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PALESTRA ON LINE: Tema: Transtornos Infantis e sua Influência na Aprendizagem

Psic. Ms. Beatriz Machado – CRP:08/03024 www.cefelclinicas.com

Bom dia, começamos neste momento mais uma palestra on line que ao longo dia serão discutidos os temas de: aprendizagem, transtornos infantis: Bipolar, Obsessivo Compulsivo e Psicose. Primeiramente, agradeço a oportunidade que a profª Jossandra, nos possibilitou.... 1. Conceito de Aprendizagem: 1.1.Aprendizagem é uma mudança na capacidade humana, se manifesta através de uma mudança de comportamento, com caráter de relativa permanecia e que não é atribuível ou simplesmente, ao processo de maturação, mas ocorre quando um individuo interage com o meio ambiente. (GAGNÉ apud SEED/SUED/DEE, 1998, p.25 ).

A aprendizagem é um processo resultante da interação com o meio ambiente, mas depende dos aspectos que interferem no processo de aprendizagem, sendo:aspecto físico-motor, aspecto cognitivo,aspecto afetivo-emocional e aspecto social; e também dos fatores do desenvolvimento, sendo segundo Bock(2002, p.98): Hereditariedade- a carga genética estabelece o potencial do indivíduo, que pode ou não desenvolver-se.[...] Crescimento orgânico – refere-se ao aspecto físico.[...] Maturação neurofisiológica- é o que torna possível determinado padrão de comportamento.[...] Meio – o conjunto de influências e estimulações ambientais altera os padrões de comportamento do indivíduo.[...] Os fatores irão influenciar no processo de desenvolvimento e consequentemente na aprendizagem ou na ausência dela, os profissionais devem estar cientes que as causas dos transtornos de aprendizagem e do desenvolvimento estão ligados a estes fatores, que irão atuar nos aspectos: social, físico, motor, cognitivo e afetivo/emocional 2. Conceito de Transtornos: Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a prevalência mundial dos distúrbios do desenvolvimento e dos transtornos mentais e comportamentais na infância e adolescência é de 10% a 20%.(VINOCUR &PEREIRA,2011) 1

Fatores de impacto sobre a saúde mental de cada pessoa são experiências individuais, influenciadas pelas experiências diárias, na família e na escola, na rua e no trabalho. Sob a perspectiva do desenvolvimento infantil, as emoções são vistas como processos adaptativos psicológicos que têm como objetivos a sobrevivência e o bem-estar sendo características marcantes do funcionamento psicopatológico13. Há evidência considerável relacionando alta emoção negativa (seja como resposta a situações de desafio ou como uma característica de temperamento) e risco para psicopatologias em crianças apesar de, individualmente, tratarem-se de sintomas inespecíficos14. Os principais fatores de risco descritos na literatura são: Eventos traumáticos; Psicopatologia parental; Doenças crônicas e terminais; Baixo nível educacional; Abuso físico e sexual; Maus tratos na infância; Falhas educacionais; Gravidez precoce; Dependência de álcool e drogas; Eventos de vida negativos; Guerra; Depressão materna; Desemprego; Maus tratos na infância; Ruptura em relacionamentos; Gravidez na adolescência. ROTINA DE CONSULTA – (VINOCUR &PEREIRA,2011)

São realizados a anamnese (histórico dos antecedentes da doença do paciente que incluem: queixa e duração, história da doença atual, antecedentes pessoais e familiares e desenvolvimento psicomotor) e o exame do estado mental, aos quais, posteriormente, são acrescidos os resultados do exame físico e neurológico, exames complementares, exames de imagens, avaliação psicológica mediante testagens, aplicação de escalas ou instrumentos diagnósticos estruturados e outros que se fizerem necessários5. É importante que haja disponibilidade para aprofundar percepções subjetivas durante a entrevista, muitas vezes, revelando situações de violência doméstica e urbana. Abaixo estão enumerados aspectos complementares de avaliação em crianças e adolescentes: 1 Registros escolares para crianças podem ser uma rica fonte de informações sobre suas competências cognitivas e desenvolvimento emocional. A análise de todos esses dados pode enriquecer uma avaliação, da mesma forma que ignorá-los pode levar a diagnósticos equivocados30; 2 Como a maioria das crianças e adolescentes encaminhados ao serviço de psiquiatria já passaram pela avaliação de outros profissionais, é desejável que, na primeira entrevista, o médico tenha em mãos informações relevantes destes profissionais, principalmente no que diz respeito à escola e a outras especialidades médicas. Devem ser avaliados, também, exames clínicos e avaliações psicológicas e educacionais, caso existam5; 3 É importante que se apliquem diferentes métodos de coleta, alterando a abordagem a fim de ajustar-se às necessidades do desenvolvimento da criança; 4 A avaliação de crianças e adolescentes exige conhecimento da dinâmica e da psicopatologia familiar, não sendo possível conduzir uma avaliação adequada sem uma 2

2011) Pode-se suspeitar de transtornos de aprendizagem em crianças com as seguintes características: inteligência normal. avaliar também o informante.. com um ambiente seguro. Assim. bem como da resposta da criança a eles. e ter tido início desde os primeiros anos escolares. desordens obsessivo-compulsivas e somatização. (BRUM&ZENI&TRAMONTINA. como depressão.condições do corpo docente. dedicação e qualificação dos profissionais envolvidos no processo de ensino e aprendizagem. transtorno da matemática e transtorno da expressão escrita. nível socioeconômico e cultural aceitável. as dificuldades de aprendizagem também podem ser secundárias a outras patologias..compreensão de características importantes do ambiente e dos relacionamentos familiares. devido a um atraso no desenvolvimento da habilidade em questão. 2011) Porém. ausência de alterações motoras ou sensórias. uma vez que essas nem sempre oferecem condições adequadas para que o sujeitopossa vir a aprender com eficácia. ansiedade. principalmente. limite aceitável de alunos em cada turma.(BRUM&ZENI&TRAMONTINA. dos transtornos psiquiátricos e das doenças neurológicas. tendem a se agravar quando associados aos conflitos escolares. Os transtornos psiquiátricos. DIFERENÇA ENTRE APRENDIZAGEM: DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM E TRANSTORNOS DE As dificuldades de aprendizagem podem ser oriundas de problemas relacionados à escola ou à família. Qualquer situação de fundo psicológico pode se constituir em um fator agravante.(nomeadas também como problemas externalizantes). 2011) CLASSIFICAÇÃO DOS TRANSTORNOS MENTAIS Pode-se considerar três principais grupos diagnósticos na psiquiatria infantil: a desordens emocionais (também descritas como problemas internalizantes). não diferindo muito nos dois manuais quanto à caracterização dos mesmos. omitindo. de maneira consciente ou inconsciente. tais como conduta 3 . 2011) Os transtornos da aprendizagem classificamse. em que haja motivação. (BRUM&ZENI&TRAMONTINA. de acordo com a CID-10 e o DSM-IV. transtorno opositor desafiante e transtorno de conduta. baixa autoestima. (. (BRUM&ZENI&TRAMONTINA. pode influenciar na veracidade das informações. como no caso das disfunções sensoriais. a exemplo da depressão. que a escola proporcione ao aprendente condições físicas de sala de aula. bem como timidez. insegurança. necessidade de afirmação e falta de motivação.(BRUM&ZENI&TRAMONTINA. condições pedagógicas favoráveis de acordo com a faixa etária dos alunos e. b desordens de comportamento disruptivo. interiorizados nos indivíduos. para que o processo de ensino e aprendizagem venha a acontecer com sucesso. das doenças crônicas. especialmente. em que os sinais estão. 2011) Para que crianças e adolescentes tenham um bom aproveitamento escolar é essencial. o comprometimento deve estar presente desde os primeiros anos de vida. pois o meio tanto pode ser facilitador como inibidor. fobias. dentre outros fatores. indiretamente.) Para o diagnóstico de transtorno de aprendizagem. em três tipos específicos: transtorno da leitura. que. avaliar uma criança é. transtorno de humor. bom ajuste emocional. exagerando ou as atenuando.

