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MATERIAL DE APOIO DIREITO CIVIL PARTE GERAL

Apostila 01 Prof. Pablo Stolze Gagliano

Personalidade Jurídica. Nascituro. Pessoa Física ou Natural 1. A Personalidade Jurídica.
1.1. Conceito. Personalidade Jurídica, para a Teoria Geral do Direito Civil, é a aptidão genérica para se titularizar direitos e contrair obrigações, ou, em outras palavras, é o atributo necessário para ser sujeito de direito. Neste ponto, vale transcrever a sábia preleção de RIPERT e BOULANGER, na monumental obra “Tratado de Derecho Civil” segun el Tratado de Planiol (Tomo I – Parte General, Buenos Aires: La Rey, 1988, pág. 310): “La personalidad jurídica está vinculada a la existencia del individuo, y no a su conciencia o a su voluntad. Um niño muy pequeno, o um loco, es una persona. Entre las personas físicas no se hace diferencia alguna para la atribuición de derechos civiles; por muy débil o incapacitado que esté, todo ser humano es, y sigue siendo, una persona del derecho”. 1.2. Aquisição da personalidade jurídica (Pessoa Física ou Natural) O seu surgimento ocorre a partir do nascimento com vida (art. 2°, CC-02 e art. 4º, CC-16).

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No instante em que principia o funcionamento do aparelho cárdio-respiratório, clinicamente aferível pelo exame de docimasia hidrostática de Galeno, o recémnascido adquire personalidade jurídica, tornando-se sujeito de direito, mesmo que venha a falecer minutos depois. Na mesma linha, a Res. nº 1/88 do Conselho Nacional de Saúde1 dispõe que o nascimento com vida é a:“expulsão ou extração completa do produto da concepção quando, após a separação, respire e tenha batimentos cardíacos, tendo sido ou não cortado o cordão, esteja ou não desprendida a placenta”. Em uma perspectiva constitucional de respeito à dignidade da pessoa, não importa que o feto tenha forma humana ou tempo mínimo de sobrevida (como se dá no Código Civil Espanhol – art. 30). Assim, se o recém-nascido – cujo pai já tenha morrido - falece minutos após o parto, terá adquirido, por exemplo, todos os direitos sucessórios do seu genitor, transferindo-os para a sua mãe, uma vez que se tornou, ainda que por breves instantes, sujeito de direito.

1.3. O Nascituro. LIMONGI FRANÇA, citado por FRANCISCO AMARAL, define o nascituro como sendo “o que está por nascer, mas já concebido no ventre materno”.2 Cuida-se do ente concebido, embora ainda não nascido, dotado de vida intrauterina, daí porque a doutrina diferencia-o (o nascituro) do embrião mantido em laboratório3.

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Cit. por DINIZ, Maria Helena, in Curso de Direito Civil Brasileiro, 25ª ed. São Paulo: Saraiva, 2008, pág. 198. 2 AMARAL, Francisco, Introdução ao Direito Civil, Renovar, pág. 217. 3 A título de curiosidade, ver a dicção do art. 9° § 1°, PL 90/99: “Não se aplicam aos embriões originados in vitro, antes de sua introdução no aparelho reprodutor da mulher receptora, os direitos assegurados ao nascituro na forma da lei. Já o Projeto de Reforma do CC, em sua redação original, aponta em sentido contrário: “Art. 2°. A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do embrião e do nascituro” (grifos nossos).

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A Lei Civil trata do nascituro quando, posto não o considere pessoa, coloca a salvo os seus direitos desde a concepção (art. 2º, CC-02, art. 4º, CC-16). Ora, se for admitida a teoria natalista, segundo a qual a aquisição da personalidade opera-se a partir do nascimento com vida, é razoável o entendimento no sentido de que, não sendo pessoa, o nascituro possui mera expectativa de direito (VICENTE RÁO, SILVIO RODRIGUES, EDUARDO ESPÍNOLA, SILVIO VENOSA). Mas a questão não é pacífica na doutrina. Os adeptos da teoria da personalidade condicional sufragam entendimento no sentido de que o nascituro possui direitos sob condição suspensiva. Vale dizer, ao ser concebido, já pode titularizar alguns direitos (extrapatrimoniais), como o direito à vida, mas só adquire completa personalidade, quando implementada a condição do seu nascimento com vida. A teoria concepcionista, por sua vez, influenciada pelo Direito Francês, é mais direta e ousada: entende que o nascituro é pessoa desde a concepção (TEIXEIRA DE FREITAS, CLÓVIS BEVILÁQUA, SILMARA CHINELATO). CLÓVIS BEVILÁQUA, em seus “Comentários ao Código Civil dos Estados Unidos do Brasil”, Rio de Janeiro: Ed. Rio, 1975, pág. 178, após elogiar abertamente a teoria concepcionista, ressaltando os seus excelentes argumentos, conclui ter adotado a natalista, “por parecer mais prática” (sic). No entanto, o próprio autor, nesta mesma obra, não resiste ao apelo concepcionista, ao destacar situações em que o nascituro “se apresenta como pessôa” (sic). A despeito de toda essa profunda controvérsia doutrinária, o fato é que, nos termos da legislação em vigor, inclusive do Novo Código Civil, o nascituro tem a proteção legal dos seus direitos desde a concepção4.

A leitura da ementa referente a ADI 3510-0 (em que se questionaram dispositivos da Lei de Biossegurança) aparentemente reforça a teoria natalista (http://www.stf.jus.br/portal/peticaoInicial/verPeticaoInicial.asp?base=ADIN&s1=3510&pr ocesso=3510). Mas, em nosso sentir, o embate entre as teorias, na interpretação que se faz do art. 2º do CC, ainda persistirá por muito tempo. A temática é muito polêmica. Uma pesquisa na doutrina demonstrá tal assertiva.
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Extraditanda à disposição desta Corte. Reclamante submetida ao processo de Extradição n. CPC). em verdade. NÉRI DA SILVEIRA. pode receber doação. 6. embora a oposição da extraditanda.815/80. nos termos da Lei n. 2. Ofício do Secretário de Saúde do DF sobre comunicação do Juiz Federal da 10ª Vara da Seção Judiciária do DF ao Diretor do Hospital Regional da Asa Norte . para averigüação de paternidade do nascituro. Invocação dos incisos X e XLIX do art. 7. 6 Confira-se. 3.4 Nesse sentido. mediante a efetivação de políticas públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso. para fins de . 5º. pode ser-lhe nomeado curador para a defesa dos seus interesses (arts. autorizando a coleta e entrega de placenta para fins de exame de DNA e fornecimento de cópia do prontuário médico da parturiente. 877 e 878. em que podemos observar a aplicação da teoria da “ponderação de interesses”. após seu nascimento. Julgamento: 21/02/2002 . Publicação: DJ DATA-27-06-2003 PP-00031 EMENT VOL-02116-01 PP-00129). não houvesse que carregar o peso das circunstâncias duvidosas da sua concepção: “EMENTA: .º 6. do Estatuto da Criança e do Adolescente dispõe que: “a criança e o adolescente têm direito à proteção à vida e à saúde.HRAN.)5. para efeito de aferição de paternidade6. para que. concluímos que o nascituro tem direito à realização do exame de DNA. 5. da CF/88. pode-se apresentar o seguinte quadro esquemático. Decisão do Juiz Federal da 10ª Vara do Distrito Federal.Reclamação. Órgão Julgador: Tribunal Pleno. no ponto em que autoriza a entrega da placenta. em condições dignas de existência”. para processar e julgar eventual pedido de autorização de coleta e exame de material genético. Embora se buscasse. como decorrência da proteção conferida pelos direitos da personalidade. no caso em tela. Relator(a): Min. Competência do STF. para os fins pretendidos pela Polícia Federal. pode ser beneficiado por legado e herança. com propósito de se fazer exame de DNA. 4. a apuração de um crime. neste ponto. o Código Penal tipifica o crime de aborto. à disposição do STF.º 783. o julgado do Supremo Tribunal Federal no caso “Glória Trevis” (Rcl 2040 QUESTÃO DE ORDEM NA RECLAMAÇÃO. visando a dirimir eventuais conflitos entre direitos constitucionais. o direito à proteção pré-natal etc. o fato é que o nascituro mereceria. 5 O art. o beneficio da produção da prova pericial. em nosso sentir. Coleta de material biológico da placenta. sem prejuízo do recolhimento do imposto de transmissão inter vivos. não exaustivo: a) b) c) d) e) f) o nascituro é titular de direitos personalíssimos (como o direito à vida.

entretanto. 8.ao direito fundamental à honra (CF. JULGADO EM 13/08/2003)”. Pedido conhecido como reclamação e julgado procedente para avocar o julgamento do pleito do Ministério Público Federal. 7. SÉTIMA CÂMARA CÍVEL. na expressão de Canotilho. Não pairando dúvida acerca do envolvimento sexual entretido pela gestante com o investigado. e deferido. Mantida a determinação ao Diretor do Hospital Regional da Asa Norte. suspensa. em parte. Mérito do pedido do Ministério Público Federal julgado. . Bens jurídicos constitucionais como "moralidade administrativa". bem assim direito à honra e à imagem de policiais federais acusados de estupro da extraditanda. . quanto à realização da coleta da placenta do filho da extraditanda. mas dentro da capacidade econômica do alimentante. Sendo o investigado casado e estando também sua esposa grávida. confira-se o seguinte julgado do TJRS: “INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE. X). "persecução penal pública" e "segurança pública" que se acrescem. Recurso provido em parte. nas dependências da Polícia Federal. para autorizar a realização do exame de DNA do filho da reclamante.5 Existe. desde logo. Suspenso também o despacho do Juiz Federal da 10ª Vara. feito perante o Juízo Federal da 10ª Vara do Distrito Federal. em confronto com o alegado direito da reclamante à intimidade e a preservar a identidade do pai de seu filho. na liminar concedida na Reclamação. . 9. 5°. e direito à imagem da própria instituição. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. art. isto é. e havendo necessidade da gestante.como bens da comunidade. ALIMENTOS PROVISÓRIOS EM FAVOR DO NASCITURO. RELATOR: SÉRGIO FERNANDO DE VASCONCELLOS CHAVES. nem sobre exclusividade desse relacionamento. realização de exame de DNA. em parte. sendo. a pensão alimentícia deve ser fixada tendo em vista as necessidades do alimentando. a possibilidade de se reconhecer ao nascituro direito aos alimentos. na parte relativa ao fornecimento de cópia integral do prontuário médico da parturiente. ADEQUAÇÃO DO QUANTUM. indeferida a súplica de entrega à Polícia Federal do "prontuário médico" da reclamante”. (AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 70006429096. 1. POSSIBILIDADE. 2. justifica-se a concessão de alimentos em favor do nascituro. ainda. com a utilização da placenta recolhida. Nesse sentido. focalizando tanto os seus ganhos como também os encargos que possui.

que reconhece. in “Alimentos para o Nascituro” http://www. José Carlos Teixeira.804. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 7 GIORGIS.6 Na doutrina. Assim também acontece quando os cônjuges estão separados de fato por mais de quatro meses (APC nº 587002155)”.php?idnoticia=8070. DE 5 DE NOVEMBRO DE 2008. em 2008. fora aprovada a lei dos “alimentos gravídicos”. preleciona o Prof. ultra-sonografia. como os custos da pediatria. Vale a pena conferir: LEI Nº 11.com. é que a gravidez diminui a capacidade laborativa da pessoa (AGI nº 70016977936). acessado em 20 de julho de 2008. Teixeira Giorgis: “Como a regra constitucional declara a vida inviolável e o estatuto menorista assegura à gestante o atendimento pré-natal e perinatal. não há mais controvérsia sobre o direito do nascituro a alimentos. . não sendo atendida a postulação quando não ocorram elementos seguros sobre a genitura ou sobre o início da prenhez (AGI nº70009811027).espacovital. transfusões. intervenções fetais e outras (AGI 596067629). situação que também se aceita em caso de união estável (AGI nºs 70017520479 e 70016977936). Disciplina o direito a alimentos gravídicos e a forma como ele será exercido e dá outras providências. em favor do nascituro.Para a concessão dos alimentos é necessário haver indícios convincentes sobre a paternidade invocada (AGI nº 70018406652).br/noticia_ler. direito aos alimentos. Então se aceita que a pesquisa da filiação seja cumulada com um pedido de alimentos provisórios para que a mãe possa enfrentar as despesas anteriores ao parto.7 E. finalmente. a assistência cirúrgica.

Art. a juízo do médico. 5º (VETADO) Art. parto. 1o Esta Lei disciplina o direito de alimentos da mulher gestante e a forma como será exercido. 6o Convencido da existência de indícios da paternidade. 8º (VETADO) . além de outras que o juiz considere pertinentes. Art. na proporção dos recursos de ambos. os alimentos gravídicos ficam convertidos em pensão alimentícia em favor do menor até que uma das partes solicite a sua revisão. 7o O réu será citado para apresentar resposta em 5 (cinco) dias. Parágrafo único.7 Art. Após o nascimento com vida. inclusive as referentes a alimentação especial. Parágrafo único. Art. 4º (VETADO) Art. Os alimentos de que trata este artigo referem-se à parte das despesas que deverá ser custeada pelo futuro pai. 2o Os alimentos de que trata esta Lei compreenderão os valores suficientes para cobrir as despesas adicionais do período de gravidez e que sejam dela decorrentes. medicamentos e demais prescrições preventivas e terapêuticas indispensáveis. assistência médica e psicológica. considerando-se a contribuição que também deverá ser dada pela mulher grávida. o juiz fixará alimentos gravídicos que perdurarão até o nascimento da criança. 3º (VETADO) Art. sopesando as necessidades da parte autora e as possibilidades da parte ré. exames complementares. da concepção ao parto. Art. internações.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Tarso Genro José Antonio Dias Toffoli Dilma Rousseff de 2008. Senhor Presidente do Senado Federal.htm. 12.869. que “Disciplina o direito a alimentos gravídicos e a forma como ele será exercido e dá outras providências”. 8 Disponível no: http://www. e 5. o Projeto de Lei no 7. de 11 de janeiro de 1973 . 187o da Independência e 120o da É interessante ler também a mensagem de veto8: MENSAGEM Nº 853.376.478. de 2006 (no 62/04 no Senado Federal). nos termos do § 1o do art. acessado em 20 de Janeiro de 2009. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 11.8 Art. 5 de novembro República. por contrariedade ao interesse público e inconstitucionalidade. DE 5 DE NOVEMBRO DE 2008. decidi vetar parcialmente. Art. 66 da Constituição.planalto.Código de Processo Civil. Brasília. de 25 de julho de 1968.gov. Comunico a Vossa Excelência que.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Msg/VEP-85308. Aplicam-se supletivamente nos processos regulados por esta Lei as disposições das Leis nos 5. 10º (VETADO) Art. 9º (VETADO) Art. .

