1.

3 - CABOS DE AÇO

1. INTRODUÇÃO Os cabos de aço são elementos mecânicos utilizados para transmissões entre grandes distâncias. São também empregados para fins estruturais. É um tipo de transmissão bastante econômica levando em consideração a relação entre grandes distâncias e altas potências. O cabo de aço é composto, basicamente, por um conjunto de arames de aço, reunidos em um feixe helicoidal, constituindo uma corda de metal resistente aos esforços de tração e com a característica de possuir uma flexibilidade bastante acentuada. Inicialmente, os cabos de aço eram utilizados para transmissão de energia elétrica em grandes distâncias. Atualmente, o domínio de novas tecnologias e novas formas de transmissão e distribuição, os tornou praticamente obsoletos para este fim. Porém, para transmissões mecânicas e também para fins estruturais, os cabos de aço são ainda bastantes utilizados.

Figura 1 - A primeira máquina de fabricação de cabos de aço patenteada.
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No Brasil o cabo de aço foi fabricado pela primeira vez em 1953 pela Companhia Industrial e Mercantil de Artefatos de Ferro – CIMAF, que já atuava na produção de parafusos. O objetivo era abastecer a demanda da construção civil, indústria mecânica, siderúrgica, mineração, bem como a automotiva e transporte.

Figura 2 – Fabricação dos primeiros cabos de aço – década de 50.

Os primeiros cabos de aço fabricados utilizaram arames da Companhia Belgo-Mineira e foram destinados a tratores e uso geral. A evolução dos cabos de aço no Brasil através dos anos é apresentada na figura 3, abaixo.

Figura 3 – Evolução da fabricação do cabo de aço no Brasil.
(Revista CNews no 13 - 2003 - Cimaf )

Atualmente máquinas modernas, como a apresentada na figura 4, possibilitam a fabricação de cabos com alta tecnologia no Brasil.

Figura 4 – Máquina planetária gigante.

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Cabos de Aço

Prof. Flávio de Marco Filho

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2. CARACTERÍSTICAS, APLICAÇÕES E PROCESSO DE FABRICAÇÃO Sua característica principal é a alta resistência combinada com grande flexibilidade. Algumas de suas aplicações mais importantes são: elevadores de carga e de passageiros, teleféricos, gruas e guindastes, ponte pênsil e rolante e etc.. São utilizados também na indústria automobilística (acionamento de freios de mão e algumas caixas de velocidades), na indústria aeronáutica (acionamento de flap de aviões) e mesmo com linha de pesca esportiva. Devido às características especiais de resistência (não homogeneidade dos materiais componentes do cabo, da seção dos arames, do atrito entre os elementos componentes do cabo, etc.) dos cabos, alguns valores empíricos, aliados a altos coeficientes de segurança, são utilizados para seu dimensionamento.

Figura 5 – Exemplo de utilização de cabos de aço. (cortesia de Cabos de Aço SIVA)
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Tabela 1 - Tipos de cabos de aço. (cortesia de Cabos de Aço SIVA)

6x7+AF

6x19+AF

6X19+AF Seale

6X19+AF Warrington 1+6+(6+6)

6x25+AF Filler 1+6+6+12

6X37+AF

1+6

1+6+12

1+9+9

1+6/12/18

6X41+AACI Warrington Seale 1+6+(6+6)/18 1+8+8+8+16 1+8+(8+8)+16 Warrington Filler

6X37+AACI

6X41+AACI

2.1. PROCESSO DE FABRICAÇÃO A matéria-prima é o fio-máquina, que é um produto de laminação a quente, de aço sem ligas, de alto teor carbono que é recebido em bobinas. Antes de entrar no processo de trefilação, o fio-máquina passa por uma decapagem (sucessivos banhos químicos para limpá-lo e prepará-lo para a trefilação). A trefilação é um processo a frio, no qual o fio-máquina é forçado a atravessar uma matriz (trefila) onde é esticado, obtendo um arame de diâmetro menor. A tolerância de saída dos arames trefilados é bastante rígida. A trefilação “grossa” produz um arame de diâmetros médio, seguida da trefilação “fina” para obtenção do arame com o diâmetro final. Por causa do próprio processo de deformação plástica, o arame adquire a resistência à tração exigida pelo cabo de aço a ser produzido. Entre as duas etapas da trafilação se faz o patentamento, um processo chave para a qualidade final do cabo de aço. O patenteamento é um tratamento térmico efetuado sobre os arames com diâmetro intermediário (antes da trefilação fina). Sua característica diferencial é uma fase isotérmica, efetuada por imersão num banho de chumbo fundido. Os arames a serem patenteados são esquentados acima do ponto crítico (915 ºC) para depois serem resfriados até aproximadamente 550 ºC e permanecr nessa temperatura alguns segundos antes do seu resfriamento final. Esse tratamento condiciona a estrutura molecular do aço, levando-a a um estado de órbita extremamente fina e uniforme, quase invisível ao metalógrafo. Assim, o aço está preparado para a última trefilação, que permite atingir as características definitivas. A galvanização é feita por imersão em zinco fundido, geralmente em linha contínua com o patenteamento. Em certos produtos, a zincagem é feita após a última trefilação (especialmente em pernas galvanizadas). Os arames que não são galvanizados são levados a um banho de fosfato prévio à trefilação.O controle da qualidade do arame é fundamental para garantir a qualidade do cabo de aço. É realizada a amostragem de cada bobina fabricada, para realizar testes laboratoriais de: - diâmetro e ovalização, - estado superficial, - resistência à tração, - ductilidade, - espessura e centralização da camada de zinco nos arames galvanizados e - aderência da camada de zinco nos arames galvanizados.
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COMPOSIÇÃO BÁSICA E MATERIAIS Os arames são as unidades básicas para a construção do cabo de aço. Um aspecto fundamental no processo de produção de cabos é o pré-formado. Durante esse processo. em uma ou mais camadas. o cabo de aço. então. que fornecem dados para o desenvolvimento e aprimoramento de produtos. constituindo. os dados do contador de metros. Também são realizados numerosos testes de ruptura total e de envelhecimento artificial por fadiga. Estas máquinas são basicamente de dois tipos: . cujo ajuste perfeito é extremamente importante durante a fabricação. cujo esquema é exibido no quadro: Arames ⇒ Máquinas de Encordoado ⇒ Máquinas de Cabo Fechado ⇒ CABO DE AÇO As máquinas de encordoamento fazem o torcimento helicoidal dos arames para formar as pernas. As máquinas para produção de cabos fechado fazem o torcimento helicoidal das pernas. o modo mais simples e comum de se representar um cabo de aço é através de sua seção transversal. formando a denominada “perna”.tubulares. torcidas ao redor de outro elemento central. mais moderno e de alta produtividade. apesar de não serem exigidos pelas normas em vigor. É verificado automaticamente a quantidade.Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço Prof. Conhecendo essa nomenclatura. porém. bem como um teste de resistência. todos os arames são lubrificados com o lubrificante adequado para cada caso. através de uma balança digital. Flávio de Marco Filho 5 .de dupla torção. geralmente são maiores. assim. conforme mostra a figura 6(a). utilizam um conceito semelhante ao das de encordoamento. que recebe a denominação de “alma”. controlando. segundo a norma aplicável no caso. de modo específico. . As pernas são. apresentada na figura 6(b). Realiza-se um controle visual e dimensional no produto acabado. DEM/UFRJ . 3. ou seja. ele é levado ao setor de produção de cabos. Depois de ter sido obtido o arame. mais tradicional e divulgado.Testes metalográficos são realizados para monitorar o andamento dos processos e arrecadar dados para o desenvolvimento e melhoramento do produto. A montagem dos cabos a partir dos arames é feita da seguinte forma: Torcedura dos arames ao redor de um elemento central.

