Instituto Politécnico de Santarém Escola Superior de Educação de Santarém Educação e Comunicação Multimédia Ética e Deontologia da Comunicação 2ºAno – 1ºSemestre

LIBERDADE

Ano Lectivo 2012/2013 Ana Rita Almeida – 110233003 Manuel Mascarenhas - 110233005

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INTRODUÇÃO
No âmbito da unidade curricular de Ética e Deontologia da Comunicação, leccionada pelo professor Ramiro Marques, docente do Instituto Politécnico de Santarém na Escola Superior de Educação de Santarém, foi-nos proposto a realização de um trabalho ao qual o nosso grupo escolheu o tema Liberdade. No desenvolvimento do trabalho iremos referir o que é a liberdade ética, filosófica e a visão de alguns filósofos sobre o tema. Vamos também falar da Grécia Antiga e Aristóteles passando pela Declaração dos direitos do Homem e da Criança, bem como a Magna Carta. Antes de darmos início ao trabalho iremos apresentar uma conclusão de uma breve pesquisa, em pontos, sobre o tema, Liberdade: o o o Independência do Ser Humano; Autonomia e Espontaneidade de um sujeito racional; Liberdade qualifica e constitui a condição dos comportamentos humanos voluntários.

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O que é a Liberdade? Liberdade (latim libertas, -atis) s. f. - Direito de proceder conforme nos pareça, contanto que esse direito não vá contra o direito de outrem; - Condição do homem ou da nação que goza de liberdade; - Conjunto das ideias liberais ou dos direitos garantidos ao cidadão; - Ousadia; - Franqueza; - Licença; - Desassombro; - Demasiada familiaridade. Ou seja, liberdade significa que cada cidadão tem o direito de ir e vir, de acordo com a sua vontade própria, desde que não prejudique terceiros, é a sensação de estar livre e de não depender de ninguém. Liberdade em Ética Aqui a Liberdade é relacionada com responsabilidade, ou seja, apesar de cada individuo ter direito a ter liberdade não deve desrespeitar ninguém nem passar por cima de princípios éticos e legais. Liberdade na Filosofia Neste ponto, a liberdade é vista como um conjunto de direitos de cada individuo, ou seja, é quase como se fosse um poder para cada individuo. “É o poder de qualquer cidadão, tem de exercer a sua vontade dentro dos limites da lei”. Liberdade pelos Filósofos Diversos filósofos estudaram e publicaram as suas obras sobre a liberdade. De muitos, iremos referir alguns.

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Para Descartes quem determina a liberdade são os próprios indivíduos, mas muitas vezes essa vontade depende de outros factores (dinheiro ou bens materiais). Kant proferia que a liberdade está relacionada com autonomia, ou seja, só ocorre através do conhecimento das leis morais e não apenas por vontade própria. “A Liberdade é o livre arbítrio e não deve ser relacionado com as leis”. Para Sartre, a liberdade tem como principio o homem ser livre. “O Homem é livre por si mesmo, independentemente dos factores do mundo, das pessoas que ocorrem, ele é livre para fazer o que tiver vontade”. E por fim, Karl Max diz que a liberdade humana está ligada aos bens materiais. Os indivíduos manifestam a sua liberdade em grupo e criam o seu próprio mundo com os seus próprios interesses. Grécia Antiga e Aristóteles A escravatura existiu um pouco por todos os cantos do mundo mas em Atenas era mais civilizada que do que na Europa do século XVIII. Segundo o Prof. Ramiro Marques, os escravos domésticos de Atenas tinham uma vida com mais dignidade do que muitos pobres que vivem em cidades europeias, actualmente. E porquê está comparação? Para dizer que apesar de serem escravos eram bem tratados e seus donos tinham-nos em consideração. (Escravatura em Atenas ≠ Escravatura em Roma). Os escravos (século IV a C) habitavam na “vila” do senhor e partilhavam com os seus donos os alimentos, práticas e costumes. Aristóteles nunca se deixou seduzir pela tese da propriedade comum dos bens de produção nem pela ideia de propriedade comum das mulheres. Aristóteles critica e passamos a citar “se o país deve pertencer aos homens de guerra e aos que governam o Estado, não pensamos, porém, como alguns, que todas as riquezas devam ser comuns; acreditamos apenas que o seu uso deve ser comunicado como que entre amigos, de modo a que nenhum cidadão possa faltar o pão. Todos concordam que as mesas comuns e as refeições públicas convêm às cidades bem organizadas politicamente”. Ou seja, o que o filosofo quer dizer com isto é que apesar de sermos todos iguais, nem todos temos as mesmas regalias ou riquezas que na teoria pensamos e achamos que deviam ser comuns mas na prática não é nada disso que acontece. A maioria dos ideais políticos modernos como a justiça, a liberdade, o governo constitucional surgiu na Grécia antiga pois os gregos foram pioneiros a lançar sementes da ideia democrática que conservadas pelos filosóficos da idade média frutificaram na modernidade. Magna Carta A Magna Carta surgiu em 1215, quando o rei Inglês João I foi obrigado a assinar a mesma pelos nobres de Londres, uma vez que estes estavam revoltados com os actos do rei. Em 63 artigos, os nobres estipularam quais os direitos que queriam que o rei inglês garantisse não só a eles mas também aos seus

