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Ana Caldeira Fotografia Ana Raposo Pintura, Multimédia Artur Simões Dias Desenho, Pintura, Escultura Claudine Rodrigues Desenho, Pintura Clo Bougard Pintura Diana Almeida Desenho, Pintura Fernando Glória Pintura, Desenho Filipe Belo Escultura Glória Oliveira Desenho, Pintura Inês Gomes Desenho, Escultura Joana Escada Desenho, Escultura João Silva Pintura Isabel Saldanha Fotografia Jorge Franco Desenho, Pintura Luiz Morgadinho Desenho, Pintura Mário Rainha Campos Fotografia Miguel Portelinha Pintura, Street Art Nuno Quaresma Pintura, Desenho Paulo Castanheira Fotografia Paulo Muiños Fotografia Sara Livramento Pintura Sara Silva Pintura, Desenho, Origami Saskia Ludescher Fotografia, Mixmédia Simão Carneiro Pintura, Desenho Simona Scotti Fotografia, Multimédia

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iniciativa

001.1 2012

POET RJC

SE CHOVER VOU ENTENDER
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art mov on

© Jorge Franco

23 nov 31 dez

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MENSAGEM
Art Mov On - A.M.O A Galeria CB concept art tem o prazer de receber um grupo de artistas visuais que engloba uma filosofia muito especial, no domínio da abertura á experiência estética e ideias, num conceito de iniciativa audaciosa, não se deixando influenciar pela conjectura eco-nómica, ou pelo oposto serve-se desta como mote inspirador como refluxo, produzindo arte pelo gosto intrínseco e motivação criativa. Ao longo do século XX, vários grupos de artistas se juntaram na perspectiva de produzir sinergias e coesão nas suas ideias; e foram muitos os grupos que encontraram força e empenho para conseguir result-ados positivos e marcantes na história da arte contemporânea, é necessário unir ideias e trabalhar em grupo. O grupo AKA que nos propomos divulgar é uma viagem ao imaginário interactivo de cada uma das manifestações aqui apresentadas, e atribuindo um carácter consistente a um projecto que reúne todas as potencialidades nos seus diferentes domínios . Na arte só há uma coisa que importa, aquilo que não se pode explicar. É lugar da liberdade perfeita. Um verdadeiro vulcão "multicolors" , para ver na CB em modo balanço de 2012. O poder da expressão artística a elevação espiritual ...a pedagogia colectiva..... a densidade simbólica ...... a mobilização... Art mov on - A.M.O.. Clo Bourgard Galeria CB Art Concept

Ficha Técnica Nº 01_ 1ª Série_ 23 de Novembro de 2012 Direção: CB Concept Art & AKA Project Design: Nuno Quaresma, Saskia Ludescher e Joana Escada Redação: Ana Fernandes, Carlos Fortes, Saskia Ludescher, Joana Escada, Dimitra Mamasoula, Gonçalo Jesus Tiragem: 500 exemplares Impressão: LITOJESUS

POET RJC

Todos os homens se nutrem mas poucos sabem distinguir os sabores
Confúcio

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"Diria mais, a Arte é, provavelmente, a única forma sincera de transmissão de pensamentos, ideias e emoções, pois evidencia aquilo que vai na alma do seu criador. Sempre foi assim e esperemos que sempre assim seja"

AC Que Tant sem pres que Pois se ve zer d ça. P as co Vive mais vera la qu nest que vou o ch tes… vas. A Ar

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"Existem dois dias no ano em que não podemos fazer nada: o ontem e o amanhã"
Mahatma Gandhi

A CRISE
A Crise. O que é a crise? Qual tipo de crise? Que forma de crise? Tanto se fala nela que já não conseguimos viver sem ela. Por onde nos viremos ela está sempre presente. Mas já agora, alguém sabe o que é que ela quer dizer? Pois bem, se formos ao dicionário, a palavra crise vem do grego (krisis) e basicamente quer dizer distinção, decisão, sentença, juízo, mudança. Parece-me que até não é mau de todo, vistas as coisas neste prisma. Vivemos num mundo em constante mutação, mais rápida do que aquela que os nossos pais viveram, mas certamente mais lenta do que aquela que os nossos filhos viverão. Como em tudo nesta vida, existem coisas boas e coisas más que advêm com as crises. Das coisas más não vou referir nada (basta abrir um jornal para ver o chorrilho de coisas negativas e deprimentes…),irei apenas referir-me a coisas positivas. Bom, pelo menos irei tentar. A Arte sempre foi pródiga em momentos de tensão e de crise. É natural. São nestes momentos que nós mais pensamos nas coisas e no sentido delas. Os artistas são pessoas sensíveis que estão, como todos nós, expostos ao que se passa ao seu redor, às mudanças por vezes drásticas, que nos obrigam a alterar a nossa forma de pensar e de agir. Assim sendo, a Arte exprime tudo isto de uma forma simples e descomprometida. Diria mais, a Arte é, provavelmente, a única forma sincera de transmissão de pensamentos, ideias e emoções, pois evidencia aquilo que vai na alma do seu criador. Sempre foi assim e esperemos que sempre assim seja. Falemos agora da crise económica, que é aquela que neste momento nós e metade do Mundo passamos. Prometi que não falava de coisas más, portanto não vou quebrar a promessa. Não irei dizer que o que está ai é bom, pois não é. Também não irei falar de soluções milagreiras, pois também não sei fazer milagres. Posso, isso sim, é tirar algumas ilações de tudo isto. Em primeiro lugar noto que, com a recessão económica e a desvalorização dos capitais, existem cada vez mais pessoas a pensar investir em Arte. O que é bastante positivo. Por outro lado, constato que o preço das obras tem vindo a diminuir de preço, criando oportunidades a pequenos investidores, colecionadores e outros admiradores de aumentarem o seu espólio. Não se pode é correr o risco de tal desvalorização pôr em perigo o real valor das obras o que iria estrangular o mercado. Em súmula, nem tudo o que vem com a crise é negativo. Abrem-se novos espaços e oportunidades. Nascem novas ideias e formas de expressão. Criam-se novos conceitos que nos apontam novos caminhos. Uma coisa é certa, saímos das crises sempre mais fortes. Carlos Ribeiro Fortes

a s

©Nuno Quaresma

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EU SOU

Eu sou livros que leio, os lugares que conheço, as pessoas que amo. Eu sou as orações que faço, as cartas que recebo, os sonhos que tenho. Eu sou as decepções por que passei, As pessoas que perdi, As dificuldades que superei. Eu sou as coisas que descobri, As lições que aprendi, Os amigos que encontrei. Eu sou os pedaços de mim que levaram, Os pedaços de alguns que ficaram, As memórias que trago. Eu sou as cores de que gosto, Os perfumes que uso, As músicas que ouço. Eu sou os beijos que dei, Sou aquilo que deixei, E aquilo que escolhi. Eu sou cada sorriso que provoquei, Cada lágrima que caiu, Cada vez que menti. Eu sou cada um dos meus erros, Cada perdão que não soube dar, Cada palavra que calei. Eu sou cada conquista alcançada, Cada emoção controlada, Cada laço que criei. Eu sou cada promessa cumprida, Cada calúnia sofrida, A indiferença que se formou. Eu sou o braço que poucas vezes torce… Sou como tu me vês… Posso ser leve como uma brisa, Forte como uma ventania, Depende de quando e como tu me vês passar… Não me dêem formulas certas, Porque não quero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, Porque vou seguir meu coração… Não me convidem a ser igual, Porque sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver da mentira. Não sei voar de pés no chão… Sou sempre eu mesma, Mas com toda a certeza não serei... A mesma para sempre…