04 Outros materiais também utilizados são o aço inox. como umidade. Existem diferentes tipos de lubrificação.3 a 0. etc.8 P+S máx 0. Os componentes principais dos cabos de aço são: arames. zincados ou galvanizados. galvanizados → apropriado para cabos estáticos ou relativamente estáticos. fabricados com técnicas específicas para obtenção das seguintes propriedades: resistência à tração ductibilidade resistência ao desgaste pequena variação dimensional devido à variação de temperatura resistência à corrosão Possuem a seguinte composição básica: %C 0. adequadas para diferentes utilizações do cabo de aço. Flávio de Marco Filho 6 . que são: proteção contra corrosão e diminuição do atrito entre os arames. ácidos. Acabamento superficial dos arames O acabamento superficial está relacionado com a resistência à corrosão do cabo. Os cabos de aço podem ser lubrificados. submetidos à ação de um meio agressivo. pois combina as propriedades da lubrificação.3 % Mn 0. o latão e o alumínio.8 % Si máx 0.1. pernas ou toros e a alma. DEM/UFRJ . o bronze fosforoso.SEALE Figura 6 (a) – Elementos componentes dos cabos de aço. 3. ARAMES Os arames utilizados em cabos de aço são fios de aço estirados a frio. de alta resistência mecânica.6 x 19 .Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço Prof.4 a 0. o cobre. Figura 6 (b) – Seção transversal de um cabo de aço 6 x 19 – Seale. lubrificados → recomendado para a maioria das outras aplicações.

os fios de arame e as pernas são torcidos em sentidos opostos. B – Perna FILLER Caracteriza-se por ter fios mais finos entre duas camadas de arames. Flávio de Marco Filho 7 . ocupando o espaço existente entre elas. fig. 3.2. PERNAS ou TOROS 3. A torcedura pode ser das seguintes formas: TORCEDURA REGULAR.Perna SEALE: Caracteriza-se por possuir uma configuração em que. são dispostos arames de grande diâmetro. possibilitando assim grande resistência à abrasão. na última camada. Esse tipo de perna é utilizado quando são necessários cabos com DEM/UFRJ . TORCEDURA PLANA. TORCEDURA ALTERNADA (Regular e Lang). porém menos resistentes à tração e ao desgaste. porém menos flexíveis e mais difíceis de manusear.os arames e as pernas são torcidas no mesmo sentido.A). figura 7-A e à esquerda. A composição mais comum é 9 + 9 + 1 = 19 (figura 8. figura 7-B) . DIAGONAL ou CRUZADA (à direita.Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço Prof.1. são mais fáceis de manusear e são mais flexíveis.2. Tipos de pernas A . Torceduras As pernas são compostas de arames torcidos em torno de um núcleo. figura 7-C e à esquerda. LANG ou PARALELA (à direita. Figura 7 – Aparência dos diversos tipos de torcedura de Cabos de Aço.3.2. 7-D) .2. não tendem a torcer.

b) ALMA DE FIBRAS ARTIFICIAIS – AFA: o núcleo é composto de fibras artificiais. A composição Warrington-Seale possui as principais características de cada composição. formada por uma perna do próprio cabo de aço. tais como sisal. proporcionando ao cabo alta resistência à abrasão conjugado com alta resistência à fadiga de flexão (figura 8. Flávio de Marco Filho 8 . DEM/UFRJ . O tipo de perna mais usado é: 6 / 6 + 6 + 1 = 19 (figura 8. alternando a sua colocação. 9C) ALMA DE AÇO DE CABO INDEPENDENTE – AACI.uma seção metálica maior e boa resistência ao esmagamento.Perna WARRINGTON: Caracteriza-se por ter a camada exterior formada por arames de diâmetros diferentes. que não se deterioram em contato com a água ou substâncias corrosivas e agressivas. geralmente de polipropileno.Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço Prof. sendo utilizados apenas em cabos de aço especiais. 3. O cabo é torcido com pernas de fios de vários diâmetros.9A). NÚCLEO OU ALMA O núcleo dos cabos de aço serve de suporte para os arames e pernas. 9B).C). (fig. rami.D).3. sendo esta a mais utilizada. formada por um cabo de aço independente.Perna WARRINGTON SEALE: Existem composições que são formadas pela aglutinação de duas das acima citadas. pois combina as características de flexibilidade e resistência à tração. c) ALMA DE AÇO.B). que pode ser de dois tipos: ALMA DE AÇO – AA. A – Perna SEALE B – Perna FILLER C – Perna WARRINGTON D . Os fios da camada adjacentes não se interceptam e cada fio se aloja no sulco formado por dois fios internos. D . C . A composição mais comum é: 12 + 6 / 6 + 1 = 25 (figura 8. embebidos em óleo para redução do desgaste produzido pelo atrito entre os fios e para proteção contra corrosão e desgaste (fig. Isto reduz as pressões específicas entre dois fios e aumenta a flexibilidade e a vida desses cabos. cânhamo ou juta. (fig.Perna WARRINGTON-SEALE Figura 8 . Porém são de preço mais elevado.Tipos mais comuns de pernas de cabos de aço. Podem ser fabricado com diferentes materiais e por isso recebem as seguintes denominações: a) ALMA DE FIBRA – AF: o núcleo é composto por fibras vegetais naturais.

A garganta da polia em roldana deve ser projetada de tal modo que o cabo entre em contato com 1 3 de sua circunferência. Cabos de aço fechado O cabo fechado é fabricado com uma camada externa de fios de forma especial (não esférica) e um cabo interno redondos. Cabos pré-formados têm as seguintes vantagens sobre o cabo de aço usual : • distribuição uniforme da carga sobre os fios individuais.AA Figura 9 – Tipos de almas de cabos de aço. Cabos de aço Não Rotativos DEM/UFRJ . Flávio de Marco Filho 9 . cada fio individual e cada perna. feitos de cinco pernas lisas e um núcleo de fio liso. são préformados para corresponderem à sua disposição no cabo. Têm maior área de contato com a polia ou tambor do que os cabos de pernas circulares.4.4. 3. Estes cabos não tendem a se distorcer se as amarras em torno das suas extremidades forem desapertadas. fios fortemente enrolados e de apresentar boa resistência ao desgaste. Porém apresentam uma flexibilidade insuficiente.2. São. 3. Têm a vantagem de possuir a superfície lisa. São utilizados em transportadores aéreos e guindastes. Cabos de aço com pernas lisas São utilizados onde estejam sujeitos à abrasão e desgaste intensivo. se desgastam uniformemente. suportam pressões mais uniformes e se desgastam menos.4.1. mais externos. 3. 3. • menor desgaste dos cabos ao passar sobre a polia ou se enrolar sobre um tambor porque os fios e pernas não se projetam do contorno do cabo e os fios. as pernas são torcidas sobre um núcleo de cânhamo. antes de serem torcidos. • maior segurança operacional. o que reduz as tensões internas.4.3.Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço Prof. Cabos de aço pré-formado Nesses cabos. de torção simples em espiral. Disto resultam fios descarregados não estão sujeitos a tensões internas.ALMA ou NÚCLEO Arame Perna Cabo de Aço 6x7 A – Alma de fibra .AF B – Alma de aço formada por cabo independente – AACI C – Alma de aço formada por uma perna do cabo . os fios quebrados permanecem nas suas posições iniciais e não saem do cabo aumentando a vida. OUTROS TIPOS DE CABOS DE AÇO 3.4. Isso facilita as emendas nos cabos.4. Por isso. • maior flexibilidade. usualmente.

