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Ética e Cidadania no Esporte

3° MODULO
Ética e cidadania no esporte é um assunto de grande importância para a formação de todos, visto que devemos aprender a ser cidadãos e compreender o nosso papel na sociedade.

17/12/2012

Colégio Estadual da Bahia Central

Ressignificação da Dependência

Natasha Falcão Jucicleide Cândido Juliana VilasBoas

Professora Ângela

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Sumário
Introdução ................................................................................................................................................. 3 O que é Ética? ........................................................................................................................................... 4 O que é Cidadania? .................................................................................................................................. 5 Esporte Educacional e a Formação Humana ......................................................................................... 7 Ética no Esporte e na Psicologia do Esporte: Reencontrando Caminhos ........................................... 8 A Cidadania pela Inclusão do Esporte .................................................................................................... 8 Ética Esportiva ........................................................................................................................................ 10 Esporte e Cidadania no Brasil ............................................................................................................... 10 Anexos ...................................................................................................................................................... 11 Referências Bibliográficas ....................................................................................................................... 13

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Introdução

Para se falar de uma Ética Esportiva é necessário passar pela própria evolução do esporte moderno, mostrando a construção da ética esportiva ocorrida ainda na segunda metade do século XIX e chegar à percepção de que o Esporte é um direito de todos, o que remete a um conceito ampliado do fenômeno sociocultural esportivo.

Neste trabalho, iremos falar sobre cidadania e ética no atletismo, o objetivo deste trabalho é conscientizar, e mostrar a importância da cidadania e ética no esporte. Para a elaboração deste trabalho foram feitas algumas pesquisas, para uma melhor percepção e uma boa forma de aprendizagem. Este trabalho aborda alguns fatores, como o que é cidadania, o que é ética, e a ligação delas com o esporte, atletismo, anexos, entre outros, a intenção neste trabalho é mostrar que a cidadania e ética esta presente dentro do esporte, independente de qual modalidade.

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O que é Ética?
A palavra ética é de origem grega derivada de ethos, que diz respeito ao costume, aos hábitos dos homens. Teria sido traduzida em latim por mos oumores (no plural), sendo essa a origem da palavra moral. Uma das possíveis definições de ética seria a de que é uma parte da filosofia (e também pertinente às ciências sociais) que lida com a compreensão das noções e dos princípios que sustentam as bases da moralidade social e da vida individual. Em outras palavras, trata-se de uma reflexão sobre o valor das ações sociais consideradas tanto no âmbito coletivo como no âmbito individual. O exercício de um pensamento crítico e reflexivo quanto aos valores e costumes vigentes tem início, na cultura ocidental, na Antiguidade Clássica com os primeiros grandes filósofos, a exemplo de Sócrates, Platão e Aristóteles. Questionadores que eram, propunham uma espécie de “estudo” sobre o que de fato poderia ser compreendido como valores universais a todos os homens, buscando dessa forma ser correto, virtuoso, ético. O pano de fundo ou o contexto histórico nos qual estavam inseridos tais filósofos era o de uma Grécia voltada para a preocupação com a pólis, com a política. A ética seria uma reflexão acerca da influência que o código moral estabelecido exerce sobre a nossa subjetividade, e acerca de como lidamos com essas prescrições de conduta, se aceitamos de forma integral ou não esses valores normativos e, dessa forma, até que ponto nós damos o efetivo valor a tais valores. Segundo alguns filósofos, nossas vontades e nossos desejos poderiam ser vistos como um barco à deriva, o qual flutuaria perdido no mar, o que sugere um caráter de inconstância. Essa mesma inconstância tornaria a vida social impossível se nós não tivéssemos alguns valores que permitissem nossa vida em comum, pois teríamos um verdadeiro caos. Logo, é necessário educar nossa vontade, recebendo uma educação (formação) racional, para que dessa forma possamos escolher de forma acertada entre o justo e o injusto, entre o certo e o errado. Assim, a priori, podemos dizer que a ética se dá pela educação da vontade. Segundo Marilena Chauí em seu livro Convite à Filosofia (2008), a filosofia moral ou a disciplina denominada ética nasce quando se passa a indagar o que são, de onde vêm e o que valem os costumes. Isto é, nasce quando também se busca compreender o caráter de cada pessoa, isto é, o senso moral e consciência moral individuais. Segundo Chauí, podemos dizer que o Senso Moral é a maneira como avaliamos nossa situação e a dos outros segundo ideias como a de justiça, injustiça, bom e mau. Trata-se dos sentimentos morais. Já com relação à Consciência Moral, Chauí afirma que esta, por sua vez, não se trata apenas dos sentimentos morais, mas se refere também a avaliações de conduta que nos levam a tomar decisões por nós mesmos, a agir em conformidade com elas e a responder por elas perante os outros. Isso significa ser responsável pelas consequências de nossos atos.

