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BIomecanica

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  • Objectivos da disciplina de Biomecânica do Movimento:
  • Programa de Biomecânica do Movimento:
  • Bibliografia:
  • Método de Avaliação:
  • Horário de Dúvidas:
  • A Fazer com a maior brevidade (durante a 1ªsemana):
  • O que éa Biomecânica?
  • Aplicações da Biomecânica do Movimento:
  • Tipos de análise do movimento
  • APLICAÇÕES DE DINÂMICA DIRECTA
  • APLICAÇÕES DE DINÂMICA INVERSA
  • A origem do termo “Biomecânica”:
  • Períodos relevantes no desenvolvimento da Biomecânica:
  • A Idade Média (200 D.C. –1450 D.C.):
  • O Renascimento (1450 D.C. –1600 D.C.):
  • O Renascimento (1450 –1600 D.C.):
  • A Revolução Científica (1600 –1730 D.C.):
  • O Iluminismo (1730 -1800 D.C.):
  • O Século XIXou o Século da Marcha (1800 -1900 D.C.):
  • O Século XX(1900 -2004 D.C.):
  • Formas Elementares de Movimento:
  • Terminologia Específica para Análise do Movimento:
  • Posição Anatómica de Referência:
  • Planos Anatómicos de Referência:
  • Eixos Anatómicos de Referência:
  • Terminologia de Comparação e Inter-relação
  • Biomecânica das Articulações Humanas
  • Juntas Mecânicas de Geometria Ideal
  • Graus de Liberdade de Corpos Rígidos:
  • Graus-de-Liberdadede Juntas Cinemáticas:
  • Exercícios
  • Ver apontamentos leccionados nas aulas
  • Definição:
  • Tipos de Modelos Biomecânicos:
  • Características Relevantes num Modelo Biomecânico:
  • Evolução nas Últimas 4 Décadas:
  • Dados Antropométricos:
  • Dados Antropométricos (cont.):
  • Pequena Nota Histórica:
  • Pequena Nota Histórica (cont.):
  • Pequena Nota Histórica (conclusão):
  • Instrumentos de Medição Antropométrica (cont.):
  • Instrumentos de Medição Antropométrica:
  • Grupos e Percentis:
  • Segmentos Anatómicos:
  • Dimensões Segmentares e Localização do CM:
  • Definição da Morfologia Humana:
  • Valores de Referência p/ Definição Morfologia Humana:
  • Dimensões Antropométricasem Função da Estatura:
  • Massa, Local do Centro de Massa e Raio de Giração:
  • Comprimentos e Pesos dos Segmentos Anatómicos:
  • Localização do Centro de Massa e Raio de Giração:
  • Momentos de Inércia do Corpo Humano:
  • Etapas e Modelos:
  • Modelos de Análise Utilizados:
  • Medidas de Lesão:
  • AIS:
  • Tabelas de Lesões Múltiplas:
  • Biomecânica da Lesão na Cabeça:
  • Mecanismos de Lesão na Cabeça:
  • Critérios de Avaliação do Risco de Lesão na Cabeça:
  • Critérios de Avaliação do Risco de Lesão na Cabeça
  • Biomecânica da Lesão na Coluna Vertebral:
  • Resposta Mecânica do Pescoço
  • Avaliação do Potencial de Lesão no Pescoço
  • Mecanismos de Lesão na Coluna Torácica e Lombar
  • Biomecânica da Lesão no Tórax e Abdómen
  • Modelo Biomecânico
  • Obtenção dos dados Cinéticos
  • Cálculo das Trajectórias –Reconstrução do Movimento
  • Aquisição de Imagens e Digitalização
  • Transformações Lineares Directas
  • Transformações Lineares Directas –3D
  • “Transformações Lineares Directas”em 2D
  • Redução de Ruído e Filtragem de Coordenadas
  • Dinâmica do Tecido Muscular
  • Dinâmica de Contracção Muscular
  • Funções de Custo Fisiológico –Funções Objectivo
  • Exemplo de Aplicação –Forças de Reacção no Chão
  • Exemplo de Aplicação –Forças Musculares (Animação)

UNIVERSIDADE TÉCNICA DE LISBOA INSTITUTO SUPERIOR TÉCNICO

Apontamentos da Disciplina de BIOMECÂNICA DO MOVIMENTO
Licenciatura em

Engenharia Biomédica

MIGUEL TAVARES DA SILVA
MiguelSilva@ist.utl.pt

IST, DEM, Dezembro de 2004 (1ª ed.)

Curso de

Apontamentos de Biomecânica do Movimento

Biomecânica do Movimento (BM332)

Licenciatura em Engenharia Biomédica 4ºAno, 1º Semestre de 2005/06
http://www2.dem.ist.utl.pt/~mpsilva/BM332/
M. Silva, 2004 4º Ano

LEBMed
1º Semestre 2005 / 06
-1-

Curso de

APRESENTAÇÃO

Biomecânica do Movimento (BM332)

Objectivos da disciplina de Biomecânica do Movimento:
• • • • • Introduzir os formalismos numéricos necessários à modelação de sistemas biomecânicos e, em particular, do corpo humano. Descrever e utilizar as técnicas de análise dos esforços internos no corpo humano durante actividades físicas. Promover a formação em técnicas experimentais de recolha e tratamento de dados. Fornecer informação sobre como quantificar o impacto para o estudo da protecção do corpo humano. Apresentar os modelos biomecânicos como ferramentas de diagnóstico, treino ou auxiliares no projecto de equipamento de apoio à mobilidade humana.

Ou seja, para um movimento genérico tridimensional, saber fazer a sua análise e daí retirar informação qualitativa e quantitativa que permita concluir sobre um dado problema inicialmente proposto.
M. Silva, 2004

4º Ano

LEBMed
1º Semestre 2005 / 06
-2-

1

• Dinâmica Inversa em Biomecânica. Biomechanics and Motor Control of Human Movement. Niederer. John Wiley and Sons. 1989. Walz. S. CISM. Springer-Verlag. 1995. Dep.Curso de APRESENTAÇÃO Programa de Biomecânica do Movimento: • Introdução. 1990. Nigg and W. New York. Schmitt. Seireg and R. 2004 1º Semestre 2005 / 06 -3- Curso de APRESENTAÇÃO Bibliografia: M. • Cinemática de Sistemas de Corpos Múltiplos. Canada. • Laboratório de Biomecânica para o Movimento Humano (Apollo). Computer-Aided Analysis of Mechanical Systems. Basic Biomechanics. • Problema da Distribuição das Forças Musculares (Apollo). MATLab). Kinematic and Dynamic Simulation of Multibody Systems: The RealTime Challenge. Winter. Canada. Hemisphere Publishing Corporation. John Wiley and Sons. • Metodologias Experimentais de Recolha de Dados. Toronto. Herzog. Apontamentos da Disciplina de Biomecânica do Movimento. • Revisão de Fundamentos e Notação. • Dinâmica de Sistemas de Corpos Múltiplos. D. Toronto. de Eng. Trauma Biomechanics. Nikravesh. Springer-Verlag. New York. Bayo. Hall. Arvikar. 1988. Jalón e E. Silva. 2001. M. Silva. • Modelos Biomecânicos do Sistema Esquelético. Biomecânica do Movimento (BM332) B. Mosby. 1994. Biomechanics of The Musculoskeletal System. Crashworthiness – Energy Management and Occupant Protection. Mecânica. K-U. Biomechanical Analysis of the Musculoskeletal Structure for Medicine and Sports. P. • Revisão de Métodos Computacionais (Maple. Prentice-Hall. 4º Ano LEBMed M. P. 1990. • Modelos do Sistema Muscular. F. 2004. Englewood-Cliffs. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 -4- 2 . Biomecânica do Movimento (BM332) • Biomecânica do Impacto e Avaliação do Potencial de Lesão (Madymo). G. New Jersey. Springer Verlag. New York. Instituto Superior Técnico. Silva. 2004.

Biomecânica do Movimento (BM332) • 4º Ano LEBMed M. nome completo. número de aluno. Percentagens para a avaliação: • Trabalhos – 60% • Exame Final – 40% Nota de exame necessariamente superior ou igual a 10 valores. com fotografia de rosto. O exame final é individual. Os trabalhos são executados em grupos de três (3) alunos. 2004 1º Semestre 2005 / 06 -6- 3 . 2004 1º Semestre 2005 / 06 -5- Curso de APRESENTAÇÃO Horário de Dúvidas: • Segunda-feira das 09:30h às 12:00h. Silva. Silva. 4º Ano LEBMed M.Curso de APRESENTAÇÃO Método de Avaliação: • • • • O método de avaliação continuo é baseado na execução de trabalhos (computacionais) e de um exame final. Biomecânica do Movimento (BM332) A Fazer com a maior brevidade (durante a 1ª semana): • • Enviar email ao Prof. email e telemóvel (facultativo) Definir constituição dos grupos de trabalho (por email).

mas também um qualquer outro animal. • Na análise do movimento humano e consequente controlo robótico. Gary Yamaguchi in Dynamic Modeling of Musculoskeletal Motion 2001 “Estudo do movimento de seres vivos utilizando a ciência da mecânica”. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 -7- Curso de INTRODUÇÃO E APLICAÇÕES Aplicações da Biomecânica do Movimento: • Na análise da performance desportiva de atletas de alta competição. Silva. 2004 Nota 1: A Mecânica é o ramo da Física que analisa o movimento de um determinado sistema e o modo como a aplicação de forças pode alterar esse mesmo movimento. Silva. Nota 2: Um Sistema Biológico pode ser o corpo humano. momentos de força e dos efeitos da sua aplicação sobre estruturas e materiais biológicos”. • Em Ergonomia e na optimização de interfaces. M.Curso de INTRODUÇÃO E APLICAÇÕES O que é a Biomecânica? Biomecânica do Movimento (BM332) “É o estudo das forças. 2004 1º Semestre 2005 / 06 -8- 4 . Biomecânica do Movimento (BM332) 4º Ano LEBMed M. • No estudo do comportamento do corpo humano durante cenários de impacto de ocupantes de veículos e peões. Duane Knudson sitando Hatze (1974) in Fundamentals of Biomechanics 2003 A Biomecânica é o estudo do comportamento de sistemas biológicos utilizando e aplicando os conceitos e leis da Mecânica. • Em ortopedia. in Apontamentos Curso de Biomecânica do Movimento IST. organismo ou somente uma parte ou órgão destes. reabilitação física e projecto de equipamento de protecção desportiva. • No estudo e projecto de próteses e implantes.

queremos saber qual o conjunto de forças que lhe deu origem.Curso de INTRODUÇÃO E APLICAÇÕES Tipos de análise do movimento • Análise Cinemática: • Estuda-se apenas o movimento independente das forças envolvidas • Análise Dinâmica Directa: • Para um dado conjunto de forças exteriores aplicadas.10 - 5 . • Nas análises dinâmicas directas é necessário controlar os limites máximos articulares: η Biomecânica do Movimento (BM332) uη uζ 0 ur k uξ uij j un ζ k II uη ur uζ β o uξ III θ I ξ IV i • Utilizam-se modelos matemáticos que controlam e simulam o contacto entre o corpo humano e o ambiente envolvente. Silva. 2004 1º Semestre 2005 / 06 -9- Curso de INTRODUÇÃO E APLICAÇÕES APLICAÇÕES DE DINÂMICA DIRECTA Caso 1: Placagem de Futebol Americano • Muitas actividades atléticas envolvem severos contactos corporais: • Quantificação do Potencial de Dano. queremos determinar qual o movimento do sistema biomecânico. 2004 1º Semestre 2005 / 06 . • Melhoramento do equipamento desportivo. T && Mq + Φ q λ = g Biomecânica do Movimento (BM332) && Φ qq = γ Equações do movimento de um sistema (bio)mecânico. 4º Ano LEBMed M. • Análise Dinâmica Inversa: • Para um dado movimento observado. Silva. fc / i Energy dissipation Loading r v r v r v r v⊥ r u⊥ r fc /i r u⊥ i r ff i r v⊥ r v Unload ing 0 δ δ 4º Ano LEBMed M.

• As análises dinâmicas directas requerem o uso de modelos matemáticos de assentos e cintos de segurança: a3 c3 a3 c3 Biomecânica do Movimento (BM332) c4 c4 c1 c2 c1 ≡c2 4º Ano a1 ≡a2 a1 a2 LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .3 m 4º Ano LEBMed M. airbags. Silva. 0.Curso de INTRODUÇÃO E APLICAÇÕES APLICAÇÕES DE DINÂMICA DIRECTA Caso 2: Trenó de Desaceleração • Os laboratórios com trenós de desaceleração proporcionam informação significativa para: • A industria automóvel e aeronáutica. • O projecto de assentos de automóvel e avião.h. • Influência na dinâmica do veículo.p.11 - M. • Integração de ocupantes. Silva. 2004 1º Semestre 2005 / 06 . Biomecânica do Movimento (BM332) Roll Over Direction ω = 1.12 - 6 . e cintos de segurança. • Simulação da geometria interior. 2004 Curso de INTRODUÇÃO E APLICAÇÕES APLICAÇÕES DE DINÂMICA DIRECTA Caso 3: Simulação de Acidentes • Cenário complexo (capotamento): • Descrição detalhada do veículo. • Contactos múltiplos entre ocupante e o carro.5 rad/s V = 25 m.

• Diferentes posições relativas entre autocarro e peão. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . • Cálculo das velocidades e acelerações por diferenciação numérica das trajectórias digitalizadas. TOP VIEW V0 80 deg.40] km/h. • Filtragem do ruído utilizando filtros Passa . localizados em extremidades e articulações. M. Cam #3 Top View Cam #2 Subject Forward Direction Plate #2 Plate #3 Cam #1 Plate #1 Cam #4 • Digitalização manual dos pontos anatómicos. Silva.Baixo.13 - Curso de INTRODUÇÃO E APLICAÇÕES APLICAÇÕES DE DINÂMICA INVERSA Caso 1: Análise da marcha • Requer a aquisição e reconstrução do movimento observado: Biomecânica do Movimento (BM332) • Captura do movimento utilizando 4 câmaras sincronizadas a 60Hz. BUS Initial positions (IP1 to IP8 ) 0 IP1 55 mm IP8 4º Ano LEBMed M. 2004 1º Semestre 2005 / 06 . Biomecânica do Movimento (BM332) • O estudo revelou que a probabilidade do peão ser atropelado só era elevada se o embate se desse na parte frontal do autocarro. • Reconstrução 3D utilizando Transformações Lineares Directas.14 - 7 . Silva.Curso de INTRODUÇÃO E APLICAÇÕES APLICAÇÕES DE DINÂMICA DIRECTA Caso 4: Reconstrução Dinâmica de Acidentes • Reconstrução de um acidente de atropelamento: • Estudo paramétrico onde se utilizou: • Velocidades iniciais do autocarro a variar entre[20.

http://www.rad. 0 0 0 0 0 0 250 200 PCP FGRF v8 -120 -100 -80 -60 -40 -20 150 100 50 0 0 -50 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . 2004 Curso de INTRODUÇÃO E APLICAÇÕES APLICAÇÕES DE DINÂMICA INVERSA Caso 1: Análise da marcha Biomecânica do Movimento (BM332) Semimembranosus Tensor Fasciae Lata Vastae Family Visualização do aparato muscular utilizando o programa de simulação APOLLO. sincronizadas com as câmaras de vídeo. Silva. Z f FZ4 FY4 fX FX4 fZ MY p FX1 Y FZ3 FY3 FX3 X b FX2 FZ2 a FY2 fY FZ1 • Obtenção das curvas do centro de pressão (COP).Curso de INTRODUÇÃO E APLICAÇÕES APLICAÇÕES DE DINÂMICA INVERSA Caso 1: Análise da marcha • Medição das forças externas: Biomecânica do Movimento (BM332) • Utilização de plataformas de força. 2004 Gastrocnemius Gluteus Medius Soleus 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .15 - M.16 - Lower Extremity Muscle Atlas.washington.edu/atlas2/ 8 . M. Silva.

a 200 D. Cronologia de acordo com Nigg e Herzog in Biomechanics of M-S System (1994) M.C.) M.C.C.C. destacando-se: • A relativa liberdade política e religiosa (inspiradora de novas ideias). a 1450 D.C. Mapa da Grécia Antiga (750 .C. de 1600 D.C. a 1730 D.C. de 200 D. de 1800 D. – 200 D. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . a 1900 D. criando uma verdadeira “consciência crítica”. Silva. Silva. de 1450 D.17 - Curso de CONTRIBUTOS HISTÓRICOS A Antiguidade (600 A. • A localização geográfica e o clima (tempo de lazer).C.C. a 1600 D.Curso de CONTRIBUTOS HISTÓRICOS A origem do termo “Biomecânica”: Biomecânica do Movimento (BM332) • O termo Biomecânica é adoptado pela comunidade científica no início dos anos 70 para descrever a área científica relacionada com a análise mecânica de sistemas biológicos.C. Fenícios.C. Períodos relevantes no desenvolvimento da Biomecânica: Período Antiguidade Idade Média Renascimento Revolução Científica Iluminismo Século XIX Século XX Cronologia de 650 A. • Vários factores influenciaram o surgimento desta “consciência crítica”.C. a 2004 D. Ásia Menor). aos primeiros estudos da “Mecânica de Sistemas Vivos”. de 1730 D. de 1900 D. a 1800 D. 2004 Duração 850 anos 1250 anos 150 anos 130 anos 70 anos 100 anos 104 anos 4º Ano TEMPO LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .450 A.C.C.C. • No entanto a biomecânica enquanto ciência já existe há muito mais tempo.C. • As suas fundações remontam à antiguidade Grega. • Intercâmbio com outras culturas (Egípcios.): Biomecânica do Movimento (BM332) • Os Gregos foram a primeira civilização a conseguir separar o conhecimento do mito e religião.18 - 9 .

• A produção artística dessa época evoluiu muito em termos da representação do corpo humano. Silva. – 200 D. Biomecânica do Movimento (BM332) Discóbolos (450 A. Tales de Mileto (624-545 A.C. 2004 1º Semestre 2005 / 06 . • Observação detalhada do movimento humano com procura de meios para a sua representação.C. revelando um conhecimento profundo da sua anatomia superficial.C. • Atribuí-se a ele o cálculo por triangulação da Altura das Pirâmides e da Distância de Navios a Terra.C.): Biomecânica do Movimento (BM332) • Surgem os primeiros filósofos.) Medição da Altura das Pirâmides Por triangulação tem-se BA=BCxCD/CE.) Escultura grega com representação detalhada da anatomia superficial.19 - Curso de CONTRIBUTOS HISTÓRICOS A Antiguidade (600 A.C. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . denominados por Filósofos Naturalistas por dirigirem a sua atenção à observação da estrutura e funcionamento da Natureza. • Entre estes destaca-se Tales de Mileto que é considerado como sendo o primeiro Filósofo matemático.C.20 - 10 . Cálice com Figuras (750 . Silva.) Cerâmica grega com representação detalhada do movimento de lançamento do dardo.C.): • “Corpo são para uma Mente sã” traduz um pouco o espírito grego que levou à prática de actividades desportivas. – 200 D.Curso de CONTRIBUTOS HISTÓRICOS A Antiguidade (600 A. M.450 A. Distância de Navios a Terra Por triangulação vem OB=OAxCD/CA 4º Ano LEBMed M.

): • Hipócrates de Cós é considerado desde a idade média como o Pai da Medicina. todas as coisas são forma.todas as coisas têm forma. considerava que o acaso não existia e que tudo o que acontece. 2004 Curso de CONTRIBUTOS HISTÓRICOS A Antiguidade (600 A. geografia e medicina.) M.) a2 = b2 + c2 b c a 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .C. • Enunciou o conhecido teorema com o seu nome: Pitágoras de Samos (582-500 A.. • Pitágoras de Samos (ilha próxima de Mileto) criou a sua escola de pensamento onde existiam mestres e discípulos de ambos os sexos. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .C. estabelecendo-a como um ramo da ciência. • Acreditava que relações matemáticas detinham os segredos do Universo. • Acreditava no princípio de causa efeito. i. • Afirmava que “. libertando a medicina de constrangimentos sobrenaturais. tendo vivido a sua vida de acordo com um juramento que fez (Juramento de Hipócrates). física. Silva.C. mecânica.22 - 11 . Silva. acontece por uma dada razão.C. e que todas as formas podem ser definidas por números”. astronomia.. – 200 D.e.C. – 200 D.Curso de CONTRIBUTOS HISTÓRICOS A Antiguidade (600 A..): Biomecânica do Movimento (BM332) • Estes primeiros filósofos estabelecem os elementos básicos da matemática.C.21 - M. Biomecânica do Movimento (BM332) • É o símbolo de todas as qualidades e princípios morais inerentes aos médicos. • Desenvolveu uma aproximação científica extremamente racional ao diagnóstico. Hipócrates de Cós (460-370 A.