Outros tipos foram propostos por Akiskal.htm Tipos Aceita-se a divisão do transtorno afetivo bipolar em dois tipos: o tipo I e o tipo II. enurese e encoprese. O tipo II caracteriza-se por não apresentar episódios de mania. O tipo I é a forma clássica em que o paciente apresenta os episódios de mania alternados com os depressivos.psicosite. Sintomas (maníacos): 4 . como. O termo mania é popularmente entendido como tendência a fazer várias vezes a mesma coisa.desafiadora excessiva e transtornos de conduta-agressividade a pessoas e animais e comportamento transgressor. Akiskal enumerou seis tipos de distúrbios bipolares. na verdade. Mania em psiquiatria significa um estado exaltado de humor que será descrito mais detalhadamente adiante. http://www. mas de hipomania com depressão. problemas de aprendizagem. mas não ganharam ampla aceitação pela comunidade psiquiátrica. Com a mudança de nome esse transtorno deixou de ser considerado uma perturbação psicótica para ser considerado uma perturbação afetiva. Esse nome foi abandonado principalmente porque este transtorno não apresenta necessariamente sintomas psicóticos. por exemplo. c transtornos do desenvolvimento. Na prática observa-se muito mais uma tendência dos pacientes a fazerem várias crises de um tipo e poucas do outro. Por enquanto basta-nos compreender o que vem a ser o transtorno bipolar.br/tra/hum/bipolar. Muitas vezes o diagnóstico correto só será feito depois de muitos anos. Conceito: O transtorno afetivo bipolar era denominado até bem pouco tempo de psicose maníaco-depressiva. mas até que a mania surgisse não era possível conhecer diagnóstico verdadeiro. há pacientes bipolares que nunca fizeram fases depressivas e há deprimidos que só tiveram uma fase maníaca enquanto as depressivas foram numerosas. em que as condutas estão mais dirigidas para o outro. na maioria das vezes esses sintomas não aparecem. A depressão do transtorno bipolar é igual a depressão recorrente que só se apresenta como depressão. As fases maníacas não precisam necessariamente ser seguidas por fases depressivas. Transtorno Bipolar a. Os transtornos afetivos não estão com sua classificação terminada. Uma pessoa que tenha uma fase depressiva. receba o diagnóstico de depressão e dez anos depois apresente um episódio maníaco tem na verdade o transtorno bipolar. A alternância de estados depressivos com maníacos é a tônica dessa patologia. melhorando a precisão dos diagnósticos.com. Provavelmente nos próximos anos surgirão novos subtipos de transtornos afetivos. 3. mas uma pessoa deprimida do transtorno bipolar não recebe o mesmo tratamento do paciente bipolar. nem as depressivas por maníacas. desordens autistas.

tem pouca energia para suas atividades habituais. 5 . faltam idéias ou demoram a ser compreendidas e assimiladas. sentados por mais do que alguns minutos ou relaxar. acham que nada poderá detê-las. Não se interessa pelo que costumava gostar ou ter prazer. mas da mesma forma como aparece se desfaz. traumas. Os pensamentos costumam ser negativos. o paciente fica com sentimentos irrealistas de tristeza. e envolve-se em atividade que apresentam tanto risco para integridade física como patrimonial. A maneira de falar geralmente se dá em tom de voz elevado. tragédias ou acontecimentos horríveis diretamente ligados ao paciente podem abalar o estado de humor. um líder político. também tem dificuldade para dormir. O senso de perigo fica comprometido. nem mesmo más notícias. sente falta do sono e tende a permanecer na cama por várias horas. com o aprofundamento do quadro esta idéia torna-se uma convicção delirante. Sentimento de grandeza. O apetite fica inibido e pode ter perda significativa de peso. cantar é um gesto freqüente nesses pacientes. A fase depressiva Na fase depressiva ocorre o posto da fase maníaca. Os pensamentos correm de forma incontrolável para o próprio paciente. com poucas horas o paciente se restabelece e fica durante todo o dia e quase toda a noite em hiperatividade. explosões de raiva podem acontecer.Sentimento de estar no topo do mundo com um alegria e bem estar inabaláveis. sempre em torno de morte ou doença. O começo do dia (a manhã) costuma ser a pior parte do dia para os deprimidos porque eles sabem que terão um longo dia pela frente. é capaz de considerar-se um escolhido por Deus. b. Sente-se invencível. geralmente provocadas por algum motivo externo. A necessidade de sono nessa fase é menor. desespero e auto-estima baixa. mas há fatores que influenciam ou que precipitem seu surgimento como parentes que apresentem esse problema. O comportamento sexual fica excessivamente desinibido e mesmo promíscuo tendo numerosos parceiros num curto espaço de tempo. Causas: A causa propriamente dita é desconhecida. Da mesma forma a memória também fica prejudicada. uma celebridade. Hiperatividade. Inicialmente quando os sintomas ainda não se aprofundaram o paciente sente-se como se fosse ou pudesse ser uma grande personalidade. os pacientes nessa fase não conseguem ficar parados. para quem olha de fora a grande confusão de idéias na verdade constitui-se na interrupção de temas antes de terem sido completados para iniciar outro que por sua vez também não é terminado e assim sucessivamente numa fuga de idéias. Mesmo estando alegre. o indivíduo imagina que é especial ou possui habilidades especiais. Nessa fase o paciente literalmente ri da própria desgraça. cansa-se à-toa. Apresenta dificuldade em concentra-se no que faz e os pensamentos ficam inibidos. lentificados.

Há pesquisadores que condenam o uso de antidepressivo para qualquer circunstância nos pacientes bipolares em fase depressiva. o topamax. do pensamento. da concentração e da orientação temporal 6 . 2011) Crianças com transtorno bipolar podem apresentar dificuldades significativas na aprendizagem. problemas de relacionamento na família.incidentes ou acontecimentos fortes como mudanças. está recomendado o uso permanente dessas medicações mesmo quando o paciente está completamente saudável. por causa do risco da chamada "virada maníaca".Dr Rodrigo Morat .Psicosite d. Quando há sintomas psicóticos é quase obrigatório o uso de antipsicóticos. Esta indicação se baseia no fato de que tanto o lítio como os anticonvulsivantes podem prevenir uma fase maníaca poupando assim o paciente de maiores problemas. da compreensão. morte de pessoa querida. dificuldades na fala e linguísticas. Em aproximadamente 80 a 90% dos casos os pacientes apresentam algum parente na família com transtorno bipolar. apenas diminui as chances disso acontecer. O tratamento com lítio ou algum anticonvulsivante deve ser definitivo. Aprendizagem e intervenção psicopedagógicas: Ainda não existem testes ou exames laboratoriais ou cerebrais capazes de diagnosticar o transtorno bipolar. Ultima atualização: 15 de out de 2004. da comunicação. restringindo-se às observações diretas do comportamento e do humor. o depakene. A grande desvantagem do verapamil é ser incompatível com o uso simultâneo do lítio.(BRUM&ZENI&TRAMONTINA. mesmo depois de anos sem ter problemas. troca de emprego. fim de casamento. problemas cognitivos. que consiste na passagem da depressão diretamente para a exaltação num curto espaço de tempo. Tratamentos: O lítio é a medicação de primeira escolha. mas não é necessariamente a melhor para todos os casos. Nas fases mais intensas de mania pode se usar de forma temporária os antipsicóticos. Sabendo-se que a aprendizagem está atrelada às áreas da memória. Pacientes hipertensos sem boa resposta ao tratamento de primeira linha podem ainda contar com o verapamil. por meio da consulta clínica feita por psiquiatras da infância e adolescência. uma medicação muito usada na cardiologia para controle da hipertensão arterial que apresenta efeito anti-maníaco. Nas depressões resistentes pode-se usar com muita cautela antidepressivos. c. o depakote. com os amigos e com os colegas na escola. além da hipotensão que induz nos pacientes normotensos. o trileptal. Infelizmente o uso contínuo não garante ao paciente que ele não terá recaídas. podendo interferir negativamente no processo de aprendizagem e ocasionarem falhas no desempenho escolar da criança e do adolescente. Freqüentemente é necessário acrescentar os anticonvulsivantes como o tegretol. ou seja.