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Assim, tanto o senso moral como a consciência moral vão ajudar no processo de educação de nossa vontade. O senso moral e a consciência moral tem como pressuposto fundamental a ideia de um agente moral, o qual é assumido por cada um de nós. Enquanto agente moral, o indivíduo colocará em prática seu senso e consciência, pois são importantes para a vida em grupo entre vários outros agentes morais. Logo, o agente moral deve colocar em prática sua autonomia enquanto indivíduo, pois aquele que possui uma postura de passividade apenas aceita influências de qualquer natureza. Assim, consciência e responsabilidade são condições indispensáveis à vida ética ou moralmente correta.

O que é Cidadania?
No decorrer da história da humanidade surgiram diversos entendimentos de cidadania em diferentes momentos – Grécia e Roma da Idade Antiga e Europa da Idade Média. Contudo, o conceito de cidadania como conhecemos hoje, insere-se no contexto do surgimento da Modernidade e da estruturação do Estado-Nação. O termo cidadania tem origem etimológica no latim civitas, que significa "cidade". Estabelece um estatuto de pertencimento de um indivíduo a uma comunidade politicamente articulada – um país – e que lhe atribui um conjunto de direitos e obrigações, sob vigência de uma constituição. Ao contrário dos direitos humanos – que tendem à universalidade dos direitos do ser humano na sua dignidade –, a cidadania moderna, embora influenciada por aquelas concepções mais antigas, possui um caráter próprio e possui duas categorias: formal e substantiva. A cidadania formal é, conforme o direito internacional, indicativo de nacionalidade, de pertencimento a um Estado-Nação, por exemplo, uma pessoa portadora da cidadania brasileira. Em segundo lugar, na ciência política e sociologia o termo adquire sentido mais amplo, a cidadania substantiva é definida como a posse de direitos civis, políticos e sociais. Essa última forma de cidadania é a que nos interessa. A compreensão e ampliação da cidadania substantiva ocorrem a partir do estudo clássico de T.H. Marshall – Cidadania e classe social, de 1950 – que descreve a extensão dos direitos civis, políticos e sociais para toda a população de uma nação. Esses direitos tomaram corpo com o fim da 2ª Guerra Mundial, após 1945, com aumento substancial dos direitos sociais – com a criação do Estado de Bem-Estar Social (Welfare State) – estabelecendo princípios mais coletivistas e igualitários. Os movimentos sociais e a efetiva participação da população em geral foram fundamentais para que houvesse uma ampliação significativa dos direitos políticos, sociais e civis alçando um nível geral suficiente de bem-estar econômico, lazer, educação e político.

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A cidadania esteve e está em permanente construção; é um referencial de conquista da humanidade, através daqueles que sempre buscam mais direitos, maior liberdade, melhores garantias individuais e coletivas, e não se conformando frente às dominações, seja do próprio Estado ou de outras instituições. No Brasil ainda há muito que fazer em relação à questão da cidadania, apesar das extraordinárias conquistas dos direitos após o fim do regime militar (1964-1985). Mesmo assim, a cidadania está muito distante de muitos brasileiros, pois a conquista dos direitos políticos, sociais e civis não consegue ocultar o drama de milhões de pessoas em situação de miséria, altos índices de desemprego, da taxa significativa de analfabetos e semianalfabetos, sem falar do drama nacional das vítimas da violência particular e oficial. Conforme sustenta o historiador José Murilo de Carvalho, no Brasil a trajetória dos direitos seguiu lógica inversa daquela descrita por T.H. Marshall. Primeiro “vieram os direitos sociais, implantados em período de supressão dos direitos políticos e de redução dos direitos civis por um ditador que se tornou popular (Getúlio Vargas). Depois vieram os direitos políticos... a expansão do direito do voto deu-se em outro período ditatorial, em que os órgãos de repressão política foram transformados em peça decorativa do regime [militar]... A pirâmide dos direitos [no Brasil] foi colocada de cabeça para baixo” Nos países ocidentais, a cidadania moderna se constituiu por etapas. T. H. Marshall afirma que a cidadania só é plena se dotada de todos os três tipos de direito: 1. Civil: direitos inerentes à liberdade individual, liberdade de expressão e de pensamento; direito de propriedade e de conclusão de contratos; direito à justiça; que foi instituída no século 18; 2. Política: direito de participação no exercício do poder político, como eleito ou eleitor, no conjunto das instituições de autoridade pública, constituída no século 19; 3. Social: conjunto de direitos relativos ao bem-estar econômico e social, desde a segurança até ao direito de partilhar do nível de vida, segundo os padrões prevalecentes na sociedade, que são conquistas do século 20.

