Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares

Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares

Identificação de Riscos e Prevenção de Acidentes Adequação a NT 16/2005

RS Setembro de 2006

Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO .............................................................................................. 05 1 INTRODUÇÃO ................................................................................................. 09 2 PRENSAS ........................................................................................................ 2.1 PRENSAS MECÂNICAS EXCÊNTRICAS DE ENGATE POR CHAVETA OU ACOPLAMENTO EQUIVALENTE – PMEEC ............................................ 2.1.1 Estrutura ............................................................................................. 2.1.2 Cadeia cinemática ............................................................................. 2.1.3 Zona de prensagem ........................................................................... 2.1.4 Proteção em prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta ......................................................................................................... 2.2 PRENSAS MECÂNICAS EXCÊNTRICAS COM FREIO/EMBREAGEM – PMEFE ............................................................................................................. 2.2.1 Estrutura ............................................................................................. 2.2.2 Cadeia cinemática ............................................................................. 2.2.3 Sistema freio/embreagem ................................................................. 2.2.3.1 Sistema conjugado ........................................................................ 2.2.3.2 Sistema separado .......................................................................... 2.2.4 Válvula de segurança ........................................................................ 2.2.5 Zona de prensagem ........................................................................... 2.2.6 Proteção em prensas mecânicas excêntricas com freio/embreagem ......................................................................................... 2.3 PRENSAS MECÂNICAS DE FRICÇÃO COM ACIONAMENTO POR FUSO - PMFAF................................................................................................. 2.3.1 Estrutura ............................................................................................. 2.3.2 Cadeia cinemática ............................................................................. 2.3.3 Zona de prensagem ........................................................................... 2.3.4 Proteção em prensas com acionamento por fuso ......................... 2.4 PRENSAS HIDRÁULICAS – PH ............................................................... 2.4.1 Estrutura ............................................................................................. 2.4.2 Principais componentes da PH ........................................................ 2.4.2.1 Válvula ou bloco de segurança hidráulico ..................................... 2.4.2.2 Válvula de retenção ....................................................................... 2.4.3 Zona de prensagem ........................................................................... 2.4.4 Proteção em prensas hidráulicas .................................................... 3 EQUIPAMENTOS SIMILARES ....................................................................... 3.1 MARTELO PNEUMÁTICO ......................................................................... 3.1.1 Proteção em martelos pneumáticos ................................................ 3.2 MARTELO DE QUEDA .............................................................................. 3.2.1 Proteção em martelos de queda ...................................................... 3.2.2 Cinta .................................................................................................... 3.2.3 Volantes e polias ............................................................................... 3.3 DOBRADEIRA OU PRENSA VIRADEIRA ................................................. 3.3.1 Proteção em dobradeiras .................................................................. 10 10 11 11 16 18 19 21 21 23 24 24 25 26 27 29 30 30 31 31 34 34 35 36 37 38 38 40 40 40 41 41 42 42 43 44
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3.4 GUILHOTINA, TESOURA E CISALHADORA (MANUAL, MECÂNICA E HIDRÁULICA) ................................................................................................. 3.4.1 Proteção em guilhotinas, tesouras e cisalhadoras ....................... 3.5 ROLO LAMINADOR, LAMINADORA E CALANDRA ................................. 3.5.1 Proteção em rolo laminador, laminadora e calandra ..................... 4 FERRAMENTAS, ESTAMPOS OU MATRIZES ............................................. 4.1 MOVIMENTAÇÃO DE FERRAMENTAS ................................................... 5 SISTEMAS DE ALIMENTAÇÃO / EXTRAÇÃO .............................................. 5.1 MANUAL .................................................................................................... 5.2 GAVETA .................................................................................................... 5.3 BANDEJA ROTATIVA OU TAMBOR DE REVÓLVER .............................. 5.4 POR GRAVIDADE, QUALQUER QUE SEJA O MEIO DE EXTRAÇÃO ... 5.5 MÃO MECÂNICA OU ROBÔ ..................................................................... 5.6 TRANSPORTADOR OU ALIMENTADOR AUTOMÁTICO ........................ 5.7 DESBOBINADEIRA E ENDIREITADEIRA ................................................ 5.7.1 Proteção em desbobinadeiras e endireitadeiras ............................ 6 DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO AOS RISCOS EXISTENTES NA ZONA DE PRENSAGEM OU DE TRABALHO ............................................................. 6.1 PROTEÇÕES FIXAS ................................................................................. 6.2 PROTEÇÕES MÓVEIS ............................................................................. 6.3 ENCLAUSURAMENTO DA ZONA DE PRENSAGEM .............................. 6.4 FERRAMENTA FECHADA ........................................................................ 6.5 COMANDO BI-MANUAL ............................................................................ 6.6 CORTINA DE LUZ ..................................................................................... 7 OUTROS DISPOSITIVOS COMPLEMENTARES PARA MONITORAMENTO DE ÁREA .......................................................................... 7.1 SCANNER ................................................................................................. 7.2 TAPETE DE SEGURANÇA .......................................................................

47 48 49 51 52 54 56 56 58 59 60 61 61 62 62 65 65 65 66 68 70 71 75 75 76

8 DISPOSITIVOS DE PARADA DE EMERGÊNCIA .......................................... 78 9 MONITORAMENTO DO CURSO DO MARTELO ........................................... 79 10 COMANDOS ELÉTRICOS DE SEGURANÇA .............................................. 80 10.1 CONTROLADOR LÓGICO PROGRAMÁVEL (CLP) DE SEGURANÇA . 81 10.2 RELÉS DE SEGURANÇA ....................................................................... 81 11 SISTEMAS DE RETENÇÃO MECÂNICA – CALÇOS DE SEGURANÇA .... 83 12 PLATAFORMAS DE ACESSO ..................................................................... 13 MANUTENÇÃO ............................................................................................. 85 86

14 ATERRAMENTO ELÉTRICO ........................................................................ 88
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........................................ ANEXO A – Nota Técnica nº 16/2005 ....................................................................................... ANEXOS ..................3 DO EMPREGADO (OPERADOR DE PRENSAS E SIMILARES) .............................................. GLOSSÁRIO .............................................................................................................. ANEXO C – Classificação e resumo das principais normas de segurança de máquinas .................................................. 18..... manutenção e procedimento seguro de trabalho ............................................Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 15 TRANSFORMAÇÃO DE PRENSAS E SIMILARES .......................1 DO FABRICANTE .................... treinamento...........................................1 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO MÍNIMO ........................................................................................................................................................ ANEXO B – Diagrama de hierarquia da legislação ........................ REFERÊNCIAS .. 93 95 96 97 98 99 99 108 109 115 125 127 4 .......................... 91 18 DAS RESPONSABILIDADES ............ 16 ASPECTOS ERGONÔMICOS .......................................................................................2 DO EMPREGADOR................................. 91 17............................................................. ANEXO D – Sugestão de planilhas e check-list de cadastro. PROPRIETÁRIO OU USUÁRIO DE PRENSAS E SIMILARES ............................................................................................. 18.......................... 19 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................... 89 90 17 TREINAMENTO ......RETROFITING .......................................... 18.....................

visando o estabelecimento de proteções e procedimentos para trabalho seguro com prensas e similares. técnicos e acadêmicos. além das representações sindicais. com o apoio da DRT/SP.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares APRESENTAÇÃO No início da década de 1980. Significativa parcela das lesões dos membros superiores se originava de trabalho com prensas e similares. 38% exigiam o ingresso das mãos dos operadores nas zonas de prensagem e 78% apresentavam a zona de prensagem aberta. In: Costa e cols. Programa de saúde dos trabalhadores. a Convenção Coletiva Geral dos Metalúrgicos de São Paulo promoveu a criação de uma subcomissão bipartite de caráter permanente. Condições de trabalho na operação de prensas. 267-294. em busca de um diagnóstico aperfeiçoado. a DRT/SP. abriu a discussão com órgãos públicos. 1989. de 1993 a 1995. 5 . p. começavam a externalizar para a sociedade o sofrimento das vítimas de acidentes de trabalho. Experiência da Zona Norte : Uma Alternativa em saúde pública. Hucitec. revelando que 91% destas máquinas eram do tipo “engate de chaveta”. 1 MAGRINI Rui. específica para estudar o assunto. onde evoluiu o entendimento entre as partes. Em 1996. Nascia assim o PPRPS – Programa de Prevenção de Riscos em Prensas e Similares. a Portaria DRT/SP nº 50 de 11/9/1997 cria a Comissão de Negociação Tripartite sobre proteção em Prensas Mecânicas. A grande quantidade destas máquinas instaladas no parque fabril nacional levou à necessidade de ações coletivas. entidades representativas de trabalhadores. Em 1989. MARTARELLO. Na continuidade. Magrini e colaboradores1 pesquisaram condições de trabalho com prensas mecânicas nas indústrias da zona norte da cidade de São Paulo. São Paulo. Norton. Tais situações corroboravam o elevado número de acidentes graves apresentados nas estatísticas da Previdência Social. Num esforço para reversão desta situação.

que premiou com o 1º lugar. causados por acidentes de trabalho. a Convenção Coletiva adotando a obrigatoriedade de implantação do PPRPS pelos signatários. desde o final de 1997. o vídeo elaborado em conjunto pela DRT/SP/Fundacentro e o Sindicato dos Metalúrgicos de SP. Mogi das Cruzes e região. Em outros estados do Brasil.700 acidentes: 500 (30%) atingiram a mão do trabalhador. dentre concorrentes internacionais. Trabalhando em Caxias do Sul/RS. foi firmada. A DRT/RS procurou estabelecer instâncias de negociação tripartite. demonstrando o andamento das negociações e meios de prevenção de acidentes com prensas e similares. “Máquina Risco Zero”. O mesmo estudo apontou que a indústria metalúrgica foi responsável por 50% dos acidentes. o Brasil foi sede do XV Congresso Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho. analisaram extensa casuística de traumatismos de mão. a exemplo do que já vinha acontecendo no centro do país. buscando a sinergia das ações desenvolvidas em conjunto pelo Ministério do Trabalho e Emprego e representações de trabalhadores e empregadores. 6 . Embalados pelo clima festivo da premiação e pelo estabelecimento. João Fernando dos Santos Mello e colaboradores. através da Norma ABNT NBR 13930 . os acidentes de trabalho demonstravam a necessidade de enfrentamento do problema e a busca por soluções coletivas.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Em abril de 1999. o Dr. em 27 de maio de 1999. da proibição de construção de prensas com engate de chaveta. Nos cinco primeiros meses do ano de 1993 foram analisados 1. com alcance aos municípios de São Paulo. como MG e RS.Prensa Mecânica – Requisitos de Segurança. sendo que 398 restaram em amputação de dedos. destacando-se as prensas como as máquinas que mais vitimaram trabalhadores.

dentre as ações para enfrentamento do problema. responsáveis por 42% dos casos de esmagamento de dedos ou de mãos registrados em 1995 e 25% de todos os acidentes graves causados por máquinas no mesmo ano. a fim de uniformizar e divulgar boas práticas em nível nacional. o Ministério do Trabalho. a qual estabeleceu princípios para proteção de prensas e similares. Grande parte desses acidentes ocorre em razão da utilização de máquinas obsoletas e inseguras. Mais recentemente. e estendida para todo estado de São Paulo. Em 2001. ouvidos os trabalhadores. as prensas para metalurgia. surgiu a necessidade da criação do Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares. divulgar boas práticas a serem adotadas por todos aqueles que fabricam e utilizam prensas e similares. construção e utilização. Durante o ano de 2000 foi elaborado um diagnóstico para priorização de estratégias de redução de acidentes. a identificação e formas de erradicação dos riscos mais comuns presentes nas operações com prensas e similares. reduzir os acidentes de 7 .requisitos técnicos de segurança para o projeto. com pequenas adequações. publicou nota técnica. empregadores e fabricantes.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Orientados pelo planejamento nacional. a convenção coletiva que estabelecia o PPRPS foi ampliada para as outras convenções já existentes. que subdividiu a geografia de riscos do trabalho no país. Em 2004. o qual foi confirmado pelo estudo apresentado pelo Ministério da Previdência e Assistência Social – Máquinas e Acidentes de Trabalho. em 2000 foi estabelecida como meta macro regional no Estado do RS.Máquinas injetoras para plásticos e elastômeros . instrumento para difundir. como de injetoras e galvânica. a redução de acidentes na indústria metalúrgica. que levou o número NT 37/2004. tem como objetivo potencializar as ações tripartites. que identificou dentre as máquinas que mais causam acidentes. de forma mais efetiva e abrangente. nota esta que foi substituída pela Nota Técnica de número NT 16/2005. O presente manual. incluindo a divulgação da NBR 13536 . fundamentado na NT 16/2005.

no intuito de preservar a integridade física do trabalhador. fundamentalmente.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares trabalho. e. bem orientar empresas e empregados com relação às regras básicas de segurança que deverão ser atendidas no dia-a-dia. 8 .

Este Manual classifica as prensas mais encontradas na indústria.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 1 INTRODUÇÃO Todas as máquinas e os equipamentos com acionamento repetitivo. devem ter dispositivos apropriados de segurança para o seu. 9 . conforme segue. Como o objetivo deste Manual é trazer condições mínimas de proteção a um grupo específico de máquinas (prensas e similares). conforme disposto na NR 12 – Máquinas e Equipamentos. e que deverão ser equipadas com dispositivos de segurança citados na NT 16/2005. de acordo com a NT 16/2005. passarse-á a enfocar os aspectos peculiares a cada máquina e equipamento. que não tenham proteção adequada. oferecendo risco ao operador. Esta norma regulamentadora traz medidas de ordem geral.

horizontal ou inclinada. 10 . puxando uma mola que faz com que a chaveta rotativa seja acoplada à bucha de engate. As prensas.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 2 PRENSAS Prensas são máquinas utilizadas na conformação e corte de materiais diversos. movimentado por um motor elétrico. através de um pedal elétrico. pneumático ou hidráulico. com mesa fixa ou regulável. O volante.PMEEC As Prensas Mecânicas Excêntricas de Engate por Chaveta (PMEEC) têm como características o curso limitado. responsável pela transformação do movimento rotativo em movimento linear. 2. manivelas ou fusos). onde o movimento do martelo (punção) é proveniente de um sistema hidráulico/pneumático (cilindro hidráulico/pneumático) ou de um sistema mecânico (o movimento rotativo é transformado em linear através de sistemas de bielas. quanto ao sistema de transmissão do movimento do martelo. um dispositivo mecânico ou pistão hidráulico movimenta um pino em forma de “L”. ou comando bi-manual (é proibido o uso de pedais ou alavancas mecânicas). com transmissão direta do volante ou com redução por engrenagens. Neste manual abordaremos as mais utilizadas no parque industrial brasileiro. energia constante e força variável do martelo em função da altura de trabalho. está apoiado na extremidade de um eixo.1 PRENSAS MECÂNICAS EXCÊNTRICAS DE ENGATE POR CHAVETA OU ACOPLAMENTO EQUIVALENTE . Em sua outra extremidade o eixo está fixado em uma bucha excêntrica. transmitindo o movimento de rotação ao conjunto eixo/bucha excêntrica. Quando acionada. Podem ter o corpo em forma de “C” (com um montante) ou em forma de “H” (com duplo montante). alojada em uma biela. apresentam diversas modalidades. através de uma bucha de engate onde se encaixa uma chaveta rotativa (meia cana).

sendo largamente encontrada em estamparias onde são requeridos maior precisão e repuxos pouco profundos. 2.1. realizando o trabalho de descida e subida do martelo. por seu menor custo e baixa complexidade construtiva. 2. possuem ciclo completo de trabalho.2 Cadeia cinemática 11 . Figura 1 –MEEC completamente desprotegida. não sendo possível comandar a parada imediata do martelo após iniciado o seu movimento de descida. uma vez acionadas. que consiste no movimento do martelo a partir de sua posição inicial. e retorno à posição inicial do ciclo. no Ponto Morto Superior (PMS). até o Ponto Morto Inferior (PMI). Este é o tipo de prensa mais utilizado no Brasil.1. aço fundido ou em chapa de aço soldada.1 Estrutura A PMEEC pode ser confeccionada em ferro fundido. As Prensas Mecânicas Excêntricas de Engate por Chaveta (PMEEC).Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares transformado em movimento linear pela biela.

os eixos. as engrenagens.Eixo D . Figura 5 – Eixo rompido da PMEEC. Figura 3 – Eixo excêntrico da PMEEC. Figura 4 – Biela da PMEEC. as correias. etc. Legenda: A .Biela E .Motor B .Martelo Figura 2 – Desenho esquemático da cadeia cinemática da PMEEC. São exemplos os volantes. as guias.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares São todas as peças que geram um movimento para ser aplicado no martelo. 12 .Volante C . as bielas.

pois em caso de ruptura do eixo (Figura 5) por sobrecarga ou fadiga. integral e resistente. 13 . Figura 8 – PMEEC com proteção contra queda da biela.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares IMPORTANTE O conjunto ponta do eixo biela deverá ter proteção fixa. evitará que a biela se projete sobre o operador. Figura 6 – Martelo. Figura 7 – PMEEC com risco de queda de biela por rompimento do eixo.

buchas e eixo. Figura 11 – Pino L e chaveta: detalhe.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figura 9 – Mecanismo de acionamento da chaveta (caixa de disparo). Figura 10 – Componentes do acoplamento: chaveta. pino L. 14 .

