom® contém os alcalóides puros do ópio na proporção relativa em que se encontram no produto natural. No século XIX foi consolidada a administração de drogas por via subcutânea. No dia 4 de outubro de 1836 foi submetida à Academia de Medicina de Paris uma comunicação de G. V. Lafargue, médico de St. Emilion, na qual ele descreve a inoculação de uma pasta de morfina, sob a epiderme, utilizando uma lanceta de vacinação. Observou uma auréola avermelhada no ponto da inoculação, que aumentou de tamanho, alcançando o diâmetro máximo em torno de uma hora 22. Dessa forma, Lafargue descreveu, então sem conhecimento da causa, uma reação histaminóide à morfina. No dia 3 de junho de 1845, o médico irlandês Fancis Rynd foi o primeiro a introduzir morfina por via subcutânea, em estado líquido. Rynd injetou uma solução de acetato de morfina diluída em creozoto, através de um instrumento que ele idealizou. Esse fato ocorreu no Meath Hospital, em Dublin, em uma paciente de 50 anos, portadora de neuralgia do trigêmeo. A injeção foi realizada no trajeto dos nervos temporal, malar e bucal, e, segundo Rynd, o alívio da dor foi praticamente instantâneo. A primeira administração subcutânea de morfina, utilizando uma agulha oca e uma seringa, foi realizada por Wood, em 1853. Sua intenção foi injetar a substância no trajeto de um nervo para obter efeito local. Contudo, segundo suas próprias palavras, "O efeito do narcótico aplicado dessa maneira não fica confinado ao local da aplicação, mas, através da circulação venosa, a substância chega ao cérebro e produz efeitos remotos". Apesar do uso frequente da morfina subcutânea em Edimburgo, o método era pouco conhecido em Londres, até que Charles Hunter, um jovem cirurgião londrino do St George Hospital, publicou em 1858 "o tratamento por injeção local de narcótico na região afetada". Coube a Hunter concluir que a administração de morfina em ponto distante da área dolorosa promovia um efeito similar ao da injeção em torno dessa área e que o fato se devia à absorção sistêmica da droga. Graças à comunicação de Béhier à Academia de Medicina de Paris, em 1859, o método de administração subcutânea de morfina se difundiu no continente europeu. A crença de que o ópio não acarretava prejuízo individual ou coletivo começou a ruir em 1830, e, em 1860, essa droga se tornou problema médico e social, em função dos dados estatísticos de mortalidade. Segundo esses dados um terço de todos os envenenamentos fatais foram devidos a casos de sobredose de ópio, quer tomado como fonte de prazer, quer com intenções suicidas. Três poetas famosos, Shelley, Baudelaire e Edgar Allan Poe, eram dependentes de ópio e tentaram suicídio com essa droga. No século XIX, outros personagens ilustres puderam ser incluídos na lista de dependentes, entre os quais os poetas George Grabbe e Francis Thompson, o escritor De Quincey, e o novelista Wilkie Collins. De Quincey, nascido em 1785, segundo seu próprio depoimento, tomou ópio pela primeira vez em 1804, quando estudante do Worcester College, em Oxford, por recomendação de um colega, para a cura de uma dor de dente. Assim ele descreveu suas primeiras sensações:

251 "Dentro de uma hora, oh céus! Que extraordinária mudança! Que ressurgimento das mais inatingíveis profundezas do espírito! Que revelação do meu mundo interior. O fato de as minhas dores terem desaparecido pareceu-me então uma insignificância. Esse efeito negativo foi consumido no abismo de um prazer divinal subitamente revelado. Aqui estava a panacéia para todo e qualquer sofrimento humano; aqui estava o segredo da felicidade." Em 1821, ele escreveu uma autobiografia intitulada Confessions of an English Opium Eater que causou um grande impacto na opinião pública. A chamada guerra do ópio, ocorrida na primeira metade do século XIX, motivou a conscientização, pelo menos nas classes mais esclarecidas, dos problemas gerados pelo abuso dessa droga. O hábito de fumar ópio foi introduzido na China no século XVII. Contudo, somente na segunda metade do século XVIII a importação do ópio pela China foi expandida, inicialmente pelos portugueses, depois pelos franceses e finalmente pelos ingleses, quando a quantidade importada por esse país foi estimada em 10.000 toneladas, movimentando 20.000.000 de libras esterlinas. Obviamente, o hábito de fumar ópio foi estimulado, de forma inescrupulosa, pelos interessados num comércio tão compensador. Era natural, no entanto, que o Governo Chinês se preocupasse com os efeitos resultantes dessa importação exagerada, fato que culminou com o edito publicado em 1800, que proibia a importação de ópio. Como parte do controle proposto, foi destruído um depósito de ópio pertencente à Companhia das Índias Ocidentais. Esse ato precipitou a "guerra do ópio" entre a Inglaterra e a China, sendo esta última derrotada. Com a celebração do Tratado de Nanquin, HongKong foi cedido à Inglaterra e alguns portos foram abertos ao comércio europeu e norte-americano. Em 1858, ainda como consequência do Tratado de Nanquin, o comércio do ópio foi legalmente admitido. O incentivo ao uso do ópio na China por parte do Governo Inglês provocou reações na própria Inglaterra, onde foi criada a Society for the Suppresion of Opium Trade, sob a Presidência do Conde Shaftesbury. Essa sociedade promoveu várias reuniões com o objetivo de protestar contra o incentivo ao perigoso hábito de fumar ópio. Na segunda metade do século XIX, a disponibilidade da morfina e a possibilidade de administrá-la por via subcutânea condicionou o aumento de sua utilização, até porque admitia-se, na época, que quando administrado por essa via, o alcalóide causava menos inconveniente do que quando ingerido. A guerra civil americana criou uma grande oportunidade para o emprego maciço tanto do ópio por via oral quanto da morfina por via subcutânea nos soldados feridos em combate e, como consequência, houve registro de diversos casos de dependência física, gerando um problema social para os Estados Unidos. Os soldados britânicos que lutaram na guerra da Criméia também utilizaram morfina injetável para ajudá-los a suportar as terríveis condições dos campos de batalha. O mesmo sucedeu com os soldados prussianos na guerra de 1870 entre a França e a Alemanha. Todavia, os conceitos de tolerância, dependência psíquica e física, bem como os de vício, somente no século XX passaram a ser amplamente discutidos. Em tese foram aceitas as seguintes definições: tolerância é um estado de responsividade diminuído ao efeito de uma droga, tornando-se necessário, como um corolário, o emprego de doses crescentes para a manutenção do mesmo efeito. Dependência psíquica é o estado no qual uma droga promove uma satisfação capaz de propiciar o uso periódico ou continuado dessa droga, em busca da mesma sensação de prazer. Dependência física é um estado de adaptação que se manifesta pelo aparecimento de transtornos físicos, qualificados como "síndrome de abstinência" quando se interrompe o uso da droga. O vício foi definido por um Comitê da Organização Mundial de Saúde como "um estado de intoxicação periódico ou crônico, prejudicial ao indivíduo e à sociedade, produzido pelo uso repetido de uma droga. Tem como características: necessidade absoluta de continuar a utilizar a droga (compulsão) e de obtê-la por qualquer meio e, ainda, tolerância, dependência psíquica e, às vezes, dependência física. Esse Comitê não configura a obrigatoriedade do último atributo, enquanto o Comitê de Adição a Drogas do Ministério da Saúde do Reino Unido enfatiza a presença obrigatória da dependência física, com o aparecimento da síndrome de abstinência, quando da supressão da droga. É interessante assinalar que algumas dessas características já haviam sido apontadas por Charles Towns, médico de Nova York, provavelmente o primeiro a descrever o fenômeno de vício.