2004 Erasistratos de Quios (304-250 A.C. dando pouca importância à experimentação. quem empurra é empurrado”. – 200 D.) Descobrerta da “doença” de Antiocos (pintura de Jacques-Louis DAVID. Biomecânica do Movimento (BM332) • Considerava que o objectivo da ciência era explicar a natureza.C. • Distingue entre tendão e nervo e atribui sensibilidade ao último. • Erasistratos de Quios (ilha grega no Egeu).Curso de CONTRIBUTOS HISTÓRICOS A Antiguidade (600 A. Herófilos de Calcedónia (335-280 A.C. • Nesta obra Aristóteles faz a primeira descrição de uma passada e a primeira análise geométrica da actividade muscular.) M. – 200 D. discípulo de Herófilos.C.): • Aristóteles de Estagira (pequena cidade no norte da Grécia) foi discípulo de Platão e é considerado como o pai da cinésiologia . • Considera pela primeira vez o cérebro como sendo o centro de toda a inteligência. publicou vasta obra de onde se destaca um tratado intitulado “Sobre o Movimento dos Animais” no qual descreve pela primeira vez o conceito de movimento e de locomoção. Silva. 4º Ano Aristóteles de Estagira (384-322 A.. quando quem empurra.C.) LEBMed M. por meio de observação cuidada.23 - Curso de CONTRIBUTOS HISTÓRICOS A Antiguidade (600 A. 2004 1º Semestre 2005 / 06 . • Identificou também o conceito de força de reacção sendo que escreveu que “. 1774) 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .C. foi o primeiro a definir os músculos como órgãos de contracção. considerado como sendo o pai da anatomia.): Biomecânica do Movimento (BM332) • Herófilos de Calcedónia (actual Kadiköy nos subúrbios de Istambul).24 - 12 .. empurra. tendo identificado pela primeira vez vários órgãos do corpo humano. • Interessado por várias matérias. Silva. • Lança as fundações da moderna anatomia através da sistematização da dissecação.C.

Curso de CONTRIBUTOS HISTÓRICOS A Antiguidade (600 A. • Só no séc XIII. De Usu Partium Galeno de Pérgamo (129-201 D. • As obras De Usu Partium (O uso das Partes) e De Moto Musculorum (O movimento dos Músculos) são dois dos seus trabalhos mais relevantes.. Biomecânica do Movimento (BM332) •Nessa actividade realizou numerosas operações cirúrgicas tendo adquirido um enorme conhecimento do corpo humano e do seu movimento. Agostinho e S.o único tipo de conhecimento desejado é o conhecimento de Deus. Tomás Aquino M.C. • Nesta era poucos foram os contributos para a Biomecânica. X biblioteca do Vaticano 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .): • Galeno de Pérgamo (na Sicília) foi Médico do Colégio de Gladiadores.) M. 2004 LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . – 1450 D. São Agostinho afirma nos seus escritos que “.): Biomecânica do Movimento (BM332) • Período longo com cerca de 1300 anos no qual o desenvolvimento científico decresceu dando lugar ao desenvolvimento religioso e espiritual. •Escritor compulsivo escreveu mais de 500 tratados de medicina que foram a referência por mais de 1300 anos. e que nenhuma vantagem advém do estudo da realidade da natureza”. O Nome da Rosa de Umberto Eco (1986) 4º Ano S. é que a filosofia aristotélica é novamente incorporada na doutrina cristã. Silva. Silva. 2004 exemplar do séc. sendo considerado como o pai da medicina desportiva. • Desencorajando o questionamento científico.C.25 - Curso de CONTRIBUTOS HISTÓRICOS A Idade Média (200 D.C. através de São Tomás de Aquino. – 200 D.C. nervos motores e sensoriais..26 - 13 . • Nestas obras aborda em profundidade a forma e função de partes do corpo humano e da função e movimento dos músculos.C. identificando músculos agonista e antagonista.

Biomecânica do Movimento (BM332) Monalisa de Leonardo da Vinci Criação de Adão de Michelangelo Tipografia Gutemberg M. • Criou as fundações necessárias para a Revolução Científica do sec.ch/International_activities_En/Leonardo_anatomical_drawings.e.): • Leonardo da Vinci é uma figura incontornável em todo o Renascimento (smm!) • Contribuiu para a biomecânica através de volumoso legado de apontamentos sobre a anatomia humana (movimento.C. – 1600 D. • Retorno à cultura e civilização clássicas. juntas.28 - http://www. • Ao contrário de Galeno. músculos. XV. achava que a verificação e a experimentação eram determinantes para o seu estudo.htm 14 . o que favorece o estudo do grego e do latim e o reavivar das doutrinas dos antigos pensadores gregos. i. • Foi o primeiro a fazer a correcta representação da anatomia do osso ilíaco chamando à junta da anca il polo del omo.C.C. XVII.): • Surgiu em Itália após o caos politico do sec. o homem deixa de pensar o universo em função de Deus. 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .27 - Curso de CONTRIBUTOS HISTÓRICOS O Renascimento (1450 – 1600 D. Silva.Curso de CONTRIBUTOS HISTÓRICOS O Renascimento (1450 D. • Substituição da concepção teocêntrica pela antropocêntrica. 2004 Biomecânica do Movimento (BM332) •Só 200 a 300 anos após a sua morte foram feitas as primeiras publicações do seu trabalho. tornando-se senhor do seu destino.C. • Valorização do homem e da natureza em oposição a Deus e ao sobrenatural – surgimento do Humanismo.gfmer.. Leonardo da Vinci (1452-1519 D.) M. tendo feito várias dissecações. Silva. ossos). 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .

descobriu os 4 satélites de Júpiter e demonstrou a teoria de Copérnico. Observou as crateras da Lua. Andreas Vesalius (1514-1564 D. através da utilização do telescópio. • Na astronomia. Biomecânica do Movimento (BM332) Galileu Galilei (1564-1642 D. • Deu também grandes contributos à mecânica através da sua teoria de movimento uniforme.C. •Publicou em 1543 a sua opus magnum (obra prima) intitulada “De Humani Corporis Fabrica” na qual lançou os fundamentos da moderna anatomia. •Concluiu que a anatomia de Galeno era baseada no estudo da anatomia de animais aplicada com alguns erros à anatomia humana.30 - 15 .): • Galileu Galilei foi das figuras mais proeminentes da revolução científica e por muitos considerado como o pai da biomecânica devido aos estudos que fez sobre o salto humano e a passada de cavalos e insectos.) M. dizendo que a Terra girava em torno do Sol. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . Silva.): • Andreas Vesalius foi de todas as figuras do renascimento aquela que deixou o maior legado para a biomecânica. publicados na obra “De Animaliam Motibus”.Curso de CONTRIBUTOS HISTÓRICOS O Renascimento (1450 – 1600 D.C.) M.C.be/Vesalius/ http://vesalius.29 - Curso de CONTRIBUTOS HISTÓRICOS A Revolução Científica (1600 – 1730 D.zol.C. 2004 Biomecânica do Movimento (BM332) 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 http://www. balística. • Identificou várias contradições entre as suas dissecações e aquelas feitas por Galeno.edu/ .northwestern. Silva. plano inclinado e quantidade de movimento.

salto.Curso de CONTRIBUTOS HISTÓRICOS A Revolução Científica (1600 – 1730 D. • 3ª Lei de Newton ou Lei da Acção .C. De Motu Animalium Tabela 4 do livro de Borelli Giovanni Borelli (1608-1679 D.31 - Curso de CONTRIBUTOS HISTÓRICOS A Revolução Científica (1600 – 1730 D. ..C. • Giovanni Borelli foi matemático e médico. corrida. e ainda a Isaac Newton (1642-1727 D. • Estas quatro leis revelam-se fundamentais para a análise cinemática e dinâmica de qualquer sistema mecânico ou biomecânico. matemático e pensador do sec. Silva. XVII. • 2ª Lei de Newton ou Lei da Aceleração. • Na sua obra Philosophiae Naturalis Principia Mathematica (1686). tendo feito a síntese de tudo o que se tinha descoberto até à data na área da mecânica.32 - 16 . 2004 • Lei da Atracção Universal. •O seu maior objectivo era integrar a fisiologia com as ciências físicas. Newton enunciou as quatro leis fundamentais da mecânica. • Inventou o sistema de coordenadas Cartesiano que ainda hoje se utiliza para representar a posição de um corpo (ou sistema de corpos) no espaço.) •No seu tratado L’homme aplica as leis da mecânica ao corpo humano.): Biomecânica do Movimento (BM332) • Isaac Newton foi um físico e um matemático notável.C. estabelecendo um novo conceito de análise do movimento.): Biomecânica do Movimento (BM332) • René Descartes foi um proeminente filósofo. • 1ª Lei de Newton ou Lei da Inércia.C.) M. natação e contracção muscular.) M.Reacção. 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .. René Descartes (1596-1650 D.C. 2004 •Na sua obra De Motu Animalium utiliza um método geométrico para analisar movimentos complexos tais como a marcha. Silva. 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .

desencadeada por James Watt (1736-1819) com a criação da máquina a vapor.C..C.): • Reaviva-se a ideia ancestral de “Corpo são para uma mente sã”.Curso de CONTRIBUTOS HISTÓRICOS O Iluminismo (1730 . •A tomada da Bastilha e a revolução francesa assinalam o fim do monopólio do desporto e lazer para as classes mais elevadas da sociedade.) Jean d’Alembert (1717-1783 D.34 - 17 .C. medição da corrente eléctrica produzida por um músculo durante a sua contracção.): • Muitas vezes designado como o Século da Luz devido ao surgimento constante de novas ideias. dizendo que a 3ª Lei de Newton pode ser aplicada a corpos em movimento. • Jean d’Alembert no seu Traité de Dynamic enuncia o princípio com o seu nome. 2004 Auto-retrato de Nadar (1865) 1ªs fotos conhecidas de uma sequência de movimento.) Joseph Lagrange (1736-1815 D. •Do ponto de vista tecnológico. Leonhard Euler (1707-1783 D. especialmente no campo da matemática. M.1900 D. gera tempo de lazer e recriação que pode ser aplicado à prática desportiva. • Começaram-se a fazer as primeiras electromiografias.) 4º Ano LEBMed M.1800 D. 2004 1º Semestre 2005 / 06 .e.C. • A revolução industrial. Silva. Silva. Biomecânica do Movimento (BM332) • O grandes matemáticos preencheram muitas das lacunas que ficaram da revolução científica: • Leonhard Euler expande as leis de Newton para corpos rígidos e fluidos.C. • A matemática é vista como a cura/solução para todos os problemas da sociedade.33 - Curso de CONTRIBUTOS HISTÓRICOS Biomecânica do Movimento (BM332) O Século XIX ou o Século da Marcha (1800 . começando a haver um interesse crescente na prática de actividade física. i. • Joseph Lagrange trata os problemas da mecânica de uma forma generalista utilizando o calculo diferencial para expressar a 2ª Lei de Newton em função da energia potencial e cinética do sistema. começaram a existir as ferramentas que permitiam fazer a análise de qualquer tipo de movimento (fotogrametria). 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .

crianças. 2004 1º Semestre 2005 / 06 . aves.36 - 18 .Curso de CONTRIBUTOS HISTÓRICOS Biomecânica do Movimento (BM332) O Século XIX ou o Século da Marcha (1800 . •Brown e Fischer determinaram pela primeira vez o centro de massa dos principais segmentos anatómicos do corpo humano utilizando cadáveres congelados.C. • Estabeleceu que apenas as leis físicas condicionam o crescimento ósseo. • Wolff publica em 1870 a sua lei de regeneração óssea. • Inventor de numerosas máquinas de captura de movimento.): • Etienne Marey transformou o estudo da locomoção de mera observação qualificada para uma científica quantificada. 2004 LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . das quais se destaca o fuzil fotográfico e também uma plataforma de forças. Silva. • Du Bois Reymond e Duchenne lançam os fundamentos da moderna electromiografia (EMG). insectos e peixes. 4º Ano Edweard Muybridge (1830-1904) M.C.): • Edweard Muybridge contribuiu para a biomecânica com um enorme legado de imagens animadas que produziu para documentar o movimento dos seres vivos.35 - Curso de CONTRIBUTOS HISTÓRICOS Biomecânica do Movimento (BM332) O Século XIX ou o Século da Marcha (1800 . Reconheceu o osso como um material “vivo” e a interdependência entre a sua forma e função.1900 D. Silva.1900 D. • Implementou o primeiro laboratório de Biomecânica onde estudou o movimento de adultos. cavalos. Etienne Marey (1838-1904) 4º Ano LEBMed M.

devido ao rabalho realizado en torno da explicação da função mecânica e estrutural dos músculos. O trabalho será apresentado pelos alunos na aula e a sua duração não deverá exceder os 10 minutos por grupo. • Nadar • Edweard Muybridge.Curso de CONTRIBUTOS HISTÓRICOS O Século XX (1900 . animações e sons. • A. • Objectivos: Cada grupo deverá efectuar uma pesquisa bibliográfica com respectiva recolha de informação referente a uma das seguintes figuras históricas. (Herophilos and Erasistratis) • Etienne Marey. • Galeno • Braune e Fischer. filmes.37 - Curso de CONTRIBUTOS HISTÓRICOS 1º Trabalho – Pesquisa e Recolha de Informação: • Tipo de trabalho: Em grupo (max. A. Hill (1830-1904) M. (Galen) • Leonardo da Vinci.38 - 1º Semestre 2005 / 06 19 . •Realizou-se em Agosto de 1967 o 1º Seminário Internacional de Biomecânica em Zurique.2004 D. 2004 Biomecânica do Movimento (BM332) 4º Ano LEBMed . • Wolff • Hill • Implementação: A informação recolhida deverá ser compilada numa apresentação em Powerpoint que poderá conter para além de texto. V. • Aristóteles • William Harvey (Aristotle) • Borelli. •Definiu um modelo matemático do músculo esquelético que ainda hoje é vastamente utilizado. Suíça. • Herofilos e Erasistratos • Newton. • Cotação: 5% NM. Silva. V. 3 alunos). cujo trajecto e obra teve relevância directa ou indirecta na biomecânica: • Hipócrates • Vesallius. imagens. Silva. Hill recebeu o prémio Nobel da medicina e fisiologia. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . M. • Explosão do financiamento público da investigação médica.C. • Aumento da popularidade e reconhecimento social da prática de desporto. (Hippocrates) • Galileu.): Biomecânica do Movimento (BM332) • Vários factores influenciaram o rápido desenvolvimento da biomecânica neste século: • Desenvolvimento mecânico e tecnológico devido a duas guerras mundiais.

Curso de CINEMÁTICA DO MOVIMENTO HUMANO Formas Elementares de Movimento: • O movimento humano é normalmente descrito como sendo um movimento genérico. M. • Terminologia para Análise do Movimento: • de Comparação e Inter-relação. •Movimento de Rotação: Quando existe uma rotação do corpo ou de um ou mais segmentos anatómicos em torno de um eixo instantâneo de rotação normalmente situado num centro articular.. •Eixos anatómicos de referência. tipos de movimento e relações de posição entre os vários segmentos anatómicos do corpo humano.40 - 20 . • Movimento de Translação: Considera que todo o corpo se move de forma única e que não existe movimento relativo de rotação entre segmentos anatómicos.e. i. Silva. • Curvilíneo caso contrário. 2004 1º Semestre 2005 / 06 . • do Movimento Articular. 2004 Translação (Curvilínea) Biomecânica do Movimento (BM332) Translação (Rectilínea) Rotação 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .39 - Curso de CINEMÁTICA DO MOVIMENTO HUMANO Terminologia Específica para Análise do Movimento: Biomecânica do Movimento (BM332) • A análise do movimento humano e sua posterior descrição requer o uso de terminologia especializada que de forma precisa e unívoca identifique as diferentes posturas. 4º Ano LEBMed M. •Requer a definição de: •Posição anatómica de referência •Planos anatómicos de referência. • Rectilíneo se ocorrer ao longo de um segmento recto. uma combinação complexa de movimentos de translação e de movimentos de rotação. Silva.

Curso de

CINEMÁTICA DO MOVIMENTO HUMANO
Posição Anatómica de Referência:

Biomecânica do Movimento (BM332)

• A Posição Anatómica de Referência é considerada como sendo a postura de referência utilizada na descrição da posição e movimento relativo entre os segmentos anatómicos do corpo humano. Em conjunto com a terminologia específica de comparação e inter-relação e com a terminologia do movimento articular, a Posição Anatómica de Referência permite documentar onde uma arte do corpo se encontra relativamente a uma outra, independentemente de o corpo humano estar de pé, deitado ou noutra qualquer posição. • Corresponde a uma postura na qual o corpo se encontra na posição erecta, com os pés ligeiramente separados e os braços suspensos lateralmente, com as palmas das mãos viradas para a frente.
M. Silva, 2004

Posição Anatómica de Referência 4º Ano

LEBMed
1º Semestre 2005 / 06
- 41 -

Curso de

CINEMÁTICA DO MOVIMENTO HUMANO
Planos Anatómicos de Referência:
• Também designados por planos cardinais, são em número de 3 e perpendiculares (ortogonais) entre si. • Cada plano divide o corpo humano em duas metades de igual massa, sendo o ponto comum de intersecção o centro de massa do corpo. • Muito úteis na descrição de movimentos de grande amplitude e para a definição da terminologia específica dos tipos de movimento do corpo humano. • No entanto existem muitos movimentos do corpo humano que não são orientados segundo estes planos. Neste casos utilizam-se planos oblíquos.

Biomecânica do Movimento (BM332)

Planos Anatómicos de Referência 4º Ano

LEBMed
M. Silva, 2004 1º Semestre 2005 / 06
- 42 -

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Curso de

CINEMÁTICA DO MOVIMENTO HUMANO
Planos Anatómicos de Referência:
• Plano Sagital (Sagittal Plane): Divide o corpo verticalmente, nas suas duas metades direita e esquerda. (Movimentos neste plano: corrida, marcha, bicicleta). • Plano Frontal (Frontal or Coronal Plane): Divide o corpo verticalmente, nas suas duas metades anterior e posterior. (Movimentos neste plano: saltos laterais, roda, pontapés laterais em artes marciais). • Plano Transverso (Transverse or Axial Plane): Divide o corpo horizontalmente nas suas duas metades inferior e superior (Movimentos neste plano: dança, ginástica, saltos artísticos).

Biomecânica do Movimento (BM332)

Planos Anatómicos de Referência 4º Ano

LEBMed
M. Silva, 2004 1º Semestre 2005 / 06
- 43 -

Curso de

CINEMÁTICA DO MOVIMENTO HUMANO
Eixos Anatómicos de Referência:
• O movimento dos segmentos anatómicos do corpo humano ocorre em torno de um eixo de rotação imaginário que passa pela junta à qual esse segmento está ligado. • Existem 3 eixos de referência, utilizados na descrição do movimento humano, estando cada um deles orientado perpendicularmente a um dos planos de referência. • Eixo médio-lateral: Perpendicular ao plano sagital, define os movimentos que ocorrem nesse plano. • Eixo anteroposterior: Perpendicular ao plano frontal, define os movimentos que ocorrem nesse plano. • Eixo longitudinal: Perpendicular ao plano transversal, define os movimentos que ocorrem nesse plano.
M. Silva, 2004

Biomecânica do Movimento (BM332)

Eixo Médio-lateral

Eixo Longitudinal

Eixo Anteroposterior 4º Ano

LEBMed
1º Semestre 2005 / 06
- 44 -

22

Curso de

CINEMÁTICA DO MOVIMENTO HUMANO
Terminologia de Comparação e Inter-relação
• Utilizada para relacionar a posição entre segmentos anatómicos e entre segmentos anatómicos e outros objectos externos. •Superior: Que está mais próximo da cabeça (cranial em zoologia). Ex: O coração está superior ao estômago. •Inferior: Que está mais afastado da cabeça (caudal em zoologia). Ex: O tronco está inferior ao pescoço. •Anterior: Que está mais à frente (neutral em zoologia). Ex: A rótula está anterior à articulação do joelho. •Posterior: Que está mais atrás (dorsal em zoologia). Ex: A omoplata está posterior à clavícula.
M. Silva, 2004 Terminologia de Comparação e Inter-relação

Biomecânica do Movimento (BM332)

4º Ano

LEBMed
1º Semestre 2005 / 06
- 45 -

Curso de

CINEMÁTICA DO MOVIMENTO HUMANO
Terminologia de Comparação e Inter-relação
•Medial: O que está mais próximo do meio. Ex: O dedo grande do pé é medial face aos restantes. •Lateral: O que está mais afastado do meio. Ex: O polegar está no lado lateral da mão. •Proximal: O que está mais próximo do tronco. Ex: O joelho é proximal face ao tornozelo. •Distal: O que está mais afastado do tronco. Ex: O pulso é distal face ao cotovelo. •Superfícial: O que está mais próximo da superfície. Ex: A pele é superficial aos músculos.

Biomecânica do Movimento (BM332)

•Profundo: O que está mais afastado da superfície. Ex: Os pulmões estão mais profundos que as costelas.
M. Silva, 2004

Terminologia de Comparação e Inter-relação

4º Ano

LEBMed
1º Semestre 2005 / 06
- 46 -

23

• Uma rotação de um segmento anatómico é designada de acordo com a direcção do movimento e medida como sendo o ângulo entre a posição actual e a posição de referência. M. extensão e hiperextensão. todos os seus segmentos anatómicos se encontram posicionados a zero graus.48 - 24 . mão e anca e numa direcção posterior para o segmento da perna. • Extensão é o movimento que retorna um segmento anatómico flectido à sua posição de referência. • Flexão é o movimento que implica uma rotação no plano sagital na direcção anterior dos segmentos anatómicos da cabeça. braço e antebraço. • Hiperextensão é definido como uma extensão para além da posição anatómica de referência. Silva. • Considera-se que quando o corpo humano se encontra na posição anatómica de referência. tronco.Curso de CINEMÁTICA DO MOVIMENTO HUMANO Terminologia do Movimento Articular: • A Terminologia do Movimento Articular é utilizada para descrever o movimento dos segmentos anatómicos que ocorrem nas articulações. pés ligeiramente separados. braços suspensos lateralmente. 2004 Biomecânica do Movimento (BM332) Posição Anatómica de Referência Corpo na posição erecta. na direcção oposta à direcção de flexão. palmas das mãos viradas para a frente 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .47 - Curso de CINEMÁTICA DO MOVIMENTO HUMANO Terminologia do Movimento Articular: •Movimentos no Plano Sagital: Os três principais movimentos que ocorrem neste plano são designados por flexão. M. Silva. 2004 Biomecânica do Movimento (BM332) Flexão Extensão Hiperextensão 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .

2004 Desvio Cubital Desvio Radial 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .. i. na direcção do dedo mínimo. • Flexão Lateral (direita ou esquerda) descreve o movimento oscilante do tronco no plano frontal. Biomecânica do Movimento (BM332) Elevação Depressão • Desvio Radial é o movimento que traduz a rotação radial da mão em torno do pulso no plano frontal e na direcção do rádio.50 - 25 . • Desvio Cubital é o movimento oposto e que traduz a rotação frontal da mão em torno do pulso na direcção do cúbito. aquele que traz o segmento anatómico para junto da linha média do corpo.e.. • Adução é o movimento oposto. • Abdução é o movimento no qual um dado segmento anatómico se move para lá da linha média do corpo.e..Curso de CINEMÁTICA DO MOVIMENTO HUMANO Terminologia do Movimento Articular: • Movimentos no Plano Frontal: Os dois movimentos mais importantes que ocorrem neste plano são designados por abdução e adução. 2004 1º Semestre 2005 / 06 . No entanto existem ainda outros de menor relevância. M. Flexão Lateral (direita / esquerda) Biomecânica do Movimento (BM332) Abdução Adução 4º Ano LEBMed M. i.49 - Curso de CINEMÁTICA DO MOVIMENTO HUMANO Terminologia do Movimento Articular: • Elevação e Depressão do ombro corresponde ao movimento desta articulação respectivamente nas direcções superior e inferior. para o lado do polegar. Silva.e. i. Silva.

Supinação – Neutro – Pronação Dorsiflexão Biomecânica do Movimento (BM332) Neutro Flexão Plantar Eversão – Neutro – Inversão Abdução – Neutro – Addução Consultar http://www. Silva. Silva.html para informação mais detalhada M.com/clinicians/index. • Flexão plantar é o movimento que leva a planta do pé para a direcção inferior.51 - Curso de CINEMÁTICA DO MOVIMENTO HUMANO Terminologia do Movimento Articular: • Movimentos no Plano Transversal: Os movimentos no plano transversal são na sua maioria movimentos de rotação em torno do eixo longitudinal dos segmentos anatómicos. •Rotação Média e Lateral são termos utilizados para descrever o movimento da perna e do braço como um todo.Curso de CINEMÁTICA DO MOVIMENTO HUMANO Terminologia do Movimento Articular: • Dorsiflexão é o movimento que traz o dorso do pé na direcção da perna. •Pronação e Supinação do pé são movimentos compostos da articulação subtalar que incluem: Pronação: eversão+abdução+dorsiflexão. •Eversão e Inversão do pé são movimentos a que correspondem respectivamente as rotações externa e interna da planta do pé. Medial no sentido da linha média do corpo. 2004 Supinação Biomecânica do Movimento (BM332) Rotação Direita / Esquerda (Cabeça. Supinação: inversão+adução+flexão plantar. Pescoço. pescoço e tronco. Tronco) Rotação Medial Rotação Lateral 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . Lateral no sentido oposto. • Supinação e Pronação são termos que são utilizados especificamente para designar respectivamente a rotação exterior ou interior do antebraço.52 - 26 .footmaxx. Pronação M. •Abdução e Adução do pé são termos utilizados para descrever respectivamente as rotações lateral e medial de todo o pé. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . •Rotação Direita e Esquerda são termos utilizados para descrever o movimento no plano transversal da cabeça.

•Protracção e Retracção são os termos utilizados para descrever respectivamente a rotação anterior e posterior da articulação o ombro (omoplata). 2004 Protacção Biomecânica do Movimento (BM332) Adução Horizontal Abdução Horizontal Retracção Circudação 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . resultando numa trajectória cónica com fulcro na junta. extensão. • Movimento de Circundação é um movimento genérico que envolve normalmente o movimento circular de um segmento anatómico. Estão associados a patologias musculares e/ou articulares. Silva. •Aducto e Abducto são desvios permanentes de um dado segmento anatómico. •Movimento de Oposição é o movimento que leva o polegar a tocar nos restantes dedos.. Oposição M.53 - Curso de CINEMÁTICA DO MOVIMENTO HUMANO Terminologia do Movimento Articular: •Varo e Valgo são desvios permanentes de um dado segmento anatómico. Silva. 2004 1º Semestre 2005 / 06 . i. “Joanete” (dedo grande valgo / abducto e 1º metatarso varo / aducto) Biomecânica do Movimento (BM332) Pé Varo (inversão permanente do pé direito) 4º Ano LEBMed M. Estão associados a patologias musculares e/ou articulares. Valgo: O contrário.e. Abducto: O contrário. desvio lateral no alinhamento dum segmento anatómico.54 - 27 . abdução e adução.e. combinando flexão. i.Curso de CINEMÁTICA DO MOVIMENTO HUMANO Terminologia do Movimento Articular: • Abdução e Adução Horizontal são os termos utilizados para descrever o movimento de rotação do braço e da coxa no plano transverso quando flectidos de 90º e que se traduz respectivamente por uma rotação lateral para o exterior e para o interior do corpo. desvio externo no alinhamento dum segmento anatómico.. Varo: Desvio interno no alinhamento dum segmento anatómico da extremidade proximal para a distal. Aducto: Desvio medial no alinhamento dum segmento anatómico da extremidade proximal para a distal.

Biomecânica do Movimento (BM332) • Objectivos: O aluno deverá escolher uma postura ou movimento humano ao seu critério. incluindo figuras e tabelas.utl. conclusões e as referências bibliográficas utilizadas.que avaria com alguma frequência .as articulações funcionam por vezes em situações extremas e em média durante 70 anos sem patologias de maior. não devendo exceder as 4 páginas. •Instruções para Autor: As instruções para autor podem ser obtidas por download da página da disciplina seguindo do link: http://www2. 4º Ano LEBMed M. 2004 1º Semestre 2005 / 06 . a discussão de resultados. As suas principais funções incluem: • Permitir ou inibir o movimento numa dada direcção. o que faz com que estes elementos tenham um papel determinante na sua capacidade de movimento e locomoção.pt/~mpsilva/BM332/BM_Downloads. •A anatomia de uma articulação saudável pouco varia de pessoa para pessoa.55 - Curso de BIOMECÂNICA ARTICULAR Biomecânica das Articulações Humanas • As articulações efectuam a junção entre dois ou mais ossos do esqueleto humano. a apresentação e descrição da postura ou movimento adoptado. Biomecânica do Movimento (BM332) • O corpo humano possui mais de 200 articulações. Silva. estando muito bem projectadas para o desempenho da sua função. Implementação: Deverá ser elaborado um relatório técnico onde conste a introdução e âmbito do trabalho. no entanto diferenças na espessura relativa dos tecidos moles envolventes podem resultar em diferenças significativas na amplitude do movimento entre diferentes pessoas. 2004 1º Semestre 2005 / 06 . • Cotação: 5% NM. O relatório técnico deverá seguir o formato adoptado na disciplina. • As articulações são feitas de tecidos vários. Ao contrário do seu equivalente mecânico .Curso de CINEMÁTICA DO MOVIMENTO HUMANO 2º Trabalho – Descrição de uma Postura ou Movimento: • Tipo de trabalho: Individual. • Transmitir forças de um osso para outro(s).dem.ist. Essa postura ou movimento deverá ser analisado o ponto de vista cinemático e descrito de forma qualitativa utilizando os conceito introduzidos na disciplina onde se incluem a terminologia de comparação e inter-relação e a terminologia específica para análise do movimento articular. Silva.56 - 28 .html 4º Ano LEBMed M.

58 - 29 . cuja função é unir dois ou mais ossos. dissipando alguma energia. • Condilartroses. • Têm como função dar estabilidade estrutural. • Trocleartroses. 2004 Biomecânica do Movimento (BM332) Suturas Cranianas Gonfose Periodontal Sindesmose Tíbio-Peronial 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . existem 3 principais tipos de articulações: • Sinartroses (articulações fixas).57 - Curso de BIOMECÂNICA ARTICULAR Classificação de Articulações Sinartroses: • São articulações fixas. Silva. tendo a capacidade de absorver choques e vibrações. Ex: Suturas do crânio. • Artrodias ou artroses. Silva. 2004 Anfiartroses Vertebrais (Discos) LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . • As Sinartroses dividem-se em: • Suturas. 4º Ano Diartrose da Anca M. • Sindesmoses. constituídas por tecidos fibrosos. • Gonfoses. • Diartroses ou Sinoviais (articulações de grande mobilidade): • Enartroses.Curso de BIOMECÂNICA ARTICULAR Classificação de Articulações • No corpo humano e na grande maioria dos ser vivos vertebrados. M. sindesmose da tíbia e perónio e gonfose periodontal. desprovidas ou com muito pouco movimento. Sinartroses Cranianas (Suturas) Biomecânica do Movimento (BM332) • Anfiartroses (articulações de reduzida mobilidade).

sínfise pubiana. • Existem vários tipos de articulações sinoviais consoante a sua função e o movimento admitido (desde pequenas translações até grandes rotações) Ex: Diartrose do joelho. • Os ossos estão unidos entre si por uma fibrocartilagem cuja consistência (rigidez. Silva.Curso de BIOMECÂNICA ARTICULAR Classificação de Articulações Anfiartroses: • Articulações que apresentam mobilidade reduzida. Silva. dissipando alguma energia. histerese) permite a existência de deformação e dum certo grau de movimento (normalmente flexão) entre os segmentos ósseos. •Têm como função dar estabilidade estrutural. 2004 Biomecânica do Movimento (BM332) Anfiartroses Intervertebrais Sínfise Pubiana 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .60 - 30 . M. 4º Ano Diartroses ou Articulações Sinoviais M. diartrose da anca. tendo a capacidade de absorver choques e vibrações. diartrose do ombro. Ex: Anfiartroses vertebrais (discos intervertebrais).59 - Curso de BIOMECÂNICA ARTICULAR Classificação de Articulações Diartroses (sinoviais): Biomecânica do Movimento (BM332) • Articulações que permitem uma ampla gama de movimentos e nas quais os ossos estão interligados por meio de ligamentos. 2004 LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .

62 - 31 . sendo a sua modelação computacional complexa. 2004 Biomecânica do Movimento (BM332) Enartrose da Anca Condilartrose e Trocleartrose do Cotovelo Artrodia Cervical 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . morosa e por vezes desnecessária face aos objectivos primordiais da análise. M.61 - Curso de BIOMECÂNICA ARTICULAR Juntas Mecânicas de Geometria Ideal •As articulações sinoviais têm estruturas extremamente complexas. 2004 LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . Ex: Artrodia entre o atlas e o axis. • Artrodia (artrose): Constituída por segmentos ósseos planos que só podem deslizar entre si. Silva. Ex: Trocleartrose do cotovelo. •De forma a simplificar e aumentar a eficiência computacional da formulação matemática. Silva. • Condilartrose: Constituída por um segmento ósseo arredondado ou elíptico e outro que apresenta a forma côncava recíproca.Curso de BIOMECÂNICA ARTICULAR Classificação de Articulações •Tipos de articulações sinoviais: • Enartrose: Constituída por um segmento ósseo esférico que encaixa dentro de uma cavidade com a sua forma e portanto pode rodar em todas as direcções. • Trocleartrose: Constituída por um segmento ósseo em forma de poleia. a modelação computacional de articulações biológicas é na grande maioria dos casos substituída pela utilização de juntas mecânicas de geometria ideal. Ex: Enartrose da anca. que apresenta uma depressão no centro e outro com uma crista que encaixa no canal da poleia. Biomecânica do Movimento (BM332) Modelo Biomecânico (As Articulações Biológicas foram substituídas por Juntas Mecânicas de Geometria Ideal) 4º Ano Exemplos de Juntas Mecânicas de Geometria Ideal M. Ex: Condilartrose do cotovelo.

Biomecânica do Movimento (BM332) 3D 2D • O número de g. • Junta de Translação: Tipo antena telescópica: Prismática: Permite translação numa dada direcção.l. Permite rotação nas duas direcções definidas pelos eixos da cruzeta.l. Biomecânica do Movimento (BM332) Junta de Revolução Junta Esférica Junta Universal Junta Translação (cilíndrica) M. Rotação livre. de um sistema mecânico é calculado como sendo o número total de coordenadas subtraído do número de constrangimentos cinemáticos de junta e de corpo rígido: nc: nº de coordenadas 4º Ano ngdl = nc – nh nh: nº de constrangimentos LEBMed M. 2004 Junta Translação (prismática) 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .d.d. • Junta Esférica: Tipo espelho retrovisor de automóvel. o número máximo de g. de um corpo rígido reduz-se para apenas 3.63 - Curso de BIOMECÂNICA ARTICULAR Graus de Liberdade de Corpos Rígidos: • Um corpo rígido no espaço tridimensional tem no máximo 6 graus-de-liberdade (g. • Junta Universal: Tipo Cardan de transmissão de veículo. Silva. 2004 1º Semestre 2005 / 06 . Permite movimento de rotação em torno de uma única direcção. Silva. • No plano.) que são respectivamente 3 translações e 3 rotações.64 - 32 . respectivamente 2 translações e 1 rotação.Curso de BIOMECÂNICA ARTICULAR Juntas Mecânicas de Geometria Ideal • Junta de Revolução: Tipo dobradiça de porta.l. Permite movimento de rotação em qualquer direcção. Cilíndrica: Permite translação e a rotação das peças sobre si próprias.d.

permite apenas 2 g. (em problemas 2D restringe 2 g. (em problemas 2D restringe 2 g. i. com 12 segmentos.l.d. 2004 1º Semestre 2005 / 06 .l.. restringe 5 g. restringe 4 g. restringe 3 g.. Se for cilíndrica permite também 1 rotação em torno do eixo de translação..e.Curso de BIOMECÂNICA ARTICULAR Graus-de-Liberdade de Juntas Cinemáticas: Biomecânica do Movimento (BM332) • Uma Junta de Revolução permite apenas uma rotação entre dois corpos rígidos.l.. Graus de Liberdade de Juntas Mecânicas de Geometria Ideal M.l) • Uma Junta Universal é semelhante à junta esférica.) de cada sistema mecânico e biomecânico. sendo todas as juntas esféricas menos as dos joelhos e cotovelos.. Silva.d.l). (em problemas 2D restringe 2 g. restringe 5 g. •Considere que os casos a) e b) são planares e que o caso c) é tridimensional.d.d.e.l. assim.d. i.l.l.65 - Curso de BIOMECÂNICA ARTICULAR Exercícios Biomecânica do Movimento (BM332) • Determinar para os exemplos ilustrados o número de graus-de-liberdade (g. Silva.l.d. i.d. mas restringe também uma rotação (dos corpos sobre o seu eixo longitudinal). a) b) c) 4º Ano LEBMed M.d.e.66 - 33 .d. (em problemas 2D restringe apenas 2 g. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .) •Uma Junta Esférica permite apenas a existência de rotações. o que significa que elimina as translações entre os corpos que une. i.e. restringindo as 3 rotações e 2 translações.d.) • Uma Junta de Translação: Se for prismática permite translação numa dada direcção.l.

Silva.68 - 34 . Silva.Curso de CINEMÁTICA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Ver apontamentos leccionados nas aulas Biomecânica do Movimento (BM332) 4º Ano LEBMed M. 2004 1º Semestre 2005 / 06 . 2004 1º Semestre 2005 / 06 .67 - Curso de DINÂMICA DIRECTA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Ver apontamentos leccionados nas aulas Biomecânica do Movimento (BM332) 4º Ano LEBMed M.

(http://www. • Modelos de elementos finitos (2D e 3D). 2003) M. • Pode-se entender como sendo um conjunto de equações que descreve um dado fenómeno ou evento físico. • Modelos de massa-mola-amortecedor (1D).com/research_04/page_019. Silva. Silva.Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Definição: • Um Modelo Biomecânico uma aproximação matemática de um dado sistema biomecânico real.eng. PhD.Silva. Biomecânica do Movimento (BM332) Modelo Massa-Mola-Amortecedor (1D) (Lumped Model) para resposta dinâmica em frequência da coluna lombar. dados do exterior envolvente e da resolução das equações do movimento. Silva. quando fiáveis.70 - M. • Os Modelos Biomecânicos.asp) Modelo Corpos Múltiplos (3D) (MB Model) p/ simulação da resposta dinâmica do corpo humano. PhD. 2003) Modelo Elementos Finitos (3D) (FEM Model) p/ simulação de impactos e quantificação do risco de lesão.wayne. (http://ttb. 2004 4º Ano LEBMed .activator. proporcionam métodos económicos e versáteis de análise do comportamento do corpo humano. (M. 23 r v20 21 Biomecânica do Movimento (BM332) 33 r v20 16 16 r 21 22 r 17 32 25 v16 v16 27 31 r 26 24 é r v17 r 16 v17 r 24 v15 r 19 r 29 18 r v v19 15 r 20 24 14 24 v15 17 28 v18 r v12 15 30 v13 24 15 r 23 r v12 15 19 18 v13 22 20 18 r 21 r r17 v11 v21 v11 25 r 14 v22 14 14 14 6 r 16 5 v4 6 6 15 5 r r 6 v4 7 v9 6 r 8 5 v5 6 13 13 r 13 5 r 5 v10 4 v5 r 5 4 1214 r 10 v v6 4r 6 9 4 r v3 11 7 4 v 7 3 12 7 7 3 r 8 v 11 2 8 8 r 8 v 13 3 3 7 9 3 r r z v1 v2 10 y 1 2 o x 1 Modelo Biomecânico de Corpos Múltiplos para Análise Dinâmica Inversa 3D (M.69 - 1º Semestre 2005 / 06 Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Tipos de Modelos Biomecânicos: • Determinísticos: O resultado da análise é obtido através da utilização de valores estimados ou medidos de alguns parâmetros antropométricos. 2004 35 . • Modelos de corpos múltiplos (2D e 3D).edu/brain/) 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .

25 3 5 17. • Relevância: Deve representar a realidade correctamente. b) Tronco. M.10 30 13 • Simplicidade: O modelo deve ser o mais simples possível.Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Tipos de Modelos Biomecânicos: • Estatísticos: O resultado da análise é obtido através da utilização de métodos estatísticos (equações de regressão) para relacionar as várias variáveis teóricas presentes numa colecção de dados. J. fisiológica. 2003) 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . 4 33 11 Biomecânica do Movimento (BM332) 31. • Robustez e Fiabilidade: Deve representar correctamente os aspectos essenciais do sistema num conjunto variado de circunstâncias. Silva. c) Pernas. Característica particularmente importante nas fases iniciais pois permite um entendimento dos aspectos fundamentais do sistema. 4º Ano Modelo estatístico: Função de Risco (de dano grave AIS>=3). Silva. 2004 15.20 24.7.27 21.3 11.22. b) Função de Risco de Fractura em Função da Carga. (em “Fatality and injury risk . (em Injury Biomechanics.71 - M.8 7 4. mecânica).. Biomecânica do Movimento (BM332) a) Dados Estatísticos referentes a um tipo de fractura óssea.12 14 1 15 13 Modelo Biomecânico de Corpos Múltiplos 3D (M.16 12 14 8 10 2. 2002) LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .18 26. Pode evoluir em termos de complexidade em fases posteriores de forma a aproximar melhor a realidade a modelar.23 6 1 28.72 - 36 ..32 2 19. Modelo estatístico: Função de Risco (de factura óssea). Lefler et.5 9 9.29 6. Silva.. 1994) a) Cabeça.Wismans et al.”. Al. Accident Analysis and Prevention. produzindo resultados com relevância (clínica. PhD. 2004 Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Características Relevantes num Modelo Biomecânico: • Inteligibilidade: Deve facilitar e proporcionar o entendimento básico do sistema em estudo.

4º Ano Jumping Model M. a inércia e a localização do centro-de-massa de cada um dos segmentos do modelo.M. • Nos anos 80 houve uma generalização dos modelos 3D.) • Eram 2D e produziam informação reduzida. Interdisciplinaridade. 2004 1º Semestre 2005 / 06 . • Os problemas de natureza cinemática requerem apenas informação relativa às dimensões. áreas de secção transversal e volume dos segmentos anatómicos. Utilizavam optimização linear (SIMPLEX). Silva. Silva. • Nos anos 90 até hoje.Miller et al. a massa. • Primeiros modelos com capacidade de estimar forças musculares. i. Biomecânica do Movimento (BM332) 4º Ano LEBMed M. PhD. assiste-se a um aumento crescente na qualidade e quantidade dos modelos. 2004 M. The Delft Shoulder Group Biomecânica do Movimento (BM332) The CHARM Project The Anybody Project The Anybody Project Extraocular Model J. consideram de alguma forma as características de massa e inércia do corpo humano..e. Evolução em complexidade.73 - Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Dados Antropométricos: • Os modelos determinísticos são na sua maioria modelos dinâmicos.74 - 37 . • Os problemas de natureza dinâmica requerem para além das dimensões antropométricas. • É necessário um grande número de dimensões físicas e características de inércia para descrever o corpo humano na sua totalidade.Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Evolução nas Últimas 4 Décadas: • Primeiros modelos da década de 60 consideravam o corpo como um conjunto de segmentos rígidos (3 segmentos max. • Não calculavam esforços internos. • A Antropometria é o ramo da antropologia que estuda as dimensões físicas do corpo humano para determinar as diferenças entre indivíduos e entre grupos de indivíduos. Silva. LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . • Alguns eram 3D. • Nos anos 70 surgem modelos com um maior número de segmentos.