Este último caso representa o mais inesperado. entre outros. 3. sem ter havido imposição do mecanismo de acionamento. ela pode então retomar novo ciclo. Este elemento da máquina está normalmente submetido a diversos e repetitivos esforços. desincronizando o engate e rompendo a chaveta causando o repique. Após ter efetuado uma volta. que podem alcançar 8000 ciclos/dia. Este se trata do golpe redobrado imediato. é freqüente nestas prensas a ocorrência de um fenômeno denominado “REPIQUE” (repetição de golpe). que retorna para sua posição desligada ou desengatada muito tarde: a chaveta pára. portanto é o que oferece o maior risco de acidentes. por uma ou mais vezes. desse modo. deverá ser analisada a necessidade de inspeção no(s) reservatório(s). 15 . Outro ponto que deve ser destacado como integrante da formação do golpe redobrado ou repique é a ruptura da chaveta por fadiga. conforme estabelecido na NR13. a chaveta não encontra a lingüeta partindo então para uma nova volta. como a quebra ou desgaste da chaveta ou do pino “L”. 2. ou lingüeta. pois sofrem contra-golpe após a batida. Merece especial atenção: Prensas que utilizam bolsa (almofada) de ar. Quando a máquina possui elementos acumuladores de fluídos incorporados ao seu sistema de comando.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares RUPTURA DE CHAVETA Figura 12 – Componentes montados. mas em posição precária ou instável e. relaxamento das molas. Figura 13 – Chaveta quebrada. O outro tipo se refere à escora. Principais causas do REPIQUE: 1. IMPORTANTE Devido às suas características construtivas. ocasionando a descida involuntária do martelo. devido a falhas mecânicas no sistema de acoplamento.

2. deverá ainda se utilizar dispositivo de retenção mecânica (calço) instalado entre a mesa e o martelo. é chamado Zona de Prensagem. dotado de bloqueio que impeça qualquer partida inesperada. poderá se dispor de proteção móvel intertravada que garanta a parada total da máquina (monitor de detecção de movimento). onde se coloca o ferramental. através de proteção física fixa durante o ciclo normal de trabalho. Figura 14 – Reservatório de fluído instalado na prensa desprotegida. Por este motivo deverá ser impedido o acesso por todos os lados. 16 .Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figura 15 – Reservatório de fluído. sendo a área onde o martelo aplica a força.1. A máquina deverá ser provida de chave seccionadora ou dispositivo de mesma eficácia.3 Zona de Prensagem O espaço entre o martelo e a mesa da prensa. repetindo-se várias vezes ao longo da jornada. visto que a exposição do operador pode ocorrer a cada ciclo. Para manutenção ou troca de ferramental. Nela encontra-se a maior área de risco.

Figura 16 – PMEEC totalmente desprotegida com pedal.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares IMPORTANTE É proibido o uso de pedais ou alavancas mecânicas para o acionamento. porém não constituem proteção. respeitando as dimensões previstas na NBRNM-ISO 13853. pneumática ou hidráulica. dentro de uma caixa de proteção. Poderá ser admitida a utilização de pedais com atuação elétrica. Comandos do tipo bi-manual poderão ser utilizados como acionadores a fim de eliminar o pedal. desde que não haja acesso à Zona de Prensagem através de barreira física ou quando utilizada ferramenta fechada. 17 . Figura 17 – PMEEC totalmente desprotegida com alavanca.

com proteções fixas. de modo a permitir a abertura somente após a parada total dos movimentos de risco ou.1. e.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figura 18 – Pedal elétrico protegido contra acionamento acidental (caixa de proteção). 2. vestimenta. sendo considerada situação de grave e iminente risco a falta de proteção que impeça o acesso das mãos do trabalhador na zona de prensagem. 18 . b) operar somente com ferramentas fechadas. Para tanto.4 Proteção em prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta Para as prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta deverá ser garantido o impedimento físico ao ingresso de qualquer parte do corpo. ficando vedado o uso de afasta-mão ou similar para operações de qualquer espécie. e especialmente das mãos do operador na zona de prensagem. havendo necessidade de troca freqüente de ferramentas com proteções móveis dotadas de intertravamento com bloqueio. Dispositivos como pinças magnéticas ou mecânicas e tenazes podem ser utilizadas somente para atividades de forjamento a quente ou a morno. podendo levar a imediata interdição do equipamento pela fiscalização do Ministério do Trabalho. com medidas de proteção que garantam o distanciamento do trabalhador à área de risco. por meio de chave de segurança. as empresas devem valer-se dos seguintes recursos tecnológicos: a) ser enclausuradas. IMPORTANTE Para as prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta deverá ser adotado pelo menos um dos recursos acima apresentados.

Podem ter o corpo em forma de “C” (com um montante) ou em forma de “H” (com duplo montante). 19 . Estas proteções deverão prever a retenção mecânica dos componentes quanto à queda por ruptura dos mesmos. energia constante e força variável do martelo em função da altura de trabalho. ligado a um sistema de freio/embreagem.PMEFE As Prensas Mecânicas Excêntricas com Freio/Embreagem (PMEFE) também têm como características o curso limitado.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figura 19 – PMEEC desprotegida. correias e engrenagens. horizontal ou inclinada. responsável pela transformação do movimento rotativo em movimento linear. com mesa fixa ou regulável. alojada em uma biela. através de chapa ou outro material rígido que impeça o ingresso das mãos e dedos nas áreas de risco tais como volantes. (própria para troca freqüente de ferramenta) Deverão ainda. 2. Figura 20 – PMEEC dotada de proteção móvel intertravada na zona de prensagem. ser providas de proteção fixa integral e resistente.2 PRENSAS MECÂNICAS EXCÊNTRICAS COM FREIO/EMBREAGEM . O volante. movimentado por um motor elétrico. polias. com transmissão direta do volante ou com redução por engrenagens. está apoiado na extremidade de um eixo. Em sua outra extremidade o eixo está fixado em uma bucha excêntrica.

entre outros. liberando o freio e. transmitindo o movimento de rotação ao conjunto eixo/bucha excêntrica. Uma vez executado o ciclo. Diferentemente das Prensas Mecânicas Excêntricas de Engate por Chaveta (PMEEC). devido a falhas na válvula ou no sistema de acoplamento. a exemplo do que vem acontecendo no restante do mundo. porém em casos onde tecnicamente não é possível a utilização de acionamento através de controle bi-manual. pneumático ou hidráulico. permitindo a entrada do fluído. acoplando a embreagem. uma vez acionadas. cortina de luz ou utilização de ferramenta fechada. este fluído é liberado e o martelo pára. transformado em movimento linear pela biela. pois estas unidades são normalmente freadas. O número de pedais deverá corresponder ao número de operadores na prensa. ou comando bi-manual. por uma ou mais vezes. Os pedais de acionamento estão historicamente ligados a acidentes e devem ser evitados. simultaneamente. através de um pedal elétrico.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Quando acionada. podem ter o movimento de descida do martelo interrompido durante o ciclo de trabalho. realizando o trabalho de descida e subida do martelo. 20 . Este tipo de prensa. ocasionando a descida involuntária do martelo. através do freio que é acionado por molas. como o desgaste do freio. estas prensas. tende a substituir as Prensas Mecânicas Excêntricas de Engate por Chaveta (PMEEC) nas indústrias do Brasil. de forma a impedir o funcionamento acidental da prensa sem que todos os pedais sejam acionados. por ser mais confiável e ter as mesmas características de produção. com chave seletora de posições tipo yale ou outro sistema com função similar. poderá ser admitido o uso de pedais com atuação elétrica. uma ou mais válvulas pneumáticas ou hidráulicas recebem o sinal. As Prensas Mecânicas Excêntricas com Freio/Embreagem (PMEFE) também podem apresentar o “repique” (repetição de golpe). pneumática ou hidráulica desde que instalados em uma caixa de proteção contra acionamento acidental e somente com a zona de prensagem protegida através de barreira física.

2.2 Cadeia cinemática São todas as peças que geram um movimento para ser aplicado no martelo. aço fundido ou em chapa de aço soldada. etc. 2. as guias. as correias. 21 . os eixos.1 Estrutura Pode ser confeccionada em ferro fundido. São exemplos os volantes.2.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 2. as engrenagens. Figura 21 – Desenho esquemático cadeia cinemática e estrutura da PMEFE.

polias. 22 . através de chapa ou outro material rígido que impeça o ingresso das mãos e dedos nas áreas de risco tais como: volantes.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figura 22 – Eixo excêntrico. Figura 25 – PMEFE desprotegida no conjunto eixo biela e zona de prensagem. Por se tratar de prensa excêntrica mecânica. correias e engrenagens. integral e resistente contra queda da biela e nas transmissões de força. Figura 23 e 24 – Biela com martelo acoplado e martelo biela simples. deverá receber proteção fixa.

Figura 28–ConjuntoFreio/ Embreagem: detalhes.3 Sistema Freio/Embreagem Sistema utilizado em prensas para acoplar o eixo de rotação ao mecanismo biela/manivela.2. 23 . 2. Figura 27 – Conjunto Freio / Embreagem instalado. garantindo a parada do movimento em qualquer posição do curso de deslocamento do martelo.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figura 26 – PMEFE protegida.

Executado o ciclo. este fluído é liberado e a prensa pára através do freio acionado por molas. que libera o freio e aciona a embreagem.2.3. A embreagem é ancorada ao volante sendo necessárias duas válvulas de segurança.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 2. 2. Fonte: SENAI/SP. 24 . Figura 29 – Sistema de freio/embreagem posição de repouso – máquina parada. a embreagem é montada de um lado da máquina e o freio do outro.2 Sistema Separado Para prensas de grande porte.3. seu acionamento deve ser sincronizado liberando o freio antes da embreagem e atuando o freio após a liberação da embreagem. uma vez acionada a válvula de segurança o fluído é introduzido na câmara.1 Sistema Conjugado Seu acionamento pode ser pneumático ou hidráulico.2.

A confiabilidade da precisão de parada de movimento do martelo depende da válvula de segurança ser livre de pressão residual. conforme a NBR 14009. incorporado à válvula de segurança ou em qualquer outro componente do sistema. de fluxo cruzado. micro-switches ou sensores de proximidade. evitando uma nova descida involuntária do martelo (repique). Fonte: SENAI/SP. Nos modelos de válvulas com monitoração dinâmica externa por pressostato.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figura 30 – Sistema freio/embreagem posição de funcionamento – máquina em movimento.7 da NBR 13930 e a EN 692. garantindo ainda em qualquer tempo a parada da descida do martelo através de uma rápida liberação do ar e o acoplamento do freio. 2.2.4 Válvula de segurança As prensas mecânicas excêntricas com freio/embreagem e seus respectivos similares devem ser comandados por válvula de segurança específica. conforme o item 4. com redundância e 25 . de modo a impedir qualquer acionamento adicional em caso de falha. A prensa ou similar deve possuir rearme manual. esta deve ser realizada por Controlador Lógico Programável (CLP) de segurança ou lógica equivalente. classificadas como tipo ou categoria 4.

a zona de prensagem poderá dispor de variados recursos para proteção. Os sistemas de alimentação de ar comprimido para circuitos pneumáticos de prensas e similares devem garantir a eficácia das válvulas de segurança. repetindo-se várias vezes ao longo da jornada. 26 . Quando forem utilizadas válvulas de segurança independentes para o comando de prensas e similares com freio e embreagem separados.5 Zona de prensagem O espaço entre o martelo e a mesa da prensa onde se coloca o ferramental é chamado zona de prensagem.2.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares auto-teste. ou que tenham passagem livre correspondente ao diâmetro nominal. Figuras 31 e 32 – Válvula pneumática de segurança de fluxo cruzado com silenciador incorporado para PMEFE. estes devem ser interligados de modo a estabelecer uma monitoração dinâmica entre si. de maneira que não interfiram no tempo de frenagem. Somente podem ser utilizados silenciadores de escape que não apresentem risco de entupimento. e também impedir que a embreagem seja acoplada caso a válvula do freio não atue. 2. Nesta encontra-se a maior área de risco. Diferentemente das prensas mecânicas excêntricas com engate de chaveta. possuindo purgadores ou sistema de secagem do ar e sistema de lubrificação automática com óleo específico para este fim. classificados como tipo ou categoria 4. visto que a exposição do operador pode ocorrer a cada ciclo. conforme a NBR 14009. assegurando que o freio seja imediatamente aplicado caso a embreagem seja liberada durante o ciclo. sendo a área onde o martelo aplica a força.

6 Proteção em prensas mecânicas excêntricas com freio/embreagem Para as prensas mecânicas excêntricas freio/embreagem. As cortinas de luz deverão ser adequadamente selecionadas e instaladas com redundância e autoteste. a máquina deverá ter suas energias (elétrica. conforme NBR NM 272:2002 NBR NM 273:2003. além das proteções físicas é possível dispor de proteções com detecção através da aproximação. removidas ou abertas. devem existir proteções fixas ou móveis dotadas de intertravamento por meio de chaves de segurança. Havendo possibilidade de acesso a áreas de risco não-monitoradas pela(s) cortina(s). classificadas como tipo ou categoria 4.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 2.2. conforme a IEC EN 61496:2004 e a NBR NM14153:1998. Para manutenção e troca de ferramenta. tais como cortinas de luz e dispositivos do tipo comando bi-manual que atenda a NBR14152:1998 tipo IIIC. O número de comandos bi-manuais deve corresponder ao número de operadores na máquina. além do uso de dispositivo de retenção mecânica. hidráulica. pneumática e de gravidade entre outras) zeradas e bloqueadas. garantindo a pronta paralisação da máquina sempre que forem movimentadas. 27 .

Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figura 33 – PMEFE: zona de prensagem Figura 34 – PMEFE: zona de prensagem desprotegida. protegida. a válvula de segurança e a cortina de luz monitorado por relé ou CLP de segurança. 28 . IMPORTANTE Para garantir a parada da máquina. deverão estar adequadamente dimensionados e instalados o sistema freio/embreagem. É fundamental o monitoramento do freio . Figura 35 – Exemplo de fluxo seqüencial dos dispositivos de segurança de parada da PMEFE.

sendo acionado por meio de dois robustos volantes laterais. permitindo a parada do martelo durante seu movimento de descida. que friccionam um volante horizontal central. 29 . Figura 36 – PMFAF completamente desprotegida. posicionados verticalmente. localizado no ponto superior do fuso. permitindo deste modo a realização do movimento de descida e subida do martelo por meio do atrito dos volantes laterais com o volante horizontal. tais como cortina de luz ou dispositivos fixos tipo comando bimanual para comandar a parada do martelo. Esta máquina não é de ciclo completo. a grande inércia existente no sistema não permite a precisão na parada do martelo. o martelo desce por meio de um grande parafuso (fuso) linear reversível. Nesta máquina não é possível a adoção de dispositivos de detecção através da aproximação.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 2.3 PRENSAS MECÂNICAS DE FRICÇÃO COM ACIONAMENTO POR FUSO PMFAF Neste tipo de prensa. todavia. conhecida também por prensa tipo parafuso ou prensa por fuso.

2. os eixos.2 Cadeia cinemática São todas as peças que geram um movimento para ser aplicado no martelo. aço fundido ou em chapa de aço soldada. 30 . as correias etc. Legenda: A – motor B – polias C – volantes D – eixo E – fuso (parafuso) F . Figura 39 – Volante.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 2. as guias.1 Estrutura Este tipo de prensa pode ser confeccionada em ferro fundido.3. São exemplos os volantes.3.martelo Figura 37 – Desenho esquemático da cadeia cinemática da PMFAF. as engrenagens. Figura 38 – Fuso.

2. Neste espaço encontra-se a maior área de risco. através de proteção física fixa durante o ciclo normal de trabalho. visto que a exposição do operador pode ocorrer a cada ciclo. adequadamente protegidos contra acionamento acidental e proteção parcial na zona de alimentação 31 .Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 2.3. sendo a área onde o martelo aplica a força. pneumática ou hidráulica. Figura 40 – PMFAF com zona de prensagem desprotegida.3 Zona de prensagem O espaço entre o martelo e a mesa da prensa onde se coloca o ferramental é chamado de zona de prensagem. conforme a NBRNM 272:2002.3. repetindo-se várias vezes ao longo da jornada. deverá ser impedido o acesso à zona de prensagem por todos os lados.4 Proteção em prensas com acionamento por fuso Do mesmo modo que as prensas mecânicas excêntricas de engate de chaveta. Nesta máquina não é possível a incorporação de dispositivos de segurança como cortina de luz e comando bi-manual para prover proteção na zona de prensagem. Em situações de trabalho a morno e a quente admite-se a utilização de pedais de acionamento com atuação elétrica. podendo ainda operar com ferramentas fechadas.