252 Na passagem do século XIX para o século XX, deve ser mencionado o "paradoxo da heroína". Foi proclamado que essa substância podia substituir a morfina, com vantagens, já que aliviava os sintomas da síndrome de abstinência causada pela morfina e, portanto, não devia promover os inconvenientes a ela atribuídos. Essa cegueira persistiu por 12 anos, até ser constatado que a heroína é um dos alcalóides que mais rapidamente promove dependência. Apesar da decepção causada pela heroína, a procura de opióides que se mostrassem vantajosos em relação à morfina continuou, e, em 1939, surgiu a meperidina, o primeiro opióide inteiramente sintético, iniciando a série de derivados da fenilpiperidina. Vários outros representantes dessa série foram sintetizados, devendo ser esclarecido que um deles, o difenoxilato, foi desenvolvido como agente para reduzir a hipermotilidade intestinal. A estrutura da meperidina, droga padrão da série, difere da estrutura da morfina, sendo possível, no entanto, identificar algumas características comuns. O mesmo pode ser dito em relação à metadona, sintetizada na Alemanha durante a segunda Guerra Mundial, e protótipo da série do difenil-heptano. A série dos morfinanos e dos benzomorfanos, representados, respectivamente, pelo levorfanol e pela pentazocina, tem estrutura química mais próxima à da morfina. Em 1956 foi lançada a dextromoramida, e em 1957 a fenoperidina, analgésicos potentes que estimularam as investigações de Janssen e col. sobre novos derivados da fenilpiperidina. O fentanil, primeiro desses novos opióides, tornou-se disponível a partir de 1960. Entre 1974 e 1976, foram desenvolvidos os seguintes análogos do fentanil: carfentanil (1974), sufentanil (1974), lofentanil (1975), alfentanil (1976). Nos primeiros anos da década de 90, foi disponibilizado para uso clínico o remifentanil, que difere dos demais por ser um éster, o que possibilita a biotransformação por clivagem enzimática, gerando metabólitos inativos. Todos esses novos derivados da fenilpiperidina são agonistas de receptores µ e destinados, preferentemente, à prática anestesiológica e à analgesia e sedação de pacientes internados em UTI. Todos os efeitos dos opióides, inclusive os adversos, são consequentes a complexas interações entre essas drogas e receptores específicos, identificados ao longo do sistema ascendente de transmissão da dor e do sistema descendente inibitório. O conceito de receptores de opióides vinha sendo discutido por pesquisadores há muitos anos, com base na estereoespecificidade, comum às drogas desse grupo farmacológico, e na possibilidade de serem conseguidos antagonistas específicos, mediante pequenas alterações químicas na estrutura do agonista. Contudo, somente em 1971, Goldstein e col., na Universidade de Stanford, foram pioneiros na tentativa de identificá-los. Esses autores constataram que a ligação estereoespecífica do levorfanol, em encéfalos de camundongos, representava apenas 2% do total da droga utilizada e limitava-se a certas frações do substrato contendo membranas. Admitiram, em decorrência, que a ligação estereoespecífica deveria corresponder à realizada com receptores opióides. Em 1973, Snyder e col., Simon e col. e Terenius e col., os dois primeiros, nos Estados Unidos e o terceiro, na Suécia, confirmaram a existência de receptores de opióides, em pesquisas independentes. Vários tipos e subtipos de receptores foram sugeridos, sendo aceitos por todos os estudiosos do assunto os receptores mu (µ), delta (d) e kapa (k) Os antagonistas de opióides surgiram em 1915, quando foi demonstrado o efeito da Nalilcodeína sobre a depressão respiratória, causada pelo seu congênere. Ganharam importância clínica na metade do século XX, ao se buscar um antídoto para a superdose de drogas agonistas e, mais especificamente, para reverter a depressão respiratória gerada por essas drogas. Idealmente, os antagonistas não deveriam exercer qualquer atividade agonista. Contudo, as primeiras substâncias desse grupo utilizadas em clínica, a N-alilmorfina (nalorfina) e o levalorfam são antagonistas competitivos do receptor µ e agonistas do receptor k 20. Os primeiros trabalhos clínicos com a nalorfina foram conduzidos por Eckenhoff e col. entre 1951 e 1953. A naloxona e a naltrexona, alil derivados da oximorfona, são considerados antagonistas puros e interagem com os três tipos de receptores opióides. Os primeiros trabalhos com a naloxona foram realizados no início da década de 60, inicialmente em animais e logo depois em seres humanos. O nalmefene é um antagonista puro dos receptores µ surgido mais recentemente, e outras substâncias que antagonizam de forma seletiva os outros receptores de opióides estão sendo desenvolvidas. Também devem ser mencionados os anti-opióides, substâncias que se fixam aos receptores e exercem efeitos celulares e

