4º Concurso de Contos do Grupo Livrarias Curitiba - FICHA DE INSCRIÇÃO

Envie este formulário até 30 de abril de 2012 para o e-mail contos@livrariascuritiba.com.br. O conto deverá ser escrito em língua portuguesa, ser inédito e conter no máximo 3.000 (três mil) caracteres (toques), incluindo espaços e parágrafos e desconsiderando o título. O preenchimento deste formulário é condição para a participação no concurso, sendo obrigatório o preenchimento de todos os campos desta ficha, sob pena de desclassificação. Pelo preenchimento e envio deste documento, o participante declara estar ciente do Regulamento deste concurso cultural, submetendo-se total e irrestritamente a todos os seus itens, cláusulas e condições. Para avançar para o próximo campo utilize a tecla TAB. Nome: Jefferson Seide Molléri CPF: 032.398.509-23 Data de nascimento: 23/10/1981 Cidade + Estado: Itajaí - SC DDD + Telefone : (47) 3349-3231 E-mail: jefferson@enova.com.br

Escreva aqui o TÍTULO: Ela Escreva aqui o seu CONTO: Então estava ela, no meio da pista. Seu corpo rodopiava e deslizava, coberto por vários pontinhos de luz branca que também se moviam frenéticos, subindo e descendo as curvas delgadas do seu corpo. A escuridão se formava em volta, ocultando opressora seus movimentos lânguidos. O vestido girava acompanhando os movimentos, como a seguir-lhe o corpo esbelto, acariciando-o. Era negro, mas semitransparente e, a não ser por uma saia curtíssima e um corpete negro que vestia por debaixo, o vestido mostrava mais do que escondia. Os ombros estavam nus, assim como o colo e a face, que contrastavam alvos, contra o negrume da vestimenta e o sombrio sedoso de seus cabelos. Cabelos estes que não eram curtos tampouco compridos, mas caiam teimosos sobre rosto. Parou de se mover, dançando num ponto fixo. Ajeitou uma mecha que caía-lhe sobre os olhos e esta logo voltou sorrateira a seu lugar. Seus olhos grandes e azulados eram fixos em mim e seus lábios rubros se desprenderam por um instante. Cada movimento parecia único, enquanto dançava. E assim dançando caminhou até mim. Me levantei rápido e com uma única mão ela empurrou-me, forçando-me contra a parede. Encostou-se a mim e percorreu meu rosto com seus dedos gélidos. Hipnotizado em seus olhos, perdido e deslocado, nem sequer atentei a isto. Aproximou os lábios de meus ouvidos e sussurrou-me: - Meu nome é Morte. E esta noite sou tua.

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