é necessária a utilização de proteção móvel intertravada que garanta a parada total da máquina (monitor de detecção de movimento). É proibido o uso de pedais ou alavancas mecânicas para o acionamento. 32 . a fim de eliminar o pedal. Poderá ser admitida. polias. através de chapa ou outro material rígido que impeça o ingresso das mãos e dos dedos nas áreas de risco. correias e engrenagens. devem ter proteções fixas. integrais e resistentes. conforme a NBR NM 13852:2003. desde que não haja acesso à zona de prensagem através de barreira física ou quando utilizada ferramenta fechada. desde que sejam adotadas medidas de proteção que garantam o distanciamento do trabalhador As transmissões de força. Comandos do tipo bi-manual poderão ser utilizados como acionadores. a utilização de pedais com atuação elétrica. A proteção dos volantes superiores deve ser especialmente resistente para impedir a projeção dos mesmos. porém não constituem proteção. dotado de bloqueio que impeça a partida da mesma. como volantes. para trabalhos a frio. esta deverá receber proteção para evitar que partes sejam lançadas no caso de seu rompimento. pneumática ou hidráulica. No caso de utilização de cinta de atrito no volante horizontal.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares e descarga com o uso de tenazes ou pinças. A máquina deverá ser provida de chave seccionadora ou dispositivo de mesma eficácia. Para manutenção ou troca de ferramental. devendo ainda utilizar-se dispositivo de retenção mecânica (por exemplo: calço) instalado entre a mesa e o martelo. dentro de uma caixa de proteção respeitando as dimensões previstas na NBRNM-ISO 13853.

33 . IMPORTANTE Braço de Alavanca de Acionamento. Mesmo que o braço venha a se romper.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figura 41 – PMFAF com proteção nos volantes. Para evitar acidentes com o braço de alavanca de acionamento. Figura 42 – PMFAF: detalhe alavanca desprotegida. basta fixar um cabo de aço ao braço e parafusar no corpo da máquina. ficará preso no cabo de aço.

As prensas hidráulicas (PH) têm como característica a força constante em qualquer ponto do curso do martelo e possuem. é lento e. através de um pedal elétrico.4 PRENSAS HIDRÁULICAS (PH) Tais prensas são normalmente utilizadas em operações de repuxo profundo. Seu movimento. As prensas hidráulicas podem possuir modo de acionamento contínuo com o uso de alimentadores automáticos. pois possuem as maiores capacidades de força de estampagem. com duas ou quatro colunas.Falha no comando das válvulas (não desliga(m)). do mesmo modo que nas PMEFE. 34 . com mesa fixa ou regulável. os riscos de acidentes são maiores. como o duplo e o triplo efeito. aço fundido ou em chapa de aço soldada. o martelo recebe o movimento de um ou mais cilindros hidráulicos que se deslocam pela ação do fluído (óleo) que é injetado por bombas hidráulicas de alta pressão e motores potentes. podem apresentar falhas como: . pode ser interrompido a qualquer momento do ciclo de trabalho. . na maioria das vezes.Queda do martelo.4. 2.Avanço involuntário (válvula pilota sozinha). pneumático ou hidráulico. ou comando bi-manual (é proibido o uso de pedais ou alavancas mecânicas). nesta condição. geralmente. podendo ter inúmeras outras características adicionais. já que não existe comando do homem para a execução do ciclo. .1 Estrutura Este tipo de prensa pode ser confeccionada em ferro fundido. As Prensas Hidráulicas (PH). por suas características peculiares.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 2. Quando acionada. o corpo em forma de “H”. horizontal ou inclinada.

Figura 45 – Desenho em corte de cilindro hidráulico.2 Principais Componentes da PH Figura 44 – Cilindro hidráulico. 2.4. 35 .Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figura 43 – PH: Prensa hidráulica.

1 Válvula ou bloco de segurança hidráulico São dispositivos eletromecânicos especiais instalados em sistema hidráulicos. 2. com a finalidade de controle seguro contra acionamentos involuntários ou falhos de componentes comandados que acionem partes de máquinas que coloquem em risco o indivíduo ou que possuem redundância e monitoração do acionamento das válvulas. 36 . Figura 47 – Válvulas hidráulicas. Figura 48 – Reservatório de fluído hidráulico.4.2.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figura 46 – Conjunto motobomba.

Figura 51 – Válvula hidráulica de retenção anti-queda.2. Figura 50 – Válvula de segurança para PH. 2. 37 .Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figura 49 – Bloco de segurança para PH.2 Válvula de retenção Válvula de retenção é aquela que impeça a queda do martelo em caso de falha do sistema hidráulico ou pneumático.4.

que atenda a NBR-14152:1998 tipo IIIC. poderá ser admitido o uso de pedais com atuação elétrica. porém.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 2. de forma a impedir o funcionamento acidental da prensa sem que todos os pedais sejam acionados. 2. tais como cortinas de luz e dispositivos de comando bimanual. sendo a área onde o martelo aplica a força. cortina de luz ou utilização de ferramenta fechada. removidas ou abertas. visto que a exposição do operador pode ocorrer a cada ciclo. devem existir proteções fixas ou móveis dotadas de intertravamento por meio de chaves de segurança. O número de pedais deverá corresponder ao número de operadores na prensa.4 Proteção em prensas hidráulicas Além das proteções físicas é possível dispor de proteções com detecção através da aproximação. a zona de prensagem poderá dispor de variados recursos para proteção. repetindo-se várias vezes ao longo da jornada.4. conforme a NBRNM 272:2002 e NBR 273:2002 Os pedais de acionamento devem ser evitados. As cortinas de luz deverão ser adequadamente selecionadas e instaladas. classificadas como tipo ou categoria 4. pneumática ou hidráulica desde que instalados em uma caixa de proteção contra acionamento acidental e somente com a zona de prensagem protegida através de barreira física. O número de comandos bimanuais deve corresponder ao número de operadores na máquina. Havendo possibilidade de acesso a áreas de risco não monitoradas pela(s) cortina(s).3 Zona de prensagem O espaço entre o martelo e a mesa da prensa onde se coloca o ferramental é chamado zona de prensagem. Diferentemente das prensas mecânicas excêntricas com engate de chaveta. em casos onde tecnicamente não é possível a utilização de acionamento através de controle bimanual. 38 . com chave seletora de posições tipo yale ou outro sistema com função similar. garantindo a pronta paralisação da máquina sempre que forem movimentadas.4. Nesse espaço encontra-se a maior área de risco. com redundância e autoteste. conforme a IEC EM 61496:2004 e a NBR 14009:1997.

Figura 52 – PH com zona de prensagem Figura 53 – PH protegida por cortina de luz. além do uso de dispositivo de retenção mecânica.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Para manutenção e troca de ferramenta. a máquina deverá ter suas energias zeradas e bloqueadas. 39 . desprotegida.

Figura 54 . Em situações de trabalho a morno e a quente admite-se a utilização de pedais de acionamento com atuação elétrica. 3. através de proteção física fixa durante o ciclo normal de trabalho.Martelo desprotegido. adequadamente protegidos contra acionamento acidental e proteção parcial na zona de alimentação e descarga com o 40 . pneumática ou hidráulica. Possui uma câmara pneumática que fica constantemente pressurizada por meio de válvulas de ar.1 MARTELO PNEUMÁTICO O martelo pneumático é usado para o forjamento de peças. Quando é acionado. a válvula libera o ar comprimido que libera o martelo. 3.1. permitindo sua descida por gravidade ou pela força exercida por outra câmara de ar comprimido. não é possível a adoção de dispositivos de detecção através da aproximação. o acesso à zona de prensagem deverá ser impedido por todos os lados. No mesmo.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 3 EQUIPAMENTOS SIMILARES A seguir estão elencados as principais máquinas ou equipamentos similares mais encontrados no parque fabril brasileiro. tais como cortina de luz ou dispositivos fixos tipo comando bi-manual para comandar a parada do martelo.1 Proteção em martelos pneumáticos Do mesmo modo que as prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta.

Em situações de 41 . hidráulica. – todos os prisioneiros (inferior e superior) travados com cabo de aço para evitar a projeção. pneumática e de gravidade entre outras) zeradas e bloqueadas. conformando a peça.1 Proteção em martelos de queda Do mesmo modo que as prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta. – o mangote de entrada de ar com proteções que impeçam sua projeção em caso de ruptura.2 MARTELO DE QUEDA Seu princípio de funcionamento consiste de um conjunto de elementos formados por estrutura de aço. volantes que giram livremente em relação ao eixo central. durante o ciclo normal de trabalho. Comandos do tipo bi-manual poderão ser utilizados como acionadores a fim de eliminar o pedal. porém não constituem proteção. desde que sejam adotadas medidas de proteção que garantam o distanciamento do trabalhador. Uma vez acionado. 3. a máquina deverá ter suas energias (elétrica.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares uso de tenazes ou pinças. Para manutenção e troca de ferramentas. este é liberado e desce em queda livre. É proibido o uso de pedais ou alavancas mecânicas para o acionamento. A trajetória do martelo é delimitada pelos perfis de aço fixados à estrutura. o acesso à zona de prensagem deverá ser impedido por todos os lados. deverão ser adotados: – o parafuso central da cabeça do amortecedor preso com cabo de aço. através de proteção física fixa. o eixo passa a girar acoplado aos volantes. 3. cinta de lona fixada em uma das extremidades ao eixo central e na outra ao martelo. enrolando assim a cinta e suspendendo o martelo.2. Além das proteções já elencadas para as prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta. além do uso de dispositivo de retenção mecânica. Na continuidade.

É proibido o uso de pedais ou alavancas mecânicas para o acionamento. comandos do tipo bi-manual poderão ser utilizados como acionadores a fim de eliminar o pedal.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares trabalho a morno e a quente admite-se a utilização de pedais de acionamento com atuação elétrica. Figura 55 – Martelo de queda com proteção aberta.2. 3. pneumática e de gravidade entre outras) zeradas e bloqueadas. 42 . porém não constituem proteção. desde que sejam adotadas medidas de proteção que garantam o distanciamento do trabalhador. 3. exibindo cinta e desenho esquemático.2 Cinta A área de atuação da cinta deve ser munida de proteção física fixa que garanta a segurança humana em caso de ruptura da mesma. adequadamente protegidos contra acionamento acidental e proteção parcial na zona de alimentação e descarga com o uso de tenazes ou pinças.2. pneumática ou hidráulica. hidráulica.3 Volantes e polias O Volante e as polias deverão ser protegidos por estrutura rígida que garanta a contenção dos elementos girantes em caso de ruptura dos eixos. Para manutenção e troca de ferramenta a máquina deverá ter suas energias (elétrica. além do uso de dispositivo de retenção mecânica.

43 .3 DOBRADEIRA OU PRENSA VIRADEIRA Os tipos mais comuns de dobradeira ou prensa viradeira possuem acionamento hidráulico através de cilindros e acionamento mecânico através de freio/embreagem ou engate por chaveta. normalmente estreitas e longas. São utilizadas para dobrar chapas de acordo com a matriz que está sendo empregada.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 3. Figura 57 – Dobradeira vista traseira. Figura 56 – Dobradeira vista frontal. Seu princípio de funcionamento é o mesmo das prensas mecânicas ou hidráulicas.

1 Proteção em dobradeiras As dobradeiras devem possuir proteções em todas as áreas de risco.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 3. desde que adequadamente selecionada e instalada e/ou acionamento bi-manual. podendo ser fixas. móveis. atendendo o disposto na NBR NM ISO 13853. suficientes para prevenir a ocorrência de acidentes. com chave seletora de posições tipo yale ou outro sistema com função similar. Não se admite o uso de pedais com atuação mecânica. conforme a NBR 14154. pneumática ou hidráulica. desde que instalados no interior de uma caixa de proteção. Assim como as prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta. 44 . as dobradeiras com acionamento por engate de chaveta não oferecem segurança contra falhas mecânicas. Estes equipamentos têm como concepção construtiva os mesmos elementos das prensas. por si só. ou seja. não garantem a segurança. desde que adotadas medidas adequadas de proteção aos riscos existentes. o emprego de chavetas. O número de pedais deve corresponder ao número de operadores na máquina. de forma a impedir o funcionamento acidental da máquina sem que todos os pedais sejam acionados. As dobradeiras hidráulicas e as com freio/embreagem pneumático podem dispor de proteções do tipo cortina de luz. freio/embreagem ou hidráulico. dotadas de intertravamento por meio de chaves de segurança e/ou dispositivos eletrônicos. Nas operações com dobradeiras podem ser utilizados os pedais com atuação elétrica. sendo que o acionamento bi-manual ou proteção contra ingresso da mão na zona de operação por cortina de luz.3. Pode ser afastada a exigência de enclausuramento da zona de prensagem.

IMPORTANTE É proibida a utilização de pedal mecânico para acionamento de prensas dobradeiras. pois. devem ser adotados a fim de evitar riscos adicionais no momento da conformação da peça. o punção parte do ponto morto superior diretamente para o ponto morto inferior.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figura 58 – Dobradeira com uso inadequado de pedal. pois dependendo do ângulo da ferramenta a chapa poderá sofrer uma rápida movimentação. Nas dobradeiras com acionamento por engate de chaveta ou freio embreagem mecânico. partindo da posição horizontal paralela à mesa para uma posição próxima da vertical. O uso das dobradeiras com engate por chaveta só é permitido para chapas grandes. onde o operador fica segurando a peça a ser dobrada próximo à matriz até a conformação. como emprego de posicionadores. Cuidados adicionais. uma vez acionada. jamais devem ser trabalhadas peças de pequenas dimensões. 45 . sendo impossível parar este movimento. onde o operador não necessita aproximar-se da zona de operação. podendo atingir o trabalhador neste curso. ou provocar a prensagem dos dedos entre a chapa e o corpo da máquina.

Figura 62 – Colocação da peça no posicionador imantado.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figuras 59 e 60 – Desenho do curso da ferramenta de dobra. 46 . Figura 61 – Posicionador imantado.

MECÂNICA E HIDRÁULICA) Seu princípio de funcionamento é semelhante ao da prensa mecânica e hidráulica. 47 . é feito pelo suporte das lâminas de corte na parte superior.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figura 63 – Encosto imantado. diferenciando-se apenas pelo movimento vertical que. TESOURA E CISALHADORA (MANUAL.4 GUILHOTINA. neste caso. 3. Figura 64 – Encosto imantado sobre a peça.

As dimensões para distanciamento seguro devem obedecer a NBR NM-ISO 13852. porém suas funções são de corte. geralmente acionados por cames ou cilindros hidráulicos.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares No caso de tesouras. 48 . estes equipamentos operam com jogo laminar inferior e superior (facas). para impedir o ingresso das mãos e dedos dos operadores nas áreas de risco. desde que instalados no interior de uma caixa de proteção. Nas operações com guilhotinas. com a zona de corte devidamente protegida. por meio de chave de segurança. Não se admite o uso de pedais com atuação mecânica. Figura 65 – Guilhotina. atendendo o disposto na NBR NM ISO 13853. podem ser utilizados os pedais com atuação elétrica. havendo necessidade de intervenção freqüente nas lâminas. 3. proteções móveis dotadas de intertravamento com bloqueio.4. tesouras e cisalhadoras devem possuir na zona de corte.1 Proteção em guilhotinas. tesouras e cisalhadoras As guilhotinas. proteção fixa e. pneumática ou hidráulica.

5. calandras e outros similares devem ter seus cilindros protegidos.1 Proteção em rolo laminador. Figura 67 – Guilhotina com proteção lateral e traseira. ou serem dotados de outro sistema de proteção de mesma eficácia. laminadoras. 3. LAMINADORA E CALANDRA São equipamentos destinados a conformar e laminar chapas através de rolos de aço tracionados por sistema mecânico com motor e redutor ou motor hidráulico. 3.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figura 66 – Guilhotina com proteção frontal. de forma a não permitir o acesso às áreas de risco. laminadora e calandra Os rolos laminadores.5 ROLO LAMINADOR. 49 .

acessíveis de qualquer ponto do posto de trabalho. mas não eliminam a necessidade de proteção obrigatória e eficaz dos cilindros.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Dispositivos de parada e retrocesso de emergência. 50 . Figura 69 – Calandra com proteção do tipo mesa deslizante e empurrador. Figura 68 – Calandra sem proteção. são obrigatórios.

ativam o circuito de frenagem e reversão do motor. botoeira direita e esquerda na zona de operação frontal e traseira) que uma vez acionadas. 51 . Cilindro misturador de borracha com seis chaves de emergência (1 barra inferior frontal e outra traseira.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figura 70 – Cilindro misturador de borracha.

Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 4 FERRAMENTAS. que devem atender aos seguintes requisitos de segurança: – ser armazenados em locais próprios e seguros. preferencialmente em sua fase de projeto. – ser dotados de dispositivos extratores que facilitem a retirada das peças e que não ofereçam riscos adicionais ao operador. presos nas partes superior e inferior das prensas e equipamentos similares. observando-se sempre o uso de dispositivos de retenção mecânica (calço de segurança). sem improvisações. – ser fixados à máquina da forma mais segura. As ferramentas podem ainda incorporar. ESTAMPOS OU MATRIZES São blocos de aço que possuem o formato “negativo” da peça. IMPORTANTE Procedimentos seguros devem ser elaborados e seguidos para manuseio. sistemas de alimentação/extração como os que veremos em capítulo posterior específico. – ser construídos de tal forma que evitem a projeção de rebarba sobre o operador. movimentação e troca de ferramental por trabalhadores capacitados. 52 .

53 . Figura 72 – Estampo.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figura 71 – Desenho em corte ferramenta.