5o Recebida a petição inicial. 5o “Art. 3o Aplica-se.” Art. O artigo em questão desconsiderou a especial condição da gestante e atribuiu a ela o ônus de ajuizar a ação de alimentos gravídicos na sede do domicílio do réu. por vezes.869. de 11 de janeiro de 1973 . a Advocacia-Geral da União e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres manifestaram-se pelo veto aos seguintes dispositivos: Art. o art. que nenhuma condição especial vivencia.Código de Processo Civil. determina que será obrigatória a designação de audiência de justificação. o juiz designará audiência de justificação onde ouvirá a parte autora e apreciará as provas da paternidade em cognição sumária. 94 da Lei no 5. que estabelece como foro competente para a propositura da ação de alimentos o do domicílio do alimentando. o que contraria diversos diplomas normativos que dispõem sobre a fixação da competência.” . procedimento que não é obrigatório para nenhuma outra ação de alimentos e que causará retardamento. 3o “Art. para a aferição do foro competente para o processamento e julgamento das ações de que trata esta Lei.9 Ouvidos. desnecessário para o processo.” Razões do veto “O dispositivo está dissociado da sistemática prevista no Código de Processo Civil. podendo tomar depoimento da parte ré e de testemunhas e requisitar documentos. 5o ao estabelecer o procedimento a ser adotado. o Ministério da Justiça.” Razões do veto “O art.

impondo ao autor o dever de indenizar. onde a perícia não é colocada como condição para a procedência da demanda. mas sim como elemento prova necessário sempre que ausente outros elementos comprobatórios da situação jurídica objeto da controvérsia. o autor responderá. objetivamente. Em caso de resultado negativo do exame pericial de paternidade. 10 “Art. Parágrafo único. a procedência do pedido do autor dependerá da realização de exame pericial pertinente.” Razões do veto “Trata-se de norma intimidadora. pois cria hipótese de responsabilidade objetiva pelo simples fato de se ingressar em juízo e não obter êxito. 8o “Art. o Ministério da Justiça e a Advocacia-Geral da União manifestaramse ainda pelo veto aos seguintes dispositivos: Art.10 Ouvidos. A indenização será liquidada nos próprios autos. medida que atenta contra o livre exercício do direito de ação.” Razões do veto “O dispositivo condiciona a sentença de procedência à realização de exame pericial.” Art. O dispositivo pressupõe que o simples exercício do direito de ação pode causar dano a terceiros. 8o Havendo oposição à paternidade. pelos danos materiais e morais causados ao réu. independentemente da existência de culpa. 10.” . medida que destoa da sistemática processual atualmente existente.

uma vez que a demora pode ser causada pelo próprio réu. o auxílio financeiro devido à gestante teria início no final da gravidez. 4o “Art. a parte autora indicará as circunstâncias em que a concepção ocorreu e as provas de que dispõe para provar o alegado. 9o “Art. Determinar que os alimentos gravídicos sejam devidos a partir da citação do réu é condená-lo. apontando. Dessa forma. 9o Os alimentos serão devidos desde a data da citação do réu.” Por fim. à não-existência. 4o Na petição inicial. desde já. o que tornaria o dispositivo carente de efetividade. o Ministério da Justiça e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres manifestaram-se ainda pelo veto ao seguinte dispositivo: Art. por meio de manobras que visam impedir o ato citatório. ou até mesmo após o nascimento da criança.” Razões do veto “O art. e exporá suas necessidades. ainda.” Razões do veto . 9o prevê que os alimentos serão devidos desde a data da citação do réu.11 Ouvidos. Ocorre que a prática judiciária revela que o ato citatório nem sempre pode ser realizado com a velocidade que se espera e nem mesmo com a urgência que o pedido de alimentos requer. sua qualificação e quanto ganha aproximadamente ou os recursos de que dispõe. o suposto pai. o Ministério da Justiça manifestou-se pelo veto ao seguinte dispositivo: Art. necessariamente instruída com laudo médico que ateste a gravidez e sua viabilidade.

No entanto. assistência médica e psicológica. da concepção ao parto. parto e demais prescrições preventivas e terapêuticas indispensáveis (. observamos ainda que até mesmo direito à reparação por dano moral em favor do nascituro já foi admitido pelo Superior Tribunal de Justiça: RESPONSABILIDADE CIVIL. DATA DA FIXAÇÃO PELO JUIZ.11. JUNTADA DE DOCUMENTO NA FASE RECURSAL. exames complementares.. O próprio art. DATA DO EVENTO DANOSO. não sendo adequado que a gestante arque com sua totalidade. as quais ora submeto à elevada apreciação dos Senhores Membros do Congresso Nacional. Senhor Presidente. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. ANULAÇÃO DO PROCESSO. obrigatoriamente. CORREÇÃO MONETÁRIA. que juntar à petição inicial laudo sobre a viabilidade da gravidez. FIXAÇÃO DO QUANTUM INDENIZATÓRIO.” Essas. Esses gastos ocorrerão de qualquer forma. 2o do Projeto de Lei dispõe sobre o que compreende os alimentos gravídicos: „valores suficientes para cobrir as despesas adicionais do período de gravidez e que sejam dela decorrentes. PROCESSO CIVIL.. as razões que me levaram a vetar os dispositivos acima mencionados do projeto em causa. motivo pelo qual é medida justa que haja compartilhamento dessas despesas com aquele que viria a ser o pai da criança. ACIDENTE DO TRABALHO. o que enseja dispêndio financeiro. FILHO NASCITURO. inclusive referente à alimentação especial. . necessita de cuidados especiais. Este texto não substitui o publicado no DOU de 6. DESDE QUE NÃO CONFIGURDA A MÁ-FÉ DA PARTE E OPORTUNIZADO O CONTRADITÓRIO.)‟. a gestante. MORTE. POSSIBILIDADE. independentemente da sua gravidez ser viável ou não. INEXISTÊNCIA DE DANO.2008 Posto isso.12 “O dispositivo determina que a autora terá. DIES A QUO. DESNECESSIDADE. internações. JUROS DE MORA.

portanto. Precedentes . Rel.É devida correção monetária sobre o valor da indenização por dano moral fixado a partir da data do arbitramento. PRESCRIÇÃO INEXISTENTE.Os juros moratórios. TERCEIRA TURMA.A sistemática do processo civil é regida pelo princípio da instrumentalidade das formas. MORTE. devendo ser reputados válidos os atos que cumpram a sua finalidade essencial. DANOS MORAIS. é principalmente com base na gravidade da lesão que o juiz fixa o valor da reparação. Recurso especial da ré não conhecido.Impossível admitir-se a redução do valor fixado a título de compensação por danos morais em relação ao nascituro. Precedentes. estão sujeitos ao regime da responsabilidade extracontratual. . . ATROPELAMENTO. julgado em 17/06/2008. . nesta parte.Nos . INFLUÊNCIA NA QUANTIFICAÇÃO DO QUANTUM. COMPOSIÇÃO FÉRREA. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES DA TURMA. provido. porquanto o fundamento da compensação é a existência de um sofrimento impossível de ser quantificado com precisão. já nascidos na ocasião do evento morte. (REsp 931556/RS. NASCITURO.Embora sejam muitos os fatores a considerar para a fixação da satisfação compensatória por danos morais. sem que acarretem prejuízos aos litigantes. contabilizando-os a partir da data do evento danoso. desde que não fique configurada a má-fé da parte e seja observado o contraditório. em se tratando de acidente de trabalho. I .13 . AÇÃO AJUIZADA 23 ANOS APÓS O EVENTO. Ministra NANCY ANDRIGHI. a Súmula nº 54 da Corte. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. FIXAÇÃO NESTA INSTÂNCIA. . ATENUAÇÃO. DOUTRINA.É possível a apresentação de provas documentais na apelação. DIREITO AOS DANOS MORAIS. DJe 05/08/2008) Em posição anterior. em comparação com outros filhos do de cujus. Precedentes. Recurso especial dos autores parcialmente conhecido e. aplicando-se. decidiu a Corte: “DIREITO CIVIL.

RECURSO ESPECIAL 2001/0147319-0. Fala-se. 26/02/2002. mas a circunstância de não tê-lo conhecido em vida tem influência na fixação do quantum.O nascituro também tem direito aos danos morais pela morte do pai. QUARTA TURMA.: o futuro filho de fulano. O que é “concepturo”? Trata-se daquele ente que ainda não foi nem concebido (ex. inclusive nesta instância.04. tais como nome. existe. Você pode encontrar os enunciados das I. RESP 399028 / SP .14 termos da orientação da Turma. DJ 15. . 2º. o direito à indenização por dano moral não desaparece com o decurso de tempo (desde que não transcorrido o lapso prescricional).pablostolze.00232) Questões de concurso: Existe proteção jurídica ao natimorto? Segundo a doutrina. mas é fato a ser considerado na fixação do quantum.” As Jornadas de Direito Civil são importantes postulados de doutrina. sim. ver o art. Em respeito ao princípio da dignidade da pessoa humana. III e IV Jornadas (eis que na II não houve apresentação dessa ordem) no site www. realizados em Brasília. III . fruto de encontros de juristas. 1799. I). imagem e sepultura.2002 p. Ministro SÁLVIO DE FIGUEIREDO TEIXEIRA. buscando dar solução definitiva ao caso e evitando inconvenientes e retardamento da solução jurisdicional. 9 Enunciado 01 (Jornadas de Direito Civil – CJF): “Art. a imagem e a memória daquele que nasceu morto9. deve-se proteger o nome..Recomenda-se que o valor do dano moral seja fixado desde logo. II .). A proteção que o Código defere ao nascituro alcança o natimorto no que concerne aos direitos da personalidade..” (STJ. em “prole eventual” (no Direito Sucessório.com. aqui. Julg.br (fonte: Conselho da Justiça Federal).

15 2. pelo fato de que a personalidade jurídica é um atributo inerente à sua condição. em Teoria Geral (no âmbito dos atos praticados por menores)? Segundo Clóvis Beviláqua. Reunidos os dois atributos. O Código de 1916. portanto. em sua obra “Theoria Geral do Direito Civil” (RED. Concedida a restituição. fala-se em capacidade civil plena: CAP. 120-123). Questão de Concurso: O que é a “restitutio in integrum”. possui. a fim de poderem anular quaisquer atos válidos sob outros pontos de vista. capacidade de direito ou de gozo. assim. 8º acabava com este benefício. Capacidade de Direito e de Fato e Legitimidade. DE DIREITO + CAP. 1999. nos quais tenham sido lesadas” (pág. 121). também. conduz-nos ao problema da incapacidade. . DE FATO  CAPACIDADE CIVIL PLENA A falta de capacidade de fato ou de exercício. Possui. toda pessoa passa a ser capaz de direitos e obrigações. as partes retornam ao estado anterior de coisas. págs. consistindo “no benefício concedido aos menores e às pessoas que se lhes equiparam. em seu art. capacidade de fato ou de exercício. Todo ser humano tem. Adquirida a personalidade jurídica. este instituto tem origem romana. Se puder atuar pessoalmente. capacidade de direito.

Parágrafo único. em seu art. Rio de Janeiro: Forense. previu o novo estatuto. na mesma linha. O Código Civil de 1916. Incapacidade absoluta. se tal fato era ou devia ser do conhecimento de quem com aquele tratou. por exemplo). individual (idade. tiragem. sexo. 119. 5O. a contar da conclusão do negócio ou da cessação da incapacidade. 2. É de cento e oitenta dias. 1993. não tem dispositivo algum beneficiando especificamente menores ou incapazes. É anulável o negócio concluído pelo representante em conflito de interesses com o representado. O status é uma qualidade jurídica decorrente da inserção de um sujeito numa categoria social. para este. razão por que entendemos continuar extinto o instituto. o prazo de decadência para pleitear-se a anulação prevista neste artigo. Afastada esta hipótese. especial situação de invalidade do negócio jurídico. quando o seu representante praticar ato atentatório ao seu interesse: Art. Nessa linha de pensamento. Questão de Concurso: O que se entende por “estado das pessoas”? Segundo Orlando Gomes (in Introdução ao Direito Civil. outrossim. da qual derivam. familiar (cônjuge. “A noção de status coliga-se à de capacidade. para salvaguardar interesse do incapaz. pág. direitos e deveres”. 172).1. é possível se identificar estados político (nacionais e estrangeiros). saúde). 10. reputava absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil: . ed.16 O novo Código Civil. 2.

Nos casos expressos em lei. o legislador considera que a pessoa é inteiramente imatura para atuar na órbita do direito.17 a) os menores de 16 (dezesseis) anos.Considera-se criança.1. Os menores de dezesseis anos. aplica-se excepcionalmente este Estatuto às pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade”.1. 2º. as seguintes pessoas são consideradas absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil: 2. Trata-se dos menores impúberes.1. para os efeitos desta Lei. Observe-se. . c) os surdos-mudos. b) os loucos de todo o gênero. Vale lembrar que. que tanto a criança quanto o adolescente são considerados incapazes (absoluta ou relativamente incapazes. ECA .). Parágrafo único. conforme veremos no item 2. declarados tais por ato do juiz. no Estatuto da Criança e do Adolescente. a pessoa até doze anos de idade incompletos. d) os ausentes. Abaixo deste limite etário. todavia. Seguindo a diretriz mais moderna e adequada do Novo Código Civil. que não puderem exprimir a sua vontade. a distinção é peculiar: “Art. e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade.2.

A incapacidade deve ser oficialmente reconhecida por meio do procedimento de interdição. III. ainda assim. duramente criticada por Nina Rodrigues na época da elaboração do Código Civil de 1916. 1177 a 1186 do CPC. ainda. uma incapacidade natural. 2. As pessoas que padeçam de doença ou deficiência mental. O Novo Código Civil afastou a expressão “loucos de todo o gênero”. São considerados absolutamente incapazes aqueles que. não puderem exprimir a sua vontade.2. É bom lembrar ainda que. em virtude de acidente de veículo. Questão de concurso: E como fica a situação do surdo-mudo incapaz de manifestar vontade? Não estando previsto em inciso autônomo.1.18 2. como ocorria no Código revogado.1. que as torne incapazes de praticar atos no comércio jurídico. claro) estejam impedidas de manifestar vontade. especialmente a do inc. A doutrina admite. são consideradas absolutamente incapazes. Nesse caso. mesmo por causa transitória. admite-se a invalidação do ato praticado pelo incapaz não oficialmente interditado. não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos. não devem ser considerados válidos os atos praticados pelo incapaz mesmo nos intervalos de perfeita lucidez. em razão de uma causa temporária (ou permanente. 3°. previsto nos arts.3. se ficarem demonstrados: o prejuízo ao incapaz e a má-fé da outra parte. caso se enquadre em qualquer das hipóteses do art. por enfermidade ou deficiência mental. ou em estado de coma. É o caso da pessoa vítima de uma intoxicação fortuita. . Os que. quando a enfermidade ou deficiência não se encontra judicialmente declarada. Os que. ele poderá ser considerado absolutamente incapaz. declarada judicialmente a incapacidade.