com excelente resistência à tração. A construção 34 x 7 é mais flexível e mais eficiente como anti-giratório. Na maioria dos casos a solução consiste no uso de cabos de aço não rotativos. Figura 10 . uso e inspeção. Esses cabos têm numerosas pernas dispostas em duas ou mais camadas. com alturas de levantamento consideráveis. O mais popular é o 18 x 7 + 1 x 7. porém com níveis médios de flexibilidade e resistência ao esmagamento. Devem ser consideradas as mesmas recomendações dadas para os cabos comuns. Isso acontece devido ao enrolamento em hélice dos arames e das pernas.Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço Prof. Estes cabos devem ser empregados para o levantamento de cargas não guiadas (ou seja.direção de rotação das camadas do cabo não-rotacional. Para a configuração 19 x 7. geralmente denominado "19 x 7". fazendo com que o cabo sempre procure se desenrolar. sendo todas as pernas praticamente iguais. esse problema começa a adquirir importância e nos sistemas com duas ou mais linhas. (A) . que podem rotar livremente). O sentido do giro é inverso ao enrolamento do cabo. sobre uma alma de uma perna. produzindo uma resultante praticamente nula. Estes cabos podem facilmente produzir nós. Por causa do desenho particular. muitos equipamentos são fabricados com DEM/UFRJ . O projeto desse tipo de cabo baseia-se em reunir elementos cujos momentos de torção sejam equilibrados entre si. Recomenda-se não utilizar cabos não-rotativos quando a carga for guiada (quando a rotação não for possível). os cabos anti-giratórios apresentam muitas diferenças em relação aos cabos de 6 pernas. Isso gera uma condição altamente prejudicial e perigosa para o cabo e para a segurança em geral. (B) – Camadas alternadamente sobrepostas. O cabo não rotativo deve ser mantido sempre condicionado em bobinas e não em rolos. todas elas baseadas no mesmo princípio. de 7 fios cada uma. esmagamento e sofrerem desbalanceamento. no entanto de fato. é quase certo o enroscamento dos cabos. O resultado é um cabo de propriedade altamente não rotativa. porém a estabilidade é levemente menor.Construções não rotativas mais usuais. Nesse desenho são dispostas duas camadas de 6 e 12 pernas. O comportamento quanto ao desgaste e a ruptura desses cabos são diferentes dos apresentados pelos cabos convencionais. Quando a altura do levantamento é considerável (dependendo do diâmetro do cabo e outros fatores).O cabo de aço submetido à ação de uma carga gira sobre o seu eixo. Flávio de Marco Filho 10 . Existem outras construções possíveis. respectivamente. o diâmetro mínimo de enrolamento deveria ser entre 30 e 40 vezes o diâmetro do cabo. Esse fato acarreta a necessidade de utilizar critérios específicos de manuseio.

1.Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço Prof. 4. desequilíbrio da carga e possível desbalanceamento do torque do cabo.relações menores. Flávio de Marco Filho 11 . é preferível utilizar um cabo de construção 34 x 7 ou verificar a possibilidade de utilizar um cabo convencional. DIÂMETRO NOMINAL/REAL O diâmetro nominal de um cabo de aço. Não deve ser induzida rotação alguma sobre a carga. Nas instalações com diâmetros menores. Assim sendo.Medição correta do diâmetro do cabo de aço. ESPECIFICAÇÃO DE CABOS DE AÇO E PRINCIPAIS SIMBOLOGIAS E ABREVIATURAS Os cabos de aço são especificados da seguinte forma: Dcabo x no de Pernas x no de Arames por perna + tipo de cabo ou alma Exemplo: Cabo de aço 22 x 6 x 7 – AF diâmetro = 22 mm. abaixo.2. pernas = 6. DEM/UFRJ . A livre rotação do cabo produzirá uma redução da resistência. abaixo. Essa rotação poderia produzir um desbalanceamento dos momentos de torção das pernas de hélices contrapostas. produzindo deformações no cabo. Os cabos não-rotativos sempre devem estar sob tensão. As principais simbologias utilizadas na especificação de cabos de aço são apresentadas na tabela 2. ESPECIFICAÇÃO E PRINCIPAIS SIMBOLOGIAS 4. MEDIDAS. com alma de fibra. fios/perna = 7. 4. Figura 11 . é medido pela circunferência que o circunscreve. que é aquele que se encontra nas tabelas normalizadas com a correspondente tolerância. o diâmetro dos cabos de aço deve ser medido conforme é monstrado na figura 11.

Dc (1) (2) F – fator de multiplicação em função do cabo Ec – módulo de elasticidade do cabo [GPa] (Ec < Eaço) DEM/UFRJ . TIPO Ferro (IRON) Aço de tração (TRACTION IRON) Mild Plow Steel Plow Steel Improved Plow Steel Extra Improved Steel SIGLA MPS PS IPS EIPS RESISTÊNCIA À TRAÇÃO [MPa] 600 1200-1400 1400-1600 1600-1800 1800-2000 2000-2300 A seguir são mostradas a nomenclatura usual. CLASSIFICAÇÃO DE CABOS E NOMENCLATURA Os cabos de aço são classificados. ABREVIATURA S W F WS AF AA AACI DESCRIÇÃO Seale Warrington Filler Warrington-Seale Alma de fibra Alma de Aço Alma de aço cabo independente 5. Tabela 3 – Categorias dos cabos de aço. algumas relações úteis para a seleção dos cabos e valores do módulo de elasticidade dos cabos (Ec) e de algumas constantes utilizadas nas fórmulas (Tabela 4 – F e K). quanto à resistência em 6 categorias. conforme apresentado na tabela 3.Tabela 2 – Principais abreviaturas utilizadas em cabos de aço.Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço Prof. Dc – diâmetro do cabo [mm] (medido de acordo com a figura 7) Da – diâmetro do arame [mm] Da ≅ K . Flávio de Marco Filho 12 . abaixo.Dc Ds – diâmetro da polia [mm] Am – área metálica [mm2] 2 Am = F .

Como exemplo de cabos submetidos apenas a esforços de tração. tensão de flexão devido ao dobramento em torno da polia.111 0. pode-se citar cabos tracionados por cargas penduradas. l (4) P Figura 12 – Cabo de aço tracionado. verificação de fadiga em cabos de aço alongamento. observa-se que a carga de tração total atuante no cabo de aço pode ser determinada pela seguinte expressão: w. 1.L L Ft e = P + Pcabo ⇒ Ft e = P + w.w – peso por unidade de comprimento [kg/m] w = F ⋅ Dc2 ⋅ 10 −2 ( ) (3) Ft – carga atuante no cabo – tração [kgf] ou [N] Fu – carga efetiva mínima de ruptura [kgf] ou [N] Tabela 4 – Valores do módulo de elasticidade dos cabos e das constantes F e K. 5. Flávio de Marco Filho 13 . ANÁLISE DE CARGAS As situações mais comuns de carregamento em cabos de aço podem ser resumidas em: 1. 2. 4.395 0.067 0.Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço Prof.38 0. tração dinâmica.4 K 0. 3. DEM/UFRJ .048 Ec [GPa] AF AA 90-100 85-95 75-85 105-115 100-110 95-105 6. etc. estais (figura 13). Cabo 6x7 6 x 19 6 x 37 F 0. tração simples. Cabos submetidos à tração simples estática: Analisando-se a figura 12 abaixo.

Flávio de Marco Filho 14 .Cabo tracionado em torre estaiada (a) Figura 14 – (a) elevador de carga e (b) elevador de passageiros.Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço Prof. (b) DEM/UFRJ .Figura 13 .

como o diâmetro do cabo é bem menor do que o da polia. a + 123 ⎣ g ⎦ Ft e Obs.a 14243 ⎣ g ⎥ 4 4 ⎦ F Ftração L td F w.: Se v = c ⇒ a = 0 ⇒ Ft d = Fte te (5) P Figura 15 – Tração dinâmica.L ⎡ w.a 4m 8 ∑ F48 6 74 647 4 ⎡ w. Flávio de Marco Filho 15 .carga de flexão: Fb = σ máx ⋅ Am 4. l + P ⎤ Ft d = ⎢ w. Fadiga em cabos de aço: .Dc 4 (9) DEM/UFRJ . então Dc = 0. g = 9.Ds A π DS Dc π DS . Assim. 2 ⎠ ⇒ a tensão máxima é: σ máx = E ⋅ ε máx σ máx = E c ⋅ Da ( D s + Dc ) (7) .2. Cabos submetidos à tração dinâmica – carga devido à aceleração: Ds ∑ F = m. l + P ⎤ 4 Fte − w.Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço Prof. ε máx = ( D s + Dc ) y ρ (6) D ⎞ ⎟ e a deformação máxima é y máx = a . l + P ⎥ . l − P = ⎢ .81 m/s2 3.cálculo da pressão de apoio: p = 2 ⋅ Ft 2F 4 2 Ft F = 2 t = 2 => p = Dc . σ máx = onde: E c ⋅ Da Ds (8) Da → diâmetro do arame Ds → diâmetro da polia . Tensão de flexão devido ao dobramento em torno da polia: ⇒ a deformação é dada por: ε x = − ⎛ D + Dc O raio de curvatura é ρ = ⎜ s 2 ⎝ Da .