4. através de dispositivos de movimentação que reduzam o esforço físico do trabalhador. Figura 74 – Movimentação por ponte rolante.1 MOVIMENTAÇÃO DE FERRAMENTAS A movimentação das ferramentas deverá ser executada de maneira segura.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figura 73 – Armazenamento de ferramentas. 54 .

IMPORTANTE Os equipamentos de movimentação de materiais devem seguir os requisitos estabelecidos na NR-11 – Transporte. Armazenagem e Manuseio de Materiais.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figura 75 – Movimentação por carrinho. Movimentação. 55 .

Figura 76 – Dispositivo salva-mão.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 5 SISTEMAS DE ALIMENTAÇÃO/EXTRAÇÃO 5.1 MANUAL O operador posiciona e extrai a peça que está sendo trabalhada diretamente na área da matriz da máquina. Este tipo de alimentação somente é aceito quando adotados adequadamente os dispositivos de proteção aos riscos existentes na zona de prensagem ou trabalho. Não é permitido o uso de pinças ou tenazes. exceto nas operações a quente ou a morno. desde que sejam adotadas medidas de proteção que garantam o distanciamento do trabalhador às áreas de risco. 56 . ficando proibido em qualquer circunstância o uso de salva-mão ou afasta-mão. IMPORTANTE O sistema de salva-mão não pode ser utilizado como proteção para equipamentos de prensas ou similares.

Figura 78 – Alimentação manual em zona de prensagem protegida. 57 .Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figura 77 – Alimentação manual com pinça. IMPORTANTE A alimentação manual de prensas ou similares através de sistema de pinças é proibido.

e ocorre a conformação. Cabe ressaltar que a zona de prensagem deverá estar adequadamente protegida. Aciona-se a prensa.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 5. a peça a ser prensada é alojada fora da matriz. Empurra-se o dispositivo em forma de gaveta para a zona de prensagem. 80 e 81 – Gaveta. em um dispositivo previamente preparado. Figuras 79.2 GAVETA No sistema de gaveta. 58 .

Figura 83 – Sistema de alimentação por bandeja rotativa ou tambor de revólver. após a prensagem. 59 . 5.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figura 82 – Sistema de alimentação por gaveta. a peça a ser prensada é colocada na mesa pelo lado de fora da zona de prensagem e girada para dentro dela.3 BANDEJA ROTATIVA OU TAMBOR DE REVÓLVER Neste sistema. A zona de prensagem deve estar adequadamente protegida. Sua remoção pode se dar na continuidade do giro.

Figura 84 – Exemplo de alimentação por gravidade. 60 . com deslizamento pela calha de saída.4 POR GRAVIDADE. Figura 85 – Zona de descarregamento de peças ou retalhos (parte traseira da prensa). QUALQUER QUE SEJA O MEIO DE EXTRAÇÃO Neste sistema é adaptada à ferramenta.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 5. calhas inclinadas para alimentação por gravidade. A zona de prensagem deve estar adequadamente protegida. A expulsão da peça da zona de prensagem ocorre através de ar comprimido.

O dispositivo transporta a peça do ponto de alimentação até a zona de prensagem. Figura 86 – Sistema de alimentação por robô. 61 .5 MÃO MECÂNICA OU ROBÔ É um dispositivo que faz o movimento de colocação e retirada da peça na zona de prensagem da máquina.6 TRANSPORTADOR OU ALIMENTADOR AUTOMÁTICO Neste sistema. A pinça magnética não é considerada uma mão mecânica. 5.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 5. não podendo trazer riscos adicionais. a peça a ser conformada deve ser alojada no dispositivo de transporte fora da matriz. automaticamente. É importante ressaltar que este tipo de alimentação deve ter proteção de perímetro que impeça a entrada e/ou permanência do trabalhador na área de risco com a máquina em funcionamento ou possibilidade de entrar em funcionamento por acionamento acidental. Este dispositivo não isenta a necessidade de proteção adequada da zona de prensagem.

7. Desbobinam e endireitam chapas dispostas em rolos. 5. As desbobinadeiras. Usualmente possuem sistemas de controle para sincronizar seu movimento com o da prensa. 5.1 Proteção em desbobinadeiras e endireitadeiras As desbobinadeiras devem possuir proteção física ou eletrônica de forma que impeça o ingresso de pessoas ao seu movimento de risco. endireitadeiras e outros equipamentos de alimentação devem possuir proteção em todo o perímetro. tapetes ou grades conjugadas com chaves de segurança e relé. Podem ser utilizados scanners. 62 . para garantir a segurança do sistema. cortinas. conforme a NBRNM-ISO 13852 e a NBRNM 272.7 DESBOBINADEIRA E ENDIREITADEIRA São equipamentos destinados a preparar a matéria-prima para prensas e similares. A fim de determinar a categoria de risco deverá ser utilizada a NBR 14153:1998. impedindo o acesso e a circulação de pessoas nas áreas de risco.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figura 87 – Alimentador contínuo com braço magnético e proteção fixa de policarbonato na zona de prensagem.

Figura 89 – Desbobinadeira protegida.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figura 88 – Desbobinadeira desprotegida. 63 .

Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figura 90 – Área de desbobinadeira desprotegida. 64 . Figura 91 – Área de desbobinadeira protegida.

prevenir o contato (NBR NM-ISO 13852 / 13853 /13854). chapa metálica ou policarbonato. proteção é definida como parte da máquina especificamente utilizada para prover proteção por meio de uma barreia física. Essas proteções deverão ser mantidas em sua posição fechada sendo de difícil remoção.1 PROTEÇÕES FIXAS São proteções de difícil remoção.ter estabilidade no tempo.não criar interferência. Podem ser confeccionadas em tela metálica.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 6 DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO AOS RISCOS EXISTENTES NA ZONA DE PRENSAGEM OU DE TRABALHO O Art 186 da CLT e NR 12 em seu item 12.não apresentar facilidade de burla. 65 . fixadas por meio de solda ou parafusos. 6. tornando sua remoção ou abertura impossível sem o uso de ferramentas.não criar perigos novos. tampas. As proteções podem ser: 6. . devendo: .2 determina que as máquinas e os equipamentos com acionamento repetitivo deverão receber proteção adequada.2. . . Segundo a NBR NM 272/2001 Segurança de Máquinas – Proteções – Requisitos gerais para o projeto e construção de proteções fixas e móveis. etc. fixadas normalmente no corpo ou estrutura da máquina.) devem ser associadas a dispositivos de intertravamento de tal forma que: a máquina não possa operar até que a proteção seja fechada.2 PROTEÇÕES MÓVEIS Essas proteções geralmente estão vinculadas à estrutura da máquina ou elemento de fixação adjacente que pode ser aberto sem o auxílio de ferramentas. As proteções móveis (portas. .

3 ENCLAUSURAMENTO DA ZONA DE PRENSAGEM Essa proteção deve impedir o acesso à zona de prensagem por todos os lados. uma instrução de parada é acionada. Quando a proteção é fechada. dispositivo de intertravamento de bloqueio deve ser utilizado. removidas ou abertas conforme NBR 272 e 273. Suas dimensões e afastamentos devem obedecer a NBR NM 13852:2003. Exemplos de proteções fixas e móveis podem ser encontradas na norma NBR NM 272/2001 e NBR273/2001. Pode ser constituída de proteções fixas ou móveis dotadas de intertravamento por meio de chaves de segurança. Quando há risco adicional de movimento de inércia. permitindo que a abertura da proteção somente ocorra quando houver cessado totalmente o movimento de risco. 66 . garantindo a pronta paralisação da máquina sempre que forem movimentadas. Possuem frestas que possibilitam somente o ingresso do material e não da mão ou dedos. não reinicia a operação. e NBR 13854.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares - se a proteção é aberta quando a máquina está operando. devendo haver comando para continuação do ciclo. 6. Figura 92 – Enclausuramento da zona de prensagem. por si só.

Podem possuir proteções reguláveis que se ajustem à geometria da peça devendo observar as distâncias de segurança da NBR NM-ISO 13852:2003.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figura 93 – Enclausuramento da zona de prensagem. Figura 94 – Enclausuramento da zona de prensagem por proteções reguláveis. 67 .

6. a matriz é fechada de tal modo que permita apenas o ingresso do material e não permita o acesso da mão e dos dedos na área de prensagem.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figura 95 – Enclausuramento da zona de prensagem por proteções móveis intertravadas. Esta condição deverá ser preferencialmente analisada e desenvolvida durante a fase de projeto e confecção da ferramenta. podendo ser adaptada em ferramentas já 68 . Figura 96 – Enclausuramento da zona de prensagem por proteções móveis intertravadas.4 FERRAMENTA FECHADA Neste caso.

observando-se não criar riscos adicionais com a incorporação da proteção. material resistente que proporciona visibilidade. O fechamento da ferramenta deixando apenas uma fresta para passagem do material (A) é adequado.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares existentes. OBSERVAÇÃO: O tipo de proteção acima apresentado inova com o uso de policarbonato. pois não permite o ingresso dos dedos do operador na zona de prensagem. Porém um risco adicional foi criado entre a parte superior da proteção (C) e o movimento do martelo (B). 69 . (B) (C) (A) Figura 99 – Proteção em policarbonato. Figura 97 e 98 – Adaptação de proteção fixa em ferramentas. conhecido como "efeito guilhotina".

não podem ser considerados proteção adequada para as prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta e seus similares. O número de comandos bi-manuais deve corresponder ao número de operadores na máquina. A interrupção de um dos comandos bi-manuais resultará em sua parada instantânea. prensas de fricção com acionamento por fuso. 70 . e possuir autoteste. é necessário pressionar os dois botões simultaneamente com defasagem de tempo até 0. portanto. Os comandos bi-manuais devem ser ergonômicos e robustos.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares IMPORTANTE Os dispositivos elencados a seguir não vão prover de proteção física a área de prensagem. garantindo assim que suas mãos não estarão na área de risco. sendo monitorados por CLP ou relé de segurança. O autoteste garante a condição de não-acionamento em caso de falha de um dos componentes do circuito elétrico do comando bi-manual. NBR 13930:2001 e NBR 14152:1998 – Segurança em máquinas – Dispositivos de comando bi-manuais. 6. item 3. martelo de queda e martelo pneumático. conforme a NBR 14154. com chave seletora de posição tipo yale ou outro sistema com função similar. Ao utilizar os recursos eletrônicos de segurança. o item 12. assim.5).2.5 s (atuação síncrona. atende. conforme NBR 14152:1998. Para que a máquina funcione. aspectos funcionais e princípios para projeto. deve-se observar se sua categoria é apropriada e certificada.5 COMANDO BI-MANUAL Este dispositivo exige a utilização simultânea das duas mãos do operador para o acionamento da máquina. A escolha deve estar baseada em análise de risco prevista pela NBR 14009 e NBR 14153.2 da NR 12 da Portaria 3214/78. de forma a impedir o funcionamento acidental da máquina sem que todos os comandos sejam acionados.

quando reduz ou elimina o uso do pedal. Para cada conjunto de transmissores e receptores ativados.6 CORTINA DE LUZ O sistema cortina de luz consiste de um transmissor. prensas de fricção com acionamento por fuso. O campo de atuação dos sensores é formado por múltiplos transmissores e receptores de fachos individuais. A cortina de luz deverá ser adequadamente selecionada de acordo com o tamanho (altura de proteção) e a resolução (capacidade de resolução da cortina = percepção de dedo ou mão).Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figura 100 – Relé de segurança Figura 101 – Comando bi-manual com botão de emergência. 6. é gerado um sinal de falha. um receptor e um sistema de controle. caso o receptor não receba o feixe luminoso de infravermelho do transmissor. Não serve como dispositivo de segurança para zona de prensagem das prensas mecânicas excêntricas de engate 71 . e posicionada a uma distância segura da zona de risco. levando em conta o tempo total de parada da máquina conforme a EN 999:1998 e IEC EN 61496:2004 Part 1 e Part 2. Os dispositivos de comando bi-manual não servem de proteção contra o ingresso na área de prensagem para as prensas mecânicas excêntricas por engate de chaveta e seus similares. martelo de queda e martelo pneumático. Sua utilização é um recurso complementar importante. devendo ainda ser certificada como categoria 4 e monitorada por relé ou CLP de segurança.

Figura 104 – Cortina de luz instalada. conforme a NBRs 272 e 273. martelo de queda e martelo pneumático. Havendo possibilidade de acesso a áreas de risco não monitoradas pela cortina.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares por chaveta e seus similares. devem existir proteções fixas ou móveis dotadas de intertravamento por chaves de segurança. 72 . Figura 105 – Cortina de luz com espelhos para proteção frontal e lateral. prensas de fricção com acionamento por fuso. Figura 102 e 103 – Cortina de luz.

em caráter excepcional. baseado em uma análise de risco conforme NBR 14009. desde que garantam a mesma eficácia.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figura 106 – Prensa hidráulica protegida com proteção física nas laterais e conjugação de cortina de luz e comando bi-manual. IMPORTANTE A boa técnica recomenda a utilização conjugada de comando bi-manual e cortina de luz. atuando como proteção ao operador e terceiros. Entretanto. outras conjugações poderão ser adotadas. 73 . Figura 107 – Conjugação de cortina de luz e gaveta em prensa hidráulica.

74 .Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figura 108 – Conjugação de cortina de luz e gaveta em prensa hidráulica.

e os tapetes e batentes. Sua instalação é simples. Figura 109 – Scanner. pois o transmissor e o receptor são acomodados em um único equipamento. Não são necessários refletores separados. devem observar a EN 1760. Figura 110 – Monitor de área a laser (scanner). Sua instalação deve ser precedida de análise de risco conforme NBR 14009 e deve ter sua instalação de acordo com a EN 999:1998. 75 . através da detecção por aproximação. A utilização do scanner deve ainda observar a IEC EN 61496:2004 Part 1 e Part 2. são utilizados complementarmente para monitoramento e envio de sinal de que a área foi invadida.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 7 OUTROS DISPOSITIVOS COMPLEMENTARES PARA MONITORAMENTO DE ÁREA Dispositivos de monitoramento de área. para a garantia da distância de segurança. determinando a paralisação da máquina e impedindo o seu funcionamento até que a área esteja livre da presença de pessoas e um novo comando seja dado. 7.1 SCANNER Os monitores de área a laser são utilizados no monitoramento sem contato de uma área livremente programável. como possuem contato mecânico.

Acesso em: 22/02/2006 76 .pt/>. como na produção flexível ou células robóticas. ele previne movimentação perigosa. O tamanho e o posicionamento dos tapetes devem ser calculados usando-se a fórmula da norma EN 999:1998 “Posicionamento dos equipamentos de proteção com respeito às velocidades de abordagem de partes do corpo humano”2. Figura 112 – Monitor de área a laser (scanner). Os tapetes sensíveis à pressão são freqüentemente usados dentro de uma área fechada contendo diversas máquinas.: passos do operador) causará o desligamento da unidade controladora do tapete da fonte de alimentação do perigo.2 TAPETE DE SEGURANÇA Estes dispositivos são usados para fornecer proteção à uma área de piso ao redor de uma máquina. 2 PRINCÍPIOS de Segurança. Quando o acesso for requisitado dentro da célula (para ajustes do robô. por exemplo).no.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figura 111 – Monitor de área a laser (scanner). 7. no caso de o operador se desviar da área segura.sapo. A matriz dos tapetes interconectados é colocada ao redor da área classificada. e qualquer pressão (ex. Disponível em:<http://castroingenium.

Figuras 115 – Exemplo de aplicação de tapetes de segurança 77 .Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figuras 113 e 114 – Tapetes de segurança.

Havendo vários comandos bi-manuais para o acionamento de uma prensa ou similar. desabilitando seu comando. sempre ao alcance do operador e que. 78 . quando acionados. conforme a NBR 13759. tem a finalidade de estancar o movimento da máquina. estes devem ser ligados de modo a garantir o funcionamento adequado do botão de parada de emergência de cada um deles. admite-se o uso de dispositivos de parada que não cessem imediatamente o movimento da máquina ou equipamento. colocados em local visível na máquina ou próximo dela. deve haver um dispositivo de parada de emergência no painel ou corpo da máquina ou equipamento. 117 e 118 – Acionadores de parada de emergência. Quando forem utilizados comandos bi-manuais conectáveis por tomadas (removíveis). em razão da inércia do sistema. As prensas e similares devem dispor de dispositivos de parada de emergência que garantam a interrupção imediata do movimento da máquina. Devem ser monitorados por relé ou CLP de segurança.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 8 DISPOSITIVOS DE PARADA DE EMERGÊNCIA São dispositivos com acionadores. e este não pode ser o único. Nas prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta ou de sistema de acoplamento equivalente (de ciclo completo) e em seus similares. que contenham botão de parada de emergência. Figuras 116. geralmente na forma de botões tipo cogumelo na cor vermelha.

com controle de interrupção da transmissão. 79 . não enclausurados. O monitoramento eletromecânico comandará um sinal para interrupção da transmissão de movimento. Nas prensas mecânicas excêntricas freio/embreagem que utilizam cortina de luz. a velocidade de parada do martelo não pode sofrer variações para não comprometer o distanciamento seguro entre a detecção e o tempo de resposta. Nas prensas hidráulicas.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 9 MONITORAMENTO DO CURSO DO MARTELO É um sistema eletromecânico destinado a detectar perda de sincronismo entre o freio/embreagem e o conjunto de chaves-limites que comanda o movimento de uma prensa. ou cujas ferramentas não sejam fechadas. o martelo deverá ser monitorado por sinais elétricos produzidos por equipamento acoplado mecanicamente à máquina.9 da NBR13930. conforme o item 4. quando detectar desgaste no freio. prensas mecânicas excêntricas com freio/embreagem e respectivos similares. Figura 119 e 120 – Exemplos de monitores de curso de martelo.