sendo necessário. portanto.(BRUM&ZENI&ATRAMONTINA. requerendo não só o tratamento medicamentoso. em decorrência da lentidão do raciocínio e de falhas na compreensão e na elaboração do raciocínio. podendo alguns pacientes apresentar dificuldades em matemática. pois estas necessitam ser guiadas em como lidarem com toda a situação. 2011) As dificuldades de aprendizagem surgem em decorrência dos graves prejuízos dos sintomas do transtorno bipolar em relação ao desenvolvimento emocional e cognitivo do sujeito. podendo 7 . O tratamento psicopedagógico torna-se necessário para instrumentalizar a escola e a família em como ajudarem estas crianças e adolescentes da melhor maneira possível. juntamente com uma equipe multidisciplinar. no intuito de propiciar um espaço em que seja Possível trabalhar especificamente as áreas da aprendizagem afetadas pela doença nos períodos de crise e pós-crise. cognitivo. fazendo com que os problemas de aprendizagem se agravem.o momento em que as alterações nestas áreas tiveram início.(BRUM&ZENI&TRAMONTINA. . é importante que se verifique a idade de início dos primeiros sintomas. (BRUM&ZENI&TRAMONTINA. tanto para o transtorno bipolar como para outros transtornos psiquiátricos. para que esta ocorra com eficácia depende dos aspectos emocionais. sociabilidade e estado de humor. com base nas etapas do desenvolvimento e aquisição da linguagem e das primeiras aprendizagens. principalmente com o aumento do grau de complexidade dos conteúdos estudados em cada nova série. facilitando o processo de desenvolvimento da aprendizagem do paciente. não se esquecendo que são estas as pessoas que passam a maior parte do tempo com o paciente e têm muito a contribuir para o bom andamento do tratamento em seus múltiplos aspectos. 2011) Paralelo ao tratamento medicamentoso e à terapia. um tratamento efetivo e imediato. faz-se necessário que o paciente com transtorno bipolar seja acompanhado por um profissional da área psicopedagógica. podendo afetar o funcionamento acadêmico. modificando a maneira como os sintomas se manifestam no sujeito. autoestima. é evidente que o transtorno bipolar tende a desorganizar o desenvolvimento emocional. 2011) Evidencia-se que. como intervenções psicossociais adequadas e individualizadas3. decorrentes dos sintomas maníacos ou depressivos. 2011) Com base nas questões discutidas. além de fazer o diagnóstico em suas respectivas áreas e acompanharem-no. 2011) As alterações cognitivas tendem a ocasionar dificuldades na aprendizagem em crianças e adolescentes com transtorno bipolar devido a falhas atencionais.(BRUM&ZEN&TRAMONTINAI. fazendo com que a interferência das alterações cognitivas. possa ser trabalhada.(BRUM&ZENI&TRAMONTINA. isto é. sendo possível compreender. darão as orientações necessárias à família e à escola. segurança. como autonomia. (BRUM&ZENI&TRAMONTINA 2011) É válido salientar a importância do paciente com transtorno bipolar ser acompanhado por um psiquiatra. a maneira de pensar e a vida social da criança e do adolescente. pois na maioria dos casos os sintomas de aprendizagem acabam sendo tratados como patologias primárias e não secundárias ao quadro de transtorno bipolar. que.e espacial.

. uma compulsão). A qualidade intrusiva e inadequada das obsessões é chamada de "ego-distônica". o conteúdo das obsessões ou compulsões não se restringe a ele (Critério D). não está dentro de seu próprio controle nem é a espécie de pensamento que ele esperaria ter. impulsos ou imagens persistentes. As obsessões mais comuns são pensamentos repetidos acerca de contaminação (por ex.. ser contaminado em apertos de mãos). tais como ter machucado alguém em um acidente de trânsito ou ter deixado uma porta destrancada). de machucar o próprio filho ou gritar uma obscenidade na igreja) e imagens sexuais (por ex. 2011) 4. procura neutralizá-las verificando repetidamente para assegurar-se de que o fogão está desligado. As obsessões são idéias. profissionais ou escolares) e não tendem a estar relacionados a um problema da vida real. Entretanto. Transtorno Obsessivo Compulsivo: a. por exemplo. O indivíduo com obsessões em geral tenta ignorar ou suprimir esses pensamentos ou impulsos ou neutralizá-los com algum outro pensamento ou ação (isto é. 8 . imaginar se foram executados certos atos. impulsos ou imagens não são meras preocupações excessivas acerca de problemas da vida real (por ex. uma necessidade de organizar as coisas em determinada ordem (por ex. pensamentos.. consomem mais de uma hora por dia) ou causar sofrimento acentuado ou prejuízo significativo (Critério C).. preocupação com dificuldades atuais.. Um indivíduo assaltado por dúvidas acerca de ter desligado o gás do fogão. uma imagem pornográfica recorrente).(BRUM&ZENI& TRAMONTINA. O termo refere-se ao sentimento do indivíduo de que o conteúdo da obsessão é estranho. Os pensamentos. como problemas financeiros. Em presença de outro transtorno do Eixo I. ele é capaz de reconhecer que as obsessões são produto de sua própria mente e não impostas a partir do exterior (como na inserção de pensamento). droga de abuso. Conceito: Características Diagnósticas As características essenciais do Transtorno Obsessivo-Compulsivo são obsessões ou compulsões recorrentes (Critério A) suficientemente severas para consumirem tempo (isto é. Em algum ponto durante o curso do transtorno. dúvidas repetidas (por ex. que são vivenciados como intrusivos e inadequados e causam acentuada ansiedade ou sofrimento. impulsos agressivos ou horrorizantes (por ex. intenso sofrimento quando os objetos estão desordenados ou assimétricos). medicamento) ou de uma condição médica geral (Critério E).. A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por ex.proporcionar a eles uma vida escolar plena em todos os seus aspecto.. o indivíduo reconheceu que as obsessões ou compulsões são excessivas ou irracionais (Critério B).

