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tintos' da psican€lise não são disposi ões fixas para comportar-se de uma forma particular; são totalmente sujeitos

a serem canalizados e transformados socialmente, e não se revelariam no comportamento sem a moldura social". Não h€ d£vida de que para a "psican€lise o homem na verdade um animal social; sua natureza social est€ profundamente refletida ria sua estrutura corporal". Mas as diferen as entre a concep ão freudiana e a da maioria dos soci¢logos permanece profunda. "Para Freud o homem um animal social sem ser um animal inteiramente socialiZado. A sua natureza social em si mesma a fonte de conflitos e antagonismos que criam resist ncias socializa ão atrav s de normas de qualquer sociedade que possa ter existido no curso da hist¢ria humana." '1 0 que torna a leitura sociol¢gica da natureza humana err nea e tão particularmente irritante o fato de ela fazer uma leitura err nea da psican€lise, uma viola ão de Freud em nome dele, que a maioria desses cientistas sociais acha que estudou com cuidado e proveito. Cerca de seis anos antes de Dennis Wrong publicar o seu protesto argumentado e altamente eficaz contra uma teoria do hornem que simplesmente mergulhava o indiv¡duo no seu ambiente social, Liortel. Trilling chegou s mesmas conclusões por via liter€ria. Ao meditar sobre o papel destacado de Freud na defini ão da id ia moderna de cultura, Trilling aplaudiu o comprometimento de Sigmund 141 #

como um conjunto Freud com a biologia, que ele v como algo que oferece uma ajuda incompar€vel ao indiv¡duo amea ado. Com certeza, Trilling escreve, Freud "deixou claro como a cultura difunde-se at as partes mais remotas da mente individual, sendo considerada quase literalmente como o leite materno". Mas, enquanto Freud descreve a pessoa como invadida pela sua cultura at os ossos, "h€ no que diz sobre a cultura um acento firme de exaspera ão e resist ncia". Sua "concep ão de cultura marcada" por uma "consci ncia adversa" poderosa, uma 11 percep ão indignada", por um "tr€gico arrependimento". Embora o self para Freud seja "formado pela cultura", ele "tamb m v o se11 contra a cultura, lutando contra ela, relutante desde o in¡cio em entrar nela".3' Em poucas palavras, a cultura indispens€vel e sufocante ao mesmo tempo. 0 que pode resgatar o indiv¡duo do seu abra o fatal são os impulsos instintuais; a insist ncia freudiana na procura ininterrupta de prazer, ancorada na sua constitui ão essencial, "longe de ser unia id ia reacion€ria, realmente uma id ia libertadora. Propõe para n¢s que a cultura não totalmente poderosa. Sugere que h€ um res¡duo da qualidade humana para al m do controle cultural". A sede pela comunidade que fascina at as pessoas cultas, a sua necessidade consurnista de sermos "todos juntos não conformistas , deve ser corrigida por uma resist ncia firme a essa onipot ncia cultural". Essa resist ncia retira a sua for a da reflexão freudiana de que, "ern algum lugar na crian a, em algum lugar no adulto, h€ um n£cleo duro, ¡rredut¡vel, obstinado de razão biol¢gica, que a cultura não pode alcan ar e que se reserva o direito, e o exercer€ mais cedo ou mais 33 tarde, de julgar a cultura, de resistir e de revis€-la". Isso algo

mais do que elegante e enf€tico; enquanto uma exposi ão sobre as convic ões firmes de Freud a respeito da intera ão dial tica entre indiv¡duo e sua cultura, est€ totalmente correta. Basta ler os casos cl¡nicos freudianos para reconhecer a legitimidade das avalia ões de Lionel Trilling e de Dennis Wrong sobre o pensamento freudiano a respeito da natureza humana: para todos os seus analisandos, Freud achou que valia a pena escrever igualmente sobre as experi ncias que eram deles mesmos e sobre as que eram amplamente partilhadas; eles eram ao mesmo tempo v¡timas dos outros e de si mesmos. Precisamente como os psicanalistas, embora por razões profissionais pr¢prias, os historiadores encontram-se tra ando o fio da individual¡dade na tape aria da sociedade, Não importa quão incerto um 142 historicista da hist¢ria moderna possa ser, ele tende a comprometer-se com o individualismo, a procurar o que £nico em cada personagem hist¢rico, em cada evento hist¢rico, em cada poca hist¢rica. Tudo #

mais, dir€, sociologia. Mas o seu individualismo est€ sob um desafio permanente; a sua necessidade de generalizar, de supor e de exibir a realidade de entidades mais amplas - clãs, profissões, classes pesa continuamente sobre ele. neste momento que as experi ncias partilhadas sobre as quais falei exigem ser reconhecidas e descritas coletivamente.` Mesmo o historiador da hist¢ria comparada, amoldando o seu olhar abrangente e treinado sobre os diversos materiais diante de si, deve estar tão preocupado com o que os v€rios elementos em compara ão t m em comum quanto com o mostrar o que os diferencia. Sem d£vida, o historiador considera as generaliza ões uma conveni ncia; poupam trabalho na pesquisa e facilitam a comunica ão dos resultados. Mas se são mais do que artif¡cios ret¢ricos, devem estar baseados na convic ão de que capturam similaridades substantivas, mesmo identidades parciais, e, ao mesmo tempo, uma intera ão cont¡nua - e pass¡vel de ser descoberta - entre os indiv¡duos que constroem a coletividade e a pr¢pria coletividade. Seria muito tentador desconsiderar essas preocupa ões historiogr€ficas como uma brincadeira com questões banais que todo historiador resolve quase intuitivamente consigo mesmo ao recorrer sua experi ncia profissional. Mas os problemas são suficientemente genu¡nos, e não menos prementes para serem ignorados em geral. Surgem com particular insist ncia na an€lise das cren as comuns ou dos ideais prevalecentes. Com certeza, a realidade difundida pelas no ões dominantes sobre homem, natureza e destino, e o seu impacto transgressivo sobre os homens que as t m absorvido enquanto disposi ões culturais desde os primeiros momentos que as sentiram, parece estar al m de qualquer desmentido: a voga atual do termo franc s mentalit , que apenas o ZeUgeist atualizado, testemunha isso. A contribui ão peculiar da psican€lise ao estudo da mentalit - uma generaliza ão notavelmente abrangente a sua descoberta de conflitos ocultos e de pressões invis¡veis na constru ão das mentes humanas. Cren as compart ilhadas, o psicanalista dir€, são no m¡nimo, em parte, ilusões e fantasias compartilhadas." As questões que essa discussão suscita são tão delicadas e tão importantes, que quero passar em revista os modos atrav s do quais

tem seus riscos e suas vantagens. Finalmente. a atravessar a vida.como as coletividades estão propensas a pensar e a agir em conjunto. Pode. um tanto rudimentar.36 Citei Freud. que inclui uma dolorosa rebelião contra o seu pai e um surto psic¢tico duradouro.prudentemente.os cientistas humanos e sociais podem -realizar com vantagem o ir 143 i i # e vir entre a psicologia social e a individual. reflete e articula as tensões mais profundas de sua poca e do temperamento subjacen(e de seus contempor neos com uma lucidez exemplar ou com uma intensidade neur¢tica por m instrutiva. e a sua cultura. seguir os procedimentos inicialmente delineados e popularizados por Eri Eri son no seu Young Man Luther: concentrar-se no car€ter e acasos de um personagem influente que. Uma das perspectivas mais arrojadas . que explica a coer ncia e as a ões grupais atrav s de identificaões m£tuas. fornece dire ões para as suas pulsões cruas. que realiza uma interpreta ão hist¢rica e psicanal¡tica de Max Weber. confiante de que as suas descobertas abrem o ca-       . o historiador psicanal¡tico procura de uma psicologia social pode rastrear a cultura do indiv¡duo e o indiv¡duo em sua cultura. e pelo modo que os grupos liberam-se de seus prop¢sitos originais para perseguir objetivos pr¢prios. sentimentos e ansiedades poss¡veis. Pode. sempre alerta em rela ão aos desvios . Pode. agindo principalmente atrav s da media ão do que lhe mais pr¢ximo. pelo menos para um intelecto incans€vel e inquisitivo como o de Weber. seus dilemas mais internos refletem os dilemas da sua cultura r¡gida e repressora que. Esse estilo eri soniano de an€lise. seguindo o esquema desenvolvimentista freudiano que analisa como o indiv¡duo internaliza os costumes. desejos ocultos e ansiedades flutuantes. recorrer perspectiva psicanal¡tica sobre a natureza humana que v a natureza como oferecendo um repert¢rio impressionantemente variado mas estritamente limitado de desejos. 0 historiador pode elaborar e clarificar a psicologia social freudiana. assim permitindo ao historiador predizer . al m disso. tamb m. a de Arthur Mitzman em Iron cage. De acordo com a leitura de Mitzman sobre a vida ps¡quica atormentada de Weber. sua efic€cia depende muito mais de uma explora ão hist¢rica cuidadosa do mundo social de grandes personagens do que do diagn¢stico de sua estrutura de car€ter. pelo efeito liberad 1 or que a pura existencia coletiva tem sobre os impulsos normalmente colocados em xeque. no meu julgamento. em seguida. e como a sua cultura. as cren as e as proibi ões sociais. convida imediatamente a uma desobedi ncia radical autoridade que o pune sem piedade. no qual o historiador l a cultura atrav s de um indiv¡duo. o autor pressupor€. ao 144 explorar as defesas que o ajudam.