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Esporte Educacional e a Formação Humana
Muitos estudiosos, passando pela filosofia à psicologia, tem se debruçado para o entendimento da formação humana, analisando o comportamento social e pessoal dos indivíduos com o mundo e consigo mesmos. A psicologia educacional do esporte expressa seus pensamentos através de métodos de planejamentos pedagógicos com a ideia de humanização no processo de formação do ser que tem como objetivo intrínseco a continuidade de forma autônoma, tornando-a parte da personalidade do homem, mesmo este não sendo um atleta no futuro, mas os ensinamentos que o esporte lhe deu, o acompanhará ao longo de sua vida e mantendo vivo o cultivo para os seus espaços sociais e tomando conta de si, compreendendo a estrutura, dinâmica e interdependência através dos seguintes aspectos: 1. Corporeidade 2. Comportamento 3. Impulsos 4. Emoções 5. Sentimentos 6. Pensamento O conceito de esporte educacional surge a partir da Carta Internacional da Educação Física, elaborada pela UNESCO, que renovou os conceitos do esporte em função da reação mundial pelo uso político do esporte durante a Guerra Fria. No Brasil a prática do esporte educacional é bastante recente, iniciando-se alguns debates apenas em 1985, por ocasião dos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs). Em 1993 a Lei 8672/1993 e o Decreto 981/1993 reforçam o conceito de esporte educacional ao afirmar que a hipercompetitividade e a alta seletividade invalidam a prática esportiva educacional que deverá promover os seguintes itens:       Base de competência física e conhecimento das atividades físicas Crescimento e desenvolvimento Entendimento da importância de um estilo de vida saudável Autoestima positiva no contexto da Educação Física Habilidades que possam ajudar a resolver problemas cooperações com outros nos contextos do esporte e da atividade física Interesse ao longo da vida para um engajamento e afinidade para atividades físicas.

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Ética no Esporte e na Psicologia do Esporte: Reencontrando Caminhos
A temática ética no esporte, em geral, ou na psicologia do esporte, em específico, parece não ser de muita relevância investigativa, principalmente quando examinamos os poucos trabalhos publicados no Brasil sobre o assunto. Este trabalho tem o objetivo de verificar junto aos profissionais que atuam como psicólogos esportivos, a sua visão sobre os aspectos éticos da atuação profissional, fazendo uma análise dos pressupostos teóricos implícitos e explícitos em suas manifestações. Tratando-se de um estudo qualitativo e exploratório, foram realizadas quatorze entrevistas fechadas, enviadas por correio eletrônico, com profissionais que atuam como psicólogos do esporte. Abordo em primeiro lugar, o conceito de Ética, trazendo para o diálogo alguns autores contemporâneos da filosofia. Em seguida trato da ética no esporte, apresentando exemplos advindos do esporte e que nos impelem a uma reflexão da ética neste contexto. Em terceiro lugar procuro responder a serviço de quem está a Ética (na Psicologia do Esporte), dialogando com os dados das entrevistas e o referencial teórico desenvolvido anteriormente. É possível teoricamente identificar duas concepções de ética distintas, uma na qual nos tornamos meros repetidores de normas estabelecidas previamente e nos submetemos a elas, não pelo seu conteúdo moral, ou seja, por achálas justas, mas sim, porque outras pessoas as determinaram e, uma segunda, na qual o ator é um sujeito consciente de si e dos outros, é dotado de vontade e responsável, isto é reconhece-se como autor da ação, é livre, ou seja, capaz de oferece-se como causa interna de seus sentimentos atitudes e ações. Ao confrontar os dados provenientes das entrevistas com os conceitos teóricos de ética, é possível afirmar que há uma preocupação moralista e normativa, agravada por uma forte carga de ingenuidade. Neste sentido, pelo que se pode depreender das discussões realizadas, é necessário repensar a ética na Psicologia do Esporte.