2. . Diferentemente.19 Questão de concurso: a senilidade é causa de incapacidade? Não. outrossim. A senilidade.1. não gera incapacidade civil. relativamente a certos atos. considerava incapazes. relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: a) os maiores de 16 (dezesseis) e menores de 21 (vinte e um) anos. Consoante a diretriz do Novo Código Civil. 6O. b) os pródigos. tenham o discernimento reduzido. 2. c) os silvícolas. Trata-se dos menores púberes. 2. Incapacidade relativa. ou à maneira de os exercer : 2.2. são incapazes.2.2. Os ébrios habituais. por deficiência mental. e os que. Muito cuidado com este dispositivo. entendida nesse contexto como a idade muito avançada. em seu art. os viciados em tóxicos. Os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. O Código de 1916. é a situação da pessoa de idade avançada que também apresente problema de saúde mental apto a justificar a sua interdição.

o curador do pródigo deve ser ouvido? Como o casamento deflagra também efeitos patrimoniais.2. mas não ANIQUILAM a capacidade de discernimento. podendo reduzir-se à miséria. Os pródigos. consideradas como causas de incapacidade relativa. e podem perfeitamente atuar social e profissionalmente). mas para opinar acerca do regime de bens escolhido. e praticar. 3°. demandar ou ser demandado.4. merecem todo o nosso respeito. neste caso. sem desenvolvimento mental completo. em geral. com muito amor e carinho em sua educação. Questão de Concurso: Para casar. como os portadores da síndrome de Down (pessoas especiais que.2. 1782. São consideradas relativamente incapazes as pessoas dotadas de desenvolvimento mental incompleto. como na embriaguez patológica ou toxicomania grave (dependência química total) configurar-se-á incapacidade absoluta. o vício de tóxico e a deficiência. REDUZEM. hipotecar. Segundo a legislação em vigor. Para a sua própria proteção (e para evitar que bata às portas de um parente ou do Estado). 2. dar quitação.3.20 A embriaguez. A prodigalidade é um desvio comportamental por meio do qual o indivíduo desordenadamente dilapida o seu patrimônio. 2. transigir. alienar. II. . não para interferir na escolha afetiva. emprestar. na forma do art. o pródigo poderá ser interditado. a curatela do pródigo somente o privará de. atos que não sejam de mera administração (art. Se privarem totalmente o agente de capacidade de consciência e orientação. o seu curador deve manifestar-se. Os excepcionais. CC-02). sem curador.

parágrafo único. desde que não lhe seja prejudicial. e da extensão dos seus efeitos. Confira o que dispõe o art. Vale lembrar que esta redução aos 18 anos reverberou (não necessariamente para impor modificação na legislação especial) nos âmbitos penal. art. previdenciário. que no Código de 1916 mereceu assento entre os relativamente incapazes. . 2. especialmente. 9. Suprimento da Incapacidade (Representação e Assistência). à luz do Novo Código Civil. 5371 de 05 de dezembro de 1967.3. ficando habilitado o indivíduo para todos os atos da vida civil”.Estatuto do Índio). 10 11 http://www. e a Lei n. cessa aos 18 (dezoito) anos completos. passou a ser remetida à legislação especial (art.htm. no direito de família. especialmente a Lei n.5. O suprimento da incapacidade absoluta dá-se através da representação. no que tange ao pagamento de pensão alimentícia. e.br/ccivil_03/Leis/L6001.gov. Emancipação A menoridade. No CC-16. 6001 de 19 de dezembro de 1973 . Não se aplica a regra deste artigo no caso em que o índio revele consciência e conhecimento do ato praticado.planalto. processual. CC-02). quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil (art.5º)11. Parágrafo único. que disciplina autonomamente a matéria (cf.21 2. Cuida-se de institutos protetivos dos incapazes. Algumas palavras sobre a capacidade jurídica dos silvícolas.: “Aos vinte e um anos completos acaba a menoridade. e o da incapacidade relativa. 4º.2. 8º do Estatuto do Índio10: Art. 8º São nulos os atos praticados entre o índio não integrado e qualquer pessoa estranha à comunidade indígena quando não tenha havido assistência do órgão tutelar competente. acessado em 20 de julho de 2008. A disciplina normativa do índio (evite falar silvícola). por meio da assistência. 3.

se for o caso. a impossibilidade de prover a própria subsistência. Trata-se de remessa pela Terceira Turma de recurso em ação revisional de alimentos em que a controvérsia cinge-se em saber se. sem possibilitar ao alimentando a oportunidade de manifestar-se e comprovar. REsp 442. aliás. Rel.2005 p.22 O STJ. a Seção. EXONERAÇÃO AUTOMÁTICA DA PENSÃO. já firmou entendimento no sentido de que a redução da maioridade civil não implica cancelamento automático da pensão alimentícia: PENSÃO ALIMENTÍCIA. Precedentes do STJ. Recurso especial não conhecido. QUARTA TURMA. (REsp 739. desde logo. o dever de prestar alimentos. entendendo que. Ministro BARROS MONTEIRO. extingue-se o poder familiar. por maioria. mas não cessa.791-SP. MAIORIDADE DO ALIMENTANDO.502-SP. Explicitou-se que completar a maioridade de 18 anos não significa que o filho não irá depender do pai.010-SP. originário Min. julgado em 6/12/2004 E mais: ALIMENTOS. para acórdão Min. Castro Filho. Antônio de Pádua Ribeiro. e REsp 306.10. FILHO. INADMISSIBILIDADE. DJ 26/8/2002. MAIORIDADE. DJ 10/2/2003. Rel. Rel. julgado em 15. a pensão alimentícia não pode cessar automaticamente. DJ 24. – É vedada a exoneração automática do alimentante. Precedentes citados: REsp 347. atingida a maioridade. com a maioridade do filho. fundado a partir de então no parentesco. O pai terá de fazer o procedimento judicial para exonerar-se ou não da obrigação de dar pensão ao filho. 346) . proveu o recurso. cessa automaticamente ou não o dever de alimentar do pai em relação ao filho.004/DF. – Com a maioridade. Prosseguindo o julgamento.09.2005.

não exigindo necessariamente propositura de ação exoneratória: .2006. O habeas corpus. na linha da jurisprudência da Corte. 4.065/SP. em 2005. passou a admitir que a exoneração pudesse se dar no bojo de outros processos de família. 271) Habeas corpus. 3.2006 p. PRISÃO CIVIL. A maioridade do credor dos alimentos não exonera. ALIMENTOS. 5. A propositura de ação revisional de alimentos não impede a prisão civil do devedor de alimentos. julgado em 10. (HC 55.09. o próprio STJ. DJ 13. DJ 27.11. Precedentes da Corte.606/SP. 1. Rel. Execução de alimentos.2006 p. Ministro CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO. Ministro ARI PARGENDLER. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça consolidou-se no sentido de que a maioridade dos filhos não acarreta a exoneração automática da obrigação de prestar alimentos. não constitui via adequada para o exame aprofundado de provas indispensáveis à verificação da capacidade financeira do paciente para pagar os alimentos no montante fixado. 240) Firmado o entendimento de que o cancelamento da pensão não é automático.2006. por si só.atual redação aprovada em 22/3/06 pela Segunda Seção). 2. TERCEIRA TURMA.23 Na mesma vereda: HABEAS CORPUS.10. TERCEIRA TURMA. Ordem denegada. Ordem concedida em parte. Prisão civil. (HC 55.11. a obrigação do devedor. Rel. "O débito alimentar que autoriza a prisão civil do alimentante é o que compreende as três prestações anteriores ao ajuizamento da execução e as que se vencerem no curso do processo" (Súmula nº 309/STJ . julgado em 05.

13 de abril de 2005 09:37 . o pai teria que entrar com uma ação própria. atingida a maioridade.24 STJ . mas requereu a exoneração do pagamento em razão de a filha já haver atingido a maioridade. ministra Nancy . definiu que. Pode fazer o pedido nesse sentido até mesmo dentro do processo de investigação de paternidade cumulada com alimentos movida contra ele pela filha maior. não mais faz jus aos alimentos. Ao acolher em parte o recurso do pai. de Belo Horizonte. para deixar de pagar pensão alimentícia. O pedido do pai foi negado em razão de o TJ/MG haver entendido que. em que fosse permitida a ambas as partes a produção de ampla prova. T. O pai alega que o dever de prestar alimentos que lhe foi imposto tem por único fundamento o fato de sua filha ser menor de idade à época da decisão judicial que lhe reconheceu o direito. para exonerar-se do dever de pagar a pensão alimentícia à sua filha maior. Julgada procedente pelo Tribunal de Justiça do Estado a ação de investigação de paternidade cumulada com alimentos. já com 24 anos. portanto. pois hoje.quarta-feira..Pai não precisa entrar com novo processo para deixar de pagar pensão a filha maior Decisão unânime tomada com base em voto da ministra Nancy Andrighi. universitária de 24 anos. o pai não necessita entrar com uma ação autônoma própria.. autônoma. o pai efetuou o pagamento das prestações alimentícias. condição que se alterou. estando. extinto o pátrio poder. C. B. da C. A decisão do STJ foi tomada durante o julgamento de um recurso especial oriundo de Minas Gerais em que o contador S. a relatora do processo. presidente da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça. foi condenado a pagar três salários mínimos de pensão à sua filha maior.

confiram estes julgados: RECURSO ESPECIAL. QUARTA TURMA. Recurso especial não conhecido. Para a ministra. inclusive. (REsp 712. DJ 08. no processo de investigação de paternidade cumulada com alimentos. MAIORIDADE DO ALIMENTANDO. não desaparece pelo simples fato de se atingir a maioridade: Súmula: 358 O cancelamento de pensão alimentícia de filho que atingiu a maioridade está sujeito à decisão judicial. AGRAVO DE INSTRUMENTO. mediante contraditório. podendo fazê-lo. MINISTÉRIO PÚBLICO. Carlos Alberto Menezes Direito e Castro Filho. O Ministério Público não detém legitimidade para recorrer contra decisão em que se discute alimentos quando o alimentando houver alcançado a maioridade.10. afastou o impedimento encontrado pelo tribunal mineiro. que lhe foi movido pela filha maior.2005. julgado em 18. o pai tem o direito de requerer a exoneração do dever de prestar alimentos em qualquer ação. 222) . Rel. ILEGITIMIDADE PARA RECORRER. ainda que nos próprios autos. frise-se. Viriato Gaspar Mais recentemente. como visto. ALIMENTOS. como no caso.25 Andrighi.05. Ministro CESAR ASFOR ROCHA. E especialmente para os alunos que almejam a carreira do Ministério Público. cujo voto foi acompanhado integralmente pelos ministros Antônio de Pádua Ribeiro. a Súmula 358 afastou quaisquer dúvidas quanto à necessidade de se demonstrar a ausência de fundamento para a prestação alimentar que.2006 p.175/DF.

Rel. Carece ao Ministério Público legitimidade para recorrer contra decisão que extingue o dever de prestar alimentos em razão do alimentando ter alcançado a maioridade. Anulação dos atos processuais.069/1990. propagam-se os reflexos incidentes diretamente sobre aquele que os recebe. DJ 17. ALIMENTOS. a denominada relação sem vínculo empregatício repercute diretamente na forma de comprovação da renda do . 201. não se reconhece legitimidade ativa ao Ministério Público para a propositura de ação de alimentos.Legitimado que é. 2. para velar pelo interesse do incapaz. ILEGITIMIDADE ATIVA.410/DF. . a partir da audiência em que prolatada a sentença homologatória de acordo. AÇÃO DE ALIMENTOS. QUARTA TURMA. e considerado o notório prejuízo à alimentada com a redução dos alimentos. 8. no acordo homologado em Juízo. 217) CIVIL E PROCESSUAL. Ação revisional de alimentos. I. ART. ante a utilização em larga escala do emprego informal no mercado de trabalho. LEI N. II. o Ministério Público.12. Rel. III. Família. (REsp 1072381/MG. MENOR. mormente se este tem advogado constituído nos autos.Para além da circunstância provocada pelo desemprego na vida propriamente dita daquele que presta os alimentos. PÁTRIO PODER DA GENITORA CONFIGURADO. .2007 p. DJe 11/05/2009) Direito civil e processual civil. julgado em 06. MAIORIDADE DO ALIMENTANDO. julgado em 24/03/2009.12. Precedentes. AUTORIA. sem a presença e tampouco a manifestação prévia do fiscal da lei. Recurso especial conhecido. mas desprovido.26 RECURSO ESPECIAL. 1.2007. EXONERAÇÃO AUTOMÁTICA. Resguardado o pátrio poder da genitora. Homologação de acordo em sentença sem manifestação prévia do Ministério Público. QUARTA TURMA. Recurso especial. (REsp 982. Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR. prosseguindo-se nos moldes do devido processo legal. Recurso especial não conhecido. Ministro FERNANDO GONÇALVES. Prejuízo da criança evidenciado. RECURSO ESPECIAL. deve ser anulado o processo. MINISTÉRIO PÚBLICO. ILEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA RECORRER.

1. 3. (REsp 1058689/RJ. RESTRIÇÃO. tal não implica a exoneração do magistrado do seu dever legal de presidir o bom cumprimento do comando da sentença. REDUÇÃO DA IDADE DA CAPACIDADE CIVIL.27 alimentante. que fixa a idade de 21 anos para a liberação compulsória do infrator. ao reduzir a idade da capacidade civil. Ajustada a execução da medida sócio-educativa de internação ao artigo 121. 21 ANOS. da Lei n° 8. sob alegação de desemprego. IDADE LIMITE. a partir da audiência em que homologado o acordo por sentença que reduziu os alimentos. ATIVIDADES EXTERNAS. parágrafo 5º. INTERNAÇÃO. Rel. que poderá. STJ no sentido de que a redução da maioridade não interferiu no ECA. INOCORRÊNCIA. O Novo Código Civil.069/90. NOVO CÓDIGO CIVIL. Conquanto o artigo 120 da Lei 8. DJe 25/05/2009) A título de complementação. 2. não revogou o artigo 121. Recurso especial provido. há também decisão do E. no que tange à medida de internação imposta ao adolescente infrator: HABEAS CORPUS. julgado em 12/05/2009. TERCEIRA TURMA. para anulação do processo. adequando a medida sócioeducativa às peculiaridades do menor e ao próprio ato infracional por ele perpetrado (Precedentes da Corte). parágrafo 5º. considerado o princípio do melhor interesse da criança.069/90 dispense autorização do juiz para a realização de atividades externas pelo menor sujeito à medida sócio-educativa de semiliberdade. LIBERAÇÃO COMPULSÓRIA. ECA. Writ denegado. 4. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. . esgueirar-se pelas beiradas da informalidade para eximir-se da obrigação alimentar. Ministra NANCY ANDRIGHI. de diversas maneiras. DESINFLUÊNCIA NA MEDIDA SÓCIO-EDUCATIVA. não há falar em constrangimento ilegal (Precedentes da Corte). na seara do Direito da Criança e do Adolescente. do Estatuto da Criança e do Adolescente.

a redução da maioridade civil não implicou a negação do direito de percepção assegurado pela lei previdenciária. o Prof.htm. Rel.09. neste ponto. Finalmente. por meio da emancipação.28 (HC 28. uma pergunta não quer calar.portalbrasil. SEXTA TURMA.02.2004. julgado em 28. salvo se emancipados. HARILSON ARAÚJO: “Assim. Seria possível antecipar-se a aquisição da capacidade plena? A resposta é positiva: é possível. Ministro HAMILTON CARVALHIDO.12 E também o enunciado 3 da I Jornada de Direito Civil: 3 – Art. . 16. 613) No âmbito da Previdência Social. por ser norma especial. os filhos e os irmãos de qualquer condição que estejam sob a dependência econômica do segurado. que regula específica situação de dependência econômica para fins previdenciários e outras situações similares de proteção. somente perdem a qualidade de beneficiários ao completarem 21 anos de idade”. em matéria de regime geral de benefícios de previdência do sistema do INSS. acessado em 20 de julho de 2008.332/RJ. 5º: a redução do limite etário para a definição da capacidade civil aos 18 anos não altera o disposto no art. Nessa linha.net/2004/colunas/direito/abril_01. previstas em legislação especial. 12 http://www.2005 p. da Lei n. I. 8. DJ 01.213/91. pela análise dos dispositivos em questão.

Rel. Ministro ANTÔNIO DE PÁDUA RIBEIRO. (HC 30. se o menor contar com dezesseis anos completos (art. CC-02).29 Vale lembrar que a emancipação repercute no âmbito do poder familiar. 301 A emancipação poderá ser: a) voluntária. I. conseqüentemente. parágrafo único. 5º.. . e. 5º. Débito alimentar. A emancipação é ato irrevogável. segunda parte. II. I. primeira parte. para que a vítima não fique sem qualquer ressarcimento. A emancipação voluntária ocorre pela concessão dos pais. ou de um deles na falta do outro.12. como. . I. julgado em 18.A emancipação do alimentando e a declaração deste dando quitação das verbas alimentares vencidas constitui prova de não haver motivo para manter-se a prisão civil do paciente. em nossa opinião.2003. b) judicial. c) legal. Emancipação do alimentando. parágrafo único. pode interferir também na obrigação de prestar alimentos. A emancipação judicial é aquela concedida pelo juiz. DJ 15. mediante instrumento público.384/RS.Ordem de habeas corpus concedida. independentemente de homologação judicial. CC-02).11. TERCEIRA TURMA. inclusive.2003 p. Esse é o entendimento mais razoável. desde que o menor haja completado dezesseis anos (art. . ouvido o tutor. já decidiu o STJ: Prisão civil. mas os pais podem ser responsabilizados solidariamente pelos danos causados pelo filho que emanciparam.

