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A Verdade Inconveniente

A Verdade Inconveniente

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11/19/2012

EFA – Técnico de Contabilidade, P.L.

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Al Gore Albert Arnold "Al" Gore Jr. nasceu a 31 de Março de 1948 em Washington. Foi vice-presidente durante a administração de Bill Clinton, entre 1993 e 2000. Nesse ano concorreu à presidência dos Estados Unidos e perdeu. Em 2006, lançou An Inconvenient Truth (Uma Verdade Inconveniente), documentário sobre mudanças climáticas, mais especificamente sobre o aquecimento global, o qual se sagrou vencedor do óscar de melhor documentário em 2007. Em Fevereiro de 2007, Al Gore e o presidente da empresa Virgin, Richard Branson, lançaram uma competição que dará 25 milhões de dólares para o cientista que apresentar a melhor proposta para 'limpar o ar' do planeta, ou seja, diminuir as quantidades de dióxido de carbono na atmosfera. Recebeu o prémio Nobel da Paz em 2007, junto com o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas da ONU, "pelos seus esforços na construção e disseminação de maior conhecimento sobre as alterações climáticas induzidas pelo homem e por lançar as bases necessárias para inverter tais alterações" Recebeu ainda o Premio Príncipe de Astúrias de la Concordia de 2007, galardão concedido pela Fundación Príncipe de Astúrias, na cidade de Oviedo (Espanha).

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Esta é primeira fotografia tirada do planeta Terra a partir do espaço. Foi captada em 1968 pelos astronautas que seguiam a bordo do Apollo 8. Esta fotografia tornou-se conhecida pelo “Nascer da Terra”. Mais do que mudar a nossa visão do planeta, mudou a nossa atitude face a este. Muitas pessoas continuam convencidas de que, sendo a Terra um planeta tão grande, não conseguem provocar-lhe danos. Cerca de 6,5 mil milhões de pessoas habitam a Terra e as tecnologias tornaram-se tão potentes que somos capazes de provocar grandes danos no ambiente.

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A parte mais afectada é a atmosfera. É uma camada tão fina que somos capazes de alterar drasticamente a sua composição. O carbono, o metano e o óxido nitroso são gases presentes na atmosfera que mantém a Terra a uma temperatura média de 15ºC. Com o desenvolvimento das fábricas e da tecnologia, a produção destes gases aumentou drasticamente até níveis perigosos. Libertamos gases tóxicos todos os dias sem sequer darmos conta. O abate de florestas, a produção de cimento e a queima de combustíveis fosseis como o petróleo, o gás natural e o carvão são as principais fontes de emissão destes gases nocivos à atmosfera.

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Quando uma parte demasiado grande da atmosfera é constituída por gases indutores do efeito de estufa, gera-se um aquecimento global. Quando os raios solares entram na atmosfera uma parte dessa energia aquece a Terra e é depois novamente irradiada para o espaço, sob a forma de radiação infravermelha. Os gases indutores do efeito de estufa absorvem parte dos infravermelhos reenviados para o espaço. Com o aumento destes gases na atmosfera, uma boa parte dos infravermelhos que de outra forma sairiam da atmosfera ficam aprisionados aumentando assim a temperatura dos oceanos e da atmosfera terrestre.

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A quantidade de CO2 na atmosfera tem vindo a aumentar de forma constante nos últimos anos.

Os picos de CO2 devem-se à presença da maior parte da vegetação no hemisfério norte do planeta. Quando é Primavera e Verão no hemisfério norte as folhas absorvem CO2 fazendo assim diminuir a sua concentração na atmosfera. Quando é Outono e Inverno as folhas caem e libertam CO2 fazendo com que a concentração deste gás aumente. Se olharmos à nossa volta podemos ver as mudanças climáticas que aconteceram desde há alguns anos para cá. Os cumes nevados do monte Kilimanjaro estão a desaparecer, no Parque Nacional dos Glaciares em Montana praticamente já não existem glaciares, por todo o mundo os glaciares estão a desaparecer como consequência do aquecimento global.