Ele pode reconhecer que a sua disciplina pode lucrar com uma psico- .são apenas o espelho de conflitos din micos entre o ego. a psican€lise preocupou-se em manter um balanceamento saud€vel entre a parte social da mente do indiv¡duo. ao refazer os passos freudianos.a partir de cujos representantes a pr¢pria religião impulsionada para a frente . impratic€vel. Sua estrada não est€ completamente pavimentada nem mapeada adequadamente. Pensamentos acerca de registros Ainda preciso disparar. ap¢s terem sido vencidas todas as fortifica ões defensivas dos historiadores e invadida a sua fortaleza do senso comum. escreveu. e podia olhar retrospectivamente para quase meio s culo de pensamento original sobre o homem na sua cultura. Tinha sido ajudado pelo "reconhecimento.minho para uma compreensão da sociedade ao oferecerem explica ões # sobre o funcionamento das mentes individuais. o desenvolvimento cultural e os precipitados das experi ncias primevas . do outro. de um lado. usando as suas pr¢prias habilidades. na dif¡cil €rea fronteiri a onde se encontram a psicologia individual e a social. "Depois de um desvio ao longo de uma vida atrav s das ci ncias naturais. i ~I 145 # 0 PrOgrama em pr€tica 1 . no p¢s-escrito que acrescentou em 1935 sua pequena autobiografia. no assalto freudiano. da medicina e da psicoterapia". sobre um bravo bolsão de resist ncia. as intera ões entre a natureza humana. recordou. Talvez seja suficiente para a sua moral saber que o instrumental freudiano forneceu-lhe o mapa e os meios e que. "meu interesse retornou queles problemas culturais que haviam fascinado o jovem apenas despertado para o pensamento".. os mesmos eventos repetidos em uma escala mais ampla". concordar€. investigara as origens da religião em Totem and Taboo a partir de uma perspectiva psicanal¡tica. Freud nunca duvidou de que a estrada que leva do divã para a cultura est€ aberta.a proposta de inserir a psican€lise na pesquisa e na interpreta ão hist¢rica pode ser. o id e o superego que a psican€lise estuda no indiv¡duo. Tão cedo quanto 1912. Mesmo o historiador que se confessa totalmente persuadido pelos cap¡tulos anteriores tem boas razões para ter reservas em rela ão a esta d£vida derradeira. de que os eventos da hist¢ria humana. mas est€ obrigado a acrescentar que a psican€lise o deixou com muito trabalho para ser feito. 0 que o historiador tem sua disposi ão um esbo o sugestivo que deve ser preenchido com as suas pr¢prias pesquisas. e o sell £nico e obstinado.'-. cada vez maior. Disse-o de novo perto do final da sua vida. nos anos 1920. 0 historiador simpatizante. Tinha quase oitenta anos. prosseguira o seu trabalho em The future of a illusion e Civilization and its discontents. no fim das contas. publicada dez anos antes.

frustrante. ele não levou em conta a conven ão art¡stica da poca de Leonardo de rejuvenescer Santa Ana.e psican€lise .logia fidedigna. t m compilado não inspia escOI)rimos as implica ões desalentadoras da sua 147 # ram muita confian a. 0 passado. mas um milhafre. e assim est€ longe de poder ser um teste conclusivo sobre os usos que o historiador pode dar psican€lise. mas tamb m ao ego¡smo racional. Freud fez mais do que traduzir erroneamente uma palavra-chave. Ainda assim. levou Freud a algumas especula ões de longo alcance. que a psican€lise pode agu ar a sua sensibilidade não apenas em rela ão ao pensamento e conduta ligados tradi ão e ao irracional. Leonardo recordou muitos anos mais tarde. e como observei antes. longe de ser frustrante. batendo nos seus l€bios repetidas vezes. como Freud sup s. enquanto Freud tinha a sua curiosidade despertada para escrever um artigo sobre Leonardo devido hist¢ria interna. Os defeitos desse artigo explicitamente explorat¢rio j€ foram expostos: ao analisar uma mem¢ria £nica e aflitiva da primeira inf ncia de Leonardo narrada por ele em suas anota ões. Desde o in¡cio acreditei que isso mais do que apenas uma obje ão perspicaz e obstrutiva. abrira a sua boca com a cauda. a come ar pelo pr¢prio Freud. não um come o promissor. Esta parte isolada do intrincado novelo do racioc¡nio freudiano sobre o desenvolvimento psicol¢gico de Leonardo: o abutre.' Entretanto. Certamente. Tudo isso forneceu aos cr¡ticos da psico-hist¢ria uma muni ão muito bem-vinda. viera at ele quando era ainda uma crian a de ber o. Clio no divã não responde s interpreta ões nem desenvolve transfer ncias em rela ão ao seu analista. não e um paciente. Ela est€ apenas ali. e que o individualismo proverbial da psican€lise. N¢ d passividade obstinada. psicanalisar os mortos. espalhadas pelas p€ginas dos escritos psico-hist¢ricos. ineg€vel que os registros que os historiadores freudianos. Mas. que serviu como modelo. o milhafre era somente um p€ssaro. que a percep ão psicanal¡tica da natureza humana em £ltima an€lise compat¡vel em grande medida com os seus pr¢prios pontos de vista t€citos. pode instruir a investiga ão hist¢rica a respeito de fen menos coletivos.ao ensaio de Freud sobre Leonardo da Vinci. "Leonardo da Vinci e uma Mem¢ria Infantil" não se propõe a ser uma psicobiografia. real-     . individual ou coletivo. fascinante e misteriosa de um artista que ele admirava muito. seus impulsos originais decorrem do seu interesse sobre a forma ão do car€ter e sobre as origens da homossexualidade. não era um abutre. tendo concedido tudo isso. Tampouco as £ltimas aventuras feitas pelos psicanalistas são indicadas para silenciar todas as d£vidas. afinal de contas. um p€ssaro associado na mitologia eg¡pcia maternidade e androginia. E ao fazer infer ncias biogr€ficas ¡ntimas da apar ncia jovem de Santa Ana na c lebre pintura da Virgem com a mae e a crian a. ele pode persistir ao recordar mais uma vez a sua reserva favorita e (segundo ele) devastadora: não se pode. A psicobiografia de Lutero por Eri Eri son. 0 p€ssaro que. David Starmard astutamente devotou o cap¡tulo de abertura do seu ataque psico-hist¢ria .

um numero exagerado de psico-historiadores tem cedido s atra ões da simplicidade e da simetria a       . eles somam realiza ões muito variadas e não são. Eri son ofereceu reflexõe s maduras sobre um adolescente. tão vulgares como os seus resenhistas irritados e impacientes gostam de se queixar. completamen= te desanimadoras. as expedi ões não convincentes dos psicanalistas na hist¢ria psicanal¡tica forarn combinadas com as incursões dos historiadores no mesmo terreno sombrio e perigoso. sobre os quais principalmente se baseou o seu bi¢grafo psicanal¡tico. Martinho Lutero era uma escolha pouco feliz. Mas.2 Al m disso. o jovem Lutero. Mesmo quando os psico-historiadores desaprovam seriamente qualquer comprometimento com o reducionismo. a partir da perspectiva de um analista profissional culto e dedicado que procura aliviar os tormentos e inspirar uma s rie de jovens dotados e profundamente perturbados. embora atraente.mente estabeleceu a psico-hist¢ria nos meados da d cada de 50. a hist¢ria psicanal¡tica singularmente suscet¡vel aos flagelos dos entusiastas. Mas o reducionismo mais um acidente da hist¢ria ps¡ceraensal¡ntiteas do que a sua ess ncia. mesmo rapidamente. para exemplificar o programa: não podemos ter certeza de que os epis¢dios 148 cr¡ticos de Lutero. na sua maior parte. 0 reducionismo parece ser um defeito tão constante dos psico-historiadores que os historiadores o v em entrela ados com a sua pr¢pria estrutura. em suma. ou mesmo se realmente ocorreram . os historiadores deleitam-se em achar essa literatura suficientemente provocadora para manter viva a sua resist ncia. Na realidade. a mais palp€vel entre as afli ões de uma disciplina que tem sido jovem j€ h€ algum tempo mas que pode continuar a solicitar a toler ncia devida a uma disciplina que est€ ainda numa fase explorat¢ria. mas limpar o terreno. Os seus produtos mais infelizes t m muitas causas.1 suas monografias e s¡nteses freq entemente acabam por sucumbir a essa tenta ão. Reconhecidamente. ou de degradar mudan as significativas nas rela ões familiares a orgias do combate edipiano. essas psico-hist¢rias raramente são tão espalhafatosas. como uma falha inerradic€vel e fatal. Não h€ grande proveito em se fazer uma cr¡tica dos escritos psicanal¡ticos desde os meados da d cada de 50. Certamente o programa para uma alian a que funcione entre o psicanalista e o historiador um modelo do tipo que Eri son propõe no seu cap¡tulo de abertura. e manter o ceticismo dos historiadores c ticos. Ao mesmo tempo. aconteceram do modo como foram registrados posteriormente. os psico-historiadores são culpados de interpretar teorias pol¡ticas cuidadosamente organizadas como reflexos puros de identifica ões sexuais amb¡guas. aos fiascos da psicohist¢ria não ceder. como os cr¡ticos t m insistido com justi a mas não sem mal¡cia. Na sua leitura preconceituosa. # Para tornar o trabalho dos historiadores freudiatios ainda mais problem€tico. Aludir. como aquelas perpetradas em outros dom¡nios da hist¢ria. a energia inte lectual e o seu dom para uma exposi ão elegante. uma obra comovedora de erudi ão liter€ria. faltou aos in£meros ep¡gonos de Eri son. Por sua vez.

