NTT - VASOS DE PRESSÃO

CURSO DE VASOS DE PRESSÃO

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► ► ► ► ► ► ► ► ► ► ► ► ► ► ► ► ► ► ►

1 – INTRODUÇÃO 2 – NORMAS DE PROJETO 3 – TENSÕES EM VASOS DE PRESSÃO 4 – FADIGA EM VASOS DE PRESSÃO 5 – CONDIÇÕES DE OPERAÇÃO E DE PROJETO DE VASOS DE PRESSÃO 6 – DIMENSIONAMENTO DE VASOS DE PRESSÃO 7 – TESTES DE PRESSÃO EM VASOS DE PRESSÃO 8 – ACOMPANHAMENTO DE VASOS DE PRESSÃO 9 – DESENVOLVIMENTO DO PROJETO E DA CONSTRUÇÃO DE VASOS DE PRESSÃO 10 – SELEÇÃO DE MATERIAIS 11 – CORROSÃO 12 – AÇOS CARBONO 13 – AÇOS LIGA 14 – AÇOS INOXIDÁVEIS 15 – DETALHES E ACESSÓRIOS EM VASOS DE PRESSÃO CONVENCIONAL 16 – DETALHES EM VASOS ESPECIAIS 17 – DESENHOS DE VASOS DE PRESSÃO 18 – FABRICAÇÃO, MONTAGEM E CONTROLE DE QUALIDADE 19 – RECOMENDAÇÕES DE MATERIAIS DE ALGUNS SERVIÇOS 2 TÍPICOS

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Capítulo 1

Introdução

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Definição ► A expressão “vasos de pressão” (pressure vessel) designa genericamente todos os recipientes estanques, de qualquer tipo, com dimensão principal (diâmetro) superior a 150 mm (06 polegadas), formato (normalmente de seção circular) e finalidade, capazes de conter um fluido pressurizado (acima de 1,0 kgf/cm2 ou 15 psi).
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Projeto dos vasos de pressão ► A grande maioria dos vasos de pressão são itens projetados e construídos “taylor-made”, ou seja, por encomenda. Desta forma, são dimensionados, projetados e fabricados para atender determinadas condições de processo, pressão e temperatura, bem como tendo seu material selecionado para operar com determinado fluido e condição de corrosão.
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► Nas

principais indústrias, três condições apresentam-se que tornam necessário um elevado grau de confiabilidade:
Regime contínuo de trabalho; Cadeia contínua de produção; Condições de grande risco, onde entendemos “risco” como a probabilidade de ocorrência de grande perigo ou dano.

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NTT .VASOS DE PRESSÃO ► Armazenamento de gases sob pressão Os gases são armazenados sob pressão para que se possa ter um grande peso num volume relativamente pequeno. ► Acumulação intermediária de líquidos e gases Isto ocorre em sistemas onde é necessária a armazenagem de líquidos ou gases entre etapas de um mesmo processo ou entre processos diversos. ► Processamento de gases e líquidos Inúmeros processos de transformação em líquidos e gases precisam ser efetuados sob pressão. 7 .

VASOS DE PRESSÃO ► Indústrias químicas e petroquímicas ► Indústrias alimentares e farmacêuticas ► Refinarias ► Terminais de armazenagem e distribuição de petróleo e derivados. 8 . ► Estações de produção de petróleo em terra e no mar.NTT .

nem à radiação nuclear. 9 . Não sujeitos à chamas (ASME. Seção I). Seção VIII).NTT . Sujeitos à radiação nuclear (ASME.VASOS DE PRESSÃO Classes e finalidades ► Inicialmente faremos uma pequena separação entre os vasos de pressão: Sujeitos à chama (ASME. Seção III) ► Nosso enfoque será exclusivamente para aqueles vasos de pressão não sujeitos à chama.

. Condensadores.0 psig : API-620 > 15. Resfriadores. Aquecedores.VASOS DE PRESSÃO • Vasos não sujeitos a chama : Vasos de armazenamento e acumulação. Torres de destilação fracionada.. Fornos.. Permutadores de calor. etc.. Resfriadores a ar • Vasos sujeitos a chama: Caldeiras..0 psig e vácuo : ASME. Esferas de armazenamento de gases. Reatores diversos.15. retificação. • Classificação didática diferenciar vasos de pressão de tanques de armazenamento : 0 .5 psig : API-650 0. 10 ..5 . BS-5500. etc. absorção. AdMerkblatter.0. Refervedores.NTT .

toroesféricos. esférico ou combinação dessas formas. Tampos: Normalmente nos tipos semi-elípticos. 11 .VASOS DE PRESSÃO ► ► Corpo (casco ou costado): Normalmente cilíndrico. cônicos. toro-cônicos.NTT . semi-esféricos. cônico. toroesféricos e planos.

NTT . portanto. ao menor peso. 12 . com a qual se chega à menor espessura de parede e.VASOS DE PRESSÃO ► Teoricamente. para um mesmo volume interno. o formato ideal para um vaso de pressão é uma esfera.

somente. quando sua menor espessura é justificável economicamente. os vasos esféricos são caros e difíceis de fabricar.NTT .VASOS DE PRESSÃO ► Entretanto. Contudo. só podemos fabricar esferas em duas peças forjadas com um diâmetro inferior a três metros (03 m). 13 . estas peças forjadas são importadas e de elevado custo. em condições de grande volume interno e/ ou elevada pressão. justificando-se. ► Atualmente.

VASOS DE PRESSÃO ► Esfera de GLP: Diâmetro: 19m Pressão: 20 bar Espessura: 76 mm 14 .NTT .

VASOS DE PRESSÃO ► Desta forma. os vasos cilíndricos são preferencialmente utilizados. 15 .NTT . As dimensões que o caracterizam são: o seu diâmetro interno (ØDIC) o seu comprimento entre tangentes (CET).

cessco.VASOS DE PRESSÃO Casco cilíndrico ► www.ca/cessco/main_images 16 .NTT .

VASOS DE PRESSÃO Tampos ► As peças de fechamento dos cascos cilíndricos são denominadas tampos.NTT . 17 . Plano. Cônico. Toroesféricos Esférico. ► Os mais usuais são: Elipsoidal.

NTT .VASOS DE PRESSÃO 18 .

10.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► Tampos elipsoidais com relação entre semi-eixos de 2:1 tampos elipsoidais “padrão”.D D 0. O código ASME permite que tampos torisféricos “falsoelipse” possam ser dimensionados através das equações de cálculo para tampos semi-elípticos. Tampos toroesféricos com relação de semi-eixos 2:1 preferencialmente do tipo conhecido como “falsa elipse”.D 0.250.D 0.D (Falsa elipse) Geometria ASME 6% ASME 10% ASME 2:1 19 .194.06. Tampos Toroesféricos L r D 0.D 0.NTT .169.D h 0.904.D 0.173.

Os tampos torisféricos são obtidos pela conjugação de 2 diferentes geometrias: calota esférica central.NTT . 20 . obtida por prensagem e raio da região tórica. obtida por rebordeamento da chapa. A vantagem está relacionada ao menor nível de tensões atuantes. onde o “lay-out” permita.VASOS DE PRESSÃO ► ► A fabricação de tampos semi-elípticos possui um custo mais elevado pela necessidade de uma matriz específica para o diâmetro e relação de eixos da geometria. Os tampos semi-esféricos podem ser empregados em equipamentos com pressões mais elevadas.

não sendo mais válidas as equações de cálculo do código ASME e outros.VASOS DE PRESSÃO ► Os tampos cônicos possuem resistência mecânica inferior ao costado cilíndrico. o que exige maiores espessuras. Para cones com semi-ângulos superiores a 30o é exigida uma análise de tensões para o dimensionamento. 21 .NTT . A utilização de uma transição tórica entre o tampo cônico e o costado cilíndrico permite uma melhor acomodação das tensões existentes nas mudanças geométricas e confere uma resistência maior a transição entre os componentes.

tampos elipsoidais com diâmetro de 1. descontada a perda pela conformação. atualmente.NTT .VASOS DE PRESSÃO ► Tampos elipsoidais podem ser construídos com chapas da mesma espessura utilizadas na fabricação do casco.8 m são possíveis de construir com uma única peça. 22 . ► Na realidade.

NTT .VASOS DE PRESSÃO Preparando o chanfro para soldagem de um tampo elipsoidal 23 .

► O tampo toroesférico é de fabricação mais fácil do que o elíptico.NTT .VASOS DE PRESSÃO ► Os tampos toroesféricos são constituídos por uma calota esférica central (crown) de raio Rc e por uma seção toroidal de concordância (knuckle) de raio Rk. 24 . ► O tampo toroesférico é tanto mais resistente quanto mais próximo de uma elipse se aproximar.

VASOS DE PRESSÃO Tampo toro-esférico 25 .NTT .

26 . quando temos grande volume e alta pressão.NTT . fabricados a partir da soldagem de chapas prensadas.VASOS DE PRESSÃO ► Tampos esféricos. apresentam quase a metade da espessura do casco cilíndrico e são utilizados normalmente.

VASOS DE PRESSÃO Soldagem de tampo hemisférico 27 .NTT .

são pouco utilizados.NTT . 28 . embora fáceis de construir. apenas que seu cálculo fica muito complexo. Isto não significa que não podemos projetar tampos cônicos com ângulos superiores. ► O Código de projeto ASME propõe o uso de tampos cônicos até o semi-ângulo de 30°.VASOS DE PRESSÃO ► Tampos cônicos. quando queremos garantir o escoamento do fluido. pois são menos resistentes. ► Seu emprego é restrito praticamente ao tampo inferior de vasos verticais.

VASOS DE PRESSÃO Tampo cônico em um Tambor de Coque 29 .NTT .

quando temos pressão baixa e.(vide figuras). são do tipo removível para facilitar o acesso para manutenção. normalmente.VASOS DE PRESSÃO ► Os tampos planos são utilizados. 30 .NTT . normalmente.

Seção VIII.NTT . extraída do ASME. Div.1 planos – ligação com o costado 31 .VASOS DE PRESSÃO ►Tampos ► Figura UG-34.

4 mm 26.9 mm .0 mm.8 mm 12.VASOS DE PRESSÃO Costado cilíndrico com espessura mínima requerida de 25.NTT .5 mm 29.3 mm 38.0 mm 44.5 mm 25.6 mm 28. conectado ao tampo: Tipo de tampo de fechamento do costado Elipsoidal 2:1 Torisférico 6% Torisférico 10% Torisférico Falso elipse Semi-esférico Cônico 10o Cônico 20o Cônico 30o 32 Espessura mínima requerida (aproximada) 25.

da calota esférica = diâmetro externo do casco. Vários tipos. Melhor resistência mas com construção difícil. Raio mín. diâmetros médios e baixa pressão. Empregados por exigência do processo. removíveis ou não. Mais fracos do que os semi-elípticos.VASOS DE PRESSÃO Tipo Tampo Semi-elíptico Características Resistência igual ao casco cilíndrico de mesmo diâmetro. Empregados em diâmetros pequenos e tampos removíveis Toro-esférico Semi-esférico Cônico Plano 33 . máx.0 m) e quando o espaço permite. Empregados quando os diâmetros são muito grandes (>6. Baixa resistência sendo exigidas grandes espessuras.NTT . Podem ter concordância tórica. Geralmente com relação 2:1 Raio int. Mais fáceis de fabricar. concordância tórica : 6% do diâmetro int. da calota. Baixa resistência mas com construção bastante fácil.

Por este motivo.VASOS DE PRESSÃO Transição de forma e de espessura ► Qualquer transição geométrica (forma e/ ou espessura) resulta em uma distribuição irregular e concentração de tensões nesta região.NTT . os Códigos de projeto fazem uma série de exigências de maneira a minorar este efeito. 34 .

35 . é exigido que a diferença entre as bordas seja de 3y (ver figura). de forma a garantir a continuidade de espessura do casco cilíndrico. por exemplo. devemos nos lembrar que esta transição deve ser feita do lado do tampo esférico.VASOS DE PRESSÃO ► Na ligação de um corpo cilíndrico com um tampo esférico. de tal maneira a suavizar a transição de forma.NTT . ► Contudo.

1 36 .NTT . Seção VIII. figura UW-13. Divisão 1.VASOS DE PRESSÃO Extraído do ASME.

37 .NTT . motivo pelo qual exigimos uma seção cilíndrica integral com o tampo. para tampos elipsoidais ou toroesféricos. com cerca de 50 mm para garantir uma certa distância entre a linha de solda e a linha de tangência.VASOS DE PRESSÃO ► Da mesma maneira. a transição de forma é abrupta.

tem-se uma severa transição de forma.NTT . motivo pelo qual o Código de projeto exige a verificação de necessidade de reforço para compensar as severas tensões geradas pela descontinuidade de forma. 38 .VASOS DE PRESSÃO ► Para tampos cônicos ou transições tronco-cônicas. de maneira a garantir a sua efetividade. ► Estes reforços deverão ser localizados próximos da transição de forma.

UG-36 39 . Seção VIII.VASOS DE PRESSÃO ► Extraído do ASME. Divisão I.NTT .

por exemplo.VASOS DE PRESSÃO ► Bocais (nozzles) : Ligação com tubulações de entrada e saída de produto. Instalação de instrumentos. ligação a drenagem (sumps). drenos e respiros. Instalação de válvulas de segurança.NTT . Podem ainda existir aberturas feitas para ligação entre o corpo do vaso e outras mesmo vaso. permitir a partes do potes de ► 40 .

VASOS DE PRESSÃO ►É um ponto de concentração de tensões. Utilização de maior espessura de parede para o vaso ou bocal.NTT . ► Necessária a colocação de reforços junto as aberturas feitas num vaso de pressão. ► Reforços normalmente utilizados : Disco de chapa soldado ao redor da abertura. Pescoço tubular com maior espessura 41 . Peças forjadas integrais.

► Não é recomendado para serviços com baixa temperatura ou serviços cíclicos.0 mm.VASOS DE PRESSÃO ► Disco de chapa soldado ao pescoço tubular e a parede do vaso é permitido para qualquer diâmetro mas não deve ser usado quando a espessura da parede do vaso e igual ou superior a 50.NTT . 42 .

NTT . sem limitações. Não é recomendado para serviços em baixa temperatura ou para serviços cíclicos. para diâmetros nominais até 10”. 43 . sendo entretanto sempre de custo elevado. soldado de topo no vaso: Permitido para qualquer diâmetro e pode ser usado nos casos em que o anel de chapa não é permitido ou não é recomendado. devendo o pescoço tubular ser de tubo sem costura ou de tubo forjado (o tubo forjado é preferido para esses casos).VASOS DE PRESSÃO (A) Anel de chapa soldado ao pescoço tubular e à parede do vaso: Permitido para qualquer diâmetro mas não deve ser usado quando a espessura da parede do vaso é igual ou superior a 50 mm. sem limitações. inclusive. (C) Peça forjada integral: Permitido para qualquer diâmetro. (B) Disco de chapa de maior espessura. (D) Pescoço tubular de maior espessura: Permitido.

etc. ► Todas as peças internas que devam ser desmontáveis..VASOS DE PRESSÃO ► Variedade de tipos e detalhes de peças internas em vasos de pressão é muito grande. distribuidores. (grades.NTT . 44 .. bandejas. defletores. extratores de névoa.) devem ser obrigatoriamente subdivididas em seções.

45 .VASOS DE PRESSÃO ► Reforços de vácuo. ► Chapas de ligação. ► Anéis de suporte de isolamento térmico externo. ► Turcos para as tampas de bocas de visita e outros flanges cegos. orelhas ou cantoneiras para suportes de tubulação. escadas ou outras estruturas. plataformas.NTT . ► Suportes para turcos de elevação de carga.

► Esferas para armazenagem de gases: colunas ► Vasos horizontais : dois berços (selas) ► Permutadores de calor: Selas Estruturas superpostas 46 ► Vasos Tampo Costado cilíndrico Costado cônico CET Costado cilíndrico Suporte Suporte Di De De Costado cilíndrico Di CET Cilíndrico Vertical Cilíndrico Vertical CET De Di CET De Di Suporte Cilíndrico Inclinado Cilíndrico Horizontal Di CET De Di De Suporte Suporte Cilíndrico Cônico ESférico .NTT .VASOS DE PRESSÃO verticais : “saia” de chapa sapatas ou colunas.

VASOS DE PRESSÃO H(mm) Saia de Suporte 6000 2000 Colunas de Suporte 300 2000 3000 D(mm) 47 D : diâmetro H : comprimento entre linhas de tangência .NTT .

NTT . A saia de suporte deve ter um trecho com 1000 mm de comprimento a partir da ligação com o vaso. 48 . aços inoxidáveis e materiais não ferrosos. com o mesmo material do casco nos seguintes casos: Temperatura de projeto abaixo de – 10oC. Temperatura de projeto acima de 250oC. Serviços com Hidrogênio. Vasos de aços-liga.VASOS DE PRESSÃO ► Torres devem ser suportadas por meio de saias.

VASOS DE PRESSÃO 49 .NTT .

50 .VASOS DE PRESSÃO Trocadores de calor – casco e tubos ► Os trocadores de calor são vasos de pressão com características próprias.NTT . Apenas a título ilustrativo. apresentaremos a tabela do TEMA para classificação dos tipos de trocadores.

NTT .VASOS DE PRESSÃO ►Tabela para classificação de trocadores de calor TEMA 51 .

tais como pressão. limpeza. ► Todas as exigências e recomendações sobre materiais. 52 .NTT . temperatura.VASOS DE PRESSÃO ►A seleção do tipo de trocador de calor é afetada por características de serviço. etc. material selecionado. detalhes de projeto do Código ASME são observados nos projetos dos trocadores TEMA.

produto do diâmetro interno do casco (em polegadas) pela pressão (em psig) até 60. 53 .000.NTT .VASOS DE PRESSÃO ►Dentro das seguintes limitações: casco com diâmetro de 1524 mm ( 60 polegadas). pressão de projeto até 204 kgf/cm2 (3000 psig).

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►A

norma TEMA abrange três classes de trocadores, caracterizados pelo serviço a que se destinam:
Classe R: refinarias, petroquímicas; Classe C: serviço químicos; Classe B: serviços com menor responsabilidade.

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► Montagem

Argentina)

de trocador de calor (foto COMETARSA –

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Processos de fabricação ► A imensa maioria dos vasos de pressão é fabricada a partir de chapas de aço, ligadas entre si por soldagem. ► Como a dimensão usual para as chapas de aço é de 12,40 m x 2,44 m, podemos deduzir as dimensões possíveis para a utilização de uma única chapa.
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►A

utilização de várias chapas conformadas no diâmetro necessário para a construção do vaso nos permite a fabricação de vasos com as mais diversas dimensões. Contudo, devemos sempre nos lembrar de defasar as soldas longitudinais, de maneira a evitar a propagação de alguma trinca ao longo de um caminho preferencial.

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► Vasos

com dimensões mínimas (até ØDIC de 12 polegadas) são usualmente fabricados de tubos sem costura. ► Até 610 mm (cerca de 24 polegadas), a utilização de tubos com costura não é incomum, ressalvado o fator econômico.

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► Os

tampos elípticos ou toroesféricos podem ser calandrados em uma única peça de diâmetro de 1,80 m, utilizando-se uma única chapa. ► (foto ATB - Itália)
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NTT . Contudo. devemos salientar que devemos evitar a existência de uma solda integralmente dentro da região de maior curvatura do tampo (cerca de 75% do raio externo). 60 .VASOS DE PRESSÃO ► Para valores superiores seria necessária a soldagem de várias chapas.

61 . ► Caso a sua conformação provoque uma deformação nas fibras externas superior a 5%.VASOS DE PRESSÃO ► Os tampos normalmente são fabricados por prensagem da calota central e rebordeamento nas margens. o Código ASME exige a realização de um tratamento térmico de alívio de tensões.NTT .

NTT .VASOS DE PRESSÃO Capítulo 2 Normas de projeto 62 .

63 .NTT .VASOS DE PRESSÃO Natureza e finalidade das normas de projeto ► São textos normativos desenvolvidos por associações técnicas ou sociedades de normalização públicas ou particulares de diversos países.

inclusive inspeção.VASOS DE PRESSÃO ► As normas americanas de vasos de pressão (Código ASME) abrangem não só critérios. fórmulas de cálculo e exigências de detalhes de projeto. 64 . mas também regras. detalhes e exigências de fabricação e montagem.NTT .

05 kgf/cm2 (15 psi) manométricos. o Código ASME não é aplicado para vasos com pressões inferiores a 1. por exemplo.VASOS DE PRESSÃO escopo ou o campo de aplicação de cada norma é definido previamente. ► Devemos lembrar que as normas foram garantir estabelecidas para principalmente condições mínimas de segurança para a operação. ►O 65 .NTT .

NTT . ou seja.VASOS DE PRESSÃO ► Qualquer norma é um conjunto coerente. Este ponto é extremamente importante: “NÃO PODEMOS MISTURAR CÓDIGOS DIVERSOS”. suas exigências são todas inter-relacionadas e mutuamente interdependentes. 66 .

limite de escoamento. 67 . a filosofia de projeto é embutida no Código.NTT . ► Desta forma.VASOS DE PRESSÃO ► Comentários ►A filosofia geral das normas consiste em limitar as tensões nos componentes elementares do vaso a uma fração de uma característica mecânica do material (limite de ruptura. deformação por fluência).

