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DOSSiER
Efémero/arquitectura efémera

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IV.V. PÚBLICO-ALVO DO PROJETO A DESENVOLVER II.I DEFINIÇÃO II. O EFÉMERO.UITECTURA II.II. O EFÉMERO COMO ESTRATÉGIA II. ARQUITECTURA EFÉMERA II.II .ÍNDICE 5 INTRODUÇÃO Capítulo I EFEMERIDADE DO DIA-A-DIA AO ESPAÇO FÍSICO I. PAVILHÕES EFÉMEROS | CASOS PRÁTICOS 6 7 9 10 11 12 12 12 14 ÉMERA 3 .IV.III .I. BREVE HISTÓRIA II. PAVILHÕES COMO OPORTUNIDADE: A ENCOMENDA E O EXPERIMENTALISMO II.

Pretende disponibilizar-se um espaço de exposição do tema acima referido. Pretende dar-se a conhecer ao caminhante os locais por onde este passou. tanto em Portugal como na Galiza. mas essas paragens duram apenas uma noite. Depois de uma fase de pesquisa. É precisamente esse o ponto que se pretende abordar. tendo em conta que se pretende explorar a região Luso Galaica. A sociedade atual vive a um ritmo frenético. tentando proporcionar-se ao visitante uma experiência enriquecedora a nível cultural e emocional. ficando muitas vezes alheio ao meio envolvente. optou-se por utilizar como fio condutor o Caminho Português de Santiago. seguindo aquele que se aproxima mais da zona costeira. Realiza paragens em alguns meios urbanos. foi proposto um projeto de conceção de um Pavilhão Efémero da Cultura Luso Galaica. O Caminhante que se dirige a Santiago vai numa caminhada introspectiva. não tendo tempo para apreciar devidamente os momentos efémeros. havendo algumas profissões que passavam de pai para filho e que hoje em dia se encontram perdidas. mas. concluiu-se que. integrante no currículo do primeiro semestre do primeiro ano do Mestrado em Design Integrado da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Viana do Castelo. O comércio tradicional assume ainda um grande protagonismo em ambos os territórios. Essa descoberta será feita dando a conhecer as artes do passado às pessoas do presente.INTRODUÇÃO No âmbito da Unidade Curricular de Projeto Temático I. olhando para o seu interior e refletindo sobre a sua vida. podendo ser utilizado em espaços interiores e exteriores. O indivíduo do século XXI é por natureza apressado. Esta escolha prendeu-se com o facto de que. Pretende-se ainda que este projeto vá ao encontro dos comportamentos e rituais dos indivíduos do século XXI. as artes e os ofícios eram pontos em comum. Para o desenvolvimento do projeto. de maior ou menor dimensão. vivendo a sua vida a correr. lecionada sob orientação do Docente Manuel Gulias. 4 . onde e sempre que fosse necessário. tentando transmitir a calma do trabalho tradicional a uma sociedade que vive a um ritmo alucinante. não sobrando muito tempo para apreciar o que esses espaços têm de melhor. o mar assume um grande protagonismo tanto na parte galega como na portuguesa. O pavilhão deve ser projetado de forma que seja adaptável. por uma razão ou por outra não teve hipótese de descobrir.

Capítulo I EFEMERIDADE DO DIA-A-DIA AO ESPAÇO FÍSICO 5 .