pela diversidade. a navalha de Occam.' Ele deriva sua legitimidade de uma regra de parcim nia. ao mesmo tempo.atua na constru ão de todos os eventos hist¢ricos. A questão totalmente concreta: na pr€tica hist¢rica. a sexualidade. cuidadosamente cultivado. a redu ão psicanal¡tica não um reducionismo. não nada mais do que 150 um reconhecimento sensato de que uma variedade de causas . de se refugiar. ele teria trazido mais champanhe para contemor€-la. na sua confusão sobre o drama humano. que ensina ao cientista que ele não deve multiplicar as leis e as teorias sem necessidade. abrangente. Mas então. Na medida em que os pensamentos conscientes e os eventos palp€veis podem ser exaustivamente explicados atrav s de vontades ou conflitos em grande parte inconscientes. so podemos decidir se uma interpreta ão cruzou a linha que separa uma economia aceit€vel do terreno proibido da ingenuidade depois que a elaboramos. e caso a caso. Uma vez que eles não t m escr£pulos em acus€-lo de ser uma mente simples e unilateralmente dogm€tica que recomenda um agente causal predizivelmente ub¡quo. Entre149 1 # tanto. Longe de destruii a celebra ão da variedade humana e da especificidade hist¢rica. numa vaguidade resplandecente de uma causaão m£ltipla. Freud não estava persuadido como eles: ele objetivava submeter o car€ter e a conduta individuais a leis psicol¢gicas que os subsuiniam e ao mesmo tempo estabelecer a singularidade de cada pessoa. e insens¡vel ao trabalho. t -lo-ia ieito em nome da sobredetermina ão. temos ant¡dotos te¢ricos e pr€ticos para imunizar o historiador contra tais engodos. e de que cada ingrediente na experi ncia hist¢rica pode ser contado como tendo uma variedade . deliberadamente primitiva. eles t m atuado contra o s€bio conselho de Whitchead para o investigador: procurar a simplicidade mas desconfiar dela. um termo ofensivo. Tem sido a sua procura por um esquema explanat¢rio preciso e claro que dirige os psico-historiadores para uma psicologia do id.sedu ões que historiadores que lidam com um instrumento interpretativo novo e excitante t m achado peculiarmente irresist¡veis. o historiador anseia por oferecer urna explica ão no lugar onde antes existiam duas. Embora a redu ão.uma variedade e não uma infinidade . Não h€ nada que seja inerentemente implaus¡vel em uma explica ão hist¢rica que d primazia aos fatores psicol¢gicos. e. e isso apesar do comprometimento do historiador. Em poucas palavras. Sobredetermina ão. uma forma racional de dissolver uma teoria em uma outra mais ampla. "Reducionisnio" . os cr¡ticos l em este princ¡pio psicanal¡tico fundamental como urna fuga prudente responsabilidade. seja um procedimento cient¡fico totalmente respeit€vel. Algumas vezes. de fato.e não uma infinidade . er indulgente) exige Essa afirma ão confiante (alguns poderiam diz alguma qualifica ão. feito pelo ego. de testar a realidade. como sabemos. Como outros cientistas . aqueles que querem encontrar um defeito em Freud irão encontr€-lo. e para degradar os atores hist¢ricos adultos a um feixe de sintomas infantis não resolvidos e persistentes.

at algumas t cnicas que podem dar acesso inesperado a fantasias populares.mulheres sionado corri o desejo largamente dife respeit€vel. na aus ncia de i suas teorias. Procurar a complexidade. Foi r para elas uma vida pura oria e de reivindica . como para Sherloc Holmes. seguidamente escondidos. 2.. a sonhos e lapsos e a outros atos sintom€ticos. afinal de contas. e a t€ticas defensivas que indiv¡duos e institui ões utilizam de forma bastante involunt€ria.5 0 historiador. e a cultura como um todo. "generalize a partir de dois-. que deixam seus tra os nos jogos e ngs festivais e que vão desde a hostilidade grosseira dos charivaris at as mensagens obl¡quas dos ritos de inicia ão. na situa ão adequada. com as suas pr¢prias restri ões auto-impostas. benevolente. Alerta o historiador para documentos que. a literatura hist¢rica recente oferece mais do que dois exemplos de como as percep ões psicanal¡ticas podem atuar como auxiliares para descobrir e interpretar. imediatos e remotos. historiador e psicanalista podem diz -lo em un¡ssono. fiquei impres meu estudo sobre o amoundido de salvar as . e os fluxos libidinosos e agressivos que em segredo mas irresistivelmente invadem a vida social e pol¡tica. Estimulou a forma ão dos reformistas. s¢ pode colocarse de acordo e aplaudi-Ia. Pode ficar atento s met€foras que colorem o discurso cultural. Modos e meios Em momentos de autodeprecia ão. a fam¡lia. uma graduaão fina e uma versatilidade not€vel.cidades em toda a civiliza ão ocidental no especialistas nas grandesrido anteriormente com os orga   . ao trabalhar com uma riqueza de agentes causais sutis e grosseiros. procurar a complexidade e dom€-la. pode analisar os sil ncios reverberativos e reveladores da sociedade.# de fun ões. 0 elenco de instrumentos freudianos tem. para a mai deca¡das"rometimento com essa reabilita ão e de cornissoes de intenso o COMI? consciente. Pode observar os ¢dios apaixonados.os programas escondidos que quase imperceptivelmente dominam a inf ncia. A psican€lise oferece id ias e. Al m disso. o cachorro que não ladra durante a noite pode ser chamado a depor enquanto testemunha relutante mas informada. Felizmente. Para o historiador psicanal¡tico. os psicanalistas algumas vezes maldosamente previnem-se contra fazer infer ncias apressadas: "Não generalize a partir de um caso apenas". são in£teis. silenciosos e despidos de sentido i 151 # i Ao analisar as campanhas ansiosas contra a prostitui ão para o r na cultura do s culo XIX. Aprendi em meu pr¢prio trabalho que o historiador pode agrupar as percep ões freudianas de modo a descobrir temas sobre fatores cr¡ticos embora h€ muito marginalizados no estudo hist¢rico . dirão. e ao pretender não suprimir nenhum deles e ao sujeit€-los a uma ordem.

Mas convenci-me de que elas tiraratri muito da sua energia de uma id ia inconsciente. Eles. mas COMO padrões de processos mentais coerentes. e confiar em interpreta ões que não teria imaginado. os conglomerados de s¡mbolos no sonho manifesto ou de outros detalhes que parecem ocorrer com maior freq ncia em certas culturas em dados momentos deram-me pistas valiosas. interpretarem.ler as refer ncias em di€rios privados como se fossem cadeias de associa ões . monopolizou as simpatias imediatas de Charles Dic ens e. AO. a fantasia de recupera ão. De novo. para conflitos mais gerais mas pouco percebidos. poemas. tamb m. Outros discernimentos e praticas psicanal¡ticas permitiram-nie seguir pistas que não teria reconhecido. h€ muito tinha as suas conven ões. as mudan as curiosas e freq entes na sucessão das observa ões e confissões particulares revelaram at mais. uni disfarce para uni desejo bem mais potente de restaurar a pureza materna que. corno havia oCor brigos para prostitutas arrenizadores de casas de recupera ão e de a pendidas. sem o seu aux¡lio. a maneira pela qual aquela sociedade procura resolver. atrav s das suas conexões inconscientes. sa£de.vi-me tratando os saltos abruptos de um terna para outro não como uma digressão casual ou como desvios acidentais da atenão. por pais e professores. pude extrair dos seus sonhos latentes pensamentos er¢ticos bem camuflados e material agressivo de que as superf¡cies suaves de outros testemunhos que sobreviveram não deixaram qualquer tra o. não teria me dado conta da a ão da fantasia de recupera ão.f inal do s culo XIX. sob as lentes psicanal¡ticas. Al m disso. tornei-me consciente de como os documentos est ticos acess¡veis em uma sociedade . embora oficialmisteriosas e terr¡veis com o pai mente fosse um anjo. do que o pr¢prio escritor poderia revelar intencional# 152 1 mente. Mas al m disso. ao estudar os sonhos que os memorialistas e os escritores de cartas pensaram que eram suficientemente interessantes para registrarem e. para dar um outro exemplo. algo apreciado. em alguns casos irreplic€veis. Manter um di€rio e escrev -lo.seus romances. mais notoriamente.revelam. De modo similar. surpreendentemente leg¡veis. especialmente no s culo XIX. a partir da sua pr¢pria maneira amadora. ou pinturas . as de William Ewart Gladstone . discursos bern-intencionados e convites para visitar a sua esposa no lar. Se não tivesse estudado Freud. podem tornar-se sintomas reveladores de uma sociedade preocupada excessivamente corri o estado mental e do Corpo. Ou recusa-se   .urna esp cie de ziguezaguear desimpedido que se pede a todo analisando que realize no divã . nem encontrado a sua alt¡ssima utiliza ão em urna cultura pronta para ter compaixão. o clima e os pensamentos profundos sobre o amor e a religião eram temas quase que obrigat¢rios. que atravessava as ruas noturnas de Londres para abordar jovens prostitutas com panfletos. o desejo de reabilitar estranhos. fazia coisas por tr€s das portas trancadas do quarto de dormir. tanto piedosas quanto leigas. Todos esses esfor os benevolentes estão de acordo com a mentalidade mais assistencial das classes m dias do s culo XIX.