NTT . ► Está implícita. assim.VASOS DE PRESSÃO ► Do Código ASME. é citada a expressão “vazar antes de romper” (leak before break). 68 . a sua limitação sobre a tensão de escoamento do metal e seu cuidado de não atingir uma região de comportamento frágil deste material. por exemplo.

69 .VASOS DE PRESSÃO ► Contudo.NTT . Caberá a ele a aplicação criteriosa do Código e sua será a responsabilidade integral. nenhuma norma de projeto destina-se a substituir ou a diminuir a responsabilidade do projetista.

acréscimos e até possíveis correções. submetidos rotineiramente a revisões e atualizações. Por este motivo.VASOS DE PRESSÃO ►É interessante notar que as normas são documentos dinâmicos.NTT . 70 . o projetista deve estar atento à última edição da norma e das variações que ela sofreu.

emitida em 1907. Em 1905. Após 1910. denominada Massachusetts Rules.300 a 1. pelo menos 10. ocorreu um explosão de caldeira em uma fábrica de sapatos em Brockton. a taxa se elevou para 1. Massachusetts (EUA).000 explosões em caldeiras foram registradas na América do Norte.VASOS DE PRESSÃO ► Entre 1870 e 1910.400 falhas ao ano. que motivou a criação de norma regulatória.NTT . 71 . sobre o projeto e construção de caldeiras.

.VASOS DE PRESSÃO The Brockton. Massachusetts shoe factory (58 mortos e 117 feridos) 72 Shoe factory after the boiler explosion of March 20. 1905 which led to the adoption of many state boiler codes and the ASME Boiler and Pressure Vessel Code (Hartford Steam Boiler Inspection & Insurance Company).NTT .

NTT . 73 . referente a vasos de pressão não sujeitos a chama. com publicação da primeira edição do código em 19141915. e que o material fosse suficientemente dúctil de forma a acomodar. Até a década de 60. os códigos eram baseados em critérios ditados pela experiência. pouca base teórica e mecanismos de falha mais simples. exclusivamente para Caldeiras Estacionárias (Seção I). Nesta época já existiam normas européias para caldeiras e vasos de pressão.VASOS DE PRESSÃO ► ► O Comitê de Caldeiras do ASME foi criado em 1911. seria publicada a Seção VIII. Em 1924. Simplesmente era exigido que a espessura do equipamento fosse capaz de suportar a tensão máxima atuante. tensões de pico e tensões geradas em regiões de descontinuidades geométricas. sem riscos imediatos.

associadas a uma rigorosa e criteriosa análise de tensões. análise e a classificação das tensões associadas a equipamentos. tem por filosofia a adoção de maiores tensões de projeto.NTT . mais recentemente desenvolvido.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► 74 Outro grupo. Necessidade de redução do conservadorismo no projeto convencional de vasos de pressão e na identificação de critérios deficientes para a definição do comportamento estrutural. A motivação para este desenvolvimento decorreu do seguinte: O advento e difusão da tecnologia com a construção de reatores nucleares. considerando a elevada conseqüência de um vazamento do fluido. aplicação de teoria da plasticidade. . conceitos de mecânica da fratura e da avaliação da vida útil a fadiga dos equipamentos. que exigiam um maior conhecimento de mecanismos de falha.

O ASME Seç.NTT . 75 . foi o primeiro código a utilizar tais desenvolvimentos. editado em 1963. Como resultado da abordagem proposta foram identificados 2(dois) diferentes critérios de projeto: Projeto convencional (design by rules): que emprega soluções analíticas consagradas para o dimensionamento de vasos com detalhes padronizados para a geometria dos componentes (casco. permitiu-se o estabelecimento de fatores de segurança mais adequados. bocais.). tampo. Projeto alternativo (design by analysis): que inclui componentes com geometrias e/ou carregamentos não convencionais. onde o dimensionamento depende de uma análise e classificação das tensões atuantes e comparação com valores admissíveis..VIII – Divisão 2 incorporou este critério de projeto em sua primeira edição em 1968.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► Com a redução do nível de insegurança na definição do comportamento estrutural dos equipamentos.III. . O ASME Seç.

Deformação plástica excessiva. na época. 76 . assim denominados: Deformação elástica excessiva incluindo instabilidade elástica.NTT . 8 diferentes modos de falha. Instabilidade plástica (colapso incremental). Corrosão-fadiga.VASOS DE PRESSÃO ► Foram identificados. Fratura frágil. Fadiga de baixo ciclo. Deformação e tensões a altas temperaturas (creep). Corrosão sob tensão.

por exemplo no código ASME. com ferramentas mais poderosas. com adoção de tensões admissíveis e critérios de dimensionamento. que prevalece até hoje.VASOS DE PRESSÃO ► ► Nesta época. para equipamentos novos. os cálculos eram basicamente analíticos e desenvolvidos segundo teoria de cascas e placas. 77 . Isto explica a definição de tensões admissíveis e mecanismos de falha com regras simples.NTT . Os mecanismos de falha identificados pelo ASME são evitados. O cálculo numérico. baseadas em teorias de viga e cascas. tais como o método dos elementos finitos era ainda restrito a trabalhos científicos mais específicos. substanciados por fatores de segurança adequados.

mas também considerações sobre a rigidez do componente são fundamentais para que estes mecanismos de falha não ocorram. A fratura frágil é melhor evitada com a seleção e qualificação de materiais com maior tenacidade. A deformação plástica excessiva e o colapso plástico incremental são evitados através do dimensionamento dos componentes.. corrosão sob tensão e corrosão-fadiga estão relacionados a seleção adequada dos materiais base e junta soldada. não susceptíveis a uma fratura brusca. considerando os diversos tipos de tensões e seus efeitos. requisitos de fabricação. detalhes de projeto.. . não apenas a tensão atuante no equipamento deve ser limitada.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► 78 Para o caso de deformação elástica excessiva e instabilidade elástica. etc.. A fadiga de baixo ciclo.NTT .

S U. montagem e testes de vasos de pressão são os seguintes: Código ASME Boiler & Pressure Vessel Code PD 5500 Unfired Fusion Welded Pressure Vessels AD Merblatter ANCC Regeis Voor Toestellen Tryckkarls kommissionen AS 1210 Unfired Pressure Vessels IBN Construction Code for Pressure Vessels MITI Code SNCT Construction Code for Unfired Pressure Vessels P-NB-109 ASME British Standard Institute Arbeitsgemeinschaft Druckbehalter Associazione Nationale Per Il Controllo Peula Combustione Dienst voor het Stoomvezen Swedish Pressure Vessel Commission Standards Association of Australia Belgian Standards Institute Ministry of International Trade and Industry Syndicat National de la Chaudronnerie et de la Tuyauterie Industrielle ABNT Instituição Responsável País U.K Germany Italy Netherlands Sweden Australia Belgium Japan France Brasil 79 . fabricação.NTT .VASOS DE PRESSÃO ► Os principais códigos de projeto.

SEÇÃO 5 . projeto.Materiais. inspeção e testes dos vasos de pressão.2.NTT . fabricação.Efeito combinado de outros carregamentos.VIII Div.Análise de Tensões. SEÇÃO 4 .VASOS DE PRESSÃO ► Elaborado pela British Standards Institution : materiais.Fabricação e Montagem.Cargas localizadas. Apêndice C . SEÇÃO 1 .Fadiga.Inspeção e Testes ► Apêndices principais : Apêndice A . Apêndice G .Parte Geral. Apêndice B . 80 . SEÇÃO 3 . SEÇÃO 2 .Projeto. similar ao ASME Seç.

SÉRIE W . SÉRIE HP – Fabricação e Testes SÉRIE N – Materiais não metálicos SÉRIE S – Casos especiais Informações gerais : • Dimensionamento através de tensões de membrana fórmulas simplificadas. SÉRIE B . • Maiores exigências sobre o material. fabricação e inspeção. • Tensão calculada corrigida através de fatores de forma.Projeto. SÉRIE G .NTT .Materiais. SÉRIE A . por exemplo. • Tensões admissíveis mais elevadas que o código ASME.Acessórios. 81 ► .VASOS DE PRESSÃO Elaborado pela Associação dos Construtores de Vasos de Pressão.Parte Geral.

Seção VIII. vasos com pressão de operação interna entre 0 a 15 psig ou acima de 3000 psig (210. vasos para água pressurizada com pressão de operação até 300 psig (cerca de 21 kgf/cm2 man). Divisão 1 ► É a norma de projeto mais difundida no Brasil. 82 . vasos sujeitos a ocupação humana. vasos com diâmetro inferior a 6 polegadas.).9 kgf/cm2 man.VASOS DE PRESSÃO Código ASME. ► Estão excluídos do seu escopo: vasos sujeitos a chama. vasos para água quente com capacidade de até 120 galões (0.454 m3) e temperatura até 210°F (99°C).NTT .

Seção I. e desde que atendam os requisitos PG58. PG-60. desde que não sujeitos à chama. PG 59. conforme o Code Case 1855. PG 61 e PG-67 até PG-73 do Código ASME .VASOS DE PRESSÃO ► Estão incluídos os evaporadores e os trocadores de calor (sem chama) onde há geração de vapor e outros vasos nos quais possa haver geração de vapor. 83 .NTT .

VASOS DE PRESSÃO ► Embora as fórmulas explicitadas no Código considerem apenas a pressão (interna ou externa). ► Ou seja. etc) devem ser considerados pelo projetista (ver U-2 (g)). a responsabilidade do projetista estende-se à análise das cargas a considerar e o modo como serão analisadas. 84 .NTT . ação do vento. os demais carregamentos (pesos.

sejam estabelecidas formalmente as condições de projeto do equipamento: margem de corrosão. indicação de serviço com fluido letal. além daqueles exigidos pelo Código.VASOS DE PRESSÃO ►A estrita aplicação do Código ASME exige que: o fabricante seja formalmente autorizado pelo ASME (selo ou stamp). seja feita uma inspeção formal. por Inspetor qualificado. Seção I.NTT . para os vasos incluídos em sistemas de geração de vapor. necessidade de tratamentos térmicos. seja feito um relatório (Manufacturer’s Data Report) de acordo com os formulários do apêndice W. 85 . observância dos parágrafos PG-59 a PG-61 do Código ASME.

Division 2 — Alternative Rules Div. fabricação.2 e Division 3 — Alternative Rules for Construction of High Pressure Vessels Div. III IV Caldeiras para aquecimento (Rules for Construction of Heating Boilers) V VI VII Ensaios não destrutivos Instalação e recomendações para operação de caldeiras para aquecimento (Recommended Rules for the Care and Operation of Heating Boilers) Instalação e recomendações para operação de caldeiras (Recommended Guidelines for the Care of Power Boilers) VIII IX X XI Vasos de Rules for Construction of Pressure Vessels pressão Division 1 (Div.VASOS DE PRESSÃO Seção I Conteúdo Caldeiras (Rules for Construction of Power Boilers) Part A — Ferrous Material Specifications Part B — Nonferrous Material Specifications Materiais Part C — Specifications for Welding Rods.2) Subsection NH — Class 1 Components in Elevated Temperature Service Appendices Division 2 — Code for Concrete Containments Division 3 — Containments for Transport and Storage of Spent Nuclear Fuel and High Level Radioactive Material and Waste II ► É o código tradicionalmente utilizado no Brasil : materiais.3) Qualificação de soldagem (Welding and Brazing Qualifications) Vasos de pressão de plástico (Fiber-Reinforced Plastic Pressure Vessels) Recomendações para inspeção de instalações nucleares (Rules for Inservice Inspection of Nuclear Power Plant Components) 86 XII Recomendações para fabricação e extensão de uso de tanques transportáveis (Rules for Construction and Continued Service of Transport Tanks) . and Filler Metals (Materials) Part D — Properties (Customary) Part D — Properties (Metric) Subsection NCA — General Requirements for Division 1 and Division 2 Division 1 Subsection NB — Class 1 Components Subsection NC — Class 2 Components Instalações Subsection ND — Class 3 Components nucleares Subsection NE — Class MC Components Subsection NF — Supports (Div.1 e Subsection NG — Core Support Structures Div.1. Electrodes. montagem e testes da maioria dos vasos de pressão. projeto. permutadores e caldeiras utilizadas na indústria do petróleo.NTT .

A filosofia de projeto da Divisão 1 está bem explícita no parágrafo UG-23 (c).NTT . resultante dos carregamentos a que esteja sujeito o equipamento durante sua operação normal não exceda os limites de tensão admissível do material do vaso e que.VASOS DE PRESSÃO ► ► É o projeto convencional dos vasos de pressão. É sabido que podem ocorrer elevadas tensões nas descontinuidades nos vasos de pressão. 87 . onde se lê : “A espessura de parede de um vaso de pressão dimensionado de acordo com as regras estabelecidas nesta divisão deve ser tal que a tensão máxima primária geral de membrana. mas as regras de projeto e de fabricação desta divisão foram estabelecidas de modo a limitar tais tensões a um nível seguro consistente com a experiência adquirida. do código. excetuando-se alguns casos especiais os carregamentos a que esteja sujeito o vaso não provoquem uma tensão primária de membrana mais flexão superior a 1 ½ da tensão máxima admissível do material do vaso”.

VASOS DE PRESSÃO Subsection A . aplicáveis em função do método de fabricação.Requirements for Pressure Vessels Fabricated by Brazing 88 . Part UG . Part UW : Requirements for Pressure Vessels Fabricated by Welding Part UF : Requirements for Pressure Vessels Fabricated by Forging Part UB . aplicáveis a todos os vasos de pressão.NTT .General Requirements for All Methods of Construction and All Materials: Scope / Materials / Design / Openings and Reinforcements / Braced and Stayed Surfaces / Ligaments / Fabrication / Inspection and Tests / Marking and Reports / Pressure Relief Devices Subsection B : Requirements Pertaining to Methods of Fabrication of Pressure Vessels Requisitos específicos.General Requirements Requisitos gerais.

Weld Metal Overlay Cladding or With Applied Linings Part UCD : Requirements for Pressure Vessels Constructed of Cast Ductile Iron Part UHT : Requirements for Pressure Vessels Constructed of Ferritic Steels With Tensile Properties Enhanced by Heat Treatment Part ULW : Requirements for Pressure Vessels Fabricated by Layered Construction Part ULT : Alternative Rules for Pressure Vessels Constructed Having Higher Allowable Stresses at Low Temperature Part UHX : Rules for Shell-and-Tube Heat Exchangers 89 .NTT .VASOS DE PRESSÃO Subsection C : Requirements Pertaining to Classes of Materials Requisitos específicos. Part UCS : Requirements for Pressure Vessels Constructed of Carbon and Low Alloy Steels Part UNF : Requirements for Pressure Vessels Constructed of Nonferrous Materials Part UHA : Requirements for Pressure Vessels Constructed of High Alloy Steel Part UCI : Requirements for Pressure Vessels Constructed of Cast Iron Part UCL : Requirements for Welded Pressure Vessels Constructed of Material With Corrosion Resistant Integral Cladding. aplicáveis em função do tipo de material utilizado na fabricação.

NTT .VASOS DE PRESSÃO Requisitos Relativos ao Método de Fabricação Subseção B UF Forjamento UB Brazagem UW Soldagem ULT Aços para baixas temperaturas UCS Aços carbono e baixa liga ULW Subseção A Requisitos Gerais Vasos de paredes múltiplas UNF Materiais não ferrosos UHT Aços de alta resistência UHA Aços de alta liga UCD UCI Ferro fundido UCL Aços cladeados ou revestidos Ferro fundido maleável 90 Subseção C Requisitos Relativos aos Materiais .

Single. Circular.Apêndices Obrigatórios NTT .VASOS DE PRESSÃO 1: Supplementary Design Formulas 2: Rules for Bolted Flange Connections With Ring Type Gaskets 3: Definitions 4: Rounded Indications Charts Acceptance Standard for Radiographically Determined Rounded Indications in Welds 6: Methods for Magnetic Particle Examination (MT) 7: Examination of Steel Castings 8: Methods for Liquid Penetrant Examination (PT) 9: Jacketed Vessels 10: Quality Control System 11: Capacity Conversions for Safety Valves 12: Ultrasonic Examination of Welds (UT) 13: Vessels of Noncircular Cross Section 14: Integral Flat Heads With a Large. Centrally-Located Opening 16: Submittal of Technical Inquiries to the Boiler and Pressure Vessel Committee 17: Dimpled or Embossed Assemblies 18: Adhesive Attachment of Nameplates 19: Electrically Heated or Gas Fired Jacketed Steam Kettles 91 .

VASOS DE PRESSÃO 20: Hubs of Tubesheets and Flat Heads Machined From Plate 21: Jacketed Vessels Constructed of Work-Hardened Nickel 22: Integrally Forged Vessels 23: External Pressure Design of Copper. and Titanium Alloy Seamless Condenser and Heat Exchanger Tubes with Integral Fins 24: Design Rules for Clamp Connections 25: Acceptance of Testing Laboratories and Authorized Observers for Capacity Certification of Pressure Relief Valves 26: Pressure Vessel and Heat Exchanger Expansion Joints 27: Alternative Requirements for Glass-Lined Vessels 28: Alternative Corner Weld Joint Detail for Box Headers for Air-Cooled Heat Exchangers When Only One Member Is Beveled 29: Requirements for Steel Bars of Special Section for Helically Wound Interlocking Strip Layered Pressure Vessel 30 : Rules for Drilled Holes Not Penetrating Through Vessel Wall 31 : Rules for Cr-Mo Steels With Additional Requirements for Welding and Heat Treatment 32 : Local Thin Areas in Cylindrical Shells and in Spherical Segments of Shells 33 : Standards Units for Use in Equations 92 . Copper Alloy.Apêndices Obrigatórios NTT .

VASOS DE PRESSÃO A : Basis for Establishing Allowable Loads for Tube-to-Tubesheet Joints C : Suggested Methods for Obtaining the Operating Temperature of Vessel Wall in Service D : Suggested Good Practice Regarding Internal Structures E : Suggested Good Practice Regarding Corrosion Allowance F : Suggested Good Practice Regarding Linings G : Suggested Good Practice Regarding Piping Reactions and Design of Supports and Attachments K : Sectioning of Welded Joints L : Examples Illustrating the Application of Code Formulas and Rules M : Installation and Operation P : Basis for Establishing Allowable Stress Value R : Preheating S : Design Considerations for Bolted Flange Connections T : Temperature Protection W : Guide for Preparing Manufacturer´s Data Reports Y : Flat Face Flanges With Metal-to-Metal Contact Outside the Bolt Circle DD : Guide to Information Appearing on Certificate of Authorization EE : Half-Pipe Jackets FF : Guide for the Design and Operation of Quick-Actuating (Quick-Opening) Closures GG : Guidance for the Use of U. Customary and SI Units in the ASME Boiler and Pressure Vessel Code 93 .S.Apêndice não obrigatórios NTT .

UCS 94 .VIII .VASOS DE PRESSÃO ► Exemplo : ► Vaso projetado segundo critérios do código ASME Seç.Div.NTT . Construção soldada com material base em aço carbono ► Seções a consultar : U .UG . 1995.UW .1 Ed.

Resistência de Radiografia e ultrareforços de abertura som 4.Projeto de juntas soldadas externa 2. Tolerâncias gerais para chapas. Múltiplas aberturas 4. Procedimentos para tratamento térmico após soldagem 3.NTT . Aberturas e reforços 3.Teste pneumático 9.Detalhes de bocais 6. Corrosão a 1.Plug welds 7.VASOS DE PRESSÃO UG 1. Procedimentos para tratamento térmico após soldagem de de UCS 1.. Construções especiais 5. Operação em baixa temperatura 95 . etc.. com procedimentos de fabricação e fornecimento 2.“Proof test” para qualificação de estabelecimento de procedimentos pressões máximas admissíveis alinhamento soldas 2. Certificação de materiais 3.Exames de 3. Requisitos para teste 8..Requisitos para 11. Reparo de soldas 3.Soldas de filete fabricação 8.Categorias de juntas pressão interna e 2. Dimensionamento UW UW 1. Teste hidrostático 10. “Standards” para permitidos flanges e tubos 5. Pré-fabricação de componentes 4. Definição de temperatura e pressão de projeto 6. forjados. Indicação de onde retirar os valores de tensões máximas admissíveis 8. tubos.Detalhes de solda 5. Materiais 2. Requisitos UG 1. Carregamentos 7. Ligamentos permitidos 7.Requisitos para de impacto procedimentos de soldagem 9. Tolerâncias de 6.

96 . mas permite-se a utilização de maiores valores de intensificação de tensões de projeto na faixa de temperaturas na qual este valor é limitado pelo limite de resistência ou escoamento. ► Regras são mais restritivas quanto ao tipo de material a ser utilizado.NTT . os procedimentos permissíveis de fabricação são especificamente delineados e mais completos métodos de inspeção e teste são exigidos.VASOS DE PRESSÃO ► Projeto alternativo de vasos de pressão. ► Procedimentos mais precisos de cálculo são necessários.