a pessoa pode reconhecer que uma compulsão de contaminação é irracional ao discuti-la em uma "situação segura" (por ex. ao invés de oferecer prazer ou gratificação. Características descritivas e 9 . as compulsões ou são claramente excessivas. que as obsessões ou compulsões são excessivas ou irracionais. Entretanto. após repetidos fracassos em resistir às obsessões ou compulsões. repetir ações e colocar objetos em ordem. Esta esquiva pode tornar-se extensiva e restringir severamente o funcionamento geral. Na maioria dos casos. repetir palavras em silêncio) cujo objetivo é prevenir ou reduzir a ansiedade ou sofrimento.. os indivíduos afligidos por obsessões de terem deixado uma porta destrancada podem ser levados a verificar repetidamente a fechadura. ou não têm conexão realista com o que visam a neutralizar ou evitar. no consultório do terapeuta). tais como leitura situações que provocam obsessões ou compulsões. consumir tempo (mais de 1 hora por dia) ou interferir significativamente na rotina normal.. Por exemplo. Uma vez que intrusões obsessivas podem provocar distração. podendo o insight de um determinado indivíduo variar em diferentes momentos e situações. contar. Em alguns casos. sem serem capazes de indicar por que os estão executando.As compulsões são comportamentos repetitivos (por ex. mesmo em adultos. Alguns indivíduos não têm certeza quanto à racionalidade de suas obsessões ou compulsões. o indivíduo pode ceder a elas. em intervalos de minutos. orar. pois lhes falta consciência cognitiva suficiente para tal discernimento.. As obsessões ou compulsões podem substituir um comportamento útil e gratificante e perturbar em muito o funcionamento geral. Por exemplo: os indivíduos com obsessões de contaminação podem reduzir seu sofrimento mental lavando as mãos a ponto de irritarem a pele. não mais experimentar um desejo de resistir e incorporá-las em suas rotinas diárias. mas não quando forçada a manusear dinheiro. ordenar. os indivíduos realizam atos rígidos ou estereotipados de acordo com regras idiossincraticamente elaboradas. ele pode desejar ou tentar resistir a elas. verificar) ou atos mentais (por ex. Esta exigência não se aplica a crianças. contar. a pessoa sente-se compelida a executar a compulsão para reduzir o sofrimento que acompanha uma obsessão ou para evitar algum evento ou situação temidos. Ao fazê-lo. As compulsões mais comuns envolvem lavar e limpar. solicitar ou exigir garantias. elas freqüentemente resultam em desempenho ineficiente em tarefas cognitivas que exigem concentração. funcionamento ocupacional. pode ter a sensação de crescente ansiedade ou tensão. No curso do transtorno. lavar as mãos. Por definição. os adultos com Transtorno Obsessivo-Compulsivo reconheceram. 100 vezes por cada pensamento. atividades sociais habituais ou relacionamentos do indivíduo. Por definição. As obsessões ou compulsões devem causar acentuado sofrimento. existe uma ampla faixa de insight quanto à racionalidade das obsessões e compulsões. verificar. indivíduos afligidos por pensamentos blasfemos indesejados podem encontrar alívio contando até 10 em ordem crescente e decrescente. freqüentemente aliviadas cedendo à compulsão. em algum ponto. Nos momentos em que o indivíduo reconhece que as obsessões e compulsões são irrealistas.

tais como sujeira ou contaminação. O Transtorno Obsessivo-Compulsivo pode estar associado com Transtorno Depressivo Maior. promovendo uma base para um crescimento das crenças irracionais.psicologiananet. Ainda não está claro qual seria a natureza destes problemas ou a causa. Transtornos Alimentares e Transtorno da Personalidade Obsessivo-Compulsiva. A esquiva generalizada pode confinar o indivíduo ao lar. Mas a culpa não é dos pais. Por exemplo.php) 10 . A incidência de Transtorno de Tourette no Transtorno Obsessivo-Compulsivo é menor.astoc. Transtorno de Pânico).br/source/php/015. Os pais muitas vezes se culpam. (http://www. com estimativas variando entre 5 e 7%. Pode haver uso excessivo de álcool ou medicamentos sedativos. que não é uma condição necessária. hipnóticos ou ansiolíticos. uma pessoa com obsessões envolvendo sujeira pode evitar banheiros públicos ou cumprimentar a estranhos.psiqweb.br/site/DefaultLimpo. Preocupações hipocondríacas são comuns.aspx?area=ES/VerClassificacoes&idZClassifica coes=220) b. Algumas crianças e adolescentes podem. com repetidas consultas a médicos em busca de garantias. ocupacional ou social. existe esquiva de situações que envolvam o conteúdo das obsessões. mas produtos químicos no cérebro (tais como a serotonina) podem estar envolvidos. Pesquisas têm apontado fatores neurobiológicos incluindo a predisposição genética e fatores psicológicos (aprendizagens errôneas e crenças distorcidas) como influenciadores do aparecimento e da manutenção dos sintomas. Aprendizagem por experiências observacionais que indiretamente dão origem a desordens obsessiva-compulsivas.med.transtornos mentais associados. que geram e mantém tendências de comportamentos. Existe uma alta incidência de Transtorno Obsessivo-Compulsivo em indivíduos com Transtorno de Tourette. outros Transtornos de Ansiedade (Fobia Específica. A execução das compulsões pode tornar-se uma importante atividade na vida da pessoa.com. Culpa. Os pensamentos repetitivos e os sentimentos desagradáveis do TOC podem ser devido a problemas na comunicação entre certas áreas cerebrais.br/toc-transtorno-obsessivo-compulsivo-causas-e-sintomasprincipais-do-toc/1513/) Não se sabe exatamente o que provoca TOC. um sentimento patológico de responsabilidade e perturbações do sono podem estar presentes.( http://www. levando a sérias deficiências no relacionamento conjugal. mas é um fator importante para gerar e manter obsessões. também apresentar sintomas do TOC resultantes de infecções por bactérias estreptococos. com estimativas variando de 33 a 50 %. (http://www. ou querem saber o que eles fizeram de "errado" para causar esse problema desolador. depressão reativa.org. Fobia Social. Vinte a 30% dos indivíduos com Transtorno ObsessivoCompulsivo relatam tiques atuais ou passados. Freqüentemente. Causas: A compulsão pode se desenvolver a partir de um fator genético não específico.

Por exemplo. Uma criança que executa rituais compulsivos em casa pode não apresentar sintomas na escola.med. Isto pode tornar mais difícil para os educadores a reconhecer potenciais casos de TOC. Paroxetina. possa invadir a sua casa e prejudicar alguém na família. O profissional deverá recomendar psicoterapia acompanhada ou não de uso de medicamentos.med. Se os pais não vêem os sintomas em casa. as crianças e adolescentes experienciam obsessões e realizam rituais na escola. <http://www. Como um exemplo. Sertralina.psiqweb.psiqweb. na maioria das vezes essa associação terapia-farmacologia consegue atenuar ou eliminar completamente os sintomas. TOC pode se manifestar de forma diferente em um lugar do que no outro. Fluoxetina. ou pedir aos pais para verificar as fechaduras uma e outra vez.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=264> d. Embora TOC vezes ocorra tanto em casa como na escola. pois na maioria das vezes. a criança não tomará iniciativa de queixar-se dos sintomas obsessivos compulsivos. Felizmente. Ou pode ocorrer o inverso: a criança pode experimentar sintomas na escola. uma criança pode pedir autorização para ir ao banheiro várias vezes quando elas estão realmente envolvidas em rituais de lavagem (lavar as mãos mais e mais). mas eles não são observados em casa. É importante levar a fala dos pais em consideração quando descrevem as suas experiências em casa. Mas na escola a criança pode não apresentar evidências deste comportamento obsessivo-compulsivo. Tratamentos: A terapia comportamental associada à farmacoterapia são consideradas hoje as primeiras opções de tratamento. A criança pode insistir em repetidamente verificar se as portas e janelas estão trancadas. Foi a resposta parcial aos psicofármacos que nos recomenda a associação de farmacoterapia com terapia comportamental como tratamento de escolha para os sintomas obsessivo-compulsivos. eles podem ter dificuldades para entender os comportamentos observados no cenário escolar. que trabalham com crianças. Aprendizagem e intervenção psicopedagógicas: Reconhecendo o TOC na escola Ao observar os sintomas citados acima se deve procurar a orientação de profissionais qualificados. Em alguns casos. mas as obsessões não podem ser observadas e os rituais podem estar ocultos. ao deitar.c.( http://www. Não é sempre 11 . Fluvoxamina. Também pode definir o palco de conflito entre pais e escola onde as pessoas podem achar difícil acreditar ou compreender as dificuldades que estão ocorrendo em casa. Citalopram.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=264) Antidepressivos: Clomipramina. uma criança pode sentir um medo intenso de que alguém. para fazer o diagnóstico.