© Claudine Rodrigues

«Sou como tu me vês… Posso ser leve como uma brisa, Forte como uma ventania..."
VOAR Invulgar sensação; Debaixo deste meu chapéu-de-sol; bate forte o meu coração! Voar! Desejos...Amor, alegria Ilusões, real...monotonia Preenche-me de cor! Nesta vida de arco-íris Onde tudo parece perfeito... Voar...! podes ter um pedaço de liberdade Esvoaçar por prados verdes; Pisar a areia fina e branca, Nadar pelo mar azul... Abraça o que é simples e puro (alguém me sussurra ao ouvido) Escuto e assim acaba o meu sonho Voar...
© Claudine Rodrigues

© Joana Escada

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Ana Fernandes

© Paulo Muinõs

© Ana Raposo

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INTRODUÇÃO
AKA Um lugar, um ponto de encontro, uma oportunidade. A ideia surgiu sob o mote da Arte como espaço vivo e simbólico que é também um lugar para se viver, biologicamente claro está. Sentíamos, alguns, a carência desta dimensão mais completa, desta pequena grande parte da nossa Humanidade, e o apelo pela qualidade da experiência artística per si e da sua vivência na pluralidade – o apelo pela dialética no discurso visual. O mote? A CRISE… Um Mundo em crise. Em fim dela… no seu início… Na verdade e em síntese, o mote é este binómio Arte|Ser Humano enquanto criador versus Mundo em devir| Sentimento de impotência em relação a esta mudança avassaladora. É uma tarefa difícil? Ou será antes, e ainda no registo da saciedade, “o pão nosso de cada dia”, que não custa nem envergonha amassar, cozinhar, dar a conhecer? Em vez de uma resposta linear, descobrimos antes outro processo criativo. Associámos livremente tudo o que nos veio à ideia e colocámo-lo em papel, em tela, em suporte digital. O que a seguir se tenta fazer , com o apoio da Galeria CB Art Concept, é cumprir o passo seguinte: Expôr, sustentar uma Itinerância possível, dar movimento e “spin” criativo a todas estas energias e ideias que nos inquietam ''UBUNTU, how can one of us be happy if all the other ones are sad?'' Retirado de um diálogo entre membros de uma Tribo no Malawi, com evocação da cultura Xhosa. 'UBUNTU' significa: "Eu sou porque nós somos" Art Mov On – A.M.O. – damos o melhor que temos e podemos individualmente para que o Mundo à nossa volta possa ser globalmente, na pequena medida das nossas limitações… melhor.

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Nuno Quaresma

© Paulo Muinõs

CORAÇÃO DE AREIA

Baloiço em cima de um rochedo que construíste, misto de esperança e mistério fugaz. Açoitas-me com a tua fuga silenciosa e sou acordada de um sonho que nunca julguei capaz.

O meu coração é de areia. Foi assim que o deixaste. Sopraste e ele, desfeito, foi apanhado pelo ar agitado e imenso. Agora sou de de todos e não sou de ninguém. Cravo as mãos na terra para moldar de novo o que jaz suspenso.

Meu corpo frágil e inerme refila perante arma tão cortante e traiçoeira. E raiva que nasce em mim e que me defende como que perdida nesta tua repentina ratoeira.

Renasço enraizada por um campo de raiva. Abro os braços e pelo vento deixo-me levar. Um dia sepultarei os restos imundos que me criaste e deles parirei um amor que jamais conseguirei julgar.
© Paulo Muinõs

Equilibro-me cedo e não sei onde caio, abismo escuro e brilhante que me ofusca. Agarro-me ao nada e sinto o todo, o todo que necessito para não perder a busca.

Ana Fernandes

© Nuno Quaresma

© Jorge Franco

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CONCEITO
“ Nós, os seres humanos, tivemos a nossa origem numa linha de primatas bípedos que é possível localizar, na sua existência, há cerca de uns três milhões e meio de anos atrás. Estes nossos antepassados eram seres que tinham mais ou menos o tamanho de um menino de oito anos de idade. Caminhavam em posição erecta, como nós, e devem ter tido igual capacidade para manejar e utilizar o seu corpo. A sua massa cerebral andava por volta de um terço do volume da nossa. É possível afirmar que viviam em grupos relativamente pequenos de 12 a 15 pessoas, incluindo jovens, adultos e bebés. Estes seres eram recolectores de alimentos (...) O modo de vida próprio destes nossos antepassados era, no seu fundamental, igual ao modo dos dias de hoje mas sem o uso da linguagem: vivia-se em grupos pequenos como famílias grandes; compartilhavam-se os alimentos; vivia-se na envolvência sensual da carícia; vivia-se numa sexualidade frontal que implicava estar cara a cara um com o outro, na intimidade de um encontro pessoal; e por último, possivelmente; viviase numa participação dos machos no cuidado e criação das crianças. (...) Vamos assumir que nada se passa nos sistemas vivos que a sua biologia não o permita e que tão pouco esta biologia determina o que sucede no viver, senão na especificação dos limites para o que é possível suceder (...) Foi neste modo de vida, em estreita interacção sensual, com partilha do alimento, com participação dos machos no cuidar das crianças, que teve origem a linguagem, como uma maneira de viver em coordenações de coordenações de conduta consensuais, e ao originar© Nuno Quaresma

se, a linguagem surgiu entrelaçada no emocionar, constituindo o conversar, e nesta origem do conversar junto com o viver surgiu o humano (...)”
Tradução e interpretação pontual de parágrafos retirados da obra “El Sentido de lo Humano” de Humberto Maturana, 8ª edição, 1996, pags 250 e 251

Este é o texto mais interessante e provavelmente o menos consensual que encontrei para fundar as perguntas mote para o conceito expositivo de fundo: « Se a Linguagem e o Amor são o fundamento do Humano como pode a Má Moeda regular a a nossa existência individual e coletiva? » « Considerando que na Arte ocupamos livremente a nosso lugar no Mundo pelo que, se a cada um de nós, a partir do ponto em que nos posicionamos, nos fosse dada a possibilidade de arremessar uma mensagem importante, qual seria e quais os destinatários » «Se nada disto te faz sentido, porque é que não fazes antes o que te apetece?» Nota: o conceito na verdade está em aberto, pelo que se aceitam outras sugestões e contribuições :)