Fabrication Requirements Part AR . Quando isto não ocorre uma completa análise de tensões é necessária e pode ser feita de acordo com os procedimentos estabelecidos nos apêndices. Reports and Records ► Filosofia de projeto da Divisão 2 regras específicas para o projeto de vasos mais comuns.Material Requirements Part AD .Pressure Relief Devices Part AI .Marking.Inspection and Radiography Part AT .Testing Part AS .General Requirements Part AM .NTT . 97 .VASOS DE PRESSÃO ASME Section VIII – Division 2 Part AG . Stamping.Design Requirements Part AF .

NTT .VASOS DE PRESSÃO Apêndices Obrigatórios 1: Basis for Establishing Design Stress Intensity Values 2: Charts for Determining Shell Thickness for Cylindrical and Spherical Vessels Under External Pressure 3: Rules for Bolted Flange Connections 4: Design Based on Stress Analysis 5: Design Based on Fatigue Analysis 6: Experimental Stress Analysis 8: Rounded Indications Charts Acceptance Standard for Radiographically Determined Rounded Indications in Welds 9: Nondestructive Examination 10: Capacity Conversions for Safety Valves 98 .

VASOS DE PRESSÃO Apêndices Obrigatórios 18: Quality Control System 19: Definitions 20: Requirements for Hubs of Tubesheets and Flat Heads Machined From Plate 21: Submittal of Technical Inquiries to the Boiler and Pressure Vessel Committee 22: Acceptance of Testing Laboratories and Authorized Observers for Capacity Certification of Pressure Relief Valves 23: Adhesive Attachment of Nameplates 24: Requirements for Steel Bars of Special Section for Helically Wound Interlocking Strip Layered Pressure Vessel 25 : Rules for Drilled Holes Not Penetrating Through Vessel Wall 26 : Rules for Cr-Mo Steels With Additional Requirements for Welding and Heat Treatment 27 : Standard Units for Use in Equations 99 .NTT .

Customary and SI Units in the ASME Boiler and Pressure Vessel Code 100 .S.VASOS DE PRESSÃO Apêndices não obrigatórios A : Installation and Operation B : Temperature Protection C : Suggested Methods for Obtaining the Operating Temperature of Vessel Wall in Service D : Preheating E : Temperatures Ranges for Annealing and Hot Working and Limited Service Temperatures for Nonferrous Materials G : Examples Illustrating the Application of Code Formulas and Rules I : Guide for Preparing Manufacturer´s Data Reports J : Basis for Establishing External Pressure Charts K : Selection and Treatment of High Alloy Steels L : Guide to Information Appearing on Certificate of Authorization M : Flange Rigidity N : Guidance for the Use of U.NTT .

a) Espessura mínimaPRESSÃO b) Análise de Fadiga NTT . a divisão 2 não operação.A divisão 2 não limita a pressão máxima de mesmos para as duas divisões.A divisão 2 é mais restrita na escolha de materiais. c) Escolha dos materiais d) Processo de fabricação .A divisão 2 exige requisitos adicionais referentes certificação do material a ser utilizado na a procedimentos de soldagem. (artigos AF-1 a AF-8). 101 . baseadas na teoria da membrana. etc. tratamento fabricação do equipamento (Parte AM).0 Kgf/cm2).A divisão 2 exige uma análise de todas as (apêndice 5).A divisão 2 faz exigências adicionais para a .VASOS DE de parede . porém permite que sejam atingidas tensões admissíveis mais elevadas. térmico. Exemplo : Maior número de corpos de prova nos exames destrutivos ou maior quantidade de exames não-destrutivos (requisitos adicionais AM-2 a AM-5) . Exemplo : A divisão 2 não admite radiografia parcial (spot) em juntas soldadas. tensões atuantes em cada parte do vaso (apêndice 4).0 psi (212. fadiga e fornece regras para esta análise .A divisão 1 utiliza fórmulas de cálculo . e) Inspeção e testes f) Geral .A divisão 2 considera a possibilidade de falha por simplificadas.000. enquanto a divisão 1 a limita em aceita as limitações de abrangência de exames 3. não-destrutivos permitidas na divisão 1.Embora os critérios de aceitação sejam os .

NTT .VASOS DE PRESSÃO Capítulo 3 Tensões em Vasos de Pressão 102 .

à relação entre o limite de escoamento (Sy) ou de resistência (Sr) e a tensão admissível (Sadm) de um determinado material. ► Tensões admissíveis para temperaturas abaixo da temperatura de fluência estão relacionados com o limite de escoamento ou com o limite de resistência do material de construção do equipamento. 103 .VASOS DE PRESSÃO ► Tensões admissíveis : são as tensões máximas adotadas no dimensionamento de um vaso de pressão. ► Coeficiente de segurança (CS) ou fator de segurança (FS).NTT .

104 . Cálculos grosseiros e grandes aproximações exigem fatores de segurança maiores.NTT . Critério de cálculo : Uma tensão admissível só deverá ser aplicada em combinação com o critério de cálculo para o qual foi estabelecida. Tipo de carregamento : A consideração de esforços cíclicos e alternados.VASOS DE PRESSÃO ► Fatores que afetam a fixação dos valores das tensões admissíveis : Tipo de material : Para materiais frágeis adota-se um fator de segurança mais elevado que os adotados para materiais dúteis. choques e vibrações exige uma redução no valor da tensão admissível determinada para esforços normais.

Temperatura : A resistência mecânica de um material diminui com o aumento de temperatura e consequentemente a tensão admissível também cairá. peças que sofreriam uma fratura dúctil em temperatura ambiente passam a sofrer fratura frágil com o abaixamento dessa temperatura. 105 .NTT .VASOS DE PRESSÃO Segurança : Equipamentos de grande periculosidade envolvendo sério risco humano e material exigem elevados fatores de segurança. Em temperaturas baixas o comportamento de vários materiais se altera.

ambiente) comportamento à fluência Values” (2/3)Sy (temp.000 h para a região Sr / 3.5 (temp. de projeto) 1 / 1. de acordo com o material Sy / 1. ambiente) ASME VIII – Div. ambiente) 80% da tensão mínima que provoca ruptura após (2/3)Sy (temp.1 : “Allowable Stress Values”♣ Sr / 3. o código ASME utilizava um fator 4. 67% da tensão média que provoca ruptura após 100.5 (temp.2: “Design Sr / 3.VASOS NTT digo de DE PRESSÃO de creep Abaixo da faixa Projeto Sr / 3.0 (temp. de projeto) Acima da faixa de creep 100% da tensão média que provoca uma velocidade de deformação de 0.01% em 1000 h. .000 h.0 ao lugar de 3.5 (temp. (2/3)Sy (temp.3 da tensão média que provoca ruptura num tempo Sr / 2. aplicado ao limite de resistência do material para a definição das tensões admissíveis para cálculo.Có . de projeto) 100. 106 Antes da edição de 1998. de projeto) AD-Merkblatter 100% da tensão média que provoca uma velocidade de deformação de 0.000 h. ambiente) t.5 (temp. numa temperatura T.0 (temp. ambiente) ASME VIII – Div. de projeto) Não existem critérios Stress Intensity (2/3)Sy (temp. de projeto) BS-5500 de Sy / 1.5.01% em 1000 h 67% da tensão média que provoca ruptura após 100.35 (temp.

Propriedades mecânicas @ temperatura ambiente.6 % 29.VASOS DE PRESSÃO ► Exemplo: diferenças no valor da tensão admisível e peso do equipamento para um material de especificação SA-516 Gr.0 21.VIII – Divisão 1 – Edição anterior a 1998 ASME Seç.0 ksi Limite de resistência = 60.60.VIII – Divisão 2 BS-5500 AD-Merkblatter 107 15.VIII – Divisão 1 – Edição posterior a 1998 ASME Seç.0 17.1 20.3 21.3 0% 12.3 % 25.6 % .NTT .0 % 29. Tensão de escoamento mínima = 32.0ksi Tensões Admissíveis [ksi] Redução de Peso do @ Temperatura Ambiente Equipamento ASME Seç.

VASOS DE PRESSÃO ► ► A Edição de 1998 – Adenda 1999 do código ASME alterou o fator de segurança a ser aplicado ao limite de resistência dos materiais para projetos utilizando a Seção VIII – Divisão 1.0 para 1. quando do lançamento da primeira Edição do código era 5." Assim o fator foi reduzido para 4. quando da II Guerra Mundial e a necessidade de reduzir o conservadorismo dos projetos.5. 108 . O valor foi reduzido de 4.NTT .5. O fator de segurança em 1914.0 e o teste hidrostático foi alterado de um fator 2. processos de soldagem e projeto dos equipamentos. A justificativa na época para a redução do fator de segurança foi a seguinte: "great improvements in the art of welding.0 e foi mantido até 1944.0 para 3. após 55 anos de evolução dos materiais.

and submerged processes. 109 . o fator retornou a 5. se mantendo até a Edição de 1951 do código que estabeleceu definitavemente o valor de 4. Após a Guerra. melhoria dos processos de soldagem. Muitos dos processo de soldagem atualmente utilizados eram apenas desenvolvimento na década de 40 (gas metal arc. flux core process.0 para o fator de segurança.0. electron beam process. low hydrogen electrodes. métodos de inspeção e em códigos de outros países. and laser welding process). gas tungsten arc. electro-slag process.NTT .VASOS DE PRESSÃO ► ► Estas alterações não possuiam base técnica sólida e foram motivadas mais por razões econômicas e emocionais do que na qualidade intrínseca das soldagens realizadas nos equipamentos. consumíveis. A atual mudança no fator foi realizada com base na qualidade dos materiais.

O ensaio de ultra-som apenas em 1947 teve um maior importância com o desenvolvimento do cabeçote angular. em estágios iniciais de desenvolvimento. sem aplicação industrial de projetos e conceitos baseados na mecânica da fratura. ► O único ensaio não-destrutivo disponível em 1944 era a radiografia. o conceito de tenacidade do material era restrito a laboratórios. 110 .NTT . O alívio de tensões residuais e o pré-aquecimento na soldagem somente passaram a ser incorporados no código ASME a partir da Edição de 1962.VASOS DE PRESSÃO ► Em 1944.

111 . Apesar disso. fósforo. enquanto que o níquel. manganês e cobre reduzem a temperatura de transição do material.VASOS DE PRESSÃO ►O Governo Americano patrocinou um estudo para determinar as causas das falhas e avaliar fatores metalúrgicas que contribuíram para estas falhas. O estudo também mostrou que altos níveis de carbono.NTT . molibdênio e arsênico na composição. aumentam a temperatura de transição. silício. Os resultados deste e outros estudos auxiliaram a compreender a importância da tenacidade a fratura para a prevenção de falhas em componentes pressurizados. Preliminarmente foi determinado que a causa das falhas era geralmente relacionada a fratura frágil. estas informações não eram disseminadas em 1944.

Este documento motivou a formação do programa Heavy Section Steel Technology.NTT . ► A aplicação da mecânica da fratura para vasos de pressão e as informações necessárias para tornar o método viável para a determinação da adequação ao uso foram extensivamente discutidas em uma publicação de 1967 do Oak Ridge National Laboratory. 112 . que transformou os conceitos de mecânica da fratura em procedimentos para uso prático. e os conceitos de mecânica da fratura eram uma curiosidade de laboratório de 1944.VASOS DE PRESSÃO ►O teste de “drop weight” não foi desenvolvido até o final dos anos 40.

NTT . A experiência na utilização destes conceitos foram base das recentes revisões nos requisitos de tenacidade da Seção VIII e para as considerações de projeto da Divisão 3 do ASME Seção VIII.5 e o aumento das tensões admissíveis. Não foram alteradas as tensões em temperaturas sob a influência do creep. para altas pressões. O conservadorismo da Seção I e Seção VIII – Divisão 1 continua significante. foram da ordem de 14.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► A mecânica da fratura é utilizada pela Section XI of the ASME Boiler and Pressure Vessel Code para determinar a integridade de vasos de pressão da área nuclear.3% na faixa de temperatura em que as propriedades mecânicas são inalteradas com o tempo. 113 . A probabilidade de falha de um componente devido a tensão excessiva é considerada reduzida. obtidas nas tabelas 1A e 1B da Seção II – Parte D. abaixo da zona de creep. O efeito da redução do fator de segurança de 4 para 3.

2% ou 0.2% 0. ψf – redução precentual de área = 100. Nesse caso a tensão é uniaxial. εf – alongamento após a fratura real (ductilidade à fratura). ε = ΔL/L 114 0. P/A σf Su σ Sy Se E Curva de Engenharia E – módulo de elasticidade Sy – limite de escoamento 0.5% εp εe εt = εe + εp δf . Curva de Verdadeira σ = P/Ao .VASOS DE PRESSÃO ► Em um ensaio de tração simples existe um ponto determinado no diagrama tensão x deformação em que o material inicia a se deformar plasticamente.(Ao – Af)/Ao.NTT . δf – alongamento após a fratura.5% Su – limite de resistência a tração σf – resistência à tração verdadeira.

NTT . A essa equivalência denomina-se “Critério de Escoamento”. Existe portanto a necessidade de traduzir um estado de tensões complexo em um valor “equivalente” que poderia ser comparado com as propriedades do material determinadas no ensaio de tração. 115 .VASOS DE PRESSÃO ► A ocorrência de um estado triaxial de tensões acarreta um comportamento de material diferente do obtido anteriormente.

um momento de torção T e uma pressão interna p. Como determinar se uma combinação de carregamentos qualquer gera plastificação no cilindro? 116 . que resultam em diferentes direções principais. força axial e momento de torção é possível obter várias combinações de tensões.NTT . p T T P P ► Pela variação de pressão.VASOS DE PRESSÃO ► Considere como exemplo o cilindro de parede fina que está submetido a um esforço de tração P.

VASOS DE PRESSÃO ► Os critérios de escoamento são representações desses estados de tensões de acordo com diversas teorias de plastificação.NTT . Teoria da Tensão Cisalhante Máxima ou Critério de Tresca e a Teoria de Energia de Distorção ou Critério de Von Mises. Serão apresentados 3(tres) Critérios de Escoamento : Teoria da Tensão Máxima ou Critério de Rankine. 117 .

NTT - VASOS DE PRESSÃO

► -Teoria de Tensão Máxima ou Critério de Rankine (W.

Rankine – 1850) ► Esta teoria assume que o escoamento vai ocorrer quando a máxima tensão atuante em um material atingir a tensão de escoamento do material. Para um material que possua os mesmos valores para o escoamento à tração e à compressão, temos : ► σ1 > σ2 > σ3 σ1 = ± σy ► A representação gráfica para um estado biaxial de tensões é dada pelo quadrado. (Critério utilizado pelo código ASME Seção VIII – Divisão 1).

118

NTT - VASOS DE PRESSÃO

► ►

- Teoria de Tensão Cisalhante Máxima ou Critério de Tresca (H Tresca 1868) Esta teoria assume que o escoamento vai ocorrer quando a máxima tensão cisalhante em um material, submetido a uma combinação qualquer de cargas, atingir a metade da tensão de escoamento do material: τmax = σy/2 Utilizando-se o Círculo de Mohr verifica-se que τmax pode ser dado por , para um estado = σ1 − σde tensões. τmax biaxial 2 2 Generalizando temos que: σ1 - σ2 = ± σy ou σ1 - σ2 = + σy σ1 - σ2 = - σy (Critério utilizado pelo código ASME Seção VIII – Divisão 2).

► ► ► ►

119

NTT - VASOS DE PRESSÃO

► ►

- Teoria da Energia de Distorção ou Critério de Von Mises (R von Mises – 1913) Segundo este critério o estado limite para o escoamento ocorre quando a energia de distorção se iguala à energia de distorção quando do escoamento do material em um ensaio de tração uniaxial. A energia de distorção é dada pela equação abaixo.

I2 Ud = 2.G
► ► ►

Onde : G = E/2(1+ν) - módulo de cisalhamento. I2 - invariante de tensões O invariante de tensões pode ser expresso da seguinte forma.

120

1 2 2 2 I2 = (σ1 − σ 2 ) + (σ 2 − σ 3 ) + (σ1 − σ 3 ) 6

[

]

NTT - VASOS DE PRESSÃO

► Na condição de tração uniaxial, temos.

σ2 = σ3 = 0 ► I2 = σy2 / 3 ► Portanto o Critério de Von Mises pode ser escrito como.
σy 1 2 2 2 (σ1 − σ 2 ) + (σ 2 − σ 3 ) + (σ1 − σ 3 ) = 6 3

σ1 = σy

[

]

2

► Para um estado biaxial de tensões: σ12

- σ1.σ2 + σ22 = σy2 ► Esta equação representa uma elipse de Von Mises no plano σ1σ2

121

NTT - VASOS DE PRESSÃO

(Y) B
1,0

A F
σ2 / σy

-1,0

E G
σ1 / σy 1,0

(X)

Comparando-se as superfícies de escoamento de Von Mises e Tresca, temos uma diferença máxima de 15%.

H C
A-B-C-D A-F-G-C-H-E A-F-G-C-H-E -1,0

D

122

Maximum stress theory Maximum shear theory Distortion energy theory

NTT - VASOS DE PRESSÃO

- EXEMPLO: Aplicação dos Critérios de Escoamento em um Vaso Cilíndrico Um vaso cilíndrico com diâmetro interno de 2.000,0 mm e espessura de parede de 12,5 mm é submetido a uma pressão interna de 2,5 MPa. Calcular o fator de segurança para o escoamento na parede do costado, remoto de descontinuidades. O material do costado é o SA516 Gr.70, que possui uma tensão de escoamento a temperatura ambiente de 260,0 MPa.

pD 2,5 x 2.000,0 σ1 = = = 200,0 MPa (tensão circunferencial) 2t 2x12,5
pD 2,5 x 2.000,0 σ2 = = = 100,0 4t 4 x12,5
123

MPa (tensão longitudinal) (tensão radial)

σ3 = -2,5 MPa

NTT .5 ) − 100.5 ) − 200. 124 .0 x(− 2.0 − 200.0 200.48 Observa-se um resultados menos conservativo quando utlizado o critério de Von Mises.28 FS σ1 − σ 3 200.5 ) 2 = 1.5 ) σ eqv Critério de Von Mises ou da máxima energia de distorção σ eqv = σ + σ + σ − σ1σ 2 − σ1σ 3 − σ 2 σ 3 = FS σy FS = 2 2 σ1 + σ 2 + σ 3 − σ1σ 2 − σ1σ 3 − σ 2 σ 3 2 2 1 2 2 2 3 σy FS = 260.VASOS DE PRESSÃO Critério de Tresca ou da Máxima Tensão Cisalhante: τ max σy σ1 − σ 3 = = 2 2.0 = σ1 − σ 3 = ⇒ FS = = = 1.0 x(− 2.FS σy σy 260.0 2 + (− 2.0 x100.0 2 + 100.0 − (− 2.

é utilizado um peso equivalente a 20.857 kips Para garantir que não haja levantamento da chapa de fechamento do cilindro.NTT . p = 60.A = 60.000 kips.956.956.EXEMPLO: Aplicação dos Critérios de Escoamento em um Costado Cilíndrico Vaso cilíndrico fechado na extremidade inferior e com uma chapa na extremidade superior mantida na posição pela ação de um peso agindo contrária a força hidrostática.0 x 180. 125 .0 in t = ½ in Área interna de seção: A = πR2 = π x 240.0 = 10.0 psi R = 240.0 in2 Força hidrostática: F = p.VASOS DE PRESSÃO .02 = 180. Avaliar se o projeto é seguro.

0 x 0.000. 2 y 1 y (X) 126 A-B-C-D A-F-G-C-H-E A-F-G-C-H-E Maximum stress theory Maximum shear theory Distortion energy theory .0 σ2 / σY = -0.NTT .0 gráfico correspondente aos critérios de escoamento.5) – 20.34 A B F σ /σ Verifica-se que as tensões principais. equivalente a σY = 36.0x 240. obtido em ensaio de tração uniaxial.R / t = 60.0 cilindro está em condição de falha. temos: σ1 / σY = 0.0/(2 x 0.R / 2t – W / (2πRt) = = 60.1 ksi Para uma limite de escoamento do material.8 (Y) 1. isoladamente são inferiores ao limite E -1.000/(2 x π x 240.0 / 0.5) = -12.0 ksi.0 σ /σ de escoamento do material.8 ksi Tensão longitudinal: σ2 = p.VASOS DE PRESSÃO As tensões principais atuantes no cilindro são as seguintes: Tensão circunferencial: σ1 = p. percebe-se que o H D C -1.5 = 28.0 x 240. mas no G 1.

classificam as tensões em 3(três) categorias com características diferentes : ► Notação (ASME Seç.NTT .2 – Apêndice 4) : ► Pm – tensão generalizada de membrana primária ► Pl – tensão localizada de membrana primária ► Pb – tensão de flexão primária ► Q – tensão secundária (membrana ou flexão) ► F – tensão de pico 127 .VASOS DE PRESSÃO ► Os códigos de projeto. geralmente.VIII – Div.