V. para os menores de 18 anos. em seu curso de Direito. CC-02 e art. Um dado relevante a ser destacado é que. segundo o Código Civil. Recebendo-se em matrimônio. parágrafo único. 11. III. V. 1520 do CC. 9º. portanto. . justifica a emancipação o estabelecimento civil ou comercial. CC-16).30 Posto isso. em função deles. A primeira hipótese é o casamento (art. Também a colação de grau em curso de ensino superior é causa legal de emancipação (art. passaremos a analisar as hipóteses de emancipação legal. o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria (art. OBS. parágrafo único. desde que. inclusive em face das suas implicações com o Direito de Família. 5º. CC-02).: Confronte a Lei n. Você já imaginou colar grau. antecipam a plena capacidade jurídica. que revogou o dispositivo do CP autorizador da extinção da punibilidade pelo casamento. IV. ou a existência de relação de emprego. CC-16). parágrafo único. II. CC02 e art. III. prevê a lei como causa de emancipação legal o exercício de emprego público efetivo (art. CC-16). § 1º. CC-02 e art. faremos esta importante análise. § 1º. e o art. CC-16). mesmo que venham a se separar ou a se divorciar depois. Em seguida. 5º. § 1º. 1520. IV. CC-02 e art. antes dos dezoito anos? Finalmente. II. 9º. Situação também de difícil ocorrência. 9º. 5º. 9º. embora dificilmente a lei admita o provimento efetivo em cargo ou emprego público antes dos 18 anos. 5º. parágrafo único. será permitida a convolação de núpcias por aquele que ainda não alcançou a idade mínima legal (art. § 1º.106 de 2005. em caso de gravidez ou para evitar a imposição ou o cumprimento de pena criminal. em momento oportuno. excepcionalmente. Em sala de aula.

2001. Nesse caso. 4. A lei enumera outras hipóteses. A parada do sistema cardiorrespiratório com a cessação das funções vitais indica o falecimento do indivíduo. mas. A irreversibilidade da morte encefálica a torna um critério de determinação do óbito cientificamente mais preciso13.. tem a lei considerado a morte encefálica. para efeito de transplante. ou seja. quanto aos ausentes. art. a cessação total e permanente da funções vitais. em seu art.31 Interessante é a questão do menor com dezesseis anos completos emancipado por força de uma relação de emprego. págs. Mas a declaração de morte presumida não ocorre apenas em caso de ausência. entendemos que. ainda que venha a ser demitido. ainda que ativados por drogas” (“O Estado Atual do Biodireito”. permeada de dificuldades técnicas. Mas a matéria reveste-se de alta complexidade. CC16). deverá ser feita por médico. nos casos em que a lei autoriza a abertura da sucessão definitiva (art. . Extinção da Pessoa Natural. 266-267). 7°. 10. I e II: 13 MARIA HELENA DINIZ observa que “a noção comum de morte tem sido a ocorrência de parada cardíaca prolongada e a ausência de respiração. Morte Presumida. O Novo Código Civil admite a morte presumida. mesmo que os demais órgãos estejam em pleno funcionamento. não retorna à situação de incapacidade. CC-02.2. com base em seus conhecimentos clínicos e de tanatologia. 6º. 6. CC-02).1. Trata-se de previsão legal inovadora. 4. em respeito ao princípio da segurança jurídica. 4. Tal aferição.. Noções Gerais Termina a existência da pessoa natural com a morte (art. São Paulo: Saraiva.

a lei firmará a presunção de haverem falecido no mesmo instante. – Se dois ou mais indivíduos falecerem na mesma ocasião. presumir-se-ão simultaneamente mortos”. sem decretação de ausência: I – se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida. não for encontrado até dois anos após o término da guerra. 4. nesses casos. aplicando-se a Lei de Registros Públicos. A situação jurídica da comoriência vem prevista no art. II – se alguém. acima. se não se puder precisar os instantes das mortes.. 7° . Como diz BEVILÁQUA (in Comentários. CC-16). Fique atento: esta regra somente é aplicável. desaparecido em campanha ou feito prisioneiro. Tais hipóteses também deverão ser formuladas em procedimento específico de justificação. 207): . Morte Simultânea (Comoriência). somente poderá ser requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações. o que acarreta importantes conseqüências práticas: abrem-se cadeias sucessórias autônomas e distintas..32 “Art. devendo a sentença fixar a data provável do falecimento”. não se podendo averiguar se algum dos comorientes precedeu aos outros. nos seguintes termos: “Art. 8. pág. 11. de maneira que um comoriente não herda do outro.Pode ser declarada a morte presumida.3. No caso de não se poder precisar a ordem cronológica das mortes dos comorientes. no que couber.cit. 8º do CC-02 (art. Parágrafo único – A declaração de morte presumida.

podem ocorrer em locais distintos. Praticamente ao mesmo tempo. O jovem morreu quando era levado numa ambulância ao hospital. nenhum direito fundado na procedência da morte pode ser transferido de uma para a outra”. Simona Acciai. vale lembrar que as mortes. o que a razão diz é que não se pode afirmar qual das pessoas faleceu primeiro. e. . A título meramente ilustrativo (pois ocorrido em outro País). 29 anos. em tese. a magistratura local ordenou a realização de autópsias nos dois corpos. o carro de sua namorada. segundo a edição digital do jornal La Repubblica. de acordo com os meios de comunicação locais.33 “Na falta de qualquer elemento de prova. Frente ao caso inusitado. morreu por volta da meia-noite de sábado quando sua moto. veja este caso noticiado pelo Portal do Terra: Casal morre na mesma hora em acidentes diferentes Dois jovens namorados do noroeste da Itália morreram neste fim de semana em dois acidentes de trânsito diferentes ocorridos na mesma hora. Simona morreu na hora. de alta cilindrada. mas as autoridades só perceberam que as vítimas eram um casal ao verificar em seus documentos que os dois tinham o mesmo endereço. chocou-se contra um poste em um cruzamento nos arredores do Palácio dos Esportes de Forli. Os telefonemas para os serviços de emergência para alertar sobre os dois acidentes foram feitos com poucos minutos de diferença. 27 anos. Mauro Monucci. Finalmente. saiu da estrada em uma área periférica da cidade e caiu em um fosso. conseqüentemente.

pablostolze.1. Domicílio 1.OI984767-EI294. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência Efe S/A.Todos os direitos reservados. Pessoa Física (Natural) 1.com.br).html Imaginem a confusão jurídica que poderia ocorrer se fossem casados.4.9. http://noticias.com. Parte Geral 1.com. Bibliografia utilizada: Novo Curso de Direito Civil – Parte Geral – vol.. Programa de Direito Civil do Intensivo I 1. Personalidade Jurídica 1.com. Validade e Eficácia) 1. Pablo Stolze Gagliano e Rodolfo Pamplona Filho. Teoria do Fato Juridico 1.5.br/mundo/interna/0.br ou www.6. Saraiva (www.editorajuspodivm. Pessoa Jurídica 1.1.7. e se o evento ocorresse no Brasil. Ed. A Relação Obrigacional na perspectiva do Direito Civil . Plantão de Dúvidas: www.com.34 EFE Agência Efe .2.00.terra.br Consulte outros textos e notícias interessantes no site: www. Defeitos do Negócio Jurídico 1.. Direitos da Personalidade 1. Nascituro 1.3.lfg.br 5.saraivajur. Constitucional Obrigações 2.10. Prescrição e Decadência 2..8. 1. Negócio Jurídico (Planos de Existência.

6. Textos Complementares TEXTO COMPLEMENTAR 01 – AUSÊNCIA A ausência é.8.5. Introdução ao Direito de Família (Casamento e União Estável) 6. Visando a não permitir que este patrimônio fique sem titular. de Crédito e de Contrato) 2. Principais Formas Especiais de Pagamento 2. Transmissibilidade da Obrigação (Cessão de Débito. Teoria do Inadimplemento 3.4. Cláusula Penal e Arras 2. O CC-02 reconhece a ausência como uma morte presumida. Classificação Básica e Classificação Especial das Obrigações (principais tipos) 2. a) Curadoria dos Bens do Ausente. Responsabilidade Civil (Teoria Geral e principais aspectos no Código Civil Brasileiro à luz da jurisprudência do STJ e do STF) 4. 1159 a 1169 do vigente Código de Processo Civil brasileiro. Para se chegar a este momento. . sugerimos ao nosso estimado aluno a leitura atenta das próprias normas legais. sem deixar qualquer notícia. 22 a 39 do novo CC). a partir do momento em que a lei autorizar a abertura de sucessão definitiva. E por se tratar de matéria minuciosamente positivada. em seu art. porém. consoante vimos em sala de aula.6º. um estado de fato. o legislador traçou o procedimento de transmissão desses bens (em virtude da ausência) nos arts.35 2. em que uma pessoa desaparece de seu domicílio. previsto ainda pelos arts.2. como a seguir veremos. Teoria do Pagamento 2.7.3. Mora 2. um longo caminho deve ser cumprido. antes de tudo.463 a 484 do CC-16 (correspondente aos arts.

3) descendentes do ausente. cerca-se o legislador da exigência de garantia da restituição dos bens. ou se os seus poderes forem insuficientes” . nos quais os herdeiros se imitiram provisoriamente na posse. mas não puder prestar a garantia exigida 14 Esta segunda hipótese se limita à previsão do art. se ele deixou representante ou procurador. estabelecendo a lei uma ordem legal estrita e sucessiva. e se nomeará curador. quando o ausente deixar mandatário que não queira. em se passando três anos14. 30 estabelece que aquele “que tiver direito à posse provisória. 2) pais do ausente (destaque-se que a referência é somente aos genitores. b) Sucessão Provisória. no caso de impossibilidade do anterior.36 A requerimento de qualquer interessado direto ou mesmo do Ministério Público. que o § 1º do art. Observe-se que esta nomeação não é discricionária. e não aos ascendentes em geral). 23 do CC-02: “Também se declarará a ausência. ou de fato por mais de dois anos antes da declaração da ausência. Decorrido um ano da arrecadação dos bens do ausente. este último se encontre impossibilitado. será nomeado curador. valendo-se destacar. física ou juridicamente (quando seus poderes outorgados forem insuficientes). poderão os interessados requerer que se declare a ausência e se abra provisoriamente a sucessão. preferindo os mais próximos aos mais remotos 4) qualquer pessoa à escolha do magistrado. a saber: 1) o cônjuge do ausente. Por cautela. que passará a gerir os negócios do ausente até o seu eventual retorno. ou simplesmente não tenha interesse em exercer o múnus. ou. tendo deixado mandatário. se não estiver separado judicialmente. ou não possa exercer ou continuar o mandato. Na mesma situação se enquadrará aquele que. mediante a apresentação de penhores ou hipotecas equivalentes aos quinhões respectivos. inclusive.

34 do CC-02 admite que o “excluído. 15 Ressalve-se. justificando falta de meios.28. por exemplo. ou hipotecar. em função dos outros sujeitos legitimados para requerer a abertura da sucessão provisória16. IV – os credores de obrigações vencidas e não pagas. em imóveis ou em títulos garantidos pela União” (art. segundo o art. é a estipulação. sujeitos a deterioração ou a extravio. ao máximo. II – os herdeiros presumidos.28 do CC-02. Para o efeito previsto no artigo antecedente. bem como que “antes da partilha. proceder-seá à abertura do testamento. e que preste essa garantia”15.30).29). será excluído. legítimos ou testamentários. para lhes evitar a ruína” (art. o juiz. da posse provisória poderá. na idéia de preservação.37 neste artigo. quando o ordene o juiz. todavia. em relação aos ascendentes. III – os que tiverem sobre os bens do ausente direito dependente de sua morte. descendentes e o cônjuge. a provisoriedade da sucessão é evidente na tutela legal. que o art. por força do § 1º do art. quando julgar conveniente. uma vez provada a sua condição de herdeiros (§ 2º do art. pelo art. Um aspecto de natureza processual da mais alta significação. ordenará a conversão dos bens móveis. 30. caso existente. do prazo de 180 dias para produção de efeitos da sentença que determinar a abertura da sucessão provisória. mantendo-se os bens que lhe deviam caber sob a administração do curador. haja vista que é expressamente determinado. após o que. o que pode ser explicado pela particularidade de seu direito.” . somente se consideram interessados: I – o cônjuge não separado judicialmente.31). como se o ausente tivesse falecido. 27. Esta razoável cautela de exigência de garantia é excepcionada. ao qual se acrescenta o Ministério Público. que os “imóveis do ausente só se poderão alienar não sendo por desapropriação. Em todo caso. porém. do patrimônio do ausente. requerer lhe seja entregue metade dos rendimentos do quinhão que lhe tocaria”. ou ao inventário e partilha dos bens. transitando em julgado. 16 “Art. ou de outro herdeiro designado pelo juiz.

converter-se-á a mesma em definitiva – o que. dependerá de provocação da manifestação judicial para a retirada dos gravames impostos – podendo os interessados requerer o levantamento das cauções prestadas. considerando-se a mesma aberta. em função da expectativa média de vida do homem. porém. ascendentes ou cônjuges terão direito subjetivo a todos os frutos e rendimentos dos bens que lhe couberem. estabelece a lei o momento próprio e os efeitos da sucessão definitiva. converter-se-á a sucessão em definitiva. se prova o efetivo falecimento do ausente. reforça as fundadas suspeitas de seu falecimento. dez anos após o trânsito em julgado da sentença de abertura de sucessão provisória. na data comprovada. Por isto. pode gerar algumas modificações na situação dos herdeiros provisórios. presumindo efetivamente o seu falecimento. em favor dos herdeiros que o eram àquele tempo. durante esta posse provisória. admitindo o art. o que lhes faz dirigir contra si todas as ações pendentes e as que de futuro àquele foram movidas. o certo é que a existência de um longo lapso temporal. Na forma do art. Se. mas que não mais estavam vivos quando do processo de sucessão provisória. com prestação anual de contas ao juiz competente. 33. necessariamente. Por mais que se queira preservar o patrimônio do ausente. que deverão. Isto. se descendentes. os herdeiros empossados. o que não acontecerá com os demais sucessores. capitalizar metade destes bens acessórios. sem qualquer sinal de vida. obviamente. c) Sucessão Definitiva. passam os sucessores provisórios a representar ativa e passivamente o ausente. uma vez que não se pode descartar a hipótese de haver herdeiros sobreviventes na época efetiva do falecimento do desaparecido. inclusive.38 Com a posse nos bens do ausente. De fato. 38 a possibilidade de . Esta plausibilidade maior do falecimento presumido é reforçado.

não há qualquer prejuízo ao seu patrimônio. Parágrafo único. aquele ou estes haverão só os bens existentes no estado em que se acharem.33. até a entrega dos bens a seu titular (art. ou algum de seus descendentes ou ascendentes. todavia. a prova de que a ausência foi voluntária e injustificada. da provisoriedade da sucessão.36) Se a sucessão. Se. e que de cinco datam as últimas notícias dele”. . parágrafo único). já for definitiva. se localizados nas respectivas circunscrições. os sub-rogados em seu lugar. Se já tiver sido aberta a sucessão provisória. o seu reaparecimento. porém. que ficam obrigados a tomar medidas assecuratórias precisas. conforme se verifica no art. continuando ele a gozar plenamente de todos os seus bens. 39. se ainda incólumes. Se este aparece na fase de arrecadação de bens. e nenhum interessado promover a sucessão definitiva.39 requerimento da sucessão definitiva. terá o ausente o direito aos seus bens. os bens arrecadados passarão ao domínio do Município ou do Distrito Federal. nos seguintes termos: “Art. faz cessar imediatamente todas as vantagens dos sucessores imitidos na posse. não respondendo os sucessores havidos pela sua integridade. sua parte nos frutos e rendimento (art. o ausente não regressar. em favor do sucessor provisório. 39. Regressando o ausente nos dez anos seguintes à abertura da sucessão definitiva. d) Retorno do Ausente Admite a lei a possibilidade de ausente retornar. Em função. “provando-se que o ausente conta oitenta anos de idade. nos dez anos a que se refere este artigo. ou o preço que os herdeiros e demais interessados houverem recebido pelos bens alienados depois daquele tempo. faz com que o ausente perca.