80 . conforme a NBR 14009 e 14153. com rearme manual. Figura 121 – Chave seletora de posições tipo Yale. Figura 122 e 123 – Chaves para intertravamento de proteções móveis. As chaves seletoras de posições tipo Yale. para seleção do número de comandos bi-manuais. CLP ou relés de segurança. as chaves seletoras de posições tipo yale e os dispositivos de parada de emergência devem ser ligados a comandos elétricos de segurança. classificados como tipo ou categoria 4. ou seja.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 10 COMANDOS ELÉTRICOS DE SEGURANÇA As chaves de segurança das proteções móveis. os comandos bi-manuais. devem ser ligadas a comando eletro-eletrônico de segurança de lógica programável (CLP ou relé de segurança). com redundância e autoteste. as cortinas de luz.

de acionamento positivo em seus contatos ou circuitos. O software instalado deverá garantir a sua eficácia. cumprindo. a fim de evitar o comprometimento de qualquer função relativa à segurança.1 CONTROLADOR LÓGICO PROGRAMÁVEL (CLP) DE SEGURANÇA É um sistema computadorizado eletrônico industrial destinado a controlar e checar. obtêm-se um equipamento seguro quanto à sua parada. assim.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 10. os sinais elétricos de comando de uma máquina. com dois canais. 10. inibindo seu funcionamento no eventual aparecimento de falhas.2 RELÉS DE SEGURANÇA São unidades eletromecânicas ou eletrônicas com supervisão. a exigência de redundância. bem como não permitir alteração do software básico pelo usuário. abertos em série. devendo ainda possuir sistema de verificação de conformidade. 81 .10 da NBR 13930 e o item 12. de modo redundante.3 da EN 60204-1. conforme o item 4. Com a conexão dos dispositivos externos e a inclusão de seus contatos em pontos corretos do circuito elétrico de automação da máquina. Figura 124 – Controlador lógico programável de segurança. de forma a reduzir ao mínimo a possibilidade de erros provenientes de falha humana em seu projeto.

Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figura 125 – Diagrama de ligação do circuito de segurança. 82 . Figura 126 – Relés de segurança.

impeçam seu funcionamento.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 11 SISTEMAS DE RETENÇÃO MECÂNICA – CALÇOS DE SEGURANÇA Todas as prensas devem possuir um sistema de retenção mecânica para travar o martelo nas operações de troca das ferramentas. quando removidos. Nas situações onde não seja possível o uso do sistema de retenção mecânica. conectados ao comando central da máquina de tal forma que. Calço de segurança é um bloco maciço de metal destinado a inibir fisicamente qualquer possibilidade de fechamento das áreas de prensagem quando colocado entre as partes da mesa/martelo ou de uma ferramenta aberta. o funcionamento da prensa. durante a sua utilização. 83 . para sustentar apenas o peso do pilão. – devem ser dotados de interligação eletromecânica. Os calços de segurança são considerados dispositivos necessários e obrigatórios e devem atender aos seguintes requisitos de segurança: – devem ser utilizados nas operações de troca. – nunca devem ser utilizados com a prensa em funcionamento. ou seja. devem ser adotadas medidas alternativas que garantam o mesmo resultado. na prensa. Deve ainda ser conectado ao comando central da máquina de forma a impedir. O componente de retenção mecânica utilizado deve ser pintado na cor amarela e dotado de interligação eletromecânica. ajuste e manutenção dos estampos/matrizes. nos seus ajustes e manutenções antes do início dos trabalhos. – devem ser pintados na cor amarela.

Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Figura 127 – Calço de segurança com interligação eletromecânica. Figura 128 – Calço de segurança em uso. 84 .

Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 12 PLATAFORMAS DE ACESSO As prensas e similares de grandes dimensões devem possuir escadas de acesso e plataformas feitas ou revestidas de material antiderrapante. dotadas de guarda-corpo e rodapé com dimensões tais que impeçam a passagem ou queda de pessoas e materiais.0 m) deverão utilizar EPI para proteção contra quedas. conforme NR 06. Figura 129 – Plataforma de manutenção. Os trabalhadores de manutenção em plataformas elevadas (altura superior a 2. 85 . As transmissões de força localizadas em plataformas elevadas também deverão estar adequadamente protegidas para evitar contato durante a manutenção.

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13 MANUTENÇÃO A manutenção e a inspeção somente podem ser executadas por pessoas devidamente capacitadas e credenciadas pela empresa. As prensas e similares devem ser submetidos a inspeção e manutenção preditiva, preventiva e corretiva devidamente documentadas, conforme instruções do fabricante e normas técnicas oficiais vigentes. As proteções podem ser removidas para manutenção, limpezas, ajustes e/ou troca de ferramentas da máquina, devendo possuir intertravamento através de dispositivos de segurança de tal modo que a máquina não entre em funcionamento quando forem retiradas.

IMPORTANTE A falta de manutenção, sobrecarga e improvisações concorrem para ocorrência de graves acidentes.

Figuras 130 e 131 – Resultados de manutenções inadequadas.

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IMPORTANTE As máquinas deverão ter suas energias (elétrica, hidráulica, pneumática e de gravidade entre outras) zeradas e bloqueadas, devendo ser obrigatório o uso de dispositivos de retenção mecânica na zona de prensagem.

Figuras 132 e 133 – Dispositivos de bloqueio.

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14 ATERRAMENTO ELÉTRICO As prensas e equipamentos similares devem possuir aterramento elétrico e proteção contra descargas atmosféricas, conforme as NBR 5410 e NBR 5419. Para compor o Prontuário de Instalações Elétricas, previsto no item 10.2.4 alínea “b” da NR10, deverá constar ART – Anotação de Responsabilidade Técnica de profissional habilitado com as inspeções e medições do sistema de proteção contra descargas atmosféricas e aterramentos elétricos. Segundo a ABNT, aterrar significa colocar instalações e equipamentos no mesmo potencial, de modo que a diferença de potencial entre a terra e o equipamento elétrico seja zero. Isso é feito para que, ao se operar máquinas e equipamentos elétricos, o operador não receba descargas elétricas no seu manuseio.

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15 TRANSFORMAÇÕES DE PRENSAS E SIMILARES - RETROFITING A transformação de prensas e similares deve seguir critérios rigorosos e avaliar todos os elementos existentes na máquina, quanto a sua vida útil e viabilidade técnica. Especialmente em prensas mecânicas excêntricas de acionamento por engate de chaveta, a única solução tecnológica aceitável dentro dos critérios da NT 16/2005 e normas ABNT é a conversão para freio/embreagem, o que só é economicamente viável acima de 100 T, conforme dados dos fabricantes dos kits de freios/embreagens. Todas as transformações deverão ser documentadas com memorial descritivo citando todos os preceitos de segurança aplicados e memórias de cálculo de todos os elementos incorporados. O documento deverá ser validado por uma ART de profissional habilitado na avaliação de modificações.

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Para os trabalhos a morno e a quente. as pinças e tenazes devem ser suportadas por dispositivos de alívio de peso. onde o operador possa trabalhar sentado.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 16 ASPECTOS ERGONÔMICOS Para os trabalhos contínuos em prensas ou similares. 90 . de acordo com suas dimensões e alcance do trabalhador. de modo a minimizar a sobrecarga do trabalho. Deverão ainda ser disponibilizadas superfícies adequadas para colocação das peças que estejam sendo trabalhadas. a fim de evitar acidentes e reduzir a fadiga. devem ser fornecidos assentos conforme o disposto na NR 17. tais como balancins móveis ou tripés.

1 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO MÍNIMO a) tipos de prensas e equipamentos similares. c) sistemas de alimentação. O sucesso na implementação de medidas de segurança eficazes parte de um trabalho de equipe multidisciplinar apoiada por todos os níveis hierárquicos da empresa.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 17 TREINAMENTO A NR 01 – Disposições Gerais. sendo necessário o registro do conteúdo do programa de treinamento. 17. A antecipação dos riscos prevista no PPRA – NR 09 passa obrigatoriamente pela seleção criteriosa quanto aos aspectos de segurança na aquisição de máquinas. No caso específico de operações com prensas e similares. projetistas. SESMT. CIPA e demais pessoas com atividades afins em prensas e similares. com o currículo básico que se apresenta a seguir. A carga horária deverá ser compatível e suficiente para que sejam desenvolvidos satisfatoriamente os conteúdos teóricos e a parte prática.7 que o empregador informe aos trabalhadores os riscos profissionais originados nos locais de trabalho. preparadores de máquinas. mecânicos. determina em seu item 1. 91 . e) possibilidades de falhas em prensas e equipamentos similares. Devem estar envolvidos na capacitação: operadores. b) princípios de funcionamento. ferramenteiros. d) sistemas de proteção. o controle de presença e a avaliação. a qualificação dos instrutores. um programa de capacitação deverá ser desenvolvido pela própria empresa. equipamentos e projeto de novas ferramentas. seus meios de prevenção e limitação e as medidas adotadas pela empresa. eletricistas.

h) lista de checagem de montagem (chek-list). k) sistemas de retenção mecânica -calços de segurança.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares f) tipos de estampos e matrizes e os meios de fixá-los às prensas e equipamentos similares. devendo ser reciclado periodicamente. por exemplo) e atualizações tecnológicas. i) responsabilidade do operador. g) riscos e responsabilidades no manuseio. A capacitação deverá ocorrer sempre que houver modificação no quadro funcional (troca de função. n) primeiros socorros. movimentação e armazenagem dos estampos e matrizes. troca. empréstimos. l) manutenção. 92 . O processo de capacitação deverá ser registrado por escrito e realizado antes que o operador assuma suas funções. m) aula prática. j) responsabilidade da chefia imediata. promoções.

Considerando que a Convenção n. 170. ratificada pelo Brasil e com vigência nacional desde 16 de abril de 1993. especialmente quanto ao risco de acionamento acidental” Considerando que o parágrafo único do Artigo 184 da CLT estabelece a proibição da fabricação. Seção I). como recomendação técnica de princípios de boas práticas.o 119 da Organização Internacional do Trabalho. Considerando a NT37/2004. exposição e utilização de máquinas e equipamentos sem dispositivos de proteção adequados. o respeito à dignidade da pessoa humana e aos valores sociais do trabalho (art. Considerando que o Artigo 184 da Consolidação da Leis do Trabalho (Capítulo V – Da Segurança e Medicina do Trabalho) estabelece que: “As máquinas e equipamentos deverão ser dotados de dispositivos de partida e parada e outros que se fizerem necessários para a prevenção de acidentes do trabalho. a importação. incisos III e IV). em especial a NR-12. observada a função social da propriedade (art. locação. com o objetivo de garantir a proteção adequada à integridade física e à saúde de todos os trabalhadores envolvidos nas diversas formas e etapas do uso das prensas e equipamentos similares.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 18 DAS RESPONSABILIDADES Considerando que a Constituição Federal assegura a adoção de medidas de proteção contra os riscos inerentes ao trabalho (art. prescreve que: 93 . a venda. proíbe a venda. inciso VI). 7o. 184 a 186 da CLT e das Normas Regulamentadoras da Portaria nº 3214/78. inciso XXII). Considerando que o Código de Proteção ao Consumidor (Lei 8078/90 Capítulo IV. locação e uso de máquinas que não atendam ao disposto neste artigo. 1o. substituída pela NT 16/2005. cessão a qualquer título. em seu Artigo 10. para fins de aplicação dos Art.

risco para os direitos de outrem”. nos casos especificados em lei. diante de previsão legal expressa ou de risco na atividade. Considerando a conseqüência do ato ilícito. Parágrafo único.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares “O fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo produto ou serviço que sabe ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança”. Considerando o Código Civil que adota. por ato ilícito (arts. independentemente de culpa. estabelecendo em seu artigo 927: “Aquele que. através da NBR 13930 – Prensas Mecânicas – Requisitos de Segurança. sendo proibidas as construções ou utilizações de prensas com artifício de acoplamento para descida do martelo através de engate por chaveta ou similar”. causar dano a outrem fica obrigado a repará-lo”. 186 e 187). por ação ou omissão voluntária. violar direito e causar dano a outrem. 94 . comete ato ilícito”. a teoria objetiva ou teoria do risco e o dever de reparar o dano. ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar. ainda que exclusivamente moral. ou seja. Considerando que a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. obrigação de indenizar por danos morais e patrimoniais.8. estabelece que: ”O sistema de acoplamento deve ser através de freio embreagem específico para prensas. negligência ou imprudência. prevista no artigo186 do Código Civil: “Aquele que. “Haverá obrigação de reparar o dano. no item 4. por sua natureza.

a indenização. o ofensor indenizará o ofendido das despesas do tratamento e dos lucros cessantes até ao fim da convalescença. que tratam de ofensa à integridade física que acarreta defeito que impossibilite ou diminua a capacidade de trabalho da vítima. ou da depreciação que ele sofreu”. • Elaborar manual que contenha esclarecimentos sobre os dispositivos e elementos condicionadores de segurança. artigos 949 e 950. incluirá pensão correspondente à importância do trabalho para que se inabilitou. se preferir. sua vida útil e manutenção e os procedimentos seguros para operação e manutenção. “Se da ofensa resultar defeito pelo qual o ofendido não possa exercer o seu ofício ou profissão. estabelecendo indenização pelos danos materiais e morais: “No caso de lesão ou outra ofensa a saúde. “O prejudicado.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Considerando os dispositivos do Código Civil.1 DO FABRICANTE: • Não fabricar máquinas com acoplamento para descida do martelo através de engate por chaveta ou similar. além das despesas do tratamento e lucros cessantes até ao fim da convalescença. poderá exigir que a indenização seja arbitrada e paga de uma só vez”. ou se lhe diminua a capacidade de trabalho. 18. Parágrafo único. • Fabricar produtos seguros e de qualidade de acordo com as normas técnicas. 95 . além de algum outro prejuízo que o ofendido prove haver sofrido”.

96 . conforme previsto na NT16/2005. registrando-as em documento próprio. • Permitir a operação ou manutenção de prensas e similares somente por trabalhadores qualificados.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 18. as determinações contidas na NT16/2005. ou legislação que venha substituí-la. ou legislação que venha substituí-la. • Utilizar prensas e similares somente para finalidade e capacidade que foi projetada de acordo com as instruções do fabricante. ou legislação que venha substituí-la. PROPRIETÁRIO OU USUÁRIO DE PRENSAS E SIMILARES • Não adquirir. responsabilizando-se por atualizações (reciclagem). dando ciência a todos os empregados envolvidos. • Adotar nas prensas e similares já existentes. • Realizar as manutenções conforme recomendado pelo fabricante. ou legislação que venha substituí-la. • Promover a capacitação dos trabalhadores. • Adquirir somente prensas e similares que atendam às determinações contidas na NT16/2005. adaptar ou “montar” prensas e similares com acoplamento para descida do martelo através de engate por chaveta ou similar. • Não desenvolver prensas e similares que não atendam às determinações contidas na NT16/2005.2 DO EMPREGADOR. antes que assumam suas funções. • Elaborar procedimento escrito com a seqüência lógica e segura de todas as atividades relacionadas a prensas e similares. no mínimo.

comunicando qualquer anomalia. • • Verificar a cada início de jornada as condições de segurança da prensa ou similar. • Cumprir todas as etapas. ou adaptar serviço para o qual ela não foi projetada. • Zelar pela conservação e manutenção dos dispositivos de segurança. operando somente as máquinas para as quais foi qualificado. 97 . Nunca sobrecarregar a máquina. comunicando de imediato o problema à chefia imediata. comunicando de imediato a constatação de qualquer problema. • Parar imediatamente a atividade quando verificada condição de risco. sem improvisações com o disposto nos procedimentos de segurança para operação e manutenção de prensas e similares. especialmente na troca e montagem de ferramentas. quando houver. CIPA e SESMT. 18.3 DO EMPREGADO (OPERADOR DE PRENSAS E SIMILARES) • Participar da capacitação com o máximo aproveitamento.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares • Determinar a paralisação da prensa e similar que ofereça risco ao operador.

Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul . não gerando em momento algum opinião quanto à marca. Recomenda-se a observância dos princípios de segurança aqui referidos. visando esclarecer e difundir a legislação pertinente à segurança de prensas e equipamentos similares. através da DRT/RS – Delegacia Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul. 98 . uma vez que seu descumprimento poderá acarretar ações por parte da fiscalização do MTE. As fotos e ilustrações contidas nesse manual servem apenas para reforçar a questão envolvendo a segurança do trabalhador.RS e do MTE . bem como seus respectivos fabricantes. como autuações e interdições. com representações dos empregadores. equipamentos e dispositivos. dos trabalhadores pelo STIMMME – Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas.Ministério do Trabalho e Emprego. através da FIERGS – Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul. produto ou modelo de máquinas.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 19 CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente trabalho foi elaborado de maneira tripartite. como forma de reduzir a incidência de acidentes.