► Tensão de membrana : componente constante através de toda a espessura da parede do vaso.NTT . ► Podem ser de membrana ou de flexão. ► Como exemplo temos as tensões de membrana circunferenciais e longitudinais em vasos cilíndricos submetidos ao carregamento de pressão interna. desenvolvidas pela ação de carregamentos impostos. enquanto o carregamento estiver sendo aplicado a tensão continua atuando não sendo aliviada por deformações da estrutura. sendo proporcionais a distância do ponto em que estão sendo analisadas ao centróide da seção considerada. e são variáveis através da espessura. Principal característica : não é auto-limitante. ► Tensões de flexão : resultantes da flexão das paredes do equipamento. 128 .Tensões primárias : ► Necessárias para satisfazer as leis de equilíbrio da estrutura.VASOS DE PRESSÃO A .

Uma tensão pode ser considerada como local se a distância na direção meridional. caso estejam atuando em todo o equipamento. As tensões primárias de membrana são classificadas em tensões gerais de membrana. caso estejam atuando numa parte limitada do equipamento. e em tensões locais de membrana. na qual a intensidade de tensões ultrapassa 1.1.Sm não excede (R.VASOS DE PRESSÃO ► ► Exemplos : tensão de membrana num casco cilíndrico ou tensões de flexão no centro de um tampo plano causadas pela pressão interna.NTT .t)1/2. Um exemplo é a tensão de membrana no casco de um vaso causada por força ou momento num bocal. 129 .

VASOS DE PRESSÃO B .NTT . C .Tensões secundárias : ► São as tensões desenvolvidas por restrições a deformações e compatibilidade de deslocamentos em pontos de descontinuidades. Como exemplo temos tensões devido à dilatação térmica restrita ou tensões residuais de soldagem. 130 . A característica básica desse tipo de tensão é sua capacidade de auto-limitação pela deformação.Tensões de pico : ► São tensões extremamente localizadas que causam deformações e distorções reduzidas podendo contribuir exclusivamente para fenômenos cíclicos e para intensificação de tensões para efeitos de fratura frágil.

131 . tensões secundárias x capacidade de acúmulo de deformações. Podemos identificar : tensões primárias x colapso plástico da estrutura.NTT . É possível estabelecer tensões admissíveis diferentes para cada parcela projetando o componente de forma adequada. mas que possuem efeitos diferentes sobre a mesma. Conceitos necessários para a avaliação de regiões na presença de defeitos : tensões primárias e secundárias possuem efeitos distintos sobre a abertura do defeito.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► ► Permite a separação entre tensões que podem estar atuando em um determinado ponto da estrutura.

VASOS DE PRESSÃO ► ► ► Tensões primárias e secundárias podem ser de membrana e/ou flexão.NTT . 132 . Tensão de membrana (Pm / Qm) é a componente de tensão uniforme e igual ao valor médio da distribuição de tensões ao longo da seção. correspondente à parcela linear da distribuição de tensões. A tensão de flexão (Pb / Qb) é a componente de tensão que varia através da seção transversal.

classificação e separação das tensões atuantes é dependente do tipo de carregamento e geometria do componente. flexão e tensões de pico devem ser estimadas pela linearização da distribuição de tensões no componente.NTT .VIII Div. ► Para cada combinação de tensões atuantes existe uma tensão admissível.2 em seu Apêndice 4 possui uma tabela indicando a classificação de tensões recomendada. 133 .VASOS DE PRESSÃO ►A identificação. As parcelas de membrana. válida para o dimensionamento do componente. ► As tensões na parede do equipamento podem ser analisadas a partir de um método de separação. O código ASME Seç.

separadas conforme exigido nos códigos de projeto.NTT . 134 . ponto de tensão máxima. estabelece uma linha de tensões na seção considerada para o estudo e parte da distribuição das tensões sobre esta linha para obtenção de tensões de membrana. flexão e total. passar pelo ponto de tensão máxima que efetivamente corresponde a um lugar de análise obrigatória. Esta linha tem como objetivo determinar a posição e as direções das tensões no componente que serão analisadas.VASOS DE PRESSÃO ► ► O método de tensões em uma linha. sempre que possível. Para a classificação destas tensões existe a necessidade de uma linearização da distribuição real sobre a linha. tipo de carregamento. Para a seleção de uma linha de tensões conveniente deve-se tentar relacionar uma série de fatores que indicam as prováveis localizações e orientações conforme a geometria. A localização de uma das linhas de tensões deve. etc.

NTT .VASOS DE PRESSÃO Costado cilíndrico Linha de tensões L2 L1 L2 L1 Anel suporte Tensão Flexão Membrana Flexão Membrana Espessura Linha de Tensões L1 – L1 Pico Tensão Pico Flexão Membrana Flexão Membrana 135 Espessura Linha de Tensões L2 – L2 .

Componente Localização NTT . Pressão interna remoto de descontinuidades Gradiente térmico axial Junção com tampo Pressão interna ou flange Momento ou carga externa ou pressão interna Momento ou carga externa Tipo de Tensão Membrana geral Gradiente ao longo da espessura Membrana Flexão Membrana Flexão Membrana geral ao longo da seção.VASOS DE PRESSÃOOrigem da Tensão Chapa do costado. Componente de tensão perpendicular à seção transversal Membrana geral ao longo da seção. Componente de tensão perpendicular à seção transversal Membrana local Flexão Pico Membrana Flexão Membrana Flexão Membrana Flexão Classificação Pm Q Q Q PL Q Costado cilíndrico ou esférico Qualquer seção transversal do costado Qualquer costado ou tampo Pm Pm PL Q F Q Q Pm Pb PL Q Momento ou carga Próximo a bocal ou externa ou pressão outra abertura interna Qualquer localização Diferença de temperatura entre costado e tampo Pressão interna Pressão interna Tampo conformado ou cônico 136 Centro Junção com o costado e toro .

VASOS DE PRESSÃO Região central Tampo plano Junção com o costado Origem da Tensão Tipo de Tensão Membrana Flexão Membrana Flexão Membrana Flexão Pico Membrana Flexão Pico Membrana geral. Componente de tensão perpendicular à seção. Flexão através da seção do bocal Membrana geral Membrana local Flexão Pico Membrana Flexão Pico Classificação Pm Pb PL Q Pm Pb F Q F F Pm Pm Pm PL Q F Q Q F Pressão interna Pressão interna Tampo ou costado perfurado Ligamento típico em Pressão um padrão uniforme Ligamento atípico ou Pressão isolado Seção transversal perpendicular ao eixo do bocal Momento ou carga externa ou pressão interna Momento ou carga externa Bocal Parede do pescoço Pressão interna Expansão diferencial Clad Qualquer Qualquer Qualquer Qualquer Qualquer Expansão diferencial Distribuição de temperatura radial Qualquer Membrana Flexão Tensão linear equivalente Distribuição não linear de tensões Concentração de tensões F F Q F F 137 .Componente Localização NTT .

5Sm PL + P b + Q + F Sa .5Sm 3.1) Membrana Geral Primárias Membrana Local Tensão média através qualquer seção. Exclui descontinuidades e concentrações. Produzida somente por cargas mecânicas. Produzida somente por cargas mecânicas. Tensão primária média através da seção. Produzida somente por cargas mecânicas. Pm PL Pb Q F Pm Sm PL + P b + Q PL 1. (2) Certas tensões térmicas que podem causar fadiga mas não distorção de forma do vaso.NTT . Flexão Componente das tensões primárias proporcional à distância para o centróide da seção. Pico (1) Incremento às tensões primárias ou secundárias devido a uma concentração de tensões. Ocorre em descontinuidades estruturais. Exclui descontinuidades e concentração de tensões. Considera descontinuidades mas não concentrações. Membrana + Flexão Secundária Tensões autoequilibradas necessárias para satisfazer a continuidade da estrutura.Sm Nota 1 Cargas de Projeto Nota 2 138 Cargas de operação PL + P b 1. Símbolo (nota 3) Combinação de componentes de tensões e limites admissíveis de intensidade de tensões. ver a Tabela 4-120.VASOS DE PRESSÃO Categoria de Tensões Descrição (Para exemplos. Podem ser causadas por cargas mecânicas ou expansão térmica diferencial.

NTT . 139 .VASOS DE PRESSÃO ► Para que ocorra o colapso do componente é necessário que toda a seção transversal do mesmo alcance o escoamento.

Seja σ(z) a tensão circunferencial atuante em qualquer ponto “z”.h3 140 .z / I A = 2h. a tensão pode ser obtida pela teoria de vigas : σ(Z) = N / A + M. Para um comportamento puramente elástico.b I = (2/3)b.NTT .VASOS DE PRESSÃO ► ► ► ► Supondo a força “N” e o momento “M”. ao longo da espessura do componente. aplicados no elemento. que possui uma largura “b” e espessura “2h”.

a plasticidade irá se expandir ao longo de toda a seção. Para um material elástico perfeitamente plástico.h2) = σy (1) Aumentando-se o carregamento.NTT . com a atuação da carga “N”.b) + (3/2). N / (2h.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► Supondo um material elástico perfeitamente plástico com escoamento “σy”.M.z / (b. o estado limite do componente corresponde a uma plastificação total ao longo da seção. 141 . o primeiro escoamento da seção ocorre na fibra externa (z = +h).

a distribuição de tensões é expressa como : ⎧ σy σ (z) = ⎨ ⎩ -σy z > .ho z < .VASOS DE PRESSÃO ► Matemáticamente.ho h ► Nas equações de equilíbrio : − ho ⎡h ⎤ M = b ⎢ ∫ σ y zdz + ∫ (− σ y )zdz⎥ ⎢ − ho ⎥ −h ⎣ ⎦ M = b ∫ σzdz −h − ho 2 ⎧⎡ z 2 ⎤ h ⎡z ⎤ ⎫ ⎪ ⎪ M = σ y b⎨⎢ ⎥ − ⎢ ⎥ ⎬ ⎪ ⎣ 2 ⎦ − ho ⎣ 2 ⎦ − h ⎪ ⎩ ⎭ ⎧⎡ h2 h2 ⎤ ⎡ h2 h2 ⎤ ⎫ ⎪ ⎪ o o M = σ y b⎨⎢ − ⎥ − ⎢ − ⎥ ⎬ 2⎦ ⎣2 2 ⎦⎪ ⎪⎣ 2 ⎩ ⎭ 142 M = σ y b h2 − h2 o ( ) .NTT .

VASOS DE PRESSÃO − ho ⎡h ⎤ N = b ⎢ ∫ σ y dz + ∫ − σ y dz⎥ = bσ y {(h + h o ) − (− h o + h)} ⎢ − ho ⎥ −h ⎣ ⎦ N = 2bhoσy N ⇒ ho = 2bσ y ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 2 ⎡ ⎛ N 2 ⇒ M = σ y b ⎢h − ⎜ ⎜ 2bσ ⎢ y ⎝ ⎣ ⎡ ⎛ M N2 = h 2 ⎢1 − ⎜ 2 2 2 σ yb ⎢ ⎜ 4b h σ y ⎣ ⎝ 143 ⎤ ⎥ ⎥ ⎦ ⎤ ⎥ ⎥ ⎦ 2 .NTT .

b.h2) ≤ 1 [N / (2.h2) + [N / (2.VASOS DE PRESSÃO ►A condição para que isso ocorra pode ser obtida pelo equilíbrio como : M / (σy.σy)]2 ≤ 1 ► Considerando ►É 144 possível obter o gráfico de interação de carregamentos.σy)]2 = 1 (2) ainda as seguintes restrições : M / (σy.b.b.h.NTT . .b.h.

2 0 .b.2 0 .b.8 0 .0 1 .4 0 .5 0 .8 0 .0 0 .σy.0 0 .1 D ia g ra m a d e In te ra ç ã o C o n d iç ã o L im ite E s c o a m e n to In ic ia l 145 0 .7 0 .h2) 1 .h) 1 .5 0 .VASOS DE PRESSÃO 1 (σ M /.3 0 .6 0 .4 0 .1 y.9 N/(2.7 0 .0 0 .NTT .1 0 .3 0 .1 .6 0 .9 0 .

h2.σy. o momento limite é dado por : ML = σy.5.b.h2 ► Se utilizada a equação (1). verifica-se que o momento necessário para o início do escoamento na fibra mais externa é : MY = (2/3).b. 146 .NTT . ► Conclui-se que ML / MY = 1.VASOS DE PRESSÃO ► Para uma viga em flexão pura (N = 0).

VASOS DE PRESSÃO Seção Qualquer Esforço Tração Razão [Escoamento Inicial/Rótula Plástica] 1 1.14 (X-X) ou 1.5 Retangular Circular X Y X Y 1.7 Flexão Y Tubular D/t >> 1.NTT .27 1.60 (Y-Y) Perfil I 147 X Y X .

VASOS DE PRESSÃO ► Se substituirmos N / 2.b.NTT .b. ► Através da equação (1).h2) = Pb (tensão elástica de flexão. é possível modificar o gráfico anterior.h = Pm (tensão elástica de membrana) e 3M / (2. 148 . temos : Pm + Pb = σy Condição do início do escoamento ► A condição limite é dada pela equação (2) : (2/3)(Pb / σy) + (Pm / σy)2 = 1 ► Considerando as limitações adicionais : Pm ≤ (2/3)σy (Pm + Pb) ≤ σy ► Obtêm-se o gráfico utilizado pelo código ASME para limites de tensões para carregamentos primários.

VASOS DE PRESSÃO σmax σy Pm + Pb = 1.0 Pm σy .NTT .0 CONDIÇÃO LIMITE ESCOAMENTO INICIAL Pm + Pb ≤ σ y REGIÃO DE PROJETO Pm =1 σy 149 0 Pm ≤ 2 σ y 3 ( ) 2/3 1.67 σy = Pm + Pb σy 2 Pb ⎛ Pm ⎞ +⎜ ⎟ =1 3 σy ⎜ σy ⎟ ⎝ ⎠ 2 Pm = Pb = N 2bh 3 M 2 bh2 (Pm + Pb ) = 1 σy 1.

No primeiro ciclo de tensões térmicas ocorre uma plastificação e redução do nível de tensões devido à característica auto-limitante das tensões secundárias.Sy (duas vezes a tensão de escoamento. ► Essa acomodação permite que as tensões possam alcançar um limite correspondente ao range elástico do material (limite de shakedown). equivalente a 2. 150 .NTT .VASOS DE PRESSÃO ► Para as tensões secundárias. o limite de tensões é função do comportamento da acomodação de tensões.

S y -0 .0 R a n g e e lá s tic o = 2 .0 1 .0 1 .NTT .5 1 .0 0 .S m -1 .VASOS DE PRESSÃO 2 .5 0 .0 S / Sy 0 .0 151 ε / εy .0 C 0 .5 P m + P b + Q < 3 .5 L im ite d e S h a k e d o w n A B 1 .5 2 .

onde deformações plásticas alternadas ocorrem a cada ciclo. o componente pode apresentar um comportamento descrito como “Plasticidade Reversa”. propiciando o fenômeno de fadiga de baixo ciclo. 152 .VASOS DE PRESSÃO ► Se ultrapassado o limite de range elástico.NTT .

0 R a n g e e lá s tic o = 2 .S m D 0 .VASOS DE PRESSÃO 2 .0 P la s tic id a d e R e v e rs a 1 .5 0 .0 2 .S y -0 .5 P m + P b + Q < 3 .5 153 ε / εy .0 1 .5 1 .NTT .5 1 .0 C 0 .0 -1 .0 A E B S / Sy 0 .5 2 .

NTT .VASOS DE PRESSÃO ► Para tensões atuantes ainda maiores. 154 . ocasionando o comportamento denominado de colapso incremental ou “ratchetting”. ocorre um acúmulo de deformações a cada ciclo.

S y -0 .S m D 0 .0 R a n g e e lá s tic o = 2 .0 C o la p s o In c re m e n ta l 1 .0 1 .NTT .VASOS DE PRESSÃO 2 .0 A E B I F M J S / Sy 0 .5 3 .0 155 ε / εy .5 L G K 1 .5 P m + P b + Q < 3 .5 0 .0 2 .0 H C 0 .5 1 .0 -1 .5 2 .

NTT .VASOS DE PRESSÃO Ssecundária/Sy σ σ ε σ σ 2 ε Fadiga de Baixo Ciclo ε Ratchetting Colapso ε 1 σ 0 ε Shakedown elástico Comportamento totalmente elástico 156 0 1 Sprimária/Sy .

NTT .VASOS DE PRESSÃO Capítulo 4 Fadiga em Vasos de Pressão 157 .

O desenvolvimento progressivo de uma trinca sob influência de aplicações repetidas de tensão.NTT . sendo portanto necessário um estudo baseado em resultados muitas vezes obtidos em laboratórios. . A taxa de crescimento de trincas possui grande dependência de fatores metalúrgicos.VASOS DE PRESSÃO ► ► 158 A presença de carregamentos cíclicos com tensões geradas abaixo do escoamento do material. que muitas vezes são inferiores às necessárias para provocar a fratura do componente sob carga monotonicamente crescente ou à tensão de escoamento do material. pode ser suficiente para a nucleação de trincas em pontos de concentração de tensões e sua posterior propagação.

a deformação plástica é limitada a pontos de concentração de tensões (pequenas deformações plásticas).NTT . A variação de tensão é a variável controlada. se caracteriza por deformações plásticas em nível mais elevado.VASOS DE PRESSÃO ► ► A fadiga de alto ciclo é caracterizada por variações de tensões controladas e inferiores ao escoamento do material. ao contrário da anterior. A fadiga de baixo ciclo. não se restringindo apenas aos pontos de concentração de tensões. A deformação é a variável controlada. A variação de tensões é nesse caso superior ao escoamento do material. 159 .

VASOS DE PRESSÃO 160 .NTT .

NTT .VASOS DE PRESSÃO 161 .

VASOS DE PRESSÃO ► ► ► ► ► ► ► 162 A curva do código ASME Seç.VIII – Div.E A curva do ASME pode ser descrita pela fórmula a seguir : E ⎡ 100 ⎤ . ln⎢ σa = ⎥ + σD 4. .2 – Apêndice 5 é baseada em variações de deformação. A tensão é calculada como um valor fictício : σ = ε. σD – limite de resistência à fadiga.NTT . A – redução de área. N – número de ciclos até a fratura. N ⎣100 − A ⎦ Onde : σa – amplitude da variação de tensões (tensão alternada).

σmín) / 2 σm = (σmáx + σmín) / 2 O “range” de variação de tensões corresponde a : 2.σa = (σmáx . Tensão σmáx Tempo σmín ► ► ► ► σa = (σmáx .NTT . pode-se definir a amplitude da variação de tensões (σa) e a tensão média (σm).σmín). 163 . como abaixo.VASOS DE PRESSÃO ► Considerando uma variação de tensões constante entre um valor máximo (σmáx) e um valor mínimo (σmín).

onde é possível verificar o seu aspecto randômico.NTT . 80 Pressão [Kgf/cm2] 70 60 50 40 30 20 10 0 0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000 Eventos 164 .VASOS DE PRESSÃO 90 ► A figura a seguir apresenta um exemplo de variação de carregamentos em uma estrutura.

A tensão média possui efeito na vida útil do componente com redução do número de ciclos até a falha.VASOS DE PRESSÃO ► Os resultados de uma metodologia de fadiga baseado em tensões (SN) ou deformações (εN).NTT . normalmente são obtidos para ensaios em corpos de prova com tensão média baixa ou nula. ±P ±P 165 .

5 1.5 0.25 0 Sm 0 0.[1 .25 1.VASOS DE PRESSÃO ► Tensão Alternada A figura a seguir apresenta algumas curvas que demonstram a influência da tensão média.75 2 Smc Sy Sr Tensão Média 166 Parábola de Gerber : σa = σd.75 Sd Sn 0.5 0.25 0.[1 .NTT .σm / σe] . Diagrama de Influência da Tensão Média Sa 1 Sy Parábola de Gerber Diagrama de Goodman Diagrama de Soderberg 0.σm / σr] Diagrama de Soderberg : σa = σd.[1 – (σm / σr)2] Diagrama de Goodman : σa = σd.75 1 1.

VASOS DE PRESSÃO ► ► ► ► 167 As metodologias de projeto à fadiga utilizam a definição de classes para as juntas soldadas. m – inclinação da curva (m = 3. . a direção das tensões alternadas e os métodos de fabricação e inspeção da junta soldada.N = A Onde: Sr – range de variação de tensões. que consideram a geometria. correspondente a espécimes sem solda). m = 3. as curvas de fadiga são definidas pela equação: Srm.0 para curvas de espécimes soldados. Conforme norma inglesa PD-5500 – Anexo C.5 para a curva C. As tabelas de classificação do detalhe estrutural soldado das normas são baseadas na geometria da junta e na direção dominante do carregamento.NTT .

NTT .VASOS DE PRESSÃO 168 .