Edmund Morgan sugeriu que. R. tudo €gua para o moinho do analista. esse encontro ao acaso. alguns bi¢grafos e histuriadores integraram com sucesso esse modo de leitura aos seus m todos costumeiros. afinal de contas. Os dois comecaram a conversar. "Bem". ou o medo das mulheres em rela ão aos homens. contudo. sempre arriscado para os leitores substitu¡rem as suposi ões do autor a respeito da g nese pelas suas . Não importa quão provisoriamente possa coloc€-la. teria escrito um livro bastante diferente 7 ·s vezes. o d bito tem sido reconhecido explicitamente. pelo menos. mas são dispon¡veis para o pr -consciente. Levou-o a pensar: "Seriam os gregos assim tão cegos para a import ncia dos fatores irracionais sobre a experi ncia e o comportamento humanos como supuseram tanto os seus apologistas como os seus cr¡ticos?". tendiam a desconsiderar a irracionalidade dram€tica da religião grega como uma pura galhofa. algo tendenciosa. A inclinacão demasiadamente humana para o incesto. ao olhar para as esculturas do Parterion no Museu Brit nico. ela não se colocou no in¡cio da investiga ão. aborda a tarefa escolhida com t cnicas testadas. questões que acha muito delicadas para discutir francamente. testados pelo tempo. informa ões abundantes. estava l€. acrescido da recusa dos estudiosos de levar a s rio a religião grega. Um dia.a reconhecer. ele ir€ fantasiar sobre a descoberta de um novo fato. mesmo para si pr¢prio. Dodds achou que entendia. Mas sustento que o espl ndido estudo de Dodds sobre a experi ncia grega não surgiu apenas a partir de uma questão . Nem sempre mencionaram o nome de Freud: por exemplo. se voc entende o que eu quero dizer".ao contr€rio de Dodds . Existiu uma hist¢ria consider€vel por tr€s dela. depo s d " tudo tão terrivelmente racional.não estava nada inipressionado com elas. Dodds The gree s and the irrational. Dodds recorda. Nada mais instrutivo de que o livro magistral de E. e servem para organizar as percep ões sobre as experi ncias passadas e trazer de novo vida conhecimentos eruditos empoeirados.ou.' Nas d cadas mais recentes. ele aventurou-se.' Vale a pena examinar aqui tanto o seu procedimento quanto os seus resultados. definiram para Dodds "a questão a partir da qual surgiu o livro"~ 0 livro foi a resposta que ele deu. sobre o desenvolvimento de uma   . colegas de Dodds. afinal de contas. incluindo Gilbert Murray e Maurice Bowra. Assim. e Dodds 1-53 # perguntou ao jovem se ele podia explicar o seu desinteresse. Dodds inicia o seu livro com uma descri ão intrigante. se não houvesse se utilizado de Freud enquanto escrevia a sua disserta ão sobre a vida familiar puritana na Massachusetts do s culo XVII. Os mais eminentes estudiosos do classicismo.'0 0 investigador profissional. encontrou por acaso um jovem que olhava para as mesmas esculturas mas .ele. como mera literatura. e algumas id ias sobre as controv rsias de ponta na sua disciplina. pontos de vista articulados. sobre o modo que o levou a escrev -lo: uma explora ão sistem€tica na qual as proposi ões freudianas não funcionam como objetos decorativos e elegantes. pode tornar-se um material esclarecedor para historiadores. o medo subjacente dos homens (enquanto diferente do manifesto) em rela ão s mulheres. os perigos e as promessas do corpo humano exposto.

acompanhou a sua carreira: um fasc¡nio pelo lado irracional da experi ncia humana. que "se desenvolveu a maquinaria divina". não racionais. essa proje ão. e de confront€-los com a evid ncia quando ela A explica ão de Dodds. Então. Felizmente. acarretou algumas conclusões que ele desenvolveu. dois anos antes de sua morte. com a paci ncia e a base informativa de um estudioso. . e teve sucesso em revelar aspectos da mente grega que seus antecessores de forma bastante literal não haviam visto. o h€bito de colocar d£vidas vagas s suas no oes mais valorizadas e aos seus epigramas mais meticulosamente afiados. de compreender alguns dentro daquele vasto campo de fen menos peculiares que ocupam o terreno i e reitetir um Pou ` surge .. para abrigar os seus novos fatos com um m¡nimo de perturba ão para a planta original da constru ão-. como a formulou ap¢s o seu encontro casual. 0 est¡mulo para a autodisciplina. ap¢s d cadas de trabalho sobre textos antigos. assinalou Dodds. talvez criando uma nova teoria que lhe trar€ senão fama.` Essa passagem poderia ter sido escrita por Sigmund Freud. Na sua maravilhosa autobiografia . pr€ticas e modos de conduta que colegas racionalistas desconsideravam como supersti ões. 0 "objetivo a longo prazo" do "irivestigador ps¡quico". como sintomas de perturba ões ou como um jogo imaginativo que pitorescamente esconde por baixo de si o pensamento racional. a sua ambi ão maior construir um modesto anexo que servir€.C.tudo isto 154 # disputado entre a ci ncia e a supersti ão". De forma muito parecida com a de Freud. "a expressão pict¢rica de uma advert ncia interna". na qual "os impulsos não sistem€ticos. porque "acredita que podem e deveriam ser explicados como fazendo parte da natureza tanto como quaisquer outros fatos-. Dodds exibe um interesse apaixonado pelas cren as. ele descreve esse "elemento recorrente" que governou a sua vida "por mais de sessenta anos como um fio de cor distinta em um trabalho de remendo". Dodds considerou seriamente os sonhos. embora de nenhuma forma mal volo. a loucura e o transe. definiu-se corno um "investigador ps¡quico. se poss¡vel. pelo menos provisoriamente. ele aprendeu a usar o oculto sem que o oculto o usasse. pelo menos a aten ão de seus pares. Longe de desejar derrubar o edif¡cio imponente da ci ncia. não como uma desculpa estereotipada ou uma fuga responsabilidade. mas de aboli-lo ao trazer para a luz o seu verdadeiro valor e ao ajust€-lo ao seu lugar em uma visão coerente do mundo. Um dem nio exigente. Permitiu que ele reconhecesse o h€bito grego de atribuir os seus estados mentais interven ão divina. dinheiro e o amor de mulheres maravilhosas. publicada em 1977. foi a partir de tais sentimentos internos. e os atos resultantes deles. De forma muito parecida com a dele.cauteloso atra¡do por fatos inexplicados. "não o de glorificar o 'oculto'. em algum ponto no final do s culo V a. como "a tentativa de observar e. depositados nos deuses. tenderam a ser exclu¡dos do self e atribu¡dos a uma origem alheia" gradualmente deu lugar a uma "exig ncia nas-   posterior.nova linha de racioc¡nio. mas como um tipo de proje ão.

e por "os psic¢logos" leia-se "Freud e seus seguidores" . cura m€gica. teriam visto como uma pe a arquitetada de sof¡stica .se vissem algo ." Por outro lado.1 promete seguran a". Afinal de contas. a segunda. Finalmente. e refere-se s subleva ões sociais disseminadas que podem ter "encorajado a reapari ão de velhos padrões culturais". Tomou a atividade projetiva antiga como uma pista para estilos arcaicos de pensamento. atrav s da regressão. o recurso desesperado. ele não se aventurou a dar uma completa explica ão para essa mudan a de uma "cultura da vergonha para uma cultura da culpa". a uma certa -¡riternaliza ão' da consci ncia". acha que tais explica ões são incompletas. de outras maneiras decisivas. uma 14 filia ão que Freud comentara antes. fortuito. pode colocar-se acima de uma postura moralista. e não como um tique misterioso. enquanto Apolo . era um exemplo de "elabora ão secund€ria". ou do qual ele se retira. e sugere que os historiadores considerem mais de perto a vida dom stica grega. "A situa ão familiar na Grecia antiga" deu lugar ao "surgimento de conflitos infantis cujos ecos prolongam-se na mente inconsciente do adulto". desejos exclu¡dos da consci ncia exceto nos sonhos e nos devaneios.Dodds p de interpretar como uma atividade mental quase totalmente inconsciente na sua natureza." "Os psic¢logos" agu aram. com menor treino em formas psicanal¡ticas de pensar. Ou interpreta tanto a razoabilidade dos sonhos relatados. 15 _) # i li i Com a sua prud ncia costumeira. Ele v os ritos dionis¡acos e o culto a Apolo como opostos. Mas. como um bom freudiario. um exemplo de "inversão de afeto". enquanto fonte de sentimentos de culpa. ao reconhecer a traduão de impulsos indesej€veis em interven ões perniciosas de deidades caprichosas como um mecanismo de defesa. Dion¡sio "oferece liberade". 0 que outros estudiosos. Citou a teoria de Malinows i segundo a qual as cren as irracionais ocupam um espa o no qual o controle racional humano não se aventura. Dodds sugere. E. reconhece no Eros de Platão um "Precursor da libido freudiana". com um vocabul€rio e percep ões retirados da Interpreta ão dos sonhos: a primeira. Completando o argumento. explica a renova ão de supersti ões antigas durante o decl¡nic. assinala como o Zeus de Homero era 11 proximo" do "rnodelo dado pelo pater familias hom rico".cente de justi a social". o que acarretou no final   . e ainda assim capazes de produzir no self um sentido profundo de 1 desconforto moral". 0 fato de Dodds valer-se de uma terminologia t cnica permitiulhe avan ar duas teses intimamente relacionadas."quão potente a pressão de desejos desconhecidos. "os psic¢logos nos ensinaram" . da era cl€ssica. pois. novo embora tão antigo. como a espantosa impropriedade do sentimento recordado. um par onde um igualmente necessario ao outro: "cada um administra sua maneira as ansiedades caracter¡sticas de uma cultura da vergonha". a percep ão de Dodds sobre os gregos e o irracional.

