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Caspa: Caracteriza-se por uma oleosidade no couro cabeludo seguida de inflamação e descamação, a inflamação produz vermelhidão e sensibilidade, em quanta

descamação pode variar de finas escamas. Para o tratamento o shampoo deve ser usado diariamente para uma eficaz remoção da oleosidade e impurezas do couro cabeludo.

Psoríase: É uma doença associada de herança genética, com localizações mais freqüente, no joelho, cotovelo, também pode acometer o couro cabeludo, onde muitas vezes é confundida com a dermatite soborreica.

Tinha do couro cabeludo: Caudada por diversos fungos que provocam perda de cabelo localizada. Há o surgimento de placas, que podem ficar inflamadas e até infeccionar, o tratamento é simples, basta tomar antibióticos desde que o problema seja descoberto.

E DEFINIÇÕES
A aparência dos cabelos apresenta um importante papel em nossa imagem e bem-estar geral. Além de contribuir para percepção de beleza e atratividade, protege o couro cabeludo da radiação ultravioleta (UV) e diminui a sua perda calórica. As afecções dos cabelos incluem alterações adquiridas ou congênitas que afetam quantitativa e/ou qualitativamente a estrutura do fio, podendo, em algumas doenças, afetar inclusive o couro cabeludo. A associação do folículo piloso com uma glândula sebácea e com o seu músculo eretor corresponde à unidade pilossebácea (UP). Em algumas regiões corpóreas, há, além desse conjunto, o ducto excretor de uma glândula apócrina. O crescimento dos cabelos ocorre em ciclos de atividade intermitente, seguidos por períodos de repouso (fase latente). A taxa de crescimento dos cabelos é de aproximadamente 1 cm/mês. A duração e a velocidade do crescimento do pêlo na fase anágena (intensa atividade mitótica) varia devido à predisposição individual, idade e nas diferentes regiões do corpo. É no couro cabeludo que está a maior duração dessa fase (2 a 5 anos). Segue-se a fase catágena, com duração de cerca de 3 semanas, em que o pêlo pára de crescer. Na fase telógena, há o desprendimento do pêlo com duração entre 3 e 4 meses. A análise do couro cabeludo normal evidencia 80 a 90% dos cabelos na fase anágena, 10 a 20% na fase telógena e 1 a 2% na catágena. É importante ressaltar que, devido à quantidade de folículos no couro cabeludo (100 a 150 mil), é considerada normal a eliminação média de 100 a 200 cabelos/dia. Fatores genéticos e hormonais determinam as características e a distribuição dos pêlos nas diversas raças e individualmente.

ALTERAÇÕES DA COR DA HASTE PILOSA
As alterações da cor da haste pilosa podem ser adquiridas, congênitas ou consequentes ao envelhecimento progressivo do cabelo. O embranquecimento dos cabelos (canície) é um processo natural. Está correlacionado com a idade cronológica e varia em graus individualmente. Em caucasianos, a incidência normal de cabelos brancos é de 34+/- 9,6 anos e em negros, 43,9 +/- 10,3 anos. É descrito que, com 50 anos de idade, metade da população apresenta 50% dos seus cabelos brancos. Esse processo decorre da diminuição da produção de melanina pelos melanócitos da matriz. O único tratamento efetivo ainda consiste na utilização de tinturas específicas para os cabelos. Existem doenças congênitas e adquiridas que podem evoluir ou apresentar embranquecimento dos cabelos (leucotricose).