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Fruta heia Compan
gourmet
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Pode dos S içõe sabo sent naçã ON com com frios O Ab quen As t cam do p A de e ap sisti ...em

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TITULAÇÃO COMO MOTE
© Nuno Quaresma
48. see it 49. toutch it 50. don´t eat it 51. happy minute 52. Molhando-se à chuva 53. espreitadelas 54. Voa mas nao cái! 55. Meter o nariz 56. nothing 57. else 58. espreita ou peek 59. stalk 60. housewall 61. block ideas 62. curiosity block 63. spherical block 64. square spherical 65. possibility and impossibility 66. block possibility 67. exact 68. jumped 69. expressamente obrigatorio 70. expressat'arte 71. criar te 72. brainarte 73. and ar- te (and arte) 74.expressar te 75. concentr ar te limon 76. com e sent arte toghether 77. Very "arde"! 78. hard ideas (lolo) 79. Arde ideias 80. Peace and art 81. art and constructions 82. Brothers and sisters art 83. Art and brain 84. Arde e bem 85. Dificult title 86. much arte , machar te (lol) 87. mancharte 88. fazP'Arte 89. Expressar te 90. a'RRISCA 91. OLH alharte 92. Sardinha com espinha 93. Balelarte 94. Xifonetes 95. Póarte 96. Milimétrico e palmo 97. brain ideas 98. fell ideas 99. ideias box 100. box ideas 101. why art ideas? 102. Why ideas? 103. Experience and make 104. make art ...

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do

en-

Nuno Quaresma 1. Daqui a nada estás a levar um papo seco MAN (Money – Authority – Need ) 2. BAD MAN (Money – Authority – Need ) 3. No Man's Land 4. 3 Crossed Road 5. Gloria 6. Aka 7. Abba 8. Revolução 9.Revolution 10.Pérola 11.Bi-gode Almighty 12. Semper 13. Tina… Tina 14. SIR- Seu Romântico Incurável 15. Acess Denied 16. Sem Acesso 17. Angústia para o Jantar 18. Gaita 19. Outra vez peixe frito 20. Standing Ovation 21. A Cigarra e a Formiga 22. Branco 23. Cinzento 24. Azul 25. Freiheit 26. Ich und du 27. Semper Paratus

28. Civilization 29. 4 30. 3,14 31. I glorified You Ana Raposo 33. Onde deixei as minhas asas? 34. Não gosto assim... 35. Amo a tua mente 36. Real ou virtual? 37. azul, claro! 38.Queria conhecer-te um dia 39. Se chover vou entender 40. Fala 41. Perto 42. Quase que te senti perto, mas estavas longe, muito longe 43. je veux 44. O que já foi 45. Bananas, bolacha maria, sumo de limão e mel Simão Carneiro 46. Tisana Fernando Glória 47. Rambóia Sara Silva

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r, ar

o a

STOP

MOVe oN

a a am-

A ÓI MB RA
happy minute

OUTRA Bi-gode V E Z PEI XE Almighty FRITO
BEIJA-ME DEPRESSA

e

Gloria

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Pode desfrutar de todos os produtos da Quinta dos Sabores de diversas formas, a todas as refeições ... recheando cada momento de deliciosos sabores ...doces e salgados...despertando os sentidos, por novas viagens, até onde a imaginação vos levar :-) O Namoro de Limão é indicado para lanches, com tostas, crepes, panquecas, scones, pão, ou como sobremesa (cobertura de gelados, semifrios)...etc... O Abraço de Poejo faz um delicioso chá frio ou quente com propriedades medicinais. As ternuras de queijo e delícia de azeitona ficam bem em saladas, com pão ou acompanhando pasta fresca. A delicia de figo é indicada para conhecedores e apreciadores do fruto, sendo impossivel resistir a cada nova colherada. ...em breve teremos novas delícias! :-)

Produção 100% natural sem adição de conservantes Todos os produtos são produzidos de forma artesanal e por encomenda. Contacto para encomendas: namorodelimao@gmail.com

ceci n'est pas uma Quinta qualquer
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LUGAR EXPOSITIVO?
O museu é uma instituição ocidental que expressa uma intenção de colecionar objetos para serem mostrados. Desde a Grécia antiga encontramos referências a coleções e instituições preocupadas com a memória, como aquela existente no Liceu de Aristóteles (334 AC) ou no Mouseion. Criado juntamente com a Biblioteca por Ptolomeu, em Alexandria (séc. III AC), ambas vinculadas a Alexandre Magno. Inicialmente estas instituições não se dissociam da pesquisa e da educação e utilizam como sua matéria-prima a coleção de objetos, plantas e animais da natureza. A partir de fins do século XVIII o museu recolhe e abriga fragmentos, objetos, artefatos e obras da natureza e da cultura e os agrupa em coleções com o propósito de expor. Essa memória, constituída a partir de objetos selecionados segundo critérios de valor, não provém de um colecionismo neutro ou isento, mas comprometido com o poder hegemônico, com as ideias e o contexto da época em que ocorre. O conceito de valor não é absoluto e varia em cada cultura e ao longo da história da humanidade, e cada coleção traz a assinatura de sua época e de seus patrocinadores. O museu tem, com a Biblioteca e o Arquivo, algumas características em comum: são eles os depositários da memória coletiva, o que não se resume apenas à manutenção e conservação das coleções. Envolve também a exposição desse acervo para as pessoas de forma a prover o rápido acesso e recuperação dos objetos ou informações desejados, o que leva à necessidade de um trabalho interno de identificação, catalogação e de classificação, seja uma coleção de livros, de quadros ou de vasos etruscos. No entanto es-

tas operações não surgem com o museu, nem com a biblioteca e nem com o arquivo, mas com a coleção, seja ela qual for, e estão (as operações) muito próximas - na sua origem - com as classificações dos seres e do conhecimento. Entretanto, mais do que a organização dos objetos, livros ou obras, é a motivação de seu agrupamento o aspeto que mais nos interessa; a ordem que está por trás das exposições, aquela que norteia a montagem dos acervos, os agrupamentos das peças, sua sequência, distribuição e formas de exposição. Estas ações revelam aspetos da matriz cultural de uma época, já que as formas de organização estão profundamente vinculadas a epistéme (2 ). Existem formas de organização diferentes para momentos diferentes e também para culturas particulares. Os gabinetes de curiosidades do Renascimento e as bibliotecas da mesma época não tinham as mesmas formas de organização que utilizamos hoje. Ao olhar uma imagem de um desses gabinetes a nossa tendência é a de ver um acúmulo de objetos colocados uns ao lado dos outros, sem qualquer tipo de organização, critério de agrupamento ou mesmo relação entre eles. Qual seria a ligação possível entre a pintura de uma paisagem, um peixe embalsamado e uma lâmpada a óleo? No entanto os gabinetes possuíam formas de organização bastante coerentes, mesmo que nós tenhamos difi-