40 incorporando-se ao domínio da União. Inácio de Carvalho Neto: . segue texto gentilmente cedido pelo brilhante jurista e querido amigo Prof. socialidade. Saraiva). 1571 § 1o : § 1o O casamento válido só se dissolve pela morte de um dos cônjuges ou pelo divórcio.” OBS.br/doutrina/texto. Olhe que interessante: Situação interessante diz respeito ao efeito dissolutório do casamento. aplicando-se a presunção estabelecida neste Código quanto ao ausente. I– Pablo Stolze Gagliano e Rodolfo Pamplona Folho (Ed. em que se estudam os princípios básicos do Código Civil de 2002: eticidade. operabilidade.com. Parte Geral. Fonte: Novo Curso de Direito Civil. decorrente da ausência. disponível no site do Jus Navigandi (http://jus2.asp?id=2718). quando situados em território federal. Vale a pena conferir! TEXTO COMPLEMENTAR 03 – MORTE PRESUMIDA Finalmente. em seu art. TEXTO COMPLEMENTAR 02 – VISÃO DO CÓDIGO CIVIL Outro texto que recomendamos é o do Prof.uol. intitulado “Visão do Código Civil”. Miguel Reale. vol. admitido pelo novo Código Civil.

ed. 315. com a diferença de que a dissolução só ocorre com o novo casamento: “Art. Da mesma forma o Código Civil italiano: “65. 2ª. que expressamente excluía a morte presumida como causa de dissolução do matrimônio.El vínculo matrimonial se disuelve: 1) por la muerte de uno de los esposos.. edição. 5ª. Abuso do direito. Professor de Direito Civil da Unifil. o que dispunha o art. . edição. Extinção indireta das obrigações. e não tratando esta 17 Texto que nos foi gentilmente cedido por este grande amigo e brilhante professor de Direito Civil. ed. Autor dos livros Separação e divórcio: teoria e prática. Juruá.br. ed. 1. O casamento válido só se dissolve pela morte de um dos cônjuges ou pelo divórcio. ed. Mestre em Direito Civil pela Universidade Estadual de Maringá – UEM. no art. da Escola do Ministério Público e da Escola da Magistratura do Paraná. e de diversos artigos publicados em diversas revistas jurídicas. Juruá. Ação declaratória de constitucionalidade. * Especialista em Direito Penal e Processual Penal pela Unipar.41 A MORTE PRESUMIDA COMO CAUSA DE DISSOLUÇÃO DO CASAMENTO17 Inácio de Carvalho Neto* O novo Código Civil. 19 Observe-se o quanto perniciosa era a regra: imagine-se a hipótese de pessoa recémcasada. Responsabilidade do Estado por atos de seus agentes. Ou seja. Novo Código Civil comparado e comentado. Atlas. assim. da Faccar. Com a revogação deste dispositivo pelo art. Promotor de Justiça no Paraná.com. § 1º. ed. ed. 213 . não tinha ela o condão de dissolver o casamento19. 2ª.515/87. Nuovo matrimonio del coniuge. Juruá. Aplicação da pena. em 7 volumes (alguns em 2ª. do Código de 1916. Ficaria essa pessoa para o resto da vida impossibilitada de se casar novamente. edição. E-mail do autor: inaciocarvalho@onda. 59 do Projeto de Orlando Gomes. 23. Igualmente dispunha o art. ed. desaparecendo em seguida seu cônjuge. aplicando-se a presunção estabelecida neste Código quanto ao ausente”. ainda nova. Juruá. 2ª. por mais duradoura que fosse a ausência. Juruá.571. passou a admitir a presunção de morte como causa de dissolução do casamento18. edição. Juruá. parágrafo único. 3ª. – Divenuta eseguibile la sentenza che dichiara la morte presunta. Forense. Contraria. 54 da Lei do Divórcio. edição). tendo em vista a impossibilidade do divórcio à época. 18 “§ 1º. edição. 2) por el matrimonio que contrajere el cónyuge del declarado ausente com presunción de fallecimiento. ed. Doutorando em Direito Civil pela Universidade de São Paulo – USP. 3) por sentencia de divorcio vincular”). Responsabilidade civil no direito de família. Igualmente dispõe o Código Civil argentino. il coniuge può contrarre nuovo matrimonio”. com a redação da Lei nº.

com a declaração judicial da ausência. consoante esclarece o parágrafo único do mesmo artigo. ordinariamente. Yussef Said. Carlos Alberto BITTAR. de sorte que o cônjuge presente não podia contrair novo casamento. provada mediante certidão de assento de óbito do cônjuge. que.. a despeito do silêncio da lei. ed. p. prevista (morte de um dos cônjuges). A presunção de morte do ausente não aproveita para o efeito de terminação do vínculo conjugal. não há mais óbice” (PACHECO. para a configuração da morte presumida. não se deduz daí terem os novos legisladores se afastado da sistemática anterior.oportuno é observar -. para o efeito da dissolução da sociedade conjugal. 2. que não ressalva a vigência do parágrafo único do art. A terminação do vínculo conjugal. não se podia requerer a declaração de dissolução do vínculo matrimonial por morte presumida de um dos cônjuges. também é caso de dissolução do vínculo matrimonial . o que lhe seria. 21 Neste sentido a lição da doutrina majoritária: “Quanto à primeira hipótese de dissolução da sociedade conjugal. de modo a permitir que.515/77 revogado que continua excluída a hipótese de morte presumida (art. 10. ed. inclusive. 1989. inciso I. p. “Se a lei admitiu.42 expressamente do tema. se 20 “Ainda que se efetuasse a sucessão definitiva. Se houve para um caso uma forte razão de fato a justificar a presunção. ao passo que. Inventários e partilhas. ed. 1996. 54 da Lei 6. . do CC. 10. p. Divórcio e separação judicial. Não obstante. 2002. “O efeito dissolutivo do vínculo se produz apenas com a morte real. pelo art. 10. Guilherme Braga da. In: O direito de família e a Constituição de 1988. 315 do CC. com a presunção de morte. p. estabelecida no art. entenderam alguns autores ser possível a dissolução do matrimônio pela morte presumida20. Posto que não repetida expressamente a proibição do dispositivo revogado do Código Civil. já que o divórcio direto depende apenas de dois anos de separação de fato. 1. Necessário se fazia. também haverá no outro caso” (CRUZ. não se aproveita a presunção de morte do ausente. entendemos que a morte presumida não tinha este condão.Todavia. que o cônjuge promovesse o divórcio. portanto. porém. Coord. segunda parte. São Paulo: Saraiva. Áurea Pimentel.. 2º. de modo que o caminho atual é o de que a ausência é causa de separação judicial ou de divórcio” (FREITAS. do CC) quer como fundamento para a dissolução da sociedade conjugal. 6970) (grifo no original). 220). no pressuposto legal de estar dissolvido o vínculo anterior” (CAHALI. mais fácil. Coimbra: Coimbra. Agora. José da Silva. 10. “Assim. decorra ipso jure a liberação do outro para novo matrimônio. embora omitida a limitação da eficácia da presunção de morte. uma presunção de morte do ausente há mais de vinte anos ou que completou 95 anos de idade. 1942. São Paulo: Revista dos Tribunais. Divórcio e separação. quer para extinção do vínculo matrimonial” (PEREIRA. 1989. Direitos de família. 2ª. induzindo a presunção de morte do cônjuge. no art. . v. Rio de Janeiro: Renovar. parte. já que o instituto da morte presumida se referia exclusivamente à sucessão dos bens deixados pelo ausente21. para efeitos patrimoniais. 67) (grifo nosso). ed. 22) (grifo nosso). não se vê razão para não admitir a mesma presunção em matéria de casamento.. 123). 3. Geralda Pedroso. Rio de Janeiro: Forense. não se considerava dissolvido o casamento. p.

. sendo o cônjuge herdeiro ainda que haja descendentes ou ascendentes do de cujus (ou. inciso II. como lembrava Yussef Said CAHALI. nos termos do art.515/77. do Código de Processo Civil).571. ainda que declarada judicialmente. p. A partir da Lei nº. tem a desvantagem de fazer o cônjuge perder o direito à sucessão. decretando. como não se aceitava o divórcio a vínculo. optar entre pedir o divórcio para se casar novamente ou esperar pela presunção de morte. 315 do Código Civil. Mas a lei não resolve algumas questões que a nova norma suscita: em primeiro lugar. quando. 22 CAHALI. § 1º. 1. Ademais. Naquele. Se se divorciar antes. Yussef Said. Mas o novo Código Civil altera esta situação. 6. Op.167. em que momento se considera presumida a morte do ausente. precisará. haverá realmente a vocação hereditária. era necessário deixar expresso que também não se aplicaria a presunção de morte. conservar a posição de cônjuge até a conversão da sucessão provisória em definitiva. 71. O divórcio. dificilmente alguém se utilizaria desta presunção para dissolver o vínculo conjugal. continua inexistindo qualquer ação direta para a declaração da ruptura do vínculo matrimonial devido à ausência declarada ou presumida do cônjuge. . “ausente qualquer provisão legal que o autorize. Com efeito. Talvez por esta razão não tenha o legislador repetido a norma do revogado art. Pode agora. no art. para o fim da dissolução do seu casamento? Interpretando isoladamente os arts. tem o condão de produzir ipso jure a dissolução do matrimônio”22. embora tendo a vantagem de poder se casar novamente desde logo. embora mais rápido. só então. 1. do ausente). terá a desvantagem de perder a capacidade sucessória do ausente. instituído o divórcio. nem esta ausência. o cônjuge do ausente. não obstante.829 do novo Código.43 faz necessária a ausência por dez anos (art. no caso. cit. 1.. a dissolução do casamento pela ausência do outro cônjuge em decisão judicial transitada em julgado. que se dá com a conversão da sucessão provisória em definitiva.

Daí resultaria para o cônjuge do ausente a condição de viúvo? A lei não o diz. Art. 6º. declarará a ausência. nos termos do art. Também se declarará a ausência. . deve ser registrada no Registro Civil. Quisesse a lei que o cônjuge do ausente promovesse o divórcio. e por si só. dissolve também o vínculo. fazendo presumir a morte. Desaparecendo uma pessoa do seu domicílio sem dela haver notícia. ou se os seus poderes forem insuficientes”. pois assim já era no sistema da Lei do Divórcio sem qualquer texto legal. inciso IV. nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão definitiva”. Que o divórcio dissolve o vínculo conjugal não se duvida. Entretanto. Assim. causa de dissolução do casamento. quanto aos ausentes. e nomear-lhe-á curador. 9º. que dispõe: “A existência da pessoa natural termina com a morte. para casarse novamente. E mais: uma viuvez “revogável”? Admitindo a lei o retorno do 23 “Art. pelo que nada mais se pode requerer para dissolvê-lo. 22. se não houver deixado representante ou procurador a quem caiba administrar-lhe os bens. ao lado do divórcio. porque não se pode negar que o presumido morto é um possível vivo. o juiz. quando o ausente deixar mandatário que não queira ou não possa exercer ou continuar o mandato. nada precisaria ter dito. poder-se-ia chegar à singela conclusão de que tal dissolução se daria tão logo se desse o desaparecimento do ausente. a conversão da sucessão provisória em definitiva. Mas tal entendimento não pode ser aceito. pois já estará o casamento dissolvido com a sentença de conversão. do Código Civil e do art. Mas: viúvo de cônjuge vivo? Sim. mas é de se supor que sim. deve promover o divórcio. Vale dizer: a morte é. Mas tal interpretação contraria a sistemática do instituto. A sentença declaratória de ausência. 94 da Lei de Registros Públicos... a requerimento de qualquer interessado ou do Ministério Público. Há quem defenda a idéia de que o cônjuge do ausente. pois a nova lei erigiu a morte presumida como causa independente de dissolução do vínculo. é somente com a conversão da sucessão provisória em definitiva que se presume a morte do ausente. e se nomeará curador. presume-se esta. pois seria esta a conseqüência principal do registro da sentença de conversão da sucessão provisória em definitiva.44 22 e 23 do novo Código23. 23. não se pode exigir o divórcio no caso em tela. pelo que somente essa conversão é que dissolve o casamento do ausente. bem como a letra do art.

De princípio. de anulação ou de divórcio.IV . com as implicações antes ditas? Ou. de próprio punho..VI – as pessoas casadas”. do domicílio e da residência atual dos contraentes e de seus pais.571. nos termos do art. declarando o estado de casado. inciso VI24? Mas o maior problema é que a lei não previu a juntada da certidão do registro da sentença de conversão para fins de habilitação matrimonial. mesmo depois dos 10 anos (embora sem reassumir seus bens).. deixando de ser presumido morto. e deve ser instruído com os seguintes documentos: . 1. Outra conseqüência não prevista pelo legislador é o fato do eventual retorno do ausente após o casamento de seu ex-cônjuge.571. depois do casamento. aproveitando-se da disposição do art. já se vê que o ex-cônjuge terá que declarar seu estado civil para casar novamente. 1. esqueceu-se o legislador de que o nubente que foi casado pode não ter nenhum desses documentos.525: “O requerimento de habilitação para o casamento será firmado por ambos os nubentes. habilitar-se matrimonialmente? Que documentos deve apresentar? Vejamos o que diz o art. § 1º.declaração do estado civil. aceitará o Oficial do Registro Civil a sua habilitação? Como ficaria. § 1º. 1. Declarará o estado de viúvo. . Não podem casar: .521. 1. pretendendo casar.521. ou. podendo ele reassumir seus bens (art.certidão de óbito do cônjuge falecido. mas apenas a certidão de registro da sentença de conversão. No citado inciso V só se fala em certidão de óbito. após a sentença de conversão. ou do registro da sentença de divórcio”. Como fica o primeiro e o segundo casamento do cônjuge do 24 “Art. vindo. a reaparecer o ausente.. o impedimento do art. neste caso. 39). por procurador. ou. V . o ex-cônjuge do ausente se case. se forem conhecidos. Pode o ex-cônjuge do ausente. 1... naturalmente poderá o ausente reabilitar-se civilmente. com o que estará revogado o estado de viúvo do seu cônjuge. a seu pedido. documento que. Imagine-se que. deve-lhe ser suficiente.45 ausente até 10 anos depois da conversão da sucessão provisória em definitiva. transitada em julgado.. de sentença declaratória de nulidade ou de anulação de casamento.