253 comportamentais opostos aos dos opióides. Elas são representadas pelo neuropeptídio FF, a nociceptina e os peptídios derivados do MIF (fator inibidor de melanócitos). É indubitável que os conhecimentos adquiridos sobre os receptores opióides representaram um grande progresso e induziram à descoberta dos ligantes endógenos, já que era extremamente improvável a presença de receptores sem a existência paralela de substâncias endógenas que a eles se vinculassem. Essas substâncias foram descobertas a partir das pesquisas de Hughes, publicadas em 1975, nas quais ele isolou, no encéfalo de diversas espécies animais, uma substância com propriedades similares às da morfina. Posteriormente, foi confirmado que os morfinomiméticos endógenos são representados por três famílias de peptídeos, cada uma originada de um gene diferente: as encefalinas, as endorfinas e as dinorfinas. O papel fisiológico dos ligantes endógenos ainda não está inteiramente esclarecido. Eles parecem exercer funções de neuromediadores, de neurotransmissores e, em alguns casos, de neuro-hormônios. Um outro progresso a ser contabilizado no século XX foi a possibilidade de administrar opióides por outras vias além da oral, da subcutânea e da muscular. Destacam-se a via espinhal, a transdérmica, as submucosas (nasal e sublingual) e a intra-articular. A administração de opióides por via espinhal, quer no espaço subaracnóideo quer no espaço peridural, teve suporte nos trabalhos experimentais em ratos, nos quais ficou demonstrado intensa analgesia pela injeção de opióides no espaço subaracnóideo, através de um cateter permanentemente inserido, e também na identificação de receptores de opióides na substância gelatinosa da medula espinhal, principalmente nas lâminas 1, 2 e 5 de Rexed. Os primeiros trabalhos relatando resultados favoráveis em pacientes humanos, portadores de dores crônicas, foram publicados em 1979 por Wang e col. e por Behar e col., utilizando, respectivamente, a via subaracnóidea e a via peridural. Rapidamente o emprego dessas vias ganhou aceitação não só para o controle da dor crônica como também para o da dor aguda pós-operatória. A via transdérmica é obtida graças a um dispositivo especial no qual o analgésico entra em contato com a pele através de um adesivo com microporos. O principal inconveniente é que quando ocorre depressão respiratória, essa se prolonga por várias horas após a remoção do sistema. A via submucosa, seja por administração nasal seja por administração oral, tem sido utilizada, principalmente, em Pediatria. Mais recentemente, a administração intra-articular de opióide como droga única ou associada a um anestésico local, também vem sendo utilizada com sucesso, tendo como suporte a existência de receptores de opióides, provavelmente do tipo µ e d, em tecidos inflamados, e que podem ser ativados por ligantes endógenos, em situações experimentais. Não pode deixar de ser mencionado o método denominado "analgesia controlada pelo paciente", que foi empregado pela primeira vez, com a administração de opióides, em 1967. Desde então esse método vem sendo utilizado com opióides e misturas de opióides e anestésicos locais por diversas vias. Nestes primeiros anos do terceiro milênio os opióides têm mantido a sua posição como o grupo farmacológico que confere analgesia mais potente. Há, no entanto, algumas indagações: Essas drogas são igualmente potentes, como analgésicos, para qualquer tipo de doença? Numa revisão recente, Mc Quay constata que esse tópico é controvertido. Há consenso que as dores nociceptivas são sensíveis a opióides. Contudo, em relação às dores de origem neuropáticas, as opiniões são discordantes. De qualquer forma, nesse tipo de dor, fármacos de outros grupos farmacológicos já estão sendo empregados com algum sucesso, e drogas específicas para doenças neuropáticas estão sendo desenvolvidas a partir de bloqueadores dos canais de cálcio. É possível dissociar o efeito analgésico dos opióides dos efeitos indesejáveis? Deve ser considerado que os opióides com maior potência analgésica são agonistas de receptores µ, cuja ativação é também responsável pela depressão respiratória. Os agonistas de receptores k respondem, também, por depressão respiratória e, em um percentual elevado, por disforias. Seria possível identificar subtipos de um desses receptores que, quando ativados, respondessem unicamente pela analgesia? É uma perspectiva. No momento, a estratégia para limitar os efeitos indesejáveis é a "rotatividade dos opióides", ou seja, o uso alternativo de duas ou mais drogas desse grupo de fármacos.

254 O vício representa um risco elevado para os pacientes com dores crônicas que recebem opióides por tempo prolongado? Há indícios, levantados pela literatura médica, de que só muito raramente a administração de opióides, em doses adequadas, é responsável pelo fenômeno do vício em pacientes vitimados por dores crônicas. Todavia, se isso ocorrer num paciente canceroso, com expectativa de sobrevida limitada, esse não seria um bom preço a pagar? No terceiro milênio, os conhecimentos já adquiridos de farmacologia clínica permitem selecionar o opióide a ser administrado, nos casos em que essa droga é indicada, buscando obter o máximo de analgesia com o mínimo de efeitos colaterais. Essa relação custo-benefício se tornará ainda mais efetiva quando as pesquisas que, certamente, devem estar sendo realizadas, conduzirem a uma maior identificação de subtipos de receptores, a um maior esclarecimento da interação opióide-receptor e à síntese de novos opióides com ação mais seletiva ou mesmo específica. Fonte:http://www.scielo.br/scielo.php?scri...42005000100015

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06) Santo Daime/Alto Santo e CEFLURIS
Santo Daime é um termo referente a duas religiões ayahuasqueiras: O Alto Santo e o CEFLURIS (Centro Eclético da Fluente Luz Universal Raimundo Irineu Serra) (LABATE, 2004).

Fig. 01: Mestre Raimundo Irineu Serra (www.mestreirineu.org).