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Os glaciares dos Himalaias fornecem mais de metade da água potável a 40% da população mundial através das bacias de 7 rios asiáticos que nascem no mesmo planalto. Se estes glaciares desaparecerem na próxima metade do século, 2,6 mil milhões de pessoas enfrentaram uma grave carência de água. Através da análise do gelo dos glaciares, os cientistas tem provas claras do efeito dos gases indutores do efeito de estufa no degelo dos mesmos. O gelo dos glaciares encontra-se depositado em camadas. Todos os anos é acrescentada nova camada. Perfurando os glaciares e recolhendo cilindros de gelo os cientistas conseguem medir várias coisas inclusive a temperatura média mundial anual.

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Com base nos dados recolhidos nos núcleos gelados, a temperatura média anual tem aumentado drasticamente no último século. A quantidade de CO2 presente nas camadas de gelo dos glaciares aumentou de ano para ano na mesma escala da temperatura. Para os cépticos não passa de uma coincidência e dizem frequentemente que as diferenças nas temperaturas anuais ocorrem naturalmente. No entanto, os dados apresentados pelos cientistas são preocupantes e a sociedade começa a tomar consciência da importância de travar o aquecimento global. Já começámos a sofrer as consequências. Só no passado verão de 2003 morreram 35 000 pessoas na Europa devido a uma enorme vaga de calor. No verão de 2005 muitas cidades bateram o seu recorde relativamente a temperaturas elevadas e ao número de dias consecutivos com temperaturas acima dos 38ºC. As temperaturas elevadas secam o solo e prejudicam as áreas de cultivo. Devido à maior secura do solo, o número de grandes incêndios tem vindo a aumentar ao longo dos últimos cinquenta anos.

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Novos estudos apontam o aquecimento global como responsável pelo aparecimento de furacões mais frequentes e violentos. Um furacão é uma tempestade originada sobre o mar. O aquecimento das águas junto à superfície dos oceanos torna o aparecimento de furacões mais frequente. Até 2004 afirmava-se ser impossível observar furacões no Atlântico Sul. Nesse ano o Brasil foi atingido por um furacão pela primeira vez na história.

Nos anos 2004 e 2005 o número de furacões, tornados e tufões foi aterrador. Não aumentou apenas o número mas também a intensidade. Desde 1970 a intensidade das tempestades aumentou cerca de 50%. O estudo do MIT (Massachusetts Institute of Technology) confirma o consenso existente entre os cientistas quanto a o aquecimento global ser responsável pela maior intensidade das tempestades.

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A tempestade mais dramática ocorreu em Agosto de 2005, o furacão Katrina. Uma das tempestades mais violentas de sempre. Não são contabilizáveis os danos provocados por este furacão. Enquanto os EUA eram assolados por furacões, a Europa debatia-se com as inundações. A água aquecida aumenta o teor de humidade das tempestades e o ar mais quente contem mais humidade. Assim, quando chove, a quantidade de precipitação é maior o que explica em parte o aumento do número de inundações. Na década de 1950 houve menos de cinquenta inundações em toda a Ásia. Só na década de 1990 registaram-se 325 inundações.

350 300 250 200 150 100 50 0 1950 1959 1960 1969 1970 1979 1980 1989 1990 2000 Europa Am éricas Ás ia

Enquanto algumas zonas são assoladas por inundações, outras praticamente ao lado lidam com secas. Na China, em 2005, enquanto numa província houve inundações, a província adjacente vivia condições de seca. O aquecimento global desloca as chuvas, de modo a que alguns locais vivam períodos de seca invulgar enquanto outros lidam com períodos de precipitação anormais.

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Este tipo de alteração, de aumento ou diminuição da precipitação, pode provocar enormes danos às pessoas. Se pensarmos por exemplo nas colheitas, com demasiada chuva ou com chuva a menos as culturas não crescem e milhares de pessoas morrem de fome.