Diâmetro do Cabo p Diâmetro da Polia p F F Figura 16 – Flexão do cabo de aço em torno da polia.008 0. O alongamento pode ser dividido em dois tipos: • alongamento elástico: é transitório.000.000 600.0015 0.Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço Prof.0010 6 x 37 6 x 24 6 x 19 6 x 12 0 N 0 200.006 0.000 1.002 0. k 0. • alongamento de assentamento (posta em serviço): é permanente e também pode ser calculado. desaparece ao cessar a ação da carga que o produzia e pode ser calculado conhecendo o módulo de elasticidade do cabo.000 400. Flávio de Marco Filho 16 . 5.Diagrama k x N para diversos tipos de cabos de aço. DEM/UFRJ .000 Figura 17 . Alongamento: Todos os cabos de aço sofrem alongamento quando tracionados.004 0. Seu tamanho depende da elasticidade do aço empregado e da interação entre os arames e pernas no cabo.000 800.

Seale 6 x 25 . distribuindo melhor a tensão de flexão. quando o cabo deve ser substituído. Em conseqüência. FLEXIBILIDADE E RESISTÊNCIA Á ABRASÃO A flexibilidade de um cabo de aço é inversamente proporcional ao diâmetro dos arames externos do mesmo. Resistência à abrasão máx. Em instalações fixas (como estais. 7. abaixo. Normalmente o alongamento de entrada em serviço é atingido após 3 ou 4 meses. quando for exercida uma carga . Esse alongamento continua até atingir valores entre 5% e 8%. o cabo 6 x 41 é o mais flexível. etc) deve-se procurar utilizar cabos de elevado módulo de elasticidade aparente. A tabela 5. mostra que a classificação 6 x 19 possui maior resistência à abrasão e a classificação 6 x 37 possui maior resistência à fadiga. Flávio de Marco Filho 17 . mín. Quando o diâmetro do cabo aumenta. os cabos convencionais são basicamente desenhados para apresentarem a máxima eficiência em cada diâmetro do cabo.Dependendo do tipo de cabo e da sua construção.Filler 6 x 36 . é possível utilizar um maior número de arames para adquirir uma melhor resistência à fadiga e esses arames terão ainda a grossura suficiente para fornecer uma resistência à abrasão adequada. tirante para concreto protendido. Essa resistência à fadiga é obtida devido ao maior número de arames em cada perna. porém é o menos resistente à abrasão.Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço Prof. enquanto que a resistência à abrasão é diretamente proporcional a este diâmetro. RESISTÊNCIA DOS ARAMES DOS CABOS DE AÇO Construção 6x7 6 x 19 6 x 19 . graças ao menor diâmetro dos seus arames externos. DEM/UFRJ . Tabela 5 – Resistência dos fios de cabos de aço.Seale Flexibilidade mín. Pela tabela 5 acima. uma composição de arames externos mais grossos quando as condições de trabalho exigirem grande desistência à abrasão. máx. Apesar de existirem exceções para aplicações especiais. O oposto ocorre com o cabo 6 x 7.Seale 6 x 37 6 x 41 . deve-se fazer as seguintes opções: • • uma composição com arames externos mais finos quando prevalecer o esforço de fadiga de dobramento.Warrington . para se obter o menor alongamento possível. o alongamento inicial é de 2% a 4% do comprimento total.Warrington .

Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço (10) (11) Prof.00 9 7.6 9.5 5 4 5 7 7 7 6 5.3 11. Cabos e cordoalhas estáticas (tração) 3a 4 Cabos e tração no sentido horizontal 4.5 Guinchos.2. A tabela 6 fornece alguns valores didáticos para os coeficientes de segurança de cabos de aço.2 4. Tabela 6 – Coeficientes de Segurança para Cabos de Aço. CIMAF 3a 4 4a5 3.6 7. Flávio de Marco Filho 18 .5 Tirantes e estais 4.6 7. como elevadores de passageiros.5 5 7 7 6 5 5 Carga Pass.8 11.9 Observe que os valores dos CS são bastante elevados.2 11. o que provoca grandes e diferentes alongamentos entre os cabos e (3) a não homogeneidade dos materiais componentes do cabo.8.3 11.00 a 12 6.5 10.7 8. As principais razões para isto são: a própria utilização de cabos de aço que normalmente envolve riscos para pessoas ou cargas e a grande dispersão dos valores de carga de ruptura obtidos nos ensaios de tração.2 10 10.2 11.8 11. em alguns casos. TIPO DE EQUIPAMENTO Coeficiente de Segurança – CS Morsing Catálogo 3.6 9.5 a 5. durabilidade e confiabilidade.5 a 5. Os motivos para esta dispersão são: (1) a diferente acomodação dos arames e pernas quando tracionados.7 8.25 1. 8.5 10.2 10 10.1.5 7 4.5 5 6a8 7 6a8 5a6 6 Carga Pass. Recomendado 3.50 6. (2) tensões de contato devido ao atrito interno entre os arames e entre as pernas.5 Carga Passag. EQUAÇÕES BÁSICAS DE PROJETO a) Tração simples Fu = CS Ft e b) Tração dinâmica Fu = CS Ft d DEM/UFRJ . COEFICIENTE DE SEGURANÇA Os coeficientes de segurança utilizados para cabos de aço baseiam-se em segurança de operação (ruptura).9 8 a 10 a 10 12 6. Estes coeficientes são normalizados e. são legalizados. escavadeiras. pés 6a8 Pontes rolantes Talhas elétricas Guindastes e Gruas 6a8 Laços (slings) 5a8 Elevadores manuais Elevadores mecânicos v[m/s] Carga Passa 0. DIMENSIONAMENTO 8.

0015.Su ⇒ N > 10 ciclos ⇒ vida infinita p= D c .Ft + Fb (12) d) Fadiga K 678 ⎧ 6 2 Ft ⎪ ⇒ ⎨ p < 0.os cabos e as polias devem estar corretamente ajustados. seu desempenho e suas condições de segurança.b). é necessário levar em consideração.c). ângulos de desvio entre as polias e entre o tambor e a polia. ou achatamento (figura 18. no caso de canaletas grandes. FATORES QUE INFLUENCIAM A VIDA ÚTIL DO CABO DE AÇO Para avaliar e melhorar a vida de um cabo de aço. desenho das canaletas das polias e do tambor e respectiva concordância com o diâmetro do cabo. Utilizar sempre o tamanho adequado de canaleta na polia do cabo de aço (figura 18. MANUTENÇÃO E LUBRIFICAÇÃO 9. DEM/UFRJ . além de fatores dimensionais e geométricos. Flávio de Marco Filho 19 .c) Flexão Fu − Fb = CS Ft ou Fu = CS .D s ⎪ p > 0. . fatores relativos ao meio ambiente.a) a fim de evitar esmagamento lateral (pinçamento – figura 18.Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço Prof. Am (14) 9.0015. que ocorre quando esta é pequena em relação ao diâmetro do cabo. Para isso é necessário o conhecimento dos valores e condições das seguintes variáveis: Variáveis relacionadas com o projeto do equipamento: relação entre o diâmetro da polia/tambor e o diâmetro do cabo (D/d) localização do ponto morto do tambor em relação ao sentido de torção do cabo.Su ⇒ N < 10 6 ciclos ⇒ vida finita ⎩ (13) e) Alongamento ΔL = F .l Ec .1. bem como respeitar um programa de manutenção previamente determinado.