que adorado. Esta fantasia. f¢rmulas encantat¢rias consistindo em pragas m€gicas planejadas para destruir inimigos. que ele pediu aos seus amigos que enco trassem mais de uma vez. "raramente # 156 i desfaz por completo o anterior: ou o antigo sobrevive como um elemento do novo .` Portanto. principal mente quando a v¡tima um dos pais.s vezes um elemento inconfessado e meio consciente . mas aceitos contemporaneamente por indiv¡duos diversos ou at pelo mesmo indiv¡duo-. Solomon. mas em dezembro de 1772. foi al m . Ern 1977. amplamente difundida. o o pai como sendo o padrasto. ligou a defesa obstinada de Beethoven de sua fantasia a uma inf ncia desalentadora. parcialmente incons ciente. fazendo eco tanto a Gilbert Murray como a Freud. um music logo totalmente treinado na forma freudiaria de pensar. A fun ão psicol¢gica dessa fic ão. escreve Dodds. tirilba boas razões conscientes para detestar o seu pai. seja atrav s de exemplos concretos como de interpreta ões gerais.ou os dois persistem lado a lado. dar um aval aos impulsos agressivos da crian a e.regressões ainda mais primitivas. De vez em quando. em especial entre o jovens. incompat¡veis Jogicamente. Freud deu a Dodds um modo de ver e de fazer leituras surpreendentes a partir de textos familiares. Beethoven. Solomon. envolve um retorno s fases iniciais da organiza ão mental. equipado para a tarefa com instrumentos intelectuais mais agu ados. "Um padrão novo de cren a". e experimentaram uma s rie de explica ões superficiais e implaus¡veis. Beethoven passou a sua vida acreditando obstinad mente. que se tornou um ingrediente permanente e ativo em seu car€ter. e o verdadeiro pai como algu m impor tante e nobre. a psican€lise não apenas tem solucionado m t rios hist¢ricos mas descoberto que o mist rio intrigante e ple de possibilidades explicativas. declarava inequivocadamente a data ant rior. como sendo a correta. Os bi¢grafos anteriores de Beetho ven certamente não desconsideraram o seu empenho irracional em estabelecer uma data de nascimento imagin€ria para si mesmo. resolveu enigma atrav s de um discernimento psicanal¡tico chamado romanc familiar. A biografia de Ludwig van Beethov por Maynard Solomon um exemplo desse tipo de trabalho detetives e imaginativo. imagina um dos pais como sendo apenas um pai postico. Mas Beethoven recusava-se a aceita a evid ncia cabal posta diante dele. e despendendo uma energia valiosa para tentar provar que nã havia nascido em dezembro de 1770. arruinada pela irresponsabilidade. certamente. do mesmo sexo que a crian a permitir o acesso ao outro. desoz nestidade e alcoolismo de seu pai. Mas sua fantasia. mesmo que apenas ri imagina ão amplamente recalcada. e Dodds aceita a met€fora freudiana que descreve a mente como um dep¢sito geol¢gico que preserva a camada mais antiga sob as mais recentes. 1770. pode-se pensar.` Regressão. seu certificado de batismo.

de Johanna van Beethoven como mae.de urna cr¡tica racional ou de um desapontamento. trabalhando a partir do ditado psicanal¡tico de que uma paixão excessiva assinala um conflito subjacente no qual urna paixão oposta est€ operando em segredo. tendo o seu filho decididamente ao seu lado. rude. e habilmente vão al m da sua surdez para exibir algumas das causas obscuras que o tornaram imprediz¡vel. a sua genialidade enquanto compositor. as percep ões fretidianas de Solomon dão um sentido agudo ao que havia parecido aos seus precursores um del¡rio estranho ou uma mistifica ão egois ica. a m5e do menino. não muito antes da morte de Beethoven. como um sintoma tr€gico do colapso mental de Ludwig van Beethoven. Repetidamente. numa tentativa de suic¡dio. Essas propostas. tem sido visto corno uma prova da inadequa ão. inversamente. li! i . argumenta persuasivamente que Beethoven estava defendendo-se contra os seus fortes desejos er¢ticos em rela ão sua cunhada e que mascarou a hostilidade em rela ão ao seu sobrinho. junto aos seus amigos e s autoridades. Johanna van Beethoven. exp s-se no processo a interrogat¢rios embara osos e penosos. Assim. como se atrav s da repetião pudesse converter a verdade metaf¢rica em literal. quase raptar o seu sobrinho Karl. vulner€vel a acusa ões de uma morafidade que deixava um pouco a desejar. filho do seu falecido irm5o Caspar. desorganizado. Esse caso desagrad€vel gerou uma quantidade enorme de um firme moralismo ao lado de um n£mero não inferior de firmes apologias. referia-se a si mesmo como se fosse o pai do menino. ou. e outras que aparecem na biografia de Solomon. recorreu aos tribunais diversas vezes. Solomort modesto o suficiente para nunca afirmar que fez mais do que tocar no segredo supremo de Beethoven. Mas nos d€ um Beethoven mais digno de que os seus bi¢grafos que o idolatram. Solomon. e s vezes uma mulher impudica. tudo para ganhar a guarda de Karl. enriquecem consideravelmente o nosso sentido sobre a vida interior e tempestuosa de Beethoven. Solomon teve sucesso em solucionar um drama dom stico desagrad€vel. uma pessoa desleixada bastante familiar para os seus contempor neos indulgentes e atemorizados. extremamente intrigante que obscureceu os £ltimos anos de Beethoven: os seus esfor os infatig€veis para garantir a guarda. e tinham dado antes dele. Esse estranho duelo familiar arrastouse durante anos e foi pontuado pelas fugas de Karl do seu sufocante tio at culminar. para ligar-se a desejos e ¢dios ocultos que Beethoven nunca p de satisfazer ou exorci# i 157 # zar.17 Com igual penetra ão. muito menos relacionada do que o seu famoso cunhado. Ele difamou Johanna van Beethoven. contra-atacou.

principalmente de Freud. Isso a biografia freud¡ana no seu esplendor . não alguma explicaão ¡mplaus¡vel e transcen dental. Outra biografia psicanal¡tica que pertence ao meu cat€logo de sucessos o estudo de Frederic Crews sobre HawthornearTguhmeesnintos . 0 Hawthorne de Crews assaltado pela "mania da d£vida" e perseguido pela -ambival ncia". e de Sandor Ferenezi.ou as menores pistas que Hawthorne deixou para os seus leitores refletirem. no limite das suas capacidades." Crews l o esmero e piedade. nas profundezas da nossa natu reza comum. Esta outra contribui ão freudiana. Karl Abraham. publicado em 1966. que pretende 11 alcan ar o n£cleo terr¡vel do ser humario-. 0 que torna Hawthorne interessante. Crews expl¡cita o seu repreendendo" os bi¢grafos anteriores de Hawthorne por confiarem em---umapsicologia simplista que olha apenas para a superf¡cie". mas o fato de ele ser "meio dividido.2" Descobre precisamente o que ~thorne tinha em mente quando chamou a si mesmo um escritor "que se refu gia. como um bom freudiano. "chato" ou em um crente piedoso." retira as suas armas intelectuais inteiramente do arsenal psicanal¡tico. a aparente inoc ncia nas superf¡cies liter€rias de Hawthorne como estratagemas defensivos.` instrutivo constatar a freq ncia com que Crews proclama a sua inten ão de levar a s rio os textos que explora.. utilizada em grande medida para transformar Hawthorne em um moralista respeit€vel.o. Mas. Ele admite que se possam citar passagens em apoio ao "que se poderia chamar de cristianismo rudimentar".. atormentado".158 cr dito. acrescenta.l the fathers. "Sua penetra ão na culpa secreta e comprometida não apenas pelas suas ambig idades c lebres em rela ão t cnica mas pela sua relut ncia e desgosto. 0 ganho com essa forma de leitura acentuado. sem desprezar nada. aplicada com sensibilidade: olhar de perto. e do Eri Eri son de Young Man Lulher.'-" 1 ~) q i #       . Crews permanece fiel aos textos de fiawthorne e clarifica muito daquilo que intrigou outros estudiosos. Embora seja um escritor demasiadamente escrupuloso para cair no jargão e use a linguagern t cnica parcimoniosamente. ele argumenta. simultaneamente culturais na forma e pessoais na origem. mais verdadeiramente humano # es o os mais eruditos. Uma questão cr¡tica que Crews não despreza o fato de que Hawthorne estava muito ansioso para poder realizar u seu programa sem hesita ões e prevarica ões freq entes. com os prop¢sitos do romance psicol¢gico".Não poderia ser de outra maneira: apoiando o seu trabalho "em ampla medida na sua pr¢pria natureza" e "perturbado pelo que descobriti'*. ---obi¢grafo respons€vel tanto pelas contradi ões de seu sujeito como pelos seus enunciados elevados-.