Considerando que a Constituição Federal assegura a adoção de medidas de proteção contra os riscos inerentes ao trabalho (art. 07 de março de 2005 . que estabelece princípios para a proteção de prensas e equipamentos similares.º 37 (16/12/04). devem ser observados os seguintes princípios de boa prática para a proteção de prensas e equipamentos similares: Considerando a alta incidência de acidentes de trabalho registrados no Brasil que atingem membros superiores dos trabalhadores. de 16/12/04. Considerando que no parque industrial brasileiro ainda ocorre a utilização de equipamentos obsoletos e que oferecem riscos de acidentes. e Considerando as deliberações para alteração do texto da referida Nota Técnica oriundas da reunião do Grupo Técnico sobre Prensas e Equipamentos Similares. A Nota Técnica / DSST / n. o respeito à 99 Brasília.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares ANEXOS ANEXO A – Nota Técnica no 16/2005 SECRETARIA DE INSPEÇÃO DO TRABALHO DEPARTAMENTO DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO (a) NOTA TÉCNICA N. Considerando que a Convenção n. proíbe a venda. 7o.º 16 / DSST (b) A presente Nota Técnica Substitui a Nota Técnica n. locação. realizada no dia 17 de março de 2005.º 3214/78. em especial a NR-12. Considerando a necessidade de adequação do texto da Nota Técnica / DSST n. ratificada pelo Brasil e com vigência nacional desde 16 de abril de 1993. à segurança em máquinas e equipamentos abrangidos por esta Nota Técnica. passa a ter sua redação observada na seguinte forma: Para fins de aplicação das normas citadas. exposição e utilização de máquinas e equipamentos sem dispositivos de proteção adequados.º 37. de 16 de dezembro de 2004. cessão a qualquer título. Considerando que prensas e equipamentos similares são responsáveis por mais da metade dos acidentes de trabalho com mutilação analisados pela Inspeção de Segurança e Saúde no Trabalho do MTE. inciso XXII).o 119 da Organização Internacional do Trabalho. em especial dos artigos 184 a 186 da CLT e das Normas Regulamentadoras da Portaria n.º 37.

Recalcadoras. Máquinas de corte e vinco. onde o movimento do martelo (punção) é proveniente de um sistema hidráulico/pneumático (cilindro hidráulico/pneumático) ou de um sistema mecânico (o movimento rotativo é transformado em linear através de sistemas de bielas. consideram-se as seguintes definições: 1. incluídos os que possuem cilindros rotativos para conformação de materiais.1. 2. Considerando as experiências bem sucedidas dos sindicatos de trabalhadores. incisos III e IV). com o objetivo de garantir a proteção adequada à integridade física e à saúde de todos os trabalhadores envolvidos nas diversas formas e etapas do uso das prensas e equipamentos similares. Guilhotinas. As prensas são classificadas em: 1. Prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta ou acoplamento equivalente. Prensas são equipamentos utilizados na conformação e corte de materiais diversos. 2.1. Martelos pneumáticos.2. Considerando que a indústria dispõe de tecnologia suficiente para a proteção de prensas e similares. 2. Prensas de fricção com acionamento por fuso.3.5. tais como a NBR 13930. Consideram-se equipamentos similares: 2. Definições: Para efeito desta Nota Técnica.5. Marteletes. 100 . empregadores e poder público no sentido de regulamentar as condições de trabalho com prensas e equipamentos similares.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares dignidade da pessoa humana e aos valores sociais do trabalho (art. Martelos de queda. 2. tesouras e cisalhadoras. 1o. 1. Prensas hidráulicas. Considerando a necessidade de harmonizar os procedimentos da fiscalização.6.3.4. de forma a evitar acidentes. Outros tipos de prensas não relacionadas anteriormente. 2. Considerando que o artigo 184 da CLT determina que todas as máquinas e equipamentos devem ser dotados dos dispositivos necessários para a prevenção de acidentes de trabalho. 2. Considerando a existência de normas técnicas sobre medidas de segurança em prensas e equipamentos similares.8 Maquinas de compactação. inciso VI).2. 170.4. 1. observada a função social da propriedade (art. Dobradeiras. manivelas ou fusos). Prensas mecânicas excêntricas com freio/embreagem. 2. 1.7. 1. Equipamentos similares são aqueles com funções e riscos equivalentes aos das prensas. 2.

2. Gaveta. Outros sistemas não relacionados anteriormente. com frestas ou passagens que não permitam o ingresso dos dedos e mãos nas áreas de risco.5 da NBR 13930.13. 2. Manual.2. 4. Por gravidade. 4. conforme a IEC EN 61496. 3. Por transportador ou robótica. Dispositivos de proteção aos riscos existentes na zona de prensagem ou de trabalho: 5. Ferramenta fechada. Outros equipamentos não relacionados anteriormente. qualquer que seja o meio de extração. 4. 4.15. Sistemas de alimentação/extração são meios utilizados para introduzir a matéria prima e retirar a peça processada da matriz. Misturadores.12. estampos ou matrizes são elementos que são fixados no martelo e na mesa das prensas e equipamentos similares. podendo ser: 4. Enclausuramento da zona de prensagem.5. 2. Rolos laminadores. Cortina de luz com redundância e auto-teste. Bandeja rotativa ou tambor de revólver.6. Desbobinadeiras e endireitaderas. conforme a NBRNM 272.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 2.1.9. 5. Ferramentas (ferramental). Pode ser constituído de proteções fixas ou móveis dotadas de intertravamento por meio de chaves de segurança. 2. Máquinas de moldagem. tendo como função o corte e/ou a conformação de materiais. 5.14. Mão mecânica. Dispositivos hidráulicos e pneumáticos.3. a EN 999 e a NBR 14009. podendo incorporar os sistemas de alimentação/extração relacionados no item a seguir.8. 4. Cilindros misturadores. conforme as NBRNM-ISO 13852 e 13854. removidas ou abertas. conforme as NBRNM-ISO 13852 e 13854. 5.3.1. tipo IIIC. 2.7.11. O número de comandos bi-manuais deve corresponder ao 101 . garantindo a pronta paralisação da máquina sempre que forem movimentadas. Contínua (alimentadores automáticos). conjugada com comando bi-manual com simultaneidade e auto teste. devem existir proteções fixas ou móveis dotadas de intertravamento por meio de chaves de segurança. 2. 2. partes 1 e 2. significando o enclausuramento do par de ferramentas. 4. conforme a NBRNM 272.4. 4. laminadoras e calandras. classificada como tipo ou categoria 4. 4. conforme a NBR 14152 e o item 4.10. Havendo possibilidade de acesso a áreas de risco não monitoradas pela(s) cortina(s). com frestas ou passagens que não permitam o ingresso dos dedos e mãos nas áreas de risco.

4 Quando forem utilizadas válvulas de segurança independentes para o comando de prensas e equipamentos similares com freio e embreagem separados. de fluxo cruzado.2) ou c) utilizar cortina de luz conjugada com comando bi-manual (item 5. As prensas hidráulicas. de modo a permitir a abertura somente após a parada total dos movimentos de risco (item 5. 8. micro-switches ou sensores de proximidade. As prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta ou de sistema de acoplamento equivalente (de ciclo completo). conforme a NBR 14154.1) ou b) operar somente com ferramentas fechadas (item 5.1 A prensa ou equipamento similar deve possuir rearme manual. estas devem ser interligadas de modo a estabelecer uma monitoração dinâmica entre si. as prensas mecânicas excêntricas com freio/embreagem. as prensas de fricção com acionamento por fuso e seus respectivos equipamentos similares não podem permitir o ingresso das mãos ou dos dedos dos operadores nas áreas de risco. e.2). classificadas como tipo ou categoria 4.3). ou que tenham passagem livre correspondente ao diâmetro nominal.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares número de operadores na máquina. 8. de forma a impedir o funcionamento acidental da máquina sem que todos os comandos sejam acionados. com chave seletora de posições tipo yale ou outro sistema com função similar. conforme a NBR 14009. seus respectivos equipamentos similares e os dispositivos pneumáticos devem adotar as seguintes proteções na zona de prensagem ou de trabalho: a) ser enclausuradas. com proteções fixas. conforme a NBR 14009. conforme o item 4. classificados como tipo ou categoria 4.1) ou b) operar somente com ferramentas fechadas (item 5. com proteções fixas ou móveis dotadas de intertravamento com chave de segurança (item 5.3 Somente podem ser utilizados silenciadores de escape que não apresentem risco de entupimento. de maneira a não interferirem no tempo de frenagem. As prensas mecânicas excêntricas com freio/embreagem e seus respectivos equipamentos similares devem ser comandados por válvula de segurança específica. esta deve ser realizada por Controlador Lógico Prográmavel (CLP) de segurança ou lógica equivalente. Válvulas de segurança 8. incorporado à válvula de segurança ou em qualquer outro componente do sistema. assegurando que o freio seja imediatamente aplicado caso a embreagem 102 .2 Nos modelos de válvulas com monitoração dinâmica externa por pressostato. por meio de chave de segurança. 8. havendo necessidade de troca freqüente de ferramentas.7 da NBR 13930 e a EN 692. devendo adotar as seguintes proteções na zona de prensagem ou de trabalho: a) ser enclausuradas. 7. com proteções móveis dotadas de intertravamento com bloqueio. de modo a impedir qualquer acionamento adicional em caso de falha. com redundância e auto-teste. 8. Proteção da zona de prensagem ou de trabalho 6.

possuindo purgadores ou sistema de secagem do ar e sistema de lubrificação automática com óleo específico para este fim. CLP ou relés de segurança. 9. as chaves seletoras de posições tipo yale e os dispositivos de parada de emergência devem ser ligados a comandos elétricos de segurança. este não pode ser o único.9 da NBR13930. conforme a NBR 13759. As prensas hidráulicas.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares seja liberada durante o ciclo. Dispositivos de parada de emergência 10. Havendo vários comandos bi-manuais para o acionamento de uma prensa ou equipamento similar. o martelo deverá ser monitorado por sinais elétricos produzidos por equipamento acoplado mecanicamente à máquina. ou cujas ferramentas não sejam fechadas.1. As chaves seletoras de posições tipo yale para seleção do número de comandos bi-manuais devem ser ligadas a comando eletro-eletrônico de segurança de lógica programável (CLP ou relé de segurança). Comandos elétricos de segurança 12. os comandos bi-manuais. 10.1. 9. As prensas hidráulicas. conforme a NBR 14009.5 Os sistemas de alimentação de ar comprimido para circuitos pneumáticos de prensas e similares devem garantir a eficácia das válvulas de segurança. com controle de interrupção da transmissão. em razão da inércia do sistema. 103 .1.2. prensas mecânicas excêntricas com freio/embreagem e respectivos equipamentos similares. que garantam a interrupção imediata do movimento da máquina ou equipamento. estes devem ser ligados de modo a se garantir o funcionamento adequado do botão de parada de emergência de cada um deles. 10. classificados como tipo ou categoria 4. 10. Nas prensas hidráulicas. Quando utilizados comandos bi-manuais conectáveis por tomadas (removíveis) que contenham botão de parada de emergência. seus respectivos equipamentos similares e os dispositivos pneumáticos devem dispor de válvula de retenção que impeça a queda do martelo em caso de falha do sistema hidráulico ou pneumático. 12. As prensas e equipamentos similares devem dispor de dispositivos de parada de emergência.3. devendo haver dispositivo de parada de emergência no painel ou corpo da máquina ou equipamento. e também para impedir que a embreagem seja acoplada caso a válvula do freio não atue. com rearme manual. 8. ou seja. admite-se o uso de dispositivos de parada que não cessem imediatamente o movimento da máquina ou equipamento. As chaves de segurança das proteções móveis. Monitoramento do curso do martelo 11. Nas prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta ou de sistema de acoplamento equivalente (de ciclo completo) e em seus equipamentos similares. com redundância e auto-teste. não enclausurados. seus respectivos equipamentos similares e os dispositivos pneumáticos devem dispor de válvula de segurança específica ou sistema de segurança que possua a mesma característica e eficácia. as cortinas de luz. conforme o item 4.

Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares 12. desde que adotadas medidas adequadas de proteção aos riscos existentes. devem ter proteção fixa. Nas prensas excêntricas mecânicas deve haver proteção fixa das bielas e das pontas de seus eixos que resistam aos esforços de solicitação em caso de ruptura. conforme a NBRNM ISO 13852. bem como não permitir alteração do software básico pelo usuário. Para atividades de forjamento a morno e à quente podem ser utilizados os pedais dispostos no caput deste item. de forma a reduzir ao mínimo a possibilidade de erros provenientes de falha humana. através de chapa ou outro material rígido que impeça o ingresso das mãos e dedos nas áreas de risco. Atividades de forjamento a morno e à quente 14. Pedais de acionamento 13. pneumática ou hidráulica. As transmissões de força. em seu projeto. a NBR 13970 e a NBR NM 213/1. não se admitindo o uso de pedais com atuação mecânica. conforme o item 4. a NBRNM 272. o software instalado deverá garantir a sua eficácia. conforme a NBR NM-ISO 13852.2. desde que sejam adotadas medidas de proteção que garantam o distanciamento do trabalhador às áreas de risco.1. Caso necessário. polias. Nas operações com dobradeiras podem ser utilizados os pedais dispostos no caput deste item. 13.ISO 13852. correias e engrenagens.10 da NBR 13930 e o item 12. O número de pedais deve corresponder ao número de operadores na máquina. de modo a minimizar a sobrecarga do trabalho.2.1. Para as atividades de forjamento a morno e à quente podem ser utilizadas pinças e tenazes. 104 . a fim de evitar o comprometimento de qualquer função relativa à segurança. Caso os dispositivos de segurança sejam ligados a CLP de segurança. a NBR 13970 e a NBRNM 213/1. as pinças e tenazes devem ser suportadas por dispositivos de alívio de peso. Proteção das transmissões de força 15. 14. como volantes. de forma a impedir o funcionamento acidental da máquina sem que todos os pedais sejam acionados. sem a exigência de enclausuramento da zona de prensagem. 13. atendendo ao disposto na NBR NM . desde que sejam adotadas medidas de proteção que garantam o distanciamento do trabalhador às áreas de risco. desde que instaladas no interior de uma caixa de proteção. conforme a NBRNM 13852. tais como balancins móveis ou tripés.1. devendo ainda possuir sistema de verificação de conformidade. conforme a NBR 14154. com chave seletora de posições tipo yale ou outro sistema com função similar. 15. As prensas e equipamentos similares que têm sua zona de prensagem ou de trabalho enclausurada ou utilizam somente ferramentas fechadas podem ser acionadas por pedal com atuação elétrica. a NBR NM 272. integral e resistente.3 da EN 60204-1.

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15.2. As prensas de fricção com acionamento por fuso devem ter os volantes verticais e horizontal protegidos, de modo que não sejam arremessados em caso de ruptura do fuso. Aterramento elétrico 16. As prensas e equipamentos similares devem possuir aterramento elétrico, conforme as NBR 5410 e NBR 5419. Artigo II. Plataformas e escadas de acesso

17. As prensas e similares de grandes dimensões devem possuir escadas de acesso e plataformas feitas ou revestidas de material antiderrapante, dotadas de guardacorpo e rodapé, com dimensões tais que impeçam a passagem ou queda de pessoas e materiais. Ferramentas 18. As ferramentas devem ser construídas de forma que evitem a projeção de rebarbas nos operadores e não ofereçam riscos adicionais. 18.1. As ferramentas devem ser armazenadas em locais próprios e seguros. 18.2. Devem ser improvisações. fixadas às máquinas de forma adequada, sem

Sistemas de retenção mecânica 19. Todas as prensas devem possuir um sistema de retenção mecânica, para travar o martelo nas operações de troca das ferramentas, nos seus ajustes e manutenções, a ser adotado antes do início dos trabalhos. 19.1. O componente de retenção mecânica utilizado deve ser pintado na cor amarela e dotado de interligação eletromecânica, conectado ao comando central da máquina de forma a impedir, durante a sua utilização, o funcionamento da prensa. 19.2. Nas situações onde não seja possível o uso do sistema de retenção mecânica, devem ser adotadas medidas alternativas que garantam o mesmo resultado. Equipamentos similares específicos 20. Nos martelos pneumáticos, o parafuso central da cabeça do amortecedor deve ser preso com cabo de aço; o mangote de entrada de ar deve possuir proteção que impeça sua projeção em caso de ruptura, e todos os prisioneiros (superior e inferior) devem ser travados com cabo de aço. 21. As guilhotinas, tesouras e cisalhadoras devem possuir grades de proteção fixas e, havendo necessidade de intervenção freqüente nas lâminas, devem possuir grades de proteção móveis dotadas de intertravamento com bloqueio, por meio de chave de segurança, para impedir o ingresso das mãos e dedos dos operadores nas áreas de risco, conforme a NBR NM-ISO 13852.
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22. Os rolos laminadores, laminadoras, calandras e outros equipamentos similares devem ter seus cilindros protegidos, de forma a não permitir o acesso às áreas de risco, ou ser dotados de outro sistema de proteção de mesma eficácia. 22.1. Dispositivos de parada e retrocesso de emergência acessíveis de qualquer ponto do posto de trabalho são obrigatórios, mas não eliminam a necessidade da exigência contida no caput deste item. 23. As dobradeiras devem possuir proteções em todas as áreas de risco, podendo ser fixas, móveis dotadas de intertravamento por meio de chaves de segurança e/ou dispositivos eletrônicos, suficientes para prevenir a ocorrência de acidentes. 24. As desbobinadeiras, endireitadeiras e outros equipamentos de alimentação devem possuir proteção em todo o perímetro, impedindo o acesso e a circulação de pessoas nas áreas de risco, conforme a NBRNM-ISO 13852 e a NBRNM 272. Artigo III. Disposições Gerais