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FEITO À MEDIDA
TAILORING
“ Muitas vezes, quando falamos de crise, referimos a crise económica que corresponde, de uma maneira geral, a um desequilíbrio entre a produção e as despesas de um pais. Todavia, esta crise económica tem muito a ver também com o sistema financeiro, um sistema cada vez mais mundializado e incontrolável e que já mostrou que ele também está em grave estado de crise. A economia e as finanças que normalmente estão reguladas pela politica, já não são, pois, a politica também está em crise. Crise económica, crise financeira, crise politica, crise institucional, crise social,… O que se está a passar é antes de tudo uma crise de sentido. As pessoas não acreditam mais na organização na qual estamos a viver e ela própria já não se justifica. Isso não significa o fim do mundo mas sim uma fase decisiva onde a sociedade deve ser reflectida, “ré-imaginada”. E é neste contexto que a cultura tem um papel fundamental. A cultura é produtora de sentido social e espaço de experiência criadora. Está na base das rehttp://frutaecompanhia.blogspot.pt/ presentações que fundam a construção social do sentido. A linguagem, a arte, permitem explicar o mundo no qual vivemos mas também criar e registar novas ideias e informações. São símbolos que cada um pode usar para desenvolver pensamentos complexos, dar sentidos as coisas, imaginar novas possibilidades humanas. Vinda do latim crisis “momento de decisão” e do grego krisis “acção ou faculdade de distinguir, decisão”, A palavra crise significava um momento difícil mas sobretudo um momento decisivo. Se a crise é uma questão, a sua resposta provavelmente é a cultura.

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Manon Pestel

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culdades em identificá-las. Notas: 1. O termo 'espaço relacional' é utilizado por Maturana, para quem “A autoconsciência não está no cérebro – ela pertence ao espaço relacional que se constitui na linguagem. “ (Maturana,1998b, p. 28). Também Moacir dos Anjos utiliza a expressão ao falar do museu atual: “o Museu na contemporaneidade é um espaço de construção de uma ideia de estar no mundo; o Museu é, portanto, um espaço relacional entre os homens e as coisas” (ANJOS, s/d). 2. Epistéme, ou campo epistemológico é, para Foucault, “onde os conhecimentos, encarados fora de todo o critério que se refira ao seu valor universal ou às suas formas objetivas, enraízam a sua positividade e manifestam assim uma história que não é a da sua perfeição crescente, mas antes a das suas condições de possibilidade; nesta narrativa, o que deve aparecer são, no espaço do saber, as configurações que deram lugar às diversas formas do conhecimento empírico” (FOUCAULT, 1966: 10).
In Museu: de espelho do mundo a espaço relacional , de Durval de Lara Filho, 2006 Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, Área de concentração Cultura e Informação, Linha de pesquisa Mediação e Ação Cultural da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de SãoPaulo, como exigência parcial para a obtenção do título de Mestre em Ciência da Informação, sob a orientação do Prof. Dr. Martin Grossmann http://www.scribd.com/doc/50085781/Museu-de-espelho-do-mundo-a-espacorelacional-FILHO-Durval-de-Lara

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Ana Caldeira Fotografia Ana Raposo Claudine Rodrigues

Pintura
Clo Bougard Clo Bourgard nasceu em Lisboa em 1970 e desde cedo se dedica à arte, passando pela Escola Artística António Arroio, pelo Instituto Superior de Conservação e Restauro de Pintura de Lisboa e pela Academia de Ciências de Lisboa como formadora na área de Restauro de Pintura. Curso de História de Arte da Universidade Autónoma de Lisboa, Curso de Desenho e Pintura da Escola Artística Rui T. Gomes, Curso de Escultura pela mão do Mestre João de Brito, Curso de Técnica e Ética de Conservação de Património Português no Centro Nacional de Cultura. Curso de Restauro de Cerâmica na Escola Pomar dos "Artistas". Tem participado em diversas exposições no Pais, nomeadamente da Galeria Inter-Atrium no Porto e na Galeria Azo em Lisboa, e nas Astúrias bem como bienais por todo o país. Foi mencionada com crítica no Semanário Expresso, Sol e revista Essencial. Diana Almeida

Pintura
Artur Simões Dias Nascido a 02.07.1979 Tel: 93 845 90 13 Email: asdarq@gmail.com HABILITAÇÕES LITERÁRIAS Licenciatura em Arquitectura pela Universidade Autónoma de Lisboa (2005) ACTIVIDADE PROFISSIONAL Santa-Rita Arquitectos . Colaboração com o Atelier Santa-Rita Arquitectos tendo a actividade profissional abrangido tanto o sector público como o privado, incluindo trabalhos nas áreas de Urbanismo e Arquitectura, bem como a participação em vários concursos e exposições (Lisboa, 2006) ACTIVIDADE ARTÍSTICA Exposições colectivas, 2006/2011, em Lisboa e Odivelas. Exposição “ INICIATIVA X” – Arte Contempo, Lisboa (2006) Exposição “ BEAUTIFUL CREATION” – Centro Cultural Malaposta, Odivelas (2011) PUBLICAÇÕES Arquitectura Ibérica n.º14, pág. 220/221 – Transparências – Caleidoscópio

Antonio Arroio Fernando Glória empor cum soluta nobis eleifend option congue nihil imperdiet doming id quod mazim placerat facer possim assum. Typi non habent claritatem insitam; est usus legentis in iis qui facit eorum claritatem. Investigationes demonstraverunt lectores legere me lius quod ii legunt saepius. Claritas est etiam processus dynamicus, qui sequitur mutationem consuetudium lectorum. Mirum est notare quam littera got Filipe Belo empor cum soluta nobis eleifend option congue nihil imperdiet doming id quod mazim placerat facer possim assum. Typi non habent claritatem insitam; est usus legentis in iis qui facit eorum claritatem. Investigationes demonstraverunt lectores legere me lius quod ii legunt saepius. Claritas est etiam processus dynamicus, qui sequitur mutationem consuetudium lectorum. Mirum est notare quam littera got Glória Oliveira empor cum soluta nobis eleifend option congue nihil imperdiet doming id quod mazim placerat facer possim assum. Typi non habent claritatem insitam; est usus legentis in iis qui facit eorum claritatem. Investigationes demonstraverunt lectores legere me lius quod ii legunt saepius. Claritas est etiam processus

Workshops de Pintura em tecido; porcelana; joalharia e cerâmica plástica. Ilustração do livro "Agora Escolha! Cromos a Desgarrada." de Vera Roquette; Publicação de Setembro 2011; Editora Salamandra. Estudante na Escola Secundária Artística

dyn tud ter Inê em gue pla cla fac mo leg dyn tud ter Jo 31 eF "m ma Lic Esc Un ao fre de aca de Co exp com Me -C -E mó de