A ocorrência destes acontecimentos tem especificidades próprias pelo que devemos considerar o espaço público. de maior durabilidade. A necessidade de permanecer num local por pouco tempo. Em termos arquitetónicos. 2. Outra coisa são os desenvolvimentos tecnológicos e industriais. [Figurado] de curta duração. A estes projetos. mas há que identificar no domínio do efémero o que é a parecidade dos materiais e o que é o tempo de duração de uma intervenção. construir de forma rápida e eficaz. que permitem criar materiais mais resistentes. passageiro. são elas que ocupam lugar de destaque no nosso quadro de referências sobre as construções efémeras. Há também fatores temáticos que devem ser considerados na caracterização do espaço. passageiro. Com a mesma desportivos. os concertos. as tendas foram utilizadas por peregrinos ou militares. lúdicos e 6 . materiais e logísticas que otimizem soluções de rápida execução e implementação. quando se reporta a uma arquitetura nómada. A utilização de construções de carácter efémero tem origem nas sociedades nómadas e decorre da necessidade de criar um abrigo para alguns dias ou até mesmo algumas horas. as exposições ou o fator religioso. baixo custo e manutenção a serem utilizados nos projetos efémeros. O efémero. acondicionar e transportar os materiais. transitório ≠ duradouro. A Efemeridade dos acontecimentos quotidianos com a prevalência do cronos. estão associados sistemas construtivos com diverso tipo de representatividade. temporário. desmontar. Independentemente de serem estas as primeiras referências a manifestações ou edificações efémeras. estendendo-se atualmente a vários sectores da vida humana privilegiando os acontecimentos ou eventos culturais. é bem demonstrativo do carácter prático e eficaz destas construções. Reportando-se a factos ou acontecimentos. proporcionando reversibilidade das intervenções. ‘ que Dura um dia. onde o fator simbólico é por vezes determinante. que denominamos como arquitetura efémera. O EFÉMERO. leva a que cada vez mais se aperfeiçoem técnicas. pelo que a reutilização proporciona uma economia de meios. o privado. visão e objetivo. 1. podendo ter diversas valências como por exemplo as feiras. a alojamento temporário ou manifestações religiosas. o coletivo (privado De uso público. permanente Atualmente o conceito é mais alargado e aceita diferentes significados ou interpretações. Centros comerciais). entende-se por efémero o que é de curta duração.I. Efemeridade é em geral entendida de modo diferente de durabilidade. a velocidade a que decorre o diaa-dia. surge dominantemente associado a construções de apoio a grandes festividades ou eventos políticos. transitório. Tem origem na palavra grega ‘ephemerós. é portador de uma operacionalidade adaptada ao fim a que se destina. diferenciando o espaço profano ou a sacralização do espaço religioso e da necrópole. = Breve. efémero.

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II. ARQUITECTURA EFÉMERA 8 .

a outra é provisória e. deixando para trás cascas vazias e não tem mais a mesma importância ou relevância que um dia tiveram.49. desmontada e levada embora. alterando a envolvente por um período de tempo relativamente curto. quando termina a sua temporada.CONCEITO . seja em eventos dos mais variados tipos. p. Como cita Kronenburg (1998). Existe em um tempo determinado no espaço em que está inserida. que podia ser feita de pele de animais ou de palhas. capaz de ser carregada para onde quiser ou. mas que com as novas tecnologias pode ter o mesmo conforto e aplicação. se comparada à arquitetura convencional. Ao que tudo indica a arquitetura efêmera está presente em todo o desenvolvimento da humanidade. desde as tendas dos nômadas. Hoje podemos destacar como exemplo dessa arquitetura as ocas dos índios. pode ser efêmera e não portátil. 61).” (DEFINIÇÃO CRIADA PELO GRUPO DE TRABALHO SOB ORIENTAÇÃO DO DOCENTE MANUEL RIVAS) 9 . os igloos. a obra morre assim que perde o seu significado. a diferença entre estruturas permanentes e temporárias é apenas uma questão de tempo. as tendas árabes e africanas. Características e propriedades: É uma arquitetura de montagem rápida. logo.1990. A importância dessa arquitetura é a possibilidade que ela tem de ser portátil. com as necessidades atuais e ate mesmo com o conceito de sustentabilidade. em exposições ou até em feiras. Pode ser efêmera portátil. (CALVINO. “Uma das meias cidades é fixa. p. habitava em tendas. transferida para os terrenos baldios de outra meia cidade”. Com o domínio da tecnologia e os constantes estudos das estruturas tencionadas. que era nômade. Na verdade. Se portanto aplicarmos tais características as possibilidades de atuação da arquitetura. Fonte: KRONENBURG. Ela permite-nos criar uma panóplia de projetos adaptando-se melhor ás condições modernas mutantes e urgentes do entorno ou da sociedade. arquitetura efêmera é muito mais dinâmica com o território. partimos das construções de caráter habitacional para chegar na cenografia. na promoção de eventos e no marketing comercial. o lugar existe separadamente da paisagem: em muitos casos os edifícios permanecem mas seu significado não. na arquitetura comercial. as tocas indígenas e os iglôs até as atuais estruturas tencionadas e pavilhões de grandes exposições. A Arquitetura efêmera existe em um tempo determinado no espaço em que está inserida. possibilitaram o uso da arquitetura efêmera em grande escala. 1995. é desparafusada. II.I DEFINIÇÃO “Variante da arquitetura que pretende dar resposta a um problema de forma temporária. as tendas dos circos. Nos primórdios o homem. Essa Arquitetura ao longo do tempo se manifestou de várias maneiras.