Essas vertentes ayahuasqueiras tiveram início a partir de Raimundo Irineu Serra (Figura 01), maranhense, neto de escravos, que foi para o estado do Acre no início do século XX trabalhar na extração de seringa, onde teve contato com a ayahuasca. Em suas experiências com a bebida ele teve uma visão, na qual uma mulher lhe dizia que era a “Virgem da Conceição” e que lhe entregaria seus ensinos para que ele criasse uma doutrina. A partir daí, Mestre Irineu, como ficou conhecido, criou o Centro de Regeneração da Fé (C.R.F.) em Brasiléia (AC); após alguns anos mudou-se para Rio Branco (AC) e junto com alguns seguidores fundou o Centro de Iluminação Cristã Universal (CICLU), que ficou conhecido como Alto Santo . Mestre Irineu faleceu em 1971 e a doutrina se segmentou em dois grupos denominados “Alto Santo”, um é comandado até hoje pela Sra. Peregrina Gomes da Serra (viúva do Mestre Irineu), e que possui apenas uma igreja em Rio Branco (AC) e não admite a expansão da doutrina pelo mundo. O outro grupo ficou sob o comando de Francisco Fernandez Filho, que foi sucedido alguns anos depois por Luiz Mendez. Atualmente, possui algumas filiais no Norte do país (LABATE, 2004; GOULART, 2004; MACRAE, 1992). A criação do CEFLURIS está ligada a Sebastião Mota de Melo (Figura 02), seringueiro nascido no Estado do Amazonas, mudou-se para Rio Branco (AC) em 1965, onde teve contato com a ayahuasca, através do próprio Mestre Irineu, procurando cura para uma grave enfermidade. Frequentou por diversos anos os trabalhos com Raimundo Irineu Serra e após seu falecimento, fundou em 1974 o CEFLURIS em uma área conhecida como Colônia Cinco Mil, na cidade de Rio Branco (AC). Após a criação do CEFLURIS, Padrinho Sebastião passou a se organizar com seus seguidores em forma de comunidade. Em 1980, porém, resolveu se mudar para o seringal Rio do Ouro (AM) e em 1983 transferiu-se com seus seguidores para uma área à beira do Igarapé Mapiá (AM) inserida na Floresta Nacional do Purus, que ficou conhecida como Céu do Mapiá, sede atual da doutrina.

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Fig. 02: Sebastião Mota de Melo e sua esposa Rita Gregório de Melo (www.santodaime.org).

Padrinho Sebastião faleceu em 1990, deixando o filho Alfredo Gregório de Melo como seu sucessor (GROISMAN, 1999; LABATE, 2004; GOULART, 2004). No Alto Santo e no CEFLURIS é adorada a figura do Mestre Irineu, sendo que no segundo grupo louva-se também ao Padrinho Sebastião. Os rituais destes grupos diferem em alguns aspectos, porém caracterizam-se basicamente pelo canto coletivo de hinos, considerados revelações do Astral, possuem traços da utilização indígena da ayahuasca, sendo influenciados pela filosofia do Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento, pelo catolicismo popular com Deus, Jesus, a Virgem Maria e os Santos católicos, existem ainda figuras da cultura afrobrasileira e seres da natureza como o Sol, a Lua e as estrelas. São reencarnacionistas, utilizam uma roupa denominada farda e preservam a ordem e a disciplina em seus rituais (LABATE, 2004).

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A Barquinha
Esta vertente ayahuasqueira foi fundada por Daniel Pereira de Matos (Figura 03), nascido no Maranhão, migrou para o Acre por volta de 1940 a serviço da Marinha como 2º Sargento. Teve contato com a ayahuasca através do Mestre Irineu e a doutrina do Alto Santo, onde frequentou por cerca de um ano (GOULART, 2004).

Fig. 03: Daniel Pereira de Matos – Frei Daniel (SANTOS, 2004)

A criação da Barquinha aconteceu quando Frei Daniel em uma de suas experiências com a ayahuasca teve uma visão onde recebeu a instrução de criar sua própria doutrina, a partir de então com apoio do Mestre Irineu passou a juntar seguidores. Frei Daniel morreu em 1958 e atualmente existem filiais da Barquinha apenas em alguns estados do Norte brasileiro (FRENOPOULO, 2004; GOULART, 2004). Está vertente é considerada a mais eclética dos três grupos ayahuasqueiros do país, sua maior influência vem da Umbanda, da cultura nordestina e amazônica, nestes rituais existe a incorporação de entidades espirituais que pertencem a três planos cosmológicos: o astral, a terra e o mar, em algumas ocasiões cantam-se salmos ou pontos, considerados mensagens recebidas de entidades divinas. A Barca representa a missão deixada por Mestre Daniel e seus adeptos são considerados marinheiros do mar sagrado (LABATE, 2004).