piebaldismo. É evidenciada mais facilmente nos cabelos claros e loiros.Leucotricose Congênita Síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada. Deformação distal Clínico Microscopia Sem efetivo tratamento baloniforme invaginada sobre uma base proximal (cabelo em bambu) Tricopoliodistrofia (síndrome Menkes) de Início nos primeiros meses de vida. após radioterapia. Cabelos escassos e quebradiços Clínico Microscopia Clínico Cabelos frouxos anágenos Normais ao nascimento. surgindo. dilatações e estreitamentos Clínico Microscopia Pode melhorar alternados nos cabelos e pêlos (aspecto em rosário) Classicamente associada à síndrome de Tricorrexis invaginata Netherton. Entre 2 e 6 anos rarefação e reduzido comprimento dos cabelos Cabelos secos e ásperos. Displasias Pilosas Congênitas Tabela 1: Displasias pilosas congênitas Doença Características dos pêlos Normais ao nascimento. síndrome de Waardenburg. A coloração esverdeada dos cabelos. Afeta crianças e jovens com cabelos abundantes e de difícil manuseio Microscopia Tricograma (70% ou mais dos Cabelos anágenos frouxos) Síndrome dos Clínico. Podem ser congênitas (Tabela 1) ou adquiridas (Tabela 2). na Moniletrix infância. é decorrente da deposição de partículas de cobre no córtex capilar após permanência prolongada na água. é necessário evitar o contato direto dos cabelos com a água da piscina. após queimadura. Leucotricose Adquirida Vitiligo. Para o seu tratamento. albinismo. observada principalmente em indivíduos que praticam atividades em piscina. DISPLASIAS PILOSAS Displasias pilosas são alterações da haste do pêlo. Microscopia eletrônica Melhora idade com a Pode melhorar Suplementação com cobre com a idade Diagnóstico Tratamento com a idade cabelos impenteáveis Displasias Pilosas Adquiridas Tabela 2: Displasias pilosas adquiridas Doença Características dos pêlos Possíveis causas Diagnóstico Tratamento .

Causa É a mais freqüente das Tricorrexe nodosa ser (pode adquirida displasias Aparecimento pseudonodosidades fraturas pilosas. cabelos secos Cabelos finos e secos podendo assumir um tom avermelhado Cabelos finos. Traumas mecânicos químicos podem s Tricoptilose Cabelos frágeis e bifurcados (“ponta-dupla”) Traumas mecânicos químicos Traumas Triconodose Nós ou laços na haste pilar mecânicos Trauma repetitivo compulsão por Clínico Psiquiátrico ou Clínico Exclusão de causas tiques nervosos Tricotilomania Áreas alopécicas e Clínico Exclusão de causas Cremes hidratantes ser desencadeante ou Clínico Microscopia Sem Exclusão desencadeantes (adquirido) tratamento de efetivo (congênito) ou congênita) pêlos. de nos desconhecida. secos e grosseiros Alopecia difusa (eflúvio telógeno) . secos e esparsos Cabelos finos e ausência de pêlos púbicos e axilares (deficiências hipofisárias pós-parto – síndrome de Sheehan) Perda difusa dos cabelos e posterior dos pêlos do corpo Alopecia difusa Alopecia areata (frequência aumentada) Cabelos escassos. podendo ocasionar produzidas por tração ALTERAÇÕES DOS SISTÊMICAS Doença Hematológicas Anemias crônicas Nutricionais e metabólicas Deficiência de ferro Deficiência de proteínas Deficiência de zinco Marasmo Kwashiorkor Homocisteinúria Endócrinas Perda total dos pêlos Estados de hipopituitarismo Hipotireoidismo Hipertireoidismo Hipoparatireoidismo Diabetes mellitus Doenças hepáticas Insuficiência renal Hepatite Cirrose Reumatológicas Lúpus eritematoso sistêmico Alopecia difusa Alopecia cicatricial Cabelos secos e finos Alopecia difusa Alopecia difusa renais e Cabelos finos e secos Alterações PÊLOS EM DOENÇAS Tabela 3: Alterações dos pêlos em doenças sistêmicas Alopecia difusa – mesmo na ausência de anemia Cabelos finos e secos Alopecia difusa.

doenças sistêmicas: caquexia. regimes de emagrecimento. cicatriz ou atrofia da pele –. os cabelos retornam ao normal. Os distúrbios caracterizados pela perda dos cabelos são didaticamente classificados em alopecias não-cicatriciais – sem inflamação clínica. atrofia e fibrose. A utilização de soluções tópicas (como minoxidil a 2 ou 5%) também ajuda. Após esse período. levando até a rarefação difusa dos cabelos. O tratamento consiste em correção do evento desencadeante. anemias graves. na qual existem evidências de destruição tecidual. Resulta em perda aumentada dos fios. hiper ou hipotireoidismo. hepatites. secundário ao deslocamento acelerado da fase anágena (fase de crescimento) para catágena e para a telógena (fase de repouso). lúpus eritematoso sistêmico. pós-parto. e alopecias cicatriciais. . dermatomiosite.Dermatomiosite Esclerodermia Psicológicos Transtorno compulsivo Escoriações neuróticas Doenças crônicas graves HIV obsessivo Alopecia por tração (Tricotilomania) Alopecia cicatricial Alopecia difusa Cabelos secos e finos Alopecia difusa Cabelos secos e finos ALOPECIAS O desprendimento do pêlo é denominado eflúvio e a condição resultante chama-se alopecia (do grego alópekia. Deficiência de ferro. alimentação adequada rica em proteínas e eventual suplementação de vitaminas e sais minerais. São causas de eflúvio telógeno. estresse. alguns medicamentos (Tabela 5). deficiência protéica. Essa fase pode durar cerca de 3 a 4 meses . diabetes mal controlado. como inflamação. Alopecia Não-cicatricial A alopecia não-cicatricial pode ser difusa ou focal (Tabela 4) Tabela 4: Etiologia das alopecias não-cicatriciais Difusa eflúvio telógeno Eflúvio anágeno Síndrome dos cabelos anágenos Alopecia areata Focal Alopecia androgenética Tricotilomania Alopecia por tração Tinha do couro cabeludo Alopecia areata Sífilis Eflúvio Telógeno É caracterizado pelo desprendimento aumentado dos pêlos telógenos normais dos folículos do couro cabeludo em repouso. que significa diminuição dos pêlos ou cabelos).