Em África, só em 2005, morreram cinco milhões de pessoas devido aos danos causados pelas secas nas culturas. O lago Chade, apenas há quarenta anos atrás considerado o sexto maior do mundo, diminuiu para um vigésimo da área inicial devido à fraca precipitação e à utilização humana intensiva. Era deste lago que as pessoas usavam a água para irrigação dos campos de cultivo, a criação de gado e para obterem água potável. A disputa pelos poucos recursos que o lago hoje em dia oferece desencadeou lutas entre os países vizinhos, cujas relações já eram tensas. Por vezes insinua-se que foram os africanos a provocar esta situação por má gestão dos recursos hídricos. Mas, quanto mais compreendemos as alterações climáticas mais provas temos de que foram os países avançados a provocar o aquecimento global que é a verdadeira causa do problema.

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Lago Chade, África

Os dois sítios mais vulneráveis ao aquecimento global e onde as alterações estão a ocorrer mais cedo e mais significativamente são o Árctico e a Antárctida. Apesar de o clima ser idêntico, a Árctico é na verdade um oceano rodeado por terra enquanto a Antárctida é terra rodeada por oceano.

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A calota árctica tem menos de três metros de espessura. Por baixo encontra-se o oceano. A finura do gelo torna-o especialmente sensível aos efeitos do aquecimento global. Os efeitos do aquecimento global tornaram-se inegáveis quando em 2002 a plataforma de gelo de Ward Hunt se partiu em dois, para espanto dos cientistas. O gelo reflecte a luz do sol ao contrário da água que a absorve. O aquecimento da água faz com que as extremidades da calota árctica vão derretendo. Segundo estudos efectuados, se não fizermos nada para travar o aquecimento global, o gelo árctico desaparecerá por completo todos os verões.

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Pela primeira vez apareceram casos de ursos polares que morreram afogados. Como muito do gelo da calota do Pólo Norte derreteu, os ursos polares, que passam de massa de gelo em massa de gelo para caçar focas, têm que percorrer longas distâncias a nado. Alguns afogam-se antes de conseguir chegar à massa de gelo mais próxima.

O permafrost é uma camada de terra que está permanentemente gelada. Muitos dos edifícios na Sibéria e no Alasca foram construídos sobre a permafrost e acabaram por desabar devido ao aquecimento global que começou a fazer derreter grandes extensões da mesma. Segundo cientistas, há 70 mil milhões de toneladas de carbono aprisionadas no gelo na Sibéria. Se este carbono for libertado devido ao degelo estaremos perante um desastre ambiental em grande escala. O total de carbono libertado será dez vezes superior à quantidade produzida anualmente pelo Homem.

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A camada de gelo da calota antárctica tem mais de três quilómetros de espessura. A Antárctica é um deserto gelado. Apenas nas partes periféricas se encontram um grande número de pinguins, focas e aves. Mais para o interior deixa de haver sinais de vida. Desde a década de 1970 que a população de pinguins está a diminuir. Os cientistas crêem que o aquecimento global é o principal responsável. O habitat dos pinguins está a tornar-se cada vez mais quente. A espessura do gelo tem vindo a diminuir o que significa menos krill, principal fonte de alimento dos pinguins, e gelo mais fino e quebradiço que se afasta no mar muitas vezes levando crias que acabam por se afogar.

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Em 1978, um cientista afirmou que um sinal da perigosa tendência para o aquecimento na Antárctida seria a fractura das suas placas de gelo. Desde 1989 têm vido a soltar-se placas de gelo pelo menos do tamanho de Rhode Island. Em 2002, a plataforma Larsen-B tinha perto de 240km de comprimento e 50km de largura. Os cientistas pensavam que permaneceria estável pelo menos durante mais um século, mesmo com o aquecimento global. Em apenas 35 dias, a partir do dia 21 de Janeiro de 2002, esta desintegrou-se por completo! Os cientistas pensaram, erradamente, que a água das lagoas criadas pelo degelo seria incorporada novamente nas placas congelando de novo. Em vez disso, perfurou o gelo enfraquecendo toda a massa glaciar.

