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A Poesia do Natal - Antologia de Poemas Natalinos

A Poesia do Natal - Antologia de Poemas Natalinos

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A Poesia do Natal - Antologia

Poetas evangélicos de ontem e de hoje escrevem sobre o Natal de Jesus Cristo

Já desde inícios do século XX que o Natal, onde a cristandade comemora o nascimento epifânico de Jesus Cristo, vem perdendo seu caráter sagrado ou religioso para ganhar paulatinamente as cores baratas do consumismo e da secularização, esvaziamento este algumas vezes configurado na personagem ‘Papai Noel’, e também em toda a ritualística de glutonarias e bebedeira que a cada ano se repete.

Em tal clima de crescente alienação, é com imenso prazer que ofertamos ao leitor esta antologia de poemas natalinos. Os poemas aqui coligidos são um chamado ao louvor e à adoração, e à contemplação do verdadeiro espírito do Natal. E também, em alguns de seus melhores momentos, à reflexão crítica sobre este viés secularista que as comemorações natalinas têm assumido, mesmo entre os ditos cristãos.

Estão aqui presentes os nomes exponenciais de nossa poesia evangélica, nomes tais como Mário Barreto França, Myrtes Mathias, Gióia Júnior, Stela Câmara Dubois, Joanyr de Oliveira e outros, ao lado de excelentes poetas cuja obra tem sido olvidada, caso de um Jorge Buarque Lira, um Benjamin Moraes Filho, um Gilberto Maia, entre diversos outros bons exemplos.

Esta obra não objetiva lucro financeiro algum, circulando apenas como e-book gratuito, não podendo ser comercializada de nenhuma maneira. Pois nosso propósito é o mais nobre, trazer à luz versos que andavam dispersos e submersos em periódicos de difícil acesso e livros raros e fora de catálogo, livros esses que provavelmente jamais serão reimpressos, condenando assim a grande poesia de muitos autores evangélicos ao virtual esquecimento. Não! A rica poesia de inspiração cristã desses bardos merece ser divulgada.
Eis então aqui esta nova e necessária antologia, uma homenagem ao nosso Senhor e uma celebração ao seu Natal, um presente aos leitores de todos os credos e religiões, e um merecido tributo aos nossos queridos poetas de Deus.

Leia, divulgue e compartilhe!

Sammis Reachers, organizador
A Poesia do Natal - Antologia

Poetas evangélicos de ontem e de hoje escrevem sobre o Natal de Jesus Cristo

Já desde inícios do século XX que o Natal, onde a cristandade comemora o nascimento epifânico de Jesus Cristo, vem perdendo seu caráter sagrado ou religioso para ganhar paulatinamente as cores baratas do consumismo e da secularização, esvaziamento este algumas vezes configurado na personagem ‘Papai Noel’, e também em toda a ritualística de glutonarias e bebedeira que a cada ano se repete.

Em tal clima de crescente alienação, é com imenso prazer que ofertamos ao leitor esta antologia de poemas natalinos. Os poemas aqui coligidos são um chamado ao louvor e à adoração, e à contemplação do verdadeiro espírito do Natal. E também, em alguns de seus melhores momentos, à reflexão crítica sobre este viés secularista que as comemorações natalinas têm assumido, mesmo entre os ditos cristãos.

Estão aqui presentes os nomes exponenciais de nossa poesia evangélica, nomes tais como Mário Barreto França, Myrtes Mathias, Gióia Júnior, Stela Câmara Dubois, Joanyr de Oliveira e outros, ao lado de excelentes poetas cuja obra tem sido olvidada, caso de um Jorge Buarque Lira, um Benjamin Moraes Filho, um Gilberto Maia, entre diversos outros bons exemplos.

Esta obra não objetiva lucro financeiro algum, circulando apenas como e-book gratuito, não podendo ser comercializada de nenhuma maneira. Pois nosso propósito é o mais nobre, trazer à luz versos que andavam dispersos e submersos em periódicos de difícil acesso e livros raros e fora de catálogo, livros esses que provavelmente jamais serão reimpressos, condenando assim a grande poesia de muitos autores evangélicos ao virtual esquecimento. Não! A rica poesia de inspiração cristã desses bardos merece ser divulgada.
Eis então aqui esta nova e necessária antologia, uma homenagem ao nosso Senhor e uma celebração ao seu Natal, um presente aos leitores de todos os credos e religiões, e um merecido tributo aos nossos queridos poetas de Deus.

Leia, divulgue e compartilhe!

Sammis Reachers, organizador

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Stela Câmara Dubois

- I -

De casa fora expulso,
pois o Evangelho o tornara diferente,
ousado e corajoso.
Agora se dizia um crente
e o pai, furioso,
não quisera vê-lo, nunca mais,
sob o teto onde nascera...