favorável. Geralmente o início é rápido e extenso. . total (afetando de forma generalizada o couro cabeludo) e até universal. quimioterapia sistêmica. drogas sensibilizantes (p. intervenções cirúrgicas prolongadas. drogas citostáticas/imunossupressoras (Tabela 5). tentativa com tópicos descritos para as formas localizadas. sem outras alterações. O início é brusco. desnutrição protéica grave. hipoparatireoidismo. Dentre as modalidades de tratamento destacam-se: 1. A evolução é. São causas de Eflúvio anágeno: radioterapia. 2. Addison e candidose mucocutânea) sugere um processo auto-imune antibulbo piloso. Tricotilomania. A associação com outras doenças auto-imunes (Vitiligo. alimentação rica em proteínas e administração de suplementos com vitaminas e sais minerais. na qual se desprendem sem passar pelas outras fases do ciclo. metotrexato. Os cabelos brancos são frequentemente poupados. apresentando em sua borda pêlos peládicos (são pêlos facilmente removíveis e com afilamento em direção à raiz – semelhante ao ponto de exclamação). difenciprona. ex. A placa é lisa e brilhante. com localização mais comum no couro cabeludo. Depressões puntiformes das lâminas ungueais podem acompanhar os casos. sobrancelha e cílios) são eventos de pior prognóstico.. É caracterizada por áreas de alopecia arredondadas ou ovais. única ou múltiplas. A sua presença indica atividade da doença. geralmente há normalização dos cabelos após a sua interrupção. antralina). azatioprina. ocorrendo repilação entre 2 e 6 meses. Normalmente acomete adultos jovens e crianças. Tinha do couro cabeludo. em regra.Eflúvio Anágeno A perda dos cabelos resulta da parada ou da lesão dos pêlos na fase anágena. Alopecia por tração. Pode ser localizada. Em casos de quimioterapia sistêmica. A incidência é igual em ambos os sexos e sua etiologia é desconhecida. crioterapia. Formas localizadas: infiltrações com corticóides. Formas totais ou universais: corticóides orais. As ocorrências repetidas e o acometimento de outras áreas (barba. Alopecia Areata A alopecia areata é uma afecção frequente que pode acometer até 2% da população. fotoquimioterapia – exposição ao ultravioleta após uso de psoraleno. com perda total de pêlos e cabelos do corpo. Diagnósticos diferenciais incluem Sífilis secundária (aparência de “roído de traça”). doença de Hashimoto. Tabela 5: Medicamentos que podem causar eflúvio Inibidores da ECA Heparina Dicumarínicos Betabloqueadores Lítio Anticoncepcionais orais Levodopa Citostáticos* Imunossupressores* *Causam Eflúvio anágeno: ciclofosfamida. com alopecia em áreas circulares ou ovais. lúpus eritematoso cutâneo crônico em fase inicial e Alopecia androgenética. Sífilis secundária. entre outros. O tratamento consiste na identificação e na exclusão da causa.

