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A Origem da Riqueza
“Uma contribuição ao processo de conscientização política, sem o qual não haverá organização de sociedade... nem saída.”

Medeiros Braga – Economista, Romancista, poeta e técnico de campo junto a pequenas comunidades rurais.

Edição Junho/2008

A Origem da Riqueza Edição 2008 Autor: Medeiros Braga Direitos autorais pertencentes a Medeiros Braga, Luzimar.

Endereço para aquisição : Medeirosbraga@gmail.com

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por maldade. Nunca mais houve sossego Na história da humanidade. Suprimido o aconchego.“Desde o dia em que inventaram Por ganância. Pela força e violência A tal da propriedade.” Medeiros Braga 3 .

4 . Diz da OFERTA e PROCURA Como uma regra geral. Fala ainda o folheto Sobre os BENS DE CAPITAL Dos BENS DE USO e de TROCA. Fala sobre o CAPITAL O CONSTANTE E O VARIÁVEL Do TRABALHO MORTO e VIVO E da TROCA indispensável. Do surgir do CAPITAL Sua apropriação e torpeza. Da DIVISÃO DO TRABALHO. Da exploração da pobreza. VALOR DE USO. Dos tipos de MAIS-VALIA. em franquia. Esclarecendo o conceito Do que é mercadoria. Hoje muito desigual. Fala do VALOR DE TROCA.APRESENTAÇÃO Trata o presente cordel Da origem da riqueza. Da escravidão no trabalho. A DIRETA e a INDIRETA Nesse sistema implacável.

Por experiência vivida. Com isso mostra o cordel. 5 . Mais o grande objetivo É levar conhecimento É levantar o debate Que servirá de fermento À militância política Para maior fundamento.Cita. Sem consciência política Não tem a menor saída. o cordel A história da economia. Que um povo na sua luta Embora justa e aguerrida. também. Com o merecido cuidado Da importante TEORIA OBJETIVA DO VALOR Que mede a mercadoria.

Como a caça e pesca.” Vivia o homem em caverna Sem trabalho e produção. teve o operário A menor compensação. sofrendo. Deixando seus habitantes. as comunidades Iam velozes crescendo E a produção desses frutos Já não estava atendendo. Por sua falta. Comendo frutas silvestres Que encontrava no chão Da rica vegetação Porém. Sentindo a necessidade De mais alimentação. Teve o homem que criar Seus meios de produção. Além de frutas e ervas. 6 .A ORIGEM DA RIQUEZA E A USURPAÇÃO CAPITALISTA “Em nenhum tempo da história Marcada com a evolução Do maquinário moderno E da própria Divisão Social. então.

em liberdade. Convivendo o coletivo. Mas. Registrando o CAPITAL Sua marca pioneira. O arco. com rigor. a flecha. o homem dotado De consciência e razão. O CAPITAL de primeira. foice. a força de trabalho. Porém. Machado. Foi quem criou. Gerando os equipamentos Para ação alvissareira.Então. Ficou conhecido como “COMUNISMO PRIMITIVO” 7 . Perante as necessidades Foi quem deu a condição De criar o CAPITAL E aumentar a produção. Usando a pedra e a madeira. canoa. a peixeira. Esse período de história Do processo produtivo Com o homem. O facão e a roçadeira. inventou a lança.

de tudo produzido. INDIRETA ou outra via. Era pouca a divisão Entre o campo e a cidade. Pois. Por essa época não havia Escravo ou propriedade. não havia mercadoria. Mas. Nada de TROCA DIRETA. um dia os habitantes Com o invasor depararam. Já existia o CAPITAL. embora intuitivo. Mas. 8 .Ali todos produziam Conforme a capacidade E. raivoso. Tinham plena liberdade De usar a produção Segundo a necessidade. escutaram: “Isso tudo aqui é meu” E todos silenciaram. Não havia leis. Dele. governos. Aventureiro e perverso. Lá mesmo se consumia. Nem a nacionalidade.

E em volta e entre eles Apareceram os mercados Onde os produtos seriam Com seus valores trocados. A partir desse processo Tudo foi se evoluindo.Por uma ingenuidade Ou medo da reação. Se explorou a agricultura Com ela foi se expandindo A agro-indústria que ia Para o mundo produzindo. nasciam da força A propriedade. o Estado. 9 . Tendo a justiça de lado Para inibir a revolta De um povo injustiçado. Daí foram se formando Os impérios e reinados. A comunidade assistia A mais vil revolução Suprimindo a liberdade E criando a escravidão. Assim. Escravos. polícia. leis.