76 - 38 . 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . Porém. • Os anos 50 foram anos de grande desenvolvimento da antropometria. militar. etc. • As tabelas antropométricas são obtidas relativamente a uma dada população parcial de indivíduos (desportiva.Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Dados Antropométricos (cont. M. calcula a localização do centro de massa e a densidade dos principais segmentos anatómicos do corpo humano.75 - Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Pequena Nota Histórica: Biomecânica do Movimento (BM332) • Primeiros estudos quantificados sobre antropometria foram feitos por Braune e Ficher no final do século XIX. Barter estabelece equações que permitem predizer o valor da massa de 7segmentos anatómicos do corpo humano a partir do conhecimento do seu peso total. torna-se necessário fornecer as informações detalhadas sobre a antropometria e fisiologia de cada um dos músculos que constitui esse aparelho: comprimento. as diferenças nos resultados também nunca são significativas. • Os valores tabelados são o resultado da aplicação de métodos estatísticos aos valores medidos. dos limites de amplitude máxima e mínima de cada um dos seus graus-de-liberdade. variâncias. Utiliza cadáveres. desvios padrão. área da secção transversal e pontos de origem. Define o conceito de comprimento entre centros articulares adjacentes. Ainda hoje este estudo é considerado como uma referência. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .). Silva. • Em 1955. num estudo exaustivo relativo aos requisitos de espaço de um operador sentado. etc. Utilizaram o conceito de segmentos interligados para determinar o centro de massa do soldado de infantaria alemão. M. • Em 1954. Para isso utilizaram 2 cadáveres congelados. Hertzberg obteve as dimensões antropométricas relativas ao pessoal de voo americano. Dempster. ângulo de inclinação das fibras. corporativa. Silva.): Biomecânica do Movimento (BM332) • Os problemas de dinâmica directa requerem a especificação. porque se torna muito difícil obter resultados relativos à população total. para cada articulação. • Os valores tabelados para grupos de indivíduos idênticos variam de estudo para estudo nunca se obtendo resultados iguais. via e inserção muscular. • Em problemas dinâmicos onde se pretenda calcular as forças produzidas num dado aparelho muscular. • Em 1957. sendo por isso apresentados como valores médios.

Modelo Antropométrico de Whitsett Segmentos anatómicos e modelo geométrico (Whitsett. Utiliza as dimensões de Herzberg. incluindo mais segmentos e formas geométricas mais detalhadas. • Este resultado explica a razão da existência de boas correlações de resultados em estudos feitos com bases antropométricas diferentes.Silva. muito embora em alguns casos. 2003) revelam que os métodos numéricos baseados em formulações de corpos múltiplos apresentam sensibilidades reduzidas a pequenas perturbações introduzidas nos parâmetros de massa e inércia dos modelos biomecânicos.77 - 1º Semestre 2005 / 06 Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Pequena Nota Histórica (conclusão): Biomecânica do Movimento (BM332) • Em 1964.78 - 39 . cadáveres ou numéricos). raça e sexo.): Biomecânica do Movimento (BM332) • Nos anos 60 diversos investigadores desenvolvem modelos matemáticos que permitem calcular os principais parâmetros de inércia do corpo humano. • No entanto. Simons e Gardner desenvolvem um modelo humano que aproxima o corpo utilizando formas geométricas. 2004 4º Ano LEBMed . nomeadamente ao tipo de modelos utilizados (voluntários. as equações de regressão de Barter e as localizações do CM e densidades de Dempster. Silva. 1962) M. Silva. à sua idade. sejam encontradas diferenças significativas nos resultados obtidos por estes investigadores. refina o modelo de Gardner. cilindros e troncos de cone) para aproximar a geometria do corpo humano e calcular os seus momentos e eixos principais de inércia para 30 diferentes posturas. Whitsett. • Em 1960. estudos recentes (M.. • Estes estudos estabeleceram as bases dos actuais modelos antropométricos.Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Pequena Nota Histórica (cont. • Em 1962. Hanavan propõe um modelo que utiliza dados antropométricos e formas geométricas conhecidas (esferas. et al. • Essas diferenças são devidas a várias razões. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . ao número de indivíduos da amostragem. Utilizando as equações de Barter. M. calculam as inércias das formas geométricas e daí a inércia total do corpo humano. no seu estudo sobre a resposta dinâmica do homem em gravidade zero.

byomedic. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Instrumentos de Medição Antropométrica: • A maioria dos valores tabelados são obtidos utilizando instrumentos de medição específicos para antropometria. Por vezes também pode ser de mesa e efectua medições horizontais. 2004 http://www. Silva. • Consiste numa haste metálica graduada na qual são montados dois cursores: um fixo na origem da escala e um móvel deslizante. • A haste é composta por quatro elementos com cerca de 50 cm cada. podendo realizar medições até 2 m. M. Estadiómetro de mesa para medição de crianças. • É por sistema um Instrumento de parede.com/antropometria. Os de mesa são mais utilizados para medir crianças.htm Estadiómetro de mesa para medição da altura sentada 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .): Biomecânica do Movimento (BM332) • Estadiómetro: • Instrumento de medida utilizado para determinação da estatura de um indivíduo. • Tem precisão de 1 mm. Os mais utilizados são: • Antropómetro (do tipo Rudolf Martin): Biomecânica do Movimento (BM332) • Instrumento de medida utilizado na determinação do comprimento de segmentos anatómicos.byomedic. Estadiómetro vertical de parede M.80 - 40 . • Tem precisão de 1 mm. efectuando medições na vertical. grandes diâmetros e estaturas.htm) • Nestes cursores são adaptados em posições perpendiculares à haste medidores rectos (para medição de comprimentos) ou curvos (para medição de diâmetros). Silva.79 - Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Instrumentos de Medição Antropométrica (cont. Antropómetro do tipo Rudolf Martin (http://www.com/antropometria.

Numa das hastes está montada uma régua graduada. • Tem precisão de 1 mm. Craveira ou Nónio Biomecânica do Movimento (BM332) Goniómetro Goniómetro de falanges. Silva.Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Instrumentos de Medição Antropométrica: • Compasso de Pontas Curvas: • Instrumento de medida utilizado na medição de pequenos e médios diâmetros. • É composto por duas hastes metálicas curvas. • Existem vários modelos consoante a articulação que se pretende medir.byomedic. M. Biomecânica do Movimento (BM332) Compasso de pontas curvas Compasso de pontas curvas Compasso de pontas curvas p/ grandes diâmetros 4º Ano LEBMed M.com/antropometria. Silva. • Pode efectuar leituras até às décimas de milímetro.82 - 41 .htm 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . • Goniómetro: • Instrumento de medição utilizado para medir os ângulos formados pelas articulações. • Tem precisão de 1º.81 - Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Instrumentos de Medição Antropométrica: • Craveira ou Nónio: • Instrumento para medição de pequenos comprimentos. de pontas rombas e articuladas numa das extremidades.byomedic.com/antropometria. 2004 1º Semestre 2005 / 06 http://www. 2004 http://www.htm .

esse valor aproxima-se muito do valor médio do indicador em estudo e designa-se por percentil 50. M. Por norma.htm . Fita Métrica Biomecânica do Movimento (BM332) • Balança: • Instrumento de medida utilizado na determinação do peso de um indivíduo. etc. Silva. raça.83 - Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Grupos e Percentis: • Grupos: Devido às grandes diferenças antropométricas que se encontram entre os diferentes indivíduos de uma dada população é comum agrupar essa população em indivíduos com características semelhantes (sexo. é possível traçar a sua distribuição em frequência e determinar o valor para o qual existe uma maior incidência de indivíduos.altura). • Tem precisão de 1mm.84 - 42 .com/antropometria. para um dado indicador antropométrico (e.Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Instrumentos de Medição Antropométrica: • Fita Métrica: • Instrumento de medida utilizado para determinar o perímetro dos segmentos anatómicos.. idade. apresentam antropometrias distintas. Adipómetro Balança 4º Ano LEBMed M. 2004 1º Semestre 2005 / 06 http://www. Silva. Deve ser sempre calibrada antes de cada utilização com um peso standard de 5 kg. • Percentis: Em cada grupo existe um conjunto de indivíduos que muito embora tenham características em comum.byomedic. • Deve ser portátil. 2004 Biomecânica do Movimento (BM332) Distribuição em Frequência 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . Assim.g. • Adipómetro: • Instrumento de elevada precisão utilizado para determinar a dimensão das pregas adiposas.).

XV XIII Biomecânica do Movimento (BM332) III XII II IV VI V I VII XIV VIII X IX XI XVI 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .85 - Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Segmentos Anatómicos: • Modelo antropométrico SOM-LA 3D. (1983). 2004 1º Semestre 2005 / 06 . Nbr. Essa informação é escalada. num dado grupo.Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Grupos e Percentis: • Assim. na ausência de dados antropométricos específicos para um dado indivíduo. th th L50 i χm = i i min • Factor de escala de massa. upper and lower jaws From shoulder to elbow From elbow to wrist From shoulder to elbow From elbow to wrist From hip to knee From knee to ankle From hip to knee From knee to ankle From the first cervical vertebrae to the seventh. 2004 Name Lower Torso Upper Torso Head Right Upper Arm Right Lower Arm Left Upper Arm Left Lower Arm Right Upper Leg Right Lower Leg Left Upper Leg Left Lower Leg Neck Right Hand Left Hand Right Foot Left Foot Description From the first lumbar vertebrae to the bony pelvis From the first thoracic joint to the twelfth Cranium. • Percentil 50. Biomecânica do Movimento (BM332) • Em muitos estudos. o percentil 50 significa que 50% da população desse grupo tem dimensões inferiores ou iguais as descritas por esse percentil. Laananen et al. th mi50 i 2 χ I = χm ⋅ χ L i • Factor de escala de inércia. sexo masculino. Silva. utilizando alguns indicadores de referência (peso e estatura). • Esses factores de escala são: χL = i Ln i th • Factor de escala de comprimento. humano. • Constituído por 16 segmentos anatómicos. de forma a aproximar da melhor forma a antropometria do indivíduo em análise. O percentil 95 significa que 95% da população do grupo tem dimensões inferiores a dimensão definida por esse percentil. utiliza-se a informação disponível do percentil mais próximo. I II III IV V VI VII VIII IX X XI XII XIII XIV XV XVI M. 4º Ano LEBMed M. Silva. From wrist to finger tips From wrist to finger tips From ankle to toe From ankle to toe.86 - 43 .

940 13.450 37. di = Localização do CM do corpo i relativamente à junta proximal.m2] 26. 4º Ano LI dI dV _ XIII .230 0.467 0.020 0.220 19.215 0.215 } } } } V_XIII VI VII_XIV VIII IX_XV X XI_XVI XII Nota: Dados referentes ao percentil 50. b) Vista frontal do tronco. LX dVIII .122 CM Location di [m] 0.m2] 13.991 1.871 15.434 0.204 9.215 Biomecânica do Movimento (BM332) Izi [10-2 Kg. d X (b) d III LIX _ XV .294 0. dVII _ XIV dI LVIII .061 di [m] 0.892 1. humano. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . Nomenclatura: Li = Comprimento segmentar do corpo i.87 - Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Dimensões Segmentares. sexo masculino. Silva. Massa e Momentos de Inércia: Description Lower Torso Upper Torso Head R Upper Arm R Lower Arm R Hand L Upper Arm L Lower Arm L Hand R Upper Leg R Lower Leg R Foot L Upper Leg L Lower Leg L Foot Neck Seg.871 1.356 2.241 1.708 9.453 1.220 15.153 0.094 0.88 - 44 .220 24.249 1.220 0.940 13. LVII _ XIV Figura: a) Perspectiva geral. Silva.467 0. M.867 5.892 9.192 1.061 Principal Moments of Inertia Ixi [10-2 Kg.215 0.101 0. Li = Complemento do comprimento do corpo i.204 0.Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Dimensões Segmentares e Localização do CM: d II LIII LXII Biomecânica do Movimento (BM332) LII d II LIV .950 4.808 9.230 0.295 0. 2004 1º Semestre 2005 / 06 .480 0.843 4.064 0.991 1.180 0.356 2.034 2.m2] 26.210 2.153 0.640 2. dVI LV _ XIII . Localização do CM.275 0.487 2.435 10. LVI d IV . di = Complemento da localização do CM do corpo i. d XI _ XVI z x o y (a) (c) d III d XII LEBMed M.867 5. c) Vista sagital da cabeça.200 24.435 10. I I II III IV Length Li [m] 0.161 0.051 – – – – – – – – – Mass mi [Kg] 14.376 0.808 1.180 0.492 0.192 1.492 0.480 1.190 2.249 2.708 0. LXI _ XVI d IX _ XV .434 0.843 4.376 0.128 0.268 Ihi [10-2 Kg.295 0.

059 0.053 0.Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Definição da Morfologia Humana: • Superfícies mais utilizadas para definição da morfologia humana: • Elipsóide: 3 18 25 4 20 5 24 26 19 2 6 21 7 23 17 1 10 13 11 Biomecânica do Movimento (BM332) • Esfera. 9 14 15 4º Ano LEBMed M.057 0.047 0.102 0.051 0.058 0.90 - 45 . 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 Description R Foot L Foot R Hip L Hip R Shoulder L Shoulder R Elbow L Elbow R Hand L Hand Neck R Scapula L Scapula Type SPHERE SPHERE SPHERE SPHERE SPHERE SPHERE SPHERE SPHERE SPHERE SPHERE ELLIPSOID ELLIPSOID ELLIPSOID Dimension [m] 0.091 0.083 0. 2004 1º Semestre 2005 / 06 . Silva.051 0.053 0.041 0.127 0.041 0. 2004 1º Semestre 2005 / 06 .047 0. sexo masculino.057 0.051 Nota: Dimensões referentes ao percentil 50.89 - Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Biomecânica do Movimento (BM332) Valores de Referência p/ Definição Morfologia Humana: Nbr 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 Description Lower Torso Upper Torso Head R Upper Arm R Lower Arm L Upper Arm L Lower Arm R Upper Leg R Lower Leg L Upper Leg L Lower Leg R Knee L Knee Type ELLIPSOID ELLIPSOID ELLIPSOID CYLINDER CYLINDER CYLINDER CYLINDER CYLINDER CYLINDER CYLINDER CYLINDER SPHERE SPHERE Dimension [m] 0.095 0.058 Nbr.042 0.076 0.083 0.042 0.091 0. humano. 22 16 8 12 • Cilindro. 4º Ano LEBMed M.076 0.059 0. Silva.

2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .92 - 46 . 2004 1º Semestre 2005 / 06 . sexo masculino. sexo masculino. 4º Ano LEBMed M.Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Limites Máximos de Amplitude Articular: Joint Name Motion Name Representation Rotation [deg] Biomecânica do Movimento (BM332) Flexion 60 Hyperextension Head-NeckTorso Lateral Flexion 60 40 Rotation 78 Nota: Dados referentes ao percentil 50. Silva. humano.91 - Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Limites Máximos de Amplitude Articular: Joint Name Motion Name Representation Rotation [deg] Biomecânica do Movimento (BM332) Flexion 180 Shoulder Hyperextension 58 Abduction 130 Nota: Dados referentes ao percentil 50. humano. Silva. M.

Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Limites Máximos de Amplitude Articular: Joint Name Motion Name Flexion Representation Rotation [deg] 141 Biomecânica do Movimento (BM332) Elbow Pronation / Supination 90 / 90 Flexion / Extension Wrist Deviation Radial/Ulnar E 70 / 65 F R U 15 /30 Nota: Dados referentes ao percentil 50. 2004 LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . Silva. 2004 1º Semestre 2005 / 06 . M. sexo masculino. sexo masculino. humano.93 - Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Limites Máximos de Amplitude Articular: Joint Name Motion Name Representation Rotation [deg] Biomecânica do Movimento (BM332) Flexion 70 Hyperextension Upper-Lower Torso 30 Lateral Flexion 35 Rotation 35 4º Ano Nota: Dados referentes ao percentil 50.94 - 47 . 4º Ano LEBMed M. Silva. humano.

Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Limites Máximos de Amplitude Articular: Joint Name Motion Name Representation Rotation [deg] Biomecânica do Movimento (BM332) Flexion 102 Hyperextension 45 Hip Abduction / Adduction Ab Ad 53 / 31 Medial/Lateral Rotation M L 39 / 34 Nota: Dados referentes ao percentil 50.96 - 48 . sexo masculino. Silva. humano. M. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .95 - Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Limites Máximos de Amplitude Articular: Joint Name Motion Name Representation Rotation [deg] Biomecânica do Movimento (BM332) Knee Flexion 125 Flexion / Dorsiflexion F D 20 / 35 I E Ankle Inversion / Eversion 35 / 25 Abduction / Adduction Ad Ab 5/5 Nota: Dados referentes ao percentil 50. humano. sexo masculino. 4º Ano LEBMed M. Silva. 2004 1º Semestre 2005 / 06 .

M.Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Dimensões . Henry Dreyfuss Associates. New York. Alvin R.Diferentes Idades (0 .Percentil 50 .0 kg Biomecânica do Movimento (BM332) Dimensões antropométricas Bebé 6/8 meses M/F– Percentil 50 Os dados antropométricos e figuras foram colhidos com fins educativos no site http://www.7 kg Biomecânica do Movimento (BM332) Dimensões antropométricas Bebé 2 meses M/F– Percentil 50 Os dados antropométricos e figuras foram colhidos com fins educativos no site http://www. Whitney Library of Design.5 cm • Peso: 4. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . Silva.Percentil 50 .com/ e pertencem ao livro "The Measure of Man and Woman: Human Factors in Design“.tumbleforms. Henry Dreyfuss Associates. Tilley. Whitney Library of Design. M.98 - 49 .Diferentes Idades (0 .tumbleforms. New York.65): • Bebé: • Idade: 6/8 meses • Sexo: M e F • Altura: 68.com/ e pertencem ao livro "The Measure of Man and Woman: Human Factors in Design“. Alvin R.97 - Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Dimensões . Tilley. 1993. 1993.7 cm • Peso: 8. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . Silva.65): • Bebé: • Idade: 2 meses • Sexo: M e F • Altura: 55.

M.100 - 50 .Percentil 50 .Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Dimensões . Tilley. Alvin R.65): • Bebé: • Idade: 20/23 meses • Sexo: M e F • Altura: 82.Diferentes Idades (0 . Whitney Library of Design.com/ e pertencem ao livro "The Measure of Man and Woman: Human Factors in Design“.99 - Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Dimensões . 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .3 cm • Peso: 10. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . Henry Dreyfuss Associates. Silva. Alvin R.tumbleforms. Whitney Library of Design. M.com/ e pertencem ao livro "The Measure of Man and Woman: Human Factors in Design“. 1993.65): • Bebé: • Idade: 12/15 meses • Sexo: M e F • Altura: 73.0 kg Biomecânica do Movimento (BM332) Dimensões antropométricas Bebé 12/15 meses M/F– Percentil 50 Os dados antropométricos e figuras foram colhidos com fins educativos no site http://www. New York. Silva. Henry Dreyfuss Associates. New York. Tilley.Percentil 50 .tumbleforms. 1993.Diferentes Idades (0 .5 cm • Peso: 11.6 kg Biomecânica do Movimento (BM332) Dimensões antropométricas Bebé 20/23 meses M/F– Percentil 50 Os dados antropométricos e figuras foram colhidos com fins educativos no site http://www.

65): • Criança: • Idade: 4 anos • Sexo: M e F • Altura: 101. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .102 - 51 . Whitney Library of Design. M.5/3 anos M/F– Percentil 50 Os dados antropométricos e figuras foram colhidos com fins educativos no site http://www. Silva.Diferentes Idades (0 .Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Dimensões .0 kg Biomecânica do Movimento (BM332) Dimensões antropométricas Criança 2. Alvin R.Percentil 50 .4 cm • Peso: 16. M.com/ e pertencem ao livro "The Measure of Man and Woman: Human Factors in Design“. Whitney Library of Design. 1993.65): • Criança: • Idade: 2.Percentil 50 .5/3 anos • Sexo: M e F • Altura: 93.com/ e pertencem ao livro "The Measure of Man and Woman: Human Factors in Design“. Henry Dreyfuss Associates.tumbleforms.Diferentes Idades (0 .tumbleforms. Silva.101 - Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Dimensões . New York. Henry Dreyfuss Associates. 1993.4 cm • Peso: 14.0 kg Biomecânica do Movimento (BM332) Dimensões antropométricas Criança 4 anos M/F– Percentil 50 Os dados antropométricos e figuras foram colhidos com fins educativos no site http://www. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . Tilley. Tilley. Alvin R. New York.

2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . Alvin R.104 - 52 . Whitney Library of Design. Henry Dreyfuss Associates. New York. Henry Dreyfuss Associates.Percentil 50 . M.65): • Criança: • Idade: 6 anos • Sexo: M e F • Altura: 114.com/ e pertencem ao livro "The Measure of Man and Woman: Human Factors in Design“.103 - Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Dimensões . 1993. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .Percentil 50 . New York.Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Dimensões . 1993.tumbleforms. Silva.5 kg Biomecânica do Movimento (BM332) Dimensões antropométricas Criança 8 anos M/F– Percentil 50 Os dados antropométricos e figuras foram colhidos com fins educativos no site http://www. Tilley.65): • Criança: • Idade: 8 anos • Sexo: M e F • Altura: 126.5 cm • Peso: 20.0 kg Biomecânica do Movimento (BM332) Dimensões antropométricas Criança 6 anos M/F– Percentil 50 Os dados antropométricos e figuras foram colhidos com fins educativos no site http://www. Silva. M. Alvin R. Whitney Library of Design.4 cm • Peso: 25. Tilley.Diferentes Idades (0 .com/ e pertencem ao livro "The Measure of Man and Woman: Human Factors in Design“.Diferentes Idades (0 .tumbleforms.