A Cidadania pela Inclusão do Esporte
O esporte é um dos caminhos mais curtos e palpáveis para a inclusão social, e os meios mais desenvolvidos sabem disso. Evidentemente que sempre existirá quem prefira investir na segurança e construir penitenciárias para justificar não se sabe o que, em vez de olhar para a ânsia daqueles que preferem o esporte enquanto elemento fácil e barato para combater a criminalidade, debelando a ociosidade.

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O esporte pela inclusão social tem todos os requisitos que os governantes procuram. E o Maranhão inaugurou nesta semana um novo período governamental que se espera duradouro e profícuo para a culminância da colheita dos frutos sociais. É fato que, pelo menos na inclusão social pelo esporte, o novo governo não tem nenhuma base. Não se tem conhecimento de elementos aproveitáveis em termos de pesquisas, estudos de viabilização ou quaisquer números produzidos pela Secretaria de Segurança, pela Secretaria de Ação Social, por ONGs, Secretaria de Educação e até mesmo Secretaria de Esporte. Aparentemente o novo governo "não sabe onde a carência é maior que a demanda" porque os órgãos públicos não trabalham com números. Um exemplo: quantas crianças na faixa de inclusão social pelo esporte existem no Barreto, Bairro de Fátima, Coroadinho, Cidade Operária ou em povoados dos municípios do interior do Estado? Que modalidade esportiva essas crianças gostariam de praticar? Existem espaços adequados para as diversas práticas esportivas de inclusão social pelo esporte? O candidato Jackson Lago prometeu em palanque essa mudança. Esperamos que o Governador Jackson Lago vislumbre essa luz tão importante para minimizar a violência juvenil, a delinquência, a prostituição e principalmente para tentar acabar com a violência pelo envolvimento com as drogas de uma boa soma de jovens que não têm a oportunidade de praticar algum esporte. O secretário de Esporte, já se tem conhecimento, é o jornalista e cronista esportivo Mauro Bezerra. É do ramo. A futura equipe de trabalho ainda é uma incógnita e torcemos para que, formada, ela não se iluda apenas com a recuperação do Castelão, que não é tão fácil como alguns imaginam. O esporte de inclusão, afinal de contas, não é tão pequeno assim. O Maranhão tem apenas um programa social. É o Bolsa Atleta, que necessita ser mais abrangente enquanto elemento de inclusão social. É inconcebível que apenas trezentos e poucos jovens mereçam esse tipo de assistência como também é inconcebível que, quanto mais crescem os números, mais a SESP os perde de vista. Quantos, afinal já foram ou estão sendo assistidos. Só esses merecem? Só esses necessitam? Que resultados apresentam ou apresentaram os que são ou já foram atendidos? Afinal de contas, o dinheiro público não é para ser jogado num saco sem fundos. É a parcela de imposto de cada um. Que acompanhamento têm os beneficiados que estão fora de São Luís? De Imperatriz, Codó, Pedreiras, Coroatá? Uma simples prestação de contas não justifica o projeto de inclusão social porque também não garante que o beneficiado se afaste do crime e tenha a idéia correta do que seja inclusão social.