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descendentes. Uma das exigências mais importantes era o direito a que: nenhum imposto fosse criado sem a aprovação da nobreza. Da mesma forma, nenhum cidadão livre poderia ser preso por funcionários reais sem que as razões da sua prisão fossem investigadas. Os nobres também estabeleceram para si privilégios inalienáveis, os quais nem o rei nem o papa poderiam revogar, ou seja a nobreza e o povo é que passariam a decidir quem reinava. O rei não teve outra alternativa se não assinar o documento no dia 15 de Junho de 1215 em Runnymed, localizado no condado de Surrey, no sul da Inglaterra. Em muito pouco tempo todo o país ficou a conhecer o conteúdo da carta pois os nobres fizeram várias cópias da mesma e enviaram para todos os estados. Declaração Universal dos direitos Humanos Após o fim da Segunda Guerra Mundial No dia 10 de Dezembro de 1948 a Assembleia Geral das Organizações da Nações Unidas, aprovou a Declaração Universal dos Direitos Humanos contando com o apoio de vários países. A declaração foi publicada no Diário da República, I Série A, n.º 57/78, a 9 de Março de 1978, mediante aviso do Ministério dos Negócios Estrangeiros. A aprovação da ONU foi muito influênciada pelos 17 Artigos da Declaration des Deais de L'Homme et tdu Citoyen que surgiram na revolução Francesa em 1789. Há mais de 300 anos que surgiu esta ideia de Declaração Universal dos direitos do homem na Inglaterra através da publicação dos direitos dos cidadãos ingleses, e também em 1776 nos Estados Unidos quando as colónias se rebelaram contra os seus colonizadores ingleses e também alegaram a sua versão dos direitos humanos. John Peters Humphrey proveniente do Canadá, foi o escritor da declaração. Escreveu o documento actual com outras pessoas de todo o mundo como Estados Unidos, França, Líbano, China e etc. Este documento não representa só uma obrigatoriedade legal, pois serve também como base para os dois tipos de tratamento dos direitos humanos da ONU, de força legal que são o Tratado Internacional do Direitos Civis e Políticos e o Tratado internacional dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais que são muito utilizados em fins académicos, cortes institucionais e por advogados.

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CONCLUSÃO
Concluímos que para termos o estilo e a qualidade de vida que usufruímos hoje em dia, forma precisos muitos anos de luta para que tudo isto fosse reconhecido perante o mundo. Como futuros comunicadores esperamos que a sociedade evolua para que possamos a viver isso e relatar às pessoas que nos vão acompanhar num futuro profissional. Relativamente ao trabalho gostamos de realizar este trabalho, não só porque ficámos com uma noção mais ampla sobre a liberdade, de como esta surgiu e o que foi preciso para esta acontecer mas também porque ficámos a conhecer melhor os nossos direitos e até o das crianças. Mas, relembramos, que tem direitos também deveres. Obrigada Professor, esperamos que tenha gostado.

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BIBLIOGRAFIA
http://www.eses.pt/usr/ramiro/docs/etica_pratica/Escravos%20servos%20da%20gleba%20 e%20assalariados%20pobres%20do%20s%C3%A9culo%20XXI.pdf http://correntejuventude.blogspot.pt/2008/09/resumo-declarao-universal-dos-direitos.html http://www.significados.com.br/liberdade/ http://www.priberam.pt/dlpo/

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