1993.0 cm • Peso: 39. Whitney Library of Design.Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Dimensões . 1993. Henry Dreyfuss Associates.tumbleforms.106 - 53 . 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . New York. Silva.65): • Adolescente: • Idade: 12 anos • Sexo: M e F • Altura: 148. Henry Dreyfuss Associates.65): • Criança: • Idade: 10 anos • Sexo: M e F • Altura: 136.Percentil 50 .9 kg Biomecânica do Movimento (BM332) Dimensões antropométricas Criança 10 anos M/F– Percentil 50 Os dados antropométricos e figuras foram colhidos com fins educativos no site http://www.1 kg Biomecânica do Movimento (BM332) Dimensões antropométricas Adolescente 12 anos M/F– Percentil 50 Os dados antropométricos e figuras foram colhidos com fins educativos no site http://www. Alvin R. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . Whitney Library of Design.105 - Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Dimensões .com/ e pertencem ao livro "The Measure of Man and Woman: Human Factors in Design“. M.Diferentes Idades (0 .tumbleforms.com/ e pertencem ao livro "The Measure of Man and Woman: Human Factors in Design“. Tilley. M.Diferentes Idades (0 . New York. Alvin R.6 cm • Peso: 31. Silva.Percentil 50 . Tilley.

107 - Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Dimensões . New York. Tilley. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . Alvin R.com/ e pertencem ao livro "The Measure of Man and Woman: Human Factors in Design“.tumbleforms.2 kg Biomecânica do Movimento (BM332) Dimensões antropométricas Adolescente 13 anos M/F– Percentil 50 Os dados antropométricos e figuras foram colhidos com fins educativos no site http://www. New York.4 cm • Peso: 50. Henry Dreyfuss Associates.0 kg Biomecânica do Movimento (BM332) Dimensões antropométricas Adolescente 14 anos M/F– Percentil 50 Os dados antropométricos e figuras foram colhidos com fins educativos no site http://www. Tilley. Silva. 1993.5 cm • Peso: 44.Diferentes Idades (0 . M. Silva.tumbleforms. Henry Dreyfuss Associates.Percentil 50 . 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . 1993.Percentil 50 . Whitney Library of Design.com/ e pertencem ao livro "The Measure of Man and Woman: Human Factors in Design“. Alvin R. Whitney Library of Design.65): • Adolescente: • Idade: 14 anos • Sexo: M e F • Altura: 159.108 - 54 .Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Dimensões . M.65): • Adolescente: • Idade: 13 anos • Sexo: M e F • Altura: 154.Diferentes Idades (0 .

Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Dimensões .65): • Adulto: • Idade: 18/65 anos • Sexo: F • Altura: 162.Diferentes Idades (0 . Alvin R.5 kg Biomecânica do Movimento (BM332) Dimensões antropométricas Adulto 18/65 anos F– Percentil 50 Os dados antropométricos e figuras foram colhidos com fins educativos no site http://www. New York. M. Tilley. Henry Dreyfuss Associates. Silva.9 kg Biomecânica do Movimento (BM332) Dimensões antropométricas Adolescente 16 anos M/F– Percentil 50 Os dados antropométricos e figuras foram colhidos com fins educativos no site http://www.tumbleforms.tumbleforms.65): • Adolescente: • Idade: 16 anos • Sexo: M e F • Altura: 168. 1993.Percentil 50 .5 cm • Peso: 58. New York. Silva. Alvin R. Tilley. M. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . 1993.com/ e pertencem ao livro "The Measure of Man and Woman: Human Factors in Design“. Whitney Library of Design.Diferentes Idades (0 . Whitney Library of Design.6 cm • Peso: 62.Percentil 50 .109 - Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Dimensões . Henry Dreyfuss Associates.110 - 55 .com/ e pertencem ao livro "The Measure of Man and Woman: Human Factors in Design“.

Silva. 1990) 4º Ano LEBMed M.com/ e pertencem ao livro "The Measure of Man and Woman: Human Factors in Design“. Silva. New York.tumbleforms.65): • Adulto: • Idade: 18/65 anos • Sexo: M • Altura: 175. M.Diferentes Idades (0 . J.Winter.Percentagem em função da Estatura (H) (in Biomechanics and Motor Control of Human Movement.111 - Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Dimensões Antropométricas em Função da Estatura: (Percentil 50 – Adultos – Sexo Masculino) Biomecânica do Movimento (BM332) Dimensões antropométricas . Henry Dreyfuss Associates. Tilley. 1993.Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Dimensões . D.Percentil 50 . 2004 1º Semestre 2005 / 06 .A.4 kg Biomecânica do Movimento (BM332) Dimensões antropométricas Adulto 18/65 anos M– Percentil 50 Os dados antropométricos e figuras foram colhidos com fins educativos no site http://www. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .5 cm • Peso: 78. Alvin R.112 - 56 . Wiley. Whitney Library of Design.

J.113 - M. Hall.114 - M. D. 2004 Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Comprimentos e Pesos dos Segmentos Anatómicos: (em Função da Estatura e Peso Total . 1995) 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . Silva. Local do Centro de Massa e Raio de Giração: (Percentil 50 – Adultos – Sexo Masculino) Biomecânica do Movimento (BM332) Massa. 2004 57 .Percentil 50) Biomecânica do Movimento (BM332) Comprimento e Peso dos Segmentos Anatómicos (em %Estatura e %Peso Total) (in Basic Biomechanics. S. Wiley. Localização do CM e Raio de Giração (in Biomechanics and Motor Control of Human Movement. 1990) 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . Silva. Mosby.Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Massa. J.A.Winter.

1995) 4º Ano LEBMed M. Mosby. Mosby.115 - M. S. J. Silva.116 - 58 . 2004 Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Momentos de Inércia do Corpo Humano: (para Diferentes Posturas – Percentil 50) Biomecânica do Movimento (BM332) Momentos Principais de Inércia do Corpo Humano em Diferentes Posturas (in Basic Biomechanics. 2004 1º Semestre 2005 / 06 . 1995) 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . Hall. Silva. S. J. Hall.Curso de MODELOS BIOMECÂNICOS Localização do Centro de Massa e Raio de Giração: (em Função do Comprimento Segmentar .Percentil 50) Biomecânica do Movimento (BM332) Localização do Centro de Massa e Raio de Giração dos Segmentos Anatómicos (em %Comprimento Segmentar) (in Basic Biomechanics.

M. forças de impacto e outras) ao corpo humano. Silva. Por esse motivo é também muitas vezes designada por biomecânica do impacto (impact biomechanics). 2004 1º Semestre 2005 / 06 . • O objectivo da biomecânica do impacto é estudar o mecanismo de lesão e desenvolver formas de reduzir ou mesmo eliminar os danos estruturais e funcionais sobre as estruturas biológicas que podem decorrer de uma situação de impacto.. do mecanismo de lesão e da tolerância biomecânica máxima.118 - 59 . • A implementação das etapas anteriores pressupõe a utilização de modelos do corpo humano que de uma ou outra forma permitam a avaliação da sua resposta ao impacto. • Desenvolver materiais e estruturas de protecção que reduzam o nível de energia envolvida no impacto e as forças de impacto transmitidas para as estruturas biológicas. • Determinar o nível de resposta para o qual os tecidos ou sistema não vão conseguir recuperar. • Carga térmica • Carga eléctrica. 2004 Biomecânica do Movimento (BM332) Teste em trenó de desaceleração (invertido) para simulação de abertura de airbags (20g).117 - Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Etapas e Modelos: • Para atingir esses objectivos é necessário: • Compreender os mecanismos da lesão por impacto. 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .g. • Desenvolver procedimentos de teste e modelos computacionais que simulem correctamente a resposta humana ao impacto e passem a ser utilizados como ferramenta de projecto. • Carga química. Biomecânica do Movimento (BM332) 4º Ano LEBMed M. • A biomecânica da lesão (injury biomechanics) estuda em particular o efeito da aplicação de cargas mecânicas (e. • Quantificar as respostas dos tecidos e sistemas humanos a uma gama de condições de impacto. Silva.Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Introdução: • A lesão no corpo humano pode ser causada por diferentes situações de carga onde se incluem as situações de: • Carga mecânica.

dummies). • Modelos mecânicos (manequins. • Os voluntários são.nbdl.120 - 60 . por norma.119 - Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Introdução: Voluntários Humanos: • São utilizados em testes de severidade reduzida e limitados ao aparecimento de dor. • Cadáveres humanos. donde não representam toda a população (idosos. jovens adultos do sexo masculino em cumprimento do serviço militar.html PMHS instrumentado Vista sagital Modelos Matemáticos Modelos Mecânicos M.Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Modelos de Análise Utilizados: • Os modelos utilizados na realização de análises dinâmicas de biomecânica do impacto são: • Voluntários humanos. • Modelos matemáticos (corpos múltiplos. Silva. Biomecânica do Movimento (BM332) Voluntário Humano (Human Research Volunteer) NBDL Horizontal Accelerator http://www. • Produzem resultados importantes sobre a resposta humana pré lesão. • Animais. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .org/horizaccel. crianças e mulheres). Silva. Voluntário Humano (Com Instrumentação) Biomecânica do Movimento (BM332) Voluntário Humano (durante simulação) M. • Estes testes tem normas muito rígidas para protecção dos voluntários. 2004 Animais 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . elementos finitos).

2004 1º Semestre 2005 / 06 . Silva. conhecido por estudar com voluntários humanos a resposta dinâmica em impacto do conjunto cabeça pescoço.121 - Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Introdução: Voluntários Humanos: • Alguns estudos com voluntários: • Laboratório Naval de Biomecânica (em New Orleans).Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Introdução: Voluntários Humanos: • Alguns estudos com voluntários: • Coronel Stapp (1954) utilizou um trenó a jacto. Biomecânica do Movimento (BM332) Voluntários Humanos (Vídeos de Ensaios e Instalações de Ensaio) 4º Ano LEBMed M. 2004 1º Semestre 2005 / 06 .122 - 61 .4 s. no qual suportou uma mudança de velocidade de 1000 km/h em 1. tendo registado uma desaceleração máxima de 40g. Biomecânica do Movimento (BM332) Coronel Stapp (Várias simulações) 4º Ano LEBMed M. Silva.

1968) 4º Ano LEBMed M.124 - 62 .123 - Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Introdução: Animais: • Utilizam-se animais anestesiados. M. • Devido às grandes diferenças morfológicas. Testes com Animais Biomecânica do Movimento (BM332) (Projecto Barbeque. USA. 2004 Biomecânica do Movimento (BM332) PMHS (Com Instrumentação) 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . • Não apresentam tónus muscular. • Muitos apresentam idades elevadas o que significa que a resposta dinâmica não representa a da população em geral. • PMHS = Post Mortem Human Subject. • Fornecem informação relativa às diferenças entre a utilização de espécimes vivos e mortos. • Ajudam a entender os resultados obtidos com cadáveres.Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Introdução: Cadáveres Humanos: • São considerados como a ferramenta fundamental para investigação em biomecânica da lesão ou do impacto. • Vital para se obter respostas fisiológicas em áreas do corpo tais como o cérebro e a espinal medula. • Não se obtêm respostas fisiológicas. • Têm antropometrias muito semelhantes ao humano vivo e propriedades de material semelhantes às do tecido vivo. é muito difícil obter uma extrapolação quantitativa destes resultados para o caso humano. 2004 1º Semestre 2005 / 06 . Silva. Silva.

• Hybrid III é utilizado em impacto frontal. Silva. • Utilizados na reconstrução de acidentes reais. Silva. • Construídos com antropometrias semelhantes às humanas. 2004 LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . • SID e EuroSID são utilizados na simulação de impactos laterais. EuroSID M.126 - 63 . que podem ser posteriormente correlacionadas com critérios de lesão no corpo humano. reproduzem com exactidão a cinemática humana em situações de impacto. • Consistem de um esqueleto metálico ( ou por vezes em plástico) coberto por um plástico ou espuma para simulação dos tecidos moles e pele. forças. velocidades e deflexões. • Utilizados em testes de aprovação de novos veículos ou sistemas de protecção. Biomecânica do Movimento (BM332) Retrato de família 4º Ano Hybrid III M.Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Introdução: Modelos Mecânicos: • São também designados por Dispositivos Antropomórficos de Teste (Anthropomorfic Test Devices).125 - Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Introdução: Modelos Mecânicos: • Instrumentados com dispositivos vários conseguem medir acelerações. 2004 Biomecânica do Movimento (BM332) Pormenor construtivo SID Hybrid III 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .

• Utilizando medidas de prevenção de lesão (airbags. • Podem ser utilizados para avaliar parâmetros de difícil ou mesmo impossível medição experimental. Silva. 2004 1º Semestre 2005 / 06 .Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Introdução: Modelos Matemáticos: • Utilizam-se para simular o comportamento de seres humanos durante situações de impacto. é possível em muitas situações atenuar o valor das cargas transmitidas. etc. Tónus Muscular Acrobat Document (Definição) Biomecânica do Movimento (BM332) Modelo Carga-Lesão 4º Ano LEBMed M. • Podem ser utilizados na reconstrução de acidentes. prétensores. cintos de segurança.128 - 64 . • Consoante o valor da carga mecânica pode surgir um dado mecanismo de lesão que conduzirá ao aparecimento da lesão propriamente dita.).127 - Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Modelo Carga-Lesão: • Este modelo mostra que na sequência de um acidente. • Podem ser utilizados para estudar um dado dispositivo ou a eficiência de uma dada protecção. o corpo humano fica exposto a um determinado nível de carga mecânica que por sua vez dá origem a uma determinada resposta biomecânica. 2004 Biomecânica do Movimento (BM332) Modelo FEM do SID Modelo FEM do SID com deformação 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . • Ferramentas de apoio ao projecto de veículos e dispositivos de segurança. encostos de cabeça. Silva. M. • Utilizados para avaliar o potencial de lesão no corpo humano. fazendo com que a resposta biomecânica se situe a níveis abaixo dos níveis máximos de tolerância à lesão.

129 - Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Modelo Carga-Lesão: Principais Mecanismos de Lesão: • Por compressão: A compressão do corpo causa lesão se os limites de tolerância elástica forem excedidos. Silva. • Por cargas impulsivas: Mecanismo de lesão caracterizado pela aplicação de cargas elevadas em intervalos de tempo muito reduzidos.e. mudanças de reflexos.g. i.e. Silva. dores de cabeça. 2004 Biomecânica do Movimento (BM332) Elástico Viscoso Inércia 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . como sendo qualquer mudança no tempo de posição ou forma (deformação) do corpo humano ou sua região ou tecido. • Por inércia: As acelerações elevadas causam ruptura dos tecidos e estruturas internas devido aos efeitos inerciais (e. e qualquer mudança fisiológica que daí possa advir. Nestas circunstâncias ocorre a propagação de ondas de choque que resulta em lesões internas se as tolerâncias viscosas forem excedidas. Biomecânica do Movimento (BM332) 4º Ano LEBMed M. 2004 1º Semestre 2005 / 06 . lesões cerebrais). o procedimento pelo qual a resposta biomecânica provoca deformações no sistema biológico que vão além do limite de recuperação.. Uma resposta biomecânica não tem necessariamente que provocar lesões. como sendo o procedimento pelo qual resulta a lesão... resultando em alterações na estrutura anatómica e funcional. • Mecanismo de Lesão.130 - 65 . tonturas. Pode ocorrer lesão devido à deformação lenta do corpo (esmagamento) ou também por impactos com velocidades elevadas. M. i.Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Modelo Carga-Lesão: • Define-se no contexto da biomecânica da lesão os termos: • Resposta Biomecânica.

Grande parte do seu sucesso tem a ver com a sua simplicidade. 85 e 90).Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Modelo Carga-Lesão: Critérios de Lesão e Níveis de Tolerância: Biomecânica do Movimento (BM332) • Entende-se por severidade de lesão (injury severity) como a quantidade de mudanças que ocorrem em termos de alterações fisiológicas ou falhas estruturais. • Os critérios de lesão (injury criteria) são parâmetros ou conjunto de parâmetros físicos que se correlacionam bem com a severidade das lesões infligidas na região do corpo em análise. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . é também utilizada para classificar lesões sofridas noutro tipo de acidentes. • Os parâmetros mais frequentes são aqueles que se podem obter com alguma facilidade de testes com os modelos humanos referidos anteriormente. Silva. • Alguns dos critérios mais utilizados são: HIC. 80. o tipo de lesão propriamente dito e a sua severidade. sendo a AIS (Abbreviated Injury Scale) um dos mais utilizados. M. a partir dos quais vai existir um determinado índice de lesão. decorrentes da aplicação das cargas mecânicas. tais como acelerações. • A AIS foi criada em 1971 nos EUA como forma de normalizar o sistema de classificação da severidade de lesões. o SI e o TTI. • Actualmente. Na altura em que foi criada servia apenas para classificação de lesões resultantes de impacto automóvel. deflexões. momentos. forças. • A AIS é uma escala anatómica uma vez que classifica a lesão em termos da sua localização anatómica. que correspondem aos níveis máximos admissíveis para um dado parâmetro. M. Biomecânica do Movimento (BM332) AIS: • A AIS (Abbreviated Injury Scale) é a tabela de lesão mais utilizada a nível mundial. após 4 revisões (1976. Estas classificações são agrupadas em tabelas ou escalas de lesão (injury scales).132 - 1º Semestre 2005 / 06 66 .131 - Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Medidas de Lesão: • As medidas de lesão (injury scaling) são classificações numéricas do tipo e severidade da lesão. Silva. • São definidos conjuntamente níveis de tolerância (tolerance levels) para cada critério. 2004 4º Ano LEBMed . • Existem vários métodos para avaliação da severidade da lesão.

Silva. incapacidade e perda social “.4 ≈ 100 0 0. membros inferiores e exterior). tórax. Silva.4 0.8 186. Para esse tipo de aferição existem as “Escalas de deficiência.133 - Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO AIS: • Toda a informação referente à avaliação da lesão com a AIS está contida num manual organizado em 9 secções referentes a diferentes regiões do corpo humano (cabeça. face.Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO AIS: Biomecânica do Movimento (BM332) • A AIS não classifica as consequências da lesão. membros superiores. 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . quanto maior o seu valor maior é a ameaça à vida. • A escala distingue 8 níveis de lesão: AIS 0 1 2 3 4 5 6 9 M. i.0.e. 2004 Código de Severidade Sem lesão Ligeira Moderada Grave Muito Grave Crítica Morte Certa Desconhecida % de baixas Custo ($1000) 0.1 7.134 - 67 .1 – 58.8 – 2. 2004 Biomecânica do Movimento (BM332) AIS por regiões do corpo.9 – 10. • Em cada secção é fornecida uma descrição das lesões que podem ocorrer numa dada região do corpo humano e o nível de AIS associado a cada lesão.6 53.0 0. espinha dorsal.4 2. • A AIS é uma escala do tipo “risco de vida” (threat to life).0 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .1 38.0 0. pescoço..7 7.6 165.1 . M. abdómen e região pélvica.

135 - 1º Semestre 2005 / 06 Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Tabelas de Lesões Múltiplas: ISS (cont): Biomecânica do Movimento (BM332) • Para cada região é calculado qual o valor de AIS mais elevado. Silva. 2004 1º Semestre 2005 / 06 . abdómen e região pélvica. tórax. face. M. • Uma AIS de 6 corresponde automaticamente a uma ISS de 75. O valor máximo para o ISS é de 75 (52+52+52). ISS em função da taxa de mortalidade. • A grande vantagem da ISS quando comparada com a MAIS é que se correlaciona muito bem com a taxa de mortalidade. 2004 4º Ano LEBMed .Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Tabelas de Lesões Múltiplas: Biomecânica do Movimento (BM332) • A AIS não dá informação sobre o efeito de múltiplas lesões. 4º Ano LEBMed M. ISS: • A ISS é um critério para avaliação de múltiplas lesões com uma aceitação generalizada. MAIS: • A MAIS é uma escala que guarda a classificação AIS mais elevada de todas as lesões que o corpo humano sofreu no acidente. Silva. contusões e queimaduras). extremidades e lesões externas – incluem cortes. abrasões. • A ISS distingue seis regiões do corpo (cabeça e pescoço. • A escala MAIS tem uma aplicação limitada pois apresenta uma relação não linear com a probabilidade de morte. Para se aferir a esse respeito utilizam-se outras escalas de lesão tais como a MAIS (Maximum Abbreviated Injury Scale) e a ISS (Injury Severity Score). A ISS é a soma do quadrado dos 3 valores mais elevados.136 - 68 .

seccionamento de veias e deformação de tecidos M.138 - 69 . 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . o impacto frontal ou lateral gera acelerações lineares e angulares no segmento anatómico da cabeça provocando movimentos relativos entre o cérebro e o crânio. • Num impacto suficientemente forte. pode seccionar as veias de ligação junto ao cérebro. Silva.137 - Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Mecanismos de Lesão na Cabeça: Biomecânica do Movimento (BM332) • O movimento relativo do cérebro com a superfície rugosa interna da base do crânio pode resultar em traumatismos nas superfícies inferiores dos lóbulos frontal e temporal. M. Estes movimentos relativos provocam extensões graves nos tecidos nervosos e nas ligações entre cérebro e crânio. podendo este mecanismo também resultar em lesão. • Este movimento pode também provocar a disrupção das veias de ligação entre o cérebro e a duramater (principal membrana que protege o cérebro). • A geometria irregular dos ossos intracranianos e membranas contribui para a deformação do tecido cerebral durante impactos na cabeça. 2004 Biomecânica do Movimento (BM332) Principal Mecanismo de Lesão: Movimento relativo cérebro-crânio Lesão: Seccionamento das veias de ligação 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Biomecânica da Lesão na Cabeça: • Num acidente. • O HIC – Head Injury Criterion é usado como forma generalizada de medir o potencial de lesão na cabeça e cérebro. ferir a sua base e magoar o tecido cerebral junto aos pontos de ligação. A energia do impacto. Lesões: Traumatismos. a função cerebral pode ficar afectada. Silva. resultante da aplicação de acelerações lineares. associada ao movimento relativo entre o cérebro e o crânio.

