You are on page 1of 24

1

Parasitos e patologias de bivalves marinhos de importância econômica da costa brasileira Guisla Boehs1, Aimê Rachel Magenta Magalhães2, Rachel Costa Sabry3 & Liliane Oliveira Ceuta1
1-

Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) - Departamento de Ciências Biológicas (DCB) - Rodovia Ilhéus-Itabuna, km 16, 45650-900, Ilhéus, BA. gboehs@uesc.br; liliceuta@yahoo.com.br

2-

Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) - Centro de Ciências Agrárias (CCA), Departamento de Aquicultura - Núcleo de Estudos em Patologia Aquícola (NEPAQ) - 88040-900, Florianópolis, SC. rachel@cca.ufsc.br

3-

Universidade Federal do Ceará (UFC) - Instituto de Ciências do Mar (LABOMAR) - Avenida da Abolição, 3207, 60165-081, Fortaleza, CE. rachelsabry@yahoo.com.br

Resumo As enfermidades afetam bivalves marinhos em várias partes do mundo e comprometem o extrativismo e a produção. No Brasil, o estudo da saúde dos moluscos é recente, entretanto, tem avançado significativamente nesta última década, em parte frente à expansão da malacocultura na costa brasileira. Os estudos até o momento realizados, apontaram agentes do grupo das bactérias, fungos, protozoários (Ciliophora, Apicomplexa, Perkinsozoa e Microspora) e metazoários (Turbellaria, Digenea, Cestoda, Polychaeta, Pinnotheridae e Copepoda), como potenciais causadores de enfermidades em ostras (Crassostrea rhizophorae e C. gigas), em mexilhões (Perna perna, Mytella guyanensis e M. falcata) e também em outros bivalves economicamente importantes como: Anomalocardia brasiliana, Tagelus plebeius, Lucina pectinata e Iphigenia brasiliana. Os parasitos mais comuns são as gregarinas do gênero Nematopsis, trematódeos digenéticos da família Bucephalidae e poliquetas Polydora websteri. Xenomas e um caso de neoplasia foram registrados em ostras Crassostrea rhizophorae da Bahia. Os esporocistos de bucefalídeos representam, até o momento, a maior ameaça potencial a indivíduos e populações de bivalves no Brasil. As prevalências altas de Bucephalus margaritae registradas no mexilhão Perna perna em Santa Catarina, sinalizam que as bucefaloses devem ser o foco de mais investigações. Um primeiro

2

registro do protozoário Perkinsus sp., recentemente realizado em ostras C. rhizophorae do Ceará, chama a atenção para as doenças de declaração obrigatória em moluscos. Abstract Parasites and pathologies of economically important marine bivalves of the Brazilian coast: Diseases affect marine bivalve in various parts of the world, undermining extraction and production activities. The study of mollusc health is recent in Brazil. Nevertheless, it has advanced significantly in this last decade, partly due to the information need of the growing malacoculture activity on the Brazilian coast. Studies carried out so far cited bacteria, fungi, protozoa (Ciliophora, Apicomplexa, Perkinsozoa, and Microspora) and metazoan (Turbellaria, Digenea, Cestoda, Polychaeta, Pinnotheridae and Copepoda) pathogens as potential causes of diseases in oysters (Crassostrea rhizophorae and C. gigas), mussels (Perna perna, Mytella guyanensis and M. falcata), and also in other economically important bivalves such as: Anomalocardia brasiliana, Tagelus plebeius, Lucina pectinata and Iphigenia brasiliana. The most common parasites are gregarines of the genus Nematopsis, a digenetic trematode of the Bucephalidae family and Polydora websteri (Polychaeta). Xenomas and a case of neoplasia were also recorded in oysters C. rhizophorae of Bahia state. Currently, the bucephalid sporocysts represent the greatest potential threat to individuals and populations of bivalves in Brazil. The high Bucephalus margaritae prevalence registered in mussels Perna perna in Santa Catarina signals that bucefalosis should be the focus of further investigations. A first record of protozoa Perkinsus sp., recently detected in C. rhizophorae (CE), draws attention to the diseases of obligatory notification in molluscs. Introdução Os moluscos bivalves constituem, dentre os invertebrados marinhos, o grupo de maior importância econômica e que inclui, entre outras, várias espécies de ostras, mexilhões e vieiras (LAUCKNER, 1983). Os bivalves de maior interesse econômico do litoral brasileiro são representados pelas ostras Crassostrea rhizophorae (Guilding, 1828), a ostra-do-mangue e Crassostrea gigas (Thunberg, 1793), a ostra-do-Pacífico (Ostreidae); pelos mariscos Perna perna (Linnaeus, 1758), Mytella guyanensis (Lamarck, 1819) e Mytella falcata (Orbigny, 1846) (Mytilidae); pela lambreta, Lucina pectinata (Gmelin, 1791) (Lucinidae); pelo moapem ou unha-de-velha, Tagelus plebeius (Lightfoot, 1786) (Psammobiidae); pelo berbigão ou maçunim, Anomalocardia

reduzindo o potencial de crescimento e reprodução. os mitilídeos Perna perna e Mytella guyanensis e o berbigão Anomalocardia brasiliana. 1978). e pela vieira Nodipecten nodosus (Linnaeus. Sendo assim. do qual dependem metabolicamente e ao qual causam danos (ANDERSON & MAY. ou doença. mas também no Ceará e na Bahia. 1758). fornece um primeiro panorama de . moluscos de interesse para a explotação e o cultivo. a sobrevivência do animal. também. implicando em prejuízos que causam a redução do seu potencial ecológico. tanto de estoques naturais quanto de cultivos (SINDERMANN. São Paulo e Paraná. 1992). resultantes de distúrbios fisiológicos. Esse inventário. Tumores. ao contrário do que ocorre nos países do Hemisfério Norte. há pouca informação sobre enfermidades em moluscos marinhos.3 brasiliana (Gmelin. Na América do Sul. 1994). gigas. fungos. Pernambuco. 1983).. A enfermidade. as doenças podem afetar a eficiência dos processos metabólicos. 1983. BOWER. a competitividade. Os principais agentes causadores de doenças em bivalves marinhos pertencem ao grupo dos vírus. estas podem modificar a estrutura e a dinâmica das populações e em nível de epizootias. protozoários. Parasitos vivem em associação íntima com seu hospedeiro. 1791) (Veneridae). trematódeos digenéticos. por agentes virais (ELSTON et al. Nesta última década. foi definida por KINNE (1983) como um desvio negativo do estado normal (de saúde). BOWER et al. Há registros. e por fim. como as ostras Crassostrea rhizophorae e C. (1976) e de NASCIMENTO et al. como turbelários. porém. Outros organismos. induzidos geneticamente ou ambientalmente (SINDERMANN. o primeiro registro conhecido de parasitos em bivalves foi feito por NARCHI (1966). assim como a resistência ao estresse. Além de danos individuais. trazem significativos prejuízos. cestóides e nematóides também parasitam bivalves. principalmente. 1994). podem alterar as funções e estruturas de ecossistemas (KINNE.. E aos cultivos. No Brasil. funcional e/ou estrutural. bactérias. raramente causam doenças (LAUCKNER. Esses estudos enfocam. de um organismo. poliquetas e copépodes (KINNE. 1970. Nos bivalves marinhos. Seguiram-se os estudos de UMIJI et al. ainda pequeno. também constituem enfermidades em moluscos bivalves. BOWER et al. vários estudos foram realizados principalmente em Santa Catarina. as enfermidades representam um importante fator de contribuição para a mortalidade em massa. 1983). 1992.. ainda. Danos estes que podem levar o hospedeiro ao estado de enfermidade. 1970) ou. Rio de Janeiro. para o Amazonas. (1986).