Existem diversas normas que determinam os tipos e a freqüência de inspeção. próprias da operação. Portanto. DIN 15020.30. ISO 4903. vibrações anormais. Como resultado. Flávio de Marco Filho 20 . a resistência inicial do cabo vai diminuindo em com o tempo. (b) Cabo maior do que a polia. DEM/UFRJ . Variáveis relacionadas com o estado de manutenção: estado das polias e tambores.2. INSPEÇÃO E RETIRADA DE SERVIÇO Nos cabos de aço os fios externos. (pinçamento) Figura 18 – Ajuste do cabo de aço à polia. Níveis de Inspeção A tabela 7 abaixo apresenta algumas recomendações para as inspeções que devem ser executadas em cabos de aço. os cabos de aço tornam-se esfiapados muito antes da ruptura e devem ser imediatamente trocados. decorrência dos processos de desgaste e fadiga. (achatamento) Variáveis relacionadas com o meio ambiente e a operação: • condições do meio ambiente. Os procedimentos para preservar e aumentar a vida do cabo de aço podem ser divididos em três categorias: especificidade na seleção do tipo de cabo.(a) Cabo e polia ajustados Corretamente.Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço Prof.17. 9. observando cuidadosamente as modificações externas para avaliar o seu estado interior e a capacidade de carga remanescente. IRAM 3923. é necessário examinálo periodicamente. adoção de fatores de segurança altos. freqüência e rigorosidade nas inspeções. bem como os critérios para a retirada do serviço. (c) Cabo menor do que a polia. rompem-se antes dos fios internos. Como todo elemento mecânico. ANSI A. Algumas destas normas para inspeção são: NBR 13543.2 e ANSI B. sujeitos a desgastes mais intensos. • condições desfavoráveis.

(compare com uma parte não utilizada do cabo . meça com paquímetro). Este diâmetro diminuído pode ser utilizado como o original para os cálculos. acima. deformações.Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço Prof. quebras de arames concentrada em uma pequena região ou perna. Por anomalias localizadas: esmagamento. DEM/UFRJ . por exemplo. evidências de queimadura ou solda ou de dano causado por excesso de temperatura ou mesmo se houver qualquer contato com linhas de alta voltagem. Flávio de Marco Filho 21 . 2. Por quantidade de arames quebrados (ASME): Tabela 8 – Critérios para Retirada de Serviço Recomendados para Cabos de Aço. são apenas ilustrativos e orientadores.no tambor.se o diâmetro original estiver diminuído de 7% ou mais. TIPOS DE CABOS MÁXIMO ADMISSÍVEL 6 pernas antigiratórios estáticos 6 arames quebrados numa longitude de 6 diâmetros. . TIPO DE INSPEÇÃO Freqüente Periódica Especializada OBSERVAR PRINCIPALMENTE Anomalias Localizadas Anomalias Localizadas e deterioração geral Ensaios não destrutivos REGISTRO ESCRITO Não Sim Sim RESPONSÁVEL Operador Inspetor qualificado Empresa especializada com equipamentos específicos Alguns critérios de retirada de serviço 1.Tabela 7 – Tipos de Inspeção para Cabos de Aço. A implementação de um plano de inspeção deve ter todos os critérios de uma norma específica cuidadosamente estudada. colapso da alma. Normalmente logo após a instalação o diâmetro do cabo diminui. 2 arames quebrados em uma longitude de 6 diâmetros ou 4 arames quebrados em uma longitude de 30 diâmetros 3 arames quebrados em uma longitude de 6 diâmetros ou 2 arames quebrados nas proximidades do terminal Os critérios apresentados na tabela 8. diminuição grande do diâmetro (máximo admissível ⇒ 6 a 8 %).

Caso haja mais de um arame rompido em uma conexão de extremidade do cabo.Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço Prof. conforme mostram as figuras 19 e 20. “engaiolamento”.Figura 19 – Falhas típicas em cabos de aço. ruptura de um fio ou extrusão do arame. este deve ser retirado de serviço. 5. enroscamento ou estreitamento nas voltas (loops). se 1/3 do diâmetro original de um arame externo individual estiver desgastado. Flávio de Marco Filho 22 . 6. DEM/UFRJ . esmagamento. flexão excessiva e etc. 3. Diminuição do diâmetro normalmente indica falha no núcleo. Figura 20 – Danos na extremidade ou conexão de cabos de aço. se houver qualquer dano que distorça a estrutura do cabo tais como: ondulações. se houver severa corrosão ou pitting. 4. se o diâmetro original do cabo não-rotacional diminuir 3% ou mais.

São os arames internos do cabo que determinam sua vida. que chegue até o núcleo. Pincel ou Recipiente É o método menos eficaz em termos de desperdício de lubrificante. o cross-nicking e conseqüentemente. DEM/UFRJ . O núcleo precisa estar constantemente lubrificado para prevenir o desgaste por atrito. As razões principais para a lubrificação são diminuir o atrito interno entre os arames e pernas e prevenir a corrosão e assim. 9.3. Lubrificação protege o cabo de aço contra umidade e ferrugem. vertendo ou gotejando óleo até dispositivos de aplicação forçada. Mesmo se a parte externa do cabo aparentar boas condições. Uma lubrificação adequada protege o cabo contra essas ações. mantendo cada perna e arames lubrificados durante a operação.3.9. o desgaste por atrito. 1. pulverizador. realimentando-o e preenchendo os espaços.Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço Prof. Deve também aderir aos arames formando um filme com resistência adequada para prevenir o atrito proveniente do contato entre eles. Flávio de Marco Filho 23 . Métodos de aplicação O lubrificante pode ser aplicado de diversas formas: pincel. O lubrificante deve ser aplicado no ponto em que o cabo entra em contato com a polia e o deslocamento deve ser lento para uma melhor distribuição. ou ainda banho de lubrificante. LUBRIFICAÇÃO Os cabos de aço são lubrificados internamente durante a sua fabricação. O lubrificante original de fábrica começa a ser dissipado logo após o cabo ser colocado em operação. O núcleo de fibra natural atua como um reservatório. a fadiga. A reposição do lubrificante perdido chamase re-lubrificação. a corrosão. Para isso deve-se utilizar um lubrificante apropriado. porém o mais fácil e barato. evitar alguns dos problemas normalmente encontrados que são: a abrasão. Esta é a razão pela qual se deve utilizar um lubrificante de alta penetração (baixa viscosidade). Figura 21 – Limpeza com mecha absorvente (esfregão) e lubrificação por gotejamento. pelo uso e também por exposição ao tempo. o interior pode estar enferrujado.1. conforme mostra a figura 21.

que pode ser aquecido por resistências elétricas ou forno.2. O cabo é imerso através de roldanas em um recipiente com lubrificante. O lubrificante deve gotejar no ponto extremo da roldana para aproveitar a deformação ocorrente para facilitar a penetração do lubrificante. Lubrificador Conta-Gotas Este processo é adequado para locais de difícil acesso. Lubrificador Mecânico DEM/UFRJ .Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço Prof. Flávio de Marco Filho 24 . 3. onde não seja possível um controle. A figura 23 mostra um esquema do dispositivo. Figura 23 – Lubrificador Conta-Gotas. dependendo da viscosidade desejada. O processo utiliza um dispositivo lubrificante gotejador com controle remoto de fluxo através de uma válvula solenóide e também com controle de temperatura. Figura 22 – Lubrificação por imersão. ou quando não é desejável uma parada da máquina. Por imersão Este método é utilizado em cabos horizontais ou com pequena inclinação. conforme mostra a figura 22. 4.