Ana Caldeira 01 Fotografia Ana Raposo 02 Pintura, Multimédia Artur Simões Dias 03 Desenho, Pintura, Escultura Claudine Rodrigues 04 Desenho, Pintura Clo Bourgard 05 Pintura Diana Almeida 06 Desenho, Pintura Fernando Glória 07 Pintura, Desenho Filipe Belo 08 Escultura Glória Oliveira 09 Desenho, Pintura Inês Gomes 10 Desenho, Escultura Joana Escada 11 Desenho, Escultura João Silva 12 Pintura Isabel Saldanha 13 Fotografia Jorge Franco 14 Desenho, Pintura Luiz Morgadinho 15 Desenho, Pintura Mário Rainha Campos 16 Fotografia Miguel Portelinha 17 Pintura, Street Art Nuno Quaresma 18 Pintura, Desenho Paulo Castanheira 19 Fotografia Paulo Muiños 20 Fotografia Sara Livramento 21 Pintura Sara Silva 22 Pintura, Desenho, Origami Saskia Ludescher 23 Fotografia, Mixmédia Simão Carneiro 24 Pintura, Desenho Simona Scotti 25 Fotografia, Multimédi Sérgio Dantas 26 Fotografia, Multimédia a

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dynamicus, qui sequitur mutationem consuetudium lectorum. Mirum est notare quam littera got Inês Gomes empor cum soluta nobis eleifend option congue nihil imperdiet doming id quod mazim placerat facer possim assum. Typi non habent claritatem insitam; est usus legentis in iis qui facit eorum claritatem. Investigationes demonstraverunt lectores legere me lius quod ii legunt saepius. Claritas est etiam processus dynamicus, qui sequitur mutationem consuetudium lectorum. Mirum est notare quam littera got Joana Escada 31.07.1987, Artista Plástica, Designer Gráfica e Fotógrafa "mar, metade da minha alma é feita de maresia...", Sophia de Mello Breyner Andresen Licenciada em Artes-Plásticas, ramo Escultura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (2005/2011). Em 2008, ao abrigo do Programa de Intercâmbio, frequentei a Faculdade de Belas-Artes do Rio de Janeiro, Brasil, e terminei este ciclo académico com um projeto final na Faculdade de Belas-Artes de Atenas, Grécia (2010/2011). Como amante da cultura visual, decidi expandir e desenvolver mais e melhores competências, tendo então ingressado no Mestrado de Design e Cultura Visual do IADE - Creative University, Lisboa (2011/2012). - Exposição Colectiva de Pintura - Évora Património Mundial, angariação de fundos a favor de diferentes instituições de solidariedade social, 2005, Évora - Exposição Colectiva em Memória das vítimas tendo completado o serviço como 2º marinheiro em Outubro de 1986. De 1986 a 1997 foi Expedidor de 1ª de jornais e revistas trabalhando diretamente com o Correio da Manhã, Expresso e várias outras publicações, sendo chefe de equipa. De 1997 a 1999 trabalhei em manutenção fazendo vários trabalhos entre os quais, concluindo uma obra no Atrium do Saldanha e percorrendo o país todo na montagem de Supermercados Modelo e Continente. De 2000 a 2001 trabalhei em Publicidade na Sumolis de Lisboa. De 2001 a 2003 foi encarregado de Armazém de produtos de doçaria. Hoje sou funcionário do Colégio Salesianos de Lisboa. Por tudo isto acima referido sou uma pessoa simples, educada, e honesta. Gosto muito de fotografia sendo eu amador e pratico como hobby à cerca de 3 anos. Ultimamente tenho estado a fazer desenhos e a pintar algumas coisas, sendo eu um leigo na matéria tenho tido algum incentivo para continuar. Luiz Morgadinho Nasceu em Coimbra em 1964 Pintor autodidacta Distinções / Observações Menções Honrosas; Festa das Colectividades, Lisboa - 1996 Feira Internacional - Torres Novas - 1997 Nisartes – Nisa – 2000 Homenageado na Artis - Seia – 2009 Premio Município de Oliveira do Hospital –

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AUTORES
Agiarte - 2010 Citado no livro; “Arte 98”, de Fernando Infante do Carmo. “Entrevista com D.Peta”, de Mané do Café “Was Bach Brazilian? O Puto do Adufe ou O Inventor do Baião”, de vários autores. Prémio Fnac/Teorema 2003 “Punk Rock & Cia”, em parceria com Mané do Café, PANGEIA, ISPA, Teorema, de 2005 “Debout Sur L'Oeuf nº 1” Revista Internacional de Surrealismo de Miguel de Carvalho & Rik Lina, 2010 Ilustração capa do livro, “Um Antropólogo nas Colectividades”, de Luís Felipe Maçarico. Edição da Câmara Municipal de Lisboa. Mário Rainha Campos Psicólogo, arte-educador e fotógrafo: Licenciado em Psicologia pelo ISPA – Instituto Superior de Psicologia Aplicada de Lisboa na área de psicologia educacional. Estudou fotografia no ar.co e na Faculdade de belas artes de Salamanca. Esteve envolvido em inúmeros projetos de arte-educação trabalhando para várias instituições como museus, escolas e ONGs. Realizou várias reportagens e exposições fotográficas. Sempre aliou a sua formação como fotógrafo a projetos de arte-educação, usando a fotografia como ferramenta pedagógica Miguel Portelinha Street Art Nuno Quaresma Nuno Quaresma, 10.04.1975 Artista Plástico, Ilustrador, Designer e Empreendedor Artístico e Social. Bacharelato em Design pela Universidade do Algarve (1997); a frequentar Mestrado de especialização em ensino e Mestrado em Design e Cultura Visual pelo IADE- Creative University 1998- 2010 Coordenação Oficina de Pintura- Fundação afid Diferença 2010-2012 Designer- Província Portuguesa da Sociedade Salesiana; Oficinas de S. José, Associação Educativa- professor de desenho e pintura ensino secundário e extra-curricular Prémios: - Menção Honrosa em Pintura, “Prémio Professor Reynaldo dos Santos - Arte Jovem – 1997” - Menção Honrosa em Pintura, “Prémio de Pintura e Escultura - D. Fernando II – 6ª edição - 2002” - Menção Honrosa em Pintura, “Prémio de Pintura e Escultura – Artur Bual, 3ª edição – 2007 http://pt.linkedin.com/in/nunoquaresma www.nunoquaresma.blogspot.pt Paulo Castanheira

empor cum soluta nobis eleifend option congue nihil imperdiet doming id quod mazim placerat facer possim assum. Typi non habent claritatem insitam; est usus legentis in iis qui facit eorum claritatem. Investigationes demonstraverunt lectores legere me lius quod ii legunt saepius. Claritas est etiam processus dynamicus, qui sequitur mutationem consuetudium lectorum. Mirum est notare quam littera got Paulo Muiños 15.09.1971 Músico e Fotógrafo. MA Music Education pela Roehampton University de Londres Fundador da banda Cool Hipnoise, tocou 10 anos com os Ena Pá 2000 e actualmente é baixista e produtor da banda The Pulse. Fotografou como amador com filme entre 1995 e 2000. Dedicou-se à fotografia digital em Março de 2011, tendo estudado autonomamente.
Paulo Graça Licenciou-se em Design Multimédia pela ESAD.CR e trabalha actualmente como designer gráfico, webdesigner e ilustrador freelancer.