como é o caso de Vibrio parahaemolyticus e outras espécies deste gênero (LAUCKNER.. danos e implicações Uma breve descrição dos principais registros e estudos sobre parasitos e patologias de bivalves marinhos da costa brasileira. 2008b). e considerando a riqueza de espécies e grande extensão do litoral brasileiro. 2005a). virginica. e em Mytella guyanensis do Litoral Sul .. RLOs foram observados em Mytilus galloprovincialis. BACTERIOSES Devido ao seu eficiente mecanismo de filtração.. Os registros de parasitos no Brasil. registros recentes de RLOs foram realizados em Anomalocardia brasiliana do Ceará (FERREIRA et al. abrigam uma excepcionalmente rica flora bacteriana. 1983). 1983). esses estudos representam apenas os primeiros passos na patologia de moluscos local. 1983). o aprimoramento de técnicas de diagnose é ferramenta fundamental para a ampliação dessa área do conhecimento. mas que podem ser patogênicas ao homem. ainda assim. Conforme revisão de LAUCKNER (1983). C. Na Espanha. ciclos de vida de parasitos e de outros potenciais hospedeiros deverão ser investigados e questões taxonômicas deverão ser aprofundadas. Adicionalmente. 2001. organismos assemelhados a Rickettsiae (RLOs) foram registrados em vários bivalves. novos registros deverão ser realizados. Os procariontes pertencentes ao grupo das Rickettsiae e Chlamydiae. Portanto. O estresse decorrente de temperaturas altas parece ser um fator que aumenta as chances de infecções bacterianas fatais em bivalves.4 patógenos e parasitos em moluscos do Brasil. ao menos em Crassostrea gigas (LIPOVSKY & CHENG. enfermidades em bivalves marinhos. Ostrea edulis e Tellina tenuis. incluindo espécies Gram-negativas (predominantes) e Gram-positivas. Em relação a outros países. algumas bactérias causam. 1997. assemelhados a bactérias (diferem destas por não apresentar parede celular) (LAUCKNER. 1973 apud LAUCKNER. que geralmente não causam danos ao molusco. Venerupis rhomboides e Cerastoderma edule (VILLALBA et al. CARBALLAL et al. como em Mya arenaria. considerados bactérias. ESTEPA. os bivalves são capazes de acumular grande número de microrganismos. é apresentada abaixo e está sumarizada na tabela 1. aparentemente. e os micoplasmas. e consequentemente. 2006). Crassostrea gigas. também apresentam importância na patologia de bivalves marinhos. e no Uruguai em Pitar rostrata (CREMONTE et al. VILLALBA et al.. 1999. No Brasil..

o que possivelmente compromete o funcionamento das brânquias. 2006). (2000 apud MAGALHÃES & FERREIRA. os RLOs ocorreram em baixa prevalência. SILVEIRA JR. Essa enfermidade é conhecida. a MMV em Santa Catarina foi verificada pela primeira vez em 1987 e no verão de 89/90. atribuído a lise das células infectadas e liberação das bactérias. Organismos assemelhados a bactérias foram observados por AZEVEDO et al. também. segundo os autores.. Nas duas teorias para justificar a ocorrência desse fenômeno.2009b). também em outros países. a MMV não mais ocorre com a intensidade do início do cultivo das ostras japonesas no litoral catarinense. 1999). Também em ostras C. manto de coloração anormal.5%. mas as quantidades encontradas estavam. Hoje. Víbrios e micobactérias presentes em Crassostrea gigas cultivadas em Santa Catarina foram relatados por BENFATTI NETO et al. o que foi. As ostras apresentavam fraco fechamento das valvas. (2005) como hiperparasitos de coccídeos não identificados (Apicomplexa: Sporozoea) em ostras (Crassostrea rhizophorae) na região de Recife (PE). infecções por esses organismos foram apontadas como responsáveis por mortalidades em Venerupis rhomboides (VILLALBA et al. Danos limitados das RLOs aos bivalves parecem ser a regra. levemente descolorido ou contendo nódulos amarelos. respectivamente. Esses autores verificaram prevalências altas de RLOs nos moluscos de alguns locais estudados. sobre a presença de organismos patogênicos. a bactéria Nocardia foi isolada em ostras doentes. observado em Pitar rostrata (CREMONTE et al. BOEHS et al. no epitélio das brânquias e da glândula digestiva (Figura 1).. gigas de Santa Catarina.. aliado a temperaturas elevadas da água do mar. bactérias do gênero Nocardia foram indicadas como prováveis causadoras de mortalidades recorrentes durante o verão. (1997) sugere que essa bactéria seja um patógeno oportunista.5 da Bahia (BOEHS et al. contudo. Segundo esses autores. (2009b) observaram que os danos ficaram restritos as células infectadas. após excessivo desenvolvimento da gônada nesse período. 2005a). com reação inflamatória e desorganização da arquitetura das brânquias. a mortalidade chegou a 89. a primeira diz respeito ao estresse provocado pela eliminação intensa de gametas. Conforme SILVEIRA JR. (1997). Na segunda. pelo sugestivo nome de Mortalidade em Massa do Verão (MMV). verdes ou marrons. dentro dos valores aceitáveis para a saúde humana e do molusco. que apresentaram hipertrofia e em alguns casos houve evidência de lise celular. Com o . As condições estressantes poderiam aumentar a suscetibilidade das ostras a fatores adversos como as infecções bacterianas.

as células epiteliais do manto afetado reagem ativando a secreção de material protéico típico de ligamento. SILVEIRA JR. (2000) fizeram o registro dessa enfermidade na ostra japonesa Crassostrea gigas e SABRY & MAGALHÃES (2005) nesta e na ostra-do-mangue. várias espécies utilizam a energia da matriz orgânica de conchas de bivalves. Nesse caso. que é perdido durante o processo da metamorfose da larva). França e Inglaterra (FIGUERAS & VILLALBA. Heterotrichida e Hypotrychida. O fungo ainda não foi identificado no Brasil. a maioria como comensais. a doença é conhecida como mal do pé (embora a ostra não possua pé. 1971 apud FIGUERAS & VILLALBA. assim como de ostras enfermas dos parques de cultivo. 1983). Mortalidades massivas provocadas por essa micose foram observadas na ostra plana. O fungo desenvolve-se a partir da matriz protéica da concha e quando as hifas alcançam a superfície de contato entre o manto e a parte interna da concha. 1988). provoca a enfermidade da concha. mortos ou vivos. na Holanda. C. membros dos grupos (ordens) Thigmotrichida. Esses autores citaram a formação de nódulos de conchiolina na região mencionada. Peritrichida.. No Brasil. PROTOZOOSES Organismos do grupo dos protozoários estão entre os mais importantes causadores de enfermidades em moluscos marinhos e vários causam mortalidades em massa. do pé ou da charneira (ALDERMAN et al. a retirada de conchas de moluscos mortos. Ciliophora Um grande número de ciliados. afetando a região de inserção do músculo adutor. Ostracoblabe implexa. Conforme FIGUERAS & VILLALBA (1988). Entretanto. as mortalidades massivas não têm sido registradas. rhizophorae (Figura 2). com prevalência mais alta em C. a seleção dos reprodutores mais adaptados às condições ambientais locais e com o manejo correto das ostras em cultivo.6 passar do tempo. como fonte de energia (LAUCKNER. são formas de prevenir e controlar esta enfermidade. Ao menos uma espécie. gigas. associam-se a bivalves marinhos. originando depósitos de conchiolina na região interna das valvas. et al. essa micose foi observada em ostras do gênero Crassostrea de Santa Catarina. Ostrea edulis. a . Em Santa Catarina. desse modo. MICOSES Fungos desempenham um importante papel na biodegradação de substratos calcáreos. 1988). há evidências de que alguns são verdadeiros parasitos. que podem afetar o fechamento das valvas.