Tratamento Tópico Minoxidil: produz diminuição da fase de latência. apresenta bons resultados. em estudos iniciais. referida como padrão de queda de cabelo masculino ou calvície comum no homem e padrão de queda de cabelo feminino na mulher. Dois processos são responsáveis: o atrito e a tensão. dependente de andrógenos e tem um padrão definido. Procedimentos químicos associados a outros procedimentos com finalidade de retificação dos cabelos (alisamentos. p. alfaestradiol: aumento da produção de 17-betaestradiol pela testosterona. Tinha do Couro Cabeludo . Os folículos dos cabelos geneticamente predispostos são alvos para o estímulo androgênico causar a sua miniaturização. diminuindo a conversão de testosterona em DHT. levando à substituição gradual dos fios terminais (pigmentados e grossos) por fios despigmentados e finos. O seu uso é controverso na literatura. Alopecia por Tração As alterações essenciais da alopecia de tração são a presença de cabelos quebradiços curtos. O tratamento consiste no esclarecimento e conscientização do paciente com a exclusão dos fatores causais. aumentando essa proporção para 30 a 40% em mulheres com 70 anos ou mais. a finasterida só pode ser usada na pós-menopausa devido aos efeitos teratogênicos da droga nos fetos masculinos. engrossamento do fio e aumento o tempo da fase anágena. O mecanismo hereditário é pouco conhecido. Tratamento Cirúrgico Transplante de cabelos (cirurgia restauração capilar): quando bem indicada. há um progressivo declínio na densidade de fios visíveis no couro cabeludo. dutasterida: inibe a ação dos dois subtipos de 5-alfa-redutase. Como resultado.). A perda de cabelos é hereditária. parece ser superior à finasterida. A conversão de testosterona para DHT pela enzima 5-alfa-redutase tipo II desempenha o papel central na gênese da AAG. foliculite e algumas áreas circunscritas de cicatrização nas margens do couro cabeludo. progesterona: utilizado na AAG feminina. Enquanto o padrão masculino de AAG é caracterizado pela típica recessão bitemporal e calvície no vértice. com consequente diminuição de DHT. Maiores avanços encontram-se na elucidação do metabolismo androgênico na patogênese da AAG. O processo dependente de andrógenos é causado sobretudo pela ligação da di-hidrotestosterona (DHT) ao receptor de andrógenos (RA). ex. Estimativas da prevalência nas mulheres sugerem que 6% das mulheres até 50 anos são afetadas. próstata e aparelho geniturinário. na mulher ocorre um afinamento difuso na parte superior e manutenção da linha do cabelo frontal. Em mulheres. afeta pelo menos 50% dos homens com 50 anos e até 70% dos homens no final da vida.Alopecia Androgenética A Alopecia androgenética (AAG). As formas de tratamento são descritas a seguir. Tratamento Sistêmico Finasterida: inibe a ação da 5-alfa-redutase tipo II existente na papila do pêlo. parietal e marginal. excesso de tensão ao prender os cabelos e alguns penteados podem resultar em alopecia de tração nas regiões frontal. com resultados negativos e positivos na AAG feminina. A área predisposta do couro cabeludo apresenta altos níveis de DHT e expressão aumentada de RA nos folículos pilosos.

Sífilis Na Sífilis secundária.Infecção fúngica superficial do couro cabeludo frequente em crianças e rara em adultos.000 unidades (divididas em 2 injeções com intervalo de 1 semana). geralmente não-infecciosos. Esclerodermia. foliculite dissecante. O diagnóstico é realizado pelo exame micológico direto com eventual cultura do fungo. Quadro 1: Etiologia das alopecias cicatriciais Traumas Queimaduras Infecções Neoplasias Dermatoses localizadas no couro cabeludo: lúpus eritematoso. há uma perda de cabelos em “clareiras”. representar do linfoma Sem efetivo tratamento definitiva dos pêlos Corticóides tópicos doença de tratamento de ou intralesionais cutâneo de células T (semelhante ao LPP) . A presença de micropoliadenopatia. variável folicular atrofia. há ausência ou diminuição dos pêlos pela destruição dos folículos por processos inflamatórios. que pode constituir a queixa principal. dados de história e sorologia confirmam o diagnóstico.800. foliculite descalvante. e/ou hipopigmentação tamponamento Diagnóstico Exame histopatológico Sorologia negativa) (normalmente Tratamento Fotoproteção Cloroquina Corticóides orais Infiltração corticóides Sem Esclerodermia Placas de alopecia cicatricial Exame histopatológico efetivo Tratar base líquen plano pilar (LPP) Placas de alopecia cicatricial com descamação. foliculute queloidiana da nuca Tabela 6: Alopecias cicatriciais Doença Lúpus eritematoso cutâneo (discóide) crônico Características Placas de alopecia cicatricial com eritema. Caracterizada por placa alopécica única ou múltiplas no couro cabeludo e descamação. O tratamento é feito com antifúngicos orais (ver texto Micoses superficiais). animais doentes ou portadores (particularmente cães e gatos) ou com a própria terra. mucinose folicular Dermatoses exclusivas do couro cabeludo: pseudopelada de Brocq. São definitivas e acompanham-se de atrofia cicatricial (Quadro 1 e Tabela 6). Alopecias Cicatriciais Nas alopecias cicatriciais. Adquirida pelo contato com indivíduos infectados. atrofia e perda Exame histopatológico Exame mucinose folicular Placas de alopecia cicatricial com eritema Recuo da linha de implante dos Alopecia fibrosante frontal cabelos na região frontotemporal e perda mulheres menopausa das no sobrancelhas período em pósExame histopatológico Sem efetivo tratamento Pode alterações histopatológico. O tratamento consiste em penicilina benzatina no total de 4. líquen plano pilar. associada ou não a tonsuras do pêlo.