Embarcações a vapor. 10 . o trator. O primeiro está ligado À mão-de-obra atuante. Foi o capital dividido Em VARIÁVEL e CONSTANTE. O CAPITAL VARIÁVEL É o dinheiro pra pagar O salário do operário Que na produção está Para que possa o composto Do CAPITAL variar. carro. Avião. o telégrafo. o montante.Invenções e descobertas Tiveram seu esplendor Com caravelas marítimas. motor. Tinha a indústria moderna Técnicas de alto valor E equipamentos que vão Da informática ao robô. O trem de ferro. Se já tinha a agricultura A colhedeira. Só ela faz variar Do capital.

o baralho. O outro. 11 . Não há como desfazer Essa verdade do malho. não altera Pelo processo diário O volume de produção Como faz o operário. É pena que em tudo isso Foi erguida com rigor Uma fantástica cortina Para encobrir que o valor Produzido sempre tem Por trás um trabalhador. ele próprio. Não esconde que o CAPITAL Quem o criou foi o TRABALHO. Por mais que o capitalista Dê. “TRABALHO VIVO”.Já o CAPITAL CONSTANTE Diz respeito ao maquinário. É constante. O CONSTANTE e o VARIÁVEL Têm outro comparativo Que externa a importância No processo produtivo: Um se diz “TRABALHO MORTO”.

..Olhem toda coisa em volta Pra tirar a conclusão: Quem fez o fio da roupa Que leva a confecção. tinta. Na madeira. Está na telha da casa. mesa. No papel. da riqueza Se encontra um trabalhador. Praça. então. Está no relógio de pulso. 12 . despertador. caneta. galpão Que nos abriga e conforta. Está na parede ao lado. piso.. calçada. Ou a máquina que teceu. Cadeira. porta. então?! Quem fez o próprio robô Que dá show na produção.. birô. Quem foi que a fez. Será que ele funciona Sem lhe apertar um botão? Será capaz de fazer Sua própria manutenção? Por trás. De bolso. Na linha correta ou torta.

por vezes. nos castiçais. E até se diz que um objeto Tem um pouco de humano Dizem que o trabalhador Ao produzir com afano Repassa sua energia E sentimento mais sano. quente. Há produtos do TRABALHO Que se olha com fervor E até. Está no apito e na máquina Que faz a locomoção. No sino de som plangente. Na vela chorosa. Nos bancos. comove O atento observador Como se ali descobrisse Um sentimento de amor. 13 .O trabalhador se encontra Na igrejinha da frente. Está na roda e no trilho. No cálice que leva o vinho. O trabalhador está Em cada uma estação. Está em cada vagão.

equipamentos. Peças de reposição Que asseguram o processo Dos meios de produção. no seu tempo. Sendo que da produção Nenhuma renda ele tem. 14 . BENS DE USO são produtos Que ao mercado não vêm Destinam-se para o consumo Dele próprio e mais alguém. São os BENS DE CAPITAL Tudo que tem relação Com máquinas.Só o TRABALHO. Os BENS DE USO e de TROCA. BENS DE USO e BENS DE TROCA São a denominação Que se dá para os produtos Que resultam em produção Tendo cada. Tem essa força que invoca Na produção abundante Que se utiliza ou estoca. Sua diversa função. e só ele. Sejam BENS DE CAPITAL.

São BENS DE TROCA porque É o produto trocado Por produto ou por dinheiro. se é feita com dinheiro Tem-se uma TROCA INDIRETA. No geral determinado..BENS DE TROCA são produtos Que se destinam ao mercado Tem seu valor definido. Na lei da OFERTA E PROCURA Quando o negócio é fechado. Chamamos “MERCADORIA”. Pelo fato de um produto Abastecer o mercado. É o sistema por dinheiro Até hoje é o mais usado. Um BEM DE TROCA falado. Não é como um BEM DE USO Que não deve ser trocado.. Quando o processo de troca Se dá de forma correta De produto por produto Se diz que é TROCA DIRETA. É o que se vê no mercado. Mas. 15 .

é mercadoria Se no mercado é corrente Se se produz um portão Para ser negociado Torna-se mercadoria Porque vai para o mercado E que de forma direta Ou indireta é trocado. Porém. interesse invoca. Um tem um VALOR DE USO. O outro. exclusivamente. No entanto. O outro. evidente. Ele passa a ser um bem De uso. Porém. os dois têm valor Na complicada engenhoca: Um é mais sentimental.Se alguém faz uma grade Pra seu uso permanente. Não sendo feita pra troca É um BEM DE USO. se esse portão Foi feito pra ser somente De utilidade pessoal Ou dado até de presente. um VALOR DE TROCA. 16 .