Por fim. 59). La nullità non può essere pronunziata nel caso in cui è accertata la morte. qualora la persona della quale fu dichiarata la morte presunta ritorni o ne sia accertata l’esistenza. 28 “§ 1348. a não ser que ambos cônjuges soubessem no momento da conclusão do matrimônio que o cônjuge declarado falecido sobreviveu à declaração de falecimento”. estando vivo em algum lugar. ou seja. as conseqüências criminais da bigamia (art. válido ficaria o segundo25. Sono salvi gli effetti civili del matrimonio dichiarato nullo. nulo26. ao divórcio. sendo. estando dissolvido o primeiro casamento. tendo em vista que não houve dolo das partes. 26 Afasta-se. 27 “68. p. seria lógico se entender desfeita também a dissolução do casamento. ou à morte real. contudo. Se um cônjuge contrai um novo matrimônio depois de que o outro cônjuge foi declarado falecido. 1. com a dissolução da sociedade conjugal. com o reaparecimento do ausente. 2003. equivalendo. contrair validamente um novo 25 Neste sentido. Seria razoável anular o casamento do ex-cônjuge do ausente pelo reaparecimento deste depois de tanto tempo? Melhor seria se a lei tivesse disposição semelhante ao § 1. o novo matrimônio não é nulo pela circunstância de que o cônjuge declarado falecido ainda viva. . Sendo presunção relativa. depois de presumida a sua morte e aberta a sucessão definitiva. Mas deve-se discutir: a presunção de morte é uma presunção absoluta (juris et de jure)? Não seria antes uma presunção relativa (juris tantum)? Não se pode negar o seu caráter de presunção relativa. Então. Esta a solução adotada pelo direito italiano27. em conseqüência. Nullità del nuovo matrimonio. No mesmo sentido dispunha o Projeto de Orlando Gomes (art. está revogado. Este dispositivo. E a conseqüência disto seria desastrosa: o segundo casamento do cônjuge do ausente foi feito em bigamia. já que o ausente pode retornar e. portanto. portanto.46 ausente? Dir-se-á ser simples a solução. desfeita a presunção. Daí seguiria a conseqüência de que. 118) que se o ausente “estiver vivo e aparecer. Carlos Roberto (Direito civil brasileiro: parte geral. prevalecerá o último”.348 do BGB (Código Civil alemão). provar que não está morto realmente. São Paulo: Saraiva. – Il matrimonio contratto a norma dell’articolo 65 è nullo. escreve GONÇALVES. contudo. 235 do Código Penal). que dizia expressamente ficar válido o segundo casamento nesse caso28. v. anche se avvenuta in uma data posteriore a quella del matrimonio”. e seu cônjuge houver contraído novo matrimônio. desfaz-se com a prova de que não houve morte real. pois o citado parágrafo diz que o primeiro casamento se dissolve pela presunção de morte. ainda um questionamento: pode o próprio ausente se beneficiar da dissolução do casamento pela ausência? Ou em outros termos: pode o ausente.

de modo que fosse necessário ao cônjuge do ausente promover o divórcio. não estando o ausente morto realmente. 1989. 2002. permanecendo ele casado. 2003. PEREIRA. 1. não há dissolução do casamento. Direitos de família. Rio de Janeiro: Forense. FREITAS. 1. mantendo a não dissolução do casamento pela presunção de morte. Geralda Pedroso. v. para o ausente não. Mas aí teremos outro problema: enquanto para o cônjuge do ausente o casamento estará dissolvido. evitando. Enunciados das Jornadas de Direito Civil (Parte Geral) . 2. Áurea Pimentel. v. Divórcio e separação judicial. Guilherme Braga da. todas as complicações antes enunciadas. José da Silva. São Paulo: Revista dos Tribunais. assim. 3. Rio de Janeiro: Renovar. A terminação do vínculo conjugal. Carlos Roberto (Direito civil brasileiro: parte geral. ed. 10. Coord. São Paulo: Saraiva. Divórcio e separação. casado com quem? Casado com alguém que é viúvo ou que já se casou com outra pessoa? De todo o exposto. 7. Inventários e partilhas.47 matrimônio? A lei não o diz. CRUZ. Carlos Alberto BITTAR. Coimbra: Coimbra. 1996. In: O direito de família e a Constituição de 1988. 1989. Yussef Said. ed. partindo-se do pressuposto que a dissolução se dá pela morte presumida. ed. GONÇALVES. concluímos que seria melhor que o legislador tivesse evitado a disposição em comento. pelo que não poderá ele validamente casar novamente. 10. Referências: CAHALI. PACHECO. São Paulo: Saraiva. mas. ed. 1942. Mas.

parágrafo único: o art. art. 62. 4 – Art. 2) as disposições do art. parágrafo único: a constituição de fundação para fins científicos. a ela podem ser aplicadas subsidiariamente as regras instituídas no art. limitadamente. aos administradores ou sócios que nela hajam incorrido. excepcionados os casos expressos de legitimidade para requerer as medidas nele estabelecidas. 2º: a proteção que o Código defere ao nascituro alcança o natimorto no que concerne aos direitos da personalidade. 16. 8. 20. 3 – Art. educacionais ou de promoção do meio ambiente está compreendida no CC. inclusive. 9 – Art. que regula específica situação de dependência econômica para fins previdenciários e outras situações similares de proteção. 13 refere-se tanto ao bem-estar físico quanto ao bem-estar psíquico do disponente.48 I JORNADA 1 – Art. deve ser interpretado de modo a excluir apenas as fundações com fins lucrativos. 7 – Art. desde que não seja permanente nem geral. 5º: a redução do limite etário para a definição da capacidade civil aos 18 anos não altera o disposto no art. 62. parágrafo único. 6 – Art. imagem e sepultura. previstas em legislação especial. que deve ser objeto de um estatuto próprio. 62. 5 – Arts. tais como nome. 2 – Art.11: o exercício dos direitos da personalidade pode sofrer limitação voluntária. da Lei n. 2º do Código Civil não é sede adequada para questões emergentes da reprogenética humana. 8 – Art. 12. 50: só se aplica a desconsideração da personalidade jurídica quando houver a prática de ato irregular e. 12 têm caráter geral e aplicam-se. às situações previstas no art. o art. 13: a expressão “exigência médica” contida no art. I. 20 do novo Código Civil têm a finalidade específica de regrar a projeção dos bens personalíssimos nas situações nele enumeradas. Com exceção dos casos expressos de legitimação que se conformem com a tipificação preconizada nessa norma.213/91. parágrafo único. 2º: sem prejuízo dos direitos da personalidade nele assegurados. 12 e 20: 1) as disposições do art. 62. .

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10 – Art. 66, § 1º: em face do princípio da especialidade, o art. 66, § 1º, deve ser interpretado em sintonia com os arts. 70 e 178 da LC n. 75/93. 11– Art. 79: não persiste no novo sistema legislativo a categoria dos bens imóveis por acessão intelectual, não obstante a expressão “tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente”, constante da parte final do art. 79 do CC. 12 – Art. 138: na sistemática do art. 138, é irrelevante ser ou não escusável o erro, porque o dispositivo adota o princípio da confiança. 13 – Art. 170: o aspecto objetivo da convenção requer a existência do suporte fático no negócio a converter-se. 14 – Art. 189: 1) o início do prazo prescricional ocorre com o surgimento da pretensão, que decorre da exigibilidade do direito subjetivo; 2) o art. 189 diz respeito a casos em que a pretensão nasce imediatamente após a violação do direito absoluto ou da obrigação de não fazer. III JORNADA29 138 – Art. 3º: A vontade dos absolutamente incapazes, na hipótese do inc. I do art. 3o, é juridicamente relevante na concretização de situações existenciais a eles concernentes, desde que demonstrem discernimento bastante para tanto. 139 – Art. 11: Os direitos da personalidade podem sofrer limitações, ainda que não especificamente previstas em lei, não podendo ser exercidos com abuso de direito de seu titular, contrariamente à boa-fé objetiva e aos bons costumes. 140 – Art. 12: A primeira parte do art. 12 do Código Civil refere-se às técnicas de tutela específica, aplicáveis de ofício, enunciadas no art. 461 do Código de Processo Civil, devendo ser interpretada com resultado extensivo. 141 – Art. 41: A remissão do art. 41, parágrafo único, do CC às “pessoas jurídicas de direito público, a que se tenha dado estrutura de direito privado”, diz respeito às fundações públicas e aos entes de fiscalização do exercício profissional.

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A II Jornada não elaborou enunciados.

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142 – Art. 44: Os partidos políticos, os sindicatos e as associações religiosas possuem natureza associativa, aplicando-se-lhes o Código Civil. 143 – Art. 44: A liberdade de funcionamento das organizações religiosas não afasta o controle de legalidade e legitimidade constitucional de seu registro, nem a possibilidade de reexame pelo Judiciário da compatibilidade de seus atos com a lei e com seus estatutos. 144 – Art. 44: A relação das pessoas jurídicas de Direito Privado, constante do art. 44, incs. I a V, do Código Civil, não é exaustiva. 145 – Art. 47: O art. 47 não afasta a aplicação da teoria da aparência. 146 – Art. 50: Nas relações civis, interpretam-se restritivamente os parâmetros de desconsideração da personalidade jurídica previstos no art. 50 (desvio de finalidade social ou confusão patrimonial). (Este Enunciado não prejudica o Enunciado n. 7) 147 – Art. 66: A expressão “por mais de um Estado”, contida no § 2o do art. 66, não exclui o Distrito Federal e os Territórios. A atribuição de velar pelas fundações, prevista no art. 66 e seus parágrafos, ao MP local – isto é, dos Estados, DF e Territórios onde situadas – não exclui a necessidade de fiscalização de tais pessoas jurídicas pelo MPF, quando se tratar de fundações instituídas ou mantidas pela União, autarquia ou empresa pública federal, ou que destas recebam verbas, nos termos da Constituição, da LC n. 75/93 e da Lei de Improbidade. 148 – Art. 156: Ao “estado de perigo” (art. 156) aplica-se, por analogia, o disposto no § 2º do art. 157. 149 – Art. 157: Em atenção ao princípio da conservação dos contratos, a verificação da lesão deverá conduzir, sempre que possível, à revisão judicial do negócio jurídico e não à sua anulação, sendo dever do magistrado incitar os contratantes a seguir as regras do art. 157, § 2º, do Código Civil de 2002. 150 – Art. 157: A lesão de que trata o art. 157 do Código Civil não exige dolo de aproveitamento.

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151 – Art. 158: O ajuizamento da ação pauliana pelo credor com garantia real (art. 158, § 1o) prescinde de prévio reconhecimento judicial da insuficiência da garantia. 152 – Art. 167: Toda simulação, inclusive a inocente, é invalidante. 153 – Art. 167: Na simulação relativa, o negócio simulado (aparente) é nulo, mas o dissimulado será válido se não ofender a lei nem causar prejuízos a terceiros. 154 – Art. 194: O juiz deve suprir de ofício a alegação de prescrição em favor do absolutamente incapaz. 155 – Art. 194: O art. 194 do Código Civil de 2002, ao permitir a declaração ex officio da prescrição de direitos patrimoniais em favor do absolutamente incapaz, derrogou o disposto no § 5º do art. 219 do CPC. 156 – Art. 198: Desde o termo inicial do desaparecimento, declarado em sentença, não corre a prescrição contra o ausente. 157 – Art. 212: O termo “confissão” deve abarcar o conceito lato de depoimento pessoal, tendo em vista que este consiste em meio de prova de maior abrangência, plenamente admissível no ordenamento jurídico brasileiro. 158 – Art. 215: A amplitude da noção de “prova plena” (isto é, “completa”) importa presunção relativa acerca dos elementos indicados nos incisos do §1o, devendo ser conjugada com o disposto no parágrafo único do art. 219. IV JORNADA 272 – Art. 10. Não é admitida em nosso ordenamento jurídico a adoção por ato extrajudicial, sendo indispensável a atuação jurisdicional, inclusive para a adoção de maiores de dezoito anos. 273 – Art. 10. Tanto na adoção bilateral quanto na unilateral, quando não se preserva o vínculo com qualquer dos genitores originários, deverá ser averbado o cancelamento do registro originário de nascimento do adotado, lavrando-se novo registro. Sendo unilateral a adoção, e sempre que se preserve o vínculo originário

determinou que a manifestação expressa do doador de órgãos em vida prevalece sobre a vontade dos familiares. 12 e 20. parágrafo único. regulados de maneira não-exaustiva pelo Código Civil. qualidades inerentes a determinada pessoa. levar-se-á em conta a notoriedade do retratado e dos fatos abordados.434/97 ficou restrita à hipótese de silêncio do potencial doador. 274 – Art. portanto. O rol dos legitimados de que tratam os arts. sem autorização. III. 279 – Art. 11. O art. ainda que sem mencionar seu nome. O art. especialmente em face do direito de amplo acesso à informação e da liberdade de imprensa. são expressões da cláusula geral de tutela da pessoa humana. com objetivo científico ou altruístico. deve-se aplicar a técnica da ponderação. privilegiando-se medidas que não restrinjam a divulgação de informações. 9. A proteção à imagem deve ser ponderada com outros interesses constitucionalmente tutelados. mas sendo capaz de identificá-la. as características de sua utilização (comercial.18. para depois da morte. ainda.14. e 20. 1º. biográfica). ao permitir a disposição do próprio corpo por exigência médica.13. 276 – Art. e a conseqüente alteração do prenome e do sexo no Registro Civil. Em caso de colisão. a aplicação do art. 4º da Lei n. 278 – Art. ao afirmar a validade da disposição gratuita do próprio corpo. como nenhum pode sobrelevar os demais. contida no art. bem como a veracidade destes e. informativa. da Constituição (princípio da dignidade da pessoa humana).52 com um dos genitores. Em caso de colisão entre eles. 14 do Código Civil.20. 277 – Art. parágrafo único. do Código Civil também compreende o companheiro. . constitui violação a direito da personalidade. Os direitos da personalidade. 12. deverá ser averbada a substituição do nome do pai ou da mãe natural pelo nome do pai ou da mãe adotivos. em conformidade com os procedimentos estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina. 13 do Código Civil. A publicidade que venha a divulgar. autoriza as cirurgias de transgenitalização. 275 – Arts.

53 280 – Arts. 50 do Código Civil. 285 – Art. A mesma regra aplica-se na hipótese de criação. os arts. O encerramento irregular das atividades da pessoa jurídica. 44. cabendo ao contrato disciplinar o procedimento de exclusão. 50. 286 – Art. 283 – Art. 50. 50 do Código Civil. pelo contrato. Por força do art. é possível aos sócios deliberar a exclusão de sócio por justa causa. 281 – Art. 1085. de outros órgãos de deliberação colegiada. 282 – Art. Os direitos da personalidade são direitos inerentes e essenciais à pessoa humana. na omissão do contrato. 98 do Código Civil não exaure a enumeração dos bens públicos. 98. b) As deliberações sociais poderão ser convocadas pela iniciativa de sócios que representem 1/5 (um quinto) do capital social. pela via extrajudicial. 287 – Art. prevista no art. 57 e 60. com prejuízo a terceiros. 52. não basta para caracterizar abuso de personalidade jurídica. As pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos ou de fins não-econômicos estão abrangidas no conceito de abuso da personalidade jurídica. nos seguintes termos: a) Em havendo previsão contratual. não sendo as pessoas jurídicas titulares de tais direitos. decorrentes de sua dignidade. assegurado o direito de defesa. § 2º. por aplicação analógica do art. 50. 50. 50. 57 e 60. por si só.44. prescinde da demonstração de insolvência da pessoa jurídica. É cabível a desconsideração da personalidade jurídica denominada “inversa” para alcançar bens de sócio que se valeu da pessoa jurídica para ocultar ou desviar bens pessoais. podendo ainda ser classificado como tal o bem pertencente a pessoa jurídica de direito privado que esteja afetado à prestação de serviços públicos. . 284 – Art. O critério da classificação de bens indicado no art. A teoria da desconsideração. descrita no art. consideram-se aplicáveis às sociedades reguladas pelo Livro II da Parte Especial. A aplicação da teoria da desconsideração. exceto às limitadas. pode ser invocada pela pessoa jurídica em seu favor.

167 e 168. a desproporção manifesta entre as prestações assumidas pelas partes. 158. deduzindo.54 288 – Arts. 90 e 91. desde logo. Não corre a prescrição entre os companheiros. 290 – Art. na formação deste. A pertinência subjetiva não constitui requisito imprescindível para a configuração das universalidades de fato e de direito. 292 – Art. não retira do devedor a possibilidade de renúncia admitida no art. 294 – Arts. 191. 293 – Art. pretensão com vista à revisão judicial do negócio por meio da redução do proveito do lesionador ou do complemento do preço. . Para os efeitos do art. pode o lesionado optar por não pleitear a anulação do negócio jurídico. 157 do Código Civil. independentemente de seu reconhecimento por decisão judicial. O valor de 30 salários mínimos constante no art. 167.280/2006. A revogação do art. 191 do texto codificado. 11. a anterioridade do crédito é determinada pela causa que lhe dá origem. em referência à forma pública ou particular dos negócios jurídicos que envolvam bens imóveis. 197. não se presumindo a premente necessidade ou a inexperiência do lesado. na constância da união estável. 108. 157. Na simulação relativa. 108 do Código Civil brasileiro. que determina ao juiz o reconhecimento de ofício da prescrição. pode ser alegada por uma das partes contra a outra. 295 – Art. o aproveitamento do negócio jurídico dissimulado não decorre tão-somente do afastamento do negócio jurídico simulado. Sendo a simulação uma causa de nulidade do negócio jurídico. 289 – Art. A lesão acarretará a anulação do negócio jurídico quando verificada. 194 do Código Civil pela Lei n. 296 – Art. 157. Nas hipóteses de lesão previstas no art. 158. § 2º. mas do necessário preenchimento de todos os requisitos substanciais e formais de validade daquele. 291 – Art. é o atribuído pelas partes contratantes e não qualquer outro valor arbitrado pela Administração Pública com finalidade tributária.