258

União do Vegetal
A União do Vegetal (UDV) foi fundada por José Gabriel da Costa (Figura 04), baiano, que migrou para o Norte do Brasil para trabalhar na extração da seringa. Em 1959 teve contato com a ayahuasca através de alguns amigos seringueiros. Em 1961, Mestre Gabriel criou o Centro Espírita Beneficente União do Vegetal, vindo a falecer em 1971.

Fig. 04: José Gabriel da Costa - Mestre Gabriel (www.udv.org.br) Hoje a sede da UDV localiza-se em Brasília, com filiais em vários estados brasileiros e no exterior, sendo a doutrina ayahuasqueira mais numerosa do país (LABATE, 2004; GOULART, 2004). A UDV também possui um departamento médico-científico (DEMEC) que realiza estudos sobre a bebida em parceria com instituições brasileiras e do exterior. Neste grupo não são utilizados signos religiosos populares, seus rituais possuem forte relação com o espiritismo kardecista, e uma influência cristã menos evidente, com a presença de figuras como Jesus Cristo e a Virgem Maria. Nestes rituais algumas pessoas cantam as chamadas, cânticos deixados por Mestre Gabriel para chamar as forças da natureza, também se contam histórias que foram transmitidas pelo fundador, todo o conhecimento é passado oralmente e a palavra possui um significado especial para este grupo (LABATE, 2004).

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Outros usos, expansão e legalidade.
Existe ainda uma outra modalidade de consumo da ayahuasca, resultado da crescente expansão da bebida nos centros urbanos. Esses grupos, chamados neo- ayahuasqueiros, não seguem a nenhuma das doutrinas acima citadas apesar de terem sido, na maioria dos casos, criados a partir delas. Mesmo nesses grupos, a bebida é utilizada em um contexto ritualístico (LABATE, 2004). Não existe nenhuma contagem oficial registrando o número de pessoas que consomem a bebida nas diversas linhas ayahuasqueiras, porém observa-se que a procura pela bebida vem aumentando consideravelmente nos últimos anos, alguns fatos como o aumento no número de pesquisas que comprovam alguns benefícios que o consumo da bebida pode trazer e seu constante aparecimento na mídia, contribuem para essa expansão que ocorre tanto no número de adeptos nas linhas já existentes como na criação de novos grupos. Existe ainda o aumento pela procura do “turismo enteógeno”, pacotes de viagem para vários pontos da Floresta Amazônica, que coloca os interessados em contato com a ayahuasca através de rituais de diferentes tradições. Em 1982 foi formada a primeira comissão multidisciplinar com médicos, antropólogos, psicólogos, representantes do Ministério da Justiça, Polícia Federal e Exército para avaliar a questão da legalidade da bebida no país. Em 1984 o Conselho Federal de Entorpecentes – COFEN (atual Secretaria Nacional Antidrogas – SENAD) criou uma comissão de trabalho para estudar as formas de consumo da ayahuasca, pois no ano seguinte a bebida foi colocada sob a lista das substâncias proscritas da Divisão de Medicamentos do Ministério da Saúde – DIMED (cuja competência foi transferida para Agência de Vigilância Sanitária – ANVISA), porém esses estudos tiveram como resultado a legalização da ayahuasca em 1987. Em 1992, a legalidade da ayahuasca foi questionada novamente, então se criou outro grupo de estudos sobre a utilização da ayahuasca, onde o resultado permaneceu como o anterior. Em 2004 a 4ª resolução do CONAD (atual SENAD) de 4 de novembro autorizou o uso religioso, as pesquisas científicas e implantou um estudo terapêutico com a ayahuasca em caráter experimental. Em março de 2006 ocorreu no estado do Acre o Seminário Ayahuasca, organizado pelo SENAD, que teve como objetivo a criação de um Grupo Multidisciplinar de Trabalho – GMT, conforme indica sua última resolução. Este GMT foi formado por seis membros eleitos pelas entidades religiosas que fazem uso da ayahuasca e seis pesquisadores de diversas áreas designados pelo Governo Federal, este grupo auxiliará na regulamentação definitiva da ayahuasca no país. Ref 22.