FIXADORES E ETC. TAMBORES. Figura 25 – Acessórios de fixação e tracionamento. Flávio de Marco Filho 25 . ACESSÓRIOS DE CABOS DE AÇO 10.1. TRACIONADORES. Os acessórios de cabos de aço são normalmente utilizados para a fixação. Em todos os processos o cabo de aço deve estar limpo e seco antes da lubrificação.É um dispositivo também utilizado somente em cabos horizontais. Alem disso. A figura 25 apresenta alguns dispositivos de tracionamento e fixação de cabos de aço. 10. levantamento de cargas.. Figura 24 – Lubrificador Mecânico. A figura 24 apresenta um esquema deste dispositivo. Utilize uma escova de aço ou ar comprimido com um solvente recomendado para remover resíduos de lubrificantes antigos. É econômico. enrolamento e dispositivos tracionadores. pois o lubrificador funciona somente durante o deslocamento do cabo.Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço Prof. DEM/UFRJ . são também utilizados para aumentar a sua vida útil.

flexão e corrosão. DEM/UFRJ .Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço Prof. nas extremidades dos cabos. especialmente em cabos de grande diâmetro. Figura 27 – Dispositivos de fixação de cabos de aço. Também são utilizados grampos mecânicos. A Figure 26 apresenta cabos de aço com grampos de fixação e equipados com dispositivos de proteção contra à compressão. Um anel de compressão ou manga (sleeve) prende o cabo. uma cobertura de plástico (thimble) cujo propósito é formar uma superfície que resista ao desgaste melhor do que simplesmente os arames.Figura 26 – Dispositivos de fixação e proteção. Flávio de Marco Filho 26 . Observa-se na figura.

Estes tambores são providos de ranhuras helicoidais para o cabo. a largura do tambor deve corresponder ao deslocamento axial do cabo. Flávio de Marco Filho 27 . Tambores acionados por motor devem ser sempre providos de ranhuras helicoidais. de duas ranhuras para o cabo e. A fixação do cabo no tambor pode ser feita por meio de parafusos. A figura 28 mostra o tambor para enrolamento de cabos de aço. que se enrola em seu redor em uma ou mais espirais. entre elas. seguro e conveniente.Figura 28 – Tambor de enrolamento. Tambores de atrito são aqueles cujo movimento é transmitido ao cabo pelo atrito entre este e o tambor. Uma placa de aço é provida. Em um tambor simples. Tem a vantagem de elevar cargas a grandes alturas. de atrito. por meio de cunha ou por meio de placas. se assenta em ranhuras anulares. A crista da ranhura para os parafusos de fixação é transferida meia circunferência. Tambores simples são empregados para acionamento de carros em DEM/UFRJ . de um furo para um parafuso ou prisioneiro. muito raramente em aço fundido ou soldado. sendo o cabo enrolado várias vezes em torno de dois tambores paralelos girando no mesmo sentido. No acionamento a dois tambores o cabo. A figura 27 apresenta diversos dispositivos de fixação. na parte interna. O cabo é preso por duas placas. portanto.Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço Prof. Tambores para cabo de aço são normalmente fabricados em ferro fundido. A fixação com ajuda de placas é o método mais difundido. o cabo desloca-se ao longo do eixo do tambor. usualmente. O diâmetro do tambor depende do diâmetro do cabo. O número de ranhuras e. e impulsionado por um só motor. para permitir que o cabo se enrole uniformemente e fique menos sujeito a desgaste.

em certos momentos é vantajoso aplica-lo e em outros pode até causar acidentes desastrosos. são gerados momentos internos. A tabela 9 apresenta as proporções mínimas e as recomendadas entre o diâmetro de alguns cabos de aço e o diâmetro da polia ou do tambor.D) Recomendado Mínimo 72 45 51 45 39 34 27 31 27 39 31 42 30 34 30 26 26 18 21 18 26 21 10. Ao girar. Para evitar problemas de fadiga devido à flexão do cabo em torno da polia. Obviamente existem restrições para a sua aplicação. deve-se utilizar para esta valores normalizados. tanto as pernas externas como as da alma do cabo sofrem este efeito.2. estes momentos internos gerados não irão se compensar e como conseqüência o cabo tem a tendência de girar em torno do seu próprio eixo. como conseqüência. pois assim uma das pontas estaria livre permitindo ao cabo girar. concluí-se que nunca se deve aplicar um distorcedor em um cabo que não tenha características não-rotativas suficientes. Com isso o cabo perde consideravelmente a sua carga de ruptura mínima e. assim. guindastes de cabos e etc. Tabela 9 – Relação entre o diâmetro da polia ou tambor e o diâmetro do cabo. ou seja. Flávio de Marco Filho 28 . o fator de segurança cai vertiginosamente.guindastes rotativos com raio variável. Já nos casos onde o cabo é do tipo Rotativo. em pontes de transferência de carga. Baseado na explicação acima. as pernas externas. irão se afastar da alma do cabo e assim toda a carga que estava antes sobre o cabo. como um todo. DISTORCEDORES A aplicação de distorcedores em cabos de aço é um assunto polêmico. ele pode trabalhar com um distorcedor. por serem mais longas. Desta maneira este tipo de cabo pode trabalhar com uma ponta fixa e a outra livre. pois muitas pessoas não sabem aplicá-los corretamente.Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço Prof. ficará apenas sobre a alma.. logo. Tipo de Construção do Cabo 6x7 6 x 19 6 x 19 S 6 x 21 F 6 x 25 F 6 x 36 F 6 x 37 6 x 41 F ou WS 6 x 43 F 8 x 19 S 8 x 25 F Diâmetro da polia ou tambor ( x Diâmetro do cabo . Em cabos não-rotativos esses momentos gerados são compensados uns com os outros por causa da construção do cabo. Quando o cabo se encontra sob tensão. DEM/UFRJ .

através da adição de materiais poliméricos. o usuário deve sempre consultar o fabricante do equipamento ou do respectivo cabo. Elétrica e Civil. máquinas elevadoras e de transporte de carga (guindastes. cabos submersos para a indústria de extração de petróleo em águas profundas. e em mais um grande número de aplicações. pontes e estruturas. A figura 31 mostra um modelo computacional elaborado simulando esta situação. DETECTORES DE DANO EM CABOS DE AÇO Estes instrumentos indicam a ocorrência de defeitos internos nos cabos de aço. 11. 10. COMENTÁRIOS FINAIS Os cabos de aço são extensamente utilizados nas Engenharias Mecânica. e também a diminuição dos custos. ou recorrer às normas. tais como: elevadores (de carga e passageiros). procurando determinar a distribuição e intensidade das tensões de contato entre os arames e pernas de cabos de aço.3. como por exemplo. Pode-se encontrá-los em diversos equipamentos bastante comuns. aeroplanos. Durante a passagem do cabo pelo detector o defeito é assinalado por um sinal sonoro (beep) e/ou sinal luminoso (LED). Estes estudos visam aumentar a resistência mecânica e a resistência aos fatores danosos do meio em que o cabo estiver trabalhando. São capazes de detectar defeitos como arames rompidos e corrosão localizada.). E para saber identificar qual cabo tem características não rotativas suficientes para receber um distorcedor em certo tipo de aplicação. DEM/UFRJ . gruas e etc. navios e plataformas. novas configurações e geometria e novos e mais econômicos processos de fabricação. Flávio de Marco Filho 29 .Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço Prof. Figura 30 – Detectores de defeitos em cabos de aço. Estes elementos mecânicos continuam em desenvolvimento e as pesquisas atuais envolvem a busca de novos materiais. No campo de pesquisas alguns estudos estão sendo desenvolvidos.Figura 29 – Distorcedores. O princípio de funcionamento é baseado em imã permanente. automóveis.

No campo tecnológico. Possui vedação plástica entre a alma e as pernas externas. Cabos de aço com material polimérico especial para preenchimento dos espaços internos. desta maneira.Figura 31 . vedação contra a penetração de sujeira e perda de lubrificante (lifetime lubricated) . já estão disponíveis no mercado. aumentando assim a resistência à corrosão.Tensão de contato em um modelo de cabo de aço. não rotativo. providenciando alta estabilidade estrutural e proteção da alma contra ambiente corrosivo. sobre o qual as pernas externas se acomodam. Cabo de elevação de carga. Flávio de Marco Filho 30 . A figura 32 mostra diversas configurações destes cabos. um revestimento. Forma-se. Intensamente lubrificado em todas as fases de fabricação. grandes desenvolvimentos na área de fabricação e produção estão sendo obtidos. 1-Duroplast 2-Stratoplast 3-Paraplast 4-Shovelplast 5-Superplast 6-Powerplast 7-Parafit 8-Starfit 9-Turboplast 10-Ultrafit Figura 32 – Diversas configurações de Cabos de aço com preenchimento. com todas as pernas compactadas. conservando de maneira eficiente o lubrificante no interior do cabo (lifetime lubricated). Esta técnica confere ao cabo estabilidade estrutural. DEM/UFRJ .Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço Prof. com excelente comportamento antigiratório. proteção contra atrito entre as pernas externas e internas. O revestimento plástico é aplicado fundido (para obter maior penetração) sobre a alma do cabo. A carga de ruptura mínima efetiva é excepcionalmente alta.