os autores atribuíram-lhes o status de comensais e não de parasitos. até o momento. 1983. respectivamente. danos significativos à população de C. sem causar danos aparentes (NASCIMENTO et al. respectivamente) e incluía.... Uma espécie não identificada desse gênero foi registrada em Crassostrea rhizophorae.. Ciliados do gênero Trichodina foram registrados em Anomalocardia brasiliana de Santa Catarina (BOEHS & MAGALHÃES. Por sua localização e pela ausência de danos evidentes ao hospedeiro. 1986). rhizophorae) de Santa Catarina (Figura 5). na cavidade palial de espécimes de Anomalocardia brasiliana coletados na Ilha de Santa Catarina (SC) (Figura 3). 2009a). WINSTEAD et al. formando tumores chamados de xenomas (BOWER et al. podem interferir no funcionamento normal das mesmas (LAUCKNER. (2009a) verificaram esse protozoário nessa mesma espécie na Baía de Camamu (BA). 1994. no tubo digestório e na cavidade palial.. (1986) fizeram o registro do ciliado Sphenophrya na ostra-domangue Crassostrea rhizophorae da Baía de Todos os Santos (BA). Estes autores concluíram que. houve baixa prevalência e número de ciliados presentes. também. Os ciliados deste gênero podem causar deformações e erosões das brânquias de bivalves e. Apicomplexa Esse grupo (filo) contém patógenos como as gregarinas e coccídeos (Classe Sporozoea. SABRY & MAGALHÃES (2005) também observaram este ciliado no tubo digestório de ostras (C. a . 2004) e em Crassostrea rhizophorae da Baía de Camamu (BA) (BOEHS et al. 1983). em função da baixa frequência de ocorrência e intensidade da infecção. entretanto. também em baixa prevalência. formando xenomas (Figura 4). mas não fizeram menção a xenomas.. relatando baixa prevalência (2%). rhizophorae da Baía de Camamu. na Bahia. Em todos os casos. BOEHS & MAGALHÃES (2004) observaram ciliados não identificados. 1994). subclasses Gregarinia e Coccidia. 1988). Ciliados intracelulares do gênero Sphenophrya são conhecidos por hipertrofiarem as células infectadas. NASCIMENTO et al. FIGUERAS & VILLALBA.7 sistemática desse grupo é complexa e vem sofrendo constantes mudanças. 2004. 2008). portanto. BOEHS et al. BOEHS et al. principalmente com os avanços da microscopia eletrônica (LAUCKNER. os xenomas não estão causando. Ciliados do gênero Ancistrocoma podem causar infecções leves em moluscos (BOWER et al.

mas estes podem ocorrer em animais severamente infectados (PINTO & BOEHS... 2001. Mytilus edulis.. 1999. 2006). em Nerita ascencionis (Gastropoda). Macoma baltica e Cardium edule) hospedam os Nematopsis. 2004. ROMÃO et al. no Perna perna do Rio de Janeiro (LIMA et al. 2007). CREMONTE et al. Crassostrea virginica. em outros locais como na glândula digestiva. mas são encontrados. há poucos anos. O número de oocistos por hemócito é variável. esse número é de um a três oocistos/fagócito (BOEHS et al. 2008) e Ceará (SABRY et al. o oocisto. 2009b). esta última elevada. em M.. provavelmente . 2001).g. 1999) e da Bahia (PINTO & BOEHS. 2008. Gregarinas do gênero Nematopsis Schneider. 2009).. AZEVEDO & PADOVAN (2004) fizeram o registro de Nematopsis sp. AZEVEDO & MATOS. de um a aproximadamente 20. Os sítios preferenciais de infecção são as brânquias e o manto.. palpos labiais e no pé. também. pode haver comprometimento das funções das brânquias (CARBALLAL et al. 2007. Nesse caso. AZEVEDO & MATOS. 1994. (2009b) evidenciaram que a frequência de ocorrência destes parasitos nos moluscos está associada a presença de crustáceos no mesmo habitat. 1892. DA SILVA et al. e em Tagelus plebeius da Bahia (SANTOS et al. 2006).. oocistos destes parasitos foram registrados em Mytella guyanensis do Amazonas (AZEVEDO & MATOS. 1986. WINSTEAD et al. BOEHS et al. ESTEPA...8 classe Perkinsea (LAUCKNER. 2005a). falcata do Ceará (SABRY et al. Os Nematopsis são parasitos intrahemocíticos e a forma infectante. 2008).. vários bivalves marinhos (e. Santa Catarina (SABRY & MAGALHÃES.. Prevalências altas são relatadas na maioria destes estudos. na região do Recife (PE). AZEVEDO & CACHOLA (1992) atribuíram a este parasito a mortalidade em massa de populações do bivalve Cerastoderma edule em Portugal. contém um único esporozoíto. ao status de filo (Perkinsozoa). BOEHS et al.. 2009b). CARBALLAL et al. BOEHS et al. 2009b) (Figura 6). 2008). A maioria das infecções causadas por Nematopsis não provoca danos significativos aos seus hospedeiros (BOWER et al. gigas de Santa Catarina (SABRY & MAGALHÃES.. 1999.. mas na maior parte das vezes. utilizam bivalves como hospedeiros intermediários e completam seu ciclo de vida em crustáceos (LAUCKNER. 2008)... 1983). BOWER 1992. em Crassostrea rhizophorae da Bahia (NASCIMENTO et al.. 2005. No Brasil. em Anomalocardia brasiliana da Bahia (BOEHS et al. 1983. 2005. em C.. Segundo revisão de LAUCKNER (1983). DA SILVA et al. 2001).

número de oocistos/fagócito (em M. 2005) e em Crassostrea corteziensis do México (CÁCERES-MARTÍNEZ et al. (2005) demonstraram que estas duas últimas estão em sinonímia. Estudos ultraestruturais em outros hospedeiros e locais poderão acrescentar informações taxonômicas e confirmar a existência de outras espécies. 2008). Por vezes. esse parasito tem infectado várias espécies de moluscos em várias partes do mundo. (2005). P. brasiliana. responsável pela enfermidade Perkinsiose . 2007). 2004). P. mediterraneus. Pitar rostrata do Uruguai (CREMONTE et al. são maiores do que em Mytella guyanensis e em Anomalocardia brasiliana). Estudos de biologia molecular realizados por BURRESON et al. andrewsi e P.. P. Estão documentadas. AZEVEDO & MATOS (1999) descreveram Nematopsis mytella em Mytella guyanensis do Amazonas. Recentemente.. na região de Recife (PE).. . ultraestrutura e local de ocorrência (em A.. em ostras. 2005a) e Austrovenus stutchburyi da Nova Zelândia (DUNGAN et al. como. (2009) na ostra-do-mangue (Crassostrea rhizophorae) do Estuário do Rio Pacoti. 2008). olseni são de declaração obrigatória segundo a Organização Mundial para Saúde Animal (OIE). Com base no tamanho dos oocistos (por exemplo. a localização é quase sempre no pé). honshuensis. P. olseni. 2004). as espécies: P. observa-se reação hemocitária focal (SABRY et al. 1989).. Perkinsus olseni foi associada a mortalidades no venerídeo Ruditapes decussatus em Portugal (AZEVEDO. qugwadi. por AZEVEDO et al. provocando grandes perdas econômicas no Hemisfério Norte (VILLALBA et al. 2007). Este é o primeiro registro da ocorrência de um parasito do gênero Perkinsus em bivalves no Brasil. Um coccídeo não identificado foi encontrado nas brânquias da ostra Crassostrea rhizophorae. Somente P. marinus e P. Perkinsus marinus. P.9 devido a este fato. guyanensis esse número chega a 20). Ceará. por exemplo. tem sido relatada como causadora de elevadas mortalidades. Perkinsozoa O gênero Perkinsus. que afeta a ostra americana Crassostrea virginica. tudo indica que há diferentes espécies de Nematopsis nas distintas espécies de bivalves da costa brasileira. pode causar mortalidades massivas em muitas espécies de bivalves de águas tropicais e subtropicais em todo o mundo (VILLALBA et al.. até o momento. foi feito por SABRY et al. este parasito foi detectado em Tridacna crocea do Vietnã (SHEPPARD & PHILLIPS. Essa espécie também já foi detectada em Mercenaria mercenaria. No Brasil. o primeiro registro de Perkinsus sp. chesapeaki. P. Nos últimos anos. na Flórida (McCOY. beihaiensis. marinus.