As prensas e equipamentos similares devem ser submetidos à inspeção e manutenção preditiva, preventiva, e corretiva conforme instruções do fabricante e Normas Técnicas oficiais vigentes. 26. Podem ser adotadas, em caráter excepcional, outras medidas de proteção e dispositivos de segurança nas prensas e equipamentos similares, desde que garantam a mesma eficácia das proteções e dispositivos mencionados nesta Nota Técnica, atendendo o disposto nas Normas Técnicas oficiais vigentes. 26.1. Nos casos não mencionados especificamente nesta Nota Técnica, as prensas e equipamentos similares devem possuir proteções e dispositivos de segurança suficientes para prevenir a ocorrência de acidentes e doenças do trabalho durante sua utilização, preparação e manutenção. Transformação de prensas e equipamentos similares 27. Sempre que as prensas e equipamentos similares sofrerem transformação substancial de seu sistema de funcionamento ou de seu sistema de acoplamento para descida do martelo (“retrofitting”), esta deve ser realizada mediante projeto mecânico elaborado por profissional legalmente habilitado, acompanhado de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). 27.1. O projeto deverá conter memória de cálculo de dimensionamento dos componentes, especificação dos materiais empregados e memorial descritivo de todos os componentes. Referências NBRNM 213/1 e 2 - Segurança de máquinas Conceitos fundamentais, princípios gerais de projeto. NBR 14009 - Segurança de máquinas - Princípios para apreciação de risco.
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NBR 14153 - Segurança de máquinas - Partes de sistemas de comando relacionadas à segurança - Princípios gerais para projeto. NBRNM-ISO 13852 - Segurança de máquinas - Distâncias de segurança para impedir o acesso a zonas de perigo pelos membros superiores. NBRNM-ISO 13853 - Segurança de máquinas - Distâncias de segurança para impedir o acesso a zonas de perigo pelos membros inferiores. NBRNM-ISO 13854 - Segurança de máquinas - Folgas mínimas para evitar esmagamento de partes do corpo humano. NBR 13970 - Segurança de máquinas - Temperaturas para superfícies acessíveis Dados ergonômicos. NBR 13759 - Segurança de máquinas - Equipamentos de parada de emergência Aspectos funcionais - Princípios para projeto. NBRNM 272 - Segurança de máquinas - Proteções - Requisitos gerais para o projeto e construção de proteções fixas e móveis. NBRNM 273 - Segurança de máquinas - Dispositivos de intertravamento associados a proteções - Princípios para projeto e seleção. NBR 14152 - Segurança de máquinas - Dispositivos de comando bi-manuais Aspectos funcionais e princípios para projeto. NBR 14154 - Segurança de máquinas - Prevenção de partida inesperada. NBR 13930 - Prensas mecânicas - Requisitos de segurança. IEC EN 61496, partes 1 e 2 - Safety of Machinery - Electro-sensitive Protective Equipament. EN 692 – Mechanical Presses- Safety. EN 999 - Safety of Machinery – The Positioning of Protective Equipment in Respect of Approach Speeds of Parts of the Human Body.

a) Mário Bonciani Diretor do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho

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4 princípios ergonômicos/ 8. princípios gerais para projeto NBR NM 213 1 e 2 (EN292) Análise do Risco NBR 14009 Proteções físicas NBR NM 272Requisitos gerais para o projeto (fixas e móveis) Distancias seguras para Impedir o acesso NBR 13852/13853/13854 Temperaturas acessíveis NBR 13970 Sem proteções físicas EN999.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares ANEXO B – Diagrama de hierarquia da legislação CLT – NR12 Segurança de Máquinas. barreiras que serão removidas freqüente mente Com contato mecânico EN 1760 Equipamentos eletro-sensitivos EN61496 1 e 2 Bi-manual NBR 14152 NBR13759 Parada emergência Dispositivos de intertravamento NBR 273 Tapete Batente Parachoque Cortina /barreiras de luz Sensores Scanner Proteção de Intertravamento Proteção intertravada com bloqueio 108 . tampas.Posicionamento velocidade aproximação NRB 14153 Partes de sistemas de comando relacionados a segurança.5 relatório de validação) FIXA Móveis Detecção através da aproximação Dispositivos fixos Tampa e grades fixas cuja remoção possa ser feita apenas com ferramentas Portas. (4.Conceitos fundamentais. grades móveis.

proteções (c) NBR 13759 Equipamentos de parada de Emergência – Aspectos Funcionais – Princípios para projeto.Normas de Segurança relativas a um grupo: tratam de um aspecto ou tipo de dispositivo condicionador de segurança de uma gama de máquinas. os conceitos fundamentais.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares ANEXO C – Classificação e resumo das principais Normas de segurança de máquinas Normas Tipo A – Normas fundamentais de segurança: definem. NBR 13928 / MN 272 NBR 13929 / MN 273 NBR 14152 NBR 14154 Requisitos gerais para projeto e construção de proteções (fixas e móveis) Dispositivos de intertravamento associados à proteções – Princípios para projeto e seleção Dispositivos de comando bi-manuais – Aspectos funcionais de princípios para projeto Prevenção de partida inesperada Normas Tipo C – Normas de segurança por categoria de Máquinas: dão prescrições detalhadas de segurança a um grupo particular de máquinas (d) NBR 13930 Prensas Mecânicas – Requisitos de Segurança NBR 13536 NBR 13865 NBR 13862 NBR 13936 NBR 13867 Injetoras Cilindros para massas alimentícias – Requisitos de segurança Moldagem a Sopro Moedores No caso de consultar mais normas aplicáveis à máquinas específicas. as normas européias são uma excelente fonte de recomendações. (b) NBR 14009 Princípios para apreciação de risco NBR 14153 NBR NM 213/1 NBR NM 213/2 Partes de sistemas de comando relacionados à segurança – Princípios gerais para projeto Segurança de máquinas – Conceitos fundamentais. 109 . dispositivos sensíveis a pressão. são exemplos: Distância de Segurança. Temperatura de superfícies e Ruído NBR 13760 / 13854 NBR 13761 / 13852 NBR 13758 Folgas mínimas para evitar esmagamento de partes do corpo humano Distância de segurança para impedir o acesso à zonas de perigo pelos membros superiores Segurança de Máquinas – Distância de Segurança para impedir o acesso às zonas de perigo pelos membros inferiores Normas Tipo B2 – Normas sobre dispositivos condicionadores de Segurança. princípios de projeto e aspectos gerais válidos à toda máquina. princípios gerais de projeto: Parte 2 – Princípios técnicos e especificações Normas Tipo B . a rigor. princípios gerais de projeto: Parte 1 – Terminologia básica e metodologia Segurança de máquinas – Conceitos fundamentais. dispositivos de intertravamento. por exemplo: comando bimanuais. Normas Tipo B1 – Normas sobre aspectos particulares de Segurança.

NBR 213-1 .6. EXPERIÊNCIA E HABILIDADE PODEM AFETAR O RISCO.1. Risco: Combinação da probabilidade de ocorrência e da(s) conseqüência(s) de um determinado evento perigoso. . dano ao meio ambiente do local de trabalho.b) identificação do perigo (anexo A) (Métodos de Identificação: Anexo B) .Prensas Hidráulicas EN 931 . UM PEQUENO NÚMERO DE ACIDENTES OU ACIDENTES DE PEQUENA SEVERIDADE NÃO DEVEM SER TOMADOS COMO SUPOSIÇÃO AUTOMÁTICA DE BAIXO RISCO.3. dano à propriedade.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Podemos citar as seguintes normas: EN 415-4 . .Máquinas de manufatura de calçados EN 972 .A AUSÊNCIA DE ACIDENTES. dano ou outra perda. .3.Máquinas de manufatura de couro EN 1114-1 .Prensas Mecânicas EN 693 .Análise do risco: . é necessária para verificar se a redução do risco é necessária ou não.4. Perigo: Fonte ou situação com potencial para provocar danos em termos de lesão.Segurança de Máquinas – Conceitos Fundamentais.A apreciação dos riscos inclui: . Avaliação de Riscos: Processo global de estimar a magnitude dos riscos.Segurança de Máquinas – Princípios para Apreciação de Riscos .TREINAMENTO. . NBR 14009 .Funções de Segurança: 110 . ou uma combinação destes. ENTRETANTO. doença. lesão. Acidente: Evento não-planejado que resulta morte. Incidente: Evento que deu origem a um acidente ou que tinha potencial de levar a um acidente (é um quase-acidente) . e decidir se um risco é ou não tolerável. bem como as conseqüências do mau uso ou mau funcionamento previsível).3. princípios gerias de Projeto – Terminologia básica e metodologia. PELO PROJETO OU PROTEÇÕES.Máquinas para embalagem EN 692 .3.15.Avaliação do Risco – após a estimativa.3. .14. NENHUM DESSES FATORES DEVE SER USADO COMO SUBSTITUTO PARA A ELIMINAÇÃO DO PERIGO E REDUÇÃO DO RISCO.a) determinação dos limites da máquina (inclui o uso planejado e a utilização e operação corretas da máquina. .Máquinas de manufatura de plásticos e borrachas OHSAS 18001 – Especificação Para Sistemas de Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho .c) estimativa do risco (para cada perigo – elemento de risco x Aspectos) – deve considerar a confiabilidade de componentes e sistemas . doença. . ONDE ESTAS MEDIDAS PUDEREM SER IMPLEMENTADAS.

3. SOB AS CONDIÇÕES NORMAIS DE UTILIZAÇÃO PREVISTAS. comando manual com mecanismo neutralizado durante regulagem NBR 213-2 . QUANTO MAIOR A RESISTÊNCIA A DEFEITOS DAS PARTES RELACIONADAS À SEGURANÇA. nesta norma. 1. com relação à ocorrência de defeitos. SER AJUSTADA.Segurança de Máquinas – Distância de Segurança para impedir o acesso a zonas de perigo pelos membros superiores A NORMA ESTABELECE VALORES PARA DISTÂNCIAS DE SEGURANÇA.Limitar a exposição de pessoas aos fenômenos perigosos. 2. 4). é dividido. UM MÉTODO DE EVITAR O RISCO DE ESMAGAMENTO DE PARTES DO CORPO HUMANO É FAZER USO DEAS FOLGAS MÍNIMAS ESPECIFICADAS NESTA NORMA. MENOR A PROBABILIDADE QUE ESTA PARTE FALHE NO CUMPRIMENTO DE SUAS FUNÇÕES DE SEGURANÇA. DE MODO A IMPEDIR O ACESSOO A ZONAS DE PERIGO PELOS MEBROS 111 . SEM CAUSAR ACIDENES À SAÚDE HUMANA. NBR 13760 / MN 13854 . relacionada à segurança. Funções específicas que são funções críticas destinas a garantir segurança (função comando bi-manual.Redução do Risco de Projeto . função não repetição de ciclo. em 5 categorias (B. NBR 13761 / MN 13852 . MAIOR PRECISA SER A HABILIDADE (FUNÇÃO REQUERIDA É SUPRIDA) DESSAS PARTES PARA RESISTIR A DEFEITOS. e seu subseqüente comportamento na condição de defeito QUANTO MAIS A REDUÇÃO DO RISCO DEPENDER DAS PARTES DE SISTEMA DE COMANDO RELACIONADASÀ SEGURANÇA. princípios gerias de Projeto – Princípios Técnicos e Especificações . que são funções críticas e distintas das anteriores ex.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares - 1. PODE-SE DIZER QUE UMA MÁQUINA É SEGURA SE EXISTE A PROBABILIDADE DE A MÁQUINA CONTINUAR EM OPERAÇÃO. controle de velocidade ou temperatura. Funções condicionadoras de segurança.Segurança de Máquinas – Folgas Mínimas para evitar o esmagamento de partes do corpo humano DE UMA MANEIRA GERAL. de uma parte de um sistema de comando. SOFRER MANUTENÇÃO E SER DESMONTADA. de acordo com a sua resistência a defeitos. 2.Segurança de Máquinas – Conceitos Fundamentais.Evitar ou reduzir tantos fenômenos perigosos quanto possível pela escolha conveniente de certas características de projeto . pela redução da necessidade de intervenção do operador nas zonas perigosas A ESCOLHA DOS DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO PARA DETERMINADA MÁQIUINA DEVE BASEAR-SE NA AVALIAÇÃO DOS RISCOS PROVOCADOS POR TAL MÁQUINA (DESCRIÇÃO DEVE ESTAR DETALHADA EM NORMA TIPO C) NBR 14153 .Segurança de Máquinas – Partes de Sistemas de Comando relacionadas à segurança – Princípios Gerais para Projeto O desempenho. função que evita partida inesperada).

A PARADA DE EMERGÊNCIA DEVE FUNCIONAR COMO: . COM FORNECIMENTO DE ENERGIA AOS ATUADORES DA MA´QUINA NECESSÁRIA PARA ATINGIR A PARADA E . DISPOSITIVO QUE EXIGE AO MENOS A ATUAÇÃO SIMULTÂNEA PELA UTILIZAÇÃO DAS DUAS MÃOS.PODE ATUAR: . QUANDO A PARADA É ATINGIDA. SER INICIADA POR UMA SIMPLES AÇÃO HUMANA. DESENVOLVIDAS PRINCIPALMENTE PARA PROTEÇÃO DE PESSOAS DE PERIGOS MECÂNICOS PROTEÇÃO: PARTE DA MÁQUINA ESPECIFICAMENTE UTILIZADA PARA PROVER PROTEÇÃO POR MEIO DE UMA BARREIRA FÍSICA . PROPICIANDO UMA MEDIDA DE PROTEÇÃO.Aspectos Funcionais – Princípios para projeto PARADA DE EMERGÊNCIA: FUNÇÃO QUE DEVE IMPEDIR O AUMENTO OU REDUZIR O RISCO EXISTENTE A PESSOAS E DANOS À MÁQUINA OU AO TRABALHO EM ANDAMENTO. ESTAS DISTÂNCIAS SE APLICAM POR SI SÓ. NÃO FOR ADEQUADA PARA ESTE FIM.Segurança de Máquinas – Requisitos Gerais para projeto e construção de proteções fixas e móveis FIXA REQUISITOS GERAIS PARA PROJETO E CONSTRUÇÃO DE PROTEÇÕES. PARADA CONTROLADA. . ISTO É POR IMEDIATA REMOÇÃO DA ENERGIA DOS ATUADORES DA MÁQUINA OU DESCONEXÃO MECÂNICA (EMBREAGEM) ENTRE OS ELEMENTOS DE RISCO E O CORRESPONDENTE ELEMENTO DA MÁQUINA. APENAS PARA A PESSOA QUE O ATUA. PELA LOCALIZAÇÃO DOS DISPOSITIVOS DE ATUAÇÃO DE COMANDO EM UMA POSIÇÃO ESPECÍFICA. ENTÃO. QUANDO SÃO SUFICIENTES PARA GARANTIR A SEGURANÇA ADEQUADA. QUALQUER OPERAÇÃO DA MÁQUINA. A ENERGIA É REMOVIDA. COM O OBJETIVO DE INICIAR E MANTER. AS DISTÂNCIAS DE SEGURANÇA PROTEGEM AS PESSOAS QUE TENTAM ATINGIR AS ZONAS DE PERIGO SEM AJUDA ADICIONAL NBR 14152 . SÃO DESCRITAS AS CARACTERÍSTICAS PRINCIPÁIS DE UM DISPOSITIVO DE COMANDO BIMANUSL PARA O ALCANCE DE SEGURANÇA E EXPÕE A COMBINAÇÃO DE CARACTERÍSTICAS FUNCIONAIS DE TRÊS TIPOS.FECHADA: SOMENTE É EFETIVA QUANDO FECHADA 112 .Segurança de Máquinas – Equipamentos de Parada de Emergência . QUANDO A FUNÇÃO DE PARADA NORMAL. NBR 13928 / MN272.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares SUPERIORES DE PESSOAS COM IDADE SUPERIOR OU IGUAL A TRÊS ANOS.Segurança de Máquinas – Dispositivos de Comando bi-manuais – aspectos funcionais e princípios para projeto UM DISPOSITIVO DE COMANDO BIMANUAL É UM DISPOSITIVO DE SEGURANÇA QUE FORNECE UMA MEDIDA DE PROTEÇÃO AO OPERADOR CONTRA O ALCANCE DE ZONAS PERIGOSAS DURANTE SITUAÇÕES DE PERIGO. ENQUANTO EXISTIR UMA CONDIÇÃO DE PERIGO.PARADA DE CATEGORIA 1.PARADA DE CATEGORIA 0. ISTO É. NBR 13759 .

Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares - EM CONJUNTO COM UM DISPOSITIVO DE INTERTRAMVAMENTO COM OU SEM BLOQUEIO DA PROTEÇÃO PROTEÇÃO FIXA PROTEÇÃO DE ENCLAUSURAMENTO PROTEÇÃO DISTANTE PROTEÇÃO MÓVEL PROTEÇÃO ACIONADA POR ENERGIA PROTEÇÃO COM AUTO FECHAMENTO PROTEÇÃO DE COMANDO PROTEÇÃO AJUSTÁVEL PROTEÇÃO COM INTERTRAVAMENTO PROTEÇÃO COM INTERTRAVAMENTO BLOQUEIO E DISPOSITIVO DE NBR 13929 / MN273.Segurança de Máquinas – Distâncias de segurança para impedir o acesso a zonas de perigo de membros inferiores NBR 13758 . UM DOS MAIORES OBJETIVOS DO PROJETISTA E O USUÁRIO DE MÁQUINAS.ÁREA/REGIÃO DO FERRAMENTAL (ENTRE A PLACA DA MESA E A PLACA DO MARTELO) . PARTIDA INESPERADA: MUDANÇA DO REPOUSO AO MOVIMENTO DA MÁQUINO OU DE UMA DE SUAS PARTES. EM RAZÃO DISSO. GRAVIDADE) ELEMENTOS MECÂNICOS NBR 13930 – Prensas Mecânicas – Requisitos de Segurança ÁREA DE RISCO: REGIÕES DA PRENSA OU NA PERIFERIA DA PRENSA QUE POSSIBILITEM RISCO DE ACIDENTE DO OPERADOR. INFLUÊNCIAS EXTERNAS OU EXTERNAS (VENTO. OU DE OUTRO TIPO QUE TEM A FINALIDADE DE IMPEDIR A OPERAÇÃO DE ELEMENTOS DA MÁQUINA.REGIÃO DO CURSO DO DESLOCAMENTO DO MARTELO 113 .Segurança de Máquinas – Dispositivos de intertravamento associados à proteções – Princípios para projeto e seleção DISPOSITIVO MECÂNICO. ELÉTRICO.Segurança de Máquinas – Prevenção de Partida Inesperada MANTER A MÁQUINA EM CONDIÇÃO DE IMOBILIDADE DURANTE A PRESENÇA DE PESSOAS EM SUAS ZONAS DE PERIGO É UMA DAS CONDIÇÕES MAIS IMPORTANTES DA UTILIZAÇÃO SEGURA DE MÁQUINAS E. RESTAURAÇÃO DE FORNECIMENTO DE ENERGIA. CAUSADA POR: UM COMANDO DE PARTIDA ORIUNDO DE FALHA DO SISTEMA OU DE INFLUÊNCIA EXTERNA SOBRE ELE. COMANDO DE PARTIDA GERADO POR AAÇÃO NÃO INTENCIONAL. COMBUSTÃO. SOB CONDIÇÕES ESPECÍFICAS NBR 13758 . CONFORME O SEGUINTE: . APÓS INTERRUPÇÃO.

ALIMENTADORES DE BLANKS. ROBÔS. DE PROCESSAMENTO E RETIRADA DE PEÇAS REGIÃO NO PERÍMETRO DA PRENSAQUE CONTIVER POSSIBILIDADE DE DESLOCAMENTO DE DISPOSITIVOS AUXILIARES NO PROCESSO. CARROS TRANSPORTADORES DE FERRAMENTAS. TRANSFERIDORES. PARTES MÓVEIS E ROTATIVAS DA MÁQUINA 114 . MESAS MÓVEIS.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares - REGIÃO DE ENTRADA OU SAÍDA DE MATERIAIS. ALIMENTADORES.

altura do gancho .verificar se todos os acessórios transporte foram retirados 11.escorregar .fazer check-list da ponte 5.bater . FICHA DE PROCEDIMENTO SEGURO DE TRABALHO ETAPAS DE TRABALHO 1.tropeçar .acionar a sirene 9.cair . Revisão/Data Documento Téc.isolar a área .bater .acionar a sirene . Sup.localizar estampo na área de armazenamento 2.deslocar a ponte até o armazenamento 6.bater em funcionários .atenção ao trajeto .queda .verificar alinhamento do carro e ponte .queda .queda .pegar a ponte rolante no estacionamento 4.atenção ao piso escorregadio .atenção ao percurso . Área Ger. Seg.escorregar . formato do estampo .subir ponto a ponto 8.descer lentamente 10.acionar a sirene .engatar o estampo 7.defeitos elétricos ou mecânicos .verificar fixação dos cabos .altura do gancho .escolher acessório adequado ao peso. 1ª ed.atenção ao piso escorregadio . Área Departamento 115 .verificar os pinos de transporte .atenção ao trajeto .verificar posicionamento da carreta .tropeçar .queda .transportar até a carreta . treinamento.tirar os acessórios de .altura da carga .retornar a ponte até o .atenção ao trajeto .isolar a área .carregar a carreta .virar .queda do estampo PROCEDIMENTO SEGURO .realizar todos os testes determinados no check-list .desligar o botão de emergência APLICÁVEL AOS SEGUINTES CARGOS OU FUNÇÕES Elab.escapar . volume.bater em máquinas .bater em funcionários .atenção ao trajeto estacionamento .Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares ANEXO D – Sugestão de planilhas e check-list de cadastro.bater em máquinas .levantar o estampo PROCEDIMENTO SEGURO PARA O TRANSPORTE DE ESTAMPO EXISTÊNCIA DE RISCO .verificar quais os acessórios para o transporte do estampo 3.balanço da carga . manutenção e procedimento seguro de trabalho.

providenciar os pinos da almofada.Tirar a pressão do martelo e acionar a prensa até 180º 3.colocar a prensa para produzir SIM NÃO 116 .Retirar os tampões da mesa e colocar os pinos da almofada 3. conforme o tamanho do estampo 5.Colocar o martelo no ponto morto superior 6.Baixar a almofada até os pinos ficarem no plano da mesa 4.Engatar os cabos de aço no estampo e fazer o arraste 8. conforme procedimento 2.Deixar uma peça em cada estágio 2.Fixar o estampo na parte superior e inferior 10.Regular a pressão de trabalho 12.Acionar as almofadas e acionar os pinos (se houver) 9.Colocar os tampões nos furos da mesa COLOCAÇÃO DO ESTAMPO 1.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares FICHA DE VERIFICAÇÃO DE RETIRADA E COLOCAÇÃO DE ESTAMPO RETIRADA DE ESTAMPO 1.Ajustar o estampo no centro da mesa 7.Conferir visualmente a fixação 11.Acionar a prensa aos poucos para ajustar os pinos 8.Puxar o estampo para dentro da mesa 6.Limitar o martelo na parte superior 9.Soltar os parafusos da base 5.Colocar os cavaletes de sustentação 7.Soltar os parafusos do lado superior e inferior do estampo 4.Regular a abertura do martelo.

Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares EMISSOR: LOGO DA EMPRESA CÓ DI GO : TÍTULO: PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS EM PRENSAS E SIMILARES PPRPS DADOS DA UNIDADE Razão Social Endereço Atividade Nº de Prensas / Similares Nº de Funcionários Responsável 117 .

Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares RESPONSÁVEL: Nº CÓDIGO: LOGO DA EMPRESA TÍTULO: PLANTA BAIXA DE LOCALIZAÇÃO DAS PRENSAS E SIMILARES 118 .

: Inventário: Tipo Modelo Fabricante Equipamentos Auxiliares Alimentador Desbobinador Endireitador Extrator Almofada Pneumática Picotador de Retalhos Outros Sistemas de Proteção Necessidade de Implantação O Quê Quem Quando Inspeção/Revisão Responsável Data Assinatura 119 .Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares LOGO DA EMPRESA Equipamento: Tipo: Capacidade: Local: RESPONSÁVEL: TÍTULO: Nº ÓDIGO: FICHA DE CADA PRENSA OU EQUIPAMENTO SIMILAR Nº xxx Fabricante: Modelo: Ano Fab.

Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares RESPONSAVEL: Nº CÓDIGO: LOGO DA EMPRESA Descrição do Equipamento TÍTULO: CRONOGRAMA DE CORREÇÃO E INSTALAÇÃO DAS PROTEÇÕES NECESSÁRIAS Nº. Correção/Instalação Prazo Responsável Visto 120 .

Visto (iv) Manutenção Preventiva Semestral Anual Item 1 2 3 4 5 6 7 Data Visto Item 8 9 10 11 12 13 14 Data Visto (v) Itens a serem observados Mancais Painel Elétrico Correias Motor (es) Engrenagens Rolamentos outros ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- (vi) Peças / Componentes Substituídos Data Descrição Observações gerais: 121 .ºordem serv.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares RESPONSAVEL: Nº CÓDIGO: LOGO DA EMPRESA DeSCRIÇÃO: MARCA: TÍTULO: MANUTENÇÃO PREVENTIVA E CORRETIVA DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS (i) Máquina ou Equipamento NI: MODELO: SÉRIE: FABRICAÇÃO: SEÇÃO: (ii) Acessórios e Implementos Descrição Utilização Características NI (iii) Histórico de Manutenção Corretiva Data Ocorrência / Descrição N.

Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares RESPONSÁVEL: Nº CÓDIGO: LOGO DA EMPRESA DESCRIÇÃO: TÍTULO: LUBRIFICAÇÃO DE MÁQUINAS (vii) Máquina ou Equipamento NI: MARCA: MODELO: SÉRIE: FABRICAÇÃO: Seção: Acompanhamento de Lubrificação 2) 3) Anual Semestral -------------- a) Ano-------------------------/-------/------- Não se aplica Não se aplica Aplica Aplica -------/------/-----------/-------/------- visto --------------------visto --------------------visto-- Lubrificação Mensal ------/-----Janeiro visto visto Não se aplica ------/-----/---Fevereiro Aplica ------/-----/----Março ------/-----/-----Abril /-----/----- ------/------ Maio visto Junho visto -----/------/Outubro visto /----------- visto Julho visto -----/------/- visto Agosto visto ------/-----/Dezembro visto Setembro visto /----------- ---- ----- /------ Lubrificação Semanal -----/------/--------/------/--------/------/--------/------/--------/------/--------/------/--------/------/--------/------/--------/------/--------/------/---- /------ -----/------/--------/------/--------/------/--------/------/--------/------/---- Não se aplica -----/------/--------/------/--------/------/--------/------/--------/------/---- /------ Novembro visto /----------- ----- -----/------/---------/------/--------/------/--------/------/--------/------/--------/------/---- -----/------/--------/------/--------/------/---- Aplica -----/------/--------/------/--------/------/--------/------/--------/------/---- -----/------/--------/-----/---------/-----/----- -----/----------/----------/----------/----------/------ /----/----/----/----/----- -----/------/---- -----/-----/----- -----/------/--------/------/---- (viii) Partes a lubrificar Freqüência Método Lubrificante (e) CROQUI 122 .

Participante s: Nome Cargo Setor Assinatura Conteúdo programático: 123 .Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares RESPONSÁVEL: Nº CÓDIGO: LOGO DA EMPRESA TÍTULO: ACOMPANHAMENTO DE TREINAMENTO TREINAMENTO Curso: Ministrado em: Carga Horária Ministrado por: Validade : Todos os participantes abaixo relacionados confirmam o recebimento de treinamento específico do Programa de Prevenção de Riscos em Prensas e Similares “PPRPS”.

Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares RESPONSÁVEL: Nº CÓDIGO: LOGO DA EMPRESA Ação: TÍTULO: PROCEDIMENTO SEGURO DE TRABALHO PROCEDIMENTO SEGURO DE TRABALHO – PST Etapas Riscos Procedimento Seguro Aplicabilidade aos cargos e funções: 1ª edição Revisão data Doc. área 124 . de Segurança Supervisor da área Gerente da Departamto. Téc.

no. 1999. São Paulo. BRASIL. CUT / INST.htm>.datasesmt. NBR 13536. 2006 / PRINCÍPIOS de Segurança. NBR 14152.gov.br> <http://www. Acesso em: 22/02/2006. NBR 13930. Proteção adequada em prensas mecânicas. Rio de Janeiro. ______. construção e utilização.br>.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS.. MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. Programa de Prevenção de Riscos em Prensas e Similares. Prensas mecânicas . Folgas mínimas para evitar esmagamento de partes do corpo humano. ______. 1999.br/stimmesp/index2. Planejamento 2001.coelba.com. CURSO de PPRPS.pt/>. Nossa Meta. Segurança em máquinas – Dispositivos de comando bi-manuais – Aspectos funcionais e princípios para projeto.sapo. Disponível em: <http://www. Acesso em: 22/02/2006.mte. [Convenções Coletivas sobre Segurança e Saúde] CONVENÇÃO Coletiva sobre prevenção de acidentes em máquinas injetoras de plástico. Risco Zero. Rio de Janeiro. Acesso em: 22/02/2006. Rio de Janeiro. Requisitos gerais para o projeto e construção de proteções (fixas e móveis). 2001.com. Cadernos de Saúde do Trabalhador.martins-internacional. Rio de Janeiro. Máquinas injetoras para plásticos e elastômeros – Requisitos técnicos de segurança para o projeto.com.br/sit/sst/default.Requisitos de segurança. Acesso em: 27 mar. Brasília: MTE. Máquina. NBR 13928.. Disponível em: <http://www. Rio de Janeiro. Distâncias seguras para impedir acesso a zonas de perigo pelos membros superiores. Rio de Janeiro. ______. ______. ______. 125 . NBR 13761.htm>. Disponível em: <http://castroingenium. nº 3. NBR 13760. Disponível em: <http://www. São Paulo: INPAME/FUNDACENTRO/STIMMMESP.

São Paulo: Prensas Jundiaí.br www. 1ª edição. Programa de Prevenção de Riscos em Prensas e Similares – PPRPS. Acesso em: 22/02/2006.html>. São Paulo: INST/CUT. Apresentação do curso de PPRPS / Krafix 2005. Disponível em: <http://www. São Paulo: Atlas. 2000. SENAI/SP.br www.htm DRT/RS. Disponível em: <http://www. Clemento. Clemento Vieira.– 1999. 2006 Pesquisas em links disponíveis na internet: www. Acidentes do trabalho com máquinas.org. Segurança em primeiro lugar. VILELA.norgren.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares.gov/Publications/Mach_Safeguard/Chapt2.gif>.gov/Publications/Mach_Safeguard/gif/mach22. SILVA.com. Injetoras de Plástico e Tratamento Galvânico de Superfícies nas Industrias Metalúrgicas no Estado de São Paulo.inpame. SENAI/SP . Rodolfo Andrade Gouveia.br www. Apresentações de Segurança em prensas e similares Fotos : Arquivo Krafix 2006/ SENAI SP / DRT/ RS/SP/MG / FUNDACENTRO 126 . 2003. RODRIGUES. Acesso em: 22/02/2006.com/ross-southamerica. São Paulo: Senai. 2002. Identificação de riscos e prevenção. São Paulo: Senai. 2000. 2001 Convenção Coletiva de Melhorias das Condições de Trabalho em Prensas e Equipamentos Similares. Caxias do Sul.Alfried Krupp. Segurança em Primeiro Lugar.oshaslc. VIEIRA DA SILVA.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Proteção de segurança para máquinas. Proteção ajustável para prensas.oshaslc. São Paulo. RODRIGUES.com.br www.org. Ubirajara.rosscontrols. DRT/SIMECS/STIMMEE. Ubirajara.abnt.abimaq. Fundamentos e Metodologia para Elaboração do Programa de Prevenção de Riscos em Prensas e Similares – PPRPS. SEGURANÇA e Medicina do Trabalho.

NR 06 Norma Regulamentadora nº 06 do MTE – Equipamento de Proteção Individual. NBR NM Norma Mercosul.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares GLOSSÁRIO ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas. Arquitetura e Agronomia). ART Anotação de Responsabilidade Técnica. NR 13 Norma Regulamentadora nº 13 do MTE – Caldeiras e Vasos de Pressão. 127 . Forjamento a Quente Processo de conformação mecânica realizado em temperaturas a 850° C. Forjamento Forjamento é o nome genérico de operações de conformação mecânica efetuadas com esforço de compressão sobre um material dúctil. Movimentação. NR 01 Norma Regulamentadora nº 01 do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) – Disposições Gerais.Transporte. Armazenagem e Manuseio de Materiais. NBR Norma Brasileira. Forjamento a Morno Processo de conformação mecânica realizado entre 450° e 850° C C. NR 10 Norma Regulamentadora nº 10 do MTE – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade. NR 12 Norma Regulamentadora nº 12 do MTE – Máquinas e Equipamentos. de tal modo que ele tende a assumir o contorno ou perfil da ferramenta de trabalho. NR 11 Norma Regulamentadora nº 11 do MTE . emitida por profissional habilitado junto ao CREA (Conselho Regional de Engenharia.

possuindo varias configurações conforme a necessidade. com relação à sua resistência a falhas. 128 . Chave Yale Chave seletora de posições com bloqueio por segredo.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares Bloqueio – Lockout Forma que garanta que todas as fontes de energia sejam desligadas enquanto as máquinas ou atividades estejam em manutenção ou qualquer outro tipo de parada necessária. Categorias (NBR 14153:1998) Determinam o comportamento requerido. conjugada com elemento interligado eletricamente. Sinalização – Tagout Identificar quem e qual o motivo do bloqueio de energia da máquina ou atividade. das partes relacionadas à segurança de sistemas de comando.

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