NTT .VASOS DE PRESSÃO Table C.5 5 5 5 5 5 5 A[2] 2.09 x 106 N/mm2 169 .5 3 3 3 3 3 3 A[2] 4.55 x 1017 4.04 x 1012 6.33 x 1011 4.25 x 1014 2.05 x 1014 9.52 x 1012 1.31 x 1011 2.18 x 1015 2.29 x 1015 1.50 x 1011 1.22 x 1013 1.77 x 1013 Stress range at N = 107 cycles N/mm2 78 53 47 40 35 29 25 [1] If Sr > 766 N/mm2 or N < 3380 cycles.58 x 1011 for N > 107 cycles m 5. use class D curve [2] for E = 2.02 x 1015 5.1 Details of fatigue design curves Constants of S-N curve Class C[1] D E F F2 G W for N < 107 cycles m 3.

log Δσ 1 m 170 log N .NTT . propagar e falhar o defeito no corpo de prova.VASOS DE PRESSÃO A obtenção de uma curva SN depende de uma estatística de inúmeros dados experimentais de corpos de prova em espécimes que são ensaiados em diversos níveis de variações de tensões. Os ensaios registram o número de ciclos necessários para iniciar. A relação entre as variações de tensões e número de ciclos. plotados em um gráfico log x log pode ser representado normalmente por uma reta.

apresentado na figura pode ser escrito por: log(N) = log a − m.NTT . d = 2 corresponde a 97. log Δσ ⇒ log(N) = log a − log Δσ m = log⎛ a m ⎞ ⎜ ⎟ ⎝ Δσ ⎠ () () ( ) Onde: log a = log(a ) − d. m: parâmetros do material ensaiado.s () N: número de ciclos registrado no ensaio do corpo de prova.1% de sobrevivência. Δσ: variação de tensões aplicada no ensaio. 171 .7% de sobrevivência). d: número de desvios padrões em relação a curva média dos pontos experimentais (d = 1 corresponde a 84. s: valor do desvio-padrão das medidas. log Δσ = log a − m.VASOS DE PRESSÃO O modelo da curva S-N. a.

sem a necessidade de considerar a tensão média atuante no ciclo.NTT . . As curvas são ajustadas para um número de ciclos N para a falha. em uma tensão alternada σn.VASOS DE PRESSÃO ► 172 As curvas adotadas pelo ASME são ajustadas de forma a não ser necessária à consideração da tensão média.

NTT .VASOS DE PRESSÃO 173 .

NTT .VASOS DE PRESSÃO ► Exemplo de cálculo para a fadiga de um ponto da lança utilizando procedimento do IIW (International Institute of Welding) A Δσ B C ΔSA = 125 MPa ΔSA = 80 MPa N = C / (Δσ)m m=3 C é definido para cada classe Exemplo: C = 3.91 x 12 ΔSA = 50 MPa 174 105 2 x 106 5 x 106 N .

VASOS DE PRESSÃO ► ► ► ► ► ► ► ► ► ► ► ► Calcular o dano no ponto crítico da estrutura: Detalhe de solda da classe 50 106 ciclos de Δσ = 30 MPa 103 ciclos de Δσ = 70 MPa N = C / (Δσ)m m=3 C = 2.3 x 106 N70 = 7.3 x 105 D = Σdi = Σni / Ni = n30 / N30 + n70 / N70 D = 106 / ∞ + 103 / 7.Danual X = 30 porque X = 729 > 30 175 .37 x 10-3 Dcrítico = 1 = Datual + Dfuturo = X.3 x 105 = 1.NTT .5 x 1011 N30 = ∞ N30 = 9.

NTT .VASOS DE PRESSÃO Capítulo 5 Condições de Operação e de Projeto de Vasos de Pressão 176 .

teste hidrostático. 177 .NTT . abertura da válvula de segurança. máxima de operação. máxima de trabalho admissível. máxima de operação. mínima de operação. mínima de operação.VASOS DE PRESSÃO A pressão atuante num vaso pode ser definida em várias etapas ao longo do ciclo de operação do equipamento. as temperaturas de metal são decorrentes de várias etapas: temperatura normal de operação. de tal forma que definimos uma série de conceitos para identificar cada etapa: pressão normal de operação. Diversos conceitos de pressão e temperatura ► Da mesma forma. de projeto. de projeto.

acrescentar a pressão equivalente à coluna hidrostática do líquido contido no vaso.VASOS DE PRESSÃO Pressão e temperatura de operação A pressão e temperatura de operação são as suas “condições de operação”. 178 .NTT . Eventualmente. AD-160). As pressões são definidas como medidas no topo do vaso. Seção VIII. Os primeiros são valores de regime normal. devendo-se quando for o caso. isto é. mesmo em condições transitórias. Devemos distinguir os valores normais de operação dos valores máximos. inclusive para dimensionamento do equipamento à fadiga (ASME. Quando for este o caso. os pares de valores simultâneos de pressão e temperatura nos quais o vaso deverá operar em condições normais. Divisão 2. enquanto os outros são os valores máximos que podem ocorrer ao equipamento. todas as condições deverão ser consideradas. um vaso poderá estar sujeito a mais de uma condição de regime.

o equipamento poderá ser projetado por esta condição. podendo ocorrer simultaneamente à condição de operação. então. visto que o mesmo deve suportar TODAS as condições previstas durante a sua vida útil. 179 . deve ser considerada para projeto do equipamento. da mesma forma. normalmente acrescentando-se uma margem de segurança em relação à condição normal de operação do fluido. ► Se a condição de temperatura máxima for devida à uma condição anômala.VASOS DE PRESSÃO ►A temperatura. ► As temperaturas normal e máxima de parede são consideradas na definição da temperatura de projeto.NTT .

NTT - VASOS DE PRESSÃO

► Seja

em condição normal ou eventual, a temperatura mínima de operação deverá ser considerada na seleção do material, visto que de acordo com o ASME, Seção VIII, Divisão 1, parágrafo UCS-66, em função da “classe” do material e da sua espessura, poderá ocorrer a modificação do comportamento de dútil para frágil, podendo ocorrer a ruptura frágil em operação, ou mesmo durante o teste hidrostático.

180

NTT - VASOS DE PRESSÃO

181

Figura UCS-66(ASME, Seção VIII, Divisão 1

NTT - VASOS DE PRESSÃO

► Em

função do material será determinada a energia mínima exigida no ensaio Charpy-V, conforme fig. UG84.1 (ASME, Seção VIII, Divisão 1)

182

NTT - VASOS DE PRESSÃO

Pressão e temperatura de projeto
► Denominam-se

“Condições de Projeto” ao par pressão e temperatura que definiram o dimensionamento do equipamento, bem como para seleção do material de construção. ► De acordo com o parágrafo UG-21 do Código, a condição de projeto é a “pressão correspondente às condições mais severas de pressão e temperatura coincidentes que possam ser previstas em serviço normal”.
183

NTT - VASOS DE PRESSÃO

► Poderá

ocorrer que determinado equipamento possa vir a ser submetido à condições simultâneas de pressão interna e externa, por exemplo, vasos para exploração submarina de petróleo. Ora, em condição tal que é garantida a existência de simultaneidade nas pressões interna e externa, então o equipamento poderá ser calculado pela pressão diferencial. ► Em condições normais, tal não ocorre e o equipamento deverá ser projetado considerando-se separadamente cada condição.
184

NTT - VASOS DE PRESSÃO

► No

caso de vasos de pressão interna, é usual estabelecermos para a pressão de projeto o maior dentre os seguintes patamares:

105% da pressão máxima de operação (o dispositivo de alívio for operado por válvula piloto) 110% da pressão máxima de operação (demais casos) 1,5 kgf/cm2 manométrico.

185

embora isto não seja exigido pelo Código.NTT . provocando redução do volume específico com conseqüente geração de vácuo parcial.VASOS DE PRESSÃO ► Para vasos submetidos à pressão externa é usual considerar-se a condição de vácuo total. 186 . ► Esta situação poderá prevenir a ocorrência de condensação de produto em um ambiente confinado.

VASOS DE PRESSÃO Colapso em um tampo toroesférico Cargas impostas .NTT .mech.FEA www.au 187 .uwa.edu.

ou pela ruptura completa de um tubo em um trocador de calor. o projetista do equipamento deve conhecer todas as situações passíveis de ocorrência no equipamento. provocando a condensação das frações gasosas. devida à interrupção da fonte quente em uma torre fracionadora. devida a falha de uma junta de vedação. gerando uma onda de choque devida à súbita expansão. geração de vácuo.VASOS DE PRESSÃO ► Desta forma. tais como: despressurização súbita de gás a alta pressão. provocada pela vaporização súbita de um líquido. condição de “explosão” dentro do vaso. 188 .NTT . de forma a prevenir quaisquer situações anômalas não consideradas no projeto.

VASOS DE PRESSÃO Pressão máxima de trabalho admissível (PMTA) e Pressão de abertura da Válvula de Segurança ► A PMTA de um vaso é a menor pressão dentre as máximas pressões suportadas por cada componente do equipamento. considerando-se a sua tensão admissível tabelada para a condição de temperatura de projeto. calculamos a pressão máxima de trabalho admissível para cada componente. a menor dentre as máximas pressões admissíveis será a maior pressão de trabalho do equipamento. ► Traduzindo. passo a passo: definimos as espessuras corroídas de cada componente.NTT . 189 .

tal valor pode chegar a 16% ou 4 psig. ► Quando vários dispositivos são utilizados.VASOS DE PRESSÃO definição.NTT . ► Por 190 . ► O parágrafo UG-125 (c) do Código ASME cita que um vaso com um único dispositivo de alívio poderá atingir. o maior valor possível para set para início da abertura da válvula de segurança será a PMTA do equipamento. após total abertura desta PSV. até 10% ou 3 psig (o maior dentre estes valores) acima da PMTA.

devem ser verificados para as seguintes condições: 191 .Div.VASOS DE PRESSÃO ► Todos os vasos de pressão projetados de acordo com o Código ASME Seção VIII . 1. inclusive as estruturas de suporte.NTT .

NTT - VASOS DE PRESSÃO
TENSÕES DE MEMBRANA ESPESSURAS ADMISSÍVEIS À TRAÇÃO (v.nota 7) Tensões admissíveis das tabelas da norma para o material do vaso na temperatura ambiente, acrescidas de 20%. A tensão máxima não pode exceder 80% do limite de elasticidade do material na temperatura ambiente. Para partes não pressurizadas, pode ser considerada a tensão admissível básica acrescida de 33 1/3%. Espessuras nominais das chapas (v.nota 6).

CONDIÇÃO

CARREGAMENTOS

I - MONTAGEM

Consideração simultânea dos seguintes carregamentos ativos: a) peso próprio do vaso (v.nota 1); b) esforços devido à ação do vento ou terremoto (v.nota 2).

Consideração simultânea dos seguintes carregamentos atuantes: a) pressão interna de teste hidrostático; II – TESTE b) peso do vaso completamente HIDROSTÁTICO cheio de água (v.nota 1); c) peso de todas as cargas permanentes suportadas pelo vaso durante o teste (v.nota 3).

Espessuras nominais ou espessuras corroídas (v.nota 6).

192

NTT - VASOS DE PRESSÃO
CONDIÇÃO CARREGAMENTOS TENSÕES DE MEMBRANA ADMISSÍVEIS À TRAÇÃO (v.nota 7) ESPESSURAS

Consideração simultânea dos seguintes carregamentos atuantes: a) pressão interna ou externa de projeto na temperatura de projeto; III – OPERAÇÃO b) peso do fluido no nível de operação; NORMAL (v.nota 5). c) peso próprio do vaso; d) peso de todas as cargas permanentes suportadas pelo vaso (v.nota 4); e) esforços devido à ação do vento ou terremoto (v.nota 2). Consideração simultânea dos seguintes carregamentos atuantes: a) peso próprio do vaso; b) peso de todas as cargas permanentes suportadas pelo vaso (v.nota 4); c) esforços devido à ação do vento ou terremoto (v.nota 2).

Tensões admissíveis das tabelas da norma para o material do vaso na temperatura de projeto, exceto no trecho inferior ao estabelecido para saia de suporte.

Espessuras corroídas, isto é, espessuras nominais menos as sobrespessuras de corrosão (v.nota 6).

IV - PARADA

Tensões admissíveis das tabelas da norma para o material do vaso na temperatura ambiente, acrescidas de 20%.

Espessuras corroídas.

193

NTT - VASOS DE PRESSÃO

Notas: 1. Inclui o casco e acessórios soldados; exclui acessórios externos e internos removíveis; 2. Os esforços devidos ao vento não precisam ser considerados para o projeto dos vasos horizontais, devem, entretanto, ser considerados no projeto das suas fundações e estruturas; 3. Inclui internos removíveis; exclui isolamento interno ou externos e acessórios externos; 4. Inclui internos removíveis, isolamento interno ou externo, acessórios externos e tubulações; 5. Em casos especiais, a critério do projetista, pode ser necessário considerar na condição III o efeito simultâneo de outros carregamentos atuantes, tais como : dilatações térmicas do próprio vaso, dilatações térmicas de tubulações e outras estruturas ligadas ao vaso, flutuações de pressão, esforços dinâmicos causados pelo movimento de fluidos internos e vibrações; 6. Para as partes que sofrem redução de espessura no processo de fabricação, devem ser consideradas as espessuras mínimas esperadas; 7. A tensão longitudinal de compressão admissível, para todas as condições de carregamento, para o vaso e para as saias de suporte, deve ser determinada de acordo com o código ASME Section VIII Division 1, parágrafo de valores 194 de tensão máxima admissível.

NTT - VASOS DE PRESSÃO

Capítulo 6

Dimensionamento de Vasos de Pressão

195

NTT - VASOS DE PRESSÃO

► Uma

casca pode ser definida como um componente estrutural com duas dimensões sensivelmente maiores que uma terceira (espessura), podendo ter uma curvatura em uma ou duas direções. Se não há curvatura este componente estrutural é chamado de placa. Os vasos de pressão com espessuras bastante inferiores as suas demais dimensões, oferecem pouca resistência a momentos fletores perpendiculares a sua superfície e é comum, para o seu dimensionamento, que sejam considerados como membranas. As tensões calculadas, desprezando-se as tensões de flexão são denominadas tensões de membrana.

196

NTT - VASOS DE PRESSÃO

► Cascas finas (membranas) tentarão equilibrar as forças ou

carregamentos a que estão sujeitas somente por tensões de tração (ou compressão). É até desejável que sejam pouco resistentes às tensões de flexão, pois isto permitirá que o vaso de deforme rapidamente sem o surgimento de altas tensões de flexão nas descontinuidades. ► Tensões de membrana são tensões médias de tração (ou compressão) atuando ao longo da espessura do vaso e tangencialmente a sua superfície. Assim as equações para dimensionamento de componentes de parede fina submetidos à pressão interna utiliza a teoria de cascas e tensões de membrana.
197

VASOS DE PRESSÃO ►É sabido que podem ocorrer elevadas tensões nas descontinuidades nos vasos de pressão.NTT . mas regras de projeto e de fabricação desta divisão foram estabelecidas de modo a limitar tais tensões a um nível seguro consistente com a experiência adquirida. ► Em regiões de descontinuidade geométrica existe uma diferença entre a rigidez dos componentes. 198 . o que se reflete na ocorrência de tensões de flexão localizadas.

NTT .VASOS DE PRESSÃO Cilindro e hemisfério juntos (deformados) Hemisfério sem pressão (não deformado) Me Q Mc Cilindro separado (deformado) δe δc Hemisfério separado deformado Q LINHA DE JUNÇÃO (LINHA DE TANGENTE) Cilindro sem pressão (não deformado) 199 .

VASOS DE PRESSÃO Q δc a p Mc Me δe Q p 200 .NTT .

Junta sobreposta com solda simples em angulo (integral) (Tipo 6). Junta sobreposta com solda simples em angulo (integral) e solda de tampão (Tipo 5).VASOS DE PRESSÃO ► 201 Código ASME (Tabela UW-12) : Juntas de topo com cordão duplo (Tipo 1). Juntas de topo com cordão simples e cobre junta (Tipo 2). Juntas de topo com cordão simples (Tipo 3). . Junta sobreposta com solda dupla em angulo (integral) ( Tipo 4).NTT .

VASOS DE PRESSÃO Descrição Juntas de topo com cordão duplo Tipo de Junta 1 2 3 4 5 6 Juntas de topo com cordão simples e cobre junta Juntas de topo com cordão simples Junta sobreposta com solda dupla em angulo (integral) Junta sobreposta com solda simples em angulo (integral) e solda de tampão 202 Junta sobreposta com solda simples em angulo (integral) .Desenho Esquemático NTT .

VASOS DE PRESSÃO 203 .NTT .

NTT .VASOS DE PRESSÃO 204 .

transições de diâmetros.NTT . Soldas de ligação entre tampos. espelhos.Juntas de ligação de pescoço de bocais e botas ao costado. . Categoria B . ao costado. Categoria A .Juntas circunferenciais do costado e botas. pescoço de bocais. pescoço de bocais.Juntas conectando flanges. Categoria C . Soldas circunferenciais ligando tampos hemisféricos ao costado.Juntas longitudinais do costado e botas. tampos planos. não define o tipo de junta soldada. Categoria D . Todas as juntas do corpo da esfera. exceto o hemisférico.VASOS DE PRESSÃO ► 205 Categoria da junta : define a localização no equipamento. transições de diâmetros.

VASOS DE PRESSÃO 206 .NTT .

VASOS DE PRESSÃO (1) . (4) . UNF-57.Todas as juntas de topo em costado e tampos em vasos com “Serviço Letal”. UCL-35 ou UCL-36. etc. (a) Radiografia Total (Conforme UW-51) 207 . botas.Todas as soldas de topo em bocais.Todas as soldas de topo em costado e tampos em “unfired steam boilers” tendo pressão de projeto superior a 50 psi.Todas as juntas de topo em componentes pressurizados de vasos em que a espessura nominal na região da junta exceda 1 ½ in.. conectando em seções de vasos ou tampos que exigem radiografia total conforme itens (1) e (2) acima.. (2) . ou exceda os limites estabelecidos em UCS-57. UHA-33.NTT . (3) ..

NTT . (a) Radiografia Total (Conforme UW-51) 208 . (b) .Todas as juntas de Categorias A & D em seções de vasos ou tampos onde a eficiência utilizada no projeto é permitida por UW12(a). neste caso : (a) . radiografadas por pontos de acordo com UW-52.Soldas de Categorias A & B conectando seções de vasos ou tampos deverão ser do Tipo (1) ou Tipo (2) da Tabela UW-12.VASOS DE PRESSÃO (5) . no mínimo.Soldas de Categorias B ou C que interceptam juntas de Categoria A em seções de vasos ou tampos ou conectando seções ou tampos sem costura devem ser.

NTT . 209 .Exame de ultra-som de acordo com UW-53 poderá substituir o ensaio radiográfico para a solda final de fechamento de um vaso que não permite acesso para o filme. A dificuldade de utilização da radiografia não pode ser justificativa para sua substituição. (7) .Todas as soldas de topo unidas por eletro gás com passe único maior que 1 ½ in e todas as soldas por eletroescória.VASOS DE PRESSÃO (a) Radiografia Total (Conforme UW-51) (6) .

conforme item (a).NTT .Sem Radiografia Exceto quando requerido em (a)(5)(b) acima.VASOS DE PRESSÃO (b) . Exceto como requerido em (a) acima. juntas de topo dos Tipos (1) ou (2) da Tabela UW-12 que não são requeridas radiografia total.Radiografia por Pontos (Conforme UW-52) (c) . 210 . Se radiografia por pontos é especificada para o vaso inteiro. podem ser examinadas por pontos. nenhuma radiografia é requerida para juntas de vasos projetados apenas para pressão externa. ensaio radiográfico não é requerido para as juntas de Categorias B & C em bocais ou botas que excedem NPS 10 nem 1 1/8 in de espessura. ou quando o projeto da junta está de acordo com UW-12 (c).

Nas tabelas de tensão admissível constantes das normas encontram-se a indicação do P-Number de cada material. 3 3 Gr. 1. 1. 1. 211 . 2 5 Gr. 1 10A Gr. 6 1¼ 3/4 5/8 0 5/8 5/8 3/4 5/8 5/8 3/4 Observação : P-Number é um número que caracteriza grupos de materiais com a mesma soldabilidade. 2. 2.VASOSTable UCS-57 Thickness above which full radiographic DE PRESSÃO examination of butt-welded joints is mandatory P-No & Group No. 3 4 Gr. 1 10B Gr. 1 9B Gr. 2 9A Gr. Através do PNumber se fixa características de tratamento térmico e do exame radiográfico de um equipamento. 2 10C Gr. 1. 3 10F Gr.NTT . Nominal thickness above which butt-welded Classification of Material joints shall be fully radiographed [in] 1 Gr.

NTT . ► O usuário/cliente deverá selecionar o Tipo de junta e grau de inspeção conveniente. 212 . a menos que outras regras ditem esta seleção. ► Valor de “E” depende apenas do Tipo de junta e grau de inspeção empregado.VASOS DE PRESSÃO ► Tabela UW-12 fornece a eficiência de junta “E” a ser utilizada nas fórmulas de cálculo.

Valor de “E” não superior ao apresentado na coluna (b) da Tabela UW-12 deve ser utilizado no dimensionamento de vasos baseado em exame radiográfico por pontos.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► Valor de “E” não superior ao fornecido pela coluna (a) da Tabela UW-12 deverá ser utilizado no projeto de juntas de topo totalmente radiografadas. Valor de “E” não superior ao apresentado na coluna (c) da Tabela UW-12 deve ser utilizado no dimensionamento de vasos sem exame radiográfico. exceto quando os requisitos de UW-11(a)(5) não são cumpridos.NTT . quando se utiliza o valor da coluna (b) da Tabela UW-12. 213 .

o valor de E = 1. Para efeito de cálculo. encontram-se vários diagramas de bloco orientando quanto ao tipo de exame radiográfico e valores de eficiência de juntas que podem ser adotadas no projeto de um vaso de pressão. e E = 0. Tipo 1. 214 .85 quando não o são. 2) No apêndice L. para a tensão circunferencial.NTT .0 quando os requisitos de 11(a)(5)(b) são atendidos.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► OBS : 1) Seções do casco ou tampos sem costura são considerados como tendo uma junta de categoria A.