1980) e da Espanha (da SILVA et al. Foi detectada em O. Bonamia exitiosa foi registrada em Ostrea chilensis da Nova Zelândia (HINE et al. foi observada em oócitos de Mytilus edulis da costa Atlântica dos Estados Unidos e em M. Conforme revisão de LAUCKNER (1983).. em populações de Cerastoderma edule (Bivalvia: Cardiidae) da costa da Galícia (Espanha). galloprovincialis. ostreae pode infectar as ostras dos gêneros Crassostrea e Ostrea (CARNEGIE & COCHENNECLAUREAU. Conforme LAUCKNER (1983). Este protozoário causa a enfermidade conhecida por marteiliose e é responsável por infectar e causar mortalidade na ostra plana da costa da Europa desde 1968 (BERTHE et al. Microspora Microsporídeos são protozoários intracelulares que parecem completar seu ciclo de vida em um único hospedeiro. MATOS et al. 2005) e em O. 2001. Entre as espécies hospedeiras desse parasito. não identificado. edulis da Europa (ABOLLO et al. entre outros moluscos (OIE. Parasitos desse gênero causam a enfermidade denominada bonamiose.. uma das espécies mais conhecidas deste pequeno grupo. sendo que M. No Brasil. (2005) observaram Steinhausia mytilovum em oócitos do marisco-do-mangue Mytella guyanensis no estuário do rio Amazonas. sempre superior a 14.. 2005).. 2004). edulis da França (PICHOT et al. encontram-se as ostras do gênero Ostrea e mexilhões... NASCIMENTO et al. refringens é considerada de declaração obrigatória a OIE. Ambas estão incluídas na lista de declaração obrigatória da Organização Mundial para a Saúde Animal (OIE). galloprovincialis na Itália. responsável por elevadas taxas de mortalidade. 2001). Até o momento. Já B.10 Haplosporidia Neste filo está o gênero Bonamia. (1986) fizeram o registro de um microsporídeo. CRANFIELD et al. sem causar danos patológicos significativos nos animais infectados (CARBALLAL et al. também. ostreae e B. não existe relato de ocorrência de parasitos do gênero Marteilia infectando moluscos da costa brasileira. No Brasil. em Crassostrea rhizophorae (BA). até o momento. 2004).. Essa espécie foi observada. com duas espécies: B. 2009). Paramyxea Neste grupo (filo) encontram-se os parasitos do gênero Marteilia. Steinhausia mytilovum. Os parasitos foram observados em vacúolos intracitoplasmáticos contendo um número variável de esporos. incluindo Mytilus edulis e M. exitiosa. 2008). não há razão para crer que este microsporídeo seja . não há registros desse protozoário.

. como segundos hospedeiros intermediários (fase de metacercária). aos quais causam danos significativos.. em mitilídeos e em outros bivalves.. COSTA. muito provavelmente.. BOEHS et al. Os bucefalídeos (Figura 8) estão entre os mais importantes trematódeos para os bivalves e já foram registrados em várias espécies da costa brasileira. Fellodistomidae e Gymnophallidae utilizam os bivalves como primeiros hospedeiros intermediários (fase de esporocistos e cercárias). e Echinostomatidae. inclusive castração parasitária. ARAÚJO & ROCHA-BARREIRA. aparentemente. ROMÃO et al. 2001. 2006. Digenea Os trematódeos digenéticos são parasitos comuns e importantes de bivalves marinhos.. BOEHS et al. MARCHIORI et al. porque parece ocorrer em baixa prevalência e geralmente com poucos cistos/oócito. 2002. FERREIRA et al. 2004. Perna perna (UMIJI et al. 2007. 1966. 2007. Mytella guyanensis (BOEHS et al. brasiliana. 2009). BOEHS & MAGALHÃES (2004) relataram esporocistos de trematódeos digenéticos em A. virginica. GALVÃO et al. não pertencentes a esta família. Os relatos de bucefalídeos no Brasil incluem os seguintes hospedeiros: Crassostrea rhizophorae (NASCIMENTO et al. METAZOOSES Turbellaria Vários turbelários habitam a cavidade do manto. Segundo revisão de LAUCKNER (1983). turbelários deste gênero foram relatados nas brânquias e cavidade do manto da ostra C... FERREIRA et al. Sanguinicolidae. 2008b. 2008. 2008).. 2008) (Figura 7). aparentemente como comensais.. 2009b). entre outras famílias. ou ainda excepcionalmente como hospedeiros definitivos (LAUCKNER. 2009b) e Lucina pectinata (OLIVEIRA.. LIMA et al. Monorchiidae. DA SILVA et al. relatadas em vários bivalves (LAUCKNER. 1976. 2008a.11 economicamente importante. MARCHIORI et al. 2009). Possuem ciclos de vida complexos e utilizam o molusco como primeiro hospedeiro intermediário e peixes como segundo intermediário e como hospedeiro definitivo. Espécies das famílias Bucephalidae.. Anomalocardia brasiliana (NARCHI. sem causar danos ao hospedeiro (BOEHS et al. em baixa prevalência e. LEITE. o tubo digestivo e outros locais de bivalves marinhos e nem sempre está claro se desempenham o papel de comensais ou de parasitos. 1983). 1986. (2009) obtiveram . Turbelários do tipo Urastoma foram observados nas brânquias de ostras (Crassostrea rhizophorae) no Litoral Sul da Bahia. Monorchidae e Gymnophallidae. e este é o caso de espécies do gênero Paravortex. 1983)...

Como regra. que assume. 1993). guyanensis (BOEHS et al. em função de danos mecânicos e decomposição fisiológica de tecidos pelos esporocistos (WINSTEAD et al. já que é evidenciada macroscopicamente pela coloração alaranjada do manto. 1935 (apud LASIAK. O reconhecimento macroscópico da bucefalose é possível. 2006). Por exemplo. apontaram prevalências mais altas de bucefalídeos do que se conhecia até há pouco tempo e do que se registra em outros bivalves (entre 5 e 8%). este parasito instala-se também em outros locais. também. também em poucos casos. 2002). em Perna perna. O hospedeiro definitivo. em M. infiltração hemocitária ocorreu somente em animais severamente parasitados (DA SILVA et al. parece ser o principal prejuízo causado pelos bucefalídeos e está amplamente relatado nos vários estudos já realizados no Brasil e em outros locais. Os autores observaram que as cercárias se desenvolvem dentro dos esporocistos. popularmente denominado Maria-da-toca .. intermediário e definitivo.. em casos de infestações médias e altas. (2008b) observaram . Esporocistos de Bucephalus margaritae estiveram presentes em 63.6% de mexilhões Perna perna de um costão (Ponta das Canas. em volta de esporocistos em degeneração (BOEHS et al. 2005b) e em Mytella guyanensis e em Anomalocardia brasiliana infiltração de hemócitos foi observada. os principais hospedeiros. também. as metacercárias encistam nas brânquias e cavidade branquial do segundo hospedeiro intermediário.. com infiltração hemocitária focal. em um pequeno número de casos. 2004). desse parasito.. Além das gônadas.12 êxito na identificação de Bucephalus margaritae (= Bucephalus varicus Manter. a bucefalose é também conhecida como doença laranja . o peixe Menticirrhus americanus (Scianidae). Nos mitilídeos. Ao menos em mexilhões Perna perna. Florianópolis) e entre 21 e 32% em mexilhões de cultivo. no mexilhão. nome proposto por COLE. mas não em ostras. um aspecto fibroso. da mesma espécie (COSTA. 2009b). os esporocistos provocam limitada reação do hospedeiro. como na glândula digestiva e nas brânquias. é infectado quando ingere blenídeos com metacercárias. observações recentes em Santa Catarina. 2009b). 1940) como primeiro hospedeiro intermediário do mexilhão Perna perna em Santa Catarina. LEITE (2007) verificou prevalência de 12%. também em animais de cultivo nessa mesma região. devido a presença dos esporocistos (MAGALHÃES & FERREIRA. E FERREIRA et al. que têm a forma de filamentos alaranjados e ramificados.. o peixe blenídeo Hypleurochilus fissicornis. conhecido como papa-terra . 2007). respectivamente. A destruição das gônadas. Os elevados índices desse trematódeo nestas duas espécies de peixes levam a crer que estes sejam. em Protothaca antiqua em infecções iniciais (CREMONTE et al.

