O pior de tudo não é perder, É perder sem tentar.

É ver os status mudando, Os porta retratos trocados, A vida passando de um jeito que você não planeijou. Apenas o cheiro na camisa, As mensagens já lidas, As conversas perdidas. O que fazer com um dezamor? Dizem que começa já com prazo pra acabar, Nunca dura. Mas é aquela velha história "e se durar?" Nunca irá se saber, só quem viveu pode contar. E se contar... O estranho é agora a rotina, sem mais "boa noites", Sem mais trechos de musica de MPB. É até mais calmo, ser um pouco mais só. É bem mais notavel uma dor acabar assim rapida, Por que todo amor é uma dor, como já dizia o samba Comessa com uma pontada no peito uma agonia, Camufla-se até de se fazer bom, Mas toda dor é sinal de que algo não está bem, Mais cedo ou mais tarde algo irá acontecer, Mais cedo ou mais tarde conversas de horas se tranformam em "ois" socias, Em encontros casuais, Em você sem mim, em você em mim. E no final o pior de tudo não é perder, É olhar para tras e (ainda) querer estar com você.

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