enquanto a -superf¡cie narrativa permanece convencionalmente 'pura"'."." Ao procurar expor os seus ancestrais. na verdade. Reconhecemos nesse cl€ssico conflito nada mais do que o drama familiar freudiano submerso no inconsciente. no qual "o elemento negado reaparece sub-repticiamente em imagens e alusões". s¢ que aflorado. instinto e inibi ão". Afasta a interpreta ão geralmente aceita sobre Hawthorne como um celebrante. Ele demonstra a preocupa ão dominante de Hawthorne com o incesto entre irmão e irmã assim como com o incesto com conota ões levemente l sbicas.Hawthorne sentia-se compelido a resistir. Crews a v como um romance em # que o desejo libidinal. revela-se na an€lise de Crews como um conto er¢tico bastante inc modo. não estão casualmente lado a lado. que Crews acha que dominante nos perde Hawthorne durante toda a sua carreira liter€ria. com enredos sadornasoquistas. 25 Tudo isso em uma atmosfera de ambig idade. as suas descobertas aterradoras. Portanto. não da imposi ão de uma sociedade puritana de ideais sociais falsos sobre os tr s personagens principais.27 The scarlei letter "resultou. Os "puritanos são o lado repressivo de Hawthorne". culpa e castigo. coexistindo com sentimentos de culpa. Crews reinterpreta o "The Maypole of Merry Mount". levando "a s rio as teorias psicol¢gicas modernas". Assim equipado. que pune desejos de morte ¡nipios. Sua preocupa ão com a Massachusetts colonial " somente um caso particular do seu interesse em pais e filhos. Crews mostra. Crews investiga o ato constantemente repetido por Hawthorne de expor-se em uma an€lise cronologicamente aproximada de seus contos e romances. ou a suavizar. deve combat -los permanentemente at a M(rte. cl€ssicos' . mas do seu pr¢prio mundo interno de desejos frustrados-. 0 que permeia os seus contos hist¢ricos. certamente. reestilizado. na fic ão de Hawthorne. em grande parte. um "dos contos mais familiares e aparentemente mais superficiais de Hawthorne". São ingredientes essenciais do tri ngulo edipiano. Hawthorne acabou por expor principalmente a si mesmo. permite uma leitura muito similar. que explora quase todos ---osconflitos . e com as suas paixões d¡sfar adas. "o sentido de um conflito familiar simb¢lico escrito em mai£sculas". Hawthorne deixa os seus leitores "com um conto de paixão atrav s do qual vislumbra- . Esses conflitos inconscientes. de curiosidade sexual e de anseios refreados pelo medo sexual. 22 defin¡veis de desejo. suavemente cr¡tico mas em grande medida chauvinista. Longe de ser "banal" ou "¢bvio". com a procura de um pai idealizado. Nos £ltimos cap¡tulos. com o funcionamento compulsivo de um superego vingativo. Crews trabalha esses discernimentos com uma impressionante ousadia. de seus antepassados da Nova Inglaterra. sonagens 160 A Obra-prima duradoura de Hawthorne. um conto inundado por "sugestões de impot ncia e castra ão". essa est¢ria bem-conhecida e in¢cua d€ acesso "configura ão secreta" que instrui as suas tramas. The scarlet letter. impiedoso.

" 0 estudo de Demos ap¢ia-se solidamente no seu controle seguro sobre as formas tradicionais de escrever a hist¢ria colonial americana.mos" uma verdade tr€gica. a estrat gia imparcial de Demos trabalha contra ele. "Biografia. para assinalar a cronologia dos eventos mentais e p£blicos como a ascensão e o decl¡nio de uma curva de persegui ão. a atos de vingan a e expia ão. "a terr¡vel certeza de que. um estudo sobre a bruxaria no s culo XVII na Nova Inglaterra. Isto não quer dizer que Crews despreza o cultural em favor do mundo psicanal¡tico: o que o interessa sobremaneira quando relata os elementos ocultos na arte de Hawthorne de fato ---aconjun ão dos temas sexuais e sociais". psicologia. mas o que importa que a psicologia instrui todos os quatro aspectos da hist¢ria antiga de Massachusetts que ele escolheu para examinar. e nas duas £ltimas. Nunca se afastando do elenco de seus personagens. confissões. E. sociologia. que se sobressai e que causou as discussões mais intensas. psicologia. habilmente entre a biografia e a hist¢ria. tend ncias exibicionistas. o ego não o mestre na sua pr¢pria casa". devotadas experi ncia coletiva atrav s do espa o e do tempo. Demos dividiu o seu livro em quatro se ões: biografia. ao mesmo tempo. provavelmente a obra Entertaining Satan. hist¢ria. no final. e. e que. acusa ões. com grande efic€cia. raiva narcisista. Demos trabalha habilidosamente para separar. proje ão ou defesas correlatas contra impulsos problem€ticos. hist¢ria". as marcas respectivas da neurose particular e das tensões comunit€rias. como Freud colocou. As duas primeiras cont m perfis psicol¢gicos substanciais e minuciosos das bruxas. 16 1 # Mas . e simultaneamente combinar. o seu comprometimento inovador com a psican€lise. Os del¡rios das bruxas. a mente e a cultura. durante todo o tempo. que juntos constituem o seu tema. assim ele conclui suas obser- . mais qualificada intelectualmente. quanto com uma capacidade igualmente potente para aprender do mundo e tentar domin€-lo. insiste na sua particularidade e na sua abrang ncia. e elas são de particular interesse para estas p€ginas. em expressões intitucionalizadas. certamente. Ainda assim os conflitos mentais que deram lugar a suspeitas. como histeria de conversão. e baseavam-se em cren as gerais e raramente questionadas. Pode-se argumentar que ele poderia ter encontrado uma solu ão formalmente mais elegante. A visão de Crews do homem enquanto animal cultural equipado tanto com um potente inconsciente. de suas v¡timas e de seus ju¡zes estavam assentados em bases sociais. esses dom¡nios p£blico e privado. queles fragmentos da cultura simultaneamente £nicos e t¡picos. Demos conscientemente retorna aos casos individuais. ao conceder psicologia apenas uma se ão em quatro. Em um aspecto. de John Putriam Demos. que alterna ecleticamente as diversas escolas psicanal¡ticas. foram experi ncias individuais. Ele se move. sociologia. conflitos adolescentes. congruente com a teoria psicanal¡tica da mente que desenvolvi nestes cap¡tulos?' A tentativa mais sistem€tica. Para exibir e dramatizar essa multiplicidade necess€ria de perspectivas. Demos joga sobre eles os seus holofotes psicanal¡ticos. para dar conta do comportamento que aparece aos contempor neos como sendo desviante e muito perigoso. gira essas luzes para as v¡timas das bruxas e de seus perseguidores. para tornar convincente o uso da psican€lise na hist¢ria.

nstinto para a substancialidade da vida. os ingredientes de qualdo que a sua primei quer programa para apoderar-se da ess ncia completa do passado. dos letreiros nas estala-   ." Isso. A aspira ão . em todos os aspectos de seu meio e em todas as suas precondi ões que recuam at as brumas de tempos imemoriais. ao argumentar que "uma eclusa em um canal que junta dois mares. a experi ncia da hist¢ria total aparece no horizonte: "Ver tudo isto a partir de lados diferentes mover-se. embora as conexões estejam longe de ser suaves e a tarefa seja "penosa". merece ser inclu¡do no seu rico 162 cen€rio. enquanto sua contribui ão potencial para a busca do historiador pelo todo. um pedido por luz e ar em uma atmosfera pedante e abafada. ele acha que merecerão ser inclu¡dos nela. Com certeza. em £ltima an€lise. no c lebre terceiro cap¡tulo da sua History of England. mas juntos. sua luz. Ao contr€rio. uma cr¡tica da pr€tica hist¢rica oficial.va ões program€ticas. da etiqueta. Uma hist¢ria total da Batalha de Waterloo que registre os sentimentos. estas irão determiriar os contornos da sua hist¢ria total e os materiais que. e mais relevante e que. Voltaire. da sa£de p£blica. uma ¢tima trag dia" são "um milhão de vezes mais preciosos do que todos os anais da corte e todos os relatos de campanha juntos". parece-me. que sintetizasse as descobertas circunscritas de estudiosos a partir de muitas monografias e muitos arquivos. pelo menos. "os quatro lados da b£ssola do estudioso. as a ões e os dest¡nos de todos os soldados (mesmo pressupondo que tal descri ão fosse fisicamente poss¡vel) cairia nos absurdos t¡picos de um colecionador obsessivo: um cat€logo. 3. Jacob Burc hardt achou espa o no seu retrato exemplar da It€lia reriasceritista para o comportamento dos festivais. a posi ão das mulheres. por m de nenhuma maneira. uma pintura de Poussin. não importa quão exaustivo. naturalmente varia de acordo com a defini ão que cada historiador d€ sobre o que ela e sobre o que . 0 seu contempor neo pr¢ximo. não equivale a uma hist¢ria abrangente. as carreiras dos literatos. enquanto instava os historiadores a se afastarem da hagiografia. por v€rios s culos. de alguma maneira rumo a uma compreensão completa e definitiva". pela for a da inova ão tecriol¢gica. são pistas atraentes e prudentes na dire ão de uma ambi ão apropriada para a hist¢ria psicanal¡tica. o todo". ofereceu. quatro perspectivas que examinam um £nico campo da experi ncia passada. muito menos a uma intelig¡vel. as fantasias da personalidade. o pedido por uma hist¢ria total tem sido. Cada um deles captura urna parte. da genealogia e das fofocas de salão. Thomas Babington Macaulay. uma pesquisa empolgante a respeito dos h€bitos culin€rios e de viagem dos ingleses em 1685. A hist¢ria total ma hist¢ria total mais antiga. o reriascimento da erudi ão. pelas pressões do inconsciente. a u ira forinula ão expressa. o ideal não pode racionalmente impl¡car # uma apresenta ão exaustivamente detalhada de cada minuto que compoe um evento ou uma epoca. estava seguindo o seu 1 .:" Um s culo depois dele. poi mais de dois s culos. Se ele cr que o mundo movido principalmente pela mão da Provid ncia. das atitudes em rela ão aos pobres.