ROMÃO et al. C. 2008. principalmente em locais com alta produção de moluscos (uma realidade atual de Santa Catarina) e as investigações que tratam de formas de manejo devem ser intensificados. Cestoda A presença de larvas de cestóides (metacestóides) do gênero Tylocephalum Linton.. 2009. As prevalências foram baixas. no tecido conjuntivo da glândula digestiva e gônada.. 2009). por elevados graus de infestação. os monitoramentos constantes. já que poderá haver comprometimento de populações naturais e da produção. por uma inundação que ocorreu no local. está documentada também para a costa brasileira. (Digenea. o episódio de alta mortalidade desse bivalve que precedeu o estudo. Anomalocardia . para Crassostrea rhizophorae (NASCIMENTO et al. gigas (SABRY & MAGALHÃES.. geralmente. As metacercárias causam danos menos significativos aos bivalves do que os esporocistos e cercárias e não provocam castração parasitária (LAUCKNER. em até 30% de freqüência de ocorrência em uma população natural de Anomalocardia brasiliana do Ceará. compressão dos tecidos adjacentes e até mesmo hipertrofia do tecido onde se encontra o parasito. Ainda com referência aos trematódeos digenéticos. As bucefaloses caracterizam-se. BOWER et al. registros de metacercárias também já foram realizados na costa brasileira.. são abundantes) (LAUCKNER. pode ter sido causado.. CREMONTE et al. 2007). 1986. Segundo os autores. podem ocorrer devido à presença das mesmas (BOWER et al. Reação do hospedeiro envolveu encapsulação e reação hemocitária focal. 2009b) e em Iphigenia brasiliana (BOEHS et al. 2009b) (Figura 9) da Bahia. algumas lesões na concha. em março de 2008. com alta prevalência.13 Bucephalus sp. A maioria dos parasitos foi observada no manto da região dorsal dos animais. 1890 (Tetragonocephalidae) em bivalves marinhos. Metacercárias não identificadas foram relatadas em Anomalocardia brasiliana (SOUZA & BOEHS. SABRY et al.. 1994. respectivamente. 2005b). Metacercárias de Echinostomatidae foram. observadas nas gônadas dos animais. 2005). os hospedeiros definitivos. também.. Gymnophallidae) foram observadas em Tagelus plebeius numa região entremarés da Ilha de Santa Catarina (SC) (DA SILVA et al. principalmente em regiões subtropicais e tropicais (onde elasmobrânquios. com hiperplasia de tecido. BOEHS et al. 1983. 1983). 1994). também.. Metacercárias de Parvatrema sp. CARBALLAL et al. comprometendo mais indivíduos do que populações. Esses registros de aumentos das prevalências servem de alerta.. 2001. Em um animal foram observados esporocistos. cada vez mais. Portanto. Entretanto..

como mexilhões.. mas em alguns casos pode haver danos mecânicos às brânquias. 2007. BOEHS et al.. Aparentemente. fizeram o registro de Holothuriophilus tomentosus (Ortmann. 2007) e em Anomalocardia brasiliana (BOEHS & MAGALHÃES. Mytella falcata (SABRY et al. No litoral de Santa Catarina. SABRY et al. SABRY & MAGALHÃES. 2009b). 2006) e Iphigenia brasiliana BOEHS et al. 2004. 2004). 1988). Polychaeta Poliquetas do gênero Polydora escavam galerias na concha de uma série de bivalves. constricta e de Zaops ostreum (Say. a presença desses poliquetas em ostras do gênero Crassostrea foi registrada por IBBOTSON & MAGALHÃES (2002) e por SABRY & MAGALHÃES (2005) (Figura 11). o que causa um aspecto muito desagradável quando se abre a ostra para o consumo (FIGUERAS & VILLALBA. de Fabia insularis Melo. BOEHS & MAGALHÃES (2004).. o poliqueta. mas em baixa prevalência e intensidade de infestação. A localização preferencial dos metacestóides é na glândula digestiva. Os pinoterídeos parecem atuar mais como comensais do que como parasitos propriamente ditos. (2007) fizeram o registro de F... principalmente no caso das ostras. websteri tanto em C. insularis em M. principalmente as ostras. 2004. 2005. Há a formação de uma cápsula em volta do parasito. Pinnotheridae Caranguejos da família Pinnotheridae (Crustacea. Esses poliquetas foram também observados em Perna perna (MAGALHÃES & FERREIRA... com reação hemocitária focal. esses parasitos não causam danos mais sérios ao hospedeiro. SOUZA et al. rhizophorae. (2006). FERREIRA et al. CRUZ-KALED et al. ostras e berbigões.14 brasiliana (BOEHS & MAGALHÃES. quando as galerias ou túneis alcançam o manto. BOEHS & MAGALHÃES (2004) relataram também condição (peso) mais baixa (o) em animais contendo os pinoterídeos. 1817) em Crassostrea rhizophorae da Bahia. 1894) em Anomalocardia brasiliana em Santa Catarina. gigas quanto em C. 2009b). Decapoda) podem viver como endosimbiontes em vários bivalves. mas sem lesões óbvias ao hospedeiro (WINSTEAD et al. a ostra reage depositando camadas de conchiolina e calcita. A principal problemática é o comprometimento da comercialização dos bivalves. preenche essas camadas com lodo. geralmente na área periférica deste órgão (Figura 10). Copepoda . por sua vez. 1971 em Macoma constricta do Paraná. 2009b). 2006. Estes últimos autores registraram prevalências altas de P. COSTA. 2008b. BOEHS et al.

Em ostras Crassostrea virginica são causados por ciliados do gênero Sphenophrya (BOWER et al. Por se disseminarem pelo tecido conjuntivo de vários órgãos e também nos seios da hemolinfa. portanto. Conclusões Com a gradativa expansão dos cultivos de moluscos na costa brasileira. SABRY et al. entretanto há espécies que parasitam ostras dos gêneros Ostrea e Crassostrea (LAUCKNER.15 Copépodes são um importante grupo de parasitos em bivalves marinhos. causados pela entrada e proliferação de parasitos intracelulares. Neoplasias e outros tumores Um tumor resulta de uma proliferação controlada (hiperplasia) ou incontrolada de um tecido (neoplasia) (LAUCKNER. FIGUERAS & VILLALBA... podem prejudicar as atividades de filtração e alimentação do bivalve.. os xenomas são comumente provocados por microsporídeos. Neste contexto. 2009a) (Figura 4). SCARPA et al. Xenomas são relatados como tumores caracterizados por hipertrofias celulares. deve-se atentar. mexilhões e vieiras. cada vez mais. Devido a baixa prevalência e pequena quantidade de tumores/indivíduo. 2004. para que haja um monitoramento adequado da sanidade desses organismos. 1983). No Brasil. 1992). No Brasil. proveniente da Baía de Todos os Santos (BA) (NASCIMENTO et al. WINSTEAD et al... 1983. (2003). Foram encontrados até 12 copépodes/animal. Neoplasias são relativamente freqüentes em bivalves do Hemisfério Norte. sendo Mytilicola intestinalis a espécie mais conhecida e que habita o intestino de mexilhões. (2008) registraram a ocorrência de Pseudomyicola spinosus (Copepoda) em Crassostrea rhizophorae e em Anomalocardia brasiliana da Ilha de Santa Catarina. Os xenomas podem comprometer a atividade de fluxo da água nas brânquias (SCARPA et al. os autores consideraram que até o momento. são geralmente denominadas de neoplasias disseminadas e vírus são apontados como um dos prováveis agentes etiológicos (ELSTON et al. estes não representam risco para as populações de ostras daquela região. ações como a realização de novos inventários de parasitos e patologias. 1986). Conforme MATOS et al. a formação de .7% e 83. Não foram detectados danos histopatológicos aos hospedeiros.3%. com prevalência de 26. 2006) e.. 2006). 1994.. 1988). incluindo o núcleo. principalmente de ostras. há um registro de xenomas em C. respectivamente. rhizophorae de populações naturais da Baía de Camamu (BA) (BOEHS et al. em peixes. há um único registro de neoplasia em um único indivíduo de Crassostrea rhizophorae.