Silva. Devido à sua característica difusa.139 - Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Critérios de Avaliação do Risco de Lesão na Cabeça: • O parâmetro mais utilizado na avaliação dos critérios de lesão na cabeça é a aceleração. i. • O primeiro critério de lesão na cabeça foi a Wayne State Tolerance Curve – WSTC.140 - 70 . Estes efeitos em conjunto provocam um gradiente de pressão que provoca distorções nas estruturas internas do cérebro podendo daí advir lesão. 2004 Biomecânica do Movimento (BM332) Substância Cinzenta e Substância Branca RM de uma LAD 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . utilizam-se muitas vezes testes com animais com o objectivo de estudar este mecanismo de lesão e conseguir prever a sua localização. • Esta lesão que ocorre a nível macroscópico é irreversível e leva a incapacidade e demência .e. existe um limite definido pela WSTC acima do qual existe uma grande probabilidade de existir lesão no cérebro.Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Mecanismos de Lesão na Cabeça: • A aceleração angular da cabeça pode causar lesão na matéria branca do cérebro. No entanto. Por esse motivo. Esta lesão é designada por Lesão Axonal Difusa – LAD . Nesta área. uma lesão espalhada. mesmo para períodos pequenos. M. Biomecânica do Movimento (BM332) WSTC Wayne State Tolerance Curve 4º Ano LEBMed M. 2004 1º Semestre 2005 / 06 . é difícil de prever a sua localização. o nível de tolerância humana na cabeça vem por vezes expresso em função deste parâmetro. assim como o surgimento de uma depressão na zona oposta. em derrame dos axónios. Silva. Esta curva mostra que a cabeça consegue suportar acelerações mais elevadas se o período de tempo em que estas ocorrerem for reduzido.. • Outro mecanismo de lesão é o aumento da pressão intracraniana junto ao local de impacto.

Silva.Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Critérios de Avaliação do Risco de Lesão na Cabeça: GSI .142 - 71 . também designado por HSI – Head Severity Index. M. • Se o valor do HSI exceder o valor de 1000 (em impacto directo) ou 1500 (sem impacto directo) são esperadas lesões graves na cabeça. Silva. • Na indústria automóvel e por razões de segurança esta tolerância é muitas vezes reduzida para 700. A partir deste valor são esperadas lesões graves e permanentes. • Considera-se uma tolerância de 1000 como o limite máximo para o HIC. O HSI calcula-se da seguinte forma: Biomecânica do Movimento (BM332) HSI = ∫ a 2.5 ms ≤ T ≤ 50.Head Severity Index: • Mais tarde Gadd verificou que se representasse esta curva numa escala log-log obtinha uma linha recta com declive 2. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .5 dt 0 T c/ 2. Com este resultado criou o critério de lesão GSI – Gadd Severity Index.e.5. i. A sua expressão de calculo é a seguinte: 2. M..Head Injury Criterion: Biomecânica do Movimento (BM332) • O HIC é também um critério baseado no cálculo do integral de aceleração. • Considera-se para efeitos de cálculo do HIC intervalos (t2-t1) de 15 ms para acidentes que envolvam o contacto directo da cabeça e de 36 ms para acidentes que não envolvam contacto directo.5 ⎧ ⎡ 1 t2 ⎤ ⎫ ⎪ ⎪ HIC = ⎨(t 2 − t1)⎢ ∫1 a(t )dt ⎥ ⎬ ⎪ ⎣ t 2 − t1 t ⎦ ⎪max ⎭ ⎩ • Sendo a(t) [g] a aceleração calculada no centro de massa da cabeça e o intervalo (t2-t1) escolhido de forma a maximizar o termo entre chavetas.141 - Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Critérios de Avaliação do Risco de Lesão na Cabeça HIC . • A partir do HSI foi mais tarde criado o HIC – Head Injury Criteria.Gadd Severity Index ou HSI . 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . é o intervalo de tempo onde o HIC é máximo.0 ms • Sendo a [g] a aceleração instantânea do CM da cabeça. que é actualmente o critério mais utilizado a nível mundial para avaliação do potencial de lesão na cabeça.

a investigação científica na protecção da coluna vertebral reveste-se de particular importância.143 - Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Biomecânica da Lesão na Coluna Vertebral: Biomecânica do Movimento (BM332) • As lesões na coluna vertebral. movimento ou ambos). • Por estes motivos.. • 5 são designadas por vértebras lombares (L1-L5) e localizam-se na região lombar da coluna. perda de sensibilidade.e tetraplegia e também paralisias parciais ou totais (i. com origem em acidentes de viação.144 - 72 . sendo uma das áreas críticas da investigação mundial.e. tais como a para. Silva. 2004 Biomecânica do Movimento (BM332) Coluna Vertebral 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . as lesões infligidas na coluna vertebral têm grande potencial de provocar incapacidades permanentes. Em conjunto com o cóccix estas vértebras formam a parte inferior da coluna. Simulação Computacional de Impacto Frontal (Modelo de Corpos Múltiplos 3D) 4º Ano LEBMed M.Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Biomecânica da Lesão na Coluna Vertebral: • A coluna vertebral é formada por um conjunto de 24 vértebras das quais: • 7 são designadas por vértebras cervicais (C1-C7) e localizam-se na região superior da coluna. • Atendendo às funções de suporte e transmissão nervosa. • Existem ainda mais 5 vértebras (S1-S5) rigidamente ligas que formam o osso sacro. Silva. são normalmente agrupadas em lesões na coluna cervical e em lesões na coluna torácico-lombar. 2004 1º Semestre 2005 / 06 . • 12 são designadas por vértebras torácicas (T1-T12) e localizam-se na região dorsal da coluna. M.

146 - 73 . mas não permite torção. Silva. Biomecânica do Movimento (BM332) Coluna Cervical Representação esquemática das 7 vértebras cervicais (C1-C7) 4º Ano LEBMed M. extensão e flexão lateral. 2004 1º Semestre 2005 / 06 .Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Mecanismos de Lesão na Coluna Cervical: • As lesões na parte superior da coluna cervical e em particular as que ocorrem na articulação crânio-vertebral (também designada por atlanto-occipital por ligar o atlas ou C1 aos condílos occipitais) são consideradas como sendo mais graves e de maior risco de vida que as que ocorrem a níveis inferiores. M.145 - Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Mecanismos de Lesão na Coluna Cervical: • A articulação crânio-vertebral permite movimentos de flexão. RM do Atlas Fractura do Atlas (fractura de Jefferson). • Um seccionamento total ou parcial da medula espinal nesta zona conduz a deficiências muito graves e incapacitantes como a paraplegia e no pior cenário a morte. • As lesões mais frequentes nesta articulação são deslocações que ocorrem devido a torções axiais ou forças de corte (transversais). que ultrapassam o seu valor limite de tolerância. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . Biomecânica do Movimento (BM332) Mecanismo de Lesão do Atlas Fractura por compressão do Atlas em 4 fragmentos (fractura de Jefferson). • Forças de compressão podem levar à fractura do arco do atlas em duas ou quatro secções (fractura de Jefferson). Silva.

2004 1º Semestre 2005 / 06 . • Tipo II – Fractura na base do odontóide (é o tipo mais comum).147 - Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Mecanismos de Lesão na Coluna Cervical: Biomecânica do Movimento (BM332) • A hiperextensão do pescoço associada a esforços de compressão pode levar ao aparecimento de fracturas nos arcos do axís (ou C2) também designadas por fractura do enforcado (por semelhança às sofridas nessa situação). 2004 Fractura do Odontóide RX plano AP Fractura do Odontóide RM plano AP 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . • Tipo III – Fractura do odontóide e corpo do áxis.148 - 74 . Silva. Biomecânica do Movimento (BM332) Tipo I Tipo II Tipo III Fracturas do Odontóide Classificação Fractura do Odontóide RX plano sagital M.Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Mecanismos de Lesão na Coluna Cervical: • A hiperflexão do pescoço pode provocar a fractura da apófise odontóide (ou dente do axís) também designadas por fracturas odontóides. • As fracturas do odontóide caracterizam-se em três tipos diferentes: • Tipo I – Fractura da extremidade do odontóide. Fractura do Áxis (fractura do enforcado) RX plano sagital Fractura do Áxis (fractura do enforcado) RX plano sagital 4º Ano LEBMed M. Silva.

149 - Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Mecanismos de Lesão na Coluna Cervical: Lesão por Tracção-Flexão: • São o resultado da resposta dinâmica da cabeça de um ocupante com cinto de segurança devido às forças de inércia geradas durante um impacto frontal. ruptura de ligamentos e seccionamento parcial ou total da espinal medula.Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Mecanismos de Lesão na Coluna Cervical: Biomecânica do Movimento (BM332) • Em acidentes de viação (com ou sem ocorrência de contacto directo da cabeça com o interior da viatura). transversais e de flexão. • Pode ocorrer deslocamento vertebral. Silva. M. • Lesão por Compressão-Flexão. • Deste mecanismo de lesão composto salientam-se os seguintes modos de lesão: • Lesão por Tracção-Flexão. produzindo-se conjuntamente forças axiais. 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . as cargas transmitidas ao pescoço tem geralmente um carácter composto. 2004 Compressão-Flexão 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . • Lesões por Compressão-Extensão. • Lesões por Flexão Lateral. • Lesão por Tracção-Extensão. • Vai haver uma flexão da coluna cervical acompanhada ao mesmo tempo por uma tracção axial. Tracção-Flexão Tracção-Extensão Compressão-Extenssão M.150 - 75 . 2004 Biomecânica do Movimento (BM332) Mecanismo de Tracção-Flexão Deslocamento Vertebral com ruptura de ligamentos e discos. • Para valores de desaceleração acima dos 40g. Silva. existe forte probabilidade de haver uma separação dos discos intervertebrais da articulação crânio-vertebral e da atlanto-axial.

Curso de

BIOMECÂNICA DO IMPACTO
Mecanismos de Lesão na Coluna Cervical:
Lesão por Tracção-Extensão:
• A lesão por mecanismos de tracção-extensão mais comum é designada por “whiplash” ou chicotada e ocorre em impactos pela retaguarda. • Na sua forma moderada surgem dores musculares no pescoço devido a extensão excessiva dos tecidos e também em alguns casos nos ombros e braço, dores de cabeça, tonturas e paralisia local.

Biomecânica do Movimento (BM332)

Tracção-Extensão

Lesão por Whiplash

4º Ano

LEBMed
M. Silva, 2004 1º Semestre 2005 / 06
- 151 -

Curso de

BIOMECÂNICA DO IMPACTO
Mecanismos de Lesão na Coluna Cervical:
Lesão por Tracção-Extensão:
• Nos casos mais severos este movimento pode provocar ruptura do corpo antero-superior das vértebras cervicais ou alternativamente uma separação dos discos intervertebrais.

Biomecânica do Movimento (BM332)

Tracção-Extensão

• As lesões mais graves ocorrem quando há impacto do queixo no painel de instrumentos ou a testa no para-brisas, podendo nestes casos também ocorrer fractura dos arcos do áxis (fractura do enforcado).

Lesão por “whiplash” ou “golpe de coelho”. (Casos mais severos)
M. Silva, 2004

4º Ano

LEBMed
1º Semestre 2005 / 06
- 152 -

76

Curso de

BIOMECÂNICA DO IMPACTO
Mecanismos de Lesão na Coluna Cervical:
Lesão por Compressão-Flexão:
• Resulta da aplicação de uma força na cabeça (no seu quadrante antero-superior) quando esta se encontra flectida. • Deste tipo de mecanismo resultam frequentemente fracturas em cunha das vértebras na sua região anterior (wedge fractures).

Biomecânica do Movimento (BM332)

Compressão-Flexão

Fractura em cunha com ou sem deslocamento e ruptura de ligamentos e discos intervertebrais
M. Silva, 2004

Fractura em cunha devido a esforços de compressão-flexão

4º Ano

LEBMed
1º Semestre 2005 / 06
- 153 -

Curso de

BIOMECÂNICA DO IMPACTO
Mecanismos de Lesão na Coluna Cervical:
Lesão por Compressão-Flexão:
• Nos casos mais severos, para valores muito elevados de forças transmitidas, surgem fracturas fragmentadas das vértebras (burst fractures) ou em cunha com ruptura de ligamentos e consequente deslocação vertebral.

Biomecânica do Movimento (BM332)

Compressão-Flexão

Fractura vertebral fragmentada RX de uma fractura vertebral fragmentada (burst fracture).
M. Silva, 2004

Fractura vertebral fragmentada devido a esforços de compressão-flexão muito elevados existe um esmagamento seguido de fragmentação da vértebra

4º Ano

LEBMed
1º Semestre 2005 / 06
- 154 -

77

Curso de

BIOMECÂNICA DO IMPACTO
Mecanismos de Lesão na Coluna Cervical:
Lesões por Compressão-Extensão:
• Resultam, por exemplo, de um impacto frontal no qual o pescoço se encontra em extensão (a força de compressão ocorre devido à inércia da cabeça). • Pode resultar em fractura de uma ou mais apófises vertebrais, assim como lesões simétricas nos pedúnculos, lâminas e apófises articulares.

Biomecânica do Movimento (BM332)

Compressão-Extensão

Lesões por Flexão Lateral:
• Neste tipo de situações ocorre uma flexão lateral ou oblíqua do pescoço em conjunto com um carregamento axial.

Fractura das apófises posterior e transversais
4º Ano

• As fracturas quando ocorrem são laterais e em cunha no corpo e elementos laterais das vértebras.
M. Silva, 2004

LEBMed
1º Semestre 2005 / 06
- 155 -

Curso de

BIOMECÂNICA DO IMPACTO
Resposta Mecânica do Pescoço

Biomecânica do Movimento (BM332)

• A resposta mecânica da coluna cervical é quantificada pela quantidade de rotação da cabeça em torno do tórax e do momento flector medido nos condilos occipitais. • As figuras mostram os corredores de momento obtidos em voluntários para flexão, extensão e flexão lateral da coluna cervical.

a)

b)

c)

Corredores de resposta mecânica do pescoço em função do ângulo rodado a) Flexão b) Extensão c) Flexão lateral)
4º Ano

LEBMed
M. Silva, 2004 1º Semestre 2005 / 06
- 156 -

78

2004 1º Semestre 2005 / 06 .0 para estar dentro do limite de tolerância. Silva. • São diagnosticadas paraplegias caso haja disrupção da espinal medula.Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Avaliação do Potencial de Lesão no Pescoço • O critério de lesão mais utilizado para avaliar o potencial de lesão no pescoço é o Nij ou Neck Injury Criterion. • No entanto. 2004 1º Semestre 2005 / 06 . Silva. Critério de Lesão no Pescoço . Concluíram que o valor máximo para a aceleração de ejecção não deveria exceder os 20g. fracturas em cunha das vértebras torácicas e lombares com (ou sem) deslocação devido a ruptura de ligamentos.157 - Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Mecanismos de Lesão na Coluna Torácica e Lombar Biomecânica do Movimento (BM332) • Os primeiros estudos científicos relativos à análise dos mecanismos de lesão na coluna torácico lombar tiveram como motivação o problema da ejecção de pilotos de aviões militares.158 - 79 . Coluna Torácico-Lombar com indicação das curvaturas 4º Ano LEBMed M. em casos mais severos. • Em acidentes de viação as lesões na coluna torácica e lombar são menos frequentes. O Nij calcula-se da seguinte forma: Biomecânica do Movimento (BM332) N ij = My Fz + Fint M int • Nij <1. existem casos em que ocorrem dores nesta região da coluna ou.Nij Zona de tolerância 4º Ano LEBMed M.

comprimindo os órgãos internos aproximando-se da coluna vertebral à medida que esta flecte devido à desaceleração. Fractura de Chance Rx de uma Fractura de Chance. Lesões no Tórax e Abdómen (Ilustração do aparato muscular) 4º Ano LEBMed M.Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Mecanismos de Lesão na Coluna Torácica e Lombar Biomecânica do Movimento (BM332) • Fracturas de vértebras torácicas ou lombares têm sido reportadas em ocupantes dos bancos traseiros de veículos automóveis (especialmente crianças) que utilizem cintos de segurança de 2 apoios. Silva.160 - 80 . • Estas fracturas são as chamadas fracturas de Chance induzidas pelo cinto de segurança que em impactos frontais tem tendência a subir e a penetrar no abdómen.159 - Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Biomecânica da Lesão no Tórax e Abdómen Biomecânica do Movimento (BM332) • A biomecânica da lesão no tórax e no abdómen está directamente relacionada com a quantidade e taxa de deformação que ocorrem nesta região do corpo durante uma situação de impacto. M. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . Silva. 2004 1º Semestre 2005 / 06 .

4º Ano LEBMed M. vão existir fracturas de costelas. A partir deste momento os órgãos internos e veias ficam mais vulneráveis. • Uma componente elástica associada à rigidez dos ossos e tecidos moles e que é fundamental na protecção desta região em impactos a baixa velocidade. 2004 1º Semestre 2005 / 06 .161 - Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Mecanismos de Lesão no Tórax e Abdómen Biomecânica do Movimento (BM332) • Durante situações de impacto. Quando este mecanismo de lesão ocorre tem a ver com forças de impacto transmitidas a velocidades muito elevadas e às ondas de choque associadas. 2004 1º Semestre 2005 / 06 . • No entanto. • Uma componente viscosa associada às características viscosas dos tecidos moles e que é particularmente importante para o desenvolvimento de uma força resistente limitadora da deformação durante impactos a velocidades elevadas. • A resposta biomecânica do tórax e abdómen tem essencialmente 3 componentes: • Uma componente de inércia que surge como oposição às acelerações induzidas pelo impacto nesta região do corpo. Silva. • A componente viscosa tem um papel muito importante na protecção dos órgãos pois permite a dissipação de parte da energia do impacto. rigidez e ponto e direcção de impacto. • A lesão surge quando a deformação provocada nos tecidos moles e órgãos internos excede o seu limite máximo de recuperação. havendo uma maior probabilidade de sofrerem contusões ou rupturas. Silva. estas três componentes combinam-se de forma a desenvolver uma força dinâmica resistente que limita a deformação e previna o aparecimento de lesão.Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Mecanismos de Lesão no Tórax e Abdómen Biomecânica do Movimento (BM332) • A lesão no tórax e abdómen está directamente relacionada com a energia cinética do objecto de impacto assim como com a sua forma. • Quando a compressão no torso excede o limite de tolerância desta região. 4º Ano LEBMed M. podem surgir lesões nos órgãos internos sem que haja fractura da caixa torácica.162 - 81 .

podendo haver: • Ruptura dos pontos de ligação e ancoragem. 2004 1º Semestre 2005 / 06 . Silva.Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Mecanismos de Lesão no Tórax e Abdómen Biomecânica do Movimento (BM332) • Também a inércia associada aos órgãos internos pode estar relacionada com lesões nestes órgãos (hemorragias e rupturas) sem que para isso haja colapso da estrutura óssea. Biomecânica do Movimento (BM332) • Compressão no fígado aumenta a sua pressão interna gerando extensões e distorções nos tecidos que quando ultrapassam os limites de tolerância resultam na laceração dos vasos hepáticos mais importantes. 4º Ano LEBMed M. vai existir movimento relativo entre estes e a caixa torácica que pode resultar em vários tipos de lesão. movimentos excessivos podem provocar extensões excessivas da aorta junto dos seus pontos de ligação ao corpo. se deste movimento resultarem extensões que vão para além do limite tolerável.164 - 82 . • Impactos directos no abdómen podem lesionar órgãos vitais como o fígado e rins. levando a lacerações transversais quando a extensão limite máxima é excedida. • No caso de uma artéria. 2004 1º Semestre 2005 / 06 . Silva. 4º Ano LEBMed M. extensões excessivas provocam a sua ruptura ou disrupção. • Devido à inércia dos órgãos internos.163 - Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Mecanismos de Lesão no Tórax e Abdómen • O abdómen é uma região mais vulnerável à lesão que o tórax uma vez que existe menos caixa torácica para proteger os seus órgãos internos. • No caso do coração.

• O TTI é um critério estatístico. deflexão e viscosidade: Biomecânica do Movimento (BM332) TTI – Torax Trauma Index: • O TTI é um critério de aceleração utilizado na avaliação do potencial de lesão no tórax em impactos laterais. • A tolerância limite para o TTI é de 100 g.165 - Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Níveis de Tolerância à Lesão no Tórax e Abdómen TTI – Torax Trauma Index: • Inclui no seu cálculo o peso e idade da pessoa: Biomecânica do Movimento (BM332) TTI = 1. 4º Ano LEBMed M. • T12y [g] – Valor máximo absoluto (após filtragem) da aceleração lateral medida na 12ª vértebra torácica. 2004 1º Semestre 2005 / 06 .166 - 83 . Silva. os critérios de lesão mais utilizados estão também relacionados com a aceleração.5 × ( RIBy + T 12 y ) × M M std • RIBy [g] – Valor máximo absoluto (após filtragem) da aceleração lateral medida na 4ª e 8ª costela. 2004 1º Semestre 2005 / 06 .Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Níveis de Tolerância à Lesão no Tórax e Abdómen • Considerando o tipo de mecanismos de lesão no tórax e abdómen. • M e Mstd [kg] – Massa do indivíduo e massa do ATD de 50%ile (75kg). TTI (esq) > Tol. Silva. para a determinação da cinemática da caixa torácica.4 × AGE + 0. • Tol. TTI (dir) devido à quantificação das lesões no fígado. o que é considerado como sendo uma desvantagem pois não há uma correlação directa com o fenómeno físico. • Utiliza métodos de regressão linear para correlacionar a informação contida numa extensa base de dados com a informação medida por um vector de 12 acelerómetros. 4º Ano LEBMed M.