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© Simão Carneiro Aligator

© Simão Carneiro Pounds

© Filipe Belo Conspiração

"Quem o vê, dirá talvez que ele vive abstraído do mundo real. E o que é o mundo real? A realidade é o que queremos e o que cremos. E este artista cria a sua própria realidade. Como qualquer um de nós. Mas este tem o dom de nos transportar para a sua realidade. Uma realidade melancólica, nostálgica. Um tanto ou quanto negra, mas sempre com laivos de luz clara que não nos cegam nem nos deixam perder. Mostra-nos um mundo cru. Sem grandes fantasias. Apenas com devaneios de fuga a uma realidade imposta.

Paulo da Graça. Um homem. Um artista. Cheio de alma. Cheio de graça. Um artista que cria mesmo quando não está a criar. Por querer e sem querer. Por crer. Está-lhe no sangue, estálhe na alma…» Sara Livramento Eu sou a Sara Livramento, tenho 32 anos, o meu percurso na pintura começou em 1995, num projecto criado pela associação que na

altura frequentava. O pintor Victor Pi, foi a pessoa com quem trabalhei directamente e com quem dei os primeiros passos nesta arte, a ele agradeço este amor que tenho à pintura, ainda hoje guardo comigo alguns quadros que me lembram o início desta minha paixão. A partir desse momento o desejo em aprender tudo sobre pintura, cresceu imenso dentro de mim, por isso tento colocar nos meus trabalhos, os meus sentimentos. Acreditei, que tornar-me pintora, poderia ser uma realidade e a partir desse momento, não passo um dia, sem pintar ou sem estudar esta

linda Todo mag rece privi conc Graç Rob o Me conh deci Gove Esta Agra José difer Sara Sara Estu verte 1996 Curs Fund conc 1996

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© Sara Livramento Sem Título

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© Sara Livramento Sem Título

© Nuno Quaresma Graal

© Diana Almeida Mandala

© Ana Raposo Sem Título

© Nuno Quaresma Art Attack

© Sara Livramento Sem Título

© Simão Carneiro Sem título © Nuno Quaresma A Bigger Picture

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linda arte. Todos os pintores com quem privei de perto são magníficos, tive um imenso prazer de ter recebido concelhos, ensinamentos e até ter o privilégio de pintar com pessoas tão conceituadas como por exemplo a pintora Graça Morais, os pintores, Juan Soutullo, Roberto Chichorro, José Guimarães. Entretanto o Mestre Manuel Cargaleiro, tomou conhecimento de alguns dos meus trabalhos e decidiu apadrinhar uma exposição minha no Governo Civil de Lisboa. Esta arte exige muito trabalho e dedicação, Agradeço muito ao meu amigo e grande pintor José Bahia, que me mostrou uma visão diferente e maravilhosa da arte da pintura. Sara Silva Sara Silva nasceu em 1973, em Lisboa. Estudou na Escola Artística António Arroio na vertente de Equipamento e interiores. Em 1996, faz o primeiro ano do Bacharelato do Curso Superior de Artes Decorativas, na Fundação Ricardo Espírito Santo. Após a conclusão do primeiro ano, ingressa, ainda em 1996, no Instituto Superior de Artes Visuais -

I.A.D.E., no Curso de Design Industrial, que concluiu em 2000.

beauty of life. Since October 2010 I am studying InterMedia at the FH in Dornbirn (www.fhv.at). Right now i am living in Portugal/ Lisbon where I was doing an ERASMUS semester at IADE (www.iade.pt). My ERASMUS Semester is over, but Portugal has much more to discover - so I decided to stay. Simão Carneiro

Nascido a 8/11/1989, estudou Produção Artística na escola António Arroio onde cresceu e onde desenvolveu a paixão pelas Artes. Mais tarde licenciou-se e tirou um mestrado de Design e Cultura Visual pelo IADECreative University,Lisboa (2008/2012). Simona Scotti Fotografia, Multimédia

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© Sara Silva Sem título

© Nuno Quaresma Não me toques no pão senão temos molho

© Clo Bourgard Sem título

© Paulo Castanheira Ceia

© Clo Bourgard Sem título

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© Sara Silva Sem título © Ana Raposo Sem título © Miguel Portelinha Trick me once © João Silva Sem título

© Luiz Morgadinho Rebentou com a Cultura

© Clo Bourgard Sem título

© Fernando Glória Carceri d’Invenzione

© Clo Bourgard Sem título

© Sara Silva Sem título

© Sara Silva Sem título

© Miguel Portelinha Rat

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© Joana Escada Sem título

© Joana Escada Sem título

© Joana Escada Sem título

© Luiz Morgadinho Ciclo da Vida

© Paulo Muinõs Sem título

© Diana Almeida Sem título

© Diana Almeida Mahatma

© Sara Livramento Mahatma

DICOTOMIA IDEOLÓGICA
A política encontra explicação na dicotomia ideológica denominada de Esquerda/ Direita. Qualquer pesquisa demonstra que esta transversalidade nasceu nas cortes Francesas, uma vez que no lado direito do Rei estavam o Clero e a Nobreza e do lado Esquerdo o povo, designado então por Terceiro Estado. De uma forma muito generalizada e superficial, a direita dá mais ênfase ao liberalismo económico e à eficiência da economia, enquanto os de esquerda estabelecem como foco os valores da igualdade e da solidariedade social. A realidade dos factos relativiza estas diferenças, estas não são conformes porque a todo o momento aparentam ser disformes, estas não são estritamente fiéis aos seus princípios porque ostensivamente são traídas em deliberação, ao invés podem estar de um lado num determinado momento e de outro em outra instância, agindo conforme um jogo de interesses. Entendo que é no conhecimento que reside a revelação, que o caminho está na aquisição de competências conducentes ao exercício de uma participação cívica em função de um bem colectivo, sendo que o colectivo é a derivação de várias somas do que é individual, assumo que, apenas o estudo de várias correntes ideológicas me permitirá iniciar a criação/compilação da minha própria crença, de uma crença assente no bem comum... e no que concerne à ignóbil estratégia Política adoptada ao longo dos tempos, não tenho pejo em dizer, que por crença ideológica opto por me demarcar dum sistema vilão, desonesto nos princípio e corrupto em valores humanos... por isso, "hoje", descobri que é na rua que me sinto bem, que é na rua me sinto confortável com os meus inconformados pares e que é na rua que me sinto uma pessoa integra por lutar pela minha crença!! Gosto de saber que luto por um conjunto de ideais e princípios assentes na importância dos valores humanos (respeito, justiça, honra, amor, liberdade, solidarie-