em uma hist¢ria absorvente sobre os estilos mentais. expressa uma certa impaci ncia com os historiadores que conti 1 nuam apegados s superf¡cies brilhantes e not€veis dos eventos. o Carnaval de Romans. a riqueza rara e a pobreza end mica. um historiador total esbo ou uma ampla rede. escreveu. e nela a hist¢ria psicanal¡tica tem muito a realizar. a an€lise compat¡vel com a narrativa. dos seus colegas historiado res. na sua explora ão maci a sobre o Languedoc desde o in¡cio do s culo XVI at o come o do s culo XVIII. Annales. Em algumas p€ginas inspiradas. Afinal de contas. Se tivessem vivido para ler o seu livro. em especial naquelas que ele devota rebelião sang in€ria de 1580. Mais tarde. 1 32 na "psican€lise hist¢rica' ~ ao aludir s fontes inconscientes da sel vageria que s vezes irrompe entre os camponeses do Languedoc ap¢s uma provoca ão prolongada. de Marc Bloch. em La soci t l odale. "a fazer a aventura de uma hist¢ria total". diplomacia e s vidas dos grandes homens. Sua trilha havia sido suavizada por dois poderosos exemplos. essa s¡ntese insuper€vel.gens. Emmanuel Le Roy Ladurie deu uma ampla circula ão a esse grito program€tico. Com certeza. pol¡tica. sem esquecer o clima prevalecente e as principais colheitas regionais. dias de concentra ão exclusiva em datas e dinastias acabaram definitivamente. Ao guiar-se pela espl ndida Soci t Modale. Ele "arriscou-se". os padrões de migra ão e as mudan as populacionais. deixou para tr€s os medievalistas a respeito das conven ões pol¡ticas e legais ao reconstruir o mundo feudal em seus ensaios concisos acerca . Le Roy Ladurie pretendia que a sua tese expusesse "o referencial circunscrito de um grupo hurnano" em todos os seus mundos. Le Roy Ladurie não partilhava o desprezo dos seus colegas por Phistoire v nementielle: a estrutura não exclui o desenvolvimento. Marc Bloch j€ se havia aventurado em dom¡nios da experi ncia estreitamente an€logos: em Les rois thauniaturges. ele astuciosamente coloca em funcionamento o seu cadre limit para delinear o seu relato de acordo com a s rie temporal. pelo menos naqueles dias. us historiadores sociais que dominaram a profissão por bem mais de um quarto de s culo demonstraram forcosamente que o-. Em Les paysans de Languedoc. atencãe s ria . A procura por uma hist¢ria total prossegue. muito distante de ser promissor para uma monografia (presumiase que os reis ingleses e franceses tinham o poder de curar escr¢fula ao tocarem o enfermo). Certamente. os pais intelectuais de Le Roy Ladurie teriam achado que ele era a realiza ão de seus desejos mais caros. 0 grito de guerra por uma hist¢ria total. os de Marc Bloch e Lucien Febvre. que haviam fundado tr s d cadas antes. Mas enquanto o seu trabalho tem forcado novos materiai-. a resigna ão impass¡vel e os momentos devastadores de descontentamento explosivo. Le Roy Ladurie at chega a tocar. havia transformado um tema especializado em mitologia me dica. Em 1966. cuja influ ncia sobreviveu a ambos atrav s de heran as admir€veis como os trabalhos de Fernand Braudel e os da revista. levemente. seria um erro alegar que em consequen1 cia todos n¢s somos agora his toriadoros totais Uma transfer ncia 16-3 # nas preocupa ões não o mesmo que a sua expansão. como viemos a us€-lo.

Uma das conseq ncias mais infelizes do reducionismo que segue os passos de muit¡ssimos psico-historiadores a de ter obscurecido a promessa inerente hist¢ria freudiana. chamado cabeceira do passado apenas quando todos os outros diagn¢sticos revelaram sua incapacidade em extrair um sentido do quadro cl¡nico. H€ aqueles que v em o historiador freudiano como um especialista a que se recorre em £ltimo caso. Mesmo historiadores relutantes em reconhecer o valor da psican€lise como uma disciplina auxiliar encontraram. que pediu ao historiador que explore "as necessidades secretas do cora ão". em suma. não serem tão profundas quanto os seguidores intr pidos de Febvre haviam suposto. 'segundo ele. embora turbulentas e fortificantes. eles não chegaram l€. j€ citei Marc Bloch. de parentesco. Nem se tem avan ado a causa da hist¢ria psicanal¡tica. mais de um historiador poderia mergulhar a¡. Pois eles t m. a nossa profissão nunca ser€ a mesma. Negligenciar o ego eni favor do id semelhante a negligenciar a burguesia pelo proletariado. s . melodram€tico. 0 historiador da historiografia deve registrar a sua gratidão em rela ão a Bloch e Febvre e escola dos Annales que fundaram: ap¢s as suas expedi ões ousadas. revelaram-se. Febvre queria que a sua profissão se banhasse no passado. de piedade." De acordo com o seu convite. o que um historiador sa£da como uma realiza ão admir€vel da hist¢ria total outro pode qualificar de um exerc¡cio em prud ncia comparada. usos para ela quando falliaram em 16i # descobrir causas racionais para situa ões de p nico ou de motim. Ainda assim. mas definiu-as como necessidades alojadas na "consci ncia humana". sempre um lutador autoconsciente por uma nova hist¢ria. Mas enquanto o historiador que foi aprender com Freud poderia grosseiramente recusar assist ncia em adequar o que os seus colegas pensa- . Emotivo. dada a sua reputa ão. Lamentava o fracasso de sua profissão em escrever hist¢rias de amor e morte. para que desprezassem especialidades hist¢ricas paroquiais que. crueldade e alegria. in# timidava os seus colegas com uma persist ncia admir€vel. e o incessante tr€fico entre a mente e o mundo. o seu sentido peculiar sobre a hist¢ria 164 e o tempo.do seu sistema. apenas alterado os horizontes da profissão sem ampli€-los de forma apreci€vel. quando se fornece um al¡vio emergencial em momentos de perplexidade. no territ¢rio leg¡timo de pesquisa do historiador. Afinal de contas. Mas as €guas. tudo dito. para irrup ões de preconceitos ou comportamentos autodestrutivos. o seu folclore como foi preservado na poesia pica. Lucien Febvre." Esse o ponto onde a hist¢ria psicanal¡tica pode entrar para expandir a nossa defini ão de hist¢ria total decisivamente ao incluir o inconsciente. e extraiu uma informa ão rica e ¡nsuspeitada a partir dos h€bitos ling ¡sticos e dos nomes de lugares. muito maneira dos novos historiadores sociais. o parceiro pol mico neste par harmonioso de historiadores criativos. Entrementes. impediam a compreensão da experi ncia do passado.

" Precisamente por ligarem-se psicopatologia. as persegui ões do superego. Os psico-historiadores t m sido criticados com justi a por saltarem diretamente para as conclusões. sem problemas. Qualquer tentativa de assimil€-la. so pocieria comprometer as contribui ões caracter¡sticas que cada um tem para oferecer. ou. Tanto a hist¢ria como a psican€lise são ci ncias da mem¢ria. a diplomacia. 0 historiador. das inova ões tecnol¢gicas.assim como com a maior parte de seus m todos. a psican€lise pode prestar uma ajuda monumental. podem tamb m observar o homem desenvolver-se a partir da crian a. pelo menos razoavelmente seguro dentro dos dom¡nios do analista. não proponho que se desconte ou de qualquer maneira se minimize a qualidade radical da forma de pensar psicanal¡tica com a sua perspectiva £nica e subversiva. 0 historiador que persiste em cri fatizar o impacto causal dos motivos econ micos. mas revela o que elas foram compelidas a distorcer. escrevi em 1976. deixaram de lado a oportunidade £nica. uma s rie de compromissos nos quais as pulsões irrecalc€veis. analogias entre a psican€lise e outras disciplinas. intelectual . "coleta e no m€ximo corrige a mem¢ria p£blica". de misturar o mundo psicanal¡tico com 166 o nistorico. de caminharem em dire ao a uma psicologia geral. em eventos singulares ou em longas extensoes de tempo. Nunca demais reiterar que a psican€lise não oferece um livro de receitas mas um estilo de ver o passado. Pois a maior ambi ão da teoria psicanal¡tica ser uma orienta ão e não uma especialidade. por converterem seus sujeitos em esp cimes neur¢ticos. a esquecer. ele tem credenciais para aspirar a coisas maiores do que a de sua posi ão apropriada de especialista. Mergulhar em Freud não obriga os historiadores a verem somente a crian a no homem. # senão confort€vel. como o historiador estuda seja no indiv¡duo ou em grupo. paradoxalmente. mais do que uma dan a de sintomas.ram como algo confuso e impenetr€vel. Nada mais sedutor do que fazer. Tampouco preciso ser reducionista. outras t cnicas. deveria enriquecer. ou das lutas de classe não precisa deixar de lado a a ão dessas influ ncias objetivas pelo argumento duvidoso de que são fen menos triviais e superficiais. a paleografia. pois não apenas analisa o que as pessoas escolhem para recordar. t m sido menos culpados de arrog ncia do que de mod stia imerecida. mas. ambas estão . Ao contr€rio. Inevitavelmente ir€ provocar conflitos apenas com historiadores que abertamente desconfiam dos discernimentos freudianos ou que se comprometem com psicologias comportamentais. sem garantias.'6 Nessa tarefa assustadora. os sinais indicativos de ansiedade. a reconstru ão familiar. por isso que a hist¢ria fretidiana compat¡vel com todos os generos tradicionais: militar. um pouco diferentes dela. dada pelo trabalho freudiano. econ mico. Ao dizer tudo isto. a questão facilitar o tr nsito entre eles. todos desempenham um papel de lideranca sem serem exclusivos. desfazer as barreiras de desconfianca e de ignor ncia auto-impostas que t m impedido o historiador €e se sentir. a estat¡stica. pior ainda. A vida. A psican€lise deveria instruir outras ci ncias auxiliares. os estratagemas defensivos. A hist¢ria mais do que um mon¢logo €o inconsciente.