0 m/s a compressão assim como a velocidade de compressão necessitam de ser consideradas.0 m/s e abaixo de 30. • Simulações feitas com animais e cadáveres demonstraram que para um valor constante de compressão máxima. M. • Para velocidades acima de 30. 2004 LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . laterais e abdominais.0 m/s apenas a velocidade de compressão interessa. • Esta constatação é observada para impactos frontais. M.0 m/s apenas a compressão necessita de ser tomada em consideração.168 - 84 . • Os ensaios revelaram que: • Para velocidades até 3.167 - Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Níveis de Tolerância à Lesão no Tórax e Abdómen VC – Viscous Criterion: Biomecânica do Movimento (BM332) • O critério de compressão (C) não reflecte correctamente a probabilidade de lesão para velocidades de impacto mais elevadas. Silva. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . 4º Ano • Onde P é a deformação [mm] e D a espessura do tórax [mm]. • Para velocidades acima de 3. • A compressão no peito é calculada como: C= P(t ) D Correlação entre a AIS e o TTI para impactos frontais. Silva. o valor da AIS é maior para maiores velocidades de compressão.Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Níveis de Tolerância à Lesão no Tórax e Abdómen C – Chest Compression Criterion: Biomecânica do Movimento (BM332) • Testes realizados em cadáveres e animais revelaram que a compressão máxima do peito é um critério mais rigoroso para aferir o potencial de lesão no tórax e abdómen.

• D é a espessura do tórax. f [N] Carga Dissipação de energia Descarga Força de contacto. • δ a pseudo-velocidade de penetração. M. i.170 - 85 ..Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Níveis de Tolerância à Lesão no Tórax e Abdómen VC – Viscous Criterion: • O VC é calculado da seguinte forma: Biomecânica do Movimento (BM332) VC = V (t ) × C (t ) = dD(t ) D(t ) × dt D Parâmetros preponderantes na análise do risco de lesão no tórax-abdómen. • Testes mostram que o valor de VCmax é muito bem relacionado com o risco de lesão. • O modelo de contacto é baseado no modelo de contacto de Hertz: f = Kδ n + Dδ& • Onde: • K é a rigidez relativa entre os corpos em contacto. M. 2004 r u⊥ r v r v r v r v⊥ r u⊥ r fc /i i r ff i r v r v⊥ δ Contacto entre elipsóide e plano.169 - Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Modelação do Contacto em Modelos Matemáticos Biomecânica do Movimento (BM332) • Em dinâmica de corpos múltiplos. • D é o amortecimento histerético relativo. Silva. • δ a pseudo-penetração das superfícies em contacto.e. • VCmax = 1 m/s significa uma probabilidade de 25% de haver uma AIS4+. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . δ [m] 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . não linear de força de contacto. uma maneira de simular o contacto entre o modelo biomecânico e o ambiente envolvente ou o que ocorre entre os vários segmentos anatómicos do corpo humano é utilizando um modelo contínuo. Silva. • n é o grau de não linearidade do contacto. • Onde: • V(t) é a velocidade de compressão [m/s]. lesões muito graves. • C(t) é a função de compressão instantânea.

4º Ano δ& ( − ) ≤ 10−5 E ρ LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . • Para o caso do contacto entre uma superfície esférica e um plano: 0.Plano: 1−ν 2 ⎞ j K= 4 ri rj r f r f Biomecânica do Movimento (BM332) K= 0. o coeficiente de restituição (e). a rigidez (E) e o coeficiente de Poisson (ν) de cada superfície individual. pseudo-penetração no instante imediatamente anterior ao impacto (δ(-)).Ranhura cilíndrica: ⎛ ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟ e ri + rj −1 K= ln ⎜ ⎟ 2 1−ν 2 ⎞ ⎜ 2 1−ν 2 ⎞ ⎛ 1−ν ⎛ 1−ν ⎟ j j i + i + ⎜ ⎟ ⎟r r f ⎜ ⎜ π Ei π E j ⎟ ⎜ Lavg ⎜ π Ei π E j ⎟ i j ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ ⎝ ⎝ ⎠ ⎠ ( ) r f r f 4º Ano LEBMed M. 2004 1º Semestre 2005 / 06 .424 r 3K 1 − e 2 n K= ⎛ 1 −ν i2 1 −ν 2 ⎞ D = δ j ⎜ ⎟ + 4δ& ( − ) ⎜ πE πE j ⎟ i ⎝ ⎠ ( ) • Resultando o seguinte modelo de força de contacto: ⎡ 3 1 − e2 δ& ⎤ ⎥ δn f = K ⎢1 + ⎢ 4 δ& ( − ) ⎥ ⎣ ⎦ ( ) r f r f • Para: M.424 r ⎛ 1−ν i2 1−ν 2 ⎞ j ⎜ ⎟ + ⎜ πE πE j ⎟ ⎝ i ⎠ r f r f • Pino cilíndrico . entre os quais a rigidez relativa entre as superfícies.172 - 86 .Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Modelação do Contacto em Modelos Matemáticos • A rigidez relativa (K) depende de vários parâmetros entre os quais a geometria das superfícies em contacto.171 - Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Modelação do Contacto em Modelos Matemáticos • Rigidez equivalente para outras superfícies de contacto: • Esfera – Esfera: ri + rj ⎛ 1−ν 2 i + ⎟ 3π ⎜ ⎜ π Ei π E j ⎟ ⎝ ⎠ • Esfera . Silva. da pseudo-penetração (δ) e da velocidade de . Biomecânica do Movimento (BM332) • O coeficiente de amortecimento histerético relativo (D) depende também de vários parâmetros. Silva. 2004 Contacto entre esfera e plano.

Silva.fm) Dissipação de energia ⎧ Kδ n n ⎪ f = ⎨ ⎛ δ −δ p ⎞ ⎟ fm ⎜ ⎪ ⎜δ −δ ⎟ p ⎠ ⎩ ⎝ m • Modelo Exponencial: f [N] Carga Descarga δp δ [m] f = A(e Bδ & − 1) + Cδ f [N] Carga Dissipação de energia Descarga δ [m] M. • As superfícies do modelo são descritas por elipsóides.174 - 87 .Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Modelação do Contacto em Modelos Matemáticos • As superfícies de contacto do modelo são utilizadas para descrever o contacto entre o modelo e o meio envolvente. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . Silva. 2004 1º Semestre 2005 / 06 . Biomecânica do Movimento (BM332) ⎛x⎞ ⎛ y⎞ ⎛z⎞ ⎜ ⎟ + ⎜ ⎟ + ⎜ ⎟ =1 ⎜a⎟ ⎜b⎟ ⎜c⎟ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ b c n n n a c a b c a b 4º Ano LEBMed M.173 - Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Modelação do Contacto em Modelos Matemáticos • Outros modelos de força de contacto: • Modelo Hertziano com deformação permanente: Biomecânica do Movimento (BM332) (δ m. • Quanto maior o grau do elipsóide mais paralelipipédica vai ser a superfície.

176 - 1º Semestre 2005 / 06 88 . Silva. • O cálculo da força de atrito baseia-se no modelo de atrito de Coulomb: f a = − µf vp vp • Onde µ é o coeficiente de atrito (estático) de Coulomb.Curso de BIOMECÂNICA DO IMPACTO Modelação do Contacto em Modelos Matemáticos • Força de atrito de Coulomb: Biomecânica do Movimento (BM332) • Conjuntamente com a força de contacto impacto aplicam-se também forças de atrito. 2004 4º Ano LEBMed . A resposta dinâmica é o movimento observado e as forças exteriores medidas. f é a força de contacto (na direcção normal à superfície) e vp é o vector de velocidade tangencial. M. 2004 1º Semestre 2005 / 06 . 4º Ano LEBMed M. Silva.175 - Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Equações do Movimento • As equações de um sistema de corpos múltiplos constrangido são dadas pela expressão: T && Mq + Φ q λ = g Biomecânica do Movimento (BM332) && Φqq = γ Análise Dinâmica INVERSA OBJECTIVO: Obter as forças que produzem uma determinada resposta dinâmica do sistema.

V XIII Biomecânica do Movimento (BM332) LIII III XII LXII II IV VI LIV . • q – Vector de acelerações naturais. LVI d IV II _ XIV VII I XIV dV _ XII X VIII LVIII . • Definição de articulações e graus de liberdade. Silva. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . Silva. • Incógnitas a determinar: • λ – Vector dos multiplicadores de Lagrange. Esta é a informação necessária para a construção da MATRIZ JACOBIANA. d XI _ XVI z XV XVI x o Segmentos Anatómicos Antropometria e topologia Modelo biomecânico 3D para Dinâmica Inversa.177 - Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Modelo Biomecânico • O modelo biomecânico é uma peça fundamental para a resolução do problema de dinâmica inversa. i.e. LX dVIII . • Φ – Matriz Jacobiana dos constrangimentos. M. • O modelo biomecânico é responsável por fornecer informação sobre a cinemática do sistema. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .: • Definição dos segmentos anatómicos e corpos rígidos. • Definição da topologia do sistema biomecânico.178 - 89 . • Definição dos comprimentos segmentares. d X VI IX XI d IX _ XV .Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Equações do Movimento • A resolução do problema de dinâmica inversa requer que sejam fornecidos os seguintes dados às equações do movimento: T && Mq + Φ q λ = g Biomecânica do Movimento (BM332) && Φqq = γ • Dados a fornecer: • M – Matriz de massas do sistema. M. • g – Vector de forças exteriores.

• Calcular o valor do vector de acelerações naturais a partir dos vectores de coordenadas e . • Cálculo dos factores de escala para uma maior biofidelidade antropométrica. Silva. • Calcular o valor do vector de velocidades naturais a partir do vector de coordenadas naturais . • Definição da inércia dos segmentos anatómicos. 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . (t) P3 Biomecânica do Movimento (BM332) P2 P1 q(t) P3(t) P2(t) P1(t) Esta é a informação necessária para a construção do VECTOR DE ACELERAÇÕES.179 - Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Obtenção dos dados Cinemáticos • A obtenção das acelerações naturais do sistema para cada instante no tempo requer: • Determinação das trajectórias de cada coordenada natural que define o modelo (vector q).180 - 90 .e.: • Definição da massa dos segmentos anatómicos.Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Modelo Biomecânico • O modelo biomecânico é também responsável por fornecer toda a informação sobre as características de massa e inércia. 2004 Biomecânica do Movimento (BM332) Modelo biomecânico 3D para Dinâmica Inversa. velocidades naturais (vector q). Silva. i. • Definição da localização do centro de massa de cada um dos segmentos anatómicos. Esta é a informação necessária para a construção da MATRIZ DE MASSA.. (vector q). M. M.

Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Obtenção dos dados Cinéticos Biomecânica do Movimento (BM332) • Na medição das forças exteriores e em particular na medição das forças de reacção no chão utilizam-se plataformas de força. • Estes dispositivos funcionam em sincronia com as camâras.1971). 3000 2500 2000 1500 1000 500 0 0 0. • Cálculo de posições cinematicamente consistentes. o ponto na plataforma onde se encontra a resultante.181 - Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS CAM 1 Biomecânica do Movimento (BM332) Cálculo das Trajectórias – Reconstrução do Movimento Digitalização CAM 2 CAM 4 • Reconstrução 3D do movimento: • Aquisição de imagens em 2D.08 0.24 t [s] 0. M.182 - 91 .04 -0. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 ..32 Rz . • Reconstrução de coordenadas 3D utilizando Direct Linear Transformations (Aziz et al.16 0.05 -0..e.08 0. • Fornecem a força de reacção nas suas três componentes e o centro de pressão.04 0.03 -0. mas têm geralmente frequências de amostragem muito superiores (1kHz).02 -0.1 FGRF PCP Ponto de aplicação no modelo COP y [m] Curva do Centro de Pressão Esta é a informação necessária para a construção do VECTOR DE FORÇAS EXTERIORES.06 0 0.02 0.01 -0. • Digitalização dos pontos anatómicos. 2004 CAM 3 Movimento 3D 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . • Redução de ruído através de filtro Butterworth. Silva.06 COP x [m] 0. M. Silva. i.f orce plate Rz [N] Rz Forças Reacção 0 v8 Plataforma KISTLER 9281B Experiência -0.

d Xp Posicionamento M. • O modelo de mapeamento entre o 3D real e o 3D do ecrã envolve deste modo: Y Pi r sPi r sP0 X ZC XC YC Yp (xip .yi. Biomecânica do Movimento (BM332) Sem alvos Alvos passivos (normais) 4º Ano M.183 - Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Transformações Lineares Directas Biomecânica do Movimento (BM332) • A passagem do 3D para o 2D envolve duas transformações de coordenadas: • Transformação geométrica referente ao posicionamento da camâra. Silva. • Utilizar alvos passivos: •Normais •Reflectores • Alvos activos • A digitalização pode ser: • Manual. 2004 Projecções 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . • As camâras podem ser normais. de infra-vermelhos ou mistas. 2004 Alvos passivos (reflectores) LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . Silva.zi) Z . • Transformação de visualização referente à projecção da camâra. • Na recolha do movimento pode-se: • Não utilizar alvos. • Automática.Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Aquisição de Imagens e Digitalização • A aquisição do movimento pode ser feita de vários processos de onde se destacam o filme e o vídeo.yip) Pi (xi .184 - 92 .

e3 − e0.e3 − e0.Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Transformações Lineares Directas – 3D Biomecânica do Movimento (BM332) Transformação de visualização: Rotação.e2 − e0. Silva.e1 + e2..185 - M.Direct Linear Transformations ⎧ai xi + bi yi + ci zi + di = 0 ⎨ ⎩ei xi + fi yi + gi zi + hi = 0 ( b = (e e + e e ) (x i 0 1 2 3 2 2 ai = (e1e3 − e0e2 ) xip + S x + S s d e0 + e1 − p i x s 1 2 ) ( + S ) + S d (e e ) 1 2 ) + e0e3 ) …. hi = − 1 (z0 + d ) yip + S y + (S s d y0 ) 2 [ ( ] 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .e1 ) − 2 ydi = −Sy − SS .e3 ) + zi e0 + e3 −1/ 2 − 0 2 y0 2 2 xi (e1. 2004 Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Transformações Lineares Directas – 3D – Exemplos Biomecânica do Movimento (BM332) 4º Ano LEBMed M. escala e projecção: x0 2 z +d 2 2 xi (e1. translação.d z0 + d 2 2 xi (e1.e2 ) + yi (e0.e2 + e0.e2 ) + yi (e0.186 - 93 . 2004 1º Semestre 2005 / 06 .e3 ) + zi (e0.e1 + e2.d xi e0 + e1 −1/ 2 + yi (e1.e3 ) + zi e0 + e3 −1/ 2 − 2 2 2 xdi = −Sx − SS .e3 + e0.e3 ) + yi e0 + e2 −1/ 2 + zi (e2.e2 + e1.e3 ) − ( ) ( ) ( ) ( ) DLT . Silva.

50 0. 2004 real xref cam xref .10 0. M. dimensão do pixel e segmentos ocultos.30 0.40 0.00 0 -0.00 0.80 1.60 0. Silva. dimensão da imagem.60 0.20 1. Silva.40 0.187 - Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Redução de Ruído e Filtragem de Coordenadas • A digitalização (quer seja manual ou automática) é um processo que introduz ruído nas trajectórias dos pontos digitalizados. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . • As coordenadas reais são proporcionais às coordenadas de visualização no ecrã da camâra.20 0.20 0. • Requer que o plano do movimento seja paralelo ao plano de projecção da camâra. 2.00 0 20 40 60 80 100 Point 3 Point 4 Point 5 0.00 1.80 0.06 -0.40 1.07 % of STRIDE Point 3 Point 4 Point 5 % of STRIDE • Nas trajectórias digitalizadas são visíveis as componentes de alta frequência (oscilações) que.05 -0. Sy = real yref cam yref 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .80 0.60 X Coordinate [m] 1. • O factor de proporcionalidade é um factor de escala que se calcula do seguinte modo: real yref cam yref Sx = M. vão comprometer o cálculo de velocidades e acelerações.Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS “Transformações Lineares Directas” em 2D Biomecânica do Movimento (BM332) • A reconstrução do movimento em 2D é mais “linear e directa” que em 3D! • Requer que o movimento se passe prioritariamente num plano ou em planos auxiliares que lhe sejam paralelos e próximos.90 0.02 -0.04 -0.70 0.01 Y Coordinate [m] Z Coordinate [m] 20 40 60 80 100 1.00 0 20 40 60 80 100 % of STRIDE Point 3 Point 4 Point 5 -0. não sendo atenuadas.03 -0. Biomecânica do Movimento (BM332) • Este ruído é devido a vários factores de entre os quais se destacam: erros de digitalização.188 - 94 .00 0.

Silva.m] 200 150 100 50 0 -50 0 20 40 60 80 100 • Filtro passa-baixo.Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Redução de Ruído e Filtragem de Coordenadas • A filtragem de trajectórias com filtros passa-baixo é o processo mais utilizado na redução do nível de ruído. Silva. Biomecânica do Movimento (BM332) • Estes filtros têm por função atenuar o ruído introduzido nas coordenadas durante o processo de digitalização.189 - Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Redução de Ruído e Filtragem de Coordenadas • O sinal filtrado é calculado através da seguinte expressão: Biomecânica do Movimento (BM332) xiF = a0 xi + a1 xi −1 + a2 xi − 2 + b1 xiF 1 + b2 xiF 2 − − • Onde ai e bj são coeficientes calculados do seguinte modo: a0 = a1 k2 = a2 = 2 (1 + k1 + k 2 ) ω c = tan (πf c f s ) k1 = 2ω c k 2 = ω c2 b1 = −2a0 + k 3 b2 = 1 − 2a0 − k 3 k 3 = 2 a0 k 2 • Sendo fc a frequência de corte e fs a frequência de amostragem do sinal. • Procede a uma acentuada atenuação das frequências do sinal acima do valor da frequência de corte. • O sinal filtrado é uma ponderação de sinais não filtrados com sinais filtrados anteriormente. • Filtro Butterworth. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .190 - 95 . M. com dupla passagem: Moment [N. -100 -150 -200 %STRIDE 2 Hz 8 Hz Not filtered 4º Ano LEBMed M. 2ªordem. A dupla passagem elimina desfasagens de sinal. 2004 1º Semestre 2005 / 06 .

é usual utilizar um processo designado por análise residual. Silva.Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Redução de Ruído e Análise Residual • A escolha da frequência de corte a utilizar não é um processo simples: • Uma frequência muito alta vai deixar passar muito ruído. • A análise residual baseia-se no cálculo do seguinte resíduo: R [m] 0.010 0. Imagem (i+1) M.030 0. 2004 1º Semestre 2005 / 06 .025 0.191 - Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Posições Cinematicamente Consistentes • Num modelo não consistente.015 0. • Uma frequência muito baixa vai atenuar demasiado o sinal. com ou sem marcadores). • Estas violações surgem independente do tipo de digitalização utilizada (manual. Silva. • Estas violações de constrangimentos estão directamente relacionadas com os resultados que se pretende obter. Biomecânica do Movimento (BM332) • De modo a se ter uma ideia da quantidade de ruído contida no sinal para depois escolher a frequência de corte adequada. automática.020 0. erros de digitalização provocam violações nos constrangimentos cinemáticos: • Estas violações ocorrem porque as distâncias entre os pontos anatómicos vão variar de imagem para imagem.000 0 2 fc_hip 4 fc_knee 6 fc_ankle 8 fc [Hz] 10 4º Ano LEBMed M.192 - 96 . interferindo de forma negativa na sua qualidade. sendo inerentes ao próprio processo.005 RMS of noise Ankle Knee Hip R( f c ) = ∑ (x i =1 N i −x ) N F 2 i regression line 0. 2004 Biomecânica do Movimento (BM332) Imagem (i-1) Imagem (i) 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .

onde as coordenadas dos pontos anatómicos não consistentes são utilizadas como aproximações iniciais.f. Silva.Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Posições Cinematicamente Consistentes • Construção de um modelo biomecânico cinematicamente consistente: Biomecânica do Movimento (BM332) • Calcular os comprimentos médios a partir das imagens digitalizadas. • Realização de uma pré-análise cinemática onde o modelo biomecânico é construído a partir dos comprimentos médios. • Utiliza o método de Newton-Raphson numa perspectiva de mínimos quadrados. sendo as curvas dos grausde-liberdade utilizadas como constrangimentos de guiamento motor. 2004 1º Semestre 2005 / 06 . 2004 θi+1 θi θi-1 i-1 i i+1 4º Ano Spline Cúbica LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . Silva. Pré-análise cinemática 4º Ano LEBMed M. • Calcular a curva da evolução do grau-de-liberdade associado a cada junta durante o desenrolar da análise. cinematicamente consistentes com o modelo.) + Comprimentos médios M.194 - 97 .o. Junta do Cotovelo (d.193 - Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Posições Cinematicamente Consistentes • Pré-análise cinemática: Biomecânica do Movimento (BM332) • Processo iterativo. com a seguinte expressão iterativa: (Φ Φ ) ∆q T q q i i = − ΦTΦ(q ) i q ( ) • O sistema de equações anterior tem como solução novas coordenadas para os pontos anatómicos.

• Estas equações correspondem a actuadores de junta que promovem o guiamento do sistema durante a análise. • Computacionalmente mais moroso.e.196 - 98 . • Implementação mais complexa. 4º Ano LEBMed M. Determinado Dados: M. t ) • A solução obtida pertence ao espaço nulo da matriz Jacobiana. • Computacionalmente mais eficiente. • Para que obter uma solução tem que se acrescentar mais n-m incógnitas. • n-m corresponde ao número de graus de liberdade do sistema. não se podendo obter solução. Φ. • O sistema tem n equações para m incógnitas.. i. Silva. tem que se introduzir uma equação por cada grau de liberdade. • Maior regularidade nos resultados obtidos. Silva. q. g. 2004 1º Semestre 2005 / 06 . d2q/dt2 Incógnitas: λ • O termo algébrico das acelerações já se encontra verificado considerando o modo como estas foram calculadas.Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Biomecânica do Movimento (BM332) Velocidades e Acelerações Cinematicamente Consistentes • Utilização das equações da velocidade e aceleração do sistema: & Φ q (q) q = ν (t ) && & Φ q (q) q = γ (q.195 - Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS • As equações do movimento a resolver são: T && Mq + Φ q λ = g Biomecânica do Movimento (BM332) Solução das Equações do Movimento – Prob. M. • Diferenciação directa das trajectórias consistentes dos pontos anatómicos: • Muito simples de implementar. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .