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© Mário Rainha Campos Generatrix

ana Escada Sem título

aulo Muinõs Sem título

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http://frutaecompanhia.blogspot.pt/ dade, etc.), gosto de me sentir envolvido num movimento que dirige a sua acção para a perpetuação destes valores, que afinal ainda existem pessoas que chamam para si a responsabilidade pela disseminação destes e não dos outros que infelizmente imperam... aos poucos vou acreditando na efectividade prática do humanismo, vou sentindo algum conforto quando vejo o homem decisor de algibeiras rotas a viver em prol do bem comum... Um bem haja a todos os Humanistas!!!! Gonçalo Jesus Este texto estabelece assim uma ponte, um pouco ideológica, subjectiva e livre (que creio ser também o cerne deste tema), entre o título, o conceito e próprio mote da exposição, a referida dicotomia

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AUTOPOIESIS ?
Art Mov On… um pouco como a Autopoiesis Os sistemas vivos são intrinsecamente autopoiéticos. Apesar do mimetismo etimológico, não se trata de Poesia: a vida gera-se a si própria, não por milagre, mas porque é essa a sua natureza. Autopoiese ou autopoiesis (do grego auto "próprio", poiesis "criação") é um termo cunhado na década de 1970 pelos biólogos e filósofos chilenos Francisco Varela e Humberto Maturana, para designar a capacidade dos seres vivos de se produzirem a si próprios. E o que tem a Biologia a ver com a Arte? Tudo? Nada? De volta ao raciocínio, segundo esta teoria, um ser vivo é um sistema autopoiético, caracterizado como uma rede fechada de produções moleculares (processos), onde as moléculas produzidas geram, com as suas interações, a mesma rede de moléculas que as produziu. A conservação da autopoiese e da adaptação de um ser vivo ao seu meio são condições sistémicas para a vida. Desta forma, um sistema vivo, como sistema autónomo, está constantemente a autoproduzir-se, a autorregular-se, e a manter interações (perturbações) com o meio, onde este (o meio) apenas desencadeia no ser vivo mudanças determinadas na sua própria estrutura. “Vivemos com os outros seres vivos, e portanto compartilhamos com eles o processo vital. Construímos o mundo em que vivemos durante as nossas vidas. Por sua vez ele também nos constrói ao longo dessa viagem comum. Assim, se vivemos e nos comportamos de um modo que torna insatisfatória a nossa qualidade de vida, a responsabilidade é a nós que nos cabe” HEIDEGGER, M. – Being and Time. Nova York: Harper & Row, 1962. E, mais uma vez, o que tem a Biologia a ver com a Arte? Saltar diretamente da Autopiesis para a Responsabilidade é realmente trabalho para Artistas, mas enveredar por esta abordagem não é fruto de um clássico método de associação livre, serve antes para explicar a etiologia deste nosso evento. Art Mov On – que utilizando a metodologia silogística da iniciativa AKA – also know as A.M.O, é um sistema

© Ana Raposo Sem título

© Ana Raposo Sem título

vivo na sua forma de funcionar, na sua organização interna e na maneira como colegialmente e conscientemente se posiciona em relação à Cultura e à Sociedade. Como qualquer sistema vivo tem como principais características: _Organização _Energia _Reação _Crescimento _Reprodução _Adaptação Claro que a Arte em si não é uma forma de vida biológica, mas é sem dúvida uma das mais elaboradas produções linguísticas que derivam da nossa existência. O que nela nos comove é a possibilidade que nos dá para abrir e tornar mais profícua a nossa relação com o meio, que neste momento é um lu-

gar incerto, um lugar para angústia, medos, tristeza, zanga, mas também para o amor. AKA, Art Mov On é a nossa própria e particular homenagem ativista diante dessa vida e meio cujo equilíbrio e ecologia admiramos, cuja conservação empreendemos em cada sopro de criatividade, e que queremos reproduzir recursivamente até que algo mude, em nós, ou no Mundo que nos rodeia. “ Dizem que o tempo muda as coisas mas, na verdade, somos nós quem tem de as mudar” Andy Warhol

© Nuno Quaresma Super Homem e a Kryptonita

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A política encontra explicação na dicotomia ideológica denominada de Esquerda/ Direita. Qualquer pesquisa demonstra que esta transversalidade nasceu nas cortes Francesas, uma vez que no lado direito do Rei estavam o Clero e a Nobreza e do lado Esquerdo o povo, designado então por Terceiro Estado. De uma forma muito generalizada e superficial, a direita dá mais ênfase ao liberalismo económico e à eficiência da economia, enquanto os de esquerda estabelecem como foco os valores da igualdade e da solidariedade social. A realidade dos factos relativiza estas diferenças, estas não são conformes porque a todo o momento aparentam ser disformes, estas não são estritamente fiéis aos seus princípios porque ostensivamente são traídas em deliberação, ao invés podem estar de um lado num determinado momento e de outro em outra instância, agindo conforme um jogo de interesses. Entendo que é no conhecimento que reside a revelação, que o caminho está na aquisição de competências conducentes ao exercício de uma participação cívica em função de um bem colectivo, sendo que o colectivo é a derivação de várias somas do que é individual, assumo que, apenas o estudo de várias correntes ideológicas me permitirá iniciar a criação/compilação da minha própria crença, de uma crença assente no bem comum... e no que concerne à ignóbil estratégia Política adoptada ao longo dos tempos, não tenho pejo em dizer, que por crença ideológica opto por me demarcar dum sistema vilão, desonesto nos princípios e corrupto em valores humanos... por isso, "hoje", descobri que é na rua que me sinto bem, que é na rua me sinto confortável com os meus inconformados pares e que é na rua que me sinto uma pessoa integra por lutar pela minha crença!! Gosto de saber que luto por um con-

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a ta © Paulo Graça Untitled

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©Jorge Franco Sem título

©Sara Silva Mocho

©Sara Silva Sem título

© Isabel Saldanha Sem título

©Sara Silva Sem título

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© Nuno Quaresma Jacob e o Anjo

©Simão Carneiro Sem título

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©Jorge Franco Sem título © Nuno Quaresma Europa © Isabel Saldanha Sem título