212. do art. 8. ainda no útero da mãe. todavia. desde que seja apto a conservar a integridade de seu conteúdo e idôneo a apontar sua autoria. desde que transcorrido mais de metade deste na data da entrada em vigor do novo Código. define que a personalidade civil do indivíduo começa . desprezando-se o tempo anteriormente decorrido. e vindo a lei nova a reduzi-lo. ao mesmo tempo em que concede direitos ao nascituro. disponíveis no site do STJ (www. salvo quando o não-aproveitamento do prazo já decorrido implicar aumento do prazo prescricional previsto na lei revogada. 2. Os arquivos eletrônicos incluem-se no conceito de “reproduções eletrônicas de fatos ou de coisas”. bem como a natureza e a finalidade do negócio.stj.028. o juiz equilibrará as obrigações das partes contratantes. O novo prazo será contado a partir de 11 de janeiro de 2003.55 297 – Art. aos quais deve ser aplicado o regime jurídico da prova documental.035. fundamentais em sua preparação para concurso. 299 – Art. havendo alteração legislativa que evidencie anacronismo da lei revogada. Confiram algumas delas. 2. estabelecendo-se uma continuidade temporal. prevalecerá o prazo antigo. 300 – Art.br – ver “sala de notícias”): Especial STJ: Pais de nascituro podem ser indenizados 15/05/2011 Será que um bebê. sempre cuidaremos de trazer importantes e atuais notícias. desde a concepção. Fique por Dentro No decorrer do curso. independentemente da tecnologia empregada. O documento eletrônico tem valor probante. 212 e 225. Iniciada a contagem de determinado prazo sob a égide do Código Civil de 1916.gov. A lei aplicável aos efeitos atuais dos contratos celebrados antes do novo Código Civil será a vigente na época da celebração. hipótese em que deve ser aproveitado o prazo já decorrido durante o domínio da lei antiga. ponderando os interesses traduzidos pelas regras revogada e revogadora. 298 – Arts. tem os mesmos direitos de um ser humano já nascido? O Código Civil. 225 do Código Civil.

então já tem direitos amparados pela própria lei”. E a solução dada pelo Tribunal [STJ] foi no sentido de uma interpretação mais ampla da legislação. a gente verifica uma tendência à adoção da teoria concepcionista. De acordo com o especialista. que tem matriz na Constituição Federal”. o Superior Tribunal de Justiça também decidiu em favor de um nascituro. Nesse caso o nascituro teria mera expectativa de direito. que recebeu indenização por danos morais em razão da morte do pai vítima de acidente de trabalho. o legislador adotou a teoria natalista. para alcançar também esses pais. o caso julgado é inédito. Já a segunda corrente. E nesse caso. com 35 semanas. foi feita uma interpretação. “A teoria natalista defende a ideia de que a personalidade civil somente se inicia com o nascimento com vida. morreu ainda na barriga da mãe. já que a dor que eles sofreram com a perda de uma criança que nem nascera ainda é tão grande como a dor dos pais de uma criança que venha a falecer. no caso de morte de nascituro. se fizermos uma interpretação sistemática com outros dispositivos do Código Civil. quatro dias depois de ela ser atingida por um carro. “Esse seguro não previa o pagamento de indenização. entende que os direitos do nascituro passam a existir a partir do momento da concepção”. Luciano Medeiros. A controvérsia põe em questão a personalidade civil e a interpretação jurídica. então. de um feto. Mas. receberam indenização pelo Seguro DPVAT . valor igual ao determinado para cada um dos irmãos dele. ou seja. Se a gente fizer interpretação isolada de alguns dispositivos do Código Civil. de fato. O bebê. os pais de um nascituro.56 do nascimento com vida. ministro Paulo de Tarso Sanseverino. em função de um acidente de trânsito. O advogado e professor de Direito Civil pelo UniCEUB. Em um caso julgado em junho de 2008. a tendência é acreditar que. acredita que há duas teorias principais para se definir o início da natureza jurídica. e a gente pode concluir que o nascituro é pessoa. O bebê ainda não nascido recebeu R$ 26 mil. da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). há a certeza de que o legislador garante direitos ao nascituro. MP pode ajuizar ação civil pública em matéria previdenciária 04/01/2011 . que é o ponto de partida para conceder direitos e atribuir deveres ao indivíduo. “Pelas decisões dos tribunais. referente ao seguro obrigatório. com base no princípio da dignidade da pessoa humana.Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre. Em um julgamento recente. a teoria concepcionista. a legislação vigente abre espaço para as duas teorias. Segundo o relator no STJ.

Em seu voto. Processos: Resp 1142630 . evitando-se a proliferação de demandas individuais idênticas com resultados divergentes. elevou a previdência social à categoria de garantia fundamental do homem. como a moradia e a educação. Entretanto. mas não teve êxito. “O reconhecimento da legitimidade (. célere e uniforme”. inserindo-a no rol dos direitos sociais.57 A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu a legitimidade do Ministério Público para propor ação civil pública em matéria previdenciária. “A ação civil pública presta-se à tutela não apenas de direitos individuais homogêneos concernentes às relações consumeristas. disse. afirmou. e que o MP tem legitimidade para propositura de ação na defesa de interesses individuais homogêneos. o que viabiliza a atuação do MP na demanda. em razão da inegável economia processual. baseado em voto da ministra Laurita Vaz. como. o que. como a equiparação de menores sob guarda judicial a filhos de segurados.357). O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) considerou legítima a atuação do Ministério Público Federal em demanda que diz respeito à revisão de benefícios previdenciários. o STF já admitiu a atuação do MP para ajuizar ação para discutir não só a revisão de benefício previdenciário (RE 549. também. não contribui para uma prestação jurisdicional eficiente.. o recurso é do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). tal como fez à moradia e educação. a pessoas desvalidas social e economicamente.762) e o critério de concessão do benefício assistencial a portadores de deficiência e idosos (RE 444. Sendo assim. a ministra resgatou vasta doutrina e jurisprudência recente do STF que autorizam o órgão a ajuizar ação civil pública para tutela de direitos individuais homogêneos sem relação de consumo. certamente. sociais e coletivos. O entendimento.. podendo o seu objeto abranger quaisquer outras espécies de interesses transindividuais”. para fins previdenciários (RE 491. para a ministra do STJ é indiscutível a presença do relevante interesse social no âmbito do direito previdenciário. em grande parte.200). Considerando que a Constituição Federal. No mesmo sentido é a posição do STF quanto à proteção de direitos sociais. que diz respeito. com o consequente acúmulo de feitos nas instâncias do Judiciário. A autarquia recorreu. No STJ.) mostra-se patente tanto em face do inquestionável interesse social envolvido no assunto. a ministra Laurita ressaltou que a jurisprudência recente do STJ tem sido pela tese desfavorável à legitimidade do MP. A ministra Laurita explicou que os interesses individuais homogêneos classificamse em subespécies dos interesses coletivos. se alinha à posição que vem sendo adotada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no sentido de valorizar a presença do relevante interesse social envolvido no assunto.419 e RE 607.

considerou. Ainda segundo o presidente do STJ. Processos: RCL 4310 Ministro Aldir Passarinho Junior seleciona decisões mais importantes de 2009 . que dispõe: “Da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito. ao que parece nesta análise perfunctória. Com essa observação. por ter inscrito indevidamente o nome de cliente no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). o advogado da empresa protestou contra a decisão da Terceira Turma Recursal e Criminal do Juizado Especial Cível do Estado do Maranhão. constante da Súmula n. concluiu Cesar Rocha. até ulterior deliberação do relator da reclamação”. Segundo alegou a defesa. o processo segue para o Ministério Público Federal. pode causar à empresa enormes prejuízos. se for executada. Na reclamação dirigida ao STJ. ministro Cesar Asfor Rocha. o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Após o envio das informações solicitadas pelo presidente ao juízo reclamado.58 Cadastro indevido no SPC não constitui dano moral se já existe inscrição legítima 22/07/2010 Não cabe indenização por dano moral em caso de anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito quando já existe inscrição legítima feita anteriormente. de difícil reparação. suspendeu decisão da Justiça maranhense que havia condenado um supermercado ao pagamento de indenização por danos morais. não cabe indenização por dano moral quando preexistente legítima inscrição. Para o advogado. Cesar Rocha concedeu a liminar. o supermercado foi condenado ao pagamento de R$ 6 mil por danos morais. reconhecendo presentes os requisitos da medida urgente. “Defiro o pedido de liminar para suspender a eficácia do acórdão prolatado pela Terceira Turma Recursal Cível e Criminal do Juizado Especial Cível do Estado do Maranhão. a qual. que dará parecer sobre o caso. o aresto impugnado destoa do entendimento desta Corte e a sua execução imediata pode ensejar dano de difícil reparação à reclamante”. ressalvado o direito ao cancelamento”. 385. estão demonstrados suficientemente a plausibilidade das alegações e o perigo na demora. mesmo com a existência de outras inscrições do nome do autor da ação em cadastro de inadimplente. a decisão da Justiça estadual está em desacordo com entendimento já firmado pelo STJ. “Com efeito.

por qualquer defeito na prestação do serviço. Além disso. a doadora buscou ressarcimento. objetivamente. Nas instâncias ordinárias. entendeu-se que não se tratava de relação de consumo. Erro na doação de sangue O ato generoso de doar sangue causou tamanho transtorno a uma voluntária que ela teve que recorrer à Justiça. com amparo no Código de Defesa do Consumidor. . o ministro Aldir Passarinho Junior. respondendo. respondem. Animais na estrada A responsabilidade por acidente de trânsito provocado pela presença de animais na estrada é da concessionária da rodovia. a empresa sempre negou a responsabilidade pelo evento. pelos acidentes provocados pela presença de animais na pista. estão subordinadas ao Código de Defesa do Consumidor. Por exemplo a fixação de responsabilidade objetiva de concessionária de estrada de rodagem em indenizar por morte devido à presença de animais na pista ou a denúncia de cláusulas abusivas em plano de saúde que pretendia limitar o tempo de internação hospitalar de cliente. inclusive. Um erro de diagnóstico levou o Serviço de Hemoterapia Dom Bosco a comunicar a todos os bancos de sangue do país que a voluntária era portadora de hepatite C. nas suas relações com os usuários. A jurisprudência do STJ estabelece que as concessionárias de serviços rodoviários. selecionou os processos mais relevantes que relatou em 2009. o juiz de primeira instância considerou que em nenhum momento a concessionária demonstrou que o DNER estaria obrigado por lei ou contrato a ressarci-la no caso de condenação na ação principal. instrumento processual em que se busca a responsabilização sucessiva ou solidária de terceiros. sexto ministro mais antigo da Corte. Condenada a pagar indenização à família de motociclista que morreu ao se chocar com um animal. pela manutenção da rodovia em todos os aspectos. Segundo o Aldir Passarinho Junior. Ela ficou impedida de doar sangue. Seguindo o relator. a Coviplan Concessionária Rodoviária do Planalto apresentou recurso especial argumentado que a responsabilidade era do Departamento Nacional de Estradas e Rodagem (DNER). órgão que tem poder de polícia nas estradas. o que nega o pressuposto lógico da pretendida “denunciação da lide”. destacando os de interesse dos consumidores. Por entender que houve lesão de ordem moral.59 22/01/2010 Integrante da Quarta Turma e da Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça. a Quarta Turma não conheceu do recurso. Passou-se a discutir o foro competente para julgar a ação indenizatória. sendo aplicável no caso as disposições do Código de Processo Civil. Portanto.

o foro competente para julgar a ação é o de domicílio da doadora. em essência. afirmou o ministro no voto. Os demais ministros acompanharam o voto do relator e acolheram o recurso para reformar a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que limitou o ressarcimento do tratamento médico. A meu ver. Desta forma. pois nenhum ato ilícito havia sido praticado e as verbas discutidas eram controvertidas. embora seja um caso atípico. Este ano o ministro Aldir Passarinho Junior deparou-se com uma nova forma de limitação: a restrição do valor do tratamento. ministro Aldir Passarinho Junior. Indenização de honorários Um trabalhador contratou um advogado particular para mover uma ação reclamatória trabalhista com o objetivo de receber verba rescisória. analisou a cadeia do setor. Ocorre a captação de sangue. Foi restabelecida a decisão de primeira instância.2 mil ao advogado e R$ 560 pelo trabalho pericial. ainda que indiretamente. O pedido foi negado em primeiro grau. e conseguiu o ressarcimento. Alerta errado O Banco do Brasil foi responsabilizado por uma atitude exagerada de um 30 A súmula referida na notícia do STJ deve ser a “302”: É abusiva a cláusula contratual de plano de saúde que limita no tempo a internação hospitalar do segurado. com o objetivo de ser ressarcido pelos gastos com sua defesa. mas comporta o mesmo tratamento. o relator entendeu que se tratae de um relação de consumo. Depois ele ajuizou ação de indenização por danos morais e matérias contra a empresa. Valor de tratamento médico A Súmula n. de restrição de valor. a hipótese dos autos. uma atividade contínua e permanente que tem o sangue como matéria prima. até tratamento mais severo. que determinou o pagamento integral pela seguradora. o ministro Aldir Passarinho Junior entendeu que a reparação era incabível. O material é comercializado in natura ou na forma de derivados. é pior”. Ao julgar o recurso especial da empresa. não é igual à da súmula citada. Afirmou ter pago R$ 6. . Assim.60 O relator. “Ora. gerando uma remuneração pelo sangue coletado do doador. Assim a Turma decidiu que não cabe ao empregador arcar com os custos da contratação de advogado pelo empregado. 230 do STJ foi decisiva para o fim das cláusulas abusivas nos contratos de plano de saúde que limitavam o tempo de internação do paciente. pois a cláusula é mais abusiva ainda. O trabalhador apelou sustentando que só teve seu direito reconhecido graças à atuação do advogado particular.

