P. 1
A televisão deu(-me) muito trabalho (aos Engenheiros)

A televisão deu(-me) muito trabalho (aos Engenheiros)

|Views: 10|Likes:
Published by mypapers
http://aminhacolunadejornal.wordpress.com/
http://aminhacolunadejornal.wordpress.com/

More info:

Published by: mypapers on Jan 18, 2013
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

10/03/2013

pdf

text

original

A televisão deu(-me) muito trabalho (aos Engenheiros

)
A Rainha dos Media é-me muito cara, é verdade, como também a imprensa e a rádio. Eu não ando aqui a enganar ninguém, ao contrário do que se diz. “Não é esse Relvas. É o outro!”. Claro, claro que é o outro, e que eu não sou o pacóvio que muitos gostariam que eu fosse. Como estudante de enhenharia electrotécnica e de engenharia informática, aprendi bastante sobre a história da televisão e fiz exames para os quais tive que dominar uma enorme quantidade de tecnicidades e conhecimentos sobre o assunto. E até tive, que, contrariado, enumerar as vantagens da televisão digital (TDT) estando eu totalmente contra a extinsão dos canais analógicos. Nota de rodapé: já não me lembro muito bem das suas inúmeras vantagens. Na altura, em protesto, migrei para Ipswitch, para marcar a minha posição. Pena que acabei num dos muitos hospitais psiquiátricos que já visitei e dos quais vos falarei numa outra altura. Conheço alguma coisa sobre o que se discute nos círculos intelectuais sobre o serviço público de televisão e sobre o financiamento da mesma, embora não seja particularmente versado na discussão intelectual própriamente dita. Sei que essas discussões existem, mas nesse sentido, confesso, estou um bocado à margem do clube de jornalistas, das letras e das ideias onde essas discussões são mais profícuas. No entanto, repito, no entanto, tenho uma ideia muito clara do que é fazer televisão, do trabalho que dá (que, salvo seja, respeito muito!) . E sei que há uma grande diferença entre fazer companhia às pessoas, por melhor que ela seja e empate, e proporcionar conhecimento, dinamizar, e enriquecer as pessoas. As pessoas são o mais importante, sem dúvida. É importante que este precioso instrumento traga a notoriedade e a voz das pessoas até nós. Há uma grande diferença entre uma televisão que dá ênfase a espectáculos para multidões que querem ser ignorantes e tolas e Luz. E há uma grande diferença entre uma televisão cheia de insanidade, e uma clara e límpida, sem distorções e ruídos, com a clareza, a largueza e o tempo que a cultura proporciona. Tem havido algumas inicitivas interessantes que parecem ser uma nova onda e lufada de ar fresco, e bem hajam, mas ainda muito agarradas ao desejo de audências, e caindo no erro terrível de optar por formatos muito comerciais e populachos. Há canais que têm esse espírito, que eu alimento, como o Porto Canal, o Sociedade Civil, a Teachers.tv (que acabou, claro!), a AmpereTV (canal 155 da Virgin; que acabou também, claro!), Cinemói (que acabou também, claro!). De resto quanto à questão da financiação, não se põe, porque no meu mundo eu já estaria no poder e todos os canais de televisão, de rádio e a imprensa seriam propriedade do Estado: dirigidos por mim e meus delegados.

Não haveria qualquer publicidade e a língua portuguesa – em três meses após eu chegar ao poder – seria falada em toda a Turquia – usando a Microsoft, a BOSE, Woody Allen e os irmãos Cohen.

Daniel Alexandre, 34 anos Engenheiro Informático (a viver em Londres)

You're Reading a Free Preview

Download
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->