AZEVEDO.J. & ROCHA-BARREIRA.. Org. A. & MAY. M. (Apicomplexa. 1989. 75: 627-635.. Aquat. Mar.M. 274: 201 207. (Apicomplexa)... BERTHE. C. Ceará State. Perkinsea) parasite of clams. 14: 69-73.. Microbiol. Anim. J.M. ARAÚJO. 1992. CARBALLAL M. parasite of the mussel Mytella guyanensis (Mytilidae) from the Amazon Estuary and description of its oocysts. 1999. sp. Ciên.. Fine structure of Perkinsus atlanticus n.. Aquat. of two marine bivalve mollusks. Living Resour. L. AZEVEDO. I. Description of Nematopsis mytella n. Ruditapes decussatus. 2005. J. Europ. Fine structure of the Apicomplexa oocyst of Nematopsis sp. R. CAO A. Dis.16 recursos humanos. R.. sp. AZEVEDO. PADOVAN.. a parasite of Nerita ascencionis (Gastropoda. 37: 35-38. Org. CORRAL. COMESAÑA P. Aquat.C. Veneridae) na Ilha de . sp.. 2004. ADLARD.A.. Ecol. Occurrence of Bucephalus sp. R. Simbiontes associados com Anomalocardia brasiliana (Gmelin) (Mollusca. J. First detection of the protozoan parasite Bonamia exitiosa (Haplosporidia) infecting flat oyster Ostrea edulis grown in European waters.J. 51: 214-219. (Trematoda: Bucephalidae) in Anomalocardia brasiliana (Gmelin. I. 65: 153 157. A. ANDERSON. F. R..D. o aperfeiçoamento de técnicas de diagnose e o aprimoramento do manejo das enfermidades. Referências Bibliográficas ABOLLO E. C. AZEVEDO... BOEHS. (Apicomplexa). C. 1791) (Mollusca: Veneridae) from Canto da Barra Beach.. o fortalecimento dos núcleos de estudos e laboratórios de patologia aquícola. Fortim. & CACHOLA. Bivalvia.M. E. Arq. Ultrastructural description of an unidentified apicomplexan oocyst containing bacteria-like hyperparasites in the gill of Crassostrea rhizophorae. AZEVEDO. Dis. 35: 427-433. from Portugal. 1978. C. G. FIGUERAS.M. 17: 433 448. Regulation and stability of host-parasite population interactions. RAMILO A. PADOVAN... Eukaryot. Nematopsis gigas n. & PADOVAN.R. Aquaculture. 2004. & MAGALHÃES. C. Protistol.R.. Parasitol. P. VILLALBA A. 2004. Neritidae) from Brazil. 2004. Marteiliosis in molluscs: A review.L. Brazil. F. CASAS S. podem contribuir significativamente para a sustentabilidade futura da malacocultura no Brasil. 47: 219-247. C. Le ROUX. 2008. J. & MATOS.

Prevalência de enfermidades e histopatologia de Perna perna (Mollusca) em Florianópolis/SC. 69: 457-458. J. UFSC).R. S.. T. Brazil. Biol. Elsevier. BOWER. Invert. Diseases and parasites of mussels.. Associação Brasileira de Patologistas de Organismos Aquáticos. J. (Dissertação de Mestrado. LENZ. N. LENZ.. J. Rev. R. 2008. Bahia. DEL RÍO PORTILLA.17 Santa Catarina e região continental adjacente. M. 10.L. 2004. RJ. 2009.M. Perkinsus marinus in pleasure oyster Crassostrea corteziensis from Nayarit. Invert. Parasites and pathologic conditions of the cockle Cerastoderma edule populations of the Coast of Galicia (NW Spain). Xenomas in Crassostrea rhizophorae (Ostreidae) from Camamu Bay.. VILLALBA. Búzios.. E. IGLESIAS.M. A. G.. 1720 de novembro... Pacific Coast of México.. 31p. T. 1994.J. VILLALBA. L. B. A... MCGLADDERY. 17: 519 528. Microcell parasites of oysters: Recent insights and future trends. SANTAMARINA. 63. DUNGAN. COSTA. S. p. S. Aquat. E.. Bahia. PADILLA-LARDIZÁBAL.O. FERRO-SOTO. In: ENCONTRO BRASILEIRO DE PATOLOGISTAS DE ORGANISMOS AQUÁTICOS.. CARNEGIE. J. LUZ. In: GOSLING. BOEHS. p. 1992. Brasil. 52: 258-270. G.. R. 2007. Parasites of three commercially exploited bivalve mollusc species of the estuarine region of the Cachoeira River (Ilhéus. CÁCERES-MARTÍNEZ J. Parasitos na ostra-do-mangue Crassostrea rhizophorae (Ostreidae) da Baía de Camamu. Fish Dis. 21: 865-869. BOEHS.M.S. C. Euk. 103: 43-47. I. 78: 87-97. 99: 66-73. Brasil. PRICE.. A. Pathol. D.. Rev.M. REECE. 2009. Amsterdam. Synopsis of Infectious Diseases and Parasites of Commercially Exploited Shellfish. (ed. Invertebr.. BOEHS. K. Brazil)..F. Pathol. Molecular. .. VILLALBA.M. Departamento de Aquicultura. CARBALLAL. G. 2005. Resumos. BOWER. 2008. Braz. Florianópolis. morphological. G. Bahia. Annu. J..A. Santa Catarina. & COCHENNEC-LAUREAU. M. 2008. 4: 1-199. CEUTA. Zool.. Genetics and Culture. Microbiol. A.B... and experimental evidence support the synonymy of Perkinsus chesapeaki and Perkinsus andrewsi. SC.. 2001. BURRESON. Physiology.) The mussel Mytilus: Ecology. VILLALBA.. Pathol.. J. Bras. J.. VÁSQUEZ-YEOMANS. R.E.. Living Res. 543-563.M.

J. FELIX.. 2008. J.L.. BOEHS. 2002. 17-20 de novembro.. Org..M. Sci. BARRACCO.M.. through on-growing in the Ría de Arousa (Galicia. A. Occurrence of Perkinsus olseni (Protozoa: Apicomplexa) and other parasites in the venerid commercial clam Pitar rostrata from Uruguay.D. 54: 263-270. M. Biol.. Pathol.. E. DOONAN.R. REECE.R. DIGGLES. A.. A. FIGUERAS. C. southwestern Atlantic coast... P. Res.M.M. DA SILVA..M. F. R..R. CREMONTE. J. R.. HAMILTON. MICHAEL. I... 1971 (Decapoda: Pinnotheridae) in Macoma constricta (Bruguière. BARRACCO. T. L. Microbiol.. DA SILVA. Aquat. Gymnophallidae) in the stout razor clam Tagelus plebeius (Bivalvia. M. (Apicomplexa) em ostras Crassostrea gigas e Crassostrea rhizophorae) de cultivo e bancos naturais da Ilha de Santa Catarina. ICES J.A. 2005. Perkinsus olseni in vitro isolates from the New Zealand clam Austrovenus stutchburyi. 147: 965 977. 2006. DA SILVA.A. P. 2005.A. .M. P. (Digenea. Effects of Bucephalus sp.. 2007. 10.C...M.J. (Trematoda: Bucephalidae) on Perna perna mussels from a culture station in Ratones Grande Island. southern New Zealand between 1986 and 1992. K... J. Búzios. P. Growth. MAGALHÃES. DA SILVA. Bonamia exitiosa epizootic in Ostrea chilensis from Foveaux Strait. R. A. 1791) (Bivalvia: Tellinidae) in a tidal flat at Paranaguá Bay (SE Brazil). K. CRUZ-KALED.P. VILLALBA. BURRESON.18 CRANFIELD. 102: 14-20... B. CREMONTE. 2009. G. SABRY. Eukaryot. Argentina. 2008. In: ENCONTRO BRASILEIRO DE PATOLOGISTAS DE ORGANISMOS AQUÁTICOS. Coast. M.. CANTELLI.. J. Presence and histopathological effects of the Parvatrema sp. Psammobiidae). BALSEIRO. 2005a.M. Prevalência de Nematopsis spp. J. Resumos.. F. ROSA. P... DUNGAN. F. 39: 1186-1189. RJ..M. A. R. Brazil. SABRY. Mar. A histopathological survey of some commercially exploited bivalve molluscs in northern Patagonia. FIGUERAS. A. Invertebr. DUNN. 79: 154-162... M. Dis. NW Spain). Aquaculture. Mar.A. 62: 3 13. MOSS.S. MAGALHÃES. mortality and disease susceptibility of oyster Ostrea edulis families obtained from brood stocks of different geographical origins. CREMONTE... BARRACCO. A. Associação Brasileira de Patologistas de Organismos Aquáticos. 64: 8590.C. Pathol.. J. H..K. FUENTES. ABSHER. Incidence of Fabia insularis Melo. 249: 23-33. 2005b. Invert.