cada um com um tempo de vida diferente. Estas questões relacionavam-se bastante com a interrogação de Cook: “What happens if the whole urban invironment can be programmed and structured for change?” Em vez de aumentar os lucros.wordpress.com/2010/12/07/archigram-plug-in-city/. como a expansão. supermercados. Segundo Peter Cook “The packaged frozen lunch is more important than Palladio. propondo cidades grandes. A flexibilidade deste sistema refletia as necessidades e a vontade coletiva dos habitantes. Reconhecendo o estado precário da subjetividade moderna. Invertendo a hierarquia normal. Este grupo tinha o objetivo de criar uma arquitetura que não pretendia captar a imagem do capitalismo e do consumismo.II . universidades). http://va312ozgunkilic. esta perspetiva não foi motivo de consternação.com/2010/12/07/archigram-plug-in-city/. os módulos de construção (casas.).” http://va312ozgunkilic. a visão Archigram de uma “arquitetura descartável” foi potenciada pela promessa de liberdade em pessoal. mas sim sempre movimento de lugar para lugar.2012 Os projetos anteriores e provavelmente os de maior renome surgiram nos primeiros anos da década de sessenta. pilares.10. de forma a facilitar o estilo de vida itinerante.II. que os arquitetos até então insistiam em esconder.10. içadas e colocadas no local por gruas nos telhados. visionárias e alternativas.2012 Os projetos mais importantes estavam relacionados com conceitos de merchandising. etc.princípios que abalavam fortemente os alicerces de uma profissão baseada em noções de permanência e bom gosto. a obsolescência planeada e a escolha do consumidor . escritórios. acedido em 08. Projetos como “Plug-in City” propunham vastas mega estruturas com formas esqueléticas nas quais era possível colocar unidade habitacionais pré-fabricadas removíveis (modelos similares às cápsulas projetadas pela NASA). acedido em 08. Destinado a acolher e a incentivar as alterações exigidas pela obsolescência e de acordo com a necessidade. pensados para durar apenas cerca de quarenta anos. a Archigram preocupava-se mais com as infraestruturas do que com as divisões propriamente ditas.wordpress. 10 . BREVE HISTÓRIA Foi nos anos 60 com o grupo Archigram que a Arquitetura Efémera ganhou protagonismo. sendo dos primeiros a declarar a vertente estrutural da arquitetura (vigas.