Esta apostila é componente importante do curso Elementos de Máquinas II do DEM/UFRJ. guindastes de plataforma offshore. bote de resgate (acima de 20 mmØ) e similar.Um exemplo de aplicação de um cabo de aço Powerplast (figura 32-6): cabo de elevação em guindastes de navio. O curso é composto das seguintes partes: . Todas elas são importantes e complementares. talhas elétricas. Flávio de Marco Filho 31 .exercícios em aula.material didático (apostila). Eles são trefilados com um perfil não circular de modo que ao se ajustarem formam pernas e posteriormente cabos com uma melhor configuração.provas e avaliações e . Isto pode ser observado em quase todos os cabos da figura 32. poços de mineração (Koepe-Hoist-Rope + Balance Rope). DEM/UFRJ . guinchos sistema Pull-in/Pull-out em plataforma offshore de produção. Outra modificação importante que vem sendo empregada é na geometria dos arames.aulas expositivas (transparências e/ou slides) .Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço Prof. .

Dc ⎨ ⎪ Am = F ⋅ D 2 = 0.Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço Prof.5 m/s é atingida em 0.5 T deve elevar uma carga de 1.5 s. Pede-se: a) b) c) d) calcular o diâmetro do cabo de aço 6 x 19 IPS-AF a ser utilizado.2 (equação 12) (a) -Tabela 6 – elevador de carga → v = 1.5 + 1.l + P = ⎢ ⎥ ⋅ 3. calcular o coeficiente de segurança real.0 + 3.5 T de uma profundidade de 850 m. Solução: a) Cabo de aço _ ? _ x 6 x 19 – AF. Am Fb = σ .395D 2 c ⎪ 1 24c 4 3 equação ( 2 ) ⎩ (b) Fb = σ .81m / s 2 ⎡ (3.10 −2.5 = = 3m / s 2 .384 Dc + 2611.3575 ⋅ Dc2 kgf P = Pelev + Pc arg a = 0.81 ⎣ ⎣ ⎦ 2 Ft d = 4.IPS .850.5 m/s → ⎡ P⎤ Ftd = ⎢ w.293Dc2 (c) DEM/UFRJ .067 Dc = = 13. Flávio de Marco Filho 32 . A velocidade de 1.l = 0. Am = 13.5 g = 9.395Dc2 ⇒ Fb = 5. verificar a possibilidade de falha na fadiga.l + ⎥ ⋅ a + w.4 x 0.10 −2.Ft + Fb CS = 8.4kgf / mm 2 ⎪σ = DS 45.Dc2 = 3.EXERCÍCIOS 1.3575 ⋅ Dc2 + 2000) ⎤ ⎡ P⎤ 2 Ftd = ⎢ w. determinar o alongamento do cabo quando a carga é colocada no interior do elevador.Da 900 ⋅ 0.l + P g⎦ ⎣ w.determinação das cargas atuantes: .tração dinâmica e flexão em torno da polia → Fu = CS .l + ⎥ ⋅ a + w. Um elevador pesando 0. no fundo da mina.5 = 2T = 2000kgf a= dv 1. dt 0.3575 ⋅ Dc + 2000 g⎦ 9.395.Dc2 .l = F .62 Eqação 1) ⎧ 6 74 4 (8 ⎪ E c .

8 eq.647.0015 K { Tabela 9 Su1 = Fu 83500 = Am 0.0015 x S u2 = 0.968.2726 ⎨ 6 ⎩0. (b) e (c) na equação (12).2700 ⇒ vida ≅ 10 ciclos d) Cálculo do alongamento: Δl = Respostas: F .l 1500 x 850 x 10 3 = ⇒ 248 .57 c) Verificação de falha por fadiga: 2 ⋅ Ft p p 2 × 8855 = = ⇒ = 181.Tabela 2) b) Cálculo de CS real: w.2 ⋅ (4.4 kgf/mm2 Su2 = Tabela 3 (180 – 200 kgf/mm2) p < Su1 = 181.Tabela 2 Cargas de Ruptura de Cabo de Aço 26 32 35 38 (d) Fu real 37.242 ⋅ Dc2 + 24415.7 kgf/mm2 K Dc ⋅ D s ⋅ K 38 × 45 × 0.25kgf CS real = ⇒ Ft = 8855kgf .384 ⋅ Dc2 + 2611.395 x 38 2 x 9000 a) Cabo de aço 38 x 6 x 19 – AF.2196 ⇒ falha por fadiga p = 0.l = 5.4 ⇒ vida finita (falha por fadiga) K p < Su2 = 181.3 Dc [substituir na eq. Fb = 76431kgf (Fu − Fb ) Ft = 83500 − 7643.500 Fu necessária 49..0015 x S u1 = 0. (d) AVALIAÇÃO 6 x 19 – AF .determinação da carga total [Fu = f(D)]: Substituindo (a).IPS b) CSreal = 8.Ec 0 . Flávio de Marco Filho DEM/UFRJ .900 58.25m Am.37 mm = 0 .57 c) Vida finita (falha por fadiga) d) Δl = 0.625 x850 = 4.Elementos de Máquinas II – EEK 452 33 .7 >146.293 ⋅ Dc2 ⇒ Fu = 41.936.1 ⇒ 8855 CS real = 8.500 83. tem-se: Fu = 8.(d)] Apêndice 2 .781.25 m Cabos de Aço Prof.9 63.4 kgf/mm2 ⇒ S u2 = 180.294.7 >180 ⇒ vida finita (falha por fadiga) K ⎧0.600 70.62) + 5.1 71.IPS Fu real < Fu necess → ñ “ →ñ “ →ñ Fu real > Fu nes → ok!! (Apêndice 2 .395 ⋅ 38 2 ( ) ⇒ S u1 = 146.8 80.

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F AACI 8 x 19 .F 6 x 25 .S 6 x 19 .W AACI 6 x 26 .WS AACI 6 x 36 . Flávio de Marco Filho 35 . 1x7 3x7 4x7 1 x 19 1 x 37 7x7 19 x 7 17 x 7 7 x 19 7 x 37 18 x 7 7x7x7 6x7 6 x 12 6 x 19 6 x 24 6 x 30 6 x 37 6 x 19 .S AACI 6 x 3 x 19 6x3x7 6 x 3 x 19 .W 6 x 19 AACI 6 x 37 AACI 6 x 25 .F 6 x 37 .WS 8 x 25 .W 6 x 21 .W AACI 8 x 25 .F 6 x 29 .WS AACI 6 x 31 .WS AACI 7 x 7 x 19 .S 8 x 19 .F AACI 6 x 41 .WS 6 x 31 .S DEM/UFRJ .Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço Prof.F AACI 6 x 29 .F 8 x 19 .SeS 6 x 26 .SeS 6 x 19 .APÊNDICE 1 – Cabos de aço mais comuns.WS 6 x 36 .S 8 x 19 .S AACI 6 x 37 .F AACI 6 x 19 .