Pois. Normal. Essa mesma teoria Já. 17 . Diz que o preço de um bem Produzido com primor Está no trabalho dado De cada trabalhador. bem antes. São muitas formas contidas Nas lições da economia Para definirem preço De cada mercadoria. define ela o valor Pelo tempo necessário. Se três horas de trabalho Foi o tempo dispensado Para fazer um birô Ele pode ser trocado Por qualquer outro objeto Com esse tempo trabalhado. de um trabalhador. se chamou TEORIA DO VALOR-TRABALHO.Há sobre o valor de troca Uma vasta teoria. A primeira é a TEORIA OBJETIVA DO VALOR.

sem realidade. Porém. Esta define o valor E mensura a densidade Do preço de um produto Pelo grau de UTILIDADE Ou mesmo SATISFAÇÃO Que causa à sociedade.A segunda utilizada No estudo da economia Polêmica. em si. Pelo grau de satisfação Ou mesmo a necessidade. sofisticada. Como ela pode servir De medida de valor? 18 . muitos interrogam Com extremado furor: Se. a utilidade Não pode ter medidor. Também. foi ela chamada TEORIA DA UTILIDADE Sendo o valor do produto Medido. É a chama TEORIA SUBJETIVA DO VALOR Que mede a MERCADORIA.

Tudo isso são fatores Que. Só favorecem a prática Da extorsão da MAIS-VALIA. gerindo a burguesia. Sendo essa diferença O seu grau de explorado. MAIS-VALIA dá o valor Que fica representado Entre o que foi produzido E o que foi remunerado. Houve uma apropriação Das seis horas derradeiras. fatalista. Se o trabalho produziu Nas duas horas primeiras O valor que será pago Das oito horas inteiras. Salvando o capitalismo Das crises da economia. 19 . Para extrair o excedente Com sua sanha egoísta. MAIS-VALIA é uma forma Na qual o capitalista Se apropria da força De trabalho.

foram seis horas Das oito de produção Que teve o trabalhador.No caso. MAIS-VALIA RELATIVA É a outra identidade. Dois tipos de MAIS-VALIA: MAIS-VALIA ABSOLUTA Que tem sua primazia Na jornada de trabalho Que se alonga pelo dia. Reduzindo a mão-de-obra E o custo da atividade. Há. A forma da MAIS-VALIA É o instrumento de ação No qual o capitalista Fundamenta a exploração Se apropria do lucro Pra sua acumulação. Nas malhas da exploração. De produzir tal riqueza De graça para o patrão. Sua lógica funciona Pela produtividade. 20 . pela classificação...

ampliaram A DIVISÃO SOCIAL DO TRABALHO. Com insanidade e avareza Para livrar-se das crises E acumular a riqueza.RELATIVA OU ABSOLUTA. por toda vida. Pra complicar. A forma de MAIS-VALIA É o instrumento de ação No qual o capitalista Realiza a exploração De todos trabalhadores Que estão em operação. Seu principal mecanismo. Faz dela sua esperteza. estresse E até vítima fatal. Sem gostar. que acorrenta O operário ao capital Gerando satura. O operário é treinado Numa tarefa escolhida Como apêndice da máquina Na sujeição descabida Pra fazer a mesma coisa. 21 .

Mas. É escravidão. É péssimo para o operário. O trabalho é um direito Que se transforma em dever. Com o arbítrio do poder. Pois. elegia. A vida é toda alegria. 22 . então. quando ele é dever. Mesmo sendo produtivo Tem um agressivo contrário. Qualquer que seja o estágio Na escala da produção O operário é extorquido No país ou fora.A DIVISÃO DO TRABALHO Sem o aceite necessário. Pela troca desigual Que se dá entre nação. Já disse um grande poeta Nos acordes da poesia: Quando o trabalho é prazer. O homem deve ser livre Na escolha do fazer Porém no capitalismo. se é bom pra produção.

O povo fica mais pobre E a burguesia mais rica. Não há a menor saída Dentro do capitalismo As nações mais avançadas Pelo seu tecnicismo Recorrem. 23 . E a cada ano que passa O horror se intensifica. assalariados. Embora tentem negar.Em toda parte do mundo Capitalista que há A sociedade é composta. No decorrer da história Foram feitos de explorados Na Grécia e na Roma antiga Os escravos nos reinados. O desemprego se estica. os servos E hoje. por solução. Pelos que são explorados E os que estão a explorar. Ao mais vulgar humanismo. Pelo feudalismo. Crianças morrem de fome.

Pra levar informações Precisas e importantes Para a boa educação Daqueles mais vacilantes. Hoje. é a conscientização Política dos operários Que não tiveram a lição Da consciência da luta Da própria libertação. Pra angariar simpatia E assegurar o processo Da pseudo democracia. militantes. paliativos. filantropia. A arma mais poderosa. Benefícios.Recorrem a pequenas rendas. Que fazer ante o impasse Desse sistema opressor? É se organizar em massa E lutar com destemor Pra colocar o poder Na mão do trabalhador. Socorros. Devem se organizar Operários. 24 .

É da marcha às energias Que levam à insurreição. Tacape.. 25 . Clamaram a necessidade De educar os operários. Dá o poder de combate. Grandes revolucionários. lança. Geradora das idéias Das massas. Só a conscientização. no mundo inteiro. Torna imbatível o guerreiro E une os trabalhadores. Não existe a menor saída Sem a conscientização. Em luta.. Que sempre estiveram dentro Dos embates libertários. com precisão. escudeiro.Líderes de várias nações.

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