acedido em 08. II. inaugura a era das exposições mundiais com um enorme pavilhão de ferro e vidro. os gazebos.com. O pavilhão acaba por ser um pequeno manifesto construído numa mensagem que se pretende veicular. é necessária a criação de uma componente extraordinária para o público. dando resposta à dinâmica e velocidade da sociedade atual. ecológica. uma vez que. de âmbito social. A construção de estruturas temporárias durante o barroco demonstrou a oportunidade de criar cenários fantásticos de carácter efémero.aspx?id=105&canal_ ordem=0402. de forma a que se possa dar resposta a uma sociedade atual em constante mudança. em Londres. eventos sociais e feiras.II. entre elas pavilhões. pondo assim em causa os conceitos de imutabilidade e mesmo de materialidade que lhe estão associados. cultural. desfiles de moda e as feiras. em 1958. O 11 .IV.as 'expos' . ideológica ou outra. No século XX poderia citar inúmeros exemplos de pavilhões que contribuíram para a história da arquitetura e foram oportunidade para testar ideias experimentais.III . o Palácio de Cristal. entre outros. Em 1851. É necessário dar-lhe uma razão para fazer um desvio a caminho de casa. O pavilhão.” http://www. cultural ou comercial. por se situar nebulosamente entre a instalação e a arquitetura. e por aí fora.2012 Na verdade.artecapital. como a Feira do Livro -. bienais de arquitetura. deslocações humanas.I. também a arquitetura pode ser descartável. Eventos sociais.php?ref=58. encomendam estruturas temporárias.catástrofes.” http://www.pt/presentationlayer/Artigo_01.net/arq_des. PÚBLICO-ALVO DO PROJETO A DESENVOLVER “A Arquitetura Efémera é hoje um segmento emergente. de prazer. concertos e festivais musicais. museus. acedido em 08. festivos ou tematizados. PAVILHÕES COMO OPORTUNIDADE: A ENCOMENDA E O EXPERIMENTALISMO “De uma forma geral – desde os pavilhões de jardim do século XVII..10. o emblemático pavilhão de Mies van der Rohe em Barcelona.10. sendo esta arquitetónica. eventos urbanos. numa sociedade em que se passa cada vez menos tempo num ponto só. acontecimentos lúdicos. o Philips Pavilion. os pavilhões construtivistas – com a sua carga ideológica e política –. exposições .10. IV.“ http://www.. de repouso. em 1929. Este constituiu também a oportunidade de ser um momento de colaboração interdisciplinar de Le Corbusier com Iannis Xenakis.artecapital. de Le Corbusier. de exploração das fronteiras da arquitetura e de um questionamento de uma prática estabelecida.2012 “Exposições mundiais. Os desafios colocados implicam aumentar a rapidez de execução. acedido em 08. acaba por permitir uma experimentação arquitetónica relativamente descomprometida devido ao seu carácter efémero. feiras de artesanato. de caça. utilizam estruturas efémeras para uma função específica durante um tempo restrito.ikaza. a facilidade de transporte e a capacidade de adaptação a soluções temporárias de natureza religiosa ou apoio ao poder político.2012 II. social. festivais. Mais do que projetar apenas um espaço é preciso oferecer a este mesmo público uma experiência emocional e inovadora e sobretudo diferente daquelas Às quais este já está habituado. instituições. decorre da necessidade de dar resposta adequada a um problema específico: um 'abrigo' respondendo a diversos contextos da adversidade .php?ref=58. as follies – a função do pavilhão era a de complementar ou pontuar um conjunto espacial existente.net/arq_des. Este ponto é simultaneamente uma oportunidade e uma ameaça. O EFÉMERO COMO ESTRATÉGIA O efémero como estratégia.