Clínico Exame histopatológico. como fixadores. decorrente à Melanose solar radiação UV. Excisão cirúrgica pseudopelada Brocq de Exame histopatológico Sem efetivo tratamento AFECÇÕES DO COURO CABELUDO O couro cabeludo pode ser sede de diversas afecções dermatológicas (Tabela 7). liquenificada Clínico Corticóides tópicos ou intralesionais Anti-histamínicos Em indivíduos calvos. eczematoso . atróficas. Observam-se lêndeas ao exame. devido infecção Foliculite queloidiana nuca de Pústulas com evolução para Exame histopatológico a aureus Crioterapia pápulas fibróticas até formação de cicatriz queloidiana. devido infecção foliculite dissecante fase inicial que coalescem formando trajetos fistulosos secundária por S. crostas e descamação Nódulos inflamatórios profundos na secundária por S. se necessidade de se afastar câncer de pele Clínico Fotoproteção solar Crioterapia Laser Terapia fotodinâmica (queratoses) Loção de permetrina a 1% com ou aplicadas no couro cabeludo. difuso ou localizado. pústulas. Tabela 7: Afecções do couro cabeludo Doença Características Diagnóstico Tratamento Xampus Dermatite seborréica Quadro eritêmato-escamoso. brilhantes. mas pode ser difusa Clínico Exame histopatológico Loções ou xampus de corticóides Análogos da vitamina D Sensibilização Eczema contato de tinturas e a substâncias Quadro Clínico Afastar desencadeantes Corticóides tópicos Antibióticos tópicos ou sistêmico Orientações para não coçar Neurodermite Placa única.foliculite descalvante Edema ou induração do couro Exame histopatológico Antibióticos a aureus Antibióticos Exame histopatológico a aureus Antibióticos devido infecção cabeludo. Máculas castanhopardas e lesões queratósicas com escamas aderentes Pediculose Prurido e presença de escoriações. erosões. principalmente na nuca de indivíduos negros Áreas de alopecia lisa. Pode haver prurido antifúngicos Clínico antibióticos Loções ou xampus de corticóides Loções de LCD* Psoríase Placas eritêmato-descamativas bem definidas. de contornos imprecisos e sem evidência de inflamação secundária por S.

o paciente deve ser encaminhado para avaliação do especialista e realizar biópsia. fornecendo a primeira orientação ao paciente. O médico generalista pode reconhecer as principais patologias dos cabelos. os exames complementares devem ser direcionados de acordo com as hipóteses diagnósticas. CONCLUSÕES As afecções dos cabelos e couro cabeludo podem comprometer a qualidade de vida do paciente. destacam-se tricograma. xerodermia e discreta * licor carbonis detergens: solução de alcatrão. Clínico Orientações quanto ao componente emocional Emolientes couro cabeludo Escoriações. As alterações dos pêlos em doenças sistêmicas pode complementar o raciocínio clínico para elucidação diagnóstica . EXAMES COMPLEMENTARES Na propedêutica das afecções do cabelo e couro cabeludo.microscopia. se necessário. medições do comprimento e diâmetro da haste do pêlo. anatomopatológico.firmemente aderidas à haste do pêlo Prurido do Principalmente descamação em idosos. Dentre os exames complementares. Sempre que houver dúvida.