© Fernando Glória Sem título ©Sara Silva Sem título

© Nuno Quaresma Jacob e o Anjo

© Nuno Quaresma Minos e Pasifae

©Sara Silva Sem título

© Nuno Quaresma Minos e Pasifae

© Nuno Quaresma Adão e Eva

junto de ideais e princípios assentes na importância dos valores humanos (respeito, justiça, honra, amor, liberdade, solidariedade, etc.), gosto de me sentir envolvido num movimento que dirige a sua acção para a perpetuação destes valores, que afinal ainda existem pessoas que chamam para si a responsabilidade pela disseminação destes e não dos outros que infelizmente imperam... aos poucos vou acreditando na efectividade prática do humanismo, vou sentindo algum conforto quando vejo o homem decisor de algibeiras rotas a viver em prol do bem comum... Um bem haja a todos os Humanistas!!!! Gonçalo Jesus Este texto estabelece assim uma ponte, um pouco ideológica, subjectiva e livre (que creio ser também o cerne deste tema), entre o título, o

©Simão Carneiro Sem título

conceito e próprio mote da exposição, a referida dicotomia entre Esquerda/Direita é também representada nas obras de pintura que pretendo apresentar, daí a importância de ser referida, o descontentamento com o Sistema tem assim também um papel principal tanto ao longo do desenvolvimento da crónica como nas minhas obras e que creio que denota as minhas inquietações mas também as de muitos de nós que participamos neste evento. Não pretendo implementar qualquer cariz anárquico ao tema, apenas defendo, tanto no texto como nas obras, o poder do Povo e o Humanismo, que se nota escasso na presente conjuntura. Justificando assim a minha obra, coloco-me a mim, e não a terceiros, como defensora desses ideais, daí o meio- auto-retrato com a máscara de V for Vendetta, conectando essa imagem

com Justiça e não Anarquia, e representando as ondas envolventes como elementos expressivos da dicotomia Esquerda/Direita, pretendo assim, duma forma enigmática, fazer a ligação da paixão, explícita, em todos os meus trabalhos, o Mar com as inquietações sóciopolíticas actuais. “Our masters have not heard the people's voice for generations and it is much, much louder than they care to remember.” Alan Moore, V for Vendetta

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AKA arte UBUNTU
The Birthplace of AKA arte Ubuntu The idea of founding the organisation AKA arte Ubuntu came to life in a class of the master studies in Design, at the IADE University in Lisbon. Taking part of this class meant a lot to me, because it was opening new doors for me and it offered me great chances and opportunities. In Portugal many people have to work a lot next and before they start to study, what may also be a reason why you'll find in classes of the master courses a mixed bunch of people of different ages, backgrounds, different formations and experiences. To study design in general is very different than to study law or business. Different in that way, that the bigger part of the studies is not the theoretical one but to practise, create, work in groups, design and redesign your steps. While the classes are more interactive students also learn a lot from each other. It gives you the chance to learn from students with different talents and also to spin a network of professionals in different areas. To study the theory, allow you to get to know how physics, nature, mathematics and psychology are working and influencing good design. The theory gives you the rules of design and knowing the rules gives you the possibility to “break” them. “Design is my profession but in my heart I am an Artist.” This feeling and the fascination of sharing Art and Design as a wonderful form of nonverbal communication was our main spirit to create AKA arte Ubuntu. The general Idea of AKA arte Ubuntu The dream of our foundation is to create a space, giving you the possibility of sharing thoughts and making statements. AKA arte Ubuntu in its best shall connect different Artists and Arts and shall be a free spirit without boundaries. We want to bring new life into the meaning of arts and use the opportunity of being able to perform, learn and grow “with a little help from a friend”- because life can be so much easier and beautiful when you can share and act together. What means AKA arte Ubuntu? AKA arte Ubuntu stands for the communication through Arts and Design. AKA arte in words means also known as art. The word Ubuntu has its origins in the Bantu languages of southern Africa. It is a word for an African etic humanist philosophy. The word Ubuntu is hard to define but in short summary of many people who tried to define the word for us it stands for humanity, for that people are not made for life in isolation but if we share we are strong. “ I am because we are”. The Exhibition Our first exhibition of AKA arte Ubuntu will take place at the Galeria CB Concept Arts in Carcavelos nearby Lisbon. Thanks to the great help of the gallerist Clo Bourgard, who is also a great Artist and has being very supportive to share the thoughts of AKA, we have been able to plan this event in such a short time. On the 23rd of November will be the opening of ART MOV ON, it presents a collect of individual works from various artists to the topic of the crises. ART MOV ON These days when we talk about the crises, we hope so much for a change for good. But for changing we also have to interact. It is not enough to sit, wait, and pray for a better tomorrow. The big step people are going through right now is that they stopped to accept blindly others decisions for their life, we finally want to interact and to make use of our voice. But even if it was time to go to the street and scream STOP! we have to realize that it is not enough. We need to act, to change and to bring statements and ideas of how to define our better world. Now more than ever it is important to act human - think together and work together because together we may find solutions and ways to MOVE ON. The name ART MOV ON short A.M.O shall remind us of the great chance that love gave us to go further and see the world outside the frame and to move on.

I F

I wil It is ons a I am up l histo crac Whe of th to ad I wil sons of Eu It is that hear

Saskia Ludescher

©Joana Escada Sem título

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I AM FREE
I will start by saying that i am a Greek woman. It is the first time that i feel like i own explanations about my background and my country. I am trying to realize all this time why we ended up like this. I grew up being tought about the history of Greece,about how the idea of Democracy, arts and culture were born here. When u are raised learning only the bright side of the world u are living in,it takes a little longer to adjust to the real world. I will not spend time trying to explain the reasons why Greece ended up being the disgrace of Europe. It is a subject well analysed by all the media that millions of people choose to read, listen or hear without further judgment...As a greek person what hurts me most is that the crisis has brought into my country, my Greece the party of the neo-Nazis in the parliament. It is dreadful to see that people who have no respect over the human life and the human rights have followers all over Greece. And i cant stop wondering. Did we spend too much time trying not to be greeks that we forgot what it is all about? I didnt grow up in the Greece of 18-1920 years old nazis chasing around whoever isnt Greek or believes in humanity. I grew up in a Greece where we always had the door of my house open for friends and family. Where the greek hospitality is our big pride. Where the summer, the sun and the food was always a good reason for fun and laughter. We never had a lot of money, but we never cared... we were never afraid... we have been through difficult times, but as the great Nikos Kazantzakis said:" i am not afraid of anything, i do not have hope for anything. I AM FREE". Dimitra Mamasoula, Nov.2012, Atenas

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« i am not afraid of anything, i do not have hope for anything. I AM FREE"
Nikos Kazantzakis

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© Nuno Quaresma

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CB Concept Art Galeria Exposições Consultadoria de Obras de Arte Proectos de Decoração Restauro de Antiguidades Rua de Portugal, nº 198 Quinta de São Gonçalo - Carcavelos clobourgard@gmail.com Telm: 912434088 962833430

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