31 Janeiro 2002

17 Fevereiro2002

23 Fevereiro 2002

5 Março 2002

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Quando uma destas placas de gelo de fractura e cai na água do oceano faz com que o nível das águas dos mares aumente. Como exemplo temos a Gronelândia. Sendo constituída por terra coberta por uma camada de gelo com perto de 1500 metros de espessura, se o gelo derreter ou deslizar para o mar o nível das águas dos oceanos aumentará cerca de seis metros. O mesmo se passará a plataforma de gelo da Antárctida ocidental derreter.

O gelo derretido cria lagoas na superfície da plataforma. Estas lagoas sempre existiram, a diferença é que agora são cada vez maiores e em mais pontos da plataforma. As lagoas são do mesmo género das que os cientistas viram no topo da plataforma de gelo Larsen-B antes de esta desaparecer subitamente. Os cientistas sabem agora que esta água abre fendas e túneis, chamados moulins, que tornam a massa de gelo menos estável e podem provocar o seu deslizamento mais rápido para o oceano.

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O aumento do nível da água obrigaria milhões de pessoas a abandonarem os seus lares. Os países que se erguem pouco acima do nível do mar ficariam submersos.

E para quem pensa que só acontece aos outros… Portugal também está a sofrer as consequências.

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As diferentes correntes oceânicas de águas quentes e águas frias estão ligadas numa enorme cadeia chamada “cinturão termohalino mundial”. Alguns cientistas pensam que o aquecimento global pode perturbar o funcionamento deste cinturão, o que teria consequências desastrosas para o clima mundial. Algumas regiões ficariam demasiado frias e outras demasiado quentes. A temperatura mais elevada dos oceanos, devida ao aquecimento global, é apontada pelos cientistas como a principal causa da célere deterioração dos recifes de coral, tão importantes para as espécies marinhas.

Quando as águas se tornam demasiado quentes, os corais expulsam as algas que lhes fornecem nutrientes e lhes dão a sua cor. Sem as algas, os corais deixam de ser coloridos e saudáveis restando apenas o seu esqueleto branco. A esta transformação chamamos o “branqueamento” do coral, constitui um aviso à morte iminente do mesmo. Só no ano de 1998 o mundo perdeu cerca de 16% dos seus recifes coralinos. Há 10 anos atrás a relação entre o aquecimento global e o branqueamento dos corais era considerada controversa. Hoje é universalmente aceite.

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A poluição provocada pela actividade humana na costa está a alterar a composição química dos oceanos o que leva ao aparecimento de novas “zonas mortas”. Estas são zonas em que não há oxigénio suficiente para sustentar a maioria das formas de vida. Algumas zonas mortas resultam da fluorescência das algas. A fluorescência das algas é uma explosão das mesmas resultante do aquecimento das águas e da poluição. Por vezes estas algas são tóxicas representando um perigo grave para a saúde. Este fenómeno sempre aconteceu naturalmente, a diferença é que agora o número de zonas mortas tem vindo a aumentar adquirindo dimensões nunca vistas.

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O aquecimento global aumenta a nossa vulnerabilidade às doenças. As temperaturas baixas mantêm os germes à distância. Com o clima a tornar-se cada vez mais quente as espécies transmissoras de doenças deslocam-se para novos locais. Exemplos dessas espécies são os mosquitos, as moscas tsétsé, os piolhos, as pulgas, os roedores, os morcegos ou até mesmo as algas. Antes de 1999, o vírus Nilo ocidental nunca chegara aos Estados Unidos. Em apenas 4 anos disseminou-se por todo o continente. Os cientistas calculam que o aumento do calor e os níveis de precipitação invulgares são a causa da migração dos mosquitos que transmitem a doença.