Sadu partira...
Eram trevas no céu todo apagado...
Pressentira que fora envenenado,
porém de estrelas tinha cheia a vida
e fora salvo milagrosamente.

Os anos se passaram...
Um dia, pai e filho se encontraram.
E então abraçados,
caminhando juntos a Belém,
o pai irrompeu, por entre soluços:
- Filho, meu filho, eu sou cristão também! –
____________________________

Há paz na terra! Glória nas alturas!
Pelas planuras, quanta floração!
Jesus nasce em milagres, em poder!
Ei-lO a viver no humano coração!

Vem consolar, ó dúlcida ESPERANÇA,
Linda CRIANÇA que nasceste um DIA!
O coração do mundo se espedaça...
Dá-lhe de graça a tua MELODIA!

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E o Natal se repete...

- II -

Ele ia matar seu inimigo...
Tinha o mosquete à mão,
engatilhado...
- Mas... Deus meu!...
O inimigo a cantar tão animado,
o hino de minha mãe, -
refletia o malfeitor.
- Se ela vivera mais,
teria o seu amor
transformado, de pronto, a minha vida... –
O homem concluíra o cântico inspirado.
- É agora. Não me há de escapar!... –
Mas o seu braço cai,
aniquilado,
mal podendo falar:
- O Deus que assim pôde salvá-lo,
deve ser infinitamente poderoso!

Passa um ano após outro... persistentemente...
Um dia,
era o Natal.
Apoiando-se à chaminé do barco,
o homem cantava, - pois era afamado cantor, -
aquele mesmo hino,

o “Hino do Pastor”.

A música enternecia os corações.

Lá no convés estava o inimigo.
Aproxima-se.
Ira Sankey escuta-lhe a história comovente.
E a estrela do oriente
brilha outra vez no céu,

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porque os dois homens, abraçados,
vão juntos ao presépio,
pela mesma paz,
vão irmanados.
Tudo renasce na ampulheta extinta...
Há nova tinta no horizonte além...
A “Paz-na-terra-aos-homens”, avançando,
Vai renovando as bênçãos de Belém!

Dentro do caos, repontas como um lírio!
Não foi martírio o Teu sofrer, Senhor.
O teu berço de palha foi a AURORA
Que voz canora propagou-a: AMOR!

E o Natal se repete...

- III -

É o apelo final de Billy Graham.
Transborda o recinto
do vasto Maracanã.
Era a tarde derradeira
da Aliança Mundial.
Uma alma de Deus
abre as janelas dos seus olhos
e contempla, a medo,
pela televisão de sua casa,
as cenas nunca vistas, nem sonhadas.
- Eu não sabia
que era tão lindo assim... – ela dizia.
- Cristo, o Filho de Deus, é o meu Caminho.
É o meu Salvador e não há outro! –

O pregador pedia:
- Acenai vossos lenços! –
Era um mar de asas brancas,
que anunciavam paz...

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Atingida
pelo Espírito Santo
estava aquela vida.
A moça, agora isenta
de todo o seu pavor,
agita o pequenino lenço,
que ainda há pouco lágrimas retinha.
Ninguém a via ali... sozinha...
Mas o Senhor lhe dera a forte mão
e ela fora também com a multidão
à gruta de Belém.

Levanta-se, renovada!
Raiava a madrugada,
com os anjos cantando

“glórias nas alturas!”

A notícia correu
como um som de trombeta,
alvissareiro.
E cada qual ia falar primeiro:

- Mais outra decisão!
- De quem?
- Da jovem que assistia ao culto
pela televisão... -

_____________________

Oh! Vem, Natal, mil vezes repetido!
Lato sentido o VERBO te quis dar.
Amplia os passos, santifica as mentes,
Joga sementes, fá-las germinar.

Vem hoje, e enche a terra, qual o orvalho!

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Dá o agasalho e o pão, restaura a fé!
Natal, Natal, ó sacrossanto DIA,
Tua HARMONIA nos sustente em pé!
E O NATAL SE REPETE...

In O Jornal Batista #51 Dez 1961

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Natal

Stela Câmara Dubois

- Já não há mais lugar! – e o casal prosseguia,
De porta em porta assim, de agasalho à procura,
E desprezado fora em meio da lonjura,
Da noite, pois fortuna e luxo não trazia.

Completa é a lotação nas almas hoje em dia,
O prazer se amontoa, e vícios e urdidura...
Quando Cristo um lugar lhes pede com doçura,
Apontam com escarninho a rude estrebaria.

- Já não há mais lugar! – E entanto, Jesus
Com paciência caminha, espadanhando luz;
Ó dá-me, filho meu, ó dá-me o coração!

Na amplitude sidérea o celeste cortejo,
Como em Belém, outrora, exulta, benfazejo,
Quando uma alma perdida aceita a salvação!

Do livro O Natal de Cristo Coletânea (1950)

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