P. 1
cobertura de superficies

cobertura de superficies

|Views: 63|Likes:
FUNILARIA
FUNILARIA

More info:

Published by: Jefferson Jorge Martinez on Dec 02, 2012
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

04/14/2013

pdf

text

original

Cobertura de superfícies com massa poliéster ou plástica MASSAS E REVESTIMENTOS

Massas e revestimentos são produtos utilizados na reparação de pequenas imperfeições na superfície dos veículos. Nos veículos, os produtos mais utilizados para os revestimentos são as seguintes: • massa rápida; • massa anti-ruído; • massa de vedação; • massa de calafetação (filete); • massa poliéster; • selantes poliuretanos monocomponentes. Veja no quadro a seguir a forma de aplicação e as situações de uso de cada um desses produtos.
TIPO DE PRODUTO FORMAS DE APLICAÇÃO INDICAÇÕES DE USO

Massa rápida - produto de tecnologia tradicional, composto de resinas alquídicas, nitrocelulose, cargas minerais, pigmentos, solventes orgânicos, aromáticos e aditivos.

Correção de pequenas imperfeições de superfícies. Aplicador manual (celulóide)
Cuidados:

• Para evitar bolhas e desplacamentos, aplicar somente sobre o primer. • Para obter melhor secagem, usar sempre a massa em camadas finas. • Proteção das partes inferiores de veículos (chassis e pára-lama), contra a ação da chuva, maresia e batida de pedra. • Calafetação de carrocerias, assoalhos, juntas e fendas de automóveis, evitando a penetração de água e poeira. • Calafetador de junções de chapas de carrocerias contra a penetração de água e poeira. • Vedação de pequenos orifícios e passagem de fiação de carrocerias. • Correção de pequenos defeitos de superfícies, pois tem alto poder de enchimento. • Colagem de metais, chapas, portas capôs, containeres. • Calafetação de rachaduras e trincas. • Absorção de vibrações e choques.

Massa anti-ruído - massa de base asfáltica. Massa de vedação - massa à base de borracha e resinas sintéticas dispersas em solventes. Massa de calafetação ou filete massa de borracha e resinas dispersas em óleos.

Pistola para emborrachamento, pincel e espátula.

Pincel ou espátula

Manual

Massa poliéster - produto obtido de alta tecnologia, de fácil lixamento, boa flexibilidade e aderência. Selantes poliuretanos monocomponentes - produto à base de isocianato modificado, cargas minerais, aditivos reológicos e plastificantes.

Dispensador para massa poliéster ou manual com celulóide

Aplicador de selante manual ou pneumático.

Fonte: SITIVESP. Manual de pintura automotiva. São Paulo, 2002

• Cobertura plástica (massa poliéster) É constituído por massa de resina poliéster, cargas minerais, pigmentos e aditivos. Indicada para corrigir pequenos defeitos em superfície metálicas. A massa de poliéster é de fácil aplicação e lixamento, bom enchimento e viscosidade, pouca porosidade, aspecto homogêneo, alto poder de aderência, secagem rápida e alta flexibilidade.

Para a aplicação da massa de poliéster deve-se preparar a superfície da seguinte forma: • Lixar a superfície com lixa de (grão nº 40 ou nº 80) até que fique nua, eliminando-se completamente todos os vestígios de tinta (lixadeira rotoorbital). • Caso a superfície esteja oleosa ou com poeira, deve-se utilizar um desengraxante. • Retirar a quantidade desejada. • Misturar o catalisador na seguinte proporção: para cada 100g de massa, adicionar de 1 a 3g do catalisador pastoso, dependendo da temperatura ambiente e da extensão a ser corrigida. • Misturá-lo bem a fim de obter uma massa homogênea. • O tempo gasto desde a mistura do catalisador até o produto estar aplicado não deve ultrapassar de 2 a 3 minutos. • Aplicar a massa em camadas finas e cruzadas até que o defeito seja preenchido. • O ideal é aplicar uma demão para enchimento e se necessário uma segunda demão para acabamento final. • A espessura recomendada para a camada de massa não deverá ultrapassar 300 mícron (0,3 mm). • Após a secagem total, efetuar o lixamento na diagonal e cruzado com lixa de grão (50, 80 e 150) no processo manual.