VASOS DE PRESSÃO 215 .NTT .

NTT .VASOS DE PRESSÃO 216 .

NTT .VASOS DE PRESSÃO 217 .

NTT .VASOS DE PRESSÃO 218 .

NTT . Os itens do Article D-4 do ASME Seç. . Categoria B : Todas as juntas de categoria B devem ser do tipo 1 ou tipo 2.2 apresentam todas as limitações e exceções de geometria de juntas soldadas permitidas. Categoria D : Todas as juntas de categoria D devem ser do tipo 1 de topo ou em ângulo com penetração total. ou para aplicações limitadas às juntas Categoria C podem ser de filete.VIII – Divisão 2 (Article D-4). as soldas pressurizadas do equipamento devem ser totalmente radiografadas. Os tipos de juntas permitidas são as seguintes : Categoria A : Todas as juntas de categoria A devem ser do tipo 1.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► ► ► ► ► 219 Conforme Código ASME Seç.VIII – Div. em ângulo com penetração total. Categoria C : Todas as juntas de categoria C devem ser do tipo 1 de topo. não sendo admitido o uso de radiografia parcial para a qualidade de fabricação do equipamento.

55 (4) 220 . B.55 0. A.65 0.1 sketch (k) Somente em juntas de topo Solda simples em juntas de topo sem circunferenciais. B & C NA NA 0.00 0.NTT . conforme UWtipo que os incluídos em (1) 13(b)(4) e Figura UW-13. Limitações Categoria de Junta (a) (b) (c) 2 Spot3 Sem Full (1) Nenhuma A.VASOS DE PRESSÃO Tipo Descrição Juntas de topo com dupla soldagem ou obtida de modo a manter a mesma qualidade de metal depositado interna e externamente de forma a estar de acordo com os requisitos de UW-35. Soldas utilizando mata-juntas que permaneçam no local são excluídas.85 0.80 0.90 0. B & C 0.90 0. C & D abaixo.60 A B & C6 NA NA NA NA 0.65 (3) A. (b) Juntas circunferenciais com espessuras abaixo de 5/8 in (a) Nenhuma exceto como em (b) A.70 (2) Solda simples em juntas de topo com (b) Juntas de topo circunferenciais utilização de mata-juntas ou outro com um “offset”. com espessuras utilização de mata-juntas abaixo de 5/8 in e com diâmetros inferiores a 24 in Solda de filete (sobreposta) dupla (a) Juntas longitudinais com espessura abaixo de 3/8 in. B. C & D 1.80 0.

50 221 .50 (5) Solda de filete (sobreposta) simples com “plug welds” conforme UW-17 (b) Juntas circunferenciais4 para junção de costados ou jaquetas com espessuras nominais inferiores a 5/8 in.NTT . B NA NA 0. C NA NA 0. onde à distância do centro do “plug weld” para a extremidade da chapa não é menor que 1 ½ o diâmetro do furo para o “plug”.VASOS DE PRESSÃO Tipo Descrição Limitações Categoria de Junta (a) (b) (c) 2 Spot3 Sem Full (a) Juntas circunferenciais para junção de tampos com diâmetros externos não superiores a 24 in e costado com espessuras inferiores a ½ in.

Como limitado pela figura UWpenetração parcial. Juntas de canto.45 (7) C & D7 NA NA NA (8) B.VASOS DE PRESSÃO Tipo Descrição Limitações (a) Para junção de tampos com pressão atuante no lado convexo em costados com espessura requerida não superiores a 5/8 in. 13. penetração total. Junta em ângulo Projeto pelo parágrafo U-2(g) para juntas Categoria B e C.1. Categoria de Junta (a) (b) (c) Full2 Spot3 Sem A&B NA NA 0.2 e figura UW-16. somente com o uso de solda de filete interno ao costado.NTT . ou solda de filete. C & D NA NA NA 222 . A&B NA NA 0.45 (6) Solda de filete simples sem “plug welds” (b) Para junção de tampos tendo pressão em ambos os lados em costados com diâmetros internos não superiores a 24 in e com espessura requerida não superiores a ¼ in com solda de filete no lado externo do tampo flangeado somente.

Ver UW-12(a) e UW-51.0 para juntas de topo em compressão. 7 . Quando necessário.NTT .Não existe um valor de eficiência de junta E para o cálculo dessa Divisão para juntas de canto Categorias C e D. um valor de E não superior a 1. limitação não é aplicável para conexões de flanges aparafusados.VASOS DE PRESSÃO Notas: 1 . 223 . 6 .E = 1. 2 .Ver UW-12(b) e UW-52 4 .Para a junta Categoria C do Tipo 4.0 deve ser utilizado.O fator simples mostrado para cada combinação de Categoria de junta e grau de exame de radiografia substitui ambos fatores de redução de tensões e eficiência de junta em relação às considerações previamente utilizadas nesta Divisão. 3 .Juntas conectando tampos hemisféricos e costado cilíndricos são excluídas. 5 .

L Tensão Circunferencial = Força de Separação / Área Resistente Sc = pDL / 2tL = pD / 2t = pR / t .L Área Resistente = 2.D.comprimento Área Projetada = D.L Força de Separação = p.t.VASOS DE PRESSÃO ► ► – Tensões Circunferenciais devido a Pressão Interna As tensões circunferenciais são aquelas que tendem a romper o cilindro segundo a sua geratriz quando submetido a uma pressão interna. Em geral são as mais críticas e são calculadas simplificadamente conforme a expressão matemática a seguir: Tensão circunferencial = (pressão interna) x (raio médio) espessura p Sc p Sc 224 Para um cilindro com : D – diâmetro t – espessura L .NTT .

VASOS DE PRESSÃO ► ► .Tensões Longitudinais As tensões longitudinais são aquelas que tendem a romper o cilindro segundo a sua seção transversal quando submetido a uma pressão interna e/ou carregamentos externos. para o carregamento exclusivo de pressão interna: (pressão interna) x (raio médio) 2 x espessura Tensão longitudinal = Sl p Sl p 225 Para um cilindro com : D – diâmetro t – espessura L .comprimento Área Projetada = π.(π. Em geral são menos críticas e são calculadas conforme a expressão matemática a seguir.t Força de Separação = p.NTT .D2 / 4 Área Resistente = π.D.D2 / 4) Tensão Longitudinal = Força de Separação / Área Resistente SL = p(πD2/4)/πDt = pD/4t = pR/2t .

NTT . Lo – raio externo para o tampo hemisférico ou raio externo da coroa para o tampo toro-esférico. h – semi-eixo menor do tampo elipsoidal ou sua profundidade medida a partir da linha de tangência. Ro – raio externo do componente..VASOS DE PRESSÃO t – espessura req. S – tensão admissível na temperatura de projeto. R – raio interno do componente. r – raio interno da parte tórica. de um tampo cônico ou toro-cônico. L – raio interno para o tampo hemisférico ou raio interno da coroa para o tampo toro-esférico. D – diâmetro interno do componente. Do – diâmetro externo do componente. α . calculada para as condições de projeto. P – pressão de projeto.semi-ângulo interno da parte cônica. em relação ao centro. E – eficiência de junta 226 .

6t ) (R o − 0.25SE 1 R o ⎛ Z 2 − 1⎞ ⎟ ⎜ ⎠ ⎝ ⎞= − 1⎟ 1 ⎠ Z 2 1 t = R⎛ Z 2 ⎜ ⎝ Z= SE a 2 − 1 SE 1 − b 2 SE 1 − b 2 2 P= = P = SE a − 1 = Pressão a2 + 1 1 + b2 b2 máxima t t t admissível a = t + 1 a = +1 b= −1 b= −1 R Ro R Ro ( ( ) ) ( ( ) ) P +1 SE ( ) ( ) 227 Tensões atuantes P a2 + 1 P 1 + b2 S= = E a2 − 1 E 1 − b2 ( ( ) ) ( ( ) ) P P 1 + b2 S= = E a2 − 1 E 1 − b2 ( ) ( ( ) ) .4P) P= S= 2tSE 2tSE = (R − 0.4t ) S= = atuantes tE tE P > 0.VASOS DE PRESSÃO Costado cilíndrico Tensões circunferenciais P ≤ 0.4P) requerida Pressão tSE tSE t ≤ R / 2 máxima P= = (R + 0.4t ) P(R − 0.NTT .4t ) (R o − 1.4P) (2SE + 1.6P) (SE + 0.4t ) P(R o − 1.4t ) admissível Tensões P(R + 0.385SE Tensões longitudinais P ≤ 1.25SE Espessura PR o PR = t= mínima (SE − 0.385SE Espessura mínima requerida t>R/2 1 R o ⎛ Z 2 − 1⎞ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ ⎛ Z 12 − 1⎞ = t = R⎜ ⎟ 1 ⎝ ⎠ Z 2 SE + P Z= SE − P t= PR o PR = (2SE + 0.4t ) = 2tE 2tE P > 1.6t ) P(R o − 0.

b3+1)/[2.E – P) Pressão máxima admissível P = 2.E) = P.(2+a3)/[2.(Lo – 0.P) t ≤ 0.t.E / (L + 0.t.t.S.E) Espessura mínima requerida t = L.8.E + P) / (2.S.8.(Y1/3 – 1) = Lo.S.Lo / (2S.t) / (2.E.b3 + 1) a = (t / L + 1) b = (t / Lo – 1) Tensões atuantes S = P.E.S.665SE Y = 2.E – 0.8.(a3 – 1)] = P.VASOS DE PRESSÃO Casco e tampo esférico Espessura mínima requerida t = P.E / (Lo – 0.t) / (2.2.(S.t.S.(1 – b3)/(2.356L P > 0.S.2.(2.E.E + 0.t) Tensões atuantes S = P.356L P ≤ 0.E.t) = 2.665SE Pressão máxima admissível P = 2.(L + 0.P) = P.(1 – b3)] 228 .(a3 – 1)/(2 + a3) = 2.L / (2.(Y1/3 – 1) / Y1/3 t > 0.2.NTT .

87 2.D.2.3 1.t) = admissível = 2.00 229 .5 1.(K – 0.h) = 2 K=1 D / 2h K D / 2h K 3.VASOS DE PRESSÃO Espessura mínima t = P.0 1.1)] Pressão máxima P = 2.K–2.t.1)]/(2.NTT .h)]2} 2.0 0.64 1.14 1.E) = = P.S.Do.t.2 0.1 1.3 0.0 1.7 1.66 2.t.46 1.E) Tampo elipsoidal Para o tampo padrão : D / (2.K – 2.4 0.71 K = (1/6).07 1.E/(D.K+0.P.73 1.K+0.6 1.93 2.9 1.(K–0.1)] Tensões atuantes S = P.61 2.(K–0.29 1.76 2.{2+[D/(2.P) = requerida = P.83 1.37 1.S.S.1 0.2 1.9 0.t)/(2.K/[2.K/(2.8 0.21 1.(D.55 1.t.53 2.2.5 0.E+2.57 2.4 1.2.50 2.7 0.E/[Do.[Do.6 0.81 2.8 1.S.E–0.

50 1.10 6.69 3.15 7.00 1.0 1.2)]/(2.S.34 11.t) = = 2.M – (M – 0.25 1.50 1.(M – 0.54 1.0 1.t.M – (M – 0.E) = = P.t.S.00 4.[3 + (L / r)1/2] L/r M L/r M L/r M 1.52 1.E / (L.NTT .E + P.5 1.M / [2.0 1.0 1.08 5.0 1.VASOS DE PRESSÃO Espessura requerida Pressão admissível mínima t = P.M + 0.0 1.5 1.18 8.0 1.t)/(2.20 8.0 1.50 1.(L.S.0 1.36 11.t.65 2.E – 0.M/(2.S.13 6.2.46 15.03 4.Lo.5 1.5 1.75 1.50 16 2/3 1.25 9.2)] máxima P = 2.58 2.5 1.41 13.2)] S = P.17 7.5 1.48 16.60 2.28 10.M + 0.44 14.62 2.5 1.E) Tampo toroesférico Tensões atuantes M = (1/ 4).t.E / [Lo.22 9.P) = = P.0 1.[Lo.25 1.5 1.56 1.0 1.39 12.00 1.2.0 1.31 10.25 1.0 1.0 1.L.75 1.77 230 .72 3.2.06 5.75 3.

cosα) S = P.cosα.t.(D+0.P)] P = 2.E–0.NTT .E) α > 30o Análise especial 231 .D/[2.cosα.E/(D+0.t.6.S.6.cosα)/(2.cosα.t.6.VASOS DE PRESSÃO Tampo conico α ≤ 30o Espessura mínima requerida Pressão máxima admissível Tensões atuantes t = P.( S.t.

m – relação tr / ts..NTT . inclui um fator igual a 0. D – dimensão maior de um tampo não circular. d – diâmetro ou menor dimensão para tampos não circulares.VASOS DE PRESSÃO • Tampo planos • Para o dimensionamento dos tampos planos utilizaremos a seguinte nomenclatura.667 o que efetivamente aumenta a tensão admissível. etc. medida perpendicularmente à dimensão menor. hG – braço do momento da junta. para tampos soldados. Este fator. E – eficiência de junta. 232 ..S. L – perímetro medido ao longo da linha de centro dos parafusos de um flange não circular. distância radial entre a linha de centro dos parafusos à linha de reação da junta. em tais construções para 1. método de ligação. C – Fator que depende do tipo de tampo.. dimensões.5.

233 . ts – espessura de fabricação do casco. Z – fator para tampos não circulares.VASOS DE PRESSÃO P – pressão de projeto. t – espessura requerida para o tampo. S – tensão máxima admissível. W – carga dos parafusos.NTT . sem costura. excluída a sobrespessura de corrosão. tr – espessura requerida para o casco cilíndrico.

com ligação aparafusada ⎡ CP 1.9 Wh G ⎤ + t = d. sem ligação aparafusada ⎡ CP ⎤ t = d. sem ligação aparafusada onde : Z = 3.d/D Não circular.⎢ ⎥ ⎣ SE ⎦ 1/ 2 1/ 2 Não circular.⎢ + SE SELd 3 ⎥ ⎣ ⎦ 1/ 2 Z≤ 2.NTT .4.⎢ ⎥ ⎣ SE ⎦ 1/ 2 Fórmula de Cálculo Circular.4 – 2.2 do código) .d/D Z≤ 2.⎢ SEd3 ⎥ ⎣ SE ⎦ ⎡ ZCP ⎤ t = d.VASOS DE PRESSÃO Tipo de Tampo Circular. com ligação aparafusada ⎡ ZCP 6 Wh G ⎤ t = d.5 • A figura UG-34 apresenta alguns tipos de tampos planos normalmente utilizados.4.4 – 2. Outras abreviaturas referenciadas na figura UG-34 estão definidas no parágrafo UG-34 e na figura 234 UW-13.5 onde : Z = 3.

NTT .VASOS DE PRESSÃO 235 .

com ou sem anéis de reforço. caso contrário. Se a deformação desaparece o equilíbrio é dito estável. espaçados de um comprimento maior que um comprimento crítico. a instabilidade elástica ocorrerá. é instável. como também da relação L / D.NTT . Quando é ultrapassado um valor crítico de carregamento ocorre instabilidade elástica. Se o comprimento entre tangentes. A instabilidade elástica é usualmente um critério decisivo nos projetos de vasos de pressão que operam à pressão externa. Para o caso de um vaso cilíndrico submetido à pressão externa. de um modo geral num nível de tensões abaixo da tensão de escoamento do material. 236 . a pressão crítica é função não só da relação t / D e do módulo de elasticidade do material.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► A ação de uma carga externa num vaso em equilíbrio sob determinado carregamento resulta numa deformação adicional que pode ou não desaparecer com a retirada dessa ação externa. que pode ser seguida do completo colapso do vaso. ou a distância entre os anéis de reforço é menor que o comprimento crítico.

E / [3.ν2)]}. Do – diâmetro externo.VASOS DE PRESSÃO ► A pressão crítica de flambagem para um vaso cilíndrico com os extremos abertos em um comprimento maior que o crítico pode ser expressa.(1 .NTT .(t / Do)3 E – módulo de elasticidade.coeficiente de Poison. n – número de lóbulos formados na flambagem. conforme Windenburg e Trilling.(n2 – 1). função de L/Do e Do / t. ► ► ► ► ► ► 237 . t – espessura do vaso. ν . pela equação : Pc = {2.

também desenvolvida por conforme Windenburg e Trilling.(t / Do)3 Para o caso de um vaso cilíndrico. é : Pc = [2. Pc = [2.NTT . teórica.ν2)3/4].VASOS DE PRESSÃO ► ► ► O valor mínimo desta pressão crítica corresponde a n = 2.(t / Do)1/2]} L é o comprimento de projeto. A pressão crítica assim calculada. verificada através de experiências práticas. é na realidade maior que a pressão crítica real de flambagem.E / (1 . uma expressão. conforme será posteriormente definido.E / (1 .45. com tampos. isto é devido a imperfeições na fabricação do vaso (ovalizações) ou a deformações causadas por cargas externas. ► ► ► 238 .{(t / Do)5/2 / [L/ Do – 0.ν2)].42.

para uma ovalização igual a espessura do vaso e aproximadamente 75%.VASOS DE PRESSÃO ► Bickell e Ruiz afirmam que. 239 . numa primeira aproximação. o valor desta pressão crítica real de flambagem será em torno de 50% do valor calculado. para uma ovalização igual a 10% da espessura.NTT .

2.E. 240 .E.E / (1 . lc = 1. a pressão crítica de flambagem para uma casca cilíndrica é dada pela expressão.ν2)].3.Do.NTT . Pc = [2.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► ► ► ► ► ► ► Conforme visto anteriormente. temos : Pc = 2.(t / Do)3 Para um valor de ν = 0. temos: Pc = K.(t / Do)3 Onde K é função das relações L/Do e Do/t.[Do / t]1/2 Para vasos com um comprimento de projeto menor que o comprimento crítico.111.(t / Do)3 Isto é válido para vasos de comprimento de projeto maior que um comprimento crítico lc.

(t / Do)3 A figura G do código ASME.Do / (2t) = [Do / (2t)].VASOS DE PRESSÃO ► ► ► ► ► A tensão circunferencial de compressão.K. resultante desta pressão crítica é : S = Pc. Este gráfico é independente do material do equipamento. apresenta os valores de ε (Fator A).(t / Do)3 Rearrumando esta equação.E.NTT . temos : (S / E) = ε = (K / 2). em função das relações t / Do e L / Do. 241 . Os pontos de inflexão representam a região onde o comprimento de vaso é crítico.

VASOS DE PRESSÃO 242 .NTT .

De acordo com o código.Pa = 2. podemos escrever: Pc = 4. CS 2 e as demais (relativas ao material) apresentam a relação entre a deformação crítica de flambagem (Fator A) e uma tensão (Fator B) função da pressão crítica de flambagem.(t / Do) Pa.[B / (Do/t)] 243 .(Do / t) = S / 2 (Fator B) No código as figuras CS 1.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► ► ► ► Se considerarmos um coeficiente de segurança igual a 4. das dimensões e do material do vaso.NTT . adotado sobre a pressão crítica de flambagem. será calculado : Pa = (4/3).S.

VASOS DE PRESSÃO 244 .NTT .

VASOS DE PRESSÃO 245 .NTT .

para vasos com tampos ou transições cônicas.VASOS DE PRESSÃO No código ASME. ► .0). ► L – comprimento de projeto (fig. a seguinte notação é adotada na determinação das espessuras do casco e tampos submetidos à pressão externa. a maior distância centro a centro entre dois anéis de reforço adjacentes. distância da linha de centro do primeiro anel de reforço a junção cilindro-cone. será o maior entre : comprimento do trecho cilíndrico (CET) mais 1/3 da profundidade de cada tampo. a distância da linha de centro do primeiro anel de reforço ao início do trecho cilíndrico mais 1/3 da profundidade do tampo.NTT . se não houver anéis de reforço. distância entre as junções cone-cilindro. UG 28. para vasos com 246 tampos ou transições cônicas.

VASOS DE PRESSÃO 247 .NTT .

sem a sobrespessura para corrosão ou tolerâncias de fornecimento e fabricação.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► ► ► ► ► ► E – módulo de elasticidade do material. t – espessura arbitrada para o casco. na temperatura de projeto.0. B – fator determinado a partir das figuras correspondentes ao material do vaso. 248 . para a espessura arbitrada (t). para a temperatura de projeto. Pa – valor calculado da pressão externa admissível de trabalho. ou tampo considerado. Do – diâmetro externo do vaso. P – pressão externa de projeto. A – fator determinado a partir da figura UG 28.NTT . Ro – raio externo de um casco esférico.

a N-253 estabelece que todos os vasos submetidos a vácuo deverão ser projetados para vácuo total. vasos submetidos a uma pressão externa igual ou menor a 15. ► O apêndice Q do código ASME explica as bases para o estabelecimento dos gráficos para cálculo da pressão externa.NTT . 249 .25 vezes a máxima pressão externa. ► Na PETROBRAS.0 psi.VASOS DE PRESSÃO ► De acordo com o ASME. 1.0 psi deverão ser projetados para uma pressão igual ao menor dos seguintes valores : 15.