Influência do parasitismo por Bucephalus sp. 2006. Florianópolis. Associação Brasileira de Patologistas de Organismos Aquáticos.. T. . RJ. 2002. 1992. M. C. p.L. Patología en Acuicultura. (eds. In: ENCONTRO BRASILEIRO DE PATOLOGISTAS DE ORGANISMOS AQUÁTICOS E ENCONTRO LATINO-AMERICANO DE PATOLOGISTAS DE ORGANISMOS AQUÁTICOS. Sci.R. Ocorrência de parasitas em Anomalocardia brasiliana (Bivalvia: Veneridae) do Estuário do Rio Pacoti. Brasil. MOORE.. 2008a. D. FERREIRA.. Santiago de Compostela.. Ciclo reprodutivo e infestação parasitária de mexilhões Perna perna (Linnaeus. F. H. L. In: MONTEROS.) de Galicia.D.C. Rev. Búzios. Ceará. PR. Resumos. 327-389. J. Galicia. (Trematoda: Bucephalidae) sobre a eficiência de desova do mexilhão Perna perna.. & VILLALBA. SC. Aquat.F. O. SILVEIRA. U.N. p. In: ENCONTRO BRASILEIRO DE PATOLOGISTAS DE ORGANISMOS AQUÁTICOS. FIGUERAS. MAGALHÃES. 10. A. R. sp. J. Dis.. 2001. Poliariose em Crassostrea gigas cultivadas na praia da Ponta do Sambaqui. HINE. GALVÃO...B. J. ROMÃO...H..M. 6: 405-466.A.. 1988. 290p. MARQUES.V..C. 192.E. DA SILVA.F. 47: 63 72. F. FERREIRA. SABRY.M.. K. 2008.. 17-20 de novembro..M.). BERTHE. 2006. 10. (Tese de Doutorado. D.M. 2002.. A. B.A. & LABARTA.S. 32: 59-71. 17-20 de novembro. P.C. Inst. & MAGALHÃES. Foz do Iguaçu. ESTEPA. BROOKS. R.. 2008b.S. 7 e 3. Universidade de Santiago de Compostela. Resumos. Aquat. COCHENNEC-LAUREAU. R... Org. HENRIQUES. Associação Brasileira de Patologistas de Organismos Aquáticos. P. In: ENCONTRO BRASILEIRO DE PATOLOGISTAS DE ORGANISMOS AQUÁTICOS.J. 2008. (Haplosporidia) infecting flat oysters Ostrea chilensis (Philippi) in New Zealand.R.M. A.C. Madrid.P. Associação Brasileira de Patologistas de Organismos Aquáticos. Espanha)... ARAÚJO.J. Resumos.M. N. 28-31 de outubro.. A. Mundi-Prensa. R. L.I. IBBOTSON. RJ. Bonamia exitiosus n. SABRY. 1758). Búzios. GESTEIRA.19 ELSTON.A. L. Disseminated Neoplasia of Bivalve Molluscs. Pesca. Estudio patológico de las poblaciones de berberecho Cerastoderma edule (L. PEREIRA.P. Patología de moluscos. GOMES. M.

MATOS. 1983. A. 1934 (Digenea. parasitismo e densidade de sementes nas perdas de mexilhões Perna perna (L. 478-961.A. 2005.M. A. NARCHI. 2007.F. J.... L. 22: 183-186. 467-475. p. (Dissertação de Mestrado. 2003. SC.) Sanidade de Organismos Aquáticos no Brasil. 54: 203-207.. Sci. P.. ABRAPOA. LEITE..H. In: KINNE. E. Braz. Maringá. Dis. E. J.) Diseases of marine animals. KERN II.A. 1983. . a parasite of mussel (Mytella guyanensis) oocytes from the Amazon river estuary. A.. Org. Morphol. Pathol. Afr. C. Pathological findings in Crassostrea rhizophorae from Todos os Santos Bay. LAUCKNER. Diseases of marine animals. MAGALHÃES. PEREIRA. F. 53: 203-206. NASCIMENTO.. no prelo MATOS. LIMA. L. Florianópolis. 1993. Monitoramento histopatológico de mexilhão Perna perna da Lagoa de Itaipu.. 2001. Ciência e Cultura. RJ. Niterói. T. E. Bucephalid trematode infections in the brown mussel Perna perna (Bivalvia: Mytilidae). Bucephalidae) do litoral de Santa Catarina. Influência da predação.R. AZEVEDO.. MARCHIORI. Aquat.. Ciclo de vida de Bucephalus margaritae Ozaki e Ishibashi. Acta Sci. G.M. S. (ed.R. Universidade da Flórida). MESQUITA. Biologische Anstalt Helgoland. Encontro de Bucephalopsis haimeana (Lacaze-Duthiers) no Brasil. O. Invertebr.. SMITH. EUA. S.. UFSC). C.. Ultrastructural details of the xenoma of Loma myrophis (phylum Microsporidia) and extrusion of the polar tube during autoinfection. & FERREIRA. Biol. Med.C. J. McCOY. mar.. MAGALHÃES.A. I.. 2006. In: SILVA-SOUZA. Vet.M. Diseases of Mollusca: Bivalvia. CORRAL. Bras. Bahia. Hamburg. ABREU. Flórida. 13: 127-134.. J. W. D. (Dissertação de Mestrado.C. 2009.. Departamento de Aquicultura. N. Sci. 47: 340-349. 2005. J.M. cultivados na Baía Norte da Ilha de Santa Catarina. PEREIRA JR. Brasil. 67p. 1986. Arq. p. MATOS. 1966. Biologische Anstalt Helgoland. p.F. 39p. Observations on the intracytoplasmatic microsporidian Steinhausia mytilovum. LASIAK. 79-94.A. 2005. O. A. F. 18: 22-24. AZEVEDO. (org. 1758). Patologias e manejo em malacocultura. Hamburg. Zootec.20 KINNE. M. Examination of Mercenaria mercenaria as a host for Perkinsus marinus.G. Brazil.

R. 2005.A. do Estuário do Rio Jaguaribe CE.S.C. Búzios... J. n.M. TIGE. P. HO.R... 1720 de novembro. (Apicomplexa: Eugregarinida) em Mytella guyanensis (Lamarck. Fortaleza. R. T.V. SABRY.V. FERREIRA. GESTEIRA. PRAXEDES. ASSIS.P. Anim. M.Ceará. Associação Brasileira de Patologistas de Organismos Aquáticos.. Universidade Federal do Ceará.. Associação Brasileira de Patologistas de Organismos Aquáticos. 2006.B.. L. Braz. A.. T.. UESC). 9.M. RJ. SABRY. 1819) (Bivalvia: Mytilidae) da região estuarina do Rio Cachoeira. Crassostrea gigas e Anomalocardia brasiliana) da Ilha da Santa Catarina. RABOUIN.C. DA SILVA. Ocorrência do copépode Pseudomyicola spinosus em espécies de bivalves (Crassostrea rhizophorae.. Y.R.A. GESTEIRA. In: ENCONTRO BRASILEIRO DE PATOLOGISTAS DE ORGANISMOS AQUÁTICOS.C. Zoot. R. GRIZEL. BA.C. MAGALHÃES. 2006. SABRY. R. R. A. SABRY. CE... 1980. Departamento de Ciências Biológicas. Pêches Marit. sp. Florianópolis. L.. Investigação de parasitas na ostra do mangue Crassostrea rhizophorae (Bivalvia. p.. 2009. M. T. JU-SHEY. GESTEIRA. & MAGALHAES. 1791) (Mollusca: Bivalvia) na região estuarina do Rio Cachoeira (Ilhéus. Brazil. SC. H. .. SILVEIRA. AL.. Res. Parasitas em ostras de cultivo (Crassostrea rhizophorae e Crassostrea gigas) da Ponta do Sambaqui. M. Resumos.P. G. G. Parasitos associados com a lambreta Lucina pectinata (Gmelin.Ceará. BOEHS. 23-26 de outubro. BARRACCO. 2007. COMPS. Bahia). Vet.21 OLIVEIRA. T. Resumos. 2008... G. 2008. In: ENCONTRO BRASILEIRO DE PATOLOGISTAS DE ORGANISMOS AQUÁTICOS.F. J. Ocorrência de parasitismo no sururu Mytella falcata (Orbigny.R. 1846). Arq. Inst. Med.. F.C. Vet. n. Brasil. Biol. parasite nouveau de l huitre plate Ostrea edulis L.. Recherches sur Bonamia ostreae gen. ROMÃO. 27: 194-202. Bahia.M. 2008. PICHOT. Braz. 88. 28. 10. Trav. First record of parasitism in the mangrove oyster Crassostrea rhizophorae (Bivalvia: Ostreidae) at Jaguaribe River estuary .. 45: 95-100.. Rev.C. In: ENCONTRO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA. Ilhéus. J.. PINTO. 2008. Nematopsis sp.F. C. & BOEHS.V. (Trabalho de Conclusão de Curso... Maceió. Sci. SABRY. Ilhéus.. G.C. 34p.C. 43.. 131 140. 67: 755-758. Ostreidae) do Estuário do Rio Pacoti . Bras. Resumos...