Resp 326147. O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) manteve a sentença ao fundamento de inexistência de provas . de rigor o reconhecimento da nulidade do ato. seguindo o voto do relator. a melhor solução consiste em só permitir que o pai adotante busque a nulidade do registro de nascimento quando ainda não tiver sido constituído o vínculo de socioafetividade com o adotado. Acompanhando as considerações do relator. que. da diligência que resultou na prisão do correntista. rejeitou o recurso de uma mulher que pedia a declaração de nulidade do registro civil de sua ex-enteada. A mulher ajuizou ação declaratória de nulidade de registro civil argumentando que seu ex-marido declarou falsamente a paternidade da ex-enteada. o pedido foi julgado improcedente. Para o ministro Aldir Passarinho Junior. Em primeira instância. foi dada informação equivocada à polícia sobre o porte de arma. ministro Massami Uyeda. houve culpa do gerente. Resp 540922. O gerente de uma agência em Tangará da Serra (MT) comunicou à polícia que um cliente estava armado e que poderia ocorrer um assalto. o que poderia ter levado até a um desfecho mais trágico. Segundo ele. chegando a participar. sendo. a Quarta Turma manteve a decisão que reconheceu a legitimidade passiva do Banco do Brasil para responder à ação de indenização proposta pelo cliente preso devido ao registro de notícia-crime feita pelo funcionário. portanto.61 funcionário. Processos: Resp 573260. A decisão é da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O ministro entendeu também que o funcionário foi muito além de uma mera comunicação à autoridade. fora do banco. Resp 537111 Adoção à brasileira não pode ser desconstituída após vínculo de socioafetividade 14/07/2009 Em se tratando de adoção à brasileira (em que se assume paternidade sem o devido processo legal). Resp 1088998. O policial agiu com excessiva agressividade para prender o suspeito.

irrevogável. ao contrário. o ministro Massami Uyeda ressaltou que. fato este que o impede de ser convalidado pelo transcurso de tempo. nessas circunstâncias. ainda assim. o reconhecimento espontâneo da paternidade daquele que. Para ele. Inconformada. Para o TJ. a pretensão de anular o registro de nascimento. por arrependimento posterior. nem mesmo o pai. acrescentou. posteriormente. Compete ao juízo do inventário julgar ação de sobrepartilha . como a futura formação da paternidade socioafetiva”. após firmado o vínculo socioafetivo. não se pode ignorar o fato de que este ato gera efeitos decisivos na vida da criança adotada. “De um lado. em tese. o ministro Massami Uyeda destacou que quem adota à moda brasileira não labora em equívoco. Por outro lado. ainda em vida. portanto. pois foi levado a efeito mediante declaração falsa de paternidade. não poderá o pai adotante desconstituir a posse do estado de filho que já foi confirmada pelo véu da paternidade socioafetiva. a mulher recorreu ao STJ. Argumentou. pode valer-se de eventual ação anulatória postulando descobrir o registro. sustentando que o registro civil de nascimento de sua ex-enteada é nulo. ilegalmente efetuada. há de considerar que a adoção à brasileira é reputada pelo ordenamento jurídico como ilegal e. ultima o ato.62 acerca da vontade do ex-marido em proceder à desconstituição da adoção. a vontade de desconstituir a adoção. afinal a ninguém é dado alegar a própria torpeza em seu proveito. Em sua decisão. registra como seu filho de outrem tipifica verdadeira adoção. ainda. descabendo. mesmo sabendo não ser o pai biológico. que seu ex-marido manifestou. eventualmente. Por fim. até mesmo criminosa. tem pleno conhecimento das circunstâncias que gravitam em torno de seu gesto e.

ministro Sidnei Beneti. cujas partilhas foram julgadas em 1930 e 1952 respectivamente. a Seção declarou competente o juízo de Direito da Vara de Família Órfãos e Sucessões Infância e Juventude e Primeiro Cível de Planaltina (GO) para julgar o pedido de sobrepartilha nos autos do inventário de C.F. a sobrepartilha deve correr nos autos do inventário do autor da herança. O juízo de Planaltina remeteu.S. em outubro de 1993. uma vez que a área questionada fora objeto de ação de desapropriação proposta pela União. de acordo com o disposto no parágrafo único do artigo 1. que não se partilharam antes). Em 2000. nos inventários. Em seu voto. e S. com exceção de um. Assim. R. Inconformados. então. Assim. situadas em Sobradinho (DF). compete ao juízo que processou e julgou o inventário processar e julgar ação de sobrepartilha. Este determinou a remessa ao juízo da Vara de Órfãos e Sucessões de Brasília.G. requereu a remessa dos autos dos inventários à Justiça de Brasília (DF). perante o juízo de Planaltina. Processos: CC 54801 ..63 08/07/2009 Em decisão unânime. não foram descritas nem partilhadas as áreas denominadas “Larga dos Olhos D‟Água”. o representante de todos os herdeiros. requereu. os herdeiros suscitaram o conflito de competência. e S. determinou a devolução ao juízo de Planaltina (GO). a sobrepartilha de bens nos autos dos inventários de C. por sua vez.041 do Código de Processo Civil. que. citou que. a Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) definiu que compete ao juízo que processou e julgou inventário processar e julgar ação de sobrepartilha (nova partilha de bens ou de coisas. Alegou que.S. os autos ao juízo da 4ª Vara de Família da Circunscrição Especial Judiciária de Brasília (DF). por entender ser este o foro competente para apreciar o pedido de sobrepartilha.F. o relator. No caso.

comercial.009. pertencentes ao devedor executado) não pode ser feita sobre qualquer propriedade do devedor. Assim. valores. E quais seriam esses bens? A questão é frequentemente analisada em processos que chegam ao Superior Tribunal de Justiça. A Lei n. Isso significa que o imóvel residencial próprio do casal ou da entidade familiar é impenhorável e não serve para pagar qualquer tipo de dívida civil. garante a impenhorabilidade do chamado bem de família.64 STJ decide o que é essencial ou supérfluo em penhora de bens do devedor 18/01/2009 As decisões do Superior Tribunal de Justiça mostram que a penhora (apreensão judicial de bens. fiscal. desde que quitados. mas que não estejam resguardados pela lei. A Lei n. os ministros do STJ têm. ou seja: os equipamentos imprescindíveis ao bem-estar da família. 8. inclusive os de uso profissional. e as decisões costumam ser mais complexas do que parecem à primeira vista. de 1990. previdenciária ou de outra natureza. 8. apenas os veículos de transporte (se não forem utilizados para fins profissionais). Resta. promover a penhora sobre outros bens que fazem parte do imóvel de família. De acordo com a lei. em cada processo sobre o tema. então. as obras de arte e os objetos suntuosos podem ser penhorados. dois elementos de valor cultural e subjetivo para debater: o que é supérfluo ou suntuoso nos dias de hoje? .009 também protege móveis e utensílios que fazem parte essencial da vida familiar. feita pelos donos. pais ou filhos que sejam seus proprietários. estão a salvo de ser usados para saldar dívidas do proprietário. dinheiro. direitos.

são impenhoráveis os equipamentos que mantêm uma residência e não somente aqueles indispensáveis para fazer a casa funcionar. Para os magistrados da Terceira Turma.65 Dignidade Os ministros das Segunda. Aqui no Tribunal. concluiu que o aparelho de arcondicionado não é indispensável à sobrevivência e pode ser penhorado. A conclusão da Quinta Turma do Tribunal também foi no mesmo sentido. videocassete e micro-ondas colocados na lista de bens para ser penhorados. a Turma. O devedor teve seu arcondicionado. por unanimidade. Terceira e Quinta Turmas discutiram a tese em três processos que abrangiam a possibilidade de penhora do aparelho de arcondicionado. Para os . o microondas e a tevê da família. Desse modo. a linha telefônica. Entretanto essa tese é complicada. Tema complexo A prova disso está numa decisão da Segunda Turma do STJ que. ficou decidido que esses equipamentos são impenhoráveis porque o devedor não deve ser colocado em uma situação que manche a sua dignidade e a estrutura necessária à vida regular da família no atual contexto da classe média. a unanimidade na definição do que seja supérfluo ou não nas casas dos brasileiros. considerando que todos os objetos que usualmente fazem parte da residência estão protegidos pela lei da impenhorabilidade. ao contrário dos magistrados das Terceira e Quinta Turmas. A ação julgada no STJ cobrava dívidas de aluguel de um publicitário do Rio Grande do Sul. É difícil estabelecer com objetividade um consenso. atendeu ao pedido do devedor e determinou que fosse suspensa a penhora sobre o arcondicionado.

este pode ser penhorado para saldar dívidas. . com inscrição no Registro de Imóveis. Para os ministros. esses móveis não são indispensáveis ao funcionamento da casa e apenas embelezam o ambiente doméstico. E a falta de consenso não acontece apenas a respeito dos móveis e utensílios domésticos. Porém a Segunda Turma. tornando o bem passível de penhora e execução. o equipamento não deve ser considerado bem suntuoso.66 ministros. mas também não é imprescindível à sobrevivência familiar. Vaga de garagem também já gerou decisões diferentes no STJ. os ministros decidiram que a vaga de garagem. A Turma ressaltou que o proprietário do imóvel não poderia ficar em posição de inferioridade em relação aos demais donos de apartamentos no prédio. Se o devedor tem em casa um instrumento musical que não é utilizado para fins profissionais ou de aprendizagem. A Turma ressaltou que o arcondicionado não representa uma demonstração exterior de riqueza. A jurisprudência firmada pela Segunda Seção. A penhora da vaga foi suspensa porque o uso do espaço por terceiros era vedado pela convenção de condomínio. Na Quarta Turma. uma vez que não está caracterizada como bem de família. concluiu que a vaga de garagem faz parte indissociável do apartamento e está garantida pela lei da impenhorabilidade. que julga casos de Direito Público. O mesmo vale para o piano. E uma arca-oratório e um bufê de madeira entram na lista de bens penhoráveis? De acordo com a Segunda Turma. se tiver matrícula individualizada. pode sim ser penhorada. estabelece que a vaga individualizada tem autonomia em relação ao imóvel residencial. formada pelas Terceira e Quarta Turmas e responsável pelos julgamentos de Direito Privado. sim. mas não seria justo a família continuar usufruindo desse conforto e utilidade se tinha dívidas a quitar.

Mas o piano. Resp 251360. Os ministros confirmaram que o terreno de 480 metros vinculado à residência principal podia ser penhorado por se tratar de benfeitorias consideradas suntuosas. A situação do devedor não pode ser desprezada. O que é indispensável para a sobrevivência digna de uma casa pode não ser para outra. Resp 182451. Processos: Resp 658841. Resp 300411. A complexidade dessas causas é tão grande que os ministros sempre levam em conta o contexto social de cada família. assim como o computador e a impressora são protegidos da penhora. Resp 582044. Resp 150021 STJ analisa caso a caso o que é fortuito ou força maior 11/01/2009 Qual é a ligação entre um buraco no meio da via pública. impossíveis de evitar ou impedir: Caso fortuito + Força maior = Fato/Ocorrência imprevisível ou difícil de prever que .67 Os ministros da Segunda Turma consideraram que aparelhos de televisão e de som. Resp 222012. Resp 299392. foi considerado adorno suntuoso e entrou na lista de bens penhoráveis. sauna e jardins de um arquiteto de Anápolis. efeitos imprevisíveis. um assalto à mão armada dentro de um banco e um urubu sugado pela turbina do avião que atrasou o vôo de centenas de pessoas? Todas essas situações geraram pedidos de indenização e foram julgados no Superior Tribunal de Justiça (STJ) com base num tema muito comum no Direito: o caso fortuito ou de força maior. quadra de tênis. Foi por isso que a Quarta Turma manteve a penhora da área de lazer com piscina. no caso analisado. em Goiás. microondas e videocassete. O Código Civil diz que o caso fortuito ou de força maior existe quando uma determinada ação gera consequências.

Ao contrário. O fato de o bambolê se partir e atingir o olho da menina não podia ser previsto: a chamada tese do caso fortuito. ou seja: não vai ser obrigado a pagar indenização ao outro envolvido no acidente. como problemas de manutenção. Por sua vez. Com essa alegação. Nem todas as ações julgadas no STJ são simples de analisar assim.68 gera um ou mais efeitos/consequências inevitáveis. fica caracterizada a existência de caso fortuito ou força maior. o condutor não pode ser punido judicialmente. A garota se acidentou com um bambolê no pátio da escola e perdeu a visão do olho direito. . De repente. Portanto pedidos de indenização devido a acidentes ou fatalidades causadas por fenômenos da natureza podem ser enquadrados na tese de caso fortuito ou de força maior. O raio é um fato natural. Ao demonstrar que a causa da batida não está relacionada com o veículo. um raio atinge o automóvel no meio da rodovia e ele bate em outro carro. a maior parte das disputas judiciais sobre indenização envolve situações bem mais complicadas. que é um acontecimento imprevisível e inevitável. a escola esperava ficar livre da obrigação de indenizar a aluna. por exemplo. o colégio afirmava que não podia ser responsabilizado porque tudo não passou de uma fatalidade. o STJ entendeu que a escola devia indenizar a família. Ao analisar o pedido. Afinal. Como o processo de uma menina do Rio de Janeiro. Exemplo: um motorista está dirigindo em condições normais de segurança. Se provar que a batida aconteceu devido ao raio. A instituição de ensino deveria ser responsabilizada pelo acidente? Os pais da menina diziam que sim e exigiram indenização por danos morais e materiais.

outras centenas de processos envolvendo caso fortuito e indenizações chegam ao STJ todos os dias. Mas o STJ considerou que acidentes entre aeronaves e urubus já se tornaram fatos corriqueiros no Brasil. E o buraco causado pela chuva numa via pública que acabou matando uma criança? Caso fortuito? Não. A jurisprudência do Tribunal afirma que a empresa de transporte não deve ser punida por um fato inesperado e inevitável que não faz parte da atividade fim do serviço de condução de passageiros. Ag 555165. já que zelar pela segurança dos clientes é inerente à atividade fim de uma instituição financeira. trens. Moral da história: Imprevistos acontecem. A empresa alegou caso fortuito porque um urubu foi tragado pela turbina do avião durante o vôo. E onde entra o urubu? Numa ação de indenização por atraso de vôo contra uma companhia aérea. o STJ entende que o banco deve ser responsabilizado. uma vez que o município não teria tomado as medidas de segurança necessárias para isolar a área afetada ou mesmo para consertar a erosão fluvial a tempo de evitar uma tragédia. através das circunstâncias em que o incidente ocorreu. Entretanto em situações de assalto à mão armada dentro de agências bancárias. O STJ decidiu que houve omissão do Poder Público. derrubando a tese do fato imprevisível. Resp 246758 . mas saber se o caso fortuito ou de força maior está na raiz de um acidente é uma questão para ser analisada processo a processo. Assalto à mão armada no interior de ônibus.69 o acidente aconteceu por causa de uma falha na prestação dos serviços prestados pela própria instituição de ensino. Resultado: a companhia aérea foi obrigada a indenizar o passageiro. metrôs? Para o STJ é caso fortuito. Resp 329931. Processos: Ag 626417. Assim como esse.

D. a prisão não é considerada ilegal.70 Desemprego não justifica falta de pagamento de pensão alimentar 30/06/2008 Em decisão unânime. a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) indeferiu recurso em habeas-corpus de um pai que atrasou o pagamento da pensão alimentícia sob a alegação de que estava desempregado.L.200. A defesa de J. interpôs o recurso no STJ contra a decisão da 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ/RJ) que manteve a decisão do juiz de primeiro grau. ainda. pelo fato de o acusado não ter demonstrado qualquer intenção de pagar. pois depende do exame de provas. o ministro ressaltou não observar qualquer ilegalidade na ordem de prisão decorrente do inadimplemento de verbas alimentares. Ressaltou que não se examinam as alegações de desemprego e da exorbitante cobrança de valores alimentícios por serem fatos complexos e controvertidos que dependem de prova. ressalta que o débito alimentar que autoriza a prisão civil do acusado compreende as três prestações anteriores ao ajuizamento da execução e as que vencerem no curso do processo. O acusado alegou que haveria ilegalidade do decreto de prisão. o que denota clara afronta aos princípios norteadores da solidariedade e da dignidade humana”. no total de R$ 7. ministro Massami Uyeda. O relator. no tocante aos débitos alimentares referentes às prestações vencidas no curso do processo. incluídas as decorrentes de acordo judicial. seguindo precedentes no Tribunal. é certo que o executado encontra-se em inadimplemento. que os valores cobrados. seriam exorbitantes. Segundo o ministro. . que os bens apreendidos garantiriam a ação de execução de alimentos e. Ao relatar o caso. assinalou o ministro.S. “Assinala-se que. O ministro relator Massami Uyeda afirmou que a alegação de desemprego não pode ser apreciada no STJ.

2. Seguindo o voto do relator.pablostolze. já estaremos realizados! Contem conosco! Um grande abraço! O amigo. Pablo www.S. mas apenas o Senhor dá a vitória” (Sagrada Escritura) Força e Fé. . considerando a resistência do executado da ação em honrar seus compromissos de ordem moral. por último. Processos: RHC 23552 Coordenadoria de Editoria e Imprensa 9. 2011. não se observa qualquer ilegalidade na prisão. Façamos a nossa parte! Se pudermos despertar em vocês o amor pelo Direito Civil.71 E.br C. amigos! A vitória é uma certeza que virá no tempo certo.ok. a Turma negou o provimento ao recurso ordinário. Mensagem “Prepara-se o cavalo para o dia da Batalha.com.D.

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