Conhecendo as Massas
São produtos para pintura fabricados com talco especial, secantes sólidos e líquidos, acetatos e resinas minerais ou artificiais. A finalidade das massas é permitir eliminar as irregularidades das superfícies a pintar.

Massa à base de nitrocelulose
É a massa chamada rápida ou massa de repasse.

Características
Contém, na sua composição, acetatos altamente voláteis que lhe conferem a característica de secagem rápida.

Emprego
Aplica-se sobre o primer da mesma base, para corrigir pequenas irregularidades, no máximo em quatro demãos bem-pressionadas, e no repasse (após a primeira demão de tinta de acabamento), em duas demãos apenas. Não é indicada como base ou enchimento de grandes irregularidades, pois tende a apresentar rachaduras, rebaixamentos e bolhas que prejudicam a pintura.

Condições de uso
Esta massa vem pronta para a aplicação. Quando se apresenta endurecida pelo tempo de armazenamento ou pela evaporação do solvente, adicionar pequenas quantidades de surfacer da mesma base puro, e não os diluentes ou o primer. O tempo de secagem, dependendo da marca e condições atmosféricas, varia de 10 a 15 minutos entre cada demão e de duas a três horas para a secagem final ao ar livre.

Conservação
O recipiente não deve ser mantido aberto, para evitar a evaporação dos componentes voláteis e o conseqüente endurecimento, devendo, por isso, ser bem fechado para armazenamento.

Acondicionamento
Apresenta-se em embalagens de um quarto de galão, nas cores branca e cinza.

Massa à base de resinas sintéticas
Este tipo de massa, denominada sintética, é também conhecido como massa de enchimento ou massa de base. Compõe-se de resinas sintéticas oleosas e talco especial, formando massa espessa e macia, de secagem mais lenta que a de nitrocelulose.

Emprego
É adequada para eliminar grandes irregularidades das superfícies. Pode ser aplicada em cinco ou seis demãos, bem-pressionadas, com espaços de 20 a 30 minutos. A secagem final leva de seis a oito horas ao ar livre. Aplica-se sobre superfícies preparadas com primer da mesma base ou sobre as tintas de acabamento devidamente lixadas.

Condições de uso
Para ser usada, a massa sintética deve ser previamente mexida, misturando bem seus componentes. Quando se apresenta endurecida devido ao prolongado tempo de armazenamento ou a evaporação dos solventes, adicionar pequenas quantidades de surfacer sintético puro, e não o diluente (redutor) ou primer.

Conservação
O recipiente não deve ser mantido aberto, para evitar a evaporação dos componentes voláteis e o conseqüente endurecimento, devendo ser completado com água e vedado para armazenamento.

Acondicionamento
Apresenta-se nas embalagens de 3,785 litros, 0,947 litro e 0,473 litro, nas cores branca, cinza-claro e cinza-escuro. Tem o cheiro característico do óleo de linhaça, o que permite distingui-la de outras massas.

Massa plástica
É a massa elaborada com resinas poliéster, usada para encher as superfícies que não sejam obrigatoriamente desamassadas (lanternadas) e apresentem grande dificuldade de reparo.

Emprego
Substitui com vantagem o enchimento com estanho, que, além de mais caro, exige a aplicação com calor, o que prejudica a pintura adjacente e, posteriormente, a pintura no local de sua aplicação devido à ação corrosiva dos desoxidantes empregados. Esta massa, quando submetida à ação do catalisador e exposta ao ar, transforma-se num corpo sólido e insolúvel.

Condições de uso
Para a sua aplicação deve-se calcular a quantidade necessária e adicionar a ela o catalisador na proporção de trinta gotas (em dias quentes, vinte gotas) para cada 100g de massa. A ação do catalisador inicia-se no momento de sua adição e, após 15 minutos, a massa começa a endurecer, razão pela qual deve-se prepará-la em pequenas quantidades a ser consumidas nesse período. O tempo de endurecimento total é de uma a duas horas, permitindo o aplainamento com lima ou lixa.