permitem a materialização e enquadramento do conceito que lhes deu origem. encontrou no design um parceiro para o desenvolvimento de soluções técnicas e construtivas que são o corolário do ecodesign. potenciando uma linguagem criativa. EXPERIMENTALISMOS As Potencialidades construtivas da arquitetura efémera transforma-a num vasto campo experimental. mas fundamentalmente uma forma global de pensar através do design. por motivos de deslocação dos povos nómadas. funcionais. incorporando princípios técnicos. num processo sobre o qual o design atua. Os modelos são melhorados. 12 . Graças ás potencialidades formais e construtivas. como são exemplos as exposições. R. p. Arquiteturas de Representação. cujo cariz arquitetónico tem o intuito de diferenciar e enquadrar os acontecimentos temáticos no contexto urbano. a arquitetura do efémero cumpre a sua principal função: dada a sua reversibilidade – responder a um problema de forma rápida e eficaz. adequada e eficaz.seu design potencia a capacidade de tirarem partido do universo da contingência: utilizando diferentes materiais em função dos objetivos ou pela introdução de elementos inovadores. é o local privilegiado para a celebração do efémero. Redefinem-se modelos conceptuais e metodologias de abordagem a um problema. Os desenvolvimentos tecnológicos constituem hoje um domínio experimental com enorme potencial no âmbito das construções efémeras. A Consciencialização sobre a necessidade de preservar o Mundo. Embora possa ocorrer em espaços interiores. a. contribuem para a conceptualização e exploração dum imaginário específico. para Festas e Acontecimentos Sociais. o espaço urbano que é o domínio de intervenção a que se refere esta dissertação. sobretudo pela sua capacidade de integração dos acontecimentos com as leituras do espaço público. não deixando marcas. os desfiles de moda ou alguns concertos. e a responsabilidade de cada sector da sociedade na tarefa de o tornar sustentável. utilizam-se novos materiais e estruturas. de Espetáculo.A Arquitetura do Efémero. segundo o Arquiteto Rui Duarte *pode ser definido em oito categorias: Arquiteturas de Emergência. com uma capacidade de resposta rápida. de comerciantes ou nos acampamentos militares. -. O Efémero é utilizado também enquanto fator estratégico. sem comprometer a arquitetura permanente ou o espaço envolvente. A coexistência de arquiteturas efémeras com a arquitetura permanente é geralmente feita como resposta à necessidade de ampliar o enquadramento arquitetónico a manifestações culturais da mais diversa índole. numa relação assente em dois vetores. não tem influência direta na qualidade construtiva. AS CONSTRUÇÕES EFÉMERAS O efémero enquanto estratégia Inicialmente associada à necessidade de abrigo temporário. onde as pesquisas e inovações tecnológicas a par dos novos materiais. pois para tal basta lembrarmo-nos das tendas de expedições romanas e das suas diversas configurações e sistemas estruturais. mas também de operacionalidade. e operacionalizam-se processos criativos que permitam colocar produtos competitivos no mercado. O universo das construções efémeras. (DUARTE.20) b. militar ou político. de resposta a acontecimentos que criam dinâmicas urbanas atuais. O que nos interessa aqui referir como objetivo de conceptualização. Comunicação Social e Guerrilha Arquitetónica. Habitats Alternativos. para além das tradicionais celebrações de carácter religioso ou profano. o espaço e a comunicação. sendo a reversibilidade da arquitetura do efémero uma característica determinante da sua grande vocação para existir num breve espaço de tempo. é que as construções efémeras não estão unicamente relacionadas com questões de mobilidade. viabilizando estratégias de adaptação momentâneas.