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O aquecimento global está a criar desequilíbrios climáticos que alteram os ciclos de algumas espécies o que está a provocar uma grave ameaça de extinção para as espécies mais afectadas. Por exemplo, os papa-moscas, aves migratórias, deslocavamse para a Holanda onde as crias nasciam perto de seis semanas depois de lá chegarem. A época do seu nascimento coincidia com a época alta das lagartas. Agora estes ciclos alteraram-se. As lagartas eclodem duas semanas duas semanas mais tarde deixando as crias dos papa-moscas sem alimento quando nascem. Não é só o aquecimento global o responsável pela iminente extinção de tão elevado número de espécies. O Homem continua a destruir o habitat destas espécies acelerando a sua extinção.

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A população no planeta Terra está a aumentar muito rapidamente. Em 1945 o planeta tinha 2 mil milhões de habitantes, em 2006 tinha 6 mil milhões e espera-se que em 2050 existam 9 mil milhões de habitantes no planeta!

Devido a este aumento demográfico a procura de comida, alojamento, água e energia, está a esgotar os recursos naturais. O abate de florestas tem efeitos permanentes no planeta. O corte das árvores liberta CO2 na atmosfera, ao mesmo tempo que cada vez há menos árvores para absorver o CO2.

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O uso descuidado da tecnologia também já afectou o nosso planeta de forma irremediável. A capacidade do Homem de desviar rios para proveito próprio já teve as suas consequências por exemplo no mar de Aral, no Cazaquistão, que desapareceu quando o curso de dois rios da Ásia central que o alimentavam foi desviado para irrigar campos de algodão.

As novas tecnologias de obtenção de cobre através de minas de superfície ou a criação de bombas nucleares devastam o planeta com consequências que nem imaginamos.

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Os países tecnologicamente mais avançados deveriam ser os que utilizam essa tecnologia mais sabiamente. A realidade é exactamente o contrário.

Algumas pessoas não querem admitir a existência de uma crise climática. Outras confiam em informações falsas de grupos políticos que pretendem fazer-nos acreditar que não existe qualquer problema. Segundo o levantamento de todos os estudos científicos sobre o aquecimento global nos últimos dez anos, a opinião dos cientistas é unânime quanto à causa. Em 928 artigos recenseados por académicos, 0% manifestam dúvidas quanto às causas do aquecimento global.

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No entanto, as empresas, que não querem controlar a poluição que produzem, pressionam o governo para que as deixe laborar como habitualmente. Para isso montam campanhas para desacreditar as provas recolhidas pelos cientistas. Muitas vezes usam os jornais, que ouvem os dois lados da história, para transmitir à população a falsa impressão de que há discussão em relação aos factos, quando esta não existe! Em 636 artigos na empresa sensacionalista nos últimos catorze anos 53% exprime dúvidas quanto às causas do aquecimento global. Estas empresas tentam, a todo o custo, censurar a investigação científica. Quando têm ligações políticas conseguem até nomear para cargos públicos importantes em termos ambientais cépticos que censuram documentos científicos e passam à população a ideia de toda esta crise ambiental não ser assim tão drástica! Não admira que a população fique confusa…

Contudo já há países que se aperceberam da dimensão desta crise ambiental e estão a tomar medidas para a travar. Vários países estabeleceram padrões mais elevados para a circulação automóvel, de modo a ser queimado menos combustível. A Califórnia adoptou medidas para estabelecer requisitos mais exigentes em termos de consumo de combustível do que qualquer outro pais aderente. Em resposta os fabricantes norte-americanos processaram o estado. O facto de terem em atenção o ambiente não impede as empresas de terem lucro. Muito pelo contrário! As empresas que adoptaram medidas para proteger o ambiente são as que apresentam um crescimento significativo. Pelo contrário as que não o fizeram têm tido uma evolução negativa nos últimos anos.

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Felizmente podemos fazer alguma coisa em relação a esta crise. Cada vez mais as empresas estão a desenvolver tecnologias que podem ajudar a combater o aquecimento global, como por exemplo: Painéis solares: O sol fornece cerca de 1000 watts de energia por metro quadrado num dia soalheiro. Os painéis solares podem recolher essa energia e transforma-la em electricidade para abastecer lares e escritórios.