p. BRAGA.E. Org. BUSHEK..O. N. Resumos. Ocorrência de Nematopsis sp. 2000. San Diego. In: ENCONTRO BRASILEIRO DE PATOLOGISTAS DE ORGANISMOS AQUÁTICOS E ENCONTRO LATINOAMERICANO DE PATOLOGISTAS DE ORGANISMO AQUÁTICOS. incrustantes e enfermidades. Crustáceos pinoterídeos (Crustacea. Ed. Org.G. ALMEIDA. FORD.. G. SILVA. BOEHS. 39-55. following a mortality event.. L. 2a. A. p. Florianópolis. SILVEIRA JR. Florianópolis. Platyhelminthes associados em parasitose com Anomalocardia brasiliana (Bivalvia: Veneridae) na Baía de Camamu. First report of a Perkinsus sp.R. CEUTA. 2007. Resumos Sociedade de Ecologia do Brasil. & BOEHS.C. 8.... SOUZA. SCARPA. Predadores. BARRACCO. SMITH.A. 2009. 88: 1323. J. G. p.B. G.A. RJ. Caxambu. A. D. 1970.. infecting Mangrove oysters Crassostrea rhizophorae of the Brazilian coast. 2008. Perkinsus olseni detected in Vietnamese aquacultured reef clams Tridacna crocea imported to the USA.. SILVEIRA JR.J. F. 10. A. 1997. Dis. In.. Bahia.. Associação Brasileira de Patologistas de Organismos Aquáticos. MAGALHAES. 2008. Shellfish Res. P. SOUZA.R... Resumos. FLORIANÓPOLIS. SHEPPARD. In: Manual de cultivo de ostras. 128. An investigation of ciliate xenomas in Crassostrea virginica. S.. J. Universidade Federal de Santa Catarina.. Aquat. Ilhéus (BA).O.M. & PHILLIPS. R..... 2008. 516p. Dis.M.C.22 SABRY. Evolução e sintomatologia da doença do pé em ostras do Pacífico (Crassostrea gigas) cultivadas em Florianópolis/SC-Brasil. 2007. M.J. R. E. MG. 2. Aquat. Laboratório de Cultivo de Moluscos Marinhos. p. Diseases of marine shellfish.B. Brachyura. 79: 229-235.V.26. SANTOS. 17-20 de novembro. Academic Press. (Apicomplexa: Eugregarinida) no molusco Tagelus plebeius (Bivalvia: Psammobiidae) da região estuarina do Rio Cachoeira. 2007. In: ENCONTRO BRASILEIRO DE PATOLOGISTAS DE ORGANISMOS AQUÁTICOS.. SINDERMANN. GESTEIRA. Brasil.R. N. Búzios. BOEHS. MAGALHÃES..J. A. 2006..C. In: SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E SEMANA DE . C.. 25: 772-773. B.M. 6 e 2. 23-28 de setembro. Pinnotheridae) associados a moluscos do Sudeste e Sul da Bahia. B.. T. v. 64. R. 2000. ENCONTRO DE ECOLOGIA DO BRASIL. ROSA. UFSC/ABRAPOA. G. In: Principal diseases of marine fish and shellfish..

Perkinsosis in molluscs: A review.G. Lenz e G.K. Infestation of the mussel Perna perna by digenetic trematodes of the Bucephalidae family.23 PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO NA UESC. Mal do pé (setas) na área de inserção do músculo adutor de Crassostrea gigas (SC). Living Resour..G.. A. O. Dis. Resumos. FIGUERAS. Dis. LEONEL. Xenoma em célula epitelial da brânquia de Crassostrea rhizophorae.. S. REECE. J. A. Cienc.C.V. 2004). M.. (BA).. S. Shellfish Res. 36: 53-60. M. Aquat. 2004. CARBALLAL.. 2004. 1. C. 1999. LÓPEZ. Ilhéus. 31: 127-139.M.. Barra = 2 cm.J.. Ciliado do gênero Trichodina (seta) no interior do tubo digestivo de Anomalocardia brasiliana (SC)..M. A. Bucephalus. (Foto: G. Aquat.) Figura 4. M. VILLALBA.. R. 23: 831-840. (Fonte: BOEHS & MAGALHÃES. 17-20 de outubro. A. LUNETTA... BA. VOLETY. Barra = 20 µm.. Org. Parasitic and symbiotic fauna in oysters (Crassostrea virginica) collected from the Caloosahatchee River and estuary in Florida. Anais Acad. S. 2007. WINSTEAD. (Fonte: SABRY & MAGALHÃES. M. 2004. 17: 411-432. gen. Aquat. Barra = 20 µm... Figura 3.. Branchial rickettsia-like infection associated with clam Venerupis rhomboides mortality.J. L. LÓPEZ. 1976. Figura 2. CARBALLAL. 47: 115-117. Bras.S.T. Figura 5. TOLLEY. VILLALBA. . K. CORRAL.. MOURELLE. 1997. (Fonte: BOEHS & MAGALHÃES.. AZEVEDO.. A. J. S.. CABADA.E.. VILLALBA. Barra = 20 µm. Legendas das figuras: Fig. J. Boehs). (Foto: T. Boehs e L. UMIJI. Org. Symbionts and diseases of farmed mussels Mytilus galloprovincialis throughout the culture process in the Rías of Galicia (NW Spain). Colônia de organismos assemelhados a Rickettsiae RLOs (seta) na glândula digestiva de Mytella guyanensis (BA). Ciliado não identificado (setas) na cavidade palial de Anomalocardia brasiliana (SC). Ceuta). C. 13 e 9. Barra = 20 µm. Setas = ciliados Sphenophrya sp. Universidade Estadual de Santa Cruz. A. ORDÁS... 2005). C. CASAS.

24 Figura 6. contendo massas germinativas e cercárias em diferentes estágios de desenvolvimento em Mytella guyanensis (BA). e brown cells (setas). Polidiariose em Crassostrea gigas de cultivo (SC). (Foto: G. Metacestóide do gênero Tylocephalum (*) no tecido conjuntivo da glândula digestiva de Iphigenia brasiliana (BA). Esporocistos de Bucephalus sp. Lenz). Oocistos de Nematopsis sp. O. 2009b).. mostrando a ventosa (V) e a cápsula (C) ao redor do parasito. Boehs e T. O. setas grossas = cercária. Figura 9. Barra = 20 µm. Figura 11. (Fonte: SABRY & MAGALHÃES. Lenz). Figura 8. Metacercária de Digenea (*) na área da gônada feminina (GF) de Iphigenia brasiliana (BA). mostrando tubos formados pelo poliqueta (setas). Ceuta).. mostrando a cápsula fibrosa (com várias camadas) e hemócitos em resposta de defesa do hospedeiro. Barra = 20 µm (Foto: G. Figura 7. Barra = 50 µm. . Barra = 20 µm. (Fonte: BOEHS et al. Barra = 20 µm. Boehs e T. M. E = esporocisto. 2005). (setas) no manto de Crassostrea rhizophorae (BA). Figura 10. Barra= 2 cm. (Foto: G. M. Setas = massas germinativas. (Foto: L. Boehs e L. Turbelário do gênero Urastoma (seta) nas brânquias de Crassostrea rhizophorae (BA). cabeça de seta = furca. Ceuta).