para a sala de aula. . o aluno com TOC pode mal ouvir o que está sendo dito por causa dos pensamentos de medo e dúvidas intrusivas em sua mente. sentem-se compelidos a responder às obsessões causadas pela TOC.php) Atendimento psicopedagógico (estudo de caso).Dar-lhe espaço para falar de seus ritos e seus medos.astoc. A mente de um estudante que tem TOC pode ser centrada sobre a sua obsessão em vez de a tarefa em questão (na escola ou em casa). Crianças e adolescentes podem descrever o sentimento crescente de ansiedade como se fosse uma subida ou um vulcão prestes a entrar em ebulição .org. participar em debates ou apresentações e estudar ou fazer tarefas escolares.Interferir na escolha de grupos de trabalho.Criar vínculos de afeto e de comportamento com a comunidade escolar.br/source/php/015.php) O Efeito do TOC no desempenho escolar dessas viagens ao banheiro. Por um lado. que. atividades desenvolvidas no contexto escolar: .Ouví-lo. e uma quantidade enorme de sua energia e foco é ocupado pelo TOC. querem ser como os demais estudantes . . Quando o professor está falando. 12 .fácil de reconhecer os efeitos (http://www.org. Um estudante portador de TOC e que não está recendo tratamento pode vivenciar momentos difíceis na sala de aula ou para completar suas tarefas em classe ou em casa. Quando um aluno tem TOC ele é incapaz de aprender da mesma forma típica que uma criança ou jovem adulto faz. O TOC pode provocar extrema ansiedade. . possivelmente.astoc. Seus cérebros ficam recebendo mensagens que os instigam para realizar as compulsões.Ampliar o tempo para a realização de suas tarefas e avaliações. Infelizmente. pode realmente sobrepujar o aluno. . . Por outro lado.e o alívio só chega quando a pressão é liberada. às vezes. .Permitir saídas constantes de sala de aula. O TOC pode impactar negativamente o desempenho do aluno por causa de conflitos que podem estar ocorrendo.br/source/php/015. . (http://www.Observar e ajudar a controlar os pensamentos negativos.capazes de prestar atenção na aula. o alívio é normalmente um comportamento compulsivo que pode ser extremamente perturbador para a aprendizagem do aluno e.Incluí-lo no grupo.

ou por vocalizações que ocorrem repetidamente com o mesmo padrão. disciplina) e adotou-se a prática de jogos de regras e dramatizações dentro da escola e fora dela. a necessidade de espirrar) e que precisa por fim se manifestar.Pronunciar palavras ou frases comuns. palavra ou frase de há pouco escutados) e. As pessoas com ST muitas vezes procuram um local escondido para dar vazão a seus tiques após tê-los inibido a duras penas na escola ou no trabalho.(CARDOSO. podem ser insultos. Causa: 13 . atos de auto-agressão. 2010) Sindrome de Tourette (ST) A Síndrome de Tourette (ST) é um distúrbio neurológico ou "neuro-químico" que se caracteriza por tiques .movimentos abruptos. se faz à custa de um adiamento que resulta por fim em uma salva muito intensa dos tiques que estavam sendo inibidos. Vocais . coprolalia (dizer palavras ou expressões socialmente inaceitáveis. embora muito raramente. limpar a garganta. fungar e outros ruídos. tais como machucar-se ou morder a si próprio. grunhir. estalidos com a língua. em raros casos. Complexos: Motores . Os tiques são vivenciados como algo irresistível (como por exemplo. fazer caretas. ecolalia (repetição de um som. É típico dos tiques serem exacerbados (porém não causados) por estresse e diminuírem com o relaxamento ou com a concentração em uma tarefa aprazível. encolher os ombros. rápidos e involuntários . retorcer-se e.Piscar os olhos. A maioria dos portadores consegue um limitado controle sobre seus sintomas. tocar pessoas ou coisas. porém fora do contexto.Pular. planejamento diário. cheirar. Faz-se necessário que a família fosse orientada a trabalhar junto à escola para que ele obtivesse o resultado esperado. Os indivíduos lutam não só contra a doença em si mesma. palavras de baixo calão ou obscenidades). Aprendendo a reconhecer os sintomas da ST: Há duas categorias de tiques na ST e eis alguns exemplos: Simples: Motores . repuxar a cabeça.Pigarrear. que se consegue exercer durante alguns segundos ou até horas. Porém se sabe que este limitado controle. mas também contra o estigma social de que são vítimas. com o objetivo de promover a plena expressão dos afetos e desenvolvimento da personalidade do sujeito. Vocais .Criou-se procedimentos de orientação de estudos (organização.

portanto. tais como serotonina também estão implicados em sua gênese. A dose necessária para se obter o melhor controle possível é individual e varia para cada paciente e precisa. Ainda não existe cura. por exemplo. Estudos recentes apontam a utilidade de novos medicamentos eficazes no manejo do componente impulsivo. Tratamento: Atualmente.A causa não foi ainda definitivamente encontrada. Ou ainda exames orais quando os sintomas da criança interferem em sua capacidade de escrever. Algumas técnicas cognitivo-comportamentais podem facilitar a substituição por um tique mais aceitável. Todos os estudantes com síndrome de Tourette precisam de um ambiente compreensivo e tolerante. 14 . O indivíduo portador de ST tem uma chance de cerca de 50 por cento de transmitir seu gen ou genes à sua prole. Algumas crianças poderão necessitar de um apoio educacional especial. Educadores podem desempenhar um papel importante em ajudar a um aluno. Algumas crianças podem requerer supervisão individual em uma sala de estudos. ser meticulosamente monitorizada pelo médico. Eles têm QI igual ao das outras crianças e a maioria deles tem bom desempenho acadêmico numa classe normal para sua idade. O uso de técnicas de relaxamento podem ser úteis durante períodos prolongados de estresse intenso. mas a remissão dos sintomas pode ocorrer a qualquer instante. prestar apoio enquanto o aluno se esforça para controlar as suas obsessões e compulsões. Provas e exames. Há estudos genéticos mostrando que os distúrbios de tiques são herdados. podem requisitar uma atenção pedagógica mais intensa. a ter sucesso. Provavelmente outros neurotransmissores. que está lidando com o TOC ou com a ST. mas as pesquisas atuais mostram forte evidência de que o problema se origina de anomalias metabólicas de pelo menos um neurotransmissor cerebral chamado dopamina. A ST no ambiente escolar Os alunos com ST têm diferentes necessidades educacionais. sem limite de tempo (particularmente úteis quando as salvas de tiques atrapalham a adequação ao tempo limite para responder às perguntas). por exemplo. combinados com o transtorno de déficit de atenção e com as dificuldades inerentes de ter de lidar com tiques freqüentes. A partir de observações iniciais de que algo está errado com o comportamento de uma criança ou adolescente. existem medicações eficazes que auxiliam no controle dos sintomas quando estes prejudicam a vida do paciente. Por vezes psicoterapia pode ajudar na redução dos sintomas e auxiliar sua família a lidar com os problemas psicossociais que acompanham a ST. provas em aposento à parte (quando os tiques vocais estiverem intensos e atrapalhando o curso da prova) ou permissão para sair da sala para aliviar-se da salva de tiques. Alguns alunos que possuem certos transtornos de aprendizado que. Os dados atualmente disponíveis sugerem que os tiques tendem a estabilizar-se e a ficar menos intensos na idade adulta. Todas estas medidas pedagógicas são simples de se executar e resolvem muitas dificuldades práticas. que os encoraje a trabalhar para atingirem todo seu potencial e que seja flexível o bastante para atender suas necessidades específicas.