260 REFERÊNCIAS Capa: Contato com o autor: alucinogenese@yahoo.com.br Ref 1 - http://www.geocities.com/somaluzastral/kambosoma.html Ref 2 - http://pt.wikipedia.org Ref 3 - http://www.ecossistema.bio.br Maior informações da botânica e local de ocorrência em: LORENZI, Harri. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. 3a. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, vol.01, 2000. CARVALHO, Paulo E. R. Espécies Arbóreas Brasileiras. Brasília, DF: EMBRAPA, vol.01, 2003. Ref 4 - A droga e o Sagrado em Diferentes Universos Culturais, Maria do Socorro de Souza Vieira; Mariadosocorrovieira. pdf ; pág. 6,7. Ref 5 - Organização Plantas Enteógenas. Ref 6 - http://www.plantamed.com.br/ Ref 7- http://arcadauniao.org/
No ta s : ( 1 ) O te x to d e P at i ño q ue aq u i p ub l ica mo s p o r il u str ar u ma vi sã o cie n tí f ica d o ia gé n a Co lô mb ia , d at a d e me ad o s d o s a no s 6 0 d o séc u l o p as sad o , ép o ca e m q u e n e m se co n h ec ia co m cer t eza o uso d e D ip lo p te ry s ca b r e ra n a ( malp ig h ia cea c uj a no me n cla tu r a ci e nt í fi ca e nt ão er a B a n i ste r io p s i s ru sb ya n a ) co mo co mp le me n to d a B a n i st er io p si s ca a p i no p r ep ar o d a b eb id a naq u ela r e g ião , ne m t a mp o uco o d a P s ych o t r i a vi r id i s ( id e n ti f icad a e m 1 9 6 9 ) o u P sy ch o t ri a ca r ta g in en s is ma i s ao s ud o e s te d a Ama zô ni a, n a me s ma f i na lid ad e d e co mp le me n t ar . Ler ma is e m: h ttp :/ / www. b io p ar k .o r g/p e r u/ sc h u lte s - a ya h u as ca. h t ml , e t a mb é m em ht tp : // www. u n o d c.o r g/ u no d c /b ul le ti n /b ul let i n_ 1 9 7 0 -0 1 -0 1 _ 1 _ p a ge0 0 5 . h t mlb u lle ti n_ 1 9 7 0 - 0 1 0 1 _ 1 _ p ag e0 0 5 . ht ml ( 2 ) Ver no " Gu ia Do ur a d o " d e Sc h u lte s : ht tp : // www. e r o wi d .o r g/ l ib r ar y/b o o k s_ o n li n e/ go l d en_ g u id e / g0 1 -1 0 . s ht ml ( 3 ) A " W il l ka" d o s p er u ano s, u ti li zad a ta mb é m co mo ad i ti vo p ar a o p r e p ar o d o ca cto W ac h u ma . ( 4 ) Co mo d i s se mo s, ho j e cl as s i fi cad a co mo Dip l o p te ry s ca b re ra n a . Ver ma i s no ar ti go " O I a gé B r ev e D es cr i ção E t no mé d ica" , d e R icar d o D íaz Ma yo r ga, s e g ue ab ai xo : I d e nt i fic ação : ( J o l y, 1 9 9 1 ; S OU Z A $ L O RE N Z I , 2 0 0 5 ) / R et ir ad o s d e

Ref 22( fotos Tb).

Ref 8 - http://arcadauniao.org/ Ref 9 - http://pt.wikipedia.org Ref 10 - http://oncampus.richmond.edu/academics/flora-kiuic/c/calea_ternifolia.html Ref 11 - Os itens abordados nas informações sobre cannabis desde a introdução ao cultivo partiram da sínteze das seguintes fontes: - http://pt.wikipedia.org/wiki/THC - http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=3677 - http://weedseedshop.com/

261
- www.infocyna.net -www.lycos.co.uc

Ref 12 - http://www.entheology.org Ref 13 - http://br.geocities.com/tiagohi2/coca.htm Ref 14 - http://www.arvoresagrada.com Ref 15 - http://pt.wikipedia.org http://www.territorioscuola.com/wikipedia/pt.wikipedia.php?title=%C3%81cido_lis%C3%A9rgico ( e subtópicos) Ref 16 - Lista Retirada de http://www.drugsbase.nl/artikel.asp?artikel=1512 Ref 17 - Por Shirlei Massapust em maio de 2006 - http://www.carcasse.com - http://www.ceunossasenhoradaconceicao.com.br Informações acrescentadas pelo autor, Ref: - www.google.com ; www.plantamed.com.br ; www.ceunossasenhoradaconceicao.com.br - www.erowid.org Ref 18 - http://www.terramistica.com.br Ref 19 - http://www.entheology.org - http://www.erowid.org/plants/ - http://www.thekeep.org Ref 20 - http://www.erowid.org/ - http://www.jardimdeflores.com.br Ref 21 - 5,0 5,1 5,2 5,3 Hemmateenejad, B. "Partial least squares-based multivariate spectral calibration method for simultaneous determination of beta-carboline derivatives in Peganum harmala seed extracts". Analytica Chimica Acta 575: 290. DOI:10.1016/j.aca.2006.05.093. - Hammiche, V.; R. Merad (November 1997). Peganum harmala L. (PIM 402F, French) (French). -International Programme on Chemical Safety. Página visitada em 2008-01-19. Steppenraute (Peganum harmala) im GIFTPFLANZEN.COMpendium - www.giftpflanzen.com. www.giftpflanzen.com. Página visitada em 2008-04-18. - Massaro, Edward J. (2002). Handbook of Neurotoxicology. Humana Press, 237. - http://www.geocities.com/HotSprings/4630 - http://psicoativas.ufcspa.edu.br Ref 22 - ROSANA LUCAS SÉRPICO & DENIZAR MISSAWA CAMURÇA AYAHUASCA: Revisão Teórica e considerações botânicas sobre as espécies Banisteriopsis caapi (Griseb. in Mart.) C. V. Morton e Psychotria viridis Ruíz & Pavón Guarulhos 2006 Ref 23 - IMAO e DMT retirado do fórum PE. Ref 24 - 1 Martindale, W. Martindale: The Extra Pharmacopoeia. 27th ed. The Pharmaceutical Press, London, 1977. 2 Farmacopéia Brasileira. 3a ed. Organização Andrei Editora S.A.1977. 3 USP DI. 16th ed. Randy McNally, Tauton, Massachusetts, 1996.

