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RECURSOS TERAPÊUTICOS II SEMIOLOGIA DA DOR

PROF. FLAVIANO MOREIRA
DEFINIÇÃO DE DOR • É uma experiência sensorial e emocional desagradável que é associada às lesões teciduais reais ou potenciais. • A dor é sempre subjetiva e Pode ser modificada. • Cada indivíduo aprende a utilizar este termo através de suas experiências passadas. FUNÇÃO DA DOR • Avisar ao SNC que existe algo errado, resultando em um reflexo de retirada para evitar um agravamento da lesão. • Resulta em espasmo muscular (proteger a parte lesionada). • A DOR PODE PERSISTIR DEPOIS DE NÃO SER MAIS ÚTIL • Sensação Subjetiva desagradável • Pode assumir diferentes formas: • DESCONFORTO • PIOR SENSAÇÃO POSSÍVEL • SENSAÇÃO DOLOROSA = Estrutura orgânica sensível + Estímulo Adequado ESTRUTURAS MUITO SENSÍVEL • Pele (picada, calor, inflamação); Dentina e polpa dentária (picada e inflamação); Pleura parietal (inflamação e tração); Peritônio parietal ( inflamação e compressão); Cápsula Hepática (distensão); Músculo Cardíaco (anóxia); Sinóvia; Periósteo; Meninges. • ESTRUTURAS POUCO, OU NADA SENSÍVEIS • Ossos;Tecido Hepático; Superfícies articulares; Pleura visceral e parênquima pulmonar; Peritônio Visceral; Pericárdio visceral; Parênquima cerebral RECEPÇÃO, CONDUÇÃO E PERCEPÇÃO • Um estímulo adequado atinge terminações sensitivas de uma estrutura • Origina-se uma sucessão de fatos eletrofisiológicos (bradicininas) • O impulso percorre a via nervosa até as raízes dorsais da medula • Neste nível passará para uma nova via de condução – feixes espinotalâmicos • Chega ao tálamo e córtex parietal • Sensação percebida sob a forma de DOR

CLASSIFICAÇÃO EM RELAÇÃO À EVOLUÇÃO
• DOR AGUDA = Aquela que se manifesta transitoriamente durante um período relativamente curto, de minutos a algumas semanas, associada a lesões em tecidos ou órgãos, ocasionadas por inflamação, infecção, traumatismo ou outras causas. Normalmente desaparece quando a causa é corretamente diagnosticada e tratada DOR CRÔNICA = Tem duração prolongada, que pode se estender de vários meses a vários anos e que está quase sempre associada a um processo de doença crônica.Pode ser conseqüência de uma lesão já previamente tratada. A dor persiste por mais de 06 meses.

DOR RECORRENTE = Apresenta períodos de curta duração que, no entanto, se repetem com freqüência, podendo ocorrer durante toda a vida do indivíduo, mesmo sem estar associada a um processo específico. Ex. clássico: Enxaqueca

TIPOS DE DOR
DOR CUTÂNEA ou SUPERFICIAL • Provocada por: Traumatismos, calor ou frio intenso, substâncias cáusticas e venenos. • Intensidade: Depende muito do tipo e da intensidade do estímulo: é sentida no local exato do estímulo e a sensação tem qualidade própria para os diferentes estímulos. DOR PROFUNDA • Dor sentida nos músculos, tendões, articulações e fáscias. DOR VISCERAL • Dor vaga, pobremente localizada e quando severa está associada com náuseas, vômitos, sudorese e até mesmo diminuição da pressão arterial e bradicardia. DOR REFERIDA • Profunda que se projeta à distância – metamérica. • Convergência das vias aferentes cutâneas e profundas de um mesmo segmento. • Não tem localização muito precisa com o local da lesão e é contínua. • Em algumas circunstâncias, a dor originária das vísceras é referida à pele e outras estruturas somáticas localizadas a considerável distância da víscera e tem um padrão segmental de dermátomo. - Angina ou IAM DOR IRRADIADA • Provocada por: irritação direta de um nervo sensitivo ou misto. É sentida exatamente no território correspondente à raiz nervosa estimulada – superficial e profunda. • Ex: Dor ciática: percepção da dor em território que é inervado pela raiz nervosa estimulada. DOR FANTASMA • É definida como dor referida a um membro perdido, seja por remoção cirúrgica ou por perda acidental. DOR SOMÁTICA • É uma dor criada pelo indivíduo. • É a dor que o paciente garante que tem, mas na realidade não existe nenhum estímulo sobre as terminações nervosas.

CARACTERÍSTICAS SEMIOLÓGICAS DA DOR
LOCALIZAÇÃO • A melhor forma é pedir ao paciente que aponte com o dedo onde está a dor. • As regiões sensitivas do cérebro são altamente organizadas quanto à procedência do estímulo. • Cada região do corpo é representada numa área específica do cérebro. IRRADIAÇÃO • Dor com um trajeto definido. Ex. Síndrome do Piriforme CARÁTER OU QUALIDADE • Queimação: úlcera péptica • Em pontada ou Fincada • Dor pulsátil • Dor em cólica • Dor constritiva / aperto • Dor contínua • Dor do membro Fantasma INTENSIDADE • Leve • Moderada • Intensa • Muito intensa Como é codificada a intensidade de um estímulo? • Código de Frequência = A intensidade do estímulo é codificada pela frequência dos potenciais de ação em cada fibra estimulada.

Código de População = A intensidade do estímulo é codificada pelo número de receptores estimulados.

DURAÇÃO • Tempo decorrido entre o início da dor e a avaliação. • Contínua • Cíclica (periódica) EVOLUÇÃO • Pode intensificar-se progressivamente. • Pode ser rítmica. • Pode apresentar surtos periódicos ao longo da duração da doença. - Ex. Mudança de tempo RELAÇÃO COM FUNÇÕES ORGÂNICAS • Leva em conta a localização da dor e os órgãos situados na área. Ex: Tórax retroestern al cervical epigástrica lombar pernas FATORES DESENCADEANTES OU AGRAVANTES • Mínimos esforços • Máximos esforços • Compressão do local FATORES QUE ALIVIAM • Posições antálgicas • Indução de vômito • Resposta a analgésicos já utilizados MANIFESTAÇÕES CONCOMITANTES • A própria dor, quando muito intensa pode provocar outros sintomas. Cólicas: náuseas, vômitos, sudorese, palidez e mal-estar. • É freqüente que a dor se acompanhe de manifestações relacionadas diretamente com sua causa.

AVALIAÇÃO DA DOR
• ESCALA VISUAL ANALÓGICA - (EVA)

REFERÊNCI AS
ELETROTERAPIA – Prática Baseada em Evidências; CAPÍTULO 5 – Fisiologia da Dor – Pag. 82 a 85. MODALIDADES TERAPÊUTIAS em Medicina Esportiva; CAPÍTULO 2 – Controle da Dor com as Modalidades Terapêuticas – Pag. 19 a 24.