Incluo tamb m o dos seus sucessores que. 167 # 2. freq entemente. destinadas a colaborar em uma pesquisa fraternal pela verdade no passado. da totalidade da experi ncia humana. A ansiedade que invade os historiadores que se v em de frente com a presen a fretidiana perfeitamente justific€vel. 11 5o ' -nto-history o¡. A escola inglesa da . recalques e conflitos. Ser persuadido por Freud necessariamente for ar€ os historiadores a mudarem. desde o in¡cio.-4 the % 0. Mas o que acena ao final da jornada perigosa pode revelar-se merecedor de tudo: uma apreensão. '~%.profissionalmente comprometidas com o ceticismo.Gostaria de assinalar enfaticamente. Sua auto-avalia ão parece-me ser essencialmente correta. .. A hist¢ria e a psican€lise parecem.. ir€ for €-los a abandonar convic ões estimadas e a revisar as suas conclusões preferidas. Notas Pref€cio o -fernoso por virtualmente afogar W o . embora tomando. certamente fazem parte do seu campo. o modo pelo qual fazem a hist¢ria. as perspectivas de fracasso agourentas. que por "psican€lise" entendo mais do' que o conjunto de trabalhos realizados apenas por Sigmu nd Freud e por seus disc¡pulos imediatos. ambas procuram penetrar por tr€s de confissões piedosas e evasões sutis. necess€rio insistir. lho de Wehler sobre Freud ^torical thought ~-1 0. onde ainda se menos seguro e tudo imune a uma prova conclusiva e aberto a interpreta ões contradit¢rias. onde se tem pouca certeza. 7. fraternidade. nunca pensaram que estivessem fazendo outra coisa al m de elaborarem aquelas id ias sobre a estrutura mental que Freud come ara a explorar no in¡cio dos anos 20.. os psicanalistas do ego. assim. mais s¢lida do que nunca. de forma dr€stica. não identidade. ~ :. . um mundo de ambival ncias. à 0 :P e. Enfatizo isso aqui porque algu m poderia enganar-se devido ao t¡tulo do meu livro e ao enfoque necess€rio sobre as id ias freudianas durante todo o texto. em alguns aspectos. as promessas de recompensa incertas. um caminho pr¢prio e tendo experi ncias cl¡nicas não dispon¡veis para Freud. Os riscos são imensos. Ernest Kris e Rudolph Loewenstein. como Heinz Hartmann. ]C . Certamente.~ 0 . 0 ~P t % 1 .% o 1 % ' . Ainda assim. ambas rastreiam as causas no passado. Eles t m exce--lentes razoes para suspeitar que abra ar as id ias psicanal¡ticas mergulhar em um mundo estranho.

"The Freudia n he way of nowledge".             . "H€ uma relut ncia compreens¡vel".. n.inglesa. a de Jeffrey Moussaieff Masson. e In the Freud arc¡dves [ 19841 ).s rela ões objetais. Deixando de lado os princ¡pios sobre os q uais não pos=ve transigi-r. um perjuro justificado por uma causa nobre. e especialmente Jeffrey Moussaief Masson. e assim complicou sem alterar materialmente o campo de visão freudiano. que est€ longe de ser antip€tico. o guardião dos pap is de Freud. Malcolm combinou # uma introdu ão l£cida e informal sobre a teoria e a t cnica psicanal¡tica com um perfil penetrante. particularmente com a sua mãe. 0 tratamento de Malcolrn da psican€lise e das suas espetaculares vicissitudes tão genial quanto informativo. The assault on truth: Freud's supression of the seduction theory (1984).(p. um pesquisador amador realizando apaixonadamente um trabalho detetivesco sobre Freud e o seu mundo. D. que se ap¢ia fortemente na escola. a psican€lise não uma cole ão fixa de doutrinas. tornou um amplo p£blico 169 # familiarizado com duas personalidades extravagantes. que diverge de algumas das formula ões freudiarias. cit. ambas admiradoras desapontadas com Freud: primeira. o alvoro o dos meados da d cada de 80 "culpa" de alguns ensaios brilhantes de Janet Malcolm em The Neu~ Yor er.Ver Malcolm. o infatig€vel investigador procura da verdade'. conclui Cioffi em sua resenha. No primeiro. ) Os que não acreditam nem na integridade frendiana nem na nobreza de sua causa podem consolar-se pela futilidade de curta dura ão de suas tentativas de colocar as coisas em ordem a partir de uma reflexão do pr¢prio Mestre: 'A voz da razão suave mas insistente. 3. Frederic Crews. portanto ser€ necess€rio que passe algum tempo para que paremos de ouvir 'Freud. Não tenho nenhuma inten ão de excluir uma historiadora psicanal¡tica como Judith Hue es. ampliou a an€lise das rela ões objetais. 743-4. e seu encontro com Kurt Eissler. The Times Literary Supplement. 7-25. a de Peter Swales. OU um btõ-2-rarõ -RUe-in COMO Phyllis Gmss urth. Fran Cioffi. 1984). mas uma disciplina que evolui em pesquisa e em teoriza ão. mas despertou a matilha. "em se dar cr dito extensão do oportunismo freudiano. W. "T cradle of neurosis". relate. (Embora alguns de seus mais sofisticados admiradores j€ estejam preparando um'abrigo mais adequado e alternativo . R. The new criterion (jun. pouco adormecida. Em alguma medida. no segundo.Freud. mais notoriamente W. por um per¡odo breve e tumultuado. a segunda. Mas ao se concentrar sobre as rela ões pr -edipianas da crian a com o seu mundo ¡ntimo. Winnicoti. do contingente antifreudiano. 744).1 4240 (6-7-1984). mais tarde transformados em livros (Psychoanalysis: The impossible profession E 19811. Fairbairn e D. Especialmente Fairbairn. op. representam um caso menos n¡tido. In the Freud archives. sobre a pol¡tica no New Yor Psychoanalytic Institute. diretor de projetos do Freud Archives. sobre Masson e Swale s.

3 (abr. "Geschichtswissenschaft und 'Psychohistorie"'. What is history? (1961). Barzun. Mary Ba er Eddy. 1954 (org. resenha de Julius Silberger. 170 Wehler. 9. 1964) . The Chronicie of Higher Education (16-1-1978). no Christian Science Monitor (2-7-1980). 3.Cap¡tulo 1 1. Practice of history. Elton. Eddy through a distorted lense". The practice of history (1967). Richard Cobb. 529-54. ver tamb m seu "Zum Verhãitnis von # Geschichtswissenschaft und Psychoanalyse". "Deve existir uma grande parte de adivinha ão na hist¢ria social. 24. 10. 25. 6. 5. 189. Peter Putnam. Young Man Luther: A study in psychoanalysis and history (1958). 1 (1978). Historische Zeitschrift. Platt. .Fischer.Bloch. 117. 4. 1961). 5. The Chronicle of Higher Education (16-1-1978). Curiosamente. LXIII.. Historian's fallacies: Toward a logical of historical thought (1970). 213. 7. 48. Podemos julgar a profundidade do comprometimento               Carr. 185. 674-5. 151. utilizou de urna met€fora admiravelmente semelhante.). "Ihe next assignment". "History's rec less psychologizing.Fred Weinstein e Gerald M."Mrs.William L. pp 193-4. quanto-histor y & history (1974). Psychoanalytic sociology: An essay on the interpretation of historical data and the phenomena of collective be havior (1973). American Historical Review. Stannard. The history primer (1971). 1958)." Paris and its provinces. de Stannard. como tornar seguro o que inseguro e penetrar nos segredos do cora ão humano. lnnsbruc er Historische Studien. ver bibliografia. Eri Eri son. 676.Elton. LXVI. trad. American Historical Review. um historiador um tanto diferente. Lynn. 2 . 17. CCV11 (1969). Clio and the doctors: Psycho-history. um pouco revisado no Geschichte als Historische Sozialwissenschaft (1973). o trabalho de Wehler sobre Freud bastante discut¡vel. 85-123. Langer. Jr. Shrin ing history: On Freud and the failure of psychohistory (1980). 2 (jan. "Rhetoric and politics". Hexter. 283-304."History's rec less psychologizing". 1792-1802 (1975). 8."Rhetoric and politics in the French Revolution". 81. 64. 1. 156. Embora seja famoso por virtualmente afogar os seus leitores com notas de rodap . 11. Para mais detalhes a respeitc. 2. 48. The historian's craft (1949.

12. de acordo com Lynn."From the Facts to the Feelings". Kitson Clar . Byrnes. Custer and the Little Big Horn: A psychobiographical inquiry. de The Virgin of Chartres: An intellectual and psychological hisiory of the wor # Assim Alan Macfariane. de narcisismo e proje ão realmente     of Henry Adams. em The Times Lilerary Supplement (23-10-1981). não fez mais do que "empanar as reputa ões de certos grupos de americanos de que ele desconfiava ou que temia". descido por volta dos meados da d cada de 60 a manipula ões "irrespons€veis" do "jargão psicol¢gico". de analidade e oralidade. ao resenhar Enterta¡ning Satan em The Times Literary Supplement (13-5-1983). 21. G. embora se aventurasse a esperar que Hofstadter finalmente iria livrar-se de todos esses absurdos . resenha de Joseph F. provocante e leg¡vel". 1241. The critical historian (1967). .afetivo de Lynn pela sua met€fora desagrad€vel e pelo ataque intempestivo que ele lan a numa mesma e £nica p€gina de diatribe contra o historiador americano Richard Hofstadter. chama-o "de um livro interegante. e de Charles K. mas imagina se o fato de Demos "falar de afetos e defesas. de acordo com Lynn. . que tinha. 493.isto contra um dos estili stas mais perceptivos e sens¡veis do of¡cio hist¢rico. 0 que despertou particularmente o desprazer de Lynn foi a aplica ão por parte de Hofstadter do termo "estilo paran¢ico" para descrever as convic ões e a ret¢rica de alguns homens irados da pol¡tica americana. uma cunhagem viva e esclarecedora que Hofstadter desde o in¡cio cercou com as mais elaboradas precau ões. Hofling. Isso.

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