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- Cultivo: http://pt.azarius.net/ - Identificação : http://pt.wikipedia.org Ref 25- http://xamanismonativo.blogspot.com/2008/04/tabaco-e-rap.html Química e efeitos: http://pt.wikipedia.org/wiki/Nicotina Todas as referências virtuais foram retiradas entre primeiro de novembro de 2008 á trinta de março de 2009, em vários horários. Este arquivo pode possuir imagens com direitos autorais, caso queiras considerações coloque as mesmas nas fotos da próxima vez, caso se interesse em saber quem as tirou, coloque o nome da planta em questão no Google imagens, todas as fotos foram retiradas de fóruns e do Google.

O Autor: Sentir a necessidade de passar algo adiante e não saber como; é algo que dificulta você a atingir tal objetivo. Donde nasceu tal necessidade? O porquê as pessoas não sentem mais? Como tudo poderia ser mais limpo, sem copos no chão, sem fumaça no ar, sem rios poluídos. Resta remeter às raizes, as mais variadas idéias instituídas com uma dada meta, onde os que se dizem dispostos a efetuá-la distorcem, roubam e pervertem os preceitos que eles mesmos instituiram, seus próprios paradigmas, sem saber o porquê, deixando falir a ideia. Porque isso ocorre? As plantas... nelas ainda residem algo que não foi violado, algo que continua intacto desde que descobriu o seu uso. O café tem o mesmo gosto de 500 anos atrás, e o mesmo ocorre com os enteógenos, aroma, sabor, e o carinho com que se maneja eles deve ser o mesmo de antigamente, para poderem nos ajudar perfeitamente. Quando tenta pevertê-los, o troco vem mais cedo ou mais tarde. Usar de substâncias extraídas e unicamente puras, ou de forma que se usa o tabaco, vem à saúde pública os danos causados à sociedade, o troco! São Sagrados! Merecem respeito! Enfim, uma luz no fim do túnel, reside de alguma forma neles. Alguns fazem do seu jeito, misturam culturas, constituem tijolos, onde utilizam determinados enteógenos igual ao cimento, para assim, montarem, fixarem cada vez mais a parede chamada ego. Mais densa, dura, difícil de quebrar. Com as plantas/fungos e cactos sagrados isto é altamente errôneo. O que trouxe a você, amigo, nas primeiras páginas, é minha opinião, a de alguns psiconautas e o que acreditamos ser a forma mais correta de sentir o Aroma e o Sabor, do Amor da Vida. A maneira mais correta de você entender perfeitamente o que descrevi é de uma forma mais semelhante aos métodos primordiais de usufruir tais essências, que são complexos, pois são seres vivos, e logo possuem alma. Com simples ações, como pôde ler, fazem muitos universos estarem dispostos à sua escolha. Aqui o homem torna-se homem, através do aprendizado sobre sí próprio, com a ajuda deles. Voltar às suas raízes; voltar a Amar, Viver em Família, Ser Feliz, Sentir, e saber que é aqui, nesta vida, que temos que amar com o coração, pensar com a cabeça e agir sendo realmente um animal mais evoluído que os restantes. Creio eu que os enteógenos fazem isto com uma perfeição sem igual, por isso lanço este apanhado virtual, com o intuito de transformar você em um ser humano, sentimentos humanos, ações humanas, e não o que tornamos-nos. CLR Obrigado!

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