05 250 .VASOS DE PRESSÃO ► Casco cilíndrico ► A espessura requerida para suportar a pressão externa é obtida por um processo de tentativas. ► Se L/Do > 50. use L/Do = 50 ► Se L/Do < 0. use L/Do = 0. ► b.NTT . que envolve os seguintes passos: ► (1) Se Do / t ≥ 10 ► a.05. Arbitre um valor de t e determine L/Do e Do/t. Obtenha na figura G o valor do fator A. a partir de um valor arbitrado.

a espessura arbitrada satisfaz ao carregamento de projeto .Do/t] e. arbitre um valor maior para a espessura ou utilize anéis de reforço Se Pa ≥ P. sendo E o módulo de Pa = 2AE / [3. determine o valor B na figura correspondente ao material do casco.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► ► ► ► ► 251 c. calcule diretamente o valor da pressão admissível: . prolongue-as horizontalmente e determine B.NTT .Do/t] elasticidade à temperatura de projeto d. Compare Pa com P Se Pa < P. determine Pa: Pa = 4B / [3. Com o valor de B. Com o valor de A. Se o ponto encontrado cair à direita das curvas. Se o ponto cair à esquerda.

9 vezes a tensão de escoamento à temperatura de projeto. Calcule Pa1 e Pa2 .NTT . a espessura arbitrada satisfaz ao carregamento de projeto 252 . Obtenha A e B conforme (1) Se Do/t < 4. use A = 0. Part D 2 do CÓDIGO. c. calcule A = 1.1.167 / (Do/t) – 0.[1 – 1 / (Do/t)] Nesta última fórmula S é o menor valor entre: duas vezes a tensão admissível tabelada para o material à temperatura de projeto e 0.0833].VASOS DE PRESSÃO ► ► ► ► ► ► ► ► ► ► ► (2) Se Do/t < 10 a.B Pa2 = [2S / (Do/t)]. compare com P Se Pa < P. O menor dos dois valores será Pa : Pa1 = [2. que pode ser obtida na Seção II. Com o menor valor entre Pa1 e Pa2.1 b. arbitre um valor maior para a espessura ou utilize anéis de reforço Se Pa ≥ P.1/[Do/t]2 Se A > 0.

medidas paralelamente ao eixo do cilindro. em relação a ambos os lados do anel. 253 . Ls – soma da metade das distâncias medidas a partir da linha de centro do anel considerando a próxima linha de suporte. As – área da seção transversal do anel de reforço.NTT . I – momento de inércia da seção transversal do anel de reforço adotado em relação a um eixo neutro paralelo ao eixo do vaso.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► ► ► ► Cálculo de Anéis de Reforço Notação utilizada Is – momento de inércia requerido para a seção transversal do anel de reforço em relação a um eixo neutro paralelo ao eixo do vaso.

NTT . 254 . uma junção cilindro-cone.VASOS DE PRESSÃO ► OBS : A linha de suporte será assim entendida como : outro anel de reforço linha circunferencial em um tampo. uma junta circunferencial unindo uma camisa externa ao casco cilíndrico. distando 1/3 de sua profundidade do limite da linha de tangência do casco.

utilizando-se o Fator B e a temperatura de projeto. use a figura que conduza ao menor valor do Fator A. (b) Se a linha horizontal traçada a partir de B ficar abaixo das curvas do material.NTT .Do / (t + As / Ls)] 3 – Entre na figura do Apêndice S correspondente ao material a fim de obter o Fator A.[P.B / E 255 . calcular o Fator A como : A = 2. Obs : (a) Se os materiais são diferentes para o casco e anel.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► ► ► Procedimento de cálculo: 1 – Selecionar o perfil a ser usado como anel de reforço (As e I) 2 – Calcular : B = (3/4).

2 encontra-se o máximo arco de um casco cilíndrico sob pressão externa que pode permanecer sem a continuidade de reforço. calcule: Is = Do2.1 encontra-se vários tipos de anéis de reforço.(t + As/Ls). . (2) Na figura UG-29. como contribuindo para o reforço.A / 14 5 – Compare I com Is Se Is > I. Obs: (1) O código também permite que se considere parte do casco. unida ao anel de reforço. escolher outro perfil com maior inércia Se Is ≤ I.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► ► ► ► ► ► ► ► 256 Procedimento de cálculo: 4 – Com o valor de A. o perfil escolhido satisfaz.Ls.NTT . (3) Na figura UG-29.

NTT .VASOS DE PRESSÃO 257 .

NTT .VASOS DE PRESSÃO 258 .

calcule o valor de Pa diretamente: Pa = 0. a espessura arbitrada satisfaz ao carregamento de projeto 259 .VASOS DE PRESSÃO ► ► ► ► ► ► ► ► ► Casco e Tampos Esféricos O procedimento para tampo esférico é similar ao já apresentado para o casco cilíndrico. Determine o valor de A pela fórmula: A = 0.NTT . Se o ponto cair à esquerda das curvas.0625. Neste caso os passos são os seguintes: a. arbitre um valor maior para a espessura ou utilize anéis de reforço Se Pa ≥ P. Determine o valor de B na figura correspondente ao material.125 / (Ro/t) b. Com B calcule Pa : Pa = B / (Ro/t) d.E / (Ro/t)2 c. Compare Pa com P Se Pa < P.

6 0.4 .. 1.8 2.1 VALUES OF SPHERICAL RADIUS FACTOR Ko FOR ELLIPSOIDAL HEAD WITH PRESSURE ON CONVEX SIDE Interpolation Permitted for Intermediate Values .Do.50 260 .27 1..73 1. o procedimento é idêntico.Tampo elipsoidal : Ro = Ko.2 0.6 2.8 0.36 1.90 1.99 1... sendo Ko um fator que depende de Do/2h TABLE UG-33.0 0.. 3.81 1..4 0.0 0...2 0..08 2.NTT . mas Ro é definido da seguinte maneira: ► .18 1.65 1.57 Do / 2ho Ko Do / 2ho Ko 2.VASOS DE PRESSÃO ► Tampos Elipsoidais e Torisféricos ► Para tampos elipsoidais e toro-esféricos.0 2..

67 vezes a pressão de projeto externa.NTT .0.VASOS DE PRESSÃO ► Tampo toro-esférico : ► Ro = raio externo da calota esférica ► A espessura tem que ser calculada para resistir também a uma pressão interna equivalente a 1. 261 . Esta exigência aplica-se apenas aos tampos elipsoidais e toroesféricos. considerando eficiência de solda igual a 1.

6 / 25.4 / 47.3 / 8.0 / 28.6 / 31.5 / 34.5 / 11. 262 .3 / 44.0 mm devem ser adotados valores inteiros em milímetros. ► Para espessuras superiores a 50.5 / 19.5 / 50.5 / 14.2 / 12.0.NTT .0 / 9.5 / 41.0 / 20.9 / 37.75 / 6.6 / 22. como espessuras nominais(comerciais) os seguintes valores.0 / 16. desde que as chapas estejam de acordo com as normas ASTM A-20 e PB-35.0 / 17. ► As tolerâncias de fornecimento das chapas não precisam ser consideradas. em milímetros : 4.4 / 23.VASOS DE PRESSÃO ► Devem ser adotadas de preferência.

263 . de forma que a espes-sura final da peça acabada tenha no mínimo o valor calculado ou o valor que consta nos desenhos. para compensar a perda de espessura na prensagem ou na conformação. com as dimensões comerciais das chapas. deve ser previsto um adequado acréscimo na espessura das chapas. permite-se ao projetista modificar para mais essas espessuras. com a finalidade de acertar as alturas dos anéis.NTT . ► Nos vasos em que forem previstas diferentes espessuras de chapas para os diversos anéis.VASOS DE PRESSÃO ► Para tampos abaulados e outras peças prensadas ou conformadas.

a corrosão for reconhecidamente inexistente ou desprezível. ou quando houver um revestimento interno anticorrosivo adequado. Como regra geral. conforme a tabela a seguir.3 mm/ano recomenda-se que seja considerado o emprego de outros materiais mais resistentes a corrosão. ► As sobrespessuras para corrosão devem ser baseadas na vida útil do equipamento.VASOS DE PRESSÃO ► Devem sempre ser acrescentada uma adequada sobrespessura para corrosão exceto quando. 264 .NTT . quando a taxa de corrosão prevista for superior a 0. para o serviço e o material em questão.

Terminais e outras Instalações não Petroquímicas Unidades Petroquímicas 20 anos 15 anos 15 anos 8 anos 10 anos 5 anos ..NTT ... grande custo ou essenciais ao funcionamento da unidade industrial (reatores. internos de torres. permutadores ou vasos importantes) Outros equipamentos não incluídos na classe acima Peças desmontáveis ou de reposição (feixes tubulares. torres.VASOS DE PRESSÃO Classe dos Equipamentos Equipamentos de grande porte.) 265 Refinarias. etc.

vasos e permutadores em geral para serviços hidrocarbonetos: 3 mm. ► (d) Vasos de armazenamento da gases liquefeitos de petróleo : 1. devem ser adotados os seguintes valores mínimos para a sobrespessura para corrosão.VASOS DE PRESSÃO ► Exceto quando especificado de outra forma.5 mm 266 .5 mm. ► (c) Vasos em geral para vapor e ar: 1.NTT . ► (b) Potes de acumulação (botas) para os vasos acima: 6 mm. para as partes construídas em aço carbono ou em aços de baixa liga: ► (a) Torres.

flanges. Adicionar o valor integral da espelhos. Adicionar metado do valor da sobrespessura em cada face em Peças internas removíveis submetidas a esforços contato com o fluido. em cada face da peça em contato com o fluido. pescoços de bocais.NTT . tampos.0 mm. total). Peças internas não removíveis. em contato com o fluido de processo: casco. peça em contato com o fluido (mínimo de 1. 267 . Peças internas não removíveis submetidas a esforços. submetidas a esforços principais. flanges cegos e outros. Adicionar ¼ do valor da Peças internas removíveis não submetidas a esforços sobrespessura. sobrespessura. em cada face da (exclui bandejas e seus acessórios). (exclui bandejas e seus acessórios).VASOS DE PRESSÃO Componente do Equipamento Critério Partes da parede de pressão.

VASOS DE PRESSÃO Capítulo 7 Testes de Pressão em Vasos de Pressão 268 .NTT .

promovendo alívio de tensões provenientes de descontinuidades geométricas. O teste pneumático ou o misto.VASOS DE PRESSÃO ► ► Os testes de pressão são a última prova por que passam os vasos de pressão antes que sejam entregues a operação. pneumáticos ou mistos. Pode-se realizar testes hidrostáticos. devido ao grande perigo que representam. pela primeira vez. só deverão ser realizados em casos excepcionais. São realizados para verificar-se a estanqueidade de todas as juntas soldadas e conexões do equipamento e submete-lo a um nível de tensões superior ao que estará sujeito em condições normais. sendo os mais comuns os primeiros.NTT . 269 .

como definido no corpo da norma. inspeção e manutenção de caldeiras e vasos de pressão instalados em unidades industriais e outros estabelecimentos públicos no Brasil. inspeção e supervisão de inspeção de caldeiras e vasos de pressão.Norma regulamentadora que estabelece regras compulsórias a serem seguidas no projeto. em conformidade com a regulamentação profissional vigente no País.NTT .VASOS DE PRESSÃO ► ► ► Definições NR-13 . operação. 270 . acompanhamento de operação e manutenção.Aquele que tem competência legal para o exercício da profissão de engenheiro nas atividades referentes a projeto de construção. Profissional Habilitado (PH) .

avaliar a integridade e a resistência estrutural dos componentes sujeitos a pressão. 271 . até um dado valor de pressão. com a finalidade de aliviar as tensões residuais. dentro das condições estabelecidas para a sua realização.VASOS DE PRESSÃO ► ► Definições Teste de Pressão .Teste por meio de fluido compressível ou incompressível ou uma mistura de ambos.NTT .

Entre essas medidas incluem-se as seguintes: 272 .VASOS DE PRESSÃO ► ► Procedimento de Teste Durante os testes de pressão muito importante que sejam tomadas todas as medidas de segurança necessárias para que se tenha um total controle da situação e sejam evitados acidentes.NTT .

Ocasião do Teste : O teste só pode ser realizado depois de decorrido um prazo de 48 horas após a execução da última soldagem em partes pressurizadas e partes de sustentação do equipamento. O teor máximo de cloretos permitidos na água deve ser definido pelo projetista.VASOS DE PRESSÃO ► ► .NTT . 273 . .Água : Deve ser verificado com o projetista quais as características de pureza da água adequada e feito o controle dessas características. porém nunca superior a 50 ppm. para equipamentos de aços inoxidáveis austeníticos ou com revestimento interno desses materiais.

NTT . 17°C acima da temperatura de projeto mínima do metal ou.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► ► ► . a 15 °C. o que for maior. no mínimo. para equipamentos que operam em baixas temperaturas. Para evitar risco de fratura frágil durante o teste. 274 .8 mm (2”): . devem ser respeitadas as seguintes condições de temperatura do metal: a) equipamentos com espessura de parede maior ou igual a 50.a temperatura do metal deve ser mantida a. pelo menos.Temperatura do Teste : A temperatura da água deve estar compatível com a temperatura de projeto.

Temperatura do Teste : b) equipamentos com espessura de parede menor que 50.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► ► . pelo menos.NTT . 6 °C acima da temperatura de projeto mínima do metal ou. o que for maior. Nota: A temperatura de teste deve ser igual ou superior aos valores estabelecidos. 275 .8 mm (2”): . no mínimo.a temperatura do metal deve ser mantida a. indicando que uma temperatura de teste diferente da recomendada seja aplicável. a 15 °C. a menos que existam informações sobre características frágeis do material do equipamento.

Pelo menos um deles deve ficar a uma distância segura do equipamento. sendo um deles registrador. 276 . caso necessário.VASOS DE PRESSÃO ► . A localização e quantidade de manômetros e registradores utilizados para a realização do teste devem ser definidas pelo Profissional Habilitado em função das dimensões. devendo ser instalados bloqueios entre os manômetros e o equipamento para permitir sua substitui-ção.NTT .Manômetros : Devem ser utilizados no mínimo 3 manômetros para acompanhamento do teste. do período de teste e acesso ao equipamento ou conjunto a ser testado.

Pressão de teste : Devem ser utilizados os valores de pressão de teste determinados pelo projeto mecânico do equipamento. . 277 .NTT . enquan-to o equipamento contiver agua.VASOS DE PRESSÃO ► ► .Segurança : Devem ser previstas condições de segurança antes e durante a execução do teste. A área deve ser isolada e serão proibidos soldas sobre o equipamento ou sobre qualquer parte em contato elétrico com o mesmo.

NTT . b) código de inspeção em serviços aplicáveis.VASOS DE PRESSÃO ► ► . h) avaliação da PMTA na condição atual do equipamento. d) potencial de risco e localização do vaso na unidade industrial.Pressão de teste Os seguintes aspectos devem ser considerados quando da definição de pressão de teste pelo Profissional Habilitado: a) código e norma de projeto de fabricação. f) histórico de resultados de testes de pressão anteriores. g) possibilidade da existência de defeitos subcríticos. 278 . c) relação entre as condições de projeto e condições de operação. e) histórico de resultados das inspeções de segurança internas e externas anteriores.

279 . deve ser também acompanhado e medido o recalque da fundação.NTT .Recalque : Durante o teste hidrostático deve ser prevista a proteção do equipamento em relação a pressões superiores a pressão de teste ou quanto a possibilidade de vácuo.VASOS DE PRESSÃO ► .

a) elevar a pressão até 50 % da pressão de teste. devendo ser abertos os bocais superiores para evitar vácuo no interior do vaso. nenhuma inspeção deve ser executada durante este período.NTT . b) inspecionar o vaso. c) elevar gradativamente a pressão até a condição de teste. 280 .Execução do Teste : Recomenda-se o seguinte procedimento de teste: [Prática Recomendada].VASOS DE PRESSÃO ► ► ► ► ► ► ► ► . f) inspecionar o vaso. g) reduzir gradativamente a pressão de teste até a pressão atmosférica. e) reduzir gradativamente a pressão para um valor de até 65 % da pressão de teste. d) manter o vaso pressurizado neste patamar pelo tempo mínimo de 30 minutos e por motivo de segurança.

Inspeção após o Teste : Após o teste em equipamentos cladeados ou revestidos com tiras soldadas (“strip lining”). [Prática Recomendada] 281 .VASOS DE PRESSÃO ► . recomenda-se a realização de inspeção visual internamente para a avaliação da integridade do revestimento.NTT .

Determinação da Pressão de Teste (ASME. ► ► ► 282 .5 para vasos projetados anteriormente à edição de 1998. Sq = tensão admissível do material na temperatura de projeto.Teste Hidrostático Padrão (Ptp) Neste teste a pressão em qualquer ponto do equipamento deve ser no mínimo igual ao seguinte valor: Ptp = Fth.NTT . VIII.1. = 1. Divisão 1) .VASOS DE PRESSÃO ► ► ► ► ► ► .3 para vasos projetados posteriormente à edição de 1998 do ASME Div. Sf = tensão admissível do material a temperatura do teste.PMAcq. PMAcq = pressão máxima admissível de trabalho do equipamento na situação corroída na temperatura de projeto.(Sf / Sq) onde: Fth = 1.

Teste Hidrostático Padrão (Ptp) Este valor é o mínimo estabelecido pelo códi-go.NTT . Qualquer valor de pressão entre o procedimento padrão e o alternativo pode ser adotado. de acordo com o ASME. VIII. Divisão 1) . mas a critério do projetista e usuário do equipamento.Determinação da Pressão de Teste (ASME.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► . ele poderá ser testado de acordo com uma pressão de teste determinada através de um procedimento alternativo. 283 .

3 ou 1.Teste Hidrostático Alternativo (Pta) A pressão de teste alternativo. VIII.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► ► . atuando no to-po do vaso.5. multiplicamos cada um desses valores por 1. a depender da edição do código. Divisão 1) . na condição não corroída e na temperatura do teste (PMAnf para cada componente) .Determina-se a PMA para cada parte constituin-te do equipamento. adota-se o menor valor calculado.Determinação da Pressão de Teste (ASME. desconta-se a altura hidrostática atuando em cada parte. será calculada da seguinte forma: . em relação ao topo do equipamento.NTT . 284 .

porém pressões acima dos valores de Ptp ou Pta.Determinação da Pressão de Teste (ASME.Observações As condições do teste devem ser claramente definidas entre fabricante e usuário.NTT . Deve ficar claro se a pressão de teste é referente ao vaso novo ou corroído. VIII.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► . poderão provocar deformações excessivas causando a rejeição do equipamento. O código não limita superiormente a pressão de tes-te. assim como se a pressão de teste referente ao vaso na posição horizontal ou vertical (Para os vasos verticais exige-se a determinação dos valores da pressão de teste nas duas posições). Divisão 1) . ► 285 .

Divisão 1) . Vasos submetidos à pressão externa deverão também ser submetidos a um teste hidrostático ou quando es-te for impraticável a um teste pneumático. Em qual-quer caso a pressão de teste não deverá ser inferior a 1.Determinação da Pressão de Teste (ASME. a pressão interna máxima admissível é calculada da mesma maneira que para os vasos sujeitos a pressão interna.Observações É importante lembrar que.5 vezes a diferença entre a pressão atmosférica normal e a mínima pressão absoluta interna. a tensão máxima poderá atingir 80% do limite de escoamento do material na temperatura ambiente.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► . na condição de teste hi-drostático. VIII. ► 286 . Nas partes não pressurizadas pode-se considerar a tensão admissível bási-ca acrescida de 33 1/3%. nas partes pressurizadas.NTT .