conduta socialmente embaraçosa. Em muitos casos.br/source/php/015. Sem conhecer sobre os sintomas. As características do psicótico infantil listadas são: dificuldade para se afastar da mãe. habilidades especiais.php) 5. ritmo e modulação. repetindo de imediato palavras e/ou frases ouvidas (fala ecolálica).Se o TOC ou a ST aparecer na escola é muito importante que a equipe escolar seja capaz de lidar com a criança portadora tal como faria com uma criança que sofra de qualquer outra doença. é extremamente importante que os professores compreendam os transtornos e seus possíveis efeitos na sala de aula. eles conseguem reconhecer os sintomas precoces e definir um plano de ação para ajudar. problemas para compreender o que vê. O modo como os professores gerenciam a situação pode fazer toda a diferença e pode dar a um aluno que tem TOC ou ST uma chance de lutar pelo sucesso acadêmico e social. sendo comum a inversão pronominal. O primeiro passo para ajudar um aluno portador é reconhecer que o transtorno pode estar presente. saber que o professor está ao seu lado ou que o ambiente escolar é livre de estigma pode fazer uma diferença positiva e real para o portador e sua família. os educadores estão mal equipados para gerenciar o aluno ou a sala de aula. um professor ou psicólogo escolar reconhece que uma criança está apresentando dificuldades e deve tomar providências. quando o transtorno estiver presente. e negação da transformação da alimentação líquida para sólida ou bulimia não diferenciada incorporando qualquer objeto pela boca. a fim de formular um plano para ajudar o aluno. Psicose Infantil: a. Mesmo que o TOC ou que a ST não esteja funcionalmente prejudicando no cenário escolar. alterações significantes na produção da fala com relação ao volume.org. alterações significativas na forma ou conteúdo do discurso. A equipe escolar não pode esperar que os pais ou o aluno comunique o seu problema. O Papel da escola no tratamento do TOC e ST Pelo motivo das crianças e os adolescentes passarem muitas horas do dia na escola.med. É importante que a equipe escolar tenha uma compreensão sobre esses transtornos. referindo-se a ela mesma usando a terceira pessoa do singular ou o seu nome próprio. O tempo que os alunos passam na escola é um momento de aprendizagem e de interação social com os colegas e este período pode ser tanto uma oportunidade como um obstáculo óbvio.( http://www.astoc.psiqweb.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=239) 15 . (http://www. ou empregandose de forma idiossincrática estereotipias verbais ou frases ouvidas anteriormente. Conceito: Para Ajuriaguerra e Marcelli (1986) a psicose infantil é um transtorno de personalidade dependente do transtorno da organização do eu e da relação da criança com o meio ambiente. Quando os educadores têm conhecimentos sobre o tema.

cocaína. álcool. transtorno esquizoafetivo. etc) retirada abrupta ou mais rápida de certas drogas ou prescrito Psicose decorrentes de "orgânicos" (não-psicológico) condições é conhecida como psicose secundária. Causas: c. incluindo: tumor cerebral demência com corpos de Lewy esclerose múltipla sarcoidose Doença de Lyme sífilis Doença de Alzheimer Doença de Parkinson Anti-NMDA encefalite receptor 16 .b. entre outros danos cerebrais esquizofrenia. transtorno esquizofreniforme. Causas de psicose funcional incluem o seguinte: tumores cerebrais anfetaminas abuso de drogas. transtorno psicótico breve transtorno bipolar (psicose maníaco-depressiva) depressão clínica grave estresse psicossocial grave privação de sono alguns distúrbios epilépticos focais principalmente se o lobo temporal é afetado exposição a algum evento traumático (morte violenta. Ela pode ser associada com as seguintes patologias: distúrbios neurológicos.

17 .news-medical. como bromocriptina ea fenilpropanolamina também pode causar ou agravar sintomas psicóticos.net/health/What-CausesPsychosis-(Portuguese). exacerbando. (http://www. Encefalopatia de Hashimoto.net/health/What-Causes-Psychosis(Portuguese). como gripe ou caxumba. uma condição extremamente rara (cerca de 100 casos notificados). (http://www. Alguns medicamentos.aspx) d. e / ou precipitar estados psicóticos e / ou distúrbios nos usuários. Psicose pode até mesmo ser causada por doenças aparentemente inofensivas.aspx) Uso de drogas psicoativas Várias substâncias psicoativas (legais e ilegais) têm sido implicados em causar. Tratamentos: A intervenção terapêutica para com o psicótico infantil objectiva essencialmente a busca de possibilidades que auxiliem esses doentes a participar de forma mais consistente no seu meio.news-medical.distúrbios eletrolíticos tais como: hipocalcemia hipernatremia hiponatremia hipocalemia hipomagnesemia hipermagnesemia hipercalcemia hipofosfatemia hipoglicemia lúpus SIDA lepra malária Adulto-início desaparecendo leucoencefalopatia substância branca De início tardio leucodistrofia metacromática Comprometimento cerebral de esclerodermia (relato de um caso único).

isso não é matéria para discussão. integrativo-sensorial.blogspot. Assim. de uma forma integrada. Existem diversas orientações teóricas que oferecem um suporte às práticas: desenvolvimental.Diversos aspectos estão envolvidos no processo de tratamento oferecido. 1990) 8 remete-nos ao conceito de “defeito de organização ou desorganização da personalidade”. na qual se enfatiza a relação terapêutica e as actividades. as interpretações verbais em relação à criança não estão presentes.]Tais fatos são exaustivamente citados por Gillberg (1990)14 quando fala que “é altamente improvável que existam casos de autismo não orgânico”.html0 e. O novo modo de ver o autismo é biológico”.9 caracterizando o conceito de “psicose”em sua expressão tradicional. Aprendizagem e intervenção psicopedagógicas: Psicose Infantil Dessa maneira. conforme citado por Frith (1989)16 ou pelo próprio DSM IV. como fundamentais no processo de tratamento. Jr & PIMENTEL. Todas as compreensões do psicótico pelo terapeuta devem ser dinamizadas de forma contextualizada nas acções que se processam durante o tratamento. etc.com. Esta última com uma visão psicodinâmica.( ASSUMPÇÃO. a primeira (Misés. numa proporção de 2 a 3 homens para 1 mulher. 1991). na dinâmica firmada no processo de terapia ocupacional. se as duas últimas (APA. americana e a da Organização Mundial da Saúde.2000) [. tanto o lado afectivo/emocional quanto os aspectos cognitivos. de expressão verbal. Geralmente. 18 .000 crianças.7 em oposição flagrante à CID-9. Jr & PIMENTEL. reabilitativa e psicanalítica. Isso é considerado por que é através da comunicação que se estabelece o nível da linguagem do concreto (acção e expressão) e através do vínculo que se estabelece com o doente que se pode chegar a uma compreensão e intervenção na dinâmica do processo experienciado pelo doente.5 enquadram o autismo dentro da categoria “distúrbios abrangentes de desenvolvimento”.(ASSUMPÇÃO.. 1995.6. aquisicional. através da realização das actividades e da relação que se estabelece. como incapacidade de abstracção.( http://especialid. levando-nos a uma situação díspar entre as classificações francesa. WHO. 1993) 4. dizendo que “o autismo é uma disfunção orgânica – e não um problema dos pais . comportamento ocupacional. a relação autismo-deficiência mental passa a ser cada vez mais considerada. A intervenção terapêutica atenta para dois aspectos básicos presentes na realidade e dificuldade da criança psicótica.br/2009/09/intervencao-napsicose-infantil. na interacção social recíproca. que deve estar direccionada para as limitações da criança. de acordo com os trabalhos de BaronCohen (1988. enfatizando a relação autismo-cognição.. biomecânica.2000) Epidemiologia Sua epidemiologia corresponde a aproximadamente 1 a 5 casos em cada 10.15 Observa-se assim uma predominância do sexo masculino.