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Centrais Geotérmicas: O calor armazenado na terra pode produzir electricidade. Desde que as centrais geotérmicas sejam construídas onde exista água subterrânea superficial aquecida, têm a capacidade de transformar esse calor em electricidade.

Lâmpadas fluorescentes: As lâmpadas que utilizamos normalmente, lâmpadas incandescentes, além de luz libertam calor, este calor representa uma perda de energia. As lâmpadas fluorescentes utilizam o método diferente, mais eficiente onde não há perdas de energia. Uma lâmpada fluorescente de 15 watts produz a mesma luz que uma incandescente de 60 watts.

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Telhados verdes: São construídos de modo a poderem ter vida vegetal. Não só filtram poluentes como o CO2 do ar, como podem fornecer alimento, diminuir o calor em áreas urbanas densamente povoadas e isolar os edifícios. Isto sem contar com a parte estética.

Automóveis Híbridos: Não dependem apenas do combustível para andarem, também usam bactérias. O mais comum é utilizarem baterias eléctricas para alimentar o motor.

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Autocarros movidos a pilhas de combustível de hidrogénio: Dependendo apenas parcialmente de gasóleo, constituem um transporte público melhor para o ambiente, emitem vapor de água em vez de CO2.

Energia Eólica: Um parque eólico de 100 megawatts, com cinquenta aerogeradores de 90 metros de altura, fornece energia a 24 mil lares. Seria necessário queimar 50 mil toneladas de carvão, libertando uma quantidade absurda de CO2 na atmosfera, para obter a mesma quantidade de electricidade.

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Para limitar as emissões de gases indutores do efeito de estufa criou-se o Protocolo de Quioto. Praticamente todos os países do mundo ratificaram o protocolo. Apenas dois países avançados não o fizeram: Austrália e Estados Unidos.

Mapa do Protocolo de Quioto em 2005. Legenda :
• • • •

Verde : Países que ratificaram o protocolo. Amarelo : Países que ratificaram, mas ainda não cumpriram o protocolo. Vermelho : Países que não ratificaram o protocolo. Cinzento : Países que não assumiram nenhuma posição no protocolo.

Muitas cidades norte-americanas cumprem o Protocolo de Quioto por iniciativa própria, indo mesmo além das medidas lá indicadas, com vista à redução do aquecimento global.

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Em 1980 dizia-se que o problema do buraco na camada de ozono era impossível de solucionar. Com a cooperação de todos os países do mundo, conseguimos começar a eliminar os químicos que estavam a causar o problema, os clorofluorcarbonetos (CFC). Se conseguimos faze-lo uma vez por que não faze-lo de novo? O problema do aquecimento global é mais difícil de resolver pois exige mais de nós. Exige que mudemos a nossa maneira de viver. Mas não valerá a pena? Afinal este é o único planeta que temos. Depois de tanto tempo a censurar os estudos científicos, a tentar passar uma imagem de exagero por parte dos que realmente se preocupam à população, a usar todo o tipo de truques para fazer os cientistas atestarem que as alterações ambientais que o nosso planeta está a sofrer são normais, os governos e as empresas deveriam ser os primeiros a fazer alguma coisa para travar esta crise. Mas, para chegarmos lá, o esforço tem que partir de cada um de nós. Agora não podemos alegar que não o fazemos por falta de informação. A informação está toda disponível, só temos que querer ver o que se passa à nossa volta. Este filme foi um despertar da ignorância para grande parte da população. Para mim foi uma tomada de consciência da gravidade da situação. Foi ao mesmo tempo um choque e uma aprendizagem que é impossível esquecer. É com pequenos passos que chegamos a um objectivo maior. Este é o único lar que temos, há que protegê-lo. Cada um de nós tem, mais do que o dever, a obrigação de tratar desta terra que nos proporciona tudo o que precisamos, de conservar este planeta para as gerações que ainda virão. Cada um de nós pode ser uma pequena parte da solução. Com pequenas mudanças no nosso dia-a-dia podemos ajudar a travar esta crise na qual somos os maiores prejudicados. Medidas simples como estas ajudam a salvar o nosso planeta: - Evitar comprar produtos demasiado embalados, com camadas e invólucros de plástico desnecessários; - Andar a pé, de bicicleta ou de transportes públicos em vez de optar pelo carro;