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Ética Esportiva
"Segundo Ferreira (1986), ética significa o "estudo dos juízos deapreciação referentes à conduta humana suscetível de qualificação do pontode vista do bem e do mal, seja relativamente à determinada sociedade, seja de modo absoluto." Dentro desta conceituação, quando Ferreira se refere adeterminada sociedade, podemos direcionála para o caso específico doesporte, possibilitando-nos uma abordagem sob o aspecto ético. Os sociólogos colocam a ética como um atributo indispensável àprática das atividades esportivas de forma limpa, honesta e bonita, chegando mesmo ao extremo de considerar que o esporte praticado sem os postulados da ética mais se parece com as manifestações "esportivas" da Roma antiga. Naturalmente que não chegamos atanto, porém, dentro de uma ordem normal, a falta de ética na pratica esportiva representa um passo em direção ao delito, ou seja, a ocorrência da transgressão. Esta, à luz da sociologia traduz-se num misto de desvio, desobediência civil e crime, mas no meio esportivo primeiramente se constitui numa desobediência às regras, um desvio, para posteriormente ser enquadrada como desobediência civil e até crime, dependendo da sua gravidade. (...) Tubino(1992) (...) [definindo a ética no esporte]: "Ciência da conduta moral das pessoas nas práticas desportivas”. Referenciado neste princípio ético do associacionismo surgiram os clubes e as federações nacionais e internacionais, que viriam a consolidar a institucionalização esportiva (...). O humanista Pierre de Coubertin viria a enriquecer a ética esportiva.(...) A gentileza do atleta numa competição de esporte coletivo, como o futebol, o basquetebol, o handebol, ao estender a mão para auxiliar um adversário a se levantar (...), o cumprimento do vencedor ao vencido e vice-versa(...) situam-se como exemplos significativos da ética esportiva. Entretanto, a correção, a lealdade e a elegância do atleta (...) representam ações em que a ética está permanentemente presente no campo esportivo."

Esporte e Cidadania no Brasil
Cidadania é a qualidade ou estado de cidadão, e cidadão, por sua vez, é aquele que goza seus direitos civis e políticos. Todos deveriam ser cidadãos, mas sabemos que isso não acontece. O que pode impedir que alguém goze plenamente seus direitos civis e políticos? Quem falou preconceito, acertou. E também a pobreza extrema. Quanto mais discriminado, ou mais pobre – que geralmente dá no mesmo –, menos direitos o sujeito tem. Não deveria ser assim, mas é. O que o esporte tem a ver com cidadania? Tudo. Tudo? Sim, no nosso País, tudo. É só pegar a história recente do esporte e traçar uma comparação com a do povo brasileiro. Andam juntas. Os exemplos são vários, mas vamos aos mais relevantes. No início do século XIX, quando estava começando no Brasil, o futebol era esporte nobre, praticado pela fina flor da sociedade e por ingleses e seus descendentes. Os clubes eram proibidos de inscrever gente pobre em seus elencos, principalmente negros. Para jogar, alguns jogadores esticavam o cabelo
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com ferro quente e passavam pó-de-arroz na pele para ficarem menos escuros. Daí os torcedores de times aristocráticos, como o Fluminense, serem chamados por esse apelido: “pó-de-arroz”. O Vasco da Gama, clube fundado por portugueses, foi proibido de jogar no campeonato carioca sob alegação de não ter estádio com capacidade suficiente, mas isso era uma desculpa para tirá-lo da competição, já que foi o primeiro time do Rio a incluir negros no seu time. Então, em grande campanha popular, os vascaínos conseguiram dinheiro suficiente para construir o mais estádio do País, São Januário, em 1927, inaugurado em dia de gala contra o poderoso Santos, que sapecou 5 a 3 nos cariocas diante do presidente da República Washington Luís. O que importa é que após esse episódio os negros garantiram gradativamente um espaço maior no nosso futebol. Hoje sua presença é marcante. A maioria dos grandes craques nacionais – Friedenreich, Leônidas, Zizinho, Pelé, Romário, Ronaldinhos, Robinho... – são negros ou de origem negra. Não fosse o futebol, e milhares – por extensão, milhões – de negros não se sentiriam cidadãos em nosso País. Junte os brancos pobres, junte também os outros esportes e verá quantos só passaram a ser considerados cidadãos pelos seus feitos nos campos, nas quadras, pistas, piscinas.

Anexos

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Esporte Cidadania – SESI Lazer Ativo
Manter um estilo de vida saudável é essencial para quem quer viver mais e melhor. O projeto Esporte Cidadania – SESI Lazer Ativo tem como objetivo estimular as pessoas a adotar atividades mais saudáveis e ativas em seu dia-a-dia, seja para aliviar as tensões ou para manter o físico.

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Referências Bibliográficas
Shvoong Esporte e Cidadania no Brasil www.pt.shvoong.com

Efdeportes Ética no esporte www.efdeportes.com

Cidadania e Ética Esporte educacional www.cidadaniaeetica.com.br

Brasil Escola Ética e Cidadania www.brasilescola.com.br

Grande do Brasil Ética nos Esportes www.grandedobrasil.blogspot.com.br

Jornal Hoje Cidadania no Esporte www.g1.globo.com/jornal-hoje

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