Da mesma maneira. confirma o descrito por Baron-Cohen (1992): que a idade média para a detecção do quadro é ao redor dos 3 anos. Considera assim que: o autismo é causado por um déficit cognitivo central. uma vez que somos. levados a considerar a frase de Frith (1988). chegando-se a razões de 15:1. a síndrome de Rett. podem se observar evidências sugestivas da importância dos fatores genéticos. que refere que “uma das teorias propostas para o autismo é afetiva”. caracterizando de forma clara a dificuldade no diagnóstico precoce.correspondente a “distúrbios e condições físicas” e mostra as dificuldades de quaisquer estudos a ela relativos. considerando. ”( ASSUMPÇÃO. mesmo com acurada pesquisa diagnóstica.20 que refere que “não há evidências de fatores psicogênicos no autismo infantil”. [. Jr & PIMENTEL. Jr & PIMENTEL.. pensar o auto autismo dentro de uma visão cognitiva é uma possibilidade capaz de permitir sua compreensão dentro de um modelo teórico . Assim sendo. pessoas autistas apresentam altos níveis periféricos de serotonina em aproximadamente um terço dos casos. Jr & PIMENTEL. pensá-lo dentro de uma teoria afetiva na qual a incapacidade de interagir com oambiente é inata. os déficits pragmáticos de relacionamento social e de linguagem seriam dela decorrentes. embora procurando funções mais especificamente comprometidas como sendo as responsáveis pela constelação sintomatológica. que “isso não pode ser confundido coma noção de autismo ligada a resposta a trauma emocional”. enquanto grupo. embora a associação com fatores biológicos seja indiscutível. não encontremos grande número de patologias vinculadas especificamente ao cromossoma X. A idade usual de atendimento. contrariamente a quando são avaliadas populações com QI superior a 50. considerando-se que. é fundamentalmente diferente das teorias psicodinâmicas explicativas dos mecanismos autísticos. o que justificaria essa diversidade. em trabalho de 1988. tem-se um predomínio ainda maior de indivíduos do sexo masculino. e essa capacidade de metarepresentação é necessária nos padrõessimbólicos e pragmáticos. frisa que a teoria da metarepresentação é uma teoria cognitiva que considera como fundamental a incapacidade do autista em compreender os estados mentais do outro. a inespecificidade dos dados obtidos é marcante. Por outro lado. o déficit é a capacidade de metarepresentação.embora quando analisamos as etiologias prováveis. transtornos 19 . Refere-se ainda que quando diferentes faixas de QI são examinadas. ”( ASSUMPÇÃO.2000) Aliás. embora o autor sugira que o diagnóstico já possa ser bem estabelecido ao redor dos 18 meses de idade.2000) Diagnóstico diferencial O diagnóstico diferencial dos quadros autísticos inclui outros distúrbios invasivos do desenvolvimento.] Observase também que. ”( ASSUMPÇÃO.. é Baron-Cohen. Outros estudos também enfatizam a questão cognitiva. diante das evidências apresentadas por diversos autores. Entretanto.2000) Etiologia A questão da etiologia é enquadrada ao DSM IV4 no eixoIII. ”( ASSUMPÇÃO. entretanto.2000) Dessa maneira. São observadas também maior freqüência de alterações eletroencefalográficas com quadros convulsivos associados. Jr & PIMENTEL. como a síndrome de Asperger. embora pense-se na multifatoriedade da etiologia do quadro.

que impedem o encaminhamento dos pacientes a programas de estimulação e educacionais .2000) Por outro lado. Os transtornos desintegrativos são observados antes dos 24 meses. fornecendo a idade de desenvolvimento 20 . são utilizados os neurolépticos. exatamente por se tratarem de pacientes crônicos. Jr & PIMENTEL. de acordo com o proposto nos últimos anos. Sob o ponto de vista psicofarmacoterápico. retardo intelectual marcado e forte associação com quadros convulsivos.2000) Pedagogo A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO PEDAGÓGICA A avaliação do autismo deve ser fundamentalmente ideográfica. destaca-se o Programa da Escala Portage do Desenvolvimento (David Sherer 1969). a problemas comportamentais. centrando-se em uma abordagemmedicamentosa destinada a redução de sintomas-alvo. Esse diagnóstico diferencial é uma das grandes dificuldades do clínico. interesses específicos e circunscritos com história familiar de problemas similares e baixa associação com quadros convulsivos. pensam que facilite uma abordagem de cunho pedagógico. freqüência de síndrome convulsiva associada e prognóstico pobre. para que tenham uma dimensão exata do problema. que permite a avaliação nas áreas de linguagem. apresentando também maior ocorrência no sexo masculino. agressividade e irritabilidade. ao acreditar que ela reduz os sintomas alvo. exigindo dos profissionais envolvidos monitoração constante.Considera-se assim o uso de neurolépticos como vinculado. cuidados próprios. eminentemente.desintegrativos e os quadros não especificados. fenfluramina. predomínio no sexo masculino. os autores dodo presente trabalho consideram a psicofarmacoterapia como opção exclusiva de tratamento pois. ácido valpróico e lítio. Jr & PIMENTEL. Jr & PIMENTEL. ”( ASSUMPÇÃO. essa visão terapêutica se estenderá por longos períodos. cognição.2000) Tratamento O tratamento é complexo. a combinação vitamina B6-magnésio. ”( ASSUMPÇÃO. déficit na sociabilidade. inteligência próxima da normalidade. com predomínio no sexo masculino. visandose sempre a remissão dos sintomas-alvo.2000) Entretanto. Os quadros de síndrome de Asperger são reconhecidos antes dos 24 meses. sendo reconhecidos entre 5 e 30 meses e apresentando marcado déficit no desenvolvimento. carbamazepina. os quadros de síndrome de Rett ocorrem preferencialmente no sexo feminino. representados principalmente por agitação. com desaceleração do crescimento craniano. pois não se trata de descobrir e analisar as características de comportamento individual em interação com um determinado ambiente. Cabe lembrar entretanto que. Jr & PIMENTEL. comprometimento variável na área da sociabilidade.Entre os vários instrumentos que podem auxiliar neste aspecto. socialização e motora. em momento nenhum. ”(ASSUMPÇÃO. Os transtornos abrangentes não especificados tem idade de início variável. bom padrão comunicacional e pequeno comprometimento cognitivo. ”( ASSUMPÇÃO. padrões de sociabilidade e comunicação pobres.