Conservação
Não guardar restos de massa com catalisador, nem introduzir a espátula com ela no recipiente da massa pura.

Acondicionamento
Apresenta-se nas embalagens de 0,947 litro, trazendo uma bisnaga do catalisador com a quantidade necessária. Deve ser guardada em lugar fresco (menos de 25ºC) e escuro, para preservar o catalisador.

Características
Dependendo do fabricante, apresenta-se nas cores cinza-escura, rosa e verde, cujas tonalidades, após a ação do catalisador, tornam-se mais fortes, com exceção do cinza, que fica mais claro.

• Tomar cuidado ao manusear o catalisador, evitando seu contato com a boca e os olhos.

Emassando – Procedimentos Básicos
Consiste em aplicar a massa com uma espátula, espalhando-a com pressão sobre uma superfície previamente preparada. Esta operação é necessária para eliminar as irregularidades da superfície a ser pintada, ocorrendo, também, como repasse no desenvolvimento da pintura.

PROCESSO DE EXECUÇÃO 1o passo: Homogeneizar a massa
a. Abrir a lata com abridor apropriado, suspendendo a tampa sucessivamente em vários pontos. b. Mexer bem a massa, até ficar homogênea.

• Usar um mexedor resistente, de preferência de alumínio. • A massa rápida não deve ser mexida, pois já vem homogênea.

2o passo: Preparar as espátulas
a. Colocar uma lima murça paralela sobre uma superfície de madeira. b. Retificar o fio da espátula a ser usada, para aplicar a massa, friccionando-a sobre a lima, conforme mostra a fig. 1.

Fig. 1

c. Chanfrar, arredondando o fio da espátula somente em um lado (fig. 2).

Fig. 2

d. Fazer o polimento do chanfrado, friccionando a lâmina numa lixa de água sobre uma superfície plana. e. Desoxidar as duas espátulas. f. Desengordurar as duas espátulas.

• Cuidado para não se ferir com o chanfrado.

Caso I – aplicando massa sintética rápida
PROCESSO DE EXECUÇÃO 1o passo: Colocar a massa na espátula
a. Retirar uma porção de massa com a espátula de cabo. b. Remover a massa de uma das faces, passando-a para outra face, usando a segunda espátula. c. Repetir o subpasso b, pressionando a massa contra a lâmina da primeira espátula, até sentir que está mais consistente e sem cair.

• Introduzir a espátula na massa – somente a metade da lâmina. • Movimentar a espátula em semicírculo e não deixar acumular massa na beirada do recipiente.

2o passo: Aplicar a primeira demão
a. Retirar um pouco de massa de uma das espátulas, com a que vai usar no emassamento. b. Espalhar e alisar a massa na superfície em movimentos sucessivos, de modo que cada passada se superponha à metade da anterior.

• A superfície deve estar limpa e isenta de gordura, umidade e calor. • Os movimentos devem ser efetuados conforme mostra a fig. 3. • A espátula deve ser usada sempre com a parte chanfrada para dentro e formar um ângulo de 45º, ao espalhar a massa, e quase na vertical ao alisá-la, sempre pressionada. • Não deixar a massa endurecer na espátula, renovando-a constantemente. • As passadas com massa rápida devem ser feitas com movimentos acelerados.

45 o

massa

Figs. 3 e 4

c. Repetir os subpassos a e b, até cobrir toda a superfície.

3o passo: Aplicar as outras demãos, repetindo o segundo passo

• Se a superfície for plana, aplicar as demãos de preferência cruzadas, para melhor eliminar as irregularidades. • Observar o intervalo de tempo entre cada aplicação (15 a 30 minutos para a massa sintética e de 5 a 10 minutos para a massa rápida). • A massa rápida só deve ser aplicada, no máximo, em quatro demãos. A massa sintética poderá ser aplicada em mais de quatro demãos, se a superfície for muito irregular.