Foi desenhado de tal forma que pudesse ser desmontado e reutilizado após a exposição. materiais. (DUARTE.. vidro e aço produzidos no país. Sendo posteriormente destruído por um incêndio em 1936. O seu método de construção tornou-se um marco importante. A era da indústria abriu possibilidades para as grandes feiras de negócios. Ecodesign É contudo uma expressão redutora para a dimensão das variáveis com que trabalha. não apenas por ter sido uma construção totalmente pré-fabricada em ferro e vidro. Daí Advém o conceito de Design Sustentável. PAVILHÕES EFÉMEROS | CASOS PRÁTICOS Palácio de Cristal “O Palácio de Cristal representou um grande marco na arquitetura. e recuperando o espaço fluído dos acontecimentos. . Inaugurando o sistema de construções pré-fabricadas . o Palácio de Cristal foi desmontado e transportado para um terreno em Sydenham (sul de Londres). p. um dos ícones da arquitetura.45) II. dando-lhes um sentido de território e enquadramento.. ambientais. e utilizou 1/3 da produção de vidro anual da Inglaterra. o Palácio de Cristal pelo arquiteto inglês Sir Joseph Paxton e pelos engenheiros Fox e Henderson. sociais e económicos. abrangendo um espaço mais alargado de intervenção. em Londres. 13 . ) Depois da exposição.estéticos. colocando em evidencia o ferro. A extensão conceptual como estratégia da arquitetura do efémero. Que dissipa quaisquer dúvidas ou interpretações dúbias acerca do âmbito de intervenção do design em questões de sustentabilidade.V. R. torna-se um domínio que supera eventuais antinomias. desenhado para produção em escala industrial de suas partes. 2001). culturais.a edificação consumiu 1/3 do ferro produzido na Inglaterra na época. ” (PEVSNER.No ano de 1851. mostrando assim um dos seus objetivos que seria mostrar a exuberância do império britânico. que na época era utilizado apenas em ferrovias. (todas as peças foram pré-fabricadas e apenas montadas no local. foi projetado. _ A Arquitetura do Efémero. mas também por ter demonstrado o primeiro afastamento maior dos estilos históricos na arquitetura da época. evidenciando por vezes que o seu campo de ação está limitado à escolha de materiais recicláveis.

instalada numa antiga residência usada como casa de chá de 1934. seguindo-se um caminho de extrema simplificação. Diante deste desafio. que não levou a Londres a mostra das suas obras. Em 2004 . Inaugurado com um pavilhão da arquiteta Zaha Hadid em 2000 .cujo desenho em cruz grega tornou-se célebre na arquitetura moderna. Serpentine Gallery Uma das mais conhecidas. Possuía uma extrema simplicidade geométrica. a Serpentine Gallery. O Pavilhão de Barcelona foi demolido pouco depois do encerramento da exposição. Era uma estrutura de um só piso. modernista. surge o fracasso do grupo holandês MVRDV. o arquiteto Japonês Toyo Ito em 2002 e Niemeyer em 2003.Pavilhão Alemão Em 1929. limitadas apenas por algumas cadeiras e esculturas. em que a estrutura é assentada sobre um grande pódio ao longo de um espelho d'água e conta com oito pilares de aço . galerias públicas de arte moderna e contemporânea de Londres. Contudo este “fracasso” trouxe o apelo á simplicidade ao processo dos futuros pavilhões. racional. Álvaro Siza Vieira. Ficou conhecido pela sua geometria depurada. Foi considerado um templo a uma nova estética. atraem todos os anos inúmeros visitantes. Considerado um ícone da arquitetura moderna influenciou assim várias gerações de arquitetos. No Pavilhão de Barcelona estava a expressão máxima do design "funcional". Mies van der Rohe projetou o Pavilhão da Alemanha. que sustentam a cobertura plana do edifício. 14 . com superfícies polidas de mármore e vidro. um monumento ao pensamento absolutamente racional e abstrato. para a exposição Internacional de Barcelona. sucederam-lhe Daniel Libeskind em 2001. Em 2006. da era da máquina. desenha a solução mais leve e simples que o Parque Kensington ate então recebera. Rem Kolhaas. e pelo uso inovador e extravagante de materiais tradicionais como o mármore ou novos materiais industrializados como o aço e o vidro. pousa um balão de ar no jardim. A cada ano um arquiteto internacionalmente conhecido é selecionada pela galeria para edificar um pavilhão temporário nos jardins em frente á galeria.

O pavilhão (como podemos observar nas imagens em baixo) propõe a fuga para o espaço. criada pelo artista argentino Tomas Saraceno. a expansão da extensão da terra.Observatory. num requinte das fugas visionárias. a experiência individual do corpo. das experiências alucinogénias ou do neo-futurismo expansionista dos programas lunares. Air-Port-City é uma estrutura de paredes tencionadas. Outros exemplos: 15 . Air-Port-City Observatory.

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