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- Apagar as luzes quando não são necessárias, tentar desperdiçar a menor quantidade de electricidade possível; - Utilizar a politica dos três R’s (reduzir, reaproveitar, reciclar). Estas são apenas algumas medidas, existem muitas mais. Vamos começar hoje mesmo a travar o aquecimento global. Vamos começar hoje mesmo a cuidar do planeta em que vivemos. Vamos hoje mesmo tomar consciência que cada um de nós é uma peça importante neste mundo. Vamos hoje mesmo entender que um gesto nosso é capaz de tornar o futuro do planeta melhor. Vamos hoje mesmo passar à acção. O planeta está nas mãos de todos nós. Cabe-nos a todos travar esta crise. Hoje é um dia tão bom como qualquer outro para começarmos a proteger o nosso lar. Eu já tomei consciência. E você? Quantas mais provas precisa?

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EFA – Técnico de Contabilidade, P.L. Citeforma Rute Barrocas Bibliografia: • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • An Inconvenient Truth – Al Gore; www.climatecrises.net; www.wikimedia.org; www.ambientequalvida.blogs.sapo.pt; www.geocities.com; www.youngreporters.org; www.paginas.fe.up.pt; www.motorblog.blogtv.com.pt; http://www.21st-century-citizen.com/450px-Curly3.jpg http://frivera.ojodigital.net/albums/userpics/10001/Geotermica.jpg http://www.gstriatum.com/energiasolar/articulosenergia/imagenes/ 18_energia_solar.jpg http://bp0.blogger.com/_1nuzdTcJ1wQ/R0_cNxKQWqI/AAAAAAA ADN4/YqH_Wn6a8jw/s1600-R/inconvenient-truth.jpg http://www.feriadelagua.com/MAR_files/image001.jpg http://img101.imageshack.us/img101/922/aralseadrieduphy0.jpg http://campus.fct.unl.pt/afr/ipa_9899/grupo0018_altglobais/desflor e_files/image003.jpg http://www.gemars.org.br/iota/site/imagens/fotos_saiba_mais/mam iferos_marinhos/foto_5.jpg http://1br.biz/wallpapers/baby-panda-2249.jpg http://www.guaranegocios.com.br/userfiles/normal_blws006082%5 B1%5D.jpg http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/6c/Greyh ead.jpg/220px-Greyhead.jpg http://ultimahora.publico.clix.pt/imagens.aspx/202732?tp=UH&db= IMAGENS&w=320 http://bp3.blogger.com/_q-SGvCJLcE/R_9qSa0F16I/AAAAAAAAEqw/4NnOi_q-h3c/s400/Avahioccidentalis-8219.jpg http://azinheira.ese.ips.pt/darreceber/pages/quartos/webquest_isa /foca%20leopardo.jpg http://www.achetudoeregiao.com.br/animais/gif_animal/mamiferos/ urso_polar2.jpg http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/insetos-transmissoresde-doencas/imagens/insetos-causadores-de-doencas-3.jpg http://d.yimg.com/br.yimg.com/pi/news/afp/j/080815/isgeirv911508 08181205photo00.jpg http://www.agencia.fapesp.br/fotos/2008/33/foto_destaque9284_1. jpg http://e-atlantico.org/seccaob/img/nivelmar.jpg http://www.cienciahoje.pt/files/17/17153.jpg http://www.pbs.org/wgbh/warming/waterworld/seasia50.jpeg

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