Caso II – aplicando massa plástica
PROCESSO DE EXECUÇÃO 1.º passo: Preparar a massa
a. Retirar uma porção de massa do recipiente com uma espátula de aço que tenha cabo e esteja completamente limpa. b. Colocar a porção de massa sobre uma superfície completamente limpa, plana e lisa. c. Fazer com a espátula uma cavidade no centro da porção de massa. d. Pingar na cavidade a quantidade de catalisador recomendada pelo fabricante. e. Misturar bem a massa com o catalisador, usando espátula.

• Calcular aproximadamente a porção de massa de acordo com o tamanho da superfície a ser emassada. • Não usar superfícies absorventes ou de plástico, e que enferrujem. • Não colocar a espátula usada na mistura dentro do recipiente da massa, pois esta fará com que ela endureça.

2o passo: Aplicar a massa
a. Fazer a aplicação da massa em uma só demão imediatamente ao término da mistura, pois ela já estará em processo de secagem. • A massa deve ser aplicada com leve pressão, sem falhas, tanto mais lisa quanto possível e em quantidade sempre mais alta que o nível da superfície. • Não colocar a sobra da massa dentro do recipiente dela, pois a ação do catalisador irá endurecê-la. • A superfície não deve estar pintada, e sim limpa, desengordurada, com redutor de segunda bem como isenta de umidade e calor.

Aplicando a massa poliéster
Emassando com a massa poliéster
1o passo: preparar a massa. a) Retirar uma porção de massa do recipiente, usando uma espátula de aço com cabo completamente limpa. b) Colocar a porção de massa sobre superfície completamente limpa, plana e lisa. c) Fazer com a espátula uma cavidade no centro da porção de massa. d) Pingar na cavidade a quantidade de catalisador recomendada pelo fabricante. e) Misturar bem a massa com o catalisador, usando a espátula.

Antes de retirar a massa do recipiente, calcular aproximadamente a porção que deverá ser usada, levando em consideração o tamanho da superfície a ser emassada. Não colocar a porção de massa em superfícies absorvidas de plástico, ou que enferrujem. Não colocar a espátula usada na mistura dentro do recipiente da massa, pois isso faz com que ela endureça.

2o passo: aplicar a massa. • Fazer a aplicação da massa em uma só demão imediatamente ao término da mistura, pois ela já estará em processo de secagem.

A massa deve ser aplicada com leve pressão, sem falhas, tanto mais lisa quanto possível e em quantidade sempre mais alta que o nível da superfície. Não colocar a sobra da massa dentro do recipiente dela, pois a ação do catalisador irá endurecê-la. A superfície não deve estar pintada, e sim limpa e desengordurada.

Aplainando as superfícies emassadas
É operação manual que se executa com a lixa presa a um bloco de madeira ou de borracha dura. Consiste em friccioná-la sobre uma superfície emassada, desbastando-a, até torná-la plana.

Processo de execução
1o passo: dividir a lixa de acordo com o tamanho do lixador. 2o passo: eliminar as rebarbas da massa, nas beiradas da peça, com uma espátula de aço com cabo, se necessário. 3o passo: colocar a lixa no bloco e segurá-la conforme mostra a fig. 40.

Fig. 40

4o passo: aplainar a massa lixando-a em movimentos de vaivém, pressionando sempre o lixador contra a superfície, até aparecerem sinais dela.

Quando usar lixa de água, manter o lixador e a superfície sempre molhados. Utilizando a lixa de ferro, eliminar o acúmulo de massa na lixa, batendo com o lixador na palma da mão. Em peças grandes, o aplainamento deve ser feito por áreas aproximadamente de 1m2 . Nas superfícies planas, os movimentos devem ser realizados nas direções longitudinal ou transversal; nas curvas, na diagonal. O lixador deve ser movimentado sempre na direção dos lados dobrados da lixa.

5o passo: verificar o aplainamento. a) Limpar ou enxugar a superfície com um espanador ou um pano. b) Verificar a planeza da superfície visualmente ou com o tão. Repassar com o lixador.

You're Reading a Free Preview

Download
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->