PMO NTT .VASOS DE PRESSÃO 287 .

porém deve ser considerado que um equipamento submetido a teste com fluido compressível tem uma energia armazenada muito maior que o mesmo vaso submetido a teste hidrostático na mesma pressão. a aplicação de teste pneumático ou hidropneumático deve ser restrita àquelas condições em que um fluido líquido é inviável.VASOS DE PRESSÃO ► ► Teste Pneumático ou Hidropneumático Cabe ao Profissional Habilitado avaliar as condições de risco e aprovar ou não a alternativa de aplicação do teste com fluido compressível. ou quando a pressão de teste é de tal ordem que a energia armazenada é comparável àquela existente no vaso na sua condição de operação normal. Nota: A aplicação de teste de pressão com fluido compressível (teste pneumático) ou mistura de fluido compressíveis e incompressíveis (teste hidropneumático) é válida. Visto que o potencial de risco numa eventual liberação não controlada dessa energia é muito maior.NTT . No caso de aplicação. ► 288 . o teste deve ser supervisionado por Profissional Habilitado.

ajustada para a pressão de ensaio. Nota: Recomenda-se a utilização de dispositivo de alívio automático contra sobrepressão adequado ao sistema sob teste.NTT . b) válvulas de fechamento rápido. de modo a impedir que haja sobrepressão.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► ► ► Teste Pneumático ou Hidropneumático O sistema para pressurização deve conter. no mínimo: a) dispositivo de controle de pressão instalada à montante do sistema sob teste. [Prática Recomendada] 289 . instaladas à montante e à jusante do sistema sob teste.

e) histórico de resultados das inspeções de segurança internas e externas anteriores. h) avaliação da PMTA na condição atual do equipamento.NTT . c) relação entre as condições de projeto e condições de operação. g) possibilidade de existência de defeitos subcríticos.Pressão de teste : Os seguintes aspectos devem ser considerados quando da definição de pressão de teste pelo Profissional Habilitado: a) código e norma de projeto de fabricação. d) potencial de risco e localização do vaso na unidade industrial. b) código de inspeção em serviços aplicáveis.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► ► ► ► ► ► ► ► Teste Pneumático ou Hidropneumático . f) histórico de resultados de testes de pressão anteriores. 290 .

o que for menor. 291 .VASOS DE PRESSÃO ► ► ► ► ► ► ► ► Teste Pneumático ou Hidropneumático .NTT .02 kgf/cm2) ou 10 % da pressão de teste. c) elevar gradativamente a pressão até a condição de teste. e) reduzir gradativamente a pressão para um valor de até 80 % da pressão de teste. d) manter o vaso pressurizado neste patamar pelo tempo mínimo de 30 minutos e por motivo de segurança.Execução do Teste : Recomenda-se o seguinte procedimento de teste: [Prática Recomendada] a) elevar a pressão até 102 kPa (1. nenhuma inspeção deve ser executada durante este período. b) inspecionar o vaso.

É um teste de grande periculosidade e substituirá o teste hidrostático quando: .Execução do Teste : f) inspecionar o vaso. 292 . g) reduzir gradativamente a pressão de teste até a pressão atmosférica.Qualquer traço d’água ou do fluído utilizado no teste prejudicar o processo. devendo ser abertos os bocais superiores para evitar vácuo no interior do vaso.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► ► ► ► ► Teste Pneumático ou Hidropneumático .O vaso ou seus suportes não forem dimensionados para suportar o peso do teste hidrostático.NTT . .

► ► 293 .1.PMAcq.(Sf / Sq) Fth = 1.VASOS DE PRESSÃO ► ► Teste Pneumático ou Hidropneumático A pressão do teste pneumático será no mínimo: Pteste > Fth.1 para vasos projetados posteriormente à edição de 1998 do ASME Div.NTT .25 para vasos projetados anteriormente à edição de 1998. = 1.

VASOS DE PRESSÃO Capítulo 8 Acompanhamento de Vasos de Pressão 294 .NTT .

visando detalhar as disposições daquela lei. a NR-13 tratava apenas de caldeiras e era simplesmente uma cópia da antiga portaria n°20. Em 1978 o Ministério do Trabalho aprovou as Normas Regulamentadoras (NR).FORNOS tratavam diretamente dos equipamentos industriais. 295 .VASOS DE PRESSÃO ► ► Em 1977 foi assinada a Lei n° 6514. Essa lei contem seções com vários assuntos. relativa à segurança e medicina do trabalho. previstas na Lei 6514. com todos os seus problemas. Fornos e Recipientes Sob Pressão. Dentre as 28 Normas Regulamentadoras somente as NR-13 . alterando o capítulo V do Título II da Consolidação das Leis do Trabalho.VASOS DE PRESSÃO e NR-14 . sendo que a Seção XII trata de Caldeiras.NTT . Apesar do título.

NTT . tanques de ar comprimido. 296 . conceitos existente em Normas Européia. que são tão perigosos quanto as caldeiras. Em 1995 a NR-13 sofreu novas alterações. Em 1984 e 1985 a NR-13 sofreu algumas alterações. A atual NR-13 classifica os vasos de pressão em função dos dados de projeto e estabelece entre outros itens a freqüência de inspeção e a periodicidade de testes. agora com a participação de técnicos de algumas industrias e foi totalmente modificada. continuando com vários problemas que praticamente inviabilizavam a sua utilização. vasos de ar comprimido. sendo introduzida nesta. como: compressores.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► Em 1983 o Ministério do Trabalho resolveu estender a NR-13 a ″outros″ vasos de pressão. reservatórios em geral de ar comprimido e outros com auto-claves.

que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). A NR-1 descreve que as Normas Regulamentadoras são de observância obrigatória pelas empresas privadas e públicas e pelos órgãos públicos da administração direta e indireta.VASOS DE PRESSÃO ► Atualmente no Brasil as Normas Regulamentadoras são os instrumentos legais que exigem inspeção em vasos de pressão e por sua natureza tem força de lei. bem como pelos órgãos dos poderes legislativo e judiciário. 297 .NTT .

NTT . 298 .VASOS DE PRESSÃO ► ► ► Comentários da NR-13. em função do: tipo de fluido armazenado. a) A principal modificação introduzida na NR-13 é a adoção da classificação dos vasos de pressão em CATEGORIAS DE INSPEÇÃO. produto da pressão máxima de operação do vaso e seu volume geométrico e o grupo potencial de risco do vaso. referentes a Vasos de Pressão A seguir serão feitos alguns comentários referentes às exigências da NR-13. da parte referente a vasos de pressão.

D . .Fluido inflamável . B.Gases asfixiantes simples. PV ≥ 100 1 100 > PV ≥ 30 2 30 > PV ≥ 2.VASOS DE PRESSÃO GRUPO DE POTENCIAL DE RISCO CLASSE DE FLUIDO A . ou C.Tóxico com limite de tolerância ≤ 20 ppm.5 3 2. C . . .Vapor de água.Água ou outros fluidos não enquadrados nas classes A.Tóxico com limite de tolerância > 20 ppm.Acetileno. .Combustível com temperatura < 200°C. com temperatura >50°C.NTT . B .Combustível com temperatura igual ou superior a 200oC .5 > PV ≥ 1 4 5 PV < 1 I I II III III I I II II II III III III IV IV IV V IV V V 299 . .Ar comprimido.Hidrogênio.

c) A Norma NR-13. a vasos de pressão. na parte referente a vasos de pressão aplicase. cujo produto da pressão máxima de operação (KPa) e seu volume geométrico (m3) seja superior a 8 ou que armazene fluido classe A. 300 . sendo mais rigorosa quanto MENOR for sua categoria. basicamente. estacionários.NTT .VASOS DE PRESSÃO ► ► b) As categorias de inspeção variam de I a V. não sujeitos a chama. Assim um vaso enquadrado na categoria I é aquele que estará submetido aos maiores rigores da Norma.

Projeto de Alterações ou Reparos: registro dos reparos realizados no vaso que possam interferir na sua segurança e do procedimento de reparo utilizado.Relatórios de Inspeção: registro de alterações do vaso que estejam em desacordo com sua placa de identificação. em local visível que deve conter algumas informações. 301 . .Placa de identificação: placa fixada no vaso. referentes às condições de projeto do vaso.NTT . . todos os vasos devem possuir: . selecionadas pela Norma.Registro de Segurança: registro de todas as ocorrências que possam influir na segurança do vaso. .Projeto de Instalação: características das instalações onde o vaso está localizado.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► ► ► ► ► d) Independente da categoria. .Prontuário: são os dados de projeto do vaso. .

f) Todos os reparos ou alterações devem respeitar o respectivo código de projeto e construção do vaso. os operadores devem ser treinados. A critério do Profissional Habilitado. 302 . Além disso. emergências. etc. conforme os requisitos especificados na Norma. deve possuir um manual de operação que contenha os procedimentos específicos adotados para o vaso em manobras operacionais. como: paradas.NTT .VASOS DE PRESSÃO ► ► e) Todo vaso enquadrado nas categorias I e II. podem ser utilizadas tecnologias de cálculo ou procedimentos mais avançados em substituição aos previstos pelos códigos de projeto e construção. partidas.

depende da categoria do vaso e se a empresa possui Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos. Exame Externo Exame Interno Teste Hidrostático Categoria do Vaso Com SPIE Sem SPIE Com SPIE Sem SPIE Com SPIE Sem SPIE I II III IV V 3 anos 4 anos 5 anos 6 anos 7 anos 1 ano 2 anos 3 anos 4 anos 5 anos 6 anos 8 anos 10 anos 12 anos A critério 3 anos 4 anos 6 anos 8 anos 10 anos 12 anos 16 anos A critério A critério A critério 6 anos 8 anos 12 anos 16 anos 20 anos Com SPIE = empresas Com Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos.VASOS DE PRESSÃO ► g) A periodicidade de inspeção exigida pela Norma. .NTT . A tabela a seguir mostra os prazos de inspeção e exigências de teste hidrostático para vasos de pressão. 303 Sem SPIE = empresas Sem Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos.

recomendações e providências necessárias. resultados das inspeções e intervenções executadas. data prevista para a próxima inspeção. tipo do vaso. Por exemplo : quando houver alteração de local do vaso. i) Em situações que possam alterar as condições iniciais do vaso este deve ser submetido a uma inspeção de segurança extraordinária.NTT . nome e assinatura dos técnicos que participaram da inspeção. nome e assinatura do profissional habilitado. tipo de inspeção executada. j) Após a inspeção deve ser emitido relatório de inspeção contendo no mínimo o seguinte: identificação do vaso. 304 . descrição dos exames e testes executados.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► h) As válvulas de segurança devem ser desmontadas. fluido de serviço e categoria do vaso. conclusões. data de início e término da inspeção. inspecionadas e recalibradas durante o exame interno do vaso.

em função da inobservância das Normas Regulamentadoras. A fiscalização quanto ao cumprimento dos requisitos da NR 13 pode ser feita pelos empregados da empresa ou seus sindicatos de classe. mediante solicitação formal a empresa. A NR-1 estabelece também que cabe ao empregador cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► ► ► Fiscalização e Penalidades As delegacias Regionais do Trabalho (DRT) cabem executar as atividades relacionadas com a segurança e medicina do trabalho e a fiscalização do cumprimento dos preceitos legais e regulamentares sobre a segurança e higiene do trabalho. embargar. as DRT’s impor penalidades. Cabe. sob pena de aplicação das penalidades previstas na legislação pertinente. ou através de denuncia ao ministério público. portanto. 305 .NTT . interditar etc.

NTT . A recusa injustificada constitui ato faltoso. Merece destaque o não cumprimento dos itens da NR 13 considerados como risco grave e iminente. nesses casos a empresa está sujeita a interdição total ou parcial de suas atividades enquanto esses itens não forem atendidos.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► ► Fiscalização e Penalidades Ao empregado cabe cumprir essas disposições. A interdição e embargo poderão ser requeridos pelo Setor de Segurança e Medicina do Trabalho da DRT ou por entidade sindical. Os critérios de interdição para embarco de obras ou interdição de unidades operacionais estão descritos na Norma Regulamentadora NR 3. 306 .

de indicadores de pressão. etc.NTT . São exemplos de risco grave e emitente a falta de dispositivos de segurança.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► Fiscalização e Penalidades As penalidades que as empresas e profissionais habilitados estão sujeitos por não atendimento aos requisitos da Norma Regulamentadora No 13 estão descritas na Norma Regulamentadora No 28. 307 .

um percentual elevado do 308 . Uma das aplicações da metodologia é a utilização da avaliação do risco para a priorização e gerenciamento de um programa de inspeção. ► risco está associado a uma quantidade relativamente pequena de equipamentos”. onde unidades e/ou equipamentos a serem inspecionados são “rankeados” de acordo com o seu risco. nível de detalhe e tipos de NDE a serem utilizados.VASOS DE PRESSÃO ► ► A inspeção baseada em risco é uma metodologia desenvolvida para o gerenciamento do risco servindo para a definição da freqüência da inspeção.NTT . FATO : “Em uma Planta de Processo.

b – Permitir a avaliação do risco associado à segurança. como abaixo : a – Permitir a definição e a medida do risco relativo criando uma ferramenta para o gerenciamento da tarefa de inspeção. agressão ao meio ambiente e a interrupções do processo relacionados ao custo.NTT . 309 . Assim os objetivos do RBI podem ser identificados. mantendo ou reduzindo o risco de operação. Um benefício potencial do RBI é o aumento dos tempos de campanha.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► ► ► ► A metodologia de RBI permite o “link” entre a Inspeção e a Manutenção permitindo uma maior concentração de recursos em itens associados a alto risco e menores recursos para itens com risco baixo. c – Reduzir sistematicamente a probabilidade de falhas melhorando o uso dos recursos da inspeção. d – Identificar áreas de alta conseqüência de falha permitindo modificações na unidade com o objetivo de reduzir o risco.

VASOS DE PRESSÃO ► ► ► Quando o risco associado com equipamentos individuais é determinado e a efetividade das diferentes técnicas de inspeção é quantificada. A figura a seguir apresenta curvas com a redução esperada no risco com o aumento do grau e a freqüência da inspeção. O aumento do volume e qualidade da inspeção reduz sensivelmente o risco até que se alcance um estágio onde a melhoria da inspeção corresponde a uma redução de risco não significativa. otimização e implementação de um plano de inspeção baseada em risco. 310 .NTT . Assim diferentes planos de inspeção significam diferentes alterações no risco de falha dos equipamentos. Verifica-se na prática que nem todos os planos de inspeção possuem a mesma capacidade de detectar e dimensionar a extensão do dano no equipamento. é possível gerar as informações necessárias para o desenvolvimento. A ausência da inspeção corresponde à situação de maior risco.

O aumento do nível de inspeção reduz o risco pela redução na probabilidade de falha do equipamento. bem como a efetividade do método em reduzir a probabilidade de falha de um equipamento aliado ao custo da inspeção permite a implantação de um programa de priorização do risco. tais como ações mitigadoras. cujos efeitos são alterados através de mudanças de projeto e outras ações corretivas. 311 . Esta redução é alcançada pelo uso de medidas preventivas e corretivas após a inspeção.NTT .VASOS DE PRESSÃO ► ► A combinação otimizada de métodos de inspeção e freqüências. A atividade de inspeção não altera a conseqüência da falha.

NTT .VASOS DE PRESSÃO RISCO Risco com Programas de Inspeção Típicos Risco utilizando RBI Risco não Inspecionável 312 NÍVEL DE ATIVIDADE DA INSPEÇÃO .

c – Eventos externos (ex.NTT . e – Atos deliberados. O risco não inspecionável inclui os seguintes fatores: a – Erro humano. colisões).VASOS DE PRESSÃO ► ► ► ► ► ► ► ► ► ► 313 Como indicada pela figura anterior. d – Efeitos secundários de unidades próximas. . A figura abaixo apresenta o risco associado com a operação de alguns equipamentos de uma planta de processo. g – Erros de projeto. o risco não pode ser reduzido a zero apenas através dos esforços da atividade de inspeção. O sistema RBI define o risco como o produto de 2(dois) fatores separados : probabilidade de falha (likelihood) e conseqüência de falha. O produto da probabilidade e da conseqüência da falha para cada item é determinado e plotado no gráfico. h – Mecanismos de deterioração não conhecidos antecipadamente. b – Desastres naturais. f – Limitações inerentes dos métodos de inspeção.

VASOS DE PRESSÃO PROBABILIDADE DE FALHA LINHA DE ISO-RISCO CONSEQÜÊNCIA DA FALHA 314 .NTT .

VASOS DE PRESSÃO ► ► Os diversos níveis de inspeção podem variar entre um extremo de somente “reparar após a falha” até outro extremo de utilizar diversos métodos de inspeção extensivamente.) aliado a uma otimização de recursos direcionados a pontos mais críticos da planta de processo apresenta-se como a solução mais adequada.NTT . etc. API – 653. 315 . NR-13. Em meio termo pode-se citar um planejamento periódico mas com limitados métodos de inspeção. próximo às práticas mais comuns atualmente utilizadas.. API-570. Um programa de inspeção que atenda aos critérios das recomendações e práticas tradicionais (API-510. sem critério e com custos excessivos.. API572.

4 – Dimensional changes. 6 – Blistering.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► ► ► ► ► ► ► ► De forma geral. 2 – Metallurgical changes. 5 – Subsurface cracking. 7 – Micro fissuring / microvoid formation.NTT . mecanismos de dano e deterioração podem ser classificados em 8(oito) diferentes tipos : 1 – Thinning. Entender o tipo de dano pode auxiliar ao inspetor selecionar o método e localização para uma particular aplicação. 8 – Material properties changes. 316 . 3 – Surface connected cracking.

VASOS DE PRESSÃO ► O fluxograma a seguir apresenta a relação entre os diversos documentos que tratam de inspeção. Verifica-se a posição central associada à metodologia de RBI. API-RP 750 API510 API570 API572 API653 FITNESS FOR SERVICE API – BRD RISK BASED INSPECTION API-RP 580 API-RP 579 317 .NTT . manutenção e avaliação de integridade estrutural.

VASOS DE PRESSÃO ► A metodologia de RBI não corresponde a uma análise de risco tradicional.NTT . A proposta é combinar tecnicamente duas atividades : análise de risco e integridade estrutural. DEFINIÇÃO DO SISTEMA IDENTIFICAÇÃO DOS PERIGOS PROBABILIDADE DE FALHA CONSEQÜÊNCIA DA FALHA $ RISCO 318 .

a metodologia de RBI define a contorno pressurizado de uma unidade e assume que as falhas irão ocorrer devido a mecanismos de degradação identificados nestes contornos. A figura a seguir representa uma ordem de eventos que formam um cenário.VASOS DE PRESSÃO ► ► ► Algumas das fases de uma análise de risco são tratadas diferentemente por um programa de RBI. enquanto que em um análise tradicional de risco essas falhas são consideradas explicitamente. 319 . Enquanto que a identificação de riscos é um etapa crítica de uma análise de risco.NTT . Causas secundárias como pequenos vazamentos é considerado pela metodologia de RBI em um programa de gerenciamento de riscos dos sistemas. Em uma análise de risco um cenário representa uma série de eventos que podem resultar em uma situação indesejável.

VASOS DE PRESSÃO Se não inspecionado adequadamente. Se o sistema de deteção falha. causando uma perda de produto A vazamento de hidrocarboneto forma uma nuvem de vapor que caminha pela unidade.NTT . pouco pode ser feito para evitar maiores conseqüências. Os efeitos do vazamento podem ser reduzidos se sistemas mitigadores são propriamente empregados. 320 . Sistema de isolamento permitem que o operador cesse o vazamento e minimize as conseqüências. um equipamento poderá vazar.

Para uma análise de RBI.NTT . tanto a conseqüência da falha quanto a probabilidade de falha são verificados para um número limitado de cenários.VASOS DE PRESSÃO ► ► Dependendo da natureza do processo e o detalhe do estudo. 321 . uma análise de risco pode incluir milhares de diferentes cenários. entretanto o uso dessa recomendação fornece informações básicas relativas ao risco que o vaso oferece a comunidade e ao meio ambiente que pode ser usado junto com os critérios acima para melhor estabelecer o intervalo de inspeção mais adequado para um vaso de pressão. A Recomendação Prática 581 do Código API não é um documento que tenha como base estabelecer o intervalo de inspeção para um vaso de pressão.

já um vaso cuja falha ofereça um alto risco só deve ter seu prazo de inspeção dilatado ao seu valor máximo se seu mecanismo de deterioração estiver sob controle e sua probabilidade de falha for muito baixa. 322 .NTT . se for de interesse para a empresa pode ser levado a seu intervalo máximo de inspeção permitido pela Lei vigente no país. O API 581 apresenta uma receita para se determinar o risco que um vaso oferece a comunidade e ao meio ambiente a partir do histórico do vaso e do mecanismo de deterioração preponderante no vaso.VASOS DE PRESSÃO ► Por exemplo: um vaso cuja falha ofereça um risco muito baixo.

NTT . probabilidade e conseqüência da falha. Essa análise pode ser feita de maneira qualitativa ou quantitativa dependendo do rigor que se deseja dar a análise. com o uso da tabela abaixo se chega ao risco do vaso. Com esses dois conceitos definidos.VASOS DE PRESSÃO ► Com uma análise do histórico e mecanismo de deterioração do vaso pode-se definir a probabilidade de falha do vaso e após uma avaliação detalhada das condições operacionais e do fluido do vaso pode-se determinar as conseqüências para a comunidade e meio ambiente caso ocorra uma falha no vaso. 323 .

NTT .VASOS DE PRESSÃO 5 4 PROBABILIDADE 3 2 1 MÉDIO/ALTO MÉDIO/ALTO MÉDIO/ALTO MÉDIO BAIXO BAIXO BAIXO A MÉDIO BAIXO BAIXO BAIXO B ALTO ALTO ALTO ALTO MÉDIO/ALTO MÉDIO/ALTO E MÉDIO/ALTO MÉDIO/ALTO MÉDIO MÉDIO MÉDIO C CONSEQÜÊNCIA MÉDIO/ALTO MÉDIO MÉDIO D 324 .

VASOS DE PRESSÃO ► A probabilidade de falha varia de 1 a 5. sem parada operacional. A conseqüência “E” corresponde a pior conseqüência.NTT . sendo considerada 1 a menor probabilidade possível de ocorrência da falha. corresponde à probabilidade de ocorrência superior a 80% e a 1 inferior a 10%. Por exemplo: probabilidade 5. 325 . como: explosão e perdas de vida e a conseqüência “A” corresponde a pequenas perdas materiais.

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