480 4. [11] 1.5 11.Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço Prof.APÊNDICE 2 – Carga de Ruptura dos Cabos de Aço.310 0.5 13 14.830 3.8 6. Flávio de Marco Filho 36 .560 0.710 0.: Cabo de aço 6 x 7 – AA ⇒ FuAA = 1.220 0.5 16 19 22 26 29 32 35 38 5/64 3/32 1/8 3/16 1/4 5/16 3/8 7/16 1/2 9/16 5/8 3/4 7/8 1 1 1/8 1 1/4 1 3/8 1 1/2 0.710 2.140 0.430 0.230 5.4 8 9.880 1.030 208 300 520 1180 2090 3230 4630 6260 8130 10200 12600 18000 24200 31300 39300 48100 57700 68000 236 340 600 1350 2390 3720 5320 7190 9340 11800 14400 20600 27800 36000 45200 55300 66300 78200 Obs.230 2.2 4.075 x FuAF PesoAA = 1.1 x PesoAF DEM/UFRJ .4 3.250 1.019 0.013 0.078 0. Cabo de Aço polido de classificação 6 x 7 .034 0.AF 6 x 7 – AF (1 + 6) Diâmetro Diâmetro [mm] [in] Peso aproximado [kg/m] Carga de Ruptura mínima efetiva – Fu [kgf] Plow Steel Improved Plow Steel 160-180 kgf/mm2 180-200 kgf/mm2 2 2.

732 5.2 4.625 6.5 13 14.2.039 0. Cabo de Aço polido de classificação 6 x 19 – AF 6 x 19 (1 + 6/12) 6 x 19 W (1 + 6 + (6 + 6)) 6 x 19 S (1 + 9 + 9) 6 x 21 F (1 + 5 + 5 + 10) 6 x 25 F (1 + 6 + 6 +12) 6 x 26 WS (1 + 5 + (5 + 5) + 10 Diâmetro [mm] Diâmetro [in] Peso aproximado [kg/m] Carga de Ruptura mínima efetiva – Fu [kgf] Mild Plow Steel 140-160 kgf/mm2 Plow Steel 160-180 kgf/mm2 Improved Plow Steel 180-200 kgf/mm2 3.5 11.169 3.919 2.625 0.795 10.156 0.413 1.244 0.664 14.913 4.664 8.107 11400 16300 22000 620 1400 2480 3860 5530 7500 9710 12200 15100 21600 29200 37900 47700 58600 70500 83500 97100 112000 128000 145000 162000 181000 195000 660 1480 2630 4090 5860 7950 10290 12990 16000 22900 30950 40170 50600 62110 74900 88500 DEM/UFRJ .088 0. Flávio de Marco Filho 37 .500 3.476 0.982 1.8 6.Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço Prof.351 0.5 16 19 22 26 29 32 35 38 42 45 48 52 54 58 60 1/8 3/16 1/4 5/16 3/8 7/16 1/2 9/16 5/8 3/4 7/8 1 1 1/8 1 1/4 1 3/8 1 1/2 1 5/8 1 3/4 1 7/8 2 2 1/8 2¼ 2 3/8 0.607 7.295 12.188 0.000 11.4 8 9.

5 13 14.382 0.684 0.005 12.3.5 11.113 2.208 6. Cabo de Aço polido de classificação 6 x 19 – AACI 6 x 19 (1 + 6 + 12) 6 x 19 W (1 + 6 + (6 + 6)) 6 x 19 S (1 + 9 + 9) 6 x 21 F (1 + 5 + 5 +10) 6 x 25 F (1 + 6 + 6 +12) 6 x 26 WS (1 + 5 + (5 + 5) + 10 Diâmetro Diâmetro [mm] [in] Peso aproximado [kg/m] Carga de Ruptura mínima efetiva – Fu [kgf] Improved Plow Steel 180-200 kgf/mm2 Extra Improved Plow Steel 200-230 kgf/mm2 3.190 7.928 15.653 11. Flávio de Marco Filho 38 .425 13.5 16 19 22 26 29 32 35 38 42 45 48 52 54 58 60 64 1/8 3/16 1/4 5/16 3/8 7/16 1/2 9/16 5/8 3/4 7/8 1 1 1/8 1 1/4 1 3/8 1 1/2 1 5/8 1 3/4 1 7/8 2 2 1/8 2 1/4 2 3/8 2 1/2 0.2 4.8 6.428 9.Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço Prof.548 2.482 4.043 0.878 1.300 5.267 0.528 0.251 8.193 660 1500 2660 4150 5940 8060 10410 13110 16230 23220 31390 40740 51280 62990 75790 89760 104400 120400 137600 155870 174150 194570 217000 238000 770 1730 3080 4780 6845 9250 12065 15240 18685 26670 36105 46900 58965 72485 87090 103420 119750 138800 157850 179625 200485 224070 249000 274000 DEM/UFRJ .096 0.4 8 9.515 17.071 1.171 0.753 3.

169 3.088 0.476 0. Cabo de Aço polido de classificação 6 x 37 – AF 6x31 WS (1+6+(6+6)+12) 6x36 WS (1+7+(7+7)+14) 6x41 F (1+8+8+8+16) 6x41 WS (1+8+(8+ 8)+16) 6x37 W (1+6+(6+6)/18) 6x46 F (1+9+9+9+18) 6x47 WS (1+6/8+(8+8)+16) 6x49 FS (1+8+8+16+16) Diâmetro [mm] 4.351 0.795 10.188 0.625 6.913 4.664 8.Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço Prof.244 0.500 3.8 6.625 0.5 11.4 8 9.295 12.732 5.982 1.5 16 19 22 26 29 32 35 38 42 45 48 52 54 58 60 64 Diâmetro [in] 3/16 1/4 5/16 3/8 7/16 1/2 9/16 5/8 3/4 7/8 1 1 1/8 1 1/4 1 3/8 1 1/2 1 5/8 1 3/4 1 7/8 2 2 1/8 2 1/4 2 3/8 2 1/2 Peso aproximado [kg/m] 0.5 13 14.107 15.413 1.919 2.156 0. Flávio de Marco Filho 39 .000 11.664 14.4.607 7.633 Carga de Ruptura mínima efetiva – Fu [kgf] Improved Plow Steel 180-200 kgf/mm2 1400 2480 3860 5530 7500 9710 12200 15100 21600 29200 37900 47700 58600 70500 83500 97100 112000 128000 145000 162000 181000 195000 216000 DEM/UFRJ .

700 44.5 11.382 0.684 0. Cabo de Aço polido de classificação 6 x 37 – AACI 6x31 WS (1+6+(6+6)+12) 6x36 WS (1+7+(7+7)+14) 6x41 F (1+8+8+8+16) 6x41 WS (1+8+(8+8)+16) 6x37 W (1+6+(6+6)/18) 6x46 F (1+9+9+9+18) 6x47 WS (1+6/8+(8+8)+16) 6x49 FS (1+8+8+16+16) Diâmetro [mm] 4.000 20.5.300 19.800 24.653 11.425 13.Elementos de Máquinas II – EEK 452 Cabos de Aço Prof.190 7.071 1.251 8.005 12.096 0.800 22.267 0.700 26.8 6.000 31.928 15.800 38.500 17.113 2.878 1.171 0.300 5.428 9.800 29.4 8 9. Flávio de Marco Filho 40 .000 Carga de Ruptura mínima efetiva – Fu [kgf] Improved Plow Steel Extra Improved Plow Steel 180-200 kgf/mm2 200-230 kgf/mm2 1500 1730 2660 3080 4150 4780 5940 6845 8060 9250 10410 12065 13110 15240 16230 18685 23220 26670 31390 36105 40740 46900 51280 58965 62990 72485 75790 87090 89760 103420 104400 119750 120400 138800 137600 157850 155870 179625 174150 200485 194570 224070 217000 249000 238000 274000 261000 299000 285000 333000 309000 361000 336000 389000 362000 417000 389000 447000 416000 487000 445000 519000 505000 585000 569000 665000 DEM/UFRJ .5 16 19 22 26 29 32 35 38 42 45 48 52 54 58 60 64 67 71 74 77 80 83 87 90 96 103 Diâmetro [in] 3/16 1/4 5/16 3/8 7/16 1/2 9/16 5/8 3/4 7/8 1 1 1/8 1 1/4 1 3/8 1 1/2 1 5/8 1 3/4 1 7/8 2 2 1/8 2 1/4 2 3/8 2 1/2 2 5/8 2 3/4 2 7/8 3 3 1/8 3 1/4 3 3/8 3 1/2 3 3/4 4 Peso aproximado [kg/m] 0.208 6.300 33.548 2.482 4.5 13 14.528 0.753 3.

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