criando situações que provoquem a necessidade de comunicação. comunicação e linguagem e as alterações da atenção e do comportamento que podem apresentar estas crianças. Maior eficácia na hora de eliminar ou trocar condutas inadequadas. porque são os que têm mais experiência em lidar com as crianças. não dando lugar a improvisações. desenvolvidas por educadores de vários países. Os pais podem encorajar a criança a comunicar espontaneamente. a sua programação psicopedagógica a ser traçada precisa está centrada em suas necessidades. porque as crianças autistas necessitam de atenção redobrada. se possível. Contribuição à avaliação da aprendizagem do aluno. Devem-se considerar as severas deficiências de interação. É vital que pessoas afetadas pelo autismo tenham acesso a informação confiável sobre os métodos educacionais que possam resolver suas necessidades individuais. interação social e aprendizagem é um trabalho árduo precisa muita dedicação e paciência da família e também dos professores. acumulou-se uma quantidade considerável de experiências em técnicas para o ensino de crianças autistas. Na realidade. A maioria delas aponta para os seguintes objetivos gerais de educação: A maioria delas aponta para os seguintes objetivos gerais de educação: Prevenir ou reduzir deficiências secundárias. os problemas encontrados na definição de autismo. 1993 pág. principalmente. regra geral. Maior facilidade para relacionar a aprendizagem do aluno com os objetivos previstos no currículo. Descobrir métodos para recuperar deficiências primárias. a profissão e o horário cotidiano não facilitam. apresentam dificuldades em aprender a utilizar corretamente as palavras. Não se deve antecipar tudo o que a criança precisa. Muitas vezes. refletemse na dificuldade para a construção de instrumentos precisos e adequados para um processo de avaliação e condutas. (Gauderer. Oportunidade para observar o desenvolvimento da aprendizagem do aluno. durante 24 horas. deve . quais canais de 21 . 82). Os Currículos do programa foram assim organizados: Maior precisão de responsabilidades. Porém. tem que observar esse aluno para. a família tem também um papel crucial. mas é importante dispensar algumas horas para que as crianças possam se sentir queridas e mostrar o que aprenderam. mas se obtiverem um programa intenso de aulas haverá mudanças positivas nas habilidades de linguagem.se criar momentos para que ela sinta a necessidade de pedir aquilo que precisa. São elaboradas estratégias para que estes alunos consigam desenvolver capacidades de poderem se integrar com as outras crianças ditas "normais". Descobrir métodos para recuperar deficiências primárias e descobrir formas para ajudar a criança a desenvolver funções relacionadas às deficiências primárias.em cada uma destas áreas e uma idade de desenvolvimento geral. Nas últimas décadas. A escola tem o seu papel no nível da educação. motoras. Diminuição de aspectos pouco mensuráveis. As crianças com autismo.

desenvolvimento e nível de comportamento. considerando a sua idade cronológica. segundo Gary Mesibov.comunicação se incapacitavam. necessitam de uma estrutura externa para aperfeiçoar uma situação de aprendizagem. Com certeza. PROPOSTAS EDUCACIONAIS PARA O AUTISTA É fundamental a preparação do pedagogo através de um programa adequado de diagnose e avaliação dos resultados globais no processo de aprendizagem. OS MÉTODOS DE ENSINO PARA A ESCOLARIZAÇÃO DO ALUNO AUTISTA Um dos métodos de ensino mais utilizados no Brasil é o TEACCH que foi desenvolvido no início de 1970 pelo Dr. enquanto que as crianças autistas e com distúrbios do desenvolvimento. no máximo. se precisa haver outras mudanças. valoriza-se a potencialidade e não a incapacidade de seres humanos. algo que não prejudique a ambos. acima de tudo. Os serviços oferecem desde o diagnóstico e aconselhamento precoce d pais e profissionais até Centros Comunitários para adultos com todas as Etapas Intermediárias: Avaliação Psicológica. transmitindo segurança e controle da situação. 1993). vão aprendendo a estruturar seu ambiente. normalmente. Em primeiro lugar o TEACCH não é uma abordagem única é um projeto que tenta responder às necessidades do autista usando as melhores abordagens e métodos disponíveis. se o programa está sendo positivo. Com isto. a sociedade como um todo só pode beneficiar-se. as crianças à medida que vão se desenvolvendo. Portanto. Atualmente. muito amor pelo que está fazendo. Com todo esse processo. Diretor da divisão TEACCH são: Habilitar pessoas portadoras de autismo a se comportar de forma tão funcional e independente quanto possível. As turmas são formadas por três (03) a cinco (05) alunos. O professor precisará ter uma postura que não seja agressiva. é dada atenção especial à sensibilização dos alunos e dos envolvidos para saberem quem são e como se comportam esses alunos portadores de necessidades especiais. 22 . Além disso. a participação voluntária de alunos normais na confecção de programas de tratamento do aluno especial que por si só já é positivo. respectivamente. e. Eric Schopler e colaboradores. o aluno é avaliado pela supervisão técnica. já que a criança especial se caracteriza pela falta de uniformidade no seu rendimento. já é impossível se falar de atendimento ao autista sem considerar o ponto de vista pedagógico. Cada vez mais. caberá ao professor adequar o seu sistema de comunicação a cada aluno. para haver um funcionamento no ensino regular. é preciso levar em conta. se observou numa melhora na auto-imagem e na autoestima das crianças voluntárias envolvidas. Antes de chegar à sala de aula. a criança pode reagir violentamente quando submetida ao excesso de pressão e diante disso. Observam-se progressos inesperados em outras áreas. levando-se em consideração o nível de desenvolvimento da aprendizagem que geralmente é lenta e gradativa. na Universidade da Carolina do Norte e hoje está se tornando conhecido no mundo inteiro. Salas de Aulas e Programas para Professores. Toda Instituição que utiliza o TEACCH tem todo esse apoio. A importância do ensino estruturado é ressaltada por Eric Schopler (Gauderer. como por exemplo. sob a responsabilidade da professora. no método TEACCH (Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Deficiências relacionadas à Comunicação). Promover atendimento adequado para os portadores de autismo e suas famílias e para aqueles que vivem com eles. Os propósitos do método. e um auxiliar que é de grande precisão. muita paciência. é bom ter em mente que. para colocá-lo num grupo adequado.

Psicopedagogia do Autismo Na psicopedagogia do autismo muitos princípios de aprendizagem são fundamentados em técnicas que incorporam esquemas operantes.Um exemplo de tal aplicação é o princípio das “mudanças progressivas”. condicionamento clássico. modelagem *. e que produzirão uma modificação maior do comportamento com o passar do tempo.. 23 . método interessante para a modificação de rotinas anormais. Técnicas de reforço podem também ser valiosas.. onde cada uma é suficientemente frágil e inócua para ser aceita pela criança. A idéia geral é de que para atenuar os problemas associados a um comportamento estereotipado pode-se introduzir mudanças progressivas.recompensando-se a criança por seu comportamento positivo e retirando recompensas para eliminar os comportamentos que devem ser reduzidos.com/artigos/o-pedagogo-na-educacao-da-criancaautista/4113/#ixzz2H77f4Fsr). Manipulações do ambiente podem ser valiosas para dar à criança meios de evitar situações de dificuldades. a mesma deve fazer parte do processo.(CAIXETA. dependendo do caso é necessário a utilização da prescrição de medicamentos porém. 2012)(http://www. em todos os casos faz-se importante a participação da família e em caso de estar frequentando a escola.webartigos. Uma outra abordagem útil é a de ensinar a criança competências que a permitirão se desenrolar com desenvoltura em situações que antes eram fontes de frustração. preocupações e vinculações patológicas.Gerar conhecimentos clínicos teóricos e práticos sobre autismo e disseminar informações relevantes através do treinamento e publicações. rituais. por séries de pequenas etapas.+.1995) Conclusão: Os casos de transtornos do desenvolvimento envolvem a utilização do diagnóstico e intervenção interdisciplinar . stress ou de bloqueio. (CARLA.

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