40 0.l.48 0. 4º Ano LEBMed .24 Time [s] 0. 2004 1º Semestre 2005 / 06 99 . • Os multiplicadores de Lagrange associados aos novos constrangimentos de guiamento retornam informação relativa aos momentos articulares desenvolvidos pelos complexos musculares que atravessam cada articulação.0 -2. a solução é única.0 -0.5 0.00 Ankle Knee Hip • Carregamento considerável da articulação do tornozelo e anca no plano sagital. • São do tipo produto interno (ou externo): T Φ AJ = rij rik − Lij Lik cos(θ (t )) = 0 θ(t) j Biomecânica do Movimento (BM332) i • Problema de Dinâmica Inversa determinado: • Tem solução.16 0.0 -4. Momentos normalizados pela massa nas articulações da perna direita.7 Mz/BM [Nm/kg] I 0.08 0.5 1.0 -6.197 - Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Actuadores de Junta – Momentos Articulares 2.24 Time [s] 0.32 0.48 0.0 Ankle Knee Hip Biomecânica do Movimento (BM332) 2.3 0.5 0.5 0.1 -0.00 0. Silva.24 Time [s] 0.32 0. • O número de incógnitas fica igual ao número de equações do movimento.0 0. M. • Visível a característica de impacto do movimento: 0.0 My/BM [Nm/kg] M 0.198 - M.32 0.08 0.1 -0.08 0.16 0.40 0.d.3 0. é associado um actuador de junta.16 0.Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Actuadores de Junta – Guiamento Articular • Utilizam-se para guiar o modelo ao longo da análise: • A cada g.00 Ankle Knee Hip Mx/BM [Nm/kg] I 1. 2004 k Actuador de Junta 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . Silva.48 • Oscilações na articulação do joelho.0 0. • Pico distinto do momento articular na anca na direcção perpendicular ao plano frontal. • Estes momentos são os necessários para que se desenvolva o movimento observado.40 0.

no caso de haver uma lesão muscular. isto significa que o número de incógnitas a determinar excede o número disponível de equações. 2004 4º Ano Actuador Muscular LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . • As equações de guiamento são do tipo produto interno: T Φ AM = rnmrnm − L2 (t ) = 0 nm Biomecânica do Movimento (BM332) Extensor Flexors n Lnm(t) m • Neste caso é o comprimento L(t) que varia no tempo. • Matematicamente. Silva.199 - Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Actuadores Musculares – Guiamento Muscular • Na maior parte dos sistemas biológicos. M. muito embora com um desempenho inferior. as articulações são atravessadas por um elevado número de músculos: • Esta característica é designada por redundância muscular. 2004 1º Semestre 2005 / 06 . haver outro músculo capaz de realizar a tarefa. utilizamse actuadores musculares em vez de actuadores articulares. • Problema de Dinâmica Inversa indeterminado: • Existe um número infinito de soluções possíveis. Biomecânica do Movimento (BM332) Extensor Flexors Actuador Muscular 4º Ano LEBMed M. • Utilizam-se metodologias de optimização para determinar uma solução óptima. Silva. • Os actuadores musculares são equações de constrangimento que são utilizadas para descrever a cinemática dos músculos esqueléticos. • Cada musculo é guiado por um ou mais actuadores dependendo do tipo de percurso: • Linear: 1 actuador muscular.Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Actuadores Musculares – Guiamento Muscular • Quando é necessário estimar as forças musculares. • Não-linear: mais que 1 actuador muscular. • É a redundância muscular que permite. • A derivada dL(t)/dt é velocidade de contracção muscular.200 - 100 .

2004 101 . Frontal Plane Sagittal Plane Percursos musculares • A cada multiplicador de Lagrange está associada uma força muscular. tem que se introduzir uma transformação de coordenadas apropriada: Z n rn rm O X Y m body j Φ ΑΜ = C q j − C qi m j n i ( ) (C q T m j j − C q i − L (t ) = 0 n i 2 nm ) Actuador Muscular M. Silva. body i • Como os pontos n e m não são coordenadas naturais. utilizam dois ou mais pontos na sua definição. Silva. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .202 - M. e.g. • Tensor Fascia Lata (4 pontos).201 - Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Actuadores Musculares – Guiamento Muscular • Musculos com percursos não-lineares são modelados como uma série de vários actuadores musculares simples: m1 q3 q4 q5 q6 q7 ⎡∂Φm1 ∂q3 ⎢ ⎢ m1 ⎢∂Φ ∂q4 ⎢ ⎢ 0 ⎢ ⎢ ⎢ 0 ⎢ ⎢ 0 ⎣ m2 0 ∂Φm2 ∂q4 ∂Φm2 ∂q5 0 0 m3 ⎤ ⎥ ⎧λm1 ⎫ ⎥ 0 ⎥⎪ ⎪ ⎪ ⎪ ⎥ ⎨λm2 ⎬ ∂Φm3 ∂q5 ⎥ ⎪ ⎪ ⎥ ⎪λ ⎪ ⎥ ⎩ m3 ⎭ 0 ⎥ ⎥ ∂Φm3 ∂q5 ⎥ ⎦ 0 Im3 Om1 Biomecânica do Movimento (BM332) m1 Im1 ≡ Om2 m2 Im2 ≡ Om3 m3 Sagittal Plane m1 + m2 + m3 q3 q4 ⎡ ⎤ ∂Φ m1 ∂q 3 + 0 + 0 ⎢ ⎥ ⎢ m1 ⎥ m2 ⎢∂Φ ∂q 4 + ∂Φ ∂q 4 + 0 ⎥ ⎢ ⎥ {λTFL } ⎢0 + ∂Φ m 2 ∂q + ∂Φ m 3 ∂q ⎥ 5 5 ⎢ ⎥ ⎢ ⎥ 0+0+0 ⎢ ⎥ ⎢ ⎥ ⎢ ⎥ m3 0 + 0 + ∂Φ ∂q 5 ⎣ ⎦ λm1 = λm2 = λm3 = λTFL q5 q6 q7 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Actuadores Musculares – Guiamento Muscular Biomecânica do Movimento (BM332) • Consoante o tipo de percurso. • A cada actuador muscular está associado um multiplicador de Lagrange.: Semimem branosus Tensor Fasciae Lata • Semimembranouso (2 pontos).

203 - Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS O Sarcómero – Unidade Funcional de Contracção Z Line M Line Z Line Biomecânica do Movimento (BM332) Light I Band Dark A Band Sarcomere Myofibril (light) I Band H Zone (dark) A Band Sarcomere (light) I Band (thin) Actin filamentsMyosin head (thick) Myosin filament 4º Ano LEBMed M. Silva. 2004 1º Semestre 2005 / 06 .Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Anatomia e Fisiologia Muscular Muscle Fiber Endomysium Fascicle Perimysium Epimysium Sarcolemma Myofibril Light I Band Dark A Band Sarcomere Biomecânica do Movimento (BM332) Muscle Myofibril Tendon Bone Axon Terminals Motor Axon Skeletal Muscle M. Silva. 2004 Muscle Fiber 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .204 - 102 .

• Utiliza-se um modelo muscular matemático do tipo Hill para simular a dinâmica de contracção muscular.Impulso Muscular Motor Axon Axon Terminals Muscle Fibers Biomecânica do Movimento (BM332) 12 Superimposed twitches Fused contraction 5 Hz 10 Hz 20 Hz 50 Hz 10 Motor Unit tw itch som m ation 6 8 stimulation stimulation stimulation stimulation 100 Hz stim freq frequency frequency frequency frequency Neuromuscular Juntion Vesicles with acetylcholine (ACh) Axon Terminal Acetylcholine Synaptic cleft receptors Muscle fiber Sarcomere 4 2 0 0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600 1800 2000 2200 2400 time [ms] Neuromuscular Juntion 4º Ano LEBMed M. l&m (t ) Contraction Dynamics CE Input F m (t ) PE lm Modelo Muscular do tipo Hill 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . 2004 1º Semestre 2005 / 06 . l m (t ).206 - 103 . • Dinâmica de Contracção: • Transforma a activação muscular em força muscular. •Elemento contráctil de Hill (CE). Silva. •Elemento passivo (PE).Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Activação muscular . M. Silva.205 - Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Dinâmica do Tecido Muscular Neural Signal Activation Dynamics Muscle Activation Muscle Contraction Muscle Force Dynamics Biomecânica do Movimento (BM332) Dinâmica do tecido muscular • Dinâmica de Activação: • Gera um estado no tecido muscular que transforma o sinal nervoso em activação do aparelho contráctil. 2004 F m (t ) Output Output a m (t ).

5 & 0 0. l&m (t )) = a (t ) F0m m m m l& m -0. l m (t ).5 L0 Velocity [m/s] Biomecânica do Movimento (BM332) Force [N] 2 F0 1.5 L0 -0.207 - Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Dinâmica de Contracção Muscular Biomecânica do Movimento (BM332) • Criam-se bases de dados com a informação relevante para a modelação matemática de cada um dos músculos de um dado aparelho muscular.5 F0 10 F 0.5L0 10 L Length [m] Força no elemento contráctil e no elemento passivo 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Dinâmica de Contracção Muscular • Força Muscular Total: Fm = FCE + FPE • Força no Elemento Contráctil: Fl (l (t )) F (l& (t )) m m FCE (a m (t ).208 - 104 . M.5 L0 10 L Length [m] • Fl and Fi representam a dependência da força muscular do comprimento e velocidade do CE.5& 0.5 L0 -0.5 L0 0 2 L0 1 & L0 0 0. • Não desenvolve força até o músculo passar o seu comprimento de repouso.5 F0 10 F 0. Silva. -0. 2004 & 1 L0 0 0.5& 0.5 L0 Velocity [m/s] Force [N] 2 F0 1. • Aparelho locomotor: 43 músculos por perna (Carhart and Yamaguchi. 2004 Muscle Name Peroneus Brevis Peroneus Longus Peroneus Tertius Piriformis Psoas Quadratus Femoris Rectus Femoris Sartorius Semimembranosus Semitendinosus Soleus Tensor Fasciae Lata Tibialis Anterior Tibialis Posterior Vastus Intermedius Vastus Lateralis Vastus Medialis 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .5 F0 1.5 & 0 0. 2001).5 L0 0 2 L0 • Força no Elemento Passivo: • Não depende da activação.5 F0 1. Representação Gráfica Muscle Name Adductor Brevis Adductor Longus Adductor Magnus Biceps Femoris (long head) Biceps Femoris (short head) Extensor Digitorum Longus Extensor Hallucis Longus Flexor Digitorum Longus Flexor Hallucis Longus Gastrocnemius (lateral head) Gastrocnemius (medial head) Gemellus (inferior and superior) Gluteus Maximus Gluteus Medius Gluteus Minimus Gracilis Iliacus Pectineus M. Silva.

. 2004 j =1. problemas de optimização constrangida são formulados do seguinte modo: F minimize 0 (ui ) ⎧ f j (ui ) = 0 ⎪ ⎪ subject to f j (ui ) ≥ 0 :⎨ ⎪ ⎪ulower≤ u ≤ uupper i i ⎩i M.1981) • As variáveis de controlo têm de cumprir com as equações do movimento do sistema: ⎧ f1 ⎫ ⎪ ⎪ && f = ⎨ M ⎬ = Φ T λ + (M q − g ) = 0 q ⎪f ⎪ ⎩ n tc ⎭ M. 2004 Os gradientes já estão calculados! ∇λf = ∂f = ΦT q ∂λ 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . • Matematicamente..209 - Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Funções de Custo Fisiológico – Funções Objectivo Biomecânica do Movimento (BM332) • As funções de custo simulam os critérios fisiológicos adoptados pelo sistema nervoso central aquando da decisão do recrutamento e do nível de activação muscular para se obter uma dada postura ou movimento.ntc i =1.Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Metodologias de Optimização Muscular Biomecânica do Movimento (BM332) • As metodologias de optimização calculam. aquela que minimiza uma dada função de custo normalmente relacionada com um dado critério fisiológico..nec j = (nec +1). Silva....nsv 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 ... de todas as soluções possíveis do problema indeterminado. Silva..210 - 105 . • Uma das funções de custo mais comuns é: A soma do cubo da tensão muscular: F0 = ∑ (σ nma m =1 m 3 CE ) ⎛ Fl m F&m ⎞ l am ⎟ = ∑ ⎜σ m2 ⎜ ⎟ m =1 F0 ⎝ ⎠ nma 3 (Crowninshield et al......

2004 1º Semestre 2005 / 06 . CAM 1 CAM 3 CAM 2 CAM 4 Movimento 3D Reconstruído 4º Ano LEBMed M.03 -0.68 m altura.32 -0.Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Exemplo de Aplicação . • Deriva do COP.32 Rz . 2004 Deriva do COP LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . • 1 plataforma de força. • Erros de alisamento.f orce plat e Rx -0.Anterior-posterior e Ry .08 0. • 4 camâras de vídeo. Rz .f orce plat e Ry Rx .04 Ry . Silva.Vertical 300 200 100 0 -100 0 -200 -300 -400 -500 [N] 0 -0.24 t [s] 0.1 t [s] 0.Salto • Características do exercício: • Salto após passos de corrida.04 0. • Indivíduo: • 23 anos.05 -0.f orce plat e Biomecânica do Movimento (BM332) Rz [N] Rz • Resultados para as forças de reacção relativamente elevados quando comparados com as forças envolvidas na marcha.212 - 106 .211 - Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Exemplo de Aplicação – Forças de Reacção no Chão 3000 2500 2000 1500 1000 500 0 0 0.16 0. Silva.02 0.24 0.02 -0.01 0 0.06 COP y [m] 4º Ano Rx .Medial-lateral M. sexo masculino.16 0. • Com sapatos de ginástica.0 kg peso e 1.08 0.08 0.06 COP x [m] 0. Biomecânica do Movimento (BM332) • 68.

00 2000 1500 1000 500 0.48 Glut eus minimus 2500 400 300 200 100 0 0.08 0. Time [s] 300 200 100 Time [s] 0.48 0 0.40 0.00 0.32 0.16 0. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .08 0.48 1200 1000 800 600 400 200 0 0.40 0.32 0.40 0.08 0..40 0.00 0.00 0.08 Gast r o cnemi us 0.24 0. 2004 Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Biomecânica do Movimento (BM332) Exemplo de Aplicação – Forças Musculares (Animação) Visualização do aparelho muscular utilizando o programa de simulação APOLLO. • Glitsch et al.32 0.16 0. • Pandy et al.24 0.32 0.16 0.32 0.16 0.00 0.16 0.16 0. • Sensibilidade à frequência de corte.48 Hip ad d uct o r s 1200 1000 800 600 400 200 0 0.40 0. 1987.00 0.32 0. 1997.08 V ast i muscles 0. Silva.40 0.16 0.24 0.48 0 0.32 0.08 0.48 Hamst r ing s 500 1200 800 400 0 0. M. 1990.24 0.40 0.16 0.08 0. G lut eus maxi mus 1000 800 600 400 200 0 0.40 0.32 0.40 0.48 2500 2000 1500 1000 500 0 0.48 • Resultados comparaveis com os apresentados por: • Pedersen et al.08 800 400 1200 R ect us f emo r i s 0.24 0.16 0.214 - 107 .24 0.24 So leus 0.00 0.32 0.24 0.32 0.48 0 0.16 0.00 0.24 0.32 0.40 0.40 0.16 0..08 0.24 0.00 I lio p so as Force [N] 500 400 300 200 100 B icep s f emo r i s ( sho r t head ) 0.32 0.08 0.48 Gl ut eus med i us 1200 1000 800 600 400 200 0 0.08 0.00 0.24 0.08 0.00 400 F l exo r hal luci s lo ng us • Algumas oscilações nos padrões de activação muscular (apenas) em alguns músculos. Silva.40 0.Curso de DINÂMICA INVERSA DE SISTEMAS DE CORPOS MÚLTIPLOS Biomecânica do Movimento (BM332) Exemplo de Aplicação – Forças Musculares Redundantes Force [N] 800 600 400 200 0 0.16 0.24 0.48 0 0..213 - M.00 0.48 Take off Take off 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .

Curso de Apontamentos de Biomecânica do Movimento Biomecânica do Movimento (BM332) Licenciatura em Engenharia Biomédica 4ºAno. 1º Semestre de 2005/06 4º Ano LEBMed M. Silva. 2004 1º Semestre 2005 / 06 .C. – 200 D. Silva.216 - 108 .C. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 .): • Monumento a Pitágoras de Samos Biomecânica do Movimento (BM332) VOLTAR M.215 - Curso de REFERÊNCIAS HISTÓRICAS APRESENTAÇÃO A Antiguidade (600 A.

Silva.C. se eu dele me afastar ou infringir.): Biomecânica do Movimento (BM332) • " Eu juro. tanto quanto a meus pais. aquele que me ensinou esta arte. fazer participar dos preceitos. •Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento." VOLTAR M. Silva. A ninguém darei por comprazer. – 200 D. se necessário for. e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas. com as mulheres ou com os homens livres ou escravizados.C – 200 D. nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda.C. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . eu tiver visto ou ouvido. se eles tiverem necessidade de aprendê-la. das lições e de todo o resto do ensino. •Conservarei imaculada minha vida e minha arte. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . honrado para sempre entre os homens.C.217 - Curso de REFERÊNCIAS HISTÓRICAS APRESENTAÇÃO A Antiguidade (600 A. mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução sobretudo longe dos prazeres do amor. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva. sem remuneração e nem compromisso escrito. médico. eu conservarei inteiramente secreto. a promessa que se segue: estimar. que não seja preciso divulgar. •Àquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade. ter seus filhos por meus próprios irmãos. meus filhos. que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão.Curso de REFERÊNCIAS HISTÓRICAS APRESENTAÇÃO Juramento de Hipócrates (600 A. por Esculápio. •Se eu cumprir este juramento com fidelidade. cumprir. •Em toda a casa. ensinar-lhes esta arte.218 - 109 . segundo meu poder e minha razão. biblioteca do Vaticano VOLTAR M. mesmo sobre um calculoso confirmado. Higeia e Panacea. X. porém. nunca para causar dano ou mal a alguém. •Não praticarei a talha. os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão.): • Tratado de medicina De Usu Partium de Galeno: Biomecânica do Movimento (BM332) exemplar do séc. só a estes. o contrário aconteça. com ele partilhar meus bens. fazer vida comum e. deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam. aí entrarei para o bem dos doentes. por Apolo.

Se F = 0 então V = Const.. (.. 2004 De Motu Animalium – Tabela 13 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . VOLTAR Exemplo da 1ª Lei – Corpo em Repouso (. 2004 Exemplo da 1ª Lei – Corpo c/ Vel. enquanto F=0) 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . Silva. se não houver aplicadas sobre ele forças exteriores”.. Silva. Const.C.219 - Curso de REFERÊNCIAS HISTÓRICAS A Revolução Cientifica (1600 – 1730 D.Curso de REFERÊNCIAS HISTÓRICAS A Revolução Cientifica (1600 – 1730 D..C.220 - 110 . enquanto F=0) M.): • Tratado de fisiologia De Motu Animalium de Borelli: Biomecânica do Movimento (BM332) VOLTAR De Motu Animalium – Tabela 4 M.): • Leis fundamentais do Movimento de Isaac Newton: • 1ª Lei ou Lei da Inércia: Biomecânica do Movimento (BM332) • “Um corpo permanecerá em repouso ou mover-se-á com velocidade constante e uniforme.

e. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . Biomecânica do Movimento (BM332) Fij = -Fji onde Fij é a força exercida pelo corpo j no corpo i Exemplo da 3ª Lei A força de contacto é igual em magnitude e oposta em sentido.221 - Curso de REFERÊNCIAS HISTÓRICAS A Revolução Cientifica (1600 – 1730 D.C.. i.. Se F ≠ 0 então a = F/m . F = m. essas forças têm a mesma linha de acção.Curso de REFERÊNCIAS HISTÓRICAS A Revolução Cientifica (1600 – 1730 D. OLÉ! VOLTAR M...infelizmente VOLTAR M..Reacção: • “Quando dois corpos exercem forças entre si... iguais magnitudes e sentidos opostos”. . Silva.): • Leis fundamentais do Movimento de Isaac Newton: • 2ª Lei ou Lei da Aceleração: • “A aceleração de um corpo actuado por forças exteriores é proporcional à força sobre ele aplicada e inversamente proporcional à sua massa”.222 - 111 .a Biomecânica do Movimento (BM332) Exemplo da 2ª Lei A aceleração é proporcional à força e inversamente proporcional à massa. 2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . Silva.): • Leis fundamentais do Movimento de Isaac Newton: • 3ª Lei ou Lei da Acção .C.

2004 4º Ano LEBMed 1º Semestre 2005 / 06 . Silva.m2/r2 • Esta lei explica as órbitas planetárias.223 - 112 .Curso de REFERÊNCIAS HISTÓRICAS A Revolução Cientifica (1600 – 1730): • Leis fundamentais do Movimento de Isaac Newton: • Lei da Atracção Universal: • “A força de atracção entre dois corpos é proporcional ao produto das suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da distância entre os seus centros de massa”. assim como o movimento dos satélites Biomecânica do Movimento (BM332) Como Newton descobriu a Lei da Atracção Universal VOLTAR M. Fg = G m1.

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